Ana Cláudia Sil a Oli ei a
Colabo ação dos s akeholde s
públicos e p i ados na
desca bonização de Guima ães – a
adesão ao Pac o Climá ico como
inicia i a pa a a neu alidade
climá ica a é 2030
Ab il de 2025
ii
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Ana Cláudia Sil a Oli ei a
Colabo ação dos s akeholde s
públicos e p i ados na
desca bonização de Guima ães – a
adesão ao Pac o Climá ico como
inicia i a pa a a neu alidade climá ica
a é 2030
Disse ação de Mes ado
em Economia Social
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso a Dou o a Lígia Ma ia Cos a Pin o
B aga, ab il de 2025
i
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as
eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
ii
Ag adecimen os:
À p o esso a Lígia Pin o, po e emba cado comigo nes e p oje o.
Ao D . Ca los Ribei o, po odo o incansá el acompanhamen o du an e o es ágio no Labo a ó io
da Paisagem.
Aos p o esso es e colegas da Escola de Economia e Ges ão da Uni e sidade do Minho com quem
i e o gos o de pa ilha ideias e expe iências ao longo do Mes ado em Economia Social.
A oda a equipa do Labo a ó io da Paisagem pelo acolhimen o, en ol imen o e pa ilha de
conhecimen os que le a ei pa a a ida.
Aos meus pais pelo amo , comp eensão e apoio incondicional ao longo de odo es e pe cu so.
À minha i mã, Anabela, po se a azão de eu que e se semp e a minha melho e são.
“Wha you do makes a di e ence,
and you ha e o decide wha kind o
di e ence you wan o make.”
(Jane Goodall)
iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo
que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de
in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
i
Resumo
Tí ulo: Colabo ação dos s akeholde s públicos e p i ados na desca bonização de
Guima ães – a adesão ao Pac o Climá ico como inicia i a pa a a neu alidade climá ica a é
2030
O p esen e ela ó io su ge na sequência do es ágio ealizado no Labo a ó io da Paisagem, en e
os meses de ou ub o de 2024 e janei o de 2025. A emá ica p e ende oca a impo ância e ele ância
das ações de s akeholde s públicos e p i ados na desca bonização de Guima ães.
A in es igação deb uça-se, em pa icula , sob e o Pac o Climá ico de Guima ães, e a pa icipação
das emp esas e o ganizações signa á ios e não signa á ias do mesmo. P e ende-se pe cebe qual o pon o
de si uação des as o ganizações e emp esas no que oca ao es ado da sua assina u a, ao comp omisso
assumido, às di iculdades encon adas e às expec a i as u u as.
Pa a is o, ealizou-se um ques ioná io que oi en iado pa a emp esas e o ganizações do concelho
de Guima ães, ao qual se ob e e um o al de 28 espos as. O inqué i o e e como obje i o ap o unda o
conhecimen o sob e o que as emp esas de Guima ães pensam sob e o Pac o Climá ico, bem como sob e
a adoção de medidas pa a o desen ol imen o sus en á el.
P e endia-se com es a abo dagem comp eende o ní el de comp omisso e en ol imen o das
emp esas ima anenses nes a inicia i a, endo em con a que se a a de uma inicia i a de adesão
olun á ia, c iada pelo Município de Guima ães com o obje i o de o na Guima ães mais sus en á el
a a és da colabo ação de emp esas publicas e p i adas.
Dos esul ados des aca-se a on ade da maio ia das emp esas e o ganizações inqui idas em
ado a me as ambien ais mais ambiciosas, alinhadas com os obje i os da União Eu opeia. No en an o,
mui as en en am ba ei as como a al a de ecu sos humanos especializados e al a de incen i os
inancei os e ecnológicos, o que comp ome e o comp omisso aliado aos ideais do Pac o Climá ico.
Pala as-cha e: S akeholde s; Desca bonização; Sus en abilidade; Guima ães
Abs ac
Ti le: Collabo a ion o public and p i a e s akeholde s in he deca boniza ion o
Guima ães - joining he Clima e Pac as an ini ia i e o clima e neu ali y by 2030
This epo ollows he in e nship ca ied ou a he Landscape Labo a o y be ween Oc obe 2024
and Janua y 2025. The heme aims o ocus on he impo ance and ele ance o he ac ions o public
and p i a e s akeholde s in he deca boniza ion o Guima ães.
The esea ch ocuses in pa icula on he Guima ães Clima e Pac , and he pa icipa ion o
signa o y and non-signa o y companies and o ganiza ions. The aim is o unde s and he s a e o play o
hese o ganiza ions and companies wi h ega d o he s a us o hei signa u e, he commi men made,
he di icul ies encoun e ed and u u e expec a ions.
To his end, a ques ionnai e was sen o companies and o ganiza ions in he municipali y o
Guima ães, o which a o al o 28 esponses we e ecei ed. The aim o he su ey was o gain a deepe
unde s anding o wha companies in Guima ães hink abou he Clima e Pac , as well as he adop ion o
measu es o sus ainable de elopmen .
The aim was o unde s and he le el o commi men and in ol emen o Guima ães companies
in his ini ia i e, bea ing in mind ha i is a olun a y ini ia i e c ea ed by he Municipali y o Guima ães
wi h he aim o making Guima ães mo e sus ainable h ough he collabo a ion o public and p i a e
companies.
The esul s show ha mos o he companies and o ganiza ions su eyed a e willing o adop
mo e ambi ious en i onmen al a ge s, in line wi h he Eu opean Union's objec i es. Howe e , many ace
ba ie s such as a lack o specialized human esou ces and a lack o inancial and echnological
incen i es, which comp omise hei commi men o he ideals o he Clima e Pac .
Keywo ds: S akeholde s; Deca boniza ion; Sus ainabili y; Guima ães
i
Índice
1. In odução .............................................................................................................. 8
2. Re isão de Li e a u a ............................................................................................ 11
2.1. Teo ia dos s akeholde s, eo ia do emp eendedo ismo sus en á el e economia dos comuns
........................................................................................................................................................ 11
2.2. Al e ações climá icas e bens comuns ........................................................................... 14
2.3. Economia social como o ma de esponde aos desa ios da ges ão de bens comuns ..... 17
2.4. Cidades sus en á eis .................................................................................................... 20
2.5. Al e ações climá icas no con ex o das cidades .............................................................. 21
2.6. Emp esas e sus en abilidade ........................................................................................ 27
3. Es udos de caso: Guima ães, Vi o ia-Gas eiz e Bi mingham .................................. 29
3.1. Guima ães ................................................................................................................... 29
3.1.1. O Pac o Climá ico de Guima ães .................................................................... 33
3.1.2. O Labo a ó io da Paisagem ............................................................................ 33
3.2 Ou os casos de es udo .................................................................................................. 35
4. O es ágio no Labo a ó io da Paisagem ................................................................. 40
4.1. P oblemá ica e Desen ol imen o do Ques ioná io .......................................................... 41
4.2. Análise de esul ados do ques ioná io ............................................................................ 43
4.2.1 Análise dos signa á ios do Pac o ..................................................................... 45
4.2.2. Análise dos não signa á ios do Pac o .............................................................. 51
5. Discussão de esul ados .................................................................................................. 56
6. Conside ações Finais ....................................................................................................... 58
Bibliog a ia .................................................................................................................................... 60
Anexos ........................................................................................................................................... 63
1. Mensagem en iada jun o ao inqué i o ............................................................................... 63
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posição em ques ões sociais, e idenciando o impac o es a égico desse a i ismo no me cado (Bhagwa
e al; 2020).
A c escen e p essão das pa es in e essadas em le ado as emp esas a expandi em o seu papel
pa a além da ge ação de iqueza pa a os acionis as, exigindo que ambém p opo cionem bene ícios
sociais e ambien ais. T adicionalmen e, essa esponsabilidade e a abo dada po meio da
“Responsabilidade Social Emp esa ial (RSE)”, que incluía p á icas ilan ópicas, ações ambien ais e
comp omissos é icos. No en an o, espe a-se cada ez mais que as emp esas ado em pos u as a i as em
deba es sociopolí icos, um enómeno conhecido como “A i ismo Sociopolí ico Emp esa ial” (Bhagwa e
al; 2020); (Buysse e Ve beke; 2003).
O A i ismo Sociopolí ico Emp esa ial pode o alece as elações com de e minados s akeholde s
que compa ilham dos mesmos alo es da emp esa, aumen ando a lealdade do consumido e
di e enciando a ma ca no me cado. En e an o, essa pos u a ambém ap esen a iscos, pois pode aliena
clien es, in es ido es e pa cei os que disco dam do posicionamen o ado ado. Além disso, as ques ões
sociopolí icas são dinâmicas e e oluem ao longo do empo. Temas que an e io men e ge a am
con o é sia, como o su ágio uni e sal eminino, hoje são amplamen e acei es, enquan o no as no mas
eme gem cons an emen e no deba e público (Bhagwa e al; 2020).
A p essão das pa es in e essadas pa a que as emp esas assumam esponsabilidades sociais e
polí icas e le e uma ans o mação no papel co po a i o na sociedade con empo ânea. O a i ismo
sociopolí ico emp esa ial não é apenas uma endência, mas uma es a égia que pode impac a
signi ica i amen e a pe ceção da ma ca e a sua elação com consumido es e in es ido es. No en an o,
pa a que essa abo dagem seja e icaz, é undamen al que as emp esas alinhem as suas ações aos seus
alo es ins i ucionais e a aliem cuidadosamen e os impac os dos seus posicionamen os no me cado.
Ao con á io da a i idade polí ica emp esa ial adicional, que p ocu a in luencia polí icas
públicas pa a ob e bene ícios inancei os di e os, o a i ismo sociopolí ico emp esa ial equen emen e
isa apoia causas sociais sem e o nos económicos imedia os. No en an o, emp esas que demons am
coe ência e au en icidade nos seus posicionamen os podem cons ui uma epu ação sólida e ob e
an agens compe i i as a longo p azo (Bhagwa e al; 2020).
Além das eo ias dos S akeholde s e do Emp eendedo ismo Sus en á el (Sus ainable
En ep eneu ship), ou a hipó ese eó ica ele an e pa a analisa a elação en e cidades sus en á eis e
economia social é a Economia dos Comuns (Commons Theo y). Soa es (2020) explo a como uma
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economia undamen ada em desejos pa ilhados pode o igina p á icas que bene iciam as comunidades
em ez dos acionis as. A economia dos comuns de ine-se como um sis ema no qual múl iplos
con ibuin es coc iam alo po meio de ecu sos pa ilhados, man idos e go e nados po uma
comunidade de u ilizado es. Es e modelo en a iza a colabo ação e a ges ão cole i a de bens e se iços,
p omo endo uma economia mais egene a i a e o ien ada pa a o bem-es a comuni á io. Soa es (2020)
desc e e o caso da Enspi al, uma ede de p o issionais e emp esas cujo p opósi o é capaci a e apoia
o emp eendedo ismo social. As equipas da Enspi al o necem uma gama de se iços, incluindo o
desen ol imen o pe sonalizado de sí ios ele ónicos e aplicações, a ges ão de p oje os e ou os se iços
especializados em inicia i as que isam c ia alo social. A au o a a gumen a que as a i idades da
Enspi al não são ex a i as nem o ien adas pa a o luc o, mas sim ocadas em p á icas de alo que
anscendem as p essões do me cado capi alis a. Es e exemplo demons a como a economia dos
comuns pode se aplicada na p á ica, p omo endo a coc iação de alo e o alecendo comunidades
a a és de modelos de negócio colabo a i os e sus en á eis (Soa es; 2020).
2.2. Al e ações climá icas e bens comuns
A ansição climá ica exige uma abo dagem “mul idimensional”, que in eg e aspe os
go e na i os, económicos, sociais e ambien ais (En i onmen al Social Go e nance). Nesse sen ido,
polí icas públicas sus en á eis de em se concebidas de o ma ans e sal, in luenciando odas as á eas
es a égicas, incluindo a ene gia, indús ia, mobilidade, p odução e consumo sus en á eis, biodi e sidade
e cidades in eligen es. A e iciência ene gé ica assume um papel c ucial, pa icula men e no se o
esidencial e indus ial, onde os ní eis de in ensidade ca bónica ainda são ele ados. O e o ço da
mobilidade sus en á el, po meio de in es imen os em in aes u u as de anspo es públicos, eículos
limpos e soluções de mobilidade a i a, é igualmen e essencial pa a a edução da pegada ecológica dos
cen os u banos (Câma a Municipal de Guima ães; n.d.).
A ansição pa a um modelo de desen ol imen o sus en á el e a mi igação das al e ações
climá icas cons i uem p io idades undamen ais no quad o eu opeu e global. Em alinhamen o com os
obje i os es a égicos da União Eu opeia (UE), o p og ama “Po ugal 2030” es u u a-se em o no da
p omoção de uma economia mais e de e sus en á el, em con o midade com o “Aco do de Pa is” e os
“Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el (ODS)” da “Agenda 2030 das Nações Unidas”. Po ugal
comp ome e-se, assim, a a ingi a “neu alidade ca bónica a é 2050”, p omo endo a “desca bonização”,
a “economia ci cula ” e a “p ese ação da biodi e sidade e dos ecossis emas” (Po ugal 2030; 2022).
15
A ansição ene gé ica ep esen a um dos maio es desa ios pa a a desca bonização da
economia. A subs i uição de combus í eis ósseis po on es eno á eis – como ene gia sola , eólica,
geo é mica, biomassa e hid oelé ica – é essencial pa a eduzi a dependência ene gé ica e mi iga as
emissões de GEE. A e iciência na u ilização dos ecu sos de e se complemen ada po uma es a égia
de p odução e consumo sus en á eis, p omo endo a economia ci cula e minimizando a ex ação de
ma é ias-p imas (Velonaki, A.; 2021). A economia ci cula p opõe um modelo de p odução sus en á el,
onde esíduos de um se o se o nam inpu s pa a ou o. Essa abo dagem depende do en ol imen o a i o
de s akeholde s pa a a sua implemen ação bem-sucedida. Os qua o pila es da economia ci cula
incluem: (Eu opean Ne wo k o Li ing Labs; 2017).
1. P odução mais limpa e economicamen e iá el.
2. Conscien ização de p odu o es e consumido es.
3. Uso de ecnologias eno á eis.
4. Polí icas cla as pa a ga an i a ansição sus en á el.
A pa icipação dos s akeholde s é undamen al pa a a adoção des e modelo, p omo endo
ino ação e e iciência nos p ocessos p odu i os e logís icos.
A conc e ização de um modelo de desen ol imen o sus en á el depende da implemen ação de
polí icas ans e sais, sus en adas po uma abo dagem in eg ada que en ol a go e nos, se o p i ado e
sociedade ci il. A ansição climá ica exige um es o ço coo denado pa a eduzi as emissões de GEE,
p omo e a e iciência ene gé ica, in es i em mobilidade sus en á el e assegu a a conse ação dos
ecossis emas. No con ex o eu opeu, a agenda climá ica e ambien al em indo a ganha o ça, e le indo-
se em comp omissos incula i os como o “Pac o Ecológico Eu opeu” e o “Po ugal 2030”. O sucesso
des as es a égias depende á da capacidade de concilia c escimen o económico, inclusão social e
p ese ação ambien al, ga an indo um u u o sus en á el pa a as p óximas ge ações. A UE es abeleceu
me as ambiciosas, nomeadamen e a edução de 55% das emissões a é 2030, com is a a alcança a
neu alidade climá ica a é 2050. O comé cio eu opeu de licenças de emissão (CELE), c iado pela Di e i a
2003/87, em sido um ins umen o-cha e na p eci icação do ca bono e na p omoção da
desca bonização dos se o es indus iais e ene gé icos. A e o ma legisla i a climá ica em cu so inclui a
e isão da Di e i a sob e a T ibu ação da Ene gia, de o ma a e le i o impac o ambien al dos
combus í eis (Conselho Eu opeu; 2020).
16
A coope ação in e nacional e a go e nança climá ica são a o es c í icos pa a a conc e ização de
uma ansição e icaz. O en ol imen o da sociedade ci il, nomeadamen e a a és de inicia i as como a
“Inicia i a de Cidadania Eu opeia” (Tosun, J. e al; 2023) e o “Pac o Eu opeu pa a o Clima”, em
pe mi ido o e o ço da pa icipação cidadã e a p omoção de polí icas climá icas mais ambiciosas. Os
embaixado es do Pac o, enquan o in e mediá ios en e comunidades e deciso es polí icos,
desempenham um papel ele an e na mobilização social e na disseminação de boas p á icas ambien ais
(Tosun, J. e al; 2023).
No âmbi o das polí icas ambien ais in e nacionais, a O ganização das Nações Unidas (ONU)
lançou, em 2016, a Agenda 2030 pa a o Desen ol imen o Sus en á el, es u u ada em 17 Obje i os de
Desen ol imen o Sus en á el (ODS). Es es incluem medidas pa a ga an i o acesso a ene gia limpa e
acessí el, p omo e o c escimen o económico sus en á el, omen a a ino ação, melho a a ges ão de
esíduos e ado a polí icas e icazes pa a comba e as al e ações climá icas. A implemen ação dessas
me as eque o en ol imen o de di e sos a o es, incluindo go e nos, se o p i ado e sociedade ci il,
ga an indo uma abo dagem in eg ada e inclusi a (BCSD Po ugal; 2022).
A ní el se o ial, a O ganização das Nações Unidas pa a a Alimen ação e a Ag icul u a (FAO)
de iniu uma Es a égia pa a as Al e ações Climá icas no seu Quad o Es a égico 2022-2031, isando
ans o ma os sis emas ag oalimen a es em es u u as mais e icien es, esilien es e sus en á eis. Pa a
al, des aca-se a necessidade de en ol e ag icul o es, pescado es, c iado es de gado e comunidades
locais na adoção de boas p á icas sus en á eis, baseadas em e idências cien í icas e ino ação
ecnológica. Es a abo dagem inclusi a p essupõe a colabo ação en e en idades públicas e p i adas,
p omo endo soluções pa ilhadas pa a os desa ios climá icos (FAO; 2022). O se o indus ial
desempenha um papel undamen al nes e p ocesso, sendo necessá io in es i em in aes u u as
esilien es e ino ação ecnológica pa a ga an i uma indus ialização sus en á el e inclusi a. O
desen ol imen o de cadeias de abas ecimen o sus en á eis, aliando con o midade com pad ões
ambien ais, e iciência no uso de ecu sos e in es imen os sus en á eis, é um elemen o-cha e pa a a
cons ução de uma economia global mais equi a i a e ambien almen e esponsá el (UNIDO; 2023).
Em Po ugal, a pe ceção da impo ância da sus en abilidade ambien al em e oluído ao longo
das úl imas décadas. No en an o, de aco do com Rabaça (2015), a sociedade po uguesa em
demons ado uma pos u a mais ea i a do que p oa i a na implemen ação de polí icas ambien ais. Es a
endência e le e-se na pa icipação cí ica ma ginal na de inição de es a égias ecológicas, apesa do
econhecimen o do alo económico dos se iços ecossis émicos, como a egulação climá ica, a
17
pu i icação da água e a polinização ag ícola. A delapidação do cobe o lo es al, a e osão dos solos e a
des uição de zonas húmidas são exemplos dos impac os ambien ais que comp ome em a
sus en abilidade a longo p azo (Rabaça; 2015).
A c escen e exigência da sociedade po espos as e icazes às p eocupações ambien ais em
le ado as o ganizações a ado a medidas que minimizem o impac o ambien al das suas a i idades. A
sus en abilidade global, con o me de inida pelo ela ó io B und land (WCED, 1987), e e e-se à
capacidade de sa is aze as necessidades do p esen e sem comp ome e as das ge ações u u as,
p omo endo um desen ol imen o humano inclusi o, equi a i o e esponsá el. Assim, uma o ganização
sus en á el não apenas con ibui pa a o desen ol imen o sus en á el, mas ambém equilib a os seus
esul ados económicos, sociais e ambien ais (Via o, T. e al 2011).
2.3. Economia social como o ma de esponde aos desa ios da ges ão de bens
comuns
A ciência económica apon a que alhas de me cado di icul am a esolução de p oblemas
ambien ais e, mui as ezes, incen i am compo amen os emp esa iais p ejudiciais ao meio ambien e.
No en an o, o emp eendedo ismo sus en á el di e encia-se do emp eendedo ismo social ao p ocu a
opo unidades luc a i as que ambém a endam à dimensão ambien al. His o icamen e, economis as
iden i ica am cinco ca ego ias de alhas de me cado que podem ep esen a opo unidades pa a
emp eendedo es ambien ais: bens públicos, ex e nalidades, pode de monopólio, in e enção
go e namen al inadequada e in o mação impe ei a (Dean, T.J.; McMullen, T.J. 2007).
Os bens públicos, pela sua na u eza de não exclusi idade e não i alidade, são pa icula men e
ulne á eis à deg adação ambien al. Soluções emp eendedo as podem a ende a essa p ocu a social
não sup ida de manei a economicamen e iá el. As ex e nalidades, an o posi i as quan o nega i as,
ambém ge am opo unidades. Enquan o ex e nalidades nega i as, como a poluição indus ial, eque em
soluções egula ó ias e emp esa iais, ex e nalidades posi i as, como os bene ícios ambien ais de
ecnologias sus en á eis, podem se explo adas po emp eendedo es pa a c ia alo económico e
ecológico (Dean, T.J.; McMullen, T.J. 2007).
O pode monopolis a ep esen a ou a alha de me cado, pois limi a a o e a e enca ece bens e
se iços. Emp eendedo es ambien ais podem desa ia monopólios po meio da in odução de ino ações,
como ecnologias de ene gia eno á el e ge ação dis ibuída, p omo endo an o a compe i i idade
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económica quan o a edução de impac os ambien ais. Da mesma o ma, a in e enção go e namen al
inadequada, ao c ia dis o ções nos incen i os económicos, pode ab i espaço pa a es a égias
emp eendedo as que modi iquem subsídios e polí icas públicas pa a a o ece p á icas sus en á eis. A
in o mação impe ei a, po im, ge a ba ei as an o no lado da p odução quan o do consumo. No p imei o
caso, a al a de conhecimen o sob e al e na i as sus en á eis pode le a à deg adação ambien al. No
segundo, consumido es mal in o mados podem con inua a adqui i p odu os p ejudiciais ao meio
ambien e. Emp eendedo es podem a ua in o mando os consumido es e c iando me cados pa a
p odu os ambien almen e supe io es, a o ecendo a ansição pa a uma economia mais sus en á el
(Dean e McMullen; 2007).
A Economia Social cons i ui uma o ma de o ganização de a i idades po encialmen e adequada
à esolução de p oblemas associados às alhas de me cado iden i icadas, em pa icula as elacionadas
com a ges ão de bens comuns de na u eza ambien al ou social.
O concei o de economia social em sido al o de um in enso deba e nos úl imos anos, p ocu ando-
se es abelece um io condu o que pe mi a comp eende de o ma consis en e o seu signi icado. A
dis inção en e economia social e ou os concei os co elacionados, como e cei o se o , o ganizações
sem ins luc a i os e economia solidá ia, ap esen a desa ios, sendo ei a equen emen e com base em
c i é ios subje i os ou pouco conc e os do pon o de is a cien í ico (Caei o, 2008).
A o igem do concei o emon a à e minologia ancesa e às p á icas de solida iedade
in e classis as desen ol idas como espos a às ans o mações económicas e sociais da Re olução
Indus ial, in luenciadas pelo pensamen o dos socialis as u ópicos do século XIX. Es a pe spe i a deu
o igem a o mas o ganizacionais como as associações, coope a i as e mu ualidades, impulsionando
mo imen os associa i os ope á ios. A pa i da década de 1970, de ido à c ise do Es ado-p o idência, a
economia social ol ou a ganha ele ância, especialmen e em F ança, onde a p oximidade en e os
mo imen os coope a i os e mu ualis as con ibuiu pa a a sua consolidação. Em Po ugal, a economia
social em aízes nas mise icó dias, que desde o século XVIII assumi am um papel cen al na assis ência
social, e nas mu ualidades, que desempenha am um papel socioeconómico ele an e nos séculos XIX e
XX (Caei o, 2008).
A economia social pode se en endida como um conjun o de a i idades de dimensão económica,
ealizadas po en idades p i adas sem ins luc a i os com obje i os sociais. Essas en idades
ca ac e izam-se po uma é ica comum assen e na solida iedade e na p es ação de se iços aos seus
memb os e ao in e esse ge al, sendo as coope a i as uma das suas ep esen ações mais genuínas. A
19
economia solidá ia, po sua ez, inse e-se no con ex o da economia social, com ên ase na in e enção
ecológica, no desen ol imen o local e na au oges ão. Algumas abo dagens conside am-na como a
exp essão ex e na da economia social, baseada num sis ema de alo es que o ien a a ges ão das suas
ins i uições (Caei o, 2008).
As en idades da economia social egem-se po p incípios ju ídicos, económicos e sociológicos
que delimi am o seu campo de in e enção. En e os c i é ios undamen ais encon am-se: iden i icação
ecíp oca en e os memb os e a a i idade emp esa ial; igualdade en e os associados,
independen emen e da sua con ibuição inancei a; ges ão au ónoma e democ á ica; p imado do abalho
e das pessoas sob e o capi al; e p ossecução do bem-es a social e da coesão comuni á ia. As
o ganizações de economia social si uam-se en e o se o público e o p i ado, p omo endo a pa icipação
dos abalhado es na p op iedade, ges ão e esul ados das emp esas. O seu papel e ela-se essencial
na o mulação de polí icas de emp ego e na mi igação do desemp ego, p eenchendo lacunas deixadas
pelo me cado e pelo Es ado (Caei o, 2008).
No con ex o po uguês, as p incipais en idades da economia social incluem coope a i as,
associações mu ualis as, mise icó dias, undações, ins i uições pa icula es de solida iedade social
(IPSS) e ou as o ganizações com ins al uís icos. As coope a i as são associações de pessoas que se
o ganizam olun a iamen e pa a sa is aze um in e esse comum, a a és de uma es u u a democ á ica
e pa icipa i a. As mu ualidades êm como p incipal obje i o a concessão de bene ícios de segu ança
social e saúde, p omo endo simul aneamen e a qualidade de ida dos seus associados. As mise icó dias
são as ins i uições sociais mais an igas em Po ugal, desempenhando um papel undamen al na
assis ência à população desde o século XV. As IPSS, eguladas pelo Dec e o-Lei n.º 119/83, de 25 de
e e ei o, incluem di e sas o mas o ganizacionais, como associações de solida iedade social,
olun a iado e undações de solida iedade social, a uando em á eas como apoio à in ância, amília,
in eg ação social, saúde e educação (Ca nei o, 2006).
A economia social desempenha um papel de e minan e na p omoção da jus iça social e da
equidade, des acando-se num con ex o de c ise económica e inancei a. Face à incapacidade do me cado
em ga an i a inclusão social e ao en aquecimen o do Es ado-p o idência, a economia social eme ge
como uma e cei a ia, p omo endo o desen ol imen o económico e social. O seu impac o es ende-se à
c iação de emp esas e ins i uições que combinam e iciência económica com inclusão social e coesão
comuni á ia (Diá io da epública, 2013).
20
O quad o ju ídico po uguês de ine os p incípios o ien ado es da economia social, des acando-
se o p imado das pessoas e dos obje i os sociais, a adesão e pa icipação li e, a ges ão democ á ica, a
conciliação en e in e esses indi iduais e cole i os, e a anspa ência e esponsabilidade social. O Es ado
desempenha um papel undamen al na p omoção des es p incípios, es imulando a c iação e
desen ol imen o das en idades da economia social, emo endo obs áculos à sua a i idade e incen i ando
a ino ação e a o mação p o issional no se o (Diá io da epública, 2013).
Em suma, a economia social assume uma ele ância c escen e na sociedade con empo ânea,
ap esen ando-se como uma al e na i a iá el aos modelos adicionais de o ganização económica. A sua
a uação, baseada em alo es de solida iedade e pa icipação democ á ica, pe mi e esponde a desa ios
sociais e económicos, p omo endo um desen ol imen o mais equi a i o e sus en á el.
2.4. Cidades sus en á eis
O o denamen o do e i ó io e a ges ão dos ecu sos na u ais são igualmen e de e minan es pa a
ga an i o equilíb io ecológico e a segu ança climá ica. A ocupação inadequada de solos u banos pode
po encia p oblemas ambien ais como deslizamen os, inundações e ilhas de calo , que exigem polí icas
in eg adas de conse ação da biodi e sidade, ges ão híd ica e p o eção dos ecossis emas u banos. A
implemen ação de in aes u u as e des nas cidades, incluindo pa ques u banos e co edo es
ecológicos, con ibui pa a a egulação climá ica e a melho ia da qualidade de ida (Câma a Municipal de
Guima ães; n.d.).
No con ex o da logís ica u bana sus en á el, os labo a ó ios i os desempenham um papel
c ucial ao p omo e elações de coope ação de longo p azo en e s akeholde s. Esses espaços, ísicos
ou i uais, eúnem emp esas, ó gãos públicos, uni e sidades e usuá ios pa a es a e implemen a
soluções ino ado as em um ambien e eal (Eu opean Ne wo k o Li ing Labs; 2017).
Elemen os undamen ais dos labo a ó ios i os incluem: (Eu opean Ne wo k o Li ing Labs;
2017)
• Apoio polí ico e legisla i o.
• Comunicação e icaz en e s akeholde s.
• Moni o amen o con ínuo das soluções implemen adas.
• T ans e ência de conhecimen o pa a ap imo amen o con ínuo.
21
A ges ão e icien e dos s akeholde s den o dos labo a ó ios i os pe mi e que polí icas de logís ica
u bana sejam desen ol idas de o ma sus en á el e colabo a i a, ga an indo bene ícios an o pa a
emp esas quan o pa a a sociedade (Eu opean Ne wo k o Li ing Labs; 2017).
O emp eendedo ismo sus en á el, a ino ação social e o concei o de cidades in eligen es
con e gem pa a a cons ução de um u u o mais sus en á el. A iden i icação e explo ação de alhas de
me cado pe mi em que emp eendedo es desen ol am soluções luc a i as que ambém bene iciem o
meio ambien e. A ino ação social, po sua ez, complemen a esse p ocesso ao a ende desa ios não
esol idos pelo me cado adicional. Po im, as cidades in eligen es demons am como a ecnologia pode
se aplicada pa a o imiza o uso dos ecu sos u banos e ambien ais, p omo endo um equilíb io en e
c escimen o económico e sus en abilidade ecológica. Dessa o ma, ao in eg a essas abo dagens, é
possí el a ança pa a um modelo de desen ol imen o mais esilien e, sus en á el e inclusi o, onde
ino ação, emp eendedo ismo e polí icas públicas a uam de manei a siné gica pa a en en a os desa ios
do século XXI. A ino ação, especialmen e a Ino ação Social (IS), desempenha um papel c ucial na
esolução de desa ios que nem o me cado nem o Es ado conseguem a ende . A ino ação social
concen a-se em p oblemas como demog a ia, pob eza, desemp ego e capaci ação comuni á ia, sendo
econhecida, em Po ugal, na Visão Es a égica pa a a Região Cen o 2030 como uma abo dagem
essencial pa a o desen ol imen o egional sus en á el. Um exemplo p á ico dessa abo dagem pode se
encon ado na Região de A ei o, Po ugal, compos a po onze municípios que implemen am inicia i as
ol adas à ino ação social e ao emp eendedo ismo sus en á el (Pe ei a e Bi encou ; 2022).
O desa io cen al da sus en abilidade não se esume a "o que aze ", mas eque a e lexão sob e
o "como aze ". A implemen ação de polí icas ambien ais e icazes exige a colabo ação de odos os
agen es sociais, incluindo go e nos, emp esas, ins i uições de ensino e cidadãos. Somen e a a és de
uma abo dagem holís ica e pa icipa i a se á possí el ga an i que as es a égias ambien ais se aduzam
em esul ados conc e os, p omo endo um equilíb io en e p og esso económico e p ese ação ambien al
(Rabaça; 2015).
2.5. Al e ações climá icas no con ex o das cidades
As cidades são os p incipais mo o es das mudanças climá icas, consumindo 75% da ene gia
mundial e sendo esponsá eis po 80% das emissões globais de GEE. Além disso, en en am desa ios
como escassez de água, e en os climá icos ex emos e impac os na biodi e sidade (Niemelä, 1999).
Emp esas, como agen es u banos essenciais, in luenciam di e amen e a emissão de CO₂, o necendo
22
bens e se iços às populações u banas e podendo a ua na mi igação dos impac os ambien ais
(Whi eman e al; 2011).
O c escimen o populacional e a u banização acele ada êm ge ado desa ios signi ica i os pa a o
desen ol imen o u bano, exigindo soluções ino ado as que p omo am a qualidade de ida, equidade
social e p ese ação ambien al.
Nesse con ex o, os concei os de “cidades sus en á eis” e “cidades in eligen es” êm ganho
des aque, embo a possuam abo dagens dis in as. Enquan o as cidades sus en á eis p io izam a
ha monia en e desen ol imen o económico, social e ambien al, as cidades in eligen es u ilizam
ecnologias a ançadas pa a o imiza a ges ão u bana e os se iços públicos (Ah enniemi, H. e al; 2017).
A ans o mação das cidades em cidades in eligen es em sido discu ida há décadas, mas a al a
de um concei o cla o ainda di icul a a implemen ação de soluções e icazes. A “gami icação” e o uso de
ecnologias digi ais podem desempenha um papel undamen al na c iação de cená ios u banos
sus en á eis, pe mi indo que engenhei os, u banis as e o mulado es de polí icas desen ol am soluções
in eligen es pa a os desa ios u banos (Ca ada e Roge s; 2023).
Uma cidade sus en á el, po seu u no, undamen a-se na p ese ação dos ecu sos na u ais, na
edução das desigualdades sociais e no desen ol imen o económico equilib ado. O oco es á na
minimização dos impac os ambien ais e sociais e na ga an ia de um ambien e u bano saudá el pa a as
ge ações p esen es e u u as. Pa a isso, polí icas ol adas à mobilidade sus en á el, à e iciência
ene gé ica, ao a amen o adequado de esíduos e à inclusão social são undamen ais (O siolli e Nob e;
2016).
Po ou o lado, o concei o de cidade in eligen e es á elacionado ao uso es a égico de ecnologia
e ino ação pa a ap imo a a in aes u u a u bana e a e iciência dos se iços públicos. O uso de big da a,
senso es in eligen es, in eligência a i icial e In e ne das Coisas (IoT) pe mi e a au omação e o imização
de p ocessos, como ges ão do á ego, moni o amen o ambien al e segu ança pública. Dessa o ma, a
cidade in eligen e p ocu a melho a a conec i idade e a e iciência da go e nança u bana (Ah enniemi,
H. e al; 2017).
Embo a ap esen em abo dagens dis in as, cidades sus en á eis e cidades in eligen es não são
concei os excluden es. A ecnologia pode se um meio pa a impulsiona a sus en abilidade, o nando as
cidades mais esilien es, e icien es e equi a i as. No en an o, nem oda cidade in eligen e é
29
se às no as exigências do me cado, eduzindo impac os ambien ais e o alecendo a sua posição
compe i i a.
A ges ão ambien al o nou-se uma ques ão cen al pa a as emp esas, especialmen e no se o
indus ial, onde os ges o es en en am o desa io de equilib a compe i i idade e esponsabilidade
ecológica. Clien es, o necedo es e a sociedade ci il exigem que as emp esas minimizem os impac os
nega i os dos seus p odu os e ope ações no meio ambien e. Nes e con ex o, duas abo dagens dominam
a ges ão ambien al: a p e enção p oa i a da poluição, baseada em ecu sos es a égicos que podem
p opo ciona an agem compe i i a sus en á el, e o con olo ea i o da poluição, que se limi a a mi iga
danos sem ge a bene ícios compe i i os du adou os (Ha , 1995). As ecnologias ambien ais são
ge almen e classi icadas em ês ca ego ias: p e enção da poluição (Cai nc oss, 1992), sis emas de
ges ão ambien al (Dillon & Fische , 1992) e con olo da poluição (Russo & Fou s, 1997). As es a égias
emp esa iais de em, assim, e olui de um modelo ea i o pa a uma abo dagem p e en i a e sus en á el
(Klassen e Whyba k; 1999).
3. Es udos de caso: Guima ães, Vi o ia-Gas eiz e Bi mingham
3.1 Guima ães
Na egião do Minho, onde se encon am ecossis emas com ele ada impo ância ecológica e
económica, a ca ac e ização das ameaças e a implemen ação de boas p á icas de ges ão são essenciais
pa a a adap ação às al e ações climá icas. Os ecossis emas de água doce, pa icula men e ulne á eis
às p essões humanas e às mudanças climá icas, en en am desa ios como a deg adação da qualidade
da água e a sob e-explo ação dos ecu sos híd icos. A ges ão e icaz des es ecossis emas eque a
ampliação de es ações de a amen o de águas esiduais, a adoção de um quad o legisla i o obus o que
p omo a a emoção de mic oplás icos e con aminan es eme gen es, o o alecimen o da iscalização dos
cu sos de água e a implemen ação de incen i os inancei os pa a p á icas ag ícolas sus en á eis (Valen e
e al; 2024).
Guima ães, uma cidade his ó ica de impo ância undamen al pa a a o mação de Po ugal, em
demons ado um comp omisso c escen e com a sus en abilidade e o desen ol imen o sus en á el. O
município, que ab iga ce ca de 156 mil habi an es (INE; 2023) e uma economia baseada na indús ia e
nos se iços, em en en ado desa ios ambien ais e u banís icos, ao mesmo empo em que implemen a
es a égias ino ado as pa a mi iga impac os e p omo e a esiliência ecológica. Es a análise p ocu a
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comp eende as ações e impac os das polí icas sus en á eis em Guima ães, com ên ase nos Obje i os
de Desen ol imen o Sus en á el (ODS), na desca bonização, na biodi e sidade e na in eg ação de
p á icas emp esa iais alinhadas ao “T iple Bo om Line”.
A sus en abilidade em Guima ães es á in insecamen e ligada ao seu his ó ico de c escimen o
indus ial e às ans o mações u banís icas que oco e am ao longo dos séculos. A cidade, ou o a um
polo de cu umes e êx eis, em a ançado pa a um modelo de desen ol imen o mais sus en á el,
in eg ando polí icas públicas e inicia i as p i adas em p ol da p ese ação ambien al e da inclusão social
(Sil a e al; 2020).
O concei o de sus en abilidade em Guima ães apoia-se no “T ipé da Sus en abilidade”, que
engloba ês dimensões undamen ais:
1. “Económica (P o i )” – A cidade possui um saldo come cial posi i o (624 mil eu os), com
expo ações signi ica i as (1,7 milhões de eu os) e um se o emp esa ial obus o, emp egando ce ca de
69 mil pessoas (INE; 2023).
2. “Social (People)” – O planeamen o u bano em p ocu ado ga an i qualidade de ida aos
habi an es, p omo endo a eco cidadania e a inclusão social (Câma a Municipal Guima ães; n.d.)
3. “Ambien al (Plane )” – Medidas como a c iação de espaços e des, a ges ão e icien e de
ecu sos na u ais e o comba e às al e ações climá icas azem pa e da es a égia ambien al do município
(Câma a Municipal Guima ães; n.d.).
No caso de Guima ães, es e eme ge como um exemplo no á el de in eg ação en e ino ação
social e sus en abilidade u bana alinhando-se com os ODS a a és de inicia i as como o Guima ães
2030, o Pac o Climá ico de Guima ães e ou os p oje os como o Bai o C que eúne cidadãos,
uni e sidades e o ganizações cul u ais pa a desen ol e soluções sus en á eis e p omo e a neu alidade
ca bónica. Adicionalmen e, o Plano Municipal de Ação Climá ica ea i ma o comp omisso de Guima ães
em e o ça a esiliência do e i ó io ace às al e ações climá icas, posicionando a cidade na angua da
do desen ol imen o ambien almen e sus en á el. Es es es o ços locais e le em-se nas es a ís icas
nacionais. Segundo o Ins i u o Nacional de Es a ís ica (INE), Po ugal em indo a egis a p og essos
signi ica i os nos indicado es dos Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el (ODS), com des aque pa a
as á eas da ene gia limpa e acessí el, ação climá ica e cidades e comunidades sus en á eis. A in eg ação
de polí icas locais com me as nacionais e idencia a impo ância de inicia i as municipais no
cump imen o dos comp omissos globais de sus en abilidade (Câma a Municipal de Guima ães; n.d.).
31
A conse ação ambien al em Guima ães em sido impulsionada pela implemen ação de
es a égias ocadas na p o eção da biodi e sidade e na c iação de in aes u u as e des. A cidade
en en a desa ios signi ica i os, como o c escimen o deso denado de eucalip os, que impac a a
biodi e sidade local, e a eco ência de incêndios lo es ais, que de as a am 5.281 hec a es nos úl imos
anos (Câma a Municipal Guima ães; n.d.).
A “Agenda 2030” em sido uma e e ência pa a Guima ães, com polí icas locais alinhadas aos
ODS e ao desen ol imen o sus en á el. O município em implemen ado es a égias que incen i am a
pa icipação de múl iplos agen es, incluindo emp esas, O ganizações da Sociedade Ci il e escolas, pa a
ga an i o cump imen o dos comp omissos globais (Sil a e al; 2020).
O se o emp esa ial em Guima ães em sido incen i ado a ado a p á icas sus en á eis, alinhadas
às di e izes da OCDE pa a Emp esas Mul inacionais e ao concei o de sus en abilidade es a égica.
Emp esas locais êm in eg ado os ODS à sua ges ão, p omo endo ações que minimizam impac os
ambien ais e maximizam opo unidades de negócio sus en á eis (Sil a e al; 2020).
As emp esas são desa iadas a con ibui pa a a neu alidade ca bónica, eduzindo emissões de
GEE; p omo e a e iciência ene gé ica, especialmen e na eno ação de edi ícios e no se o de anspo es;
ado a modelos ci cula es de p odução e consumo, eduzindo despe dícios (economia ci cula );
implemen a sis emas de ges ão ambien al, ga an indo o moni o amen o con ínuo de impac os
ecológicos (Guima ães 2030; 2023).
A sus en abilidade emp esa ial em sido ambém impulsionada po incen i os go e namen ais e
pela c escen e alo ização do me cado po p á icas sus en á eis, c iando an agens compe i i as e
ino ação no se o indus ial e come cial da cidade (Sil a e al; 2020).
A desca bonização é um dos pila es da es a égia ambien al de Guima ães, com polí icas
alinhadas às me as eu opeias de ansição ene gé ica. O município em implemen ado o “Plano de Ação
pa a a Ene gia Sus en á el (PAES)”, com medidas que isam a edução da pegada de ca bono da cidade,
ais como: p omoção de ene gias eno á eis e e iciência ene gé ica em edi ícios públicos e p i ados;
anspo e sus en á el, com a mode nização da o a municipal e incen i o à mobilidade elé ica e adoção
de in aes u u as e des pa a mi iga o e ei o das ilhas de calo u banas (Sil a e al; 2020).
Além disso, a “Es a égia Municipal de Adap ação às Al e ações Climá icas”, desen ol ida no
âmbi o do p oje o “ClimAdaPT.Local”, em o ien ado a ges ão do e i ó io, p e enindo impac os
ambien ais e p omo endo a esiliência climá ica (Sil a e al; 2020).
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O município em ado ado medidas pa a mi iga esses impac os, incluindo uma ges ão lo es al
sus en á el onde se incen i a a subs i uição do eucalip o po espécies na i as, como o ca alho. C iação
de in aes u u as e des e cin u ão e de: a c iação de espaços e des u banos em sido uma p io idade,
ga an indo que 74% da população enha acesso a á eas e des a menos de 200 me os de suas
esidências (Câma a Municipal Guima ães; n.d.). O “G een Bel de Guima ães”, inspi ado em modelos
in e nacionais como o de São Paulo (Rod igues e Vi o ; 2014), em desempenhado um papel c ucial na
mi igação das mudanças climá icas e na melho ia da qualidade do a . No que diz espei o ao comba e
a incêndios, o município dispõe de 23 locais públicos de abas ecimen o de água pa a o comba e a
incêndios, além de moni o amen o con ínuo das á eas de isco (Câma a Municipal Guima ães; n.d.).
Guima ães em-se des acado na ges ão u bana sus en á el, in eg ando concei os de
planeamen o ecológico e uso e icien e do espaço u bano. O município ap esen a um índice ele ado de
á eas e des po habi an e, supe io ao mínimo ecomendado pela ONU (20 m² po habi an e),
e o çando o seu comp omisso com a qualidade de ida da população. Es e planeamen o u bano segue
p incípios como: “con inuum na u ale", ga an indo a in eg ação dos espaços e des à malha u bana;
p omoção da mobilidade sus en á el, eduzindo a dependência de eículos mo o izados e equali icação
u bana, com in es imen os em egene ação de á eas deg adadas (Câma a Municipal Guima ães; n.d.).
Guima ães em se consolidado como uma e e ência em sus en abilidade u bana em Po ugal,
combinando c escimen o económico com esponsabilidade ambien al e inclusão social. A
implemen ação de es a égias alinhadas aos ODS, a desca bonização e a c iação de in aes u u as
e des demons am um comp omisso e e i o com o u u o sus en á el da cidade. No en an o, desa ios
ainda pe sis em, incluindo a necessidade de maio con olo sob e a expansão do eucalip o, a mi igação
dos incêndios lo es ais e o e o ço das polí icas de mobilidade sus en á el. A con inuidade da es u u a
de missão pa a o desen ol imen o sus en á el – Guima ães 2030 se á essencial pa a consolida a anços
e o alece o papel do município como líde em sus en abilidade em Po ugal (Sil a e al; 2020).
Com um planeamen o es a égico bem es u u ado e o en ol imen o de múl iplos se o es da
sociedade, Guima ães em po encial pa a se o na um modelo de cidade sus en á el, equilib ando
c escimen o económico, p ese ação ambien al e qualidade de ida pa a os seus cidadãos.
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3.1.1. O Pac o Climá ico de Guima ães
O “Pac o Climá ico de Guima ães” (Guima ães 2030; 2023) ep esen a um comp omisso
es a égico do município na ansição pa a a neu alidade ca bónica a é 2030. Es a inicia i a não se
limi a a uma abo dagem ins i ucional, mas p ocu a en ol e a i amen e cidadãos, emp esas e
ins i uições locais na desca bonização do e i ó io, alinhando-se às me as eu opeias de sus en abilidade.
Inse e-se numa es a égia ab angen e de comba e às al e ações climá icas e p omoção de um modelo
de desen ol imen o u bano sus en á el. Desde 2008, o município em abalhado pa a eduzi as suas
emissões de gases de e ei o es u a (GEE), a ingindo uma edução de 20% a é 2020, con o me p e is o
no “Plano de Ação pa a Ene gia Sus en á el e Clima (PAESC)”, elabo ado em 2014 (Guima ães 2030;
2023).
Apesa desse p og esso, o município econhece a necessidade de ap o unda as suas es a égias
de desca bonização, ga an indo alinhamen o com di e izes nacionais e eu opeias. As p incipais á eas
de in e enção incluem: ansição ene gé ica e incen i o à p odução e consumo de ene gia eno á el;
mobilidade sus en á el e edução da dependência de combus í eis ósseis no se o dos anspo es;
economia ci cula e p omoção da ges ão e icien e de ecu sos e edução do despe dício e o comba e à
pob eza ene gé ica com ga an ia de acesso equi a i o à ene gia limpa (Guima ães 2030; 2023).
3.1.2. O Labo a ó io da Paisagem
O Labo a ó io da Paisagem cons i ui um pila undamen al da es a égia climá ica de Guima ães.
C iado a pa i da colabo ação en e o município e ins i uições de ensino supe io , como a Uni e sidade
do Minho e a Uni e sidade de T ás-os-Mon es e Al o Dou o, o Labo a ó io da Paisagem é um cen o de
in es igação, sensibilização ambien al e desen ol imen o de soluções ino ado as pa a o e i ó io. Ope a
em duas g andes en es: educação e sensibilização ambien al, a uando na mudança de hábi os e
compo amen os e p omo endo inicia i as educa i as ol adas pa a a sus en abilidade. In es igação,
desen ol imen o e ino ação (I&D+i), oca-se em qua o á eas undamen ais do conhecimen o: ecologia,
geog a ia, hid áulica e ambien e u bano (Labo a ó io da Paisagem; 2025) (Sil a e al; 2020).
A sua a uação é o ien ada pela in eg ação en e conhecimen o cien í ico e ges ão e i o ial, ao
desen ol e me odologias aplicá eis à adminis ação pública e ao se o p i ado. O Labo a ó io da
Paisagem em sido essencial na elabo ação de es a égias de adap ação climá ica, ajudando a o mula
polí icas u banas mais sus en á eis e esilien es (Sil a e al; 2020).
34
O Labo a ó io da Paisagem desempenha um papel cen al na implemen ação do Pac o Climá ico
ao o nece dados cien í icos e e amen as de moni o ização ambien al, soluções ino ado as pa a a
e iciência ene gé ica e ges ão sus en á el dos ecu sos na u ais, apoio na de inição de polí icas locais
pa a mi igação e adap ação climá ica e p omoção de p og amas de sensibilização e educação ambien al
pa a a comunidade. Des a o ma, o Labo a ó io o alece a in e ace en e ciência e polí icas públicas,
ga an indo que as decisões municipais sejam embasadas em e idências cien í icas e alinhadas com as
di e izes in e nacionais de sus en abilidade (Sil a e al; 2020).
O “Bai o C” ep esen a um a anço signi ica i o na es a égia de desca bonização de Guima ães,
p omo endo um modelo ino ado de p odução e consumo de ene gia eno á el. Com um o e
comp omisso com a neu alidade ca bónica, es a inicia i a in eg a ecnologia, ino ação e pa icipação
comuni á ia pa a c ia um ecossis ema u bano mais sus en á el. O p oje o “Bai o C – Ca bon Ze o
Commi men ” isa a c iação de uma comunidade de ene gia eno á el (CER), baseada nos p incípios da
e iciência ene gé ica e da economia ci cula (Guima ães 2030; 2024). En e as suas p incipais
ca ac e ís icas, des acam-se a au ossu iciência ene gé ica com uma p odução anual es imada de
833.513 kWh, supe io ao consumo o al de 821.089 kWh; a edução de emissões de CO₂ com a adoção
de on es de ene gia limpa que eduz signi ica i amen e a pegada ca bónica; in aes u u as sus en á eis
ins aladas em cobe u as de edi ícios, o imizando o ap o ei amen o ene gé ico e in eg ação social e
comuni á ia com o en ol imen o de 13 edi ícios como consumido es e p odu o es de ene gia,
incen i ando a pa icipação a i a da população (Guima ães 2030; 2024).
Es e modelo não e o ça apenas a esiliência ene gé ica do município, como ambém p omo e
o desen ol imen o de um se o de p odução ene gé ica local, eduzindo a dependência de combus í eis
ósseis e es imulando a economia e de.
O Bai o C alinha-se di e amen e com os obje i os do Pac o Climá ico de Guima ães, con ibuindo
pa a a acele ação da ansição ene gé ica e descen alização da p odução de ene gia; edução das
emissões de GEE, impulsionando a neu alidade ca bónica, p omoção de ino ação e pa icipação
comuni á ia, o alecendo a eco cidadania, o incen i o à economia ci cula e o imizando o uso de ecu sos
ene gé icos. A inicia i a posiciona Guima ães como um exemplo de cidade in eligen e e sus en á el,
in eg ando ecnologia e ino ação na busca po um e i ó io neu o em ca bono (Guima ães 2030; 2024).
O Pac o Climá ico de Guima ães e le e um comp omisso sólido com a neu alidade ca bónica e
a ansição pa a um modelo u bano sus en á el. A in e seção en e o Labo a ó io da Paisagem e o Bai o
C demons a como a ino ação cien í ica, ecnologia e pa icipação comuni á ia podem con e gi pa a
35
ans o ma os e i ó ios u banos. Nes e sen ido, Guima ães es á a consolida -se como uma cidade-
modelo no con ex o da sus en abilidade, não apenas no cená io nacional, mas ambém a ní el
in e nacional. A con inuidade dessas inicia i as se á essencial pa a ga an i que o município a inja as
suas me as climá icas e se posicione como uma e e ência na lu a con a as al e ações climá icas.
A inicia i a Guima ães 2030 é um exemplo desse modelo, eunindo se o es público e p i ado,
uni e sidades, associações e cidadãos pa a p omo e o desen ol imen o sus en á el da cidade. Es a
abo dagem inclui a in e nalização da sus en abilidade nas p á icas da adminis ação pública e a a aliação
de indicado es em á eas como mi igação climá ica, mobilidade sus en á el, qualidade do a ,
biodi e sidade e e iciência ene gé ica. O en ol imen o dos cidadãos é undamen al nes e p ocesso,
p omo endo a pa icipação a i a na ans o mação do espaço u bano e e o çando a ligação en e
sociedade e na u eza (Lou ei o e al; 2022).
3.2 Ou os casos de es udo
A c escen e p eocupação com as mudanças climá icas em impulsionado cidades ao edo do
mundo a es abelece em me as ambiciosas pa a a edução das emissões de gases de e ei o es u a. A
Ca bon Neu al Ci ies Alliance (CNCA) de ine essa ambição como o comp omisso de eduzi as emissões
en e 80% e 100% a é 2050 ou an es, endo 1990 como ano de e e ência. Nesse con ex o, os go e nos
nacionais necessi am do apoio de ó gãos públicos em di e sos ní eis ju isdicionais, além da colabo ação
de a o es não es a ais e demais segmen os da sociedade (Cse e e al; 2021).
O en ol imen o das cidades em edes climá icas ansnacionais em sido um a o de e minan e
pa a a de inição de me as e es a égias ambien ais. Es udos indicam que cidades maio es ap esen am
obje i os mais ambiciosos em elação à mi igação climá ica, sendo que 78% das cidades analisadas
possuem um plano de mi igação e 25% almejam a neu alidade de ca bono. No en an o, obse a-se uma
dispa idade geog á ica na de inição dessas me as. Cidades localizadas no No e e Oes e da Eu opa
ap esen am comp omissos mais ele ados, como Dinama ca (100%) e Reino Unido (43%), enquan o
egiões do Sul e Les e da Eu opa demons am meno engajamen o. Além disso, o amanho da cidade é
um a o p eponde an e: apenas 7,1% das cidades com população en e 50.000 e 100.000 habi an es
possuem uma me a de neu alidade de ca bono, em compa ação com 32% na média ge al (Cse e e al;
2021).
36
O se o ene gé ico desempenha um papel essencial na mi igação climá ica, a a és do
desen ol imen o de no as ecnologias, da e iciência ene gé ica e da adoção de p á icas de ges ão
sus en á eis. Pa alelamen e, a mobilidade u bana sus en á el ambém se des aca como um elemen o
c ucial pa a eduzi as emissões de ca bono. Um exemplo emblemá ico é a cidade de Vi o ia-Gas eiz,
que ealizou uma ees u u ação comple a da sua ede de anspo e público em menos de 24 ho as,
p omo endo um modelo de mobilidade mais e icien e e sus en á el. A implemen ação dos chamados
“supe blocos” eo ganizou o espaço u bano, es ingindo o á ego de au omó eis e p io izando pedes es
e anspo es públicos (Ci i as; n.d.).
Os impac os dessa e o mulação o am signi ica i os, incluindo um aumen o de 18,2% na
elocidade come cial dos au oca os, edução do empo de espe a e diminuição do consumo médio de
combus í el em 6,24%, o que esul ou na economia de 421 oneladas de CO₂ po ano. Além disso, hou e
uma queda de 36,9% no núme o de aciden es en ol endo au oca os e um aumen o exp essi o na
u ilização do anspo e público. O sucesso dessa ans o mação oi a ibuído a um planeamen o
es a égico bem es u u ado, sus en ado pelo engajamen o da população e pelo apoio de odas as o ças
polí icas locais (Ci i as; n.d.).
A expe iência de Vi o ia-Gas eiz demons a que a ansição pa a modelos u banos mais
sus en á eis exige ações coo denadas en e go e nos, se o p i ado e sociedade ci il. A adoção de
polí icas in eg adas de mi igação e adap ação climá ica, associada a es a égias ino ado as de
mobilidade e e iciência ene gé ica, pode acele a o caminho das cidades em di eção à neu alidade de
ca bono. A análise desses casos e ela que, embo a o amanho da cidade seja um a o ele an e pa a
a ambição climá ica, a go e nança e o comp ome imen o polí ico são elemen os undamen ais pa a a
implemen ação de mudanças es u u ais e icazes (Ci i as; n.d.)
Ou as inicia i as como o Sma Ci y Roadmap de Bi mingham e o Bi mingham De elopmen
Plan demons am como polí icas u banas podem in eg a sus en abilidade e qualidade de ida. Em
Lond es, p oje os como o London’s Sma Pa k Sus ainable Dis ic s e o Li ing Lab u ilizam senso es
pa a a alia a qualidade do a , do solo e da água, p omo endo uma ges ão ambien al mais e icien e.
Além do seu impac o ecnológico, cidades in eligen es de em p io iza a jus iça social e a equidade,
ga an indo que os seus bene ícios alcancem odas as camadas da sociedade. A in e seção en e
emp eendedo ismo sus en á el, ino ação social e cidades in eligen es e ela caminhos p omisso es pa a
um desen ol imen o u bano e ambien al e dadei amen e in eligen e (Ca ada e Roge s; 2023).
37
O p oblema das emissões de gases com e ei o de es u a e do consumo de ene gia nos edi ícios
e nas cidades em sido abo dado em di e sos aco dos, con enções e di e i as emi idos a ní el eu opeu,
nomeadamen e a a és do Paco e Clima e Ene gia UE 2020, lançado em 2008 (Cip iano e al; 2017).
Um dos p incipais indicado es pa a moni o iza o desempenho u bano são as emissões de CO₂, an o
em e mos absolu os como pe capi a. As emissões di e as são o iginadas no e i ó io u bano,
esul an es dos se o es dos edi ícios, equipamen os e anspo es, enquan o as emissões indi e as ad êm
do consumo de ele icidade, cuja p odução pode oco e o a da á ea u bana. Além disso, a o es como
a axa de desemp ego podem in luencia o consumo ene gé ico, dado que pe íodos p olongados em casa
esul am num aumen o do consumo pe capi a (Cip iano e al; 2017).
A Agência In e nacional da Ene gia p opõe a conse ação de ene gia como uma es a égia pa a
limi a o consumo a a és de mudanças compo amen ais, como desliga luzes em salas desocupadas,
enquan o a e iciência ene gé ica isa eduzi o consumo po meio da adoção de p odu os mais e icien es.
A implemen ação de indicado es nos Planos de Ação pa a a Ene gia Sus en á el em sido undamen al
pa a a alia o impac o das polí icas públicas, des acando-se os indicado es de emissões de CO₂, de
consumo pe capi a, po unidade de e i ó io e de e iciência ene gé ica (Cip iano e al; 2017).
As cidades desempenham um papel cen al na mi igação das al e ações climá icas e na
p omoção da sus en abilidade, exigindo uma abo dagem holís ica e sis êmica. Com o c escimen o
u bano acele ado, as cidades en en am desa ios elacionados com o abas ecimen o de água, a
p odu i idade ag ícola e a p o eção dos ecossis emas. O Aco do de Pa is e o ça a necessidade de
polí icas e icazes pa a comba e as al e ações climá icas, le ando à e lexão sob e a o ma como as
cidades podem impulsiona o desen ol imen o sus en á el, in eg a a sus en abilidade na omada de
decisões polí icas e omen a a pa icipação cidadã. A sus en abilidade, assen e nos pila es económico,
social e ambien al, depende da capacidade de ino ação e adap ação, sendo a sociedade ci il um a o
essencial no p ocesso de ans o mação (Lou ei o e al; 2022).
A alo ização dos ecossis emas é um aspe o c ucial pa a ga an i a sus en abilidade ambien al.
Os ecossis emas p es am di e sos se iços, incluindo p odução de bens essenciais como alimen os e
água doce, egulação do clima e das cheias, e bene ícios cul u ais e ec ea i os. No en an o, a
sub alo ização dos se iços ecossis émicos ep esen a um en a e signi ica i o à consecução dos
Obje i os do Desen ol imen o Sus en á el, sendo essencial in eg a a sua alo ação na omada de
decisões polí icas e económicas. A alo ização ambien al implica econhece a impo ância dos ecu sos
38
na u ais e inco po á-los nas polí icas públicas e nos mecanismos inancei os, ga an indo a sua
p ese ação e u ilização sus en á el.
A ansição pa a a neu alidade ca bónica a é 2050 eque a adoção de medidas conc e as e
p og essi as, especialmen e no se o da cons ução, esponsá el po uma pa cela signi ica i a do
consumo ene gé ico. Em Po ugal, a g ande maio ia dos edi ícios oi cons uída an es das p imei as
egulamen ações é micas, ap esen ando um aco desempenho ene gé ico e condições de con o o
insa is a ó ias. A ualmen e, apenas 15,3% dos edi ícios esidenciais possuem ce i icação ene gé ica A+
ou A, enquan o quase me ade se enquad a nas ca ego ias C e D. Pa a alcança a neu alidade ca bónica,
Po ugal p e ende a ingi 49% de ene gia eno á el no consumo o al a é 2030, aumen ando a p odução
de ene gia eólica, hid elé ica e sola (Reis e al; 2023).
A mode nização do pa que edi icado de e inclui a inco po ação de soluções a i as e on es de
ene gia eno á el, ga an indo maio e iciência ene gé ica e meno impac o ambien al. A iabilidade
económica dessas soluções, pa icula men e as que isam a neu alidade ca bónica, e o ça a
impo ância do apoio inancei o e da c iação de um ambien e egula ó io adequado. O es abelecimen o
de códigos de cons ução que incen i em a eno ação ene gé ica e a p omoção de incen i os inancei os
pa a ecnologias ino ado as, como a mazenamen o de ene gia e ba e ias é micas, são undamen ais
pa a impulsiona essa ansição (Reis e al; 2023).
A implemen ação de polí icas e icazes pa a a eno ação ene gé ica e a sus en abilidade u bana
é essencial pa a ga an i a esiliência climá ica e o bem-es a das ge ações u u as. Apesa de alguns
in es imen os iniciais não se em inancei amen e compensado es a cu o p azo, o seu impac o ambien al
e social a longo p azo jus i ica a sua adoção (Reis e al; 2023). Po ugal, alinhado com as me as eu opeias
e globais de desca bonização, de e con inua a p omo e p á icas sus en á eis, ga an indo que o
desen ol imen o u bano, a e iciência ene gé ica e a alo ização dos ecossis emas es ejam no cen o das
suas es a égias de polí ica pública.
As cidades, como epicen os dos desa ios ambien ais e sociais, de em ado a es a égias de
planeamen o u bano sus en á el, nomeadamen e a a és da c iação e manu enção de espaços e des.
Es es espaços o e ecem bene ícios signi ica i os pa a a saúde men al, ísica e social da população, além
de con ibuí em pa a a mi igação dos impac os das al e ações climá icas. Com a c escen e u banização
e p ojeções que indicam que a é 2050 mais de dois e ços da população mundial i e ão em cidades,
o na-se essencial implemen a polí icas que ga an am ambien es u banos saudá eis e sus en á eis. A
pe ceção dos cidadãos sob e os espaços e des e os se iços ecossis émicos que o e ecem de e se
45
4.2.1 Análise às ques ões dos signa á ios do Pac o Climá ico
A ques ão núme o 2 diz espei o ao meio como as emp esas i e am conhecimen o do Pac o
Climá ico. Con o me e i icado na igu a 5, a maio ia dos esponden es espondeu que oi a a és das
edes sociais do Labo a ó io da Paisagem e das edes sociais do Município de Guima ães, bem como
euniões ealizadas pelo município. Algumas emp esas ambém esponde am que o am pionei as na
implemen ação do plano de sus en abilidade de Guima ães.
Em elação à mo i ação que le ou as emp esas a assina em o pac o, des aca-se o comp omisso
de con ibuí em pa a a sus en abilidade ambien al (52%) e em seguida o sen imen o de apoia Guima ães
na desca bonização (28%), como is o na igu a 6.
Figu e 5 – “De que o ma e e conhecimen o do Pac o Climá ico de Guima ães?”
Figu e 6 – Qual oi a p incipal mo i ação pela qual assinou o pac o?
46
Foi ei a uma ques ão de modo a pe cebe se os signa á ios sabiam que medidas in eg am o
Pac o Climá ico. Nes a ques ão, p esen e como igu a 7, o am incluídas algumas al e na i as de medidas
que não in eg am o pac o com o obje i o de a e i o g au de conhecimen o dos inqui idos, nomeadamen e
“Di ulgação do plano de ação pa a eduzi a u ilização de pes icidas químicos, e ilizan es e an ibió icos
na p odução ag ícola”. Es a medida es á mais elacionada com polí icas de ag icul u a sus en á el e não
apa ece como oco p incipal no Pac o Climá ico de Guima ães, que es á cen ado sob e udo na
desca bonização, e iciência ene gé ica, en ol imen o da comunidade, moni o ização de emissões e
neu alidade ca bónica a é 2030.
A medida que sob essai é a de adoção de es a égias de cu o, médio e longo p azo na
desca bonização (88%), que demons a ambém que as emp esas êm noção das medidas p opos as
pelo pac o. Na igu a 8 é possí el e i ica que a medida já impos a pelas emp esas mais o ada é a
adoção da economia ci cula .
Figu e 7 – Das seguin es medidas, quais as que julga aze em pa e do Pac o Climá ico de Guima ães?
* Opções de espos a disponí eis: endo em con a que se podia escolhe mais do que uma opção:
▪ Ado a es a égias de cu o, médio e longo p azo no sen ido da desca bonização
▪ Ge a uma dinâmica de coc iação e es ímulo à pa icipação a i a da comunidade
▪ Comba e à pob eza ene gé ica
▪ Reduzi emissões de ca bono em 55% a é 2030, ela i amen e a 2020
▪ P omo e a digi alização como e amen a auxilia undamen al na desca bonização e ansição climá ica
sus en á el
▪ Redução de emissões de gases de e ei o de es u a
▪ Recolhe dados, moni o iza e epo a os a anços alcançados pa a as me as de edução de emissões de gases de
e ei o de es u a e de susbilidade
▪ Comunica as me as alcançadas ao município e en idades ambien ais, ga an indo a anspa ência dos p ocessos
▪ Di ulgação do plano de ação pa a eduzi a u ilização de pes icidas químicos, e ilizan es e an ibió icos na p odução
ag ícola e pecuá ia
47
A esponsabilidade pelo cump imen o dos ODS não ecai apenas sob e os go e nos, mas
ambém sob e as emp esas, o ganizações da sociedade ci il, academia e indi íduos. Des a o ma, a
go e nação mul iní el o na-se essencial pa a ga an i a implemen ação e icien e das me as globais a
ní el local (Sil a; 2021). Assim sendo, as emp esas são ambém esponsá eis po sensibiliza os
colabo ado es sob e os obje i os do pac o, e, al como se e i ica na igu a 9, maio pa e á-lo a a és
de euniões de equipa (60%), sendo que sessões de o mação e consciencialização ambém se des acam
(24%). Es a sensibilização p e ende ajuda a emp esa a alcança a neu alidade climá ica, po ém 32%
dos inqui idos não possuem me as pa a alcança a neu alidade climá ica a é 2030. Em con as e, 24%
implemen a uma economia ci cula ; 28% inclui me as de edução de emissões de ca bono e 32% u iliza
ene gias eno á eis. Pa a eduzi o impac o ambien al das emp esas/o ganizações, 40% az o
ap o ei amen o de esíduos como ma é ias-p imas e 32% em implemen ado a desca bonização da
mobilidade. No que diz espei o às ce i icações ambien ais, a ealidade é que a maio ia não possui
nenhuma (60%), no en an o, 4 emp esas/o ganizações possuem uma ce i icação ambien al ISO 14001.
Figu e 8 – Das seguin es medidas, quais são as que a sua emp esa/o ganização in eg a no seu plano es a égico
48
A comunicação das emp esas com os s akeholde s pa a o comp omisso com a neu alidade
ca bónica em sido ei o maio i a iamen e a a és de di ulgações nas edes socias das medidas
implemen adas e dos esul ados ob idos (64%).
Apesa de as emp esas en en a em desa ios na implemen ação das ações de desca bonização,
nomeadamen e desa ios económicos e inancei os (64%) e desa ios ecnológicos (44%), con o me
demons a a igu a 10, elas ac edi am que as suas ações e ão impac os posi i os na comunidade como
a p omoção do desen ol imen o sus en á el (92%) ( igu a 11).
Figu e 9 – De que o ma os colabo ado es da emp esa/o ganização êm sido sensibilizados pa a os obje i os do pac o?
Figu e 10 - Quais êm sido os p incipais desa ios en en ados pela emp esa/o ganização na implemen ação das ações de
desca bonização?
49
Os esul ados mos am que as emp esas/o ganizações êm desen ol ido es a égias pa a se
alinha em com os p incípios de sus en abilidade (84%), como é isí el na igu a 12, in es indo em
ecnologias e des e p á icas ecológicas nomeadamen e na edução da pegada ca bónica (64%). No
en an o, sen em necessidade de apoios e incen i os inancei os, nomeadamen e apoios no
desen ol imen o de p oje os (60%).
Figu e 11 - Que impac os posi i os na comunidade, a emp esa/o ganização ac edi a que as suas ações e ão?
Figu e 12 - A emp esa/o ganização es á a desen ol e es a égias pa a ga an i que os seus p odu os ou se iços
se alinhem com os p incípios de sus en abilidade?
50
No que diz espei o ao Pac o Climá ico, al como ap esen a a igu a 13, 60% dos inqui idos
sen em que os obje i os são o almen e cla os, e que espe am eduzi a pegada ambien al de cu o,
médio e longo p azo no sen ido da desca bonização (56%) ( igu a 14). No que diz espei o a apoios pa a
cump i as me as, 48% e ela a necessidade de e apoios em candida u as e inanciamen os. Ainda
assim incen i am ou as emp esas/o ganizações a ade i em ao pac o ealçando a impo ância de
p ese a o nosso plane a a a és de p á icas sus en á eis (72%) ( igu a 15).
Figu e 13 - Conside a que os obje i os do pac o o am cla amen e de inidos no momen o da assina u a?
Figu e 14
- Quais e am as expe a i as da emp esa/o ganização ao ade i ao Pac o Climá ico de Guima ães?
51
Pa a inaliza , 92% em in e esse em pa icipa em ações de sensibilização pa a a
desca bonização do e i ó io em conjun o com ou os s akeholde s, como é isí el na igu a 16, 52% diz-
se disponí el pa a apoia de o ma pon ual em p oje os de desca bonização de Guima ães e 64% sen e
que os esul ados desde a adesão ao pac o o am cump idos ( igu a 17).
Figu e 15 - Qual o a gumen o mais con incen e, na sua opinião, pa a ou as emp esas/o ganizações conside a em ade i ao
Pac o Climá ico?
Figu e 16 - Tem in e esse em pa icipa em ações de sensibilização pa a a desca bonização do e i ó io em conjun o com ou os
pa cei os públicos e/ou p i ados?
52
4.2.2 Análise às ques ões dos não signa á ios do Pac o Climá ico
A p imei a ques ão pe mi iu pe cebe que apesa de não se em signa á ios do pac o, 66,7%
conhecia-o e es á amilia izada com os obje i os de neu alidade climá ica a é 2030, como é possí el
e i ica na igu a 18.
Figu e 17 - Os esul ados a é ao momen o co espondem às expe a i as de inidas?
Figu e 18 - A emp esa/o ganização es á amilia izada com o Pac o Climá ico de Guima ães e os obje i os de neu alidade
climá ica a é 2030?
53
Em seguida, quis-se pe cebe mais sob e as emp esas, nomeadamen e o se o de a i idade,
onde odas são do se o e ciá io e a p incipal a i idade desen ol ida pelas emp esas é uma e alhis a
de dis ibuição alimen a , uma agência de iagens e uma de comé cio e se iços soluções ambien ais.
Es as emp esas localizam-se nas eguesias de Fe men ões, Caldelas e UF Oli ei a, S. Paio e S.
Sebas ião.
Em elação à a aliação que as emp esas azem do seu impac o ambien al, elas conside am-se
de 0-10 num 7, como se e i ica na igu a 19, e conside am a sus en abilidade como uma p io idade (0-
10 a aliam em 8 e a é mesmo 10) po ém não conside am u gen e implemen a medidas de
sus en abilidade na sua emp esa/o ganização.
No que diz espei o às emissões de ca bono, as espos as das emp esas sob e em que medida
as suas a i idades con ibuem pa a al a iam en e o ze o, o 4 e um 10, e po isso as espos as são
simila es quando ques ionadas se são dos maio es con ibuido es pa a as emissões de Guima ães.
Na mesma escala de 0-10 a maio ia conside a um 8 no ní el de sus en abilidade do consumo
de ene gia da emp esa.
66,7% das emp esas já u iliza ene gias eno á eis e p á icas sus en á eis no seu dia-a-dia ( igu a
20) e a mesma pe cen agem em in e esse em pa icipa em ações de sensibilização pa a a
desca bonização do e i ó io em conjun o com ou os s akeholde s públicos e/ou p i ados.
Figu e 19 - Como a alia o impac o ambien al das a i idades que a sua emp esa/o ganização desen ol e?
54
Figu e 20 - A emp esa/o ganização já u iliza ene gias eno á eis ou ou as p á icas sus en á eis no seu dia-a-dia?
No que diz espei o à possí el adesão ao Pac o Climá ico e como se pode con i ma na igu a 21
as emp esas ac edi am que inicia i as como a economia ci cula (100%) podem bene icia a economia
e o ambien e de Guima ães e o incen i o mais solici ado diz espei o à capaci ação de colabo ado es
sob e p a icas sus en á eis e ino ação ecnológica no se o (66,7%)( igu a 22). Po ou o lado, algumas
ba ei as à adesão ao pac o di idem-se en e a al a de compe ências especializadas pa a implemen a
soluções sus en á eis, a dependência de on es de ene gia não eno á eis, as baixas axas de eciclagem
e eu ilização de ma e iais e esíduos e a eduzida alo ização económica dos in es imen os em
ecnologias e des.
Figu e 21 - Que bene ícios a emp esa/o ganização ac edi a que inicia i as como o Pac o podem aze pa a o ambien e e economia
de Guima ães?
61
Di e gências
Tema
Re isão de li e a u a
Resul ados do ques ioná io
In eg ação de ino ação
ecnológica
En a iza a impo ância da
“G een Dynamic Capabili y” e
ino ação digi al
Embo a mencionada, há pouca
e e ência di e a à ans o mação
digi al conc e a nas espos as
Pa icipação cidadã e inclusão
social
Economia social de e
p omo e inclusão e coesão
Pouco explo ado no inqué i o; oco
es á mais em p á icas emp esa iais
in e nas.
Mobilidade sus en á el e
e iciência ene gé ica
Conside adas á eas c í icas
da ansição ecológica
Mencionada, mas secundá ia —
apenas 32% implemen am
desca bonização da mobilidade
Coope ação público-p i ada
es u u ada
A li e a u a ealça a
impo ância de es u u as
colabo a i as pe manen es.
A colabo ação oco e, mas al a
e idência de es u u as o mais ou
con ínuas
62
6. Conside ações inais
O p esen e ela ó io de es ágio e e como obje i o p incipal comp eende o g au de en ol imen o
dos in e enien es emp esa iais com os obje i os do Pac o Climá ico de Guima ães. Pa a al, oi
necessá io analisa an o as mo i ações e p á icas das emp esas signa á ias como as ba ei as
iden i icadas pelas não signa á ias. A aplicação de 28 inqué i os pe mi iu ob e uma isão ab angen e
sob e o pano ama a ual da colabo ação emp esa ial no p ocesso de desca bonização local.
Os esul ados ob idos demons am um cená io enco ajado po pa e das emp esas signa á ias,
as quais e idenciam um comp omisso e e i o com a sus en abilidade ambien al, a a és da adoção de
es a égias alinhadas com os p incípios da sus en abilidade e da in eg ação de ecnologias e des.
Con udo, a ausência de ce i icações ambien ais e de me as cla as pa a 2030, bem como os obs áculos
inancei os e ecnológicos, e idenciam que ainda há um longo caminho a pe co e pa a consolida esse
comp omisso.
As emp esas não signa á ias, po sua ez, já ado am p á icas sus en á eis e demons am
abe u a ao conhecimen o sob e o pac o, o que ep esen a uma opo unidade signi ica i a pa a a
expansão da ede de signa á ios. A exis ência de obs áculos semelhan es en e signa á ios e não
signa á ios e o ça a necessidade de polí icas públicas es u u adas e de medidas de apoio écnico e
inancei o.
A in es igação pe mi iu ambém iden i ica a economia ci cula como uma á ea es a égica
comum, com po encial de ala anca o en ol imen o emp esa ial. Além disso, o ele ado in e esse
mani es ado pelas emp esas signa á ias em pa icipa em ações de sensibilização conjun as co obo a
a necessidade de o alece os mecanismos de go e nação colabo a i a, con o me indicado pelo modelo
Guima ães 2030.
Con udo, é impo an e econhece as limi ações do es udo a ual. A amos a, embo a ú il, é
ela i amen e pequena e não pe mi e a ex ação de conclusões es a ís icas obus as. Foi igualmen e
obse ada uma maio pa icipação de emp esas já en ol idas no pac o, o que pode e in luenciado a
ep esen ação global dos dados. Pa a in es igações u u as, ecomenda-se o ala gamen o da amos a, a
aplicação de mé odos mis os (quan i a i os e quali a i os) e a análise longi udinal da e olução dos
comp omissos e ações das emp esas ao longo do empo.
Es e es udo não só con ibui di e amen e pa a o abalho de en idades como o Labo a ó io da
Paisagem e a Câma a Municipal de Guima ães, como ambém pode se ú il pa a u u as in es igações
que p e endam compa a es e caso com ou os ou iden i ica no as o mas de en ol e mais emp esas
na lu a con a as al e ações climá icas. De ende-se a hipó ese de que os dados e as ideias ap esen ados
63
nes e es udo possam se i de inspi ação pa a a conceção de no as es a égias e a implemen ação de
polí icas mais e icien es, de modo a pe mi i que os municípios assumam um papel cada ez mais
ele an e na espos a à c ise climá ica.
64
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67
Anexos
1. Mensagem en iada jun o ao inqué i o
“Inqué i o colabo ação Labo a ó io da Paisagem e Uni e sidade do Minho
Excelen íssimo senho (a),
O meu nome é Cláudia Oli ei a e sou aluna da Escola de Economia e Ges ão da Uni e sidade
do Minho. Encon o-me a ealiza um es ágio cu icula com o Labo a ó io da Paisagem, no âmbi o
da conclusão do meu mes ado em Economia Social, que se oca na colabo ação dos s akeholde s
públicos e p i ados na desca bonização do concelho de Guima ães. Nesse sen ido, elabo ei um inqué i o
que se di ige a emp esas/o ganizações do município de Guima ães com o obje i o de analisa o
pano ama da pa icipação desses s akeholde s na adesão ao Pac o Climá ico como inicia i a pa a a
neu alidade climá ica a é 2030 (a iden idade da sua emp esa pe manece á anónima).
Ag adecia a pa icipação da sua emp esa/o ganização. A espos a às pe gun as de e á demo a ce ca
de 15 minu os. Solici o que a espos a seja en iada o mais b e e possí el.
O link pa a esponde ao inqué i o é o seguin e:
h ps://docs.google.com/ o ms/d/e/1FAIpQLSeJkk5Dqe1p4EW_1Aiw5Z6on isAAb8_OlNJiCJ
FnEZCR7_A/ iew o m?usp=heade “
2. Inqué i o
Colabo ação dos s akeholde s públicos e p i ados na desca bonização de Guima ães – a adesão ao Pac o Climá ico
como inicia i a pa a a neu alidade climá ica a é 2030. O p esen e inqué i o é compos o po ques ões de espos a cu a e
escolha múl ipla. P e ende comp eende qual é a posição dos s akeholde s em elação ao Pac o Climá ico de Guima ães e
os alo es po es es de endidos. A sua pa icipação é anónima e con idencial
1. É subsc i o do Pac o Climá ico de Guima ães? * Ma ca apenas uma o al.
Sim (a ança pa a a pe gun a 2)
Não (a ança pa a a pe gun a 25)
É subsc i o do Pac o Climá ico de Guima ães
Em seguida, seguem-se algumas ques ões elacionadas com o mo i o de subsc ição do pac o, impac os sen idos, desa ios e
me as a a ingi .
2. De que o ma e e conhecimen o do Pac o Climá ico de Guima ães?
A a és de con ac os pessoais
Imp ensa
Sessões de di ulgação
Redes sociais do Município de Guima ães
Redes sociais do Labo a ó io da Paisagem
Ou a:
1. Qual oi a p incipal mo i ação/ azão pela qual assinou o Pac o?
É esponsabilidade das emp esas azê-lo
An e isão de an agens económicas
68
Familia es/amigos ambém assina am
Aumen a a compe i i idade no me cado
Con ibui pa a a sus en abilidade ambien al
Apoia Guima ães na desca bonização do concelho
Melho a a epu ação da emp esa ace à comunidade ima anense
Ou a:
2. Das seguin es medidas, quais as que julga aze em pa e do Pac o Climá ico de Guima ães?
Ado a es a égias de cu o, médio e longo p azo no sen ido da desca bonização
Ge a uma dinâmica de coc iação e es ímulo à pa icipação a i a da comunidade
Comba e à pob eza ene gé ica
Reduzi emissões de ca bono em 55% a é 2030, ela i amen e a 2020
P omo e a digi alização como e amen a auxilia undamen al na desca bonização e ansição climá ica
sus en á el
Redução de emissões de gases de e ei o de es u a
Recolhe dados, moni o iza e epo a os a anços alcançados pa a as me as de edução de emissões de gases
de e ei o de es u a e de sus en abilidade
Comunica as me as alcançadas ao município e en idades ambien ais, ga an indo a anspa ência dos
p ocessos
Di ulgação do plano de ação pa a eduzi a u ilização de pes icidas químicos, e ilizan es e an ibió icos na
p odução ag ícola e pecuá ia
3. Das seguin es medidas, quais são as que a sua emp esa/o ganização in eg a no seu plano es a égico?
P omo e a digi alização como e amen a auxilia undamen al na desca bonização e ansição climá ica
sus en á el
Reduz as emissões de gases com e ei o de es u a e a pegada ambien al a cu o, médio e longo p azo no sen ido
da desca bonização
Recolhe dados, moni o iza e epo a os a anços alcançados pa a as me as de edução de emissões de gases
com e ei os de es u a e de sus en abilidade
Comunica as me as alcançadas, ga an indo a anspa ência dos p ocessos
Ge a uma dinâmica de coc iação e es ímulo à pa icipação a i a da comunidade
Ado a p á icas de economia ci cula e az uma ges ão sus en á el de ecu sos
Ado a soluções de mobilidade sus en á el
Comba e a pob eza ene gé ica p omo endo o acesso a ene gia acessí el e limpa
Não in eg a nenhuma medida no plano es a égico
4. Quais o am os comp omissos p incipais ado ados pela emp esa/o ganização no âmbi o do Pac o Climá ico
de Guima ães?
P omo e a digi alização como e amen a auxilia undamen al na desca bonização e ansição climá ica
sus en á el
Reduzi as emissões de gases com e ei o de es u a e a pegada ambien al a cu o, médio e longo p azo no
sen ido da desca bonização
Recolhe dados, moni o iza e epo a os a anços alcançados pa a as me as de edução de emissões de gases
com e ei os de es u a e de sus en abilidade
Comunica as me as alcançadas, ga an indo a anspa ência nos p ocessos
Ge a uma dinâmica de coc iação e es imula a pa icipação a i a da comunidade
Ado a p á icas de economia ci cula e aze uma ges ão sus en á el de ecu sos
Ado a soluções de mobilidade sus en á el
Comba e a pob eza ene gé ica p omo endo o acesso a ene gia acessí el e limpa
Ainda não o am assumidos comp omissos pela emp esa/o ganização no âmbi o do Pac o Climá ico.
Ou a:
5. De que o ma os colabo ado es da emp esa/o ganização êm sido sensibilizados pa a os obje i os do Pac o?
Sessões de o mação e consciencialização
Reuniões de equipa
A i idades de eam-building da emp esa
Não o am desen ol idas inicia i as nes e sen ido
Ou a:
69
6. Fo am de inidas me as pela emp esa/o ganização pa a ajuda a alcança a neu alidade climá ica a é 2030?
Sim, o am de inidas me as pa a alcança a neu alidade climá ica a é 2030 como po exemplo, o uso de
ene gias eno á eis
Sim, o am de inidas me as pa a alcança a neu alidade climá ica a é 2030 como po exemplo, implemen ação
da economia ci cula
Sim, o am de inidas me as pa a alcança a neu alidade climá ica a é 2030 como po exemplo, implemen ação
de me as de edução de emissões de ca bono Não o am de inidas me as pa a alcança a neu alidade
climá ica a é 2030
Não enho conhecimen o sob e isso
Ou a:
7. Que ações já o am implemen adas ou es ão em ase de planeamen o pa a eduzi o impac o ambien al da
sua emp esa/o ganização endo po base o seu se o de a i idade?
Ações de e lo es ação
O imização da ges ão dos ecu sos híd icos
Sensibilização pa a as no as leis e egulamen os da p o eção ambien al
Ap o ei amen o de esíduos como ma é ias-p imas
Desca bonização da mobilidade
Não o am implemen adas nem es ão em ase de planeamen o ações pa a eduzi o impac o ambien al
Não enho conhecimen o sob e isso
Ou a:
8. De que o ma a emp esa/o ganização ado a p incípios de economia ci cula ?
Faz a eciclagem dos ma e iais u ilizados
Reu iliza/ alo iza as sob as e excessos pa a no os ma e iais
Reduz os esíduos e o despe dício
P omo e inicia i as de consciencialização sob e a sus en abilidade ambien al
Ou a:
9. De que o ma a emp esa/o ganização em comunicado aos s akeholde s (comunidade, clien es, o necedo es)
o seu comp omisso com a neu alidade ca bónica?
Di ulgação nas edes sociais das medidas implemen adas e esul ados ob idos/espe ados
O ganização de euniões e con e ências com odas as pa es en ol idas pa a e o ça o comp omisso com a
neu alidade climá ica
Publicação de ela ó ios anuais de sus en abilidade que sejam anspa en es pa a odas as pa es e em acesso
ao en ol imen o da emp esa/o ganização no comp omisso com a neu alidade climá ica
Ou a:
10. A sua emp esa possui alguma ce i icação ambien al, de abalho, qualidade, ou ou as?
Sim, possui uma ce i icação "C adle o C adle"
Sim, possui uma ce i icação "Fo es S ewa dship Council (FSC)"
Sim, possui uma ce i icação "Rain o es Alliance"
Sim, possui uma ce i icação "Ce i icação ambien al ISO 14001"
Sim, possui uma ce i icação "Sis ema Comuni á io de Ecoges ão e Audi o ia (EMAS)"
Sim, possui uma ce i icação "Ró ulo Ecológico (REUE)"
Não possui nenhuma ce i icação ambien al
Ou a:
11. Que impac os posi i os na comunidade, a emp esa/o ganização ac edi a que as suas ações e ão?
P omoção do desen ol imen o sus en á el
Colabo ação com di e en es s akeholde s pa a p omo e obje i os comuns
Apoio a ONG's, p og amas de olun a iado e ou as causas sociais
Ou a:
12. Quais êm sido os p incipais desa ios en en ados pela emp esa/o ganização na implemen ação das ações de
desca bonização?
Des alo ização das me as de neu alidade ca bónica po pa e dos o necedo es e/ou clien es
Desa ios egula ó ios (no as ob igações, licenças, e c)
70
Desa ios económicos e inancei os (e iciência do negócio, no as cadeias de p odução, al e ação do pad ão de
consumo, al a de inanciamen o)
Desa ios ecnológicos (ino ação ecnológica, no as compe ências, consciencialização das pessoas)
Ou a:
13. A emp esa/o ganização es á a in es i em ecnologias e des, p á icas ecológicas ou de e iciência ene gé ica?
Sim, a emp esa/o ganização es á a in es i em ene gias eno á eis
Sim, a emp esa/o ganização es á a in es i na edução da pegada ca bónica
Sim, a emp esa/o ganização es á a in es i na adoção de soluções baseadas na na u eza ( elhados e des,
ja dins e icais, en e ou os)
Não, a emp esa não es á a in es i e ecnologias e des, nem em p á icas de e iciência ene gé ica Não enho
conhecimen o sob e isso.
Ou a:
14. A emp esa/o ganização es á a desen ol e es a égias pa a ga an i que os seus p odu os ou se iços se
alinhem com os p incípios de sus en abilidade?
Sim, a emp esa/o ganização es á a desen ol e es a égias pa a se alinha com os p incípios da
sus en abilidade
Não, a emp esa/o ganização não es á a desen ol e es a égias pa a se alinha com os p incípios da
sus en abilidade
Não enho conhecimen o sob e isso
Ou a:
15. Conside a que os obje i os do pac o o am cla amen e de inidos no momen o da assina u a?
Sim, o almen e cla os
Pa cialmen e cla os
Não mui o cla os
Nada de inidos
16. Quais e am as expe a i as da emp esa/o ganização ao ade i ao Pac o Climá ico de Guima ães?
Reduzi emissões de gases com e ei o de es u a
Reduzi a pegada ambien al de cu o, médio e longo p azo no sen ido da desca bonização
Melho a a colabo ação en e di e en es s akeholde s públicos e p i ados
Ob e inanciamen o pa a p oje os climá icos
Ob e supo e/apoio pa a desen ol imen o de p oje os.
Ou a:
17. Que ipo de apoio sen e que necessi a pa a cump i com as me as do Pac o Climá ico?
Sin o necessidade de sabe qual a Pegada Ca bónica da emp esa
Sin o necessidade de e um Ro ei o de Desca bonização
Sin o necessidade de Ações de Capaci ação pa a di igen es e colabo ado es
Sin o necessidade de e um Rela ó io de Sus en abilidade que moni o ize as nossas ações Sin o necessidade
de e apoio em candida u as a inanciamen o
Sin o necessidade de conhece boas p á icas ambien ais em emp esas
Não sin o necessidade de e qualque ou o apoio suplemen a
Ou a:
18. Tem in e esse em pa icipa em ações de sensibilização pa a a desca bonização do e i ó io em conjun o com
ou os pa cei os públicos e/ou p i ados?
Sim
Não
19. Qual o a gumen o mais con incen e, na sua opinião, pa a ou as emp esas/o ganizações conside a em ade i
ao Pac o Climá ico?
Realça a impo ância de p ese a o nosso plane a a a és de p á icas sus en á eis
Apela ao desen ol imen o sus en á el, uma ez que o u u o assim o di a
P omo e a c iação de emp egos e des e o alece a economia sus en á el e jus a
Con ibui pa a os obje i os de desca bonização de Guima ães
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