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Análise de tempos/métodos e consumos de centro automático de corte e furação de vigas metálicas e otimização de processos

Author: Morado, João José Galvão
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/73f2e3f5-5d0c-4334-a66e-696f46b7867d/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
João José Gal ão Mo ado
Análise de Tempos / Mé odos e
Consumos de Cen o Au omá ico de
Co e e Fu ação de Vigas Me álicas e
O imização de P ocessos
Janei o de 2025
Análise de Tempos / Mé odos e Consumos de Cen o Au omá ico
de Co e e Fu ação de Vi
gas Me álicas
e O imização de P ocessos
João José Gal ão Mo ado
UMinho | 2025
Janei o de 2025
João José Gal ão Mo ado
Análise de Tempos / Mé odos e Consumos
de Cen o Au omá ico de Co e e Fu ação
de Vigas Me álicas e O imização de
P ocessos
Disse ação de Mes ado
Mes ado In eg ado em Engenha ia Mecânica
T abalho e e uado sob a o ien ação do:
P o esso Dou o José Luís de Ca alho Ma ins
Al es
Análise de Tempos / Mé odos e Consumos de Cen o de Co e
Au omá ico de Co e e Fu ação de Vigas Me álicas e O imização de P ocessos
i
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
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ii
AGRADECIMENTOS
O apoio de á ias pessoas oi undamen al pa a a ealização des a disse ação. Nes a página
se ão des acadas odas as pessoas que o na am es e p oje o possí el.
Em p imei o luga , ag adeço ao P o esso Dou o José Luís de Ca alho Ma ins Al es pela
con iança em e acei ado a o ien ação des e abalho e po odo apoio p es ado du an e o deco e
des e p oje o, imp escindí el pa a a conclusão do mesmo.
De seguida, ag adeço ambém, à emp esa Me aloViana S.A. pela opo unidade e a odos os
colabo ado es que de alguma o ma es i e am p esen es e dispos os a ajuda . Deixo ainda um
ag adecimen o especial aos Engenhei os Gab iel de Sá Co eia e And é Mesqui a pelo seu
conhecimen o pa ilhado e po , apesa dos seus dias longos e ocupados, consegui em semp e a anja
algum empo pa a escla ece as minhas dú idas e ajuda -me pe an e odas as si uações.
Deixo ambém um ag adecimen o a odos os uncioná ios que abalham nas ins alações ab is
da emp esa, sob e udo ao Ra ael Mi anda, que semp e se disponibilizou pa a me explica
de alhadamen e odas as e apas do p ocesso de ab ico e as es a égias de quem já abalha na á ea
há longos anos.
Ao meu g upo de eino po odo o apoio e em especial ao meu einado , P o esso José Ba os,
pelo apoio, po odo o conhecimen o pa ilhado e po me ensina a c esce , não exis em pala as pa a
desc e e a sua bondade e disposição em ajuda .
Po im e com maio impo ância, ag adeço à minha amília, pai, i mão e a ós po odo o apoio
dado ao longo des es 5 anos e, em especial à minha mãe, po es a semp e p esen e e ga an i que
nada al asse.

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Au omá ico de Co e e Fu ação de Vigas Me álicas e O imização de P ocessos
iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
STATEMENT OF INTEGRITY
I he eby decla e ha ing conduc ed his academic wo k wi h in eg i y. I con i m ha I ha e no used
plagia ism o any o m o undue use o in o ma ion o alsi ica ion o esul s along he p ocess leading
o i s elabo a ion.
I u he decla e ha I ha e ully acknowledged he Code o E hical Conduc o he Uni e si y o Minho.
Uni e sidade do Minho, 31 de janei o de 2025
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i
RESUMO
A emp esa Me aloViana S.A. ope a no se o da cons ução me álica, uma á ea com múl iplas
aplicações e, p esen emen e, em anco c escimen o dadas as suas ex ensas an agens. A emp esa
Me aloViana S.A. p ocu a, nes e con ex o de ápido c escimen o e complexidade dos p oje os,
obus ece e melho a o seu p ocesso e capacidade de o çamen ação, pa a, des e modo, melho a a
sua compe i i idade numa á ea de negócio cada ez mais exigen e e p o issional.
O p ocesso de o çamen o de ob as de cons ução me álica implica um conhecimen o
ab angen e de ma e iais, pe is e p ocessos de ab ico, en e ou os, bem como o desen ol imen o de
e amen as in o má icas de decomposição do p oje o em componen es e espe i as ope ações de
ab ico. O desen ol imen o des as e amen as, e a sua acilidade de u ilização, são de e minan es e
undamen ais pa a o abalho dos o çamen is as.
O desa io p opos o pela emp esa Me aloViana no con ex o des a disse ação consis e no
desen ol imen o de uma e amen a capaz de, de o ma au omá ica e in ui i a, o çamen a os p oje os
e ap esen a os cus os de ab ico ela i os a cada e apa. Assim, a p esen e disse ação em o p incipal
obje i o analisa os mé odos de p odução em áb ica e o imiza o igo e e iciência da o çamen ação do
co e e u ação de pe is me álicos. Es e p ocesso de o çamen ação é, a ualmen e, ei o po es ima i a
de aco do com a expe iência de p oje os passados, pelo que é p opício a e os e a iações, que
impac am a compe i i idade da emp esa.
A e amen a oi desen ol ida no
so wa e Mic oso Excel
dada a sua acilidade de u ilização e
a capacidade de calcula o cus o de um p oje o com exa idão. Fo am desen ol idas duas bases de
dados dis in as. A p imei a base de dados con ém odas as in o mações e ca ac e ís icas ísicas dos
pe is e o espe i o empo de co e; a segunda base, ei a pa a a ope ação de u ação, ap esen a o
empo de u ação calculado pa a um u o de de e minado diâme o e p o undidade.
De alha-se odo o desen ol imen o e uncionamen o da e amen a. São ap esen adas odas as
e apas de ecolha de in o mação e odos os de alhes des a. Ao implemen a a e amen a, a
Me aloViana S.A. pode á melho a a sua con iança no p ocedimen o de o çamen ação, melho a a sua
compe i i idade e, consequen e, con ibui pa a melho c esce nes e ão compe i i o me cado.
Pala as-Cha e
cons ução me álica, desen ol imen o, o çamen ação, cus os de ab ico
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Au omá ico de Co e e Fu ação de Vigas Me álicas e O imização de P ocessos
ABSTRACT
Me aloViana S.A. ope a es wi hin he me allic cons uc ion sec o , a ield cha ac e ized by di e se
applica ions and cu en ly expe iencing signi ican g ow h due o i s nume ous ad an ages. Wi hin his
con ex o apid expansion and inc easingly complex p ojec s, Me aloViana S.A. seeks o enhance and
ein o ce i s budge ing p ocesses and capabili ies o s eng hen i s compe i i eness in an e e mo e
demanding and p o essionalized business en i onmen .
The budge ing p ocess o me allic cons uc ion p ojec s necessi a es ex ensi e expe ise in
ma e ials, p o iles, manu ac u ing p ocesses, and ela ed disciplines. Fu he mo e, i equi es he
de elopmen o compu a ional ools designed o decompose p ojec s in o componen s and hei
co esponding manu ac u ing ope a ions. The c ea ion o such ools, along wi h hei use - iendly
in e aces, is bo h c i ical and indispensable o he e ec i e pe o mance o es ima o s.
The challenge p oposed by Me aloViana S.A. wi hin he scope o his disse a ion en ails he
de elopmen o a ool capable o gene a ing p ojec budge s and p esen ing manu ac u ing cos s o
each p oduc ion s age. Acco dingly, he p ima y objec i e o his disse a ion is o analyze ac o y
p oduc ion me hods and op imize he p ecision and e iciency o he budge ing p ocess. Cu en ly, his
p ocess elies on es ima es de i ed om his o ical p ojec expe ience, ende ing i suscep ible o e o s
and inconsis encies ha ad e sely a ec he company’s compe i i eness.
The p oposed ool was de eloped using Mic oso Excel, selec ed o i s accessibili y and capaci y
o calcula e p ojec cos s wi h a high deg ee o accu acy. Two dis inc da abases we e cons uc ed as
pa o his ini ia i e. The i s da abase encompasses de ailed in o ma ion and physical cha ac e is ics
o he p o iles, along wi h hei associa ed cu ing imes. The second da abase, de eloped o he d illing
ope a ion, p o ides d illing imes based on he diame e and dep h o speci ic holes.
This disse a ion me iculously de ails he de elopmen and unc ionali y o he p oposed ool,
including all s ages o da a collec ion and hei espec i e in icacies. By adop ing his ool, Me aloViana
S.A. will be posi ioned o enhance i s con idence in budge ing p ocedu es, imp o e i s compe i i eness,
and he eby suppo i s g ow h in an inc easingly compe i i e ma ke .
Keywo ds
me allic cons uc ion, de elopmen , budge ing, manu ac u ing cos s
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Au omá ico de Co e e Fu ação de Vigas Me álicas e O imização de P ocessos
i
ÍNDICE
Ag adecimen os ................................................................................................................................... ii
Resumo .............................................................................................................................................. i
Abs ac ...............................................................................................................................................
Índice ................................................................................................................................................. i
Índice de Figu as ................................................................................................................................ ix
Índice de Tabelas ............................................................................................................................... xi
Lis a de Símbolos ............................................................................................................................. xiii
1. In odução ................................................................................................................................ 14
1.1. Enquad amen o ................................................................................................................ 14
1.2. A emp esa: Me aloViana - Me alú gica de Viana S.A. .......................................................... 14
1.3. Mo i ação e obje i os ........................................................................................................ 16
1.4. Guia de lei u a da disse ação ............................................................................................ 16
2. Es ado de a e ........................................................................................................................... 18
2.1. Classi icação dos aços ....................................................................................................... 18
2.2. Pe is analisados ............................................................................................................... 21
2.2.1. Pe is con o mados a quen e ................................................................................... 24
2.2.2. Tubos con o mados a io com cos u a .................................................................... 25
2.2.3. Impe eiçoes dos pe is ............................................................................................ 26
2.3. Tecnologias de co e de pe is de aço ................................................................................ 27
2.4. Fu ação ............................................................................................................................ 28
2.5. F esagem .......................................................................................................................... 30
2.6. Ce i icações na cons ução me alomecânica ..................................................................... 35
2.6.1. Ce i icação ISO ....................................................................................................... 35
2.6.2. No ma 1090 ........................................................................................................... 36
2.6.3. Ma cação CE ........................................................................................................... 37
3. Análise da cadeia de p odução .................................................................................................. 39
3.1. Planeamen o da ob a ........................................................................................................ 39
3.1.1. P oje o .................................................................................................................... 39
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Au omá ico de Co e e Fu ação de Vigas Me álicas e O imização de P ocessos
xiii
LISTA DE SÍMBOLOS
Siglas, ab e ia u as e ac ónimos
MCP1 – Máquina de co e do polo 1
MCP3 – Máquina de co e do polo 3
PTP – Plano de T abalho de P odução
CNC – Co e Numé ico Compu ado izado
LP – Peça Sol a
S – Peça de Conjun o

Análise de Tempos / Mé odos e Consumos de Cen o de Co e
Au omá ico de Co e e Fu ação de Vigas Me álicas e O imização de P ocessos
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1. INTRODUÇÃO
1.1. ENQUADRAMENTO
O p esen e es udo de caso consis e na cons ução e implemen ação de uma e amen a que
pe mi a o çamen a o cus o ela i o aos p ocessos de co e e u ação de pe is de pe is ine en es a um
de e minado p oje o. Des e modo, a emp esa ai consegui o çamen a os p ocessos com maio
p ecisão. A ualmen e, a o çamen ação é ei a po es ima i a o que pode o na o o çamen o inal do
p oje o dis in o da ealidade. Com um o çamen o e ado, a emp esa pode deixa de se compe i i a e
pe de o p oje o pa a uma emp esa conco en e ou no pio dos casos, acaba em p ejuízo.
1.2. A EMPRESA: METALOVIANA - METALÚRGICA DE VIANA S.A.
A Me aloViana - Me alú gica de Viana S.A., designada pos e io men e po Me aloViana é uma
emp esa po uguesa com uma g ande p esença nacional e in e nacional na á ea da cons ução
me alomecânica.
As suas ins alações con am a ualmen e com 3 polos e 4 unidades ab is de ocações especi icas
com uma á ea o al de 43517 m!, onde emp ega 160 colabo ado es, ans o mando
ap oximadamen e 12000 oneladas de aço anualmen e. Es á nos planos da emp esa con inua a
c esce e aumen a es es núme os. Apesa do ma e ial mais maquinado nas ins alações se o aço, a
emp esa ambém p ocessa alumínio. [1]
As unidades ab is localizadas na eguesia de Nei a, no dis i o Viana do Cas elo, ocam-se na
p odução de componen es maio i a iamen e ei os em aço u ilizados na cons ução me alomecânica.
Es e ipo de cons ução é maio i a iamen e u ilizado em edi ícios de g ande po e, como pa ilhões,
es ádios de u ebol e p édios de á ios anda es.
A Me aloViana é uma emp esa exempla e esponsá el, com 40 anos de adição e de sabe
quali icado e ce i icado, que des u a de bom nome e de no o iedade se o ial, aduzida nos es a u os
de PME Excelência e de PME Líde , demons ando uma o ganização expe ien e, disciplinada e
económica e inancei amen e es á el, espei ado a das boas p á icas indus iais, sociais, ambien ais,
inancei as, legais e iscais. [1]
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A emp esa es á em cons an e c escimen o, aumen ando anualmen e a sua a u ação e as suas
exigências. A ualmen e, já es ão a se p epa ados no os a mazéns pa a aumen a a capacidade de
p odução da emp esa. [1]
A Me aloViana especializa-se na p odução de na es indus iais, abalhos de caldei a ia,
pipelines
,
pipe- acks
,
con eyo s
e es u u as me álicas pa a
o sho e
, cimb es me álicos, igas de
lançamen o, ca os de a anço pa a a cons ução de iadu os e pon es me álicas, pedonais e odo
pedonais, se alha ias di e sas e e es imen os de achadas e cobe u as, en e ou os. [1]
A emp esa en ega um se iço comple o ao clien e de aco do com os seus equisi os, pe mi indo
aze odas as e apas de p odução den o do mesmo complexo. A Me aloViana ambém az o anspo e
e a mon agem inal da es u u a em ob a.
Além do me cado po uguês, a emp esa é bas an e compe i i a na á ea me alomecânica no
ex e io , a uando no me cado angolano, moçambicano, b asilei o e especialmen e no me cado ancês,
onde a ua a a és da sua ilial “
Ba imel
”. [1]
A ní el nacional a emp esa é líde na cons ução me álica es ando a ualmen e a cons ui uma
das ob as mais desa ian es e complexas em solo nacional: o no o edi ício de esc i ó ios do complexo
do Colombo, em Lisboa, uma ob a de 35000 m! e o çamen ada na sua o alidade em mais de 100
milhões de eu os, sendo a sua cons ução bas an e desa ian e de ido à sua es u u a di e en e do
habi ual.
Na igu a 1, pode-se e i ica algumas das ob as ealizadas pela Me aloViana du an e os úl imos
anos.
(a) (b)
Figu a 1 - (a) Passagem Pedonal – Via Rápida da Capa ica; (b) Ins alações – CLS Edi ícios. [1]
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A Me aloViana oca na e iciência e no igo enquan o emp esa líde na á ea da cons ução
me alomecânica e o obje i o p incipal du an e o deco e de um p oje o passa pela sa is ação do
clien e. Os á ios depa amen os e uncioná ios da emp esa abalham de o ma conjun a pa a o
sucesso dos p oje os e, du an e odas as e apas de planeamen o e ab ico, a equipa do con olo de
qualidade es á p esen e de modo a ga an i o igo .
1.3. MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS
Es e abalho oi mo i ado pela on ade de explo a no as á eas den o do amo da Engenha ia
Mecânica. Sendo a o çamen ação de um p oje o o p imei o passo pa a o sucesso do mesmo, su ge a
necessidade de c ia uma e amen a que pe mi a à emp esa o çamen a o co e e a u ação dos
p oje os com p ecisão. Pe an e is o, es a disse ação ocou-se no desen ol imen o de uma e amen a
de ácil u ilização capaz de calcula o empo e o cus o com p ecisão pa a o co e e a u ação dos pe is
em aço. Foi u ilizado o
so wa e Mic oso Excel
pa a a cons ução da mesma.
Es e abalho oi e icaz pa a sup i a necessidade da emp esa Me aloViana de comp eende
melho cada e apa do seu p ocesso de ab ico e da sua necessidade em o çamen a os p oje os com
p ecisão. Ao pe manece em e olução cons an e a emp esa consegue des aca -se no me cado e
o na -se mais compe i i a ace à conco ência.
Sendo a elabo ação de uma e amen a que pe mi a o çamen a os p ocessos de co e e u ação
de pe is me álicos o p incipal obje i o des e abalho, oi necessá io es uda oda a cadeia de p odução
da emp esa e medi os empos co esponden es a cada e apa. P e ende-se que a e amen a de
o çamen ação seja de u ilização in ui i a e ácil pa a odos os uncioná ios, podendo se u ilizada po
qualque pessoa sem o mação p é ia.
Tendo a e amen a de o çamen ação como o oco p incipal des e abalho se ão, ao longo des e
abalho, e e idas odas as ases do desen ol imen o da mesma e explicadas odas as e apas da
cadeia de p odução da emp esa, pois en ende o seu uncionamen o se á essencial pa a cons ui e
comp eende a mesma.
1.4. GUIA DE LEITURA DA DISSERTAÇÃO
A p esen e disse ação encon a-se di idida em 6 capí ulos dis in os.
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No p imei o e p esen e capí ulo oi ei o um enquad amen o do ema da disse ação e
ap esen ação da emp esa que disponibilizou es e p oje o.
No segundo capí ulo oi ei a uma pesquisa ace ca dos p incipais emas, concei os e e amen as
ace ca do co e e du ação de pe is em aço. Além dis o, ez-se uma análise às no mas u ilizadas na
cons ução me alomecânica e a á ios abalhos já exis en es que abo dam ecnologias de co e e
u ação. De seguida, o am ap esen ados odos os pe is e as suas p incipais u ilizações, assim como
odas as ecnologias de co e de aço exis en es na emp esa. Po úl imo, nes e capí ulo oi dada uma
in odução aos emas undamen ais pa a a elabo ação des a e amen a.
No capí ulo 3 analisa-se o uncionamen o das á eas da emp esa ela i as ao co e e u ação de
pe is. Foi explicado oda a cadeia de p ocessamen o ao longo das ases dis in as. Pa a uma maio
p e isão da e amen a de o çamen ação é impo an e comp eende como se p ocessa a p epa ação
de um pe il e udo o que se passa den o das ins alações da emp esa, assim como os imp e is os
mais comuns que a asam o p ocesso de ab ico e aumen am a imp ecisão da e amen a.
O qua o capí ulo a a do p ocesso de alhado e ap esen ou-se odas as e apas da cons ução da
e amen a da o çamen ação. Aqui o am de alhados os p ocessos pa a a cons ução de uma base de
dados ela i a aos dados de u ação e de uma base de dados com os empos de co e espe ados pa a
cada um dos pe is. Foi demons ado cada de alha da e amen a e explicado odo o uncionamen o.
O quin o capí ulo discu e como o uso des a e amen a de o çamen ação pode o imiza os
p ocessos da emp esa, eduzindo o empo de co ação e aumen ando a p ecisão do o çamen o. A
e amen a, in ui i a e ácil de u iliza , ga an e consis ência nos esul ados e pode se u ilizada po
qualque uncioná io da emp esa. De seguida, ap esen am-se as p incipais elações e i adas do empo
passado den o da emp esa e as suges ões de melho ia pa a o imiza a cadeia de p odução da
mesma. Fo am ambém deixadas suges ões pa a a a ualização con inua da e amen a de modo a
maximiza a sua e icácia e p ecisão.
Po úl imo, no capí ulo 6 o am ap esen adas as p incipais conclusões que oi possí el ob e ao
longo do abalho e as pe spe i as u u as de abalhos a desempenha pa a o co e o uncionamen o
da e amen a.
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2. ESTADO DE ARTE
O p esen e capí ulo em como p opósi o ap esen a uma e isão bibliog á ica dos p incipais
emas, concei os e e amen as que con ibuí am pa a auxilia na conc e ização des a disse ação.
No caso do co e de pe is de aço, é c ucial des aca emas como o ipo de se a u ilizada, as
di e en es écnicas de co e, as no mas, es ições e exigências na cons ução me alomecânica, assim
como os pe is u ilizados. Ao logo des e capí ulo, se ão abo dados es es emas.
Segundo Da im (2011) "Em ope ações de co e po a anque de apa a, como o co e de pe is
de aço, a elocidade de co e é um dos pa âme os mais c í icos a se em conside ados. A li e a u a
demons a consis en emen e que o aumen o da elocidade de co e es á associado a um aumen o na
axa de desgas e da e amen a de co e. Isso é a ibuído ao aumen o da empe a u a na zona de co e,
que pode le a à oxidação e ao desgas e químico da e amen a. Po an o, ao seleciona a elocidade
de co e adequada, é essencial conside a um equilíb io en e maximiza a axa de emoção de
ma e ial e minimiza o desgas e da e amen a, a im de ga an i a e iciência e a qualidade do p ocesso
de usinagem." [2]
Is o mos a o desa io do co e de pe is de aço de manei a a o imiza ao máximo o p ocesso,
eduzindo o empo de p odução, mas, ao mesmo empo, eduzindo ambém os cus os de p odução.
2.1. CLASSIFICAÇÃO DOS AÇOS
A ensão de cedência de um aço ep esen a a ensão máxima que um aço pode supo a a é
so e uma de o mação i e e sí el, designada po de o mação plás ica. Um aço ao so e uma ensão
su icien emen e al a so e de o mação plás ica. Quando um aço so e uma ensão meno do que a sua
ensão de cedência es á den o do seu pa ama elás ico e consegue ol a à sua o ma inicial, não
sendo a e adas as suas p op iedades. [3][4]
Na igu a 2 obse a-se um pe il de aço a so e de o mação plás ica du an e um ensaio de
ação.

Análise de Tempos / Mé odos e Consumos de Cen o de Co e
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Figu a 2 - Ensaio de ação num p o e e de aço. [4]
O ensaio de ação pe mi e sabe as p op iedades mecânicas do aço e sabe a que es o ços es e
pode se subme ido du an e a sua u ilização. Os esul ados de um ensaio de ação a um de e minado
aço são ap esen ados num g á ico que elaciona a ensão subme ida ao aço du an e o ensaio em
unção da sua de o mação. Es es dados são undamen ais pa a o dimensionamen o de um p oje o.
Figu a 3 - G á ico ípico de ensão - de o mação de um ensaio de ação. [4]
Po ou o lado, a ensão úl ima de um aço ep esen a a ensão mais al a aguen ada po um aço
à ação a é se da a sua o u a quando a ealização de um ensaio de ação.
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Os pe is u ilizados pa a a cons ução me alomecânica são ab icados em ligas de aço. São
u ilizados aços de di e en es qualidades, dependo da exigência do p oje o e dos equisi os da es u u a.
A qualidade do aço é ap esen ada na o ma SXXX
ep esen ando “XXX” a sua ensão de cedência,
de i ada da sua composição e dos elemen os p esen es (po exemplo, o aço S275JR co esponde a
um aço com uma ensão de cedência de 275 MPa). [5]
Os aços u ilizados pa a cons ução me álica são egulados pela no ma eu opeia EN 10025 de
aco do com as suas p op iedades, da u ilização a que es a ão sujei os e do ambien e em que se ão
inse idos. Es es aços em uma nomencla u a de aco do com as suas p op iedades, es ando na o ma
S275JR, sendo es e um exemplo de aço bas an e u ilizado na cons ução pela sua boa elação
p op iedades-p eço e pelas condições ambien ais em Po ugal.
A qualidade de um aço, nes e caso 275, ep esen a o alo co esponden e à sua ensão de
cedência, pa a as espessu as mais inas. Des e modo, de aco do com a no ma EN10025, pa a o aço
S275JR com uma espessu a de a é 16 mm:
"= 275 MPa
Den o de um aço da mesma gama com as mesmas p op iedades, a sua ensão de cedência ai
descendo à medida que a espessu a da peça aumen a.
A ensão úl ima é menos in luenciada pela espessu a quando comp ada com a ensão de
cedência, es ando de inida em in e alos de espessu a maio es.
Segundo a no ma EN 10025-2, pa a o mesmo aço ap esen ado an e io men e com uma
espessu a a é uma espessu a de 100 mm a ensão úl ima es á comp eendida en e 410 e 560 MPa.
Pa a os cálculos, nes e caso u iliza-se uma ensão de 460 MPa. Quan o maio a espessu a meno se á
a ensão úl ima, es ando os alo es abelados nes a mesma no ma. [5]
A no ma ambém ap esen a, den o da mesma classe, aços com p op iedades di e en es de
aco do com a sua composição química e a empe a u a a que es a ão sujei os du an e a sua u ilização.
Is o é ap esen ado nas le as inais, como S275JR OU S275J2.
A p imei a le a co esponden e à composição química do aço, nes e caso J, e de seguida é
ap esen ada a le a co esponden e à empe a u a adequada pa a a sua u ilização, nes e caso R ou 2.
Assim, de aco do com os in e alos de empe a u a p esen es na no ma pa a que o aço é adequado a
se u ilizado, o engenhei o de e aze uma es ima i a das condições a mos é icas du an e odo o ano
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na zona de cons ução sabendo a empe a u a meno e maio a que o edi ício es a á sujei o,
escolhendo a classe de aço mais indicada. [5]
De aco do com a classe do aço, es e em de e minados elemen os de liga que azem com que
co esponda a uma de e minada du eza. Es es elemen os de liga êm de es a ob iga o iamen e den o
de um in e alo de ole ância, di ado pela no ma EN10025. Quando a emp esa comp a e ecebe um
de e minado pe il de uma de e minada qualidade, es e é acompanhado de uma olha em que cons a a
composição química de elemen os de liga do pe il. Uma ez que odos os pe is êm composições
químicas ligei amen e di e en es, is o az com que enham p op iedades e du ezas ambém
ligei amen e di e en es, embo a es as a iações não enham in luência signi ica i a.
2.2. PERFIS ANALISADOS
A qualidade do aço a maquina em in luência na sua maquinabilidade. A di iculdade em
maquina o aço é di ada p incipalmen e po 3 a o es: du eza, composição química e a amen o
é mico.
Den o da cons ução me álica em Po ugal pode-se di idi os pe is u ilizados den o de dois
g upos:
• Pe is Me álicas: HEA, HEB, HEM, IPE, IPN, UPE, UPN E L
• Tubos Me álicos: SHS, RHS, CHS
Na maio ia dos casos na cons ução me álica, os pe is me álicos são con o mados a quen e e
os ubos me álicos são con o mados a io. Os ubos me álicos ambém podem se con o mados a
quen e sob e encomenda, no en an o, o p eço aumen a subs ancialmen e pelo que são mui o pouco
u ilizados.
Nos pe is em H e em I, en ende-se po alma a pa e cen al do pe il e po banzo as 2 bases do
pe il. Sal o a as exceções, o pe il é co ado com a alma pa alela à mesa de co e. Is o acon ece po ,
des e modo, a al u a de co e se meno e a se a e mais acilidade em co a o pe il.
Na abela 1, são ap esen ados os pe is me álicos em es udo.
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Tabela 1 - Pe is analisados. [6]
Pe il
Fo ma o e Dimensões
Pe il
Fo ma o e Dimensões
HEA
HEB
HEM
IPE
IPN
UPE
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Figu a 6 – Co po de uma b oca helicoidal sem pas ilha.
Na igu a 7 obse a-se a mesma b oca, mas com a pas ilha colocada. O p ocesso de coloca a
pas ilha é simples, o ope ado apenas em de e o cuidado de u iliza lu as ap op iadas pa a não se
co a .
Figu a 7 – B oca helicoidal com pas ilha.
A emp esa u iliza b ocas de me al du o com diâme os comp eendidos en e 5 mm e 20 mm.
No caso das b ocas com co po e pas ilha, a emp esa u iliza b ocas com diâme os en e os 12 mm e

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os 42 mm. Os u os com um diâme o supe io a 42 mm, à semelhança dos u os o alizados são ei os
po esagem.
2.5. FRESAGEM
A esagem é um p ocesso de usinagem que pe mi e aze qualque geome ia no pe il
desbas ando ma e ial da peça a é a ingi o o ma o e p o undidade desejados, u ilizando uma esa.
Visualmen e, uma esa dis ingue-se de uma b oca po e 4 lâminas ao con á io das 2 lâminas
p esen e numa b oca.
Na igu a 8 pode-se obse a uma esa no a. Ve i ica-se que as a es as são bas an e a iadas.
Figu a 8 - F esa no a.
A esagem é igualmen e uma écnica an ajosa pa a a execução de u os, em si uações em que
es es ap esen am o mas o alizadas ou quando os diâme os exigidos são ex emamen e ele ados,
o nando o cus o das b ocas necessá ias excessi amen e al os caso exis am. Nesses casos, a u ilização
de b ocas o na-se economicamen e ine icien e, em compa ação com o emp ego de uma esa. Além
disso, a esagem é uma al e na i a iá el em u os de g andes dimensões em que não exis em b ocas
disponí eis no me cado nas dimensões eque idas. No caso de um u o g ande em que exis a b oca
com diâme o su icien e pa a o aze , apesa do cus o in e io , a g ande des an agem de aze o u o
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eco endo a esagem é o empo se mui o supe io . Em ce as si uações is o pode-se o na in iá el,
como po exemplo no caso do p azo pa a conclui uma ob a es a a chega ao limi e.
A esagem pode se ei a apenas no pe íme o de uma secção ou esagem po oda a secção. A
esagem ei a apenas no pe íme o é ú il quando o obje i o é emo e oda a á ea de uma de e minada
o ma, poupando assim empo e minimizando os cus os. A esagem pela secção o al de e se
u ilizada apenas em que seja p e endido aze uma geome ia na peça que não a a esse oda a
espessu a da mesma.
Quando uma esa começa a ica gas a pode-se e aísca enquan o es á a a anca ma e ial e a
zona esada ica com mui as impe eições. Na igu a 9 pode-se obse a uma esa gas a a ealiza um
u o edondo.
Figu a 9 - F esa a abalha com ele ado desgas e.
O desgas e de uma esa é acilmen e obse ado, como mos ado na igu a 10. Ao con á io da
esa no a obse ada an e io men e na igu a 8, as a es as da esa já es ão bas an e desgas adas e
p a icamen e edondas.
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Figu a 10 - F esa após ida ú il.
A acumulação de mui a limalha de aço p o enien e da esagem i á ambém di icul a o co e e
desgas a a e amen a mais apidamen e. Além de di icul a a mo imen ação da esa i á ainda
impossibili a a en ilação do p ocesso ge ando um aumen o da empe a u a na zona, p o ocando um
desgas e da e amen a mais acen uado e um acabamen o g ossei o na peça inal. Is o pode se
e i ado limpando a zona de co e a a és de a comp imido.
Todas as máquinas de co e da emp esa dispõem de uma pis ola de a comp imido pelo que em
esagens de dimensões maio es o cuidado do ope ado de e se e o çado e limpa a zona de co e
du an e odo o p ocesso. Ao maquina uma peça com melho acabamen o pode se eduzi o núme o
de e apas de p odução da peça inal uma ez que não se á necessá io um se alhei o melho a o
acabamen o da peça pos e io men e. Na igu a 11 obse a-se a acumulação do excesso de apa as de
co e du an e a esagem-
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Figu a 11 - Excesso de apa as de aço du an e a esagem.
Quando a esa es á em im de ida, a ex emidade da secção esada ica com pouca qualidade
de ido ao desgas e das lâminas e ao aumen o de empe a u a ge ado. Uma secção esada po uma
esa já gas a ica semp e com um acabamen o mui o g ossei o e e á ob iga o iamen e de se
e i icada po um se alhei o an es de se en iada pa a uma ob a ou pa a as e apas de p odução
seguin es.
De ido à al e ação das p op iedades do aço e da mo ologia do seu g ão, al e adas pelo co e e
pelas a iações b uscas da empe a u a o iginadas pela esagem com uma esa já gas a, no caso da
oca da b oca no meio da esagem de uma secção, não é possí el con inua a esagem com ou a
e amen a, mesmo com uma eba bado a. Tal acon ecimen o de e se ao aumen o b usco da du eza
do ma e ial em o no da zona de co e, de i ado do p ocesso de empe a de ido as a iações mui o
b uscas de empe a u a.
Nes e caso, de e se ei o o co e numa secção maio do que a p e endida, ealiza enchimen o
de ma e ial, po exemplo com ma e ial de solda, e ol a a co a com as dimensões p e endidas. Es e
p ocesso não i á p o oca al e ações signi ica i as nas p op iedades mecânicas da peça inal.
Na igu a 12 pode-se obse a um caso em que a esa deixou de consegui a anca ma e ial
du an e o p ocesso e o mesmo e e de se in e ompido. Também pode se obse ada a sequência do
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p ocesso de esagem. Inicialmen e oi ei o um u o u ilizando uma b oca e seguidamen e a máquina
começou a a anca ma e ial com a esa.
Figu a 12 - Fu o começado po uma esa que pe deu a capacidade de a anca apa a.
No caso de se necessá io pa a a esagem a meio do p ocesso ambém não é possí el
con inua endo de aze o mesmo que no caso an e io . Is o acon ece de ido ao a amen o é mico
ge ado no pe il a a és do aquecimen o e a e ecimen o b uscos.
No deco e do p ocesso de p epa ação de um pe il, a esagem pe mi e alcança a geome ia
desejada no pe il a a és do a anco de apa a. A esagem é ei a po uma esa exis indo á ios
amanhos. A emp esa u iliza esas com diâme os comp eendidos en e os 6 mm e os 18 mm. Quan o
maio o o diâme o da esa, mais ápida se á a ope ação.
As medidas das esas são ap esen adas na o ma “F esa Me al Du o p/aço 12x38 mm c/
ace a”. Es a medida signi ica que a esa em um diâme o de 12 mm e um comp imen o de 38 mm
na sua zona de co e.

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Figu a 13 - Fo og a ia com escala da esa “F esa Me al Du o p/aço 12x38 mm c/ ace a”.
2.6. CERTIFICAÇÕES NA CONSTRUÇÃO METALOMECÂNICA
Dado o ele ado igo da emp esa, es a cons a com alguns ce i icados de con o midade
impo an es na á ea da cons ução me alomecânica.
2.6.1. CERTIFICAÇÃO ISO
A ce i icação ISO é um indicado mui o impo an e ine en e á qualidade de uma de e minada
emp esa. Com ela, a emp esa demos a que es a ce i icada, ansmi indo se iedade e c edibilidade ao
clien e. No âmbi o da cons ução mecânica, é ob iga ó io uma emp esa es a ce i icada pa a cons ui
edi ícios com es u u a em aço de o ma legal. [9]
A Ce i icação ISO é um dos mais impo an es indicado es de qualidade de uma emp esa pa a o
me cado. O mo i o pa a isso é que, com ela, a emp esa con i ma o seu comp omisso com as
melho es p á icas em seus p ocessos in e nos de p odução. Logo, ansmi e mais c edibilidade pa a o
me cado. [9]
A sigla ISO p o em do inglês
“In e na ional O ganiza ion o S anda diza ion”.
Es as ce i icações
co espondem, des e modo, a medidas que isam es abelece mé icas e indicado es de qualidade que
de em se seguidos com igo in e nacionalmen e.
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A Ce i icação consis e em um p ocesso de a aliação das emp esas em elação a essas no mas.
Assim, se e pa a a es a se es as es ão seguindo os pad ões in e nacionais de qualidade e a uação.
2.6.2. NORMA 1090
A no ma 1090 é a no ma da União Eu opeia que egula a cons ução e mon agem de es u u as
de aço e alumínio, azendo dela a mais impo an e na cons ução de es u u as me álicas pa a
edi ícios. Os pa âme os co esponden es às es ições pa a a execução de es u u as me álicas são
impos os p incipalmen e po es a no ma. No caso das es u u as me álicas, as es ições e equisi os
écnicos pa a a sua execução são impos os pela EN1090-2. [7][10]
A no ma EN 1090 de e se seguida em odas as e apas de p odução de modo a con ola odo o
p ocesso de ab ico de cons ução me álica. O obje i o des a no ma é es abelece os equisi os
mínimos que de em se cump idos po odos os ab ican es de es u u as me álicas. A no ma
ap esen a ambém as no ma i as de eceção e as no ma i as de dimensões ela i os aos pe is de aço.
Aqui são di adas as dimensões e as ole âncias dimensionais pe mi idas em cada pe il. [7][10]
Es a no ma é essencial pa a ga an i a segu ança e a qualidade das es u u as de aço e alumínio
na cons ução, desde edi ícios esidenciais e come ciais a é pon es e in aes u u as indus iais.
De aco do com a no ma, as emp esas de em man e a documen ação écnica comple a e
p ecisa e e en e odas as e apas do p ocesso de ab icação, desde a p ojeção inicial a é a mon agem
inal da es u u a na ob a. Isso inclui desenhos, especi icações de ma e iais, p ocedimen os de
soldagem, ela ó ios de inspeção, en e ou os. [7]
Pa a que as es u u as es ejam de aco do com a no ma a emp esa de e consul a e cump i os
equisi os de solagem exigidos, implemen a medidas de con olo de qualidade em odas as e apas da
cadeia de p odução e de em ainda mon a e subme e as es u u as a es es de con o midade pa a
ga an i que a endem aos equisi os especi icados na no ma. Isso pode inclui es es de esis ência,
ensaios não des u i os, es es de co osão, en e ou os. [7][10]
Requisi os de Soldadu a: A no ma em ques ão de ine c i é ios igo osos pa a os p ocessos de
soldadu a, ab angendo a quali icação dos soldado es, os p ocedimen os ope acionais pa a a execução
das soldas e as exigências pa a a inspeção das jun as soldadas. Es es equisi os são essenciais pa a
assegu a a in eg idade es u u al das peças que se ão subme idas a es o ços mecânicos. [7][10]
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Re es imen os P o e o es: Se a es u u a eque e e es imen os p o e o es pa a esis i à
co osão, a EN 1090-2 especi ica os equisi os pa a a p epa ação da supe ície, aplicação e inspeção
desses e es imen os. [7][10]
Mon agem e Ins alação: Es a pa e da no ma abo da os equisi os pa a a mon agem e ins alação
das es u u as de aço, incluindo c i é ios de ixação, ole âncias de mon agem e p ocedimen os de
inspeção inal. [7][10]
Con olo de P odução em Fáb ica: As emp esas de em implemen a medidas de con olo de
qualidade du an e odo o p ocesso de ab icação, desde a eceção dos ma e iais a é à expedição dos
p odu os acabados. Isso inclui con olos de qualidade du an e odas as e apas do p ocesso, desde o
co e à mon agem. [7][10]
Tes es de P odu o: An es da en ega, as es u u as de em se subme idas a es es de
con o midade de aco do com os equisi os do p oje o pa a ga an i que a endem aos equisi os
especi icados na no ma. Isso pode inclui es es de esis ência, ensaios não des u i os, es es de
co osão, en e ou os. [7][10]
Ambas as no mas, EN 1090 e EN 1090-2, são c uciais pa a ga an i que as es u u as de aço e
alumínio es ejam de aco do com os pad ões de qualidade e segu ança, desde a conceção a é à
mon agem inal. As no mas são aplicadas em oda a cadeia do p ocesso, a ab ican es, emp ei ei os e
odos os en ol idos na cadeia de p odução e cons ução das es u u as. [7]
Apenas as emp esas que cump em es es equisi os e es ão ce i icadas são au o izadas pa a
aze a cons ução de edi ícios u ilizando es u u as me álicas.
2.6.3. MARCAÇÃO CE
A EN 1090 exige que as emp esas ab ican es de es u u as em aço enham um sis ema de
ges ão da qualidade implemen ado, de aco do com as no mas ISO 9001 ou equi alen e. O
cump imen o dos equisi os p esen es nes a no ma é c ucial pa a a emp esa ob e a ma cação CE.
[11]
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Figu a 14 - Logó ipo da ma cação CE. [11]
Os p odu os de cons ução me álica es ão sujei os ao Regulamen o Eu opeu dos P odu os de
Cons ução. Isso implica que odos os p odu os de cons ução ab angidos po uma no ma
ha monizada eu opeia de em ob iga o iamen e possui a ma cação CE. En e essas no mas, des aca-
se a no ma EN 1090 pa a cons uções em aço. [10][12]
A Ma cação CE é um p ocesso pelo qual a emp esa decla a que o p odu o em ques ão es á de
aco do com as eg as pa a se come cializado na União Eu opeia e no Espaço Economico Eu opeu. O
e mo "CE" é uma ab e iação do e mo ancês
"Con o mi é Eu opéenne",
que signi ica "Con o midade
Eu opeia" em po uguês. [11]
De modo que uma emp esa es eja ap a pa a aze cons uções me álicas, a emp esa necessi a
de comp a e cump i o eu o código pa a a es a de aco do com os equisi os.
Pa a uma emp esa do amo da me alomecânica e au o ização de p oje a e ealiza p oje os de
cons ução e e a ma cação CE em de se audi ada e cump i odas as es ições p esen es na no ma
1090. Os edi ícios êm de se semp e cons uídos de aco do com as es ições ap esen adas nes a
no ma. Den o des a no ma, exis em 4 classes de edi ícios, sendo a classe 4 a mais al a. Es as classes
ep esen am o sob edimensionamen o das es u u as de modo a es a em p epa adas pa a odas as
si uações. No caso da classe 4 encon am-se edi ícios com os hospi ais. O obje i o de a classe se ão
ele ada pa a es as cons uções passa po no caso de alguma ca ás o e como emo es de e a, en a
que os edi ícios mais impo an es subsis am e con inuam ope acionais. [7][10][11]
Dependendo da classe de execução ai se comp a mais ou menos equisi os, quando maio a
classe maio é o igo e es as especi icações es ão ap esen adas no con a o com clien e.
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Figu a 19 - E ique a de um pe il SHS com odas as in o mações do mesmo.
O código QR no can o supe io di ei o da e ique a pe mi e que o ope ado das máquinas de co e
saiba ao ce o o pe il a u iliza pa a um de e minado plano de co e e a sua localização no a mazém.
Es a in o mação chega ao ope ado a a és das olhas e e en es ao plano de co e. O código QR
p esen e na PTP se á o mesmo que es á p esen e no au ocolan e do pe il. Na igu a 20 emos
p esen e uma secção de um PTP, em que o ope ado de e scanea o código QR pa a i busca o pe il
ce o ao a mazém.
Figu a 20 - PTP de um pe il SHS com
QR code
pa a o ope ado localiza o pe il.
3.4. MAQUINAGEM DE PERFIS DE AÇO
Exis em á ias e apas ela i as ao co e e à p epa ação de um pe il. Depois de um pe il se
co ado e u ado, passa á pa a as e apas seguin es, como a solda, o a amen o da supe ície e pin u a.

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Os pe is são escolhidos pa a se em co ados numa de e minada máquina dependendo das
ca ac e ís icas da peça. Po no ma, as peças sem u os que apenas necessi am de se co adas são
co adas nos se o es mais pequenos p esen es no polo 1. Caso necessi e de esagem e á de se
co ada no polo 3, uma ez que es a é a única máquina capaz des a unção. As peças que apenas
enham co es e u os se ão di ididas en e as MCP1 e MCP3 da disponibilidade de espaço e
o ganização.
3.4.1. PLANOS DE TRABALHO DE PRODUÇÃO (PTP)
Den o de cada p oje o, de aco do com a lis agem das peças são c iados plano de abalho de
p odução com as e apas de ab ico co esponden es. Um PTP co esponde a um conjun o de
ope ações a ealiza pelos ope ado es das máquinas com as e apas necessá ias a é a ingi a peça
inal. Es es planos são ge ados au oma icamen e sendo pos e io men e en egues aos ope ado es. São
ap esen ados po
pa e ns
, co espondendo cada
pa e n
ao co e de um de e minado pe il in ei o. Um
pad ão pode se epe ido á ias ezes no caso de ha e a necessidade de aze á ias peças iguais. Os
PTP con am com in o mações como a e e ência da peça, o núme o de epe ições de cada pad ão, o
comp imen o e o desenho écnico de odas as peças p esen es. Cada
pa e n
co esponde às
ope ações de maquinagem, co e u ação e esagem, ela i as a um pe il in ei o, o iginando á ias
peças no inal. O
pa e n
co esponde as ope ações de maquinagem de modo a ob e as peças inais
lis adas no PTP.
Uma peça é ap esen ada in e namen e, po exemplo, na o ma “FE0242.2022 - PTP 203.R0 –
Pa e n
3 – LP203002”. Es a designação in e na co esponde a:
• FE0242.2022 – Designação da ob a;
• PTP 203.R0 – Núme o do plano de abalho de p odução;
•
Pa e n
3 –
Pa e n
co esponden e às e apas do ab ico de de e minadas peças. Uma PTP
em á ios
pa e ns
, cada um o iginando peças di e en es;
• LP203002 – e e encia da peça. Cada peça em a sua p óp ia e e ência que é ma cada a
cane a ou po esagem.
Pa a uma peça exis em duas designações, LP e S. LP signi ica “Loose Pa ” e é u ilizado quando
a peça não necessi a de mon agem e ai pa a a ob a após se maquinada. Po ou o lado, S é u ilizado
quando den o de uma PTP exis em á ios
pa e n
, co espondendo cada um a uma sequência de
e apas pa a p oduzi de e minadas peças inais pa indo de um pe il in ei o. Um
pa e n
pode o iginal
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47
apenas uma peça ou dezenas, caso o comp imen o das mesmas seja mui o pequeno. O mesmo
pa e n
pode e á ias epe ições no caso de exis i em á ias peças iguais. Na igu a 21 obse a-se
dois
pa e ns
den o de uma PTP cada um com duas epe ições.
Figu a 21 - Plano de T abalhos de P odução (PTP).
Pos e io men e, a a és do plano de co e, o ope ado necessi a de p epa a os ichei os de CNC
de aco do com as in o mações da peça. De seguida, é a máquina que az odo p ocesso, começando o
co e numa pon a e ai empu ando o pe il de aco do com as in o mações no ichei o de CNC,
ealizando odas as e apas de o ma au omá ica.
Po ou o lado, no caso dos se o es manuais mais pequenos, os ope ado es ecebem os PTP
endo de aze odas as e apas manualmen e, como a colocação do pe il no plano de co e, medição
do pe il, medição do ângulo de co e e liga o se o e.
3.4.2. PREPARAÇÃO DO CORTE
De modo a ealiza um de e minado plano de co e, como p imei a e apa o ope ado de e
coloca os pe is necessá ios pa a o abalho no ape e la e al localizado na pa e inicial da máquina.
O ac o de os ope ado es das máquinas p ecisa em de u iliza a pon e pa a coloca a as peças
no abulei o de co e é um a o limi an e. Apesa de uma das g uas p esen es no Polo 1 do complexo
se maio i a iamen e u ilizada apenas pelos ope ado es dos se o es, po ezes é necessá io espe a
alguns minu os pa a consegui ca ega o pe il de ido à mesma es a ocupada. Is o é limi an e uma
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48
ez que pa a maximiza a e iciência de co e e baixa o cus o de co e a máquina de e abalha o
núme o máximo de ho as possí el.
No caso do polo 3 das ins alações, a maio ia do abalho es á a se ealizado du an e a noi e
dada a di iculdade da u ilização da pon e du an e o dia, uma ez que de momen o esse pa ilhão ainda
dispõe de apenas uma unidade. Como esse polo dispõe de á ias máquinas de co e e ou os
p ocessos que necessi am do uso eco en e da pon e, a emp esa op ou po passa o co e de pe is
pa a o u no da noi e.
Po no ma, quan o maio e mais pesada o a peça, maio se á o empo necessá io pa a os
ope ado es coloca em as peças nos ape es. O ope ado pode coloca á ias peças no ape e la e al
inicial de uma só ez e depois passá-las pa a o co edo de co e à medida que o plano de abalhos ai
a ançando, sem necessi a de eco e à pon e. Ao aze is o o ope ado o na o p ocesso mais e icien e
e diminui o empo do p ocesso. Tendo á ias peças no ape e la e al o ope ado pode i passando os
pe is um a um a é ao co edo de co e, onde são a pa i daqui empu adas com o p opulso . Pa a
aze is o não p ecisa de u iliza a pon e, o que o na o p ocesso mui o mais ápido e e icien e.
Figu a 22 - Pon e u ilizada pa a mo imen a as peças den o do a mazém.
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49
3.4.3. CORTE DE PERFIS
As máquinas KALTENBACH de co e au omá ico colocam o ângulo sozinhas de aco do com a
in o mação con ida no ichei o de co e. Foi possí el e i ica que o ângulo de co e não em uma
in luência signi ica i a no empo de co e. Embo a se espe e que um co e com um de e minado
ângulo seja mais longo, a á ea de secção é semelhan e e a al u a do pe il man êm-se a mesma.
Exis i am casos em que esse empo chegou mesmo a se in e io quando compa ado um co e com
um ângulo de 0º. Is o acon ece de ido à a iação no mal do empo en e co es de i ado de inúme os
a o es que não es ão elacionados com o ângulo.
O empo do co e de uma peça com um ângulo pode á se maio quando compa ado com uma
peça sem ângulo quando es e implica que a peça seja co ada com o ien ação e ical. Já que o empo
de co e depende da al u a da peça, o aumen o da al u a do co e p opo cionado po coloca o pe il na
e ical ai aumen a o empo do co e.
Figu a 23 - Peça inal em que o ângulo não é compa í el com o co e.
A única manei a de con o na es as si uações é e i a que o ângulo das peças enha de se ei o
des a manei a du an e a p ojeção da ob a.
Quando a di eção do ângulo p e endido na peça e a u ação do pe il não são compa í eis, a
peça em de se co ada com um ângulo de 0º quando são ei os os u os. De seguida, a peça é
co ada no amen e de modo a aze os ângulos desejados, nes e caso, endo de coloca o pe il
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50
le an ado na e ical. Nes a si uação o co e e a u ação não são compa í eis quando, ao coloca o
pe il na e ical, o pe il em u os na ace que ica apoiada na mesa de abalho da máquina de co e.
O a o p incipal que in luencia o empo de co e de um pe il é a elocidade de a anço da se a
no eixo y. Quan o maio a elocidade de descida da se a meno se á o empo de co e. Apesa da
elocidade de descida da se a se um alo linea ap esen ado em mm/min, não é possí el aze uma
associação linea já que o empo de co e é semp e supe io ao espe ado azendo uma elação di e a.
O ou o a o é a elocidade de co e que ep esen a a elocidade da se a em o ação. É ap esen ada
em m/min.
Pela abela 2, é possí el compa a o empo de co e de aco do com o espe ado pela elocidade
de a anço e o empo de co e eal. Os dados ap esen ados co espondem à MCP3, uma ez que es a é
a única máquina que ap esen a um alo eal pa a a elocidade de a anço.
Tabela 2 - Compa ação do empo de co e espe ado pa a o empo de co e eal.
Pe il
Al u a (mm)
Velocidade de
descida
(mm/min)
Tempo de
co e
espe ado (s)
Tempo de
co e eal
(s)
Relação
SHS 300 x 10
300
101
178,2
227
0,78
SHS 300 x 8
300
101
178,2
226
0,79
IPE 160
82
150
32,8
48
0,68
IPE 160
82
100
49,2
68
0,68
IPE 160
82
95
51,8
70
0,74
A disc epância en e o empo ob ido ao elaciona a elocidade de descida e o empo eal de e-
se à descida au omá ica da elocidade de descida nas zonas mais espessas dos pe is. No caso de um
pe il em H ou I, na zona da alma a elocidade de descida desce d as icamen e dada a di iculdade da
máquina co a uma zona ão espessa. Es e enómeno acon ece au oma icamen e e não pode se
con olado pelo ope ado . Dependendo da espessu a da alma do pe il e da di iculdade em o co a a
elocidade de a anço pode diminui pouco ou chega mesmo a pe o de 0 mm/min. Assim, quan o

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51
maio o a alma de um pe il maio se á a di e ença pa a o empo calculado ao elaciona apenas a
elocidade de a anço.
No caso p esen e na igu a 24, co espondendo ao co e de um pe il IPE 270, apesa da
elocidade de a anço se colocada em 104 mm/min, quando a se a começa a co a a alma, a
elocidade de a anço diminui subs ancialmen e, passando de imedia o ap oximadamen e pa a me ade.
(a) (b)
Figu a 24 – Painel da máquina - (a) elocidade de descida da se a inicialmen e; (b) elocidade de descida da se a no
momen o em que começa a co a a alma
De modo a a e igua a in luência no aumen o da elocidade de a anço e da elocidade de co e
da se a, o am ei os alguns es es a iando es as elocidades pa a a e igua a sua in luência na
elocidade do co e. Es es es es o am ei os num pe il IPE 270. Es e pe il em uma al u a de 135
mm e oi co ado dei ado, na o ien ação ap esen ada na igu a 25.
Figu a 25 - Medidas do pe il IPE 270. [14]
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52
De aco do com a máquina, es a começa a co a a peça a uma al u a de 144 mm, ou seja,
ce ca de 9 mm acima do pe il. Na igu a 26 e i ica-se a al u a onde a máquina inicia o co e.
Figu a 26 – Painel da máquina - Al u a em que o co e inicia.
De aco do com a posição no eixo y da se a de co e, a a iação da elocidade de co e no banzo
dá-se en e a coo denada 64 e 52, em milíme os. Des e modo, a a iação da elocidade dá-se em 12
milíme os embo a a alma do pe il enha apenas 6,6 mm. Is o de e-se à inclinação da se a e e ida
an e io men e. O alo mínimo co esponde a um a anço de 0 mm/min na coo denada y = 56 mm.
Ve i icou-se ainda que a elocidade de co e da se a in luencia o empo de co e na alma,
apesa de não e in luência no empo de co e das pa es mais inas da peça. Man endo a elocidade
de descida, aumen a a elocidade de co e da se a ai pe mi i co a mais ápido a alma do pe il.
No en an o, a di e ença é quase insigni ican e e causa um desgas e mui o maio da se a, de ido ao
aumen o no núme o de passagens que a se a az e ao aumen o da empe a u a. Como o p eço de
uma se a é bas an e ele ado e a di e ença acaba po não aze uma an agem signi ica i a pa a a
emp esa.
Po ou o lado, não é e icien e co a odos os pe is com a mesma elocidade de descida.
Apesa da maio pa e do empo a elocidade de descida da se a se deixada en e 100 e 120
mm/min pelos ope ado es, é necessá io diminui a mesma em peças com uma espessu a mui o
g ande ou após oca a se a pa a deixa a mesma aze a odagem. U iliza uma elocidade de co e
demasiado ápida pa a peças com uma ele ada espessu a i á aze um co e com um acabamen o
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53
g ossei o e eduzi d as icamen e a ida ú il da se a, podendo mesmo aze com que pa a ou pe ca o
co e no p imei o abalho.
Na la e al da máquina exis e um manóme o ap esen ando a p essão do co e. Em
expe imen ação com o ope ado , e i icou-se que ao aumen a a elocidade de co e e a elocidade de
descida es a p essão aumen a, podendo chega a duplica .
Es e aumen o ge a um es o ço bas an e supe io no mo o do se o e azendo com que a ida
ú il da máquina seja meno . Uma ez que o p eço de enda des as máquinas onda 1 milhão de eu os,
a longo p azo i ia aze um e o no inancei o nega i o à emp esa. Po ou o lado, is o ambém i ia
ge a um maio desgas e na se a de ido ao aumen o da empe a u a na se a a da o ça necessá ia
pa a o se o e a anca a apa a no p ocesso de co e.
Des e modo, pode-se conclui que aumen a os pa âme os de modo a diminui ligei amen e o
empo de co e não az um e o no posi i o uma ez que o empo co e ep esen a uma pa e pequena
na p epa ação de um pe il a é chega à peça inal. A maio pa e do empo é gas a em coloca os
pe is no ape e de co e, na esagem, a mo imen a o pe il e a e i a os pe is já co ados.
Exclusi amen e, o aumen o b usco dos pa âme os pode se uma opção en á el quando a
p epa ação dos pe is es á a asada e a emp esa em um p azo a cump i . Des e modo, pa a consegui
cump i a da a es ipulada no con a o, e emp esa pode eco e a um aumen o da elocidade de co e
e de descida da se a como uma eme gência.
Ao longo do pe cu so de ida de uma se a, es a i á co a cada ez mais de aga de ido ao
seu desgas e. Es udando o empo de co e no mesmo pe il, um IPE 270, com a mesma elocidade de
co e e em dias di e en es e i icou-se que o empo de co e aumen a ao logo dos dias, de aco do com
a abela 3. Es es dados co espondem à MCP1
Tabela 3 - Aumen o do empo de co e de ido ao desgas e da se a (MCP1).
Dia
Tempo de co e
3 de Maio
1m 58s
10 de Maio
2m 09s
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54
13 de Maio
2m 26s
Es e aumen o num pe il com ês co es a o igina duas peças inais, como o caso des es
IPE270, i á ep esen a um aumen o de ap oximadamen e 90 segundos em cada pe il e um aumen o
de 45 segundos em cada peça. Apesa do empo de p epa ação de um pe il aumen a , não compensa
mone a iamen e oca a se a mais cedo dado o seu p eço ele ado.
3.4.4. FURAÇÃO
No ab ico de peças pa a cons ução me álica é possí el ealiza dois ipos de u os: os u os
ci cula es e os u os o alizados. Os u os ci cula es são ei os a a és de uma b oca do mesmo
diâme o do u o. Os u os o alizados são ei os a a és de esagem pelo que, na emp esa
Me aloViana, apenas podem se ei os na máquina de p odução do polo 3.
No caso dos u os o alizados podem se ei os de di e en es manei as, dependendo do das suas
dimensões. No caso de um u o o alizado de g andes dimensões, em que o lado meno do mesmo em
um comp imen o supe io ao diâme o da b oca de maio diâme o, o u o em de se ei o unicamen e
po esagem. No caso de um u o o alizado mais pequeno, como um u o o alizado 22x32, é ei o
inicialmen e um u o u ilizando uma b oca com o diâme o co esponden e ao diâme o meno do u o,
nes e caso 22 mm. De seguida a máquina oca a e amen a pa a uma esa com um diâme o baixo
de modo a consegui aze o es an e do u o.
O empo de u ação i á depende do diâme o do u o e da p o undidade do mesmo. O empo i á
se maio quan o maio o a sua p o undidade.
O empo de u ação depende do es ado das b ocas e das pas ilhas podendo aumen a
conside a elmen e. No en an o, dado o p eço ele ado des es consumí eis apenas são ocados quando
pa em ou deixam de co a comple amen e. Uma ez que na maio ia dos casos os u os são
ope ações mui o ápidas, um aumen o pe cen ual no empo, mesmo que seja de 50% do empo de
u ação i á ep esen a apenas alguns segundos no inal da p epa ação. Des e modo, u iliza as b ocas
a é ao inal i á baixa os cus os de p odução.
Pa a a u ação, os pe is são ixos na mesa de abalho em 4 zonas di e en es, isí el na igu a
27.
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61
Figu a 31 - Máquina pa a g a a a e e ência das peças (MCP1).
Apesa de aze g a ação u ilizando a máquina se um p ocesso mais demo ado e abalhoso
pode se an ajoso no caso de exis i em mui as peças iguais com a mesma e e ência ou no caso de
um p oje o g ande em que a p odução demo e bas an e empo e du an e esse empo a in a da cane a
pode ia i saindo. No malmen e é u ilizada em p oje os maio es e com um ní el de exigência e igo
supe io .
Figu a 32 - G a ação da e e ência da peça u ilizando a máquina (MCP1).

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Po ou o lado, a máquina do polo 3 ma ca a e e ência da peça du an e o co e a a és de
esagem. Conside ando que o p ocesso é au oma izado e conduzido po uma máquina, a qual
ap esen a uma axa de e o in e io à de um se humano, é menos p o á el a oco ência de e os.
Es as indicações já ão no ichei o CNC e e en e ao co e da peça.
Figu a 33 - Re e ência da peça g a ada po esagem no polo 3 (MCP3).
3.5. CUSTOS FIXOS NO CORTE DE PERFIS
3.5.1. SERRA
O p eço da se a a ia de aco do com o se o e e o seu p eço a ia bas an e de aco do com o
se o e de co e. Cada se o e u iliza uma medida especi ica, co espondendo às dimensões da se a.
Na abela 8 pode-se e o p eço da se a co esponden e a cada se o e.
Tabela 8 - Medida e cus o da se a de cada máquina.
Máquina
Modelo da se a (medidas)
Cus o uni á io ap oximado (€)
MCP1
Se a 6990 X 41 X 1.3
85
MCP3
Se a 8900 X 54 X 1.6
229
A medida da se a é ap esen ada na o ma “CINTA SERRA 5300 X 34 X 1,1 Z3/4”, de alhada
na abela 9.
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Tabela 9 - Explicação da nomencla u a da se a.
Medida
Co espondência
5300
Comp imen o da se a
34
Al u a da se a
1,1
G ossu a da se a
Z3/4
Tipo de den e
Den o de cada medida podem se escolhidas se as com di e en es ipos de den es,
dependendo do ipo de pe is a co a du an e essa al u a. Apesa de exis i em mais ipos de den es
pa a u ilizações especi icas, a emp esa em se as com 5 ipos de den es, es ando es es ap esen ados
na abela 10.
Tabela 10 - Tipos de den es e a sua u ilização.
Tipo de den e
U ilização
Den e Z2/3
Pe is com uma espessu a mui o ele ada de ido ao seu den e maio .
Den e Z3/4
Mais e sá il e o den e mais u ilizado. Consegue co a odos os ipos.
Den e Z4/6
Ma e iais de espessu a média, em especial ubos de amanho maio com união
po solda.
Den e Z5/7
Tubos de espessu a média com união po solda.
Den e Z8/12
Ma e iais com uma esis ência mecânica mais ele ada, inos e com baixa á ea de
secção, em especial ubos com união po solda.
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Uma se a com um den e Z do ipo "Z3/4" indica uma con igu ação de den e a iá el, onde "Z"
ep esen a a con igu ação dos den es e "3/4" e e e-se ao núme o de den es po polegada. Des e
modo uma se a Z3/4 em en e 3 e 4 den es po cada polegada.
A le a "Z" suge e que a se a possui den es com espaçamen o e amanhos a iá eis ao longo
da lâmina. Es e ipo de den e ajuda a eduzi ib ações e p opo ciona um co e mais sua e,
especialmen e em ma e iais mais du os ou quando se co a ma e iais de di e en es espessu as. A
a iação na con agem de den es (de 3 a 4 nes e caso) ajuda a melho a a emoção de ca acos e a
eduzi o isco de empenamen o. Os se o es da emp esa apenas u ilizam se as des e ipo.
Na igu a 34 pode-se obse a o espaçamen o de den es a iá el das se as. Os den es o am
medidos eco endo a um paquíme o digi al.
(a) (b)
Figu a 34 (a) & (b) - Di e ença do espaçamen o en e den es de uma se a com den e 3/4.
Na maio ia dos casos, a emp esa u ilizada o den e Z3/4 de i ado da sua e sa ilidade. Uma ez
que são co ados odo o ipo de pe is não é bené ico u iliza os ou os den es, com exceção dos casos
onde de ido a um de e minado p oje o i á-se co a mui os ubos ou pe is com ca ac e ís icas
especi icas du an e algumas semanas.
De aco do com os ope ado es das máquinas, uma se a em no malmen e uma ida ú il de uma
a duas semanas, dependendo do ipo de pe is a co a e da elocidade de co e. Em casos ex emos a
se a pode du a menos de um dia. Is o pode-se sucede po de ei o de ab ico da se a, pelo uso
inco e o da mesma, não azendo a odagem, ou pela se a começa a co a pe is mui o du os.
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65
Quando é colocada uma se a no a, os ope ado es co am algumas ho as ou dias com um co e
bas an e len o de modo que a se a consiga aze a odagem, p olongando a ida ú il da se a. À
medida que a se a ai pe dendo a capacidade de co a , o ope ado aumen a p og essi amen e a
elocidade de co e da se a. Quando a se a es á gas a, es a deixa de co a podendo ap esen a
ou os indicado es, como e alguns den es dani icados, chamado de ompe o den e, ou dei a aísca.
Na maio ia dos casos, isi elmen e é impossí el no a di e enças de uma se a no a pa a uma se a
que não consegue co a .
A p essão de co e da se a é semp e cons an e em odo o ipo de peças. O ope ado coloca a
p essão em 500N. A p essão de co e ep esen a o quão a se a es á es icada.
Apesa de ao aumen a a elocidade de descida da se a o co e se mais ápido, pe mi indo
abalha um maio núme o de pe is ao longo do dia, is o ge a ou os p oblemas. Embo a o aumen o
da elocidade de descida se uma opção en á el em pe is mais inos e pequenos, de um modo ge al
i á p o oca um maio desgas e da se a e aze com que enc a e ao co a a alma, uma ez que ao
co a uma zona com mais ma e ial ai aze com que acumule mais limalha, não endo es a empo de
sai da zona de co e de ida a elocidade de descida ele ada.
A emp esa o neceu acesso ao documen o que con êm odos os consumí eis gas os po cada
uma das máquinas nos anos passados. No o al, a máquina mais ecen e u ilizou mais se as o que
con i ma que desgas a as mesmas mais apidamen e. Na abela 11 obse a-se a média de se as
gas as du an e os anos de 2023 e 2024.
Tabela 11 - Se as gas as du an e o úl imo ano.
Máquina
Modelo da se a
Média de se as gas as em 2023/2024
MCP1
Se a 6990 X 41 X 1.3
23
MCP3
Se a 8900 X 54 X 1.6
30
3.5.2. ÓLEOS DE CORTE E FURAÇÃO
As máquinas em es udo u ilizam como lub i ican e de co e uma mis u a de óleo com a
comp imido que é dispa ada pa a a se a au oma icamen e semp e que o co e é iniciado.
Análise de Tempos / Mé odos e Consumos de Cen o de Co e
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66
A co e a lub i icação do co e é undamen al pa a consegui um co e limpo e p olonga a ida
ú il da e amen a.
A máquina ins alada no edi ício 1 u iliza o mesmo óleo que pa a o co e dos pe is que pa a a
u ação.
Po ou o lado, no caso da máquina no polo 3, es a u iliza um óleo pa a o co e e ou o di e en e
pa a a u ação. O ese a ó io pa a o óleo de co e em capacidade pa a 1 Li o e du a
ap oximadamen e uma semana, endo de se ac escen ado semp e que o ní el es á baixo. Po ou o
lado, o ese a ó io do óleo esponsá el pela lub i icação da u ação em uma capacidade de 5 li o e
du a ap oximadamen e 5 meses. Quando os ní eis de óleo de co e es ão baixos a máquina a isa o
ope ado com a indicação de epo o ní el. O óleo u ilizado pa a o co e de ambas as máquinas é o
óleo “ÓLEO CUTOL MS”, da ma ca KALTENBACH e endido em ga a ões de 5 Li o.
Figu a 35 - OLEO CUTOL Ms - Ga a a 5 li o.
O óleo u ilizado exclusi amen e pa a a u ação da MCP3 é o óleo “ÓLEO SINTETICO ACCU-LUBE
LB8000”, ambém endido em ga a ões de 5 li o.
A du ação dos óleos de co e e u ação das máquinas dependem di e amen e do empo de co e
e u ação. Des e modo, a du ação ap esen ada na abela 12 é uma es ima i a quando as máquinas
co am pe is de odos os ipos. Caso exis a uma sequência de co e de pe is com mui os ou sem

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u os, mui o g ossos ou com ca ac e ís icas mui o especí icas a du ação do óleo pode se maio ou
meno .
Tabela 12 - Óleos u ilizados pelas máquinas.
Máquina
P ocesso
Óleo
Cus o
Du ação
ap oximada
MCP1
Co e
OLEO CUTOL Ms - GARRAFA
5L
18,5 €
1 semana
(U ilização conjun a no
co e e na u ação)
Fu ação
MCP3
Co e
OLEO CUTOL Ms - GARRAFA
5L
18,5 €
2 semanas
Fu ação
ÓLEO SINTETICO ACCU-LUBE
LB8000 5L
13,8 €
4 meses
3.5.3. MANUTENÇÃO
A manu enção eque ida pa a o co e o uncionamen o da máquina é eduzida, no en an o, é
c ucial pa a o co e o uncionamen o da mesma. A manu enção é habi ualmen e ei a.
Es as máquinas são bas an e esis en es e não necessi am de uma manu enção igo osa pa a
unciona co e amen e. A emp esa só con ac a o écnico das mesmas quando é necessá io subs i ui
alguma peça ou a máquina deixa de unciona , o que é a o acon ece .
3.5.4. ELETRICIDADE
No ano de 2018 a emp esa ins alou um o al de 275 painéis o o ol aicos nos seus 3 polos
ab is de modo a ob e ap o ei amen o da boa exposição sola da localização da emp esa. Po es a
numa zona cos ei a plana, os painéis conseguem cap a ene gia sola du an e um ex enso pe íodo.
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De aco do com os dados do IPMA, pa a a zona li o al do dis i o de Viana do Cas elo espe a-se
uma média de 2369,2 ho as de sol po ano, co espondendo a uma média diá ia de 6,49 ho as de sol
diá ias. [13]
Desde a ins alação, a emp esa em egis ado odas as in o mações ela i as ao consumo de
ene gia, obse ando uma melho ia no á el na a u a mensal. Du an e um dia de sol, as máquinas
uncionam dependendo apenas da ene gia sola , pelo que o consumo de ele icidade é meno du an e
os dias de e ão. Po ou o lado, como a máquina localizada no polo 3 unciona maio i a iamen e
du an e a noi e pelo que não consegue usu ui da ene gia sola .
De aco do com os dados o necidos pela emp esa, os painéis o o ol aicos o necem uma média
anual em o no de 33% de poupança ene gé ica, no caso do polo 1. O mês com menos poupança
egis ado a é ao momen o co esponde a Dezemb o de 2023, com uma poupança de 14,37%. Po
ou o lado, o mês egis ado com uma edução maio nos gas os oi Agos o de 2023, com uma
poupança egis ada de 40,75% ace ao alo que se ia pago sem eco e aos painéis o o ol aicos. Na
igu a 36 é possí el obse a os dados egis ados pa a o consumo ene gé ico e a espe i a poupança
após eco e à ene gia sola , pa a o ano de 2023.
Figu a 36 - Consumo e poupança de ene gia no ano de 2023.
Na abela 13 são ap esen adas as po ências de abalho das máquinas de co e. Es a
in o mação es á p esen e no co po das máquinas e no manual das mesmas. Os manuais das
máquinas o am o necidos pela emp esa.
Tabela 13 - Consumos das máquinas de co e. [14][15][16][17]
Máquina
Po ência de Co e
Po ência de u ação
Po ência do P opulso
MCP3
160 kW
34,5 kW
2.2 kW
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MCP1
120 kW
32 kW
2.2 kW
O cus o da ene gia pa a a emp esa é a iá el uma ez que se encon a no me cado indexado.
A ualmen e, os alo es p a icados pela o e a indexada são in e io es ao do me cado egulado.
No caso da MCP3, apesa des e polo es a do ado de uma ins alação de painéis sola es a
máquina de co e não consegue usu ui da ene gia ge ada po eles já que co a maio i a iamen e
du an e a noi e. Des e modo, a ene gia pa a o co e des a máquina em de p o i da ede, aumen ando
ligei amen e o cus o do co e.
Pa a a MCP1, ai se conside ado pa a o cus o do consumo elé ico 67% do alo consumido
pela máquina, já que os es an es 33% conseguem se poupados eco endo à ene gia sola .
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4. NOVO SISTEMA PARA ORÇAMENTAÇÃO
Com o in ui o de consegui calcula o empo e os cus os de co e ela i os a um de e minado
pe il com p ecisão, oi c iada uma e amen a que pe mi e calcula os cus os ela i os ao p ocesso.
Es a e amen a con ém odos os dados ela i os ao p ocesso.
Nes e capí ulo são ap esen adas odas as me odologias u ilizadas que pe mi i am cons ui a
e amen a pa a a emp esa o çamen a os p oje os com maio p ecisão, no qual se i ão des aca as
p incipais uncionalidades, odos os passos da sua elabo ação e o seu uncionamen o.
4.1. INTRODUÇÃO DA NOVA FERRAMENTA DE ORÇAMENTAÇÃO
Pa a desen ol e a e amen a que pe mi e calcula o empo de co e e os espe i os cus os dos
pe is ela i os a uma ob a op ou-se po u iliza o
so wa e Mic oso Excel
desen ol ido pela
Mic oso
dadas as suas uncionalidades e a ácil u ilização po odos.
A e amen a con ém uma base de dados com odas as in o mações e e en es aos pe is e aos
espe i os empos de co e analisados. Es es dados o am conseguidos du an e o empo passado nas
ins alações da emp esa, de o ma manual.
Na p imei a página do
Excel
, es ão p esen es odas as e apas ela i as à o çamen ação da
p epa ação do pe il.
As colunas ap esen adas em ama elo, é onde o o çamen ado do p oje o de e coloca odos os
dados pedidos com as in o mações do pe il. Nas colunas seguin es, é mos ado de alhadamen e odos
os cus os e empos ela i os a cada uma das e apas.
4.2. BASE DE DADOS RELATIVA AO CORTE DOS PERFIS
Com os dados ela i os aos empos de co e e u ação ob idos nas áb icas, ez-se uma base de
dados con endo oda a in o mação. Essa base de dados i á se i pa a a e amen a c iada consegui
calcula o empo de co e espe ado pa a o p ocesso de p odução.
Pa a cada um dos pe is, são ap esen adas as seguin es a iá eis:
• Peso po me o (kg/m)
• Á ea po me o (m!/m)
• Tempo de co e na MCP1 (s)
• Tempo de co e na MCP3 (s)
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4.4.3. INFORMAÇÕES DO PERFIL
Aqui são mos adas algumas in o mações ace ca dos pe is a co a assim como o peso o al
ela i o ao pe il maquinado.
Figu a 45 - Pa e 3 da Fe amen a: In o mações do pe il.
4.4.4. Nº DE CORTES
Aqui são mos ados o núme o de co es necessá ios a aze pa a cada pe il e ambém o
núme o de co es que se ão necessá ios de aze no se o e FAT dada a incompa ibilidade de aze
odos os ângulos e u os na mesma passagem.
Figu a 46 - Pa e 4 da Fe amen a: Núme o o al de co es.

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4.4.5. CÁLCULO DO TEMPO DO PROCESSO
Es a pa e da e amen a calcula odos os empos ela i os a cada uma das e apas do co e dos
pe is de aco do com as in o mações inse idas an e io men e.
Figu a 47 - Pa e 5 da Fe amen a: Cálculo dos empos de cada e apa de ab ico.
4.4.6. TEMPO TOTAL DE PREPARAÇÃO
Aqui é ap esen ado o empo de p epa ação calculado na pa e an e io ap esen ando o empo de
p epa ação pa a cada peça, pa a cada
pa e n
e o empo o al, co espondendo ao empo de odas as
epe ições do
pa e n
. O empo de p epa ação pa a cada
pa e n
e pa a cada peça é ap esen ado em
segundos. Po ou o lado, o empo o al pa a odas as epe ições do mesmo
pa e n
é ap esen ado em
minu os.
Es es empos são calculados a a és da soma dos alo es conseguidos an e io men e.
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Figu a 48 - Pa e 6 da Fe amen a: Tempo o al de p epa ação.
4.4.7. CUSTOS DO OPERADOR
Es e sepa ado pe mi e calcula o cus o do ope ado que con ola a máquina du an e o p ocesso
de co e. De momen o, o ope ado em um cus o pa a a emp esa de 17 € po ho a, no en an o, es e
alo al e a pe iodicamen e. Quando o al e ado, a pessoa esponsá el pelo o çamen o de e al e a
pa a o alo a ualizado.
Es e capí ulo calcula o cus o do ope ado po cada
pa e n
mul iplicando o cus o po cada
segundo de co e com o empo o al ob ido na secção an e io .
Figu a 49 - Pa e 7 da Fe amen a: Cus os ela i os ao ope ado .
4.4.8. ÂNGULO EXTRA FAT
Es a secção se á ú il nos casos em que dada as ca ac e ís icas da peça inal a co a , pelo
menos um dos ângulos de co e de uma ace do pe il não é compa í el com os u os a aze . Des e
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80
modo, esse co e e á de se ei o à pa e e é u ilizado o se o e FAT de modo a maximiza a
p odu i idade. O empo des e p ocesso oi di idido em duas pa es. A p imei a pa e, co esponden e à
mo imen ação do pe il an es e depois do co e, le a em o no de 20 minu os, dependendo das
dimensões do pe il. Na segunda pa e, co esponden e ao co e, e i icou-se que o empo de co e é
ce ca de 40% supe io ao da MCP1. Somando es as duas pa es ob ém-se o empo ela i o a aze es e
ângulo. No caso da não exis i em ângulos des e ipo, ao coloca 0 na célula co esponden e na pa e 2
da e amen a, o empo e o cus o aqui apa ece ão como sendo 0.
Figu a 50 - Pa e 9 da Fe amen a: Cálculo do empo e do cus o pa a o angulo não compa í el com o co e.
4.4.9. CUSTOS INDIRETOS
Nes a pa e da e amen a inclui-se odos os cus os indi e os e imp e isí eis pa a o empo e o
cus o do co e de um pe il, que não es ão di e amen e ligados com o co e do pe il, mas que em um
peso signi ica i o no cus o inal.
Aqui, o am incluídos os empos de:
• Desca ega o camião
• I busca o ma e ial e coloca no ape e
• P epa a b ocas
• Faze p og ama
• Ma ca peças
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Es es empos êm g andes a iações e são di íceis de con abiliza no empo de p odução de um
pe il, no en an o, conseguiu-se chega a uma es ima i a que es á de aco do com o obse ado du an e
o empo passado na emp esa.
Figu a 51 - Pa e 9 da Fe amen a: Cus os indi e os no co e de um pe il.
4.4.10. ELETRICIDADE
Na decima pa e da e amen a es ão os gas os de ele icidade du an e odas as e apas. Es es
alo es podem so e g andes a iá eis de aco do com o cus o da ele icidade, pelo que, o alo des e
cus o de e se a ualizado cons an emen e.
Aqui são de alhados os cus os ela i os a cada unção da máquina, o co e, a mo imen ação do
pe il pelo p opulso e a u ação, já que o consumo ene gé ico é di e en e em cada um deles.
No consumo ene gé ico pa a a MCP1 em-se em con a a poupança de 33% do consumo
ene gé ico de i ada da ene gia sola .
Figu a 52 - Pa e 10 da Fe amen a: Consumo ene gé ico de cada e apa.
4.4.11. CONSUMÍVEIS
Na úl ima pa e da e amen a são ap esen ados os cus os pa a odos os consumí eis de aco do
com o empo de co e. Aqui são incluídos odos os consumí eis, como a se a, o óleo de co e e
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u ação, as b ocas, a epa ação da máquina ei a po écnicos especializados, en e ou os menos
comuns.
Figu a 53 - Pa e 10 da Fe amen a: Consumí eis.
4.5. INTERFACE – MCP3
A in e ace pa a a MCP3 é mu o semelhan e à da MCP1, con endo as mesmas 11 pa es.
As di e enças são:
• Diminuição dos empos de co e, dos empos de u ação e da mo imen ação
• Consumo de ene gia se supe io e não usu ui da ene gia sola
• A ma cação da peça se ei a du an e o co e po esagem
• O co e de um pe il com os ângulos e a u ação não compa í eis é ei o na mesma na
MCP3
4.6. CORTE DE VIGAS NO POLO 1
4.6.1. TEMPOS DE CORTE DOS PERFIS
O p imei o passo consis iu em medi os empos de co e do máximo núme o de pe is possí el.
Dado o ín imo núme o de pe is exis en es no me cado, oi impossí el medi o empo de co e a odos.
No en an o, endo uma base de dados ex ensa, é possí el calcula o empo de co e espe ado pa a os
pe is em que o empo de co e não oi medido a a és do seu peso po me o linea . Apesa des es

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83
empos ob idos se em apenas uma es ima i a, ão pe mi i à emp esa melho a a sua capacidade de
o çamen ação.
O empo de co e de um pe il é in luenciado po di e sos a o es, o que az com que não seja
uma a iá el linea e enha a iações em odos os co es. Assim, ao calcula o empo de co e de o ma
numé ica, pode-se ob e uma es ima i a com uma ma gem de e o. Esse empo de co e ob ido,
po an o, de e se conside ado uma p e isão do empo espe ado. Du an e as medições do empo de
co e na áb ica, podem oco e a iações de ap oximadamen e 20% de ido a a o es como condições
da máquina, desagas e do ma e ial e ajus es ope acionais. Apesa dessas a iações, as p e isões de
empo de co e o necem um alo p eciso e e en e ao empo médio de co e.
4.6.2. CÁLCULO DO TEMPO DE CORTE DE PERFIS MEDIDOS
No caso dos pe is que são mais u ilizados na cons ução me álica oi medido o empo de co e
de pe is de á ias dimensões. Nes e caso, é ácil de calcula o empo de co e pa a os es an es,
eco endo ao seu peso po me o linea .
Tendo mais de dois pe is medidos, é possí el aça uma linha de endência compa ando o
empo de co e com o peso do pe il, ob endo assim o empo de co e dos ou os pe is. Apesa de
se em necessá ios apenas dois pon os, um maio núme o de dados aumen a a p ecisão do esul ado.
Dada a g ande a iação do empo de co e, aça a linha de endência apenas com 2 pon os pode da
um esul ado longe do eal no caso de um dos pon os co esponde a um ensaio em que po algum
mo i o o empo de co e aumen ou d as icamen e.
De modo a con a ia es e ac o, no inal de calcula a linha de endência pa a cada um dos
g upos de pe is e consequen emen e os seus espe i os empos de co e, compa a am-se odos os
esul ados compa ando o empo de co e, a al u a e o peso dos pe is na e en ualidade de encon a
algum dado que não izesse sen ido. Todos os esul ados ob idos es a am den o do espe ado quando
compa ado com os ou os pe is.
Os pe is mais u ilizados em que oi possí el aça di e amen e a sua linha de endência o am
os pe is HEA, HEB, IPE, UPE e L. Os g á icos e as espe i as equações o am ob idos na base de
dados no so wa e Mic oso Excel. No eixo x emos o peso do pe il po me o linea e no eixo y o
empo de co e. Na abela 14 são ap esen adas as equações e as espe i as linhas de endência pa a
es es pe is.
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Tabela 14 - Equações e espe i as linhas de endência pa a calcula os empos de co e.
Pe il
Equação
G á ico com linha de endência
HEA
y = 1,828x + 42,841
HEB
y = 1,7693x + 40,949
IPE
y = 2,4569x + 32,306
UPE
y = 1,1455x + 52,52
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L
y = 3,4524x + 29,152
Os alo es em x ep esen am o peso po me o linea enquan o os alo es em y co espondem
ao empo de co e. Apos e a equação bas a subs i ui x pelo alo do peso po me o linea de mo o a
ob e o empo de co e ela i o a um pe il.
4.6.3. CÁLCULO DO TEMPO DE CORTE DE PERFIS NÃO MEDIDOS
No caso dos pe is HEM, endo medido apenas um pe il dada não se mui o u ilizado oi ob ida
a equação dos empos de co e eco endo ao decli e ao empo de co e medido pa a o pe il HEM 220
e a sua elação com os empos medidos em pe is com ca ac e ís icas semelhan es.
Sabendo o empo de co e do pe il HEM 220 e i icou-se na base de dados dos pe is que já
ínhamos as in o mações pa a en a encon a alguma elação en e os empos de co e dos pe is
HEA, HEB e HEM. Na abela 15 compa a-se o pe il HEM 220 com 2 pe is com medidas semelhan es.
Tabela 15 - Dados dos pe is semelhan es ao pe il HEM 220.
Pe il
kg/m
Al u a (mm)
Espessu a (mm)
T. co e (s)
HEA 400
125
300
11
248
HEB 300
117
300
11
248
HEM 220
117
226
15,5
255
Como é possí el obse a na abela ap esen ada acima, mesmo compa ando di e en es lis as de
pe is, o empo de co e é p opo cional ao peso do pe il po me o linea . Apesa do pe il HEM e
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uma al u a in e io e o aumen o do empo de co e se p opo cional ao aumen o da al u a de co e, o
ac o da espessu a se supe io az com que o se o e demo a mais empo a co a a alma.
P ecisando de dois pon os pa a consegui calcula o decli e da e a, p ecisamos de elaciona
ou os pe is de modo a sabe o empo de co e de ou o pe il HEM. Nas abelas 16, 17 e 18
ap esen am-se as medições dos pe is semelhan es aos pe is HEM 200, HEM 260 e HEM 240,
espe i amen e.
Tabela 16 - Dados dos pe is semelhan es ao pe il HEM 200.
Pe il
kg/m
Al u a (mm)
Espessu a (mm)
T. co e (s)
HEA 340
105
300
10
235
HEB 280
103
280
10,5
223
HEM 200
103
206
15
Assim, pa a o pe il HEM 200, espe a-se que o empo de co e seja en e 220 e 230 segundos.
Tabela 17 - Dados dos pe is semelhan es ao pe il HEM 260.
Pe il
kg/m
Al u a (mm)
Espessu a (mm)
T. co e (s)
HEA 600
178
300
13
368
HEB 450
171
300
14
343
HEM 260
172
268
18
No caso do pe il HEM 260 espe a-se que o empo de co e seja en e 360 e 370 segundos.
Tabela 18 - Dados dos pe is semelhan es ao pe il HEM 240.
Pe il
kg/m
Al u a (mm)
Espessu a (mm)
T. co e (s)
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4.6.5. CONSUMÍVEIS
Dada a a iedade de peças co adas pela emp esa é di ícil associa um alo de consumí eis a
cada co e pelo que a manei a escolhida oi con abiliza odos os consumí eis que a emp esa gas ou
du an e odo um ano.
Sendo calculado des a manei a, o alo co esponden e aos consumí eis gas os se á imp eciso
pa a alguns pe is no caso de e em mui os u os, poucos u os ou alguma ca ac e ís ica di e en e do
comum.
Du an e os anos de 2023 e 2024 o am gas os anualmen e em média 17931 € em consumí eis
pa a es a máquina num o al de 253 dias de abalho, os dias ú eis. Sendo que a máquina co a 85%
do empo das 9 ho as labo ais, 7 ho as e 39 minu os, co esponde a um gas o de 9,26 € po cada
ho a de co e.
Den o dos consumí eis en am odos os p odu os que a máquina u iliza du an e a p epa ação
dos pe is. São conside ados odas as b ocas, se as, esas, óleo de co e.
No en an o, uma ez que a maio ia dos p oje os con am com mui os pe is e com ca ac e ís icas
dis in as, a o çamen ação inal do p oje o e á um alo ap oximado à ealidade. No en an o, a pessoa
esponsá el pelo o çamen o do p oje o pode joga com o alo ob ido na e amen a no caso das peças
pa a um de e minado p oje o e em um núme o eduzido ou al o de u os, de modo que a emp esa
consiga um o çamen o p eciso e seja mais compe i i a.
4.6.6. CASO DE ESTUDO - IPE270 COLOMBO – MCP1
A pedido da emp esa ez-se o es udo do empo de co e e u ação dos pe is IPE 270. A emp esa
inha á ios pe is IPE mui o semelhan es, odos com o mesmo comp imen o, e necessi a a de sabe o
empo de p epa ação dos pe is de modo a consegui calcula quan os dias demo a ia a conclui a
p epa ação de co e. Es es pe is di e iam de uns pa a os ou os apenas em alguns u os, o que não
inha um e ei o signi ica i o no empo de p epa o.
O obje i o da emp esa passou po sabe o empo de co e ela i o a cada pe il de modo a
calcula o empo o al de p odução des a e apa do p oje o.
Du an e o pe íodo em que o se o e ope ou, p edominan emen e, com pe is IPE 270, oi
possí el obse a as a iações nos empos de co e du an e os di e en es dias. Ou o a o que
ap esen a g ande a iação e imp e isibilidade e e e-se aos empos ex e nos, elacionados à

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94
p epa ação dos pe is pa a o co e. Esses empos incluem as e apas de desca egamen o dos pe is do
caminhão no momen o da eceção, o a mazenamen o adequado e a colocação dos pe is no ape e de
co e, a im de es a em de idamen e p epa ados pa a o p ocesso de p epa ação.
Es udou-se o empo de co e de um pe il IPE 270 com 15,5 me os u ilizado na p epa ação
“FE0242.2022 - PTP 203.R0 –
Pa e n
3 – LP203002”, que i á o igina duas peças iguais IPE 270
com 7730 mm de comp imen o, cada um com 18 u os de diâme o de 22 mm e 12 u os de
diâme o de 18 mm.
O pe il o iginal e á 15,5 me os de comp imen o e i á pe mi i aze duas peças, sendo assim
necessá ios aze 3 co es com ângulos de 0º.
Figu a 55 - Desenho écnico da peça LP203002.
Pa a os 9 u os de diâme o de 22 mm, os empos ela i os à u ação são ap esen ados na
abela 25.
Tabela 25 - Tempos de u ação pa a os u os com diâme o de 22 mm.
Pa âme o
Tempo (s)
Tempo o al (s)
Fu ação
6,12
55,08
Mo imen ação e ical
0,8
4,8
Mo imen ação Ho izon al (70 mm)
4,3
8,6
TEMPO TOTAL
68,5
Po ou o lado, no caso dos 6 u os de 18 mm, os empos ela i os à u ação são isí eis na
abela 26.
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95
Tabela 26 - Tempos de u ação pa a os u os com diâme o de 18 mm.
Pa âme o
Tempo (s)
Tempo o al (s)
Fu ação
8,3
49,8 (8,3x6)
Mo imen ação e ical
0,8
2,4 (0,8x3)
Mo imen ação Ho izon al (70 mm)
5
10
TEMPO TOTAL
67,2
A sequência de co e da máquina passa po :
1. Fecha as pinças la e ais que ixam a peça;
2. A se a desce com uma elocidade de 600 mm/min a é à peça;
3. Co e do pe il com a elocidade de co e p og amada;
4. Após o co e as pinças ab em em simul âneo com a subida da se a;
5. O p opulso empu a as peças inais e a suca a, caso exis a.
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Figu a 56 - Pinças de ixação dos pe is.
Dependendo da posição da se a no eixo y, o empo de co e i á a ia .
No p imei o co e, a se a pa e de cima e as pinças de ixação da se a es ão o almen e
abe as. No inal do co e a pinça e a se a só ab em a é uma posição in e média pa a deixa o pe il
a ança .
No segundo co e, a se a e a pinça a ançam da posição in e média e no inal do co e ab em
o almen e, a se a sobe a é à posição mais em cima e a pinça em abe u a máxima. Is o acon ece
como medida de segu ança pela máquina de modo a da espaço ao p opulso pa a se desloca , uma
ez que o úl imo co e do pe il nes e caso ica mui o p óximo do inal da peça, ce ca de 40 mm.
No úl imo co e as pinças segu am a peça deslocando-se desde a posição mais abe a e a se a
desce desde o opo. No inal, acon ece o in e so, a se a sobe no amen e a é cima e as pinças ab em
na o alidade.
No inal do p imei o co e, a máquina le a a ex emidade do pe il co ado pa a a suca a. Es e
p ocesso le a em média 23 segundos. De seguida, a máquina con inua as e apas da p epa ação do
pe il.
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97
Após o segundo co e, o p imei o pe il já es á inalizado. De seguida, é le ado a é ao ape e
localizado no inal da máquina onde são colocados os pe is já p epa ados.
Depois do e cei o co e, o úl imo, após a se a e as pinças ab i em na o alidade, o ape e
olan e le a o úl imo pe il a é à zona das peças inalizadas e po im a úl ima sob a é empu ada pa a
a suca a. Na abela 27 ap esen a-se o empo ela i o a cada ase do co e e em qual dos 3 co es se
inse em.
Tabela 27 - Tempos de cada ase e em que co e se enquad am.
Pa âme o
Tempo (s)
Co es onde se inse e
Co e
121
1,2,3
Se a desce de cima
11
1,3
Se a desce co e meio
4
2
Fecha pinças longe
12
1,3
Fecha pinças pe o
5
2
Le an a se a
21
1
Le an a se a a é cima
40
2,3
Des e modo, os empos o ais co esponden es a cada um dos 3 co es são ap esen ados na
abela 28.
Tabela 28 - Tempo de cada co e.
Co e 1 (s)
Co e 2 (s)
Co e 3 (s)
163
169
183
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Ve i icou-se que o empo médio do pe cu so do p opulso en e co es e u os é de ce ca de 14s.
A a iação é mui o cu a, mesmo compa ando pe cu sos com 1 e 2 me os. Tal de e-se à maio pa e
do empo ela i o à deslocação se gas o na acele ação e na a agem. Du an e es e p ocesso de co e,
o am e i icadas 8 deslocações.
No inal de odas as e apas, o p opulso desloca-se pa a a posição inicial, no início do ape e de
co e. Es e p ocesso le a ce ca de 110 segundos.
Após o p opulso ecua a é à posição inicial, demo a ap oximadamen e 2 minu os a é o pe il
seguin e começa a se u ado e co ado.
Des e modo, os empos de alhados pa a cada e apa da p epa ação des es pe is são
ap esen ados na abela 29. No inal é ap esen ado o empo o al espe ado pa a a p epa ação
“FE0242.2022 - PTP 203.R0 –
Pa e n
3 – LP203002”. É ap esen ado ambém o empo pa a cada
peça.
Tabela 29 - Tempo de alhado de cada e apa e empos o ais de co e.
E apa
E apa
Tempo (s)
1
Coloca peça desde o ape e la e al a é zona de u ação
120
2
9 u os de diâme o Ø22
68,5
3
Mo imen ação da peça
14
4
6 u os de diâme o Ø18
67,2
5
Mo imen ação da peça pa a a en e
14
6
Co e 1
163
7
Re i a suca a
23
8
6 u os de diâme o Ø18
67,2
9
Mo imen ação da peça pa a a en e
14
10
9 u os de diâme o Ø22
68,5

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99
11
9 u os de diâme o Ø22
68,5
12
Mo imen ação da peça pa a a en e
14
13
Co e 2
169
14
Le a a 1ª peça p epa ada pa a o ape e inal
62
15
Mo imen ação da peça pa a a en e
14
16
6 u os de diâme o Ø18
67,2
17
Mo imen ação da peça
14
18
6 u os de diâme o Ø18
67,2
19
Mo imen ação da peça
14
20
9 u os de diâme o Ø22
68,5
21
Mo imen ação da peça
14
22
Co e 3
183
23
Le a a 2ª peça p epa ada pa a o ape e inal
41
24
Re i a suca a
23
25
P opulso a ecua pa a a posição inicial
110
Tempo o al da p epa ação
25min 49s
Tempo da p epa ação de 1 peça LP203002
12min 55s
O empo o al de co e eal da p epa ação oi de 25m47s pelo que oi possí el chega a um alo
bas an e p eciso.
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100
Du an e um u no de abalho, o empo médio de co e o al po pe il é espe ado que es eja
en e os 30 e 32 minu os, já com o empo de coloca a peça no ape e e os possí eis imp e is os que
possam acon ece ao ope ado , como oca a se a, oca as b ocas, i à casa de banho, en e ou os.
Assim, num u no de 9 ho as de abalho, é espe ado que os ope ado es co em en e 17 e 18
pe is, co espondendo en e 34 e 36 peças inais, no caso des es pe is IPE270.
No caso da MCP3, es imou-se que a máquina é ce ca de 20% mais ápida no p ocesso o al. No
caso de pe is semelhan es, com o mesmo núme o de co es e o mesmo núme o de u os, o empo
o al de co e da máquina a iou en e os 19 e 22 minu os.
No dia 2/5/2024, o ope ado co ou 40 pe is du an e o u no no u no de 9 ho as de abalho o
que co esponde ao p e is o. I á ha e dias em que o núme o se á in e io e dias em que se á
supe io , mas a a és des a es ima i a a emp esa consegue calcula o núme o de ho as necessá ias
pa a o co e de um p oje o, conseguindo e uma p e isão dos cus os e da da a de en ega do clien e
inal.
Na MCP3 es udou-se ambém o empo de co e pa a pe is IPE 270 com geome ias
semelhan es. Apesa do empo co esponden e aos u os se semelhan e, o p ocesso deco e bas an e
mais ápido. O empo de mo imen ação do pe il é in e io e a agilidade da máquina é supe io , o que
az que o p ocesso demo e menos empo.
4.7. CORTE DE PERFIS – MCP3
4.7.1. TEMPOS DE CORTE DOS PERFIS
No caso da MCP3 é mais ácil exis i em a iações no empo de co e uma ez que é mais ácil
al e a a elocidade de a anço da se a. Des e modo, os ope ado es al e am equen emen e a
elocidade de co e de aco do com as ca ac e ís icas do pe il. Po no ma, após a se a se mudada, a
elocidade de a anço da se a é eduzida pa a em média 85 mm/min de o ma a deixa a se a aze a
odagem de modo a p olonga a sua ida. Nos es an es co es a elocidade se á al e ada de aco do
com o pe il, quan o mais espesso o pe il meno se a elocidade de co e colocada pelo ope ado .
Pa a a maio ia dos pe is, a elocidade de co e es á en e 100 e 100 mm/min.
Os empos de co e se ão da e amen a co espondem à u ilização de uma elocidade de
descida da se a em o no dos 100 mm/min, po de ei o. Ve i icou-se que es a e a a mais u ilizada
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101
pa a a maio pa e dos pe is dada a sua bola elação en e a elocidade do p ocesso, o acabamen o
da peça e o desgas e da e amen a.
Dada a escassez dos dados ela i os ao empo de co e des a máquina, op ou-se po elaciona
os empos de co e com os ob idos na ou a máquina de modo a encon a uma elação en e os
empos. Na abela 30 pode-se e i ica que, em média, o empo de co e da máquina do polo 3 é
17,5% in e io ao empo de co e no polo 1.
Tabela 30 - Compa ação dos empos de co e en e a MCP1 e a MCP3.
Pe il
Tempo de co e MCP1 (s)
Tempo de co e MCP3 (s)
% mais ápida
HEA 500
326
270
17%
IPE 160
83
68
18%
IPE 270
132
102
23%
UPN 120
61
50
18%
L 60X6
47
39
17%
L 100X10
81
67
17%
Os únicos pe is que oi possí el ecolhe dados su icien es pa a aze uma linha de endência
dos empos de co e o am os pe is IPE e as can onei as L. Assim, os empos de co e des es pe is
o am calculados a a és de uma linha de endência linea . De modo a con i ma o esul ado ob ido,
calculou-se ambém o empo de co e des es pe is elacionando com os empos de co e ob idos na
MCP1. Os empos ob idos são simila es. As equações e as espe i as linhas de endência da MCP3
pa a os pe is IPE e L são ap esen adas na abela 31.
Tabela 31 - Equações e espe i as linhas de endência pa a calcula os empos de co e da MCP3.
Pe il
Equação
G á ico com linha de endência
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102
IPE
y = 0,7319x - 35,964
L
y = 2,8184x + 24,724
Pa a os es an es pe is, calculou-se eco endo aos empos ob idos pa a a MCP1 e a iação dos
empos de co e en e máquinas calculada an e io men e calculada an e io men e de aco do com a
abela 30.
4.7.2. MOVIMENTAÇÃO DENTRO DO ARMAZÉM
No polo 3 es e p ocesso acon ece de manei a mais e icien e e p e isí el, quando compa ado
com o polo 1, uma ez que a máquina apenas abalha du an e o u no no u no. As peças são semp e
desca egadas do camião du an e o dia po ou os abalhado es que es ejam nas ins alações e
colocadas pe o da máquina pa a acili a o co e. Des e modo, du an e o seu u no, o ope ado em
semp e os pe is o ganizados pa a o co e e não p ecisa de pa a pa a ecebe no os pe is. Uma ez
que é a única máquina que abalha du an e a noi e, ambém em a pon e semp e à sua disposição
pa a coloca os pe is no ape e de co e. Dada a geome ia e o ganização do a mazém do polo 3,
ambém é mais ácil e ápido de coloca as peças no ape e de co e.
O esul ado des a disposição é que o ope ado consegue e um empo de co e mais cons an e
e de aco do com o p e is o, já que os a o es que c iam imp e isibilidade e a iabilidade são eduzidos.
Análise de Tempos / Mé odos e Consumos de Cen o de Co e
Au omá ico de Co e e Fu ação de Vigas Me álicas e O imização de P ocessos
109
[12] B ian Pe e . Published 2012. Acessed Janua y 5, 2025.
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[13] Ins i u o de Me eo ologia, I. P.. Published 2000. Acessed No embe 12, 2024.
h ps://www.ipma.p /bin/ ile.da a/clima e-no mal/cn_71-00_VIANA_CASTELO.pd
[14] KALTENBACH GmbH + Co. KG. manual KALTENBACH KDS 615. Published 2006. Acessed
Janua y 14, 2025.
[15] KALTENBACH GmbH + Co. KG. manual KALTENBACH KBS 750. Published 2006. Acessed
Janua y 14, 2025.
[16] KALTENBACH GmbH + Co. KG. manual KALTENBACH KDP 1036. Published 2022. Acessed
Janua y 14, 2025.
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Janua y 14, 2025.
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