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Percursos e transições dos diplomados enquadrados no CIEd: o caso dos doutorandos em Ciências da Educação

Author: Barbosa, Bruno Ricardo Ferreira
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/d9e1e69e-aca9-4ec1-89bf-6007aa166718/download
I
II
I
II
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
III
AGRADECIMENTOS
O meu pe cu so ao longo des es cinco anos oi, sem dú ida, uma e dadei a jo nada, eple a de
aleg ias, sonhos ealizados e alguns obs áculos. No en an o, nada disso e ia sido possí el sem a
p esença e o apoio de algumas pessoas, que o na am es a caminhada mais le e, ca egada de ca inho
e amo .
Ag adeço, de co ação, a odos que se c uza am comigo nes a longa aje ó ia. Cada um, à sua
manei a, con ibuiu pa a que es e sonho se o nasse ealidade.
Um ag adecimen o especial pa a os meus pais, a minha i mã e a minha namo ada, que o am
e dadei os pila es ao longo de odo es e pe cu so. Es i e am comigo nos momen os de maio aleg ia e
desa ian es. Sem o apoio cons an e e o enco ajamen o deles, mui os dos obs áculos e iam sido mais
di íceis de ul apassa .
Os meus pais, com o seu exemplo de o ça, esiliência e sabedo ia, ensina am-me o e dadei o
alo da dedicação e do abalho á duo. A minha i mã, com a sua amizade e companhei ismo, es e e
semp e ao meu lado, o e ecendo-me apoio ines imá el. E a minha namo ada, com o seu amo e
comp eensão, oi uma on e cons an e de inspi ação e mo i ação, sendo o meu po o segu o ao longo
des e caminho.
Que o ambém es ende um ag adecimen o especial à minha amília em ge al — a ós, ios,
mad inha, pad inho e p imos, que, o am peças undamen ais na conc e ização des e ciclo de es udos.
À minha incansá el o ien ado a, P o esso a Dou o a Leono Ma ia Lima To es, deixo um p o undo
ag adecimen o. Em odos os momen os, demons ou-se semp e disponí el pa a ajuda , com uma pala a
amiga e enco ajado a, o nando o pe cu so mais simples e cheio de sabedo ia.
Às minhas colegas do CIEd, onde i e o p i ilégio de es agia , um mui o ob igado po odo o apoio
e amizade. Gua da ei pa a semp e os bons momen os que i i con osco, e a ossa p es abilidade oi
sem dú ida uma mais- alia.
Es e ela ó io é o e lexo de mui os anos de es o ço, dedicação e c escimen o pessoal. Sin o-me
p o undamen e g a o po udo o que a ida me p opo cionou e po odas as lições ap endidas ao longo
do caminho.
O amo e o apoio daqueles que mais amamos é, sem dú ida, a cha e pa a o sucesso. A ocês,
que es i e am ao meu lado em cada e apa, dedico es e ma co ão impo an e. De co ação, o meu mais
p o undo e since o ag adecimen o.
OBRIGADO!

IV
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
V
Pe cu sos e T ansições dos diplomados enquad ados no CIEd: o caso dos dou o andos em Ciências da
Educação
RESUMO
O conhecimen o cien í ico p omo e a ans o mação con inua da sociedade, o nando-se a maio on e
de desen ol imen o económico, social e cul u al. Nes e sen ido, a con ínua disseminação e p odução do
sabe são essenciais pa a p omo e ino ações e en en a desa ios globais, p omo endo um
desen ol imen o sus en á el e o bem-es a da humanidade.
O p esen e ela ó io em como inalidade comp eende e analisa o pe cu so e as expec a i as dos
dou o andos do Cen o de In es igação em Educação (CIEd) e ca ac e iza o seu pe il. Pa a além des as
dimensões, ambém p ocu a a e i as mo i ações que le a am os es udan es a p ossegui es udos a é
ao dou o amen o e o modo como se in eg a am no CIEd. Com o p opósi o de ins iga a in es igação,
u ilizou-se o pa adigma quali a i o e o mé odo do es udo de caso. As écnicas de ecolha de dados
u ilizadas o am as en e is as semies u u adas, a análise documen al e o inqué i o po ques ioná io
adminis ado aos dou o andos em Ciências da Educação in eg ados no CIEd.
No e e en e aos esul ados, o dou o amen o é is o pelos dou o andos como uma mais- alia pa a o
me cado de abalho, sendo esponsá el pelo desen ol imen o de habilidades ú eis pa a a a i idade
labo al. Os esul ados demons am ambém que uma g ande pa e dos dou o andos encon a a
p og essão na ca ei a como a g ande mo i ação pa a ing essa no dou o amen o.
Pala as-Cha e: conhecimen o cien í ico; o mação dou o al; me cado de abalho; p og essão na
ca ei a
VI
Ca ee pa hs and ansi ions o CIEd g adua es: he case o doc o al s uden s in Educa ion Sciences
ABSTRACT
Scien i ic knowledge p omo es he con inuous ans o ma ion o socie y, becoming he g ea es sou ce o
economic, social and cul u al de elopmen . In his sense, he con inuous dissemina ion and p oduc ion
o knowledge is essen ial o p omo e inno a ion and ackle global challenges, p omo ing sus ainable
de elopmen and he well-being o humani y.
The pu pose o his epo is o unde s and and analyse he pa h and expec a ions o doc o al s uden s
a he Cen e o Resea ch in Educa ion (CIEd) and o cha ac e ise hei p o ile. In addi ion o hese
dimensions, i also seeks o asce ain he mo i a ions ha led he s uden s o con inue hei s udies up
o he doc o a e and how hey in eg a ed in o he CIEd. In o de o ins iga e he esea ch, he quali a i e
pa adigm and he case s udy me hod we e used. The da a collec ion echniques used we e semi-
s uc u ed in e iews, documen analysis and a ques ionnai e su ey adminis e ed o he doc o al
s uden s in Educa ion Sciences who we e in eg a ed in o he CIEd.
As a as he esul s a e conce ned, he doc o a e is seen by he doc o al s uden s as an asse o he
labou ma ke , being esponsible o he de elopmen o use ul skills o employmen . The esul s also
show ha a la ge p opo ion o doc o al s uden s see ca ee p og ession as he main mo i a ion o aking
up a doc o a e.
Keywo ds: Scien i ic knowledge; doc o al aining; labou ma ke ; ca ee p og ession
VII
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS ......................................................................................................... III
RESUMO ........................................................................................................................... V
ABSTRACT ....................................................................................................................... VI
Índice de G á icos ............................................................................................................ X
Índice de Tabelas ............................................................................................................ XI
In odução ........................................................................................................................ 1
CAPÍTULO I CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO (CIEd): CARATERIZAÇÃO DA
INSTITUIÇÃO DE ESTÁGIO ................................................................................................ 3
I - Enquad amen o Con ex ual do Es ágio ...................................................................... 4
1. Ca ac e ização da ins i uição ....................................................................................................... 4
1.1. Eixos es a égicos do CIEd .................................................................................................... 6
1.2. Linhas emá icas es a égicas ............................................................................................... 7
1.3. O ganização da Ins i uição.................................................................................................... 8
1.4. Cons i uição do CIEd ............................................................................................................. 9
1.5. Re is a Po uguesa de Educação ........................................................................................ 10
2. Á ea de a uação no es ágio ....................................................................................................... 11
CAPÍTULO II A FORMAÇÃO DOUTORAL: O SEU CRESCIMENTO E IMPORTÂNCIA PARA O
DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO ............................................ 12
II - Enquad amen o eó ico .......................................................................................... 13
1. O Ensino Supe io ...................................................................................................................... 13
1.1. Expansão do Ensino Supe io ............................................................................................. 13
1.2. Educação e in es igação como elemen os ans o mado es ............................................. 16
2. Me cado de T abalho ................................................................................................................. 18
2.1. T ansição pa a o Me cado de T abalho .............................................................................. 18
2.2. Pe cu sos Escola es longos e labi ín icos ........................................................................... 23
3.Os dou o andos como emp eendedo es de conhecimen o ...................................................... 26
3.1. Dou o andos em Ciências da Educação: um a i o que u ge conhece e alo iza ............. 26
CAPÍTULO III REALIZAÇÃO DO ESTUDO DE CASO: O CASO DOS DOUTORANDOS
INTEGRADOS NO CIEd .................................................................................................... 30
III - Enquad amen o Me odológico .............................................................................. 31
1. O P oblema de In es igação e os seus Obje i os ...................................................................... 31
1.1. Pe gun a de Pa ida ............................................................................................................ 31
3
CAPÍTULO I
CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO (CIED): CARATERIZAÇÃO DA
INSTITUIÇÃO DE ESTÁGIO

4
I - Enquad amen o Con ex ual do Es ágio
No capí ulo Enquad amen o Con ex ual do Es ágio se á expos a a ca a e ização da ins i uição de
es ágio bem como os seus obje i os, ó gãos e unções, a in es igação desen ol ida, bem como as a e as
desempenhadas ao longo do es ágio cu icula .
1. Ca ac e ização da ins i uição
O es ágio cu icula deco eu na Uni e sidade do Minho, mais conc e amen e no CIEd – Cen o
de In es igação em Educação, sediado no Ins i u o de Educação (IE). Nes e sen ido, i ei p ocede à
ca ac e ização da Uni e sidade do Minho, do Ins i u o de Educação e, pos e io men e, do CIEd.
A Uni e sidade do Minho é uma ins i uição de ensino supe io , undada em 1973, que dispõe de
dois
campi,
o de Guima ães e o de B aga. A excelência do ensino e dos p ocessos de ap endizagem é
um dos alo es basila es des a ins i uição e que pau am a sua a uação, classi icando-a como uma das
melho es ins i uições de ensino supe io de Po ugal.
Com ap oximadamen e 20 mil es udan es (licencia u a, mes ado, dou o amen o), a Uni e sidade
do Minho o e ece uma ampla e as a o e a educa i a pa a os es udan es, desde os cu sos de licencia u a
a é aos de pós-g aduação, em di e sas á eas do conhecimen o, como as ciências, a ecnologia, a
engenha ia, as a es, as ciências sociais, a saúde, a educação, a economia, en e ou as.
1
Con ando com odas es as á eas do conhecimen o, a Uni e sidade do Minho é, acima de udo,
uma ins i uição que p ocu a des aca -se no desen ol imen o dos seus es udan es, a a és da adap ação
cons an e às mudanças ine en es à sociedade e à comunidade em que se inse e. Como palco de
ap endizagem e de desen ol imen o, a Uni e sidade do Minho oca-se na ino ação e na pesquisa,
e elando o seu espí i o dinâmico, ino ado e p og essi o.
Pa a além da ino ação, a Uni e sidade do Minho apos a nos p og amas de mobilidade dos
es udan es, pa a aze chega o bom nome da ins i uição a odos os países, es abelecendo, po ia disso,
elações es a égicas com os mesmos, pelo que a ai es udan es in e nacionais, que es imulam um
ambien e mul icul u al e di e si icado, e idenciando mais uma ca ac e ís ica des a ins i uição.
O Ins i u o de Educação (IE) da Uni e sidade do Minho ca a e iza-se po se uma unidade o gânica,
cuja missão é p oduzi e desen ol e p oje os de ensino, in es igação e in e ação com a sociedade na
1
In o mação e i ada do websi e ins i ucional da Uni e sidade do Minho, h ps://www.uminho.p /PT/ensino/o e a-educa i a)
5
á ea educa i a. E, assim sendo, econhece-se a con ibuição signi ica i a do Ins i u o de Educação pa a
o desen ol imen o e o bem-es a dos indi íduos, dos g upos, das o ganizações educa i as e da
sociedade. A sua o e a o ma i a des aca-se po se bas an e ampla, ab angendo Licencia u as em
Educação e Educação Básica, Mes ados em Educação, Ensino, Ciências da Educação, Educação
Especial, Es udos da C iança e Dou o amen os. No que oca ao Dou o amen o, o Ins i u o de Educação
con a com o Dou o amen o em Ciências da Educação, oco p incipal des e p oje o de
in es igação/in e enção, Dou o amen o em Es udos da C iança e Dou o amen o em Educação à
Dis ância e
E-Lea ning
, es e úl imo em pa ce ia com a Uni e sidade Abe a.
No Ins i u o de Educação es ão p esen es duas subunidades o gânicas de in es igação - o Cen o
de In es igação em Educação (CIEd) e o Cen o de In es igação em Es udos da C iança (CIEC) - que
desen ol em a i idades de in es igação de ca iz cien i ico- ecnológico e/ou cien í ico.
Conside ando que o es ágio deco eu no CIEd, se á ago a ca ac e izada a sua es u u a e a i idade
de in es igação.
O CIEd é pa e in eg an e do Ins i u o de Educação e, bem assim, o mais an igo Cen o de
In es igação em Educação do país. Si ua-se no Campus de Gual a , e oi undado em 1976.
Ca a e iza-se po se uma subunidade de in es igação de na u eza mul idisciplina , cujo p opósi o
assen a no desen ol imen o de conhecimen o na á ea da educação, como o ma de p oduzi um
“desen ol imen o in o mado e socialmen e comp ome ido de p o issionais de ensino e educação, bem
como de ou os a o es educa i o.”
2
. E, ainda, em p eocupação em p epa a os cidadãos, mais
conc e amen e os seus es udan es, pa a um u u o melho . Como al, cen a a sua a i idade em ês
pila es essenciais: a qualidade e p ojeção in e nacional da in es igação que é desen ol ida; o impac o e
ou each
que os abalhos de in es igação podem e ; e po im, o oco na o mação de jo ens
in es igado es, que ce amen e da ão o seu con ibu o pa a as demais dimensões.
O a, o Cen o em como p e ensão ga an i que os cidadãos es ejam igualmen e ap os pa a se
inse i em de o ma a i a e c í ica na sociedade. Ap esen a como p incipais ópicos de in es igação: a
acionalidade, a polí ica, os p ocessos, os con ex os e as p á icas de educação e a o mação (escola e
não escola ). Nes e sen ido, p e ende-se p omo e uma ap endizagem equi a i a e democ á ica com o
in ui o de desen ol e cidadãos mais bem p epa ados.
2
In o mação e i ada do websi e ins i ucional do cen o: h ps://cied.uminho.p /
6
1.1. Eixos es a égicos do CIEd
No sen ido de almeja as aspi ações an e io men e e e idas, o CIEd es abeleceu obje i os em
o no de 3 eixos es a égicos, plasmados no Regulamen o do Cen o (2021):
a) “P omoção de in es igação com al os pad ões de qualidade:
I. Desen ol e p oje os, de âmbi o disciplina e mul i e in e disciplina , que con ibuam
pa a o desen ol imen o do campo de o ma ino ado a, signi ica i a e esponsá el;
II. Cons ui o es elações de âmbi o nacional e in e nacional com in es igado es de
educação;
III. Edi a egula men e a Re is a Po uguesa de Educação (RPE).
b) Pa icipação na in e enção e ans o mação das polí icas e p á icas de educação e
o mação:
I. Responde a ques ões educacionais que in e se am a ida dos indi íduos, da sociedade
e da comunidade ao ní el pessoal, social, cul u al, económico e polí ico;
II. Coope a com as ins i uições de educação o mal, não- o mal e in o mal, po meio de
p oje os nelas cen ados e p omo endo o seu en ol imen o na p odução de
conhecimen o;
III. P omo e ações de di ulgação e disseminação de esul ados de in es igação.
c) Pa icipação na o mação de no os in es igado es:
I. Es imula a pa icipação a i a de alunos da pós-g aduação nas a i idades do Cen o;
II. O ganiza ações de o mação no âmbi o das me odologias de in es igação;
III. P omo e a in eg ação e o mação de bolsei os no âmbi o das Linhas Temá icas do
Cen o;
IV. Apoia inicia i as nacionais e in e nacionais des inadas aos jo ens in es igado es em
educação.” (C . egulamen o do CIEd, 2021, p.1).
7
1.2. Linhas emá icas es a égicas
No ano 2020/2021, o CIEd so eu uma ees u u ação, que assen ou em qua o p incípios
o ien ado es: a coe ência, a ele ância, a ab angência e a lexibilidade. O no o modelo assen a, po an o,
em linhas emá icas es a égicas a iculadas com a missão do Cen o.
Na linha emá ica 1, denominada
Di e sidade, Democ a ização e Inclusão Social
, es ão
comp eendidas p oblemá icas como a democ acia, pa icipação e in e cul u alidade; emá icas
desen ol idas pa a um melho e mais p o undo conhecimen o sob e a p óp ia e olução da educação,
que se que democ á ica e inclusi a.
A linha emá ica 2, denominada de
Ap endizagem, Ino ação e Desen ol imen o Educacional
Sus en á el
, con empla a o mação e espe i a supe isão que podem unciona como ins umen o de
desen ol imen o p o issional de educado es e p o esso es. Es a linha emá ica p eocupa-se igualmen e
com a ans o mação social e ecnológica, que é ine en e aos dias que co em e, como al, es abelece-a
como um obje i o de conhecimen o e de ação.
A linha emá ica 3, chamada de
Cidadania Global, Educação e Fo mação ao Longo da Vida,
abo da
concei os como a o mação, a ap endizagem ao longo da ida e os es o ços que são ei os ao ní el das
polí icas de educação. Nes a linha, os di ei os humanos, a jus iça e a cidadania global são a base dos
p ocessos de educação o mal, não o mal e in o mal. (C . Regulamen o do CIEd, 2021, p.2)
Po conseguin e, seguindo ainda a linha da o ganização in e na do CIEd, p e ê-se a cons i uição
de G upos de Re lexão Pa ilhada (GReP) que se ca ac e izam po se em ambien es de deba e “en e
in es igado es in eg ados, es udan es de pós-g aduação e in es igado es con idados a desen ol e
in es igação no âmbi o da linha emá ica”. (A igo 8º do Regulamen o do CIEd, 2021, p.3). Nes e
seguimen o, os g upos desen ol em e inci am a cons an e pa ilha de expe iências e conhecimen o
p opo cionando, ambém eles, uma p odução cien í ica que se ga an e na a iculação com os P og amas
Dou o ais do Ins i u o de Educação (IE). A ualmen e, o CIEd em em uncionamen o um GReP, designado
Fo mação de P o esso es e Pedagogia Escola .
Po im, mas ainda no seguimen o da ees u u ação da o ganização in e na do CIEd, su ge o
obse a ó io in e disciplina (Obl), que é uma “ ede de sabe es in eg ado a de conhecimen os esul an es
dos p oje os de in es igação desen ol idos nas di e en es linhas emá icas e eme gen es de pa ce ias
com ins i uições di e sas". (C . a igo 9º do egulamen o do Cen o de In es igação em Educação, 2021,
p.3). O CIEd con a com o Obse a ó io de Au oa aliação das Escolas, c iado em 2015.
8
1.3. O ganização da Ins i uição
No que à o ganização do CIEd conce ne, impo a e e i que se encon a es u u ado em qua o
ó gãos – o Di e o , a Comissão Di e i a, a Comissão Cien í ica e o Conselho de Acompanhamen o.
Em p imei o luga , ela i amen e ao Di e o , impo a e e i que se a a do ó gão máximo do
Cen o, pelo que desempenha unções de ep esen ação e de di eção. O Di e o é um P o esso
Ca ed á ico, Associado com Ag egação ou Associado e com ínculo à Uni e sidade do Minho elei o pelos
in es igado es in eg ados do Cen o.
Den e as mui as unções que o ca go exige, enume am-se, nomeadamen e, a elabo ação do plano
de a i idades e ela ó io cien í ico, adminis ação dos ecu sos do CIEd e é o supo e que p ocede à
ligação com os dis in os ó gãos do Ins i u o de Educação e com a Fundação pa a a Ciência e Tecnologia
(FCT).
Em segundo luga , a Comissão Di e i a em como unção coo dena e di igi a polí ica de
in es igação, assim como assegu a o planeamen o das a i idades do CIEd. Compos a pelo Di e o ,
pelo(s) Di e o (es), Adjun o(s) e pelos coo denado es de linha, cabe a es e ó gão, en e ou as unções,
p onuncia -se sob e a c iação, ex inção ou ees u u ação das linhas emá icas, supe isiona a ges ão
inancei a e adminis a i a, exe ce as demais compe ências que lhe o em a ibuídas pelos ó gãos de
ges ão da Uni e sidade ou do IE.
Em e cei a ins ância, a Comissão Cien í ica é compos a po memb os in eg ados cujas unções
passam pelo p onunciamen o sob e a polí ica de in es igação do CIEd, endo em con a as linhas ge ais
de o ien ação da Uni e sidade do Minho, pela ap eciação do plano de a i idades e do ela ó io cien í ico
anual do CIEd e, po úl imo, pela c iação, ex inção ou ees u u ação de Linhas Temá icas.
Po im, o Conselho de Acompanhamen o exe ce unções elacionadas com os p ocessos de
a aliação e de aconselhamen o in e no e é cons i uído po especialis as e indi idualidades ex e io es ao
Cen o. No que oca às indi idualidades ex e nas, a au o idade que lhes é a ibuída es á in imamen e
elacionada com a compe ência que lhes é econhecida na á ea de a i idade em que a uam, de endo,
semp e que possí el, exe ce a sua a i idade em ins i uições não nacionais.
A pa dis o, o Conselho de Acompanhamen o ami ica a sua a i idade naquilo que é a análise
egula do bom uncionamen o do Cen o e a emissão de pa ece es que, no seu julgamen o, são
adequados, designadamen e sob e o plano de a i idades e o ela ó io cien í ico anual.
3
3
in o mação e i ada do Regulamen o do Cen o de In es igação em Educação ile:///C:/Use s/joaop/Downloads/2%20-%20Regulamen o%20CIEd.pd

9
1.4. Cons i uição do CIEd
O CIEd é compos o po memb os in eg ados, memb os colabo ado es, es udan es de pós-
g aduação, memb os empo á ios e co po écnico.
Um memb o in eg ado em de se de en o de g au académico de dou o amen o ou equi alen e,
se inculado ao Ins i u o de Educação, ga an i uma p odução cien í ica egula a ní el nacional e
in e nacional e desen ol e p oje os de in es igação e de ans e ência de conhecimen o no âmbi o da(s)
LT em que se enquad e.
4
Ainda assim, in es igado es dou o ados con a ados ao ab igo dos Concu sos
de Es ímulo ao Emp ego Cien í ico ou de ou os concu sos e p og amas p omo idos pela FCT, bem como
os bolsei os de pós-dou o amen o o ien ados po memb os do CIEd, que desen ol am um p og ama de
abalhos com a du ação mínima de um ano, ambém são conside ados memb os in eg ados. E idencia-
se a possibilidade de in es igado es de ins i uições que não pe encem à Uni e sidade do Minho,
pode em se conside ados memb os in eg ados do CIEd, sendo que, pa a esse e ei o, p ecisam da
ap o ação da Comissão Cien í ica e de um pa ece a o á el da ins i uição que equen am.
Po ou o lado, os memb os colabo ado es incluem os in es igado es dou o ados ou não
dou o ados que p oduzam abalhos de pesquisa, median e as linhas emá icas es abelecidas pelo CIEd,
que, segundo o Regulamen o, podem lá pe manece po um pe íodo mínimo de um ano. Nes a lógica,
são, ambém, memb os colabo ado es os in es igado es dou o ados in e nos, pelo seu enquad amen o
ins i ucional e si uação p o issional, os in es igado es dou o ados ex e nos que colabo em de o ma
con ínua nas a i idades de in es igação do Cen o, os alunos bolsei os de dou o amen o e os bolsei os
de in es igação e in es igado es dou o ados aposen ados.
In eg am a ca ego ia de memb os do CIEd os es udan es de Pós-G aduação (sem bolsa) do
Ins i u o de Educação que pa icipam con inuadamen e nas a i idades de in es igação que se enquad em
nas Linhas Temá icas do Cen o. Os alunos de Pós-G aduação pe encen es ao CIEd podem usu ui de
se iços e apoios, em abalho de a iculação com memb os in eg ados, sujei os a cabimen o o çamen al,
podendo ambém pa icipa nos GReP, sob p opos a dos espe i os coo denado es.
5
Os memb os empo á ios são in es igado es de pós-dou o amen o não enquad á eis nos a igos
12.º e 13.º e que colabo am com o Cen o po um pe íodo limi ado. A sua admissão es á sujei a à
ap o ação da Comissão Di e i a do CIEd. O Cen o de In es igação em Educação pode ambém acolhe
in es igado es isi an es pa a empo a iamen e desen ol e em p oje os de in es igação ou missões
4
in o mação e i ada do Regulamen o do Cen o de In es igação em Educação ile:///C:/Use s/joaop/Downloads/2%20-%20Regulamen o%20CIEd.pd
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in o mação e i ada do Regulamen o do Cen o de In es igação em Educação ile:///C:/Use s/joaop/Downloads/2%20-%20Regulamen o%20CIEd.pd
10
especi icas. Os elemen os empo á ios podem usu ui de se iços e apoios, em abalho de a iculação
com memb os in eg ados, sujei os a cabimen o o çamen al.
6
Po úl imo, o co po écnico é cons i uído pelos Ges o es de Ciência e Tecnologia, que êm como
p incipais unções desen ol e as a i idades de apoio à in es igação e ao uncionamen o ge al do Cen o.
En e das mui as compe ências dos ges o es de ciência e ecnologia enume a-se a assesso ia aos ó gãos
do CIEd, o acompanhamen o e apoio ao desen ol imen o de p oje os de in es igação e o apoio écnico
e adminis a i o dos GReP e ou as es u u as o ganiza i as do CIEd e memb os em ge al.
O CIEd con a com 43 memb os in eg ados, 33 memb os colabo ado es, 320 de pós-g aduação
sem bolsa, 8 memb os empo á ios e 4 memb os écnicos
Assim, al como a maio ia da in es igação desen ol ida em Po ugal, o CIEd é a aliado e inanciado
pela Fundação pa a a Ciência e Tecnologia (FCT). A a aliação é c ucial, pelo que, a a és dela é
de e minado o inanciamen o do cen o e, consequen emen e, é possí el delinea o uncionamen o do
mesmo.
1.5. Re is a Po uguesa de Educação
Em o ma de conclusão, no que à ca ac e ização diz espei o, ealça-se a a i idade edi o ial
p esen e no cen o, pois a
Re is a Po uguesa de Educação
é, o gulhosamen e, uma das mais an igas
publicações pe iódicas de ca ác e cien í ico sob e Educação em Po ugal, um espaço edi o ial abe o a
quem quise subme e es udos cien í icos o iginais ealizados na á ea da Educação.
Fundada em 1988 a Re is a Po uguesa de Educação em indo a cons i ui -se, desde en ão,
ele an e no pano ama educa i o, sendo o seu cada ez maio p es ígio in e nacional demons a i o da
sua e iden e ele ância. Em média são publicados 300 a igos, núme o que elucida a con ibuição da
Re is a Po uguesa de Educação pa a o o alecimen o da comunidade cien í ica em que se enquad a.
6
in o mação e i ada do Regulamen o do Cen o de In es igação em Educação ile:///C:/Use s/joaop/Downloads/2%20-%20Regulamen o%20CIEd.pd
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2. Á ea de a uação no es ágio
A á ea de a uação do es ágio incide sob e os es udan es de dou o amen o enquad ados no CIEd.
O obje i o do p oje o isa undamen almen e ca ac e iza o pe il dos dou o andos do CIEd e, po ou o
lado, apoia as di e sas inicia i as de in eg ação e o mação a ançada dos es udan es de dou o amen o.
No p esen e ano le i o encon am-se associados ao Cen o de In es igação em Educação 93
dou o andos.
Ap esen am-se como p incipais a i idades de in e enção no Cen o o apoio a cong essos, o
acompanhamen o e acolhimen o dos dou o andos, o apoio na o ganização e pa icipação em e en os
cien í icos, a o ganização de bases de dados dos dou o andos, o apoio na elabo ação de ela ó ios
cien í icos, o apoio nas di e sas a i idades que isam a in eg ação dos es udan es de dou o amen o e a
sua a iculação com a Di eção do Cen o.
12
CAPÍTULO II
A FORMAÇÃO DOUTORAL: O SEU CRESCIMENTO E IMPORTÂNCIA PARA O
DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
19
[...] de mos c édi o às eses que êm as no as o mas de abalho, mais lexí eis, mais
p ecá ias, mas ambém mais au ónomas como o p odu o de aspi ações “indi idualis as”
das no as ge ações, es as iden idades se iam apanágio, sob e udo, das ge ações de
abalhado es mais jo ens e quali icados.
É cons an e, pois, o sen imen o de ince eza dos ecém- o mados, pelo ac o de nos encon a mos
a i e numa c ise económica das g andes economias mundiais, que, po si só ele a a compe i i idade
no me cado de abalho e das no as modalidades de emp ego. Tal como Ma ques e Al es (2010)
sus en am:
Nes e con ex o, as dinâmicas dos p ocessos de ansição do ensino supe io pa a o me cado
de abalho, em especial os p oblemas de acesso ao emp ego e a c escen e ulne abilidade
da elação de abalho, o nam-se numa das ques ões-cha e dos deba es públicos e das
in es igações ealizadas. (Ma ques, & Al es, 2010, p.17)
Rela i amen e às no as modalidades de abalho, deno a-se que, ha endo um c escimen o
signi ica i o de si uações con a uais ins á eis, az com que aumen e a p eca idade, jun o dos mais
jo ens. De aco do com Lessa,
As no as igu as do me cado de abalho mos am-se como o mas ocul as de abalho
assala iado, subo dinado, p eca izado, não ga an ido, de abalho au ônomo de úl ima
ge ação, que deco em da eliminação do ciclo p odu i o. (Lessa, 2016, p.207).
Ve i ica-se assim, uma “u ilização p eponde an e de modalidades de es ágios p o issionais ou de
igu as ju ídicas de con a o a e mo, ou, ainda, de p es ação de se iços (sob a o ma de ecibos e des)”
(Ma ques, 2010, p.7).
Nes e seguimen o, pa ece con enien e p ocede à alusão daquilo que é o abalhado p ecá io,
consubs anciando-se na pessoa que ê a e ada a sua condição labo al, po não se sen i es á el, a
emune ação ga an ida e pe iódica, o acesso a uma indemnização quando deixa de es a inculado e o
acesso a um sis ema de saúde.
Nes e sen ido, os abalhos p ecá ios êm-se assumido como um p oblema c escen e, com
epe cussões sociais signi ica i as, o que signi ica que é uma cons an e subs i uição do concei o de

20
abalho es á el. Segundo dados da Po da a (2023), 6 em cada 10 jo ens, com idades comp eendidas
en e os 16 e 24 anos, êm ínculos labo ais p ecá io.
11
A jus i icação pa a es es con a os p ecá ios p ende-se com a pouca o e a no que oca a abalhos
a empo in ei o, sendo que em Po ugal, 50% dos jo ens e e em não e encon ado abalho
pe manen e, alo que desce na União Eu opeia, pa a 17%.
12
Es a escassez de abalho pe manen e az com que os abalhos p ecá ios ganhem
p eponde ância jun o dos mais jo ens, na medida em que a o e a de abalho é eduzida, não endo
es a ou a opção senão es a modalidade de abalho a ípica. A es e espei o, Ca mo (2022, s/p) e e e
que “a incidência da p eca iedade é maio nos abalhado es jo ens, e o desemp ego ambém.”
A sob equali icação “[...] é en ão de inida como a si uação em que um de e minado abalhado
possui mais quali icações, no malmen e ela i as à sua educação, do que aquelas que ele necessi a pa a
desempenha adequadamen e a unção que ocupa.” (Cos a, 2018, p.2)
Nes e sen ido, e i icando-se a exis ência de um desajus amen o en e as compe ências que os
jo ens quali icados possuem e as compe ências que os emp egado es p ocu am, epe cu i -se-á uma
sob equali icação em á ias á eas, nomeadamen e, na ca ego ia p o issional, na emune ação e na
e olução na ca ei a p o issional.
A p opósi o a Fundação José Ne es (2023) ap esen a a ideia de que “apesa da maio quali icação
dos jo ens, o me cado de abalho não os abso e em ocupações adequadas às suas quali icações.”
De ac o, o des asamen o en e o ní el de quali icação e o abalho a desempenha é mais
exp essi o e ende á, ce amen e, a aumen a no u u o.
E e i amen e, é no ó ia a quan idade de jo ens quali icados que es ão a desempenha unções
pa a as quais não são necessá ias mais habili ações do que o limi e máximo escola ob iga ó io,
compo ando a implicação de não consegui em maximiza a u ilização das compe ências que os p óp ios
adqui i am nos es udos que decidi am p ossegui .
Pelo expos o, a igu a-se de máxima ele ância a c iação de es a égias que pe mi am que es es
jo ens encon em no me cado de abalho condições a a i as e alinhadas com o seu g au de
escola idade.
Não é indi e en e o impac o da sob e alo ização da economia, pelo que é pe ce í el a “ uga” de
alen o pa a á eas não condizen es com as habili ações adqui idas com o Ensino Supe io , o que conduz,
ine i a elmen e, à diminuição da ino ação e ao aumen o do desin e esse dos jo ens. De aco do com
11
In o mação e i ada do websi e da Po da a (2023), h ps://www.po da a.p /si es/de aul / iles/2024-07/ _2023_07_25_p _jo ens_ .pd
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In o mação e i ada do websi e da Po da a (2023), h ps://www.po da a.p /si es/de aul / iles/2024-07/ _2023_07_25_p _jo ens_ .pd
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Ca mo (2022, s/p) “o ní el de quali icação dos nossos emp esá ios e di igen es é, em mui os casos,
in e io ao ní el de quali icação dos emp egados. Não explica udo, mas é uma a iá el que, em g ande
medida, explica a des alo ização em elação ao abalho quali icado”.
McGuiness (2006) e e e que a sob equali icação em um impac o nega i o na economia de um
país, na medida que as ap idões dos seus abalhado es não es ão o imizadas, is o é, não são
emp egadas no seu melho .
Ou o p oblema signi ica i o é o do desemp ego, que compo a consigo ques ões do o o
psicológico, como o medo e a ansiedade pa a aqueles que p e endem lança -se pa a o me cado de
abalho.
Possi elmen e a exis ência da mão in isí el de Adam Smi h na economia mundial, le a ia a que
hou esse luga pa a odos os que conco em en e si pa a desempenha de e minada unção, is o
po que, o ce ne da ques ão cen a-se em o no do âmbi o inancei o, que, consequen emen e, se e i ica
no ac o de não pode em se ga an idos, de modo equi a i o, os e e idos pos os de abalho.
De ce o que es ão em causa ques ões alice çais, como a ges ão da p óp ia economia e dos
dinhei os públicos que, em p incípio, sus en a iam es e ipo de p oje os, ainda que se não e i ique e,
po isso, susci am, po seu u no, a debilidade dos mais a iados se o es, mas, desde logo, o me cado
de abalho.
Po ou o lado, ambém é possí el abo da ou as ques ões que a asam o p ocesso de
desen ol imen o económico, na e en e da emp egabilidade, como é o caso da al a de compe i i idade
que as emp esas po uguesas e elam, compa a i amen e, com o es o do mundo.
Vejamos, a ede emp esa ial po uguesa em uma capacidade p odu i a ela i amen e diminu a e,
cla o, pouco compe i i a, e is o es á es ampado no descon en amen o dos abalhado es, po que, pese
embo a os míse os o denados que lhes são e ibuídos pelo abalho e pelo conhecimen o que êm, es á,
igualmen e, em causa a inexis ência de econhecimen o po pa e das en idades emp egado as, que não
p ocedem no sen ido de alicia os abalhado es a man e em-se uncionais naquela emp esa. Rebelo
a i ma que “é da alo ização dos ecu sos humanos que depende a p ese ação do me cado de abalho
po uguês" (2006, p.21)
Po es es mo i os, a globalização, en e ou os a o es, pode se uma das p incipais causas do
c escimen o do desemp ego.
22
De aco do com o Ins i u o Nacional de Es a ís ica, a axa de desemp ego em Po ugal em 2023
ixou-se nos 6.5% em compa ação com os 6% da EU, i endo-se cada ez mais um con ex o de aumen o
ela i amen e aos ní eis de desemp ego.
13
En ende -se-á que a i ência con ínua e pe sis en e num cená io de ince eza e ulne abilidade
económica di icilmen e consegue comba e o lagelo do desemp ego. Pa ece nem seque ale a pena
“ e um canudo na mão”, po que, se em meados dos anos 80 ou 90, isso e a um dado adqui ido, nos
dias que co em, e es udos especializados em de e minada á ea nem semp e é ga an ia pa a os
indi íduos.
Nes e sen ido, a endendo à análise dos dados ecolhidos pelo Ins i u o Nacional de Es a ís ica
(2023), é pe ce í el que a axa de desemp ego em Po ugal é mui o al a, le ando em con a que 20,3 %
da população a i a en e os 16 e os 24 anos é desemp egado, ace aos 14,9 % da União Eu opeia. Desde
logo, pe cebe-se que a pe cen agem a ní el nacional é bas an e ele ada se compa a mos com os
es an es países eu opeus.
14
O a, a a-se de pe cen agens ala man es e que, po esse mo i o, de e iam se al o de uma
p o unda e lexão po pa e das en idades go e namen ais, donde eme ge a necessidade de o na o
me cado nacional mais compe i i o, an o ao ní el emune a ó io quan o ao ní el da o e a de emp ego.
Comp eende-se, pois, que se pe pe ua na sociedade a ual um pa adoxo. Is o po que, apesa de
exis i em indi íduos especializados, em ma é ia de ins ução e educação, as condições de ida em que
os jo ens po ugueses se encon am nos dias que co em, cada ez mais az com que não pe cecionam
a possibilidade de desen ol e em os p oje os que ambiciona am p opo -se execu a no seu país na al.
Assim sendo, não é su p eenden e a i ma que, segundo o Obse a ó io da Emig ação, 30% dos
jo ens en e os 15 e os 39 anos, decidi am abandona o seu país, em busca de algo, ealmen e,
u í e o.
15
Nes a senda, Po ugal não a ibui o de ido alo às b ilhan es ge ações que iu c esce , deixando-
as oa pa a onde hão de encon a o me ecido econhecimen o económico, ag a ando a ques ão, na
medida em que pe mi e, ainda, o p og esso desse país, pela u ilidade do con ibu o in elec ual daqueles
indi íduos, que podia e de ia se seu.
Po udo o e e ido, comp eende-se que a axa de desemp ego jo em se man ém supe io à axa
da União Eu opeia, o que acaba po se um en a e pa a qualque jo em ecém- o mado.
13
In o mação e i ada do Websi e do Ins i u o Nacional de Es a ís ica:
h ps://www.ine.p /xpo al/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_des aques&DESTAQUESdes _boui=593942664&DESTAQUESmodo=2&xlang=p
14
In o mação e i ada do Websi e do Ins i u o Nacional de Es a ís ica (2023):
h ps://www.ine.p /xpo al/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_des aques&DESTAQUESdes _boui=593942664&DESTAQUESmodo=2&xlang=p
15
In o mação e i ada do Websi e do Obse a ó io da Emig ação (2024): h ps://obse a o ioemig acao.p /np4/9739.h ml
23
Po isso, “os jo ens são ob igados a sal a en e o desemp ego, a o mação p o issional e o
emp ego p ecá io, con a iamen e, à conhecida adicional aje ó ia linea do passado, na qual
passa am di e amen e da o mação pa a o abalho” (Gue ei o & Ab an es, 2007, p.7).
No que conce ne aos desemp egados com ní el de quali icação supe io , os núme os não
men em, e ce o é que con inuam a se nega i os, sendo Po ugal o sex o país da Eu opa com o ní el de
desemp ego mais ele ado. A axa de desemp ego po pa e dos jo ens com o mação académica no
ensino supe io encon a-se nos 4,5%, em compa ação com os 3,8% da União Eu opeia.
16
No en an o, no caso dos de en o es de g au de Dou o , a axa de desemp ego é, elizmen e, mais
baixa, es ando ixada nos 2%. Ou o dado impo an e ela i amen e aos dou o ados, que se p ende com
a modalidade de abalho, é que 68% em con a o pe manen e de abalho e 32% possuem con a o a
e mo.
17
Ao analisa es es dados, epa a-se que em Po ugal o dou o amen o é p a icamen e um passapo e
pa a o emp ego. Median e os núme os ap esen ados, pe cebe-se a ambição de cons i ui um país
di ecionado, cada ez mais, pa a o conhecimen o, ino ação, c ia i idade e compe i i idade,
ca ac e ís icas associadas à o mação dou o al.
Con udo, ainda exis e uma aca emp egabilidade dos dou o ados pelo ecido emp esa ial, sendo
as ins i uições de Ensino Supe io as g andes emp egado as des e público.
A e igua-se, assim, que a p eca iedade, sob equali icação e desemp ego a e am oda a população,
e, em especí ico, os mais jo ens, en e eles os mais quali icados, pelo que se o na u gen e a c iação de
polí icas que p omo am o c escimen o do país, de modo a se possí el ha e mais opo unidades pa a
os jo ens.
2.2. Pe cu sos Escola es longos e labi ín icos
A igu a-se undamen al abo da a emá ica do pe cu so, sendo que es e a o é cla amen e
in luenciado po odos os aspe os an e io men e e e idos.
O e mo “pe cu so” é olá il, sendo ins igado po di e sos a o es, pois se o o supo e do exemplo
da ex ensão da escola ização e do seu alongamen o, e i ica-se que, não obs an e o pe íodo de ansição
16
In o mação e i ada do Websi e da Po da a:
h ps://www.po da a.p /eu opa/ axa+de+desemp ego++dos+15+aos+74+anos+ o al+e+po +ni el+de+escola idade-1633-1358
17
In o mação e i ada do Websi e da FCT (2024): h ps://www. c .p /impac o-do- inanciamen o- c -nas-ca ei as-de-in es igacao-em-po ugal/
24
en e a saída do meio escola e a es abilidade p o issional e aumen ado, essa ansição não é
exponencial, na medida em que os empos de o mação são bem mais ex ensos.
Po se assim, du an e o lapso de empo do pe cu so, os diplomados explo am uma sé ie de
possibilidades ao ní el académico. E é es a libe dade de explo ação e de escolha que az com que es a
e apa se ca ac e ize po se mais longa e não ão linea , como há uns anos. Como e e em Mon ei o,
Gonçal es e Jo ge (2019), um “g upo cada ez maio de jo ens que passa am a apos a em aje ó ias
escola es e académicas cada ez mais p olongadas.” (Mon ei o, Gonçal es, & Jo ge, 2019, p.50)
Median e o e e ido, “os pe cu sos descon ínuos, ince os, di e enciados e indi idualizados dos
jo ens con as am-se com as ansições dos pais ma cadas pela linea idade, apidez, con inuidade,
es abilidade e homogeneidade” (Ko ács,2013, p.2)
De aco do com Pasichnyk (2018) “[...] os es udan es op am cada ez mais po p ossegui com os
seus es udos no inal da Licencia u a, a é po que os de en o es de ní eis de quali icação mais al os êm
sido a escolha p e e encial dos emp egado es” (p.7). É nes a pe spe i a que se e i ica um c escen e
núme o de es udan es a p ossegui es udos pa a além da licencia u a.
Pese embo a o ac o de a ob enção do g au de licenciado já e ep esen ado uma an agem
compe i i a, algo que nos dias de hoje não se e i ica de o ma ão acen uada, o núme o de diplomados
que decidem p ossegui pa a mes ado e dou o amen o es á em con ínuo c escimen o, de ido à
exigência eque ida no âmbi o da compe i i idade do me cado de abalho.
Nes e sen ido, cada ez mais es udan es se p opõem ing essa nos mes ados e dou o amen os,
pelo ac o de se an ecipa que o me cado de abalho p ocu a indi íduos cada ez mais quali icados. Is o
po que, as unções labo ais eque em uma maio quali icação po pa e dos jo ens, o que exige que os
pe cu sos académicos sejam cada ez mais p olongados. Segundo Figuei edo e al. (2017), os pe cu sos
o ma i os mais longos são os mais e icazes a p opo ciona an agens compe i i as no me cado de
abalho.
Ve i ica-se, na nossa sociedade, a a ual ideia en aizada de que é mais bené ico e o mação
especializada em de e minada á ea em que o me cado de abalho em oco, pa a que no u u o, os
jo ens não ejam os seus sonhos edados, nem us ados, po al a de a caboiço económico. Bem
sabem os jo ens que a única manei a de ul apassa em essa ques ão da debilidade inancei a passa po
es uda mais, pa a pe spe i a em a segu ança da sua emp egabilidade e, consequen emen e, do seu
salá io, que hão de se os alice ces da sua ida. Além de ou os, es e é um dos mo i os basila es pa a,
nos dias que co em, se em cada ez mais os indi íduos que enca am a uni e sidade como um
“in es imen o” imp escindí el pa a o seu u u o.

25
Nes a linha de aciocínio, os dados da Po da a apon am pa a um c escimen o exponencial de
jo ens a p ossegui es udos no g au de Mes e e Dou o .
Rela i amen e ao mes ado, e, eco endo, como exemplo, ao in e alo de empo en e 2008 e
2023, pe cebe -se-á o c escimen o de mais de 200%, sendo que, em 2008, 27.204 mil alunos
equen a am o mes ado e ao ano de 2023, po compa ação, equen a am o mes ado 82.610 mil
alunos.
18
Quan o ao dou o amen o, al o des a in es igação, pe cebe-se o seu ele ado c escimen o: em 2008
equen a am 11.344 alunos, núme o que dispa ou pa a mais de o dob o, 25.202 mil alunos em 2023.
19
Median e es es dados, não passa despe cebida a alo ização e o in es imen o dos jo ens na
educação supe io , nomeadamen e, no g au de mes e e dou o .
18
In o mação e i ada do websi e da Po da a (2023):
h ps://www.po da a.p /po ugal/alunos+ma iculados+no+ensino+supe io + o al+e+po +ni el+de+ o macao-1023
19
In o mação e i ada do websi e da Po da a (2023):
h ps://www.po da a.p /po ugal/alunos+ma iculados+no+ensino+supe io + o al+e+po +ni el+de+ o macao-1023
26
3.Os dou o andos como emp eendedo es de conhecimen o
3.1. Dou o andos em Ciências da Educação: um a i o que u ge conhece e alo iza
Ao obse a -se o caso dos dou o andos, público-al o da in es igação, cons a a-se que é um público
que u ge alo iza , pois desempenham um papel c ucial na p odução e disseminação do conhecimen o
e ino ação.
De aco do com San os, o conhecimen o p o undo e especializado, bem como as capacidades de
in es igação e capacidades analí icas, são, idealmen e, desen ol idos como pa e da expe iência de
o mação dou o al. (2021, p.203). As exigências que ad êm da o mação dou o al podem ajuda as
o ganizações na o imização, melho ia, ges ão e desen ol imen o de no os p ocessos, ecnologias e
p odu os, compe ências essas necessá ias pa a o desen ol imen o de qualque o ganização. O a, só
des e modo se á possí el que os dou o andos con ibuam com medidas que enham um impac o posi i o
no desen ol imen o e compe i i idade do nosso País:
Quan o mais o conhecimen o é conside ado elemen o imp escindí el na sociedade e na
economia, mais é espe ado que o ensino dou o al se ap oxime e con ibua ( isi elmen e)
pa a a sociedade e pa a a economia (San os, 2021, p.201)
Em ambien es de ex ema ince eza e de cons an es desa ios de e ha e luga à alo ização de
alguns a ibu os, como a esiliência e a c ia i idade, pelo que as ca ac e ís icas dos dou o ados se
a igu am como um dos a o es de e minan es pa a o sucesso da economia.
No en an o, ao con á io do es o da Eu opa, as emp esas po uguesas ainda se encon am mui o
abaixo do ní el de abso ção de alunos com dou o amen o. De aco do com Sil a & Sa ico (2023) “A
capacidade de abso ção de dou o ados pelo me cado de abalho o a da academia é baixa: 13% na
adminis ação pública, apenas 8% abalham no sec o p i ado emp esa ial e 2% no sec o p i ado sem
ins luc a i os” (p. 8).
Assis e-se em Po ugal a um pa adoxo: num país ico ao ní el do conhecimen o cien í ico e da
sua p odução não az sen ido que es e não chegue às emp esas. Ao obse a países economicamen e
mais a ançados, pe cebe-se que o ecido emp esa ial abso e mais dou o andos, pois conside a que
es es aca e am compe ências necessá ias pa a a e olução p og essi a de qualque o ganização.
27
Po exemplo, nas pala as de Rocha (2018), as p o iciências al amen e ac edi adas, di e enciadas
e ans e sais que os dou o ados, ipicamen e, ap esen am, podem ajuda as o ganizações na
o imização, melho ia, ges ão e desen ol imen o de no os p ocessos, ecnologias e p odu o. Nes a
medida, decla a -se-á a necessidade de c ia mais polí icas de auxílio na con a ação de alunos com o
g au dou o al. Um bom exemplo é o No e2020, que em como oco incen i a as PME a ec u a ecu sos
humanos al amen e quali icados.
Po udo o expos o, o na-se ele an e p omo e o conhecimen o cien í ico no ecido emp esa ial
po uguês, endo como pon o p imo dial a a iculação en e os dou o andos e as o ganizações, c iando
condições de en ol imen o e in eg ação en e os mais quali icados. Na pe spe i a de Sil a e Sa ico
(2023)
E a impo an e, ainda, o e ece desen ol imen o p o issional e de ca ei a, incluindo
pe íodos o a da academia, no sec o emp esa ial, sec o público e sec o social, de o ma
a acili a a ansição pa a o me cado de abalho o a da academia, que não consegue
abso e an os dou o ados. Des a o ma limi a -se-ia a uga de cé eb os e po encia a-se a
ino ação no sec o emp esa ial, público e social. (p.9)
Quando se abo da a o mação de dou o andos, o na-se indissociá el pensa no abalho que em
sido desen ol ido nas uni e sidades po uguesas e o cons an e con ibu o das mesmas pa a a o mação
de pessoas cada ez mais quali icadas.
No que oca à o mação de dou o andos em Ciências da Educação, al o des a in es igação,
des aca-se a ele ância de ala do con ibu o exp essi o do Ins i u o de Educação da Uni e sidade do
Minho.
Segundo dados ecolhidos pela RENATES- Regis o Nacional de Teses e Disse ações, en e 1970
e 2020, o am ealizados no Ins i u o de Educação da Uni e sidade do Minho 496 dou o amen os em
Ciências da Educação, o que co esponde a 27.68% da pe cen agem nacional.
Median e es es dados, pe cebemos a impo ância do Ins i u o de Educação no pano ama nacional
e do p óp io CIEd, como ins i uição de acolhimen o des es es udan es de dou o amen o. Des e modo,
não é indi e en e a p eponde ância da ins i uição pa a a o mação de dou o andos, ou seja, sabendo que
os dou o andos são uma mais- alia pa a a p ospe idade do país, o CIEd e o Ins i u o de Educação são
uma ala anca pa a o a anço cien í ico de Po ugal.
28
Tabela 1: Dados absolu os e ela i os (%) de dou o ados em Ciências da Educação/ Educação a ní el nacional
Ins i uições do
ES com
Dou o amen o
em CE /
Educação
Nº o al
Dou o amen os
Nº o al
Dou o amen os
em CE
% de
dou o amen os
em CE no o al de
dou o amen os da
ins i uição
% de
dou o amen os CE
da ins i uição no
o al nacional
ISPA-Ins i u o
Uni e si á io de
Ciências
Psicológicas,
Sociais e da Vida
254
18
7,09%
1,00%
Uni e sidade
Abe a
533
62
11,63%
3,46%
Uni e sidade
Ca ólica
Po uguesa
1150
119
10,35%
6,64%
Uni e sidade de
A ei o
3591
97
2,70%
5,41%
Uni e sidade de
Coimb a
5807
146
2,51%
8,15%
Uni e sidade de
É o a
1549
155
10,01%
8,65%
Uni e sidade de
Lisboa
10346
93
0,90%
5,19%
Uni e sidade de
T ás-os-Mon es e
Al o Dou o
1398
101
7,22%
5,64%
Uni e sidade do
Alga e
915
11
1,20%
0,61%
Uni e sidade do
Minho
5443
496
9,11%
27,68%
Uni e sidade do
Po o
10816
296
2,74%
16,52%
Uni e sidade No a
de Lisboa
6208
160
2,58%
8,93%
Uni e sidade
Técnica de Lisboa
3970
35
0,88%
1,95%
TOTAL
51980
1792
-------
100%
Fon e: Sil a PL, Sa ico CS (2023).
Dou o amen os em Po ugal
. Cen o de In es igação de Polí icas do Ensino Supe io : Ma osinhos. Disponí el em
h ps://wwwcdn.dges.go .p /si es/de aul / iles/dou o amen os_em_po ugal_20230611.pd Consul ado a 25 de ma ço de 2024
A abela 1 é bem elucida i a da p eponde ância a ní el nacional da Uni e sidade do Minho,
des acando-se com 27,68% dos dou o amen os em ciências da educação.
Os dados são o econhecimen o da impo ância a ibuída pela ins i uição ao dou o amen o em
es udo, sendo que se des aca das es an es uni e sidades/ins i u os.
35
3.2. Técnicas de Recolha de Dados
Pos o is o, impo a enume a as p incipais écnicas, nomeadamen e: a En e is a, o Inqué i o po
Ques ioná io, as Obse ações e a Análise Documen al.
Como e e i an e io men e, p oponho ês das écnicas, sendo as mais pe inen es a usa na
emá ica que que o desen ol e - En e is a, o Inqué i o po Ques ioná io e a Análise Documen al.
3.2.1. En e is a
A en e is a ganha bas an e p eponde ância no Es udo de Caso, le ando em conside ação que o
in es igado consegue comp eende a o ma como os indi íduos in e p e am as suas i ências já que “é
u ilizada pa a ecolhe dados desc i i os na linguagem do p óp io sujei o, pe mi indo ao in es igado
desen ol e in ui i amen e uma ideia sob e a manei a como os sujei os in e p e am aspe os do mundo”
(Bogdan & Biklen,1994, p.134).
Rela i amen e à sua p incipal ca ac e ís ica, a o alidade,
a en e is a pe mi e ob e di e sas in o mações que de ou o modo se iam impossí eis,
possibili a a comp eensão e jus i icação dos depoimen os dos in e enien es ace ca do eal
e in e p e a as eações, a i udes e compo amen os ace às pe gun as colocadas. (Ana
Lúcia, 2019, p.68)
Nes e caso em especí ico, é p eponde an e aplica uma En e is a Semies u u ada, que em como
obje i o uma lexibilidade do guião, o que pe mi e a implemen ação de uma ou mais ques ões ao longo
da mesma, ob endo assim uma pe ceção mais ap o undada e ap imo ada das espos as dadas pelos
a o es da ins i uição.
No p esen e p oje o de in es igação, as en e is as o am ealizadas aos dou o andos in eg ados
no CIEd, com o obje i o de analisa o pe cu so de ca ei a e ca ac e iza o pe il dos mesmos.

36
3.2.2. Inqué i o po Ques ioná io
O Inqué i o po Ques ioná io é uma écnica de in es igação que, po meio de um conjun o de
ques ões, p e ende ob e espos as indi iduais, in e p e á-las e depois es ende pa a uma isão mais
ampla.
Segundo Dias (1994), o Inqué i o é
cons i uído po uma sé ie de pe gun as, mas ambém podendo in eg a ou os
ins umen os, como po exemplo, es es e escalas de a i udes e opiniões que isam a e i
um ce o ipo de compo amen os eações, e a alia a in ensidade com que se dá
de e minada opinião ou a i ude, as espos as assim ob idas ão cons i ui o ma e ial, sob e
o qual o in es igado ai p oduzi in e p e ações e chega a gene alizações. (p5)
Des e modo, a a és des a écnica é possí el e acesso à in o mação a ualizada, pelo que pe mi e
es uda um enómeno de o ma mais conc e a, colocando as ques ões que azem pa e do Inqué i o po
Ques ioná io, con e indo in o mações e osímeis e p ecisas sob e os indi íduos.
Pos o is o, conclui-se que o Inqué i o po Ques ioná io se e ela uma écnica ú il no es udo de
di e sas p oblemá icas, sendo que uma das an agens pa a a escolha do mesmo é o ac o de pe mi i
iden i ica um pe il comple o e p o undo dos dou o andos, pe cebe as suas mo i ações/p e ensões
com o ing esso no Dou o amen o e analisa os seus pe cu sos.
O Inqué i o po Ques ioná io adminis ado ca a e iza-se maio i a iamen e pelo seu ca á e echado
is o que é "cons i uído po pe gun as nas quais o esponden e em que escolhe en e um conjun o de
opções de espos a al e na i as o necidas pelo au o do ques ioná io" (San os & Hen iques,2021, p.14).
Não obs an e, ao ac o do seu ca á e echado e de se uma écnica adicionalmen e is a como
quan i a i a, es a não oi a azão p incipal da escolha pois o obje i o ge al é o de ob e dados que ajudem
a ca ac e iza os dou o andos in eg ados no Cen o de In es igação em Educação.
No que conce ne á es u u a do Inqué i o Ques ioná io, ele oi di idido em 7 pon os dis in os: 1º
Iden i icação; 2º Fo mação dou o al; 3. Como é que chegou a es e dou o amen o e po que que o
escolheu; 4º P ocesso de in eg ação e socialização no Ins i u o de Educação e no CIEd; 5º As linhas
emá icas es a égicas do CIEd ; 6ºComo se elaciona com a a i idade p o issional que exe ce; 7º
Expec a i as ace ao u u o.
37
O Inqué i o Ques ioná io des inou-se a um uni e so de 93 dou o andos in eg ados no CIEd, sendo
que o público ão he e ogéneo iabiliza a ob enção de esul ados icos e di e si icados.
Rela i amen e às maio es di iculdades, pode-se enume a en e as quais: a elabo ação do
Inqué i o po Ques ioná io, sendo o seu planeamen o algo ponde ado e demo oso; pe sis i pa a que os
inqui idos espondam ao ques ioná io en iado, incen i a a pa icipação oi sem dú ida o maio desa io;
analisa odos os dados ob idos sendo que exige uma a enção edob ada na análise dos mesmos,
in e p e a os dados co e amen e é essencial pa a ob e esul ados concisos e alo osos pa a a
pesquisa.
3.2.3. Análise Documen al.
No ocan e à Análise Documen al, ca a e iza-se como “uma ope ação ou um conjun o de
ope ações isando ep esen a o con eúdo de um documen o sob uma o ma di e en e da o iginal a im
de acili a num es ado ul e io , a sua consul a e e e enciação.” (Ba din,1977, p.45).
Nes a pe spe i a, e enquan o meio de a amen o de in o mação, a análise documen al
em po obje i o da o ma con enien e e ep esen a de ou o modo essa in o mação po
in e médio de p ocedimen o de ans o mação. O p opósi o a a ingi é o a mazenamen o
sob o ma de uma a iá el e a acili ação do acesso ao obse ado [...], com o máximo de
pe inência (aspe o quali a i o). (Ba din., 1977, p.45)
Assim sendo, a Análise Documen al possibili a a passagem de in o mação de um documen o
p imá io pa a um documen o secundá io. Is o é, pe mi e a elabo ação de um documen o secundá io
com o maio núme o de in o mações pe inen es.
Conclui-se que, com o uso des a écnica, se ão analisados documen os in e nos do Cen o, a igos
e li os ela i os à emá ica. A análise documen al, conjun amen e com as ou as écnicas, ai pe mi i
ob e uma iangulação dos dados ob idos, com o obje i o de ob e esul ados mais conc e os
ela i amen e ao pe cu so dos dou o andos.
Re ela-se mani es amen e impo an e dis ingui a Análise Documen al da Análise de Con eúdo
sendo a p imei a uma écnica de ecolha de in o mação baseada na análise de documen os, po ou o
lado, a segunda é uma écnica de a amen o de dados.
38
A Análise de Con eúdo em como pon o de pa ida “a mensagem, seja ela e bal (o al ou esc i a),
ges ual, silenciosa, igu a i a, documen al ou di e amen e p o ocada.” (F anco,2021, p.7) Assim, deno a-
se undamen al e e i que se o na numa écnica ulc al na medida em que “en iquece a en a i a
explo a ó ia e aumen a a p opensão à descobe a.” (Ba din, 1977 p.30)
39
Tabela 2: Co pus de análise e de e e ências no Rela ó io de Es ágio
Documen os
Designação
Localização
Nº Páginas
Página ins i ucional
da Uni e sidade do
Minho
Websi e
h ps://www.uminho.p /PT/ensino/o e a-educa i a
1
Página Ins i ucional
do CIEd
Websi e
h ps://cied.uminho.p /sob e-nos/
1
Regulamen o do CIEd
Websi e
h ps://cied.uminho.p /wp-
con en /uploads/2024/06/Regulamen o-CIEd.pd
10
Po da a
Websi e
h ps://www.po da a.p /Po ugal/Alunos+ma icul
ados+no+ensino+supe io + o al+e+po +sexo-1048
1
DGEEC
Websi e
h ps://www.dgeec.medu.p /api/ ichei os/657ae8
2c02216ed489b9a6e
11
Po da a
Websi e
h ps://www.po da a.p /Po ugal/Publicacoes+cie
n i icas+nume o++publicacoes+ci adas+e+ci acoes
-1996
1
Po da a
Websi e
h ps://www.po da a.p /si es/de aul / iles/2024-
07/ _2023_07_25_p _jo ens_ .pd
20
Po al do INE
Websi e
h ps://www.ine.p /xpo al/xmain?xpid=INE&xpgid=ine
_des aques&DESTAQUESdes _boui=593942664&DEST
AQUESmodo=2&xlang=p
1
Po da a
Websi e
h ps://www.po da a.p /eu opa/populacao+dese
mp egada+po +g upo+e a io+(pe cen agem)-1884
1
Obse a ó io da
Emig ação
Websi e
h ps://obse a o ioemig acao.p /np4/9739.h ml
1
Po da a
Websi e
h ps://www.po da a.p /eu opa/ axa+de+desemp
ego++dos+15+aos+74+anos+ o al+e+po +ni el+d
e+escola idade-1633-1358
FCT
Websi e
h ps://www. c .p /impac o-do- inanciamen o- c -
nas-ca ei as-de-in es igacao-em-po ugal/
1
Po da a
Websi e
h ps://www.po da a.p /po ugal/alunos+ma icul
ados+no+ensino+supe io + o al+e+po +ni el+de+
o macao-1023
1
DGES
Websi e
h ps://wwwcdn.dges.go .p /si es/de aul / iles/dou o a
men os_em_po ugal_20230611.pd
47
Po da a
Websi e
h ps://www.po da a.p /p /es a is icas/educacao/
ensino-supe io /alunos-insc i os-no-ensino-
supe io -po -nacionalidade
1
Fon e: Elabo ação P óp ia. Elabo ado a 23 de julho de 2024
40
4. Análise e T a amen o de Dados
O plano de a amen o e análise de dados é um pon o bas an e signi ica i o pa a a implemen ação
de qualque a i idade de in es igação.
Nes e sen ido, o pon o de pa ida passa po analisa os dados das en e is as e dos documen os,
u ilizando a écnica análise documen al, mui o u ilizada pa a análise de pesquisas quali a i as. A análise
documen al é uma écnica complemen a às en e is as e inqué i os po ques ioná io.
No que conce ne aos Inqué i os po ques ioná io, os dados se ão a ados no IBM SPSS, u ilizando
es a ís icas desc i i as. O SPSS acili a bas an e a comp eensão da in o mação ecolhida nos inqué i os.
De seguida após analisado os documen os, as en e is as e os dados dos inqué i os é elabo ada
uma análise de dados com is a a esponde aos obje i os do es udo.
5. Ques ões É icas
Qualque in es igação cien í ica que en ol a se es humanos ge a desassossegos e p eocupações
é icas. Nes e sen ido, o na-se impo an e ado a um conjun o de p incípios ais como: hones idade,
iabilidade e igo , obje i idade, in eg idade e esponsabilidade. De aco do com Nunes (2018, s/p):
“A in es igação, seja qual o o caminho epis emológico, es á egida po eg as in e nacionais e
nacionais, ela i as à p o eção das pessoas, p imando o se humano sob e o in e esse da sociedade e
da ciência.” O obje i o p imo dial é o de p omo e pad ões é icos na in es igação que p o ejam os
indi íduos.
No p esen e Rela ó io de Es ágio, hou e, desde logo, uma p eocupação com as ques ões é icas.
As écnicas usadas, en e is a e inqué i o po ques ioná io, são exemplo do cump imen o do código é ico.
Em ambas as écnicas o am explicados os obje i os e os obje os em es udo pa a que hou esse cla eza
no p opósi o da aplicação das mesmas, oi explicado o consen imen o e assegu ado o anonima o de
odos os pa icipan es. Po úl imo e mais conc e amen e nas en e is as o am in o mados odos os
in e enien es da g a ação da mesma, sendo explicado que os ins se iam única e exclusi amen e pa a
ins académicos.

41
CAPÍTULO IV
DA INFORMAÇÃO À COMPREENSÃO: A INTERPRETAÇÃO DOS DADOS
42
IV - Ap esen ação e Análise de Resul ados
No p esen e capí ulo, se ão ap esen ados os dados ecolhidos ela i os aos dou o andos
in eg ados no CIEd numa p imei a secção, e os dou o andos inqui idos e en e is ados. Ao longo do
ex o, analisa -se-á os esul ados de di e sas a iá eis, p opo cionando uma isão ab angen e e
ap o undada dos dados ob idos. Es a análise p ocu a escla ece as p incipais endências e pad ões
iden i icados, con ibuindo pa a uma melho comp eensão do ema em es udo.
1. Pe il dos Dou o andos In eg ados no CIEd
Os dou o andos in eg ados no CIEd cons i uem-se como um g upo di e so e ep esen a i o da
in e nacionalização e in e cul u alidade que ma ca o cená io académico con empo âneo.
No o al são 93 dou o andos, 43 do géne o Masculino (46,24%) e 50 do géne o Feminino (53,76%),
p o enien es das mais di e sas pa es do mundo, incluindo Po ugal (37 dou o andos), B asil (23
dou o andos), Moçambique (1 dou o ando), Angola (28 dou o andos), Guiné-Bissau (1 dou o ando),
Alemanha (1 dou o ando), Equado (1 dou o ando) e China (1 dou o ando).
No e-se a abundância cul u al p esen e, conside ando o ac o de se uma on e impo an e de
en iquecimen o, pois a a és dela, não só se alo iza o ambien e académico, como ambém se e i ica
a p omoção de oca de conhecimen o e no as pe spe i as en e os pa es, que é undamen al pa a o
a anço da in es igação e da ciência. Conclui-se, po essa azão, que es es es udan es, com as suas
di e en es o mações e con ex os, con ibuem pa a um diálogo académico mul i ace ado e p oa i o.
No en an o, isionam-se alguns desa ios à in eg ação na cul u a académica e no CIEd, na medida
em que, na u almen e, os alunos azem mé odos de ap endizagem dis in as, o que, po esse mo i o,
esboça as di iculdades da en idade CIEd, pois há a necessidade de se ansigen e, com a inalidade de
as supe a da melho o ma possí el.
Nes a senda, es a dinâmica exige um es o ço adicional pa a que odos os dou o andos se
consigam adap a e ap o ei a ao máximo as opo unidades o e ecidas, p omo endo um ambien e mais
inclusi o e colabo a i o.
43
Em elação ao ipo de dou o amen o, há ambém uma di e sidade signi ica i a sendo que 38
dou o andos (40,86%) es ão na modalidade "com cu so" e 55 dou o andos (59,14%) es ão na
modalidade " u o ial".
2. Pe il dos Dou o andos Inqui idos
Na p esen e secção, se ão ap esen ados os dados ob idos a a és dos inqué i os po ques ioná io
e das 4 en e is as ealizadas aos dou o andos do CIEd.
O a, dos 93 dou o andos con idados a p eenche o inqué i o po ques ioná io, apenas 56 (60%)
esponde am, endo sido conside adas 55 espos as álidas.
Nes e sen ido, oi possí el con e i que, desses 55 pa icipan es, 96,4% es ão insc i os no
dou o amen o em Ciências da Educação e apenas 3,6% no dou o amen o em Es udos da C iança, o que
conduz a uma mul iplicidade de dados, pelo ab angimen o de dou o andos inqui idos. (C . apêndice 7)
Assim, median e a análise do g á ico 1, ei e a-se a in o mação p esen e na secção “Pe il dos
Dou o andos In eg ados no CIEd”, no qual se cons a a a p edominância do sexo eminino, sendo
ep esen a i o de 60% dos inqui idos e o sexo masculino de 40%.
G á ico 1: Géne o dos Inqui idos
Fon e: Resul ados do Inqué i o po ques ioná io adminis ado aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
40%
60%
Géne o
Masculino
Feminino
44
Os inqui idos ondam a aixa e á ia en e 24 e 59 anos, o que pe az uma média de 42 anos. (C .
apêndice 8)
O a, es es dados suge em que uma g ande pa e das pessoas op am po inicia o dou o amen o
mais a diamen e, no malmen e, após e em consolidado as suas ca ei as p o issionais ou adqui ido
expe iências signi ica i as nas suas á eas de a uação.
Rela i amen e à modalidade de dou o amen o, oi possí el cons a a que 50,9% dos pa icipan es
es ão em egime u o ial, enquan o 49,1% es ão ma iculados em dou o amen o com cu so. (C . apêndice
9)
Quan o à nacionalidade, 41,9% dos dou o andos são cidadãos po ugueses seguidos dos
angolanos, que ep esen am 32,7%, os b asilei os com 23,6%, e, po im, os guineenses que cons i uem
uma pequena pe cen agem, com 1,8%.
O papel do CIEd é c ucial na p ojeção do dou o amen o além- on ei as, pois, a ando-se de uma
en idade acolhedo a, acaba po o alece os laços in e nacionais cul u ais, a a és da p omoção do
in e câmbio de ideias e expe iências.
Po udo o expos o, em e ei o des aca o abalho desempenhado pela Uni e sidade do Minho em
pa ce ia com ou as ins i uições de ensino supe io , pelo que a colabo ação académica é de excelência,
p opondo-se a ab i opo unidades pa a o a anço do conhecimen o em di e sas á eas, al como, ambém
pe mi e a p esença de dou o andos de di e en es nacionalidades, o que con ibui pa a a c iação de um
ambien e académico plu al e inclusi o, essencial pa a o c escimen o in elec ual e o p og esso cien í ico
global.
G á ico 2: Nacionalidade dos Inqui idos
Fon e: Resul ados do Inqué i o po ques ioná io adminis ado aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
41,9%
23,6%
1,8%
32,7%
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Po uguesa B asilei a Guineense Angolana
Pe cen agem
Nacionalidade
Nacionalidade
51
4. Pe cu so dos dou o andos em Ciências da Educação
Es a secção incide nos obje i os des e es udo, que se consubs anciam na ca ac e ização do
pe cu so dos dou o andos em Ciências da Educação. Po es a azão, op a-se po omi i os 2 casos
/dou o andos em Es udos da C iança. Pos o is o, os dados ap esen ados ao longo dos es an es pon os
cingem-se única e exclusi amen e aos alunos em Ciências da Educação in eg ados no CIEd.
4.1. Cons uindo Sabe es: A T aje ó ia dos Dou o andos em Ciências da Educação
O g á ico 8 explana que 94,3% do público-al o, dou o andos em Ciências da Educação, concluiu
o mes ado an es de ing essa no dou o amen o. Em oposição, uma diminu a pa cela, 5,7%, ealizou a
ansição di e amen e da licencia u a pa a o dou o amen o. Os dados cole ados encon am-se alinhados
com os ela os dos dou o andos en e is ados, que a i ma am que o mes ado oi o úl imo g au
académico ob ido. Como des acou o En e is ado 1: "O dou o amen o é algo que su ge depois, po an o,
nunca na minha ida imaginei que, ao aze o mes ado, segui ia pa a o dou o amen o".
G á ico 8: Úl imo g au Académico
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
O g á ico 9 con empla a a iá el
especialidade de dou o amen o,
obse ando-se a p edominância
da especialidade Li e acias e Ensino do Po uguês, com 24,5% dos dou o andos. Em seguida, com uma
signi ica i a pe cen agem de escolha, encon a-se o Desen ol imen o Cu icula , com 20,8%, e as
especialidades de Supe isão Pedagógica e Tecnologia Educa i a, ambas com 13,2% dos dou o andos.
5,7%
94,3%
Úl imo g au académico concluído an es do
Dou o amen o?
Licencia u a
Mes ado

52
G á ico 9: Especialidade de Dou o amen o
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
No que oca ao início dos es udos dou o ais, 32,1% dos alunos inicia am o dou o amen o em
2023, co espondendo à maio pe cen agem en e os inqui idos. Es e esul ado es á em consonância
com os dados explanados no websi e da Po da a, no qual se obse a que há 25.202 mil alunos a
equen a o dou o amen o em 2023, sendo um dos alo es mais al os de semp e em Po ugal.
20
20
In o mação e i ada do Websi e da Po da a (2023): h ps://www.po da a.p /p /es a is icas/educacao/ensino-supe io /alunos-insc i os-no-ensino-
supe io -po -nacionalidade
20,8%
5,7% 3,8%
24,5%
5,7%
1,8%
11,3% 13,2% 13,2%
0
5
10
15
20
25
30
PERCENTAGEM
Qual a especialidade de dou o amen o?
53
G á ico 10 : Ano que iniciou o Dou o amen o
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
O c escimen o signi ica i o é esul ado de uma endência cla a de alo ização dos es udos
dou o ais, sendo a opo unidade de p og essão na ca ei a a p incipal mo i ação (52,9%), seguida pelo
in e esse em a ança na ida académica (24,5%). Os dados indicam que o dou o amen o é is o como
ulc al na p og essão de ca ei a. Es a isão ambém é amplamen e de endida pelos en e is ados: “di ia
que um ou o a o que in luenciou a minha escolha oi a p og essão na ca ei a, po que exe ço a
p o issão de docen e já desde a Licencia u a, e como bem se sabe, o Dou o amen o é impo an e pa a
a ingi ou os pa ama es.” (En e is ado 3)
Po an o, a p og essão na ca ei a eme ge como uma mo i ação cen al pa a a escolha de mui os
dou o andos, e le indo a c escen e impo ância da quali icação dou o al no cená io académico e
p o issional.
1,9%
7,5%
15,1%
3,8%
18,9%
15,1%
32,1%
3,8% 1,9%
0
5
10
15
20
25
30
35
2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2013
Po cen agem
Ano que iniciou o Dou o amen o
Ano que iniciou o Dou o amen o
54
G á ico 11: Escolha do Dou o amen o
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Pelo expos o, ei e a-se a ideia de que o dou o amen o é cada ez mais impo an e, an o pa a o
indi íduo, quan o pa a a sociedade, na medida em que é o mais al o ní el de o mação académica e um
ma co na ca ei a de qualque p o issional que deseja especializa -se numa á ea de conhecimen o.
Complemen a-se o e e ido com as en e is as, pois, ao longo das mesmas icou bem cla o que o
dou o amen o “do pon o de is a do conhecimen o, coloca-nos na posição de au o idade cien í ica de um
de e minado assun o. Es a, sem dú ida, é uma das maio es an agens que ad ém da ealização do
Dou o amen o.” (En e is ado 3)
Quando ques ionados sob e a o ma como i e am conhecimen o sob e o dou o amen o, 52,8%
dos dou o andos e e e que oi a a és do Si e do IE ou Uminho, 20,8% espondeu que oi na Uni e sidade
que equen a am e 9,4% no Local de T abalho, sendo es as as espos as mais equen es. A espos a
“Ou o” e e uma pe cen agem de 7,5%. Po sua ez, a pa ce ia en e Uni e sidades e o In e esse
Pessoal i e am ambas 3,8%. Cu iosamen e, a página ele ónica do CIEd e e uma pe cen agem diminu a
de 1,9%.
52,9%
7,5%
24,5%
3,8% 3,8% 7,5%
0
10
20
30
40
50
60
Opo unidade de
P og essão na
Ca ei a
Mudança de
ca ei a
P og essão na
ida académica
Mais
possibilidades de
Emp ego
Desen ol imen o
e Realização
Pessoal
Ou a
Pe cen agem
Assinale o(s) mo i o(s) que o le a am a escolhe o
dou o amen o
55
G á ico 12: Conhecimen o sob e o Dou o amen o
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
4.2. Desen ol imen o de Compe ências e Supe ação de Desa ios: A Jo nada dos
Dou o andos em Ciências da Educação
Nes e seguimen o su ge a a iá el
compe ências que o dou o amen o ajudou a desen ol e
, a qual
oi a aliada de 1 a 8. O 1 co espondia a “o dou o amen o não es á a con ibui em nada pa a o
desen ol imen o des a compe ência” e o 8 “com o dou o amen o es ou a desen ol e bas an e es a
compe ência”.
1,9%
9,4%
20,8%
52,8%
3,8% 3,8%
7,5%
0
10
20
30
40
50
60
Si e do CIEd Local de
T abalho
Uni e sidade Si e do IE ou
UMinho
Pa ce ia en e
Uni e sidades
In e esse
Pessoal
Ou o
Po cen agem
Assinale como e e conhecimen o sob e o dou o amen o
56
G á ico 13: Compe ências que o Dou o amen o ajudou a Desen ol e
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Assim sendo, o g á ico 13 e ela que os dou o andos conside am que o dou o amen o con ibuiu
signi ica i amen e pa a o desen ol imen o de compe ências como o acesso ao conhecimen o, com uma
média de 6,8, o uso de e amen as e linguagem académica, com 6, e a e isão de lei u a, com 6,2. A
ges ão do empo ambém é pe cebida como uma compe ência ap imo ada, embo a com uma média
mais modes a de 4,9. Em con as e, a conciliação en e amília e dou o amen o é a compe ência com a
meno média, apenas 3 . O que signi ica que pese embo a o dou o amen o a o eça o desen ol imen o
de habilidades académicas, a ges ão do equilíb io en e ida pessoal e es udos pe manece um desa io
signi ica i o.
Quando ques ionados sob e a
Di iculdade a ul apassa algum cons angimen o ao longo
Dou o amen o
, os dou o andos inqui idos i e am de assinala de 1 a 8 o g au de di iculdade, sendo que
o 1 co esponde a “não sin o di iculdade nenhuma” e o 8 a “sin o ex ema di iculdade”.
33,7
4,9
6,2
3,8 4
66,8
0
1
2
3
4
5
6
7
8
Média
Compe ências que o Dou o amen o ajudou a desen ol e

57
G á ico 14: Di iculdade a ul apassa cons angimen os
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
O g á ico 14 demons a uma incidência nega i a do a iá el
empo en e amília e dou o amen o
,
que ap esen a uma média de 5,2. O que indica que os dou o andos en en am uma di iculdade mode ada
pa a supe a esse cons angimen o. Es e esul ado es á alinhado com os dados do g á ico 13, onde que
se obse a que es a p oblemá ica ainda é uma das ques ões que p ecisa de se melho ada.
Po sua ez, a ges ão do empo, apesa de se uma compe ência econhecida pelos dou o andos
como desen ol ida ao longo do dou o amen o (g á ico13), con inua a se uma das mais di íceis de
supe a . A pa disso, os dou o andos apon am ambém a “deslocação” e a “ges ão de s esse” como
obs áculos signi ica i os a se em en en ados.
A combinação des es a o es des aca a necessidade de in e enções que melho em o equilíb io
en e ida pessoal e acadêmica, além de se p eciso um supo e adicional pa a ajuda os dou o andos a
lida com as di iculdades iden i icadas.
Po ou o lado, as compe ências que ap esen am o meno g au de di iculdade a se em
ul apassadas (g á ico14) são aquelas em que, coinciden emen e, o dou o amen o mais con ibuiu pa a
o desen ol imen o: o acesso ao conhecimen o e a u ilização de e amen as e linguagem académica,
ambas classi icadas como “sin o pouca di iculdade”.
Os g á icos indicam que, embo a exis am obs áculos a se em supe ados, o dou o amen o ambém
p opo ciona um ambien e es á el pa a o desen ol imen o de habilidades aliosas.
5,2 4,6 54,4 4,8 4,1 3,7 3,4
0
1
2
3
4
5
6
Valo es
Va iá eis
G au de di iculdade a ul apassa os seguin es
cons angimen os ao longo do Dou o amen o
58
5. Habilidades do Dou o amen o: As Mais Rele an es pa a o Sucesso P o issional e
Aumen o da Emp egabilidade
Na p esen e secção, se ão abo dadas as compe ências e os ecu sos que mais con ibuem pa a
a emp egabilidade, assim como as habilidades que os dou o andos conside am essenciais pa a a sua
a i idade labo al.
5.1. Compe ências-Cha e: P epa ação pa a o Me cado de T abalho e Maximização da
Emp egabilidade
Os dados ob idos à pe gun a,
conside a que o dou o amen o pode o e ece alguma an agem no
me cado de abalho, o nando-o uma pessoa com um al o ní el de emp egabilidade?
são elucida i os
do g au de impo ância que os dou o andos con e em ao dou o amen o e às compe ências adqui idas
du an e odo es e p ocesso. De odos os inqui idos, 84,9% esponde am a i ma i amen e, con a iamen e
aos 15,1% que e e i am que o dou o amen o não o e ece an agem no me cado de abalho. (C .
apêndice 14)
Os esul ados explanados demons am que g ande pa e dos dou o andos en ende o
dou o amen o como uma opo unidade que o e ece an agens signi ica i as no mundo labo al, ajudando-
os a se des aca e a aumen a sua emp egabilidade. Os dou o andos pe cecionam o dou o amen o como
elemen o-cha e no me cado de abalho, iden i icando o impac o posi i o que es e aca e a sob e a
emp egabilidade e o desen ol imen o de compe ências ele an es pa a as suas ca ei as.
De des aca que a amos a seguin e expos a no g á ico 15 apenas diz espei o aos dou o andos
em Ciências da Educação que es ão emp egados, ou seja, os que es udam ou que es udam e p ocu am
emp ego não en am nos esul ados expos os.
Nes e sen ido, o na-se ulc al pe cebe quais são pa a os dou o andos as capacidades que
conside am mais ú eis na sua a i idade labo al.
Nes a pe spe i a, o am ap esen adas 15 capacidades aos 46 dou o andos: au onomia, agilidade,
adap abilidade, lexibilidade, con ac o com di e en es ins i uições, esiliência, compe ências cí icas e
sociais, comunicação na língua ma e na, comunicação em línguas es angei as, compe ência
ma emá ica, compe ências básicas em ciências e ecnologia, compe ência digi al, ap ende a ap ende ,
59
espí i o de inicia i a e de emp eendedo ismo, sensibilidade e exp essão cul u al. Cada dou o ando podia
escolhe a é 3 capacidades.
G á ico 15: Capacidades ú eis na sua A i idade Labo al
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
A análise do g á ico 15 e idencia a Au onomia (23 escolhas), Ap ende a Ap ende (16) e
Flexibilidade (16) como as capacidades mais ele an es pa a os dou o andos. Em con as e, a Agilidade
e a Compe ência Ma emá ica o am as menos escolhidas, com apenas 3 escolhas cada.
A in e p e ação dos dados ob idos a a és das escolhas dos dou o andos e ela que a Au onomia,
o Ap ende a Ap ende e a Flexibilidade são conside adas capacidades al amen e ele an es pa a o
desen ol imen o p o issional, e le indo a impo ância da au oges ão em ambien es de abalho
dinâmicos. Es es dados co obo am os esul ados das en e is as, sendo a Au onomia a capacidade mais
e e ida pelos 4 en e is ados. Po exemplo, a en e is ada 4 e e e que uma capacidade bas an e
impo an e é a “… au onomia. O dou o ando es á munido de um conjun o de capacidades que o azem
se comple amen e au ónomo na p ocu a pelo sabe , e, se o p og esso é is o como algo essencial pa a
o me cado de abalho, o dou o ando ce amen e é aquela pessoa que es á dispos a a alcança g andes
ei os.”
Em con as e, encon am-se a Agilidade e a Compe ência Ma emá ica, o que suge e que podem
se capacidades obse adas pelos dou o andos como não p io i á ias, o que indica uma possí el
necessidade de ea aliação da impo ância das mesmas no con ex o académico e p o issional. Es a
pe ceção o e ece
insigh s
aliosos sob e as p io idades dos dou o andos e as compe ências que eles
alo izam pa a o sucesso no me cado de abalho.
23
3
10
7
14
59
34
14 16
5
16
45
0
5
10
15
20
25
Valo es
Capacidades ú eis na sua A i idade Labo al
60
G á ico 16: Compe ências que acili am a Emp egabilidade
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
No que conce ne à a iá el
compe ências/ ecu sos que mais acili am a emp egabilidade
, o am
ap esen ados no amen e 15 compe ências, iguais às da a iá el e e ida an e io men e, às quais
esponde am odos os dou o andos em Ciências da Educação (53).
A análise do g á ico 16 e ela que as compe ências mencionadas pelos dou o andos em Ciências
da Educação como acili ado as da emp egabilidade são: Adap abilidade (30 escolhas), Au onomia (18)
e Compe ência Digi al (16). Em con as e, as compe ências de Sensibilidade e Exp essão Cul u al não
o am escolhidas (0) e a Compe ência Ma emá ica ecebeu apenas 1 escolha.
Os alo es indicados e le em a alo ização po pa e dos dou o andos de compe ências como a
Adap abilidade, a Au onomia e a Compe ência Digi al, sendo es as habilidades is as como essenciais
pa a a sua emp egabilidade. Po ou o lado, a baixa alo ização da Sensibilidade e Exp essão Cul u al,
bem como da Compe ência Ma emá ica, suge e que essas á eas podem se is as como menos
ele an es no con ex o a ual do me cado de abalho. A o ma como se pe cecionam es es alo es podem
o ien a u u as in e enções educa i as, des acando a necessidade de p omo e um maio
econhecimen o da impo ância des as compe ências em o mações académicas e p o issionais.
18
5
30
13
4
12
72
15
17
16
6
15
0
0
5
10
15
20
25
30
35
Valo es
Compe ências que acili am a Emp egabilidade
67
As espos as dos inqui idos es ão em consonância com as en e is as. Po exemplo, segundo a
en e is ada 4 “… conside o a implemen ação con ínua de a i idades uma excelen e ideia. Como e e i,
eu ui con idada pa a ap esen a o meu abalho nas jo nadas dou o ais, e conside o que esse momen o
me en iqueceu imenso.”
Em sín ese, a cons an e o ganização das inicia i as enunciadas pe mi e ob e um c escimen o
académico e p o issional dos dou o andos.
7. As Linhas Temá icas do Cen o de In es igação em Educação
As linhas emá icas “são disposi i os de mobilização cien í ica que po enciam a ans e salidade,
a p oximidade dos in es igado es e o c uzamen o de sabe es.”
22
O CIEd con empla 3 linhas emá icas - Linha emá ica 1 - Di e sidade, democ a ização e inclusão
social; Linha emá ica 2 - Ap endizagem, ino ação e desen ol imen o educacional sus en á el; Linha
emá ica 3 - Cidadania global, educação e o mação ao longo da ida.
Os dou o andos o am ques ionados sob e o seu conhecimen o em elação às 3 linhas emá icas,
no qual, 64,2% diz e conhecimen o e 35,8% diz não conhece . Os dados são elucida i os do abalho
que ainda é necessá io aze po pa e do cen o, ha endo necessidade de melho a a comunicação e
di ulgação das suas linhas emá icas. Nes e sen ido, é ulc al en ol e os dou o andos, p omo endo a
sua pa icipação.
G á ico 21 : Conhecimen o das linhas emá icas es a égicas
22
In o mação e i ada do Websi e do CIEd: h ps://cied.uminho.p /linhas-de-in es igacao/
64,2%
35,8%
Tem conhecimen o das linhas emá icas es a égicas do
cen o de in es igação em educação?
Sim
Não

68
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Numa úl ima ques ão, os dou o andos o am ques ionados sob e qual é a linha emá ica com a
qual mais se iden i icam. Nes e sen ido, oi ap esen ado aos inqui idos a explicação de cada linha
emá ica, com o in ui o de in o ma aqueles que não êm conhecimen o.
Ao analisa o g á ico seguin e en ende-se a p edominância da linha emá ica 2 (54,7%), seguida
da linha emá ica 3 (30,2%) e da linha emá ica 1 (15,1%). A linha emá ica 2 demons a se a mais
ep esen a i a dos in e esses in es iga i os, o que suge e que os dou o andos es ão mais ocados nas
ques ões con empo âneas de ino ação e sus en abilidade educa i a. As no as abo dagens educacionais
e me odologias di e enciadas são as que incen i am mais os dou o andos em Ciências da Educação.
G á ico 22: Com qual das linhas emá icas se iden i ica mais?
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
15,1%
54,7%
30,2%
0
10
20
30
40
50
60
Linha emá ica 1: Di e sidade,
Democ a ização e Inclusão Social
Linha emá ica 2 : Ap endizagem,
Ino ação e Desen ol imen o.
Educacional Sus en á el
Linha emá ica 3 : Cidadania
Global, Educação e Fo mação ao
Longo da Vida
Valo es
Com qual das Linhas emá icas se iden i ica mais?
69
8. Análise ge al dos dados
A p esen e secção em como unção e a a o pe il dos dou o andos em Ciências da Educação,
ele ando, po essa ci cuns ância, os dados e in o mações ecolhidos nos inqué i os po ques ioná io e
nas en e is as.
Nes e sen ido, impo a elemb a os obje i os do p esen e es udo, que se consubs anciam na
iden i icação e análise das ca ac e ís icas dos dou o andos em ciências da educação, sob o pon o de
is a social, geog á ico e académico; na análise das aje ó ias educa i as, das opções e das es a égias
de ca ei a dos es udan es de dou o amen o e na iden i icação das mo i ações que le a am os
es udan es a p ossegui es udos a é ao dou o amen o.
8.1. Os Dou o andos em Ciências da Educação - pon o de is a social, geog á ico e
académico
Nes a senda, u ge ma e ializa os pe is dos dou o andos em Ciências da Educação, pois, pa indo
da ecolha de in o mações p es adas pelos mesmos, em sede de inqué i os e en e is as: dou o andos
maio i a iamen e do géne o eminino, den o da aixa e á ia dos 42 anos, de cidadania po uguesa,
esiden es em e i ó io po uguês e com amília cons i uída, a seu ca go. (C . apêndices 16;17;18;19;
20)
Em 2023, g ande pa e dos dou o andos em Ciências da Educação ing essa am nos es udos
dou o ais, o que co obo a os dados ap esen ados no websi e da Po Da a, endo em con a que icou
plasmado o ac o de, nesse ano, se e e i icado um índice al íssimo de ing essos em Po ugal,
ascendendo, po quan o, 25.202 mil alunos
23
, o que demons a o eno me c escimen o e a c escen e
alo ização pelos es udos dou o ais.
No que espei a à modalidade de dou o amen o, e i ica-se que os esul ados o am mui o
equipa ados, uma ez que, 26 dou o andos op a am pelo dou o amen o u o ial e 27 pelo dou o amen o
com cu so, que, po sua ez, são as duas modalidades mais ep esen a i as en e os dou o andos. (C .
apêndice 21) Po ou o lado, as Li e acias e Ensino do Po uguês (24,5%) e o Desen ol imen o Cu icula
23
In o mação e i ada do Websi e da Po da a (2023) h ps://www.po da a.p /p /es a is icas/educacao/ensino-supe io /alunos-insc i os-no-ensino-supe io -
po -nacionalidade
70
(20,8%) aduzem-se em duas especialidades de dou o amen o em Ciências da Educação com mais
exp essão.
Po ou o lado, o inanciamen o do dou o amen o, é, indubi a elmen e, uma das a á eis mais
impo an es a analisa , dado que, pode in luencia o ing esso de mui os in e essados no dou o amen o.
A análise da a iá el en a iza a p edominância de dois meios de inanciamen o, sendo, mo men e, aquele
a que os dou o andos eco em as poupanças pessoais, con ando es e com 47,2%, o que p essupõe a
exis ência de um equilíb io inancei o. Ou seja, exis e uma possí el co elação en e es e dado e o da
aixa e á ia, de al modo que jus i ica a média de idades es a delineada na aixa dos 42 anos.
Is o po que, os dou o andos p ocu am ing essa no me cado de abalho, soco endo-se dele,
como on e de maneio económico, endo em con a as esponsabilidades inancei as que o dou o amen o
aca e a, ac o imp escindí el pa a a consolidação da ca ei a p o issional.
Em seguida, des aca-se a bolsa de dou o amen o, sendo a segunda ipologia mais p esen e, que
con a com 41,5% de bolsas ap o adas, a endendo ao ac o de que es a o ma de inanciamen o é
exequí el a a és de duas en idades, a Fundação pa a a Ciência e Tecnologia e o Ins i u o Nacional de
Ges ão de Bolsas de Es udo. (C . apêndice 22)
Po seu u no, o inanciamen o a a és das en idades an e io men e e e idas são uma mais- alia
pa a mui os dou o andos, de al modo que euniu unanimidade nas en e is as ealizadas. E, nes e
sen ido, a í ulo ilus a i o, o en e is ado ês e e e que: “a bolsa oi, e es á a se , sem dú ida, uma
ala anca ulc al pa a a minha p og essão a é ao Dou o amen o. Nes e momen o, i e-se em Angola um
p oblema com a in lação, ou seja, não me ia com capacidade inancei a su icien e pa a aze ace às
despesas.”
8.2. Pe cu sos dos Dou o andos em Ciências da Educação
G ande pa e dos Dou o andos êm um pe cu so bas an e simila , na medida em que, a sua
aje ó ia académica se ca a e iza pela ansição do mes ado pa a o dou o amen o (94,3%), sendo que
apenas 5,7% dos dou o andos p ossegui am pa a dou o amen o apenas com a licencia u a. Aliás,
con i mação des e ac o, é a in e enção de um dos dou o andos en e is ados, que e elou que quando
e minou o Mes ado, ol ou pa a a Uni e sidade do Minho e, aí sim, in eg ou o dou o amen o. Ou seja,
es e é um dos es emunhos que, de ac o, comp o a que es e é o aje o ado ado, em maio núme o,
pelos es udan es inqui idos e en e is ados.
71
Os dou o andos encon am-se, na sua gene alidade, a exe ce unções p o issionais a empo
comple o, no âmbi o das A i idades In elec uais e Cien í icas (87%), o que, po sua ez, em ea i ma
que, o g osso dos dou o andos cump em unções de docência, nomeadamen e, do ensino p imá io e
secundá io. (C . apêndice 23)
O a, p ocedendo ao c uzamen o das a iá eis
p o issão
e
ní el de sa is ação em elação ao
emp ego
, ica e idenciado o con en amen o po pa e dos dou o andos, quan o à a i idade que exe cem.
Is o po que, ao analisa , c uzadamen e, as a i idades in elec uais e cien í icas pe cebe-se que, além de
se o en oque da a i idade labo al dos dou o andos, es es sen em-se sa is ei os. Ou seja, es a p emissa
conduz à conclusão de que, 52,9% dos dou o andos encon am mo i ação no dou o amen o conc e izada
pela ambição de ascensão na ca ei a, em con on o, com a ealidade de 24,5% de dou o andos que
p e endem p og essão na ida académica.
G á ico 23: Ní el de sa is ação em elação ao emp ego
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Es es dados suge em uma ce a consciencialização po pa e dos dou o andos em elação ao
dou o amen o e a sua ligação com o me cado de abalho, po isso, o público-al o isiona o dou o amen o
como sendo uma mais- alia pa a p og edi na á ea de docen e, pois é aquela em se obse a uma maio
abso ção de dou o andos. Po ou as pala as, os dou o andos não p ocu am o dou o amen o como
o ma de muda de ca ei a, pois o ní el de abso ção po pa e das en idades emp esa iais é diminu o.
1 1
9
16 13
40
0 0 132
6
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Mui o
Baixo
Baixo Médio Ele ado Mui o
Ele ado
To al
Valo es
Indique numa escala de 1 a 5, o seu ní el de sa is ação em
elação ao emp ego
P o issão
P o issão A i idades
In lec uais e Cien í icas
P o issão Técnico e P. Ní el
In e médio
72
O e e encial eó ico, a pa das en e is as, assen a na ideia de que os dou o andos são na sua
maio ia abso idos pela academia, na medida em que abalham “13% na adminis ação pública, 8%
abalham no sec o p i ado emp esa ial e apenas 2% no sec o p i ado sem ins luc a i os” (Sil a &
Sa ico, 2023,p. 8).
Es es dados encon am-se de aco do com o e e ido ao longo des e es udo, pois os dou o andos
es ão, maio i a iamen e, inclinados a desen ol e -se p o issionalmen e no âmbi o do ensino. E, nes e
seguimen o, obse a-se a en e is a núme o dois, em que o dou o ando a iculou o seguin e aciocínio:
“Sin o que as emp esas não es ão p epa adas pa a ecebe esses dou o andos. A meu e , g ande pa e
dos dou o andos acabam po se abso idos pela academia”.
Ou a azão plausí el pa a es e desin e esse das emp esas oi ap esen ada no enquad amen o
eó ico pelas pala as de Ca mo (2022), que a i ma conside a que o ní el baixo de quali icações po
pa e dos emp esá ios pode se uma a iá el jus i ica i a da não con a ação de pessoas, al amen e,
quali icadas.
Po udo o expos o, impo a e e i que “o dou o ado é uma mais- alia, desde que a emp esa
es eja p epa ada e disponibilize ecu sos pa a que es e seja, de ac o, uma mais- alia” (En e is ado 3).
Nas pala as do en e is ado 1 “aquilo que di e encia um dou o ado de ou o quad o da emp esa é
mesmo a compe ência que es e aca e a pa a concebe , de o ma au ónoma, algum ipo de abalho”
Os dou o andos podem ajuda as o ganizações na o imização, melho ia, ges ão e desen ol imen o
de no os p ocessos, ecnologias e p odu o.
Impo a, po isso, aze alusão ao p oje o No e2020 que pode aze ace a es a al a de
dou o andos/dou o ados nas o ganizações, sendo que o p incipal oco des es se cen a no de incen i a
as pequenas e médias emp esas a ec u a ecu sos humanos, in ei amen e, ins uídos e compe en es.
8.3. O Dou o amen o em Ciências da Educação como uma mais- alia
A au onomia é is a, pelos dou o andos, como uma compe ência bas an e impo an e. Nes e
sen ido, nas a iá eis
das capacidades e e idas
assinale aquelas que conside a que são mais ú eis na
sua a i idade labo al
e
quais são as compe ências/ ecu sos que mais acili am a emp egabilidade,
os
dou o andos
escolhe am a au onomia, is o se uma das capacidades/ ecu sos mais ú eis no me cado
de abalho.

73
O dou o amen o em p eponde ância no que oca à emp egabilidade, já que 84,9% dos
dou o andos e e e que os es udos dou o ais a aumen am, o que se em a comp o a pelo ní el de
desemp ego a ní el de dou o ados, que é quase nulo; segundo a FCT é de apenas 2%.
24
Na e dade, en ende-se o dou o amen o como uma an agem p opícia, an o pa a a
emp egabilidade, quan o pa a o ap imo amen o de compe ências. E, nes e sen ido, ques ionados os
dou o andos sob e
as compe ências que o dou o amen o ajudou a desen ol e ,
es es esponde am que
o acesso ao conhecimen o eúne uma média de 6,8% e a e isão de li e a u a uma média de 6,2%. O a,
is o signi ica que o dou o amen o con ibui, signi ica i amen e, pa a o desen ol imen o des a
compe ência. Assim sendo, pe ceciona-se o conhecimen o como um ecu so, de alo ansacioná el,
na medida em que coadju a nas alências dos indi íduos globais e in o mados, sendo que o desempenho
e a anço de um país p essupõe o conhecimen o da sua população, e, é, p ecisamen e, nesse sen ido
que “A educação é uma “a ma”, e uma pessoa com conhecimen o consegue aze ace a qualque
ad e sidade” (en e is ada 4)
Pese embo a, os bene ícios in ínsecos ao dou o amen o, que ao longo des e es udo o am
explanados, impo a ambém e e i algumas di iculdades a ele ine en e. Po quan o que, na a iá el
g au
de di iculdade a ul apassa os cons angimen os que pode encon a ao longo do dou o amen o,
a
escolha dos dou o andos ecaiu sob e a a iá el
empo en e amília e dou o amen o
, que ap esen a uma
média de 5,2%, o que signi ica que os dou o andos en en am uma di iculdade mode ada pa a supe a
esse cons angimen o.
Apesa de se uma di iculdade mode ada, impo a pe cebe que é um cons angimen o e como
al necessi a de a enção, na medida em que pode se melho ado. Os dou o andos na sua maio ia, como
já e e ido, abalham em empo comple o, o que po ezes di icul a a conciliação en e a ida amilia ,
o dou o amen o e o abalho. T aduzindo-se num exemplo da di iculdade, a en e is ada qua o, apon a
que: “pa a alguém que abalha, não é nada ácil. O abalho é mui o, e o empo é eduzido.”
O pe cu so dou o al é mui o soli á io, segundo os dou o andos en e is ados, pois, é, po eles
apon ada a al a de uma e e i a comunidade cien í ica, o que indica uma alha do dou o amen o em
Ciências da Educação. Segundo o en e is ado 2 “o dou o amen o é algo mui o indi idual e, a ce a
al u a, começa a se um abalho mui o soli á io. A opo unidade de discu i sob e o p oje o, sob e a
me odologia, o na-se ulc al pa a o melho amen o da ese”.
24
In o mação e i ada do websi e da Fundação pa a a Ciência e Tecnologia (FCT) - h ps://www. c .p /impac o-do- inanciamen o- c -nas-ca ei as-de-
in es igacao-em-po ugal/
74
Assim, o CIEd pode se uma en idade p eponde an e pa a co igi as lacunas que o dou o amen o
possui. Ao o e ece um ambien e colabo a i o, o Cen o de In es igação em Educação pode acili a a
in e ação en e dou o andos, p omo endo edes de apoio e oca de ideias.
Segundo os dados ob idos, as a i idades o ganizadas pelo Cen o êm um papel signi ica i o e 52
dou o andos e e em se impo an e as inicia i as p opo cionadas, in e essando ha e uma con ínua
disseminação e p odução das mesmas. (C . Apêndice 24)
Sendo o indi iduo um se em cons an e mu ação, impo a p opo ciona -lhe a i idades que sejam
uma mais- alia e que lhe ac escen em conhecimen o e e i o. Com is o, pe cebe-se a impo ância da
ins i uição CIEd pa a os dou o andos em Ciências da Educação.
O dou o amen o em Ciências da Educação é is o pelos dou o andos como sendo uma “á ea em
c escimen o e que, cada ez mais, ai endo a sua impo ância na sociedade.” (en e is ado 2).
A p esen e análise ge al de dados p ocu ou esponde aos obje i os ge ais e especí icos des e
es udo.
75
CONSIDERAÇÕES FINAIS
BALANÇO FINAL SOBRE O RELATÓRIO E A CONTRIBUIÇÃO DO ESTÁGIO
PARA O ENRIQUECIMENTO DO CONHECIMENTO PESSOAL
76
Conside ações Finais
A educação é comp eendida como caminho pa a a e olução do sujei o, de ido ao desen ol imen o
da sua au onomia, da esiliência e do conhecimen o.
Os es udos dou o ais e le em a ideia de p ocu a incessan e de conhecimen o e de quali icação
académica e p o issional. Nes a senda, pe spe i a-se os dou o andos como pa e undamen al pa a o
u u o de qualque país, dependendo o seu p og esso da p odução de conhecimen o cien í ico e da
cons an e c iação de alo . Vi emos num me cado global onde o conhecimen o é en endido como um
alo inegá el pa a a ingi al os ní eis de compe i i idade.
O p esen e Rela ó io de es ágio e sa sob e os Pe cu sos e T ansições dos Dou o andos em
Ciências da Educação. A in es igação con emplou como obje i os de es udo a in e p e ação das
mo i ações e expe a i as dos dou o andos, assim como o seu pe il e aje ó ia. O aumen o exponencial
de es udan es de dou o amen o em Po ugal, aliado à necessidade de in e p e a os seus pe cu sos,
ele am a impo ância des e es udo.
Nes e seguimen o, após a de inição dos obje i os e do público-al o, impo a a de ini o e e encial
eó ico, o pa adigma e o mé odo a se u ilizados. As opções me odológicas i e am como base de
undamen o, não só os obje i os da in es igação, mas ambém a lei u a e in e p e ação das bases de
dados o necidas pelo CIEd, associado à cons an e oca ideias e in o mações com a o ien ado a e
acompanhan e de es ágio. Pos o is o, de iniu-se u iliza o pa adigma quali a i o/in e p e a i o e o mé odo
es udo de caso, com ecu so ao inqué i o po ques ioná io, à en e is a semies u u ada e à análise
documen al. O inqué i o po ques ioná io, oi adminis ado aos dou o andos in eg ados no CIEd, sendo
que impo a e e i que o cen o con ém es udan es de Ciências da Educação e de Es udos da C iança,
pois o que de ine a in eg ação dos mesmos no cen o não é o dou o amen o que equen a, mas sim a
iliação ins i ucional do o ien ado . Assim sendo, ob i e am-se espos as dos dois dou o amen os, o que
oi undamen al pa a aça uma análise mais ge al numa p imei a ase. Pos e io men e, como oi
explanado, apenas se in e p e a am os dados ela i os aos dou o andos em Ciências da Educação.
O inqué i o passou po á ias ases, dado que a adesão ao mesmo não co espondia ao
inicialmen e espe ado. Dessa o ma, es abeleceu-se como p io idade a sua di ulgação, an o pelo CIEd,
quan o pelo mes ando, que ap o ei ou as Jo nadas Dou o ais em Ciências da Educação ealizadas nos
dias 11 e 12 de junho, pa a o na essa di ulgação e e i a e mais ampla. Ao longo des e es o ço conjun o,
o am ob idas 55 espos as álidas ao inqué i o, o que co esponde a 60% do o al de dou o andos. O
decu so das en e is as, po sua ez, oi mais linea . Os qua o en e is ados esponde am p on amen e
ao pedido e ao agendamen o das mesmas.
83
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85
Documen os
Regulamen o In e no do Cen o de In es igação em Educação
Bases de dados sob e os dou o ados e dou o andos do Cen o
86
APÊNDICES
87
Apêndice 1 – Guião da En e is a
Obje i os das En e is as aos Dou o andos em Ciências da Educação
• Comp eende o pe cu so académico e p o issional;
• Pe cebe as ansições e os desa ios en en ados ao longo da ca ei a;
• Iden i ica a ele ância e o impac o do dou o amen o em Ciências da Educação no
desen ol imen o p o issional;
• En ende as pe ceções sob e o apoio e as opo unidades o e ecidas pelo CIEd;
Tema das Ques ões
Ques ões
Ap esen ação e Au o ização
− Ap esen a o abalho desen ol ido
− Re e i os obje i os ge ais da en e is a
− Abo da a impo ância que o con ibu o do
en e is ado em pa a o p esen e Rela ó io de
Es ágio
− Pedi au o ização de g a ação da En e is a
Ag adece a colabo ação
Ca ac e ização
− Géne o
− Idade
− Nacionalidade
− Local de Residência –
− Qual é a á ea de dou o amen o?
Sob e o Dou o amen o em
Ciências da Educação
− Pode ala um pouco sob e a sua aje ó ia
acadêmica e p o issional an es de ing essa no
dou o amen o em Ciências da Educação?
− O que o(a) mo i ou a p ocu a o dou o amen o
em Ciências da Educação?
− Qual é pa a si a maio an agem na ealização
de um Dou o amen o?
88
− Como es á a se a sua expe iência no
dou o amen o?
− Pode desc e e os p incipais desa ios e
conquis as?
− Que ipo de apoio (acadêmico, inancei o,
emocional) ecebeu du an e o dou o amen o?
Como isso impac ou a sua jo nada?
− Pode e e i algumas das compe ências
ine en es ao dou o amen o que possam ajuda
na ansição do dou o ando pa a o me cado de
abalho?
− Há alguma melho ia que acha que pudesse
ans o ma posi i amen e o dou o amen o?
− Como a alia as opo unidades de emp ego
pa a os dou o andos em Ciências da
Educação? Ac edi a que o dou o amen o seja
uma mais- alia conside á el pa a as
o ganizações?
− Quais são os seus obje i os após a conclusão
do dou o amen o?
− Que conselhos da ia pa a alguém que es á a
pensa ing essa no dou o amen o em Ciências
da Educação?
−
CIEd - En idade Acolhedo a
− Acha pe inen e a implemen ação con inua
de a i idades po pa e do CIEd?
− O acolhimen o ei o po pa e do IE e CIEd
é uma mais- alia pa a ocês dou o andos?
Po quê?

89
Apêndice 2 - T ansc ição da en e is a com o dou o ando 1
En e is ado – O meu p oje o de ela ó io de es ágio abo da os Pe cu sos e T ansições dos diplomados
enquad ados no CIEd: o caso dos Dou o andos em Ciências da Educação. Nes e sen ido, a p imei a
ques ão elaciona-se com a aje ó ia e o pe cu so que desempenhas e a é chega es ao dou o amen o
em Ciências da Educação. Quando alo em pe cu so, e i o-me an o ao ní el académico como
p o issional.
En e is ado 1 – Mui o bem! O meu pe cu so, a endendo à minha idade, é ela i amen e cu o,
po an o, a minha aje ó ia académica deu-se sob e udo com a en ada na Licencia u a em Educação,
em 2017, aqui na Uni e sidade do Minho. Realizei a Licencia u a, pelo meio ui endo algumas
expe iências académicas, es udan is, associa i as, do pon o de is a da ges ão de núcleo, in eg ei
ambém g upos de abalho e ambém ui en ando apos a um bocadinho naquilo que e a a in es igação.
Em 2020, e minei a Licencia u a e ui aze o Mes ado. O Mes ado não o iz na Uni e sidade do Minho,
po an o, p ocu ei ou a possibilidade e iz no Poli écnico do Po o. Quando e minei o Mes ado, ol ei
pa a a Uni e sidade do Minho e, aí sim, in eg ei o dou o amen o em 2022. Posso en ão esponde que
a minha aje ó ia académica se de ine po se ela i amen e es á el.
A ní el p o issional, nunca i e assim g andes expe iências ele an es po que oi um pe íodo de ansição
semp e mui o sequencial e, en ão, não deu pa a in e cala .
En e is ado – Consegues explica o po quê de p ocu a es ou a ins i uição pa a e e ua es o
Mes ado? Ou o ipo de ensino?
En e is ado 1– É um bocadinho po aí! Na minha pe spe i a, o que depois pode ma ca o es udan e
ou um académico em mui o a e com a expe iência que az o a, e eu inha algumas ideias de que, se
icasse semp e na mesma ins i uição, podia co e o isco de pe de essa isão de ino ação, po que
acaba a po não conhece no os mé odos pedagógicos, no as abo dagens, no os p o esso es. A minha
p ocu a de eu-se sob e udo a p ocu a ins i uições que i essem a o e a o ma i a que eu p ocu a a
ealmen e, que e a a ges ão das o ganizações no e cei o se o , e ambém po pode expe iencia no os
mé odos pedagógicos.
No undo, le a pa a a ins i uição pa a onde ui aquilo que inha ap endido na Uni e sidade do Minho,
mas ambém es a disponí el pa a ap ende . Acho que, se i esse que epe i o pe cu so, ce amen e
a ia da mesma o ma po que acho que oi, sem dú ida, uma mais- alia.
90
En e is ado – A ua ida pa a o Poli écnico do Po o é já com uma pe spe i a de ol a es pa a a
Uni e sidade do Minho pa a in eg a es o dou o amen o, ou oi algo que apa eceu depois com o
desen ola do Mes ado?
En e is ado 1 – O dou o amen o é algo que su ge depois, po an o nunca na minha ida imaginei que
quando i ia aze o mes ado osse depois aze o dou o amen o, embo a i esse essa p e ensão azê-lo
em algum momen o da ida nunca pensei que osse nes e iming.
Na ase inal do mes ado, su giu essa possibilidade e, p on o aga ei a opo unidade jun amen o
com as minhas o ien ado as, e oi po mãos a ob a.
En e is ado - O que é que ealmen e e mo i ou a ing essa no dou o amen o em Ciências da
Educação ?
En e is ado 1– A Educação, sendo a minha o mação de base, é uma á ea que eu admi o e gos o, e,
desde aí, jus i ica-se a minha escolha, digamos, cien í ica. De seguida, po que é uma á ea na qual eu
ealmen e ambiciono abalha .
O dou o amen o su ge quando há alguma pe spe i a de segui a ca ei a académica; po an o, não há
ou a o ma de a aze sem se com o dou o amen o. Gos o ambém de algumas ques ões de
in es igação, e a ese de mes ado ambém me en usiasmou. Po an o, essa ques ão de in es igação e
de p oblema iza as ques ões o am uma g ande mo i ação pa a ing essa no dou o amen o. Foi,
sob e udo, isso que me en usiasmou. Po um lado, Ciências da Educação é uma á ea que gos o e onde
que o abalha ; po ou o lado, há essa isão da ca ei a académica que logicamen e em que e o
dou o amen o en ol ido, a é do pon o de is a da ma u idade académica.
En e is ado – Mui o bem! Na ua opinião, qual é a maio an agem do dou o amen o? Ou seja,
enume a algumas an agens pessoais e p o issionais que o dou o amen o e possa aze . En e is ado
1 – Responde a es a pe gun a, nes e momen o, pode não se ácil po que ainda não enho o
dou o amen o; no en an o, ac edi o que possam su gi algumas an agens que, nes e momen o, não são
econhecidas p ecisamen e po ainda não e e minado es e p ocesso.
En e is ado – Po exemplo, o dou o amen o é um abalho au ónomo. Ac edi as que e possa da
e amen as pa a que consigas ap imo a pon os como a disciplina, a esiliência, e ou as ca ac e ís icas?
Ou seja, a é es e momen o, que an agens consegues enume a ?
En e is ado 1– O dou o amen o, de ac o, é um abalho mui o p óp io, como u sabes pela
p oximidade que ens com esses es udan es; é um abalho mui o au ónomo, na medida da cons ução
91
da ese em si. Logicamen e, ais endo in e ações com os eus o ien ado es e com ou os colegas que
ambém es ejam na mesma si uação. Ab e- e, aqui ambém, uma sé ie de possibilidades, como a
pa icipação em e en os cien í icos, que ambém são e en os que, de ce a o ma, con ibuem pa a o
c escimen o. Ago a, eu di ia que, como aspe o p incipal, é esse c escimen o cien í ico; é um passo que
u dás na ua ca ei a enquan o es udan e e que u amadu eces e ap endes a aze in es igação de o ma
au ónoma. Aliás, o im de linha do dou o amen o é p ecisamen e esse: u sais do dou o amen o, e o
expec á el é que sejas capaz de ealiza uma in es igação au ónoma. Es es pon os, ob iamen e, azem-
e c esce . Cla o que o abalho au ónomo em os seus p ós e con as: em alguns momen os, o na-se
soli á io, mas o abalho de uma ese exige isso mesmo; nou as al u as, é bom, po que o abalho
dou o al é ei o num momen o p óp io, no momen o em que u dedicas 3 ou 4 anos sob e a pe spe i a
de e es empo pa a amadu ece os eus abalhos e u p óp io c esce es pessoalmen e. Também e
posso menciona ou as compe ências que se ão ganhando, como ap ende a abalha com p og amas
de es a ís ica e e es sensibilidade me odológica.
En e is ado - O melho amen o da p óp ia esc i a?
En e is ado 1– Exa amen e! Esse é um pon o que ais melho ando subs ancialmen e du an e a
esc i a da ese, ou seja, udo o que mencionei são aspe os que demons am a impo ância do
dou o amen o.
En e is ado – Se i esses de aze um esumo do dou o amen o a é ago a, como desc e e ias a
expe iência? As uas expec a i as o am co espondidas?
En e is ado 1– Es ando exa amen e a meio do pe íodo o mal, eu di ia que o balanço é posi i o. É
di ícil quan i ica e quali ica mais do que is o po que, en im, is o é um p ocesso complexo, cheio de
oscilações. Mas sim, es á a i ao encon o das expec a i as. Logicamen e, há si uações que não o am
ao encon o das expec a i as, mas, en im, o dou o amen o, como udo na ida, em essas
i egula idades. Aliás, semp e que enho opo unidade de ala com pessoas que que em en e eda po
es a á ea, eu ecomendo e digo semp e que enham, po que ale a pena. Resumindo, o balanço é
bas an e posi i o.
En e is ado - Quais conside as se os p incipais desa ios?
En e is ado 1 – Os p incipais desa ios são, sob e udo, man e o oco e a disciplina, po que,
epescando o que já oi di o, é um abalho au ónomo, e essas compe ências são undamen ais po que
há mui os es ímulos, há mui as coisas pa a aze . Eu enho p ocu ado, du an e o meu p ocesso, não me
en ol e só no dou o amen o em si, ou seja, não me desliga das es an es a i idades académicas, e, a
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ce a al u a, é um desa io consegui , digamos assim, um equilíb io nes e apézio de co esponde àquilo
que são as exigências no mais do dou o amen o: e oco na lei u a, na esc i a, na análise. De ou o
pon o de is a, não pe de de is a a dimensão social, de apa ece , de es a com as pessoas, de ecebe
eedback. Resumindo, consigo pe cebe que, sem dú ida, o g ande desa io é a disciplina.
En e is ado – Quais são, pa a i, as p incipais conquis as ao longo do dou o amen o?
En e is ado 1 – As conquis as elacionam-se mui o com aquilo que nós de inimos como me as. Ao
longo dos anos, ui conquis ando alguns obje i os. Acabas po pe cebe que as pequenas i ó ias, aos
olhos dos ou os, são, pa a i, g andes ei os. Posso e e i como conquis as coisas como se acei e um
esumo pa a i a um cong esso, a espos a à publicação de um a igo, o cump imen o de uma da a pa a
en ega de alguma pa e da ese. Po an o, is o são udo conquis as que eu p ocu o que me aleg em e,
de ce a o ma, si am de mo i ação pa a con inua .
En e is ado – Mui o bem! Ac edi as que es ás na ase ideal pa a equen a o dou o amen o? Digo
is o po que és jo em e conseguis e ob e uma bolsa da FCT. Achas que es es dois aspe os in luenciam
a ua dedicação ao dou o amen o?
En e is ado 1 – É di ícil esponde po que es a é a ase onde eu es ou, e o na-se di ícil ob e ou a
pe spe i a. No en an o, ac edi o que es a a aze o dou o amen o nes a idade em os seus p ós e con as.
Logicamen e, e es a ques ão é indiscu í el, o ac o de e a bolsa pe mi e-me dedica exclusi amen e ao
dou o amen o, e isso az, com ce eza, oda a di e ença. O e ece-me mais empo e desma ca-me de
ou os comp omissos labo ais. O abalho de dou o amen o é um abalho que exige empo, e eu, na
pa ilha com alguns colegas, pe cebo a di iculdade que é, pa a alguns pa es, concilia es e es udo
in ensi o com o abalho labo al e com o abalho domés ico. Resumindo, consigo pe cebe o p i ilégio
que enho em consegui dedica -me a ull- ime ao dou o amen o, e é, logicamen e, algo que ag adeço e
econheço como uma opo unidade e uma mais- alia.
A pa e inicial da ques ão, eu pe cebo a p emissa. Eu sou no o, e is o aca e a an agens e des an agens.
Aquilo que eu econheço como des an agem é a al a de expe iência acumulada no me cado de abalho.
Rela i amen e à an agem, se udo co e bem, ou dou o a -me mui o cedo, o que acaba po se
posi i o, po que es a ase da ida acaba po ica já esol ida.
En e is ado – Na pe gun a an e io , ques ionei sob e a impo ância do apoio inancei o. No en an o,
a eu e , achas que o apoio emocional é ão ou mais impo an e?
99
En e is ado 2 – Sim! Eu semp e busquei conhecimen o ao longo da minha ida. Como expliquei, o
que ealmen e me ez in e ompe os es udos oi a al a de apoio inancei o. O dou o amen o semp e oi
um obje i o, an o a ní el pessoal, po que, pa a mim, oi a conc e ização de um sonho, quan o na ques ão
p o issional, pois se ia uma g ande ajuda.
En e is ado – Quando alas da ques ão p o issional, a que e e e es?
En e is ado 2 – À p og essão na ca ei a e, consequen emen e, à pa e emune a ó ia. Con udo,
como e e i, a maio mo i ação semp e oi a conc e ização pessoal acima de qualque ou a. A busca
pelo conhecimen o semp e oi algo que me ascinou.
En e is ado – Na ua opinião, qual é a g ande an agem que o dou o amen o pode aze pa a a ua
ida?
En e is ado 2 – Além do conhecimen o, ac edi o que a ede de amizades seja uma das g andes
an agens. O abalho de ne wo king que o dou o amen o e pe mi e é uma mais- alia pa a o u u o. Já
pa icipei em ês cong essos, nos quais i e a opo unidade de oca conhecimen o com di e en es
pa icipan es, além de o alece a minha ede de con ac os.
En e is ado – Rela i amen e ao ensino, hou e algo que, a eu e , osse mui o di e en e en e o B asil
e Po ugal?
En e is ado 2 – O ní el de exigência é o mesmo, não no ei g ande di e ença.
En e is ado – Como desc e es a ua expe iência a é ao momen o no dou o amen o?
En e is ado 2 – A expe iência es á a se boa, cla o que enho momen os bons, ou os menos bons,
mas az pa e. Eu sou uma pessoa que exige mui o de mim; já i e dep essão, ans o no de ansiedade,
en ão esse abalho das emoções é algo que p eciso de ape eiçoa . O ac o de o meu dou o amen o se
u o ial ambém não ajuda, pois o na-se soli á io e acabo po e um abalho mui o só. No en an o,
como es ou a aze algo que gos o e semp e sonhei, o ní el de supe ação es á semp e a i ado.
En e is ado – En endo pe ei amen e que o ac o de es a es em algo que semp e sonhas e e ajude
a supe a os desa ios que ad êm do dou o amen o. Sen es que o ac o de e es ganho a bolsa da FCT
in luencia o eu pe cu so no Dou o amen o em Ciências da Educação?
En e is ado 2 – Cla o que sim! Quando es a a a abalha como sec e á io dou o al, eu não dispunha
de empo, ou seja, ia se mui o di ícil concilia o dou o amen o com o abalho. A minha dedicação nes e
momen o é o al com o dou o amen o. Nes e momen o sin o que me dedico única e exclusi amen e ao

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p ocesso de pesquisa. Eu enho uma o ina de abalho, enho odos os dias pa a a uni e sidade po que
é uma o ma de me mo i a , algo que sem a bolsa se ia comple amen e impossí el.
En e is ado – Rela i amen e às conquis as, alamos que o dou o amen o e a um obje i o. No en an o,
que ou a conquis a consegues enume a ?
En e is ado 2 – A bolsa da FCT oi uma eno me conquis a, po que desde que cheguei a Po ugal
semp e me disse am que e a mui o di ícil, a é quase impossí el, e ê-la conquis ado oi, pa a mim, uma
eno me aleg ia e demons ação de que ealmen e sou capaz.
En e is ado – Quais são, pa a i, as compe ências que o Dou o amen o em Ciências da Educação e
ansmi e e que sejam impo an es pa a o me cado de abalho?
En e is ado 2 – O ac o de publica es abalhos é algo que e dá disciplina e igo , compe ências
impo an es no me cado de abalho. A possibilidade de ap esen a es abalhos em público az com que
ac edi es mais em i e e ansmi e uma sensação de con iança ex a, além da au onomia e da p ocu a
cons an e pelo conhecimen o. Julgo que es as compe ências são ex emamen e alo izadas no me cado
de abalho.
En e is ado – Como a alias as opo unidades de abalho pa a os dou o andos em Ciências da
Educação?
En e is ado 2 – No mundo emp esa ial, sin o que as emp esas não es ão p epa adas pa a ecebe
esses dou o andos. A meu e , g ande pa e dos dou o andos acaba po se abso ida pela academia.
En e is ado – No en an o, ac edi as que o dou o ando se ia uma mais- alia pa a o mundo
emp esa ial?
En e is ado 2 – Cla o que sim! Dependendo do amo da o ganização, um dou o ando em Ciências
da Educação pode e em compe ências su icien es pa a se uma mais- alia. No meu caso, como o meu
dou o amen o es á elacionado com polí icas educa i as, ac edi o que essa e en e seja undamen al
nas emp esas. Fala-se cons an emen e em assédio mo al e discu sos de ódio, maio i a iamen e nas
g andes emp esas, aspe os que um dou o ando com es a especialização pode ia abalha .
En e is ado – Na ua opinião, há alguma melho ia que pudesse se implemen ada no Dou o amen o
em Ciências da Educação?
En e is ado 2 – Sin o al a dos g upos de pesquisa. Falo is o po que, no mes ado, pa icipei em
g upos de pesquisa e pe cebi a impo ância que eles aca e am pa a o desen ol imen o do p oje o. Além
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do p óp io desen ol imen o, como e e i, os g upos ajudam na ques ão da solidão an e io men e
mencionada. O dou o amen o é algo mui o indi idual e, a ce a al u a, começa a se um abalho mui o
soli á io. A opo unidade de discu i sob e o p oje o, sob e a me odologia, o na-se ulc al pa a o
melho amen o da ese.
En e is ado – As a i idades implemen adas pelo CIEd são impo an es pa a o dou o ando?
En e is ado 2 – A meu e , é algo mui o impo an e. As a i idades implemen adas são das poucas
opo unidades que emos pa a colma a a al a de g upos de pesquisa, pois, nesses momen os, podemos
oca ideias com os demais pa es. Nas Jo nadas Dou o ais, i e a opo unidade de ap esen a o meu
p oje o, algo magní ico, pois ecebi eedback de ou as pessoas sob e o mesmo.
En e is ado – E em elação ao acolhimen o ei o pelo Cen o de In es igação em Educação?
En e is ado 2 – Na minha expe iência, posso dize que me sen i acolhido, con udo, há a possibilidade
de melho a algumas coisas. Po exemplo, quando eu e a sec e á io dou o al, a cada edição, nós
azíamos uma “welcome session” com odos os dou o andos. O di e o do cu so ecebia odas as pessoas
e azia uma ap esen ação an o do cu so quan o da uni e sidade, ou seja, e a c iado um ambien e
acolhedo . A meu e , é algo que pode se implemen ado, is o que há uma di e sidade cul u al en e
os p óp ios alunos de dou o amen o. C ia esses momen os de pa ilha é um passo impo an e pa a a
in eg ação dos mesmos.
En e is ado – Conco do plenamen e e ejo a impo ância desse acolhimen o. Quais são, pa a i, os
eus maio es obje i os após a conclusão do dou o amen o?
En e is ado 2 – É complicado esponde . A minha amília az uma p essão pa a eu ol a pa a o
B asil, e julgo que seja no mal. No en an o, se su gi uma p opos a aqui na Uni e sidade do Minho ou
em ou a aculdade, eu ico. Ou seja, udo depende das p opos as.
En e is ado – Que conselho da ias a alguém que quei a ing essa no Dou o amen o em Ciências da
Educação?
En e is ado 2 – Que enham. No início, ão su a , mas é algo a que, com o empo, se ão adap ando.
Ac edi o que seja uma á ea em c escimen o e que, cada ez mais, ai endo a sua impo ância na
sociedade.
En e is ado – Como úl ima pe gun a, ac edi as que seja bené ico segui es udos a é ao
dou o amen o?
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En e is ado 2 – Eu digo que ale a pena segui es udos a é ao dou o amen o. O meu pai ques iona o
ac o de eu ainda es a a es uda e diz que é mui o empo. No en an o, es e é o meu sonho e sin o que
seja o meu p opósi o de ida.
En e is ado – Mui o ob igado pela opo unidade de e pode en e is a . Foi mui o ú il.
103
Apêndice 4 - T ansc ição da en e is a com o dou o ando 3
En e is ado - Que o, desde já, ag adece po e es acei ado a possibilidade de conhece um pouco
mais sob e o eu pe cu so a é ao Dou o amen o em Ciências da Educação. Con ex ualizando, a en e is a
enquad a-se no meu ela ó io de es ágio, denominado
Pe cu sos e T ansições dos diplomados
enquad ados no CIEd: o caso dos dou o ados em Ciências da Educação
, e em como obje i o euni um
conjun o de dados que possa ap imo a a minha pesquisa sob e os dou o andos. Nes e sen ido, e como
p imei a pe gun a, gos a a que alasses sob e o eu pe cu so a é ao Dou o amen o.
En e is ado 3 – A minha aje ó ia académica começou em Angola, onde i ei a o mação inicial de
p o esso es. A o mação inicial de p o esso es em Angola pode se ealizada an o ao ní el do ensino
médio como supe io , sendo a minha ealizada no ensino médio. Após e e minado o ensino médio,
en ei na licencia u a em Ensino da Pedagogia no Ins i u o Supe io de Ciências da Educação (ISCED).
Pos e io men e, ing essei no mes ado em me odologia de ensino p imá io, com especialização em
me odologia de ensino da língua po uguesa. O mes ado oi uma pa ce ia en e a Uni e sidade de
Benguela e a Uni e sidade do Minho, mais conc e amen e o Ins i u o de Educação. Te minado o
mes ado, su giu a opo unidade de ing essa no Dou o amen o na Uni e sidade do Minho. Como já
conhecia a uni e sidade e alguns p o esso es, oi uma decisão ela i amen e ácil de se omada.
En e is ado – Mui o bem! O que e le ou a ing essa no Dou o amen o em Ciências da Educação?
Foi o ac o de já e es uma o mação inicial ligada à Educação, ou algo ligado à p og essão na ca ei a?
En e is ado 3- Eu di ia que são inúme as as mo i ações, não consigo elenca o que me le ou mais
ou menos a ing essa . No en an o, posso e e i algumas mo i ações. Que o desde já e e i que a escolha
da Uni e sidade do Minho pa a ing essa no dou o amen o p endeu-se com o ac o de se uma ins i uição
que eu já conhecia do mes ado o que o nou a decisão mais ácil. Rela i amen e às mo i ações, a
a ibuição de uma bolsa po pa e do go e no de Angola, a a és do Ins i u o Nacional de Ges ão de
Bolsas de Es udo (INAGBE), oi undamen al pa a a minha escolha. No en an o, mais do que essa
opo unidade, ac edi o que a g ande mo i ação se p endeu com o ac o de e a opo unidade de c esce
do pon o de is a académico e cien í ico, ap o unda um pouco mais na minha á ea de especialização e
melho a -me enquan o in es igado . Di ia que um ou o a o que in luenciou a minha escolha oi a
p og essão na ca ei a, po que exe ço a p o issão de docen e já desde a Licencia u a, e como bem se
sabe, o Dou o amen o é impo an e pa a a ingi ou os pa ama es.
En e is ado – Quão impac an e é a Bolsa de Es udo na ua jo nada Dou o al?
104
En e is ado 3 - A bolsa oi, e es á a se , sem dú ida, uma ala anca ulc al pa a a minha p og essão
a é ao Dou o amen o. Nes e momen o, i e-se em Angola um p oblema com a in lação, ou seja, não me
ia com capacidade inancei a su icien e pa a aze ace às despesas. Logo aí, a a ibuição da bolsa
impac ou posi i amen e a minha ida. No en an o, ac edi o que, caso não i esse essa opo unidade,
pudesse na mesma ing essa no Dou o amen o, mas não nes e momen o da ida.
En e is ado – Qual é, na ua opinião, a maio an agem que es á ine en e ao Dou o amen o?
En e is ado 3– A depende das ambições pessoais, a melho coisa que o Dou o amen o az connosco
é da -nos a possibilidade de c esce . Do pon o de is a do conhecimen o, coloca-nos na posição de
au o idade cien í ica de um de e minado assun o. Es a, sem dú ida, é uma das maio es an agens que
ad ém da ealização do Dou o amen o.
En e is ado - Mui o bem! Sen es que uma das des an agens seja a al a de pa ilha en e os
dou o andos? Pe gun o is o po que os e uma das pessoas a oca nes e assun o nas Jo nadas Dou o ais.
En e is ado 3 - Numa al u a em que alamos mui o da democ a icidade do ensino e da pa ilha do
conhecimen o, o na-se impo an e c ia g upos de pa ilha, pa a não se uma jo nada de pu o
con inamen o, onde nos ocamos única e exclusi amen e na nossa ese dou o al. O p og ama dou o al
é ainda mui o adicional, não pe mi indo, po exemplo, a possibilidade de aze um dou o amen o em
g upo, onde a pa ilha de conhecimen o pode igualmen e aze bene ícios, an o ou mais do que algo
mui o indi idualizado. Posso ambém e e i que es a “solidão” não a o ece o lado emocional, pois não
pe mi e o es abelecimen o de elações en e os pa es.
En e is ado – Nes e sen ido, sen es que o CIEd pode e um papel p eponde an e na c iação de
a i idades que pe mi am a pa ilha de conhecimen o?
En e is ado 3 – Sim, ob iamen e que sim. Sendo o CIEd o cen o que ecebe o dou o ando, há a
necessidade de c ia essas edes de pa ilha. Falando um pouco da minha expe iência enquan o
dou o ando, du an e es e pe íodo dou o al eu conheci mui o poucos es udan es da minha especialidade,
e os que conheci oi po me a casualidade. Nes e sen ido, sin o que o CIEd pode ia ajuda a c ia esses
g upos de pa ilha, a a és do desen ol imen o de a i idades conjun as. Na medida em que o Cen o de
In es igação em acesso à especialidade de cada dou o ando, pode ia pe ei amen e jun á-los pa a que
hou esse uma oca de bibliog a ia e conhecimen o. Ce amen e, ica íamos odos a ganha .
En e is ado – E o acolhimen o ei o pelo CIEd? Sen es que ealmen e esse acolhimen o acon ece?

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En e is ado 3 - Sendo since o, não. Pa a os es udan es de dou o amen o, esse acolhimen o, a meu
e , é inexis en e. A meu e , não é isí el a p esença de a i idades ol adas pa a o acolhimen o dos
dou o andos, e se ealmen e é e e i o esse acolhimen o, eu não enho nem i e conhecimen o de al
a i idade. Que o e e i , po que acho que é impo an e, que, quando alo em acolhimen o, alo ao ní el
da ins i uição como da p óp ia cidade que nos ecebe. No en an o, gos a ia de isa que comp eendo o
ac o de esse acolhimen o não acon ece , po que, pa a o dou o amen o, o público-al o é um pouco mais
adul o.
En e is ado – E e i amen e, esse acolhimen o exis e. Todos os anos, em ou ub o, maio e junho,
acon ece o acolhimen o e in eg ação dos dou o andos po pa e do CIEd. No en an o, comp eendo a
ques ão de di ulgação do p óp io acolhimen o, que de a se melho ada. Ou a ques ão: a é ao momen o,
como em sido a ua expe iência no dou o amen o em Ciências da Educação?
En e is ado 3 – Eu digo que a minha expe iência a é ago a es á a se posi i a. A ní el académico,
es á a se , sem dú ida, um pe íodo p o ei oso. Consegui i a bom p o ei o das a i idades
expe ienciadas, pois en iquece am mui o a minha o mação. Sendo o meu dou o amen o com cu so,
ac edi o que enha sido uma mais- alia, pois ajudou-me a ele a o meu ní el de conhecimen o. No
en an o, ac edi o que haja semp e algo a melho a .
En e is ado – Pegando um pouco nes a ua úl ima ase: a eu e , há alguma melho ia que pudesse
se implemen ada no dou o amen o?
En e is ado 3 – Como e e i, há semp e coisas a melho a . Na minha opinião, a á ea pedagógica
pode ia se e is a. Há disciplinas que são impo an es, con udo, a o ma como são lecionadas não
pe mi e cons ui conhecimen o de o ma signi ica i a. Eu inha uma disciplina,
Temas A ançados em
Me odologias de In es igação Cien í ica
, onde ínhamos apenas 1 semes e, com aulas uma ez po
semana, no qual ha ia bas an e in o mação pa a abalha mos nes e cu o pe íodo. Quando não se em
conhecimen o mínimo das ma é ias abo dadas, o na-se di ícil. Logo, a ques ão pedagógica é algo a se
e is o.
A á ea social ambém é uma ques ão que me ece a enção. Falo do acompanhamen o dos dou o andos,
a meu e , é algo que p ecisa se e is o e melho ado. Exis e a necessidade de ha e um maio
moni o amen o e apoio aos dou o andos. Sendo o dou o amen o em Ciências da Educação equen ado
po uma signi ica i a comunidade de es udan es es angei os, a p oximidade o na-se ulc al pa a a sua
in eg ação. Ou seja, o na-se impo an e ajuda a minimiza o impac o dessa mudança.
106
En e is ado – Mui o ú il a ua obse ação. Conside as que o dou o amen o e ansmi e compe ências
impo an es pa a o me cado de abalho?
En e is ado 3 – Sem dú ida. Exis em compe ências essenciais que são cons uídas pa a ajuda na
ansição do dou o ando pa a o me cado de abalho. Po exemplo, a ques ão do "sabe aze ", que é
alo izado no pe íodo dou o al, é algo ulc al pa a o me cado de abalho. O dou o amen o é um pe íodo
não só pa a aze c esce do pon o de is a académico, mas ambém do pon o de is a da capacidade
de esol e p oblemas. Obse amos que o me cado de abalho é cada ez mais exigen e e eque
pessoas cada ez mais capaci adas. Logo, exis e a necessidade de con a a um p o issional com
compe ências ap imo adas, algo que o dou o ando ce amen e em, is o que passa po um p ocesso
o ma i o exigen e em odos os ní eis in elec uais.
En e is ado – Na ua pe spe i a, po que é que g ande pa e dos dou o andos abalha na academia
e apenas uma mino ia nas emp esas? Isso é algo que acon ece ambém em Angola?
En e is ado 3 – As emp esas p ecisam de abalhado es quali icados? Sim. No en an o, as emp esas
que em um p o issional pelo qual não ão e de paga mui o dinhei o. Quando e li o nes e assun o,
pe cebo que é mui o mais ba a o paga a um écnico supe io com licencia u a do que paga a uma
pessoa com dou o amen o. Ou a das ques ões p ende-se com a o ganização das emp esas. Julgo que
es amos num pe íodo onde o empo é p ecioso e as emp esas não conseguem da empo aos dou o ados
pa a implemen a em de e minada ideia. Con udo, sin o que, po ezes, a espos a é mais simples do
que pa ece, e simplesmen e as emp esas não en endem o bene ício de e pessoas com o g au de
dou o amen o. O dou o ado é uma mais- alia, desde que a emp esa es eja p epa ada e disponibilize
ecu sos pa a que es e seja, de a o, uma mais- alia.
En e is ado – A meu e , ocas e nos pon os p incipais do po quê de as emp esas não apos a em
nos dou o ados. Que conselho da ias a alguém que que ing essa no dou o amen o em Ciências da
Educação?
En e is ado 3 - P imei o, e consciência de que ealmen e é isso que que . Depois, es a dispos o a
aze algo que, apa en emen e, não ale a pena. Te , acima de udo, o ça de on ade e ac edi a que
udo ai co e bem.
En e is ado – Como é que obse as o me cado de abalho pa a os dou o andos em Ciências da
Educação?
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En e is ado 3 - Ac edi o que haja opo unidades. No en an o, quase semp e as mesmas. A Educação
é uma á ea adicional e com g ande impo ância, aliás, é a base de qualque se humano. O a, sendo
es a uma á ea p eponde an e pa a a o mação da pessoa enquan o se , ha e á semp e opo unidades.
Sin o que há a necessidade de ein en a as opo unidades de me cado de abalho, e isso compe e a
nós, dou o andos e u u os dou o ados.
En e is ado - Conco do plenamen e! Rela i amen e à minha úl ima ques ão, quais são os eus
obje i os quando e mina es o dou o amen o?
En e is ado 3 - Boa pe gun a! A minha p io idade é e mina o dou o amen o e aze uma ese com a
qual me possa o gulha e pensa que ealmen e aleu a pena. Que o o na ele an e a minha pesquisa
a ní el nacional e in e nacional. Julgo que, depois, i ão su gi opo unidades que me ealizem, mas,
acima de udo, nes e momen o, o é mino é o mais impo an e.
En e is ado – Mui o bem! Que o ag adece pela opo unidade de conhece melho o eu pe cu so.
Foi, sem dú ida, uma mais- alia pa a o meu ela ó io de es ágio.
En e is ado 3 - Que o ambém ag adece pelo con i e e pela opo unidade de ajuda no eu ela ó io
de es ágio. Espe o e sido ú il pa a es e eu abalho. Ob igado.
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Apêndice 5 - T ansc ição da en e is a com a dou o anda 4
En e is ado - Olá! Desde já, ag adeço pela p on idão da ua espos a em elação à en e is a e pela
opo unidade de sabe um pouco mais sob e o eu pe cu so a é chega es ao Dou o amen o. O meu
p oje o em como ema os "Pe cu sos e T ansições dos Diplomados Enquad ados no CIEd: o Caso dos
Dou o ados em Ciências da Educação." Nesse sen ido, gos a ia que alasses um pouco da ua aje ó ia
a é ao Dou o amen o em Ciências da Educação.
En e is ada 4 – Mui o bem! Ti ei a minha licencia u a em geog a ia, no amo da o mação
educacional, nos inais da década de 90. En e an o, como naquela al u a os mes ados ainda não
es a am in eg ados no p ocesso de Bolonha e e a mui o a o alguém e um mes ado, decidi começa
a abalha . No en an o, como gos o imenso de es uda , decidi ol a à uni e sidade no ano de 2010
pa a equen a o mes ado de pa imónio geológico e geoconse ação. Te minei o mes ado e sen i-me
ealizada, con udo, como o meu gos o pela uni e sidade e pelo sabe é ão g ande, ol ei a insc e e -me,
o ano passado, nou o mes ado em o ganização escola . Como e e i, eu já inha mes ado e, em e mos
de p o issão, e ou o não e a uma mais- alia. Nes e sen ido, acabei po aze o p imei o ano e depois
ansi a pa a um dou o amen o u o ial, is o que sou docen e. Es a é, sem dú ida, a modalidade que
me pe mi e concilia as duas coisas.
En e is ado - Vejo que ocou na pe gun a que ia aze a segui , que se p ende com as mo i ações de
i pa a o Dou o amen o, mas já pe cebi que oi exclusi amen e pelo conhecimen o, co e o?
En e is ada 4 - Since amen e, na minha p o issão como docen e, o ac o de e dou o amen o não é
assim ão compensa ó io. Bene icia, po exemplo, a subida de escalão, que, em ez de es a 4 anos,
es ou apenas dois. Con udo, não é o pon o mais a a i o, po que o que nós gas amos no dou o amen o
é um alo imenso, que julgo que, a é ao inal da minha ca ei a, não sei se o ou consegui ecupe a .
O que ealmen e me le ou a ing essa no dou o amen o oi o conhecimen o. Eu gos o de sabe mais, de
es a semp e a ualizada, e nada melho que a uni e sidade.
En e is ado – Se es i esse nou a ase da sua ida, e ecuasse a é à época da licencia u a, ac edi a
que o dou o amen o pudesse aca e a ou o ipo de bene ícios que não só o conhecimen o?
En e is ada 4 – Quando iz o mes ado, hou e uma al e ação nos escalões. Eu bene iciei 1 ano,
enquan o ou as colegas minhas bene icia am 4 anos. Julgo que aí sim, compensa a, po que quem
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Apêndice 11 – Ca gos Uni e si á ios a Exe ce
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Apêndice 12 – Regime de T abalho
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Apêndice 13 – Si uação de Emp ego A ual
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
75%
25%
Regime de T abalho
Tempo Comple o
Tempo Pa cial
87,3%
1,8% 10,9
0
20
40
60
80
100
Emp egado Desemp egado Ina i o
Po cen agem
Si uação de emp ego a ual

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Apêndice 14 – Van agem no Me cado de T abalho
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Apêndice 15 – Conhecimen o PIFA
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Apêndice 16 – Géne o dos Dou o andos em Ciências da Educação
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Apêndice 17 – Idade dos Dou o andos em Ciências da Educação
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
52,8%
47,2%
40
45
50
55
Sim Não
Po cen agem
Tem conhecimen o do P og ama de
In eg ação e Fo mação A ançada
disponibilizado exclusi amen e pelo CIEd
pa a os Dou o andos e In es igado es?
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Apêndice 18 – Nacionalidade dos Dou o andos em Ciências da Educação
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Apêndice 19 –Residência dos Dou o andos em Ciências da Educação
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Apêndice 20 – Dependen es a seu ca go (Ciências da Educação)
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Apêndice 21 – Modalidade de Dou o amen o (Ciências da Educação)
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
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Apêndice 22 – Tipologia de Financiamen o (Ciências da Educação)
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Apêndice 23 – P o issão (Ciências da Educação)
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
Apêndice 24 – Inicia i as CIEd
Fon e: Resul ados dos Inqué i os po ques ioná io adminis ados aos dou o andos do CIED (Junho, Julho de 2024)
87%
13%
0
20
40
60
80
100
A i idades In lec uais e Cien í icas Técnico e P. Ní el In e médio
Po cen agem
P o issão
P o issão
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Apêndice 25 – Si uação de Emp ego A ual (Ciências da Educação)
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ANEXOS

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Anexo 1
Decla ação do Cen o de In es igação em Educação