Rena a Filipa A aújo da Sil a
P og amas de En e magem de Reabili ação
p omo o es de mes ia dos amilia es
cuidado es
julho de 2025
P og amas de En e magem de Reabili ação p omo o es de mes ia dos amilia es cuidado es
Rena a Filipa A aújo da Sil a
UMinho|2025
Uni e sidade do Minho
Escola Supe io de En e magem
Rena a Filipa A aújo da Sil a
P og amas de En e magem de Reabili ação
p omo o es de mes ia dos amilia es
cuidado es
julho de 2025
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em En e magem de Reabili ação
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Ma ia Manuela Pe ei a Machado
Uni e sidade do Minho
Escola Supe io de En e magem
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Começa po ag adece aos docen es da Escola Supe io de En e magem da Uni e sidade do Minho
que ize am pa e do meu pe cu so académico. Ag adeço o seu alioso con ibu o pa a a minha
o mação, a pa ilha gene osa de conhecimen o e pelos momen os de ap endizagem que
p opo ciona am. Um ag adecimen o especial à P o esso a Manuela Machado pela sua disponibilidade,
o ien ação pedagógica e apoio ao longo des e caminho.
Aos en e mei os u o es pelo acolhimen o, pela o ien ação, pelos desa ios e pelas expe iências que
o na am possí el o meu desen ol imen o e c escimen o como u u a EEER, com especial ca inho à
En e mei a Naza é, pelas pala as de apoio, pela con iança e pelo ampa o.
Aos meus colegas de especialidade/mes ado, pela amizade, pela pa ilha de momen os e pelo
enco ajamen o mú uo, ajudando a supe a momen os di íceis e sen i que não es a a sozinha.
Aos meus colegas de se iço, pelas ocas e pelas pala as de apoio. À En e mei a Olga, pelo incen i o,
comp eensão e lexibilidade na ges ão dos ho á ios, acili ando-me a á dua a e a de concilia as
esponsabilidades p o issionais com a ealização dos es ágios e a ida pessoal.
Aos meus amigos: Ped o, Ângela, Ma ga e e, I ina, And ea, Fábio, Joana, So ia, Ângela, Zé, Fi as, Luís,
Ri a, Ca a ina, C is ina e Ma ghe i a. As pala as nunca se ão su icien es pa a ag adece a ossa
amizade, o osso colo, a ossa (mui a) paciência e po nunca me deixa em i abaixo quando o cansaço
ala a mais al o. Ao João Pêla que me ajudou a o na na en e mei a que sou hoje.
Aos meus pais, à minha i mã, ao meu i mão, ao meu cunhado e à minha es an e amília, o meu
p o undo ag adecimen o, e pedido de desculpas, pelas ho as e momen os em que es i e ausen e, pela
ossa comp eensão e po ac edi a em em mim. Ao meu sob inho Guilhe me, que nasceu e
acompanhou a ia nes a a en u a, cujos so isos e ab aços o am (e são) o meu po o segu o.
A odos ós, o meu mais since o OBRIGADO!
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que
espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
PROGRAMAS DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO PROMOTORES DE MESTRIA DOS
FAMILIARES CUIDADORES
RESUMO
Na en e magem, a compe ência esul a da in eg ação de conhecimen os, habilidades, a i udes e
julgamen o c i ico, aplicados e icazmen e na p á ica p o issional. O desen ol imen o p o issional do
en e mei o implica a opção po á eas de especialização, acompanhada da espe i a ce i icação de
compe ências, pe mi indo uma espos a mais quali icada às necessidades da população
No âmbi o do p ocesso o ma i o pa a ob enção do í ulo de En e mei a Especialis a em En e magem
de Reabili ação e do g au de mes e, oi ealizado um es ágio de Na u eza P o issional que in eg ou
a i idades de in es igação e de desen ol imen o de compe ências especializadas.
O es ágio cons i ui um elemen o cen al na ansição de en e mei o pa a en e mei o especialis a,
pe mi indo que a ap endizagem e a consolidação de conhecimen os oco am em con ex o eal da
p á ica. O ela ó io inal de es ágio subsequen e su ge, assim, como um ins umen o de a aliação
essencial, sendo um ela o undamen ado e e lexi o das a i idades ealizadas que pe mi i am o
desen ol imen o e aquisição de compe ências p o issionais especializadas
A es u u a do abalho di ide-se em duas componen es, a p á ica e a in es iga i a. A componen e
p á ica ap esen a uma análise c í ico- e lexi a das a i idades desen ol idas ao longo dos á ios
con ex os de es ágio, endo como base as Compe ências Comuns do En e mei o Especialis a e as
Compe ências Especi icas do En e mei o Especialis a em En e magem de Reabili ação.
Em pa alelo com a componen e p á ica, oi desen ol ida a componen e de in es igação, endo sido
ealizada uma
scoping e iew
, baseada na me odologia do
Joanna B iggs Ins i u e
, com o obje i o de
mapea a e idencia cien í ica exis en e sob e p og amas de en e magem de eabili ação p omo o es da
capaci ação do cuidado .
Pala as-Cha e: Cuidado ; En e magem; P og amas de Reabili ação; Reabili ação
i
REHABILITATION NURSING PROGRAMS THAT PROMOTE MASTERY OF FAMILY
CAREGIVERS: A SCOPING REVIEW
ABSTRACT
In nu sing, compe ence esul s om he in eg a ion o knowledge, skills, a i udes, and c i ical
judgmen , e ec i ely applied in p o essional p ac ice. The p o essional de elopmen o nu ses in ol es
choosing a eas o specializa ion, accompanied by he co esponding ce i ica ion o compe encies, hus
enabling a mo e quali ied esponse o he popula ion's needs.
As pa o he educa ional pa hway owa d ob aining he i le o Nu se Specialis in Rehabili a ion
Nu sing and he mas e 's deg ee, a P o essional In e nship was ca ied ou . This in e nship in eg a ed
bo h in es iga ion ac i i ies and he de elopmen o specialized compe encies.
The in e nship ep esen s a cen al elemen in he ansi ion om gene alis nu se o specialis nu se,
allowing lea ning and he consolida ion o knowledge o ake place in a eal clinical se ing. The
subsequen inal in e nship epo hus eme ges as a key assessmen ool, p o iding a well- ounded and
e lec i e accoun o he ac i i ies unde aken, which enabled he de elopmen and acquisi ion o
specialized p o essional compe encies.
The s uc u e o his wo k is di ided in o wo componen s, he p ac ical and he in es iga i e. The
p ac ical componen p esen s a c i ical- e lec i e analysis o he ac i i ies de eloped ac oss he a ious
in e nship con ex s, based on he Common Compe encies o he Nu se Specialis and he Speci ic
Compe encies o he Nu se Specialis in Rehabili a ion Nu sing.
In pa allel wi h he p ac ical componen , he in es iga i e componen was de eloped h ough a scoping
e iew, based on he Joanna B iggs Ins i u e me hodology, aiming o map he exis ing scien i ic
e idence on ehabili a ion nu sing p og ams ha p omo e ca egi e empowe men .
Keywo ds: Ca egi e ; Nu sing; Rehabili a ion; Rehabili a ion P og ams
ii
ÍNDICE
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ........ ii
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................................ iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE .................................................................................................. i
RESUMO ...........................................................................................................................................
ABSTRACT ....................................................................................................................................... i
LISTA DE SIGLAS ............................................................................................................................ ix
ÍNDICE DE FIGURAS........................................................................................................................ x
ÍNDICE DE TABELAS ...................................................................................................................... xi
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 1
CAPÍTULO I – REFLEXÃO SOBRE AS COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS ............................... 3
1. ENQUADRAMENTO DOS CONTEXTOS DE ESTÁGIO .............................................................. 3
2. ANÁLISE E REFLEXÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PARA AQUISIÇÃO DE
COMPETÊNCIAS ESPECIALIZADAS .............................................................................................. 6
2.1. COMPETÊNCIAS COMUNS DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA ................................................... 7
2.1.1. Domínio da esponsabilidade p o issional, é ica e legal ..................................................... 8
2.1.2. Domínio da melho ia con ínua da qualidade ...................................................................10
2.1.3. Domínio da ges ão dos cuidados ....................................................................................13
2.1.4. Domínio do desen ol imen o das ap endizagens p o issionais .........................................15
2.2. COMPETÊNCIAS ESPECIFICAS DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM DE
REABILITAÇÃO ..............................................................................................................................16
2.2.1. Cuida de pessoas com necessidades especiais, ao longo do ciclo de ida, em odos os
con ex os da p á ica de cuidados................................................................................................17
2.2.2. Capaci a a pessoa com de iciência, limi ação da a i idade e/ou es ição da pa icipação
pa a a einse ção e exe cício da cidadania .................................................................................24
2.2.3. Maximiza a uncionalidade desen ol endo as capacidades da pessoa .............................26
3. NOTA FINAL ...............................................................................................................................29
RESUMO .........................................................................................................................................30
ABSTRACT ......................................................................................................................................32
CAPÍTULO II – PROGRAMAS DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO PROMOTORES DA
CAPACITAÇÃO DO CUIDADOR: UMA SCOPING REVIEW ..........................................................34
2
e iew
cujo p incipal obje i o é mapea a e idência cien í ica sob e p og amas de en e magem de
eabili ação p omo o es da capaci ação do cuidado . Po im, o ela ó io e mina com a conclusão, que
p e ende se uma sín ese do abalho desen ol ido a a és de uma e lexão inal.
O enómeno do en elhecimen o populacional, aliado aos a anços cien í icos, ecnológicos e o
en elhecimen o da população, le ou a um aumen o do núme o de pessoas que i em com
incapacidades c ónicas. Es e enómeno e e um impac o p o undo nos modelos inancei os, sociais e
de saúde das populações le ando a que, as polí icas de saúde e de apoio social, ao longo dos empos,
enham ocado a sua ação na esponsabilização, consciencialização e en ol imen o das amílias,
incen i ando-as a desen ol e em compe ências pa a cuida em de si p óp ias (Pe onilho e al., 2021).
Nes e con ex o, o EEER assume um papel undamen al na p es ação de cuidados à população,
especialmen e às pessoas com necessidades especiais (Pes ana, 2023).
Des e modo, a escolha do ema da
scoping e iew
deco e do papel p i ilegiado que o EEER
desempenha na equipa mul idisciplina , in e indo na educação de pessoas e amilia es, a aliando e
diagnos icando limi ações da a i idade, em odas as ases do ciclo de ida e em di e sos con ex os de
cuidados, desde a ase aguda a é à ein eg ação na comunidade, com o obje i o de p omo e a
qualidade de ida, a ein eg ação e a pa icipação a i a da pessoa e da amília na sociedade (San os e
al., 2023).
3
CAPÍTULO I – REFLEXÃO SOBRE AS COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS
Os a anços ecnológicos e cien í icos, aliados à e olução dos sis emas de saúde, êm o nado os
cuidados de en e magem de eabili ação mais complexos, exigindo ino ação e o mação con ínua. A
p io idade cen a-se no in es imen o na in es igação, p omoção da saúde, no apoio a cuidado es
in o mais, na ecupe ação uncional e nos cuidados à pessoa em im de ida. Es as necessidades
impulsiona am mudanças nas polí icas de saúde e na o mação de p o issionais. Assim, a o mação
em en e magem de eabili ação ende cada ez mais pa a a excelência de cuidados ine en e à
p omoção da au onomia, isando ob e ganhos em saúde em odos os con ex os da p á ica (Co eia e
al., 2023).
Des e modo, os di e sos con ex os de es ágio du an e a o mação em en e magem de eabili ação são
plani icados de modo a ab ange as di e en es á eas de a uação do EEER. O Es ágio de Na u eza
P o issional com Rela ó io es á en ão di ecionado pa a a p es ação de cuidados à pessoa com
al e ações dos p ocessos neu ológico, espi a ó io, ca díaco e musculoesquelé ico, ao longo do ciclo de
ida.
1. ENQUADRAMENTO DOS CONTEXTOS DE ESTÁGIO
Os á ios con ex os onde oi ealizado o es ágio deco e am em Unidades Locais de Saúde (ULS),
ambas si uadas na egião no e de Po ugal. O p imei o con ex o ocou-se no p ocesso espi a ó io,
seguindo-se o p ocesso ca díaco, o p ocesso musculoesquelé ico e, po im, o con ex o de opção, no
qual oi escolhida a á ea da medicina in ensi a.
P ocesso Respi a ó io
O con ex o de es ágio cen ado na pessoa com al e ação do p ocesso espi a ó io deco eu numa
unidade, in eg ada num hospi al cen al, dedicada à p es ação de cuidados de en e magem
especializados de eabili ação espi a ó ia na á ea de Cinesi e apia Respi a ó ia (CR). Es a unidade, que
unciona em egime de ambula ó io, con a com uma equipa de en e magem de eabili ação compos a
po cinco EEER.
4
Os u en es ão desde a idade in an il a é à idade adul a, sendo os diagnós icos médicos p incipais as
b onquiec asias, doença pulmona obs u i a c ónica (DPOC), asma e de ames pleu ais. Na população
in an il, a b onquioli e des aca-se como o diagnós ico mais p e alen e. Impo a ainda e e i o ele ado
núme o de c ianças/adul os com doenças neu ológicas e neu omuscula es, como a escle ose la e al
amio ó ica.
P ocesso Ca díaco
O es ágio em con ex o do p ocesso ca díaco oi ealizado num se iço de in e namen o hospi ala de
ca diologia, de adul os. Os u en es admi idos nes e se iço p o êm maio i a iamen e do Se iço de
U gência (SU), de ou os se iços do hospi al, de hospi ais da á ea de e e ência da ULS a que o
se iço pe ence e da consul a ex e na (CE).
A equipa de en e magem de eabili ação é compos a po seis EEER e en e os p incipais diagnós icos
médicos associados ao in e namen o des acam-se a insu iciência ca díaca, o en a e agudo do
miocá dio, as a i mias e as es enoses aó icas. Há ainda u en es a agua da ansplan e ca díaco,
ci u gia de e ascula ização e colocação de disposi i os ca díacos.
P ocesso Musculoesquelé ico
Po sua ez, o con ex o de es ágio di ecionado ao p ocesso musculoesquelé ico, oco eu num se iço
de in e namen o hospi ala de o opedia, ambém de adul os. Os u en es in e nados nes e se iço são,
na sua maio ia, p o enien es de ou os se iços de in e namen o do hospi al, do SU, bloco ope a ó io,
CE e do Se iço de Medicina In ensi a.
Es e se iço p es a cuidados sob e udo nas á eas de o o- auma ologia e de Medicina Física e de
Reabili ação, ab angendo uma di e sidade de diagnós icos médicos, desde ci u gias o opédicas, a
auma ismos e eb o-medula es, bem como si uações de con inuidade de cuidados de eabili ação.
Da equipa mul idisciplina azem pa e oi o EEER.
Con ex o de Opção
O con ex o de es ágio de opção deco eu num Se iço de Medicina In ensi a (SMI) de um hospi al
cen al. Os u en es admi idos são p o enien es do SU, de ou os se iços da p óp ia unidade hospi ala ,
5
do bloco ope a ó io ou de ou os hospi ais, den o da á ea de e e ência da ULS à qual o se iço
pe ence. A equipa mul idisciplina con a com no e EEER.
Es e se iço dispõe de meios p óp ios pa a diagnós ico e moni o ização, an o in asi a como não
in asi a, bem como meios de supo e a ançado das unções i ais em si uações de alência
mul io gânica. Po essa azão, os diagnós icos médicos de admissão são di e sos, indo desde pós-
ope a ó ios imedia os a é quad os de insu iciência espi a ó ia aguda. Todos os u en es in e nados
nes e se iço são adul os.
6
2. ANÁLISE E REFLEXÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PARA AQUISIÇÃO DE
COMPETÊNCIAS ESPECIALIZADAS
No con ex o do exe cício da en e magem, a compe ência pode se en endida como a in eg ação de
conhecimen o, comp eensão e julgamen o, aliada a um conjun o de habilidades, a i udes e
ca ac e ís icas pessoais; ep esen a um ní el de desempenho que e idencia a aplicação e icaz desses
elemen os na p á ica p o issional. O desen ol imen o p o issional dos en e mei os exige que es es, de
modo a esponde em de o ma mais adequada às necessidades dos cidadãos, op em po á eas de
especialização em En e magem, com a espe i a ce i icação de compe ências especializadas (Ba a a,
2023).
A compe ência em en e magem esul a da conjugação equilib ada en e o sabe (conhecimen o
eó ico), o sabe - aze (habilidades p á icas) e o sabe -se (componen es sociais e compo amen ais).
A ibu os como a con iança, o cuida , a comunicação e icaz, o domínio de conhecimen os e a
adap abilidade são in ínsecos a es a noção de compe ência. Nesse sen ido, an o a expe iência
adqui ida ao longo da p á ica como a o mação con ínua assumem um papel essencial no seu
desen ol imen o, pe mi indo ao en e mei o esponde de o ma cada ez mais e icaz às exigências e
complexidades dos con ex os de cuidados (Ba a a, 2023).
Nes e pe cu so de desen ol imen o de compe ências, o modelo de aquisição de compe ências
desen ol ido po Pa icia Benne , e endo po base o Modelo de Aquisição de Pe ícia de D ey us,
o e ece um enquad amen o alioso pa a comp eende a e olução das compe ências do en e mei o ao
longo da sua p á ica p o issional. Benne (2001) desc e e cinco ní eis de desen ol imen o (iniciado,
p incipian e a ançado, compe en e, p o icien e e pe i o) que e le em a p og essão do conhecimen o e
da p á ica clínica com base na expe iência adqui ida em con ex os eais de cuidados. Es a abo dagem
econhece que o conhecimen o p á ico se cons ói ao longo do empo, a a és da expe iência p á ica e
da aquisição p og essi a de conhecimen o con ex ual, e não apenas po ia do ensino o mal.
A especialização em En e magem su ge, assim, como um a o po enciado des a e olução, ao
p opo ciona uma o mação a ançada e con ex os de p á ica que a o ecem a aquisição de
compe ências mais complexas. O en e mei o especialis a, ao in eg a conhecimen o ap o undado com
expe iência signi ica i a, posiciona-se num pa ama mais a ançado do modelo de Benne , e idenciando
uma p á ica ma cada pela omada de decisão in ui i a, pensamen o c í ico e a uação cen ada na
pessoa (Benne , 2001).
7
Des a o ma, o desen ol imen o das compe ências do en e mei o especialis a não se limi a à aquisição
de conhecimen o écnico, mas en ol e um amadu ecimen o p og essi o da p á ica, sus en ado pela
expe iência, pela e lexão e pelo comp omisso é ico com a qualidade dos cuidados. O modelo de
Benne pe mi e econhece e alo iza esse pe cu so, e idenciando que o exe cício especializado em
en e magem ep esen a não apenas um a anço no domínio cien í ico e écnico, mas ambém uma
exp essão do c escimen o p o issional e humano do en e mei o enquan o agen e de ans o mação nos
con ex os de saúde.
Assim, as a i idades desen ol idas ao longo dos á ios con ex os de es ágio con ibuí am
signi ica i amen e pa a a aquisição de no os conhecimen os e compe ências, bem como o
ape eiçoamen o das já exis en es. Es as compe ências i e am como e e encial as Compe ências
Comuns do En e mei o Especialis a e as Compe ências Especi icas do En e mei o Especialis a em
En e magem de Reabili ação, documen os que são basila es pa a a p o issão de En e magem, mas
ambém nos Pad ões de Qualidade dos Cuidados Especializados em En e magem de Reabili ação.
2.1. COMPETÊNCIAS COMUNS DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA
Segundo a O dem dos En e mei os (2019a), o en e mei o especialis a é “aquele a quem se econhece
compe ência cien í ica, écnica e humana pa a p es a cuidados de en e magem especializados nas
á eas de especialidade em en e magem” (p.4744). O mesmo egulamen o de ine que, odos os
en e mei os especialis as, independen emen e da sua á ea de especialidade, de em demons a um
conjun o de compe ências comuns, ans e sais a di e en es con ex os de p es ação de cuidados de
saúde.
Es as compe ências di idem-se em qua o domínios:
• Responsabilidade p o issional, é ica e legal
• Melho ia con ínua da qualidade
• Ges ão dos cuidados
• Desen ol imen o das ap endizagens p o issionais.
8
Em odos os con ex os de es ágio, hou e a opo unidade de desen ol e p á icas que a o ece am a
aquisição des as compe ências, as quais se ão ap esen adas e analisadas a segui .
2.1.1. Domínio da esponsabilidade p o issional, é ica e legal
A elação es abelecida en e o en e mei o e a pessoa que ca ece de cuidados assume um ca á e
e apêu ico, o ien ado pa a a ajuda ao ou o; nes a elação, a pessoa encon a-se equen emen e com
al e ações do seu es ado de saúde que lhe concedem ulne abilidade, con udo, a sua singula idade
nunca de e se pos a em causa. Assim, o en e mei o, e em pa icula o EEER, ao cuida , de e
necessa iamen e desen ol e essa elação, sendo econhecido como um agen e mo al e é ico
(Vasconcelos, 2021).
O Código Deon ológico de inido pela O dem dos En e mei os é o ins umen o no ma i o que es abelece
os p incípios é icos e deon ológicos que no eiam o exe cício da p o issão de En e magem em Po ugal.
Es e documen o de ine os di ei os e de e es dos en e mei os, guiando a sua condu a p o issional,
assegu ando que es a seja o ien ada no espei o pela ida, dignidade humana e bem-es a da
população.
A p á ica p o issional desen ol ida em sido o ien ada, de o ma consis en e, pelos p incípios de inidos
no Código Deon ológico, man endo-se essa condu a inal e ada ao longo de odos os con ex os de
es ágio. O cump imen o de p á icas que p omo em e p o egem os di ei os humanos, bem como uma
cons an e adap ação às necessidades iden i icadas, com o obje i o de ga an i a saúde e o bem-es a
da pessoa al o de cuidados, cons i uí am uma p eocupação cons an e. O espei o pela ida e pela
dignidade humana es e e semp e p esen e, assim como o econhecimen o da au ode e minação,
indi idualidade, alo es, cos umes, c enças espi i uais, libe dade e p i acidade da pessoa e da sua
amília. Es es p incípios es i e am e le idos em odas as ases do p ocesso de cuidados, desde a
omada de decisão, passando pelo planeamen o e execução das in e enções, a é à a aliação dos
esul ados ob idos.
A omada de decisão em en e magem de e assen a em p incípios, alo es e no mas deon ológicas
que o ien em a esolução dos p oblemas e a espos a adequada às necessidades das pessoas. A
colabo ação en e EEER/pessoa/ amilia cuidado / amília é essencial pa a o sucesso do plano de
eabili ação. O en ol imen o a i o de odos os in e enien es no p ocesso de cuidados é, po isso,
indispensá el e nunca oi sub alo izado.
9
O di ei o à in o mação, enquan o base pa a a omada de decisões conscien es e undamen adas, oi
um oco cons an e na p á ica, endo semp e p esen e que a ansmissão de in o mação em saúde é
uma á ea sensí el: uma in o mação posi i a pode aze anquilidade, enquan o no ícias di íceis ou
in o mações inconclusi as podem ge a ansiedade ou ince eza. No caso do amilia cuidado / amília,
es a complexidade é ainda maio , uma ez que o desconhecimen o da si uação clínica do seu amilia
pode le á-los a ei indica um di ei o à in o mação que pode en a em con on o com o de e do sigilo
p o issional e o espei o pela in imidade da pessoa al o dos nossos cuidados (Deoda o, 2023).
Em odos os con ex os de es ágio, oi ga an ido que odas as in e enções de en e magem ossem
p ecedidas de in o mação cla a e adequada à pessoa, com o obje i o de ob e o seu consen imen o,
espei ando assim o seu di ei o à au ode e minação, libe dade indi idual e on ade escla ecida.
P ocu ou-se adap a a linguagem u ilizada à capacidade linguís ica e ao ní el de li e acia em saúde de
cada pessoa/ amilia cuidado / amília. Como exemplo, os momen os de ensino ace ca de écnicas de
ges ão de ene gia an o em doen es ca díacos como em doen es com pa ologias espi a ó ias como a
DPOC e os ensinos dos cuidados p é e pós-ope a ó ios aos u en es a agua da ci u gia ca díaca, endo-
se adequado a linguagem e ce i icado que a in o mação ansmi ida inha sido comp eendida e
assimilada.
Nas si uações em que, de ido à condição clínica, não oi possí el ob e o consen imen o in o mado, as
in e enções o am ealizadas em bene ício di e o da pessoa, sal agua dando semp e os seus
melho es in e esses. Como exemplo, pessoas sob sedação e en ilação in asi a e pessoas com
al e ações neu ológicas. Como e e e Deoda o (2023), é impo an e não esquece que a en e magem
de eabili ação in e ém jun o de pessoas que podem e limi ações na sua capacidade de agi , mas
não an o na sua capacidade de decidi , bem como jun o de pessoas com pe u bação da consciência,
esul ando na impossibilidade de decidi e agi . Em ambos os casos, a condição de se pessoa não se
al e a.
É na elação com o ou o que a p o issão de en e magem se ealiza, sendo nesse con ac o, e na
comp eensão do seu signi icado, que o cuida se e ela. O en e mei o, enquan o agen e cuidado e
humanizado , de e ado a uma pos u a écnica e esponsá el pa a ga an i a e dadei a humanização
no p ocesso de cuidado. Dis ingue-se pela sua o mação, pela isão holís ica com que in e ém em
con ex o mul idisciplina , bem como pela o ien ação é ica e deon ológica do seu agi . No caso do EEER,
es e agi adqui e ca ac e ís icas p óp ias adap adas às necessidades das pessoas que assis e. No
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en an o, os undamen os que o ien am a sua p á ica pe manecem alinhados com os p incípios, os
alo es e os de e es deon ológicos que egem a p o issão, independen emen e do con ex o em que os
cuidados são p es ados (Deoda o, 2023; Nunes, 2020; Vasconcelos, 2021).
Como u u a EEER, oi nes e equilíb io en e a écnica, o conhecimen o e o espei o p o undo pela
dignidade humana que se p ocu ou undamen a cada decisão e cada ges o de cuidado. Não
esquecendo que, os en e mei os ao exe ce em a sua p o issão com base nos alo es e de e es que
lhes são ine en es, con ibuem pa a a edução das iniquidades no sis ema de saúde. Ao in o ma e
capaci a as pessoas, p omo em a sua au onomia na omada de decisão e quando assumem o papel
de ad oga , po quem não é capaz de azê-lo, e o çam o espei o pelos di ei os humanos e ajudam a
mi iga desigualdades (Nunes, 2020).
2.1.2. Domínio da melho ia con ínua da qualidade
A o ganização dos cuidados de en e magem cen a-se na e iciência e e icácia da in e enção, sendo
essencial a exis ência de um e e encial es u u ado e de um sis ema de qualidade que sus en e o
exe cício p o issional (Can an e e al., 2019). Nes e enquad amen o, o na-se e iden e a impo ância do
desen ol imen o de compe ências que p omo am um comp omisso pe manen e com a a ualização do
conhecimen o, uma p á ica e lexi a, segu a e o ien ada pa a a melho ia con ínua. Aqui, os Pad ões de
Qualidade dos Cuidados Especializados em En e magem de Reabili ação cons i uem um e e encial
essencial.
A en e magem de eabili ação, endo como oco a pessoa em odas as ases do ciclo de ida, em
con ibuído signi ica i amen e pa a a melho ia con inua da qualidade dos cuidados e pa a ganhos em
saúde em di e sos con ex os. Nas úl imas décadas, a c escen e complexidade dos cuidados, aliada ao
aumen o das expec a i as dos cidadãos, o nou a qualidade em saúde uma p io idade, impulsionando
a alo ização e a exigência de uma p á ica p o issional cada ez mais cen ada na excelência (Ma ins
e al., 2018).
A qualidade dos cuidados p es ados es á in insecamen e ligada ao comp omisso con inuo dos
en e mei os em aze mais e melho . Mendes (2009) e e e que cabe, indiscu i elmen e, a es es
p o issionais a esponsabilidade de p omo e a melho ia con ínua no exe cício da sua p á ica
p o issional, ga an indo que a dignidade da pessoa al o dos nossos cuidados, e azão de se de
qualque in e enção, se man enha como o e e encial úl imo e inques ioná el. Tendo isso em
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conside ação, as equipas de en e magem in eg am, na sua p á ica, p oje os de melho ia con inua e
p omo em uma cons an e a ualização cien í ica que sus en e uma p á ica baseada na e idência.
Ao longo dos á ios con ex os de es ágio, hou e a opo unidade de con ibui a i amen e pa a es a
dinâmica de melho ia. Du an e o es ágio do con ex o no p ocesso espi a ó io, oi cons a ado a ele ada
p e alência da u ilização da écnica inala ó ia, sob e udo em idade pediá ica. Quando ques ionados
sob e a sua execução e con idados a demons á-la, g ande pa e dos pais mos a a di iculdade,
p incipalmen e no núme o de inspi ações após a i ação do disposi i o e no empo de pausa en e
adminis ações. Des e modo, pe an e a necessidade de uni o miza a écnica, e com o incen i o da
en e mei a u o a, p ocedeu-se à ealização de uma pesquisa sob e o ema, endo sido ap esen adas
as guidelines a ualizadas da Di eção Ge al de Saúde (DGS) sob e a écnica inala ó ia. Como esul ado,
oi elabo ado um olhe o in o ma i o alusi o ao ema (Anexo 1), simples e de ácil lei u a, que desc e e
a écnica passo po passo, o e ece dicas ú eis pa a a usa ealização e ale a pa a os e os mais
comuns a e i a .
O obje i o des e olhe o oi p omo e a li e acia em saúde, melho a a adesão e apêu ica e aumen a a
e icácia dos cuidados p es ados. Po limi ação de empo, não oi possí el ap esen a o malmen e o
olhe o in o ma i o numa sessão de o mação, icando es e em p ocesso de e isão pela equipa de
en e magem des a unidade.
Du an e o es ágio no se iço de in e namen o de ca diologia, e i icou-se que g ande pa e dos ensinos
o mais aos u en es e am ealizados pela EEER. Es es ensinos ab angiam emas como mudanças de
hábi os de ida, a doença co oná ia, adesão ao egime medicamen oso, écnicas de ges ão de ene gia
bem como cuidados no p é e pós-ope a ó io de ci u gia ca díaca.
O exe cício simul âneo de unções num se iço de ca diologia possibili ou uma pa ilha con ínua de
in o mações e es a égias, o que con ibuiu pa a o en iquecimen o da abo dagem educa i a ado ada.
Nes e âmbi o, oi ap esen ado à en e mei a u o a uma aplicação pa a elemó el desen ol ida pela
Ame ican College o Ca diology®, que pe mi e aos u en es isualiza , de o ma simples e acessí el, a
ana omo isiologia ca díaca, acili ando a comp eensão da sua condição clínica e as suas
consequências. Es a e amen a inclui ainda ídeos explica i os sob e p ocedimen os clínicos a que iam
se subme idos o nando os ensinos mais in e a i os e e icazes.
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Ao longo dos di e sos con ex os de es ágio, e e-se a opo unidade de in e i jun o de pessoas de
di e en es aixas e á ias, p o enien es de múl iplos con ex os sociocul u ais e com limi ações da
uncionalidade em dis in os ní eis e ases do p ocesso de eabili ação, desde si uações agudas a é
condições c ónicas. A ealização de uma a aliação in eg al, p ecisa e cen ada na pessoa exigiu a
mobilização dos conhecimen os adqui idos na ase eó ica do mes ado, con inuamen e ap o undados
a a és de pesquisa bibliog á ica a ualizada. Pa a sus en a o aciocínio clínico e iden i ica , com maio
igo , as necessidades especí icas de cada pessoa, o am igualmen e u ilizadas escalas e ins umen os
de medida alidados.
A seleção dos ins umen os de a aliação oi ealizada de o ma c i e iosa, endo em con a a sua
alidade, ep odu ibilidade, esponsi idade ou sensibilidade uma ez que, na p á ica da en e magem de
eabili ação, é undamen al que os ins umen os u ilizados pe mi am medi a incapacidade, moni o iza
os p og essos, melho a a comunicação in e e in adisciplina , medi a e icácia das in e enções e
assegu a a con inuidade dos cuidados, e idenciando os bene ícios esul an es da in e enção de
en e magem (Sousa e al., 2023).
Nos di e en es con ex os de es ágio, eco eu-se à aplicação de di e sas escalas de a aliação,
selecionadas em unção das necessidades de cada pessoa e dos obje i os e apêu icos de inidos. En e
elas, des acam-se: a Escala de Bo g modi icada, u ilizada pa a a alia a ole ância ao es o ço; Escala
Medical Resea ch Council, pa a a aliação da o ça muscula ; Escala Modi icada de Ashwo h, pa a
a aliação do ónus muscula ; a Medida de Independência Funcional, pa a a alia a capacidade
uncional e independência; Índice de Ba hel, pa a a alia a dependência no au ocuidado; Índice de
Tine i, pa a a aliação de al e ações no equilíb io; o es e Gugging Swallowing Sc een (Guss) pa a
as eio da dis agia; e a escala ASIA pa a a a aliação neu ológica de pessoas com lesão medula .
Es as e ou as e amen as in eg a am a p á ica diá ia sendo que, no con ex o de cuidados à pessoa
com al e ação do p ocesso ca díaco, oi aplicado o ins umen o pedagógico de supo e à omada de
decisão “A aliação e In e enção no Adul o e Idoso Dependen e no Au ocuidado (Ve são 2019,
CPLEER)”, que possibili ou a u ilização de á ias escalas de a aliação em simul âneo.
Apesa da impo ância basila des es ins umen os, é imp escindí el complemen a a sua aplicação
com uma ecolha de in o mação cen ada na pessoa, a a és do diálogo, escu a a i a e obse ação.
Es es elemen os o am c uciais, pa a iden i ica os a o es acili ado es e inibido es da ealização
au ónoma das A i idades de Vida Diá ia (AVDs) no con ex o eal da pessoa, comp eende os aspe os
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psicossociais que in luenciam os p ocessos de ansição e adap ação, bem como a alia o impac o das
al e ações uncionais na qualidade de ida e bem-es a da pessoa/ amilia cuidado / amília que
cons i uem o oco dos cuidados, pe mi indo en ão c ia um plano de in e enção adequado e
indi idualizado.
A ecolha sis ema izada de odos es es dados pe mi iu a alia , de o ma igo osa, al e ações ao ní el
mo o , senso ial, cogni i o, ca díaco, espi a ó io, bem como nos domínios da alimen ação, eliminação
e sexualidade, conduzindo à o mulação de diagnós icos de en e magem elacionados com as
al e ações encon adas (San os, 2023). Com base nesses diagnós icos, e em a iculação com a pessoa
e o seu p oje o de saúde, o am elabo ados planos de in e enção especí icos pa a os sis emas
a e ados, que incidi am p edominan emen e nas á eas da eeducação uncional espi a ó ia (RFR),
eeducação uncional mo o a (RFM), eabili ação ca díaca e eino de au ocuidados.
O au ocuidado é um dos domínios cen ais na en e magem, sendo en endido como a capacidade dos
indi íduos de desempenha em a i idades p omo o as da sua saúde e bem-es a . Segundo a Teo ia de
En e magem do Dé ice de Au ocuidado de Do o hea O em, oda a pessoa em po encial pa a se
au ocuida no en an o, quando em algum momen o, as necessidades desse au ocuidado excedem a
sua capacidade de espos a, a pessoa expe imen a des ios de saúde, o nando-se necessá io o apoio
de e cei os. É nes e enquad amen o que o en e mei o se assume como um agen e e apêu ico
(Ribei o e al., 2021).
A Teo ia do Dé ice de Au ocuidado, elemen o essencial da Teo ia de En e magem do Dé ice de
Au ocuidado de O em, exp ime e desen ol e a azão pela qual as pessoas necessi am de cuidados de
en e magem. Pe an e a iden i icação des e dé ice de au ocuidado, o en e mei o in e ém de o ma
delibe ada e di ecionada, ajus ando a sua a uação com o obje i o de colma a ou minimiza os seus
e ei os. No caso do EEER, a sua o mação a ançada pe mi e-lhe in eg a de o ma luida e in encional
es a á ea de a enção (Pe onilho & Machado, 2023; Ribei o e al., 2021).
Segundo San os (2023), o p ocesso de eabili ação de e se iniciado p ecocemen e, logo após a
oco ência de al e ações na ida da pessoa. Es e p ocesso su ge no caminho da
dependência/independência, em odas as AVDs al e adas, es abelecendo obje i os cla os e de inidos
em pa ce ia com a pessoa e o FC. Cada p og esso alcançado ep esen a a supe ação de uma e apa e
o a anço pa a um no o pa ama ; não esquecendo que cuida , no p ocesso de eabili ação, esul a de
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um es o ço pa ilhado en e a pessoa, p o issionais de saúde, FC e amília, num e dadei o abalho
colabo a i o.
No en an o, essa p og essão p essupõe uma espos a posi i a às ansições i enciadas. O EEER de e
es a a en o à o ma como a pessoa e/ou FC se posicionam ace à no a condição de saúde ísica,
men al, social e económica, ou seja, à o ma como se consciencializam ace ca da si uação e da
mudança e as implicações que dela deco em. Com base no e e encial eó ico de Ala Meleis, o EEER
de e iden i ica o p oblema e as necessidades da pessoa/FC, planeando e execu ando e apêu icas de
en e magem in encionalmen e di ecionadas pa a a acili ação dessas ansições (Ribei o e al., 2021).
No con ex o de es ágio do p ocesso espi a ó io, o am desen ol idos p og amas no âmbi o da
Reabili ação Respi a ó ia, que in eg a am não só écnicas de limpeza da ia aé ea e p omoção de uma
en ilação e icaz, como ambém o ensino de es a égias pa a melho a a ole ância ao exe cício,
écnicas de ges ão de ene gia e cuidados com a alimen ação.
As écnicas de RFR são u ilizadas ans e salmen e mas a sua adap ação nos di e en es con ex os de
es ágio e elou-se mui o in e essan e. No con ex o de es ágio do p ocesso espi a ó io o am aplicadas
e ape eiçoadas á ias dessas écnicas mas um dos desa ios en en ados oi a sua implemen ação em
c ianças, p incipalmen e com idades in e io es a 2 anos. Is o exigiu, além de es udo, c ia i idade,
paciência e apoio con ínuo da en e mei a u o a, endo sido necessá io eco e a b inquedos, sons e
momen os lúdicos que acili assem a adesão da c iança ao a amen o.
A capacidade de adap ação oi igualmen e pos a à p o a em momen os em que, a condição clínica da
pessoa (po do , aumen o da expe o ação ou a o es psicossociais) ob iga a a ajus es no plano
p e iamen e de inido. Nessas si uações, os obje i os e am imedia amen e e o mulados pa a i ao
encon o das necessidades da pessoa, ha endo sessões em que o oco oi o ensino: consciencialização
da espi ação e dissociação dos empos espi a ó ios, o uso da espi ome ia de incen i o ou a
mudança de hábi os de ida e escla ecimen o de dú idas em elação à sua doença. Apesa de
apa en emen e simples, es as ações são complexas e êm impac o no p ocesso de eabili ação da
pessoa.
Des aca-se a impo ância que o es ágio nes a unidade e e no pe cu so o ma i o. Con o me
an e io men e e e ido, as écnicas de RFR são amplamen e u ilizadas na p á ica do EEER sendo po
isso, essencial que a sua ap endizagem seja sólida e consis en e. Nes e âmbi o, o apoio da en e mei a
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u o a oi de e minan e. O seu incen i o cons an e pa a p ocu a sabe , e aze , mais e melho , oi
ines imá el, con ibuindo signi ica i amen e pa a que as bases le adas pa a os con ex os de es ágio
subsequen es ossem mais segu as, es u u adas e undamen adas. Fo am desen ol idas écnicas
que, inicialmen e ge a am maio di iculdade, supe ou-se o “medo” na abo dagem à c iança e adqui iu-
se uma comp eensão mais ap o undada da pessoa com pa ologia espi a ó ia.
No caso do con ex o ca díaco, a a uação ambém oi cons an emen e desa iada, uma ez que g ande
pa e dos u en es in e nados inham doença co oná ia g a e, equen emen e associada a insu iciência
ca díaca e ma cada in ole ância ao es o ço. Como exemplo, o pe co e de uma dis ância de 20
me os, em passo no mal, pode ia causa adiga e nalguns casos, do o ácica. Nes es casos, o uso da
Escala de Bo g modi icada e moni o ização da equência ca díaca o am ecu sos imp escindí eis pa a
ajus a e moni o iza a in e enção de o ma segu a e e icaz.
A Reabili ação Ca díaca consis e em p og amas ab angen es e p olongados, que incluem a aliação
médica, p esc ição indi idualizada de exe cício ísico, modi icação de a o es de isco ca dio ascula ,
bem como ações educa i as e de aconselhamen o (Delgado e al., 2021). Es a di ide-se em 3 ases
sequenciais sendo que se e e a opo unidade de a ua na Fase 1, ase in a-hospi ala /in e namen o.
Nes a ase, a in e enção cen ou-se sob e udo na modi icação de es ilos de ida e no ensino sob e os
a o es de isco ca dio ascula es e o seu impac o na saúde já que, como e e e No o e al. (2021), é
essencial p omo e a capaci ação da pessoa/FC, do ando-os de compe ências que a o eçam o
aumen o do seu ní el de li e acia em saúde. Pa a al, o am ealizados ensinos ace ca dos cuidados
com a alimen ação, cessação abágica e consumo de álcool, bem como es a égias de mudanças de
hábi os de ida com is a à edução do s ess.
Es es momen os de ensino eme em pa a a Teo ia dos Sis emas de En e magem de O em,
especi icamen e pa a o sis ema de apoio-educação, no qual a pessoa possui capacidade pa a o
au ocuidado, mas eque o apoio, o ien ação e ins ução do EEER pa a desen ol imen o das a i idades
(Ribei o e al., 2021).
Na pessoa em ase p é-ope a ó ia de ci u gia ca díaca, a in e enção isa capaci á-la a a és do ensino
e eino de exe cícios espi a ó ios, écnicas de higiene b ônquica, posicionamen o e mobilização
musculoa icula p ecoce. Es e p ocesso em como inalidade p omo e o seu en ol imen o a i o na
eabili ação pós-ope a ó ia e p e eni po enciais complicações pulmona es, como a elec asias, ou
ci cula ó ias, deco en es da imobilidade (Ve melho & Pes ana, 2021). Nes e âmbi o, oi ei o o ensino
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e eino de exe cícios espi a ó ios, écnica de Hu ing, o ensino/ins ução e eino
da osse assis ida
com p o eção da e ida ope a ó ia, bem como a écnica espi a ó ia com espi óme o de incen i o
(quando aplicado). Pa a além disso, p ocedeu-se ao ensino/ins ução e eino de exe cícios dos
memb os supe io es e in e io es, e o ensino ace ca do p imei o le an e no pós-ope a ó io.
Foi ambém possí el in e i jun o da pessoa subme ida a ansplan e ca díaco. Es as pessoas
ap esen am equen emen e sinais de descondicionamen o ísico, a o ia e aqueza muscula , bem
como uma diminuição da capacidade ae óbica máxima. Assim, o plano de eabili ação in eg ou
in e enções no âmbi o da RFR mas ambém da RFM, com exe cícios musculoa icula es a i os-
esis idos, eino de equilíb io em pé (es á ico e dinâmico), eino de ma cha com auxilia de ma cha,
eino de le an e, eino de au ocuidados, assim como es a égias educa i as ela i as aos cuidados
alimen a es pós- ansplan e ca díaco, ges ão da ene gia e ges ão da ansiedade associada ao
in e namen o p olongado.
Também no con ex o da pessoa com al e ação do p ocesso musculoesquelé ico, desen ol e am-se
in e enções cen adas na p omoção da uncionalidade e ecupe ação mo o a. Foi possí el
ensina /ins ui e eina exe cícios muscula es (exe cícios isomé icos) pa a o alecimen o muscula ,
execu a écnica de exe cício musculoa icula (exe cícios passi os, a i os-assis idos e a i os esis idos)
e ensina /ins ui e eina exe cícios musculoa icula es a i os, adequando à egião co po al a e ada
de modo a man e ou melho a a o ça muscula e p ese a a ampli ude a icula . Adicionalmen e, nas
si uações de pós-ope a ó io o opédico, como ci u gias à anca e ao joelho, oi ealizado o
ensino/ins ução e eino de ma cha com auxilia de ma cha, p omo endo a mobilidade segu a e a
ecupe ação uncional p og essi a.
Es as in e enções sus en am-se na Teo ia dos Sis emas de En e magem de O em, que es abelece a
a iculação en e as p op iedades do en e mei o e as da pessoa, de inindo como é que os en e mei os,
as pessoas ou ambos, dão espos a às necessidades de au ocuidado. Nes es casos, com base num
sis ema pa cialmen e compensa ó io, exis iu complemen a idade en e a pessoa e o EEER; a pessoa
inha capacidade pa a conc e iza algumas a i idades sendo que apenas se compensou as limi ações
exis en es (Ribei o e al., 2021).
O en elhecimen o populacional, aliado ao aumen o das chamadas doenças da ci ilização, como a
hipe ensão a e ial e diabe es melli us, êm con ibuído pa a uma c escen e necessidade de cuidados
in ensi os. O es ado c i ico esul a de doença se e a, em que a ins abilidade hemodinâmica in e e a
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necessidade de u ilização de di e sos supo es e apêu icos e longos pe íodos de imobilidade no lei o.
A sua esolução de e mina a necessidade de uma in e enção coo denada e p ecisa de uma equipa
mul idisciplina que pe mi a a es abilização clínica e a ecupe ação da unção neu ológica, ca díaca,
espi a ó ia e o opédica, ga an indo a qualidade de ida do doen e c i ico e da sua amília. Nes e
âmbi o, o EEER pode e um papel de des aque, pois possui compe ências pa a p omo e a au onomia
a a és de cuidados especializados que po enciam os ganhos em saúde (Ba olomeu & Rod igues,
2021; P aze es e al., 2021).
Uma das g andes p eocupações com a pessoa in e nada em cuidados in ensi os é a imobilidade
p olongada, que con ibui pa a a aqueza muscula dos memb os e dos músculos espi a ó ios,
o nando a mobilização p ecoce de ex ema impo ância (Ba olomeu & Rod igues, 2021; Mendes &
Nunes, 2018). Po conseguin e, e endo em con a a es abilidade clínica da pessoa, o cump imen o dos
c i é ios de segu ança e o plano de a uação c iado pela equipa de eabili ação do SMI onde oi
ealizado o es ágio, oi possí el in e i a ní el neu omo o e uncional a a és de mobilizações manuais
passi as, a i as-assis idas e a i as- esis idas. Realiza am-se ainda a i idades e apêu icas como o ola ,
a pon e e o ação con olada da anca, exe cícios es es que con ibuem pa a a melho ia do e lexo
pos u al; bem como oi ealizado o le an e assim que possí el.
A maio ia dos u en es in e nados em cuidados in ensi os eque en ilação mecânica in asi a, con udo,
es a não es á isen a de iscos, sob e udo quando u ilizada po pe íodos p olongados. En e as
p incipais complicações associadas des acam-se a dis unção dos mecanismos de higiene
aqueob ônquica, a diminuição da expansibilidade o ácica com al e ação da elação
en ilação/pe usão, o aumen o do isco de in eção espi a ó ia e o descondicionamen o dos músculos
espi a ó ios, p incipalmen e o dia agma (Ba olomeu & Rod igues, 2021). Des e modo, os p incipais
obje i os da a uação jun o des es u en es, cen ou-se em p omo e a sinc onia en ila ó ia, melho a a
elação en ilação/pe usão, co igi posições iciosas, man e a pe meabilidade das ias aé eas e
mobiliza e elimina sec eções. Pa a al, o plano de a uação in eg ou exe cícios espi a ó ios e a
mobilização p og essi a e p ecoce. Na pessoa subme ida a en ilação in asi a exis e ele ado isco de
e enção de sec eções b ônquicas pelo que é essencial man e a pe meabilidade da ia aé ea a a és
de écnicas de limpeza da ia aé ea como o uso de manob as acessó ias, posicionamen o co po al e a
osse mecanicamen e assis ida com o Cough Assis ®.
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O desmame en ila ó io de e se iniciado assim que possí el e o EEER pode e um g ande con ibu o
no seu sucesso. Nesse sen ido o am ealizados exe cícios pa a o alece os músculos de um modo
global, exe cícios espi a ó ios como a espi ação abdominodia agmá ica e p o a de en ilação
espon ânea.
A a aliação e ea aliação sis emá ica das in e enções implemen adas oi uma p á ica ans e sal a
odos os con ex os de es ágio. Assim como, o egis o e a ualização dos p ocessos de en e magem nos
sis emas in o má icos exis en es, assegu ando não só a con inuidade e segu ança dos cuidados, mas
ambém a p odução de indicado es sensí eis aos cuidados de en e magem de eabili ação. Es es
indicado es são essenciais pa a e idencia e quan i ica os ganhos em saúde ob idos, an o a ní el
indi idual, como amilia e social.
2.2.2. Capaci a a pessoa com de iciência, limi ação da a i idade e/ou es ição da pa icipação pa a a
einse ção e exe cício da cidadania
Capaci a é um p ocesso mul idimensional que in eg a conhecimen o, decisão e ação. O
conhecimen o, enquan o sabe cons uído e sus en ado po alo es indi iduais, é dinâmico e e olui ao
longo da ida, sendo in luenciado po di e sos a o es, incluindo aspe os sociais, cul u ais e eligiosos
(Reis & Bule, 2023).
Pa a a conc e ização des a compe ência, o EEER de e se capaz de planea e implemen a
in e enções que isem a adap ação às limi ações de mobilidade e p omo am a au onomia uncional, a
qualidade de ida e a pa icipação a i a da pessoa na ida social.
Nes e âmbi o, ao longo dos di e en es con ex os de es ágio, oi possí el in e i jun o de pessoas em
dis in os ní eis de dependência, p omo endo a sua capaci ação a a és da elabo ação e
implemen ação de p og amas especí icos de eino de AVDs, eino mo o e ca dio espi a ó io, bem
como a p omoção do au ocuidado. Es es p og amas, delineados com base na capacidade uncional, na
ole ância ao es o ço, nas limi ações iden i icadas e nos ecu sos disponí eis e p odu os de apoio
necessá ios, i e am como p incipal inalidade omen a a independência e a inclusão/ einse ção
social.
Reabili a capacidades, incen i ando es a égias adap a i as, com is a a alcança o maio ní el
possí el de independência da pessoa, ep esen a um desa io cons an e e complexo pa a os EEER. Es e
25
p ocesso em impac o posi i o na qualidade de ida das pessoas e espe i as amílias (Meleis, 2010;
Ribei o e al., 2021).
Na cons ução e implemen ação dos planos de in e enção, oi essencial comp eende o con ex o
social e habi acional em que a pessoa se inse ia, nomeadamen e as condições do seu domicílio e as
e en uais ba ei as a qui e ónicas que pode ia en en a aquando do eg esso a casa. Pa a isso, oi
ealizada uma a iculação com o seu FC, no sen ido de iden i ica não só quais as suas necessidades
de o mação/capaci ação bem como quais os p odu os de apoio e en ualmen e necessá ios.
Nos cuidados especializados da en e magem de eabili ação cons a a esponsabilidade pela seleção e
p esc ição de p odu os de apoio bem como o seu ensino e supe isão de u ilização (O dem dos
En e mei os, 2018). Nes e sen ido, oi possí el aconselha adap ações de espaços como a casa de
banho, ajus adas às necessidades da pessoa al o de cuidados, como, po exemplo, a ecomendação
da colocação de ba as de apoio ou a eo ganização dos obje os de higiene pessoal, o nando-os mais
acessí eis. Conside ando que mui os dos p odu os de apoio u ilizados du an e o in e namen o
pe enciam à ins i uição, semp e que aplicá el, oi ambém suge ida a sua aquisição pa a o domicílio,
endo sido ealizados ensinos ace ca da sua u ilização e sob e os cuidados a e com os mesmos.
Des e modo, e endo em is a a einse ção social da pessoa, o am ealizados ensinos ao FC sob e o
auxilia de ma cha e os cuidados a e pa a a p e enção de quedas, nomeadamen e a emoção de
ape es, a c iação de pe cu sos li es de obs áculos en e di isões e o uso de calçado adequado.
Pa alelamen e, oi e o çada a impo ância de e i a a subs i uição da pessoa nas a i idades que é
capaz de ealiza , uma ez que essa p á ica, quase semp e in encional, p omo e uma maio
dependência da pessoa.
Uma das possí eis oco ências no pe íodo pós- ansplan e é o emo das mãos, o qual pode
comp ome e signi ica i amen e a ealização de AVDs, como a esc i a, ge ando p eocupação
ela i amen e à capacidade da pessoa e oma a sua a i idade labo al. Nes e sen ido, o am
implemen ados exe cícios di ecionados ao o alecimen o muscula das mãos, assim como a i idades
especí icas pa a es imula a mo icidade ina. Adicionalmen e, oi p opos a a ealização diá ia de um
pequeno ex o esc i o, com o duplo obje i o de p omo e a p á ica da esc i a e de documen a , de
o ma subje i a e p og essi a, a e olução uncional alcançada.
26
Também nas si uações pós- ansplan e ca díaco, oi e o çada jun o do FC e da amília a impo ância
da adoção de medidas igo osas de p e enção de in eções. Dessa o ma, o am dadas o ien ações no
sen ido de e i a em locais e e en os com g ande aglome ação de pessoas, man e em uma adequada
higiene das mãos e abs e em-se de qualque con ac o p óximo com a pessoa subme ida a ansplan e
semp e que ap esen assem sinais de doença espi a ó ia, de o ma a minimiza o isco de
complicações.
2.2.3. Maximiza a uncionalidade desen ol endo as capacidades da pessoa
O EEER p es a cuidados de en e magem especializados o ien ados pa a a p omoção da saúde, a
p e enção de complicações e de incapacidades secundá ias, bem como pa a o a amen o e
eabili ação, com o obje i o de maximiza a uncionalidade e au onomia da pessoa e amília, com
dignidade e qualidade de ida. Como al, planeia, implemen a e moni o iza p og amas de eabili ação
de eino mo o , ca díaco e espi a ó io de inidos com base nos obje i os indi iduais da pessoa e o seu
p oje o de saúde (O dem dos En e mei os, 2019b; Pes ana, 2023).
Mais do que ecupe a , eabili a implica a eadap ação da pessoa à sua no a condição de saúde
quando a condição p é-exis en e não seja passí el de se alcançada, exigindo um eajus e do
signi icado de unção. O EEER dispõe de um conjun o de compe ências que lhe pe mi e p omo e essa
eadap ação, o au ocon olo, o au ocuidado e apoiando os p ocessos de ansição i idos pela pessoa e
FC (Pes ana, 2023). Assim, o EEER maximiza a uncionalidade ao po encia as capacidades
emanescen es da pessoa, p omo endo o seu desempenho uncional na ealização de AVDs e
incen i ando a sua pa icipação a i a na sociedade.
A Teo ia das T ansições de Ala Meleis, desc e e e dá en oque às in e ações en e o en e mei o e a
pessoa, des acando a a enção do p o issional às expe iências de ansição i idas, sendo que a me a
das e apêu icas de en e magem se á a saúde e o bem-es a . A ansição é en endida como um
p ocesso dinâmico, du an e o qual o en e mei o de e an ecipa as ases de maio ulne abilidade em
elação à saúde. No âmbi o das condições acili ado as e inibido as das ansições é undamen al que
o EEER conheça os a o es pessoais, da comunidade e da sociedade, que in luenciam esse p ocesso,
ajus ando as e apêu icas de en e magem de o ma a p omo e pad ões de espos a adequados, que
ao ní el do p ocesso que ao ní el do esul ado (Meleis, 2010; Ribei o e al., 2021).
27
A si uação de dependência em con ex o amilia exige que o FC adqui a compe ências pa a lida com
p oblemas su gidos que a e am o au ocuidado ao mesmo empo que se adap a ao seu no o papel.
Assim sendo, o en e mei o assume um papel c ucial ao ans e i conhecimen os que acili em a
eadap ação uncional e con ibuam pa a a capaci ação an o da pessoa como do FC. Es a pa ce ia
de e basea -se na coope ação e esponsabilidade pa ilhada, a o ecendo o p ocesso de capaci ação e
conduzindo ao desen ol imen o de mes ia, e le ida na expe iência de uma ansição bem sucedida
(Menoi a e al., 2012; Ribei o e al., 2021).
Nes e sen ido, ao longo dos di e en es con ex os de es ágio, o am concebidos e implemen ados planos
e p og amas de eabili ação a ní el das unções ca díaca, espi a ó ia e mo o a, com is a à
maximização das capacidades uncionais da pessoa, a aliando e e o mulando os mesmos semp e que
necessá io. Con udo, impo a sublinha que, ao longo de oda a p á ica, a pessoa oi semp e
conside ada de o ma in eg al e não apenas em unção da al e ação iden i icada, conside ando-se a
in e dependência en e as unções ca díaca, mo o a e espi a ó ia. Is o é, a pessoa com al e ação do
p ocesso espi a ó io pode igualmen e necessi a de capaci ação a ní el ca díaco e mo o de ido à
pe da de massa muscula e in ole ância ao es o ço bem como, a pessoa com al e ação do p ocesso
musculoesquelé ico, sob e udo em casos de imobilidade p olongada, pode necessi a de eino
espi a ó io.
A a és do ensino, ins ução e eino de equilíb io co po al, ma cha, o alecimen o muscula , exe cícios
espi a ó ios, eino ae óbio e écnicas de ges ão de ene gia, oi possí el melho a o desempenho da
pessoa nos á ios ní eis. Es es einos o am con inuamen e adap ados e eajus ados consoan e a
ole ância da pessoa, nomeadamen e a ní el da sua du ação e in ensidade, pe mi indo que se
o nassem mais independen es no au ocuidado e po consequência a uma edução da sob eca ga
sob e o FC.
Du an e a aplicação des es einos, oi con inuamen e assegu ada a segu ança an o da pessoa, FC
como do p o issional de saúde. Fo am ealizados ensinos sob e uso de calçado adequado, cuidados na
u ilização de p odu os de apoio, emoção de obs áculos no ambien e, impo ância do es abelecimen o
de p io idades e o uso adequado de EPIs. Também a moni o ização egula dos sinais i ais e a
a aliação da pe ceção subje i a de es o ço, a a és da escala de Bo g modi icada, o am uma p á ica
cons an e.
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CAPÍTULO II – PROGRAMAS DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO PROMOTORES DA
CAPACITAÇÃO DO CUIDADOR: UMA SCOPING REVIEW
REHABILITATION NURSING PROGRAMS THAT PROMOTE CAREGIVER EMPOWERMENT: A
SCOPING REVIEW
1. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
A amília cons i ui o ambien e na u al pa a a ansmissão de no mas e alo es é icos, cul u ais, sociais
e cí icos, desempenhando um papel undamen al na ap endizagem dos es ilos de ida, c enças e
p incípios do indi íduo. É a p imei a unidade onde es e se inse e, con ibuindo a i amen e pa a o seu
desen ol imen o, socialização e o mação da pe sonalidade (Ma ins e al., 2023).
A amília em como p incipais obje i os assegu a o bem-es a dos seus memb os e a ua como agen e
de e minan e no seu desen ol imen o (Pe onilho, 2007). Es a é um sis ema dinâmico que se
eo ganiza con inuamen e pa a esponde às mudanças necessá ias, ga an indo a sa is ação das suas
necessidades básicas e dos seus memb os (Ma ins e al., 2023).
O aumen o da espe ança média de ida, associado ao c escimen o do núme o de pessoas em si uação
de dependência e com doenças c ónicas, eio e o ça a impo ância do papel desempenhado pela
amília, uma ez que o ambien e amilia cons i ui, po excelência, o espaço p i ilegiado pa a a
p es ação de cuidados con ínuos e in eg ais à pessoa dependen e. Con udo, es a ealidade impõe uma
esponsabilidade signi ica i a sob e os memb os da amília (Pe onilho, 2007).
A doença de um memb o da amília ompe a homeos asia amilia , exigindo uma eadap ação cole i a
pa a es abelece o equilíb io do sis ema, dado que a al e ação na unção/papel/si uação de um dos
seus elos a e a odos os es an es (Menoi a e al., 2012). No en an o, quando a amília se ê pe an e a
necessidade de cuida de um memb o dependen e, é comum que as esponsabilidades associadas a
essa ansição não sejam dis ibuídas de o ma equi a i a en e odos os seus memb os (Pe onilho,
2007).
A p es ação de cuidados a um amilia dependen e no seio da amília en ol e di e sas dimensões
ele an es pa a os en e mei os. En e elas, des acam-se as ansições, equen emen e desencadeadas
po e en os inespe ados e indesejá eis, que podem se i enciadas num con ex o de ince eza e
ins abilidade. Es as mudanças podem o na , an o a pessoa dependen e como o FC, mais ulne á eis,
35
sendo que, pela sua p oximidade e compe ência, os en e mei os es ão pa icula men e bem
posicionados pa a p es a supo e e o ien ação nes as si uações (Gonçal es, 2013).
Na sua Teo ia das T ansições, Ala Meleis ap esen a a “ ansição” como um concei o cen al em
en e magem. É de inida como uma passagem de um es ado ela i amen e es á el pa a ou o
ela i amen e es á el, sendo desencadeada po uma mudança e ca ac e izada po ases dinâmicas,
ma cos e pon os de i agem, podendo se comp eendida a a és de p ocessos e/ou esul ados. Es e
concei o é pa icula men e ele an e pa a os en e mei os de ido às suas implicações pa a a saúde. A
in e enção de en e magem p ocu a apoia a pessoa na c iação de condições a o á eis a uma
ansição saudá el, conside ando a saúde e o bem-es a como possí eis esul ados da sua in e enção
(Meleis, 2010).
Du an e o pe íodo de ansição, as in e enções e apêu icas implemen adas pelo EEER isam
p omo e pad ões de espos a adequados nas pessoas sob os seus cuidados. Es as espos as
mani es am-se que ao ní el do p ocesso (a a és da o ien ação, in e ação com ou os na mesma
condição e com p o issionais de saúde), que ao ní el do esul ado (mes ia, e o mulação da
iden idade) aduzindo-se numa ansição e icaz e posi i a (Ribei o e al., 2021).
É impo an e cla i ica que, no con ex o des a análise, o oco incide pa icula men e sob e a ansição
expe ienciada pelo CI, e não sob e a ansição clínica ou uncional da pessoa em si uação de
dependência. De aco do com Meleis (2010), as ansições implicam ans o mações nos papéis sociais
e nas elações in e pessoais, sendo o p ocesso de se o na cuidado um exemplo pa adigmá ico de
ansição si uacional. Es a mudança pode se ab up a, não planeada, e implica uma eo ganização
p o unda da iden idade, do quo idiano e da dinâmica amilia . Como e e em Ribei o e al. (2021), o
en e mei o especialis a de e econhece e acompanha es as ans o mações, in e indo desde os
p imei os sinais de mudança, pa a acili a a adap ação e p omo e uma ansição saudá el. Des e
modo, o papel do EEER e ela-se c ucial na capaci ação do CI enquan o sujei o em ansição, apoiando
não só a aquisição de compe ências, mas ambém a econs ução do equilíb io emocional e uncional
ace às no as exigências impos as pelo cuidado.
Assim, o desa io que os en e mei os en en am é comp eende os p ocessos de ansição e
desen ol e in e enções e icazes que p omo am a ecupe ação da es abilidade e do bem-es a das
pessoas. Mas independen emen e da ansição i enciada, o EEER de e oca -se especialmen e no
modo como a pessoa/ amilia cuidado / amília enca am a no a condição de saúde, ou seja, à o ma
36
como se consciencializa am ace ca da si uação e da mudança que es a aca e a, in e indo o mais
p ecocemen e possí el (Ribei o e al., 2021).
1.1. CUIDADOR
Como já desc i o, o en elhecimen o populacional em conduzido a um aumen o do núme o de pessoas
com p oblemas de saúde e dependências. Pa alelamen e, os a anços na saúde e ecnologia êm
pe mi ido a sob e i ência a lesões po encialmen e a ais e uma maio longe idade pa a pessoas com
doenças c ónicas (O dem dos En e mei os, 2018).
Es a endência implicou um aumen o da necessidade e consumo de cuidados de saúde de longa
du ação. Nesse sen ido, mui os países eu opeus êm implemen ado e o mas subs anciais nas polí icas
e sis emas de cuidados de longa du ação. Adicionalmen e, os co es nos se iços de saúde
p o issionais êm le ado a um aumen o signi ica i o na p ocu a po cuidados in o mais, an o po
amilia es quan o po cuidado es não amilia es (Sousa e al., 2022).
Os cuidado es de pessoas dependen es di idem-se em o mais e in o mais, di e enciando-se pelo
ínculo, o mação e na u eza da p es ação de cuidados. O cuidado o mal é um p o issional
emune ado, com o mação especí ica na á ea da saúde, in eg ados em ins i uições de saúde ou apoio
social e sujei o a egulamen ação p o issional (Ma ga ido, 2016). Po ou o lado, o CI é,
maio i a iamen e, um amilia ou amigo que p es a cuidados de o ma não emune ada, mui as ezes
sem o mação adequada (Ca alho e al., 2021).
O e mo Cuidado In o mal ap esen a di e sas designações na li e a u a, podendo se indicado como
Familia Cuidado , dado que es a unção é, na maio ia das ezes, assumida po amilia es, con o me
mencionado an e io men e. De aco do com a In e na ional Council o Nu ses (2020), o FC é o
“ esponsá el pela p e enção e a amen o da doença ou incapacidade de um memb o da amília” (p.
63). No en an o, uma ez que a designação mais comum é CI no con ex o da legislação assim como a
ní el da in es igação, oi e se á essa a u ilizada ao longo do ela ó io.
De aco do com a Eu oca e s (2023), en e 2013 e 2060, a pe cen agem de pessoas dependen es em
Po ugal de e á c esce de 8,5% pa a 13,4% da população o al, um aumen o de 57%, supe io à média
37
da União Eu opeia de 36%. O núme o de esiden es com o es limi ações de ido a p oblemas de
saúde pode á subi de 0,89 pa a 1,1 milhões.
Também segundo a úl ima edição do inqué i o nacional de saúde, em 2014, ce ca de 1,1 milhões de
pessoas com 15 anos ou mais (12,5% da população o al) p es a am assis ência ou cuidados in o mais
a pessoas com p oblemas de saúde ou idade a ançada. A maio ia (85%) cuida a de amilia es, sendo
que 57,4% dedica am pelo menos 10 ho as semanais a essa a e a. As mulhe es ep esen a am 61%
do o al de cuidado es in o mais e, en e elas, 64,3% p es a am cuidados du an e 10 ho as ou mais
(Eu oca e s, 2023).
A c iação do Es a u o do Cuidado In o mal, a a és da Lei nº100/2019, ep esen ou um ma co
signi ica i o no âmbi o da saúde e da p es ação de cuidados in o mais em Po ugal, econhecendo
o malmen e o papel dos cuidado es e es abelecendo medidas de apoio des inadas a melho a as
condições em que es es p es am assis ência.
A legislação po uguesa dis ingue o concei o de cuidado in o mal em duas denominações dis in as:
cuidado in o mal p incipal e cuidado in o mal não p incipal (Lei nº 100/2019 de 6 de se emb o,
2019). O cuidado in o mal p incipal é en endido como:
O cônjuge ou unido de ac o, pa en e ou a im a é ao 4.º g au da linha e a ou da linha cola e al da pessoa
cuidada, que acompanha e cuida des a de o ma pe manen e, quando se e i ique, comp o adamen e, uma
i ência de en eajuda e pa ilha de ecu sos en e ambos, coincidindo ou não o domicílio iscal, e não au e indo
qualque emune ação de a i idade p o issional ou pelos cuidados que p es a à pessoa cuidada; aquele que, não
sendo amilia da pessoa cuidada, acompanha e cuida des a de o ma pe manen e, i endo em comunhão de
habi ação, e com o mesmo domicílio iscal da pessoa cuidada, e não au e indo qualque emune ação de
a i idade p o issional ou pelos cuidados que p es a à pessoa cuidada (p.9).
Po sua ez, cuidado in o mal não p incipal é de inido como “quem acompanha e cuida de o ma
egula , mas não pe manen e da pessoa cuidada, podendo au e i ou não emune ação po a i idade
p o issional ou pelos cuidados que p es a à pessoa cuidada” (p.9).
Cuida de uma pessoa dependen e implica um abalho con inuo, diá io e inin e up o, o que pode
le a ao desgas e ísico e emocional do CI, impac ando a sua ida pessoal. A p es ação de cuidados
po es es é, na maio ia dos casos, baseada na expe iência p á ica e no senso comum, sem que enha
sido p ecedida po o mação especí ica na á ea do cuida (Fialho, 2022).
38
De aco do com um es udo do Mo imen o Cuida dos Cuidado es In o mais (2021), quando inqui idos,
os cuidado es apon am a al a de o mação/capaci ação (51,8%) como uma das p incipais di iculdades
que en en am. Além disso, 43,2% e e em sen i -se pessoalmen e desp epa ados e sem capacidade
pa a desempenha esse papel. Con udo, quando ques ionados sob e qual o ipo de ajuda que
necessi am, apenas 5,7% e e em a o mação.
As polí icas e di e izes elacionadas com a capaci ação do cuidado , es ão o ien adas po um conjun o
de no mas e documen os que isam ga an i o apoio adequado aos cuidado es amilia es e
p o issionais, p omo endo o seu bem-es a e a capaci ação pa a a execução das suas unções de
o ma e icaz e segu a. Como já oi e e ido, o Es a u o do Cuidado In o mal, ap o ado pela Lei nº
100/2019, de 6 de se emb o, econhece os di ei os e de e es dos cuidado es in o mais e das pessoas
al o dos cuidados. Es e es a u o es abelece medidas de apoio, incluindo o mação especí ica pa a os
cuidado es, isando do á-los de compe ências adequadas à p es ação de cuidados. A Po a ia n.º
64/2020, de 10 de ma ço, egulamen a aspe os como a o mação e in o mação aos cuidado es,
pa icipação em g upos de au oajuda e apoio psicossocial. Adicionalmen e, a Po a ia n.º 269/2022,
de 8 de no emb o, cons i ui a Comissão de Acompanhamen o, Moni o ização e A aliação do Es a u o
do Cuidado In o mal, assegu ando a implemen ação e icaz das medidas de apoio e is as (Assembleia
da República, 2019; Minis é io das Finanças, 2020; Minis é io do T abalho, 2022).
Exis e, ainda, um po al de se iços públicos da República Po uguesa, denominado Go .p , que
disponibiliza um Guia P á ico, denominado Guia dos cuidado es, em o ma o PDF, pa a download. Es e
guia em in o mação ú il sob e a pessoa que cuida (cuidado ) e a pessoa cuidada, com des aque pa a
os seus di ei os e bene ícios, medidas de apoio e se iços, bem como espos as a á ios ní eis, que
p omo am a melho ia da sua qualidade de ida. A in o mação di ulgada no po al des ina-se ambém a
p o issionais que in e enham jun o de cuidado es e pessoas cuidadas.
Es as polí icas e di e izes e le em o comp omisso do nosso país em p omo e a qualidade dos
cuidados de eabili ação a a és da in eg ação da capaci ação do cuidado nas suas polí icas de saúde.
39
1.2. O CUIDADOR INFORMAL E O EEER
Nos hospi ais, a al a p ecoce é incen i ada não apenas pela necessidade con ínua de disponibiliza
agas, mas ambém pelos iscos ine en es a in e namen os p olongados. No en an o, essa an ecipação
da al a impõe o desa io de capaci a a amília pa a a p es ação de cuidados e de ga an i a adequada
adap ação do domicílio às necessidades da pessoa dependen e (Fialho, 2022).
Os CI desempenham en ão um papel essencial na ede de cuidados, sendo, po isso, undamen al
apoiá-los na ges ão das di iculdades ine en es à p es ação de cuidados. A qualidade dos cuidados
p es ados es á di e amen e elacionada com o bem-es a do cuidado , o nando essencial iden i ica os
ecu sos necessá ios pa a minimiza a sob eca ga ísica e emocional des es. Assim, os p o issionais de
saúde de em comp eende essas necessidades, de modo a desen ol e em planos de apoio e icazes
que p omo am melho es condições pa a os cuidado es e con ibuam pa a a edução do uso
desnecessá io de se iços hospi ala es (Dixe e al., 2019).
A c iação da Rede Nacional de Cuidados Con inuados In eg ados (RNCCI), a a és da Lei nº
101/2006, eio es abelece o egime ju ídico pa a a eabili ação e a in eg ação das pessoas em
si uação de dependência, em di e en es momen os e ci cuns âncias da e olução das suas doenças e
si uações sociais. Também a Lei nº 38/2004, que de ine as bases ge ais do egime ju ídico da
p e enção, habili ação, eabili ação e a in eg ação da pessoa com de iciência, e o ça a necessidade de
p omo e a capaci ação dos cuidado es, a a és de medidas especí icas de o mação (Assembleia da
República, 2004; Minis é io da Saúde, 2006). Nes e con ex o, des aca-se a ele ância das Equipas de
Cuidados Con inuados In eg ados (ECCI), que, ao p es a cuidados no domicílio, p omo em a
con inuidade dos cuidados e a melho ia da qualidade de ida das pessoas em si uação de
dependência.
Os EEER assumem um papel cen al nes as equipas, sendo esponsá eis não apenas pela in e enção
di e a jun o da pessoa dependen e, mas ambém pela capaci ação dos cuidado es in o mais, do ando-
os de compe ências e conhecimen os essenciais pa a o cuidado segu o, e icaz e humanizado no
domicílio.
En e as di e sas medidas de apoio es abelecidas com a c iação do Es a u o do Cuidado In o mal
(Ins i u o da Segu ança Social, 2025), des aca-se a designação de um p o issional de saúde de
e e ência, esponsá el po aconselha , acompanha , capaci a e o ma o CI.
40
Nes e âmbi o, o EEER, pela sua á ea de compe ência, que ab ange odas as ases do ciclo i al e os
di e sos p ocessos de saúde-doença, des aca-se como um dos p o issionais de saúde pa icula men e
quali icados pa a assumi essa unção. Es e papel é e o çado pelo Pad ão Documen al dos Cuidados
de En e magem da Especialidade de Reabili ação (O dem dos En e mei os, 2018), no qual são
desc i as di e sas in e enções que e idenciam a sua a uação an o jun o da pessoa dependen e como
dos seus cuidado es, incluindo a esponsabilidade do EEER no ensino, ins ução e eino do clien e e CI
nas á eas do au ocuidado e uso de p odu os de apoio, capaci ando-os pa a p omo e o bem-es a e
melho ia da qualidade de ida.
Reis & Bule (2023) de inem capaci ação como um p ocesso mul idimensional que en ol e
conhecimen o, decisão e ação. Os p ocessos de capaci ação são adap ações que podem oco e de
o ma g adual, associados ao desen ol imen o pessoal, ou de manei a ab up a, sendo desencadeados
po expe iências i idas ou si uações inespe adas. É es a capaci ação que po sua ez le a á à mes ia
do CI no cuidado ao seu amilia . Nes e con ex o, os modelos eó icos de en e magem o e ecem
con ibu os essenciais pa a comp eende e o ien a es e pe cu so de ans o mação.
Além do modelo de ansições de Meleis (Meleis e al., 2000) que pe mi e iden i ica e acompanha as
mudanças emocionais, sociais e p á icas associadas à adoção do no o papel de cuidado , des acando
a impo ância do apoio p o issional pa a acili a essa ansição, exis em ou os modelos de
capaci ação como o modelo de adap ação de Roy que en ende o cuidado como um se adap a i o,
cuja espos a ao desa io do cuida depende do equilíb io en e es ímulos ex e nos e os seus
mecanismos in e nos de
coping
(Roy, 2009). A eo ia do au ocuidado de O em e o ça a necessidade
de capaci a o cuidado não apenas pa a o cuidado ao ou o, mas ambém pa a a manu enção do seu
p óp io bem-es a , e i ando o esgo amen o (O em, 2001). Po sua ez, o modelo de
empowe men
de
Gibson alo iza a cons ução da au onomia e da au ocon iança, p omo endo uma capaci ação a i a e
cen ada no cuidado como agen e deciso (Gibson, 1995).
A eo ia do
s ess e coping
de Laza us e Folkman con ibui com uma pe spe i a psicológica, ajudando a
econhece os a o es de s ess ine en es ao cuida e a impo ância de p omo e es a égias e icazes
de
coping
(Laza us & Folkman, 1984)
.
Po im, o
Family Ca egi e Compe ency F amewo k
(Gube man
e al., 2001) o e ece uma abo dagem p á ica e es u u ada, desc e endo as compe ências essenciais
pa a o desempenho e icaz do papel de cuidado , incluindo o conhecimen o écnico, as habilidades
p á icas e o supo e emocional. A in eg ação des es modelos pe mi e uma abo dagem holís ica e
41
undamen ada da capaci ação, espondendo às eais necessidades dos cuidado es in o mais e
alo izando a sua expe iência indi idual, o nando-os pa cei os a i os na con inuidade dos cuidados.
Na in e ação com o CI, o EEER de e e como base dessa elação a sua unicidade, es abelecendo
p io idades que conside em as necessidades an o da pessoa assis ida como do cuidado . Compe e ao
EEER ansmi i conhecimen os e desen ol e capacidades que habili em o CI na p es ação de
cuidados, o e ecendo-lhe a ins ução e o eino necessá ios pa a que se sin a p epa ado e mo i ado
pa a en en a os desa ios de saúde (Oli ei a e al., 2021).
Sequei a (2018) e o ça a ideia de que, a a uação dos p o issionais de saúde é essencial pa a
capaci a os cuidado es, do ando-os de compe ências cogni i as (in o mação), ins umen ais (sabe -
aze ) e pessoais (sabe lida com). Pa a p omo e ganhos em saúde an o pa a o cuidado quan o
pa a a pessoa cuidada, é c ucial o alece a colabo ação en e cuidado es o mais e in o mais. O
mesmo au o suge e a implemen ação de p og amas es u u ados em ês ases: inicialmen e, a
disponibilização de in o mação sob e a doença e os cuidados necessá ios; pos e io men e, o apoio
p á ico a a és de o ien ação, ins ução e eino; e, po im, a o e a de supo e emocional e psicológico
pa a minimiza a sob eca ga associada ao a o de cuida .
A impo ância de desen ol e modelos e p og amas de capaci ação, e po sua ez, a mes ia, é
supo ada pela e idência que indica que, mesmo os p og amas de cu a du ação, con ibuem pa a a
edução da sob eca ga do cuidado e pa a a melho ia das suas compe ências no desempenho do
cuida . Pa a maximiza o impac o, os cuidado es de em se pa icipan es a i os nesses p og amas, em
ez de um papel me amen e ece i o, p omo endo a sua au oe icácia (Dixe e al., 2020).
Tal como já oi ei e ado, o EEER em como uma das suas unções sup i as necessidades educa i as
dos cuidado es. A educação no âmbi o da saúde, sob uma pe spe i a c í ica, de e se is a como um
p ocesso de cons ução, onde ap ende en ol e desen ol e habilidades pessoais e sociais, em ez de
simplesmen e adqui i conhecimen os ou ep oduzi compo amen os. O en oque a ual nas p á icas
educa i as isa o alece a capacidade de escolha das pessoas, incen i ando a pa icipação a i a no
p ocesso de omada de decisão e na implemen ação de es a égias pa a melho a a sua saúde (Pin o
e al., 2023a; Sousa e al., 2020).
Assim, é undamen al ga an i que o cuidado disponha de um conjun o de conhecimen os,
compe ências e ecu sos que lhe pe mi am p es a assis ência adequada ao seu amilia dependen e
42
pelo que o en e mei o de e iden i ica , planea , execu a e a alia con inuamen e as suas in e enções,
ga an indo uma abo dagem e icaz e ajus ada às necessidades do cuidado e da pessoa dependen e
(Pe onilho, 2007).
1.3. PROGRAMAS DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO
Os p og amas de eabili ação em En e magem são um conjun o de in e enções sis emá icas,
planeadas e execu adas com o obje i o de assegu a a manu enção da uncionalidade e a qualidade de
ida de u en es que en en am doenças agudas ou condições c ónicas. Es es p og amas podem inclui
um conjun o de a i idades, como exe cício ísico, educação pa a a saúde, supo e emocional e eino
de a i idades de ida diá ias (O dem dos En e mei os, 2019b).
Os p og amas de en e magem de eabili ação êm como obje i o p incipal p omo e a au onomia e a
ein eg ação social da pessoa em si uação de dependência. Es es baseiam-se em p incípios como a
indi idualização do cuidado, a abo dagem mul idisciplina e o en ol imen o a i o da pessoa e da amília
no p ocesso de eabili ação (O dem dos En e mei os, 2019b).
A en e magem de eabili ação em Po ugal em indo a a i ma -se como uma especialidade essencial
na p omoção da au onomia e uncionalidade das pessoas em si uação de dependência. Es a p á ica
especializada é o ien ada po p og amas es u u ados que isam a ecupe ação e ein eg ação dos
u en es na comunidade, p ocu ando maximiza o po encial uncional e a qualidade de ida das pessoas
com limi ações ísicas, psíquicas ou sociais, empo á ias ou pe manen es. O desen ol imen o de
p og amas de en e magem de eabili ação em ganho ele o, acompanhando as necessidades
c escen es da população en elhecida e com doenças c ónicas (Co eia e al., 2023; O dem dos
En e mei os, 2018, 2019b).
Segundo a O dem dos En e mei os (2019b), o EEER é esponsá el po planea , implemen a e a alia
in e enções de en e magem que isem es au a ou man e a uncionalidade, u ilizando écnicas
especí icas, como a cinesi e apia, o eino de AVDs, e a p e enção de complicações associadas à
imobilidade.
Exis em di e sos p og amas de en e magem de eabili ação que são implemen ados em di e en es
con ex os de saúde, cada um ocado nas necessidades especí icas dos u en es, nomeadamen e
43
P og amas de Reabili ação Neu ológica, ocada nos u en es que so e am AVC, lesões ce eb ais
aumá icas ou ou as condições neu ológicas, cujo obje i o é es au a a unção mo o a, a ala e a
cognição (A aújo e al., 2021; San os e al., 2020); a Reabili ação Ca díaca, des inada a pessoas com
doenças ca dio ascula es, isando p omo e a edução do isco ca dio ascula , incen i a a adoção e
manu enção de compo amen os de ida saudá eis, diminui a incapacidade e p omo e um es ilo de
ida a i o (Delgado e al., 2021); a Reabili ação Respi a ó ia, pa a u en es com doenças espi a ó ias
sendo o p og ama compos o po eino de exe cício, educação, RFR e supo e psicossocial (Mesa do
Colégio de En e magem de Reabili ação, 2018); e a Reabili ação Ge iá ica, com en oque na população
idosa in es indo na ecupe ação de capacidades uncionais e p e enção de quedas e complicações
(Ga cia e al., 2021; Gomes e al., 2019; Rod igues Mendes e al., 2023). Po sua ez, P og amas de
Reabili ação O opédica des inam-se a pessoas subme idas a ci u gias o opédicas ou com lesões
musculoesquelé icas, ocando-se na ecupe ação da mobilidade, o ça muscula e independência (Dias
e al., 2021; Lou enço e al., 2021); exis em ainda P og amas de Reabili ação em Oncologia,
di ecionados a u en es com p oblemas oncológicos e que es ão a lida com os e ei os cola e ais do
a amen o, p ocu ando p omo e a melho a ia da sua qualidade de ida (Rod igues & Gomes, 2021;
San os & Pêla, 2023).
Em Po ugal, os p og amas de en e magem de eabili ação podem se ealizados em di e en es
con ex os (Gaspa e al., 2021):
• Unidades de In e namen o de Reabili ação: p esen es em hospi ais e cen os de eabili ação,
es es p og amas são di igidos a pessoas com sequelas neu ológicas, o opédicas ou ou as
condições limi an es, com oco na eabili ação in ensi a;
• Cuidados Con inuados In eg ados: no âmbi o da RNCCI, exis em unidades de con alescença,
média e longa du ação onde os EEER desen ol em planos e apêu icos pe sonalizados pa a
u en es em ase de ecupe ação ou es abilização clínica;
• Reabili ação no Domicílio: alguns cuidados de saúde p imá ios e ins i uições p i adas o e ecem
p og amas de eabili ação no domicílio, pe mi indo ao u en e ecupe a num ambien e amilia .
Es a abo dagem em mos ado e icácia na edução da ins i ucionalização e na melho ia da
qualidade de ida;
• P og amas na Comunidade: em cen os de saúde e ins i uições de apoio social, os en e mei os
de eabili ação pa icipam em p og amas de p e enção de quedas, p omoção da mobilidade e
educação pa a a saúde, di igidos a g upos ulne á eis, como idosos.
50
P oQues - pesquisa a 09/02/25
Sea ch
Que y
Reco ds
Re ie ed
#1
“en e magem de eabili ação” e “capaci ação do cuidado ”
22
Fil e s applied: Jan 2019- Dec 2024
BVS - pesquisa a 09/02/25
Sea ch
Que y
Reco ds
Re ie ed
#1
( i:(en e magem de eabili ação)) AND ( i:(cuidado ))
7
Fil e s applied: Jan 2019- Dec 2024
Google Académico - pesquisa a 15/02/2025
Sea ch
Que y
Reco ds
Re ie ed
#1
“p og amas de eabili ação” e “capaci ação do cuidado ”
6
Fil e s applied: Jan 2019- Dec 2024; Inglês e Po uguês
2.4. SELEÇÃO DOS ESTUDOS E EXTRAÇÃO DOS DADOS
A pesquisa ealizada nas bases de dados esul ou na iden i icação de 752 a igos, os quais o am
impo ados pa a a pla a o ma Mendeley® Re e ence Manage e, após a eliminação de duplicados
(n=446), ob e e-se um o al de 306 a igos pa a análise. Seguidamen e, qua o e iso es
independen es p ocede am à iagem desses es udos com base nos c i é ios de inclusão es abelecidos,
esul ando na exclusão de 203 a igos após a lei u a do í ulo e/ou esumo, bem como na e i icação
da disponibilidade do ex o in eg al.
Os 103 a igos esul an es o am impo ados pa a a pla a o ma online Rayyan®, uma e amen a
baseada na web que acili a o p ocesso de iagem de a igos em e isões sis emá icas e me a-análises,
u ilizando uncionalidades como il os, e ique as e um modo cego pa a minimiza iés na seleção dos
es udos (Ouzzani e al., 2016) Após a análise in eg al dos 103 a igos, 14 o am conside ados elegí eis
po cump i em in eg almen e os c i é ios de inclusão.
As di e gências en e os e iso es o am esol idas po meio de discussão e consenso ou com a
in e enção de um quin o e iso .
A Figu a 1 ap esen a o p ocesso de seleção, esquema izado de aco do com o luxog ama PRISMA
(P e e ed Repo ing I ems o Sys ema ic Re iews), amplamen e u ilizado em e isões sis emá icas e
51
ecomendado ambém pa a scoping e iews, con o me indicado na ex ensão PRISMA-ScR (PRISMA o
Scoping Re iews) (T icco e al., 2018).
Figu a 1: Fluxog ama PRISMA adap ado às scoping e iews
Es udos iden i icados: 752
Scopus: n = 185
Coch ane Da abase: n = 387
PubMed: n = 4
EBSCOHos : n = 110
RCAAP: n = 22
Scielo: n = 2
DANS Da a S a ion: n = 7
P oQues : n = 22
BVS: n = 7
Google Académico: n = 6
Es udos emo idos po
duplicação (n = 446)
Es udos pa a iagem
(n = 306)
Es udos excluídos após lei u a
do í ulo e/ou esumo (n = 203)
Es udos a aliados pa a
elegibilidade (n = 103)
Es udos excluídos após lei u a
do ex o comple o (n = 89)
To al de es udos incluídos na
scoping e iew (n = 14)
Iden i icação dos es udos a a és de bases de dados
Iden i icação
T iagem
Incluído
52
Os dados o am ex aídos dos a igos selecionados pa a es a e isão, po qua o e iso es
independen es usando uma e amen a de ex ação de dados desen ol ida pelos mesmos, no
Mic oso
Excel
incluído no
Mic oso 365
(Mic oso Co po a ion, 2024).
53
3. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
A ca ac e ização dos es udos incluídos encon a-se de alhada na Tabela 2, onde se ap esen a o ipo de
es udo/me odologia u ilizada, os espe i os obje i os, p incipais esul ados e o con ex o em que o am
aplicados.
54
Tabela 2: Resumo dos es udos selecionados e seus esul ados
Nº
Au o (es), Ano, País,
Tí ulo do Es udo
Tipo de Es udo/
Me odologia
Obje i os do Es udo
P incipais Resul ados
Con ex o
1
San os C.A.,2019
Po ugal
O papel do en e mei o de
eabili ação na capaci ação
do cuidado in o mal nos
cuidados domiciliá ios:
e isão da li e a u a
Re isão
sis emá ica da
li e a u a
Iden i ica as in e enções do
en e mei o de eabili ação num
p og ama de eabili ação
domiciliá ia, de o ma a capaci a
a Pessoa e os Cuidado es
In o mais no p ocesso de ges ão
da doença.
O EEER capaci a cuidado es na p es ação de cuidados ao doen e dependen e,
o ien ando adap ações no domicílio, p e enindo complicações e ajudando a de ini
obje i os ealis as no p ocesso de eabili ação. Es as in e enções o alecem o
papel do cuidado na au oges ão da doença, melho am a au onomia da pessoa
cuidada e ge am ganhos em saúde.
Con ex o
comuni á io/c
uidados
domiciliá ios
2
Zhou B., Zhang J., Zhao Y.,
Li X., C aig S.A., Xie B., e
al., 2019
China
Ca egi e -Deli e ed S oke
Rehabili a ion in Ru al
China: The RECOVER
Randomized Con olled T ial
Ensaio clínico
andomizado
con olado
De e mina a e icácia de um
modelo de eabili ação pós-AVC,
lide ado po en e mei os e
implemen ado po cuidado es,
em á eas u ais da China.
Um p og ama ino ado de eabili ação pós-AVC, lide ado po en e mei os, com
supo e digi al e en egue a cuidado es, não melho ou o desempenho uncional
dos u en es pós AVC, em á eas u ais da China. Não hou e di e ença
es a is icamen e signi ica i a na ecupe ação ísica en e os g upos de in e enção
e con ole; desa ios na implemen ação de ido à complexidade do eino.
É necessá ia mais in es igação em eabili ação pós-AVC adequada a con ex os
com poucos ecu sos.
Hospi ais
u ais
3
Ba bas L., 2020
Po ugal
P opos a de capaci ação
pa a a pessoa com
al e ações do au ocuidado e
pa a o seu cuidado :
ganhos sensí eis dos
cuidados de En e magem
de Reabili ação
Rela ó io de
Es ágio
Desc e e as compe ências do
EEER desen ol idas na
capaci ação da pessoa e do
cuidado .
Fo am cons uídos um modelo de capaci ação pa a o au ocuidado e um plano de
in e enção. Ob i e am-se ganhos na uncionalidade ge al e no au ocuidado de
odas as pessoas. A capaci ação do cuidado con ibuiu pa a o seu p óp io
au ocuidado, assim como pa a a melho ia dos cuidados p es ados à pessoa
dependen e.
Con ex o
Hospi ala
55
4
Ma os M.F., Simões J.A.,
2020
Po ugal
En e magem de
Reabili ação na T ansição
da Pessoa com Al e ação
Mo o a po AVC: Re isão
Sis emá ica da Li e a u a
Re isão
sis emá ica da
li e a u a
Iden i ica as in e enções do
EEER que capaci am a pessoa e
amília/cuidado , em si uação de
AVC com al e ação mo o a na
p epa ação do eg esso casa.
Des aque pa a a impo ância de p og amas de eabili ação que in eg em as
dimensões ísica, psicológica e cogni i a da pessoa com AVC, e o çando o papel
undamen al dos cuidado es amilia es na ges ão da dependência e das AVDs. A
in e enção do EEER cen a-se na capaci ação do cuidado , no ensino e eino de
AVD e na a iculação com ecu sos comuni á ios pa a da con inuidade ao
p ocesso de eabili ação.
Con ex o
domiciliá io
5
Raposo P., Relhas L.,
Pes ana H., Mesqui a A.,
Sousa L., 2020
Po ugal
In e enção do en e mei o
especialis a em eabili ação
na capaci ação do cuidado
amilia após AVC: es udo
de caso
Es udo de caso
quali a i o
A alia a in e enção do
en e mei o especialis a em
en e magem de eabili ação na
capaci ação do cuidado amilia
e na p es ação de cuidados a
uma pessoa com AVC
A capaci ação do cuidado amilia esul ou num aumen o p og essi o do
conhecimen o e domínio das écnicas de posicionamen o an iespás ico, com
au onomia ao inal das cinco sessões e boa adesão ao ca az in o ma i o como
ecu so educa i o. Pa a a pessoa com AVC, e i ica am-se bene ícios como
edução da do no omb o hemiplégico, p e enção do ag a amen o da
espas icidade e manu enção da in eg idade cu ânea. O ca az in o ma i o oi
alidado e adap ado pa a melho a a cla eza isual e linguagem, sendo alo izado
ambém pela equipa de en e magem. O cuidado desen ol eu compe ências
c í icas e es a égias adap a i as pa a ga an i con o o e alinhamen o pos u al,
culminando na esolução dos diagnós icos de en e magem elacionados ao
conhecimen o e execução do posicionamen o an iespás ico.
Con ex o
Domiciliá io
6
Gane ian y A., Songwa hana
P., Nilmana , K., 2021
Tailândia
T ansi ional ca e p og ams
o imp o e ou comes in
pa ien s wi h auma ic
b ain inju y and hei
ca egi e s: A sys ema ic
e iew and me a-analysis
Re isão
sis emá ica e
me a-análise
A alia a e icácia de p og amas
de cuidados ansicionais na
melho ia dos esul ados de
pacien es com lesão ce eb al
aumá ica (LCT) e seus
cuidado es du an e a ansição
hospi al-domicílio.
Os p og amas de cuidados ansicionais pa a pessoas com lesão ce eb al
aumá ica (LCT) melho am signi ica i amen e o desempenho ísico, a ecupe ação
uncional e a au onomia dos pacien es, além de eduzi complicações secundá ias
após a al a. Pa a os cuidado es, esses p og amas diminuem sin omas de
dep essão, ansiedade e sob eca ga emocional, mos ando bene ícios du adou os.
As abo dagens mais e icazes incluem educação, eino p á ico, supo e
psicológico, aconselhamen o indi idualizado e acompanhamen o pós-al a (como
isi as domiciliá ias e ollow-up), sendo esses elemen os essenciais pa a uma
adap ação bem-sucedida ao con ex o domiciliá io, com e ei os posi i os
es a is icamen e signi ica i os pa a pacien es e cuidado es.
Con ex o
Domiciliá io
56
7
San os, A., 2022
Po ugal
O Papel do En e mei o de
Reabili ação na Capaci ação
do Cuidado In o mal do
Idoso Dependen e po AVC
no Domicílio
Es udo
Quan i a i o -
Es udo de Caso
A alia os e ei os de um
p og ama de en e magem de
eabili ação na capaci ação do
cuidado in o mal pa a a
p es ação de cuidados de
au ocuidado ao idoso dependen e
após um AVC, no domicílio.
Os esul ados indica am melho ias signi ica i as nas capacidades dos cuidado es
in o mais em odas as á eas de au ocuidado a aliadas após a in e enção. As
melho ias o am mais acen uadas nas á eas que inicialmen e ap esen a am maio
di iculdade, nomeadamen e es i /despi , ans e i e posiciona . Es as di e enças
o am es a is icamen e signi ica i as, e idenciando a e icácia do p og ama de
capaci ação implemen ado.
Con ex o
Domiciliá io
8
Pessoa C., Fe nandes C.,
Noguei a P., 2022
Po ugal
CuizGi e : desen ol imen o
de um jogo digi al pa a a
capaci ação do cuidado do
lesionado e eb o-medula
Es udo pilo o com
abo dagem
me odológica em
3 ases:
Re isão in eg a i a
da li e a u a pa a
iden i ica
necessidades dos
cuidado es;
Desen ol imen o
do jogo digi al
“CuizGi e ”;
Validação do jogo
po um g upo de
23 pe i os.
Desc e e o p ocesso de
desen ol imen o e a alia a
usabilidade e acei ação do jogo
digi al “CuizGi e ” pa a
capaci ação de cuidado es de
pessoas com lesão e eb o-
medula .
Iden i icação de necessidades de conhecimen o dos cuidado es sob e:
Ges ão da bexiga e in es ino neu ogénicos.
P e enção de in eções u iná ias e espi a ó ias.
P e enção de úlce as de p essão.
A uação pe an e dis e lexia au onómica e espas icidade.
Ges ão de medicação e nu ição adequada.
O jogo oi conside ado educa i o, apela i o e cen ado nas dú idas dos cuidado es,
com eedback posi i o dos pe i os.
Con ex o
Hospi ala e
Domiciliá io
9
Peixo o A.M., 2023
Po ugal
Cuidado T ansicional ao
Cuidado In o mal da
pessoa com Aciden e
Vascula Ce eb al:
In e enções do En e mei o
Especialis a em
En e magem de
Reabili ação
Re isão Na a i a
da Li e a u a
In e enções de En e magem de
Reabili ação com oco no cuidado
ansicional ao cuidado in o mal
da pessoa com AVC
Necessidades/desa ios dos cuidado es in o mais da pessoa com AVC na ansição
hospi al-casa:
- in o mação clínica e comunicação e icaz
- supo e p o issional
- supo e ju ídico/ ecu sos e supo e inancei o
- sob eca ga ísica/emocional e ges ão emocional/psicológica
- p epa ação/ eino pa a o au ocuidado
Con ex o
domiciliá io
57
10
Lou ei o M., Pa ola V.,
Dua e J., Mendes E.,
Oli ei a I., Cou inho G.,
Ma ins M.M., e al., 2023
Po ugal
In e en ions o Ca egi e s
o Hea Disease Pa ien s in
Rehabili a ion: Scoping
Re iew
Scoping Re iew
Mapea as in e enções
di ecionadas aos cuidado es de
pessoas com doenças ca díacas
em p og amas de eabili ação
ca díaca que p omo am o seu
papel e saúde
In e enções iden i icadas di ecionadas ao cuidado :
- in e enções educacionais e mudanças de hábi os de ida
- exe cício ísico
- in e enções psicológicas/con olo de s ess
- ca ego ia "Ou os": in e enções de eino em supo e básico de ida, elabo ação
de guidelines/ ecomendações e eino do papel de cuidado
Con ex o
Domiciliá io,
Hospi ala ,
Comuni á io e
Cen o de
Reabili ação
11
An unes C.B., 2023
Po ugal
A educação e apêu ica dos
amilia es cuidado es de
pessoas com demência:
p o ocolo de a uação do
en e mei o especialis a em
en e magem de eabili ação
Re isão In eg a i a
da Li e a u a
Mapea e analisa a e idência
exis en e sob e o papel do
en e mei o especialis a em
en e magem de eabili ação na
educação e apêu ica do amilia
cuidado da pessoa com
demência, isando a p omoção
da ges ão do egime e apêu ico.
Que online que p esencial, há bene ícios na educação e apêu ica do Cuidado
In o mal, na p omoção da ges ão do egime e apêu ico e na saúde do p óp io
cuidado . Obse ou-se uma diminuição da sob eca ga dos cuidado es e uma
melho ia na qualidade de ida des es.
Es a educação passa pelos ensinos ela i os aos di e sos au ocuidados, bem
como pela ges ão das al e ações compo amen ais.
Con ex o
Domiciliá io
12
Gomes C., 2023
Po ugal
Capaci ação de Cuidado es
de Pessoas com Al e ações
do Au ocuidado: Ganhos
Sensí eis dos Cuidados de
En e magem de
Reabili ação
Rela ó io de
es ágio
Desen ol e compe ências de
en e magem de eabili ação pa a
capaci a cuidado es em
au ocuidado
Iden i ica am-se necessidades signi ica i as de capaci ação dos cuidado es
in o mais em á eas como alimen ação, mobilização, posicionamen os, exe cícios
e apêu icos e p e enção de úlce as de p essão. A dependência uncional dos
u en es co elacionou-se com maio es ní eis de sob eca ga dos cuidado es,
ag a ada pela al a de conhecimen o e eino adequado. As in e enções de
en e magem pe mi i am ganhos na uncionalidade dos u en es, edução da
sob eca ga dos cuidado es, melho ias na comunicação e adap ação dos espaços
domés icos, p omo endo o au ocuidado e a capaci ação do cuidado amilia .
Comuni á io
( isi a
domiciliá ia -
ECCI)
58
13
Pin o D., Magalhães S.,
Fe ei a S., 2023
Po ugal
Capaci ação do Cuidado
In o mal pa a a Abo dagem
do Equilíb io Co po al da
Pessoa Dependen e em
Con ex o Domiciliá io
Es udo quase-
expe imen al, de
g upo único,
longi udinal
A alia o con ibu o de um
p og ama de capaci ação pa a a
abo dagem do equilíb io co po al
em casa
An es da in e enção, os CI ap esen a am baixos ní eis de conhecimen o, sendo
que 90% adqui i am compe ências após a aplicação de um p og ama de
capaci ação baseado em sessões eó ico-p á icas ao domicílio, com ma e ial
in o ma i o e supe isão p óxima. Ve i ica am-se ganhos signi ica i os no equilíb io
co po al dos pacien es (média de 8,9 pon os no es e de Tine i) e na au onomia
uncional (ganho médio de 21 pon os no índice de Ba hel), sob e udo em
a i idades básicas como alimen ação, ans e ências e es uá io. A in e enção
e elou-se e icaz, con i mando que a capaci ação do cuidado con ibui pa a
melho ias no equilíb io e au onomia da pessoa dependen e.
Comuni á io
( isi as
domiciliá ias,
ECCI)
14
Lou ei o M., Dua e J.,
Mendes E., Oli ei a I.,
Cou inho G., Ma ins M.M.,
e al., 2024
Es udo in e nacional
Iden i ying Elemen s o a
Ca diac Rehabili a ion
P og am o Ca egi e s: An
In e na ional Delphi
Consensus
Delphi ele ônico
in e nacional, de
ês ondas
Iden i ica componen es de
p og amas de eabili ação
ca díaca pa a cuidado es
Fo am es abelecidas se e ecomendações pa a a in eg ação de cuidado es em
p og amas de eabili ação ca díaca, des acando-se a impo ância da sua inclusão
em ações de educação pa a a saúde, con olo de a o es de isco e p e enção
p imá ia. A pa icipação dos cuidado es pode a o ece a adesão dos pacien es
aos p og amas, sendo ecomendada a sua p esença especialmen e nas ases II e
III da eabili ação. Além disso, incen i a-se o uso da ele eabili ação como
es a égia pa a acili a a pa icipação a i a dos cuidado es.
Hospi ais e
domicílio
Ên ase em
ases
ambula o iais
e
comuni á ias
(Fase II e
Fase III).
59
Dos dados ex aídos, é possí el e i ica que a maio ia dos es udos incluídos é p o enien e de Po ugal
(n=11), com os es an es o iundos da China (n=1), Tailândia (n=1) e um es udo de âmbi o
in e nacional (n=1), que con ou com a pa icipação de especialis as de á ios países.
Rela i amen e, ao ipo de es udo e à me odologia u ilizada, obse a-se uma di e sidade de abo dagens.
A me odologia mais equen e oi a Re isão Sis emá ica da Li e a u a (n=3), seguida da
Scoping Re iew
(n=2) e do Es udo de Caso (n=2), sendo que um e a um es udo quali a i o e o ou o quan i a i o. Os
es an es es udos incluí am uma Re isão In eg a i a da Li e a u a (n=1), uma Re isão Na a i a da
Li e a u a (n=1), um Ensaio Clínico (n=1), um Es udo Quase Expe imen al (n=1), um Es udo Pilo o
(n=1) e um es udo com ecu so ao mé odo Delphi (n=1).
Os dados dos es udos incluídos indicam que o domicílio (n=9) é o con ex o mais p e alen e na
implemen ação de p og amas de en e magem pa a capaci ação do cuidado (An unes, 2023;
Gane ian y e al., 2021; Gomes, 2023; Ma os & Simões, 2020; Peixo o, 2023; Pin o e al., 2023b;
Raposo e al., 2020; San os, 2022; San os, 2019), seguido do con ex o hospi ala (n=2) (Ba bas,
2020; Zhou e al., 2019) e de in e enções simul âneas em con ex o domiciliá io e hospi ala (n=2)
(Lou ei o e al., 2024; Pessoa e al., 2022). Já o es udo de Lou ei o e al. (2023) des aca-se po
ab ange múl iplos con ex os: domiciliá io, hospi ala , comuni á io e em Cen o de Reabili ação.
No que diz espei o aos domínios da uncionalidade, oi o es udos (n=8) êm como oco a componen e
neu ológica, con emplando cuidado es de pessoas com AVC (n=5) (Ma os & Simões, 2020; Peixo o,
2023; Raposo e al., 2020; San os, 2022; Zhou e al., 2019), lesão e eb o-medula (n=1) (Pessoa e
al., 2022), demência (n=1) (An unes, 2023) e lesão ce eb al aumá ica (n=1) (Gane ian y e al.,
2021). Seguem-se os es udos cen ados na componen e ca díaca (n=2) (Lou ei o e al., 2023, 2024),
enquan o um es udo (n=1) ab ange simul aneamen e os domínios neu ológico, musculoesquelé ico e
espi a ó io (Gomes, 2023). Os es udos de Ba bas (2020), Pin o e al. (2023b) e San os (2019) (n=3)
não especi icam ou não ap esen am de o ma cla a os domínios de a uação.
Rela i amen e aos ins umen os u ilizados pa a a alia a capaci ação do cuidado , apenas os es udos
(n=7) de Ba bas (2020), Gomes (2023), Pin o e al. (2023b), Raposo e al. (2020), San os (2019),
San os (2022) e Zhou e al. (2019) os iden i icam de o ma cla a. Nos es an es (n=7), essa
in o mação é omissa ou ap esen ada de o ma pouco explíci a (An unes, 2023; Gane ian y e al., 2021;
Lou ei o e al., 2023, 2024; Ma os & Simões, 2020; Peixo o, 2023; Pessoa e al., 2022).
66
6. NOTA FINAL
Os esul ados ob idos e idenciam a ele ância dos p og amas de en e magem de eabili ação pa a
capaci ação do cuidado , e le indo-se não só na diminuição da sua sob eca ga e na melho ia da sua
qualidade de ida, azendo-o sen i -se mais empode ado no seu papel, mas ambém na p omoção da
au onomia e uncionalidade da pessoa cuidada p omo endo ganhos em saúde.
Embo a se econheça cada ez mais a impo ância do papel do CI nos cuidados de saúde, e exis a um
c escen e in es imen o na sua capaci ação e en ol imen o a i o no p ocesso de cuidados, ainda são
escassos os es udos que abo dam o con ibu o da en e magem de eabili ação nes e p ocesso. No
en an o, é enco ajado e i ica que, apesa des a escassez, a maio ia dos es udos iden i icados é de
o igem po uguesa, o que pode cons i ui um indicado posi i o do desen ol imen o e a i mação da
en e magem de eabili ação em Po ugal.
Es es esul ados e o çam, assim, a pe inência de se in eg a a capaci ação do cuidado nos planos de
in e enção do EEER, p omo endo p á icas cen adas na pessoa e no FC, omen ando a mes ia des e
e assegu ando uma ansição segu a e e icaz no assumi do seu no o papel.
Nes e sen ido, o na-se undamen al incen i a o desen ol imen o de mais es udos que ap o undem
es a emá ica, p omo endo a cons ução de p og amas de en e magem p omo o es da capaci ação do
cuidado mais es u u ados, sus en ados po e idência cien í ica obus a e que possam se adap ados
e eplicados em di e en es con ex os da p á ica clínica.
67
CONCLUSÃO
O pe cu so o ma i o enquan o EEER culmina com a elabo ação des e ela ó io inal, que cons i ui um
momen o de e lexão c i ica sob e odo o abalho desen ol ido. Ao longo des e caminho, po ezes
desa ian e, impôs-se a necessidade de e le i sob e as a i idades desen ol idas no âmbi o da
aquisição de compe ências especializadas, sob e as di iculdades sen idas ao longo de odo o pe cu so,
bem como sob e o con ibu o pa a a p á ica clínica e p odução cien í ica ob ida a a és da
scoping
e iew
ealizada.
O aje o oi ico em expe iências e ap endizagens em con ex os clínicos di e sos e com di e en es
ní eis de complexidade. Foi possí el concebe , implemen a e moni o iza planos de en e magem de
eabili ação di e enciados e indi idualizados, cen ados na pessoa/FC, espei ando os seus obje i os,
necessidades e p oje o de ida. Os p og amas elabo ados incidi am p edominan emen e na
eeducação uncional mo o a, espi a ó ia, ca díaca e einos de au ocuidados.
A a és de in e enções, écnicas e ecnologias especi icas de eabili ação p omo eu-se a
uncionalidade, a au onomia e a independência, p e enindo complicações secundá ias e con ibuindo
pa a a melho ia da qualidade de ida da pessoa e do seu FC, assim como pa a a sua ein eg ação
social.
A en e magem de eabili ação em indo a e olui em espos a às necessidades eme gen es dos
con ex os sociais e de saúde. A ualmen e, pe an e o en elhecimen o populacional e o a anço da
ecnologia e conhecimen o na á ea da saúde, o EEER é cada ez mais solici ado como complemen o
na espos a às necessidades da população endo um papel impo an e na cons ução de espos as dos
sis emas de saúde a es es no os desa ios (Co eia e al., 2023).
Nes a espos a su ge o FC, como pa cei o de cuidados e memb o indispensá el no p ocesso de
eabili ação, assegu ando equen emen e, e de o ma soli á ia, a con inuidade dos planos delineados.
Con udo, es a esponsabilidade é mui as ezes assumida sem qualque p epa ação p é ia, sem
expe iência, conhecimen os ou ecu sos adequados, e com desconhecimen o dos apoios disponí eis
ou das en idades a quem eco e . Reconhecendo a impo ância des e papel, o na-se impe a i o
ga an i o apoio e capaci ação do FC, assegu ando não só a qualidade e segu ança dos cuidados
p es ados mas ambém o bem-es a e a qualidade de ida da pessoa cuidada e do FC.
68
Foi nes e enquad amen o que su giu o ema da
scoping e iew
, pe mi indo mapea a e idência
exis en e sob e p og amas de eabili ação p omo o es da capaci ação do cuidado . Ve i icou-se, uma
lacuna na in es igação sob e es e assun o mas, apesa do núme o eduzido de es udos, os esul ados
encon ados e o ça am a impo ância do con ibu o da en e magem de eabili ação na capaci ação do
cuidado . Es e econhecimen o e o ça a necessidade de um olha mais a en o e con ínuo sob e es a
á ea de a uação, espe ando-se que no u u o se in is a de o ma mais consis en e na cons ução de
p og amas de en e magem que alo izem o FC como pa e in eg an e e indispensá el do p ocesso de
eabili ação. Es es p og amas de em iden i ica as p incipais necessidades de o mação, educação,
eino e apoio, sendo que a sua capaci ação de e se enca ada como uma p á ica essencial e
pe manen e pa a os EEER.
Em sín ese, conside a-se que os obje i os delineados pa a es e ela ó io o am alcançados, an o no
que espei a à análise c í ico- e lexi a sob e a aquisição de compe ências de EEER em con ex o de
es ágio, como na demons ação de compe ências de in es igação, e idenciadas na
scoping e iew
ap esen ada. En endendo-se, assim, e eunido as condições necessá ias pa a a ob enção do g au de
Mes e em En e magem de Reabili ação.
Te mina-se com um sen imen o de missão cump ida sendo que a ges ão do empo oi um dos maio es
desa ios en en ados. A conciliação en e es ágio, a i idade p o issional e ida pessoal e elou-se uma
a e a complexa mas cujo es o ço oi ecompensado pelos esul ados ob idos e pelo c escimen o
pessoal e p o issional que p opo cionou.
69
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