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O impacto da liderança transformacional no desempenho dos colaboradores nas PME portuguesas: o papel mediador do clima ético

Author: Neves, José Pedro Pereira
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/bd850b38-a77d-4c6b-a5e5-5cb0ebf6d954/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Economia e Ges ão
José Ped o Pe ei a Ne es
O impac o da Lide ança T ans o macional no
Desempenho dos Colabo ado es nas PME
Po uguesas: O Papel Mediado do Clima É ico
julho de 2024
O impac o da Lide ança T ans o macional no Desempenho dos Colabo ado es nas PMES Po uguesas:
O Papel Mediado do Clima É ico
UMinho | 2024
José Ped o Pe ei a Ne es
ii
Uni e sidade do Minho
Escola de Economia e Ges ão
José Ped o Pe ei a Ne es
O impac o da Lide ança
T ans o macional no Desempenho
dos Colabo ado es nas PME
Po uguesas: O Papel Mediado do
Clima É ico
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Ges ão e Negócios
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Ca la F ei e
Julho de 2024
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo
indicada. Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em
condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do
Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
Ag adecimen os
Finalizada a in es igação, no momen o de ap esen a o abalho que oi desen ol ido nes e pe íodo
não posso deixa de ag adece a odos aqueles que, de o ma di e a ou de o ma indi e a,
con ibuí am pa a a sua conc e ização.
P imei amen e, enho de começa po ag adece à minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Ca la
F ei e, pela sua disponibilidade, dedicação e amabilidade pa a me o ien a em odos os momen os
de dú idas e ince ezas ao longo de odo es e pe cu so.
Que o ag adece aos meus pais e ao meu i mão po odo o amo e supo e que me dão no meu
quo idiano e que azem de mim cada dia melho pessoa.
Aos meus amilia es um ob igado po me incen i a em a aze semp e mais e melho . Po odo o
ca inho, ob igado.
A oda a equipa da Numbe De o ion, Pad inho, Mad inha, Diana, Simone e Zé, o meu mui o
ob igado po me ajuda em a c esce pessoalmen e e p o issionalmen e e po odo o supo e dado
numa ase di ícil e desa ian e da minha ida.
Não posso deixa de menciona os meus amigos que o am inalcançá eis ao me ajuda em na
di ulgação dos ques ioná ios e que, acima de udo, se man i e am semp e p óximos.
Também, exp essa o meu mais p o undo ag adecimen o a odas as pessoas que se mos a am
disponí eis pa a esponde ao meu ques ioná io e que colabo a am nes e es udo. Sem a ossa
colabo ação, nada se ia possí el.
Po im, uma dedica ó ia especial ao meu a ô An ónio e à minha a ó Celes e. Fo am, são e semp e
se ão uma inspi ação pa a mim!

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo
que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação
de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais
decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
RESUMO
O obje i o des e es udo é analisa o papel mediado do clima o ganizacional é ico na elação en e
a lide ança ans o macional e o desempenho dos colabo ado es (desempenho pela a e a e
desempenho con ex ual). Foi dis ibuído um ques ioná io online, espondido po 203
colabo ado es de PME po uguesas.
P ocedeu-se à análise de mediação simples a a és da Mac o PROCESS, es abelecendo a ligação
en e as a iá eis, com o obje i o de es a as hipó eses do es udo. Os esul ados indica am que,
o clima o ganizacional é ico assume um papel de mediação pa cial, na elação en e a lide ança
ans o macional e o desempenho con ex ual, no en an o não em um papel de mediação na
elação en e a lide ança ans o macional e o desempenho pela a e a. Ve i icou-se, ainda, que a
lide ança ans o macional es á posi i amen e elacionada com o clima o ganizacional é ico e que
o clima o ganizacional é ico es á posi i amen e elacionado com o desempenho pela a e a e o
desempenho con ex ual.
Os esul ados são discu idos e, pos e io men e são ap esen adas as con ibuições do p esen e
es udo pa a a p á ica da ges ão de ecu sos humanos nas PME po uguesas. São desc i as
algumas das limi ações encon adas no desen ol imen o da in es igação e, ambém, as u u as
in es igações pa a as quais es e abalho pode se i de base.
Apesa de exis i em in es igações ocadas na ligação di e a en e as a iá eis em es udo, es e
es udo ap esen a uma con ibuição di e enciada pa a a eo ia, pois oca-se ambém nas elações
indi e as en e os cons uc os. Desse modo, o p esen e abalho em um con ibu o pa a a
comunidade cien í ica, mas em igual in e esse pa a os líde es e o ganizações.
Pala as-Cha e: Lide ança T ans o macional; Desempenho pela Ta e a; Desempenho
Con ex ual; Clima O ganizacional É ico
6
ABSTRACT
The pu pose o his s udy is o analyse he media ing ole o e hical clima e in he ela ionship
be ween ans o ma ional leade ship and employee ( ask pe o mance and con ex ual
pe o mance). An online ques ionnai e was dis ibu ed and answe ed by 203 employees om
public and p i a e ins i u ions.
Simple media ion modelling was ca ied ou , es ablishing he link be ween a iables, o es he
s udy’s hypo heses. The esul s indica ed ha he e hical clima e assumes a pa ial media ing ole
in he ela ionship be ween ans o ma ional leade ship and con ex ual pe o mance, and no
media ion in he ela ionship be ween ans o ma ional leade ship and ask pe o mance. I was
also ound ha ans o ma ional leade ship is posi i ely ela ed o he e hical clima e and ha he
e hical clima e is posi i ely ela ed o bo h ask pe o mance and con ex ual pe o mance.
The esul s a e discussed, and subsequen ly, he con ibu ions o his s udy o he p ac ice o
human esou ce managemen in SMEs a e p esen ed. Some o he limi a ions encoun e ed du ing
he de elopmen o he esea ch a e desc ibed, as well as u u e esea ch o which his wo k can
se e as a basis.
Al hough he e a e in es iga ions ocused on he di ec connec ion be ween he a iables unde
s udy, his s udy p esen s a di e en ia ed con ibu ion o he heo y, as i also ocuses on he
indi ec ela ionships be ween he cons uc s. Thus, his wo k con ibu es o he scien i ic
communi y, bu i is equally o in e es o leade s and o ganiza ions.
Key Wo ds: T ans o ma ional Leade ship; Con ex ual Pe o mance; Task Pe o mance; E hical
Clima e
7
Índice
Ag adecimen os ........................................................................................................................... iii
RESUMO ........................................................................................................................................ 5
ABSTRACT ..................................................................................................................................... 6
1 In odução ........................................................................................................................... 11
2 Re isão de Li e a u a .......................................................................................................... 13
2.1. Lide ança ........................................................................................................................ 13
2.1.1. Lide ança T ans o macional .......................................................................................... 14
2.1.2. Teo ia T ans o macional s.
Laissez- Fai e
s. T ansacional .............................................. 17
2.2. Desempenho dos T abalhado es em Con ex o Labo al ......................................................... 19
2.2.1. A aliação de Desempenho ............................................................................................ 20
2.3. Clima O ganizacional ........................................................................................................ 22
2.4. Clima O ganizacional É ico .................................................................................................. 24
2.4.1. Modelo de Clima É ico .................................................................................................. 25
3 Enquad amen o Teó ico e Desen ol imen o das Hipó eses.............................................. 28
3.1 Lide ança T ans o macional e o Desempenho dos Colabo ado es ............................................. 28
3.2 Lide ança T ans o macional e o Clima O ganizacional É ico ..................................................... 29
3.3 O papel mediado do Clima O ganizacional É ico ..................................................................... 30
4 Me odologia ....................................................................................................................... 32
4.1. Pa adigma de In es igação, Tipo de Pesquisa e Tipo de Me odologia ....................................... 32
4.2. De inição de Va iá eis ......................................................................................................... 32
4.3. Ques ioná io ........................................................................................................................ 33
4.3.1. Escala pa a medi a Lide ança T ans o macional ............................................................. 33
4.3.2. Escala pa a medi o desempenho indi idual .................................................................... 34
4.3.3. Escala pa a medi o clima é ico ..................................................................................... 36
4.4. P ocedimen o Seguido na Recolha de Dados ......................................................................... 38
4.5. Amos a .............................................................................................................................. 38
5 Resul ados e Análise ........................................................................................................... 43
5.1. Análise Fa o ial das Escalas .................................................................................................. 43
5.1.1. Análise Fa o ial Explo a ó ia da Lide ança T ans o macional ............................................. 43
5.1.2. Análise Fa o ial Explo a ó ia do Desempenho dos Colabo ado es ...................................... 45
5.1.3. Clima O ganizacional É ico ............................................................................................ 47
5.2. Análise de Co elações ......................................................................................................... 49
Re isão de Li e a u a
14
Na de inição de lide ança exis em dois lados opos os, a co en e que ad oga que a lide ança
apenas exis e quando es á associada à dimensão é ica e ao equilíb io da o ganização e do g upo.
Po ou o lado, a ou a co en e de ende que a lide ança inclui oda a in luência que é exe cida
sob e os lide ados, independen emen e do obje i o, pois dada a complexidade da in luência
exe cida, podem exis i in ui os múl iplos e di icilmen e se consegue isola a eal in enção do líde
(Cunha e al., 2003).
Líde es são aqueles que, mais do que ou os, são idos como in luenciado es das a i idades sociais
e dos elacionamen os pa a a p odução, ep odução ou ans o mação de uma o dem social de
pode . Vá ios es udos empí icos e le em o impac o signi ica i o dos líde es na saúde e bem-es a
dos seus colabo ado es, não só em e mos de desequilíb io emocional e ou os esul ados
nega i os, mas ambém ao ní el da mo i ação e sa is ação do abalhado .
2.1.1. Lide ança T ans o macional
Segundo Hickman (2010), a lide ança ans o macional de e ia se en endida como o es ilo de
lide ança mais e icaz na medida em que in luencia odas as cul u as e o ganizações, e de ido ao
ac o de odos os líde es ans o macionais e em como obje i o anscende os seus in e esses
pessoais, em p ol da elicidade e bem comum dos seus seguido es.
Uma p imei a abo dagem ao concei o de Lide ança T ans o macional (LT) é ap esen ada po
Bu ns (1979) como sendo o p ocesso em que as “pessoas desen ol em elações en e si, pa a
que líde es e colabo ado es se ele em uns aos ou os pa a ní eis supe io es de mo i ação e é ica”
(p.20). Depois des e au o , Bass (1985) de ine a LT como a a i ude onde um líde es imula e
mo i a os seus lide ados, de o ma a que es es supe em as suas expec a i as no exe cício das
unções, es ando elacionado com o empenhamen o o ganizacional e alo izando o abalho em
equipa como uma das bases pa a a conc e ização dos obje i os ge ais da emp esa (Bu ns, 1979;
Bass, 1985).
Os líde es ans o mado es sabem que, mos ando con iança e espei o pelos seus seguido es,
podem molda o seu compo amen o in luenciando o sen ido de ealização no abalho e
esul ados o ganizacionais posi i os (Saleem, 2015). A lide ança ans o macional cen a-se em
alo es es u u ais, como a igualdade, a jus iça e a libe dade. Es es líde es aumen am e incen i am
os seus seguido es a a ingi em ní eis de mo alidade supe io es (Bu ns, 2012).

Re isão de Li e a u a
15
Be gamini (2009), ac edi a que a LT é cons uída sob e a ansacional, is o que p oduz ní eis de
es o ço e desempenho que ão além do que os líde es da abo dagem ansacional conseguem
p oduzi , usando mui o mais do que uma oca de expe iências e in luências en e líde es e
lide ados. Es es líde es conseguem ob e um desempenho máximo dos seus seguido es, po que
são capazes de inspi á-los a segui caminhos de sucesso e a desen ol e capacidades de solução
de p oblemas. A elação ans o macional en e o líde e os seguido es inclui ca isma, es ímulo
in elec ual, conside ação indi idualizada e mo i ação (Cou o-de-Souza & Tomei, 2008).
O ins umen o mais conhecido pa a medi os es ilos de lide ança é o Mul i ac o Leade ship
Ques ionnai e – MLQ de Bass & A olio (2000). Segundo Bass e Riggio (2005) e Bono e Judge
(2004), exis em qua o dimensões do ní el compo amen al da Lide ança ans o macional que se
encon am incluídas na escala MLQ, sendo elas: a In luência Idealizada; Mo i ação Inspi ado a,
Es imulação In elec ual e a Conside ação Indi idualizada.
A In luência Idealizada elaciona-se com líde es que ap esen am al os ní eis de condu a e mo al,
que são idos em ele ada es ima pessoal pelos seus lide ados e que ge am um sen imen o de
lealdade. Líde es com es a ca ac e ís ica são uma e e ência pa a os seus lide ados, são
espei ados, admi ados e con iá eis. São econhecidos pelas suas capacidades, pe sis ência e
de e minação (Bass & Riggio, 2005; Bono & Judge, 2004).
A Mo i ação Inspi ado a eme e pa a líde es que p oje am e idealizam o u u o, com base nos
seus ideais e alo es. Mo i am e conduzem os seguido es, mos ando o signi icado e o p opósi o
do abalho. Nes a dimensão, os líde es endem a es imula o en usiasmo, a cons ui con iança
e a mo i a os seus seguido es usando ações simbólicas e linguagem pe suasi a. P omo em a
união e o espí i o de equipa en e colabo ado es, lide am numa isão posi i a ace ca do u u o,
c iam p ojeções cla as e demons am uma isão pa ilhada e de comp omisso com os obje i os
(Bass & Riggio, 2005; Bono & Judge, 2004).
A Es imulação In elec ual alude a líde es que desa iam as condu as o ganizacionais, enco ajam o
pensamen o la e al e es imulam os seus colabo ado es a desen ol e um espí i o c ia i o,
desen ol endo soluções ino ado as e es a égias al e na i as (Bass & Riggio, 2005; Bono & Judge,
2004).
A Conside ação Indi idualizada diz espei o aos compo amen os dos líde es que econhecem as
necessidades genuínas dos colabo ado es em e mos de c escimen o e desen ol imen o. Du an e
Re isão de Li e a u a
16
esse p ocesso, os líde es ans o macionais o e ecem apoio, mo i ação e o ien ação aos lide ados,
sem que es es se sin am sob con ole. A delegação de unções é pe cebida como uma es a égia
pa a desen ol e as capacidades indi iduais, e a moni o ização é ealizada com o p opósi o de
o ien a e a alia as necessidades (Bass & Riggio, 2005; Bono & Judge, 2004)
Um es udo desen ol ido po Han e al. (2020) e idenciou que a lide ança ans o macional
in luencia a posi i amen e o desempenho dos colabo ado es, po que quando os subo dinados
conside a am que o líde enco aja a o c escimen o do seu po encial, es es sen iam-se mais
comp ome idos e encaminha am a sua condu a no sen ido de melho a e ap imo a o seu
desempenho. O líde que ansmi e con iança aos seus subo dinados o alece a sua elação com
os mesmos e es imula o desen ol imen o das suas compe ências, o que se epe cu e na
pe o mance indi idual e da p óp ia o ganização (Paes e al., 2021). O elacionamen o de
p oximidade desen ol ido en e um líde ans o macional e os seus subo dinados es imula a
c iação de um ambien e de abalho ha monioso, onde os uncioná ios se sen em elizes,
mo i ados e com on ade de melho a a sua pe o mance (Top e al., 2020). Segundo Rusmawa i
e Ind ia i (2020), os líde es ans o macionais abdicam dos seus in e esses pa a mo i a os seus
lide ados a supe a os seus pad ões de desempenho, em p ol de um obje i o comum.
Ribei o, Dua e e Medina (2019), e i ica am no seu es udo sob e “O impac o da Lide ança
T ans o macional no S ess, Empenhamen o A e i o e Desempenho dos colabo ado es”, que o
es ilo ans o macional impac a posi i amen e o empenhamen o a e i o e o desempenho de um
colabo ado . Is o signi ica que, quan o maio a p esença do es ilo ans o macional po pa e do
líde , mais empenhado ende á a se o abalhado e melho se á o seu desempenho. Em sen ido
con á io, o mal-es a dos colabo ado es ende á a se meno , se o líde o mais ans o macional,
uma ez que o s ess e o descon en amen o são sen imen os an agonis as à lide ança
ans o macional.
Kouzes e Posne (2002) demons a am que a lide ança ans o macional em um e ei o posi i o e
signi ica i o no bom desempenho dos colabo ado es. Es e ipo de lide ança dedica o seu empo
ao desen ol imen o pessoal dos seus seguido es, o e ecendo eedback posi i o e cons u i o,
melho ando signi ica i amen e o desempenho dos colabo ado es. Es e es udo es á de aco do com
os esul ados de Yulian o o (2020), que mos am uma in luência posi i a e signi ica i a en e a
lide ança ans o macional e o desempenho dos uncioná ios.
Re isão de Li e a u a
17
A iyie e al. (2019) e e iu no seu es udo, num con ex o de pequenas e médias emp esas, que a
lide ança ans o macional impac a posi i amen e no desempenho dos colabo ado es, le ando à
ino ação e c iação de no as p á icas e ao e o ço e e olução do desempenho dos colabo ado es.
2.1.2. Teo ia T ans o macional s.
Laissez- Fai e
s. T ansacional
Alguns es udos suge em a exis ência de ês es ilos de lide ança: T ans o macional, T ansacional
e
Laissez-Fai e
(Alhee , Adwan, A eiqa , Zamil & Saleh, 2021).
Bass (1990), no seu es udo eme e pa a a ideia in empo al que alguns supe iso es ainda
dependem do pode legí imo dado pelo seu pos o ou pela sua hie a quia o ganizacional, ou en ão
pelo pode coe ci o, explo ando o medo e a punição, po o ma a le a as pessoas a oma as
ações desejadas. Po ou o lado, exis em ges o es numa elação ansacional com os seus
colabo ado es, na qual explicam o desempenho espe ado e a ecompensa ob ida se o obje i o o
conseguido.
Na lide ança ansacional, o líde es abelece uma elação de oca com os seus subo dinados,
onde c ia ecompensas pa a desempenhos sa is a ó ios e penalizações pa a desempenhos
indesejados (Bas a i e al., 2020). O líde oca a sua a enção na supe isão, o ganização e
desempenho, com is a a alcança um obje i o inal, ge ando um ambien e o ganizacional po
ezes hos il, obs uído de no os pensamen os e de ele ada ensão.
Um líde ansacional não hesi a em co igi e a alia o desempenho dos subo dinados, mesmo
quando ainda o p ocesso de abalho não enha sido concluído. A ação em como obje i o ga an i
que os subo dinados sejam capazes de abalha de aco do com pad ões e p ocedimen os
es abelecidos. Na ges ão passi a po exceção, um líde ansacional aplica á medidas co e i as e
sanções aos subo dinados se algo de e ado no p ocesso ealizado po eles. No en an o, se o
p ocesso de abalho es i e a deco e de aco do com os pad ões e p ocedimen os, o líde
ansacional não o nece nem e e ua nenhuma a aliação aos seus subo dinados.
Pa a Bass, em mui os casos, es a lide ança ocada na oca en e ambos os in e enien es, “é
uma p esc ição pa a a medioc idade” (Bass, 1990; p. 20), p incipalmen e quando o
compo amen o do líde se baseia mui o na lide ança pela exceção passi a, onde eage apenas
quando de e a algum des io nos esul ados.
Re isão de Li e a u a
18
A dis inção en e lide ança ansacional e ans o macional pode se comp eendida, como Bu ns
(1978) des aca, a a és da di e ença en e os e bos " oca " e " ans o ma ", usando de inições
p ecisas. "T oca " en ol e a subs i uição de uma coisa po ou a, a elação de oca p essupõe
da e ecebe , a mudança de luga ou o mo imen o de um luga pa a ou o. Esses são os ipos de
mudanças a ibuídos po Bu ns (1978) à lide ança ansacional. Po ou o lado, a lide ança
ans o macional ep esen a uma mudança mais signi ica i a, seja ex e na ou in e na. É uma
ans o mação de ampli ude e p o undidade p omo ida pela lide ança ans o macional. De aco do
com Bass (1985), ci ado po Yulk (2013), a lide ança ans o macional e ansacional são
p ocessos dis in os, embo a não se excluam mu uamen e. Na lide ança ans o macional, os
seguido es desen ol em con iança, admi ação, lealdade e espei o pelo líde , sendo mo i ados a
ealiza mais do que inicialmen e espe ado. O líde ans o ma e mo i a os seguido es, o nando-
os mais conscien es da impo ância dos esul ados das a e as, incen i ando-os a anscende os
seus p óp ios in e esses em p ol da o ganização ou equipa.
A lide ança Laissez-Fai e p ima pela libe dade que é dada aos colabo ado es. O líde e i a as suas
esponsabilidades de lide ança, e po ezes é ido como inconsis en e. Nes e es ilo emos o
comp ome imen o a e ado (Babalola, 2016). Es a lide ança é desp o ida de in e enção di e a
pelas en idades supe io es, e pe mi e aos colabo ado es ado a em a es a égia que melho se
adap e ao p ocesso.
Como se ia de p e e , es e ipo de lide ança po quem se encon a na posição mais al a da
hie a quia aca e a p oblemas nega i os pa a a o ganização, le ando à possibilidade de coloca
em causa a sa is ação pessoal dos seus colabo ado es o iginando assim, um aumen o do s ess
que pode á oco e num escala de con li os in e pessoais (Skogs ad e al 2007). Tudo is o, le a
os au o es a conclui que es a lide ança pode se nega i a, uma ez que é con á ia aos p opósi os
da o ganização e dos seus abalhado es.
Tabela 1 Ca ac e ís icas dos Líde es T ans o macionais e T ansacionais (adap ado de Bass,
1990, p.22).
Líde es T ans o macionais
Ca isma: Fo nece isão e sen ido de missão, di unde o gulho, ganha espei o e con iança.
Inspi ação: Comunica al as expec a i as, usa símbolos pa a oca os es o ços, exp essa obje i os
impo an es de o ma simples.
Re isão de Li e a u a
19
Es imulação In elec ual: P omo e a c ia i idade, in eligência e o pensamen o pa a a esolução
dos p oblemas
Conside ação Indi idual: Foca-se em cada indi íduo, como se único e c ucial na o ganização,
p ocu a se men o e da conselhos.
Líde es T ansacionais
Recompensa con ingencial: P ome e ecompensas po um bom desempenho e econhece
quando os obje i os são cump idos.
Ges ão po exceção (a i a): Vigia e p ocu a po des ios às eg as e pad ões e p ocu a co igi-
los.
Ges ão po exceção (passi a): In e ém apenas quando os pad ões não são cump idos.
Laissez-Fai e: Abdica das esponsabilidades e e i a oma decisões.
2.2. Desempenho dos T abalhado es em Con ex o Labo al
O es udo do desempenho dos abalhado es em mo i ado o desen ol imen o de mui os es udos,
nomeadamen e os que e idenciam a impo ância de boas p á icas de ges ão de ecu sos humanos
implemen adas na o ganização, podendo es as in luencia posi i amen e a mo i ação do
colabo ado , incen i a o es o ço ex a e es imula a c iação de alo (B i o & Oli ei a, 2016).
Ou os es udos como o de Hussain e Ghulam (2017) cen am a ques ão na o ma como os
indi íduos pe cebem que a o ganização alo iza as suas di iculdades. Es as pe ceções c iam as
condições pa a o desen ol imen o de um ambien e de abalho a o á el ao desen ol imen o
p o issional e ao bem-es a pessoal, mas ambém uma maio p edisposição pa a excede as
expec a i as no desempenho das unções e inclusi amen e demons a um maio
comp ome imen o. De o ma complemen a , O oo (2019) conclui ambém que o apoio pe cebido
pelos colabo ado es não esul a só num melho desempenho diá io, mas ambém con ibui pa a
a p óp ia compe i i idade da emp esa. Assim, es es es udos concluem que o apoio pe cebido c ia
as condições pa a uma maio dedicação, e o çando os alice ces o ganizacionais (Cas o, 2021).

Re isão de Li e a u a
20
O desempenho é c ucial nos es udos de ges ão de ecu sos humanos, pois esul a da combinação
de di e sos a o es den o da o ganização. Pa a alcança um melho desempenho é essencial
p omo e a i udes posi i as, desen ol e compe ências, incen i a a esponsabilidade, c ia
incen i os e aumen a a sa is ação dos colabo ado es, pelo que se es as medidas as o ganizações
não podem espe a ob e o seu máximo empenho e es o ço (Tseng & Huang, 2011).
O sucesso de qualque o ganização e a an agem compe i i a que ob ém em elação à
conco ência dependem signi ica i amen e do desempenho dos colabo ado es, pois é a a és
des e que os obje i os são alcançados (S i as a a & Pa hak, 2019). As emp esas espe am que os
seus uncioná ios sejam e icien es na execução das a e as (San os, 2019). Nesse con ex o,
Ramos-Villag asa e al. (2019) e idenciam que o desempenho esul a da combinação de a i udes
e compo amen os que con ibuem pa a alcança as me as o ganizacionais, o nando a ges ão e
a aliação p ocessos undamen ais.
Campbell (1990) sis ema iza o desempenho indi idual em oi o dimensões que desc e em a sua
es u u a la en e: (1) p o iciência nas a e as especí icas do abalho, (2) p o iciência nas a e as
não di e amen e elacionadas com o abalho, (3) compe ência na comunicação o al e esc i a, (4)
demons ação de es o ço, (5) manu enção da disciplina pessoal, (6) acili ação do desempenho
dos pa es e da equipa, (7) supe isão e lide ança, e (8) ges ão e adminis ação. Nes e sen ido, a
comp eensão dos a o es que de e minam o desempenho a o ece a medição do mesmo.
2.2.1. A aliação de Desempenho
Khanna e Sha ma (2014) indicam que a aliação de desempenho é uma e amen a de diagnós ico
do abalho ealizado pelos colabo ado es. Essa a aliação pode se ei a de duas o mas:
in o malmen e, quando es a é e e uada sob e juízos de alo e obse ações pessoais pe an e os
colabo ado es; e o malmen e, quando exis e um p ocedimen o obje i o c iado pa a a a aliação
de desempenho dos colabo ado es, sendo es a úl ima a mais u ilizada pa a a e acidade e não
subje i idade do p ocesso de a aliação.
Smi he e London (2009) de inem a A aliação de Desempenho como sendo um “p ocesso
con ínuo que incluí de ini (e alinha ) obje i os, desen ol e colabo ado es, ealiza coaching e
eedback in o mal, a alia o malmen e o desempenho e incula o desempenho ao
econhecimen o e às ecompensas.” (p. 15)
Re isão de Li e a u a
21
Cae ano (2008), a gumen ou que o desempenho dos colabo ado es numa emp esa pode se is o
sob duas pe spe i as, uma elacionada com os compo amen os elacionados com a ealização
das a e as e os meios, e ou a com os esul ados a e iguados pelo desempenho do indi iduo, ou
seja, os ins.
Nes e p opósi o, Dias e Toni (2018) mencionam que a a aliação de desempenho é p oje ada pa a
ajuda a sa is aze as necessidades o ganizacionais e indi iduais, mo i o pelo qual é conside ada
um ins umen o de ges ão que p e ende: (i) a icula o desempenho dos abalhado es com a
es a égia da o ganização (ii) ale a o que a o ganização p io iza e o que necessi a; (iii) e
conhecimen o do desempenho mú uo, an o do colabo ado como da equipa; (i ) omen a o
desen ol imen o de no as
so skills
; ( ) mo i a os colabo ado es; ( i) e o nece in o mação que
omen e a omada de decisão ela i amen e a ou as p á icas de ges ão de ecu sos humanos.
Apesa de ha e menção aos p oblemas e cons angimen os associados aos sis emas o mais de
a aliação de desempenho, ais como a edução de p odu i idade angús ia emocional, in luência
na mo al e mo i ação, ou susci a eceio e al a de con iança (Nickols, 2007), en e ou os, á ios
au o es êm des acado as an agens do uso des es sis emas. De aco do com Wiese e Buckley
(1998) uma das an agens é apoia a omada de decisão sob e udo, na dis ibuição de p émios,
p omoções e ans e ências, podendo ambém auxilia os ges o es no desen ol imen o dos
uncioná ios.
De aco do com Melo e Machado (2015), pa a que a a aliação de desempenho seja uma p á ica
bené ica nas PMEs, essas a aliações de em demons a esul ados ealis as, endo em
conside ação a limi ação de ecu sos des as o ganizações. Além disso, de e se de ácil
comp eensão no sen ido de apon a os aspe os a melho a no desempenho.
Os p incipais obje i os des es diagnós icos consis em em a alia o desempenho imedia o dos
colabo ado es. Nes e con ex o, pode-se dize que à medida que a o ganização passa a alo iza
mais a ges ão humana, oco e uma ansição do modelo adicional pa a uma abo dagem mais
cuidadosa, ado ando p á icas e di e izes que e le em os alo es e no mas. No con ex o das PMEs,
os sis emas de a aliação de desempenho são ge almen e in o mais e con ínuos (Ba e & Mayson,
2007), especialmen e pa a ca gos de che ia, sendo ealizados anualmen e (Sousa e al., 2006).
O es udo de Cheng (2013) cen a-se na e icácia dos sis emas de a aliação de desempenho,
apon ando que es es podem se uma e amen a que con ibui pa a a an agem compe i i a das
Re isão de Li e a u a
22
o ganizações. Em suma, es a abo dagem in eg a i a e con ínua da a aliação de desempenho não
só con ibui pa a melho a o desempenho indi idual, mas ambém a coesão e o desen ol imen o
de oda a o ganização (A aújo, 2020).
2.3. Clima O ganizacional
A li e a u a sob e o clima o ganizacional e e e nume osas in es igações que o a aliam nos mais
a iados con ex os (escola , amilia , indus ial, se iços e hospi ala ), e nas in e ligações com
nume osas a iá eis o ganizacionais (desempenho, p odu i idade, sa is ação, e icácia, cul u a,
lide ança), com o obje i o de en a e idencia a ealidade, de o ma a possibili a aos
esponsá eis o ganizacionais uma aplicabilidade e in e enção de um modo e icaz não só no
p esen e como ambém no u u o das suas o ganizações. Os esul ados dessas in es igações, de
aco do com Ne es (2000), indicam que o clima in luencia a mo i ação, o compo amen o e
consequen emen e o desempenho dos colabo ado es e a p odu i idade o ganizacional.
A ní el in e no, o clima o ganizacional consis e numa a aliação do ambien e que se i e numa
unidade depa amen al e/ou o ganizacional, de modo a de e mina se es e ai ao encon o dos
obje i os de inidos pa a a unidade em causa e, po sua ez, da o ganização no seu ge al. Nes e
sen ido, o es udo do clima desempenha um papel signi ica i o e impo an e, uma ez que se pode
a e i o es ado da a e do mesmo no espei an e aos abalhado es/líde es de uma dada
o ganização, pe mi indo conhece e a ibui signi icado às a i udes e compo amen os que os
s akeholde s êm ou possam i a e (Schul e, Os o , Shmulyian, & Kinicki, 2009).
Ne es (2000) es abelece assim os aspe os que conside a undamen ais pa a a a aliação do clima
o ganizacional, a sabe : as “ca ac e ís icas pe cecionadas”, as “ ep esen ações psicológicas” e
as “in e p e ação cogni i as indi iduais” (Ne es, 2000, p. 27) de odos os indi íduos que
cons i uem a o ganização.
O es udo do clima o ganizacional pe mi e e i ica se os obje i os que as o ganizações de inem
ge am mo i ação, p odu i idade e sa is ação nos abalhado es (Schwa z & Da is, 1981). Po
ou o lado, pe mi em a e i se exis e uma adequação en e a cul u a elacional que a o ganização
p e ende segui e os obje i os indi iduais dos seus abalhado es e demais s akeholde s (Schul e,
Os o , Shmulyian, & Kinicki, 2009).
As pe ceções de clima quando compa ilhados socialmen e são impo an es no p ocesso de
iden i icação das ace as ine en es ao compo amen o e desempenho. A iden i icação dessas
Re isão de Li e a u a
23
ace as con ibui pa a esul ados mais especí icos quando o es udo se oca em um clima especí ico
(Zoha & Tenne-Gazi , 2008). Nes e es udo concluí am que é a pa i de um p ocesso de
ap endizagem social baseado na in e ação dos memb os de um g upo que, ao obse a em e
in e agi em com uns com os ou os e com o líde desen ol em pe ceções ace ca do clima da
o ganização.
Cloe e (2011) a i mou que as eo ias es udadas sob e o clima o ganizacional de endem que os
líde es de uma o ganização êm uma in luência signi ica i a no clima o ganizacional. Os líde es
podem de e mina se as o ganizações são mais p odu i as, compe i i as e esponsá eis (G i i h
e al., 2010). Lemons, Newsome e B ashea s (2013) concluí am que o compo amen o do líde
in luencia di e amen e o clima da o ganização.
Ou os au o es ão no mesmo sen ido (e.g., Ga i ia-Ri e a & Zapa a, 2019) indicando que os
compo amen os dos líde es são de e minan es do ipo de clima o ganizacional. Esses
compo amen os êm uma especial impo ância na o mação e na c iação de um ambien e labo al
posi i o e pací ico. Nes e con ex o, ambien es bené icos e a e nos pa em de sen imen os de
pe ença dos colabo ado es, c iando mecanismos de con ágio en e odos (Menges, Wal e , Vogel,
& B uch, 2011). Nesse aspe o, a lide ança cons i ui-se como um an eceden e do clima da
o ganização, p incipalmen e quando se a a de uma lide ança ans o macional, sendo
p enunciado a da p omoção de signi icados de climas especí icos e ace as.
A pe sonalidade e ca ác e dos líde es ans o macionais podem cons i ui pon os de ligação
impo an es no desen ol imen o de sen imen os posi i os nos seus seguido es, p ocu ando
esponde às suas necessidades emocionais (Menges e al., 2011). “Quan o mais coe en e às
p á icas de um líde em di e en es si uações, mais podem eduzi a a iação das pe ceções dos
memb os do g upo” e, des a o ma, pe cebe-se que a lide ança ans o macional con ibui
a o a elmen e pa a a exis ência de clima posi i o e es á el (Zoha & Tenne-Gazi , 2008, p. 745).
Já pa a Mohamed (2016), líde es ans o macionais podem c ia um clima o ganizacional
di e enciado e, ao mesmo empo, aumen a a c ia i idade e a sa is ação dos abalhado es. Des a
o ma, á ios es udos (e.g., Ma in & Bush, 2006; Eshbach & Hende son, 2010; Kapp, 2012)
indicam que es e ipo de lide ança em uma elação posi i a com o clima o ganizacional.
Assim, a pe ceção do clima desc e e-se como elemen o que pode esul a no o alecimen o ou
na ex enuação da elação de oca en e líde e lide ado, ou seja, quan o maio a qualidade des a
elação, meno se á o impac o nega i o no clima o ganizacional (Puen e-Palacios e al., 2013).
Me odologia
30
H2: A lide ança ans o macional in luencia posi i amen e o clima o ganizacional é ico da
o ganização.
3.3 O papel mediado do Clima O ganizacional É ico
Os es udos êm indicado que o Clima O ganizacional (CO) in luencia o desempenho dos
colabo ado es (Sup iya i e al. 2019), con ibuindo dessa o ma pa a o sucesso e o ap imo amen o
con ínuo das capacidades da o ganização (Shanke e al., 2017). No que se e e e ao clima
o ganizacional é ico (CE), es es o am iden i icados como um a o mediado signi ica i o da
elação en e a iá eis o ganizacionais e esul ados ele an es. Na li e a u a exis en e, a iados
es udos indicam que o CE se e como mediado na elação en e a iá eis do con ex o
o ganizacional, como os es ilos de lide ança e os compo amen os dos indi íduos (Li win &
S inge , 1968; Schneide 1983). Na con inuidade des e aciocínio, na li e a u a explo ada sob e
o CE, oi obse ado que num con ex o de lide ança, o CE a ua como uma a iá el mediado a em
e mos de esul ados pa a os uncioná ios (Al Halbusi e al., 2022).
Po an o, se um líde ans o macional c ia um o e e consis en e clima o ganizacional é ico, isso
pode á le a ao aumen o do desempenho dos colabo ado es. Nes e sen ido, o am o muladas
as seguin es hipó eses de es udo:
H3: O clima o ganizacional é ico in luencia posi i amen e o desempenho pe cebido dos
colabo ado es nas PMEs po uguesas.
H3a: O clima o ganizacional é ico in luencia posi i amen e o desempenho con ex ual dos
colabo ado es nas PMEs po uguesas.
H3b: O clima o ganizacional é ico in luencia posi i amen e o desempenho na a e a dos
colabo ado es nas PMEs po uguesas.
H4: A Lide ança ans o macional in luencia o desempenho pe cebido dos colabo ado es nas
PMEs po uguesas a a és do papel mediado do clima o ganizacional é ico.
H4a: A Lide ança ans o macional in luencia o desempenho con ex ual dos colabo ado es nas
PMEs po uguesas a a és do papel mediado do clima o ganizacional é ico.

Me odologia
31
H4b: A Lide ança ans o macional in luencia o desempenho na a e a dos colabo ado es nas
PMEs po uguesas a a és do papel mediado do clima o ganizacional é ico.
Es as hipó eses de in es igação consubs anciam-se no modelo eó ico seguin e.
Figu a 1 Modelo de In es igação e Hipó eses
Lide ança
T ans o macional
Desempenho dos
Colabo ado es
(Con ex ual e Ta e a)
Clima O ganizacional
É ico
H1
H2
H3
H4
Me odologia
32
4 Me odologia
4.1. Pa adigma de In es igação, Tipo de Pesquisa e Tipo de Me odologia
Tendo em con a o p oblema de in es igação, o ema em es udo, o meu conhecimen o empí ico
e a e isão da li e a u a, oi ado ado um pa adigma posi i is a que o ien a á odas as e apas da
in es igação. Es a escolha em como base o ac o de o pa adigma posi i is a se alice ça em
medições igo osas e con oladas, assen es na obje i idade e po se basea num p ocesso dedu i o
com o ien ação pa a os esul ados (Ca mo & Fe ei a, 1998).
O ipo de pesquisa ado ada é, quan o ao seu p opósi o, uma pesquisa analí ica pa a comp eende
e medi elações en e a iá eis nomeadamen e a lide ança ans o macional, o desempenho dos
colabo ado es e o clima o ganizacional. Foi escolhida a pesquisa analí ica, pois p opõe-se e i ica
o impac o de uma a iá el na ou a, ge almen e com ecu so a coe icien es de eg essão
(Gla ho n, 1998). O p ocesso de pesquisa, é, po an o, quan i a i o, e assen a no pa adigma
posi i is a, pois a a-se de uma in es igação obje i a, o ien ada pa a es abelece ac os, e idencia
elações en e as a iá eis a a és da e i icação de hipó eses, p edize os esul ados de causa-
e ei o ou e i ica os undamen os eó icos (Fo in, 2009). Quan o à lógica da pesquisa, oi seguida
uma lógica dedu i a, uma ez que es a implica uma concep ualização eó ica an ecipada que é
es ada pos e io men e a a és da obse ação empí ica e es e das hipó eses p e iamen e
es abelecidas (Gill & Johnson, 1991).
4.2. De inição de Va iá eis
As hipó eses são explicações que es abelecem elações en e duas ou mais a iá eis, daí se
necessá io de ini as a iá eis que se ão es udadas nes e abalho. Pa a a ealização des e es udo
são analisadas as seguin es a iá eis: lide ança ans o macional ( a iá el independen e), clima
o ganizacional ( a iá el mediado a) e desempenho pe cebido dos colabo ado es ( a iá el
dependen e). Es as a iá eis, são ap esen adas na abela seguin e.
Me odologia
33
Tabela 3 Va iá eis Relacionadas com a Lide ança, a O ganização e o Colabo ado
Va iá el
Escala de
Like
Tipo de Va iá el
Lide ança
T ans o macional
1 a 5*
Quan i a i a Con ínua
Independen e
Clima
O ganizacional
É ico
1 a 5*
Quan i a i a Con ínua
Mediado a
Desempenho
pe cebido dos
Colabo ado es
(con ex ual e na
a e a)
1 a 5*
Quan i a i a Con ínua
Dependen e
No a: * 1. Indica o al disco dância e 5*. To al Conco dância
4.3. Ques ioná io
Pa a medi as a iá eis que azem pa e do es udo oi u ilizado um ques ioná io compos o po
á ias escalas alidadas na li e a u a.
4.3.1. Escala pa a medi a Lide ança T ans o macional
O ins umen o quan i a i o mais e a ado na li e a u a e mais u ilizado pa a a a alia os ipos de
lide ança ansacional e ans o macional, é o
Mul i ac o Leade ship Ques ionnai e
(MLQ)
desen ol ido po Bass (1985). Es e ins umen o oi cons i uído inicialmen e com 73 i ens com o
in ui o de pe cebe a elação en e a lide ança ans o macional e elacional e, ainda, a elação
dessa lide ança com a e icácia e sa is ação (Lowe, K oeck, & Si asub amaniam, 1996).
Ca less, Wea ing e Mann (2000) ep oduzi am a escala Global T ans o ma ional Leade ship (GTL),
uma escala compos a po 7 i ens que e elou se um ins umen ou de al a con iabilidade na
a aliação da lide ança ans o macional, com um Alpha de C onbach de 0,93. Nes e es udo,
Ca less e al. (2000) demons a am que os esul ados ob idos a a és da GTL es ão o emen e
Me odologia
34
co elacionados com a MLQ. Ao con á io da MLQ, e da Leade ship P ac ises In en o y (Kouzes &
Posne , 1990) que de inem ês e cinco dimensões, espe i amen e, a GTL de ende se e
dimensões da lide ança ans o macional.
Van Be e en, Dimas, Lou enço e Rebelo (2017) con ibuí am pa a a adap ação po uguesa des a
escala, cujos i ens o iginais encon am-se no abalho de Ca less, Wea ing e Mann (2000). Nesse
es udo ob e e-se alo es de consis ência in e na idên icos aos ob idos o iginalmen e, egis ando-
se um alo de Alpha de C onbach de 0,93.
No p esen e abalho oi u ilizada a escala GTL com 7 i ens, na qual cada i em co esponde a uma
das 7 dimensões p opos as po Ca less e al. (2000) pa a a lide ança ans o macional: isão,
desen ol imen o dos memb os da equipa, supo e, empode amen o, ino ação, lide ança pelo
exemplo e ca isma. Os i ens que compõem a escala encon am-se na abela seguin e.
Tabela 4 Escala de Lide ança T ans o macional
Lide ança T ans o macional
1- O meu líde comunica uma isão cla a e posi i a do u u o.
2- O meu líde a a os seus colabo ado es de o ma indi idualizada, apoiando e enco ajando o seu
desen ol imen o.
3- O meu líde enco aja e a ibui econhecimen o aos seus colabo ado es.
4- O meu líde p omo e a con iança, o en ol imen o e a coope ação en e os memb os da equipa.
5- O meu líde es imula os memb os a pensa em de no as o mas nos p oblemas e ques iona as ideias
ei as.
6- O meu líde é cla o ace ca dos seus alo es e p a ica o que de ende.
7- O meu líde incu e o gulho e espei o nos ou os e inspi a-me po se al amen e compe en e.
4.3.2. Escala pa a medi o desempenho indi idual
O desempenho indi idual dos colabo ado es pode se medido a a és do
Indi idual Wo k
Pe o mance Ques ionnai e,
um ins umen o desen ol ido po Koopmans (2014), que a a és de
18 i ens a alia ês dimensões elacionadas com o desempenho do indi iduo: (i) o desempenho
da a e a, (ii) o desempenho con ex ual (iii) e o compo amen o con ap oducen e.
Me odologia
35
O desempenho da a e a e e e-se à capacidade dos colabo ado es pa a ealiza as suas unções
e con ibui pa a aumen a a qualidade da p odução de bens e/ou se iços; o desempenho
con ex ual inclui os compo amen os de cidadania o ganizacional, pelo que é undamen al pa a
p omo e um ambien e de abalho pací ico e ha monioso; e o compo amen o con ap oducen e
que se ca a e iza pelas a i udes que impac am nega i amen e no ambien e e na p ospe idade da
o ganização, bem como o bem-es a dos indi íduos (Ramos-Villag asa e al., 2019).
No ques ioná io cons uído pelo au o , as ques ões podiam se espondidas a a és de uma escala
ipo Like de 11 pon os, em que 0 signi ica um mau desempenho e 10 um excelen e desempenho.
Com o obje i o de pad oniza as espos as, nes e ques ioná io op ou-se po u iliza uma escala de
5 pon os, cujos alo es oscilam en e 1. Disco do o almen e e 5. Conco do o almen e.
Tabela 5 Escala de Desempenho
Desempenho dos Colabo ado es
Desempenho con ex ual
1- Semp e que é necessá io assumo a e as complexas.
2- Man enho os meus conhecimen os a ualizados.
3- T abalho pa a man e as minhas capacidades p o issionais a ualizadas.
4- P ocu o cons an emen e no os desa ios p o issionais.
5- Só início no as a e as quando e mino as an e io es.
6- Tendo a assumi esponsabilidades que ão além das minhas compe ências.
7- Ge almen e encon o soluções c ia i as pa a no os p oblemas.
8- Pa icipo a i amen e nas euniões de abalho.
Desempenho da a e a
9- O imizo o meu planeamen o de abalho.
10- Planeio o meu abalho pa a que seja semp e e minado den o do p azo.
11- Sei o que necessi o pa a alcança esul ados p o issionais que p e endo.
12- Consigo ealiza adequadamen e o meu abalho em pouco empo.
13- Em con ex o labo al, consigo sepa a os p oblemas p incipais dos p oblemas secundá ios.

Me odologia
36
Compo amen o con ap oducen e
14- Numa si uação no abalho concen o-me semp e nos aspe os posi i os.
15- Quando es ou a abalha pe ceciono que os p oblemas são maio es do que na ealidade são.
16- Con e so com os colegas sob e os aspe os nega i os do meu abalho.
17- Con e so com pessoas de o a da o ganização sob e os aspe os nega i os do meu abalho.
18- Reclamo sob e assun os sem qualque impo ância a ní el p o issional.
4.3.3. Escala pa a medi o clima é ico
No que conce ne à in enção de como medi o clima é ico de uma o ganização, ou seja, analisa
as pe ceções dos inqui idos sob e a o ma como omam decisões no que diz espei o a á ias
ques ões (e en os, p ocedimen os) u ilizando pa a o e ei o c i é ios é icos (Vic o & Cullen, 1987).
A escala u ilizada, The E hical Clima e Ques ionnai e (ECQ), oi inicialmen e elabo ada po Vic o
e Cullen (1987, 1988) com 26 i ens que são a aliados a a és de uma escala do ipo Like com
6 opções de espos a: 0. comple amen e also; 1. p incipalmen e also; 2. pa cialmen e also; 3.
pa cialmen e e dadei o; 4. p incipalmen e e dadei o e 5. comple amen e e dadei o.
A e são mais a ualizada do ECQ é cons i uída po 36 i ens. No p esen e es udo o am u ilizados
22 i ens da escala o iginal.
Es a escala u iliza duas dimensões: os c i é ios é icos, u ilizados no p ocesso de omada de decisão
e o locus de análise, ou seja, o g upo de e e ência. Os ês c i é ios é icos usados são: o egoísmo
(E), a bene olência (B) e o p incípio (P) e os ês locus de análise são: o indi idual (I), o local (L)
(a o ganização) e o cosmopoli a (C). Quando p ocedemos a uma classi icação c uzada en e os
ês c i é ios é icos e os locus de análise co esponden es, ob emos no e dimensões eó icas de
um clima é ico (Vic o & Cullen, 1988).
As no e dimensões é icas conside adas nes a escala são: o in e esse pessoal (EI) “Não há espaço
pa a a mo al ou é ica de cada indi íduo”; o luc o da o ganização (EL) “É espe ado que os
uncioná ios açam qualque coisa pa a p omo e os in e esses da o ganização”; a e iciência (EC)
“A manei a mais e icien e é semp e a manei a ce a”; a amizade (BI) “A p incipal p eocupação é
semp e o que é melho pa a a ou a pessoa”; o in e esse da equipa (BL) “A p eocupação mais
impo an e é o bem de odas as pessoas da o ganização”; a esponsabilidade social (BC) “É
Me odologia
37
espe ado que aça semp e o que é ce o pa a o clien e e pa a o público”; a mo alidade pessoal
(PI) “A opinião de cada pessoa sob e o que é ce o e e ado é a conside ação mais impo an e”;
as eg as e os p ocedimen os ope acionais pad ão (PL) “É espe ado que odos sigam as eg as e
os p ocedimen os da o ganização”; e as leis e os códigos p o issionais (PC) “É espe ado que os
uncioná ios sigam de o ma igo osa os pad ões legais ou p o issionais”.
Tabela 6 Escala de Clima É ico
Clima É ico
1- A p incipal esponsabilidade das pessoas é conside a a e iciência em p imei o luga .
2- É espe ado que as pessoas sigam as suas p óp ias c enças pessoais e mo ais.
3- É espe ado que os uncioná ios açam qualque coisa pa a p omo e os in e esses da o ganização.
4- Os abalhado es cuidam uns dos ou os.
5- Não há espaço pa a a mo al ou é ica de cada indi iduo.
6- É mui o impo an e segui es i amen e as eg as e os p ocedimen os da o ganização.
7- Cada pessoa decide po si mesma o que é ce o e e ado.
8- As pessoas p o egem os seus p óp ios in e esses acima de ou as conside ações.
9- A opinião de cada pessoa sob e o que é ce o e e ado é a conside ação mais impo an e.
10- A p eocupação mais impo an e é o bem de odas as pessoas da o ganização.
11- A p imei a conside ação é se uma decisão iola alguma lei.
12- É espe ado que as pessoas cump am a lei e os pad ões p o issionais pa a além de ou as conside ações.
13- É espe ado que odos sigam as eg as e os p ocedimen os da o ganização.
14- A p incipal p eocupação é semp e o que é melho pa a a ou a pessoa.
15- Os colabo ado es com mais sucesso seguem as eg as.
16- A manei a mais e icien e é semp e a manei a ce a.
17- É espe ado que os uncioná ios sigam de o ma igo osa os pad ões legais ou p o issionais.
18- A p incipal conside ação é o que é melho pa a odos na o ganização.
19- As pessoas são guiadas pelos p óp ios p incípios é icos.
20- As pessoas com sucesso obedecem es i amen e às polí icas da emp esa.
Me odologia
38
21- É espe ado que cada pessoa, acima de udo, abalhe de manei a e icien e.
22- É espe ado que aça semp e o que é ce o pa a o clien e e pa a o público.
4.4. P ocedimen o Seguido na Recolha de Dados
An es de aplica o ques ioná io oi ealizado um p é- es e com o obje i o de e i ica a sua
comp eensão e de e a possí eis e os na elabo ação do mesmo. Os ques ioná ios o am
espondidos, no p é- es e, po 12 colabo ado es da amos a. No inal, o am auscul ados pa a
pe cebe possí eis di iculdades na in e p e ação do ins umen o e a opinião ela i amen e à cla eza
das ques ões. Todos os pa icipan es do p é- es e e ela am que o ques ioná io es a a edigido de
o ma cla a, que e a de ácil comp eensão e de ápida espos a (ap oximadamen e 7 minu os).
Depois da aplicação do p é- es e e da ob enção de eedback po pa e dos pa icipan es, iniciou-
se o p ocesso de aplicação dos ques ioná ios na sua e são inal. O ques ioná io oi disponibilizado
exclusi amen e numa e são online, com odas as espos as de ca á e ob iga ó io e na pla a o ma
Qual ics XM, du an e o mês de ma ço de 2024. Foi escolhida es a pla a o ma na medida em que
o e ece uma in e ace que acili a a espos a a a és do sma phone. Foi c iado um sho URL pa a
acesso ao ques ioná io, que oi en iado po email a odos os colegas de p o issão do in es igado
no qual e am con idados a pa icipa no es udo a a és da espos a ao ques ioná io. E a ambém
solici ado que es es pa ilhassem o sho URL com ou os colegas de abalho.
Na in odução do ques ioná io, pa a além da ap esen ação do in es igado , con ex ualização do
es udo e iden i icação dos obje i os, os esponden es o am escla ecidos sob e a con idencialidade
e anonima o dos dados du an e odas as ases do es udo e da possibilidade de pode em
abandona o p eenchimen o a qualque momen o.
O ques ioná io e e uma boa acei ação po pa e dos esponden es que inclusi e esponde am
ao email a e e i a pe inência e o in e esse do ema.
4.5. Amos a
A écnica de amos agem u ilizada nes e abalho oi não p obabilís ica de con eniência,
eco endo ao designado snowball sampling ou amos agem em bola de ne e. A amos agem não
p obabilís ica, en ol e uma amos a que es á disponí el e é escolhida pelo in es igado e, po isso,
Me odologia
39
ao con á io da p obabilís ica, nem odos os indi íduos da população êm a mesma p obabilidade
de se em selecionados pa a a amos a, daí não se pode ga an i a ep esen a i idade dos dados.
O ipo de amos agem snowball sampling pe mi e acede a indi íduos com o pe il indicado e que
se ia de di ícil acesso a a és de ou a me odologia. Nes e mé odo, os indi íduos que acei am
pa icipa no es udo ec u am ou os pa icipan es a a és da sua ede de con ac os (Nade i a e
al., 2017). Vis o que a ep esen a i idade não es á ga an ida com es a écnica de amos agem, as
conclusões des e abalho não podem se gene alizadas pa a as PMEs po uguesas.
Uma ede de con ac os cu a e concen ada pe mi iu ao in es igado um o al de 203 ques ioná ios
álidos. Com os dados do ques ioná io já ob idos, p ocedeu-se, desde logo a uma ca a e ização
da amos a. Des a o ma, a idade dos pa icipan es encon a-se no in e alo en e os 20 anos e os
67 anos, com uma média de 39,63 anos e com um des io-pad ão de, ap oximadamen e, 12,39
anos. Di idindo em qua is, 35,3% dos inqui idos em idade en e 20 e os 32 anos, 29,4% idades
en e os 33 e os 45 anos, 28,4% idades comp eendidas en e 46 e 58 e no úl imo qua il, com
idades comp eendidas en e 58 e 67, es ão comp eendidos 6,9% dos pa icipan es.
Em elação ao géne o dos pa icipan es, 101 são do géne o eminino, que co esponde a 49,75%,
99 são do géne o masculino, que co esponde a 48,77% e 3 pessoas p e e i am não e ela o seu
géne o, que co esponde a 1,48%. Em elação ao ní el de escola idade ap esen ado pelos
pa icipan es, 98 de êm uma licencia u a (48%), 67 equen a am o ensino secundá io/p o issional
(33%), 31 o g au de mes e (15%), 5 o ensino básico (2%) e 2 de êm o í ulo de dou o amen o (1%).
O se o de a i idade mais ep esen ado na amos a é o se o p i ado com 183 indi íduos (90,14%),
seguido do se o público com 17 esponden es (8,37%) e po úl imo uma única espos a no se o
social e solidá io (1,49%).
Rela i amen e à an iguidade na o ganização, oi obse ado que a maio ia dos indi íduos
desempenham unções há menos de 5 anos na o ganização. Ou seja, 80 esponden es es ão na
o ganização há menos de 5 anos (39,41%), 33 abalham na o ganização há mais de 5 a é menos
de 10 (16,26%), 43 es ão na o ganização há mais de 10 anos e menos de 20 anos (21,18%), e
47 indi íduos es ão na o ganização há 20 anos ou mais (23,15%). No que se e e e à dimensão
da emp esa, 115 pa icipan es iden i ica am que abalham numa média emp esa (56,65%) e 88
e e i am que desempenham unções numa pequena emp esa (43,35%).
Resul ados e Análise
46
o meu abalho em pouco empo” e o i em 13 “Em con ex o labo al, consigo sepa a os p oblemas
p incipais dos p oblemas secundá ios”, o am eliminados po ap esen a em alo es in e io es aos
eque idos. Es es i ens e le em a capacidade de os abalhado es desen ol e em com qualidade
as suas unções na o ganização. Os ês i ens com loadings supe io es são: “O imizo o meu
planeamen o de abalho” ( =0,734); “Planeio o meu abalho pa a que seja semp e e minado
den o do p azo” ( =0,707); e “Sei o que necessi o pa a alcança esul ados p o issionais que
p e endo” ( =0,658).
Na análise de componen es p incipais ainda oi iden i icado um e cei o a o , que explica,
ap oximadamen e, 8,27%. O e cei o a o co esponde ao compo amen o con ap oducen e,
indicado na escala. Nes e a o , oi eliminado o i em 16 “Con e so com os colegas sob e os
aspe os nega i os do meu abalho”, pois ap esen ou um alo insigni ican e. Os i ens que o am
conside ados nes e a o e que p esen a am alo es consis en es o am: “Reclamo sob e assun os
sem qualque impo ância a ní el p o issional” ( =0,765); “Con e so com pessoas de o a da
o ganização sob e os aspe os nega i os do meu abalho” ( =0,657); e “Quando es ou a abalha
pe ceciono que os p oblemas são maio es do que na ealidade são” ( =0,508). Con udo, es e a o
não oi conside ado de ido a ap esen a um
alpha de C onbach
in e io a 0,70.
Tabela 9 Loadings dos Fa o es da Escala do Desempenho
I ens
Loading dos Fa o es
1
2
Desempenho pela Ta e a
9- O imizo o meu planeamen o de abalho.
,734
10- Planeio o meu abalho pa a que seja
semp e e minado den o do p azo.
,707
14- Numa si uação no abalho concen o-
me semp e nos aspe os posi i os.
,672
11- Sei o que necessi o pa a alcança
esul ados p o issionais que p e endo.
,658
8- Pa icipo a i amen e nas euniões de
abalho.
,516
Desempenho Con ex ual

Resul ados e Análise
47
3- T abalho pa a man e as minhas
capacidades p o issionais a ualizadas.
,710
2- Man enho os meus conhecimen os
a ualizados.
,679
1- Semp e que é necessá io assumo a e as
complexas.
,646
4- P ocu o cons an emen e no os desa ios
p o issionais.
,582
7- Ge almen e encon o soluções c ia i as
pa a no os p oblemas.
,524
Va iância Explicada (%)
17,648%
14,986%
Alpha de C onbach
0,731
0,725
5.1.3. Clima O ganizacional É ico
Pa a analisa a dimensionalidade do clima é ico, a análise a o ial oi e e uada com os 22 i ens
que compõem a escala, a a és do mé odo de componen es p incipais. A solução a o ial ob ida
oi conseguida com a ex ação eigen alue supe io a 1.
A medida de Kaise -Meye -Olkin (KMO) e le iu o alo de 0,77 e o es e de es e icidade de Ba le
ap esen ou alo es es a is icamen e signi ica i os, (χ2 (231) = 1495,47, p <0,001) des e modo
es es dois p essupos os es ão cump idos ga an indo a qualidade da análise. Da análise de
componen es p incipais, inicialmen e o am ex aídas 5 componen es que explica am 57,24% da
a iância o al, onde se encon a am dis ibuídas em cinco ipos de climas é icos, al como na
escala p opos a po Vic o e Cullen (1987).
Con udo, na Tabela 10 podemos obse a a ma iz de componen es p incipais apenas com um
a o e com os espe i os loadings, de ido a se o único a o com um alo de Alpha de C onbach
supe io a 0.70 (α=0,75) e desse modo ga an i a consis ência in e na.
O p imei o a o e único alidado, que explica 23,18% da a iância o al, co esponde à dimensão
clima
“Rules”
p opos o po Vic o e Cullen (1987). Es e a o aduz os qua o i ens com loadings
mais ele ados a a és da análise, sendo eles: “As pessoas com sucesso obedecem es i amen e
às polí icas da emp esa” ( =0,765); “A manei a mais e icien e é semp e a manei a ce a”
Resul ados e Análise
48
( =0,731); “Os colabo ado es com mais sucesso seguem as eg as” ( =0,719) e “A p incipal
esponsabilidade das pessoas é conside a a e iciência em p imei o luga ” ( =0,532).
O segundo a o co esponde à dimensão “
Law and Code
” e pe mi e explica , ap oximadamen e,
11,93% da a iância. In eg a ês i ens. Todos os i ens demons a am ap esen a loadings
supe io es: “É espe ado que as pessoas cump am a lei e os pad ões p o issionais pa a além de
ou as conside ações ( =0,734); “É espe ado que odos sigam as eg as e p ocedimen os da
o ganização ( =0,734); “É espe ado que os uncioná ios sigam de o ma igo osa os pad ões legais
ou p o issionais” ( =0,707); e “A p imei a conside ação é se uma decisão iola alguma lei”
( =0,658).
O e cei o a o eúne os i ens cons i uin es da dimensão “
Ca ing
”, ag ega se e i ens e explica
9,88% da a iância. Fo am conside ados os seguin es i ens com loadings supe io es: “A
p eocupação mais impo an e é o bem de odas as pessoas na o ganização” ( =0,711); “A
p incipal conside ação é o que é melho pa a odos na o ganização” ( =0,567); “Os abalhado es
cuidam uns dos ou os” ( =0,545); “A p incipal p eocupação é semp e o que é melho pa a a
ou a pessoa” ( =0,514).
O qua o a o , associado à dimensão
“Ins umen al”,
ag ega 3 i ens na escala ap esen ada na
me odologia e possibili a explica 6,75% da a iância. Apenas 2 i ens ilus a am o c i é io u ilizado,
que o am: “As pessoas p o egem os seus p óp ios in e esses acima de ou as conside ações”
( =0,809) e “Não há espaço pa a a mo al ou é ica de cada indi íduo” ( =0,626).
Po im, o úl imo a o , elacionado com a dimensão “Independence
”
, comp eende qua o i ens
da escala e pe mi e explica 5,50% da a iância. Apenas oi conside ado um i em com loading
supe io : “Cada pessoa decide po si mesma o que é ce o e e ado” ( =0,720).
Tabela 10 Loadings dos Fa o es da Escala de Clima O ganizacional É ico
I ens
Loading dos Fa o es
1
Clima de
“Rules”
20- As pessoas com sucesso obedecem
es i amen e às polí icas da emp esa.
,765
Resul ados e Análise
49
16- A manei a mais e icien e é semp e a
manei a ce a.
,731
15- Os colabo ado es com mais sucesso
seguem as eg as.
,719
1- A p incipal esponsabilidade das pessoas
é conside a a e iciência em p imei o luga .
,532
Va iância Explicada (%)
13,31%
Alpha de C onbach
0,749
5.2. Análise de Co elações
A abela seguin e ilus a os alo es das co elações de Pea son e dos coe icien es Alpha de
C onbach pa a as escalas conside adas. A signi icância associada ao coe icien e de Pea son indica
se a elação ap esen ada é ou não signi ica i a.
Rela i amen e aos alo es das co elações, seguiu-se o c i é io de inido po Cohen (1988) pa a
a alia a in ensidade das associações en e as a iá eis em análise. O c i é io p opos o pa a
a aliação do g au de associação en e as a iá eis consis e em: 0,10 < < 0,29, co elação aca;
0,30 < < 0,49, co elação mode ada e 0,50 < < 1, co elação o e (Cohen, 1988).
Assim nes a secção do abalho, são ap esen ados os esul ados da análise desc i i a e das
co elações das a iá eis sujei as à análise bi a iada.
5.2.1. Análise das Co elações da Lide ança T ans o macional
Analisando a ma iz co elacional, a lide ança ans o macional pe cebida pelos colabo ado es
ap esen a duas co elações signi ica i as e posi i as associadas à a iá el desempenho,
es abelecendo uma elação mode ada com o desempenho con ex ual ( =0,353; p<0,001) e uma
elação aca com o desempenho na a e a ( =0,272; p<0,001). Já com um clima o ganizacional
é ico de “Rules” ( =0,592; p<0,001), cons a a-se uma co elação es a is icamen e signi ica i a e
mode ada posi i a.
Resul ados e Análise
50
Es es dados demons am que quan o mais posi i a é a pe ceção de lide ança ans o macional
po pa e dos colabo ado es em elação ao seu líde , melho se á o seu desempenho e maio se á
o cump imen o de eg as po pa e do clima o ganizacional. Ou seja, quando os colabo ado es,
pe cecionam uma lide ança que amplia e p io iza os seus in e esses e desen ol e uma missão de
g upo, eles sen em que de em e um bom desempenho.
5.2.2. Análise das Co elações do Desempenho dos Colabo ado es
Analisando as co elações da a iá el desempenho dos colabo ado es, cons a a-se a exis ência de
elações posi i as e es a is icamen e signi ica i as. P imei amen e, no a-se o mesmo
compo amen o signi ica i o e o e na elação en e desempenho con ex ual e lide ança
ans o macional ( =0,353; p<0,001) e com o clima o ganizacional é ico de “Rules” ( =0,314;
p<0,001). Já ela i amen e ao desempenho na a e a, e i ica-se a mesma signi icância en e es a
a iá el e a lide ança ans o macional ( =0,272; p<0,001), al como com a a iá el desempenho
con ex ual ( =0,471; p<0,001) e com a a iá el mediado a, o clima o ganizacional é ico de “Rules”
( =0,188; p<0,001)
A análise des es dados e ela que o desempenho con ex ual es abelece uma elação mode ada e
posi i a com um clima de “Rules”, desse modo pe cebe-se que um clima de “Rules” con ibui
pa a um melho desempenho po pa e do colabo ado endo em con a o con ex o de abalho.
Enquan o, num desempenho pela a e a e i ica-se que exis e uma elação posi i a, con udo
a e igua-se que é uma ligação aca.
5.2.3. Análise das Co elações do Clima É ico
A pa i da análise da abela abaixo ap esen ada e i icamos as mesmas elações posi i as e
signi ica i as
sup a e e idas.
Quan os às a iá eis empo ais, no a-se uma associação nega i a, signi ica i amen e es a ís ica,
mas aca, en e o clima é ico e o ní el de escola idade ( =-0,148; p<0,005). Exis e ambém uma
elação posi i a e signi ica i a en e o clima é ico e a idade ( =0,186; p<0,001). Es es dados
indicam que a pe ceção de “ ules” ela i amen e ao clima é ico diminui à medida que aumen a o
ní el de escola idade e que quan o maio a idade dos colabo ado es maio se á a pe ceção de
e iciência.
Resul ados e Análise
51
Tabela 11 Co elações en e as a iá eis em es udo e Alpha de C onbach.
Va iá eis
Média
DP
1
2
3
4
5
6
7
1. Lide ança
T ans o macional
3,744
0,958
1
2. Desempenho Con ex ual
3,985
0,578
,353**
1
3. Desempenho pela Ta e a
4,146
0,464
,272**
,471**
1
4. Clima “Rules”
3,274
0,748
,592**
,314**
,188**
1
5. An iguidade na
O ganização
2,281
1,208
,069
,128
,052
,117
1
6. Ní el de Escola idade
2,793
0,762
,003
-,034
,094
-,148*
-,345**
1
7. Idade
39,631
12,388
,053
,167*
,065
,186**
,708**
-,300**
1
No a: **Co elação a um ní el de signi icância de 1%; *Co elação a um ní el de signi icância de 5%; Na diagonal a
i álico es á indicado o alo do Al a de C onbach.
5.3. Análise de Mediação
A análise de mediação co esponde à p esença de uma e cei a a iá el cujo papel é media uma
elação de p edição en e ou as duas a iá eis. Em e mos p á icos uma análise de mediação
pe mi e analisa o impac o da a á el independen e (X) na a iá el dependen e (Y) a a és do e ei o
da a iá el ou a iá eis de mediação (M) (Ba on & Kenny, 1986).
Pa a es a análise, o am es imados dois modelos de mediação simples (modelo 4) eco endo à
mac o PROCESS (Hayes, 2012), uma ex ensão do p og ama es a ís ico SPSS. No e e en e modelo
conside a-se que a a iá el X (Lide ança T ans o macional) em e ei o na a iá el Y (Desempenho),
nes e caso se á di idida em Desempenho Con ex ual e Desempenho na Ta e a, a a és de um
mediado (M1: Clima O ganizacional É ico de
“Rules”
). Pa a a espe i a análise de mediação, o
e ei o di e o e indi e o da “lide ança ans o macional” no “desempenho” ep esen am os
indicado es mais ele an es pa a a e i icação da exis ência de mediação a a és da a iá el “clima
o ganizacional é ico de
“Rules”
”.
O esquema abaixo ep esen a a elação en e as a iá eis sup amencionadas e o p ocesso de
mediação simples do es udo.

Resul ados e Análise
52
Figu a 2 Modelo de Mediação simples (Modelo 4)
X: Lide ança T ans o macional
Y: Desempenho dos Colabo ado es
M1: Clima O ganizacional É ico de
“Rules”
a1b1: e ei o mediado (indi e o) da lide ança ans o macional no desempenho dos colabo ado es
po meio do clima o ganizacional é ico de
“ ules”
.
c: e ei o o al (is o é, ab + c´) da lide ança ans o macional no desempenho dos colabo ado es
na p esença dos e ei os de mediação.
c´: e ei o di e o da lide ança ans o macional no desempenho dos colabo ado es.
Nes a e apa de análise, é necessá io conside a alguns p essupos os ele an es que pe mi em a
e i icação da exis ência de mediação. Assim, de o ma a es a a hipó ese 4, que suge e que “o
clima o ganizacional é ico de “ ules”” medeia a “lide ança ans o macional” e o “desempenho
con ex ual”, é es i amen e necessá io que a “lide ança ans o macional” ( a iá el X) enha e ei o
no “desempenho con ex ual” ( a iá el Y) e que esse e ei o se subs ancie numa elação
X
Y
c
X
Y
c´
M1
a1
b2
Resul ados e Análise
53
es a is icamen e signi ica i a (e ei o c). Pa a mais, se á ambém exigido que a “lide ança
ans o macional” ( a iá el X) es eja elacionada com o “clima o ganizacional é ico de
“ ules”
”
(M1) e que essa elação seja es a is icamen e signi ica i a (e ei o a1). Ve i icando os p essupos os
sup a, cump e-se a p imei a e apa da elação da mediação.
De seguida, segue-se a e cei a condição, onde é in ocada a segunda e apa da elação de
mediação, que necessi a da exis ência de uma elação es a is icamen e signi ica i a en e o “clima
o ganizacional é ico de
“ ules””
(M1) e o “desempenho dos colabo ado es” ( a iá el Y) (e ei o b1).
Nes e seguimen o, a úl ima e apa de e á apesen a que a “lide ança ans o macional” ( a iá el
X) deixa de es a elacionada di e amen e com o “desempenho con ex ual” ( a iá el Y), na
p esença da a iá el mediado a “clima o ganizacional é ico
“ ules”
” (M1). O pon o p é io signi ica
que na p esença de a iá eis mediado as, a elação en e X e Y (e ei o c’) pode á pe de
signi icância es a ís ica ou, po ou o lado, pe de o ça na elação sendo um indício de mediação
(pa cial ou o al).
Pos o is o, se ão ap esen ados os esul ados ob idos, assim como a alidação das qua o
condições acima e e idas.
Rela i amen e à p imei a condição, os esul ados mos am-nos que a a iá el independen e em
e ei o signi ica i o e posi i o na a iá el dependen e, na p esença da a iá el mediado a, uma ez
que p demons a essa signi icância es a ís ica (c = 0,2127; = 5.3451, p < 0,001). Des e modo,
a p imei a condição encon a-se alidada.
Rela i amen e à segunda condição, é possí el a e igua que a a iá el independen e em um e ei o
na a iá el mediado a. A lide ança ans o macional ( a iá el X) impac a de o ma signi ica i a o
clima o ganizacional é ico de
“ ules”
(a1 =0,4622; = 10.4197, p < 0,001). Po consequência,
man ém-se exequí el a possibilidade da a iá el clima o ganizacional é ico de
“ ules”
(M1) e um
papel de mediação na elação en e a lide ança ans o macional ( a iá el X) e o desempenho
con ex ual (Y). Assim sendo, a segunda condição p é- e e ida encon a-se ambém sa is ei a.
No que diz espei o à e cei a condição, ica isí el que a a iá el mediado a clima o ganizacional
é ico de
“ ules”
(M1) ap esen a uma elação es a is icamen e signi ica i a (b1 = 0,1253; =
1.9952, p < 0,05) com o Desempenho Con ex ual ( a iá el Y).
Os alo es encon ados no modelo de mediação, en e a lide ança ans o macional ( a iá el X) e
os Desempenho con ex ual (Y) indicam que o alo de c’ pe deu o ça, mas não pe deu a sua
Resul ados e Análise
54
signi icância es a ís ica (c’ = 0,1548; = 3,1572 p < 0,01), le ando, oda ia, ao cump imen o da
úl ima condição pa a a exis ência de mediação.
Nes e caso o clima o ganizacional é ico medeia pa cialmen e a elação en e a lide ança
ans o macional e o desempenho con ex ual.
Resul ados e Análise
55
Tabela 12 Coe icien es de Reg essão, Des io Pad ão e Sumá io do Modelo (Modelo de mediação simples)
Consequen e
M1 (CE)
Y (DC)
An eceden e
Coe .
SE
- es
CI 95%
[𝐿𝐿;𝑈𝐿]
Coe .
SE
- es
CI 95%
[𝐿𝐿;𝑈𝐿]
X (LT)
𝑎1
0,4622
0,0444
10,4197***
0,3747/0,5497
𝑐′
0,1548
0,0490
3,1572**
0,0581/0,2514
M1 (CE)
-
-
-
-
𝑏1
0,1253
0,0628
1,9952*
0,0015/0,2492
Cons an e
𝑖𝑀1
1,5479
0,1714
9,0303***
1,2099/1,8858
𝑖𝑦
2,9950
0,1809
16,5517***
2,6382/3,3518
𝑅2=0,3507
F (1,201) = 108,5704<.001
𝑅2=0,1415
F (2,200) = 16,4874<.001
No as: X= Lide ança T ans o macional; Y= Desempenho Con ex ual (DC); M1= Clima O ganizacional É ico de “Rules” (CE). Com base no es e de boo s apping
(5.000 no as amos as). Quando o boo s apping do CI 95% (LL: ní eis in e io es; UL: ní eis supe io es) con ém ze o pa a um dos alo es, indica que o e ei o
não oi signi ica i o. Coe . = Coe icien es de eg essão; SE = e o pad ão; IC = in e alo de con iança; * p<0.05; ** p<0.01; *** p<0.001
Conside ações Finais
62
7 Conside ações Finais
Nes e úl imo capí ulo, se ão ap esen adas as p incipais conclusões, em pa icula as que epo am
à in luência da lide ança ans o macional no desempenho dos colabo ado es conside ando o
papel mediado do clima o ganizacional é ico. Seguem-se, pos e io men e, as implicações des e
es udo na ges ão de ecu sos humanos nas PMEs, as p incipais limi ações do es udo e algumas
suges ões de es udos u u os.
7.1. P incipais Conclusões do Es udo
A lide ança ans o macional a o ece o desempenho dos colabo ado es. Es a oi uma das
conclusões do p esen e es udo. Ou seja, sabe-se da li e a u a que os líde es que ansmi em uma
mo i ação inspi ado a, que êm conside ação po cada um dos seus lide ados e que os es imulam
in elec ualmen e aumen am o desempenho dos colabo ado es, uma ez que c iam as condições
pa a que es es sin am o apoio e p o eção que ecebem e que lhes pe mi e ob e melho es ní eis
de p es ação. "Líde es ans o macionais êm a capacidade de ans o ma o ganizações po meio
de sua isão pa a o u u o, e ao escla ece em essa isão, podem capaci a os uncioná ios a
assumi em a esponsabilidade po alcançá-la." (Kim, 2014, p. 398). Assim, a p imei a conclusão
ele an e do es udo é que a lide ança ans o macional in luencia posi i amen e o desempenho
con ex ual e o desempenho de a e a.
Es e es udo concluiu ambém que a lide ança ans o macional impac a posi i amen e o clima
o ganizacional é ico de “ ules”. Nes e sen ido, líde es ans o macionais êm a capacidade de c ia
impo an es ligações e elações a e i as, p omo endo a c iação de climas de abalho. Nes a
pe spe i a, uma lide ança que es imula e dá con iança aos colabo ado es p omo e a exis ência
de climas é icos de e iciência.
O clima o ganizacional em sido es udado com p incipal en oque na in luência que exe ce nos
compo amen os dos abalhado es. Os esul ados do p esen e es udo e elam que o desempenho
con ex ual dos colabo ado es é ambém in luenciado pelo clima o ganizacional é ico. O
desempenho, na sua componen e con ex ual, que inclui os compo amen os de cidadania
o ganizacional, pelo que é undamen al pa a p omo e um ambien e de abalho pací ico e
ha monioso es á posi i amen e elacionado com as suas c enças ela i as à o ma como a
o ganização o alo iza, assim como o seu bem-es a . Já na componen e do desempenho na a e a,

Conside ações Finais
63
que demons a a capacidade dos colabo ado es ealiza em as suas unções, pa ece, al como
suge ido na li e a u a, não e uma elação com o clima o ganizacional é ico (Kaya & Başkaya,
2016). Desse modo, es e es udo conclui que a exis ência de um clima o ganizacional é ico de
“ ules” p omo e o desempenho dos colabo ado es, mas apenas na sua e en e con ex ual. Vis o
que o desempenho pela a e a não é in luenciado pelo clima é ico de “ ules”.
Os esul ados ob idos no modelo de mediação simples pe mi i am es a o modelo eó ico e
conclui que a lide ança ans o macional in luência o desempenho con ex ual a a és do clima
o ganizacional é ico. No en an o, oi ambém possí el conclui que a lide ança ans o macional
in luencia o desempenho na a e a (B ee a e al., 2014) mas sem o papel mediado do clima
é ico.
Es es esul ados são um con ibu o eó ico e empí ico ele an e pa a a li e a u a pa a a
comp eensão do e ei o indi e o da lide ança ans o macional no desempenho con ex ual e o e ei o
di e o no desempenho na a e a. Líde es ans o macionais que o necem isão, comunicam al as
expe a i as, p omo em in eligência, dão a enção indi idual e p ocu am se men o es pa a os seus
colabo ado es, in luenciam posi i amen e o desempenho associado a p á icas de cidadania
o ganizacional, a a és do papel mediado de um clima que anspa ece a p á ica de a i udes
é icas.
O e ei o de mediação do clima o ganizacional é ico na elação da lide ança ans o macional com
o desempenho con ex ual oi pa cial, ou seja, o e ei o en e a lide ança ans o macional e o
desempenho con ex ual é explicado em pa e pelo clima o ganizacional é ico, ab indo des a o ma
a possibilidade de exis i em ou as a iá eis que podem se ambém conside adas em es udos
u u os.
7.2. Implicações pa a a P á ica
Os esul ados des e es udo êm implicações pa a a p á ica da ges ão das o ganizações
conc e amen e na impo ância da lide ança ans o macional no desempenho dos colabo ado es,
assim como a sua ele ância no clima o ganizacional é ico.
Os esul ados do es udo suge em que o líde ans o macional é um a o de e minan e pa a
es abelece um equilíb io en e líde e lide ados e, no limi e, a é no desen ol imen o das ope ações
diá ias das emp esas, em que es a elação se e li a. Compo amen os de lide ança
Conside ações Finais
64
ans o macional, como comunica al as expe a i as aos colabo ado es, p omo e a in eligência e
o desen ol imen o, da a enção indi idual e a a cada colabo ado indi idualmen e, inspi a
a a és do exemplo e o nece um sen ido de missão aumen am o desempenho dos mesmos
(Kouzes & Posne , 2010). Pa a além de coo dena o compo amen o dos seus seguido es, o papel
do líde ans o macional ambém icou espelhado na sua elação posi i a com as o ganizações
que ado am es e ipo de lide ança no seu uni e so, a a és do seu impac o posi i o no clima
o ganizacional é ico. A cons ução de um clima é ico eque que demons e p eocupação. A esses
líde es é necessá io um comp ome imen o e uma mo i ação emocional pa a alcança a isão de
um clima o ganizacional é ico (Spangenbe g & The on, 2005).
Assim, mais conc e amen e, uma implicação di e a pa a as PMEs pode á passa pelo
desen ol imen o de o mação pa a os seus líde es, com is a à conceção de boas p á icas de
abalho assen es num compo amen o posi i o, que anscendam abo dagens me amen e
ansacionais. As o ganizações podem conside a p og amas de o mação o ien ados pa a uma
lide ança ans o macional, com is a a o na os seus líde es capazes de desen ol e um clima
o ganizacional sólido, com base em a i udes e compo amen os que le am em conside ação a
mo i ação e con iança da equipa, a alo ização dos colabo ado es que se sin am comp ome idos
com a o ganização e que di ecionem a sua condu a pa a o cons an e desen ol imen o, sem
desme ece as suas necessidades e p eocupações pessoais e p o issionais.
No seguimen o do que é apoiado pela li e a u a, o desempenho dos colabo ado es, a lide ança
ans o macional e o clima o ganizacional é ico podem se incluídos no âmbi o de a aliação
ealizado pe iodicamen e pelas emp esas aos seus colabo ado es. Es e i em de e e igual
ele ância ace aos es an es obje i os de pe o mance pa a e ei os de a aliação e alo ização do
colabo ado .
7.3. Limi ações da In es igação
Não obs an e se e em encon ado impo an es con ibu os, des e es udo, pa a a p á ica e pa a a
eo ia, exis em limi ações capazes de p o oca in e e ência sob e os esul ados, com meno ou
maio ele ância. Nes e seguimen o, e endo em con a o ap oxima da úl ima ase des a
in es igação, econhecem-se algumas limi ações la en es ao p esen e es udo.
Conside ações Finais
65
Apesa dos con a empos sen idos na aplicação do ques ioná io, o núme o de espos as ob ido oi
su icien e, no en an o é impo an e essal a que os esul ados pode iam se di e en es se o es udo
i esse uma maio ab angência e uma maio du ação.
Ainda que a amos a enha ap esen ado um núme o ele an e de espos as, os esul ados
alcançados nes a in es igação são baseados numa amos a de con eniência e, po esse mo i o,
eque em uma in e p e ação p uden e.
De seguida, a limi ação que p o a elmen e causou mais ans o no e en opia oi o limi ado
núme o de in es igações sob e o papel mediado do clima o ganizacional é ico no impac o da
lide ança ans o macional no desempenho. Po consequência, consolida e undamen a as
ligações en e os cons u os baseadas nos es udos exis en es e elou-se desa ian e e uma p opos a
pa a u u as in es igações.
Po úl imo, o ac o da pesquisa se cen a numa me odologia ans e sal e de pe mi i um
conhecimen o e icien e da ealidade, a ecolha dos dados num momen o isolado in iabiliza o
acompanhamen o de possí eis mudanças e a é endências no deco e do empo, como
consequência de uma isão es á ica.
7.4. Indicações pa a In es igações Fu u as
Os es udos desen ol idos a é ao momen o são limi ados, mui o de ido à inexis ência pa cial de
supo e que elacione os undamen os eó icos abo dados. Con udo, con o me em sido possí el
e i ica , os líde es ans o macionais desempenham um papel c ucial no desempenho dos
colabo ado es, assim como na p omoção de climas o ganizacionais é icos nas o ganizações.
O desen ol imen o de um es udo longi udinal possibili a á no as conclusões, pelo que a a és de
uma in es igação mais ex ensi a e in ensi a podem se ob idos esul ados di e en es dos ob idos,
na medida em que a adoção des a abo dagem pe mi e ao in es igado o acompanhamen o dos
esul ados e, consequen emen e, a possibilidade de aplica mudanças es a égicas no deco e do
es udo. Des a o ma, deixa-se o desa io pa a os u u os in es igado es segui em es a me odologia.
A adoção de uma abo dagem quali a i a pode se ú il na comp eensão do enómeno, pelo que
idealmen e podem se u ilizadas as duas abo dagens – quali a i a e quan i a i a no sen ido de
desen ol e uma abo dagem complemen a .
Conside ações Finais
66
Pa a além dos es ilos de lide ança, o comp omisso o ganizacional e a sa is ação no abalho são
a o es que de em se econhecidos pa a in es igações u u as, de ido à sua econhecida ligação
en e a lide ança ans o macional e o desempenho dos colabo ado es (Almu ai i, 2016; Lin e al.,
2020). Além de que, de ido à al a de es udos, o clima é ico ambém de e á se conside ado pa a
in es igação u u a.
Finalizada es a in es igação, espe a-se e con ibuído pa a a comp eensão des es concei os e
e lexão sob e a elação en e os mesmos, com especial incidência no con ex o nacional, na
e en e emp esa ial e conc e amen e em PMEs, onde os con ibu os des e abalho podem se
mais ele an es.
67
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doi:h ps://doi.o g/10.1037/0021-9010.93.4.744

79
9 Anexos
Ques ioná io
O p esen e ques ioná io inse e-se no âmbi o de uma disse ação de Mes ado em Ges ão e
Negócios da Uni e sidade do Minho, endo como obje i o a alia o impac o da Lide ança
T ans o macional no Desempenho dos Colabo ado es nas PMEs po uguesas: o papel
mediado do Clima O ganizacional.
Nes e seguimen o, solici o a sua colabo ação a a és do p eenchimen o des e ques ioná io e peço
que leia e esponda a odas as ques ões que lhe são colocadas de o ma cuidadosa e since a.
Pa a que esponda de o ma con o á el, é assegu ado o anonima o e a con idencialidade
das suas espos as.
A sua pa icipação é de ex ema impo ância, assim como é indispensá el que esponda a odas
as pe gun as pa a numa ase pos e io analisa co e amen e os dados ecolhidos.
Caso necessi e de alguma in o mação adicional pode con ac a -me po e-mail:
[email p o ec ed]minho.p
Mui o ob igado pela pa icipação e ajuda!
José Ped o Ne es
80
Pa e I – A Lide ança T ans o macional
De seguida, i á encon a um conjun o de a i mações que podem ep esen a a i udes que o líde da sua
o ganização ado a. Des a o ma, coloque a opção que melho aduz o que sen e em elação a cada uma
das a i mações (de e epo a -se ao seu/à sua che e).
Disco do
To almen e
Disco do
Nem
conco do,
nem disco do
Conco do
Conco do
To almen e
O meu líde comunica uma isão cla a
e posi i a do u u o.
o
o
o
o
o
O meu líde a a os seus
colabo ado es de o ma
indi idualizada, apoiando e
enco ajando o seu desen ol imen o.
o
o
o
o
o
O meu líde enco aja e a ibui
econhecimen o aos seus
colabo ado es.
o
o
o
o
o
O meu líde p omo e a con iança, o
en ol imen o e a coope ação en e os
memb os da equipa.
o
o
o
o
o
O meu líde es imula os memb os a
pensa em de no as o mas nos
p oblemas e ques iona as ideias
ei as.
o
o
o
o
o
O meu líde é cla o ace ca dos seus
alo es e p a ica o que de ende.
o
o
o
o
o
O meu líde incu e o gulho e espei o
nos ou os e inspi a-me po se
al amen e compe en e.
o
o
o
o
o
Pa e II – O Desempenho dos Colabo ado es
Em elação às a i udes que ado a na o ganização leia, a en amen e, cada uma das a i mações seguin es
e coloque a opção que e a a melho o seu desempenho ela i amen e à o ganização onde
abalha/ abalhou.
81
Disco do
To almen e
Disco do
Nem conco do,
nem disco do
Conco do
Conco do
To almen e
Semp e que é
necessá io
assumo a e as
complexas.
o
o
o
o
o
Man enho os
meus
conhecimen os
a ualizados.
o
o
o
o
o
T abalho pa a
man e as minhas
capacidades
p o issionais
a ualizadas.
o
o
o
o
o
P ocu o
cons an emen e
no os desa ios
p o issionais.
o
o
o
o
o
Só início no as
a e as quando
e mino as
an e io es.
o
o
o
o
o
Tendo a assumi
esponsabilidades
que ão além das
minhas
compe ências.
o
o
o
o
o
Ge almen e
encon o soluções
c ia i as pa a
no os p oblemas.
o
o
o
o
o
Pa icipo
a i amen e nas
euniões de
abalho.
o
o
o
o
o
O imizo o meu
planeamen o de
abalho.
o
o
o
o
o
Planeio o meu
abalho pa a que
seja semp e
e minado den o
do p azo.
o
o
o
o
o
Sei o que
necessi o pa a
alcança
esul ados
p o issionais que
p e endo.
o
o
o
o
o
82
Consigo ealiza
adequadamen e o
meu abalho em
pouco empo.
o
o
o
o
o
Em con ex o
labo al, consigo
sepa a os
p oblemas
p incipais dos
p oblemas
secundá ios.
o
o
o
o
o
Numa si uação no
abalho
concen o-me
semp e nos
aspe os posi i os.
o
o
o
o
o
Quando es ou a
abalha
pe ceciono que os
p oblemas são
maio es do que
na ealidade são.
o
o
o
o
o
Con e so com os
colegas sob e os
aspe os nega i os
do meu abalho
o
o
o
o
o
Con e so com
pessoas de o a
da o ganização
sob e os aspe os
nega i os do meu
abalho.
o
o
o
o
o
Reclamo sob e
assun os sem
qualque
impo ância a
ní el p o issional.
o
o
o
o
o
Pa e III – O Clima O ganizacional É ico
Em elação às a i udes que e a am climas o ganizacionais é icos leia, a en amen e, cada uma das
a i mações seguin es e coloque a opção que melho aduz a sua opinião ela i amen e à o ganização
onde abalha/ abalhou.
83
Disco do
To almen e
Disco do
Nem
conco do,
nem disco do
Conco do
Conco do
To almen e
A p incipal esponsabilidade das
pessoas é conside a a e iciência em
p imei o luga .
o
o
o
o
o
É espe ado que as pessoas sigam as
suas p óp ias c enças pessoais e
mo ais.
o
o
o
o
o
É espe ado que os uncioná ios
açam qualque coisa pa a p omo e
os in e esses da o ganização.
o
o
o
o
o
Os abalhado es cuidam uns dos
ou os.
o
o
o
o
o
Não há espaço pa a a mo al ou é ica
de cada indi iduo.
o
o
o
o
o
É mui o impo an e segui
es i amen e as eg as e os
p ocedimen os da o ganização.
o
o
o
o
o
Cada pessoa decide po si mesma o
que é ce o e e ado.
o
o
o
o
o
As pessoas p o egem os seus
p óp ios in e esses acima de ou as
conside ações.
o
o
o
o
o
A opinião de cada pessoa sob e o que
é ce o e e ado é a conside ação
mais impo an e.
o
o
o
o
o
A p eocupação mais impo an e é o
bem de odas as pessoas da
o ganização.
o
o
o
o
o
A p imei a conside ação é se uma
decisão iola alguma lei.
o
o
o
o
o
É espe ado que as pessoas cump am
a lei e os pad ões p o issionais pa a
além de ou as conside ações.
o
o
o
o
o
É espe ado que odos sigam as
eg as e os p ocedimen os da
o ganização.
o
o
o
o
o
A p incipal p eocupação é semp e o
que é melho pa a a ou a pessoa.
o
o
o
o
o
Os colabo ado es com mais sucesso
seguem as eg as.
o
o
o
o
o
A manei a mais e icien e é semp e a
manei a ce a.
o
o
o
o
o

84
É espe ado que os uncioná ios sigam
de o ma igo osa os pad ões legais
ou p o issionais.
o
o
o
o
o
A p incipal conside ação é o que é
melho pa a odos na o ganização.
o
o
o
o
o
As pessoas são guiadas pelos
p óp ios p incípios é icos.
o
o
o
o
o
As pessoas com sucesso obedecem
es i amen e às polí icas da emp esa.
o
o
o
o
o
É espe ado que cada pessoa, acima
de udo, abalhe de manei a
e icien e.
o
o
o
o
o
É espe ado que aça semp e o que é
ce o pa a o clien e e pa a o público.
o
o
o
o
o
Na minha o ganização, a p incipal
esponsabilidade das pessoas é
conside a a e iciência em p imei o
luga .
o
o
o
o
o
Pa e IV - Dados Sociodemog á icos
Géne o
o Masculino
o Feminino
o Não biná io / e cei o géne o
o P e e e não dize
Idade
________________________________________________________________
85
Ní el de Escola idade
No a: Se possui mais do que uma, esponda somen e àquela que o academicamen e mais
ele ada.
o Ensino Básico
o Ensino Secundá io/ P o issional
o Licencia u a
o Mes ado
o Dou o amen o
Se o de A i idade
o P i ado
o Público
o Social e Solidá io
Há quan os anos abalha na o ganização?
o Menos de 5 anos
o En e 5 a 10 anos
o En e 10 a 20 anos
o Mais de 20 anos
Qual a dimensão da o ganização onde abalha?
o Pequena (mais de 10 abalhado es e menos de 50 abalhado es)
o Média (mais de 50 abalhado es e menos de 250 abalhado es)
86
Á ea de A i idade da Emp esa
________________________________________________________________