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Análise económica da melhoria de processos numa empresa da indústria metalomecânica

Author: Gonçalves, Rúben Filipe Augusto
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/00b5188a-75de-452c-a113-5225377f9a5d/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Rúben Filipe Augus o Gonçal es
Análise Económica da Melho ia de P ocessos
numa emp esa da Indús ia Me alomecânica
e e ei o 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Rúben Filipe Augus o Gonçal es
Análise Económica da Melho ia de P ocessos
numa emp esa da Indús ia Me alomecânica
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Engenha ia e Ges ão Indus ial
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso a Dou o a Ca ina Pimen el
P o esso Dou o Paulo A onso
e e ei o 2025
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho:
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
i
AGRADECIMENTOS
A conclusão des a disse ação ep esen a o culmina de mais uma e apa académica. A execução des e
p oje o não se ia possí el sem a ajuda e apoio de di e sas pessoas, pelo que gos a ia de ag adece a
odos os que, di e a e indi e amen e, ajuda am na conclusão des a e apa.
Em p imei o luga , um ag adecimen o aos p o esso es o ien ado es, nomeadamen e à P o esso a Dou o a
Ca ina Pimen el e ao P o esso Dou o Paulo A onso, pela ajuda, o ien ação e disponibilidade ao longo da
elabo ação des e p oje o.
Deixo ambém um ag adecimen o ao Eng. O lando Vicen e e à D .ª Má cia Teixei a pela opo unidade de
ealização des e p oje o na emp esa, assim como pela disponibilidade o necida ao longo da sua execução.
Um ag adecimen o a oda equipa da Me aloma ão, pela o ma como me ecebe am e com quem ap endi
imenso, em especial ao Eng. Rica do Pe inga e ao Daniel Ca alho. O meu ob igado ambém à Leono
Ma ques, pela ajuda numa ase c ucial da disse ação, assim como pela boa disposição.
À minha amília, um ag adecimen o mui o especial po odo o apoio que me de am ao longo des es anos:
Aos meus a ós e ios,
À minha p ima Benedi a,
Aos meus i mãos Ru e e Hugo,
Ao meu pai e ao meu pad as o,
E sob e udo à minha mãe,
Mui o Ob igado!
ii

DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Uni e sidade do Minho, B aga, e e ei o 2025
Rúben Filipe Augus o Gonçal es
iii
Análise Económica da Melho ia de P ocessos numa emp esa da Indús ia Me alomecânica
RESUMO
Es a disse ação abo da a melho ia de p ocessos numa emp esa me alomecânica, assim como a mode-
lação de um mé odo de cus eio que pe mi e a análise económica dessas melho ias.
Es e abalho é sus en ado po uma base eó ica que ab ange o concei o de Engenha ia po Encomenda,
explo ando as suas ca ac e ís icas e desa ios no con ex o da p odução pe sonalizada. Além disso, são
abo dados emas elacionados com a
Lean P oduc ion
, me odologias e e amen as
Lean
, bem como
modelos de ges ão de in en á io. Adicionalmen e, dedica-se uma secção aos mé odos de cus eio, com
especial des aque pa a o TDABC. Po im, ap esen a-se uma análise económica das implemen ações
Lean
e a elação en e o TDABC e o
Lean Managemen
.
Foi ealizada uma análise a odos os depa amen os da emp esa, eco endo a me odologias
Lean
, como
shadowing
e
gemba walks
, assim como o mapeamen o de p ocessos em luxog amas e VSM. Des a aná-
lise iden i ica am-se á ias opo unidades de melho ia, sob e udo elacionadas com a al a de p ocessos
de con olo, luxo de in o mação ine icien e, deso ganização e al a limpeza no chão de áb ica e baixa
p odu i idade no se o de co e e se alha ia.
Com base nos p oblemas iden i icados, p opuse am-se inicia i as de melho ia que se di idi am em qua-
o g andes g upos: De inição e c iação de p ocessos de con olo, implemen ação de ges ão isual, da
e amen a dos 5S e da me odologia SMED. Também oi modelado em simul âneo um TDABC, com o
qual se ealizou a análise económica das p opos as de melho ia.
Des as implemen ações esul a am a libe ação de 355 ho as anuais nos pan óg a os de co e de chapa,
esul ando numa poupança es imada de 8 447,25 €/ano, e de 461 ho as anuais no p ocesso de se -
alha ia, com uma poupança es imada de 8 572,90 €/ano. O modelo TDABC pe mi iu a edução de
cus os o ais a é -5% em p odu os com al os cus os de ma é ia-p ima, pe mi indo a de inição de p eços
mais compe i i os e sus en á eis. Quan o a bene ícios in angí eis, melho ou-se o luxo de in o mação, a
o ganização e limpeza do se o de co e, assim como a mo i ação e sen imen o de pe ença dos colabo-
ado es associados. Facili ou-se ambém o p ocesso de con olo de e amen a ia e o luxo de ci culação
de anspo es de ca ga.
PALAVRAS-CHAVE
Lean P oduc ion
,
Time-D i en Ac i i y Based Cos ing
, Ges ão Visual,
Kaizen
, 5S,
SMED
Economic Analysis o P ocess Imp o emen in a Me alwo king Indus y Company
ABSTRACT
The main ocus o his disse a ion is he imp o emen o p ocesses in a me alwo king company, as well
as he modeling o a cos ing me hod ha enables he economic analysis o hese imp o emen s.
This wo k is suppo ed by a heo e ical amewo k ha co e s he concep o Enginee - o-O de , explo ing
i s cha ac e is ics and challenges in he con ex o cus omized p oduc ion. In addi ion, i add esses opics
ela ed o Lean P oduc ion, me hodologies and Lean ools, as well as in en o y managemen models.
Fu he mo e, a sec ion is dedica ed o cos ing me hods, wi h a special ocus on TDABC. Finally, an eco-
nomic analysis o Lean implemen a ions is p esen ed, highligh ing he ela ionship be ween TDABC and
Lean Managemen .
An analysis was conduc ed ac oss all company depa men s, using Lean me hodologies such as shadowing
and gemba walks, as well as p ocess mapping h ough lowcha s and VSM. This analysis iden i ied se-
e al imp o emen oppo uni ies, mainly ela ed o a lack o con ol o p ocesses, ine icien in o ma ion
low, diso ganiza ion and lack o cleanliness on he shop loo , and low p oduc i i y in he cu ing and
me alwo king sec o s.
Based on he iden i ied issues, imp o emen ini ia i es we e p oposed, ca ego ized in o ou main g oups:
de ini ion and c ea ion o con ol p ocesses, implemen a ion o isual managemen , he 5S ool, and he
SMED me hodology. Addi ionally, a TDABC model was simul aneously de eloped o enable he economic
analysis o he p oposed imp o emen s.
As a esul o hese implemen a ions, 355 hou s pe yea we e eed in he shee -cu ing pan og aphs,
leading o es ima ed sa ings o 8 447.25 €/yea , and 461 hou s pe yea we e eed in he me alwo king
p ocess, wi h es ima ed sa ings o 8 572.90 €/yea . The TDABC model enabled cos educ ions o up o
-5% in p oduc s wi h high aw ma e ial cos s, allowing o he de ini ion o mo e compe i i e and sus ainable
p ices. Rega ding in angible bene i s, he in o ma ion low was imp o ed, o ganiza ion and cleanliness in
he cu ing sec o we e enhanced, and he mo i a ion and sense o owne ship among he associa ed
wo ke s inc eased. Fu he mo e, he ooling con ol p ocess and he low o anspo logis ics we e also
acili a ed.
KEYWORDS Lean P oduc ion, Time-D i en Ac i i y Based Cos ing, Visual Managemen , Kaizen, 5S,
SMED
ÍNDICE
Ag adecimen os......................................... ii
Resumo............................................. i
Abs ac ............................................
Lis adeFigu as......................................... x
Lis adeTabelas......................................... xiii
Lis adeEquações........................................ x
Lis a de Ab e ia u as, Siglas e Ac ónimos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . x i
1 In odução ......................................... 1
1.1 Con ex ualização ................................... 1
1.2 Obje i os....................................... 2
1.3 Me odologia de In es igação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.4 Es u u adaDisse ação ............................... 5
2 Enquad amen oTeó ico................................... 6
2.1 Engenha ia po Encomenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.1.1 Ca ac e ís icas do Ambien e de P odução ETO . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.1.2 Desa ios do Ambien e de P odução ETO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.2
Lean P oduc ion
................................... 9
2.2.1 P incípiosdoLean.............................. 10
2.2.2 Despe dícios................................. 11
2.2.3 A Casa do Sis ema Toyo a (TPS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.3 Me odologias e Fe amen as
Lean
........................... 14
2.3.1 Ges ãoVisual ................................ 14
2.3.2 5S...................................... 16
2.3.3
Single-Minu e Exchange o Die
........................ 17
2.3.4 Mapeamen o e Análise de Fluxos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
2.3.5 Ou as e amen as/me odologias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.4 Modelos de Ges ão de In en á io . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
i
LISTA DE TABELAS
1 Funções de um Sis ema de Cus eio, adap ado de (Kaplan, 1988) . . . . . . . . . . . . 22
2 His ó iadaMe aloma ão ............................... 40
3 O ganização In e na da Me aloma ão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
4 O çamen o adjudicado no ano 2023 po Me cado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
5 AnálisedeEncomendas................................ 55
6 Análise de Encomendas - Encomendas com p azo de en ega >0 dias . . . . . . . . . 55
7 Resul ados Diagnós icos 5S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
8 Tempos de A i idades de Se up - Máquinas CNC co e . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
9 Abas ecimen o chapa nos Pan óg a os . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
10 Plano Obse ações - Resul ados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
11 Mapeamen o Ma e ial e Equipamen o Obsole o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
12 Resumo dos P oblemas Iden i icados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
13 5W2H - P opos as de Melho ia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
14 A i idades do modelo TDABC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
15 Con a 62 - Fo necimen o e Se iços Ex e nos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
16 Con a 62 - Di isão de Cus os po a i idade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
17 Di isão de cus os com licenças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
18 Gas oscomPessoal ................................. 79
19 Cálculo da amo ização de máquinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
20 Cus os do semes e po a i idade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
21 Capacidade do ecu so de Mão-de-Ob a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
22 Capacidade do ecu so de Máquinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
23 Cus o da Capacidade P á ica de Mão-de-Ob a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
24 Cus o da Capacidade P á ica de Máquinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
25 Cus o da Capacidade P á ica po A i idade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
26 Fa o es de Impu ação de Cus os de Supo e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
27 Cus o de Capacidade po Recu so das a i idades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
28 Equações de Tempo po A i idade - P odu o A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
xiii

29 Equações de Tempo po A i idade - P odu o B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
30 Equações de Tempo po A i idade - P odu o C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
31 Cus eio De alhado do P odu o A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
32 Cus eio De alhado do P odu o B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
33 Cus eio De alhado do P odu o C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
34 Resul adosA aliação5S ...............................104
35 Classi icação de A i idades de se up - Máquinas CNC co e . . . . . . . . . . . . . . 106
36 Compa ação de Tempos de Pa agem pa a Se up an es e após implemen ação do SMED
nospan óg a os....................................107
37 Ma e ial na zona de p odu o acabado e expedição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
38 Ocupação do ma e ial que não pe ence à zona de p odu o acabado e expedição . . . . 110
39 Pa âme os de s ock e á ea ocupada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
40 Libe ação de capacidade - Elabo ação P opos a Come cial . . . . . . . . . . . . . . 120
41 Redução de Cus os - Elabo ação P opos a Come cial . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
42 Aumen o da Capacidade P odu i a dos Pan óg a os . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121
43 Redução de Cus os - Aumen o de Capacidade dos Pan óg a os . . . . . . . . . . . . . 121
44 Libe ação de capacidade - Abas ecimen o de Se alha ia . . . . . . . . . . . . . . . 122
45 Redução de Cus os - Diminuição do Tempo de Abas ecimen o da Se alha ia . . . . . . 122
46 Resumo dos Resul ados Tangí eis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123
47 A i idades e ope ações associadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
48 Tempo (ho as) de A i idade po P odu o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
49 Compa ação en e Cus o To al TDABC e Cus o To al Inicial . . . . . . . . . . . . . . . 147
xi
LISTA DE EQUAÇÕES
1. Quan idade Económica de Encomenda (QEE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
2. Pon odeEncomenda(PE).................................. 20
3. Cus oTo al(CT)....................................... 20
4. S ockdeSegu ança(SS) .................................. 20
5. TaxadeCus odeCapacidade................................ 28
6. TempodeA i idade..................................... 31
7. A aliaçãopo Ca ego ia5S ................................. 64
8. Tamanho da Amos a - Fó mula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
9. Tamanho da Amos a - Cálculo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
10. Tempo Médio po P ocu a e T anspo e de Ma e ial - Fó mula . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
11. Tempo Médio po P ocu a e T anspo e de Ma e ial - Cálculo . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
12.P ocu amédiadiá ia ....................................111
13.S ockdeSegu ança.....................................111
14.Pon odeEncomenda....................................112
15. Capacidade Anual do P ocesso de Abas ecimen o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121
x
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
ABC -
Ac i i y-Based Cos ing
CRM -
Cus ome Rela ionship Managemen
ERP -
En e p ise Resou ce Planning
ETO -
Enginee - o-O de
MOD - Mão de Ob a di e a
SKU -
S ock Keeping Uni
SMED -
Single Minu e Exchange o Die
TDABC -
Time-D i en Ac i i y Based Cos ing
VSM -
Value S eam Mapping
WIP -
Wo k in P og ess
x i
Capí ulo 1
INTRODUÇÃO
No p esen e capí ulo é ap esen ada a con ex ualização da disse ação, os obje i os que se p e endem
alcança com a ealização do p oje o, a me odologia de in es igação escolhida e a es u u a do documen o.
1.1 Con ex ualização
A indús ia me alomecânica é a ualmen e um dos p incipais se o es de a i idade indus ial em Po ugal,
ca a e izado po uma ele ada e c escen e compe i i idade. Segundo dados do Banco de Po ugal (2024),
em 2023, a indús ia me alomecânica con abiliza a 10 931 emp esas em Po ugal, com um alo de
negócio de 35 311 milhões de eu os e mais de 200 000 pessoas emp egadas. Tal ep esen a 24,9% das
emp esas da indús ia ans o mado a, 28,6% do seu olume de negócio e 28,3% das pessoas emp egadas
nes e se o .
To na-se, po isso, impe a i o pa a as emp esas me alomecânicas o imiza os seus p ocessos pa a ga-
an i a sua compe i i idade no me cado nacional e in e nacional. Pa a al, da implemen ação de
Lean
P oduc ion
podem esul a mui os bene ícios, como a edução de despe dício e a melho ia da e iciência
dos p ocessos (Almanei e al., 2017). A iloso ia
Lean Thinking
assen a em cinco p incípios (Womack
e al., 1990): 1) De inição de alo ; 2) Iden i icação da cadeia de alo ; 3) Fluxo con ínuo; 4) Sis ema
Pull
; 5) Pe segui a pe eição. Es es p incípios pe mi em eduzi os despe dícios, esul ando na edução
de cus os (Maia e al., 2011). Es es despe dícios são ca ego izados em se e ca ego ias (Ohno, 1988):
sob ep odução, in en á io, de ei os, mo imen o, sob ep ocessamen o, espe as e anspo e.
A iloso ia
Lean
eco e a um conjun o de e amen as e p á icas de modo a a ingi a máxima qualidade,
meno cus o e o mínimo
lead ime
(M ugalska & Wy wicka, 2017). O sucesso da implemen ação des a
iloso ia necessi a da in eg ação de e amen as
Lean
na sequência co e a (Sunda e al., 2014). Algumas
des as e amen as incluem a écnica dos 5S, ges ão isual,
single-minu e exchange o die
e e amen as
de análise e mapeamen o de luxo.
Apesa das an agens da implemen ação do
Lean P oduc ion
, sem um mé odo de cus eio ap op iado e
p eciso, não é possí el assegu a o eal impac o das medidas p opos as e a sua sus en abilidade (Öz-
bay ak e al., 2004), com implicações em decisões impo an es da emp esa e e en es à con inuidade
de p odu os, design e p eços de enda (Almeida & Cunha, 2017). Assim, na emp esa em es udo, como
nou as, o na-se ele an e a implemen ação de um mé odo de cus eio que pe mi a a análise do cus o das
1
ope ações, da endibilidade dos p odu os e a o çamen ação de p oje os (Taye eh Hashemi e al., 2020).
Pa indo des es p essupos os, es a disse ação se á desen ol ida na emp esa Me aloma ão, pe encen e
ao se o da indús ia me alomecânica, que ope a segundo um sis ema p odu i o de Engenha ia po En-
comenda. A emp esa dedica-se ao ab ico de equipamen os e es u u as pa a b i agem, um p ocesso
al amen e pe sonalizado pa a esponde às exigências especí icas dos clien es. Es a abo dagem ap e-
sen a desa ios signi ica i os, como a ges ão e icien e dos ecu sos p odu i os e a de e minação igo osa
dos cus os de p odução, aspe os essenciais pa a ga an i a compe i i idade da emp esa no me cado.
O p incipal obje i o des e p oje o é p opo melho ias nos p ocessos p odu i os e não p odu i os, assim
como implemen a um sis ema de cus eio que pe mi a não só a alia economicamen e as melho ias
p opos as, mas ambém ob e um apu amen o mais p eciso dos cus os dos p odu os. As melho ias
p opos as cen am-se na melho ia dos luxos de abalho e na eliminação de despe dícios, em alinhamen o
com os p incípios da iloso ia
Lean
.
A implemen ação de um sis ema de cus eio mais e icien e pe mi i á iden i ica os a o es que in luenciam
os cus os de p odução, p opo cionando uma isão mais de alhada da en abilidade dos p odu os e das
ope ações. Es e sis ema se á concebido pa a se simples e lexí el, possibili ando à emp esa oma
decisões mais in o madas e o imiza a u ilização dos seus ecu sos.
A mo i ação pa a es e abalho deco e da necessidade da emp esa de aumen a a sua compe i i idade e
capacidade de espos a num me cado cada ez mais exigen e, a a és de uma maio e iciência ope acional
e de uma ges ão de cus os mais p ecisa. Pa a al, p e ende-se omen a uma cul u a de melho ia con ínua,
p omo endo a adoção de boas p á icas o ganizacionais e p odu i as. Po im, espe a-se que es e es udo
con ibua pa a e o ça a impo ância da análise económica no con ex o da iloso ia
Lean
, auxiliando as
emp esas na comp eensão dos impac os inancei os das suas inicia i as de melho ia.
1.2 Obje i os
O p incipal obje i o des a Disse ação culmina na melho ia dos p ocessos p odu i os e não p odu i os,
a aliando-se o impac o económico das medidas p opos as, o que implica a melho ia do mé odo de cus eio
a ualmen e u ilizado na emp esa. De o ma a alcança es e obje i o, p e ende-se a ua em di e sas á eas
p odu i as e não p odu i as, abo dando as seguin es dimensões:
• Modelação de um no o mé odo de cus eio;
• Melho ia de p ocessos;
• Implemen ação de ges ão isual;
• O ganização dos pos os de abalho;
2

• O ganização de locais de a mazenamen o de WIP;
• Implemen ação de indicado es de desempenho;
Como esul ado des a Disse ação, e a espe ada a melho ia dos p ocessos p a icados na emp esa, o
que se aduzi ia na edução de cus os ope acionais e no empo de execução das ope ações, assim como
num luxo mais e icien e de ma e iais, in o mação e pessoas. E a ainda espe ado desen ol e um mé odo
de cus eio ap imo ado que ap oximasse os cus os calculados dos cus os eais, pe mi indo aumen a a
posição compe i i a da emp esa em si uações de concu so de p oje os, melho a a sua moni o ização e
saúde inancei a, assim como analisa as p opos as de melho ia implemen adas.
1.3 Me odologia de In es igação
A me odologia u ilizada pa a a ealização da p esen e disse ação oi a In es igação-Ação. Es a me odolo-
gia oi in oduzida po Ku Lewin (1946) e de ine-se pelo lema
lea ning by doing
. Um g upo de pessoas
iden i ica um p oblema, p ocu a esol ê-lo e caso não sa is ei os com o esul ado, p ocu am ou a solução
(O’B ien, 2001). Assim, es a es a égia de in es igação em como obje i o a ende às necessidades p á i-
cas das pessoas, alcança me as cien í icas e desen ol e as compe ências das pessoas que en en am
os p oblemas, capaci ando-as pa a lida com desa ios u u os (Susman & E e ed, 1978).
A In es igação-Ação oi escolhida uma ez que oi p omo ido o en ol imen o dos colabo ado es, alinhando-
se ao concei o de melho ia con ínua, na esolução de p oblemas e implemen ação de melho ias. Es a
abo dagem pe mi e es a e ajus a as soluções em empo eal, ga an indo que as melho ias p opos as
sejam e icazes e adequadas à ealidade da emp esa. A sua na u eza cíclica e i e a i a encon a-se em
sin onia com os p incípios da melho ia con ínua, possibili ando a implemen ação g adual e sus en ada
de mudanças. Po im, a In es igação-Ação ambém possibili a uma omada de decisão mais in o mada,
uma ez que as soluções são baseadas em dados eais e
eedback
con ínuo dos colabo ado es. Es a
es a égia de in es igação segue um ciclo de cinco ases, ilus adas na Figu a 1.
3
Figu a 1: E apas In es igação-Ação (adap ado de Susman & E e ed, 1978)
Es e p oje o seguiu as ases an e io men e ap esen adas:
• Diagnós ico: Numa p imei a ase analisa am-se os p ocessos in e nos documen ados da em-
p esa. Em seguida ealiza am-se euniões com os esponsá eis de cada depa amen o a analisa .
P osseguiu-se com o mapeamen o dos p ocessos de cada depa amen o, eco endo a écnicas de
gemba walks
e
shadowing
, de o ma a iden i ica opo unidades de melho ia.
• Planeamen o de ações: Com base nos despe dícios e nas opo unidades de melho ia diagnos i-
cados, elabo ou-se um plano de ações, eco endo à e amen a dos 5W2H. Es e plano de ações
oi pos e io men e ap esen ado numa eunião dedicada ao p ocesso de melho ia con ínua, que
con ou com os esponsá eis de cada depa amen o.
• Implemen ação de ações: Nes a ase o am implemen adas as p opos as de melho ia, con ando
com a pa icipação dos esponsá eis dos depa amen os, assim como dos colabo ado es associa-
dos.
• A aliação: Após a implemen ação das p opos as, a alia am-se as mesmas, eco endo pa a al a
uma análise inancei a u ilizando o no o mé odo de cus eio quando possí el. Nou as p opos as,
eco eu-se ao
eedback
dos colabo ado es e dos esponsá eis po cada depa amen o.
• Ap endizagem: Po meio de euniões ealizadas den o e en e depa amen os, discu i am-se os
esul ados ob idos, iden i ica am-se p oblemas encon ados e p opuse am-se soluções pa a os
4
mesmos. Além da ap endizagem no con ex o labo al, espe a-se que es e es udo con ibua pa a
e o ça a impo ância da análise económica no con ex o da iloso ia
Lean
, o necendo uma abo -
dagem es u u ada pa a a a aliação do impac o inancei o das p opos as de melho ia. Assim, os
esul ados ob idos pode ão se i de e e ência pa a emp esas que p e endem alia a e iciência
ope acional à sus en abilidade inancei a.
1.4 Es u u a da Disse ação
A es u u a des a disse ação é di idida em 7 capí ulos. No p imei o é ealizada a con ex ualização do
p oje o e ap esen am-se obje i os de inidos, a me odologia de in es igação u ilizada e a es u u a da
disse ação.
No segundo capí ulo encon a-se o enquad amen o que o nece o con ex o eó ico da disse ação. Es e
capí ulo di ide-se em se e ópicos: o concei o de Engenha ia po Encomenda (ETO), o
Lean P oduc ion
,
me odologias e e amen as
Lean
, modelos de ges ão de in en á io com des aque na polí ica de quan i-
dade económica de encomenda, sis emas de cus eio, implemen ação TDABC e a análise económica de
implemen ações
Lean
, en a izando a elação en e o TDABC e o
Lean Managemen
.
No e cei o capí ulo ap esen a-se a emp esa onde oi ealizada a disse ação. No capí ulo seguin e
desc e em-se os p ocessos p é-p odu i os e p odu i os, assim como a análise à si uação inicial de cada
depa amen o.
No quin o capí ulo são ap esen adas as á ias melho ias p opos as pa a soluciona os p oblemas diag-
nos icados no capí ulo an e io .
No sex o capí ulo é ealizada a análise ao impac o das p opos as de melho ia implemen adas.
Pa a inaliza , no capí ulo 7 ap esen a-se uma e ospe i a do p oje o e a pe spe i a de abalho u u o.
5
Capí ulo 2
ENQUADRAMENTO TEÓRICO
Es e capí ulo ap esen a o enquad amen o que se iu de base eó ica pa a a ealização da p esen e dis-
se ação. Numa p imei a pa e, abo da-se o concei o de Engenha ia po Encomenda (ETO), seguido do
Lean P oduc ion
e das me odologias e e amen as
Lean
aplicadas ao longo des e abalho. Pos e io -
men e, são discu idos modelos de ges ão de in en á io, sob e udo a polí ica de Quan idade Económica
de Encomenda (QEE), bem como os mé odos de cus eio, com especial a enção ao mé odo
Time-D i en
Ac i i y-Based Cos ing
(TDABC) e a sua implemen ação. Po im, é analisada a elação en e o TDABC e
o
Lean Managemen
, no âmbi o da a aliação económica de implemen ações
Lean
.
2.1 Engenha ia po Encomenda
No con ex o do se o indus ial a ual, e i ica-se uma p ocu a c escen e po p odu os pe sonalizados,
especialmen e em se o es que en ol am equipamen os a ançados, de ele ado in es imen o e g ande
po e, como na cons ução, na indús ia ma í ima e no se o de pe óleo e gás. Pa a da espos a a es a
p ocu a, as emp esas de em o nece p odu os concebidos e ab icados com base em equisi os mui o
especí icos dos clien es (S andhagen e al., 2018), eco endo pa a al a cadeias de abas ecimen o do
ipo Engenha ia po Encomenda (ETO).
As cadeias de abas ecimen o ETO dis inguem-se po se em p oje adas pa a da espos a a es as exi-
gências, uma ez que são desen ol idas com o obje i o de ab ica p odu os al amen e pe sonalizados.
Es a abo dagem exige equen emen e ino ações no design, engenha ia complexa e no os p ocessos de
p odução pa a a ende aos equisi os especí icos dos clien es (Cannas & Gosling, 2021). Além disso,
ca ac e iza-se po inicia o seu p ocesso na ase de conceção de p oje o, onde o design do p odu o é
di e amen e in luenciado pelos equisi os e especi icações da encomenda do clien e (Gosling & Naim,
2009).
2.1.1 Ca ac e ís icas do Ambien e de P odução ETO
A p odução baseada no concei o de Engenha ia po Encomenda ca ac e iza-se po ele ados ní eis de
pe sonalização e complexidade, exigindo uma es ei a colabo ação com o clien e desde a ase inicial do
p oje o (Iakymenko e al., 2020). Es e ambien e p odu i o ap esen a pa icula idades que o di e enciam
de ou os sis emas de p odução, des acando-se pela sua ele ada a iabilidade e equisi os especí icos
6
Figu a 3: A Casa do Sis ema Toyo a (adap ado de Like , 2003)
No elhado da casa TPS encon am-se os obje i os: ob e a melho qualidade, com o meno cus o e o
meno
lead ime
, semp e conside ando a segu ança e a mo i ação dos colabo ado es. Pa a a ingi es e
obje i o, é essencial a eliminação de despe dícios no luxo de p odução.
Os pila es que sus en am a casa ep esen am os pila es do TPS, nomeadamen e o
Jus -in-Time
e o
Jidoka
.
Segundo Ohno (1988),
Jus -in-Time
p essupõe que, num p ocesso de luxo, as peças ce as, necessá ias
pa a mon agem, chegam à linha de mon agem no momen o ce o e apenas na quan idade necessá ia,
esul ando na edução de in en á io de ma é ia-p ima,
WIP
e p odu o acabado.
Jidoka
, concei o japonês
pa a au onomação, consis e na iden i icação de anomalias na p odução e impedi o seu p og esso no
p ocesso. Pa a isso, um disposi i o é acionado, pa ando a máquina semp e que um de ei o é encon ado
num p odu o (Like & Mo gan, 2006).
No cen o da casa TPS o oco ecai sob e pessoas e as equipas de abalho, assim como na edução de
despe dícios, endo a melho ia con ínua como concei o cen al.
13

Po im, na base da casa TPS encon a-se a p odução ni elada,
Heijunka
, e a pad onização e es abilização
dos p ocessos. Dependendo da e são, a ges ão isual e a iloso ia do modelo Toyo a ambém podem se
conside adas na base do TPS (Like , 2003).
2.3 Me odologias e Fe amen as Lean
Lean
é uma abo dagem ocada na eliminação de despe dícios e na c iação de alo pa a o clien e, p omo-
endo a melho ia con ínua em odas as á eas da o ganização. En e as di e sas me odologias e e amen-
as
Lean
, des aca-se o
Kaizen
, e mo que signi ica ”muda pa a melho ”em po uguês. Es e ca ac e iza-se
pela implemen ação de pequenas melho ias que, a longo p azo, assegu am esul ados signi ica i os, com
a an agem de se uma abo dagem de baixo isco (Imai, 1997). Em seguida ap esen am-se algumas das
p incipais me odologias e e amen as ado adas no con ex o da melho ia con ínua segundo os p incípios
Lean
.
2.3.1 Ges ão Visual
A ges ão isual comp eende a u ilização de mé odos isuais como o ma de ep esen a in o mação e
equisi os pa a o ien a ações e decisões (To ghabehi e al., 2016). T a a-se de um p ocesso que busca
aumen a a e iciência e e icácia de ope ações, o nando as in o mações isí eis, lógicas in ui i as (Pin o,
2009).
A ges ão isual ab ange di e en es ipos de e amen as e mé odos, podendo se aplicada em dois domí-
nios dis in os (To ghabehi e al., 2016):
• Fe amen as in o ma i as: U ilizada exclusi amen e pa a isualiza in o mação, sem qualque im-
plicação de ges ão de desempenho. Engloba e amen as de mapeamen o de p ocessos,
layou s
de áb ica e de células de p odução e e ique as (To ghabehi e al., 2016).
• Fe amen a pa a o ien ação de ações e decisões: Exibem equisi os e de inem ações. Incluem
ca ões
kanban
, ins uções de abalho pad onizado,
andon
e quad os de ges ão isual com indi-
cado es de desempenho e me as a alcança (To ghabehi e al., 2016).
SQCDM
Indicado es de desempenho são uma e amen a de ges ão que pe mi em acompanha e con ola uma
a i idade ou p ocesso, de o ma a iden i ica des ios, co igi-los e ga an i que o desempenho desejado
seja alcançado (Se iawan & Pu ba, 2020).
14
As e amen as de ges ão isual SQCDM ap esen am indicado es de desempenho elacionados com Se-
gu ança e Ambien e, Qualidade, Cus o, En ega e Mo i ação. Es es sis emas isuais o nam os dados
acessí eis, ga an indo que as equipas possam moni o iza o desempenho, iden i ica lacunas e imple-
men a ações co e i as de o ma e icaz (Kanban Boa d, 2024). Assim, a u ilização do modelo SQCDM
pe mi e o acompanhamen o do desempenho em empo eal do p ocesso p odu i o, p omo endo a pa ici-
pação a i a dos colabo ado es no p ocesso de melho ia con ínua. Alguns exemplos de indicado es a e os
a cada ca ego ia do SQCDM encon am-se em seguida:
• Segu ança e Ambien e
→Núme o de inciden es egis ados: Mede a quan idade de aciden es de abalho oco idos
num de e minado pe íodo.
→Taxa de quase aciden es: Quan i ica os inciden es e i ados que pode iam e esul ado em
aciden es, ajudando na p e enção.
• Qualidade
→Taxa de de ei os: Mede a pe cen agem de p odu os com de ei os em elação ao o al p odu-
zido.
→Índice de e abalho: Pe cen agem de p odu os que necessi am de co eção an es da en ega
ao clien e.
• Cus o
→Va iação de cus os: Di e ença en e o cus o eal e o cus o o çamen ado pa a a p odução.
→Pe cen agem de despe dício de ma e ial: Mede a quan idade de ma e iais despe diçados
em elação ao o al u ilizado.
• En ega
→Pe cen agem de en egas no p azo: Mede a p opo ção de pedidos en egues den o do p azo
es abelecido.
→Tempo de ciclo de p odução: Tempo o al desde o início da p odução a é à en ega ao clien e.
• Mo i ação
→Taxa de absen ismo: Pe cen agem de dias de ausência dos colabo ado es em elação ao
o al de dias de abalho disponí eis.
15
→Índice de sa is ação dos colabo ado es: Mede o ní el de con en amen o dos uncioná ios
a a és de inqué i os de sa is ação.
A u ilização do modelo SQCDM p opo ciona uma sé ie de bene ícios signi ica i os pa a as o ganizações,
p omo endo uma cul u a de anspa ência, onde as mé icas c í icas são isí eis a odos, omen ando
um ambien e de abe u a e comunicação e icaz (Kanban Boa d, 2024). A a és des a abo dagem, os
colabo ado es eem os seus es o ços alinhados com os obje i os o ganizacionais, o que con ibui pa a
uma maio mo i ação e sen imen o de pe ença. Além disso, aumen a a capacidade de esolução á-
pida de p oblemas, eco endo pa a al a dados em empo eal que pe mi em uma a uação p oa i a na
iden i icação e co eção de des ios (Kanban Boa d, 2024). O modelo ambém acili a a o imização dos
ecu sos, assegu ando uma alocação mais e icien e com base no desempenho eal, o que con ibui pa a
a edução de despe dícios e a melho ia da p odu i idade. Po im, o SQCDM impulsiona a melho ia con-
ínua, p opo cionando uma isão cla a do p og esso e pe mi indo a implemen ação sis emá ica de ações
co e i as e de melho ia, p omo endo a excelência ope acional da emp esa (Kanban Boa d, 2024).
2.3.2 5S
Desen ol ida du an e os anos 60, a écnica dos 5S é in oduzida po Takashi Osada como uma me odo-
logia di ecionada pa a a c iação e implemen ação de um ambien e de qualidade o ganizacional (Osada,
1991). Hi ano (1995) a i ma que os passos do 5S são concebidos pa a melho a a e iciência, o alece
o desempenho e p omo e a melho ia con ínua em p a icamen e odos os se o es da o ganização. Es es
passos azem pa e de um p og ama es u u ado de melho ia, compos o po e apas in e ligadas de o ma
p og essi a (Randhawa & Ahuja, 2017).
Pa en (2006) en a iza que a écnica dos 5S ai mui o além de uma simples limpeza. É uma iloso ia que
isa a ingi de o ma sis emá ica um local de abalho o ganizado, limpo e pad onizado, o nado-o num
espaço mo i ado e ag adá el pa a os colabo ado es. Os 5S p opõem uma ans o mação do local de
abalho, p o idenciando uma base pa a melho ias signi ica i as no mesmo. Um espaço de abalho bem
o ganizado pe mi e um ambien e de p odução segu o e e icien e, o que ele a a mo i ação dos colabo a-
do es, p omo e o sen imen o de o gulho pelo abalho ealizado e e o ça o senso de esponsabilidade e
p op iedade sob e as suas a e as (Randhawa & Ahuja, 2017).
A écnica dos 5S é compos a po cinco e apas sequenciais, cujas iniciam esul a o nome des a me odologia
(Imai, 1997):
• Sei i (Sepa ação): Iden i ica os i ens e classi icá-los como necessá ios ou não necessá ios, des-
ca ando os úl imos.
16
• Sei on (O ganização): O ganiza os i ens necessá ios de o ma cla a e isual, acili ando o seu
acesso e u ilização.
• Seiso (Limpeza): Limpeza do local de abalho e c ia mé odos pa a man e o local limpo.
• Seike su (Pad onização): Desen ol e no mas e p ocedimen os pa a assegu a e man e os esul-
ados das e apas an e io es.
• Shi suke (Au o-disciplina): Inco po a as p á icas dos 5S na cul u a o ganizacional, de modo a
o na os 5S um p ocesso de melho ia con ínua.
2.3.3
Single-Minu e Exchange o Die
Tempos de
se up
e e e-se aos empos u ilizados pa a a p epa ação dos ecu sos necessá ios pa a o
desempenho de uma a e a (Allah e di, 2015). Uma ez que es es empos não ac escen am alo ao
p odu o e/ou se iço inal, os mesmos de em se eduzidos ou eliminados.
O
SMED
,
Single-Minu e Exchange o Die
, é uma me odologia que pe mi e ele a o desempenho do p o-
cesso p odu i o, eduzindo d as icamen e o empo de
se up
e melho ando a e iciência dos equipamen os
(Godina e al., 2018). A aplicação des a me odologia é di idida em cinco e apas (Dillon & Shingo, 1985):
• Obse ação e Regis o: Análise do es ado a ual da ope ação com ecu so a um c onóme o e com
ecolha de in o mação jun o dos ope ado es.
• Sepa ação en e a e as In e nas e Ex e nas:
→Ta e as In e nas e e em-se a a e as que necessi am que a máquina es eja pa ada pa a a
sua execução.
→Ta e as Ex e nas e e em-se a a e as que podem se execu adas an es da pa agem da má-
quina, com a mesma ainda em uncionamen o.
• Con e e o máximo possí el de a e as In e nas em Ex e nas.
• Reduzi a complexidade das a e as in e nas e ex e nas.
• Documen a os p ocedimen os in e nos e ex e nos.
2.3.4 Mapeamen o e Análise de Fluxos
A iden i icação da cadeia de alo é um dos pila es do
Lean P oduc ion
. Como o ma de mapea e
analisa o luxo na cadeia de alo , são u ilizadas di e en es e amen as, de aco do com as especi icidades
p e endidas.
17
Value S eam Mapping
Value S eam Mapping
, ou
VSM
, é uma e amen a que pe mi e a isualização do luxo de ma e ial e
in o mação pela cadeia de alo . Alguns bene ícios da u ilização do
VSM
incluem (Chaple & Na khede,
2017):
• P opo ciona uma isão ampla de odo o luxo.
• Ajuda na iden i icação de despe dícios.
• Mos a a elação en e o luxo de ma e iais e o luxo de in o mações.
• Fo nece uma abo dagem simples e pad onizada pa a a a p ocedimen os.
• To na as decisões mais “ isí eis”.
• Fo ma a base pa a um plano de ação.
2.3.5 Ou as e amen as/me odologias
Shadowing
Shadowing
e e e-se à p á ica de obse a , sem in e e i , a execução de cada a e a ealizada po um
colabo ado , com o obje i o de en ende o p ocesso, medi o despe dício e iden i ica opo unidades de
melho ia (Bas os e al., 2021).
Gemba Walk
Gemba Walk
consis e na p á ica de líde es e ges o es se desloca em ao local de abalho,
Gemba
, de
modo a obse a em os p ocessos em ação, comp eende em as ope ações e iden i ica em opo unidades
de melho ia.
Yoko en
Yoko en
e e e-se à expansão ho izon al de esul ados bem-sucedidos do
Kaizen
, a a és da pa ilha de
boas p á icas com colabo ado es de ou as á eas (Imai, 1997).
2.4 Modelos de Ges ão de In en á io
A ges ão de in en á io é um a o c í ico pa a ga an i o equilíb io en e a disponibilidade de ma e iais e a
minimização de cus os ope acionais. Um modelo de ges ão de in en á io é uma abo dagem sis emá ica
u ilizada pa a con ola e o imiza os ní eis de s ock de uma o ganização, com o obje i o de ga an i a dis-
18

ponibilidade de p odu os ou ma e iais necessá ios, minimizando simul aneamen e os cus os associados
à posse, encomenda e u u a de s ock.
De aco do com as ca ac e ís icas do p azo de en ega e da p ocu a, é possí el classi ica os modelos de
ges ão de in en á io em 3 ipos (Ca alho, 2005):
1. Modelos de e minís icos
• P azo de en ega e p ocu a ap oximadamen e cons an es;
• Modelos simples com bas an e aplicação;
2. Modelos es ocás icos ou p obabilís icos
• P azo de en ega e/ou p ocu a ap esen am a iabilidade alea ó ia signi ica i a;
• Necessá io c ia um s ock de segu ança, como amo ecedo da a iabilidade;
• Quan o maio o s ock de segu ança, meno o isco de u u a, mas maio o in es imen o;
3. Modelos pa a p ocu a dependen e
• No malmen e, em si uações de s ocks hie á quicos e p ocu a i egula ;
• Ex.: Q d a p oduzi depende do plano de p odução ado ado;
• Ex.: no con ex o do sis ema de ges ão
Ma e ial Requi emen s Planning
(MRP), ou no sis ema
Jus in Time
.
2.4.1 Modelo de Quan idade Económica de Encomenda
O modelo de Quan idade Económica de Encomenda é um modelo de e minís ico de ges ão de in en á io
amplamen e u ilizados pelas o ganizações. Es e modelo isa de e mina a quan idade ideal de encomenda
que minimiza os cus os o ais associados à ges ão de in en á io, equilib ando os cus os de posse e de
encomenda. Es e modelo ege-se pelos seguin es p essupos os:
• A p ocu a pelo p odu o é cons an e e conhecida;
• O p azo de en ega é ixo e não so e a iações signi ica i as;
• Os cus os uni á ios de encomenda e de posse são cons an es ao longo do empo.
Pa a a aplicação des e modelo de ges ão de in en á io, são necessá ios os seguin es pa âme os:
19
•R- P ocu a anual (unidades/ano);
•C1- Cus o de posse po unidade po ano;
•C3- Cus o po encomenda;
•LT -
Lead ime
médio;
•Rmédia diá io - P ocu a média diá ia.
As ó mulas co esponden es aos pa âme os encon am-se em seguida:
QEE =√2RC3
C1
(1.)
Com:
QEE =Quan idade Económica de Encomenda.
P E =Rmédia diá io ×LT (2.)
Com:
P E =Pon o de encomenda.
CT =R
QEE ·C3+QEE
2·C1(3.)
Com:
CT =Cus o o al anual.
SS =n×Rmédia diá io (4.)
Com:
SS =S ock de segu ança,
n=Núme o de dias de s ock de segu ança.
20
2.5 Sis emas de Cus eio
Calcula cus os de p odu os e se iços pe manece uma das p á icas mais di íceis pa a as o ganizações,
sob e udo em con ex os de me cado mui o compe i i os (Siguenza-Guzman e al., 2013). Emp esas p e-
cisam ga an i que os cus os associados aos p odu os e se iços que come cializam não excedem os
p eços de me cado (Hoozée e al., 2009), de modo a assegu a em a sua en abilidade a longo-p azo e,
consequen e, sob e i ência emp esa ial. Reco em, po isso, a sis emas de cus eio pa a es a p á ica.
Sis emas de cus eio nada mais são do que sis emas de in o mação e de supo e à omada de deci-
são (A onso, 2002). Es es pe mi em às emp esas de e mina os cus os dos seus p odu os e se iços
(Siguenza-Guzman e al., 2013), assumindo um papel i al na ges ão das o ganizações. Kaplan (1988)
e e e que um sis ema de cus eio de e a ende a ês impo an es unções:
• A aliação de in en á io, ela ó ios inancei os e ob igações legais, aloca cus os de pe íodo a p o-
du os endidos e em s ock.
• Con olo ope acional, ge ando in o mação ela i a ao consumo de ecu sos pa a ges o es de de-
pa amen os e p odução.
• Cus eio de p odu os.
Em elação à a aliação de in en á io, o sis ema de cus eio de e possibili a a alocação de cus os de
p odução de um pe íodo a obje os de cus o. Es es cus os di idem-se en e p odu os endidos e p odu os
em s ock. Es a unção não ob iga a uma impu ação p ecisa dos cus os indi e os, uma ez que, segundo
Kaplan (1988)), se a di isão de cus os en e p odu os endidos e em
s ock
o azoa elmen e p ecisa,
as necessidades dos ela ó ios inancei os se ão cump idas. Po es e mo i o, es a unção não ga an e
in o mação ele an e sob e pe o mance e cus os de p odu os.
Quan o ao con olo ope acional, o sis ema de cus eio de e p opo ciona in o mação pe iódica em elação
à pe o mance da p odução (Kaplan, 1988). Necessi a de co esponde ao ní el de esponsabilidade do
ges o , con ola a iações conhecidas no compo amen o dos cus os e minimiza a alocação de cus os
ge ais aos obje os de cus o. A impu ação des es cus os não de e se pe mi ida no con olo ope acional,
uma ez que dis aem os ges o es da sua p incipal unção de moni o iza e con ola a e iciência da
p odução e melho a a p odu i idade.
Po im, um sis ema de cus eio de e cus ea obje os de cus o. Nes a unção, a impu ação ex ensi a de
cus os pode se necessá ia. O obje i o é o nece aos ges o es in o mação anual, exce uando g andes
mudanças no sis ema ope a i o, sob e os cus os de p odução dos obje os de cus o, de modo a que
possam se omadas decisões em elação a p odu os. Es es cus os de em inclui odos os gas os que
21
oco em ao longo da cadeia de alo (Kaplan, 1988). A Tabela 1 ap esen a as unções de um sis ema de
cus eio.
Tabela 1: Funções de um Sis ema de Cus eio, adap ado de (Kaplan, 1988)
Função F equência G au de Alocação Alcance do Sis ema
A aliação de In en á io Mensal ou T imes al Ag egado Cus os de Fab ico
Con olo Ope acional Diá io, po unidade Nenhum Cen o Responsá el
Cus eio de P odu os Anualmen e, mudanças d ás icas Ex ensi o Toda a O ganização
Todas as unções an e io men e e e idas mencionam obje os de cus o. Um obje o de cus o é uma a i i-
dade pa a a qual se deseja uma medição de cus o indi idual (Ra na unga, 1997). Es a medição pode se
classi icada em ês ca ego ias:
• Cus o pa a a aliação de s ock
• Cus os com o p opósi o de con olo
• Cus os com p opósi o de omada de decisão
Ra na unga (1997) indica que, ge almen e, sis emas de cus eio usu uem de dois p ocessos de alocação
de cus os. P imei amen e o ag egado de cus os di e os e indi e os de p odução são impu ados a cen os
de cus o uncionais. De seguida impu a-se a acumulação de cus os des es cen os aos obje os de cus o.
2.5.1 Cus eio T adicional
O cus eio adicional oi desen ol ido num pe íodo onde as o ganizações p oduziam pouca a iedade
de p odu os, com uma p edominância dos cus os di e os, e com cus os indi e os e de supo e limi ados
(No iće ić & An ic, 1999). Es es sis emas, não só simpli icam a ealidade (Johnson & Kaplan, 1991), como
necessi am de poucos ecu sos pa a a sua manu enção, azões pa a a acilidade de implemen ação e
popula idade, sob e udo no século passado. No en an o, a ualmen e a u ilização des es mé odos inse e-se
me amen e em p ocedimen os de ela ó ios inancei os (Siguenza-Guzman e al., 2013).
Nes e mé odo, os cus os são di ididos em ês ca ego ias: mão-de-ob a e ma é ia-p ima, e e en es aos
cus os di e os, e cus os indi e os (Kaplan & Coope , 1992). Quan o a cus os de supo e, nomeadamen e
cus os de enda, cus os ge ais ou cus os adminis a i os, são conside ados despesas do pe íodo (Huang,
2018). O sis ema de cus eio adicional ap esen a um o e oco no p odu o (Hughes & Gje de, 2003),
e ca ac e iza-se pela impu ação de cus os di e os di e amen e aos obje os de cus o (Siguenza-Guzman
e al., 2013). Po ou o lado, cus os indi e os como ma ke ing, amo izações e ele icidade são impu ados
22
ipo de cus o são suge idas po Kaplan & Ande son (2007), conside ando a amo ização da aquisição de
equipamen o subs i u o ou o cus o de opo unidade de in es imen o.
O cus o do espaço u ilizado e e e-se ao cus o do espaço ocupado po uncioná ios, equipamen o e supe -
iso es no cump imen o das suas a i idades. Inclui a dep eciação de ins alações, u ili á ios, manu enção,
limpeza e segu o do espaço. Es e cus o é, no malmen e, impu ado a cada depa amen o em unção da
á ea alocada a es es (Kaplan & Ande son, 2007). Po im, os ou os gas os inco idos e e em-se a ou os
cus os indi e os e ecu sos de supo e, como cus os com depa amen os de supo e, nomeadamen e Re-
cu sos Humanos, Finanças e Tecnologias de In o mação (Kaplan & Ande son, 2007). A inco po ação dos
cus os com depa amen os de supo e no cus o de o necimen o da capacidade de ecu sos de e segui
o que Kaplan & Ande son (2007) designam de
“Rule o 1”
1, is o é, podem se impu ados quando são
cons i uídos po apenas 1 colabo ado ou ecu so. Segundo os mesmos, quando es es depa amen os
êm mais de um colabo ado ou ecu so, en ão exis e uma necessidade de capacidade supe io pa a a
qual apenas uma pessoa não pe mi e uma espos a e icaz. Nes es casos, as emp esas de em u iliza os
mesmos p incípios da cons ução do modelo TDABC pa a os depa amen os de supo e.
A capacidade p á ica ambém pode se acilmen e calculada de duas o mas, anali icamen e ou es imada
a bi a iamen e. Pa a de e mina a capacidade p á ica anali icamen e, começa-se po calcula a capaci-
dade eó ica e sub ai-se os empos em que o colabo ado ou a máquina es ão indisponí eis pa a abalha .
Nos colabo ado es, es es empos e e em-se, po exemplo, a pausas, o mações e euniões. Nas máqui-
nas, es es empos e e em-se a manu enção, epa ações,
s a -ups
e
shu downs
. Es es pe íodos de empo
são de e minados que po obse ação di e a, como ques ionando di e amen e os uncioná ios e as equi-
pas de ges ão, assim como analisando os dados his ó icos de que a o ganização dispõe (Sil a Ba os &
Simões, 2015).
Po ou o lado, a capacidade p á ica pode se es imada a pa i da capacidade eó ica. Os alo es de
e e ência suge idos po Kaplan & Ande son (2004) são de 80% pa a colabo ado es e 85% pa a máquinas.
A p ecisão da es ima i a da capacidade p á ica não é um a o c í ico à implemen ação do sis ema TDABC,
uma ez que o mesmo eque igo mas não um ele ado g au de p ecisão (Kaplan & Ande son, 2007).
Kaplan & Ande son (2004) indicam que o modelo em si e ela á esses e os de p ecisão ao longo do seu
p ocesso de execução.
Exis em alguns a o es a e em con a no cálculo da capacidade p á ica, segundo Kaplan & Ande son
(2007):
• Aquisição i egula de capacidade
1Reg a do 1
29

• Capacidade sazonal ou de pico de p ocu a
• Capacidade que ele a a qualidade do se iço
• A ibuição de cus os de capacidade não u ilizada
Em elação ao p imei o a o , no caso de aquisição de um equipamen o onde se p e ê um uso meno
da sua capacidade, de ido a es ições na p ocu a ou no sis ema p odu i o, de e-se usa es a como a
sua capacidade p á ica. Quando, e se ais es ições o em ul apassadas, a capacidade do ecu so de e
se a ualizada pa a o alo eal. No caso da p ocu a sazonal, se a o ganização decidi não diminui a
capacidade, ou a é aumen a a mesma du an e um pe íodo de maio p ocu a, os cus os da capacidade
não u ilizada de em se impu ados aos meses de necessidade de maio capacidade.
Na condição de os equisi os de um clien e conduzi em ao aumen o dos cus os de a i idade associados a
algum p odu o de ou o clien e, es e aumen o de e se impu ados ao p imei o. Nos cus os de capacidade
não u ilizada, o p incípio ge al indica que a impu ação dos mesmos de e oco e nos depa amen os ou
unidades nos quais ecaí am a decisão sob e essa mesma capacidade ou consumo de ecu sos (Kaplan
& Ande son, 2007).
Equações de Tempo
Uma das p incipais ino ações do modelo TDABC encon a-se no ecu so a equações pa a es ima os em-
pos de a i idades básicas. Es as equações pe mi em que o modelo e li a como é que as ca ac e ís icas
das a i idades a iam os empos despendidos (Kaplan & Ande son, 2004), incluindo, pa a isso, múl iplos
e mos, caso a a i idade necessi e (Dalci e al., 2010; Sil a Ba os & Simões, 2015).
Kaplan & Ande son (2004) indicam que as emp esas, ge almen e, conseguem p e e quais os d i e s,
esponsá eis pela simplicidade ou complexidade das ansações. Es es são equen emen e encon ados
nos so wa es in o má icos das o ganizações, al como nos sis emas de ERP. Kaplan & Ande son (2007),
mais a de, elabo a am um conjun o de e apas a segui pa a a ob enção das equações empo ais.
1. Começa pelos p ocessos de cus os mais ele ados, uma ez que e ão um maio impac o no cus o
inal.
2. De ini de o ma cla a o que inicia e inda cada p ocesso.
3. De e mina os a o es de a iação de empo cha es de cada p ocesso. Pa a cada a i idade começa
pelo a o mais in luen e no consumo da capacidade.
4. Usa a o es de a iabilidade aos quais a emp esa já em acesso.
30
5. En ol e os colabo ado es na cons ução das equações empo ais.
Em elação ao qua o passo, não é aconselhá el adqui i ecnologia de ecolha de dados apenas pa a
ap o isiona o modelo TDABC. No en an o, es e in es imen o pode se jus i icá el dependendo da si uação.
Quan o ao sex o passo, a equipa esponsá el pelo p oje o de e começa po explica o p opósi o do p oje o
e como o depa amen o em ques ão es á en ol ido. O desen ol imen o das equações com a ajuda dos
colabo ado es ele a a iabilidade das mesmas, e acili a a comp eensão e ac éscimo de complexidade
quando necessá io.
Assim, uma equação empo al é compos a po um empo pad ão, ao qual se inc emen a empo consoan e
a o es de a iabilidade. A Equação 6. mos a como calcula o empo de a i idade conside ando os
inc emen os de a i idades.
Tempo de A i idade =β0+β1X1+β2X2+· · · +βiXi(6.)
Com:
β0=Tempo pad ão de a i idade
βi=Tempo es imado de inc emen o da a i idade i
Xi=Quan idade de a i idade inc emen al i
Kaplan & Ande son (2007) e e em que, du an e a implemen ação des a me odologia, iden i ica am di-
e sos bene ícios associados às equações empo ais. As equações empo ais pe mi em que o modelo
TDABC seja meno , mais simples e mais lexí el do que modelos con encionais ABC. A adição de e mos
às equações aumen a linea men e a complexidade do modelo. O modelo TDABC ap esen a maio p eci-
são ao modela a a iação dos p ocessos com a adição de e mos nas equações empo ais. A u ilização
de dados p o enien es de sis emas de so wa e ERP e CRM eduz o isco de imp ecisão p o enien e da
in o mação subje i a dos colabo ado es.
A es ima i a de equações empo ais eduz o núme o de colabo ado es a en e is a e elimina a neces-
sidade de ques ioná ios de alocação de empo. Dados elacionados a consumo de empo podem se
obse ados di e amen e ou es imados, sem a necessidade de cons an e a ualização mensal. A acilidade
de expansão pa a oda a emp esa ambém é uma das mais alias associadas a es e sis ema. Uma ez
que mui os p ocessos são semelhan es, equações empo ais numa ins alação podem se eplicadas a
ou as ins alações da mesma o ganização. Possibili a a ealização de análises de capacidade e p e isão,
31
a a és do uso de equações empo ais pa a a alia a capacidade de espos a de ecu sos a planos de
p odução ou a iações da p ocu a, con ibuindo pa a a iden i icação de melho ias nos p ocessos. Na
cons ução de equações empo ais, é possí el encon a a i idades que não ac escen am alo ou ine i-
cien es. As o ganizações ambém podem u iliza as equações empo ais pa a compa a e iden i ica as
melho es p á icas de p ocessos e ans e i-las pa a as es an es ins alações da emp esa.
2.6 Implemen ação TDABC
Kaplan & Ande son (2004), demons am as que conside am se as 4 ases da implemen ação do cus eio
TDABC. Na Figu a 5 ap esen am-se as ases de implemen ação de um sis ema de cus eio TDABC, assim
como o p opósi o e as ações en ol en es.
Figu a 5: Fases de Implemen ação TDABC ( ep oduzido de Kaplan & Ande son, 2007)
2.6.1 P epa ação
A p imei a e apa do modelo desen ol ido po Kaplan & Ande son (2004) denomina-se P epa ação. Um
p oje o de implemen ação de um modelo TDABC pode se i di e sos p opósi os, desde o es udo da
en abilidade de p odu os, o imização de p ocessos de p odução, a é à análise da luc a i idade de clien es.
Assim, o p imei o passo da P epa ação encon a-se na de inição dos obje i os da implemen ação. Es a
de inição pe mi e a escolha de um esponsá el pa a o p oje o que melho se adeque ao seu p opósi o. Um
exemplo se ia a nomeação do di e o de Ma ke ing caso o obje i o da implemen ação en ol e-se o es udo
32
da en abilidade de clien es, ou do di e o da p odução caso o obje i o en ol e-se a melho ia dos p ocessos
de p odução. Reconhecido um líde do p oje o, p ocede-se a elabo ação de um plano de implemen ação,
de inindo-se o aio de ação pa a o p oje o, as da a de início e conclusão, cus os es imados e os dados
necessá ios. Po im, inicia-se o desen ol imen o de um p oje o pilo o que pe mi a obse a os bene ícios
e os cus os da implemen ação de o ma ápida e sem g andes iscos associados.
Um aspe o impo an e é a composição da equipa esponsá el pela implemen ação do p oje o. Kaplan
& Ande son (2004) ac edi am que a implemen ação do cus eio TDABC necessi a de uma pa icipação
a i a da ges ão de opo, uma ez que o mesmo en ol e uma a iedade de depa amen os. Colabo ado es
ligados a TI são essenciais pa a ga an i os dados necessá ios pa a a implemen ação, assim como a
p óp ia modelação do sis ema do cus eio e consequen e a ualização. Na elabo ação das equações em-
po ais, o en ol imen o de colabo ado es ope acionais é impo an e pa a a sua alidação, ansmi indo
c edibilidade a odo o modelo. Ainda, du an e a ase de p oje o pilo o, a equipa de e es uda a adap ação
do sis ema pa a um so wa e de ges ão especí ico, de ido à g ande compa ibilidade dos mesmos com o
cus eio TDABC (Kaplan & Ande son, 2004).
2.6.2 Análise
A segunda ase do modelo de implemen ação do cus eio TDABC denomina-se Análise. Nes a e apa
ecolhe-se in o mação e conduzem-se en e is as em cada depa amen o, com o obje i o de de e mina
as a i idades a cus ea , assim como calcula cus os associados aos mesmos. É ecomendado o ecu so
ao ERP ou ou o so wa e de ges ão u ilizado pela o ganização que pe mi a a ecolha de dados ele an es,
eco endo a colabo ado es de TI e ao depa amen o Financei o pa a acili a es e p ocesso. Com a in o -
mação ela i a aos depa amen os, a i idades e consequen es cus os, a equipa inicia o desen ol imen o
das equações empo ais. Tal só é possí el a a és de en e is as a colabo ado es dos depa amen os,
assim como o ecu so à obse ação di e a. Kaplan & Ande son (2004), nos seus es udos, ecomendam
a en e is a de dois a ês colabo ado es po depa amen o, de modo a de e mina os p ocessos e a i i-
dades cha e, os d i e s que p o ocam a iação na capacidade u ilizada pelos obje os de cus o e o empo
médio das a i idades.
2.6.3 Modelo Pilo o
Numa e cei a e apa, denominada Modelo Pilo o, o modelo de cus eio TDABC é cons uído, u ilizando os
dados p e iamen e ecolhidos. A sua cons ução pode se gene alizada nos seguin es passos (Kaplan &
Ande son (2004)):
33
• Impu a os cus os inancei os ge ais aos depa amen os
• Impu a os cus os dos depa amen os a uma ou mais a i idades
• Ca ega dados de ansações
• Inco po a os empos es imados e as equações empo ais de cada a i idade
• Impu a os cus os das a i idades aos obje os de cus o, ia equações empo ais
• Calcula cus os e luc a i idade po encomenda, SKU´s, clien e ou o necedo
Kaplan & Ande son (2004) indicam que, embo a o modelo Pilo o possa se cons uído no p óp io ERP
ou em olhas de cálculo não especializadas pa a a me odologia TDABC, a complexidade do modelo,
iden i icação e co eção de p oblemas e expansão ao es o da o ganização pode ão se en a es à sua
implemen ação. Suge em que um dos p incipais esul ados da implemen ação do modelo Pilo o seja o
know-how
de como au oma iza o ap o isionamen o de dados di e amen e do ERP ou de um ou o sis ema
pa a um so wa e especializado na pe o mance de TDABC. O modelo desen ol ido de e assegu a a
capacidade de cump i os equisi os p esen es na Figu a 6.
Figu a 6: Requisi os de um Modelo Pilo o TDABC
Após a cons ução do modelo Pilo o, p ocede-se a alidação inancei a e ope acional do mesmo. Finan-
34

cei amen e, eco e-se aos cus os eais e i icados num pe íodo e compa a-se com os cus os es imados
pelo modelo. Numa ase inicial, Kaplan & Ande son (2007) econhecem que se pode sup imi o cálculo
do cus o da capacidade, e apenas impu a cus os ge ais de um dado pe íodo nos obje os de cus o, com
base na pe cen agem ela i a de empo gas a po cada um. Assim, o modelo ga an e que os cus os
egis ados no pe íodo co espondem aos cus os calculados pelo modelo, alidando a ecei a e o cus o
dos p odu os. Após es a alidação, o modelo pode inco po a o cálculo do cus o da capacidade, no qual
a soma do cus o da capacidade u ilizada e da capacidade não u ilizada de e iguala os cus os ge ais. O
passo inal se ia a u ilização de cus os es imados no luga dos cus os eais obse ados, de o ma a e i a
que a iações pon uais dis o çam o cálculo da luc a i idade de clien es ou p odu os.
A ní el ope acional, a alidação é ealizada a pa i da capacidade u ilizada. Ao inco po a os dados
ela i os a ansações de um pe íodo, o modelo e o na a capacidade u ilizada em cada a i idade. Valo es
de u ilização de capacidade demasiado ele ados ou demasiado eduzidos suge em e os na es ima i a
da capacidade, nos coe icien es das equações empo ais ou nas unidades usadas. Nes es casos, Kaplan
& Ande son (2004) p opõem que sejam ealizadas ês pe gun as:
1. Se o p ocesso encon a-se, supos amen e, a abalha mui o acima das suas capacidades, podem
algumas das es ima i as de empo es a in lacionadas? O depa amen o em ecu sos adicionais
ou empo disponí el que não o am inco po ados na c iação do modelo?
2. Se o p ocesso encon a-se, supos amen e, a abalha mui o abaixo das suas capacidades, pode o
mesmo es a a execu a mais a i idades do que as a ibuídas às equações empo ais?
3. Pela e isão do his ó ico, o p ocesso ou depa amen o em cons an emen e ope ado acima ou
abaixo das suas capacidades?
Após a alidação do modelo Pilo o, a equipa esponsá el de e analisa os dados ob idos em elação a
cus os, capacidades u ilizadas e empo de p ocessos, e e en es an o a obje os de cus o como a clien es,
de modo a iden i ica opo unidades que aumen am a en abilidade da o ganização. Kaplan & Ande -
son (2007) di idem as ações que emp esas já ealiza am a pa i dos dados p o idenciados pelos seus
modelos TDABC em 2 g upos, p esen es na Figu a 7.
35
Figu a 7: Ações es a égicas e Ope acionais (adap ado de Kaplan & Ande son, 2007)
A análise e implemen ação de p opos as de melho ia não em necessa iamen e de se conduzida
pela equipa esponsá el pela cons ução do modelo Pilo o, no en an o pode e de e se pa e in eg an e
des e p ocesso.
2.6.4 Lançamen o Emp esa ial
Nes a ul ima ase, o modelo Pilo o é expandido a oda a o ganização. Caso o modelo Pilo o englobe um ou
mais cen os de se iço, a expansão se á acili ada consoan e a homogeneidade dos es an es cen os da
emp esa. Em si uações de he e ogeneidade de cen os de se iço, a equipa esponsá el pelo modelo Pilo o
o na-se o g upo consul o da o ganização pa a a expansão. As suas unções concen am-se no eino e
aconselhamen o de equipas de p oje o pa a cada cen o de se iço. Um g upo cen al pad oniza dados
e de ine p ocessos, coo dena o ap o isionamen o de dados a pa i de ecu sos in o má icos cen ais e
moni o iza o p oje o de cada unidade de negócio (Kaplan & Ande son, 2004).
2.6.5 Van agens do modelo TDABC
Como e e ido no início des e subcapí ulo, o modelo de cus eio TDABC ap esen a-se na li e a u a como
um modelo simples, ba a o e bas an e mais pode oso em compa ação com o modelo de cus eio ABC
(Sil a Ba os & Simões, 2015), ao que se ac escen a a sua acilidade de implemen ação (Reddy e al.,
36
2012; Tse & Gong, 2009).
A eliminação da necessidade de conduzi di e sos inqué i os e ques ioná ios com colabo ado es dos de-
pa amen os, de modo a assegu a a pe cen agem de empo despendido po a i idade, o na o p ocesso
de cus eio mais simples, p eciso e menos dispendioso (Reddy e al., 2012). Os colabo ado es, du an e a
sua es ima i a de alocação empo al, ela a am pe cen agens que somadas a ingiam os 100%, desconsi-
de ando pausas e empos onde não ealiza am abalho e e i o. O modelo TDABC pe mi e a subs i uição
des es alo es po alo es eais, obse á eis di e amen e (Kaplan & Ande son, 2004). Tal o na o modelo
menos p opício a e os (Reddy e al., 2012), pois e i a á ias es ima i as in e médias (Lab o e al., 2012).
O modelo de cus eio TDABC pe mi e di e encia capacidade u ilizada de capacidade não u ilizada, sub-
aindo ao empo da capacidade disponí el a quan idade de empo u ilizado, o iundo da adição dos empos
es imados po a i idade (Gianne i e al., 2011). Es e cálculo ambém pode se ealizado com cus os em
ez de empos (Gianne i e al., 2011). Conclui-se que, ao conhece a capacidade não u ilizada, é possí el
de e mina se a o ganização es a á a abalha a um ní el desejado de e iciência, ou se se á necessá io
um plano de melho ia (Gianne i e al., 2011).
Ou a an agem do cus eio TDABC esul a do ipo de dados esul an es da sua implemen ação. Es e
modelo pe mi e às emp esas analisa os cus os associados a cada obje o de cus o p e endido, os ínculos
en e as
pools
de ecu sos e as
pools
de cus os, a quan idade de ecu sos não u ilizados e os espe i os
cus os a eles associados (Tse & Gong, 2009). Auxilia e supo a as decisões da ges ão de opo (Gianne i
e al., 2011) no que espei a a en abilidade, análise de mix de p odu os e clien es e polí icas de p eços.
Sil a Ba os & Simões (2015) indicam que, al como ad oga a o ABC, ambém es a no a e são consegue
ajuda os ges o es com a melho ia dos p ocessos in e nos, uma ez que a cons ução das equações de
empo pode coloca em e idência despe dícios e ine iciências (Kaplan & Ande son, 2007). O uso des a
me odologia le a a que os modelos sejam meno es e mais lexí eis, pois a complexidade das a i idades
aumen am linea men e com a in odução de no os e mos nas equações (Kaplan & Ande son, 2007).
Es a e a uma das g andes ba ei as do cus eio ABC que, com o aumen o da complexidade das a i idade
e do núme o de p ocessos, exigia demasiados ecu sos pa a implemen a e man e o modelo (Kaplan
& Ande son, 2004). A capacidade do TDABC iden i ica e epo a a complexidade dos p ocessos de
o ma simples, o e ece consequen emen e às o ganizações, uma pode osa e amen a de negociação
nas elações com os clien es (Kaplan & Ande son, 2004).
A in odução de a o es de a iabilidade nas equações empo ais pe mi e aumen a a p ecisão do sis ema
(Reddy e al., 2012). Uma ez que es es a o es podem se ap o isionados po sis emas de in o mação
in e nos, como ERP ou CRM, acilmen e o modelo o na-se mais igo oso (Kaplan & Ande son, 2007),
37
eduzindo d as icamen e o empo de p ocessamen o eque ido pa a ob e a in o mação de cus eio (S ou
& P op i, 2011). Tal como mencionado an e io men e, a u ilização de equações empo ais diminui a
complexidade do modelo e, consequen emen e, o núme o de ecu sos u ilizados pa a a manu enção e
a ualização do sis ema, possibili ando a u ilização dos mesmos pa a a ex ação de alo da in o mação
adqui ida (Kaplan & Ande son, 2004). Sil a Ba os & Simões (2015) e elam que a eno me an agem
a es a melho ia da abo dagem adicional do ABC é a capacidade de se ealiza análises p edi i as a
pa i do uso de equações de empo. O e ece às o ganizações a opo unidade de an ecipa a escassez
ou excesso de capacidade e oma medidas p e en i as (Kaplan & Ande son, 2007).
Po im, o mé odo de cus eio TDABC pode se aplicado à maio ia das o ganizações independen emen e
da complexidade e do ní el de clien es, p odu os, canais, segmen os ou p ocessos (Kaplan & Ande son,
2007). A exceção encon a-se nas o ganizações de p odução po encomenda, que de ido a ins abilidade
e imp e isibilidade do ambien e de p odução, podem o igina di iculdades na de inição das equações de
empo (de Souza e al., 2008).
2.7 Análise Económica de Implemen ações Lean
A implemen ação de p á icas
Lean
em sido amplamen e ado ada pelas o ganizações com o obje i o de
eduzi despe dícios, melho a a e iciência dos p ocessos e aumen a a sa is ação do clien e (Womack
e al., 1990). No en an o, pa a além dos ganhos ope acionais, a análise inancei a das inicia i as Lean
o na-se essencial pa a jus i ica in es imen os, medi o e o no inancei o e ga an i a sus en abilidade das
melho ias implemen adas. A a aliação inancei a do impac o das implemen ações
Lean
é, ge almen e,
ealizada a a és de mé icas como o Re o no sob e as Vendas (ROS), o Re o no sob e os A i os (ROA) e
o Re o no sob e o In es imen o (ROI) (Ho e e al., 2012).
Apesa dos inúme os es udos que in es igam a elação en e a p odução
Lean
e o desempenho inancei o,
os mecanismos exa os pelos quais a p odução
Lean
impac a os esul ados inancei os ainda não são
amplamen e explo ados na li e a u a (Ho e e al., 2012). Essa lacuna e idencia a necessidade de in eg a
mé icas inancei as e ope acionais, u ilizando abo dagens como
Value S eam Cos ing
e o TDABC, que
pe mi em uma análise mais de alhada dos cus os ao longo da cadeia de alo .
A emá ica des a disse ação assen a na inco po ação do modelo TDABC de o ma a analisa e a alia
economicamen e opo unidades de melho ia de p ocessos. Segundo Kaplan & Ande son (2007), a apli-
cabilidade des a uncionalidade no sis ema de cus eio ainda não oi mui o ap o undada na li e a u a. No
en an o, os au o es e e em como uma o ganização pode bene icia da sine gia en e
Lean Managemen
e o TDABC, na implemen ação e análise de p opos as de melho ia de p ocessos.
38
3.7 Desc ição do P ocesso P é-P odu i o
O p ocesso P é-p odu i o de um p oje o de ob a inicia-se após um pedido de o necimen o do clien e. O
depa amen o Come cial ececiona o pedido, elabo a um an ep oje o simples e ealiza a o çamen ação
do p oje o. Após jun a es es elemen os numa p opos a de o necimen o, a mesma é en iada ao clien e
e egis ada no Regis o de P opos as de Fo necimen o. Caso a p opos a de o necimen o seja acei e, é
agendada uma eunião de abe u a de ob a en e os esponsá eis de cada depa amen o, onde o Di e o
Técnico de ine esponsabilidades pa a o desen ol imen o do p oje o. Após a eunião, inicia-se a ase de
conceção e desen ol imen o no depa amen o Técnico. O esponsá el po es e depa amen o dis ibui as
a e as po colabo ado , que concessionam e elabo am os desenhos écnicos pa a a p odução. Realizados
os desenhos écnicos de ob a, o colabo ado enca egado po cada conjun o di eciona-os pa a a Ges ão
da P odução. Es e mesmo colabo ado ambém elabo a a Lis a de Ma e ial de Ob a, LMO, e en ia-a
pa a o esponsá el pelo a mazém. Após a eceção do LMO, são a e iguados se exis em os ma e iais
necessá ios em áb ica, sendo equisi ados aqueles em al a ao depa amen o de Ap o isionamen o. Po
im, o depa amen o de Ap o isionamen o conduz um es udo de me cado e negoceia p eços e p azos de
en ega pa a os ma e iais em causa. O a mazém ececiona es es ma e iais, ma ca-os e coloca-os numa
zona p óp ia de a mazenamen o a é se em u ilizados. A Figu a 10 ap esen a o luxog ama des e p ocesso.
45

Figu a 10: Fluxog ama P ocesso P é-P odu i o
3.8 Sis ema P odu i o
Tal como e e ido an e io men e, a Me aloma ão a ua segundo o concei o de Engenha ia po Encomenda.
A capacidade de esponde às especi icidades e p oblemas dos seus clien es é um dos pila es da Emp esa,
o que implica um sis ema p odu i o lexí el. O
layou
es á o ganizado po p ocesso, ou seja, cada se o
es á dispos o de aco do com as di e en es e apas da p odução, desde o co e a é ao acabamen o inal.
Es a o ganização pe mi e um luxo p odu i o sequencial e e icien e, acili ando a ges ão dos ecu sos e a
as eabilidade dos conjun os.
A P odução encon a-se di idida nos seis se o es seguidamen e ap esen ados:
• Co e
• Maquinagem
• Se alha ia
• Soldadu a
• Acabamen o
• A mazém
O sis ema p odu i o da Me aloma ão encon a-se num único pa ilhão ilus ado na Figu a 11, onde se
46
encon a uma ep esen ação base das secções no
layou
p odu i o da Me aloma ão, o ganizado po p o-
cesso da p odução.
Figu a 11:
layou
Base
Na zona ex e io do pa ilhão onde se encon a o sis ema p odu i o, localiza-se o es alei o de Ma é ia-P ima,
assim como zonas de s ock de p odu o acabado em espe a pa a expedição.
Fluxo de Ma e ial
Após a eceção da ma é ia-p ima, a mesma é colocada no es alei o p óp io. Iniciando-se o p ocesso
p odu i o, o ma e ial segue pa a o se o de co e e u ação. Consoan e as necessidades de conceção
do i em, o mesmo pode p ossegui pa a o se o da maquinagem ou segui di e amen e pa a o se o da
se alha ia. Após a mon agem do conjun o, no se o da se alha ia, o mesmo é soldado no se o da
soldadu a. Dependendo do acabamen o pedido pelo clien e, o ma e ial pode se pin ado, no se o da
pin u a, ou gal anizado, com ecu so a se iços ex e nos. Po im, o ma e ial é expedido pa a o clien e.
O luxo de ma e ial encon a-se ep esen ado na igu a 12.
47
Figu a 12: Fluxo de ma e ial
3.9 Desc ição do P ocesso P odu i o
O p ocesso P odu i o inicia-se com a chegada dos desenhos écnicos à Ges ão da P odução. O Di e o
da P odução en ega os desenhos de co e ao esponsá el pelo se o de co e, que em seguida ealiza o
planeamen o do abalho consoan e as p io idades de inidas. Os desenhos que con êm co e de chapa
seguem pa a a p epa ação do co e, onde um colabo ado p og ama o co e do ma e ial, e o co e do
es an e ma e ial segue pa a o colabo ado esponsá el pela execução da a e a. O colabo ado começa
po anspo a o ma e ial a co a desde o es alei o de ma é ia-p ima a é jun o do seu pos o de abalho,
auxiliado po uma pon e olan e, al como demons ado na Figu a 13.
48
(a) Es alei o Ma é ia-P ima (b) T anspo e de Ma é ia-P ima
Figu a 13: P ocesso de Co e - Abas ecimen o
Colocando o ma e ial na máquina, o ope ado p og ama e conc e iza o co e. Dependendo do ipo de
ma e ial, o co e pode se ealizado nos pan og á os, p óp ios pa a co e de chapa, numa máquina CNC
de co e de pe is, no caso de pe is, ou nas se as elé icas e u ado as. Finalizado o p ocesso de co e,
o colabo ado iden i ica o ma e ial e coloca-o numa zona p óp ia de a mazenamen o, p esen e na Figu a
14.
(a) Co e de chapa no Pan óg a o 1 (b) A mazenamen o ma e ial co ado
Figu a 14: P ocesso de Co e - Finalização
Após o co e, o ma e ial pode segui pa a a maquinagem ou pa a a se alha ia. No p imei o caso, o
colabo ado do se o de maquinagem di ige-se à zona de a mazenamen o do co e e anspo a o ma e ial
pa a o seu pos o de abalho, eco endo pa a al a um po a-pale es. Com ecu so a uma pon e olan e
manual, o colabo ado coloca o ma e ial a maquina em um dos o nos mecânicos, ep esen ado na
Figu a 15.
49
(a) Pon e Manual (b) To no Mecânico
Figu a 15: Se o da Maquinagem
Concluindo o p ocesso de maquinagem, o colabo ado coloca o ma e ial numa zona de a mazenamen o
p óp ia. O p ocesso de maquinagem ambém pode se solici ado após o p ocesso de se alha ia ou de
soldadu a, sendo que quando al oco e, os p óp ios colabo ado es dessas secções anspo am o ma e ial
pa a a maquinagem.
No p ocesso de se alha ia, o colabo ado di ige-se ao se o de co e, ou maquinagem, de modo a iden-
i ica e anspo a o ma e ial necessá io pa a o seu pos o. Nes a ase, o colabo ado , ou colabo ado es
em conjun os mais complexos, p ocedem a mon agem dos conjun os e u ilizam pingos de soldadu a de
modo a e i ica a p ecisão da mon agem, an es mesmo do p ocesso de soldadu a p op iamen e di o. Na
Figu a 16 obse a-se um pos o da se alha ia com o ma e ial em pale es a se abalhado.
Figu a 16: Pos o de abalho Se alha ia
Concluído es e p ocesso, o colabo ado coloca o conjun o mon ado pe o do se o da soldadu a, pa a que
inicie o p ocesso de soldagem.
50

No p ocesso de soldadu a, o soldado começa po coloca o ma e ial a solda no seu pos o. Inicialmen e,
é ealizada uma limpeza do ma e ial, e i ando e ugem e pingos de soldadu a soldados no p ocesso
an e io . De seguida, o soldado p ocede com o p ocesso de soldadu a. Po im, o conjun o soldado é
di ecionado pa a a zona de p odu o acabado, caso o acabamen o seja ealizado no se o de acabamen o,
ou pa a a zona de expedição, caso seja sujei o a gal anização, isí el na Figu a 17.
(a) Pos o de abalho Soldadu a (b) A mazenamen o p odu o acabado
Figu a 17: P ocesso de Soldadu a
O se o de acabamen o ecolhe os conjun os da zona de acabamen o e começa po ealiza uma limpeza
supe icial do ma e ial. Após a limpeza, o ma e ial é sujei o ao p ocesso de pin u a p op iamen e di o,
ealizado den o da cabine de pin u a, p esen e na Figu a 18. Concluído es e p ocesso, o ma e ial é
colocado em ca ale es, onde conc e iza o p ocesso de secagem.
(a) Pos o de limpeza de ma e ial (b) Cabine de Pin u a
Figu a 18: P ocesso de Acabamen o
Concluída a secagem do mesmo, o ma e ial pode se p é-mon ado em áb ica, consoan e a necessidade
pa a o anspo e e mon agem em ob a. Po im é colocado na zona de expedição, enquan o agua da
51
anspo e. Pa a o p ocesso de expedição, o colabo ado da Ges ão da P odução esponsá el começa
po iden i ica o ma e ial que ai se expedi o, assim como assegu a o anspo e do mesmo. No dia
da expedição, os colabo ado es do se o do acabamen o, auxiliados po um colabo ado do a mazém,
ealizam o ca egamen o das me cado ias.
Dependendo do aco dado na p opos a de o necimen o, a emp esa pode assegu a a mon agem em ob a,
sendo es a a úl ima ase do p ocesso P odu i o. Es e encon a-se esquema izado na Figu a 19.
Figu a 19: P ocesso P odu i o
52
Capí ulo 4
ANÁLISE CRÍTICA DA SITUAÇÃO INICIAL
Es a secção ap esen a a análise c í ica aos depa amen os e p ocessos p e iamen e desc i os. Numa p i-
mei a ase o am agendadas euniões com os esponsá eis dos depa amen os, indi idualmen e, onde se
desc e e am os p ocessos in e nos e os a o es de iscos iden i icados à p io i. Em seguida ealiza am-se
obse ações no e eno, eco endo à écnica de
shadowing
, assim como a elabo ação do mapeamen o
dos p ocessos in e nos. Apu adas opo unidades de melho ia, as mesmas o am depois deba idos com
os esponsá eis de cada depa amen o, en ol endo os colabo ado es no no o p ocesso de melho ia con-
ínua que a emp esa p e endia implemen a . Na Figu a 20 encon a-se o planeamen o u ilizado pa a o
acompanhamen o de cada depa amen o.
Figu a 20: Diag ama de Gan - Acompanhamen o dos depa amen os
Na análise aos se o es p odu i os, deu-se p incipal des aque ao se o do co e, po se a a do p imei o
se o de odo o p ocesso p odu i o, com maio á ea ab il e com o segundo maio núme o de colabo ado es
alocados.
4.1 Ap o isionamen o
O p incipal p oblema iden i icado no p ocesso de ap o isionamen o é o a aso nas encomendas. A ual-
men e, não exis e um p ocesso de con olo das encomendas, sendo que esses a asos só são iden i icados
quando o ma e ial é necessá io na p odução.
Pa a a alia a si uação a ual des e p ocesso, p ocu ou-se ob e dados ela i os às encomendas en e-
gues e aos espe i os a asos, que inicialmen e não es a am acessí eis no ERP. Após uma eunião com a
consul o a in o má ica esponsá el pela a ualização do ERP da emp esa, oi possí el c ia um mapa de en-
53
comendas, ap esen ado na Figu a 21. Es e mapa pe mi e a consul a de odas as encomendas en egues
desde o início dos egis os no so wa e, incluindo as da as de en ega aco dadas com os o necedo es e
os espe i os a asos em elação ao es ipulado.
Figu a 21: Mapa de encomendas
Após um a amen o inicial dos dados, e consul ando apenas as encomendas en egues no p imei o
semes e do ano, analisa am-se os indicado es ap esen ados na Tabela 5.
54
Figu a 26: P opos a Come cial - Memó ia Desc i i a
Po im, o p óp io empla e da p opos a Come cial não a o ece a ap esen ação da emp esa ace a no os
clien es. Além de uma o ma ação pouco apela i a, a ausência de um índice de con eúdo e de uma
ap esen ação ins i ucional en aquece o en endimen o e a c edibilidade inicial do documen o. A al a de
indexação dos anexos ambém di icul a o acesso a in o mações complemen a es, o que eduz a cla eza
e a e iciência da consul a. Esses a o es con ibuem pa a uma expe iência de lei u a menos luida e
p o issional, impac ando nega i amen e a pe ceção do clien e sob e a p opos a e, po encialmen e, sob e
a emp esa. Um exemplo de capa e co po de uma p opos a Come cial es á p esen e no Anexo II.
61

4.3 Técnico
O p ocesso de planeamen o do abalho a ealiza no depa amen o écnico começa no início da semana,
onde é ealizada uma eunião en e os colabo ado es do depa amen o. O esponsá el indica o abalho a
ealiza du an e a semana e az a di isão de a e as. O egis o des e planeamen o de abalho ap esen a-se
numa olha de cálculo Excel anual, com os p oje os a ealiza e a alocação de a e as po colabo ado . A
Figu a 27 demons a pa e do Planeamen o do Depa amen o écnico pa a 2024, onde cada co e e encia
um colabo ado desde depa amen o.
Figu a 27: Ficha de Planeamen o do Depa amen o Técnico
De ido à o ma como o planeamen o se encon a ap esen ado, di icul a o con olo a cu o p azo do
depa amen o écnico. O mapa do planeamen o pe mi e uma isão global das a e as do se o , mas
impossibili a que o esponsá el moni o ize o abalho semanal de cada colabo ado , assim como não
pe mi e analisa a si uação a ual do depa amen o e p ocede a al e ações de modo a colma a a asos
p e is os. Es e é um pon o impo an e, uma ez que a ase de elabo ação do p oje o, e consequen e
ealização dos desenhos écnicos, co esponde a um dos p incipais elemen os esponsá eis pelos a asos
nos p oje os de ob a, p azos es es que a amen e são cump idos.
4.4 Ges ão da P odução
O p incipal p oblema iden i icado no depa amen o de Ges ão da P odução e e e-se à o ganização insu i-
cien e da in o mação, em g ande pa e de ido à ausência de um planeamen o es u u ado a cu o p azo.
62
A ualmen e, a dis ibuição do abalho é ealizada com base na p io idade discu ida em euniões de ob a,
seguida pela o dem de chegada dos desenhos écnicos e ma e iais, sendo o planeamen o man ido apenas
na memó ia do esponsá el pela p odução. Es e p ocesso p opicia a pe das de ma e ial, consequen es
sob ep odução, espe as e a asos na execução dos conjun os de ob a.
Com a en ada de um no o di e o de p odução, es a ques ão oi discu ida, e o di e o econheceu a
necessidade de implemen a um planeamen o o mal a cu o p azo pa a melho a a o ganização e o luxo
de in o mações.
4.5 A mazém
A análise do a mazém cen ou-se no p ocesso de con olo e ges ão das e amen as de p odução. Es e
se o é esponsá el pela o ganização, manu enção e o necimen o das e amen as u ilizadas na p odução,
além de ealiza pedidos de no as e amen as à Ges ão da P odução, quando necessá io.
Quando um colabo ado da p odução necessi a de uma no a e amen a ou de epa ação numa e a-
men a exis en e, di ige-se ao a mazém. Caso exis a uma e amen a em s ock, es a é cedida ao colabo-
ado pa a u ilização du an e o pe íodo de epa ação. Es a epa ação pode se ealizada in e namen e,
pelo p óp io esponsá el do a mazém, ou en iada pa a uma epa ação ex e na, consoan e a si uação. Ao
adqui i uma no a e amen a, o a mazém egis a-a, a ibuindo-lhe um código in e no e a da a de ga an ia.
Du an e o acompanhamen o des e p ocesso, cons a ou-se a ausência de dados e in o mações sob e o
es ado e localização das e amen as, o que di icul a a iden i icação dos colabo ado es que as u ilizam
ou daquelas que necessi am de manu enção. Es a lacuna no con olo das e amen as comp ome e a
e iciência no uso dos ecu sos disponí eis e limi a a capacidade de planeamen o e ges ão e icazes do
a mazém.
4.6 Co e
Em eunião com a equipa de Ges ão da P odução e com o esponsá el pelo se o , de iniu-se como obje i o
melho a a o ganização do se o , assim como aumen a a capacidade dos pan óg a os de co e de chapa.
4.6.1 O ganização e Limpeza dos pos os de abalho
A o ganização e limpeza dos pos os de abalho encon am-se ao c i é io do colabo ado esponsá el pelo
pos o. Segundo os memb os des e se o , é p á ica comum a limpeza dos pos os de abalho pelo menos
uma ez po semana, não ha endo, no en an o, con olo nem egis o dessa a i idade.
63
Numa p imei a obse ação, es es pos os apa en am es a deso ganizados, com ma e ial espalhado po
máquinas e mesas, e com sujidade isí el nas e amen as, chão e caixas de a mazenamen o, al como
ilus ado na Figu a 28.
(a) Ma e ial a in e ompe luxo de abalho (b) Ma e ial co ado na p óp ia máquina
Figu a 28: Pos os de abalho - Se o de Co e
De modo a a alia quan i a i amen e a limpeza e o ganização dos pos os de abalho, o am ealizadas
a aliações diagnós icas com base na me odologia 5S aos pos os de abalho do se o . Pa a al, elabo ou-
se uma olha de a aliação diagnós ica, p esen e no Apêndice I, a qual es á o ganizada em cinco ca ego ias
co esponden es aos p incípios do 5S: Sepa ação, O ganização, Limpeza, No malização e Au odisciplina.
Cada uma des as ca ego ias inclui uma lis a de i ens a se em a aliados, com c i é ios de alhados pa a ga-
an i a sua con o midade com os pad ões es abelecidos. A a aliação oi ealizada di e amen e nos pos os
de abalho, com o auxílio do esponsá el pelo pos o, ga an indo que os c i é ios ossem comp eendidos
e co e amen e aplicados. A pon uação de cada i em é a ibuída numa escala de 1 a 5, onde:
• 1 – Não Cump e;
• 2 – Cump e Insu icien emen e;
• 3 – Cump e em Pa e;
• 4 – Cump e Sa is a o iamen e;
• 5 – Cump e Mui o Sa is a o iamen e.
O cálculo do esul ado inal po ca ego ia dos 5S é ealizado a a és da ó mula da Equação 7., que
no maliza pa a uma escala de 0 a 100%:
A aliação po Ca ego ia 5S =∑(a aliação po linha) − alo mínimo
alo máximo − alo mínimo ×100 (7.)
64
Com:
alo mínimo = 4 (a aliação mínima possí el)
alo máximo = 20 (a aliação máxima possí el)
∑(a aliação po linha) =Soma das pon uações a ibuídas aos 4 i ens a aliados
Após a ob enção dos esul ados no malizados de cada ca ego ia, a média ge al po pos o de abalho é cal-
culada a a és da média das pe cen agens ob idas em cada uma das cinco ca ego ias 5S, p opo cionando
uma isão ge al da con o midade do pos o de abalho com a me odologia.
A Tabela 7 demons a os esul ados de cada se o em cada um dos pa âme os dos 5S, sendo a coluna
Ge al (%) a média dos esul ados.
Tabela 7: Resul ados Diagnós icos 5S
Pa âme os 5S (%)
Pos o Sepa ação O ganização Limpeza No malização Au o-disciplina Ge al (%)
Pan . 1 31 19 19 31 25 25
Pan . 2 31 19 25 44 25 29
Pan . 3 38 56 50 56 44 49
CNC Pe is 13 13 19 19 19 16
Se as Elé icas 19 19 25 25 19 21
Fu ado a 25 6 56 19 19 25
Média 26 22 32 32 25 28
Apesa de alguma a iação nos esul ados ob idos, é unânime a conclusão de que os pos os de aba-
lho do co e se encon am deso ganizados, com a aliações nega i as de o ma ans e sal em odos os
pa âme os. Es es esul ados explicam-se pela ausência de p á icas de ges ão isual, pela p esença de
ma e ial obsole o nos pos os de abalho e pela al a de de inição do local de a mazenamen o das di-
e sas e amen as e u ensílios. Na Figu a 29 é possí el obse a o a mazenamen o de consumí eis do
pan óg a o 2, assim como o a má io do pos o das se as elé icas, exemplos da al a de o ganização que
a e am nega i amen e a a aliação dos pos os.
65
(a) S ock consumí eis Pan óg a o 2 (b) A má io Se as elé icas
Figu a 29: Exemplos de deso ganização no se o de Co e
4.6.2 Capacidade dos Pan óg a os Co e de Chapa
Du an e a análise
gemba
ealizada no se o de Co e, e i icou-se que, na maio ia dos momen os em que
os pan óg a os não es a am a p oduzi , o ope ado esponsá el encon a a-se a ealiza abalho logís ico
de abas ecimen o da máquina. Pa a analisa o mé odo a ual de se up dos pan óg a os, as di e en es e a-
pas do p ocesso o am mapeadas e c onome adas em ambien e ope acional, endo sido ealizada uma
obse ação comple a do se up em um dos pan óg a os. Conside ando que os p ocedimen os ope acio-
nais são pad onizados, assumiu-se que os empos das a i idades são ep esen a i os pa a os es an es
pan óg a os, exce uando ês a i idades impac adas pela localização dis in a do equipamen o. Pa a essas
a i idades especí icas, o am ealizadas c onome agens adicionais em ou o pan óg a o, assegu ando
uma a aliação p ecisa das a iações exis en es. Os empos ob idos o am alidados pelo esponsá el do
se o de co e, e con o me demons ado na Tabela 8, p opo cionam uma isão ealis a e ep esen a i a
do p ocesso de se up.
66

Tabela 8: Tempos de A i idades de Se up - Máquinas CNC co e
Tempo (min)
A i idade CNC 1 e 2 CNC 3
Deslocação a é ao ca inho de anspo e 1:30 1:30
A i a ca inho pa a a zona ex e io 0:38 0:38
Planeamen o de como pega na chapa 2:33 2:33
Ti a Ma e ial que es eja no caminho 3:45 3:45
Conduzi Mani ou ao local adequado 2:18 2:18
P ende gancho do Mani ou à chapa 4:21 4:21
T anspo a chapa ao ca inho ex e io 5:37 5:37
Coloca chapa no ca inho ex e io 0:39 0:39
Re i a Mani ou do local 0:14 0:14
A i a agone e pa a den o 0:39 0:39
Coloca gancho da pon e na chapa 1:00 1:00
T anspo e do ma e ial à máquina 2:16 1:08
Coloca chapa na máquina 3:00 3:00
Reposiciona máquina 0:21 0:00
T anspo e de Ma e ial U gen e 2:35 2:35
T anspo e de Pale e pa a a zona de co e 1:05 1:05
Busca e amen a pa a ma e ial que cai na máquina 1:55 1:55
Apanha ma e ial que caiu na máquina 2:16 2:16
Ma cação de Ma e ial 2:06 2:06
T anspo e de Pon e e íman 3:14 3:14
Colocação do Ma e ial nas Pale es 2:22 2:22
A umação de desenhos 0:44 0:44
Co e das sob as de chapa com maça ico 9:05 9:05
Ag upa es os de ma e ial 2:39 2:39
T anspo e dos es os pa a o local adequado 3:00 6:00
To al 59:52 61:23
O se up dos pan óg a os segue um luxo semelhan e de a i idades, com exceção das di e enças esul an es
da localização do Pan óg a o 3, que impac am o empo de anspo e do ma e ial. A a i idade de eposição
da máquina não é necessá ia no Pan óg a o 3. O p ocesso pode se di idido em duas ases p incipais:
• Abas ecimen o de chapa, onde o ope ado posiciona as chapas jun o aos pan óg a os 1 e 2 an es
de coloca na p óp ia máquina, enquan o, no caso do pan óg a o 3, as chapas são a mazenadas
numa agone e.
67
• Remoção do ma e ial acabado, onde o ope ado coloca o ma e ial em pale es e p ocede à emoção
do despe dício de chapa.
Conside ando os empos c onome ados pa a es as a i idades, es ima-se que, po dia, sejam despendidos
84 minu os de capacidade p odu i a dos pan óg a os no seu abas ecimen o, al como demons ado na
Tabela 9, e 96 minu os na emoção de ma e ial da máquina, e e en es a um se up po dia po pan óg a o.
Tabela 9: Abas ecimen o chapa nos Pan óg a os
Tempo (hh:mm:ss)
Máquina Abas ecimen o de chapa Remoção de chapa
Pan . 1 00:28:30 00:31:22
Pan . 2 00:28:30 00:31:22
Pan . 3 00:27:22 00:34:01
To al (po dia) 01:24:36 01:36:36
4.7 Se alha ia
Du an e a eunião inicial com a Ges ão da P odução, oi iden i icado como um a o de isco o p ocesso
logís ico de abas ecimen o dos pos os da se alha ia, com ma e ial p o enien e do co e. Assim, eco eu-
se à e amen a
shadowing
pa a as ea es e p ocesso, em seguida demons ado na Figu a 30.
Figu a 30: P ocesso de Abas ecimen o da Se alha ia - Diag ama de Ci culação
O p ocesso logís ico de abas ecimen o do pos o de se alha ia pode se di idido em 5 e apas:
68
1. No início do p ocesso, no seu pos o, o colabo ado e i ica o ma e ial necessá io pa a a execução
da sua a e a;
2. O colabo ado di ige-se ao local onde no malmen e se encon a o po a-pale es;
3. O colabo ado desloca-se à zona de a mazenamen o do se o de co e, p ocu ando o ma e ial de
que necessi a;
4. O colabo ado e i ica jun o dos pos os de abalho do se o de co e se hou e ma e ial em al a;
5. Caso não encon e odo o ma e ial necessá io, o colabo ado di ige-se ao esponsá el pelo se o
de co e.
De modo a quan i ica o empo despendido no p ocesso logís ico de abas ecimen o des e se o , plani icou-
se um plano de obse ações, ao longo de 3 dias não consecu i os. P imei amen e, começou-se po
calcula o amanho de amos a necessá io pa a um ní el de con iança de 95 % e e o máximo pe mi ido
de 5 %. Uma ez que nenhum es udo an e io o a ealizado aos empos de a i idade do se o , assumiu-se
a a iabilidade máxima com uma p opo ção es imada da população de 0.5. De seguida, ap esen a-se na
equação 8. a ó mula pa a o cálculo do amanho da amos a.
Tamanho da Amos a =Z2·p·(1 −p)
E2(8.)
Com:
Z= alo c í ico da dis ibuição no mal pa a o ní el de con iança desejado
(pa a 95% de ní el de con iança, Z= 1,96)
p=p opo ção es imada da população ( e e ido an e io men e, p= 0,5)
E=e o máximo pe mi ido (em e mos p opo cionais, pa a 5% de e o, E= 0,05)
Subs i uindo os alo es Z= 1,96,p= 0,5eE= 0,05, ob ém-se o amanho da amos a, p esen e
na equação 9.:
Tamanho da Amos a =1,962·0,5·(1 −0,5)
0,052= 384,16 (9.)
Conclui-se que o plano de obse ação de e con empla 385 ou mais obse ações di ididas en e os
colabo ado es do se o . Assim, o am ealizadas 390 obse ações, e os esul ados espelham-se na Tabela
69
10.
Tabela 10: Plano Obse ações - Resul ados
Obse ações
Tipo Quan idade Pe cen agem (%)
Espe as No Pos o 10 2,6
Mo imen ações
Den o do Pos o 30 7,7
P ocu a de Ma e ial 41 10,5
Ou o 46 11,8
T anspo e (Pon e) Ma é ia-P ima 13 3,3
Conjun o Mon ado 12 3,1
P ocesso
Le Desenho 25 6,4
Reba ba 38 9,7
Mon a 77 19,7
Solda 30 7,7
Ou o 68 17,4
To al 390 100
Pa a a análise em causa conside a-se a P ocu a de Ma e ial, e consequen e anspo e de pale es, e não
os anspo es de ma é ia-p ima ealizada po pon e olan e, ou o ipo de abas ecimen o de ma e ial de
maio dimensão. Ao longo dos ês dias de obse ações, o am obse adas 27 si uação de p ocu a e
anspo e de pale es de ma e ial do co e pa a a se alha ia. Seguindo o aciocínio da equação 10.,
calculou-se o empo médio despendido po a i idade de p ocu a e anspo e de ma e ial.
TMPTM =IO ·NCO ·PTPTM
NRPTM (10.)
Com:
TMPTM =Tempo Médio a P ocu a e T anspo a Ma e ial
IO =In e alo de Obse ação
NCO =Núme o de Colabo ado es Obse ados
PTPTM =Pe cen agem de Tempo a P ocu a e T anspo a Ma e ial
NRPTM =Núme o de ealizações da a i idade P ocu a e T anspo a Ma e ial
70
Tabela 14: A i idades do modelo TDABC
P é-P odução P odução
A i idade Tipo A i idade Tipo
Come cial Supo e Ges ão da P odução Supo e
Técnico Ope acional Co e Ope acional
A mazém Supo e Maquinagem Ope acional
Ap o isionamen o Supo e Se alha ia Ope acional
Qualidade Supo e Soldadu a Ope acional
Recu sos Humanos Supo e Acabamen o Ope acional
Cada uma des as a i idades con ém um conjun o de ope ações associadas, p esen es pa a consul a no
Âpendice III.
5.1.2 Cus os dos Recu sos
De aco do com a me odologia do TDABC, o am calculados os cus os dos ecu sos consumidos nos p i-
mei os seis meses do ano. Esses ecu sos podem se ag upados em ês ca ego ias p incipais, con o me
lis ado em seguida:
• Mão-de-Ob a;
• Máquinas;
• Espaço.
Con udo, como a emp esa não ap esen a cus os a ibuí eis di e amen e ao ecu so Espaço, op ou-se po
impu a esses cus os di e amen e aos ecu sos Mão-de-Ob a e Máquinas. Assim, conside a am-se apenas
cus os ela i os a Mão-de-Ob a e Máquinas na análise ap esen ada.
Gas os com Fo necimen os e Recu sos Ex e nos
Começando pelos Gas os com Fo necimen os e Recu sos Ex e nos, a emp esa ap esen ou no p imei o
semes e os cus os p esen es na Tabela 15, elabo ada com dados e i ados do so wa e P ima e a. Os
cus os associados a licenças de so wa e, p esen es na con a 6221 e e en e a T abalhos especializa-
dos, se ão abo dados à pa e pelo ac o de alguns dos mesmos não es a em con abilizadas no p imei o
semes e do ano.
77

Tabela 15: Con a 62 - Fo necimen o e Se iços Ex e nos
Subcon a Desc ição Subsubcon a Desc ição da Subsubcon a Cus o ( €)
622 Se iços especializados 6226 Conse ações e epa ações 16 834,64
623 Ma e iais
6231 Fe amen as e u ensílios de
desgas e ápido 40 693,38
6233 Ma e ial de esc i ó io 2 136,00
6234 A igos pa a o e a 652,39
624 Ene gia e luidos
6241 Ele icidade 7 375,52
6242 Combus í eis 30 624,69
6243 Água 567,53
626 Se iços di e sos
6262 Comunicação 4 251,24
6263 Segu os 11 319,08
6267 Limpeza, higiene e con o o 721,51
6268 Ou os se iços 1 379,18
Reco endo às a u as, e com o auxílio do depa amen o do ap o isionamen o, assim como da ges ão
da p odução, ealizou-se a alocação des es cus os a cada uma das a i idades, al como demons ado na
Tabela 16.
Tabela 16: Con a 62 - Di isão de Cus os po a i idade
Cus o ( €) Cus o ( €)
A i idade Mão de Ob a Máquina A i idade Mão de Ob a Máquina
Come cial 3 122,32 - Ges ão da P odução 2 376,37 -
Técnico 4 132,81 - Co e 5 540,52 35 921,17
A mazém 4 781,85 - Maquinagem 3 533,35 2 211,46
Ap o isionamen o 823,31 - Se alha ia 39 174,60 -
Qualidade 884,85 - Soldadu a 9 800,63 -
Recu sos Humanos 823,31 - Acabamen o 2 907,95 -
Gas os com Licenças de So wa e
Exis em um o al de no e p og amas de so wa e u ilizados pela emp esa. Na alocação dos cus os des es
p og amas de so wa e po a i idade, conside ou-se me ade do cus o anual das licenças, mesmo no caso
da licença e sido adqui ida a meio do semes e. Na Tabela 17 encon am-se os gas os com licenças po
a i idade.
78
Tabela 17: Di isão de cus os com licenças
A i idade Cus o ( €) A i idade Cus o ( €)
Come cial 743,53 Maquinagem 153,43
Técnico 10 523,86 Recu sos Humanos 184,55
Ap o isionamen o 184,55 Ges ão da P odução 1 487,06
Co e 2 303,78 A mazém 185,55
Gas os com o Pessoal
Quan o aos gas os com Pessoal, os cus os são alocados pelos se o es con o me demons ado na Tabela
18, pa a o p imei o semes e do ano.
Tabela 18: Gas os com Pessoal
A i idade Cus o ( €) A i idade Cus o ( €)
Come cial 50 624,00 Ges ão da P odução 46 284,80
Técnico 71 958,40 Co e 61 698,00
A mazém 21 696,00 Maquinagem 39 188,40
Ap o isionamen o 13 017,60 Se alha ia 188 594,80
Qualidade 18 784,00 Soldadu a 47 731,20
Recu sos Humanos 9 040,00 Acabamen o 28 928,00
Gas os de dep eciação e de amo ização
Os gas os associados à amo ização de máquinas o am calculados com base em c i é ios económicos.
Conside ando que g ande pa e das máquinas já ul apassou o seu empo de ida ú il, o am incluídas
apenas as amo izações das máquinas cuja ida ú il ainda não oi ul apassada. Assim, con o me de-
mons ado na Tabela 19, ob i e am-se os seguin es cus os.
Tabela 19: Cálculo da amo ização de máquinas
Cus o ( €) Amo ização ( €)
Recu so A i idades Qn Tempo Vida Ú il Aquisição Anual Semes al
Pan . 3 Co e 1 15 250 000,00 16 666,67 8 333,33
F esado a CNC Maquinagem 1 15 125 000,00 8 333,33 4 166,67
Comp esso Ge al 1 15 11 850,00 790,00 395,00
79
Cus o po A i idade
Somando os cus os do semes e ob idos an e io men e, ob e e-se os cus os inais po a i idade, al como
obse ado na Tabela 20.
Tabela 20: Cus os do semes e po a i idade
Cus o ( €) Cus o ( €)
A i idade Mão de Ob a Máquina A i idade Mão de Ob a Máquina
Come cial 54 489,85 - Ges ão da P odução 50 148,23 -
Técnico 86 615,07 - Co e 69 617,17 44 289,82
A mazém 26 662,40 - Maquinagem 42 913,32 6 763,45
Ap o isionamen o 14 025,46 - Se alha ia 227 960,97 -
Qualidade 20 078,00 - Soldadu a 57 588,34 -
Recu sos Humanos 10 047,86 - Acabamen o 31 869,86 -
Os cus os de Mão-de-Ob a incluem os gas os com pessoal e os cus os di e amen e associados à a i i-
dade p odu i a elacionada a es e ecu so, como o cus o de amo ização do comp esso . Já os cus os
de Máquina ab angem os gas os di e amen e ligados à u ilização de máquinas, incluindo consumí eis,
manu enções e a amo ização das mesmas.
5.1.3 Cálculo Capacidade P á ica
Apu ados os cus os com ecu sos consumidos, calculou-se a capacidade an o eó ica como p á ica dos
mesmos.
Capacidade de MOD
Pa a o cálculo da capacidade p á ica da mão-de-ob a, assumiu-se um alo base de 80%, al como suge ido
po Kaplan & Ande son (2004). Na Tabela 21 encon a-se o cálculo da capacidade eó ica e p á ica do
ecu so de mão-de-ob a das a i idades.
80
Tabela 21: Capacidade do ecu so de Mão-de-Ob a
Recu sos Capacidade Semes al (ho a)
A i idade Qn . Ho as/dia Dias/ano Fa o Teó ica P á ica
Come cial 3 8 226 0,80 2 712 2 170
Técnico 5 8 226 0,80 4 520 3 616
A mazém 2 8 226 0,80 1 808 1 446
Ap o isionamen o 1 8 226 0,80 904 723
Qualidade 2 4,8 226 0,80 1 084 867
Recu sos Humanos 1 8 226 0.80 904 723
Ges ão da P odução 3 8 226 0.80 2 712 2 170
Co e 7 7,6 226 0,80 5 989 4 791
Maquinagem 4 6,8 226 0,80 3 051 2 441
Se alha ia 17 8 226 0,80 15 323 12 258
Soldadu a 5 8 226 0,80 4 520 3 616
Acabamen o 3 8 226 0,80 2 712 2 170
Capacidade de Máquinas
Pa a o cálculo da capacidade p á ica, conside ou-se no amen e um alo de 80% da capacidade eó ica,
uma ez que são ecu sos que necessi am de moni o ização e acompanhamen o de mão-de-ob a. Na
abela 22 encon a-se o cálculo da capacidade do ecu so máquinas.
Tabela 22: Capacidade do ecu so de Máquinas
Recu sos Capacidade Semes al (ho as)
A i idade Máq Qn . Fa o Teó ica P á ica
Co e Pan . 1 1 0,80 763 610
Co e Pan . 2 1 0,80 763 610
Co e Pan . 3 1 0,80 759 608
Co e CNC Pe is 1 0,80 904 723
Co e Se as E. 2 0,80 904 723
Co e Fu ado a 2 0,80 904 723
Maquinagem To no CNC 1 0,80 113 90
Maquinagem To no Mec. 5 0,80 2 712 2 170
81
5.1.4 Cálculo do Cus o da Capacidade P á ica
Calculados os cus os dos ecu sos consumidos, assim como a sua capacidade p á ica, o p óximo passo
incide sob e o cálculo do cus o da capacidade p á ica. Pa a al, eco eu-se à Equação 5., já ap esen ada
an e io men e e de inida po Kaplan & Ande son (2004).
Cus o da Capacidade P á ica de Mão-de-Ob a
O cus o da capacidade p á ica de mão-de-ob a encon a-se calculado na Tabela 23.
Tabela 23: Cus o da Capacidade P á ica de Mão-de-Ob a
Capacidade P á ica
A i idade Cus o (€/Semes e) Semes al (ho a) Cus o (€/ho a)
Come cial 54 489,85 2 170 30,95
Técnico 86 615,07 3 616 28,93
A mazém 26 662,40 1 446 22,18
Ap o isionamen o 14 025,46 723 23,89
Qualidade 20 078,00 867 28,57
Recu sos Humanos 10 047,86 723 17,02
Ges ão da P odução 50 148,23 2 170 28,45
Co e 69 617,17 4 791 17,75
Maquinagem 42 913,32 2 441 21,60
Se alha ia 227 960,97 12 258 22,44
Soldadu a 57 588,34 3 616 19,23
Acabamen o 31 869,86 2 170 18,02
Cus o da Capacidade P á ica de Máquinas
O cus o da capacidade p á ica de Máquinas encon a-se calculado na Tabela 24.
Tabela 24: Cus o da Capacidade P á ica de Máquinas
Capacidade P á ica
A i idade Cus o (€/Semes e) Semes e (ho a) Cus o (€/ho a)
Co e 44 389,82 3 998 11,10
Maquinagem 6 763,45 2 260 2,99
82

Cus o da Capacidade P á ica po A i idade
O cus o da capacidade p á ica po a i idade encon a-se calculado na Tabela 25. Pa a as a i idades de
Co e e Maquinagem, conside ou-se que a capacidade dominan e es á associada à mão de ob a. Assim,
o cus o da capacidade p á ica des as a i idades oi de e minado pela soma dos cus os das máquinas e
da mão de ob a, di ididos pela capacidade p á ica o al da mão de ob a.
Tabela 25: Cus o da Capacidade P á ica po A i idade
A i idade Cus o (€/ho a) A i idade Cus o (€/ho a)
Come cial 25,12 Ges ão da P odução 23,11
Técnico 23,95 Co e 23,80
A mazém 18,43 Maquinagem 20,35
Ap o isionamen o 19,39 Se alha ia 18,60
Qualidade 23,15 Soldadu a 15,93
Recu sos Humanos 13,89 Acabamen o 14,69
Impu ação dos Cus os com A i idades de Supo e
Po im, impu a am-se os cus os das a i idades de supo e às a i idades ope acionais, uma ez que
oi possí el es abelece uma elação de causalidade en e eles, simpli icando o modelo e o nando-o
mais p á ico. Abaixo ap esen a-se a lis a das a i idades de supo e, bem como o mé odo u ilizado pa a
impu ação dos cus os de capacidade às a i idades ope acionais.
• Come cial - Impu ação de 50% dos cus os ao se o Técnico (P oje o) e os es an es dis ibuídos
p opo cionalmen e à capacidade de cada se o da P odução.
• Ap o isionamen o - Impu ação p opo cional à capacidade de mão de ob a de cada depa amen o.
• Recu sos Humanos - Impu ação p opo cional à capacidade de mão de ob a de cada depa amen o.
• Qualidade - Impu ação p opo cional à capacidade de mão de ob a de cada depa amen o.
• A mazém - Impu ação p opo cional à capacidade de mão de ob a de cada se o da P odução.
• Ges ão da P odução - Impu ação p opo cional à capacidade de mão de ob a de cada se o da
P odução.
A Tabela 26 ap esen a os a o es de impu ação u ilizados pa a dis ibui os cus os das a i idades de
supo e en e as a i idades ope acionais. Cada coluna e e e-se a uma a i idade de supo e especí ica,
enquan o cada linha indica a pe cen agem do cus o dessa a i idade de supo e impu ada à espe i a
a i idade ope acional.
83
Tabela 26: Fa o es de Impu ação de Cus os de Supo e
A i idade de Supo e
A i idade Come cial Ap o isionamen o RH Qualidade A mazém Ges ão da P odução
Técnico 0,50 0,13 0,13 0,00 0,13 0,00
Co e 0,09 0,17 0,17 0,19 0,17 0,19
Maquinagem 0,05 0,08 0,08 0,10 0,08 0,10
Se alha ia 0,24 0,42 0,42 0,48 0,42 0,48
Soldadu a 0,07 0,13 0,13 0,14 0,13 0,14
Acabamen o 0,04 0,08 0,08 0,09 0,08 0,09
A pa i des es a o es de impu ação, calculou-se um no o cus o de capacidade de ecu so de mão-de-ob a
pa a cada a i idade ope acional. A Tabela 27 ap esen a os alo es inais dos cus os de capacidade po
ecu so.
Tabela 27: Cus o de Capacidade po Recu so das a i idades
Cus o de Capacidade po Recu so (€/ho a)
A i idades Mão-de-Ob a Máquina Final
Técnico 33,02 - 33,02
Co e 20,18 11,10 29,44
Maquinagem 23,23 2,99 26,00
Se alha ia 24,24 - 24,24
Soldadu a 21,57 - 21,57
Acabamen o 20,33 - 20,33
5.1.5 Equações de Tempo
A emp esa iniciou ecen emen e um es udo de alhado sob e uma amília de ês p odu os, com o obje i o
de a ualiza o modelo de cus eio e ob e es ima i as p ecisas de empo po a i idade. Es e es udo con ou
com a colabo ação do depa amen o Come cial, pe mi indo a ecolha de dados ela i os aos empos
médios de execução das di e sas a i idades de p odução. Es es dados encon am-se ap esen ados no
Apêndice IV.
Pa a as equações de empo conside a am-se 5 a iá eis, elacionadas ao amanho ( a iá el ca egó ica)
e ao núme o de
decks
do p odu o ( a iá el quan i a i a). As equações de empo de alhadas pa a cada
p odu o encon am-se nas Tabelas 28, 29 e 30.
84
Va iá eis:
x1:Tamanho 1 (0 ou 1)
x2:Tamanho 2 (0 ou 1)
x3:Tamanho 3 (0 ou 1)
x4:Tamanho 4 (0 ou 1)
x5:Núme o de
Decks
(2,3ou 4)
Tabela 28: Equações de Tempo po A i idade - P odu o A
A i idade Equação de Tempo (ho as)
Técnico = 24
Co e = 48 ·x5+ 16 ·(x2+x3) + 32 ·x4
Maquinagem = 96
Se alha ia =x1·(110 + 8 ·x5) + x2·(104 + 20 ·x5) +
x3·(136 + 16 ·x5) + x4·(160 + 16 ·x5)
Soldadu a =x1·(28 + 8 ·x5) + x2·(32 + 8 ·x5) +
x3·(56 + 8 ·x5) + x4·(80 + 4 ·x5)
Acabamen o = 16
Tabela 29: Equações de Tempo po A i idade - P odu o B
A i idade Equação de Tempo (ho as)
Técnico =x1·36 + x2·39 + x3·41 + x4·48 + x5·2
Co e =x1·(28 + x5) + x2·(32 + x5) + x3·(32 + x5) +
x4·(36 + 2 ·x5)
Maquinagem = 0
Se alha ia =x1·(110 + 5 ·x5) + x2·(110 + 5 ·x5) +
x3·(109 + 7 ·x5) + x4·(127 + 8 ·x5)
Soldadu a =x1·(39 + x5) + x2·(39 + 2 ·x5) +
x3·(41 + 2 ·x5) + x4·(49 + 2 ·x5)
Acabamen o =x1·18 + x2·22 + x3·23 + x4·51 + x5
85
Tabela 30: Equações de Tempo po A i idade - P odu o C
A i idade Equação de Tempo (ho as)
Técnico = 16 + x2·3 + x3·16 + x4·19 + x5·2
Co e = 11 + x2·2 + x3·12 + x4·21 + x5·2
Maquinagem = 0
Se alha ia =x1·(62 + 7 ·x5) + x2·(74 + 7 ·x5) +
x3·(122 + 7 ·x5) + x4·(160 + 10 ·x5)
Soldadu a =x1·(24 + 3 ·x5) + x2·(32 + 3 ·x5) +
x3·(48 + 3 ·x5) + x4·(64 + 4 ·x5)
Acabamen o =x1·8 + x2·10 + x3·16 + x4·22 + x5
5.1.6 Cus eio de P odu os
Pa indo das equações de empo, o am calculados os cus os dos p odu os A, B e C. O cus o TDABC e le e
os cus os das a i idades de p odução, incluindo mão-de-ob a di e a, cus os ope acionais das máquinas e
ou os cus os de supo e elacionados à p odução. O cus o de ma é ia-p ima oi de e minado com base
nos consumos especí icos de cada a ian e de p odu o. A soma desses dois componen es pe mi iu a
ob enção do cus o o al dos p odu os. As Tabelas 31, 32 e 33 ap esen am os cus os pa a os P odu os A,
B e C, espe i amen e.
86
elabo ado de modo a que o esponsá el apidamen e se a ualize do es ado a ual do uncionamen o do
Técnico, as a e as de cada colabo ado e o a aso ace ao es ipulado no planeamen o inicial. O quad o
em uncionamen o pode se consul ado na Figu a 37.
Figu a 37: Quad o Ges ão Visual - Técnico
O p ocedimen o de moni o ização das a e as do Técnico inicia-se na eunião semanal ealizada odas
as segundas- ei as. A in o mação ansmi ida na mesma é colocada po cada colabo ado no quad o,
sendo a a ualização do es ado das a e as ealizada ambém pelo p óp io. À medida que os desenhos são
concluídos, ano a-se o a aso ace ao planeamen o es ipulado inicialmen e.
Na zona in e io do quad o encon am-se indicado es de desempenho de inidos em consonância com o
eedback
do depa amen o. Es es seguem a me odologia SQCDM, à qual se e i ou a componen e de
Segu ança po não se enquad a na ealidade do depa amen o.
• Qualidade: Núme o de desenhos com de ei os do écnico;
• Cus os: Ho as de abalho do écnico e Ho as ex a + Sábados;
93

• P azo de En ega: A asos no Técnico ace ao planeamen o;
• Mo i ação: Índice de Absen ismo.
Os dados ela i os a es es indicado es são a ualizados semanalmen e pelo esponsá el do depa amen o
e discu idos na eunião semanal, pe mi indo um acompanhamen o con ínuo do desempenho. Os g á icos
co esponden es são a ualizados semanalmen e numa olha de cálculo Excel pa a ga an i a moni o ização
em empo eal, sendo pos e io men e a ixados no quad o com uma pe iodicidade mensal, p opo cionando
uma isão consolidada e pe mi indo a implemen ação de ações co e i as mais e icazes.
A zona de suges ões de melho ia, assim como a melho ia de implemen ação, ambém é da esponsa-
bilidade do esponsá el do depa amen o. Pa a es e e ei o, oi c iada uma caixa de suges ões, onde os
colabo ado es podem suge i melho ias pa a o depa amen o. Na Figu a 38, encon a-se a olha de egis o
de dados u ilizada pa a os indicado es implemen ados
Figu a 38: Regis o de Dados - Depa amen o Técnico
5.4.2 Con olo e Moni o ização do Planeamen o da P odução
Com o obje i o de implemen a um p ocedimen o de moni o ização do planeamen o a cu o p azo, oi
delineado um quad o de Ges ão Visual pa a a Ges ão da P odução. Es e quad o é di idido em duas zonas
p incipais:
94
• Zona de Ta e as: O ganiza as a e as de cada se o da p odução, classi icadas segundo o es ado
de execução, como
s and-by
, em cu so, concluído e a aso.
• Zona de Indicado es: Ap esen a mé icas de desempenho baseadas na me odologia SQCDM, como
segu ança, qualidade, cus os e mo i ação.
A Figu a 39 ap esen a o quad o em uncionamen o.
Figu a 39: Quad o de Ges ão Visual pa a a Ges ão da P odução
Planeamen o Cu o P azo
O di e o da P odução é esponsá el po in oduzi no quad o as in o mações e e en es ao planeamen o a
cu o p azo, a ualizando-as de aco do com o
eedback
dos esponsá eis de cada se o . Pa a acili a es a
comunicação, o am implemen adas euniões pe iódicas, inicialmen e diá ias e, a ualmen e, ealizadas a
cada dois dias, às 9h da manhã, na sala da Ges ão da P odução.
Du an e es as euniões, a ualiza-se o es ado das a e as de cada se o , egis am-se os dias de en ada e
saída dos conjun os em cada se o e discu em-se p oblemas iden i icados en e euniões. Pa a o ganiza
essas a e as, u ilizam-se ca ões magné icos eu ilizá eis, subs i uindo os pos -i s inicialmen e p e is os.
A Figu a 40 ap esen a a zona do planeamen o a cu o p azo, assim como um exemplo dos ca ões.
95
(a) Planeamen o Cu o P azo (b) Ca ão de Ta e a
Figu a 40: Quad o Ges ão Visual pa a a Ges ão da P odução - Planeamen o cu o p azo
Indicado es de Desempenho
No quad o da Ges ão da P odução encon am-se ambém indicado es de desempenho de inidos em eu-
nião com o esponsá el pelo depa amen o. Es es seguem a me odologia SQCDM, com exceção do p azo
de en ega pa a o qual não em ainda um indicado de inido.
• Segu ança: Dias sem aciden es na P odução
• Qualidade: Núme o de peças com de ei os
• Cus o: P odu o Expedido
• Cus o: P odu i idade
• Cus o: Despe dício pa a suca a
• Cus o: Tempo de pa agem de máquinas po a a ia
• Cus o: Ho as de P odução, ho as ex a e sábados
• Mo i ação: Índice de Absen ismo
O egis o des es indicado es é ealizado numa olha de cálculo Excel, con o me ilus ado na Figu a 41, e
p eenchida pelo p óp io Di e o da P odução. Tan o a a ualização dos indicado es quan o a dos g á icos
associados oco em mensalmen e, uma ez que alguns dados, como as ho as de p odução, só es ão
disponí eis após o ence amen o do mês. Além disso, como os indicado es e le em o desempenho
global da p odução, uma a ualização mais equen e se ia imp a icá el de ido ao es o ço necessá io pa a a
96
ecolha e análise dos dados. A pe iodicidade mensal oi de inida em conjun o com o Di e o da P odução,
ga an indo um equilíb io en e a necessidade de acompanhamen o e a ca ga de abalho ope acional.
Es a abo dagem pe mi e consolida os dados de o ma mais p ecisa, p opo cionando uma isão cla a das
endências e acili ando a implemen ação de ações co e i as es a égicas.
Figu a 41: Regis o de Dados - Ges ão da P odução
5.4.3 Ges ão dos Se o es da P odução
Com o obje i o de melho a a ges ão indi idual de cada um dos se o es da p odução, p oje a am-se
quad os de Ges ão Visual pa a cada um dos mesmos. Numa ase inicial decidiu-se implemen a o quad o
e e en e ao se o de Co e, po não só se a a de um se o c í ico da p odução, assim como se o
p imei o mac op ocesso de ab ico. Fu u amen e es a me odologia espe a-se que seja es endida aos
es an es se o es da p odução.
Assim, a ges ão Visual implemen ada no se o de Co e segue o obje i o da emp esa de melho a o mé odo
de ges ão do mesmo. Com um empla e simila ao quad o da Ges ão da P odução, es e ap esen a uma
zona a e a ao planeamen o a cu o p azo, assim como um local pa a a exposição de indicado es de
desempenho. O quad o em uncionamen o pode se consul ado na Figu a 42.
97
Figu a 42: Quad o Ges ão Visual - Co e
Com a in odução do Quad o de Ges ão Visual no se o , iniciou-se a p á ica de euniões diá ias en e os
colabo ado es e o esponsá el pelo se o . Es as euniões, com du ação máxima de 10 minu os, oco em
na zona onde o quad o es á a ixado, no inal do u no de abalho. An es da eunião, o colabo ado
esponsá el pelo co e egis a no quad o as p óximas a e as a desen ol e em cada pos o de abalho.
Du an e a eunião, são a ualizadas as a e as em cu so, discu idos os a asos e as da as p e is as de
conclusão, bem como comunicados p oblemas e in o mações ele an es.
Quan o aos indicado es de desempenho, es es o am de inidos numa ase inicial em conjun o com o
esponsá el pela Ges ão da P odução e o esponsá el pelo Co e, seguindo a me odologia SQCDM. Os
indicado es de inidos são:
• Segu ança: C uz de Segu ança
• Qualidade: Núme o de peças com de ei os
• Cus o: Tempo de Pa agem po A a ia
• Mo i ação: Índice de Absen ismo
• O ganização e Limpeza: A aliação 5S
98

Es es indicado es são ex aídos jun amen e com os indicado es da Ges ão da P odução e são a ualizados
mensalmen e. A A aliação 5S, embo a incluída aqui como indicado , az pa e de uma ou a p opos a de
melho ia que se á abo dada pos e io men e.
5.4.4 Moni o ização Funcionamen o In e no
Incidindo sob e o p ocesso de melho ia con ínua da emp esa, a moni o ização do uncionamen o in e no
da emp esa ealiza-se p incipalmen e em duas en es: no desempenho dos depa amen os e na saúde
inancei a da emp esa. Assim, es e quad o de Ges ão Visual ap esen a um aglome ado de indicado es de
desempenho e e en es a cada um dos p incipais depa amen os, assim como uma zona elacionada a
cus os e esul ados inancei os. A manu enção do mesmo es a ia ao enca go da qualidade, que eno a ia
os di e sos campos no início de cada imes e. O quad o em uncionamen o pode se consul ado na
Figu a 43.
Figu a 43: Quad o Ges ão Visual - Ge al
Os indicado es p esen es no quad o são os seguin es:
• Come cial: Valo de O çamen o Adjudicado
• Técnico: Ho as de abalho do écnico e Ho as ex a + Sábados
• Ap o isionamen o: Tempo médio de ecebimen o de clien es e pagamen o a o necedo es
• Ap o isionamen o: Núme o de encomendas em a aso e a aso médio po encomenda
99
• Ges ão de P odução: P odu i idade
• Recu sos Humanos: Índice de F equência de Aciden es
• Recu sos Humanos: Índice de Absen ismo
• Despesas po Fal a de Capacidade: Ho as ex a e subcon a ação na P odução
• Resul ado do Pe íodo: C escimen o na a u ação ace ao pe íodo do ano an e io
• Me a de Fa u ação: Fa u ação
5.5 Implemen ação Me odologia 5S - Co e
A aplicação da me odologia 5S no chão de áb ica oi uma p opos a de implemen ação já es ada pela
emp esa em 2018, com esul ados aquém dos p e endidos. A p incipal azão pa a o insucesso da im-
plemen ação, segundo colabo ado es da emp esa, p endeu-se na al a de esc u ínio e supe isão da
mesma, esul an e da implemen ação simul ânea em odo o chão de áb ica. Nessa mesma al u a, o
p esen e Di e o da P odução saiu da emp esa, o que sen enciou o sucesso da p opos a.
5.5.1 Ap esen ação da Me odologia 5S
De modo a não come e os e os p a icados an e io men e, iniciou-se um p oje o pilo o, en ol endo apenas
o se o de co e, com o in ui o de implemen a e pad oniza os 5S nos pos os de abalho. Numa p imei a
ase oi ealizada uma eunião com o esponsá el pelo se o de co e de modo a ap esen a a me odologia
5S, assim como os bene ícios a se em e i ados da sua implemen ação. Des a mesma ap esen ação
oi elabo ado um pequeno manual, u ilizado pa a a di usão dos concei os de 5S aos colabo ado es do
se o , con endo as di e en es e apas da implemen ação, exemplos de aplicações de di e en es écnicas e
as melho ias ob idas pelas mesmas. Na Figu a 44 encon a-se um exce o do manual c iado pa a os 5S.
100
(a) Capa do Manual dos 5S (b) Con eúdo do Manual dos 5S
Figu a 44: Manual dos 5S
5.5.2 Implemen ação 5S
Segundo as e apas da me odologia 5S, começou-se po e i a odo o ma e ial dos a má ios e bancadas
dos di e sos pos os de abalho. Ve i icou-se, nes a ase, que mui o do espaço ocupado e le ia a maze-
namen o de obje os obsole os, pe encen es a ope ado es que já não se encon a am no pos o, capas
com desenhos pad onizados an igos que não são mais ab icados pela emp esa, ma e ial sem u ilidade
pa a as unções do ope ado e componen es de máquinas que não uncionam.
De seguida iniciou-se a ase de O ganização do ma e ial e e amen as. Nos pos os associados aos pan ó-
g a os eco eu-se a caixas SUC pa a o a mazenamen o dos consumí eis das máquinas CNC, e ique ando
es as mesmas caixas de aco do com a especi icidade do ma e ial, al como demons ado na Figu a 45.
101
(a) An es da Implemen ação 5S
(b) Após Implemen ação 5S
Figu a 45: S ock de Consumí eis CNC an es e depois dos 5S - Pan óg a o 2
O es an e ma e ial e e amen as necessá ias pa a a a i idade labo al do colabo ado o am a mazenadas
em caixas de madei a e ca ão das quais a emp esa já dispunha. Ou as pequenas melho ias o am
implemen adas de aco do com as especi icidades de cada pos o, como uma zona de a mazenamen o
de panos na máquina de CNC Pe is. Pa a cada pos o oi ambém ese ado um espaço p óp io pa a
documen ação da máquina e ichas de in e enção e manu enção. Po im, oi incu ida a esponsabilidade
da limpeza dos pos os de abalho aos colabo ado es alocados aos mesmos. A Figu a 46 demons a o
compa a i o dos a má ios de dois pos os de abalho an es e após a implemen ação 5S.
102
e nome dos conjun os jun o às pale es de ma e ial. Na Figu a 52 encon a-se o local de a mazenamen o
pós-co e depois des a implemen ação.
(a) A mazenamen o pós-co e (b) Sinal Visual
Figu a 52: A mazenamen o pós-co e após implemen ação
5.8 Pa que de Equipamen o Obsole o
A deso ganização no chão de áb ica es ende-se ao a mazenamen o de p odu o acabado e p on o a ex-
pedi , localizado no se o de Acabamen o. Apesa des a zona ap esen a uma dimensão conside á el de
185,56m2, di ididos igualmen e en e a zona de p odu o acabado (nome in e no pa a a zona dos p odu os
em espe a pa a o acabamen o) em espe a pa a en a no p ocesso de acabamen o e a zona de p odu o
p on o a expedi , ambas es as á eas encon am-se desap o ei adas a ní el de espaço, al como e e ido
no capí ulo an e io .
De modo a ga an i uma melho ocupação do espaço, oi p opos a uma análise ao ma e ial des as zonas,
começando numa p imei a ase com a e apa de Sepa ação. Com a ajuda de um colabo ado expe ien e,
oi possí el di idi o con eúdo em ês ca ego ias de ma e ial que não de iam es a nessa zona, assim
como medi as dimensões dos mesmos. Es a in o mação encon a-se p esen e na Tabela 37.
Tabela 37: Ma e ial na zona de p odu o acabado e expedição
Á ea (m2)
Tipo de Ma e ial Ação P odu o Acabado Expedição
Equipamen o obsole o Reap o ei a ou des aze 13,68 1,28
Equipamen o a mazenado inco e amen e Realoca pa a local co e o 0,93 -
Ma e ial a mazenado inco e amen e Realoca pa a local co e o 3,12 2,88
Conside ando uma axa de ocupação máxima eal do espaço de 80%, é possí el a e igua a axa de
109

ocupação alocada a ma e ial que não pe ence a nenhuma des as zonas, al como demons ado na
Tabela 38.
Tabela 38: Ocupação do ma e ial que não pe ence à zona de p odu o acabado e expedição
Taxa de Ocupação(%)
Tipo de Ma e ial Á ea (m2) Teó ica P á ica
Equipamen o obsole o 14,96 8,06 10,08
Equipamen o a mazenado inco e amen e 0,93 0,50 0,63
Ma e ial a mazenado inco e amen e 6,00 3,23 4,04
To al 20,56 11,80 14,75
O ma e ial obsole o e inco e amen e a mazenado nas zonas de p odu o acabado e expedição co espon-
dem a 14,75% da ocupação p á ica dessas mesmas zonas. Des a o ma, e i a o ma e ial pe mi i ia uma
melho o ganização do local, acili ando o anspo e e a mazenamen o de p odu o de ob a. No en an o,
es a e apa ainda não oi concluída po dois mo i os dis in os: não o am de inidas que ações oma em
elação a odo o equipamen o obsole o a mazenado nes as zonas; o g ande olume de ma e ial na zona
de expedição di icul a a mo imen ação de ma e ial a ealoca . Ainda assim, es e p ocesso já se iniciou,
com um dos equipamen os obsole os a se eap o ei ado pa a o se o de co e.
5.8.1 A mazenamen o de Pale es, Ba o es e Ripas
Com o espaço possí el de adqui i com a p opos a an e io , oi analisada a hipó ese de c iação de um
local p óp io pa a o s ock de pale es e ba e es, a pedido do di e o da p odução. Es es ma e iais são
essenciais pa a o a mazenamen o e anspo e de ma e ial de ob a, pelo que a sua o ganização na áb ica
bene icia não só a o ganização de espaço e empo de p ocu a dos mesmos, como pe mi e uma melho
ges ão des es ecu sos. De modo a de ini um local de a mazenamen o p óp io pa a pale es e ba o es,
oi ealizado um es udo sob e o seu consumo, u ilizado pa a o cálculo do s ock necessá io do mesmo.
Expandiu-se, mais a de, es e cálculo às ipas, ma e ial de ges ão simila a pale es e ba o es, que já em
um local de a mazenamen o p óp io.
S ock de Pale es, Ba o es e Ripas
Numa p imei a ase, o am analisadas as encomendas de pale es, ba o es e ipas nos úl imos 2 anos.
Pa a al, eco eu-se a in o mação p esen e no ERP sob e odas as a u as des es ma e iais e e i a am-se
quan idades, p eços uni á ios, da a de encomenda e da a de chegada. Es es dados o am ag upados
110
num Excel de modo a c ia um egis o de encomendas pa a os ês ma e iais e acili a o cálculo do s ock
necessá io. Na Figu a 53 encon a-se o egis o de encomendas de pale es nos anos de 2022 a 2024.
Figu a 53: Folha de Regis o de encomendas de Pale es
Pa a o cálculo dos pa âme os de encomenda ado ou-se um cená io de e minís ico pa a a polí ica de Pon o
de Encomenda. A escolha de um cená io de e minís ico de e-se à ausência de a iações signi ica i as no
o necimen o, bem como à inalidade do cálculo, que se cen a na de e minação do s ock máximo em ez
da análise de cus os. Uma ez que o consumo des es ma e iais não é egis ado, conside ou-se o mesmo
igual à quan idade encomendada, is o é, o consumo en e duas da as sucessi as de encomenda se ia o
alo encomendado na p imei a da a. Assim, calculou-se a p ocu a média diá ia a a és da Equação 12.:
Rmédio diá io =∑n−1
x=1 Mx
DU (12.)
Com:
Rmédio diá io =P ocu a média diá ia de consumo de ma e ial,
n−1
∑
x=1
Mx=Soma das quan idades de ma e ial encomendado en e a p imei a e a penúl ima encomenda,
n=Núme o o al de encomendas conside adas,
DU =Núme o de dias ú eis en e a p imei a e a úl ima encomenda.
O
lead ime
médio oi calculado com base nos p azos de en ega egis ados nas a u as do ERP, consi-
de ando a da a de encomenda e a da a de eceção. Foi calculado um s ock de segu ança, baseado nos
dias de segu ança que o di e o da p odução p e endia pa a cada ma e ial a a és da Equação 13.
SS =Dsegu ança ×Rmédio diá io (13.)
111
Com:
SS =S ock de segu ança,
Dsegu ança =dias de segu ança,
Rmédio diá io =P ocu a média diá ia de consumo de ma e ial.
Po im calculou-se o pon o de encomenda segundo a 14.
P E =Rmédio diá io ×LTmédio +SS (14.)
Com:
P E =Pon o de encomenda,
Rmédio diá io =P ocu a média diá ia de consumo de ma e ial,
LTmédio =
lead ime
médio,
SS =S ock de segu ança.
Em conjun o com o Di e o da P odução de iniu-se uma quan idade de encomenda pa a cada um dos
ma e iais, endo em con a o passado ecen e das encomendas de cada um dos ma e iais. Com es es pa-
âme os de e minou-se o s ock máximo, somando a quan idade a encomenda e o pon o de encomenda,
pa a cada um dos ma e iais, assim como a á ea ocupada po es e s ock, al como demons ado na Tabela
39.
112
Tabela 39: Pa âme os de s ock e á ea ocupada
Ma e iais
Pa âme os Pale es Ba o es Ripas
Encomenda Pon o 10 27 42
Quan idade 60 100 200
S ock
Segu ança (dias) 7 14 7
Segu ança (un) 8 18 14
S ock Máximo (un) 70 127 242
Empilhamen o Quan idade de ma e ial 18 20 30
Quan idade de conjun os 4 7 9
Espaço Al u a (m) 1,53 1,40 0,60
Á ea (m2) 3,84 0,74 0,81
Local de A mazenamen o de Pale es, Ba o es e Ripas
Calculados os s ocks máximos po ma e ial, assim como a á ea do seu a mazenamen o, de iniu-se o local
do mesmo. Após consul a com o di e o da P odução, o local escolhido encon a-se na zona de expedição,
al como obse ado na Figu a 54. As ipas já êm alocado um local de a mazenamen o, pelo que não
se e i icou necessidade de al e a o mesmo. Os mo i os pa a a escolha des e local encon am-se em
seguida lis ados:
1. Facilidade de acesso a oda a p odução;
2. Zona den o da áb ica, cobe a;
3. Local acessí el com o empilhado de modo a acili a o eabas ecimen o sem uso de pon es de
anspo e.
113
(a) Zona de a mazenamen o de pale es, ba o es e
ipas no layou
(b) Zona do possí el a mazenamen o de pale es e
ba o es
Figu a 54: Zona de a mazenamen o de pale es, ba o es e ipas
Apesa des e espaço se encon a com ma e ial, como demons ado na Figu a 54, se ia possí el desocu-
pa o mesmo, a a és de uma melho o ganização do local, assim como com o e i a do equipamen o
obsole o da zona adjacen e. De momen o es a mudança encon a-se em espe a da decisão inal sob e a
p opos a mencionada an e io men e.
5.9 Regis o e Con olo de e amen as - A mazém
Com o in ui o de ge i e con ola as e amen as comuns u ilizadas na p odução, oi elabo ado um Fichei o
Excel com o egis o de odas as e amen as, em conjun o com o esponsá el pelo a mazém. Es e ichei o
di ide-se em cinco olhas, lis adas em seguida.
• In e ace: Folha de Regis o de aquisição ou epa ação de um equipamen o.
• In en á io de Equipamen os: Folha com odos os dados e e en es a odos os equipamen os, no-
meadamen e da a de aquisição, cus o, ga an ia, es ado e colabo ado alocado.
• Repa ação de Equipamen os: Folha com odos os dados e e en es à epa ação de equipamen os,
incluindo da a, cus o, empo e ipo de a a ia.
• Dashboa d (dados): Folha com abelas de cus os e e en es a aquisição e epa ação de equipa-
men o.
114

• Dashboa d (g á icos): Folha com g á icos de cus os e e en es a aquisição e epa ação de equipa-
men o.
Regis o e In en á io de e amen as
Aquando a aquisição de uma no a e amen a, o egis o da mesma é e e uado no a mazém. Pa a al,
um conjun o de dados são in oduzidos numa olha Excel que, eco endo a codi icação VBA (exce os
p esen es no Apêndice VI), in oduz os mesmos na abela de egis o do in en á io, al como demons ado
na Figu a 55.
(a) In e ace do Regis o de Fe amen as
(b) Tabela Regis o de Fe amen as
Figu a 55: Excel de Regis o e In en á io de e amen as
Após o p eenchimen o de odos os campos da in e ace, o colabo ado esponsá el pelo a mazém p es-
siona ”GRAVAR”, o que au oma icamen e inse e o egis o na abela, a ibuindo um código à e amen a
consoan e o ipo da mesma. Pa a além do egis o, es a abela con ém indicado es pa a o ”Es ado”,
115
e melho co espondendo a equipamen o ”mo o”e la anja a equipamen o em epa ação. Es a mesma
codi icação de co es é u ilizada pa a o ”Fim Ga an ia”, a e melho quando a mesma expi a e a la anja
quando a da a de é mino encon a-se a menos de um mês da da a a ual. Os bo ões p esen es na in e ace
êm as seguin es unções:
• INVENTÁRIO DE EQUIPAMENTO - Redi eciona o u ilizado pa a a abela com o in en á io de equi-
pamen os;
• COPIAR - Coloca nos campos da in e ace os alo es do úl imo egis o;
• LIMPAR - Limpa odos os campos da in e ace;
• GRAVAR - G a a o egis o na abela. Não pe mi e a in odução com campos incomple os.
O egis o de epa ação de uma e amen a segue o mesmo p incípio, sendo ealizado na mesma página.
Dashboa d
Ges ão de Fe amen as e inco po ação em
Powe BI
Com base nos dados p esen es na abela de egis o de e amen as, elabo a am-se duas
dashboa d
simples, que pe mi em uma isão mac o do núme o de e amen as a uais, o seu es ado, e os cus os
en ol idos nas aquisições e epa ação das mesmas. Uma das
dashboa ds
pode se consul ada na Figu a
56.
Figu a 56:
Dashboa d
Ges ão de Fe amen as
Pos e io men e, oi desen ol ido um ichei o
Powe BI
mais ab angen e, que in eg a não apenas os dados
116
ela i os à ges ão de e amen as, mas ambém in o mações e e en es à ges ão da p odução. Es e
ichei o, compos o po no e páginas de análise, baseia-se em di e en es on es de dados, nomeadamen e:
• Fichei o de Ges ão Visual: Inclui cinco páginas co esponden es às á eas de Segu ança e Quali-
dade, Manu enções - Ge al, Manu enções - Máquinas, Ho as - Global e Colabo ado es;
• Fichei o de Ges ão de Fe amen as: Rep esen ado po ês páginas dedicadas aos Equipamen os
- A mazém, Repa ações - A mazém e Cus os Anuais - A mazém;
• Fichei o de Regis o dos Ca ões
Kanban
do Quad o de Ges ão Visual: Con empla uma página
denominada Con olo P odução.
A in eg ação des es dados pe mi e uma isão consolidada e in e a i a pa a apoia a omada de deci-
são, ga an indo uma melho moni o ização e o imização dos p ocessos. Na Figu a 57 encon am-se as
p imei as 4 olhas da
dashboa d
, as es an es es ão disponí eis pa a consul a no Apêndice VII.
Figu a 57:
Dashboa d
Ges ão da P odução
5.10 Sinalização da Zona de Ca ga e Desca ga
A zona de ca ga e desca ga encon a-se acessí el a pa i de um po ão que se encon a abe o du an e o
ho á io labo al. A emp esa já em uma melho ia o çamen ada pa a a in odução de um in e comunicado
no po ão de acesso, assim como uma campainha que a ise o esponsá el pelo a mazém, de modo
a pe mi i o echo do po ão. No en an o, es e mesmo po ão não se encon a sinalizado, pelo que
117
anspo ado es que não conhecem as ins alações acedem a zona de ca ga e desca ga pelo po ão e ado,
dani icando os eículos de anspo e, assim como p o ocando á ego na zona de saída de eículos
ligei os. Assim, oi p opos a a colocação de sinalização pa a ca ga e desca ga na zona ex e io das
ins alações, al como demons ado na Figu a 58.
(a) Sinal de Ca ga e Desca ga (b) Sinal de Ca ga e Desca ga no local
Figu a 58: Sinalização Ca ga e Desca ga
118
Capí ulo 7
CONCLUSÕES
Nes e capí ulo são ap esen adas as conside ações inais da p esen e disse ação, endo em con a a
análise dos esul ados ob idos e os obje i os açados inicialmen e. Po im, ap esen am-se apon amen os
pa a abalho u u o, com a indicação de melho ias a implemen a na emp esa.
7.1 Conside ações inais
A indús ia me alomecânica é a ualmen e um dos p incipais se o es de a i idade indus ial em Po ugal,
ca a e izado po uma ele ada e c escen e compe i i idade. To na-se, po isso, impe a i o pa a as emp e-
sas me alomecânicas o imiza os seus p ocessos pa a ga an i a sua compe i i idade no me cado nacional
e in e nacional. Des a p emissa su giu o p incipal obje i o des a disse ação, que culmina na melho ia
dos p ocessos p odu i os e não p odu i os, a aliando-se o impac o económico das medidas p opos as
a a és de um no o sis ema de cus eio.
Numa p imei a ase ealizou-se a desc ição e análise c í ica da si uação a ual. Pa a al, analisa am-se
os p ocessos in e nos documen ados da emp esa. Em seguida ealiza am-se euniões com os espon-
sá eis de cada depa amen o a analisa e p osseguiu-se com o mapeamen o dos p ocessos de cada
depa amen o, eco endo a écnicas de
gemba walks
e
shadowing
. Des a análise su gi am di e sos p o-
blemas, ais como: a asos nas encomendas a o necedo es, mé odo de o çamen ação ine icaz, p ocesso
de elabo ação da p opos a come cial demo ado e susce í el a e os, luxo de in o mação ine icien e no
depa amen o écnico, ges ão da p odução e nos se o es da p odução, deso ganização na in o mação
elacionada a e amen a ia no a mazém, deso ganização e sujidade nos pos os de abalho, baixa capa-
cidade p odu i a no p ocesso de co e de chapa e de se alha ia, deso ganização nas zonas de p odu o
acabado e expedição e ausência de sinalização pa a a zona de ca ga e desca ga.
Com base nos p oblemas iden i icados, o am es u u adas p opos as de melho ia e elabo ou-se um
plano de ações, eco endo à e amen a dos 5W2H. Es e plano de ações oi pos e io men e ap esen ado
numa eunião dedicada ao p ocesso de melho ia con ínua, que con ou com os esponsá eis de cada
depa amen o. Como o ma de melho a o mé odo de cus eio, assim como analisa economicamen e as
melho ias implemen adas, oi modelado um TDABC.
No depa amen o de ap o isionamen o, em conjun o com o a mazém, oi c iado um p ocesso de con-
olo de encomendas. No se o come cial au oma izou-se a elabo ação da p opos a come cial, al e ando
125

ambém o seu ” empla e”, sendo que es a melho ia ainda não se encon a implemen ada. Pa a o depa -
amen o écnico, assim como na ges ão da p odução e no se o de co e, eco eu-se à implemen ação
de quad os de ges ão isual, com as especi icações das a e as dos colabo ado es e o planeamen o a
cu o p azo. No se o de co e, implemen ou-se a me odologia dos 5S, com a pa icipação a i a dos co-
labo ado es. Realizou-se ambém um es udo da me odologia SMED, com is a melho a a capacidade
dos pan óg a os de co e de chapa, assim como se eo ganizou a zona de a mazenamen o de ma e ial
co ado e o p ocesso subjacen e.
Na zona de a mazenamen o de p odu o acabado e de expedição ealizou-se um mapeamen o do ma e ial,
com is a à eo ganização do espaço e à c iação de uma zona pa a pale es e ba o es. No a mazém oi
c iado um p ocesso de con olo de e amen a ia e das suas epa ações. Po im, sinalizou-se a zona de
ca gas e desca gas.
Des as melho ias su gi am bene ícios angí eis, como a edução de cus os o ais a é -5% em p odu os
com al os cus os de ma é ia-p ima, pe mi indo a de inição de p eços mais compe i i os e sus en á eis.
Além disso, e i icou-se a libe ação de 355 ho as anuais nos pan óg a os de co e de chapa, esul ando
numa poupança es imada de 8 447,25 €/ano, e de 461 ho as anuais no p ocesso de se alha ia, com
uma poupança es imada de 8 572,90 €/ano.
Quan o aos bene ícios in angí eis, des acam-se a melho ia no luxo de in o mação, maio o ganização e
limpeza no se o de co e, bem como o aumen o da mo i ação e do sen imen o de pe ença dos colabo-
ado es. Adicionalmen e, acili ou-se o p ocesso de con olo de e amen a ia e o luxo de ci culação de
anspo es de ca ga.
7.2 Pe spe i a de abalho u u o
Como pe spe i a de abalho u u o, é undamen al da con inuidade ao p ocesso de melho ia con ínua,
consolidando as p á icas já implemen adas e expandindo os es o ços pa a no as á eas.
Um p imei o passo en ol e a conclusão de p opos as de melho ia ainda não implemen adas, como a
u ilização da no a p opos a come cial e a eo ganização comple a da zona de a mazenamen o de p odu o
acabado e expedição. Essas inicia i as pe mi em aumen a a capacidade do depa amen o come cial,
assim como a o ganização da p odução, acili ando o luxo de ma e ial.
Rela i amen e ao modelo TDABC, o desen ol imen o de equações empo ais pa a cada ipo de p odu o
e es u u a de e ia se o p óximo passo, pe mi indo uma análise mais p ecisa dos cus os. Além disso, é
ecomendada a a ualização pe iódica dos alo es dos cus os, conside ando ago a os cus os anuais em
ez dos dados do p imei o semes e.
126
Po im, dado o sucesso da implemen ação do quad o de ges ão isual e da me odologia 5S no se o de
co e, a o ganização já planeia expandi es as p á icas pa a ou os se o es da p odução, nomeadamen e a
se alha ia e a soldadu a. A eplicação des as inicia i as em no os se o es ep esen a uma opo unidade
de e o ça a cul u a de melho ia con ínua, p omo endo maio o ganização, e iciência e en ol imen o dos
colabo ado es em oda a linha de p odução.
127
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