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A economia da dádiva como motor de uma resposta social? O caso da Porta Solidária

Author: Martins, Madalena Meireles da Silva
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/859f201d-89e5-41b5-9d03-38c1ffd57f2a/download
Uni e sidade
do
Minho
Escola
de
Economia
,
Ges ão
e Ciência Polí ica
Madalena Mei eles da Sil a Ma ins
A Economia da dádi a como mo o de
uma espos a social? O caso da Po a
Solidá ia
maio de
2025
A Economia da dádi a como mo o de uma espos a
social? O caso da Po a Solidá ia
Madalena Mei eles da Sil a Ma ins
UMinho | 2025
~
Uni e sidade
do
Minho
Escola de Economia, Ges ão
e Ciência Polí ica
Madalena Mei eles da Sil a Ma ins
A Economia da dádi a como
mo o de uma espos a social?
O caso da Po a Solidá ia
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Economia Social
T abalho ealizado sob a o ien ação dos
P o esso es
P o esso a Dou o a Ma ia C is ina
Guima ães Almeida Mo ei a
P o esso Dou o Paulo Jo ge Reis Mou ão
maio de 2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Es a disse ação não se ia possí el sem o apoio de algumas pessoas que o am essenciais du an e odo
o p ocesso.
Ag adeço aos meus p o esso es pela o ien ação du an e odo o abalho, pelo apoio cons an e e
mo i ação. À p o esso a Dou o a Ma ia C is ina Mo ei a, po me da a conhece o mes ado, po oda a
o ça que me deu, mesmo quando eu não sabia que caminho segui . Ao p o esso Dou o Paulo Mou ão
po me ap esen a , du an e as aulas de Economia da Insi uições e do Te cei o Se o , o concei o da
Economia da dá ida que me pe mi iu pe cebe po onde que ia i e po odo o apoio dado du an e es es
dois anos de abalho.
Ao Pad e Rubens Ma ques e à di eção do Cen o Social da Pa óquia Senho a da Conceição, po me
pe mi i em in es iga e explo a o p oje o Po a Solidá ia e po me ajuda em du an e o empo de aulas,
equências, e c.
Aos olun á ios e doado es que o am essenciais, a a és das en e is as, no meu p ocesso de
in es igação, pois sem eles es e abalho não se ia possí el.
Deixo, ainda, um especial ag adecimen o à minha amília, em especial aos meus pais e ao meu
namo ado po me apoia em semp e, po me mo i a em a não desis i e a consegui o melho abalho
possí el.
Po im, às minhas amigas, pelas ho as que “pe de am” a ajuda -me e po es a em semp e lá.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
“A Economia da dádi a como mo o de uma espos a social? O caso da Po a Solidá ia”
RESUMO
A p esen e disse ação analisa o papel da dádi a enquan o mo o de uma espos a social, a a és do
es udo de caso da Po a Solidá ia, um p oje o de apoio alimen a da cidade do Po o. Enquad ado no
Mes ado em Economia Social, o abalho undamen a-se eo icamen e nos concei os da economia da
dádi a, olun a iado e de esponsabilidade social, explo ando as mo i ações que sus en am os a os de
doa e de se i em con ex os de ulne abilidade.
A in es igação eco e a uma me odologia quali a i a, com base na análise de con eúdo de en e is as
ealizadas a olun á ios, doado es e esponsá eis pelo p oje o. Complemen ou-se com a ecolha e
a amen o de dados conc e os sob e o olume, equência e o igem das doações ei as po emp esas e
pa icula es. Es es dados pe mi i am ca ac e iza o pe il dos doado es e a sua ele ância na
sus en abilidade da Po a Solidá ia.
O obje i o cen al oi comp eende de que o ma a p á ica da dádi a con ibui pa a o sucesso e a
sus en abilidade da inicia i a, bem como iden i ica as mo i ações dos olun á ios e doado es.
Os esul ados e idenciam que a Po a Solidá ia é um exemplo de uma espos a de ele ada impo ância
pa a a comunidade e é sus en ada po edes de solida iedade, olun a iado e doações. Os olun á ios
demons am g ande dedicação e sen ido de missão, po sua ez, os doado es alo izam a c edibilidade
e o impac o di e o do p oje o.
Conclui-se que a dádi a, nas suas múl iplas exp essões, é undamen al pa a a manu enção e c escimen o
da Po a Solidá ia. Re elando-se um ins umen o pode oso de coesão social, inclusão e digni icação da
ida humana, cons i ui um modelo pa a possí el eplicação.
Pala as cha e: Doado es, economia da dádi a, o ganizações sociais, esponsabilidade social,
olun a iado
i
“ Gi economy as he d i ing o ce behind a social esponse? The case o Po a
Solidá ia”
ABSTRACT
This disse a ion analyzes he ole o gi ing as he d i ing o ce behind a social esponse, h ough he
case s udy o Po a Solidá ia, a ood suppo p ojec in he ci y o Po o. As pa o he Mas e 's Deg ee in
Social Economy, he wo k is heo e ically based on he concep s o he gi economy, olun ee ing and
social esponsibili y, explo ing he mo i a ions behind ac s o gi ing and se ing in con ex s o ulne abili y.
The esea ch uses a quali a i e me hodology, based on con en analysis o in e iews wi h olun ee s,
dono s and p ojec manage s. I was complemen ed by he collec ion and p ocessing o speci ic da a on
he olume, equency and o igin o dona ions made by companies and indi iduals. This da a made i
possible o cha ac e ize he p o ile o dono s and hei ele ance o Po a Solidá ia's sus ainabili y.
The main objec i e was o unde s and how he p ac ice o dona ing con ibu es o he success and
sus ainabili y o he ini ia i e, as well as o iden i y he mo i a ions o olun ee s and dono s.
The esul s show ha Po a Solidá ia is an example o a esponse o g ea impo ance o he communi y
and is sus ained by ne wo ks o solida i y, olun ee ing and dona ions. Volun ee s show g ea dedica ion
and a sense o mission, while dono s alue he c edibili y and di ec impac o he p ojec .
The conclusion is ha gi ing, in i s many o ms, is undamen al o he main enance and g ow h o Po a
Solidá ia. I p o es o be a powe ul ins umen o social cohesion, inclusion and digni ying human li e,
and is a model o possible eplica ion.
Keywo ds: Dono s, gi economy, social o ganiza ions, social esponsibili y, olun ee ing.
ii
ÍNDICE
In odução .......................................................................................................................... 1
Capí ulo I – Re isão da li e a u a ........................................................................................ 2
1.1- O olun a iado ............................................................................................................... 2
1.1.1- Concei o: .............................................................................................................. 2
1.1.2- B e e his ó ia: ........................................................................................................ 3
1.1.3- Tipos de olun a iado: .............................................................................................. 5
1.1.4- O olun a iado e a sa is ação pessoal ........................................................................... 6
1.2 - O olun a iado nas O ganizações sem Fins Luc a i os: .................................................... 7
1.2.1 - O papel dos olun á ios ............................................................................................ 7
1.2.3 - A impo ância da alo ização do abalho olun á io ......................................................... 9
1.2.4- Ges ão e e enção dos olun á ios nas o ganizações ...................................................... 10
1.2.5- Relação en e olun á ios e abalhado es emune ados ................................................. 11
1.3 - Economia da dádi a .................................................................................................... 12
1.4- O olun a iado como o ma de dádi a ........................................................................... 15
1.5- Responsabilidade social ............................................................................................... 17
1.5.1 – Concei o ............................................................................................................. 17
1.5.2 - Impo ância da esponsabilidade social nas O ganizações sem Fins Luc a i os .................... 18
1.6 - Os bene ícios iscais nas doações ................................................................................ 19
Capi ulo II – Es udo de caso: Po a Solidá ia .................................................................... 22
2.1- Es udo de caso ....................................................................................................... 22
2.2- A Po a Solidá ia .................................................................................................... 23
2.3- Os olun á ios ........................................................................................................ 34
2.4- Os doado es ........................................................................................................... 37
Capi ulo III- Me odologia de In es igação ......................................................................... 47
3.1- Ques ões de pa ida e obje i os .................................................................................... 47
3.2- En e is a .................................................................................................................... 47
3.3- Análise de Con eúdo .................................................................................................... 49
3.3.1- Hipó eses ............................................................................................................ 50
3.4- Recolha de dados ........................................................................................................ 51
3.5- Análise quali a i a: ...................................................................................................... 52
3.5.1- Con eúdo das en e is as; ....................................................................................... 52
3.5.2- En e is as com os olun á ios ................................................................................. 53
3
cul u ais e ao as o leque de ipos de in e enção que exis em. Ainda assim, odas con e gem no mesmo
sen ido, quando se e e em ao olun a iado como um se iço sem emune ação nem ob iga o iedade,
onde o olun á io o e ece o seu empo du an e um de e minado pe íodo.
1.1.2- B e e his ó ia:
A o igem da pala a “ olun á io” eme e-nos ao adje i o la ino
olun a ius
, de i ado da pala a
olun as,
que signi ica: capacidade de escolha e de decisão. A ualmen e, o olun a iado é is o como
uma p á ica social que de e se seguida po oda a comunidade e co esponde a um impo an e exemplo
da cidadania a i a, es ando p esen e em á ios con ex os, an o sociais, como p o issionais e
académicos.
Alexis de Tocque ille oi um dos p imei os in es igado es do olun a iado, mais conc e amen e
do associa i ismo olun á io, p esen e no seu li o “A Democ acia na Amé ica” lançado em 1832. O
au o ancês i eu nos Es ados Unidos da Amé ica du an e 9 meses e, ao longo desse empo, p ocu ou
pe cebe a ealidade cul u al e polí ica do país e, ambém, o uncionamen o do sis ema p isional. No seu
es udo, Tocque ille obse a a impo ância da pa icipação olun á ia na sociedade ame icana,
associando-a ao o alecimen o da democ acia e da ida comuni á ia, e des acando o modo como as
associações olun á ias p omo em a coesão social e a pa icipação cí ica. A a és do associa i ismo
olun á io, o au o mos a como os cidadãos são capazes de se euni em em o no de um in e esse
comum e ge al a odos.
Na pe spe i a de Hudson (1999), o início do abalho olun á io emon a ao c escimen o das
o ganizações ligadas à Ig eja que p omo iam um conjun o de ações de ca iz ca i a i o e assen e em
mo i ações c is ãs de apoio ao p óximo e aos mais des a o ecidos. Em 1498, po inicia i a da Rainha D.
Leono , o am c iadas as San as Casas da Mise icó dia com inicia i as de undo ca i a i o, sendo essas
das p imei as o mas de ins i uições em olun a iado laico em Po ugal.
G adualmen e, o Es ado ambém assumiu a sua esponsabilidade social, compa ilhando-a com
a Ig eja a a és da c iação das Ins i uições Pa icula es de Solida iedade Social (IPSS), es imulando o
senso de solida iedade en e os indi íduos. Du an e mui os anos, a sociedade po uguesa oi moldada
pela es u u a polí ica ma cada po um egime di a o ial que limi a a o desen ol imen o de o ganizações
sem ins luc a i os. Po ém, após a Re olução de 25 de ab il de 1974, hou e um aumen o signi ica i o

4
da pa icipação cí ica dos cidadãos na p omoção de di e sas á eas sociais, esul ando num aumen o de
inicia i as humani á ias (Es e es e al, 2015).
Segundo Lima e Oli ei a (2015), nos úl imos anos, Po ugal so eu um c escimen o exponencial
nos p ocessos de pa icipação cí ica e olun á ia, que es ão di e amen e elacionados com o con ex o de
c ise que o país en en ou em 2008/2009. Du an e esse pe íodo, as p á icas olun á ias de ajuda ao
p óximo o na am-se undamen ais pa a ga an i o bem-es a e o quo idiano de mui as pessoas. Essas
p á icas de olun a iado baseiam-se em dinâmicas de dádi a, que en ol em a sa is ação das
necessidades humanas, an o ma e iais quan o ima e iais e, ambém, a o e a de bens essenciais, como
alimen os, bem como a disponibilização de empo e solida iedade pa a auxilia aqueles que não
conseguem esol e as suas p óp ias necessidades.
Po ugal, assim como ou os países eu opeus, en en ou uma c ise económica e social que
abalou p o undamen e o modelo social, a e ando não apenas os me cados, mas ambém as ins i uições
e os modos de ida. Nes a pe spe i a, a aplicação de medidas de aus e idade em espos a à c ise le ou
ao aumen o do desemp ego, diminuição dos mecanismos de apoio es a ais e de e io ação dos a o es
ge ais de bem-es a , o que esul ou num c escimen o acen uado da p i ação, a e ando an o os
empob ecidos quan o a classe média.
Com a escalada da c ise, aumen ou ambém a incapacidade das amílias lida em com os seus
comp omissos inancei os e ga an i em o seu sus en o diá io. Po conseguin e, a solida iedade amilia ,
a ajuda ins i ucional e a pa ilha de ecu sos o na am-se es a égias undamen ais pa a ga an i a
sob e i ência. À medida que as edes in e pessoais se o nam insu icien es, as pessoas começam a
eco e cada ez mais a es a égias al e na i as, como o apoio de o ganizações não go e namen ais de
solida iedade social e edes de olun a iado.
Os esul ados das NUTS II (Nomencla u a das Unidades Te i o iais pa a Fins Es a ís icos), em
2018, mos a am que ce ca de 7,6% dos homens com 15 ou mais anos aziam olun a iado e, em
média, ce ca de 35h po ano. Po sua ez, 8,1% das mulhe es aziam olun a iado con udo, no que oca
ao núme o de ho as de olun a iado, é possí el e i ica que apesa de exis i em mais mulhe es
olun á ias, es as azem-no num meno núme o de ho as, compa a i amen e com os homens, como se
pode e i ica na seguin e abela:
5
Tabela n.º 1: Ca ac e ís icas sociodemog á icas: T abalho olun á io
População
com 15 anos ou mais
Nº de
olun á ios
Taxa de
olun a iado
Nº de ho as
de olun a iado em 12 meses
Homens
4.130.399
312.200
7.6%
133.665.471
Mulhe es
4.721.269
382.253
8.1%
130.034.469
To al
8.851.668
694.454
7.8%
263.699.940
Es e pad ão pode e le i uma sé ie de a o es sociocul u ais e económicos. Como exemplo emos
o ac o de, em mui os con ex os, as mulhe es, mesmo quando mo i adas a con ibui pa a causas
sociais, podem e mais es ições de empo de ido a esponsabilidades amilia es e domés icas que
ainda ecaem maio i a iamen e sob e elas. Ou seja, o olun a iado pode ab ange um maio núme o de
mulhe es, mas os seus papéis na amília podem limi a o empo da ação, esul ando, assim, numa
meno ca ga ho á ia ace aos homens. (Taniguchi, H; 2006). A au o a e e e que a sociedade espe a que
seja a mulhe a a a das a e as domés icas e a cuida dos ilhos, o que pode le a a uma diminuição
do núme o de ho as de olun a iado, no en an o, como as mulhe es são
cuidado as amilia es,
le a a
que sejam mais a i as no olun a iado.
1.1.3- Tipos de olun a iado:
O olun a iado pode se classi icado em dois p incipais ipos: o mal e in o mal. Ambos são
o mas de con ibuição com a comunidade, mas di e em nas suas es u u as, mo i ações e modos de
a uação. O olun a iado o mal ca ac e iza-se po odo o olun a iado que é ei o no âmbi o de uma
o ganização e o in o mal ealiza-se o a do con ex o o ganizacional e pode se designado como
apoio
social ou compo amen o de ajuda.
(Fe nandes, S; 2016). Segundo a au o a, o olun a iado in o mal é
mais
espon âneo
, é ealizado au onomamen e e pode a é se ei o de o ma anónima. Po sua ez, o
olun a iado o mal é ei o em g upos ou o ganizações. Resumindo, os dois ap esen am as suas
semelhanças, uma ez que incluem compo amen os como, po exemplo, o de ajuda um izinho ou um
idoso, e implicam semp e uma dádi a do empo, mas di e em na medida em que se enquad am ou não,
numa o ganização.
Fon e: Adap ado do INE (2018)
6
Segundo os dados ob idos pelas NUTS II p esen es no INE, em 2018, a pe cen agem de
olun á ios em con ex o o mal e a 6.4% e in o mal 1.5%. Também é possí el e i ica que exis em mais
mulhe es a ealiza olun a iado in o mal (1.7% mulhe es e 1.3% homens), sendo que es e ipo de
olun a iado se encon a, mui as ezes, associado a elações de izinhança e numa e en e mais
elacional en e os indi íduos.
Ro olo (2003) ap esen a ou os ipos de olun a iado: egula , ocasional e pon ual. O egula
signi ica que o olun á io desempenha a sua unção pelo menos uma ez po mês, du an e um pe íodo
de pelo menos um ano; o ocasional signi ica que o olun á io ap esen a-se na sua a i idade menos de
uma ez po mês; e o pon ual é mui o pouco eco en e, oco endo espo adicamen e.
Os dois ipos de olun a iado ap esen ados o e ecem à população di e en es manei as de se
en ol e em com a comunidade e aze em a di e ença na sociedade, possibili ando que encon em a
o ma de con ibuição que melho se adequa às suas habilidades, disponibilidades e in e esses pessoais.
A sine gia en e o o mal e o in o mal é o que con ibui pa a uma pa icipação e cidadania a i a da
comunidade, pe mi e a c iação de laços e o alece o apoio social no quo idiano, melho ando a qualidade
de ida de odos os en ol idos.
1.1.4- O olun a iado e a sa is ação pessoal
Vá ios au o es, nos seus es udos, mos am que o olun a iado es á posi i amen e associado à
elicidade, ao bem-es a subje i o e à sa is ação com a ida (Binde , 2015; Bo gono i, 2008; Han, 2014).
Se olun á io pode con ibui pa a aumen a a elicidade, p incipalmen e quando elacionamos com o
sen imen o de u ilidade
e
um sen ido pa a a ida
(Koenig, 2007; Pilia in & Siegl, 2007), onde os
olun á ios se sen em socialmen e in eg ados a a és de uma pa icipação social a i a. Quando o
olun á io ealiza a i idades al uís as, desen ol e um sen ido de p opósi o e signi icado na ida que
esul a num aumen o da au ocon iança e sa is ação pessoal (Koenig, 2007).
O se olun á io esul a num aumen o das elações socais e edes que são essenciais pa a o
desen ol imen o de ecu sos sociopsicológicos, como o sen imen o de pe ença e a con iança en e as
pessoas, bem como um sen imen o de segu ança e in eg ação social (Musick & Wilson, 2003; Theu e
& Wis e , 2010).
Ao exe ce abalho olun á io, as pessoas ealizam ações sem espe a ecebe uma ecompensa
mone á ia, sendo mo i ados po a o es in ínsecos, ex ínsecos ou a i udes espon âneas. (Fio illo, 2011)
7
Na e dade, o mais impo an e é o bom sen imen o que esul a da a i idade de olun a iado e é essa a
única compensação quando se ajuda os ou os de uma o ma al uís a, o que, pa a Falcone (2008),
signi ica aquele que sac i ica empo a iamen e os p óp ios in e esses pa a bene icia ou ajuda alguém.
Em sin ese, o e ece ajuda pode esul a em elogios, ecompensas/p émios e admi ação
daqueles que es emunham, p opo cionando uma ecompensa ex e na e, ao ajuda alguém, o indi iduo
al uís a pode e i a sen imen os de culpa que pode iam su gi se i esse ecusado da a ajuda,
esul ando em bene ícios in ínsecos pa a si mesmo.
1.2 - O olun a iado nas O ganizações sem Fins Luc a i os:
1.2.1 - O papel dos olun á ios
Em á ias o ganizações do Te cei o Se o , só é possí el da espos a a uma necessidade ine en e
de uma de e minada população se exis i em olun á ios pa a ajuda em a desen ol e a espos a social.
Caso con á io, em di e sas si uações, o inanciamen o adqui ido não é su icien e pa a a elabo ação e
implemen ação do p oje o. É, assim, uma o ma de cidadania a i a que con ibui pa a o desen ol imen o
pessoal e humano de quem o p a ica. Do pon o de is a dos olun á ios, o olun a iado é uma
opo unidade de desen ol e em capacidades e conhecimen os, além de p opo ciona uma sensação de
con ibu o pa a algo maio . Po sua ez, pa a pessoas ou o ganizações que usu uem do abalho ei o
po olun á ios, é uma o ma de sup i necessidades e melho a a qualidade de ida de uma sociedade.
Em Po ugal, o olun a iado es á mais p esen e nas o ganizações do Te cei o Se o e é uma
o ma de p á ica da dádi a que le a a que se c ie um ínculo en e o olun á io, como doado , e o
bene iciá io, sendo um ínculo o e e pe manen e.
A a i idade de olun a iado aumen ou na úl ima década e o nou-se um ecu so alioso pa a os
á ios se o es do abalho e no se o não luc a i o, onde os olun á ios subs i uem ou complemen am os
abalhado es pagos e são c uciais pa a a exis ência das o ganizações (Hai as, 2009). Na e dade, a
p esença nas economias de me cado de o ganizações sem ins luc a i os em a aído mui a a enção na
in es igação económica. Segundo o manual das Nações Unidas sob e as ins i uições sem ins luc a i os,
em 2009, o alo mone á io impu ado às o ganizações oi ce ca de 5% do PIB (Hai as, 2009).
De aco do com Ma cos e Amado (2014), as o ganizações op am pelo olun a iado como uma
o ma de
po encia o uncionamen o sus en ado da o ganização no seu odo,
p ocu ando a
8
p o issionalização do olun a iado. Des e modo, as o ganizações sem ins luc a i os êm p ocu ado
es a égias de ges ão capazes de en ol e mais pessoas, com o obje i o de aumen a o ínculo à
o ganização e a pe manência do olun á io pa a, assim, assegu a a sus en abilidade da o ganização.
Pa a Ma cos e Amado (2014), uma boa ges ão de olun á ios p essupõe algumas ca ac e ís icas:
es u u a hie á quica eduzida que p io iza o abalho em equipa; comunicação o mal e in o mal bem
desen ol ida; lide ança: se capaz de agi com anspa ência e capacidade de ges ão de con li os.
De endem, ainda, que a ges ão do olun a iado co esponde a um ciclo compos o po seis ases: (1)
P epa ação; (2) De inição; (3) Desen ol imen o; (5) Reconhecimen o; e (6) Des inculação.
Tabela n.º 2: Fases da ges ão do olun a iado
1-P epa ação
2-De inição
3-Acolhimen o
4-Desen ol imen o
5-Reconhecimen o
6-Des inculação
Fase
Obje i o
P ocedimen o
1
P epa ação pa a a en ada do olun á io na o ganização
- Elabo ação do plano de olun a iado;
- Ges ão do olun a iado;
- Es u u ação da ges ão do olun a iado pe mi indo a sua eplicação.
2
Iden i icação das unções dos olun á ios
- Iden i icação dos pe is dos olun á ios;
- Escolha dos olun á ios a a és dos pe is e c i é ios de ec u amen o.
3
In eg a e acolhe o olun á io na o ganização
- Comp omisso de colabo ação: o olun á io i á cump i semp e com as
unções de inidas;
- Receção: ap esen ação do olun á io aos memb os da o ganização.
4
E olução do olun á io
- Fo mação con ínua;
- Comunicação com os esponsá eis;
- Acompanhamen o a a és de euniões, a aliações e ges ão de
expec a i as.
5
Valo ização do abalho ealizado
- Reconhecimen o o mal: a a és da en ega de p émios, medalhas, e c.;
- Reconhecimen o in o mal: momen os de econhecimen o diá ios e
pa icipação/in eg ação na o ganização.
6
Consolidação das ases an e io es e elação pos e io
- Ges ão da saída: a aliação global, ca a de ag adecimen o, e c.;
- Relação pos e io : manu enção de con ac o e con ocação pa a
a i idades pon uais.
Fon e: Adap ado de Ma cos e Amado (2014)

9
Segundo es e modelo e as a i idades que Ma cos e Amado (2014) de inem como
boas p á icas,
o olun á io é capaz de conhece , con on a e melho a o papel que desempenha e, ambém, a icula
e ob e compe ências que ão de aco do com as necessidades e expec a i as da o ganização,
po enciando o bom abalho dos olun á ios, o seu econhecimen o, a capacidade de in eg ação e o
sucesso da o ganização.
1.2.3 - A impo ância da alo ização do abalho olun á io
São as o ganizações sem ins luc a i os que o necem à população alimen os, ab igo, p oje os
de in e enção, apoio à comunidade, e c., e dependem dos olun á ios pa a p es a em os seus se iços
e pa a a ingi em os seus obje i os. Segundo Simmonds (2014), mui as o ganizações discu em a o ma
de ge i es a “ o ça de abalho de ca idade” a longo p azo pa a p omo e a au ossu iciência e a
sus en abilidade da o ganização. Assim, as o ganizações de em e nas suas equipas um núme o
ap op iado de olun á ios que lhes pe mi a ealiza o abalho de uma o ma con ínua.
Quando se abo da o abalho olun á io e a sua di e ença com o abalho emune ado há um
desa io que su ge, uma ez que, no abalho emune ado, o uncioná io em ob iga o iamen e um ho á io
a cump i , de aco do com o con a o ei o com o emp egado . Po conseguin e, no abalho olun á io,
exis e menos con olo sob e os ho á ios e o es o ço dos olun á ios, uma ez que os olun á ios escolhem
o seu ho á io consoan e a sua disponibilidade e on ade.
Embo a as o ganizações não possam con a a e paga , podem desen ol e mecanismos de
ges ão pa a eduzi a ince eza e inconsis ência que exis e na o e a da o ça de abalho (Be engue e
Shen, 2020). As equipas de ges ão de em mos a aos olun á ios a impo ância do seu abalho, da
sua egula idade, quan i icando o seu impac o. Wisne e al. (2005) concluem que a e enção dos
olun á ios es á associada à lexibilidade de ho á ios, à o ien ação e o mação, ao empode amen o, à
in e ação social, ao econhecimen o, a ecompensas simbólicas e à e lexão, ou seja, a comp eensão
que cada olun á io em sob e a missão da o ganização e, p incipalmen e, sob e o papel que
desempenha no cump imen o dessa missão.
Segundo Hai as (2009), a e iciência no econhecimen o do abalho e mé i o dos olun á ios
e le e-se a a és da axa de e enção, na p odu i idade do abalho e na capacidade que as o ganizações
êm em esponde a necessidades que não podem se sa is ei as a a és do dinhei o. A au o a
ac escen a, ainda, que as o ganizações de em desen ol e um sis ema de ecompensa pa a os
10
olun á ios conside ando que a ecompensa de e se publici ada e abe a, ga an indo o seu impac o, no
en an o, as o ganizações de em e semp e em con a a impo ância ac escida do econhecimen o
p i ado e quo idiano, à medida que a con ibuição oco e.
1.2.4- Ges ão e e enção dos olun á ios nas o ganizações
Pia ak e Ca man (2023), no seu a igo sob e a in luência da ges ão dos olun á ios na sua
e enção e p omoção da o ganização, mos am que os olun á ios êm um papel c ucial nas o ganizações
e con ibuem signi ica i amen e pa a a conc e ização da sua missão, no en an o, é undamen al
comp eende como lida com os olun á ios de o ma a incen i á-los a pe manece em a i os e
empenhados nas o ganizações. Os au o es desen ol e am um es udo que p ocu a examina a o ma
como as expe iências dos olun á ios in luenciam a e enção e p omoção da o ganização, e descob i am
que é c ucial in es i na o mação, assim como ga an i que odos se sin am bem- indos e incluídos.
Pa a além da o mação, o apoio o ganizacional ambém desempenha um papel impo an e, a a és de
in e ações posi i as com o pessoal emune ado, sendo impulso es posi i os de e enção e p omoção.
Na p á ica, os olun á ios podem se conside ados como um ecu so i al e limi ado, e é essencial
eno a a sua ene gia e en ol ê-los na o ganização pa a que enham uma expe iência posi i a.
São á ias as azões pelas quais as pessoas escolhem olun a ia -se, desde c ia amizades,
ap ende no as compe ências, a é se i uma causa pessoalmen e impo an e. Toda ia é essencial
en ende as expe iências de olun a iado pa a ga an i que as o ganizações possam en ol e e e e
olun á ios de o ma e icaz, indo além do ec u amen o e cen ando-se mais na p ocu a pela e enção e
sa is ação dos olun á ios. (Pia ak, 2016; Pia ak e al., 2019). Po sua ez, o econhecimen o da
p odu i idade, jun amen e com a inclusão e opo unidade de in e ação social, con ibui pa a a sa is ação
dos olun á ios.
É igualmen e impo an e da oz e uma iden idade a cada olun á io, de modo a que possam
es a en ol idos no planeamen o do abalho e na melho ia das p á icas. (Einol & Yung, 2018; Hage &
B udney, 2004; Smi h & G o e, 2017; Walk e al., 2019). O olun á io conside a-se como pa e
impo an e na o ganização quando ecebe apoio o ganizacional e é pe mi ido o seu en ol imen o nas
a e as, aumen ando, assim, o seu comp omisso o ganizacional, diminuindo as hipó eses de deixa a
o ganização (Al es e al., 2016).
11
Pa a Einol e Yung (2018) os
supe - olun á ios
são aqueles que sen em apoio e o ien ação pa a
cada a e a, mas p incipalmen e lexibilidade nas suas esponsabilidades e papéis cla os e
pe sonalizados den o da o ganização. Des e modo, se oz a i a na o ganização aumen a a mo i ação
e, po sua ez, a e enção (Ga ne & Ga ne , 2011; G ube & Pilia in, 2000).
Hidalgo e Mo eno (2009) des acam que a o es como a media ização das edes sociais, apoio
o ganizacional, a e as posi i as e o mação são pon os signi ica i os da in enção de pe manência como
olun á io. Do mesmo modo, Engle e al (2020) obse am que o apoio o ganizacional con ibui pa a a
adap ação dos olun á ios à o ganização, em especial a a és do acesso a ecu sos elacionados com o
se iço, a o mação e a opo unidade de desen ol imen o. Em suma, a in eg ação na o ganização, a boa
elação com os memb os e a cla eza de papéis, eduzem o esgo amen o dos olun á ios.
1.2.5- Relação en e olun á ios e abalhado es emune ados
Os olun á ios den o das o ganizações podem se is os como uma o ma de capi al, is o é,
podem diminui o o çamen o dos uncioná ios a empo in ei o (Pauline, 2011; Wu e al., 2016). Os
in es igado es obse a am que os olun á ios nas o ganizações pe mi em ala ga as espos as e o
en ol imen o social, no en an o, apesa de os olun á ios pode em, em eo ia, ealiza as mesmas a e as
que os abalhado es emune ados, a ealidade é di e en e, uma ez que a elação que exis e en e os
abalhado es emune ados é mais hie á quica e supe isionada (B udney & Meijs, 2014). Não obs an e,
a ob enção de um bom esul ado é is a de o ma di e en e, pois a mo i ação pa a os olun á ios é
apenas a in e ação social e a pa icipação, enquan o, pa a os abalhado es emune ados, há semp e
em is a a compensação sala ial como mo i ação. (Al es e al., 2017)
Al es (2017) mos a, ambém, que a ges ão de olun á ios di e e, signi ica i amen e, da ges ão
de abalhado es emune ados de ido, essencialmen e, à ausência de salá io pa a os olun á ios, como
e e ido an e io men e. Po isso, os ges o es de olun á ios dependem mais das expe iências posi i as
dos olun á ios pa a mo i á-los. Em con as e, os abalhado es emune ados ge almen e êm menos
au onomia e independência de ido à necessidade de ade i às polí icas e p ocedimen os da es u u a
o ganizacional. Na e dade, os olun á ios des u am de ní eis mais al os de independência e lexibilidade
nas suas unções, que são menos es u u adas em compa ação com as unções emune adas, o que
esul a numa a iação no compo amen o.
12
A seleção de olun á ios e abalhado es emune ados ambém di e e, uma ez que enquan o
os abalhado es emune ados são selecionados com base em c i é ios especí icos pa a uma a e a, os
olun á ios são escolhidos com base na sua adequação pa a a a e a (Wilson & Pimm, 1996). Além
disso, a ecompensa e o apoio aos olun á ios desempenham um papel impo an e na sua sa is ação
p o issional e in luencia a in enção de con inua o olun a iado (Fallon & Rice, 2015).
Na pe spe i a de Ellis (2010), a ges ão de olun á ios e abalhado es emune ados é bas an e
desa ian e e des aca-se como um dos p incipais aspe os di e enciado es o núme o de ho as que é p é-
de e minado ao abalhado , bem como um c onog ama de abalho e a con inuidade nos ca gos
espe i os. Po sua ez, as o ganizações êm um meno con olo sob e os ho á ios dos olun á ios, pois
são eles que decidem quando gos a iam de ajuda , consoan e a sua disponibilidade.
Assim, um olun á io des acado pa a um de e minado u no, pode cancela a qualque
momen o, sem g andes consequências, apesa das o ganizações p ecisa em de um abalho consis en e
e ocado pa a cump i com os comp omissos. Pa a Be engue e Shen (2020), es a possibilidade de
ince eza ela i amen e ao abalho olun á io é algo que em de se mi igado pelas o ganizações, pois,
embo a não possam con a a , é impo an e que encon em es a égias e mé odos de ges ão pa a
ga an i semp e o en ol imen o dos olun á ios.
1.3 - Economia da dádi a
O concei o da Economia da dádi a co esponde a uma o ma de o ganização na qual as pessoas
azem doações de bens e se iços que são aliosos uns aos ou os sem que exis a uma expec a i a de
ecip ocidade imedia a ou u u a. Toda ia, essa ecip ocidade exis e, não necessa iamen e en ol endo
as mesmas pessoas, mas como uma co en e con ínua de doações. O enómeno da dádi a em susci ado
a a enção da comunidade cien í ica no úl imo século e mos a que o doado p e ende ob e uma si uação
melho após a dádi a do que aquela que se e i ica ia sem a doação, incluindo a sua p óp ia sa is ação,
o bem-es a do conjun o de agen es bene iciá ios e a u ilidade social. A p incipal e e ência den o dos
abalhos pionei os sob e a dádi a é Ma cel Mauss (1924) e a sua ob a
Ensaio sob e a Dádi a.
Mauss
analisa a dádi a a a és de obse ações ecolhidas jun o de comunidades indígenas e de como a dádi a
é enca ada enquan o enómeno endógeno da ida comuni á ia. Segundo es e au o , a alo ização da
doação oi uma das p imei as o mas de economia social e de solida iedade social que une os g upos
humanos. A oca de bens en e os g upos cons ói elacionamen os en e eles. E, ao doa ou da um
19
Essa pa icipação oco e a a és de doações, ações de apoio ou pelo abalho olun á io dos uncioná ios
da emp esa.
Zape lon (2006) conside a que as ações de olun a iado ei as pelos colabo ado es das
emp esas são uma mais alia pa a o desempenho do uncioná io e da emp esa, uma ez que aumen a
o sen imen o de comunidade e en eajuda, o que esul a numa maio ealização pessoal e p o issional,
que, possi elmen e, nunca i ia alcança apenas a a és da p o issão, uma ez que a emune ação não
é a única o ma de sa is ação e ealização pessoal. Na e dade, o olun a iado melho a as elações en e
as emp esas e a comunidade, pois co esponde a uma o ma mui o p óxima de ação e p eocupação
com a si uação dos g upos locais e a p ocu a pelo bem-es a comum.
Isabel Nicolau e Ana Simaens, no seu a igo sob e o
Impac o da esponsabilidade social das
emp esas na Economia Social
(2007), conside am qua o o mas de conc e ização da esponsabilidade
social:
•
Desen ol imen o de p oje os sociais no âmbi o in e no da emp esa;
•
Dona i os às o ganizações da Economia Social;
•
Pa ocínio de p oje os conc e os desen ol idos po o ganizações da Economia Social, ma ke ing
de causas e con a ação de se iços;
•
Alianças com o ganizações da Economia Social pa a desen ol imen o de p oje os comuns.”
As au o as mos am que as pa ce ias com o ganizações da Economia Social são aco dos
ol ados pa a a c iação de bens ou se iços com um p opósi o social. Essas ligações en ol em um
comp omisso mais p o undo e du adou o pa a alcança obje i os que não pode iam se a ingidos
isoladamen e e, des e modo, as pa es en ol idas de em con ibui com ecu sos e conhecimen os e as
elações p ecisam de se cuidadosamen e o ganizadas e p ese adas.
1.6 - Os bene ícios iscais nas doações
O bene icio iscal co esponde a uma an agem dada pelo Es ado a pessoas ou emp esas pa a
incen i a a colabo ação com causas sociais. P essupõe um ali io na ca ga ibu á ia das emp esas e
pa icula es a a és de deduções à cole a, isenções ou eduções de axas. (Es a u o dos Bene icios
Fiscais, 1989).

20
O Es a u o dos bene ícios iscais p esen e no Dec e o-lei nº 215/89 egula as si uações de
bene ício iscal em Po ugal e
con ém os p incípios ge ais a que de e obedece a c iação das si uações
de bene ício, as eg as da sua a ibuição e econhecimen o adminis a i o e o elenco desses mesmos
bene ícios, com o duplo obje i o de, po um lado, ga an i maio es abilidade aos diplomas egulado es
das no as espécies ibu á ias e, po ou o, con e i um ca ác e mais sis emá ico ao conjun o dos
bene ícios iscais.
(Dec e o-Lei n.º 215/89). O capí ulo X do mesmo p e ê os “bene ícios iscais ela i os
ao mecena o”, ou seja, con igu a um conjun o de incen i os concedido pelo Es ado pa a es imula
emp esas e pa icula es a e e ua em dona i os a en idades p i adas e públicas.
Des e modo, de que o ma é que as emp esas e pa icula êm egalias com as suas doações?
A igo 61.º
Noção de dona i o
Pa a e ei os iscais, os dona i os cons i uem en egas em dinhei o ou em espécie, concedidos, sem
con apa idas que con igu em ob igações de ca ác e pecuniá io ou come cial, às en idades públicas ou
p i adas, p e is as nos a igos seguin es, cuja a i idade consis a p edominan emen e na ealização de
inicia i as nas á eas social, cul u al, ambien al, despo i a ou educacional.
A igo 62.º
Dedução pa a e ei os da de e minação do luc o ibu á el das emp esas
1 - São conside ados cus os ou pe das do exe cício, na sua o alidade, os dona i os concedidos
às seguin es en idades:
a) Es ado, Regiões Au ónomas e au a quias locais e qualque dos seus se iços,
es abelecimen os e o ganismos, ainda que pe sonalizados;
b) Associações de municípios e de eguesias;
c) Fundações em que o Es ado, as Regiões Au ónomas ou as au a quias locais pa icipem no
pa imónio inicial;
d) Fundações de inicia i a exclusi amen e p i ada que p ossigam ins de na u eza
p edominan emen e social, ela i amen e à sua do ação inicial, nas condições p e is as no n.º 9.
21
2 - Os dona i os e e idos no núme o an e io são conside ados cus os em alo co esponden e
a 140 % do espe i o o al, quando se des ina em exclusi amen e à p ossecução de ins de ca á e social,
a 120 %, se des inados exclusi amen e a ins de ca á e ambien al, despo i o e educacional, ou a 130
% do espe i o o al, quando o em a ibuídos ao ab igo de con a os plu ianuais celeb ados pa a ins
especí icos, que ixem os obje i os a p ossegui pelas en idades bene iciá ias, e os mon an es a a ibui
pelos sujei os passi os.
3 - São conside ados cus os ou pe das do exe cício, a é ao limi e de 8/1000 do olume de
endas ou dos se iços p es ados, os dona i os a ibuídos às seguin es en idades:
a) Ins i uições pa icula es de solida iedade social, bem como pessoas colec i as legalmen e
equipa adas;
b) Pessoas colec i as de u ilidade pública adminis a i a e de me a u ilidade pública que
p ossigam ins de ca idade, assis ência, bene icência e solida iedade social e coope a i as de
solida iedade social;
c) Cen os de despo o o ganizados nos e mos dos Es a u os do Ins i u o Nacional de
Ap o ei amen o dos Tempos Li es dos T abalhado es (INATEL), desde que des inados ao
desen ol imen o de a i idades de na u eza social no âmbi o daquelas en idades;
d) O ganizações não go e namen ais cujo objec o es a u á io se des ine essencialmen e à
p omoção dos alo es da cidadania, da de esa dos di ei os humanos, dos di ei os das mulhe es e da
igualdade de géne o, nos e mos legais aplicá eis;
e) O ganizações não go e namen ais pa a o desen ol imen o;
) Ou as en idades p omo o as de inicia i as de auxílio a populações ca ecidas de ajuda
humani á ia, em consequência de ca ás o es na u ais ou de ou as si uações de calamidade
in e nacional, econhecidas pelo Es ado Po uguês, median e despacho conjun o do Minis o das
Finanças e do Minis o dos Negócios Es angei os.
g) En idades hospi ala es EPE.
(…)
O Es a u o isa o alece o apoio inancei o às ins i uições do e cei o se o , sem ins luc a i os,
e pe mi e que es as ampliem a sua a i idade e o e eçam mais se iços à comunidade, se iços esses
que o Es ado não o e ece. As deduções de 140% signi icam que o alo doado pela emp esa é
22
mul iplicado po uma pe cen agem especí ica quando é conside ado pa a dedução no luc o ibu á el,
incen i ando, assim, as emp esas a aumen a em o mon an e das doações. Assim, os incen i os iscais
pa a doações de emp esas a ins i uições sociais, êm ligação di e a com a esponsabilidade social, pois
pe mi e que as emp esas possam es a semp e ligadas a ações de apoio e bem-es a com a comunidade
e, não bene iciam apenas de uma edução na ca ga ibu á ia, mas ambém con ibuem pa a o
desen ol imen o social.
A p esen e disse ação, cen a-se na impo ância do olun a iado e das doações pa a o sucesso
de uma espos a social, a Po a Solidá ia, que possui á ias en idades pa cei as e pa icula es que
usu uem de bene ícios iscais com as suas doações, a a és de ecibos dona i os, passados pela
ins i uição. Esses ecibos são dedu í eis no IRS dos pa icula es e nos luc os ibu á eis das emp esas.
O bene icio pe mi e uma consis ência nas doações e um ganho an o pa a quem doa, como pa a quem
ecebe.
Es e es udo p ocu a pe cebe , a a és das ques ões de in es igação, em que medida o
olun a iado é um con ibu o pa a a e icácia da espos a social da Po a Solidá ia e qual a mo i ação do
doado pa a con ibui pa a o p oje o e, pa a isso, se ão es adas as seguin es hipó eses: o olun a iado
é c ucial pa a o sucesso da Po a Solidá ia; os olun á ios são mo i ados pelo desejo de con ibui pa a
o bem-es a da comunidade; escolhe am a Po a Solidá ia pa a doa pela c edibilidade do p oje o; a ede
exis en e de doações e pa ce ias é o que assegu a a sus en abilidade do p oje o; a Po a Solidá ia
comba e a eme gência alimen a .
Capi ulo II – Es udo de caso: Po a Solidá ia
2.1- Es udo de caso
Um es udo de caso é uma o ma de pesquisa quali a i a que em como oco uma única pessoa,
um g upo ou uma o ganização pa a uma análise ap o undada em que o obje i o é explo a as
pa icula idades do caso.
Yin (1989, p. 23) a i ma que
o es udo de caso é uma inqui ição empí ica que in es iga um
enómeno con empo âneo den o de um con ex o da ida eal, quando a on ei a en e o enómeno e o
con ex o não é cla amen e e iden e e onde múl iplas on es de e idência são u ilizadas.
23
Na pe spe i a de Tull (1976, p 323)
um es udo de caso e e e-se a uma análise in ensi a de
uma si uação pa icula .
Des e modo, um es udo de caso pe mi e esponde às ques ões “como” e
“po quê” sob e de e minado enómeno social e pe mi e, ambém, comp eende de uma o ma de alhada
e ica alguns enómenos sociais que são mais complexos.
Yin (1989) sin e iza qua o p incipais aplicações pa a o Mé odo do Es udo de Caso:
1. Pa a comp eende elações complexas en e a iá eis em in e enções da ida eal que são
di íceis de in es iga ;
2. Pa a e a a o ambien e eal em que uma in e enção oco eu, o necendo uma
comp eensão de alhada do con ex o;
3. Pa a a alia in e enções, de o ma desc i i a;
4. Pa a analisa si uações onde as in e enções ap esen am esul ados inde inidos ou não
cla amen e mensu á eis.
Na e dade, num es udo de caso o in es igado não p e ende in e i na si uação ou no
enómeno, mas p ocu a da a conhece al e qual como ele é, ou seja, a in es igação não é expe imen al
e o in es igado não em con olo sob e os acon ecimen os, logo, não consegue manipula causas ou
compo amen os, nem se p e ende al si uação.
Em sín ese, um es udo de caso baseia-se no abalho de campo e es uda uma pessoa, g upo ou
o ganização no con ex o eal, ap o ei ando, assim, á ias o mas de e idências como as en e is as,
obse ações, documen os, e c.. (Yin, 1984)
Nes e abalho, o es udo de caso cen a-se na Po a Solidá ia, como e e ido an e io men e e
p ocu a da a conhece a ealidade do p oje o, da espos a a “como” é ei o e “po quê”, a a és de
ecolha de á ios dados: de doações, inqué i os aos bene iciá ios e en e is as aos olun á ios, doado es
e esponsá eis que pe mi e chega à espos a às ques ões de pa ida e obje i os.
Fo am ealizadas en e is as a 15 doado es, a 30 olun á ios e aos 2 esponsá eis do p oje o.
2.2- A Po a Solidá ia
A “Po a Solidá ia”, implemen ada em 2009, pe ence ao Cen o Social da Pa óquia Senho a da
Conceição, Ins i uição Pa icula de Solida iedade Social, undado em 1982 e si uado na P aça Ma quês
24
de Pombal, 111, 4000-391 Po o. Foi c iada com o obje i o de da espos a às necessidades eme gen es
dos cidadãos mais ca enciados e em si uação de ulne abilidade e consis e numa ajuda alimen a diá ia
a pessoas sem meios p óp ios de subsis ência. É um p oje o sem inanciamen o, que ope a g aças a
pa ce ias com emp esas, nomeadamen e con ei a ias, supe me cados, es au an es e doações de
pa icula es.
No p incípio, em 2009, aquando da g ande c ise económica, oi sen ida a necessidade p emen e
de c ia um apoio alimen a pa a oda a população, em si uação de g ande, ala man e e epen ina
ca ência económica e sem capacidade pa a supo a as despesas básicas. Des e modo, p ocu ou-se
ga an i que os habi an es do Po o e a edo es i essem semp e um local pa a ecebe uma e eição
quen e.
No p imei o ano o am se idas 21mil e eições, que esul a numa média diá ia de 58 e eições,
no en an o, esse núme o apidamen e ascendeu a 52mil em 2012, ou seja, 142 e eições diá ias,
núme os que se man i e am sem g andes al e ações a é ao início da pandemia, al como se e i ica no
g á ico seguin e:
G á ico n.º1: Núme o de e eições se idas en e 2009 e 2019 pela Po a Solidá ia
As pessoas que p ocu am a Po a Solidá ia são pessoas em si uação de sem ab igo, bene iciá ios
de RSI ( endimen o social de inse ção), desemp egados, abalhado es cujo salá io não é su icien e,
e o mados e c ianças. Inicialmen e e a se ida uma sopa, pão, sandes e bolo. Con udo, em 2020 su giu
Fon e: Po a Solidá ia
0
10000
20000
30000
40000
50000
60000
70000
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Nº de e eições
Homens Mulhe es C ianças To ais

25
a opo unidade de começa a disponibiliza , ambém, um p a o quen e g aças a pa ce ias conseguidas
com algumas emp esas que começa am a doa a oz, ca ne, legumes, e c..
No con ex o inicial da pandemia, a pa i de 2020, as e eições se idas quad uplica am, uma
ez que em janei o o am se idas 3471 e eições, em ab il 11534 e em agos o 14872. Is o só oi
possí el g aças às o e as de bens e se iços, nomeadamen e doações alimen a es, inancei as e a a és
do olun a iado, onde o lema é “da sem ecebe ”. Se i am-se 134301 e eições du an e esse ano, o
que pe az uma média mensal de 11191 e diá ia de 447:
G á ico n.º 2: Núme o de e eições se idas em 2020 pela Po a Solidá ia
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nos dados ob idos sob e o núme o de e eições
G á ico n.º 3: Núme o de e eições se idas em 2020 pela Po a Solidá ia (homem, mulhe e c iança)
95551
30444 8306
134301
HOMENS MULHERES CRIANÇAS TOTAL
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nos dados ob idos sob e o núme o de e eições
0
2000
4000
6000
8000
10000
12000
14000
16000
Jan Fe Ma Ab Mai Jun Jul Ago Se Ou No Dez
26
É impo an e salien a que a população do sexo masculino, an o idosos, como jo ens
co espondem a ce ca de 70% dos u en es.
O g á ico n.º4 mos a a di e ença conside á el de u en es do sexo masculino, eminino e,
ambém, c ianças, ao longo dos anos:
G á ico n.º 4: Núme o de e eições se idas pela Po a Solidá ia (2020-2023)
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nos dados ob idos sob e o núme o de e eições
Segundo o INE, a axa de isco da pob eza em 2023 e a de 15,4% pa a o sexo masculino e
17,6% pa a o sexo eminino. (INE, 2023). Consequen emen e, como as mulhe es es ão em maio isco
de i e em si uação de pob eza, o núme o de mulhe es que p ocu am a Po a Solidá ia pa a ecebe
uma e eição quen e de e ia se supe io . No en an o, a Es a égia Nacional pa a a In eg ação de Pessoas
em Si uação de Sem-ab igo, a a és de um inqué i o de ca ac e ização de pessoas em si uação de sem-
ab igo, ealizado em 2021, mos a que 68% das pessoas em si uação de sem-ab igo são do sexo
masculino. (Es a égia Nacional pa a a In eg ação de Pessoas em Si uação de Sem-ab igo, 2021).
Mui os homens que p ocu am a Po a Solidá ia êm his ó ias de longos pe íodos de desemp ego,
u u as amilia es ou p oblemas de saúde men al e dependências, a o es que aumen am o isco de
exclusão.
Sendo a Po a Solidá ia uma inicia i a compos a maio i a iamen e po olun á ios, a dádi a é
absolu amen e essencial pa a o na es e p oje o iá el e sus en á el. No início do con inamen o, á ias
pessoas e emp esas ica am sensibilizadas com a quan idade de pessoas em necessidade que
0
20000
40000
60000
80000
100000
120000
2020 2021 2022 2023
Homens Mulhe es C ianças
27
p ocu a am o p oje o e o qual com pe se e ança e esiliência nunca desis iu de ajuda os ou os.
Independen emen e das es ições em igo , consegui am semp e a anja uma al e na i a pa a ga an i
e eição a odas as pessoas.
Em 2021, en e janei o e maio o am se idas 63673 e eições, núme os que diminuí am nos
es an es meses do ano com exceção do mês de no emb o. No o al, o nece am 130932 e eições.
G á ico n.º5: Núme o de e eições se idas em 2021 pela Po a Solidá ia
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nos dados ob idos sob e o núme o de e eições
Es es núme os de 2020 e 2021 o am esul ado do echo empo á io de mui as ins i uições e
p oje os de apoio alimen a de ido às es ições e con inamen os. Po ém, pa a ga an i o uncionamen o,
a Po a Solidá ia passou a se i a e eição em o ma o akeaway, em que as pessoas pe manecendo em
ila, com másca a e com o de ido dis anciamen o, agua da am a sua ez pa a ecebe o ki . Esse ki e a
compos o po sandes, pão simples, bolo, iogu e, u a, p a o quen e e sopa. Des e modo, ga an iu-se
que as pessoas pa a além de le a em a e eição, ambém inham alimen o pa a o pequeno almoço ou
almoço do dia seguin e. Pa a além do echo empo á io de algumas ins i uições, ambém se e i icou
en e janei o e ma ço de 2021 um no o con inamen o ge al que le ou ao ence amen o de escolas,
es abelecimen os come cias não essenciais e no conjun o das pessoas que abalham e eco em à Po a
Solidá ia, mui as êm emp egos p ecá ios, sazonais, ou a é sem con a o de abalho, o que ez com que
não conseguissem abalha du an e os meses de con inamen o, nem ecebessem apoios do Es ado
(como o lay-o ) le ando, assim, ao aumen o da p ocu a.
0
2000
4000
6000
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10000
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16000
jan e ma ab mai jun jul ago se ou no dez
28
É de salien a que aquilo que di e encia a Po a Solidá ia das es an es ins i uições é a sua g ande
capacidade c ia i a de adap ação e espos a a odas as si uações. De ac o, ace ao aumen o de pedidos
de apoio egis ados, a ins i uição en idou es o ços no sen ido de p ocu a emp esas a quem deu a
conhece o p oje o com o obje i o de ob e apoios. Apesa de se e en en ado mui os “nãos”, nunca
desis iu e con inuou semp e a anga ia mais pa ce ias, nomeadamen e com a “Acembex”, que possui
á ias ma cas conhecidas como a “No a a oz”, “Vi a C ess” e “Lusia es”.
A Po a Solidá ia ambém ecebe, ainda, doações de pada ias e con ei a ias locais,
hipe me cados, Lac ogal e Banco Alimen a , en e ou as que já apoia am uma ez ou que apoiam
espo adicamen e. De des aca ambém o Hospi al San a Ma ia no Po o, que odos os dias con eciona
sopa e assegu a uma ecolha anual de alimen os em alguns supe me cados. Além disso, ambém a a és
do Facebook são ealizados pedi ó ios de alimen os que ão sendo mais p ecisos ao longo do empo
com apoio de doado es pa icula es, pessoas que com a sua espon aneidade e boa- on ade dão aquilo
que êm/podem.
Desde junho 2022 que os bene iciá ios passa am a jan a den o das ins alações do cen o
social, con inuando a ecebe o mesmo ki pa a le a pa a casa pa a o dia seguin e. Po ém, as amílias
que êm c ianças ou idosos com di iculdade de locomoção/p oblemas de saúde podem le a a e eição
em embalagens desca á eis. As pessoas agua dam em ila, o denadamen e, no ex e io do e ei ó io e
ão en ando 40 pessoas de cada ez. Em média cada um demo a ce ca de 15 minu os a jan a .
Imagem n.º1: Pessoas em espe a na ila de acesso ao jan a
Fon e: Elabo ação p óp ia com base em imagem cedida po um olun á io
35
• Equipa de mo o is as que ão ecolhe as sopas (Equipa 5);
• Equipa das ecolhas nas pada ias e con ei a ias (Equipa 6).
O c onog ama de um dia de abalho na Po a Solidá ia consis e em:
9h-11h: A equipa que p epa a as sandes e os bolos:
• Co a pão (ce ca de 800 pães odos os dias);
• Coloca o echeio;
• Coloca as sandes den o dos sacos;
• Coloca os bolos den o de sacos;
• Coloca os bolos den o do saco com as sandes.
15h-16h30: A equipa que p epa a os iogu es/sumo e a u a;
• Con a o núme o exa o de iogu es/sumo consoan e o núme o de ki s;
• Coloca uma peça de u a e os iogu es/sumo den o de um saco;
• Jun a o saco com as sandes + bolo ao saco iogu e/sumo + u a
15h-17h: Equipa da cozinha- p epa ação e con eção das e eições.
16h-17h: Equipa de mo o is as- ecolha das sopas no Hospi al San a Ma ia.
17h30-20h: Equipa que se e as e eições:
• Se i a sopa e o p a o quen e;
• La a a loiça;
• A uma e limpa a cozinha e o e ei ó io.
20h-21h30: Equipa das ecolhas dos exceden es nas pada ias e con ei a ias.
Pa a que udo uncione sem qualque di iculdade são p ecisos, em média, en e 25 a 30
olun á ios po dia. Assim, os olun á ios ep esen am a o ça humana que o na possí el odo es e
uncionamen o diá io e se olun á io da Po a Solidá ia não bene icia, apenas, os olun á ios, mas
ambém en iquece as suas p óp ias idas e mos a que a solida iedade e a boa on ade são capazes de
muda as comunidades.

36
A ualmen e, a Po a Solidá ia possui: um esponsá el ge al, que é o Pá oco; um coo denado
ex e no que a a de odas as anga iações de olun á ios, pa cei os e doações e é esponsá el pelo
ele one do p oje o; coo denado es in e nos de cada uma das equipas e os olun á ios. Assim, a es u u a
de go e nança aduz-se em:
Figu a n.º2: Es u u a de Go e nança da Po a Solidá ia
PÁROCO ( esponsá el ge al)
Coo denado ex e no
Coo denado es in e nos
Coo denado 2
Volun á ios
Coo denado 1
Coo denado 4
Coo denado 3
- Equipa 1 e 2
- Equipa 4
- Equipa 4
- Equipa 4
- Equipa 5 e 6
Fon e: Elabo ação p óp ia com base na es u u a de go e nança da Po a Solidá ia
Fon e: Imagem cedida po um olun á io da equipa 3
Fon e: Imagem cedida po um olun á io da equipa 3
Imagem n.º4: P epa ação do se iço das e eições
Imagem n.º5: Inicio do se iço das e eições
37
2.4- Os doado es
As ins i uições êm ecu sos escassos e pa a ga an i em o sucesso e a es abilidade, p ecisam
de ado a medidas e icien es. Uma das o mas de assegu a essa e iciência é a a és da anga iação de
undos-
und aising.
Cada ins i uição de e p ocu a c ia uma imagem simples e c edí el, de modo a que
se pe ceba acilmen e o abalho que é ei o e quais as necessidades pe men es. (Ab eu, 2009)
A c iação de uma boa imagem pode le a à ob enção de mais inanciamen o, essencial pa a as
o ganizações sem ins luc a i os que não isam o luc o, mas ambém não podem e p ejuízo. (And easen
& Ko le , 2008). As o ganizações sem ins luc a i os podem ob e algum endimen o a a és das quo as
ou da p es ação de se iços, no en an o, essas ecei as não sendo su icien es de em se
complemen adas po dona i os e pa ce ias, que podem se ob idos a a és de apelos à esponsabilidade
social das emp esas. (He ze , 2012)
Os doado es escolhem, pa a apoia egula men e, uma o ganização anspa en e, uma
o ganização onde se eja, de uma o ma cla a, o abalho que desempenham e p ocu am,
Fon e: Imagem cedida po uma olun á ia da equipa 4
Imagem n.º6: Bene iciá ios da Po a Solidá ia a jan a
38
essencialmen e, o ganizações com algum empo de exis ência e com obje i os bem de inidos. É,
igualmen e impo an e, mos a aos doado es de que o ma é que a sua doação pode con ibui pa a a
ans o mação social da comunidade. (Mendonça & Schomme , 2000)
Os doado es desempenham um papel absolu amen e c ucial em p oje os como a Po a Solidá ia,
que não ecebem inanciamen o do Es ado e dependem exclusi amen e da boa on ade das pessoas,
que a a és de doações, olun á ios e pa ce ias, mos am a sua con iança no p oje o, ac edi am na
missão e ga an em a sus en abilidade.
A Po a Solidá ia ecebe doações: 1) em espécie que pe mi em con eciona as e eições e os ki s
que são en egues aos u en es e 2) em dinhei o que é des inado a paga as con as da água, luz e ou as
despesas. São mui as as pessoas que es ão en ol idas com o p oje o, como emp esas e pa icula es
que nunca baixam os b aços quando é p eciso algum apoio. Assim, pa a além do apoio egula de
emp esas e ou as o ganizações, ambém exis em g upos de pessoas (pa icula es) que se uni am e
c ia am g upos na ede social
Wha sapp
com a inalidade de ajuda e colma a qualque necessidade
que possa su gi .
De sublinha a impo ância c ucial dos doado es dado que:
• Ga an em a sus en abilidade do p oje o;
• Pe mi em alcança mais pessoas e aumen a as e eições se idas;
• Pe mi em c ia edes de apoio e o alece o sen ido de solida iedade da comunidade.
As p incipais emp esas doado as da Po a Solidá ia são: o Banco Alimen a , a Lac ogal, o
Hospi al San a Ma ia e a Acembex. Cada uma des as emp esas pe mi iu, a a és do olume de doações,
a con inuidade do p oje o ao longo dos anos. São á ios os doado es do p oje o, no en an o, o oco se á
nas p incipais emp esas pela con inuidade e quan idade de doações.
Pa a a ealização des e es udo o am ob idas au o izações das p incipais emp esas.
Banco Alimen a :
O Banco Alimen a Con a a Fome é uma o ganização sem ins luc a i os, c iada em 1991 e
desempenha um papel c ucial no comba e à ome e ao despe dício alimen a em Po ugal. Faz pa e da
Fede ação Eu opeia dos Bancos Alimen a es e a sua p incipal missão é ecolhe exceden es alimen a es
e encaminha-los pa a se em dis ibuídos g a ui amen e pelas pessoas mais ca enciadas.
39
Uma espos a necessá ia mas ambígua, po que
" oda a pessoa em di ei o a um ní el de ida
su icien e que lhe assegu e e à sua amília, a saúde e o bem-es a , p incipalmen e quan o à alimen ação,
ao es uá io, ao alojamen o, à assis ência médica e ainda aos se iços sociais necessá ios"
(Exce o do
a igo 25º da Decla ação Uni e sal dos Di ei os do Homem).
A 23 de e e ei o de 1999, oi c iada a Fede ação Po uguesa dos Bancos Alimen a es Con a a
Fome, que“
ep esen a os Bancos Alimen a es Con a a Fome jun o dos pode es públicos, das
emp esas de âmbi o nacional e de o ganizações in e nacionais e e ec ua, a ní el nacional, a epa ição
de algumas dádi as, c iando uma as a cadeia de solida iedade”.
A ualmen e, a Fede ação eúne 21
Bancos Alimen a es a i os dis ibuídos po odo o e i ó io nacional, incluindo o con inen e e as ilhas:
• Ab an es;
• Alga e;
• A ei o;
• Beja;
• B aga;
• Cas elo B anco;
• Coimb a;
• Co a da Bei a;
• É o a;
• Lei ia-Fá ima;
• Lisboa;
• Madei a;
• Oes e;
• Po aleg e;
• Po o;
• San a ém;
• São Miguel;
• Se úbal;
• Te cei a;
• Viana do Cas elo;
• Viseu
40
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nos dados ob idos sob e as doações do Banco Alimen a à Po a Solidá ia
Es a ede es á o ganizada de o ma a comba e o despe dício alimen a e a p opo ciona apoio
aos mais necessi ados, com uma es u u a e icien e e ab angen e.
O Banco Alimen a ecolhe e dis ibui dezenas de milha es de oneladas de alimen os e en ega
os p odu os a milha es de o ganizações espalhadas pelo país que, po sua ez, con ecionam e eições
ou en egam cabazes de alimen os a pessoas/ amílias ca enciadas.
O Banco Alimen a em como alo es, a
Dádi a
e a
Pa ilha
: a D
ádi a e a Pa ilha de inem o
espí i o que no eia odas as elações que se ão es abelece en e os di e en es in e enien es e
pa cei os dos Bancos Alimen a es.
É com es e p opósi o que conseguem ecolhe e ap o ei a aquilo
que sob a de g andes emp esas da indús ia alimen a , que ia se despe diçado, e dis ibuem onde exis e
al a de alimen o. (Banco Alimen a , 2025)
Recebem doações de emp esas, p incipalmen e exceden es de p odução e, ambém, de
pa icula es, uma ez que o ganizam ecolhas de alimen os duas ezes po ano em á ias supe ícies
come ciais onde, com a ajuda de olun á ios, ecolhem oneladas de alimen os, essencialmen e não
pe ecí eis (como massa, a oz, enla ados, ce eais, lei e,e c.) que são doados a ins i uições.
O Banco Alimen a que apoia a Po a Solidá ia é o do Po o e a ualmen e apoia 300 ins i uições
da cidade. En e 2019 e 2023 a Po a Solidá ia ecebeu des a ins i uição doações de alimen os que
pe ize am mais de 83 oneladas ( 83.386,47kg) cuja e olução é ap esen ada no g á ico n.º 9.
G á ico n.º9: E olução da quan idade das doações do Banco Alimen a à Po a Solidá ia (u.m. kg)
0
5000
10000
15000
20000
25000
2019 2020 2021 2022 2023
Banco Alimen a (Kg)

41
A Po a Solidá ia ecolhe no Banco Alimen a as doações, no mínimo, duas ezes po mês e os
p odu os mais doados são legumes, iogu es, u a, pão e queijos. Pa a além dos alimen os pe ecí eis
ecolhidos , de duas a ês ezes po ano é le an ado um cabaz com alimen os não pe ecí eis
p o enien es, essencialmen e, das ecolhas nas g andes supe ícies.
Lac ogal
A Lac ogal é uma das maio es emp esas do se o ag oalimen a em Po ugal, especializada na
p odução e come cialização de p odu os lác eos e de i ados, como lei e, queijos, iogu es, man eigas,
bebidas ege ais, en e ou os. Fundada em 1996 possui, a ualmen e, á ias ma cas conhecidas como
Ag os, Cas elões, G esso, Ma inal, Pleno e Vigo . (Lac ogal, 2025)
Em maio de 2020, a Lac ogal doou mais de 148 oneladas a 71 ins i uições espalhadas pelo
país, en e as quais 12 hospi ais, como o Hospi al de São João, Cu y Cab al, e c. com o obje i o de
sup i necessidades e apoia hospi ais de e e ência no comba e à co id-19. (Lac ogal, 2025)
É uma emp esa p eocupada com a sua comunidade e, po isso, oi c iado um p og ama
Dona i os que apoia ce ca de 100 ins i uições localizadas em Po ugal Con inen al e ilhas. À semelhança
do Banco Alimen a , a Lac ogal doa os p odu os às ins i uições locais que, po sua ez, doam a
pessoas/ amílias ca enciadas.
En e 2019 e 2023, a Lac ogal doou à Po a Solidá ia p odu os que em e mos quan i a i os
o aliza 81.880,1 Kg (g á ico nº 10).
G á ico n.º 10: E olução da quan idade das doações da Lac ogal à Po a Solidá ia (u.m. kg)
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nos dados ob idos sob e as doações da Lac ogal à Po a Solidá ia
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
2019 2020 2021 2022 2023
Lac ogal (Kg)
42
A a és da análise dos g á icos, é possí el e i ica que em 2020 hou e um aumen o conside á el
nas doações (30 oneladas), dada a si uação pandémica que o país a a essa a que ge ou uma g ande
onda de solida iedade das emp esas e dado o aumen o conside á el do núme o de e eições se idas,
como e i icado an e io men e.
Hospi al San a Ma ia
O Hospi al San a Ma ia, no Po o, é uma unidade de saúde p i ada de e e ência em Po ugal,
sendo um dos hospi ais mais an igos do país, undado em 1888 pelas I mãs F anciscanas e Missioná ias
de Nossa Senho a. O Hospi al San a Ma ia es á comp ome ido com o apoio à comunidade e com a
esponsabilidade social. As i mãs apoiam os doen es e, ambém, a comunidade a a és de á ias ações
de olun a iado local.
Em 2008, a i mã Conceição Ca alho c iou a equipa da Pas o al da Saúde do Hospi al e
O obje i o p incipal da sua a i idade é a humanização dos cuidados de saúde, no espei o
pela ida humana, de esa dos alo es é ico-mo ais e p omoção dos alo es e angélicos. A
Pas o al da Saúde eúne um conjun o de olun á ios que, em colabo ação com as I mãs
F anciscanas Missioná ias de Nossa Senho a, pa icipam nas á ias a i idades. En e es as
con am-se as isi as diá ias e indi iduais aos u en es in e nados, o acompanhamen o dos u en es
ao se iço p e endido. As a i idades da Equipa da Pas o al da saúde isam acompanha e auxilia
os u en es que necessi am de cuidados de saúde, p incipalmen e os u en es que se encon am
in e nados, sendo mais susce í eis de desen ol e sen imen os de solidão e is eza. Des a o ma
o despende do seu empo pa a escu a , espei ando a do e as necessidades indi iduais de cada
pacien e é a unção p imo dial des e se iço de olun a iado.
(Hospi al San a Ma ia, 2024)
Em 2009 o Pad e Rubens Ma ques, esponsá el pela Po a Solidá ia, pediu apoio ao Hospi al
San a Ma ia, pois es a a a inicia o p oje o e que ia p es a o melho se iço possí el às pessoas. Assim,
algumas i mãs passa am a se olun á ias no p oje o e a ajuda a se i os u en es. Pa a além disso, o
Hospi al San a Ma ia ambém icou esponsá el po aze a sopa necessá ia pa a da aos u en es, sendo
que, no início do p oje o e am se idas 40 pessoas e pos e io men e 100/150, mas, a ualmen e, são
mais de 400, po isso con ecionam, de domingo a sex a, 100 li os de sopa.
O apoio que o Hospi al San a Ma ia p es a com a doação de sopas é c ucial pa a o p oje o e,
pa a além da sopa, ambém são doados, desde 2021, 50kg de ca ne odas as semanas, 25kg de ca ne
43
de po co e 25kg de ca ne de aca, ou seja, 200kg po mês. Tendo em con a que quando são
con ecionadas e eições de ca ne, u ilizam ce ca de 25kg, o apoio do Hospi al San a Ma ia ga an e duas
e eições po semana (ce ca de 800 u en es).
A abela seguin e mos a as doações dadas pelo Hospi al San a Ma ia, desde 2021, em
quilog amas (kg):
Tabela n.º 7: E olução da quan idade das doações do Hospi al San a Ma ia à Po a Solidá ia
Quan idade/Ano
2021
2022
2023
To al
Quan idade (u.m. kg)
2300
2400
2400
7100
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nos dados ob idos sob e as doações do Hospi al San a Ma ia à Po a Solidá ia
É mui o in e essan e e o apoio que o Hospi al San a Ma ia p es a à pa óquia local, a a és das
doações de ca ne e de sopa, e do abalho de p oximidade que ealizam, que em um g ande alo pa a
a cidade e pa a as pessoas que mais necessi am.
Acembex
A Acembex é uma emp esa de comé cio in e nacional que o nece ma é ias p imas pa a a
Indús ia alimen a . P oduz po ano, mais de um milhão de oneladas de ce eais e oleaginosas, sendo o
maio ope ado po uguês nes a á ea. Po se uma emp esa mui o p eocupada com a comunidade e
com um g ande sen ido de ajuda e esponsabilidade social, decidiu c ia , em 2009, o p oje o MIMO.
O p oje o MIMO começou po apoia a associação
C esce Se
(Associação Po uguesa pa a ao
Di ei o da c iança e da amília) po que, segundo o an igo CEO da Acembex, a San a Casa da Mise icó dia
do Po o o necia e eições pa a uma das casas da associação, a Casa de Cedo ei a e, com a c ise de
2009, deixa am de consegui o nece . Po es a azão, como o an igo CEO já conhecia a Casa de
Ce o ei a, decidiu u iliza a sua emp esa pa a ajuda a associação a con inua a o nece as e eições.
Com o passa do empo, a emp esa ala gou o apoio às es an es casas da Associação, p esen es em
odo o país.
O apoio à Po a Solidá ia su giu em 2020, quando o an igo CEO soube que o p oje o es a a a
p ecisa de mui a ajuda pa a da espos a a an as necessidades e decidiu aze uma chamada pa a
44
PORTA SOLIDÁRIA
pe cebe de que o ma é que a sua emp esa conseguia ajuda . Falou com um dos esponsá eis do
p oje o e pe cebeu que as necessidades e am imensas e que a sua emp esa pode ia e capacidade
pa a as colma a .
Mas como é que uma emp esa que “apenas” p oduz ce eais e oleaginosas consegue e
an a in luência em inicia i as sociais?
Figu a n.º3: Explicação das doações da Acembex à Po a Solidá ia
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nas doações da Acembex à Po a Solidá ia
A a és des e esquema, é possí el pe cebe que a Acembex o nece ce eais a á ias emp esas
em quan idades supe io es às encomendas ecebidas, pa a p oduzi em uma maio quan idade de
p odu os que são doados à Po a Solidá ia. As ba a as e os legumes são en egues di e amen e ao
Hospi al San a Ma ia e são u ilizados pa a a con eção dos 100 li os de sopa diá ios. Assim, a doação
da Acembex consis e, desde 2020, em:
Tabela n.º 8: Doações da Acembex à Po a Solidá ia
Emp esa
P odu o
Quan idade
Pe iodicidade
To al po ano
Ce es (Pada ia Celes e)
Pão
500 uni
diá io
130.000 pães
No a A oz
A oz
750kg
imes al
3000 kg a oz
Lusia es
F ango
96uni
semanal
4608 angos
Fo necedo es de Ce eais
Acembex
(T igo)
CERES
No a A oz
Lusia es
Vi aC ess
Ce ealis
• Pão
• Bolachas
• Massas
• A oz
• F ango
• Ba a as
• Legumes
(A oz)
(Milho e T igo)
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nas doações da Acembex à Po a Solidá ia
51
Pa a os doado es, p e ende-se es uda duas hipó eses:
Hipó ese 3: “Escolhe am a Po a Solidá ia pa a doa pela c edibilidade do p oje o.”
Os doado es escolhem, pa a apoia egula men e, uma o ganização anspa en e, uma o ganização onde
se eja, de uma o ma cla a, o abalho que desempenham e p ocu am, essencialmen e, o ganizações
com algum empo de exis ência e com obje i os bem de inidos. É igualmen e impo an e, mos a aos
doado es de que o ma é que a sua doação pode con ibui pa a a anas o mação social da comunidade.
Hipó ese 4: “A ede exis en e de doações e pa ce ias é o que assegu a a sus en abilidade do p oje o.”
As au o as mos am que as pa ce ias com o ganizações da Economia Social são aco dos ol ados pa a
a c iação de bens ou se iços com um p opósi o social. Essas ligações en ol em um comp omisso mais
p o undo e du adou o pa a alcança obje i os que não pode iam se a ingidos isoladamen e e, des e
modo, as pa es en ol idas de em con ibui com ecu sos e conhecimen os e as elações p ecisam de
se cuidadosamen e o ganizadas e p ese adas.
Rela i amen e aos esponsá eis:
Hipó ese 5: “A Po a Solidá ia comba e a eme gência alimen a .”
São as o ganizações sem ins luc a i os que o necem à população alimen os, ab igo, p oje os de
in e enção, apoio à comunidade, e c., e dependem dos olun á ios pa a p es a em os seus se iços e
pa a a ingi em os seus obje i os. Segundo Simmonds (2014), mui as o ganizações discu em a o ma de
ge i es a “ o ça de abalho de ca idade” a longo p azo pa a p omo e a au ossu iciência e a
sus en abilidade da o ganização.
3.4- Recolha de dados
P ocedeu-se, inicialmen e, à seleção de olun á ios pa a a ealização de en e is as, com o
obje i o de inclui ep esen an es das á ias equipas que in eg am o p oje o. Rela i amen e aos doado es,
op ou-se po en e is a as p incipais emp esas pa cei as, bem como ou os doado es pa icula es que
con ibuem egula men e.
A au o a do es udo abalha no Cen o Social há seis anos como assis en e social e di e o a
écnica e, desde a c ise pandémica, em p es ado apoio à Po a Solidá ia. Es e en ol imen o di e o com
o p oje o e com as pessoas que dele azem pa e pe mi iu um conhecimen o p o undo do seu
uncionamen o, acili ando, assim, odo o p ocesso de ecolha de in o mação.

52
Pa a além das en e is as aos olun á ios e aos doado es, conside ou-se essencial en e is a o
Pá oco, esponsá el pelo p oje o, e o coo denado ex e no, esponsá el pelas doações, pa ce ias e pelo
ec u amen o de alguns olun á ios.
Rela i amen e aos dados dos bene iciá ios, eco eu-se a um le an amen o ealizado em
dezemb o de 2023 com o apoio da Cá i as Diocesana do Po o, que p ocu ou desen ol e uma
ca ac e ização po meno izada dos bene iciá ios a a és de um inqué i o aplicado a 343 pessoas. Fo am
igualmen e u ilizados os egis os mensais do núme o de e eições se idas desde 2009.
Quan o aos dados das doações, o am ecolhidas odas as a u as e comp o a i os de doações
desde 2019, com o obje i o de elabo a um documen o que pe mi isse comp eende o impac o e a
dimensão das con ibuições ecebidas pela Po a Solidá ia.
Como mencionado an e io men e, o am en e is ados 30 olun á ios, 15 doado es e 2
esponsá eis do p oje o.
3.5- Análise quali a i a:
3.5.1- Con eúdo das en e is as;
Con o me mencionado an e io men e, o am ealizadas 30 en e is as a olun á ios, 15 a
doado es e 2 aos esponsá eis. Pa a al, oi necessá io a elabo ação de ês di e en es guiões de
en e is a, em que o guião dos olun á ios é compos o po 14 pe gun as, o dos doado es po 9 e o dos
esponsá eis po 16.
Os guiões das en e is as encon am-se no anexo 1.
As ansc ições das en e is as encon am-se disponí eis nos anexos 2, 3 e 4.
O mé odo de in es igação quali a i a u ilizado pe mi e cap a pe ceções, sen imen os e e lexões
dos olun á ios, doado es e esponsá eis que di icilmen e se iam comp eendidas a a és de mé odos
quan i a i os. Todos somos pessoas di e en es e a melho o ma de da a conhece um p oje o em
p o undidade é “ou i ” como ele é i ido na ealidade, pe cebe como é que os olun á ios dão
impo ância ao seu papel, quais as eais mo i ações, como se elacionam com os bene iciá ios e da oz
aos olun á ios pe mi iu pe cebe não só os desa ios en en ados, mas ambém os laços emocionais e
ans o mações pessoais que são esul ado do en ol imen o no p oje o.
53
No que oca aos doado es, as azões pa a se doado podem se inúme as e en ende o que os
mo i a eque mais do que uma simples quan i icação das suas doações. As en e is as ealizadas
con ibuí am pa a uma comp eensão mais de alhada das his ó ias e azões subjacen es dos doado es
pa a apoia p oje os como a Po a Solidá ia. Des a o ma, pe mi i am comp eende não apenas os
mo i os pa a doa , mas ambém a pe ceção que os doado es êm sob e o impac o das suas con ibuições
pa a o sucesso e sus en abilidade da Po a Solidá ia.
Po im, ambém oi conside ado de ex ema impo ância a ealização da en e is a aos p incipais
esponsá eis e c iado es do p oje o, uma ez que êm uma isão p i ilegiada sob e oda a logís ica,
ges ão e o ganização diá ia. Es es o nece am insigh s sob e o modo: como udo unciona; como
iden i ica e ec u am olun á ios; como es abelecem pa ce ias, conseguem doado es; quais as
es a égias de comunicação; como en en am os desa ios e como assegu am a con inuidade do p oje o.
Cada pessoa en e is ada o e eceu uma pe spe i a única e con ibuiu pa a en ende , de uma
o ma global, o dia a dia do p oje o e os seus desa ios, bem como o impac o na comunidade em que
odos pa ilham o mesmo obje i o, que é da espos as a quem mais p ecisa, po meio da dádi a e da
união en e odos.
3.5.2- En e is as com os olun á ios
As en e is as ei as com os olun á ios da Po a Solidá ia o am undamen ais pa a pe cebe as
suas expe iências, mo i ações, desa ios, impac o pessoal e as espos as mos a am a di e sidade de
sen imen os e pe spe i as que moldam a expe iência e o c escimen o de cada um.
Nes a análise, des acam-se os p incipais emas que pe mi i am e uma comp eensão mais
p o unda do papel dos olun á ios e da impo ância do p oje o.
A ques ão nº 4 sob e as mo i ações pa a aze olun a iado eio mos a a eo ia, an e io men e
ap esen ada, de Clo el e (2002), De Vem e Kolm (2020), que explicam as p incipais mo i ações
ine en es ao abalho olun á io. Es as podem se mo i ações al uís as, egoís as, de jus iça, en e ou as.
Pa a o olun á io 9, a sua mo i ação é pu amen e al uís a:
é a on ade de ajuda , semp e, de aze bem,
sem espe a nada em oca. É o que me mo e;
já pa a o olun á io 2 é
melho a a ida de alguém um
bocadinho, melho a o mundo de alguma pessoa;
mo i ações de jus iça:
pa a o olun á io 20 é
o na o
mundo um bocadinho mais jus o pa a odos
e, na mesma pe spe i a, segundo o olun á io 14
é que e
comba e as desigualdades.
54
Pa a além das mo i ações al uís as e de jus iça, ambém exis em as mo i ações egoís as, como
mos a o olun á io 1
as nossas mo i ações são semp e egoís as (…) eu aço pa a me sen i bem (…) há
semp e um undo de egoísmo e o egoísmo não é e ado (…) aço po que me sin o ú il, po que acho que
es ou a e ibui o mui o que me é dado.
Po ou o lado, ambém se e i icam á ias si uações em que o
al uísmo e o egoísmo se jun am, po exemplo:
ajuda os ou os, a maio mo i ação é essa e é es e
sen ido de u ilidade na ida
( olun á io12);
aquilo que começou como al uísmo, de en a ajuda os
ou os, eu saio daqui semp e mais ealizado (…) em um lado egoís a e eu i o bene ícios de i ajuda ,
pa a mim. Men almen e é impo an e
( olun á io 10);
sin o que, mui as ezes, posso se a única pessoa
com quem os u en es êm a opo unidade de con e sa , seja sob e u ebol, me eo ologia, ou ou os
assun os banais ou não. Isso az-me uma sensação de p opósi o e impo ância, pois pe cebo que, além
de con ibui de uma manei a p á ica, ambém o e eço companhia e escu a, algo que pode se mui o
signi ica i o pa a eles
( olun á io 8).
Po ou o lado, ambém se e i icam mo i ações eligiosas, po exemplo:
eu não consigo
dissocia essa opção da minha é. A minha mo i ação começa po se uma opção de é, ou seja, aquilo
em que ac edi o é que se i a Deus não pode se de cos as ol adas aos i mãos
( olun á io 13);
é o
mandamen o do amo ao p óximo, pode con ibui com aquilo que sou e com aquilo que enho (…)
e em ambém o se iço dos c is ãos e da ig eja pos o em p á ica.
( olun á io 19).
Rela i amen e à ques ão 7 sob e a elação en e os olun á ios e os u en es, a equipa que em
mais con ac o com os u en es é a equipa 4, que se e as e eições. A equipa 1 e 2 não em qualque
con ac o, al como a equipa 6. Já as equipas 3 e 5 êm algum con ac o pon ual. Nes e sen ido, oi possí el
pe cebe que
às ezes é di ícil, es as pessoas êm uma ce a necessidade de “despeja ” as suas mágoas
e p eocupações em nós (…) mas no ge al a elação é mui o boa e acho que ê-se mesmo que há mui a
gen e mui o g a a, a so i e a dize ob igado
( olun á io 5);
Já êm acon ecido si uações desag adá eis
an o en e os u en es como pa a com os olun á ios, às ezes êm di iculdades em espei a em as
eg as, is o ambém pelo núme o ele ado que dia iamen e equen a a ins i uição e que pode o igina
con usão, mas no ge al há uma boa elação e a é po ezes de en e ajuda
( olun á io 15);
É uma elação
boa. Os olun á ios que andam cá são pessoas que gos am de ajuda o p óximo, que não azem
disc iminação de espécie alguma e eu acho que os u en es sen em isso e que icam ag adados com isso
e pe cebem o es o ço que mui os azem após um dia de abalho ou olun á ios que já são idosos e que
dedicam mui o o seu dia aqui
( olun á io 16).
55
Quan o à ques ão sob e o núme o de ho as que es ão a da ao p oje o e se se ia impo an e
exis i em mais olun á ios pa a que a ca ga ho á ia pudesse se eduzida, a média de ho as semanais
en e os olun á ios en e is ados é de, ap oximadamen e, 5h e alguns es ão con o á eis com a sua
ca ga ho á ia e não sen em necessidade de exis i em mais:
a impo ância dos olun á ios pa a eduzi a
minha ca ga ho á ia não é nenhuma, sou since a, po que es as duas ho as pa a mim são undamen ais
po semana
( olun á io 2);
eu es ou bem assim, é o ho á io que eu gos o
( olun á io 9);
não sin o
necessidade de eduzi a ca ga ho á ia, mui o pelo con á io, acho que o que dou é pouco
( olun á io 7);
es ou con o á el com o ho á io, não p eciso de mais olun á ios pa a eduzi o meu ho á io
( olun á io
3);
Faço aquilo que posso e não sin o necessidade de eduzi , po que já é mui o pouco, mas é o que
consigo
( olun á io 18).
Po ou o lado, alguns olun á ios conside am impo an e a exis ência de mais apoio pa a
consegui em eduzi a sua ca ga ho á ia:
se exis issem mais olun á ios, em ez de i odas as semanas,
inha semana sim, semana não
( olun á io 4);
se exis issem mais olun á ios e a mui o bom, uma ez
que es ou com á ios hobbies e mui as ezes sin o-me na ob igação de i , com eceio de i em poucos
e eu alha
( olun á io 19);
eu a isca a de ez em quando ica em casa. Acho que o ha e mais
olun á ios, sob e udo, o na a mais le e pa a odos, um bocadinho
( olun á io 13).
O início de uma expe iência de olun a iado az, pa a mui os, uma ans o mação a ní el
pessoal, sensação de empa ia, g a idão, o gulho e um sen ido eno ado de p opósi o. O sen i que
deixamos de se espec ado es passi os das injus iças sociais e da ida de quem lu a dia iamen e con a
as di iculdades, pa a se mos agen es a i os de mudança. Essa consciência az um sen imen o de
pe ença e ealização pessoal, p incipalmen e quando pe cebemos que o que azemos é ealmen e
impo an e e az a di e ença na ida de á ias pessoas.
Es e sen imen o é pa ilhado pelos olun á ios da Po a Solidá ia:
eu acho que é ealização
pessoal mesmo, ambém posso chama de elicidade po aze algo pa a a sociedade
( olun á io 12);
mo i ou a ní el pessoal, que me sen i ú il, numa al u a de e o ma (…) sen i que me le an ou um
bocadinho
( olun á io 11);
e e um impac o bas an e signi ica i o pa a mim, a ní el de c escimen o
pessoal (…) ao con ac a com a pob eza que às ezes é um ema abs a o, nós sabemos que exis e, mas
só sen imos e dadei amen e quando con ac amos com as pessoas e pe cebemos a impo ância de
inicia i as como es a
( olun á io 19);
sin o que desen ol i mais empa ia e uma maio sensibilidade em
elação às necessidades dos ou os (…) pe cebo que o olun a iado me exige c esce mais ápido, an o
56
emocionalmen e, como na o ma de lida com di e en es si uações e desa ios
( olun á io 8);
sin o-me
mais o gulhosa de mim, com uma men e mais abe a e a en a à nossa ealidade social
( olun á io 14).
Rela i amen e à ques ão nº 6: em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado?
(numa escala de 1 a 5 em que 1 é nada alo izado e 5 é mui o alo izado), ob i e am-se os seguin es
esul ados:
• 15 olun á ios a alia am em 5;
• 14 olun á ios a alia am em 4;
• 1 olun á io a aliou em 3.
A ques ão nº 8: numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua
elação com os abalhado es da ins i uição:
• 22 olun á ios a alia am em 5;
• 7 olun á ios a alia am em 4;
• 1 olun á io não espondeu, pois não em con ac o com os abalhado es
É isí el que os olun á ios da Po a Solidá ia gos am de aze pa e do p oje o, sen em-se mui o
alo izados e êm boa elação com os abalhado es da ins i uição, o que é mui o impo an e, pois na
ausência de emune ação, os olun á ios de em sen i -se mo i ados e alo izados pa a con inua a
ajuda , egula men e.
A ques ão nº 12: se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€;
10-20€ ou +20€) oi di ícil de esponde pela maio pa e dos en e is ados, uma ez que conside am
que o abalho, sendo olun á io, não de e se pago, po isso nem conside am a hipó ese de ecebe
algum salá io e nunca inham e le ido sob e esse assun o.
Po ém, os esul ados ob idos o am os seguin es:
• A é 10€: 16 olun á ios;
• En e 10 e 20€: 10 olun á ios;
• + de 20€: 4 olun á ios.
Com base nos es emunhos ecolhidos, o am o muladas duas hipó eses, acima mencionadas,
que p ocu am pe cebe a impo ância do olun a iado pa a um p oje o como a Po a Solidá ia e quais
as mo i ações ine en es ao abalho olun á io:

57
Tabela n.º10: Resul ados da hipó ese 1
En e is ados
Hipó ese 1: O olun a iado é c ucial pa a o sucesso da Po a Solidá ia.
Volun á io1
É uma impo ância máxima, se não o em os olun á ios, não há ki s, não há comida. Po an o, é
uma cadeia aqui den o e ambém p ecisamos dos olun á ios que nos deem comida, que nos
deem um p odu o.
Volun á io 3
Se não hou e olun á ios, is o não abalha. Todos nós emos o nosso luga e odos nós azemos
al a. É pa a la a a louça, é pa a pô a louça, é pa a la a os copos, é pa a le an a copos da
mesa, é pa a pô pão, é pa a enche ga a as d'água, é pa a e quem deixa comida debaixo da
mesa, quem esconde e quem dei a o a. Todos nós emos um abalho a aze .
Volun á io 19
Po que 98% do abalho é abalho olun á io. Algumas uncioná ias do Cen o Social dão uma
ajuda, mas se não ossem os olun á ios, das duas, uma inha que se con a a gen e pa a
abalha e en ão os cus os aumen a am mui o, ou en ão inha que se deixa de ha e Po a
Solidá ia po que não ha ia ecu sos pa a con a a gen e pa a abalha na Po a Solidá ia.
Volun á io 13
Eu acho que são undamen ais e que o p oje o não exis ia se não exis issem olun á ios
Volun á io 10
A Po a Solidá ia sem os olun á ios não inha capacidade pa a alimen a 400, 500 pessoas, po
isso os olun á ios são undamen ais. Sem os olun á ios e a impossí el aze -se um décimo do
que se az ago a
Tabela n.º 11: Resul ados da hipó ese 2
En e is ados
Hipó ese 2: Os olun á ios são mo i ados pelo desejo de con ibui pa a o bem-es a da
comunidade.
Volun á io 11
A minha mo i ação é ajuda quem p ecisa, acho que az pa e de mim, hoje são eles, quase
amanhã pode emos se nós, mas az pa e da minha manei a de se , acho que é mais po aí,
gos o de ajuda .
Volun á io 8
Sin o uma o e mo i ação em ajuda pessoas e con ibui pa a a e en e social. Ac edi o que, ao
da mais de mim, posso se ú il na sociedade e aze a di e ença na ida de quem p ecisa
Volun á io 22
Gos o de es a mais en ol ida na comunidade local e ajuda quem mais p ecisa.
Volun á io 7
Acho que há semp e pessoas que p ecisam mais do que nós e que de emos cede um bocadinho
do nosso empo ambém a en a ajudá-los. Pode se pouco, gos a a que osse mais, mas go a a
go a, se odos ize mos um bocadinho chegamos lá.
Volun á io 17
A minha mo i ação é sem dú ida ajuda o p óximo, en a ajuda po mais pouca que seja a
minha ajuda, é que e um mundo melho , com mais igualdade en e odos.
Os dados ob idos alida am as hipó eses e con i ma am que o olun a iado é, de ac o, uma
peça undamen al pa a o sucesso e sus en abilidade do p oje o. O en ol imen o a i o dos olun á ios
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nas en e is as aos olun á ios
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nas en e is as aos olun á ios
58
assegu a, não só, a execução das a i idades diá ias, como ambém con ibui pa a a c iação de um
ambien e de empa ia e acolhimen o. Os es emunhos e idencia am que, sem o comp omisso e a
dedicação dos olun á ios, o p oje o di icilmen e con inua ia em uncionamen o, p incipalmen e com as
mesmas capacidades e a ab ange an as pessoas.
A hipó ese 2 con i mou que o desejo de con ibui pa a o bem-es a da comunidade é uma
mo i ação p incipal pa a os olun á ios. Mui os en e is ados des aca am sen imen os de empa ia,
jus iça social e a necessidade de “ aze a di e ença” e “ajuda quem mais p ecisa” como a o es que os
le a am a in eg a o p oje o.
Pa a conclui , um sen imen o que es á mui o p esen e nos olun á ios é que se odos ize mos
alguma coisa po alguém, o Mundo se á ce amen e um luga melho . Há semp e alguém com mais
necessidade e, jun ando a o ça de odos, é possí el melho a a comunidade e con ibui pa a o bem-
es a de cada um.
3.5.3- En e is as com os doado es
Os doado es desempenham um papel decisi o na sus en abilidade de p oje os como a Po a
Solidá ia e pe mi em que as o ganizações con inuem a apoia pessoas em si uação de agilidade
económica e social. Comp eende as suas mo i ações e o impac o das suas con ibuições é undamen al
pa a a alia a sus en abilidade e a e iciência des e ipo de inicia i as.
Pa a além das pa ce ias com algumas emp esas, como e e ido an e io men e, exis em g upos
de doado es que se disponibilizam a i comp a alimen os, semp e que exis e essa necessidade. Esses
g upos o am c iados du an e a pandemia e a é hoje se man ém a i os e semp e p on os a ajuda . Doam
de uma o ma al uís a, sem espe a nada em oca, e alo izam mais o p opósi o social do que qualque
e o no, seja inancei o ou ou o. Des e modo, no que oca à ques ão
Qual se ia a p obabilidade de
con inua a ajuda a Po a Solidá ia se não ecebesse bene ícios iscais com a sua doação? Numa escala
de 1 a 5, em que 1 é mui o imp o á el e 5 é mui o p o á el,
13 esponde am 5, ou seja, é mui o p o á el
que con inuem a se doado es, mesmo que não ecebam bene ícios iscais e apenas 2 esponde am 2,
ou seja, é imp o á el que con inuem a doa sem bene ícios iscais.
Es e dados demons am que a elação de p oximidade com a ins i uição ge a um comp omisso
que anscende incen i os iscais e que a ausência de bene ícios não comp ome e ia a con inuidade das
59
doações. No en an o, é impo an e e em con a que odas as doações são necessá ias, po isso de e-se
ga an i algum incen i o pa a os doado es que alo izam as ques ões inancei as.
No que oca à ques ão
Conside a que a doação pode á ge a um exceden e na ins i uição em
de e minados momen os
é possí el e e i que as doações es ão mui o bem o ganizadas, ou seja, an o
as emp esas como os doado es pa icula es dão, na maio pa e das ezes, alimen os nas quan idades
ce as e odos os meses os mesmos alimen os, pa a ga an i que nada de es aga, como mos a o doado
10
eu ac edi o nas pessoas da ins i uição e ac edi o que se hou e exceden e elas a a ão de canaliza
pa a ou as pessoas ou ins i uições que ambém saibam que necessi am
e o doado 11
pode ha e um
exceden e mui o pon ual, mas não ac edi o (…) po que eu es ou aqui dia iamen e e po an o não dou
po da , dou po que p ecisam e po que me dizem o que é p eciso e, segundo, o olume de u en es é ão
g ande que eu acho que é di ícil ha e exceden es.
Com base nas en e is as ealizadas, o am o muladas e es adas hipó eses com o obje i o de
pe cebe o pe il e en ol imen o dos doado es. Assim, as hipó eses analisadas pe mi em en ende o
en ol imen o e o comp omisso dos doado es pa a com o p oje o e, ambém, pe mi em iden i ica os
a o es que assegu am a manu enção das doações. Os esul ados das hipó eses es adas são os
seguin es:
Tabela n.º 12: Resul ados da hipó ese 3
En e is ados
Hipó ese 3: Escolhe am a Po a Solidá ia pa a doa pela c edibilidade do p oje o.
Doado 11
(…) gos o do p oje o, ac edi o no p oje o e ejo since idade nas pessoas que es ão en ol idas. E
pessoalmen e, e no meu g upo, somos pessoas solidá ias, gos amos de se solidá ios pa a com o
p óximo, sem es a a olha quem ajudamos. E acho que a Po a Solidá ia cump e es es equisi os.
Doado 5
Na época da pandemia, e a comum su gi em na ele isão epo agens da ação solidá ia da Po a
Solidá ia jun o de quem p ecisa pa a ob e uma e eição quen e. Pessoas ligadas ao mundo do
u ismo, que de um momen o pa a o ou o ica am sem abalho, ambém es a am a pedi ajuda.
Com es a memó ia ecen e e endo o nosso CEO, já conhecimen o do p oje o, ez sen ido a Po a
Solidá ia se uma das ins i uições escolhidas pa a se apoiada
Doado 13
Há mui as pa óquias que não azem me ade do que es a az e nem se p eocupam com essa pa e
social. A p eocupação do pá oco, que é um bocado a nossa, é da melho qualidade de ida às
pessoas. Is o es á a subs i ui o es ado e quando explodem as necessidades, em 2020, eu i e
mesmo de aze alguma coisa e nós é que emos de es a ag adecidos à po a solidá ia de se i
de solução nes as coisas odas.
Doado 2
(…)E é mesmo de uma impo ância gigan e o abalho que azem e po isso pa a nós az odo o
sen ido pode apoia . Acabam, ambém, po se um pa cei o, quando alamos mesmo na lu a
con a o despe dício (…)
Doado 1
(…) uma amiga , na pandemia . Rela ou que es a am com mui as pessoas pa a ajuda e
p ecisa am de bens alimen a es (…)
,
é mais uma migalha a jun a a an as ou as e assim
podemos ajuda mui as pessoas
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nas en e is as aos doado es
60
Tabela n.º13: Resul ados da hipó ese 4
En e is ados
Hipó ese 4: A ede exis en e de doações e pa ce ias assegu a a sus en abilidade do p oje o.
Doado 11
eu sou a coo denado a de um g upo de doado es (…) ajudamos a Po a semanalmen e e nes e
momen o como es amos ocados em da géne os escos, alimen os escos (…)
Doado 4
Somos uma Emp esa comp ome ida com a nossa comunidade e, den o do que nos é possí el,
azemos doação de p odu os nossos com o obje i o de sup i necessidades alimen a es das
ins i uições que es ão incluídas no nosso P og ama de Dona i os.
Doado 10
É pa a jun a ao bolo, não é? Eu ico con en e po aze pa e da go a d'água. Como dizia a Mad e
Te esa de Calcu á, no ma , aquela go a d'água, az al a em odo o uni e so, nós emos o nosso
papel e aqui quan o mais pessoas doa em e ajuda em mais conseguem ab i o leque de pessoas
que ajudam. (…)
Doado 3
(…)a Po a Solidá ia é aquela que apoiamos com maio egula idade, pela p oximidade, mas
ambém pela impo ância do abalho que desen ol em e po sabe mos que ealmen e ajudam as
pessoas. É um p oje o que é uma mais- alia g ande pa a a cidade e pa a as pessoas que lá
eco em.
Doado 17
Ao con ibui com alimen os , dinhei o , ecolhas pão , e jun amen e com mui as mais pessoas
doado as , conseguimos que a Po a Solidá ia possa con inua a ajuda quem p ecisa .
Fon e: Elabo ação p óp ia com base nas en e is as aos doado es
A hipó ese 3 é alidada, uma ez que as en e is as indicam que a c edibilidade do p oje o é um
a o de e minan e pa a os doado es, bem como a con iança na sua ges ão, a anspa ência das ações
e a pe ceção do impac o posi i o na comunidade. A p esença da Po a Solidá ia na comunicação social
du an e a pandemia, associada a ações conc e as de espos a às necessidades eme gen es, con ibuiu
pa a consolida a sua c edibilidade. Esse econhecimen o público in luenciou, p incipalmen e, os
doado es.
Os es emunhos demons ados na hipó ese 4 alidam a hipó ese e alidam que as doações
assegu am a sus en abilidade e, ambém, demons am que o p oje o depende di e amen e da sua ede
de doações e pa ce ias pa a a sua sob e i ência. Os depoimen os e le em uma o e consciência de que
cada doação, mesmo que pa eça pequena, é essencial pa a man e o p oje o em uncionamen o. A
e e ência à
go a d'água
de Mad e Te esa de Calcu á simboliza essa men alidade cole i a, em que se
cada um de a sua
go a d’água
é possí el c ia um lago ou um io de doações e da ainda mais espos as
às necessidades sen idas pela comunidade. Des e modo, o comp omisso cole i o e a egula idade das
doações demons am que a solida iedade em ede é um modelo e icaz pa a sus en a p oje os sociais e
os doado es mos am es a comp ome idos, uma ez que ac edi am na se iedade e ele ância do p oje o.
67
É no ó io que o olun a iado desempenha um papel c ucial na e icácia da espos a social da
Po a Solidá ia e a a és do abalho dedicado dos olun á ios, é possí el ga an i a ope acionalidade e
o uncionamen o do p oje o, cen ado na o ganização e dis ibuição dos alimen os. Des e modo, o
olun a iado é uma o ça mo iz que impulsiona o impac o posi i o da Po a Solidá ia na comunidade,
o alecendo os laços sociais e p omo endo a solida iedade.
No que diz espei o à mo i ação dos doado es, p esen e na e isão de li e a u a e nos esul ados
ob idos nas en e is as e na análise do pe il, iden i icou-se que enquan o algumas pessoas são mo i adas
po um senso de esponsabilidade social e empa ia em elação aos mais ca enciados, ou as são mo idas
pela sa is ação pessoal e pela busca de um p opósi o maio na ida. Além disso, a o es como
expe iências pessoais, alo es cul u ais e in luências sociais desempenham um papel impo an e na
decisão de con ibui com a Po a Solidá ia. Comp eende essas mo i ações é essencial pa a di eciona
es a égias de cap ação de doações e en ol imen o da comunidade.
A a és das en e is as ei as aos esponsá eis, oi possí el pe cebe que a o ma como se
abo dam possí eis doado es é c ucial pa a a sua cap ação e o malização de pa ce ias. Explica a
impo ância da doação de cada um, a di e ença de uma doação egula e uma doação pon ual, bem
como u iliza a anspa ência do p oje o pa a ca i a mais doado es são a o es c uciais pa a a
sus en abilidade. Apesa da impo ância das doações em dinhei o pa a supo a cus os como àgua, luz,
en e ou as despesas, o ac o de se em ei os pedidos de alimen os em espécie e nunca, no caso das
edes sociais, pedidos de dinhei o, az com que a comunidade en enda que a única p eocupação é
alimen a quem p ecisa, quem não consegue alimen o de ou a o ma e es e p incípio az mais doado es
pa a o p oje o.
No que oca às limi ações do es udo, apesa de e sido escolhida uma amos a signi ica i a,
algumas en e is as o am di íceis de combina dada a pouca disponibilidade das pessoas. Ac esce que
algumas podiam e desen ol ido mais as ques ões, mas não inham an o à on ade pa a al. Ou a
limi ação iden i icada é a di iculdade em medi o impac o a longo p azo, bem como a al a de dados
sob e a sus en abilidade. Apesa de o p oje o unciona bas an e bem e ap esen a um g ande
c escimen o ao longo dos anos, a dependência dos olun á ios e doado es se á semp e i al.
No u u o, se ia pe inen e comple a es e es udo com uma in es igação cen ada na ges ão
dos exceden es de doações em géne os, não só na Po a Solidá ia, mas ambém nas es an es
o ganizações sociais da cidade do Po o. O ac o da Po a Solidá ia se i , em média, 400 pessoas po
dia, cons i ui um meio ágil de escoamen o de mui os géne os alimen a es doados. No en an o, le an am-

68
se ques ões de o ganização, de acomodação dos alimen os e da exis ência de espaço que assegu e a
sua conse ação.
Rela i amen e a suges ões pa a melho a o p oje o, a a és das espos as dos olun á ios, é
mui o impo an e p opo ciona -lhes uma o mação con ínua, em á eas como ges ão e mediação de
con li os, p imei os soco os, higiene e segu ança alimen a en e ou os.
Replica uma inicia i a social como a Po a Solidá ia é, em eo ia, possí el, desde que se enham
em conside ação os a o es essenciais, como a alo ização das pessoas en ol idas, a adap ação ao
con ex o local e a anspa ência na ges ão. No en an o, a a-se de um p ocesso exigen e, que eque
empo, dedicação e mui o abalho colabo a i o.
Com a chegada da pandemia, o uncionamen o do p oje o so eu al e ações signi ica i as,
p incipalmen e de ido ao aumen o acen uado da p ocu a de apoio social. Foi necessá io encon a
soluções ápidas e e icazes pa a esponde às no as necessidades. Es e pe íodo coincidiu com uma
onda de maio solida iedade po pa e da população em ge al, incluindo emp esas e ins i uições, o que
acili ou a mobilização de ecu sos e apoios.
A espos a posi i a da comunidade pe mi iu não só man e como e o ça o apoio p es ado pelo
p oje o. Os doado es, ao obse a em o impac o di e o das suas con ibuições no dia-a-dia, econhecem
a impo ância do seu en ol imen o, o que é undamen al pa a ga an i a con inuidade da ajuda,
aumen ando assim, o núme o de doado es egula es e comp ome idos nes a inicia i a social.
Po im, é isí el a impo ância da Po a Solidá ia e de p oje os simila es no comba e à
eme gência alimen a , inicia i as que desempenham um papel undamen al na ga an ia do acesso a
alimen os pa a aqueles que mais necessi am, ali iando o impac o da insegu ança alimen a , p omo endo
a dignidade e o bem-es a das pessoas em si uação de ulne abilidade. A a és da economia da dádi a
e do olun a iado, a Po a Solidá ia é uma inicia i a social demons a i a do pode da solida iedade e da
coope ação na cons ução de uma sociedade mais jus a, mais equi a i a e mais inclusi a.
69
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76
Anexos
Anexo n.º 1: Guiões das en e is as aos olun á ios, doado es e esponsá eis da Po a
Solidá ia
Guião da en e is a aos olun á ios:
Ques ões
Obje i os
1- Po que decidiu aze olun a iado?
Analisa as azões pa a alguém o na -se
olun á io
2- Qual é o seu papel como olun á io na Po a
Solidá ia?
Iden i ica a impo ância de cada olun á io e
o seu papel na o ganização
3- O que é que o le a a con inua a se olun á io?
Qual a sua mo i ação pa a aze olun a iado?
Iden i ica as mo i ações ine en es ao abalho
olun á io
4- Como é que o apoio dos olun á ios in luencia
a missão da Po a Solidá ia?
Analisa a impo ância do abalho olun á io
nas o ganizações
5- Sen e que o seu abalho é alo izado? E que a
ins i uição o acompanha e apoia?
Analisa a impo ância da alo ização do
abalho olun á io e do espe i o
acompanhamen o po pa e dos ó gãos de
ges ão
6- Se pudesse al e a alguma coisa no
uncionamen o do p oje o, o que se ia?
Obse a a e icácia do p oje o e iden i ica
possí eis al e ações pa a melho amen o
7- Como ê a elação en e os olun á ios e
bene iciá ios?
Analisa a elação en e o olun á io e o
bene iciá io
8- Como é a sua elação com os colabo ado es
da ins i uição?
Analisa a elação en e o olun á io e os
abalhado es da o ganização
9- Po que é que acha que es e p oje o é
impo an e?
Obse a o modo como o olun á io alo iza o
abalho da o ganização
10- Quan as ho as es á a da ao p oje o
semanalmen e? Quão impo an e se ia se
exis issem mais olun á ios e a sua ca ga
ho á ia pudesse se eduzida?
Analisa a impo ância de adqui i uma equipa
g ande de olun á ios que pe mi a a sua
o a i idade e edução de ho á io
11- Sen iu alguma al e ação a ní el pessoal, depois
de começa a aze olun a iado? (ex.: aumen o
da elicidade/ ealização pessoal)?
In es iga o e ei o do olun a iado no aumen o
da au oes ima e ealização pessoal
12- Se o abalho osse pago, quan o acha que
se ia o p eço jus o à ho a?
Es uda o mon an e jus o a ecebe pelos
olun á ios pelo abalho desempenhado
13- Po que é que acha que es e p oje o é
impo an e?
Obse a o modo como o olun á io alo iza o
abalho da o ganização
14- Indique suges ões pa a melho a o
uncionamen o do p oje o
Obse a a e icácia do p oje o e iden i ica
possí eis al e ações pa a melho amen o
83
Vol 2: Eu nes e momen o es ou a aze duas ho as e meia, no máximo ês ho as po semana, à segunda-
ei a. A impo ância dos olun á ios pa a eduzi a minha ca ga ho á ia não é nenhuma, sou since a,
po que es as duas ho as pa a mim são undamen ais po semana, po an o, eu não p eciso de eduzi a
minha ca ga ho á ia no olun a iado.
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal depois de e iniciado a sua a i idade olun a iada? Po exemplo,
aumen o da elicidade, da ealização pessoal.
Vol 2: Mui o mais, cada dia que enho aqui, ou pa a casa com o sen imen o de missão cump ida, com
a alma la ada e com o co ação cheio. Às ezes um bocadinho is e, pela si uação das pessoas em si,
mas uma is eza que me le a a alo iza aquilo que eu enho em casa e o que enho na minha ida.
Po an o, acho que sob e udo é isso É a gen e olha p imei o pa a o lado posi i o e eu enho uma
esponsabilidade, sim e le o is o mui o a sé io.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o é que acha que se ia o p eço jus o à ho a? A é 10 eu os? 10 ou
20 eu os? Ou mais de 20 eu os?
Vol 2: en e 10 e 20 eu os.
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 2: É impo an e pa a a comunidade que emos, pa a o país que emos, pa a o mundo em que
es amos. É impo an e po que dá comida, po que as pessoas êm ome, há mui a ome escondida,
po an o, acho que quem em p ecisa. É impo an e pa a a saúde das pessoas, a odos os ní eis, é
impo an e pa a os olun á ios e não olun á ios, pa a os u en es, pa a as pessoas que cá abalham,
acho que é um p oje o que é mui o impo an e.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 2: Faze , se calha , um bocadinho mais de ma ke ing, sensibiliza , aze es emunhos, ídeos de
es emunhos de olun á ios, po exemplo, po que quando a ele isão em cá aze uma epo agem, há
um boom de doações e as pessoas icam sensí eis. Po que eem, po que aquilo lhes oca e, po an o,
eu cada ez que peço às pessoas, dos meus con ac os, o que necessi amos mais ou que é u gen e, as
pessoas sensibilizam-se, ago a, somos milhões..

84
En e is a: Volun á io 3
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 3:Po que im paga uma mul a e depois con ence am-me a ica . Comecei po aze se iço
comuni á io, po causa de uma mul a, mas depois gos ei an o e iquei. Is o acaba po se um ício mui o
g ande.
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 3:Fico na po a a o ien a a ila e as pessoas que en am.
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 3:Não
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 3:P imei o po que eu gos o dis o. Gos o mesmo a sé io. Segundo, acho que aze bem não az mal
a ninguém. Ajuda quem p ecisa não az mal a ninguém. Sin o que p ecisam de mim e que aço al a.
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 3:Se não hou e olun á ios, is o não abalha. Todos nós emos o nosso luga e odos nós azemos
al a. É pa a la a a louça, é pa a pô a louça, é pa a la a os copos, é pa a le an a copos da mesa, é
pa a pô pão, é pa a enche ga a as d'água, é pa a e quem deixa comida debaixo da mesa, quem
esconde e quem dei a o a. Todos nós emos um abalho a aze .
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? Numa escala de 1 a 5, em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado?
Vol 3:Pa a mim é 5.
Q7: Como é que ê a elação en e os olun á ios e os u en es?
Vol 3:Acho que depende de nós e da manei a como os acei amos. Eu enho amigos e enho
inimigos. Po quê? Po que alguns não gos am da comida, ou não que em come a sopa e que em dei a
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
81
5º ano
Re o mada
Viú a
6 anos
85
o a algo que oi p epa ado pa a eles e eu não deixo. Po isso choco com mui os es a o a, que em
es aga e eu não deixo.
Q8: Como a alia a elação com os abalhado es da ins i uição? Numa escala de 1 a 5. Em que 1 é mui o
má e 5 é mui o boa.
Vol 3:5
Q9: Desde que es á no p oje o, já ecebeu alguma o mação?
Vol 3:Recebi no inicio, quando me explica am como é que unciona o p oje o e odo o abalho, mas
i ando isso não ecebi o mação
Q10: Quan as ho as é que es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia, se exis issem
mais olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 3:En ão ce ca de 3 ho as po dia, 4x po semana o que dá 12h po semana e es ou con o á el com
o ho á io, não p eciso de mais olun á ios pa a eduzi o meu ho á io
Q11: como é que se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex:
aumen o da elicidade, ealização pessoal)
Vol 3: Au oes ima. Tenho 81 anos e is o mos a-me que ainda sou capaz, ainda posso ajuda . Enquan o
es i e i a, que o consegui ajuda semp e e se ú il às ou as pessoas.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o alo jus o à ho a? A é 10 eu os? En e 10 e 20
eu os? Ou mais de 20 eu os?
Vol 3: Mais de 20 eu os
Q13: Po que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 3: Po que há mui a gen e a p ecisa e há mui a que não p ecisa, mas p ecisa men almen e. Meio
com ome e necessidade e meio com al a de cabeça.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 3: Eu acho que pa a is o melho a , inha que se ei o um apanhado sob e a ida da pessoa. Conhece
a pessoa e sabe se êm po necessidade, ou po que é que êm. E ambém e a impo an e azê-los e
que não ecebemos dinhei o do Es ado como eles pensam.
86
En e is a – Volun á io 4
Q1: Po que que decidiu aze olun a iado?
Vol 4: Hou e uma coisa que mexeu mui o comigo e com a minha ida, que oi a pandemia. Vi no Po o
Canal que es a am aqui de olun á ios e decidi i aqui e p opo -me a se olun á ia.
Q2: E qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 4: Eu es ou na cozinha, cozinho e ajudo a p epa a as e eições.
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 4: Não, nunca inha.
Q4: E quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 4: As minhas mo i ações é mesmo ajuda os ou os, é da um bocadinho de mim, po que elizmen e
enho uma ida bas an e cómoda e i i semp e um bocado numa bolha e is o ab iu-me os ho izon es
pa a os ou os, basicamen e. Vou olha pa a os ou os e en a ajuda , da um bocadinho do meu empo
e basicamen e isso.
Q5: Como é que acha que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 4: Eu acho que é undamen al, se não osse dos olun á ios, e ia sido pessoas uncioná ias daqui e
ia e ou os cus os comple amen e di e en es, não sei se inham essa capacidade. Acho que é
undamen al pa a es as ins i uições de solida iedade ha e pessoas olun á ias.
Q6: E em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? Numa escala de 1 a 5, em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado?
Vol 4: 4.
Q7: Como e a elação en e os olun á ios e os u en es?
Vol 4: Eu não enho g ande con ac o com os u en es. Mas acho que no ge al é uma boa elação que
êm. Mas ambém há pessoas que êm mesmo p oblemas men ais, são bas an e iolen as, pessoas que
não es ão habi uadas a espei a g andes no mas, nem as pessoas. Algumas colegas já o am ag edidas
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
54
12º
Domés ica
Casada
4 anos
87
e insul adas. Eu ambém já i e um p oblema aqui com uma senho a do abalho comuni á io. São
pessoas que es ão mesmo mui o, mui o mal a adas pela ida. E é di ícil, às ezes, escapa disso.
Q8: Como é que a alia a sua elação com os abalhado es da ins i uição? Numa escala de 1 a 5, em
que 1 é mui o má e 5 é mui o boa?
Vol 4: 5
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 4: Recebi no início, de ou os olun á ios mais expe ien es, pa a ap ende a cozinha pa a 400
pessoas
Q10: Quan as ho as é que es á a da o p oje o semanalmen e? E quão impo an e se ia se exis issem
mais olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 4: Eu enho às qua as- ei as e ico 3 ho as e meia, mais ou menos. 4 ho as. Se exis issem mais
olun á ios, se calha , em ez de i odas as semanas, inha semana sim, semana não.
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? Po exemplo,
o aumen o da elicidade, a ealização pessoal?
Vol 4: Pa a mim aumen ou mui o a minha elicidade. Sin o-me mais ú il. E sei que, apesa das pessoas
ali nem sabe em quem eu sou, nem o que é que eu aço, eu sei que es ou a con ibui pa a o bem-es a
delas e isso é mui o g a i ican e.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o é que acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10 eu os, en e
10 e 20 eu os ou mais de 20 eu os?)
Vol 4: En e 10 e 20.
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 4: É impo an e po que pega numa anja da sociedade que é comple amen e os acizada, que quase
é in isí el pa a a maio ia das pessoas, e dá-lhes, pelo menos, uma opo unidade. Uma opo unidade de
come em, se calha ambém podem pedi apoio ju ídico, apoio social. Sei que há pessoas que le am
cabazes, le am oupa. Isso az oda a di e ença na ida de uma pessoa que não em nada, nem em
ninguém.
88
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 4: De iam en a , se iamen e, a anja mais olun á ios.
En e is a: Volun á io 5
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 5: Nós não i emos num mundo ideal, en ão, acho que aquilo que pude mos aze pa a
con ibui pa a o mundo se um bocadinho melho , acho que emos esse de e . Semp e gos ei de aze
olun a iado e do con a o com as pessoas.
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 5: Cos umo es a en e a copa e a cozinha, a se i os p a os e a dis ibui , ou en ão a limpa /la a
louça. Faço pa e da equipa que se e as e eições, das 17h30 às 20h.
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 5: Sim, já inha ei o no Banco Alimen a e na Casa da C iança de Ti es, uma espécie de in an á io
que az pa e do es abelecimen o p isional, onde icam as c ianças das eclusas.
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 5: A en ega.. acho que no undo quando ens pa a da ambém ecebes mui o e acaba po se um
p ocesso espon âneo e, pa a mim, ecebe a g a idão das pessoas é mui o boni o e é mui o boni o
ambém ecebe a g a idão dos ou os olun á ios. É o es a semp e con ac o com ou as pessoas, e
ou as ca as e e que ninguém es á sozinho. Eu sei que se p ecisa enho pessoas aqui que es ão
disponí eis pa a me ajuda de alguma o ma.
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 5: Os olun á ios êm um papel essencial, po que sem olun á ios não há po a solidá ia. Os
olun á ios são a pon e, o in e mediá io en e a missão e aquilo que é possí el. O olun a iado omen a
um espí i o de ajuda de nós pa a com eles e deles pa a connosco ambém.
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
24
Licencia u a
En e mei a
Sol ei a
1 ano

89
Q6: E em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? Numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado
Vol 5: 4, po que às ezes com alguns u en es é di ícil.
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 5: Às ezes é di ícil. Es as pessoas êm uma ce a necessidade de “despeja ”, se calha , as suas
mágoas e as suas p eocupações em nós. Não é que eles açam po mal mas emos que sabe o nosso
limi e pa a não da aso a possí eis abusos. Mas, no ge al, a elação é mui o boa e acho que ê-se
mesmo que há mui a gen e mui o g a a, a so i e a dize ob igado. Exis e semp e as pessoas mais
ag essi as ou mais cha eadas com a sua ida, mas é impo an e aze um es o ço pa a não condena os
ou os que não êm culpa.
Q8: Como é que a alia a sua elação com os abalhado es da ins i uição? Numa escala de 1 a 5 em
que 1 é mui o má e 5 é mui o boa
Vol 5: 5
Q9: Desde que es á no p oje o, já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 5: Não, nunca hou e o mações
Q10: Quan as ho as é que es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem
mais olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 5: Pa a mim não se ia impo an e ha e mais olun á ios, po enquan o não sin o essa necessidade.
Es ou a i 3x po semana e são 3h po dia, po isso dá um o al de 9h po semana. Po enquan o es á
bem assim, consigo concilia com o meu abalho. O impo an e, se calha , e a man e mais gen e ixa,
po que mui as ezes emos mui os g upos de escolas e emp esas que são ince os.
Q11: Como é que se sen iu a ní el pessoal, depois de e es iniciado a sua a i idade de olun a iado?
(ex: aumen o da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 5: Realização pessoal, acho que sim. Na e dade, às ezes, quando emos empo li e não sabemos
o que aze com ele e a ida pode pa ece um bocadinho abo ecida.. Já acabei de abalha , mas ago a
es ou cansada, não ape ece aze nada, o que é que eu ou aze ? En ão acho que essa ambém oi uma
al e na i a que eu a anjei, esse édio que eu se calha sen ia quando saia dos u nos e, “ah, não ou
90
aze nada, es ou cansada”. Mas às ezes não e a cansaço, é a pessoa não sabe mui o bem o que aze .
E ambém oi uma o ma pa a a anja algum p opósi o além do abalho e sim, ico mui o ealizada.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o é que achas que se ia o p eço jus o à ho a? A é 10 eu os, en e
10 e 20 eu os ou mais de 20 eu os?
Vol 5: 10 e 20.
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 5: Acho que não é só a ques ão da ome, embo a a ques ão da ome seja impo an e, mas é essa
ques ão de, ok, eu es ou a passa po is o, mas eu não es ou sozinha, po que enho gen e disponí el
pa a me ajuda e enho ou as pessoas que passam po is o, eu não sou a única. Não enho que e
e gonha de es a a passa po is o, não é? Acho que é mui o nesse sen ido e depois, aquilo que ambém
é mui o impo an e, documen a aquelas pessoas que ambém ganham a sua au onomia, a sua
independência.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 5: A coo denação en e os e iados, a comunicação en e equipas e ambém ge i melho a comida,
po que às ezes não deixamos epe i , po que não sabemos quan os êm mais, mas no inal acaba po
sob a
En e is a- Volun á io 6
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 6: Du an e oda a minha ida, semp e en ei e um con a o com as pessoas que se isse de ajuda
aos ou os, e az-me bem sen i que sou ú il.
Q2: Qual é que é o seu papel como olun á ia na Po a Solidá ia?
Vol 6: Cozinha, aço pa e de uma das equipas que con eciona as e eições
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 6: Sim, no Hospi al de Valbom
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
72
Licencia u a
Re o mada
Casada
3 anos
91
Q4: Quais é que são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 6: Tenho que me da a conhece , po que p eocupo-me mui o, mui o mesmo, com quem passa
di iculdades e sensibilizo-me mui o com es e assun os, p incipalmen e quando alamos daqueles que
não se podem de ende e enche-me o co ação po que sei que a comida é ei a com cuidado e es amos,
ealmen e, a acaba com a ome na cidade
Q5: Como é que acha que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 6: Os olun á ios podem e mui a in luência na Po a Solidá ia. Cada um az a sua go a, uma go inha
mui o pequenina. Podem e géne os, pode e dinhei o pa a os comp a , mas se não hou e pessoas
de boa on ade e de espí i o le e que enham pa a aqui ajuda , acho que a Po a Solidá ia não
unciona á.
Q6: Em que medida é que se sen e que o seu abalho é alo izado? Numa escala de 1 a 5, em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado.
Vol 6: 4
Q7: Como é que ê a elação en e os olun á ios e os u en es?
Vol 6: Eu não enho mui o essa expe iência, po que eu e mino de cozinha e saio an es de começa em
a se i , po isso não enho g ande con ac o. Assis i a uma ou ou a a i ude menos con enien e, de uma
pessoa um bocadinho mais impacien e, mas ejo e odos os olun á ios são pessoas que são ca inhosas
e são a á eis com os u en es.
Q8: Como é que a alia a sua elação com os abalhado es da ins i uição? Numa escala de 1 a 5, em
que 1 é mui o má e 5 é mui o boa?
Vol 6: 4
Q9: Desde que es á no p oje o, já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 6: Não.
Q10: Quan as ho as é que es á a da ao p oje o, semanalmen e e quão impo an e se ia se exis issem
mais olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 6: Es ou a da aquelas 3 ho i as po semana e não acho que enha necessidade nes e momen o, de
mais olun á ios pa a eduzi o meu ho á io.
92
Q11: Como é que se sen iu a ní el pessoal depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? Po
exemplo, o aumen o da elicidade, ealização pessoal?
Vol 6: Eu ap endi. E não en o com os u en es, como disse, não enho mui o con a o com eles. Mas a
i e num g upo di e en e que e a o meu e da ida que i e de abalho. Mas i e que ap ende a lida
com pessoas di e en es, mui o di e en es de mim, a é na manei a como eem o olun a iado e como
eem os u en es. E não... E i e que ap ende , que não e a udo à minha manei a, mas a pô as
coisas em que a libe dade de cada um osse o al, po que eu sou comple amen e pela libe dade.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? A é 10 eu os, en e 10 e 20
eu os, ou mais de 20 eu os
Vol 6: En e 10 e 20€
Q13: Po que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 6: Po que dá con o o, az um con o o às pessoas e elas sabem que êm aqui um po o de ab igo.
Uma sopa e uma comida quen e, mui as pessoas êm como “ca idadezinha”, mas é essa ca idade que
az a di e ença na ida das pessoas
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o?
Vol 6: De ia ha e um con ac o de alguém que es eja disponí el ou mais disponí el ou mais p óximo que
possa i numa eme gência, ajuda a cob i uma pessoa que se sin a mal num momen o ou uma pessoa
que não es á bem e não em à ul ima da ho a.
En e is a – Volun á io 7
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 7: Foi po con i e de ou o olun á io que me disse pa a me jun a ao p oje o, na al u a es a am
p ecisa de pessoas pa a i busca as sopas e como enho uma ce a lexibilidade de ho á io, acei ei.
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
M
62
Licencia u a
Emp esá io
Di o ciado
2 anos e meio
99
Q7: Como é que ê a elação en e os olun á ios e os u en es?
Vol 9: É uma boa elação, há semp e exceções, mas no meu pon o de is a se a a mos os u en es
como pessoas no mais que são, e com odo o espei o, eles ambém nos espei am. Se i e mos um
so iso ou uma pala a amiga, um boa a de ou um bom dia, eles e ibuem ambém da mesma o ma,
no malmen e.
Q8: Como é que a alia a sua elação com os abalhado es da ins i uição? Numa escala de 1 a 5 em que
1 é mui o má e 5 é mui o boa?
Vol 9: 5
Q9: Desde que es á no p oje o, já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e logo?
Vol 9: Não.
Q10: Quan as ho as é que es á a da ao p oje o, semanalmen e e quão impo an e se ia se exis issem
mais olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 9: São 3 dias po semana, ce ca de 3 ho as po dia, po isso 9 ho as po semana e es ou bem assim,
é es e é o ho á io que eu gos o. Mesmo que enham mais olun á ios, acho que nunca são
demais, desde que não se a apalhem, há semp e o que aze , po que ambém depende mui o dos dias,
às ezes emos imensos olun á ios, ou as ezes são mui o poucos e não emos mãos a medi .
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado?
Vol 9: Sin o uma sa is ação pessoal mui o g ande, mais signi icado na sociedade, oi numa al u a
complicada da minha ida, e po an o oi uma boa exal ação, oi mui o impo an e, oi mesmo mui o
impo an e.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o é que acha que se ia o p eço à ho a? A é 10 eu os, en e 10 a
20 eu os, ou mais de 20 eu os?
Vol 9: A é 10€.
Q13: Po que que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 9: É impo an e a ní el social, po que há mui a gen e com necessidades, cada ez mais. Temos
mui os imig an es ambém. Temos mui a gen e a passa ome escondido, acho que há mui a gen e que
em e gonha a é se calha de pedi ajuda. E aqui, como há a possibilidade de i come sem e em

100
que se iden i ica , oda a gen e pode i come , à exceção das amílias que le am pa a casa. E sei de
mui as pessoas que êm que op a po come ou paga a enda.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 9: Uma coisa que é di ícil é sabe quan os olun á ios êm em cada dia, nós emos os g upos no
Wha sApp, mas nem semp e espondem e nunca sabemos se êm 5, 10 ou 20.
En e is a – Volun á io 10
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 10: Po que acho que enho ob igação de con ibui pa a o bem comum. Eu não concebo uma
sociedade em que i emos echados sob e nós p óp ios e que o que nos odeia não é ele an e. No meu
caso, é ele an e e eu p eocupo-me com o bem-es a comum, p incipalmen e com quem em menos
possibilidades.
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 10: Comecei a i busca as sopas, duas ezes po semana, ao Hospi al San a Ma ia. Mas depois i
que is o e a mui o mais do que ecolhe sopas. E depois, que dize , in e essei-me em ajuda . E semp e
que posso, ainda hoje, po exemplo, penso em ica a ajuda .
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 10: Não
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 10: Aquilo que começou como um al uísmo, de en a ajuda os ou os, pa a mim, eu saio daqui
semp e mais ealizado. Que dize , po um lado saio às ezes is e com as si uações, com a sociedade,
mas po ou o lado, sabe que pude aze alguma coisa pa a ajuda deixa-me semp e sa is ei o comigo
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
M
47
Licencia u a
Consul o de eno u ismo
União de ac o
4 anos
101
p óp io. Po an o, em um lado egoís a. E eu i o bene ícios de i ajuda , pa a mim. Men almen e e
psicologicamen e, pa a mim, é impo an e. E, po an o, eu enho com mui o gos o. Semp e que posso.
E p ocu o... Que dize , é uma coisa que eu p ocu o en ol e -me. Aliás, quando é p eciso pa a
campanhas de ecolha e al, eu gos o semp e de ajuda . Po acaso, en e an o, ambém já me o e eci
pa a o Banco Alimen a .
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 10: A Po a Solidá ia sem os olun á ios não inha capacidade pa a alimen a 400, 500 pessoas, po
isso os olun á ios são undamen ais. Sem os olun á ios e a impossí el aze -se um décimo do que se
az ago a.
Q6: Em que medida que sen e que o seu abalho é alo izado? Numa escala de 1 a 5, em que 1 é nada
alo izado e 5 é mui o alo izado?
Vol 10: 4
Q7: Como é que ê a elação en e os olun á ios e os u en es?
Vol 10: Há dois ipos de u en es e há dois ipos ambém de olun á ios. Temos o olun á io que não em
a mínima lexibilidade e, po an o, qualque con a empo da pa e de um u en e é logo exace bado a um
pon o que às ezes não az mui o sen ido, há uma in lexibilidade de alguns olun á ios que cla amen e
não êm capacidade de pe cebe que são pessoas diminuídas e com idas mui o complicadas. A maio
pa e dos olun á ios êm uma boa elação com os u en es, acho que alguns a é êm um bocadinho de
mais. Eu p ocu o ajuda semp e naquilo que posso, embo a hoje pe cebo manhas e habilidades que não
pe cebia quando comecei.
É mui o impo an e se jus o com quem em e alo iza as si uações que êm de se alo izadas e há
mui os olun á ios, nomeadamen e os que êm já há anos dis o que êm essa p eocupação e depois há
os olun á ios en im, al ez po i em menos ezes ou po não êm ocação, não conseguem c ia uma
elação.
Q8: Como a alia a sua elação com os abalhado es da ins i uição? Numa escala de 1 a 5 em que 1 é
mui o má e 5 é mui o boa.
Vol 10: 5
102
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 10: Não
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 10: Quando enho só as sopas, como enho duas ezes, são ce ca de duas ho as po semana.
Quando ambém ico na equipa da dis ibuição são 6 ho as po semana, po isso depende mui o da
minha disponibilidade, mas no mínimo 2h. Não me p eocupa a ca ga ho á ia, mas sim o es o ço que se
az a ca ega as e mos. Quando chego à Po a pa a desca ega enho semp e ajuda, mas o mais di ícil
é ca ega no Hospi al.
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? Po exemplo,
o aumen o da elicidade, a ealização pessoal?
Vol 10: É uma coisa que me ealiza, que eu me o gulho e que me deixa mais con o á el comigo p óp io
e com a minha ida. Sabe que há umas ho as da semana que eu i o pa a is o, sa is az-me mui o
pessoalmen e e sin o-me mais ealizado po sabe que con ibuo na medida do que me é possí el pa a
ajuda .
Q12: Se o abalho osse pago, quan o é que acha que se ia o p eço jus o à ho a? A é 10 eu os, en e
10 e 20 eu os, ou mais de 20 eu os?
Vol 10: En e 10 e 20€
Q13: Po que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 10: In elizmen e, os núme os dos u en es p o am bem que é impo an e. Há, in elizmen e, uma
camada da população ex emamen e ins á el e com imensas di iculdades. Temos alguns u en es que
não êm a ida minimamen e es u u ada seque , é uma desg aça comple a e ambém emos, desde a
pandemia, uma camada no a de u en es que abalham, mas não ganham o su icien e pa a as despesas
que êm e pa a mim é mui o d amá ico. Bas a olha pa a a ila e consegue-se di e encia bem. Mui as
pessoas c i icam a Po a se abe a a odos, mas pa a mim e que es a numa ila pa a pedi pa a
come , 99% êm mesmo que p ecisa . Não há ou a hipó ese.. Não é possí el.
103
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 10: A ques ão da segu ança e a undamen al, mui as ezes os olun á ios não es ão segu os, ê-se
pelos p oblemas que já i emos, e a undamen al melho a a segu ança. Mui as das pessoas que êm
cá jan a es ão a mados com acas.
A ques ão dos muçulmanos, acho que a ig eja muçulmana de e ia con ibui com algum ipo de apoio,
po que é um enca go mui o g ande pa a nós, já que cozinhamos alimen os di e en es pa a eles, po que
não comem ca ne que não seja mo a pelo mé odo deles. E de iam i cá, aze um le an amen o e
ajuda -nos.
En e is a- Volun á io 11
Q1: Po que que decidiu aze olun a iado?
Vol 11: Pa a ajuda o ou o, po uma ques ão de que e ajuda , aze algo pela sociedade e gos o de
ajuda , enho es e sen ido de ajuda, e inha pensado em aze qualque coisa e su giu-me es a
opo unidade.
Q2: Qual é que é o seu papel aqui como olun á ia na Po a Solidá ia?
Vol 11: O meu papel nes e momen o é cozinha , mas se o p eciso ou o, nou o se o , cla o que ajudo,
mas nes e momen o sin o que aço mais al a na cozinha, enho duas ezes po semana.
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia já inha ei o olun a iado?
Vol 11: Fazia no Hospi al San o An ónio, das oi o da manhã às dez, po que as lojas ab iam às dez, e eu
es a a na zona do pé diabé ico. Fiz du an e uns anos.
Q4: Quais é que são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 11: A minha mo i ação é ajuda quem p ecisa, acho que az pa e de mim, hoje são eles, quase
amanhã pode emos se nós, mas az pa e da minha manei a de se , acho que é mais po aí, gos o de
ajuda .
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
65
6º ano
Come cian e
Di o ciada
1 ano e meio
104
Vol 11: É mui o, mui o. Acho que sem olun á ios ia se mui o di ícil, se não hou esse... P imei o, em
que ha e quem dê as coisas, mas depois, se não hou e quem as con ecione e quem as si a, e a
impossí el.
Q6: Em que medida que sen e que o seu abalho é alo izado? Numa escala de 1 a 5, em que 1 é nada
alo izado e 5 é mui o alo izado?
Vol 11: 5
Q7: Como é que ê a elação en e os olun á ios e os u en es?
Vol 11: Eu acho que eles êm-nos mui o espei o. Só o olha deles pa a nós, que é um olha de
ag adecimen o, de g a idão. Sabem que nós es i emos a abalha pa a eles e a aze com ca inho. Eu
sin o isso.
Q8: Como é que a alia a sua elação com os abalhado es da ins i uição? Numa escala de 1 a 5, em
que 1 é mui o má e 5 é mui o boa?
Vol 11: 5
Q9: Desde que es á num p oje o, já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 11: Não. A o mação oi ei a po ou as colegas. Pessoal daqui.
Q10: Quan as ho as é que es á a da ao p oje o, semanalmen e? E quão impo an e se ia se exis issem
mais olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 11: T ês... É a e ça e a sex a. Pa a mim, o único dia que não me da a jei o e a a sex a, po que enho
a amília a jan a lá em casa. Mas en o cump i semp e.
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de no a iado? Po exemplo,
o aumen o da elicidade, a ealização pessoal?
Vol 11: Sim, sen i que me mo i ou, mo i ou a ní el pessoal, que me sen i ú il, numa al u a da e o ma,
em que a pessoa em mui o mais empo do que aquele que inha. Sen i que me le an ou um bocadinho,
saio da o ina com uma coisa que gos o de aze e que sin o que es ou a ajuda , a ajuda quem p ecisa.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? A é 10 eu os? En e 10 e 20
eu os? Ou mais de 20 eu os?
Vol 11: En e 10 e 20€

105
Q13: Po que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 11: Pa a a sociedade, acho que é mui o impo an e. Po que há mui as pessoas, semp e hou e, a
pob eza semp e exis iu, eu lemb o-me desde pequena que não e a ica, mas ha ia pessoas mais pob es,
mesmo com mais di iculdades que eu, na escola e à ol a, e semp e exis iu. E acho que de ia ha e
mais des e géne o, po que is o con ibui pa a que as pessoas passem menos mal. Pelo menos aqui êm
onde se aga a , sabem que êm um mimo, êm uma comida quen e, êm umas sandes, êm um so iso
da nossa pa e e de quem cá es á. Acho que um so iso é mui o bom e não cus a, não se paga.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 11: Assim, de momen o, eu acho que ele es á ão bem p epa ado, es á bem pensado, que não me
oco a assim nenhuma suges ão. A suges ão é ealmen e con inua , po que há semp e boas on ades
aqui e há pessoas com mui o boa on ade. Eu acho que is o é pa a con inua e ai cada ez se melho ,
de ce eza. Tenho essa ideia que sim, que é um p oje o mui o boni o.
En e is a: Volun á io 12
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 12: Eu decidi que quando me e o mei, que ia se ú il à sociedade.E a azão é essa, que acho que é
uma das o mas de ap o ei a mos bem o empo. Quando icamos e o mados, é cla o que é passa
ambém empo de qualidade a é com a amília e udo, mas depois há uma ques ão de consciência, que
dize , de u ilidade pa a a sociedade. Tem a e com isso, essencialmen e. Po an o, pa ece que i o
melho podendo da alguma coisa àquilo que p eciso. Podendo se ú il. Po an o, é uma o ma de es a
na ida, acho que é. É isso.
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 12: O meu papel, nes e momen o, é aze as ecolhas dos exceden es na pada ia Ribei o.
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
69
Licencia u a
Economis a
Casada
2
106
Vol 12: Fiz olun a iado num p oje o que é o T aje ó ias da Foz, que na al u a e a emb ioná io e jun a a
pessoas que nem seque sabiam le , com pessoas o madas pa a ensina em. Depois es i e em Pe a i a,
mesmo no a mazém do Banco Alimen a .
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 12: Ajuda os ou os. A maio mo i ação é essa. E é es e sen ido de u ilidade da ida, não é? Também
pa a o ou o. E é essencialmen e essa a g ande mo i ação.
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 12: A Po a Solidá ia, como qualque ou a ins i uição, julgo que não consegui ia sob e i e sem es a
capacidade humana, não é? Acho que é absolu amen e undamen al, não é? E é undamen al que,
ealmen e, os olun á ios ambém es ejam de co ação. Po que na ealidade são o b aço di ei o de
qualque ins i uição.
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 12: 5.
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 12: Nunca acompanhei aqui di e amen e. Como só aço as ecolhas e quando enho aze a Po a
já es á echada, acabo po não e qualque con ac o, nem com olun á ios, nem com u en es.
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 12: 5.
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 12: Não.
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 12: Eu es ou lá mui o pouquinho. No undo, eu ou... Eu ou à Pada ia Ribei o e demo o uma ho a
e meia. Não é nada.
107
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex: aumen o
da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 12: Eu acho que é de ealização pessoal mesmo. Também posso chama de elicidade po aze algo
pa a a sociedade.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)
Vol 12: A é 10€.
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 12: É absolu amen e an ás ico, po que es e p oje o acaba po se uma o ma de pessoas que es ão
na ua, e não só, e p ecisam, pode em e acesso a alimen ação. Isso acho absolu amen e undamen al.
No undo, es e p oje o subs i ui a é uma unção do Es ado.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 12: No meu caso, endo em con a o abalho que eu aço aqui no p oje o, acho que es á o ganizado
e es á bem ge ido. Se calha , às ezes se ia ú il que os olun á ios se conhecessem. Quem az as
ecolhas acaba po es a mais isolado e não em g ande con ac o, é como se osse um abalho de
bas ido es.
En e is a: Volun á io 13
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 13: Na al u a oi p eciso po que, com a pandemia, mui a gen e oi embo a e es a a em causa a
manu enção do se iço. Eu, nessa al u a, não inha azões pa a não se olun á ia, po que mui a gen e
que deixou de i , deixou de i po causa de e medo da pandemia, e eu aciocinei que, sendo o meu
ma ido médico, o mais ce o e a eu apanha em casa com ele. Po an o, não inha nada a pe de , não
inha azões pa a não me ocupa de ou a coisa que osse ú il a alguém.
Q2: Qual é o seu papel como olun á ia na Po a Solidá ia?
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
64
Licencia u a
P o esso a
Casada
4 anos e meio
108
Vol 13: Faço o u no de se i das e eições e ambém coo dena um bocadinho os olun á ios, sob e udo
aqueles que con ac am a pa óquia e que é p eciso aloca aos di e sos u nos.
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 13: Sim, ao longo da minha ida iz ou os ipos de olun a iado com pessoas pob es, desde o meu
empo de uni e sidade.
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a se olun á ia?
Vol 13: Eu não consigo dissocia essa opção da minha é. A minha mo i ação começa po se uma opção
de é, ou seja, aquilo em que eu ac edi o é que se i a Deus não pode se de cos as ol adas aos i mãos.
Ten a aze aos ou os aquilo que eles p ecisam e ac edi ando semp e que Deus não põe ninguém no
nosso caminho po acaso. É semp e uma coisa que me em inspi ado.
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 13: Eu acho que são undamen ais e que o p oje o não exis ia se não exis issem olun á ios. Cla o
que quem iniciou o p oje o, quem o em man ido e es á mui o elacionado com a sua pe sonalidade é o
nosso pá oco, o Pad e Rubens, e ele em uma g ande capacidade de dinamização, de desassossega as
pessoas e de insis i .
Mas odos os ou os olun á ios são impo an es e acho que nos dão pe spe i as di e en es. Po que,
an o pessoas e o madas que já êm uma expe iência g ande de ida, como olun á ios mais no os,
es udan es, uni e si á ios, amílias, odos eles êm uma con ibuição, uma manei a de e a sociedade. E
eu acho que é isso que é a iqueza da a e nidade. É se mos odos di e en es, mas odos es a mos a
se i no mesmo p oje o. Eu acho isso que é bas an e en iquecedo .
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? Numa escala de 1 a 5, em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado?
Vol 13: 4
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e os u en es?
Vol 13: Eu acho que odos os olun á ios êm um co ação g ande e que es ão aqui, de ac o, pa a
se i . Alguns deixam-se oca mui o pelas si uações pessoais, ou os e ol am-se com algumas a i udes
de alguns u en es. Ago a, acho que, de uma manei a ge al, há uma boa elação en e os olun á ios.
Quando não há, as pessoas ão-se embo a e, po an o, o p oblema acaba po se esol e ambém.
115
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 16: 5
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 16: É uma elação boa. Os olun á ios que andam cá são pessoas que gos am de ajuda o
p óximo, que não azem disc iminação de espécie alguma. E eu acho que os u en es êm isso e que
icam ag adados com isso. Eles pe cebem o es o ço que mui os azem após um dia de abalho ou
olun á ios que já são idosos e que dedicam mui o o seu dia aqui.
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 16: 5
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 16: Quando nós chegamos, há pequenas o mações, como mos a as ins alações, dize como é que
as coisas uncionam. Essas o mações, é ób io que sim. Se me es á a pe gun a , o mações em
en idades c edi adas, que eu me es eja a eco da , não.
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 16: Mui as, eu aqui na Pa óquia aço ambém ou o ipo de abalhos, es ou cá odos os dias, na
Po a e não só. Cla o que e a bom se i esse mais duas ou ês pessoas como eu que i essem mui o
empo li e o podíamos aze aqui ou o ipo de coisas
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex:
aumen o da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 16: A ealização pessoal é semp e g ande. Quando a gen e es á a ajuda ou as pessoas isso é mui o
g a i ican e a ní el pessoal. Sin o algum cansaço, po que ealmen e a pouco e pouco comecei cada ez
mais a despende mui as ho as po aqui. É ine en e que depois amos endo conhecimen o de algumas
si uações de ida, algumas his ó ias de ida mui o complicadas, de algumas pessoas que nos pedem
ajuda. E in a ia elmen e isso le a-se pa a casa, não é? Mui as ezes i a sono. Mas sin o-me mui o
sa is ei a po que amos conseguindo ajuda mui as pessoas, com os nossos conhecimen os, com os
nossos amigos com as ajudas que a p óp ia pa óquia dos meios que a pa óquia em, dos ecu sos que
a pa óquia pode despende e isso é mui o g a i ican e, não é?
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)

116
Vol 16: En e 10 e 20€
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 16: É um p oje o social, é um p oje o undamen al na egião, no país, pa a a sob e i ência das
pessoas, po que, apesa de es a mos na Eu opa, ha e mui os ecu sos, e ha e mui as ins i uições, a
e dade é que as ajudas, os ecu sos que o país em, as es u u as que o país em, mui as ezes não
chegam às pessoas e nós somos a o ma mais ácil das pessoas, mui as ezes, começa em a se
e gue . Po an o, é undamen al es as ins i uições da sociedade ci il que conseguem dialoga , que não
c iam ba ei as, po que, acima de udo isso, nós não c iamos aqui ba ei as. Quando oda a gen e echou
a po a, eles eco em a nós. Po que a gen e ab e a po a a odos.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 16: P ecisá amos de uma ins alação maio . P ecisá amos de o mação aos olun á ios, a é po que
a o mação mo i a ambém as pessoas. As en idades públicas de e iam, não é pode iam, é de e iam
in es i um bocadinho em nós. Po que é mui o gi o quando da mos um núme o.
En e is a: Volun á io 17
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 17: Desde pequeno i a minha mãe a aze olun a iado e oi algo que ela semp e oi incu indo a
mim e aos meus i mãos.
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 17: O meu papel na po a solidá ia é aze o que seja p eciso no p óp io dia, desde la a loiça,
se i comida como a limpeza do espaço.
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 17: Não
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
M
37
9º ano
Cuidado de idosos
Sol ei o
8 anos
117
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 17: A minha mo i ação é sem dú ida ajuda o p óximo, en a po mais pouco que seja a minha
ajuda, que um mundo melho , com mais igualdade en e odos.
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 17: Se não ossem os olun á ios a Po a Solidá ia não e ia o sucesso que em há á ios anos.
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 17: 3
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 17: Vejo dedicação, apoio, pala as de con o o dos olun á ios pa a com os u en es.
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 17: 4
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 17: Não
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 17: Nes e momen o 4h po causa da minha a i idade p o issional, mas já dei mais, po isso
semp e que consigo enho
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex:
aumen o da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 17: Realização pessoal, sen i me ú il pe an e a sociedade ajudando quem mais p ecisa.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)
Vol 17: A é 10€.
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
118
Vol 17: É mui o impo an e, pois sem es e p oje o mui as pessoas não e iam nada pa a se alimen a
dia a dia.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 17: Mais diálogo en e o coo denado e os olun á ios, e mais o ganização.
En e is a – Volun á io 18
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 18: Po que acho que é impo an e ajuda quem mais p ecisa e aze alguma coisa pelos ou os e
endo essa opo unidade, que acho que ale a pena aze .
Q2: Qual é o seu papel como olun á ia aqui na Po a Solidá ia?
Vol 18: Faço as ecolhas nas pada ias Ribei o das sob as de cada dia.
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 18: Coo dena a a á ea de olun a iado, na Uni e sidade, jun amen e com um g upo de alunos.
Q4: Quais é que são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 18: Po um lado, ajuda , da algo ú il do que enho pa a ajuda as pessoas que p ecisam, e , po
ou o lado, sen i -me ú il ambém. Tenho a elicidade de pode e uma ida boa e gos o de aze paz aos
ou os e de e a elicidade dos ou os quando são ajudados ambém.
Q5: Como é que acha que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 18: Sem os olun á ios se ia mui o di ícil con inua a missão e se não ossem pessoas a ajuda , eu
acho que e a impossí el. Com an a gen e que pede ajuda, eu acho que e a impossí el.
Q6: Em que medida que sen e que o seu abalho é alo izado? Numa escala de 1 a 5, em que 1 é nada
alo izado e 5 é mui o alo izado?
Vol 18: 4
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
62
Dou o amen o
P o . Uni e si á ia
Casada
5 anos
119
Q7: Como é que ê a elação en e os olun á ios e os u en es?
Vol 18: Nunca es i e di e amen e com os u en es.
Q8: Como é que a alia a sua elação com os abalhado es da ins i uição? Numa escala de 1 a 5, em
que 1 é mui o má e 5 é mui o boa?
Vol 18: 4.
Q9: Desde que es á no p oje o, já ecebeu alguma in o mação?
Vol 18: Não.
Q10: Quan as ho as é que es á lá o p oje o semanalmen e e quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 18: Ce ca de uma/duas ho as po semana. Faço aquilo que posso e não sin o necessidade de eduzi ,
po que já é mui o pouco, mas é o que consigo.
Q11: Como é que se sen iu a ní el pessoal depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? Po
exemplo, o aumen o da elicidade, a ealização pessoal?
Vol 18: Sin o-me eliz po pode ajuda um bocadinho, pouquinho, ao êxi o da po a. Mesmo sendo um
abalho que às ezes é a ho a de jan a o que não é semp e ácil, mas acho que compensa.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? A é 10 eu os, en e 10 e 20
eu os, ou mais de 20 eu os?
Vol 18: En e 10 e 20€
Q13: Po que que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 18: Acho que es e p oje o é impo an e po que, in elizmen e, e cada ez mais há pessoas que es ão
em si uações mesmo di íceis da ida e não só há pessoas que se calha semp e es i e am, mas há
algumas que en am em g andes di iculdades e há poucos apoios des es na cidade. Po isso, acho que
o apoio que é ei o aqui, é mui o impo an e pa a ajuda essas pessoas que de ou a manei a se calha
não e iam apoio.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
120
Vol 18: Rec u a mais olun á ios e aze pa ce ias com as uni e sidades, não sei se já o azem ou não,
mas as uni e sidades es ão a da cada ez mais alo ao olun a iado. Também podiam pô os u en es
a ajuda e a o na em-se olun á ios.
En e is a – Volun á io 19
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 19: Pa a pode da um pouco de mim pa a a sociedade. Re ibui ambém aquilo que ou ecebendo
e que ecebi. Ten a deixa uma ma ca posi i a, segundo as minhas capacidades, os meus ecu sos. E
po que sou c is ão ambém. Cump indo o mandamen o do amo ao p óximo.
Q2: Qual é que é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 19: O que enho ei o com mais egula idade ago a é la a louça e ambém cos umo p epa a os ki s
que en egamos aos u en es. Po isso, eu aço pa e de dois u nos. Du an e a semana, na equipa da
dis ibuição e no domingo no u no da p epa ação.
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 19: De o ma egula , não.
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 19: É o mandamen o do amo ao p óximo. Pode con ibui com aquilo que sou e com aquilo que
enho, pa a que os ou os possam se um bocadinho melho es. Es a em um bocadinho melho es,
capaci a em-se um bocadinho mais. E, ambém, e em ambém o se iço dos c is ãos e da Ig eja pos o
em p á ica.
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 19: É o mais impo an e. Po que se os olun á ios, de ac o, es i e em in e essados em se i , p on o,
as coisas ão luindo e se e es i e em in e essados em bloquea as coisas, deixa de ha e Po a
Solidá ia. Po que 98% do abalho é abalho olun á io. Algumas uncioná ias do Cen o Social dão uma
ajuda, mas se não ossem os olun á ios, das duas, uma inha que se con a a gen e pa a abalha e
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
M
24
12º
Adminis a i o
Sol ei o
4 anos

121
en ão os cus os aumen a am mui o, ou en ão inha que se deixa de ha e Po a Solidá ia po que não
ha ia ecu sos pa a con a a gen e pa a abalha na Po a Solidá ia.
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? Numa escala de 1 a 5, em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado.
Vol 19: 5
Q7: Como é que ê a elação en e os olun á ios e os u en es?
Vol 19: De uma o ma ge al, mui o posi i a. Com in e ação, com simpa ia ambém, mas já oi melho ,
no o isso ambém, não sei se é pelo cansaço. Uma coisa a é que epa o é que, quando em um olun á io
no o e começa a in e agi com as pessoas, consigo no a , po exemplo, o ipo de in e ação que nós
ínhamos nos inícios, quando começámos a aze is o. Ou seja, o que é que acon ece ago a? As ca as
são as mesmas. Se calha já conhecemos algumas das manhas deles, digamos assim. Eu acho que
esse a o ambém in luencia pa a não ha e an o mo i o de con e sa, an a empa ia.
Q8: Como é que a alia a sua elação com os abalhado es da ins i uição? Numa escala de 1 a 5, em
que 1 é mui o má e 5 é mui o boa?
Vol 19: 5
Q9: Desde que es á no p oje o, já ecebeu alguma o mação?
Vol 19: Não.
Q10: Quan as ho as é que es á a da ao p oje o semanalmen e e quão impo an e se ia se exis issem
mais olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 19: En e 5 a 8 ho as po semana. Já im odos os dias, ago a já não enho essa disponibilidade. Se
exis issem mais olun á ios e a mui o bom, uma ez que es ou com á ios hobbies e mui as ezes sin o-
me na ob igação de i , com eceio de i em poucos olun á ios e eu alha .
Q11: Como é que se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de
olun a iado? Exemplo, o aumen o da elicidade, a ealização pessoal
Vol 19: Te e um impac o bas an e signi ica i o pa a mim, a ní el de c escimen o pessoal, a minha elação
com a é, se iço e a elação en e se iço e é. A ní el de c escimen o pessoal, ao con ac a com a
pob eza que às ezes é um ema abs a o. Nós sabemos que exis e, mas só sen imos e dadei amen e
quando con ac amos com as pessoas e pe cebemos a impo ância de inicia i as como es a. Con esso
122
que an es de aze olun a iado, quando chega a a ho a de jan a e eu não gos a a da comida, dizia à
minha mãe que não que ia come e não alo iza a o abalho dela e o p a o que inha à minha en e.
Ago a penso de o ma di e en e.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? A é 10€, en e 10 e 20€ ou
mais de 20€?
Vol 19: Mais de 20€.
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 19: Daquilo que eu conheço, é o maio p oje o que alimen a as pessoas aqui na Zona No e e no
país não ejo pa alelo, since amen e. Is o a ní el de e eição p on a dia iamen e, nos moldes em que
é, endo em con a ambém, po exemplo, algumas especi icidades eligiosas de alguns u en es, que são
muçulmanos, e nós azemos alguma di e enciação. Ou seja, quando cozinhamos ca ne de po co, nós
emos ce ca de 200 muçulmanos a i come , emos de ga an i que essas pessoas possam e uma
al e na i a ambém disponí el. E eu não ejo pa alelo no nosso país. Pa a já, se i o núme o de pessoas
que nós se imos odos os dias, e pa a além disso, e es a esponsabilidade e es a di e enciação
posi i a, endo em con a as especi icidades da pessoa. Es ou a ala dos muçulmanos, mas ambém
emos pessoas ege a ianas e a anjamos semp e uma al e na i a.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 19: A anja olun á ios. Faze mesas mais pequeninas, mais mesas e mais pequeninas, num espaço
mais amplo, onde as pessoas pudessem a é es a , se calha , mais empo no con í io, po que ha ia,
p on o, ha ia mais ma gem pa a. Fo mação pa a os olun á ios, e a impo an íssimo, a ní el de á ias
alências, como esolução de con li os, p imei os soco os, p imei os soco os psicológicos.
En e is a: Volun á io 20
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
25
Licencia u a
Es udan e de
En e magem
Sol ei a
2 anos
123
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 20: Comp eende que nascendo com so e e o p i ilégio de não passa di iculdades ou agilidades,
enho o de e de ajuda o ou o que não pôde nasce da mesma o ma que eu
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 20: Es ou na po a a ecebe as pessoas e a o na o dia delas um bocadinho menos somb io
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 20: Sim
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 20: To na o Mundo um bocadinho mais jus o pa a odos
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 20: In luencia mui o, o bem-es a e apoio dos olun á ios são o espelho do bem-es a e apoio dos
u en es.
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 20: 3
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 20: Po no ma, com os u en es é boa, ai depende semp e de cada pessoa
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 20: 4
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 20: Não
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 20: Ten o da semp e 3h po semana.
124
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex:
aumen o da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 20: Com sensação de de e cump ido
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)
Vol 20: A é 10€
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 20: É undamen al pa a a saúde dos u en es
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 20: Fo mação de olun á ios equen e (melho ias na comunicação, a amen o e disponibilidade
aos u en es), acompanhamen o aos u en es (pa ce ias de saúde), maio di ulgação nas edes sociais
(melho ia da imagem)
En e is a- Volun á io 21
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 21: É algo que já aço há bas an e empo de o ma a de ol e a comunidade o que ela me dá .O
alecimen o da minha mulhe acele ou o p ocesso em e mos de maio en ol imen o e dedicação essa
causa do olun a iado
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 21: Dou apoio no u no da cozinha no Domingo de a de
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 21: Sim , em di e sas o ganizações, sendo que sou igualmen e esponsá el de uma associação de
a e com ins solidá ios
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
M
55
Mes ado
Ges o
Viú o
4 anos
131
Vol 24: 4
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 24: Na g ande maio ia, posi i amen e. In elizmen e oco em mui as ezes uns desaca os.
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 24: 4
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 24: Não.
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 24: En e 6 a 9 ho as. Na maio ia dos dias mesmo com olun á ios su icien es pa a al, não eduzi ia
as minhas ho as, mas se á semp e ú il em alguma e en ualidade.
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex: aumen o
da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 24: Maio sensação de ealização e comunidade.
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)
Vol 24: 10€
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 24: Com os con ínuos ac éscimos de di iculdades socioeconómicas, a exis ência de p oje os
comuni á ios como es e o nam-se cada ez mais necessá ios, pa a o modes o apoio que possam
o e ece , e como exemplo de que é possí el ainda uma comunidade se en eajuda , o a de mo i os de
luc o ou obs áculos polí icos.
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 24: Alguma o ma de melho o ganiza e comunica a necessidade de olun á ios pa a de e minado
dia e equipa. Cla o que nunca se ia pe ei o, mas algum acesso pa ilhado online ou a é em papel que
pe mi a e noção de quem se espe a nos p óximos dias/semanas, de o ma a sabe quando e emos

132
algum apoio de um g upo maio ipo uma u ma ou escu ei os, sabe que olun á ios con am mais i
em dias ce os po o ina e e melho noção de quando mui a gen e pode i a al a .
En e is a- Volun á io 25
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 25: Semp e sen i que a minha p o issão es a a ligada à missão de ajuda o p óximo, po isso o
olun a iado unciona como uma ex ensão na u al do meu abalho e dos meus alo es pessoaos
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 25: Ajudo na p epa ação dos ki s du an e a a de e, às ezes, ajudo a se i as e eições
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 25: Sim, em alguns la es, pon ualmen e.
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 25: Sabe que es ou a con ibui pa a a edução na ome do Po o, que in elizmen e ainda é um
p oblema
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 25: Sem olun á ios, o p oje o não consegui ia man e a espos a diá ia. Somos essenciais pa a
ga an i o uncionamen o.
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 25: 5
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 25: De g ande espei o e empa ia. P ocu amos semp e a a-los com mui a dignidade
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
30
Licencia u a
Assis en e Social
Sol ei a
2
133
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 25: 5
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 25: Não.
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 25: Es ou a da 2 ho as, em média. A é gos a ia de da mais, mas não consigo
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex: aumen o
da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 25: Sen i um aumen o da minha ealização pessoal e p opósi o
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)
Vol 25: A é 10€
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 25: Po que esponde de uma o ma conc e a a necessidades básicas que, in elizmen e, ainda exis em
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 25: Apos a na o mação dos olun á ios
En e is a- Volun á io 26
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 26: Sen i on ade de e ibui à comunidade e da sen ido ao meu empo li e
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
37
Licencia u a
Ges o a
Casada
5 anos
134
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 26: Ajudo a se i as e eições
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 26: Não
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 26: Faze a di e ença e sen i -me ú il
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 26: Sem a nossa ajuda se ia impossí el p epa a e se i an as e eições
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 26: 5
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 26: Acho que a elação é mui o boa, eles pe cebem que es amos aqui pa a eles
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 26: 5
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 26: Não, mas e a impo a e
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 26: Dou ce ca de 7 ho as po semana e não p eciso de eduzi a ca ga ho á ia, dou mesmo po
on ade
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex: aumen o
da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 26: Sen i-me mais eliz e com mais consciência social
135
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)
Vol 26: A é 10€
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 26: Po que az a di e ença na ida de cen enas de pessoas que, sem es e p oje o, e iam ainda mais
di iculdades
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 26: Se calha melho a a comunicação in e na, en e alguns olun á ios e in es i na o mação
En e is a- Volun á io 27
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 27: Es a a mui o empo sozinha em casa, p ecisa a de uma ocupação, mas não que ia i pa a um
cen o de dia, que ia sen i -me ú il. En ão a minha ilha p ocu ou um p oje o de olun a iado que eu
pudesse i e im aqui pa a
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 27: Venho cá odas as manhãs e ajudo nos ki s, a co a ba a as, legumes, e c
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 27: Não
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 27: Sen i -me ú il, o que na minha idade já não é mui o ácil
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 27: Acho que somos mui o impo an es e ajudamos mui o
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
72
4º ano
Re o mada
Viú a
2 anos
136
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 27: 4
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 27: Não es ou com os u en es, mas imagino que seja boa, a inal, es e abalho é pa a eles
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 27: 5
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 27: Não.
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 27: En e 5 a 7 ho as po semana
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex: aumen o
da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 27: Sen i-me mui o bem, gos o mui o de i
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)
Vol 27: A é 10€
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 27: Po que ajuda mui as pessoas com di iculdades
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 27: Não enho suges ões

137
En e is a- Volun á io 28
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 28: Pa a ocupa o meu empo e ajuda quem mais p ecisa
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 28: Ajudo a se i as e eições, la a louça, o que o p eciso
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 28: Já, nos pedi ó ios da Liga Po uguesa con a o Canc o
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 28: Con ibui pa a a cons ução de uma sociedade mais jus a
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 28: In luencia mui o, sem os olun á ios a Po a Solidá ia não exis ia
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 28: 4
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 28: Às ezes há con usões, mas no ge al a elação é boa
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 28: 5
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 28: Quando im pela p imei a ez explica am o que eu inha de aze
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
M
50
12º ano
Desemp egado
Sol ei o
1 ano
138
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 28: Es ou a da 3 ho as po semana, não é mui o, gos a a de da mais, po isso não sin o que de a
eduzi ainda mais se exis issem mais olun á ios
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex: aumen o
da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 28: É mui o bom sabe que con ibuo pa a que as ou as pessoas se sin am bem e consigam
alimen a -se de idamen e odos os dias
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)
Vol 28: 10€
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 28: Po que apoia pessoas eais, em si uações de di iculdade e eme gência
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 28: Se calha apos a mais na o mação e p epa ação pa a lida com um g upo ão ulne á el
En e is a- Volun á io 29
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 29: Quis ajuda a sociedade de alguma o ma e enho uma amiga que ambém é olun á ia aqui e
decidi ajuda ambém
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 29: Faço ecolhas nas Pada ias Ribei o uma ez po semana
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
F
63
Licencia u a
En e mei a
Casada
3 anos
139
Vol 29: Sim, semp e es i e ligada a á ios p oje os, p incipalmen e quando e a jo em
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 29: Solida iedade e empa ia pa a com os mais ulne á eis
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 29: Do que conheço, acho que sem os olun á ios o p oje o não exis ia
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 29: 5
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 29: Não enho con ac o com os u en es, não sei
Q8: Numa escala de 1 a 5, em que 1 é mui o má e 5 é mui o boa, como a alia a sua elação com os
abalhado es da ins i uição?
Vol 29: 5
Q9: Desde que es á no p oje o já ecebeu alguma o mação? Se sim, quando e onde?
Vol 29: Não
Q10: Quan as ho as es á a da ao p oje o semanalmen e? Quão impo an e se ia se exis issem mais
olun á ios e a sua ca ga ho á ia pudesse se eduzida?
Vol 29: 2 ho as apenas
Q11: Como se sen iu a ní el pessoal, depois de e iniciado a sua a i idade de olun a iado? (ex: aumen o
da elicidade/ ealização pessoal)?
Vol 29: Fico con en e po ajuda e consegui aze a di e ença, po mais pequena que seja
Q12: Se o abalho osse pago, quan o acha que se ia o p eço jus o à ho a? (a é 10€; 10-20€ ou +20€)
Vol 29: + de 20€
Q13: Po que é que acha que es e p oje o é impo an e?
Vol 29: Reduz a ome e isso é o mais impo an e
140
Q14: Indique suges ões pa a melho a o uncionamen o do p oje o.
Vol 29: Não enho suges ões
En e is a- Volun á io 30
Q1: Po que decidiu aze olun a iado?
Vol 30: Po sen i que odos de emos con ibui pa a uma sociedade mais jus a, sai da nossa zona de
con o o e ajuda aqueles que não i e am a mesma so e que nós na ida
Q2: Qual é o seu papel como olun á io na Po a Solidá ia?
Vol 30: Ajudo nas ecolhas de alimen os, sopas e a se i as e eições
Q3: An es de es a na Po a Solidá ia, já inha ei o olun a iado?
Vol 30: An es não, já cá es ou há algum empo
Q4: Quais são as suas mo i ações pa a aze olun a iado?
Vol 30: Sen ido de esponsabilidade social, essencialmen e
Q5: Como é que o apoio dos olun á ios in luencia a missão da Po a Solidá ia?
Vol 30: In luencia mui o mesmo, sem os olun á ios acho que os uncioná ios sozinhos não iam consegui
Q6: Em que medida é que sen e que o seu abalho é alo izado? (numa escala de 1 a 5 em que 1 é
nada alo izado e 5 é mui o alo izado)
Vol 30: 5
Q7: Como ê a elação en e os olun á ios e des ina á ios/u en es?
Vol 30: A minha elação é ó ima, alguns já conheço há algum empo e gos o mui o de con e sa com
eles
Géne o
Idade
Hab. Li e á ias
P o issão
Es ado ci il
Volun á io há quan os anos
M
21
12º ano
Tec. De in o má ica
Sol ei o
6 anos