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Otimização da integração de sistemas em um operador logístico internacional: um estudo de caso

Author: Fonseca, Pedro Henrique Maia da
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/c2c25ea6-929f-48a1-92da-56a164ec9d29/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Ped o Hen ique Maia da Fonseca
O imização da In eg ação de Sis emas em um
Ope ado Logís ico In e nacional: Um Es udo de
Caso
Ma ço de 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Ped o Hen ique Maia da Fonseca
O imização da In eg ação de Sis emas em um Ope-
ado Logís ico In e nacional: Um Es udo de Caso
Disse ação de Mes ado em Engenha ia e Ges ão Indus ial
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o José Ped o Domingues Teixei a
P o esso Dou o Nélson B uno Ma ins Maques Cos a
Ma ço de 2025
ii
“
Se a ida não me ab i as po as, eu i o cha ei o
E se essa não o minha ho a, eu al e o os pon ei os
E se o sol não nasce p a odos, eu aco do mais cedo
”
CHS
iii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is-
as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do
Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
i
AGRADECIMENTOS
A conclusão des a disse ação ma ca o im de um pe cu so desa ian e, eple o de ap endizagens e c es-
cimen o. Es e abalho não e ia sido possí el sem o apoio de á ias pessoas e ins i uições, às quais
exp esso a minha mais since a g a idão.
Em p imei o luga , ag adeço à Uni e sidade do Minho, pela o mação académica de excelência e pelo
ambien e de es ímulo in elec ual que p opo cionou ao longo des a jo nada. Um ag adecimen o especial
aos meus o ien ado es, P o . José Ped o e P o . Nélson, pelo acompanhamen o e pelas o ien ações ao
longo do desen ol imen o des a disse ação.
Ag adeço ambém à Rangel pela opo unidade de desen ol e es e es udo. Deixo um econhecimen o
especial ao meu o ien ado na emp esa, Hélde , e a odos os memb os da equipa de Co po a e IT e do
DSI, cujo apoio e disponibilidade o am undamen ais pa a o sucesso des a in es igação, o nando a
minha expe iência na emp esa mais en iquecedo a.
Gos a ia de exp essa um p o undo ag adecimen o à Lau inha, pelo apoio incondicional e pelas pala as
de incen i o que, po ezes du as, o am semp e necessá ias. A ua amizade, desde o p imei o dia da
uni e sidade, o nou odo es e pe cu so mais le e e di e ido. Ao Ma é, pela amizade, companhei ismo
e po oda a ajuda ao longo do nosso es ágio e des a disse ação, especialmen e nas nossas a des no
No a A cada, onde, en e con e sas, escu as e pacien emen e as minhas ideias e con ibuís e de o ma
c ucial, p incipalmen e na o ma ação do abalho.
Aos meus amigos, que, de di e sas o mas, o na am es a jo nada mais mo i ado a e i e am a paciência
gen il de me ou i ala in e mina elmen e sob e a minha disse ação. E cada um do seu jei o a a és de
pala as de enco ajamen o, momen os de descon ação ou simplesmen e pela p esença, ize am de
udo pa a que eu conseguisse conclui o desa io dessa disse ação.
Ag adeço ambém à amília que a P axe me deu, que me acompanhou ao longo de oda a minha ida
académica e ez com que a minha in eg ação em e as es angei as oco esse da melho o ma possí el.
Po im, exp esso a minha mais p o unda g a idão ao meu Pai, a minha Mãe e aos meus i mãos, pelo
amo incondicional, pelo apoio cons an e em odas as ases da minha ida e pelo incen i o incansá el
pa a que eu pe seguisse os meus sonhos. Sem o osso supo e, es a caminhada e ia sido imensamen e
mais di ícil, pa a não dize impossí el.

A minha que ida namo ada, pelo ca inho, paciência e comp eensão nos momen os mais exigen es. Sem
ocê, e mina es a disse ação e ia sido um desa io ainda maio . Ob igado po me mo i a es semp e a
segui em en e.
A odos, o meu mui o ob igado!
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
ii
OTIMIZAÇÃO DA INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS EM UM OPERADOR LOGÍSTICO INTERNACIONAL: UM ESTUDO
DE CASO
RESUMO
A p esen e disse ação explo a opo unidades de o imização na in eg ação de sis emas emp esa iais em
um ope ado logís ico in e nacional, com oco na ees u u ação das in e ações en e os sis emas de
ges ão u ilizados. O es udo cen ou-se na mode nização desses p ocessos, p omo endo melho ias na
go e nança de dados, e iciência ope acional e escalabilidade das in eg ações ecnológicas.
Pa a alcança esses obje i os, oi desen ol ida uma p opos a de a qui e u a uncional que subs i ui p á-
icas adicionais po abo dagens mais obus as e alinhadas às melho es p á icas do se o . A p opos a
con empla o uso da camada de aplicação na i a em conjun o com o
middlewa e
pa a ga an i maio
segu ança e as eabilidade, a de inição de no as alidações pa a o alece a qualidade dos dados e a
adoção de p ocessamen o sínc ono en e sis emas pa a assegu a maio con iabilidade na oca de in-
o mações.
A análise de alhada dos p ocessos de in eg ação pe mi iu iden i ica opo unidades de o imização, cul-
minando na o mulação de um modelo mais e icien e e esilien e. Espe a-se que, ao ado a essa abo -
dagem, seja possí el eduzi in e enções manuais, minimiza alhas ope acionais e es abelece uma
base ecnológica mais sólida pa a u u as expansões e ino ações.
Embo a os esul ados sejam eó icos, a a aliação quali a i a da p opos a indica bene ícios po enciais
signi ica i os, como a edução do es o ço écnico na esolução de alhas, a melho ia da consis ência dos
dados e o o alecimen o da go e nança dos sis emas. Complemen a men e, es e abalho con ibui pa a
a li e a u a acadêmica ao explo a a in eg ação de sis emas no se o logís ico, um ema ainda pouco
ap o undado em compa ação com ou as indús ias.
Com a o imização das in eg ações e a adoção de p á icas ecnológicas mais a ançadas, es a disse ação
o e ece um e e encial es u u ado pa a u u as implemen ações, suge indo es udos adicionais sob e a
iabilidade écnica e econômica da p opos a e sua adap ação a di e en es con ex os o ganizacionais e
geog á icos.
PALAVRAS-CHAVE:
ERP, Go e nança de Dados, In eg ação de Sis emas, Logís ica, SAP
iii
OPTIMIZATION OF SYSTEM INTEGRATION IN AN INTERNATIONAL LOGISTICS OPERATOR: A CASE STUDY
ABSTRACT
This disse a ion explo es oppo uni ies o op imizing sys em in eg a ion in an in e na ional logis ics op-
e a o , ocusing on he es uc u ing o in e ac ions among he managemen sys ems in use. The s udy
cen e s on mode nizing hese p ocesses, p omo ing imp o emen s in da a go e nance, ope a ional e i-
ciency, and he scalabili y o echnological in eg a ions.
To achie e hese objec i es, a unc ional a chi ec u e p oposal was de eloped, eplacing adi ional p ac-
ices wi h mo e obus app oaches aligned wi h indus y’s bes p ac ices. The p oposal includes he use
o he na i e applica ion laye alongside middlewa e o enhance secu i y and aceabili y, he es ablish-
men o new alida ion mechanisms o s eng hen da a quali y, and he adop ion o synch onous p o-
cessing be ween sys ems o ensu e g ea e eliabili y in in o ma ion exchange.
A de ailed analysis o in eg a ion p ocesses allowed he iden i ica ion o op imiza ion oppo uni ies, culmi-
na ing in he o mula ion o a mo e e icien and esilien model. By adop ing his app oach, i is expec ed
o educe manual in e en ions, minimize ope a ional ailu es, and es ablish a mo e solid echnological
ounda ion o u u e expansions and inno a ions.
Al hough he esul s a e heo e ical, a quali a i e assessmen o he p oposal sugges s signi ican po en ial
bene i s, such as educed echnical e o in oubleshoo ing, imp o ed da a consis ency, and s eng h-
ened sys em go e nance. Addi ionally, his s udy con ibu es o academic li e a u e by explo ing sys em
in eg a ion in he logis ics sec o , a opic s ill unde explo ed compa ed o o he indus ies.
By op imizing in eg a ions and adop ing mo e ad anced echnological p ac ices, his disse a ion p o ides
a s uc u ed e e ence o u u e implemen a ions, sugges ing u he s udies on he echnical and eco-
nomic easibili y o he p oposal and i s adap a ion o di e en o ganiza ional and geog aphical con ex s.
KEYWORDS
Da a Go e nance, ERP, Logis ics, SAP, Sys em In eg a ion
x
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 - Fases do Ac ion Resea ch no P oje o .................................................................................. 5
Tabela 2 - Fases do Ciclo de Vida do BPM ......................................................................................... 21
Tabela 3 - E apas do Modelo de Esc i a Di e a na Base de Dados ...................................................... 46
Tabela 4 - Con inuação - E apas do Modelo de Esc i a Di e a na Base de Dados ................................ 47
Tabela 5 - E apas do Modelo de Esc i a A a és da Camada de Aplicação .......................................... 51
Tabela 6 - Con inuação - E apas do Modelo de Esc i a A a és da Camada de In eg ação................... 52
Tabela 7 - In eg ações ipo Con igu ação ........................................................................................... 58
Tabela 8 - In eg ações Tipo P ocesso de Negócio .............................................................................. 59
Tabela 9 - Use Cases As-Is ................................................................................................................ 80
Tabela 10 - Cená ios que De em Se Ab angidos .............................................................................. 83
Tabela 11 - Países Que U ilizam o NIF Como Iden i icado Fiscal ....................................................... 85
Tabela 12 - Países Onde o G upo Possui Unidades de Negócio .......................................................... 85
Tabela 13 - Use Cases To-Be .......................................................................................................... 102
Tabela 14 - Ganhos Espe ados ....................................................................................................... 107
Tabela 15 - Con inuação Ganhos Espe ados ................................................................................... 108
Tabela 16 - P opos as de KPIs ........................................................................................................ 113

x i
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
3PL --
Thi d-Pa y Logis ics
ABAP --
Ad anced Business Applica ion P og amming
API --
Applica ion P og amming In e ace
APS --
Ad anced Planning and Scheduling
BI --
Business In elligence
BPD --
Business P ocess Diag ams
BPM --
Business P ocess Managemen
BPMN --
Business P ocess Model and No a ion
CNPJ -- Cadas o Nacional de Pessoa Ju ídica
CPF -- Cadas o de Pessoa Física
CRM --
Cus ome Rela ionship Managemen
DAF -- Depa amen o Adminis a i o e Financei o
DSI -- Depa amen o de Sis emas da In o mação
EAI --
En e p ise Applica ion In eg a ion
ERDO -- Edua do Rangel Despachan e O icial
ERP --
En e p ise Resou ce Planning
ERP II --
Ex ended En e p ise Resou ce Planning
ESB --
En e p ise Se ice Bus
FI --
Financial Accoun ing
iPaaS --
In eg a ion Pla o m as a Se ice
IoT
-- In e ne o Things
KPI --
Key Pe o mance Indica o
x ii
LSP --
Logis ic Se ice P o ide
MDM --
Mas e Da a Managemen
MIS --
Managemen In o ma ion Sys ems
MM --
Ma e ials Managemen
MRP --
Ma e ial Requi emen s Planning
MRP II --
Manu ac u ing Resou ce Planning
NIF -- Núme o Iden i icado Fiscal
OMG --
Objec Managemen G oup
PP --
P oduc ion Planning
RFC -- Regis o Fede al de Con ibuin es
RDL -- Rangel Dis ibuição e Logís ica
RIAM -- Rangel In e nacional Aé eo e Ma í imo
RPA --
Robo ic P ocess Au oma ion
RT -- Rangel T ansi á ios
SAP --
Sys em Applica ions and P oduc s
SCM --
Supply Chain Managemen
SD --
Sales and Dis ibu ion
SI -- Sis emas de In o mação
TIBCO --
The In o ma ion Bus Company
TI --
Tecnologias da In o mação
TMS --
T anspo a ion Managemen Sys em
TSI -- Tecnologias e Sis emas de In o mação
WMS --
Wa ehouse Managemen Sys ems
1
1. INTRODUÇÃO
O Capí ulo Um ap esen a o enquad amen o da disse ação in i ulada "
O imização da In eg ação
de Sis emas em um Ope ado Logís ico In e nacional: Um Es udo de Caso
", desen ol ida no âm-
bi o do es ágio cu icula do segundo ano do Mes ado em Engenha ia e Ges ão Indus ial. Inicial-
men e, são de inidos os obje i os da in es igação, des acando sua ele ância pa a a mode nização
da ges ão de sis emas emp esa iais no se o logís ico. Em seguida, desc e e-se a me odologia
ado ada pa a a condução do es udo, de alhando a abo dagem u ilizada na análise e o mulação
da p opos a de o imização. Po im, é ap esen ada a es u u a do documen o, p opo cionando
uma isão ge al dos capí ulos que compõem a disse ação e da o ma como os emas o am
o ganizados ao longo do abalho.
1.1 Enquad amen o
No cená io compe i i o a ual, as g andes co po ações en en am desa ios cons an es pa a e olui
seus p ocessos e ecnologias, ga an indo e iciência ope acional e ino ação. Pa a man e em sua
posição no me cado global, essas o ganizações p ecisam lida com obs áculos in e nos e ex e nos,
que ão desde a complexidade dos seus p óp ios sis emas a é à adap ação a di e en es con ex os
egula ó ios e cul u ais.
No se o logís ico, essas di iculdades o nam-se ainda mais e iden es. Ope ado es logís icos in e -
nacionais, como o G upo Rangel, que con am com á ias emp esas den o do g upo, cada uma
com sis emas de ges ão especí icos às suas ealidades ope acionais, en en am o desa io adicional
de ga an i a comunicação e icien e en e essas pla a o mas he e ogêneas. Além disso, p ecisam
ge i uma ampla gama de se iços e man e uma p esença global, o que exige a in eg ação de
ope ações em di e sas egiões, cada uma com suas especi icidades no ma i as, cul u ais e ec-
nológicas. A necessidade de alinha sis emas o ganizacionais e in o má icos a esse ambien e di-
nâmico in ensi ica os desa ios associados à ans o mação digi al e à in e ope abilidade en e pla-
a o mas, demandando soluções que p omo am a pad onização dos p ocessos sem comp ome e
a lexibilidade necessá ia pa a a ende às exigências locais.
Um dos p incipais a o es c í icos nesse con ex o é a in eg ação e icien e dos sis emas de in o -
mação, especialmen e dos
En e p ise Resou ce Planning
- ERP, que desempenham um papel es-
sencial na ges ão de p ocessos ope acionais, ecu sos humanos, con o midade legal e demais
2
unções emp esa iais. Em emp esas mul inacionais como a Rangel, que ope am com múl iplas
unidades de negócio e p es am se iços en e si, ga an i a luidez da oca de in o mações e a
compa ibilidade en e di e en es sis emas é essencial pa a man e a e iciência e a con iabilidade
das ope ações. Além disso, algumas dessas in eg ações en ol em sis emas sujei os a egulamen-
ações especí icas de cada país, o nando o desen ol imen o de soluções pe sonalizadas indis-
pensá el pa a assegu a con o midade e desempenho adequados.
Dian e desse cená io, ap imo a as in eg ações en e os sis emas de in o mação o na-se um a o
es a égico pa a a compe i i idade global. Uma a qui e u a ecnológica obus a e bem es u u ada
possibili a uma ope ação mais ágil, esilien e e adap á el às exigências de cada egião onde a
emp esa a ua. Assim, a mode nização dessas in eg ações não apenas melho a a e iciência in-
e na, mas ambém o alece a capacidade da o ganização de a ende às demandas do me cado
global em cons an e ans o mação.
1.2 Obje i os
O p incipal obje i o des a disse ação é e isa as in eg ações de dados en e os sis emas de
ges ão exis en es em um ope ado logís ico in e nacional, p opondo uma no a a qui e u a uncio-
nal que melho e a e iciência, a go e nança da in o mação e a escalabilidade dos sis emas. O
es udo inclui um le an amen o de alhado das in eg ações a uais
As-Is
, a iden i icação de opo uni-
dades de melho ia e a o mulação de uma solução uncional idealizada
To-Be
, que pode á o ien a
u u as implemen ações écnicas.
Pa a a ingi esse obje i o, o am de inidos os seguin es obje i os especí icos:
• Analisa as in eg ações a uais en e os sis emas emp esa iais, iden i icando limi ações e
pon os c í icos.
• P opo uma no a a qui e u a uncional
To-Be
pa a o imiza a comunicação en e os sis e-
mas e o alece a go e nança de dados.
• Es u u a uma abo dagem de in eg ação mais obus a, esilien e e sinc onizada, edu-
zindo dependências de in e enções manuais.
• Desen ol e um modelo pad onizado de in eg ação de sis emas emp esa iais, com po en-
cial de eplicação em di e en es geog a ias.
• C ia di e izes pa a u u as implemen ações ecnológicas, possibili ando uma con igu a-
ção mais ágil e e icien e de no os sis emas.
3
Com a conc e ização desses obje i os, espe a-se alcança os seguin es esul ados:
➢ Desen ol imen o de uma base de conhecimen o e documen ação es u u ada pa a apoia
u u as melho ias no p ocesso de in eg ação.
➢ De inição de uma a qui e u a uncional mais e icien e e esilien e, alinhada às melho es
p á icas de in eg ação de sis emas emp esa iais.
➢ Redução de alhas e aumen o da e iciência na moni o ização e manu enção das in eg a-
ções.
➢ Melho ia na comunicação en e sis emas em di e en es geog a ias, acili ando a escalabi-
lidade e a expansão das ope ações.
➢ Con ibuição pa a a li e a u a acadêmica sob e in eg ações de sis emas de in o mação no
se o logís ico, um ema ainda pouco explo ado em compa ação com ou as indús ias.
1.3 Jus i ica i a de In es igação
A adoção de sis emas de ges ão emp esa iais in eg ados em se consolidado como um pila es-
sencial pa a a compe i i idade no se o logís ico, pe mi indo maio e iciência ope acional e emba-
sando a omada de decisões com dados con iá eis. No en an o, a in eg ação en e esses sis emas
ainda ep esen a um desa io signi ica i o, exigindo não apenas a adap ação de p ocessos in e nos,
mas ambém a in e ope abilidade com di e en es pla a o mas e uma ges ão e icaz das mudanças
o ganizacionais.
Nesse con ex o, a in es igação sob e a o imização das in eg ações em um ope ado logís ico in-
e nacional jus i ica-se an o pela sua ele ância p á ica quan o pela necessidade de ap o unda a
comp eensão dos impac os e das melho es es a égias pa a implemen ação desses sis emas. A
complexidade das ope ações logís icas, somada à di e sidade de ecnologias u ilizadas, o na a
in eg ação en e sis emas um a o c í ico pa a ga an i isibilidade ope acional, o alece o con-
ole inancei o e o imiza a ges ão de ecu sos. Dessa o ma, analisa as es a égias ado adas e
os desa ios en en ados pode ge a
insigh s
aliosos pa a ou as emp esas do se o que lidam com
cená ios semelhan es.
Além da con ibuição p á ica, es a disse ação busca p eenche uma lacuna ele an e na li e a u a
acadêmica. G ande pa e dos es udos sob e in eg ação de sis emas concen a-se em se o es como
manu a u a e a ejo, enquan o a logís ica, apesa da sua c escen e impo ância global, ainda e-
cebe pouca a enção nesse âmbi o. Assim, es e abalho não apenas ap o unda a discussão eó ica

4
sob e o ema, mas ambém p opõe di e izes aplicá eis à ealidade do se o logís ico, o e ecendo
uma abo dagem que alia undamen ação cien í ica e aplicabilidade p á ica.
1.4 Me odologia de In es igação
Es e p oje o de in es igação se á ealizado no con ex o emp esa ial da Rangel, com o obje i o de
e isa e p opo melho ias no p ocesso de in eg ação en e os sis emas ERP e
T anspo a ion
Managemen Sys em
- TMS da o ganização. A necessidade des a in es igação su ge de ido aos
desa ios en en ados na ges ão e icien e dos luxos de dados en e esses sis emas, impac ando a
qualidade da in o mação, a e iciência ope acional e a as eabilidade dos p ocessos logís icos.
A me odologia ado ada nes e es udo baseia-se na abo dagem de
Ac ion Resea ch
, con o me de i-
nida po Saunde s e al. (2023). Es a es a égia é pa icula men e adequada pa a a ealidade da
emp esa, pois combina in es igação cien í ica com a esolução de p oblemas o ganizacionais,
pe mi indo que o in es igado pa icipe a i amen e do con ex o es udado. A
Ac ion Resea ch
ca-
ac e iza-se pelo en ol imen o di e o do in es igado com a o ganização e seus colabo ado es,
p omo endo um ambien e colabo a i o que isa a implemen ação de mudanças e melho ias con-
ínuas (O’B ien e al., 2022).
De aco do com Coughlan & Coghlan (2002), es a abo dagem en ol e dois pa adigmas undamen-
ais: oma medidas conc e as pa a esol e p oblemas iden i icados e, simul aneamen e, ge a
conhecimen o sob e essas ações. Dessa o ma, o es udo não se limi a à obse ação passi a dos
p ocessos, mas busca in e i na ealidade o ganizacional, es a soluções e documen a os im-
pac os esul an es das mudanças implemen adas. A escolha des a me odologia jus i ica-se pela
sua capacidade de p opo ciona esul ados p á icos pa a a emp esa, enquan o con ibui pa a o
a anço do conhecimen o na á ea de in eg ação de sis emas emp esa iais.
O p ocesso in es iga i o ado ado pa a es e es udo oi es u u ado em cinco ases sequenciais,
seguindo o ciclo i e a i o p opos o po O’B ien e al. (2022), ap esen ado na Figu a 1 Essas e apas
o am adap adas à ealidade da Rangel e às pa icula idades da in eg ação en e o ERP e o TMS,
ga an indo que as a i idades ossem conduzidas de manei a sis emá ica e alinhadas com os obje-
i os es a égicos da o ganização. As ases da in es igação es ão desc i as de alhadamen e na
Tabela 1 onde são especi icadas as a i idades ealizadas em cada e apa do es udo.
5
Tabela 1 - Fases do Ac ion Resea ch no P oje o
Dessa o ma, a me odologia ado ada pe mi e um equilíb io en e eo ia e p á ica, assegu ando que
as soluções p opos as sejam embasadas em e idências empí icas e enham aplicabilidade eal no
ambien e o ganizacional. Além disso, a abo dagem i e a i a possibili a ajus es con ínuos ao longo
do p oje o, ga an indo que as es a égias implemen adas es ejam alinhadas com as necessidades
e desa ios en en ados pela o ganização.
Fase:
Desc ição
1. Diagnós ico
Es a ase consis iu em uma análise c í ica e a aliação do es ado a ual das in eg a-
ções. A a aliação oi apoiada pela análise dos dados da pla a o ma Helpdesk e
das in eg ações exis en es, u ilizando e amen as e écnicas especí icas pa a
iden i ica limi ações e á eas passí eis de melho ia.
2. Planejamen o das Ações
Com base nas opo unidades de melho ia iden i icadas na ase de diagnós ico, oi
elabo ado um plano de ações de alhado. Es e plano incluiu a o ganização de um
p oje o pilo o, o ien ado pa a esol e os p oblemas diagnos icados e o imiza as
in eg ações exis en es.
3. Implemen ação das Ações
Du an e es a ase, as ações delineadas no plano o am execu adas. A implemen-
ação en ol eu le an amen os das in eg ações, equisi os uncionais e a a qui e-
u a u u a, sendo conduzida de o ma a ga an i a e e i a in eg ação dos sis emas
e a in odução das melho ias p opos as.
4. A aliação dos Resul ados
Após a implemen ação das ações, oi ealizada uma análise c í ica dos esul ados
alcançados. A compa ação en e o es ado inicial e o es ado desejado da a qui e-
u a de in eg ação pe mi iu a alia a e icácia das in e enções ealizadas, iden i i-
cando as lacunas es an es e as á eas de sucesso.
5. Especi icação da Ap endizagem
Es a ase en ol eu a iden i icação das descobe as e conclusões ge ais do es udo.
A documen ação de alhada do p ocesso pe mi iu não apenas a con inuidade do
abalho, mas ambém a aplicação dos esul ados ob idos em u u os p oje os e
con ex os semelhan es.
6
Adicionalmen e, uma e isão da li e a u a oi conduzida inicialmen e pa a con ex ualiza o es udo
e ap o unda o conhecimen o sob e as emá icas elacionadas com as in eg ações de sis emas
ERP. A análise e documen ação con ínua ao longo do p oje o ga an i am a in eg ação e aplicação
dos conhecimen os adqui idos, es abelecendo uma base sólida pa a u u as in es igações e de-
sen ol imen os na á ea.
1.5 Resul ados Espe ados
Es e es udo em como p incipal expec a i a a documen ação de alhada da a qui e u a de in eg a-
ção a ual
As-Is
, bem como a de inição de lógicas e luxos pa a uma p opos a de a qui e u a unci-
onal u u a
To-Be
. Especial a enção oi dada ao p ocesso de c iação de clien es, po sua ele ância
es a égica como base pa a di e sos ou os p ocessos de negócio, sendo essencial pa a ga an i
e iciência ope acional e uma ges ão de dados p ecisa e con iá el.
Dian e das limi ações de empo impos as ao p oje o, a in es igação concen ou-se na análise e
es u u ação de alhada da a qui e u a igen e, o necendo uma base sólida pa a u u as melho ias.
Espe a-se que, ao inal do abalho, seja possí el p opo um modelo de in eg ação mais e icien e,
capaz de a ende aos equisi os écnicos undamen ais, como a adoção de p á icas de
Mas e
Da a Managemen
- MDM e a implemen ação de um sinc onismo e icaz de dados en e os sis e-
mas.
Ou o esul ado espe ado é a ob enção de um en endimen o mais cla o e um alinhamen o es a-
égico sólido do es ado a ual das in eg ações, incluindo a o malização de de inições de go e nança
Figu a 1 - Fases do Ac ion Resea ch (O’B ien e al., 2022)
7
e a pad onização das lógicas de in eg ação. No caso especí ico do p ocesso de c iação de clien es,
a p opos a busca o ná-lo mais es u u ado e sinc onizado, minimizando alhas ope acionais, como
e os manuais, e assegu ando que as in o mações sejam cen alizadas, alidadas e man idas de
o ma consis en e den o do sis ema emp esa ial. Além disso, a in eg ação com o sis ema de
ges ão de anspo es oi p oje ada pa a segui os p incípios da a qui e u a uncional es abelecida,
ga an indo maio con iabilidade e alinhamen o com as melho es p á icas de me cado.
1.6 Es u u a da Disse ação
Es a disse ação es á o ganizada em oi o capí ulos, es u u ados de o ma a p opo ciona uma
isão cla a e p og essi a sob e a o imização das in eg ações de sis emas em um ope ado logís ico
in e nacional.
O Capí ulo Um, In odução, es abelece o con ex o do es udo, ap esen ando os obje i os da disse -
ação, a jus i ica i a da in es igação, a me odologia ado ada e a es u u a do documen o. Esse
capí ulo se e como base pa a os emas explo ados ao longo da pesquisa.
No Capí ulo Dois, Re isão Bibliog á ica, são discu idos os p incipais concei os e eo ias elaciona-
dos com a in eg ação de sis emas emp esa iais, o necendo o supo e eó ico necessá io pa a o
desen ol imen o do es udo. São abo dados os desa ios da in e ope abilidade en e sis emas, as
melho es p á icas iden i icadas na li e a u a e a e olução das a qui e u as de in eg ação.
O Capí ulo T ês, Ap esen ação da Emp esa, con ex ualiza a o ganização onde o es udo oi eali-
zado, desc e endo sua his ó ia, missão, alo es e es u u a o ganizacional. Além disso, ap esen a
uma isão ge al dos p ocessos de in eg ação exis en es, auxiliando no en endimen o do ambien e
ope acional e es a égico da emp esa.
No Capí ulo Qua o, Análise da Si uação A ual das In eg ações, examina-se o es ado a ual das
in eg ações en e os sis emas da emp esa, iden i icando desa ios, limi ações e opo unidades de
melho ia. São analisados os p incipais p oblemas en en ados e suas implicações ope acionais,
o necendo a base pa a a o mulação da p opos a de ees u u ação.
O Capí ulo Cinco, Re isão das In eg ações, ap esen a o p oje o-pilo o "
Re- hink ERP In eg a ions
RIAM
", que em como obje i o ap imo a as in eg ações en e os sis emas ERP e TMS da o gani-
zação. O capí ulo desc e e as e apas do p oje o, incluindo o mapeamen o das in eg ações a uais
As-Is
e, po im, abo da o alinhamen o es a égico necessá io pa a a implemen ação das melho ias
p opos as.
14
O ERP II ouxe a anços signi ica i os na ges ão es a égica das emp esas, inco po ando no os
módulos, como SCM, CRM,
Business In elligence
- BI e
Ad anced Planning and Scheduling
- APS.
Com a e olução das ecnologias, su ge em 2010 o concei o de ERP III, que ep esen a o modelo
a ualmen e u ilizado e em cons an e desen ol imen o (Cos a, 2022). Es a no a ge ação de sis e-
mas e o ça a conec i idade digi al e a in eg ação com pla a o mas ex e nas, p omo endo uma
isão global e mais e icien e das ope ações emp esa iais. A segui , a Figu a 2 ilus a uma isão
ge al da es u u a dos sis emas ERP.
Figu a 2 - Es u u a dos Sis emas ERP (Slack & B andon-Jones, 2021)
Os sis emas ERP ope am a pa i de uma base de dados cen alizada, que cole a, p ocessa e
disponibiliza in o mações pa a os di e sos módulos que compõem a solução, ga an indo supo e
in eg al às ope ações da emp esa. Essa es u u a in eg ada pe mi e que, à medida que no os
dados são inse idos no sis ema, odas as in o mações co elacionadas sejam a ualizadas au oma-
icamen e. Esse mecanismo acele a a execução dos p ocessos, p opo ciona maio con ole sob e
as ope ações e con e e mais agilidade à omada de decisão, o nando as emp esas mais espon-
si as e e icien es (Da enpo , 1998; Klaus e al., 2000).
Além de consolida e o imiza a ges ão in e na, os ERP possuem a capacidade de se in eg a com
ou as soluções ecnológicas, ampliando a e iciência dos p ocessos o ganizacionais e ap imo ando
a expe iência do clien e. A lexibilidade desses sis emas possibili a a sua conexão com di e en es
pla a o mas de so wa e po meio de APIs e conec o es pe sonalizados. Adicionalmen e, abo da-

15
gens como
En e p ise Se ice Bus
- ESB e
In eg a ion Pla o m as a Se ice
- iPaaS são ampla-
men e u ilizadas pa a o alece a in e ope abilidade en e sis emas emp esa iais, ga an indo um
luxo con ínuo e consis en e de in o mações (SAP, 2025b).
Em suma, a e olução dos ERP e le e a c escen e necessidade das o ganizações de in eg a em os
seus p ocessos de o ma e icien e e es a égica. Com a con ínua mode nização dessas soluções,
os ERP desempenham um papel cen al na ans o mação digi al das emp esas, pe mi indo uma
ges ão mais ágil, au oma izada e o ien ada a dados.
2.3.2 Sis emas de Ges ão de T anspo es: Funcionalidades e Impac os Ope acionais
Os sis emas de ges ão de anspo e
T anspo a ion Managemen Sys em
desempenham um papel
essencial na o imização das ope ações logís icas, p opo cionando maio e iciência no planeja-
men o e execução das a i idades elacionadas ao anspo e de me cado ias. Essas soluções ec-
nológicas pe mi em uma ges ão mais p ecisa e in eg ada das ope ações, o e ecendo uncionalida-
des como moni o ização em empo eal, o ei ização o imizada, alocação e icien e de ecu sos e
con ole de cus os de e e. Além disso, um TMS possibili a uma maio isibilidade da cadeia de
anspo e, acili ando a omada de decisões es a égicas e ga an indo o cump imen o dos p azos
es abelecidos (Paksoy e al., 2021).
De aco do com os mesmos au o es, um TMS pe mi e as ea os eículos com ele ada p ecisão,
moni o iza a mo imen ação de me cado ias e consolida en ios, maximizando a ocupação dos
eículos e o imizando os cus os logís icos. Além disso, essas e amen as digi ais p opo cionam
maio con ole sob e as negociações com anspo ado es, ga an indo uma ges ão mais e icaz das
o as e do planeamen o ope acional. A implemen ação desse ipo de ecnologia nas ope ações
logís icas eduz não apenas os cus os ope acionais, mas ambém melho a a agilidade e a con ia-
bilidade dos p ocessos, minimizando a asos e p omo endo um luxo de abalho mais e icien e
(Laeequddin e al., 2012).
A adoção de um TMS con ibui di e amen e pa a o aumen o da p odu i idade dos modais de
anspo e u ilizados pelas emp esas. Segundo De Cas o (2013),um dos p incipais bene ícios
desse sis ema é a capacidade de planeamen o de alhado da alocação de ca gas den o dos eícu-
los, o imizando o uso do espaço disponí el e eduzindo despe dícios. O TMS ambém pe mi e
sinc oniza os p ocessos de ca ga e desca ga en e di e en es ins alações, impac ando di e a-
men e a edução de cus os com anspo e e ap imo ando a e iciência ope acional.
16
O planeamen o logís ico e icien e é um desa io complexo, pois en ol e múl iplas a iá eis in e li-
gadas, como o ei ização, alocação de o as, ges ão de mo o is as, segu ança, es ições de ân-
si o e economia de combus í el. Nesse con ex o, a implemen ação de um TMS o na-se unda-
men al pa a in eg a esses a o es e ga an i uma ope ação e icien e e compe i i a (Goe ems e
al., 2019). Essa ecnologia p opo ciona bene ícios como a edução do empo de espe a dos mo-
o is as nos pon os de ca egamen o, o imização da consolidação de ca gas, as eamen o de a-
lhado dos cus os de anspo e e moni o amen o em empo eal da pe o mance ope acional. Além
disso, a cen alização de in o mações e a disponibilidade de indicado es de desempenho a o e-
cem uma omada de decisão mais in o mada, ga an indo maio p e isibilidade e segu ança nas
ope ações logís icas.
Os desa ios logís icos en en ados pelas emp esas de anspo e incluem empos excessi os de
ca ga e desca ga, di iculdades na o ei ização e moni o amen o de eículos, bem como alhas na
con i mação de en egas (F anco, 2012). A ecnologia desempenha um papel cen al na mi igação
desses p oblemas, pe mi indo que a in o mação sob e o s a us das en egas seja inse ida no
sis ema imedia amen e após a conclusão do se iço, ga an indo maio con iabilidade no luxo de
dados (Cama go e al., 2013).
A a aliação da e icácia de um TMS de e conside a a ibu os essenciais como con iabilidade,
empo de espos a e con o midade com egulamen ações legais. Em um ambien e dinâmico e de
al a demanda, a con iabilidade do sis ema é undamen al pa a man e um luxo ope acional con-
ínuo e a ende às exigências de clien es que dependem do anspo e ágil e e icien e de me ca-
do ias (Bowe sox & Closs, 2020). A con o midade egula ó ia, po sua ez, ga an e que a ope ação
es eja alinhada com legislações igen es, polí icas ins i ucionais e equisi os con a uais es abele-
cidos com clien es in e nos e ex e nos (Luciano & Tes a, 2011).
Ou o a o c í ico na implemen ação de um TMS é a p ecisão das in o mações ge adas pelo sis-
ema. Con o me des acado po G iepen og e al. (2013), a p e isibilidade das a iações de empo
e espaço depende di e amen e da con iabilidade dos dados egis ados, especialmen e em ambi-
en es sujei os a múl iplas ince ezas ex e nas. Além disso S eadiesei i e al. (2014) essal am a
impo ância do ge enciamen o em empo eal de documen ações essenciais, como licenças, im-
pos os, axas e comp o an es de pagamen o. O uso de um TMS não apenas pe mi e o as ea-
men o con ínuo dos eículos, como ambém p opo ciona um con ole iscal e icien e, eduzindo
iscos e ga an indo a con o midade com as exigências egula ó ias.
17
Em sín ese, a implemen ação de um sis ema de ges ão de anspo es az bene ícios signi ica i os
pa a as ope ações logís icas, pe mi indo um melho ap o ei amen o dos ecu sos, a edução de
cus os ope acionais e a melho ia da isibilidade sob e os p ocessos de anspo e. A adoção de
ecnologias como o TMS ep esen a um passo essencial pa a a mode nização da cadeia de sup i-
men os, ga an indo maio e iciência, segu ança e compe i i idade no se o de anspo es. Além
disso, a in eg ação do TMS com ou os sis emas emp esa iais, como o ERP, possibili a um luxo
de abalho con ínuo e au oma izado, o imizando a comunicação en e di e en es se o es da em-
p esa e o alecendo a omada de decisões baseada em dados.
2.4 In eg ações de Sis emas: Es a égias e Desa ios
A c escen e dependência das emp esas em múl iplos sis emas de in o mação ge ou a necessidade
de es a égias e icazes de in eg ação. Desde os p imei os es o ços de in e ope abilidade nos anos
1990, como o sis ema desen ol ido pela Uni e sidade de Minneso a pa a uni ica bancos de da-
dos populacionais, a é as mode nas abo dagens baseadas em APIs e iPaaS, a in eg ação e oluiu
signi ica i amen e pa a acompanha as necessidades das o ganizações e as no as ecnologias
disponí eis (SAP, 2025a).
A in eg ação de sis emas pode se de inida como o p ocesso de conec a di e en es aplicações,
bases de dados e pla a o mas ecnológicas pa a que ope em de manei a uni icada, ga an indo um
luxo con ínuo de in o mações e uma expe iência coesa pa a os usuá ios (Pan & Hsu, 1995).
Segundo Chang (2006) e Themis ocleous e al. (2001), essa in eg ação pode se o ien ada a da-
dos, ocada na consis ência e no compa ilhamen o de in o mações en e sis emas, ou o ien ada
a p ocessos, pe mi indo que di e en es aplica i os colabo em na execução de luxos de abalho
o ganizacionais.
En e os p incipais mo i os pa a a in eg ação de sis ema, des acam-se an o a o es in e nos, como
a necessidade de expandi uncionalidades de ERPs e CRMs ou o imiza p ocessos de
Business
In elligence
, quan o a o es ex e nos, como a globalização, egulamen ações go e namen ais e
usões emp esa iais (Lam & Shanka a aman, 2007). No en an o, essa in eg ação ambém impõe
desa ios signi ica i os, que podem se classi icados em ês g andes ca ego ias: cons angimen os
écnicos, uncionais e sócio o ganizacionais (Sil a, 2004).
Os desa ios écnicos incluem a coexis ência de pla a o mas legadas, di iculdades de comunicação
en e sis emas com a qui e u as di e en es e p oblemas de pe o mance causados pela al a de
pad onização dos modelos de dados (Sil a, 2004) . Mui os sis emas o am desen ol idos sem
18
uma es u u a o ganizacional obus a, le ando a alhas na escalabilidade e di iculdades de adap-
ação a no as ecnologias. No aspe o uncional, a in eg ação en en a ba ei as como a edundân-
cia e dispe são de dados, que oco em quando a in o mação é a mazenada em múl iplos sis emas
sem sinc onização adequada, esul ando em inconsis ências e alhas na omada de decisão. Além
disso, luxos de in o mação len os e dependen es de documen ação ísica podem eduzi a agili-
dade o ganizacional e ge a ele ados cus os ope acionais (Sil a, 2004).
Já os desa ios sócio-o ganizacionais e le em a esis ência à mudança, alhas na comunicação
en e depa amen os e a al a de uma cul u a o ganizacional ol ada pa a a colabo ação digi al.
Emp esas que não p omo em uma go e nança e icaz da in o mação equen emen e en en am
di iculdades na implemen ação de soluções in eg adas, comp ome endo sua compe i i idade (Le-
gne & Leb e on, 2007).
Pa a supe a essas di iculdades, as emp esas p ecisam ado a es a égias e icazes de in eg ação,
alinhadas às melho es p á icas do me cado. Di e en es mé odos de in eg ação podem se emp e-
gues pa a conec a aplicações e ga an i a in e ope abilidade en e sis emas, sendo os mais co-
muns: in eg ação pon o a pon o,
En e p ise Applica ion In eg a ion
- EAI, ESB e iPaaS.
A in eg ação pon o a pon o é a o ma mais básica de conexão en e sis emas, onde cada aplicação
é di e amen e conec ada a ou a po meio de código pe sonalizado. Essa abo dagem pode unci-
ona bem em cená ios com poucas aplicações, mas apidamen e se o na in iá el à medida que
o núme o de in eg ações c esce, de ido à complexidade de manu enção e escalabilidade (SAP,
2025d).
Uma al e na i a mais es u u ada é a EAI que u iliza um
hub
cen alizado pa a conec a múl iplos
sis emas, eduzindo a necessidade de conexões di e as en e aplicações. Esse modelo melho a a
escalabilidade e acili a a oca de in o mações en e sis emas dis in os, sendo mui as ezes im-
plemen ado com o uso de ESB, uma in aes u u a que a ua como um ba amen o de comunica-
ção en e aplicações, pe mi indo maio lexibilidade e go e nança na in eg ação (E asala & Yen,
2002).
Ou a abo dagem mode na é a adoção de iPaaS, uma solução baseada em nu em que possibili a
a in eg ação en e aplicações locais e em nu em de manei a au oma izada. O iPaaS o e ece e -
amen as pa a mapeamen o de dados, o ques ação de e en os e ge enciamen o de luxos de
in eg ação, eduzindo signi ica i amen e o empo e o cus o de implemen ação de in eg ações (SAP,
2025d).
19
A in eg ação baseada em APIs ambém se em o nado cada ez mais ele an e, pe mi indo a
comunicação en e sis emas po meio de in e aces pad onizadas. As APIs desempenham um
papel undamen al na mode nização das in aes u u as emp esa iais, pois acili am a c iação de
in eg ações lexí eis e escalá eis, pe mi indo que aplicações compa ilhem dados de manei a se-
gu a e e icien e (IBM, 2025).
A implemen ação bem-sucedida de uma a qui e u a in eg ada az di e sos bene ícios pa a as
o ganizações, incluindo melho ia na colabo ação en e depa amen os, acesso uni icado à in o -
mação, edução de cus os ope acionais e aumen o da e iciência dos p ocessos emp esa iais. Em-
p esas que u ilizam sis emas bem in eg ados podem esponde mais apidamen e a mudanças
no me cado, minimiza iscos ope acionais e ap imo a a expe iência do clien e ao ga an i luxos
con ínuos de dados e p ocessos. Além disso, a in eg ação de sis emas p opo ciona maio con ia-
bilidade e go e nança da in o mação, possibili ando um moni o amen o mais e icaz das ope a-
ções, ga an indo con o midade egula ó ia e aumen ando a as eabilidade dos dados o ganizaci-
onais.
Dian e da c escen e complexidade dos ambien es emp esa iais e da digi alização acele ada, a
in eg ação de sis emas con inua á a desempenha um papel es a égico na ans o mação digi al
das o ganizações, sendo um a o c í ico pa a a compe i i idade e ino ação no me cado global.
2.5 Fe amen as Aplicadas ao Longo do P oje o
Ao longo do desen ol imen o des e p oje o, di e sas e amen as o am aplicadas pa a es u u a
a análise, iden i ica p oblemas e undamen a a p opos a de melho ias na in eg ação en e os
sis emas ERP e TMS. Essas e amen as desempenha am um papel essencial na comp eensão
do con ex o a ual, na modelação dos p ocessos e na de inição da a qui e u a u u a. En e os
p incipais mé odos u ilizados, des acam-se o Diag ama de Ishikawa, emp egado pa a a análise
das causas dos p oblemas de in eg ação, e a Modelação de P ocessos de Negócio, que pe mi iu
mapea de o ma es u u ada o luxo de c iação de clien es. Além disso, a No ação BPMN oi
u ilizada pa a ep esen a g a icamen e os p ocessos, acili ando a iden i icação de pon os c í icos
e opo unidades de melho ia. As subseções a segui de alham a aplicação dessas e amen as,
e idenciando sua ele ância na cons ução das soluções p opos as.

20
2.5.1 Diag ama de Ishikawa
Segundo Mello e al. (2016), o Diag ama de Causa e E ei o, ambém conhecido como Diag ama
de Ishikawa, é u ilizado pa a acha causas p o á eis que con ibuem pa a um e ei o. Suas aplica-
ções são: pe mi i com que a equipa possa iden i ica , explo a e demons a a a és de g á icos
possí eis a o es, ou seja, causas elacionadas a um p oblema ou condição e ei o. O diag ama de
Ishikawa pode se emp egado pa a a in es igação de um e ei o nega i o, e co igi-lo, ou bem como
o de um e ei o posi i o, e inco po á-lo ao p ocesso.
Essa e amen a pe mi e que as equipas analisem, de manei a es u u ada, os a o es que podem
in luencia de e minado p oblema, ag upando-os em ca ego ias p incipais. O diag ama o ganiza
as causas po enciais em ca ego ias como: mé odos, mão de ob a, ma e iais, máquinas, ges ão e
meio ambien e, dependendo do con ex o do p oblema. Essas ca ego ias são ep esen adas como
ami icações que con e gem pa a o p oblema ou e ei o p incipal, acili ando a isualização das
elações en e causas e e ei os ( e Figu a 3).
O Diag ama de Ishikawa é amplamen e emp egado em ambien es indus iais, logís icos e de qua-
lidade pa a p omo e uma análise mais sis emá ica e colabo a i a. A sua aplicação acili a a iden-
i icação de causas- aiz, pe mi indo que as equipas desen ol am soluções mais e icazes pa a mi-
iga alhas e o imiza p ocessos. No con ex o des a disse ação, essa abo dagem oi essencial
pa a a análise dos p oblemas iden i icados nas in eg ações en e o SAP e o BluJay, p opo cionando
uma isão cla a das limi ações do modelo a ual e se indo de base pa a a p opos a de melho ias
na a qui e u a u u a.
Figu a 3 - Exemplo de Diag ama de Causa e E ei o
21
2.5.2 Ges ão de P ocessos de Negócio
O
Business P ocess Manageme -
BPM é essencial pa a es u u a e o imiza os luxos ope acio-
nais, ga an indo maio alinhamen o en e a ges ão e as ecnologias da in o mação. Sil a e Pe ei a
(2015) de inem a ges ão de p ocesso de negócio como um conjun o de compe ências e mé odos
que pe mi e iden i ica , modela e ape eiçoa p ocessos o ganizacionais, p omo endo e iciência,
anspa ência e au omação.
Já Rosemann e al. (2006) de ine a ges ão de p ocessos de negócio como uma abo dagem es u-
u ada e in eg ada pa a comp eende , documen a , modela , analisa , es a , execu a e ap imo a
con inuamen e os p ocessos emp esa iais e os ecu sos en ol idos, com o obje i o de maximiza
a e iciência e o desempenho o ganizacional.
O ciclo de ida do BPM é compos o po cinco ases p incipais, con o me ap esen ado na Tabela
2. Essas ases es u u am a e olução dos p ocessos desde a conceção a é à sua melho ia con ínua
(De ille s, 2011).
Tabela 2 - Fases do Ciclo de Vida do BPM
Fase:
Desc ição:
Desenho
Iden i icação e de inição dos p ocessos de negócio, con-
side ando a e as, esponsabilidades e sis emas en ol-
idos.
Modelação
C iação de modelos de alhados dos p ocessos, u ili-
zando pad ões como BPMN, pa a documen a e pad o-
niza os luxos de abalho.
Execução
Implemen ação dos p ocessos modelados, com in eg a-
ção de sis emas pa a au oma iza e o imiza a sua exe-
cução.
Moni o ização
Acompanhamen o do desempenho dos p ocessos po
meio de mé icas e
dashboa ds
, pe mi indo uma a alia-
ção con ínua.
O imização
Ajus e e melho ia dos p ocessos com base nos dados
moni o izados, ga an indo um ciclo con ínuo de ape ei-
çoamen o.
22
2.5.3 Modelação de P ocessos de Negócio
A modelação de p ocessos de negócio é uma p á ica essencial pa a a comp eensão e o imização
dos luxos ope acionais den o das o ganizações. Segundo Chinosi e T ombe a (2012), a Modela-
ção de P ocessos de Negócio su giu na década de 1960 no campo da engenha ia de sis emas e,
inicialmen e, e a u ilizada pa a melho a a e iciência e a qualidade dos p ocessos emp esa iais. A
pa i da década de 1990, as emp esas passa am a subs i ui e mos como “p ocedimen os” e
“ unções” po concei os mais ab angen es, como “p ocessos” e “
wo k lows
”, e le indo uma isão
mais in eg ada e dinâmica da ges ão emp esa ial.
Já Padilla (2014) desc e e a modelação de p ocessos de negócio como uma a i idade que ep e-
sen a, po meio de uma no ação g á ica pad onizada, o compo amen o espe ado de um negócio,
ou seja, a o ma como os p ocessos de em se execu ados pa a cump i suas a e as e alcança
os seus obje i os. Essa abo dagem pe mi e isualiza , de manei a es u u ada, a sequência de
a i idades, os esponsá eis po cada e apa e as in e ações en e di e en es sis emas e depa a-
men os.
Pa a Pou shahid e al. (2009), a documen ação e ep esen ação g á ica dos p ocessos de negócio
é denominada de Modelação de P ocessos de Negócio, sendo um mé odo es u u ado que pe mi e
aos
s akeholde s
analisa os p ocessos de o ma de alhada e iden i ica po enciais pon os de me-
lho ia.
A modelação de p ocessos desempenha um papel c ucial na iden i icação de ine iciências, ga ga-
los e opo unidades de melho ia, sendo amplamen e u ilizada pa a documen a an o o es ado
a ual de um p ocesso
As-Is
quan o a sua con igu ação ideal após o imizações
To-Be
.
2.5.4 No ação
Business P ocess Model and No a ion - BPMN
A BPMN é uma no ação g á ica u ilizada pa a ep esen a isualmen e p ocessos de negócio a a-
és de diag amas conhecidos como
Business P ocess Diag ams
- BPD. Essa no ação o nece um
pad ão comp eensí el an o pa a analis as de negócio, que elabo am os p imei os esboços dos
p ocessos, quan o pa a os desen ol edo es écnicos esponsá eis pela sua implemen ação e pa a
as equipas que moni o izam sua execução ope acional (BPMN, 2025; Chinosi & T ombe a, 2012).
O iginalmen e publicada em 2004 pela Business P ocess Modeling Ini ia i e, a BPMN e e sua
adoção expandida de ido ao c escen e in e esse das emp esas nessa abo dagem de modelação.
Em 2006, o nou-se um pad ão o icial do Objec Managemen G oup - OMG, o ganização espon-
sá el pela de inição de pad ões ecnológicos (Chinosi & T ombe a, 2012; OMG, 2025).
23
A no ação BPMN é compos a po um conjun o de elemen os g á icos o ganizados de o ma in ui-
i a, pe mi indo a c iação de diag amas que são acilmen e in e p e á eis po analis as de negócio
(Whi e, 2004). Esses elemen os es ão dis ibuídos em qua o ca ego ias p incipais: Obje os de
Fluxo, Obje os de Conexão
, Swimlanes
e A e ac os (Chia ello e al., 2014). Os Obje os de Fluxo
ep esen am odas as ações que oco em den o de um p ocesso de negócio, de e minando seu
compo amen o. São di ididos em E en os, que indicam o início, o meio ou im de um p ocesso;
A i idades, que ep esen am as ações execu adas; e
Ga eways
, u ilizados pa a modela decisões
e eg as de luxo (Chinosi & T ombe a, 2012). Os Obje os de Conexão são esponsá eis po
es abelece elações en e os elemen os do p ocesso. Exis em ês ipos p incipais: Fluxo de Se-
quência, que de ine a o dem das a i idades; Fluxo de Mensagem, que indica a oca de in o ma-
ções en e pa icipan es do p ocesso; e Associações, u ilizadas pa a incula a e ac os a elemen-
os do luxo (Chinosi & T ombe a, 2012).
As
Swimlanes
, uma das ca ac e ís icas mais dis in i as da BPMN, são u ilizadas pa a o ganiza os
elemen os do BPD de aco do com os papéis ou unidades o ganizacionais en ol idas. Elas são
di ididas em
Pools
, que ep esen am en idades independen es den o do p ocesso, e
Lanes
, que
subdi idem os pools pa a de alha esponsabilidades.
Os A e ac os o necem in o mações complemen a es aos p ocessos sem a e a di e amen e seu
luxo. En e os p incipais a e ac os es ão as Ano ações, u ilizadas pa a adiciona desc ições e
comen á ios; os G upos, que o ganizam isualmen e conjun os de elemen os; e os
Da a Objec s
,
que ep esen am dados manipulados du an e a execução do p ocesso (Chinosi & T ombe a,
2012).
Com a e olução da BPMN ao longo dos anos, no os elemen os o am in oduzidos pa a amplia
sua capacidade de modelação. A e são BPMN 2.0, po exemplo, ouxe um conjun o expandido
de símbolos e uncionalidades, incluindo maio supo e pa a in e ações humanas, e inamen o na
co elação de e en os e a o malização da execução semân ica dos modelos. Além disso, essa
e são esol eu ambiguidades p esen es nas e sões an e io es e in oduziu modelos especí icos
pa a con e sação e co eog a ia, pe mi indo uma ep esen ação mais p ecisa das in e ações en e
di e en es en idades den o de um p ocesso (Chinosi & T ombe a, 2012; Sil a & Pe ei a, 2015).
Embo a a BPMN enha e oluído signi ica i amen e, a maio ia dos u ilizado es con inua a u iliza
apenas um subconjun o dos seus elemen os, p io izando aqueles que desempenham um papel
undamen al na modelação de p ocessos de negócio (Sil a & Pe ei a, 2015).
30
4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DO ESTADO ATUAL DAS INTEGRAÇÕES
O Capí ulo Qua o ap esen a uma análise de alhada do modelo a ual de in eg ação en e os sis e-
mas de ges ão u ilizados pelo G upo Rangel, des acando os desa ios en en ados e as opo unida-
des de melho ia na comunicação en e o ERP
Sys em Applica ions and P oduc s
- SAP, o TMS
BluJay e o
middlewa e
. A c escen e complexidade das ope ações logís icas e a necessidade de
um luxo de in o mação con ínuo e con iá el o nam essencial a e isão da a qui e u a uncional
ado ada, ga an indo que os dados sejam p ocessados com segu ança, as eabilidade e go e -
nança.
Inicialmen e, são abo dadas as ca ac e ís icas da a qui e u a a ual
As-Is
, e idenciando as agili-
dades da abo dagem exis en e, como a dependência da esc i a di e a na base de dados, que
comp ome e a in eg idade das in o mações. Em seguida, é ap esen ada uma análise dos impac os
dessas limi ações na e iciência ope acional e nos p ocessos de negócio da o ganização. A pa i
desse diagnós ico, p opõe-se uma no a a qui e u a
To-Be
, baseada no uso da camada de aplica-
ção do SAP pa a a in e mediação das in eg ações, ga an indo maio con ole e con iabilidade no
a amen o dos dados.
Po im, es e capí ulo discu e a impo ância de consolida o SAP como MDM den o da o ganização,
o alecendo a cen alização das in o mações c í icas e a con o midade com as melho es p á icas
de ges ão de dados. A ansição pa a essa no a abo dagem, alinhada às ecomendações da SAP
e aos equisi os ope acionais da Rangel, ep esen a um a anço signi ica i o na in eg ação dos
sis emas e na e iciência dos p ocessos in e nos.
4.1 Concei os e P essupos os
Os concei os e p essupos os ap esen ados nes a secção se ão u ilizados ao longo da disse ação,
se indo como base pa a a comp eensão dos emas abo dados. O obje i o des a secção é cla i ica
as de inições ado adas, ga an indo que o lei o comp eenda o signi icado dos e mos e concei os-
cha e no con ex o da in eg ação de sis emas.
A in eg ação de sis emas de in o mação e e e-se ao desa io de conec a sis emas in o má icos
dis in os, pe mi indo a pa ilha de ecu sos, como dados e uncionalidades. A escolha da abo da-
gem de in eg ação mais adequada depende da na u eza de cada sis ema en ol ido. O concei o de
in eg ação, nes e con ex o, diz espei o à conexão de dois ou mais sis emas, independen emen e

31
de es a em den o da mesma o ganização ou em di e en es en idades. Essa in eg ação pode oco -
e em múl iplos ní eis, como en e eposi ó ios de in o mação dis in os, den o de uma mesma
aplicação ou en e di e en es aplicações.
Além disso, a in eg ação de sis emas es á di e amen e elacionada à in e ope abilidade, ga an-
indo que di e en es sis emas possam comunica e in e agi , independen emen e das ecnologias
en ol idas. Pa a e ei os des a disse ação, conside a-se um sis ema in o má ico qualque solução
digi al que iabilize a ges ão e explo ação da in o mação den o de uma o ganização. Esses sis e-
mas podem se e e idos como aplica i os, aplicações, paco es aplicacionais, soluções in o má i-
cas ou módulos aplicacionais, dependendo do seu âmbi o e uncionalidades.
No que diz espei o à a qui e u a de sis emas, es a pode se de inida como um modelo es u u ado
que combina di e en es componen es ecnológicos pa a a ingi um obje i o especí ico.
Adicionalmen e, o e mo "p ocesso de in eg ação" é aqui comp eendido como um conjun o es u-
u ado de a e as o ganizacionais que podem en ol e pessoas, aplicações e documen os. Quando
in o ma izados e au oma izados, os p ocessos o nam-se um elemen o essencial na in eg ação de
sis emas, pe mi indo a in e ligação luida en e di e en es aplicações in o má icas.
A go e nança de sis emas de in o mação é ou o concei o undamen al pa a a in eg ação e icaz
de sis emas. A go e nança de ine a es u u a de omada de decisão e a alocação de esponsabili-
dades no con ex o da ges ão o ganizacional, ga an indo que as polí icas, p ocessos e ecnologias
ado ados es ejam alinhados com os obje i os es a égicos da emp esa.
Po im, o concei o de
Middlewa e
que se e e e a uma camada ecnológica que a ua como in e -
mediá ia en e di e en es sis emas, acili ando a oca de in o mações, o anspo e de dados e a
comunicação en e di e sas aplicações. Esse ipo de ecnologia desempenha um papel essencial
na in eg ação e icien e de SI, p omo endo uma maio conec i idade e in e ope abilidade en e
di e en es pla a o mas e in aes u u as ecnológicas.
A de inição cla a des es concei os é essencial pa a comp eende os desa ios e es a égias abo da-
dos ao longo des a disse ação, pe mi indo uma análise es u u ada e undamen ada da in eg ação
de SI no con ex o o ganizacional.
32
4.2 P incipais Causas dos P oblemas Iden i icados
A iden i icação das p incipais causas de p oblemas nas in eg ações do G upo Rangel e e início
com uma sé ie de euniões ealizadas com as equipas esponsá eis pelos sis emas ERP e TMS.
Esses encon os i e am como obje i o comp eende os desa ios en en ados na ope ação diá ia,
além de le an a as possí eis causas das ine iciências nos p ocessos de in eg ação. A a és dessas
in e ações, oi possí el mapea di iculdades eco en es e cole a pe ceções dos in e enien es
di e os, o necendo uma isão mais ampla sob e os impac os dessas alhas no desempenho o ga-
nizacional.
Du an e a in es igação sob e as ine iciências nos p ocessos de in eg ação en e sis emas ERP,
iden i icou-se uma sé ie de a o es que in ensi icam a complexidade e os desa ios já exis en es.
Esses a o es exace ba am os p oblemas iden i icados, sublinhando a necessidade de ado a uma
me odologia es u u ada pa a uma análise cla a das causas- aiz. Pa a sis ema iza essas desco-
be as, elabo ou-se o diag ama ap esen ado na Figu a 7, que é uma ep esen ação isual que
escla ece as causas con ibuin es pa a as ine iciências obse adas.
Figu a 7 - Diag ama de Causa e E ei o dos P oblemas de In eg ação de Sis emas
33
Essa e amen a, conhecida como diag ama de causa e e ei o ou Diag ama de Ishikawa, é c ucial
pa a iden i ica , o ganiza e ca ego iza de manei a sis emá ica as possí eis causas que unda-
men am as ine iciências encon adas, pe mi indo assim uma abo dagem mais di ecionada e e e-
i a na esolução dos p oblemas nos p ocessos de in eg ação.
O diag ama ca ego iza as causas em seis á eas p incipais: Máquinas, Pessoas, Medição, Mé odos,
Ma e ial e Ambien e. Essas ca ego ias ajudam a o ganiza as causas que con ibuem com os
p oblemas de in eg ação e o necem uma isão cla a de como cada g upo de a o es con ibui
pa a as di iculdades obse adas.
MÁQUINAS
A ca ego ia Máquinas no diag ama abo da p oblemas ecnológicos que a e am a in eg ação dos
sis emas ERP. O uso de uma e são an iga da linguagem
Ad anced Business Applica ion P og am-
ming
- ABAP e sis emas desa ualizados em elação aos úl imos lançamen os da SAP são exemplos
cla os de como desa ios ecnológicos podem impedi a e icácia das in eg ações. A obsolescência
da in aes u u a ecnológica limi a a capacidade de ap o ei a no as uncionalidades e melho ias,
comp ome endo a e iciência e a segu ança dos dados.
PESSOAS
Na ca ego ia Pessoas, p oblemas como a al a de cla eza nas esponsabilidades de supo e e a
ausência de o inas de con ole de qualidade de inidas des acam-se como causas signi ica i as de
ine iciências. O supo e agmen ado en e di e sas equipas e a al a de isão in eg ada aumen am
os desa ios, esul ando em múl iplos
hando e s
e a asos na esolução de p oblemas, a e ando
di e amen e a luidez das ope ações de in eg ação.
MEDIÇÃO
Sob Medição, a análise dos dados do Helpdesk e elou um c escimen o no núme o de e os e-
po ados, indica i o de alhas nos sis emas in eg ados. A capacidade de moni o iza e medi a
e icácia dos p ocessos de in eg ação é c ucial, e de iciências nes a á ea podem le a a diagnós i-
cos a dios de p oblemas, complicando ainda mais as ope ações.
34
MÉTODOS
Os Mé odos u ilizados pa a a in eg ação dos sis emas são equen emen e inadequados ou desa-
ualizados. A al a de alidações cla as nas con igu ações e dados essenciais, jun amen e com
p o ocolos de mudança de icien es e a ausência de uma de inição cla a de p ocessos, são ba ei-
as que impedem uma in eg ação e icaz e e icien e, con ibuindo pa a a p e alência de e os e
inconsis ências.
MATERIAL
Em Ma e ial, a pe da de conhecimen o essencial de ido à saída dos esponsá eis o iginais pelas
in eg ações ilus a como a al a de documen ação adequada pode impac a nega i amen e a ges-
ão e a execução das in eg ações de sis emas ERP. A al a de in o mações p ecisas e acessí eis
esul a em dependência excessi a de conhecimen o áci o, que é ulne á el a pe das i epa á eis
quando há mudanças na equipa.
AMBIENTE
Finalmen e, a ca ego ia Ambien e e le e como a es u u a das in eg ações, p oje ada pa a uma
ealidade ope acional an iga e incapaz de acompanha o c escimen o e as mudanças no olume
de negócios, c ia um cená io p openso a alhas e ine iciências.
Cada uma dessas ca ego ias do Diag ama de causa e e ei o con ibui de manei a única pa a as
di iculdades en en adas nas in eg ações de sis emas ERP no G upo. Ao en ende e abo da as
causas em cada ca ego ia, a o ganização pode melho a signi ica i amen e a e iciência e a e icácia
de suas ope ações in eg adas.
4.3 Análise do Helpdesk
A iden i icação dos p incipais p oblemas de in eg ação e idenciou di e sas alhas es u u ais que
impac am di e amen e a con iabilidade e a e iciência dos p ocessos. No en an o, pa a comp een-
de a ex ensão desses desa ios e quan i ica os impac os ope acionais, o nou-se essencial eco e
35
a dados conc e os sob e inciden es elacionados ás alhas de in eg ação. Nesse con ex o, os e-
gis os do Helpdesk e elam-se uma on e aliosa de in o mação, pe mi indo analisa a equência
e a g a idade dos p oblemas en en ados pelas equipas no uso dos sis emas ERP e TMS.
O G upo Rangel u iliza um sis ema de supo e digi al, o Helpdesk, pa a ge i solici ações de supo e
écnico, melho ias e olu i as, bem como pedidos de no os p oje os e desen ol imen os. Esse
sis ema desempenha um papel essencial na ges ão dos p ocessos de in eg ação, pe mi indo que
os
key use s
egis em
icke s
de alhados sob e as con igu ações e ajus es necessá ios.
Os
icke s
egis ados no
Helpdesk
ab angem uma ampla gama de pedidos e, po isso, p ecisam
passa po um p ocesso de iagem an es de se em di ecionados às equipas esponsá eis. Esse
p ocesso é ealizado pelo DSI, que analisa cada solici ação pa a iden i ica sua o igem, classi ica
sua c i icidade e de ini qual equipa se á esponsá el pelo supo e. Dependendo da na u eza do
icke
, as demandas podem a ia desde p oblemas de
ha dwa e
e solici ações de acesso a é a
esolução de e os e
bugs
em sis emas, incluindo ques ões elacionadas às in eg ações en e
pla a o mas.
Além de se um canal es u u ado pa a a ges ão de inciden es e melho ias, o Helpdesk ambém
desempenha um papel undamen al na documen ação e as eabilidade das in e enções ealiza-
das. Isso ga an e maio anspa ência no acompanhamen o das solici ações, enquan o pe mi e
uma análise con ínua da e iciência dos p ocessos de supo e e desen ol imen o den o da o gani-
zação.
Com o obje i o de ob e uma isão mais ab angen e sob e a e olução da demanda po supo e,
oi desen ol ido um ela ó io analí ico em
Powe BI
, consolidando dados desde 2020 a é o p e-
sen e. Esse ela ó io pe mi e moni o iza o olume e a na u eza dos icke s ende eçados ao Co -
po a e IT, com especial a enção às oco ências elacionadas a in eg ações com o BluJay.

36
A análise dos dados e ela uma endência c escen e no núme o de solici ações ao longo dos anos.
Em 2020, o am egis ados 733 pedidos des inados à equipa de Co po a e IT, dos quais menos
de 10 es a am di e amen e ligados a p ocessos de in eg ação. Em 2021, o núme o o al de icke s
egis ados aumen ou pa a 1.053, e le indo um c escimen o na necessidade po supo e écnico.
Den e esses, 34 pedidos, ou seja, 3,23%, es a am di e amen e elacionados a in eg ações, ep e-
sen ando uma ação ela i amen e pequena do o al de solici ações, mas ainda assim exigindo
ap oximadamen e 26 ho as de abalho, o que co espondia a 3,22% das 807,45 ho as o ais
dedicadas pelo Co po a e IT ao supo e écnico ao longo do ano.po supo e écnico, con o me
ilus ado na Figu a 8.
Em 2022, o núme o o al de icke s egis ados aumen ou signi ica i amen e, a ingindo 1.754 soli-
ci ações, e le indo um c escimen o exp essi o na demanda po supo e écnico. Den e essas,
385 equisições — equi alen e a 21,96% dos pedidos — es a am elacionadas a in eg ações Blu-
Jay, ep esen ando uma pa cela conside á el do o al de icke s. Esse aumen o ambém se adu-
ziu em um c escimen o subs ancial no empo de supo e dedicado a essas oco ências, o alizando
640,5 ho as, o que co esponde a 19,9% das 3.218,59 ho as o ais de supo e p es adas pela
equipa de Co po a e IT ao longo do ano, con o me ilus ado na Figu a 9.
Figu a 8 - Dados Helpdesk 2021
Figu a 9 - Dados Helpdesk 2022
37
Em 2023, o am egis ados um o al de 1.408 icke s, dos quais as in eg ações BluJay ep esen-
a am a p incipal on e de demanda po supo e, com 514 solici ações — o equi alen e a 37,5%
do o al de e os, con o me ilus ado na Figu a 10. O empo dedicado à esolução dessas oco ên-
cias o alizou 1.348 ho as, ep esen ando 42,9% das 3.142 ho as de supo e p es adas pela
equipa de Co po a e IT ao longo do ano, e idenciando o impac o ope acional dessas alhas e
indicando um c escimen o signi ica i o em elação aos anos an e io es.
Em 2024, no pe íodo de janei o a é se emb o, o am egis ados 950 icke s no o al. As in eg ações
BluJay con inuam a ep esen a uma das p incipais on es de demanda po supo e, com 372
icke s — o equi alen e a 38,7% do o al de solici ações, con o me ilus ado na Figu a 11. O empo
despendido na esolução dessas oco ências o alizou 505 ho as, o que co esponde a 37,1% das
1.346 ho as de supo e egis adas nesse pe íodo, demons ando um impac o ope acional ainda
exp essi o, embo a com uma edução em elação ao ano an e io .
A análise empo al dos icke s de supo e egis ados e ela uma a iação in igan e nos olumes
anuais, com núme os no a elmen e eduzidos nos anos de 2020 e 2021. In es igando as causas
Figu a 10 - Dados Helpdesk 2023
Figu a 11 - Dados Helpdesk 2024
38
dessa disc epância, descob iu-se que p edomina am e os sis emá icos na classi icação dos
ic-
ke s
du an e esses pe íodos. F equen emen e, inciden es elacionados com in eg ações e am e -
oneamen e classi icados como solici ações ge ais ou e am a ibuídos di e amen e à ca ego ia
SAP, sem a de ida conside ação po sua na u eza especí ica. Essa alha de classi icação oi p o-
g essi amen e co igida com a implemen ação de di e izes cla as e igo osas pa a a ca ego ização
dos
icke s
, o que con ibuiu pa a uma melho ia subs ancial na p ecisão dos egis os subsequen e.
Adicionalmen e, iden i icou-se um c escimen o signi ica i o no empo dedicado às a i idades de
supo e associadas às in eg ações com o sis ema BluJay. Esse c escimen o culminou em 2023,
um ano em que ce ca de 50% das ho as o ais de supo e écnico da equipa de Co po a e IT o am
emp egues exclusi amen e em esol e desa ios elacionados à in eg ação. Es e aumen o subs-
ancial não apenas sublinha a complexidade c escen e das demandas de in eg ação, mas ambém
essal a a u gência de e isa e ap imo a os p ocessos de in eg ação.
4.4 A qui e u a das In eg ações no G upo Rangel
O G upo Rangel é compos o po di e sas emp esas, cada uma com necessidades ope acionais
especí icas, a endidas po sis emas de ges ão adap ados às suas exigências. En e essas unida-
des, des acam-se a Rangel In e nacional Aé eo e Ma í imo e a Rangel T ansi á ios, que u ilizam
e sões cus omizadas de um sis ema de ges ão de anspo es
T anspo a ion Managemen Sys-
em
. No cen o da in aes u u a ecnológica do g upo es á um
En e p ise Resou ce Planning
cen-
alizado , o SAP, esponsá el pela consolidação e ges ão de in o mações essenciais, incluindo
p ocessos inancei os, ecu sos humanos e adminis ação de clien es e o necedo es, ga an indo
con o midade com equisi os legais e iscais.
A in e ação en e esses sis emas oco e po meio de uma a qui e u a de in eg ação que iabiliza
a oca au oma izada de dados. Esse mecanismo pe mi e que as in o mações sejam compa ilha-
das en e os di e en es sis emas u ilizados pela o ganização, possibili ando a comunicação en e
as di e sas unidades de negócio e a pad onização dos p ocessos ope acionais.
4.4.1 SAP: Sys ems, Applica ions and P oduc s
A SAP oi undada em 1972, na Alemanha, po cinco engenhei os da IBM, com o obje i o de
desen ol e um
so wa e
emp esa ial con igu á el e adap á el às necessidades especí icas de
cada o ganização. A p incipal ino ação p opos a pelos undado es oi a c iação de um sis ema que
39
pe mi isse a in eg ação em empo eal dos p ocessos de negócios, p opo cionando maio e iciên-
cia e con ole sob e as ope ações emp esa iais.
Com o lançamen o dos
so wa es
o iginais SAP R/2 e SAP R/3, a SAP consolidou-se como a
p incipal e e ência global em ERP, es abelecendo um pad ão pa a a ges ão in eg ada de p oces-
sos emp esa iais. Essas soluções pe mi i am às emp esas cen aliza e au oma iza di e sas un-
ções, como ges ão inancei a, logís ica, comp as e con ole de p odução, ga an indo maio consis-
ência e con iabilidade das in o mações (SAP, 2025c).
Os modelos de negócios adicionais, po sua ez, cos uma am descen aliza a ges ão dos dados,
com cada depa amen o a mazenando suas in o mações em bancos de dados sepa ados. Esse
mé odo di icul a a a pa ilha de in o mações en e di e en es á eas da emp esa, aumen a a a
edundância de dados e ge a a ine iciências ope acionais, como al os cus os de a mazenamen o
e um maio isco de inconsis ências nos dados.
A p incipal an agem das soluções SAP es á na cen alização do ge enciamen o de dados, elimi-
nando silos in o macionais e ga an indo que odas as unções emp esa iais abalhem com uma
única e são da e dade. Dessa o ma, os colabo ado es de di e en es depa amen os podem
acede a
insigh s
em empo eal, o imizando a omada de decisão e ga an indo um melho alinha-
men o es a égico en e as á eas de negócio. Além disso, essa abo dagem melho a a as eabili-
dade e a segu ança das in o mações, eduzindo e os ope acionais e possibili ando um maio
con ole sob e os p ocessos in e nos (SAP, 2025c).
4.4.2 BluJay Solu ions
O BluJay é uma e e ência global no desen ol imen o de so wa e pa a logís ica e ges ão da cadeia
de abas ecimen o, o e ecendo soluções a ançadas pa a o imiza ope ações de anspo e e dis i-
buição. No con ex o da c escen e globalização e da necessidade de maio e iciência ope acional,
a adoção dessas ecnologias pe mi e que as emp esas agilizem p ocessos, ap imo em a isibili-
dade em empo eal das ope ações e p opo cionem uma expe iência supe io aos clien es (BluJay
Solu ions, 2025).
A Rangel implemen ou o BluJay TMS como pa e de sua es a égia pa a digi aliza e o imiza a
ges ão de anspo es. Em um p imei o momen o, a RIAM ado ou es a solução pa a au oma iza
o ge enciamen o de anspo es aé eos e ma í imos, ocando na melho ia da p odu i idade, ino a-
ção e isibilidade
end- o-end
. Esse sis ema pe mi e a seleção e negociação com anspo ado as,
46
Dian e desses desa ios, a a qui e u a p opos a
To-Be
ado a um modelo que p io iza a u ilização
da camada de aplicação do SAP como in e mediá io pa a odas as in eg ações. Essa mudança
isa ga an i que os p ocessos de negócio sigam as eg as de inidas no ERP, e i ando que dados
c í icos sejam manipulados sem as de idas alidações. Com essa abo dagem, as in o mações
passam a se p ocessadas de o ma mais segu a e es u u ada, eduzindo signi ica i amen e os
iscos associados à a ualização di e a na base de dados.
Tabela 3 - E apas do Modelo de Esc i a Di e a na Base de Dados
E apa:
Desc ição:
1. Início do P ocesso
A in eg ação é dispa ada no BluJay quando modi icações de con igu a-
ção ou p ocessos de negócio especí icos são necessá ios, g a ando uma
no a in o mação no sis ema. Es e ga ilho é undamen al pa a sinc oniza
as a ualizações pe inen es en e os sis emas.
2. Esc i a Di e a na Base de Dados
Após o ga ilho inicial, o TIBCO execu a a esc i a di e a das in o mações
nas abelas Z4 da base de dados do SAP. Essa e apa ab ange desde al e-
ações em con igu ações como cen os de cus o e ges o es de cob ança,
a é dados ope acionais essenciais.
3. Dispa o de um Job A a és da Ca-
mada de Aplicação
Subsequen emen e, um job au oma izado na camada de aplicação do
SAP é a i ado pa a e i ica as no as en adas, assegu ando que os da-
dos ecebidos es ejam p on os pa a p ocessamen o subsequen e.
4. Adição de Lógica de Negócio e
Mapeamen os
A camada de aplicação en ão aplica lógicas de negócio e ealiza mapea-
men os u ilizando abelas
S aging5
pa a a ans o mação in e mediá ia
dos dados.
5. Re o no dos Dados as Tabelas Z
Os dados p ocessados são de ol idos às abelas Z, con i mando que o-
das as al e ações e e i icações necessá ias o am aplicadas.
4
Tabelas pe sonalizadas no SAP pa a necessidades especí icas que não são cobe as pelas abelas pad ão
5
Tabelas empo á ias u ilizadas pa a p epa a e ajus a os dados an es de se em p ocessados ou mo idos pa a as
abelas de p odução

47
Tabela 4 - Con inuação - E apas do Modelo de Esc i a Di e a na Base de Dados
E apa:
Desc ição:
6. Esc i a Final nas Bases de Dados
S anda d do SAP
Finalmen e, os dados alidados e inalizados são ans e idos pa a as a-
belas
s anda d6
da base de dados do SAP, consolidando a in eg ação e
assegu ando con o midade com os pad ões do sis ema.
7. Comunicação com o BluJay ia
s a us
Ao é mino do p ocesso, o TIBCO no i ica o BluJay sob e a in eg ação
bem-sucedida dos dados, a ualizando o s a us pa a e le i a conclusão
da ansação.
A CAMADA DE APLICAÇÃO SAP: FUNCIONAMENTO E IMPORTÂNCIA
O SAP é es u u ado com base em uma a qui e u a de ês camadas, compos a pela camada de
ap esen ação, camada de aplicação e camada de banco de dados. Essa o ganização modula
pe mi e um al o g au de escalabilidade, segu ança e desempenho no p ocessamen o das ope a-
ções emp esa iais. A camada de ap esen ação é esponsá el pela in e ace do usuá io, pe mi indo
a in e ação com o sis ema po meio de um ambien e g á ico in ui i o ou de in e aces baseadas
na web. Já a camada de banco de dados ge encia o a mazenamen o e a ecupe ação das in o -
mações, ga an indo a pe sis ência e in eg idade dos dados. No cen o dessa a qui e u a encon a-
se a camada de aplicação, conside ada o núcleo do SAP, pois p ocessa oda a lógica de negócios
e ga an e a execução adequada dos p ocessos o ganizacionais (SAP Lea ning, 2024b).
A camada de aplicação desempenha um papel essencial den o do SAP, pois ge encia a execução
de eg as de negócio, comunicação en e sis emas, ge enciamen o de ansações e segu ança dos
dados. Uma de suas p incipais unções é a execução da lógica de negócios, onde módulos essen-
ciais do SAP, como
Financial Accoun ing
- FI
, Ma e ials Managemen
- MM,
Sales and Dis ibu ion
- SD e
P oduc ion Planning
, - PP ealizam p ocessos c í icos como p ocessamen o de pedidos de
endas, echamen o con ábil e mo imen ação de es oques. Além disso, essa camada é esponsá-
el pelo ge enciamen o de sessões dos usuá ios, ga an indo a au en icação e o con ole de acessos
po meio do sis ema de login co po a i o, além de dis ibui as conexões de o ma o imizada a a-
és do balanceamen o de ca ga. Ou a unção essencial é a execução de p og amas, onde códigos
6
Tabelas p é-con igu adas pelo SAP usadas pa a a mazena dados de aco do com as eg as de negócio pad ão do
sis ema.
48
desen ol idos na linguagem p op ie á ia da SAP, ABAP, e, em alguns casos, Ja a, são in e p e a-
dos e execu ados pa a ga an i a uncionalidade do sis ema (SAP Lea ning, 2024a).
Segui as eg as e os p ocessos pad onizados pelo SAP é essencial pa a man e a in eg idade e a
consis ência dos dados. As ope ações ealizadas na camada de aplicação ga an em que odas as
alidações, ansações e eg as de negócio sejam espei adas. No en an o, quando a ualizações
são ei as di e amen e na base de dados, essas ga an ias são comp ome idas, esul ando em
iscos signi ica i os pa a o uncionamen o do sis ema. Segundo os au o es Help Po al (2025);
Monk & Wagne (2019) e Oli ei a (2017), con o na a camada de aplicação do SAP e ealiza
a ualizações di e amen e no banco de dados pode esul a em di e sos p oblemas. Den e os
p incipais p oblemas podemos des aca : a iolação das lógicas de negócio, pois o SAP execu a
cálculos iscais, alidações de consis ência e di e sas eg as au oma izadas que ga an em que os
dados inse idos es ejam co e os. Ao a ualiza di e amen e o banco, essas eg as são igno adas,
podendo ge a dados inconsis en es que a e am p ocessos pos e io es, como ac u amen o, ela-
ó ios inancei os e con o midade egula ó ia.
Ou o p oblema g a e é a iolação da in eg idade e e encial, uma ez que o banco de dados u iliza
cha es p imá ias e es angei as pa a man e a coe ência en e as abelas. Inse ções di e as podem
igno a essas es ições, esul ando em egis os ó ãos ou dados duplicados, o nando-se um isco
pa a a con iabilidade das in o mações a mazenadas. Além disso, a al a de con ole ansacional
é um a o c í ico. A camada de aplicação do SAP ge encia ansações de o ma segu a, ga an indo
que odas as ope ações elacionadas sejam comple adas com sucesso ou e e idas em caso de
alha. A ualizações di e as no banco podem in e ompe esse p ocesso, ge ando inconsis ências,
como a g a ação pa cial de dados ou a alha em e e e ansações inco e as.
A segu ança do sis ema ambém é comp ome ida, uma ez que a camada de aplicação possui
mecanismos obus os de au en icação, pe missões e audi o ia. Ao modi ica dados di e amen e
no banco, essas camadas de p o eção são con o nadas, pe mi indo que usuá ios mal-in enciona-
dos al e em ou excluam in o mações sem que isso seja de idamen e egis ado nos egis os de
audi o ia do SAP. Ou o impac o signi ica i o é a di iculdade de audi o ia e as eamen o. O SAP
man ém egis os de alhados de odas as al e ações ei as a a és da aplicação, pe mi indo um
moni o amen o e icaz das ope ações ealizadas pelos usuá ios. No en an o, quando dados são
al e ados di e amen e no banco, essas modi icações não são de idamen e as eadas, di icul ando
in es igações em caso de alhas ou inconsis ências.
49
Além disso, a inse ção di e a de dados pode comp ome e uncionalidades c í icas do sis ema,
pois mui os p ocessos no SAP dependem de e en os au oma izados, como ge ação de documen-
os iscais, no i icações e cálculos con ábeis. Se esses e en os o em igno ados de ido a uma
inse ção di e a, as ope ações subsequen es podem alha , ge ando e abalho e aumen ando o
isco de e os ope acionais. Po im, a incompa ibilidade com a ualizações e mig ações é uma
consequência impo an e. O SAP es á em cons an e e olução, ecebendo a ualizações pe iódicas
que podem al e a a es u u a das abelas e das lógicas in e nas. Al e ações di e as no banco
podem queb a compa ibilidades com e sões u u as, o nando o sis ema mais di ícil de man e
e aumen ando os cus os de supo e écnico a longo p azo.
A a qui e u a de ês camadas do SAP desempenha um papel undamen al na ga an ia da e iciên-
cia, segu ança e in eg idade dos dados emp esa iais. A camada de aplicação, em pa icula , é
esponsá el po execu a as eg as de negócio, ge encia ansações e ga an i a comunicação
es u u ada en e os sis emas. As a ualizações di e as no banco de dados, ao con o na essa es-
u u a, comp ome em a consis ência dos dados, a in eg idade e e encial, a as eabilidade e a
segu ança das ope ações. Assim, pa a man e a con iabilidade e a e iciência do sis ema, é essen-
cial que odas as in e ações com o SAP sejam ealizadas po meio da camada de aplicação, es-
pei ando as melho es p á icas ecomendadas e ga an indo a con inuidade ope acional da em-
p esa.
4.5.2 In eg ação U ilizando a Camada de Aplicação
Buscando soluciona os desa ios e limi ações do modelo a ual de in eg ação, o diag ama da a qui-
e u a ideal ap esen ado na Figu a 15 oi desen ol ido a pa i de uma análise c i e iosa, unda-
men ada na e isão da li e a u a acadêmica, na consul a a in o mações o iciais da SAP e na cola-
bo ação com especialis as da equipa Co po a e IT, incluindo p og amado es ABAP. Esse modelo
ep esen a a a qui e u a uncional ideal pa a a in eg ação en e os sis emas ERP do G upo Rangel,
ab angendo especi icamen e as in e ações en e BluJay, TIBCO e SAP. A conceção dessa no a
a qui e u a em como obje i o cen al aumen a a con iabilidade e e iciência do p ocesso de in e-
g ação, ga an indo a con o midade, in eg idade e consis ência dos dados em odas as e apas do
luxo de in o mação.
Pa a es u u a essa e isão da in eg ação, o am es abelecidos dois equisi os não uncionais
essenciais, de inidos pela equipa esponsá el pelo p oje o. O p imei o equisi o en ol e a adoção
50
do SAP MDM, enquan o o segundo equisi o es abelece a necessidade de um p ocesso de in eg a-
ção sínc ono, assegu ando a a ualização ins an ânea dos dados en e os sis emas.
Den o des e no o modelo, o SAP assume o papel de MDM, um sis ema ab angen e de p ocessos,
polí icas e e amen as des inado a ga an i a uni o midade, p ecisão e go e nança dos dados
mes es em oda a o ganização. O concei o de MDM e e e-se à cen alização e pad onização das
in o mações c í icas da emp esa, e i ando inconsis ências e edundâncias nos di e en es sis emas
in e ligados. Ao desempenha esse papel, o SAP ga an e que odas as unidades de negócio ope-
em com dados con iá eis e a ualizados, possibili ando uma isão única e in eg ada da in o mação
em empo eal. Esse a o é c ucial pa a a omada de decisões es a égicas, a e iciência ope acio-
nal e a con o midade com no mas e egulamen os in e nos e ex e nos.
Além disso, a implemen ação de um p ocesso de in eg ação sínc ono ep esen a um a anço éc-
nico signi ica i o den o des a a qui e u a. Esse modelo de sinc onização pe mi e que as a ualiza-
ções en e os sis emas oco am em empo eal, eliminando p oblemas associados a in o mações
desa ualizadas e ga an indo que odos os sis emas e le em os mesmos dados simul aneamen e.
Em um ambien e dinâmico e de al a complexidade como o da Rangel, onde al e ações nas in o -
mações de clien es, pedidos e a u ação oco em cons an emen e, essa abo dagem é undamen al
pa a e i a disc epâncias, melho a a as eabilidade e assegu a maio con iabilidade nos p oces-
sos ope acionais.
Esses p incípios o am de e minan es na conceção da no a in eg ação, ga an indo que o sis ema
não apenas a enda às exigências uncionais da o ganização, mas ambém es eja alinhado com as
melho es p á icas ecnológicas e seja implemen ado de o ma sus en á el e escalá el. A no a
a qui e u a não apenas o imiza a ges ão e dis ibuição dos dados, mas ambém p omo e maio
e iciência e anspa ência na comunicação en e os sis emas en ol idos. Essa abo dagem es u-
u ada o alece a base ecnológica da o ganização, pe mi indo ope ações mais ágeis e decisões
mais bem undamen adas. A Figu a 15 ap esen a a p opos a inal pa a a a qui e u a de in eg a-
ção, consolidando as mudanças e melho ias discu idas, des acando o papel do SAP como MDM,
o TIBCO como
middlewa e
in eg ado e a implemen ação de um luxo sínc ono de comunicação
en e os sis emas ERP e TMS.
51
O p ocesso de in eg ação é iniciado com a a i ação das APIs na i as do SAP, desencadeada pelo
BluJay quando uma con igu ação ou p ocesso de negócio necessi a de in eg ação com o SAP.
Essa a i ação c ia um pon o de con a o inicial essencial pa a a eceção e o p ocessamen o segu o
dos dados (Ve Tabela 5 e Tabela 6):
Tabela 5 - E apas do Modelo de Esc i a A a és da Camada de Aplicação
E apas:
Desc ição:
1. Sinal de A i ação da Camada de
Aplicação
O p ocesso começa quando o BluJay en ia um sinal ao TIBCO co-
municando o início do p ocesso de in eg ação. O TIBCO po sua
ez sinaliza ao SAP pa a a a i ação de sua camada de aplicação.
As APIs o necidas pela camada de aplicação do SAP, es abele-
cendo uma in e ace segu a pa a a eceção e p ocessamen o dos
dados.
2. T a amen o dos Dados e Mapea-
men o de In e aces
Após a eceção do sinal, o TIBCO assume o papel de o ma ação e
mapeamen o das in e aces. Isso ga an e que os dados do BluJay
sejam ans o mados e p epa ados con o me os equisi os especí-
icos do SAP.
3. T a amen o dos Dados e Mapea-
men o de In e aces
As APIs da camada de in eg ação comunicam com o TIBCO, c i-
ando uma pon e en e os dados p ocessados e a camada de apli-
cação. Es a comunicação assegu a a ans e ência es u u ada e
con olada das in o mações.
Figu a 15 - Modelo com Esc i a A a és da Camada de Aplicação

52
Tabela 6 - Con inuação - E apas do Modelo de Esc i a A a és da Camada de In eg ação
E apas:
Desc ição:
4. Inse ção dos Dados nas Tabelas
S anda d
Após a in e ação, a camada de aplicação do SAP execu a as logicas
de negócio e inse e os dados nas abelas s anda d do SAP, ali-
nhando os às es u u as e con oles pad ão do sis ema pa a acili a
o ge enciamen o e a análise.
5. Inse ção nas Tabelas Z SAP
Pa alelamen e, os dados são ambém egis ados nas abelas Z,
adap adas pa a a ende às necessidades especí icas do G upo Ran-
gel, p opo cionando uma lexibilidade adicional na ges ão de dados
não pad onizados.
6. Con i mação da In eg ação
Uma ez concluída a in eg ação, o SAP sinaliza ao TIBCO e esse po
sua ez no i ica o sis ema BluJay, a ualizando o s a us da in eg ação
pa a e le i o sucesso do p ocesso.
7. G a ação nas Bases de Dados
BluJay
Finalmen e, os dados p e iamen e con igu ados em SAP são egis-
ados nas bases de dados do BluJay, assegu ando a consis ência
en e os sis emas e pe mi indo que as in o mações a ualizadas es-
ejam disponí eis pa a ope ações u u as.
Na a qui e u a p opos a, o SAP assume o papel de MDM, um sis ema cen alizado esponsá el
pela go e nança e pad onização dos dados den o da o ganização. O concei o de MDM e e e-se
a um conjun o de p ocessos, me odologias e e amen as que ga an em a qualidade, consis ência
e con iabilidade das in o mações u ilizadas nos di e en es sis emas emp esa iais. Ao es u u a o
SAP como MDM, a Rangel busca consolida uma única on e de e dade pa a os dados c í icos,
assegu ando que odas as ope ações baseadas nessas in o mações es ejam alinhadas e li es de
duplicidades ou inconsis ências.
Essa abo dagem e o ça a necessidade de um modelo de in eg ação sínc ono, ga an indo que as
a ualizações oco am em empo eal e e i ando disc epâncias en e os sis emas. Com isso, a
emp esa melho a a as eabilidade dos dados, o imiza a ges ão de in o mações essenciais pa a a
ope ação e o alece a con o midade com as melho es p á icas da indús ia.
A implemen ação do SAP como MDM, aliada à subs i uição da esc i a di e a na base de dados
pela camada de aplicação, es abelece uma in aes u u a ecnológica mais obus a e p epa ada
pa a supo a o c escimen o e a e olução con ínua da o ganização. Essa mudança não apenas
53
o alece a go e nança dos dados, mas ambém ga an e maio e iciência na omada de decisões
es a égicas e ope acionais.
4.5.3 Compa ação En e os Modelos
A análise da a qui e u a das in eg ações e ela duas abo dagens dis in as pa a a in eg ação en e
o BluJay e o SAP: a esc i a di e a na base de dados, que con o na a camada de aplicação, e a
in eg ação ia camada de aplicação, que cen aliza a alidação e o p ocessamen o dos dados
an es do a mazenamen o de ini i o. Cada uma dessas abo dagens possui impac os signi ica i os
na in eg idade das in o mações, na segu ança do sis ema e na sus en abilidade das ope ações.
A camada de aplicação desempenha um papel undamen al como in e mediá io no luxo de in e-
g ação. É esponsá el pela execução das lógicas de negócio, alidações e mapeamen os de dados,
ga an indo que as in o mações sigam as eg as de inidas pelo SAP an es de se em pe sis idas no
banco de dados. Esse modelo de in eg ação segue as melho es p á icas ecomendadas pela SAP
e p opo ciona maio consis ência e con iabilidade, ao assegu a que os dados es ejam em con o -
midade com a es u u a elacional das abelas e as eg as emp esa iais es abelecidas. Além disso,
a camada de aplicação acili a a escalabilidade e manu enção do sis ema, pe mi indo maio as-
eabilidade das al e ações, audi o ia e icien e das ansações e implemen ação au oma izada de
alidações c í icas.
Po ou o lado, a esc i a di e a na base de dados, que é o mé odo a ualmen e em uso, igno a
essas e i icações essenciais, o que pode comp ome e a in eg idade dos dados e aumen a o
isco de alhas ope acionais. Essa abo dagem pode le a a inconsis ências nos egis os, e os na
econciliação inancei a, alhas em p ocessos iscais e di iculdades na adap ação a u u as a uali-
zações da pla a o ma SAP. Como não há mediação da camada de aplicação, os egis os inse idos
podem não se alidados co e amen e, ge ando impac os signi ica i os em p ocessos c í icos,
como ac u amen o, ges ão de c édi o e con o midade egula ó ia. Além disso, esse modelo di i-
cul a a implemen ação de no as uncionalidades e o na a manu enção do sis ema mais one osa
e susce í el a e os manuais.
A análise da a qui e u a uncional e idenciou que a dependência da esc i a di e a na base de
dados comp ome e signi ica i amen e a in eg idade, segu ança e as eabilidade das in o mações
den o do ecossis ema de sis emas da Rangel. Como al e na i a, a adoção da camada de aplicação
do SAP pa a in e media as in eg ações ep esen a um a anço undamen al na pad onização e
54
go e nança dos dados, ga an indo con o midade com as melho es p á icas ecomendadas pela
SAP e p omo endo maio con iabilidade nos p ocessos de in eg ação.
Além disso, a consolidação do SAP como MDM e o ça a cen alização e a qualidade dos dados
c í icos, possibili ando a adoção de p ocessos mais segu os e e icien es na ges ão da in o mação.
Esse no o modelo de a qui e u a não apenas melho a a obus ez e a escalabilidade do sis ema,
mas ambém alinha a o ganização às exigências u u as, ga an indo maio lexibilidade pa a lida
com a e olução dos p ocessos e das ecnologias en ol idas.
55
5. REVISÃO DAS INTEGRAÇÕES
O Capí ulo Cinco o e ece um exame me iculoso das inicia i as do G upo Rangel pa a ap imo a
suas ope ações po meio de uma e isão sis emá ica das in eg ações en e seus sis emas ERP.
Ele in oduz o P oje o-pilo o:
“Re- hink ERP In eg a ions RIAM
", uma emp ei ada ocada em ea a-
lia e o imiza as in eg ações de sis emas pa a alinha a ecnologia da in o mação com as es a é-
gias emp esa iais e ope acionais da emp esa de o ma mais p ecisa. Essa e isão é c ucial pa a
aumen a a e iciência, minimiza edundâncias e ga an i que os sis emas de TI es ejam adequa-
damen e sinc onizados com as necessidades dinâmicas de um ambien e de negócios globalizado.
O capí ulo a ança de alhando o le an amen o e a modelagem dos p ocessos de in eg ação exis-
en es, p opo cionando uma isão cla a de como os sis emas es ão a ualmen e in e conec ados.
Além disso, discu e-se o en ol imen o e as esponsabilidades dos p incipais a o es, bem como o
alinhamen o es a égico que no eia o p oje o.
5.1 P oje o-pilo o:
Re- hink ERP In eg a ions RIAM
Após uma análise ap o undada da si uação das in eg ações no G upo, a equipa de Co po a e IT
assumiu a lide ança do p oje o de ido ao seu papel es a égico na ges ão dos sis emas c í icos da
emp esa. Responsá el pelo SAP, e pela o ques ação das in eg ações com o BluJay, o Co po a e
IT ga an e a cen alização, in eg idade e go e nança dos dados, além de assegu a a comunicação
e icien e en e os sis emas de ges ão emp esa ial e de anspo e. A complexidade dessas in eg a-
ções exigia uma abo dagem especializada, o nando essa equipa a mais quali icada pa a lide a a
inicia i a, pois eúne an o o conhecimen o écnico necessá io quan o uma isão ab angen e dos
p ocessos de negócio impac ados.
Dian e desses desa ios, oi c iado o p oje o
“Re- hink ERP In eg a ions RIAM"
, com o obje i o de
epensa e o imiza as in eg ações en e o SAP e as demais pla a o mas u ilizadas pela emp esa.
Como se a a a de um p oje o pilo o, a sua ab angência oi es a egicamen e delimi ada pa a
oca exclusi amen e na e isão das in eg ações da unidade RIAM, ou seja, nas in e ações en e o
SAP e o BluJay TMS. Esse p oje o se i ia como e e ência pa a u u as inicia i as de ees u u a-
ção das in eg ações em ou as á eas da emp esa.
Com base no mapeamen o de alhado dos p incipais p oblemas e causas das alhas nas in eg a-
ções, pe mi iu um alinhamen o es a égico com o líde da equipa do p oje o pa a de ini abo da-
gens e icazes de esolução. Com isso, delineou-se um plano es a égico es u u ado, ga an indo
62
6.1 Ciclo De Vida Do Clien e
P imei amen e, o p ocesso de c iação de clien es se des aca po in eg a con igu ações c í icas
que ga an em o uncionamen o e icien e e a con inuidade do ciclo de ida do clien e den o da
o ganização. O p ocesso de c iação de clien es não apenas inicia o elacionamen o come cial ( e
Figu a 17), mas
ambém sus en a odo o ciclo de ida do clien e, in eg ando con igu ações sis êmicas e p ocessos
de negócio essenciais.
Figu a 17 - Ciclo de Vida do Clien e

63
O ciclo de ida do clien e, cons i ui um p ocesso es u u ado e in e dependen e que ab ange desde
o p imei o con a o com o clien e a é à cob ança inal e a a aliação de no as opo unidades de
negócio. Cada e apa des e ciclo desempenha um papel es a égico ao in eg a con igu ações sis-
êmicas e p ocessos de negócio, com des aque pa a a e apa de c iação do clien e, que a ua como
o pon o de pa ida pa a iabiliza odas as ope ações subsequen es.
PRIMEIRA ETAPA: CRIAÇÃO DO CLIENTE
O ciclo de in eg ação de clien es inicia-se com o p imei o con a o como ap esen ado na Figu a 18,
no qual a in enção do clien e em adqui i um se iço é a aliada. Es e momen o é c ucial, pois uma
espos a posi i a impulsiona o p ocesso pa a a p óxima e apa: a elabo ação de um o çamen o.
Após a ap o ação do o çamen o, o p ocesso e olui pa a uma ase cen al e es u u an e, a c iação
do clien e no sis ema. Du an e es a e apa inicial, são implemen adas con igu ações essenciais e
p ocessos de negócio especí icos que acili am a in eg ação e e i a do clien e ao sis ema, ga an-
indo a luidez das ope ações subsequen es.
Um aspe o des e p ocesso é a associação de um ges o de cob ança ao no o clien e. Es e ges o
é esponsá el pela ges ão inancei a elacionada ao clien e, moni o ando c édi os, pagamen os e
ecebí eis, o que é undamen al pa a man e a saúde inancei a da elação come cial.
Pa alelamen e, a de inição das condições de pagamen o pa a clien es que solici am c édi o é ou o
passo impo an e. Es a de inição p ecisa se alinhada com o ipo de se iço o e ecido, assegu ando
que as p á icas de con ole inancei o sejam man idas e que haja consis ência ope acional. Es a
Figu a 18 - E apa C iação do Clien e
64
con igu ação é uma peça-cha e pa a sus en a o elacionamen o come cial em bases sólidas e
anspa en es, acili ando a ges ão de expec a i as e comp omissos inancei os de ambas as pa -
es.
SEGUNDA ETAPA: PRODUÇÃO
Após a c iação do clien e, o p ocesso a ança pa a a e apa de p odução, de alhada na Figu a 19.
Nes a ase, de inem-se e ealizam-se os se iços con a ados, mobilizando con igu ações e p oces-
sos de negócio essenciais pa a ga an i a e iciência ope acional e inancei a. As con igu ações de
Cen os de Luc o e Cen os de Cus o são undamen ais pa a assegu a que odos os cus os e
ecei as elacionados com o se iço sejam co e amen e egis ados e a ibuídos, pe mi indo uma
análise de alhada da en abilidade e do desempenho inancei o. Além disso, os Códigos de Fo ne-
cedo es são u ilizados pa a iden i ica os o necedo es esponsá eis pela execução dos se iços,
ga an indo o egis o co e o das ope ações e sua ca ego ização con o me as no mas o ganizacio-
nais e legais, o que é c ucial pa a man e a in eg idade das ope ações e a p ecisão nos ela ó ios
inancei os e de ges ão.
Figu a 19 - E apa P odução
65
TERCEIRA ETAPA: COBRANÇA
Du an e a ase de cob ança, que cons i ui a ase inal no ciclo de ida do clien e con o me ilus ado
na Figu a 20, os se iços ealizados são a u ados. Es e p ocesso não só consolida as ansações
come ciais, mas ambém a i a uma sé ie de con igu ações sis êmicas essenciais pa a ga an i a
p ecisão e consis ência dos egis os inancei os. O Cen o de Cus o é c ucial pa a de e mina a
co e a alocação dos cus os associados ao se iço p es ado. Adicionalmen e, o Tipo de Documen o
especi ica o o ma o da a u a e as in o mações que ela de e con e , como o código de IVA e as
con igu ações de a u ação In e company se aplicadas, essenciais pa a o cump imen o das no -
ma i as iscais e ope acionais.
Nes a e apa, o P ocesso de Fa u ação é me iculosamen e execu ado, o malizando os se iços
a a és de egis os que supo am o con ole inancei o e con ábil da emp esa. Concluída a a u a-
ção, a alia-se se o clien e em in e esse em con a a no os se iços. Se a i ma i o, o ciclo é
einiciado com a de inição do p óximo se iço a se o e ecido; se não, o ciclo se ence a, ma cando
o im de uma jo nada de se iço com o clien e.
6.2 Desa io Das Geog a ias
O segundo aspe o ele an e es á associado ao con ex o pa icula da RIAM, que, como uma uni-
dade especializada do G upo ealiza ope ações logís icas em escala global. Esse modelo de negó-
cio expõe a o ganização a um conjun o di e si icado de equisi os legais e no ma i os, que a iam
de aco do com as geog a ias em que a ua. Um dos p incipais desa ios desse cená io é o p een-
chimen o do Iden i icado Fiscal dos clien es, um elemen o undamen al no cadas o de no os
clien es, cuja nomencla u a e eg as a iam conside a elmen e en e os países.
Figu a 20 - E apa Cob ança
66
A al a de pad onização nesse p ocesso em ge ado di e sos p oblemas ope acionais. Em algumas
geog a ias o a da União Eu opeia, é possí el cadas a clien es sem inclui um Iden i icado Fiscal,
ou mesmo u iliza iden i icado es gené icos como po exemplo: 999 999 999 e 123 456 789 que,
pos e io men e, são a ibuídos a ou os clien es causando p oblemas na co e a iden i icação dos
clien es como exempli icado na Figu a 21.
No exemplo ilus a i o, obse a-se a complexidade da ges ão de dados en e di e en es sis emas.
No sis ema BluJay, um clien e denominado Clien e A é egis ado com um ID ope acional 10 e um
Núme o Iden i icado Fiscal - NIF de 999 999 999. Con udo, ao ans e i esses dados pa a o
sis ema SAP, oco e uma disc epância: além de egis a o Clien e A com os mesmos ID e NIF,
iden i ica-se um segundo clien e, Clien e B, com um ID ope acional de 60, mas compa ilhando o
mesmo NIF do Clien e A. Es a si uação suge e uma alha na ges ão de iden i icação iscal, e iden-
ciando a duplicidade de egis os com o mesmo iden i icado iscal.
Tal p á ica não só complica a iden i icação p ecisa dos clien es, como ambém des aca a al a de
um mé odo consis en e e e icaz pa a a ges ão uni icada dos egis os nos sis emas. A ausência de
um iden i icado iscal exclusi o pa a cada clien e le a à dependência excessi a em nomes pa a a
di e enciação dos egis os, aumen ando subs ancialmen e o isco de duplicações, e os ansacio-
nais e inconsis ências no cadas o. Es es p oblemas minam di e amen e a in eg idade dos dados
e ep esen am obs áculos signi ica i os à ges ão e icaz das in o mações dos clien es.
Po an o, a seleção do p ocesso de c iação de clien es como oco cen al des e p oje o e le e sua
ele ância es a égica pa a a Rangel e a u gência em abo da os desa ios especí icos que a e am
a qualidade e a con iabilidade dos dados. Ao en en a es as ques ões c í icas, o p oje o isa não
apenas ap imo a os luxos de abalho associados à ges ão de clien es, mas ambém assegu a
a con o midade com os equisi os legais e ope acionais igen es nas di e sas egiões em que a
Figu a 21 - Exemplo de E o no Cadas o do Clien e
67
emp esa a ua. Tal abo dagem é essencial pa a e o ça a es u u a sob e a qual se apoia o de-
sempenho emp esa ial, p omo endo uma base mais sólida e con iá el pa a o u u o da o ganiza-
ção.
6.3 A qui e u a A ual
As-Is
: C iação De Clien e
O mapeamen o do p ocesso de c iação de clien es, documen ado em o ma o BPMN, oi desen-
ol ido a a és de uma colabo ação es ei a en e as equipas de negócios e equipas do DSI. Es e
es o ço conjun o en ol eu a pa icipação a i a dos p incipais a o es do p ocesso.
Do lado das equipas de negócios, os
key use s
u ilizado es do SAP da DAF, jun amen e com os
key use s
do BluJay da RIAM, desempenha am um papel c ucial. Es es p o issionais con ibuí am
com
insigh s
uncionais sob e os p ocessos, delineando os ga ilhos e os passos de alhados de
suas esponsabilidades ope acionais. Eles o nece am uma pe spe i a essencial sob e as exigên-
cias p á icas e as e apas necessá ias pa a a execução e e i a do p ocesso de c iação de clien es.
Po ou o lado, as equipas do DSI nomeadamen e o Co po a e IT e o T anspo es IT, o e ece am
conhecimen os écnicos undamen ais. Con ibuindo com explicações sob e o uncionamen o das
in eg ações e as esponsabilidades en ol idas nas con igu ações e c iações nos sis emas. Sua
con ibuição oi i al pa a escla ece os mapeamen os de in e ace e as pa ame izações que ia-
bilizam as in eg ações, ga an indo que odos os aspe os écnicos ossem adequadamen e ende e-
çados.
O obje i o p incipal des e mapeamen o oi alcança uma comp eensão ap o undada das pa icu-
la idades e das alidações necessá ias no p ocesso de c iação de clien es. Foi essencial iden i ica
odos os pa icipan es do p ocesso e en ende suas unções e esponsabilidades especí icas. Es a
abo dagem colabo a i a isou p omo e um alinhamen o e icaz en e odas as pa es en ol idas,
consolidando o conhecimen o que an e io men e se encon a a dispe so en e di e en es equipas.
Tal consolidação oi undamen al pa a supe a os desa ios de uma isão agmen ada e acili a
uma comp eensão in eg ada e coesa do p ocesso, essencial pa a a e icácia e e iciência das ope-
ações u u as.
6.3.1 Mapeamen o da In eg ação: C iação de Clien e
Nes a subseção, ap esen a-se o mapeamen o de alhado do p ocesso de c iação de clien es ap e-
sen ado no Apêndice 1 – C iação de Clien e As-Is, desen ol ido a pa i de consul as aos especia-

68
lis as in e nos da emp esa e da análise de documen ação écnica. O obje i o p incipal des a mo-
delagem é iden i ica , de o ma uncional, os e en os mais ele an es ao longo das e apas de
in eg ação, pe mi indo uma a aliação c í ica da e iciência e da necessidade de cada ase en ol ida.
O p ocesso oi modelado u ilizando a no ação BPMN, amplamen e econhecida como pad ão na
modelagem de p ocessos de negócio de ido à sua e sa ilidade e cla eza. A escolha dessa lingua-
gem possibili a uma ep esen ação isual p ecisa das in e ações en e os sis emas e os depa a-
men os en ol idos, além de e idencia a in eg ação com os sis emas de in o mação exis en es.
O mapeamen o oi o ganizado em ês g andes pa es, que e le em as di isões uncionais do
p ocesso:
Ges ão de Dados e In eg ação com BluJay e TIBCO; T a amen o e Validação no SAP; A aliação de
C édi o e Con igu ação Final
As imagens ap esen adas ao longo des a seção ilus am de manei a de alhada as e apas-cha e
do p ocesso de c iação de clien es e as suas in e dependências. A modelagem desen ol ida o e-
ece uma isão sis êmica e in eg ada, acili ando a iden i icação de opo unidades de melho ia e
con ibuindo pa a o ap imo amen o da e iciência dos luxos ope acionais da o ganização.
GESTÃO DE DADOS E INTEGRAÇÃO ENTRE BLUJAY E TIBCO
A Figu a 22 a segui ilus a a p imei a e apa do p ocesso de c iação de clien es, com oco na
ges ão inicial de dados e na in eg ação en e os sis emas BluJay e TIBCO. Essa e apa é c ucial
pa a ga an i que as in o mações do clien e sejam co e amen e ge adas, alidadas e ansmi idas
pa a os sis emas subsequen es.
Figu a 22 - Ges ão de Dados e In eg ação en e BluJay e TIBCO As-Is
69
CONTEXTO INICIAL
O p ocesso de in eg ação de clien es inicia-se no con ex o da p ospeção come cial como pode se
is o na Figu a 23, ma cado pela necessidade de ge a um código especí ico pa a o cadas o de
no os clien es. Es e passo inicial é c ucial, pois es abelece a base pa a a in e ação subsequen e
com o clien e e en ol e á ias e apas c í icas.
Num p imei o momen o, o clien e solici a um o çamen o, ep esen ando o p imei o con a o o mal
com a emp esa. Após análise e negociação, o clien e acei a o o çamen o, desencadeando a ne-
cessidade de c ia um cadas o especí ico no sis ema. Nes e momen o, o clien e é classi icado
inicialmen e, de inindo seu s a us ope acional na emp esa.
Os clien es são ca ego izados como "
Non-Financial
" du an e a e apa de p ospeção, quando ainda
não ealizam a i idades inancei as a i as com a emp esa. Es a ca ego ização é ípica pa a no os
cadas os onde as in e ações ainda es ão sendo explo adas. Po ou o lado, clien es que decidem
o maliza a elação come cial e a ançam pa a a ase de p odução são classi icados como "
Finan-
cial
". Es a mudança de
s a us
indica um cadas o comple o, in eg ando o clien e ao p ocesso
p odu i o e inancei o da emp esa.
A ge ação do código de clien e no sis ema BluJay cons i ui o p imei o egis o o mal das in o ma-
ções do clien e, a mazenadas na base de dados BluJay. Es a base é undamen al, pois ga an e a
disponibilidade das in o mações, essenciais pa a as e apas subsequen es do p ocesso de in eg a-
ção, assegu ando uma ansição sua e e a con inuidade das ope ações come ciais.
ATIVIDADES DO SISTEMA BLUJAY
Figu a 23 - Con ex o Inicial
Figu a 24 - A i idades do Sis ema BluJay
70
Após a conclusão da c iação inicial do clien e, a e apa subsequen e oca-se na ges ão e in eg ação
dos dados den o do sis ema BluJay como is o na Figu a 24. Nes a ase, a equipa de T anspo es
IT desempenha um papel c ucial ao iden i ica e alida o código de clien e ge ado an e io men e,
assegu ando que es e es eja em con o midade com os pad ões es abelecidos e que e li a com
p ecisão as in o mações do clien e.
Uma ez alidado o código, es e é ansmi ido pa a uma camada de in eg ação dedicada. Nes a
ase, os dados são p ocessados e adequadamen e p epa ados pa a uma comunicação e icien e
com ou os sis emas co po a i os.
TRANSMISSÃO VIA MIDDLEWARE
A ase inal des a e apa e idenciada na Figu a 25 en ol e a u ilização do TIBCO, que desempenha
um papel essencial como in e mediá io en e os sis emas BluJay e SAP. Es a pla a o ma
mid-
dlewa e
assegu a o a amen o adequado, a p epa ação e a ansmissão e icaz dos dados do
clien e pa a o SAP.
Inicialmen e, o TIBCO ecebe as in o mações do clien e encaminhadas pela camada de in eg ação,
es abelecendo-se como a conexão p imo dial en e os sis emas. Em seguida, os dados ecebidos
são p ocessados e a ados. Es e passo é i al pa a ga an i que as in o mações man enham sua
in eg idade e consis ência, além de es a em em con o midade com os equisi os do sis ema SAP.
Finalmen e, após a p epa ação adequada, o
middlewa e
p ocede com a ansmissão dos dados
alidados ao sis ema SAP. Es e p ocesso é c ucial pa a assegu a a con inuidade e e i a no luxo
de c iação de clien es, acili ando a in eg ação ans e sal dos dados a a és das pla a o mas ec-
nológicas da emp esa, ga an indo assim a e icácia e a p ecisão no egis o e ges ão dos dados de
clien es.
Figu a 25 - T ansmissão ia Middlewa e
71
TRATAMENTO, VALIDAÇÃO NO SAP E INTEGRAÇÃO COM BLIJAY
A Figu a 26 ilus a a segunda e apa do p ocesso de c iação de clien es, com ên ase no mapea-
men o, alidação e in eg ação no sis ema SAP. Es a e apa desempenha um papel undamen al ao
ga an i que os dados do clien e sejam de idamen e expandidos e con igu ados no SAP ERP.
Figu a 26 - T a amen o e Validação no SAP As-Is
78
c édi o au o izado pa a o clien e, que é es abelecido com base nos esul ados da análise de c é-
di o. Adicionalmen e, um ges o de cob ança é designado pa a ge i as inanças e moni o a o
c édi o do clien e, ga an indo a adesão às p á icas inancei as. Também se de ine a condição de
pagamen o, es ipulando o p azo máximo pa a a qui ação do c édi o. Com es as de inições imple-
men adas, o clien e o na-se capaci ado pa a ealiza ansações den o dos pa âme os es abele-
cidos, assegu ando a co e a ges ão das in o mações inancei as. Com isso, o ciclo de ges ão de
c édi o no sis ema é concluído.
Pa a complemen a o en endimen o des e p ocesso e ap o unda a análise da a qui e u a a ual, é
undamen al explo a os p incipais
Use cases
elacionados com a c iação de clien es. Es es casos
de uso pe mi em isualiza de o ma es u u ada os di e en es cená ios ope acionais, as in e ações
en e sis emas e u ilizado es, bem como as exceções que podem oco e ao longo do p ocesso. O
mapeamen o dos use cases da a qui e u a a ual o nece uma pe spe i a p á ica sob e o unciona-
men o das in eg ações, ajudando a iden i ica pon os c í icos, agilidades e opo unidades de me-
lho ia que se ão undamen ais pa a a de inição da a qui e u a u u a.
6.3.2
Use Cases
da A qui e u a A ual
As-Is
No con ex o da análise de in eg ações, os
use cases
ep esen am uma e amen a undamen al
pa a a comp eensão de como os p ocessos ope acionais oco em na p á ica. Um
use case
des-
c e e, de o ma es u u ada e obje i a, as in e ações en e os u ilizado es (a o es) e os sis emas
en ol idos, pe mi indo isualiza não apenas o luxo p incipal das a i idades, mas ambém cená-
ios al e na i os e exceções que podem oco e ao longo do p ocesso. Es a abo dagem o na-se
pa icula men e ele an e em ambien es complexos, onde di e en es sis emas e equipas in e agem
pa a ga an i a execução e icien e dos p ocessos de negócio.
No âmbi o des e es udo, os
use cases
desempenham um papel c ucial ao o nece uma isão
de alhada dos di e en es cená ios elacionados com o p ocesso de c iação de clien es, e idenci-
ando o luxo de in o mações en e o SAP e o BluJay. Eles des acam como os dados são inse idos,
alidados, p ocessados e ansmi idos en e os sis emas, pe mi indo iden i ica pon os c í icos que
podem impac a an o a e iciência ope acional quan o a in eg idade das in o mações. Esses pon os
c í icos incluem alhas de in eg ação, á eas de e abalho e lacunas nos mecanismos de alidação
de dados, que podem comp ome e a qualidade das in o mações e a con inuidade dos p ocessos
de negócio.

79
Além de o e ece uma pe spe i a écnica, a análise dos
use cases
complemen a o mapeamen o
das in eg ações com uma abo dagem o ien ada aos p ocessos de negócio, acili ando a iden i ica-
ção de opo unidades de melho ia e a de inição de equisi os mais p ecisos pa a o desen ol i-
men o da a qui e u a u u a
To-Be
. Essa combinação en e a análise écnica e a pe spe i a ope a-
cional pe mi e não apenas comp eende como o p ocesso unciona a ualmen e, mas ambém
iden i ica al e ações que possam ge a ganhos de e iciência, eduzi e os e melho a a go e -
nança dos dados.
O le an amen o dos
use cases
pa a o p ocesso de c iação de clien es oi ealizado de o ma cola-
bo a i a, com o obje i o de cap u a a ealidade ope acional da a qui e u a a ual
As-Is
de manei a
p ecisa e ab angen e. O p ocesso en ol eu, p incipalmen e, en e is as com
s akeholde s
do p o-
cesso, conduzidas com colabo ado es das á eas ope acionais, écnicas e de ges ão, incluindo
key
use s
do SAP e do BluJay, esponsá eis pelo uso diá io dos sis emas e pela execução dos p oces-
sos de in eg ação. Essas en e is as pe mi i am iden i ica os p incipais desa ios en en ados, as
exceções mais equen es e as in e ações c í icas en e os sis emas, o e ecendo uma comp een-
são ap o undada dos a o es que a e am a pe o mance e a con iabilidade das in eg ações.
Além das en e is as, oi ealizada uma análise dos p ocessos exis en es, ab angendo o es udo de
luxos de abalho documen ados e das p á icas ope acionais em igo . Es e mapeamen o oi un-
damen al pa a iden i ica pon os de alha, ga galos e lacunas na au omação, pe mi indo uma com-
p eensão mais p o unda das causas subjacen es aos p oblemas de in eg ação. O mapeamen o do
p ocesso u ilizou a no ação BPMN, que p opo cionou uma isão g á ica cla a dos luxos de abalho
e das in e ações en e sis emas. No en an o, enquan o o BPMN se concen a em ep esen a
g a icamen e os p ocessos, os
use cases
complemen am essa abo dagem ao aduzi , de o ma
desc i i a e o ien ada ao u ilizado , os cená ios ope acionais mapeados, acili ando a comp eensão
das a i idades do pon o de is a uncional.
Na Tabela 9, ap esen a-se a desc ição dos p incipais
use cases
elacionados com o p ocesso de
c iação de clien es no modelo a ual
As-Is
. Es es casos ilus am an o o luxo p incipal de a i idades
quan o os cená ios al e na i os, e idenciando os pon os c í icos da in eg ação en e o SAP e o
BluJay.
80
Tabela 9 - Use Cases As-Is
Use Case
A o es En ol i-
dos
Obje i o
Fluxo P incipal
Exceções ao Fluxo
C iação de Clien e no
TMS
Negócio RIAM,
T anspo es IT,
Co po a e IT
Ilus a o p ocesso de
c iação de um no o
clien e no BluJay e a
sua in eg ação com o
SAP.
1. O negócio c ia um clien e no
BluJay. 2. O código de clien e
BJ é en iado ao SAP.
3. O SAP e i ica se o clien e já
exis e no sis ema.
4. Se não exis i , o clien e é c i-
ado.
5. O SAP de ol e as con igu a-
ções de c édi o ao BluJay.
- Falha na comunicação
en e SAP e BluJay.
- Duplicação de egis os
po ausência de alidação
obus a.
- E os na sinc onização
de dados.
A ualização de Dados
Mes es do Clien e
Depa amen o
Financei o, Co -
po a e IT, T ans-
po es IT
Ga an i a a ualização
de in o mações do cli-
en e no SAP e sinc o-
nização com o Blu-
Jay.
1. O u ilizado a ualiza os dados
do clien e no SAP. 2. O SAP en-
ia as al e ações pa a o BluJay.
3. O BluJay aplica as al e ações
e con i ma o sucesso da ope a-
ção.
- Falhas de sinc onização
en e SAP e BluJay.
- Dados desa ualizados
em ope ações c í icas.
- Inconsis ências de ido a
e os de in eg ação não
de e ados.
A análise dos
use cases
ap esen ados isa ap o unda a comp eensão dos p ocessos de in eg ação
en e o SAP e o BluJay, complemen ando o mapeamen o ealizado an e io men e. Es es
use cases
o e ecem uma pe spe i a p á ica sob e o uncionamen o dos p ocessos, des acando não apenas
o luxo p incipal das a i idades, mas ambém as exceções e desa ios ope acionais que podem
su gi . A segui , são desc i os e analisados os
use cases
elacionados ao p ocesso de c iação e
ges ão de clien es.
CRIAÇÃO DE CLIENTE NO TMS
Es e
use case
ilus a o p ocesso de c iação de um no o clien e no sis ema de anspo e BluJay e
sua in eg ação com o SAP. Os a o es en ol idos incluem a equipa de negócio da RIAM, o depa -
amen o de T anspo es IT e o Co po a e IT, que jun os ga an em que o p ocesso seja concluído
de o ma e icien e. O obje i o des e use case é demons a como o clien e é c iado inicialmen e
no BluJay, com o código do clien e sendo pos e io men e en iado pa a o SAP.
81
No luxo p incipal, o p ocesso inicia-se com a c iação do clien e no BluJay, seguida da e i icação
no SAP pa a iden i ica se o clien e já exis e no sis ema. Se o clien e não exis i , ele é c iado no
SAP e, em seguida, o SAP de ol e as con igu ações de c édi o ao BluJay.
En e as exceções ao luxo, des acam-se as alhas na comunicação en e o SAP e o BluJay, que
podem in e ompe o p ocesso de in eg ação, a duplicação de egis os de ido à al a de alidações
obus as pa a e i ica a exis ência p é ia do clien e, e e os de sinc onização de dados, que e-
sul am em in o mações inconsis en es en e os sis emas. Es as exceções podem causa e aba-
lho, pe da de dados e impac a a con inuidade ope acional, sendo equen emen e iden i icadas
apenas quando a e am di e amen e as ope ações do negócio.
ATUALIZAÇÃO DE DADOS MESTRES DO CLIENTE
Embo a não es eja di e amen e ep esen ado no mapeamen o do p ocesso de c iação de clien es,
o
use case
de a ualização de dados mes es do clien e é undamen al pa a a ges ão con ínua da
qualidade dos dados. Es e p ocesso en ol e a DAF, o Co po a e IT e o T anspo es IT, e le indo a
impo ância da colabo ação en e di e en es á eas pa a ga an i a in eg idade dos dados. O obje-
i o des e use case é assegu a que as al e ações nos dados do clien e sejam a ualizadas de o ma
sinc onizada en e o SAP e o BluJay.
O luxo p incipal começa com o u ilizado a ealiza al e ações nos dados do clien e no SAP. Após
a a ualização, o SAP en ia essas al e ações pa a o BluJay, onde são aplicadas e con i madas. Es e
p ocesso é c í ico pa a ga an i que in o mações ele an es, como dados de a u ação e condições
de pagamen o, es ejam semp e a ualizadas em ambos os sis emas, e i ando disc epâncias que
possam a e a as ope ações do negócio.
Nas exceções ao luxo, iden i icam-se alhas de sinc onização en e o SAP e o BluJay, que podem
esul a em dados desa ualizados em um dos sis emas, impac ando p ocessos como a u ação e
ges ão de con a os. Além disso, e os de in eg ação não de e ados podem pe manece ocul os
a é que p o oquem alhas ope acionais mais e iden es, aumen ando o isco de impac o nega i o
nas ope ações da emp esa.
Os
use cases
ap esen ados complemen am de o ma signi ica i a o mapeamen o da in eg ação
desc i o an e io men e, p opo cionando uma pe spe i a mais de alhada e o ien ada aos p ocessos
de negócio. Enquan o o mapeamen o com o BPMN oca na ep esen ação g á ica dos luxos de
in eg ação e das in e ações en e sis emas, os
use cases
pe mi em uma comp eensão mais p á-
ica e uncional dos p ocessos.
82
Além disso, os
use cases
ajudam a iden i ica de o ma mais p ecisa os pon os c í icos do p ocesso
de in eg ação, como alhas de comunicação, duplicação de egis os e inconsis ências de dados,
que podem não se e iden es apenas com o mapeamen o BPMN.
Em suma, a combinação do mapeamen o da in eg ação com a análise dos
use cases
o e ece uma
isão ab angen e e de alhada do p ocesso de c iação e ges ão de clien es, pe mi indo uma melho
iden i icação das limi ações do modelo a ual e con ibuindo pa a o desen ol imen o de soluções
mais e icazes na a qui e u a u u a.
6.4 Especi icação Funcional: C iação De Clien es
A segunda e apa do p oje o chamada de especi icação uncional
To
-
Be
consis e no le an amen o
de equisi os uncionais, sendo um p ocesso undamen al pa a a conceção e implemen ação da
no a in eg ação des inada à c iação de clien es. Nes e capí ulo, se ão ap esen ados os emas
elacionados com a de inição e documen ação desses equisi os, que desempenham um papel
essencial na ga an ia de que as uncionalidades desen ol idas a endam às necessidades do ne-
gócio e solucionem os p oblemas iden i icados an e io men e. Os equisi os uncionais desc e em,
de manei a obje i a e de alhada, as uncionalidades e compo amen os espe ados do sis ema,
ep esen ando um elo di e o en e as demandas dos
s akeholde s
e as soluções ecnológicas p o-
pos as.
Pa a a de inição dos equisi os uncionais, o am conduzidas no as euniões com os in e enien es
e
s akeholde s
, pe mi indo uma comp eensão ap o undada das necessidades e expec a i as ela-
cionadas com o p ocesso de c iação de clien es. Du an e essas sessões, o oco oi a iden i icação
de soluções especí icas que esol essem os p oblemas p e iamen e mapeados, como a duplica-
ção de cadas os, as inconsis ências nos dados e as alhas de alidação no sis ema a ual. Esse
diálogo con ínuo e colabo a i o assegu ou que os equisi os uncionais ossem alinhados com os
obje i os do p oje o, ga an indo uma in eg ação e icaz e a melho ia da ges ão dos dados mes es
no sis ema SAP.
Dessa o ma, o le an amen o dos equisi os uncionais ep esen a uma e apa c í ica pa a a ans-
o mação do p ocesso, pois es abelece as bases pa a o desen ol imen o de soluções que p omo-
em a consis ência e in eg idade das in o mações co po a i as. A abo dagem sis emá ica ado ada
ao longo desse p ocesso busca, assim, assegu a que os desa ios iden i icados sejam e e i amen e
ende eçados, con ibuindo pa a a e iciência ope acional e pa a a qualidade dos egis os ge encia-
dos pela o ganização.
83
6.4.1 Le an amen o de Requisi os Funcionais
Nes a seção, se ão ap esen ados os equisi os uncionais pa a o p ocesso de c iação de clien es,
com o obje i o de a ende aos di e en es cená ios ope acionais e ga an i a in eg ação e icien e
com o sis ema SAP. Esses equisi os o am de inidos em es ei a colabo ação com as á eas de
negócio e os in e enien es do p oje o, conside ando as pa icula idades de cada con ex o e bus-
cando o imiza a qualidade e a e icácia do p ocesso como um odo.
Do pon o de is a das á eas de negócio, o am iden i icados qua o cená ios p incipais ap esen a-
dos na Tabela 10, que ab angem a di e sidade de si uações elacionadas com a c iação de egis-
os de clien es:
Tabela 10 - Cená ios que De em Se Ab angidos
Cená ios:
Desc ição:
Clien es que u ilizam como iden i icado iscal
o NIF
Nes e cená io, a alidação do iden i icado iscal é indispensá el
pa a assegu a a con o midade com os equisi os legais e a con-
sis ência dos dados nos sis emas co po a i os, especialmen e
em geog a ias onde o NIF é o pad ão econhecido.
Clien es das geog a ias onde o g upo possui
unidades de negócio
Es e cená io ab ange os clien es si uados em egiões onde o
g upo ope a di e amen e. Pa a esses casos, o iden i icado is-
cal a se u ilizado de e espei a os o ma os especí icos de
cada localidade, con o me de inido nas con igu ações in e nas
do sis ema. Essa abo dagem isa ga an i o alinhamen o às pa -
icula idades iscais locais e assegu a a p ecisão dos dados no
cadas o.
Clien es com iden i icado iscal di e en e do
NIF
Es e cená io é p oje ado pa a a ende a casos em que clien es
possuem iden i icado es iscais álidos, mas que não co espon-
dem ao NIF, esul ando em a iações no p eenchimen o das in-
o mações. Tal abo dagem assegu a que as especi icidades de
cada iden i icado iscal, con o me as egulamen ações do país
de o igem do clien e, sejam espei adas.
Clien es sem iden i icado iscal ou sem ob i-
ga o iedade de uso
Pa a clien es p o enien es de egiões onde não há iden i icado
iscal a ibuído ou onde sua u ilização não é ob iga ó ia, o sis ema
de e se capaz de p ocessa a ausência des e dado. Isso eque
a adoção de c i é ios mínimos ob iga ó ios pa a a c iação do ca-
das o, de o ma a p e eni inconsis ências e man e a in eg i-
dade dos egis os.

84
Dessa o ma, os cená ios e ap esen ados cons i uem uma base pa a o desen ol imen o do no o
p ocesso de in eg ação. Essa abo dagem isa não apenas esol e os desa ios ope acionais iden-
i icados, mas ambém p omo e a cen alização, a con iabilidade e a e iciência na ges ão dos
dados mes es dos clien es, con ibuindo pa a a excelência ope acional e a sus en abilidade do
sis ema.
REQUISITOS FUNCIONAIS
Nes a seção, se ão de alhados os equisi os uncionais do pon o de is a das á eas de negócio,
es abelecidos pa a assegu a a e iciência e a con o midade no p ocesso de c iação de clien es.
Esses equisi os e le em as necessidades ope acionais mapeadas du an e as euniões com os
in e enien es e são undamen ais pa a a a os di e en es cená ios iden i icados.
CLIENTES QUE UTILIZAM O NIF COMO IDENTIFICADOR FISCAL
O p imei o equisi o uncional iden i icado es á elacionado à alidação do NIF como iden i icado
iscal pad ão em geog a ias con igu adas no sis ema SAP. Como o SAP é um sis ema desen ol ido
po uma emp esa alemã, suas con igu ações
s anda d
es abelecem o NIF como o o ma o de
iden i icação iscal pa a os países que in eg am suas de inições de e e ência. Dessa o ma,
quando um clien e pe ence a um dos países con igu ados no sis ema, como ilus ado na Tabela
11, o SAP econhece au oma icamen e a p esença de um iden i icado iscal no o ma o NIF.
O NIF segue um pad ão especí ico compos o po no e dígi os numé icos no o ma o - XXX XXX
XXX, aplicá el a di e sos países, independen emen e de sua localização geog á ica ou de sua as-
sociação à União Eu opeia. A Tabela 11 ap esen ada e idencia que, além de países eu opeus
como: Alemanha, F ança e Po ugal, o SAP ambém conside a como u ilizado es do NIF ou os
países o a da União Eu opeia, incluindo Angola, Moçambique, Es ados Unidos, Mônaco, e c. As-
sim, a implemen ação des e equisi o uncional assegu a que, independen emen e da egião, o
iden i icado iscal u ilizado seja alidado no o ma o NIF, p omo endo consis ência, con o midade
e in eg idade no p ocesso de c iação de egis os no sis ema SAP
85
.
CLIENTES DAS GEOGRAFIAS ONDE O GRUPO POSSUI UNIDADES DE NEGÓCIO
Es e equisi o uncional isa assegu a que, pa a clien es localizados em geog a ias onde o g upo
possui unidades de negócio, o iden i icado iscal u ilizado es eja em con o midade com o o ma o
pad onizado ap esen ado na Tabela 12 .Es e con ole é undamen al pa a ga an i a consis ência
e a in eg idade dos dados, acili ando a in eg ação e o a endimen o às exigências iscais de cada
país.
Tabela 11 - Países Que U ilizam o NIF Como Iden i icado Fiscal
Tabela 12 - Países Onde o G upo Possui Unidades de Negócio
86
Na Tabela 12, é possí el e i ica a co espondência en e os países onde o g upo ope a e os ipos
de iden i icado es iscais acei os. Po exemplo, enquan o Po ugal, Angola e Moçambique u ilizam
o NIF, o B asil ado a o ma os especí icos como Cadas o de Pessoa Física - CPF e o Cadas o
Nacional de Pessoa Ju ídica - CNPJ, e o México u iliza o Regis o Fede al de Con ibuin es - RFC.
Essa a iabilidade e le e as pa icula idades egula ó ias de cada egião, que de em se espei a-
das no momen o do egis o dos clien es.
CLIENTES COM IDENTIFICADOR FISCAL DIFERENTE DO NIF OU DAS GEOGRAFIAS DE OPERAÇÃO DO
GRUPO
Es e equisi o uncional em como p opósi o ga an i que, independen emen e de o clien e es a
associado a geog a ias que u ilizam o NIF como pad ão ou a egiões onde o g upo possui unidades
de negócio, qualque iden i icado iscal o necido seja de idamen e egis ado no cadas o. Tal
di e iz isa assegu a que o sis ema seja lexí el e ab angen e, pe mi indo o egis o de clien es
p o enien es de di e en es localizações, enquan o man ém a con o midade com os equisi os is-
cais especí icos ap esen ados. Ao implemen a es a abo dagem, o obje i o é es abelece um ca-
das o consis en e e adap á el, capaz de esponde às necessidades únicas de clien es inse idos
em con ex os egula ó ios di e sos, p omo endo maio e iciência no a endimen o e na in eg ação
das ope ações den o do sis ema.
CLIENTES SEM IDENTIFICADOR FISCAL OU SEM OBRIGATORIEDADE DE USO
Es e equisi o uncional em como obje i o a ende aos clien es p o enien es de geog a ias onde
não há iden i icado iscal a ibuído ou em casos em que o seu uso não é ob iga ó io. Isso pode
inclui , po exemplo, emp esas de pequeno po e que, de ido às suas ca ac e ís icas e egulamen-
ações locais, não possuem um cadas o iscal emp esa ial o malizado. Alguns exemplos de paí-
ses que-se pode iam se enquad a nesse cená io incluem egiões com egulamen ações iscais
menos es u u adas ou onde o egis o de emp esas de pequena dimensão ainda é incomple o.
Países como Hai i, A eganis ão e Laos, conhecidos po ap esen a em desa ios em e mos de in-
aes u u a e o malização de negócios, são exemplos que ilus am esse con ex o. Ao inclui essa
possibilidade, o equisi o busca deixa o sis ema se mais inclusi o, pe mi indo o egis o de clien es
sem ob iga a exis ência de um iden i icado iscal, mas ga an indo que odas as demais in o ma-
ções essenciais sejam egis adas de o ma consis en e e o ganizada. Isso e o ça a adap abilidade
87
do cadas o e a sua capacidade de a ende a uma ampla gama de con ex os come ciais e egula-
ó ios.
6.5 A qui e u a Fu u a
To-Be
: C iação de Clien es
O subcapí ulo A qui e u a Fu u a
To-Be
ep esen a a ase inal do p oje o, na qual é ap esen ada
a solução p opos a ( e Apêndice 2 – C iação de Clien es To-Be) pa a a ende aos equisi os un-
cionais e écnicos p e iamen e iden i icados. Nes a e apa, o oco es á na modelagem de alhada
dos p ocessos de negócios u ilizando a no ação BPMN. O luxog ama que ilus a a in eg ação
p opos a pode se encon ado abaixo, p opo cionando uma isão ge al da solução. A segui , se ão
de alhadas as p incipais modi icações suge idas, des acando como cada ajus e con ibui pa a al-
cança maio e iciência e alinhamen o com as necessidades do negócio, bem como a ges ão e icaz
de dados mes es.
6.5.1 P eenchimen o de Dados Mínimos e Validação pa a In eg ação com o SAP
Figu a 36 - P eenchimen o e Validação dos Dados Mínimos
94
Di e en e da a qui e u a a ual, onde o p ocesso começa com a c iação do clien e di e amen e no BluJay
e o código do clien e é ansmi ido ao SAP sem alidações an ecipadas, a no a abo dagem p opos a
in eg a uma sé ie de e i icações p elimina es an es do egis o no BluJay. Essas e i icações são ealiza-
das usando o SAP como o pon o de con ole, ga an indo que odos os dados do clien e sejam consis en-
es e a ualizados an es de sua inse ção no sis ema.
CRIAÇÃO DO CLIENTE EM SAP
Após a sequência inicial de e i icações ela i as à geog a ia e ao iden i icado iscal do clien e, o sis ema
SAP p ocede com o egis o de um no o clien e ( e Figu a 48). Es a e apa é undamen ada nos esul ados
das alidações an e io es, assegu ando que os dados mínimos, nomeadamen e o Iden i icado Fiscal
apenas seja a mazenado de o ma co e a e ga an indo um meio de iden i icação único pa a os clien es.
A alidação inicial ques iona: "O clien e é de uma geog a ia que possui Iden i icado Fiscal?" ( e Figu a
49). Es e passo é c ucial, pois es abelece a base pa a como o iden i icado iscal do clien e se á a ado
Figu a 47 - Validação de Cadas o P é io na Emp esa Que se
Que C ia o Clien e
Figu a 48 - E apa de C iação do Clien e em SAP

95
den o do sis ema. Se a espos a o a i ma i a e exis i um iden i icado iscal já p eenchido nos dados
mínimos o necidos, o sis ema a ança pa a o subp ocesso de Validação do Iden i icado Fiscal. Es e
subp ocesso e i ica a p ecisão e a con o midade do iden i icado iscal com os pad ões es abelecidos,
ga an indo a in eg idade dos egis os.
Po ou o lado, se a espos a o nega i a, ou seja, se não hou e um iden i icado iscal associado ao
clien e na geog a ia especi icada, o sis ema segue pa a o subp ocesso de A ibuição de ID Único. Es e
passo en ol e a c iação de um iden i icado único pa a o clien e den o do SAP, assegu ando que odas
as ansações u u as possam se adequadamen e as eadas e ge enciadas, mesmo na ausência de um
NIF pad ão. Es a abo dagem sis ema izada ga an e que odos os clien es, independen emen e de sua
localização geog á ica ou da especi icidade iscal, sejam a ados de manei a uni o me e consis en e no
sis ema SAP.
SUBPROCESSO DE VALIDAÇÃO DO IDENTIFICADOR FISCAL
O subp ocesso de alidação do Iden i icado Fiscal ap esen ado na Figu a 50 começa com a e i icação
da mo ada do clien e, uma e apa impo an e que de e mina a aplicabilidade das no mas iscais especí-
icas elacionadas com sua localização geog á ica. Es a alidação, ealizada a a és dos dados mínimos
Figu a 49 - Valida a U ilização de Qualque Iden i icado Fiscal
Figu a 50 - Subp ocesso de Validação do Iden i icado Fiscal
96
o necidos, é impo an e pa a assegu a que o clien e es eja sujei o às no mas iscais ap op iadas pa a
a sua egião geog á ica, ga an indo con o midade com os equisi os iscais locais e in e nacionais.
Após a alidação da mo ada, o sis ema p ocede à a aliação do uso do NIF pelo clien e. Se o clien e
u iliza o NIF, indicando sua localização numa egião que exige al iden i icado , es e é egis ado no
campo 'Nº ID Fiscal-IVA' no sis ema SAP. Caso con á io, se o clien e não u iliza o NIF — seja po es a
em uma egião que não exige es e ipo de iden i icado ou po usa um di e en e — o sis ema di eciona
pa a o p eenchimen o de um iden i icado iscal al e na i o nos campos 'Nº ID Fiscal 1' ou 'Nº ID Fiscal
2'. Es a lexibilidade pe mi e acomoda clien es de di e en es egiões, ga an indo que odos os iden i ica-
do es iscais sejam co e amen e egis ados no sis ema.
Com o iden i icado iscal ap op iadamen e inse ido, o p ocesso a ança á pa a a ase inal de c iação do
clien e no SAP. Es e passo é i al pa a a alidação comple a do iden i icado iscal e desempenha um
papel undamen al na ga an ia da in eg idade dos dados dos clien es.
SUBPROCESSO DE ATRIBUIÇÃO DE ID ÚNICO
O subp ocesso de a ibuição de Iden i icado Único - ID Único - no SAP como mos a a Figu a 51 inicia-
se com uma alidação manual dos dados mínimos do clien e, essencial pa a iden i ica possí eis co es-
pondências já exis en es no sis ema. Es a e apa assume uma impo ância c í ica, especialmen e pa a
clien es o iundos de egiões que não u ilizam um iden i icado iscal pad ão, exigindo a e i icação de
nomes ou emails já egis ados pa a e i a duplicações e assegu a a in eg idade dos dados.
Se du an e a alidação o em encon ados egis os co esponden es no sis ema, esses dados p eexis en-
es se ão ap o ei ados pa a con inua com o cadas o do clien e. Es a abo dagem não só o imiza o
p ocesso de egis o, e i ando edundâncias, como ambém man ém a con inuidade das in o mações
den o do sis ema.
Figu a 51 - Subp ocesso de A ibuição de ID Único
97
Na si uação em que não haja co espondências, p ocede-se à a ibuição de um ID ope acional ao clien e.
Es e código de iden i icação é único e sequencial, compos o po um p e ixo al anumé ico que ep esen a
a geog a ia do clien e, seguido de um núme o que deno a sua sequência de egis o. Es e iden i icado
único é egis ado no campo 'Nº ID Fiscal 1', ga an indo uma iden i icação p ecisa e o ganizada den o
do SAP.
A conclusão des e p ocesso esul a na c iação de um ID único, pe mi indo a subsequen e inclusão do
clien e no SAP. Es e p ocedimen o não só assegu a a p ecisão dos dados egis ados como ambém
e o ça a con o midade iscal, con ibuindo pa a uma adminis ação e icien e dos egis os de clien es.
Assim, mesmo clien es de egiões sem um iden i icado iscal especí ico podem se iden i icados de
o ma única a a és do ID Ope acional, assegu ando uni o midade nos p ocessos independen emen e
das a iações geog á icas e o alecendo a in eg idade e as eabilidade dos dados em oda a o ganiza-
ção.
CRIAÇÃO DO CLIENTE EM SAP
Após a de inição dos campos especí icos que a mazena ão o iden i icado iscal do clien e, o p ocesso
de egis o do clien e na Base de Dados SAP é o malmen e iniciado ( e Figu a 52). Nes e pon o c ucial,
as in o mações alidadas do clien e são cuidadosamen e inse idas na base de dados do SAP, le ando à
ge ação de um código único SAP. Esse código, que iden i ica exclusi amen e o clien e den o do sis ema
SAP, é c ucial pa a o as eamen o in e no e a ges ão de in e ações u u as. Pa a as in eg ações com o
BluJay, no en an o, o iden i icado iscal do clien e o na-se o código p imá io u ilizado, assegu ando a
uni o midade e a p ecisão na sinc onização en e os dois sis emas.
Figu a 52 - Regis o na Base de Dados SAP
98
VALIDAÇÃO DO GRUPO DE CRÉDITO
Nessa e apa da a qui e u a u u a ap esen ada na Figu a 53, o p ocesso de ges ão de c édi o no SAP
começa com a e i icação da exis ência de um g upo de c édi o pa a o clien e. Um g upo de c édi o no
SAP é de inido po : pla ond, ges o de cob ança e condições de pagamen o, que es abelecem a es u u a
de c édi o do clien e. Es e p ocedimen o não so e al e ações na solução p opos a, man endo a consis-
ência en e o cená io a ual e o u u o.
Pa a no os clien es ou aqueles que não possuem um g upo de c édi o es abelecido, o p ocesso inicia
com a de inição de um pla ond. Es a ase é impo an e pa a de e mina o limi e de c édi o que se á
aplicado nas ansações come ciais do clien e. Após es abelece o pla ond, o p ocesso a ança pa a ou-
as con igu ações essenciais, como a nomeação de um ges o de cob ança e a de inição das condições
de pagamen o.
6.5.3 A aliação de C édi o e Con igu ação Final
A Figu a 54 é a ep esen ação da ase inal do p ocesso de in eg ação de c iação de clien es, com ên ase
na a aliação de c édi o e con igu ação inal do clien e den o do sis ema BluJay. Es e segmen o é c ucial
pa a a e i icação e p ocessamen o dos dados dos clien es, assegu ando que odas as in o mações
sejam p ecisas e e e i amen e in eg adas an es de sua inse ção de ini i a no sis ema de ges ão.
Figu a 53 - Validações de G upo de C édi o
99
INTEGRAÇÃO DE DADOS CLIENTE SAP-BLUJAY
Figu a 54 - A aliação de C édi o e Con igu ação Final
Figu a 55 - In eg ação dos Dados do Clien e SAP pa a Blujay

100
Na a qui e u a u u a p opos a, o p ocesso de in eg ação de clien es en e o SAP e o sis ema BluJay oi
signi ica i amen e ap imo ado pa a aumen a a e iciência e p ecisão na ges ão de dados ( e Figu a 55).
Es a e apa começa com a eceção do código SAP no TIBCO, enca egado de p epa a e es u u a os
dados pa a in eg ação. Assim que os dados es ão de idamen e o ma ados, eles são ansmi idos ao
BluJay
Na no a es u u a, a equipa de T anspo es IT do BluJay ealiza um mapeamen o da in e ace pa a as
in o mações do clien e ecebidas do SAP. Es e passo é undamen al pa a assegu a que os dados sejam
co e amen e in e p e ados e implemen ados no sis ema BluJay, es abelecendo o clien e como ipo "Fi-
nancial" com base nas in o mações o iginadas do SAP. A c iação do clien e segue com a ge ação de um
código especí ico no BluJay, que acili a sua iden i icação única den o do sis ema. Es a abo dagem
e o çada ga an e que odos os dados do clien e em BluJay sejam consis en es com os egis os cen ali-
zados no SAP.
Con as ando com o cená io a ual, onde o luxo de in eg ação começa a com a eceção do código do
clien e SAP no TIBCO sem es u u ações p é ias adequadas, o que podia esul a em sinc onização e
p ecisão de icien es dos dados en e o SAP e o BluJay.
AVALIAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE CRÉDITO DO CLIENTE
Figu a 56 - A aliação e Con igu ação de C édi o do Clien e
101
Na a qui e u a u u a p opos a, o luxo de in eg ação man ém es a e apa sem al e ações signi ica i as
em elação ao cená io a ual como e idenciado na Figu a 56. Es e es ágio inal do p ocesso começa com
a a ualização dos dados mes e do clien e no sis ema. Segue-se uma e i icação pa a a alia se as con-
dições de c édi o p é-exis en es a endem às necessidades a uais do clien e. Se as condições o em con-
side adas adequadas, o p ocesso de in eg ação é concluído. Caso con á io, inicia-se uma solici ação de
ajus es no c édi o. Es a solici ação en ol e a elabo ação de alhada das necessidades especí icas, inclu-
indo a iden i icação do solici an e, a de inição do limi e de c édi o (
pla ond
), o p azo de pagamen o es a-
belecido e os a gumen os come ciais jus i ica i os. Cada solici ação é me iculosamen e a aliada con-
o me as polí icas de c édi o da emp esa, assegu ando que as decisões inancei as sejam aplicadas de
o ma consis en e e alinhada com os pad ões co po a i os.
6.5.4
Use Cases
A qui e u a Fu u a
To-Be
A de inição de
use cases
pa a a a qui e u a u u a p opos a
To-Be
desempenha um papel essencial na
alidação das melho ias p oje adas pa a o p ocesso de c iação de clien es e sua in eg ação en e SAP e
BluJay. Esses
use cases
pe mi em não apenas ilus a o uncionamen o dos no os luxos ope acionais,
mas ambém demons a como as o imizações impac am di e amen e a e iciência, eduzem e os e
o alecem a go e nança de dados. Ao aduzi em os equisi os uncionais em cená ios p á icos de u ili-
zação, os use cases ga an em que a a qui e u a
To-Be
es eja alinhada às necessidades do negócio e às
melho es p á icas de in eg ação.
A abo dagem ado ada pa a a de inição dos use cases
To-Be
baseou-se nos seguin es pila es: le an a-
men o dos equisi os uncionais, análise das lacunas iden i icadas no modelo
As-Is
e alinhamen o com
as melho es p á icas de in eg ação ecomendadas. P imei amen e, os equisi os o am es u u ados com
base nas necessidades ope acionais p e iamen e mapeadas e nas expec a i as das equipas en ol idas
no p ocesso de in eg ação. Em seguida, as agilidades de e adas na a qui e u a a ual o am analisadas
pa a ga an i que os no os luxos abo dassem os p incipais pon os c í icos, ais como alhas de sinc o-
nização, ausência de alidações obus as e dependência de p ocessos manuais.
Os use cases
To-Be
o am p oje ados pa a ga an i uma a qui e u a mais esilien e, modula e adap á el
às necessidades da o ganização, minimizando iscos e ga an indo um luxo de dados mais p eciso e
con iá el. Além disso, a de inição desses
use cases
seguiu um p incípio de escalabilidade, pe mi indo
que os ap imo amen os implemen ados no p ocesso de c iação de clien es possam u u amen e se
eplicados pa a ou os luxos ope acionais den o do ecossis ema de sis emas da o ganização.
102
Na Tabela 13, se ão ap esen ados e analisados os p incipais
use cases
da a qui e u a
To-Be
, demons-
ando a e olução do p ocesso e os ganhos espe ados com as no as abo dagens de in eg ação.
Tabela 13 - Use Cases To-Be
Use Case
A o es En ol i-
dos
Obje i o
Fluxo P incipal
Exceções ao Fluxo
C iação de Cli-
en e no TMS
Negócio RIAM,
T anspo es IT,
Co po a e IT
Ga an i a c iação
es u u ada de cli-
en es no BluJay e
sua co e a in eg a-
ção com o SAP, mi-
nimizando alhas e
duplicações.
1. O negócio inse e os dados míni-
mos ob iga ó ios no BluJay.
2. O sis ema alida os dados e e i-
ica a exis ência do clien e no SAP.
3. Caso não exis a, o clien e é c iado
no SAP e suas con igu ações de c é-
di o são a ibuídas.
4. O SAP de ol e as con igu ações de
c édi o e manda sinal pa a c ia o cli-
en e em BluJay.
- Falha na Validação: Dados in-
comple os ou inco e os impe-
dem a c iação do clien e.
- Duplicação de Regis os: O
iden i icado iscal já exis e no
sis ema.
- E o na Comunicação: Falha
na sinc onização impede a ina-
lização da c iação do clien e.
Validação de
Iden i icado
Fiscal
Co po a e IT
Ga an i que os cli-
en es sejam c iados
com um iden i ica-
do iscal único e
álido, eduzindo e -
os manuais e in-
consis ências.
1. O u ilizado inse e os dados mini-
mos do clien e no BluJay.
2. O sis ema e i ica au oma ica-
men e se o iden i icado iscal ou o ID
Único já exis e no SAP.
3. Se exis i , os dados do clien e são
ca egados au oma icamen e, e i-
ando duplicações.
4. Caso não exis a, a c iação do cli-
en e p ossegue com p eenchimen o
manual do cadas o do clien e.
- Iden i icado Fiscal In álido: O
sis ema ejei a núme os inco -
e os e solici a e isão manual.
- Dados Di e gen es: Caso os
dados ca egados do SAP não
coincidam com os in o mados
pelo u ilizado , uma alidação
adicional é necessá ia.
Validação e
En io de Da-
dos Mínimos
Negócio RIAM,
T anspo es IT
Ga an i que os da-
dos en iados do
BluJay pa a o SAP
sejam comple os e
alidados an es da
in eg ação.
1. O negócio en a c ia o clien e.
2. O BluJay alida os dados an es de
pe mi i a in eg ação.
3. Se ap o ados, o p ocesso segue
no malmen e.
4. Se hou e e o, o u ilizado ecebe
um ale a pa a co eção.
- Campos Ob iga ó ios Fal-
ando: a Equipa de T anspo e
IT ejei a a in eg ação e solici a
co eção.
- Fo ma o In álido: Dados inse-
idos de manei a inco e a im-
pedem a sinc onização.
103
Os use cases de inidos pa a a a qui e u a p opos a
To-Be
demons am a anços signi ica i os na es u u-
ação do p ocesso de c iação de clien es, ga an indo maio e iciência, segu ança e go e nança dos da-
dos. A implemen ação de alidações au omá icas e mecanismos obus os de sinc onização isa co igi
as agilidades do modelo a ual, minimizando e os e eduzindo a necessidade de in e enções manuais.
CRIAÇÃO DE CLIENTE NO TMS
No modelo
To-Be
, o p ocesso de c iação de clien es passa a con a com alidações es u u adas que
ga an em a inse ção co e a dos dados desde a sua o igem. No modelo
As-Is
, a ausência de um con ole
igo oso pe mi ia a c iação de clien es com in o mações incomple as ou inconsis en es, esul ando em
alhas de sinc onização e necessidade de co eções manuais. Com a no a abo dagem, an es de se
en iado ao SAP, o sis ema BluJay alida os dados inse idos, e i icando a exis ência do clien e e ga an-
indo que odas as in o mações ob iga ó ias es ejam p eenchidas co e amen e.
A implemen ação dessa alidação p é ia elimina um dos p incipais p oblemas da e são
As-Is
: a dupli-
cação de clien es. No p ocesso an e io , clien es pode iam se c iados mais de uma ez caso a iações
no iden i icado iscal não ossem de e adas. Ago a, o sis ema iden i ica au oma icamen e clien es já
exis en es e bloqueia a c iação de egis os edundan es, assegu ando maio in eg idade dos dados. Além
disso, melho ias na comunicação en e os sis emas eduzem alhas na ansmissão de in o mações,
ga an indo que odas as con igu ações de c édi o sejam co e amen e a ibuídas ao clien e no momen o
da sua c iação.
As exceções ao luxo incluem a possibilidade de dados incomple os ou in álidos, que, no modelo p o-
pos o, ge am um ale a au omá ico pa a o u ilizado an es que a c iação do clien e seja concluída. Com
isso, e i a-se a p opagação de in o mações inco e as nos sis emas, p omo endo maio qualidade e
segu ança na base de dados.
VALIDAÇÃO DE IDENTIFICADOR FISCAL
Ou o a anço ele an e na no a a qui e u a é a in odução de uma alidação au omá ica do iden i icado
iscal no momen o da c iação do clien e. No modelo
As-Is
, a ausência desse con ole pe mi ia que clien es
ossem egis ados sem um iden i icado álido ou, em alguns casos, com iden i icado es gené icos, le-
ando a p oblemas iscais e ope acionais. No
To-Be
, o sis ema e i ica de o ma au oma izada se o
iden i icado iscal in o mado já exis e no SAP. Caso es eja egis ado, os dados do clien e são ca egados
au oma icamen e, e i ando a necessidade de p eenchimen o manual e minimizando e os.
110
O modelo
To-Be
p opõe um p ocesso mais complexo, mas es u u ado, com alidações adicionais e uma
a qui e u a modula . Apesa de exigi maio es o ço de con igu ação inicial, essa abo dagem ga an e
maio obus ez e esiliência, pe mi indo que o sis ema supo e melho demandas c escen es e mudanças
u u as.
Os ganhos espe ados incluem maio es abilidade e edução da necessidade de in e enções co e i as,
além de maio escalabilidade pa a supo a ope ações mais complexas no u u o.
7.1.6 P epa ação pa a Expansões
No modelo a ual, a al a de lexibilidade da a qui e u a di icul a a in eg ação de no os sis emas ou a
expansão pa a no as geog a ias, esul ando em al os cus os e longos p azos de implemen ação.
A a qui e u a
To-Be
oi p oje ada pa a se modula e adap á el, pe mi indo que no os sis emas ERP
sejam in eg ados de o ma e icien e. Além disso, o uso de APIs na i as do SAP acili a a pad onização
dos luxos de dados, eduzindo a complexidade de con igu ações especí icas pa a cada geog a ia.
O p incipal ganho eó ico aqui é a edução signi ica i a de cus os e empos associados a u u as expan-
sões, possibili ando uma maio agilidade na en ada em no os me cados e no alinhamen o com as
demandas globais.
7.1.7 Con o midade com Boas P á icas
A esc i a di e a na base de dados no modelo a ual iola as ecomendações da SAP, comp ome endo a
capacidade de ob e supo e écnico o icial e aumen ando os iscos associados à manu enção do sis-
ema.
O modelo
To-Be
segue in eg almen e as boas p á icas ecomendadas pela SAP, incluindo o uso da ca-
mada de aplicação e APIs. Isso não apenas melho a a segu ança e a con iabilidade do sis ema, mas
ambém assegu a maio supo e écnico, compa ibilidade com u u as a ualizações e edução de cus os
de manu enção a longo p azo.
Esse alinhamen o com pad ões econhecidos ambém p omo e uma maio longe idade da solução, ga-
an indo que a o ganização se bene icie de ino ações u u as sem a necessidade de econ igu ações
complexas.

111
7.2 Impac os O ganizacionais Espe ados
A adoção da a qui e u a
To-Be
p opos a nes e es udo em o po encial de ge a impac os signi ica i os na
o ganização, an o no âmbi o ope acional quan o na ges ão es a égica. Ao abo da di e amen e as limi-
ações do modelo a ual
As-Is
e p opo melho ias no luxo de in eg ação e na go e nança de dados, a
no a a qui e u a em a expec a i a de p omo e a anços que anscendem os aspe os écnicos, in luen-
ciando de o ma posi i a a cul u a o ganizacional e a e iciência dos p ocessos in e nos.
Em p imei o luga , a implemen ação da no a a qui e u a pode con ibui de manei a subs ancial pa a a
melho ia da e iciência ope acional e da ges ão de dados o ganizacionais. A cen alização das in o mações
no ERP, combinada com a alidação igo osa dos dados an es de sua in eg ação, eduz signi ica i amen e
e os ope acionais, duplicação de egis os e inconsis ências en e sis emas. Com p ocessos mais con i-
á eis e bem es u u ados, as ope ações o nam-se mais ágeis e o ganizadas, pe mi indo que os colabo-
ado es dediquem mais empo a a i idades es a égicas, eduzindo o es o ço gas o com co eções ma-
nuais e e abalho. No caso especí ico da equipa de supo e ao sis ema SAP, que a ualmen e in es e
uma g ande pa cela de empo na esolução de p oblemas elacionados às in eg ações, a no a a qui e u a
pe mi i á que esses colabo ado es se concen em em a i idades de desen ol imen o e melho ias con í-
nuas, ag egando mais alo às ope ações o ganizacionais.
Além disso, a adoção da no a a qui e u a exigi á mudanças cul u ais den o da o ganização, especial-
men e em elação a capaci ação das equipas e ao alinhamen o en e os depa amen os. Os colabo ado-
es ope acionais, esponsá eis pela cole a dos dados mínimos necessá ios pa a a c iação de clien es
nas di e sas geog a ias, de e ão se capaci ados pa a ga an i que essas in o mações sejam inse idas
de o ma co e a e comple a, espei ando a ob iga o iedade de iden i icado es iscais álidos. Essa mu-
dança ep esen a uma u u a com p á icas an e io es, como o uso de iden i icado es iscais gené icos
ou a ausência de p eenchimen o adequado. O incen i o à adoção de pad ões mais igo osos pa a en ada
de dados não apenas e o ça a con iabilidade das in o mações no ERP, mas ambém con ibui pa a uma
ans o mação cul u al que se á essencial pa a o sucesso da in eg ação.
Po im, espe a-se que a no a a qui e u a o aleça a go e nança de dados, p omo endo maio anspa-
ência e con ole nos p ocessos o ganizacionais. Com a documen ação dos luxos de in eg ação e dos
p ocessos ago a de idamen e o malizada, a go e nança de dados se á consolidada, com esponsabili-
dades cla amen e de inidas. P á icas an e io men e comuns, como o excesso de
hando e s
en e equi-
pas, que equen emen e esul a am em con usões e pe da de in o mações, de e ão se eliminadas.
Essa ans o mação cul u al, ao es abelece limi es cla os e e i a ans e ências desnecessá ias de es-
ponsabilidade, a á maio cla eza e e iciência aos p ocessos in e nos. Além disso, essa es u u ação
112
o alece á o comp ome imen o dos colabo ado es com os pad ões o ganizacionais de inidos, con ibu-
indo pa a o alinhamen o es a égico da emp esa.
Em suma, a adoção da no a a qui e u a To-Be não apenas mode niza os p ocessos de in eg ação e
ges ão de dados, mas ambém p omo e uma ans o mação o ganizacional mais ampla. Com ganhos
exp essi os na e iciência ope acional, alinhamen o cul u al e anspa ência nos p ocessos, esses a anços
posicionam a o ganização de o ma es a égica pa a en en a desa ios u u os com maio esiliência e
adap abilidade.
7.3 Possí eis Mé icas e Indicado es de Sucesso
A implemen ação da a qui e u a
To-Be
isa o imiza a e iciência ope acional e a es u u a o ganizacional
da emp esa. Pa a medi esses impac os, o na-se essencial a u ilização de mé icas e KPIs que pe mi am
a alia a e e i idade das mudanças.
A análise dos dados do Helpdesk e elou um c escimen o signi ica i o na p opo ção de icke s de supo e
elacionados a e os de in eg ação en e SAP e BluJay, com impac o di e o na alocação de ecu sos da
equipa de supo e. Em 2023, o am egis ados 1.408 icke s, dos quais 514 (36,5%) se e e iam a alhas
de in eg ação, consumindo 1.348 ho as de supo e 49,5% do empo o al da equipa de Co po a e IT. A é
se emb o de 2024, 961 icke s o am epo ados, sendo 372 ou seja 38,7% dos icke s a ibuídos a
in eg ações, o alizando 505 ho as de supo e.
Com a no a a qui e u a, espe a-se uma edução signi ica i a do núme o de icke s de e o e do empo
médio de esolução, pe mi indo que a equipa de supo e dedique mais empo a inicia i as es a égicas.
Além dos KPIs já exis en es – núme o de icke s de e os de in eg ação, empo médio de esolução–
no as mé icas podem se implemen adas pa a quan i ica os bene ícios espe ados, ais como as ap e-
sen adas na Tabela 16 .A implemen ação desses KPIs pe mi i á à o ganização acompanha os esul ados
da adoção da no a a qui e u a de manei a es u u ada e o ien ada a dados. Além disso, a a aliação
con ínua desses indicado es o nece á in o mações pa a ajus es u u os, ga an indo que as melho ias
p opos as con ibuam e e i amen e pa a a e iciência ope acional e a go e nança o ganizacional.
113
Tabela 16 - P opos as de KPIs
KPI:
Desc ição:
Obje i o pós-im-
plemen ação:
E os de in eg ação
Oco ência de alhas como duplicação de clien es, inconsis-
ências nos dados ans e idos en e os sis emas e p oblemas
de alidação que comp ome em a in eg idade da in o mação.
Diminui
Tempo de p ocessamen o en e
ERP e TMS
Mede o empo necessá io pa a que uma ansação ealizada
no ERP seja e le ida no TMS. Esse indicado a alia a e iciên-
cia da sinc onização de dados e o impac o do p ocessamen o
sínc ono no empo de espos a dos sis emas.
Diminui
Taxa de acei ação pelos
s ake-
holde s
in e nos
Mede a adesão dos colabo ado es às no as p á icas e p oces-
sos implemen ados, incluindo o co e o p eenchimen o de
iden i icado es iscais e a inse ção de dados con o me os pa-
d ões de inidos.
Aumen a
Con iabilidade dos dados in e-
g ados
Pe cen ual de egis os acei es na p imei a en a i a de in e-
g ação, sem a necessidade de co eção ou een io. Também
a alia a equência de alhas nas alidações dos dados an es
da in eg ação.
Aumen a
Tempo de einamen o neces-
sá io
Tempo médio necessá io pa a capaci a os colabo ado es na
u ilização das no as p á icas e sis emas, e le indo o es o ço
o ganizacional exigido pa a adap ação às mudanças.
Diminui
114
8. CONCLUSÃO E TRABALHOS FUTUROS
No Capí ulo Oi o, são ap esen adas as p incipais conclusões des a disse ação, com uma sín ese dos
esul ados alcançados e dos con ibu os do abalho pa a a melho ia da in eg ação en e os sis emas
SAP e BluJay no G upo Rangel. Além disso, são econhecidas as limi ações do es udo, que ab i am
espaço pa a u u as in es igações, e são suge idas linhas de abalho que pode ão complemen a e
ap o unda os esul ados ob idos, con ibuindo pa a o a anço no campo da logís ica e da ges ão de
in eg ações o ganizacionais.
8.1 Conclusão dos Resul ados da In es igação
Es e p oje o de in es igação e e como oco a e isão e ees u u ação das in eg ações en e os sis emas
ERP - SAP e TMS - BluJay no G upo Rangel, uma o ganização de e e ência no se o logís ico. Inse ido
em um con ex o ope acional al amen e complexo, o es udo buscou analisa as limi ações do modelo
a ual das in eg ações en e os sis emas e p opo uma no a a qui e u a uncional u u a
To-Be
, capaz de
a ende às necessidades dos u ilizado es e supe a os desa ios iden i icados, p omo endo ganhos ope-
acionais e o ganizacionais signi ica i os.
A in es igação pe mi iu a iden i icação de alhada das limi ações do modelo
As-Is
, e idenciando p oble-
mas c í icos que impac a am di e amen e a e iciência e con iabilidade das in eg ações. En e as p inci-
pais lacunas, des acam-se: a esc i a di e a na base de dados do SAP, a ausência de alidações obus as,
as inconsis ências de dados en e sis emas e a al a de go e nança o mal nos p ocessos de in eg ação.
Essas limi ações não apenas comp ome e am a p ecisão e a as eabilidade das in o mações, mas am-
bém esul a am em um ele ado olume de
icke s
de supo e classi icados como p oblemas de in eg a-
ção. Esse cená io des ia a ecu sos aliosos da equipa écnica pa a a esolução de alhas epe i i as,
em de imen o de a i idades de melho ia e ino ação. A documen ação dessas lacunas oi essencial pa a
es abelece uma base sólida pa a o desen ol imen o de soluções mais alinhadas às melho es p á icas
do se o .
Com base na análise do modelo a ual, oi desen ol ida uma p opos a pa a a a qui e u a To-Be, deline-
ando melho ias ele an es que isam mi iga os p oblemas iden i icados. En e as al e ações suge idas,
des acam-se a subs i uição da esc i a di e a na base de dados pelo uso da Camada de Aplicação na i a
do SAP — medida que assegu a maio ade ência às boas p á icas e e o ça a segu ança e in eg idade
dos dados — a in odução de alidações sis emá icas an es da inse ção de in o mações no ERP e o
115
p ocessamen o sínc ono en e os sis emas, que busca melho a a luidez e con iabilidade da comunica-
ção en e pla a o mas.
Essas p opos as o am concebidas a pa i de uma análise c í ica das limi ações obse adas e unda-
men am-se em boas p á icas de in eg ação de sis emas emp esa iais. Embo a ainda não enham sido
implemen adas, os ganhos p oje ados apon am pa a melho ias signi ica i as na go e nança de dados,
na escalabilidade da solução e na e iciência do p ocesso de c iação de clien es — conside ado es a égico
den o da ope ação. O p oje o ambém e idencia po enciais a anços o ganizacionais, ao p omo e maio
alinhamen o en e depa amen os, capaci ação das equipas ope acionais en ol idas na ges ão de dados
e o malização de esponsabilidades associadas à go e nança da in o mação.
Mesmo sem uma aplicação p á ica imedia a, a disse ação o e ece uma con ibuição ele an e ao p o-
po ciona uma isão es u u ada das agilidades do modelo a ual e ao p opo caminhos conc e os pa a
sua e olução. A limi ação do âmbi o — cen ado no p ocesso de c iação de clien es — e a ausência de
alidação p á ica ab em possibilidades pa a in es igações u u as, que pode ão explo a a aplicação da
p opos a em ou os luxos e con ex os ope acionais. Em sín ese, es a in es igação ep esen a um a anço
na comp eensão das ba ei as écnicas e o ganizacionais à in eg ação de sis emas num ope ado logís-
ico in e nacional e es abelece uma base eó ica sólida pa a u u as implemen ações.
8.2 Reconhecimen o de Lacunas e Limi ações Ge ais
Embo a es a pesquisa enha a ingido seus obje i os p incipais e o e ecido con ibuições ele an es pa a
a in eg ação en e os sis emas SAP e BluJay no G upo Rangel, é impo an e econhece algumas limi a-
ções que es ingi am o alcance e a p o undidade da análise ealizada
A p incipal limi ação do es udo eside na ausência de uma implemen ação p á ica da a qui e u a
To-Be
,
o que impediu a ob enção de dados conc e os pa a medi os impac os eais das melho ias p opos as.
Dessa o ma, a análise pe maneceu no campo eó ico e quali a i o, undamen ando-se em p ojeções
es u u adas a pa i do diagnós ico da si uação a ual. Embo a bem embasadas, essas p ojeções ainda
ca ecem de alidação em con ex o ope acional eal. Além disso, o âmbi o do es udo oi in encionalmen e
delimi ado ao p ocesso de c iação de clien es, escolhido po seu ca á e es a égico pa a a o ganização,
deixando de o a ou os luxos igualmen e ele an es, como a u amen o, ges ão de o necedo es e con-
ole inancei o, que ambém pode iam bene icia -se de abo dagens simila es.
A ausência de dados p á icos limi ou a capacidade de es ima com p ecisão os impac os ope acionais
da p opos a, como ganhos em e iciência, edução de alhas ou bene ícios inancei os di e os. Ainda
assim, essa limi ação não comp ome e o alo da con ibuição des e abalho. Ao con á io, e o ça seu

116
papel como base inicial pa a u u as inicia i as que possam ap o unda a análise aqui desen ol ida. A
aplicação p á ica da a qui e u a
To-Be
se á undamen al pa a alida os p essupos os eó icos ap esen-
ados, possibili ando mensu ações mais conc e as de indicado es como a con iabilidade das in eg ações,
o empo de espos a en e sis emas e a consis ência dos dados ao longo do luxo ope acional.
Além disso, a ealização de uma análise de cus os e iabilidade em di e en es cená ios o ganizacionais
pode á o e ece
insigh s
adicionais sob e os ecu sos necessá ios pa a a aplicação da solução e os be-
ne ícios econômicos associados.
Ou as opo unidades incluem a ealização de es es em geog a ias adicionais, conside ando as especi-
icidades egionais e legais que podem impac a a in eg ação en e sis emas, e a expansão da a qui e u a
pa a p ocessos complemen a es, como a in eg ação de dados inancei os, ges ão de anspo es e indi-
cado es de desempenho o ganizacional. Essas inicia i as não apenas o alece ão os esul ados já ap e-
sen ados, como ambém amplia ão o impac o p á ico e acadêmico des e abalho, con ibuindo ainda
mais pa a o a anço da ges ão in eg ada no se o logís ico.
8.3 Con ibuição Pa a a Á ea de Es udo
Es a disse ação o e ece con ibuições signi ica i as an o pa a a li e a u a académica como pa a o se o
logís ico, ao abo da de o ma p á ica e de alhada os desa ios e soluções associados à in eg ação en e
os sis emas SAP e BluJay. Uma das p incipais ino ações des e abalho eside em diminui a lacuna
exis en e na li e a u a, que equen emen e abo da se o es como manu a u a e e alho, negligenciando
o se o logís ico, apesa da sua c escen e complexidade e ele ância. A in es igação ap esen ada con-
cen a-se na ealidade desa ian e de uma emp esa logís ica de g ande dimensão, como o G upo Rangel,
explo ando de que o ma os p ocessos de in eg ação ecnológica podem se o imizados pa a melho a a
e iciência ope acional e e o ça a go e nança de dados.
Adicionalmen e, es e es udo p opõe uma abo dagem p á ica que pode se eplicada em o ganizações
com es u u as e desa ios simila es aos do G upo Rangel. A análise das limi ações do modelo a ual
As-
Is
e a conceção de uma no a a qui e u a uncional
To-Be
cons i uem um e e encial écnico e me odoló-
gico que pode se i de o ien ação pa a ou as emp esas que en en am di iculdades semelhan es no
âmbi o da in eg ação de sis emas. Es e ca á e aplicado é e o çado pela ap esen ação de melho ias
baseadas em p á icas ecomendadas in e nacionalmen e, ais como a u ilização de API na i as do SAP,
a implemen ação de alidações igo osas pa a os dados e a in odução de p ocessamen o sínc ono en e
sis emas.
117
A disse ação ambém o e ece
insigh s
ele an es sob e a in eg ação
En e p ise Resou ce Planning
-
T anspo a ion Managemen Sys em
, uma á ea c í ica pa a o se o logís ico em um cená io de c escen e
globalização e exigência po maio p ecisão e agilidade nos se iços. A a qui e u a
To-Be
p opos a se e
como um modelo concei ual ú il pa a a ees u u ação de p ocessos-cha e, como a c iação de clien es,
p omo endo maio po encial de con iabilidade na ans e ência de in o mações en e sis emas e maio
alinhamen o com as necessidades ope acionais das o ganizações. Assim, o abalho con ibui pa a o
ap o undamen o do conhecimen o écnico e o ganizacional no se o logís ico, o e ecendo di e izes inici-
ais que podem o ien a u u as implemen ações e alidações p á icas de soluções mais in eg adas e
e icazes.
Po im, es a in es igação des aca a impo ância de uma a enção mais di ecionada ao se o logís ico na
p odução académica e écnica, incen i ando o desen ol imen o de soluções in eg adas e pe sonalizadas
pa a as necessidades especí icas des e segmen o. Ao combina uma análise das limi ações do modelo
a ual com uma p opos a de melho ias uncionais, o abalho e o ça o en endimen o sob e os p ocessos
de in eg ação ERP-TMS e es abelece uma base sólida pa a u u as in es igações e implemen ações no
campo da logís ica e da ges ão ecnológica.
8.4 Recomendações Pa a T abalhos Fu u os
Embo a es a in es igação enha a ingido os seus obje i os p incipais e o necido uma análise de alhada
das limi ações e po enciais melho ias no modelo de in eg ação en e o ERP e o TMS, exis em á ias
opo unidades pa a expandi e ap o unda o es udo, ga an indo uma a aliação mais ab angen e dos
impac os da a qui e u a p opos a.
Uma das p incipais ecomendações pa a abalhos u u os é a alidação p á ica da a qui e u a
To-Be
,
a a és da sua implemen ação e moni o ização em ambien e eal. A análise dos esul ados ob idos po-
de á se ealizada com base nos KPIs suge idos, como a edução de e os de in eg ação, o empo médio
de p ocessamen o en e sis emas e a melho ia na iabilidade dos dados. A alidação p á ica pe mi i á
não apenas con i ma os bene ícios eó icos delineados nes a disse ação, mas ambém iden i ica de-
sa ios adicionais que possam su gi du an e a implemen ação.
Ou o aspe o undamen al a se explo ado é a necessidade de moni o ização a i a com ala mes, a a és
do desen ol imen o de sis emas capazes de de e a e epo a alhas au oma icamen e. A in odução de
mecanismos de moni o ização em empo eal a ia ganhos subs anciais pa a a go e nança de dados,
possibili ando uma espos a p oa i a a e os e assegu ando a es abilidade das in eg ações. Além disso,
118
um sis ema de ale as bem es u u ado pode minimiza o empo de espos a da equipa écnica e eduzi
signi ica i amen e o impac o ope acional das alhas.
Além do p ocesso de c iação de clien es, a expansão da a qui e u a
To-Be
pa a ou os p ocessos c í icos
ep esen a uma opo unidade ele an e pa a a e olução da pesquisa. P ocessos como ac u amen o,
ges ão de anspo es e con ole inancei o ambém dependem de in eg ações obus as e iá eis pa a
ga an i a e iciência das ope ações. A alia a aplicabilidade da a qui e u a
To-Be
nes es con ex os pode ia
o nece uma isão mais comple a dos seus bene ícios e desa ios, pe mi indo um e inamen o con ínuo
do modelo.
A ealização de uma análise económica de alhada sob e os cus os e bene ícios da implemen ação da
a qui e u a
To-Be
ambém cons i ui uma linha de in es igação aliosa. A iden i icação do in es imen o
necessá io, dos po enciais e o nos inancei os e das economias ge adas pela edução de e os e pela
o imização dos p ocessos con ibui ia pa a undamen a a omada de decisão o ganizacional, o nando
o modelo mais iá el do pon o de is a es a égico e inancei o
Po im, ecomenda-se um es udo da a qui e u a
To-Be
em di e en es geog a ias, a aliando a sua adap-
abilidade a dis in os con ex os egionais. Emp esas logís icas ope am equen emen e em múl iplas ju-
isdições, onde equisi os egula ó ios, iscais e ope acionais a iam signi ica i amen e. A aplicação da
a qui e u a em di e en es egiões pe mi i ia e i ica a sua lexibilidade e e icácia, ga an indo que as
soluções p opos as possam se eplicadas e ajus adas con o me necessá io.
Des a o ma, os caminhos suge idos pa a abalhos u u os complemen am as con ibuições des e es-
udo, pe mi indo a sua alidação p á ica e expansão pa a no os cená ios e p ocessos. A con inuidade da
in es igação nes e domínio e o ça á a ma u idade das soluções p opos as, consolidando a impo ância
de abo dagens ecnológicas es u u adas pa a a o imização da in eg ação de sis emas no se o logís ico.
119
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126
Apêndice 2 – C iação de Clien es To-Be
Figu a 58 - C iação de Clien es To-Be

127
Apêndice 3 – Mapeamen os e
Use Cases As-Is
Figu a 59 - Mapeamen o As-Is Cen o de Cus o
Figu a 60 - Use Cases Cen o de Cus o
128
Figu a 61 - Mapeamen o As-Is Ges o de Cob ança
Figu a 62 - Use Case Ges o de Cob ança
129
Figu a 64 - Mapeamen o As-Is Condição de Pagamen o
Figu a 63 - Mapeamen o As-Is No a Condição de Pagamen o
130
Figu a 65 - Use Cases Condições de Pagamen o
131
Figu a 67 - Mapeamen o As-Is Cen o de Luc o
Figu a 66 - Use Case Cen o de Luc o

132
Figu a 68 - Mapeamen o As-Is Códigos de IVA
Figu a 69 - Use Cases Códigos de IVA
133
Figu a 71 - Use Case Tipo de Documen o
Figu a 70 - Mapeamen o As-Is - Tipo de Documen o
134
Figu a 72 - Mapeamen o As-Is Rúb icas
Figu a 73 - Use Case Rúb icas
135
Apêndice 2 – Subp ocesso de Emissão de C édi o RIAM
Figu a 74 - Subp ocesso de Emissão de C édi o RIAM