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Bem-estar no trabalho: um estudo de caso numa IPSS

Author: Monteiro, Cristiana Manuela Faria
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/85859c30-38f1-48eb-a8a3-caeaa203c89d/download
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
C is iana Manuela Fa ia Mon ei o
Bem-es a no T abalho: Um es udo
de caso numa IPSS
dezemb o de 2024
C is iana Manuela Fa ia Mon ei o
Peli ei o Gonçal es
Bem-es a no T abalho: Um es udo de caso numa IPSS
Uminho | 2024
dezemb o de 2024
C is iana Manuela Fa ia Mon ei o
Bem-es a no T abalho:
Um es udo de caso numa IPSS
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Educação
Á ea de Especialização em Fo mação, T abalho e
Recu sos Humanos
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o José Augus o B anco Palha es
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Nes e espaço que o econhece odas as pessoas que me ajuda am a a ingi mais um obje i o
na minha ida académica, com a ealização des e abalho académico que mui o es o ço, empenho e
dedicação exigiu.
Sozinho ou mais dep essa, mas acompanhado ou mais longe
. Foi es a a g ande p emissa que
conside ei e que me le ou a chega a bom po o com es e abalho, se indo-me do apoio e incen i o
dado po odos os que me odeiam, icando e e namen e g a a a odos.
Aos meus pais, ag adece po me da em a opo unidade de e olui academicamen e, de me
apoia em nas minhas escolhas e ou i em a en amen e as minhas expe iências du an e o es ágio, dando-
me a sua o ça e incen i o pa a chega semp e mais longe. Po con ia em em mim e me aze em
ac edi a que consigo udo aquilo que que o, bas a ac edi a e abalha pa a isso.
Ao meu namo ado po odo o apoio concebido, po oda a comp eensão e incen i o naqueles
momen os em que a co agem e o ça de on ade aqueja am, es ando semp e disponí el pa a ou i os
meus desaba os, pa a me aconselha e da ânimo.
Aos meus amigos, àqueles que se mos a am ealmen e o se e que a en a am às minhas
expe iências e ideias, pelos elogios p es ados ao meu abalho e po odo o apoio dado ao longo de odo
es e caminho, com a p eocupação deles e os conselhos mais pe inen es.
Ao meu acompanhan e de es ágio, e demais pessoas da ins i uição que me acolhe am, e me
ize am sen i num luga segu o, onde podia ap ende , e olui e ealiza o meu abalho es ando apoiada
de pessoas com quem desen ol i elações de amizade de ce a o ma e se mos a am mui o ece i as à
minha p esença e comp eensí eis ace a odas as minhas necessidades.
A odos os abalhado es da ins i uição, que pa icipa am no meu es udo sob e o Bem-es a no
abalho e colabo a am sem me conhece e e qualque ob igação, pe mi indo-me desen ol e o meu
abalho, pois sem a pa icipação deles, nada dis o se ia possí el.
Ao meu o ien ado e p o esso José Augus o Palha es, po oda a ajuda e aconselhamen o ao
longo de odo o p ocesso, mos ando-me ao longo do empo as melho es decisões a oma o meu since o
ag adecimen o.
Mui o ob igada a odos!

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que
espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Bem-es a no T abalho: Um es udo de caso numa IPSS
Resumo
Nos dias de hoje é impensá el ala de abalho e não se conside a em mui os aspe os que com
ele se in e ligam. Comp eende o ambien e do abalho é um aspe o undamen al na medida em que se
o na uma dimensão que em mui o condiciona o sen imen o do abalhado ace à a i idade que
desempenha.
Es e abalho desen ol e-se numa Ins i uição Pa icula de Solida iedade Social, uma ins i uição
que p es a cuidados de saúde e ou os à população. P ocu a-se comp eende de que modo as
ca ac e ís icas des e ipo de ins i uição p opo cionam, ou não, o bem-es a no abalho e quais os aspe os
que condicionam e a é in luenciam esse mesmo bem-es a labo al.
Assim sendo, conside ei impo an e comp eende o posicionamen o dos abalhado es ace ao
bem-es a no abalho de uma o ma ge al, endo em conside ação aspe os como a sa is ação com o
abalho e ainda o con olo no desempenho da sua unção. Além dis o, p ocu ei a icula o abalho e as
implicações que es e em na ida pessoal, amilia e social. Apesa des as dimensões se em odas elas
impo an es, é ambém undamen al comp eende a elação en e os sen imen os nu idos pelo abalho
e as implicações na saúde do abalhado .
O obje i o p incipal des e abalho consis e em comp eende como se ca a e iza o bem-es a no
abalho de p o issionais de saúde da SCMRA e as dimensões que in luenciam esse mesmo bem-es a .
Pa a a conc e ização des e Rela ó io, p ocu ei cons ui uma abo dagem assen e nas on es bibliog á icas
mais adequadas, assen e numa me odologia de ca iz quali a i o, cuja ecolha de dados se supo ou em
en e is as, num inqué i o po ques ioná io e na obse ação di e a ei a na ins i uição.
Os esul ados são e elado es de uma ce a inquie ude ace ao sen imen o de bem-es a no
abalho e em algumas dimensões especi icas e elam a é um sen imen o de nega i idade ace a esse
bem-es a , sendo que os abalhado es chegam mesmo a conside a que a ins i uição pode ia e um
papel mais a i o e p eocupado. Apesa dis o, alguns econhecem que a ins i uição ai p ocu ando
desen ol e algumas medidas pa a e e e esse sen imen o ace ao abalho, embo a saibam que é um
p ocesso com uma ce a complexidade e, po isso, len o.
Pala as-Cha e: Bem-es a no abalho; Te cei o Se o ; T abalho e a ida amilia /social
i
Wo kplace Well-being: A case s udy in an IPSS
Abs ac
Nowadays, i is un hinkable o discuss wo k wi hou conside ing many aspec s ha in e connec
wi h i . Unde s anding he wo k en i onmen is a undamen al aspec since i hea ily in luences he
wo ke 's eelings abou he ac i i y hey pe o m.
This s udy is conduc ed wi hin an IPSS, an o ganiza ion ha p o ides heal hca e and o he
se ices o he communi y. The goal is o unde s and how he cha ac e is ics o his ype o ins i u ion
ei he p omo e o hinde well-being a wo k and o iden i y he ac o s ha condi ion o e en in luence his
wo kplace well-being.
The e o e, I conside ed i impo an o unde s and wo ke s' pe spec i es on wo kplace well-being
in gene al, aking in o accoun ac o s such as job sa is ac ion and con ol o e hei pe o mance.
Addi ionally, I aimed o examine he in e play be ween wo k and i s implica ions o pe sonal, amily, and
social li e. Al hough all hese dimensions a e impo an , i is also c ucial o unde s and he ela ionship
be ween he eelings os e ed by wo k and hei impac on wo ke s' heal h.
The p ima y objec i e o his s udy is o unde s and how wo kplace well-being is cha ac e ized
among heal hca e p o essionals a SCMRA and he dimensions ha in luence his well-being. To achie e
his, I cons uc ed an app oach based on he mos ele an li e a u e, using a quali a i e me hodology.
Da a collec ion elied on in e iews, a ques ionnai e su ey, and di ec obse a ion wi hin he ins i u ion.
The esul s e eal a ce ain unease ega ding he eeling o wo kplace well-being, and in some
speci ic dimensions, hey e en show a sense o nega i i y owa ds his well-being, wi h wo ke s indica ing
ha he ins i u ion could adop a mo e ac i e and conce ned ole. Despi e his, some ecognize ha he
ins i u ion is a emp ing o implemen measu es o coun e his sen imen , al hough hey unde s and i is
a complex and he e o e slow p ocess.
Keywo ds: Wo kplace Well-being; Thi d Sec o ; Wo k and Family/Social Li e
ii
Índice
AGRADECIMENTOS ............................................................................................................................ iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ......................................................................................................... i
Resumo...............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Índice de G á icos ............................................................................................................................... ix
Índice de Tabelas ............................................................................................................................... xi
Índice de Figu as ............................................................................................................................... xii
Siglas e Ab e ia u as ......................................................................................................................... xiii
In odução .......................................................................................................................................... 1
CAPÍTULO I ........................................................................................................................................ 4
Ca a e ização do con ex o ............................................................................................................... 5
His ó ia, Missão e Valo es ........................................................................................................... 5
Ca a e ização da unidade uncional- Hospi al Na ciso Fe ei a ......................................................... 8
Ca a e ização da unidade uncional- Cen o In an il de Pe idém ....................................................... 9
Ca a e ização da unidade uncional – Cen o de In es igação, Diagnós ico, Fo mação e
Acompanhamen o das Demências ................................................................................................ 11
Ca a e ização do público-al o e á ea de in es igação ..................................................................... 16
CAPÍTULO II ..................................................................................................................................... 17
O concei o de Bem-Es a e de Felicidade ....................................................................................... 18
O Bem-Es a no T abalho .............................................................................................................. 20
Bem-Es a e Felicidade no T abalho .............................................................................................. 21
O Bem-Es a no T abalho numa Ins i uição do Te cei o Se o ......................................................... 27
Da o igem à e olução do Te cei o Se o em Po ugal ................................................................. 27
As mise icó dias ....................................................................................................................... 31
O Bem-Es a numa IPSS ............................................................................................................... 33
CAPÍTULO III .................................................................................................................................... 35
Público-al o .................................................................................................................................. 36
Obje i os da in e enção / p oblema de in es igação .................................................................... 36
Pa adigma quali a i o ................................................................................................................... 38
Mé odo e écnica de In es igação .................................................................................................. 39
Pesquisa bibliog á ica ............................................................................................................... 42
Inqué i o po ques ioná io ......................................................................................................... 46
1
In odução
Es a ação de Es ágio desen ol eu-se no âmbi o do Mes ado em Educação - Á ea de
especialização em Fo mação, T abalho e Recu sos Humanos da Uni e sidade do Minho. Es a expe iência
p o issional e e como obje i o não só a aquisição de conhecimen os e expe iência p o issional, mas
ambém a ealização de um abalho esc i o onde ap esen amos odo o p ocesso po que passamos
desde a in eg ação na ins i uição, udo o que lá ap endemos e desen ol emos com o in ui o de le a o
nosso es udo a an e. Assim sendo, es e p ocesso oco eu no 2º ano do Mes ado, onde dedicamos o
ano odo a i pa a uma ins i uição que nos acolheu e ajudou ao longo de odo o empo. Es i e ce a de
450h na ins i uição e lá obse ei, ap endi, desen ol i a e as, iz in es igação e pos e io men e aduzi
isso num Rela ó io Final de Es ágio, que, após a ap esen ação e de esa públicas, com g ande
p obabilidade nos i á con e i o g au de Mes e.
O desen ol imen o do es ágio é uma mais- alia pa a nós enquan o es udan es, is o po que nos
pe mi e i adqui indo a expe iência p o issional que an o nos solici a ão quando p e ende mos ing essa
no me cado de abalho, e, além disso, po que nos pe mi e anspo os conhecimen os adqui idos ao
longo da Licencia u a em Educação e do 1ºano do Mes ado em p á ica e e como é que eles se aplicam
nos con ex os e si uações eais. A soma a is o, dá-nos ainda a possibilidade de desen ol imen o pessoal,
is o po que ap endemos a colabo a , coope a , abalha em g upo ou em equipa, acei a c í icas e, de
igual modo, se mos c í icos e ainda abalha o nosso lado au ónomo e de o ganização, planeamen o e
ges ão.
O es ágio deco eu com o auxílio de um acompanhan e de es ágio, que es e e comigo na
ins i uição e oi guiando o meu pe cu so po lá, e com a ajuda do o ien ado cien í ico que ez a pon e
comigo e com a ins i uição, na medida em que p ocu ou en ende o que é ei o e como es á a deco e
o es ágio em si, e ao mesmo empo me ajudou na elabo ação do ela ó io no que conce ne à pa e
cien í ica.
Es e es ágio deco eu na San a Casa da Mise icó dia de Riba de A e (SCMRA) com início no mês
de ou ub o de 2023 e é mino em junho de 2024. Du an e odo es e empo, consegui le a a cabo o
meu es udo sob e Bem-Es a no T abalho, e em especí ico em p o issionais de saúde. Como pon o de
pa ida, oi necessá io conhece a ins i uição em si, qual a sua missão e alo es pa a sabe onde me
inse ia. De seguida oi necessá io conhece as pessoas e pe cebe com quais pode ia abalha , e que
me pode iam da con ibu os pa a o Rela ó io de Es ágio que elabo ei. Segui am-se empos de abalho
em colabo ação com as pessoas da SCMRA, e de ajudas mú uas, a é ao inal do es ágio e o é mino do

2
Rela ó io. Toda a expe iência co eu como espe ado, onde odas as pessoas ajuda am, o am
p eocupadas e o na am es es empos de ap endizagem algo que gua da ei ce amen e pa a a ida e
sob e udo pa a a minha pe o mance p o issional.
No meu en endimen o es e é um ema bas an e a ual na medida em que é c escen e a
p eocupação com o bem-es a de uma o ma gene alizada e onde cada ez mais são p ocu adas
melho es condições labo ais, e nesse sen ido conside ei que se ia impo an e e de igual o ma pe inen e
es uda o bem-es a numa ins i uição com as ca ac e ís icas da SCMRA, na medida em que é uma
o ganização que p ima pelos cuidados de saúde p es ados aos u en es, mas pa a que al deco a com a
melho qualidade e com o p o issionalismo desejado, é impo an e que os abalhado es se sin am bem
no seu local de abalho
No que diz espei o ao Rela ó io de Es ágio elabo ado, es e di ide-se em qua o capí ulos,
passando inicialmen e po um enquad amen o con ex ual e eó ico, is o po que nada a ia sen ido sem
conhece a ins i uição em si e sem e conhecimen os eó icos e cien í icos sob e o Bem-Es a no
T abalho. Pos e io men e a is o, seguiu-se a p eocupação com a me odologia a desen ol e e a sua
aplicação. Num momen o pos e io , dediquei-me à análise dos dados ob idos e à e i ada de conclusões
sob e os mesmos. Assim, a o ganização do ela ó io ap esen a-se da seguin e o ma:
- Capí ulo I: Enquad amen o con ex ual - é ap esen ada a ins i uição onde deco e es e p oje o
de in es igação-in e enção, nomeadamen e as unidades uncionais que aba cam a ins i uição e a
composição ins i ucional.
- Capí ulo II: Enquad amen o eó ico – é expos a a p oblemá ica em es udo, abo dando o concei o
de bem-es a no abalho, a sua impo ância na ida dos abalhado es, bem como os a o es que o
condicionam, endo em conside ação au o es que se deb uçam sob e es e ema.
- Capí ulo III: Enquad amen o me odológico – nes e capí ulo o am ap esen ados os obje i os
que impulsionam es a in es igação, bem como a ques ão de pa ida, o pa adigma u ilizado, o público-
al o do es udo e as écnicas de ecolha de dados.
- Capí ulo IV: Análise e in e p e ação dos dados – são ap esen ados e in e p e ados os dados que
o am ecolhidos ao logo do empo de in es igação, in e ligando-os com as co en es eó icas e, de ce o
modo, con apondo o posicionamen o dos abalhado es com os au o es eó icos.
3
Nas conside ações inais é ap esen ada de o ma exaus i a e c í ica os esul ados ob idos com
a análise de dados, bem como os impac os des e es ágio em múl iplas dimensões (ní el pessoal, ní el
ins i ucional e ao ní el do conhecimen o na á ea de especialização).
4
CAPÍTULO I
ENQUADRAMENTO CONTEXTUAL
5
Ca a e ização do con ex o
A San a Casa da Mise icó dia de Riba D´A e é uma Ins i uição Pa icula de Solida iedade Social
(IPSS) com ações na á ea da saúde, educação e p omoção da inclusão social, que se localiza em Riba
de A e, uma eguesia do concelho de Vila No a de Famalicão, com ce ca de 3200 habi an es.
His ó ia, Missão e Valo es
Em conco dância com o websi e (h ps://www.scm ibadea e.p /Ins i uicao/Sob e
Nos/His o ia), a San a Casa da Mise icó dia de Riba de A e oi undada no dia 1 de julho de 1927. A sua
a i idade e e início com a cons ução do Hospi al da Mise icó dia de Riba de A e, que poucos anos
depois, em 1933, se passou a chama de Hospi al Na ciso Fe ei a, em homenagem ao pa ono e pai
do p imei o P o edo , Raúl Fe ei a, Conde de Riba de A e.
Nos p imei os empos, o uncionamen o do Hospi al e a supo ado pelos dona i os das emp esas
do g upo Fe ei a, que assumi am odos os cus os a é que a Ins i uição ob i esse ecu sos p óp ios. O
hospi al p es a a os seus se iços na assis ência aos mais necessi ados e pob es da zona onde es á
inse ido.
Ao longo de 40 anos a a i idade do hospi al deco eu de o ma na u al, a é e en ado numa
c ise po ol a do 25 de ab il e só pos e io men e é que ol ou a a ingi a es abilidade com a c iação dos
Se iços de Ges ão e Coo denação do Hospi al Na ciso Fe ei a, pe mi indo, des a o ma, a
ees u u ação e uma no a dinâmica na Ins i uição. A pa i des a al u a, com a assina u a de no os
aco dos com as mais di e sas en idades públicas e p i adas, a a i idade clínica do Hospi al oi
subs ancialmen e desen ol ida, econhecida e as pessoas ol a am a eco e a es es se iços.
Tal como é possí el en ende no seu websi e, a a i idade da San a Casa da Mise icó dia de Riba
de A e não se limi a apenas à e en e da Saúde, mas sim desen ol eu ou as alências como o Apoio
Social, o La de Acamados, G andes-Dependen es e o Apoio Domiciliá io. Depois de c iados es es
se iços, o am ao longo dos empos sendo ajus ados em p ol das necessidades e da capacidade de
espos a com maio e icácia e qualidade. Simul aneamen e, a San a Casa da Mise icó dia, em es ei a
a iculação com os se iços de saúde, man e e o in es imen o na á ea social, endo sido es u u adas
no as ações de apoio psicossocial aos doen es in e nados, bem como às suas amílias
Em 2010, com a o icialização do P o ocolo de Coope ação en e a União das Mise icó dias
Po uguesas e o Minis é io da Saúde, a SCM de Riba de A e assinou um Con a o-P og ama com a ARS-
No e e que, a a és da e e enciação dos médicos de amília e em complemen a idade com o Se iço
6
Nacional de Saúde, pe mi iu a p es ação de cuidados de saúde no Hospi al Na ciso Fe ei a nas seguin es
á eas: Ci u gias nas especialidades de Ci u gia Ge al, Ci u gia Plás ica, Ci u gia Vascula , De ma ologia,
Ginecologia, O almologia, O opedia, O o inola ingologia e U ologia; Consul as ex e nas nas mesmas
especialidades; T a amen os de Medicina Física e Reabili ação; Meios Complemen a es de Diagnós ico
e Te apêu ica. Es e oi um momen o mui o impo an e pa a a SCM de Riba de A e, uma ez que a
assina u a do p o ocolo ga an iu uma es abilização dos ecu sos humanos e a c iação de no os pos os
de abalho do desen ol imen o de á eas que pe mi em da uma maio espos a ao u en e.
Pos e io men e, a San a Casa da Mise icó dia de Riba de A e assinou, em ab il de 2012, um
P o ocolo de Colabo ação com o Ins i u o da Segu ança Social, no âmbi o do P og ama de Eme gência
Alimen a e inse ido na Rede Solidá ia de Can inas Sociais, pa a que as pessoas com maio es
necessidades i essem acesso a e eições diá ias g a ui as.
Ainda nesse mesmo ano, e dando espos a a um desa io lançado pela União das Mise icó dias
Po uguesas, a San a Casa da Mise icó dia de Riba de A e esponsabilizou-se pelo Cen o In an il de
Pe idém (CIP), e man e e as suas alências com c eche, p é-escola e ATL, pe mi indo assim acolhe
165 c ianças e se uma ins i uição educa i a ele an e na egião onde se inse e.
Mais ecen emen e, em 2021 a San a Casa da Mise icó dia ab iu o Cen o de In es igação,
Diagnós ico, Fo mação e Acompanhamen o das Demências (CIDIFAD), pa a acolhe u en es que
es i essem em si uações ágeis associadas à demência, e nesse sen ido, pe mi i -lhes uma melho
qualidade de ida e de a amen os, se indo de igual o ma como supo e às amílias.
Pos o is o, en endemos que a San a Casa da Mise icó dia em indo a desen ol e -se e a c esce ,
não só nos se iços ligados à saúde, com pa ce ias e aco dos com as mais a iadas en idades de saúde,
mas ambém com o assumi de um papel social e de apoio à população.
Po udo is o, comp eende-se que a Missão da San a Casa da Mise icó dia de Riba de A e, de
aco do com o websi e (h ps://www.scm ibadea e.p /Ins i uicao/Sob e-Nos/Missao-Visao-e Valo es), se
conc e ize em o no dos seguin es obje i os, que passo a ci a :
• P omo e o bem-es a do indi íduo e da comunidade;
• Colabo a no ensino, po o dem a con ibui pa a o bem-es a global do se humano;
• P es a cuidados de qualidade a cada u en e;

7
• P omo e a in eg ação social e comuni á ia;
• Se uma ins i uição de e e ência pa a a comunidade em que se inse e.
Dada a sua missão, a SCMRA p e ende se uma Ins i uição com uma Visão ala gada e
cons an emen e ajus ada ao meio en ol en e, ocando o seu abalho em alguns alo es conside ados
basila es, que encon amos na sua página ins i ucional e que passamos a ansc e e :
Comp omisso com o U en e - O u en e é a azão de odos os es o ços da Ins i uição, de endo
se a ado com qualidade e, ace à espe i a ca a de di ei os e de e es, com espei o pela sua
indi idualidade, humanismo e sensibilidade com is a à sua sa is ação o al e dos seus amilia es.
Inse ção na Comunidade - Inse ção na comunidade e con ínua adap ação à sua e olução, com
a p og essi a e sis emá ica adequação às expe a i as da população, inspi ando no u en e um
sen imen o de con iança e ob endo a sua opinião sob e os se iços p es ados.
Valo ização P o issional - Valo ização de uma polí ica de ecu sos humanos que p opo cione
p o issionalismo, ealização sociop o issional, espei o e econhecimen o, delegação de
esponsabilidades, a ualização p o issional, comunicação e icaz e abalho em equipa.
Desen ol imen o da O ganização - Reco endo a p ocessos de empenhamen o pessoal
cons an e, inc emen o do espí i o de equipa, pa icipação, incen i o à c ia i idade, e icácia de
ges ão e al o g au de di e enciação.
Comp omisso de Qualidade - Aplicação das disposições legais sob e ambien e, saúde e
segu ança no abalho, exigindo p o issionalismo pa a o bem-es a dos u en es e da comunidade.
Es a ins i uição acolhe e p es a os seus se iços a a és do Hospi al Na ciso Fe ei a, da Unidade
de Cuidados Con inuados In eg ados (UCCI), do Cen o In an il de Pe idém (CIP) e do Cen o de
In es igação, Diagnós ico, Fo mação e Acompanhamen o das Demências (CIDIFAD). Em pa ce ia e em
complemen a idade com o Es ado Social, a San a Casa da Mise icó dia de Riba D´A e p ocu a a ua e
esponde no comba e à exclusão social, sendo po isso, conside ada uma IPPS, is o po que, segundo a
Segu ança Social (h ps://www.seg-social.p /ipss), as IPSS:
São ins i uições cons i uídas po inicia i a de pa icula es, sem inalidade luc a i a, com o
p opósi o de da exp essão o ganizada ao de e mo al de solida iedade e de jus iça en e os
indi íduos, que não sejam adminis adas pelo Es ado ou po um co po au á quico, pa a
p ossegui , en e ou os, os seguin es obje i os: Apoio a c ianças e jo ens; Apoio à amília;
8
P o eção dos cidadãos na elhice e in alidez e em odas as si uações de al a ou diminuição
de meios de subsis ência ou de capacidade pa a o abalho; P omoção e p o eção da saúde,
nomeadamen e a a és da p es ação de cuidados de medicina p e en i a, cu a i a e de
eabili ação; Educação e o mação p o issional dos cidadãos; Resolução dos p oblemas
habi acionais das populações.
Dada es a de inição, comp eende-se que a SCMRA seja conside ada uma IPPS, is o po que
p ocu a ajuda as pessoas em algumas das dimensões, como é o caso de apoio a c ianças e jo ens com
o Cen o In an il de Pe idém (CIP); de apoio a amílias e p o eção na elhice com o Cen o de
In es igação, Diagnós ico, Fo mação e Acompanhamen o das Demências (CIDIFAD), e na p omoção de
saúde com o Hospi al Na ciso Fe ei a (HNF), que p es a cuidados médicos a qualque pessoa.
Ca a e ização da unidade uncional- Hospi al Na ciso Fe ei a
O Hospi al Na ciso Fe ei a ica localizado em Riba de A e e em ao longo dos empos indo a
c esce e a i ma -se na egião em que se inse e. Es a unidade uncional em como p opósi o p omo e
e o e ece cuidados de saúde de qualidade, p ocu ando, po isso, es a do ada de se iços e
especialidades médico-ci ú gicas com equipamen os e ecu sos humanos que ga an am o al segu ança
e qualidade nas p á icas clínicas.
Figu a 1
-
Plan a do HNF
Fon e: Websi e da SCMRA: h ps://www.scm ibadea e.p /Hospi al-Na ciso-Fe ei a/Apoio-ao-U en e/In o macoes
Um dos se iços disponibilizados pelo HNF é o de Se iço de A endimen o Pe manen e. Es a
U gência básica p ocu a esponde às necessidades da população, 24 ho as po dia, 365 dias po ano,
9
pa a si uações de doença aguda e inadiá eis. As equipas médicas e de en e magem êm o mação
dis in a na á ea da eme gência médica e ou as á eas clínicas p ocu ando ga an i boas p á icas.
Ou o dos se iços disponí eis no HNF é o Bloco Ope a ó io, dispondo de dois Blocos, um cen al
com duas salas de ci u gia e ou o de ci u gia de ambula ó io, com equipamen os, mode nos e adap ados
a odas as necessidades.
O HNF em ainda dois pa ilhões equipados pa a as mais a iadas espos as, is o po que o se iço
de Medicina Física e Reabili ação dispõe das alências de Fisio e apia, Te apia Ocupacional e Te apia da
Fala, o e ecendo se iços na á ea da eabili ação, p e enção e edução das múl iplas consequências
clínicas da doença aguda ou c ónica.
Es a unidade uncional da San a Casa da Mise icó dia de Riba de A e, dispõe ainda do se iço
de Imagiologia o e ecendo meios e écnicas de diagnós ico po imagem, desde Radiologia Con encional
a é aos mais a iados exames de Tomog a ia Compu o izada, Ecog a ia, Eco Dopple , Mamog a ia e
Densi ome ia Óssea, en e ou os.
A soma a odas es as alências sup amencionadas, o HNF dispõe ainda do se iço de Consul a
Ex e na que é compos o po uma di e sidade de se iços e especialidades ais como: Gas en e ologia;
O o inola ingologia; O opedia; Ci u gia Ge al; Ci u gia Vascula ; O almologia; Ca diologia;
Neu oci u gia; Ale gologia/Pneumologia; Neu ologia e U ologia.
Po im, o HNF em a unidade de In e namen o que em as seguin es alências: Unidade de
Cuidados Con inuados In eg ados (UCCI) com as alências de Con alescença, Média Du ação e Longa
Du ação, com uma lo ação o al de 39 camas; Ci u gia com uma lo ação o al de 59 camas, cons i uída
po qua os duplos e indi iduais.
Es a unidade é compos a po 336 uncioná ios que se dis ibuem em á ias ca ego ias
p o issionais ais como médicos, en e mei os, écnicos supe io es das mais a iadas á eas e ou os
ope acionais que le am a cabo a i idades essenciais ao bom uncionamen o do hospi al.
Ca a e ização da unidade uncional- Cen o In an il de Pe idém
O Cen o In an il de Pe idém (CIP), ica como o p óp io nome indica na localidade de Pe idém e
deu início à sua a i idade em 1973 com a sua cons ução, p o enien e do Ins i u o de Ob as Sociais,
endo icado concluído em 1975. Apesa disso, e de ido a p oblemas conjun u ais e polí icos, a sua
10
abe u a só acon eceu em ou ub o de 1977. Desde en ão começou a unciona e em se emb o de 2012,
dando espos a a um desa io lançado pela União das Mise icó dias, a SCMRA assumiu a ges ão do CIP,
uma es u u a com c eche, p é-escola e ATL, com capacidade pa a 165 c ianças.
A c eche en oca o seu abalho no desen ol imen o mo o e cogni i o. Na c eche exis em espaços
di e enciados de aco do com as aixas e á ias e ca ac e ís icas das c ianças: o be çá io, que se des ina
a c ianças en e os 4 meses e a aquisição da ma cha, e, pos e io men e, a c eche, compos a po espaços
di e enciados, di igidos a c ianças que já andam au onomamen e a é aos 24 meses e pa a c ianças com
mais de 24 meses, a é à idade de ing esso no p é-escola .
De seguida, o CIP ambém em o p é-escola , e aqui o plano de abalhos passa sob e udo po
es imula o desen ol imen o global de cada c iança, omen a a inse ção das c ianças em g upos socias
di e si icados, desen ol e a exp essão e a comunicação, despe a a cu iosidade e o pensamen o c í ico,
p opo ciona a cada c iança condições de bem-es a e de segu ança e, ainda, incen i a a pa icipação
das amílias no p ocesso educa i o, bem como es abelece elações de e e i a colabo ação com a
comunidade al como e i icamos no websi e da unidade (h ps://www.scm ibadea e.p /Cen o-In an il-
Pe idem).
Exis e ainda o ATL que p ocu a apoia pais e amílias, na ges ão dos empos e do
desen ol imen o com as c ianças, sendo po isso o seu plano de ação desen ol ido de aco do com as
necessidades das c ianças.
Es a unidade uncional é compos a po á ios uncioná ios: en e eles 6 azem pa e dos quad os
da SCMRA e as es an es são da esponsabilidade da Segu ança Social
17
CAPÍTULO II
ENQUADRAMENTO TEÓRICO

18
Bem-es a no T abalho
O concei o de Bem-Es a e de Felicidade
O concei o de Bem-Es a no T abalho (BET), em indo nos úl imos empos a assumi uma
pa icula impo ância pa a as en idades e o ganizações no ge al, e pa a os ges o es em pa icula , is o
po que em-se cada ez mais a noção de que pessoas com um ambien e ag adá el e de BET, são mais
elizes e, po isso, mais p odu i as. Comp eendemos o expos o an e io men e com a ideia de P yce-Jones
(2010), na medida em que nos ela a que as pessoas que se e elam se mais elizes no abalho são
aquelas que sen em de ce o modo um comp omisso com a ins i uição onde abalham, is o po que se
e i ica um sen imen o ge al de Bem-Es a e equilíb io emocional ao desempenha em as suas a e as, o
que ge a uma mo i ação que de ou a o ma não se e i ica, e ainda um sen imen o de pe ença e de
pa e in eg an e da emp esa.
O BET não só diz espei o aos alo es in ínsecos indi iduais, como ambém en ol e alo es
ex ínsecos indi iduais, ais como o ambien e de abalho, a elação com os colegas, e ainda ou os
a o es elacionados com o abalho al como a au onomia, lide ança, emune ação, compensação,
econhecimen o e ou os aspe os (Isa, 2019).
Associada à ideia de Bem-Es a , su ge ainda o concei o de Felicidade, econhecido como um dos
a o es p imo diais pa a uma ida saudá el no se humano. Vá ios são os es udos sob e a elicidade e
ealização pessoal, mui os inclusi e emon am à An iguidade Clássica, onde A is ó eles e San o
Agos inho, en e ou os, se p eocupa am em encon a a o igem e as causas da elicidade. Ac edi a am
que a ida eliz e a ag adá el não só po causa da elicidade que a pessoa possuía, mas ambém de ido
ao modo como eagia pe an e di e en es acon ecimen os e ci cuns âncias da sua ida, endo o iginado
assim a ideia de subje i idade da elicidade (San os, 2011).
A e dade é que o concei o de Felicidade em sendo subs i uído na li e a u a, es ando o concei o
Bem
-
Es a
a eme gi , uma ez que Felicidade é um e mo com um signi icado mui o di e si icado no
ocabulá io popula , e que assume uma complexidade de a iá eis que a in luenciam (Diene , 1994,
ci ado po San os, 2011). Esse pensamen o é supo ado po Seligman (2002) que oi um dos p imei os
eó icos a es uda o concei o de Felicidade com a sua ob a Felicidade Au en ica onde p ocu a explica
como os indi íduos conseguem alcança aquilo que é uma ida p aze osa e com signi icado.
Pos e io men e, o mesmo au o mudou o obje o da sua in es igação e passou a es uda o Bem-Es a ,
e i icando-se assim uma mudança de eo ia, passando da eo ia da elicidade au ên ica pa a a eo ia do
bem-es a . Pa a Sco solini-Comin (2012): “essa mudança de nomencla u a su giu a pa i de di e sos
19
ques ionamen os que des aca am a Felicidade como um concei o complexo de se ope acionalizado em
e mos de um cons u o psicológico” (p. 433).
Conside ando essa isão, quando alamos em es uda e abo da a Felicidade, es amos na
ealidade a a a o Bem-Es a .
Tendo em conside ação o concei o de Bem-Es a , B adbu n (1969) oi o p imei o a es udá-lo e
a dize que es e é um julgamen o global que as pessoas azem pela compa ação de expe iências de a e o
nega i o e sus a e o posi i o.
Assim, en ende-se que o Bem-Es a é um concei o de di ícil de inição de ido à sua g ande
complexidade. Mui os êm sido os es udos e as in es igações sob e es e concei o, no en an o, a sua
in es igação numa o ma ge al segue duas co en es: a co en e hedónica, que ê o bem-es a como a
p ocu a de p aze e o e i a da do , o iginando, assim, o bem-es a subje i o (Albuque que & T occoli,
2004). A ou a co en e é conhecida pela pe spe i a eudemónica, cen ando-se na au o ealização e no
uncionamen o pleno das capacidades do indi íduo, dando o igem ao bem-es a psicológico (Keyes e
al., 2002; Ryan & Deci, 2001, ci ado po Ana Pi es,2020).
Figu a 4- As co en es do bem-es a
Fon e: Elabo ação p óp ia
CORRENTE
HEDÓNICA
CORRENTE
EUDEMÓNICA
BEM-ESTAR PSICOLÓGICO
BEM-ESTAR SUBJETIVO
20
O Bem-Es a no T abalho
A pala a abalho de i a do la im de
ipalium
, que signi ica ins umen o de o u a, e, po isso,
es á associado à ideia de so imen o. Com o passa do empo, o concei o de abalho oi e oluindo, no
en an o, a noção de cons angimen o pe du a a a és da ideia de es o ço e mobilização da ene gia pa a
a ingi ins e obje i os (Lhuilie , 2005).
Ou o au o que enca a o abalho como uma a i idade sob e a qual o se humano emp ega a
sua o ça pa a p oduzi os meios pa a o seu sus en o, é Ka l Ma x, que depois de es uda e obse a o
compo amen o do Homem ao longo do empo, comp eendeu que es a elação do abalho e subsis ência
e a ín ima e di e a, e daí Ma x de ine o abalho como o bem “inaliá el” do se humano. É a pa i do
abalho que as pessoas conseguem ob e alguma coisa pa a i e , seja ele dinhei o ou bens essenciais.
Apesa de udo is o, Ka l Ma x en ende que exis e uma isão di e en e no p é-capi alismo e a ago a no
mundo capi alis a. An es a pessoa e a ligada ao seu labo , no en an o, e com o passa do empo a
condição do abalho e mudado, a pessoa ago a é desconec ada do que p oduz, mas sim ligada à sua
emune ação que i á au e i com o desempenho de uma unção. (Ma x,1989, pp.326-327)
De aco do com Giddens (1997), podemos de ini o abalho como a ealização de a e as que
en ol em o desgas e men al e ísico, e que em como inalidade p oduzi bens e se iços pa a sa is aze
necessidades humanas. Assim, o abalho o na-se na única opo unidade de ob e um salá io,
con ibuindo pa a uma segu ança inancei a e aumen o de opo unidades de adqui i bens ma e iais. O
abalho é, po isso, a a i idade que em po inalidade p oduzi bens e se iços, em oca de um
pagamen o ou ecompensa, cons i uindo-se como a on e de iqueza e desen ol imen o dos países.
O abalho ecebe di e en es signi icados, is o po que, compo a á ios sen idos, desde a
subsis ência, à es u u ação da pe sonalidade, à iden idade do indi íduo, ao econhecimen o social,
ocupando ambém um papel cen al na o ganização da sociedade.
A a i idade labo al é uma a i idade social, que se ealiza com ou os e pa a ou os e é
subo dinada a um im cole i o, con ibuindo pa a a sa is ação p o issional e a g a i icação p o issional.
Os indi íduos, po no ma, sen em-se mais ealizados, quando sen em que o seu abalho é ú il, não só
pa a si p óp ios, mas ambém pa a a sua amília e pa a a sociedade em que es ão inse idos.
Nos dias que co em, a e dade é que as pessoas passam mui o do seu empo a abalha e
ainda acabam po anspo a as si uações e assun os do abalho pa a o campo amilia e domés ico.
Segundo Chambel (2005) as expe iências no abalho êm implicações no indi íduo, ao ní el da saúde e
21
bem-es a , e que podem e consequências an o pa a o abalhado quan o pa a a o ganização. No que
conce ne ao indi iduo, o na-se e iden e que essas consequências passem po implicações di e as com
a sua condição isiológica, psicológica e compo amen al. Mas es e não é o único a e consequências,
pois a o ganização acaba po ambém so e com a queb a da p odu i idade e a al a de mão de ob a.
Assim, conseguimos en ende que as consequências ou bene ícios sen idos pelos abalhado es não êm
impac o apenas em si mesmos, mas ambém na o ganização onde desempenham unções.
A ida pessoal e a ida no abalho não são possí eis de se sepa adas, bem pelo con á io, são
dimensões que se in e elacionam e êm e ei os ecíp ocos. A o ma como os indi íduos se sen em no
abalho encon a-se mui o elacionada com a o ma como se sen em na ida.
O p aze no abalho es á ligado à ação que a pessoa econheça como sua, que esponda aos
seus alo es, aos seus ideais, na qual se sin a esponsá el e au ónoma, encon ando assim o sen ido e
o econhecimen o dessa ação, simul aneamen e aos seus olhos e aos olhos dos ou os. É esse iden i ica
com a a e a que desempenha que az com que o abalho seja ei o com mais a inco e mais
comp omisso e, po an o, sejam a ingidos esul ados mais posi i os e ecompensado es. Apesa dis o,
ambém se pode e i ica o con á io, onde o abalhado não se iden i ica de odo com a a e a que es á
a desempenha e, po an o, assume um compo amen o de maio desleixo, desin e esse e desmo i ação
(Gomide, Sil es in & Oli ei a, 2015, p.21).
Bem-Es a e Felicidade no T abalho
No século XIX com o su gimen o do Capi alismo, o nou-se e iden e a p ocu a do luc o pela o ça
p odu i a e daí que o abalho enha assumido um papel de opo na ida dos indi íduos. E a com o seu
abalho e bom desempenho que a en idade emp egado a a ecada a luc os e ecompensa a os seus
abalhado es e daí que os abalhado es adqui i am pode de comp a pa a es a nos me cados e aze
as suas idas. Comp eendemos que assume uma espécie de ciclo, onde os abalhado es são p odu i os,
as emp esas êm g andes luc os e pagam aos emp egados que assumem ambém eles pode de comp a
nos me cados, embo a es e seja um pode in e io , mas o su icien e pa a a sua sob e i ência e da sua
amília (Ande y, 1996).
A ideia ela ada acima é de endida po Ande y (1996) e expõe-se com a seguin e passagem:
pa a Ma x, a base da sociedade, assim como a ca ac e ís ica undamen al do homem, es á no
abalho. É do e pelo abalho que o homem se az homem, cons ói a sociedade, é pelo abalho
22
que o homem ans o ma a sociedade e az his ó ia, o abalho o na-se ca ego ia essencial que
lhe pe mi e não apenas explica o mundo e a sociedade, o passado e a cons i uição do homem,
como lhe pe mi em an e e o u u o e p opo uma p á ica ans o mado a ao homem, p opo -
lhe como a e a cons ui uma no a sociedade (p. 401).
De aco do com Bo dalo (2013), a pe ceção do abalho e do papel do p óp io indi iduo, como
pa e do mesmo, em indo a al e a -se ao longo dos empos, e a ualmen e a pe ceção de Bem-Es a e
Felicidade no abalho po pa e dos abalhado es é algo conside ado como undamen al em qualque
o ganização, não só po que con ibui pa a o desen ol imen o indi idual de cada uncioná io, mas
ambém po que con ibui pa a a pe o mance o ganizacional e como es a é is a no me cado.
O BET diz espei o aos “sen imen os que o se humano nu e ao es abelece ínculos com o
abalho e com a o ganização” (Ribei o & Sil a, 2018, p. 34). Quando a a aliação que um indi íduo az
do seu abalho é posi i a, no malmen e exis e epe cussões no seu es ado emocional, especialmen e
no que oca à ge ação de um es ado de sa is ação. Fala-se, en ão, em BET, ou seja, um es ado emocional
posi i o que apa ece semp e que o indi íduo az uma ap eciação posi i a da sua ocupação p o issional
ou das expe iências (Co acs, 2006).
O au o Wa (207) elabo ou um modelo ela i o ao BET, que se ca a e iza pelo:
equilíb io que o ambien e sócio labo al pode p opo ciona ao abalhado nos aspe os que
en ol em ecu sos inancei os, segu ança ísica, posição social alo izada em unção do abalho,
au onomia, opo unidade pa a desen ol e compe ências, esul ados alcançados pa a o
p og esso social, a iedade das a e as desempenhadas, cla eza e comp eensão do ambien e de
abalho e opo unidade pa a es abelece elações sociais (ci ado po Ribei o & Sil a, 2018, p.
34).
Pos o is o, são econhecidos alguns aspe os c í icos do BET, e de aco do com Fishe (2014) são
eles:
➔ “Felicidade: sen imen os de p aze ou con en amen o com a ida;
➔ Realização: ealizações e conquis as;
➔ Signi icado: sensação de impac o posi i o nas pessoas;

23
➔ Legado: uma o ma de es abelece os seus alo es ou ealizações pa a ajuda ou os a encon a em
sucesso u u o com a eplicação de a i udes e p á icas”.
O sen imen o de BET eme e de o ma signi ica i a pa a a impo ância das elações
in e pessoais, da cu iosidade/in e esse pelo ou o, do equilíb io do ambien e social e labo al, do
econhecimen o, e que le a à p odução de e ei os a ní el inancei o pela on ade em es a , con i e e
abalha com as pessoas e com a emp esa (Fishe , 2014).
O BET e a Felicidade, apesa de concei os dis in os, ence am a noção ge al de sen imen os e
sensações posi i as ela i as ao con ex o labo al, sen idos e expe ienciados pelos abalhado es que
cons i uem a O ganização.
Aquilo que an ecede o Bem-Es a O ganizacional e a Felicidade são pon os a iados e que êm
indo a se es udados e cons an emen e a ualizados pelos eó icos des a á ea, no en an o, é de consenso
ge al que as a iá eis disposicionais (psicológicas, cogni i as, gené icas e cul u ais) de cada indi íduo
in luenciam a o ma como as p á icas de Ges ão de Recu sos Humanos da emp esa, são po eles
pe cecionadas (Fishe , 2010).
No que diz espei o ao abalho em si mesmo, Fishe (2010) de ende que a in es igação sob e
os a o es que an ecedem o Bem-Es a e a Felicidade ocam-se essencialmen e nas p op iedades do
abalho ca a e izadas como es á eis – a e as complexas, desa ian es e in e essan es. Assim sendo,
podem des aca -se duas pe spe i as sendo uma de Hackman e Oldham (1975) e ou a de Mo geson e
Humph ey (2006).
Hackman e Oldham (1975) iden i icam cinco elemen os que endem a p opo ciona o sen imen o
de Bem-Es a e Felicidade no T abalho:
• “Va iedade de compe ências: a unção eque uma a iedade de di e en es a i idades pa a o
seu desempenho, endo po isso o p o issional de se adap a e ein en a cons an emen e;
• Iden idade da a e a: a unção eque a ealização de uma a e a que não se es inja à
ealização de apenas um segmen o de abalho, ma sim que pe mi a en ende o seu p opósi o;
• Signi icado da a e a: impo ância e impac o do abalho na ida dos abalhado es;
• Au onomia: a unção o nece libe dade, independência e inicia i a pa a o abalhado planea o
seu abalho e de e mina os p ocedimen os de execução das a e as.
• Feedback: o desempenho exige a ob enção de in o mação sob e a e icácia da sua ealização e
do modo como oi execu ado” (p.20).
24
Mo geson e Humph ey (2006) baseando-se na eo ia de Hackman e Oldham (1975),
desen ol e am ou as dimensões que con ibuem ambém elas pa a o BET. Essas dimensões assen am
em a o es mo i acionais, sociais e a o es ela i os ao con ex o de abalho, ais como: au onomia de
ho á io de abalho, au onomia de omada de decisão, complexidade do abalho, p ocessamen o de
in o mações, esolução de p oblemas, opo unidades de especialização, apoio social, e gonomia e
exigências ísicas, condições de abalho e o uso de equipamen os. Es es são aspe os que Mo geson e
Humph ey conside am in luencia o sen imen o de Bem-Es a pa a com o abalho.
Além dos au o es e e idos an e io men e, ambém Wa (2007) com a sua ob a Wo k,
Happiness, and Unhappiness o mulou alguns pa âme os de ca a e ís icas do abalho em di eção à
c iação do sen imen o de Bem-Es a nos abalhado es. Nes a eo ia o au o inclui elemen os adicionais
às eo ias an e io es, ais como:
• “Opo unidade de con ac a com uma che ia p es á el e ca ismá ica;
• Opo unidade de au e i de um pagamen o adequado;
• Opo unidade de desen ol imen o de ca ei a.” (p.24)
Pos o is o, conseguimos en ende que o BET é in luenciado po á ios a o es. Em p imei o luga e
al ez seja um dos aspe os undamen ais é a pe ceção que o indi iduo em ace ca da elação que a
o ganização emp egado a êm com os seus uncioná ios (Pé ez, 2010), pois aspe os como o apoio e
supo e, possibilidade de desen ol imen o e ape eiçoamen o de compe ências, o e a de o mação, uma
segu ança adequada e de aco do com a unção desempenhada, pa ilha de in o mação, uma boa
comunicação in e na e o en ol imen o nas ques ões da o ganização são a o es impo an es que
con ibuem pa a o Bem-Es a do indi íduo no seu abalho (Almeida & Fe ei a, 2010; Wa , 2007).
Ou o dos aspe os que in luencia o Bem-Es a labo al é a elação com os colegas de abalho.
De um modo ge al, é no abalho onde os indi íduos passam g ande pa e do empo, sendo po isso
impo an e os ínculos com as pessoas com quem dia iamen e se lida. Se o elacionamen o en e colegas
o bom, na u almen e exis i á um sen imen o de bem-es a , caso con á io, exis i á um sen imen o de
angús ia, us ação e a é desp ezo pa a com os colegas e o p óp io abalho (Siquei a & Pado am,
2008).
A au onomia na ealização de a e as é ambém um a o impo an e pa a o BET. Tal como e e e
Paschoal (2008), quando um indi íduo não possui con olo sob e o seu abalho ou sob e possí eis
si uações ad e sas que oco em no seu local de abalho dá-se um es ado emocional nega i o,
25
diminuindo assim a mo i ação e, consequen emen e, o seu desempenho. Po an o, abalhado es com
uma maio pe ceção de au onomia desen ol em um maio Bem-Es a elacionado com o seu abalho,
is o po que acon eça o que acon ece pode oma a i udes sem e de depende das decisões de ou os.
Ou o a o que in luencia bas an e o BET em a e com a ques ão inancei a. O salá io e
possí eis bónus é al ez um dos a o es com mais implicação quando se ala do bem-es a ou ausência
des e, uma ez que o uncioná io se sen e ecompensado pelo seu es o ço ou des alo izado ace à sua
pe o mance (Wa , 2007). Ainda ela i amen e à ques ão inancei a, o indi íduo ai compa a -se com
os ou os no que espei a ao salá io ob ido e às capacidades e es o ço ealizado. Quando um colega
ecebe mais, mas não é ão capaci ado nem abalha an o, es e ai sen i -se desmo i ado, ge ando mal-
es a associado ao abalho (Paschoal, 2008). Assim, comp eende-se que a ques ão inancei a an o
pode se uma dimensão posi i a que in luencia o Bem-Es a e mo i a as pessoas, como pode ocupa um
lado nega i o ao c ia i alidades e ambições desmedidas pa a com ou os colegas ou a é supe io es e
c ia assim um ambien e des a o á el.
Com as dimensões que an e io men e mencionei, pudemos comp eende que á ios são os
esul ados possí eis, sendo alguns deles posi i os e ou os nega i os. Na abela abaixo, exponho as
epe cussões do BET.
Tabela 3- Repe cussões do BET
Sa is ação no abalho
Um es ado emocional p aze oso ou posi i o
esul an e da pe ceção o mulada ace ca do
abalho. Inclui a componen e cogni i a, mas
ambém a e i a (Fishe , 2010);
Mo i ação no abalho
Aba ca as o ças psicológicas in e nas de um
indi íduo que de e minam o seu
compo amen o, o seu ní el de es o ço e a sua
pe sis ência ace aos obs áculos, po enciado
pela assunção de de e minada ecompensa
(mone á ia e não mone á ia) (Geo ge & Jones,
1999);
Comp ome imen o o ganizacional
a e i o
Ligação e iden i icação emocional o e com os
alo es e obje i os da o ganização (Fishe ,
2010);
26
En ol imen o no abalho
O en ol imen o no abalho e e e-se à
iden i icação e ao papel cen al que o abalho
ep esen a na iden idade e na au oes ima do
abalhado (Fishe , 2010);
Engagemen
Re e e-se à au ên ica quan idade ísica,
cogni i a e emocional que os indi íduos
dedicam ao seu abalho, acompanhados po
sen imen os de a enção, conexão, in eg ação
e oco que acompanham momen os de al a
abso ção e en ol ência (Fishe , 2010);
Es ados de espí i o posi i os
Re e e-se essencialmen e a es ados de humo
posi i os enquan o se execu a o abalho;
P ospe idade e ene gia
Combina sen imen os de i alidade e ene gia
com a c ença de ap endizagem,
desen ol imen o e p og essão em di eção à
au o ealização.
Bem-Es a e Felicidade O ganizacional
Expe iência de sen imen os posi i os e que
azem o abalhado sen i -se bem
ela i amen e ao T abalho como um odo;
Mo i ação in ínseca
Quando os abalhado es assumem a e as
que es ão acima da sua p óp ia capacidade
em e mos de compe ências, po exemplo.
Nes es casos as pessoas enca am as
si uações como um desa io, e sen em po isso
a sensação de ap o ei amen o, ap endizagem,
o alecimen o das suas capacidades,
aumen o da au oes ima e da complexidade
pessoal (Fishe , 2010);
Fon e: Adap ado de Mo a (2022, pp.27-28)
Assim, en ende-se que ale a pena in es i no Bem-Es a dos abalhado es, na medida em que
os abalhado es se o nam mais p odu i os e mo i ados. Pelo con á io, não es imulando a en ol ência
e não econhecendo o alo dos abalhado es, conduz-se a sen imen os de In elicidade e Mal-Es a
33
museus e núcleos museológicos. São ainda esponsá eis po inicia i as li ú gicas como a Semana San a
e ou as inicia i as semelhan es. (União das Mise icó dias Po uguesas).
A í ulo de cu iosidade, a p imei a mise icó dia em Po ugal oi undada em Lisboa pela ainha
D. Leono e a mais ecen e su giu em 2023 na eguesia de Loulé em Qua ei a. (União das Mise icó dias
Po uguesas).
O Bem-Es a numa IPSS
A emá ica do BET em es ado na o dem do dia e se colocado aos sis emas de ges ão das
o ganizações de saúde como uma das suas p incipais p eocupações de ido ao impac o que p o oca na
dinâmica dos abalhado es e no p óp io sucesso o ganizacional. Tal como nos diz Al es (2012), o
abalho em con ex o hospi ala ap esen a ce as especi icidades den o do mundo do abalho,
sob e udo po que engloba di e en es p o issionais, conhecimen os, ecnologias e a é in aes u u as.
Assim sendo, a sua con igu ação écnica e social é peculia , ca ac e izada po uma di isão de abalho
de inida, bem como po di e en es modelos de ação, sus en ados nas compe ências, sabe es e múl iplas
es a égias dos p o issionais. É nesse con ex o que o abalho de á ios p o issionais da á ea da saúde
se desen ol e.
Es a p eocupação com o BET, e em pa icula na á ea da saúde, em indo a c esce e a se
discu ida cada ez mais nos úl imos empos, inclusi e, o Se iço Nacional de Saúde [SNS] no ano de
2018 c iou um g upo de abalho com o obje i o de ap esen a uma p opos a de plano de ação pa a a
melho ia do BET nos o ganismos e en idades do SNS e seus espe i os abalhado es. Segundo o
Despacho n.º 3118/2018, a p opos a de e ia incidi nos seguin es aspe os: conciliação da ida pessoal
com a ida p o issional; melho ia dos locais de abalho; en ol imen o e pa icipação dos abalhado es;
p omoção de es ilos de ida saudá eis. Es a ideia su giu em p ol da comemo ação do Dia In e nacional
da Felicidade (20 de ma ço), ins i uído pela Assembleia Ge al das Nações Unidas em odos os países
memb os. Pe cebeu-se ainda, que de á ias pesquisas e in es igações ei a sob e o ema, exis e uma
ideia que essal a e que é o ac o de exis i uma ligação di e a en e o Bem-Es a das pessoas, a sua
elicidade e a sua p odu i idade no abalho. De igual modo, quando a sa is ação aumen a, o
comp ome imen o com a o ganização ambém su ge e, po isso, e i ica-se um maio sucesso no
desempenho das a i idades. Reconhecendo-se isso, comp eende-se que seja necessá io c ia nas
o ganizações condições p opícias ao desen ol imen o o ganizacional, pe mi indo que o abalho seja

34
e elado de expe iências posi i as, e que a ida pessoal e p o issional possa concilia -se sem u u as e
que o alo social do abalho seja econhecido.
Nas IPSS’s, e em pa icula nas Mise icó dias, local onde se desen ol e es e p oje o de
in es igação-in e enção, a p eocupação e a abo dagem sob e o BET é igualmen e ida em con a e
conside ada, is o po que é uma ins i uição que p eza pela excelência e qualidade nos se iços p es ados
e, de igual modo, no bem-es a dos seus abalhado es com udo o que isso aca e a. Nos dias co en es
é impensá el associa o BET apenas a emoções posi i as, pois as emoções nega i as ambém ma cam
mui as ezes o ambien e labo al, sendo um abalho cons an e de odos os memb os das ins i uições
em p ol de um ambien e a o á el, p omo o de sen imen os de bem-es a e que es imulem a sa is ação,
elicidade e de um modo ge al o BET.
35
CAPÍTULO III
ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO
36
Uma in es igação pa a se isso mesmo em de assen a numa me odologia. Pa a Bell (2004), a
me odologia é escolhida como quan i a i a ou quali a i a, em unção do p oblema a es uda e do ipo de
in o mação ecolhida, e de e se coe en e com o ipo de es udo em que se inse e, sendo que: “os
in es igado es quan i a i os ecolhem os ac os e es udam a elação en e eles. Realizam medições com
a ajuda de écnicas cien í icas que conduzem a conclusões quan i icadas e, se possí el, gene alizá eis”;
enquan o os in es igado es quali a i os: “es ão mais in e essados em comp eende as pe ceções
indi iduais do mundo. P ocu am comp eensão, em ez de análise es a ís ica … Con udo, há momen os
em que os in es igado es quali a i os eco em a écnicas quan i a i as, e ice- e sa” (pp. 19-20).
Público-al o
Pa a es a in es igação-in e enção, o público-al o se ão os p o issionais de saúde do HNF e
CIDIFAD, is o po que es e es udo em udo se di eciona a eles e az odo o sen ido que eles sejam os
p incipais in e enien es. O p e endido é que englobemos pessoas de di e en es se iços e ca ego ias
p o issionais, pa a e mos um leque maio de in o mação pa a analisa e e i a conclusões sob e a
emá ica do BET numa ins i uição de saúde.
Obje i os da in e enção / p oblema de in es igação
Qualque in es igação oma como pon o de pa ida a de inição dos seus obje i os, endo em oco
aquilo que se que sabe , a mudança ou ação que se p e ende execu a , conside ando que já es ão
iden i icadas as necessidades de in e enção-in es igação.
Uma das au o as mais concei uadas nes e assun o é Isabel Gue a (2002), que na sua ob a
Fundamen os e P ocessos de uma Sociologia de Acção: O planeamen o em Ciências Sociais
nos ala
sob e os concei os de obje i o, obje i o ge al e obje i o especí ico. Assim sendo, e segundo Gue a
(2002), qualque p oje o eúne obje i os que p ocu a a ingi , pois só assim se pode conside a como
iá el e com uma inalidade. No que aos obje i os diz espei o, es es no malmen e são di ididos em duas
ca ego ias, sendo elas: obje i os ge ais e obje i os especí icos. Tendo em conside ação a au o a Isabel
Ca alho Gue a (2002, pp. 163-164):
Os obje i os ge ais desc e em g andes o ien ações pa a as acções e são coe en es com as
inalidades do p ojec o, desc e endo as g andes linhas de abalho a segui e não são,
ge almen e, exp essos em e mos ope acionais, pelo que não há possibilidade de sabe se
37
o am ou não a ingidos. De inidos pa a odo o p oje o, são globalizan es e ge almen e não são
da ados nem localizados com p ecisão, sendo, no en an o, o mulados em e mos de e bos
de acção. É equen e que os objec i os ge ais explici em as in enções pa a cada um dos ipos
de ac o es de inidos como g upos-al o do p ojec o.
Assim sendo, os obje i os ge ais são nada mais nada menos que as ideias cen ais de um
p oje o. Pos o is o, e conside ando a emá ica a es uda nes e p oje o de in es igação, de e mina-se que
o obje i o ge al do mesmo passe po :
• Comp eende como se ca a e iza o BET de p o issionais de saúde e o que in luencia esse
mesmo bem-es a .
No que espei a aos obje i os especí icos, Gue a (2002) diz que es es de em se enca ados
como os p opósi os a a ingi pelo p oje o, sendo po isso ap esen ados de o ma mais de alhada, com
uma ap esen ação cla a de odas as ideias. São es es obje i os que ap esen am em po meno os es ádios
a a ingi , os p ocessos a execu a e os esul ados que se espe am alcança . É com base neles que se
p ocede à a aliação inal do p oje o e se comp eende se a me a desse mesmo p oje o oi a ingida, daí a
necessidade de se em c iados com cla eza, p ecisão, en endimen o e comp eensão.
Essa ideia é econhecida pela au o a e demons a-se a a és da seguin e ci ação: “os obje i os
especí icos de em e em con a ce as ca a e ís icas, ais como não con e ambiguidades e se em cla os;
se em p ecisos; de em es a quan i icados e, po im, os obje i os podem se quan i a i os ou
quali a i os” (Gue a, 2002, p. 164).
En ende-se, assim, que os obje i os especí icos são ambém undamen ais num p oje o e nes e
caso em conc e o os obje i os especí icos de em passa po :
• Pe cebe se exis e bem-es a pessoal e p o issional nes es p o issionais;
• Comp eende o que in luencia ( a o es in e nos/ a o es ex e nos) esse bem-es a dos
p o issionais de saúde;
• En ende as p á icas que po enciam o bem-es a a esses p o issionais;
• Analisa se esse bem-es a se e ela na sa is ação e elicidade sob o abalho que execu a.
38
Pa adigma quali a i o
An es de mais, é impo an e en ende o que é um pa adigma, e es e acaba po se as eg as e
no mas que são seguidas no campo da pesquisa cien í ica numa de e minada dimensão dessa mesma
pesquisa e, po isso, acabam po se seguidas po ou os au o es que pos e io men e se in e essem po
um de e minado assun o da ciência. Tal é que Kuhn (1998) nos de ine pa adigma como: “as ealizações
cien í icas uni e salmen e econhecidas que, du an e algum empo, o necem p oblemas e soluções
modela es pa a uma comunidade de p a ican es de uma ciência” (p. 12).
Das mui as me odologias exis en es, ac edi o que aquela que mais se adequa ao ema em es udo
é uma me odologia quali a i a assen e num es udo de caso, is o po que p ocu o comp eende não só
aquilo que au o es abo dam sob e o ema, mas ambém comp eende as pe ceções das pessoas sob e
o BET e o que isso simboliza pa a elas, bem como o impac o que em nas a e as que desempenham e
nos cuidados que p es am aos u en es. A escolha po um es udo de caso de e-se ao ac o de es e pe mi i
conhece um de e minando acon ecimen o num g upo, e e e ca ac e ís icas holís icas e signi ica i as
dos acon ecimen os eais da ida. Nes e sen ido, “os es udos quali a i os são ca a e izados pela ên ase
na desc ição, comp eensão e explo ação de enómenos a a és do uso de ins umen os de medida,
ca egó icos e subje i os” (Kuma , 2019, p. 189). De aco do com o au o , a pesquisa quali a i a emp ega
p incipalmen e o aciocínio indu i o, já que o p oblema eó ico é e o mulado á ias ezes após a ecolha
de dados.
A abo dagem quali a i a exige “ lexibilidade, libe dade e abe u a a mecanismos de inclusão ou
exclusão de in o mação, pois só assim é possí el o na os dados icos e p o undos em con eúdo”
(Kuma , 2019, p. 143). Como en endemos com Kuma (2019, p. 154), a in es igação quali a i a é
o ien ada pa a o es udo de “pe ceções, c enças e sen imen os”, e, conside ando isso, a população-al o
des e es udo são os p o issionais de saúde da San a Casa da Mise icó dia de Riba d’A e.
Num es udo como es e, comp eendemos que o pa adigma signi ica o comp omisso do
in es igado com um quad o eó ico e me odológico cla o e uma pa ilha de expe iências e conco dância
quan o à na u eza da in es igação. Nes e sen ido, o p opósi o des e abalho é cla i ica a pe ceção dos
p o issionais de saúde da SCMRA sob e o BET e de que o ma os mesmos o sen em ou não.

39
Mé odo e écnica de In es igação
Pa a a conc e ização des e p oje o e ob enção de esul ados, é indispensá el u iliza algumas
écnicas, subjugadas ao mé odo do es udo de caso. An es de desen ol e quais as écnicas a u iliza é
impo an e cla i ica o concei o de mé odo e de écnica.
Conside ando a de inição de Ce o e Be ian (1983, p. 23):
o mé odo é a o dem que se de e impo aos di e en es p ocessos necessá ios pa a a ingi um
im dado ou um esul ado desejado. Nas ciências, en ende-se po mé odo o conjun o de
p ocessos que o espí i o humano de e emp ega na in es igação e demons ação da e dade.
Pos o is o, en ende-se que um mé odo é o caminho que pe co emos pa a a ingi esul ados,
nomeadamen e na á ea social, é o conjun o de p ocedimen os e écnicas que u ilizamos pa a cole a
in o mação e ge a sabe es. Conside ando o es udo que le o a cabo, e os obje i os p e endidos como o
mesmo, conside o que o mé odo que melho se adequa é um es udo de caso, is o po que se cen a
numa abo dagem de in es igação que p ocu a comp eende e explo a os acon ecimen os no local de
abalho e que in luenciam o bem-es a dos p o issionais.
O es udo de caso é conside ado um dos mé odos mais u ilizados na in es igação quali a i a e
pa a Pon e (2006, p. 2):
é uma in es igação que se assume como pa icula ís ica, is o é, que se deb uça
delibe adamen e sob e uma si uação especí ica que se supõe se única ou especial, pelo
menos em ce os aspe os, p ocu ando descob i o que há nela de mais essencial e
ca ac e ís ico e, desse modo, con ibui pa a a comp eensão global de um ce o enómeno de
in e esse.
Com es a de inição, comp eendemos que se adequa o es udo de caso, po que o obje i o da
in es igação cen a-se no ac o de comp eende os a o es que in luenciam o bem-es a e elicidade no
abalho dos p o issionais de saúde da SCMRA, e se al não se e i ica , comp eende as azões.
A écnica, po sua ez, assen a na especi icidade, is o é, acaba po se a e amen a que
u ilizamos pa a a ecolha de dados. De aco do com Almeida e Pin o (1982, p. 78; i álico no o iginal): “as
écnicas de in es igação
são conjun os de p ocedimen os bem de inidos e ansmissí eis, des inados a
p oduzi ce os esul ados na
ecolha e a amen o
da in o mação eque ida pela ac i idade de pesquisa”.
40
Assim en ende-se que mé odo e écnica andam de mãos dadas, pois pa a desen ol e uma
in es igação é necessá io um mé odo como meio o ien ado de odo o p ocesso, e écnicas pa a ecolhe
in o mações.
Dado isso, podemos conside a que o mé odo é o caminho pa a se chega ao esul ado e a
écnica a a e de caminha a é esse esul ado.
No p esen e ela ó io o am u ilizadas écnicas ais como: a pesquisa bibliog á ica, a en e is a e
o inqué i o po ques ioná io. A u ilização de mais do que uma écnica se de eu à necessidade de
iangula uma sé ie pe inen e de in o mações, ao ac o de consegui chega a um maio núme o de
pessoas e, des a o ma, euni mais opiniões, e consequen emen e mais dados pa a chega a conclusões
mais sus en adas. A escolha po es as écnicas ecaiu no ac o de as conside a mais pe inen es, is o
po que não necessi o de condiciona ou “ e i a ” empo aos pa icipan es, is o po que g ande pa e deles
pode á colabo a a dis ância, no momen o que lhe o mais opo uno e sem um comp omisso de
agendamen o. As en e is as acabam po se a única écnica que exige uma maio disponibilidade,
po que é necessá io a ma cação de uma ho a e local com o en e is ado pa a a ealização da en e is a.
As ou as écnicas acabam po se mais da minha esponsabilidade, nomeadamen e a pesquisa
bibliog á ica e a p odução dos inqué i os – que pos e io men e disponibilizei po um de e minado empo
e as pessoas pude am pa icipa quando lhes con iesse e sem aduzi cons angimen os às suas idas
diá ias.
Des e modo, ao desen ol e um es udo de caso, é impo an e comp eende o que é ealmen e
is o, e assim sendo, comp eende-se que es e acaba po culmina na escolha das écnicas que ao longo
do empo se ão u iliza pa a desen ol e o es udo, com o in ui o de ob e dados que possam
pos e io men e se a ados e inco po a o es udo obedecendo ao seu planeamen o me odicamen e.
Comp eendemos isso com a seguin e ideia de Bell (2004, p. 23): “o es udo de caso em sido de inido
como um ‘ e mo global pa a uma amília de mé odos de in es igação que êm em comum concen a em-
se delibe adamen e no es udo de um de e minado caso’”. Na u almen e que os dados são a ados, e é
p ocu ado comp eende a elação en e a iá eis pois: “um es udo de caso in e essa-se sob e udo pela
in e ação de a o es e acon ecimen os...” (Bell, 2004, p. 23). De igual o ma, ambém Ludke e And é
(1988) abo dam aquilo que é um es udo de caso, e e indo que es e de e se u ilizado quando:
“que emos es uda algo singula , que enha um alo em si mesmo...” (p. 17). Pa a es es au o es, os
es udos de caso são de en o es de ca ac e ís icas p óp ias, na medida em que isam a descobe a, is o
po que o in es igado apesa de já e algum conhecimen o sob e o assun o, p ocu a no os elemen os
41
que complemen em o esquele o es u u al que o ien ou o es udo a é àquele momen o. Do mesmo modo,
pa a Ludke e And é (1988) os es udos de caso en a izam a in e p e ação em con ex o, is o é, pa a se
comp eende da o ma mais co e a um de e minado p oblema, ação, compo amen o, é necessá io
conside a o con ex o em que ele se si ua, ou seja, e a elação com a si uação especí ica onde oco e
ou à p oblemá ica a que se in e liga. Nes e sen ido, su ge ou a ca a e ís ica dos es udos de caso, que é
o ac o de ap esen a a ealidade de o ma comple a e p o unda, pois o in es igado p ocu a a
mul iplicidade de dimensões que es ão num de e minado p oblema ou si uação, conside ando-as como
um odo.
Nes es es udos, é conside ado um as o núme o de on es de in o mação, de modo que es e
seja mais ico, mais complexo, com um maio núme o de pa ece es e ideias em con on o, de modo que
se ob enha conclusões mais ap oximadas da ealidade.
Tal como oco e com a ecolha de in o mação em que se p ocu a ideias de di e en es on es, no
que diz espei o aos pa ece es, opiniões e pon os de is a, o es udo de caso az exa amen e o mesmo,
p ocu ando ep esen a os di e en es posicionamen os, assumindo o in es igado o seu pon o de is a,
mas sem nunca impo qual o mais co e o, deixando ao c i é io de cada um i a as suas p óp ias
conclusões. Assim en ende-se que uma de e minada ealidade pode se enca ada de di e en es
pe spe i as. Es a ideia eme e-nos pa a a seguin e ideia dos au o es:
o p essupos o que undamen a essa o ien ação, é o de que a ealidade pode se is a sob
di e en es pe spe i as, não ha endo uma única que seja a mais e dade. Assim, são dados á ios
elemen os pa a que o lei o possa chega às suas p óp ias conclusões e decisões... (Ludke &
And é, 1988, p. 18)
Associada a es a ideia de que sejam ap esen ados os á ios pon os de is a, e que cada um os
in e p e e da sua o ma, su ge uma ou a ca a e ís ica dos es udos de caso que é, ao con á io de ou os
ela ó ios de pesquisa, os es udos de caso se em ma cados po uma linguagem mais acessí el, cla a e
acompanhado mui as das ezes po ilus ações que ajudam a comp eende o que es á edigido.
O desen ol imen o de um es udo de caso, segundo Nisbe e Wa (1978) acon ece em 3 ases,
sendo um p imei o momen o de maio explo ação do assun o, de seguida uma sis ema ização com a
ecolha de dados e, po úl imo, uma ase de análise e in e p e ação dos dados ob idos, de modo que
seja edigido um ela ó io com as p incipais ideias e idas. Con udo, não exis em imings delimi ado es
da ansição en e es as ases.
42
Pesquisa bibliog á ica
Segundo Gil (2002), a pesquisa bibliog á ica é uma écnica de ecolha de in o mação que se usa
cons an emen e nos abalhos de pesquisa cien í ica e que é: “desen ol ida com base em ma e ial já
elabo ado, cons i uído p incipalmen e de li os e a igos cien í icos” (p.44)
.
Da mesma o ma, pudemos
en ende com o au o que exis em den o des es ipos de ma e iais subca ego izações dos mesmos,
o nando-os po isso únicos e on es de in o mação di e en es. É possí el en ende isso com a igu a
abaixo ap esen ada. Nela en endemos que exis em di e en es on es de pesquisa assen e em li os,
publicações pe iódicas e imp essos di e sos, sendo que des as ainda su gem subca ego ias. A í ulo de
exemplo, den o dos li os encon amos aqueles que são de lei u a co en e e que aba cam ob as
li e á ias e ob as de di ulgação e de emos ambém os li os de e e ência que subme gem em
dicioná ios, enciclopédias, anuá ios e almanaques. Des a o ma en endemos que as on es de pesquisa
são bas an e di e si icadas. Tal como se e i ica com os li os, na pe spe i a de Gil (2002) o mesmo se
e i ica com as ou as on es de pesquisa bibliog á ica.
Figu a 5- Tipos de on es de pesquisa bibliog á ica
Fon e: Gil (2002, p. 44)
Nes e abalho, a pesquisa oco eu ao longo de odo o es ágio e do espe i o empo de elabo ação
do ela ó io, endo sido bas an e in ensa no início, al u a em que oi necessá io pe cebe po onde pode ia
di eciona o es udo, eunindo á ias eo ias de au o es de e e ência sob e as á eas da saúde e do BET,
com ecu so a li os e a igos cien í icos. Assim, a pesquisa bibliog á ica es e e semp e p esen e e oi
uma cons an e em odos os momen os do desen ola da in es igação (Gil, 2002). Podemos ainda
conside a que den o des a pesquisa hou e uma análise documen al, sob e udo de documen os in e nos
da ins i uição pa a o melho conhecimen o da mesma e conhecimen o da população p o issional
exis en e.
49
CAPÍTULO IV
ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

50
O posicionamen o dos abalhado es ace ao bem-es a no abalho
Pos e io men e à ecolha dos dados, é necessá io a a e analisa esses mesmos dados. De
aco do com Bogdan e Biklen (1994), os dados são conside ados os “ma e iais em b u o que os
in es igado es ecolhem do mundo que se encon am a es uda ; são elemen os que o mam a base de
análise” (p. 149). Sendo, po an o, a ecolha de dados, conside ada a ase c ucial de um abalho de
in es igação, pois dela se i á e i a a qualidade dos dados. Depois de ecolhidos os dados, é necessá io
p ocede ao a amen o dos mesmos e analisá-los, e desse modo, é necessá io aça alguma di e iz.
Depois da análise, p ecedeu-se ao a amen o dos dados com ecu so ao so wa e IBM SPSS
S a is ics (28.0). Os dados que o am ob idos com as espos as ao inqué i o po meio de ques ioná io
o am analisados e in e p e ados es a is icamen e, com o p opósi o de pe ceciona os esul ados des a
in es igação. Pa a al, a análise dos dados é e e uada conside ando a a iá el do BET.
An es de inicia a análise p op iamen e di a, é de essal a que es a análise pode ia e sido mais
ab angen e, de modo a con empla e a ep esen a odos os g upos p o issionais.
Ca a e ização dos pa icipan es
Na abela que abaixo ap esen o encon am-se os dados que ca a e izam as pessoas que
colabo a am nes e es udo sob e o BET na SCMRA, sendo, con udo, impo an e e e i que a adesão ao
mesmo oi eduzida endo em conside ação o núme o o al de abalhado es des a mesma ins i uição.
Tabela 6- Ca a e ização do público-al o
Fi
(F equência)
%
Sexo
Feminino
Masculino
67
19
77.9
22.1
Faixa E á ia
18 a 29 anos
30 a 44 anos
45 a 60 anos
60 ou mais anos
16
49
19
2
18.6
57
22.1
2.3
Habili ações Académicas
2º Ciclo do Ensino Básico (5º
e 6º ano)
3º Ciclo do Ensino Básico
(7ºao 9ºano)
3
7
3.5
8.1
51
Ensino Secundá io (10ºao
12ºano)
Ensino Supe io (Licencia u a,
Mes ado ou Dou o amen o)
P e i o não iden i ica
24
49
3
27.9
57
3.5
Ca ego ia P o issional
Médicos e en e mei os
Técnicos Supe io es
Ou as
P e i o não iden i ica
16
15
39
16
18.6
17.4
45.3
18.6
Se iço
CIDIFAD
UCCI
Medicina Física e Reabili ação
Imagiologia
In e namen o Ci ú gico
Ou o
P e i o não iden i ica
21
12
7
5
7
19
15
24.4
14
8.1
5.8
8.1
22.1
17.4
An iguidade na Ins i uição
Menos de 1 ano
1 a 5 anos
6 a 10 anos
11 a 25 anos
Mais de 25 anos
3
41
20
19
3
3.5
47.7
23.3
22.1
3.5
Vínculo à O ganização
Con a o a e mo ce o
Con a o a e mo ince o
E e i o
4
4
78
4.7
4.7
90.7
T abalho nou as
Ins i uições de Saúde
Sim
Não
Sem espos a
31
54
1
36
62.8
1.2
Fon e: Elabo ação p óp ia, com base nos dados ecolhidos
Tendo em conside ação a abela 6, é possí el aze uma ca a e ização ge al das pessoas que
pa icipa am nes e es udo do BET. Uma das p imei as conclusões que su ge é a dis ibuição po sexo,
onde cons a amos a exis ência de uma cla a disc epância, sendo que, numa amos a de 86 epos as,
67 o am do sexo
eminino
con a 19 do sexo
masculino
, num uni e so de 453 abalhado es que se
dis ibui em 372 mulhe es e 81 homens.
52
Conside ando a a iá el “ aixa e á ia”, exis e uma p edominância na classe e á ia 30 a 44 anos
com um o al de 49 espos as, icando as ou as classes e á ias equipa adas, endo a classe dos
18 aos
29 anos
, 16 espos as e as dos
45 aos 60 anos
, 19 espos as. Com
60 ou mais anos
ob i e apenas 2
espos as, o que po si só nos e ela que a San a Casa em um g upo de p o issionais que se encon a
numa idade ainda bas an e jo em e a i a, com la gos anos ainda de p esença no mundo do abalho, e
que con as a com a aixa e á ia mais a ançada que se e ela e um núme o in e io de pessoas sendo
que, inclusi e a pa icipação nes e es udo oi eduzida com apenas 2 colabo ações. Esse ac o é de
aco do com a amos a, no en an o da obse ação ei a no deco e do es ágio, apa en a se uma
ealidade.
Tendo em a enção a a iá el habili ações académicas, é possí el comp eende que exis e quase
uma homogeneidade en e 2 classes, o ensino secundá io e o ensino supe io que jun as eúnem 73
espos as. Os g aus de escola idade in e io , que é o caso do 2º e/ou 3º Ciclos do Ensino Básico, o am
aquelas que menos pessoas pa icipa am e isso ambém mui o se elaciona com as pa ce ias que a
SCMRA ealiza com en idades o mado as no âmbi o da melho ia das quali icações escola es, na medida
em que, incen i a os seus abalhado es a e em maio es quali icações, e po isso acili a-lhes o acesso
a p og amas de o mação de adul os.
Respei an e à a iá el “ca ego ia p o issional”, podemos cons a a que exis e uma pa icipação
mais ao menos equilib ada en e as di e en es ca ego ias, embo a que a ca ego ia “Ou as” enha
aglome ado di e sas unções ais como Educado a de In ância, Cozinhei a, Auxilia de Cozinha,
Emp egado de A mazém, Técnicos Supe io es, Con abilis a e ou as simila es. De des aca ainda, que
um núme o conside á el de pessoas que pa icipa am no es udo, 16 pessoas, não quise am e ela a
sua ca ego ia p o issional.
Tomando em conside ação a a iá el “Se iço” a que as pessoas pe encem quando
pa icipa am nes e es udo, deno a-se uma signi ica i a pa icipação po pa e do CIDIFAD (Cen o de
In es igação, Diagnós ico, Fo mação e Acompanhamen o das Demências) e da UCCI (Unidade de
Cuidados Con inuados In eg ados). Também de salien a que um núme o conside á el de pessoas (15),
decidi am não iden i ica o se iço a que pe encem. Ainda assim, emos ou os se iços que po e em
um núme o in e io de abalhado es acaba am a se englobadas na ca ego ia Ou as, mas não deixam
de e impo ância como o Depa amen o de Recu sos Humanos e Con encioso, o da Fo mação, a
Fa u ação, a Cozinha, a Fa mácia, a Consul a Ex e na, o Ap o isionamen o e a é o Se iço de
A endimen o Pe manen e.
53
Tomando em conside ação a a iá el espei an e à an iguidade na ins i uição, é possí el
comp eende que exis e uma di isão mui o equilib ada en e as pessoas que esponde am a es e
inqué i o, sendo que 44 pessoas es ão na ins i uição a é há 5 anos. Po ou o lado, emos pessoas 20
pessoas com 6 e 10 anos de empo de unções na ins i uição e emos 22 pessoas que es ão na ins i uição
há mais de 10 anos e que, po en u a, já e ão um conhecimen o mais p o undo da SCMRA.
Na a iá el sob e o Vínculo à O ganização, exis e uma cla a p edominância do con a o e e i o
(78 espos as). Po oposição, apenas 8 pessoas se encon am com con a o a e mo.
Quan o ao abalho nou as ins i uições de saúde, es a é uma ques ão que di idiu em mui o as
espos as dos pa icipan es nes e es udo, sendo que p a icamen e odos esponde am, com exceção de
1 pessoa. Conside ando aqueles que esponde am, exis e um equilíb io en e quem já o ez e quem não
o ez. Exis em 31 pessoas que esponde am que já abalha am nou as ins i uições de saúde e, po an o,
acabam po e ou as expe iências, conhecimen o de ou as p á icas e de ou os ambien es;
con a iamen e, 54 pessoas esponde am que nunca inham abalhado nou os con ex os que en ol a
a saúde e, po an o, não inham ou o conhecimen o sob e p á icas, ações e compo amen os nou as
ins i uições.
Bem-es a no T abalho em ge al
Conside ando a emá ica em es udo nes e abalho académico e os obje i os em que o mesmo
se supo a, conseguimos comp eende a sua a ualidade e pe inência, is o que ques ões de bem-es a
e saúde êm assumido um des aque an o a ní el social como a ní el académico e labo al, sendo essa
ideia ansmi ida po Gomide e al. (2015, p.19): “O BET em ganhado bas an e isibilidade na li e a u a
conce nen e à á ea da psicologia o ganizacional e do abalho pela sua impo ância como a iá el que,
se bem comp eendida, pode con e i aos abalhado es melho es condições de abalho e a é de ida”.
No que conce ne ao BET, esse é o en oque des e p oje o de in es igação e en ende-se a sua
impo ância numa ins i uição que adqui e um es a u o social, sendo es a uma ins i uição classi icada
como uma IPSS, is o que p es a cuidados de saúde, mas a sua a i idade não se limi a a isso mesmo,
endo ambém uma a uação di e a na comunidade. Apesa da sua a uação se di ecionada à comunidade
em ge al, u en es e amilia es dos mesmos, é undamen al que os abalhado es sejam ambém eles um
oco de impo ância pa a es a ins i uição, is o po que só des a o ma com um cuidado e a enção pa a
com o seu pessoal é que consegui á euni pessoas capazes de abalha bem, p es a se iços de
54
qualidade e com gos o e empenho nas a e as que desempenham al como e a ei ao longo do capí ulo
eó ico des e abalho. En ende-se isso mesmo com a seguin e ideia de Gomide e al. (2015) que ci am
Ha e e al. (2002, p. 21):
Ha e , Schmid e Keyes (2002), e o çando a ideia da elação en e BET e esul ados
o ganizacionais posi i os, ela am, po exemplo, que maio es ní eis de sa is ação com o ambien e
de abalho, desen ol imen o pessoal po meio da a i idade e elações amis osas no abalho es ão
posi i amen e elacionados a ní eis mais al os de lealdade, luc a i idade, p odu i idade e e enção.
Aliado à ideia dos au o es acima e e enciados e omando ainda em conside ação o
posicionamen o de Fishe (2014) sob e o BET, o au o conside a que es e sen imen o ad ém das
elações in e pessoais que se es abelecem, mas ambém do ambien e labo al, do econhecimen o e po
consequência dos e ei os a ní el económico, o que ge a uma on ade de es a na ins i uição, de pe ence
à mesma e de abalha com as ou as pessoas em p ol da e olução e c escimen o da o ganização.
O g á ico que abaixo ap esen o é cen ado num p imei o g upo de ques ões que oi colocado no
inqué i o po ques ioná ios e que p ocu a a, de uma o ma gené ica, en ende o bem-es a que os
abalhado es da SCMRA demons a am, baseando po isso as ques ões em aspe os como a mo i ação,
con o o, ealização, exp essão de capacidades, supe ação de desa ios e ainda a ob enção de esul ados
alo izados pela p óp ia pessoa.
G á ico 3- Aspe os que in luenciam o bem-es a de uma o ma ge al
Fon e: Elabo ação p óp ia

55
A elabo ação des a secção de ópicos elacionados com o bem-es a em ge al e e po undamen o
as ideias de alguns au o es e nos aspe os em que esse mesmo bem-es a se supo a, daí e em sido
c iadas essas 6 a iá eis pa a se en ende de uma o ma gené ica como o mesmo se aduz. Nesse
sen ido os inqui idos i e am de se posiciona quan o a essas dimensões que condicionam o bem-es a
u ilizando a escala de Like , que se dis ibui en e 1 e 5, sendo que o 1 co espondia à classi icação
disco do o almen e, o 2 ao disco do pa cialmen e, o 3 ao indeciso, o 4 ao conco do pa cialmen e e o 5
ao conco do o almen e.
Conside ando os esul ados ob idos e que es ão anspos os no g á ico 3, é possí el desde logo
e i a algumas conclusões, nomeadamen e endo em conside ação o ópico ela i o à supe ação de
desa ios. De odas as a iá eis, en endemos que nes e g upo de ques ões a a iá el da supe ação de
desa ios se e ela como algo bas an e bem conside ado pela pa e dos abalhado es, ou seja, os
mesmos en endem que o seu abalho lhes pe mi e p og edi e supe a desa ios e é algo que se e ela
impo an e endo po isso ob ido uma média de espos as de 4,25 numa escala de 5. Po oposição, a
ques ão da mo i ação com o abalho e ela-se como a a iá el que eúne a meno média icando apenas
nos 3,25, ap oximadamen e, o que se aduz numa indecisão quan o ao ac o de o abalho os aze
sen i mo i ados. Da mesma manei a, a a iá el “O meu abalho pe mi e-me exp essa as minhas
capacidades”,
de êm ambém ela uma média que se encaixa na classi icação de indeciso e com uma
média que não chega nem a 3,5, sendo, po an o, possí el conclui que as pessoas não conside am que
o seu local de abalho es eja a se um local onde podem se elas mesmas e da o melho de si e que
exp essem e dadei amen e o seu conhecimen o, azendo as suas a e as com alguma limi ação.
Ou o aspe o que é plausí el de se en ende com o g á ico é que conside ando odas as a iá eis
des e g upo, aquela que a ingiu a média mais al a icou-se pela classi icação de conco do pa cialmen e
e assen a no seguin e aspe o: “No meu abalho supe o os desa ios colocados”.
Isso mesmo,
pe mi e-
nos en ende que as pessoas de um modo ge al não êm um posicionamen o mui o posi i o sob e as
ou as dimensões conside adas nes e g upo e que con ibuem pa a o bem-es a , icando numa média
de espos as que assen a numa classi icação de 3 (e que co esponde a indeciso), como é o caso das
es an es ques ões.
Somando ao an e io men e di o, se conside a mos as espos as dos 86 inqué i os, e oma po
conside ação es as a iá eis como um odo, e que aduzem o BET de uma o ma gene alizada (e que
assen a nos aspe os da mo i ação, supe ação de desa ios, con o o, ob enção de esul ados que alo izo
e ealização), en endemos mesmo que o BET ica posicionado numa indecisão po pa e dos
56
abalhado es que pa icipa am nes e es udo, pois a média ge al ica posicionada em 3,61, como
conseguimos e na abela 14 que se encon a no apêndice 3. Nes a abela conseguimos e a média
de cada uma das dimensões conside adas e de igual o ma a média ge al dessas mesmas a iá eis,
omando ainda como mais um aspe o que, das 6 a iá eis, apenas 2 eúnem uma média de espos as
supe io à média ge al a es e g upo de ques ões, que é o caso da supe ação de desa ios e con o o no
abalho, ou seja, acabam po se os 2 aspe os que êm uma in luência posi i a no sen imen o de bem-
es a das pessoas que abalham na ins i uição. Os ou os aspe os acabam po e uma in luência pouco
ele an e no seu con ibu o pa a o bem-es a labo al.
A soma às conclusões que se ob i e am com os dados ecolhidos nos inqué i os po ques ioná io
sob e o BET, pudemos complemen a essas mesmas ideias com ou as in o mações que conseguimos
ecolhe com a ealização de algumas en e is as. Quando ques ionei os en e is ados sob e se, no seu
pon o de is a, a ins i uição de uma o ma ge al se p eocupa com o bem-es a dos abalhado es, os
posicionamen os o am di e gen es
Acho que sim, de uma o ma ge al acho que sim (En e is ado A);
Pouco. P eocupa, mas de ia p eocupa -se mais no meu pon o de is a (En e is ado B);
Eu acho que já oi mais no ó ia, nes e momen o ainda exis e essa p eocupação, com menos
in ensidade do que e a há alguns anos a ás, mas penso que isso ambém em a e com a
e olução da p óp ia ins i uição; ou seja enquan o que na p imei a ase pudemos conside a que
ha ia um núme o mui o limi ado de abalhado es, ago a esse núme o oi aumen ando
exponencialmen e e, po an o, é possí el que isso seja o a o p imo dial pa a que a a enção com
os abalhado es se sin a mais diminu a, mas essa p eocupação exis e (En e is ado C).
Com os es emunhos acima desc i os, en endemos que os p óp ios en e is ados e elam que
apesa de exis i uma p eocupação com o bem-es a dos abalhado es po pa e da ins i uição, essa
acaba po se um pouco eduzida e a é insu icien e, e um deles acaba inclusi e po explica o seu
posicionamen o dizendo que essa si uação deco e do ac o da ins i uição es a em cons an e
c escimen o, o que di icul a uma p eocupação e cuidado ape ado com cada um dos abalhado es, is o
que a ins i uição con a já com mais de 400 abalhado es. Dada essa ideia, consigo a icula os
esul ados ob idos e cons a a que as dimensões do con o o com o abalho e a supe ação de desa ios
são idos como os aspe os que mais con ibuem pa a o BET. Todas as ou as dimensões capazes de
associa ao bem-es a e que o am conside adas nes e se o de ques ões, sob e udo a mo i ação, a inge
57
uma classi icação mais eduzida nas espos as dadas, sendo, po an o, es a a dimensão que menos
ap esen a um pa ece a o á el e que con ibui signi ica i amen e pa a o BET com uma média de 3,25
ap oximadamen e numa escala de 1 a 5.
Conside ando es es dados, posso conside a que numa p imei a ins ância não exis e p op iamen e
um sen imen o de comple o bem-es a p o issional, pelo menos endo em conside ação os dados que
o am ecolhidos, na medida em que de um pon o de is a gene alizado o pano ama não é p op iamen e
o melho , es ando os abalhado es num ní el de indecisão ace aos enunciados que o mulamos. Se
soma a isso a opinião que os abalhado es êm quan o à p eocupação da ins i uição com o seu bem-
es a , desde logo essal a a ideia que não exis e uma uni o midade nas espos as, es ando os 86
pa icipan es di ididos, sendo que os alo es mais al os são 24 espos as na opção que conside a que a
ins i uição se p eocupa pa cialmen e e, po an agonismo, o alo que se segue são 23 espos as na
opção que disco da o almen e quan o à p eocupação da ins i uição quan o ao bem-es a dos seus
abalhado es. Apesa dis o, se conside a mos as classi icações menos ex emadas, is o é, se
desca amos o disco do o almen e e conco do o almen e, acabamos po e a maio ia dos pa icipan es
nes e es udo (56 espos as) com um posicionamen o mais inde inido, diga-se assim, onde sen em dú ida
ou conside am pa cial essa ação de p eocupação po pa e da o ganização onde exe cem a sua a i idade
labo al ( e g á ico 4).
G á ico 4- O pa ece dos abalhado es sob e a p eocupação da ins i uição com o seu bem-es a
Fon e: Elabo ação p óp ia
23
15
17
24
7
0
5
10
15
20
25
30
Disco do o almen e Disco do pa cialmen e Indeciso Conco do
pa cialmen e
Conco do o almen e
A Ins i uição em uma p eocupação ge al com o bem-es a dos abalhado es
58
O abalho e a ida amilia e social
Como se sabe, é p a icamen e impossí el sepa a a ida pessoal da p o issional, sob e udo
quando uma acaba po se in luenciado a pela ou a, e quase semp e o é. Nem odos êm no abalho
algo p aze oso e que gos am, mas sim como uma necessidade indispensá el à sua sob e i ência e po
consequen e das suas amílias. Mui o desse sen imen o pode ad i do ambien e que encon am no
p óp io local de abalho, do abalho em si e da sua iden i icação com ele, ou não, e, como se e á mais
à en e, pode ad i de mui os ou os a o es que in luenciam o bem-es a sen ido com o abalho e no
local de abalho. En endemos isso quando Oli ei a (1993, p.19) nos e ela a seguin e ideia: “O abalho
em assumido, his o icamen e, uma posição cen al como p incípio em o no do qual se o ganiza a ida
social”.
Com is o ica
cla o que o abalho assume o seu des aque no deco e da ida dos indi íduos,
na medida em que é essencial pa a a sob e i ência, pa a as a e as mais comuns da ida humana e
pa a a con i ência, pois só com o abalho é possí el a ingi um ce o econhecimen o social e inancei o.
De ou a o ma, as pessoas são is as como dependen es da sociedade, não de endo endimen os
p óp ios e i endo à cus a de endimen os sociais e pensões. Apesa disso, sabemos que o concei o
abalho so e con inuamen e mudanças, sob e udo endo em conside ação o a inco e ligação com o
mesmo. Nou os empos enca a a-se o abalho como um achado que inha de se p ese ado e nos
dias de hoje al já não é assim, exis indo, po an o, uma mudança cons an e, em p ol de mais e melho es
condições labo ais, sendo essa ideia ansmi ida com a seguin e passagem:
O abalho con inua a ocupa um luga cen al em elação a uma as a gama de di ei os de
cidadania. Não se a a ago a de um alo absolu o, mas con inua sendo um alo ‘condicionado’.
Essa ca a e ís ica man e -se-á a é ao pon o em que o abalho pe mi a a au o- ealização dos
abalhado es e o seu exe cício seja compa í el com ou as ac i idades. Na elação com o abalho
pa ece que cada ez é mais o e a exigência de qualidade, não só p o issional, mas ambém da
ida dos ambien es de abalho (Oli ei a, 1993, p.187).
Se conside a mos o que se disse an e io men e, en endemos o papel impo an e que o abalho
ocupa na ida de cada indi iduo, e dado esse pensamen o, in e oguei os abalhado es da SCMRA se
se sen iam ealizados com a p o issão que desempenham na a ualidade, endo a sua espos a de se
posiciona en e 1 e 5, seguindo uma p opo cionalidade en e os alo es, onde 1 co esponde a
disco do
o almen e
, 2
disco do pa cialmen e
, 3
indeciso
, 4
conco do pa cialmen e
e
5 conco do o almen e
.
Pos o is o, elabo ei o g á ico 5 que se encon a abaixo e e i e algumas conclusões.
65
Tabela 8- “Alguns p oblemas pessoais e sociais são de i ados do mal-es a sen ido no abalho”
Disco do o almen e
16
Disco do pa cialmen e
16
Indeciso
12
Conco do pa cialmen e
32
Conco do o almen e
10
To al
86
Fon e: Elabo ação p óp ia
Com a as espos as dadas a es a a i mação, en endemos que se o ambien e de abalho o
dominado po aspe os menos posi i os e con ibu i os de mal-es a no abalho, e á um impac o na ida
pessoal e social das pessoas, is o po que esse sen imen o anspo a-se pa a o con í io in e pessoal,
pa a as elações com amilia es e pa a sen imen os pessoais de al a de bem-es a que com o p óp io
abalho, que consigo mesmo, comp ome endo o elacionamen o social e o bem-es a da pessoa, não
só ísico como psicológico. A e dade é que é uma das espos as que mais ap esen a di isão do pon o
de is a das espos as dadas pelos abalhado es, embo a se des aque a conco dância pa cial com es a
ideia, que eúne 32 espos as. Dado is o, en endo que o mal-es a no abalho em mui o impac o na
ida pessoal e social de cada um dos abalhado es, is o que o posicionamen o ado ado nes a espos a
de e e le i os acon ecimen os que em oco ido ao longo dos empos. Po ou o lado, es a ques ão
acaba po e uma ambi alência, is o po que, se conside a mos a conco dância dos abalhado es, seja
ela pa cial ou o al, a inge-se 42 espos as, ace ao sen imen o de disco dância com a in luência do mal-
es a no abalho na ida pessoal de cada abalhado que, somado, acaba po se aduzi em 32
espos as. Se icássemos só com es es dados, e ínhamos que os abalhado es conside am mesmo que
esse mal-es a em impac o nas suas idas além abalho; con udo, exis e a ca ego ia de indeciso, e que
acaba po a enua essa di e ença, e elando ambém um núme o conside á el de dú idas ace ao
posicionamen o a ado a pe an e es a a i mação, ob endo 12 espos as, o que, num es udo baseado em
86 inqui idos, oma um peso não negligenciá el (ap oximadamen e 14%). Apesa dis o, p e alece a
conco dância com a in luência do mal-es a no abalho nas idas p i adas de cada um.
Como e e i acima, mui as ezes o mal-es a no abalho acaba po e implicações não só ao
ní el da con i ência e das elações in e pessoais, que sejam elas no cí culo de amigos como na amília,
mas acaba ambém po e uma a e ação com a p óp ia saúde do abalhado , e quando conside o
saúde, não me e i o apenas à saúde ísica, mas englobando odas as dimensões associadas ao campo
da saúde ( ísica, men al, inancei a, e c.). Indo de encon o a essa minha p eocupação, decidi inclui no
inqué i o uma a i mação ol ada pa a esse mesmo assun o, de modo a comp eende o que sen em e

66
acham os abalhado es da SCMRA sob e isso. No g á ico ci cula que de seguida exponho, es ão
explanadas as posições dos abalhado es.
G á ico 9- “O abalho que desempenho a e a a minha saúde”
Fon e: Elabo ação p óp ia
Conside ando o g á ico 9, en ende-se logo à pa ida que mais de me ade das pessoas (52
pessoas) que decidi am pa icipa nes e es udo académico conco dam com a ideia de que o abalho
que desempenham em implicações e chega mesma a a e a a sua saúde. Con a iamen e a isso, 23
pessoas não pa ecem e qualque in e ligação en e o abalho que desempenham e o seu es ado de
saúde, seja ele qual o . Assim, e omando em conside ação que 11 pessoas não conseguem e uma
opinião o mada sob e essa a i mação, en endemos que os abalhado es na sua maio ia sen em que o
abalho nas suas múl iplas dimensões, seja ele nas a e as que ealiza, nas pessoas com quem abalha
e em de con i e e em mui os ou os aspe os, acaba po in luencia a sua saúde, sendo essa implicação
a o á el ou des a o á el.
67
G á ico 10- Relação en e aixa e á ia e a a e ação do balaho na saúde do abalhado
Fon e: Elabo ação p óp ia
Se oma mos em conside ação o g á ico 10, consegue-se en ende a espos a dada sob e o
impac o que o abalho desempenhado em na saúde dos abalhado es da SCMRA, endo em con a as
suas idades. Começando po aqueles que não conside am esse impac o do abalho na saúde, ou seja,
disco dam o almen e, exis e apenas essa opinião po pa e de abalhado es que se encaixam na aixa
e á ia dos 30 aos 44 anos (6 espos as) e dos 45 em dian e (4 epos as). De seguida, su ge a opção de
disco do pa cialmen e e aí, essa classi icação oco e po pa e das 3 classes de aixa e á ia, sendo que
en e os 18 e os 29 anos oco e am 2 espos as, en e os 30 e os 44 anos posiciona am-se des a o ma
5 pessoas, já dos 45 em dian e, classi ica am des a o ma 6 abalhado es. Tomando em análise a opção
indeciso, e i ica-se o mesmo, is o é, en e os 18 e os 29 anos 2 pessoas i e am dú idas sob e o impac o
que o abalho desen ol ido em na sua saúde, en e os 30 e os 44 anos, 8 pessoas i e am indecisão
e dos 45 em dian e, apenas 1 pessoa sen iu-se indecisa quan o ao seu posicionamen o. Quan o à
conco dância com a in luência do abalho na saúde, endo em conside ação a opção conco do
pa cialmen e, en e os 18 e os 29 anos esponde am 9 abalhado es, já en e os 30 e os 44
esponde am 16 pessoas e dos 45 em dian e, 7 pessoas. Po im, e endo em con a uma conco dância
o al, as 3 classes e á ias ambém se posiciona am, en e os 18 e os 29 anos, 3 espos as, en e os 30
e os 44 anos, 14 espos as e acima de 45 anos 3 espos as icando des a o ma essa di isão bem cla a.
68
De salien a 2 aspe os, sendo que o p imei o passa po a aixa e á ia en e os 18 e os 29 anos se a
única a econhece que o abalho que desempenham em implicações ao ní el da saúde, de endo-se
al ez ao ac o de e em uma maio consciência sob e as consequências do abalho na saúde e de
mui as a e as desempenhadas nes e. Ou a ideia é o ac o da aixa e á ia en e os 30 e os 44 anos, se
aquela que domina que a espos a que equi ale a indeciso, como ao conco do pa cialmen e e conco do
o almen e. Nes as ca ego ias de espos a, as ou as aixas e á ias encon am-se equilib adas quan o ao
núme o de espos as. De um modo sucin o, o BET é sen ido po odos de uma o ma equilib ada, não
exis indo uma p edominância em nenhuma aixa e á ia.
A sa is ação com o abalho e ins i uição
A ideia de sa is ação com o abalho oi já ap esen ada na componen e eó ica des e abalho e,
endo em conside ação Fishe (2010), assen a numa elação mui o es ei a com os sen imen os que o
abalho ge a no indi iduo que execu a uma de e minada a e a. Além desses sen imen os, ela é
in luenciada po mui os ou os aspe os que pos e io men e ap esen a ei e que in luenciam di e amen e
o BET. Desde logo impo a e e i que aspe os como o ambien e de abalho, o econhecimen o pelo
desempenho, as elações in e pessoais e a p óp ia e ibuição inancei a êm um impac o ine i á el no
sen imen o de sa is ação com a o ganização.
Nes e es udo le ado a cabo na SCMRA, p ocu ei comp eende esses sen imen os de bem-es a
com o abalho, nomeadamen e a sa is ação dos abalhado es com a ins i uição e com as a e as
desempenhadas. Nesse sen ido, implemen ei um g upo de ques ões no inqué i o que u ilizei pa a
ecolhe as opiniões dos abalhado es, que a a ópicos os aspe os que se elacionam di e amen e com
a sa is ação. Assim sendo, conside ei aspe os como o econhecimen o do mé i o, o desen ol imen o de
elações de amizade, o gos o no abalho desen ol ido e, ainda, a impo ância de e en os ins i ucionais
que con ibuam pa a laços a e i os in e pessoais e iden i icação com a ins i uição.
Tendo como in enção pe ceciona qual a posição dos abalhado es ace à sa is ação no abalho,
coloquei algumas a i mações sob e os meios que conduzem a um sen imen o posi i o ace ao abalho,
onde inclui as elações com colegas e che ias, a ques ão sala ial, a pe spe i a de p omoção e pedi que
se posicionassem numa escala en e 1 e 5, onde o 1 co esponde a disco do o almen e, 2 disco do
pa cialmen e, 3 indeciso, 4 conco do pa cialmen e e 5 conco do o almen e.
69
No g á ico de linhas que se segue encon a-se esse posicionamen o e a ado, e as médias de
espos a a cada uma das a i mações. Tendo em con a a linha ap esen ada, comp eendemos logo que
exis e uma dispa idade g ande en e as di e en es p emissas, sendo que em conside ação de odas as
espos as a média de espos as co esponde a 3,22, como conseguimos isualiza com a linha a
e melho. Analisando o g á ico mais ao de alhe conseguimos en ende que exis em a i mações que não
a ingem seque a média global e mui o menos o pon o da indecisão que co esponde a 3. Essas
a i mações são a e as à ques ão da pe spe i a de p omoção (média de 2,28), ou seja, as pessoas não
êm g ande possibilidade de p og essão na ca ei a e, somado a is o, a emune ação au e ida ambém
não é do seu pon o de is a a mais co e a dadas as unções que desempenham (média de 2,07). Se
conside a mos as espos as dos abalhado es, en endemos que a ques ão da emune ação é mesmo o
elemen o que ecebe uma maio disco dância quan o à adequação da mesma ( abela 16, apêndice 5).
No e e so, a a i mação “gos o do abalho que ealizo “é aquela que eúne o melho
posicionamen o dos abalhado es (média de 4,24), o que é e elado de uma conco dância pa cial.
Cla o que não exis e um sen imen o o al e is o de e-se ao ac o de ou os aspe os elacioná eis não
se em ão de aco do com os p o issionais.
G á ico 11- Fa o es conside ados in luen es da sa is açao no abalho
Fon e: Elabo ação p óp ia
O abalho acaba, assim, po se um complemen o de múl iplas dimensões, mas conside ando
logo à pa ida o gos o pelo abalho desempenhado, é um sen imen o indi idual e espei an e a cada
p o issional. Com o g á ico de ba as que ap esen o de seguida (g á ico 12), conseguimos en ende que
exis e um cla o gos o po pa e de uma maio ia daqueles que decidi am colabo a nes e abalho, sendo
70
que 72 pessoas, is o é, a g ande maio ia conco da com es a a i mação, o que é e elado de um
sen imen o mui o a o á el po pa e dos abalhado es quan o aquilo que azem dia iamen e na
ins i uição.
G á ico 12- “Gos o do abalho que desempenho “
Fon e: Elabo ação p óp ia
Aliado a esse sen imen o de gos o pelo abalho desempenhado, su ge ou a a i mação
conside ada no inqué i o po ques ioná io que se ambém ela é impo an e analisa . A pe spe i a de
p omoção como se obse a no g á ico 11 e ela que os abalhado es não conco dam mui o com isso,
a é po que a ins i uição não de ém quad os de ca ei a p o issional, e, po an o, esse aspe o não con ibui
pa a o bem-es a dos abalhado es.
Ainda em a iculação com essa e en e mais indi idual, su ge um ou o aspe o que em a e
com a e olução p o issional endo po oco o desen ol imen o de compe ências undamen ais pa a o
desempenho das unções. Nesse sen ido, explo ei as espos as dadas a essa ques ão e oi pe ce í el que
as mesmas se di idem um pouco, embo a iquem posicionadas maio i a iamen e no pa ece posi i o
ace à ques ão. A e dade é que é impo an e em qualque p o issão que os conhecimen os sejam
a ualizados de modo a que a a uação do p o issional seja a mais adequada e a mais ap op iada possí el,
sob e udo em ins i uições como es a que abalham em p ol do bem-es a do u en e e p es am cuidados
de saúde, mui as das ezes essenciais e que exigem cons an es e oluções e ajus es nos p ocedimen os.
No g á ico abaixo (G á ico 13), comp eendemos que de algum modo esse desen ol imen o
oco e e é econhecido po pa e dos p o issionais que nes a ins i uição abalham.
1
3
10
32
40
010 20 30 40 50
Disco do o almen e
Disco do pa cialmen e
Indeciso
Conco do pa cialmen e
Conco do o almen e
Nº de espos as

71
G á ico 13- Posicionamen o ace ao desen ol imen o de compe ências no âmbi o da unção
desempenhada
Fon e: Elabo ação p óp ia
Além des as dimensões mais indi iduais, exis em ou os ópicos que ambém eles são
impo an es no que à sa is ação no abalho diz espei o. O ambien e com os colegas e coo denado é
ambém algo bas an e impo an e, pois abalham mu uamen e em p ol da p es ação dos melho es
se iços e en en am em mui os momen os si uações complicadas que exigem um ambien e o e, coeso
e com um clima posi i o baseado em companhei ismo, empa ia e colabo ação.
Tal como é possí el obse a na abela abaixo ( abela 9), no que espei o ao clima de bom
companhei ismo com colegas, conseguimos en ende que 55 pessoas êm uma opinião posi i a sob e
isso, conside ando que es abelecem elações posi i as e saudá eis en e colegas. Algumas acabam po
ica indecisas quan o a esse posicionamen o e algumas disco dam, con udo, o alo mais signi ica i o
é posi i o. No que conce ne ao supe io , o cená io acaba po se idên ico, onde 47 e elam ac edi am
na compe ência e boa ges ão do supe io , embo a a indecisão ambém es eja bas an e p esen e, com
16 pessoas a sen i em esse sen imen o e 23 a disco da dessa a i mação, e elando alguma
con o é sia. Apesa de udo is o, des aca-se um ambien e en e colegas de o ma gene alizada ag adá el
pa a abalha e, somando a isso, uma che ia p eocupada e p esen e.
Tabela 9- Pa ece es sob e o clima com os colegas e a compe ência e boa ges ão do supe io
Clima de bom
companhei ismo com os
colegas
Compe ência e boa ges ão ao
meu supe io
Disco do o almen e
8
11
Disco do pa cialmen e
14
12
Indeciso
9
16
Conco do pa cialmen e
31
30
Conco do o almen e
24
17
Fon e: Elabo ação p óp ia
10 12
18
32
14
0
5
10
15
20
25
30
35
Disco do o almen e Disco do
pa cialmen e
Indeciso Conco do
pa cialmen e
Conco do o almen e
Nº de espos as
72
Pa a conclui es a dimensão elacionada com a sa is ação no abalho é pe inen e conside a a
seguin e a i mação: “Gos o da o ganização e do uncionamen o do se iço onde abalho”, sendo es a,
al ez, uma das a i mações des e g upo que mais dispe são euniu, sendo que não exis e um
posicionamen o conc e o o que e ela uma ce a ince eza pe an e a sa is ação no abalho. Embo a
exis am pessoas que gos am da o ganização e do uncionamen o do se iço, 41 pessoas, que
ep esen am 47,7% das pessoas que pa icipa am no es udo, exis em ambém quem não gos e e não
conco de, ep esen ado 33,8% (29 pessoas). Os es an es 18,6% ep esen am a indecisão. Conside ando
es es dados, en endemos que exis em mais pessoas a gos a da ins i uição e a iden i ica -se com a
mesma, e com o seu uncionamen o, do que o con á io, mas é impo an e isa que exis e quem não
gos e e não se iden i ique an o e isso de e se en endido endo em con a ou os a o es que acabam po
se in luen es desse posicionamen o, de alguma o ma a ins i uição de e p ocu a ou i os seus
abalhado es e e em conside ação os seus pon os de is a.
Tabela 10- O gos o pela o ganização e uncionamen o do se iço onde abalha
Fon e: Elabo ação p óp ia
O con olo no abalho
Seguindo o pensamen o que expus no capí ulo 2 des e abalho onde e a ei o BET e os aspe os
que o condicionam endo em con a á ios au o es, su ge o momen o de me deb uça sob e o con olo
no abalho como um desses aspe os, não só do pon o de is a dos eó icos, mas ambém dos
abalhado es des a ins i uição onde deco eu es e p oje o de in es igação -in e enção. De salien a
nes e momen o in odu ó io que Paschoal (2008) nos ala de au onomia e con olo como a o es mui o
in luen es no BET. Quando o abalhado não con ola o seu abalho, exis e uma au onomia ilusó ia, e
is o con ibui pa a um mal-es a e desag ado, que pode e e lexo na p odu i idade e qualidade da
a i idade ealizada pelo abalhado . Apesa dis o, en ende-se que é impo an e um ce o con olo ace
ao abalho ealizado pa a que o mesmo co a da melho o ma e, po an o, ge e os esul ados
p e endidos que ao abalhado que à ins i uição. Assim sendo, ica cla o que quando os abalhado es
73
sen em uma ce a au onomia e libe dade pe an e o abalho que ealizam es abelecem um sen imen o
mais posi i o e de BET.
Inqui idos sob e ópicos elacionados com o con olo, exis em á ias pe spe i as de se
en endidas, nomeadamen e sob e esse con olo, a elação com a e as desempenhadas e essas
escolhas, e mui os ou os aspe os. O a, conside ando is o soco i-me nas a i mações que inclui no
inqué i o e p ocu ei i a algumas ilações sob e es a dimensão que an o in luencia o BET, conside ando
aspe os como a au onomia pa a o ganiza o abalho, a pa icipação no p ocesso de decisão de a e as
pa a cada abalhado , a lexibilidade nos pe íodos de pausa, a exis ência de espei o pela p i acidade
dos abalhado es e ainda a libe dade de exp essão. Vejamos no g á ico 14 como os abalhado es se
posiciona am endo em con a esses aspe os. Conseguimos en ende que as espos as icam mui o
cen adas en e o ní el 3 e 4, o que demons a uma ce a indecisão e ainda uma conco dância pa cial
com as a i mações que coloquei pa a se posiciona em.
G á ico 14- Posicionamen o ace ao con olo no abalho
Fon e: Elabo ação p óp ia
Se a en a mos bem o g á ico de linhas acima ap esen ado conseguimos en ende desde logo
que a média de espos as a es a ques ão se encon a des acada com uma linha e melha, posicionando-
se em 3,47, o que co esponde segundo a escala u ilizada à ca ego ização “Indeciso”. Se oma mos
essa a iação en e a indecisão, comp eendemos que exis e uma indecisão maio numas ques ões do
que nou as. Conside ando po exemplo a ques ão: “Escolho as a e as que p e endo ealiza ”,
74
e i icamos que a sua média de espos as ica mesmo si uado jun o de 3 o que e ela mesmo uma
indecisão quan o à espos a po pa e dos pa icipan es, o que se con apõe com a ques ão: “Tenho
au onomia pa a o ganiza o meu abalho”, que embo a es eja ainda em 3, ica mui o p óxima do alo
4, o que que dize que exis e uma maio ap oximação com a conco dância pa cial. Depois emos ainda
aspe os como a libe dade de exp essão e a pa icipação na decisão sob e as a e as que ealizo, que
icam ambém elas com uma média supe io à média ge al de epos a a es e g upo de ques ões,
e elando que exis e um posicionamen o mais posi i o e uma ce a conco dância com es as ideias se em
e dadei as.
No sen ido de en ende os esul ados ão eduzidos na ques ão elacionado com a escolha de
a e as a ealiza , decidi aze essa análise endo em con a o sexo e ob i e os seguin es esul ados.
Tabela 11- Relação en e sexo e a escolha das a e as que p e endem ealiza
Fon e: SPSS (Elabo ação p óp ia)
Comp eendemos desde logo que exis e uma disc epância g ande no que oca â pa icipação
en e sexos sendo que o sexo eminino co esponde a uma maio ia ace ao masculino. Se conside a mos
isso nas análises ei as, essa mesma di e ença ambém ela em impac o. Vejamos os sen imen os
ex emos e en endemos que po um lado exis em 32 pessoas que disco dam o al e pa cialmen e quan o
à sua pa icipação na escolha das a e as, mas po ou o lado, exis em 39 pessoas que conco dam com
essa pa icipação na decisão das a e as que ealizam, e elando-nos uma di isão quan o à espos a. Se
a conside a mos endo em con a os sexos, emos que enquan o as mulhe es en e elas icam ambém
di ididas, sendo que num uni e so de 67, 28 disco dam dessa pa icipação, mas ambém 28 conco dam
o que se e ela mui a di isão quan o a esse posicionamen o. Os homens acabam po se o con á io, ou
seja, exis e uma ideia que p edomina que é a conco dância que ob ém 11 espos as num uni e so de
19 pa icipações ace a 4 espos as em om de disco dância.
81
Se a en a mos ao g á ico 17 que se encon a abaixo, conseguimos comp eende de que o ma é
que alguns dos a o es que acima abo dei e ela am e impac o ao ní el da iden i icação com a
ins i uição e com a p óp ia pa ilha dos alo es e missão que ca a e izam a ins i uição.
G á ico 17- Relação en e a An iguidade e a iden i icação com a ins i uição
Fon e: Elabo ação p óp ia
Conside ei essas a iá eis, elacionando-as à an iguidade dos abalhado es pa a pe ceciona de
que o ma o empo que es ão nes e local pode ia se e elado de mais ou menos espí i o de pe ença.
Relacionando a iden i icação com a o ganização e a é a pa ilha dos alo es e missão da mesma c uzadas
com a an iguidade, e i ica-se que aqueles que se e elam com um ní el de maio iden i icação com a
ins i uição, são ambém aqueles que azem pa e da mesma há mais de 10 anos, e po oposição, os que
menos se iden i icam são os que es ão lá en e 6 e 10 anos. No que espei a à pa ilha dos alo es e
missão da ins i uição é possí el comp eende que o pa adigma se epe e, is o é, o mesmo g upo de
an iguidade na ins i uição con inua com uma média de espos as mui o in e io (6 a 10 anos), enquan o
aqueles que es ão na ins i uição a é há 5 anos, ou en ão há mais de 10 anos, são os que mais pa ilham
desses alo es e missão ins i ucional.
Se conside a mos es as mesmas a iá eis “Pa ilho dos alo es e missão da Ins i uição” e
“Iden i ico-me com a O ganização onde abalho” e elaciona mos as mesmas com a a iá el “Sexo”,
conseguimos ob e mais algumas endências, que são isí eis de no g á ico 21 que se encon a no
apêndice 6. De salien a de imedia o, que o sexo masculino se posiciona em ambas as a iá eis numa
média de espos a supe io à eminina. Apesa dessa di e enciação en e sexos, a e dade é que as
espos as se encon am en e uma média de 3 que co esponde a Indeciso
e 4 que co esponde a

82
Conco do Pa cialmen e. Na ques ão da iden i icação com a o ganização, os homens de êm uma média
de espos a de ce ca de 3,7, ou seja, es ão p óximos de 4 o que que dize que quase Conco dam
Pa cialmen e com essa ideia, já o sexo eminino si ua-se po ol a de 3,2 o que ep esen a Indecisão na
espos a. Na ques ão da pa ilha dos alo es e missão da o ganização, as médias de epos a já são
supe io es, embo a o pano ama en e ambos os sexos se e i ique, is o é, o sexo masculino a inge
mesmo a média de 4, ep esen ando, po an o, que conco dam pa cialmen e com isso, enquan o as
mulhe es, apesa de se ap oxima em desse esul ado, icam pela média de 3,7 numa escala de 1 a 5.
Tomando em conside ação as mesmas a iá eis de iden i icação com a ins i uição onde
abalham, mas a iculando as mesmas com as habili ações académicas dos abalhado es é possí el
ainda e e mais algumas obse ações isí eis no g á ico 22 que se encon a no apêndice 7. Seguindo-
se isso, é pe ce í el que exis am espos as que se si uam en e 2 e 3, embo a algumas iquei mui o
p óximas de 4. As pessoas que êm como habili ações académicas o 2º e /ou 3º ciclo do ensino básico
e as que êm o ensino supe io acabam po se posiciona numa ce a indecisão quan o à sua iden i icação
o ganizacional, icando numa média de espos a em ce ca de 3,3 - 3,4. Conside ando a a iá el da
pa ilha de alo es e missão com a ins i uição, a média de espos as em a iculação com as habili ações
académicas são supe io es, icando a mais eduzida nos 3,5 po pa e daqueles que de êm o 2º e/ou
3º do ensino básico e mais al a mui o p óxima de 4 alo es de média sendo conside ada po pa e dos
abalhado es que êm o ensino secundá io.
Assim, conseguimos e e que os alo es ob idos a iam consoan e as a iá eis que sejam idas
em conside ação, mas que de um modo ge al não há uma pola ização quan o ao posicionamen o sob e
a iden i icação com a ins i uição e a p óp ia pa ilha dos alo es e missão, exis indo um posicionamen o
en e o conco do pa cialmen e, disco do pa cialmen e e o indeciso.
Pe spe i as de u u o
Tendo o abalho um papel c ucial na ida de qualque se humano em idade ap op iada pa a
esse mesmo acon ecimen o, e conside ando que o BET acaba po se um mo o pa a essa con inuidade,
o am in oduzidas 2 ques ões no inqué i o po ques ioná io, pa a nos pe mi i ecolhe as pe spe i as
sob e o u u o dos abalhado es, e consequen emen e, da ins i uição onde es es desempenham unções,
endo como pe íodo empo al 1 ano e 5 anos.
83
Rela i amen e à pe spe i a ida pa a daqui a 1 ano (g á ico 18), uma g ande maio ia dos
inqui idos (77,9%) p e ende man e o abalho que desempenha, inclusi e no “mesmo se iço”. Apesa
des a pe manência, é de des aca que um núme o conside á el de pessoas (11,6%) p e ende muda e
i pa a “Ou o local o a da SCMRA”. De des aca ainda, que exis em abalhado es que pa icipa am
nes e es udo e que den o de 1 ano es a ão “nou a si uação”, como é caso de i em pa a a e o ma.
Pensando nisso, decidi aze um c uzamen o en e es a ques ão e as aixas e á ias que pa icipa am no
es udo e conseguimos e essa elação na abela 17 que se encon a no apêndice 8. Respei an e àqueles
que se eem no mesmo se iço daqui po 1 ano, a dis ibuição é bas an e equilib ada en e as 3 aixas
e á ias c iadas que são en e 18 e 29 anos, 30 aos 45 e 45 em dian e. Salien a-se que as pessoas que
esponde am es a nou a si uação (5,8%) daqui po 1 ano, são maio i a iamen e (3 pessoas em 5) que
es ão no g upo de idades que ai dos 45 em dian e e, po an o, comp eende-se, pois, ap oxima-se pa a
mui os o empo da sua aposen ação da ida p o issional a i a.
G á ico 18- Pe spe i a daqui a 1 ano
Fon e: Elabo ação p óp ia
Pensando mais à en e, num ou o ho izon e empo al, quando in e ogados sob e como se iam
daqui a 5 anos (g á ico 19), é possí el en ende que exis e uma di isão cla a en e a pe manência na
ins i uição e no “mesmo se iço” (41,8%) e a mudança pa a “ou o local o a da SCMRA” (39,5%). Tendo
esses esul ados, p ocu ei comp eende quais se iam os se iços mais a e ados com essa mudança
endo em con a a janela empo al de 5 anos e al como exponho na abela 18 que se encon a no
apêndice 9, en endemos que aqueles que daqui po 5 anos p e ende es a nou o local o a da SCMRA
são sob e udo abalhado es do CIDIFAD (57,1%), da Medicina Física e Reabili ação (71,4%). Exis em
84
ou os se iços que ambém so e ão pe das, mas não se á de uma o ma ão exp essi a como os
e e idos an e io men e, pelo menos, endo em conside ação as espos as e as pessoas que pa icipa am
nes e abalho académico.
De essal a ainda a espos a dada e que se encaixa “nou a si uação”, na medida em que
exis indo um ce o núme o de pessoas com idade a ançada na ins i uição, com o passa do empo ão
a ingindo a idade pa a se e o ma e, po an o, abandonam a ins i uição, embo a nes a espos a, su jam
ou as possibilidades ais como a dú ida sob e o que a ão nessa al u a, ou mesma a al a de p e isões.
G á ico 19- Pe spe i a daqui a 5 anos
Fon e: Elabo ação p óp ia
Conside ando a mesma janela empo al, mas azendo a a iculação com as habili ações
académicas dos p o issionais, é exequí el i a algumas ilações es ando as mesmas ep esen adas na
abela ap esen ada abaixo, sendo que a que se des aca de imedia o é que a maio ia dos pa icipan es
em de escola idade o “Ensino Supe io ” (49 pessoas). Ou a ideia que se des aca desde logo é que das
pessoas que p e endem es a daqui a 5 anos “Nou o local o a da SCMRA, 49% são pessoas que em
como habili ações académicas o “Ensino Supe io . Das 34 pessoas que p e endem muda de local de
abalho num pe íodo de 5 anos, 24 de êm o Ensino Supe io , 6 con am com o Ensino Secundá io e
apenas 3 são de en o as do 2ºe/ou 3º ciclo do ensino Básico. Apenas 1 pessoa p e e iu não iden i ica
a sua escola idade. Essa endência acaba po demons a que pessoas com mais quali icações
p ocu am cons an emen e no as opo unidades e mudanças pa a o seu bem-es a pessoal e p o issional
e não possuem an o medo de a isca quan o aquelas que em menos habili ações académicas, is o
85
po que, nos dias de hoje, qualque aga de emp ego em como equisi o uma escola idade mínima
ob iga ó ia.
Tabela 13- Pe spe i a daqui a 5 anos endo em con a as habili ações académicas
Fon e: Elabo ação p óp ia
Tendo ainda cu iosidade sob e o pano ama que se ap esen a á daqui po 5 anos, decidi c uza
es a a iá el com o ínculo com a ins i uição ge ando as pe cen agens em linha. Nesse sen ido oi
possí el e e que exis e um equilíb io en e a pe manência no “mesmo se iço” e mudança pa a “ou o
local o a da SCMRA” po pa e daqueles que de êm um ínculo de e e i idade com a ins i uição e que é
a g ande pa e das pessoas que pa icipa am nes e es udo (78 pessoas). Conside ando is o, 33 pessoas
(42,3%) p e ende man e -se na ins i uição e no mesmo abalho, enquan o 29 pessoas (37,2%) p e ende
sai da ins i uição ( abela 19, apêndice 10).
Dado is o, conseguimos comp eende que no pe íodo de 5 anos a o ganização so e a mui as
mudanças, inclusi e de abalhado es, endo em con a, pelo menos, o posicionamen o que es es
pa icipan es assumem.
Suges ões, melho ias e al e ações na Ins i uição
Tomando em conside ação o inqué i o po ques ioná io, oi pe gun ado quais as al e ações,
mudanças ou implemen ações que a Ins i uição de e ia aze pa a con ibui pa a o seu BET dos seus
abalhado es. No g á ico abaixo, encon am-se os dados de aco do com as espos as dadas sob e as
mudanças que de e iam se implemen adas na SCMRA pa a um maio sen imen o de bem-es a nos
abalhado es.
Se analisa mos o g á ico 20, conside a mos odos os dados ob idos, podemos e e que os
aspe os que e elam in luencia mais o BET é o aumen o sala ia com 68 espos as, seguindo-se o
econhecimen o pelo desempenho demons ado com 59 espos as e como 3º aspe o mais in luenciado
desse bem-es a segue-se a apos a numa p og essão de ca ei a com 44 epos as.
86
G á ico 20- Al e ações, mudanças ou medidas a implemen a pa a o bem-es a dos abalhado es
Fon e: Elabo ação p óp ia
Além des as conclusões que conseguimos e e com os dados o necidos pelo inqué i o, ambém
os en e is ados iden i ica am algumas mudanças e a é medidas que podiam se implemen adas pela
ins i uição e que con ibui iam pa a o bem-es a dos abalhado es. Os en e is ados acabam po
iden i ica algumas medidas:
Po exemplo, sei lá eu já uma ez suge i da o dia de ani e sá io ao uncioná io, po exemplo
quando se celeb a sei lá dias ins i ucionais como o dia da undação da San a Casa, o Dia do
T abalhado não sei, p omo e algum ipo de ação nem osse sei lá um ca é, ok hoje o ca é amos
ao ba e o ca é a ins i uição o e eceu, que ambém pe cebo se é di ícil pa a nós que aumen ou
udo ambém pa a a ins i uição aumen ou eu pe cebo mas há pequenas coisas que se pode en a
se não conseguimos e a ní el inancei o e ba pa a da em aumen o, amos da coisas
simbólicas pelo menos pa a as pessoas sen i em que exis e p eocupação do ou o lado em en a
pelo menos aze alguma coisa, po exemplo nos Se iços en a de alguma o ma que se emos
pessoas cá que um exemplo emos cá pessoas que azem pa e do se iço de manu enção que
sabem aze ob as e assim, se há emodelações a aze ok amos aze-las, se há uma pa ede a
cai e es amos semp e a dize ok amos esol e , pequenas coisas que se podem esol e ... ou
seja, en a que com es as pequenas coisas as pessoas pe cebam que ok es á aqui um p oblema
mas emos aqui as pessoas a abalha e po an o, se is o ainda não es á é po que ainda não
consegui am a anja , mas não, não há mui o esse lado (En e is ado A).
24
8
59
68
5
44
35
21
6
12
27
020 40 60 80
P omoção de momen os de con í io en e hie a quias
Aumen o da o e a o ma i a
Reconhecimen o pelo desempenho demons ado
Aumen o sala ial
Diminuição dos u nos de o a i idade ápida
Apos a na p og essão de ca ei a
Apos a numa boa comunicação in e na
O e a de apoios à saúde men al e ísica
C iação de espaços pa a diálogo li e en e abalhado es
O e a de pa ce ias com descon o em es abelecimen os despo i os ou simila es
Maio auscul ação dos abalhado es
Nº de espos as

87
Olhe e oma o jan a , e oma o cabaz que da am no Na al, e e de ac o o p émio de
assiduidade, implemen a uma ca ei a cá den o, pelo menos de x em x anos desde que as pessoa
enham uma a aliação de desempenho posi i a, aze uma di e enciação posi i a não é, como é
ob io, po que o que que acon ece nes e momen o um en e mei o que en e ago a ganha o mesmo
que um en e mei o que es eja aqui à 20 anos e isso é desmo i an e, nem que sejam 10€ po mês
mas ha e uma di e enciação posi i a p on o pe an e a a aliação de desempenho , uma a aliação
de desempenho que sa is az ou que é boa ou que é mui o boa consoan e eles, eu sei que eles
es ão a abalha nos documen os pa a a no a a aliação de desempenho po que a que ínhamos
po exemplo e a ex emamen e desajus ada ...(En e is ado B).
Se ala em condições de abalho eu acho que as condições são médias e po isso não me pa ece
que elas ossem in luencia g andemen e se ossem al e adas pa a melho , como eu disse é
semp e con í io en e as pessoas, en a que hou esse uma o ma de dis ingui os bons dos
menos bons, pa a que os menos bons i essem a ansia de se bons po que nes e momen o um
dos g andes p oblemas na ins i uição na minha pe spe i a e naquilo que eu posso coo dena é a
al a de incen i os pa a se se bom, pa a se se bom, po que a pessoa é boa po que que se boa
não é po que seja econhecida como al e isso c ia alguma ins abilidade emocional (En e is ado
C).
Conside adas as en e is as ealizadas e as ci ações acima anspos as, de um modo ge al,
podemos dize que exis e um conjun o de medidas passí eis de se em implemen adas pela San a Casa
e que pode iam induzi um maio bem-es a dos abalhado es, sendo essas medidas que ão desde a
e oma dos momen os de con í io, como é o caso do Jan a de Na al, a c iação de momen os mais
simbólicos como o e a de um ca é em dia simbólicos e a é o econhecimen o dos abalhado es em p ol
do seu desempenho. Se a icula mos o que os en e is ados nos e ela am e o que ob i emos com o
inqué i o concluímos que, de um modo ge al, as ideias acabam a se as mesmas a unilando sob e udo
no econhecimen o pelo desempenho demons ado, numa apos a na p og essão de ca ei a e no
aumen o sala ial, não deixando de lado a ques ão dos momen os de con í io en e hie a quias e
abalhado es ais como o jan a de Na al, a gala de ani e sá io da Ins i uição ou ou os e en os. Es as
medidas na sua maio ia acabam po se ino ado as na ins i uição, is o po que nunca es i e am p esen es
como é o caso da p og essão de ca ei as, is o que a ins i uição nunca de e e quad os p o issionais; no
en an o a ques ão dos momen os de con í io já exis iu como é caso o Jan a de Na al, con udo com a
pandemia oi impedido de acon ece , e pos e io a isso não e omou. Es as são medidas conside adas
88
impo an es, que po pa e dos coo denado es como dos p óp ios abalhado es pa a um bem-es a
p o issional.
Aliadas a es a ideia su gi am ainda ou as ap eciações que complemen am o pensamen o e o
sen imen o dos abalhado es sob e o seu local de abalho e sob e os seus sen imen os pe an e o
mesmo e pe an e o desempenho das suas unções. De salien a que numa ins i uição que p es a se iços
a uma comunidade é na u al e mui o equen e desaco dos e di e gências de pensamen o, e is o, em
mui os casos nem se p opo ciona di e amen e com os u en es, mas sim com os amilia es desses
u en es, e pela isão dos abalhado es, é necessá io que a ins i uição consiga a anja o mas de
ameniza esses momen os de ensão e
s ess
que se ge am. Mui as das ezes é dessas si uações que
se ge am p oblemas de saúde men al, e consequen emen e, baixas médicas epe i i as pa a e i a a
exposição a momen os semelhan es. Cumula i amen e a es a ideia, su ge a ques ão do econhecimen o
p o issional e da eimplemen ação das ca ei as p o issionais, pois des e modo es a iam a se alo izados
e se ia uma o ma de se sen i em melho no desempenho da sua unção. O seguin e comen á io é
elucida i o: “Que o dize com is o que, o nosso bem-es a , ísico e psíquico, não pode se negligenciado
po es e ipo de ins i uições, que p ecisam de gen e que dê o seu melho odos os dias” (Au o
desconhecido – inqué i o po ques ioná io). Ou a ap eciação ei a é a ques ão dos che es de equipa/
coo denado es e da sua p eocupação com os que coo dena, bem como sob e as p á icas que são idas,
ha endo uma necessidade cons an e e p oximidade com alguém que seja o p omo o de melho es
compo amen os, melho es p á icas e, po isso, e olução, sendo o mesmo en endido na p óxima ideia:
“É impo an e que as che ias demons em que es ão comp ome idas em se man e em a ualizadas nos
seus conhecimen os, nas e amen as, es a égias, que supo am a sua a uação, e que in oduzam
a ualização/mode nização dos ins umen os, p ocessos, equipamen os u ilizados na ins i uição” (Au o
desconhecido - po ques ioná io). Só com e lexos de compo amen os assim é que se pode caminha
pa a um abalho em equipa que de a se econhecido, onde cada um se sen e capaz de aze o melho
de si.
De econhece que a Ins i uição p ocu a i de encon o ao bem-es a dos seus abalhado es e,
po isso, no ano a ual c iou uma medida que na sua ó ica de e ag ada aos abalhado es e que passa
po uma adição de 2 dias de é ias ex a ao pe íodo es abelecido po lei. Quan o às ou as medidas que
an e io men e o am apon adas, espe a-se que algumas possam i a se implemen adas ou pelo menos
adap adas endo em con a as necessidades dos abalhado es e as possibilidades ins i ucionais. De
salien a que exis em necessidades comp eensí eis, sob e udo a ques ão do aumen o sala ial pa a aze
89
ace ao aumen o do cus o de ida. Ou o aspe o que no meu pon o de is a é algo a e em conside ação
é a opinião dos uncioná ios, pois só quando os mesmos sen i em que são ou idos, que os seus pon os
de is a ambém são conside ados e que êm algum signi icado e alo na ins i uição é que os mesmos
pode ão e uma melho p es ação.
Po im, conside o que a comunicação é uma dimensão impo an e no que conce ne às elações
in e pessoais, is o po que é a a és do diálogo que as pessoas ap endem, i am dú idas, es abelecem
ínculos, esol em con li os e ge am um ambien e ag adá el ou po oposição, desag adá el. Des e modo,
a comunicação é um impo an e aspe o numa ins i uição como a SCMRA, is o que odos os dias são
inúme as as pessoas que se c uzam na mesma, englobando assim u en es, colegas de abalho, amigos
e a é supe io es hie á quicos sendo po isso indispensá el a comunicação, seja ela de que o ma o .
90
Conside ações inais
Nes e momen o do ela ó io chegou a ho a de aze uma ecupe ação de odo o p ocesso de
cons ução do mesmo e ainda a exposição de uma sinopse dos esul ados e conclusões e idas.
Es e es ágio ealizou-se na San a Casa da Mise icó dia de Riba d’A e (SCMRA), com pa icula
p esença nos depa amen os da Fo mação e de Recu sos Humanos e inse iu-se no plano de es udos do
Mes ado em Educação na á ea de especialização em Fo mação, T abalho e Recu sos Humanos, endo
se ido de base à ealização do p esen e ela ó io.
Re le indo sob e a impo ância do es ágio pa a o meu c escimen o e a minha ap endizagem
enquan o u u a p o issional na á ea da o mação e dos ecu sos humanos é impo an e assumi que a
in eg ação num con ex o p o issional como a SCMRA e e um papel p eponde an e, na medida em que
encon ei um ambien e de abalho eal, onde udo em um no mal uncionamen o apoiado po eg as,
egulamen os in e nos e no mas ins i ucionais. Enquan o es udan e depa ei-me com um pano ama no o
e em mui as si uações desconhecido, que me ez desen ol e algumas compe ências, nomeadamen e a
de adap ação, o que nem semp e se e elou a e a ácil, na medida em que a ins i uição p es a,
sob e udo, cuidados de saúde e, po an o, em o inas e a é p ocedimen os bas an e igo osos exigindo
um compo amen o ajus ado. Po udo is o e mui as ou as azões, a ealização do es ágio nes a
ins i uição, que assume ambém ela uma dimensão social e uma impo ância emenda pa a a
sociedade, ac esceu ainda mais o in e esse em ap ende nes e local. Apesa de se um elemen o no o
na ins i uição du an e o pe íodo de es ágio, em p a icamen e odos os momen os, acabei po se incluída
nos abalhos que iam sendo desen ol idos nos depa amen os po onde passei, colabo ando a i amen e
em mui as das a e as e, dado isso, acili ou o diálogo com as pessoas da ins i uição e com o apelo à
sua pa icipação nes e es udo.
A SCMRA é uma ins i uição que assume um ca á e p i ado e, po an o, de êm au onomia
adminis a i a e inancei a, p es ando as suas a i idades en e as suas ês unidades uncionais e apoia
a sua a i idade não só na p es ação de se iços de saúde, mas ambém em um papel a i o no âmbi o
educa i o. Conside ando que o meu es ágio deco eu no Hospi al Na ciso Fe ei a (HNF), admi i como
público-al o do meu es udo os p o issionais de saúde e p ocu ei comp eende de que o ma ca a e izam
o bem-es a no abalho e as azões que na ó ica do abalhado acabam po o in luencia .
Tal como é impo an e pa a es a ins i uição, conside a o bem-es a dos seus u en es, sendo,
po an o, necessá io que os p o issionais deem o melho de si e desen ol am a sua a i idade com o
máximo p o issionalismo, é igualmen e impo an e conside a o bem-es a dos p o issionais, pois só
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102
Anexo
Anexo 1- Decla ação de Au o ização de U ilização do Nome da SCMRA

103
Apêndices
Apêndice 1- Guião de en e is a com consen imen o in o mado
104
105
Apêndice 2- Inqué i o po ques ioná io
106
113
Apêndice 3- Tabela 14- Médias de espos a às dimensões do bem-es a no abalho em ge al
Nome da a iá el
Média
Sin o-me mo i ado com o meu abalho
3,26
Sin o-me con o á el com o meu abalho
3,72
O meu abalho az-me sen i ealizado
3,52
O meu abalho pe mi e-me exp essa as minhas capacidades
3,36
No meu abalho supe o os desa ios colocados
4,27
O meu abalho pe mi e-me a ingi esul ados que alo izo
3,51
______________________________________________
3,61
Fon e: Elabo ação p óp ia
Apêndice 4- Tabela 15- Respos a á ques ão: Sin o que o bem-es a no abalho in luencia a minha ida
pessoal e social
Fon e: Elabo ação p óp ia
Apêndice 5- Tabela 16- Média das a i mações alusi as à sa is ação com o abalho
Fon e: Elabo ação p óp ia

114
Apêndice 6- G á ico 21- Relação en e o Sexo e a iden i icação com a ins i uição
Fon e: Elabo ação p óp ia
Apêndice 7- G á ico 22- Relação en e as Habili ações Académicas e a iden i icação com a ins i uição
Fon e: Elabo ação p óp ia
115
Apêndice 8- Tabela 17- P e isão daqui a 1 ano endo em con a a aixa e á ia
Fon e: Elabo ação p óp ia
Apêndice 9- Tabela 18- P e isão daqui a 5 ano endo em con a o se iço a e o
Fon e: Elabo ação p óp ia
Apêndice 10- Tabela 19- P e isão daqui a 5 ano endo em con a o ínculo com a o ganização
Fon e: Elabo ação p óp ia
Apêndice 11- T ansc ição das en e is as:
En e is a A
Inicio:
Explicação do es udo na emá ica do Bem-Es a no T abalho, que deco e no âmbi o do es ágio em
Mes ado em Educação, á ea de especialização em Fo mação, T abalho e Recu sos Humanos;
Recolha de dados biog á icos e ag adecimen o pela colabo ação.
116
En e is a:
C is: Passando às ques ões p op iamen e di as, is o basicamen e dis ibui-se po 4/5 g upos de ques ões
emá icas de um modo a ní el mais ge al sob e o bem-es a , ou os sob e o con olo e a é a sa is ação
com a ins i uição, p on o é um bocadinho po aí. P on o o p imei o g upo de ques ões em a e com o
bem-es a no ge al e a p imei a ques ão passa po se no seu pon o de is a acha que à uma p eocupação
ge al po pa e da ins i uição com o bem-es a das pessoas que cá abalham?
A: Acho que sim, de uma o ma ge al acho que sim.
C is: Acha que os elemen os da equipa que coo dena se sen em mo i ados e con o á eis com o abalho
que desempenham, nes e caso no seu depa amen o ou se iço onde es a?
A: Acho que de alguma o ma em indo a pe de esse, como é que ocê disse, essa mo i ação p on a,
acho que com o deco e dos anos no a-se um dec éscimo da mo i ação, sim, ainda assim acho que se
sen em mo i ados em abalha po que gos am daquilo que azem, mas de alguma o ma sim no o que
à menos mo i ação. Se depois me diz que, se o desempenho é meno ou não, acho que a ní el p á ico
não, ou seja, a ní el de a a o doen e não, mas a ní el de sei la de colabo ação, disponibilidade e assim
Secalha sim.
C is: Ok, e a um bocadinho po aí, ia-lhe pe gun a quais e am as azões, mas, e p on o ace aquilo que
me disse quais é que acha que são os a o es que mais in luenciam o bem-es a aqui den o na ins i uição
e já ago a po quê?
A: Nes e momen o, es á-me a dize de mim ou da equipa?
C is: Pode ala de si pa icula e depois de uma o ma ge al po que em um bocado esse pa ece ao
abalha com eles e lida com eles quais são os a o es que...
A: o quê que in luencia o bem-es a , é semp e as condições de abalho. As condições de abalho.
Nes as condições englobamos, e não há como ugi a pa e inancei a, a pa e do encimen o, depois
ambém as condições ísicas de abalho ou seja, o e mos acesso a no as ecnologias, apa elhos no os,
ma e iais écnicos que se u ilizam cada ez mais e nós não emos acesso a eles, que pedimos em plano
de a i idades e não nos é o necido, p on o po uma se ie de ques ões , que , que, ou seja, en a ,
que e mos aze mais e melho pelos u en es mas nem semp e emos os meios ísicos . e depois pela
ques ão do olume de abalho, pa a e noção cada isio e apeu a em de 15 e 15 minu os 1 u en e, ou
seja, são 4 doen es po ho a, ou seja, mesmo que se quei a in es i num doen e, assim in es i no undo
117
no a amen o com mais algum a inco ou assim á um bocadinho limi ado po que se ocê pe de 5
minu os a mais nes e ai e de ouba 5 minu os a alguém.
C is: Ce o, mas po exemplo a o es como os u nos de o a i idade ápida, secalha na isio e apia nem
an o...
A: É, na isio e apia não, emos um u no mais ao menos ixo.
C is: Isso ambém é bas an e di e en e. Passando ago a pa a um segundo g upo de ques ões que em a
e com a sa is ação com a o ganização. De um modo ge al, acha que as pessoas es ão sa is ei as com
a o ganização e se sen em alo izadas?
A: No meu se iço? Acho que não... (silêncio).
C is: Do seu pon o de is a o mé i o é econhecido? Se sim de o ma é que ê esse econhecimen o?
A: Ah é assim is o é um bocadinho, não sei mui o bem como é que ei de explica eu ambém es ou a
coo dena is o é só o meu 4 ano ainda, é ob io que nunca ninguém nos em da palmadinhas nas cos as
dize olha es e mês oi bom, bom abalho ou assim não, ago a quando é o con á io cla o que emos ali
gen e à po a po que is o es á mal, es e mês oi mau, es e mês oi mal a p odução oi aca e udo bem,
ago a cla o, não há mui o essa pe ceção cla o po que não há um o necimen o de dados obje i o po que
nunca ninguém nos chegou ao im do mês e chega a isio e apia olha es e mês p oduzi am x ou y boa,
es e mês oi bom, con inuem assim ou assim, nunca hou e es es dados obje i os, nunca ninguém
chegou à nossa bei a e nos disse es e mês p oduzi am x e é p eciso y nunca nos oi o necido ambém
esse ipo de dados é semp e um bocadinho mais subje i o den o da base de , olha es e mês oi mais
aco, mas é o que eu digo, emos semp e o eedback de quando co e mal, quando co e bem nunca
nos é dado eedback.
C is: Ce o. Ve i ica-se isso de igual o ma nos inqué i os po que po exemplo quando oi ques ionado se
o mé i o é econhecido no caso dos inqué i os inha á ias opções de espos a e as pessoas coloca am
cla amen e que disco da am ao ní el do econhecimen o da p og essão de ca ei a e da emune ação
po que lá es á é o que dizia, o i lá a é Secalha e uma pala a de que co eu bem a é acon ece pelo
menos algumas pessoas o am dizendo que sim ago a a ní el de ou o ipo de econhecimen o não (..)
A: Aliás pelo con á io a é há bem pouco empo, o ano passado penso eu se não es ou em e o ínhamos
um p émio de assiduidade que deixamos de e , ou seja, ai se e i ando as egalias.
118
C is: P on o, conside ando a equipa que coo dena acha que as pessoas gos am de abalha na
o ganização, se iden i icam com as a e as que azem, ou es ão aqui po que oi um abalho que apa eceu
e ica am?
A: De uma o ma ge al acho que sim, acho que sim, de uma o ma ge al acho que sim, mas la es á com
o passa do empo, eu compa ando há 10 anos a ás em que eu e a dos mais ecen es ago a aço 15
anos, inha 5 anos de casa, odos nos ag ada a mui o abalha e udo po que ínhamos boas condições
mas há 10 anos a ás, en e an o nes es 10 anos man i emos udo p a icamen e igual, i emos es e ano
um aumen o em que os mais an igos i e am um aumen o de 20€ os in e médios de 10€ e os mais
ecen es não i e am aumen o, ou seja, com a in lação e udo o que em acon ecido, isso não se e le e
a ní el sala ial e depois cla o as pessoas na o ganização sen em udo isso e não há como ugi , po que
o olume de abalho no mínimo man em ou aumen a ok, e o encimen o con inua o mesmo.
C is: Ok, o a ual quad o de abalho e quad o labo al pe mi e no seu en ende desen ol e elações de
amizade en e os abalhado es, ou não, cada um es á no seu sí io, az as suas a e as e não há qualque
possibilidade de (...)
A: Não, há quad os de amizade, quad os de amizade que se o mam, quad os no os de amizade que se
o mam, mas como penso eu em qualque g upo de abalho em que são alguns os abalhado es ai
ha e alguns que se cha eiam, ou os o mam no as amizades com es es, cha eiam-se com aqueles
depois passado algum empo es ão ou a ez e cha eiam-se com aquele que ize am amizade, mas sim
já há no os quad os de amizade, aliás posso ela a que, que eu no malmen e de e se po se
coo denado no malmen e sou con idado pa a os jan a es odos, po exemplo o u no da a de que az
mui as ezes jan a es e con ida-me, à o u no da manha que às ezes az jan a es e con ida-me, às
ezes alguns memb os do u no da a de e da manha azem jan a es e con idam-me, e às ezes azem
jan a es en e eles e não me con idam mas o que que o dize p on o, pa a além do abalho exis e algum
a o de amizade en e eles.
C is: Eu ia pe gun a como é o clima aqui no hospi al, mas de uma o ma ge al, Secalha ac edi a que
al como no seu se iço, no hospi al (...)
A: No hospi al é assim eu não lhe sei dize , é assim uma pessoa ai po aquilo que ou e, po aquilo que
ouço é assim há um descon en amen o ge al, penso po aquilo que ouço em elação aos seus
encimen os po que p on o hoje em dia a ida ambém es á mais ca a, ago a posso ala pelo meu

119
se iço em elação ao hospi al à um descon en amen o em elação aos a o es que alei go a das
condições de abalho / meios ísico e da pa e de encimen o.
C is: Acha que exis e uma auscul ação dos abalhado es nas omadas de decisão da ins i uição? Ou
exis e um g upo de pessoas que decide e o es o (..)
A: É assim no meu se iço ul imamen e não em ha ido mui as decisões que eu no asse que ossem,
chegassem lá e dissessem é assim, não, não, no malmen e p ocu am ou i , po exemplo em algumas
decisões po exemplo es ou a ala de con a a pessoas ou aumen a ho as nas pessoas ou e de
con a a um médico é assim exis e semp e uma p opos a de alguém ou que seja da pa e dos médicos
ou na pa e da isio e apia dos e apeu as no malmen e eu ou assim, p opo e en ão eles sim escu as se
az al a e sim. Depois há algum ipo de eg as que são impos as, mas são bu oc á icas que azem pa e
do que muda no sis ema nacional de saúde e assim, mas sim.
C is: Acha que exis e uma apos a po pa e da ins i uição na o mação dos abalhado es? Pelo menos
do g upo que coo dena?
A: Na isio e apia não, mui o pouco. Temos mui o pouco o mação in e na na e en e da isio e apia,
mui o pouco. Há sim uma apos a pelo menos nos úl imos 3 anos em que acili am e pe mi em as pessoa
semp e que há o mações e as pessoas quei am i as Comissões de Se iço ou o Es a u o do T abalhado
Es udan e ou assim e isso sim se engloba mos acho que sim em ha ido mais abe u a do que quando
eu en ei, mas in e namen e o mações sei lá, disponibiliza o mações, aze aco dos com ins i uições
que dão o mação pa a i em cá aze em o mações especi icas e a é aze em sei lá já p opus mui as
ezes, imagine com o Fo mo e apia com o mação especi ica em isio e apia e dize em assim, olhe nos
emos um g upo de isio e apeu as abalha pa a nós ok e compa icipamos com algum, eles pagam o
es o e ocês em da o mação de is o ou assim, não, nunca hou e qualque ipo de desen ol imen o
nessa á ea.
C is: P on o, a ou a ques ão inha a e com a exis ência de es as, con í ios e i uais po pa e da
ins i uição en e abalhado es e ges o es/ di e o es po exemplo uma es a de Na al, um jan a de Na al
ins i ucional ou a é em pequenos g upos como dizia a pouco com o u no da manhã ou da a de (...)
A: Ha ia o jan a de Na al, ha ia semp e, en e an o deixou de ha e . A isio e apia con inua a aze o
jan a de Na al, mas en e ges o es e assim, mesmo no jan a de Na al da isio e apia, são capazes de i
os isio e apeu as odos e udo, mas po exemplos os médicos é capaz de i 1 e mesmo a di e o a clínica
nunca ai.
120
C is: Acha que isso se ia impo an e con inua / ol a ?
A: Sim, mesmo as pessoas lé em baixo chega ao Na al e icam com um sen imen o de is eza po não
exis i isso po que desde que oda a gen e en ou e a semp e um i ual chega a ao Na al e a o jan a de
Na al, e os cabazes que es e ano deixa am de exis i . E mesmo nas elações de amizade com ou as
ins i uições emos colegas nou as ins i uições que há e o osso jan a de Na al e nos e de dize ah não
emos.
C is: P on o passamos ago a pa a ou o g upo de ques ões que em a e com o con olo no abalho.
Na sua opinião exis e um con olo sob e as ações dos abalhado es? De que o ma é que isso in luencia
as pessoas e o bem-es a na ins i uição?
A: Con olo como? De con ola o que eles es ão a aze ou não?
C is: Sim, po que nos sabemos que con olo de assiduidade e assim no que em a e com as picagens,
desde que es ou po aqui ui en endendo que o coo denado az um bocadinho essa ges ão e pon e com
o es o da o ganização, mas exis e um con olo ape ado no que as pessoas es ão a aze , nas a e as
como as azem, como as desempenham?
A: Sim, não, penso que não haja assim esse ipo de con olo àquele con olo necessá io, nem an o ao
ma nem an o a e a, nem 8 nem 80, mas não acho que exis a assim um con olo di a o ial, mas
ambém, não é pa a, há on ade, mas não há on adinha.
C is: En ão podemos dize que exis e uma ma gem de au onomia e con iança nos abalhado es ou um
con olo ape ado?
A: Sim acho que sim. Pelo meu se iço acho que não, que não há um con olo ape ado, mas ambém
as pessoas êm a noção do que em de aze , dos limi es, po que sabem que se saí em o a daquele
limi e ão e um con olo ape ado.
C is: Ago a uma ques ão mesmo pessoal, enquan o coo denado p eocupa-se com o bem-es a da sua
equipa?
A: Cla o que sim.
C is: Quan o ao abalho e a ida pessoal e social e a ou a dimensão de ques ões. Acha que exis e uma
sepa ação en e a dimensão p o issional e pessoal po pa e das pessoas que coo dena?
A: Acho que alguns conseguem azê-lo ou os Secalha não, o abalho a e a a pa e social
121
C is: E o e e so, i em com p oblemas pessoais (...)
A: Também, ambém há alguns que sim, ambém se e i ica
C is: Na sua opinião de que o ma é que o bem-es a no abalho ou a ausência des e in luencia a ida
pessoal e social, ou seja, que p oblemas é que podem se isí eis nas pessoas que abalham?
A: Cla o, uma pessoa em pa a o abalho, acho que isso de e se ans e sal não sei mas se a pessoa
anda desgas ada cansada sem mo i ação e chega ao im do mês e ainda le a pouco dinhei o pa a casa
na pa e social ai es a ambém isso a e ado po que a pessoa secalha não ai consegui e endimen os
pa a i de é ias com os ilhos, secalha não ai consegui aze uma ida social que podia aze e ai e
que es ingi em alguma coisas e isso udo depois a e a e depois começa a pensa e aze con as a ida
como é que a e ao im do mês ou o ganiza a minha ida po que enho de da de come aos meus
ilhos, enho de os es i de os le a a escola e paga gasóleo e enho de paga segu os e os IUCS e a
p es ação da casa e não sei que mais e udo jun o e depois azendo as con as aquilo udo esp emido
a e a não é. Po isso as pessoas começam logo no início do mês a aze con as à ida e a e se ai da
não ai da ai da não ai da e depois a é há um amigo que diz olha amos aze um almoço, amos
almoça odos em amília e depois a pessoa secalha a é não que dize que não, mas ao mesmo empo
secalha não ai da e isso ai in luencia .
C is: P on o en ão, podemos en ão conclui que alguns p oblemas pessoais podem oco e do mal-es a
sen ido no abalho na e en e que alamos an e io men e po que acaba po se uma elação di e a em
que uma coisa se elaciona com a ou a.
A: Sim, acho que sim acho que sim.
C is: Ok, es amos quase a e mina , só enho aqui mais 2 ques ões, que e a que medidas ou ações é
que acha que ins i uição onde abalha êm que con ibuem pa a o bem-es a dos uncioná ios ?0u não
exis e?
A: O quê que podiam aze pa a melho a o bem-es a ?
C is: Nes e momen o se ia mais o quê que azem no p esen e, algo que já exis e, como alamos há pouco
o jan a de Na al secalha e a uma ação que inham que da a alo à ins i uição po pa e das pessoas,
ou alou-me da e adicação dos cabazes o ano passado, isso é e i a medidas de bem-es a ...
A: Acho que sim acho que há algumas medidas, po exemplo es e ano implemen a am uma medida que
ag adou a oda a gen e que é mais 2 dias de é ias. Po exemplo, sei lá eu já uma ez suge i da o dia
122
de ani e sá io ao uncioná io, po exemplo quando se celeb a sei lá dias ins i ucionais como o dia da
undação da san a casa, o dia do abalhado não sei, p omo e algum ipo de ação nem osse sei lá seja
um ca é, ok hoje o ca é amos ao ba e o ca é a ins i uição o e eceu, que ambém pe cebo se é di ícil
pa a nós que aumen ou udo ambém pa a a ins i uição aumen ou eu pe cebo mas há pequenas coisas
que se pode en a se não conseguimos e a ní el inancei o e ba pa a da em aumen o, amos da
coisas simbólicas pelo menos pa a as pessoas sen i em que exis e p eocupação do ou o lado em en a
pelo menos aze alguma coisa, po exemplo nos se iços en a de alguma o ma que se emos pessoas
cá que um exemplo emos cá pessoas que azem pa e do se iço de manu enção que sabem aze ob as
e assim, se há emodelações a aze ok amos aze-las, se há uma pa ede a cai e es amos semp e a
dize ok amos esol e , pequenas coisas que se podem esol e e emos de anda semp e a pedi a
p o ela , e não são ei as pa a o bem-es a po exemplo no nosso se iço o a condicionado uma
complicação já sabemos que nunca uncionou bem ok sabemos que é um p oblema de aiz mas en a
esol e e en a ealmen e nos pe cebemos que as pessoas es ão ealmen e empenhadas em en a
esol e po que no in e no es amos cheios de io andamos cheios de casacos e no e ão cheios de calo
po que aquilo não unciona ou seja, en a que com es as pequenas coisas as pessoas pe cebe ok es a
aqui um p oblema mas emos aqui as pessoas a abalha po an o se is o ainda não es á é po que
ainda não consegui am a anja mas não, não há mui o esse lado.
C is: OK alamos en ão em algumas ações ou mudanças que podiam se implemen adas, mas que
exis am a ualmen e alou me apenas de 1 que oi a da implemen ação dos 2 dias ex a de é ias, não ê
assim mais nenhuma medida de bem-es a ?
A: Não, não, não.
C is: Da minha pa e a ní el de ques ões dou po e minada, não sei se que dize alguma coisa em
elação ao assun o à ques ão do bem-es a no abalho se em alguma...
A: Não, acho que oi o que alamos, po mim es á udo bem...
C is: P on o ag adeço imenso a colabo ação, mui o ob igada.
129
B: Since amen e não sei, em e mos de ins i uição não sei, sabe que o bloco é um se iço mui o echado
e meio que há pa e e há coisas que eu não me ape cebo, se me pe gun a aqui pelos meus colegas se
são as opo unidades exa amen e iguais? Não não são. Aqui êm 4 unções o ecob o, o ci culan e o
ins umen is a e o da anes esia. A ins umen ação é o úl imo pa ama . Se me pe gun a se odos o am
ao im de meio ano pa a ins umen ação? Não isso é igualdade de opo unidade, não é?!Pe cebe, mas
há uns que em ambém mais jei o pa a uma unção ou os pa a ou a, eu en o, en o se jus a e da a
mesma opo unidade a odos, se é exa amen e a mesma, não eu po exemplo es ou-me aqui a lemb a
dos Cong essos. Po exemplo quando me o e ecem uma insc ição pa a um Cong esso que que eu aço
ejo quem nunca oi, e ai essa pessoa desde que enha disponibilidade p on o en o aze uma ges ão
jus a ago a é semp e jus o? Não, isso é impossí el.
C is: P on o eu não sei se que dize mais alguma coisa sob e o bem-es a no abalho...
B: Já ago a esse inqué i o oi ei o a alguém aqui do bloco é que eu nunca ou i ala nis o...
C is: Sim, oda a gen e da ins i uição ecebeu um email onde me ap esen a a e o necia um link onde
es a a o o mulá io. Se não es ou em e o penso que dos dados que já ob i e enho espos as do bloco
sim. Tal ez como não ecebeu po causa de se en e is ada passou um bocadinho despe cebido....
B: Pois al ez seja isso en ão
C is: Da minha pa e não enho mais a pe gun a , mui o ob igada pela sua colabo ação
B: De nada elicidades, em que ano é que es á?
C is: Es ou no úl imo ano do mes ado. A aze a minha ese e p on o es á quase a e mina .
B: Mui o bem, mui as elicidades
C is: Ob igada no amen e pela sua colabo ação.
En e is a C
Inicio:
Explicação do es udo na emá ica do Bem-Es a no T abalho, que deco e no âmbi o do es ágio em
Mes ado em Educação, á ea de especialização em Fo mação, T abalho e Recu sos Humanos;
Recolha de dados biog á icos e ag adecimen o pela colabo ação.

130
En e is a:
C is: Eu o mulei algum g upo de ques ões algumas sob e o bem-es a ge al, sob e a sa is ação e o
con olo e assim, mas à medida que o mos a ançando amos endo. A p imei a ques ão é mais ge al
e é se no seu pon o de is a exis e uma p eocupação po pa e da ins i uição com o bem-es a dos
abalhado es?
C: Eu acho que já oi mais no ó ia, nes e momen o ainda exis e essa p eocupação, com menos
in ensidade do que e a há alguns anos a ás, mas penso que isso ambém em a e com a e olução
da p óp ia ins i uição, ou seja enquan o que na p imei a ase pudemos conside a que ha ia um núme o
mui o limi ado de abalhado es, ago a esse núme o oi aumen ando exponencialmen e e po an o, é
possí el que isso seja o a o p imo dial pa a que a a enção com os abalhado es se sin a mais diminu a,
mas essa p eocupação exis e.
C is: Ok, en ão o ac o de e mos aumen ado o olume de abalhado es não pe mi e e a mesma
a enção que se osse um núme o in e io ?
C: É essa a minha pe ceção.
C is: Ao ní el dos elemen os que coo dena acha que eles se sen em mo i ados e con o á eis com o
abalho que desempenham?
C: Sim, eu já ui coo denado a de ou a á ea que e a a á ea dos eceção, á ea adminis a i a e no a-se
uma di e ença mui o g ande en e écnicos de adiologia e a á ea adminis a i a po quê, os écnicos de
adiologia são uma equipa mui o mais mo i ada. Aqui à algum empo eu dizia que e a po que na
adiologia que aquele que en e ago a que o que es á cá a 30 anos são is os de igual manei a, ou
seja, abalho igual ecebimen o igual, e po an o, não há aquilo que se chama con li o de in e esses e
po an o isso ambém az com oque o g upo seja mais homogéneo mais acolhedo , p on o den o des a
á ea da imagiologia acho que o g upo é coeso no sen ido a é de esol e as ques ões do se iço, do
espi i o de en e ajuda en e colegas, não enho nada a dize , acho que se i esse que esc e e a dize
que gos a a de abalha com pessoas da á ea da adiologia es as são as ideais.
C is: Mas e e iu que já e e a expe iência com a pa e adminis a i a. Po que que acha que neles o
espí i o já não é o mesmo?
C: Não é o mesmo po que eu acho que é isso mesmo, enquan o na adiologia odos azem o melho
sem compe i i idade, na á ea adminis a i a há semp e aquele aspe o da compe i i idade nem semp e
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sa is a ó io ce o, se osse uma compe i i idade sadia eu dizia é bom é mui o bom odos que em chega
ao 100, mas aqui não é isso, a compe i i idade é semp e no sen ido de p ejudica o colega e não a
o ien ação da ins i uição.
C is: E na sua opinião quais acha que são os a o es que mais in luenciam o bem-es a ao abalha aqui
na ins i uição?
C: O bem-es a da ins i uição em a e com a p oximidade das pessoas, ou seja, as pessoas que es ão
nas che ias in e médias e nas che ias supe io es e um elacionamen o mais ao menos saudá el com
as pessoas ou que coo denam ou que de alguma o ma es ão na sua alçada. As pessoas no ge al
man êm uma insa is ação com aquilo que ecebem mensalmen e. Isso é um a o p imo dial nes e
aspe o da sa is ação e po isso mesmo é que algumas ezes essas á eas menos sa is ei as se mani es a
nem semp e da melho manei a
C is: Mas po exemplo a o es como os u nos de o a i idade in luenciam ambém?
C: Sim os ho á ios, mas isso ambém é uma unção das che ias in e médias man e esse ní el de
sa is ação ou seja, esse ní el de sa is ação ai de encon o áquilo que a p óp ia pessoa acha melho pa
ela, e o coo denado em de e semp e o que é melho pa a esse e o melho pa a odos, nem semp e
o que é melho pa a um é o melho pa a o g upo e, po an o ele em que man e esse ní el de sa is ação
a um ní el médio nunca pode se a um ní el al o po que há semp e alguém que acha não em aquilo a
que em di ei o.
C is: A ançando pa a ou o g upo de ques ões que em a e com a sa is ação com a o ganização. De
um modo ge al acha que as pessoas es ão sa is ei as com a o ganização sen em que são alo izadas e
exis e econhecimen o pela p esença delas?
C: Se me pe gun a se eu acho que ealmen e isso é e dade, eu digo-lhe que não é mui o e dade
po quê, po que a ambição das pessoas é cada ez maio , ou seja, alguém que en a cá pa a uma
de e minada a i idade em a con icção de que passado algum empo ai passa pa a ou o pa ama que
nem semp e é possí el, mas explica isso às pessoas elas nem semp e o en endem. Mas na minha
opinião pessoal a ins i uição az um es o ço, se esse es o ço é aquilo que as pessoas espe am da
ins i uição? p o a elmen e não se á.
C is: Ok en ão secalha ao mesmo empo acabam po não sen i alo izadas po a ins i uição não da a
espos a e a a enção que deseja am de ce o modo.
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C: Nem oda gen e que en a cá não pode chega a um luga de opo, ele não exis e, não pode exis i
um luga de opo pa a cada pessoa.
C is: Mas po exemplo quando alamos do mé i o acha que ele é econhecido?
C: Eu semp e i e uma opinião a esse mé i o, esse mé i o de ia se is o a a és da a aliação, ou seja,
a pessoa que é boa p o issional de ia se alo izada nesse sen ido, enquan o que aquela que é menos
boa, já não ou dize que é má, mas é menos boa no malmen e ica no mesmo pa ama que essa que
é mui o boa. A única o ma de dis ingui is o ealmen e é a a és de uma a aliação co e a e a a és
dessa a aliação se dado ao abalhado eedback de que ele ealmen e é um abalhado exempla em
compa ação com aqueles que é menos exempla , e, po an o, de e ia exis i uma o ma de o alo iza ,
uma o ma mone á ia ou ou os ipos de o ma, que há ou as que não seja só dinhei o embo a as
pessoas ealmen e acham que o maio incen i o é semp e o salá io que ecebem ao im do mês.
C is: De aco do com os dados já ob idos dos inqué i os exis em dois aspe os des acados quan o ao
mé i o sendo eles a emune ação e a p og essão de ca ei a...
C: Esse é o al incen i o que eu acho que em a e com a a aliação, ou seja, den o de um conjun o da
mesma á ea que são alo izados, melho alo izados de em se esses que ap o ei ando uma
possibilidade de p og essão a ão ocupa . Não podemos po odos no mesmo pa ama e esse é o al
incen i o que eu acho que pode ia exis i ao ní el da a aliação.
C is: Mas isso não c ia ia de alguma o ma al como acon ece com os adminis a i os e não acon ece na
imagiologia ao c ia esse pa ama de e olução?
C: Não que a imagiologia é uma coisa comple amen e di e en e po quê, po isso é que eu digo que é
aqui uma maio coesão po quê. Quando nós es amos a ala nos abalhado es em ge al são aqueles
que em um con a o indi idual de abalho e na imagiologia não êm são odos p es ado es. Ce o?!
Po an o não há aqui compe i i idade não há aqui aquele aspe o de eu chega mais longe. Eu aço o aio-
x, mas ambém aço essonância eu aço is o, mas ambém aço aquilo, se pode eu gos a a mais de
abalha aqui po que é a á ea que enho mais conhecimen o, po an o es e espí i o exis e, enquan o nas
á eas com con a o indi idual de abalho es e é o p imei o abalho deles e eles acham semp e em a
pe ceção que ão chega a algum sí io. Mas se nós pensa mos, eu não aço ideia qual é o núme o de
en e mei os que cá exis e, se pensa mos que odos em a con icção que ão chega a um pa ama
supe io , é men i a. Ago a é possí el a anja o mas de alo iza as pessoas e uma o ma que eu acho
que é um a o p imo dial é a a és da a aliação, se me disse assim quem o a aliado supe io a 80%
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ou 90% ai ecebe mais 10€ e po an o ai se uma en e mei a que con inua a se mas ai es a num
pa ama um bocadinho supe io po que oi alo izada pela sua p odu i idade e pela sua o ma de
abalha , po an o pa a mim não há ou a o ma po que aqui não há um quad o, não há p og essão de
ca ei a po an o acho que é a única possibilidade.
C is: Conside ando a equipa que coo dena acha que as pessoas gos am de abalha na o ganização e
se iden i icam com as a e as que azem?
C: Da imagiologia não enho nenhuma dú ida enho o al con iança nessa possibilidade.
C is: O a ual quad o labo al pe mi e desen ol e elações de amizade en e os abalhado es, exis e um
clima de amizade?
C: Na minha á ea não enho a mínima du ida, exis e, pa a além de se mos odos abalhado es, somos
odos amigos.
C is: É en ão um clima saudá el de abalho. Conside a que exis e uma auscul ação dos abalhado es
nos p ocessos de omada de decisão?
C: Isso depende um bocado das che ias in e médias, se aquilo que eu penso que é pa a melho a não
o aquilo que a maio ia pensa que é a melho o ma, eu acho que de o auscul a as pessoas ou seja, lá
em baixo na imagiologia qualque decisão em a e com o g upo. Eu enho uma ideia e coloco ao g upo
, o g upo diz e se osse assim, en ão eu se i que não é p ejudicial e não inha pensado nessa hipó ese
e en ão amos op amos po essa. Exis e semp e es e espí i o de c i ica, de abalho em equipa, não
enho a mínima du ida.
C is: Falamos enquan o g upo, mas se o no âmbi o ge al com a p óp ia ins i uição, com a adminis ação
ambém exis e essa p ocu a po en ende o pon o de is a do abalhado ou a é do coo denado que
em o pa ece dos abalhado es?
C: É o que eu digo isso depende um pouco das che ias in e médias, ou seja, a ges ão do hospi al em
uma opinião e comunica à che ia in e media e compe e a es e p imei o e se conco da ou não, mesmo
não conco dando pode e de pô em p á ica, mas de qualque das manei as pode semp e suge i ou as
o ma que ele p óp io não conco de.
C is: OK, acha que há um apoio/ uma apos a po pa e da Ins i uição na Fo mação?
C: Ah sim não enho a mínima dú ida cada ez mais c escen e.
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C is: E na imagiologia ambém?
C: Sim senho exis e. Na imagiologia exis e uma coisa que é nos somos odos p es ado es emos odos
o mações nos locais onde emos como p imei o abalho e depois emos ou a coisa em que mui os
deles são p o esso es mui os deles em uma elação mui o p óxima com a CESPU e ou as ins i uições
de ensino e en ão azem mui as o mações da á ea que não es ão incluídas no plano de o mação da
ins i uição. Ainda assim exis e alguma o mação.
C is: Exis em i uais/ es as/ con í ios en e os elemen os da ins i uição os p óp ios ges o es/ di e o es
e os abalhado es?
C: Es á a ala a ní el ge al já ou e que e a a es a de Na al. Na adiologia há semp e pequenas coisas
que as pessoas azem, ou seja, não há uma es a, ainda não izemos uma es a, mas emos uma eunião
casa um az alguma coisa e c iamos momen os de laze .
C is: Falando do jan a de Na al, mesmo ou os coo denado es já me ela a am que já ou e e depois
com o início da Pandemia oi suspenso e não ea ou. Pensa que isso e a um momen o impo an e
ambém pa a c ia uma iden i icação com os alo es...?
C: É aquilo que eu acho que é uma o ma de conhece as no as pessoas, eu hoje ou ao e ei ó io e não
conheço me ade das pessoas que lá almoçam. P o a elmen e na es a de Na al eu ia econhecê-las
como abalhado es des a ins i uição e p o a elmen e a é ia ala num ambien e de es a com elas, coisa
que eu não ou chega ao e ei ó io e sen a -me ao lado dela e ala com ela sem a conhece , po an o
e a uma o ma de con i e com pessoas com en adas pos e io es que a gen e não conhece. Eu acho
que e a bom, eu acho.
C is: Como é o clima de abalho do pon o de is a con i ial e iden i á io?
C: É po locais de abalho p incipalmen e e po se iços po que as pessoas não se conhecem. Se me
pe gun a se conheço alguém do CIDIFAD secalha uma ou duas en e mei as de es o não conheço
ninguém po que não almoçam no sí io onde eu almoço, não con i em na adiologia, não há es as
comuns quando nos emos uma es a não os con idamos e o e e so, po an o é uma pessoa...
C is: Exis e um con olo sob e as ações dos abalhado es e de que o ma é que isso in luencia o bem-
es a ? Quando alo de con olo não digo de assiduidade po que isso sei que enquan o coo denado a az.
Mas aquele con olo ape ado de um écnico que az a ap eciação de um pacien e e exis e uma
supe isão ape ada ou não? Exis e uma libe dade den o do que é expec á el?

135
C: Exis e um conjun o de eg as que em de se cump idas ce o. Se me pe gun a po exemplo que
exis e a eg a da dupla iden i icação eu digo em de exis i po que isso ai in e e i com o abalho diá io.
Se me pe gun a que quando en a uma c iança eu enho de a p o ege , sim po que isso az pa e das
nossas ob igações como écnicos. Se a auxilia ambém ao chama um doen e pa a a ecog a ia lhe em
de pe gun a o nome comple o an es de a me e na ecog a ia, sim ambém é e dade. Isso são eg as
que eu não enho de es a a ás delas pa a e i ica se elas o azem ou não eu posso ap ecia isso que
ejo mais aquilo que ejo que são os e os. Se um se iço começa a e mui os e os que na ealização
de exames, que na iden i icação dos u en es, que na o ma como a a os u en es isso em de se
co igido. Se isso lui no malmen e eu deixo anda que é a melho o ma das pessoas abalha em,
ago a se o e o começa a exis i já es á aqui uma o ma de eu in e e i como é que ele acon eceu, o que
que le ou a que ele acon ecesse, o que que podemos aze pa a que não ol e a acon ece e en ão aí já
emos um conjun o de eg as que ão e de se aplicadas e e i icadas se ealmen e es ão cump idas
C is: En ão podemos a i ma que na sua coo denação exis e alguma libe dade e au onomia no abalho
das pessoas a é exis i algo em con á io.
C: Sim, a é mo i o em con á io
C is: Mas daquilo que obse a nas ou as che ias e coo denado es, eles ambém são assim ou exis e um
con olo ape ado?
C: Não, acho que esse con olo ape ado nunca exis iu embo a, há pessoas que dizem que isso se
mani es a, eu enquan o coo denado a da consul a e da imagiologia nunca sen i que isso osse uma o ma
de abalho. Cla o que é como eu digo se um abalhado az hoje um e o é desculpá el, mas se o
mesmo abalhado epe e o e o passado uma semana já não é desculpá el, po an o, e isso ai já pede
in e enção já pede e i icação já pede o mas de in e i , co igi e le a a en ende ao g upo que
coo dena que aquilo não pode acon ece mais.
C is: Enquan o coo denado a p eocupa-se com o bem-es a das equipas que coo dena?
C: Sem du ida, é o a o mais impo an e já que, é aquele que eu posso in e e i , se me pe gun a
pensam que ecebem pouco. Não posso in e e i po que não sou eu que dou salá ios, po an o na minha
á ea pa a eu man e o i mo no mal de abalho pode que as pessoas andem sa is ei as, aze aquilo
que acon ece mui as ezes que é eu p eciso de um abalhado ou con ac a , o abalhado nunca diz
que não ou só diz que não se não pode mesmo e essa comunicação em de exis i e, po an o, ambém
az com que o coo denado enha que e , é um abalhado ao lado do ou o abalhado .
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C is: Ou o g upo de ques ões em a e com o abalho e a ida pessoal e social. Acha que exis e uma
sepa ação ou que é possí el sepa a a dimensão p o issional da pessoa?
C: Acho que sim. É só a pessoa pensa , ou da um exemplo, se eu pedi a um écnico pa a i abalha
um dia e ele i e uma coisa qualque pa a aze , ele ai ponde a enho a ce eza, é impo an e eu i
abalha ou posso aze o que enho pa a aze nou o dia? Se ele pode aze is o que em pa a aze
ou o dia ele em abalha enho a ce eza absolu a, po an o é isso que eu p e endo deles, que eles
semp e que possí el, embo a eles de alguma o ma enham a sua ida que legi ima a sua ida
p o issional eles azem semp e essa a aliação de que a minha ida p o issional ambém é impo an e ao
lado da minha ida pessoa. E eu es ou con encida que em algumas si uações eles sac i icam um bocado
a ida pessoal, po que que em não po que são ob igados em unção da ida p o issional. Posso lhe
dize que ao ní el dos écnicos e dos auxilia es, lá em baixo no ge al, po que quando alo em imagiologia
alo em mais que uma classe p o issional, eu não p eciso de pedi a uma pessoa que es á na eceção
pa a ela ica mais meia ho a, se ela i e uma ila g ande de doen es ela ai ica de ce eza absolu a
mesmo que não lhe peça e depois ai me dize , i e de ica mais meia ho a po que inha uma ila
eno me de doen es e eu não i e co agem pa a i embo a po an o isso é sac i ica um bocado a ida
pessoal mas eu sei que isso exis e e da me alguma sa is ação.
C is: Mas po exemplo em ho á io de abalho e a é acon ece alguma si uação amilia não sen e a
pessoa mais agilizada, impacien e, ou com meno pos u a?
C: Eu acho que conseguem não anspa ece , como nós só abalhamos com doen es, po exemplo eu
enho maldispos a po que não sei que, ao e aquele doen e com uma a u a penso ogo ele es á bem
pio que eu ca ago eu ou esol endo is o e ele em de espe a que alguém lhe esol a. A pessoa a é
em maldispos a, mas en a aqui e ogo não ale a pena amanhã eu esol o o meu p oblema e acaba
po se en ol e no abalho e depois só pensa quando ai sai que ol a a pensa naquilo que de ia e
ei o e não ez ou que p ecisa de aze .
C is: De que o ma é que o bem-es a no abalho ou a ausência desse bem-es a in luencia a ida pessoal
e social das pessoas?
C: Não enho a mínima dú ida que essa a i mação é eal. Nós somos gen e, emos co ação emos cabeça
e po mais que a gen e quei a abs ai -se dessa si uação não ai consegui e po ezes, eu não acho que
a pessoa que es á a nossa en e seja uma a ma de a emesso, mas acaba po se nem que seja pela
nossa ca a, nem semp e es amos com uma ca a ag adá el pa a a ende um doen e ou a ende alguém
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que nos pede alguma coisa do lado, mas eu aço os possí eis pa a que isso não acon eça no meu g upo
pelo menos.
C is: Mas po exemplo quando o dia co e mal, ou iu-se, ai se mais ágil pa a casa em p ol de alguma
si uação mais delicada, isso ambém in luencia a ida pessoa e amilia ?
C: Cla o que in luencia. Há uma coisa que eu digo semp e aos ecu sos humanos, o ho á io é pa a
cump i , mas se eu i que um abalhado po exemplo esol ia aquilo que em que lhe a e a a cabeça,
se saísse mais cedo meia ho a, eu ou-lhe da essa meia ho a es á a en ende . Eu p e i o que ele á
pa a casa e esol a o p oblema e no dia seguin e enha de cabeça li e do que es a aqui mais meia
ho a pa a cump i ho á io em que eu posso subs i uí-lo acilmen e sem cus os pa a a ins i uição esse é
o a o mais impo an e não e cus os pa a a ins i uição e esol e essa ques ão.
C is: Es amos quase a e mina , não lhe que o ouba mui o mais empo, só enho apenas mais duas
ques ões. Uma delas é que medidas ou ações iden i ica nes e momen o na ins i uição que con ibuem
pa a o bem-es a das pessoas que cá abalham, ou não exis em?
C: Não, eu acho que o elacionamen o en e pessoas de uma mesma á ea acho que mais ao menos
exis e um bom elacionamen o. Quando exis e um bom elacionamen o, da ou a pa e ambém exis e
alguma abe u a. Eu acho que que as che ias in e médias que as che ias de opo êm mais ao menos
iden i icado esse p oblema e em encon ado algumas o mas pa a solução.
C is: Ok, mas ações conc e as. Po exemplo ou os coo denado es ala am-me da e i ada do subsídio
de assiduidade, dos cabazes de Na al ... a única medida que me o am iden i icando oi es e ano o
ac éscimo de 2 dias de é ias. Iden i ica mais alguma medida que se lemb e ou sin a que con ibua pa a
o bem-es a ?
C: Eu já disse que po mais que a gen e en e encon a bom ambien e de abalho, a sa is ação naquilo
que az, gos a daquilo que az, o a o mais impo an e é o salá io, o dinhei o que le a ao im do mês,
que a pessoa quei a que não. E isso é comum não é só na ins i uição é em odo o lado. Ago a se me
disse o subsídio oi um choque? Foi, oi um choque pa a as pessoas po que pode não passa de pob e
pa a ico, mas é um incen i o e uma o ma de econhecimen o. Ago a o es o, 24 dias de é ias se eu
não i e dinhei o não ai in luencia mui o se 22 dias ou 24 dias, são 2 dias que eu ico em casa sabe
semp e bem, mas é di e en e se me dessem 100€ a mais no im do mês. Isso é o que eu sin o em
elação, o meu g upo maio i a iamen e não em esse bene ício po que são p es ado es, mas eu no o
138
isso nas auxilia es ou nos ececionis as que ealmen e pode não pa ece 50€ mui o dinhei o, mas pa a
quem ganha o salá io mínimo az a di e ença.
C is: Isso a é pode ia se uma o ma de econhece o mé i o, esse subsídio pe mi ia di e encia aqueles
que azem o es o ço a é meios adoen ados de i pa a não o pe de , e que ago a sem o subsídio já não
o azem.
C: Sim, sim eu sen ia isso, algumas pessoas com alguns p oblemas inham abalha pa a não pe de e
elas p óp ias aziam a con agem.
C is: Ok, pa a inaliza , que mudanças acha que a ins i uição de e ia implemen a que a é já e e no
passado ou no as medidas pa a con ibui pa a o bem-es a das pessoas que cá abalham?
C: Se ala em condições de abalho eu acho que as condições são médias e po isso não me pa ece
que elas ossem in luencia g andemen e se ossem al e adas pa a melho , como eu disse é semp e
con í io en e as pessoas, en a que hou esse uma o ma de dis ingui os bons dos menos bons, pa a
que os menos bons i essem a ansia de se bons po que nes e momen o um dos g andes p oblemas na
ins i uição na minha pe spe i a e naquilo que eu posso coo dena é a al a de incen i os pa a se se
bom, pa a se se bom, po que a pessoa é boa po que que se boa não é po que seja econhecida como
al e isso c ia alguma ins abilidade emocional. Ce o. Eu aço bem po que eu gos o de aze bem, mas
ninguém econhece que aço bem, po que aquele que az mal é ao econhecido como eu e is o semp e
oi um a o disc imina ó io em elação áquilo que é compe ência e menos compe ência, já não digo
incompe ência, po que o incompe en e em de i pa a a ua, mas compe ência e menos incompe ência
e eu acho que esse é o p incipal a o .
C is: Da minha pa e dou po inalizada es a en e is a, ag adecendo mais uma ez pela disponibilidade
e não sei se gos a a de dize algo sob e o bem-es a no abalho...
C: De nada de nada, disponha quando p ecisa . Eu gos a a só de isa uma coisa embo a eu ache que
a elhice não é um pos o, mas quando eu comecei cá a abalha nós e amos meia dúzia de pessoas e,
po an o, o p oblema de um e a o p oblema de odos. Tal ez es a ins i uição osse a minha segunda
casa, po que, po que oda a gen e com quem eu abalha a ambém e a minha amiga. Nes e momen o
eu acho que é ei o um es o ço nesse sen ido seja que as pessoas en e elas pelo menos den o dos
á ios locais possam pa a alem de se colegas de abalho e algum ipo de amizade, e eu acho que é
isso é impo an e pa a o bem-es a . Eu se soube que ou hoje sai com uma minha amiga ou ica
p edispos a a ica bem-dispos a. E aqui é a mesma coisa, que e sai de casa sem dize mais um dia