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A literatura para a infância e o desenvolvimento da consciência ambiental das crianças

Author: Matos, Inês Costa
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/61cdeb23-0c30-4f60-ad4b-1c3aa5ccf8de/download
Inês Cos a Ma os
A li e a u a pa a a in ância e o
desen ol imen o da consciência
ambien al das c ianças
julho de 2025
A li e a u a pa a a in ância e o desen ol imen o da consciência ambien al das c ianças
Inês Cos a Ma os
UMinho|2025
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Uni e sidade
do
Minho
Ins i u o
de
Educação
Inês Cos a Ma os
A li e a u a pa a a in ância e o desen ol imen o da
consciência ambien al das c ianças
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em
Educação P é-escola e Ensino do
P imei o Ciclo do Ensino Básico
T abalho
e e uado
sob
a
o ien ação
do
P o esso
Dou o Paulo Va ela
julho
de
2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Es e ela ó io de es ágio é o culmina de uma longa jo nada e al os e baixos, e po isso enho de ag adece
a quem es e e do meu lado em pensamen o e isicamen e.
Ao meu a ô pa e no, exp esso a minha p o unda g a idão, po me e ansmi ido o amo pelas c ianças
e po e sido um exemplo de bondade e ca inho. Ele, que e a anal abe o, oi o meu p imei o aluno.
Aos meus pais e ao meu i mão, que es i e am semp e a meu lado, o e ecendo apoio incondicional e
sendo o meu po o segu o em odos os momen os. A p esença deles oi essencial pa a o meu
c escimen o.
À educado a Cândida, po e sido ampa o e simpa ia, e à p o esso a Alexand a po e sido ap endizagem
e con iança, o meu mui o ob igada. Fo am ambas undamen ais na minha aje ó ia.
Não posso deixa de menciona o p o esso Paulo Va ela, que desempenhou com excelência o seu papel
de o ien ado . O p o esso oi um auxílio cons an e, sem ele nada e ia sido possí el. Sem dú ida, oi o
meu b aço di ei o.
Ag adeço à p o esso a Sa a Reis, que me ap esen ou o ma a ilhoso mundo da li e a u a in an il o nando-
me uma lei o a apaixonada. O seu amo pela li e a u a é con agian e e ans o mado .
Po úl imo, mas não menos impo an e, ag adeço a odas as c ianças pelo acolhimen o calo oso, pela
ece i idade às a i idades que p opus e po me inspi a em ainda mais a segui a ca ei a de educado a
e p o esso a.
A odos o meu since o ob igada!

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
A li e a u a pa a a in ância e o desen ol imen o da consciência ambien al das c ianças
RESUMO
O p esen e ela ó io esul ou de um p oje o de in e enção pedagógica ealizado no âmbi o do es ágio
cu icula do Mes ado em Educação P é-escola e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A conceção do
p oje o su giu no pe íodo de obse ação inicial no con ex o de Educação P é-Escola , no qual oi possí el
iden i ica o gos o pela li e a u a in an il e a necessidade de p omo e a consciência ambien al das c ianças.
Assim, o obje i o ge al da in es igação cen ou-se em explo a ob as de li e a u a pa a a in ância como
ecu so pedagógico pa a p omo e uma melho consciência ambien al nas c ianças da Educação P é-
Escola , bem como comp eende o con ibu o des a abo dagem no desen ol imen o dessa mesma
consciência. O p oje o desen ol eu-se segundo a me odologia de in es igação-ação. No con ex o de
Educação P é-Escola seleciona am-se 5 ob as de Li e a u a pa a a In ância e o am plani icadas di e sas
a i idades. Rela i amen e ao 1ºCiclo do Ensino Básico, o am selecionadas 4 ob as e plani icadas a i idades
endo po base as ap endizagens essenciais pa a o 1.º ano de escola idade. A a és des e p oje o p ocu ou-
se p omo e uma abo dagem in e disciplina , o ien ada pela explo ação de ob as de Li e a u a pa a a
In ância pa a p omo e a consciencialização ambien al. Ao longo de oda a in e enção, os in e esses e
opiniões das c ianças o am idas em con a nos momen os de plani icação e du an e as in e enções, de
modo que es as assumissem um papel a i o na ap endizagem. Pa a egis a os dados ob idos na
in e enção, o am ecolhidos egis os o og á icos e g a ações de áudio. Esses dados o am al o de análise
e e lexão endo em con a os obje i os de inidos pa a o p esen e p oje o. Pa a a alia a in e enção, o am
aplicados ques ioná ios aos Enca egados de Educação, que se e ela am undamen ais pa a pe cebe de
que o ma a li e a u a pa a a in ância con ibuiu pa a p omo e uma maio consciência ambien al nas
c ianças. Os esul ados ob idos pe mi i am con i ma os obje i os do p oje o, e idenciando um in e esse
c escen e pelas emá icas ecológicas e uma maio p edisposição pa a a adoção de compo amen os
sus en á eis.
Pala as-cha e: C ianças; Consciência ambien al; Educação P é-Escola ; Li e a u a In an il.
i
Child en’s li e a u e and he de elopmen o child en’s en i onmen al awa eness
ABSTRACT
This epo esul ed om a pedagogical in e en ion p ojec ca ied ou as pa o he cu icula
in e nship o he Mas e ’s Deg ee in P eschool Educa ion and Teaching o he 1s Cycle o Basic Educa ion.
The p ojec was concei ed du ing he ini ial obse a ion pe iod in a P eschool Educa ion se ing, whe e i
was possible o iden i y bo h a s ong in e es in child en's li e a u e and he need o p omo e en i onmen al
awa eness among child en. Thus, he main objec i e o he esea ch was o explo e child en's li e a u e as
a pedagogical esou ce o os e g ea e en i onmen al awa eness in p eschool child en, as well as o
unde s and he con ibu ion o his app oach o he de elopmen o ha awa eness. The p ojec was
de eloped using he ac ion esea ch me hodology. In he P eschool Educa ion con ex , i e child en’s books
we e selec ed, and a ious ac i i ies we e planned. In he con ex o he 1s Cycle o Basic Educa ion, ou
books we e chosen, and ac i i ies we e designed based on he essen ial lea ning goals o he i s yea o
schooling. This p ojec aimed o p omo e an in e disciplina y app oach, guided by he explo a ion o
child en's li e a u e o encou age en i onmen al awa eness. Th oughou he in e en ion, he child en’s
in e es s and opinions we e conside ed du ing he planning and implemen a ion phases, ensu ing ha hey
played an ac i e ole in he lea ning p ocess. To documen he da a collec ed du ing he in e en ion,
pho og aphic eco ds and audio eco dings we e ga he ed. These da a we e analyzed and e lec ed upon,
aking in o accoun he objec i es de ined o he p ojec . To assess he in e en ion, ques ionnai es we e
adminis e ed o he child en's pa en s o gua dians, which p o ed essen ial in unde s anding how child en's
li e a u e con ibu ed o os e ing g ea e en i onmen al awa eness in he child en. The esul s con i med
he p ojec 's objec i es, showing a g owing in e es in ecological hemes and a g ea e willingness o adop
sus ainable beha io s.
Keywo ds: Child en; En i onmen al awa eness; P eschool educa ion; Child en's li e a u e.
ii
ÍNDICE
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ....................... ii
AGRADECIMENTOS ....................................................................................................................... iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ..................................................................................................... i
RESUMO ........................................................................................................................................
ABSTRACT .................................................................................................................................... i
ÍNDICE ........................................................................................................................................ ii
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................... 1
CAPÍTULO I - CONTEXTO DE INTERVENÇÃO E INVESTIGAÇÃO ......................................................... 3
1.1. Ca ac e ização do con ex o de Educação P é-Escola  .............................................................. 3
1.1.1. Relação amília-escola .................................................................................................... 3
1.2. Ca ac e ização do g upo do con ex o de Educação P é-Escola ................................................ 4
1.2.1. Ca ac e ização da sala de a i idades ............................................................................... 4
1.2.2. Ro ina diá ia ................................................................................................................... 6
1.3. Ca ac e ização do con ex o do 1.º Ciclo do Ensino Básico ....................................................... 7
1.3.1. Ca ac e ização da u ma ................................................................................................. 7
1.3.2. Ro ina diá ia no con ex o ................................................................................................ 7
1.4. Iden i icação da p oblemá ica ................................................................................................. 8
1.4.1. Obje i os de in e enção e in es igação ............................................................................. 10
CAPÍTULO II – ENQUADRAMENTO TEÓRICO E CURRICULAR ......................................................... 11
2.1. A Li e a u a pa a a In ância na Educação P é-Escola e no 1º. CEB ....................................... 11
2.2. A impo ância da Educação Ambien al  ................................................................................. 14
2.3. A Li e a u a pa a a In ância e a Educação Ambien al  ............................................................ 16
CAPÍTULO III – PLANO GERAL DE INTERVENÇÃO E INVESTIGAÇÃO ................................................ 19
3.1. Me odologia do p oje o de in e enção pedagógica: uma isão ge al ...................................... 19
3.1.1. Iden i icação e seleção dos li os de li e a u a in an il .................................................... 20
3.2. Plani icação da ação pedagógica .......................................................................................... 24
3.3. Es a égias de in e enção pedagógica .................................................................................. 26
3.4. Técnicas e ins umen os de ecolha de dados ....................................................................... 29
3.4.1. Análise documen al ...................................................................................................... 30
3.4.2. Obse ação Pa icipan e ............................................................................................... 31
1
INTRODUÇÃO
O p esen e ela ó io oi ealizado no âmbi o da Unidade Cu icula de “Es ágio” do 2.º ano do cu so
de Mes ado em Educação P é-Escola e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, da Uni e sidade do Minho.
Es e esul a de um p oje o de in e enção e in es igação pedagógica desen ol ido em con ex o de
Educação P é-Escola e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB), em Ins i uições Educa i as
pe encen es ao dis i o de B aga.
A ase inicial de obse ação oi o pon o de pa ida pa a a elabo ação des e p oje o. A a és des e
momen o inicial, oi possí el a e igua os in e esses das c ianças. Pa indo desses in e esses elabo ou-
se um p oje o que a icula a Li e a u a pa a a In ância e a Educação Ambien al. No con ex o de Educação
P é-Escola , p ocu ou-se p omo e uma ap endizagem in eg ada das di e en es á eas de con eúdo à luz
do que é indicado nas "O ien ações Cu icula es pa a a Educação P é-Escola ”. Os emas ambien ais
selecionados esul am da explo ação de ob as de Li e a u a pa a a In ância, endo-se elacionado com:
a eciclagem, o cuidado com a na u eza, a poluição da água, a pe da de habi a s e compo amen os
p e en i os.
Pensado p imei amen e pa a o con ex o de Educação P é-Escola , es e p oje o oi adap ado numa
segunda ase, a um con ex o de Ensino no 1.º CEB. Pa a es e con ex o a iculou-se an o a á ea cu icula
de “Es udo do Meio” como a de “Po uguês” nas a i idades desen ol idas.
A endendo à na u eza in es iga i a des e p oje o de in es igação, ado ou-se uma me odologia de
in es igação-ação, sendo con empladas as ases da: plani icação, ação, obse ação e e lexão de o ma
cíclica.
Rela i amen e à sua es u u a, es e ela ó io é cons i uído po cinco capí ulos, os quais a am
di e en es emá icas. No capí ulo I – Con ex o de in e enção e in es igação – ap esen a-se uma
ca ac e ização ge al dos con ex os da p á ica pedagógica, do g upo de c ianças da Educação P é-Escola
e da u ma do 1.º CEB. De seguida, expõe-se a p oblemá ica que mo i ou a conceção do p oje o de
in e enção pedagógica, bem como os obje i os ge ais e especí icos de in e enção e de in es igação.
No capí ulo II – Enquad amen o eó ico e cu icula – encon a-se a undamen ação eó ica
ela i amen e à Educação Ambien al e à sua impo ância pa a as c ianças, assim como a impo ância
da Li e a u a pa a a In ância. Tendo em con a o e e ido, o am ecidas algumas conside ações e
analisada alguma li e a u a da á ea sob e: a Li e a u a pa a a in ância no P é-Escola e 1º. CEB; a
impo ância da Educação Ambien al; e, po úl imo, a Li e a u a pa a a in ância e a Educação Ambien al.

2
No capí ulo III – Plano ge al de in e enção e in es igação pedagógica – ap esen a-se, de uma
o ma ge al, a me odologia u ilizada no desen ol imen o do p esen e p oje o de in e enção pedagógica.
Segue-se a plani icação da ação pedagógica, assim como se dão a conhece as es a égias de in e enção
u ilizadas, as écnicas e ins umen os selecionados pa a a ecolha de dados e, po im, o mé odo de
a amen o e análise de dados u ilizado.
No capí ulo IV – Desen ol imen o e a aliação da in e enção pedagógica – ap esen a-se a análise
da a aliação do con eúdo cien í ico dos li os de Li e a u a pa a a In ância. Pos e io men e, expõe-se o
desen ol imen o da in e enção an o na Educação P é-Escola como no 1.º CEB, a a és da análise de
alguns diá ios das a i idades. Po im, são pa ilhadas as di e sas a aliações ealizadas, a a és de
di e en es ins umen os de ecolha de dados.
No capí ulo V – Conside ações e e lexões inais – são ecidas á ias conside ações ge ais (5.1.),
em a iculação com os obje i os de inidos no capí ulo I, e são ap esen adas algumas e lexões ela i as
ao impac o do p oje o no desen ol imen o pessoal e p o issional (5.2.).
3
CAPÍTULO I - CONTEXTO DE INTERVENÇÃO E INVESTIGAÇÃO
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nes e p imei o capí ulo, ap esen a-se uma ca ac e ização do con ex o de Educação P é-Escola
(1.1.), do g upo de c ianças do con ex o de Educação P é-Escola (1.2.) e da u ma do con ex o de 1.º
CEB (1.3.). De seguida, expõe-se a p oblemá ica que mo i ou a conceção do p oje o de in e enção
pedagógica (1.4.), bem como os obje i os ge ais e especí icos de in e enção e de in es igação (1.5.).
1.1. Ca ac e ização do con ex o de Educação P é-Escola
O es ágio pedagógico supe isionado, em con ex o de Educação P é-Escola , oi ealizado numa
Ins i uição Pa icula de Solida iedade Social (IPSS). A ins i uição onde oi ealizada a p á ica pedagógica
supe isionada em Educação P é-Escola dispõe de duas alências, c eche e ja dim de in ância. No
ja dim de in ância encon a-se insc i o um o al de 128 c ianças, 48 em c eche e 80 em p é-escola .
O con ex o de C eche possui 3 salas e a Educação P é-Escola 4 salas. Adicionalmen e, a
ins i uição dispõe de um ex enso e e dejan e espaço ex e io , que inclui dois pa ques in an is. Cada á ea
de a uação possui o seu p óp io pa que, equipado com ma e iais ap op iados às idades das c ianças e
às necessidades das mesmas.
O pa que in an il é um dos espaços mais con ida i os à di e são e é poli alen e, dado que
possibili a di e sas expe iências. É cons i uído po ês baloiços, dois balancés e qua o esco egas, sendo
que dois deles pe encem a uma es u u a na qual é possí el epa , subi escadas e as eja po um
únel. Possui ambém um pequeno campo de u ebol. Pa a além de p omo e o con ac o com a na u eza,
ainda es imula a mo icidade g ossa e possibili a o desen ol imen o de compe ências sociais, como a
coope ação, a a és de a i idades lúdicas e in e a i as.
Em elação aos ecu sos humanos, a equipa docen e é compos a po 7 educado as de in ância,
uma p o esso a de inglês, uma de música e um p o esso de judo e despo o, que são esponsá eis
pelas a i idades ex acu icula es o e ecidas pela IPSS. Es as a i idades ex acu icula es são pagas e os
enca egados de educação podem ou não insc e e as c ianças.
1.1.1. Relação amília-escola
Nes a ins i uição a elação amília-escola é ida em g ande conside ação e p ocu a-se que seja o
mais a i a possí el. A amília em con ac o di e o com as auxilia es de ação educa i a e com as
educado as. Semp e que há algum p oblema, an o a educado a como os pais êm abe u a e
disponibilidade pa a comunica . Os pais êm conhecimen o de odos os p oje os da ins i uição, assim
como podem pa icipa a i amen e no p ocesso de ap endizagem. As amílias ealizam abalhos com as
4
c ianças a pedido das educado as, pa a que possam es a in eg adas nas a i idades escola es e no dia
a dia dos ilhos. Uma das con ibuições dos pais são, po exemplo, as deco ações que elabo a am com
as c ianças pa a o Halloween, Na al e ou as épocas es i as. Como apon a Magalhães (2007), quando
as amílias demons am disponibilidade e in e esse em pa icipa êm a opo unidade de “da algum do
seu empo e alen o pa a apoia as escolas ou ja dins de in ância” (p. 128). Es a colabo ação bene icia,
não apenas a c iança, mas ambém odos os agen es en ol idos.
1.2. Ca ac e ização do g upo do con ex o de Educação P é-Escola
O g upo de c ianças do con ex o de Educação P é-Escola é compos o po in e c ianças, oi o do
sexo eminino e doze do sexo masculino. 5 êm ês anos, 14 êm qua o anos e o menino com NEE em
5 anos. De salien a que odas as c ianças do g upo já inham equen ado o ja dim de in ância no ano
ansa o e que a Educado a e a Assis en e Ope acional semp e os acompanha am.
De uma manei a ge al, as c ianças são pon uais, ex o e idas, comunica i as, in e essadas e
di e idas. Exis e um g upo de c ianças que se des aca pela a enção p es ada e pela pa icipação a i a.
Maio i a iamen e, as c ianças são au ónomas, c ia i as, com sen ido c í ico e gos am de pa icipa em
a i idades no ex e io . À pa e isso, demons am di iculdades em espei a as eg as es abelecidas e em
esol e con li os, o que pode esul a da di iculdade em pa ilha . Con udo, com a mediação dos adul os,
os p oblemas endem a se acilmen e esol idos.
É impo an e des aca que uma c iança es á e e enciada pela Equipa Local de In e enção, que
isi a a sala uma ez po semana pa a desen ol e a i idades especí icas. Essa c iança é mui o bem
acolhida pelo g upo, embo a po ezes enha compo amen os ag essi os. De ido ao desen ol imen o
linguís ico limi ado, 2 c ianças são acompanhadas em e apia da ala. Pa a além dessas, duas c ianças
demons a em di iculdades na linguagem, ou as an as ap esen am p oblemas a icula ó ios e ou os
elacionados com o uso excessi o de elas.
1.2.1. Ca ac e ização da sala de a i idades
A sala de a i idades es á di idida em di e en es á eas (como é possí el obse a na Figu a1):
biblio eca, cons uções, qua o, exp essões, cozinha e jogos. Pa a além disso, as c ianças êm uma casa
de banho comum na sala.
É na á ea das cons uções ( ape e) que as c ianças eúnem de manhã e ambém ao longo do dia,
semp e que é necessá io que as c ianças es ejam sen adas. Rela i amen e às dimensões das á eas, a
única que não em g ande espaço é a á ea do qua o.
5
Quan o aos ma e iais, espe a-se que sejam a iados e de qualidade, pa a p opo ciona uma
expe iência ica, es imulan e e adequada às necessidades de ap endizagem de odos. A a iedade de
ma e iais disponí eis e acessí eis às c ianças nas di e en es á eas p omo e a consciência das di e enças
en e as pessoas e as suas expe iências (ex: “Aquela ou a c iança que ai pa a a á ea das cons uções
es á ime sa na ealidade a a és de ou os papéis: o de ped ei o, o de ca pin ei o, o de cons u o ci il.
Es á ime sa no mundo das p o issões e ou a ez, po an o, em papéis sociais e elações in e pessoais
especí icas de ou o mundo.” (Oli ei a-Fo mosinho, 2013, p. 84)). Os ma e iais exis en es na sala de
a i idades são maio i a iamen e come cializados, não ha endo mui os de im abe o, como po exemplo,
ma e iais eu ilizá eis e na u ais. A u ilização de ma e iais eu ilizá eis e ma e iais na u ais pode
p opo ciona “inúme as ap endizagens e incen i a a c ia i idade, con ibuindo ainda pa a a consciência
ecológica e acili ando a colabo ação com os pais/ amílias e a comunidade.” (Sil a e al., 2016, p. 26)
A á ea das exp essões é a segunda maio á ea e nela as c ianças êm mesas e cadei as e odos
os ma e iais de que necessi am pa a ealiza as mais di e sas a i idades de exp essão plás ica. A á ea
da biblio eca é a menos ap eciada pelas c ianças. Embo a seja acolhedo a e enha sido ecen emen e
al e ada, os li os não se encon am em mui o bom es ado de conse ação. Tal ez po isso, não é uma
á ea mui o a a i a. Foi uma á ea que, em conjun o com a educado a, consegui melho a e alo iza ,
uma ez que e i amos a mesa que lá se encon a a e colocamos uma enda com um aspe o mui o
acolhedo e in imis a.
É impo an e ealça que as á eas es ão de idamen e iden i icadas e que as c ianças colocam as
suas o og a ias no placa quando pa a lá se di igem. Des e modo é mais ácil pa a a educado a sabe
se as á eas já es ão p eenchidas, conseguindo pe cebe ambém se as c ianças se desloca am pa a
ou as á eas sem a isa .
No ge al, a iluminação da sala de a i idades é pob e. Embo a haja janelas e uma po a, é semp e
necessá io eco e à luz a i icial. Nas pa edes, a educado a expõe as p oduções das c ianças, o quad o
de ani e sá ios e deco ação alusi a à es ação do ano, ao p oje o de sala e à época es i a (dependendo
da época do ano).
A o ganização do espaço desempenha um papel undamen al na ap endizagem, pa a além de
desen ol e a independência e a au onomia das c ianças e do g upo. Quando as c ianças se ap op iam
do espaço, exis e uma maio possibilidade de se em c ia i as e de se exp essa em li emen e.
6
.
Figu a 1. Plan a da sala de a i idades
Fon e: au o ia p óp ia
1.2.2. Ro ina diá ia
O pe íodo da manhã inicia-se às 9h, com o acolhimen o na á ea cen al da sala, onde as c ianças
se sen am e con e sam sob e di e en es assun os. Após es e momen o de pa ilha e diálogo, as c ianças
can am os bons-dias e p eenchem o quad o das p esenças.
Ocasionalmen e, as c ianças azem pa a a sala li os que gos a am de ou i le , e a educado a,
se o opo uno, p ocede à sua lei u a. Fo a es es momen os, as c ianças êm libe dade pa a escolhe
as á eas pa a onde que em i b inca , pe manecendo nesses espaços ce ca de 45 minu os. Após esse
pe íodo, é-lhes comunicado que podem oca de á ea.
Caso haja alguma a i idade a se ealizada, a educado a ai chamando as c ianças pa a se
di igi em à á ea das exp essões e aí as c ianças são dis ibuídas em pequenos g upos pa a o
desen ol imen o das a i idades. Nos dias em que as condições me eo ológicas o pe mi em, as c ianças
di igem-se ao pa que, onde pe manecem a é à ho a de almoço, que oco e às 11h30min. Nos dias em
que isso não é possí el, as c ianças con inuam a sua b incadei a li e na sala.
Após o pe íodo do almoço, as c ianças do mem a ses a das 12h30min. às 15h. À medida que ão
despe ando, di igem-se à casa de banho e g adualmen e ão sendo in oduzidas na o ina da a de.
Du an e a a de, a educado a em po hábi o e mina as a e as que não concluiu da pa e da manhã e
can a ou aze jogos com as c ianças.
Pe o das 16h30min. algumas das c ianças equen am as a i idades ex acu icula es, e, po isso,
ausen am-se da sala po ce ca de 45 minu os. As a i idades ex acu icula es são pagas pelos pais e
nem odas as c ianças as equen am. O dia e mina às 17h30min., que é o momen o em que a
educado a e mina o seu ho á io le i o.
Man a/ Á ea das cons uções
Á ea dos
jogos
Á ea da
Cozinha
Á ea da
biblio eca
Á ea das exp essões
Á ea do Qua o

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1.3. Ca ac e ização do con ex o do 1.º Ciclo do Ensino Básico
O es ágio pedagógico supe isionado, em con ex o de 1.º CEB, oi ealizado numa Escola Pública
do dis i o de B aga. A escola compo a a ualmen e 270 c ianças, das quais 93 equen am a Educação
P é-Escola e 177 equen am o 1.º CEB. Na alência de P é-Escola , as c ianças es ão dis ibuídas po
4 salas he e ogéneas. Já no 1.º CEB, exis em 8 salas, 2 salas de 1.º ano, 1 sala de 1.º e 4.º ano, 2 salas
de 2.º ano, 1 sala de 3.º ano e, po im, 2 salas de 4º. ano. Quan o ao pessoal docen e, exis e um o al
de 20 p o esso es (nes e inclui-se, o p o esso i ula de u ma, as educado as, os p o esso es de apoio
e os p o esso es das AECS). Há ainda 11 auxilia es de ação educa i a.
Rela i amen e ao espaço, a escola con ém um e ei ó io, uma biblio eca, uma sala de p o esso es,
uma sala de apoio e espaço um amplo des inado à ealização de a i idades de educação ísica e de
ec eio pa a os dias mais chu osos. O espaço ex e io , embo a amplo, não é mui o apela i o, uma ez
que não em espaços e des, nem g andes espaços de di e são. No en an o, es a limi ação do espaço
ex e io a o ece e es imula a c ia i idade dos alunos, le ando-os a c ia no as b incadei as.
1.3.1. Ca ac e ização da u ma
A u ma do 1.º ano é cons i uída po 20 c ianças (7 alunos do sexo eminino e 13 alunos do sexo
masculino), com idades comp eendidas en e os 6 e os 7 anos.
Assinalam-se duas c ianças com p oblemas de saúde, nomeadamen e 1 com epilepsia e 1 com
neu o ib oma ose, o que jus i ica que al em algumas ezes às aulas. A docen e suspei a que um aluno
pode á e Sínd ome de Tou e e, endo po isso encaminhado o aluno pa a a psicóloga da escola. A
u ma não ap esen a nenhum aluno com necessidades educa i as especi icas.
Os alunos des a u ma são bas an e ba ulhen os e agi ados, o que é ela i amen e na u al, uma
ez que se a a de um 1.º ano. A elação en e as c ianças é boa, embo a haja alguns compo amen os
menos empá icos e menos espei ado es en e as c ianças, o que le a a alguns momen os de maio
ensão. Rela i amen e ao ní el de ap endizagem, de o ma ge al, é um g upo que em bons esul ados,
uma ez que são pa icipa i os, empenhados e es o çados. A elação p o esso -aluno é mui o a e i a, o
que ge a um ambien e saudá el e acolhedo .
1.3.2. Ro ina diá ia no con ex o
Nes a escola, os alunos iniciam as aulas às 9h. Assim que chegam à sala, colocam os seus
pe ences nos cabides e o ganizam o ma e ial na mesa de abalho que lhes es á designada. De seguida,
a p o esso a az a chamada e con i ma os almoços das c ianças. Te minada es a a e a, dá-se início à
aula, que deco e a é às 10h30min. Po ol a dessa ho a, as c ianças e i am os lanches da lanchei a e
lancham na sala. Con o me ão acabando de lancha , di igem-se pa a o ec eio, não sem an es deixa em
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a mesa limpa e a cadei a a umada. Po ol a das 11h, a p o esso a ai busca as c ianças ao ec eio e
ecomeça a aula, que se p olonga a é à 13h.
O pe íodo de almoço deco e en e a 13h e as 14h. Te minada a ho a de almoço, as c ianças êm
ainda empo pa a b inca a é o pe íodo da a de começa . Po ol a das 14h30m, a p o esso a eg essa
da sua ho a de almoço e dá-se início a 1h de aula com a docen e i ula . Após as 15h30m, as c ianças
insc i as nas AEC êm: à segunda- ei a, Educação A ís ica; à e ça- ei a, Música; à qua a- ei a, Despo o;
à quin a- ei a, Fo a da Caixa, a é às 16h30; e à sex a- ei a, os alunos êm Educação A ís ica e Fo a da
caixa a é às 17h30min. Pa a as c ianças que não equen am as AEC o seu dia de aulas e mina às
15h30min.
1.4. Iden i icação da p oblemá ica
A p oblemá ica que es e e subjacen e à in e enção pedagógica su giu de um pe íodo de
obse ação inicial dos con ex os de Educação P é-Escola e de 1.º Ciclo do Ensino Básico. Du an e esse
pe íodo, a obse ação ocou-se em á ias a iá eis con ex uais, como a o ina, a ação pedagógica da
educado a/p o esso a, as in e ações e in e esses das c ianças/alunos, o espaço e ma e iais pedagógicos
disponí eis. Tendo em conside ação es as obse ações, p ocu ou-se ap o unda e p oblema iza o
con ex o, com is a a pe spe i a -se a cons ução e o desen ol imen o de um plano de ação e
in es igação pedagógica.
A p esença das ciências no p esen e p oje o de e-se, sob e udo, ao in e esse genuíno mani es ado
pelas c ianças em comp eende os enómenos na u ais que oco em ao seu edo . As c ianças e ela am
uma p eocupação signi ica i a em elação ao meio ambien e e à educação ambien al, mani es ando a
consciência de que a água é um ecu so p ecioso e que a de em poupa . Tal obse ação e idenciou que
a p ese ação dos ecu sos na u ais, como a água, é um in e esse e uma cu iosidade das c ianças.
Des a o ma, conside ou-se pe inen e p omo e uma maio explo ação dessa emá ica.
No pe íodo de obse ação ealizado no início do ano le i o, oi ambém possí el pe cebe um cla o
gos o pela lei u a e pelo momen o da "Ho a do Con o”. Apesa de as c ianças demons a em di iculdades
em man e a a enção no momen o da lei u a, o en usiasmo po es a p á ica e a e iden e, e le indo um
in e esse genuíno pelas ob as e pela in e ação exis en e.  Ainda em unção das obse ações iniciais, oi
possí el e i ica que a á ea da biblio eca é a menos p ocu ada pelas c ianças e ambém a menos
a a i a. Nes e sen ido, conside ou-se pe inen e desen ol e com as c ianças a i idades que
desen ol essem o gos o pelos li os e a p edisposição pa a a “Ho a do Con o”.
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Além da a iculação en e a Educação Ambien al e a Li e a u a pa a a In ância, p ocu a -se-á a
cons ução a iculada do sabe , econhecendo que o desen ol imen o e a ap endizagem se p ocessam
de o ma holís ica, in eg ando di e en es dimensões do conhecimen o. (Sil a e al., 2016)
No con ex o do 1.º CEB, os alunos não demons a am, com a mesma exp essi idade obse ada
no g upo do P é-escola , compo amen os olun á ios de in e esse pela emá ica ambien al. No en an o,
e idencia am p eocupação em ealiza co e amen e a eciclagem e em e i a a poluição do ambien e,
o que o na undamen al a p omoção da comp eensão sob e a impo ância da p ese ação ambien al.
Assim, a conc e ização des e p oje o o na-se impo an e pa a que se omen e nas c ianças a mo i ação,
o in e esse e a consciência ambien al. Des e modo, p ocu a -se-á desen ol e uma ap endizagem
globalizan e das di e en es á eas do sabe , uma ez que o ensino “des ina-se a o ma alunos e alunas
com uma isão global de mundo, ap os pa a euni os conhecimen os adqui idos. Isso oco e po que a
in e disciplina idade o e ece uma isão de mundo baseada na elação en e o odo e as pa es.” (San os
e al., 2012, p. 62).
A a és da u ilização de di e sos ecu sos, nomeadamen e os ecnológicos, p ocu ou-se
desen ol e e cap a a a enção dos alunos pa a a emá ica do ambien e. Pa indo da explo ação de ob as
de Li e a u a pa a a In ância, en ou-se não só desen ol e a consciência ambien al das c ianças, mas
ambém p omo e uma ap endizagem in eg ada e signi ica i a, in e ligando semp e em cada a i idade
pelo menos uma ou a componen e do cu ículo. Pa a Pombo, a in e disciplina idade c ia um espaço
compa ilhado que une di e sas á eas do sabe , o que implica a abe u a de pensamen o e a cu iosidade
em elação ao que se p ocu a pa a lá de si mesmo (1994) A in eg ação de á ias disciplinas numa só
a i idade, esul a num en iquecimen o ecíp oco.
Segundo G een e Liu (2024), as c ianças de hoje en en am desa ios ambien ais signi ica i os,
como o aquecimen o global, a poluição e a pe da de biodi e sidade, mui os dos quais esul am das ações
humanas. No en an o, a in ância ep esen a uma ase c ucial pa a a o mação de a i udes p ó-ambien ais.
As c ianças possuem uma "janela de opo unidade" única, ca ac e izada po uma o e sensibilidade
mo al que as le a a conside a mo almen e e adas ações p ejudiciais ao meio ambien e (K e enaue ,
2017). Além disso, são mais abe as a suges ões e susce í eis a in luências do que os adul os, o que
o na a educação ambien al especialmen e e icaz nes a ase. P omo e expe iências posi i as com e na
na u eza du an e a in ância desempenha um papel undamen al na o mação de uma ligação emocional
com o meio ambien e, o que, po sua ez, p edispõe as c ianças a ado a compo amen os p ó-
ambien ais. (G een & Liu, 2024)
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1.4.1. Obje i os de in e enção e in es igação
Tendo em con a o e e ido an e io men e, o p oje o assume os seguin es obje i os ge ais de
in e enção e de in es igação:
1. Explo a ob as de li e a u a pa a a in ância pa a p omo e uma melho consciência ambien al
das c ianças da Educação P é-Escola .
2. Comp eende o con ibu o da explo ação da li e a u a pa a a in ância no desen ol imen o dessa
consciência ambien al.
Pa a o obje i o ge al de in e enção, são de inidos os seguin es obje i os especí icos:
• Iden i ica á ias ob as de li e a u a in an il, sob e as emá icas cien í icas a explo a , que ela em
á ios p oblemas ambien ais.
• Analisa as di e en es ob as com base na co eção do con eúdo cien í ico e em c i é ios
li e á ios.
• Explo a as ob as selecionadas com as c ianças.
Pa a o segundo obje i o ge al de in es igação, são de inidos os seguin es obje i os especí icos:
• Analisa o p ocesso de explo ação de cada ob a e a sua a iculação com a p omoção de uma
melho consciência ambien al.
• A e igua as pe ceções das c ianças e dos adul os sob e a in luência da explo ação das ob as
de li e a u a pa a a in ância no desen ol imen o de uma melho consciência ambien al.
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concei os cien í icos (…) A educação em ciências a o ece o desen ol imen o da capacidade de pensa
cien i icamen e. (Ma ins e al., 2009, p. 13)
Ma ins e al., ela i amen e à elação en e a li e a u a in an il e a educação ambien al, de endem
que o educado /p o esso de e “p omo e um ambien e em que as c ianças possam ap ecia a ciência
e cons ui expe iências posi i as em elação a ela, is o que as imagens se cons oem desde cedo e a
sua mudança não é ácil.” (2009, p. 13) O cuidado com o ambien e é um dos emas ans e sais que
pode ocupa uma g ande pa e do in e esse e explo ação pedagógica. Essa e sa ilidade e en oque
in e disciplina pe mi e que as c ianças desen ol am uma isão holís ica sob e os desa ios ambien ais.
Como e e e Cab e a e Ga cía, a educação ambien al é um “desses emas in isí eis no cu ículo, com
um ca ác e in e disciplina , que pode se abalhado em pa alelo com as disciplinas escola es.” (2017,
p. 68).
Cab e a e Ga cía (2017) de endem que é “al amen e aconselhá el in oduzi na sala de aula a
lei u a de í ulos que, ao mesmo empo que o mam lei o es, ambém educam a sensibilidade pa a
ques ões como o espei o pela na u eza e a impo ância de a cuida .” (p. 70)
Con o me e e e Ramos e Ramos,
a li e a u a pa a a in ância não é alheia, desde a sua génese, à necessidade de se incula ideologicamen e
a p incípios e alo es idos como ele an es e de e minan es pa a a o mação do indi íduo e pa a a sua
elação com os ou os e com o meio onde se inse e, associados a uma dimensão pedagógica al o de um
a amen o p i ilegiado po pa e de mui os au o es. (2013, p. 19).
Uma pa e signi ica i a da li e a u a pa a a in ância encon a o seu sucesso en aizado na elação
com o ambien e na u al, e idenciada pela p esença de elemen os como a água, as lo es as, os se es
i os, a e a e o uni e so. Desde o desen ol imen o das eo ias da Ecoc í ica, econhece-se a
necessidade de lei u as que en a izem as conexões en e a li e a u a e os alo es ecológicos (Cab e a &
Ga cía, 2017).
Cou inho e Aze edo mencionam ainda que
O papel da escola em elação à lei u a al e ou-se subs ancialmen e, nos úl imos empos, e ela – a lei u a
– não pode se só esponsabilidade da aula de Po uguês. Te á que se uma esponsabilidade pa a a
o ien ação do gos o e do encan amen o pela lei u a e pela li e a u a. Comp eende que a lei u a é a e a
comum a odas as á eas é o passo inicial pa a es e comp omisso. (2007, p. 40).
A endendo ao e e ido, econhece-se que a li e a u a in an il o e ece ao docen e a opo unidade de
desen ol e a i idades pedagógicas sob e uma a iedade de emas, pe mi indo, assim, não apenas a
o mação do aluno como lei o , mas ambém a c iação de expe iências de ap endizagem c ia i as,

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lúdicas, signi ica i as e es imulan es, a o ecendo a p omoção de deba es e a inclusão de ópicos
di e sos, como a Educação Ambien al (Be oncello e al., 2018).
A li e a u a de po encial eceção in an il cons i ui um ins umen o de ele ado alcance o ma i o,
na medida em que, pa a além de alcança o aciocínio cogni i o, possibili a o abalho das emoções e
dos sen imen os, p omo endo, desde en a idade, uma consciencialização c í ica sob e o mundo,
nomeadamen e no que espei a à cons ução de uma consciência ecológica. Nes e âmbi o, é
undamen al que o li o in an il seja associado a uma dimensão ui i a, a e i a e a uma pa ilha con ínua
e signi ica i a, in eg ando-se de o ma na u al e consis en e nas o inas diá ias das c ianças. (Gue ei o
e al., 2024)
Balça e Aze edo (2016) des acam que “a li e a u a in an il con ém ob as que, que no ex o e bal
que no ex o icónico, ap esen am alo es que pe mi em uma e lexão sob e o ou o e sob e a sociedade
onde as c ianças se inse em” (p. 122). Assim, os li os assumem-se como e dadei os a e ac os
a ís icos, passí eis de expe imen ação e ino ação, an o ao ní el do con eúdo como do supo e,
con ibuindo pa a uma o mação in eg al da c iança (Gue ei o e al., 2024).
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CAPÍTULO III – PLANO GERAL DE INTERVENÇÃO E INVESTIGAÇÃO
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Nes e capí ulo ap esen a-se, de uma o ma ge al, a me odologia u ilizada no desen ol imen o do
p esen e p oje o de in e enção pedagógica (3.1.). Segue-se a plani icação da ação pedagógica (3.2.),
assim como se dão a conhece as es a égias de in e enção u ilizadas (3.3.), as écnicas e ins umen os
selecionados pa a a ecolha de dados (3.4.) e, po im, o mé odo de a amen o e análise de dados
u ilizado (3.5.).
3.1. Me odologia do p oje o de in e enção pedagógica: uma isão ge al
O p oje o de in e enção e in es igação pedagógica oi desen ol ido segundo a me odologia de
in es igação-ação, conside ando-se que a “p á ica e e lexão assumem no âmbi o educacional uma
in e dependência mui o ele an e, na medida em que a p á ica educa i a az à luz inúme os p oblemas
pa a esol e inúme as ques ões pa a esponde , ou seja, inúme as opo unidades pa a e lec i ”
(Cou inho e al., 2009, p. 358).
A in es igação-ação isa comp eende , ap imo a e e o ma as p á icas e os seus obje i os
incluem: a) melho a e/ou ans o ma a p á ica social e/ou educa i a, ao mesmo empo que
p ocu amos uma melho comp eensão sob e a espe i a p á ica; b) a icula de manei a pe manen e a
in es igação, a ação e a o mação; c) ap oxima mo-nos da ealidade, eiculando a mudança e o
conhecimen o; d) aze dos educado es p o agonis as da in es igação (La o e, 2004).
A In es igação-ação é um p ocesso cíclico que en ol e qua o e apas: plani ica , agi , obse a e
a alia . Cada espi al co esponde a um ciclo de in es igação-ação, podendo oco e du an e o p ocesso
á ios ciclos. Es a me odologia exige ação, e lexão e espí i o c í ico pois, como educado es e p o esso es,
é necessá io a alia con inuamen e as si uações e oma decisões ágeis e undamen adas.
Assim, com es a me odologia
(...) o que se p e ende é, acima de udo, ope a mudanças nas p á icas endo em is a alcança melho ias
de esul ados, no malmen e es a sequência de ases epe e-se ao longo do empo, po que há necessidade
po pa e do P o esso /In es igado , de explo a e analisa con enien emen e e com consis ência odo o
conjun o de in e acções oco idas du an e o p ocesso, não deixado de lado e en uais des ios p ocessados
po azões exógenas mas que êm que se le adas em con a e, desse modo, p ocede a eajus es na
in es igação do p oblema (Cou inho e al., 2009, p. 366).
Es a me odologia pe mi e con e i sen ido à ação do educado , nomeadamen e e uma in enção,
sabe o po quê do que az e o que p e ende alcança . Sil a e al. (2016) de endem que “Obse a ,
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egis a , documen a , planea e a alia cons i uem e apas in e ligadas que se desen ol em em ciclos
sucessi os e in e a i os, in eg ados num ciclo anual.” (p. 13). Des e modo, e segundo Sil a e al. (2016),
planea e a alia o p ocesso educa i o de aco do com o que o/a educado /a obse a, egis a e
documen a é condição pa a que a Educação P é-Escola p opo cione um ambien e es imulan e e
p omo a ap endizagens signi ica i as e di e si icadas, que con ibuam pa a uma maio igualdade de
opo unidades, e pa a que o educado ome consciência da sua ação e do p og esso das c ianças.
Rela i amen e ao p esen e p oje o, cada ciclo de in es igação-ação co espondeu à explo ação de
um ema de ciências, di ecionado pa a a Educação Ambien al, que no con ex o de Educação P é-Escola
que no con ex o de 1.º CEB.
Pa a a seleção dos li os de Li e a u a pa a a In ância, p ocu ou-se e em conside ação o in e esse
das c ianças, mas ambém uma a aliação p é ia de um conjun o de li os de li e a u a in an il. Es es
de e iam abo da emá icas de ciências ele an es e elacionadas com as suge idas nas o ien ações
cu icula es pa a a á ea do Conhecimen o do Mundo da Educação P é-Escola e, nas ap endizagens
essenciais, pa a a á ea de Es udo do Meio, espe i amen e.
3.1.1. Iden i icação e seleção dos li os de li e a u a in an il
Numa p imei a ase, oi ealizada uma pesquisa na in e ne , com base nas pala as-cha e
“poluição”, “ eciclagem”, “ambien e” e “ecopon os”. A pesquisa iniciou-se nas pla a o mas Wook e Fnac
Online, que possibili a am o acesso às sinopses e p imei as páginas dos li os. Pos e io men e, eco eu-
se ambém ao PNL, onde oi encon ado um li o ele an e (embo a a idade não co esponda ao p é-
escola , achei pe inen e e adequado ao g upo). Na Casa da Lei u a Online e na biblio eca da Casa do
Li o, não oi possí el encon a o ma e ial desejado, pois, após a lei u a das sinopses de po enciais
li os, e i icou-se que os con eúdos não da am a ên ase espe ada às emá icas escolhidas. As pesquisas
conc e izadas online, na Wook e Fnac Online, i e am po base os seguin es c i é ios: a) a idade, dos 3
aos 5 anos; b) o o ma o – li o; c) a língua – po uguês.
De aco do com os c i é ios selecionados, o am iden i icados po enciais li os pa a o g upo de
c ianças do con ex o de Educação P é-Escola , conside ando os emas p e is os: Reciclagem, Na u eza,
Poluição da água, Des lo es ação e Compo amen os p e en i os.
As ob as selecionadas pa a análise mais ap o undada o am:
- “As descobe as de So ia” de Mind he T ash;
- “Se á o ma o meu luga ?” de Sa ah Robe s
- “G e a e os gigan es” de Zoe Tucke ;
- “A meninas que plan a a á o es” de Ca yl Ha  e Anas asia Su o o a;
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- “Muda começa po nós” de Sophie Bee ;
- “Galochas e a Reciclagem” de Ma a Dua e;
- “A na u eza” de Yu al Zomme ;
- “Te a! Plane a Fan ás ico” de S acy McAnul y.
Após a iden i icação das ob as e uma b e e lei u a das mesmas, odas se mos a am
in e essan es, mas algumas mos a am-se inadequadas de ido à sua ex ensão. Ve i icou-se que apenas
os con eúdos dos cinco p imei os li os es a am alinhados com os obje i os delineados.
Pa a ealiza uma lei u a in eg al e uma a aliação ap o undada dos li os, di igi-me à loja da Fnac
e à biblio eca Lúcia C a ei o da Sil a, onde os li os selecionados pude am se adqui idos.
Rela i amen e ao con ex o do 1.º CEB, p ocedeu-se a uma no a pesquisa no ca álogo online do
PNL, no clube de lei u a da ODS e nos si es de enda de li os, Wook e Fnac online. Nes e caso, além
da pala a-cha e sob e a emá ica p e is a, u iliza am-se ambém os seguin es c i é ios: a) a idade, dos
6 aos 8 anos; b) o o ma o – li o; c) a língua – po uguês. De aco do com os c i é ios selecionados,
o am iden i icados po enciais li os pa a o con ex o de 1.º CEB, conside ando os emas: Al e ações
climá icas, Ameaças à Biodi e sidade, Impo ância da água e Reciclagem e Reu ilização.
As ob as selecionadas pa a análise mais ap o undada o am:
- “Ma ia Bo elha, a ga a a a en u ei a” de Ped o Se omenho;
- “Há Incêndio na Flo es a” de Ma ga ida Rocha;
- “P o ege o Plane a” de Louise Spilgbu g e Manane Kai;
- “Piu e o Plane a” de Tânia Bailão Lopes;
- “O u so que não e a” de F ank Tashlin;
- “Es anhas C ia u as” de C is ina Si ja Rubio;
- “O ma começa aqui” de Ze o a Oi o;
- “A iagem do saco plás ico” de Sa a Rodi.
A seleção de li os ap op iados pode se uma a e a desa ian e, uma ez que é undamen al
a ende a de e minados c i é ios. A a és da u ilização da li e a u a pa a a in ância como e amen a
pedagógica, é possí el ensina ciências, pois “uma li e a u a bem esc i a e adequada ao desen ol imen o
não só o nece conhecimen os sob e os con eúdos e p omo e as compe ências do p ocesso cien í ico,
como ambém despe a a cu iosidade das c ianças e o e ece opo unidades de in es igação.” (Sackes e
al., 2009, p. 415)
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Embo a a li e a u a seja um excelen e meio pa a o ensino das ciências, é necessá io analisa
conceções e adas que possam exis i , ais como ilus ações inexa as, an asia e an opomo ismo
(Sackes e al., 2009). Assim, os li os selecionados o am analisados quan o à sua ex ensão, con eúdo
e componen es isuais e ex uais, a aliando-se a p ecisão ou imp ecisão das ep esen ações dos
enómenos cien í icos, com p io idade pa a as ob as cuja abo dagem se ap oximasse mais da ealidade,
de modo a minimiza possí eis equí ocos concep uais.
A endendo a odos es es aspe os, a “u ilização de li os ilus ados, se o em cuidadosamen e
escolhidos, pa a ensina concei os cien í icos a c ianças pequenas pode se uma abo dagem pedagógica
e icaz” (Mo ow e al., 1997; Saul & Dieckman, 2005; Spence & Guillaume, 2006, ci ados em Sackes
e al., 2009, p. 416).
Como esul ado de odo es e p ocesso, o am selecionados pa a o con ex o de Educação P é-
Escola , os seguin es li os de Li e a u a pa a a In ância:
Tabela 1. Ob as li e á ias selecionadas pa a a Educação P é-Escola
Tí ulo da ob a
Au o
Sinopse
Possí eis emas a
abo da
“As
descobe as de
So ia”
(O1)
Mind he T ash
O que acon ece ao lixo que colocamos no caixo e
e o que ica no chão das uas?
Es e li o é di ecionado a odas as c ianças com
o obje i o de as sensibiliza pa a as boas p á icas
da sepa ação e eciclagem do lixo, não
esquecendo da impo ância da eu ilização.
- Reciclagem;
- Boas p á icas;
- Reu ilização.
“Se á o ma o
meu luga ?”
(O2)
Sa ah Robe s
O Tomé lu ua no ma como os animais do
oceano. Mas ele não é uma medusa nem mesmo
um peixe de escamas b ilhan es. O pob e Tomé
es á con uso! Quem se á ele, a inal?
- Poluição da Água;
- A p oblemá ica dos
plás icos nos
oceanos.
“G e a e os
gigan es”
(O3)
Zoe Tucke
A G e a ado a a ma a ilhosa lo es a onde i e,
odeada de na u eza e de odo o ipo de animais.
Quando os Gigan es chegam e começam a co a
á o es, a des ui plan as e a cons ui cidades
ão g andes como eles, a G e a pe cebe que a sua
lo es a es á p es es a mo e . É en ão que ela
em uma ideia que pode sal a o plane a.
- Des lo es ação;
- Des uição de
habi a s.

23
“A meninas
que plan a a
á o es”
(O4)
Ca yl Ha  e
Anas asia
Su o o a
Nes a his ó ia, o sonho de uma menina inspi a
uma aldeia in ei a. Ao descob i que, em empos,
exis iu uma ondosa lo es a na mon anha
cinzen a, uma menina decide plan a ali no as
á o es, an as quan as consegui .
- Des lo es ação;
- Impo ância de
plan a á o es.
“Muda
começa po
nós”
(O5)
Sophie Bee
As ilus ações e nu en as, di e idas, cheias de
co e de i mo, celeb am e elemb a-nos o pode
que odos emos nas nossas mãos pa a ajuda a
cons ui um mundo melho .
- Compo amen os
p e en i os.
Como esul ado de odo es e p ocesso, o am selecionados, pa a o con ex o do 1.º CEB, os
seguin es li os de Li e a u a pa a a In ância:
Tabela 2. Ob as li e á ias selecionadas pa a o Ensino do 1.º CEB
Tí ulo da ob a
Au o
Sinopse
Possí eis emas a
abo da
“Há incêndio
na lo es a”
(O6)
Ma ga ida
Rocha
É uma his ó ia de co agem que nos é con ada po
5 amigos, o Ou iço-Cachei o, a Leb e, a Raposa, a
Toupei a e o Esquilo que eem chega um incêndio
à Flo es a onde i em.
Em união comba em um ogo assus ado que
coloca em isco as suas casas, as suas idas e a de
odas as espécies que i em na Flo es a.
- Riscos de incêndios;
- Compo amen os de
isco;
- Impo ância da
na u eza.
“A iagem do
saco
plás ico”
(O7)
Sa a Rodi
Es a ob a, ela a a his ó ia de um saco de plás ico
que e a aidoso, esis en e e ei o pa a du a , mas
que ao se dei ado ao lixo após a p imei a u ilização
começa a ques iona -se pa a que se e. Ao longo
da na a i a, o saco plás ico ai demons ando a
sua u ilidade.
- Reciclagem;
- Reu ilização;
- Poluição.
“O ma
começa
aqui”
(O8)
Ze o a Oi o
Num dia de p aia com os p imos, o Sal ado
encon a o seu b inquedo p e e ido na água. Ficou
con uso, pois o seu b inquedo ha ia caído na
sa je a e ago a ele encon a a-o no ma . Ao
pe cebe que udo o que en a numa sa je a acaba
- Poluição;
- Consciencialização
ambien al.
24
po i pa a ao ma , o Sal emba ca numa missão
pa a p o ege os oceanos.
“Es anhas
c ia u as”
(O9)
C is ina Si ja
Rubio
Um dia, os animais da lo es a depa am com um
mis e ioso ca az que anuncia: Fes a!
Com os animais dis aídos na es a, os homens
des oem os seus habi a s.
Um li o que e le e sob e a con i ência dos se es
humanos com os animais e as plan as, apagando a
hie a quia en e as espécies e de endendo uma
isão ab angen e do mundo.
- Des uição de
habi a s;
- Modi icação das
paisagens;
- Ameaças à
biodi e sidade;
- Impo ância da
na u eza.
3.2. Plani icação da ação pedagógica
Te minado o p ocesso de a aliação das ob as de Li e a u a pa a a In ância, a ançou-se pa a a
plani icação da ação pedagógica pa a ambos os con ex os de in e enção.
As OCEPE a i mam que “Planea implica que o/a educado /a e li a sob e as suas in enções
educa i as e as o mas de as adequa ao g upo, p e endo si uações e expe iências de ap endizagem e
o ganizando ecu sos necessá ios à sua ealização” (Sil a e al., 2016, p. 15).
Pa a Ba oso (2013), a plani icação é um ecu so essencial pa a a p á ica pedagógica,
con ibuindo pa a o êxi o do p ocesso ensino-ap endizagem, uma ez que possibili a ao docen e an ecipa
o desen ol imen o da aula, es abelecendo os obje i os, con eúdos, expe iências de ap endizagem e os
mé odos de a aliação. Des e modo, a plani icação assume-se como uma écnica que o
educado /p o esso em ao seu dispo pa a p epa a o seu abalho, o ganiza o empo das a i idades e
ga an i uma melho ap endizagem po pa e dos seus alunos.
Ba oso (2013) a i ma que a plani icação “de e con ibui pa a a o imização, maximização e
melho ia da qualidade do p ocesso educa i o. É um guião de ação que ajuda o p o esso no seu
desempenho” (p.11)
Pode dize -se que
Planea implica que o/a educado /a e li a sob e as suas in enções educa i as e as o mas de as adequa
ao g upo, p e endo si uações e expe iências de ap endizagem e o ganizando ecu sos necessá ios à sua
ealização. Planea pe mi e, não só an ecipa o que é impo an e desen ol e pa a ala ga as
ap endizagens das c ianças, como ambém agi , conside ando o que oi planeado, mas econhecendo
simul aneamen e opo unidades de ap endizagem não p e is as, pa a i a pa ido delas. (Sil a e al.,
2016, p. 15).
25
A plani icação da ação pedagógica é, em g ande pa e, ol ada pa a os docen es. No en an o,
especialmen e na Educação P é-escola , pode se bené ico en ol e as c ianças no p ocesso de
planeamen o. Como de endem Hohmann e Weika (1997, p. 249), planea “é um p ocesso in elec ual
no qual os obje i os in e nos dão o ma a acções an ecipadas”, sendo assim, um momen o em que as
c ianças se en ol em em di e sas ações men ais, delineando obje i os, an ecipando ações e
exp essando as suas in enções. Es e p ocesso não apenas de ine me as, mas ambém pe mi e a
ponde ação e lexibilidade, ab indo espaço pa a possí eis modi icações.
A plani icação da ação pedagógica, elabo ada no desen ola do p oje o de in e enção
supe isionada, com emplou a plani icação da explo ação da lei u a dos li os de Li e a u a pa a a
In ância, sendo essa explo ação di idida em ês momen os: p é-lei u a, lei u a e pós lei u a. Pa a cada
um desses momen os, de ini am-se obje i os de ap endizagem, ma e iais necessá ios e o empo de
du ação. Pa a além dos momen os dedicados à lei u a acima e e idos, a plani icação das a i idades de
pós-lei u a, elacionadas com a emá ica da Educação Ambien al, es á igualmen e p esen e na
plani icação da ação pedagógica (Anexo I).
Pa a o con ex o de Educação P é-Escola oi de inida uma sequência didá ica, com is a a a icula
di e en es emá icas ela i as ao ema da Educação Ambien al. Des a o ma, o am plani icadas di e sas
a i idades pa a cada um dos li os selecionados. Na abela que se segue, ap esen am-se as ob as
li e á ias explo adas e espe i as a i idades ealizadas.
Tabela 3. Ob as li e á ias explo adas e a i idades ealizadas na Educação P é-Escola
Ob as li e á ias
A i idades
- “As descobe as de So ia” de Mind he T ash
Recolha de lixo e sepa ação nos con en o es da sala
Sepa ação dos lixos pelos ecopon os de ua
- “Se á o ma o meu luga ?” de Sa ah Robe s
Visualização de um ídeo
Rep esen ação do Oceano
- “G e a e os gigan es” de Zoe Tucke
Iden i icação das ca ac e ís icas mo ológicas dos peixes
Cons ução do habi a dos peixes
Obse ação de peixes num aquá io
- “A meninas que plan a a á o es” de Ca yl
Ha  e Anas asia Su o o a
Reu ilização
Realizam a plan ação em pequenos g upos
In odução à esc i a
- “Muda começa po nós” de Sophie Bee
A i idade de Educação Física
Tal e i ica-se ambém pa a o con ex o do 1.º CEB. Na abela que se segue, ap esen am-se as
ob as li e á ias explo adas e espe i as a i idades ealizadas.
26
Tabela 4. Ob as li e á ias explo adas e a i idades ealizadas pa a o 1.º CEB
Ob as li e á ias
A i idades
- “Há incêndio na lo es a” de
Ma ga ida Rocha
Realização de um jogo ela i o à comp eensão ex ual
Realização de um jogo sob e compo amen os a ado a em casos de
incêndio
Ida ao qua el dos bombei os olun á ios
Esc i a de ases simples sob e o que ap ende am com o jogo e a ida ao
qua el dos bombei os
Realização de um p oblema ma emá ico
- “A iagem do saco plás ico”
de Sa a Rodi
Recon o o al da ob a
Pa ilha de opiniões sob e os 7 R´s
Explo ação de um ídeo ilus a i o sob e os 3 R´s
Realização de um jogo sob e a eciclagem
Comple a um c ucig ama e uma pequena icha de ligações
Cons ução de um mu al alusi o à es ação da p ima e a
- “O ma começa aqui” de
Ze o e Oi o
Pa ilha de opiniões sob e os con inen es e oceanos que conhecem
Visualização de um ídeo explica i o
Jogo de pe gun as sob e oceanos e con inen es
Resolução de a i idade ma emá ica en ol endo o cálculo men al
Desen ol imen o de uma a i idade a ís ica ap esen ada na ob a
- “Es anhas c ia u as” de
C is ina Si ja Rubio
Recon o da ob a em pequeno g upo
Pa ilha das ideias p é ias sob e os di e en es ipos de paisagem
Dis inção de di e en es ipos de paisagens
Realização de ca azes em pequeno g upo
3.3. Es a égias de in e enção pedagógica
Pa a a explo ação dos li os de Li e a u a pa a a In ância a endeu-se a es a égias de lei u a
ela i as aos ês momen os an e io men e mencionados:
• O momen o de p é-lei u a é ulc al pa a que as c ianças pa ilhem as suas ideias p é ias de
o ma a pe spe i a em o con eúdo da na a i a, sendo ambém um momen o ele an e pa a
despe a a cu iosidade das c ianças, mo i ando-as pa a a lei u a. É nes e momen o que as
c ianças analisam os elemen os pa a ex uais da ob a, como a capa, o í ulo e as ilus ações,
de endo o docen e enco aja a c iança/aluno a exp essa as suas ideias e a pa ilha as suas
expe iências.
Sil ei a des aca a “impo ância da u ilização da e lexão a a és da in e ogação e de desa ios
que necessi em de ecu so ao pensamen o, de modo a e oca o pensamen o delibe ado,
33
desen ol idas ou pa a aze o le an amen o de opiniões e suges ões, mui as ezes de modo anónimo, e
que, de ou a o ma, se ia mais di ícil ob e ” (Ma a & Ped o, 2021, p. 41).
O ensino e a ap endizagem de em acompanha a e olução das ecnologias e dos no os
ins umen os de abalho, a es e p opósi o, Cos a e San os (2019, p. 25036) a i mam que
a escola p ecisa es a de po as abe as pa a o uso das no as ecnologias, pois a mesma é uma e men a
de al o po encial, que acili a o p ocesso de ensino e ap endizagem de o ma signi ica i amen e posi i a.
Pa a isso, no con ex o do 1.º Ciclo do Ensino Básico, oi desen ol ido um jogo na pla a o ma
Kahoo
, o qual uncionou como ques ioná io in e a i o. Es e jogo incluiu ques ões elacionadas com as
emá icas abo dadas ao longo da in e enção pedagógica em sala de aula. As ques ões cen a am-se,
maio i a iamen e, nas ap endizagens que adqui i am ela i amen e à consciência ambien al, sendo es a
in oduzida a a és de li os de li e a u a in an il. Além do jogo
Kahoo
, di ecionado aos alunos, os
Enca egados de Educação esponde am a um ques ioná io (Anexo III), com o obje i o de pa ilha os
conhecimen os adqui idos e as a i udes demons adas no con ex o amilia .
3.5. T a amen o e análise de dados
Os li os de Li e a u a pa a a In ância o am obje o de uma igo osa seleção, iden i icação e
análise. Pa a a análise de con eúdo, elabo ou-se uma ma iz que o ganiza e sin e iza os c i é ios
u ilizados.
Tabela 6. Ma iz de análise de con eúdo
Tema
Ca ego ias
Subca ego ias
C i é ios de análise
Con eúdo
Cien í ico
sob e educação
ambien al
Con eúdo
cien í ico
( ex o)
P eciso
O con eúdo cien í ico do li o é p eciso e
a ual, sendo adequado pa a p omo e as
ap endizagens p opos as ou exigidas nos
documen os cu icula es.
Imp eciso
O con eúdo do li o ap esen a imp ecisões
cien í icas e/ou ca ece de a ualidade,
podendo p omo e ap endizagens
equi ocadas.
P ecisa
As ilus ações do li o são p ecisas e a uais,
sendo adequadas pa a p omo e as
ap endizagens p opos as.

34
P ecisão da
ilus ação
Imp ecisa
As ilus ações do li o ap esen am
imp ecisões cien í icas e/ou ca ecem de
a ualidade, podendo p omo e ap endizagens
equi ocadas.
Rela i amen e aos dados ob idos nos diá ios, p ocedi inicialmen e à lei u a e segmen ação dos
ela os em ês momen os dis in os de lei u a, a pa i dos quais iden i iquei os aspe os mais signi ica i os.
Em cada um desses momen os, o am ansc i os exce os ep esen a i os dos diá ios, acompanhados,
em alguns casos, de b e es in e p e ações.
No que diz espei o ao ques ioná io di igido aos pais, em ambos os con ex os, os dados o am
o ganizados em abelas de equências e analisados. Quan o ao jogo
Kahoo
, aplicado no con ex o do 1.º
CEB, as espos as o am o ganizadas e analisadas quali a i amen e, com base nas con ibuições das
c ianças, com o in ui o de apoia o planeamen o u u o de a i idades mais signi ica i as.
35
CAPÍTULO IV - DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DA INTERVENÇÃO
PEDAGÓGICA
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nes e capí ulo, ap esen a-se a análise da a aliação do con eúdo cien í ico dos li os de Li e a u a
pa a a In ância (4.1). Pos e io men e, expõe-se o desen ol imen o da in e enção, a a és da análise de
alguns diá ios das a i idades (4.2 e 4.3) e de b e es sín eses das a i idades ealizadas. Po im, são
pa ilhadas as di e sas a aliações conc e izadas, a a és de di e en es ins umen os de ecolha de dados
(4.4).
4.1. Análise do con eúdo cien í ico dos li os de Li e a u a pa a a In ância
O p esen e p oje o assumiu como um dos obje i os de in es igação analisa o con eúdo cien í ico
de algumas his ó ias de Li e a u a pa a a In ância, p ocu ando es abelece elações signi ica i as com as
Ciências, maio i a iamen e elacionadas com a Educação Ambien al, e p omo e uma abo dagem
in eg ada das di e sas á eas do sabe .
Pa a acili a a ap esen ação dos esul ados, expõem-se, na abela que se segue, os li os
analisados an o no con ex o de Educação P é-Escola como no con ex o do 1.º CEB.
Tabela 7. Iden i icação das ob as li e á ias des inadas à Educação P é-Escola e ao 1.º CEB
Li os pa a a Educação P é-Escola
Li os pa a o 1.º CEB
O1
“As descobe as de So ia”
O6
“Há incêndio na lo es a”
O2
“Se á o ma o meu luga ?”
O7
“A Viagem do Saco Plás ico”
O3
“G e a e os gigan es”
O8
“O ma começa aqui”
O4
“A meninas que plan a a á o es”
O9
“Es anhas C ia u as”
O5
“Muda começa po nós”
Das ob as selecionadas, p ocedeu-se a uma análise do con eúdo cien í ico, com ên ase nas
conexões passí eis de se em es abelecidas com a educação ambien al.
36
Tabela 8. Análise de con eúdo – conexões com a educação ambien al
Temá icas
F equência po ob a
O1
O2
O3
O4
O5
Reciclagem
5
0
0
0
1
Cuida da Na u eza
1
1
3
5
2
Poluição da água
1
2
0
0
0
Pe da de Habi a s
0
0
4
0
0
Compo amen os p e en i os
1
0
2
0
9
Tabela 9. Análise de con eúdo–p ecisão do con eúdo cien í ico ( ex o)
Con eúdo
Ob as
O1
O2
O3
O4
O5
Imp eciso
2
2
1
0
0
Nas ob as analisadas exis em, a ní el ex ual, con eúdos cien í icos p ecisos e imp ecisos, que
podem p omo e o desen ol imen o de conceções co e as e inco e as nas c ianças. São exemplos
dessas imp ecisões:
• Na O1, a ala “- Es á bom So ia? – pe gun ou o Balu”, é imp ecisa, pois o nome Balu e e e-se a
um cão, o que o na inadequada a a ibuição de ala a esse pe sonagem.
• Na O2, a exp essão "os seus en áculos", u ilizada pelo au o , e ela imp ecisão, uma ez que
um saco plás ico não possui en áculos, além do ac o de que a baleia, mencionada na ob a,
não "sussu a a uma canção linda”, es a não é uma ca ac e ís ica a ibuí el a esse animal –
an opomo ismo. Ainda na O2, o con eúdo cien í ico é p eciso, uma ez que o au o a i ma,
a a és de uma ala de um pe sonagem que, "sacos como u não pe encem ao oceano" o que
deixa cla o que os sacos plás icos são agen es poluido es dos oceanos, ep esen ando um isco
pa a a auna ma inha.
• Na O3, “po a o ajuda-nos” é uma ala a ibuída a um animal, sendo es a imp ecisão
an opomó ica.
• Na O4 e na O5, não exis em con eúdos cien í icos imp ecisos, pelo con á io, os au o es
demons am uma a enção cuidadosa a di e sos aspe os impo an es. Como po exemplo, na
O4, o ac o o au o deixa explíci o de que uma semen e não c esce da noi e pa a o dia. Além
disso, ao u iliza o e mo ge mina , na ase “as semen es começa am a ge mina ”, o au o
37
emp ega co e amen e a e minologia cien í ica pa a desc e e o p ocesso ge mina i o das
semen es.
Todas as imp ecisões ex uais são de ca ác e an opomó ico, pois são a ibuídas ca ac e ís icas
humanas a se es inanimados e animais. Como essal am Assis & C uz (2010), o uso de pe soni icações,
não a uína a his ó ia, pelo con á io, e o ça que oda a o ma de conhecimen o con ém elemen os de
imaginação e de icção. O educado , de e u iliza es a égias de lei u a pa ilha da e in e a i a (Zucke e
al., 2013), de modo a es imula as c ianças a e le i e a discu i sob e as di e enças en e os e en os
eais e ic ícios.
Tabela 10. Análise de con eúdo–p ecisão do con eúdo cien í ico (ilus ações) das ob as
Con eúdo
Ob as
O1
O2
O3
O4
O5
Imp eciso
1
1
1
0
0
Nas ob as analisadas o am iden i icadas imp ecisões ao ní el da ilus ação, uma ez que:
• Na O1, es á ilus ada uma a saída de água num local inco e o, o que se o na um pouco con uso
e desnecessá io pa a o lei o .
• Na O2, a imp ecisão p esen e na ilus ação e e e-se às exp essões aciais do saco de plás ico,
o que pode ge a con usão na in e p e ação do papel desse pe sonagem. Como iden i icado na
abela acima, no con ex o da emá ica da poluição da água, o saco de plás ico é ep esen ado
como o causado da poluição. No en an o, a ibui -lhe exp essões aciais pode induzi a uma
an opomo ização inadequada, des iando a a enção do e dadei o p oblema ambien al que o
pe sonagem simboliza.
• Na O3, as pe sonagens que p o es am e p ocu am pela a enção dos "gigan es" são e a adas
em amanhos eduzidos, como se ossem meno es que o es an e da população. Esse aspe o
e ela-se imp eciso, pois, sendo esses pe sonagens humanos, de e iam se ilus adas na
mesma escala que os demais.
As O4 e O5 não o am e e idas, uma ez que, não o am iden i icadas ilus ações cien i icamen e
imp ecisas. Nessas ob as, o ex o pic ó ico man ém a p ecisão necessá ia pa a ansmi i
adequadamen e a mensagem, con ibuindo de o ma e icaz pa a a comp eensão do lei o .
38
Rela i amen e às ob as selecionadas pa a a abo dagem no 1.º CEB, es as o am ambém sujei as
a uma análise de con eúdo como a segui se pode obse a :
Tabela 11. Análise de con eúdo–p ecisão do con eúdo cien í ico ( ex o) das ob as
Con eúdo
Ob as
O6
O7
O8
O9
Imp eciso
1
1
1
0
Nas ob as analisadas o am iden i icadas imp ecisões cien í icas a ní el ex ual, uma ez que:
• Na ob a O6, a leb e p onuncia a ase "A união az a o ça", e idenciando uma imp ecisão
an opomó ica, da mesma o ma que oco e com a exp essão " ios e ibei os a can a ".
• Na ob a O7, o saco de plás ico p o e e a ase "Não e iludas", o que é imp eciso, uma ez que
os sacos não alam, mas a na a i a é ao mesmo empo p ecisa quando o mesmo pe sonagem
a i ma: "É que nós azemos mal à na u eza".
• Na O8, o b inquedo da pe sonagem p incipal ganha ida e começa a ala “nunca ais consegui
imagina udo o que i”. Oco em ainda diálogos en e o b inquedo, os lixos p esen es no oceano
e os animais ma inhos, o que e idencia uma imp ecisão an opomó ica.
• Na O9, o na ado é p esen e, uma ez que es á incluído na ação como pe sonagem. Nes a ob a,
embo a não haja alas, o na ado são os animais.
Tabela 12. Análise de con eúdo–p ecisão do con eúdo cien í ico (ilus ações) das ob as
Con eúdo
Ob as
O6
O7
O8
O9
Imp eciso
1
2
2
0
Nas ob as analisadas pa a o con ex o de 1.º CEB, o am iden i icadas imp ecisões ao ní el da
ilus ação, uma ez que:
• Na O6, as libélulas apa ecem a anspo a água po cima de um incêndio, o que é
cien i icamen e imp eciso, uma ez que, de ido às al as empe a u as, os inse os e iam g ande
di iculdade em sob e i e ou a é mesmo em oa sob e uma á ea ão quen e.
• Na O7, a pe sonagem “saco de plás ico” ap esen a ca ac e ís icas aciais, como olhos, so iso
e b aços, ca ac e ís icas an opomó icas. Além disso, a água do ma é ilus ada, numa das
páginas, com um om a oxeado, o que pode se uma ep esen ação imp ecisa, já que o ma ,
no malmen e, não ap esen a essa onalidade.

39
• Na O8, o sapo é ilus ado com uma mochila às cos as e os lixos p esen es no oceano ap esen am
ca ac e ís icas aciais.
• Na O9, as ilus ações são bas an e p ecisas, exce uando o ac o de os animais se em ilus ados
a anspo a habi ações. Es a é uma imp ecisão, uma ez que é impossí el.
Rela i amen e á impo ância das ilus ações, Es és (2005) a i ma que, na in ância, as ilus ações
são u ilizadas pa a anco a a c iança na his ó ia, man endo seu in e esse a é o im. De aco do com
Ja dim (2000), as imagens nos li os in an is de em i além da simples ep odução do con eúdo esc i o,
a uando como es ímulos isuais que a o ecem o desen ol imen o do aciocínio e da imaginação.
Assim, as ilus ações desempenham um papel undamen al no desen ol imen o da imaginação e
comp eensão da c iança, ampliando as possibilidades de in e p e ação da na a i a. Dado a impo ância
das ilus ações pa a a comp eensão da mensagem da ob a, é impo an e que não haja imp ecisões
signi ica i as nesse aspe o, sob o isco de p o oca in e p e ações equi ocadas da na a i a.
4.2. Desen ol imen o da in e enção em con ex o de Educação P é-Escola
4.2.1. A i idade – A Reciclagem: Lei u a do li o “As descobe as de So ia”
Es a a i idade oi explo ada no dia 12 e 13 de no emb o de 2024 e con ou com a pa icipação de
19 c ianças. De seguida, ap esen am-se os á ios momen os de ap endizagem iden i icados no espe i o
diá io de a i idade.
A. Momen o de P é-Lei u a
• Que ideias ap esen am as c ianças ace ca da eciclagem? Exce o do diá io:
As c ianças são incen i adas a pensa em sob e o que é a eciclagem. O A u espondeu que se
a a a de lixo, mas a Noo logo o co igiu dizendo: “É apanha lixo”; “Não podemos polui o plane a, se
não ele cho a!” (So ia); “Fica u ioso” (Simão); “A eciclagem é pa a di idi o lixo. Eu enho aqueles
caixo es em casa” (A u ).
A ideia que as c ianças êm sob e eciclagem pa ece se limi ada à sepa ação do lixo.
• Explo am os elemen os pa a ex uais do li o. Exce o do diá io:
Começo po mos a a capa e le o í ulo da ob a. “Qual se á a descobe a que a So ia ai aze ?”
- pe gun o. “Não sei” – e e iu o A u . A Olí ia ac escen ou: “Acho que ai dei a lixo ao chão”. “Vamos
descob i ” - e e i.
B. Momen o de Lei u a
• Re le em sob e o con eúdo da ob a. Exce o do diá io:
40
Ao longo da lei u a dialogada, p ocu ei en ol e as c ianças de o ma a i a, p omo endo o seu
en endimen o e e lexão sob e o con eúdo da ob a. Pa a al, o mulo ques ões que isam iden i ica
pala as que, possi elmen e, não são amilia es. Enquan o leio a página que e e e a exis ência de uma
sa ge a na ua, pe gun o-lhes o que é uma sa je a. A So ia e e e: “Sim, é um esgo o!” O es an e g upo
diz não sabe .
No seguimen o da lei u a, ques iono: “Pa a onde acham que ai o ciga o?” (depois de e caído
na sa je a). A es e p opósi o, o José mani es ou: “Pa a o caixo e”; “Pa a o caixo e do lixo” – co ige o
Lou enzo. “Pa a o esgo o!” – isou a So ia.
Figu a 2. Lei u a da ob a
C. Momen o de Pós-Lei u a
• Comunicam as ap endizagens ob idas a a és da ob a. Exce o do diá io:
P imei amen e, pe gun o-lhes: “Lemb am-se das co es dos ecopon os? E o que cada um pode
le a ?” “Plás ico no ama elo” – e e iu a Olí ia; “No azul é ca ão” ( odos); “O id o é no e de, de
id o” (Rod igo T.). “E o e melho?” – pe gun o. “Esse é o das pilhas. E no cinzen o nós me emos as
cascas da banana e as pe as” – ac escen ou o A u en usiasmado.
Pa a e mina , coloco a seguin e ques ão: “O que acham que os peixes pensam quando eem os
ciga os e ou os lixos na água?” O A u e e e: “Pensam que es ão a polui o plane a”; “Pensam que é
comida!” (Ma im); “E não é” – ac escen ou a Leono . “É lixo” – ema ou a Noo .
D. A i idades de Pós-Lei u a: ealização da eciclagem. Exce o do diá io:
Começo po lhes mos a os ecopon os e explica que e ão de u iliza lu as pa a ecolhe o lixo
que es á no pa que. Ques iono-os, se sabem o po quê de e em de usa lu as. “Po que o lixo polui as
nossas mãos” (Noo ); “Po que assim es amos p o egidos das bac é ias” (A u ); “Pa a não suja mos as
mãos” (Ma ilde). Quando epa am no lixo espalhado pelo pa que, e i o: “Olhem an o lixo!” “Temos de
limpa o nosso pa que” (Olí ia); “Vamos aze a eciclagem” (Manuel); “O en o ouxe mui o lixo pa a
aqui!” (So ia).
41
Figu a 3. P epa ação e explicação da a i idade
Após ecolhe em odos os lixos, e i o: “Onde amos coloca cada um dos lixos que apanha am?”
Indi idualmen e ão pa ilhando “Eu apanhei es a olha de plás ico. Vou pô no ama elo” (Gab iel); “Olha
uma ce eja, é id o” (Dinis); “O paco e do lei e é ca ão” – e e iu o Lou enzo. “Tens a ce eza?” –
espondi. Com o meu auxílio, as c ianças en endem que odos os paco es são de plás ico.
• Elabo am con agens. Exce o do diá io:
In e ogo as c ianças se alguém me que ajuda a con a os lixos que ecolhe am no dia an e io .
As c ianças con am em conjun o e ques iono, “Onde há mais lixo?” “No ama elo há 31” (José); “No
e de há poucos, só 7” (Ma ia Cla a); “No ama elo não emos me al” (A u ). Re i o que no ecopon o
ama elo ambém se pode coloca me ais. “Que me ais é que ocês conhecem?” – pe gun o. “A mesa!”
(A u ); “Tens a ce eza? Toda a mesa?” – e i o. “Não, só a pa e de baixo, as pe nas” (A u ).
Já no ex e io , jun o aos con en o es mais p óximos ques iono: “Já i am onde es á o pilhão?”
“Acho que amos e de gua da as pilhas” (Ma ilde); “Es á ali, só que já es á elho” (A u ). “Têm a
ce eza de que es e é o pilhão?” – pe gun o. “Sim, olha aqui as pilhas desenhadas” (Edua do); “Sim!” –
espondem em uníssono.
Figu a 4. Recolha do lixo
Figu a 5. Sepa ação do lixo
42
Já pa a e mina , mos o uma casca de banana e pe gun o: “Onde podemos pô es a casca?” “No
cinzen o” – e e e o A u ; “No cinzen o! Es á ali” (Ma ilde).
Rela i amen e à con agem dos obje os ecolhidos, oi in e essan e obse a que as c ianças, “Vão
es abelecendo elações e compa ações en e núme os e começam a aciocina sob e essas elações e
a explo a di e en es ep esen ações de um mesmo núme o” (Cas o & Rod igues, 2008, p. 13). É po
isso undamen al “a c iação de con ex os e si uações signi ica i as (…) pa a o desen ol imen o do sen ido
do núme o” (p. 12).
• Regis am, a a és de desenho no ecopon o. Exce o do diá io:
P oponho que açam um desenho no ecopon o. “Posso aze uma ga a a?” (Olí ia); “Eu ou
desenha um jo nal” (Gab iel); “Eu ou desenha um menino a dei a o lixo no caixo e” (Noo ); “Posso
desenha uma á o e?” (Edua do). Respondo a i ma i amen e às c ianças.
Figu a 6. Sepa ação do id o
Figu a 7. Sepa ação do lixo
indi e enciado
Figu a 8. Sepa ação do id o
49
consciencialização pa a a impo ância do papel de cada um na p ese ação do ambien e e dos ecu sos
na u ais.” (p.90)
C. Momen o de Pós-Lei u a.
Foi ques ionado se alguma c iança gos a ia de ealiza o econ o da his ó ia que ha ia sido ou ida,
e a Noo p on i icou-se a azê-lo, ela ando o seguin e: “Ela ca egou um ca inho cheio e cheio, o a ô
pe deu a sua o ça. O a ô não conseguia ajuda mais. Ela ajudou an o, an o o a ô, que cons uiu uma
lo es a. Os izinhos depois gos a am da ideia dela e le a am as lo es e os a bus os odos! E quando ela
icou elhinha a lo es a já e a linda, cheia de lo es e á o es. E inha um ne o pequenino!”
Di ecionei as ques ões às c ianças, abo dando o ema do plane a e a impo ância das plan as pa a
o meio ambien e. “A menina oi amiga do plane a? Po quê?” – e i o. “Sim” - espondem odos. “Po que
egou as á o es!” (Ma im); “E pôs semen es” (Ma im); “Po que ela egou an o e an o, e depois oi
amiga do plane a” (Noo ); “As á o es azem bem ao plane a” (Olí ia). Ques iono as c ianças sob e se
“Acham que é impo an e plan a mos á o es, e po quê?” As c ianças e e em: “Dá-nos alimen os”
(Olí ia); “Legumes” (Dinis); “As á o es dão somb a” (A u ). “E a somb a é impo an e pa a quê A u ?”,
“Pa a quando amos ao pa que pode mos b inca , se não os baloiços queimam!” – explica ainda. Uma
ez que ala am de alimen os, ques ionei: “E não conhecem nada que as á o es nos dão?”
Ao que as c ianças pa ilha am: “As á o es dão coisas” (Ca olina); “Que coisas?” - in e ogo.
Responde am de imedia o: “Papel” (Rod igo C.); “Vem papel das á o es” (A u ); “Mó eis, casas” -
ac escen am.
Di eciono a a enção do g upo pa a ase de pós-lei u a, in e ogando: “Já alguém plan ou uma
á o e ou semeou uma semen e?” A espos a oi ge al “Não”.
Pa a conclui pe gun ei “Gos a am de semea algo pa a e mos aqui na sala?”: “Sim” - espondem
odos. “Eu gos a a de le a pa a casa!” (José Ped o); “Eu ambém, assim a minha mãe ajuda-me”
(A u ).
Dada a impo ância do con ex o amilia na educação das c ianças, es a o nou-se uma ocasião
pa a os en ol e no p ocesso de ap endizagem das c ianças. Como a i ma Medei os (2015), “o
en ol imen o da amília (...) ansmi e uma maio segu ança pa a a c iança, o nando-a mais disponí el
pa a a aquisição de no as ap endizagens” (p. 33). O ac o de os alunos le a em o seu abalho pa a casa
pe mi e que as amílias se amilia izem com as a i idades ealizadas na escola, p omo endo, assim, um
en ol imen o conjun o no cuidado da plan a.

50
D. A i idades de Pós-Lei u a.
• Reconhecem a u ilização de ma e ial eu ilizá el.
Na semana an e io à ealização da a i idade, solici ei aos pais que ecupe assem ga a as pa a
que as c ianças pudessem u ilizá-las numa a i idade. A Noo , en ão, ques ionou: “Inês, o que amos
aze com as ga a as?” Ap o ei ei a opo unidade pa a explica que i íamos co á-las, deco á-las e,
pos e io men e, ealiza uma plan ação.
Na en a i a de comp eende as ideias p é ias das c ianças, pe gun ei: “O que p ecisamos pa a
aze uma plan ação?” “Água” (Ma im); “Te a” (Lou enço); “Plan as” (Leono ); “Semen es” (Ca olina).
“E onde colocamos isso que me acaba am de dize ?” – indago. Após algumas e icências, as c ianças
acaba am po conclui que e a p eciso um aso.
De o ma a elaciona a ga a a que ele ha ia azido an e io men e, ques ionei: “O que acham de
u iliza mos as ga a as de plás ico como aso?” “Acho uma boa ideia Inês” (José Ped o). “Acham que
ao azê-lo, es amos a se amigos do ambien e?” – e e i. Uma c iança aluiu: “Sim, po que assim não ai
pa a o lixo”, ao que ou a mencionou que a ga a a de e ia i : “Pa a o ecopon o, o plás ico é no
ecopon o”.
Pa a conclui e conside ando a ele ância de in oduzi o concei o de eu ilização, pe gun ei:
“Sabem como se chama o que amos aze com a ga a a?” “Reciclagem” - e e iu o A u . “Sim, amos
eu iliza a ga a a, u ilizá-la mais uma ez an es de a ecicla mos!” – indiquei.
• Realizam a plan ação em pequenos g upos.
Dois dias após es e diálogo inicial, p ocedeu-se à plan ação das semen es e plan as po eles
escolhidas.
Figu a 18. Dis ibuição do gli e nos
asos
Figu a 19. Colagem de ma e iais eciclados
nos asos
51
• Iden i icam os espe i os asos.
“O que acham de esc e e mos os ossos nomes? Assim não pe dem os ossos asos” – pe gun o.
“Acho uma boa ideia, se não depois não sei qual é o meu” – espondeu a Olí ia; “Mas eu não sei esc e e
Inês!” (Manuel); “Eu ambém não” (Noo ); “Eu que ia sabe esc e e o meu nome” (Gab iel).
Uma ez que nunca esc e e am os seus nomes, op ei po esc e ê-los a lápis e eles passa am po
cima com a cane a de in a pe manen e.
Desde cedo, as c ianças começam a ques iona -se e a coloca hipó eses sob e a esc i a. E es e
g upo não oi exceção, demons ando in e esse em inicia a esc i a do nome p óp io. Nes e sen ido,
como a i ma Ma a (2008) “Uma c iança en ol ida com a esc i a em on ade, inicia i a e p aze , e sen e-
se desa iada a explo a e a ança ” (p. 46) Ao conclui a esc i a dos nomes, pe cebi cla amen e o p aze
e a sa is ação que esse momen o lhes p opo cionou, uma ez que o “p aze em mui o associado à
componen e lúdica da ac i idade” (p.47).
4.2.4. Sín ese das es an es a i idades ealizadas no con ex o de Educação P é-Escola
Ap esen a-se a segui uma b e e sín ese das es an es a i idades conc e izadas no con ex o de
Educação P é-Escola .
Figu a 20. Colocação do subs a o
no aso
Figu a 21. Plan ação em pequenos
g upos
Figu a 22. Esc i a dos nomes p óp ios 1
Figu a 23. Esc i a dos nomes
p óp ios 2
52
Tabela 13. Sín ese das a i idades ealizadas no con ex o de Educação P é-Escola
B e e desc ição
Regis os o og á icos
A i idade 1. “Os cinco mais eiosos”
- Le an amen o das ideias
p é ias e explo ação do
li o “Os cinco mais
eiosos”;
- Explo ação da ex ensão do
ocabulá io, con ibuindo
pa a a in e p e ação do
ex o;
- Regis o e con abilização
das opiniões de beleza dos
animais;
- Con e sa sob e as
di e en es opiniões e as
di e en es pe spe i as de
beleza.
A i idade 2. “O ou iço no ou ono”
Figu a 24. Explicação da a i idade
Figu a 25.
P eenchimen o da abela
Figu a 26. Rep esen ação
dos animais escolhidos
53
- Explo ação do li o “O
ou iço no ou ono”;
- Diálogo sob e as
mig ações;
- Con agem e o denação
das pe sonagens da ob a;
- Deco ação da ca apaça do
ou iço com ma e iais à
escolha.
A i idade 3. “Es a á o e é minha”
- Explo ação da ob a “Es a
á o e é minha”;
- Recon o da his ó ia po
uma c iança;
- Diálogo sob e a
impo ância de pa ilha ;
- Realização de colagens;
- C iação, em g ande g upo,
do mu al do ou ono.
A i idade 4. “As abóbo as”
Figu a 27. Lei u a da ob a
Figu a 28. Colagem dos ma e iais
no ou iço
Figu a 29. P oduções das
c ianças
Figu a 31. Á o e
do g upo
Figu a 30. Escolha das
olhas
54
- B e e con e sa sob e o
que é o Halloween;
- Explo ação do in e io da
abóbo a e desenho no
ex e io da mesma;
- U ilização de moldes de
abóbo a, ealização do
con o no do mesmo pa a
pos e io men e colo i ;
- Realização de con agens e
associação ao núme o
co esponden e.
A i idade 5. “Se á o ma o meu luga ?”
- Explo ação da ob a “Se á
o ma o meu luga ?”;
- Visualização de um ídeo
ilus a i o sob e a poluição
da água;
- Di isão do g upo em dois
g andes g upos pa a
ep esen a um oceano
limpo e um oceano poluído;
- Desenho e pin u a do
peixe escolhido.
Figu a 32. Re i a o miolo da abóbo a
Figu a 33. Resul ado
após os eco es
Figu a 34. Colagem dos papeis no
desenho
Figu a 35. Con agem e
ep esen ação de
núme os
Figu a 36. Ca imbagem em
ca olina A3
Figu a 37. Desenho e
pin u a de animais
ma inhos
Figu a 38. Colagem dos
animais e dos lixos no
oceano poluído
Figu a 39. Resul ado da
p odução plás ica

55
A i idade 6. “Muda começa po nós”
- Explo ação da ob a
“Muda começa po nós”;
- Recon o da his ó ia po
uma c iança;
- A i idade de educação
ísica: jogo “a cos e
imagens” e macaquinho do
chinês.
Em odas as a i idades ealizadas, p ocu ou-se p omo e uma ap endizagem in eg ada, a iculando-se,
semp e que possí el, di e en es sabe es, al como a segui se ap esen a.
Tabela 14. Á eas do sabe in eg adas nas es an es a i idades ealizadas em Educação P é-Escola
A i idade
Á ea do
Conhecimen o
do Mundo
Domínio da
Linguagem
O al e
Abo dagem à
Esc i a
Domínio da
Ma emá ica
Á ea de
Fo mação
Pessoal e
Social
Domínio da
Educação
A ís ica
Domínio
da
Educação
Física
1
X
X
X
X
X
2
X
X
X
X
3
X
X
X
4
X
X
X
X
5
X
X
X
X
6
X
X
X
X
4.3. Desen ol imen o da in e enção em con ex o de Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básio
4.3.1. A i idade - Reciclagem e eu ilização: Lei u a do li o “A iagem do saco Plás ico”
Es a aula oi ealizada no dia 23 e 24 de ab il de 2025 e con ou com a pa icipação de 18 alunos.
De seguida, ap esen am-se os á ios momen os de ap endizagem iden i icados no espe i o diá io de
a i idade.
A. Momen o de P é-Lei u a
• Explo am os elemen os pa a ex uais do li o. Exce o do diá io:
Uma aluna começou po le o í ulo em oz al a e os colegas pa ilha am o que acha am que i ia
acon ece no desen ola da na a i a. As c ianças pa ilha am: “Vão à lo es a apanha o lixo”; “Quando
Figu a 40. Realização do jogo
do macaquinho do chinês
Figu a 41. Pa icipação no
jogo dos “a cos e imagens”
56
uma pessoa que dei a o lixo o a, põe no caixo e do lixo e depois o senho do lixo ai busca ”; a Bea iz
ac escen ou: “Mas em de se no lixo co e o!”
B. Momen o de Lei u a
Ao longo da lei u a dialogada, p ocu ei en ol e as c ianças de o ma a i a, p omo endo o seu
en endimen o e e lexão sob e o con eúdo da ob a. Des acam-se, essencialmen e, as espos as dadas
pelas c ianças ela i amen e às seguin es ques ões:
• “Que ma e iais do osso dia a dia ocês conhecem?” – Sacos plás icos” (Bea iz); “Os meus
paco es de lei e” (La a); “Quando nós bebemos água, as ga a as são de plás ico du o” (Vasco);
“As cane as” (Dá io).
• “Que u ilidade podemos da a um saco plás ico?” – “Podemos usa pa a le a os b inquedos
da sala pa a o qua o” (Vi ó ia); “Podemos usa quando es amos enjoados no ca o e
p ecisamos de omi a ” (Júlia); “Quando amos à lo es a aze um piquenique e emos de i à
casa de banho” (Albe o).
• “O que signi ica “se eu ilizado”?” – “É usa uma coisa que já oi usada” (Albe o). “E ecicla ?”
– “É me e o lixo no lixo ce o” (Tomás N.); “Depois de pô no lixo, ai pa a a ab ica e é
ans o mado em ou a coisa” (Júlia); “O meu a ô abalha na B a al e ele é quem ans o ma
os ma e iais”, ac escen ou o Tomás N..
A La a pa ilhou: “O meu pai nou o dia, usou con e is na es a da minha i mã, e nós não os
eu ilizamos!”. U ilizando es a pa ilha in e oguei a u ma: “Como pode íamos eu iliza os
con e is?”, um aluno comen ou: “La a, podias e ei o uma a e com a ua i mã. Apanha as os
papelinhos e podias cola numa olha e aze um desenho!”
C. Momen o de Pós-Lei u a. Exce o do diá io:
• Elabo am um econ o esc i o. Exce o do diá io:
No momen o pos e io à lei u a, as c ianças o am incen i adas a econ a a his ó ia
cole i amen e. As ases cons uídas o almen e pelo g upo o am egis adas no quad o pelas c ianças.
57
Figu a 42. Esc i a do econ o da his ó ia
Figu a 43. T ansc ição das ases esc i as
D. A i idades de Pós-Lei u a
Após a isualização do ídeo sob e a eciclagem, azemos uma pequena sín ese sob e o
signi icado dos 3 R´s. Rela i amen e ao Reduzi , le ei as c ianças a pensa em sob e a i udes diá ias que
eduzem a poluição, ao que e e iam: “Todos os dias, nós eduzimos” (Albe o); “Sim, nós usamos
semp e a mesma ga a a de água” (Daniel); “Quando a água acaba ol amos a enche , nunca dei amos
ao lixo” (La a); “Es amos semp e a eu ilizá-la” (Dá io).
Figu a 44. Co espondência de lixos/ecopon os
No jogo elabo ado, oi no ó ia a a enção p es ada ao ídeo ap esen ado, endo as c ianças
pa icipado, ajudando-se mu uamen e e espondido co e amen e às ques ões colocadas.
Figu a 45. Ficha sín ese sob e
a eciclagem
58
Figu a 46. Os alunos jogam o jogo da eciclagem
Pos e io men e, os alunos o am di ididos em pequenos g upos, e oi lhes a ibuída uma a e a
ela i amen e à cons ução do mu al de p ima e a.
As ap endizagens essenciais (2018) e e em a impo ância da expe imen ação e c iação, como
uma a i ude li e de c iação de no as imagens, elacionando, ma e iais, meios e écnicas, imp imindo-
lhe in encionalidade e exp essi idade. Segundo An oniazzi e al., “A a e in luencia em á ias á eas
pedagógicas, mas, não e po es e mo i o que jus i ica sua adição no cu ículo escola , é seu pelo seu
alo essencial na edi icação de homem em si” (2016, p. 3).
Figu a 47. Explo ação e c iação de
elemen os da na u eza
Figu a 48. Coope ação en e pa es
Figu a 49. Mu al inalizado
65
- Lei u a da ob a “Es anhas
c ia u as” de C is ina Si ja
Rubio;
- Recon o o al em pequeno
g upo;
- Explo ação de paisagens
na u ais e humanizadas;
- Jogo onde os alunos êm de
exibi uma ca a com um N ou
um H, se a imagem
ap esen ada o de uma
paisagem na u al ou
humanizada;
- Em pequenos g upos,
iden i icam e colam em
ca olina, imagens com
di e en es ipos de paisagens.
Em odas as a i idades ealizadas, p ocu ou-se p omo e uma ap endizagem in eg ada, a iculando-se,
semp e que possí el, di e en es sabe es, al como a segui se ap esen a.
Tabela 16. Disciplinas in eg adas nas a i idades ealizadas
A i idade
Po uguês
Es udo do
Meio
Ma emá ica
Cidadania e
desen ol imen o
Educação
A ís ica
1
X
X
X
2
X
X
X
X
3
X
X
X
4
X
5
X
X
X
X
6
X
X
X
X
4.4. Resul ados ob idos a a és dos ins umen os de a aliação u ilizados
4.4.1. Resul ados ob idos nos ques ioná ios aos EE das c ianças de Educação P é-Escola
Na úl ima semana de es ágio, oi pa ilhado com os EE um ques ioná io online cujo p opósi o se
p endia nas suas opiniões ela i amen e à aplicação do p oje o de in e enção pedagógica. Ques ioná io
esse adap ado de Fe az, P. (2022). No con ex o de Educação P é-Escola , de 20 EE, apenas 15
esponde am ao ques ioná io (n=15).
• Ques ão 1.: Alguma ez o/a osso/a educando/a ez comen á ios em casa ace ca das ob as de
Li e a u a pa a a In ância explo adas pela educado a-es agiá ia?
Figu a 71. Jogo de dis inção dos
dois ipos de paisagem abo dados
Figu a 72. Desenho de
elemen os na u ais e
humanos
Figu a 73. P eenchimen o das
lacunas de aco do com as
imagens

66
Nas espos as dadas à 1.ª ques ão, 5 EE (35,7%), e e i am que não ou i am os educandos a
p o e i comen á ios ace ca das ob as de Li e a u a pa a a In ância explo adas, enquan o os es an es
64,3% a i ma am e ou ido comen á ios sob e as ob as ap esen adas.
• Ques ão 1.1.: Se sim, que ipos de comen á ios p o e iu?
Pa indo das espos as dos EE (n=8), ag upa am-se as mesmas em di e en es ca ego ias.
Tabela 17. Ca ego ias de comen á ios edigidos sob e
as ob as de Li e a u a pa a a In ância explo adas
Comen á ios pa ilhados pelos EE de Educação P é-escola
n
a) Comen á ios sob e o gos o pela ho a do con o.
2
b) Comen á ios sob e as ob as explo adas.
4
c) Comen á ios sob e as es a égias de lei u a.
2
A a és des as espos as oi pe ce í el que algumas c ianças p o e i am comen á ios ela i amen e
à Ho a do Con o e à in e enção da educado a-es agiá ia nes e momen o. Foi no ó ia a e olução das
c ianças na escu a e pa ilha de opiniões no momen o de lei u a dialogada.
• Ques ão 2.: O osso educando mani es a a i udes e sen imen os ace à explo ação das his ó ias
de Li e a u a pa a a In ância?
Rela i amen e a es a ques ão, 12 EE (85,7%) esponde am a i ma i amen e, e apenas 2 EE
(14,3%) e e i am que as c ianças não mani es a am a i udes e sen imen os ace à explo ação das
his ó ias de Li e a u a pa a a In ância.
• Ques ão 2.1.: Se sim, qual ou quais?
A es a ques ão, ce ca de 10 EE, pa ilha am comen á ios que o am o ganizados em ca ego ias
dis in as, como a segui se e i ica.
Tabela 18. Ca ego ias de comen á ios edigidos
sob e a i udes e sen imen os ace à explo ação das his ó ias
Comen á ios pa ilhados pelos EE de Educação P é-escola
n
a) Comen á ios sob e o p aze da lei u a dialogada.
4
b) Comen á ios sob e a impo ância de ecicla .
3
c) Comen á ios sob e a impo ância da na u eza.
1
d) Comen á ios sob e sen imen o de empa ia pelos pe sonagens.
2
67
A endendo aos comen á ios pa ilhados é no ó io que a lei u a dialogada oi um dos momen os
impo an es pa a as c ianças, uma ez que o pa ilha am com os pais.
• Ques ão 3.: Nos úl imos empos, no ou algum compo amen o no/na seu/sua educando/a que
e idenciasse uma maio p eocupação com a p ese ação do meio ambien e?
Ce ca de 85,7% dos EE e e i am que no am mudanças no compo amen o das c ianças, 1 EE
(7,1%) pa ilhou que não no ou nenhum ipo de mudança e 1 EE (7,1%) mencionou, al ez.
• Ques ão 3.1.: Se sim quais?
A endendo aos comen á ios dos EE, ag upa am-se os mesmos em di e en es ca ego ias.
Tabela 19. Ca ego ias de comen á ios edigidos sob e
compo amen os elacionados com a p ese ação do meio ambien e
Comen á ios pa ilhados pelos EE de Educação P é-escola
n
a) Comen á ios sob e os p oblemas ambien ais.
1
b) Comen á ios sob e a impo ância do meio ambien e.
2
c) Comen á ios sob e a impo ância de ecicla .
3
d) Comen á ios sob e a impo ância de não polui .
3
e) Comen á ios sob e a impo ância de e ecopon os em casa.
1
A pa i dos comen á ios dos EE, a e igua-se que as c ianças pa ilha am com os pais a
impo ância de ecicla e de não polui o ambien e.
• Ques ão 4.: Na sua opinião, conside a que a explo ação de his ó ias de Li e a u a pa a a In ância
pode se um meio de p omo e a consciência e a esponsabilidade ambien al das c ianças?
Rela i amen e a es a ques ão, a maio ia dos EE (92,9%) e e i am que a explo ação de his ó ias
de Li e a u a pa a a In ância pode se um meio de p omo e a consciência e a esponsabilidade
ambien al das c ianças, enquan o apenas 1 (7.1%) e e iu “Tal ez”.
• Ques ão 4.1.: Se sim, po quê?
Ag upa am-se em di e en es ca ego ias as espos as dos EE (n=10), con o me a abela a baixo
ap esen ada.
Tabela 20. Ca ego ias de comen á ios edigidos sob e de que o ma a explo ação de his ó ias de Li e a u a pa a
a In ância p omo e a consciência e a esponsabilidade ambien al
Comen á ios pa ilhados pelos EE de Educação P é-escola
n
a) Comen á ios sob e o bene ício global da lei u a.
4
68
b) Comen á ios sob e a lei u a de ob as no ge al.
1
c) Comen á ios sob e a impo ância da lei u a pa a p omo e di e sas
ap endizagens essenciais ao se humano.
5
Em suma, pa a os EE, mos a-se e iden e a impo ância da lei u a de his ó ias de Li e a u a pa a
a In ância an o pa a p o e a consciência ambien al, como ou o ipo de p oblemá icas. Assim sendo, a
lei u a é is a como um meio a o á el pa a a ap endizagem.
4.4.2. Resul ados ob idos nos ques ioná ios aos EE das c ianças do Ensino do 1.º CEB
Na úl ima semana de es ágio, oi pa ilhado com os EE um ques ioná io online cujo p opósi o se
p endia nas suas opiniões ela i amen e à aplicação do p oje o de in e enção pedagógica. No con ex o
do Ensino do 1.º CEB, de 20 EE, apenas 13 esponde am ao ques ioná io (n=13). To na-se ele an e
e e i que, nas pe gun as de escolha múl ipla, os EE podiam seleciona mais do que uma opção de
espos a.
• Ques ão 1.: O(a) seu/sua educando(a) comen ou em casa alguma das ob as de Li e a u a pa a
a In ância abalhadas na escola?
Rela i amen e a es a ques ão, 12 EE (92,3%) esponde am a i ma i amen e, e apenas 1 EE (7,7%)
e e iu que não.
• Ques ão 1.1.: Se espondeu "Sim", que ipo de comen á ios ez?
Pa indo das espos as dos EE (n=12), ag upa am-se as mesmas em di e en es ca ego ias.
Tabela 21. Ca ego ias de comen á ios selecionados sob e
as ob as de Li e a u a pa a a In ância explo adas
Comen á ios pa ilhados pelos EE dos alunos do 1.º CEB
n
a) Disse que gos ou das his ó ias.
11
b) Falou das pe sonagens ou do en edo.
6
c) Relacionou a his ó ia com algo do seu dia a dia.
2
d) Comen ou aspe os isuais (ilus ação, co es, e c.).
4
e) Ques ionou ou e le iu sob e emas abo dados.
2
• Ques ão 2.: O(a) seu/sua educando(a) demons a sen imen os ou a i udes pa icula es em
elação às his ó ias explo adas na escola?
Rela i amen e a es a ques ão, 11 EE (84,6%) esponde am a i ma i amen e, e apenas 2 EE
(15,4%) e e i am que os alunos não mani es a am sen imen os ace à explo ação das his ó ias de
explo adas.
69
• Ques ão 2.1.: Se espondeu "Sim", que sen imen os ou a i udes obse ou?
Tabela 22. Ca ego ias de comen á ios selecionados sob e as a i udes obse adas
Comen á ios pa ilhados pelos EE dos alunos do 1.º CEB
n
a) En usiasmo ao ala sob e as his ó ias.
7
b) Falou das pe sonagens ou do en edo.
5
c) Relacionou a his ó ia com algo do seu dia a dia.
2
d) Comen ou aspe os isuais (ilus ação, co es, e c.).
3
e) Ques ionou ou e le iu sob e emas abo dados.
5
• Ques ão 3.: No ou ecen emen e algum compo amen o do(a) seu/sua educando(a) que e ele
maio p eocupação com a p ese ação do meio ambien e?
A es a ques ão 100% das espos as o am a i ma i as, e elando que os alunos mani es a am uma
maio p eocupação com a p ese ação do meio ambien e.
• Ques ão 3.1.: Se espondeu "Sim", que compo amen os obse ou?
Tabela 23. Ca ego ias de comen á ios selecionados
sob e os compo amen os obse ados
Comen á ios pa ilhados pelos EE dos alunos do 1.º CEB
n
a) Sepa a o lixo pa a eciclagem.
10
b) E i a despe dício de água ou ene gia.
9
c) Faze comen á ios sob e p o ege a na u eza.
10
d) Ale a ou as pessoas sob e compo amen os ecológicos.
4
e) Mos a in e esse po emas ambien ais (animais, lo es as, poluição, e c.).
8
• Ques ão 4.: Na sua opinião, a explo ação de his ó ias de Li e a u a pa a a In ância pode
con ibui pa a desen ol e a consciência e a esponsabilidade ambien al nas c ianças?
A es a ques ão 100% das espos as o am a i ma i as, e elando que os alunos mani es a am uma
maio p eocupação com a p ese ação do meio ambien e.
• Ques ão 4.1.: Se espondeu "Sim", po que mo i o conside a isso impo an e?
Tabela 24. Ca ego ias de comen á ios selecionados sob e o con ibu o das his ó ias de Li e a u a
pa a a In ância pa a desen ol e a consciência ambien al das c ianças
Comen á ios pa ilhados pelos EE dos alunos do 1.º CEB
n
70
a) As his ó ias despe am in e esse e cu iosidade das c ianças.
11
b) A a és da na a i a, os emas ambien ais são mais acilmen e comp eendidos.
8
c) As c ianças iden i icam-se com as pe sonagens e ap endem com elas.
7
d) As his ó ias ajudam a desen ol e alo es como o espei o e a esponsabilidade.
12
4.4.3. Resul ados ob idos no jogo
kahoo
aplicado aos alunos
No p esen e p oje o, oi elabo ado
quiz
a a és da pla a o ma
kahoo
pa a os alunos do 1.º CEB,
com is a a a e igua as ap endizagens desen ol idas ela i amen e às a i idades elabo adas. Des a
o ma, o jogo ag upou um leque di e si icado de ques ões. As ques ões que compuse am o
quiz
encon am-se em anexo (Anexo III), no en an o, as espos as ob idas o am o ganizadas nas seguin es
abelas:
Tabela 25. Ca ego ias de espos as dadas pelos alunos no jogo kahoo 1
Ques ões
Nº de espos as
co e as
Ques ão 1
20
Ques ão 2
20
Ques ão 3
20
Ques ão 4
20
Ques ão 5
19
Ques ão 6
20
Ques ão 10
20
Tabela 26. Ca ego ias de espos as dadas pelos alunos no jogo kahoo 2.
1
Ques ões
Opção mais escolhida
n
Ques ão 7
“O ma começa aqui”
10
Ques ão 8
Pin a a sa je a do ec eio
9
Ques ão 9
Sim
17
Os dados das abelas indicam um desempenho mui o posi i o dos alunos no jogo Kahoo 1, com
odas as ques ões, exce o uma, egis ando o núme o máximo de espos as co e as. Apenas a ques ão
5 e e uma espos a inco e a, o que suge e uma comp eensão quase o al dos con eúdos abo dados.
No jogo Kahoo 2, obse a-se uma endência cla a nas escolhas dos alunos, com des aque pa a a
ques ão 9.
1
Link do jogo
kahoo
h ps://play.kahoo .i / 2?quizId=ab c0257-4793-4013-913c-964250e9e838&ac i eWo kspace=PERSONAL&hos Id=02edeb4a-45ec-
4 c-a486-e0b034c1d d&au oAu h= ue

71
CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES E REFLEXÕES FINAIS
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nes e capí ulo inal são ecidas á ias conside ações ge ais (5.1.), em a iculação com os obje i os
de inidos no capí ulo I. Po im, são ap esen adas algumas e lexões inais ela i as ao impac o do p oje o
no desen ol imen o pessoal e p o issional (5.2.).
5.1. Conside ações ge ais
Findo es e pe cu so de Es ágio Pedagógico, o na-se indispensá el p ocede a uma e lexão ace ca
do alcance dos obje i os de inidos no p imei o capí ulo, des acando os esul ados ob idos do p oje o de
in e enção e in es igação desen ol ido.
No que diz espei o ao obje i o ge al de in e enção de inido, “Explo a ob as de li e a u a pa a a
in ância pa a p omo e uma melho consciência ambien al das c ianças da Educação P é-Escola ”, é
impo an e salien a que odas as a i idades plani icadas no âmbi o do p oje o i e am como pon o de
pa ida a lei u a e explo ação de uma ob a de Li e a u a pa a a In ância, que oi p e iamen e analisada
e a aliada. A a és da explo ação das ob as oi possí el elabo a e dinamiza a i idades globalizan es,
p omo endo assim uma ap endizagem holís ica. No con ex o de Educação P é-Escola , oi possí el
in e liga as a i idades com a Á ea do Conhecimen o do Mundo, a Á ea de Fo mação Pessoal e Social e
den o da Á ea de Exp essão e Comunicação, com o Domínio da Educação Física, o Domínio da Educação
A ís ica, o Domínio da Linguagem O al e Abo dagem à Esc i a e o Domínio da Ma emá ica. Rela i amen e
ao 1.º CEB, oi possí el in e liga as aulas plani icadas com as disciplinas de: Es udo do Meio, Po uguês,
Ma emá ica, Educação A ís ica e Cidadania e Desen ol imen o. De salien a que, pa a além des as
conexões in e disciplina es, an o no con ex o da Educação P é-Escola como no Ensino de 1.º CEB,
p omo eu-se a elação en e a li e a u a e a Educação Ambien al.
Fo am de inidos os seguin es obje i os especí icos: “Iden i ica á ias ob as de li e a u a in an il,
sob e as emá icas cien í icas a explo a , que ela em á ios p oblemas ambien ais”; “Analisa as
di e en es ob as com base na co eção do con eúdo cien í ico e em c i é ios li e á ios” e “Explo a as
ob as selecionadas com as c ianças”. É de salien a que a iden i icação e seleção de ob as de Li e a u a
In an il com po encial pa a abo da emas de Educação Ambien al, oi um p ocesso que exigiu pesquisa,
e lexão e compa ação.
Foi necessá io seleciona as ob as e analisá-las endo em con a o seu con eúdo e as suas
ilus ações. Foi possí el cons a a que algumas ob as con inham imp ecisões, mas pouco signi ica i as,
pelo que algumas o am escolhidas. Conside o que as ob as que selecionei o am bem explo adas e
72
pe mi i am susci a ques ões impo an es nas c ianças, o que comp o a que as ob as de Li e a u a pa a
a In ância podem p omo e a ap endizagem de aspe os ligados à Educação Ambien al.
Rela i amen e ao obje i o especí ico que se dedica à explo ação das ob as, es e momen o oi
di idido em ês ases dis in as: p é-lei u a, lei u a e pós-lei u a. Rela i amen e a es a me odologia de
explo ação de ob as de Li e a u a pa a a In ância, concluo que oi o que uncionou melho com os dois
g upos dos di e en es con ex os. O único aspe o que sen i que di e ia de con ex o pa a con ex o oi o
momen o de p é-lei u a. Enquan o o g upo de c ianças da Educação P é-Escola pa ilhou odas as suas
ideias p é ias, colocou ques ões e obse ou a capa e o í ulo em odos os seus po meno es, a u ma do
1.º CEB limi ou-se à lei u a do í ulo e as suas opiniões cingi am-se às in o mações que o í ulo lhes
passa a. Nos es an es momen os de lei u a, as c ianças desen ol e am as suas ideias e pa ilha am os
seus conhecimen os de o ma abe a e empenhada, não endo no ado uma g ande di e ença como ha ia
no ado no momen o da p é-lei u a.
No que diz espei o às ap endizagens adqui idas, no con ex o de Educação P é-Escola , no inal
da in e enção oi pa ilhado um ques ioná io com os pais. A pa i da análise do mesmo, i e a
opo unidade de cons a a que as c ianças possuíam uma boa consciência ambien al, endo pa ilhado
com os pais o que inham ei o na sala de a i idades. Explicando-lhes o que de e iam aze nas suas
casas. Pa a além disso, os pais pa ilha am que a Li e a u a oi um bom meio de in odução da emá ica,
pois, ao mesmo empo que usu uíam dos bene ícios da lei u a, as c ianças ica am mais conscien es
ambien almen e. Re e i am ainda que as minhas in e enções de am asas a mui as con e sas no seio
amilia po se mos a em di e en es e lúdicas.
No que conce ne ao 1.º CEB, pa a além dos diálogos que oi ha endo no inal de cada in e enção,
os alunos esponde am a um jogo
Kahoo
, cujo obje i o oi iden i ica as ap endizagens adqui idas, bem
como e i ica de que modo a explo ação das ob as selecionadas con ibuí am pa a a dessas
ap endizagens.
Po im, oi possí el cons a a que em ambas as alências, a explo ação de ob as in an is é um
ecu so pedagógico excelen e pa a explo a assun os elacionados com o meio ambien e e a
sus en abilidade ambien al.
5.2. Re lexões sob e o impac o do p oje o no meu desen ol imen o pessoal e p o issional
O p esen e p oje o de In e enção e In es igação Pedagógica ep esen ou uma expe iência
p o undamen e en iquecedo a, eple a de no os conhecimen os e i ências que ma ca am de o ma
signi ica i a a minha aje ó ia p o issional e pessoal.
73
Inicialmen e, concen o-me nas di iculdades en en adas no con ex o de Educação P é-Escola ,
uma ez que esse oi o meu p imei o con ac o com c ianças, no âmbi o do es ágio. Reco do-me de me
sen i bas an e en e gonhada e ese ada, mas, ao e le i sob e essa ase, posso a i ma que o meu
c escimen o, an o a ní el pessoal quan o p o issional, em sido con ínuo e consis en e. Nas p imei as
semanas de es ágio, su gi am dú idas e insegu anças, i e eceio de não consegui es abelece a o dem
no g upo de c ianças e de se incapaz de aplica na p á ica os conhecimen os adqui idos, uma ez que,
no con ex o, os acon ecimen os se desen olam com mui a apidez. No en an o, no é mino dessa
p imei a in e enção, sen i-me mais con ian e nas minhas compe ências e mais p epa ada pa a lida
com si uações desa iado as, po mais complexas que pudessem se .
A imidez e a e gonha, que inicialmen e limi a am a minha ação pedagógica, o am diminuindo
g adualmen e, e a ualmen e ado o uma pos u a mui o mais p esen e e in e en i a jun o das c ianças.
Es e p ocesso de ans o mação é um e lexo di e o do es o ço e dedicação que in es i, bem como das
aliosas ap endizagens que iz ao longo do es ágio.
Es agia nes e con ex o oi uma expe iência c ucial e ans o mado a pa a o meu desen ol imen o
enquan o u u a p o issional da educação. Ao longo do es ágio em Educação P é-Escola , adqui i não só
compe ências écnicas e pedagógicas, mas ambém uma comp eensão mais p o unda e ab angen e
sob e a impo ância da elação en e o educado e a c iança. Ap endi que é undamen al c ia um
ambien e inclusi o e es imulan e, que a o eça o desen ol imen o in eg al e econheci ainda, a ele ância
de ado a uma p á ica educa i a e lexi a e é ica.
Acima de udo, comp eendi que, pa a exe ce a p o issão de educado a de o ma e icaz, é
imp escindí el cul i a não apenas a paciência, mas ambém um p o undo amo pelas c ianças. Esse
amo é, sem dú ida, a o ça mo iz que o ien a as ações do educado , a ibuindo signi icado a cada
ges o, a i ude e decisão pedagógica. Cada a i idade o na-se assim mais signi ica i a, pois o que a
sus en a é a dedicação, a empa ia e o comp omisso com o desen ol imen o das c ianças.
Em elação ao 1.º CEB, conside o impo an e e e i que es e es ágio oi ainda mais desa ian e,
uma ez que a u ma onde iquei inse ida e a bas an e agi ada, mas, com o passa do empo, ui-me
habi uando e conseguindo lida com a si uação. Con esso que ao longo do pe cu so académico ui
semp e endo mais cu iosidade ela i amen e à Educação P é-Escola , pelo que, ambém po isso, a
adap ação ao 1.º CEB oi um pouco mais di ícil.
Num pe íodo inicial de obse ação, en ei não só ambien a -me, como ambém a e igua as
debilidades e in e esses do g upo. Po isso, aquando das p imei as in e enções, p ocu ei aplica as
es a égias que inha obse ado e que melho unciona am com a u ma. Comp eendi que e ia de se
74
uma p o esso a-es agiá ia mais ígida e não ão ca inhosa, em con as e com a minha pos u a no
con ex o de Educação P é-Escola . Em diálogo com a p o esso a i ula , que oi semp e mui o que ida e
comp eensi a, pe cebi que es e con ex o e a di e en e e que os alunos exigiam uma pos u a mais
asse i a e não ão meiga.
Con esso que o es ágio pedagógico no con ex o de 1.º CEB me su p eendeu ul apassando as
minhas espec a i as: no inal da in e enção sen i-me ealizada e com as e amen as necessá ias pa a
desempenha a unção de p o esso a do Ensino Básico. Embo a a u ma enha sido complicada a ní el
compo amen al, sin o que oi um bom desa io se es agiá ia num 1.º ano de escola idade com es as
di iculdades e desa ios.
Em comum aos dois es ágios, essal o a o ma como ui ecebida pelas educado as/p o esso as
coope an es e pelas c ianças. Embo a a minha pos u a, pe an e as c ianças, enha sido um pouco
di e en e em cada con ex o, sin o que em ambas dei o melho de mim e consegui adap a -me às
ad e sidades.
Ao longo dos dois es ágios, essal o ainda que ui capaz de: comp eende a impo ância do papel
a i o da c iança; alo iza cada c iança, econhecendo as suas p og essões; es imula as suas inicia i as;
abo da as di e en es á eas/disciplinas de o ma globalizan e e in eg ada; es imula a cu iosidade das
c ianças c iando condições pa a que “ap endam a ap ende ”. Pa a além disso, ui capaz de ap imo a
a minha capacidade de obse ação. Obse a o na-se undamen al quando o nosso público-al o são
c ianças, pois é a a és dessa p á ica que conseguimos cap a de alhes c uciais sob e o compo amen o,
necessidades emocionais/cogni i as e pe cebe os in e esses e on ades das c ianças. A obse ação
pe mi e ao educado /p o esso en ende as dinâmicas de g upo e iden i ica as pa icula idades de cada
c iança, possibili ando uma in e enção pedagógica mais di ecionada e e icaz. Tal como é de endido po
Júnio (2010), “(…) um olha c í ico e e lexi o pa a a ealidade educacional o na-se essencial pa a
des ela mos si uações e caminhos que possam se con o nados com maio segu ança, e e i idade e
sem cons angimen os, obje i ando um c escimen o pessoal e p o issional.” (p. 581).
Concluindo, enquan o es agiá ia inha g andes espec a i as pa a es e ano le i o e odas o am
amplamen e co obo adas. Sin o-me p o undamen e sa is ei a, pois es e ano de es ágio complemen ou
e consolidou udo o que ap endi ao longo do meu pe cu so académico. As di iculdades e desa ios
en en ados ao longo des a jo nada o am supe ados com empenho, e, ao olha pa a ás, pe cebo que
o am esses momen os mais desa ian es que p opicia am a minha e olução. Foi a a és deles que
adqui i no as ap endizagens e c esci, an o pessoal quan o p o issionalmen e, consolidando as
compe ências, as es a égias e os ins umen os pa a a minha p á ica docen e u u a.
81
Anexos

82
Anexo I – Plani icação de uma a i idade de Reciclagem a a és da lei u a do Li o “Se á o ma o meu
luga ?” de Sa ah Robe s
Tempo
Desc ição das a i idades
Recu sos
ma e iais
Obje i os de ap endizagem
Visão
in eg ado a
1.º dia
25 min.
A a i idade inicia com a explo ação da
ob a “Se á o ma o meu luga ?”, em
g ande g upo.
P é-lei u a: Ques iona-se as c ianças
sob e os elemen os pa a ex uais, como a
ilus ação da capa, as co es e os animais
p esen es, assim como o que acham que
a his ó ia ai a a e qual acham que se á
o seu í ulo.
Lei u a: No momen o de lei u a,
ques iona-se as c ianças sob e:
- “Quem é o Tomé?”; “Acham que é
mesmo uma medusa?”; “O que são
medusas?” (pg. 2);
- “Quem é que engoliu o Tomé?” (pg. 5);
- “Quem i á come de no o o Tomé?” (pg.
10);
- “E ago a conseguem adi inha ?” (pg.
18).
Pós-lei u a:
No inal da lei u a dialogada ol a-se a
olhea o li o e in e oga-se as c ianças:
- “Quem e a na ealidade o Tomé?”;
- “O que acham que os animais sen em
quando eem lixo no ma ?”;
- “O que é que o menino ez ao saco
Tomé?”;
Li o
- Ve baliza as ideias p é ias;
- Comunica as suas
concessões.
Á ea de
Fo mação
Pessoal e
Social
- Comp eende as
mensagens con idas na ob a;
- In e i o signi icado do ex o
a pa i de pis as con ex uais
e in e ências lógicas;
- U iliza linguagem adequada
ao con eúdo do li o.
Domínio da
Linguagem
O al
- Iden i ica animais a a és
da sua imagem.
- Mani es a p eocupação
com a conse ação da
na u eza e pelo ambien e.
- An ecipa e exp essa as
suas ideias sob e o que
pensa que ai acon ece
numa si uação que obse a.
Conhecimen
o do mundo
83
- “O que acham que de emos aze
quando emos lixos na a eia? Po quê?”.
7 min.
A i idades de Pós-lei u a:
I emos ap esen a um ídeo ilus a i o da
poluição da água
(h ps://www.you ube.com/wa ch? =HH
D7BO4_4LQ).
Pos e io men e ques iona-se as
c ianças:
- “Já ou i am ala em poluição? O que é?”
“O que acham que acon ece à água do
ma / ios quando lhe dei amos lixos?”; -
“E os animais ma inhos como acham que
se sen em?”; - “O que é que o Vasco ez
no ilme?”; - “Ele azia a eciclagem? É
impo an e?”
Compu ado
Coluna
- É capaz de explici a e de
pa ilha o que pensa e ê;
- Coope a com ou os no
p ocesso de ap endizagem.
Á ea de
Fo mação
Pessoal e
Social
- Demons a en ol imen o
no p ocesso de descobe a e
sa is ação nos no os
conhecimen os que
cons uiu.
Conhecimen
o do mundo
1h
As c ianças, i ão di idi -se em dois
g andes g upos. Um g upo i á ep esen a
um oceano limpo e ou o um oceano
poluído.
I iei ques iona as c ianças de co acham
que é uma água poluída e uma água
limpa.
I ão pin a duas ca olinas A3 pa a
ep esen a os dois di e en es oceanos.
Pa a além disso, um dos g upos e á ao
seu dispo lixos. Todas as c ianças e ão
de desenha e colo i o seu peixe, pa a
depois cola em na ca olina.
Tesou a;
Cola quen e;
Ca olina A3;
Folhas de
papel A4;
Ma cado es;
Tin as;
Lixos a iados.
- Colabo a em a i idades de
g ande g upo, coope ando no
desen ola do p ocesso e na
elabo ação do p odu o inal.
Á ea de
Fo mação
Pessoal e
Social
- Explo a e u iliza , nas suas
p oduções, modalidades
di e si icadas de exp essão
isual;
- Desc e e , analisa e e le i
sob e o que olha e ê.
Subdomínio
das A es
Visuais
A aliação:
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- Demons a cu iosidade e in e esse pelo que a odeia, obse ando e colocando ques ões que e idenciam o seu desejo
de sabe mais;
- Re ela sa is ação com os no os conhecimen os que cons uiu;
- Pa ilha as suas ideias p é ias e conhecimen o do mundo;
- Pa icipa com in e esse nas a i idades p opos as;
- Responde asse i amen e às ques ões colocadas;
- Re ela con iança em expe imen a a i idades no as, p opo ideias e ala em g upo;
- Dá a sua opinião, acei ando e ou indo as dos ou os;
Ins umen os de a aliação: Obse ação, diálogo, p oduções das c ianças, no as de campo.
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Anexo II – Ques ioná io di igido aos EE das c ianças do con ex o de Educação P é-Escola
Es e o mulá io des ina-se aos enca egados de educação das c ianças da sala dos qua o anos
e em como obje i o ecolhe a sua pe spe i a sob e o impac o da li e a u a pa a a in ância no
desen ol imen o da consciência ambien al dos seus ilhos.
P e endendo comp eende de que o ma as his ó ias, li os e ou as expe iências li e á ias
pa ilhadas na escola con ibuí am pa a despe a nas c ianças uma a i ude de espei o e cuidado pelo
meio ambien e.
Ob igada pela ossa disponibilidade!
Ques ão 1: Alguma ez o/a osso/a educando/a ez comen á ios em casa ace ca das ob as de
Li e a u a pa a a In ância explo adas?
Ques ão 1.1: Se sim, que ipos de comen á ios p o e iu?
Ques ão 2: O osso educando mani es a a i udes e sen imen os ace à explo ação das his ó ias de
Li e a u a pa a a In ância?
Ques ão 2.1: Se sim, qual ou quais?
Ques ão 3: Nos úl imos empos, no ou algum compo amen o no/na seu/sua educando/a que
e idenciasse uma maio p eocupação com a p ese ação do meio ambien e?
Ques ão 3.1: Se sim quais?
Ques ão 4: Na sua opinião, conside a que a explo ação de his ó ias de Li e a u a pa a a In ância
pode se um meio de p omo e a consciência e a esponsabilidade ambien al das c ianças?
Ques ão 4.1: Se sim, po quê?
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Anexo III – Ques ioná io di igido aos EE das c ianças do con ex o de Educação P é-Escola
A li e a u a pa a a in ância e o desen ol imen o da consciência ambien al das c ianças
Ques ioná io de a aliação da in e enção da p o esso a es agiá ia. As pe gun as elacionam-se
com as ob as e as emá icas abo dadas pela p o esso a-es agiá ia.
Ag adeço desde já a ossa disponibilidade!
1. O(a) seu/sua educando(a) já comen ou em casa alguma das ob as de Li e a u a pa a a In ância
abalhadas na escola?
☐ Sim
☐ Não
1.1. Se espondeu "Sim", que ipo de comen á ios ez?
(pode assinala mais do que uma opção)
☐ Disse que gos ou da his ó ia
☐ Falou das pe sonagens ou do en edo
☐ Relacionou a his ó ia com algo do seu dia a dia
☐ Comen ou aspe os isuais (ilus ações, co es, e c.)
☐ Ques ionou ou e le iu sob e emas abo dados
☐ Ou o (especi ique): ___________________________
2. O(a) seu/sua educando(a) demons a sen imen os ou a i udes pa icula es em elação às
his ó ias explo adas na escola?
☐ Sim
☐ Não
2.1. Se espondeu "Sim", que sen imen os ou a i udes obse ou?
(pode assinala mais do que
uma opção)
☐ En usiasmo ao ala sob e as his ó ias
☐ Cu iosidade em sabe mais sob e os emas
☐ Empa ia pelas pe sonagens ou si uações
☐ Iden i icação com os alo es ansmi idos

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☐ Desejo de le mais his ó ias semelhan es
☐ Ou o (especi ique): ___________________________
3. No ou ecen emen e algum compo amen o do(a) seu/sua educando(a) que e ele maio
p eocupação com a p ese ação do meio ambien e?
☐ Sim
☐ Não
3.1. Se espondeu "Sim", que compo amen os obse ou?
(pode assinala mais do que uma
opção)
☐ Sepa a o lixo pa a eciclagem
☐ E i a despe dício de água ou ene gia
☐ Faze comen á ios sob e p o ege a na u eza
☐ Ale a ou as pessoas sob e compo amen os ecológicos
☐ Mos a in e esse po emas ambien ais (animais, lo es as, poluição, e c.)
☐ Ou o (especi ique): ___________________________
4. Na sua opinião, a explo ação de his ó ias de Li e a u a pa a a In ância pode con ibui pa a
desen ol e a consciência e a esponsabilidade ambien al nas c ianças?
☐ Sim
☐ Não
☐ Não enho ce eza
4.1. Se espondeu "Sim", po que mo i o conside a isso impo an e?
(pode assinala mais do que
uma opção)
☐ As his ó ias despe am in e esse e cu iosidade das c ianças
☐ A a és da na a i a, os emas ambien ais são mais acilmen e comp eendidos
☐ As c ianças iden i icam-se com as pe sonagens e ap endem com elas
☐ As his ó ias ajudam a desen ol e alo es como o espei o e a esponsabilidade
☐ Ou o (especi ique): ___________________________