c
2025
II
DIREITOS
DE
AUTOR
E
CONDIÇÕES
DE
UTILIZAÇÃO
DO
TRABALHO
POR
TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas
in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos.
Assim,
o
p esen e
abalho
pode
se
u ilizado
nos
e mos
p e is os
na
licença
abaixo
indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no
licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença
concedida
aos
u ilizado es
des e
abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-
NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
III
AGRADECIMENTOS
Dedico, es e espaço, a odas as pessoas, que di e a e indi e amen e, con ibuí am pa a a ealização des e es udo,
e a quem não posso deixa de exp essa a minha mais p o unda g a idão.
Em p imei o luga , gos a ia de ag adece à minha o ien ado a, P o esso a Na ália Fe nandes, po odo o apoio e
in e esses demons ados ao longo des e abalho. Ag adeço pela disponibilização de e amen as essenciais pa a o es udo,
pela e isão cons an e do es udo, pelas o ien ações em odas as e apas do p ocesso e pela p on idão em euni comigo
semp e que necessá io, co igindo os meus e os e ajudando-me a ape eiçoa es e abalho. Sou g a a pela con iança
deposi ada, con ibuições e po me incen i a a segui adian e, sem desis i .
Ag adeço a odos os colabo ado es da ins i uição onde es agiei, especialmen e ao meu acompanhan e, pela o ma
calo osa como ui acolhida, pelos ensinamen os ansmi idos e pela ajuda na elabo ação do ela ó io. Ag adeço ambém
pela abe u a em inclui as minhas ideias e pela opo unidade de ealiza ou as a i idades essenciais pa a o meu
c escimen o, elacionadas com as á eas da sec e a ia e ecu sos humanos.
Ag adeço, de o ma especial e semp e em p imei o luga , aos meus pais e ao meu i mão, que semp e es i e am
ao meu lado em odos os momen os da ida e ao longo da ealização des e es udo. Ag adeço-lhes po e em me incen i ado
a ing essa na uni e sidade e a p ossegui os es udos, pa a me o na uma pessoa comple a. Ag adeço po ou i em as
minhas us ações e angús ias, e po semp e me enco aja em a não desis i dos meus sonhos, independen emen e das
di iculdades e dos momen os de desanimo. Ob igada po nunca desis i em de mim, po es a em semp e p esen es, dando-
me o ça e apoio pa a encon a o meu caminho. Se ei e e namen e g a a e o gulhosa de ocês.
Assim, uma ez mais, exp esso a minha p o unda g a idão a odos os que con ibuí am e incen i a am o meu
desen ol imen o e a ealização des e es udo.
IV
DECLARAÇÃO
DE
INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo
que não eco i à p á ica
de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhum das e apas
conducen es à sua elabo ação.
Mais
decla o
que
conheço
e
que
espei ei
o
Código
de
Condu a
É ica
da
Uni e sidade
do
Minho
V
DO DIAGNÓSTICO DE FORMAÇÃO À ATUALIZAÇÃO DO PLANO DE FORMAÇÃO: UM ESTUDO DE
CASO NUMA
INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL
RESUMO
A o mação é um p ocesso que possibili a aos indi íduos adqui i e desen ol e compe ências e conhecimen os
que p omo am an o a quali icação e o melho desempenho em uma unção ou p o issão, quan o o seu desen ol imen o
in eg al. Nes e con ex o, o p esen e es udo explo a as necessidades de o mação, isando adap a as o e as o ma i as a
essas demandas pa a p omo e o desen ol imen o dos inqui idos.
O obje i o cen al do es udo é con ibui pa a a adequação do plano de o mação, com base em um le an amen o
de necessidades e in e esses da mainlis de con ac os da o ganização onde oco eu o es ágio e das emp esas com as quais
man ém elações. Pa a alcança os esul ados p opos os, oi ealizada uma pesquisa quali a i a, sus en ada num es udo
de caso en ol endo 60 pa icipan es, com a aplicação de ques ioná ios.
Os esul ados indicam que há uma endência c escen e de busca pela educação não o mal e in o mal, com a
o mação sendo is a como uma e amen a essencial pa a o desen ol imen o pessoal e p o issional, além do con ex o
o mal escola . Obse a-se ambém uma di e sidade de á eas de in e esse, ab angendo an o as ciências exa as quan o
humanas, sem uma p edominância especi ica. No en an o, os dados mos am que, apesa do econhecimen o da
impo ância da o mação, mui as ezes ela se ap esen a inadequada às necessidades dos indi íduos, eduzindo o in e esse
dos mesmos na sua equência.
Assim, conclui-se que a o mação é uma e amen a e icaz pa a o desen ol imen o in eg al e p o issional dos
indi íduos, e o çando a impo ância de adap á-la as necessidades especi icas dos indi íduos, o ná-la acessí el a odos os
públicos, independen emen e do con ex o, in eg ando eo ia e p á ica, acili ando an o a aquisição quando a aplicação de
conhecimen os.
Pala as-cha e:
Educação,
Fo mação,
Necessidades
VI
FROM TRAINING DIAGNOSIS TO UPDATING THE
TRAINING PLAN: A CASE STUDY IN A NON- FORMAL
EDUCATION INSTITUTION
ABSTRACT
T aining is a p ocess ha enables indi iduals o acqui e and de elop skills and knowledge ha enhance bo h hei
quali ica ion and pe o mance in a speci ic ole o p o ession, as well as hei o e all de elopmen . In his con ex , he
p esen e s udy explo es aining needs, wi h he aim o adap ing aining o e ings o hese demands, he eby p omo ing he
de elopmen o he esponden s.
The cen al objec i e o his s udy is o con ibu e o he adjus men o he aining plan, based on a su ey o
needs and in e es o he main con ac lis o he o ganiza ion whe e he in e nship ook place, as well as o companies wi h
wich i main ains ela ionships. To achie e he p oposed esul s, a quali i i e esea ch app oach was ca ied ou , suppo ed
by a s udy case in ol ing 60 pa icipan s, wi h he applica ion o ques ionna ies.
The esul s indica e a g owing end owa ds non- o mal and in o mal educa ion, wi h aining seen as an essen ial
ool o pe sonal and p o issional de elopmen , beyond he o mal school con ex . The e is also a di e si y o in e es a eas,
co e ing bo h he exac and human sciences, wi hou a speci ic p edominan ocus. Howe e he da a e eal ha , despi e
he ecogni ion impo ance o aining, i o en p o es inadequa e in mee ing indi idual needs, he eby educing pa icipan ’s
in e es in a ending aining sessions.
Thus, i is concluded ha aining is an e ec i e ool o indi idual’s pe sonal and p o issional de elopmen ,
ein o cing he impo ance o adap ing i o he speci needs o indi idual, making i accessible o all audiences, ega dless
o he con ex , in eg a ing heo y and p ac ice, acili a ing bo h knowledge acquisi ion and p ac i al applica ion.
Keywods:
Educa ion;
T aining;
Needs
VII
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS
..................................................................................................................
III
RESUMO ...................................................................................................................................................................................... V
ABSTRACT ................................................................................................................................................................................. VI
ÍNDICE
DE
GRÁFICOS
...................................................................................................................
IX
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................................ 1
CAPÍTULO I - ENQUADRAMENTO CONTEXTUAL……………………………………………-3
1.
Ca ac e ização da o ganização
........................................................................................................
4
1.1.
O ganog ama o ganizacional
...........................................................................................
7
2.
Ca ac e ização
do
público-al o
.........................................................................................................
9
3.
Diagnós ico
de
necessidades/
in e esses
...........................................................................................
13
CAPÍTULO II - ENQUADRAMENTO TEÓRICO DO ESTÁGIO
..................................................................................
14
1.
Educação e o desen ol imen o do indi iduo
.........................................................................................
15
1.1. Educação do pon o de is a o mal, não o mal e in o mal .................................................................................................... 16
1.2. Ap endizagem ao longo da ida ............................................................................................................................................. 18
2.
Fo mação P o issional
..............................................................................................................
22
3.
Polí icas de o mação em Po ugal
..................................................................................................
30
4.
Necessidades: as necessidades o ma i as e compa a i as
.........................................................................
34
CAPÍTULO
III
-
ENQUADRAMENTO
METODOLÓGICO
.....................................................................
38
1.
Obje i os de in e enção .................................................................................................................................................................. 39
2.
Pa adigma, mé odo e écnicas ........................................................................................................................................................ 39
2.1. Pa adigma ............................................................................................................................................................................. 39
2.2. Mé odo................................................................................................................................................................................... 40
2.3. Técnicas de ecolha de dados
................................................................................................
41
2.4. Técnicas de análise de dados
.................................................................................................
45
4
1.
Ca ac e ização
da
o ganização
A o ganização onde deco eu o es ágio pe ence a uma ede de cen os de mul isse iços, no que diz espei o à
educação e o mação, c iada em 2010 e com unidades dis ibuídas po odo o país. O modelo de anchising da ma ca
pe mi e que cada unidade enha uma in e dependência económica e inancei a, esul ando na di e enciação de p eços e
condições, ela i amen e aos di e sos se iços que de ém.
A mesma em como obje i o o nece se iços de educação ex acu icula , sendo o seu oco a p omoção de uma
o mação in eg al e um desen ol imen o da pessoa ao longo da ida. Ca ac e izada como uma ede de mul isse iços, es a
disponibiliza di e en es a i idades educa i as e lúdico- didá icas, de modo a p opo ciona um desen ol imen o in eg al do
indi íduo, a a és da p omoção de á eas como a psicomo o a, a e i a e cogni i a.
Assim como as ou as unidades dispe sas pelo país, dispõe de múl iplos se iços, ealizados, que em egime
online, que p esencialmen e, sendo es es:
•
Apoio e acompanhamen o ex acu icula , nas di e sas á eas do ensino básico e secundá io;
•
Explicações online, o almen e pe sonalizadas e ajus adas às necessidades de cada indi iduo;
•
Fo mação de línguas, como o inglês, ancês, alemão, i aliano, manda im, usso, po uguês pa a o es angei o,
língua ges ual po uguesa, en e ou os, ce i icados pela DGERT e disponí eis em o ma o li e, de cu a
du ação, in ensi o e pe sonalizados;
•
Ao ní el do ensino supe io , acul ando explicações, p epa ações pa a exame, apoio em g upo ou indi idual e
p og amas de ecupe ação;
•
Fo mação p o issional pe sonalizado pa a emp esas e o ganizações, ealizadas em pa ce ia com en idades
ce i icadas pela DGERT, ajus ada às necessidades e expec a i as de en idades públicas ou p i adas. Es e ipo
de o mação isa o imiza o capi al humano da o ganização, ab angendo á eas como Finanças, Ho ela ia,
Res au ação, Come cial e Vendas, Tecnologias de In o mação, en e ou as. Os cu sos são o e ecidos em
o ma o online, pa a emp esas nacionais e in e nacionais, assim como p esencial, sendo desen ol idas an o
nas ins alações das o ganizações solici an es, quan o em qualque unidade dispe sa pelo país. Além disso,
ambém são disponibilizados cu sos de o mação p o issional pa a pa icula es, a endendo às
5
necessidades e expec a i as de indi íduos e exigência dos di e en es se o es de a i idade;
•
A i idades ol adas pa a o público sénio , como a es imulação cogni i a, a li e a u a e esc i a c ia i a,
exp essão d amá ica, a es deco a i as, iniciação à lei u a, esc i a e in o má ica, en e ou os, com o
obje i o de p omo e o seu con inuo desen ol imen o;
•
Se iços de adução e in e p e ação em mais de 70 idiomas e 40 á eas emá icas, além de e isão e
adap ação de con eúdos.
•
A i idades de empos li es du an e as pausas le i as, p opo cionando às c ianças opo unidades de
desen ol imen o e ap endizagem de o ma lúdica;
•
Wo kshops e a eliês nas di e sas á eas, di igidas pa a os in e esses e necessidades de c ianças, jo ens,
adul os e idosos, p omo endo a sua ampliação de ho izon es e a oca de expe iências cul u ais e ec ea i as
en e o público;
•
P og amas, des inado a jo ens en e os 10 e os 18 anos, p omo endo o e o ço do domínio do idioma inglês,
em ambien e es angei o;
•
Se iços de Psicologia, elacionado com a e apia e psicopedagogia, in eg ando á eas como a e apia da
ala, a nu ição, o ensino especial, o acompanhamen o e apoio psicológico, en e ou as;
•
P og amas des inados à o ien ação, o ganização e conc e ização do acesso ao
ensino supe io no es angei o;
•
O se iço de alugue de sala pa a o mações, euniões, wo kshops, a i idades lúdicas, en e is as e
ap esen ações.
Pa a comp eende melho a o ganização, são ap esen adas de seguida, a sua isão, missão e p incípios de
a uação. Em elação à isão, a o ganização se posiciona como uma e e ência nacional nas á eas de educação não o mal,
conside ando a excelência um a o undamen al em odas as a i idades e se iços o e ecidos.
A missão da o ganização é p omo e o desen ol imen o con ínuo dos indi íduos ao longo da ida. Nes e sen ido,
a mesma p ocu a p opo ciona cu sos de o mação p o issional, disponibilizando uma o e a global ao público jo em e
adul o, endo em con a as á eas da educação não o mal e equipando salas, ma e iais e uma equipa de p o issionais
adequada pa a acolhe e coloca em p á ica
6
os
cu sos
de
o mação
p o issional.
Nes e
con ex o,
a
o ganização
p e ende:
•
Disponibiliza uma o e a global de se iços de educação não o mal que pe mi am a quali icação e alo ização dos
ecu sos humanos;
•
Pa icipa no desen ol imen o económico de cada egião, a a és da disponibilização de p o issionais compe en es;
•
Ino a e desen ol e os di e en es se iços, a a és da o e a de qualidade, sa is ação de necessidades e supe ação de
expec a i as dos clien es.
•
Desen ol e o po encial dos clien es, com o obje i o de aumen a a sua compe i i idade, pe mi indo consolida a posição
que ocupam ou que p e endem ocupa no me cado de abalho.
Os p incípios de a uação que odos os colabo ado es da o ganização de em espei a são os
seguin es:
•
Comp eende e a ende às necessidades dos clien es, po meio de a aliações pe iódicas da o mação, a im de a alia e
pe cebe a e icácia e sa is ação e ap esen a suges ões e eclamações;
•
Valo iza as opiniões dos clien es, undamen ando uma ges ão anspa en e, omando decisões com base em dados
conc e os;
•
P ocu a a melho ia con ínua do desempenho, assegu ando a excelência em odos os se iços p es ados;
•
A alia cons an emen e os p ocessos in e nos, de o ma a ga an i a sua e icácia e e iciência, simpli icando e o imizando-
os semp e que possí el;
•
Reconhece a impo ância do capi al humano pa a o desen ol imen o da o ganização, en ol endo os colabo ado es na
p ocu a pelo alcance dos obje i os;
•
Planea e ge i as o mações em con o midade com os equisi os de ce i icação das en idades o mado as e com os
p incípios de ges ão da qualidade;
•
Cump i odos os equisi os legais, egulamen a es, en e ou os.
7
1.1.
O ganog ama
o ganizacional
Figu a
1-
O ganog ama
o ganizacional
O o ganog ama an e io ap esen a a es u u a o ganizacional da ins i uição onde deco eu o es ágio. Es a es u u a
é di idida em se o es especí icos com unções dis in as, incluindo o A endimen o, Ges ão de Fo mação e Ges ão de Se iços
de Apoio Escola . Pa a além des as á eas, ambém há um esponsá el pela qualidade, enca egado de iden i ica e desenha
os p ocessos de o mação, desen ol e a documen ação de supo e, sendo que es a de e es a de aco do com o e e encial
de qualidade, e a alia o cump imen o dos equisi os aplicá eis.
Com oco na p omoção de uma ap endizagem ao longo da ida, a ins i uição con a com um ges o da o mação
e um ges o de se iços de apoio escola , cabendo a es es as unções de de ini as polí icas de o mação, planea , execu a
e moni o a o plano de o mação, além de ge i os ecu sos necessá io, incluindo o ec u amen o e seleção dos o mado es.
Sob a supe isão do ges o da o mação, há um coo denado de o mação, que az a ges ão dos p ocessos o ma i os,
especialmen e na á ea das línguas, man endo con ac o di e o com os o mado es. Os o mado es, po sua ez, êm o papel
de pa icipa no desen ol imen o dos planos de o mação, elabo a ma e iais pedagógicos adequados, conduzi as sessões
de aco do com os obje i os es ipulados e aplica mé odos e ins umen os de a aliação das o mações.
8
Na á ea de se iços de apoio escola , a o ganização con a com uma coo denado a pedagógica que supe isiona
a ges ão pedagógica das ações de educação e o mação, bem como o acompanhamen o, con olo e a aliação dos p ocessos
o ma i os, sa is ação e desempenho dos alunos. Aos p o esso es cabe apoia os seus alunos, o necendo e amen as que
p omo em o seu desen ol imen o educacional.
Além disso, a coo denado a pedagógica é esponsá el pelo a endimen o ao público, an o p esencial quan o
ele ónico, escla ecendo dú idas e p ocessando insc ições e suges ões de melho ia.
No meu es ágio, desempenhei unções nas ês á eas e e idas acima (educação, o mação e a endimen o). Ti e
a opo unidade de auxilia e in e agi com o ges o e coo denado pedagógico na elabo ação e aplicação do inqué i o po
ques ioná io de iden i icação das necessidades exis en es e c ia um plano de o mação adequado a elas. Pa icipei, ainda,
na seleção e ec u amen o dos o mado es. No a endimen o, apoiei a coo denado a pedagógica a endendo a chamadas,
di ecionando-as aos esponsá eis.
Es a es u u a o mal pe mi e uma in e ação e comunicação equen e en e odos os memb os, acili ando assim
o luxo de abalho e o alcance dos obje i os educa i os e o ma i os p opos os- um pon o o e a conside a , na minha
análise.
A possibilidade de pa icipação nas á eas iden i icadas a ás oi essencial pa a o meu desen ol imen o no es ágio,
no sen ido em que pude obse a que apesa de cada se o e as suas ca ac e ís icas especi icas, a comunicação e icaz
en e odos os en ol idos, pe mi iu a c iação de um ambien e colabo a i o, onde o auxílio mú uo e a uma p á ica cons an e,
acili ando as dinâmicas de elação e abalho.
9
2.
Ca ac e ização
do
público-al o
A p esen e o ganização em como público-al o dois g upos p incipais: o p imei o, compos o po c ianças e jo ens
es udan es que p ocu am apoio educacional, a a és de explicações e es udo acompanhado, o segundo, o mado po
adul os a i os, emp egados ou desemp egados, de a iados ní eis de quali icação, que p ocu em cu sos de o mação de
modo a complemen a a sua educação e o mação académica, aumen a as suas quali icações ou ealiza uma
equali icação p o issional, sendo que es es possibili am a sua inse ção no me cado de abalho ou a p og essão e/ou
al e ação da sua ca ei a.
A p esen e pesquisa concen a-se especi icamen e nesse segundo g upo, com oco nas necessidades de o mação
con ínua. Es e segundo g upo é compos o po indi íduos esiden es no município de Guima ães, localizado na egião No e
de Po ugal, con o me ilus ado na igu a abaixo.
Figu a
2
-
Mapa
com
os
concelhos
pe encen es
à
NUT
III
(sub- egião
do
A e)
Guima ães é um município si uado no dis i o de B aga, na egião No e (NUT (Nomencla u a das Unidades
Te i o iais pa a Fins Es a ís icos) II) e na sub- egião do Vale do A e (NUT III), com uma população de 52.182 habi an es e
densidade populacional de 2.223, 4 hab/ Km2, dis ibuído po 69 eguesias, que ab angem an o a á ea u bana, quan o
a pe i e ia. Conhecida como o “Be ço da Nação Po uguesa” ou “Cidade-Be ço”, a cidade des aca-se pelo seu ico alo
his ó ico, com des aque especial pa a o Cen o His ó ico, econhecido e classi icado como Pa imónio da Humanidade pela
UNESCO em 2001. Com uma o e adição cul u al, Guima ães é ambém um impo an e palco de e en os, endo sido
econhecida em 2012 como Capi al Eu opeia da Cul u a e, em 2013, como Cidade Eu opeia do
10
Despo o.
Figu a
3-
Mapa
do
Município
de
Guima ães
É nes e município que se si ua a unidade na qual o es ágio oi ealizado e conside ando que o es ágio oi
desen ol ido essencialmen e com adul os a i os, emp egados ou desemp egados, que p ocu am cu sos de o mação,
ap esen amos de seguida alguns dados mais globais, que pe mi am uma ca ego ização des a ealidade no concelho.
Nes e con ex o, é essencial comp eende os núme os de adul os emp egados, a i os e desemp egos na zona
No e, onde Guima ães se encon a. Segundo dados o necidos pela Comissão de Coo denação e Desen ol imen o Regional
do No e (2023), no p imei o imes e de 2023, a axa de desemp ego em Po ugal subiu 7,2 %, um aumen o em elação
ao mesmo imes e do ano de 2022 (23,3%), com 380, 3 mil pessoas em si uação de desemp ego, esul ando na pe da
de 14.200 pos os de abalho. Na egião No e, a axa de desemp ego aumen ou 7,6%, 0,8 pon os pe cen uais acima do
imes e an e io (25,2%), com 141, 4 mil pessoas desemp egadas, sendo o alo mais acen uado egis ado na sub- egião
do A e (+ 0,8 pon os pe cen uais), onde se des acam Guima ães e Vizela, ap esen ando aumen os mais signi ica i os, com
11,1% e 0,5%, espe i amen e.
Consequen emen e, o núme o de desemp egados egis ados nos Cen os de Emp ego No e si uou-se em 118,3
mil habi an es, o que ep esen a uma queda de ce ca de 7% em elação ao mesmo pe íodo de 2022; con udo, hou e um
aumen o em compa ação com o imes e an e io .
Po aixa e á ia, o desemp ego c esceu em odas as idades, exce o en e os jo ens de 16 a 25 anos, onde hou e
uma edução de 1,3 pon os pe cen uais, ixando-se em 18,1%. Em con apa ida, o
desemp ego aumen ou exp essi amen e nas demais aixas e á ias: pa a pessoas en e os 55 e 34 anos,
11
a axa subiu 9,2 pon os pe cen uais, a ingindo 15,5%; pa a aqueles en e os 25 e 34 anos, a axa icou em 10%,
um aumen o de 1,9 pon os pe cen uais; de 35 a 44 anos, a axa subiu pa a 7%, com ac éscimo de 1,6 pon os pe cen uais;
e de 45 a 54 anos, chegou a 4,5%, com aumen o de 0,1 pon os pe cen uais. Em e mos de escola idade, odas egis a am
aumen os na axa de desemp ego, sendo o mais exp essi o en e as pessoas com ensino secundá io e pós-secundá io,
com 10,1% (um aumen o de 1,7 pon os pe cen uais), seguido po pessoas com o ensino supe io , cuja axa chegou a 5,4%
(mais 0,5 pon os pe cen uais), e po aqueles com a é o 3º ciclo do ensino básico, com uma axa de 7,3% (um ac éscimo
de 0,4 pon os pe cen uais).
A Comissão ambém indica que, em e mos de emp ego em Po ugal, hou e um aumen o de 0,5% na população
emp egada em elação ao mesmo semes e de 2022, o alizando 23,8 milhões de pessoas emp egadas. Con udo, esse
aumen o não se e i icou em odas as egiões, sendo a zona No e aquela que egis ou um dec éscimo de 0,8%, com a
pe da de 14.200 pos os de abalho.
Na egião No e, acompanhando a queda da emp egabilidade, o núme o de emp egados en e os 20 e 64 anos
ambém diminuiu 0,3 pon os pe cen uais em elação ao imes e an e io , si uando- se em 75,6%. Es e alo ainda assim
supe a a me a es abelecida po Po ugal na Es a égia Eu opa 2020 (75%), embo a ep esen e uma queda de 1,1 pon os
pe cen uais em compa ação com o mesmo pe íodo do ano an e io . Analisando as aixas e á ias, o dec éscimo oi mais
exp essi o nos indi íduos en e os 25 e 34 anos (-3%), 35 a 44 anos (-5%), 45 a 54 anos (-1,8%) e 55 a 64 anos (-0,7%).
Em con apa ida, hou e um aumen o de emp ego nos jo ens en e os 16 e 24 anos (30,1%) e en e pessoas com mais de
64 anos (1,7%), con a iando a endência ge al de queda.
Quan o ao ní el de escola idade na egião No e, obse ou-se um aumen o de emp ego en e pessoas com o
ensino básico (3,2%) e com o ensino secundá io e pós-secundá io (3%), no en an o, a axa de emp ego en e pessoas com
ensino supe io caiu 8,8%. Es e cená io e le e a p edominância dos se o es p imá io e secundá io, onde hou e um
c escimen o do emp ego em a i idades elacionadas à ag icul u a e pesca (7,1%) e à indús ia (5,6%). Em con as e, o se o
e ciá io, especialmen e nas á eas de Finanças e Segu os (-21%), imobiliá io (-16,6%) e Educação (-21,4%), so eu uma
queda de 4,1%. No en an o, á eas des e mesmo se o ligadas ao Alojamen o, Res au ação, A i idades A ís icas, Espo i as
e Rec ea i as i e am um aumen o de emp ego de 29,8% e 14,7%, espe i amen e.
Em elação às ca ego ias p o issionais, ocupações ligadas a se iços pessoais, p o eção e segu ança, ope ado es
de ins alações e máquinas, bem como p o issionais da indús ia, cons ução e mon agem, i e am um c escimen o no
emp ego de 18,6%, 12,2%, 10,8% e 5,7%, espe i amen e. Já as p o issões ligadas ao pode legisla i o e execu i o,
a i idades in elec uais e cien í icas e de ní el in e médio, egis a am dec éscimos de 13,4%, 9,5% e 23,8%, espe i amen e.
No município de Guima ães, obse a-se um p edomínio de classes médias e de abalhado es
12
quali icados e semiquali icados, com uma ele ada axa de en elhecimen o, baixa axa de a i idade e um me cado de abalho
ins á el, ca ac e izado po al os índices de desemp ego, baixa p opo ção de desemp ego de longa du ação e uma das mais
al as axas de abandono escola , com saídas an ecipadas e p ecoces a ingindo 39% e 58,8%, espe i amen e, além do ele ado
desemp ego en e mulhe es.
A análise des es dados pe mi e pe cebe que o público-al o da o ganização onde o es ágio oi ealizado é
di e si icado, ab angendo di e en es aixas e á ias, ní eis de quali icação e si uações p o issionais.
13
3.
Diagnós ico
de
necessidades/
in e esses
Deco en e de uma análise conjun a com o di e o e esponsá el pela o mação da o ganização, conside ou-se
como undamen al que a á ea de in e enção p io i á ia pa a o es ágio se ia a o mação, com en ase na e apa inicial do
p ocesso, em pa icula o diagnós ico de necessidades de o mação no concelho de Guima ães.
Conside ando os in e esses e necessidades iden i icados, o es ágio concen ou-se na análise das necessidades de
o mação, aspe o que desen ol e emos mais adian e.
20
No âmbi o da ideia de ap endizagem ao longo da ida, que ab ange odas as e apas da aje ó ia dos indi íduos,
eme ge o concei o de o mação. Es a é comp eendida como um meio que p omo e o desen ol imen o de compe ências e
conhecimen os, p epa ando os indi íduos an o pa a o desempenho de unções especi icas, quan o pa a o seu
desen ol imen o in eg al. A o mação oco e em con ex os pa a além do ambien e escola e do me cado de abalho, sendo
um concei o mul i ace ado que engloba duas dimensões essenciais: o sabe e o sabe aze .
De um lado, é c ucial que a o mação desen ol a conhecimen os especializados di ecionados pa a a p odução;
de ou o, é impo an e que p omo a o desen ol imen o global do indi iduo. Assim, a o mação “(…) não pode se ou a
coisa senão um abalho sob e si mesmo, li emen e imaginado, desejado e pe seguido, ealizado a a és de meios que
lhes são o e ecidos ou que ele p óp io p opo ciona.” (Fe y, 1991, p.43)
A o mação es á equen emen e elacionada ao abalho, ocando nos conhecimen os e écnicas necessá ias
pa a a ealização de a e as especi icas (Oli ei a, 2015). Nesse sen ido, é de inida como uma “(…) a i idade desen ol ida
com o obje i o de con e i ao sujei o uma compe ência que é, po um lado, p ecisa e limi ada e, po ou o lado
p ede e minada, ou seja, o seu uso é p e is o desde o começo.” (A anzini,1996, p.9)
Além disso, a o mação con ibui pa a o desen ol imen o pessoal e social dos indi íduos, que seja pa a alcança
uma p omoção p o issional ou pa a melho a o bem-es a ge al, sendo conside ada como um “(…) p ocesso, seja ele o mal
ou in o mal, planeado ou não, a a és do qual as pessoas ap endem no os conhecimen os, capacidades, a i udes e
compo amen os ele an es pa a a ealização do seu abalho.” (Fe ei a, 2015, p.26).
Sil a (2005) iden i ica ês modos a pa i dos quais a o mação pode se conside ada: a o mação pa a o
in es imen o pessoal, a o mação pa a o in es imen o na a i idade p o issional e a o mação pa a o in es imen o na
aje ó ia p o issional. A o mação pa a o in es imen o pessoal de ende que a o mação é do in e esse e in es imen o de
cada indi íduo, que a de e p ocu a como o ma de adqui i conhecimen os pa a o seu desen ol imen o, que seja den o
ou o a da o ganização. A o mação como in es imen o na a i idade p o issional p io iza a aquisição de conhecimen os,
a a és da pa ilha de conhecimen os e expe iências dos abalhado es de uma mesma a i idade p o issional, de modo que
consigam p og edi na ida p o issional, enquan o a o mação como in es imen o na aje ó ia p o issional pe mi e a pa ilha
de expe iências ao longo da ida:
“A sua p edisposição pa a a o mação é menos acen uada adqui indo um es a u o, em ce a medida,
ma ginal ela i amen e ao in es imen o no abalho, à manu enção de um ní el de consenso ele ado com
as hie a quias e de a inidade com a O ganização, pois é nela que ac edi am pode con inua a cons ui
uma ajec ó ia p o issional ascenden e e ele an e pa a a sua ealização pessoal e p o issional.” (Sil a,
2005, p.2082)
21
A o mação elacionada com o me cado de abalho az pa a a discussão uma pe spe i a mais económica e
p odu i a, cen ada em ês dimensões, que de aco do com Almeida e Al es (2014), es ando elacionadas com os p ocessos
de ec u amen o das emp esas e que podem se conside adas a pa i de ês eo ias: a eo ia do sinal, a eo ia do il o e
a eo ia da conco ência. A eo ia do sinal explica que a o mação é essencial pa a en ende quais as capacidades e
quali icações que cada candida o em, a a és po exemplo, de diplomas. A eo ia do il o cla i ica que a o mação não em
um papel ligado ao c escimen o económico, mas sim unciona como um il o que o dena, assegu ando “(...) às emp esas
um ní el mínimo de capacidades em i ude da dupla il agem a que os indi íduos são subme idos: no acesso à o mação
e na a ibuição das c edenciais de inalização” (Almeida & Al es, 2014, p.123). Po úl imo, a eo ia da conco ência pelo
emp ego expõe o ac o de a p odu i idade não depende dos abalhado es, mas sim das ca ac e ís icas exis en es, sendo,
des e modo, c ucial que as emp esas in is am cada ez mais na o mação de no os abalhado es, o que pe mi e “(…)
e i a a exclusão duma massa de abalhado es que, ine i a elmen e, ap esen am maio es di iculdades em se adap a ao
no o con a o social que p e ende subs i ui o p imado do emp ego pa a a ida pelo p imado da emp egabilidade pa a a
ida.” (Almeida, 2007, p.57)
Fala de o mação implica, ainda, ala de dois modelos: o modelo Ha d ou Michigan e o Modelo So ou Ha a d.
O modelo Ha d ou Michigan conside a os abalhado es como ecu sos necessá ios pa a que a emp esa consiga
a ingi os obje i os es ipulados, sendo a o mação uma e apa essencial, is o pe mi i que os abalhado es se possam
desen ol e indi idualmen e. Po ou o lado, o modelo So ou Ha a d, a o ece os in e esses dos abalhado es e da
o ganização, p omo endo uma isão de o mação que pe mi a o “(...) desen ol imen o das compe ências dos abalhado es
e a ga an ia do seu en ol imen o na ida o ganizacional, po enciando a comunicação e lide ança” (Almeida & Al es, 2014,
p.124).
Nes e sen ido, emos dois modelos dis in os, sendo que o modelo Ha d/ Michigan des aca a o mação pa a a
indi idualidade e a p odu i idade, ou seja, a emp esa p ocu a que os abalhado es adqui am conhecimen os pa a se
o na em p odu i os, não lhes in e essando se e ém os mesmos, e po ou o lado, o modelo So / Michigan ealça a
o mação do indi íduo de modo a que es e desen ol a as suas compe ências e o seu en ol imen o den o da o ganização.
22
Em sín ese, a “(...) a o mação não é a panaceia pa a a esolução de odos os p oblemas econômicos e sociais,
po ou o, exis em con ex os e o mas de ap endizagem que ex a asam o adicional e i ó io do modelo escola em que
essa o mação se deixou ap isiona ” (Almeida & Al es, 2014, p.124).
É essencial que a o mação consiga sa is aze as necessidades e exigências do abalho, es abelecendo uma
elação es a égica en e a o mação e o abalho, pa a que se consiga “(...) desen ol e um e lexo de ap endizagem
pe manen e, de ap ende a iden i ica o que é p eciso sabe e ap ende com a expe iência” (Caná io, 2000, p.129),
p omo endo uma o mação e a i idade p o issional in eg ado a e única no empo, em que as o mações não são apenas
um conjun o de momen os o mais, mas sim um p ocesso con ínuo, com o indi íduo no seu cen o, p ocu ando que os
con eúdos es ejam consoan e as necessidades dos mesmos.
2.
Fo mação
P o issional
A in odução da ecnologia acili ou o acesso à educação, o mação e p odu i idade das emp esas, a a és da
inclusão de máquinas pa a complemen a o abalho humano. Con udo, a máquina não só acili ou o abalho manual,
como subs i uiu a mão de ob a, pe mi indo que as emp esas pudessem dispensa os abalhado es, is o que pa a uma
de e minada a e a, uma só máquina subs i uía um conjun o de abalhado es, aumen ando a p odu i idade da emp esa,
sem cus os mui o ele ados em ecu sos humanos. Assim, assis e-se a um mundo do abalho, o mação e educação cada
ez mais ins á el, p o ocando um aumen o do desemp ego, do emp ego es u u al, p ecá io e a empo pa cial. a e ando
odas as ge ações, no sen ido em que a ob enção de uma ele ada quali icação (ensino supe io ), não ga an e o acesso a
um abalho ou melho endimen o.
Ademais, es a ins abilidade le a a que o emp ego passe a se denominado como abalho, a p odu i idade passa
a depende de conhecimen os, e po isso, o abalhado “(…) de e á se um sujei o c ia i o, c í ico e pensan e, p epa ado
pa a agi e se adap a apidamen e às mudanças dessa no a sociedade.” (Sil a & Cunha, 2002, p.77). O adqui i de
conhecimen os mos a-se um pon o cen al pa a que o indi íduo se o ne p odu i o, num mundo do abalho cada ez mais
ins á el.
Es a ins abilidade e ince eza põe em causa dois pila es essenciais da educação, sendo eles, po um lado, a
possibilidade de es abelece uma elação en e os sis emas de o mação e de me cado de abalho, de aco do com o
modelo de adequação, e po ou o, a a iculação en e a o mação e o desempenho p o issional, segundo o modelo da
adap ação uncional (Caná io, 2000).
23
O modelo de adequação es abelece uma elação en e a escola e a o mação, pa a que es as consigam planea
o melho mé odo pa a p oduzi diplomados, endo em con a as necessidades exis en es de mão-de-ob a quali icada pa a o
me cado de abalho. Ou os es udos apon am a ideia de que a a és des a, os ní eis de emp ego podem se ele ados,
mesmo em si uações de meno quali icação de mão-de-ob a, no sen ido em que a “(...) ques ão cen al do emp ego (ou do
desemp ego) é de inida pela elação en e o núme o de pessoas disponí eis pa a ocupa luga es no me cado de abalho
e o núme o de luga es disponí eis no me cado de abalho” (Caná io, 2000, p.128).
O modelo de adap ação uncional pe mi e a ans e ência de conhecimen os e aquisições deco en es da o mação
pa a a p á ica, ou seja, aplicando os conhecimen os em con ex os de abalho. Assim, a o mação ainda é is a como um
p ocesso no qual são ansmi idos conhecimen os aos indi íduos, que os acumulam, com o obje i o de se o na em
p odu i os e uncionais.
Es a cono ação nega i a le a a que, a ualmen e, se assis a a uma sepa ação en e a educação o mal e a o mação
p o issional, dado que a educação o mal oca em p opo ciona quali icações que pe mi am aos indi íduos in eg a em-se
no me cado de abalho, enquan o a o mação p o issional é, mui as ezes, di ecionada a um público adul o, ge almen e
pouco quali icado, que não p e ende p ossegui es udos.
Nes e con ex o, a o mação p o issional assume um papel cen al na o mulação de polí icas de ensino supe io
que a endam a odos os indi íduos, independen emen e do seu ní el de quali icação. O obje i o des a é p omo e a
con inuidade dos es udos, podendo se enca ada de duas o mas: como um in es imen o, que possibili a aos abalhado es
ap imo a con inuadamen e as suas compe ências e aumen a a p odu i idade, e como um cus o, que exige ecu sos e
empo. (Almeida e al., 2008).
Pa a Caná io (2000), a o mação p o issional não de e se apenas en endida como uma e apa impo an e pa a
que o indi íduo se consiga in eg a no me cado de abalho, mas ambém como um p ocesso con ínuo, que pe mi e que
os indi íduos con inuem a se desen ol e , pa a além do abalho. Também F ei as e Bo ges-And ade (2004) de endem que
a o mação p o issional consis e num p ocesso que pe mi e que os indi íduos adqui am conhecimen os pa a o seu
desen ol imen o enquan o p o issional, enquad ado numa de e minada a i idade, e enquan o pessoa, de endo es e
p ocesso espei a e bene icia os dois in e enien es: os indi íduos e a o ganização onde es e ealiza a sua a i idade. Po
um lado, a o mação de e espei a as necessidades dos indi íduos, capaci ando-os de conhecimen os que lhes pe mi am
esponde aos desa ios de uma p o issão, num mundo onde e uma quali icação supe io não signi ica e acesso ao
emp ego (F ei as & Bo ges- And ade, 2004). Po ou o lado, a o mação ambém de e espei a os in e esses das
o ganizações, do ando os indi íduos de conhecimen os que lhes pe mi am se p odu i os.
24
Pa a Ibanez (1989), a o mação p o issional concen a qua o e en es: a académica, a p o issional, a de
a i idades cí ico-sociais e a de laze . A e en e académica es abelece um conjun o de obje i os, mé odos, ecu sos,
a aliações, en e ou os, ao passo que a e en e p o issional, alo iza a a ualização das compe ências dos indi íduos.
Ademais, a e en e das a i idades cí ico-sociais alo iza as no mas e alo es que um indi íduo assimila du an e a sua
pa icipação em a i idades sociopolí icas e a e en e de laze a i o, o ma i o e cul u al, que p io iza a dimensão do laze .
As qua o e en es a i mam a ideia de a o mação p o issional consis i num subsis ema de educação que pe mi a que os
indi íduos adqui am e ap imo em conhecimen os e ap idões que lhe pe mi a um desen ol imen o pessoal e p o issional.
(Fialho, Sil a e Sa agoça, 2013; Be na des, 2008).
A o mação p o issional ajus ada às necessidades dos indi íduos ab ange um conjun o de an agens, no sen ido
em que pe mi e a aquisição de compe ências e conhecimen os essenciais pa a o seu desen ol imen o pessoal e adequação
à unção que exe ce na o ganização, enquan o que a o mação ajus ada às o ganizações, pe mi e que a emp esas se
o nem mais p odu i as, is o que uma melho quali icação dos abalhado es, az com es es se o nem mais p odu i os,
aumen ando o c escimen o económica da o ganização:
“(…) demasiadamen e e iden es pa a se em pos os em causa: ela p omo e a e iciência; inc emen a
a mo i ação e a au omo i ação dos abalhado es; aumen as as suas capacidades de sabe de
in o mação, de exp essão, de comunicação, de sociabilidade, de in eg ação; p opicia a eme gência
de p ojec os indi iduais (e ambém colec i os) no campo p o issional; susci a al e ações posi i as ao
ní el do imaginá io; ques iona hábi os e modelos cul u ais; p omo e cul u al e socialmen e os
abalhado es; en im, induz p ocessos ans o mado es e mudanças o ganizacionais com e ei os
ap eciá eis ao ní el da cons ução ou e olução das iden idades cole i as.”(Es e ão, 2001, p.186).
25
Ou as an agens consis em na disposição de empo, uma ez que quando a o ganização necessi a de p eenche
um pos o de abalho, a o mação pe mi e a en ada de pessoas compe en es, no momen o ce o; na o mação de pessoas
compe en es, com conhecimen os adequados às unções que desempenham; pessoas mais mo i adas pa a o abalho,
a a és de melho es condições de abalho, possibilidade de ca ei a, emune ações e egalias (Gou eia e al., 2007);
esolução de con li os, aumen ando a coope ação e o abalho em g upo; diminuição dos aciden es de abalho e c iação
de uma cul u a o ganizacional, onde odos os abalhado es pa ilham expe iências, en e ou os. (Gomes e al., 2008)
A o mação p o issional inco po a duas modalidades: a o mação inicial ou quali icação e a o mação con ínua ou
ape eiçoamen o/ compe ências. A o mação inicial ou quali icação, comp eende um p ocesso de o mação que pe mi e a
aquisição de conhecimen os essenciais pa a que um indi íduo consiga exe ce a sua p o issão. Po ou o lado, a o mação
con ínua eme e pa a um p ocesso de o mação global, p esen e em odas as ases da ida do indi íduo que pe mi a que
es e possa se desen ol e :
“(…) que, po sua ez, es á in imamen e elacionado com a necessidade de da espos a às
exigências deco en es da es a égia o ganizacional em a iculação com o seu modo pa icula de
uncionamen o, numa dialé ica que pode assumi um ca ác e ans o mado .” (Rod igues e Al es,
2016, p.122).
Tem-se assis ido a uma “(…) ansição ope ada de um modelo de quali icação pa a um modelo de compe ência.
À ideia da cons ução da pessoa no quad o de uma cidade educa i a, con apõe-se uma o ien ação uncionalmen e
subo dinada à p odução de indi íduos de inidos pelas suas capacidades de p odu i idade de compe ição e de consumo”.
(Caná io,2016, p.274). Nes e sen ido, um indi íduo pode e mui as compe ências e não se quali icado ou um indi íduo
se quali icado, mas não possui mui as compe ências.
As emp esas apos am na o mação com o obje i o de melho a os seus ecu sos humanos, dado cons i uí em
uma e amen a essencial pa a o “(...) aumen o da p odu i idade e da qualidade dos p odu os/ se iços, a in odução e o
aumen o da mo i ação/ sa is ação no abalho” (Almeida & Al es,
26
2014, p.133).
A o mação p o issional ge e-se em o no de cinco pon os: a especialização, a socialização, a pesquisa, as
expe iências e a iden idade p o issional. A o mação p o issional, associada à especialização, comp eende que o p ocesso
o ma i o é bas an e delimi ado à especi icidade de cada abalho. Es a isão é bas an e c i icada, de ido à sua ele ada
especialização, no sen ido em que p oduz conhecimen os inú eis pa a o en en a de desa ios do dia-a-dia, pa a além de
c ia “igno an es especializados”, ou seja, o ma indi íduos que apenas possuem conhecimen os pa a um de e minado
abalho. Assim, é impo an e a alo ização de odos os ní eis de escola idade, pe mi indo uma o mação que a inja odos
os indi íduos, pe mi indo “(…) que e o ce o seu ca ác e es a égico e que se dis inga da especialização mui o segmen ada
e mui o i ada pa a domínios es i os” (Caná io, 2000, p. 134).
A o mação p o issional e socialização des aca a ideia da inexis ência de on ei as en e o p ocesso de socialização
e de ap endizagem o mal escola , no sen ido em que a socialização deco e das ap endizagens ap eendidas pelos
indi íduos na escola. Con udo, é ambém undamen al conside a ou as e en es pa a além da dimensão o mal, como
os p ocessos não o mais de ap endizagem, cons uídos no dia-a-dia e na in e ação com ou os indi íduos e con ex os.
(Caná io, 2000).
A o mação p o issional e pesquisa omen a uma elação que pe mi e indica a des alo ização do e o,
con apondo-se aos p ocedimen os escola es que alo izam a ce eza, desconside ando o e o e a o ma como se o supe a,
on es de ap endizagem. Des e modo, é impo an e “(…) alo iza o e o, acei a o e o e a con usão como algo que é
ine en e ao p ocesso de ap endizagem, supõe alo iza os p ocessos de pesquisa que em e mos de me odologia de
o mação, que em e mos de p odução de conhecimen o, como ine en es aos p ocessos de o mação p o issional”
(Caná io, 2000, p.135).
A o mação p o issional e expe iência é uma elação que em so ido al e ações consoan e os anos, des acando
duas ideias dis in as, uma onde a ap endizagem e a ealizada no con ex o de abalho, com a p esença de um indi íduo
mais expe ien e que ensina a, a a és da sua expe iência, o que e a essencial pa a que o inician e começasse a abalha
e ou a, mais a ual, onde o ensino pela expe iência é subs i uído pelo ensino con a a expe iência, alo izando a ansmissão
de conhecimen os de um indi íduo mais quali icado pa a um ou o, sem qualque elação com a expe iência de cada um.
Des e modo, Caná io (2000) p io iza a ideia da complemen a idade en e o ensino, a expe iência e a con a expe iência,
is o pe mi i em que um indi íduo possa ap ende consoan e a expe iências, mas ambém a a és de no as si uações, não
se a ando “(…) apenas, de ap ende com a expe iência, mas, ambém, de sabe como é que a expe iência (que pode se
obs áculo à ap endizagem) pode se ans o mada no ecu so essencial” (Caná io, 2000, p.136).
A úl ima ques ão, ela i a à o mação p o issional e iden idade p o issional, pe mi e es abelece
27
uma elação en e a o mação e a iden idade p o issional, no sen ido em que a o mação inicial, p o enien e da
escola, pe mi e que os indi íduos adqui i am conhecimen os pa a a cons ução da sua iden idade enquan o p o issional,
sendo es a algo que ai se cons uído ao longo do empo e p esen e em odos os momen os.
Toda ia, apesa dos bene ícios o ma i os exis en es, ambém exis em c í icas à mesma, uma ez que em um
papel pouco es u u al pa a a União Eu opeia, dado unciona mui a ligada às emp esas, à sua p odu i idade,
emp egabilidade, ou seja, pe mi e “(...) assegu a um papel ep odu o de o mas o ganizacionais e de concepções de
abalho mais p óximas das adicionais concepções aylo is as do que de modelos an opocên icos nos quais o
desen ol imen o de compe ências e da emp egabilidade es á no cen o do abalho ealizados” (Almeida & Al es, 2014,
p.133). Ademais, a o mação é c i icada pelo ac o de coloca no cen o, o mundo emp esa ial, egendo-se pelos alo es
de e minados pelas emp esas, colocando a o mação em unção do luc o, p odu i idade e e iciência, esquecendo que o
mundo do abalho não consis e só de emp esas, mas ambém de ou as o ganizações. Consequen emen e, os con eúdos
dessa o mação ambém mani es am aspe os nega i os, sendo conside ados como conhecimen os acumulados, que não
pe mi em en ende quais as p io idades e necessidades exis en es, aduzindo numa impo ância ela i amen e baixa em
á eas como a docência, en e magem, engenha ia, en e ou os:
“(...) esses sabe es são iden i icados sob a o ma de in o mação acumulá el
e não de compe ências
es a égicas que pe mi am iden i ica zonas de igno ância, de ini p io idades ela i as ao que é
p eciso ap ende e cons ui es a égias de ap endizagem” (Caná io, 2000, p.131).
Assim, um a o essencial na o mação p o issional são as o ganizações, is o que es as, com base nas suas
necessidades e obje i os, planeiam, in es em e p omo em o mações. Além disso, é undamen al que es as c iem
ins umen os de a aliação capazes de e i ica se as o mações a endem aos obje i os es abelecidos. Esse p ocesso de
a aliação pe mi e iden i ica os pon os de melho ia, ajus a as es a égias e ga an i uma maio e icácia e e iciência nos
p og amas de o mação. Nesse sen ido, Dias (2015, p.20) explica as cinco ases p opos as po Ca dim (2009) pa a o
desen ol imen o de um p ocesso o ma i o nas o ganizações, sendo es as:
1.
O es abelecimen o da o ien ação ge al: inclui o p é-diagnós ico e a de inição da polí ica de o mação,
conside ando os obje i os da o ganização pa a alinha a o mação às necessidades da o ganização;
2.
Le an amen o das necessidades de o mação: en ol e a aplicação de écnicas como os
28
inqué i os po ques ioná io e as en e is as, pa a ecolhe os dados que iden i iquem as á eas p io i á ias;
3.
Elabo ação e p opos a das necessidades de o mação: com base na análise das necessidades, o plano
de e disc imina o que se á ou não implemen ado, alinhado à polí ica o ganizacional de o mação.
4.
Desen ol imen o da o mação: ou seja, a execução das a i idades e p og amas, com base no plano
es abelecido;
5.
A aliação da o mação: ob enção de eedback que pe mi a iden i ica as melho ias e e o mula p opos as
u u as.
Oli ei a e al. (2008) ambém ap esen am um modelo de qua o e apas pa a o desen ol imen o da o mação nas
emp esas: iden i icação das necessidades, elabo ação do plano o ma i o, execução do plano e a aliação. Assim, o
p ocesso de desen ol imen o da o mação inicia-se com uma análise da o ganização, conside ando os seus colabo ado es,
as suas unções e as ecnologias u ilizadas, a im de iden i ica as necessidades que de em se a endidas. Com base nisso,
é possí el c ia e implemen a uma o mação adap ada e adequada a essas necessidades e in e esses, de inindo ambém
o local, a da a e os mé odos a se em u ilizados. Po im, a ealização de uma a aliação pa a medi os impac os e iden i ica
e en uais ca ências da o mação.
Nes e sen ido, o desen ol imen o da o mação começa com uma análise da o ganização, como os colabo ado es,
as unções e ecnológicas, pa a pode iden i ica quais as necessidades sen idas, pa a que se possa desen ol e e aplica
uma o mação ajus ada a essas necessidades e in e esses, de endo es a ambém de ini o local, a da a e os mé odos a
u iliza , sendo, po im, ei a uma a aliação, pa a pe cebe os impac os e ca ências da mesma.
Segundo Dias (2015, p.21):
“(…) os p og amas de o mação de em se es abelecidos quando es es con ibuem pa a esol e
p oblemas o ganizacionais-a uais ou po enciais- ou
ap o ei a opo unidades. O p ocesso em
inicio com uma análise da o ganização (pessoas, unções, ecnologia) e e mina com uma decisão
sob e onde, quando e
como aze a o mação (…)”.
Em suma, au o es como Caná io (2000), de endem a u ilização da o mação p o issional como uma e amen a
pa a que os indi íduos adqui i am conhecimen os pa a o seu desen ol imen o, e não só pa a o exe cício do abalho, sendo
en endida como um “(…) p ocesso de o mação global da pessoa humana em que o abalho p ecisa se epensado e
ap op iado de manei a di e en e pelo conjun o da humanidade” (Caná io, 2000, p.138). Assim, a o mação p o issional
pe mi e que os indi íduos
29
adqui em e melho em as suas compe ências e quali icação, que sejam écnicas ou p o issionais, necessá ias
pa a um melho desempenho na sua a i idade ou p o issão.
A o mação de e pe mi i que os indi íduos consigam iden i ica e desen ol e capacidades pa a uma ida a i a,
sa is a ó ia e p odu i a. Toda ia, es a ap esen a alguns pon os nega i os, como o ac o de ainda es a a unciona consoan e
os alo es que as emp esas de e minam, ealçando uma ez mais a impo ância da alo ização de odos os ipos de
ap endizagem, independen emen e do seu con ex o, pe mi indo que os indi íduos se desen ol am o almen e e não só
pa a o exe cício da sua p o issão.
36
Relacionando es as duas e en es p opos as, obse a-se que pa a a ealização de um diagnós ico de
necessidades sociais, é undamen al, num p imei o momen o, de ini quais as necessidades e p oblemas, seguida da
iden i icação dos obje i os, de inição da inalidade da o mação, assim como o ap o undamen o das suas debilidades,
opo unidades e ameaças pa a o u u o. Nes e sen ido, “(…) o diagnós ico de e ab ange a análise do con ex o social,
económico, cul u al e ambien al onde se inse e o p oblema, as po encialidades e os mecanismos de mudança que aí se
encon am, assim como as aspi ações la en es e exp essas pelos á ios g upos sociais ace ao p oblema e sua e olução.”
(San os, 2012, p.10).
O p ocesso de iden i icação e a aliação das necessidades o ma i as co esponde ao que se en ende po
le an amen o de necessidades, exis indo uma di e sidade de modelos, que a iam consoan e os obje i os que en a izam.
Des e modo, iden i icam-se di e sos modelos de le an amen o de necessidades, sendo o mais popula e simples, o modelo
da Disc epância, p opos o po McKillip, 1987, en a izando que as expec a i as no ma i as, deco em em ês ases, sendo
a p imei a co esponden e à de inição dos obje i os e iden i icação da si uação ideal, seguida da segunda ase, onde se
conhece a si uação a ual e, po im, da e cei a ase, de e a-se qual a di e gência en e a si uação ideal e a si uação eal
encon ada.
Em suma, o diagnós ico de necessidades é uma e amen a essencial pa a o desen ol imen o de uma
o ganização, is o pe mi i iden i ica quais as necessidades e p oblemas de uma dada si uação, no sen ido de pe mi i
ul apassa os p oblemas ap esen ados, pa a a ingi o sucesso e p odu i idade. Seguindo es a linha de pensamen o, e
como mencionado an e io men e, a o mação p o issional é undamen al pa a que um indi íduo consiga adqui i e
ap o unda conhecimen os e ap idões essenciais pa a o exe cício da sua unção, de modo a ga an i uma maio
p odu i idade e conco ência. Con udo, pa a a ealização de um plano de o mação, um ins umen o que não pode al a ,
é e e i amen e, o diagnós ico de necessidades, is o que, é a a és dele, que uma o ganização consegue en ende quais
as necessidades e á eas que es ão em al a e que se de e abalha , pa a ga an i que os abalhado es possam se os
mais p odu i os. As necessidades de o mação de em e em con a os in e esses da o ganização e as necessidades dos
indi íduos, iden i icando “ca ências, a ní el indi idual e/ou cole i o, e e en es a conhecimen os, capacidades e
compo amen os endo em is a a elabo ação de um plano de o mação”. (An unes, Campos, Sil a e Sousa, 2001, p.37).
37
Ao abo da o concei o de diagnós ico de necessidades, implica e le i ace ca do concei o de necessidades. Es as
são is as como polissémicas e ambíguas, is o não exis i uma conceção uni e salmen e acei e, podendo es a associada
a alo es, mo i ações, desejos e aspi ações de cada indi íduo.
As necessidades de o mação, segundo Ca dim (2012), podem se classi icadas quan o à opo unidade, à
p o undidade e à ab angência. As necessidades quan o à opo unidade p io izam a iden i icação de ca ências e i icadas
aquando da análise de um con ex o; as necessidades quando à p o undidade des acam os aspe os pa icula es e/ou
iden i icação de p oblemas, enquan o as necessidades quando à ab angência dizem espei o aos in e esses indi iduais ou
cole i os de ca ac e não- o ma i o. (Rod igues, 2017).
Pa a B andshaw (1972) exis em di e en es ipos de necessidades: as necessidades no ma i as, necessidades
sen idas, necessidades exp essas/ p ocu a, necessidades compa a i as e necessidades p ospe i as
Pa a Fe ei a (2015), endo po base ou os au o es, as necessidades no ma i as são necessidades c iadas,
consoan e um g upo ou indi íduo especí ico, median e um pad ão exis en e, enquan o as necessidades sen idas são
ca ac e izadas como uma necessidade que o indi íduo enha na o mação. Além disso, nas necessidades exp essas “(...)
e i ica-se que se uma pessoa necessi a de equen a ou le bas an e ace ca de uma emá ica impo an e pa a a sua á ea
de abalho é na u al que se á exp essa a necessidade de con inua es a p ocu a cons an e de in o mação” (Fe ei a,
2015, p.25).
As necessidades compa a i as conside am que odos os indi íduos êm o mesmo acesso à o mação, que
es ejam no mesmo g upo ou se o de abalho, enquan o as necessidades p ospe i as consis em na ealização de uma
p ospeção, de modo a se pode pe cebe quais se ão as necessidades de o mação e expec a i as u u as.
38
CAPÍTULO
III ENQUADRAMENTO
METODOLÓGICO
39
1.
Obje i os
de
in e enção
Os obje i os são conside ados uma e amen a undamen al pa a se consegui es u u a odo o
p ocesso educacional,
de modo a se consegui opo uniza mudanças de compo amen os e condu as (Fe az & Belho , 2010). Nes e sen ido,
ca ac e izam-se como um im ou esul ado que se espe a
conc e iza , sendo que, pa a a sua conc e ização, é necessá io
que es es sejam cla os, ealis as,
pe inen es e obje i os, com o in ui o de iden i ica e cla i ica o que é necessá io se ei o.
Os obje i os ge ais ap esen am um p opósi o mais amplo e global, sendo undamen al pa a
pe cebe qual o
caminho a segui , assim como a desc ição de g andes o ien ações pa a a ação. Po sua ez, os obje i os especí icos são
ca ac e izados como uma o ma de alhada e ope acional dos obje i os
ge ais, pe mi indo uma desc ição e p ecisão sob e o que
se p e ende alcança .
Des e
modo,
iden i icam-se
os
seguin es
obje i os
ge ais
e
especí icos:
Obje i o
Ge al
•
Con ibui
pa a
a
adequação
do
plano
de
o mação
da
en idade,
a
pa i
das
necessidades
e in e esses do
público-al o.
Obje i os
Especí icos
•
Iden i ica
e
analisa
as
necessidades
e
in e esses
de
o mação
do
público-al o;
•
Ca ac e iza
as
expec a i as
e
mo i ações
ace ca
da
o mação;
•
Con ibui
pa a
a
adequação
do
plano
de
o mação.
40
2.
Pa adigma,
mé odo
e
écnicas
2.1.
Pa adigma
A p esen e in es igação enquad a-se no pa adigma comp eensi o- in e p e a i o, uma ez que alo iza o papel do
sujei o e a elação es abelecida com o in es igado . Es a opção pe mi e assegu a que a ealidade social
“(…) é cons uída a pa i do quad o e e encial dos p óp ios sujei os do es udo, e cabe ao pesquisado
deci a o signi icado da ação humana, e não apenas desc e e os compo amen os (...) os se es humanos
espondem a es ímulos ex e nos de manei a sele i a. Tal seleção é in luenciada pela manei a a a és da
qual de inem e in e p e am si uações e acon ecimen os.” (San os, 1999, p.402).
Quando se u iliza es e pa adigma, é impo an e e e i que o mesmo ado a uma isão p ocessual, is o
co esponde a um conjun o de p ocessos, que ão ganhando signi icado con o me as in e ações p o enien es dos sujei os,
nos di e en es con ex os sociocul u ais. Pa alelamen e, ambém ado a uma pe spe i a indu i a, pa indo de si uações
pa icula es pa a si uações ge ais, endo a ques ão da in e ação um papel ele an e pa a a pa ilha de expe iências en e
sujei os e in es igado es, com o obje i o de comp eende e cons ui um obje o de es udo.
2.2.
Mé odo
O mé odo selecionado é o es udo de caso, sendo es e conside ado como uma abo dagem singula e um es udo
inciden e num enómeno em pa icula , de modo a ece conclusões. Des e modo, o es udo de caso pode abo da um único
indi íduo ou á ios indi íduos, es udando es e indi idualmen e ou inse idos num g upo, além de pode abo da p og amas,
a i idades, en e ou os. O es udo de caso “(…) ep esen a a es a égia p e e ida quando se colocam ques ões do ipo
“como” e “po que”, quando o pesquisado em pouco con ole sob e os e en os e quando o oco se encon a em
enômenos con empo âneos inse idos em algum con ex o da ida eal.” (Yin, 2005, p.19).
Segundo Pe es e San os (2005), quando se elabo a um es udo de caso, é necessá io e em a enção ês
p essupos os, sendo es es, o ac o de o conhecimen o não se ixo, es ando em cons an e
41
cons ução, consoan e no as in es igações; o de en ol e uma plu alidade de dimensões, conside adas impo an es pa a o
desen ol imen o do mesmo e, inalmen e, o ac o de a ealidade pode se ap eendida a pa i de di e en es pon os de is a,
con o me as isões que os sujei os i e em. Es es p essupos os implicam que o in es igado enha uma pos u a abe a e
lexí el, u ilizando uma di e sidade de mé odos e écnicas de ecolha de dados, on es de ins umen os, p ocedimen os e
uma pos u a é ica, pa a a análise do que oi o necido pelo sujei o (Oli ei a e al., 2019).
Des e modo, o es udo de caso p eocupa-se com a necessidade de comp eende o que es á a se in es igado, de
o ma a consegui u iliza os dados da in es igação num u u o es udo ou pa a aumen a o conhecimen o do lei o .
O es udo de caso pode assumi ês dimensões: a dimensão desc i i a, com oco na ecolha e desc ição dos
dados; a dimensão explo a ó ia, que p ocu a explo a o enómeno, pa a melho o conhece e a dimensão in e p e a i a,
que ealça a in e p e ação e comp eensão dos enómenos obse ados, a a és da pa icipação dos di e sos a o es e da
análise de documen os impo an es.
Pa a além das dimensões ap esen adas, And é e Ludke (1986), endo po base Nisbe e Wa (1978), iden i icam
ês ases essenciais: a ase explo a ó ia, de ecolha de dados e de análise, in e p e ação e di ulgação dos esul ados. A
ase explo a ó ia en a iza a exis ência de um con ac o en e o in es igado , os sujei os e o con ex o na de inição da
p oblemá ica, do caso e p ocessos a u iliza , seguida da ase de ecolha de dados, que oca na ecolha de in o mações
essenciais e u ilização de écnicas de ecolha e análise de dados, p es ando a enção na conco dância que os obje i os e
obje o de es udo de em e . Po im, exis e uma úl ima ase que p ocede à análise e in e p e ação dos dados ecolhidos,
culminando na di ulgação dos esul ados.
De ealça que exis em di e en es ipologias de es udo de caso, segundo S ake, como po exemplo (1999):
•
o
es udo de caso in ínseco, onde o in es igado em in e esse em es uda um caso especí ico e o analisa
pa a en a encon a pis as pa a a sua esolução;
•
o es udo de caso ins umen al, que ealça a necessidade que o in es igado em em comp eende , de o ma
global, sob e um dado assun o e, consequen emen e, ap o unda o caso, esul ando na p odução de conhecimen o;
•
o es udo de casos múl iplos, em que o in es igado abalha com múl iplos sujei os ou com múl iplas bases
de dados, possibili ando a compa ação en e eles, esul ando no ap o undamen o do enómeno.
Es e mé odo compo a um conjun o de an agens, como, po exemplo, o de consegui iden i ica e comp eende
o que é especí ico de cada caso, não e e uando gene alizações dos esul ados, dado que um caso é um caso, e po isso
de e-se espei a os esul ados encon ados em cada um e não ex apola o esul ado de um caso, pa a os ou os.
42
2.3.
Técnicas
de
ecolha
de
dados
O inqué i o po ques ioná io é uma écnica que em como obje i o a ecolha de dados de uma de e minada
população ou de um núme o ele ado de indi íduos, de modo a consegui ealiza uma análise es a ís ica. Assim, ap esen a-
se como “(...) uma no ma aplicada a um conjun o de indi íduos (inqui idos), sob e os quais se p e ende ecolhe
in o mações (dados) pa a analisa , in e p e a e e i a conclusões, endo em is a esponde aos obje i os de in es igação.”
(San os & Hen iques, 2021, p.10).
O inqué i o po ques ioná io é aplicado a a és de um conjun o de ques ões, em o ma o esc i o, que pe mi em
ecolhe in o mações ace ca dos compo amen os, c enças e eações dos indi íduos e “(...) a alia a in ensidade com que
se dá de e minada opinião ou a i ude, as espos as ob idas ão cons ui o ma e ial, sob e o qual o in es igado ai p oduzi
in e p e ações e chega a gene alizações.” (Dias, 1994, p.5). Nes e sen ido, o ques ioná io pe mi e compo um conjun o
de ques ões, no sen ido de ecolhe discu sos indi iduais, de modo a pode p ocede à sua análise e gene alização dos
esul ados ob idos, sendo conside ada como “(...) uma écnica de obse ação não pa icipan e, uma ez que não exige a
in eg ação do in es igado no meio, no g upo ou nos p ocessos sociais es udados.” (Dias, 1994, p.5).
Alguns au o es comp eendem o ques ioná io como “(…) uma sé ie sis ema icamen e es ipulada po ques ões
que, po sua ez, de em se espondidas po esc i o e sem a p esença do en e is ado .” (Fon ana, 2018, p.74). Pa a Gil
(2002), o ques ioná io consis e num conjun o de ques ões que o am p e iamen e de inidas, no sen ido em que o inqui ido
possa da a sua opinião ou isão ace ca de um dado enómeno de o ma esc i a, pa a que pos e io men e o pesquisado
analise a espos a e comp eenda o enômeno na qual o inqui ido e e e.
Es a écnica é bas an e u ilizada em pesquisas e es udos sociais, pois pe mi e sal agua da um conjun o de
aspe os como o anonima o, o se ex ensi o e com baixos cus os, ab angendo um as o conjun o de pessoas, dispe sas
geog a icamen e, não necessi ando o con ac o en e o in es igado e o inqui ido; as ques ões são obje i as e uni o mes,
dispondo os inqui idos de um empo ala gado pa a esponde em no empo que acha em mais con enien e; não implica
um gas o ele ado com o pessoal, po que não é necessá io o mação ou einamen o pa a aplica es a écnica.
Toda ia, es a écnica ambém ap esen a algumas limi ações, nomeadamen e na sua aplicação online, podendo
es a elacionadas com um baixo ní el de espos as; a impossibilidade de escla ecimen os de dú idas, de ido a es e se
anónimo, não ha endo con ac o en e ambas as pa es, o que, consequen emen e não pe mi e que o in es igado enha
conhecimen o ace ca das ci cuns âncias em que os ques ioná ios o am espondidos.
Em elação às ques ões, es as de em se de núme o eduzido, pois es e aspe o pode implica a desmo i ação
po pa e dos inqui idos. Alguns au o es iden i icam ainda p oblemas elacionados com as ques ões da obje i idade,
e e indo que os inqui idos podem não que e esponde , pa a além de que “(…) p opo ciona esul ados bas an es c í icos
em elação à obje i idade, pois os i ens podem e signi icados di e en e pa a cada sujei o pesquisado”. (Gil, 2008,122).
Aquando do en io do ques ioná io, es e de e i acompanhado de “(…) uma no a ou ca a explicando a na u eza
43
da pesquisa, sua impo ância e a necessidade de ob e espos as, en ando despe a o in e esse do ecebedo pa a que
ele p eencha e de ol a o ques ioná io den o de um p azo azoá el.” (Ma coni & Laka os, 2002)
Des e modo, é essencial que o inqué i o po ques ioná io seja ap esen ado de o ma a aen e e não ex ensi a,
que pe mi a a acilidade na sua espos a, en e ou os aspe os, com o obje i o de consegui ob e um maio núme o de
espos as e, consequen emen e, cons i ui uma boa amos a.
Pa a a elabo ação de um ques ioná io, é necessá io que es e obedeça a um conjun o de ases. Nes e sen ido,
iden i ica-se e de ine-se inicialmen e qual o p oblema de in es igação, o mulando hipó eses que p e endam esponde a
esse p oblema, seguido da de inição do obje o de es udo e espe i os obje i os de es udo, assim como os concei os das
a iá eis ine en es aos mesmos. A ase seguin e consis e em de e mina os ecu sos a se em disponibilizados, que eles
sejam humanos, como o pessoal auxilia , ou ma e iais, os ecu sos ma e iais.
Enquan o se elabo a o ques ioná io, um aspe o undamen al é a de inição do público-al o, ou seja, a população
na qual se p e ende aplica o inqué i o po ques ioná io, icando ao c i é io do in es igado inco po a a amos agem ou
não, sendo que na p esen e in es igação, de ido ao ní el eduzido de inqui idos, não oi necessá ia a écnica de
amos agem, endo o ques ioná io sido aplicado ao uni e so de indi íduos.
Ademais, as ques ões de em se cla as e obje i as, pois a possibilidade de o en e is ado explica as dú idas
que possam i a exis i é mui o limi ada. As ques ões podem ado a di e sos ipos e con eúdos: ques ões abe as, ques ões
echadas, ques ões semi-abe as e ques ões semi- echadas.
As ques ões echadas eme em pa a um conjun o de espos as simples e que são de inidas à p io i, e po isso, o
inqui ido de e apenas seleciona uma das opções da lis a ap esen ada. A u ilização des e ipo de ques ões compo a
algumas an agens, is o pe mi i uma análise e a amen o mais simples, de ido à sua na u eza, no en an o, o inqui ido
apenas em de seleciona ques ões iden i icadas à p io i, não pe mi indo abe u a pa a ou os aspe os que não es ejam
nelas con emplados. Além disso, podem se i como um il o, em que “(...) o seu campo de aplicação limi a-se des a
o ma, à ecolha de ca ac e ís icas obje i as, não pe mi indo, po isso, ob e in o mações co esponden es a a i udes e
sis emas de ep esen ações mais p o undas.” (Dias, 1994, p.18).
44
Po ou o lado, as ques ões abe as pe mi em espos as com espaço su icien e pa a que o inqui ido possa
esponde li emen e ao que é pe gun ado, possibili ando maio subje i idade, além de pe mi i que não haja “(...) in luência
das espos as p é-es abelecidas pelo pesquisado , pois o in o man e esc e e á aquilo que lhe ie à men e.” (Chae e al.,
2011, p.262).
As ques ões semi-abe as pe mi em i de encon o aos obje i os p e iamen e es ipulados, con udo, as
des an agens nes e ipo de ques ões p endem-se com o ac o de que, quando se dá uma espos a nega i a, não há
possibilidade de pe cebe quais as azões que le a am o inqui ido a da essa espos a ou pude e o “(...) incon enien e
de suge i ao inqui ido que exis e, de ce a o ma, uma espos a que é conside ada como a co ec a, le ando-o a adop a
uma a i ude demasiadamen e c í ica e causa -lhe a sensação de que se es á a condiciona a sua capacidade de espos a,
e de que se a am de ques ões de alguma o ma manipulado as(...)”. (Dias, 1994, p.24).
Em suma, o inqué i o po ques ioná io é uma écnica que pode ab ange um maio núme o de pessoas, dispe sas
em á ias á eas geog á icas, pe mi indo um “(…) planeamen o hábil a possibili a ao aluno desen ol e suas pesquisas e
alcança o ão almejado e undamen al s a us de pesquisado ” (Chae e al., 2011, p.263). Além disso, é impo an e e
em con a um conjun o de di eções que de em acompanha o en io do inqué i o po ques ioná io, p opos as po Manza o
& San os (2012), que passam pela ap esen ação de uma ca a, a explica qual o obje i o do ques ioná io e a impo ância
do mesmo; a ga an ia da con idencialidade e anonima o; o o necimen o de in o mações que pe mi am que se os inqui ido
i e em dú idas, as possam escla ece ; um ag adecimen o pelo p eenchimen o do ques ioná io; uma boa diag amação e
ins uções, pa a que os inqui ido se sin am enco ajados a esponde .
A p esen e disse ação u ilizou, pa a ecolha de in o mações, os ques ioná ios aplicados aos o mandos, no
sen ido de ca a e iza as di e en es mo i ações e pe ceções dos mesmos sob e al p ocesso.
O inqué i o aplicado às emp esas em como obje i o pe cebe quais as compe ências ans e sais que es as
conside am essenciais; a exis ência ou inexis ência de o mação nas mesmas e en ende a sua pe ceção sob e a o mação,
impo ância e modalidades. Po ou o lado, o inqué i o aplicado aos indi íduos, em po obje i os, assim como o das
emp esas, pe cebe quais as necessidades de o mação; os mo i os, modalidades e impo ância da o mação. Nes e
sen ido, ambos os ques ioná ios pe mi em ecolhe in o mações sob e quais as á eas de o mação e necessidades sen idas
e que são necessá ias e in e essan es pa a o desen ol imen o dos inqui idos, pe mi indo assim en ende quais as
necessidades sen idas, possibili ando a adequação da o mação a es as.
45
A in enção inicial da pesquisa e a a aplicação do ques ioná io aos dois g upos a ás iden i icados, no en an o,
de ido ao eduzido núme o de espos as das emp esas, oi omada a decisão de não inclui a análise dos ques ioná ios
aplicados às mesmas.
O ques ioná io oi aplicado online, a a és de um link de acesso, no qual os inqui idos esponde am a um conjun o
de ques ões abe as e echadas, a pa i das quais pude am exp essa -se li emen e sob e o p ocesso de o mação e a sua
impo ância.
Nes e sen ido, ap esen a-se um inqué i o com um o al de dezoi o ques ões, di ididas em seis ópicos. Os dois
p imei os ópicos co espondem a ques ões sob e a ca ac e ização, nomeadamen e o géne o e idade e as habili ações
li e á ias e si uação p o issional, sendo que odas as ques ões co espondem a ques ões echadas, com um conjun o de
opções na qual os indi íduos selecionam a mais adequada.
Pos e io men e, os ópicos da Fo mação P o issional ap esen am-se qua o ques ões abe as no sen ido de
en ende quais as conceções dos o mandos ace ca da o mação: a sua impo ância e o pe il dos o mandos. In e calando
com es as, emos ês ques ões echadas, de ca iz ob iga ó io, elacionadas com a equência em ações de o mação, os
mo i os da equência e como icou a sabe das mesmas. O qua o e quin o ópicos, co esponden es à modalidade de
o mação e á eas de o mação, ap esen amos ês ques ões echadas, e e en es ao o ma o e egime p e e encial de
o mação e necessidades, e uma ques ão abe a, na qual os inqui idos iden i icam o núme o de ho as de o mação que
equen a am, no ano ci il passado. Po úl imo, o ópico seis p ende-se com as in o mações adicionais, ou seja, se p e ende
ou não ecebe o e as o ma i as da o ganização.
2.4.
Técnicas
de
análise
de
dados
Pa a se consegui ece conclusões sob e as necessidades de o mação, é essencial analisa os ques ioná ios
ecolhidos, sendo que as écnicas u ilizadas o am a análise de con eúdo e análise es a ís ica, na dimensão desc i i a, de
modo a analisa e in e p e a o con eúdo ecolhido, no sen ido de sis ema iza e comp eende as ep esen ações dos
sujei os inqui idos.
Na análise de con eúdo sus en amo-nos no abalho de Ba din (2016) que de ende a análise de con eúdo como
uma écnica u ilizada, que em pesquisas de na u eza quali a i a, que quan i a i a, pe mi indo a comp eensão sob e um
de e minado enómeno que es á a se es udado, sendo nes e caso as necessidades de o mação:
52
G á ico
2
-
Dis ibuição
dos
inqui idos
po
aixa
e á ia
O g á ico acima dis ibui os inqui idos pelas di e en es aixas e á ias. Dos sessen a ques ioná ios analisados, a
maio ia (52%), são indi íduos com idade en e os 18 e os 25 anos, seguido dos que es ão na aixa e á ia dos 25 aos 44
anos, com dezoi o espos as (30%). Pos e io men e, ap esen am-se os inqui idos en e os 44 e os 54 anos (10%), os com
idade supe io a 65 anos (5%), e, po úl imo, os inqui idos en e os 55 e os 64 anos (3%).
Os dados pe mi em des aca que a maio ia dos inqui idos co espondem a uma população em idade a i a, que
comp eende um conjun o de pessoas, que po lei, es ão ap as pa a exe ce uma a i idade económica.
52%
30%
10%
3%
5%
Faixa e á ia dos inqui idos
18- 25 anos
25-44 anos
44-54 anos
55- 64 anos
>65 anos
53
G á ico
3
-
Dis ibuição
dos
inqui idos
po
habili ações
li e á ias
O g á ico an e io pe mi e iden i ica os inqui idos de aco do com as suas habilidades li e á ias.
Pode-se obse a que os ês g upos mais ep esen a i os são aqueles que possuem bacha ela o ou licencia u a
(42%), seguido dos inqui idos com o ensino secundá io, com quinze espos as (25%), e com mes ado, com dez espos as
(17%). Os g upos menos ep esen a i os são os inqui idos que possuem o ensino básico a é ao 6ºano (5%), ensino básico
a é ao 9ºano, ensino in e io ao 4ºano e dou o amen o, cada uma com duas espos as (3%). Po úl imo, os inqui idos com
ensino básico a é ao 4ºano, com uma espos a (2%).
Es es dados e idenciam um núme o exp essi o de inqui idos com o mação supe io (licencia u a, mes ado ou
dou o amen o), suge indo que as pessoas in es em cada ez mais na sua educação e quali icação.
Con udo, con on ando esses dados, com os o necidos pelos Censos 2021 pa a a população esiden e em
Guima ães, obse a-se o seguin e: 27,9% possuem o ensino secundá io; 26,4% possuem o 3ºciclo do ensino básico, 17,8%
possuem o 2ºciclo do ensino básico, 16,2% possuem o ensino supe io , 11,4% possuem o 1ºciclo e o es an e (0,9%) êm
educação in e io ao 1ºciclo.
Des a o ma, pe cebe-se que, embo a a maio ia das espos as ao inqué i o seja p o enien e de indi íduos com o
ensino supe io , esse g upo não ep esen a o maio con ingen e no município. A maio pa e da população possui o ní el
de ensino secundá io e básico, o que pode limi a uma comp eensão mais ab angen e das necessidades o ma i as de
odos os g upos.
54
Apesa de con adi ó ios com os Censos, es es são consis en es com o es udo da Fundação José Ne es (2023),
que apon a pa a uma c escen e pa icipação de indi íduos com o mação supe io em a i idades de ap endizagem. Des e
modo, segundo o mesmo es udo, ce ca de 25,1% dos indi íduos com o mação supe io em Po ugal pa icipam de ações
de o mação, um alo supe io ao es o da população po uguesa (12,2%) e à média eu opeia (18,6%). Nes e sen ido, são
os indi íduos com cu sos supe io es que mais bene iciam des as ações de o mação, is o que “(…) pa a além de possuí em
um ní el de educação mais ele ado no início da sua ca ei a p o issional, (…) pe mi e adqui i , desen ol e ou melho a
conhecimen os, ap idões e compe ências, numa pe spe i a pessoal, cí ica, social e/ou p o issional (Fundação José Ne es,
2023).
G á ico
4
-
Dis ibuição
dos
inqui idos
pela
si uação
p o issional
O p esen e g á ico iden i ica a a ual si uação p o issional dos inqui idos, dis ibuindo-a nos seguin es se o es:
es udan e, desemp egado, emp egado po con a p óp ia, emp egado po con a de ou em e sem espos a. O alo mais
ele ado de espos as p o ém de inqui idos que se encon am emp egados, po con a de ou em, com in e e oi o espos as
(47%), seguido dos es udan es, com in e e uma (35%), dos que abalham po con a p óp ia, com cinco (8%) e dos
desemp egados, com duas espos as (3%).
Es es dados pe mi em conclui que a maio ia dos inqui idos se encon a a ealiza alguma a i idade, que seja de
na u eza económica, no caso daqueles que abalham, ou de na u eza educa i a, como os es udan es. No en an o, é
impo an e ealça que qua o inqui idos não seleciona am nenhuma das opções disponí eis, sendo ca ac e izados como
sem espos a.
55
G á ico
5
-
Iden i icação
das
á eas
de
o mação
base
A a és da lei u a do g á ico acima, é possí el des aca a exis ência de uma di e sidade de á eas de o mação
dos indi íduos. Nes e sen ido, des aca-se a á ea das Ciências Sociais e do Compo amen o e das Humanidades, que êm
oi o e se e espos as associadas, espe i amen e, enquan o as á eas dos Se iços Sociais e A qui e u a, Sil icul u a e
Pescas apenas êm uma única espos a. De no a , que exis e um núme o signi ica i o (dezasseis espos as) de inqui idos
que não iden i icam a sua o mação.
Respos a
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18
56
G á ico
6
-
Iden i icação
do
se o
de
a i idade
O concei o de se o de a i idade económica ou se o económico e e e-se à classi icação de a i idades económicas
em g upos com ca ac e ís icas semelhan es. Segundo o Gabine e de Es a ís icas da União Eu opeia (ci Mendes, 2024),
a a-se de:
“(…) oda a a i idade na qual a o es de p odução ( e a ou na u eza, capi al e abalho) são
combinados pa a p oduzi bens ou se iços especí icos.”
Ainda de aco do com Mendes (2024), essa classi icação conside a a o es como a en ada de ecu sos, o p ocesso
p odu i o e o esul ado, seja em bens ou se iços. São iden i icados ês se o es de a i idade: o se o p imá io, que ab ange
a ex ação dos ecu sos na u ais, como a ag icul u a; o se o secundá io, que inclui odas as a i idades de ans o mação
de ma é ias-p imas em bens, ou seja, oda a indús ia e o se o e ciá io, que comp eende os se iços, como o comé cio,
ma ke ing, saúde, en e ou os.
Com base na explicação acima e na obse ação do g á ico analisado, no a-se uma a iação nos se o es
económicos em que os inqui idos a uam. Des acam-se a Saúde e Se iços à Comunidade, com o maio núme o de o os
(no e), seguido das Indús ias, Químicas, Ce âmica, Vid o e Ou as, com se e espos as e Comé cio e Ma ke ing, Se iços
às Emp esas, ambos com seis espos as.
Essa dis ibuição e le e a p edominância do se o e ciá io, que inclui as á eas da Saúde, Se iços à Comunidade,
Comé cio e Ma ke ing e Se iços às Emp esas, enquan o o se o secundá io é ep esen ado pelas Indús ias, apa ecendo
em segundo luga .
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
57
Segundo dados o necidos pelo INE (2021), o se o e ciá io (se iços) em mos ado um c escimen o,
ep esen ando ce ca de 38,9% da população, em compa ação com 35,4% em 2013. Já o se o secundá io (indús ia)
ap esen a uma ligei a edução, passando de 64% em 2013 pa a 60,2%. Po ou o lado, o se o p imá io, embo a ainda
com núme os baixos, demons a um le e aumen o, subindo de 0,6 em 2013 pa a 0,9.
Embo a o g á ico o neça in o mações ele an es sob e a dis ibuição dos inqui idos pelos se o es de a i idade, é
impo an e obse a que, assim como no g á ico 5, há um ele ado núme o de espos as em b anco, o alizando dezoi o
o os. Esse dado pode indica uma di iculdade dos inqui idos em iden i ica ou classi ica as suas a i idades ou apenas po
al a de espos a aos inqué i os.
Em sín ese, os esul ados e o çam a endência da p edominância do se o e ciá io, seguido do se o secundá io,
com o se o p imá io a ocupa o es an e, alinhando, assim, a um con ex o de desen ol imen o económico e ecnológico
da sociedade a ual.
Finalizando a análise das ques ões que pe mi em a ca a e ização dos inqui idos, segue-se a análise de ques ões
que êm como obje i o en ende quais as necessidades de o mação dos inqui idos, elacionadas com: a equência em
o mações; a di ulgação dos cu sos; quais os mo i os que os le am a equen a o mações; o o ma o e egime p e e encial
e as á eas nas quais gos a iam de ap o unda .
58
2.
Ca a e ização
da
o mação
O pon o Ca a e ização da o mação, que ago a ap esen amos, i á aze uma análise de dados ace ca das
seguin es dimensões: Pe ceções ace ca do modo como a o mação se em indo a desen ol e ; F equência das ações de
o mação; In o mações ace ca da o mação; Mo i ação pa a equência de o mação; Impac o da o mação; Pe il dos
o mado es- aspe os p i ilegiados; Fo ma o da o mação; Regime da o mação; Regime de uncionamen o; Du ação da
o mação; Necessidades de o mação.
2.1.
Pe ceções
ace ca
do
modo
de
desen ol imen o
da
o mação
Nes e pon o ap esen amos uma análise deco en e da análise de con eúdo à ques ão ace ca das pe ceções que
os inqui idos a ibuem ao modo como a o mação em indo a desen ol e -se. Nes e sen ido, pa a e ei os de análise mais
de alhada, p ocedeu-se à ca ego ização das espos as dos inqui idos, endo eme gido as seguin es subca ego ias:
ape eiçoamen o, desen ol imen o, di e si icação, p á ica, adequação, acessibilidade e necessidade.
59
i.
Ape eiçoamen o
O ape eiçoamen o consis e num p ocesso que possibili a aos indi íduos ap imo a aspe os que conside am
essenciais. No p esen e es udo, es a ca ego ia sus en a a ideia de que a o mação em e oluído pa a pe mi i que os
indi íduos, ao pa icipa em em ações de o mação, adqui am compe ências que, po um lado, melho em as suas
quali icações, acili ando o acesso ao me cado de abalho, p opo cionando melho es endimen os, e, po ou o, con ibuam
pa a a sua cons ução enquan o indi íduos inse idos numa de e minada sociedade:
“Têm
ape eiçoado
as
compe ências
das
pessoas”
“Tem ajudado no melho desempenho do
abalho”
(Inqué i o
núme o
2)
(Inqué i o núme o 4)
60
Dep eende-se dos con ibu os que os o mandos azem nes a pesquisa que a o mação se con igu a como um
p ocesso indispensá el na ida pessoal e p o issional dos indi íduos, p omo endo o con inuo ap imo amen o de
compe ências. Nes e con ex o:
“A o mação ma ca na ida das pessoas um momen o onde os indi íduos êm a opo unidade de
o na possí el as p á icas educa i as, no sen ido de ansi a pa a a ida a i a, no ape eiçoamen o
da sua ca ei a p o issional e a é a compa ibilidade de no as emá icas com ou os papéis e
ci cuns âncias na ida” (Hen iques, 2022, p.37)
Es e con inuo ape eiçoamen o e desen ol imen o de compe ências pe mi e que os indi íduos con inuem a
ap imo a a sua quali icação, acili ando o acesso ao me cado de abalho e a cons ução da sua iden idade e inse ção na
sociedade.
ii.
Desen ol imen o
Fala do desen ol imen o, implica conside a que a o mação em e oluído compa a i amen e aos seus es ágios
iniciais, em que apenas es a a ligada ao mundo do abalho e e a u ilizada como uma o ma de melho a a p odu i idade
dos indi íduos nas emp esas. A ualmen e, a o mação ambém é is a numa e en e de o mação pessoal e social, em
que as pessoas ap o ei am o empo pa a desen ol e compe ências, sem es a em, necessa iamen e, ligadas ao abalho.
Vi emos numa e a em que a ap endizagem ao longo da ida o nou-se p a icamen e indispensá el pa a
acompanha as cons an es mudanças. Nes e cená io, a o mação des aca--se como uma e amen a essencial, pe mi indo
aos indi íduos iden i ica e supe a as suas ca ências, seja no âmbi o p o issional, seja no pessoal:
“(…) a p esença do indi iduo em o mação ao longo da sua ida e le e pa a o mesmo
um im e não um
meio, ca ac e izado po um p ocesso au ónomo, cole i o e esponsá el que, consis e na
consciencialização das suas insu iciências, assim como a inicia i a po um desen ol imen o
indi idual, mas ambém cole i o.” (Hen iques, 2022, p.39)
Con udo, apesa desse p og esso, alguns inqui idos apon am que a o mação ainda pe manece bas an e
di ecionada pa a aqueles que não êm in enção de p ossegui es udos, ac escen ando ambém, que aquilo que é ensinado
e o e ecido nem semp e co esponde às necessidades eais dos indi íduos, des acando uma desconexão en e a o mação
disponibilizada e as expec a i as dos indi íduos:
61
“A
o mação
em
indo
a
desen ol e -se
aos
poucos.
Ainda
se
no a
uma
di e ença
en e as necessidades do
me cado
e
o
i mo
de
ensino,
mas ainda
assim,
a a és dos
di e en es ocos,
complemen am-se”
(Inqué i o núme o 39
)
“A o mação, apesa de e indo a desen ol e , ainda não
em a de ida impo ância
pa a a ida das
pessoas, que a eem como uma o ma de se emp egue e não como uma
de ganha conhecimen os. A o mação
ainda é mui o equacionada pa a o público adul o que não p e ende p ossegui es udos ou como o ma de acaba o
secundá io, e não como o ma
de complemen a os conhecimen os exis en es”.
(Inqué i o núme o 46)
Nes e con ex o, é impo an e des aca que a o mação é essencial pa a o desen ol imen o do indi iduo, an o no
âmbi o p o issional, quan o no pessoal, a a és da aquisição e ampliação de conhecimen os, pe mi indo que es e esponda
às cons an es mudanças da sociedade e do me cado de abalho. No en an o, ainda pe sis e uma o e associação da
mesma à emp egabilidade, na medida em que mui os a p ocu am não como uma opo unidade de adqui i compe ências
alheias ao con ex o labo al, mas como um meio de ob e conhecimen os que lhes ga an am um emp ego ou o a anço na
hie a quia o ganizacional. Assim, o na-se necessá io p omo e uma o mação que anscenda o ambien e emp esa ial,
ajus ando-se aos in e esses indi iduais, sem es a necessa iamen e inculada ao me cado de abalho.
68
2.4.
Mo i ação
pa a
a equência
da
o mação
O g á ico e idencia a exis ência de uma plu alidade de azões pelas quais os inqui idos equen a am as ações de
o mação, sendo a que aglome a um maio conjun o de espos as consis i na aquisição de no as compe ências, com in a
e oi o espos as, dando a en ende que as compe ências são uma e amen a essencial pa a que os indi íduos se
desen ol am. Seguidamen e, ap esen a-se mo i os como o desen ol imen o pessoal, o ape eiçoamen o de compe ências,
a complemen ação de es udos e desen ol imen o pessoal, com espe i amen e, in a e qua o, in a e ês e in e e se e.
Po ou o lado, as azões mais des alo izadas p endem-se com o p eço e condições de pagamen o, com quinze, con eúdos
p og amá icos, com dez, local da o mação, com se e e a en idade o mado a, com uma espos a.
Os dados indicam que os p incipais mo i os pa a a pa icipação em ações de o mação es ão elacionados a
azões p o issionais. No en an o, o es udo e e ido an e io men e e ela que, cada ez mais, ganham des aque mo i os não
ligados ao abalho, já que os indi íduos p ocu am o mações pa a o seu desen ol imen o in eg al:
“(…) Os obje i os isam sob e udo a melho ia do abalho ealizado, maio sa is ação no exe cício
das suas unções p o issionais ou maio segu ança no emp ego e me cado de abalho. A amília
su ge ambém como uma mo i ação pa a a educação, o mação e ap endizagem, pa a melho a a
qualidade de ida e in luencia
0 10 20 30 40
69
posi i amen e a ida amilia . O desen ol imen o pessoal é ambém uma azão impo an e p a
ap ende mais, le ando a um aumen o da au oes ima e da au ocon iança” (Fundação José Ne es,
2021).
Os mo i os ap esen ados podem se classi icados como mo i os in ínsecos e ex ínsecos, con o me p opos o po
Ca é e Caspe (1999, p.294). Os mo i os in ínsecos co espondem aqueles que êm o igem nas p óp ias necessidades
e obje i os pessoais dos indi íduos, enquan o os mo i os ex ínsecos es ão elacionados ao con ex o em que a o mação
oco e, p o ocando es ímulos e demandas ex e nas. Os au o es iden i icam di e en es ipos de mo i os in ínsecos e
ex ínsecos:
“(…) ês mo i os in ínsecos: o mo i o epis êmico (ad ém da necessidade de ap ende e adqui i
no os conhecimen os); o mo i o socioa e i o (pa a c ia no os con a os sociais) e o mo i o hedônico
(adap ação a um no o ambien e). Quan o aos mo i os ex ínsecos, Ca é e Caspe (1999, p.301)
des acam os seguin es: econômicos, p esc i os, di e i os, ope acionais p o issionais, ope acionais
pessoais, iden i á ios e ocacionais.” (Ca é e Caspe , 1999, p.301)
Com base nos dados analisados a pa i do inqué i o e no es udo acima mencionado, obse a- se que a maio ia
das espos as es á associada a mo i os in ínsecos, ou seja, ligados às necessidades pessoais dos inqui idos, como a
aquisição e o ape eiçoamen o de compe ências e o desen ol imen o pessoal. Em con apa ida, os mo i os ex ínsecos
ep esen am uma pa cela meno das mo i ações indicadas.
70
2.5.
Impac o
da
o mação
G á ico
10
-
Aspe os
que
con ibuem
pa a
o
impac o
da
o mação
Conside ando a ques ão ela i a aos aspe os, que na opinião dos inqui idos, con ibuem pa a o impac o da
o mação, pe cebe-se a a és do g á ico 10, que, apesa de, a maio pa e dos inqui idos não esponde (55%), as es an es
espos as dis ibuem-se de uma o ma mui o equi a i a, com alo es mui o semelhan es, po aspe os como a necessidade
de uma o mação que apos e na p á ica (9%), em que os indi íduos colocam em ação, em con ex o de abalho, os
conhecimen os adqui idos nas o mações. Conside am, ambém, que a o mação, de e e em con a os in e esses dos
indi íduos e não os do me cado de abalho (8%). Apon am a qualidade dos o mado es como um aspe o ele an e nesse
impac o (7%), os quais de em se ce i icados e expe ien es na á ea na qual ão da o mação. Ce ca de 5% conside am
que as ques ões elacionadas com a sal agua da de uma o mação com con eúdos adequados, em conco dância com os
obje i os es abelecidos, se á, ambém um a o ele an e pa a a mesma e impac o. Os aspe os menos e e idos êm a
e com a necessidade de as o mações de e em se igo osas e com cons an es a aliações (3%), pa a assim se consegui
p ocede ao seu ajus amen o, ace aos obje i os e necessidades dos indi íduos.
Ao elabo a uma o mação des inada a impac a a ida dos indi íduos, é c ucial le a em conside ação di e sos
a o es como:
71
“(…) o conhecimen o de casos especí icos, o que implica uma pe ceção sob e o que
mudou a ní el
pessoal (na es e a p i ada), no quo idiano, a ní el p o issional, nas edes sociais, e c..; po ou o
lado, o domínio cogni i o e a aquisição de compe ências de iam igualmen e se ponde ados de modo
a pe cebe a e icácia dos p og amas de o mação e a
capacidade
do
co po
docen e
pa a
aze
passa
a
sua
mensagem.”
(Gue ei o,
2014,
p.44).
Nes e con ex o, é indispensá el conside a uma ampla gama de aspe os pa a desen ol e uma o mação que
seja, e e i amen e, impac an e e e icien e. Es es a o es incluem an os elemen os pessoais e p o issionais, como as
necessidades dos indi íduos, a capaci ação dos o mado es e a qualidade da p óp ia o mação, como ambém o domínio
cogni i o, ou seja, a aquisição de compe ências é igualmen e necessá ia pa a ga an i a ele ância e e icácia do p ocesso
o ma i o.
72
2.6.
Pe il
dos
o mado es
-
aspe os
p i ilegiados
G á ico
11
-
Pe il
dos
o mado es:
aspe os
p i ilegiados
Ao abo da a ques ão da o mação, é undamen al conside a o papel do o mado , uma ez que sem ele, o
desen ol imen o de um plano de o mação se ia in iá el. O o mado em como p incipal unção adminis a a o mação,
de endo, idealmen e, possui uma quali icação de ensino supe io ou se de e o de um ce i icado de compe ências
pedagógicas. Con udo, como des aca Caná io (2013), o papel de o mado ai mui o além dessas c edenciais, dado que
ele desempenha di e sas unções, incluindo as de:
“(…) ins u o , p o esso , moni o , animado , in e enien e, esponsá el ou animado
de o mação,
conselhei o de o mação, concep o , agen e de mudança, psicossociológico, o mado
in e emp esas, o mado analis a, engenhei o de o mação, e c.” (Lesne, 1978, p.236 ci Caná io,
2013, p.17).
De
aco do
com
o
IEFP
(2012,
p.63),
o
o mado
é
de inido
como:
“O écnico que a ua em di e sos con ex os, modalidades, ní eis e si uações de ap endizagem, com
ecu so a di e en es es a égias, mé odos, écnicas e ins umen os de o mação e a aliação,
es abelecendo uma elação pedagógica di e enciada, dinâmica e e icaz com múl iplos g upos ou
indi íduos, de o ma a a o ece a aquisição de conhecimen o e compe ências, bem como o
desen ol imen o de a i udes e compo amen os adequados ao
desempenho p o issional, endo em a enção as exigências a uais e p ospe i as do me cado
30
25
20
15
10
5
0
4
18
2
3
3
3
3
24
73
de abalho”.
Tendo em con a o g á ico an e io , obse a-se que, as ques ões associadas à comunicação são as mais
iden i icadas (18 inqui idos), essal ando des a o ma a necessidade de, po um lado, e em boa capacidade de comunica
os con eúdos a se em abalhados, e po ou o, consegui cons ui uma boa elação com os o mandos, que pe mi a
acili a o p ocesso o ma i o.
Segundo o IEFP (2012), as compe ências essenciais do o mado podem se ag upadas em ês dimensões
p incipais: psicossociais, socioemocionais e écnicas:
•
Compe ências Psicossociais: elacionam-se com o “sabe -es a ”, englobando a i udes e compo amen os
que ga an em uma pos u a p o issional e pessoal adequada, como: a assiduidade, esponsabilidade, au onomia,
habilidades in e pessoais, como o caso da comunicação, empa ia, lide ança, mo i ação en e ou os;
•
Compe ências Socioemocionais: adqui idas e desen ol idas ao longo da ida, no p ocesso de socialização
com a amília, escola e abalho, que incluem: a capacidade de ge i as emoções, lida com si uações ad e sas, c iação de
um ambien e a o á el à ap endizagem, p omo endo a au ocon iança dos o mandos;
•
Compe ências écnicas: elacionadas com o domínio ap o undado da ma é ia a se ensinada e a
capacidade de adap a esses conhecimen os aos con ex os e público-al o.
De no a , que uma análise mais de alhada das espos as e ela uma disc epância in e essan e: enquan o que 18
inqui idos apon am ca ac e ís icas associadas à comunicação, apenas 4 mencionam ques ões elacionadas às
compe ências écnicas. Isso suge e que os aspe os elacionados à cons ução de elações in e pessoais e comunicação se
sob epõem à expe ise écnica no pe il desejado de um o mado .
Ou os a o es, como a expe iência, ca ac e ís icas pessoais e conhecimen os p á icos, o am apon ados po ês
inqui idos cada. Es es esul ados e o çam a ideia de que, pa a além do domínio écnico, é a capacidade de in e ação,
comunicação e lide ança que mais ca ac e iza o pe il de um o mado e icaz.
74
2.7.
Fo ma o
da
o mação
G á ico
12
-
Fo ma o
da
o mação
O g á ico 12 demons a que o o ma o p esencial é aquele que os inqui idos iden i icam como o p e e encial (26),
seguida do o ma o b-lea ning, ou seja, a modalidade de ensino deco en e da a iculação de um ensino emo o, com
ecu so ao compu ado e In e ne , com o mação p esencial (19). Finalmen e, o o ma o e-lea ning, que co esponde ao
ensino à dis ância, com ecu so às ecnologias oi o que ob e e menos escolhas (14).
É possí el de ini que a ecnologia em sido uma e amen a impo an e pa a a o mação, pe mi indo, po um
lado, que pessoas que es ejam dispe sas geog a icamen e possam pa icipa da mesma ação de o mação, e po ou o,
um acesso mais acili ado aos ma e iais o ma i os. Ademais, in oduz-se uma o ma híb ida de o mação, conjugando o
o ma o p esencial, com o o ma o online, no sen ido em que, po exemplo, o o ma o online es a ia associado à eó ica, à
aquisição de conhecimen os, e o o ma o p esencial pa a a aplicação dos mesmos. No en an o, ainda se e i ica que o
o ma o p esencial é o o ma o p e e í el dos inqui idos, o que pe mi e in e i que os o mandos con inuam a p i ilegia a
comunicação e elação p esencial en e o mado e o mando.
30
25
20
15
10
5
0
26
19
14
1
75
2.8.
Regime
de
uncionamen o
G á ico
13
-
Regime
p e e encial
de
o mação
O g á ico 13 iden i ica quais as p e e ências dos inqui idos em e mos do egime que a o mação pode e ,
des acando que a maio ia (55%), p e e e o egime pós-labo al pa a equen a ações de o mação, no sen ido em que es as
não in e e em com o ho á io de abalho. Pos e io men e, dez inqui idos (17%) a i ma am a p e e ência pelo egime labo al,
na qual a o mação ocupa ia o dia odo, seguida da opção de o mação só de a de ou de manhã, com se e (11%) e seis
(10%) espos as, espe i amen e, endo o sábado como a opção menos selecionada en e as ap esen adas.
7%
17%
10%
55%
11%
Só
manha
Só a de
Pós-
labo al
76
2.9.
Pa icipação
e
du ação
da
o mação
2.9.1.
Pa icipação
em
ações
de
o mação
G á ico
14
-
Pa icipação
em
ações
de
o mação
O g á ico acima em como obje i o analisa o ní el de pa icipação dos inqui idos em ações de o mação. Obse a-
se que a maio ia, ce ca de 55%, não pa icipa nessas ações, enquan o 45% a i mam pa icipa . Esses esul ados es ão
alinhados com os dados do inqué i o ao emp ego ealizado pelo Ins i u o Nacional de Es a ís ica, que apon am que, de
aco do com os dados in e nacionais mais ecen es de 2019, a média de pa icipação dos adul os po ugueses, ce ca de
10,5%, es á p óxima da média eu opeia (10,8%). Toda ia, esse índice ainda é baixo, conside ando o dé ice de quali icação
en e os adul os. (Fundação José Ne es, 2021).
Em 2020, a pe cen agem de adul os que pa icipa am em ações de educação e o mação caiu 1,5 pon os
pe cen uais, compa a i amen e a 2011, alcançando apenas 10%. Es es dados e idenciam um desin e esse dos inqui idos
em equen a ações de o mação, in luenciado po a o es ligados à inadequação das o mações às suas necessidade e
in e esses:
“A aca pa icipação na ap endizagem ao longo da ida pode á esul a de uma al a de in e esse da
população adul a, de al a de o ien ação e de uma aca
o e a
o ma i a
o ien ada
a
es e
público,
que
p ocu a
o mação
mais
especializada
e em es ições empo ais, geog á icas e inancei as.” (Fundação
José Ne es, 2021)
77
2.9.2.
Du ação
da
Fo mação
G á ico
15
-
Du ação
da
Fo mação
O g á ico analisa a du ação das o mações, sendo ele an e escla ece o que se en ende po o mações de cu a,
média e longa du ação. A o mação de cu a du ação e e e-se àquela que é adminis ada a é 30 ho as; a de média du ação
co esponde a o mações que a iam en e 30 e 60 ho as, enquan o a de longa du ação diz espei o a o mações que
supe am 60 ho as. (Dec e o-Lei nº86, 2016). Ao analisa o g á ico, obse a-se que uma pa e signi ica i a dos inqui idos,
ce ca de 56%, pa icipou, no passado ano ci il, em o mações de média du ação, p edominan emen e en e 35 a 50 ho as.
A o mação de cu a du ação, que ab ange de 4 a 30 ho as, apa ece de seguida com 33%, enquan o a o mação de longa
du ação, en e 90 a 200 ho as, o am mencionadas po 11% dos inqui idos.
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92
APÊNDICES
93
Apêndice
1:
Inqué i o
aplicado
ao
público
LEVANTAMENTO
DE
NECESSIDADES-
PÚBLICO
Es e ques ioná io
em
como
inalidade
euni
in o mação,
pa a desen ol e
e
adequa
a
o e a
o ma i a
ajus ado
às
suas necessidades.
Os dados o necidos po
si, nes e
ques ioná io,
se ão
analisados de o ma
sigilosa.
Ag adecemos,
an ecipadamen e, as suas
espos as.
1.
Ca ac e ização
➢
Géne o
o
Feminino
o
Masculino
➢
Idade
o
<
25
anos
o
25-44
anos
o
45- 54 anos
o
55- 64 anos
o
65
ou
mais
2.
Habili ações
e
Si uação
P o issional
➢
Habili ações
Li e á ias
o
<
4º
ano
o
Ensino
Básico
(4º
ano)
o
2º
ciclo
Ensino
Básico
(6º
ano)
o
3º
ciclo
Ensino
Básico
(9º
ano)
o
Ensino
Secundá io
o
Licencia u a/
Bacha ela o
o
Mes ado
o
Dou o amen o
o
Ou o
100
Apêndice
2:
Inqué i o
aplicado
às
emp esas
LEVANTAMENTO
DE
NECESSIDADES
DE
FORMAÇÃO-
EMPRESAS
A sua opinião
é
mui o
impo an e
pa a
euni
in o mações
pa a
o
desen ol imen o
e implemen ação de
um
plano
de o mação
adequado
às suas
necessidades.
Os dados po
si
o necidos, nes e
ques ioná io,
se ão
analisados de o ma
a
man e
as ques ões
do
anonima o
e
da
con idencialidade.
Ag adecemos,
an ecipadamen e,
as
suas
espos as.
1.
Iden i icação
da
Emp esa
➢
Nome
da
Emp esa
➢
Mo ada/
Localidade
➢
Telemó el
do
Responsá el
do
Depa amen o
de
Fo mação
➢
E-mail
do
Responsá el
do
Depa amen o
de
Fo mação
➢
Se o
de
a i idade
o
Ag oalimen a
o
A esana o
e
Ou i esa ia
o
Comé cio
e
Ma ke ing
o
Cons ução
Ci il
e
U banismo
o
Cul u a,
Pa imónio
e
P odução
de
Con eúdos
o
De esa
e
Segu ança
o
Economia
do
Ma
o
Ene gia
e
Ambien e
o
Indús ias,
Químicas,
Ce âmica,
Vid o
e
Ou as
o
In o má ica,
Ele ónica
e
Telecomunicações
o
Madei as, Mobiliá io e Co iça
o
Me alu gia e Me alomecânica
o
Moda
o
Saúde e Se iços à Comunidade
o
Se iços às Emp esas
10
o
Se iços
Pessoais
o
T anspo es
e
Logís ica
o
Tu ismo
e
Laze
➢
Núme o
de
uncioná ios
➢
Deseja
ecebe
in o mações
sob e
a
o e a
o ma i a
Da inci
o
Sim
o
Não
2.
A aliação
das
compe ências
o ganizacionais
➢
Quais
das
compe ências
ans e sais
conside am
impo an es
o
A i ação e Técnicas de P ocu a de Emp ego
o
Li e acia Financei a
o
Emp eendedo ismo
o
Li e acia Digi al
o
P o eção de Dados
o
Segu ança e saúde no T abalho
o
Tele abalho
o
Comunicação
o
Lide ança
o
T abalho em equipa
o
Ges ão do Tempo
o
Ou as
➢
Conside a
que
as ques ões de sucesso e e icácia da
o mação
êm
sido
acompanhadas com igo ?
➢
Na sua opinião, quais os p incipais aspe os a acau ela pa a assegu a uma
o mação
que enha
impac o
na
melho ia
das
p á icas?
10
3.
Fo mação
P o issional
➢
A
emp esa
e e ua
um
diagnós ico
in e no
de
o mação?
o
Sim
o
Não
➢
A
emp esa
possui
um
depa amen o
de
o mação
ou
esponsá el
pela
o mação?
o
Sim
o
Não
➢
A
emp esa
p omo e
ações
de
o mação
o
Sim
o
Não
o
Que emos
p omo e
em
b e e
➢
A
emp esa,
pa a
a
ealização
da
o mação,
eco e
a
o
Fo mação
In e na
o
Fo mação
ex e na,
a a és
de
en idades
ex e nas
o
Não
em
➢
Que
aspe os
p i ilegia
no
pe il
dos
o mado es?
➢
Que
ipo
de
o mação
a
emp esa
p omo e?
o
Fo mação
inicial,
com
is a
à
aquisição
de
compe ências
necessá ias
pa a
inicia
o
exe cício quali icado de uma
ou mais a i idades p o issionais.
o
Fo mação
con ínua, que p e ende
o
ap o undamen o
de compe ências
p o issionais
e
elacionais
pa a
o
exe cício
de
uma
ou
mais
a i idade
p o issionais,
sendo
es a
ob iga ó ia de aco do com o Código do T abalho.
➢
Como
pe cebe
o
modo
como
a
o mação
em
indo
a
desen ol e -se
ao
longo
do
empo?
➢
Quais as á eas conside adas impo an es pa a uma o mação dos
colabo ado es/
uncioná ios,
de
modo
a
melho
o
seu
desempenho?
102
o
Audio isuais e P odução dos Media
o
Ma ke ing e Publicidade
o
A esana o
o
Ma e iais (indús ia da madei a, co iça, papel, plás ico, id o e ou os)
o
Biblio economia, A qui o e Documen ação
o
Se iços de Apoio a C ianças e Jo ens
o
Segu ança e Higiene no T abalho
o
Indús ias do Têx il, Ves uá io, Calçado e ou o
o
Indús ias Alimen a es
o
Se iços Domés icos
o
Comé cio
o
His ó ia e A queologia
o
Me alu gia e Me alomecânica
o
Ele icidade e Ene gia
o
Ele ónica e Au omação
o
Tecnologia dos P ocessos Químicos
o
Cons ução e Repa ação de Veículos a mo o
o
Indús ias Ex a i as
o
P odução Ag ícola e Animal
o
Flo icul u a e Ja dinagem
o
Sil icul u a e Caça
o
Pescas
o
Tecnologias de Diagnós ico e Te apêu ica
o
Ciências Fa macêu icas
o
Saúde- P og ama não classi icados nou a á ea de o mação
o
T abalho Social e O ien ação
o
Ho ela ia e Res au ação
o
Cuidados de Beleza
o
Se iços de T anspo e
o
P o eção de Pessoas e Bens
o
Tu ismo e Laze
o
Comé cio
103
o
Ges ão e Adminis ação
o
Finanças, Banca e Segu os
o
Con abilidade e Fiscalidade
o
Sec e a iado e T abalho Adminis a i o
o
Despo o
o
Di ei o
o
Ciências Den á ias
o
P o eção do Ambien e- P og amas T ans e sais
o
Ciências In o má icas
o
Enquad amen o na O ganização/ Emp esa
o
Cons ução Ci il e Engenha ia Ci il
4.
Modalidade
de
Fo mação
➢
Qual
o
o ma o
p e e encial
pa a
a
ealização
das
ações
de
o mação
o
P esencial,
nas
p óp ias
ins alações
o
P esencial,
o a
das
ins alações
o
B-lea ning-
modalidade de ensino
e ap endizagem
que esul a da
combinação
de
um
ensino
emo o com um
ensino
p esencial
o
E-lea ning-
modalidade de ensino
e ap endizagem
à
dis ância, com
ecu so
ao
compu ado e à
In e ne
o
Ou o
➢
Qual
o
ho á io
p e e encial?
o
No
ho á io
de
abalho
o
Fo a
do
ho á io
de
abalho
o
Ou o
➢
No
passado
ano
ci il,
que
ipo
de
o mação
p ocu ou?
o
Cu a
du ação
o
Média
du ação
o
Longa
du ação
➢
Nesse
ano
ci il
passado,
qual
oi
a
na u eza
da
o mação?
o
Financiada
o
Com
cus os
pa a
a
Emp esa
104
➢
Tem conhecimen o ace ca do cheque- o mação (modalidade de inanciamen o
di e o da
o mação a en idades
emp egado as, a i os
emp egados
e desemp egado com
o
obje i o
de
incen i a à o mação
p o issional)?
o
Sim
o
Não
➢
Desc e a
o
ipo
de
o mação
que
deco eu
no
ano
ci il
passado
➢
Quais
os
meses
p e e enciais
pa a
a
ealização
das
ações
de
o mação
o
Janei o
o
Fe e ei o
o
Ma ço
o
Ab il
o
Maio
o
Junho
o
Julho
o
Agos o
o
Se emb o
o
Ou ub o
o
No emb o
o
Dezemb o
5.
Suges ões
➢
Há
alguma
suges ão
ou
obse ação
que
gos a ia
de
aze ?
105
Apêndice
3:
Tabela
de
espos as
sob e
pe ceção
dos
indi íduos
ace ca
do
desen ol imen o
da
o mação
Tabela
1
-
Pe ceções
ace ca
do
modo
como
a
o mação
em
indo
a
se
desen ol e
Código
Respos a
Exce o
Pala as-
cha e
Dimensões
Q1
Mui o
di e sa
Di e sa
Di e si icação
Q2
Têm
ape eiçoado
as
compe ências
das
pessoas
Ape eiçoamen o
Ape eiçoamen o
Q4
Tem
ajudado no
melho
desempenho
do
abalho
Ape eiçoamen o; Desen ol imen o
Di e si icação;
Ape eiçoamen o
Q7
E oluindo
bas an e
E olução;
Desen ol imen o
Desen ol imen o
Q10
Penso que, nos
dias
de
hoje, exis e mui a
o e a
no que diz
espei o
à
o mação,
po ém, penso
que
algumas delas
ainda
são
mui o
agas
Di e si icação de
o e as;
ambiguidade
de
o e as
Di e si icação
Q11
Cada
ez
mais
o e a
Di e si icação
de
o e as
Di e si icação
Q17
Cada
ez
mais
di e si icada
Di e si icação
Di e si icação
Q19
A o mação em
sido
cada
ez mais
acessí el,
no
Acessibilidade;
Acessibilidade
106
en an o
cada
ez
mais
acili ada
Q21
Não
consigo
esponde
a
es a
Sem
Respos a
Q23
Tem
indo a es a
mais
acessí el inancei amen e.
No en ão é necessá io
exis i mais locais de
o mação
(p incipalmen e pa a
as
á eas que em
que se
p esencial)
que em
di e en es
cidades
Acessibilidade
inancei a;
Acessibilidade
Q26
E a ica
Ince a
Q28
Es á
a
o na
se
cada ez mais
ob iga ó ia
Ob iga o iedade
Necessidade
Q29
Nunca
iz
o mação
Sem
Respos a
Q32
Uma
e gonha
Q33
Ce os módulos bem
concebidos,
bem
gizados e bem
conduzidos
Adequada
Adequada
Q36
Nem
po
isso
Q39
A o mação em
indo
a
desen ol e -se
aos poucos.
Ainda se no a
uma
di e ença
Fo mação em
desen ol imen o/
e olução
Desen ol imen o
107
en e as
necessidades do
me cado
e o
i mo
do
ensino, mas ainda
assim, a a és dos
di e en es ocos,
complemen am-se
Q40
Tem-se
o nado
mais
écnica e com oco nas
á eas
mais
p ocu adas
P á ica
P á ica
Q42
Tem
ido
cada
ez
mais
impo ância
E olução
Desen ol imen o
Q43
Dinhei o
mal
gas o
Q45
Pe cebo que cada
ez
mais as
pessoas
p ocu am po mais
o mações, e es as
es ão mais acessí eis
e com mais a iedades
Acessibilidade;
Di e si icação
de
o e as
Di e si icação;
Acessibilidade
Q46
A
o mação
em
indo
apesa de se indo a
desen ol e , ainda
não
em
a de ida impo ância
pa a a ida das
pessoas, que a ê como
uma
o ma
de
se
Fo mação em
desen ol imen o;
Fo mação
P o issional
Desen ol imen o
108
emp egada e não
como uma de ganha
conhecimen os
essenciais pa a a ida.
A o mação ainda é
mui o
equacionada
pa a o
público adul o
que não p e ende
p ossegui
es udos
ou
como o ma de
acaba
o
secundá io,
e não
como uma o ma de
complemen a os
conhecimen os
exis en es.
Q50
Uma
necessidade
pública
Necessidade
Necessidade
Q52
A
o mação
em
indo
a
melho a
ao
longo
do
empo
Desen ol imen o
da
o mação
Desen ol imen o
Q54
Mais
ecnológica
e
p á ica
P á ica
P á ica
Q55
Adequada
Adequada
Adequada
Q56
Es ou o a do
con ex o,
uma
ez
que
i i mui o
empo no
es angei o e
ago a
es ou na e o ma