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[pt] (orig)

A importância da pré-produção na comunicação audiovisual sobre o futebol: uma experiência no SC Braga

Author: Silva, Mariana Soares
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/3406c5a0-5893-4d81-b675-29aa3e8d1a55/download
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Ciências Sociais
Ma iana Soa es Sil a
A impo ância da p é-p odução na
comunicação audio isual sob e o u ebol:
uma expe iência no SC B aga
ou ub o de 2024
UMinho | 2024 Ma iana Soa es Sil a
A impo ância da p é-p odução na
comunicação audio isual sob e o u ebol:
uma expe iência no SC B aga
Ma iana Soa es Sil a
A impo ância da p é-p odução na
comunicação audio isual sob e o u ebol:
uma expe iência no SC B aga
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Ciências da Comunicação
Á ea de especialização em Audio isual e Mul imédia
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o Ped o Po ela
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Ciências Sociais
ou ub o de 2024
IV
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
[Es a licença pe mi e que ou os emis u em, adap em e c iem a pa i do seu abalho pa a ins
não come ciais, e embo a os no os abalhos enham de lhe a ibui o de ido c édi o e não possam
se usados pa a ins come ciais, eles não êm de licencia esses abalhos de i ados ao ab igo dos
mesmos e mos.]
V
Ag adecimen os
Ag adeço ao Spo ing Clube de B aga pela opo unidade de desen ol e es e es ágio, em
especial à equipa da NEXT pelo acolhimen o e apoio p es ado du an e odo o p ocesso.
Ag adeço ambém ao meu o ien ado , cuja o ien ação e eedback o am essenciais pa a o
sucesso des e abalho. Po im, ag adeço à minha amília e amigos pelo cons an e incen i o e
comp eensão ao longo des e pe cu so.

VI
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que
não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de
in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
VII
A impo ância da p é-p odução na comunicação audio isual sob e u ebol: uma
expe iência no SC B aga
Resumo
O p esen e ela ó io su ge no âmbi o de um es agio cu icula do Mes ado em Ciências da
Comunicação, com du ação de ês meses, no depa amen o de comunicação do Spo ing Clube
de B aga. No es ágio o am desempenhadas a e as ais como ilmagens de an e isões, einos,
a i idades ei as pelo clube pa a com o público (po exemplo a isi a ao es ádio), a edição das
ilmagens e dos
eels
pa a as edes sociais. No decu so dessas a e as oi de inido in e oga
ace ca do de e minado enómeno audio isual, que oi elei o pa a se o ema a abo da em maio
p o undidade.
Foi escolhida a opção de explo a a impo ância da ase de p é-p odução em con eúdos
audio isuais no ela ó io de es ágio de ido à in luencia signi ica i a que essa e apa exe ce na
qualidade e e icácia do p odu o inal. Du an e a expe iência no depa amen o de comunicação
do SC B aga, en endi que a elabo ação de um planeamen o minucioso é essencial pa a p e e
con a empos. A ase de p é-p odução ge a uma base sólida, possibili ando uma abo dagem
mais o ganizada e c ia i a da equipa, o que se e le e em p oduções bem-sucedidas.
É impo an e ealça que cada ase do p ocesso, iniciando na p é-p odução a é à pós-p odução,
con ibui pa a ob e o esul ado p e endido. No en an o, a p é-p odução desempenha um papel
impo an e na c iação de con eúdos audio isuais e icazes pa a a comunicação no u ebol,
incluindo o es abelecimen o de obje i os, a escolha de uma abo dagem es a égica e a
o ganização dos ecu sos necessá ios. Ao explo a as complexidades des e p ocesso, o obje i o é
melho a a capacidade de c ia ídeos que não apenas a endam às expec a i as do público-al o,
mas ambém comuniquem de o ma en ol en e.
Pala as-cha es: p é-p odução audio isual; comunicação no u ebol; impac o isual
VIII
The Impo ance o P e-P oduc ion in Audio isual Communica ion abou Foo ball: an
expe ience a SC B aga
Abs ac
This epo a ises om a cu icula in e nship o he Mas e ’s in Communica ion Sciences,
las ing h ee mon hs, in he communica ion depa men o Spo ing Clube de B aga. Du ing he
in e nship, asks such as ilming p e iews, aining sessions, ac i i ies conduc ed by he club o
ans (e.g., s adium isi s), and edi ing oo age and eels o social media we e pe o med.
Th oughou hese asks, i was decided o inqui e abou a speci ic audio isual phenomenon,
which was chosen as he opic o be explo ed in g ea e dep h.
I chose o explo e he impo ance o he p e-p oduc ion phase in audio isual con en o my
in e nship epo due o he signi ican in luence ha his s age has on he quali y and
e ec i eness o he inal p oduc . Du ing my expe ience a NEXT, I unde s ood ha de eloping a
me iculous plan is essen ial o an icipa e se backs. The p e-p oduc ion phase c ea es a solid
ounda ion, allowing o a mo e o ganized and c ea i e app oach om he eam, which e lec s in
success ul p oduc ions.
I is impo an o emphasize ha each phase o he p ocess, om p e-p oduc ion o pos -
p oduc ion, con ibu es o achie ing he desi ed ou come. Howe e , p e-p oduc ion plays a
c ucial ole in c ea ing e ec i e audio isual con en o communica ion in oo ball, including
se ing objec i es, choosing a s a egic app oach, and o ganizing he necessa y esou ces. By
explo ing he complexi ies o his p ocess, he aim is o enhance he abili y o c ea e ideos ha
no only mee he expec a ions o he a ge audience bu also communica e in an engaging
manne .
Keywo ds: p e-p oduc ion audio isual; communica ion in oo ball; isual impac
IX
Índice
In odução ................................................................................................................................ 1
Capí ulo 1. Es ágio na NEXT no Spo ing Clube de B aga ...................................................... 3
1.1. O clube SC B aga ................................................................................................ 3
1.2. A NEXT ................................................................................................................ 4
1.3. Expe iência de es ágio ......................................................................................... 6
1.4. Balanço do es ágio ............................................................................................ 17
Capí ulo 2. O Audio isual no Con ex o do Fu ebol: Tendências e E olução ............................... 19
2.1. Comunicação no u ebol a a és de ídeo ................................................................ 19
2.2. No os disposi i os e consumos mediá icos .............................................................. 22
2.3. O P ocesso audio isual ........................................................................................... 27
2.4. A p é-p odução: sua impo ância e e amen as ....................................................... 33
Capí ulo 3. Recolha e análise de dados ................................................................................... 38
3.1. En e is as explo a ó ias .............................................................................................. 38
3.2. Análise de esul ados .................................................................................................. 39
3.3. Alinhamen o en e a eo ia e a p á ica na p é-p odução audio isual .............................. 45
Conclusão .............................................................................................................................. 46
Bibliog a ia ............................................................................................................................. 48
ANEXOS ................................................................................................................................. 50
Anexo I- En e is a a Ped o Sil a ......................................................................................... 50
Anexo II- En e is a a Rica do Rebelo .................................................................................. 53
Anexo III- En e is a a Daniel Aze edo ................................................................................. 58
6
ídeo e áudio, edição dos con eúdos e a espe i a o ganização do ma e ial que u iliza a e os
locais de ilmagens.
Pa a ga an i a qualidade e a e icácia dos con eúdos p oduzidos, a equipa da NEXT u iliza uma
a iedade de equipamen os e ma e iais. Como a NEXT ica enca egue de di e en es con eúdos
audio isuais, nos dias em que ope am no in e io das in aes u u as do SC B aga, o na-se mais
ácil consegui mos c ia uma es u u a complexa, pois há á ios equipamen os disponí eis como
câma as DSLRs, mic o ones de qualidade, equipamen os de iluminação, es abilizado es de
imagem, o que p opo ciona um con olo maio sob e a p odução. No en an o, en en amos
desa ios, ais como a necessidade de coo dena os ho á ios quando es ão a deco e ou as
a i idades do clube, lida com espaços que mui as das ezes são limi ados pa a
se -ups
mais
complexos e assegu a a qualidade do áudio em ambien es desa iado es.
Nos dias em que a equipa ope a ao a li e, como as ilmagens de einos e an e isões, os
ecu sos são mais limi ados. As di e en es condições de empo, como sol in enso, chu a ou
en o, podem a e a a qualidade do ídeo e do áudio. A luz na u al es á em cons an e mudança,
o que eque ajus es equen es na exposição. Alem disso, os sons ambien e podem a e a a
qualidade do áudio, o que exige uma p epa ação cuidadosa e lexibilidade pa a ajus a
apidamen e o equipamen o e as con igu ações às condições ambien ais.
A NEXT é undamen al pa a o alece a p esença online do Spo ing Clube de B aga, g aças ao
seu oco ino ado e dinâmico. Es e p oje o melho ou a exposição do clube a a és de
ansmissões ao i o e con eúdos exclusi os, e incen i ou a colabo ação e o desen ol imen o
p o issional den o da equipa.
1.3. Expe iência de es ágio
A comunicação audio isual o nou-se c ucial pa a as es a égias de ma ke ing num mundo cada
ez mais o ien ado isualmen e, e é necessá io pa a que as emp esas se des aquem num
me cado compe i i o. Com es e umo, o meu es ágio como ideóg a a no Spo ing Clube de SC
B aga oi uma opo unidade emocionan e e en iquecedo a pa a me a en u a no mundo do
u ebol p o issional, enquan o desen ol ia as minhas habilidades na p odução de con eúdos
audio isuais.
A opo unidade de abalha num ambien e desa iado e es imulan e como o u ebol, o e ece
uma expe iência única de c escimen o p o issional, e é ealmen e en iquecedo cap a

7
momen os emocionan es, an o den o como o a de campo, ansmi i a essência e a iden idade
do clube po meios de ídeos e aumen a a pa icipação dos adep os. Num ambien e
p o issional, es as expe iências p opo ciona am-me uma comp eensão p o unda dos p ocessos
de p odução audio isual, e ambém amplia am o meu conhecimen o écnico.
O es ágio e e a du ação de ês meses, de 12 de no emb o de 2023 a 12 de e e ei o de 2024,
e du an e es e empo ui ime sa no i mo acele ado e dinâmico do clube. Nos p imei os dias,
comecei po ajuda os meus colegas de abalho no que osse necessá io e aos poucos
in eg a a-me cada ez mais na equipa. Fui desa iada a pensa de o ma c ia i a e es a égica, a
adap a -me a si uações imp e is as e a abalha em equipa pa a a ingi os obje i os em comum.
Po exemplo, em einos ou jogos, su giam al e ações epen inas no c onog ama ou condições
climá icas ad e sas que a e a am di e amen e a p og amação ei a pa a as ilmagens. Es es
ipos de si uações ensina am-me a man e a calma sob p essão e a oma decisões ápidas pa a
ga an i que os obje i os ossem alcançados den o dos p azos.
No meu p imei o dia de es ágio na NEXT, a minha p incipal esponsabilidade oi analisa os
a qui os de clipes de ídeo que a equipa já p oduziu. Dediquei-me a analisa minuciosamen e os
ângulos, os es ilos de ídeo e os di e en es planos, o que me ajudou a comp eende ace ca da
es é ica e da linguagem isual que a NEXT ado a nos p odu os audio isuais.
Os ídeos cos umam u iliza écnicas de ilmagens mode nas, como mo imen os de câma a
luídos e dinâmicos, que ealçam a ene gia e a in ensidade dos momen os. Sendo assim,
con ibuem pa a a c iação de uma expe iência isual en ol en e. Na linguagem isual, a NEXT
alo iza a emoção e a na a i a, não apenas a documen a e en os elacionados com o despo o,
mas ambém ansmi indo a in ensidade emocional desses momen os. Isso pode se alcançado
a a és de enquad amen os que ocam nas exp essões dos adep os, jogado es e em momen os
decisi os do jogo. Os ídeos demons am ambém uma dedicação aos ângulos e planos
u lizados, o que suge e uma abo dagem c ia i a e cuidadosamen e planeada, ga an indo que
cada cena seja cap u ada de o ma impac an e, con ibuindo pa a uma na a i a isual coesa.
Os p odu os audio isuais e le em a iden idade e os alo es do clube, o que pode en ol e o uso
de co es e elemen os isuais que são econhecí eis e que e o çam a conexão emocional dos
espec ado es com a equipa.
Passei alguma pa e do empo a es uda e a amilia iza -me com o ma e ial que a equipa de
audio isual u iliza, câma as o og á icas da ma ca Sony, conhecidas pela qualidade de imagem e
8
bom desempenho. Po ezes, ambém são u ilizados os es abilizado es, que são e amen as
essenciais pa a man e as imagens sua es, especialmen e quando os planos es ão em
mo imen o.
Além disso, analisei a pla a o ma online da NEXT, que é esponsá el pela pa ilha dos
p é-
ma chs
e
pós-ma chs
. Ao isualiza as publicações, comp eendi como a equipa se posiciona
an es e depois de os p incipais e en os elacionados com o SC B aga, bem como se e le e na
comunicação isual. Uma das a e as que i e oi analisa o ipo de ídeo p oduzido du an e as
isi as às escolas, in i ulado como Tu ma G e ei os, uma inicia i a que consis e na p esença de
jogado es e a le as do SC B aga, em escolas locais. Es as a i idades con ibuem pa a o alece
a iden idade do clube como uma ins i uição que ai além dos esul ados em campo,
p eocupando-se ambém com o impac o posi i o que pode ge a na ida das pessoas, o que
p omo e os alo es do despo o.
Na p imei a semana de es ágio es eei-me numa isi a a uma escola. A plani icação des as
isi as é ei a com cuidado, endo em con a não só as a i idades despo i as, mas ambém a
disponibilidade dos jogado es. A seleção dos jogado es e a le as que pa icipam nessas isi as é
cau elosa, pois os jogado es nessas isi as são con idados a elemb a o seu pe cu so
p o issional, p incipalmen e quando passou pelo SC SC B aga.
Nas isi as, os a le as podem in e agi de o ma p óxima com as c ianças, e pa ilham as
i ências, espondem a pe gun as e a é pa icipam em a i idades jun os. Es es momen os de
in imidade mo i am as c ianças a segui os seus sonhos e ambém demons am alo es como o
abalho em equipa, dedicação e
ai play
. As isi as às
Tu mas G e ei os
o e ecem ao SC B aga
a opo unidade de se con ac a com a comunidade local, o alecendo elações. Es as a i idades
ajudam a consolida a imagem do clube como uma en idade que se p eocupa não apenas com
Figu a 2- F ame do ídeo em que Ca olina Rocha
apa ece du an e a isi a à escola
Figu a 3- F ame do ídeo em que Ad ián Ma ín
apa ece du an e a isi a à escola
9
os esul ados em campo, mas ambém com o impac o posi i o que pode e na ida das
pessoas.
Como ideóg a a, i e o p i ilégio de egis a esses momen os especiais, cap ando não apenas
os momen os de in e ação en e os a le as e as c ianças, mas ambém a ene gia e a emoção
que en ol em nesses encon os. A a és do meu abalho, consegui ajuda a ansmi i a
mensagem de união, inspi ação e inclusão, alo es inco po ados no SC B aga, e assim é
o alecida a conexão en e o clube e os ãs.
Du an e a cap ação de imagens, ia-me mo imen ando de um lado pa a o ou o, pa a cap a os
melho es ângulos e posicionamen os en e a in e ação dos a le as com as c ianças. A
iluminação oi um desa io cons an e, pois á ias a i idades des e géne o oco em em locais
echados ou com a luz na u al em cons an e mudança, sendo necessá io aze ajus es
equen es nas câma as. A p o undidade de campo desempenhou um papel impo an e a ní el
es é ico, e ajudou a des aca os a le as e as c ianças, enquan o sua iza a os elemen os de
undo. Mui as ezes ui desa iada a agi apidamen e e ajus a con o me as mudanças
epen inas das si uações, ga an indo semp e a e icácia e dedicação ao meu abalho. Fui
auxiliada e o ien ada pelos meus colegas de abalho, pa a ape eiçoa as minhas habilidades e
lida com os desa ios da p odução em ambien es agi ados. Hou e di iculdades écnicas ao ilma
e edi a , como a sinc onização do áudio e na co eção de co , o que necessi ou de soluções
ápidas pa a ga an i a e iciência do p odu o inal.
Figu a 4- F ames do ídeo da isi a à escola
10
Já no depa amen o de comunicação, após a isi a à escola, dediquei-me à edição do ídeo, pois
no dia seguin e pela pa e da manhã inha de es a p on o pa a pa ilha nas edes sociais. Com
a ajuda e conselhos dos meus colegas, comecei a eco a e a escolhe com a enção as pa es
dos ídeos que o am g a ados na isi a, e selecionei aqueles que melho e le iam a essência
do p oje o
Tu ma G e ei a
. Op ei po escolhe planos que oca am nas exp essões aciais,
sendo os
close-ups
e icazes na ansmissão da in ensidade dos momen os, pe mi indo que os
espec ado es se conec assem emocionalmen e com as cenas. U ilizei planos de de alhe pa a
des aca ges os signi ica i os, pois ajuda am a en a iza os momen os de união e conexão, ais
como os ape os de mão ou um ab aço. Os mo imen os de câma a sua es, como os
pans
e
il s,
man inham a luidez das ansições en e as cenas e c ia am uma sensação de dinamismo,
e le indo a ene gia p esen e du an e as a i idades. Pa a guia o olha do espec ado e ealça a
impo ância da in e ação en e os a le as e as c ianças, em planos em que a eg a dos e ços
assegu a a que os sujei os p incipais ossem des acados de o ma equilib ada.
De seguida, oquei-me na edição inal, u ilizando o p og ama do Adobe P emie e P o, pa a
melho a an o a pa e isual quan o a sono a do ídeo. Fui al e ando sua emen e a onalidade e
a luminosidade dos ídeos pa a ga an i um isual p o issional, e ao mesmo empo dedica a-me
à sinc onização e mis u a de áudio, pa a p opo ciona uma expe iência sono a en ol en e e
ca i an e. A expe iência sono a in ensi ica o impac o isual, po isso comecei po sinc oniza
isos e ou as in e ações, pa a man e a na u alidade do ídeo. A escolha da música de undo oi
impo an e na de inição do om emocional que o ídeo que ia anspa ece , ou seja, selecionei
aixas que ansmi iam uma ene gia posi i a e o espí i o de união, e oi ajus ada cuidadosamen e
pa a man e um equilíb io ha monioso en e os diálogos e os sons ambien e. Pa a man e uma
expe iência p o issional, apliquei alguns
ades
en e os clipes de áudio.
Du an e es e p ocesso, pude egis a e u iliza écnicas de edição que já adqui i no p imei o ano
de mes ado, ao mesmo empo que ap endi no as uncionalidades do P emie e P o, que o am
ú eis pa a a edição inal. Umas das écnicas que já inha dominado e que u ilizei com equência
oi a u ilização de co es p ecisos pa a ga an i a dinâmica do ídeo, algo impo an e pa a man e
o in e esse do espec ado e a luidez da na a i a. Reco i a ansições como
c oss ades
e
dissol es
, pa a c ia ansições sua es, e i ando os co es b uscos. Além disso, o conhecimen o
sob e a co eção de co oi undamen al pa a modi ica a onalidade, sa u ação e b ilho dos
ídeos, ga an indo que odas as cenas ap esen assem um isual uni o me e de qualidade. Es a
ap endizagem con ínua oi essencial pa a o meu desen ol imen o p o issional como ideóg a a.
11
Na cidade despo i a, um complexo da o mação do SC SC B aga, aos poucos iquei enca egue
das an e isões das á ias equipas. A an e isão é undamen al pa a a comunicação, já que
pe mi e ao einado e ao jogado pa ilha as suas expec a i as e as p epa ações pa a o p óximo
jogo, o necendo comen á ios impo an es pa a os adep os e pa a a imp ensa. Es es ipos de
ilmagens possuíam pa icula idades que exigiam a enção especial, e pa a ga an i uma boa
qualidade de som u ilizá amos mic o ones de lapela pa a cap a cla amen e a oz dos
en e is ados. E am ambien es que mui as ezes es a am sujei os a uídos de undo ou a uma
iluminação incons an e, em ques ão de imagem. Além disso, ia ajus ando equen emen e os
ní eis de áudio na pa e da edição, pa a assegu a que as decla ações ossem audí eis.
Uma das p incipais di iculdades em g a a ao a li e é a luz, pois eque um con olo das
con igu ações da câma a, an o a ní el do ISO, da abe u a da len e e a elocidade do ob u ado .
A luz sola pode causa somb as in ensas ou pon os de luz mui o o es, os quais de em se
con olados com a enção pa a ga an i uma boa qualidade de imagem. A incidência sola pode
se imp e isí el e a ia apidamen e de ido a elemen os como a mo imen ação das nu ens, a
ho a do dia e a di eção da luz, o que pode esul a em á eas de b ilho in enso. Op a pelo modo
manual na câma a possibili ou um con ole mais p eciso da exposição, ga an indo que os os os
dos en e is ados es i essem bem iluminados.
Regula men e, ia a é aos campos de eino do SC B aga pa a cap a imagens dos jogado es
du an e os einos, o que en ol ia um planeamen o an ecipado sob e a seleção dos melho es
ângulos. E a necessá io que es i esse cons an emen e a en a pa a não pe de nenhuma jogada
impo an e du an e o eino, pois u ilizá amos essas ilmagens pa a jun a às an e isões.
Figu a 5- F ame da an e isão do jogo do SC B aga,
com o einado dos sub 23
Figu a 6- F ame da an e isão do jogo do SC B aga,
com o gua da- edes João Ca alho

12
Em dias de sol in enso, ha ia mui a luz na u al, o que c ia a somb as com g andes con as es,
di icul ando a cap u a de imagens equilib adas. Pa a eajus a as con igu ações nes es casos,
man inha o ISO o mais baixo possí el (en e 100 ou 200) pa a e i a o su gimen o de “g ão” nas
imagens. A sob e-exposição e a e i ada ajus ando a abe u a do dia agma. Além disso, ajus a a
manualmen e o equilíb io dos b ancos pa a ga an i uma boa imagem mesmo com a luz sola
in ensa, o que ajudou a e i a onalidades de co indesejadas, esul ando numa imagem mais
na u al.
Nos dias em que o céu es a a mais encobe o ou a cho e , a luz e a mais sua e, po ém menos
in ensa, sendo necessá ios ajus es na con igu ação da câma a, como aumen a o ISO e amplia
a abe u a do dia agma. A p esença de chu a e a um desa io ex a, exigindo p o eção pa a
e i a dani ica os equipamen os.
Du an e os einos, os a le as mo imen a am-se de o ma ápida, e pa a egis a esses
momen os com p ecisão, as ilmagens são ei as a 50
ames
ou mais po segundo, pe mi indo
c ia e ei os de câma a len a na pa e da edição.
U ilizei o oco au omá ico con ínuo pa a acompanha os jogado es à medida que se deslocam
apidamen e pelo campo, e nos casos em que o oco au omá ico não e a p eciso o su icien e,
co igia manualmen e o oco pa a man e os sujei os semp e ní idos.
Ti e a opo unidade de aze pa e da equipa que cap a os ídeos em dias de jogos em casa,
desde a p epa ação do ma e ial necessá io pa a o jogo, a é à o ganização da equipa de
ilmagem. O dia começou com a e i icação das câma as, mic o ones e os es an es
equipamen os de g a ação e ansmissão pa a que es ejam p epa ados a ope a co e amen e.
Du an e o jogo, alguns memb os da equipa de ilmagem pe manecem no cama o e, onde
assumimos um papel mais c ucial no apoio, sendo que e a o meu p imei o jogo, oquei-me em
en ende os p ocedimen os de o ma ápida e ga an i que udo co esse sem p oblemas.
As en e is as e con e ências de imp ensa são essenciais no
p é-ma ch,
pois es as são
ealizadas com o einado , jogado es ou ou os memb os impo an es da equipa. Nes as
euniões, discu em-se as expec a i as pa a o jogo, es a égias e a condição ísica dos jogado es.
Ainda du an e o
p é-ma ch
, a equipa de comunicação do SC B aga p oduz e pa ilha á ios
con eúdos. Isso incluí ídeos p omocionais, en e is as exclusi as e a p epa ação da equipa
13
an es de en a em campo. Es e ipo de con eúdo é di ulgado an o nas edes sociais, como no
si e o icial do clube (NEXT), aumen ando a in e ação dos adep os com o SC B aga.
Du an e o jogo, obse ei a dedicação da equipa de ídeo, que cap ou passes, jogadas e a é
mesmo os golos. O pode de edi a e pa ilha o con eúdo de imedia o nas edes sociais
p opo cionou uma expe iência en ol en e pa a com os adep os, man endo-os a ualizados a cada
momen o emocionan e.
Ao inaliza es e con on o, o einado e alguns dos jogado es, são escolhidos pa a ala com a
imp ensa. Essas en e is as são c uciais pa a o nece aos adep os e ao
media
uma isão
in e na do que acon eceu du an e o jogo, abo dando as á icas, e os que o am come idos e as
pe spe i as pa a o p óximo encon o.
As en e is as são ápidas e ealizam-se na zona mis a ou à bei a do campo. Após e mina em, o
einado esponde a ques ões ei as pelos jo nalis as e dá uma análise mais de alhada do
desempenho da equipa. A ecolha do ma e ial é apidamen e edi ada pa a se di ulgada aos ãs
e à imp ensa.
Os esul ados, análises e eações são pa ilhados nas edes sociais do SC B aga após e mina o
jogo
. Twee s, pos s
no
acebook
e his ó ias no
ins ag am
são u ilizados pa a comunica em
di e amen e com os adep os, man endo-os a i os e espondendo a pe gun as e comen á ios
ace ca do con on o.
Ou a a e a que desempenhei du an e o meu es ágio no SC B aga oi ajuda a p epa a
con eúdos pa a a época na alícia, e oi pa icula men e dinâmico pois pe mi iu-me desen ol e
di e sas compe ências. Na pa e da manhã, comecei po edi a dois ídeos, nos quais os a le as
das di e sas modalidades do clube deseja am o os de Feliz Na al pa a a comunidade apoian e
Figu a 7- F ame do p é-ma ch
Figu a 8- F ame do pós-ma ch
14
do SC SC B aga. Es es ídeos o am p oduzidos pa a se pa ilhados na página o icial do SC
B aga, com o obje i o de o alece o senso de comunidade em ol a do clube du an es as
es i idades.
Du an e a a de, ealizamos ou a sessão de Na al com os jogado es, semp e com o in ui o de
p omo e as peças de es uá io e acessó ios do clube. Nesse momen o, ilmei á ios
close-ups
,
des acando de alhes e exp essões na u ais dos a le as, enquan o os meus colegas cap a am os
planos mais amplos pa a ga an i uma cobe u a ab angen e do e en o. A epa ição das a e as
pe mi iu-nos ob e uma a iedade de ângulos e pe spe i as, undamen al pa a a c iação de
con eúdos isualmen e in e essan es.
Depois das sessões de Na al, u ilizei o
Adobe P emie e P o
pa a edi a e co a as pa es mais
ele an es pa a o ídeo inal. Essa e apa inclui uma escolha me iculosa de cená ios que
ealça am os acessó ios e as peças de oupa e passa am uma mensagem na alícia de o ma
genuína e a a i a. Depois, encaminhei essas pa es inalizadas pa a o meu colega de abalho,
que as uniu com os planos que ele ilmou, esul ando num con eúdo coeso e bem es u u ado.
Es e ipo de a i idade oi mui o p o ei oso, pois ajudou-me a melho a as minhas habilidades
écnicas em ilmagem e edição, e ambém me p opo cionou uma isão p a ica da dinâmica de
abalho em equipa e da c iação de con eúdo p omocional pa a uma ma ca despo i a.
Manuseei a câma a de o ma es á el enquan o me mo imen a a, u ilizando écnicas como
pans
sua es pa a cap a a ação de o ma luída, e adqui i habilidades no uso de es abilizado es.
Reco i a e amen as a ançadas no P emie e P o pa a ajus a a onalidade e a luminosidade, e
á ias ansições, como os
c oss ades
e
dissol es,
pa a c ia passagens sua es. Ap endi a ge i
p azos ape ados, a abalha sob p essão e a colabo a e icazmen e com di e en es memb os
da equipa pa a a ingi um obje i o em comum.
Pa icipei numa isi a ao es ádio, du an e a época na alícia, em que odas as pessoas pode iam
i . Assumi um papel di e en e nes e e en o, pois iquei enca egue da o og a ia e da edição das
mesmas. Na pa e da manhã, cap ei momen os au ên icos, em que oquei so isos, exp essões
e as in e ações das pessoas nas di e sas a i idades que ealiza am ao longo da isi a. Foi uma
expe iência en iquecedo a que me possibili ou es a di e en es écnicas no amo da o og a ia,
num ambien e dinâmico. Após i a as o og a ias, edi ei no
Adobe Ligh om
, escolhi as
melho es o os e dei uns oques na luz e no con as e.
15
À a de, e o nei ao es ádio pa a cap a a segunda isi a, mas iquei enca egue do ídeo.
Cap amos as a i idades ealizadas, as in e ações en e os isi an es e a en ega dos p esen es
no inal da isi a, egis ando a emoção e aleg ia dos pa icipan es. Es e abalho eque uma
abo dagem cuidadosa pa a ga an i que odos os momen os-cha e ossem cap ados de o ma
cla a e ca i an e.
Concluídas as isi as, iquei com a o al esponsabilidade de edi a o ídeo no
Adobe P emie e
P o
. Escolhi e o denei os planos que achei mais e icien es pa a na a a his ó ia do e en o,
adicionei alguns planos em câma a len a pa a des aca momen os impo an es e selecionei uma
música que combinasse com a na a i a isual e a época na alícia. Es a edição p ecisou de oco
nos de alhes e um conhecimen o ap o undado das di e sas écnicas de edição pa a p oduzi um
ídeo coeso e impac an e.
Figu a 9- F ames do ídeo da isi a à escola
Figu a 10- F ames do ídeo da isi a ao es ádio
22
Os depoimen os ambém são uma pla a o ma e icaz pa a e o ça os alo es e a iden idade do
clube ou da equipa em ques ão. Os a le as e einado es mui as ezes en a izam a dedicação, a
paixão pelo u ebol, o abalho em equipa e ou os p incípios que de inem a cul u a do g upo.
Pode ão assim a ai no os ãs que econheçam o seu alo . Além dos p o issionais, os ãs são
uma peça impo an e, pois mui as ezes quando são en e is ados pe mi em ou i -se, c iando
um sen imen o de comunidade e pe ença. Esses ipos de en e is a mos am a di e sidade e as
adições de á ios apoian es dis in os, e como o clube em ce a medida impac a posi i amen e
as idas deles (Guima ães, 2021).
“A ligação da comunicação com o despo o de e se , po isso, pau ada pela p omoção de
elações a o á eis com os adep os, mas sob e udo com os media, suben endendo-se que um
bom elacionamen o é undamen al pa a o sucesso de qualque ação de comunicação.”
(Fonseca, 2022, p. 3)
Pa a além dos ídeos pe suasi os, das en e is as e depoimen os, ou a écnica u ilizada é
inclui cenas dos bas ido es. Essas imagens e elam o lado humano e pessoal dos a le as e do
pessoal écnico, e idenciando o que se passa longe dos ocos dos es ádios. Momen os como
einos, euniões es a égicas, in e ações descon aídas en e os jogado es e a é mesmo as
cenas de p epa ação an es dos jogos o e ecem uma pe spe i a única que ap oxima os ãs dos
seus ídolos. Es e ipo de ma e ial ge a uma pe ceção de genuinidade, a qual é ap eciada pelas
pessoas, esul ando em uma maio in e ação com a equipa.
2.2. No os disposi i os e consumos mediá icos
O su gimen o de disposi i os que pudessem ealiza chamadas ele ónicas, en ia mensagens de
ex o, acede à in e ne , i a o os, en e ou os, su giu no inal dos anos 1990 e início dos anos
2000. No en an o, só a pa i da década de 2000 é que os sma phones começa am a
popula iza -se. O ma ke ing no despo o es á em cons an e e olução de ido ao a anço das no as
ecnologias e ao impac o c escen e dos meios digi ais. As es a égias o am ajus adas pa a essas
no as pla a o mas, desen ol endo no as possibilidades pa a ma cas e pa ocinado es que se
elacionassem de o ma di e a com o público.
A e olução dos (no os) media e das no as ecnologias eio al e a a o ma como o
ma ke ing digi al despo i o é ealizado pelas emp esas e en endido pelo público. Com a
mig ação do ma ke ing despo i o pa a os di e en es canais de media, nasceu o concei o
de ma ke ing digi al despo i o e com ele a c iação de uma elação, en e as ma cas e

23
pa ocínios despo i os, com as no as ecnologias e com os adep os e clien es des as.
(Sousa, 2023, p. 10)
Com a e olução ápida dos
sma phones
, es es o na am-se disposi i os cada ez mais
e sá eis e pode osos. A in odução de câma a de al a qualidade, in eligência a i icial,
ealidade aumen ada, senso es biomé icos e uma di e sidade de aplicações em ampliado
ainda mais as capacidades des es disposi i os e a in luência no nosso dia a dia.
“Com o c escen e e acele ado desen ol imen o dos sma phones, a maio ia dos u ilizado es
passam mais empo ao elemó el do que em qualque ou o disposi i o. Es ima-se que cada
pessoa in e aja ce ca de 2617 ezes po dia com o seu elemó el.” (Sousa, 2023, p. 3)
A ualmen e, os
sma phones
ão pa a além de simples disposi i os de comunicação. To na am-
se mecanismos de en e enimen o, e amen as de p odu i idade e espécie de po ais pa a o
mundo digi al. Com o apa ecimen o des a no a ecnologia, mudou a o ma como as pessoas se
conec am, comunicam, abalham e en e êm, impac ando p a icamen e odos os aspe os da
sociedade mode na. “O sma phone o nou-se num ins umen o de abalho e laze que é
u ilizado ao longo de odo o dia e pa a as mais di e sas a e as, sejam elas en ia mensagens
esc i as e mensagens mul imédia, ou ealiza chamadas.” (Ca acol, 2019, p. 4)
Nos dias de hoje, os
sma phones
o na am-se um dos p incipais meios de consumo de
con eúdos audio isuais, an o em pla a o mas dedicadas apenas a esse ipo de con eúdo, como
nas edes socais em ge al. Es a mudança de pa adigma e e como p incipal in luência a ácil
acessibilidade que os sma phones o e ecem aos a uais consumido es. Es a ealidade não é
apenas uma endência passagei a, mas sim uma mudança signi ica i a na in e ação com o
mundo digi al, que a e a ambém as es a égias que são ado adas po clubes, nes e caso, o
Spo ing Club de SC B aga.
“A ualmen e, o ma ke ing digi al despo i o é is o como uma es a égia essencial pa a o
c escimen o inancei o dos clubes e pa a a sua sob e i ência no me cado. O despo o passou a
e mui o mais conside ação nas necessidades e desejos dos seus adep os e a adap a as suas
es a égias pa a es es.” (Sousa, 2023, p. 12)
Os clubes podem i a p o ei o dessas ecnologias pa a desen ol e con eúdos mais ca i an es e
pe sonalizados. Ao analisa in o mações sob e a in e ação dos adep os, como os ipos de
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con eúdos que são mais isualizados e em que ho á ios, podem ajus a as suas es a égias de
ma ke ing
e c iação de con eúdo pa a a ende melho às p e e ências dos seus seguido es.
Os p incipais bene ícios des as es a égias digi ais são a di ulgação, o alcance, o
engagemen
, a segmen ação, a con e são, a mensu ação de esul ados e a au o idade e
posicionamen o da ma ca. Em e mos de di ulgação, o ma ke ing digi al se e pa a
di ulga um negócio, ma ca ou p odu o, ao meio digi al, e ap esen á-lo a po enciais
clien es. Em elação ao alcance, com o digi al é possí el alcança pessoas de odo o
mundo, algo que se ia di ícil se não exis isse uma p esença no online. (Sousa, 2023, p.
5)
O consumo des e ipo de con eúdos audio isuais es á cada ez mais conec ado aos disposi i os
mó eis, endo como p incipal disposi i o os
sma phones
. Os adep os eco em cada ez mais a
esse disposi i o pa a e ídeos elacionados com jogos que já enham deco ido, jogadas que
me eçam des aque, en e is as ou con eúdo exclusi o do clube. Esse enómeno é impulsionado
pela po abilidade e conec i idade desses sma phones, que pe mi em aos adep os acompanha
mais in ensamen e o clube em qualque luga e ho a.
“O simples ac o de pode segui o clube numa ede social ou baixa a aplicação da equipa pa a
o elemó el, o nou a comunicação imedia a e única, e o elacionamen o com os adep os mais
global e pe sonalizado.” (Sousa, 2023, p. 11)
Ao econhece a impo ância dos
sma phones
como p incipal disposi i o de consumo
audio isual nes e con ex o de u ebol e num modo ge al, de e-se adap a a es a égia a ní el de
con eúdos de aco do com es a ealidade. Isso signi ica que o con eúdo p oduzido não es eja
apenas o imizado pa a a isualização em disposi i os mó eis, mas ambém explo a as
ca ac e ís icas especí icas que cada um con ém, como a in e a i idade, pa ilha ápida e
no i icações push. Es e ipo de no i icações são um o ma e icaz de man e os u ilizado es
in o mados ao o e ece em uma manei a con enien e e imedia a de ecebe a ualizações e
in e agi com aplicações e si es nos sma phones, o que en ol e os adep os de o ma mais
e icaz.
Apesa da a ual desin o mação e cada ez maio di ulgação de ake news, a in o mação
despo i a nunca chegou ão ápido aos lei o es e nunca oi ão ácil e i ica a sua
e acidade. O simples ac o de pode segui o clube numa ede social ou baixa a
25
aplicação da equipa pa a o elemó el, o nou a comunicação imedia a e única, e o
elacionamen o com os adep os mais global e pe sonalizado. (Sousa, 2023, p. 11)
Com o a anço das ecnologias digi ais, os clubes possuem di e sas opções de pla a o mas e
e amen as pa a comunica em de o ma di e a e e icaz com o público-al o. Nas edes sociais,
em especí ico, o na am-se uma das e amen as mais in luen es, pe mi indo que os clubes
c iem con eúdo dinâmico e in e a i o que ai de encon o aos in e esses dos seus seguido es.
Es e ipo de con eúdo sendo bem alinhado com as es a égias de ma ke ing, o alece a elação
en e os clubes e os ãs e po encializa as pa ce ias, o iginando mais opo unidades em que
ambos são bene iciados.
“P esen emen e o ma ke ing dos clubes jun ou aos meios adicionais os meios ecnológicos e
as edes sociais são uma e amen a ob iga ó ia no ma ke ing das o ganizações, onde os clubes
conseguem alinha os seus con eúdos com as ma ca que os pa ocinam.” (Fe ei a, 2022, p. 3)
Além disso, é ambém impo an e que os clubes ap o ei em as opo unidades o e ecidas pelas
edes sociais, em que o consumo des e ipo de con eúdo em
sma phones
é ainda mais
p edominan e. A p esença a i a do clube nas di e sas pla a o mas online ais como o Facebook,
Ins ag am, Twi e e You ube não amplia apenas o alcance do con eúdo p oduzido, como
pe mi e uma in e ação di e a e imedia a com os adep os.
O ma ke ing digi al despo i o e os no os media muda am po comple o o modo como a
in o mação e a comunicação de um clube é o e ecida aos seus adep os/u ilizado es. Se
no passado e a necessá io espe a pela manhã seguin e pa a comp a um jo nal, ou
pelo im do dia pa a assis i a um p og ama despo i o, a ualmen e, g aças aos no os
media, já não é necessá io i pa a casa pa a consegui e um p og ama ou i a é ao
quiosque pa a es a den o dos acon ecimen os. Os adep os es ão à dis ância de um
clique pa a sabe em udo o que quise em e onde quise em. (Sousa, 2023, p. 11)
O ins ag am
e o TikTok
êm uma in luência signi ica i a de ido aos seus ecu sos isuais e
in e a i os. A a és do
Ins ag am, os clubes podem pa ilha a ualizações ápidas, os jogos em
des aque e con eúdos exclusi os que chamam a a enção dos ãs, a a és de
s o ies
e
eels.
Po
ou o lado, o
TikTok
des aca-se pela sua abo dagem de ídeos cu os e i ais. O o ma o de ídeo
ápido e en ol en e a ai acilmen e a a enção de um público jo em e a i o.
26
O
Facebook
ainda é uma e amen a pode osa pa a a cons ução de comunidades e in e ação
di e a com os adep os. As ansmissões ao i o, en e is as exclusi as e a ualizações cons an es
no
eed
, man êm os seguido es in o mados e en ol idos. A uncionalidade de g upos ambém
pe mi e aos clubes que desen ol am comunidades de ãs, acili ando as in e ações di e as e
ecebendo
eedback
impo an e.
O
Twi e
é ó imo pa a a ualizações em empo eal e pa a in e agi de o ma ápida. No deco e
dos jogos, se e como uma pla a o ma pa a comen á ios ins an âneos, a ualizações de
esul ados e in e ações com os adep os.
A elocidade a que a in o mação co e nes es meios, a necessidade de es a p esen e
nas edes e a in luência que es as êm sob e a epu ação e imagem das o ganizações,
azem com que a comunicação nes as pla a o mas de a se cuidada, planeada e
di e si icada consoan e os al os e me as a a ingi . (Fe ei a, 2022, p. 2)
Além das pla a o mas adicionais, o
You ube
segue como uma e amen a ele an e pa a
pa ilha con eúdos ex ensos e de alhados, como esumos de jogos, en e is as e
documen á ios.
As o mas e os meios de comunicação usados pa a a ansmissão de mensagens
es a ão semp e em cons an e mudança e e olução. O obje i o p incipal se á semp e o
mesmo: passa ao espe ado a mensagem desejada, despe a emoções e ma ca a sua
memó ia. Po ém, há á ias o mas di e en es de o aze , desde a conceção da
mensagem a é à ansmissão pelos meios de comunicação. Consequen emen e, umas
mensagens em mais sucesso que ou as. (Al es, 2016, p. 17)
De ido ao a anço ecnológico e à expansão de apa elhos como os
sma phones
, os se o es de
comunicação das equipas de u ebol êm aumen ado conside a elmen e na sua á ea. Es es
no os apa elhos possibili am uma comunicação pe sonalizada e ágil, acili ando a in e ação
di e a com os ãs. A comunicação in e na ambém é a o ecida, pois as in o mações podem se
pa ilhadas de o ma mais e icien e en e os colabo ado es, ga an indo que odos es ejam em
sin onia com as es a égias da emp esa. Dessa o ma, os se o es de comunicação u ilizam ais
ecu sos ino ado es pa a o alece a p esença digi al do clube e es abelece uma ligação mais
in ensa com a audiência.
27
Os Depa amen os de comunicação assumem assim um papel impo an e no
desen ol imen o de es a égias den o de uma o ganização, a comunicação in e na, a
ges ão da comunicação ins i ucional, a ges ão da comunicação com os di e sos
s akeholde e a ges ão da imagem de ma ca, são algumas das á eas de ação onde os
Depa amen os de Comunicação exe cem a sua in luência. (Fe ei a, 2022, p. 4)
2.3. O P ocesso audio isual
O su gimen o do audio isual é um capí ulo in e essan e na his ó ia da comunicação,
ca ac e izada po uma e olução ao longo dos séculos. A in e ligação de sons e imagens pa a
ansmi i in o mações e con a his ó ias em aízes p o undas na an iguidade, mas no inal do
século XIX e início do século XX, assis imos aos p imei os passos impo an es na e olução do
mundo do audio isual que conhecemos a ualmen e.
Descons uindo a pala a, audio isual, é ácil iden i ica dois e mos: "áudio" e " isual",
onde a p imei a nos le a a é udo o que é audí el, e a segunda a udo o que é isual.
Sendo assim, oda a o ma de comunicação que combine componen es isuais e
sono os, a a-se de um p odu o audio isual. (Al es, 2016, p. 12)
No inal do século XIX, a o og a ia o nou-se um mé odo es abelecido de ep esen ação isual do
mundo. Uma das p imei as conquis as oi a in enção do cinema óg a o pelos i mãos Lumiè e
em 1895. Esse disposi i o possibili ou ilma , p oje a e exibi sequências de cu as-me agens,
ma cando o nascimen o do cinema e inaugu ando a e a do audio isual.
Nesse p imei o ins an e, a ecnologia cinema og á ica se limi a a a egis a b e es cenas
do co idiano. Con udo, logo em seguida, apa ece am os p imei os en edos que a a iam
de emá icas his ó icas e sen imen ais. Sem pode ep oduzi som jun o à imagem, as
p imei as exibições e am econhecidas pelos ges os exage ados dos a o es e o uso de
acompanhamen o ins umen al ao i o. (Sousa, s.d.)
O e mo “audio isual” e e e-se a uma o ma de comunicação que u iliza som e isão pa a
ansmi i uma mensagem. As combinações des es elemen os êm sido uma pa e essencial da
comunicação humana ao longo dos empos, e oluindo desde o mas básicas a é às complexas
p oduções mul imédia dos dias de hoje.

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“A p odução de con eúdos audio isuais e a o ma como os comp eendemos em e oluído, a pa
das no as ecnologias, numa en a i a de ap oximação e analogia da ealidade.” (Gomes, 2016,
p. 27)
O con eúdo audio isual é di undido usando di e sos ipos de
media
, incluindo ilmes, ele isão,
animação, documen á ios, publicidade, en e ou os. Embo a cada o ma enha ca ac e ís icas
di e en es, odas pa ilham a in eg ação do som e da imagem como e amen as p incipais e
undamen ais de exp essão a ís ica e ansmissão de in o mação.
Segundo (Al es, 2016, pp. 12,13),
Nos dias de hoje, es e ipo de con eúdos encon a-se p esen e em oda a pa e e so eu
uma g ande e olução desde o seu apa ecimen o. São pouquíssimas as casas que não
em pelo menos uma ele isão, salas de espe a, qua os de hospi ais, in an á ios e em
an os ou os locais conseguimos encon a a "caixinha mágica”. Po ém não é só nela
que encon amos con eúdo audio isual, a in e ne ambém es á lo ada desse ma e ial,
sendo o You ube um bom exemplo disso.
Po exemplo, no cinema, o audio isual é uma e amen a pode osa pa a c ia uma expe iência
senso ial ime si a. A combinação da banda sono a, os e ei os sono os, diálogos e ídeo pode
ajuda a con a a his ó ia de uma manei a en ol en e e e icaz. Di e o es e cineas as usam a
linguagem audio isual pa a manipula as pe ceções do público, c ia um ce o clima, ansmi i
emoções e explo a na a i as de manei a que nenhum ou o
media
consegue eplica
o almen e.
Conseguimos encon a á ias salas de cinema espalhadas pelo país, semp e com mais
que um ilme em exibição, que nos p opo cionam o ambien e pe ei o pa a e mos uma
boa sessão. Tudo is o se o nou comum nas nossas idas, no nosso dia-a-dia, somos
mui as ezes a opelados com mensagens audio isuais que não pedimos. (Al es, 2016,
p. 13)
A ele isão, po ou o lado, ouxe os meios audio isuais pa a den o das casas das pessoas,
pe mi indo en ega p og amas, sé ies e no icias di e amen e ao espec ado . Os a anços
ecnológicos, incluindo a ansição pa a a ele isão de al a-de inição e o desen ol imen o de
pla a o mas de
s eaming
, expandi am as possibilidades c ia i as e muda am a o ma como as
pessoas consomem con eúdos audio isuais.
29
Quan as ezes nos sen amos no nosso so á em en e à ele isão, somen e com os olhos
pos os nela? Se o p eciso, só in e p e amos a mensagem de um anúncio publici á io à
qua a ou à quin a ez que o emos. Es amos de al o ma habi uados a e es a
in o mação abundan e de manei a ácil e ápida que mui as ezes não damos a sua
de ida impo ância. Inconscien emen e ap endemos mui o a a és das mensagens que
nos chegam com ídeo e som. (Al es, 2016, p. 13)
Com o apa ecimen o e a e olução da In e ne , a p odução e o consumo de ídeos nas
pla a o mas online o na am-se pa e do pano ama audio isual. As di e sas pla a o mas ais
como o
You ube
,
Vimeo
e ou as, pe mi i am que os c iado es compa ilhassem li emen e o
con eúdo com o mundo, democ a izando a p odução e ampliando a di e sidade de ozes
ep esen adas nesse ipo de meio.
As mensagens que são ansmi idas a a és des e meio são hoje em dia mais acilmen e
acei es e di ulgadas po pa e do público. Não é qualque mensagem que é bem acei e
e isso depende mui o de pessoa pa a pessoa, da cul u a do público-al o e de odo o seu
pode de in e p e ação. O que conhecemos hoje como um p odu o audio isual, não é o
mesmo que há uns anos a ás, es e mundo oi so endo al e ações desde o seu
su gimen o e i á con inua a e olui semp e mais e mais. (Al es, 2016, p. 13)
Pa a além disso, o audio isual ambém desempenha um papel impo an e na publicidade e no
ma ke ing. Os anúncios publici á ios que passam na ele isão, po exemplo, os ídeos
pa ilhados
online
e mesmo as campanhas publici á ias mui as ezes con am com uma
a iedade de elemen os isuais e bandas sono as pa a a aí em a a enção do público-al o, c ia
uma espécie de conexão emocional e in luencia o compo amen o do consumido .
“Ao ala na p odução de con eúdos digi ais, alamos na es a égia de educa , in o ma ou
en e e um u u o clien e po meio de um con eúdo in e a i o. Seja ele um ídeo, uma
aplicação, ou qualque ou o ipo de c iação digi al.” (Reis, 2017, p. 8)
As p oduções audio isuais en ol em di e sos p o issionais, incluindo os di e o es, p odu o es,
guionis as, edi o es de ídeo, di e o es de o og a ia e especialis as em som. Cada uma dessas
unções con ibui pa a a c iação de uma ob a audio isual coesa e impac an e.
A complexidade do p ocesso c ia i o das na a i as audio isuais, sejam elas pensadas
o iginalmen e pa a cinema, ele isão ou s eaming, de e-se essencialmen e à sua
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dinâmica, com a pa icipação de di e sos p o issionais especializados a uando de o ma
segmen ada e hie á quica. Assim, o p ocesso exige a a iculação de á ios agen es –
como o ei is as, di e o es, p odu o es, execu i os, edi o es e elencos –, écnicas,
ecu sos ecnológicos e decisões co po a i as, que e le em in enções e in e esses
a ís icos, come ciais e ins i ucionais. (Anaz, 2018)
O p ocesso audio isual e e e-se, assim, a um conjun o de e apas e a i idades en ol idas na
c iação, p odução e dis ibuição de con eúdo que combina elemen os isuais e sono os. Os
p odu o es me gulham no as o oceano da c ia i idade pa a o ma uma isão cen al do que
desejam exp essa . Es a ase é ca ac e izada po uma explo ação ap o undada dos emas,
concei os e po enciais na a i as que cons i ui ão uma das p incipais pa es de um p odu o
audio isual. (Anaz, 2018)
É essencial en ende a impo ância de cada e apa du an e o p ocesso audio isual: p é-p odução,
p odução e pós-p odução. Uma abo dagem equilib ada e sem pe de o oco em odas as ases é
c ucial pa a alcança os obje i os p e endidos, pois igno a qualque uma delas pode
comp ome e a qualidade e e icácia do p odu o inal.
Du an e a ase inicial, os p odu o es podem inspi a -se numa a iedade de on es, desde
expe iências pessoais a e en os his ó icos, ques ões sociais, li e a u a, música e ou as di e sas
o mas de exp essão. A libe dade c ia i a é o elemen o undamen al que pe mi e o apa ecimen o
de ideias ino ado as e pe spe i as únicas. O desen ol imen o de uma isão cen al eque a
a iculação de uma na a i a o e, a iden i icação de pe sonagens e a iden i icação de emas. Os
p odu o es es o çam-se pa a c ia his ó ias a aen es que essoe no público-al o e ansmi am a
mensagem desejada. A o iginalidade é impo an e pois os c iado es es o çam-se pa a c ia algo
único e impac an e.
Na p é-p odução de con eúdos audio isuais elacionados com o u ebol, os p odu o es êm o
obje i o de ime gi no mundo des e despo o, com a in enção de p ocu a inspi ação em á ias
on es pa a c ia con eúdo en ol en e. Exis em á ias écnicas pa a ca i a os apoian es, desde
his ó ias sob e expe iências pessoais e p o issionais an o dos jogado es como dos einado es,
a é a i idades in e a i as com os ãs.
31
Além disso, de e mina os emas ele an es pa a os di e sos con eúdos mul imédia ambém é
essencial nes e p ocesso. “Na p é-p odução, es ágio inicial de um p oje o audio isual, a equipe
inicia o abalho a pa i de uma ideia.” (Tcha ly Magalhães B iglia, n.d, p. 33)
A o iginalidade desempenha um papel undamen al nes e p ocesso, à medida que os p odu o es
se es o çam pa a cons uí em con eúdos únicos e e icazes que se des aquem en e a in inidade
de p oduções u ebolís icas. Is o pode inclui ângulos inexplo ados, u iliza écnicas de p odução
ino ado as ou inco po a elemen os na a i os su p eenden es que ca i em e imp essionem o
público.
Du an e a ase de p odução de ídeos, o concei o escolhido na ase da p é-p odução é colocado
em p á ica po meio de g a ações. Há mui o abalho nessa pa e, desde a p epa ação do se de
ilmagens a é à cap u a das cenas ele an es pa a o p odu o inal. Uma das p incipais
esponsabilidades mais impo an es na p odução do con eúdo é ga an i que udo es eja p on o
e a unciona , o que incluí a con igu ação e e i icação de câma a, es e dos equipamen os de
iluminação e som, e e i ica que o local es á ope acional pa a as g a ações.
“Embo a as e apas de p é-p odução desempenhem unção p imo dial pa a um abalho
audio isual, é impo an e conside a que é na in e dependência en e as ases de p odução que
eside o seg edo de uma ob a de qualidade.” (Tcha ly Magalhães B iglia, n.d, p. 33)
Pa a além disso, a p odução dos con eúdos audio isuais en ol e a colabo ação de di e en es
memb os da equipa, como po exemplo os ope ado es de câma a, os ges o es das edes sociais
que ajudam na idealização dos ídeos, en e ou os p o issionais. É impo an e a colabo ação
dos di e sos memb os pois desempenham unções di e en es, mas con ibuem de o ma única
pa a ob e o esul ado p e endido.
A pós-p odução de um ídeo é uma e apa delicada e me iculosa no p ocesso audio isual, em
que odas as peças cap adas du an e as ilmagens são ape eiçoadas pa a c ia uma na a i a
coesa e con incen e. Es a e apa desempenha um papel c ucial na de e minação da qualidade
isual e sono a do p odu o inal. Edi o es com habilidade écnica e comp eensão na a i a usam
so wa es especializados pa a ajus a as g a ações, execu a as ansições, emo e
edundâncias e, quando necessá io, aplica e ei os isuais pa a en iquece a expe iência isual.
A pós-p odução de ídeo é um conjun o de p ocedimen os que consis e em di e sas
decisões, das quais a mon agem, onde a imagem cap ada é ligada en e di e sas
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Capí ulo 3. Recolha e análise de dados
3.1. En e is as explo a ó ias
Conside ando o enquad amen o ap esen ado no capí ulo an e io , é necessá io explo a como a
p é-p odução no audio isual é ealizada na p á ica e quais são os desa ios que su gem ao longo
des e p ocesso, especialmen e na c iação de con eúdos dinâmicos, como os ídeos p oduzidos
no con ex o do u ebol. Pa a isso, oi u ilizada uma me odologia quali a i a, com en e is as
semies u u adas pa a ecolhe e analisa os dados. Assim, a pe gun a que o ien ou essa
in es igação oi: de que o ma a ase da p é-p odução audio isual con ibui pa a a e iciência na
c iação de ídeos, no con ex o do u ebol, e quais são os p incipais desa ios que su gem nesse
p ocesso?
Fo am en e is ados ês p o issionais do audio isual, de o ma a ecolhe di e sas in o mações.
As en e is as ocam em pessoas com aje ó ias di e en es nes e meio.
O agendamen o das en e is as en en ou di e sos pe calços, o que di icul ou a o ganização do
p ocesso. Ten a coo dena os ho á ios dos en e is ados oi di ícil, o que causou a asos e
mudanças ocasionais no c onog ama. No en an o, os obs áculos o am supe ados, o que
possibili ou a ealização das en e is as essenciais que con ibuí am pa a o p og esso do
ela ó io.
Os en e is ados o am:
• Rica do Rebelo, ideóg a o na NEXT, 1 ano de ca ei a
• Ped o Sil a, ideóg a o na NEXT, 7 anos de ca ei a
• Daniel Aze edo, ideóg a o/ o óg a o na NEXT, 7 anos de ca ei a
As en e is as abo da am uma a iedade de ques ões mais in o mais, com o p opósi o de
amilia iza os en e is ados com o assun o e acili a o início da con e sa. Em seguida, numa
ase pos e io , a ques ão p incipal oi u ilizada pa a guia as en e is as.
Pe gun as iniciais:
1. Há quan o empo es á en ol ido no campo do audio isual e de que o ma o seu abalho
em p oje os ligados ao u ebol em e oluído ao longo dos anos?
2. Na sua p o issão o que mais gos a de aze ? E po quê?
3. Pode pa ilha um pouco sob e o seu pe cu so p o issional e as e apas mais
impo an es?

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4. Como a e olução das ecnologias digi ais e dos equipamen os audio isuais impac ou a
o ma como abalha?
5. Que conselhos pode da pa a alguém que es á a começa na á ea da comunicação
audio isual?
Pe gun as elacionadas com a ques ão em es udo:
1. Como a de inição cla a de obje i os na ase da p é-p odução con ibui di e amen e
pa a a cons ução de uma na a i a isual e icaz?
2. De que manei a uma ges ão e icaz do empo e dos ecu sos na p é-p odução pode
impac a di e amen e a qualidade inal de um ídeo?
3. Qual a impo ância de adap a -se os con eúdos audio isuais aos di e en es ipos de
público, e de que o ma isso pode melho a o en ol imen o e a eceção do
con eúdo?
4. De que o ma a seleção de equipamen os e ecnologias na ase de p é-p odução
in luencia a qualidade écnica e isual dos ídeos?
5. De que manei a a seleção cuidadosa de locais e cená ios na ase da p é-p odução
pode in luencia a capacidade do ídeo de ansmi i emoções e de c ia conexões
com o espec ado ?
6. De que o ma o uso de equipamen os a ançados, como d ones e câma as de al a-
de inição, pode impac a a pe spe i a e a es é ica dos ídeos?
7. Como o desen ol imen o das habilidades de comunicação de jogado es e
einado es pode in luencia a qualidade das en e is as e lash in e iews cap adas
pa a ídeos ins i ucionais?
3.2. Análise de esul ados
Após as en e is as e em sido concluídas, o am ansc i as pa a se em analisadas e
compa adas umas com as ou as.
De inição cla a de obje i os na p é-p odução
A ase da p é-p odução é essencial pa a a cons ução de uma na a i a isual e icaz,
especialmen e na p odução de ídeos num ambien e dinâmico como o u ebol, pois é quando se
de ine mui o dos elemen os que in luencia ão o p odu o inal. Segundo o en e is ado Ped o
Sil a, “A p é-p odução é mui o impo an e mesmo no caso de um jogo, po que não sabes o que
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ai acon ece , mas podes p e e ou as coisas (...).”, des acando que a p epa ação an ecipada
de alguns elemen os, como o posicionamen o da câma a e as condições de luz, pode eduzi a
imp e isibilidade du an e a ilmagem.
Rica do Rebelo e o ça a impo ância de de ini obje i os na ase da p é-p odução, ao a i ma
que “(...) de odas as ases em que uma pessoa es á a p oduzi um con eúdo, a p é-p odução
pode le a menos al e ações po que é aquela em que se ai de ini coisas bas an e impo an es
que não se eme em apenas à o ma como se ilma.”, des acando que, embo a o imp o iso
possa su gi du an e as ilmagens, a es u u a de inida nes a ase o ien a as decisões e eduz as
possí eis al e ações.
Daniel Aze edo des aca a impo ância da p é-p odução, mas essal a a necessidade de
lexibilidade. Ele a i ma “Con ibui de o ma ele ada, pois é mui o impo an e sabe o que aze
an es de chega a um abalho.”, mas ad e e que “(...) não nos podemos p ende a 100% a
essa p é-p odução(...)”, uma ez que su gem imp e is os ou a é no as ideias du an e o
p ocesso. Daniel e o ça a necessidade “(...) uma de inição de obje i os é impo an e(...)”,
po ém man endo-se ece i o a di e en es pe spe i as, o que pe mi e ajus es c ia i os con o me a
si uação exigida.
Ges ão e icaz do empo e dos ecu sos na p é-p odução
A ges ão do empo e dos ecu sos du an e a ase da p é-p odução é um a o decisi o pa a o
sucesso de um p oje o audio isual. Ped o Sil a ealça que “É mui o impo an e poupa es empo
no audio isual, po que mui as ezes as pessoas com quem u ais abalha não em empo ou
no caso dos jogos ou dos e en os que es ejam a acon ece u não podes pa á-los (...).”. Isso
e idencia a necessidade de um planeamen o e icien e, p incipalmen e em con ex os como jogos
de u ebol, em que não é possí el in e ompe as ilmagens. Ped o e o ça ainda que, ao
p epa a elemen os especí icos como luzes, câma as e len es, “(...) ais poupa imenso empo e
o esul ado inal ai ganha cla amen e (...).”.
Rica do Rebelo ealça a impo ância c ucial da ges ão do empo e dos ecu sos nes a ase, pois
“É uma ques ão bas an e impo an e na qualidade inal de um ídeo (...)”, conside ando que
g ande pa e dos p oje os possuem p azos mui o igo osos. Ele essal a que “(...) sabe ge i
esses ecu sos e esse empo acaba po se bas an e impo an e (...)”, pois isso e i a que o
p oje o não se des ie do que é ealmen e necessá io. Assim, Rica do chega à conclusão de que
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é essencial um planeamen o minucioso du an e es a e apa pa a ga an i que odas as a i idades
sejam ealizadas e que o p odu o inal co esponda à ideia inicial do p oje o, uma ez que “(...) a
ges ão do empo e dos ecu sos den o daquilo que é a p é-p odução de um ídeo acaba po se
essencial e pode e e ei os naquilo que é o escalde do ídeo que oi ei o.”.
Daniel Aze edo, po sua ez, ealçou a ele ância de e um c onog ama bem de inido: “Te uma
imeline
já de inida pa a um se iço é mui o impo an e pa a consegui pe cebe quan o empo
demo a á e pa a consegui ge i o mesmo.”. Ele conco da que é c ucial e uma ges ão e icien e
do empo e dos ecu sos, po ém ac edi a que isso não a e a a qualidade inal de um ídeo. Ele
en a iza que, embo a o planeamen o seja essencial, a qualidade de um ídeo ambém é
in luenciada po a o es c ia i os e de execução que ão além da ges ão dos ecu sos.
Impo ância de adap a -se os con eúdos audio isuais aos di e en es ipos de público
A adap ação da comunicação ao público-al o é uma conside ação c ucial na p odução
audio isual, como des aca Ped o Sil a. Ele en a iza a impo ância de “de es pensa semp e pa a
quem es ás a comunica (...)”, essal ando que o con eúdo de e se moldado de aco do com as
ca ac e ís icas e necessidades da audiência. Ped o explica que “(...) se eu es i e a comunica
pa a uma pessoa com 40-50 anos, não de o comunica da mesma o ma como ou comunica
pa a uma pessoa de 20 anos (...). Essa dis inção é undamen al pa a ga an i que a mensagem
não seja apenas de alcance, mas ambém essoe de manei a signi ica i a com os á ios g upos
e á ios. Des a o ma, adap a o con eúdo con o me o publico não só aumen a a e icácia da
comunicação, como ambém ga an e que a mensagem seja ecebida da manei a p e endida.
Rica do Rebelo e o ça essa ideia ao ala sob e a acilidade em iden i ica o público-al o no seu
abalho, que são os adep os do clube. Ele apon a que “(...) já exis em algumas mé icas do que
se pode e do que não se pode aze em elação à manei a como alguns dos con eúdos são
abalhados.” A a enção na comunicação é essencial pa a e i a mal-en endidos, pois ele
obse a que “(...) es ando a comunica , que a ealidade é essa, seja o con eúdo de que manei a
o , es amos p incipalmen e a comunica com massas (...)”, o que exige uma maio a enção à
o ma como o con eúdo é aplicado.
Rica do ambém des aca as di e enças nas abo dagens de comunicação nas di e sas
pla a o mas de edes sociais. Ele a gumen a que “A manei a como nos comunicamos no
Facebook é mui o mais o mal da manei a como nos comunicamos no TikTok (...)”, e le indo a
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impo ância de ajus a o con eúdo de aco do com o con ex o e as expec a i as do publico em
cada ede. Essa es a égia de comunicação pe sonalizada, que conside a que “(...) não di ia o
mesmo con eúdo pa a as duas edes, mas dois con eúdos di e en es pa a cada ede.”, é c ucial
pa a aumen a a e icácia e acessibilidade do con eúdo, e i ando a ep odução do mesmo
ma e ial nas di e en es edes sociais.
Daniel Aze edo ac escen a ainda que, enquan o uncioná io de uma emp esa, en ende que a
comunicação de e se adap a aos adep os, “(...) pois é pa a eles que comunicamos.”. Con udo,
ele exp ime a sua opinião pessoal, a i mando que “(...), acho que nunca adap a ei nada pa a
ninguém sem se a mim mesmo, pois é “pa a mim” e pa a o meu gos o que aço as coisas.”.
Essa isão essal a o con li o en e as ob igações de se ajus a ao público e as mudanças
pessoais na c iação de con eúdo. Ele chega à conclusão de que, embo a a adap ação seja
impo an e pa a o sucesso p o issional, a e dadei a exp essão c ia i a de e se semp e iel à
iden idade do c iado , des acando a necessidade de equilib a as expec a i as do público com a
in eg idade a ís ica.
Seleção de equipamen os e ecnologias na ase de p é-p odução
Seleciona o equipamen o du an e a e apa da p é-p odução é undamen al pa a ga an i a
qualidade do con eúdo audio isual, con o me des aca Ped o Sil a e Rica do Rebelo. Ped o
sublinha a necessidade de se p epa a com an ecedência, a i mando que “Faze uma ecolha do
local, pe cebe onde é que ais ilma e onde é que ais es a , ai e da noção sob e o
equipamen o que de es le a (...)”. Ele essal a que esse planeamen o pe mi e que o
p o issional saiba, po exemplo, “(...) se de es le a uma len e com maio alcance ou uma len e
com maio abe u a pa a e es mais luz à noi e (...)”, con ibuindo pa a melho a a qualidade
das ilmagens em locais com pouca iluminação e pa a ap imo a o p ocesso de abalho.
Rica do ac escen a es a isão ao a i ma que “Independen emen e do ipo de ídeo que uma
pessoa que ilma , exis e ma e ial que se ai sob epo semp e ao ou o a á ios ní eis.”. Ele
des aca que, du an e a ase da p é-p odução, a escolha de equipamen os de e le a em con a
aspe os como “(...) condições que ai e , digamos po exemplo, em e mos de ambien e e
me eo ologia, depende do sí io que ai se ilmado.” Rebelo en a iza a impo ância da luz,
a i mando que “A maio ia das ezes a ques ão da luz acaba po se al ez mais impo an e (...)”,
e a decisão de u iliza luz na u al ou a i icial pode a e a di e amen e o esul ado inal. Assim, os
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en e is ados essal am a impo ância de um planeamen o me iculoso quan o ao ma e ial a se
u ilizado, o que é c ucial pa a o sucesso da p odução audio isual.
Daniel Aze edo salien a que “Sem dú ida que a escolha de ma e ial az mui a di e ença, po que
ce os abalhos pedem um ipo de ma e ial, e ou os pedem ou o ipo, e escolhe o ma e ial
adequado cla o que az oda a di e ença. Seja po ques ões de espaço, luz, en e ou os.”. Ele
a i ma que, em cada ipo de p oje o, é necessá io escolhe o equipamen o de aco do com as
necessidades especí icas do local e as condições de ilmagem. Isso eque uma p epa ação
minuciosa, onde a seleção do ma e ial não in luencia apenas a qualidade inal de um ídeo, mas
ambém a e icácia do p ocesso de p odução, possibili ando que o p o issional se ajus e às
a iá eis do ambien e de ilmagem.
Seleção cuidadosa de locais e cená ios na ase da p é-p odução
O conhecimen o do local e das condições de luz que po sua ez e á, é um a o essencial na
c iação de con eúdos audio isuais, como menciona Ped o Sil a. Ele des aca a ele ância de uma
p epa ação cuidadosa, a i mando que “(...) pe cebe onde es á o sol e onde se ai pô , onde é
que ele nasce, depois ai aze com que u enhas um maio con olo do que es á a acon ece
(...)”. Segundo Ped o, o adian amen o na ase da p é-p odução pe mi e que o p o issional es eja
p epa ado pa a cap a um bom con eúdo, já que, no campo do audio isual, “(...) a impo ância
da p é-p odução é gigan e, po que se es i e es p epa ado ais es a mui o mais pe o de
consegui es um bom con eúdo. “.
Rica do Rebelo, po sua ez, des aca que, apesa do cená io se impo an e, ele não ac edi a
que seja o p incipal a o na p odução de um con eúdo audio isual de qualidade. No seu pon o
de is a, “(...), mas não acaba po se o local ou o cená io o p incipal combus í el pa a isso
acon ece (...)”, dando en âse a ou os elemen os como “(...) a o ma como é ilmado e, como
po exemplo, a música é colocada ou o ambien e sono o (...)”. Na opinião de Rebelo, esses
elemen os podem exe ce uma maio in luência no esul ado inal, especialmen e em ce os
ipos de ídeos, “(...) se es i e mos a ala de um ídeo de h owback, esse ipo de con eúdo
mais in empo ais.”, onde a ligação emocional e a his ó ia possuem uma maio impo ância. Isso
demons a que o impac o da ilmagem local pode se ele an e, po ém não é o único elemen o
c ucial na c iação de um ídeo de sucesso.

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Daniel Aze edo complemen a que essa decisão é essencial pa a a ingi o esul ado p e endido,
já que o ambien e adequado ajuda a ansmi i a “
ibe
” desejada. Ele sublinha que o local e o
ambien e êm um papel c ucial pa a molda uma na a i a isual, a i mando que “(...) é algo
essencial pa a passa mos a “
ibe
” p e endida, pa a a ingi o esul ado desejado.”.
O uso de equipamen os a ançados
Segundo Ped o Sil a, a seleção cuidadosa do equipamen o du an e a e apa da p é-p odução é
undamen al pa a ga an i a qualidade do con eúdo audio isual. Ele a i ma que “É mui o
impo an e e es ma e ial de g ande qualidade po que ais consegui o e ece um p odu o inal
mui o supe io a quem não em um ma e ial de an a qualidade (...)”. No en an o, Ped o essal a
que simplesmen e possui boa qualidade écnica não bas a pa a alcança um esul ado
a assalado . Pa a ele, “(...) é impo an e a ua c ia i idade e imaginação ambém na ou a pa e
que é a pós-p odução.”. Po an o, a combinação en e equipamen os de qualidade e a
c ia i idade na edição é o que ealmen e az a di e ença pa a um esul ado inal impac an e.
Rica do Rebelo ac escen a a es a isão, obse ando que em “Em casos pon uais, ou seja, em
que a di e ença ai se mui o g ande, a maio ia das pessoas nem ai pe cebe que exis e uma
e olução nos equipamen os com que é ilmado.”. Ele a gumen a que, apesa dos p o issionais
no a em uma dis inção, “(...) a maio ia das pessoas acaba po não deno a g ande di e enças
(...)”, mesmo com o uso da ecnologia a ançada. Além disso, ele des aca que “(...), a es é ica
dos ídeos ai melho a e essas pessoas ão consegui e que ealmen e oi u ilizado ou o ipo
de ma e ial (...)”, salien ando que a qualidade dos equipamen os in luencia a na a i a e a
es é ica inal.
Daniel Aze edo ac escen a que, apesa de se c ucial, a qualidade dos equipamen os não é o
único a o decisi o pa a o sucesso de um p oje o audio isual. Ele a i ma que “(...) quan o mais
qualidade o ma e ial i e , mais ajuda o nosso abalho, seja na apidez do mesmo, na qualidade
da imagem, en e ou os.”, mas essal a que “(...) não ac edi o que seja ulc al.”. Pa a Daniel, o
con eúdo, a ação e os ângulos são ão ele an es quan o à qualidade écnica, sendo que “O
esul ado inal é apenas a combinação de mui os pa âme os, um dos quais ealmen e é
in luenciada pela qualidade dos equipamen os usados.”.
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3.3. Alinhamen o en e a eo ia e a p á ica na p é-p odução audio isual
Com base nas en e is as ealizadas, podemos obse a que a p á ica p o issional na p é-
p odução de con eúdos audio isuais no con ex o do u ebol, em g ande pa e, e le e os
concei os eó icos discu idos no capí ulo an e io . A e olução das edes sociais e a necessidade
de p oduzi ídeos mais dinâmicos impulsiona am al e ações signi ica i as nos p ocessos de
p odução, de aco do com as e oluções ecnológicas.
Os en e is ados es ão de aco do que, à medida que as e amen as e pla a o mas se o na am
mais acessí eis e in ui i as, a qualidade e e icácia do con eúdo audio isual es ão di e amen e
ligadas à c ia i idade do ealizado . A ecnologia acili a, mas não subs i ui a impo ância do
planeamen o e isão es a égica na ase da p é-p odução, que ainda é c ucial pa a des aca
con eúdos em ambien es conco idos como as edes sociais.
As en e is as ambém e ela am desa ios especí icos que os p o issionais en en am ao c ia
es e ipo de con eúdo. Ques ões elacionadas à ges ão de empo e ao cump imen o de p azos
ape ados, su gem como obs áculos que a eo ia, po ezes, não abo da com p o undidade.
Con udo, ais desa ios impac am de o ma di e a o p ocesso c ia i o, exigindo uma capacidade
de adap ação ápida e soluções ino ado as po pa e das equipas en ol idas.
Nesse sen ido, a compa ação en e o conhecimen o académico e a p á ica p o issional essal a a
ele ância da p é-p odução como uma base es a égica, sob e udo em cená ios de mudanças
cons an es, onde a agilidade e a ino ação são essenciais pa alcança o sucesso.
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Conclusão
A expe iência de es ágio no SC B aga oi onde udo começou pa a a ealização des e ela ó io. O
desa io de c ia di e sos ipos de ídeos, ocados no u ebol, aumen ou o in e esse pela e apa de
p é-p odução de con eúdos audio isuais. Esse in e esse esul ou na seleção des e p ocesso
como oco de pesquisa nes e ela ó io. Com o obje i o de desa ia a eo ia abo dada no capí ulo
do enquad amen o eó ico e ap imo a a comp eensão de como a p é-p odução é aplicada na
p á ica, o am conduzidas en e is as com ês especialis as da á ea, com oco nos p incipais
desa ios en en ados du an e a p odução de con eúdos dinâmicos, nes e meio.
A e olução da p é-p odução no con ex o do u ebol em acompanhado o i mo dos p og essos
ecnológicos, especialmen e com a expansão das pla a o mas de média social. A ualmen e, a
ecnologia audio isual possibili a a p odução de con eúdos ápidos e dinâmicos, como
eels
e
s o ies
, que dominam di e sas pla a o mas como o
Ins ag am, TikTok
e
You ube
. No en an o,
pa a u iliza essas e amen as de o ma e icien e, é necessá io mais do que ecnologia, e é na
ase da p é-p odução que a es a égia é de inida. Su ge en ão o papel do p odu o , que, além de
planea os de alhes écnicos, ambém p ecisa de comp eende como ajus a o ma e ial de
aco do com o público-al o nas di e sas edes sociais. Nes e ambien e digi al, é c ucial cap a
apidamen e a a enção e de c ia um en ol imen o imedia o, e a p é-p odução me iculosa
ga an e que os ídeos, mesmo de cu a du ação, comuniquem e icazmen e a mensagem
desejada e alcancem o público-al o com sucesso.
Com o su gimen o das edes sociais, a si uação da p odução audio isual no u ebol mudou de
manei a dinâmica e ino ado a. A e apa da p é-p odução a ual eque uma es a égia que não se
limi e a obje i os adicionais de comunicação, mas ambém às especi icidades de cada
pla a o ma
online
. To nou-se undamen al c ia con eúdos isualmen e impac an es e que
possam adequa -se a di e en es o ma os. Além disso, pa a in e agi de imedia o com os ãs é
necessá io um planeamen o que pe mi a espos as ápidas e adap ação con ínua, ga an indo
que os ídeos não sejam apenas in o ma i os.
No con ex o da p é-p odução de ídeos sob e u ebol, é c ucial u iliza enquad amen os
es a égicos e ealiza a edição de o ma minuciosa pa a ga an i que o con eúdo inal ansmi a
a mensagem desejada de manei a e icien e. Vá ios ipos de planos são usados dependendo das
especi icidades de cada cena, po exemplo, um
close-up
ocado no jogado ou na ação pode
ansmi i a emoção de um momen o du an e um jogo. No en an o, se o obje i o o exibi a
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g andiosidade do es ádio ou a in e ação do público com o jogo, um plano ge al mos a á uma
isão mais ab angen e e con ex ualizada. Cada enquad amen o é escolhido de aco do com a
na a i a que se p e ende con a , ga an indo que os ídeos cap u em a essência e a emoção do
u ebol, pe mi indo que o público se conec e de o ma mais p o unda.
Es e p oje o pe mi iu ecolhe in o mação ele an e sob e a p é-p odução audio isual num meio
dinâmico como o u ebol, mas o na-se um p oje o um pouco limi ado. Todo o con eúdo nes e
ela ó io pode incen i a a p ocu a de no as es a égias e mé odos na p odução de con eúdos
audio isuais nes e meio, sendo que es á semp e em cons an e mudança, e ona-se necessá io
es a cien e dessa dinâmica pa a acompanha as ans o mações. Es amos a i e a e a das
edes sociais, em que o consumo de ídeos, nes e caso, é ele ado, e assim o na-se essencial
documen a odas es as mudanças que in luencia am a e apa an e io à p odução e o aspe o
isual no u ebol, a im de comp eendê-las e implemen á-las de o ma e icien e.
O p esen e ela ó io p e ende ajuda a comp eende o que cons i ui uma p é-p odução no
con ex o do u ebol. Essencialmen e, a a-se de uma ase de planeamen o e o ganização que
an ecede a p odução de con eúdos audio isuais, e le indo um conjun o de p ocedimen os e
écnicas especi icas aplicadas em di e en es e apas, como a de inição de obje i os, escolha de
equipamen os e a coo denação da equipa. A eo ia discu ida no enquad amen o eó ico es á de
aco do com as pe spe i as exp essas pelos en e is ados du an e a cole a e análise de dados.
Es e ela ó io o e ece ambém uma pequena con ibuição pa a comba e o ac o de não exis i
mui a in o mação disponí el sob e a p é-p odução, especialmen e no con ex o do u ebol, e nas
no as o mas de consumo de con eúdo isual. En endendo melho es a ase, melho amos a
nossa habilidade de comunica , e um bom comunicado é aquele que consegue ansmi i
mensagens de o ma e icien e, seja em ídeos publici á ios, de jogos ou de qualque ou o
con eúdo audio isual que isa en ol e e emociona o público-al o.
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que eu me p opus. Ou a e apa, di ia que é cada ez que ui pos o à p o a, que é quando nos
colocamos numa posição de descon o o, é só assim que e oluímos. Também quando ui com a
equipa do SC B aga a I ália na liga dos campeões, oi algo que me deixou bas an e p essionado,
di ia que oi uma e apa impo an e pa a amadu ece um pouco e ambém pa a coloca -me à
p o a. Po isso, di ia que as e apas mais impo an es a ní el gené ico, é sai mos um pouco da
nossa zona de con o o e ganha expe iência, à medida que amos azendo se iço pa a se iço.
Como a e olução das ecnologias digi ais e dos equipamen os audio isuais
impac ou a o ma como abalha?
É assim, a pe ceção que eu enho acaba po se g i an e po que apesa de eu não e abalhado
com ou o ipo de obje os e equipamen os, semp e acompanhei desde cedo os meios que e am
usados pa a p oduzi con eúdo. A o ma com que a e olução e ecnologia digi al impac ou o
me cado, posso dize que nes e momen o nós emos um leque de obje os que acaba po se
imp escindí el à o ma de como abalhamos, como as câma as, os pe i é icos que usamos pa a
as câma as, a o ma de que como cap amos o som, a o ma de como azemos as en e is as, os
ambien es, a luz, acho que exis iu uma e olução bas an e g ande nos úl imos anos.
Que conselhos pode da pa a alguém que es á a começa na á ea da comunicação
audio isual?
Os conselhos que dou é pesquisa mui o, acho que é um dos pon os p incipais, e como as
pessoas, nes e caso “mes es” po assim dize , e como elas azem, a e olução deles,
pesquisa mui a in o mação, e al ez o mais impo an e de udo, me e as mãos á ob a. T eina ,
nem que seja a coisa mais insigni ican e ou algo que nunca ai se publicado. Acho que é com a
expe iência, sob e udo, que se ai ganhando não só o jei o, mas ambém o gos o.
Como a de inição cla a de obje i os na ase da p é-p odução con ibui di e amen e
pa a a cons ução de uma na a i a isual e icaz?
Acaba po se impo an e, pois es amos numa p o issão em que nós podemos al e a semp e
alguma coisa à úl ima da ho a, podemos aze de uma pe spe i a di e en e, um plano ou algo do
géne o e isso pode da ou a con ibuição pa a a na a i a e e a algo que pode ia não es a no
guião e que pode o na -se impo an e. Ou seja, exis e semp e aquele ques ão do imp o iso que
às ezes a é pode aze algum sen ido e pode á ica melho . No en an o, de odas as ases em
que uma pessoa es á a p oduzi um con eúdo, a p é-p odução pode le a menos al e ações

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po que é aquela em que se ai de ini coisas bas an e impo an es que não se eme em apenas
à o ma como se ilma. Di ia que a de inição de obje i os na ase da p é-p odução acaba po
uma con ibuição impo an e pa a uma na a i a isual in e essan e.
De que manei a uma ges ão e icaz do empo e dos ecu sos na p é-p odução pode
impac a di e amen e a qualidade inal de um ídeo?
É uma ques ão bas an e impo an e na qualidade inal de um ídeo, po que digamos que a
maio ia dos abalhos dão semp e algum p azo, e sabe ge i esses ecu sos e esse empo
acaba po se bas an e impo an e que é pa a não ugi mui o da linha daquilo que é ealmen e
necessá io aze e chega ao im com as a e as odas ealizadas. Quan o mais empo i e mos e
quan os mais ecu sos i e mos, eo icamen e o ídeo ica melho , mas isso pode não acon ece
se não o bem planeado, po isso, acho que a ges ão do empo e dos ecu sos den o daquilo
que é a p é-p odução de um ídeo acaba po se essencial e pode e e ei os naquilo que é o
escalde do ídeo que oi ei o.
Qual a impo ância de adap a -se os con eúdos audio isuais aos di e en es ipos de
público, e de que o ma isso pode melho a o en ol imen o e a eceção do
con eúdo?
O caso que eu enho ( e i o-me ao meu abalho), penso que o público-al o acaba po se ácil de
iden i ica quem é, nes e caso são os adep os do clube, e a pa i daí já exis em algumas
mé icas do que se pode e do que não se pode aze em elação à manei a como alguns dos
con eúdos são abalhados. Di ia que exis e semp e essa impo ância de se e esse oque, essa
sensibilidade pa a que não exis a qualque ipo de p oblema, po que es ando a comunica , que a
ealidade é essa, seja o con eúdo de que manei a o , es amos p incipalmen e a comunica com
massas e às ezes en endo que seja necessá io adap a algum ipo de con eúdo. Po exemplo,
em ques ão de edes sociais, exis em edes ou webs que em um ipo de abo dagem di e en e
de ou as, essa necessidade de aze comunicação de manei a di e en e ambém em mui o a
e com a ques ão do público que es á maio i a iamen e nessa ede e isso é uma das coisas que
nós azemos, independen emen e de já e o público iden i icado ou não, é algo que nós emos
em con a po que a eceção ao con eúdo pode á se ei a de manei a di e en e. A manei a como
nos comunicamos no Facebook é mui o mais o mal da manei a como nos comunicamos no
TikTok, é algo que é do 8 ao 80 po assim dize , e isso em da impo ância que damos a quem
es á do ou o lado, impo ância em elação à manei a como essa pessoa ai ecebe o con eúdo,
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e não di ia o mesmo con eúdo pa a as duas edes, mas dois con eúdos di e en es pa a cada
ede.
De que o ma a seleção de equipamen os e ecnologias na ase de p é-p odução
in luencia a qualidade écnica e isual dos ídeos?
Independen emen e do ipo de ídeo que uma pessoa que ilma , exis e ma e ial que se ai
sob epo semp e ao ou o a á ios ní eis. Com is o, que o dize que na p é-p odução uma
pessoa ai e que decidi que ipo de ma e ial ai u iliza , dependendo das condições que ai
e , digamos po exemplo, em e mos de ambien e e me eo ologia, depende do si io que ai se
ilmado. A maio ia das ezes a ques ão da luz acaba po se al ez mais impo an e, se ai exis i
luz na u al ou se ai se p eciso mon a um se de luzes, ou seja, os equipamen os selecionados
na ase da p é-p odução acaba po se uma a e a que não de e se des alo izada. Exis e uma
in luencia mui o g ande se nós não ize mos uma decisão p é ia em elação aquilo que amos
le a , po que exis em á ias a iá eis que podem aze com que o ídeo seja melho ou pio .
De que manei a a seleção cuidadosa de locais e cená ios na ase da p é-p odução
pode in luencia a capacidade do ídeo de ansmi i emoções e de c ia conexões
com o espec ado ?
Eu acho que só em casos mui o pon uais é que is o acaba po se essencial, é semp e
impo an e cla o, mas não acaba po se o local ou o cená io o p incipal combus í el pa a isso
acon ece , acho que ambém acaba ealmen e po se a o ma como é ilmado e, como po
exemplo, a música é colocada ou o ambien e sono o, são as ca ac e ís icas mais impo an es.
Po isso di ia que é algo que pode ia se ele an e, e em á ios casos pode aze sen ido, se
es i e mos a ala de um ídeo de h owback, esse ipo de con eúdo mais in empo ais.
De que o ma o uso de equipamen os a ançados, como d ones e câma as de al a-
de inição, pode impac a a pe spe i a e a es é ica dos ídeos?
Em casos pon uais, ou seja, em que a di e ença ai se mui o g ande, a maio ia das pessoas
nem ai pe cebe que exis e uma e olução nos equipamen os com que é ilmado. No pon o de
is a de p o issionais e pessoas mais ligadas a es a á ea ai exis i uma maio pe ceção, a
es é ica dos ídeos ai melho a e essas pessoas ão consegui e que ealmen e oi u ilizado
ou o ipo de ma e ial, mas a maio ia das pessoas acaba po não deno a g ande di e enças,
apesa de exis i um melho amen o nesse caso. Pa a alem da na a i a que exis e, a o ma
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como é ilmado, a qualidade que sai pa a o consumido no inal, ilma com equipamen os e
abe u as di e en es, ino a esse ipo de coisas é algo bas an e impo an e e impac a mui o uma
his ó ia no im.
Como o desen ol imen o das habilidades de comunicação de jogado es e
einado es pode in luencia a qualidade das en e is as e lash in e iews cap adas
pa a ídeos ins i ucionais?
Em e mos de qualidade não pode ha e nada que possa in e e i nisso, desde que enha a
qualidade base e aquilo que nes e momen o, po exemplo, se u ilizam em en e is as ápidas,
es ão c iadas odas as condições a ní el audio isual pa a os jogado es e em udo pa a
esponde em de o ma mais cla a e de manei a que os adep os en endam. Nes e caso emos de
e em con a que se es á a comunica pa a os adep os, e se ize da melho manei a, a o ma
como ai se is o pelos p óp ios é melho , e isso só ai aze -lhe an agens a ele e ao p óp io
clube ambém, po que ai consegui alo iza mais o jogado ambém po essa e en e, ou seja,
se o jogado i e mais con ian e ou se o aquela pessoa em quem podemos con ia pa a
comunica bem em momen os de maio ape o, pode melho a bas an e a o ma como as lash
in e iews são ei as.
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Anexo III- En e is a a Daniel Aze edo
Há quan o empo es á en ol ido no campo do audio isual e de que o ma o seu
abalho em p oje os ligados ao u ebol em e oluído ao longo dos anos?
Es ou ligado a es e campo desde 2017, quando comecei a colabo a com a equipa de Fu sal do
SC B aga/AAUM. Não inha jei o, mas inha on ade e gos o, e isso ez-me e olui mui o e ápido
(pelo menos e a o que me diziam).
Na sua p o issão o que mais gos a de aze ? E po quê?
Pa a além do ob io, que é aze o que mais gos o, o og a a , cla o que pode abalha com
pessoas inc í eis e aze pa e do dia a dia de um clube como o SC SC B aga me dá um gos o
mui o g ande.
Pode pa ilha um pouco sob e o seu pe cu so p o issional e as e apas mais
impo an es?
Quando es a a na licencia u a de CC, na UMinho, comecei a colabo a com a equipa de Fu sal
do SC B aga/AAUM, como olun á io. Daí e oluiu pa a um es ágio, in eg ando depois os quad os
do SC B ga. Todas as e apas acabam po e a sua impo ância, mas cla o que o ac o de o
es ágio e co ido bem e e mos ado e olução, ajudou a que conseguisse cá ica .
Como a e olução das ecnologias digi ais e dos equipamen os audio isuais
impac ou a o ma como abalha?
Não in luenciou mui o, po que quando comecei nes a á ea já ha ia ma e ial mui o a ançado, ou
seja, pouca di e ença sen i nos úl imos anos. Cla o que o ma e ial começa a ica mais ápido,
com mais espaço, mas coisas ligei as po que não é algo que aça há mui os anos.
Que conselhos pode da pa a alguém que es á a começa na á ea da comunicação
audio isual?
O meu p incipal conselho é aze . A o ma mais ápida de e olui é e a , es a , i con a as
eo ias, p ocu a se di e en e. Na minha opinião é p eciso esquece um bocado as eg as e as
eo ias, e aze , seja de uma ou ou a o ma. Fo og a a odos os dias é o melho que podemos
aze pa a c esce . P ocu a pequenos abalhos, i pa a a ua, o e ece se iços aqui e ali, udo
o que seja possí el aze , az-se.
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Como a de inição cla a de obje i os na ase da p é-p odução con ibui di e amen e
pa a a cons ução de uma na a i a isual e icaz?
Con ibui de o ma ele ada, pois é mui o impo an e sabe o que aze an es de chega a um
abalho. Po ou o lado, ambém acho que não nos podemos p ende a 100% a essa p é-
p odução pois mui as ezes há imp e is os ou coisas que não con olamos. Ou a é no as ideias
que nos su gem. Po an o, uma de inição de obje i os é impo an e, mas semp e com alguma
abe u a pa a no os ângulos.
De que manei a uma ges ão e icaz do empo e dos ecu sos na p é-p odução pode
impac a di e amen e a qualidade inal de um ídeo?
Te uma
imeline
já de inida pa a um se iço é mui o impo an e pa a consegui pe cebe quan o
empo demo a á e pa a consegui ge i o mesmo. Quan o à qualidade inal de um ídeo, acho
que a ges ão do empo e ecu sos, apesa de impo an e, não in luencia a qualidade do mesmo.
Qual a impo ância de adap a -se os con eúdos audio isuais aos di e en es ipos de
público, e de que o ma isso pode melho a o en ol imen o e a eceção do
con eúdo?
Depende da isão de cada um. Enquan o uncioná io de uma emp esa, en endo que a nossa
comunicação se enha de adap a aos nossos adep os, pois é pa a eles que comunicamos.
Ago a, pessoalmen e, acho que nunca adap a ei nada pa a ninguém sem se a mim mesmo,
pois é “pa a mim” e pa a o meu gos o que aço as coisas. Acho mui o impo an e as pessoas
aze em como que em/sen em e não a en a ag ada a X ou Y.
De que o ma a seleção de equipamen os e ecnologias na ase de p é-p odução
in luencia a qualidade écnica e isual dos ídeos?
Sem dú ida que a escolha de ma e ial az mui a di e ença, po que ce os abalhos pedem um
ipo de ma e ial, e ou os pedem ou o ipo, e escolhe o ma e ial adequado cla o que az oda a
di e ença. Seja po ques ões de espaço, luz, en e ou os.
De que manei a a seleção cuidadosa de locais e cená ios na ase da p é-p odução
pode in luencia a capacidade do ídeo de ansmi i emoções e de c ia conexões
com o espec ado ?

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Cla o que é mui o impo an e pois o local/cená io é algo essencial pa a passa mos a “
ibe
”
p e endida, pa a a ingi o esul ado desejado.
De que o ma o uso de equipamen os a ançados, como d ones e câma as de al a-
de inição, pode impac a a pe spe i a e a es é ica dos ídeos?
Cla o que, quan o mais qualidade o ma e ial i e , mais ajuda o nosso abalho, seja na apidez
do mesmo, na qualidade da imagem, en e ou os. Mas ambém não ac edi o que seja ulc al.
Ac edi o que, mais do que a qualidade da imagem/ma e ial, con a sim o seu con eúdo, ação,
angulo, en e ou os. O esul ado inal é apenas a combinação de mui os pa âme os, um dos
quais ealmen e é in luencia pela qualidade dos equipamen os usados.
Como o desen ol imen o das habilidades de comunicação de jogado es e
einado es pode in luencia a qualidade das en e is as e lash in e iews cap adas
pa a ídeos ins i ucionais?
Quan o mais capacidade comunicacional um a le a i e , mais con eúdo, mais sumo, ai e a
en e is a. Cla o que ninguém gos a de en e is as em que as espos as são semp e as mesmas
e pa ecem deco adas. Um adep o acaba á semp e po se iden i ica mais com um
jogado / einado com uma boa capacidade de comunicação.