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Moldação por injeção de componentes com gradiente de transparência

Author: Dias, Rui Miguel Simões
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/a92e81c7-1fb6-4571-9d87-fcc10375d9b9/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Rui Miguel Simões Dias
Moldação po injeção de
componen es com g adien e de
anspa ência
Janei o de 2025
Moldação po injeção de componen es com
g adien e de anspa ência
Rui Miguel Simões Dias
UMinho | 2025
Rui Miguel Simões Dias
Moldação po injeção de componen es com
g adien e de anspa ência
Janei o de 2025
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Engenha ia de Políme os
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso a D .ª Olga Machado Sousa Ca nei o
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR
TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
A ibuição-NãoCome cial-Compa ilhaIgual
CC BY-NC-SA
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-sa/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
A conclusão des e p oje o ep esen a um ma co signi ica i o na minha ida académica e pessoal, e não
pode ia e sido alcançada sem o apoio de di e sas pessoas que, de di e en es o mas, con ibuí am
pa a es e pe cu so.
Em p imei o luga que o ag adece à P o esso a Dou o a Olga Ca nei o pela o ien ação incansá el, o
conhecimen o pa ilhado e a paciência ao longo do desen ol imen o des e p oje o. O seu p o issionalismo
e dedicação o am undamen ais pa a o meu c escimen o académico. Ao P o esso Dou o Fe nando
Dua e, exp esso ambém a minha g a idão pelo apoio cons an e, disponibilidade e auxílio em odas as
ases do p oje o.
Exp esso a minha mais p o unda g a idão à minha amília – ao meu pai, à minha mãe e aos meus i mãos
pelo apoio incondicional, paciência e enco ajamen o cons an e.
Aos meus companhei os de uni e sidade, os “Tu les”, ag adeço po ans o ma em os úl imos cinco
anos numa expe iência inesquecí el. O osso companhei ismo, sen ido de humo e amizade o na am
es a jo nada numa das mais memo á eis da minha ida.
Um ag adecimen o especial aos meus amigos de Joane, aqueles que pa ilham comigo o dia a dia e que,
de o ma ão na u al, o nam cada momen o mais le e e especial.
Acima de udo, que o ag adece à minha namo ada, Ca olina, po odo o ca inho, comp eensão e apoio.
Ac edi as e semp e em mim, es i es e p esen e nos bons e maus momen os, e ajudas e-me a man e o
oco e a de e minação.
Ag adeço ainda a odos os colegas, p o esso es e uncioná ios da Uni e sidade do Minho que, de alguma
o ma, con ibuí am pa a o meu pe cu so académico.
Po im, ag adeço a Deus pela bênção de e conhecido odas es as pessoas e pela opo unidade de e
i ido odas as expe iências e ap endizagens que molda am es e capí ulo da minha ida.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio, nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que
espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
RESUMO
Moldação po injeção de componen es com g adien e de anspa ência
A c escen e p eocupação com a sus en abilidade e a necessidade de acili a a eciclagem de p odu os
plás icos mo i a am o desen ol imen o des e p oje o. Es e isa a p odução, a a és de moldação po
injeção, de componen es com g adien e de anspa ência, u ilizando um único ma e ial. O obje i o
p incipal é eduzi a u ilização de componen es mul ima e ial, simpli icando o p ocesso de eciclagem e
p omo endo uma economia ci cula . O es udo ocou-se na u ilização do polip opileno (PP). A écnica
p opos a baseia-se na in odução de g adien es é micos du an e o p ocesso de injeção, u ilizando um
molde p o ó ipo com zonas de e ige ação independen es. Es a abo dagem pe mi e con ola a axa de
a e ecimen o em di e en es zonas das peças inje adas, induzindo a iações na c is alização e esul ando
em peças com di e en es ní eis de opacidade. As amos as inje adas o am subme idas a ensaios de
u bidez, calo ime ia di e encial de a imen o (DSC) e mic oscopia de luz pola izada. Os esul ados
indica am que o ipo de ma e ial dos inse os da ca idade moldan e (aço ou alumínio), bem como a
espessu a dos p o e es, in luenciam o g adien e de u bidez. A in es igação demons ou que o
a e ecimen o ápido, induzido pelos inse os de alumínio, esul ou numa meno c is alização e,
consequen emen e, maio anspa ência, enquan o os inse os de aço p omo e am maio opacidade
de ido ao a e ecimen o mais len o. Es e p oje o p opo ciona uma no a abo dagem pa a a p odução de
componen es plás icos com p op iedades ó icas di e enciadas, con ibuindo pa a o design sus en á el
de p odu os monoma e ial, com bene ícios cla os na e iciência de eciclagem e edução do despe dício.
Pala as-cha e: C is alização; G adien e de anspa ência; Moldação po injeção; Polip opileno.
i
ABSTRACT
Injec ion molding o componen s wi h a anspa ency g adien
The g owing conce n wi h sus ainabili y and he need o acili a e he ecycling o plas ic p oduc s
mo i a ed he de elopmen o his p ojec , which aims o injec componen s wi h a anspa ency g adien ,
using a single ma e ial. The p ima y objec i e is o educe he use o mul i-ma e ial componen s,
p omo ing a ci cula economy and simpli ying he ecycling p ocess.
The s udy ocused on he use o polyp opylene (PP). The p oposed echnique is based on inducing he mal
g adien s du ing he injec ion p ocess, using a p o o ype mold wi h independen cooling zones. This
app oach allows con olling he cooling a e in di e en a eas o he injec ed pa s, inducing a ia ions in
c ys alliza ion and esul ing in pa s wi h di e en le els o opaci y.
The injec ed samples we e subjec ed o haze es s, di e en ial scanning calo ime y (DSC), and pola ized
ligh mic oscopy. The esul s indica ed ha he ype o ma e ial used in he molding inse s (s eel o
aluminum), as well as he hickness o he specimens, in luenced he haze g adien . The in es iga ion
demons a ed ha apid cooling induced by aluminum inse s esul ed in lowe c ys alliza ion and,
consequen ly, g ea e anspa ency, while s eel inse s p omo ed g ea e opaci y due o slowe cooling.
This p ojec p o ides a new app oach o p oducing plas ic componen s wi h di e en ia ed op ical
p ope ies, con ibu ing o he sus ainable design o mono-ma e ial p oduc s, wi h clea bene i s o
ecycling e iciency and was e educ ion.
Keywo ds: C ys alliza ion; Injec ion molding; Polyp opylene; T anspa ency g adien .
ii
ÍNDICE
Di ei os de Au o e Condições de U ilização do T abalho po Te cei os .................................................. ii
Ag adecimen os .................................................................................................................................. iii
Decla ação de In eg idade .................................................................................................................. i
Resumo...............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Lis a de Figu as .................................................................................................................................. ix
Lis a de Tabelas ................................................................................................................................. xi
1. In odução ................................................................................................................................ 12
1.1 Enquad amen o ................................................................................................................. 12
1.2 Obje i os ........................................................................................................................... 13
1.3 Es u u a da disse ação .................................................................................................... 13
2. Es ado da a e .......................................................................................................................... 15
2.1 Polip opileno (PP) e C is alização ....................................................................................... 15
2.2 E ei os da c is alinidade nas p op iedades ó icas e de p ocessamen o ................................ 17
3. Ma e iais selecionados e Molde P o ó ipo .................................................................................. 18
4. Me odologia e P ocedimen o Expe imen al ................................................................................ 22
4.1 Me odologia ....................................................................................................................... 22
4.2 P odução de p o e es ........................................................................................................ 23
4.2.1 Calib ação da câma a é mica e do molde .................................................................. 23
4.2.2 Injeção de p o e es .................................................................................................... 25
4.3 Ca ac e ização dos p o e es .............................................................................................. 27
5. Ap esen ação e discussão dos esul ados .................................................................................. 30
5.1 Calib ação da câma a é mica e do molde ......................................................................... 30
5.2 Injeção .............................................................................................................................. 34
14
suges ões de abalhos u u os", sin e iza os p incipais esul ados alcançados, des acando o impac o do
es udo e p opondo di eções pa a in es igações u u as no âmbi o da moldação po injeção monoma e ial.
Po im, o Capí ulo 7, "Re e ências", ap esen a a lis a comple a das on es consul adas e u ilizadas ao
longo da disse ação.[1]

15
2. ESTADO DA ARTE
2.1 Polip opileno (PP) e C is alização
O polip opileno é uma poliole ina ob ida a a és de polime ização po adição do p opileno, um
hid oca bone o sa u ado compos o po á omos de hid ogénio e ca bono e um g upo uncional me ilo
( igu a 1).
Dependendo do mecanismo e das condições de polime ização, o PP pode ado a ês ipos de
con igu ação espacial das unidades epe i i as ( a icidade): iso á ica, sindio á ica e a á ica ( igu a2).
Figu a 2 - Con igu ações espaciais do PP [2]
A disposição do g upo me ilo na cadeia polimé ica in luencia di e amen e as ca ac e ís icas do ma e ial,
nomeadamen e a sua c is alinidade e iscosidade. A c is alização é um enómeno undamen al no
compo amen o do polip opileno e desempenha um papel c ucial na de e minação das p op iedades
inais do p odu o moldado. A c is alização e e e-se à o ganização molecula de uma es u u a c is alina,
esul an e da ansição de uma ase amo a pa a uma ase o denada e egula es ando en ão di e amen e
elacionada à es u u a molecula .
Come cialmen e, o PP exis e sob e as seguin es o mas esquema izadas:
Figu a 1- Unidade epe i i a do PP
16
O homopolíme o é a o ma mais comum e u ilizada po se a mais ba a a, ep esen ado a o ma mais
con encional do PP. Possui es a designação po apenas esul a da polime ização de monóme os
p opileno. Po ou o lado, o copolíme o possui a inse ção de g upos e ileno na sua cons i uição. A
p esença des e g upo uncional nas cadeias polimé icas eduz o ní el de compac ação en e es as,
aquando do a e ecimen o, eduzindo o g au de c is alização do políme o e o amanho das es e uli es
o madas. Assim, e compa a i amen e com o homopolíme o, o copolíme o possui meno módulo,
du eza, Tg, pon o de usão e maio anspa ência [3].
O copolíme o exis e sob duas o mas: alea ó io ( andom) ou bloco (block), cujas es u u as se encon am
ep esen adas na igu a 4.
O copolíme o alea ó io em g upos de e ileno dispe sos alea o iamen e na sua cadeia, aduzindo-se
numa diminuição da c is alização e melho esis ência ao impac o. Já o copolíme o em bloco possui
dispe sos na sua cons i uição g upos e ileno ag upados, ou em blocos, azendo com que ap esen e mais
g upos e ileno que o alea ó io. Is o o na o ma e ial mais ígido e menos ágil, demons ando ó ima
esis ência ao impac o.
Figu a 3 - Fo mas exis en es do polip opileno
Figu a 4 - Es u u as dos copolíme os de PP: P - Polip opileno; E – E ileno.
17
2.2 E ei os da c is alinidade nas p op iedades ó icas e de p ocessamen o
A elação en e c is alinidade e anspa ência em políme os é in e samen e p opo cional. Políme os
amo os, com baixa c is alinidade, ge almen e ap esen am maio anspa ência, pois a al a de uma
es u u a c is alina o denada pe mi e que a luz seja ansmi ida a a és do ma e ial de manei a mais
e icien e. Po ou o lado, políme os semi-c is alinos, com maio o ganização molecula , endem a se
menos anspa en es de ido à dispe são da luz na egião c is alina. A es u u a c is alina do PP é a e ada
não só pela axa de a e ecimen o, ou pelas condições de p ocessamen o no ge al, mas ambém po
pa âme os molecula es como a massa molecula (Mw). As di e en es con igu ações (iso ac icidade) ou
a adição de pequenas unidades monomé icas e agen es nuclean es podem ambém in luencia a
es u u a inal [4]. De aco do com a li e a u a, podem se usadas di e sas abo dagens pa a o imiza a
anspa ência do polip opileno con olando a sua c is alização. Es as incluem o aumen o da ase amo a
po sín ese química e a edução do amanho das es e uli es a a és da inco po ação de agen es
nuclean es. Es a úl ima des aca-se como a abo dagem mais e icaz pa a con e i anspa ência ao PP,
com es udos indicando uma edução signi ica i a de u bidez com apenas 0,1–1,0% de inco po ação
desses agen es [5].
Na moldação po injeção, comp eende os a o es que in luenciam a c is alização é essencial pa a
alcança os esul ados desejados. A empe a u a desempenha um papel c ucial no enómeno de
c is alização, pois in luencia a mobilidade das moléculas e o desen ol imen o da es u u a c is alina. A
axa de a e ecimen o desempenha um papel c ucial nesse p ocesso. Taxas de a e ecimen o ápidas
p omo em uma solidi icação ápida, le ando à o mação de uma es u u a c is alina pouco o ganizada
[6, 7]. Is o de e-se ao ac o de, a baixas empe a u as, a mobilidade molecula se mais eduzida
di icul ando o a anjo das moléculas. Es udos p é ios [1] mos a am que, pa a polip opileno inje ado, as
di e enças de u bidez obse adas podem se a ibuídas não apenas ao amanho das es e uli es, mas
ambém à p esença de camadas in e nas com di e en es bi e ingências e índices de e ação. Es as
camadas, o madas du an e o a e ecimen o, e idenciam o impac o das condições de p ocessamen o,
como a empe a u a do molde e a axa de a e ecimen o, na es u u a in e na inal e, consequen emen e,
nas p op iedades ó icas do ma e ial.
A empe a u a de injeção e a espessu a da peça in luenciam posi i amen e o g au de c is alinidade à
medida que os seus alo es aumen am [6, 8]. O aumen o da empe a u a de injeção a o ece a
mobilidade das moléculas e o aumen o da espessu a implica um p olongamen o do empo de
a e ecimen o. Todos es es a o es pe mi em que a ase c is alina ique mais desen ol ida aduzindo-se
num maio g au de c is alinidade.
18
3. MATERIAIS SELECIONADOS E MOLDE PROTÓTIPO
Os dois g aus de polip opileno des acados pa a o desen ol imen o des e p oje o o am o PP070G2M e
o DR 7037.01, no en an o, de modo a simpli ica o es udo, apenas um deles oi selecionado pa a a ança
pa a ealização do p oje o. PP070G2M é um polip opileno homopolíme o (hPP) p oduzido pela emp esa
Repsol e é o ipo de PP mais u ilizado pa a ins ge ais. Na sua cons i uição ap esen a apenas monóme os
de p opileno. As p incipais aplicações incluem a indús ia da embalagem alimen a . Ap esen a uma
luidez média, ap esen ando um alo de MFI de 12 g/10min, e é ca ac e izado po boas p op iedades
de luidez que pe mi em enche o molde mais acilmen e. Os p odu os ab icados com es e g au de PP
êm uma excelen e esis ência química [9]. O ma e ial elei o pa a p ossegui o es udo oi o DR7037.01,
uma ez que es e ap esen a a mais as a gama de a iação de u bidez quando compa ado com o ou o
polip opileno selecionado pa a o p oje o [1]. Es e é ca ac e izado po uma boa igidez e esis ência ao
impac o e p incipalmen e pelas suas ó imas p op iedades ó icas e p ocessabilidade [10]. O DR 7037.01
é um polip opileno copolíme o alea ó io ( PP), ab icado pela emp esa B askem. Es e possui um alo
de MFI de 23 g/10min e oi desen ol ido pa a moldação po injeção de pa ede ina [10]. As di e enças
nas p op iedades des es dois ipos de polip opileno e le em-se em di e en es compo amen os aquando
do p ocesso de c is alização. Daí se possí el obse a , em es udos já ealizados, que o homopolíme o
e idenciou o alo mais ele ado de u bidez e o copolíme o, a gama de u bidez mais ampla [1].
Pa a o desen ol imen o do p esen e es udo, oi concebido e u ilizado um molde de injeção p o ó ipo
especialmen e p oje ado pa a a p odução de p o e es com g adien e de anspa ência. Es e molde,
ilus ado na igu a 5, desempenha um papel c ucial na in es igação, pe mi indo a in odução de
di e en es condições é micas du an e o p ocesso de injeção, a o essencial pa a alcança as a iações
ó icas desejadas nas peças.
19
(a) (b)
Figu a 5 - Molde p o ó ipo: (a) pa e ixa; (b) pa e mó el.
O molde oi desen ol ido com ês zonas de e ige ação independen es, o que possibili a a indução de
axas de a e ecimen o di e enciadas em dis in as egiões das peças inje adas. Es a abo dagem pe mi e
manipula a axa de c escimen o das es e uli es, esul ando em zonas com di e en es g aus de
c is alinidade.
Fo am ab icados inse os cen ais do molde ( igu a 6) em ês ma e iais dis in os: aço, alumínio e cob e-
be ílio. Es a di e sidade ma e ial oi escolhida com o p opósi o de explo a como di e en es
condu i idades é micas a e am o p ocesso de a e ecimen o e, consequen emen e, as p op iedades
ó icas dos p o e es. Os inse os localizados nas ex emidades do molde (esque da e di ei a) o am apenas
ab icados em aço como se pode obse a na igu a 7.
(a) (b) (c)

20
(d) (e) ( )
Figu a 6 - Inse os cen ais maquinados pa a a pa e ixa (a, b, c) e pa e mó el (d, e, ) do molde: (a) e (d) inse os em aço;
(b) e (e) inse os em alumínio; (c) e ( ) inse os em cob e be ílio.
(a) (b)
Figu a 7 - Inse os la e ias em aço: (a) pa e mó el do molde; (b) pa e ixa do molde.
O aço ap esen a a meno condu i idade é mica, ap oximadamen e 45 W/mK [11], p omo endo um
a e ecimen o mais len o e a o ecendo uma maio c is alização, enquan o o alumínio, com a
condu i idade é mica a onda os 237 W/mK [12], conduz a um a e ecimen o mais ápido, espe ando-
se que esul e numa meno c is alização e maio anspa ência. O cob e-be ílio, po sua ez, ap esen a
uma condu i idade é mica in e média, a iando en e os 105 e os 133 W/mK [13]. Os inse os cen ais
o am adicionalmen e en ol idos po placas de e lon, com o obje i o de eduzi a ans e ência de calo
com as es an es pa es do molde, maximizando assim o g adien e é mico e as di e enças de
empe a u a en e os inse os. De modo a simpli ica o es udo e maximiza a di e ença nas condições de
a e ecimen o, o abalho p osseguiu apenas com os inse os cen ais ab icados em aço e alumínio,
ep esen ando os ex emos das condu i idades é micas disponí eis.
O design do molde pe mi e uma ápida subs i uição dos inse os cen ais e, além disso, o molde oi
concebido pa a a p odução de p o e es com duas espessu as dis in as (1 mm e 2 mm) g aças à
21
exis ência de umas placas que pe mi em al e a a al u a dos inse os da pa e mó el do molde,
pe mi indo es uda o e ei o da espessu a no a e ecimen o e na dis ibuição do g adien e de
anspa ência. Pa a assegu a a moni o ização é mica, o molde oi desen ol ido com pequenas
ca idades la e ais, an o na pa e mó el como nos p óp ios inse os. Es as ca idades o am
especi icamen e p oje adas pa a a inse ção dos e mopa es, ga an indo um con ac o di e o e e icien e
com as supe ícies me álicas, o que pe mi iu a ecolha de dados é micos em empo eal. Es a
abo dagem oi undamen al pa a assegu a a calib ação do sis ema, e i ica a uni o midade do
aquecimen o e alida as condições expe imen ais de inidas ao longo dos ensaios.
22
4. METODOLOGIA E PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
4.1 Me odologia
Ao longo da disse ação se á seguida a me odologia ap esen ada na igu a abaixo de modo a cump i os
obje i os do p oje o.
Figu a 8 - Fluxog ama ge al da me odologia
23
4.2 P odução de p o e es
4.2.1 Calib ação da câma a é mica e do molde
A calib ação da câma a é mica e do molde é uma e apa c í ica pa a o es udo. A análise dos esul ados
ob idos nas calib ações pe mi e a alia a consis ência e a p ecisão dos sis emas de medição u ilizados.
Es es dados são impo an es pa a assegu a a iabilidade dos pa âme os de empe a u a, ga an indo a
solidez das medições essenciais pa a a ca ac e ização dos p o e es. Nes e es udo oi ealizada,
p imei amen e, a calib ação da câma a é mica. Na igu a 9 encon a-se o equipamen o em ques ão e
na igu a 10 é possí el obse a um esquema do se up expe imen al.
Figu a 10 - Se up da calib ação da câma a é mica: 1- placa de aquecimen o; 2- e mopa embu ido; 3- e mopa de
con ac o; 4 câma a é mica; 5- i a ma e
Figu a 9 - FLIR i7 The mal Imaging Came a
30
bálsamo do canadá e, após a colocação da lamela, as amos as o am deixadas sob pesos du an e 24h.
Pa a obse ação e análise das amos as oi u ilizado o Mic oscópio de T ansmissão Leica DM 1500P.
5. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
5.1 Calib ação da câma a é mica e do molde
Na abela 3 es ão ap esen ados os esul ados de medição de um dos ensaios ealizados. Os alo es das
lei u as o am ap esen ados em unção da empe a u a in e na da placa. As designações u ilizadas o am
as seguin es: “T_placa” ep esen a a empe a u a supe icial da placa medida com o e mopa de
con ac o, “T_embu ido” co esponde à empe a u a in e na da placa de aquecimen o, “T_ i a” e e e-se
à empe a u a da i a medida com o e mopa de con ac o e “T_câma a” indica a empe a u a da i a
egis ada pela câma a. A empe a u a lida pelos ins umen os oi egis ada, pe mi indo a iden i icação de
disc epâncias en e os mé odos de medição.
Tabela 3 - Tempe a u as egis adas pelos ins umen os na calib ação da câma a é mica (3º ensaio)
T_embu ido (˚C)
T_placa (˚C)
T_ i a (˚C)
T_câma a (˚C)
29,7
31,2
29,7
31,8
35,9
36,1
35,8
35,9
39,8
41,2
39,2
39,8
43,6
45,1
42,1
42,8
49,0
50,3
48,8
50,4
51,2
52,2
50,8
52,8
57,4
58,1
57,1
59,7
64,3
64,9
63,2
65,2
70,3
70,7
69,9
71,2
76,4
77,3
75,7
78
82,4
82,7
81,3
83,7
88,9
89,7
88,1
90,4
94,1
95,1
93,7
97,4

31
A Tabela 3 ap esen a uma isão ge al das lei u as ob idas pelos di e sos ins umen os pa a di e en es
alo es de empe a u a da placa, demons ando que es as se man êm es á eis e com uma a iação
eduzida em o no dos alo es dos se poin s. No en an o, pa a es e p ocedimen o, o pa âme o
de e minan e pa a a alia se a câma a é mica es á de idamen e calib ada e ap a a a ança pa a a
calib ação do molde é a di e ença en e a empe a u a da i a medida pelo e mopa e a egis ada pela
câma a é mica, uma ez que essa disc epância e le e a p ecisão da lei u a da câma a e pe mi e e i ica
se há necessidade de ajus es na emissi idade ou na me odologia de medição. Na Tabela 4 são
ap esen ados os alo es des a di e ença pa a os ensaios ealizados. É impo an e salien a que os
se poin s de empe a u a i e am de se segmen ados em in e alos, uma ez que não o am uni o mes
em odos os ensaios. A igu a 16 ilus a a dispe são das lei u as egis adas pela câma a é mica em
elação à da supe ície da i a medida pelo e mopa de con ac o, pe mi indo uma análise isual da
consis ência das medições.
Tabela 4 – Média das di e enças en e T_câma a e T_ i a pa a di e en es in e alos de empe a u a
In e alo de empe a u a (˚C)
Média da di e ença (˚C)
Des io pad ão (˚C)
25-35
1,95
0,50
35-45
0,76
0,49
45-55
1,85
0,83
55-65
1,78
0,86
65-75
2,02
1,74
75-85
1,67
0,78
85-95
2,42
1,25
95-105
4,03
0,60
32
Figu a 16 - Compa ação da empe a u a da i a lida com o e mopa com a lida pela câma a é mica
A análise da abela 4 e ela uma endência cla a, a di e ença en e a empe a u a medida pela câma a
é mica e a egis ada pelo e mopa de con ac o na i a aumen a p og essi amen e com a subida da
empe a u a. Nos in e alos de empe a u a mais ele ados, essa disc epância a inge alo es p óximos
de 4,6°C, e idenciando um des io mais signi ica i o em empe a u as mais al as. Es e compo amen o
suge e que, embo a a câma a é mica seja sensí el às a iações da emissi idade da supe ície, a sua
capacidade de eplica as lei u as do e mopa de con ac o o na-se mais desa iado a à medida que a
empe a u a aumen a. Apesa des a endência, é impo an e des aca que os alo es das di e enças e
dos des ios pad ão se man êm ela i amen e baixos, conside ando as empe a u as en ol idas, ou seja,
embo a haja um aumen o da disc epância com a empe a u a, a medição com a câma a é mica ainda
ap esen a uma boa consis ência global.
O g á ico da igu a 16 pe mi e a alia a linea idade e a consis ência en e os alo es da câma a e os
alo es de e e ência na supe ície da i a ma e. É obse á el uma boa conco dância ge al en e as
lei u as da câma a e os alo es de empe a u a da i a, indicada pela p oximidade dos pon os em elação
à linha de e e ência de 45º (que ep esen a o alinhamen o pe ei o en e os dois alo es). São pe ce í eis
alguns des ios em alguns pon os, especialmen e a empe a u as mais ele adas, o que é espec á el
de ido às limi ações de p ecisão da câma a em condições mais ex emas e possí eis a iações da
emissi idade com o aumen o da empe a u a. Es e g á ico e idencia a e icácia da i a ma e como
supe ície de medição, con i mando que a calib ação da câma a é mica oi bem-sucedida. As di e enças
obse adas en e as medições são mínimas e consis en es, mesmo ao longo de uma ampla aixa de
33
empe a u as es adas. Des a o ma, a câma a é mica demons a-se capaz de medi as empe a u as
da supe ície do molde de injeção nos in e alos ele an es pa a es e es udo, ga an indo a iabilidade e
p ecisão dos dados ecolhidos.
Quan o à calib ação do molde, os esul ados ob idos o am ansc i os na abela abaixo, onde es ão
o ganizados po combinação de empe a u as e onde es ão ap esen adas as espe i as empe a u as
dos inse os medidas com a câma a e mog á ica.
Tabela 5 - Resul ados da Calib ação Té mica do Molde
Combinação de
empe a u as (˚C)
Inse o
esque do (˚C)
Inse o
cen al (˚C)
Inse o
di ei o (˚C)
Di e ença máxima de
empe a u a en e
inse os (˚C)
30-30-30
27.7
29.4
28
1.7
45-45-45
40.1
43
40.4
2.9
60-60-60
50.3
56.6
50.5
6.3
75-75-75
67.9
72.1
68
4.2
90-90-90
80.4
85.7
80.7
5.3
30-90-30
42.6
80.8
39.4
-
90-30-90
79.4
46.4
80.6
-
Os esul ados ob idos com a calib ação do molde indicam que o sis ema de con olo é mico oi e icaz e
consis en e, an o em condições de aquecimen o homogéneo quan o em con igu ações de a e ecimen o
assimé ico. Inicialmen e, as medições de empe a u a o am ealizadas com os ês inse os aquecidos
simul aneamen e a 30 ºC, 45 ºC, 60 ºC, 75 ºC e 90 ºC. Du an e es e p ocesso, pode-se obse a uma
boa uni o midade nas empe a u as egis adas após a es abilização é mica, co obo ada pela di e ença
máxima de empe a u a en e os inse os se de 6.3 ºC pa a a empe a u a de 60 ºC, embo a nos ou os
essa di e ença seja meno . É ambém possí el obse a que os inse os cen ais, nas 5 p imei as
con igu ações, endem a egis a empe a u as ligei amen e mais al as que os es an es. Es e
compo amen o é comp eensí el, dado que o inse o cen al es á odeado po ou as on es de calo ,
so endo uma ans e ência é mica adicional e/ou pe dendo menos calo pa a zonas izinhas. Nas
medições inais, oi aplicada uma con igu ação de empe a u as di e enciadas, com o inse o cen al a
se aquecido a 90 ºC enquan o os la e ais se man inham a 30 ºC, e, pos e io men e, o in e so. Es as
con igu ações isam a alia a capacidade do sis ema em c ia g adien es é micos con olados, que são
34
ele an es pa a a in es igação dos e ei os de a e ecimen o assimé ico na c is alização e,
consequen emen e, nas p op iedades inais dos p o e es. Mais uma ez, a ans e ência de calo en e
zonas causa uma ligei a di e ença nas empe a u as p é-con igu adas, a onda os 10 ºC. No en an o,
os esul ados e idenciam que o molde é capaz de man e empe a u as di e enciadas nos inse os de
o ma es á el e sem a iações signi ica i as após a es abilização.
Mesmo com algumas di e enças de empe a u a, o sis ema p o ou se su icien emen e obus o e
con iá el pa a assegu a que os p o e es p oduzidos são ep odu í eis. Es a capacidade de minimiza os
g adien es é micos indesejados é essencial pa a ga an i um p ocesso de injeção consis en e e uma
c is alização con olada do ma e ial.
5.2 Injeção
Moni o ização da empe a u a dos inse os (p iamus)
O obje i o p incipal des a análise oi e i ica a iabilidade do sis ema de con olo de empe a u a,
con e indo se as empe a u as p og amadas se es ão a e le i co e amen e na p á ica. Além disso,
p e ende-se iden i ica e comp eende as condições que ap esen a am as maio es di e enças em elação
às empe a u as p og amadas, e quais os a o es que con ibuem pa a essas mesmas a iações. O
sis ema de aquisição de dados “PRIAMUS” pe mi iu a ecolha de 8000 alo es de empe a u a po ciclo
de injeção, pa a cada e mopa ligado ao sis ema. Is o possibili ou a ob enção de g á icos que ilus am
a a iação da empe a u a ao longo dos múl iplos ciclos de injeção, como exempli icado na Figu a 17.
A Tabela 6 con ém os alo es médios de empe a u a, T1 e T2, medidos nos inse os du an e o p ocesso
de injeção, pa a di e en es condições de ma e ial do inse o, espessu a, con igu ação é mica e mé odo
de a e ecimen o. T1 e T2 ep esen am os dois e mopa es u ilizados pa a moni o iza a empe a u a
in e io dos inse os com empe a u as di e en es du an e a p odução dos p o e es, ou seja, um pa a o
inse o cen al e ou o pa a um dos inse os la e ais. Apenas o am conside ados os alo es que se
encon a am den o do in e alo de inido po dois des ios pad ão acima e abaixo da média, ga an indo
a exclusão de alo es a ípicos que pudessem comp ome e a iabilidade da análise.
35
Figu a 17 - Tempe a u a média de T1 e T2 du an e os ciclos de injeção (Aço|1mm|30-90-30)
Tabela 6 - Tempe a u a média de T1 e T2 du an e o p ocesso de injeção
MAT. DO
INSERTO
ESPESSURA
(mm)
CONFIGURAÇÃO
DE
TEMPERATURA
TEMPERATURA
MÉDIA T1 (DRT)
(˚C)
TEMPERATURA
MÉDIA T2 (CNTR)
(˚C)
AÇO
1mm
30-90-30
37,27
81,94
90-30-90
80,64
37,55
2mm
30-90-30
50,91
92,37
90-30-90
90,61
49,78
ALUMÍNIO
1mm
30-90-30
52,68
93,81
90-30-90
86,62
72,92
2mm
30-90-30
38,59
77,79
90-30-90
82,13
48,89
De o ma ge al, os alo es médios pa a as con igu ações com o inse o cen al em aço demos a am
uma maio p oximidade em elação às empe a u as p og amadas, com des ios ela i amen e pequenos,
an o em T1 quan o em T2. Es e e ei o e i ica-se pa a ambas as espessu as, com a espessu a de 2mm
a exibi uma maio empe a u a an o pa a T1 como pa a T2. Es as a iações de empe a u a menos
p onunciadas podem se jus i icadas pela condu i idade é mica mais baixa do aço ( ela i amen e ao
alumínio), ga an indo que, assim que a inge a empe a u a desejada, es a não a ia acen uadamen e.

36
Is o suge e que o sis ema de con olo é mico é es á el pa a es e ma e ial, possibili ando a ob enção das
empe a u as de inidas.
Po ou o lado, nos inse os de alumínio, obse am-se des ios mais acen uados, especialmen e nas
con igu ações em que os inse os das ex emidades se encon am a 90 ºC. Nes es casos é no ó ia a
condu i idade é mica supe io do alumínio que se e le e numa maio uni o mização de empe a u as
pelos inse os. Es es des ios e elam que a al a condu i idade é mica do alumínio in luencia o sis ema,
esul ando numa maio edis ibuição de calo , di icul ando a es abilização exa a das empe a u as p é-
de inidas. Pa a a espessu a de 1mm egis ou-se a maio di e ença de empe a u a em elação à p é-
de inida, com o inse o cen al de alumínio a a ingi uma média de 72,92 ºC quando o ideal se ia 30 ºC.
Es a di e ença de 42,92 ºC pode e sido p o ocada, pa a além da al a condu i idade é mica do alumínio,
po alguns danos no equipamen o de egulação da empe a u a de a e ecimen o, que acaba am po
p o oca uma má egulação da empe a u a da água que a e ecia o molde.
37
Moni o ização do a e ecimen o ( o os é micas)
Com o in ui o de in es iga melho a in luencia da empe a u a na opacidade das peças, o a e ecimen o
não con olado ( o a do molde) oi moni o izado com a u ilização de uma câma a e mog á ica. A igu a
18 exempli ica uma sequência ípica das imagens ob idas e a igu a 19 mos a a e olução da empe a u a
em unção do empo.
(a) (b)
(c) (d)
Figu a 18 - Imagens é micas co espondes es à con igu ação Aço|1mm|90-30-90: (a) imedia amen e depois de
desmolda ; (b) 2 minu os depois de desmolda ; (c) 4 minu os depois de desmolda ; (d) após a ingi uma empe a u a
máxima de 30 ºC.
38
(a)
(b)
(c)
39
(d)
Figu a 19 - Va iação da empe a u a das zonas iden i icadas nos p o e es em unção do empo: (a) Aço|1mm|90-30-90;
(b) Alumínio|2mm|90-30-90; (c) Aço|1mm|30-90-30; (d) Alumínio|2mm|30-90-30.
Obse ando as imagens é micas é possí el e i ica que os alo es de empe a u a a iam ao longo do
empo de a e ecimen o. Após desmolda , o p o e e man ém, du an e algum empo, uma boa di e ença
en e as empe a u as das á ias zonas. Após 2 minu os já se e i ica o e ei o da con ecção na u al que
a e ece mais acilmen e o con o no ex e io da peça, e da ans e ência po condução, en e zonas, que
ende a uni o miza as empe a u as. No inal do empo de a e ecimen o moni o izado, e pela mesma
azão, a empe a u a máxima con inua a oco e no cen o das zonas das peças e a uni o midade de
empe a u as ao longo da peça con inua a aumen a . Es e compo amen o é comum em odas as
amos as analisadas.
Com base nos dados ob idos du an e a moni o ização do a e ecimen o, oi possí el iden i ica di e enças
máximas de empe a u a en e as zonas dos p o e es pa a as di e en es condições de empe a u a e
ma e iais dos inse os. As maio es di e enças o am egis adas pa a as con igu ações de 30-90-30 ºC
em ambos os ma e iais, aço e alumínio, com alo es de 28,7 ºC e 22,0 ºC, espe i amen e ( igu as 19c
e 19d). Es a di e ença de empe a u a é pa icula men e ele an e no con ex o do p ocesso, uma ez
que alo es mais ele ados es ão di e amen e associados a maio es a iações no empo de a e ecimen o,
con ibuindo assim pa a di e enças mais acen uadas na u bidez en e as di e en es zonas do p o e e.
Como es á demons ado na igu a 19 (a), são necessá ios mais de 5 minu os pa a a empe a u a máxima
do p o e e a ingi 30 ºC assim que es e é desmoldado. Pa a os p o e es a e ecidos com inse os em
alumínio, apesa de e em o dob o da espessu a, o empo que demo a am a a ingi uma empe a u a
máxima de 30 ºC oi de pouco mais de 3 minu os.
46
Numa p imei a análise, com a amos a pousada di e amen e sob e o ex o, e i ica-se em odas as
condições o og a adas que não se e idenciam di e enças ó icas signi ica i as en e as zonas dos
p o e es. Con udo, à medida que a dis ância en e a amos a e o ex o aumen a, a ni idez do ex o a a és
dos p o e es diminui p og essi amen e. Nos dois casos ap esen ados na Figu a 21, é pe ce í el uma
di e ença na u bidez en e as zonas dos p o e es, que se aduz em dis in os ní eis de ni idez do ex o.
Es e e ei o o na-se mais p onunciado pa a dis âncias p o e e- ex o de 10 mm ou supe io es, sendo que,
pa a os 20 mm, a pe da de ni idez ge al do ex o é conside á el. Assim, pode conclui -se que, pa a a
espessu a de 2 mm e com o inse o cen al de alumínio, são isí eis e ei os p á icos em ambas as
combinações de empe a u a es adas. No en an o, es e enómeno não se e i ica nos p o e es
p oduzidos com o inse o cen al em aço, suge indo que a condu i idade é mica do ma e ial do inse o
e a espessu a do mesmo desempenham um papel de e minan e na a iação ó ica obse ada.
DSC
Pa a os ensaios de DSC e mic oscopia ó ica as amos as o am p epa adas e iden i icadas da seguin e
o ma:
• P o e e A: Aço / 1mm / A / 30-90-30
PP_A_c (zona cen o);
PP_A_d (zona di ei a).
• P o e e B: Aço / 1mm / A /90-30-90
PP_B_c (zona cen o);
PP_B_e (zona esque da).
• P o e e C: Alumínio / 2mm / A / 30-90-30
PP_C_c (zona cen o);
PP_C_e (zona esque da).
• P o e e D: Alumínio / 2mm / A / 90-30-90
PP_D_c (cen o);
PP_D_d (di ei a).
Os g á icos da análise de DSC ob ida dos p o e es A, B, C e D ( igu a 22) pe mi iu de e mina os
espe i os g aus de c is alização, que o necem in o mações c uciais sob e como as condições de
p ocessamen o in luenciam a es u u a c is alina do ma e ial. Os alo es de c is alinidade de cada uma

47
das oi o amos as o am calculados u ilizando a á ea dos picos exo é micos ex aídos das cu as dos
espe i os ensaios de cada amos a e ap esen ados na abela 8.
(a)
(b)
Figu a 22 - Cu as de DSC dos p o e es selecionados: (a) P o e es A e B; (b) P o e es B e C.
48
Tabela 8 - G au de c is alinidade das amos as e espe i a di e ença en e p o e es
AMOSTRA
ÁREA DO PICO DE
FUSÃO (J/G)
GRAU DE
CRISTALINIDADE (%)
DIFERENÇA DE
CRISTALINIDADE (%)
PP_A_c
90,28
43,61
0,25
PP_A_d
89,75
43,36
PP_B_c
78,63
37,99
0,25
PP_B_e
79,16
38,24
PP_C_c
76,72
37,06
4,11
PP_C_e
68,21
32,95
PP_D_c
76,24
36,82
2,65
PP_D_d
70,71
34,17
Pela obse ação dos esul ados ap esen ados na abela, podemos conclui que os g aus de c is alinidade
o am consis en emen e mais ele ados nas amos as p oduzidas com os inse os de aço em compa ação
com os de alumínio. Es e esul ado alinha-se com o que oi cons a ado an e io men e a endendo ao
a e ecimen o mais e icaz p omo ido pelo alumínio, que esul a em amos as com meno es g aus de
c is alização. No en an o, nos p o e es p oduzidos com inse os de alumínio, apesa dos alo es do g au
de c is alização se em mais baixos, obse ou-se uma maio di e ença de c is alização en e as zonas
analisadas.
Es e ac o é pa icula men e ele an e, pois es á di e amen e elacionado com as a iações de u bidez
obse adas an e io men e. Os p o e es C e D (alumínio), que exibi am as maio es di e enças de
c is alinidade, coincidi am com aqueles que ap esen a am as maio es di e enças de u bidez, no en an o,
pa a os p o e es A e B (aço), nos quais se egis a am alo es de di e enças de u bidez semelhan es, a
di e ença no g au de c is alinidade oi bem mais eduzida. A di e ença de c is alinidade não se aduz
di e amen e numa di e ença de u bidez, uma ez que es a depende não apenas do g au de
c is alinidade, mas ambém de a o es como o amanho, a dis ibuição e a o ien ação das es e uli es,
que in luenciam a passagem da luz. Assim, mesmo com di e enças meno es de c is alinidade, ou os
a o es es u u ais podem jus i ica es e enómeno.
49
Mic oscopia
A mic oscopia de luz pola izada oi o mé odo u ilizado pa a a alia as al e ações mo ológicas induzidas
nos p o e es, an o pelo p ocessamen o como pelo meio de a e ecimen o. Es a análise p e ende
ca ac e iza a es u u a in e na dos p o e es de modo a comp eende os esul ados ob idos nos ensaios
de u bidez. Pa a e ei os de análise de esul ados o am selecionadas e abo dadas as imagens que se
seguem, uma ez que são as que melho ilus am os esul ados obse ados.
(a) (b)
(c) (d)
Figu a 23 - Imagens ob idas po mic oscopia de luz pola izada: (a) PP_B_e Ampliação: 10x; (b) PP_D_c Ampliação: 4x; (c)
PP_B_c Ampliação: 4x; (d) PP_D_c Ampliação: 40x. No a: 1- casca o ien ada; 2- sob e-casca; 3- zona de es e uli es bem
desen ol idas; 4- ma cas p omo idas pelo mic ó omo.
As imagens e idenciam di e en es zonas es u u ais den o dos p o e es, que e le em as dinâmicas de
a e ecimen o e luxo do ma e ial du an e a moldação po injeção.
Nas egiões ex e nas dos p o e es, obse a-se uma casca o ien ada (1), uma camada ina onde a
o ien ação molecula é mais p onunciada de ido às ele adas axas de co e desen ol idas jun o à pa ede
das ca idades moldan es du an e a injeção, e ao a e ecimen o mais ápido nes a mesma zona. Logo
após es a camada, a sob e-casca (2) su ge como uma egião de ansição, onde o a e ecimen o menos
50
ab up o pe mi e o início do desen ol imen o de es e uli es, embo a ainda limi ado pela p oximidade à
supe ície do molde. No "núcleo" dos p o e es, é isí el uma zona de maio desen ol imen o de
es e uli es (3), onde as condições são mais a o á eis a um a e ecimen o mais len o. Es e
a e ecimen o g adual p omo e o c escimen o de es e uli es maio es e mais de inidas, esul ando numa
es u u a mais densa e c is alina. A pa i des as obse ações, ica e iden e que as di e en es axas de
a e ecimen o e o ien ações induzidas du an e o p ocesso de injeção o iginam camadas bem dis in as
den o do ma e ial. Espe a-se que essas camadas ap esen em índices de e ação di e en es, des iando
a p opagação da luz ao a a essa os p o e es. Quan o maio o o núme o de camadas desen ol idas,
mais ezes a luz é e a ada, p omo endo um aumen o da u bidez.
Po im, obse am-se algumas ma cas nas zonas ex e io es das amos as, sendo essas, ma cas
p omo idas pelo mic ó omo (4) no momen o de p epa ação das amos as. Embo a es as sejam
isí eis na pe i e ia das amos as, não in e e em na obse ação e ca ac e ização das camadas in e nas.
6. CONCLUSÕES E SUGESTÕES DE TRABALHOS FUTUROS
Nes e p oje o oi explo ada a iabilidade da p odução de componen es monoma e ial com g adien e de
anspa ência a a és do p ocesso de moldação po injeção, com oco no Polip opileno (PP). A a és da
u ilização de um molde p o ó ipo capaz de ge a g adien es é micos du an e o p ocesso de injeção, oi
possí el induzi a iações de c is alinidade nas peças p oduzidas, esul ando em peças com a iações
de opacidade en e di e en es zonas.
O abalho expe imen al iniciou-se pela calib ação da câma a é mica. Es e p ocesso oi bem-sucedido,
com o g á ico de dispe são das empe a u as medidas a e idencia consis ência nas medições ealizadas
nos in e alos ele an es pa a o es udo. Es a e apa pe mi iu a ança pa a a calib ação é mica do molde.
Du an e essa ase, cujo obje i o oi e i ica a e icácia do sis ema de con olo é mico, odas os alo es
de empe a u a de inidos ap esen a am esul ados p á icos semelhan es. Apesa das ligei as a iações
obse adas, com a di e ença máxima de 6,3 ºC (pa a a empe a u a de 60 ºC), que e am expec á eis
de ido à ine i á el ans e ência de calo en e inse os e zonas izinhas, o sis ema demons ou se
con iá el.
O ma e ial selecionado pa a a ase de injeção oi o DR7037.01 (polip opileno copolíme o), po ap esen a
a gama mais ampla de a iação de u bidez em compa ação com as ou as opções de polip opileno
conside adas no p oje o.
51
Alguns pa âme os de injeção a ia am con o me a espessu a dos p o e es (1 mm e 2 mm). A
con igu ação dos inse os, o esquema de a e ecimen o, as empe a u as e os meios de a e ecimen o
o a do molde (a e água) o am combinados em di e sas condições pa a maximiza o g adien e de
anspa ência.
Du an e a p odução de p o e es, a moni o ização das empe a u as dos inse os e elou oscilações,
especialmen e nas con igu ações com inse o cen al de alumínio onde, pa a a espessu a de 1mm oi
egis ada uma empe a u a de 72,92 ºC, signi ica i amen e acima dos 30 ºC de inidos como ideais. Es e
enómeno pode se a ibuído à ele ada condu i idade é mica do alumínio, que acili a o a e ecimen o
dos p o e es.
A moni o ização da empe a u a dos p o e es após a sua e i ada do molde indicou uma axa de
a e ecimen o no molde mais ele ada no caso dos inse os de alumínio. A ele ada condu i idade do
ma e ial pe mi iu que os p o e es saíssem do molde a empe a u as mais baixas do que aqueles
a e ecidos com inse os de aço, mesmo pa a espessu as supe io es. Es a ase do a e ecimen o o a do
molde pode e uma g ande in luência na c is alinidade e u bidez dos p o e es dado que o empo que
es es demo am a a e ece é bas an e signi ica i o e pode se um a o de e minan e no desen ol imen o
da es u u a c is alina.
Nos ensaios de u bidez, p o e es p oduzidos com inse os de alumínio ap esen a am, em média,
meno es alo es de u bidez, de ido aos meno es alo es do g au de c is alinidade p o ocados po uma
ele ada axa de a e ecimen o. A espessu a dos p o e es ambém in luenciou os esul ados, com
p o e es mais espessos a ap esen a em alo es supe io es de u bidez, uma ez que o a e ecimen o
mais len o a o ece o desen ol imen o das es e uli es. A maio di e ença de u bidez oi egis ada em
p o e es de 1 mm com inse o cen al de aço a 90 ºC. Os di e en es meios de a e ecimen o não
demons a am di e enças signi ica i as nos esul ados, pelo que o am selecionadas qua o condições
pa a a ança numa ca ac e ização de alhada:
• Aço (a ): 1mm - 90-30-90 e 30-90-30;
• Alumínio (a ): 2mm - 90-30-90 e 30-90-30.
Os ensaios de DSC pe mi i am calcula os g aus de c is alização das di e en es zonas dos p o e es
analisados. Os esul ados e elam que os p o e es ab icados com inse os de alumínio ap esen am
a iações mais acen uadas no g au de c is alinidade en e as zonas medidas, enquan o nos p o e es
p oduzidos com inse os de aço, as di e enças de c is alinidade são mínimas.
A análise mic oscópica e elou zonas de maio desen ol imen o da es u u a c is alina, com camadas
dis in as den o dos p o e es, esul an es das di e en es axas de a e ecimen o e o ien ações induzidas

52
du an e o p ocesso de injeção. Es as camadas ap esen am índices de e ação a iados, in luenciando a
p opagação da luz a a és dos p o e es.
Fu u amen e se ia in e essan e explo a no as o mas de isolamen o dos inse os de o ma a diminui a
ans e ência de calo en e os mesmos e a é mesmo explo a ou as opções de ma e iais pa a os
mesmos de modo a o imiza a di e ença de u bidez nos p o e es. A implemen ação de modelação
compu acional pode ia ambém se uma écnica an ajosa na o imização das condições de injeção,
ajudando a p e e a dis ibuição da empe a u a e c is alinidade dos p o e es. Po im, se ia ele an e o
ap o undamen o do es udo do a e ecimen o o a do molde, uma ez que es e ep esen a a maio pa e
do a e ecimen o dos p o e es.
53
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ANEXOS
Anexo A - Tempe a u as egis adas pelos ins umen os na calib ação da
câma a é mica
Tabela 9 - Tempe a u as egis adas pelos ins umen os na calib ação da câma a é mica (2º ensaio)
T_embu ido (˚C)
T_placa (˚C)
T_ i a (˚C)
T_câma a (˚C)
28,3
29,4
28,4
30,3
29,5
30,5
29,5
30,8
38,2
38,9
37,1
37,9
44,1
44,8
43,2
43,7
51,0
51,8
47,8
48,7
57,5
57,7
56,8
57,4
63,7
64,2
62,2
63,4
71,8
71,9
70,6
70,6
76,9
77,3
75,2
76,2
85,5
86,1
84,7
85,8
92,1
92,6
91,1
92,4
99,5
100,2
98,6
102
104,3
104,4
102,9
107
62
Anexo D – G á icos da a iação de empe a u a dos inse os (PRIAMUS)
Figu a 34 - Tempe a u a média de T1 e T2 du an e os ciclos de injeção (Aço|1mm|90-30-90)
Figu a 35 - Tempe a u a média de T1 e T2 du an e os ciclos de injeção (Alumínio|2mm|90-30-90)

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Figu a 36 - Tempe a u a média de T1 e T2 du an e os ciclos de injeção (Alumínio|2mm|30-90-30)
Figu a 37 - Tempe a u a média de T1 e T2 du an e os ciclos de injeção (Aço|2mm|90-30-90)
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Figu a 38 - Tempe a u a média de T1 e T2 du an e os ciclos de injeção (Aço|2mm|30-90-30)
Figu a 39 - Tempe a u a média de T1 e T2 du an e os ciclos de injeção (Alumínio|1mm|90-30-90)
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Figu a 40 - Tempe a u a média de T1 e T2 du an e os ciclos de injeção (Alumínio|1mm|30-90-30)