Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
F ancisco José Al es Sil a
Reengenha ia de uma Máquina
de Ex usão de Solas
janei o 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
F ancisco José Al es Sil a
Reengenha ia de uma Máquina
de Ex usão de Solas
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Engenha ia Mecânica
Á ea de especialização em Sis emas Meca ónicos
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso Dou o José Mendes Machado
P o esso Dou o Filipe Alexand e Sousa Pe ei a
janei o 2025
i
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0
ii
AGRADECIMENTOS
Em p imei o luga , que o exp essa a minha p o unda g a idão aos meus pais e à minha i mã, pelo apoio
incondicional demons ado du an e odo o meu pe cu so académico. Sem eles, nada dis o e ia sido
possí el.
Um ag adecimen o especial à minha namo ada, pelo supo e cons an e, sob e udo nos momen os mais
di íceis. Es e e semp e ao meu lado e oi uma on e con ínua de mo i ação, o nando-se uma p esença
essencial ao longo des e aje o e, ce amen e, con inua á a sê-lo pa a o es o da minha ida.
Aos amigos que a uni e sidade me ouxe: Albe o, Diogo, Edua do, Luís, Malhei o, Ma co e Veiga, pela
amizade e companhei ismo. Sem dú ida, o pe cu so académico não e ia sido o mesmo sem eles.
Ag adeço ambém à emp esa
JFROSMAQ, Unipessoal Lda
, pela opo unidade de ealiza es e p oje o e
pelo apoio p es ado ao longo do seu desen ol imen o.
Mani es o ainda a minha g a idão ao P o esso Dou o José Mendes Machado, meu o ien ado , e ao
P o esso Dou o Filipe Alexand e Sousa Pe ei a, coo ien ado , cuja o ien ação, dedicação e
disponibilidade o am undamen ais pa a a conc e ização des e abalho.
Di ijo ambém um ag adecimen o ao P o esso Dou o José Gomes e ao P o esso Dou o Filipe Gomes,
pela disponibilidade em escla ece dú idas ele an es ao p oje o.
Po im, ag adeço à emp esa
ISI Soles
pela isi a p opo cionada e pela opo unidade de acompanha de
pe o as e apas do p ocesso de p odução de solas, uma expe iência en iquecedo a e aliosa.
A odos, o meu since o ob igado!
III
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
STATEMENT OF INTEGRITY
I decla e ha I ha e ac ed wi h in eg i y in he p epa a ion o his academic wo k and con i m ha I ha e
no engaged in plagia ism o any o m o misuse o alsi ica ion o in o ma ion o esul s a any s age o
i s de elopmen . Fu he mo e, I decla e ha I am awa e o and ha e adhe ed o he Code o E hical
Conduc o he Uni e si y o Minho.
Uni e sidade do Minho, 28 de janei o de 2025
IV
RESUMO
Es e documen o desc e e o p ocesso de eengenha ia ealizado numa máquina de ex usão de
solas pa a calçado, que pe mi e a p odução de solas bicolo es. O iginalmen e p oje ada nos anos
no en a, a máquina so eu deg adação ao longo dos anos de ope ação, es ando desa ualizada em
compa ação com soluções de me cado mais ecen es. Pa a da uma no a ida ao equipamen o e
es au a a sua compe i i idade, o am implemen adas melho ias signi ica i as. Es as melho ias isa am
esol e an o o desgas e acumulado ao longo do empo, como as ca ac e ís icas desa ualizadas da
máquina, ga an indo que es a pudesse compe i no amen e no me cado.
Seguindo es e con ex o, oi desen ol ido um no o sis ema de comando pa a o equipamen o, em
con o midade com as di e izes es abelecidas pela no ma VDI 2206. A implemen ação de um PLC e de
um HMI possibili ou a c iação de um sis ema mais segu o, con iá el e económico, iabilizando a
moni o ização e o con olo de a iá eis essenciais pa a o p ocesso de p odução de solas, esul ando na
melho ia da qualidade do p odu o inal. Adicionalmen e, a ins alação de um a iado de elocidade
pe mi iu ajus a a elocidade de ex usão do uso, o nando o equipamen o mais e sá il, mas ambém
mais e icien e, com uma conside á el edução no consumo de ene gia.
No que diz espei o à segu ança, o am ealizadas al e ações no equipamen o pa a ga an i a
con o midade com os equisi os de inidos pelas no mas eu opeias. Pa a al, o am aplicadas ba ei as
de p o eção, disposi i os de comando bimanual, bo ão de eme gência e ál ula de sus en ação de ca ga.
Os esul ados inais ob idos a a és da a aliação do equipamen o pe mi i am conclui que o
mesmo cump ia os equisi os es abelecidos inicialmen e pa a o p oje o, ga an indo a sa is ação das
necessidades do clien e. Assim, ob e e-se um equipamen o mais segu o, e icien e e iá el.
PALAVRAS-CHAVE: AUTOMAÇÃO, MECATRÓNICA, PLC, SEGURANÇA, SOLAS.
V
ABSTRACT
This documen ou lines he eenginee ing p ocess unde aken o a shoe ou sole ex usion
machine, which enables he p oduc ion o wo-colo ou soles. O iginally designed in he nine ies, he
machine expe ienced deg ada ion o e yea s o ope a ion and had become ou da ed compa ed o newe
ma ke solu ions. To b ea he new li e in o he machine and es o e i s compe i i eness, signi ican
imp o emen s we e implemen ed. These enhancemen s aimed o add ess bo h he wea and ea
accumula ed o e ime and he machine's ou da ed ea u es, ensu ing i could once again compe e
e ec i ely in he ma ke .
In line wi h his con ex , a new con ol sys em was de eloped o he equipmen , in compliance
wi h he guidelines es ablished by he VDI 2206 s anda d. The implemen a ion o a PLC and an HMI
enabled he c ea ion o a sa e , mo e eliable, and cos -e ec i e sys em, acili a ing he moni o ing and
con ol o essen ial a iables o he shoe ou sole p oduc ion p ocess, esul ing in an imp o emen in he
quali y o he inal p oduc . Addi ionally, he ins alla ion o a speed con olle allowed o he adjus men
o he sc ew ex usion speed, making he equipmen mo e e sa ile and e icien , wi h a signi ican
educ ion in ene gy consump ion.
In e ms o sa e y, changes we e made o he equipmen o ensu e compliance wi h he
equi emen s se by Eu opean s anda ds. To achie e his, p o ec i e ba ie s, wo-hand con ol de ices,
an eme gency s op bu on, and a load-holding al e we e implemen ed.
The esul s ob ained h ough he e alua ion o he equipmen allowed o conclude ha i me he
equi emen s es ablished ini ially o he p ojec , ensu ing cus ome sa is ac ion. Thus, a sa e , mo e
e icien , and eliable equipmen was ob ained.
KEY WORDS: AUTOMATION, MECHATRONICS, PLC, OUTSOLES, SAFETY.
VI
ÍNDICE
Ag adecimen os ................................................................................................................................... ii
Resumo.............................................................................................................................................. i
Abs ac ...............................................................................................................................................
Índice ................................................................................................................................................. i
Índice de Figu as ................................................................................................................................ xi
Índice de Tabelas .............................................................................................................................. xi
Lis a de Símbolos .............................................................................................................................. x
1. In odução .................................................................................................................................. 1
1.1. Enquad amen o e Mo i ação .............................................................................................. 1
1.2. Ap esen ação do Pa cei o do P oje o .................................................................................. 2
1.3. Obje i os ........................................................................................................................... 3
1.4. Es u u a da Disse ação .................................................................................................... 3
2. Es ado de A e e Concei os Fundamen ais ................................................................................... 5
2.1. Teo ia do P oje o ............................................................................................................... 5
2.1.1. P oje o Meca ónico ................................................................................................... 6
2.1.2. VDI 2206 – Me odologia de P oje o Pa a Sis emas Meca ónicos ................................ 8
2.2. Segu ança e No malização ............................................................................................... 10
2.2.1. A aliação de Riscos ................................................................................................. 10
2.2.2. Redução de Riscos .................................................................................................. 13
3. P ocesso de P odução de Solas ................................................................................................. 20
3.1. P odução de Solas po Ex usão ....................................................................................... 20
3.1.1. Ma é ia-P ima .......................................................................................................... 20
3.1.2. P ocesso de Ex usão .............................................................................................. 21
3.1.3. Moldagem da Sola ................................................................................................... 22
XIII
Figu a 6.11 – Ec ã que pe mi e ajus a empos associados ao p ocesso. .......................................... 80
Figu a 6.12 – Ec ã ela i o à injeção. ................................................................................................ 80
Figu a 6.13 – Ec ã pa a al e a as elocidades de o ação dos ex uso es. ........................................ 81
Figu a 6.14 – Ec ã que pe mi e con ola a insu lação du an e a injeção e a manual. ........................ 81
Figu a 6.15 – Pop-up co esponden e à pa agem de eme gência. ..................................................... 82
Figu a 7.1 – Iden i icação da zona pe igosa do equipamen o. ............................................................ 85
Figu a 7.2 – Á ea a cob i pelas p o eções, de o ma a espei a a no ma ISO13857:2019. .............. 87
Figu a 7.3 – Á ea necessá ia pa a ealiza a o ação li emen e e o e on al an iga. ....................... 88
Figu a 7.4 – Implemen ação das ba as on ais na máquina. ........................................................... 88
Figu a 7.5 – P o eção mó el abe a e echada, espe i amen e. ........................................................ 89
Figu a 7.6 – P o eção la e al............................................................................................................. 90
Figu a 7.7 – Dis ância mínima pa a disposi i os de comando bimanual [27]. .................................... 91
Figu a 7.8 – Bo ões co espondes es ao comando bimanual. ............................................................ 92
Figu a 7.9 – Localização do bo ão de eme gência. ............................................................................ 93
Figu a 7.10 – Esquema hid áulico do bloco de sus en ação de ca ga implemen ado. ........................ 94
Figu a 7.11 – Esquema de ligações do elé que con ola a pa agem de eme gência. ......................... 96
Figu a 7.12 – Esquema de ligações do con olo da p o eção mó el. .................................................. 97
Figu a 7.13 – A qui e u a de ligações do con olo do comando bimanual. ......................................... 98
Figu a 8.1 – Desgas e no uso. ....................................................................................................... 100
Figu a 8.2 – P ocesso de e i icação da camisa. ............................................................................. 101
Figu a 8.3 – Soldadu a dos ile es pa a ecupe ação da olga desejada. .......................................... 102
Figu a 8.4 – Sis ema an igo de echo do molde. .............................................................................. 103
Figu a 8.5 – Pa a usos da ampa supe io que queb am (a e melho). ............................................ 103
Figu a 8.6 – Mapa de o ças exis en e no sis ema de echo. ............................................................ 104
Figu a 8.7 – Al e ação do sis ema de echo do molde. .................................................................... 105
Figu a 8.8 – Mapa dos es o ços sen idos no echo do molde, com a in e são das ampas. .............. 106
Figu a 8.9 – Sis ema de o ação do cabeço e an igo. ...................................................................... 107
Figu a 8.10 – Ap oximação do cabeço e a um p isma e angula . ................................................... 109
Figu a 8.11 – Sis ema de o ação do cabeço e desen ol ido. .......................................................... 111
Figu a 8.12 – Sis ema de guiamen o das has es. ............................................................................ 116
Figu a 8.13 – Acumulação de esíduos e desgas e nas has es, espe i amen e. .............................. 116
Figu a 8.14 – Aplicação do aspado nas has es. ............................................................................ 117
XIV
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 2.1 - Signi icado das co es na sinalização do equipamen o [26]. ............................................ 15
Tabela 2.2 – Al u a necessá ia das p o eções pa a casos com baixo po encial de pe igo. Adap ado de
[13]. ................................................................................................................................................. 17
Tabela 2.3 - Al u a necessá ia das p o eções pa a casos com al o po encial de pe igo. Adap ado de [13].
........................................................................................................................................................ 17
Tabela 5.1 – P incipais ca ac e ís icas da cha e seccionado escolhida [24]. .................................... 34
Tabela 5.2 – Ca ac e ís icas ele an es da on e de alimen ação escolhida [20]. ................................ 35
Tabela 5.3 – Ca ac e ís icas ele an es do PLC
Mi subishi
FX3G 40MR-DS [18]. ............................... 39
Tabela 5.4 – Ca ac e ís icas ele an es do conjun o escolhido [7]. .................................................... 40
Tabela 5.5 – Ca ac e ís icas mais ele an es do HMI selecionado [33]. ............................................. 42
Tabela 5.6 – Bo ões a u iliza no equipamen o. ................................................................................. 43
Tabela 5.7 – P incipais ca ac e ís icas do con ac o de a inação do ex uso . ..................................... 45
Tabela 5.8 – Ca ac e ís icas ele an es do disjun o magne o é mico escolhido [25]. ......................... 46
Tabela 5.9 – Ca ac e ís icas das zonas de aquecimen o. ................................................................... 47
Tabela 5.10 – P incipais ca ac e ís icas do elé es á ico selecionado [35]. ......................................... 49
Tabela 5.11 – P incipais ca ac e ís icas do módulo de con olo de empe a u a [18]. ........................ 50
Tabela 5.12 – Ca ac e ís icas p incipais do a iado escolhido [19]. .................................................. 52
Tabela 5.13 – Ca ac e ís icas p incipais do disjun o escolhido [1]. ................................................... 54
Tabela 5.14 Ca ac e ís icas p incipais da ca a analógica FX3G-1DA-BD [17]. .................................... 54
Tabela 5.15 – Ca ac e ís icas ele an es do elé de segu ança RLY3-EMSS100 [30]. ......................... 57
Tabela 5.16 – Ca ac e ís icas ele an es do elé de segu ança
SICK
UE42-2HD [28]. ........................ 58
Tabela 5.17 – Ca ac e ís icas ele an es do elé de segu ança
SICK
UE48-2OS [29]. ........................ 59
Tabela 5.18 – Ca ac e ís icas da bomba hid áulica dupla. ................................................................. 62
Tabela 7.1 – Elemen os que cons i uem o bloco de sus en ação de ca ga. ........................................ 94
Tabela 8.1 Ca ac e ís icas do cilind o de o ação do cabeço e. ........................................................ 112
Tabela 8.2 – Desc ição de ajus es p e e enciais u ilizando o sis ema de u o básico [4]. .................. 114
XV
LISTA DE SÍMBOLOS
Siglas, ab e ia u as e ac ónimos
AC Co en e Al e nada
CAD Conceção Assis ida po Compu ado
DC Co en e Con ínua
EEPROM
Elec ically E asable P og ammable Read-Only Memo y
EPROM
E asable P og ammable Read-Only Memo y
EVA Espuma Vinílica Ace inada
FDB
Func ion Block Diag am
FLASHRAM
Flash
Random Access Memo y
HMI
Human-Machine In e ace
IEC
In e na ional Elec o echnical Commission
IL
Ins uc ion Lis
ISO
In e na ional O ganiza ion o S anda diza ion
LD
Ladde Diag am
PID P opo cional In eg al De i a i o
PLC Con olado Lógico P og amá el
PVC Policlo e o de Vinilo
RAM
Random Access Memo y
SSR
Solid S a e Relay
ST
S uc u ed Tex
TPR Bo acha Te moplás ica
TPU Poliu e ano Te moplás ico
UE União Eu opeia
VDI
Ve ein Deu sche Ingenieu e
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
1
1. INTRODUÇÃO
A ualmen e, com um me cado cada ez mais compe i i o, exis e uma c escen e p ocu a pela
indus ialização e au omação das linhas de p odução, isando ele a a compe i i idade das emp esas e
a cadência das linhas de p odução. Nesse sen ido, é essencial pa a as emp esas o imiza os seus
sis emas de p odução, em busca do aumen o das quan idades p oduzidas, mas sem comp ome e o
pad ão de exigência e qualidade do p odu o inal.
Es e ní el de compe i i idade exigido às emp esas impulsiona o desen ol imen o ecnológico, uma
ez que exige in es imen os na c iação de p odu os ino ado es, mas ambém na p ocu a de p ocessos
de ab ico mais e icien es e económicos. Es e p og esso con ínuo apenas é iá el a a és da simbiose
en e a Engenha ia Mecânica, Engenha ia Ele ónica e as Tecnologias de In o mação, que cons i uem a
Meca ónica.
No en an o, nem odas as emp esas êm possibilidades de assumi es e comp omisso de
cons an e melho ia e ino ação, p incipalmen e de ido a a o es económicos. Como al, os p oje is as
de em se capazes de es abelece um comp omisso en e a uncionalidade e o cus o, seguindo as
exigências de inidas pelo clien e. Po ezes, o na-se a é necessá io abdica de algumas soluções mais
e icien es em de imen o de ou as menos e icien es, mas mais económicas, que pe mi em a iabilidade
do p oje o.
1.1. ENQUADRAMENTO E MOTIVAÇÃO
Po ugal é conhecido como um país de e e ência na indús ia do calçado, mais conc e amen e
na egião no e, com um ele ado núme o de emp esas que se dedicam a es e amo. Em 2021, segundo
a
BPs a
, exis iam 1864 emp esas elacionados ao se o do calçado em Po ugal, com um o al de 2175
milhões de eu os mo imen ados [2].
De ido ao ele ado núme o de emp esas a apos a em nes e se o , são á ios os equipamen o de
p odução de solas exis en es em Po ugal. Po ém, mui as emp esas possuem equipamen os obsole os,
que não pe mi em cump i as demandas do me cado da o ma mais e icien e e en á el. De o ma a
esol e es e p oblema, as emp esas pode iam apos a na ob enção de máquinas no as, ou na al e ação
dos equipamen os que possuem, pe mi indo uma edução conside á el nos in es imen os. Des a o ma,
oi p opos a a eengenha ia de uma máquina de p odução de solas, com o in ui o de consegui um
equipamen o capaz de colma a as necessidades da indús ia.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
2
A sola é o elemen o do calçado esponsá el pelo con ac o di e o com o solo e, como al, de e se
capaz de abso e os choques, bem como possui ele ada esis ência à ab asão, de o ma a se um
elemen o du á el. As solas podem se ab icadas po uma a iedade de ma e iais, desde e moplás icos
(TPR, TPU), bo acha, poliu e ano, EVA, en e ou os. Dependendo do ipo de ma e ial, o p ocesso de
p odução da sola pode a ia .
A máquina u iliza o p ocesso de ex usão pa a a p odução das solas, com possibilidade de p oduzi
solas a é duas co es. Es a oi p oduzida na década de 90, pela an iga emp esa po uguesa
Gi ão
. Desde
en ão, exis iu um a anço ecnológico que pode se implemen ado no equipamen o, pe mi indo que o
mesmo ol e a se compe i i o no me cado. Assim, se á ealizado um no o sis ema de au omação no
equipamen o, que o ne a máquina mais iá el e p odu i a. Po ou o lado, no que diz espei o à
segu ança do equipamen o, exis em a ualmen e no mas de segu ança mais es i as, pelo que ambém
e ão de se ealizadas al e ações a es e ní el. Po úl imo, se ão analisados os sis emas mecânicos, com
subs i uição/ epa ação dos componen es que ap esen a em desgas e e al e ação de alguns sis emas
que ap esen am algumas alhas.
1.2. APRESENTAÇÃO DO PARCEIRO DO PROJETO
A
JFROSMAQ, Unipessoal LDA
é uma emp esa especializada no comé cio, ab ico, epa ação e
manu enção de máquinas indus iais. Sediada na eguesia de Pon e, no concelho de Guima ães, a maio
pa e do seu abalho incide na indús ia do calçado, de ido à o e p esença des a indús ia na zona do
Vale do A e.
Apesa da especialização na indús ia do calçado, a emp esa ambém e e ua os mais di e sos
se iços de se alha ia, a a és de equipamen os de o neamen o, esagem, soldadu a, en e ou os,
que pe mi em a ealização de qualque se iço mecânico. Além da componen e mecânica, são ambém
e e uados se iços de ele ónica, onde se inclui a p og amação de au óma os.
Em e mos de es u u a, a
JFROSMAQ
é uma emp esa de pequena dimensão, compos a po
apenas 4 colabo ado es. Es a equipa eduzida pe mi e um ambien e de abalho mais p óximo e ágil,
onde as decisões podem se omadas com maio lexibilidade e e iciência. A pequena escala da emp esa
não só acili a a pe sonalização dos se iços, mas ambém p omo e uma colabo ação di e a en e os
memb os da equipa, a o ecendo a implemen ação de soluções ápidas e adap adas às necessidades
especí icas de cada p oje o.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
3
1.3. OBJETIVOS
A p esen e disse ação em como obje i o ge al a eengenha ia de uma máquina de ex usão de
solas. O obje i o inicial do p oje o esume-se ao es udo e análise do uncionamen o da máquina, com a
ealização de um es udo de me cado, a im de consegui pe cebe que ipo de melho ias podem se
aplicadas no equipamen o. Depois, se á idealizado o sis ema de comando da máquina, com a
implemen ação de um PLC e de um HMI pa a con olo e moni o ização dos pa âme os do p ocesso.
De uma o ma ge al, de em se a ingidos os seguin es obje i os:
− Es uda o p ocesso de p odução de solas;
− Realiza o p ocesso de engenha ia in e sa no equipamen o, azendo a documen ação dos
componen es do equipamen o;
− Au oma iza o equipamen o, desen ol endo um no o sis ema de comando, mais iá el e
p odu i o;
− Inco po ação de um HMI, que pe mi a a moni o ização e al e ação de pa âme os de p ocesso;
− Aplicação de um a iado de elocidade, de o ma a pe mi i a al e ação da elocidade de
ex usão, bem como aumen a a e iciência ene gé ica da máquina;
− Es uda as no mas de segu ança aplicá eis, de o ma a implemen a sis emas de segu ança
que pe mi em ob e um equipamen o segu o e iá el;
− Desen ol e um no o sis ema de oca de molde, que seja mais p eciso e exa o;
− Desen ol e um sis ema que pe mi a uma u ilização simples, ápida e in ui i a.
1.4. ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO
Es e documen o ap esen a de o ma cla a e o ganizada odo o abalho desen ol ido no âmbi o
des a disse ação, es u u ado em capí ulos, cuja in odução b e e é desc i a a segui :
Capí ulo 1: In oduz o ema, ap esen a o enquad amen o e a mo i ação pa a a ealização do
abalho. Também são mencionados os pa cei os do p oje o e de inidos os obje i os iniciais.
Capí ulo 2: Explo a o es ado da a e, abo dando os concei os necessá ios pa a o desen ol imen o
do p oje o. Inclui a me odologia ado ada no p oje o e os equisi os de segu ança pa a ga an i a
con o midade no ma i a.
Capí ulo 3: Desc e e de alhadamen e o p ocesso de p odução de solas po ex usão, desde a
eceção da ma é ia-p ima a é à ob enção do p odu o inal.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
4
Capí ulo 4: Ap esen a a máquina a au oma iza , des acando os di e en es componen es ele an es
pa a o p oje o.
Capí ulo 5: De alha o p ocesso de seleção dos componen es necessá ios pa a o sis ema de
comando, com uma undamen ação écnica pa a cada escolha.
Capí ulo 6: Expõe o comando desen ol ido pa a o con olado , desc e endo o uncionamen o
p e is o pa a o equipamen o.
Capí ulo 7: Foca-se na cons ução de uma máquina segu a, ap esen ando as modi icações
ealizadas pa a ga an i a con o midade com as no mas de segu ança aplicá eis.
Capí ulo 8: P opõe co eções mecânicas no equipamen o, isando melho ias no desempenho e
na iabilidade do sis ema.
Capí ulo 9: Ap esen a as conside ações inais sob e o p oje o desen ol ido, com suges ões pa a
u u as melho ias e ape eiçoamen os.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
5
2. ESTADO DE ARTE E CONCEITOS FUNDAMENTAIS
An es da conceção e desen ol imen o de um equipamen o é impo an e es abelece -se um pon o
de pa ida pa a o es udo p opos o. Como al, é impo an e es uda o conhecimen o cien í ico exis en e
em elação aos di e sos concei os p esen es no p oje o. Des a o ma, oi ealizado um es udo sob e as
e apas necessá ias pa a a ealização de um p oje o, com pa icula a enção pa a a no ma VDI 2206,
seguido de um es udo às no malizações associadas à segu ança e saúde pa a ce i icação de máquinas.
Po úl imo, es udou-se o p ocesso de p odução de solas.
2.1. TEORIA DO PROJETO
Ao longo dos anos o am desen ol idas me odologias pa a guia o p oje is a na conceção de no os
equipamen os. De uma o ma ge al, são de inidos dois ipos de modelos: desc i i os e p esc i i os [5].
Modelos desc i i os
Os modelos desc i i os ealçam, ge almen e, a impo ância da ge ação de uma solução conce ual
no início do p oje o. Es a solução inicial é depois sujei a a qua o e apas dis in as, das quais: explo ação,
conceção, a aliação e comunicação ( e Figu a 2.1). A ase de explo ação co esponde à análise e
de inição do p oblema. Segue-se a ge ação de uma solução concep ual capaz de esponde às
necessidades expos as na de inição do p oblema. Depois, az-se a a aliação das soluções em unção dos
equisi os de inidos inicialmen e. Caso a solução não seja sa is a ó ia, ou seja, não se encon e de aco do
com os pa âme os de inidos, ecomeça-se o p ocesso de ge ação de solução. Po úl imo, a solução
ob ida é comunicada ao clien e [5].
Figu a 2.1 - Fluxog ama de um modelo desc i i o de qua o e apas. Adap ado de [5].
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
6
Modelos p esc i i os
Po ou o lado, os modelos p esc i i os êm como obje i o p omo e um abalho mais de alhado
du an e a ge ação de soluções, de o ma a ga an i que nenhum elemen o impo an e é esquecido nes a
análise, a a és da adoção de p ocedimen os sis emá icos e algo í micos.
O o ganismo alemão VDI elabo ou uma sé ie de documen os que suge em me odologias pa a a
esolução de p oje os, nos quais se inclui a VDI 2221 – “
Sys ema ic App oach o he Design o Technical
Sys ems and P oduc s”
[27]. Es a no ma suge e uma abo dagem sis emá ica na conceção de um p oje o
(Figu a 2.2) a a és da subdi isão do p oblema ge al em á ios subp oblemas, com pos e io solução de
cada um deles. A solução inal pa a o p oblema ge al co esponde á a uma combinação das subsoluções
ob idas an e io men e.
Figu a 2.2 - Modelo de desen ol imen o de soluções da no ma VDI 2221. Adap ado de [27].
Es a mesma o ganização oi au o a de ou a no ma especí ica pa a sis emas meca ónicos, a VDI
2206 – “
Design me hodology o mecha onic sys ems
” [26], que se á abo dada num subcapí ulo
seguin e.
2.1.1. PROJETO MECATRÓNICO
Com o a anço da ecnologia e com a implemen ação da Indús ia 4.0, exis e a p ocu a cons an e
de melho ias ecnológicas que pe mi am a o imização dos sis emas de p odução. Como al, o uso da
Meca ónica é indispensá el, de o ma a p omo e a au oma ização das indús ias, bem como consegui
aumen a os ní eis de p odução.
A Meca ónica em como base a simbiose en e a Engenha ia Mecânica, Engenha ia Ele ónica e
as Tecnologias de In o mação, al como demons a a Figu a 2.3.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
7
Figu a 2.3 – Simbiose en e as di e en es engenha ias p esen es na Meca ónica. Adap ado de [31].
Es a simbiose em como obje i o melho a o compo amen o de um sis ema a a és do uso de
senso es, de modo a ob e in o mações sob e o ambien e e o sis ema. A a és da inco po ação das
ecnologias de in o mação, é possí el a ealização de sis emas écnicos adap a i os, que são capazes de
esponde às mudanças na sua izinhança, de e ando es ados ope acionais c í icos e o imizando
sequências que di icilmen e pode iam se con oladas sem o uso des as ecnologias de con olo [31].
A Figu a 2.4 mos a a es u u a básica de um Sis ema Meca ónico. Es a é compos a po um
sis ema, senso es, a uado es e disposi i os esponsá eis pelo p ocessamen o da in o mação. A
izinhança onde o Sis ema Meca ónico ope a ambém é impo an e. A moni o ização do sis ema é
ealizada a a és de senso es que comunicam com o con olado . O p ocessamen o des a in o mação
de e mina quais as ações necessá ias a ealiza pa a a e a as a iá eis do sis ema. A implemen ação
de ações é ealizada a a és dos a uado es [31].
Figu a 2.4 – Es u u a Básica de um Sis ema Meca ónico. Adap ado de [31].
Meca ónica
Engenha ia
Mecânica
Tecnologias
de
In o mação
Engenha ia
Ele ónica
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
14
Cons ução Mecânica
O obje i o p imo dial da cons ução mecânica de e se p e eni a p odução de pe igos. Es e
obje i o pode se alcançado, po exemplo, a a és de [26]:
− E i a bo das a iadas, can os e peças salien es;
− E i a pon os de esmagamen o, pon os de cisalhamen o e pon os de ema anhamen o;
− Limi a a ene gia ciné ica (massa e elocidade);
− Conside a p incípios e gonómicos.
Figu a 2.9 – Exemplos de como eduzi pe igos na cons ução mecânica [26].
Concei o de ope ação e conse ação
A necessidade de exposição a á eas de pe igo de e se a meno possí el. Esse obje i o pode se
alcançado, po exemplo, po meio de:
− Uso de es ações de ca ga e desca ga;
− Realização dos abalhos de ajus e e de manu enção a pa i do “ex e io ”;
− U ilização de componen es con iá eis e disponí eis de o ma a e i a abalhos de
manu enção;
− Possui um concei o de comando cla o e inequí oco, po ex. iden i icação cla a dos
componen es de comando.
Em elação aos bo ões de comando, sinalizado es e indicações cons an es nas elas, es es de em
se iden i icados po co es, onde cada co e á um de e minado signi icado. Es a lógica de co es pode
se encon ada na abela abaixo.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
15
Tabela 2.1 - Signi icado das co es na sinalização do equipamen o [26].
2.2.2.1. MEDIDAS DE PROTEÇÃO
As medidas de p o eção são de inidas com o obje i o de eduzi os iscos que não o am
eliminados na ase de p oje o. Es as de em se de inidas de o ma p ecisa, de modo a ob e a segu ança
necessá ia com os cus os adequados. Dependendo do ipo de pe igo associado, podem se u ilizadas
di e en es ipos de medidas de p o eção, como [26]:
− Impedi o acesso de o ma pe manen e;
− Impedi o acesso de o ma empo á ia;
− Re e pa ículas, subs âncias e adiações;
− P e enção de pa ida, de pa ida inespe ada e combinação de ambas;
− Pe missão da passagem de ma e iais;
− Moni o ização dos pa âme os da máquina;
− U ilização de indicações e ala mes ele an es pa a a segu ança;
− Pa agem de Eme gência;
− En e ou as.
Pa agem de Eme gência
Segundo a no ma EN ISO 13850:2015, a pa agem de eme gência em como obje i o e i a
si uações de eme gência eais ou eminen es deco en es do compo amen o de pessoas ou de um e en o
pe igoso inespe ado. Es a unção de e se iniciada a a és de uma única ação humana.
A unção de pa agem de eme gência de e ambém obedece aos seguin es c i é ios [3]:
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
16
− De e es a semp e disponí el e ope acional e de e anula odas as ou as unções e
ope ações de odos os modos de ope ação da máquina, sem p ejudica ou as unções
de p o eção;
− Assim que a pa agem de eme gência o acionada, es a de e pe manece a i ada a é que
seja ei o o ea me manualmen e;
− A unção de pa agem de eme gência de e se einiciada a a és de ação in encional
humana. Es a de e se ealizada a a és do desenga e de um disposi i o de pa agem de
eme gência. No en an o, es a ação não de e inicia o uncionamen o da máquina;
− A unção de pa agem de eme gência é uma medida de p o eção complemen a e não
de e se aplicada como subs i u a de medidas de p o eção ou de ou as unções de
segu ança;
− A unção de pa agem de eme gência não de e p ejudica a e icácia de ou as unções de
segu ança;
− A unção de pa agem de eme gência de e se p oje ada de modo que, após a a uação do
disposi i o de pa agem de eme gência, os mo imen os e ope ações pe igosas da máquina
sejam in e ompidos de manei a adequada, sem c ia iscos adicionais e sem qualque
in e enção adicional.
A pa agem de eme gência pode unciona de aco do com as seguin es ca ego ias:
− Ca ego ia de pa agem 0 – pa agem a a és da imedia a emoção de ene gia dos
a uado es da máquina;
− Ca ego ia de pa agem 1 – ene gia disponí el nos a uado es pa a ealização de
mo imen os e ope ações de pa agem, que de e se co ada assim que a pa agem o
alcançada.
Cada máquina de e con e , pelo menos, uma unção de pa agem de ca ego ia 0, podendo ou não
con e pa agens de ca ego ia 1.
Os disposi i os de pa agem de eme gência de em se p oje ados de o ma a se em acilmen e
iden i icados e acionados pelo ope ado ou po ou a pessoa que possa necessi a de o aciona . Es es
podem se de um dos seguin es ipos:
− Bo ões que sejam acilmen e a i ados pela palma da mão;
− Disposi i os acionados a a és de ios, co das ou ba as;
− Pedais sem capa p o e o a, caso ou as soluções não o em aplicá eis.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
17
Dimensão do campo de P o eção Necessá io
A c iação de es u u as de p o eção de e se ealizada de o ma que não seja possí el o acesso
po cima a zonas de pe igo. Po ou o lado, pa a e i a o acesso po baixo da p o eção, no malmen e é
su icien e que esses equipamen os comecem a 200 mm acima do ní el de e e ência.
Figu a 2.10 – Acesso a zona de pe igo a a és da passagem po cima da ba ei a de p o eção [26].
A no ma EN ISO 13857 de ine a al u a necessá ia pa a e i a es a si uação, a a és da elação
en e a al u a da á ea de pe igo, o a as amen o ho izon al ela i amen e à á ea de pe igo e a al u a da
p o eção. De aco do com o g au de isco associado
Tabela 2.2 – Al u a necessá ia das p o eções pa a casos com baixo po encial de pe igo. Adap ado de [13].
Al u a a da zona
de pe igo (mm)
A as amen o ho izon al c ela i amen e à á ea de pe igo (mm)
2500
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2400
100
100
100
100
100
100
100
100
0
2200
600
600
500
500
400
350
250
0
0
2000
1100
900
700
600
500
350
0
0
0
1800
1100
1000
900
900
600
0
0
0
0
1600
1300
1000
900
900
500
0
0
0
0
1400
1300
1000
900
800
100
0
0
0
0
1200
1400
1000
900
500
0
0
0
0
0
1000
1400
1000
900
300
0
0
0
0
0
800
1300
900
600
0
0
0
0
0
0
600
1200
500
0
0
0
0
0
0
0
400
1200
300
0
0
0
0
0
0
0
200
1100
200
0
0
0
0
0
0
0
0
1100
200
0
0
0
0
0
0
0
Segundo ISO
13857:2008
Al u a b da p o eção (mm)
1000
1200
1400
1600
1800
2000
2200
2400
2500
Tabela 2.3 - Al u a necessá ia das p o eções pa a casos com al o po encial de pe igo. Adap ado de [13].
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
18
Al u a a da zona
de pe igo (mm)
A as amen o ho izon al c ela i amen e à á ea de pe igo (mm)
2700
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2600
900
800
700
600
600
500
400
300
100
0
2400
1100
1000
900
800
700
600
400
300
100
0
2200
1300
1200
1000
900
800
600
400
300
0
0
2000
1400
1300
1100
900
800
600
400
0
0
0
1800
1500
1400
1100
900
800
600
0
0
0
0
1600
1500
1400
1100
900
800
500
0
0
0
0
1400
1500
1400
1100
900
800
0
0
0
0
0
1200
1500
1400
1100
900
700
0
0
0
0
0
1000
1500
1400
1000
800
0
0
0
0
0
0
800
1500
1300
900
600
0
0
0
0
0
0
600
1400
1300
800
0
0
0
0
0
0
0
400
1400
1200
400
0
0
0
0
0
0
0
200
1200
900
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1100
500
0
0
0
0
0
0
0
0
Segundo ISO
13857:2008
Al u a b da p o eção (mm)
1000
1200
1400
1600
1800
2000
2200
2400
2500
2700
2.2.2.2. INFORMAÇÃO SOBRE RISCOS RESIDUAIS
Após a aplicação de medidas pa a se e um p oje o segu o e de p o eções écnicas, é possí el
que ainda exis am pe igos associados ao equipamen o e ao seu uncionamen o. Caso es es exis am, o
ope ado de e ecebe ale as adicionais quan o aos iscos esiduais exis en es, bem como sob e a
necessidade de u ilização de medidas de p o eção adicionais, em especial o uso de equipamen os de
p o eção indi idual. São exemplos de in o mações ela i amen e a iscos esiduais [26]:
• Disposi i os de ale a acús icos e isuais;
• In o mações e a isos na máquina;
• Ale as no manual de ope ação;
• Ins uções de abalho, exigências de eino ou escla ecimen os aos ope ado es;
• Ins uções pa a o uso de equipamen os de p o eção indi idual.
Os disposi i os de ale a acús icos e ó icos de em se u ilizados quando a máquina não é
supe isionada (sem a cons an e supe isão de um ope ado ). Nes e caso, de em se p o idos
disposi i os de ale a que in o mem sob e a exis ência de pe igos esul an es de um e en ual mau
uncionamen o da máquina. Os disposi i os de ale a de em demons a cla amen e que se es á sob
uma si uação de pe igo [26].
Rela i amen e a in o mações e a isos exis en es nas máquinas, es es de em se
p e e encialmen e símbolos e pic og amas. De em ambém es a edigidos no idioma o icial do país em
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
19
que a máquina é come cializada, sendo possí el ambém a u ilização de ou as línguas o iciais. As
in o mações ele an es pa a a segu ança de em se cla as, de ácil comp eensão e o muladas de modo
conciso e p eciso [26].
Figu a 2.11 – Exemplos de sinalé ica de segu ança [26].
Po úl imo, em elação ao manual de ope ação, es e de e con e odas as in o mações ele an es
pa a a segu ança da máquina, em especial [26]:
• A isos e e en es ao possí el mau uso da máquina;
• Indicações sob e a colocação em uncionamen o, a ope ação da máquina, assim como
sob e o eino necessá io e/ou escla ecimen os aos ope ado es;
• In o mações sob e os iscos esiduais que ainda pe sis em apesa das medidas pa a
in eg a a segu ança no p oje o e aplicação de disposi i os de p o eção e de medidas de
p o eção complemen a es;
• Ins uções sob e as medidas de p o eção a se em omadas pelos ope ado es e os
equipamen os de p o eção indi idual necessá ios;
• Condições sob as quais as exigências e e en es à es abilidade são cump idas nas
di e sas ases da ida ú il da máquina
• Indicações de segu ança ela i amen e a anspo e, manuseamen o e a mazenamen o;
• Ins uções sob e o p ocedimen o necessá io em caso de aciden es e pa a a solução de
p oblemas ela i os à segu ança;
• Ins uções sob e a con igu ação segu a, sob e a manu enção e as de idas medidas de
p o eção;
• Especi icação das peças de eposição a se em usadas que podem a e a a segu ança e a
saúde dos p o issionais de ope ação.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
20
3. PROCESSO DE PRODUÇÃO DE SOLAS
An es de se inicia o p oje o p op iamen e di o, é necessá io ealiza um enquad amen o ao ema,
is o é, pe cebe odo o concei o de p odução de solas, desde a chegada da ma é ia-p ima, a é à ob enção
do p odu o inal.
3.1. PRODUÇÃO DE SOLAS POR EXTRUSÃO
Tal como e e ido an e io men e, exis em di e sos p ocessos pa a a p odução de solas. O p ocesso
que se á analisado se á a p odução po ex usão, dado se es e o mecanismo u ilizado na máquina a
au oma iza .
O p ocesso de p odução de solas po ex usão pode se di idido em qua o e apas p incipais, das
quais: a amen o da ma é ia-p ima, p ocesso de ex usão, moldagem da sola e acabamen o.
3.1.1. MATÉRIA-PRIMA
A ma é ia-p ima u ilizada num p ocesso de ex usão consis e em pequenos g ãos sólidos de
e moplás ico. O ma e ial pode se adqui ido com colo ação neu a – sendo pos e io men e mis u ado
com pigmen os pa a da a colo ação p e endida à sola – ou adqui ido com a colo ação inal.
Figu a 3.1 – Ma é ia-p ima com di e en es colo ações [30].
Após o ma e ial chega à áb ica, es e é colocado em mis u ado es, que i ão descompac a o
ma e ial e sol a os g ãos que es ejam aglome ados. Caso o ma e ial necessi e de se mis u ado, é
ambém aqui ealizada a mis u a. Pos e io men e, o ma e ial é colocado em secado es, que pe mi em a
secagem do ma e ial, acili ando a ex usão e melho ando a qualidade do p odu o inal. Depois de
concluído o p ocesso de secagem, o ma e ial encon a-se p on o pa a se p ocessado na máquina.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
21
3.1.2. PROCESSO DE EXTRUSÃO
O p ocesso de ex usão consis e em de e e os g ãos de ma é ia-p ima e p ocessá-la, de o ma a
se u ilizada pa a p odução de ilmes con ínuos. A Figu a 3.2 mos a o esquema de uncionamen o de
uma unidade de ex usão.
Figu a 3.2 – Unidade de Ex usão. Adap ado de [21].
Uma máquina de ex usão é compos a po uma camisa que é alimen ada na ex emidade opos a
ao molde pela emonha, que con ém o políme o a se inje ado em o ma de g anulado. Ao longo da
camisa, exis em esis ências que p omo em a usão do ma e ial, que jun amen e com a o ação do uso,
pe mi em uma mis u a homogénea e um aumen o da p essão, que ai pe mi i a ex usão do ma e ial
pela ma iz [21].
O calo o necido pelas esis ências acopladas ao cilind o e a ação de mis u a quando o ma e ial
é mo ido pelo pa a uso sem- im pe mi em o aquecimen o homogéneo do ma e ial, a a és da condução
de calo e da icção exis en e. Assim, a elocidade de o ação do uso i á in luencia no luxo de ma e ial
ex udado, bem como na ex u a, uma ez que meno es elocidades de o ação i ão pe mi i que o
ma e ial ique mais empo den o do uso, e ice- e sa [21].
Figu a 3.3 – Exemplo de um uso u ilizado no p ocesso de ex usão.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
22
Es e p ocesso pode se di idido em 3 zonas dis in as: a zona de anspo e de sólidos (ou de
compac ação), a zona de anspo e (ou de usão) e a zona de medição (ou de bombagem), al como
mos a a Figu a 3.2. Es a di isão em zonas de e-se à al e ação da geome ia do uso. Como se pode
isualiza na igu a, o diâme o ex e no dos anéis do uso pe manece cons an e ao longo do seu
comp imen o, po ém o seu diâme o in e no ai aumen ando ao longo do mesmo, diminuindo os espaços
en e o uso e a camisa.
A zona de anspo e de sólidos é a ase inicial do p ocesso e em como obje i o o anspo e do
ma e ial desde a emonha pa a o in e io da camisa. Dado se es a a zona de en ada do ma e ial, es e
ainda se encon a em o ma de g anulado e, como al, são necessá ios mais espaços en e a camisa e
o uso, o que implica um meno diâme o in e io do uso. Assim que o ma e ial en a na camisa, inicia-
se o seu aquecimen o, compac ação e anspo e ao longo do canal.
De seguida, em-se a zona de ansição, onde se inicia o p ocesso de plas i icação do ma e ial.
Com o aumen o da empe a u a, o ma e ial começa a undi , o que implica uma diminuição do olume
ocupado pelo mesmo, dado que os espaços en e as pa ículas que ou o a es a am solidi icadas deixa
de exis i . Como al, é necessá io que o diâme o in e io do uso comece a aumen a , de o ma a diminui
o olume da câma a, pa a que se consiga a mis u a e aumen o da p essão do ma e ial.
Po úl imo, em-se a zona de medição, esponsá el po ge a p essão su icien e pa a pe mi i a
injeção do ma e ial. Es e de e acumula -se na quan idade e es ado desejado pa a se expelido de den o
da camisa [21].
3.1.3. MOLDAGEM DA SOLA
O p ocesso de ex usão po si só não é su icien e pa a consegui da a o ma desejada à sola,
dado que o mesmo apenas pe mi e a o mação de pe is con ínuos que espei am a o ma da ma iz.
Assim sendo, é necessá io que o ma e ial seja ex udado pa a den o de um molde, com a o ma nega i a
da sola p e endida.
Du an e a en ada do ma e ial p o enien e do p ocesso de ex usão pa a den o do molde, es e
em de es a echado sob de e minada p essão, de o ma a ga an i que as o ças in e io es ge ados pela
en ada do ma e ial não ab am o molde e des uam o p odu o inal. Assim, o echo de molde é ealizado
com o auxílio de uma p ensa, que impede que o ma e ial aze pelas jun as e ga an a a co e a p odução
das solas. Após o a e ecimen o do ma e ial den o do molde, es e pode se abe o e a sola es á p on a
pa a se e i ada.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
23
Figu a 3.4 – Exemplo de uma sola p oduzida numa máquina de ex usão [14].
Na p odução de solas bicolo es, o molde é cons i uído po ês pa es: a base, que é colocada na
mesa da máquina, e as duas pa es espe i as à p imei a e segunda co , colocadas na cabeça da
máquina. Inicialmen e, o molde é echado na p imei a co , e p ocede-se à ex usão do ma e ial pa a
den o do mesmo. Depois de ul apassado o empo de a e ecimen o necessá io, o molde ab e e a cabeça
oda, de modo a se possí el o echo do molde na segunda co e a ex usão da mesma, concluindo o
p ocesso. Pa a is o, é necessá io que a máquina possua duas unidades de ex usão, sendo cada uma
delas esponsá el pela injeção de uma co .
3.1.4. ACABAMENTO
Após a ex usão da sola, o p ocesso de p odução da mesma pode ainda não es a concluído, is o
que pode se ainda necessá io ealiza algum ipo de aplicação ou acabamen o, como po exemplo
umos, pin u as, lixados, en e ou os.
Figu a 3.5 – Pin u a de uma sola e p odu o inal [14].
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
30
E iciência Ene gé ica:
− Ope ação Con ínua do Mo o Elé ico: O mo o elé ico da unidade ene gé ica ope a
con inuamen e na sua elocidade nominal, mesmo du an e os empos ociosos do p ocesso,
que co espondem a ce ca de me ade do empo de p odução. Is o esul a em consumos de
ene gia desnecessá ios, e, consequen emen e, numa e iciência ene gé ica baixa.
4.1.3. FUNCIONAMENTO PRETENDIDO
Com base na a aliação dos p oblemas iden i icados, o uncionamen o p e endido pa a o
equipamen o de e cen a -se na melho ia da e iciência ope acional, da p ecisão dos p ocessos, da
segu ança e da sus en abilidade ene gé ica. As al e ações e ajus es p opos os de e ão ga an i um
equipamen o mais iá el, p odu i o e alinhado com as necessidades a uais de p odução.
Assim, se á desen ol imen o pa a o equipamen o um no o sis ema de comando, com a
implemen ação de um no o au óma o. Se á ambém implemen ada uma consola, com a de inição de
um conjun o de ec ãs i e a i os, que i ão pe mi i uma usabilidade mais simples e in ui i a pa a os
ope ado es.
Do pon o de is a da e iciência ene gé ica, se á implemen ado um a iado de equência, que
pe mi i á eduzi a elocidade do mo o elé ico, p omo endo melho ias signi ica i as nos gas os
ene gé icos do equipamen o. Po ou o lado, a implemen ação do a iado ambém pe mi i á a al e ação
das elocidades de ex usão, o e ecendo uma maio e sa ilidade ao equipamen o, de ido à maio
compa ibilidade com ou os ma e iais.
Do pon o de is a mecânico, se ão analisadas e co igidas as alhas iden i icadas, assim como
se ão epos as as olgas co e as nos componen es sujei os a desgas e.
Com es as melho ias, o equipamen o se á capaz de a ende às exigências da indús ia, o e ecendo
maio e iciência ene gé ica e ope acional, além de maio segu ança pa a os ope ado es. O obje i o inal
é desen ol e um equipamen o obus o e lexí el, p epa ado pa a esponde de o ma e icien e às
exigências a uais e u u as.
4.1.4. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE SEGURANÇA
A segu ança é um dos pila es undamen ais no desen ol imen o e mode nização do equipamen o.
Pa a ga an i um ambien e de abalho segu o e minimiza a oco ência de si uações de isco, se á
implemen ado um sis ema de pa agem de eme gência. Es e sis ema pe mi i á a in e upção imedia a do
uncionamen o em caso de necessidade, p e enindo aciden es e p o egendo an o os ope ado es quan o
o p óp io equipamen o.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
31
Além disso, se á ado ado um conjun o de medidas écnicas pa a impedi o acesso a zonas de
pe igo du an e a ope ação. Essas medidas inclui ão a ins alação de ba ei as ísicas, senso es de
segu ança e disposi i os de bloqueio que e i a ão o con a o di e o com á eas c í icas.
Todas as medidas implemen adas es a ão em con o midade com as no mas e egulamen ações
de segu ança aplicá eis, assegu ando que o equipamen o a enda aos pad ões da indús ia. O obje i o é
não só cump i com os equisi os legais, mas ambém p opo ciona uma ope ação segu a, con iá el e
e icien e pa a os ope ado es e o ambien e de abalho.
4.2. REQUISITOS DO PROJETO
Tal como de ine a no ma VDI 2206 ( e 2.1.2), a p imei a e apa do p oje o a a-se da cla i icação
dos equisi os, seguindo os obje i os ap esen ados em 1.3. Nesse sen ido, oi elabo ada uma á o e de
obje i os, onde se p ocu a ob e um equipamen o segu o, e sá il, iá el e
use - iendly
.
Figu a 4.7 – Á o e de obje i os desen ol ida pa a o equipamen o desejado.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
32
4.3. ESTUDO DE MERCADO
Numa ase inicial, ealizou-se um es udo de me cado com o obje i o de iden i ica equipamen os
semelhan es ao obje o de es udo. En e os ab ican es analisados, des acou-se a emp esa i aliana
Pie ella S. .l
., ep esen ada em Po ugal pela
JFROSMAQ
. Den o do po e ólio de máquinas da emp esa,
oi dada especial a enção à gama BE 150, de ido às suas ca ac e ís icas que ap esen am maio
semelhança com a máquina em análise.
O modelo
BE 150
encon a-se disponí el em ês a ian es —
Twin
,
T is
e
Poke
— con o me a
máquina possua dois, ês ou qua o pos os de abalho, espe i amen e. Tal como o equipamen o a se
au oma izado, es a linha pe mi e a p odução de solas bicolo es a a és do p ocesso de ex usão,
con ando com dois ex uso es po cada pos o de abalho. Em Po ugal, exis em di e sos exempla es
des e modelo em ope ação, o que iabilizou uma análise mais de alhada das suas ca ac e ís icas.
Figu a 4.8 – Máquina de ex usão de solas
Pie ella BE 150 T is
[22].
Es e equipamen o é equipado com se omo o es nos ex uso es, possibili ando o con olo p eciso
da elocidade de o ação do uso, com uma a iação en e 5 e 240 pm. O cilind o de echo ap esen a
uma capacidade de ge a a é 150 oneladas de o ça, com um cu so o al de 300 mm. Além disso, a
o ação do cabeço e é ealizada a a és de um cilind o hid áulico de has e passan e, pe mi indo o
posicionamen o do cabeço e em ês ângulos dis in os: 0º, 90º e 180º.
A máquina es á ambém equipada com uma HMI, que p opo ciona ao ope ado a capacidade de
moni o iza e ajus a os pa âme os do p ocesso, p omo endo maio con olo e e iciência na ope ação.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
33
5. SELEÇÃO DE COMPONENTES
A mode nização do sis ema de comando da máquina de p odução de solas eque a escolha
c i e iosa de componen es que a endam aos equisi os écnicos, no ma i os e ope acionais do p oje o.
Esses componen es são undamen ais pa a ga an i a uncionalidade, e iciência e segu ança do
equipamen o. Es a seleção oi ealizada com base nos seguin es c i é ios p incipais:
• Compa ibilidade com o sis ema de au omação: Todos os disposi i os de em in eg a -se com o
au óma o p og amá el (PLC) e ao es an e do sis ema de comando;
• Con o midade com no mas de segu ança: Os componen es o am escolhidos em con o midade
com no mas como a IEC 60204-1:2016 e a ISO 13849, ga an indo a segu ança ope acional;
• Facilidade de manu enção: Op ou-se po componen es amplamen e disponí eis no me cado,
acili ando a manu enção e a eposição em caso de alhas.
De seguida, são de alhados os componen es selecionados pa a o sis emas, di ididos pelo ci cui o
de po ência, comando e de segu ança, jus i icando as suas escolhas com base nas necessidades
especi icas da sua aplicação.
5.1. CIRCUITO DE POTÊNCIA
5.1.1. CHAVE SECCIONADORA
A cha e seccionado a é um dos componen es p incipais do ci cui o de po ência, sendo esponsá el
po isola ele icamen e o sis ema du an e manu enções ou em si uações de eme gência, al como de ine
a no ma IEC 60204-1:2016. Es e componen e pe mi e que o ope ado desconec e a alimen ação elé ica
do equipamen o de o ma segu a e con iá el [10].
Requisi os Técnicos
• Tensão nominal de ope ação: 400 V AC.
• Capacidade de co en e: De e supo a a co en e nominal o al do sis ema (20 A).
• Ca ego ia de u ilização: AC-22A, adequada pa a manob as em ci cui os mis os com ca gas
indu i as le es.
• Posição de bloqueio: De e pe mi i o a amen o mecânico em posição "OFF" pa a segu ança
du an e a manu enção.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
34
Seleção e Jus i icação
Pa a a ende a esses equisi os, oi selecionada a cha e seccionado a
Schneide Elec ic
VCF5
(Figu a 5.1). Es e modelo ap esen a:
• Capacidade de co en e nominal: 125 A, ga an indo uma ma gem de segu ança acima do
consumo espe ado do equipamen o (50 A);
• Supo e pa a ensão de a é 690 V AC, o e ecendo e sa ilidade pa a aplicações indus iais;
• Posição de bloqueio mecânico, pe mi indo o uso de cadeados pa a a amen o;
• Cons ução obus a e compa í el com o ambien e indus ial do equipamen o.
Figu a 5.1 – Cha e seccionado a
Schneide Elec ic
VCF5 [24].
As ca ac e ís icas mais ele an es des e componen e es ão ap esen adas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – P incipais ca ac e ís icas da cha e seccionado escolhida [24].
Modelo
Schneide Elec ic
VCF5
Capacidade Nominal
125 A
Tensão máxima
690 V AC
Ca ego ia de u ilização
AC-22A
S anda d
IEC 60947-3
5.1.2. FONTE DE ALIMENTAÇÃO
A on e de alimen ação é um componen e essencial no ci cui o de comando, sendo esponsá el
po o nece ene gia es á el e con iá el pa a os disposi i os do sis ema. Es a on e de e a ende aos
equisi os do ci cui o p oje ado, ga an indo que odos os componen es ope em de o ma segu a, mesmo
nas condições de maio consumo.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
35
Requisi os Técnicos
− Tensão de en ada: Compa í el com a ede elé ica disponí el, 240 V AC a 50 Hz;
− Tensão de saída: 24 V DC, pad ão pa a alimen ação de ci cui os de comando;
− Po ência de saída: Igual ou supe io a 160 W, pa a a ende ao consumo máximo do sis ema.
Dimensionamen o da Po ência
Pa a calcula a po ência necessá ia, conside ou-se a si uação de maio consumo do sis ema, que
oco e quando as cinco ál ulas hid áulicas são ene gizadas simul aneamen e. Como cada ál ula possui
um consumo indi idual de 30 𝑊, o consumo o al nesse cená io é de:
𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 5 × 30 =150 𝑊
Aplicando uma ma gem de segu ança de 30%, a po ência mínima especi icada é de 195 𝑊.
Seleção e Jus i icação
Com base nos equisi os écnicos e no dimensionamen o, oi selecionada a on e de alimen ação
OMRON
S8VK-G24024 (Figu a 5.2), que ap esen a as seguin es ca ac e ís icas p incipais (Tabela 5.2):
Figu a 5.2 – Fon e de alimen ação
OMRON
S8VK-G24024 [20].
Tabela 5.2 – Ca ac e ís icas ele an es da on e de alimen ação escolhida [20].
Tensão de En ada
100 - 240V DC
F equência de En ada
50 Hz
Tensão de Saída
24V
Co en e de Saída
10 A
Po ência de Saída
240 W
A on e de alimen ação escolhida não só cump e os equisi os do sis ema com olga, mas ambém
o e ece obus ez e lexibilidade pa a u u as adap ações, ga an indo e iciência ene gé ica e al a
con iabilidade pa a o ci cui o de comando.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
36
5.2. CIRCUITO DE COMANDO
5.2.1. CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL (PLC)
O con olado lógico p og amá el (PLC) desempenha um papel cen al no sis ema de au omação,
sendo esponsá el po con ola e moni o iza o uncionamen o do equipamen o. Es e disposi i o
p ocessa in o mações p o enien es de di e sos senso es e disposi i os de en ada e emi e comandos
pa a os a uado es, ga an indo o uncionamen o coo denado e e icien e do sis ema.
Os PLCs são amplamen e u ilizados em aplicações indus iais, podendo con ola desde sis emas
simples e independen es a é g andes unidades de p ocessamen o. Esses con olado es podem se
classi icados em dois ipos p incipais [16]:
− Compac os: In eg am odos os elemen os necessá ios pa a ope ação em um único bloco;
− Modula es: São compos os po módulos indi iduais conec ados a um bas ido , o e ecendo
maio lexibilidade e escalabilidade.
Es u u a de Funcionamen o
Do pon o de is a do u ilizado , o PLC ealiza o p ocessamen o de in o mações po meio de um
ciclo ope acional. Esse ciclo inclui [16]:
1. Lei u a das en adas (scan): Cap u a dos sinais p o enien es de senso es e disposi i os;
2. Execução do p og ama: P ocessamen o das in o mações lidas pa a de e mina os comandos
a se em emi idos;
3. A ualização das saídas: En io dos comandos pa a os a uado es e disposi i os conec ados.
A es u u a básica de um PLC inclui os seguin es componen es p incipais [16]:
− Mic op ocessado : Responsá el pelo p ocessamen o das in o mações;
− Memó ia: A mazena o p og ama e os dados necessá ios pa a ope ação;
− Fon e de alimen ação: Ga an e o uncionamen o dos componen es in e nos do PLC;
Figu a 5.3 – Esquema da es u u a de um PLC [16].
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
37
As en adas e saídas do PLC podem se de di e sos ipos, como elé, ansís o , acoplado ó ico
ou
iac
. Pa a além disso, os es ados lógicos dessas en adas e saídas são ge almen e indicados po
LEDs
p esen es no co po do PLC, acili ando a isualização do seu es ado.
Memó ia
A memó ia do PLC em como unção sal agua da odas as ins uções do p og ama, mesmo
quando es e não es á a se alimen ado. As memó ias podem se classi icadas da seguin e o ma [16]:
− RAM (
Random Access Memo y):
pode se esc i a e al e ada acilmen e, sendo a mais u ilizada
na ase de desen ol imen o do p og ama, ou quando o sis ema a con ola so e al e ações. Es a
memó ia é uma memó ia olá il, ou seja, pe de a in o mação quando não es á a se alimen ada.
− EEPROM (
E asable P og ammable Read Only Memo y):
não pe de a in o mação em caso de
alha de alimen ação, po ém a sua al e ação é ex emamen e mo osa, pois em de se apagada
po exposição a aios ul a iole a e p og amada a a és de equipamen o especí ico.
− EPROM (
Elec icaly E asable P og ammable Read Only Memo y):
não pe de a in o mação po
al a de alimen ação e pode se esc i a e apagada di e amen e no PLC. Ap esen a an agens em
elação aos modelos an e io es, po ém possui um núme o limi ado de ciclos de esc i a e um
cus o supe io quando compa ado à memó ia RAM.
− FLASHRAM: ap esen a ca ac e ís icas semelhan es à EEPROM, pe mi indo ambém uma esc i a
e lei u a no p óp io ci cui o onde é u ilizada e sendo ambém limi ada pelo núme o de ciclos de
esc i a. Po ém, a elocidade de esc i a é supe io à da EEPROM.
P og amação
A p og amação de um PLC i á de ini de que o ma se ão a uadas as saídas, em unção dos alo es
dos dados lidos nas en adas.
Implemen ados no CPU, exis em memó ias em o ma de
bi s
esponsá eis po e e in o mações
lógicas, is o é, ligado/desligado, e dadei o/ also ou 1/0, necessá ias pa a a execução do p og ama.
Es es
bi s
, ambém denominados po elés, es ão no malmen e associados em g upos de 16, aos quais
se dá o nome de
wo d
ou canal. Exis em di e sas á eas de elés p esen es num PLC, des acando-se
[16]:
− Relés com I/O, associados a en adas e saídas;
− Relés in e nos com e enção, que man êm o seu es ado mesmo quando o PLC não es á
a se alimen ado;
− Relés in e nos de empo izado es e con ado es, que êm o seu es ado associado a um
de e minado empo izado ou con ado ;
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
38
− Relés in e nos especiais, com unções p ede inidas.
Exis em di e sas linguagens de p og amação no malizadas que podem se u ilizadas na
p og amação de um PLC. A no ma IEC 61131-3 p opõe qua o linguagens de p og amação, que podem
se g á icas,
Ladde Diag am
(LD) e
Func ion Block Diag am
(FBD), ou ex uais,
Ins uc ion Lis
(IL) e
S uc u ed Tex
(ST) [7][9].
5.2.1.1. SELEÇÃO DO PLC
An es de seleciona o equipamen o a u iliza , é necessá io de ini os equisi os que o mesmo
de e á se capaz de cump i . Pos o is o, encon a-se de seguida enume ados os equisi os pa a o
equipamen o a u iliza .
− Se um equipamen o compac o;
− Possui 17 en adas e 16 saídas a elé;
− Pe mi i a p og amação em FBD;
− Possui memó ia adequada pa a o sis ema de au omação desen ol ido;
− Ga an i empos de execução e espos a adequados pa a o con olo do sis ema;
− Possui
backup
de memó ia;
− Pe mi i adiciona um módulo de con olo de empe a u a;
− Pe mi i a comunicação com compu ado e HMI;
− Pe mi i a comunicação com um a iado de elocidade.
Tendo em con a os equisi os sup aci ados, op ou-se pelo con olado indus ial
Mi subishi
FX3G
40MR-DS (Figu a 5.4). As suas ca ac e ís icas mais ele an es es ão ap esen adas na Tabela 5.3.
Figu a 5.4 – PLC
Mi subishi
FX3G 40MR-DS [18].
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
39
Tabela 5.3 – Ca ac e ís icas ele an es do PLC
Mi subishi
FX3G 40MR-DS [18].
Tensão de Alimen ação
24 V DC
Co en e Consumida
3,15 A
Po ência Consumida
25 W
Nº de En adas Digi ais
24 en adas
Nº de Saídas e Tipologia
16 saídas a elé
Linguagens de P og amação
Supo adas
Ladde , Ladde /FBD e Tex o
Es u u ado
Backup de Memó ia
✓ (sem ecu so a ba e ia)
Capacidade do P og ama
32 000 passos
Tempo de Execução Lógica
0.21 μs
O PLC em ques ão oi selecionado po se um con olado compac o, con iá el e e sá il, com
capacidade pa a a ende a odas as exigências do sis ema de au omação. A sua compa ibilidade com
módulos adicionais, como o con olo de empe a u a e saída analógica, bem como a sua obus ez em
aplicações indus iais, ga an e lexibilidade e e iciência pa a o p oje o. Além disso, a escolha ecaiu sob e
es e modelo po pe ence a uma gama da
Mi subishi
já u ilizada pela emp esa.
5.2.2. RELÉS
Os elés i ão a ua como in e mediá ios en e as saídas do au óma o e os disposi i os con olados,
nes e caso, as bobinas das ál ulas hid áulicas e pneumá icas. A sua u ilização em como obje i o
p incipal p o ege as saídas do PLC, aumen ando a sua ida ú il e ga an indo a con iabilidade do sis ema.
Embo a as bobinas das ál ulas pneumá icas ope em com co en es signi ica i amen e meno es
que as ál ulas hid áulicas, oi decidido u iliza elés do mesmo modelo em odas as saídas. Essa
pad onização acili a a manu enção e a subs i uição u u a de componen es, eduzindo os cus os
ope acionais e simpli icando o
s ock
de peças sob esselen es.
Requisi os Técnicos
Os elés a u iliza no sis ema e ão de cump i os seguin es equisi os:
− Tensão de alimen ação: 24 V DC, compa í el com o sis ema de comando;
− Co en e nominal: Supe io a 5 A, co esponden e ao alo máximo consumido pelas bobinas;
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
46
equisi os de ope ação. Esse disposi i o é essencial pa a e i a danos ao mo o , ga an indo a sua
in eg idade.
Requisi os Técnicos
− Tensão de alimen ação: Compa í el com o sis ema i ásico de 380 V AC;
− Capacidade de p o eção: Ope a com mo o es de a é 0,37 kW, o e ecendo p o eção é mica
ajus á el pa a condições de sob eca ga;
− Faixa de egulação de co en e: Ajus á el pa a o consumo nominal do mo o , que é de 1 A,
incluindo ma gem pa a picos de co en e du an e a pa ida.
Seleção e Jus i icação
Pa a a ende a esses equisi os, oi selecionado o disjun o
Schneide Elec ic
TeSys GV2ME
(Figu a 5.10), com as ca ac e ís icas ap esen adas na Tabela 5.8.
Figu a 5.10 – Disjun o magne o é mico
Schneide Elec ic
TeSys GV2ME [25].
Tabela 5.8 – Ca ac e ís icas ele an es do disjun o magne o é mico escolhido [25].
Tensão Nominal [V AC]
400
400
500
500
500
690
390
Po ência de alimen ação [kW]
0,37
0,55
0,37
0,55
0,75
0,75
1,1
Co en e nominal
1,6 A
Gama de egulação de p o eção
1 – 1,6 A
O disjun o
Schneide Elec ic TeSys
GV2ME oi escolhido de ido à sua obus ez e con iabilidade
em aplicações indus iais. Es e pe mi e um ajus e p eciso pa a p o ege o mo o de 0,37 kW, o e ecendo
segu ança an o con a sob eca gas quan o con a cu os-ci cui os. Além disso, a sua con o midade com
no mas in e nacionais como a IEC 60947-4-1 e o ça a segu ança e a e iciência do sis ema.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
47
5.4. SISTEMA DE AQUECIMENTO DOS EXTRUSORES
O sis ema de aquecimen o dos ex uso es é essencial pa a ga an i que o ma e ial seja p ocessado
à empe a u a ideal pa a ex usão. Esse sis ema é esponsá el po aquece uni o memen e as zonas do
ex uso e man e essas empe a u as es á eis du an e a ope ação.
Nes e capí ulo, se ão desc i os os p incipais componen es do sis ema de aquecimen o, incluindo
as esis ências, os e mopa es, os elés es á icos e a ca a de con olo de empe a u a, que pe mi e a
in eg ação do sis ema com o au óma o p og amá el (PLC).
5.4.1. RESISTÊNCIAS
Cada ex uso possui qua o esis ências que p omo em o seu aquecimen o ao longo do seu
comp imen o. Es as es ão di ididas em duas zonas (Figu a 5.11), p oje adas pa a a ende às
necessidades é micas especí icas dos di e en es ma e iais. Cada zona con ola esis ências especí icas,
cujas ca ac e ís icas es ão de alhadas na Tabela 5.9.
Figu a 5.11 – Zonas de aquecimen o.
Tabela 5.9 – Ca ac e ís icas das zonas de aquecimen o.
Zona 1
Po ência
1000+1000 = 2000 W
Tensão
230 V
Co en e
8,7 A
Zona 2
Po ência
1000 + 250 = 1250 W
Tensão
230 V
Co en e
5,5 A
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
48
5.4.2. TERMOPARES
Os e mopa es são disposi i os u ilizados pa a a medição da empe a u a, que uncionam com
base no e ei o
Seebeck
. Es e oco e quando dois me ais di e en es es ão unidos em uma ex emidade e
expos os a di e en es empe a u as. Essa di e ença en e as duas ex emidades ge a uma pequena
ensão elé ica que é p opo cional à empe a u a lida [6].
Requisi os Técnicos
Pa a a escolha des es componen es, impo a pe cebe qual a aixa de empe a u a a que es a ão
sujei os. Nes e caso, as ex uso as i ão ope a en e os 100 a 200ºC, pelo que se escolheu o e mopa
do ipo J, que pe mi e ope a en e 0 a 600ºC.
Seleção e Jus i icação
Pa a o sis ema de aquecimen o dos ex uso es, oi selecionado o e mopa ipo J (Figu a 5.12).
Essa escolha oi mo i ada pelas seguin es ca ac e ís icas:
− Faixa de medição: 0 a 600°C, adequada pa a o con olo de empe a u a dos ex uso es;
− Tole ância: ±2,2°C ou ±0,75% da lei u a, con o me a no ma IEC 60584-1;
− Cus o-bene ício: O ipo J é uma opção económica em compa ação com ou os ipos;
− Compa ibilidade: To almen e compa í el com a ca a de con olo de empe a u a u ilizada no
sis ema.
Figu a 5.12 – Te mopa pa a lei u a da empe a u a.
Localização dos Te mopa es
Cada zona de aquecimen o possui um e mopa esponsá el pela medição da empe a u a nessa
zona. Como al, se ão p ecisos 4 e mopa es pa a o con olo da empe a u a dos dois ex uso es.
5.4.3. RELÉS ESTÁTICOS
Os elés es á icos são esponsá eis po con ola o acionamen o das esis ências de aquecimen o,
modulando a passagem de co en e elé ica de aco do com os comandos en iados pelo con olado de
empe a u a.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
49
Requisi os Técnicos
Com base nas ca ac e ís icas das zonas de aquecimen o, os elés es á icos selecionados de em
a ende aos seguin es equisi os:
− Tensão de comando: 25 V DC, pa a compa ibilidade com o au óma o;
− Tensão de po ência: 230 V AC, co esponden e à alimen ação das esis ências de
aquecimen o;
− Co en e de saída: Supe io a 8,7 A, conside ando o consumo máximo da Zona 1, que possui
maio demanda de co en e.
Seleção e Jus i icação
O modelo
CG
SSR-25DA (Figu a 5.13) oi escolhido pa a a ende aos equisi os es ipulados. Es e
elé es á ico ap esen a ca ac e ís icas écnicas ideais pa a o con olo das esis ências de aquecimen o,
como de alhado na Tabela 5.10.
Figu a 5.13 – Relé es á ico
CG
SSR-25DA [35].
Tabela 5.10 – P incipais ca ac e ís icas do elé es á ico selecionado [35].
Tensão de ca ga
24 – 480 V AC
Co en e de ca ga
25 A
Tensão de comando
3 – 32 V DC
Co en e de comando
5 – 25 mA
Como o sis ema possui duas zonas de aquecimen o pa a cada ex uso , se á necessá io u iliza
qua o elés es á icos no o al, pe mi indo o con olo indi idualizado de cada zona.
5.4.4. CARTA DE CONTROLO DA TEMPERATURA
O módulo de con olo de empe a u a é esponsá el po ge encia o aquecimen o das esis ências
dos ex uso es, ga an indo que as empe a u as pe maneçam es á eis e den o dos alo es
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
50
especi icados. Pa a isso, o módulo ealiza a lei u a das empe a u as a a és dos e mopa es e ajus a a
po ência aplicada às esis ências com base nos alo es lidos, u ilizando algo i mos de con olo PID.
Requisi os Técnicos
− Tensão de alimen ação: 24 V DC, pa a compa ibilidade com o sis ema de comando;
− Comunicação com o au óma o: Capacidade de se in eg a ao au óma o Mi subishi FX3G-60M,
u ilizado no sis ema;
− Canais de lei u a: No mínimo, 4 canais pa a a lei u a de empe a u as nas zonas de
aquecimen o dos dois ex uso es;
− Compa ibilidade com e mopa es: Supo e pa a e mopa es do ipo J, u ilizados no sis ema;
− Con olado PID in eg ado: Pa a egula a empe a u a de o ma p ecisa e e icien e.
Seleção e Jus i icação
Com base nesses c i é ios, oi selecionado o módulo Mi subishi FX3U-4LC (Figu a 5.14), p oje ado
pa a in eg ação di e a com au óma os da linha Mi subishi FX. Es e módulo o e ece uncionalidades
a ançadas de con olo de empe a u a e a ende plenamen e às exigências do p oje o.
Figu a 5.14 – Módulo de con olo de empe a u a Mi subishi FX3U-4LC [18].
Tabela 5.11 – P incipais ca ac e ís icas do módulo de con olo de empe a u a [18].
Tensão de Alimen ação
24 V DC
En adas Analógicas In eg adas
4 (pa a lei u a dos e mopa es)
Saídas Analógicas In eg adas
4 (pa a con olo das esis ências)
Tempo de Ciclo de Con olo
250 ms
Tipos de con olado es
Con olado de duas posições
Con olado PID
Con olo PID pa a aquecimen o e a e ecimen o
Con olado po casca a
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
51
O Mi subishi FX3U-4LC oi escolhido pela sua compa ibilidade di e a com o FX3G-60M, a sua
capacidade de lei u a e con olo de múl iplas zonas de empe a u a, e pela p esença de unções PID
in eg adas, essenciais pa a o con olo p eciso das esis ências.
5.5. CONTROLO DA VELOCIDADE E VARIADOR DE FREQUÊNCIA
O con olo da elocidade do mo o da bomba hid áulica desempenha um papel undamen al na
ope ação e icien e do equipamen o. O iginalmen e, a máquina ope a a com o mo o em elocidade
nominal cons an e, independen emen e da demanda do sis ema, esul ando num consumo ene gé ico
ele ado. Nes e sen ido, aplicou-se um a iado de equência no mo o elé ico que comanda a bomba,
de o ma a não só pe mi i uma edução signi ica i a no consumo ene gé ico do equipamen o, como
ambém a pe mi i o con olo da elocidade de ex usão.
5.5.1.1. VARIADOR DE VELOCIDADE
A escolha do a iado de elocidade adequado é um aspe o essencial pa a ga an i a e iciência
ene gé ica e a ope ação lexí el do sis ema.
Requisi os Técnicos
Baseado nas especi icações do mo o elé ico e nas exigências ope acionais do sis ema, o am
de inidos os equisi os que o a iado de elocidade de e cump i :
− Tensão de alimen ação: O a iado de e se compa í el com uma ensão de 380 V AC,
con o me a alimen ação elé ica do sis ema;
− Co en e de saída: O a iado de e o nece uma co en e de saída supe io a 38 A pa a
supo a a ope ação do mo o de 18,5 kW;
− Capacidade de po ência: O a iado de e se capaz de ope a com um mo o de 18,5 kW, o
que ep esen a a po ência nominal do mo o elé ico u ilizado;
− In eg ação com o PLC: O a iado p ecisa se compa í el com o sis ema de con olo (PLC),
ga an indo a comunicação e icien e en e o a iado e o es an e da au omação da máquina.
Seleção e Jus i icação
Pa a a ende às demandas especí icas do sis ema hid áulico e assegu a a ope ação e icien e da
máquina, oi selecionado o a iado de equência
Mi subishi
FR-E840-0440-4-60 (Figu a 5.15). As suas
ca ac e ís icas es ão ap esen adas na Tabela 5.12.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
52
Figu a 5.15 – Va iado de elocidade
Mi subishi
FR-E840-0440-4-60 [19].
Tabela 5.12 – Ca ac e ís icas p incipais do a iado escolhido [19].
Modelo
Mi subishi FR-E840-0440-4-60
Tensão Nominal
380 – 480 V AC
Modo
Ligh Du y (LD)
No mal Du y (ND)
Po ência nominal do mo o
30 kW
22 kW
Co en e de saída nominal
60 A
44 A
Sob eca ga de co en e
120% du an e 60 s
150% du an e 3 s
150% du an e 60 s
200% du an e 3 s
A seleção do modelo oi baseada na sua capacidade de a ende aos seguin es equisi os:
− Capacidade de ope ação: O modelo escolhido i á ope a no modo
No mal Du y
(ND),
pe mi indo uma sob eca ga de co en e de a é 150% du an e 60 segundos e 200% du an e
3 segundos, o que p opo ciona uma ma gem de segu ança du an e picos de ca ga;
− Compa ibilidade: A e são do a iado em modo ND é p oje ada pa a supo a mo o es de
a é 22 kW, o que es á acima da po ência do mo o de 18,5 kW, ga an indo que o a iado
ope e de o ma e icien e, sem sob eca ega o sis ema;
− Flexibilidade e e iciência: O a iado o e ece excelen e desempenho em e mos de con olo
de elocidade e e iciência ene gé ica, essencial pa a o uncionamen o e icien e e sus en á el
da máquina de p odução de solas.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
53
5.5.2. DISJUNTOR DE PROTEÇÃO AO VARIADOR
O disjun o de p o eção ao a iado desempenha uma unção c ucial ao ga an i a p o eção do
a iado con a sob eca gas, cu o-ci cui os e alhas na alimen ação elé ica. Além de p ese a a
in eg idade do a iado , es e componen e ambém p o ege o mo o associado, aumen ando a
con iabilidade e a segu ança ge al do sis ema.
Requisi os Técnicos
− Co en e nominal: Compa í el com a ca ga o al do mo o e as ca ac e ís icas do a iado ;
− Capacidade de in e upção: Supo a co en es de cu o-ci cui o ípicas do ambien e
indus ial;
− Cu a de dispa o ipo C: Adequada pa a ca gas indu i as como mo o es e a iado es, que
ap esen am picos de co en e na pa ida.
Seleção e Jus i icação
Pa a a ende a esses c i é ios, oi selecionado o disjun o
ABB
SH203-C63 (Figu a 5.16), que
ap esen a:
− Co en e nominal: 63 A, compa í el com a ca ga espe ada do sis ema;
− Cu a de dispa o Tipo C: Pe mi e o uncionamen o no mal do a iado e do mo o , e i ando
dispa os inde idos du an e picos de co en e;
− Capacidade de in e upção: Supo a a é 6 kA, p opo cionando p o eção adequada pa a
cu os-ci cui os em ambien es indus iais le es;
− Design compac o: Adequado pa a ins alação em quad os elé icos com espaço limi ado.
Figu a 5.16 – Disjun o
ABB
SH203-C63 [1].
As p incipais especi icações do disjun o ABB SH203-C63 es ão de alhadas na Tabela 5.13.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
54
Tabela 5.13 – Ca ac e ís icas p incipais do disjun o escolhido [1].
Modelo
ABB SH203-C63
Tensão Nominal
400 V AC
Co en e Nominal
63 A
Cu a de Dispa o
Tipo C
Capacidade de In e upção
6 kA
5.5.3. MÓDULO DE SAÍDA ANALÓGICA
De ido à ausência de saídas analógicas in eg adas no au óma o Mi subishi FX3G-60M, oi
necessá io adiciona um módulo ex e no que pe mi isse a ge ação de sinais analógicos, ga an indo a
compa ibilidade com o a iado de equência e a endendo aos equisi os do sis ema de con olo da
elocidade do mo o .
Requisi os Técnicos
Pa a a ende às demandas do sis ema, o módulo de saída analógica p ecisa de cump i os
seguin es equisi os:
− Compa ibilidade com o au óma o: In eg ação di e a com o
Mi subishi
FX3G-60M, sem
necessidade de adap ado es adicionais;
− Capacidade de ge a sinais analógicos: O e ece supo e a ensões en e 0 e 10 V DC e
co en es en e 4 e 20 mA, con o me eque ido pelo a iado .
Seleção e Jus i icação
Com base nos equisi os de inidos, oi selecionado o módulo FX3G-1DA-BD (Figu a 5.17), da
Mi subishi
. Es e modelo o e ece uma solução compac a, p oje ada pa a se conec ada di e amen e no
au óma o, simpli icando a ins alação e eduzindo o espaço necessá io. As suas p incipais ca ac e ís icas
es ão ap esen adas na Tabela 5.14.
Figu a 5.17 –
Mi subishi
FX3G-1DA-BD [17].
Tabela 5.14 Ca ac e ís icas p incipais da ca a analógica FX3G-1DA-BD [17].
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
55
Núme o de canais
1 saída analógica
In e alo de ensão de saída
0 a 10 V DC
In e alo de co en e de saída
4 a 20 mA DC
5.6. CIRCUITO DE SEGURANÇA
A segu ança é um dos pila es undamen ais no desen ol imen o de sis emas indus iais,
especialmen e em equipamen os onde há in e ação di e a en e ope ado es e máquinas. Nes e p oje o,
o am selecionados di e sos componen es de segu ança pa a ga an i que o equipamen o ope e den o
dos pa âme os no ma i os e minimize os iscos associados a alhas humanas ou mecânicas.
A seleção dos componen es de segu ança oi ei a com base nos equisi os uncionais do
equipamen o, na con o midade com no mas in e nacionais, como a EN ISO 13849-1 e a IEC 62061, e
na necessidade de p opo ciona um sis ema segu o, con iá el e e icien e. En e os disposi i os de
segu ança selecionados es ão elés de segu ança, cha es de segu ança e bo ão de eme gência, que
desempenham papéis c uciais no con olo e moni o ização de condições c í icas do sis ema [27].
Nes e subcapí ulo, se ão de alhados os componen es escolhidos pa a o sis ema de segu ança do
equipamen o, pa a ês aplicações p incipais:
1. Comando bimanual, que p o ege o ope ado de ações aciden ais ao exigi o uso de ambas as
mãos pa a inicia mo imen os pe igosos;
2. Con olo da p o eção mó el, que ga an e que a máquina só ope e quando a p o eção es i e
comple amen e echada, impedindo o acesso a á eas pe igosas du an e o uncionamen o;
3. Con olo do bo ão de eme gência e das po as de segu ança la e ais, que assegu am a
in e upção imedia a do sis ema em caso de eme gência ou iolação das p o eções.
Cada aplicação se á desc i a com base nos seus equisi os especí icos, jus i icando a seleção dos
componen es e de alhando como eles con ibuem pa a o uncionamen o segu o do equipamen o.
5.6.1. CONTROLO DO BOTÃO DE EMERGÊNCIA E PORTAS DE SEGURANÇA LATERAIS
Pa a o con olo do bo ão de eme gência e das po as de segu ança la e ais, o elé de segu ança
de e se capaz de desa i a a alimen ação do PLC em caso acionamen o do bo ão de eme gência ou da
al e ação do es ado das p o eções la e ais.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
62
não há necessidade de mo imen os hid áulicos, a bomba unciona á na elocidade mínima
ecomendada, ope ando no caudal máximo apenas quando os mo imen os o em eque idos.
Essa mudança possibili a o dimensionamen o do ese a ó io hid áulico com base no caudal
médio ao qual a bomba es a á subme ida. Na Tabela 5.18 es ão desc i as as ca ac e ís icas da bomba
hid áulica.
Tabela 5.18 – Ca ac e ís icas da bomba hid áulica dupla.
Modelo da bomba
PFED-43/056/010
Capacidade do p imei o elemen o [𝑐𝑚3/𝑟𝑒𝑣]
56
Capacidade do segundo elemen o [𝑐𝑚3/𝑟𝑒𝑣]
10
Velocidade mínima admissí el [𝑟𝑝𝑚]
800
Velocidade máxima admissí el [𝑟𝑝𝑚]
2500
Com a possibilidade de a ia a elocidade de o ação da bomba, o cálculo se á ealizado
conside ando o caudal médio a que a bomba pode á ope a . Em elação à elocidade mínima,
conside ou-se como sendo 800 𝑟𝑝𝑚, uma ez que es e é o alo mínimo que a bomba pode ope a sem
dani ica os seus componen es. Já a elocidade máxima oi escolhida como 2000 𝑟𝑝𝑚, ga an indo uma
ma gem de ope ação e icien e e segu a. Conside ando es es alo es, ob ém-se uma o ação média de
1400 𝑟𝑝𝑚. Sabendo que a capacidade o al da bomba é de 66 𝑐𝑚3/𝑟𝑒𝑣, ob ém-se um caudal médio
de 92,4 𝑑𝑚3/𝑚𝑖𝑛. Uma ez que o olume mínimo de óleo necessá io pa a um sis ema hid áulico de e
se duas ezes o caudal da bomba, ob ém-se um olume de pelo menos 184,8 𝑑𝑚3 de óleo. Assim,
conclui-se que o olume do ese a ó io pode á se diminuído sem comp ome e o co e o uncionamen o
do sis ema.
Pa a in eg a o quad o elé ico na es u u a da máquina, se ia necessá ia uma p o undidade de
200 𝑚𝑚. Es e alo oi de e minado pelas dimensões do maio componen e a se acomodado, o a iado
de elocidade. A im de minimiza os cus os de implemen ação, as al e ações no ese a ó io o am
planeadas pa a eduzi o núme o de modi icações necessá ias. No la e al di ei a do equipamen o, local
onde se á implemen ado o quad o elé ico, apenas exis ia uma p o undidade de 70 mm. Como al, oi
necessá io desloca o ese a ó io hid áulico, assim como eduzi à sua la gu a, de o ma a ob e a
p o undidade p e endida.
Assim, oi necessá ia uma edução de 10% do olume do ese a ó io, ob endo um olume o al
de 220 𝑑𝑚3, pe mi indo acomoda 206 𝐿 de óleo. Uma ez que es es alo es se encon am den o dos
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
63
alo es ecomendados, es a al e ação do depósi o não aca e a possí eis dano à bomba. A al e ação do
ese a ó io hid áulico es á ep esen ada na Figu a 5.23.
Figu a 5.23 – Al e ação do ese a ó io hid áulico pa a implemen ação do quad o elé ico.
5.7.2. DESENVOLVIMENTO DO QUADRO ELÉTRICO
O quad o elé ico oi desen ol ido conside ando as dimensões necessá ias pa a o encas amen o
na máquina e os componen es enunciados an e io men e. A is a explodida do modelo pode se
isualizada na Figu a 5.24.
Figu a 5.24 – Vis a explodida do quad o elé ico.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
64
Na Figu a 5.25 pode se isualizada a con igu ação dos componen es ele ónicos a u iliza no
sis ema de au omação desen ol ido.
Figu a 5.25 – Con igu ação dos componen es no quad o elé ico.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
65
6. SISTEMA DE COMANDO DO EQUIPAMENTO
Nes e capí ulo, se á ap esen ada a mode nização do sis ema de comando da máquina de
p odução de solas, com o in ui o de ap imo a a e iciência ope acional e o con olo do p ocesso. A
e o mulação en ol e a subs i uição do au óma o an igo po um no o modelo, mais a ançado, e a
ins alação de uma consola mode na com in e ace in ui i a, que acili a á a al e ação e moni o ização
dos pa âme os c í icos do p ocesso. A a qui e u a de comando desen ol ida se á de alhada, abo dando
os di e en es modos de uncionamen o, bem como os senso es e a uado es essenciais pa a ga an i o
bom desempenho do sis ema. Além disso, se á discu ida a in eg ação de um a iado de equência,
cuja p incipal inalidade é o imiza o consumo ene gé ico da máquina, pe mi indo ambém o con olo
dinâmico da elocidade de o ação dos ex uso es.
6.1. CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE COMANDO EXISTENTE
A máquina de p odução de solas, ab icada na década de 90, ap esen a um sis ema de comando
obsole o, compos o po um au óma o an igo e uma consola udimen a , com capacidade limi ada de
in e ação e uncionalidades es i as.
Ou o pon o c í ico es á elacionado à con o midade com as no mas de segu ança a uais. O
sis ema de comando da máquina não possui um modo de pa agem de eme gência, ep esen ando um
isco signi ica i o em caso de alha ou ope ação inadequada. Além disso, o sis ema exis en e não supo a
a in eg ação de um a iado de equência, pois não pe mi e a comunicação necessá ia pa a o seu
uncionamen o, limi ando as possibilidades de mode nização e o imização.
Dian e des e cená io, o obje i o p incipal des e capí ulo é ealiza a e o mulação comple a do
sis ema de comando da máquina, azendo-a pa a os pad ões a uais de segu ança, e iciência e
con iabilidade. Pa a isso, se ão implemen ados os seguin es pon os:
− Subs i uição do au óma o e da consola: Ins alação de um au óma o mode no, capaz de se
comunica com ou os disposi i os, e de uma consola com ela in ui i a, pe mi indo a c iação
de in e aces g á icas pe sonalizadas e áceis de ope a ;
− Adequação às no mas de segu ança: Inclusão de disposi i os de pa agem de eme gência e
elemen os adicionais pa a ga an i a segu ança du an e a ope ação do equipamen o;
− In eg ação de um a iado de equência: Con olo dinâmico da elocidade do mo o da bomba
hid áulica, pe mi indo ajus es na o ação dos ex uso es e ga an indo e iciência ene gé ica.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
66
Es as melho ias êm como obje i o o imiza a ope ação do equipamen o, eduzi o consumo
ene gé ico, aumen a a segu ança, acili a a manu enção e p opo ciona maio lexibilidade ao p ocesso
p odu i o.
6.2. ESPECIFICAÇÃO DO SISTEMA DE COMANDO DESENVOLVIDO
O sis ema desen ol ido é sequencial e con olado po e en os disc e os, sendo especi icado de
aco do com o o malismo G a ce , em con o midade com a no ma IEC 60848, que é especialmen e
indicada pa a aplicações desse ipo [16]. Em compa ação com a p og amação di e a em Ladde , essa
abo dagem p opo ciona uma ep esen ação g á ica cla a e in ui i a, acili ando an o o desen ol imen o
quan o a manu enção do comando do sis ema. Pa a além disso, a es u u ação do comando oi baseada
no modelo GEMMA.
Pa a a edição e simulação de odo o p og ama da máquina, oi u ilizado o
so wa e
Au oma ion
S udio
, que o e ece e amen as a ançadas pa a modelagem e alidação do compo amen o do sis ema.
Pa a o uncionamen o e icien e do equipamen o, o am de inidos ês modos p incipais:
− Modo Manual: Pe mi e a execução de ope ações indi iduais, sendo usado pa a es es, ajus es
e moni o ização das di e en es e apas do p ocesso de p odução de solas;
− Modo Au omá ico: Realiza a p odução de solas de o ma comple amen e au ónoma,
execu ando uma sequência p é-de inida de e apas a é à inalização do ciclo p odu i o;
− Modo de Pa agem de Eme gência: Ga an e a in e upção imedia a de odos os mo imen os
da máquina em si uações de isco ou eme gência.
De seguida, se ão ap esen ados os modos de uncionamen o de o ma de alhada, abo dando as
suas especi icidades, os luxog amas associados e as es a égias de coo denação.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
67
6.2.1. COORDENAÇÃO DOS MODOS DE FUNCIONAMENTO
A al e nância en e os modos de uncionamen o é ealizada po meio do in e up o sele o de
duas posições. Semp e que a posição do sele o o al e ada de au omá ico pa a manual, a ope ação em
cu so no modo au omá ico é imedia amen e in e ompida.
O compo amen o do sis ema em elação à coo denação dos modos é ep esen ado no luxog ama
da Figu a 6.1. Em si uações no mais, ou seja, na ausência de eme gências, o sis ema al e na en e os
modos manual e au omá ico com base na posição do sele o .
Pa a acili a a iden i icação do modo a i o, o LED do in e up o sele o é iluminado apenas quando
o modo au omá ico es á selecionado.
Figu a 6.1 – Fluxog ama ela i o à coo denação dos modos de uncionamen o.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
68
6.2.2. MODO MANUAL
No modo manual, o ope ado pode execu a indi idualmen e qualque uma das e apas do
p ocesso, sem a necessidade de segui a o dem sequencial do ciclo au omá ico, sendo ú il pa a:
− Tes a componen es especí icos ou ope ações indi iduais;
− Ajus a o uncionamen o de de e minados p ocessos;
− Diagnos ica e co igi alhas ou a a ias no sis ema.
O luxog ama e e en e ao uncionamen o do modo manual es á ep esen ado na Figu a 6.2, e o
espe i o G a ce encon a-se de alhado no Apêndice F.
Figu a 6.2 – Fluxog ama do modo manual.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
69
6.2.3. MODO AUTOMÁTICO
O modo au omá ico co esponde à po ção de comando esponsá el pela p odução de solas de
o ma o almen e au ónoma. Nes e modo, o ope ado apenas necessi a de da o comando pa a início do
p ocesso, onde a máquina execu a á au oma icamen e uma sequência de e apas a é p oduzi um pa
de solas. No inal do ciclo, o ope ado de e emo e as solas do molde, podendo einicia o p ocesso
pa a uma no a p odução.
Es e modo de e se lexí el o su icien e pa a pe mi i modi icações no p ocesso, de aco do com
as necessidades de p odução. O ope ado pode seleciona se a máquina ai p oduzi solas bicolo es,
com a ex usão das duas co es, ou solas monocolo es, com a ope ação de apenas um ex uso .
No modo monocolo , o sis ema de e possibili a o uso an o do ex uso esponsá el pela p imei a
co , quan o do ex uso da segunda co , o e ecendo maio e sa ilidade ao p ocesso p odu i o.
Além disso, a máquina de e pe mi i a seleção da pa agem do cabeço e a 90 g aus du an e a
e i ada das solas. Essa o ação pode se selecionada não só pa a acili a a e i ada das solas, mas
ambém pa a aplicação de algum componen e na sola an es do ciclo, ga an indo uma ope ação mais
e icien e e e gonómica pa a o ope ado .
Pa a além dis o, es e modo de e ambém pe mi i a modi icação de pa âme os essenciais pa a
ga an i a ope abilidade com di e en es modelos de solas. Como cada modelo possui ca ac e ís icas
p óp ias, é impo an e ajus a as seguin es a iá eis:
− Tempo de injeção;
− Tempo de pausa en e injeção e e a do;
− Tempo de e a do;
− Tempo de a e ecimen o da sola;
− Tempo de insu lação du an e a injeção;
− Tempo de insu lação após a injeção;
− Tempe a u a dos ex uso es;
− Velocidades de injeção e e a do.
Pa a ga an i a lexibilidade do modo au omá ico, é undamen al a implemen ação da consola.
Es a in e ace se á c ucial pa a ajus a a ope ação da máquina con o me as especi icações de cada ipo
e modelo de sola, ga an indo que o p ocesso seja adap á el e e icien e, independen emen e das
ca ac e ís icas do ma e ial ou do design das solas.
O luxog ama ela i o a es e modo encon a-se esquema izado na Figu a 6.3, com a especi icação
do comando p esen e no Apêndice F.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
70
Figu a 6.3 – Fluxog ama do modo au omá ico.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
71
6.2.4. MODO DE PARAGEM DE EMERGÊNCIA
O modo de pa agem de eme gência é concebido pa a se a i ado em si uações de isco, como
colisões iminen es, alhas écnicas c í icas ou qualque condição que ep esen e pe igo pa a os
ope ado es, equipamen o ou o ambien e de abalho. A sua a i ação esul a na in e upção imedia a de
odos os mo imen os da máquina, ga an indo segu ança ins an ânea.
Pa a assegu a acesso uni e sal e imedia o, o modo de eme gência é acionado a pa i de qualque
es ado da máquina, de duas o mas dis in as: p essionando o bo ão de eme gência ou ab indo uma das
p o eções la e ais. O compo amen o des e modo es á ilus ado no luxog ama da Figu a 6.4.
Figu a 6.4 – Fluxog ama do modo de pa agem de eme gência.
Con a iamen e aos ou os modos, o modo de pa agem de eme gência não se á di e amen e
con olado pelo PLC. A moni o ização do es ado do bo ão de eme gência se á ealizada po um elé de
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
78
Figu a 6.7 – Localização da consola no equipamen o.
A segui , se ão ap esen ados os ec ãs de aco do com a sua aplicação p á ica, começando pelo
menu p incipal, que se e como pon o de pa ida pa a a na egação pelas di e sas uncionalidades da
consola.
Menu P incipal:
P imei amen e, c iou-se um ec ã p incipal (Figu a 6.8), que mos a o logó ipo da emp esa e
pe mi e sal a pa a qualque um dos es an es ec ãs desen ol idos. Os es an es ec ãs o am di ididos
consoan e o ipo de a iá eis a al e a .
Figu a 6.8 – Ec ã co esponden e ao menu p incipal.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
79
Tipo de P odução:
O ec ã seguin e (Figu a 6.9) pe mi e liga /desliga a unidade ene gé ica e de ini um empo de
ina i idade que, quando ul apassado, az desliga a unidade ene gé ica pa a poupança de ene gia. As
es an es a iá eis ap esen adas nes e ec ã pe mi em al e a o ipo de p odução e, consequen emen e,
o compo amen o da máquina.
Figu a 6.9 – Ec ã que pe mi e de ini o ipo de p odução.
Con olo da Tempe a u a:
O p óximo ec ã diz espei o ao con olo da empe a u a dos ex uso es (Figu a 6.10). Es e pe mi e
liga ou desliga o aquecimen o, assim como con ola a empe a u a de
Se Poin
p e endida e isualiza
a empe a u a a ual medida pelas sondas. Po úl imo, cada zona dos ex uso es possui um led que
acende quando o sis ema es á a aquece .
Figu a 6.10 – Ec ã pa a o con olo da empe a u a dos ex uso es.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
80
Al e ação dos Tempos do P ocesso:
Os ec ãs seguin es pe mi em al e a a iá eis que i ão in luencia di e amen e o p ocesso de
p odução de solas. Sem es a possibilidade, o na-se di ícil ab ica p odu os com qualidade, uma ez que
cada modelo de sola é único e, como al, os pa âme os adequados pa a o seu ab ico são di e en es. O
p imei o ec ã es á ep esen ado na Figu a 6.11 e pe mi e al e a os empos necessá ios pa a adequa o
p ocesso ao ipo de sola.
Figu a 6.11 – Ec ã que pe mi e ajus a empos associados ao p ocesso.
Ademais, oi c iado um ec ã pa a o con olo da injeção (Figu a 6.12), que pe mi e ao ope ado
al e a as elocidades de o ação dos ex uso es. O alo esc i o no ende eço de memó ia é comunicado
ao PLC, esponsá el po comunica com o a iado assim que o necessá ia a injeção. De no a que
pa a es e ei o o am de inidos uma elocidade mínima e máxima de o ação, de o ma p o ege o mo o
e a bomba hid áulica. Po ou o lado, é possí el con ola se a injeção é ealizada u ilizando o caudal
máximo da bomba, is o é, u ilizando os dois elemen os da bomba dupla, ou se apenas é u ilizado o
elemen o de maio caudal.
Figu a 6.12 – Ec ã ela i o à injeção.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
81
Con olo da Insu lação:
Depois, c iou-se um ec ã pa a o con olo da insu lação do molde, p esen e na Figu a 6.13. Es e
pe mi e liga /desliga os ês ipos de insu lação, assim como al e a os espe i os empos.
Figu a 6.13 – Ec ã pa a al e a as elocidades de o ação dos ex uso es.
Moni o ização dos Sinais:
O ec ã subsequen e (Figu a 6.14) em como obje i o a moni o ização dos sinais de en ada do
sis ema de comando. Es e em o in ui o de auxilia o écnico no diagnós ico de a a ias u u as.
Figu a 6.14 – Ec ã que pe mi e con ola a insu lação du an e a injeção e a manual.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
82
Pop-up
de Eme gência:
Po úl imo, oi implemen ado um
pop-up
que é despole ado caso a pa agem de eme gência es eja
a i ada. A Figu a 6.15 mos a um exemplo pa a o ec ã p incipal.
Figu a 6.15 –
Pop-up
co esponden e à pa agem de eme gência.
6.6. CONSIDERAÇÕES DE SEGURANÇA
O sis ema de segu ança da máquina oi e is o, de modo a ga an i a con o midade com as no mas
de segu ança. Assim, o am aplicadas di e sas al e ações, de modo a consegui desen ol e uma
máquina segu a, que es ão de alhadas no Capí ulo 7.
6.7. IMPLEMENTAÇÃO E TESTES
Após o é mino do p oje o de au omação, seguiu-se a implemen ação e es e de odo o sis ema de
comando, sendo es e ealizado de o ma aseada, de o ma a acili a a iden i icação de possí eis alhas.
Numa ase inicial, ealizou-se a e i icação das en adas e saídas (I/O) do PLC. Cada senso e
a uado oi es ado indi idualmen e, assegu ando que os sinais de en ada e saída co espondiam
co e amen e às lei u as e comandos espe ados. Es a alidação pe mi iu ga an i que o
ha dwa e
es a a
uncional e co e amen e conec ado ao PLC, e i ando p oblemas u u os de comunicação.
Depois, oi ealizado o es e do sis ema de aquecimen o dos ex uso es. Nes a ase, o am es ados
as esis ências e os e mopa es, de o ma a assegu a a co e a ins alação de capa componen e,
e i icando a con inuidade elé ica e a co e a pola idade das conexões. Ademais, es ou-se a
p og amação do con olo PID, ga an indo que as lei u as dos e mopa es co espondessem às
empe a u as espe adas e que o sis ema osse capaz de man e os alo es de
se poin
es ipulados, sem
g andes oscilações.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
83
Com a alidação das I/Os e do sis ema de aquecimen o, p ocedeu-se à execução e alidação do
p og ama de comando, começando pelo modo manual. Es e modo oi escolhido inicialmen e po pe mi i
a e i icação isolada de cada ope ação da máquina, acili ando a iden i icação de p oblemas pon uais
an es de se p ocede ao es e no modo au omá ico. A u ilização do modo manual assegu a que cada
componen e uncione co e amen e de o ma independen e, o nando a ansição pa a o modo
au omá ico mais con iá el.
Após o sucesso nos es es do modo manual, oi implemen ado o modo au omá ico, no qual oi
e i icado o uncionamen o conjun o do sis ema e a ansição co e a en e os di e en es es ados
ope acionais. Nes e pon o, ambém oi possí el in eg a a consola nos es es, e i icando a comunicação
co e a en e as a iá eis p og amadas na consola e a p og amação do PLC, ga an indo uma ope ação
sinc onizada de odo o sis ema.
Po úl imo, e i icou-se a segu ança do sis ema. Os es es execu ados pe mi i am alida que, em
si uações de isco ou alha, o sis ema desa i a os p ocessos au oma icamen e e de o ma segu a,
p o egendo an o o equipamen o quan o os ope ado es. Todos os mecanismos de p o eção e
con ingência o am alidados, con o me os equisi os das no mas de segu ança aplicá eis.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
84
7. NORMALIZAÇÃO E SEGURANÇA
Es e capí ulo abo da os pe igos associados à u ilização do equipamen o e as al e ações ealizadas
pa a assegu a a con o midade com as no mas de segu ança, minimizando os iscos iden i icados. Pa a
al, se á desc i o o conjun o de medidas écnicas de p o eção aplicadas, em conco dância com as no mas
de segu ança ele an es. Adicionalmen e, se á ap esen ada a a qui e u a do sis ema de segu ança
p oje ado, de alhando a sua implemen ação e impac o na segu ança ge al da máquina.
7.1. MEDIDAS TÉCNICAS DE PROTEÇÃO
As medidas écnicas de p o eção são ecu sos ísicos, ecnológicos ou mecânicos p oje ados pa a
p o ege os ope ado es e ou os en ol idos em ope ações de equipamen os, con a iscos e pe igos que
não podem se eliminados di e amen e na conceção do mesmo. Es as medidas, que azem pa e de
es a égias de segu ança indus ial, isam a minimização da p obabilidade de oco ência de aciden es
ou danos du an e o uso dos equipamen os.
Es as medidas podem inclui :
− Ba ei as ísicas, como g ades, p o eções mó eis ou ixas.
− Disposi i os ele ónicos ou mecânicos, como senso es, cha es de segu ança ou co inas de
luz;
− Sis emas de eme gência, como bo ões de eme gência.
Nos subcapí ulos seguin es, se ão abo dadas as medidas écnicas de segu ança c iadas, com o
in ui o de ob e uma máquina segu a.
7.1.1. IDENTIFICAÇÃO DAS ZONAS PERIGOSAS
Pa a p e eni a oco ência de lesões, é undamen al iden i ica , numa ase inicial, os pe igos
associados ao equipamen o e as ope ações que ep esen am maio isco pa a o ope ado . Es a análise
de iscos pe mi e comp eende as á eas c í icas que eque em p o eção e, consequen emen e, de ini
as medidas de segu ança adequadas.
Ao impedi o acesso a zonas de pe igo du an e a ope ação do equipamen o, é possí el mi iga
signi ica i amen e a p obabilidade de aciden es e ga an i a segu ança do ope ado . A aplicação de
disposi i os de p o eção nessas á eas é, assim, uma e apa indispensá el pa a a con o midade com as
no mas de segu ança e pa a a c iação de um ambien e de abalho con olado e segu o.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
85
Com base na análise ealizada, o am iden i icadas ope ações especí icas que expõem o ope ado
a iscos ele ados, de e minando as zonas pe igosas que eque em a implemen ação de disposi i os de
p o eção. Abaixo, são lis adas as ope ações que con ibuí am pa a a de inição dessas á eas c í icas:
− Fecho da p ensa hid áulica: cons i ui o maio pe igo pa a a segu ança do ope ado , uma
ez que pode le a a danos i e e sí eis, ou a é mesmo à mo e, po pe igo de
esmagamen o;
− Ro ação da cabeça: du an e o p ocesso de o ação, o ope ado pode se a ingido, podendo
causa danos se e os no ope ado ;
− Ex usão manual: embo a menos se e a, a ex usão sem o molde echado pode o igina
a p ojeção de ma e ial a empe a u as ele adas con a o ope ado ;
A Figu a 7.1 ilus a a iden i icação da zona pe igosa do equipamen o, des acando as á eas c í icas
onde de em se implemen adas al e ações e disposi i os de p o eção pa a p e eni a oco ência de
aciden es e minimiza os iscos associados às ope ações iden i icadas.
Figu a 7.1 – Iden i icação da zona pe igosa do equipamen o.
7.1.2. DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO NECESSÁRIOS
Pa a ga an i a segu ança do ope ado e minimiza os iscos iden i icados nas ope ações, se á
necessá io implemen a uma sé ie de disposi i os de p o eção que delimi am e con olam o acesso às
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
86
zonas de pe igo. Es es disposi i os se ão concebidos de o ma a ga an i que o ope ado não consiga
acede inad e idamen e às á eas c í icas du an e o p ocesso de abalho.
Assim, se ão aplicadas as seguin es al e ações:
− Delimi ação do acesso à zona pe igosa: o acesso à pe igosa do equipamen o se á delimi ado
a a és da aplicação de p o eções que impeçam o acesso a es a zona, sem a u ilização de
e amen as especí icas ou emoção de componen es da p o eção.
− Aplicação de comando bimanual: pa a e i a que o ope ado a i e o equipamen o com uma
única mão, se á in oduzido um sis ema de comando bimanual. Es e mecanismo exigi á que
o ope ado use ambas as mãos pa a inicia a ope ação, eduzindo signi ica i amen e o isco
de ações inad e idas ou p essas que possam coloca em isco a sua segu ança;
− Aplicação de bo ão de eme gência e sis ema de pa agem de eme gência: se á ins alado um
bo ão de eme gência, de ácil acesso e isibilidade, que pe mi i á ao ope ado in e ompe
imedia amen e o p ocesso caso seja de e ado algum isco ou si uação de eme gência. O
sis ema se á p oje ado de o ma que a pa agem seja ápida e e icaz, ga an indo que a
segu ança do ope ado não seja comp ome ida em nenhuma si uação.
A combinação desses disposi i os de p o eção assegu a que o ope ado não e á acesso às á eas
pe igosas du an e as ope ações mais c í icas do equipamen o, eduzindo assim a p obabilidade de
aciden es. De seguida, se á abo dado cada um dos disposi i os a implemen a , assim como as unções
de segu ança ine en es à sua implemen ação.
7.1.3. CONDICIONAR O ACESSO ÀS ZONAS PERIGOSAS
O impedimen o de acesso às zonas pe igosas do equipamen o é essencial pa a ga an i a
segu ança do ope ado , p e enindo a en ada inad e ida em á eas de isco ele ado. Pa a isso, se ão
implemen adas p o eções adequadas que bloquea ão o acesso às zonas pe igosas, assegu ando que o
ope ado não consiga ap oxima -se dessas á eas du an e a ope ação do equipamen o.
As p o eções se ão dimensionadas com base nas exigências da no ma EN ISO 13857:2019 ( e
2.2.2.1), que es abelece as dis âncias de segu ança necessá ias pa a e i a que as zonas de pe igo
sejam alcançadas pelos memb os supe io es e in e io es. Pa a o caso em ques ão, a no ma es abelece
as seguin es dis âncias:
− Al u a de segu ança mínima: a no ma de e mina que a al u a mínima das p o eções de e se
de 2000 mm pa a ga an i que o ope ado não enha acesso a zonas de pe igo sob as
p o eções implemen adas;
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
87
− Dis ância de alcance com limi ação de mo imen o: e e e-se à dis ância de segu ança
necessá ia pa a e i a que o ope ado consiga alcança a zona de pe igo ao es ende o b aço
ou pa e do co po. A no ma especi ica que essa dis ância de e se de pelo menos 850 mm.
Assim, as p o eções de em e mina a uma al u a mínima de 2000 mm a con a do solo, sendo
que as p o eções la e ais de em e mina a uma dis ância de 850 mm da zona pe igosa. A Figu a 7.2
mos a a á ea a ocupa pelas p o eções, a e de, assim como a zona pe igosa, a e melho.
Figu a 7.2 – Á ea a cob i pelas p o eções, de o ma a espei a a no ma ISO13857:2019.
7.1.3.1. TORRES FRONTAIS
De o ma a consegui impedi o acesso à zona pe igosa da máquina, oi necessá io al e a as
o es on ais que o equipamen o possuía. As o es on ais an igas ap esen a am dois p oblemas:
− Al u a máxima abaixo do necessá io: as o es on ais an igas apenas inham uma al u a de
1650 mm, es ando abaixo do e e enciado pela no ma;
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
94
Figu a 7.10 – Esquema hid áulico do bloco de sus en ação de ca ga implemen ado.
Tabela 7.1 – Elemen os que cons i uem o bloco de sus en ação de ca ga.
N .
Tipo
Fo necedo
Modelo
1
Vál ula de Sequência
FLUIDWORLD
WSDC30S10NC02
2
Vál ula de Sus en ação
WALVOIL
VMP 20 3/4
3
Vál ula de Re enção
OFC VILLA
CVC 120
Funcionamen o do Bloco de Sus en ação
A ál ula de e enção (3) é esponsá el po pe mi i a passagem do óleo pa a o in e io do cilind o
quando se p e ende a abe u a do molde.
Uma ez que o molde es á abe o, a ál ula de sus en ação (2) en a em ação, man endo a p essão
desejada na câma a do cilind o. Isso impede que o cilind o al e e sua posição de o ma não planeada,
ga an indo a es abilidade do sis ema e p e enindo mo imen ações in olun á ias que pode iam causa
aciden es ou comp ome e o equipamen o.
No en an o, ao se inicia o p ocesso de echo do molde, a ál ula de sus en ação isoladamen e
c ia ia uma con ap essão con a a câma a opos a do cilind o, impedindo que o sis ema a ingisse a
p essão máxima de echo. Pa a soluciona esse p oblema, oi implemen ada no bloco hid áulico uma
ál ula de sequência (1). Essa ál ula pe mi e a passagem li e do óleo quando o cilind o es á a se
p essu izado pa a o echo do molde, eliminando a con ap essão e o imizando o desempenho do sis ema.
Assim, a combinação das ês ál ulas — e enção, sus en ação e sequência — p opo ciona um
uncionamen o segu o e e icien e do equipamen o, a endendo aos equisi os de segu ança ope acional.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
95
7.2. ARQUITETURA DO SISTEMA DE SEGURANÇA
O sis ema de segu ança p oje ado pa a o equipamen o oi concebido com o obje i o de moni o iza
con inuamen e as ope ações ealizadas, assegu ando a p o eção do ope ado e ga an indo a
con o midade com as no mas de segu ança aplicá eis. Es e sis ema undamen a-se em ês pila es
essenciais: o con olo dos disposi i os de pa agem de eme gência, o con olo do es ado da p o eção
mó el e o con olo do comando bimanual.
Cada um desses pila es é ge ido po elés de segu ança dedicados, cuja seleção oi desc i a no
Subcapí ulo 5.6. Es es elés o am p oje ados pa a es ingi ações especí icas caso as condições de
segu ança de inidas sejam ioladas, assegu ando assim uma ope ação segu a e con olada. A segui ,
se ão de alhados os ês pila es que sus en am es e sis ema.
7.2.1. CONTROLO DOS DISPOSITIVOS DE PARAGEM DE EMERGÊNCIA
A máquina de p odução de solas de e desencadea a pa agem de eme gência caso seja
p essionado o bo ão de eme gência ou se alguma p o eção la e al o abe a. Es e sis ema é con olado
pelo elé de segu ança
SICK
RLY3 EMSS100, cuja unção é moni o iza con inuamen e o es ado do bo ão
de eme gência e das cha es de segu ança ins aladas nas p o eções la e ais.
Es e elé possui duas en adas de segu ança independen es, que, ao ecebe em co en e elé ica,
pe mi em o acionamen o das suas saídas de segu ança. Quando as condições de segu ança es ão
ga an idas (is o é, com o bo ão de eme gência desa i ado e as p o eções la e ais echadas), o elé
ene giza as suas saídas, pe mi indo que a co en e lua pa a o au óma o e possibili ando o uncionamen o
no mal da máquina.
No en an o, caso alguma des as condições seja iolada, o ci cui o de segu ança é in e ompido.
Es a in e upção desene giza as en adas do elé de segu ança, que, po sua ez, desa i a as suas saídas.
Com as saídas desa i adas, a alimen ação do au óma o é co ada, esul ando na pa agem imedia a da
máquina, independen emen e do es ado em que se encon a. Es e compo amen o ga an e que a
máquina seja colocada em um es ado segu o assim que qualque condição de isco seja de e ada.
Além disso, após a a i ação da pa agem de eme gência, é necessá io p essiona o bo ão de
ea me pa a es abelece as condições no mais de ope ação. Es e ea me só pode se ealizado após a
e i icação e eposição de odas as condições de segu ança, como o echo das p o eções la e ais e a
desa i ação do bo ão de eme gência.
O esquema de ligações que ilus a o uncionamen o des e sis ema de segu ança es á ap esen ado
na Figu a 7.11.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
96
Figu a 7.11 – Esquema de ligações do elé que con ola a pa agem de eme gência.
7.2.2. CONTROLO DO ESTADO DA PROTEÇÃO MÓVEL
A p o eção mó el é um elemen o essencial pa a ga an i a segu ança do ope ado du an e o
uncionamen o da máquina de injeção de solas. Es e sis ema pe mi e que o ope ado enha acesso à
zona do molde quando a máquina es á pa ada, assegu ando, ao mesmo empo, que as condições de
segu ança são man idas quando a máquina es á em uncionamen o. Pa a al, é imp escindí el a
exis ência de um sis ema segu o que moni o ize con inuamen e o es ado da p o eção mó el.
A moni o ização é ealizada a a és de um elé de segu ança, cuja unção é ga an i a
con o midade com os pad ões de segu ança e p o ege con a alhas no sis ema. O elé de segu ança
ecebe in o mações de dois ins de cu so que azem a lei u a da posição da p o eção mó el. Es a
con igu ação edundan e, com dois ins de cu so, é u ilizada pa a aumen a a iabilidade do sis ema e
p e eni alhas únicas que pode iam comp ome e a segu ança.
Quando a p o eção mó el es á echada e ambas as lei u as dos ins de cu so con i mam es a
condição, o sis ema conside a que as condições de segu ança es ão es abelecidas. Nes a si uação, o
elé de segu ança libe a as duas saídas segu as, cada uma esponsá el po alimen a a bobina de um
de dois con ac o es do sis ema. Es es con ac o es, ambém con igu ados de o ma edundan e, são
ligados em sé ie pa a o ma uma ba ei a de segu ança adicional, que impede o uncionamen o da
máquina em caso de alha de um dos componen es.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
97
Com a ene gização das bobinas dos con ac o es, é pe mi ida a passagem de co en e elé ica pa a
as ele o ál ulas que con olam os mo imen os hid áulicos da máquina.
Caso oco a qualque al e ação no es ado da p o eção mó el, seja de ido a uma abe u a
in encional ou a uma alha nos ins de cu so, o elé de segu ança in e ompe imedia amen e as saídas
segu as, desene gizando as bobinas dos con ac o es. Es e mecanismo co a a alimen ação das
ele o ál ulas, p o ocando a in e upção dos mo imen os hid áulicos e, consequen emen e, a pa agem
imedia a do p ocesso.
O esquema de ligações que iabiliza o uncionamen o segu o e edundan e do sis ema desc i o
es á ilus ado na Figu a 7.12.
Figu a 7.12 – Esquema de ligações do con olo da p o eção mó el.
7.2.3. CONTROLO DO COMANDO BIMANUAL
O comando bimanual oi implemen ado pa a ga an i que o ope ado man enha ambas as mãos
ocupadas ao da início ao p ocesso de p odução de solas, aumen ando a segu ança e e i ando que os
memb os do ope ado es ejam na zona de pe igo du an e a ope ação.
A moni o ização des e comando é ealizada pelo elé de segu ança
SICK
UE42-2HD, um
disposi i o especí ico e p oje ado pa a o con olo de comandos bimanuais. Es e elé assegu a que o
p ocesso apenas é iniciado quando ambas as condições de acionamen o são sa is ei as de o ma co e a
e den o de pa âme os segu os.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
98
Pa a que o elé pe mi a o acionamen o da p o eção mó el e o início do p ocesso, o ope ado de e
p essiona simul aneamen e os dois bo ões de echo do comando bimanual. É impo an e essal a que
exis e uma ole ância máxima de 50 milissegundos na disc epância de empo en e o acionamen o dos
dois bo ões. Caso es a condição não seja cump ida, o elé conside a que o comando não oi acionado
co e amen e, impedindo o início do p ocesso.
Es a con igu ação ga an e que o ope ado enha ambas as mãos ocupadas no momen o do
acionamen o, minimizando signi ica i amen e o isco de aciden es, como a p esença das mãos na zona
de pe igo enquan o a máquina en a em uncionamen o.
O esquema de ligações que pe mi e es a con igu ação encon a-se ep esen ado na Figu a 7.13.
Figu a 7.13 – A qui e u a de ligações do con olo do comando bimanual.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
99
8. REENGENHARIA DA COMPONENTE MECÂNICA
Nes e capí ulo, se ão abo dadas as in e enções ealizadas na componen e mecânica da máquina
de ex usão, com o obje i o de melho a a sua e iciência, con iabilidade e desempenho. Inicialmen e,
se á elabo ado o diagnós ico das alhas exis en es, seguido da desc ição das soluções p opos as pa a
co igi os p oblemas iden i icados. Se ão de alhados os p ocedimen os de implemen ação das
melho ias, bem como os es es ealizados pa a alida as al e ações e e uadas. Po im, se á ap esen ada
uma análise dos esul ados ob idos, des acando os bene ícios alcançados com as in e enções
mecânicas ealizadas.
8.1. DIAGNÓSTICO INICIAL
Após a desmon agem da máquina, oi ealizada uma a aliação de alhada dos seus componen es,
com o obje i o de iden i ica aqueles que necessi a am de in e enção.
Pa a os componen es susce í eis ao desgas e, p ocedeu-se a uma inspeção isual e dimensional,
u ilizando ins umen os de medição como mic óme os e elógios compa ado es. Além disso, o am
de e adas alhas es u u ais em alguns sis emas, comp ome endo o uncionamen o adequado do
equipamen o.
Fo am iden i icadas as seguin es condições mecânicas:
− Folga excessi a en e o uso e a camisa nos ex uso es;
− Ru u a po adiga mecânica dos pa a usos de ixação do cilind o hid áulico de echo do
molde.
− P oblemas de posicionamen o e a inação no sis ema de o ação do cabeço e;
− Desgas e excessi o nos casquilhos esponsá eis pela o ação do cabeço e;
− Desgas e das i as guia das has es, com danos supe iciais signi ica i os nas has es;
As condições sup aci adas se ão analisadas em de alhe nos subcapí ulos seguin es, com a
desc ição das soluções p opos as pa a cada p oblema.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
100
8.1. REPARAÇÃO DA FOLGA NOS EXTRUSORES
Pa a ga an i o uncionamen o e icien e dos ex uso es, oi necessá io co igi as olgas exis en es
en e o uso e a camisa, uma ez que o desgas e ao longo dos anos comp ome eu a e iciência do sis ema.
A olga excessi a ocasiona o azamen o de ma e ial po en e a osca do pa a uso, eduzindo o
endimen o da ex usão e di icul ando o con olo de empe a u a e p essão [8].
8.1.1. AVALIAÇÃO INICIAL E DEFINIÇÃO DAS FOLGAS
A olga ideal en e o uso e a camisa de e se cuidadosamen e es abelecida pa a pe mi i a
mo imen ação adequada do ma e ial undido, sem comp ome e a e iciência do sis ema. Em ambos os
ex uso es, a maio pa e do desgas e es a a concen ado no pa a uso, sendo o desgas e na camisa
mínimo. Especi icamen e, a olga o al en e o uso e a camisa oi medida em 1,2 mm pa a o ex uso
da p imei a co e em 1,1 mm pa a o uso da segunda co , sendo que apenas 0,1 mm dessa olga es a a
localizada na camisa.
De aco do com [8], uma olga ípica pa a es e ipo de equipamen o a ia en e 0,1 mm e 0,2 mm,
dependendo do ma e ial a se p ocessado e das condições ope acionais. Conside ando a aplicação
especí ica da máquina e o desgas e acumulado, oi es abelecida uma olga inal de 0,1 mm como ideal
pa a o p ocesso.
Figu a 8.1 – Desgas e no uso.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
101
8.1.2. REPARAÇÃO DAS CAMISAS
O p ocesso de epa ação dos ex uso es e e início com a ecupe ação das camisas (Figu a 8.2).
Es as o am subme idas a um p ocesso de e i icação in e na, com o obje i o de co igi i egula idades
dimensionais e es au a o diâme o in e no pa a 65,3 mm, ga an indo o ajus e adequado com o uso.
Figu a 8.2 – P ocesso de e i icação da camisa.
Pa a aumen a a esis ência ao desgas e e p olonga a ida ú il das camisas, oi ealizado um
a amen o é mico po ca boni u ação. Esse p ocesso consis e na di usão con olada de ca bono e
ni ogênio na supe ície do ma e ial, o mando uma camada endu ecida que eduz signi ica i amen e o
desgas e causado pelo con a o cons an e com o uso e o ma e ial p ocessado. A ca boni u ação ambém
melho a a esis ência ao a i o e à co osão, o imizando o desempenho das camisas no ambien e se e o
de ope ação.
8.1.3. REPARAÇÃO DOS FUSOS
Os usos ap esen a am desgas e conside á el na egião dos ile es, p incipalmen e de ido ao
con ac o con ínuo com a camisa du an e o p ocesso de ex usão. Es e desgas e é mais acen uado nos
usos em compa ação com as camisas, uma ez que os usos es ão em mo imen o cons an e e so em
maio a i o di e o com o ma e ial p ocessado e com a camisa, que pe manece es á ica.
Inicialmen e, os usos o am colocados num o no pa a e i ica a sua concen icidade e a alia
possí eis empenos, ga an indo que es i essem adequados pa a o p ocesso de epa ação. Após con i ma
a in eg idade es u u al, p ocedeu-se à ecupe ação dos ile es a a és da soldadu a po elé odo
e es ido (Figu a 8.3). Es e mé odo pe mi iu a deposição con olada de ma e ial nas á eas desgas adas,
c iando uma supe ície uni o me pa a o abalho subsequen e.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
102
Figu a 8.3 – Soldadu a dos ile es pa a ecupe ação da olga desejada.
Na e apa seguin e, os usos o am e i icados u ilizando uma máquina de e i icação de ex e io es,
com o obje i o de es au a o diâme o nominal e es abelece a olga desejada de 0,1 mm en e o uso
e a camisa. Es e ajus e é essencial pa a ga an i o uncionamen o e icien e e p eciso dos ex uso es,
minimizando pe das e maximizando a ida ú il dos componen es.
8.1.4. RESULTADOS OBTIDOS
Com as in e enções ealizadas, o am alcançados os seguin es esul ados:
− Res abelecimen o das olgas ideais: A olga inal de 0,1 mm oi ga an ida, assegu ando um luxo
e icien e de ma e ial du an e o p ocesso de ex usão e melho ando a p ecisão do sis ema;
− Aumen o da esis ência ao desgas e: A ca boni u ação das camisas esul ou na o mação de
uma camada endu ecida, eduzindo o a i o e aumen ando signi ica i amen e a ida ú il dos
componen es. Além disso, os ile es dos usos o am e ei os com ma e ial de ele ada du eza,
con ibuindo pa a uma maio esis ência ao desgas e nas á eas c í icas de con ac o;
− Melho ia da e iciência do p ocesso: O sis ema oi es au ado às suas condições ideais de
ope ação, eliminando as pe das causadas pela olga excessi a, o imizando o consumo
ene gé ico e ga an indo uma ex usão uni o me;
− Redução do empo de ex usão: A es au ação das condições ideais do sis ema pe mi iu uma
diminuição do empo de ex usão, aumen ando a p odu i idade do equipamen o.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
103
8.2. FADIGA MECÂNICA NO SISTEMA DE FECHO
O sis ema de echo do molde p esen e no equipamen o es á ep esen ado na Figu a 8.4. De modo
a ga an i a qualidade das solas, o cilind o hid áulico de e se capaz de exe ce a o ça necessá ia pa a
ga an i o echo do molde du an e oda a ope ação, ga an indo que não exis a azamen o do ma e ial
po en e as jun as do molde.
Figu a 8.4 – Sis ema an igo de echo do molde.
O cilind o de echo da máquina oi p oje ado pa a supo a uma p essão de 200 ba , ge ando uma
o ça de echo de 760 kN. No en an o, e i ica-se que após um ce o núme o de ciclos de echo, oco e
a u u a dos pa a usos das ex emidades da lange do cilind o ( e Figu a 8.2). Es a alha suge e que os
pa a usos não conseguem supo a adequadamen e as ensões cíclicas, o que indica que os mesmos
não esis em às condições de adiga impos as pela ope ação con ínua da máquina.
Figu a 8.5 – Pa a usos da ampa supe io que queb am (a e melho).
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
110
𝛼 = 2 × 𝜋
22= 1,57 𝑟𝑎𝑑/𝑠2
(8-7)
Subs i uindo o momen o de iné cia e a acele ação angula na equação (8-5), ob ém-se:
𝑇𝐼= 7,47 × 1,57 =11,7 𝑁. 𝑚
(8-8)
O o que o al necessá io pa a ealiza a o ação é ob ido pela soma dos dois o ques calculados
na Equação (8-3) e (8-8):
𝑇𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 =45,64 +11,7 = 57,34 𝑁. 𝑚
(8-9)
A o ça necessá ia pa a oda o cabeço e depende do o que o al calculado (Equação (8-9)) e da
dis ância do pon o de aplicação da o ça ao eixo de o ação. Uma ez que a ansmissão do mo imen o
se á ealizada po um sis ema pinhão-c emalhei a, es a dis ância se á igual ao aio p imi i o do pinhão
escolhido. Assim, em-se que:
𝑇𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝐹 × 𝑟
𝑝 ⟺ 𝐹 = 𝑇𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑟
𝑝
(8-10)
Subs i uindo na Equação (8-10), em:
𝐹 = 45,64 +11,7
0,0525 = 1,1 𝑘𝑁
(8-11)
Po an o, a o ça necessá ia pa a inicia o mo imen o de o ação do cabeço e é de 1,1 𝑘𝑁 a uma
dis ância de 0,0525 𝑚𝑚 do eixo de o ação.
8.3.2. SISTEMA DE ROTAÇÃO DO CABEÇOTE DESENVOLVIDO
Dian e das limi ações obse adas no sis ema an igo, como a al a de epe ibilidade na pa agem,
desalinhamen os de ido à lexão es u u al e ausência de amo ecimen o no cilind o hid áulico, oi
necessá io desen ol e uma solução que a endesse às exigências ope acionais da máquina. Os
p incipais obje i os do no o sis ema incluí am aumen a a obus ez, ga an i maio p ecisão no
posicionamen o e elimina os p oblemas de desalinhamen o p o ocados pelas o ças aplicadas du an e
o ciclo de ope ação.
O sis ema desen ol ido pa a a o ação do cabeço e es á ep esen ado na Figu a 8.9. A ansmissão
de mo imen o po um conjun o pinhão-c emalhei a oi man ida, mas com ajus es impo an es que
esul a am em um sis ema mais obus o e compac o.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
111
Figu a 8.11 – Sis ema de o ação do cabeço e desen ol ido.
Al e ações Realizadas no Sis ema
Pa a soluciona o p oblema de lexão causado pelo cilind o de echo, o sis ema oi edesenhado
de o ma a ga an i que es i esse solidá io com a es u u a. Di e en emen e do design an e io , em que
o sis ema e a ixado a dois componen es dis in os, o no o p oje o assegu ou que odo o sis ema osse
ixado a uma única chumacei a. Essa mudança elimina possí eis deslocamen os di e enciais en e os
pon os de ixação, ga an indo maio igidez e alinhamen o.
Além disso, oi eduzida a dis ância en e o cilind o hid áulico e o pon o de eng enamen o do
pinhão com a c emalhei a. Essa al e ação p opo cionou um sis ema mais compac o e minimizou a
oco ência de desalinhamen os.
Seleção e Implemen ação do Cilind o Hid áulico
Uma das p incipais mudanças no sis ema oi a subs i uição do cilind o hid áulico de has e
passan e po um cilind o de has e simples. Essa escolha oi ei a com base nas seguin es an agens:
− Redução de cus os: Cilind os de has e simples ap esen am um cus o de ab icação in e io
em elação aos cilind os de has e passan e, de ido à sua meno complexidade cons u i a.
− Design mais compac o: cilind os de has e simples êm um comp imen o o al in e io a
cilind os de has e passan e, con ibuindo pa a um sis ema mais compac o;
No en an o, é ambém impo an e menciona as des an agens associadas à implemen ação de
um cilind o de has e simples quando compa ado com um cilind o de has e passan e:
− Di e ença de o ças: De ido às di e en es á eas nas aces do cilind o, a o ça exe cida
du an e o a anço é meno do que a o ça exe cida du an e o ecuo;
− Velocidades desiguais: Como consequência da di e ença de á eas, a elocidade de a anço
é ligei amen e meno que a elocidade de e o no.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
112
Pa a o sis ema em ques ão, as des an agens sup aci adas não são signi ica i as, uma ez que os
mo imen os ope acionais são len os e oco em sob p essões baixas. Além disso, o a o económico e e
um peso ele an e na decisão, o nando a edução de cus os um bene ício conside á el.
A ausência de amo ecimen o no cilind o hid áulico e a uma das maio es limi ações do sis ema
an igo, uma ez que esul a a em pa agens b uscas e pouco con oladas, p ejudicando a epe ibilidade
do mo imen o. No no o sis ema, o cilind o selecionado inclui um sis ema de amo ecimen o in e no, que
desacele a o mo imen o p og essi amen e p óximo ao inal do cu so. Essa ca ac e ís ica pe mi e uma
pa agem mais sua e e p ecisa, eliminando mo imen ações b uscas que pode iam comp ome e o
alinhamen o e o desempenho ge al da máquina.
As ca ac e ís icas do cilind o hid áulico escolhido encon am-se ap esen adas na Tabela 8.1.
Tabela 8.1 Ca ac e ís icas do cilind o de o ação do cabeço e.
Tipo de cilind o
Duplo e ei o
Diâme o do êmbolo
50 mm
Diâme o da has e
22 mm
Cu so
170 mm
Á ea a anço
15,8
Á ea ecuo
19,6
P essão de uncionamen o
50 ba
Fo ça a anço
9,8 kN
Fo ça ecuo
7,9 kN
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
113
8.4. SUBSTITUIÇÃO DOS CASQUILHOS DO CABEÇOTE
8.4.1. DIAGNÓSTICO E IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA
Du an e o p ocesso de desmon agem da máquina, oi ealizada uma análise de alhada dos
casquilhos esponsá eis pela o ação do cabeço e, com o obje i o de a alia o seu es ado. Obse ou-se
um desgas e signi ica i o nos casquilhos, ab icados em b onze, enquan o o eio associado, ab icado
em aço, não ap esen a a desgas e signi ica i o. Além disso, cons a ou-se que os casquilhos
ap esen a am um desgas e em o ma o al, sendo as zonas de maio de e io ação localizadas na pa e
supe io e in e io . Essa ca ac e ís ica é a ibuída à o ça exe cida du an e o p ocesso de echo do
cabeço e, que a ua di e amen e nessas á eas, p omo endo um desgas e mais signi ica i o. O desgas e
na zona o al oi medido em 0,72 mm e 0,84 mm, espe i amen e, o que es á mui o acima do acei á el
pa a um uncionamen o e icien e.
Com base nesse diagnós ico, concluiu-se que os casquilhos de e iam se subs i uídos, com
ole âncias adequadas pa a co igi as olgas e es au a o desempenho mecânico do cabeço e. De
seguida, se á de alhado o p ocesso de de inição das olgas ideais, ab icação e alidação da solução
implemen ada.
8.4.2. DETERMINAÇÃO DAS FOLGAS MÁXIMAS E IDEAIS
Pa a ga an i o uncionamen o e icien e do sis ema de o ação do cabeço e, oi necessá io
de e mina a olga ap op iada en e o casquilho de b onze a se ab icado e o eio de aço exis en e.
Como o eio já es á ab icado e ins alado, as suas dimensões eais o am medidas pa a ob e o diâme o
exa o do componen e e, assim, ajus a o diâme o do u o no casquilho.
Com o auxílio de um mic óme o, o am ealizadas 10 medições ao longo do comp imen o do eio.
A média dos alo es ob idos indicou um diâme o inal de 114,980 mm.
De aco do com a abela de ajus es p esen es no li o de
Shigley
(Tabela 8.1), o ajus e mais
adequado pa a o uncionamen o do sis ema se ia um ajus e H7/g6, classi icado como deslizan e. Esse
ipo de ajus e pe mi e libe dade de o ação en e as peças, man endo um ní el de p ecisão su icien e
pa a e i a desgas es excessi os no longo p azo.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
114
Tabela 8.2 – Desc ição de ajus es p e e enciais u ilizando o sis ema de u o básico [4].
Cálculo das Folgas Máximas e Mínimas
Com base nos alo es no ma i os da ISO 286-1:2010 pa a o ajus e H7/g6 e conside ando o
diâme o nominal de 115 mm, o am ob idos os seguin es pa âme os:
− Diâme o do u o (casquilho) =115 𝐻7 𝑚𝑚
o Classe IT7 =35
𝑚
o Des io supe io = +35
𝑚
o Des io in e io = +0
𝑚
o Diâme o máximo =115,035 𝑚𝑚
o Diâme o mínimo =115,000 𝑚𝑚
− Diâme o do eio =115 𝑔6 𝑚𝑚
o Classe IT6 =22
𝑚
o Des io supe io = −12
𝑚
o Des io in e io = −34
𝑚
o Diâme o máximo =114,988 𝑚𝑚
o Diâme o mínimo =114,966 𝑚𝑚
o Diâme o eal =114,980 𝑚𝑚
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
115
− Folga esul an e:
o Folga mínima =115,000 −114,980 = 0,020 𝑚𝑚
o Folga máxima =115,035 −114,980 = 0,055 𝑚𝑚
Os cálculos ealizados demons am que o diâme o do eio es á den o dos alo es no ma i os
pa a o ajus e g6. Sendo assim, du an e o ab ico do casquilho se á necessá io ga an i que o u o es eja
den o das ole âncias especi icadas pa a o ajus e H7. Essa abo dagem assegu a á a ob enção de uma
olga deslizan e ideal pa a o sis ema de o ação do cabeço e, p omo endo um uncionamen o e icien e e
com edução de desgas es ao longo do empo.
8.4.3. FABRICAÇÃO DOS CASQUILHOS
Após a de e minação das olgas e ole âncias adequadas pa a o ajus e H7/g6, p ocedeu-se ao
ab ico dos no os casquilhos de b onze, ga an indo que o diâme o do u o espei asse os alo es
de inidos nos cálculos do subcapí ulo an e io . Es e p ocesso oi ealizado em con o midade com as
especi icações no ma i as, u ilizando écnicas de maquinação pa a assegu a a qualidade do
componen e.
O ma e ial selecionado pa a os casquilhos oi o b onze CB3, amplamen e u ilizado em aplicações
mecânicas de ido às suas p op iedades de esis ência ao desgas e, boa condu i idade é mica e baixa
icção, essenciais pa a o uncionamen o e icien e do sis ema de o ação do cabeço e.
Com o ab ico e subs i uição des es componen es, a olga ideal se á ees abelecida, p omo endo
uma o ação sua e e e icien e.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
116
8.5. APLICAÇÃO DE RASPADOR NAS HASTES
A unidade de moldagem es á equipada com duas has es que desempenham um papel essencial
no guiamen o da p ensa, assegu ando o alinhamen o p eciso e o mo imen o co e o du an e o p ocesso
de moldagem das solas. Es as has es deslizam sob e i as guias ins aladas na mesa, que ga an em
sua idade no mo imen o e eduzem o a i o, como ilus ado na Figu a 8.10.
Figu a 8.12 – Sis ema de guiamen o das has es.
En e an o, com o empo e de ido à exposição con ínua ao ambien e de abalho, as has es
acumulam poei a, esíduos de ma e ial e ou os con aminan es. Es es de i os, quando não emo idos,
acabam po se acumula en e as has es e as i as guia. O mo imen o deslizan e, combinado com a
p esença desses con aminan es, in ensi ica o a i o e p omo e o desgas e p ema u o, an o na supe ície
das has es quan o nas i as guia. Esse desgas e eduz a e iciência do sis ema, le ando à necessidade de
manu enção equen e, que pode inclui a subs i uição das i as guia e o polimen o das has es, esul ando
em cus os ope acionais ele ados e empos de ina i idade p olongados.
Figu a 8.13 – Acumulação de esíduos e desgas e nas has es, espe i amen e.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
117
Pa a mi iga esse p oblema, se ão implemen ados aspado es nas has es (Figu a 8.12). Es es
componen es êm a unção de emo e pa ículas de poei a, esíduos e ou os con aminan es da
supe ície das has es an es que es as en em em con a o com as i as guia. Com isso, e i a-se a en ada
de de i os nas zonas c í icas, p e enindo iscos e desgas es desnecessá ios.
De modo a pe mi i a ins alação dos aspado es, oi necessá io ab ica um espaçado especí ico,
al como mos a a Figu a 8.13, c iando espaço adequado pa a acomoda os aspado es sem in e e i
no mo imen o e alinhamen o das has es.
Figu a 8.14 – Aplicação do aspado nas has es.
Com a implemen ação dos aspado es, espe a-se um desempenho mais e icien e e con iá el do
sis ema de guiamen o, con ibuindo pa a a o imização do p ocesso de moldagem e pa a a edução de
cus os associados ao desgas e p ema u o. Assim, espe a-se ob e os seguin es bene ícios:
− Aumen o da ida ú il dos componen es: Reduzindo o desgas e das i as guia e das has es,
p olonga-se o in e alo en e manu enções;
− Funcionamen o mais sua e e e icien e: Com menos con aminan es acumulados, o mo imen o
das has es se á mais luido e com meno esis ência;
− Redução de cus os ope acionais: A diminuição da equência de manu enção e a p ese ação
dos componen es diminuem o empo de ina i idade da máquina e os gas os com peças de
eposição.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
118
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nes e capí ulo, é ealizada uma e lexão sob e o p oje o desen ol ido, com ap esen ação das
conclusões e i adas. Po úl imo, enunciam-se um conjun o de a e as a desen ol e no u u o, com o
in ui o de melho a o p oje o desen ol ido.
9.1. CONCLUSÕES
Es e p oje o e e o igem na necessidade de mode niza um equipamen o de ex usão de solas,
o iginalmen e ab icado na década de 1990, cuja ecnologia se encon a a desa ualizada ace às
exigências a uais da indús ia do calçado. O obje i o p incipal oi e alo iza es e equipamen o, o nando-
o mais e icien e, segu o e adap ado às necessidades ope acionais da emp esa.
Pa a alcança es e p opósi o, iniciou-se o p oje o com um es udo ap o undado do p ocesso de
p odução de solas e do uncionamen o mecânico da máquina. Es a análise pe mi iu iden i ica os
p incipais pon os c í icos e de ini os equisi os pa a a sua au oma ização.
Com base nes e diagnós ico, oi desen ol ido um no o sis ema de comando, inco po ando um
PLC e uma HMI, que pe mi i am um con olo mais in ui i o e e icaz dos pa âme os de p ocesso. A
espos a dos ope ado es à no a in e ace oi mui o posi i a, des acando-se a acilidade de u ilização e a
melho ia na qualidade do p odu o inal.
A ins alação de um a iado de elocidade esul ou num p ocesso de ex usão mais e sá il e
ene ge icamen e e icien e, pe mi indo uma edução de a é 40% no consumo de ene gia. Po ou o lado,
a epa ação das olgas nos ex uso es e a o imização dos componen es mecânicos le a am a um
aumen o es imado de 25% na p odu i idade.
Em e mos de segu ança, o am implemen adas soluções em con o midade com as no mas
eu opeias, incluindo ba ei as de p o eção, comando bimanual e bo ão de eme gência. Es as al e ações
ga an i am não só a p o eção dos ope ado es como ambém a con o midade legal da máquina.
Pa a além dos ganhos ope acionais e écnicos, des aca-se a iabilidade económica do p oje o.
Com um in es imen o o al na o dem dos 30 000 €, o p ocesso de
e o i ing
e elou-se
signi ica i amen e mais acessí el do que a aquisição de um no o equipamen o com ca ac e ís icas
semelhan es, cujo cus o pode ia ul apassa os 50 000 €. Es a abo dagem pe mi iu à emp esa alcança
um ní el de mode nização ele ado com um in es imen o con olado, e o çando a sua compe i i idade
sem comp ome e a sus en abilidade inancei a.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
119
Em sín ese, o p oje o cump iu in eg almen e os obje i os inicialmen e de inidos, esul ando num
equipamen o mais mode no, e icien e e segu o. A eengenha ia pe mi iu não só p olonga a ida ú il da
máquina como ambém posicioná-la de o ma compe i i a no a ual con ex o da indús ia do calçado.
9.2. PERSPETIVAS E TRABALHOS FUTUROS
Após a ealização des e abalho, oi possí el desen ol e um equipamen o p on o pa a
desempenha as suas unções na indús ia. Como al, se ia impo an e a elabo ação de um manual de
ins uções que ap esen asse odos os aspe os necessá ios pa a o co e o uncionamen o do
equipamen o. O manual de e con e in o mações sob e as especi icações écnicas do equipamen o,
ins uções de ope ação, a isos e ecomendações ela i os à segu ança e um plano de manu enção
p e en i a e co e i a.
Apesa do equipamen o ob ido se capaz de desempenha as unções p e endidas pelo clien e,
pode se in e essan e a aplicação de u u as melho ias que complemen em o sis ema desen ol ido.
Uma das melho ias que pode iam aumen a a e sa ilidade do equipamen o se ia a
implemen ação de um sis ema de ex ação de solas. Esses sis emas são p oje ados pa a o imiza a
emoção de solas que, de ido à sua geome ia complexa ou ade ência ao molde, são di íceis de ex ai
manualmen e. Sem a inclusão de um sis ema de ex ação, o na-se impossí el a p odução des e ipo de
solas, limi ando a capacidade ope a i a da máquina. Assim, a aplicação des e sis ema pe mi i ia que o
equipamen o a endesse a uma maio a iedade de o ma os, aumen ando a sua alo ização.
Ademais, se ia in e essan e implemen a um sis ema de con olo de ní el de ma e ial nos silos,
que en iasse um ale a pa a a consola semp e que o ní el es i esse baixo. Assim, o ope ado se ia
no i icado sob e a necessidade de eabas ecimen o, assegu ando semp e o eabas ecimen o a empo.
Com is o, e i a -se-iam si uações onde o ope ado não no asse a escassez de ma é ia-p ima, que apenas
se ia de e ada após a o mação de solas de ei uosas, e i ando o despe dício de ma e ial e de empo.
Além dis o, e embo a bas an e mais dispendioso, es e sis ema pode ia unciona com alimen ação
au omá ica, dispensando a in e enção manual e ga an indo mais e iciência no p ocesso.
Po úl imo, a análise ao cilind o de echo oi ealizada de o ma supe icial, uma ez que a emp esa
já inha uma solução aplicada nou os equipamen os. No en an o, se ia in e essan e aze um análise
mais ap o undada, com o in ui o de pe cebe o que le a à o u a dos pa a usos.
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
126
Apêndice C – ESQUEMA PNEUMÁTICO
Cilind o
P o eção Mó el
Y17Y16
Y14 Y15
0,5-10 ba
Insu lação Molde
1ª co
Insu lação Molde
2ª Co
MC104-D00 MC104-L00
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
127
Apêndice D – ESQUEMA ELÉTRICO
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
128
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
129
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
130
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
131
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
132
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
133
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
134
Reengenha ia de uma Máquina de Ex usão de Solas
135