Cla a San os
Unco e ing Space and Time:
Onde se enquad a o Eu nos concei os de
espaço e empo na a e?
T abalho de P oje o
Mes ado em Media A s
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Susana Gaudêncio
ou ub o de 2024
DIREITOS DE AUTOR E CONDIC"ÕES DE UTILIZAC"ÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licenc"a abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condic"ões não
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A ibuição
CC BY
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mesmo pa a ins come ciais, desde que lhe a ibuam o de ido c édi o pela c iação o iginal. É a
licença mais lexí el de odas as licenças disponí eis. É ecomendada pa a maximiza a
disseminação e uso dos ma e iais licenciados.]
AGRADECIMENTOS
A conclusão des a disse ação ep esen a o culmina de uma jo nada de dedicação, desa ios e
ap endizagens que não e ia sido possí el sem o apoio e con ibu o de á ias pessoas. Gos a ia de
exp essa a minha since a g a idão a odos aqueles que, de di e en es o mas, o na am es e abalho
possí el.
Em p imei o luga , ag adeço à minha o ien ado a, Susana Gaudêncio, pelo seu apoio, o ien ação e
paciência ao longo des e p ocesso. O seu conhecimen o, c í icas cons u i as e incen i o o am
undamen ais pa a o desen ol imen o des e abalho.
Ag adeço ambém aos meus p o esso es e colegas da Uni e sidade do Minho, que ao longo do meu
pe cu so académico me p opo ciona am um ambien e es imulan e e desa ian e, con ibuindo pa a
o meu c escimen o in elec ual e pessoal. O osso companhei ismo e pa ilha de conhecimen os
o am essenciais pa a a conc e ização des e p oje o.
Um ag adecimen o especial aos meus amigos, especialmen e à Vânia Al es, Te esa B az e Tiago
Ma ques, que es i e am semp e p esen es, o e ecendo pala as de incen i o e momen os de
descon ação, undamen ais pa a equilib a os momen os de maio p essão.
À minha amília, especialmen e aos meus pais, Ana Lopes e And é San os, e a ós, Isabel Ramos,
Del im Conceição, Cla a San os e José San os, de o o maio dos ag adecimen os. O osso amo ,
apoio incondicional e con iança nas minhas capacidades o am a base sob e a qual conclui es a
e apa da minha ida. A ossa p esença e comp eensão o am imp escindí eis pa a que eu pudesse
ul apassa odos os desa ios des e pe cu so.
Po im, ag adeço a odas as pessoas que, de o ma di e a ou indi e a, con ibuí am pa a a ealização
des a disse ação. Es e abalho é ambém e lexo das ossas con ibuições, apoio e con iança.
A odos, o meu mais since o ob igado.
DECLARACÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que
não eco i à p a ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de
in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen es à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
TÍTULO:
Unco e ing space and ime:
Onde se enquad a o
Eu
nos concei os de espaço e empo na a e?
RESUMO:
Nada é ão simples e ao mesmo empo ão complexo quan o a pe cepção que emos sob e o espaço
e o empo. Num mundo em cons an e ans o mação como aquele em que i emos, as dinâmicas
sociais moldam e são moldadas pelos espaços que habi amos e pelo sucede do empo. Na a e,
an o os a is as como o público podem usu ui de di e sos o ma os de p odução e uição, desde
a pin u a, música, cinema, escul u a ou o og a ia, pa a explo a , e le i e molda as nossas
pe spec i as des es concei os. Nes e abalho de p oje o, se á ei a uma e isão eó ica sob e alguns
es udos da emá ica, como a eo ia da ela i idade, neu ociência, iloso ia e o og a ia. Albe Eins ein,
Michel Foucaul , Roland Ba hes e ou os au o es e a is as, como Hi oshi Sugimo o e Michael
Wesely, se ão abo dados com o in ui o de in es iga es es concei os e ideias e que se i am de mo e
pa a a elabo ação da uma peça a ís ica que e le e sob e eles e que é anco ada numa pe spec i a
pessoal. A abo dagem écnica e a ís ica explo a a o og a ia, a escul u a e o som, ap esen ando-se
como uma ins alação.
PALAVRAS-CHAVE:
Espaço e empo; espaços he e o ópicos; o og a ia.
TITLE:
Unco e ing space and ime:
Whe e he sel i s in o he concep s o space and ime in a ?!
RESUME:
No hing is as simple and a he same ime as complex as ou pe cep ion o space and ime. In a
cons an ly ans o ming wo ld like he one we li e in, social dynamics shape and a e shaped by he
spaces we inhabi and he passage o ime. In a , bo h a is s and he public can engage wi h a ious
o ms o c ea ion and app ecia ion—such as pain ing, music, cinema, sculp u e, and pho og aphy—
o explo e, e lec on, and shape ou pe spec i es on hese concep s. In his p ojec , a heo e ical
e iew will co e key s udies on he opic, including heo ies om ela i i y, neu oscience, philosophy,
and pho og aphy. Albe Eins ein, Michel Foucaul , Roland Ba hes, and o he au ho s and a is s,
such as Hi oshi Sugimo o and Michael Wesely, will be examined o in es iga e hese concep s and
ideas, se ing as inspi a ion o he c ea ion o an a is ic piece e lec ing on hem om a pe sonal
pe spec i e. The echnical and a is ic app oach inco po a es pho og aphy, sculp u e, and sound,
p esen ing i sel as an ins alla ion.
KEYWORDS:
Space and ime; he e o opic spaces; pho og aphy.
ÍNDICE:
LISTA DE FIGURAS ................................................................................................................ 1
LISTA DE GRÁFICOS ............................................................................................................. 2
INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 3
ENQUADRAMENTO TEÓRICO ................................................................................................ 4
CAPÍTULO 1 ........................................................................................................................... 4
DIMENSÕES DO ESPAÇO E TEMPO NA ARTE: TEORIA, REPRESENTAÇÃO E A FOTOGRAFIA COMO
INSTANTE SUSPENSO ............................................................................................................. 4
1.1. ESPAÇO E TEMPO ................................................................................................. 4
1.2. CONCEITOS TEÓRICOS ........................................................................................ 7
1.3. REPRESENTAÇÕES DO ESPAÇO E DO TEMPO NA ARTE .......................................... 8
1.4. FOTOGRAFIA- MOMENTO CONGELADO ............................................................... 13
RELAÇÃO DO EU COM O ESPAÇO E O TEMPO ........................................................................ 16
2.1. O ESPECTADOR IMERSO NO ESPAÇO ......................................................................... 16
2.2. O TEMPO FRAGMENTADO E O ANACRONISMO ........................................................... 17
2.3. A EXPERIÊNCIA TEMPORAL E ESPACIAL NA INSTALAÇÃO ............................................ 18
CAPÍTULO 3 ......................................................................................................................... 19
O PAPEL DA ARTE NA RELAÇÃO COM O ESPAÇO E O TEMPO ................................................... 19
3.1. RELAÇÃO DO EU COM A ARTE .............................................................................. 19
3.2. A ARTE, O ESPAÇO E O TEMPO ............................................................................. 20
3.3. A FOTOGRAFIA ENQUANTO FERRAMENTA ARTÍSTICA DE REPRESENTAÇÃO DO
ESPAÇO E TEMPO ............................................................................................................ 22
ENQUADRAMENTO PRÁTICO .............................................................................................. 27
1. CONCEITO INAUGURAL ............................................................................................... 27
2. METODOLOGIA E PLANEAMENTO ................................................................................. 48
3. PROCESSO DA CRIAÇÃO ARTÍSTICA ............................................................................. 49
6
co espondência o al en e os alo es espaciais e empo ais po que, em ce os casos, o mesmo
ma cado espacial pode co esponde a ma cado es empo ais opos os. Assim, apesa de es a em
elacionados nos nossos mecanismos linguís icos, são pe cecionados de manei a dis in a, o que
jus i ica a exis ência de ma cado es especí icos pa a cada domínio. Embo a mui os sejam
ambi alen es en e as duas dimensões, alguns são p edominan emen e espaciais e ou os empo ais.
A p esença des es úl imos e a sua não- edução aos ma cado es espaciais demons a que,
linguis icamen e, o empo não é simplesmen e um e lexo do espaço numa dimensão di e en e.
Em ce ca de me ade das línguas do mundo, não há ep esen ação de empo na g amá ica que
especi iquem o passado ou o u u o. Em Amondawa, na Amazónia e os Abo igines, na Aus ália
(in e io ), não conside am o empo como algo independen e, no en an o, es as cul u as
comp eendem a o dem empo al e a sequência de e en os de igual o ma. Con udo, não é ób io que
es e concei o seja en endido uni e salmen e do mesmo modo.
Pa a es e p oje o, oi le an ada a ques ão de como é que es a maleabilidade a e a a sociedade, o
indi íduo e o p oje o a ís ico. Com is o, é ele an e comp eende como es es emas o am
e oluindo e como o am ep esen ados ao longo da his ó ia, desde es udos sob e a ísica e a
iloso ia a é às a iadas ep esen ações abalhadas po a is as a é aos dias de hoje.
G á ico 1. Diag ama de concei os
7
1.2. CONCEITOS TEÓRICOS
Desde o início da his ó ia humana, o espaço e o empo são concei os que desa iam a nossa
comp eensão e en endimen o sob e o uni e so. Mas o que é o espaço e o empo? Como podemos
medi es as dimensões?
No início do século XX, Albe Eins ein ap esen ou uma no a eo ia sob e es es concei os, dando
o igem a uma e a de e olução in elec ual na ísica mode na.
A essência da eo ia da ela i idade eside na ideia de que o espaço e o empo são en idades
maleá eis, cujas p op iedades a iam de aco do com a elocidade e o campo g a i acional em que
nos encon amos no uni e so. Eins ein p opôs que o espaço- empo é lexí el e moldá el, cu ando-
se sob a in luência de ma é ia e da ene gia.
Figu a 3. Rep esen ação do concei o espaço- empo léxi el (h ps:// imeo.com/1054285274)
Todos nós já expe ienciámos momen os em que o empo pa ece a as a -se in e mina elmen e,
enquan o, nou as ocasiões, pa ece passa apidamen e. Essa a iabilidade subje i a na pe ceção
do empo pode se a ibuída a uma sé ie de a o es, incluindo es ados emocionais, ní eis de a enção,
expe iências passadas, bem como a in luência do espaço onde se es á. Po exemplo, em si uações
de pe igo, o nosso cé eb o pode en a num es ado de hipe oco e p o oca uma sensação de
desacele ação do empo, pe mi indo-nos p ocessa in o mação e eagi mais apidamen e. Da
mesma o ma, quando es amos en ol idos em a i idades ag adá eis ou abso en es, o empo pa ece
passa mais ápido do que ealmen e passa, possi elmen e po a e a os sinais de dopamina no
cé eb o, e le indo a luidez da expe iência subje i a.
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Figu a 4. Rep esen ação do empo como a iabilidade subje i a (h ps:// imeo.com/1054284837)
O in e esse pelo espaço e empo em sido ambém uma cons an e on e de ascínio e in es igação
na li e a u a e na iloso ia. Na iloso ia clássica, pensado es como Pla ão e A is ó eles discu i am a
na u eza do empo como uma dimensão undamen al da ealidade, enquan o, na Idade Mode na,
au o es como Desca es e Kan explo a am o espaço e o empo como ca ego ias undamen ais da
men e humana.
Uma das abo dagens eó icas e ilosó icas sob e o concei o de espaço que se i á analisa e e le i é
a encon ada na ob a "O O he Spaces - He e o opias" de Michel Foucaul . Nes e ensaio, é
in oduzido o concei o de he e o opias como os espaços ísicos ou men ais que desa iam e
con a iam as no mas e hie a quias con encionais. Foucaul desc e e a he e o opia como uma
u opia eal localizada no espaço social, is o é, um "ou o" luga que exis e ma e ializado como
essigni icação de um luga conc e o num momen o especí ico que pode se ede inido e egido po
eg as p óp ias. Não se a a de uma noção que pe ence, na sua o alidade, a uma ideia e não ajuda
apenas a pensa , mas ambém a da ida a um espaço eal e en endê-lo, mesmo que a sua ealidade
seja u ópica. Foucaul a i ma ambém que é habi ual, odas as sociedades cons i uí em as suas
p óp ias he e o opias.
As he e o opias são en ão, espaços sociais al e na i os e discu si os que a uam como
an icons i ucionalidade social. São espaços de p odução de no as subje i idades que con êm odas
as possibilidades de se i como e olução, e lexão e c i ica.
1.3. REPRESENTAÇÕES DO ESPAÇO E DO TEMPO NA ARTE
Como podemos obse a , es es concei os são dois g andes emas es udados em di e sas á eas do
conhecimen o humano, a a essando on ei as disciplina es, da ísica à a e. En ende-se que, desde
as eo ias de Eins ein sob e a ela i idade a é aos a anços na ísica quân ica e à neu ociência que
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in es iga como os pe cepcionamos e o ganizamos, são undamen ais pa a comp eende a na u eza
do uni e so e sob e nós mesmos. No en an o, é na a e que encon amos uma exp essão isce al e
sensí el. Como exemplo, as pin u as imp essionis as con idam o público a me gulha numa
a mos e a quase ime si a. A a és de pinceladas ápidas, ib an es e sol as, que suge em uma
sensação de mo imen o, os a is as imp essionis as c ia am uma expe iência isual dinâmica e que
pa ece cap u a um momen o ugaz no empo, mas em cons an e luxo. Encon a-se ou o bom
exemplo no abalho de Yayoi Kusama, a is a japonesa conhecida pelas suas ins alações ime si as
e ob as de a e que explo am emas como a epe ição, o in ini o e a expansão do espaço, ope ando
depois
ao ní el da pe cepção do empo de quem as expe iencia. A is as con empo âneos como Anish
Kapoo e James Tu ell in es igam a in e cepção en e espaço, luz e pe cepção, p oje am ins alações
que desa iam a nossa comp eensão sob e a ealidade ísica e senso ial. Também Bill Viola explo a
emas exis enciais e espi i uais, equen emen e em ins alações audio isuais, de o ma a examina a
passagem do empo e a elação en e o espaço ísico ex e io e o espaço in e io , emocional.
Figu a 5. Kusama, Y. (2016) All he e e nal lo e I ha e o he pumpkins [madei a, espelho, plás ico, id o
p e o, led] Sea le A Museum (h ps://icamiami.o g/exhibi ion/yayoi-kusama/)
10
Figu a 6. Kapoo , A. (2003) My ed homeland [ aselina, aço, mo o ] The Jewish Museum and ole ance
cen e (h ps://anishkapoo .com/136/my- ed-homeland)
Figu a 7. Tu el, J. (2011) Am a, Ganz eld [luz, espaço] Pa ina Maldi es
(h ps://www.pacegalle y.com/a is s/james- u ell/)
11
Figu a 8. Viola, B. (2000) A scene om ascension [ ideo] The museum o ine a s, Hous on
(h ps://www.bill iola.com/bibliog .h m)
No campo da o og a ia, a is as como Hi oshi Sugimo o e Hi oshi Yamazaki, cap u am paisagens
em longa exposição ou com abe u as mui o eduzidas que esul am em imagens que pa ecem
congela o empo e des aca a passagem do mesmo. Também, Michael Wesely, nas suas longas
exposições (que chegam a du a meses), egis a mudanças sub is no ambien e ao longo do empo,
e elando a e eme idade e a ans o mação do espaço ao nosso edo .
12
Figu a 9. Sugimo o, F. (1987- 1993) Seascapes se ies [ o og a ia]
(h ps:// aenkelgalle y.com/po olios/hi oshi-sugimo o-seascapes)
Figu a 10. Yamazaki, H. (1978) Un i led, om he se ies he sun is longing o he sea [ o og a ia]
(h ps://a museum.p ince on.edu/collec ions/objec s/16404)
13
Figu a 11. Wesely, M. (1996-1997) O ice o Helmu iedel [ o og a ia] (h ps://mkaz.com/book-
e iews/open-shu e -by-michael-wesely/)
1.4. FOTOGRAFIA- MOMENTO CONGELADO
A o og a ia — egis os de imagens a a és da esc i a da luz e da congelação do empo — pe mi e que
o p óp io a is a e o público me gulhem em di e en es ealidades, desde espaços eais, cénicos ou
men ais que p opo cionam uma maio in ospeção sob e o empo e a na u eza e éme a da exis ência.
Dois li os que se i am como base pa a es uda sob e es e subcapí ulo o am
On Pho og aphy
(1977) de Susan Son ag e
A Câma a Cla a
(1980) de Roland Ba hes. Nes as ob as, an o Son ag
quan o Ba hes, e le em p o undamen e sob e a o og a ia, explo ando a sua na u eza e impac o
cul u al. Embo a pa ilhem in e esses comuns, como o papel da imagem na expe iência humana e
as suas implicações, ambas as abo dagens ap esen am analogias dis in as e, ao mesmo empo,
complemen a es.
Po um lado, Son ag examina a o og a ia como uma p á ica cul u al e social, posicionando-a den o
de uma ede de elações de pode , consumo e con olo. Pa a Son ag, a o og a ia desempenha um
papel cen al na o ma como a sociedade con empo ânea se elaciona com o mundo. Uma das suas
analogias mais o es compa a a o og a ia à caça, como se o a o de o og a a osse uma o ma de
ap op iação e domínio da ealidade e e indo que o o óg a o, ao cap u a uma de e minada imagem,
es á a subme e o obje o a uma o ma de con olo, limi ando-o a se simplesmen e um p odu o de
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me cado ia isual numa sociedade capi alis a. Pa a Son ag, “coleciona o og a ias é coleciona o
mundo.” (Son ag, 1977, p.3). Is o é, al como um colecionado coleciona obje os, o o óg a o
coleciona imagens e agmen a o mundo em pequenos pedaços que podem se a mazenados ou
exibidos. Es e p ocesso ans o ma a ealidade num conjun o de imagens descon ex ualizadas que
podem se consumidas e manipuladas, desumanizando os obje os o og a ados. Além disso, ambém
e le e sob e a banalização do so imen o e da iolência, a gumen ando que as imagens o og á icas,
ao se em mul iplicadas e ep oduzidas, anes esiam o público, o que esul a num dis anciamen o
emocional dos e en os ep esen ados.
Po ou o lado, pa a Ba hes a o og a ia ap esen a uma abo dagem mais ín ima e subje i a, e
p ocu a en ende o seu impac o emocional e on ológico. Enquan o Son ag des aca o papel social e
cul u al da o og a ia, Ba hes concen a-se na expe iência indi idual e no signi icado que ce as
o og a ias podem p opo ciona . In oduz assim as noções de
s udium
e
punc um
como o mas de
in e ação com a imagem o og á ica. “O
s udium
é o campo amplo do desejo negligen e, do in e esse
di e si icado, do gos o inconscien e: gos o/não gos o” (Ba hes, 1980, p.36). Is o e e e-se ao
in e esse cul u al, polí ico ou es é ico que uma o og a ia pode causa , um en ol imen o mais
in elec ual e obje i o com a imagem. Em con as e, “o
punc um
é um “po meno ”, ..., um objec o
pa cial” (Ba hes, 1980, p.52). É aquele cujo de alhe inespe ado e pene an e e e o obse ado ,
ocando-o a um ní el mais ín imo, emocional e pessoal. Es a dico omia pe mi e que Ba hes explo e
a o og a ia não apenas como uma ep esen ação da ealidade, mas ambém como uma expe iência
a e i a, na qual a imagem pode susci a a memó ia, saudade e sensibilidade p o undas. Uma das
analogias mais ma can es de Ba hes é a compa ação da o og a ia à mo e. Pa a o au o , a imagem
é uma ce idão de p esença que congela o empo e ixa-a num um momen o e éme o que passa
au oma icamen e pa a o passado. Es e sen ido de mo e iminen e é pa icula men e e iden e quando
Ba hes e le e sob e a o og a ia da sua mãe, onde o obje o o og á ico o na-se um meio de con on o
com a pe da e a memó ia.
Embo a os au o es abo dem a o og a ia a pa i de ângulos e abo dagens di e en es, ambos
econhecem o seu pode em elação ao espaço, ao empo e à memó ia. Tan o um como o ou o,
eem as imagens o og á icas como uma o ma de ep esen ação que al e a a nossa elação com a
ealidade. Son ag, com uma posição mais c í ica e sociopolí ica, explo a a imagem como um
ins umen o de pode e a gumen a que molda a nossa pe cepção do mundo, o e ecendo uma o ma
de con emplação que, ao mesmo empo, limi a e de ine a ealidade. Ba hes, de uma pe spe i a
15
mais pessoal e ilosó ica, po sua ez, embo a en a ize o ca á e a e i o da o og a ia, ambém a
conside a um meio de cap ação do eal, mesmo sendo uma ealidade já pe dida.
Tendo em con a que o p incipal obje i o da ins alação inal des e abalho de p oje o e a a o og a ia,
o am es udadas es as ob as com in enção de pe cebe melho alguns concei os eó icos sob e a
essência da imagem e como é que o se humano se elaciona com es e o ma o a ís ico. Nes e
sen ido, as imagens que o am ecolhidas são pequenos agmen os do mundo, is os de uma
pe spec i a ín ima e pessoal com a in enção de ap oxima o espec ado ao caso de es udo p incipal
da ob a. Apesa de se a ep esen ação de uma ealidade subje i a numa expe iência indi idual, a
ideia e a e e niza uma sé ie de momen os únicos, que apesa de, e e i amen e, aze em pa e de
um espaço empo al passado, se p olongassem e o e ecessem, a quem as con empla ia, uma e são
ou pe spe i a di e en e do mesmo mundo.
Nes e sen ido, os egis os o og á icos des a ob a o am cap u ados em momen os especí icos sem
a p esença humana incluída com a in enção de comen a sob e ques ões como a dese i icação dos
espaços ao nosso edo — campos, casas e pa ques abandonados, ao longo do empo, e expo que
al como na o og a ia, a nossa p óp ia exis ência é e éme a.
22
o mo imen o do espe ado pelo espaço, como a a e in e a i a, que explo a a ime são do público em
ambien es i uais, ealçam a usão des as dimensões. Nes e con ex o, o empo não é apenas uma
condição de eceção, mas ambém de pa icipação a i a, em que o público in luencia ou al e a a
ob a ao longo do empo, ans o mando-se num coau o da ob a a ís ica.
Em suma, a elação en e espaço e empo na a e é complexa e mul i ace ada, a iando con o me o
meio e o con ex o. Se em mui as ob as a ís icas o espaço p edomina, mas o empo pe manece
implíci o, nas a es pe o ma i as e in e a i as o empo eme ge como uma o ça cen al que es u u a
a expe iência. Con udo, ambas as dimensões são insepa á eis, cons i uindo-se mu uamen e na
c iação e na eceção da ob a de a e. Es a elação sublinha a iqueza e a p o undidade da expe iência
es é ica, na medida em que a a e, independen emen e da sua o ma, é semp e uma a iculação
en e o que ocupa o espaço e o que se desen ola no empo.
3.3. A FOTOGRAFIA ENQUANTO FERRAMENTA ARTÍSTICA DE REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO
E TEMPO
Desde a sua in enção no século XIX, a o og a ia em desa iado as on ei as en e a documen ação
obje i a e a exp essão subje i a, o e ecendo no as o mas de cap a e manipula a ealidade. O a o
de cap u a um momen o especí ico num espaço de inido, p opo ciona um ins an e que congela o
empo, ixando-o num supo e angí el. Con udo, a o og a ia ai além de uma simples ep odução
mecânica da ealidade; é um meio que pe mi e a explo ação p o unda das elações en e espaço e
empo. Mui os o óg a os êm u ilizado a o og a ia pa a ques iona es as dimensões, manipulando a
pe ceção de ambas pa a c ia na a i as isuais.
Do pon o de is a espacial, a o og a ia em a capacidade de enquad a , eco a e eo ganiza o
espaço eal. O o óg a o escolhe um de e minado pon o de is a e, a a és da composição, decide o
que inclui e o que exclui do enquad amen o. Es a decisão é já uma in e enção a ís ica no espaço
e a a és de écnicas como a p o undidade de campo, a manipulação da luz e somb a, ou o uso de
len es especí icas, o o óg a o pode ans o ma a pe ceção do espaço, c iando ilusão de
p o undidade, expandindo ou con aindo o campo isual. Um exemplo clássico de explo ação do
espaço na o og a ia é o abalho de And eas Gu sky. Conhecido pelas suas o og a ias em g ande
escala, Gu sky u iliza equen emen e uma pe spe i a ele ada e dis anciada pa a e a a as os
23
espaços con empo âneos – como paisagens u banas, in e io es de áb icas ou g andes e en os – de
uma o ma que sublinha a monumen alidade e a epe ição. Es e o óg a o, abalha com o espaço
com a in enção de anula o de alhe indi idual em p ol de uma isão quase abs a a da ealidade,
con idando o espec ado a e le i sob e a escala e a globalização.
Ao ní el do empo, a o og a ia em uma elação pa adoxal. Po um lado, cap u a um ins an e
especí ico e i epe í el, uma ação de segundo que é imo alizada. Es e concei o de
momen o
decisi o
, popula izado po Hen i Ca ie -B esson, e ela o pode da o og a ia em condensa uma
na a i a num único ame. Ca ie -B esson, no seu abalho de o ojo nalismo e o og a ia de ua,
p ocu a a o momen o exa o em que a composição e o con eúdo se conjuga am pa a ansmi i uma
emoção ou con a uma his ó ia. No en an o, embo a uma o og a ia ixe o empo, ela pode ambém
suge i a passagem empo al, o an es e o depois do momen o cap u ado.
Figu a 13. Gu sky, A. (2016) Les mées [ o og a ia]
(h ps://www.a basel.com/ca alog/a wo k/54715/and eas-gu sky-les-mées?Lang= )
24
Figu a 14. Ca ie -B esson, H. (1932) Hyé es, F ance [ o og a ia]
(h ps://www.cen epompidou. / / essou ces/oeu e/cl9 gbg)
Alguns o óg a os explo am a empo alidade de o mas mais expe imen ais. Hi oshi Sugimo o, já
e e ido, po exemplo, u iliza a longa exposição pa a dila a o empo das suas imagens. Na sé ie
Thea e s
(1978-), Sugimo o o og a ou cinemas e ea os du an e a p ojeção de ilmes, deixando o
ob u ado da câma a abe o du an e a exibição. O esul ado são imagens de ec ãs comple amen e
b ancos – de ido à acumulação de luz – que con as am com os de alhes ní idos das salas de
espe áculos. Nes e abalho, Sugimo o expande o concei o de empo o og á ico, não congelando um
único ins an e, mas cap ando a o alidade de uma du ação, ans o mando o empo em algo isí el
e angí el. Es a abo dagem desa ia a ideia adicional de que a o og a ia cap u a um momen o ixo
e explo a a possibilidade de se ambém um meio de ep esen ação do empo con ínuo.
Ou o exemplo de explo ação empo al na o og a ia é o abalho de Eadwea d Muyb idge, que, no
inal do século XIX, ealizou expe iências com a in enção de cap a o mo imen o de humanos e
animais a a és de sequências de imagens i adas em in e alos ápidos. Muyb idge e elou os
momen os indi iduais que cons i uem o mo imen o, agmen ando o empo em di e en es ins an es
e ab indo caminho pa a a u u a in enção do cinema. Já a i ma a Goda d que a “Fo og a ia é a
e dade. Cinema é a e dade 24 ezes po segundo.” (Goda d,
1963). Es a decomposição é, de
ce o modo, o opos o do momen o decisi o, pois em ez de condensa a na a i a num único
ins an e, Muyb idge e ela como o empo é compos o po múl iplos agmen os.
25
Figu a 15. Sugimo o, H. (1992) Regency, San ancisco [ o og a ia]
(h ps:// aenkelgalle y.com/po olios/hi oshi-sugimo o- hea e s)
Figu a 16. Muyb idge, E. (1878) The ho se in mo ion [ o og a ia] (h ps://sma his o y.o g/eadwea d-
muyb idge- he-ho se-in-mo ion/)
O abalho de Michael Wesely, já mencionado, é, igualmen e exempla nes e sen ido. Wesely é
conhecido pelas suas o og a ias de longa exposição, algumas das quais cap am pe íodos que se
es endem po á ios dias ou a é meses. Na sé ie sob e a econs ução da
Po sdame Pla z
, em
Be lim, Wesely deixou a câma a que ele desen ol eu com a ecnologia
pinhole
, que consis e em
deixa o ob u ado da len e abe o po longos pe íodos de empo, du an e odo o p ocesso de
cons ução, c iando imagens que mos am o espaço em cons an e ans o mação, com edi ícios a
su gi e desapa ece numa única o og a ia. Aqui, o espaço e o empo são undidos de manei a
26
insepa á el, pe mi indo ao espec ado e a passagem do empo como uma camada sob epos a ao
espaço ísico.
Concluindo, a o og a ia, enquan o ins umen o a ís ico, o e ece uma explo ação p o unda e
mul i ace ada da elação en e espaço e empo. Seja a a és da manipulação espacial do
enquad amen o e da composição, ou a a és da explo ação do empo, sendo ele congelado num
ins an e ou ampliado em longas exposições, a o og a ia ab e no as possibilidades pa a a
ep esen ação isual. O abalho dos o óg a os enunciados demons a a di e sidade de abo dagens
que es e meio pe mi e, comp o ando que a o og a ia é um campo a ís ico é il pa a a e lexão
sob e es as dimensões undamen ais.
27
ENQUADRAMENTO PRÁTICO
O desen ol imen o écnico, é uma e apa c ucial no p ocesso de pesquisa e implemen ação de
soluções em qualque es udo académico que en ol a a c iação ou ap imo amen o de ecnologias,
me odologias ou e amen as. Nes e capí ulo, se á abo dada a concepção, implemen ação e
o imização das ecnologias e mé odos u ilizados pa a a ingi os obje i os p incipais. Es a ase é
essencial pa a ga an i que os esul ados ob idos sejam consis en es e con iá eis, pe mi indo a
alidação das hipó eses le an adas e o desen ol imen o de soluções e icazes.
1. CONCEITO INAUGURAL
O p imei o passo no desen ol imen o écnico en ol eu a de inição cla a dos equisi os necessá ios
pa a o sucesso do p oje o. Esses equisi os o am ob idos a pa i de uma análise de alhada do
p oblema da in es igação, dos obje i os es abelecidos no início da pesquisa e de e isões
bibliog á icas. Foi undamen al iden i ica as e amen as e ecnologias adequadas pa a o
desen ol imen o da solução, le ando em conside ação a iabilidade écnica, os ecu sos disponí eis
e os c i é ios de desempenho desejados. Nes a ase su gi am as ideias base que en ol iam o
desen ol imen o de uma escul u a, a o og a ia e a cap ação de som.
Todas as o og a ias o am cap u adas com elemó el pessoal (iPhone 13) com o in ui o de
desen ol e e ein e p e a uma p á ica quo idiana, e le indo ambém sob e os a anços ecnológicos
que democ a iza am o acesso à c iação de imagens. Es a acessibilidade aca e ou uma ulga ização
do a o de o og a a . O p opósi o da o og a ia, ou o a associado à p ese ação de memó ias pa a
e isi a no u u o, ans o mou-se com o ad en o das edes sociais. O a o de o og a a com o
elemó el, hoje, é equen emen e e éme o e ins umen al — cap u amos pa a pa ilha de imedia o,
com a in enção de ob e alidação social, e a amen e e isi amos essas imagens. Os momen os
egis ados se em apenas a um ciclo ené ico de publicação e consumo online, sendo apidamen e
esquecidos, o que apon a pa a uma ans o mação do papel da o og a ia. No en an o, a acilidade
e a ubiquidade des e disposi i o possibili am uma explo ação mais ín ima e imedia a de momen os
quo idianos. Ao mesmo empo o e ecendo uma opo unidade única pa a epensa e e i aliza o a o
28
de o og a a , esga ando-o do ciclo de consumo ápido pa a eap oximá-lo da c iação a ís ica e da
memó ia du adou a.
Maio pa e des as imagens o am o og a adas em o ma o e ical. Além de des aca a na u eza
g á ica das cenas compos as po linhas maio i a iamen e e icais, ambém p ocu a equilib a es a
ideia de imagem o og á ica como um me o ins an e de edes sociais ou como um ín imo egis o de
um momen o especí ico, num espaço especí ico. A in enção p incipal se ia igno a odas as eg as e
o ma os con encionais da o og a ia e cinema e oca apenas numa his ó ia, num espaço empo al
e ísico que esul asse num ou á ios sen imen os. Pos e io men e, o am edi adas com in e são
c omá ica pa a as u u as imp essões em ace a o.
Imagens cap u adas pa a o p oje o inal:
Figu a 17. In . Cozinha indus ial, Vila No a de Gaia, Po ugal
29
Figu a 18. In . Vila do pa aíso, Po ugal
Figu a 19. Ex . Vila do pa aíso, Po ugal
30
Figu a 20. Ex . Vila do pa aíso, Po ugal
31
Figu a 21. Ex . Vila do pa aíso, Po ugal
38
Figu a 33. Ex . A ei o, Po ugal
39
Figu a 34. Ex . A ei o, Po ugal
40
Figu a 35. Ex . A ei o, Po ugal
Figu a 36. Ex . Pega, Gua da, Po ugal
41
Figu a 37. Ex . Pega, Gua da, Po ugal
Figu a 38. Ex . Pega, Gua da, Po ugal
42
Figu a 39. Ex . Pega, Gua da, Po ugal
Figu a 40. In . Es u a ia, Lisboa, Po ugal
43
Figu a 41. In . Es u a ia, Lisboa, Po ugal
Figu a 42. In . Es u a ia, Lisboa, Po ugal
44
Figu a 43. In . Me cado, B aga, Po ugal
Figu a 44. Ex . Man es-La-Jolie, Pa is, F ança
45
Figu a 45. Ex . Squa e Louise Michel, Pa is, F ança
46
Figu a 46. In . Es ação Place De Clichy, Pa is, F ança
Figu a 47. In . Es ação, Pa is, F ança
47
Figu a 48. Ex . Es ação de Mi ama , Po ugal
Figu a 49. Ex . Oli al, Po ugal
54
Figu a 59. Acabamen o com massa e in a sp ay
Figu a 60. Aplicação das imagens na es u u a
55
Figu a 61. Expe iências da p ojeção das imagens em ela b anca
Figu a 62. Faixa sono a da peça em Reape (h ps://soundcloud.com/use -523772429/unco e ing-
space-and- ime)
56
4. DESAFIOS
Es e p oje o en en ou uma sé ie de desa ios ao longo do p ocesso de execução écnica e p á ica,
especialmen e no que diz espei o à escolha e manipulação dos ma e iais, à mon agem da es u u a
e à con igu ação da luz.
Inicialmen e, a escolha do ma e ial pa a a es u u a e elou-se p oblemá ica po se um ipo de ubo
cuja g ossu a, embo a apa en asse se obus a e adequada à isão ge al do p oje o, in e e iu com
a sua es é ica na p ojeção. Du an e a ase de manipulação do ma e ial, o uso de uma máquina pa a
conec a os ubos mos ou-se di ícil e pouco e icien e, ge ando complicações na sua mon agem.
Além disso, o cus o ele ado des e ma e ial acabou po excede o o çamen o p e is o, o que le ou à
econside ação das opções.
O segundo ma e ial escolhido, apesa de se mais acessí el e es e icamen e compa í el com o
concei o, mos ou-se demasiado ágil pa a supo a o p ocesso de manuseamen o necessá io pa a
ob e a o ma desejada. Além disso, as in e seções en e os ubos não e am pe ei as, o que pode ia
p ejudica a es abilidade da peça. Es a alha oi esol ida pos e io men e com a aplicação de massa
nas junções, con e indo maio esis ência ao p odu o inal.
Ou o desa io oi a seleção de uma g á ica pa a a imp essão das o og a ias que i iam se in eg adas
na es u u a. E a necessá io encon a um se iço que o e ecesse p eços acessí eis, mas que
man i esse um al o ní el de qualidade, especialmen e pa a as imp essões em amanhos A3. Após
uma pequena pesquisa, conseguiu-se uma g á ica que a endesse às exigências do p oje o. Con udo,
ao anexa as o og a ias à es u u a, su gi am impe eições no acabamen o do in e io da peça, sendo
solucionado com o uso de i a-cola p e a, pa a cob i as impe eições e e o ça a sua esis ência,
e i ando de e io ações.
A iluminação ambém oi um pon o c í ico no p ocesso. A cu a dis ância disponí el, ce ca de 1m
den o da es u u a mais 1m a é à ela de p ojeção, acaba a po se semp e demasiado in ensa, e
encon a a po ência ideal pa a o e ei o oi um p ocesso demo ado e complexo. A solução inal passou
po u iliza uma luz LED com ligação USB, que, apesa de se adequada em e mos de iluminação,
57
ac escen ou bas an e di iculdade ao sis ema de ligações, especialmen e na in eg ação com o senso
de mo imen o.
Quan o à ela de p ojeção, oi necessá io desen ol e uma es u u a au ónoma, uma ez que o
espaço exposi i o não pe mi ia u a as pa edes, no en an o, es a oi mon ada ga an indo a
in eg idade do espaço e e i ando danos, de o ma suspensa nas calhas da sala com io de pesca em
3 pon os à mesma dis ância e um ubo de PPR de 2m com alguma cu a u a pa a acompanha a
p ojeção e um pano b anco com 2m po 2m.
Rela i amen e ao local da ins alação, oi ese ado um can o da sala, es a egicamen e escondido
po uma co ina p e a. No en an o, hou e alguma in e e ência de luz indesejada de ou a peça
expos a na mesma sala, que impac ou nega i amen e o esul ado p e endido. Es a p oximidade
impôs a u ilização de auscul ado es, de modo a não in e e i com o som da ins alação adjacen e,
acabando po condiciona a libe dade de explo ação sono a que inicialmen e se p e endia pa a a
peça.
Em suma, os desa ios encon ados no desen ol imen o p á ico des a ins alação o am supe ados
a a és de soluções c ia i as e p agmá icas, embo a enham exigido adap ações signi ica i as ao
obje i o inicial. Cada obs áculo en en ado con ibuiu pa a a e olução do abalho e en iqueceu o
p ocesso c ia i o, esul ando numa ins alação que e le e o es o ço de adap ação e esolução de
p oblemas ine en e a p oje os a ís icos des a na u eza.
5. MONTAGEM
A mon agem da ins alação
Unco e ing Space and Time
deco eu nos dias 16 e 17 de julho de 2024,
sendo inaugu ada no dia 18 de julho de 2024, em exibição a é dia 27 de julho de 2024. Es a úl ima
ase do p ocesso de con ex o p á ico oi bas an e simples, uma ez que na sua maio ia, não so eu
al e ações do que oi p e iamen e desen ol ido em es údio.
58
Inicialmen e, o am es udadas as dimensões do espaço disponí el da sala de o mação do Gn a ion
1 pa a se pendu a a ela. Foi escolhido um can o, pa a que o ubo de supo e da ela se man i esse
cu o du an e o empo da exposição e pos e io men e medidos os ios nylon que os suspendia.
De ido ao ma e ial eduzido pa a a ep odução do som, o am usados um lei o MP3 e um pa de
auscul ado es disponibilizados pelo Gn a ion. De seguida, oi pensada a disposição, mais disc e a
possí el, dos ios que liga am a luz, o senso de mo imen o e o ep odu o de som à omada. Fo am
ambém apadas as janelas e a po a do espaço, pa a e i a qualque ipo de iluminação ex e io que
pudesse p ejudica a peça, uma ez que a luz pa a a p ojeção e a mui o sub il e podia acilmen e
se aba ada po ou as luzes que não a de inida inicialmen e. Po im, p og amou-se o senso de
mo imen o pa a o ipo de iluminação do espaço e a sua du ação ú il e o am disponibilizados um
supo e pa a pendu a os auscul ado es e um pano p e o pa a apa os ios do in e io da peça.
Figu a 63. Espaço de inido pa a a exposição no gn a ion
1 Resul an e da B aga 2012 – Capi al Eu opeia da Ju en ude, o gn a ion é um espaço de c iação, pe o mance e
exposição nos domínios da música e a e con empo âneas, e da elação en e a e e ecnologia.
(h ps://www.gn a ion.p /in o macao/#gn a ion-o-que-e)
59
Figu a 64. P ocesso de mon agem (gn a ion)
Figu a 65. Es udo da luz no espaço Ggn a ion)
60
6. TABELA DE CUSTOS
Ap esen ação de uma abela e e en e aos cus os dos ma e iais u ilizados apenas pa a a exposição
inal:
ITEM
DESCRIÇÃO
QUANTIDADE
VALOR UNI
TOTAL
1
Tubo PPR 20mm (2m)
1
2.89€
2.89€
2
Pano B anco (2mx3m)
1
10€
10€
3
Fio Nylon (10m)
1
3.59€
3.59€
4
Tubo PVC 20mm (3m)
1
2.45€
2.45€
5
Tubo PVC 15mm (3m)
1
1.90€
1.90€
6
Tubo PVC 10mm (3m)
2
1.40€
2.80€
7
Cola Loc i e
1
18.06€
18.06€
8
Imp essões A3
14
1.20€
16.80€
9
Imp essões A4
16
0.90€
14.40€
10
Cola UHU
1
2.59€
2.59€
11
Fi a de isolamen o
1
3.79€
3.79€
12
Luz
1
12.89€
12.89€
13
Senso
1
26.90€
26.90€
14
Conec o es
1
7.50€
7.50€
15
Massa Aguaplas
1
5.19€
5.19€
16
Tin a Sp ay p e o c/ ex u a
1
12.99€
12.99€
TOTAL
-
-
-
144.74€
61
7. REGISTO FOTOGRÁFICO DA EXPOSIÇÃO
A inaugu ação da segunda edição de exposições inais do Mes ado em Media A s do Ins i u o de
Ciências Sociais da Uni e sidade do Minho, que inse iu es e p oje o, e e início no dia 18 de julho
de 2024 e es e e disponí el ao público, de o ma g a ui a, a é ao dia 27 de junho de 2024.
Folha de Sala:
Unco e ing Space and Time, po Cla a San os
Nada é ão simples e ao mesmo empo ão complexo quan o a pe cepção que emos sob e o espaço
e o empo. Es a ins alação é um p oje o de in es igação a ís ica que explo a o mundo que i emos
como um conjun o de ca ac e ís icas em cons an e e olução e como as dinâmicas sociais moldam
e são moldadas pelos luga es que habi amos e pelo pe co e do empo.
Es e es udo abo da algumas pe spe i as sob e es es concei os a a és da o og a ia e de explo ação
sono a. Nes a ins alação são expos as imagens de espaços mo os que em empos o am i os,
acompanhadas de uma ilha sono a que con a ia a ideia de dese i icação des es luga es como o
p óp io a as amen o que emos das pessoas que omos em cada um des es espaços em empos
di e en es.
Em seguida ap esen am-se alguns egis os o og á icos da ins alação al como oi ap esen ada ao
espec ado , incluindo a sua in e ação com a peça e alguns planos de de alhe e, pos e io men e,
egis os à po a echada com in enção de mos a a peça in ei a e o concei o ge al.
62
Figu a 66. Plano médio da in e ação do público com a peça inal ( o og a ia de Manu)
Figu a 67. Plano médio da peça inal ( o og a ia de Manu)
63
Figu a 68. Plano de de alhe da es u u a ( o og a ia de Manu)
Figu a 69. Plano ge al da peça inal à po a echada ( o og a ia de Lais Pe ei a)
70
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