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De como o Professor Guimarães Rodrigues contribuiu para inventar o meu futuro e o do acesso aberto em Portugal

Author: Rodrigues, Eloy
Publisher: UMinho Editora
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/81029d42-d033-4a96-b7af-61404125b2ed/download
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DE COMO O PROFESSOR GUIMARÃES
RODRIGUES CONTRIBUIU PARA
INVENTAR O MEU FUTURO E O DO
ACESSO ABERTO EM PORTUGAL
Eloy Rod igues
Di ec o de Se iço, Uni e sidade do Minho
Sob e a impo ância e o impac o da ação do P o esso An ónio
Guima ães Rod igues na Uni e sidade do Minho, sob e a sua pe sonalidade,
ou sob e as qualidades pessoais e p o issionais, como a sua apa en emen e
inesgo á el capacidade de abalho ( ecebi cen enas de emails en iados às 3h,
4h ou 5h da mad ugada), ou os, que mais de pe o e in ensamen e aba-
lha am com ele, pode ão ce amen e da es emunho mais quali icado que
o meu. Nes e pequeno ex o concen a -me-ei, po an o, na impo ância
que o P o esso Guima ães Rod igues e e no meu pe cu so, bem como no
a anço de algumas das minhas “causas” nas úl imas décadas.
Conheci o P o esso Guima ães Rod igues pouco depois de eu e
indo abalha pa a a Uni e sidade do Minho em 1992. No en an o, só na
segunda me ade da década de 1990, quando assumiu ca gos di igen es, como
Vice-P esiden e e depois P esiden e, na Escola de Engenha ia, é que comecei
a e um con ac o mais equen e com ele.
Mas oi a sua candida u a e eleição como Rei o da Uni e sidade
do Minho que e e um p o undo impac o no meu pe cu so pessoal e p o-
issional. E penso não se um exage o a i ma que o P o esso Guima ães
Rod igues mudou a minha ida ou, di o de ou a o ma, que a minha ida
e ia sido ce amen e di e en e (e mui o p o a elmen e menos in e essan e)
sem a in luência do Rei o Guima ães Rod igues.
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Desde logo po que a con e sa que i e com o P o esso Guima ães
Rod igues, ainda como candida o a Rei o , nos p imei os meses de 2002,
oi decisi a pa a eu pe manece na Uni e sidade do Minho, desis indo da
minha in enção de sai pa a ou a ins i uição, p ocesso que naquele momen o
es a a já em andamen o e p es es a conc e iza -se. Nessa con e sa, o P o esso
Guima ães Rod igues ez-me ac edi a que, se a sua candida u a osse i o-
iosa (como udo pa ecia já indica que acon ece ia), se iam p opo cionadas
melho es condições pa a o uncionamen o dos Se iços de Documen ação e
das biblio ecas, e pa a o desen ol imen o de no os p oje os, nomeadamen e
na á ea digi al. E en a izou que con a a comigo pa a esse no o u u o.
Pa a além des e momen o, de o des aca ou o que oi absolu amen e
de e minan e pa a o meu pe cu so p o issional nos úl imos in e anos, e
deu o igem a um p ocesso com g ande ele ância e impac o, não apenas na
Uni e sidade do Minho, mas ambém a ní el nacional e in e nacional. Re i o-
me ao momen o que es e e na o igem da c iação do eposi ó io ins i ucional
da UMinho, o Reposi ó iUM.
O P o esso Guima ães Rod igues con ocou-me pa a uma eunião
no dia 26 ou 27 de dezemb o de 2002 (sei que oi imedia amen e após o
Na al, po que in e ompi os meus dias de é ias). Nessa eunião deu-me con-
a que inha ecebido alguns dias an es a isi a de Diogo Vasconcelos, que
en ão di igia a ecen emen e c iada UMIC, anunciando o lançamen o do
p og ama e-U Campus Vi uais, e incen i ando a Uni e sidade do Minho a
pa icipa a i amen e nesse p og ama, ap esen ando a espe i a candida u a
nos p imei os meses de 2003. Nes e con ex o, o Rei o pe gun ou-me se
eu inha alguma ideia de p oje o que pudesse se in eg ado na candida u a
que a Uni e sidade do Minho i ia p epa a . A minha espos a oi a suges ão
da c iação de um eposi ó io ins i ucional, e a p opos a oi acolhida mui o
a o a elmen e pelo P o esso Guima ães Rod igues.
O p oje o de c iação do eposi ó io ins i ucional eio de ac o a se in e-
g ado na candida u a da Uni e sidade do Minho, dando o igem ao p og ama
e-UM Campus Vi ual que ope ou uma e dadei a ans o mação digi al na
Uni e sidade, en e 2003 e 2005, em pa icula com a disponibilização de
acesso wi eless à In e ne nos p incipais espaços dos campi, e a gene alização
da u ilização de compu ado es po á eis. O P o esso Guima ães Rod igues
acompanhou semp e com in e esse o p ocesso de c iação do eposi ó io e ez
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GUIMARÃES RODRIGUES: UMA UNIVERSIDADE SEM MUROS
ques ão que se o ganizasse uma sessão pública, com a sua pa icipação, pa a a
ap esen ação do Reposi ó iUM, o que eio a oco e no dia 20 de no emb o
de 2023, no Salão Nob e do La go do Paço.
Mas o in e esse do P o esso Guima ães Rod igues no Reposi ó iUM,
e o seu en endimen o e apoio à agenda do acesso abe o (que na época e a
designado acesso li e) ao conhecimen o não se esgo ou no p ocesso de
c iação do eposi ó io1. Comp eendendo que alinha am mui o bem com a
sua isão es a égica pa a a Uni e sidade, e com o lema da UMinho como
“Uni e sidade sem Mu os” que ado ou, o P o esso Guima ães Rod igues
con inuou a apoia o Reposi ó iUM e a impulsiona a a i mação da UMinho
como pionei a no acesso abe o. Nesse sen ido, acolheu com en usiasmo a
p opos a que lhe ap esen ei, no ou ono de 2004, pa a a de inição de uma
polí ica ins i ucional de au o-a qui o e acesso abe o, endo a é e o çado a
minha p opos a inicial com a inclusão de incen i os inancei os que, sendo
essencialmen e simbólicos, se e ela am, no en an o, de e minan es pa a o
sucesso da polí ica e do Reposi ó iUM nos anos seguin es. A polí ica de
au o-a qui o e acesso abe o es abelecida pelo Despacho RT-56/2004, que
en ou em igo em janei o de 2005, oi um passo co ajoso e ino ado , pois
e á sido a segunda polí ica uni e si á ia de acesso abe o a ní el mundial
(exis iam algumas an e io es, mas apenas a ní el de Faculdades ou Cen os
de In es igação), con ibuindo pa a o na a Uni e sidade do Minho eco-
nhecida pelo seu pionei ismo nes a á ea.
Po ou o lado, en endendo ambém a an agem de en ol e o con-
jun o das Uni e sidades po uguesas nes e mo imen o, como Rei o da
Uni e sidade do Minho o P o esso Guima ães e e ambém um papel essen-
cial no p ocesso que conduziu à c iação do RCAAP – Reposi ó io Cien í ico
de Acesso Abe o de Po ugal. De ac o, po sua inicia i a, o Conselho de
Rei o es das Uni e sidades Po uguesas omou uma posição pública, e ade-
iu à Decla ação de Be lim sob e o Acesso Abe o ao Conhecimen o, em
no emb o de 2006. Nesse momen o, o P o esso Guima ães Rod igues oi
designado pa a coo dena um g upo de abalho de Open Access no CRUP,
1 Po ocasião do 10º ani e sá io do Reposi ó iUM o P o esso Guima ães Rod igues g a ou um es emunho sob e
o p ocesso de c iação do Reposi ó iUM e a p omoção do acesso abe o na UMinho e em Po ugal que se encon a
disponí el na Biblio eca Digi al da Uni e sidade do Minho: h ps://www.bdigi al.uminho.p /s/home/i em/39011
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que es e e na base da p opos a ap esen ada ao Minis o Ma iano Gago pa a o
desen ol imen o de uma inicia i a nacional. Essa p opos a i ia a da o igem
ao RCAAP em 2008, com coo denação cien í ica e écnica da Uni e sidade
do Minho desde início. O RCAAP é hoje uma in aes u u a obus a e con-
solidada, o e ecendo um leque ala gado de se iços, e eunindo uma as a
comunidade em quase uma cen ena de ins i uições do sis ema cien í ico e
académico nacional.
Po isso, se hoje a Uni e sidade do Minho e Po ugal são econhecidos
no domínio dos eposi ó ios, do acesso abe o e da ciência abe a, isso ambém
se de e, em g ande medida, à isão, à ousadia e ao empenho do P o esso
An ónio Guima ães Rod igues enquan o Rei o en e 2002 e 2009. Nes e,
como nou os domínios, o P o esso Guima ães Rod igues demons ou
ac edi a , na p á ica, no que insc e eu, po duas ezes, no seu p og ama de
candida u a, da ado de maio de 2002: a melho o ma de p e e o u u o
é in en á-lo.
Quan o a mim, só posso es a p o undamen e g a o pelas opo unida-
des, pelo es ímulo, pelo apoio e pela amizade que me oi dedicando ao longo
do empo. Tudo isso oi mui o impo an e, e em á ios casos decisi o, pa a
pode conc e iza as ideias e p oje os que desen ol i nas duas úl imas décadas.
Mui o ob igado e a é semp e, P o esso Guima ães Rod igues.