Influência da cultura organizacional na gestão da comunicação de risco
Abstract
Este estudo tem por objetivo aprofundar o conceito de Risco na área da saúde, numa vertente mais simplista e direta. O processo de Comunicação do Risco é realizado diariamente nas organizações de saúde, no decorrer da transmissão de informação pelos vários elementos da equipa multidisciplinar entre si (a nível interno), e na transmissão do Risco, em forma potencial ou real, ao utente/paciente. Foi realizada uma inquirição a uma amostra de Enfermeiros portugueses sobre como o Risco é percecionado pelos mesmos, sobre como a perceção que estes apresentam quando outros elementos da equipa multidisciplinar e os utentes/pacientes lidam com o Risco, bem como fatores que dificultam o processo de Comunicação de Risco a nível interdisciplinar, a nível organizacional e com o utente/paciente. Os dados recolhidos não permitiram a identificação do tipo de cultura predominante na organização de saúde, através da utilização da Teoria do Modelo de Valores Concorrentes, de Cameron e Quinn (2006). No entanto, foram identificados “Rasgos de Cultura” na Organização em análise. Realizadas linhas orientadoras para auxílio na otimização do processo de Comunicação de Risco. A tabela ECOA identifica todos os passos essenciais para o processo de Comunicação de Risco de forma efetiva, a ser realizada em Organizações de Saúde pelos seus colaboradores.