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“Quais seres vivos existem aqui?” Composição da biodiversidade na visão de estudantes paulistas e em seus materiais didáticos

Author: Calegari, Andreia S.; Santana, Carolina, M.B.; Almeida, Ester A. E.; Soares, João Paulo R.; Jorge, Jéssica; Carvalho, Graça S.; Franzolin, Fernanda
Publisher: Universidade Federal de Minas Gerais. Faculdade de Educação
Year: 2025
DOI: 10.1590/1983-2117-52031
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/152dadd4-ed9a-4cdb-8995-e0690940a35b/download
_________________________________________________________________________________________________________________________
Submissão: 22|04|2024
Ap o ação: 28|01|2025
ENSAIO • Pesquisa em Educação em Ciências | 2025 | 27: e52031
DOI | h p://dx.doi.o g/10.1590/1983-2117-52031
ARTIGO
“QUAIS SERES VIVOS EXISTEM AQUI?” COMPOSIÇÃO DA
BIODIVERSIDADE NA VISÃO DE ESTUDANTES PAULISTAS E
EM SEUS MATERIAIS DIDÁTICOS
And eia dos San os Calega i1
h p://o cid.o g/ 0000-0003-4197-1535
Ca olina Ma ia Boccuzzi San ana1
h p://o cid.o g/ 0000-0002-1206-0786
Es e Apa ecida Ely de Almeida1
h ps://o cid.o g/0000-0002-5380-960X
João Paulo Reis Soa es1
h p://o cid.o g/ 0000-0003-3028-5855
Jéssica Jo ge1
h ps://o cid.o g/0000-0002-1948-6640
G aça Simões de Ca alho2
h ps://o cid.o g/0000-0002-0034-1329
Fe nanda F anzolin1
h ps://o cid.o g/0000-0001-8808-9107
RESUMO:
Um impo an e papel da escola é ensina os conhecimen os cien í icos, como
os elacionados à biodi e sidade, possibili ando a in e p e ação do mundo
pelos es udan es. Pa a an o, isando subsidia u u as p oduções de ma e iais
didá icos, es e abalho obje i a in es iga quais se es i os são do
conhecimen o e in e esse de um g upo de es udan es paulis as e, quais se es
i os são ep esen ados nos ma e iais didá icos ado ados em suas escolas. Na
análise dos ma e iais didá icos, odos os o ganismos mencionados o am
egis ados em uma ma iz. Os demais dados o am cole ados com os alunos
po meio de en e is as semies u u adas e ques ioná ios. Após a análise
quali a i a e quan i a i a, cons a ou-se que an o os es udan es, quan o os
ma e iais didá icos azem maio e e ência a animais em de imen o de ou os
o ganismos, como plan as e mic o ganismos, e êm pouco in e esse po
ungos. Logo, es es g upos podem se mais explo ados po u u os ma e iais
didá icos pa a omen a o conhecimen o dos es udan es sob e a
biodi e sidade.
Pala as-cha e:
Di e sidade biológica;
Li os didá icos;
Concepções dos es udan es;
In e esses dos es udan es;
Ensino de biodi e sidade.
“¿QUÉ SERES VIVOS HAY AQUÍ?” COMPOSICIÓN DE LA BIODIVERSIDAD SEGÚN
ESTUDIANTES DE SÃO PAULO Y EN SUS MATERIALES DE DIDÁCTICOS
RESUMEN:
Un papel impo an e de la escuela es enseña conocimien os cien í icos,
como la biodi e sidad, asis iendo a los es udian es in e p e a el mundo. Po
lo an o, con la in ención de subsidia la p oducción u u a de ma e iales
Palab as-cla e:
Di e sidad biológica;
Lib os didác icos;
1
Uni e sidade Fede al do ABC (UFABC). San o And é, São Paulo, B asil.
2
Uni e sidade do Minho. B aga, Po ugal.
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didác icos, el obje i o de es e abajo es in es iga qué se es i os son de
conocimien o e in e és de un g upo de es udian es paulis as, y cuáles
apa ecen en los ma e iales didác icos adop ados en sus escuelas. Al analiza
los ma e iales se egis ó en una ma iz odos los o ganismos mencionados
en ellos. Los da os ue on ecolec ados de los es udian es median e de
en e is as semies uc u adas y cues iona ios. Con los análisis cuali a i os y
cuan i a i os, se encon ó que es udian es y ma e iales didác icos hacen
mayo e e encia a los animales que a o os o ganismos, como plan as y
mic oo ganismos, y ienen poco in e és po los hongos. Así, es os g upos
pueden se más explo ados en u u os ma e iales didác icos, p omo iendo el
conocimien o de los es udian es sob e la biodi e sidad.
Concepciones de los es udian es;
In e eses de los es udian es;
Enseñanza de la biodi e sidad.
“WHAT LIVING BEINGS DO WE HAVE HERE?” BIODIVERSITY COMPOSITION
VIEWED BY STUDENTS FROM SÃO PAULO STATE AND IN THEIR TEACHING
MATERIALS
ABSTRACT:
An impo an ole o schools is o each scien i ic knowledge, such as
biodi e si y, enabling s uden s o in e p e he wo ld. The e o e, wi h he
in en ion o con ibu ing o he u u e p oduc ion o eaching ma e ials, his
pape aims o in es iga e which li ing beings a g oup o São Paulo S a e
s uden s know and a e in e es ed in and which li ing beings a e p esen in
school eaching ma e ials hey use. F om he ca e ul analyzes o he eaching
ma e ials, all li ing beings ound we e egis e ed on a ma ix. Semi-
s uc u ed in e iews and ques ionnai es we e used o s uden s’ da a
collec ion. A e he quali a i e and quan i a i e analysis, i was ound ha
s uden s and he eaching ma e ials gi e mo e e e ence o animals o he
de imen o o he o ganisms, such as plan s and mic oo ganisms, o
example, and ha e li le in e es in ungi. The e o e, hese g oups can be
u he explo ed in u u e eaching ma e ials o os e s uden s' knowledge
abou biodi e si y.
Key wo ds:
Biological di e si y;
Teaching Ma e ials,
S uden s’ concep ions;
S uden s’ in e es s;
Biodi e si y eaching.
INTRODUÇÃO
O ensino de Ciências na escola pe mi e que os es udan es adqui am conhecimen os o mais pa a
in e p e a a ealidade (Cobe n, 1999), pe mi indo-os e acesso a um conhecimen o po encialmen e
ans o mado , especialmen e sob e a biodi e sidade (Lé êque, 1999), a impo ância de sua p o eção,
p ese ação, conse ação, e a sus en abilidade (D ey us e al., 1999; Fonseca, 2007; Gay o d, 2000; Lé êque,
1999; Sco e al., 2012; Van Wellie & Walls, 2002). Pe mi e ainda conhece ques ões socioambien ais, como
os impac os do aquecimen o global e das a i udes, alo es e compo amen os das pessoas sob e a biodi e sidade
(Gay o d, 2000; Menzel & Bögeholz, 2009).
Apoiamo-nos nas concepções de que a biodi e sidade é comp eendida como oda a iação he edi á ia,
das comunidades locais aos ecossis emas mundiais (Wilson, 2012); possuindo ês ní eis in ínsecos e
dinâmicos: a di e sidade das espécies, que co esponde a sua iden i icação e in en á io; a di e sidade gené ica
que diz espei o a sua iqueza e olu i a; e a di e sidade ecológica, que es á elacionada aos dis in os
ecossis emas (Lé êque, 1999). A biodi e sidade pode se conside ada, segundo di e en es alo es é icos,
mo ais, econômicos, cul u ais e in ínsecos à ida dos o ganismos (Rickle s, 2009), sendo impo an e
concepções que alo izem a necessidade da p ese ação da biodi e sidade, endo em con a que a ga an ia da
exis ência e manu enção de odas as o mas de ida no plane a es á conec ada às dinâmicas das di e sas elações
que os o ganismos es abelecem en e si e com meio socioambien al (Olmos, 2011; Rickle s, 2009; Cla k e al.,
2014).
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Toda ia, no B asil, - um dos 169 países signa á ios da Con enção da Di e sidade Biológica (CDB),
documen o nascido na ECO-92 e que o ien a as ações pa a p ese ação da biodi e sidade (CDB, 1992) -, emos
acompanhado nos úl imos anos a in ensi icação da des uição de di e en es biomas, especialmen e po in luência
de agen es go e namen ais ligados ao e ocesso democ á ico de nosso país (Rod igues, 2022). Tais ações
ap esen am-se como a bi á ias e ão de encon o às ações p e is as pela CDB. En e ais ações es á o omen o
da educação pa a a p ese ação da biodi e sidade (CDB, 1992). Apesa de se impo an e não nos limi a mos
ao conhecimen o biológico da biodi e sidade, pesquisado es conside am necessá io que os es udan es
conheçam os o ganismos da sua localidade pa a en ol e em-se a e i amen e com eles (Bize il, 2010) e
p ese á-los (Dias & Reis, 2018). Assim, pa a comba e a deg adação ecológica e a pe da da biodi e sidade, é
impo an e o ensino sob e os mic o ganismos, lo a e auna egional na educação o mal e in o mal, omen ando
o conhecimen o dos jo ens sob e a biodi e sidade na i a (Schwa z e al., 2011).
Dian e da impo ância de ações educacionais sob e o ema, isando subsidia a elabo ação de ma e iais
didá icos pa a o ensino de biodi e sidade, nosso g upo de pesquisa em buscado conhece os in e esses e
conhecimen os dos es udan es sob e o ema e o que es á pouco con emplado nos ma e iais que es es jo ens êm
à disposição em suas escolas. A segui , abo da emos o que as pesquisas êm iden i icado sob e esses aspec os.
Sob e os in e esses, no B asil, pesquisado es encon a am um baixo in e esse dos jo ens com elação à
bo ânica (Pina o, 2016; San os-Gouw, 2013), esul ado iden i icado po pesquisas de ou os países, como
I landa (Ma hews, 2007), No uega (Sjøbe g & Sch eine , 2010) e Finlândia (La onen e al., 2005). Além disso,
F azolin, Ga cia e Bizzo (2020) e i ica am que, den e os es udan es b asilei os, os da egião sudes e (na qual
o Es ado de São Paulo, con ex o dessa pesquisa, se encon a) são os mais desin e essados com elação à
biodi e sidade de sua egião.
Sob e os conhecimen os, no con ex o b asilei o, é comum que os es udan es ap esen em pouco
conhecimen o e di iculdades em nomea os se es i os que compões a biodi e sidade de seu país ou de sua
localidade (A aújo & So ie zoski, 2016; Beze a, 2023; Bize il, 2010; Bo ges & Simião-Fe ei a, 2018; Lei e,
2023; San ana e al., 2023a), algo ambém iden i icado em pesquisas com es udan es colombianos (Salas-López,
2021) e espanhóis (Ba u ia e al., 2024). Quando os mencionam, ci am p incipalmen e animais, com des aque
pa a a es e mamí e os (Zanini e al., 2020; Melo, 2019; Yen e al., 2007; Sil a & Ghila di-Lopes, 2014),
ca ac e ís ica ambém encon ada em pesquisas com es udan es u cos (Yo ek, e al., 2008) e inlandeses (Yli-
Panula & Ma ikainen, 2014).
Já sob e os ma e iais didá icos, no con ex o b asilei o, o li o didá ico em g ande ele ância, sendo
comp eendido como um ma e ial de ap o undamen o ou consul a pa a alunos e p o esso es (Ca doso-Sil a;
Oli ei a, 2013; D’Aquino Rosa; A uso, 2019). De ido aos p og amas ede ais de a aliação e dis ibuição
g a ui a, acaba sendo um dos poucos ma e iais educacionais o necidos pelo go e no (Bizzo, 2000), que
in luencia di e amen e o que de e ou não se ensinado (Lajolo, 1996) e na qualidade do sis ema educacional
(Mohammad & Kuma i, 2007), haja is a, se mais comum os p o esso es u iliza am os ma e iais didá icos que
se encon em disponí eis nas escolas (Lei e, 2023). No con ex o paulis a, no qual se desen ol eu nosso es udo,
os cu ículos de 2012 (SEE-SP, 2012) e de 2019 (SEE-SP, 2019) no ea am o desen ol imen o de apos ilas
denominadas como Cade no do Aluno - P og ama São Paulo Faz Escola, as quais são dis ibuídas nessa ede
isando homogeneiza o ní el de ensino dos alunos (SEE-SP, n.d.).
Dian e a ele ância dos ma e iais didá icos pa a o ensino, são ealizadas pesquisas pa a comp eende
sob e o a amen o dado a di e sidade de se es i os nesses ma e iais, em seus esul ados iden i ica am a
sub ep esen ação de inse os e mic o ganismos em li os b asilei os de ciências pa a o Ensino Fundamen al
(Cama go; Sil a; San os, 2018; S amm & Cas o-Ma ins, 2020), a abo dagem zoocen ada em li os do Ensino
Médio b asilei os (Aze edo e al., 2021) e espanhóis (Be mudez, 2018), e a p esença de plan as medicinais e
condimen a es em li os pa a Ensino Fundamen al e Médio (Fe ei a & Lina, 2024).
Dessa o ma, isando subsídios à cons ução de u u os ma e iais didá icos, no eiam o p esen e es udo
as seguin es ques ões: Sob e quais o ganismos da biodi e sidade os es udan es paulis as se in e essam em
ap ende ? Quais o ganismos, que habi am a localidade com a qual con i em, esses es udan es conhecem? Quais
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o ganismos es ão p esen es nos ma e iais didá icos u ilizados pa a omen a os conhecimen os desses jo ens?
As espos as pa a essas pe gun as podem no ea au o es de ma e iais ao indica os conhecimen os e in e esses
que p ecisam se omen ados, e o que no os ma e iais podem explo a pa a cob i a lacuna de ma e iais já
u ilizados nas escolas.
Assim, o obje i o des e abalho é in es iga quais se es i os es ão p esen es nos conhecimen os e
in e esses de um g upo de es udan es paulis as, bem como nos ma e iais didá icos ado ados em suas escolas.
Po an o, abo da emos ques ões elacionadas a p esença ou ausência de e minados g upos e subg upos de se es
i os, an o no discu so dos es udan es quando nos ma e iais didá icos e algumas das suas possí eis implicações.
METODOLOGIA
Pa a es a pesquisa, selecionamos es udan es e os ma e iais didá icos po eles u ilizados, de dez escolas
públicas do es ado de São Paulo, de inidas a pa i do c i é io quali a i o de máxima a iação (Pa on, 1990),
em que são selecionados os casos mais he e ogêneos possí eis, com o obje i o de e i a ieses. Assim, as dez
escolas do Es ado de São Paulo pa icipan es o am escolhidas po seu Índice de Desen ol imen o da Educação
Básica (IDEB), de 2017, indicado que a alia a qualidade das escolas b asilei as (MEC, 2017). Den e as
escolas, seleciona am-se cinco com os meno es índices (a é 4,7) e cinco com os maio es índices (en e 6 e 8).
Tal escolha se deu, sob e udo, pelo campo de a uação do P og ama Bio a Fapesp, ao qual es a pesquisa es á
inculada, nos P oje os in i ulados “O p og ama Bio a-Fapesp na educação básica: possibilidades de in eg ação
cu icula ” (P ocesso 2016/05843-4) e “Biodi e sidade nos ma e iais didá icos e nas concepções e in e esses
dos jo ens: e lexões pa a o Bio a-Educação” (P ocesso 2018/21756-0).
O Es ado de São Paulo possui em seu e i ó io polí ico-geog á ico os biomas Ce ado e Ma a A lân ica,
além dos ecossis emas cos ei os (IBGE, 2019). Po an o, além do IDEB, conside amos a dis ibuição das escolas
den e esses di e en es biomas e ecossis emas. Assim, escolhemos duas escolas li o âneas, mais duas escolas
p óximas e duas dis an es de agmen os p ese ados de ambos os biomas. De inimos como p óximas, escolas
si uadas a no máximo 20 minu os a pé do agmen o, sem a inclusão de obs áculos (po exemplo, odo ias).
Pa a de e minação dos agmen os e dis âncias, usamos o so wa e Da aGeo (2019), Google Ea h, mapa da
Fundação Flo es al do es ado de São Paulo (Fundação Flo es al, 2019), Google Maps e con a os com as
Sec e a ias Municipais do Meio Ambien e.
Pa icipa am es udan es do 9º ano do Ensino Fundamen al, po se espe ado que, nes e momen o da
escola ização, eles já i essem con a o com con eúdos sob e a biodi e sidade. Pa a in es iga seus in e esses
sob e o ema, aplicamos um ques ioná io a 188 es udan es, com idade en e 13 e 18 anos. Es e ques ioná io oi
cons uído baseado no p oje o in e nacional The Rele ance O Science Educa ion (ROSE), que in es igou o
in e esse dos es udan es em aspec os das Ciências da Na u eza (Sjøbe g & Sche eine , 2010). Nele, incluímos
opções de espos as que iam de Desin e essado a Mui o In e essado, em uma escala do ipo-Like de 4 pon os
sob e á ios con eúdos elacionados à biodi e sidade. Os 46 i ens do ques ioná io u ilizados nes e a igo o am
ag upados nas ca ego ias: Plan as, Fungos, Mic o ganismos e Animais Plan as. São exemplos de i ens: a3) As
plan as óxicas da minha egião; a15) Os ungos no nosso co idiano; a27) Bac é ias: pe igos e bene ícios; 31)
P o eção de animais ameaçados de ex inção; e a33) Os e mes no meio ambien e. Os esco es médios desses
ag upamen os o am compa ados u ilizando o Tes e de Wilcoxon (Cono e , 1971) com co eção de Bon e oni,
conside ando p- alo es < 0.05, como es a is icamen e di e en es, assumindo um g au de signi icância de 5%.
Ainda, alguns es udan es o am ques ionados sob e quais o ganismos conhecem em: i) sua localidade; e
ii) em seu espec i o ecossis ema. Essa pa e da cole a con ou com um o ei o e oco eu po meio de en e is as
semies u u adas, pois possibili am o ganização e lexibilidade em sua condução (B inkmann, 2014).
En e is amos dois es udan es de cada escola, indicados pela equipe escola , a pa i de seu endimen o em
Ciências, sendo um com maio endimen o e ou o com o meno , a endendo, ainda, o c i é io de máxima
a iação (Pa on, 1990). Tais en e is as o am ealizadas an es da aplicação dos ques ioná ios, de o ma que os
i ens mencionando di e sos o ganismos do ques ioná io não in luenciassem as espos as dos es udan es quando
na en e is a ossem ques ionados sob e quais se es i os conheciam. Ao con á io, como o ques ioná io só
pe gun a a sob e in e esses dos es udan es sob e a biodi e sidade, sua espos a di icilmen e se ia in luenciada
pelo con eúdo da en e is a. O p oje o e ins umen os de cole a o am ap o ados pelo pelo Comi ê de É ica em
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Pesquisa em Se es Humanos da Uni e sidade Fede al do ABC (CEP/UFABC), (P o ocolo CAAE:
67968217.5.0000.5594.
Após as ansc ições das en e is as, a análise oi ei a a pa i das e apas desc i as po Ma shall e
Rossman (2006): lei u a das ansc ições; o ganização dos dados; codi icação e in e p e ação. Pa a a o ece o
p ocesso de codi icação e ca ego ização, ambém u ilizamos alguns elemen os da análise de con eúdo de Ba din
(2007), em que ans o mamos os dados b u os em unidades de egis o, echos com elação aos conhecimen os
ap esen ados, e em unidades de con ex o, echos que pe mi em o en endimen o da unidade de egis o.
Pos e io men e, ag upamos as unidades de egis o, con o me seus signi icados semân icos, nas ca ego ias:
conhecimen o da biodi e sidade local e conhecimen o da biodi e sidade do bioma/ecossis ema, e nas
subca ego ias: menção a g andes g upos e menção a g upos menos ab angen es
Ainda, analisamos os ma e iais ado ados pelas escolas: no e coleções dis in as, o alizando 68 ma e iais,
os quais o am codi icados. Assim: LD1 a LD6 são li os didá icos dis ibuídos pelo PNLD 2017 (P og ama
Nacional do Li o Didá ico) nas dez escolas (ao odo 24 olumes). AP1 e AP3 são apos ilas u ilizadas nas
escolas es aduais, sendo 8 olumes semes ais de uma apos ila não mais igen e (AP1 de 2014-2017) – a cole a
se deu em um ano de ansição de cu ículo e, as escolas es a am sem ma e ial especí ico pa a o ano co en e –
e AP3, no a edição com 20 olumes bimes ais, implemen ada à época da cole a (dis ibuídas en e 2019 e
2020). Já AP2 é uma coleção ado ada em uma ede municipal, com 16 olumes bimes ais.
O ganizamos os dados em uma ma iz ele ônica de análise baseada em es udos ealizados po ou os
pesquisado es (Ca a i a e al., 2008; Schussle e al., 2010), com colunas pa a egis os de: 1) cada o ganismo
encon ado em ex o ou imagens (excluindo epe ições pa a explicações ap o undadas den o de um mesmo
echo); 2) classi icação (g upo e subg upo); 3) localização no ma e ial; (en e ou os aspec os analisados em
ou as publicações). Foi man ido na ma iz o nome mencionado pelo ma e ial (popula es ou cien í icos, ou
ambos simul aneamen e). No caso de imagens sem legenda, u ilizamos a nomencla u a popula . Pos e io men e,
ealizamos a con agem das oco ências dos se es i os (con agem incluindo odas as epe ições) den o dos
g upos (ex: Animais, Plan as Te es es, Bac é ias e c.) e subg upos (Mamí e os, Gimnospe mas, e c.).
P ocu amos conside a a classi icação u ilizada pa a ins didá icos na Educação Básica, an o pa a a
ca ego ização do con eúdo dos li os quan o das en e is as, com alguns ajus es pa a uma melho condução da
pesquisa. Po exemplo, no g upo Algas es ão inse idos odos os o ganismos que ecebe am al nomeação nos
ma e iais didá icos. Po an o, não há um igo sis emá ico, pos o que o in e esse é ealiza um mapeamen o
didá ico da biodi e sidade.
Também ealizamos a con agem da di e sidade de se es i os, na qual excluiu-se as epe ições, e con ou-
se apenas o ní el mais especí ico num mesmo g upo. Po exemplo, pa a as menções Rana pipiens e Rana
lessonae o am conside adas as duas espécies pa a a con agem de biodi e sidade po se em mais especí icas; já
a menção ã não oi incluída po se uma denominação mais ampla.
Po im, compa amos os esul ados dos conhecimen os e in e esses dos alunos e dos ma e iais didá icos,
iden i icando os g upos de o ganismos menos p esen es que podem seu conhecimen o se omen ado pela
elabo ação de no os ma e iais didá icos.
RESULTADOS
Nas en e is as aos es udan es, ao solici a mos ci a em os o ganismos que conhecem na egião de sua
escola, e i icamos que a maio ia das menções (106 ou 84% das ci ações) se e e em a Animais (Figu a 1). O
mesmo oco eu quando pe gun ados sob e os se es i os que conhecem no seu bioma/ecossis ema (Ce ado,
Ma a A lân ica ou ecossis ema cos ei o), ob endo 85 menções (87%) a Animais. O g upo Plan as apa eceu em
segundo luga nas menções, 18 (14%), pa a a localidade, e 10 (10%), pa a o bioma ou ecossis ema. Já
ep esen an es dos g upos Algas, Fungos e Bac é ias são ci ados uma única ez cada.
Sendo Animais o g upo mais ci ado, buscamos comp eende quais de seus subg upos são mais equen es
(Figu a 2). Ao ala em sob e os o ganismos que i em p óximos à sua escola, os es udan es lemb a am mais
das A es (32%), dos A ópodes (25%) e dos Mamí e os (23%). O es e de igualdade de duas p opo ções,

Ensaio • Pesquisa em Educação em Ciências | 2025 | Volume 27 | e52031 6
u ilizado pa a compa a esses subg upos, e ela di e ença es a ís ica signi ican e apenas en e Mamí e os e
Rép eis (10%) (p = 0,02). Quando ques ionados sob e os o ganismos do li o al ou de seu bioma, os jo ens
menciona am com mais equência Mamí e os (30%) e em seguida A ópodes (18%) e Rép eis (18%). Os
Peixes são menos ci ados (6% pa a localidade e 10% pa a bioma/ecossis ema) e, a amen e, um aluno ci a algum
ep esen an e do g upo dos An íbios, Moluscos, Cnidá ios e Anelídeos (Figu a 2). Apenas ês es udan es
ci a am a espécie humana como in eg an e da biodi e sidade do bioma/ecossis ema.
Figu a 1 - Se es i os conhecidos pelos es udan es
No a. F equência de menções dos jo ens ao ci a em se es i os que conhecem na localidade de sua
escola e bioma (Ma a A lân ica ou Ce ado), ou do li o al (dependendo do con ex o amos al do es udan e) (n
= 20 es udan es). Os g upos não ap esen am igo sis emá ico, mas co espondem a ag upamen os usados
adicionalmen e pa a inalidades didá icas. Fon e: Os au o es.
Figu a 2 - Animais conhecidos pelos es udan es.
106
18
1
0
0
85
10
0
1
1
Animais Plan as Algas Bac é ias Fungos
0
20
40
60
80
100
120
G upos de o ganismos mencionados
F equência de menções
Biodi e sidade local Biodi e sidade do seu bioma ou ecossis ema li o âneo
Ensaio • Pesquisa em Educação em Ciências | 2025 | Volume 27 | e52031 7
No a. F equência de menções dos jo ens ao ci a em se es i os que conhecem na localidade de sua escola e
bioma (Ma a A lân ica ou Ce ado), ou do li o al (dependendo do con ex o amos al do es udan e) (n = 20
es udan es). Os g upos não ap esen am igo sis emá ico, mas co espondem a ag upamen os usados
adicionalmen e pa a inalidades didá icas. Fon e: Os auo es.
Quan o aos in e esses sob e a biodi e sidade, exp essos pelos es udan es nos ques ioná ios (escala do
ipo-Like de 4 pon os), iden i icamos médias p óximas nos i ens de Animais (x = 2,67; DV = 0,51),
Mic o ganismos (x = 2,64; DV = 0,68), Plan as (x = 2,60; DV = 0,55), e Fungos (x = 2,42; DV = 0,71). En e
elas, apenas o g upo Fungos exp essa di e ença es a ís ica signi ica i a em elação a Animais e Mic o ganismos
(p = 0,03). Po an o, os jo ens ap esen a am in e esse simila po Animais, Plan as e Mic o ganismos, oda ia,
o esco e médio oi baixo pa a i ens elacionados aos Fungos.
Po ém, alguns pa es de i ens simila es (Tabela 1), quando compa ados, ap esen a am di e ença
es a is icamen e signi ica i a (p < 0,05), e elando a p e e ência po animais em elação às plan as, e po plan as
quando compa adas aos ungos. Assim, a p edileção po ce os g upos é e idenciada quando inculado a ce as
emá icas, como, po exemplo, a ex inção.
Tabela 1 - Temas com e iden e p edileção po g upos de o ganismos
A i ma i a
N
Média
Des io
Pad ão
p- alo
a10 - P o eção de plan as ameaçadas de ex inção
187
2,58
0,99
<0,001
a31 - P o eção de animais ameaçados de ex inção
187
3,13
0,97
a2 - Os animais pe igosos e enenosos
188
2,87
0,91
0,049
a3 - As plan as óxicas da minha egião
187
2,52
0,99
a56 - Uso de e as medicinais ou a amen os de saúde com
medicina al e na i a (acupun u a, homeopa ia)
186
3,10
0,98
0,001
a64 - Fungos na ab icação de medicamen os
185
2,66
1,06
No a. Pa es de i ens onde se encon ou di e ença es a ís ica signi ican e (p < 0,05) en e as médias de
in e esses mencionados pelos jo ens, a pa i do es e de Wilcoxon Pa eado com co eção de Bon e oni.
Fon e: Os au o es.
Já nos ma e iais didá icos, o am iden i icadas 6610 oco ências de menções a se es i os. Quando
excluímos as epe ições e analisamos apenas a di e sidade ep esen ada, emos uma biodi e sidade o al de
1260 o ganismos (Tabela 2).
Na abela 2, a disc epância en e di e sidade e oco ência indica que há maio epe ição de se es i os
nos ma e iais analisados, o que não é necessa iamen e um p oblema. Seja conside ando a di e sidade (d) ou
oco ência (o) os Animais são os mais ep esen ados ou mencionados nos ma e iais didá icos (d = 65%; o =
68%), seguido de Plan as Te es es (d = 25%; o = 19%). Em con apa ida, os g upos Bac é ias, P o ozoá ios,
Algas, Fungos, Líquens, Mic o ganismos em ge al e Ví us somam um pe cen ual ap oximado de 11% pa a
biodi e sidade e 14% pa a oco ência (Tabela 2). O es e de igualdade de duas p opo ções mos a que a
di e ença encon ada en e Animais e Plan as Te es es é es a is icamen e signi ican e (p < 0,01, an o pa a
di e sidade, como pa a oco ência). O mesmo oco e com a di e ença en e o Plan as Te es es e o e cei o
g upo de o ganismo de maio di e sidade ( ungos) e oco ência (bac é ia) (p < 0,01, em ambos os casos).
Assim, há uma simila idade en e os conhecimen os dos es udan es e os o ganismos ap esen ados nos ma e iais
didá icos. Em ambos os casos, o g upo Animais apa ece com g ande p eponde ância, Plan as e es es
ap esen am signi ica i a dis ância, enquan o Mic o ganismos, Fungos e demais g upos pouco apa ecem.
Ensaio • Pesquisa em Educação em Ciências | 2025 | Volume 27 | e52031 8
Tabela 2 - O ganismos p esen es nos ma e iais didá icos
G upos
Di e sidade*
Oco ências***
Subg upos
n
%
n
%
Animais
808
64,13%
4.475
67,70%
Mamí e os
193
23,92%
1,095
24,47%
A es
186
23,05%
631
14,10%
A ópodes
134
16,60%
969
21,65%
Peixes
91
11,28%
361
8,07%
Rép eis
60
7,43%
418
9,34%
An íbios
49
6,07%
202
4,51%
Moluscos
29
3,59%
247
5,52%
Cnidá ios
19
2,35%
131
2,93%
Equinode mos
12
1,49%
99
2,21%
Anelídeos
10
1,24%
98
2,19%
Nemá odas
10
1,24%
73
1,63%
Animais
Pla elmin os
7
0,87%
90
2,01%
Po í e os
7
0,87%
36
0,80%
Ascídias
1
0,12%
1
0,02%
Animais**
...
...
20
0,45%
In e eb ados**
...
...
4
0,09%
Plan as e es es
310
24,60%
1.243
18,80%
Angiospe mas
284
91,61%
1007
81%
Gimnospe mas
13
4,19%
70
5,63%
P e idó i as
9
2,90%
61
4,91%
B ió i as
4
1,29%
28
2,25%
Plan as**
...
...
77
6,19%
Bac é ias
33
2,62%
233
3,52%
Fungos
37
2,94%
214
3,24%
Ví us
27
2,14%
130
1,97%
Algas
21
1,67%
122
1,85%
P o ozoá ios
21
1,67%
139
2,10%
Líquens
3
0,24%
23
0,35%
Mic o ganismos**
...
...
...
31
0,47%
No a. 1) Pa a con agem de biodi e sidade e oco ências o n amos al oi de 3 coleções de apos ilas e 6
coleções de li os didá icos; 2) *dados co esponden es ao o al de o ganismos mencionados pelo conjun o
de ma e iais, excluindo epe ições e g upos axonômicos já ep esen ados po menções a ou os g upos
menos ab angen es; 3) ** O ganismo ap esen ado pelo ma e ial de manei a ab angen e. Regis amos na
abela exa amen e o e mo mencionado; 4) *** Oco ências: equência em que os o ganismos apa eciam nos
li os didá icos, conside ando inclusi e epe ições.
Fon e: Os au o es.
Nas dis ibuições den o do g upo mais ep esen ado, Animais, ambém encon amos simila idades en e
a di e sidade exp essa nos ma e iais didá icos e os conhecimen os dos es udan es sob e o seu bioma. Vemos
que p edominam menções à Mamí e os (d = 24%; o = 24%) e ou os g upos ambém apa ecem en e os mais
mencionados como A es (d = 23%; o = 14%) e A ópodes (d = 16%; o = 21%). Ainda, os demais g upos de
in e eb ados e An íbios ambém apa ece am com meno exp essi idade. No caso de Plan as Te es es, maio
di e sidade e oco ência são iden i icadas no subg upo Angiospe mas, seguido de Gimonspe mas (d = 4%; o
= 5%), P e idó i as (b = 3%; o = 5%) e B ió i as (d = 1%; o = 2%), sendo a di e ença en e Angiospe mas e
os demais g upos signi ica i a (p < 0,01).
Ensaio • Pesquisa em Educação em Ciências | 2025 | Volume 27 | e52031 9
Po im, quando compa amos a dis ibuição dos o ganismos nos g upos e subg upos p esen e nos li os
didá icos e apos ilas, emos di e enças signi ica i as em alguns g upos e subg upos, mas não ao pon o de
cons ui signi icado ele an e à in e p e ação dos dados aqui analisados. Toda ia, quan o à di e sidade de
o ganismos mencionados, encon amos 279 o ganismos nas apos ilas (ce ca de 93 po coleção) e 1230 nos li os
didá icos (205 po coleção). Há, ce amen e, maio quan idade de páginas e con eúdos ap esen ados nos li os
didá icos, enquan o, nas apos ilas, há g ande concen ação de nomeações dos componen es da biodi e sidade
ci ados de o ma mais ab angen e, de modo que o es udan e em acesso a uma a iedade eduzida de o ganismos
mais especí icos. Dessa o ma, os es udan es ao en a em com as apos ilas, que possuem menos exemplos de
o ganismos da biodi e sidade possam e seu epe ó io a espei o p ejudicado, caso ou os ma e iais
complemen a es não sejam u ilizados.
DISCUSSÃO
É disc epan e o núme o de o ganismos exis en es e os ci ados pelos es udan es, sendo desejá el que
adqui am maio conhecimen o sob e esses se es i os. Haja is a, os ambien es aqui in es igados (Ce ado,
Ma a A lân ica e Ecossis ema Cos ei o) se em ho spo s (Mye s e al. 2000), nos quais a di e sidade de
o ganismos conhecida ul apassa os milha es (Aguia e al., 2015; Mi e meie e al., 2011), sendo á eas
p io i á ias pa a p ese ação e/ou conse ação. Essa di iculdade em nomea o ganismos de seu país ou
localidade ambém oi obse ada em es udan es do Ce ado (Bize il, 2010; Bo ges & Simião-Fe ei a, 2018),
da Caa inga e Ma a A lân ica (A aújo & So ie zoski, 2016). Ademais, o conhecimen o gené ico da composição
da biodi e sidade não se elaciona apenas aos es udan es e ma e iais da Educação Básica, sendo iden i icado
ambém na o mação de es udan es e li os acadêmicos sob e biologia da conse ação, azendo implicações
pa a a conse ação de á ios g upos de o ganismos pouco es udados e comp eendidos (S ahl, Lepczyk &
Ch is o el, 2020).
Os dados des a pesquisa indicam que os Animais se des aca am no conhecimen o e in e esse dos alunos
e se ap esen a am em maio equência nos li os didá icos. Esse en oque dado pelos es udan es ambém oi
encon ado em ou as pesquisas com b asilei os (Melo, 2019; Schwa z e al., 2011; Sil a & Ghila di-Lopes,
2014; Zanini e al., 2020), aiwaneses (Yen e al., 2007), u cos (Yo ek, e al., 2008) e inlandeses (Yli-Panula
e al., 2014).
Ademais, oi possí el pe cebe que os g upos de animais pa a os quais os ma e iais didá icos
ap esen a am maio en oque e os es udan es ap esen a am maio in e esse e conhecimen o, não co esponde am
aos maio es g upos da biodi e sidade animal. Das espécies de animais já desc i as, mais de 90% são
in e eb ados (B andão e al., 1999; Mi e meie e al., 2011). Toda ia, ao compa a mos esse dado com os
subg upos co esponden es aos in e eb ados nos ma e iais analisados (A ópode, Molusco, Cnidá io,
Equinode mo, Nema ódeo, Anelídeo, Po í e o, Pla elmin o e Ascídia), ob emos uma di e sidade o al de apenas
28% dos o ganismos ep esen ados. Essa sub- ep esen ação ambém oi iden i icada po Almeida e
colabo ado es (2008). Esses au o es ainda obse a am uma diminuição do con eúdo sob e inse os ao longo do
empo, ainda que em nossa pesquisa, os a ópodes se encon em bem ep esen ados. Ademais imos que A es
e A ópodes são os mais conhecidos pelos es udan es em sua localidade, p o a elmen e pelo maio a is amen o
desses animais. Yli-Panula e al. (2014), ambém iden i ica am que es udan es inlandeses, ao menciona em os
se es i os de sua localidade, ci am especialmen e a es e mamí e os. Os mamí e os ambém são os mais ci ados
en e os se es i os que os alunos de nosso es udo conhecem em seu bioma (Ce ado ou Ma a A lân ica) ou
ecossis ema (li o al).
A dispa idade dos animais com elação aos demais o ganismos, na abo dagem dos ma e iais, no
conhecimen o e in e esse dos es udan es, pode a e a a manei a como os es udan es conhecem e se in e essam
pelos demais g upos de se es i os. Di e en es pesquisas apon a am que os es udan es possuem meno in e esse
em assun os e e en es à bo ânica no B asil (San os-Gouw, 2013; Pina o, 2016), I ália (Pina o, 2016), I landa
(Ma hews, 2007), Finlândia (La onen e al., 2005) e No uega (Sjøbe g & Sch eine , 2010). Isso não oco eu
em nosso es udo, pois imos em abalho an e io com os mesmos dados que i ens elacionando a biodi e sidade
com emá icas de saúde, como e as medicinais, acabam chamando bas an e o in e esse dos alunos, o que
jus i ica a média de in e esse em plan as ob ida em nossa pesquisa se p óxima a de animais (F anzolin e al.,
2021). Pe cebemos esse maio in e esse po plan as medicinais em ou as pesquisas o B asil (San os-Gouw,
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And eia dos San os Calega i
Dou o a em Ensino e His ó ia das Ciências e da Ma emá ica pela Uni e sidade Fede al do ABC
E-mail: and eia.san oscalega [email protected]
Ca olina Ma ia Boccuzzi San ana
Dou o a em Ensino e His ó ia das Ciências e da Ma emá ica pela Uni e sidade Fede al do ABC
E-mail: ca [email protected]
Es e Apa ecida Ely de Almeida
Mes a e Dou o anda em Ensino e His ó ia das Ciências e da Ma emá ica pela Uni e sidade Fede al do ABC
E-mail: es e [email protected]
João Paulo Reis Soa es
Dou o em Ensino e His ó ia das Ciências e da Ma emá ica pela Uni e sidade Fede al do ABC
E-mail: joao.soa [email protected]
Jéssica Jo ge
Mes a em Ensino e His ó ia das Ciências e da Ma emá ica pela Uni e sidade Fede al do ABC
E-mail: jessica.jo ge@u abc.edu.b
G aça Simões de Ca alho
Dou o a em Biologia pela Uni e sidade de A ei o. Docen e da Uni e sidade do Minho.
E-mail: g [email protected]
Ensaio • Pesquisa em Educação em Ciências | 2025 | Volume 27 | e52031 19
Fe nanda F anzolin
Dou o a em Educação pela Uni e sidade de São Paulo. Docen e da Uni e sidade Fede al do ABC.
E-mail: e nanda. anzolin@u abc.edu.b
Edi o Responsá el
Alessand a Bize a
Con a o
Cen o de Ensino de Ciências e Ma emá ica de Minas Ge ais – CECIMIG
Faculdade de Educação – Uni e sidade Fede al de Minas Ge ais
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O CECIMIG ag adece ao CNPq (Conselho Nacional de Desen ol imen o Cien í ico) e à FAPEMIG
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a igo.