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O impacto da COVID-19 no desenvolvimento económico e social das regiões ultraperiféricas da UE: o caso dos Açores

Author: Faria, Alexandra Ribeiro
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/86b9dcd3-e3b0-4f60-9e98-b83136120603/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Economia e Ges ão
Alexand a Ribei o Fa ia
O impac o da COVID-19 no desen ol imen o
económico e social das egiões
ul ape i é icas da UE: o caso dos Aço es
ou ub o de 2024
O impac o da COVID-19 no desen ol imen o económico e social
das egiões ul ape i é icas da UE: o caso dos Aço es
Alexand a Ribei o Fa ia
UMinho | 2024
Uni e sidade do Minho
Escola de Economia e Ges ão
Alexand a Ribei o Fa ia
Rela ó io de Es ágio
Relações In e nacionais
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Sand ina An unes
ou ub o de 2024
O impac o da COVID-19 no
desen ol imen o
económico e social das
egiões ul ape i é icas da
UE: o caso dos Aço es
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que
espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os
de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo
indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em
condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do
Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
Ag adecimen os
Gos a ia de exp essa a minha g a idão a odos os que con ibuí am pa a a ealização do meu
ela ó io de es ágio no âmbi o do Mes ado em Relações In e nacionais.
Em p imei o luga , ag adeço à P o esso a Sand ina An unes, minha o ien ado a académica,
pela sua o ien ação e aliosas con ibuições ao longo des e p ocesso. O seu apoio e dedicação
o am undamen ais pa a o desen ol imen o des e abalho.
Es endo ambém os meus ag adecimen os ao D . Ca los Ama al, meu o ien ado de es ágio na
Di eção Regional dos Assun os Eu opeus e Coope ação Ex e na do Go e no dos Aço es, pela
opo unidade, e con iança deposi ada em mim.
Ag adeço a odos os colabo ado es da Di eção Regional dos Assun os Eu opeus e Coope ação
Ex e na, pela o ma como me acolhe am e pa ilha am os seus conhecimen os. Em especial,
que o menciona Ana Nunes, cuja colabo ação oi imp escindí el pa a o sucesso des e es ágio.
Um ag adecimen o especial aos en e is ados, pelos seus con ibu os que o am
undamen ais pa a o desen ol imen o des a in es igação.
Po úl imo, não pode ia deixa de ag adece p o undamen e à minha amília e aos meus
amigos pelo apoio incondicional, paciência e pelo incen i o ao longo des a jo nada. A ossa
o ça oi essencial pa a que pudesse supe a os desa ios e conclui es e pe cu so.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e
con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou
alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua
elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade
do Minho.
Resumo
O A quipélago dos Aço es encon a-se localizado no A lân ico No e e é compos o po
no e ilhas. Es e a quipélago possui uma his ó ia ma cada pela au onomia polí ica que oi
conquis ada após a Re olução de 1974. A in eg ação de Po ugal na Comunidade Económica
Eu opeia ouxe mais isibilidade pa a as ques ões das egiões insula es, mais a de
designadas po Regiões Ul ape i é icas. Es as egiões são ca ac e izadas pela sua
insula idade, pequena dimensão e dependência económica, pelo que en en a am desa ios
especí icos, a e ados pela pandemia COVID-19.
Es e ela ó io de es ágio analisou a condição ul ape i é ica dos Aço es du an e a
pandemia, com oco em ês se o es cha es: saúde, anspo es e u ismo. Es a pesquisa oi
conduzida po um meio de um es udo de caso, endo eco ido a ca o ze en e is as
semies u u adas e ou as on es p imá ias e secundá ias pa a ealiza a análise.
As en e is as analisadas demons a em que a condição ul ape i é ica dos Aço es
ag a ou alguns dos impac os, po ém essa mesma condição geog á ica ambém a o eceu a
mi igação da ampliação desses impac os.
Pala as Cha es: Ul ape i e ia, COVID-19, Aço es, Saúde, T anspo es, Tu ismo
i
Abs ac
The Azo es a chipelago is loca ed in he No h A lan ic and is composed o nine islands. This
a chipelago has a his o y ma ked by poli ical au onomy, which was achie ed a e he 1974
Re olu ion. Po ugal's in eg a ion in o he Eu opean Economic Communi y b ough g ea e
isibili y o he issues aced by island egions, la e known as he Ou e mos Regions. These
egions a e cha ac e ized by hei insula i y, small size, and economic dependence, which pose
hem speci ic challenges, agg a a ed by he COVID-19 pandemic.
This in e nship epo analyzes he ou e mos condi ion o he Azo es du ing he
pandemic, ocusing on h ee key sec o s: heal h, anspo and ou ism. This esea ch d aws
on a case s udy, and elies on ou een semi-s uc u ed in e iews as well as o he p ima y
and seconda y da a.
The in e iews showed ha he ul ape iphe al condi ion o he Azo es has wo sened
some o he impac s, bu his same geog aphic condi ion has also allowed o mi iga e he
ex en o hese e ec s.
Keywo ds: Ou e mos Regions, COVID-19, Azo es, Heal h, T anspo a ion, Tou ism.
ii
ÍNDICE
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 10
CAPÍTULO I: CONTEXTUALIZAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA ................................................ 13
1.1. A condição ul ape i é ica dos Aço es: con ex ualização his ó ica .......................................... 13
1.2. A Pandemia Co id-19 e a ul ape i e ia: uma limi ação ac escida? ........................................ 16
1.3. O impac o da COVID-19 na ul ape i e ia: o caso dos Aço es .................................................. 22
1.3.1. O impac o da COVID-19 no se o da Saúde ....................................................................... 28
1.3.2. O impac o da COVID-19 no Se o dos T anspo es ............................................................ 29
1.3.3. O impac o da COVID-19 no Se o do Tu ismo .................................................................... 32
1.4. Sín ese conclusi a ...................................................................................................................... 33
CAPÍTULO II: ESTADO DA ARTE E CONTRIBUTO PARA A LITERATURA ................................................. 35
CAPÍTULO III: METODOLOGIA DE ANÁLISE .......................................................................................... 39
CAPÍTULO IV: RESOLUÇÃO DO PROBLEMA .......................................................................................... 41
4.1. Ap esen ação dos dados ........................................................................................................... 41
4.1.1. Saúde ................................................................................................................................... 41
4.1.2. T anspo es ......................................................................................................................... 45
4.1.3. Tu ismo ............................................................................................................................... 48
4.1.4. Um es a u o especial pa a as egiões ul ape i é icas: uma ques ão p emen e a
conside a ...................................................................................................................................... 50
4.2. Discussão dos dados .................................................................................................................. 51
4.3. Sín ese conclusi a ...................................................................................................................... 54
CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES ........................................................................................................ 56
Bibliog a ia ............................................................................................................................................ 60
Fon es P imá ias ............................................................................................................................... 60
Fon es Secundá ias ........................................................................................................................... 63
ANEXOS ................................................................................................................................................. 67
Anexo 1: Lis a de En e is ados .................................................................................................... 67
Anexo 2: Guião das En e is as .................................................................................................... 68
14
(nome com que e a designada na al u a), e a adoção de uma Polí ica Regional Eu opeia.
No en an o, só quando Po ugal e a Espanha ade i am à Comunidade Económica
Eu opeia (CEE), em 1986, é que as ques ões insula es pa icipa am da agenda eu opeia
(ibidem,2022). Des a o ma, Po ugal incluiu as suas egiões au ónomas, os Aço es e a
Madei a na adesão à CEE, o que le ou a uma mudança na his ó ia. Consequen emen e,
a Eu opa conseguiu expandi as suas on ei as desde o Ociden e a é ao meio do
A lân ico No e (Sil a, 2015).
Fo am desen ol idos á ios o ganismos pa a a coope ação in e - egional, em que
os seus memb os se euni am pa a pa ilha as suas ealidades e desa ios. À is a disso,
en a am ado a decla ações e p opos as em conjun o pa a se em ap esen adas às
ins i uições nacionais e eu opeias (Fon es, 2022). Foi c iada em 1980, a Comissão das
Ilhas, a qual e e como a e a a c iação da 1ª Con e ência das Ilhas Eu opeias, a que se
segui am ou as con e ências, onde a sua ideologia ajudou ao desen ol imen o dos
po os insula es no espei o pelos di ei os humanos (ibidem, 2022). Des e modo,
Po ugal e a Espanha ouxe am uma no a dimensão geopolí ica ao p ocesso de
in eg ação eu opeia, no qual pela p imei a ez a Eu opa deixasse de se “Es ados pa a
os Es ados...” (Valen e, 2015a, p.44).
Em 1976, Po ugal inha conseguido ing essa no Conselho da Eu opa, com isso
su giu um o ganismo especializado em ques ões da democ acia egional e local, que
inha o nome de Con e ência dos Pode es Locais e Regionais da Eu opa (CPLRE),
a ualmen e designado po Cong esso dos Pode es Locais e Regionais. A Região
Au ónoma dos Aço es ez pa e da con e ência, onde ap esen a a os p oblemas das
egiões insula es (Ama al, 2019). Su giu assim a Con e ência das Regiões Insula es da
Eu opa, que e e um papel impo an e, po se um ma co do mo imen o das ilhas
eu opeias, onde se a i ma a iden idade dos seus po os, p oclama-se os desejos de um
desen ol imen o económico, social, polí ico e cul u al (Valen e, 2022). No seguimen o
des as decla ações elabo a am a Decla ação de Tene i e e a Decla ação dos Aço es, nas
quais chama am a a enção pa a medidas u gen es que ajudassem num
desen ol imen o económico e social (Ibidem, 2022).
Des a o ma, e e o igem o concei o de ul ape i e ia (sua o igem encon a-se
sujei a a con o é sia). Es e concei o oi u ilizado em ou ub o de 1987, na Assembleia
Ge al da Con e ência das Regiões Pe i é icas Ma í imas (CRPM), que acon eceu na Ilha

15
da Reunião, e sendo di igida pelo p esiden e do Go e no dos Aço es, João Bosco Mo a
Ama al, o qual u iliza de uma o ma espon ânea a exp essão “mais que” e depois “ul a”
pa a ca ac e iza as ilhas a as adas do con inen e eu opeu (Valen e, 2022).
Em 1988, o P esiden e da Madei a, Albe o João Ja dim, solici a uma sessão de
abalho com os seus colegas das RUPs, que inha como obje i o de abo da ques ões
do in e esse comum, su gindo assim, o g upo de RUPs da UE (ibidem, 2022). No ano de
1992, ealizou-se o T a ado de Maas ich , na Decla ação n.º 26, são econhecidos os
de ei os es u u ais do a as amen o, da insula idade ou ele o e clima di ícil. Mesmo
a ando-se de um a o no anexo des e a ado, em de se obse ado como um aco do
unânime en e Es ados-memb os onde ado am o di ei o comuni á io a es es e i ó ios
(ibidem, 2022). Foi o p imei o passo pa a que os países da UE econhecessem que as
egiões inham ca ac e ís icas p óp ias e peculia es que jus i ica am as polí icas que
e am especí icas pa a es as (Valen e, 2015).
Des a o ma, o am c iadas as RUPs
3
, cons i uídas po egiões po uguesas (Aço es
e Madei a), espanholas (Ilhas Caná ias) e ancesas (Ma inica, Maio e, Guadalupe,
Guiana F ancesa, Reunião, São Ma inho), que êm an as semelhanças como di e enças
e, po isso, inse em-se num quad o especial den o da UE. Es as egiões são
ca ac e izadas como RUP’s de ido às suas di iculdades de c escimen o, ao seu
a as amen o do con inen e eu opeu, à sua pequena supe ície, ao seu ele o e clima, à
sua insula idade e à sua dependência económica (Valen e, 2015, pág.45). Des as
euniões in o mais esul ou a assina u a de um P o ocolo de Coope ação, em 1995, em
Guadalupe, onde se c iou a Con e ência dos P esiden es das RUPs (Valen e, 2022)
3
Pa a mais in o mações pode á consul a nes e link: h ps://www.eu opa l.eu opa.eu/ ac shee s/p /shee /100/ egioes-
ul ape i e icas- up- Consul ado no dia 10 de no emb o de 2023.
16
1.2. A Pandemia Co id-19 e a ul ape i e ia: uma limi ação ac escida?
As RUPs são á eas de g ande impo ância de ido à sua biodi e sidade única, as as
zonas económicas ma í imas, população jo em, localização es a égica, climas
a o á eis pa a pesquisa em ciências espaciais e as o ísica, e ambém pela p esença de
in aes u u as espaciais signi ica i as (Eu opean Commission, 2022a, pág.1).
No en an o, es as egiões encon am-se limi adas e, pa a e em um bom
desen ol imen o, são necessá ias medidas especí icas. Es as no e RUPs êm di e enças
en e si, mas pa ilham alguns componen es em comum, como a insula idade, o
a as amen o, a ulne abilidade. Além disso, ambém se no am ou os a o es, ais como
as al e ações climá icas, a pequena supe ície, a dependência económica de alguns
se o es, o P odu o In e no B u o se in e io às médias ( an o nacionais, quan o
eu opeias) e o aumen o do ní el do desemp ego (ibidem, 2022 a). As ca ac e ís icas
especí icas des as egiões azem com que sejam mais ulne á eis aos acon ecimen os
in e nacionais nas suas zonas geog á icas, como po exemplo às es ições da ci culação
de pessoas e me cado ias, a su os epidé micos dos países izinhos, en e ou os
(Con e ência de P esiden es das Regiões Ul ape i é icas da UE, 2021).
Consequen emen e, as RUPs o am a e adas quando su giu a pandemia
Co ona í us 2019 (COVID-19). Em dezemb o de 2019, na cidade de Wuhan, na China, oi
iden i icada uma pneumonia com e iologia. Po isso, a O ganização Mundial da Saúde,
a 11 de ma ço de 2020, decla ou a mesma como pandemia (Ka ia, 2020). Es a doença é
ansmi ida po meio de luidos co po ais, como po exemplo a sali a, as lág imas ou
a a és do con ac o com supe ícies con aminadas, ais como o uso de u ensílios,
obje os pa ilhados ou a é mesmo um simples cump imen o de mão (ibidem, 2020).
Pa a con ola a p opagação do í us e a necessá io eduzi a o ma de con ac o e
desin e a os obje os usados pela pessoa in e ada. Pa a além disso, e a necessá io e
au o higiene, como po exemplo, a la agem das mãos com egula idade, o uso de
másca as aciais, e écnicas pa a ossi (como pa a o co o elo) e o dis anciamen o
social, es e com um papel impo an e pa a a edução da ansmissão des e í us (ibidem,
2020). É no ó io que o mundo i eu numa c ise de saúde pública que demons a a
in e dependência e e ela a necessidade de uma solida iedade en e as sociedades. Na
17
con e ência de P esiden es das Regiões Ul ape i é icas da UE, em no emb o de 2020,
oi con i mado que a pandemia e ia um impac o que i ia se du adou o, onde já se
encon a a uma ecessão, uma c ise social, despedimen os e um ence amen o de
a i idades. Isso ez com que o cená io se o nasse ainda mais di ícil pa a as economias
mais ágeis da Eu opa, como é o caso das RUPs.
Na Con e ência de P esiden es das Regiões Ul ape i é icas da UE, ealizada a 3 de
maio de 2021, oi iden i icado que es a pandemia p ejudicou o desen ol imen o social
e económico das egiões, po exemplo, no se o do u ismo, no se o de e en os e no
se o da cul u a, que o am p ejudicados e não inham ce ezas, ela i amen e, ao
u u o das a i idades. A e oma des as a i idades, deco en e das condições de
ul ape i e ia es á a se longa, em i ude da limi ação undamen al dos seus me cados.
A localização das egiões ez com que a c ise sani á ia osse di e en e, com ciclos
e empos de du ação di e en es, o que le ou a impac os económicos e sociais de o ma
he e ogénea (Con e ência de P esiden es das Regiões Ul ape i é icas da UE, 2021b).
Con udo, o documen o designado de “S udy on he impac o he COVID-19 pandemic
on he ou e mos egions (OR)” ealizado pela Eu opean Commission (2021), con i ma
que es as egiões i e am impac os em di e sos se o es du an e a pandemia e a é o
momen o da ealização do mesmo.
Como já oi e e ido, as RUPs, an es mesmo da pandemia, já se encon a am com
á ias di iculdades. Em 2019, e a possí el obse a que es as egiões se encon a am
odas com o PIB pe capi a abaixo da média da UE e dos seus Es ados-Memb os. É mais
e iden e a disc epância no caso das RUPs ancesas: enquan o, a F ança inha o PIB pe
capi a de 33.100 eu os, as suas RUPs ap esen a am os seguin es alo es: Guadalupe
com 21.200 eu os, Ma inica com 21.800 eu os, Guiana F ancesa com 15.100 eu os, a
Reunião com 21.000 eu os e Maio e com 10.000 eu os. No caso da Espanha, o PIB pe
capi a e a 28.400 eu os, as suas Ilhas Caná ias con inham um PIB pe capi a de 22.800
eu os. No caso de Po ugal, o PIB pe capi a e a 24.700 eu os, sendo que no caso da
Madei a oi de 23.800 eu os e nos Aço es de 21.900 eu os (ibidem, 2021, pág. 17).
O desemp ego nas RUPs, en e 2015 e 2019, ambém ap esen a a ní eis
supe io es aos dos seus Es ados-Memb os. Ao obse a a população a i a em
desemp ego de longa du ação nas RUP ancesas, é no ó io que a Guiana F ancesa, e e
uma subida ligei a dos 16% pa a os 17%, en e 2015 e 2016, mas em 2019 e o nou pa a
18
os 16%. Em Maio e, de 2015 a 2017, hou e um le e aumen o de 14% pa a 16%, em 2018
deu-se uma edução pa a 12%, po ém, em 2019 aumen ou pa a os 13. Em Guadalupe,
em 2015 con inha uma pe cen agem de 18%, que eduziu pa a 9% em 2019. Na Reunião,
em 2015, es a a em 12%, endo uma ligei a edução ao longo dos anos pa a 9%. O caso
de Ma inica é di e en e, pois es a em ní eis de pe cen agem in e io es ao seu Es ado-
memb o, sendo que a F ança em 2015 con a a com 12 % e em 2019 encon a a-se nos
5%, enquan o, a Ma inica em 2015 es a a em 4%, eduzindo pa a os 3% ao longo dos
anos a é 2019, sendo possí el obse a na igu a 1 (ibidem, 2021).
Rela i amen e às Ilhas Caná ias, hou e um aumen o ao longo do empo em
compa ação com o seu Es ado-memb o. Em 2015, essas ilhas con a am com uma axa
de desemp ego de 20%, endo um aumen o em 2018 a é 30%, no en an o, em 2019
deu-se uma edução pa a os 25%. Já Espanha man e e-se com uma axa de desemp ego
nos 15% ao longo de 2015 a é 2019, com uma pequena edução, como é isí el na igu a
1 (ibidem, 2021).
No caso de Po ugal, os Aço es e a Madei a, en e odas as RUPs, ap esen am uma
edução ao longo do empo. A Madei a inha uma axa de desemp ego de 10% em 2015,
eduzindo pa a os 4% em 2019, enquan o, os Aço es encon a am-se com 8% em 2015
e em 2019 es a am em 4%. Po ugal, po sua ez, inha uma axa de desemp ego de 7%
em 2015, eduzindo pa a 3% em 2019, chegando a ica com o mesmo ní el dos Aço es
em 2017, como é demons ado na Figu a 1 que se segue (ibidem, 2021).
19
Figu a 1: Núme o, em pe cen agem, de desemp egados de longa du ação da população
a i a de 2015 a 2019 nas Regiões Ul ape i é icas (em %).
Fon e: Eu opean Commission, 2021, pág18.
Além disso, a p opo ção da população des as egiões com o mação supe io
ainda es á abaixo da média nacional. Na Figu a 2, é isualizada a população com ensino
supe io , con o me de endido pela Classi icação In e nacional No malizada da Educação
(ISCED), nos ní eis 5 a 8, ap esen ado em pe cen agem. Obse a-se que, na F ança, as
suas egiões con êm ní eis p óximos uns dos ou os: Guadalupe com 24,4%, Ma inica
com 25,5%, Guiana F ancesa com 21,9% e a Reunião com 22,5%. Em Espanha, as Ilhas
Caná ias con êm uma pe cen agem de 32,8% (sendo a única egião ul ape i é ica que
ul apassa o núme o da UE). Em Po ugal, nos Aço es, a pe cen agem é de 13,8% e na
Madei a 21,3% (ibidem, 2021).
Rela i amen e à ques ão da saúde, a si uação da pandemia nas RUPs, a ia en e
as mesmas, po exemplo, enquan o Guadalupe, Maio e, Ma inica e Guiana F ancesa
i e am mais casos de COVID-19 do que a média nacional ancesa, as Ilhas das Caná ias,

20
Reunião, São Ma inho, Aço es e Madei a egis a am uma média mais baixa do que o
seu Es ado-Memb o (ibidem, 2021).
Figu a 2: Pe cen agem da população com ensino supe io nas Regiões Ul ape i é icas
(pela escala de ISCED, %), em 2019.
Fon e: Eu opean Commission, 2021, pág19.
Num pano ama ge al, na p imei a aga da COVID (de ma ço a ab il de 2020), as
RUPs conside a am que es e momen o se ia ápido. No en an o, na segunda, e cei a e
qua a agas os impac os o am mais o es, a depende da egião. O núme o de casos
de COVID-19 nas RUPs, en e junho de 2020, ma ço, junho e agos o de 2021 é a iá el,
ela i amen e as RUP ancesas em junho de 2020 a Guiana F ancesa (1,31%) e Maio ca
(0,93%), sendo que Guadalupe (0,04%), Ma inica (0,07%) e Reunião (0,06%) e São
Ma inho (0,11%), já no mês de agos o de 2021 a Guiana F ancesa (11,93%) e Maio ca
(7,10%), sendo que Guadalupe (11,00%), Ma inica (10,30%) e Reunião (5,68%) e São
Ma inho (8,83%), podendo assim obse a uma ele ação dos casos. As Ilhas Caná ias,
em junho de 2020, inham a pe cen agem de 0,11%, e em agos o de 2021 subiu pa a
4,11%. Rela i amen e às RUP po uguesas, os Aço es em junho de 2020 con inham
0,06% e em agos o de 2021 subiu pa a 3,46%, a Madei a, em junho de 2020, con inham
0,04% e em agos o subiu pa a 4,61% (ibidem, 2021).
21
Des a o ma, a axa de acinação ambém di e iu en e as RUPs. Po um lado, as
RUP ancesas i e am uma axa de acinação in e io em compa ação com a sua
me ópole. Em agos o de 2021, a axa de acinação na F ança es a a em 70%. Nas suas
egiões, a dis ibuição es a a da seguin e o ma: em Guadalupe e Guiana F ancesa com
22%, Ma inica com 26%, Maio e com 27% e Reunião com 49%. Em Espanha, a axa de
acinação e a de 78%, enquan o, nas ilhas Caná ias e a de 76%. Em Po ugal, é
demons ado que i e am uma axa de acinação de 72%. Nos Aço es ambém já se
encon a am acinados 72% da população e na Madei a 71% (ibidem, 2021).
No caso do se o do u ismo, de ido à sua o e dependência nos anspo es
aé eos e ma í imos (c uzei os), es e se o encon a-se como um dos mais a e ados po
es a pandemia. O impac o des a si uação a ia en e as RUPs, dependendo da
impo ância des e se o nas suas economias. Na F ança, o u ismo em um impac o de
7,3% do PIB, enquan o nou as egiões a ia o impac o: em Maio ca o u ismo con ibui
1% do Valo Ac escen ado B u o (VAB). Du an e o pe íodo en e ma ço e maio de 2019,
os se o es da es au ação e do alojamen o so e am uma pe da de 90% na
p odu i idade económica.
Em Guadalupe, es e ep esen a 9,5% do PIB, e no qua o imes e de 2020, o
se o nes a egião so eu uma edução de 49% no a u amen o. Na Guiana F ancesa, o
u ismo comp eende en e 9% a 12% do PIB. Na es au ação e no alojamen o, hou e
uma queda à ol a dos 90,7%. Na Ma inica, o u ismo co esponde a 10% a 12% do PIB,
na p imei a onda so eu um declínio de 80%. Na Reunião, con ibui com 2% do PIB, oi
egis ado uma edução de 39% no a u amen o. Em São Ma inho, embo a ep esen e
14,9% do emp ego o al no se o de alojamen o e na es au ação, es ima i as suge em
que a con ibuição des e se o pa a a economia da egião pode se supe io aos 90%
(ibidem, 2021, pág 27).
Em Espanha, o u ismo ep esen a 12,3% do PIB em 2018, ha endo uma pe da de
69% no PIB “do u ismo” em 2020. Nas Ilhas Caná ias, es e ep esen a 35% do PIB,
ha endo, po an o, uma edução de 70% do núme o de u is as em 2020. Em Po ugal,
em 2019, o u ismo ep esen ou 15,4% do PIB. Nos Aço es, es e se o ep esen a 17,2%
do PIB, sendo possí el obse a uma queda de 75% na enda em 2020. Na Madei a, es e
se o em pa icipação de 26% do PIB, com a queda de 64% na enda dos
es abelecimen os do u ismo (ibidem, 2021).
22
Tan o nas RUP, como nos espe i os Es ados-Memb os, a edução da a i idade
u ís ica oi signi ica i a, mas a maio ia das egiões depende mais des e se o do que os
seus Es ados-Memb os. Consequen emen e, isso ge a um maio impac o nega i o na
economia das RUP, is o que elas são menos desen ol idas do que os seus Es ados-
Memb os (ibidem, 2021). De ido à localização geog á ica das egiões, os se o es de
anspo es aé eos e ma í imos são essenciais pa a suas economias. Po causa da
edução do á ego aé eo, o olume de negócios das companhias aé eas e dos
ae opo os so eu uma diminuição. Em Maio e, po exemplo, o núme o de passagei os
que u iliza am es e ipo de anspo e em 2019 oi de 96.776, mas deu-se uma edução
signi ica i a no segundo imes e de 2020 pa a 7.968 passagei os. Na Guiana F ancesa,
o núme o de passagei os caiu pa a ce ca de 117.000. Nos Aço es, em dezemb o de 2020,
deu-se uma edução de 61,7% no núme o de passagei os desemba cados nos
ae opo os, compa a i amen e ao mesmo mês de 2019. Nas Ilhas Caná ias, o núme o
de oos oi eduzido pa a 51,8% (ibidem, 2021).
Além disso, o anspo e ma í imo ambém so eu um impac o signi ica i o,
embo a es e se o não enha ence ado e enha conseguido p azos de en egas mais
longos. Em algumas RUPs, como a Reunião e os Aço es, o se o conseguiu ecupe a
após julho e agos o de 2020 e no qua o imes e conseguiu a ingi um ní el ele ado
compa a i amen e a 2019. No en an o, na Madei a e nas Ilhas Caná ias, o anspo e de
me cado ias, du an e 2020, diminuiu mensalmen e en e 1% e 20% (ibidem, 2021).
Desde modo, mesmo sem o ence amen o do anspo e ma í imo, os p azos das
en egas i e am que se ala gados. Assim sendo, hou e companhias de na egação que
ajus a am os p azos pa a o abas ecimen o de ce os e i ó ios. Con udo, o p eço dos
anspo es ma í imos subiu, po causa do aumen o do comé cio ele ónico, da
a mazenagem, dos po os conges ionados e da al a de con en o es (ibidem, 2021).
1.3. O impac o da COVID-19 na ul ape i e ia: o caso dos Aço es
A p oblemá ica do p esen e ela ó io de es ágio é comp eende como a
ul ape i e ia di icul ou a ges ão da pandemia COVID-19, na Região Au ónoma dos
Aço es, p incipalmen e nos se o es do u ismo, da saúde e dos anspo es.
A Região Au ónoma dos Aço es é ca ac e izada po no e ilhas, endo disc epâncias
en e as mesmas, po exemplo a ní el populacional, a ilha São Miguel é compos a po
23
137, 220 pessoas, mas o o al da população dos Aço es é de 242 497 pessoas
4
. Pa a além
des a disc epância, é no ó io que de ido à ul ape i e ia o desen ol imen o des as
egiões ica a e ado. Os Aço es êm como p incipal a i idade económica a ag icul u a
(lei e, ca ne bo ina, queijo, inho), o ma e as pescas (de ido à Zona Económica Exclusi a
dos Aço es que êm ap oximadamen e 954 496 km2), o u ismo (sendo um dos se o es
mais impo an es da economia egional), a in es igação, ino ação e ene gia.
5
Em consequência do a as amen o geog á ico e da sua o igem ulcânica es e
a quipélago ap esen a desa ios pa a o desen ol imen o económico e social, pois como
já oi e e ido es e dependen e economicamen e de se o es cha es, como po exemplo
a ag icul u a. No en an o, a ul ape i e ia p ejudica a economia azendo que com es a
egião enha mais cus os, ou seja, com o seu a as amen o, o clima e a não p odução de
ou os se o es, o iginando a não au ossu iciência, ez com que seja necessá io a
expo ação de bens essenciais de Po ugal con inen al. Pa a além disso, de ido ao ac o
da ul ape i e ia se uma des an agem, as pessoas pa a se desloca em pa a o a do
a quipélago necessi am do anspo e aé eo, e a é mesmo pa a se desloca em en e as
ilhas é necessá io an o o anspo e aé eo como o anspo e ma í imo de passagei os
e de ca gas, azendo com que haja mais cus os a ní el de deslocação.
Como esul ado do a as amen o e do pouco desen ol imen o, nos anos oi en a
deu-se uma signi ica i a emig ação, com as pessoas a p ocu a em e melho es
condições de ida. Mas, com o desen ol imen o da ilha de São Miguel e da Ilha da
Te cei a, es e enómeno e minou. Po ém, as ilhas com meno dimensão essen i am-
se com a emig ação.
6
O concei o de desen ol imen o egional ambém é ele an e pa a es e ela ó io.
Embo a exis a uma di iculdade de de ini consensual, ele ab ange a análise dos a o es
económicos e sociais que a e am uma de e minada egião. Quando bem aplicados,
esses a o es podem in luencia a edução ou o aumen o das desigualdades egionais.
Des a o ma, o desen ol imen o egional en ol e p ocessos de ans o mação social,
económica, polí ica e cul u al (Oli ei a, 2019).
4
Pa a mais in o mações pode á consul a nes e link:
h ps://s ea.azo es.go .p /Repo Se e /Pages/Repo Viewe .aspx?%2FDemog a ia%2FEs ima i as+da+Popula%C3%A7%C3%A3o+
M%C3%A9dia& s:Command=Rende Consul ado no dia 10 de Fe e ei o de 2024.
5
Pa a mais in o mações pode á consul a nes e link: h ps://cp- up.com/ egioes-ul ape i e icas/aco es/ Consul ado no dia 10 de
no emb o de 2023.
6
Pa a mais in o mações pode á consul a nes e link: h ps://obse ado .p /especiais/ul ape i e ia- s-au onomia-de-onde-
pa i am-os-aco es-e-a-que-des ino-chega ao/ Consul ado a 11 de e e ei o de 2024.
30
insula idade. Es e se o con ibui pa a eduzi an o dis âncias como ba ei as, sendo
um con ibu o a i o e pe manen e na coesão económica, e i o ial e social des a egião
(Go e no Regional dos Aço es, 2023).
Assim, es e se o melho a as condições de ida da população e aumen a mesmo
a compe i i idade das emp esas, de ido à capacidade de mobilidade an o dos cidadãos
como dos bens, dinamizando assim as ansações económicas (ibidem, 2023). Nes e
a quipélago, os anspo es são ainda mais impo an es, an o a ní el in e no (de ilha
pa a ilha) como a ní el ex e io (do a quipélago pa a ou os países) (Go e no Regional
dos Aço es, 2014).
Um dos impac os da pandemia nes e sec o , oi na diminuição do núme o de oos,
o que le ou à edução do núme o de passagei os. Os Aço es, de ido a sua ul ape i e ia,
o am pa icula men e a e ados po essa edução. O anspo e aé eo oi um dos mais
a e ados, sendo que em no emb o de 2020 o núme o de passagei os inha diminuído
pa a 71%, compa a i amen e com 2019. Em 2020 hou e uma edução de 62% de
passagei os que a e am nos ae opo os aço ianos, compa ado com o ano an e io . Os
núme os do ano de 2021 ainda não inham chegado aos ní eis an e io es à pandemia,
como é possí el obse a na Figu a 7 que se segue (Eu opean Commission, 2022b).
Figu a 7: Núme o de passagei os de companhias aé eas desemba cados nos Aço es,
2019-2021
Fon e: Eu opean Commission, 2022b, pág. 13.

31
O Se iço Regional de Es a ís ica dos Aço es di ulgou os núme os de passagei os
que iaja am en e as ilhas, pa a ou os e i ó ios e in e nacionalmen e nos anos de
2019, 2020 e 2021. Em 2019, hou e um o al de 1.716.923 passagei os emba cados e
1.703.821 passagei os desemba cados. Em con as e, em 2020, esses núme os caí am
conside a elmen e pa a 638.025 passagei os emba cados e 638.590 passagei os
desemba cados, de ido à pandemia de COVID-19 e às es ições de iagem associadas.
No en an o, em 2021, hou e uma ecupe ação signi ica i a, com 1.184.895 passagei os
emba cados e 1.181.896 passagei os desemba cados.
Ou o impac o da pandemia nes e se o oi no anspo e de me cado ias. De ido
à sua ul ape i e ia es e ipo de anspo e é necessá io pa a es a egião, pa a
anspo a bens essenciais, p incipalmen e pa a as ilhas de meno dimensão, que não
em capacidade de ica sem es e du an e mui o empo. Mesmo com a pandemia é
no ó io que e e um aumen o, podendo se jus i icado de ido ao con inamen o das
pessoas, pois mui as começa em a aze as comp as de o ma online, o que ajudou es e
se o .
Os dados do Se iço Regional de Es a ís icas dos Aço es (SREA) (2024), pa a o
pe íodo de 2019-2020, mos am quan as me cado ias o am anspo adas a a és de
a iões e na ios na egião. Assim sendo, em 2019, as me cado ias anspo adas en e
ilhas, po quilog ama, o am na o dem de 2.237.734 me cado ias ca egadas e
2.191.018 me cado ias desca egadas. Já em 2020, o núme o aumen ou ligei amen e,
pois o am emba cadas 2.527.413 me cado ias e desemba cadas 2.467.329 me cado ia.
Pa a oos e i o iais, em 2019, o am emba cadas 2.008.308 me cado ias e
desemba cadas 2.480.865 me cado ias. Em 2020, deu-se ambém um aumen o, endo-
se e i icado 2.243.216 emba ques e 2.113.969 desemba ques de me cado ias (SREA,
2024).
Já em oos in e nacionais, em 2019, o am emba cadas 187.322 me cado ias e
desemba cados 36.649 me cado ias. Em 2020, deu-se uma queda signi ica i a, com
174.778 me cado ias emba cadas e apenas 11.522 desemba cados. Po an o, enquan o
os oos domés icos e e i o iais ap esen a am um aumen o ou uma es abilidade, os
oos in e nacionais o am os mais a e ados, so endo uma edução no núme o de
me cado ias (ibidem, 2024).
32
No anspo e ma í imo, hou e um aumen o no olume de me cado ias
ca egadas, de 2019 pa a 2020, passando de 618.642 oneladas pa a 661.670 oneladas
(Ibidem, 2023). Ademais, o olume de me cado ias desca egadas ambém aumen ou
nesse pe íodo, indo de 1.754.582 oneladas em 2019 pa a 1.764.333 oneladas em 2020
(SREA, 2023).
1.3.3. O impac o da COVID-19 no Se o do Tu ismo
O se o do u ismo em aumen ado nes e a quipélago de ido a es as ilhas se em
um des ino de na u eza. O c escimen o des e se o ez com que se desse um aumen o
signi ica i o no núme o de emp esas de u ismo, que desempenham um papel cada ez
mais impo an e na p omoção e o ganização de a i idades pa a os isi an es (Eu opean
Commission, 2022). Com isso, ez com que es e se o aumen asse a economia da egião.
Com base em dados do SREA (2022), o VAB ge ado pelo u ismo na egião oi
aumen ando, em 2016 a con ibuição oi de 8,6%, aumen ando em 2017 pa a 9,4%, em
2018 pa a 9,7% e em 2019 pa a 10,6%, já no ano de 2020, de ido a pandemia, a
es ima i a é que diminuiu pa a 2,9%.
A COVID-19 a e ou es e sec o , a ní el de en ada de u is as nes a egião, de ido
à edução do núme o de iagens em odo o mundo e ao eceio gene alizado das pessoas
em iaja . Nos Aço es, de aco do com os dados o necidos pelo Se iço Regional de
Es a ís icas dos Aço es (2020), em 2019, o núme o de hóspedes oi de 975.721, po ém
em 2020 deu-se uma edução pa a 292.892 hóspedes. Já em 2021, hou e uma
ecupe ação, com 627.146 hóspedes, endo um aumen o em 2022 pa a 1.031.090
hóspedes, ul apassando os ní eis p é-pandemia (SREA, 2020).
Is o ez com que os Aço es, po causa da ul ape i e ia, ainda ossem mais
a e ados. Num ídeo ealizado pela ádio An ena 1, in i ulado “COVID-19 a e a u ismo
nos Aço es” (2020),
13
é e a ado que de ido à insula idade e à não ealização de iagens
aé eas, sem se pa a anspo e de doen es e me cado ias, le ou com que a egião se
sen isse isolada.
13
Pa a mais in o mações pode á consul a nes e link: h ps://www. p.p /no icias/pais/co id-19-a e a- u ismo-nos-
aco es_a1266872 Consul ado a 25 de e e ei o de 2024.
33
Ou o pon o que es a pandemia a e ou no u ismo dos aço es oi o u ismo de
c uzei o. Dados e i ados de Po os dos Aço es
14
ap esen am que, em 2019, hou e 142
na ios de c uzei o azendo escalas, mas esse núme o caiu d as icamen e pa a 19 em
2020. Hou e um aumen o em 2021, com 97 na ios, embo a ainda abaixo dos núme os
p é-pandemia. Somen e em 2022 o núme o de escalas, inalmen e, ul apassou o de
2019, com um o al de 200.
Esse ipo de u ismo o nou-se c ucial pa a a egião de ido ao aumen o da sua
ele ância económica. Numa no ícia in i ulada “Uma es a égia pa a o u ismo de
c uzei os aplicá el em Po ugal” (T anspo es e Negócios, 2023)
15
, diz-se que os Aço es,
desde o século XX, em apos ando no u ismo de c uzei os. E de aco do com uma no ícia
designada de: “Po os dos Aço es diz que egião já é “des ino po si” no u ismo de
c uzei os” (Aço iano O ien al, 2022)
16
, os Aço es o na am-se um des ino u ís ico de
c uzei os po di ei o p óp io e, embo a is o p omo a o desen ol imen o das ilhas,
ambém a ai clien es que con ibuem pa a o pode de comp a local.
1.4. Sín ese conclusi a
Depois do expos o an e io men e, ica e iden e en ende uma desc ição do
A quipélago dos Aço es, en a izando a sua posição geog á ica e o a o de e alcançado
a sua au onomia polí ica, somen e após o 25 de Ab il de 1974. Os Aço es o am
in eg ados na UE, endo em con a as suas ca ac e ís icas e as suas necessidades
especí icas. Como esul ado, o am c iadas polí icas eu opeias des inadas às RUPs,
incluindo os Aço es. Es as polí icas isam adap a -se às pa icula idades geog á icas,
económicas e sociais das RUP, p omo endo o seu desen ol imen o sus en á el e a sua
in eg ação no me cado único eu opeu.
Desde en ão, o a quipélago em es ado a i amen e en ol ido em ó uns eu opeus
e egionais, como a Con e ência das Regiões Pe i é icas e Ma í imas.
Não obs an e, hou e um ma co impo an e pa a essas egiões que oi, a c iação
do T a ado de Maas ich , onde se econhece as ca ac e ís icas únicas das RUP.
14
Pa a mais in o mações pode á consul a nes e link: h ps://po osdosaco es.p /es a is ica-c uzei os/ Consul ado a 25 de
e e ei o de 2024.
15
Pa a mais in o mações pode á consul a nes e link: h ps://www. anspo esenegocios.p /uma-es a egia-pa a-o- u ismo-de-
c uzei os-aplica el-em-po ugal/ Consul ado a 25 de e e ei o de 2024.
16
Pa a mais in o mações pode á consul a nes e link: h ps://www.aco ianoo ien al.p /no icia/po os-dos-aco es-diz-que- egiao-
ja-e-des ino-po -si-no- u ismo-de-c uzei os-339316 Consul ado a 25 de e e ei o de 2024.
34
Com o apa ecimen o da COVID-19, icou e iden e que á ias egiões o am
a e adas, esul ando em p ejuízos nas suas sociedades e na sua economia. Além de
a e a a á ea da saúde, a pandemia ambém e e consequências signi ica i as nos
aspe os económicos e sociais dessas egiões. Embo a algumas egiões enham lidado
melho com a c ise do que ou as, o nou-se cla o que há uma necessidade u gen e de
uma abo dagem solidá ia pa a en en a esses desa ios.
Nes e âmbi o, o p esen e ela ó io de es ágio abo da de alhadamen e a
p oblemá ica da pandemia COVID-19 na Região Au ónoma dos Aço es, conside ando os
desa ios da sua condição ul ape i é ica. No se o da saúde, com a condição
ul ape i é ica hou e desa ios adicionais de ido à dis ância geog á ica, à dupla
insula idade e à dimensão populacional. Is o di icul ou os cuidados de saúde, le ando a
uma diminuição nas deslocações de pacien es da egião pa a o con inen e.
No se o dos anspo es, o anspo e aé eo desempenha um papel c ucial nes e
a quipélago, po isso du an e a pandemia, a diminuição das iagens ouxe desa ios
signi ica i os pa a a economia e o p og esso des a egião. Apesa disso, hou e um
aumen o no anspo e de me cado ias, de ido ao ac o de as pessoas es a em em
con inamen o, o que o iginou o aumen o das comp as online.
Finalmen e, no se o do u ismo, é isí el uma diminuição no núme o de isi an es
nes as egiões, o que a e ou a economia local. Hou e ainda uma edução no u ismo de
c uzei os, o que ambém a e ou nega i amen e o se o .
35
CAPÍTULO II: ESTADO DA ARTE E CONTRIBUTO PARA A LITERATURA
Es e ela ó io de es ágio analisa as epe cussões da ul ape i e ia do A quipélago
dos Aço es e da pandemia COVID-19 em ês á eas undamen ais: saúde, anspo es e
u ismo. O con ibu o des e abalho pa a a li e a u a é dis in o das abo dagens
ealizadas pa a o es udo da pandemia. Em p imei o luga , nes e abalho é analisado
especi icamen e como a condição de ul ape i e ia do A quipélago dos Aço es acen uou
os impac os da pandemia COVID-19. Sendo ino ado , enquan o a maio ia dos es udos
analisados pos e io men e ocam-se nos e ei os ge ais da pandemia, es e explo a como
as RUPs são p ejudicadas de ido à sua dis ância e isolamen o.
Em segundo luga , es e ela ó io abo da ês se o es c uciais (saúde, anspo es
e u ismo), mos ando como cada um des e oi p ejudicado pela condição geog á ica e
pela pandemia. Enquan o, na li e a u a es es se o es são analisados sepa adamen e e
de uma pe spe i a de pandemia. Es a combinação assim de a o es não oi explo ada na
li e a u a exis en e, o que az com que es e ela ó io de es ágio con enha um con ibu o
único, podendo assim ajuda as RUPs du an e p óximas c ises globais.
Ao examina o que já oi ealizado na li e a u a exis en e é no ó ia a al a de
li e a u a abo dando as RUPs e a pandemia, assim como sob e os se o es da saúde e
dos anspo es na e e ida egião. No en an o, des aca-se uma ex ensa li e a u a
ela i amen e ao impac o da COVID-19 no se o do u ismo na egião.
As RUPs o am impac adas pela pandemia COVID-19, que ag a ou o seu quad o
socioeconómico. No con ibu o de Mazu -Kumi ć (2022), o nam-se e iden es os
impac os des a pandemia nessas egiões da UE, no qual abo da as espos as legisla i as
exp essas pela UE pa a mi iga os e ei os da mesma e p omo e a esiliência des as
egiões. Es e a igo oca-se no es udo ealizado pela Comissão Eu opeia, em 2021, sob e
o impac o des a pandemia nessas egiões, deixando assim de lado as decisões que os
ep esen an es egionais oma am pa a melho a es as egiões à de ido a pandemia.
O con ibu o do au o Bou din e al (2023) des aca a análise sob e como as RUPs
consegui am ul apassa es a pandemia, especialmen e em elação ao go e no local e
como lidou com es a si uação. Analisando as consequências sociais e económicas des a
c ise e as polí icas locais ado adas em espos a, es e es udo con e e uma amos a
limi ada de en e is as, 32 en e is as semies u u adas com au o idades públicas
locais, g upos de cidadãos e a o es se o iais. Es e es udo con ibuiu com e lexões sob e

36
as polí icas públicas, des acando assim a necessidade de implemen a u u as polí icas
mais adap adas às ca ac e ís icas dessas egiões.
O se o do u ismo ambém oi impac ado pela pandemia, pois os Pequenos
Es ados Insula es em Desen ol imen o encon am-se pa icula men e dependen es
des e sec o . De ido à sua agilidade económica e ci cuns âncias, os Aço es azem pa e
des es. No es udo de Beh ad a e al (2022) o obje i o oi u iliza a eo ia designada de
“ heo y o planned beha io ” ou eo ia do compo amen o planeado ( adução), como
a p incipal abo dagem pa a a in es iga as endências e as dinâmicas do u ismo, an o
no deco e da pandemia, como no pós-pandemia. Pa a a ingi os obje i os, os au o es
p opuse am um modelo denominado “Sys em dynamics” pa a a alia a dinâmica
u ís ica na assis ência a um p ocesso de ecupe ação nos Aço es.
Os esul ados do mesmo podem o nece uma melho comp eensão das a i udes
e in enções dos u is as. Es e es udo é ele an e po que analisou os Aço es,
conside ando as suas ca ac e ís icas especí icas, e a aliou as dinâmicas do u ismo
du an e a pandemia, con ibuindo pa a a ealização de es a égias de ecupe ação mais
adequadas nes e se o . Embo a es e es udo seja impo an e, é demons ado pelos
au o es que exis e uma al a de dados ab angen es podendo assim comp ome e a
comp eensão das a i udes dos u is as e mesmo da ealização das es a égias de
ecupe ação do u ismo nos Aço es.
Vá ios es udos já in es iga em o impac o da pandemia COVID-19no se o do
u ismo nos Aço es, sendo analisadas di e sas pe spe i as. Além disso, o am analisadas
as pe spe i as dos esiden es aço ianos, com os au o es Cou o e al (2020) e Cas anho
e al (2021c) que examina em como as p e e ências dos esiden es em elação às suas
é ias in luencia em o desen ol imen o egional sus en á el.
Os dados ob idos ap esen am as in enções dos esiden es aço ianos nas
expe a i as u ís icas, e como pode iam se aumen adas as medidas de segu ança nas
a i idades u ís icas, o nando-se undamen al pa a implemen ação de es a égias
egionais pa a o comba e à pandemia. O con ibu o de Sousa e al. (2022) ambém
analisou a pe ceção dos esiden es de uma egião insula (Aço es) sob e os impac os do
desen ol imen o do u ismo nes a egião. Es e di e e ap esen ando indicações pa a
planea o u ismo no pós-co id, nas RUPs, em especí ico nos Aço es. Es es es udos
37
ap esen am limi ações, como a al a de análise de cada ilha do a quipélago, sendo
necessá ios es udos u u os pa a o nece em uma isão mais de alhada.
Nos Aço es, a sus en abilidade no u ismo é cada ez mais p esen e. No con ibu o
de Cou o e al (2021), é ealizado um es udo no qual se analisa os conhecimen os dos
ges o es de emp esas u ís icas que a uam no a quipélago nes e âmbi o. Fo am
ealizados inqué i os, pa a comp eende as pe ceções dos ges o es e emp esá ios do
u ismo aço iano, ela i amen e às p á icas de sus en abilidade implemen adas pelas
emp esas u ís icas. Is o pe mi iu o mula ecomendações polí icas, an o pa a as
emp esas u ís icas, como pa a as au o idades egionais que se encon am esponsá eis
po es e se o nes a egião. Es e a igo é ele an e no con ex o da pandemia, no qual a
sus en abilidade se o nou um pila undamen al da compe i i idade e sob e i ência
dos des inos u ís icos, como os Aço es.
Numa abo dagem di e en e ealizada pelos au o es Cas anho e al (2021a) às
emp esas u ís icas nos Aço es, é analisada de uma o ma mais especí ica os
emp esá ios indi iduais de alojamen o local, sob e udo na Ilha de São Miguel. Ambos
os es udos con êm uma limi ação empo al, pois no p imei o es udo é mencionado que
es uda o pe íodo de empo de dezemb o de 2022, enquan o no segundo econhece que
se es ende a é 2021, o que az com que não se consiga cap a as mudanças ao longo do
empo.
O u ismo es á cada ez mais di e si icado, con ando com á ios ipos de u ismo,
no qual es e se o consiga p og edi com di e en es modelos de negócios que en am
a ai mais pessoas pa a a egião. Des a o ma, o u ismo c ia i o ajuda á a con ibui
pa a o desen ol imen o egional sus en á el das egiões insula es mais emo as, o qual
impulsiona a economia, a cul u a e ou os aspe os. Sob e isso, o es udo ealizado pelos
au o es Cas anho e al (2023), em ele ância, pois p ocu ou comp eende os p oje os-
pilo o que o am implemen ados nos Aço es, que inham como obje i o conc e iza a
sus en abilidade egional. Es e es udo econhece a necessidade de uma amos a
di e si icada, onde inclua a população e os u is as que pode iam ajuda em di e en es
pe spe i as.
A escolha de acomodação ambém oi modi icada com a pandemia. No con ibu o
de Cas anho e . al (2021b), e ela-se que o selo Clean and Sa e que oi a ibuído pelas
Au o idades de Saúde Po uguesa aos alojamen os locais, oi uma mais alia pa a
38
aumen a a con iança dos u is as em iaja pa a a egião. Já no es udo de Cas anho e .
al (2020), ambém é demons ada a necessidade de os u is as se sen i em segu os.
Po ém, especi ica que é necessá io que os deciso es egionais implemen em uma
espos a mul idisciplina e que só a a és des a é que é possí el diminui o impac o da
COVID-19 a longo p azo, de ido a jun a em á ios campos e soluções. Sendo que es es
dois es udos ambém se encon am limi ados no empo, en e maio e junho de 2020.
39
CAPÍTULO III: METODOLOGIA DE ANÁLISE
3.1. Mé odo: es udo de caso
O mé odo escolhido pa a a elabo ação des e ela ó io de es ágio oi o Es udo de
caso. Segundo Ge ing (2004, p.342), es a escolha possibili a um es udo in ensi o de um
caso isolado des inado a en ende uma ca ego ia mais ab angen e do enómeno. Na
mesma linha de pensamen o, Le y (2008) des aca que um caso e e e-se a um e en o
pa icula , enquan o um es udo de caso en ol e uma análise de alhada de um
enómeno pa icula , enquan o exp essão de uma ca ego ia de enómenos mais
amplos.
Assim, embo a possamos iden i ica di e en es adições epis émicas na
li e a u a (S ake, 1995; Me iam, 2009 e Yin, 2014), o es udo de caso é desc i o como
um mé odo lexí el de uma in es igação quali a i a, mais adequada pa a uma
in es igação mais ab angen e, in eg al e mais ap o undada de uma ques ão complexa.
O es udo de caso é mo i ado pela comp eensão de enómenos complexos,
p incipalmen e de o ma explo a ó ia e explica i a, no qual es e é usado pa a a
comp eensão de ques ões de con ex o eal (Ha ison e al, 2017). No caso em ap eço,
i emos es uda a egião ul ape i é ica dos Aço es, enquan o exp essão de um
enómeno mais ge al que é a condição de egião ul ape i é ica.
3.2. Dados e écnicas de ecolha u ilizados
O ecu so a á ias on es de in o mação é i amen e aconselhado pa a se ob e
uma pesquisa in o ma i a e ab angen e da ques ão do es udo de caso (Ha ison e al,
2017). Des a o ma, se ão u ilizadas on es p imá ias, incluindo documen os o iciais do
Go e no dos Aço es, es a ís icas e on es secundá ias, como a igos cien í icos e
capí ulos de li os. Pa a complemen a es a in o mação, es e es udo eco eu à écnica
da en e is a, pelo que o am ealizadas quinze en e is as semies u u adas (Ma hews
and Ross, 2010) a indi íduos que assumi am ca gos de esponsabilidade na á ea da
saúde, do u ismo e dos anspo es na al u a da pandemia. A lis a das en e is as
pode á se consul ada no Anexo 1.
46
Des a o ma, a SATA passou a concen a -se quase exclusi amen e no anspo e de
me cado ias nesse pe íodo (en e is a 9).
Apesa des as di iculdades o COO da SATA e e e que es a edução dos oos não
se de eu à condição ul ape i é ica dos Aço es. O Técnico supe io da Di eção Regional
dos T anspo es do Go e no dos Aço es (en e is a 8) essal ou ambém que o impac o
nes e se o não se de eu à condição da egião, pois mesmo com a edução do núme o
de oos o anspo e de bens essenciais, a a és do anspo e ma í imo e aé eo, oi
ealizado. Compa a i amen e ao es o do mundo, a Che e do Gabine e de S.E a
Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade e In aes u u as (en e is a 11), indicou
que o impac o nos Aço es oi mais eduzido, com a edução de apenas 63% no á ego
aé eo, enquan o a ní el global a edução oi de 95%. No ano de 2022, já inham sido
ul apassados os alo es p é-pandemia de 2019.
Ou o impac o oi no anspo e de me cado ias, sendo es e essencial pa a o
anspo e de bens essenciais pa a a egião, p incipalmen e pa a as ilhas mais pequenas,
que não êm capacidade de ica em sem es e abas ecimen o du an e á ios dias. Nes e
ipo de anspo e oi no ó io um aumen o no núme o de me cado ias anspo adas
a a és do anspo e ma í imo. No en an o, a pandemia c iou um desequilíb io en e a
o e a e a p ocu a, esul ando num aumen o dos p eços, como mencionados pela Che e
do Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade e In aes u u as
(en e is a 11). Nes e pe íodo, egis ou-se a escassez de con en o es no anspo e
ma í imo in e nacional, causada pelas es ições impos as po á ios países, o que ge ou
um aumen o nos cus os e uma en ega i egula . Nes a egião, es e p oblema oi
ag a ado de ido à ipla condição ul ape i é ica: o a as amen o geog á ico da Eu opa,
o a as amen o geog á ico de Po ugal Con inen al e o a as amen o en e as p óp ias
ilhas- in ensi icando os cus os ope acionais, c iando desa ios pa a a egião de ido a sua
eduzida dimensão e baixo pode negocial (en e is a 11).
No anspo e de me cado ias ma í imo, o maio desa io oi pa a a Po os dos
Aço es, SA, pois os p op ie á ios dos na ios i e am que segui as condições impos as e
des e modo hou e um condicionamen o na disponibilidade dos ecu sos humanos,
como se e e e a Che e do Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade
e In aes u u as (en e is a 11).

47
• Soluções:
Em espos a a es es desa ios impos os pela pandemia, o am implemen adas
á ias medidas pa a minimiza esses impac os.
Uma solução c iada oi a ealização de um oo ci cula , pela SATA, que pe mi iu
en ega bens essenciais em odas as ilhas. No en an o, es a medida inha a
des an agem de não consegui o e ece g ande disponibilidade, sendo o mais u gen e
a se anspo ado de a ião e o es an e de anspo e ma í imo, o que causou alguns
a asos, como se e e e o Di e o de Rede e Recei a da SATA.
Uma das medidas oi a c iação da Ta i a Aço es, um subsídio des inado aos
esiden es da egião, que pe mi iu uma maio mobilidade num pe íodo em que as
es ições já não e am ão se e as (en e is a 11). Es a a i a ajudou a aumen a o
núme o de passagei os, con ibuindo pa a a ecupe ação g adual des e ipo de
anspo e.
Pa a assegu a a con inuidade do anspo e de me cado ias aé eo, o Di e o de
Rede e Recei a da SATA des acou que o Go e no da República, com a au o ização da UE,
concedeu compensações inancei as à SATA, endo em conside ação os cus os
ope acionais ixos da emp esa, que con inua am ele ados apesa da edução d ás ica
das ecei as. Des e modo, a emp esa cump ia o as ob iga ó ias de se iço público,
ga an indo o abas ecimen o das ilhas. Além disso, o Go e no Regional dos Aço es
a ibuiu uma compensação inancei a pelos p ejuízos da suspensão das ligações aé eas
en e a egião e o ex e io (en e is a 11).
No se o ma í imo, a en idade esponsá el pelos po os da egião, Po os dos
Aço es, omou a decisão de isen a as axas impos as à a i idade ma í ima, o que ajudou
a ali ia a p essão sob e as emp esas que ope a am nes a á ea, du an e a pandemia,
ecebendo assim uma ajuda inancei a, como se e e e o Técnico supe io da Di eção
Regional dos T anspo es do Go e no dos Aço es (en e is a 8).
Ou a es a égia oi o diálogo en e as au o idades de saúde e a SATA, o que
pe mi iu que semp e que uma no a es ição osse impos a a emp esa osse in o mada
p e iamen e, pa a pode e empo de implemen a uma solução (en e is a 10). Es a
colabo ação oi essencial pa a uma adap ação mais ápida às mudanças cons an es
du an e a pandemia.
48
Uma das lições ap endidas com a pandemia, pa a o Di e o de Rede e Recei a da
SATA, oi a impo ância de uma companhia aé ea egional, pa a ga an i a deslocação
dos esiden es e o anspo e de bens essenciais nos momen os de c ises. A Che e do
Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade e In aes u u as
(en e is a 11) e o çou a necessidade de se em mode nizadas as o as e os
equipamen os da egião, pa a assegu a a sus en abilidade e a con inuidade dos se iços
de anspo es, de modo a en en a os desa ios u u os.
4.1.3. Tu ismo
Pa a comp eende melho os e ei os nes e se o , o am ealizadas qua o
en e is as com p o issionais da á ea, nomeadamen e a Di e o a dos Se iços de
Tu ismo de Lisboa (en e is a 12), T abalhado a da Po os dos Aço es (en e is a 13),
Che e do Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade e In aes u u as
(en e is a 11) e a Coo denado a da Es u u a de Sus en abilidade do Des ino Tu ís ico
nos Aço es (DMO) (en e is a 14).
• Impac os:
Um dos impac os mais signi ica i os nes e se o oi a edução d ás ica do núme o
de u is as na egião, du an e a pandemia. A Coo denado a na Aço es DMO (en e is a
14) a i ma que a edução do luxo u ís ico oi sen ida de o ma uni e sal em odos os
des inos u ís icos, independen emen e da localização. No en an o, a T abalhado a da
Po o dos Aço es e a Che e do Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo,
Mobilidade e In aes u u as (en e is a 11), des acam que a condição de ul ape i e ia
des a egião con ibuiu pa a uma edução do núme o de u is as, de ido ao espaço
aé eo e ma í imo se encon a em echados e a não exis i on ei as e es es pa a a
en ada dos u is as. Po ou o lado, a condição ul ape i é ica e elou-se uma
an agem, no sen ido de con ola os casos pandémicos, pe mi indo aos Aço es que o
u ismo eab isse mais cedo do que ou os des inos. O a quipélago a ai um u ismo de
na u eza, não massi icado e sus en á el, o que pe mi iu se mais apidamen e
p ocu ado pelos u is as.
49
Ou o impac o no ó io oi no u ismo de c uzei o, que desempenha um papel
essencial pa a a economia da egião especialmen e em pe íodos de sazonalidade baixa.
A Che e do Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade e
In aes u u as (en e is a 11) e o ça que es e ipo de u ismo con ibui pa a a
es abilidade económica o a das épocas al as. Com a pandemia hou e uma edução
d ás ica nas ecei as. A Coo denado a na Aço es DMO des acou a impo ância des e
u ismo pa a a economia dos des inos a quipelágicos e apon a pa a a impo ância de
con inua a in es i em in aes u u as nes a á ea.
• Soluções:
Des e modo o am implemen adas á ias medidas pa a a diminuição dos
impac os, nomeadamen e a p o eção dos emp egos nes e se o . A T abalhado a da
Po os dos Aço es e e iu que oi a ibuído apoio inancei o pa a impedi os
despedimen os em massa. Além disso, a Coo denado a na Aço es DMO (en e is a 14)
salien ou que os emp esá ios u ís icos da egião, i e am que segui as o ien ações da
O ganização Mundial de Saúde (OMS) e adap a as suas in aes u u as às no as
exigências sani á ias. Fo am desen ol idas campanhas de ma ke ing digi al; o am
desen ol idos incen i os pa a aumen a o u ismo in e no, Vi e Aço es; o am c iadas
polí icas de cancelamen o lexí el; implemen ou-se a exis ência de p oc ólogos e c iou-
se um Manual de Boas P a icas COVID-19, com oco nes e se o , endo-se c iado o selo
Clean & Sa e Aço es, de modo a ga an i a con iança dos u is as, como se e e e a Che e
do Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade e In aes u u as.
Uma das medidas implemen adas pa a a ai os na ios de c uzei o oi a
pa icipação dos Aço es nas p incipais ei as de especialidade, como se e e e a
T abalhado a da Po os dos Aço es. A Che e do Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do
Tu ismo, Mobilidade e In aes u u as (en e is a 11) demons a que oi necessá io o
o alecimen o das pa ce ias es a égicas com os ope ado es de c uzei os pa a
p omo e os Aço es, oi necessá io in es i nas in aes u u as po uá ias e c ia planos
es a égicos de a ação des e ipo de u ismo pa a a egião.
O go e no egional desempenhou um papel essencial ao da apoios inancei os
às emp esas u ís icas, ao p omo e campanhas de ma ke ing, ao c ia incen i os iscais
50
pa a mi iga a ca ga iscal ibu á ia sob e o u ismo e ao c ia p o ocolos sani á ios pa a
ga an i a segu ança, an o dos u is as como dos esiden es, como e e e a Che e do
Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade e In aes u u as
(en e is a 11). O go e no ambém c iou um Vouche Des ino Segu o Aço es, como
incen i o inancei o à ealização de es es de as eio da COVID-19 an es de emba ca em
pa a os Aço es, pa a a ealização dos es es, o go e no es abeleceu p o ocolos com
labo a ó ios egionais pa a auxilia na análise dos esul ados, con o me indicado pela
Di e o a dos Se iços de Tu ismo.
Es a pandemia demons ou a esiliência des e se o nos Aço es, como
mencionou a Di e o a dos Se iços de Tu ismo, demons ando que, com ce as medidas,
es e se o oi capaz de adap a -se e supe a os obs áculos. A Coo denado a na Aço es
DMO en a izou que a egião c iou á ias medidas, que azem com que se encon e
p epa ada pa a u u os desa ios. A Che e do Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do
Tu ismo, Mobilidade e In aes u u as (en e is a 11) apon ou pa a a necessidade de
melho a os planos de con ingência, o alece as campanhas de sensibilização, pa a
in o ma a população, pa a que os Aço es es ejam p on os pa a en en a u u as c ises.
4.1.4. Um es a u o especial pa a as egiões ul ape i é icas: uma ques ão p emen e a
conside a
A necessidade de um es a u o especial pa a as RUPs, como os Aço es, em con ex os
pandêmicos, oi uma das ques ões colocadas aos en e is ados, que ge ou di e en es
opiniões.
As En e mei as de con olo de in eção (en e is a 4 e 5) não conside am que al
es a u o se ia bené ico, a gumen ando que a pandemia acon eceu em odo o mundo.
No en an o, os es an es en e is ados conside am que as RUPs de e iam e um
es a u o, como e e e o P esiden e da Comissão de Acompanhamen o da Lu a Con a a
Pandeia (en e is a 3), en a izando que as RUP en en am limi ações na u ais, an o na
á ea da saúde como na economia, o que jus i ica ia es e es a u o especial. A Di e o a
dos Se iços de Tu ismo (en e is a 12) conco da, ac escen ando que as RUP já
51
bene iciam de um es a u o especial na UE, po ém, depois da pandemia, econhece a
necessidade de aumen a o alo dos apoios exis en es.
O Che e de Di isão de Planeamen o e Qualidade em Saúde (en e is a 6)
des acou que em con ex o pandêmico é necessá io acili a o acesso aos ecu sos e
p omo e uma maio lexibilidade na implemen ação de medidas públicas. A Che e do
Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade e In aes u u as
(en e is a 11) e o çou a impo ância desse es a u o de ido ao cus o dos anspo es
na egião, que depende dos meios aé eos e ma í imos.
Po im, o COO da SATA (en e is a 9) e o Di e o de Rede e Recei a da SATA
(en e is a 10) menciona am que já pa icipa am, o e ecendo eedback à UE, a ní el
egula ó io, em i ude da explo ação das o as de ob igações do se iço público.
4.2. Discussão dos dados
A analise dos dados ob idos sob e o impac o da pandemia COVID-19 nos ês
se o es e elou que a condição ul ape i é ica dos Aço es acen uou desa ios já
exis en es, embo a enha pe mi ido, em ce os aspe os, uma mi igação dos impac os
de ido à sua geog a ia. Os con ibu os de Ni es Mazu -Kumi c (2022) e Bou din e al.
(2023), são pa icula men e ele an es. O p imei o discu e as espos as legisla i as da
UE pa a diminui os e ei os da pandemia e p omo e a esiliência, enquan o o segundo
analisa a a uação do go e no local e a manei a como es e en en ou a c ise.
No en an o, não oi possí el encon a li e a u a que abo dasse como a condição
ul ape i é ica oi p ejudicada pela pandemia nos se o es da saúde e dos anspo es.
No se o da saúde nes e a quipélago, que só con ém ês hospi ais, e idenciou as
agilidades exis en es du an e a pandemia. A sob eca ga do sis ema de saúde da egião
ez com que icasse mais e iden e a dependência da egião de Po ugal Con inen al no
o necimen o de medicamen os e equipamen os. Além disso, a ul ape i e ia do
a quipélago ez com que a chegada das acinas se enha o nado um desa io, an o na
logís ica como na dis ibuição das mesmas a odas as ilhas. Pa adoxalmen e, a
localização geog á ica dos Aço es con ibuiu pa a limi a a disseminação da doença,

52
uncionando como uma ba ei a na u al ao a anço do í us, azendo com que hou esse
mais con olo sob e os casos posi i os.
Um dos impac os mais signi ica i os, nes e se o , oi a deslocação dos doen es
pa a o con inen e. Es e impac o de eu-se à c iação de c i é ios igo osos de deslocação,
sendo os doen es ans e idos apenas quando os hospi ais da egião não inham os
ecu sos ou quando o doen e se encon a a numa si uação mui o g a e. Diminuiu a
ans e ência dos doen es pa a o con inen e, pois os p ocessos e am mais len os,
ambém de ido a alguns doen es eco e em aos cuidados de saúde mais a diamen e
com medo de con ai o í us. Ou os impac os nega i os o am o adiamen o de
ci u gias e consul as, a al a de p o issionais de saúde, a sob eca ga dos se iços de
saúde men al, a al a de ma e ial, e i icando-se assim a dependência da egião em
elação ao ex e io .
As soluções pa a es es desa ios incluem po exemplo: a elemedicina,
eleconsul as, a ees u u ação dos hospi ais pa a c ia en e ma ias, a capaci ação de
p o issionais de saúde, a c iação de um comi é de acompanhamen o.
O se o dos anspo es, se e amen e a e ado pela pandemia, é essencial pa a a
economia aço iana. Com a edução do núme o dos oos, com o anspo e aé eo de
passagei os suspenso empo a iamen e, a companhia SATA e e que ealiza o
anspo e aé eo de bens essenciais. A condição ul ape i é ica não é conside ada um
impac o nes e se o , pois o anspo e aé eo e ma í imo ainda se encon a a em
uncionamen o mesmo de manei as di e en es.
O anspo e de me cado ias ambém so eu impac o, no en an o, de uma o ma
di e en e, pois em ez de diminui a quan idade de me cado ias hou e um aumen o. No
en an o, a pandemia ge ou desequilíb ios en e a o e a e a p ocu a, le ando assim ao
aumen o dos cus os e à escassez de con en o es. A ipla condição ul ape i é ica dos
Aço es ez com que esse impac o osse mais ag a ado. Es e anspo e de me cado ias,
an o aé eo como ma í imo, oi essencial pa a o abas ecimen o de odas as ilhas.
Algumas soluções o am impos as, como um oo ci cula de anspo e de bens
en e as ilhas e a c iação da Ta i a Aço es pa a os esiden es. Fo am dadas compensações
inancei as, an o à SATA como à Po os dos Aço es.
53
A si uação e elou ainda a mode nização das in aes u u as dos anspo es e a
impo ância de uma companhia aé ea egional, pa a ga an i o abas ecimen o de bens
essenciais em u u as c ises.
O se o do u ismo, po sua ez, encon a-se mais abalhado pela li e a u a. Os
au o es Beh ad a e al. (2022) explo am como o impac o da pandemia nes e se o oi
subs ancial. Es es explo am como a eo ia do compo amen o planejado ajudou a
en ende as endências e as dinâmicas do u ismo du an e e após a pandemia. No
u ismo um dos impac os mais signi ica i o oi a edução d ás ica do núme o de u is as,
especialmen e de ido ao cancelamen o do anspo e aé eo e ma í imo. No en an o, a
condição ul ape i é ica demons ou uma an agem de ido ao con olo dos casos,
o nando possí el que es e se o eab isse mais cedo do que ou os des inos. O u ismo
de c uzei os ambém oi so eu o impac o da pandemia. Es e é essencial pa a es a egião
po que az es abilidade económica em épocas de baixa p ocu a u ís ica.
Vá ias medidas o am omadas pa a que es e se o não so esse impac os mui os
nega i os, como po exemplo o Clean & Sa e Aço es, a campanha Vi e Aço es, a c iação
do Manual de Boas P á icas COVID-19, que p opo cionou o mação a emp esá ios da
á ea. No u ismo de c uzei os oi necessá io pa icipa em ei as de especialidade, c ia
pa ce ias es a égicas e in es i em in aes u u as po uá ias. O go e no ajudou es e
se o com apoios inancei os, ez campanhas de ma ke ing, en e ou as, pa a que es e
se o não osse mui o a e ado. O es udo de Cas anho e al. (2021b), essal a como o selo
“Clean & Sa e” aumen ou a con iança dos u is as na egião.
Além dos mencionados nas en e is as, a li e a u a apon a pa a di e sos es udos
sob e as pe spe i as dos esiden es aço ianos (Cou o e al., 2020; Cas anho e al., 2021c)
e como es es esiden es analisam os impac os do desen ol imen o do u ismo na egião
(Sousa e al., 2022). Também o am explo ados os conhecimen os dos ges o es de
emp esas u ís icas (Cou o e al., 2021) e as emp esas de u ismo nos Aço es (Cas anho
e al., 2021a). Também oi analisado um es udo com oco na sus en abilidade egional
(Cas anho e al., 2023). Po im, ou o es udo de Cas anho e al. (2020) des aca a
necessidade dos u is as de se sen i em segu os ao isi a a egião.
54
Po im, a c iação de um es a u o especial em si uação de con ex os pandémicos
pa a as RUP ge ou opiniões di e sas, mas a maio ia de endeu a necessidade des e
es a u o, com o a gumen o de que as ca ac e ís icas geog á icas e a dependência dos
anspo es ma í imos e aé eos jus i icam uma abo dagem mais lexí el, al como o
aumen o dos apoios inancei os em si uações de u u as c ises.
4.3. Sín ese conclusi a
Face ao expos o, é no ó io que os di e sos se o es so e am impac os o iginados
pela pandemia COVID-19.
No se o da saúde, a condição ul ape i é ica inicialmen e pa ecia um a o
de e minan e pa a a edução signi ica i a da ans e ência dos pacien es pa a Po ugal
Con inen al. Po ém, os en e is ados demons a am que a p incipal azão pa a es a
edução oi a aplicação de di e sos c i é ios de inidos pelos hospi ais, p io izando só os
casos mais u gen es. A pandemia e e implicações nes e p ocesso, em p imei o luga
dado o apa ecimen o a dio dos doen es nos cuidados de saúde, em segundo luga
po que e a necessá io sabe se os hospi ais o a da egião inham disponibilidade, em
e cei o luga as condições de anspo e e, po úl imo, o isco de con ágio do doen e.
Des e modo, o am implemen adas as eleconsul as e a elemedecina pa a supe a essas
di iculdades.
No se o dos anspo es, um dos impac os mais e iden es oi no anspo e
aé eo, com a diminuição dos oos, sem ecei a a en a e o cus o ixo dos mesmos. Foi
necessá ia uma al e ação, passando a ha e anspo e de me cado ias pa a abas ece
as es an es ilhas, em ez do anspo e de passagei os. Nos anspo es ma í imos,
hou e um aumen o no núme o de me cado ias, po causa da dependência nas ilhas que
não êm ou o ipo de anspo e pa a o abas ecimen o. Nes e se o , oi conside ado que
a condição ul ape i é ica ag a ou a pandemia, pelos ele ados cus os logís icos e pela
dis ância do con inen e, embo a enha sido possí el obse a a esiliência das ope ações
locais.
55
No se o do u ismo, pa a os en e is ados, a condição de ul ape i e ia na
pandemia ouxe an o impac o nega i o, com a edução dos oos e dos na ios de
c uzei o, ge ando uma queda no núme o de u ismo, como um impac o posi i o, pois
de ido à condição geog á ica hou e uma ecupe ação mais ápida, azendo com que os
u is as quisessem des inos mais na u ais e menos massi icados. Fo am c iadas medidas,
como o selo “Clean & Sa e Aço es”, pa a ajuda na ecupe ação des e se o .
Des a o ma, a análise demons a que es a condição de ul ape i e ia in ensi icou
di e sos desa ios na pandemia, mas ambém ouxe an agens es a égicas pa a es as
egiões. Na opinião dos en e is ados, ela i amen e a um es a u o especí ico pa a as
RUP, em cená ios de con ex os pandêmicos, a maio ia de ende que de e ia c ia -se esse
es a u o pa a que se ga an isse uma espos a.
62
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1 de no emb o de 2023
67
ANEXOS
Anexo 1: Lis a de En e is ados
En e is a 1: P esiden e do Conselho Económico e Social dos Aço es (CESA), 10 de
janei o de 2024 no Conselho Economico e Social dos Aço es.
En e is a 2: P esiden e da Comissão Especializada Tempo á ia de Acompanhamen o ao
PRR Aço es, 10 de janei o de 2024 no Conselho Economico e Social dos Aço es.
> Sec o da Saúde:
En e is a 3: P esiden e da Comissão de Acompanhamen o da Lu a Con a a Pandemia
nos Aço es, 11 de junho de 2024, oi ealizada online.
En e is a 4: En e mei a de con olo de in eção, 18 de junho de 2024 no Hospi al Di ino
Espi i o San o.
En e is a 5: En e mei a de con olo de in eção, 18 de junho de 2024 no Hospi al Di ino
Espí i o San o.
En e is a 6: Che e de Di isão de Planeamen o e Qualidade em Saúde da Di eção
Regional da Saúde do Go e no dos Aço es, 25 de junho de 2024, oi ealizada online.
> Sec o dos T anspo es:
En e is a 7: Di e o Regional da Mobilidade do Go e no dos Aço es, 8 de janei o de
2024, Di eção Regional da Mobilidade.
En e is a 8: Técnico supe io da Di eção Regional dos T anspo es do Go e no dos
Aço es, 6 de junho de 2024 na Di eção Regional da Mobilidade.
En e is a 9: COO da SATA, 26 de junho de 2024, oi ealizada online.
En e is a 10: Di e o de Rede e Recei a da SATA, 26 de junho de 2024, oi ealizada
online
En e is a 11: Che e do Gabine e de S.E a Sec e á ia Regional do Tu ismo, Mobilidade e
In aes u u as, 9 de julho de 2024, oi ealizada online.
> Sec o do Tu ismo:
En e is a 12: Di e o a dos Se iços de Tu ismo de Lisboa, 4 de junho de 2024, oi
ealizada online.
En e is a 13: T abalhado a do Depa amen o de qualidade, ambien e, segu ança e
saúde no abalho, da Po os dos Aço es, 14 de junho de 2024, oi ealizada online.
En e is a 14: Coo denado a na Aço es DMO, 17 de julho de 2024, oi ealizada online.

68
Anexo 2: Guião das En e is as
En e is a 1 e 2:
1) Como a alia os impac os ge ais da pandemia na economia?
2) Como a alia os impac os ge ais da pandemia no se o social?
3) Du an e a pandemia, obse ou-se que se o es como o u ismo, a saúde e os
anspo es o am a e ados. De que o ma es es se o es a e a am a egião
económica e socialmen e?
4) Exis i am inicia i as especí icas de colabo ação en e esses se o es pa a
p omo e a ecupe ação económica e social?
5) Como abo da a ques ão da sus en abilidade econômica e social na egião,
conside ando os impac os p olongados da pandemia?
6) Exis em es a égias especí icas pa a p omo e a esiliência desses se o es a longo
p azo?
7) Como em sido a colabo ação en e os se o es público e p i ado pa a impulsiona
a ecupe ação econômica e social na egião?
8) Que in es imen os o am di ecionados pa a apoia a ecupe ação dos se o es de
u ismo, saúde e anspo es?
9) Conside ando a dependência his ó ica do a quipélago ace ao u ismo, exis em
planos pa a desen ol e al e na i as econômicas e di e si ica a base econômica
da egião
10) Qual é a isão do di e o em elação às pe spe i as de ecupe ação econômica e
social da egião dos Aço es, conside ando os ês se o es mencionados?
En e is a 3:
1. Acha que a pandemia a e ou o sec o da saúde nos Aço es em i ude da sua
condição ul ape i é ica? Se sim, de que modo?
2. Acha que a pandemia COVID-19 ag a ou os impac os da ul ape i e ia no se o
da saúde? Se sim, acha que esse ag a amen o oi: modes o, g a e ou mui o
g a e.
3. Quais o am os p incipais desa ios en en ados na ges ão da pandemia de ido à
dis ância geog á ica e à dupla insula idade dos Aço es?
4. Como a pandemia a e ou a mobilidade dos pacien es aço ianos que p ecisa am
de a amen o especializado em Po ugal con inen al, le ando em con a a
si uação geog á ica dis an e do a quipélago?
5. De que manei a a pandemia in luenciou os ecu sos disponí eis pa a o
a amen o de pacien es locais nos hospi ais das ilhas?
6. Quais o am os p incipais desa ios logís icos en en ados ao anspo a
pacien es pa a o con inen e pa a a amen os especializados du an e a
pandemia?
7. Aos pacien es aço ianos que não i e am a hipó ese de i pa a Po ugal
con inen al, du an e a pandemia e de ido à ul ape i e ia, quais o am as
medidas aplicadas pa a que os mesmos não icassem p ejudicados?
69
8. De que modo, o se o da saúde lidou com os impac os da pandemia, endo em
con a a ul ape i e ia, ou seja, a si uação ul ape i é ica do a quipélago oi um
desa io?
9. Como o Comi é de Acompanhamen o con a a Lu a do Co id-19 conseguiu
ajuda , endo em conside ação a ul ape i e ia e a dis âncias en e as ilhas?
10. Que soluções o go e no ap esen ou pa a esse p oblema?
11. O que acha que pode ia se melho ado nes e momen o pa a e ei os de
p e enção de si uações idên icas?
12. Quais as lições que e i a da ges ão da pandemia no sec o da saúde?
13. Ac edi a que as egiões ul ape i é icas de e iam e um es a u o especial na
União Eu opeia que pe mi isse esponde às especi icidades da sua condição
ul ape i é ica em con ex os pandémicos?
En e is a 4 e 5:
1. Acha que a pandemia a e ou o se o da saúde nos Aço es em i ude da sua
condição ul ape i é ica? Se sim, de que modo?
2. Acha que a pandemia COVID-19 ag a ou os impac os da ul ape i e ia no se o
da saúde? Se sim, acha que esse ag a amen o oi: modes o, g a e ou mui o
g a e?
3. Quais o am os c i é ios ado ados pa a a mobilidade dos pacien es aço ianos que
p ecisa am de a amen o especializado em Po ugal con inen al du an e a
pandemia, le ando em conside ação a si uação ul ape i é icas do a quipélago?
4. Quais o am as medidas ado adas pa a ga an i que os pacien es aço ianos que
não pudessem iaja pa a Po ugal con inen al du an e a pandemia, de ido à sua
condição ul ape i é ica, não ossem p ejudicados?
5. Como é que a edução do núme o de anspo es de pacien es deslocados a e ou
o acesso aos cuidados de saúde especializados du an e a pandemia?
6. De que manei a a pandemia in luenciou os ecu sos disponí eis pa a o
a amen o de pacien es locais nos hospi ais das ilhas?
7. De que modo o se o da saúde lidou com os impac os da pandemia, endo em
con a a ul ape i e ia, ou seja, a condição ul ape i é ica do a quipélago oi um
desa io?
8. Que soluções o go e no ap esen ou pa a es e p oblema?
9. O que acha que pode ia se melho ado nes e momen o pa a e ei os de
p e enção de si uações idên icas?
10. Quais as lições que e i a da ges ão da pandemia no se o da saúde?
11. Ac edi a que as egiões ul ape i é icas de e iam e um es a u o especial na
União Eu opeia que pe mi isse esponde às especi icidades da sua condição
ul ape i é ica em con ex o pandémicos?
En e is a 6:
1. Acha que a pandemia a e ou o sec o da saúde nos Aço es em i ude da sua
condição ul ape i é ica? Se sim, de que modo?
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2. Acha que a pandemia COVID-19 ag a ou os impac os da ul ape i e ia no se o
da saúde? Se sim, acha que esse ag a amen o oi: modes o, g a e ou mui o
g a e.
3. Quais o am os c i é ios ado ados pa a a mobilidade dos pacien es aço ianos que
p ecisa am de a amen o especializado em Po ugal con inen al du an e a
pandemia, le ando em conside ação a si uação ul ape i é ica do a quipélago?
4. Quais o am as medidas ado adas pa a ga an i que os pacien es aço ianos que
não pude am iaja pa a Po ugal con inen al du an e a pandemia, de ido à sua
condição de ul ape i e ia, não ossem p ejudicados?
5. Como é que a edução do núme o de anspo es de pacien es deslocados a e ou
o acesso aos cuidados de saúde especializados du an e a pandemia?
6. Quais o am os p incipais desa ios logís icos en en ados ao anspo a
pacien es pa a o con inen e pa a a amen os especializados du an e a
pandemia?
7. De que manei a a pandemia in luenciou os ecu sos disponí eis pa a o
a amen o de pacien es locais nos hospi ais das ilhas?
8. De que modo, o se o da saúde lidou com os impac os da pandemia, endo em
con a a ul ape i e ia, ou seja, a condição ul ape i é ica do a quipélago oi um
desa io?
9. Que soluções o go e no ap esen ou pa a esse p oblema?
10. O que acha que pode ia se melho ado nes e momen o pa a e ei os de
p e enção de si uações idên icas?
11. Quais as lições que e i a da ges ão da pandemia no sec o da saúde?
12. Ac edi a que as egiões ul ape i é icas de e iam e um es a u o especial na
União Eu opeia que pe mi isse esponde às especi icidades da sua condição
ul ape i é ica em con ex os pandémicos?
En e is a 7:
1) Conside a que o se o dos anspo es oi um dos se o es mais a e ados pela
pandemia COVID-19?
2) Como é que a edução adical do núme o de iagens impac ou di e amen e o
se o dos anspo es na Região Au ónoma dos Aço es?
3) Quais o am os p incipais desa ios en en ados pelas companhias aé eas du an e
o pe íodo em que mui os países cancela am as suas ligações aos Aço es?
4) Como é que as medidas de con enção elacionadas à pandemia, como a
elabo ação de es es de diagnós ico de SARS-CoV-2 ou o Ce i icado Digi al COVID
UE, con ibuí am pa a a diminuição de passagei os, an o locais quan o
es angei os, e como isso a e ou o se o de anspo es?
5) Exis em es a égias especí icas que o am implemen adas pa a lida com o medo
elacionado à pandemia e incen i a o aumen o do núme o de passagei os?
6) Como a queda da ecei a das companhias aé eas e das emp esas de anspo e
ma í imo a e ou inancei amen e o se o de anspo es nos Aço es?
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7) Em que medida as emp esas de anspo e necessi a am de apoio inancei o e
de que manei a es e oi o necido?
8) Quais são as es a égias em andamen o pa a a ecupe ação do se o de
anspo es após a edução signi ica i a do núme o de iagens?
9) Exis em inicia i as conjun as en e as emp esas e o go e no local pa a o alece
o se o de mobilidade nos Aço es?
10) Como o se o de mobilidade nos Aço es es á se p epa ado pa a en en a
possí eis desa ios u u os elacionados à pandemia ou a ou as c ises?
11) Quais são as lições ap endidas com a expe iência ecen e e como essas lições
es ão sendo aplicadas pa a o alece a esiliência do se o ?
En e is a 8:
1. Acha que a pandemia a e ou o se o dos anspo es nos Aço es em i ude da
sua condição ul ape i é ica? Se sim, de que modo?
2. Acha que a pandemia COVID-19 ag a ou os impac os da ul ape i e ia no se o
dos anspo es? Se sim, acha que esse ag a amen o oi: modes o, g a e ou
mui o g a e.
3. Como o am abo dados os desa ios inancei os pa a assegu a a acessibilidade
económica dos se iços de anspo e pa a os habi an es das ilhas mais emo as
dos Aço es, conside ando a sua dis ância geog á ica e a necessidade c ucial de
anspo e pa a o o necimen o de bens essenciais?
4. Quais o am as p incipais es a égias inancei as ado adas pa a ga an i a
sus en abilidade do se o du an e a c ise da COVID-19, conside ando a
dependência económica dos anspo es nos Aço es?
5. Hou e algum impac o inancei o signi ica i o ao man e os se iços de
anspo e de me cado ias abe os du an e a pandemia? Se sim, es e impac o oi
ag a ado de ido à condição ul ape i é ica dos Aço es e à dis ância en e as
ou as ilhas do a quipélago?
6. Quais o am os maio es desa ios na ges ão do anspo e de me cado ias du an e
a pandemia, conside ando a necessidade de ga an i o abas ecimen o das ilhas
mais emo as?
7. De que modo, a diminuição do núme o de oos a e ou a ligação dos Aço es com
o es o do mundo? E quais o am as medidas ado adas pa a diminui esse
impac o?
8. Que soluções o go e no ap esen ou pa a esse p oblema?
9. O que acha que pode ia se melho ado nes e momen o pa a e ei os de
p e enção de si uações idên icas?
10. Quais as lições que e i a da ges ão da pandemia no sec o dos anspo es?
11. Ac edi a que as egiões ul ape i é icas de e iam e um es a u o especial na
União Eu opeia que pe mi isse esponde às especi icidades da sua condição
ul ape i é ica em con ex os pandémicos?