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Trabalho didático com fontes históricas e geográficas em Estudo do Meio e História Geografia de Portugal

Author: Lopes, Tânia Isabel Faria
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/8a461124-6b4c-4154-b75c-cf2d8137625a/download
Tânia Isabel Fa ia Lopes
T abalho didá ico com on es his ó icas e
geog á icas em Es udo do Meio e His ó ia
Geog a ia de Po ugal
Tânia Isabel Fa ia Lopes
julho de 2025
UMinho | 2025 T abalho didá ico com on es his ó icas e geog á icas em
Es udo do Meio e His ó ia Geog a ia de Po ugal
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
julho de 2025
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Po uguês
e His ó ia e Geog a ia de Po ugal no 2.º Ciclo do Ensino Básico
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a C is iana Ma inha Maia Oli ei a
da Fonseca Cos a
Tânia Isabel Fa ia Lopes
T abalho didá ico com on es his ó icas e
geog á icas em Es udo do Meio e His ó ia
Geog a ia de Po ugal
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Ao meu PAI, que semp e me olhou com os olhos a b ilha . Se um dia i e ilhos, espe o que
sin am po mim o o gulho que nós sen íamos um pelo ou o. O eu so iso e a a ua imagem de ma ca,
la go, au ên ico, de o elha a o elha. Que con inues com ele aí em cima. Es e ela ó io é odo eu.
À minha MÃE, mulhe de uma o ça inabalá el e ga a imensa. És o meu exemplo maio .
Ob igada po me mos a es, odos os dias, que mesmo nas maio es ad e sidades, é com amo e
bondade que se ence. És o meu po o segu o. A ua p esença dá-me co agem.
Ao mano, Ra a, e à minha cunhada, Ju, ob igada po es a em semp e p esen es e po me e em
dado o sol dos meus dias: o meu sob inho Ra ael.
Às minhas ias, Noémia e Pa ícia, que an as ezes o am o meu pila . Ob igada po me
ampa a em quando achei que não consegui ia. São duas mães pa a mim. Que o- os pa a semp e na
minha ida.
Aos ios Alexand e e Paulo, e aos p imos Bá ba a, Claúdia, F ancisca, Gab iel, Hélde , Inês,
Joana, Rica do e Ta iana. Ob igada po se em a melho amília que podia e . São luz no meu caminho.
À minha mad inha, And eia, que me dá o melho ab aço, que me en ia amo odos os dias e
que nunca se esquece de mim. Tenho um amo in ini o po i. Ob igada po an o.
À minha Lula, a minha pa cei a de es ágio, que i e a so e de e ao meu lado. Fos e uma
companhei a incansá el, com quem pa ilhei dú idas, ideias, isos e momen os menos bons. Ob igada
po me ou i es, apoia es e po me ansmi i es a calma que an as ezes me al ou. Le o- e no co ação.
Às minhas es imadas amigas, Ca a ina, Diana, Ma isa, Ma a B., Ma a F. e Te esa que me
segu a am a mão e es ão p esen es em odos os momen os da minha ida. Já não i o sem ós.
Às minhas amigas da uni e sidade Ana, And eia, Ca a ina, Ca ina, Flá ia, Inês, Ma ga ida, Ma ia
e Ma iana, que o am e são mui o impo an es na minha jo nada académica e de ida.
À Joana e à Babi, amigas exempla es. Ob igada po me da em o ça e ânimo pa a segui .
Aos Senho es P o esso es coope an es, Ana, An ónio e Conceição, ob igada po me acolhe em
com ca inho e p o issionalismo. Fize am-me sen i uma e dadei a p o esso a.
À P o esso a Dou o a C is iana, minha o ien ado a, e à P o esso a Dou o a Í is, coo denado a
do mes ado, ob igada po se em p o issionais de excelência com uma essência genuinamen e humana.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
T abalho didá ico com on es his ó icas e geog á icas em Es udo do Meio e His ó ia
Geog a ia de Po ugal
RESUMO
O p esen e ela ó io oi elabo ado no âmbi o da Unidade Cu icula de P á ica de Ensino Supe isionada
do Mes ado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Po uguês e His ó ia e Geog a ia de Po ugal
no 2.º Ciclo do Ensino Básico da Uni e sidade do Minho. O abalho desen ol ido desc e e, analisa e
e le e sob e o P oje o de In e enção Pedagógica implemen ado em dois con ex os dis in os: uma u ma
do 4.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico e uma u ma do 6.º ano do 2.º Ciclo do Ensino Básico. A
in e enção e e como oco o desen ol imen o de compe ências de ecolha e a amen o de in o mação,
a a és do abalho didá ico com on es his ó icas e geog á icas, abo dadas de o ma mul imodal e
in e disciplina , nas disciplinas de Es udo do Meio e His ó ia e Geog a ia de Po ugal. O p oje o oi
sus en ado numa me odologia de In es igação-Ação, p omo endo uma p á ica e lexi a, ajus ada às
necessidades dos alunos e anco ada nos documen os cu icula es o ien ado es. Os esul ados ob idos
e idenciam p og essos signi ica i os na capacidade dos alunos pa a in e p e a di e en es ipos de
on es, o ganiza e elaciona a in o mação, sin e iza con eúdos e comunica ideias com cla eza.
Ve i icou-se, ainda, um aumen o da pa icipação, da au onomia e da e lexão c í ica dos alunos e um
maio espí i o colabo a i o no abalho em g upo. Conclui-se que, eco endo a on es di e si icadas, ao
abalho sis emá ico de análise e in e p e ação, à abo dagem in e disciplina e à u ilização de
me odologias a i as cen adas no aluno, é possí el p omo e o desen ol imen o de compe ências de
ecolha e a amen o de in o mação nos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico.
Pala as-cha e: Recolha e T a amen o de In o mação; Fon es His ó icas e Geog á icas; Es udo do
Meio; His ó ia e Geog a ia de Po ugal; In es igação-Ação.
i
Didac ic Wo k wi h His o ical and Geog aphical Sou ces in En i onmen al S udies and
His o y and Geog aphy o Po ugal
ABSTRACT
This epo was de eloped wi hin he scope o he Supe ised Teaching P ac ice cou se uni o he
Mas e 's Deg ee in Teaching o he 1s Cycle o Basic Educa ion and Po uguese and His o y and
Geog aphy o Po ugal in he 2nd Cycle o Basic Educa ion a he Uni e si y o Minho. The wo k ca ied
ou desc ibes, analyses and e lec s on he Pedagogical In e en ion P ojec implemen ed in wo di e en
educa ional se ings: a 4 h-g ade class om he 1s Cycle o Basic Educa ion and a 6 h-g ade class om
he 2nd Cycle o Basic Educa ion. The in e en ion ocused on he de elopmen o in o ma ion collec ion
and p ocessing skills h ough didac ic wo k wi h his o ical and geog aphical sou ces, app oached in a
mul imodal and in e disciplina y way wi hin he subjec s o En i onmen al S udies and His o y and
Geog aphy o Po ugal. The p ojec was based on an Ac ion Resea ch me hodology, p omo ing a e lec i e
eaching p ac ice, ailo ed o he s uden s' needs and ancho ed in cu icula guiding documen s. The
esul s ob ained show signi ican p og ess in s uden s’ abili y o in e p e di e en ypes o sou ces,
o ganise and ela e in o ma ion, syn hesise con en and communica e ideas clea ly. Fu he mo e, he e
was an inc ease in s uden s' pa icipa ion, au onomy and c i ical e lec ion, as well as a s onge
collabo a i e spi i in g oup wo k. I is concluded ha , h ough he use o di e se sou ces, sys ema ic
analysis and in e p e a ion, in e disciplina y app oaches and ac i e, s uden -cen ed me hodologies, i is
possible o os e he de elopmen o in o ma ion collec ion and p ocessing skills in he 1s and 2nd
Cycles o Basic Educa ion.
Keywo ds: In o ma ion Collec ion and P ocessing; His o ical and Geog aphical Sou ces;
En i onmen al S udies; His o y and Geog aphy o Po ugal; Ac ion Resea ch.
ii
ÍNDICE
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ................... ii
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................................ iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE .................................................................................................... i
RESUMO .........................................................................................................................................
ABSTRACT ..................................................................................................................................... i
ÍNDICE DE TABELAS ..................................................................................................................... xii
ÍNDICE DE FIGURAS..................................................................................................................... xiii
SIGLAS E ACRÓNIMOS ................................................................................................................. xi
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 1
CAPÍTULO I: CONTEXTO DE INTERVENÇÃO E DE INVESTIGAÇÃO .................................... 3
1.1. CARACTERIZAÇÃO DO MEIO ................................................................................................... 3
1.2. CARACTERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO E RESPECTIVO PROJETO EDUCATIVO ........................ 4
1.3. CARACTERIZAÇÃO DO CONTEXTO EDUCATIVO – 1.º CEB ....................................................... 5
1.3.1. O es abelecimen o de ensino ............................................................................................ 5
1.3.2. A u ma ............................................................................................................................ 6
1.4. CARACTERIZAÇÃO DO CONTEXTO EDUCATIVO – 2.º CEB ....................................................... 7
1.4.1. O es abelecimen o de ensino ............................................................................................ 7
1.4.2. A u ma ............................................................................................................................ 8
1.5. PROBLEMA QUE SUSCITOU A INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ................................................... 9
CAPÍTULO II: ENQUADRAMENTO TEÓRICO .................................................................... 11
2.1. LEITURA E COMPREENSÃO: BASE PARA O TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO ......................... 11
2.1.1. Lei u a como cons ução a i a de sen ido ....................................................................... 11
2.1.2. Comp eensão da lei u a e sucesso académico ................................................................ 12
2.1.3. Di iculdades de comp eensão da lei u a no con ex o po uguês ....................................... 14
2.2. DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS DE RECOLHA E TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO .. 15
xi
SIGLAS E ACRÓNIMOS
ABAE – Associação Bandei a Azul da Eu opa
AE – Ap endizagens Essenciais
AEC – A i idades de En iquecimen o Cu icula
CEB – Ciclo do Ensino Básico
DGE – Di eção-Ge al da Educação
EM – Es udo do Meio
HGP – His ó ia e Geog a ia de Po ugal
I-A – In es igação-Ação
OCDE – O ganização pa a a Coope ação e Desen ol imen o Económico
OECD – O ganisa ion o Economic Co-ope a ion and De elopmen
PASEO – Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia
PE – P oje o Educa i o
PES – P á ica de Ensino Supe isionada
PIP – P oje o de In e enção Pedagógica
PISA – P og ama In e nacional de A aliação de Alunos

1
INTRODUÇÃO
O p esen e ela ó io su ge no âmbi o da Unidade Cu icula de P á ica de Ensino Supe isionada
[PES], inse ida no Mes ado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Po uguês e His ó ia e Geog a ia
de Po ugal do 2.º Ciclo do Ensino Básico, minis ado pelo Ins i u o de Educação da Uni e sidade do
Minho. Es e documen o em como obje i o ap esen a , analisa e e le i sob e o P oje o de In e enção
Pedagógica [PIP] desen ol ido em dois con ex os educa i os: uma u ma do 4.º ano do 1.º Ciclo do Ensino
Básico e uma u ma do 6.º ano do 2.º Ciclo do Ensino Básico [CEB], du an e o ano le i o de 2024/2025.
A p á ica pedagógica e e como oco cen al o desen ol imen o de compe ências de ecolha e
a amen o de in o mação, a a és do abalho didá ico com di e en es on es, em Es udo do Meio [EM]
no 1.º CEB e em His ó ia e Geog a ia de Po ugal [HGP] no 2.º CEB. O p oje o p ocu ou, assim, con ibui
pa a o desen ol imen o da au onomia, do pensamen o c í ico, da capacidade de in e p e ação e, em
alguns casos, de sín ese esc i a po pa e dos alunos.
Tendo como base uma me odologia de In es igação-Ação, a in e enção pedagógica oi planeada e
implemen ada com base na e lexão sis emá ica sob e a p á ica, pe mi indo uma pe manen e adap ação
das es a égias às necessidades dos alunos e um p ocesso de au o e lexão sob e o meu c escimen o
p o issional. Es a abo dagem po enciou a ligação en e a eo ia e a p á ica, p omo endo o conhecimen o
p o issional docen e e a melho ia do p ocesso de ensino-ap endizagem.
A escolha do ema pa iu da obse ação de di iculdades eco en es po pa e dos alunos na lei u a,
análise e in e p e ação de di e en es on es de in o mação, e i icadas logo nas p imei as semanas de
obse ação pa icipan e no 1.º CEB e, pos e io men e, no 2.º CEB. Es a cons a ação e idenciou a
impo ância de c ia si uações de ap endizagem in encionalmen e o ien adas pa a a aquisição dessas
compe ências a a és de me odologias a i as, di e si icadas e in e disciplina es.
Es e ela ó io encon a-se es u u ado em seis capí ulos, aos quais se seguem as e e ências
bibliog a ias consul adas e os apêndices que complemen am e ilus am os con eúdos a ados ao longo
do documen o.
O Capí ulo I ap esen a a ca ac e ização dos con ex os de in e enção e in es igação nos quais se
desen ol eu o PIP. Assim, desc e em-se os dois con ex os educa i os, e idenciando as especi icidades
ins i ucionais, o ganizacionais, sociais e pedagógicas de cada u ma, assim como as condições ma e iais
e humanas en ol idas. Es e capí ulo con empla ainda a iden i icação da p oblemá ica que es e e na
2
o igem do p oje o, undamen ada nas obse ações iniciais, nos documen os o ien ado es da p á ica e nos
desa ios encon ados no decu so da PES.
O Capí ulo II cons i ui o enquad amen o eó ico do p oje o, no qual se abo dam os concei os-cha e
que sus en am a in e enção pedagógica ealizada. São analisados os con ibu os da li e a u a cien í ica
no que diz espei o à lei u a e comp eensão e ao desen ol imen o de compe ências de ecolha e
a amen o de in o mação, especi icando a impo ância do abalho com on es his ó icas e geog á icas
nos 1.º e 2.º CEB. Pa a além disso, explo a-se o papel das me odologias a i as, da me acognição e da
in e disciplina idade na p omoção de ap endizagens signi ica i as e no desen ol imen o do pensamen o
c í ico, da au onomia e da capacidade de sín ese dos alunos.
O Capí ulo III é dedicado à me odologia de in es igação e de in e enção, sendo ap esen ado o
pa adigma da In es igação-Ação que o ien ou odo o pe cu so ealizado. Desc e em-se os obje i os e a
ques ão da in es igação, o plano de in e enção pedagógica, os p ocedimen os e ins umen os de ecolha
e os p ocedimen os de análise de dados u ilizados nos dois con ex os. Es e capí ulo e idencia o
comp omisso com uma p á ica e lexi a e sus en ada, que p ocu a esponde às necessidades dos alunos
a a és de uma cons an e adap ação me odológica e pedagógica.
O Capí ulo IV con empla a plani icação, desc ição e implemen ação do PIP, em ambos os con ex os
educa i os. São de alhadas as a i idades desen ol idas com os alunos do 4.º e do 6.º ano, incluindo os
obje i os, os ecu sos u ilizados, as es a égias didá icas ado adas e as a iculações in e disciplina es
p omo idas. Es e capí ulo e idencia ambém as opções me odológicas omadas e os ajus es ei os em
unção das espos as dos alunos e das e lexões deco en es da p á ica.
O Capí ulo V co esponde à análise e discussão dos dados ecolhidos du an e a in e enção
pedagógica. Nes a secção, são in e p e ados os esul ados obse ados em cada uma das u mas, à luz
dos obje i os de inidos e do e e encial eó ico an e io men e explo ado. A análise cen a-se no impac o
das a i idades desen ol idas no desen ol imen o das compe ências de ecolha e a amen o de
in o mação, bem como nas e idências de p og essos ao ní el da in e p e ação de on es, da au onomia e
da capacidade de e lexão dos alunos.
Po im, o Capí ulo VI ap esen a as conclusões inais do ela ó io, e le indo sob e os p incipais
con ibu os do p oje o pa a o p ocesso de ensino-ap endizagem, bem como pa a o c escimen o
p o issional da es agiá ia. São discu idas as po encialidades e limi ações do abalho desen ol ido e
apon adas algumas ecomendações pa a u u as in e enções nes a á ea.
3
CAPÍTULO I: CONTEXTO DE INTERVENÇÃO E DE INVESTIGAÇÃO
Es e capí ulo enquad a o con ex o no qual se desen ol eu a PES, desc e endo as ca ac e ís icas do
meio en ol en e das escolas, do ag upamen o e espe i o P oje o Educa i o, das ins i uições e das u mas
onde deco eu a in e enção. Ap esen a ainda a p oblemá ica educa i a que es e e na o igem do p oje o.
O obje i o é con ex ualiza a ealidade educa i a obse ada, des acando os a o es que jus i ica am a
necessidade de p omo e o desen ol imen o de compe ências de ecolha e a amen o de in o mação.
1.1. CARACTERIZAÇÃO DO MEIO
A PES oi desen ol ida no concelho de Guima ães, si uado no dis i o de B aga e inse ido na sub-
egião do Vale do A e (NUT III). Com ce ca de 160.000 habi an es dis ibuídos po 69 eguesias, é um
concelho densamen e po oado e ca ac e izado po uma população jo em (Enquad amen o Geog á ico -
Município de Guima ães, 2024, p. 2).
A economia local é o emen e indus ializada, com p edominância do se o secundá io, seguido
pelo e ciá io. A mão de ob a é maio i a iamen e jo em e eminina, embo a com ní eis de quali icação
endencialmen e baixos (Enquad amen o Geog á ico - Município de Guima ães, 2024, p. 3).
Do pon o de is a cul u al, Guima ães dis ingue-se pelo in es imen o em equipamen os e p oje os
cul u ais, como o Cen o Cul u al Vila Flo , a Casa da Memó ia e o Cen o In e nacional das A es José de
Guima ães, con ibuindo pa a a cons ução de uma iden idade local o emen e ligada à cul u a e à
cidadania (Cul u a de Guima ães - Município de Guima ães, 2024, p. 4). Além disso, a cidade dispõe de
uma ede de anspo es e icaz, que inclui au oca os, comboios e ciclo ias, acili ando a mobilidade dos
alunos e da comunidade escola (Mobilidade e T anspo es - Município de Guima ães, 2024, p. 2).
No que se e e e à educação, o município apos a no p oje o “Guima ães Cidade de Educação”, que
p ocu a en ol e oda a comunidade na p omoção de uma ap endizagem a i a, sus en á el e c í ica. A
alo ização do ensino o mal e não o mal, aliada ao econhecimen o de Guima ães como cidade e de e
p omo o a do conhecimen o, e le e um comp omisso com a o mação in eg al dos cidadãos (P oje o
Educa i o do Ag upamen o, 2022, p. 12). Con udo, a maio ia da população em apenas o ensino básico
como g au académico mais ele ado, e e i ica-se que as mulhe es são mais ep esen adas an o en e
aqueles sem escola idade como en e os que concluí am o ensino supe io (Educação-Município – Censos,
2024, p. 5).
4
1.2. CARACTERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO E RESPECTIVO PROJETO EDUCATIVO
O Ag upamen o de Escolas no qual es ão inse idas as ins i uições de ensino onde oi implemen ado
o meu PIP é compos o po qua o escolas que ab angem o ensino P é-Escola , o 1.º, o 2.º e 3.º Ciclos e
o Ensino Secundá io. Es e ag upamen o in eg a uma comunidade educa i a compos a po alunos,
p o esso es e pessoal não docen e, que colabo am na ges ão e desen ol imen o da ação pedagógica
(P oje o Educa i o do Ag upamen o, 2022, p. 7). Pa alelamen e, bene icia da in e ação com di e sas
associações e es u u as de apoio, como a Associação de Es udan es, as Associações de Enca egados
de Educação, o Cen o Quali ica e o Cen o de Fo mação, além de pa ce ias com ins i uições como a
Câma a Municipal de Guima ães, o Hospi al Senho a da Oli ei a e a Uni e sidade do Minho (pp. 9–10).
Segundo o documen o o ien ado do ag upamen o, cuja e são em igo — ap o ada em Conselho
Ge al a 14 de ma ço de 2022 — me oi acul ada pela di e o a do ag upamen o no co en e ano le i o, a
missão cen a-se no sucesso educa i o dos alunos, p omo endo um ensino de qualidade que os p epa e
pa a a ida a i a e cí ica (p. 20). Es a missão conc e iza-se po ia de p incípios como a alo ização da
ino ação pedagógica e a aplicação de me odologias e ecnologias que po enciem ap endizagens
signi ica i as (p. 16), assim como o desen ol imen o de p á icas inclusi as, adap adas às di e sas
necessidades dos alunos (p. 15). A o ganização assume ainda o comp omisso com a equidade, ga an indo
condições pa a a igualdade de opo unidades e de esul ados, e e o ça a au onomia p o issional dos seus
docen es ao ní el pedagógico e cien í ico (p. 21).
Além disso, p omo e uma cul u a escola cen ada na o mação in eg al dos alunos, incen i ando
hábi os de ida saudá eis, solidá ios e esponsá eis, e es imulando a pa icipação cí ica e o espei o pela
di e sidade num espí i o democ á ico (pp. 13, 17). A elação en e escola e comunidade é igualmen e
alo izada, sendo enco ajada uma pe spe i a de ap endizagem con ínua ao longo da ida, com pa icula
exp essão a a és das dinâmicas do Cen o Quali ica (p. 25).
De aco do com o P oje o Educa i o [PE], os obje i os o ma i os encon am-se alinhados com a Lei
de Bases do Sis ema Educa i o (Lei n.º 46/86, de 14 de ou ub o) e com o Pe il dos Alunos à Saída da
Escola idade Ob iga ó ia [PASEO]. Es u u am-se em dois g andes eixos: Educação pa a o Conhecimen o
e Educação pa a a Cidadania. No p imei o, des aca-se a melho ia da qualidade das ap endizagens e a
u ilização de p á icas de a aliação coe en es e o ma i as (pp. 17–18); no segundo, sublinha-se a
p omoção de um ambien e escola baseado na libe dade, no espei o mú uo e na alo ização da dignidade
humana, com is a ao desen ol imen o da au onomia e da esponsabilidade dos alunos (p. 19).
5
Rela i amen e à o e a educa i a, o ag upamen o disponibiliza espos as desde a Educação P é-
Escola a é ao Ensino Secundá io, com cu sos Cien í ico-Humanís icos (qua o), P o issionais (cinco),
p og amas de Educação de Adul os (qua o), e ensino a iculado nas á eas de música, ea o e dança (pp.
24–25). No con ex o do 1.º e 2.º CEB, onde se inse e o p esen e p oje o, a o ganização alo iza o 1.º CEB
como base es u u an e da o mação in eg al dos cidadãos, e o 2.º CEB como e apa de ap o undamen o
dos sabe es e ansição pa a ní eis de maio complexidade (p. 24).
Quan o à dimensão quan i a i a, o ag upamen o con a com um o al de 2429 alunos: 75 no P é-
Escola , 304 no 1.º CEB, 486 no 2.º e 3.º CEB, e 1426 no Ensino Secundá io. A equipa pedagógica é
compos a po 212 p o esso es, dos quais 96 assumem unções de di eção de u ma, 8 são di e o es de
cu so e 12 desempenham o papel de p o esso es coope an es. Complemen a men e, in eg am o co po
uncional 72 assis en es ope acionais, cuja ação é indispensá el ao no mal uncionamen o do quo idiano
escola (dados cons an es no PE de 2022). A ní el o ganizacional, des aca-se o comp omisso com a
melho ia con ínua, ope acionalizado a a és da adoção do modelo CAF (Common Assessmen
F amewo k), um ins umen o de au oa aliação que pe mi e iden i ica á eas de desen ol imen o e
p omo e uma cul u a de qualidade e de pa icipação a i a da comunidade educa i a (P oje o Educa i o
do Ag upamen o, 2022, pp. 22–23).
1.3. CARACTERIZAÇÃO DO CONTEXTO EDUCATIVO – 1.º CEB
1.3.1. O es abelecimen o de ensino
Segundo a p o esso a i ula da u ma onde se ealizou o es ágio, a escola dispõe de uma es u u a
que se e an o o ensino P é-Escola como o 1.º CEB. No P é-Escola , exis em ês u mas, enquan o no
1.º CEB há dez u mas, dis ibuídas da seguin e o ma: ês u mas no 1.º ano, ês no 2.º ano, duas no
3.º ano e duas no 4.º ano.
Pa a acomoda os alunos, a escola con a com quinze salas de aula, pa ilhadas pelos di e en es
ní eis de ensino. Pa a além das salas, o espaço escola in eg a uma can ina, uma cozinha, uma biblio eca,
um salão poli alen e e um campo polidespo i o ex e io . O ho á io le i o deco e das 9h às 12h30 e das
14h às 16h, sendo que as A i idades de En iquecimen o Cu icula [AEC] oco em das 16h30 às 17h30
(P oje o Educa i o do Ag upamen o, 2022).
A á ea de ec eio ap esen a um amplo espaço ao a li e e uma zona cobe a de meno es
dimensões. Os alunos êm acesso a um campo de u ebol com el a sin é ica e a á ios equipamen os de
ec eio, como baloiços e esco egas. A escola possui ainda uma ho a e uma pequena es u a, p omo endo

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o con ac o com a na u eza e incen i ando o desen ol imen o de compe ências p á icas ligadas à
sus en abilidade e à ag icul u a. Nes e âmbi o, impo a e e i que o es abelecimen o in eg a o p oje o Eco-
Escolas desde 1996, endo sido gala doado inin e up amen e de 2017 a é à da a, o que e idencia o
comp omisso con ínuo com a educação ambien al e com a o mação de cidadãos ecologicamen e
conscien es. Es es elemen os demons am o empenho do es abelecimen o de ensino em p opo ciona um
ambien e educa i o que alo iza an o o ensino o mal em sala de aula como o desen ol imen o in eg al
dos alunos, a a és de a i idades ec ea i as e do con ac o com a na u eza.
1.3.2. A u ma
A u ma do 4.º ano onde ealizei o es ágio no 1.º CEB e a compos a po 24 alunos, com uma di isão
equilib ada de 11 meninas e 13 meninos, com idades comp eendidas en e os 9 e 10 anos. Es es alunos
i e am a mesma p o esso a desde o 1.º ano. Em e mos de na u alidade, a u ma e a cul u almen e
di e sa, incluindo um aluno na u al do B asil, um aluno na u al da Tu quia, uma aluna na u al do Reino
Unido, uma aluna na u al de Moçambique e in e alunos na u ais de Po ugal. Todos ala am po uguês
luen emen e.
A u ma ap esen a a, de o ma ge al, um desempenho posi i o, com um bom ní el de
ap o ei amen o e in e esse pelas di e en es á eas do sabe . Os alunos pa icipa am a i amen e nas
a i idades le i as, demons ando cu iosidade, mo i ação e empenho nas a e as p opos as. No en an o,
obse a am-se di e en es necessidades educa i as, o que jus i ica a a adoção de medidas de supo e à
ap endizagem e à inclusão, em con o midade com o Dec e o-Lei n.º 54/2018. Dois alunos bene icia am
de apoio educa i o no âmbi o das medidas uni e sais, de ido a di iculdades pe sis en es nas disciplinas
de Po uguês e Ma emá ica. Pa alelamen e, ou os dois alunos encon a am-se ab angidos po medidas
sele i as: um no domínio da ges ão do compo amen o e ou o em i ude de di iculdades de na u eza
emocional. Impo a ainda e e i que, a é ao momen o, não se egis a am e enções escola es na u ma.
A sala de aula, embo a de dimensão eduzida, ap esen a a-se uncional e acolhedo a. T ês amplas
janelas p opo ciona am uma en ada gene osa de luz na u al, complemen ada po uma iluminação
a i icial e icaz. O espaço e a equipado com mesas e cadei as em bom es ado de conse ação, ês
quad os de giz, um quad o de ma cado es, um p oje o , um compu ado , dois a má ios des inados ao
a mazenamen o de ma e ial e a qui os, assim como qua o quad os de co iça u ilizados pa a a ixação de
abalhos e in o mação. Con udo, a ausência de um quad o in e a i o limi a a o acesso a de e minados
ecu sos ecnológicos. O sis ema de aquecimen o, a a és de adiado es, assegu a a o con o o é mico
nos meses mais ios.
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A disposição das sec e á ias em o ma de “U” e a uma ca ac e ís ica signi ica i a da o ganização
do espaço. Segundo a p o esso a i ula , es a con igu ação e le e o seu es ilo de ensino, uma ez que lhe
pe mi e isualiza odos os alunos em simul âneo, cap a melho a sua a enção e desloca -se acilmen e
a é cada um deles. A ends (2008, p. 296) de ende que a disposição em U a o ece o diálogo e a discussão
en e os alunos, na medida em que pe mi e que se ejam uns aos ou os, p omo endo a pa ilha de ideias,
a exposição de aciocínios e a opo unidade pa a o p o esso in e i e co igi e en uais e os concep uais.
Complemen a men e, Teixei a e Reis (2012, p. 175) e e em que es a o ganização do espaço p opo ciona
maio libe dade de mo imen o ao docen e, melho acesso ao quad o e uma ap oximação pedagógica mais
e icaz aos alunos, es abelecendo uma dis ância emocional adequada, o que con ibui pa a um clima de
sala posi i o e espei ado .
Po im, é impo an e e e i que a u ma es a a in eg ada em p oje os ex acu icula es p omo idos
pelo ag upamen o como, po exemplo, o p oje o “Dez minu os a le ”, que isa a omen a o gos o pela
lei u a a a és da p á ica diá ia, con ibuindo pa a a consolidação de hábi os lei o es e pa a o
desen ol imen o da compe ência lei o a.
1.4. CARACTERIZAÇÃO DO CONTEXTO EDUCATIVO – 2.º CEB
1.4.1. O es abelecimen o de ensino
O es abelecimen o de ensino onde oi desen ol ida a p esen e in es igação, no âmbi o do 2.º CEB,
in eg a igualmen e o 3.º CEB, acolhendo alunos do 5.º ao 9.º ano de escola idade. A escola es á ins alada
num edi ício de plan a simé ica, com dois pisos, sendo compos a po 20 salas de aula, labo a ó ios,
biblio eca, can ina, pa ilhão gimnodespo i o e campo de jogos ex e io . Além disso, dispõe de uma ampla
á ea ex e io equipada com mesas, cadei as e alguns ja dins, p opo cionando um espaço ag adá el pa a
momen os de con í io, es udo ao a li e ou ealização de a i idades pedagógicas em con ex o não o mal
(P oje o Educa i o do Ag upamen o, 2022, p. 7).
No domínio da Educação Ambien al, a escola pa icipa, desde o ano le i o de 1996/1997, no
p og ama Eco-Escolas, p omo ido pela Associação Bandei a Azul da Eu opa [ABAE]. Es a pa icipação em
sido egula e consis en e, sendo a escola gala doada anualmen e, incluindo no ano le i o de 2023/2024.
Es a con inuidade e idencia o comp omisso da ins i uição com a cons ução de uma consciência ecológica
e cí ica en e os alunos. Es a abo dagem es á em consonância com os p incípios o ien ado es do P oje o
Educa i o, que econhece o plane a Te a como "casa comum", de endendo uma ecologia in eg al e uma
ação educa i a sus en ada na u gência ambien al global (P oje o Educa i o do Ag upamen o, 2022, p.
13).
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Ainda no plano dos p oje os es u u an es, a escola desen ol e ações no âmbi o da P omoção e
Educação pa a a Saúde, di igidas à p omoção do bem-es a ísico, social e emocional dos alunos. En e
as medidas des acam-se a p á ica de a i idade ísica adap ada e o desen ol imen o de inicia i as de apoio
à amília. Es as p á icas a iculam-se com os obje i os de inidos no P oje o Educa i o, nomeadamen e no
domínio da Educação pa a a Cidadania, onde se sublinha a impo ância da saúde ísica e men al, da
cons ução da au onomia e do desen ol imen o de alo es como a a e nidade e a esponsabilidade social
(P oje o Educa i o do Ag upamen o, 2022, p. 19).
1.4.2. A u ma
A u ma onde apliquei o PIP e a do 6.º ano de escola idade do 2.º CEB, sendo cons i uída po 24
alunos, dos quais 16 e am do géne o masculino e 8 do géne o eminino. T a a a-se de um g upo
cla amen e he e ogéneo, an o ao ní el do compo amen o como da composição sociocul u al, in eg ando
oi o alunos na u ais de países es angei os: cinco alunos na u ais do B asil, dois alunos na u ais de
Moçambique e um aluno na u al da Tu quia. Todos os alunos e ela am domínio luen e da língua
po uguesa, o que pe mi iu um acompanhamen o e icaz das a i idades le i as e do PIP. De salien a que
nenhum dos alunos possuía egis o de e enções escola es.
As aulas deco e am, maio i a iamen e, na mesma sala, que es a a equipada com 16 sec e á ias,
um pequeno a má io, qua o janelas, um placa d de co iça onde e am expos os os abalhos ealizados
pelos alunos, um p oje o , um quad o de p oje a , um quad o de ma cado e um aquecedo . T a a a-se
de um espaço uncional, embo a limi ado em e mos de iluminação, o que exigia, po ezes, maio ecu so
à luz a i icial.
Do pon o de is a compo amen al, a u ma ap esen a a desa ios signi ica i os. O g upo e a, em
ge al, agi ado e ebelde, com compo amen os equen emen e desajus ados às no mas de con i ência
em sala de aula. No início do es ágio, e a comum obse a a emissão de sons pe u bado es, in e upções
cons an es nas in e enções do p o esso e des espei o pelas eg as es abelecidas. Es a si uação exigiu
um abalho con inuado de ges ão compo amen al ao longo do es ágio pedagógico, p omo endo a c iação
de o inas, o e o ço posi i o e a implemen ação de es a égias de au o egulação. Apesa do
compo amen o desa ian e, a u ma des aca a-se pela pon ualidade e demons a a, de modo ge al, um
bom ní el de ap o ei amen o, e elado pelas classi icações ob idas nas a aliações esc i as.
Impo a ainda e e i que dois alunos da u ma bene icia am de medidas de supo e à
ap endizagem e à inclusão, no âmbi o do Dec e o-Lei n.º 54/2018. Es es alunos ap esen a am
di iculdades de ap endizagem especí icas, sendo apoiados po medidas uni e sais e sele i as, que
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incluíam adap ações cu icula es não signi ica i as, apoio psicopedagógico egula e pa icipação em
a i idades de e o ço educa i o em con ex o de clubes disciplina es. A in e enção docen e ca ac e iza a-
-se po es a égias di e en es, como o acompanhamen o indi idual, an ecipação e e o ço de con eúdos,
simpli icação de a e as, u ilização de ins umen os di e si icados de a aliação, e colabo ação es ei a com
a docen e de Educação Especial. Es as medidas isa am p omo e a equidade, o sucesso académico e a
inclusão e e i a des es alunos no g upo- u ma pa a assegu a a pa icipação plena dos mesmos nas
a i idades escola es.
1.5. PROBLEMA QUE SUSCITOU A INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
A p opos a de in e enção pedagógica delineada nes e p oje o eme giu da cons a ação de
di iculdades pe sis en es nos domínios da lei u a, análise, in e p e ação, comp eensão e a amen o de
in o mação po pa e dos alunos. Es as lacunas o na am-se e iden es an o no con ex o da obse ação
pa icipan e no 1.º e 2.º CEB, como ao longo da expe iência p o issional que enho indo a desen ol e ,
nos úl imos qua o anos, enquan o explicado a e auxilia de apoio ao es udo com c ianças e jo ens en e
os 6 e os 15 anos.
Nos di e en es con ex os educa i os com que con ac ei, obse ei uma endência eco en e, os
alunos e elam di iculdades signi ica i as na lei u a, in e p e ação e comp eensão de ex os, enunciados
de exe cícios e ou as on es de in o mação, o que se e le e nega i amen e na sua au onomia e no
desempenho académico no ge al. Es a limi ação es ende-se à capacidade de sin e iza ideias, o ganiza o
pensamen o e p oduzi espos as esc i as coe en es e undamen adas.
Es as obse ações são co obo adas pelos dados do Rela ó io do P og ama In e nacional de
A aliação de Alunos [PISA]. O ela ó io PISA, desen ol ido pela O ganisa ion o Economic Co-ope a ion
and De elopmen [OECD], é uma a aliação in e nacional ealizada a cada ês anos, que analisa o
desempenho de alunos de 15 anos nas á eas da Lei u a, Ma emá ica e Ciências. Mais do que es a
conhecimen os, o PISA a alia a capacidade dos alunos pa a aplica o que ap ende am a si uações do
quo idiano, p omo endo o pensamen o c í ico, a esolução de p oblemas e a in e p e ação de di e en es
ipos de in o mação. Pa icipam nes e es udo dezenas de países, incluindo Po ugal, com amos as
ep esen a i as de es udan es. Os esul ados não se em apenas pa a compa a sis emas educa i os,
mas ambém pa a apoia a c iação de polí icas educa i as mais e icazes, equi a i as e alinhadas com os
desa ios do século XXI. O PISA o nou-se, assim, uma e e ência no deba e in e nacional sob e a qualidade
e a equidade na educação (OECD, n.d).
16
sua p odução e cons ução, com especial impo ância na au onomia e na pa icipação a i a do aluno no
seu p ocesso de ap endizagem.
Assim, nos dias de hoje, num mundo globalizado e ma cado pela apidez da ci culação da
in o mação, o na-se undamen al p epa a os alunos pa a de o ma sábia lida em com a g ande
quan idade de in o mação a que es ão expos os dia iamen e e acilmen e. Nes e sen ido, a capacidade de
ecolhe e a a in o mação é uma das compe ências mais aliosas no con ex o educa i o a ual, sendo
inega elmen e essencial pa a a cons ução do conhecimen o, desen ol imen o da au onomia e o mação
de cidadãos in o mados, c í icos e a i os. G aça
e al.
(2020) a i mam que “é undamen al que os alunos
ap endam a in e p e a , analisa e seleciona a in o mação” (p. 596).
De aco do com a DGE (2017), no PASEO, es e que é um documen o o ien ado que ambiciona
apoia a o ganização e ges ão do cu ículo dos alunos e ambém a de inição de es a égias, me odologias
e p á icas pedagógicas a aplica nas aulas, deno a a p eocupação pa a que os jo ens, ao e mina em a
escola idade ob iga ó ia, sejam cidadãos “munidos de múl iplas li e acias que lhe pe mi am analisa e
ques iona c i icamen e a ealidade, a alia e seleciona a in o mação, o mula hipó eses e oma decisões
undamen adas no seu dia a dia” (p. 15).
En e as á eas de compe ências p e is as pa a se em desen ol idas ao longo da escola idade
ob iga ó ia, o PASEO des aca, na á ea de compe ências Linguagens e Tex os, que os alunos de em
adqui i a capacidade de “domina capacidades nuclea es de comp eensão e de exp essão nas
modalidades o al, esc i a, isual e mul imodal” (DGE, 2017, p. 21) e, na á ea de compe ências In o mação
e Comunicação, e e e que os es udan es de em “u iliza e domina ins umen os di e si icados pa a
pesquisa , desc e e , a alia , alida e mobiliza in o mação, de o ma c í ica e au ónoma, e i icando
di e en es on es documen ais e a sua c edibilidade; e ans o ma a in o mação em conhecimen o” (DGE,
2017, p. 22).
Na ó ica do PASEO (DGE, 2017), o desen ol imen o de compe ências de ecolha e a amen o de
in o mação cons i ui um papel essencial na o mação dos alunos, sendo e e ido que es es de em
“ eco e à in o mação disponí el em on es documen ais […]” e que de em “a alia e alida a in o mação
ecolhida, c uzando di e en es on es, pa a es a a sua c edibilidade” (p. 22). Es a o ien ação demons a
a impo ância de p opo ciona aos alunos expe iências educa i as nas quais os en ol am a i amen e,
a a és de pesquisa, análise c í ica e o ganização de dados p o enien es de di e en es on es,
ans o mando essa in o mação em conhecimen o. A alo ização de aspe os como a au onomia, a seleção

17
de on es de o ma c i e iosa e o uso pedagógico das ecnologias, e o ça a necessidade de c iação de
p á icas in e disciplina es que es imulem o pensamen o c í ico e a li e acia.
2.2.2. Dimensões ope acionais da compe ência de ecolha e a amen o de in o mação
Tendo po base a in o mação an e io , as compe ências de ecolha e a amen o de in o mação são
en endidas de o ma mul idimensional, con emplando um conjun o de capacidades que os alunos de em
desen ol e p og essi amen e ao longo do seu pe cu so escola . A ope acionalização des a compe ência
implica não apenas o acesso à in o mação, mas ambém a sua análise c í ica, eo ganização e sín ese,
de o ma au ónoma e undamen ada.
Assim, com base no PASEO (DGE, 2017), iden i icam-se como dimensões undamen ais des a
compe ência as seguin es:
• Localização e seleção de in o mação: capacidade de iden i ica , localiza e ex ai dados ele an es
em on es esc i as, isuais, sono as ou mul imodais (p.15 e 22);
• Comp eensão e in e p e ação c í ica: análise do con eúdo das on es, in e indo signi icados,
compa ando pon os de is a e econhecendo in enções ou pe spe i as implíci as (p.15, 21 e 24);
• Validação e c edibilidade da in o mação: e i icação da o igem, iabilidade e coe ência da
in o mação, a a és da compa ação en e di e en es on es (p. 22);
• Reo ganização e sín ese: capacidade de sin e iza e ees u u a a in o mação ecolhida,
ans o mando-a em conhecimen o no o e signi ica i o, po exemplo, sob a o ma de esquemas,
esumos ou ex os (p. 21-22);
• Mobilização da in o mação em con ex os di e sos: aplicação da in o mação ecolhida na esolução
de p oblemas, cons ução de a gumen os ou omada de decisões undamen adas (p. 22-24).
Es as dimensões não se desen ol em de o ma isolada, mas em a iculação com ou as
compe ências ans e sais, como a li e acia da lei u a, o pensamen o c í ico e a me acognição. A sua
p omoção de e oco e em con ex os didá icos que es imulem a au onomia, a cu iosidade e a pa icipação
a i a dos alunos, como é o caso do abalho com on es documen ais, isuais e ca og á icas nas
disciplinas de EM e de HGP, abo dado no pon o seguin e.
2.2.3. O abalho com on es como es a égia pa a o desen ol imen o des as compe ências
Tendo sido ap esen adas as p incipais dimensões ope acionais associadas à ecolha e a amen o
de in o mação, impo a ago a e idencia es a égias pedagógicas que p omo am o desen ol imen o
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e e i o dessas compe ências. En e elas, des aca-se o abalho com on es como um ecu so undamen al
na cons ução do conhecimen o.
2.2.3.1. Fon es como ecu so pa a a cons ução do conhecimen o his ó ico e geog á ico
No que ao ensino da His ó ia diz espei o, as on es desempenham um papel essencial, já que se
a am de e e enciais que pe mi em aos alunos acede a in o mações sob e di e en es acon ecimen os,
com consequências posi i as pa a a cons ução de um conhecimen o mais p o undo e undamen ado.
Segundo San os e Pe ei a (2023), as on es são pila es de apoio aos quais se de e eco e pa a
desen ol e pesquisas his ó icas ou pa a complemen a o es udo de de e minados ac os, aca e ando
um en iquecimen o do p ocesso de ap endizagem e p omo endo a au onomia in es iga i a dos alunos.
Pa a Ragazzini (2001), a on e não se a a apenas de um es ígio do passado, mas sim de uma cons ução
in e p e a i a ei a no p esen e. Ao in e p e á-la, deixa de es a apenas no passado e o na-se pa e de uma
ope ação eó ica que isa con i ma , ques iona ou ap o unda o conhecimen o his ó ico acumulado, ou
seja, uma pon e en e passado e p esen e.
O abalho com on es é uma es a égia na cons ução do conhecimen o his ó ico, c iando
condições pa a os alunos comp eende o passado endo po base e idências. Como e e em Valle
e al.
(2010), “no p ocesso de cons ução do sabe his ó ico [...] é imp escindí el o abalho com as on es” (p.
60). Também o PASEO de ende que os docen es de em “o ganiza o ensino p e endo a u ilização c í ica
de on es de in o mação di e sas” (DGE, 2017, p. 31).
Nas disciplinas de HGP e EM, es a abo dagem é a o ecedo a da comp eensão his ó ica e da
alo ização da di e sidade de pe spe i as. Pa a Ba ca e Gago (2001), “a in e p e ação de on es his ó icas
que e le em di e sos pon os de is a cons i ui um elemen o undamen al na p og essão do conhecimen o
his ó ico” (p. 240). Os alunos es abelecem in e p e ações das on es de aco do com as suas i ências e
ep esen ações do p esen e, o que e o ça a necessidade de a e as signi ica i as e con ex ualizadas: “é
possí el que as c ianças ap endam uma His ó ia genuína com algum g au de elabo ação, con an o que
as a e as [...] enham signi icado pa a elas” (Ba ca & Gago, 2001, p. 241).
Po seguin e, impo a escla ece que abalha com on es di e sas não signi ica apenas a ia os
supo es (esc i os, isuais, sono os), a a-se sob e udo de conside a “mensagens com pon os de is a
di e gen es” (Ba ca & Gago, 2001, p. 242). Pa a isso, o p o esso de e seleciona on es adequadas ao
ní el dos alunos, o mula ques ões cla as e descodi ica e mos desconhecidos, e i ando a
supe icialidade: “as pe gun as de em se cla as e obje i as [...] pe gun as descon ex ualizadas induzem
uma não- espos a” (Ba ca & Gago, 2001, p. 255).
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Como e o ça Pin o (2016), os p o esso es de em “enco aja os alunos a ques iona de o ma
c í ica as on es e a coloca ques ões cada ez mais complexas” (p. 32), p opo cionando uma lei u a a i a
dos documen os. Ashby (2003) ac escen a que o obje i o é que os alunos deixem de a a as on es como
me as in o mações e passem a ê-las como e idências, in e ogando-as c i icamen e: “comp eendê-las
pelo que são e pelo que [...] podem dize -nos ace ca do passado” (p. 42).
Des a o ma, o abalho com on es di e sas pa a além de cons i ui um desa io pa a as
compe ências cogni i as e his ó icas, é ambém um con ibu o pa a uma ap endizagem mais signi ica i a,
c í ica e con ex ualizada.
2.2.3.2. Lei u a e in e p e ação de on es di e sas
Mapas
A lei u a, análise e in e p e ação de mapas assume uma especial impo ância pa a a cons ução
do conhecimen o geog á ico e his ó ico dos alunos, sendo compe ências ans e sais, que no 1.º como
no 2.º CEB. Como de endem F ei as e Pe ei a (2010), é impo an e dis ingui o que se en ende po le
um mapa, ou seja, unicamen e ex ai in o mação, e analisa um mapa, que se aduz em p ocessa a
in o mação pa a a u iliza . Ou seja, in e p e a um mapa “ ai além do que es á incluído no mapa já que
se aplicam conhecimen os p e iamen e adqui idos pa a esol e p oblemas e oma decisões” (p. 129).
A u ilização de mapas pe mi e aos alunos localiza acon ecimen os no empo e no espaço,
comp eende elações en e enómenos e desen ol e um olha c í ico sob e o e i ó io. Segundo Ma inho
e Solé (2016), “o mapa possibili a um diálogo com o passado e uma a ibuição de signi icância aos
acon ecimen os passados” (p. 126), sendo, po isso, uma e amen a undamen al na a iculação en e
His ó ia e Geog a ia. Pa a as au o as, os mapas “desempenham ainda um papel de eal impo ância na
comp eensão dos con eúdos p og amá icos da disciplina”, des acando-se os mapas emá icos p esen es
em manuais escola es como ins umen os que acili am a lei u a de enómenos em di e en es escalas
empo ais e espaciais (Ma inho & Solé, 2016, p. 127). Nes e sen ido, Sil a (2004) e o ça a ligação en e
His ó ia e Geog a ia, concluindo que não se pode ap ende His ó ia sem o conhecimen o da ca og a ia,
des acando o papel dos mapas pa a a con ex ualização e comp eensão dos acon ecimen os his ó icos.
Documen os his ó icos
O ecu so a documen os his ó icos em con ex o de sala de aula assume um papel p eponde an e
no que diz espei o ao desen ol imen o do pensamen o c í ico e na cons ução do conhecimen o his ó ico
pelos alunos. Segundo Dias (2006, ci ado po Sac amen o e Dias, 2021), as on es his ó icas às quais os
20
alunos podem acede no domínio do “T a amen o da in o mação/U ilização de on es” comp eendem
uma as a gama de ma e iais, como obje os, quad os, o og a ias, música, ca as, on es esc i as, edi ícios,
monumen os, esca ações e ma e iais in o má icos. Com es a di e sidade de documen os c ia-se uma
abo dagem ica e mul i ace ada sob e a his ó ia, p omo endo uma ap endizagem mais signi ica i a.
Medei os (2005) de ende que “os documen os de em se en endidos como on es his ó icas que
ap esen am di e en es linguagens e, dessa o ma, necessi am se in e p e ados e analisados de aco do
com suas ca ac e ís icas” (p. 62). A au o a des aca ambém a impo ância de adequa os documen os de
aco do com o “ní el de escola ização dos alunos e u ilizá-los de aco do com os obje i os de ap endizagem”
(p. 62), pa a assim ga an i a e icácia pedagógica da sua u ilização.
Pos o is o, comp eende-se que o a a és do con ac o di e o com on es documen ais c ia-se pa a
os alunos a possibilidade de cons uí em conhecimen o de o ma au ónoma, a pa i de si uações
conc e as e eais. Ac escen ando que nes e p ocesso desen ol em-se compe ências como a análise
c í ica, a a gumen ação e a comp eensão his ó ica, já que “o uso de documen os possibili a ao aluno a
i ência com si uações conc e as, pe mi indo o desen ol imen o de compe ências como a au onomia
in elec ual na cons ução do conhecimen o his ó ico” (Medei os, 2005, p. 64).
No en an o, no caso das ca as, leis e a ados, o seu es udo e u ilização exige um olha a en o e
con ex ualizado. Como e e e Medei os (2005), “é necessá io iden i ica a época do documen o e os
sujei os his ó icos en ol idos ou neles ci ados. Iden i ica quem esc e eu, de onde esc e eu e po que
mo i o oi esc i o” (p. 63). A sua análise pode se complemen ada com pesquisa sob e o ema abo dado,
pe mi indo ao aluno “cons ui a gumen os, hipó eses e conclusões” e, sob e udo, “es abelece elações
com o mundo eal do aluno, le ando-o a pensa his o icamen e” (Medei os, 2005, p. 63).
Ca ica u as e imagens
Pa a além dos documen os esc i os, o ecu so a on es isuais, como é caso das imagens e
ca ica u as, assumem cada ez mais des aque no ensino da His ó ia. Melo
e al
. (2010) cons a am que
“a u ilização de on es iconog á icas no ensino da His ó ia pe mi e o desen ol imen o de uma li e acia
isual his ó ica” (p. 3), ou seja, o aluno pode ap eende His ó ia não exclusi amen e a a és de ex os,
mas ambém po ep esen ações isuais. A análise de ep esen ações ca og á icas e imagens his ó icas
uncionam como “exp essão do conhecimen o his ó ico ap eendido” (Melo
e al
., 2010, p. 3). Faze usos
das imagens como ecu so didá ico aduz-se num alo educa i o e pedagógico signi ica i o, como a i ma
Medei os (2005), “ abalha com imagens possibili a ao aluno en a em con a o com es emunhos di e os
de emas his ó icos” (p. 64). No en an o, impo a des aca e e em con a que esse abalho de e inse i -
21
se numa p opos a me odológica sólida, “alice çada em p essupos os pedagógicos e his o iog á icos”
(Medei os, 2005, p. 64), pa a que as imagens sejam e e i amen e boas po encializado es de
ap endizagem.
En e as mais a iadas ipologias de imagens, a ca ica u a des aca-se como e amen a
pedagógica ele an e, segundo Medei os (2005), es a “ ep esen ação g á ica da igu a humana cujas
eições e aços mais ca ac e ís icos da pe sonalidade são exage ados, de o mados e e idenciados pelo
a is a” (p. 66). Assim, e a a és da sua in e p e ação, os alunos são conduzidos pa a e le i sob e os
signi icados implíci os nas imagens, pe mi indo lei u as múl iplas dos acon ecimen os his ó icos. Como
conclui a au o a, “essas imagens podem se u ilizadas no quo idiano da sala de aula pa a ilus ação e
in e p e ação de momen os his ó icos, an o de imagens an igas quan o a uais” (p. 66).
2.2.4. In e disciplina idade como acili ado a do desen ol imen o de compe ências de
a amen o da in o mação
O concei o de in e disciplina idade e e e-se a uma pe spe i a pedagógica que p e ende esponde
às exigências de uma educação signi ica i a e con ex ualizada. Es e modelo desen ol e-se no sen ido da
c iação de conexões en e á eas cu icula es e não cu icula es, p omo endo me odologias pedagógicas
pa ilhadas, desa iando os limi es disciplina es (Pombo, Guima ães & Le y, 1993). A pa i des a isão, o
caminho pa a a o mação dos alunos é concebido como sendo um p ocesso in eg ado, no qual se alo iza
a supe ação da adicional a iculação cu icula , aliado à in encionalidade e obje i os das polí icas
educa i as, bem como das necessidades dos in e enien es.
Segundo Pacheco (1996, como ci ado em Pacheco, 2000, p. 31), a in e disciplina idade
desen ol e-se a a és de uma o mação in eg ada, que p ocu a elimina on ei as ígidas en e disciplinas,
ca ac e izada po “a exis ência de um axioma comum às á ias disciplinas”. Es a lógica pe mi e a
cons ução de ap endizagens mais p o undas e con ex ualizadas, esul ando num c uzamen o de sabe es
e a mobilização de conhecimen os di e si icados em o no de p oblemas ou emas signi ica i os. Nes e
sen ido, a ansdisciplina idade galga a simples união de disciplinas, p opõe uma abo dagem mais ampla,
onde o conhecimen o é mobilizado de o ma in eg ada. Como de ende Beane (1995), a in eg ação
cu icula de e isa “ he sea ch o sel and social meaning”, econhecendo que:
Knowledge is called o h in he con ex o p oblems, in e es s, issues, and conce ns a hand. And
since li e i sel does no know he bounda ies o compa men s o wha we call disciplines o
knowledge, such a con ex uses knowledge in ways ha a e in eg a ed (p. 616).

22
Nes e sen ido, depois de comp eende o que é a in e disciplina idade, comp eende-se que a
adoção aca e a inúme as an agens pa a o p ocesso de ensino e ap endizagem. Numa p imei a ins ância,
possibili a a c iação de ap endizagens mais globalizadas e signi ica i as, já que alo iza a a iculação en e
sabe es e conhecimen os p é ios, espei ando o pe cu so o ma i o dos alunos. Es a abo dagem pe mi e,
igualmen e, o desen ol imen o de compe ências mais ab angen es, ais como o pensamen o c í ico, a
capacidade de sín ese e a esolução de p oblemas.
A p óp ia disciplina de HGP, no 2.º CEB, e idencia es a pe spe i a in eg ado a, como e e em as
Ap endizagens Essenciais [AE] (DGE, 2018, p. 2), “a disciplina de HGP esul a da in eg ação das duas
á eas do sabe , His ó ia e Geog a ia, de endo p omo e -se a in adisciplina idade, a in e disciplina idade
e a mobilização de sabe es adqui idos no ciclo an e io , possibili ando a ealização de ap endizagens
globalizan es e signi ica i as, com o obje i o de adqui i um conhecimen o diac ónico da his ó ia e do
e i ó io de Po ugal”. Impo a econhece que es a abo dagem implica ambém a u ilização de
me odologias especí icas das duas á eas e a a iculação com o ciclo seguin e, no qual as disciplinas se
bi u cam.
Po ou o lado, a in e disciplina idade pe mi e cons ui um cu ículo mais dinâmico e complexo,
capaz de en ol e o aluno nas suas múl iplas ace as e de p omo e expe iências au ên icas e mo i ado as.
Zabalza (como ci ado em Alonso, 2002, p. 85) des aca, na mesma linha de pensamen o, a ele ância de
p opo ciona si uações educa i as “mais signi ica i as e po enciado as do pensa e agi com
comp eensão”, con ibuindo pa a que “ odos os alunos possam encon a um sen ido pa a a
ap endizagem”.
2.2.5. Me odologias a i as e desen ol imen o da me acognição como es a égia p omo o a
da ecolha e análise da in o mação
Depois de expos as as po encialidades do abalho com on es no desen ol imen o das
compe ências de ecolha e a amen o de in o mação, abo da-se ago a o con ibu o das me odologias
a i as e da me acognição pa a esse mesmo im.
2.2.5.1. Me odologias a i as cen adas no aluno
As me odologias a i as de ap endizagem ep esen am uma mudança signi ica i a na o ma como
se enca a o ensino e a ap endizagem, já que coloca o aluno no cen o de odo o p ocesso educa i o. Es as
me odologias “são es a égias de ensino cen adas nos alunos e na sua pa icipação a i a na cons ução
de conhecimen o de o ma lexí el e in e ligada, que conduz a uma ap endizagem a i a” (G aça
e al.,
2020, p. 597). No en an o, pa a que essa ap endizagem acon eça, é essencial que o aluno in e aja com
23
o con eúdo, le an e ques ões, o sis ema ize e o aplique a no as e di e si icadas si uações. Nes e modelo
pedagógico o p o esso deixa de se o de en o exclusi o do sabe , assume um no o papel, o na-se “um
ges o e o ien ado de caminhos cole i os e indi iduais, p omo endo a cons ução de conhecimen o mais
abe o, c ia i o e emp eendedo ” (G aça
e al.,
2020, p. 597). A a uação docen e de e ca ac e iza -se pela
c iação de con ex os desa ian es, onde o e o é enca ado como uma opo unidade de ap endizagem, na
qual e a a és da qual os alunos desen ol em compe ências.
Como e idencia Mo án (2015), “as me odologias a i as são pon os de pa ida pa a a ança pa a
p ocessos mais a ançados de e lexão, de in eg ação cogni i a, de gene alização, de eelabo ação de
no as p á icas” (p. 18). Pa a al, é undamen al que os alunos sejam en ol idos em a e as que exijam
omada de decisão, esolução de p oblemas e a aliação c í ica dos esul ados ob idos. Tal como o au o
ac escen a, “se que emos que os alunos sejam p oa i os, p ecisamos ado a me odologias em que os
alunos se en ol am em a i idades cada ez mais complexas, em que enham que oma decisões e a alia
os esul ados [...] Se que emos que sejam c ia i os, eles p ecisam expe imen a inúme as no as
possibilidades de mos a sua inicia i a” (Mo án, 2015, p. 17). Es a isão é igualmen e ampa ada pelo
PASEO, que de ine o p o esso como sendo um sujei o que de e “o ganiza o ensino p e endo a
expe imen ação de écnicas, ins umen os e o mas de abalho di e si icados, p omo endo
in encionalmen e, na sala de aula ou o a dela, a i idades de obse ação, ques ionamen o da ealidade e
in eg ação de sabe es” (DGE, 2017, p. 31). Ou seja, cabe ao p o esso a unção de c ia condições que
a o eçam uma ap endizagem mais au ónoma, signi ica i a e con ex ualizada, na qual os alunos
ap endem a ap ende .
Tendo como base a de inição de me odologias a i as, seguem alguns exemplos.
Aula-o icina
O modelo da aula-o icina des aca-se po se a a de uma es a égia pedagógica que p omo e o
en ol imen o a i o dos alunos, a cons ução do conhecimen o e o desen ol imen o do pensamen o
his ó ico. Es a abo dagem, de ca ác e cons u i o, quando aplicada ao ensino da His ó ia, oi de endida
po Ba ca (2004), que sublinhando que “o aluno é e e i amen e is o como um dos agen es do seu p óp io
conhecimen o, as a i idades das aulas, di e si icadas e in elec ualmen e desa iado as, são ealizadas po
es es e os p odu os daí esul an es são in eg ados na a aliação” (p. 133).
A aula-o icina a en a naquilo que são os sabe es p é ios dos alunos, os seus in e esses e a sua
capacidade de o mula hipó eses, in e p e a on es e cons ui sen ido a pa i da análise de documen os.
Con o me explicam G aça
e al.
(2020), “es e modelo pa e das ideias p é ias e expe iências dos alunos
24
e as a e as p opos as pelo p o esso são cogni i amen e desa iado as e p omo em o pensa
his o icamen e” (p. 598). O p o esso exe ce o papel de mediado do conhecimen o, o ien ando o abalho
indi idual, a pa es ou em g upo, moni o izando o p ocesso e desa iando os alunos a o mula in e ências,
ques iona on es e cons ui explicações undamen adas. Pa a além de desen ol e compe ências
cogni i as e c í icas, es a me odologia omen a o exe cício da me acognição, pois “as c ianças omam
consciência do que ap ende am, como ap ende am, do que ainda não sabem, e do que mais gos a iam
de conhece ” (G aça
e al
., 2020, p. 598). Es e p ocesso ex emamen e e lexi o despe a a consciência
do aluno, p omo endo a au o egulação da ap endizagem e um maio en ol imen o in elec ual e
emocional com os con eúdos.
Ap endizagem po Descobe a e Ap endizagem Signi ica i a
A ap endizagem po descobe a dis ingue-se como uma abo dagem pedagógica cen ada no
aluno, sendo que es e cons ói o seu conhecimen o de o ma a i a, au ónoma e signi ica i a. T a a-se de
um p ocesso no qual o es udan e assume um papel de des aque na aquisição de sabe es, explo ando
p oblemas, o mulando hipó eses e encon ando soluções a pa i da in es igação e e lexão. Nes e
sen ido, Lomas (2006) de ine-a como uma “ap endizagem em que os es udan es cons oem o seu
conhecimen o de manei a au ónoma e sem a in e enção do p o esso . Es a manei a de ap ende exige
uma a i ude de busca a i a a a és de mé odos indu i os ou hipo é ico-dedu i os” (p. 214). A pa de
Lomas, no sen ido da alo ização da descobe a, Mo án (2015) de ende que “desa ios bem planeados
[...] exigem pesquisa , a alia si uações, pon os de is a di e en es, aze escolhas, assumi alguns iscos,
ap ende pela descobe a, caminha do simples pa a o complexo” (p. 18). Ou seja, es e ipo de
ap endizagem cons i ui um g ande con ibu o pa a o desen ol imen o da au onomia, do pensamen o
c í ico, da capacidade de esolução de p oblemas e da cons ução de signi icados du adou os, uma ez
que coloca os alunos em a e as que apelam ao seu en ol imen o cogni i o e emocional.
Do pon o de is a eó ico, Je ome B une é uma das igu as mais in luen es na concep ualização
da ap endizagem po descobe a. Pa a es e au o , o a o de ap ende en ol e, acima de udo, o
desen ol imen o da cu iosidade e da on ade de comp eende . Assim, B une (2006) a i ma que “cu iosi y
is almos a p o o ype o he in insic mo i e. Ou a en ion is a ac ed o some hing ha is unclea ,
un inished, o unce ain” (p. 116). Es a mo i ação in ínseca é essencial pa a que os alunos se en ol am
de o ma genuína com os con eúdos, alo izando mais a sa is ação de esol e um p oblema do que
ecompensas ex e nas, como no as ou elogios (B une , 1966, pp. 41–42).
25
B une ambém p opõe o concei o de cu ículo em espi al, segundo o qual qualque con eúdo
pode se ensinado a qualque aluno, desde que adap ado ao seu ní el de desen ol imen o: “any subjec
can be augh e ec i ely in some in ellec ually hones o m o any child a any s age o de elopmen ”
(B une , 1996, p. 91). Assim, a ap endizagem po descobe a de e se o ien ada de o ma p og essi a e
ajus ada de aco do com o ní el cogni i o dos alunos, pe mi indo um ap o unda g adual dos con eúdos.
Da id Ausubel ac escen a a es a discussão o concei o de ap endizagem signi ica i a, que implica
a sus en ação de no os conhecimen os nos sabe es p é ios do aluno. Con a iamen e à ap endizagem
mecânica, a ap endizagem signi ica i a p omo e a e enção du adou a da in o mação, is o po que en ol e
uma in eg ação a i a dos no os con eúdos com as es u u as cogni i as já exis en es. Ausubel (2000)
salien a que “in o de o indica e ha meaning ul lea ning in ol es a selec i e in e ac ion be ween new
lea ning ma e ial and p eexis ing ideas in cogni i e s uc u e, we will employ he e m ancho age o sugges
linkage o e ime o he p eexis ing ideas” (p. 3). Assim, o papel do p o esso , nes e modelo, passa po
iden i ica os conhecimen os p é ios dos alunos e planea es a égias que pe mi am a sua mobilização
em no os con ex os. Pa a al, implica que haja a c iação de expe iências de ap endizagem que desa iem
os alunos, mas que ao mesmo empo sejam acessí eis, e i ando o esquecimen o, que, segundo Ausubel
(2000), oco e quando a no a in o mação não encon a ânco as cogni i as adequadas (pp. 8–9).
Em sín ese, que na pe spe i a de B une , que des aca o papel da cu iosidade, da descobe a e
da es u u ação g adual do conhecimen o, que na pe spe i a de Ausubel, que alo iza o papel do
conhecimen o p é io e da signi icação, ambos, inequi ocamen e, des acam a cen alidade do aluno no
p ocesso de ap endizagem.
Ap endizagem Coope a i a
Po sua ez, a ap endizagem coope a i a a a-se de uma me odologia que p omo e o abalho
em pequenos g upos he e ogéneos, onde os alunos colabo am pa a a ingi obje i os comuns, é
es abelecida uma in e dependência posi i a e a pa ilha de esponsabilidades (Johnson,
e al,.
1999;
Bidegáin, 1999). Es a abo dagem alo iza, em especial, a oca de ideias, o espei o pela di e sidade e a
cons ução pa ilhada do conhecimen o.
Segundo Mo án (2015), “cada ez adqui e mais impo ância a comunicação en e pa es, en e
iguais, dos alunos en e si, ocando in o mações, pa icipando de a i idades em conjun o, esol endo
desa ios, ealizando p oje os, a aliando-se mu uamen e” (p. 26). Es a colabo ação complemen a-se com
uma elação indi idualizada en e p o esso e aluno, ab indo espaço pa a uma ap endizagem
pe sonalizada.
32
Enquan o os alunos ealiza am as a e as, p ocu ei assumi o papel de p o esso a mediado a e
acili ado a da ap endizagem, incen i ando o abalho colabo a i o e a au onomia dos alunos. No inal de
cada in e enção, p ocu ei aplica momen os de me acognição, incen i ando os alunos a e le i em sob e
o que ap ende am e pe mi indo-me ecolhe in o mações impo an es pa a a melho ia con ínua da minha
p á ica pedagógica. É ainda impo an e e e i que, embo a es i esse inicialmen e p e is o que os alunos
p oduzissem um ex o- esumo no inal de cada sessão, sin e izando a in o mação ecolhida a pa i das
di e en es on es analisadas, al só oi conc e izado em duas das in e enções, de ido a limi ações de
empo.
3.3. PROCEDIMENTOS E INSTRUMENTOS DE RECOLHA DE DADOS
Ao longo do desen ol imen o do PIP, e seguindo os p incípios me odológicos da I-A, a ecolha de
dados assumiu um papel undamen al na comp eensão dos e ei os das a i idades p opos as, na
moni o ização do p og esso dos alunos e no ajus amen o con ínuo das es a égias implemen adas. Pa a
ga an i uma análise igo osa e di e si icada, o am selecionados e u ilizados di e en es ins umen os de
ecolha de dados que me pe mi i am a alia a e icácia da in e enção e melho a as minhas p á icas
pedagógicas. Os ins umen os de ecolha de dados selecionados o am:
• G elhas de obse ação;
• Po e ólio com as a e as de in e p e ação ealizadas pelos alunos;
• Ques ioná ios in o mais de me acognição dos alunos;
• Os ex os- esumo dos alunos;
• Diá ios de bo do e no as de campo.
Numa p imei a ase, o am u ilizados diá ios de bo do e no as de campo ealizados semanalmen e,
no âmbi o das e lexões sob e o es ágio. Es es documen os pe mi i am egis a , de o ma sis emá ica, as
obse ações ealizadas em con ex o de sala de aula, iden i icando di iculdades especí icas, pad ões de
compo amen o, eações às a e as p opos as e necessidades eme gen es dos alunos. A obse ação di e a
oi, assim, essencial pa a comp eende a dinâmica das aulas e ajus a a in e enção em unção dos
con ex os e pe is dos alunos.
Fo am ambém aplicadas g elhas de obse ação es u u adas (c . apêndices 3, 9, 14, 21, 26, 31,
34, 40 e 46), concebidas pa a a alia , em cada in e enção, di e en es domínios do desempenho dos
alunos, nomeadamen e, a comp eensão e in e p e ação de on es, a pa icipação e in e esse nas
a i idades, a comunicação e exp essão esc i a e o pensamen o c í ico e e lexão. A a aliação oi ei a numa
escala de 1 a 5 (1: nenhuma e idência demons ada; 2: não sa is az; 3: sa is az; 4: sa is az bas an e; 5:

33
excelen e), pe mi indo uma análise obje i a da e olução dos alunos ela i amen e às compe ências
isadas.
Além disso, oi cons uído um po e ólio com odas as a e as de in e p e ação ealizadas (c .
apêndices 4, 10, 15, 16, 22, 27, 32, 35, 41, 42 e 47) pelos alunos ao longo de odas in e enções. Es e
conjun o de p oduções cons i uiu uma on e p i ilegiada de dados quali a i os, pe mi indo a e i o modo
como os alunos seleciona am, in e p e a am e o ganiza am a in o mação ecolhida, assim como o ní el
de igo , es u u a e coe ência dos seus aciocínios.
Ou o ins umen o ele an e o am os ques ioná ios in o mais de me acognição, aplicados no inal
de cada in e enção. Es es ques ioná ios possibili a am aos alunos e le i sob e a sua p óp ia
ap endizagem, iden i icando os aspe os mais áceis e mais di íceis de cada a e a. As espos as
pe mi i am-me comp eende melho as suas pe ceções, o g au de au onomia na ecolha e a amen o da
in o mação, bem como o impac o do p oje o na sua mo i ação e in e esse. As ques ões de me acognição
aplicadas podem se obse adas no inal de cada uma das plani icações das in e enções (Tabelas 1, 2,
3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9).
Po im, o am ambém analisados os ex os- esumo (c . apêndices 5 e 11) p oduzidos pelos alunos,
que e ela am o modo como a capacidade de in e p e ação se a icula a com a exp essão esc i a. Es es
ex os o am ealizados apenas em duas in e enções com a u ma do 4.º ano, uma ez que no 1.º CEB
oi possí el ge i com maio lexibilidade os empos le i os. No 2.º CEB, de ido à igidez dos ho á ios, não
oi iá el aplica es a a i idade em mais momen os.
A u ilização a iculada des es di e sos ins umen os, pe mi iu uma ecolha de dados ab angen e,
coe en e e iá el. Es a iangulação me odológica possibili ou uma análise consis en e dos esul ados da
in e enção pedagógica nos dois con ex os educa i os, con ibuindo pa a o desen ol imen o p o issional
e pa a o sucesso da ap endizagem dos alunos nas compe ências de ecolha e a amen o da in o mação.
3.4. PROCEDIMENTOS DE ANÁLISE DOS DADOS
Após a ecolha de dados a a és dos di e sos ins umen os an e io men e mencionados, p ocedi
à sua análise numa pe spe i a quali a i a, p ocu ando in e p e a e comp eende em p o undidade as
in o mações ob idas. Es e p ocesso e e como inalidade não apenas a alia o impac o das in e enções
pedagógicas jun o dos alunos, mas ambém p omo e uma e lexão c í ica sob e a minha p óp ia p á ica
educa i a, num ciclo con ínuo de ação- e lexão, ca ac e ís ico da me odologia de I-A.
34
A análise oi conduzida de o ma aseada, in e indo caso a caso, ou seja, in e enção a
in e enção. Iniciei es e p ocesso com a o ganização e lei u a minuciosa dos dados ecolhidos,
nomeadamen e os diá ios de bo do, as g elhas de obse ação, as a e as de in e p e ação ealizadas pelos
alunos, os ex os- esumo p oduzidos e os ques ioná ios de me acognição. Es a p imei a e apa pe mi iu
uma amilia ização com o ma e ial, acili ando a iden i icação de pad ões, endências e aspe os ele an es
elacionados com a e olução das compe ências dos alunos e com a e icácia das es a égias u ilizadas. A
análise cen ou-se pa icula men e nas espos as dos alunos às a e as de in e p e ação, obse ando de
o ma a en a a o ma como ecolhiam, seleciona am e o ganiza am a in o mação.
Impo a e e i que, após cada in e enção, ealiza a ambém uma pequena e lexão c í ica sob e
as minhas p á icas, com base nas obse ações ealizadas e nos dados ecolhidos. Es as e lexões
ajuda am-me a iden i ica o que uncionou bem, o que pode ia se melho ado e de que o ma pode ia
ajus a as es a égias pa a in e enções u u as, p omo endo uma e olução con ínua da minha p á ica
docen e.
Após a análise indi idual de cada in e enção, p ocedi à a aliação global do p oje o. Es a a aliação
oi ealizada sepa adamen e pa a cada con ex o educa i o, p imei o no 1.º CEB e, pos e io men e, no 2.º
CEB. O p ocedimen o consis iu na o ganização e ca ego ização dos dados de aco do com alguns c i é ios,
como, o desen ol imen o da au onomia na ecolha de in o mação, a qualidade das sín eses esc i as
elabo adas pelos alunos, a capacidade de in e p e ação de on es di e si icadas e o ní el de mo i ação e
in e esse demons ado du an e as a e as. Es a ca ego ização pe mi iu uma análise compa a i a en e os
dados ecolhidos an es e após as in e enções, o e ecendo um e a o da e olução das compe ências
isadas.
35
CAPÍTULO IV: PLANIFICAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DAS INTERVENÇÕES
Es e capí ulo isa ap esen a de o ma de alhada a implemen ação do PIP nos dois con ex os
educa i os onde deco eu a PES, espe i amen e no 1.º e no 2.º CEB. A a és da desc ição das a i idades
ealizadas com os alunos, p e ende-se ilus a a o ma como as es a égias delineadas o am
conc e izadas, endo em is a o desen ol imen o de compe ências de ecolha e a amen o de in o mação,
a pa i do abalho com di e en es ipos de on es.
Nes e sen ido, o capí ulo o ganiza-se em duas g andes secções, co esponden es aos dois ciclos de
ensino. Em cada uma delas, as in e enções são desc i as indi idualmen e, com des aque pa a os
obje i os, ecu sos u ilizados, a e as p opos as, dinâmicas implemen adas e es a égias a alia i as
ado adas, e le indo semp e o pe cu so adap a i o e e lexi o ca ac e ís ico da abo dagem de I-A.
4.1. IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO NO 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO (4.º ANO)
As in e enções no 1.º CEB o am desen ol idas numa u ma do 4.º ano, du an e o p imei o
semes e. Ao longo de qua o in e enções, explo a am-se di e en es es a égias pedagógicas que
pe mi i am aos alunos abalha com mapas, cons ui ep esen ações ca og á icas, in e p e a ex os
in o ma i os e p oduzi sín eses esc i as no in ui o de, não só adqui i compe ências de lei u a, esc i a e
ecolha de in o mação, mas ambém de pensamen o c í ico, au onomia e coope ação. A desc ição
de alhada de cada uma dessas in e enções se á ap esen ada de seguida, ilus ando as ques ões
ge ado as, os obje i os, a sequencialidade, as es a égias e me odologias, os desa ios e ecu sos e
ma e iais, a a aliação e as ques ões me acogni i as em cada sessão.
4.1.1. Plani icação e Implemen ação da 1.ª In e enção no 1.º CEB
Tabela 1.
Plani icação da 1.ª in e enção no 1.º Ciclo do Ensino Básico
Plani icação da 1ª in e enção no âmbi o do P oje o In e enção Pedagógica- 1.ºCEB
Ano: 4.º ano
Tempo: 3 ho as
Da a: 16/10/2024
Tema(s):
In e p e ação de mapas e
p odução ex ual no âmbi o
de uma caminhada escola .
Ques ões ge ado as:
• Os alunos êm sen ido de o ien ação?
• Os alunos sabem in e p e a mapas?
• Os alunos são capazes de iden i ica locais onde passa am no
mapa?
• Os alunos são capazes de exp imi i ências ex ualmen e a a és
do esumo?
• Os alunos êm capacidade de sín ese?
• Os alunos sabem as ca ac e ís icas de um ex o desc i i o?
36
Ap endizagens essenciais do 4.º ano de
Po uguês:
Domínio da O alidade
• Seleciona in o mação ele an e em unção dos
obje i os de escu a e egis á-la po meio de écnicas
di e sas.
Domínio da Esc i a
• Esc e e ela os (com si uação inicial, pe ipécias e
conclusão), com desc ição e ela o do discu so das
pe sonagens, ep esen ado po meio de discu so
di e o e de discu so indi e o;
• U iliza p ocessos de plani icação, ex ualização e
e isão, ealizados de modo indi idual e/ou em
g upo;
• Esc e e ex os, o ganizados em pa ág a os, coesos,
coe en es e adequados às con enções de
ep esen ação g á ica.
Domínio da G amá ica
• Reco e , de modo in encional e adequado, a
conec o es di e si icados, em ex os o ais e esc i os.
Pe il dos Alunos à Saída da
Escola idade Ob iga ó ia [PASEO]:
• Domina capacidades nuclea es de
comp eensão e de exp essão nas
modalidades o al, esc i a, isual e
mul imodal;
• U iliza e domina ins umen os
di e si icados pa a pesquisa , desc e e ,
a alia , alida e mobiliza in o mação,
de o ma c í ica e au ónoma, e i icando
di e en es on es documen ais e a sua
c edibilidade;
• Á eas de compe ência:
• In o mação e Comunicação;
• Linguagens e Tex os;
• Sabe Cien í ico Técnico e Tecnológico;
• Relacionamen o In e pessoal.
Obje i os:
• Capaci a os alunos pa a o sen ido de o ien ação;
• Desen ol e compe ências de ecolha e a amen o de in o mação, a a és de mapas;
• Melho a compe ências de esc i a;
• Reconhece ca ac e ís icas desc i i as num ex o;
• Fomen a o abalho colabo a i o.
Sequencialidade:
De modo a assinala o Dia Mundial da Alimen ação, a escola p omo e á uma caminhada saudá el,
p omo endo hábi os saudá eis.
Momen o 1
Ap esen ação i ual aos alunos do i ine á io a pe co e a a és do
Google Ea h
;
Disponibilização em o ma o ísico desse pe cu so com uma o og a ia aé ea, acompanhado de uma
lis a de 11 locais pelos quais os alunos i ão passa . Os alunos, a pa es, se ão desa iados o ganiza
sequencialmen e esses locais, ma cando de 1 a 11 pela o dem de passagem.
Momen o 2
Dinamização da caminhada na qual os alunos a en am ao desa io p opos o.
Momen o 3
De no o em sala de aula, os alunos pa ilha ão os seus esul ados e se á ei a a co eção em g ande
g upo. Após a co eção, localiza ão no mapa os locais lis ados.
Momen o 4
Do pon o de is a da consolidação dos conhecimen os, solici a -se-á a cons ução de um ex o- esumo
com ca ac e ís icas desc i i as do i ine á io e locais pe co idos, man endo a o ganização a pa es.
Momen o 5
Exposição à u ma dos p odu os inais a a és da ap esen ação dos ex os ealizados a pa es.
Momen o 6
Aplica pe gun as de me acognição, os alunos e le i ão sob e os concei os desen ol idos.
Recu sos e ma e iais:
Google Ea h;
A aliação:
Obse ação di e a – ní eis de desempenho dos alunos;
37
Lis a de locais;
Fo og a ia Aé ea.
Pa icipação e mo i ação dos alunos às a i idades p opos as;
Ges ão do empo de abalho;
Análise de g elha de obse ação;
Análise do p odu o inal;
Ques ioná io de me acognição aos alunos.
Ques ões de me acognição:
• Como oi abalha com mapas e iden i ica locais? Achas e ácil ou di ícil? Po quê?
• Que es a égias u ilizas e pa a localiza os locais no mapa? Ajuda am- e a comp eende melho o
pe cu so?
• Como oi abalha em pa es ou em g upo? Con ibuís e pa a as a i idades?
• Sen is e que comp eendes e melho o ema ao pa ilha os eus esul ados com os colegas?
Po quê?
• Foi ácil ou di ícil esc e e o esumo desc i i o com as ca ac e ís icas dos locais? Po quê?
• Qual oi o elemen o do ex o que mais e ajudou a desc e e bem os locais?
• O que mais gos as e de aze nes a a i idade?
• O que achas e mais desa iado ? Como ul apassas e essas di iculdades?
• Se pudesses epe i es a a i idade, o que a ias de manei a di e en e?
• Como achas que es a a i idade e ajuda a comp eende melho os hábi os saudá eis e a
impo ância do espaço onde i es?
• Achas que sabe in e p e a mapas e localiza locais pode se ú il no eu dia a dia? Po quê?
• Que compe ências sen es que desen ol es e com es a a i idade?
• Como pode ias usa o que ap endes e hoje nou as disciplinas ou si uações do dia a dia?
Elabo ação p óp ia
A p imei a in e enção pedagógica no 1.º CEB ealizou-se no dia 16 de ou ub o de 2024, ao longo
de oda a manhã, com uma du ação ap oximada de ês ho as. Es a in e enção e e como p incipais
obje i os capaci a os alunos pa a o sen ido de o ien ação, desen ol e compe ências de ecolha e
a amen o de in o mação a a és da lei u a e in e p e ação de mapas, melho a a exp essão esc i a,
econhece ca ac e ís icas desc i i as de um ex o e omen a o abalho colabo a i o. Ap o ei ei a
caminhada dos alunos pela cidade, ealizada no âmbi o do Dia Mundial da Alimen ação, pa a a icula os
con eúdos cu icula es com uma expe iência eal e signi ica i a.
An es da saída, a u ma isualizou, com o apoio do p oje o , o pe cu so no
Google Ea h
que ia
pe co e . Du an e a caminhada, os alunos, o ganizados a pa es, le a am um mapa da cidade, uma
o og a ia aé ea (c . apêndice1), e, à medida que iam passando pelos locais, o am enume ando os sí ios
de passagem na lis a de locais (c . apêndice 1). Es a a i idade p omo eu a obse ação di e a e a u ilização
de di e en es on es pa a a ecolha de in o mação.
Ao eg essa mos à sala de aula, e i icámos em g ande g upo se odos os pa es consegui am
enume a os 11 locais pela o dem co e a de passagem. De seguida, os alunos o am con idados a
iden i ica os locais po onde passa am na o og a ia aé ea. Po úl imo, cada g upo cons uiu um ex o-

38
esumo desc i i o (c . apêndice 2) sob e o pe cu so da caminhada. Es a p odução ex ual e e como oco
o uso de conec o es discu si os adequados, a o dem sequencial e a desc ição po meno izada dos locais.
No inal, cada um dos g upos oi ao quad o e leu em oz al a o seu ex o- esumo desc i i o à u ma.
A a aliação oi ealizada a a és de obse ação di e a dos ní eis de desempenho e da mo i ação
demons ada pelos alunos, da ges ão do empo, da g elha de obse ação (com ópicos como a
comp eensão e in e p e ação de on es, a pa icipação, a exp essão esc i a e a e lexão c í ica) (c .
apêndice 3), da análise dos p odu os inais da a e a de in e p e ação do mapa com a localização dos
locais pe co idos e o ex o- esumo desc i i o, e ambém de um ques ioná io de me acognição.
Figu a 1.
Execução da 1.ª in e enção no 1.º CEB.
4.1.2. Plani icação e Implemen ação da 2.ª In e enção no 1.º CEB
Tabela 2.
Plani icação da 2.ª in e enção no 1.º Ciclo do Ensino Básico
Plani icação da 2ª in e enção no âmbi o do P oje o In e enção Pedagógica- 1.ºCEB
Ano: 4.º ano
Tempo: 3 ho as
Da a: 13 e 14/11/2024
Tema(s):
Explo ação his ó ica e geog á ica
a a és da cons ução colabo a i a de
mapas.
Ques ões ge ado as:
• Pa a que se em os mapas?
• Como pa i da in o mação pa a a cons ução de mapas?
• Em que medida um mapa nos con a a his ó ia?
Ap endizagens essenciais do 4.º ano de Es udo do Meio:
Domínio Sociedade
• Cons ui um iso c onológico com os ac os e as da as ele an es da His ó ia de Po ugal,
des acando a o mação de Po ugal, a época da expansão ma í ima, o pe íodo ilipino e a
Res au ação, a implan ação da República e o 25 de Ab il.
Domínio Sociedade/ Na u eza/ Tecnologia
• Sabe coloca ques ões, le an a hipó eses, aze in e ências, comp o a esul ados e sabe
comunicá-los, econhecendo como se cons ói o conhecimen o.
Ap endizagens essenciais do 4.º ano de Po uguês:
Domínio da Esc i a
• Esc e e ela os (com si uação inicial, pe ipécias e conclusão), com desc ição e ela o do discu so
das pe sonagens, ep esen ado po meio de discu so di e o e de discu so indi e o;
• U iliza p ocessos de plani icação, ex ualização e e isão, ealizados de modo indi idual e/ou em
g upo;
39
• Esc e e ex os, o ganizados em pa ág a os, coesos, coe en es e adequados às con enções de
ep esen ação g á ica.
Domínio da G amá ica
• Reco e , de modo in encional e adequado, a conec o es di e si icados, em ex os o ais e esc i os.
Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade
Ob iga ó ia [PASEO]:
• Domina capacidades nuclea es de
comp eensão e de exp essão nas modalidades
o al, esc i a, isual e mul imodal;
• U iliza e domina ins umen os di e si icados
pa a pesquisa , desc e e , a alia , alida e
mobiliza in o mação, de o ma c í ica e
au ónoma, e i icando di e en es on es
documen ais e a sua c edibilidade.
• Á eas de compe ência:
• In o mação e Comunicação;
• Linguagens e Tex os;
• Sabe Cien í ico Técnico e Tecnológico;
• Relacionamen o In e pessoal.
Obje i os:
• Reconhece o mapa como uma
e amen a/ on e his ó ica;
• Sabe cons ui mapas a a és de dados
his ó icos;
• Capaci a pa a a comp eensão e in e p e ação
de mapas;
• Conhece os elemen os do mapa;
• Sabe iden i ica no mapa os e i ó ios dos
c is ãos e dos muçulmanos;
• Melho a compe ências de esc i a e o alidade;
Fomen a o abalho colabo a i o.
Sequencialidade:
Pa indo da aula lecionada pela minha colega de es ágio sob e a o mação do Condado
Po ucalense, p omo e ei a i idades que eco em a es es conhecimen os.
Momen o 1- 13/11
Em con e sa com os alunos, em g ande g upo, en a ei pe cebe /en ende e esumi os con eúdos
abo dados an e io men e.
Momen o 2 – 13/11
Após a discussão, o nece ei ecu sos necessá ios pa a a elabo ação de dois mapas (silhue a do
mapa da Península Ibé ica e peças alusi as à ans o mação geog á ica). O p imei o sob e a
Reconquis a C is ã e segundo sob e os einos e condados c is ãos. De seguida, pedi ei aos alunos
que, em g upo e a a és do ma e ial o necido cons uam, o p imei o mapa, a Reconquis a C is ã.
Es a cons ução passa á pela colagem e pin u a das peças e da legenda, que segue o c i é io das
co es escolhidas da pin u a ( e i ó io c is ão e e i ó io muçulmano) do mapa.
Momen o 3 -14/11
Seguidamen e, pedi ei pa a execu a em a mesma a e a, cons uindo o mapa dos einos e condados
c is ãos.
Momen o 4 – 14/11
Depois dos mapas es a em de idamen e cons uídos, com a ajuda dos alunos, esc e e ei no quad o
um iso c onológico dos ma cos impo an es des e episódio his ó ico. Pa indo do iso c onológico,
elabo a ei, num dos ou os quad os da sala e com os alunos, um ex o, na ando o iso.
Momen o 5 – 14/11
Seguidamen e, os alunos eco a ão imagens alusi as às pe sonagens, da as e acon ecimen os
e e en es à his ó ia mencionada do mapa. Es as peças se ão u ilizadas pa a o g upo d ama iza em
ídeo e nos mapas o econ o da his ó ia desde a Reconquis a C is ã a é ao econhecimen o do eino
de Po ugal como independen e.
Momen os 6 – 14/11
A a és do ex o que esc e e am, os alunos p oduzi ão um ídeo- econ o dos acon ecimen os.
Momen o 7
Aplica pe gun as de me acognição, os alunos e le i ão sob e os concei os desen ol idos.
40
Elabo ação p óp ia
A segunda in e enção pedagógica no 1.º CEB cen ou-se na cons ução de mapas his ó icos, com
o obje i o de consolida os conhecimen os adqui idos na aula an e io sob e a o mação do Condado
Po ucalense, dinamizada pela minha colega de es ágio. A a és des a a i idade, p ocu ou-se desen ol e
compe ências como a in e p e ação de mapas, a análise de ans o mações his ó icas e a p odução esc i a
e c ia i a, p omo endo uma abo dagem in e disciplina que a iculou con eúdos de EM, Po uguês,
Exp essão D amá ica e A es Visuais. En e os p incipais obje i os da in e enção, des acam-se:
econhece o mapa como uma e amen a e on e de in o mação his ó ica, sabe cons ui mapas com
base em dados his ó icos, comp eende e in e p e a ep esen ações ca og á icas, conhece os elemen os
que compõem um mapa, iden i ica os e i ó ios c is ãos e muçulmanos no con ex o peninsula , melho a
compe ências de esc i a e o alidade e omen a o abalho colabo a i o.
A in e enção oi es u u ada em se e momen os. O p imei o consis iu numa con e sa inicial em
g ande g upo, des inada a a i a os conhecimen os p é ios dos alunos e incen i a a pa ilha de ideias
sob e os con eúdos já abo dados. Es a ase oi essencial pa a ga an i que odos os alunos es a am
alinhados ela i amen e aos concei os undamen ais.
Recu sos e ma e iais:
Duas silhue as do mapa da Península Ibé ica;
Peças dos e i ó ios pa a cons ui os mapas;
Quad o;
Lápis de co , cola, esou a, cade no diá io e ma e ial de
esc i a;
Imagens alusi as às igu as, da as e acon ecimen os
impo an es da época pa a aze ídeo- econ o;
Câma a pa a aze ídeo- econ o.
A aliação:
Obse ação di e a – ní eis de
desempenho dos alunos;
Pa icipação e mo i ação dos alunos às
a i idades p opos as;
Ges ão do empo de abalho;
Análise de g elha de obse ação;
Análise do p odu o inal;
Ques ioná io de me acognição.
Ques ões de me acognição:
• Quais o am as pa es mais áceis e mais di íceis de in e p e a no mapa? Po quê?
• Como oi abalha em g upo pa a cons ui o mapa da Península Ibé ica? Con ibuís e a i amen e?
• Sen is e que o abalho em equipa e ajudou a comp eende melho a a i idade? Po quê?
• Achas que os mapas são e amen as impo an es pa a es uda His ó ia? Po quê?
• Como achas que pode ás usa o que ap endes e nou as a i idades ou no dia-a-dia?
• Foi ácil ans o ma o que ap endes e em ex o? Po quê?
• Achas que o esumo es á cla o e ácil de comp eende pa a ou a pessoa?
• Achas que aze o esumo e ajudou a consolida o que ap endes e? Como?
• Achas que o ídeo e le e bem o que ap endes e sob e o ema?
• Se i esses de explica o que izes e e ap endes e apenas a a és do ídeo, achas que ele se ia
su icien e? Po quê?
• O que ap endes e ao c ia o ídeo que al ez não i esses ap endido apenas com o esumo?
• O que mais gos as e nes a a i idade?
• O que e pa eceu mais desa iado ? Como supe as e essas di iculdades?
• Sen is e- e mais con ian e em in e p e a mapas após es a a i idade? Po quê?
41
No segundo momen o, o neci aos alunos os ma e iais necessá ios pa a a cons ução de dois
mapas: silhue as da Península Ibé ica e peças ep esen a i as das ans o mações e i o iais (c .
apêndices 6 e 7). Em conjun o, decidimos que o e i ó io muçulmano se ia pin ado de e de e o e i ó io
c is ão de e melho. O ganizados em g upos, os alunos inicia am a cons ução do p imei o mapa, que
ep esen a a a Reconquis a C is ã, colando e pin ando as á eas co esponden es.
O e cei o momen o consis iu na elabo ação do segundo mapa de modo a ep esen a os einos e
condados c is ãos. Es a a e a oi mais exigen e, de ido ao núme o de peças a o ganiza e cola , mas oi
i ida com en usiasmo pelos alunos, que a compa a am a " aze um puzzle". A cons ução dos mapas
baseou-se em c i é ios p e iamen e de inidos, nomeadamen e as co es e as legendas u ilizadas, e pe mi iu
abalha a in e p e ação e a ep esen ação g á ica da in o mação his ó ica.
Du an e es a ase, su gi am alguns desa ios no que diz espei o à o ganização. A en ega
simul ânea dos dois mapas ge ou alguma con usão, pois os alunos, en usiasmados, começa am a
abalha no segundo mapa an es de conclui o p imei o. Pe an e a agi ação, ecolhi os segundos mapas
e pedi a a enção da u ma pa a escla ece os passos seguin es. Esc e i as ins uções no quad o e, com
uma pos u a mais asse i a, consegui ecen a os alunos, pe mi indo que a a i idade deco esse com
maio anquilidade a pa i desse momen o.
Es e episódio le ou-me a e le i sob e a impo ância de en ega os ecu sos de o ma aseada e
de comunica as ins uções com cla eza, epe indo e e o çando semp e que necessá io. Um exemplo
disso oi o ac o de, mesmo com as co es de inidas em conjun o e egis adas no quad o, alguns alunos
con inua em a pe gun a : “Que co pin amos o e i ó io dos c is ãos?”, o que e idenciou a necessidade
de maio apoio isual e e bal.
No qua o momen o, cons uí com a u ma um iso c onológico no quad o, com os p incipais
ma cos his ó icos desde 711, com a in asão muçulmana, a é 1179, ano do econhecimen o o icial do
Reino de Po ugal. A pa i des e iso, cons uímos em g ande g upo um ex o- esumo cole i o, que
con ex ualiza a os e en os e os elaciona a com os mapas elabo ados.
O quin o momen o consis iu na seleção de imagens elacionadas com pe sonagens, da as e
acon ecimen os his ó icos (c . apêndice 8). A pa i dessas imagens e dos mapas p oduzidos, os alunos
ealiza am uma d ama ização g a ada em ídeo, o que lhes pe mi iu e i e os acon ecimen os his ó icos
e desen ol e compe ências de exp essão o al, c ia i idade e comunicação.
48
Figu a 3.
Execução da 3.º In e enção do 1.º CEB.
4.1.4. Plani icação e Implemen ação da 4.ª In e enção no 1.º CEB
Tabela 4.
Plani icação da 4.ª in e enção no 1.º Ciclo do Ensino Básico
Plani icação da 4ª in e enção no âmbi o do P oje o In e enção Pedagógica- 1.ºCEB
Ano: 4.º ano
Tempo: 2 ho as
Da a: 08/01/2025
Tema(s):
Lei u a e
in e p e ação de
on es his ó icas
isuais: a e olução
da bandei a nacional.
Ques ões ge ado as:
• Sabes o que é uma bandei a?
• Pa a que se e uma bandei a? Qual a sua impo ância?
• Sabes que odos os países, cidades e o ganizações êm uma?
• Sabes que a bandei a de Po ugal não e e semp e a mesma con igu ação
que conheces hoje?
• Sabes o que simboliza as co es e os elemen os da bandei a de Po ugal?
Ap endizagens essenciais do 4.º ano
de Es udo do Meio:
Domínio Sociedade
• Conhece pe sonagens e aspe os da
ida em sociedade elacionados com os
ac os ele an es da his ó ia de Po ugal,
com ecu so a on es documen ais.
Domínio Sociedade/ Na u eza/ Tecnologia
• Sabe coloca ques ões, le an a
hipó eses, aze in e ências, comp o a
esul ados e sabe comunicá-los,
econhecendo como se cons ói o
conhecimen o.
Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade
Ob iga ó ia [PASEO]:
• Domina capacidades nuclea es de comp eensão e
de exp essão nas modalidades o al, esc i a, isual e
mul imodal;
• U iliza e domina ins umen os di e si icados pa a
pesquisa , desc e e , a alia , alida e mobiliza
in o mação, de o ma c í ica e au ónoma, e i icando
di e en es on es documen ais e a sua c edibilidade.
• Á eas de compe ência:
• In o mação e Comunicação;
• Linguagens e Tex os;
• Raciocínio e Resolução de P oblemas;
• Pensamen o C í ico e Pensamen o C ia i o;
• Relacionamen o In e pessoal.
Obje i os:
• Reconhece a impo ância da bandei a de Po ugal;
• Sabe que a bandei a passou po di e sas mudanças ao longo dos anos median e o ei da época;
• Conhece a azão das ca ac e ís icas da bandei a: símbolos, elemen os e co es;
• Capaci a pa a a análise, comp eensão, in e p e ação e compa ação de documen os;
• Fomen a o abalho colabo a i o.
Sequencialidade:
Pa indo da aula an e io na qual oi lecionado as p incipais di e enças en e a mona quia e a
epública e a bandei a oi um dos aspe os de mudança, chegou a ho a de aze sabe como oi a

49
e olução da bandei a de Po ugal. Le a ei uma bandei a de Po ugal ísica pa a os alunos oca em e
obse a em.
Momen o 1
Como é a p imei a aula de Es udo do Meio após as é ias de Na al, ealiza ei um jogo de pe gun as
na aplicação
Quizizz
e en a ei pe cebe o que os alunos sabem dos con eúdos abo dados
an e io men e. O jogo se á p oje ado e se ão o necidos ca ões de 4 co es (co es das espos as às
pe gun as). Os alunos de em esponde indi idualmen e, le an ando o ca ão da espos a que
conside am co e a. A espos as mais dadas pela u ma se ão selecionadas po mim no jogo. No
im, e le imos e deba emos sob e o esul ado.
Pe gun as que es a ão no jogo:
1. Quem oi o p imei o ei de Po ugal?
2. A que dinas ia pe encia D. João I?
3. Quem e a o ei du an e os Descob imen os Po ugueses?
4. Qual des es eis icou conhecido como “o La ado ”?
5. Qual oi o úl imo ei de Po ugal an es da implan ação da República?
6. O que D. A onso Hen iques ez pa a se conhecido como o undado de Po ugal?
7. Du an e o einado de que dinas ia oco eu a União Ibé ica?
8. Quem oi o ei conhecido como “o P íncipe Pe ei o”?
9. Em que ano Po ugal passou a i e em democ acia?
10. Em que ano oi p oclamada a República em Po ugal?
Momen o 2
Após o jogo e depois de os alunos elemb a em os con eúdos, en a ei, em con e sa com a u ma,
sabe os conhecimen os p é ios dos alunos sob e as bandei as, colocando ques ões como:
O que é uma bandei a?
Todos os países êm uma?
E as cidades?
Conhecem mais bandei as sem se em as dos países e cidades?
Todas êm os mesmos elemen os ou símbolos?
U iliza ei um Powe Poin pa a mos a as ques ões e a es an e aula.
Momen o 3
Após en ende o que os alunos já sabem sob e o signi icado e impo ância das bandei as, explica ei
o seu signi icado a a és de au o es idedignos e mos a ei di e en es bandei as pa a que os alunos
as analisem, obse em as di e enças e, se possí el, as iden i iquem.
Momen o 4
Pa indo da pe gun a, “Se á que a bandei a de Po ugal e e semp e as mesmas co es, elemen os e
símbolos?”, a ei uma pequena discussão pa a sabe a opinião dos alunos e de seguida, com os
alunos em pequenos g upos ( en a ei que sejam os mesmos das in e enções an e io es), o nece ei
um documen o com imagens das bandei as de Po ugal ao longo dos anos, desde a bandei a do
Condado Po ucalense à bandei a que conhecemos hoje, pa a os alunos o explo a em. Debaixo de
cada bandei a es a ão os pe íodos que cada bandei a pe du ou. Po exemplo: 1139-1143.
Momen o 5
Seguidamen e, após a análise do documen o, pedi ei pa a esponde em às ques ões que ou
colocando nos slides do Powe Poin , con o me as ins uções indicadas:
• Qual a bandei a do Condado Po ucalense? Rodeia-a com cane a azul.
• Qual a bandei a do einado de D. A onso Hen iques? Rodeia-a com cane a e de. Enume a as
bandei as de 1 a 17 pela o dem co e a. Faz com cane a azul.
• Quais são as bandei as da mona quia e as bandei as da epública? Responde com os núme os
das bandei as.
50
• Po que é que a bandei a do ano de 1910 deixou de e co oa?
Momen os 6
Depois da a e a an e io se cump ida, o nece ei aos g upos um documen o com as 4 dinas ias,
com as o og a ias dos espe i os eis, o seu pe íodo de einado, o cognome e ei os impo an es
du an e o seu einado. Os alunos de e ão analisá-lo e compa a as in o mações des e documen o
com as da as do documen o an e io .
Momen o 7
Seguidamen e, pedi ei que os alunos, com base no documen o das dinas ias, ealizem 4 a e as:
• Rodeiem, a lápis la anja, as bandei as que co esponde am à dinas ia A onsina; a lápis e de, as
bandei as que co esponde am à dinas ia de A is; a lápis e melho, as bandei as que
co esponde am à dinas ia Filipina e a lápis osa, as bandei as que co esponde am à dinas ia de
B agança;
• Indiquem a bandei a do einado de D. João I;
• Indiquem a bandei a na qual oco eu a União Ibé ica;
• Ve i iquem quais os elemen os, símbolos e co es que mais su gem nas bandei as ao longo dos
anos.
Momen o 8
Após os alunos e mina em as a e as, com o auxílio do Powe Poin , explica em em poucos slides a
e olução da bandei a de Po ugal, mencionando o po quê das p incipais mudanças. Te mina ei com
um pequeno ídeo a explica os elemen os, símbolos e as co es da a ual bandei a de Po ugal.
Momen o 9
Po im, aplica ei pe gun as de me acognição, os alunos e le i ão sob e os concei os desen ol idos.
Recu sos e ma e iais:
Powe Poin ;
Bandei a de Po ugal ísica;
Documen o 1: Bandei as de Po ugal -
E olução;
Documen o 2: Dinas ias, manual 4.º ano
“Plim Es udo do Meio”, Tex o.;
Aplicação
Quizizz
;
Ca ões pa a o jogo na aplicação
Quizizz
;
Vídeo Elemen os da Bandei a Po uguesa.
A aliação:
Obse ação di e a – ní eis de desempenho dos
alunos;
Pa icipação e mo i ação dos alunos às a i idades
p opos as;
Ges ão do empo indi idual de abalho;
Análise de g elha de obse ação;
Análise do p odu o inal;
Ques ioná io de me acognição aos alunos.
Ques ões de me acognição:
• O que ap ende am hoje sob e as bandei as e a His ó ia de Po ugal?
• Como oi in e p e a os documen os?
• O que acha am mais ácil ou mais di ícil?
• O que acham que oi mais in e essan e nes a aula?
• Como podem usa o que ap ende am no u u o?
Elabo ação p óp ia
Na qua a e úl ima in e enção no 1.º CEB, ealizada no dia 8 de janei o de 2025 e com a du ação
de duas ho as, dei con inuidade aos con eúdos lecionados an e io men e sob e as p incipais di e enças
en e a mona quia e a epública, des acando a bandei a como um dos aspe os de mudança. A aula oi
dedicada a explo a a e olução da bandei a de Po ugal ao longo da His ó ia. Es a in e enção e e como
obje i os p incipais: econhece a impo ância da bandei a como símbolo nacional; comp eende a sua
e olução ao longo do empo e o con ex o polí ico associado; iden i ica os elemen os e os signi icados das
51
bandei as; desen ol e compe ências de in e p e ação, compa ação e análise de documen os his ó icos;
e p omo e o abalho em g upo e a e lexão c í ica.
Pa a inicia a aula, le ei uma bandei a ísica de Po ugal pa a os alunos obse a em e oca em,
c iando uma ligação mais conc e a com o ema. Pa a e i a a con usão inicial obse ada na in e enção
an e io , u ilizei duas es a égias que acili a am a ges ão dos compo amen os e a i udes dos alunos. No
jogo ealizado a a és da aplicação
Quizizz,
em ez de pe mi i que os alunos g i assem as espos as,
disponibilizei ca ões de qua o co es co esponden es às opções de espos a. Des a o ma, os alunos
le an a am apenas o ca ão com a co que ep esen a a a sua escolha, o que ga an iu maio o dem e
oco na a i idade. Além disso, an es de inicia em as a e as, pedi que eunissem odos os ma e iais
necessá ios, p omo endo uma maio o ganização e luidez du an e a execução das a i idades.
A aula oi es u u ada em á ios momen os. No início, ealizei um jogo na aplicação
Quizizz
(c .
apêndice 18) pa a elemb a os con eúdos abo dados an e io men e, azendo pe gun as elacionadas com
a His ó ia de Po ugal e as dinas ias eais. Após o jogo, em con e sa com os alunos, explo ei os seus
conhecimen os p é ios sob e bandei as, ques ionando o que sabem sob e os seus elemen os, símbolos e
unções. Com o auxílio de um Powe Poin (c . apêndice 17), ap esen ei di e en es bandei as e expliquei
os seus signi icados baseados em on es idedignas, o que pe mi iu aos alunos iden i ica semelhanças e
di e enças.
Seguiu-se um abalho em g upo, no qual os alunos analisa am um documen o com imagens das
bandei as de Po ugal desde o Condado Po ucalense a é à a ualidade, o ganizadas c onologicamen e (c .
apêndice 20). Debaixo de cada bandei a es a am indicados os pe íodos his ó icos co esponden es. A
pa i des a análise, os alunos esponde am a ques ões especí icas, como iden i ica a bandei a do einado
de D. A onso Hen iques e dis ingui as bandei as das mona quias e da epública.
Pos e io men e, in oduzi ou o documen o com as dinas ias po uguesas (c . apêndice 20), onde
cons a am os seus eis, pe íodos de einado, cognomes e ei os his ó icos. Os alunos c uza am essas
in o mações com as bandei as analisadas an e io men e, ealizando a e as como iden i ica a elação
en e bandei as e dinas ias, odea bandei as especí icas com co es co esponden es a cada dinas ia e
e i ica elemen os que se epe em ao longo da e olução das bandei as.
No inal, com o apoio de slides no Powe Poin (c . apêndice 17), expliquei a e olução da bandei a
de Po ugal, des acando as mudanças mais signi ica i as e os espe i os mo i os his ó icos. Concluí a aula
com a exibição de um ídeo (c . apêndice 19) que de alhou os elemen os, símbolos e co es da bandei a
a ual, e apliquei ques ões de me acognição, desa iando os alunos a e le i em sob e o que ap ende am,
as di iculdades encon adas, o que conside a am mais in e essan e e como pode iam aplica os
conhecimen os no u u o.
52
A a aliação oi ealizada com base numa g elha de obse ação (c . apêndice 21) que conside ou
á ias dimensões, nomeadamen e a iden i icação de in o mação ele an e, a análise e c uzamen o de
on es, a pa icipação nas a i idades, o ocabulá io u ilizado e a capacidade de e lexão.
Figu a 4.
Execução da 4.ª In e enção no 1.º CEB.
4.2. IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO NO 2.º CICLO DO ENSINO BÁSICO (6.º ANO)
Após a implemen ação do p oje o no 1.º CEB, a in e enção pedagógica p osseguiu no 2.º CEB.
Es a no a e apa ouxe consigo um conjun o de desa ios dis in os, não só pela complexidade c escen e
dos con eúdos, mas ambém pelas ca ac e ís icas da u ma, que exigi am uma adap ação das es a égias
u ilizadas. Ainda assim, man e e-se o obje i o cen al: apoia os alunos no desen ol imen o das
compe ências de ecolha e a amen o de in o mação, a a és do abalho com di e en es ipos de on es.
De seguida, ap esen o a desc ição das di e en es in e enções ealizadas nes e con ex o, com
des aque pa a os seus obje i os, sequencialidade, es a égias, ecu sos, a aliação e me acognição.
4.2.1. Plani icação e Implemen ação da 1.ª In e enção no 2.º CEB
Tabela 5.
Plani icação da 1.ª in e enção no 2.º Ciclo do Ensino Básico
Plani icação da 1ª in e enção no âmbi o do P oje o In e enção Pedagógica- 2.ºCEB
Ano: 6.º ano
Tempo: 100 minu os
Da a: 28/02/2025 e 07/03/2025
Domínio: Po ugal do Século XX
Subdomínio: Da Re olução Republicana de 1910
à Di adu a Mili a de 1926
Tema(s):
A co ida a Á ica e o Ul ima o Inglês; A ação do
Pa ido Republicano; O egicídio de 1908; Sucessão
de D. Ca los I.
Ques ões ge ado as:
• Os alunos sabem po que azão Po ugal
deixou de e um ei?
• Os alunos sabem o que signi ica
mona quia, epública, Ul ima o e egicídio?
• O que en endem po Mapa Co -de-Rosa?
Ap endizagens essenciais do 6.º ano de His ó ia
e Geog a ia de Po ugal:
Domínio Po ugal do século XX
A Re olução Republicana
• Explica como o desgas e da mona quia cons i ucional
conduziu à e olução epublicana.
Obje i os:
• Indica os mo i os do c escen e
desc édi o da ins i uição moná quica;
• Relaciona os in e esses das po ências
indus iais eu opeias em Á ica com a
53
Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade
Ob iga ó ia [PASEO]:
• Domina capacidades nuclea es de comp eensão e de
exp essão nas modalidades o al, esc i a, isual e
mul imodal;
• U iliza e domina ins umen os di e si icados pa a
pesquisa , desc e e , a alia , alida e mobiliza
in o mação, de o ma c í ica e au ónoma, e i icando
di e en es on es documen ais e a sua c edibilidade.
• Á eas de compe ência:
• In o mação e Comunicação;
• Linguagens e Tex os;
• Raciocínio e Resolução de P oblemas;
• Pensamen o C í ico e Pensamen o C ia i o;
• Relacionamen o In e pessoal.
Con e ência de Be lim e com o p oje o
po uguês do Mapa Co -de-Rosa;
• Relaciona o p oje o do Mapa Co -de-
Rosa com o Ul ima o Inglês;
• Relaciona a humilhação sen ida pelo
po o po uguês ace à cedência ao
Ul ima o Inglês com o aumen o dos
apoian es da causa epublicana;
• Re e i o egicídio de 1908 como a o
pa a a queda da Mona quia;
• Capaci a pa a a análise,
comp eensão, in e p e ação e
compa ação de documen os;
• Fomen a o abalho colabo a i o.
Sequencialidade:
Após se e minado o domínio an e io : Po ugal na Segunda Me ade do Século XIX, é a ez de inicia
um domínio no o: Po ugal do Século XX, começando pelas azões da queda da mona quia.
Momen o 1
Realiza -se-á o sumá io pa a ap esen a a no a unidade e ap esen a aos alunos os emas que se ão
abo dados nes a aula.
Momen o 2
Pequena e lexão em g ande g upo sob e o que es uda am nas úl imas aulas, pa a haja a ligação en e
o que oi abo dado an e io men e e o que se á abo dado.
Momen o 3
Se á o necido um iso c onológico com as da as mais impo an es da unidade. A u ma, em conjun o
com a p o esso a es agiá ia analisa á o iso e depois os alunos cola ão no cade no o iso pa a
es uda em pos e io men e.
Momen o 4
An es de inicia a no a unidade, en a -se-á pe cebe os conhecimen os/ideias p é ias dos alunos
sob e as di e enças en e mona quia e epública, e sob e mona quia cons i ucional, a a és de uma
abela p oje ada em ichei o Powe Poin .
Momen o 5
Se á iniciado o no o ema:
Se ão ap esen ados os a o es que con ibuí am pa a a queda da mona quia;
Se á mos ado o Mapa Co -de-Rosa e os alunos e ão de o analisa e e le i sob e o mesmo;
Po im, e ão um pequeno ídeo que explica o Mapa Co -de-Rosa e o Ul ima o ealizado pelos ingleses
a Po ugal. Depois do ídeo, se ão ealizadas ques ões aos alunos, pa a que expliquem o que
en ende am.
Momen o 6
O momen o 6 se á des inado à pa e p á ica, a a és da análise e in e p e ação de 3 documen os:
Doc. 1. O Mapa Co -de-Rosa (mapa); Doc. 2. O Ul ima o inglês a Po ugal, 11 de janei o de 1890
(ca ica u a do Ul ima o); e Doc. 3. Os impé ios coloniais em 1914 (mapa). A in e p e ação se á
ealizada na p óp ia olha do documen o.
P imei amen e, no Doc. 1. O Mapa Co -de-Rosa, os alunos, a pa es, analisa ão o mapa e esponde ão
a ques ões e ins uções:
1. Qual o í ulo do mapa?
2. Rodeia a cane a e melha a escala ap esen ada no mapa.

54
3. Rodeia a cane a p e a o símbolo da o ien ação do mapa.
4. De que o ma a legenda acili a a in e p e ação do mapa?
5. O que ep esen a a á ea co -de- osa no mapa?
6. Que localidades es ão inse idas na á ea a co -de- osa?
7. Quais as duas colónias po uguesas que Po ugal p e endia liga ?
8. Que in o mações são dadas pelas linhas e des e azuis no mapa?
9. Po que achas que Po ugal que ia con ola es a egião?
10. Con o na as linhas que são as on ei as a uais de Angola e Moçambique.
No Doc. 2., a ca ica u a sob e o Ul ima o inglês, os alunos, ambém a pa es, analisa ão a imagem e
esponde ão a 6 ques ões:
1. O que ês/ en endes sob e es a imagem? O que es á a acon ece ?
2. Que con inen es es ão p esen es na imagem?
3. O que ep esen a a igu a que es á a apon a uma a ma pa a Po ugal?
4. Que país es á ep esen ado à di ei a? Que elemen o e le ou a essa espos a?
5. Qual a mensagem ansmi ida pela pala a “Ul ima um” esc i a na a ma?
6. A igu a po uguesa es á acompanhada po ou a pe sonagem meno . Quem pode á ep esen a ?
Que sen imen o ele es á a ansmi i ?
Po úl imo, no mapa do Doc. 3, os impé ios coloniais de 1914, os alunos ambém analisa ão e
esponde ão às ques ões:
1. Que in o mação p incipal es e mapa ep esen a?
2. Quais os impé ios coloniais ep esen ados na legenda?
3. Que co ep esen a as colónias do Impé io B i ânico? E do Impé io F ancês?
4. Indica um e i ó io con olado po Po ugal em 1914.
5. Obse ando o mapa, qual o con inen e com mais e i ó ios colonizados?
6. Depois do Ul ima o Inglês, Po ugal conseguiu conc e iza o seu plano do Mapa Co -de-Rosa? O que
mudou?
7. Obse ando o mapa de 1914, Angola e Moçambique es ão ligadas e i o ialmen e? Po que não?
8. Com base no que es udámos sob e o Ul ima o Inglês, quais os p incipais in e esses das po ências
eu opeias em Á ica?
As ques ões se ão co igidas a cada espos a dada.
Momen o 7
Após a in e p e ação dos documen os, da -se-á a con inuação da unidade, abo dando os
acon ecimen os pos e io es à cedência de Po ugal ao Ul ima o: o c escimen o do pa ido epublicano,
a p imei a e ol a epublicana, o egicídio e a sucessão de D. Ca los. Ao longo da aula, os alunos ão
se desa iados a suge i os acon ecimen os seguin es.
Momen o 8
Po im, aplica ei pe gun as de me acognição, os alunos e le i ão sob e os concei os desen ol idos.
Recu sos e ma e iais:
Powe Poin ;
F iso c onológico das da as mais impo an es
da unidade;
Documen o 1: O Mapa Co -de-Rosa (mapa) do
manual 9.º ano, “H9” – His ó ia, da ASA;
Documen o 2: O Ul ima o inglês a Po ugal, 11
de janei o de 1890 (ca ica u a do Ul ima o) do
manual 9.º ano, “H9” – His ó ia, da ASA;
Documen o 3: Os impé ios coloniais em 1914
(mapa), manual 9.º ano, “H9” – His ó ia, ASA.
A aliação:
Obse ação di e a – ní eis de desempenho dos
alunos;
Pa icipação e mo i ação dos alunos às a i idades
p opos as;
Ges ão do empo indi idual de abalho;
Análise de g elha de obse ação;
Análise do p odu o inal;
Ques ioná io de me acognição aos alunos.
55
Ques ões de me acognição:
• O que ap endi hoje que não sabia an es?
• O que achei mais ácil de comp eende nes a aula? E o que achei mais di ícil?
• Se i esse de explica a um colega que al ou, como desc e e ia a impo ância do Mapa Co -de-Rosa
e do Ul ima o Inglês?
• De que o ma a análise dos documen os (mapas e ca ica u a) ajudou a comp eende melho os
acon ecimen os his ó icos?
• O que mudou na ua pe ceção sob e a ansição da mona quia pa a a epública depois des a aula?
Elabo ação p óp ia
A p imei a in e enção pedagógica no 2.º CEB oi desen ol ida com uma u ma do 6.º ano. Te e
a du ação de 100 minu os e deco eu nos dias 28 de e e ei o e 7 de ma ço de 2025, inse ida na unidade
dedicada ao domínio “Po ugal do Século XX”, mais conc e amen e ao subdomínio “Da Re olução
Republicana de 1910 à Di adu a Mili a de 1926”.
A in e enção e e como p incipais obje i os p omo e a comp eensão dos mo i os que le a am
ao c escen e desc édi o da mona quia cons i ucional po uguesa, elaciona os in e esses impe ialis as
das po ências eu opeias com o p oje o do Mapa Co -de-Rosa, comp eende o impac o do Ul ima o Inglês
na opinião pública po uguesa e iden i ica a ligação en e es es acon ecimen os e a ascensão do Pa ido
Republicano, culminando no egicídio de 1908. Pa alelamen e, a aula p ocu ou desen ol e compe ências
de análise, in e p e ação e compa ação de documen os his ó icos, omen a o abalho colabo a i o e
es imula a e lexão me acogni i a.
A sessão iniciou-se com o egis o do sumá io no quad o e a ap esen ação da no a unidade
emá ica — “Po ugal do Século XX” — si uando-a no con ex o da p og essão do p og ama e in o mando
os alunos sob e os emas que se iam abo dados. Seguiu-se uma b e e e lexão em g ande g upo sob e o
que inha sido es udado nas aulas an e io es, nomeadamen e no domínio "Po ugal na Segunda Me ade
do Século XIX", com o in ui o de es abelece uma pon e en e os con eúdos já consolidados e os no os
sabe es a adqui i .
Num e cei o momen o, oi dis ibuído um iso c onológico com as da as mais impo an es da
no a unidade (c . apêndice 24). A u ma analisou o documen o em g ande g upo, iden i icando e
discu indo os acon ecimen os his ó icos nele ep esen ados. Pos e io men e, os alunos cola am o iso no
cade no, pa a que pudessem se i -se dele como e e ência e apoio ao es udo u u o.
De seguida, an es de se inicia a abo dagem di e a dos no os con eúdos, p ocu ou-se pe cebe
os conhecimen os e ideias p é ias dos alunos ela i amen e às di e enças en e mona quia e epública e
do concei o de mona quia cons i ucional. Pa a isso, oi p oje ada uma abela em Powe Poin (c . apêndice
56
23) com os concei os o ganizados lado a lado, que se iu de base a uma con e sa o ien ada em g ande
g upo. Os alunos consegui am iden i ica co e amen e a p incipal di e ença en e os dois egimes,
e e indo que na mona quia é o ei quem go e na o país, enquan o na epública essa unção é
desempenhada pelo p esiden e da epública. No en an o, demons a am desconhece o signi icado de
mona quia cons i ucional. Ap o ei ei esse momen o pa a escla ece o concei o e explica os di e en es
ipos de mona quia, des acando a mona quia cons i ucional. Pa a o na a explicação mais conc e a,
u ilizei o exemplo de Espanha, país izinho que ado a esse modelo de go e no, o que ajudou os alunos a
es abelece em uma ligação com uma ealidade p óxima. Um dos alunos ac escen ou espon aneamen e o
exemplo da Ingla e a, iden i icando co e amen e es e país como ou o caso de mona quia cons i ucional.
Es e momen o e elou-se undamen al pa a consolida noções básicas de o ganização polí ica e p epa a
os alunos pa a comp eende o con ex o his ó ico da ansição da mona quia pa a a epública em Po ugal.
O quin o momen o da in e enção ma cou o início o mal do no o ema, com a ap esen ação dos
p incipais a o es que con ibuí am pa a a queda da mona quia. Foi mos ado o Mapa Co -de-Rosa e os
alunos o am con idados a obse á-lo, comen á-lo e e le i sob e o seu signi icado. De seguida,
isualiza am um ídeo cu o e explica i o sob e o Mapa Co -de-Rosa e o Ul ima o Inglês. No inal do ídeo,
coloquei ques ões como “O que acon eceu en e Po ugal e Ingla e a?”, “Po que é que o p oje o do Mapa
Co -de-Rosa causou con li o?”, “Que sen imen os p o ocou o Ul ima o no po o po uguês?” pa a p omo e
a consolidação da in o mação ap esen ada.
O sex o momen o oi des inado à componen e p á ica da aula, com a análise e in e p e ação de
ês documen os (c . apêndice 25): O documen o 1 – o Mapa Co -de-Rosa; O documen o 2 – uma
ca ica u a sob e o Ul ima o Inglês, publicada a 11 de janei o de 1890; e o documen o 3 – um mapa dos
impé ios coloniais em 1914. Em pa es, os alunos esponde am a um conjun o de ques ões di e amen e
nos documen os, sendo a co eção ei a no imedia o pa a p omo e o escla ecimen o con ínuo de dú idas.
Nes a in e enção, o am u ilizadas di e sas on es que exigi am dos alunos a mobilização de
compe ências de lei u a e in e p e ação em di e en es modos de comunicação. A análise dos documen os
— mapas his ó icos, ca ica u as polí icas e isos c onológicos — combinou elemen os isuais, espaciais e
ex uais, desa iando os alunos a a icula in o mação de na u ezas dis in as. A explo ação do Mapa Co -
de-Rosa e do mapa dos impé ios coloniais exigiu lei u a isual e geog á ica, enquan o a ca ica u a sob e
o Ul ima o Inglês implicou a deci ação simbólica de mensagens polí icas implíci as. Já o iso c onológico,
analisado em g ande g upo, pe mi iu si ua empo almen e os acon ecimen os e elacioná-los com
57
con eúdos an e io men e abalhados. Pa a além des es documen os, o ecu so a um ídeo explica i o
e o çou a dimensão audi i a e isual da aula, o nando a ap endizagem mais acessí el e signi ica i a.
A a aliação da in e enção oi ealizada de o ma con ínua e o ma i a, a a és de á ios
ins umen os e es a égias. A obse ação di e a pe mi iu acompanha os ní eis de desempenho dos alunos
ao longo da sessão, e ambém a sua pa icipação e mo i ação ace às a i idades p opos as. Foi ambém
a aliada a ges ão do empo de abalho e a o ma como os alunos coope a am em pa . Adicionalmen e,
eco eu-se à análise de uma g elha de obse ação p e iamen e de inida (c . apêndice 26), que pe mi iu
sis ema iza compo amen os e a i udes ele an es. O p odu o inal – as espos as esc i as nos
documen os – oi igualmen e analisado, conside ando-se a qualidade das in e p e ações e a adequação
das espos as (c . apêndice 27). Po im, oi ealizado um b e e ques ioná io de me acognição em g ande
g upo, que pe mi iu ecolhe pe ceções sob e a a i idade e a alia o g au de comp eensão dos con eúdos.
Figu a 5.
Execução da 1.ª In e enção no 2.º CEB.
4.2.2. Plani icação e Implemen ação da 2.ª In e enção no 2.º CEB
Tabela 6.
Plani icação da 2.ª in e enção no 2.º Ciclo do Ensino Básico.
Plani icação da 2ª in e enção no âmbi o do P oje o In e enção Pedagógica- 2.ºCEB
Ano: 6.º ano
Tempo: 100 minu os
Da a: 11/03/2025
Domínio: Po ugal do Século XX
Subdomínio: Da Re olução
Republicana de 1910 à Di adu a
Mili a de 1926
Tema(s):
Funcionamen o do egime da 1.ª
República e os seus símbolos:
e olução da bandei a de
Po ugal.
Ques ões ge ado as:
• Os alunos sabem quais são os símbolos que su gi am na 1.ª
República?
• Os alunos sabem o que é uma bandei a?
• E pa a que se e uma bandei a? E qual a sua impo ância?
• A u ma em conhecimen o que a bandei a de Po ugal não
e e semp e a mesma con igu ação que em hoje?
• Os alunos sabem o que simboliza as co es e os elemen os da
bandei a de Po ugal?
64
colabo a i o. P e endeu-se, assim, p omo e a análise c í ica de documen os geog á icos e o
desen ol imen o da au onomia e da comunicação en e pa es.
O abalho começou em sala de aula, com a ap esen ação i ual do i ine á io da isi a a a és do
Google Ea h
. Os alunos isualiza am o aje o e ecebe am, em o ma o ísico, uma o og a ia aé ea do
pe cu so (c . apêndice 33). Es a e apa inicial pe mi iu in oduzi os alunos ao pe cu so e aos p incipais
locais de passagem e a a i a os seus conhecimen os p é ios sob e mapas e sob e localização espacial.
A o ganização dos locais, no en an o, oi ei a du an e a caminhada. Ao longo do aje o, os alunos,
o ganizados em pa es, o am desa iados a obse a a en amen e o espaço en ol en e, a enume a de 1
a 13 a o dem dos locais que iam passando e a iden i icá-los na o og a ia aé ea. Es e desa io exigiu que
aplicassem os seus conhecimen os de o ien ação e de lei u a espacial, es abelecendo a co espondência
en e os locais eais e a imagem aé ea an e io men e analisada.
De eg esso à sala de aula, os alunos o am con idados a aça na o og a ia aé ea o caminho
que e e i amen e pe co e am. Pos e io men e, pa ilha am os seus esul ados com os colegas, sendo
ei a a co eção em g ande g upo, momen o que possibili ou discu i es a égias, alida o pe cu so e
e o ça ap endizagens. No inal da a i idade, aplica am-se ques ões de me acognição que p omo e am a
e lexão sob e o p ocesso i ido.
Es a in e enção, desen ol ida em a iculação com a isi a de es udo ao A qui o Municipal,
eco eu a on es no domínio da geog a ia e da o ien ação espacial. Os alunos abalha am com mapas
digi ais no
Google Ea h
, complemen ados po o og a ias aé eas imp essas e lis as dos locais a iden i ica ,
o ganizando sequencialmen e o pe cu so ealizado. Es a a i idade en ol eu modos isuais (mapas e
imagens), espaciais (localização e deslocação no e i ó io) e ex uais (nomeação e o denação dos pon os
de in e esse). A ep esen ação pos e io do aje o no mapa ísico e a e lexão cole i a e o ça am a
dimensão c í ica e colabo a i a da a e a, in eg ando múl iplos modos de comunicação e e o çando a
ap endizagem a i a e con ex ualizada.
A a aliação da in e enção oi ei a com base na obse ação di e a dos ní eis de desempenho dos
alunos, na sua pa icipação e mo i ação ace às a i idades p opos as, na ges ão do empo de abalho, na
análise dos p odu os elabo ados (mapas e pe cu sos), e ambém a a és de uma g elha de obse ação
(c . apêndice 34) e de um ques ioná io de me acognição.

65
Figu a 7.
Execução da 3.ª In e enção no 2.º CEB.
4.2.4. Plani icação e Implemen ação da 4.ª In e enção no 2.º CEB
Tabela 8.
Plani icação da 4.ª in e enção no 2.º Ciclo do Ensino Básico
Plani icação da 4ª in e enção no âmbi o do P oje o In e enção Pedagógica- 2.ºCEB
Ano: 6.º ano
Tempo: 50 minu os
Da a: 18/03/2025
Domínio: Po ugal do Século XX
Subdomínio: Da Re olução
Republicana de 1910 à Di adu a Mili a
de 1926
Tema(s):
P incipais ealizações da 1.ª epública
Medidas educa i as
Ques ões ge ado as:
• Os alunos êm conhecimen o que leis o am aplicadas
no ensino a pa i da Cons i uição de 1911?
• Os alunos sabem o que signi ica a anal abe ismo? E
al abe ismo?
• A u ma econhece que as medidas aplicadas no ensino
inham o obje i o de diminui a axa de anal abe ismo?
Ap endizagens essenciais do 6.º ano de
His ó ia e Geog a ia de Po ugal:
Domínio Po ugal do século XX
A Re olução Republicana
• Analisa p incípios da Cons i uição de 1911
ca ac e ís icos de um egime epublicano;
• Iden i ica medidas go e na i as da 1.ª
República elacionadas com a educação e com
os di ei os dos abalhado es;
• Iden i ica /aplica os concei os: e olução,
u u a, epública, al abe ização.
Obje i os:
• Conhece as p incipais ealizações da 1.ª
República;
• Reconhece que as medidas educa i as
ie am en a aumen a a axa de
al abe ização da população po uguesa;
• Conhece os concei os: Anal abe ismo e
Al abe ismo;
• Capaci a pa a a análise, comp eensão,
in e p e ação e compa ação de documen os;
• Fomen a o abalho colabo a i o.
Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia [PASEO]:
• Domina capacidades nuclea es de comp eensão e de exp essão nas modalidades o al, esc i a,
isual e mul imodal;
• U iliza e domina ins umen os di e si icados pa a pesquisa , desc e e , a alia , alida e
mobiliza in o mação, de o ma c í ica e au ónoma, e i icando di e en es on es documen ais e a
sua c edibilidade.
• Á eas de compe ência:
• In o mação e Comunicação;
• Linguagens e Tex os;
• Raciocínio e Resolução de P oblemas;
• Pensamen o C í ico e Pensamen o C ia i o;
• Relacionamen o In e pessoal.
Sequencialidade:
66
Dando seguimen o às mudanças ealizadas na 1.ª República após a abolição da mona quia
cons i ucional, es a aula incidi á nas p incipais ealizações da 1.ª República e nas medidas educa i as
que o am omadas pa a diminui a axa de anal abe ismo.
Momen o 1
Após o sumá io e a explicação sob e o que se á lecionado, en a ei pe cebe o que os alunos sabem
sob e os con eúdos abo dados an e io men e, nomeadamen e sob e os símbolos da República e a
o ganização da Cons i uição de 1911, con ex ualizando os no os concei os. Pa a al, a ei ques ões a
pa i de um quad o no Powe Poin .
Momen o 2
Depois de os alunos elemb a em os con eúdos, ap esen a ei as p incipais ealizações da 1.ª
República e as medidas educa i as.
Momen o 3
De seguida, da ei início ao abalho de comp eensão e análise de documen os. P imei amen e,
o nece ei, a pa es, um documen o com uma abela e um g á ico po comple a sob e a “C iação de
Escolas P imá ias a pa i de 1910.”. Pedi ei, inicialmen e, pa a os alunos que explo em o documen o
e in e p e em a abela. Após a in e p e ação, a u ma de e comple a o g á ico do documen o com
base na abela obse ada an e io men e, colocando os anos, os alo es e as ba as com o núme o
de escolas co esponden e a cada ano. O obje i o é que os alunos se en ol am na cons ução do
g á ico pa a se mais ácil de o in e p e a em pos e io men e.
Depois do g á ico es a concluído, a ei 4 ques ões sob e o g á ico:
1. An es da Cons i uição de 1911, quan as escolas exis iam?
2. Em que ano hou e maio aumen o do núme o de escolas?
3. Ao longo dos anos, o núme o de escolas aumen ou ou diminuiu?
4. Na ossa opinião, o aumen o do núme o de escolas ez com que a axa de anal abe ismo
diminuísse?
A co eção se á ealizada a cada ques ão espondida na olha do documen o e as ques ões se ão
ealizadas no Powe Poin .
Momen o 4
Após a análise e in e p e ação do p imei o documen o, o nece ei aos pa es mais dois documen os:
uma abela sob e as “Taxas de Al abe ização da População Po uguesa.” e uma imagem de 4 silhue as
de Po ugal con inen al com os anos mencionados na abela. Em p imei o luga , pedi ei pa a os alunos
explo a em a abela, obse ando assim as axas de al abe ização da população po uguesa nos anos
1900, 1911, 1920 e 1930. Depois da análise, pedi ei pa a os pa es pin em no documen o das
silhue as a pe cen agem co esponden e a cada um dos anos mencionados na abela, e,
pos e io men e, que açam a legenda de cada uma das silhue as, e e indo as axas de al abe ização
e de anal abe ismo e as espe i as pe cen agens.
Momen o 5
Pedi ei que os alunos analisem as silhue as e que ol em à úl ima ques ão da a e a an e io : “Na
ossa opinião, o aumen o do núme o de escolas ez com que a axa de anal abe ismo diminuísse?”.
Os alunos de e ão o nece uma espos a inal e pe cebe se co esponde às expec a i as iniciais.
Momen o 6
Po im, aplica ei pe gun as de me acognição, os alunos e le i ão sob e os concei os desen ol idos.
Recu sos e ma e iais:
Powe Poin ;
Documen o 1: Tabela e g á ico da “C iação
de Escolas p imá ias a pa i de 1910;
Documen o 2: Tabela das “Taxas de
Al abe ização da População Po uguesa, do
A aliação:
Obse ação di e a – ní eis de desempenho dos
alunos;
Pa icipação e mo i ação dos alunos às a i idades
p opos as;
Ges ão do empo indi idual de abalho;
67
manual 6.º ano, “Viagens no Tempo” -
HGP, da A eal;
Documen o 3: Imagem de 4 silhue as de
Po ugal con inen al.
Análise de g elha de obse ação;
Análise do p odu o inal;
Ques ioná io de me acognição aos alunos.
Ques ões de me acognição:
• O que ap endes e hoje sob e a educação du an e a 1.ª República?
• Qual oi a pa e da a i idade que e ajudou mais a comp eende o ema?
• Que es a égia usas e pa a in e p e a os documen os e abelas? Funcionou bem pa a i?
• Hou e algum concei o ou documen o que achas e mais di ícil de comp eende ? Como
ul apassas e essa di iculdade?
• De que o ma es a aula e ez pensa de manei a di e en e sob e a impo ância da educação?
Elabo ação p óp ia
A qua a in e enção pedagógica ealizada no 2.º CEB, deco eu no dia 18 de ma ço de 2025, no
con ex o da disciplina de HGP. Es a aula, com a du ação de 50 minu os, inse iu-se no domínio “Po ugal
do Século XX”, mais especi icamen e no subdomínio “Da Re olução Republicana de 1910 à Di adu a
Mili a de 1926”, e e e como ema cen al as p incipais ealizações da 1.ª República e as medidas
educa i as implemen adas com o obje i o de comba e o anal abe ismo.
A a és des a in e enção, p e endeu-se que os alunos ossem capazes de conhece as p incipais
ealizações da 1.ª República, econhece que as medidas educa i as isa am aumen a a axa de
al abe ização da população po uguesa, e in e io iza os concei os de anal abe ismo e al abe ismo. A pa
disso, os obje i os da aula incluí am ambém o desen ol imen o de compe ências de análise, in e p e ação
e compa ação de documen os e ambém p omo e o abalho colabo a i o en e pa es.
Dando seguimen o às mudanças ealizadas pela 1.ª República após a abolição da mona quia
cons i ucional, es a aula incidiu pa icula men e nas medidas educa i as que o am omadas com o
p opósi o de eduzi a ele ada axa de anal abe ismo. No p imei o momen o, após o sumá io e a explicação
inicial sob e os con eúdos a se em abalhados, oi p omo ida uma e isão dos conhecimen os já
adqui idos sob e os símbolos da República e a o ganização da Cons i uição de 1911, a a és de ques ões
o ien ado as ap esen adas em Powe Poin num quad o sín ese, no qual compa a a a o ganização do
pode na mona quia cons i ucional com a o ganização do pode na epública (c . apêndice 36). Com es a
con ex ualização inicial, in oduzi am-se os no os concei os necessá ios à comp eensão do ema.
No segundo momen o da aula, o am ap esen adas aos alunos as p incipais ealizações da 1.ª
República, com des aque pa a as e o mas educa i as. De seguida, no e cei o momen o, e e início o
abalho de comp eensão e análise de documen os. A pa es, os alunos ecebe am um documen o com
uma abela e um g á ico po comple a sob e a “C iação de Escolas P imá ias a pa i de 1910” (c .
apêndice 37). Começa am po in e p e a a abela, iden i icando os dados ela i os ao núme o de escolas
68
nos di e en es anos. Depois, comple a am o g á ico com os dados ex aídos da abela, cons uindo ba as
ep esen a i as pa a cada ano pa a acili a a pos e io in e p e ação dos dados. Concluído o g á ico, o am
colocadas qua o ques ões ela i as à e olução do núme o de escolas ao longo dos anos e à possí el
elação en e essa e olução e a axa de anal abe ismo, ais como: “An es da Cons i uição de 1911, quan as
escolas exis iam?”, “Em que ano hou e maio aumen o do núme o de escolas?”, “Ao longo dos anos, o
núme o de escolas aumen ou ou diminuiu?” e “Na ossa opinião, o aumen o do núme o de escolas ez
com que a axa de anal abe ismo diminuísse?”. As espos as o am egis adas no documen o do g á ico e
co igidas de o ma cole i a. A úl ima ques ão se iu como in odução ao momen o seguin e, pois só
depois da a i idade seguin e os alunos consegui iam sabe se a espos a que de am es a a co e a ou
não.
No qua o momen o, os pa es ecebe am dois no os documen os: uma abela com as “Taxas de
Al abe ização da População Po uguesa” en e 1900 e 1930 (c . apêndice 38), e uma imagem com qua o
silhue as de Po ugal con inen al (c . apêndice 39), co esponden es aos anos indicados na abela. Os
alunos analisa am os dados da abela e pin a am as silhue as de aco do com a pe cen agem de população
al abe izada em cada ano. Após a a i idade, pedi que izessem a legenda das silhue as, colocando “Taxa
de anal abe ismo” e “Taxa de al abe ização” com as espe i as pe cen agens.
No momen o seguin e, em g ande g upo, após a co eção do p eenchimen o das silhue as e da
sua legenda, os alunos o am con idados a e le i na úl ima ques ão da a e a an e io : “Na ossa opinião,
o aumen o do núme o de escolas ez com que a axa de anal abe ismo diminuísse?” pa a e i ica se as
suas expec a i as iniciais es a am ou não co e as. Es as a i idades pe mi i am aos alunos es abelece
ligações en e os documen os analisados e o impac o das polí icas educa i as na época.
Po im, no quin o momen o da aula, o am colocadas ques ões de me acognição com o in ui o
de p omo e uma e lexão c í ica sob e os con eúdos ap endidos e o p ocesso de ap endizagem. Os alunos
e le i am sob e o que ap ende am ace ca da educação du an e a 1.ª República, sob e as pa es da
a i idade que mais os ajuda am a comp eende o ema, as es a égias u ilizadas pa a in e p e a os
documen os, as di iculdades sen idas e como as supe a am, e ainda sob e a impo ância da educação
enquan o di ei o undamen al.
A a aliação da in e enção oi ealizada com base na obse ação di e a dos ní eis de desempenho
dos alunos, na pa icipação e mo i ação ace às a i idades p opos as, na ges ão do empo e de abalho
em pa es, na g elha de obse ação (c . apêndice 40), na análise dos p odu os inais (g á icos e silhue as
p eenchidas) e do ques ioná io de me acognição aplicado aos alunos.
69
Figu a 8.
Execução da 4.ª In e enção no 2.º CEB.
4.2.5. Plani icação e Implemen ação da 5.ª In e enção no 2.º CEB
Tabela 9.
Plani icação da 5.ª in e enção no 2.º Ciclo do Ensino Básico
Plani icação da 5ª in e enção no âmbi o do P oje o In e enção Pedagógica- 2.ºCEB
Ano: 6.º ano
Tempo: 100 minu os
Da a: 22/04/2025
Domínio: Po ugal do Século XX
Subdomínio:
O Es ado No o (1933 – 1974)
Tema(s):
Di usão dos ideais do Es ado
No o– a ação da p opaganda
Ques ões ge ado as:
• Os alunos sabem quais e am os p incipais alo es de endidos
pelo Es ado No o?
• Os alunos sabem o que signi ica p opaganda?
• Os alunos sabem que a p opaganda oi uma das o mas de
di usão dos ideais do Es ado No o?
• Como é que os alunos in e p e am a p opaganda dessa época?
Ap endizagens essenciais do 6.º ano de
His ó ia e Geog a ia de Po ugal:
Domínio Po ugal do século XX
Os anos da di adu a
• Sin e iza as p incipais ca ac e ís icas do Es ado
No o, nomeadamen e a ausência de libe dade
indi idual, a exis ência da censu a e de polícia
polí ica, a ep essão do mo imen o sindical e a
exis ência de um pa ido único;
• Iden i ica /aplica os concei os: di adu a, censu a,
gue a colonial, oposição, libe dade de exp essão.
Obje i os:
• Indica os p incipais alo es de endidos pelo
Es ado No o, salien ando a máxima “Deus,
Pá ia e Família” e a obediência;
• Re e i a u ilização do ensino, da Mocidade
Po uguesa e da p opaganda como o mas
de di usão dos ideais do Es ado No o;
• Capaci a pa a a análise, comp eensão,
in e p e ação e compa ação de
documen os;
• Fomen a o abalho colabo a i o.
Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia [PASEO]:
• Domina capacidades nuclea es de comp eensão e de exp essão nas modalidades o al, esc i a,
isual e mul imodal;
• U iliza e domina ins umen os di e si icados pa a pesquisa , desc e e , a alia , alida e mobiliza
in o mação, de o ma c í ica e au ónoma, e i icando di e en es on es documen ais e a sua
c edibilidade.
• Á eas de compe ência:
• In o mação e Comunicação;
• Linguagens e Tex os;
• Raciocínio e Resolução de P oblemas;
• Pensamen o C í ico e Pensamen o C ia i o;
• Relacionamen o In e pessoal.
Sequencialidade:

70
Dando con inuidade à unidade O Es ado No o (1933 – 1974), ap o ei a -se-á pa a analisa e
comp eende a p opaganda de Salaza na época.
Momen o 1
Como se á a p imei a aula de His ó ia e Geog a ia de Po ugal após a pausa le i a da Páscoa, ealiza -
se-á um pequeno jogo de pe gun as na aplicação
Quizizz
e en a -se-á pe cebe o que os alunos sabem
dos con eúdos abo dados an e io men e. O jogo se á p oje ado e se ão o necidos ca ões de 4 co es
(co es das espos as às pe gun as). Os alunos de em esponde indi idualmen e, le an ando o ca ão
da espos a que conside am co e a. A espos as mais dadas pela u ma se ão selecionadas po mim
no jogo. No im, i emos e le i e deba e sob e o esul ado em conjun o.
Pe gun as do jogo:
1. Após o Golpe Mili a de 1926, a si uação económica de Po ugal…
a) con inua a g a e.
b) melho ou bas an e.
2. An ónio Oli ei a Salaza oi con idado, em 1928, pa a o ca go de…
a) P esiden e da República.
b) Minis o das Finanças.
c) Minis o dos Negócios Es angei os.
3. Pa a esol e a di ícil si uação inancei a do país, Salaza omou medidas, como, po exemplo…
a) aumen ou os impos os.
b) aumen ou as despesas da saúde, educação e os salá ios dos uncioná ios públicos.
c) incen i ou as impo ações.
d) incen i ou as expo ações.
4. Iden i ica ês ob as públicas cons uídas pelo go e no de Salaza .
a) Pon e da A ábida (Po o).
b) Palácio de C is al (Po o).
c) Hospi ais, en e eles, o de San a Ma ia, em Lisboa.
d) Cen os come ciais.
5. Iden i ica o pe íodo his ó ico que deco eu em Po ugal, en e 1933 e 1974.
a) Mona quia.
b) Es ado Velho.
c) Es ado No o.
d) República.
6. Iden i ica duas das al e ações que a Cons i uição de 1933 ap esen ou ela i amen e à de 1911.
a) De inia a exis ência de qua o ó gãos de sobe ania (P esiden e da República, Assembleia
Nacional, Go e no e T ibunais).
b) Re o ça a os pode es do che e do Go e no, enquan o, aumen a a os do Pa lamen o.
c) Re o ça a os pode es do che e do Go e no, enquan o, diminuía os do Pa lamen o.
Momen o 2
Após o jogo e depois de os alunos elemb a em os con eúdos, en a -se-á, em con e sa com a u ma,
sabe os conhecimen os p é ios dos alunos sob e p opaganda, colocando a ques ão:
O que en endem po p opaganda?
Momen o 3
Após en ende o que os alunos já sabem sob e a pala a p opaganda, explica -se-á o seu signi icado
sem explica de que modo a mesma se elaciona com An ónio Oli ei a Salaza .
Momen o 4
No momen o 4, se ão o necidas aos alunos imagens da p opaganda de Salaza . A pa i das mesmas,
a u ma de e analisá-las e in e p e á-las, en ando chega aos ideais de endidos pelo Es ado No o:
“Deus, Pá ia e Família” e a obediência e, ao mesmo empo, pe cebe qual a in enção de Salaza com
71
a p opaganda. P imei amen e, se á o necido o documen o 1: Ca az de p opaganda alusi o aos ideais
de “Deus, Pá ia e Família” e depois o documen o 2: “A Lição de Salaza ”. Os documen os/imagens
se ão analisados em g ande g upo. Con o me os alunos desen ol am espos as sob e o que obse am,
i ão ao quad o esc e ê-las e egis a ão ambém po baixo do documen o o necido.
Momen o 5
De seguida, se á ap esen ado um Powe Poin sob e a p opaganda de Salaza . Nes e momen o, a
u ma i á compa a as suas análises com a in o mação do Powe Poin e pe cebe se consegui am
com êxi o comp eende e in e p e a os documen os an e io men e analisados.
Momen o 6
Po im, aplica ei pe gun as de me acognição. Os alunos e le i ão sob e os concei os desen ol idos.
Recu sos e ma e iais:
Powe Poin ;
Quizziz;
Documen o 1: Ca az de
p opaganda alusi o aos ideais de
“Deus, Pá ia e Família”, do manual
6.º ano, “Viagens no Tempo2 -
HGP, da A eal;
Documen o 2: “A Lição de Salaza ”,
do manual 6.º ano, “Viagens no
Tempo” - HGP, da A eal.
A aliação:
Obse ação di e a – ní eis de desempenho dos alunos;
Pa icipação e mo i ação dos alunos às a i idades p opos as;
Ges ão do empo indi idual de abalho;
Análise de g elha de obse ação;
Análise do p odu o inal;
Ques ioná io de me acognição aos alunos.
Ques ões de me acognição:
• O que ap endes e hoje sob e o Es ado No o e a p opaganda usada nesse pe íodo?
• Sen is e alguma di iculdade em analisa os documen os? O que izes e pa a ul apassa essa
di iculdade?
• O que achas que pode ias e ei o de o ma di e en e pa a comp eende melho os con eúdos?
• Como é que es a aula e ajudou a pe cebe a impo ância da análise c í ica da in o mação?
• Achas que sabe in e p e a documen os his ó icos é impo an e?
• Se i esses de explica a um colega o que é p opaganda, o que lhe di ias?
Elabo ação p óp ia
No dia 22 de ab il de 2025, ealizei a quin a e úl ima in e enção pedagógica no 2.º CEB. A aula,
com a du ação de 100 minu os, inse iu-se na unidade “O Es ado No o (1933–1974)”, no domínio
“Po ugal do Século XX” da disciplina de HGP. O ema cen al da sessão oi a di usão dos ideais do Es ado
No o a a és da p opaganda, p ocu ando-se desen ol e nos alunos a capacidade de análise c í ica,
in e p e ação de documen os e e lexão sob e os alo es e es a égias de comunicação polí ica u ilizadas
du an e es e pe íodo his ó ico.
No seguimen o dos con eúdos p e iamen e abo dados e endo em con a que es a se ia a p imei a
aula após a pausa le i a da Páscoa, iniciei a sessão com um momen o de diagnós ico, a a és da
ealização de um jogo in e a i o na aplicação
Quizizz
(c . apêndice 45)
.
O obje i o des a a i idade oi
pe cebe o que os alunos eco da am dos con eúdos lecionados an es da pausa, nomeadamen e sob e o
golpe mili a de 1926, as unções desempenhadas po Salaza , as medidas económicas omadas, as
72
ob as públicas ealizadas du an e o Es ado No o, a Cons i uição de 1933 e os p incipais ma cos
c onológicos do egime. Du an e o jogo, os alunos u iliza am ca ões de qua o co es co esponden es às
opções de espos a e esponde am indi idualmen e. As espos as mais escolhidas o am egis adas no
quad o e deba idas em conjun o pa a pe mi i iden i ica o g au de consolidação dos conhecimen os
an e io men e abo dados. No en an o, mais a de, como alguns alunos inham elemó eis consigo, oi
possí el ambém joga em i ualmen e a a és da aplicação
Quizizz,
o que pe mi iu uma maio
in e a i idade e mo i ação.
Após es e p imei o momen o, dei início à explo ação do no o con eúdo, p ocu ando a i a os
conhecimen os p é ios dos alunos sob e o concei o de p opaganda. Pa a isso, lancei a ques ão “O que
en endem po p opaganda?”, dando espaço ao deba e e à pa ilha de ideias en e os alunos. Com base
nas espos as ap esen adas, in oduzi de o ma b e e e acessí el a de inição de p opaganda, sem ainda
a elaciona di e amen e com An ónio Oli ei a Salaza , de o ma a p ese a o momen o de descobe a e
cons ução do conhecimen o pelos p óp ios alunos.
De seguida, ap esen ei dois documen os com exemplos de p opaganda do Es ado No o: um ca az
alusi o aos ideais de “Deus, Pá ia e Família” e uma imagem in i ulada “A Lição de Salaza ” (c . apêndice
44). Em g ande g upo, os alunos o am con idados a obse a , desc e e e in e p e a os documen os,
p ocu ando iden i ica as mensagens ansmi idas, os alo es associados ao egime e os elemen os isuais
u ilizados pa a pe suadi a população. Du an e es e momen o, p ocu ei assumi um papel de mediado a,
o ien ando a análise a a és de ques ões que p omo iam a e lexão c í ica. No caso do ca az elacionado
com os ideais de “Deus, Pá ia e Família”, ques ionei os alunos sob e o que obse a am na imagem, que
alo es e am ansmi idos na ase ap esen ada, qual se ia o obje i o daquela p opaganda e quem pode ia
se o público-al o. Incen i ei ambém a análise da ep esen ação da igu a da amília, pedindo-lhes que
e le issem sob e se a imagem espelha a ou não a ealidade da sociedade da época. Rela i amen e ao
documen o “A Lição de Salaza ”, solici ei aos alunos que obse assem a en amen e odos os po meno es
da imagem, de o ma a in e p e a os seus di e sos elemen os simbólicos e a mensagem polí ica implíci a.
À medida que su giam in e p e ações, os alunos di igiam-se ao quad o pa a egis a as suas ideias e
ano a am ambém as conclusões po baixo de cada documen o.
Ao con á io do que acon eceu nou as aulas, nes a sessão op ei po in e e a o dem habi ual da
abo dagem dos con eúdos. Em ez de inicia com a explicação eó ica, os alunos o am, numa ase inicial,
desa iados a in e p e a po si mesmos as on es isuais de p opaganda salaza is a na en a i a de
p ocu a pis as sob e os ideais de endidos pelo Es ado No o. Só após es e momen o de análise e e lexão
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é que ap esen ei os con eúdos his ó icos de o ma sis ema izada, a a és do Powe Poin , pe mi indo-lhes
compa a as suas in e p e ações com os ac os his ó icos. Es a es a égia isou p omo e uma
ap endizagem mais a i a e signi ica i a, incen i ando os alunos a cons ui o conhecimen o a pa i da sua
p óp ia lei u a c í ica dos documen os, an es de con i ma e consolida os sabe es com o apoio da
in o mação his ó ica ap esen ada, usando-se assim a me odologia a i a: ap endizagem po descobe a.
De o ma a consolida os conhecimen os cons uídos a é ao momen o, oi ap esen ado um
Powe Poin (c . apêndice 43) com in o mação sis ema izada sob e a p opaganda no Es ado No o, que
pe mi iu aos alunos compa a as suas análises com os dados his ó icos ap esen ados. Es e momen o de
con on o en e as in e p e ações dos alunos e a in o mação his ó ica oi essencial pa a alida
ap endizagens e p omo e uma lei u a c í ica das on es.
Po im, apliquei um conjun o de ques ões de me acognição com o in ui o de le a os alunos a
e le i em sob e o p ocesso de ap endizagem e os concei os desen ol idos du an e a aula. Ques ionei-os
sob e o que ap ende am ela i amen e à p opaganda no Es ado No o, as di iculdades sen idas na análise
dos documen os, o que pode iam e ei o de o ma di e en e e de que o ma a aula con ibuiu pa a a sua
comp eensão do ema. Os alunos o am ambém desa iados a pensa sob e como explica iam a ou os
colegas aquilo que ap ende am.
A a aliação da in e enção e e po base a obse ação di e a da pa icipação dos alunos, a o ma
como in e p e a am os documen os, o empenho demons ado nas a i idades p opos as, a ges ão do
abalho indi idual, g elha de obse ação (c . apêndice 46) e as espos as às ques ões me acogni i as.
Es a sessão e elou-se bas an e signi ica i a, não só pela iqueza dos documen os abalhados e pela
pe inência do ema, mas ambém pela o ma como os alunos se en ol e am nas a i idades,
demons ando p og essi amen e maio au onomia, espí i o c í ico e capacidade de a iculação en e os
conhecimen os adqui idos e os con ex os his ó icos analisados.
Figu a 9.
Execução da 5.ª In e enção no 2.º CEB.
80
exigen e, uma ez que mui os alunos ap esen a am di iculdades em aça co e amen e as linhas que
di idem os e i ó ios, con undindo os domínios po ugueses e cas elhanos, mesmo endo um modelo
como e e ência (c . apêndice 15).
A a i idade inal de consolidação, que consis iu na ma cação de elemen os num mapa-múndi com
base numa legenda (c . apêndice 16), pe mi iu a alia os p og essos dos alunos no domínio da lei u a
simbólica e da o ganização espacial. A maio ia dos g upos comple ou a a e a com sucesso, demons ando
uma comp eensão mais sólida das o as, á eas dominadas e cabos.
As ques ões de me acognição aplicadas no inal da in e enção e ela am que os alunos o am
capazes de e le i sob e o seu p ocesso de ap endizagem. As suas espos as mos a am um ele ado g au
de consciência sob e o que ap ende am, as di iculdades que en en a am e as es a égias que u iliza am
pa a as ul apassa . Comen á ios como: “Pe cebi melho como usa as co es e a legenda pa a en ende
o mapa”, “Gos ei de abalha com o mapa e o iso, oi mais ácil pe cebe o que acon eceu p imei o”,
"Ti e di iculdade nas linhas do T a ado, mas a p o esso a ajudou-me e ago a sei onde icam os e i ó ios",,
ou “Pensei que o cabo Bojado e a uma e a, po que no mapa pa ece es a mais den o do e i ó io”
demons am a pa icipação a i a e e lexi a nas a i idades p opos as.
Em suma, es a in e enção pe mi iu e i ica que os alunos o am capazes de mobiliza
conhecimen os p é ios, desen ol e compe ências de in e p e ação de on es e aplica aciocínio
c onológico e espacial. Ainda que enham su gido alguns obs áculos, sob e udo na in e p e ação simbólica
e geog á ica, es es o am supe ados com apoio docen e e abalho colabo a i o. A expe iência e elou-se
en iquecedo a e con ibuiu signi ica i amen e pa a o desen ol imen o das compe ências al o. Mais uma
ez, as me odologias a i as u ilizadas – a aula-o icina, a ap endizagem coope a i a e ap endizagem
signi ica i a – a abo dagem in e disciplina , a me acognição e o ecu so a di e en es on es mos a am
se em ulc ais no desen ol imen o de compe ências de ecolha e a amen o de in o mação.
5.1.4. Qua a in e enção no 1.º CEB
A análise da qua a in e enção ealizada no 1.º CEB pe mi e e le i sob e o impac o das
es a égias implemen adas, as ap endizagens e e i as dos alunos, as di iculdades obse adas e os ajus es
pedagógicos que se e ela am necessá ios ao longo da aula. Es a e lexão c í ica ambiciona comp eende
em que medida os obje i os de inidos o am a ingidos, de que o ma os alunos se posiciona am pe an e
as a e as p opos as e como es a expe iência con ibuiu pa a o meu c escimen o p o issional enquan o
u u a docen e.

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Du an e a explo ação dos conhecimen os p é ios e ao longo da aula, os alunos es i e am mui o
pa icipa i os e empenhados em ap ende . Su p eende am-me com espos as sob e o que acha am que
e a uma bandei a e qual a sua unção. Quando pe gun ei “O que é uma bandei a?”, ob i e espos as
como: “ ep esen a a his ó ia do país”, “se e pa a ep esen a o país”, “é algo em ecido com símbolos e
co es que se e e em a um país ou cidade” e “ odos os países e cidades êm uma, e os clubes de u ebol
ambém”. Depois, ao mos a di e en es bandei as no Powe Poin (c . apêndice 17), os alunos pe cebe am
que não são só os países, cidades e clubes de u ebol que êm espe i as bandei as. Iden i ica am, po
exemplo, a bandei a da ONU ou da Eco-Escolas, o que lhes pe mi iu ala ga a sua comp eensão sob e o
concei o de bandei a.
Quan o à análise e in e p e ação do documen o com as imagens das bandei as de Po ugal e do
documen o com as dinas ias de Po ugal (c . apêndice 20), os alunos iden i ica am com sucesso as
bandei as do Condado Po ucalense, do einado de D. A onso Hen iques e de D. João I, mas ica am
e icen es quan o à bandei a do pe íodo da União Ibé ica (c . apêndice 22). Es a hesi ação não esul ou
da di iculdade em associa as da as en e documen os, mas sim do ac o de não sabe em o que signi ica a
“União Ibé ica”, pelo que não en ende am de imedia o que es a a associada à Dinas ia Filipina. Pedi am-
me ajuda, e após uma explicação, consegui am aze a associação com maio acilidade.
Hou e ainda um e o comum a odos os g upos. Todos coloca am a p imei a bandei a,
co esponden e ao Condado Po ucalense, como sendo da 1.ª dinas ia. Es a con usão e elou uma lacuna
impo an e, pois as dinas ias só su gem com o econhecimen o de Po ugal como Reino, em 1143, e o
Condado Po ucalense ainda não co espondia a esse es a u o. Com es a explicação, os alunos
pe cebe am que a p imei a bandei a não podia se associada a uma dinas ia, o que con ibuiu pa a
consolida os seus conhecimen os sob e a c onologia da undação de Po ugal (c . apêndice 22).
Ou o desa io oi dis ingui as bandei as da mona quia da bandei a da epública. Demo a am a
pe cebe que a única bandei a da epública é a a ual, associando-a à da a de 1910, da a da Implan ação
da República. Com es a comp eensão, a pe gun a sob e a ausência da co oa na bandei a de 1910 oi
mais acilmen e espondida, embo a alguns alunos ainda i essem di iculdades, pois a espos a exigia
in e ência, não es ando di e amen e espondida nos documen os (c . apêndice 22).
Nas espos as às ques ões de me acognição, e e i am ap endizagens signi ica i as. Disse am que
ap ende am a iden i ica di e en es bandei as, a comp eende os seus signi icados e a associá-las a
momen os his ó icos, apesa de e em achado di ícil a compa ação en e os documen os das bandei as e
das dinas ias. O que mais lhes in e essou oi descob i que Po ugal já e e á ias bandei as e ap ende o
82
que signi icam os elemen os da bandei a a ual de Po ugal: “Não conhecia o signi icado de alguns
elemen os da bandei a, como as chagas de C is o ou a es e a a mila , nem que Po ugal já e e á ias
bandei as.”.
Enquan o u u a p o esso a, es e ipo de a i idades ez-me pe cebe o quão impo an e é assumi
um papel de p o esso mediado no p ocesso de ensino-ap endizagem e p opo ciona con ex os onde os
alunos são e dadei amen e sujei os a i os na cons ução do conhecimen o. Quando lhes é dado espaço
pa a explo a , ques iona , e a , discu i e e o mula ideias com base em on es e desa ios conc e os,
como acon eceu nes a in e enção, é isí el a adesão, o in e esse e o p og esso na ap endizagem.
Comp eendi que o meu papel ai mui o além de ensina con eúdos. De o o ien a , apoia e desa ia os
alunos, p omo endo momen os de e lexão, in e p e ação c í ica e ligação en e sabe es, espei ando os
i mos indi iduais e alo izando os seus con ibu os. Es a consciência e o ça a impo ância de c ia
ambien es de ap endizagem signi ica i os, nos quais os alunos pa icipem de o ma a i a, au ónoma e
colabo a i a.
5.1.5. A aliação do P oje o em con ex o de 1.º CEB
A a aliação global do PIP desen ol ido no 1.º CEB e ela-se amplamen e posi i a, endo-se
e i icado p og essos signi ica i os nas compe ências dos alunos ao ní el da ecolha e a amen o de
in o mação, assim como da sua capacidade de in e p e a di e en es on es e de p oduzi sín eses esc i as
coe en es. As qua o sessões implemen adas pe mi i am acompanha , de o ma sis emá ica, a e olução
do desempenho dos alunos e e le i sob e o impac o das es a égias pedagógicas u ilizadas.
Desde a p imei a in e enção, em que os alunos pa icipa am numa caminhada pela cidade, com
o obje i o de desen ol e compe ências de lei u a e in e p e ação de mapas, obse ou-se uma boa
pa icipação a i a, embo a com algumas di iculdades iniciais na iden i icação dos locais no pe cu so e na
comp eensão da ep esen ação espacial. A u ilização de uma o og a ia aé ea do aje o e a sua pos e io
lei u a em sala de aula p opo ciona am uma ap endizagem signi ica i a. A p odução esc i a inal, um ex o-
esumo desc i i o do i ine á io, e elou empenho e c ia i idade.
Na segunda in e enção, cen ada na cons ução de mapas his ó icos ela i os à Reconquis a
C is ã e aos einos e condados c is ãos, e i icou-se uma cla a pa icipação a i a po pa e dos alunos nas
a e as p opos as. O abalho em g upo a o eceu a colabo ação e a pa ilha de ideias, ainda que enha
sido necessá io in e i ao ní el da ges ão do empo e da o ganização dos ma e iais. A c iação de isos
c onológicos e a elabo ação cole i a de um ex o- esumo con ibuí am pa a a consolidação dos con eúdos
83
e pa a o desen ol imen o de compe ências de in e p e ação empo al e geog á ica. A elabo ação inal do
ídeo- econ o pe mi i a in eg a di e en es o mas de exp essão e alo iza o abalho com on es isuais.
A e cei a in e enção e e como oco a emá ica da Expansão Ma í ima Po uguesa, sendo
es u u ada a pa i da análise de on es ca og á icas e c onológicas. Os alunos analisa am mapas da
Expansão e do T a ado de To desilhas, cons uí am um iso c onológico e abalha am com um mapa-
múndi. Além disso, u iliza am ma cado es colo idos, esponde am a ques ões o ien ado as e compa a am
di e en es on es. Fo am obse adas di iculdades na in e p e ação e na lei u a de elemen os ca og á icos
mais complexos, como as o as e os cabos. No en an o, a a i idade inal e elou p og essos signi ica i os,
e as espos as às ques ões de me acognição mos a am au o e lexão, econhecimen o das di iculdades
supe adas e alo ização da ap endizagem em g upo.
A qua a in e enção oi dedicada à e olução da bandei a de Po ugal, a iculando con eúdos de
His ó ia com análise documen al. Iniciou-se com a obse ação di e a de uma bandei a ísica e com um
jogo in e a i o, seguindo-se a análise de documen os com imagens das bandei as desde o Condado
Po ucalense a é à a ualidade e de quad os com os eis e dinas ias po uguesas. As a e as en ol e am
compa ação de on es, c uzamen o de in o mações e iden i icação de símbolos. Fo am de e adas
di iculdades na dis inção en e pe íodos his ó icos e na in e p e ação de concei os como “União Ibé ica”
ou “República”, que exigi am explicações adicionais. Con udo, os alunos demons a am g ande in e esse
e empenho. No momen o de me acognição, e le i am sob e o que ap ende am e des aca am aspe os
como a descobe a do signi icado dos elemen os da bandei a a ual e o desejo de ap o unda os con eúdos
em ou os con ex os escola es.
Globalmen e, cons a ou-se um aumen o p og essi o da au onomia dos alunos, da sua capacidade
de in e p e ação de documen os e da sua compe ência em seleciona , o ganiza e eesc e e a in o mação
ecolhida. As on es u ilizadas (mapas, isos c onológicos, imagens his ó icas, símbolos, ídeos e
documen os esc i os) e ela am-se c uciais pa a apoia os di e en es es ilos de ap endizagem e pa a
acili a a comp eensão de con eúdos his ó icos complexos. O uso de á ias on es oi, assim, uma mais-
alia pedagógica cla a, pe mi indo que os alunos acedessem à in o mação, desen ol endo um olha c í ico
e ans e sal sob e os ac os his ó icos.
As e lexões me acogni i as mos a am-se undamen ais pa a p omo e a au o egulação da
ap endizagem, sendo isí el, ao longo das in e enções, uma e olução na consciência que os alunos êm
sob e o que ap endem, como ap endem e onde sen em mais di iculdades. A a iculação com ou as á eas
84
cu icula es, especialmen e Po uguês, Ma emá ica e as Exp essões, con ibuiu pa a e o ça
ap endizagens e consolida es a égias de lei u a e esc i a aplicadas a di e en es con ex os.
A a aliação des e p oje o no 1.º CEB pe mi e, assim, conclui que o abalho com on es
di e si icadas, aliado a me odologias a i as, nomeadamen e a aula-o icina, a ap endizagem coope a i a, a
ap endizagem signi ica i a e as saídas de campo, e com a componen e me acogni i a, em um impac o
posi i o na o mação in eg al dos alunos, po enciando o pensamen o c í ico, a au onomia e a ans e ência
de ap endizagens pa a si uações no as. Pa a além disso, icou e iden e a impo ância de con inua a
in es i na análise e comp eensão de documen os de na u eza a iada, ecu sos isuais, esc i os,
ca og á icos, simbólicos, de o ma a do a os alunos de compe ências essenciais de ecolha e a amen o
de in o mação. Só a a és des e abalho con inuado e sis emá ico se á possí el o ma alunos capazes
de in e p e a qualque ipo de on e com igo , sen ido c í ico e au onomia, p epa ando-os pa a os desa ios
académicos e sociais do p esen e e do u u o.
Es a expe iência e elou-se undamen al pa a a minha ap endizagem enquan o u u a p o esso a.
A plani icação e implemen ação de a i idades di e si icadas, o acompanhamen o das di iculdades dos
alunos, a e lexão sob e os ajus es necessá ios e a análise do impac o das es a égias u ilizadas
p opo ciona am-me uma comp eensão mais p o unda do papel do p o esso enquan o mediado a i o da
ap endizagem. Ap endi sob e a impo ância de escu a os alunos, de adap a as me odologias às suas
necessidades e de alo iza a a iculação en e di e en es á eas disciplina es. Pe cebi ambém que a
cons ução do conhecimen o de e se um p ocesso pa ilhado, em que o e o e a dú ida são opo unidades
aliosas de ap endizagem. Es a p á ica pe mi iu-me c esce p o issionalmen e, desen ol e a capacidade
de oma decisões undamen adas e e o ça a con icção de que o abalho com on es, quando bem
o ien ado, é uma pode osa e amen a ao se iço de uma escola mais e lexi a, c í ica e signi ica i a.
5.2. ANÁLISE DOS RESULTADOS DAS INTERVENÇÕES NO 2.º CEB
A p esen e secção isa analisa os dados ecolhidos no decu so da implemen ação do PIP na
u ma do 6.º ano do 2.º CEB. A a és da análise quali a i a dos di e en es ins umen os u ilizados como,
g elhas de obse ação, ques ioná ios, p oduções esc i as e egis os me acogni i os, p e ende-se
comp eende em que medida as a i idades p opos as con ibuí am pa a a aquisição de compe ências de
ecolha e a amen o de in o mação po pa e dos alunos.
A análise dos esul ados encon a-se o ganizada pela sequencialidade das in e enções,
pe mi indo iden i ica os p og essos ealizados, as di iculdades pe sis en es e os aspe os a melho a . Es a
85
abo dagem pe mi i á, não só a alia o impac o das es a égias pedagógicas u ilizadas, como ambém
e le i sob e a sua adequação às ca ac e ís icas da u ma e ao con ex o educa i o em que se inse em.
Pa a além da análise cen ada nos alunos, es a secção inclui ambém uma e lexão sob e o meu
pe cu so enquan o u u a p o esso a, des acando ap endizagens, desa ios en en ados e ajus es ei os ao
longo da p á ica. P e ende-se, assim, sus en a uma e lexão c í ica sob e o p ocesso de ensino e
ap endizagem, em coe ência com os p incípios da I-A que o ien a am odo o p oje o.
5.2.1. P imei a in e enção no 2.º CEB
A análise dos esul ados da p imei a in e enção no 2.º CEB pe mi e a alia de o ma mais
de alhada o impac o da a i idade pedagógica nas ap endizagens dos alunos. A a és da obse ação di e a,
da análise dos documen os p oduzidos e das espos as dadas em g ande g upo, oi possí el iden i ica
não só os conhecimen os adqui idos e consolidados, mas ambém as di iculdades pe sis en es. Es a
análise assume pa icula impo ância pa a ajus a u u as in e enções pedagógicas e e o ça as á eas
em que os alunos demons am maio es agilidades.
O p imei o documen o o necido aos alunos pa a a análise e in e p e ação oi o Mapa Co -de-Rosa
(c . apêndice 25). Como es a oi a p imei a in e enção no 2.º CEB dedicada à análise e in e p e ação de
mapas, op ei po o mula algumas ques ões mais elemen a es, com o obje i o de pe cebe se os alunos
ainda se eco da am dos elemen os undamen ais dos mapas, como o í ulo, a escala ou a o ien ação. A
maio ia dos g upos espondeu co e amen e à p imei a pe gun a (“Qual é o í ulo do mapa?”), e apenas
um g upo não iden i icou nem a escala nem o símbolo de o ien ação, o que e elou di iculdades pon uais
ou desconhecimen o desses elemen os ca og á icos básicos. Quan o à lei u a da legenda, odos os alunos
consegui am explica a sua unção, ainda que com di e en es ní eis de complexidade nas espos as.
Quando ques ionados sob e o que ep esen a a a á ea a co -de- osa no mapa, odos os g upos
demons a am comp eensão do concei o. Os alunos consegui am igualmen e iden i ica co e amen e as
localidades incluídas na á ea assinalada, as duas colónias que Po ugal p e endia liga (Angola e
Moçambique), assim como in e p e a as in o mações associadas às linhas e des e azuis ep esen adas
no mapa. Na ques ão “Po que achas que Po ugal que ia con ola es a egião?”, os alunos demons a am
e comp eendido a mo i ação económica e es a égica po de ás do p oje o. Po im, na a e a de
con o na as on ei as a uais de Angola e Moçambique, a maio ia dos g upos e elou di iculdades, não
conseguindo in e p e a co e amen e a legenda, o que demons ou a necessidade de e o ço nes a
compe ência especí ica (c . apêndice 27).

86
No Documen o 2, ca ica u a sob e o Ul ima o Inglês, publicada a 11 de janei o de 1890 (c .
apêndice 25 e 27), odos os alunos iden i ica am co e amen e o acon ecimen o ep esen ado. Na ques ão
sob e os con inen es p esen es na imagem, a maio ia espondeu co e amen e, mas dois g upos
con undi am países com con inen es, o que indicia que nem odos os alunos dominam es e concei o
geog á ico undamen al. Quan o à igu a que apon a a a ma, odos os g upos a iden i ica am como sendo
o ep esen an e de Ingla e a, e um deles e e iu o nome “John Bull” como es á esc i o nas calças da
igu a. Todos econhece am Po ugal como o país à di ei a, com base na To e de Belém, embo a um
g upo, enha esc i o “To e de Molei o”, o que pode e idencia o desconhecimen o cul u al. A mensagem
simbólica da pala a “Ul ima um” esc i a na a ma oi bem in e p e ada po odos. Na úl ima ques ão, os
alunos iden i ica am D. Ca los como a igu a ep esen ada, associando a sua pos u a ao medo e à
ins abilidade, mencionando ainda a queda da co oa como símbolo da queda da mona quia.
No Documen o 3, mapa que ep esen a a os impé ios coloniais em 1914 (c . apêndice 25 e 27),
os alunos demons a am um bom domínio ge al, esponde am co e amen e às ques ões sob e a
in o mação p incipal do mapa, os impé ios coloniais iden i icados na legenda e as co es associadas ao
Impé io B i ânico e F ancês. Quan o à iden i icação de um e i ó io con olado po Po ugal em 1914,
odos os g upos esponde am co e amen e, exce o um que indicou a Aus ália. Na ques ão sob e o
con inen e com mais e i ó ios colonizados, a maio ia indicou co e amen e Á ica, no en an o, um g upo
espondeu “o e i ó io b i ânico”, in e p e ando mal a pe gun a. Na ques ão “Depois do Ul ima o Inglês,
Po ugal conseguiu conc e iza o seu plano do Mapa Co -de-Rosa?”, os alunos esponde am co e amen e,
embo a poucos enham e e ido que, apesa de não conc e iza o plano, Po ugal man e e as colónias.
Ao se em desa iados a indica os p incipais in e esses das po ências eu opeias em Á ica, os alunos
des aca am sob e udo os ecu sos na u ais, poucos menciona am ou os in e esses, como a expansão
e i o ial ou o aumen o do pode polí ico e es a égico, e elando uma isão ainda limi ada dos mo i os
do impe ialismo eu opeu.
As espos as dos alunos e ela am uma boa comp eensão do con eúdo ap esen ado, des acando-
se in e enções como: “Po ugal ez o Mapa Co -de-Rosa po que na con e ência de Be lim decidi am que
as e as a icanas e am de quem es a a lá a i e e não de quem as descob iu, isso não podia se , pois
nós ínhamos lá mui as e as que descob imos. Tinham de se nossas”; “Com o Mapa Co -de-Rosa,
Po ugal que ia uni a Angola a Moçambique”; “A Ingla e a não quis, po que que ia os e i ó ios que
es a am en e Angola e Moçambique pa a ela”; e ainda “Com o Ul ima o, a Ingla e a ameaçou Po ugal
que, se osse com o Mapa Co -de-Rosa pa a a en e, os ingleses i iam decla a gue a aos po ugueses”.
Es as espos as demons a am não só a comp eensão dos acon ecimen os, como ambém capacidade
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po pa e dos alunos de econ a em a sequência dos ac os com ocabulá io his ó ico adequado, o que
deno a a enção, in e esse e ap op iação do con eúdo.
Apesa de se a a de uma u ma com compo amen os desajus ados, os alunos e ela am
in e esse, empenho e boa pa icipação. A lei u a dos documen os oi ei a com a enção e a e lexão
me acogni i a pe mi iu consolida ap endizagens e iden i ica di iculdades. Quando desa iados a explica
a aula a um colega ausen e, os alunos e e i am com cla eza os p incipais acon ecimen os e
demons a am comp eensão dos con eúdos abo dados. Es a in e enção pe mi iu-me cons a a que,
quando o empo le i o é ge ido de o ma e icaz, sem momen os de ina i idade, e quando os alunos são
con inuamen e desa iados com a e as e es ímulos di e si icados, o seu compo amen o melho a
signi ica i amen e e o seu in e esse pela ap endizagem aumen a de o ma isí el. A in e enção e elou--
se, assim, um momen o signi ica i o de ap endizagem his ó ica e de desen ol imen o de compe ências
ans e sais.
Es a in e enção oi especialmen e ele an e, uma ez que ai ao encon o do p incipal obje i o
do p oje o: o desen ol imen o de compe ências de ecolha e a amen o de in o mação a a és do abalho
com di e en es on es. Ao p opo ciona aos alunos o con ac o com di e en es ipos de on es como, mapas,
ca ica u as, isos c onológicos e ídeos, desa iando-os a in e p e á-los, elacioná-los e i a conclusões
undamen adas, p omo eu-se a au onomia, a li e acia isual e a cons ução de sen ido his ó ico. Es a
expe iência pe mi iu-me, enquan o u u a docen e, consolida p á icas pedagógicas cen adas na
ap endizagem a i a e signi ica i a, e o çando a impo ância de c ia momen os de explo ação e análise
c í ica que es imulem o pensamen o dos alunos. Pa a além disso, ajudou-me a econhece a impo ância
da adap ação das es a égias pa a esponde ao ní el de desen ol imen o e às di iculdades dos alunos,
desen ol endo a minha sensibilidade didá ica, a capacidade de escu a e a ges ão lexí el do empo e das
in e ações na sala de aula. Es a in e enção ez-me c esce , pois con i mou a impo ância da plani icação
cuidada, da di e si icação de ecu sos e de me odologias a i as e da a aliação con ínua, enquan o e o çou
a minha con iança pa a in e i de o ma in encional, e lexi a e a iculada com os obje i os do ensino-
ap endizagem.
5.2.2. Segunda in e enção no 2.º CEB
A segunda in e enção pedagógica no 2.º CEB oi concebida com o p opósi o de desen ol e nos
alunos compe ências de análise, in e p e ação e compa ação de on es his ó icas, a a és do es udo da
Re olução Republicana de 1910 e da e olução da bandei a nacional po uguesa.
88
A aula oi es u u ada em di e en es ases, iniciando-se com a explo ação de um documen o que
con inha as bandei as de Po ugal, desde o Condado Po ucalense a é à a ualidade (c . apêndice 30). Es a
a e a oi in encionalmen e a mesma que ha ia sido aplicada na in e enção ealizada no 1.º CEB, com
uma u ma do 4.º ano na 4.º in e enção, o que pe mi iu es abelece uma base compa a i a en e os dois
ciclos. Com base no documen o o necido, os alunos esponde am a ques ões p oje adas, como: "Qual a
bandei a do Condado Po ucalense?", "Qual a bandei a do einado de D. A onso Hen iques?", "Enume a
as bandei as pela o dem co e a", "Quais são as bandei as da mona quia e da epública?" e "Po que é
que a bandei a de 1910 deixou de e co oa?". Es a a i idade a iculou lei u a, a in e p e ação his ó ica e
a o ganização c onológica, e oi en iquecida com a p esença de uma bandei a de Po ugal, o que
con ibuiu pa a uma expe iência mais in eg ada.
As espos as dos alunos do 6.º ano ao p imei o documen o demons a am, de o ma ge al, um
domínio mais sólido dos con eúdos e das compe ências em oco, quando compa adas com as espos as
dos alunos do 4.º ano (c . apêndice 32). Tal como na u ma do 1.º CEB, odos os alunos do 6.º ano
iden i ica am co e amen e as bandei as do Condado Po ucalense e do einado de D. A onso Hen iques,
e ealiza am com êxi o a sequência c onológica das bandei as. No en an o, ao dis ingui en e bandei as
da mona quia e da epública, alguns alunos do 6.º ano come e am inicialmen e o mesmo e o obse ado
na u ma do 4.º ano, ou seja, associa am inco e amen e a bandei a do Condado Po ucalense à
mona quia. Es e e o oi p on amen e co igido após escla ecimen o, al como oco e a com os alunos
mais no os. Uma di e ença signi ica i a en e as duas u mas e i icou-se na espos a à ques ão “Po que
é que a bandei a de 1910 deixou de e co oa?”. Enquan o os alunos do 4.º ano necessi a am de ajuda
pa a comp eende o signi icado simbólico da co oa e a ansição en e egimes, os alunos do 6.º ano
esponde am co e amen e de o ma au ónoma, com explicações bem undamen adas como: “Deixou de
e co oa po que a mona quia caiu e a epública apa eceu (a co oa ep esen a o ei)” ou “Po que passou
a se uma epública”.
Numa segunda ase da aula, os alunos do 6.º ano ainda com os mesmos g upos, ecebe am um
no o documen o sob e as qua o dinas ias po uguesas (c . apêndice 30). Também es a a e a ep oduziu
a es u u a da a i idade implemen ada no 4.º ano, com o obje i o de compa a desempenhos e
di iculdades. Fo am p opos as a e as como: associa bandei as a cada dinas ia com códigos de co es,
indica a bandei a do einado de D. João I, iden i ica a bandei a co esponden e à União Ibé ica e des aca
elemen os simbólicos mais eco en es nas bandei as. Rela i amen e à associação das bandei as às
dinas ias, apesa do a iso cla o de que a bandei a do Condado Po ucalense não in eg a a o egime
moná quico, ês dos doze g upos do 6.º ano come e am o mesmo e o obse ado an e io men e em dois
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g upos do 4.º ano, ao associa em es a bandei a à dinas ia A onsina. Já na iden i icação das bandei as das
dinas ias de A is e Filipina, odos os g upos do 6.º ano esponde am co e amen e, o que ep esen a uma
melho ia ace ao 1.º CEB, onde alguns g upos e a am na co espondência da dinas ia Filipina. Em
con apa ida, um e o mais equen e no 2.º CEB oi a associação da bandei a da epública à dinas ia de
B agança, iden i icado em cinco g upos (em doze), enquan o apenas um g upo (em dez) come eu o
mesmo e o no 4.º ano. Ambas as u mas iden i ica am co e amen e a bandei a do einado de D. João I,
e, no que se e e e à União Ibé ica, a maio ia dos g upos do 6.º ano comp eendeu co e amen e o
concei o, embo a dois g upos enham alhado na associação à bandei a co e a. Po im, al como na
u ma do 4.º ano, odos os g upos do 6.º ano ealiza am co e amen e a a e a de iden i icação dos
elemen os simbólicos mais eco en es nas bandei as.
A análise compa a i a en e as duas in e enções pe mi e conclui que a epe ição da a i idade
com di e en es ní eis e á ios oi pe inen e, e elando p og essos no domínio dos con eúdos e maio
capacidade de in e p e ação his ó ica po pa e dos alunos do 6.º ano, o que, na minha opinião, já se ia
o que espe a . A a iculação in e disciplina com con eúdos de HGP, Po uguês e Cidadania e
Desen ol imen o e o çou a ele ância do ema e pe mi iu desen ol e compe ências de lei u a c í ica,
pensamen o his ó ico e alo ização do pa imónio cul u al.
O momen o me acogni i o inal con i mou o in e esse dos alunos e a ap op iação dos sabe es
mobilizados ao longo da aula, alidando a pe inência des a in e enção no pe cu so de o mação dos
alunos. As e lexões pa ilhadas e idencia am ap endizagens signi ica i as, como o econhecimen o de
que “Po ugal já e e mui as bandei as di e en es e que cada uma es a a ligada a um ei ou a uma
mudança polí ica”, a comp eensão de que “as bandei as mudam pa a mos a que o país es á di e en e,
po exemplo, quando acaba a mona quia e começa a epública” e a pe ceção de que “a e i ada da co oa
[em 1910] signi icou o im da mona quia”. Foi ainda mani es ado o desejo de ap o unda conhecimen os
sob e “a his ó ia de cada ei e o que acon eceu em cada dinas ia”, o que demons a mo i ação e
cu iosidade his ó ica po pa e dos alunos.
Mais uma ez, a u ma demons ou um compo amen o ajus ado, e elando pa icipação a i a
nas a e as p opos as ao longo de oda a in e enção. Es e ambien e de abalho posi i o e o ça a minha
con icção de que a es u u a e in encionalidade das aulas que enho indo a plani ica con ibuem pa a
uma maio concen ação, mo i ação e sen ido de p opósi o po pa e dos alunos. A a és da análise e
explo ação de di e en es ipos de on es, es a aula pe mi iu aos alunos desen ol e compe ências
undamen ais de ecolha, análise, in e p e ação, comp eensão e compa ação de documen os,
96
A qua a in e enção exigiu maio concen ação e in e p e ação de dados es a ís icos e oi no ó io
o empenho dos alunos na cons ução do g á ico e na análise das abelas. A u ilização de ep esen ações
isuais, as silhue as de Po ugal, acili ou a comp eensão da e olução da axa de al abe ização e pe mi iu
aos alunos es abelece elações di e as en e as medidas educa i as e os seus e ei os. Apesa de alguma
di iculdade inicial na lei u a de dados e na ealização da legenda das silhue as, a a i idade e elou-se
mui o p odu i a. Os alunos man i e am-se ocados du an e a aula, demons ando in e esse c escen e à
medida que pe cebiam o impac o das e o mas epublicanas na educação. Es a in e enção e idenciou
p og essos na capacidade de sín ese e de exp essão esc i a, e ambém na ges ão do empo de abalho.
A úl ima in e enção oi uma das mais icas no que diz espei o à in e p e ação. A análise dos
ca azes de p opaganda e a in e são da lógica habi ual da aula — pa indo da obse ação pa a a
cons ução de conhecimen o — pe mi i am aos alunos desen ol e um olha c í ico e mais au ónomo
sob e os documen os his ó icos. A pa icipação oi mui o a i a, com á ias in e enções pe inen es e bem
undamen adas. O jogo de início de aula con ibuiu pa a uma ansição sua e após a pausa le i a e
uncionou como diagnós ico e icaz. Ve i icou-se uma exp essi a melho ia no compo amen o e na escu a
a i a, com os alunos a demons a em in e esse genuíno em comp eende o papel da p opaganda. A
me acognição inal e elou consciência c í ica do p ocesso de ap endizagem.
De o ma global, as in e enções ealizadas no 2.º CEB pe mi i am cons a a que os alunos
e oluí am no que oca análise de in e p e ação de in o mações em di e en es on es e na o ma como
enca am o abalho em sala de aula. As es a égias e me odologias a i as u ilizadas, o ecu so a on es
di e sas e o oco na pa icipação a i a con ibuí am pa a um maio in e esse pelos emas abo dados, uma
melho ia do compo amen o dos alunos e um e o ço das compe ências de análise, in e p e ação, e lexão
e comunicação. Es a expe iência, pa a além de en iquecedo a pa a os alunos, oi ambém um momen o
undamen al do meu c escimen o p o issional, pe mi indo-me desen ol e uma p á ica mais conscien e,
lexí el e cen ada nos alunos, alo izando semp e o seu papel a i o no p ocesso de ap endizagem.
Con inuo a de ende que abalha a análise e a in e p e ação de documen os na disciplina de
HGP é uma excelen e es a égia não só pa a p omo e o gos o dos alunos pela disciplina, mas ambém
pa a os ajuda a desen ol e compe ências essenciais, como a ecolha e o a amen o de in o mação, a
lei u a c í ica de di e en es ipos de on es e a cons ução de uma maio au onomia. Es e ipo de
abo dagem o na a ap endizagem mais signi ica i a, ap oxima os alunos da ealidade his ó ica e geog á ica
e dá-lhes e amen as pa a comp eende em melho o mundo que os odeia.

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CAPÍTULO VI: CONCLUSÕES FINAIS, LIMITAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
Es e capí ulo em como inalidade ap esen a uma sín ese das p incipais conclusões deco en es
da in es igação desen ol ida. Pa a além de sis ema iza os con ibu os da in e enção pedagógica pa a o
desen ol imen o de compe ências de ecolha e a amen o de in o mação em alunos do 1.º e 2.º CEB,
se ão ambém iden i icadas as limi ações que condiciona am a implemen ação do p oje o. Po im, com
base na expe iência i ida e na análise dos dados ecolhidos, enunciam-se um conjun o de
ecomendações que pode ão o ien a u u as p á icas e in es igações nes a á ea.
A p esen e in es igação p ocu ou esponde à ques ão: Como p omo e o desen ol imen o de
compe ências de ecolha e a amen o de in o mação em alunos do 1.º e 2.º CEB, a a és do abalho
com di e en es on es? Ao longo do es ágio, a implemen ação de a i idades di e si icadas e
in encionalmen e plani icadas demons ou que o abalho com on es his ó icas e geog á icas, a iculado
com me odologias a i as e abo dagens in e disciplina es, cons i ui uma es a égia p omisso a no
desen ol imen o dessas compe ências essenciais.
Ve i icou-se, de o ma cla a, que os alunos e oluí am na sua capacidade de analisa ,
comp eende , in e p e a e o ganiza di e en es ipos de in o mação. Ao se em desa iados com
documen os a iados e ao se em con idados a explo a essas on es de o ma c í ica, au ónoma e
colabo a i a, os alunos e ela am maio mo i ação, in e esse e sen ido no que ap endiam. Ao longo das
in e enções, oi possí el obse a um aumen o p og essi o da sua au onomia e da sua consciência sob e
o que sabiam, como ap endiam e em que pon os p ecisa am de apoio, especialmen e quando apoiados
po momen os me acogni i os de e lexão e au oa aliação.
As me odologias a i as u ilizadas, nomeadamen e a aula-o icina, a ap endizagem coope a i a, a
ap endizagem signi ica i a, a ap endizagem po descobe a e as saídas de campo, desempenha am um
papel cen al na p omoção de ap endizagens signi ica i as, con ex ualizadas e p óximas dos in e esses
dos alunos. Es as me odologias con ibuí am, não só pa a o desen ol imen o cogni i o dos alunos, mas
ambém pa a o e o ço de compe ências sociais undamen ais, como a coope ação, a esponsabilidade e
a esolução de p oblemas em g upo.
A a iculação en e disciplinas oi ambém uma mais- alia e iden e. Ao in eg a con eúdos de HGP,
EM, Po uguês, Ma emá ica e Exp essões, numa lógica de ap endizagem in e disciplina , os alunos o am
le ados a mobiliza sabe es di e sos, a aplica es a égias de lei u a e esc i a em di e en es con ex os e a
in e p e a in o mação de na u eza a iada, o alecendo, des e modo, o pensamen o c í ico e a
capacidade de ans e i ap endizagens. A ealização des as a i idades pe mi iu-me comp eende que,
98
quando bem o ien adas, as a e as que in eg am múl iplas á eas do sabe não só azem mais sen ido pa a
os alunos, como ambém po enciam o desen ol imen o de compe ências complexas e ans e sais.
Enquan o p o esso a em o mação, es a expe iência oi p o undamen e ans o mado a.
Acompanha a p og essão dos alunos, adap a as p opos as às suas di iculdades, ajus a es a égias,
escu a os seus con ibu os e e le i sob e os esul ados ob idos pe mi iu-me c esce p o issionalmen e e
e o ça a con icção de que o p o esso de e assumi um papel de mediado a i o das ap endizagens.
To nei-me mais conscien e da impo ância de planea aulas com obje i os cla os, me odologias
di e si icadas e es ímulos cogni i os que desa iem os alunos a pensa , explo a , e a , e o mula ideias e
cons ui sen ido. Es a consciência pe mi iu-me pe cebe que o ensino e icaz não depende apenas do
domínio dos con eúdos, mas da capacidade de c ia ambien es de ap endizagem onde os alunos se sin am
en ol idos, alo izados e co esponsá eis pelo seu pe cu so.
Além disso, es a expe iência o neceu con ibu os impo an es pa a a consolidação da minha
iden idade p o issional. Sin o-me hoje mais capaz de econhece a impo ância de plani icações
es u u adas, undamen adas nos conhecimen os p é ios dos alunos, com a e as bem delineadas que
p omo am o aciocínio, a comp eensão e a o ganização da in o mação. A p á ica demons ou-me que o
desen ol imen o de compe ências de ecolha e a amen o de in o mação exige eino, con inuidade e um
abalho sis emá ico, onde os alunos es ejam cons an emen e em ação, com um papel a i o no seu p óp io
p ocesso de ap endizagem. P omo e es as compe ências implica, ambém, c ia opo unidades pa a que
os alunos con ac em com di e en es on es, que se e elem au ên icas, desa ian es e ajus adas ao seu
ní el de desen ol imen o. É undamen al que o p o esso p epa e a i idades in e disciplina es, cen adas
na análise e in e p e ação de in o mação em di e sos o ma os, po enciando a me acognição e assumindo
o papel de acili ado , o ien ado e p o ocado de pensamen o.
Apesa dos esul ados posi i os, econheço algumas limi ações no decu so do p oje o. Em
p imei o luga , o empo eduzido de es ágio impediu um acompanhamen o mais p olongado das
ap endizagens, o que e ia pe mi ido consolida de o ma mais consis en e as compe ências abalhadas.
Depois, no meu plano de in e enção inicial, es a a p e is a a u ilização de ex os- esumo como
ins umen o de ecolha de dados e de sis ema ização das ap endizagens no inal de cada in e enção.
Con udo, apenas consegui aplicá-los em duas das in e enções ealizadas no 1.º CEB. No 2.º CEB, a
igidez dos ho á ios impossibili ou a sua aplicação, uma ez que, ao con á io do 1.º CEB, onde é possí el
ge i o empo de o ma mais lexí el e p olonga a aula semp e que necessá io, os empos le i os são ixos
e compa imen ados, a ibuídos a di e en es docen es e sem ma gem pa a p olongamen os.
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Em espos a à ques ão inicial, Como p omo e o desen ol imen o de compe ências de ecolha e
a amen o de in o mação em alunos do 1.º e 2.º CEB, a a és do abalho com di e en es on es?, concluo
que a espos a eside na conjugação de á ios a o es essenciais: um planeamen o bem es u u ado e
in encional, o con ac o egula com on es di e sas, a in eg ação de me odologias a i as que coloquem o
aluno no cen o da ap endizagem, a alo ização dos conhecimen os p é ios e a p omoção de con ex os
in e disciplina es que a o eçam a ligação en e sabe es. O p o esso , enquan o mediado a en o, de e
c ia condições pa a que a ap endizagem seja um p ocesso signi ica i o, pa ilhado e ans o mado . Só
assim se á possí el o ma alunos e dadei amen e au ónomos, c í icos e capazes de in e p e a o mundo
de o ma in o mada e conscien e.
Em suma, conside o pe inen e ap esen a de o ma sucin a algumas ecomendações que possam
o ien a u u as p á icas educa i as e in es igações na á ea do desen ol imen o de compe ências de
ecolha e a amen o de in o mação:
• Assegu a a con inuidade do abalho com on es;
• In es i em abo dagens com ecu so a di e en es ipos de on es e supo es;
• P omo e a o mação con ínua de p o esso es;
• Valo iza a p á ica da me acognição;
• Plani ica aulas com abo dagens in e disciplina es;
• Ga an i a exis ência de eino egula .
Es as p opos as isam e o ça a in encionalidade das in e enções didá icas, ga an i a
con inuidade das ap endizagens e p omo e uma abo dagem mais in eg ada no abalho com on es
di e sas.
100
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112
Apêndice 5. P odu os inais da 1.ª In e enção no 1.ºCEB: Resumos desc i i os.
2
2
Po mo i os de con idencialidade e em con o midade com os p incípios é icos da in es igação educa i a, o am
omi idos os nomes dos alunos e dos espaços que podiam comp ome e a localização da escola pa a assegu a a
p i acidade dos mesmos.

113
114
115
Apêndice 6. Ma e iais da 2.ª In e enção no 1.ºCEB: Silhue as do mapa da Península Ibé ica.
Apêndice 7. Ma e iais 2.ª In e enção 1.ºCEB: Peças dos e i ó ios pa a cons ui os mapas.
Apêndice 8. Ma e iais 2.ª In e enção 1.ºCEB: Imagens das igu as, da as e acon ecimen os.
116
Apêndice 9. Ins umen os ecolha de dados 2.ª In e enção no 1.ºCEB: G elha de obse ação.
Apêndice 10. P odu os inais da 2.ª In e enção no 1.ºCEB: Mapa da Reconquis a C is ã.
117
Anexo 11. P odu os inais da 2.ª In e enção no 1.ºCEB: Mapa dos einos e condados.

118
119
Apêndice 11. P odu os inais 2.ª In e enção no 1.ºCEB: Tex o- esumo em g ande g upo.
Apêndice 12. Ma e iais da 3.ª In e enção no 1.ºCEB: Powe Poin .
120
121
128

129
Apêndice 18. Ma e iais da 4.ª In e enção no 1.ºCEB:
Quizziz
.
130
Apêndice 19. Ma e iais 4.ª In e enção 1.ºCEB: Vídeo - elemen os da bandei a po uguesa.
131
Apêndice 20. Ma e iais da 4.ª In e enção no 1.ºCEB: Bandei as de Po ugal e dinas ias.
Apêndice 21. Ins umen os ecolha de dados 4.ª In e enção no 1.ºCEB: G elha de obse ação.
132
Apêndice 22. P odu os inais da 4.ª In e enção no 1.ºCEB: Bandei as de Po ugal – E olução
133

134
135
136
137
Apêndice 23. Ma e iais da 1.ª In e enção no 2.ºCEB: Powe Poin .