REVISTA INTERAMERICANA DE INVESTIGACIÓN, EDUCACIÓN Y PEDAGOGÍA
DOI: h ps://doi.o g/10.15332/25005421.0000 11
ISSN: 1657-107X
e-ISSN: 2500-5421
ARTIGO DE PESQUISA
Con ibuições dos sabe es ambien ais
de pas o es de o elhas pa a o ensino
de ciências nas escolas de Po ugal:
esul ados de uma Pesquisa Pilo o*
Geilsa Cos a San os Bap is a**
Rosa B anca T acana***
Ma ga ida San os****
G aça Simões de Ca alho*****
Recibido: 04-09-2024
Acep ado:21-11-2024
Ci a como: Bap is a, G., T acana, R., San os, M. y Ca alho, G. (2025). Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es
de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. Re is a In e ame icana de
In es igación, Educación y Pedagogía, 18(1), 11-34. h ps://doi.o g/10.15332/25005421.AAAA
Resumo
Es e a igo ap esen a os esul ados de uma pesquisa pilo o que
in es igou como os sabe es ambien ais do meio u al de Po ugal,
especi i camen e os sabe es dos pas o es de o elhas, podem en iquece
* A igo cujos esul ados são pa e de um p oje o de pesquisa da p imei a au o a como bolsis a p o esso a isi an e em Po ugal
(fi nanciado pela CAPES - PVEX, edi al núme o 01/2019).
** P o esso a, Depa amen o de Educação da Uni e sidade Es adual de Fei a de San ana (UEFS) e no P og ama de Pós-
G aduação em Ensino, Filosofi a e His ó ia das Ciências (UFBA-UEFS). G upo de In es igações em E nobiologia e Ensino de Ciências
(GIEEC-UEFS). A enida T ansno des ina, s/nº, No o Ho izon e–Fei a de San ana/BA. Linhas de in es igação: E nobiologia, ensino
e o mação de p o esso de ciências.
E-mail: geilsa@ue s.b
ORCID: h ps://o cid.o g/0000-0002-5871-0115
*** P o esso a, Cen o de Es udos em Educação e Ino ação (Ci&DEI). Escola Supe io de Educação, Comunicação e Despo o
(ESECD), Ins i u o Poli écnico da Gua da. A . Sá Ca nei o, nº50, Gua da, Po ugal. Linhas de in es igação: Educação em ciências,
e educação ambien al.
E-mail: [email p o ec ed]
ORCID: h ps://o cid.o g/0000-0002-0694-8033
**** G aduanda da Escola Supe io de Educação, Comunicação e Despo o (ESECD), Ins i u o Poli écnico da Gua da, Po ugal,
A . Sá Ca nei o, nº50, Gua da, Po ugal. Linhas de in es igação: educação ambien al.
E-mail: [email p o ec ed]
ORCID: h ps://o cid.o g/0009-0001-6574-9325
***** Coo denado a do Cen o de In es igação em Es udos da C iança (CIEC), Ins i u o de Educação, Uni e sidade do Minho,
Campus de Gual a , 4710-057, B aga, Po ugal. Linhas de in es igação: ensino de biologia e educação pa a a saúde.
E-mail: [email p o ec ed].p
ORCID: h ps://o cid.o g/0000-0002-0034-1329
1), 11-34. h ps://doi.o g/10.15332/25005421.AAAA
Geilsa Cos a San os Bap is a, Rosa B anca T acana, Ma ga ida San os, G aça Simões de Ca alho
Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. A igo de pesquisa
12 Volumen 18. núme o 1. ene o - junio 2025
o ensino de ciências nas escolas. Os dados ob idos po meio de
en e is a semies u u ada com uma pas o a de o elhas e obse ação
pa icipan e das suas a i idades com ano ações em diá io de campo
o am subme idos à Análise Temá ica. Os esul ados des aca am que
os pas o es de o elhas possuem um conjun o in e essan e de sabe es e
p á icas que se elacionam aos con eúdos da biologia e ecologia ace ca
desses animais. Esses conhecimen os podem se in eg ados no diálogo
in e cul u al ensino de ciências que enha po p opósi o p omo e uma
educação cien í ica inclusi a, con ex ualizada e signi ica i a.
Pala as-cha e: Sabe es ambien ais; Ensino de ciências; Diálogo in-
e cul u al; Con ex ualização.
Con ibu ions o he en i onmen al knowledge o
sheep he de s o science eaching in schools in
Po ugal: esul s o a Pilo Resea ch
Abs ac
This pape p esen s he esul s o a pilo s udy ha in es iga ed
how Po uguese u al en i onmen al knowledge, speci ically sheep
he de s’ knowledge, can en ich science eaching in schools. The da a
ob ained h ough a semi-s uc u ed in e iew wi h a sheep he de
and pa icipan obse a ion o he ac i i ies wi h no es in a ield dia y
we e subjec ed o Thema ic Analysis. The esul s showed ha sheep
he de s ha e an in e es ing se o knowledge and p ac ices ela ed
o he biology and ecology o hese animals. This knowledge can be
in eg a ed in o in e cul u al science eaching dialogue o p omo e
inclusi e, con ex ualised and meaning ul science educa ion.
REVISTA INTERAMERICANA DE INVESTIGACIÓN, EDUCACIÓN Y PEDAGOGÍA
DOI: h ps://doi.o g/10.15332/25005421.0000 13
ISSN: 1657-107X
e-ISSN: 2500-5421
Keywo ds: En i onmen al knowledge; Science eaching; In e cul u al
dialogue; Con ex ualiza ion.
Con ibuciones del conocimien o ambien al de
los pas o es de o ejas a la enseñanza de las
ciencias en las escuelas de Po ugal: esul ados
de una in es igación pilo o
Resumen
Es e a ículo p esen a los esul ados de una in es igación pilo o
que in es igó cómo el conocimien o ambien al en el Po ugal
u al, especí icamen e el conocimien o de los pas o es de o ejas
puede en iquece la enseñanza de las ciencias en las escuelas. Los
da os ob enidos a a és de una en e is a semies uc u ada a una
pas o a de o ejas y la obse ación pa icipan e de sus ac i idades
con ano aciones en un dia io de campo ue on some idos a un
Análisis Temá ico. Los esul ados esal an que los pas o es de o ejas
ienen un in e esan e conjun o de conocimien os y p ác icas que se
elacionan con el con enido de biología y ecología de es os animales.
Es e conocimien o puede in eg a se en el diálogo in e cul u al sob e
la enseñanza de las ciencias que iene como obje i o p omo e una
educación cien í ica inclusi a, con ex ualizada y signi ica i a.
Palab as cla e: Sabe es ambien ales; Enseñanza de las ciencias; Diá-
logo in e cul u al; Con ex ualización.
Geilsa Cos a San os Bap is a, Rosa B anca T acana, Ma ga ida San os, G aça Simões de Ca alho
Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. A igo de pesquisa
14 Volumen 18. núme o 1. ene o - junio 2025
In odução
No con ex o da educação escola , a in e ação en e os humanos e
a na u eza em sido um ema de c escen e ele ância nas úl imas
décadas, impulsionada pelo econhecimen o dos impac os das
a i idades humanas no ecossis ema global (Beze a e Gonçal es,
2007; Kud ya se e al., 2012; Rosquillas e Ba dullas, 2024). Nesse
con ex o, o ensino de ciências pode desempenha um papel
ele an e na o mação de cidadãos c í icos e esponsá eis, capazes
de lida com os desa ios ambien ais que os ce cam, podendo oma
decisões e p opo soluções. En e an o, em-se desp ezado a iqueza
dos sabe es ambien ais que os es udan es ca egam consigo pa a as
salas de aula, elegando-os pa a um segundo plano. Ou seja, exis e
uma dico omia en e os conhecimen os cien í icos e não cien í icos,
endo es es úl imos, po ezes, cono ações pejo a i as, esquecendo
se que os conhecimen os man idos pelas comunidades nas suas
adições locais, possuem ma cas/ca ac e ís icas p óp ias que lhes
pe mi em as suas sob e i ências e elações com os ambien ais
ci cundan es (C epalde e al., 2019).
Os sabe es ambien ais são os conhecimen os que as sociedades
êm indo a desen ol e ao longo do empo, que são esul an es
das suas elações com o ambien e na u al, e a sua conside ação
o na-se impo an e pa a o desen ol imen o do pensamen o c í ico
e p ospec o, que seja adequado pa a “... analisa as complexas
elações en e p ocessos na u ais e sociais, pa a a ua no ambien e
com uma pe spec i a global, mas di e enciada pelas di e sas
condições na u ais e cul u ais que o de inem” (Le , 2001, p. 256).
Di o em ou as pala as, os sabe es ambien ais são impo an es pa a
a conse ação da na u eza (Toledo e Ba e a-Bassols, 2009) po que
es ão en aizados em p á icas sus en á eis, esul an es de p o undas
conexões com a na u eza.
REVISTA INTERAMERICANA DE INVESTIGACIÓN, EDUCACIÓN Y PEDAGOGÍA
DOI: h ps://doi.o g/10.15332/25005421.0000 15
ISSN: 1657-107X
e-ISSN: 2500-5421
A conside ação dos sabe es ambien ais no ensino de ciências
não apenas en iquece a ampli ude de in o mações cul u ais
du an e as aulas, den o da pe spec i a da ampliação de pe il
concei ual (Mo ime , 1995), mas ambém p omo e uma abo dagem
con ex ualizada e signi ica i a pa a os es udan es, especialmen e
daqueles cujos modos de ida dependem da na u eza, como é o caso
das comunidades u ais, que i em nas suas adições cul u ais.
Essas o mas de conhecimen o no ensino de ciências mui o podem
con ibui pa a uma educação cien i ica in e cul u al po pa e
dos es udan es, no sen ido de comp eende como uma o ma de
sabe , que é cul u al aos seus meios sociais, pode bene icia com
os sabe es cien í icos, e ice- e sa (C epalde e al., 2019). Pa a além
dis o, conco dando com Cobe n e Lo ing (2001), a ende á melho
as necessidades desses es udan es e ajuda á a muda o e ei o
cul u almen e co osi o que a ciência ociden al em sob e as cul u as
não cien i icas.
Po conseguin e, a o mação docen e que seja sensí el à di e sidade
cul u al p esen e nas salas de aula de e á e le i sob e a sua p óp ia
p á ica e in es iga os sabe es ine en es às ealidades sociocul u ais
dos es udan es pa a en ol ê-los no diálogo in e cul u al com a ciência
que es á sendo ensinada. É impo an e uma o mação que supe e a
me a ansmissão de conhecimen os, en ol endo uma comp eensão
mais p o unda das in e ações en e as di e en es cul u as e as elações
en e os se es humanos e o ambien e na u al.
O diálogo in e cul u al no ensino de ciências pode se de inido
como a elação de comunicação en e p o esso es e es udan es,
e en e os es udan es, quando as pala as, a eladas aos di e en es
conhecimen os que são cul u almen e si uados, luem com signi icados
que são con ex uais (Bap is a, 2010). Assim, o diálogo in e cul u al é
um cons i uin e da educação in e cul u al, que pe mi e a comp eensão
de ou as cul u as pela in e ação com a p óp ia cul u a.
Geilsa Cos a San os Bap is a, Rosa B anca T acana, Ma ga ida San os, G aça Simões de Ca alho
Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. A igo de pesquisa
16 Volumen 18. núme o 1. ene o - junio 2025
En e as di e sas comunidades u ais de Po ugal, es ão os pas o es
de o elhas, que desen ol em uma comp eensão empí ica acu ada
dos ecossis emas onde i em e das in e ações en e os se es i os em
seus ambien es, não se es ingindo apenas à c iação desses animais.
Na e dade, ao longo da his ó ia, as comunidades u ais de Po ugal
alcança am o mas de explo ação ag á ia mui o equilib adas, sabendo
i a pa ido dos seus e i ó ios e ecu sos na u ais com o mas de
ges ão comuni á ia p óp ias (Cas o, 2016).
Foi com a implan ação da República em 1910 que su giu em
Po ugal o concei o de Educação Popula , uma inicia i a ampla
e democ á ica ol ada pa a a al abe ização, aba cando an o os
cen os u banos quan o as á eas u ais, não ha endo, con udo, um
di ecionamen o educa i o especí ico pa a as comunidades u ais, mas
ab indo caminho à al abe ização des as populações (Bap is a e al.,
2023). Na e dade, o meio u al e a conside ado como conse ado
e an iquado, em con as e com os a anços da indus ialização nas
á eas u banas, p incipalmen e com os impac os da globalização
capi alis a no século XXI, esul ando num o e êxodo u al pa a as
g andes cidades. A o e a educa i a pa a as populações u ais não
só oi a dia (compa i amen e às u banas), como ambém não e e
em conside ação as especi icidades e necessidades do mundo u al
(Magalhães, 2018).
Sob e o êxodo u al em Po ugal, é impo an e des aca o
enomado educado po uguês, An ónio Sé gio (1883-1969), que
oi um dos p imei os a se p eocupa com a educação pública nas
á eas u ais, des acando o abandono das aldeias pelos ag icul o es,
a aídos pelas opo unidades econômicas das cidades. Em is a disso,
An ónio Sé gio de endia uma in eg ação da escola com o mundo
do abalho e a ga an ia de acesso li e à educação pa a odas as
c ianças (Bap is a e al., 2023).
REVISTA INTERAMERICANA DE INVESTIGACIÓN, EDUCACIÓN Y PEDAGOGÍA
DOI: h ps://doi.o g/10.15332/25005421.0000 17
ISSN: 1657-107X
e-ISSN: 2500-5421
A ualmen e, o sis ema educa i o po uguês ado a um cu ículo
uni e sal, idên ico an o pa a as á eas u ais quan o u banas,
ob iga ó io e g a ui o, comp eendendo os ní eis de Ensino Básico e
Ensino Secundá io. O Ensino Básico inclui ês ciclos sequenciais,
enquan o o Ensino Secundá io ab ange os ês úl imos anos de
escola idade ob iga ó ia. A educação escola pa a c ianças de 0 a 5
anos não é ob iga ó ia e é o e ecida po meio de c eches e ja dins de
in ância. Pa a adul os que não concluí am os seus es udos na idade
adequada, há o p og ama de Educação e Fo mação de Adul os (EFA).
Tan o o Ensino Básico quan o o Secundá io são o ien ados po
obje i os especí icos de ap endizagem em cada disciplina. No
âmbi o da educação cien í ica, esses obje i os isam es imula o
in e esse dos jo ens pela ciência, p omo e uma comp eensão ampla
dos p incípios cien í icos e dos p ocedimen os de in es igação, e
possibili a o ap o undamen o do conhecimen o, seja po in e esse
pessoal ou mo i os p o issionais (DGE, 2012). É impo an e essal a
que, apesa da uni e salização do cu ículo, as polí icas educacionais
em Po ugal econhecem a exis ência de especi icidades cul u ais,
buscando in eg a ha moniosamen e o sabe eó ico com a p á ica e
a cul u a do dia a dia (Po ugal, 1986).
Nes e a igo, ap esen amos os esul ados de uma pesquisa quali a i-
a cujo obje i o é analisa quais sabe es do meio u al de Po ugal po-
dem en iquece o ensino de ciências nas escolas des e país. Pa imos de
um abalho pilo o ealizado com a ealidade dos pas o es de o elhas e
a seguin e ques ão guiou a nossa pesquisa: Quais são os conhecimen os
e p á icas que pessoas de comunidades u ais de Po ugal (pas o es) pos-
suem ace ca da na u eza e como isso pode á con ibui pa a o ensino de
ciências que p e enda o diálogo in e cul u al?
Geilsa Cos a San os Bap is a, Rosa B anca T acana, Ma ga ida San os, G aça Simões de Ca alho
Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. A igo de pesquisa
18 Volumen 18. núme o 1. ene o - junio 2025
Me odologia
Abo dagem da pesquisa, sujei os
e ca ac e ização local
A pesquisa, de na u eza quali a i a, oi desen ol ida de ou ub o a
dezemb o de 2022 e e e po base os p ocedimen os eó ico me-
odológicos das pesquisas e nocien i icos (Ris e Dahdouh-Guebas,
2006), pa icula men e da e nobiologia aplicada ao ensino de ciências
(Bap is a, 2018), que azem uso das écnicas e nog á icas (Campos,
2002; 2021). O p e ixo “e no”, quando associado ao nome de alguma
disciplina acadêmica p é-exis en e, po exemplo e no+zoologia, indi-
ca en a i as de a iculação en e o conhecimen o local e acadêmico
ace ca dos animais (Al es e al., 2010).
T a a-se de uma pesquisa pilo o (Benassi e al., 2023) na pe spec-
i a do desen ol imen o u u o de uma pesquisa em pa ce ia en e
a Uni e sidade Es adual de Fei a de San ana, Bahia, B asil, o Ins i u o
Poli écnico da Gua da, Po ugal e a Uni e sidade do Minho, Po ugal.
O p opósi o mais amplo é con ibui pa a a o mação docen e e mel-
ho ias na qualidade da educação escola , no sen ido de comp eende
e conside a a di e sidade cul u al de cada país.
Pa icipou des a pesquisa pilo o uma jo em pas o a da egião de
Penha o e, Gua da, Po ugal que inha 19 anos e abalha a com
seus pais na c iação de o elhas pa a a ecolha e enda do lei e. Com
o in ui o de ga an i a p i acidade des a jo em, oi-lhe a ibuído o
pseudônimo de Ma ia. A in o man e oi uma es udan e (den e 15)
do 2.º ano da Licencia u a em Animação Sociocul u al do Ins i u o
Poli écnico da Gua da (IPG), que demons ou in e esse em pa icipa
da pesquisa.
REVISTA INTERAMERICANA DE INVESTIGACIÓN, EDUCACIÓN Y PEDAGOGÍA
DOI: h ps://doi.o g/10.15332/25005421.0000 19
ISSN: 1657-107X
e-ISSN: 2500-5421
Penha o e é uma aldeia pe encen e ao concelho de Pinhel,
Po ugal (Figu a 1), com 22,52 km² de á ea e 15.676 habi an es. A sua
densidade populacional é 696,1 hab./km²ap oximadamen e e em
como on e de enda dos seus habi an es, en e ou as, o emp ego
assala iados em se o es (comé cio e u ismo), a i idades ag ícolas e
pecuá ia (gado e o elhas).
Figu a 1. Localização geog á i ca de Penha o e, Gua da, Po ugal.
Fon e: Google Maps (2024).
Cole a e análise dos dados
Foi ealizada a en e is a semies u u ada (Cas o, 2022) com Ma ia e
ambém se ez obse ação pa icipan e ao abalho pas o eio ( ecol-
ha do lei e, alimen ação e alojamen o das o elhas) com uso de diá io
de campo.
O p o ocolo da en e is a con inha as seguin es oi o ques ões: 1.
Como ocê cuida das o elhas em sua p á ica pas o al? 2.Quais são
os p incipais desa ios en en ados ao cuida das o elhas? 3. Como
Geilsa Cos a San os Bap is a, Rosa B anca T acana, Ma ga ida San os, G aça Simões de Ca alho
Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. A igo de pesquisa
26 Volumen 18. núme o 1. ene o - junio 2025
de manejo adequadas, como o nece á eas limpas e secas pa a as
o elhas se mo imen a em, bem como a inspeção egula dos cascos
pa a emo e qualque acúmulo.
Ca ego ia 2. Aspec os ecológicos animal
Quad o 2. T echos das espos as de Ma ia du an e a en e is a ace ca da ecologia da o elha.
R9. “uma boa desin eção no es ábulo pa a e i a os pa asi as e além das
acinas se em despa asi adas ambém.” Pa asi ismo.
R10. “Em elação à p o eção, con ém e uns bons cães de gua da, já em
elação à p o eção con a p edado es en amos anda semp e com elas e
e i a deixá-las nas ce cas/ edações o mais possí el.”
P eda ismo.
R11. “Pa a ga an i a disponibilidade de alimen o adequado de emos co a
os pas os nas al u as ce as pa a que es es se eno em, a uma as palhas/
enos e c. nas al u as ce as, es uma bem as e as das semen ei as e
semea as semen es nas al u as ce as.”
Manejo adequado do solo.
R12. “Nós emos a p odução do lei e, mas ambém endemos os bo egos
quando eles nascem. Bo ego, ou anho, é o ilho da o elha, quando a o elha
pa e”.
P odução animal ou
zoo ecnia.
R13. ”Quando elas ão pas a e quando chegam depois ao a mazém elas
êm que e as manjedou as p on as e nas manjedou as nós colocamos os
a dos, palhas, aia, eno, e depois po baixo colocamos ou a ação chamado
de luze na, luze na digamos que é um conjun o de á ios alimen os, em
be e aba, em algodão, em a eia”.
Cadeia alimen a .
R14. “Os ca nei os se pegam, po exemplo, mui as das ezes exis em
compe ições en e os ca nei os po causa da mesma o elha, po exemplo,
mui as das ezes dois ca nei os ão a ás da mesma o elha ao mesmo empo
e isso ge a uma compe ição en e eles pa a e quem é que ica com a o elha
em ques ão. Nós emos ce ca de 4 ou 5 ca nei os pa a 200 o elhas”.
Seleção Na u al e
Compe ição.
Sob e as doenças que a e am uma o elha, oi in e essan e no a
que Ma ia em conhecimen os sob e pa asi ismo: “[...] uma boa
desin ecção no es ábulo pa a e i a os pa asi as [...]” (R9). A pa i
desse conhecimen o u al, é possí el abo da melho as noções de
pa asi ismo no ensino de ciências, ais como: que os pa asi as são
o ganismos que i em à cus a de ou os se es i os, chamados de
hospedei os; que eles desempenham um papel undamen al nas
cadeias alimen a es e nas edes ecológicas, sendo que alguns são
a ais pa a seus hospedei os, enquan o ou os não causam g andes
p oblemas, podendo p o egê-los de ou os pa asi as.
Ma ia explica, ambém, que as o elhas p ecisam de cuidados con a
os p edado es: “[...] con ém e uns bons cães de gua da [...] en amos
anda semp e com elas e e i a deixá-las nas ce cas/ edações o mais
REVISTA INTERAMERICANA DE INVESTIGACIÓN, EDUCACIÓN Y PEDAGOGÍA
DOI: h ps://doi.o g/10.15332/25005421.0000 27
ISSN: 1657-107X
e-ISSN: 2500-5421
possí el” (R10). Es a emá ica é in e essan e pa a abo dagens sob e
o p eda ismo e as elações ecológicas in e especí icas. No caso da
o elha em Po ugal, os p edado es da localidade são as aposas,
lobos e águias, que podem e suas p esenças ameaçadas po cães
domes icados (Figu a 3) que, ecebendo alimen o e cuidados
su icien es do seu dono, p o ocam o a as amen o desses animais
p edado es, numa elação ecológica in e especí ica ha mônica.
Figu a 3: O cão pas o a gua da o ebanho.
Fon e: Resul ados da pesquisa.
Sob e os cuidados das o elhas, oi in e essan e no a que Ma ia
ez in e upção du an e a en e is a pa a e e i -se à des alo ização
do abalho pas o eio e de pequenos ag icul o es:
[...] em Po ugal emos os pequenos, médios e g andes ag icul o es
e só os g andes ag icul o es é que são alo izados [...] li e almen e
somos disc iminados [...] uma pessoa que não e a conhecida pe de
logo o in e esse em aze as coisas se não é alo izada, digamos não
Geilsa Cos a San os Bap is a, Rosa B anca T acana, Ma ga ida San os, G aça Simões de Ca alho
Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. A igo de pesquisa
28 Volumen 18. núme o 1. ene o - junio 2025
é se econhecida, alo izada, po que se sen i alo izada no seu
abalho al ez ocê aça seu abalho com mais empenho. E po
ezes pensam que po se pas o es não em ce os conhecimen os,
não em ce os, mas lá es á, po que os pas o es podem não e ce -
os conhecimen os p a uma de e minada á ea e es as ais pessoas
ambém podem não e conhecimen o p a á ea do pas o eio, cada
um em os esses conhecimen os.
Pa a Ki e e al. (2022), a disc iminação oco e quando alguém é
excluído ou pe de alguma opo unidade baseado em ca ac e ís icas
como aça, e nia, gêne o, eligião, en e ou as, e es á o emen e
elacionada ao p econcei o. Is o é, um es abelecimen o de juízo de
alo nega i o p é-concebido sob e um g upo especí ico de pessoas.
A espei o des a ala de Ma ia, con ém apon a pa a a impo ância
de a escola con ibui no comba e à disc iminação, que pode ge a
in ole âncias e seg egação, apoiando os sujei os no desen ol imen o
de isões de mundo que o aleçam p á icas de inclusão, con í io
e espei o pelos di e en es sabe es que ansi am nas salas de aula
(Candau, 2008).
De manei a a elada com a p eocupação da qualidade dos
alimen os, Ma ia demons a conhece a necessidade de adubação
o gânica do solo pa a que as e as que se em de alimen o pa a as
o elhas se possam desen ol e (R11): “Pa a ga an i a disponibilidade
de alimen o adequado de emos [...] es uma bem as e as das
semen ei as e semea as semen es nas al u as ce as”. A pa i des e
conhecimen o é possí el dialoga sob e o manejo adequado do solo
com nu ien es de o igem o gânica, que di e en emen e dos p odu os
químicos, não causam signi ica i os impac os ambien ais e sociais.
Is o pode á despe a nos es udan es que i em nos meios u ais
um sen imen o de pe encimen o e sabedo ia local, ao e le i em
que as suas p á icas ambien ais en ol em cuidados conside ados
ecologicamen e co e os. Mas não apenas is o, pode á ap esen a
REVISTA INTERAMERICANA DE INVESTIGACIÓN, EDUCACIÓN Y PEDAGOGÍA
DOI: h ps://doi.o g/10.15332/25005421.0000 29
ISSN: 1657-107X
e-ISSN: 2500-5421
ambém si uações nas quais os es udan es possam oma decisões
ace ca do uso de p odu os químicos indus ializados ou na u ais pa a
manejo do solo. Is o com si uações co idianas an o den o como o a
das suas comunidades. Nes e sen ido conco damos com Sil a (2022):
[...] a educação in e cul u al de e cump i a unção de acili a , nos
es udan es, a capacidade de ansi a en e dis in as cul u as, ou
seja, a habilidade de eco e a mais que um sis ema de conheci-
men o de manei a c í ica e sem que isso coloque os seus sabe es
locais em posição de subal e nidade em elação a ou os sabe es
(Sil a, 2022, p. 31).
Segundo Ma ia, os pas o es de o elhas se in e essam pela
p odução de lei e, mas ambém endem os ilho es: “ endemos os
bo egos quando eles nascem. Bo ego ou anho é o ilho da o elha,
quando a o elha pa e” (R12). Sob e a enda do animal, é possí el
desen ol e um diálogo em sala de aula sob e p odução animal ou
zoo ecnia. Os es udan es pode ão ala sob e os bo egos, sob e os
a o es de manejo, como o amanho do ebanho, a disponibilidade
de pas agens e os ecu sos necessá ios pa a cuida dos animais, ao
passo que o p o esso pode á amplia essas in o mações explicando
sob e a saúde e a condição ísica das o elhas, bem como a gené ica
do ebanho pa a ga an i uma ep odução sus en á el e saudá el.
Na R13, Ma ia diz que quando as o elhas e o nam da pas agem
p ecisam das manjedou as, um ecipien e onde se coloca o alimen o
animal e “[...] nas manjedou as nós colocamos os a dos, palhas,
aia, eno, e depois po baixo colocamos ou a ação chamada de
luze na [...] que é um conjun o de á ios alimen os, em be e aba,
em algodão, em a eia”. A pa i des a in o mação, o p o esso de
ciências pode abalha a emá ica cadeia alimen a . Pa icula men e,
pode á explo a as elações ó icas en e os di e en es componen es
do ecossis ema, incluindo os p odu o es, que são as plan as, os
Geilsa Cos a San os Bap is a, Rosa B anca T acana, Ma ga ida San os, G aça Simões de Ca alho
Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. A igo de pesquisa
30 Volumen 18. núme o 1. ene o - junio 2025
consumido es p imá ios, que no caso do pas o eio são as o elhas,
e os consumido es secundá ios, que são os se es humanos que
se alimen am com o lei e das o elhas e dos bo egos. Pode ão,
p o esso e es udan es, discu i o que sabem ace ca dos ciclos de
nu ien es e luxos de ene gia nos ecossis emas ag ícolas, des acando
a impo ância da eciclagem de nu ien es pa a a e ilidade do solo
e a p odu i idade das cul u as.
Po úl imo, em R14, no a-se a possibilidade de diálogos sob e
seleção na u al e compe ição: “[...] os ca nei os se pegam, po
exemplo, às ezes dois ca nei os ão a ás da mesma o elha. Mas
é um bocadinho es anho po que no caso emos qua o ou cinco
ca nei os pa a duzen as o elhas”. Na linguagem ecológica escola ,
Ma ia es á-se e e indo aos p incípios da seleção na u al e sexual e o
p o esso pode á explica como o compo amen o de acasalamen o
pode in luencia a sob e i ência e a ep odução dos indi íduos.
O p o esso pode á dialoga ace ca de como a compe ição en e
machos po acesso às êmeas pode molda ca ac e ís icas ísicas
e compo amen ais dos animais ao longo do empo e olu i o. De
igual modo, sob e os a o es ambien ais, como a p opo ção en e
machos e êmeas na população podem in luencia o compo amen o
de acasalamen o e a dinâmica populacional.
Conclusão
À luz dos esul ados e elados po es a pesquisa, que buscou explo a
a in e seção en e os conhecimen os e p á icas das comunidades
u ais de Po ugal e o ensino de ciências, ica e iden e o po encial
en iquecedo dos sabe es dos pas o es de o elhas pa a o diálogo
in e cul u al no con ex o educacional em ciências. A cons a ação de que
esses indi íduos de êm um conjun o signi ica i o de conhecimen os
elacionados à biologia e ecologia desses animais, ab e caminho pa a
REVISTA INTERAMERICANA DE INVESTIGACIÓN, EDUCACIÓN Y PEDAGOGÍA
DOI: h ps://doi.o g/10.15332/25005421.0000 31
ISSN: 1657-107X
e-ISSN: 2500-5421
uma abo dagem pedagógica inclusi a, con ex ualizada e signi ica i a
no ensino de ciências.
No en an o, econhecemos que es a pesquisa p elimina ep esen a
apenas um p imei o passo em di eção a uma comp eensão mais
ab angen e e ap o undada das elações en e os sabe es ambien ais
e o ensino de ciências. Nosso p óximo obje i o é conduzi um es udo
mais amplo, en ol endo um núme o subs ancialmen e maio de
pa icipan es e con emplando di e sas ealidades sociocul u ais e
ambien ais de Po ugal. A ampliação desse escopo pe mi i á uma
maio di e sidade de pe spec i as e con ibuições pa a a elabo ação
e implemen ação de sequências didá icas baseadas no diálogo
in e cul u al. De endemos que o diálogo de sabe es pode apoia o
empode amen o dos es udan es que, ao e em os seus conhecimen os
ampliados com conhecimen os cien í icos, pode ão a ua c i icamen e
nas comunidades onde i em e o a delas, na busca de espos as
pa a as suas necessidades e/ou cu iosidades.
No caso das necessidades, elas podem es a elacionadas à
ascensão econômica, como obse ado que Ma ia e sua amília não
apenas consomem p odu os de i ados das o elhas, como ca ne e
lei e, mas ambém os come cializam.
Com isso, almejamos con ibui pa a a p omoção da con ex ualização
mais p ecisa dos con eúdos cien í icos ensinados, le ando em con a as
especi icidades das comunidades u ais po uguesas. Espe a-se, que
o ensino de ciências possa não apenas amplia as isões de na u eza
dos es udan es, mas ambém o alece a o mação dos p o esso es
pa a o diálogo in e cul u al. Es e p ocesso de o mação inicia-se
com a conscien ização sob e a di e sidade cul u al e ambien al,
culminando na alo ização dos sabe es ambien ais p esen es em
di e en es cul u as e comunidades, e na comp eensão das múl iplas
pe spec i as cul u ais sob e a na u eza e o meio ambien e.
Geilsa Cos a San os Bap is a, Rosa B anca T acana, Ma ga ida San os, G aça Simões de Ca alho
Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. A igo de pesquisa
32 Volumen 18. núme o 1. ene o - junio 2025
Re e ências
Al es, A. G. C., Pi es, D. A. F. e Ribei o, M. N. (2010). Conhecimen o local e p odução
animal: uma pe spec i a baseada na e nozoo ecnia. A chi os de zoo ecnia, 59,
45-56. DOI: h ps://doi.o g/10.21071/az. 59i232.4906
A soy, D., Sağmanlıgil, V. (2018). Rep oduc i e cycles in whi e Ka aman ewes:
compa ison o o a ian ho mone sec e ion and ep oduc i e beha io in non-
p egnan and p egnan ewes in semi-in ensi e condi ions. Ac a Scien ia um, 40,
e39908. DOI: h ps://doi.o g/10.4025/ac ascianimsci. 40i1.39908
Bap is a, G. C. S. (2010). A impo ância da dema cação de sabe es no ensino de
ciências pa a sociedades adicionais. Ciência & Educação, 16 (3), 679-694. DOI:
h ps://doi.o g/10.1590/S1516-73132010000300012
Bap is a, G. C. S. (2018). Tables o con ex ual cogni ion: a p oposal o in e cul u al
esea ch in science educa ion. Cul u al S udies o Science Educa ion, 13, 845–863.
DOI: h ps://doi.o g/10.1007/s11422-017-9807-3
Bap is a, G. C. S., T acana, R. B. e Ca alho, G. S. de. (2023). Concepções de p o esso es
b asilei os e po ugueses sob e a ap endizagem das ciências po c ianças do
meio u al e p opos a de o mação sensí el à di e sidade cul u al. In es igações
em Ensino de Ciências, 28(2), 267-291. h ps://doi.o g/10.22600/1518-8795.
ienci2023 28n2p267
Benassi, C. B. P., Cancian, Q. G., e S iede , D. M. (2023). Es udo pilo o: Um ins umen o
p imo dial pa a a pesquisa de pe cepção da ciência. Ensino e Tecnologia em
Re is a, 7(1), 210-225. DOI: h ps://doi.o g/10.3895/e . 7n1.16725
Beze a, G., e Gonçal es, A. A. C. (2007). Concepções de meio ambien e e educação
ambien al po p o esso es da Escola Ag o écnica Fede al de Vi ó ia de San o
An ão-PE. Bio emas, 20 (3), 115-125.
B aun, V., e Cla ke, V. (2016). (Mis)concep ualising hemes, hema ic analysis, and
o he p oblems wi h Fuga d and Po s’ (2015) sample-size ool o hema ic
analysis. In e na ional Jou nal o Social Resea ch Me hodology, 19(6), 739-743.
DOI: h ps://doi.o g/10.1080/13645579.2016.1195588
REVISTA INTERAMERICANA DE INVESTIGACIÓN, EDUCACIÓN Y PEDAGOGÍA
DOI: h ps://doi.o g/10.15332/25005421.0000 33
ISSN: 1657-107X
e-ISSN: 2500-5421
Campos, M. D. (2002). E nociência ou e nog a ia de sabe es, écnicas e p á icas? In:
M. C. de M. Amo ozo, L. C. Ming, e S, M. P. da Sil a, (Eds.). Mé odos de cole a e
análise de dados em e nobiologia, e noecologia e disciplinas co ela as, p. 47-92.
Rio Cla o: UNESP/CNPq.
Campos, M. D. (2021). Sabe es acadêmicos nas e nog a ias de sabe es locais
indiscipliná eis: e no-ma emá ica e ou as e no-x. Re is a de Educação
Ma emá ica, 18, 1-21. DOI: h ps://doi.o g/10.37001/ ema 25269062 18id622
Candau, V. M. (2008). Di ei os humanos, educação e in e cul u alidade: as ensões
en e igualdade e di e ença. Re is a B asilei a de educação, 13(37), 45-56. DOI:
h ps://doi.o g/10.1590/S1413-24782008000100005
Cas o, M. (2016). Sis emas de p odução animal em egiões de mon anha em
Po ugal. In: J. Aze edo, V. Cada ez, M. A obas, e J. Pi es (Eds.) Sus en abilidade
da mon anha po uguesa: Realidades e desa ios, p. 127-147. B agança: Ins i u o
Poli écnico.
Cas o, E. de. (2022). A en e is a semies u u ada na pesquisa quali a i a-
in e p e a i a: um guia de análise p ocessual. En e ex os, 22(3), 25-45. DOI:
h ps://doi.o g/10.5433/1519-5392.2022 22n3p25-45
C epalde, R. S., Klepla, V., Pin o, T. H. O. e Sousa, M. (2019). A in eg ação de sabe es
e as ma cas dos conhecimen os adicionais: Reconhece pa a a i ma ocas
in e cul u ais no Ensino de Ciências. Re is a B asilei a de Pesquisa em Educação em
Ciências, 19, 275-297. h ps://doi.o g/10.28976/1984-2686 bpec2019u275297
Cobe n, W., e Lo ing, K. (2001). De ining “science” in a mul icul u al wo ld:
Implica ions o science educa ion. Science Educa ion, 85(1), 50-67. DOI: h ps://
doi.o g/10.1002/1098-237X(200101)85:1<50::AID-SCE5>3.0.CO;2-G
DGE -Di eção-Ge al da Educação de Po ugal (2012). Ma iz cu icula do 2º Ciclo.
Recupe ado de: <h ps://dge.mec.p /ma iz-cu icula -do-2o-ciclo>. Acesso em
4 de junho de 2024.
Ki e, M. E., Whi ley, J ., B. E., e Wagne , L. S. (2022). Psychology o P ejudice
and Disc imina ion. (4ª ed.). New Yo k: Rou ledge. DOI: h ps://doi.
o g/10.4324/9780367809218
Geilsa Cos a San os Bap is a, Rosa B anca T acana, Ma ga ida San os, G aça Simões de Ca alho
Con ibuições dos sabe es ambien ais de pas o es de o elhas pa a o ensino de ciências nas escolas de Po ugal: esul ados de uma Pesquisa Pilo o. A igo de pesquisa
34 Volumen 18. núme o 1. ene o - junio 2025
Kud ya se , A., S edman, R. C., e K asny, M. E. (2012). Sense o place in en i onmen al
educa ion. En i onmen al Educa ion Resea ch, 18(2), 229-250. DOI: h ps://doi.o
g/10.1080/13504622.2011.609615
Le , E. (2001). Sabe ambien al: sus en abilidade, acionalidade, complexidade,
pode . Pe ópolis: Vozes.
Magalhães, J. (2018). Escola única e educação u al no es ado no o em Po ugal.
His o ia y Memo ia de la Educación, 7, 269–298. DOI: h ps://doi.o g/10.5944/
hme.7.2018.18733
Mo ime , E. F. (1995). Concep ual change o concep ual p o ile change? Science &
Educa ion, 4, 265–287. DOI: h ps://doi.o g/10.1007/BF00486624
Po ugal (1986). Lei de Bases do Sis ema Educa i o, Lei nº 46/86. Lisboa, Po ugal:
Diá io da República, nº 237/1986.
Quin as, H. (2012). Peei a dos o inos e cap inos. In Mendonça, Ál a o (Ed.) Guia
sani á io pa a c iado es de pequenos uminan es, p. 167-170. B agança: Ins i u o
Poli écnico.
Ris , S., Dahdouh-Guebas, F. (2006). E hnosciences: A s ep owa ds he in eg a ion
o scien i ic and indigenous o ms o knowledge in he managemen o na u al
esou ces o he u u e. En i onmen , De elopmen and Sus ainabili y, 8, 467-
493. DOI: h ps://doi.o g/10.1007/s10668-006-9050-7
Rosquillas, E., e Ba dullas, U. (2024). Explo ing child en’s pe cep ion o en i onmen al
change in he Mexican medi e anean. En i onmen al Educa ion Resea ch, 1–17.
DOI: h ps://doi.o g/10.1080/13504622.2024.2347876
Sil a, A. A. (2022). Educação in e cul u al e diálogo en e di e en es sabe es: desa ios
e possibilidades no ensino de ciências da escola básica. Disse ação de Mes ado
do P og ama de Pós-G aduação em Ensino, Filoso ia e His ó ia das Ciências da
Uni e sidade Fede al da Bahia e da Uni e sidade Fede al de Fei a de San ana.
Toledo, V. M., e Ba e a-Bassols, N. A. (2009). E noecologia: uma ciência pós-no mal
que es uda as sabedo ias adicionais. Desen ol imen o e Meio Ambien e, 20,
31-45.