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Construção do Instrumento de Rastreio de Literacia Emergente Pré-Escolar e Ensino-Básico-SURDEZ – versão exploratória: um estudo realizado numa escola de referência para a educação bilíngue na Região Norte

Author: Osório, Sara Filipa Cardoso
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/8e62fe16-57a7-4f83-8a42-1f7eaaf633ed/download
Sa a Filipa Ca doso Osó io
Cons ução do Ins umen o de Ras eio de
Li e acia Eme gen e P é-Escola e
Ensino-Básico-SURDEZ – Ve são Explo a ó ia:
Um es udo ealizado numa Escola de
Re e ência pa a a Educação Bilíngue na
Região No e
ou ub o de 2024
Cons ução do Ins umen o de Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino-Básico-SURDEZ – Ve são Explo a ó ia:
Um es udo ealizado numa Escola de Re e ência pa a a Educação Bilíngue na Região No e
Sa a Filipa Ca doso Osó io UMinho|2024
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Sa a Filipa Ca doso Osó io
Cons ução do Ins umen o de Ras eio de
Li e acia Eme gen e P é-Escola e
Ensino-Básico-SURDEZ – Ve são Explo a ó ia:
Um es udo ealizado numa Escola de
Re e ência pa a a Educação Bilíngue na
Região No e
ou ub o de 2024
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Educação Especial
Á ea de Especialização em In e enção P ecoce na In ância
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Anabela C uz dos San os
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciado indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó io da Uni e sidade do
Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-Não Come cial- Sem De i ações CC
BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Que o ag adece - e mãe pelo incen i o, po i es comigo, po so e es comigo, pelo eu amo
incondicional e po me ama es acima de odas as coisas ou ei os. A i gua do um e e no ca inho.
Que o ag adece - e An ónio, pelo ânimo, pela o ça, pela ua p esença e po me ajuda es a ema nas
águas mais u bulen as.
Ob igada à minha amília pelos so isos, pela boa disposição e pelos momen os de descon ação.
Ao meu i mão po es a semp e p on o pa a um so iso, um ab aço ou a sua calo osa p esença. Ao
meu papá e a ó do co ação, Augus inho e à Dna.Bá ba a, po ib a em com as minhas conquis as,
pelo amo e ca inho e po me ajuda em a c esce e a se o que sou hoje. Pelas pala as de o ça e
esiliência.
Que o ag adece ambém à p o esso a Dou o a Anabela C uz-San os pelo acompanhamen o e boa
disposição e po , g aças a es e abalho de disse ação, me le a a conhece uma ou a ealidade,
cheia de ida, amo e espe ança, que muda am a minha pe spe i a pa a semp e.
Ag adece ambém a odas as p o issionais que me acompanha am nes e p ocesso, as educado as, a
e apeu a da ala e a In é p e e da LGP que colabo a am no es udo e que ão bem me acolhe am no
ja dim de in ância.
Po úl imo deixa uma no a de ag adecimen o ao P o esso João Paulo Sa ai a San os pela colabo ação
e disponibilidade pa a a ealização des e es udo.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen es à sua elabo ação.
Mais decla o que omei conhecimen o e espei ei in eg al do Código de Condu a É ica da Uni e sidade
do Minho.
Cons ução do Ins umen o de Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino-
Básico-SURDEZ - Ve são Explo a ó ia: Um es udo ealizado numa Escola de Re e ência
pa a a Educação Bilíngue na Região No e
RESUMO
O desen ol imen o de compe ências de linguagem e li e acia de e o mais p ecoce possí el, com
abo dagens que enham em con a as ca a e ís icas das c ianças. No en an o, as c ianças com pe da
audi i a en en am, equen emen e, di iculdades na comp eensão da linguagem o al, no
econhecimen o de sons, e na comunicação com o meio en ol en e, o que es inge o desen ol imen o
dessas compe ências. O p esen e es udo e e como inalidade aplica o Ras eio de Li e acia
Eme gen e P é-escola – RaLEPE, a e ido pa a po uguês eu opeu, analisa os esul ados da sua
aplicação e p ocede às adap ações necessá ias, com base nas especi icidades do bilinguismo que
ca ac e iza o enquad amen o educa i o das c ianças com su dez que equen am o sis ema público de
ensino po uguês. Esse p ocesso eco eu a uma amos a cons i uída po no e c ianças, que
ap esen a am di e en es g aus de su dez, ma iculadas num ja dim de in ância inse ido num
ag upamen o de escolas de e e ência pa a a educação bilíngue localizado na egião no e do país. A
análise aos esul ados pe mi iu cons a a a di iculdade das c ianças com su dez em e ela em
compe ências em odos os domínios a aliados pela e são o iginal do RaLEPE, sob e udo em ques ões
elacionadas com a me alinguagem, o que mo i ou uma e lexão que culminou na manu enção de 12
i ens, na adap ação de 19 i ens e na c iação de 34 no os i ens, de inidos com base numa análise às
o ien ações que desc e em o p ocesso de aquisição de compe ências linguís icas na p imei a língua
des as c ianças, a Língua Ges ual Po uguesa. Es e p ocesso esul ou na c iação de uma e são
explo a ó ia de um no o ins umen o, o Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino Básico -
SURDEZ – Ve são explo a ó ia (RaLEPEEB) que p e ende ga an i às c ianças com su dez o acesso a
um ins umen o de as eio que conside e e espei e a cul u alidade subjacen e ao con ex o linguís ico
a que pe encem e pe mi a, ao longo do seu pe cu so educacional, que os p o issionais de educação e
de saúde possam implemen a es a égias mais e icazes no âmbi o da linguagem o al e li e acia.
Pala as-Cha e: Linguagem, Li e acia Eme gen e, P é-Escola , Ras eio, Su dez.
i
De elopmen o he P eschool and Basic Educa ion Ea ly Li e acy Sc eening Tool-
Dea ness - Explo a o y Ve sion: A s udy ca ied ou in a e e ence school o Bilingual
Educa ion in No he n Po ugal
ABSTRACT
Language and li e acy skills should be de eloped as ea ly as possible, using app oaches ha ake
in o accoun child en's indi idual cha ac e is ics. Howe e , child en wi h hea ing loss o en ha e
di icul ies in unde s anding o al language, ecognizing sounds and communica ing wi h hei
en i onmen , which limi s he de elopmen o hese skills. The aim o his s udy was o apply he
P eschool Ea ly Li e acy Sc eening Tool - RaLEPE, no med o Eu opean Po uguese, o analyze he
esul s o i s applica ion and o make he necessa y adap a ions based on he speci ici ies o
bilingualism ha cha ac e ize he educa ional en i onmen o child en wi h dea ness a ending he
Po uguese public school sys em. A sample o nine child en wi h di e en deg ees o dea ness en olled
in a kinde ga en in a e e ence bilingual educa ion school in he no h o he coun y was used o his
p ocess. The analysis o he esul s showed ha child en wi h dea ness had di icul ies in demons a ing
compe ence in all he domains assessed by he o iginal e sion o RaLEPE, especially in ques ions
ela ed o me alanguage.
This led o a e lec ion ha esul ed in he e en ion o 12 i ems, he adap a ion o 19 i ems and
he c ea ion o 34 new i ems, de ined on he basis o an analysis o he guidelines ha desc ibe he
p ocess o acqui ing linguis ic compe ences in he i s language o hese child en, Po uguese Sign
Language. This p ocess esul ed in he c ea ion o an explo a o y e sion o a new ins umen , he
P eschool and Basic Educa ion Ea ly Li e acy Sc eening Tool- Dea ness- Explo a o y Ve sion -
(RaLEPEEB), which aims o gua an ee child en wi h dea ness access o a sc eening ins umen ha
akes in o accoun and espec s he unde lying o he linguis ic con ex o which hey belong, allowing
educa ional and heal h p o essionals o implemen mo e e ec i e o al language and li e acy s a egies
h oughou hei educa ional p ocess.
Keywo ds: Dea ness, Ea ly Li e acy, Language, P eschool, Sc eening.
ii
ÍNDICE
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ...................... ii
Ag adecimen os ................................................................................................................................ iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ....................................................................................................... i
Resumo .............................................................................................................................................
Abs ac ............................................................................................................................................ i
Índice .............................................................................................................................................. ii
Lis a de Tabelas ................................................................................................................................ x
Lis a de Ab e ia u as ....................................................................................................................... xii
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO ............................................................................................ 1
1.1. Con ex ualização e O ganização do es udo ............................................................................... 1
1.2. Finalidade do Es udo ................................................................................................................ 3
1.3. Obje i os do es udo .................................................................................................................. 3
1.4. Rele ância do es udo ............................................................................................................... 4
CAPÍTULO II - REVISÃO DA LITERATURA ......................................................................... 6
2. Su dez ........................................................................................................................................ 6
2.1. A Su dez em Po ugal............................................................................................................... 6
2.2. Concei o de Su dez .................................................................................................................. 8
2.3. Causas na su dez .................................................................................................................. 12
2.4. Concei o de Educação Bilíngue............................................................................................... 14
2.4.1. Educação Bilíngue no P é-Escola ....................................................................................... 16
2.4.2. O Desen ol imen o Linguís ico das c ianças su das no p é-escola ...................................... 18
2.5. Li e acia Eme gen e no p é-escola ......................................................................................... 20
2.5.1. Concei o ............................................................................................................................. 20
2.5.2. Os P edi o es da lei u a e da esc i a na Li e acia Eme gen e ............................................... 23
2.5.3. As Bases da linguagem ..................................................................................................... 24
2.6. P og amas de In e enção na A aliação ................................................................................. 28
2.6.1. Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola (RaLEPE) ........................................................ 32
CAPÍTULO III- METODOLOGIA ....................................................................................... 35
3.1. Opção Me odológica ............................................................................................................... 35
3.2. Finalidade do es udo .............................................................................................................. 35
2
Podemos assim conclui que o u u o de qualque c iança depende do acesso e qualidade da
sua educação, ecu sos e capaci ação dos enca egados de educação. Quando abo damos a educação
das c ianças su das, sabemos que a comunicação é um dos p incipais pila es na educação, nes a
pe spe i a, as c ianças su das já êm o no mal desen ol imen o comp ome ido, es ando assim mais
ulne á eis e dependen es de al e na i as. Nes a medida, pode se de e minan e o acompanhamen o
p ecoce da c iança e da amília, pa a que não se pe cam os anos de plas icidade ce eb al e se comece
a ap ende e comunica em língua ges ual o quan o an es pa a depois, melho consegui co esponde
às exigências que su gem na u almen e com o c escimen o e desen ol imen o da c iança e cla o, ao
longo da ida.
Fo am encon ados alguns es udos sob e es a emá ica, que p e endem conhece as
capacidades das c ianças em idades p ecoces no sen ido de iden i ica as suas necessidades a im de
desen ol e dinâmicas que se deb uçam sob e elas e assim conhece quais são compe ências
possí eis a ingí eis na li e acia eme gen e em idade de p é-escola , azendo um con ibu o que se
ap oxime de melho a as espos as ela i amen e às necessidades das mesmas, como po exemplo o
RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023). É um ins umen o de as eio que ai se i de obje o de
es udo pa a es a in es igação. Ap esen a um ca á e p edi i o ela i amen e a compe ências de
linguagem e li e acia eme gen e P é-Escola e demons a aze um con ibu o signi ica i o pa a a
população po uguesa no caminho da educação inclusi a em Po ugal, p incipalmen e se es e o
aliado a um p og ama de in e enção numa abo dagem inclusi a.
No âmbi o do P oje o de disse ação no Mes ado In eg ado em Educação Especial e In e enção
P ecoce na In ância, es e p oje o de in es igação es á dis ibuído em 5 capí ulos. O p imei o capí ulo
az uma con ex ualização do es udo, explo ando os espe i os obje i os, inalidade e sua impo ância e
impac o social no con ex o de Ras eio Li e acia Eme gen e no P é-escola a c ianças su das em
Po ugal.
O segundo capí ulo ap esen a a e isão de li e a u a, concep ualizando a su dez, nomeadamen e
os ipos e g aus da su dez, o pe cu so da su dez em Po ugal, a sua dico omia a ual, as espe i as
causas, o desen ol imen o da Educação Bilíngue, o caminho que e e que pe co e pa a que as
c ianças com su dez i essem acesso a ambas línguas e o desen ol imen o linguís ico das mesmas
nes a ase de ida. Explo a ambém a li e acia eme gen e e os p edi o es espe i os à lei u a e esc i a
no p é-escola , explo am-se as bases da linguagem e os P og amas de In e enção na A aliação. Po
im ap esen a o Ins umen o de Ras eio Li e acia Eme gen e P é-Escola (RaLEPE) que ai se u ilizado

3
nes e es udo como obje o de adap ação pa a c ianças su das do P é-Escola . O e cei o capí ulo é
alusi o à me odologia u ilizada pa a desen ol e es e es udo, ap esen a a desc ição e undamen ação
me odológica, ipo e inalidade do es udo, a iá eis e hipó eses. Ainda a ca ac e ização da amos a,
ins umen os u ilizados e p ocedimen os pa a ecolha e análise de dados. O qua o capí ulo são
ap esen ados os dados segundo uma análise desc i i a e ap esen ação dos esul ados.
O quin o e úl imo capí ulo ap esen a a discussão e conclusão dos esul ados ob idos no es udo
jun amen e com um conjun o de ecomendações pa a u u as in es igações nes a á ea de es udo e as
espe i as limi ações da p esen e in es igação em pa icula .
1.2. Finalidade do Es udo
A p esen e in es igação em como inalidade aplica e analisa o ins umen o RaLEPE de Sapage
& C uz-San os (2023) num g upo de c ianças de idade p é-escola com su dez que equen am uma
escola de e e ência pa a a educação bilíngue localizado na egião no e do país, e cons ui o
ins umen o de Ras eio Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino-Básico- SURDEZ (RaLEPEEB) numa
e são explo a ó ia.
1.3. Obje i os do es udo
Os p incipais obje i os des e es udo são:
1. Aplica o Ins umen o Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola (RaLEPE) (Sapage & C uz-
San os, 2023) pa a ecolhe in o mação ace ca das compe ências da linguagem e li e acia
eme gen e num g upo de c ianças com su dez;
2. Analisa os esul ados da aplicação do Ins umen o Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola
(RaLEPE) (Sapage & C uz-San os, 2023) num g upo de c ianças com su dez;
3. Cons ui a p imei a e são explo a ó ia do Ins umen o Ras eio Li e acia Eme gen e P é-Escola e
Ensino Básico -Su dez (RaLEPEEB).
4
1.4. Rele ância do es udo
A inse ção das c ianças no ja dim de in ância é a p imei a ansição da c iança, do meio amilia
pa a o meio social. É onde se es abelece o p imei o con ac o com a sua ge ação, com a sua cul u a e
com a é ica social, sendo o auge da explo ação e da c ia i idade, ma cada pelo b inca .
Como a i ma Benedi a e al. (2011), o b inca az pa e do desen ol imen o e do p ocesso pa a
o conhecimen o do mundo. É pelo oque, pela explo ação que se dão as nossas p imei as i ências”. A
necessidade de b inca não al e a numa c iança su da, pois necessi a do mesmo ou a é mais
en ol imen o, pela sua ede in e na e ex e na, ou seja, pela amília, p o issionais e edes de apoio,
espe i amen e.
O ja dim de in ância é um dos ambien es que p opo ciona opo unidades pa a o
desen ol imen o e ap endizagem das c ianças, nomeadamen e as da linguagem e li e acia eme gen e.
No en an o, exis em c ianças que, desde cedo ap esen am di iculdades na aquisição des as
compe ências. A p oblemá ica incide quando não exis e uma espos a a empada, podendo es as
di iculdades iniciais a asa em ou limi a em o acesso da c iança à ap endizagem.
Des a o ma, McGee e Richgels (2014) a i mam que um ele ado núme o de c ianças es á em
isco de insucesso ainda an es de inicia em o ensino escola ob iga ó io, nomeadamen e nas
ap endizagens de lei u a e esc i a pelas di iculdades na aquisição e desen ol imen o de compe ências
associadas à li e acia eme gen e. Assim, podemos comp eende que es e a o se complexi ica quando
al e amos o con ex o de uma c iança ou in e pa a uma c iança com su dez.
Segundo Moll, Snowling, Gobel e Hulme (2015), a linguagem o al e a li e acia eme gen e em
idades p ecoces, jun amen e com ou as compe ências execu i as, ão e in luência nas compe ências
associadas com a esc i a, lei u a e ma emá ica, e consequen emen e no desempenho académico, pelo
que es es são p edi o es do sucesso escola . Es as compe ências são a base pa a a ap endizagem que
sus en am a g adual complexidade do pe cu so escola . Uma c iança que ap esen e di iculdades na
li e acia eme gen e em idade p é-escola e não ecebe uma espos a a empada a c iança pode es a
em isco de que es as mesmas di iculdades di icul em a sua ansição pa a o p imei o ciclo, podendo
e um impac o des a o á el no seu bem-es a e de inclusão social.
Apesa dos au o es se es a em a e e i a c ianças de desen ol imen o ípico, comp eende-se
que es as di iculdades podem su gi mais ainda numa c iança su da pela di iculdade na comp eensão
e p odução o al e comp eende-se que enho uma débil base na linguagem a c iança pode á e que
5
en en a di iculdades nas di e sas á eas da ap endizagem, na medida em que a comp eensão es á
ine en e a qualque disciplina e en ende-se que es e é um a o p elimina pa a a ap endizagem
(Gilliam e al., 2021; Pias a, & Wagne , 2010). Assim conside a-se impo an e apos a em ins umen os
de as eio em li e acia eme gen e idades p é-escola pa a c ianças su das como uma apos a
p e en i a e pe mi i que os p o issionais enham acesso a ins umen os que con ibuam pa a o acesso
a um p ocesso académico e social posi i o pa a as c ianças su das.
Os p o issionais inse idos nas escolas de e e ência pa a o ensino bilingue no p é-escola não
êm acesso a ins umen os de a aliação e as eio que acili em es e p ocesso de despis e, as ea
onde é que a c iança ap esen a di iculdades que a possam no u u o di icul a a con inuidade da
ap endizagem e o desen ol imen o das suas compe ências linguís icas
A possí el espos a pa a en en a es a si uação se á uma a enção adequada po pa e das
en idades de apoio da c iança, pais e educado es, na ealização de ações e a i idades adequadas ao
p oblema como espos a an ecipa ó ia àquilo que se ia uma con inuidade de di iculdades, a a és de
ins umen os de as eio e a aliação ela i os à li e acia eme gen e, obje i ando assim uma a enuação
e/ou edução das di iculdades analisadas.
Po seguin e, e ela-se a impo ância des e es udo, pelo seu in ui o ino ado de adap a um
ins umen o de a aliação e Ras eio Li e acia Eme gen e P é-Escola (Sapage & C uz-San os, 2023), e
c ia um ins umen o de as eio e a aliação no âmbi o da li e acia eme gen e p é-escola pa a c ianças
com su dez, isando a sua inclusão social e o di ei o a espos as quan o às suas necessidades,
p ocu ando a enua e/ou eduzi di iculdades u u as, aumen ando as possibilidades de sucesso no
pe cu so académico e social des as c ianças e acili a ainda a ansição pa a o ensino básico.
Po im, pode-se conclui que es e es udo co obo a com os obje i os de e minados pelo Dec e o-
Lei nº54/2018, na medida em que con ibui pa a os seus es o ços no alcance de educação inclusi a
na en a i a de co esponde às expec a i as e necessidades das c ianças com necessidades, ab indo
caminho pa a a equidade, inclusão e coesão social (Di eção Ge al da Educação, 2020).
6
CAPÍTULO II - REVISÃO DA LITERATURA
Nes e p imei o capí ulo se á ap esen ado a e isão da li e a u a a a és do con ex o his ó ico da
Su dez em Po ugal, ma cando as polí icas mais impo an es di ecionadas a es e es udo. Em seguida
ap esen a-se o concei o e as espe i as causas da su dez, o pe cu so da educação bilingue e a sua
impo ância nos con ex os de su dez, a impo ância do desen ol imen o linguís ico e a Li e acia
Eme gen e no P é-Escola , as bases da linguagem e ainda abo da alguns p og amas de in e enção
pa a a a aliação.
2. Su dez
2.1. A Su dez em Po ugal
Em 1997, a Cons i uição da República Po uguesa econheceu a Língua Ges ual Po uguesa
(LGP) como a língua de acesso à educação pa a su dos, p esen e a ualmen e no a igo 74º, alínea h.
No ano de 1998, c iou-se o Despacho nº7520/98 com o obje i o de c ia unidades de apoio
educa i o pa a alunos su dos e com eles su gi am os p incípios da Educação Bilíngue que é a é aos
dias de hoje a base pa a a educação de alunos su dos (Almeida e al., 2009).
A 7 de janei o de 2008 deu-se a publicação do Dec e o-Lei nº3/2008, ins i uindo a c iação de
escolas de e e ência pa a a educação bilingue de alunos su dos. Pa a além do inques ioná el
econhecimen o da LGP como p imei a língua de alunos su dos e a língua po uguesa o al e esc i a
como segunda língua, es e dec e o-lei oi um passo pa a melho es condições educa i as pa a os
mesmos, pe mi indo o desen ol imen o linguís ico-cogni i o, emocional e social, o acesso ao cu ículo
de o ma jus a ab indo caminho pa a igualdade de acesso ao ensino o mal ob iga ó io p ocu ando
co esponde às espec a i as e necessidades des as c ianças a a és da sua inclusão na sociedade
(Almeida e al., 2009), dando a sua con inuidade com o a ual Dec e o-Lei 54/2018 (Di eção-Ge al da
Educação, 2018).
Como e e encia Almeida e al. (2009), As escolas de e e ência pa a a educação bilíngue êm
uma esponsabilidade social e educa i a e, pa a co esponde a essa esponsabilidade, compe e-lhes:
“(i) apos a o emen e na educação bilíngue, c iando as necessá ias condições de acesso ao cu ículo;
(ii) adequa os ambien es e espaços educa i os à especi icidade das c ianças e dos jo ens su dos,
designadamen e com sinalização luminosa e ou as acessibilidades; (iii) desencadea ações que
7
pe mi am a iden i icação e a uação do su do na sua comunidade nacional e in e nacional; (i ) capaci a
os alunos pa a i e em na sociedade; ( ) colabo a nas espos as às solici ações sociais da
comunidade (au a quia, laze , emp ego, e c.) ela i amen e à c iança e ao jo em su do” (p.9).
Segundo Co eia (2008), a su dez em duas pe spe i as: a pe spe i a clínica e a pe spe i a
colocada pela comunidade su da. A p imei a é baseada na condição médica e a segunda é a
ep esen ação de uma comunidade mino i á ia linguís ica e cul u al. Segundo Lopes e Ma ques (2020),
essa ep esen ação cul u al e e e-se aos modos de ida dos memb os de uma sociedade que o nam
possí el a coope ação e a comunicação, comp eendendo aspe os angí eis e in angí eis”. Como
mino ia social, os sujei os su dos de em con ac a com a sua comunidade, pelo econhecimen o,
au odescob imen o, iden i icação, au oacei ação, pa ilha de i ências, sen ido de pe ença e ainda pela
o ça que ganha quan o à de esa dos seus di ei os. Des a o ma, comp eende-se que aze pa e de
uma comunidade é mui o impo an e, pelo impac o e o ça social e ep esen a i idade social que de e
e as suas necessidades espondidas.
Es a no a pe spe i a e le e sob e a inclusão da comunidade enquan o comunidade mino i á ia
linguís ica e é nico-cul u al que des a o ma dá oz ao indi íduo su do, que des a o ma, ep esen ado.
No en an o o obje i o passa po inclui a comunidade su da na sociedade ou in e e que enham
ambém o mesmo ní el de qualidade de espos a no ensino e inclusão social.
No en an o comp eende-se que é necessá io um es o ço social pa a que a comunicação seja
ansmi ida pa a ambos os lados e, nes a pe spe i a, a ia sen ido o ensino da Língua Ges ual
Po uguesa a odos os cidadãos ou in es. Is o po que o encon o pa a inclusão em de i de um
es o ço mú uo. Pa a além disso, pôde-se e i ica que a é à da a não o am encon ados ins umen os
de a aliação e as eio pa a c ianças su das e po isso, al am ambém aos p o issionais inse idos nas
escolas de e e ência pa a ensino bilingue o acesso mais ecu sos pa a que possam da espos a às
necessidades especí icas e singula es des as c ianças.
Com es a in es igação conseguimos comp eende que a sociedade ainda se encon a num
p ocesso de desen ol imen o pa a c ia melho es condições pa a a comunidade su da pa a que se
a inja a qualidade no acesso ao ensino e de espos as educa i as e icien es pa a co esponde às
expec a i as e necessidades dos alunos com su dez.

8
2.2. Concei o de Su dez
Segundo Nunes e al. (2015), a su dez é uma al e ação no sis ema audi i o e/ou nas ias
audi i as, que eduz ou impede o acesso aos es ímulos sono os, exis indo a di iculdade e/ou
incapacidade de comp eende a ala na equência sono a comum.
No no mal uncionamen o do sis ema audi i o há um es ímulo sono o que a a essa o canal
audi i o ex e no, azendo ib a a memb ana impânica, a a és dos ossículos do ou ido médio onde é
ansmi indo uma ene gia mecânica. Pos e io men e a cóclea i á ecebe essa ene gia que se á
ansmi ida pa a o sis ema ne oso cen al, onde depois é in e p e ada e descodi icada (Nunes, 2000).
Quando há uma alha em qualque pa e des e sis ema, seja uma alha no canal audi i o ex e no
ou in e no é su icien e pa a limi a o sujei o de ou i com no malidade.
A su dez ambém é conhecida po pe da audi i a ou hipoacusia, po ém, es es e mos es ão mais
ligados a e mos médicos no que diz espei o a pe u bações da unção audi i a, si uados no ó gão
pe i é ico e no ne o audi i o (Bap is a, 2012). A su dez pode se classi icada endo em conside ação
os di e en es g aus e ipos de su dez exis en es. A sua e iologia é di e sa, pelo que as a ian es de em
se analisadas caso a caso pelo que pode e su gido po causas na u ais ou po acon ecimen os
ex e nos, sendo impo an e analisa o local p o enien e da pe da audi i a.
A su dez pode sucede no ou ido ex e no, médio ou in e no e es a pode se unila e al ou
bila e al. Também é impo an e analisa o momen o da pe da audi i a, nomeadamen e se su giu an es
ou depois da aquisição da linguagem. Assim podemos de e mina se a pe da audi i a su giu an es,
du an e ou depois da aquisição da linguagem o al e/ou esc i a, de inindo es es ês momen os em
hipoacusia p é-linguís ica, pe i-linguís ica e pós-linguís ica. (Melo, 1986).
9
No quad o seguin e (Quad o 1), podemos obse a a co espondência das ês hipoacusias à
ase p á ica em que deco em.
Quad o 1
Relação en e os Tipos de Hipoacusia e as suas Fases
(Mon eal, Rosa, & He nández, 1999).
Hipoacusia p é-linguís ica Hipoacusia pe i-linguís ica Hipoacusia pós-linguís ica
Congéni a ou an es da Oco e numa ase p ecoce Oco e quando a
C iança ap ende a da aquisição da linguagem linguagem es á adqui ia
linguagem:
0-2 anos En e os 2-4 anos -
A su dez pode ainda a ia da in ensidade do uído pa a a oco ência da pe da audi i a e pode
se conside ada le e, mode ada, se e a ou p o unda (Nunes e al., 2015).
Os di e en es g aus da pe da audi i a esumem-se a limia es audi i os, e a ados em decibéis
(dB) que são ex aídos nas equências médias da ala e ep esen ados em He z (Hz), (Bap is a, 2012)
a a és de exames audiomé icos (Paço e al., 2010). O g au é no mal ou subno mal quando o limia
es á a é 20 dB, ligei o quando o limia es á comp eendido en e os 20 e os 40 dB, médio quando o
limia es á en e os 40 e os 70 dB, se e o quando o limia es á en e 70 e os 90 dB e p o undo quando
o limia é igual ou supe io a 90 dB, como é ap esen ado no quad o 2.
Quad o 2
Rep esen ação dos Tipos de G au de Pe da Audi i a e os Limia es Rep esen a i os
(Bap is a, 2012).
Audição no mal ou subno mal Limia a é 20 dB
Ligei o Limia en e os 20 e os 40 dB
Médio Limia en e os 40 e os 70 dB
Se e o Limia en e os 70 e os 90 dB
P o undo Limia igual ou supe io a 90 dB
Pa a se de e mina o g au de pe da audi i a, é ealizado um cálculo p opos o pela
In e na ional
S anda diza ion O ganiza ion
que se ealiza a pa i dos limia es ob idos nas equências e e enciadas
pela O ganização Mundial de Saúde (OMS): 500Hz, 1000Hz e 2000Hz e ap esen a a seguin e ó mula:
10
G au de pe da = limia a 500Hz + limia a 1000Hz + limia a 2000Hz
3
Quad o 3
Relação en e o G au de Pe da Audi i a e as espe i as Capacidades Áudio-O ais e as Respe i as
Necessidades Especí icas (Bap is a, 2012).
G au de pe da audi i a Capacidades áudio-o ais da c iança
Hipoacusia Ligei a Di iculdade na audição de sons dis an es;
Di iculdade na audição de ce os onemas;
Di iculdade na audição de baixas equências
sono as.
Hipoacusia Média Só ou e aquando de uma ce a in ensidade na
oz; podem exis i di iculdades na a iculação
e bal e a aso na ala.
Hipoacusia Se e a Embo a seja capaz de en ende uma ou ou a
pala a, não é capaz de es abelece uma
Relação e bal e emi i uma ala in eligí el.
Hipoacusia P o unda Ou e apenas uídos de al a equência; Não é
capaz de ou i nem de a icula pala as sem
eco e a uma ap endizagem o mal e sis emá ica.
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Quad o 4
Relação en e o G au da Pe da Audi i a e as Necessidades Especiais Co esponden es (Bap is a,
2012).
Necessidades Especiais da c iança
Hipoacusia Le e (20-40 dB) Reque uso de p ó ese e e apia da ala e se
necessá io, apoio nas ap endizagens de esc i a e
lei u a.
Hipoacusia Média (40- 70 dB) Reque uma p ó ese ap op iada; e apia da ala;
um sis ema de ampli icação e de educação
especial
Hipoacusia Se e a (70-90 dB) Reque uma p ó ese ap op iada; apoio diá io de
educação especial; Te apia da ala e sessões de
eeducação psicomo o a.
Hipoacusia P o unda (90 dB ou ≤) Reque uma p ó ese ap op iada; apoio diá io de
Educação especial; e apia da ala e sessões de
eeducação psicomo o a.
Com base nos quad os 2, 3 e 4, es es e elam que o g au da pe da audi i a ai de e mina se a
c iança i á necessi a de mais ou menos apoio no p ocesso de ap endizagem da linguagem o al e
esc i a, pois quan o mais ele ado o o g au de pe da audi i a, mais depende á do apoio adequado e
de adap ação (Bap is a, 2012). Ainda consoan e a localização da lesão, as pe das audi i as podem se
di ididas em hipoacusia de ansmissão ou condução, hipoacusia neu ossenso ial ou de pe ceção e
hipoacusia mis a ou uncional.
A hipoacusia de condução ou ansmissão esul a de uma pa ologia que a e a o ou ido ex e no
e/ou médio, eduzindo assim a quan idade de ene gia sono a ansmi ida pa a o ou ido in e no. A
di iculdade es á na passagem de ene gia sono a pa a o ou ido in e no, dado que, es ando o ou ido
18
Re e en e a Po ugal, o Dec e o-Lei nº54/2018 apos a numa escola inclusi a e a i ma que a
mesma passa po aze equidade onde odos os alunos, independen emen e da sua si uação, de e se
o ínculo acili ado da inclusão social, espondendo às suas necessidades, po encialidades e
expec a i as dos alunos, azendo alo es de coesão social (Di eção-Ge al da Educação, 2018).
Adicionalmen e, aquelas que são as escolas de e e ência pa a a educação bilíngue de em es a
equipadas com ma e iais especí icos, nomeadamen e de supo e isual às ap endizagens. In eg am
ainda uma equipa de docen es com o mação especializada em su dez, docen es de LGP, in é p e es
de LGP e ainda e apeu as da ala (Ag upamen o de Escolas Mundo, 2014).
Em suma, salien a-se que o acesso à educação bilingue no p é-escola é impo an e na medida
em que exis e uma p epa ação base ela i amen e à LGP e LP acili ando o p ocesso de ansição pa a
o ensino Básico. Além disso, uma das maio es limi ações consequen es da pe da audi i a es á ao ní el
da comunicação. Nes e sen ido, as c ianças su das acabam po e um acesso mais es i o à
in o mação (Nunes & Mo eno, 2002). Assim, o na-se impo an e a aquisição de ambas línguas po que
pa a ap ende LP é necessá io que as c ianças su das ap endam p imei o a LGP e, pos e io men e,
endo ambas as línguas adqui idas a c iança ou jo em su da pode e acesso a qualque in o mação ou
conhecimen o, sendo que assim já não es á limi ada à in o mação passada pelo ges o (Nunes &
Mo eno, 2002).
2.4.2. O Desen ol imen o Linguís ico das c ianças su das no p é-escola
Foi g aças a Poize , Klima e Bellugi que, a pa i dos es udos neu olinguís icos ealizados em
1987 que oi possí el alida a capacidade da língua ges ual pa a se assumi como língua ma e na no
desen ol imen o ce eb al, localizado no hemis é io esque do do cé eb o onde ambém se si ua a
linguagem e bal (Delgado Ma ins, 1997). Con udo, só a a és da exposição à língua ges ual é que a
c iança su da adqui e a linguagem, a a és de pad ões isuais associados a signi icados e a a és da
in e io ização da linguagem isual. Pelos mesmos p ocedimen os da linguagem e bal, a c iança ai
começa po p oduzi ges os com os signi icados já adqui idos. Es e é o p ocesso que adqui e à c iança
su da o seu desen ol imen o linguís ico e cogni i o (Delgado Ma ins, 1996).
Es udos ealizados sob e a aquisição da linguagem in an il exe cidos que nas línguas ges uais
que nas línguas o ais, e ela am a exis ência de gene alizações in e linguís icas e in e modais
ela i amen e aos p imei os ges os e ao desen ol imen o do ocabulá io. Assim, podemos a i ma que

19
independen emen e do es a u o audi i o, os pe íodos p é-linguís icos e linguís icos su gem na mesma
idade. (Almeida e al., 2009).
Exis em semelhanças no p ocesso de ap endizagem en e as c ianças su das e as c ianças
ou in es, po ém o que dis ingue é o ipo de língua a que es ão expos as. O pe íodo p é-linguís ico ai do
nascimen o a é aos no e meses de idade e ca ac e iza-se pelo enómeno do balbucio. Es e é o pe íodo
onde o bebé começa a emi i os p imei os sons ainda sem in enção, como o caso do cho o. Oco e em
odos os bebés e su ge da capacidade ina a do se humano pa a a linguagem. Os bebés que o em
expos os à língua ges ual p oduzi ão ges os semelhan es, po ém isen os de signi icado e odos os
bebés ap esen am o enómeno de balbucio manual. Alguns p oduzem a é de e minados sons,
chamado de enómeno balbucio o al. Com o con ínuo en ol imen o do bebé su do com a linguagem, a
pe ceção isual ai se a sua p incipal e amen a pa a o desen ol imen o. A pa i des a, o bebé ai
cap a indícios sub is no os o do in e locu o que lhe pe mi i ão en ende o signi icado dos ges os da
sua língua. Pos e io men e o pal eio i á e olui pa a a lalação, que se ca ac e iza pela p odução de
segmen os silábicos, que se ai complexi icando p imei o pelas p o o-pala as a é ao su gimen o das
p imei as pala as com signi icado, ca ac e ís ico a pa i dos 12 meses (Be ns ein & Tiege man-
Fa be , 2008; Owens, 2016; Sim-Sim, 1998).
En e os oi o e os doze meses, a c iança em o seu p óp io i mo de desen ol imen o linguís ico
de aco do com a modalidade ges ual ou o al, onde o seu desen ol imen o ai es a dependen e do
es ímulo que ecebe. É ambém nes e pe íodo que a c iança su da já consegui á a ibui um signi icado
ao ges o. Aos dois anos a c iança já consegui á emi i dois a ês ges os eais e, semelhan e à c iança
ou in e, pode á possui um epe ó io linguís ico que onde os 50 ges os (Almeida e al., 2009).
Pos e io men e, dos dois aos ês anos sucede o enómeno da “explosão do ocabulá io” que
deco e um acen uado aumen o do ocabulá io nes a idade. A pa i des a ase e pa ilhando a
semelhança na ap endizagem das c ianças ou in es, a c iança su da aumen a á o g au de
complexidade nas suas ases, u ilizando di e sas ca ego ias g ama icais. Con udo, ainda não são
capazes de adap a os e bos na ase, o que acaba po sucede , à semelhança das gene alizações
e bais na língua o al como: “Gos i” ou “sabo” (Almeida e al., 2009). Es ima-se que é a pa i dos
cinco anos de idade que as c ianças conseguem usa co e amen e os empos e bais.
O ja dim de in ância de e p opo ciona à c iança su da um desen ol imen o semelhan e ao que
se p opo ciona à c iança ou in e. Apesa de e em necessidades idên icas nes a aixa e á ia, a c iança
su da necessi a á, inequi ocamen e, de adqui i a sua língua ma e na o mais p ecocemen e possí el e
20
pos e io men e a sua segunda língua, na en a i a de p opo ciona a melho p epa ação pa a o ensino
o mal, isando o sucesso escola da c iança (Almeida e . al., 2009).
2.5. Li e acia Eme gen e no p é-escola
2.5.1. Concei o
A lei u a é uma das a i idades que mais p omo e e es imula cogni i amen e a c iança, que ai
desde a comp eensão de ex os simples a é à explo ação de ex os mais complexos onde a inge a sua
inalidade.
Ao longo des e pe cu so, ai-se g adualmen e mobilizando e cons uindo conhecimen o
ela i amen e ao léxico, nomeadamen e a in o mação o og á ica, semân ica e onológica, ao sis ema
de esc i a como o g a ema- onema, conhecimen o p osódico e mo ológico (B ezni z, 2006). A
impo ância da lei u a é que es a é um p ocesso a i o de es imulação, es abelecendo ligações en e o
que se lê e os pensamen os, apela à cons ução de sen ido naquilo que lê a a és dos seus
conhecimen os an e io es. Em complemen a idade, a esc i a é o g ande pila da lei u a. Is o po que a
esc i a é a ep esen ação da pala a à sua o ma o al (B ezni z, 2006).
O p ocesso de lei u a e esc i a exige um g ande núme o de ope ações cogni i as, a i ando
di e en es componen es ce eb ais como a isão e audição, que pa e da análise isual ou audi i a do
ex o a ex ai o seu con eúdo, abso ê-lo a a és da a i ação do sis ema de p ocessamen o de
in o mação como a pe ceção, p ocessamen o, memó ia, o alização e a sua ans o mação (B ezni z,
2006).
Des a o ma, comp eende-se a impo ância da lei u a e da esc i a como e amen as
po enciado as do desen ol imen o cogni i o numa pe spe i a con ínua e e olu i a do desen ol imen o
da c iança.
A li e acia eme gen e su giu da p emissa do con inuum de ap endizagem e desen ol imen o que
consis e no conjun o de compe ências, conhecimen o e a i udes que an ecedem da aquisição o mal da
lei u a e da linguagem esc i a (Pin o e al., 2012; Rhyne , 2009).
Rohde (2015), ap esen a um modelo de li e acia eme gen e que a de ine como um cons u o
que p io iza as compe ências elacionadas com a linguagem, a consciência onológica e a consciência
da esc i a. Ainda nes e pa âme o um es udo de me análise publicado pela
Na ional Ea ly Li e acy
21
Panel
em 2008 salien ou uma elação ní ida e consis en e en e as compe ências desen ol idas desde
o nascimen o a é à ap endizagem o mal da li e acia com as compe ências de li e acia u u as.
Dos pe cu so es, o am salien ados seis, que es ão o emen e co elacionados com as
compe ências de li e acia u u as, que são, especi icamen e: “1) o conhecimen o do al abe o,
elacionado com os nomes e os sons associados às le as imp essas; 2) a consciência onológica,
capacidade de de e a , manipula a analisa segmen os de pala as, sílabas ou onemas; 3) nomeação
au omá ica ápida das le as e dígi os; 4) nomeação ápida de obje os e co es; 5) esc e e le as ou o
seu nome; 6) memó ia onológica”.
Exis e um pad ão que em indo demons a se di ícil de ompe que incide sob e os alunos que
mos am desde cedo e em mais acilidade academicamen e endem a demons a um pe cu so
con ínuo de sucesso ao longo dos anos escola es, no en an o, aqueles que demons am e mais
di iculdades ao início da escola idade endem a man e es e pad ão de di iculdade ao longo do seu
pe cu so académico (C uz e al., 2014).
O que endencialmen e acon ece é que as c ianças quando ap esen am di iculdades na
comp eensão e/ou exp essão da linguagem na sua o ma, uso ou con eúdo su ge como consequência
di iculdades na linguagem, ap esen ando um isco social, educacional e ocacional. As compe ências
em linguagem o al ligam-se a compe ências de linguagem esc i a e po isso, quando su gem
di iculdades na lei u a e/ou na esc i a, es as su gem mui as ezes pelas di iculdades na linguagem
(Gilliam e al., 2021; Pias a & Wagne , 2010). Assim, a linguagem o al e a li e acia eme gen e em
idades p ecoces ap esen am uma in luência di e a nas compe ências da esc i a, da lei u a e da
ma emá ica que são p edi o es pa a o sucesso escola (Moll e al., 2015).
As c ianças, mui o an es de en a em a ap ende a esc e e , p imei o, en am ap ende a
exp essa -se o almen e (MacGuiness, 2004; Gonçal es, Viana, & Dionísio, 2007). Apesa da aquisição
da linguagem o al se um p ocesso complexo, a língua es á p a icamen e adqui ida a pa i dos ês
anos de idade e a e olução u u a i á depende da es imulação da c iança e do meio em que o mesmo
es á inse ido. Quando o ambien e p opicia es imulação, a c iança i á desen ol e uma a iedade de
compe ências que i ão acili a o seu acesso à lei u a (Viana, F. & Teixei a, M., 2002).
Des a o ma, podemos a i ma que a li e acia eme gen e é um conjun o de compe ências que
são p ecu so as das compe ências con encionais da lei u a e da esc i a, desen ol idas na idade p é-
escola .
22
Os maio es indicado es que in luenciam as compe ências de lei u a u u as das c ianças em
idade p é-escola são a consciência onológica, o conhecimen o da pala a esc i a e a linguagem o al.
A consciência onológica é a capacidade de econhece e manipula onemas, o conhecimen o
da pala a esc i a é o conhecimen o das con enções esc i as, das le as e a capacidade de
co espondência en e onema-g a ema. O conhecimen o da linguagem o al e ela conhecimen o sob e
o ocabulá io e a sin axe (Good ich & Lonigan, 2017). O desen ol imen o da linguagem con inua
du an e e ao longo do pe íodo p é-escola onde a c iança in e age com a lei u a e a esc i a, a a és de
li os, e is as, bandas desenhada e, g adualmen e, a c iança ai memo izando e a é econhece po
exemplo: as pala as que imam en e si. Tan o nas si uações do seu quo idiano como no ja dim de
in ância es e é um exe cício cons an e pela exposição na u al a ambien es que es imulam es a
ap endizagem (Ro h e al., 2006).
As c ianças pa a adqui i em es a ap endizagem ão o ganiza sequências na sua memó ia, que
ep esen am onemas, que pos e io men e pe mi em que a c iança cons ua pala as, ases de menos
a mais complexas. Pa a que consigam le é necessá io consegui em ealiza a descodi icação das
le as e pa a esc e e necessi am de codi ica as le as dessa mesma linguagem (McGee & Richgels,
2014; San os e al., 2015).
Exis e uma pe cen agem conside á el de c ianças em isco de insucesso ou de di iculdades
académicas na sua educação o mal ainda an es de e em iniciado o ensino escola , de ido a
di iculdades su gidas na aquisição e desen ol imen o de compe ências associadas à li e acia
eme gen e (McGee & Richgels, 2014). As c ianças que ap esen am di iculdades na linguagem acabam
po desen ol e di iculdades na comp eensão e na exp essão da linguagem. No malmen e a
di iculdade na lei u a e esc i a são consequências das di iculdades na linguagem, como um aciden e
em cadeia. Ap esen ando di iculdades na linguagem pode á comp ome e o p ocesso de ap endizagem
da lei u a e da esc i a impac ando di e amen e no ap o ei amen o escola , ep esen ado assim um
possí el isco educacional, ocacional e social (Giliiam e al., 2021; Pias a & Wagne , 2010).
Nes es casos o caminho apon a pa a um apoio p ecoce pa a comba e as di iculdades,
nomeadamen e na á ea da li e acia eme gen e e linguagem o al, pa a que as c ianças com es es
indícios consigam e melho desempenho e ap o ei amen o académico (Moll e al., 2015).
23
2.5.2. Os P edi o es da lei u a e da esc i a na Li e acia Eme gen e
São nos p imei os anos do ensino básico que as c ianças ap esen am o maio ní el de
he e ogeneidade nas compe ências ao ní el de linguagem o al, ocabulá io, consciência onológica e
linguagem esc i a como o conhecimen o das le as, esc i a in en ada ou a associação onema-g a ema
(Ma ias e al., 2022).
Tem sido al o de es udo quais as á eas me ecem maio a enção quando se obje i a iden i ica e
in e i p ecocemen e nas di iculdades de lei u a e no comba e ao insucesso escola . O que i á a
segui , são os qua o p edi o es do sucesso da ap endizagem da lei u a e da esc i a em idade p é-
escola :
É no ocabulá io (I), que o léxico é o mado po uma ede in eg ado a que engloba di e sas
á eas.
Ap ende a le po encia o c escimen o da ede de pala as. A ep esen ação de al a qualidade
aduz-se numa maio aquisição dos p ocessos onológicos, o og á icos, de sin á ica e de semân ica.
Des a o ma, ensino do ocabulá io e ela e um impac o signi ica i o no desen ol imen o lexical da
c iança que ad ém da lei u a e da esc i a (Fe nandes e al., 2017).
A consciência onológica (II) é a consciência de que as pala as são compos as po uma
sequência de sons e signi icados di e en es. A es u u a sono a em ês unidades onológicas: as
sílabas, os onemas e as unidades in a-silábicas (Sil a, 2003). Es a não é necessá ia pa a ap ende a
ala , mas o na-se essencial pa a a ap endizagem da lei u a e da esc i a (Gamelas e al., 2003).
A o ma mais na u al pa a a consciência onológica en ol e a sensibilidade às sílabas, às imas e
aos onemas iniciais das pala as, p á ica que pode se desen ol ida du an e o p é-escola .
A consciência onológica num modelo mais a ançado é a consciência da es u u a da onologia
das pala as e a capacidade de manipula os segmen os oné icos (Sil a, 2022). An es dos ês anos
de idade já su ge a comp eensão de símbolos como imagens e po ezes pala as esc i as. Mas é na
ala que começam a en ende que as imagens e a esc i a ep esen am a linguagem alada. Daí, as
c ianças começam a econhece sinais, logó ipos e a manipula os li os (Alb i on e al., 2022;
Ve hoe en e al., 2020). A compe ência onológica in luencia o sucesso ou insucesso na ap endizagem
da lei u a e da esc i a pelo que se o na impo an e p a ica as compe ências onológicas a a és de
p ocedimen os de descodi icação lei o a (Ca son e al., 2014; Sil a, 2003; Sim-sim e al., 2008).

24
A consciência onológica é impo an e no p é-escola e nas p imei as ases de ap endizagem da
lei u a, pois o e ece a opo unidade pa a analisa e manipula segmen os das pala as de modo
in o mal ou com ecu so a einamen o (Sil a, 2004). O conhecimen o das le as (III) é ou a
compe ência da li e acia eme gen e que de e mina o sucesso na ap endizagem da lei u a e da esc i a,
exis indo uma cla a elação en e a consciência onológica e o conhecimen o das le as.
A esc i a in en ada (IV), ainda no pe íodo p é-escola são en a i as de esc i a que p opo cionam
a e lexão e c ia i idade das mesmas po pa e da c iança e demons am o desen ol imen o das
compe ências me alinguís icas a a és da análise dos segmen os o ais e a sua associação aos
g a emas (Sil a, 2022). Es e ipo de p á icas po encia a comp eensão e a associação que a c iança az
dos segmen os o ais das pala as e das suas ep esen ações g á icas, o que pe mi e o pa alelismo
en e a esc i a e a linguagem o al. Pa a além disso e elam melho a as compe ências de li e acia
eme gen e e são ó imos p edi o es no desempenho da lei u a e da esc i a no início da educação o mal
(Aguia & Ma a, 2022).
Es udos ealizados a a és de P og amas de In e enção que se ocam na esc i a in en ada que
incidem sob e c ianças no p é-escola e elam uma e olução na qualidade da esc i a, assim como na
consciência onológica, onémica e na comp eensão do p incípio do al abe o (Sil a & Al es Ma ins,
2002, 2003; Ouele e & Sénèchal, 2008).
O papel da Li e acia eme gen e e da linguagem o al são de ele ada impo ância pelo que
p omo em o bem-es a da c iança em oda a sua dinâmica enquan o se em desen ol imen o
emocional, social e cogni i o (Sapage & C uz-San os, 2023).
2.5.3. As Bases da linguagem
A linguagem pode-se ca ac e iza como um sis ema dinâmico e complexo de con enções e
códigos sociais pa a ep esen ação de concei os u ilizando a bi a iamen e símbolos e eg as. Ela é
uma e amen a indispensá el ao se humano e na ida em sociedade, pois odos es amos
dependen es da comunicação no nosso dia-a-dia. Além disso, a comunicação p opo ciona a
c ia i idade, p odu i idade e um sis ema egulamen ado que é e lexi o, uni e sal e a bi á io (Hewa d
e al., 2017; Ho , 2014; Owens, 2016).
25
Qualque que seja a o ma de comunicação, es e é um concei o in ínseco ao se humano onde
há uma oca de mensagens en e um emisso e um ece o , seja es a in e ação in encional ou não
(Folge, 2019; Hewa d e al., 2017; Le ey, 2019; Owens, 2016).
A linguagem o al é o esul ado da comunicação e bal e pe ence às p imei as o mas de
comunicação da c iança, é a que mais az p og essos no que oca à ap endizagem, pe mi indo que a
c iança se posicione no mundo de que az pa e. O desen ol imen o nes a a ian e da comunicação
c esce de o ma no ó ia nas ases de p imei a e segunda in ância; pos e io men e dá-se a con ínua
e olução e ap imo amen o a é à idade adul a (Gillam e al., 2021).
A aquisição da linguagem ai deco e de uma sequência de e apas que ão su gindo pelos
ma cado es biológicos. Es es ão amadu ecendo, pe mi indo que a c iança a inja o es ado comple o de
desen ol imen o neu ológico. No en an o, o ap imo amen o da linguagem ai depende do con ex o
social, pelo que pode po encia o desen ol imen o da linguagem ou debili á-lo (Gilliam e al., 2021).
Assim podemos comp eende que há um caminho g adual a pe co e pa a o desen ol imen o da
linguagem, a a és da u ilização de concei os conc e os a é ao uso e comp eensão do sis ema mais
abs a o (Bishop e al., 2002).
A linguagem depende ainda de di e sas compe ências cogni i as, como a a enção pa a a
ap endizagem e a memó ia. Exis e, ine i a elmen e, uma in e ligação das di e en es á eas ce eb ais
aquando do seu p ocessamen o, is o po que o cé eb o unciona de modo holís ico e as suas unções
a amen e uncionam indi idualmen e. Pos e io men e e consoan e o indi íduo, a a i idade, inpu ou
ou pu , a enção e ní el de di iculdade, ce as egiões ce eb ais ão es ando a i as epe idamen e
du an e o p ocesso de comunicação (A dila, 2015; Caldas, 2000; Owens, 2016).
Exis e comunicação quando há alguém que passa uma mensagem, um pensamen o a se
ansmi ido, e ou o alguém que o ecebe. Is o e le e duas modalidades na linguagem: a modalidade
de exp essão ou ou pu , pe mi e ansmi i a mensagem que pela exp essão e bal o al ou pela
exp essão e bal esc i a; a modalidade de comp eensão ou inpu é a eceção e in e p e ação da
mensagem, ambém ealizada a a és da ala ou da esc i a (Ho , 2014; Le ey 2019; Owens, 2016).
A análise do inpu ai se melho ou pio consoan e o a memó ia e o a mazenamen o de
pala as e concei os da c iança. A in e p e ação do signi icado das pala as e dos concei os localiza-se
no lobo empo al e no có ex (Caldas, 2000; Owens, 2016).
A base concep ual da mensagem é c iada no có ex e é nele que se si ua o a mazenamen o da
memó ia, passando pela á ea de We nicke que o ganiza a es u u a da mensagem e az a ansmissão,
26
a a essando desde o ascículo a queado a é à B oca, si uado no lobo on al. A b oca em a unção de
p og ama de o ma mo o a a ala, ansmi indo sinais pa a a zona mo o a do có ex, a i ando os
músculos cuja unção é p opo ciona a espi ação, a onação, essonância e a a iculação (Mackay,
2003; Owens, 2016).
O p ocesso de linguagem eque uma ação coo denada de subsis emas que de e minam a
o ma, o con eúdo e o uso da linguagem como a onologia, a semân ica, a mo ologia e sin axe (Ca oll
e al., 2011; Sim Sim, 1998).
A onologia, segundo A dila (2015), é um sis ema de comunicação do bebé que oco e na ase
p é-linguís ica, onde são in oduzidos os sons da ala isen os de in encionalidade e que, pos e io men e,
a a és da semân ica, es es sons são combinados pa a que seja possí el a o mação de pala as. É a
u ilização simul ânea de ambos sis emas numa combinação de pala as que pos e io men e se
ans o mam em ases e a inalidade é um discu so mais ou menos complexo.
Quando a c iança adqui e uma in encionalidade na sua comunicação que dize que passou po
uma ase de ma u ação ana omo isiológica e emocional onde su ge o pal eio, que ai se subs i uído
g adualmen e pela lalação, que é a p odução de segmen os silábicos. Numa ase inicial da aquisição
da linguagem a c iança começa po u iliza ges os e pala as isoladas, depois ases simples pa a
exp essa as suas in enções, desejos e ideias, do ipo sujei o- e bo-obje o. P og essi amen e começam
po se capazes de u iliza a igos, adje i os, ad é bios, en e ou os modi icado es. Po seguida,
alcançam a u ilização dos p onomes demons a i os e combinam o ações, ge ando enunciados
maio es e mais complexos (Lund & Duchan, 1993).
Quan o ao desen ol imen o da semân ica, es e ca ac e iza-se pelo uso das pala as com
signi icado que começam a su gi nos p imei os 12 meses de idade. A c iança começa a iden i ica um
concei o quando há uma obse ação epe ida jun amen e com o uso da pala a que ca ac e iza o
concei o. Des a o ma, a c iança começa a es abelece edes de ligação semân ica que pos e io men e,
es abiliza -se á no pe íodo escola (Gillam e al., 2021; Owens, 2016).
Nos p imei os 18 a 20 meses de idade é a ase onde su gem as p imei as pala as,
nomeadamen e nomes e e bos. G adualmen e começam a c ia sequências a pa i dos 2 e 5 anos de
idade onde já é espec ado que a c iança consiga usa p eposições, ad é bios e p onomes (Gillam e
al., 2021; Rigole , 2006; Sim-Sim, 1998).
Aos dois anos de idade há um c escimen o exponencial do epo ó io onológico, onde a c iança
alcança uma maio capacidade de combinações na es u u a das pala as. É comum nas idades
27
comp eendidas en e os 3 e 4 anos a subs i uição, omissão ou al e ações onológicas das pala as. No
en an o es e compo amen o não p ejudica a comp eensão do adul o no con ex o si uacional e ásico.
Nes as idades podem alcança uma ex ensão média de ases a é ês pala as, expandindo o seu
enunciado a é aos qua o anos, pois é aqui que se começam a ou i ases simples, u ilizando
coo denadas ad e sa i as, copula i as, jus apos as, subo dinadas ela i as e conjun i as. Com a
u ilização equen e da hipo axe, a c iança ai começa po adqui i um pensamen o lógico e conc e o,
começando po aze os plu ais nas ases e aumen am o enunciado das ases cada ez mais.
G adualmen e, à medida que ão desen ol endo e e oluindo cada ez mais a ala, deixa ão de u iliza
os ges os (Rigole , 2006).
A pa i dos 4 anos de idade as c ianças começam a ap ecia o jogo das pala as como o uso de
imas ou a iden i icação de pala as que iniciam e e minam com o mesmo som (Be ns ein &
Tiege man-Fa be , 2008; Owens, 2016; Sim-Sim, 1998).
En e os 4 e 5 anos de idade o ocabulá io da c iança c esce pa a mais de dez mil pala as e
espec a-se que já consigam con a alguns núme os e comp eende his ó ias simples. Simul aneamen e
o ocabulá io aumen a e as suas ques ões ambém se ão o nando mais complexas (Gilliam e al.,
2021; Shipley & McA ee, 2004; Sim-Sim, 1998).
En e os 5 e 6 anos de idade as c ianças e elam in e esse pelo uncionamen o do que as
odeia, o que pe mi e complexi ica as ca ego ias semân icas e aumen a o seu ocabulá io (Acos a e
al., 2006; Gilliam e al., 2021; Rigole , 2006; Sim-Sim, 1998). Nes as idades espec a-se e i ica um
ac éscimo na p odução de p eposições, ad é bios, a igos inde inidos, empos e bais, conjunções, no
en an o ainda não se espec a que consigam u iliza a oz passi a. Também é possí el um ligei o
aumen o do enunciado com alguma complexidade na cons ução ásica, uma média de 5 a 6 pala as
(Rigole , 2006; San os e al., 2015).
Po úl imo, a mo ossin axe é quando a c iança ajus a as pala as e u iliza ases eleg á icas,
que se ca ac e izam po pala as com pouca in o mação u ilizando a igos, p onomes, p eposições e
e bos auxilia es (Lund & Duchan, 1993; Sim-Sim, 1998; Rigole , 2006). Es a ase e mina quando a
c iança começa a u iliza pala as com unções g ama icais como as conjunções (Lund & Duchan,
1993; Sim-Sim, 1998).
É do nascimen o aos 6 anos de idade que oco e em maio elocidade o desen ol imen o
neu onal da c iança, nes a al u a o cé eb o em maio neu oplas icidade. Inques iona elmen e es a é a
ase ideal p omo o a e es imulado a pa a a ap endizagem (Robe s e al., 2019).
34
da linguagem o al e en a sabe se a c iança é capaz, po exemplo, de nomea ca ego ias, o e cei o
dizem espei o à me alinguagem, en ando sabe se a c iança jun a sílabas pa a cons ui pala as, o
qua o às le as e espec a-se que a c iança econheça, po exemplo, as le as do seu nome, o quin o é
espe i o aos li os e en a sabe , po exemplo, se a c iança segue o sen ido di ecional da esc i a
(Sapage & C uz-San os, 2023).
Em conclusão, es e as eio, pa a além de capaci a e en ol e os pais ou cuidado es da c iança,
o seu en ol imen o pode con ibui pa a um as eio que melho incide sob e as necessidades da
c iança. Adicionalmen e, como con ibui pa a a iden i icação p ecoce con ibui, consequen emen e,
pa a uma iden i icação p ecoce das necessidades da c iança. A au o a des e ins umen o salien a que
quando adicionado a qualque p og ama de in e enção que enha uma abo dagem uni e sal,
p e en i a e inclusi a, es e ins umen o o alece a sua in e enção (Sapage & C uz-San os, 2023).

35
CAPÍTULO III- METODOLOGIA
To na-se impo an e, num es udo cien í ico, se acompanhado po uma me odologia que alo ize
a sequência de passos ealizados no sen ido de alo iza odos os ecu sos pe co idos isando a
obje i idade do es udo (Ma ôco, 2007; Pes ana & Gagei o, 2014).
Es e capí ulo e e e-se ao que é eque ido do pon o de is a cien í ico e é ico a um es udo de
in es igação. Abo da, po an o, a desc ição e undamen ação da me odologia u ilizada pa a e ei os de
ealização do es udo, inalidade, a desc ição da amos a, a iá eis, hipó eses, ins umen os de ecolha
de dados e os espe i os p ocedimen os.
3.1. Opção Me odológica
Es e es udo baseia-se numa in es igação quan i a i a, onde se alinha na pe spe i a de Almeida e
F ei e (2017) em que pa e da in e p e ação dos compo amen os analisados e enómenos es udados.
Assim alinhada aos seus ês p incípios, pa a es e es udo e ela-se impo an e (a) a expe iência como
conhecimen o; (b) o es udo ei o a pa i da pe spe i a do ou o e (c) o in e esse em cap a como é que
as pessoas expe ienciam e in e p e am o mundo social.
A modalidade quan i a i a pode se ca ac e izada como es udo desc i i o, in e encial dado que é
o en endimen o dos enómenos a a és da análise e o mulação de hipó eses espe i as às elações
en e as a iá eis.
3.2. Finalidade do es udo
A p esen e in es igação em como inalidade aplica o ins umen o RaLEPE de Sapage e C uz-
San os (2023) num g upo de c ianças de idade p é-escola com su dez que equen am uma escola de
e e ência pa a a educação bilíngue localizada na Região No e do país, analisa os esul ados, e
cons ui o ins umen o de Ras eio Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino-Básico- SURDEZ
(RaLEPEEB) numa e são explo a ó ia.
Os p incipais obje i os des e es udo são:
36
1. Aplica o Ins umen o Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola (RaLEPE) (Sapage & C uz-
San os, 2023) pa a ecolhe in o mação ace ca das compe ências da linguagem e li e acia
eme gen e num g upo de c ianças com su dez;
2. Analisa os esul ados da aplicação do Ins umen o Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola
(RaLEPE) (Sapage & C uz-San os, 2023) num g upo de c ianças com su dez;
3. Cons ui a p imei a e são explo a ó ia do Ins umen o Ras eio Li e acia Eme gen e P é-
Escola e Ensino Básico -Su dez (RaLEPEEB).
3.3. Va iá eis do Es udo
As a iá eis des e modelo ca ac e izam-se po a iá eis independen es ( abela 1):
Tabela 1
Ca ac e ização das Va iá eis
Designação das Va iá eis Es a u o Na u eza Escalas de medida
Géne o Independen e Quali a i a Nominal
Idade em Meses Independen e Quan i a i a Nominal
Idade em Anos Independen e Quan i a i a Nominal
Dis i o de Residência Independen e Quali a i a Nominal
Concelho Independen e Quali a i a Nominal
Apoios
Te apia da Fala Independen e Quali a i a Nominal
Te apia Ocupacional Independen e Quali a i a Nominal
Educação Especial Independen e Quali a i a Nominal
Fisio e apia Independen e Quali a i a Nominal
ELI Independen e Quali a i a Nominal
Reabili ação Audi . Indi . Independen e Quali a i a Nominal
Pedia ia do Desen ol imen o Independen e Quali a i a Nominal
CPCJ Independen e Quali a i a Nominal
Psicologia Independen e Quali a i a Nominal
Neu opedia ia Independen e Quali a i a Nominal
Condição
P oblemas de Comunicação Independen e Quali a i a Nominal
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P oblemas de Linguagem Independen e Quali a i a Nominal
P oblemas da Fala Independen e Quali a i a Nominal
P oblemas Mo o es Independen e Quali a i a Nominal
P oblemas Cogni i os Independen e Quali a i a Nominal
P oblemas de Visão Independen e Quali a i a Nominal
Su dez P o unda Bila e al Independen e Quali a i a Nominal
Su dez Neu ossenso ial Bila e al Independen e Quali a i a Nominal
Su dez Neu ossenso ial Mode ada Bila e al Independen e Quali a i a Nominal
Su dez Congéni a Bila e al Independen e Quali a i a Nominal
Su dez Neu ossenso ial P o unda Bila e al Independen e Quali a i a Nominal
Su dez Congéni a Se e o-P o unda Bila e al Independen e Quali a i a Nominal
Disposi i o Independen e Quali a i a Nominal
O dem de Nascimen o Independen e Quali a i a Nominal
1ªLíngua dos Pa icipan es Independen e Quali a i a Nominal
1ª Língua dos Enca egados de educação Independen e Quali a i a Nominal
Habili ações Académicas Enca egados Educ. Independen e Quali a i a Nominal
Sendo os i ens do ins umen o RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023) as a iá eis dependen es
em es udo.
3.4. Hipó eses do es udo
As hipó eses des e es udo i ão cen a -se nas compe ências ao ní el da comp eensão audi i a,
desempenho da o alidade e língua ges ual de c ianças su das em idade p é-escola . Os esul ados
es ão ap esen ados de aco do com as hipó eses analisadas nes e es udo.
A ealização do p esen e es udo eme ge da o mulação das seguin es hipó eses:
H1: Exis em di e enças signi ica i as no RaLEPE en e c ianças quan o ao Géne o
H0: Não exis em di e enças signi ica i as no RaLEPE en e c ianças quan o ao Géne o.
H1: Exis em di e enças signi ica i as no RaLEPE en e c ianças quan o à Idade em Meses.
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H0: Não exis em di e enças signi ica i as no RaLEPE en e as c ianças quan o à Idade em
Meses.
H1: Exis em di e enças signi ica i as no RaLEPE en e as c ianças quan o ao Apoio em
Reabili ação Audi i a.
H0: Não exis em di e enças signi ica i as no RaLEPE en e as c ianças quan o ao Apoio em
Reabili ação Audi i a.
H1: Exis em di e enças signi ica i as no RaLEPE en e as c ianças quan o ao Tipo de Disposi i o.
H0: Não exis em di e enças signi ica i as no RaLEPE en e as c ianças quan o ao Tipo de
Disposi i o.
3.5. Amos a
O p esen e es udo con a com o ipo de amos a po con eniência e é cons i uída po 9 c ianças,
alunos de uma u ma bilíngue, com diagnós icos de su dez di e en es en e si e ou as condições
associadas, salien ando que odas as c ianças es ão ma iculadas no ja dim de in ância do
Ag upamen o de Escolas de Re e ência Mundo (designação ic ícia de o ma a ga an i aa
con idencialidade das in o mações e dos dados e que se á usada ao longo da disse ação) inse ida na
Região No e de Po ugal.
3.6. Ca ac e ização da Amos a
Pa a es a in es igação eco eu-se à amos a não p obabilís ica, mais conc e amen e, à
amos agem po con eniência (Almeida & F ei e, 2017).
Nes e es udo, a amos a é cons i uída po um g upo de c ianças esiden es na egião No e de
Po ugal que equen am uma escola de e e ência pa a a educação bilingue. Pa a melho
comp eende es e o ma o de ensino é necessá io e em con a que as escolas de e e ência êm
ca ac e ís icas especí icas no que oca ao seu concei o e ca ac e ização.
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De aco do com o Dec e o-lei nº54 (2018), o que ca ac e iza uma escola de e e ência é a
ealização do ensino especial des acando a p esença de docen es com conhecimen os da LGP,
in é p e es de LGP, e apeu as da ala e assis en es ope acionais, p e e encialmen e com o mação
especí ica. Es as escolas uncionam como uma espos a educa i a especializada, isando a
implemen ação de um modelo de educação bilíngue, is o é, o desen ol imen o da língua ges ual
po uguesa como p imei a língua e o desen ol imen o da língua po uguesa esc i a como segunda
língua.
Os seus g andes obje i os passam po desen ol e a LGP como p imei a língua e a Língua
Po uguesa como segunda língua como mencionado an e io men e, p opicia espaços de o mação e
e lexão explo ando o abalho colabo a i o en e os di e en es p o issionais, amílias e a comunidade
educa i a no ge al, ainda a disponibilização de equipamen os e ma e iais especí icos que ga an am o
acesso à in o mação e aquisição de conhecimen o, nomeadamen e o acesso ao cu ículo nacional e
ma e iais de supo e isual (Di eção-ge al da Educação, 2018).
As escolas de e e ência p ocu am ga an i o desen ol imen o linguís ico das c ianças su das na
en a i a de co esponde às necessidades das c ianças pe mi indo que sejam cump idos os seus
di ei os no que diz espei o à sua inclusão no ensino e inclusão social.
Po úl imo é impo an e salien a que as escolas de e e ência bilingue p ocu am da espos as
adequadas às c ianças com su dez pela da di e enciação no ensino, ga an indo o acesso ao cu ículo
nacional de o ma jus a e inclusi a.
Rela i amen e à ca ac e ização da amos a, é cons i uída po um g upo de c ianças esiden es
na egião no e de Po ugal, um o al de 9 pa icipan es cons i uídos po 5 meninos e 4 meninas, odos
eles es ão ma iculados no ja dim de in ância do Ag upamen o Escolas de Re e ência Mundo na Região
No e de Po ugal. Es a amos a e ela que as c ianças ap esen am di e en es g aus de de iciência
audi i a en e si e, pa a além disso, ou os p oblemas associados, sendo que a su dez não oi a única
condicionan e que se e e em conside ação pa a o desen ol imen o do p esen e es udo.
Os dados das c ianças o am ob idos a a és dos p ocessos dos alunos pelo que es á ga an ido o
anonima o e con idencialidade das c ianças, educado as e enca egados de educação.
Rela i amen e a esses dados, podemos analisa que odas as c ianças êm nacionalidade
po uguesa, odos equen am o ensino público, odos ap esen am p oblemas de audição e quan o à
a iá el Família odas as c ianças êm uma amília nuclea , ou seja, compos a pelo pai e pela mãe. As
suas idades a iam en e os 3, 4, 5 e 6 anos de idade e os g aus de su dez a iam en e Su dez

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bila e al congéni a, Su dez neu ossenso ial p o unda bila e al, Su dez neu ossenso ial bila e al, Su dez
p o unda bila e al e su dez neu ossenso ial mode ada bila e al.
Algumas c ianças ap esen am ou as condições, no en an o, os casos des as condições são, na
maio ia, casos únicos. Há, po an o, um caso com o diagnós ico de Hipe a i idade, um caso
diagnos icado com Sínd ome de Beckwi h Wiede mann e um caso diagnos icado com Fenda Pala ina
Comple a.
O ja dim de in ância que equen am é de e e ência pa a a Educação Bilingue de alunos su dos,
mas acolhe ambém c ianças com di e en es nacionalidades, necessidades educacionais di e si icadas
e/ou especiais es abelecidas no P og ama Educa i o Indi idual da c iança. O espaço é cons i uído po
ês salas, um espaço poli alen e, dois gabine es, duas casas-de-banho, uma copa e um ec eio
descampado.
Os ecu sos da escola con am com ês educado as i ula es de u ma, ês docen es de
educação especial, uma e apeu a da ala, um docen e de LGP, duas assis en es ope acionais e ês
uncioná ias. Na sala onde deco eu o es udo, a u ma con a com uma equipa diá ia, nomeadamen e
duas educado as i ula es, uma docen e de LGP e a assis en e ope acional.
O Ja dim de In ância dispõe ainda de a i idades de apoio à amília como as a i idades de ca á e
lúdico, se iço de e eições e ainda a i idades de en iquecimen o cu icula como a Psicomo icidade e
a LGP. Os seus obje i os passam pela inclusão educa i a, social e de acesso com sucesso ao ensino,
unindo es o ços pa a a au onomia, equidade educa i a e igualdade de opo unidades, p epa ando-os
pa a a ida pós-escola e p o issional (Ag upamen o de Escolas de Re e ência Mundo, 2014).
Face à obse ação e u ilização do RaLEPE o iginal, conseguimos comp eende o que se ia
necessá io pa a que es e ins umen o se adap asse à su dez. Des a o ma, ap esen am-se os c i é ios
de inclusão da amos a pa a o ins umen o Ras eio Li e acia Eme gen e P é-escola (RaLEPE) pa a a
su dez:
 C ianças com diagnós ico de su dez;
 Qualque g au de su dez é elegí el pa a a amos a;
 C ianças com idades comp eendidas en e os 3 anos e 0 meses a 6 anos e seis meses de
idade;
 C ianças que alem PT, LGP ou ambas;
41
 C ianças de nacionalidade po uguesa;
 C ianças que equen am o ja dim-de-in ância
Te minada a in o mação ela i amen e aos concei os in odu ó ios ai se ago a obje o de análise
as es an es a iá eis em o ma de abela, a começa pelo a iá el géne o, as es an es segui ão a
mesma lógica, ( e abela 2).
GÉNERO
Des as 9 c ianças, 4 são do géne o eminino (44,4%) e 5 são do géne o masculino (55,6%). A
dis ibuição dos pa icipan es de aco do com o géne o ap esen a-se uni o me, sendo que a
pe cen agem de alunos do géne o masculino é ligei amen e supe io à do géne o eminino, ( e abela
2).
Tabela 2
Dis ibuição da Amos a de aco do com o Géne o
Géne o N %
Feminino 4 44,4%
Masculino 5 55,6%
To al 9 100,0%
Min.= 1; Max.= 2; M =1,56; DP =,527
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
IDADE EM MESES
Quan o à a iá el idade em meses podemos e i ica que odas as c ianças inse idas na amos a
des e es udo êm idades comp eendidas en e os 3 anos e 0 meses a é 6 anos e 6 meses ( e abela
3), como ecomenda o ins umen o RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023), u ilizado pa a ecolha de
dados do p esen e es udo.
42
Tabela 3
Dis ibuição da Amos a de aco do com a Idade em Meses
Idade em meses N %
56 1 11,1%
58 2 22,2%
59 1 11,1%
60 1 11,1%
67 1 11,1%
71 1 11,1%
73 1 11,1%
75 1 11,1%
To al 9 100,0%
Min.= 56; Max.= 75; M =64,11; DP =7,390
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
IDADE EM ANOS
Pode-se e i ica que 4 c ianças êm 5 anos (44,4%), 3 c ianças êm 4 anos (33,3%),1 em 3
anos (11,1%) e 1 c iança em 6 anos (11,1%), ( e abela 4).
Tabela 4
Dis ibuição da Amos a de aco do com a Idade em Anos
Idade em Anos
N
%
3 1 11,1%
4 3 33,3%
5 4 44,4%
6 1 11,1%
To al 9 100,0%
Min.= 1; Max.=4; M =2,56; DP =,882
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
43
DISTRITO DE RESIDÊNCIA
Quan o à a iá el Dis i o, 8 c ianças esidem no dis i o de B aga (88,9%) e apenas 1 (11,1%)
em Viana do Cas elo, ( e abela 5).
Tabela 5
Dis ibuição da Amos a de aco do com o Dis i o de Residência
Dis i o
N %
B aga 8 88,9%
Viana do Cas elo 1 11,1%
To al 9 100,0%
Min.= 1; Max.= 2; M =1,11; DP =,333
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONCELHO
Rela i amen e à dis ibuição da amos a de aco do com o concelho emos 4 c ianças a esidi no
concelho de B aga (44,4%), 3 c ianças a esidi no concelho de Famalicão (33,3%), 1 c iança a esidi
em Fa e (11,1%) e 1 c iança a esidi em Monção (11,1%), ( e abela 6). As duas úl imas c ianças
esidem a uma dis ância ela i amen e maio à localização da escola que equen am, sendo que is o
acon ece pois, é em B aga, que exis e a única escola de e e ência na egião No e; o que implica que
c ianças esiden es nou os concelhos e a é mesmo ou os dis i os enham de pe co e uma maio
dis ância pa a e acesso ao acompanhamen o que dá uma escola de e e ência.
Tabela 6
Dis ibuição da Amos a de aco do com o Concelho onde Residem os Pa icipan es
Concelho
N %
B aga 4 44.4%
Famalicão 3 33,3%
Fa e 1 11,1%
Monção 1 11,1%
To al 9 100,0%
Min.= 1; Max.= 4; M =1,89; DP =1,054
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
50
Tabela 19
Dis ibuição da Amos a sob e P oblemas da Fala
P oblemas da Fala
N %
Sim 8 88,9%
Não 1 11,1%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,8889; DP = ,33333
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE PROBLEMAS MOTORES
Pode-se a i ma que 7 c ianças (77,8%) não ap esen am p oblemas mo o es e 2 ap esen am
(22,2%), ( e abela 20). Uma das duas c ianças é diagnos icada com pa alisia mo o a, no en an o, em
demons ado melho ias.
Tabela 20
Dis ibuição da Amos a sob e P oblemas Mo o es
P oblemas Mo o es
N
%
Sim 2 22,2%
Não 7 77,8%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,2222; DP = ,44096
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE PROBLEMAS COGNITIVOS
Rela i amen e aos dados ap esen ados ela i os a quan as c ianças ap esen am p oblemas
cogni i os, podemos obse a que 6 c ianças não ap esen am ou êm diagnós ico de p oblemas
cogni i os (66,7%) e as es an es 3 c ianças (33,3%) êm diagnós ico e/ou ap esen am p oblemas
cogni i os, ( e abela 21).

51
Tabela 21
Dis ibuição da Amos a sob e P oblemas Cogni i os
P oblemas Cogni i os
N
%
Sim 3 33,3%
Não 6 66,7%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,3333; DP = ,50000
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE PROBLEMAS DE VISÃO
Es a a iá el analise quan as c ianças da amos a ap esen am p oblemas de isão ( e abela
22). Podemos e que uma c iança da amos a ap esen a p oblemas de isão (11,1%) e as es an es 8
c ianças (88,9%) não.
Tabela 22
Dis ibuição da Amos a quan o aos P oblemas de Visão
P oblemas de Visão
N %
Sim 1 11,1%
Não 8 88,9%
To al 9 100,0%
Min.= 0,00; Max.= 1,00; M = ,2222; DP = ,44096
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE SURDEZ PROFUNDA BILATERAL
Há um caso de su dez p o unda bila e al na amos a (11,1%) e as es an es 8 c ianças
ap esen am ou o diagnós ico de su dez (88,9%), ( e abela 23).
52
Tabela 23
Dis ibuição da Amos a quan o à Su dez P o unda Bila e al
Su dez P o unda Bila e al
N %
Sim 1 11,1%
Não 8 88,9%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M =,1111; DP = ,33333
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE SURDEZ NEUROSSENSORIAL BILATERAL
A abela abaixo mos a que uma c iança (11,1%) em o diagnós ico de su dez neu ossenso ial
bila e al e as es an es 8 (88,9%) ap esen am um diagnós ico de su dez di e en e, ( e abela 24).
Tabela 24
Dis ibuição da Amos a quan o à Su dez Neu ossenso ial Bila e al
Su dez Neu ossenso ial Bila e al
N %
Sim 1 11,1%
Não 8 88,9%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,1111; DP = ,33333
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE SURDEZ NEUROSSENSORIAL MODERADA BILATERAL
Rela i amen e à su dez neu ossenso ial mode ada bila e al, a abela e ela que há uma c iança
(11,1%) com es e g au de su dez, as es an es 8 c ianças (88,9%) ap esen am ou o ipo de
diagnós ico, ( e abela 25).
53
Tabela 25
Dis ibuição da Amos a quan o à Su dez Neu ossenso ial Mode ada Bila e al
Su dez Neu ossenso ial Mode ada Bila e al
N %
Sim 1 11,1%
Não 8 88,9%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,1111; DP = ,33333
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE SURDEZ CONGÉNITA BILATERAL
Quan o à Su dez Bila e al Congéni a exis em na amos a 2 c ianças com es e diagnós ico
(22,2%), as es an es 7 ap esen am ou o ipo de diagnós ico de su dez (77,8%), ( e abela 26).
Tabela 26
Dis ibuição da Amos a quan o à Su dez Congéni a Bila e al
Su dez Congéni a Bila e al N %
Sim 2 22,2%
Não 7 77,8%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,2222; DP = ,44096
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE SURDEZ NEUROSSENSORIAL PROFUNDA BILATERAL
A seguin e abela e ela que 3 c ianças es ão diagnos icadas com Su dez Neu ossenso ial
Bila e al P o unda (33,3%), e ou as 66,7% ap esen am ou os diagnós icos de su dez, ( e abela 27).
54
Tabela 27
Dis ibuição da Amos a quan o à Su dez Neu ossenso ial P o unda Bila e al
Su dez Neu ossenso ial P o unda Bila e al
N %
Sim 3 33,3%
Não 6 66,7%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,3333; DP = ,50000
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE SURDEZ CONGÉNITA SEVERO-PROFUNDA BILATERAL
Rela i amen e a es e ipo de su dez, há 1 c iança na amos a com su dez bila e al congéni a
se e o-p o unda (11,1%), as es an es 8 ap esen am ou o ipo de diagnós ico, ( e abela 28).
Tabela 28
Dis ibuição da Amos a quan o à Su dez Congéni a Se e o-P o unda Bila e al
Su dez Congéni a Se e o-P o unda Bila e al
N %
Sim 1 11.1%
Não 8 88,9%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,1111; DP = ,33333
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE ATRASO GLOBAL DE DESENVOLVIMENTO (AGD)
Quan o ao AGD, (Dados e i ados dos p ocessos indi iduais dos alunos) e i icamos que 3
c ianças ap esen am es a condição (33,3%), e as es an es 6 c ianças (66,7%) não ap esen am es a
condição, ( e abela 29).
55
Tabela 29
Dis ibuição da Amos a quan o ao A aso Global Desen ol imen o
A aso Global Desen ol imen o
N %
Sim 3 33,3%
Não 6 66,7%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,3333; DP = ,50000
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE ATRASO DE DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR (ADP)
Podemos analisa que 3 c ianças (33,3%) êm A aso de Desen ol imen o Psicomo o , as
es an es 6 c ianças não ap esen am es e diagnós ico (66,7%), ( e abela 30).
Tabela 30
Dis ibuição da Amos a quan o ao A aso de Desen ol imen o Psicomo o
ADP
N %
Sim 3 33,3%
Não 6 66,7%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,3333; DP = ,50000
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
CONDIÇÃO DE DÉFICE ATENÇÃO
A dis ibuição da amos a ela i amen e ao Dé ice de A enção e ela que ce ca de 6 c ianças
(66,7%) ap esen am es e diagnós ico, as es an es 3 (33,3%) não ap esen am, ( e abela 31).

56
Tabela 31
Dis ibuição da Amos a quan o ao P oblema Dé ice de A enção
Dé ice de A enção
N
%
Sim 6 66,7%
Não 3 33,3%
To al 9 100,0%
Min.= ,00; Max.= 1,00; M = ,6667; DP = ,50000
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
ENCARREGADO EDUCAÇÃO
Quan o à ep esen a i idade pa en al da amos a pode-se e i ica que 6 c ianças êm a mãe
como enca egada de educação (66,7%) e as es an es 3 c ianças êm o pai como enca egado de
educação (33,3%), ( e abela 32).
Tabela 32
Dis ibuição da Amos a quan o ao Enca egado de Educação
Enca egado Educação
N %
Mãe 6 66,7%
Pai 3 33,3%
To al 9 100,0%
Min.= 1; Max.= 2; M = 1,3333; DP = ,50000
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
USO DE DISPOSITIVO AUDITIVO
Quan o aos disposi i os audi i os podemos e i ica que 5 c ianças usam implan e coclea
bila e al (55,6%) e 4 c ianças usam apa elho audi i o bila e al (44,4%), ( e abela 33).
57
Tabela 33
Dis ibuição da Amos a quan o ao Disposi i o Audi i o
Disposi i o Audi i o
N %
Implan e Coclea Bila e al 5 55,6%
Apa elho Audi i o Bila e al 4 44,4%
To al 9 100,0%
Min.= 1; Max.= 2; M = 1,44; DP = ,527
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
ORDEM DE NASCIMENTO
Pode-se e i ica que 5 c ianças al o des e es udo são ilhos únicos (55,6%), 3 c ianças são
segundos ilhos (33,3%) e 1 c iança é e cei a ilha (11,1%), ( e abela 34).
Tabela 34
Dis ibuição da Amos a quan o à O dem de Nascimen o
O dem de Nascimen o
N %
Filho único 5 55,6%
segundo ilho 1 11,1%
segunda ilha 2 22,2%
e cei a ilha 1 11,1%
o al 9 100,0%
Min.= 1; Max.= 7; M = 2,89; DP =,2,369
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
PRIMEIRA LÍNGUA DOS PARTICIPANTES
Rela i amen e à p imei a língua dos pa icipan es podemos e i ica que 8 c ianças (88,9%) êm
a língua po uguesa como p imei a língua e apenas uma c iança (11,1%) em Língua Ges ual
Po uguesa como língua ma e na, ( e abela 35).
58
Tabela 35
Dis ibuição da Amos a quan o à P imei a Língua dos Pa icipan es
1ª Língua dos Pa icipan es
N
%
LP 8 88,9%
LGP 1 11,1%
To al 9 100,0%
Min.= 1,00; Max.= 2,00; M = 1,1111; DP = ,33333
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
PRIMEIRA LÍNGUA ENCARREGADO EDUCAÇÃO
Quan o à p imei a língua dos enca egados de educação, podemos obse a que 8 enca egados
de educação êm a língua po uguesa como p imei a língua (88,9%) e 1 enca egado de educação em
a Língua Ges ual Po uguesa como p imei a língua (11,1%), ( e abela 36).
Tabela 36
Dis ibuição da Amos a ela i amen e à P imei a Língua dos Enca egados de Educação
1ª Língua Enc. Educação
N %
LP 8 88,9%
LGP 1 11,1%
To al 9 100,0%
Min.= 1,00; Max.= 2,00; M =1,1111; DP = ,33333
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
HABILITAÇÕES ACADÉMICAS DO ENCARREGADO EDUCAÇÃO
Podemos e i ica que 4 enca egados de educação êm o ensino ob iga ó io comple o (44,4%),
2 êm o 3º Ciclo comple o (22,2%), 1 enca egado em o 1º Ciclo (11,1%), 1 enca egado em o 2ºCiclo
(11,1%) e 1 enca egado em um Dou o amen o (11,1%), ( e abela 37).
59
Tabela 37
Dis ibuição da Amos a quan o às Habili ações Académicas Enca egados de Educação
Habili ações Académicas Enc. Educação
N
%
1ºCiclo 1 11,1%
2ºCiclo 1 11,1%
3ºCiclo 2 22,2%
Ensino Ob iga ó io 4 44,4%
Dou o amen o 1 11,1%
To al 9 100,0%
Min.= 1,00; Max.= 6,00; M = 3,4444; DP = 1,42400
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
PROFISSÃO DO ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO
Quan o às p o issões dos Enca egados de Educação e i icamos que 1 é cos u ei a (11,1%), 1
abalha em Análises Clínicas (11,1%), 1 é Cabelei ei a (11,1%), 1 é Se alhei o (11,1%), 1 é Auxilia
(11,1%), 1 é Sec e á io Adminis a i o (11,1%), 1 Vendedo (11,1%), 1 abalha po con a de ou em
(11,1%) e 1 é desemp egado (11,1%), ( e abela 38).
Tabela 38
Dis ibuição da Amos a ela i amen e à P o issão dos Enca egados de Educação
P o issão Enc. Educação
N
%
Cos u ei a 1 11,1%
Análises Clínicas 1 11,1%
Cabelei ei a 1 11,1%
Se alhei o 1 11,1%
Auxilia C ianças 1 11,1%
Sec e á io Adm. 1 11,1%
Vendedo 1 11,1%
T abalho con a de ou em 1 11,1%
Desemp egado 1 11,1%
To al 9 100,0%
Min.= 1,00; Max.= 9,00; M = 5,000; DP = 2,73861
No a: N = Núme o de pa icipan es; % = Pe cen agem; M- Média; DP- Des io de Pad ão
66
p o issionais especializados em su dez (G upo de ec u amen o de Educação Especial- 920) analisa am
que i ens a iam sen ido emo e e que i ens a iam sen ido ica no ins umen o adap ado pa a a
su dez com base no desempenho das c ianças e en ão começámos po e i ica quais os i ens que
i iam man e , quais os i ens que i iam se adap ados, quais os i ens i iam se subs i uídos e quais os
i ens i iam se de ini i amen e emo idos.
4º- P ocedimen o-
Painel de Pe i os
Pos e io men e cons i uiu-se um painel de pe i os com 3 especialis as Dou o ados na á ea des e
es udo jun amen e com a in es igado a p incipal des e es udo e a sua o ien ado a pa a alida o
con eúdo dos i ens que o am de e minados nos p ocedimen os an e io es, onde se ealizou uma
análise e e lexão do enquad amen o e desempenho das c ianças com su dez pa a de ini os i ens que
i iam se man idos, adap ados e os no os com maio idelidade, consis ência e obus ez. Assim, oi
possí el c iação da p imei a e são explo a ó ia do Ins umen o Ras eio Li e acia Eme gen e P é-
Escola e Ensino Básico -Su dez (RaLEPEEB), (San os, Ca doso, Sapage, & C uz-San os, 2024), (Anexo
C). A e lexão culminou na manu enção de 12 i ens, na adap ação de 19 i ens e na c iação de 34
no os i ens, de inidos com base numa análise às o ien ações que desc e em o p ocesso de aquisição
de compe ências linguís icas na p imei a língua des as c ianças, a Língua Ges ual Po uguesa.
3.8. P ocedimen o de Recolha de Dados
Es e p oje o de in es igação, conducen e à disse ação de Mes ado em Educação Especial, á ea
de especialização em Necessidades Educa i as Especiais do Domínio Cogni i o e Mo o , oi analisado e
ap o ado pela Senho a P esiden e do Concelho Cien í ico do Ins i u o de Educação, em despacho
da ado de 19 de ma ço de 2024, no cump imen o do n.º5 do a .º169 do Regulamen o Académico.
No que diz espei o ao p ocedimen o de Recolha de Dados pa a a ealização do p esen e es udo,
o p imei o passo oi a submissão do p oje o e a sua espe i a ap o ação pelo Concelho Cien í ico do
Ins i u o de Educação da Uni e sidade do Minho, 19 de ma ço de 2024. O segundo p ocedimen o oi
con ac a a Di eção do Ag upamen o Escolas de Re e ência Bilingue Mundo no sen ido de pa ilha a
in enção des e es udo, o obje i o do es udo e a pe missão pa a o acesso a isi as p esencias na u ma
de ensino bilingue do ja dim escola do espe i o Ag upamen o, pa a e ei os de ecolha e análise de
dados.

67
O nosso pedido oi acei e, pelo que o e cei o p ocesso oi a oca de dois o mulá ios, um
documen o que o maliza o consen imen o (Anexo A) e ou o que exp essa o comp ome imen o quan o
ao anonima o e con idencialidade dos dados das c ianças e ou os elemen os inse idos nes e es udo.
Pa a pode inicia a In es igação começámos pelos pedidos de au o ização aos esponsá eis
pelo Ja dim de In ância, onde as c ianças a e idas pa a o es udo es a am inse idas com a ga an ia da
con idencialidade e anonima o das c ianças e ou os elemen os à ol a do es udo.
3.9. P ocedimen o de a amen o e análise dos dados
Os dados ob idos nes e es udo se ão subme idos a uma análise es a ís ica desc i i a e
in e encial, com ecu so ao p og ama in o má ico
S a is ical Package o he Social Sciences
(SPSS),
e são 28.0.
68
CAPÍTULO IV - APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Depois do pe íodo de obse ação que o am en e os dias 18 de ma ço 2023 a 2 de junho de
2023 e i icou-se o desempenho das c ianças ace aos i ens que in eg am o RaLEPE (Sapage & C uz-
San os, 2023) es es es ão dis ibuídos em cinco dimensões: Linguagem O al- Comp eensão;
Línguagem O al- P odução; Me alinguagem, Le as e Li os.
A p esen e in es igação em como inalidade aplica o ins umen o RaLEPE de Sapage e C uz-
San os (2023) num g upo de c ianças de idade p é-escola com su dez que equen am uma escola de
e e ência pa a a educação bilíngue localizado na egião no e do país, analisa os esul ados, e
cons ui o ins umen o de Ras eio Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino-Básico- SURDEZ
(RaLEPEEB) numa e são explo a ó ia.
Os p incipais obje i os des e es udo são:
1. Aplica o Ins umen o Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola (RaLEPE) (Sapage & C uz-
San os, 2023) pa a ecolhe in o mação ace ca das compe ências da linguagem e li e acia
eme gen e num g upo de c ianças com su dez;
2. Analisa os esul ados da aplicação do Ins umen o Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola
(RaLEPE) (Sapage & C uz-San os, 2023) num g upo de c ianças com su dez;
3. Cons ui a p imei a e são explo a ó ia do Ins umen o Ras eio Li e acia Eme gen e P é-Escola
e Ensino Básico -Su dez (RaLEPEEB).
4.1. Análise Desc i i a
A análise desc i i a p e ende sis ema iza os dados e as ca ac e ís icas mais ele an es da
amos a, ap esen ando a desc ição e dis ibuição dos esul ados ob idos nas a iá eis conside adas
(Almeida & F ei e, 2017; Ma ôco, 2007).
A seguin e abela e idencia as al e ações ealizadas com base na análise, enquad amen o e
desempenho das c ianças com su dez que ize am pa e des e es udo de o ma a decidi quais os i ens
que se de e iam man e , adap a ou ac escen a . Des a o ma, com base no Ins umen o RaLEPE
(Sapage & C uz-San os, 2023), ap esen amos no seguin e quad o os i ens que se man i e am, que
o am adap ados e os que o am cons uídos pa a o no o ins umen o Ras eio de Li e acia Eme gen e
P é-Escola e Ensino Básico-SURDEZ (RaLEPEEB), (San os, Ca doso, Sapage, & C uz-San os, 2024):
69
Quad o 7
Análise dos i ens que cons i uem o RaLEPEEB-Su dez -Ve são Explo a ó ia (San os, Ca doso, Sapage, &
C uz-San os, 2024)
Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino Básico- SURDEZ
(RaLEPEEB- SURDEZ)
IGUAL
ADAPTADO
NOVO
14.De ine pala as.
1.Iden i ica imagens ou obje os pela sua
ep esen ação ges ual ou isual
8. E oca o al ou ges ualmen e o
e bo e e en e a uma ação;
19.P oduz um ba imen o de palmas
po cada PALAVRA de uma ase.
2.O ganiza imagens, após ges ualiza ou
o aliza a ca ego ia a que pe ence;
11. O dena e nomeia o al ou
ges ualmen e os meses do ano;
20.P oduz um ba imen o de palmas
po cada SÍLABA da pala a.
3.Iden i ica o al ou ges ualmen e
ca ego ias de imagens.
16.Iden i ica pala as com SÍLABA
FINAL igual, com base na sua g a ia;
21.Jun a sílabas pa a o ma pala as.
4.Localiza um obje o quando
ques ionado/a em LGP ou o almen e
pela sua localização.
17.Iden i ica pala as que pa ilha do
mesmo GRAFEMA INICIAL, sabendo
ep esen á-lo da ilologicamen e;
22.Reconhece ases ag ama icais.
5. Iden i ica co es o al ou ges ualmen e;
18.Iden i ica pala as que pa ilha do
mesmo GRAFEMA FINAL, sabendo
ep esen á-lo da ilologicamen e;
28.Copia igu as geomé icas.
6. Iden i ica opos os pela sua
ep esen ação o al ou ges ual;
23.E oca a ogal em al a do início
de uma pala a;
31.Começa a desenha como o ma de
exp essa ideias e his ó ias.
7. Nomeia o al ou ges ualmen e um
obje o;
24.E oca a consoan e em al a no
início de uma pala a;
33.Recon a uma his ó ia.
9.E oca o al ou ges ualmen e um obje o,
a pa i da sua unção.
25.Reconhece e nomeia o al e
da ilologicamen e, pelo menos, 3
ogais;
35.Segu a, olha e manuseia li os
co e amen e;
10. O dena e nomeia o al ou
ges ualmen e os dias da semana;
26.Reconhece e nomeia o al e
ges ualmen e, pelo menos, 8
consoan es;
36.Segue o sen ido di ecional da
esc i a ( a imen o).
12.O dena e nomeia o al ou
ges ualmen e os núme os a é 20;
39.P es a a enção a mensagens
cu as em LGP e eage, eco endo,
po ezes, à pan onomina;
37.Faz simples p edições e
comen á ios sob e a his ó ia que es á a
se lida.
13.P oduz ases simples, u ilizando com
co eção as eg as g ama icais aplicá eis
à língua o al e à língua ges ual;
40.Comp eende enunciados mui o
simples, sob e assun os amilia es;
38.Demons a um in e esse c escen e
na lei u a e nos li os.
15.Iden i ica pala as com SÍLABA
INICIAL igual, com base na sua g a ia;
43.Es á a en o ao que é di o pelo seu
in e locu o , po pe íodos
p olongados;
70
27.Reconhece as le as (g á icas e
ges uais) que compõem o seu nome.
44.U iliza ges os isolados e/ou
ases cu as pa a exp imi o
que que e o que não que ;
29.Consegue esc e e e ges ualiza as
le as do seu nome.
45.Exp ime pensamen os,
sen imen os e ideias, de o ma
simples, u ilizando exp essões
aciais/co po ais adequadas;
30.Reconhece o seu nome esc i o e o
seu nome ges ual.
46.Recon a, de o ma simples, ac os
i enciados po si;
32.Reconhece a co espondência en e
as le as na sua g a ia maiúscula e
minúscula, assim como en e es a e o
al abe o ges ual;
47.Reco e à exp essão
acial/co po al e ao olha , pa a
comunica .
34.Resume o al e/ou ges ualmen e uma
his ó ia, a pa i da capa de um li o,
com apoio de ques ões.
48.U iliza a língua ges ual pa a
planea a sua ação e pa a in luencia
ou os;
41.Comp eende pequenas his ó ias
ilus adas, comen ando e/ou
pe gun ando;
49.O dena ac os, começando a
u iliza exp essões de empo e
a iculado es ásicos simples;
42.Comp eende his ó ias, sendo capaz
de pos e io men e eco da as suas
p incipais ca ac e ís icas (pe sonagens,
luga es, ações, e c.);
50.U iliza a língua ges ual com
di e en es obje i os comunica i os;
51.T ans o ma mensagens não
e bais (imagens, ca azes, g á icos,
mínima, e c.) em enunciados
ges uais;
52.An ecipa en edos de his ó ias, a
pa i de e e enciais ilus ados
alusi os às mesmas;
53.Reco e à exp essão acial-
co po al pa a exp imi de o ma cla a
o que p e ende, em di e en es ipos
de ase;
54.Comunica com p og essi a
co eção, e elando consciência
quan o à mo ologia dos ges os;
55.Exp ime-se eco endo a ges os
de di e sas ca ego ias g ama icais
(nomes, e bos, adje i os…);
56.Reconhece e aplica co e amen e
o sen ido de posse;
57.Fo mula ases com es u u as
g ama icais simples (SOV);
58.Dis ingue o nome ges ual do
nome p óp io;
71
59.Conhece, o al ou pa cialmen e, o
al abe o ges ual;
60.Relaciona a con igu ação manual
com a o ma esc i a da le a
minúscula.
61.É capaz de sole a
da ilologicamen e o seu nome e/ou
os nomes dos seus amilia es
p óximos;
62.Reconhece as di e enças
linguís icas en e a LGP e a Língua
Po uguesa;
63.Iden i ica e u iliza ges os que
nomeiam pessoas, coisas e luga es
e ges os que desc e em ações;
64.Re ela domínio na aplicação das
eg as g ama icais básicas
(conco dância e bal, ases
comple as e empos adequados);
65.É capaz de iden i ica inco eções
na sua p odução ges ual e na de
com quem in e age
A ap esen ação dos esul ados inicia-se pela es a ís ica desc i i a, com a indicação da medida de
endência cen al (média) e de dispe são (des io-pad ão) pa a cada subdomínio, seguindo-se a
espe i a análise à no malidade da dis ibuição dos dados (Tes es de Shapi o-Wilk), endo-se e i icado
que a Comp eensão e a P odução não seguiam pa âme os no mais de dis ibuição. Con a iamen e
às Le as, aos Li os e ao RaLEPE_To al, o que ez com que ossem odados es es pa amé icos aos
dois p imei os subdomínios e não-pa amé icos aos dois úl imos, bem como ao alo global.
Em suma, das qua o a iá eis em análise, apenas o géne o e elou uma in luência
es a is icamen e signi ica i a sob e a Comp eensão. Ve i icou-se ambém que nenhum elemen o da
amos a oi capaz de e ela compe ências no se o da Me alinguagem.
Quan o às a iá eis a aliadas no RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023) ob emos a dis ibuição
dos seguin es esul ados ( e abela 39).

72
Tabela 39
Medidas de endência cen al dos compósi os pa a cada dimensão do RaLEPE
Os esul ados da aplicação da e são o iginal do RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023), podem
se obse ados na Tabela 39, em que se des aca a não demons ação de compe ências
me alinguís icas, po pa e das c ianças a aliadas, concomi an e com uma g ande a iabilidade na
capacidade das mesmas pa a comp eende e p oduzi linguagem o al, cons a ada com base em
alo es de des io-pad ão supe io es às médias egis adas nes as duas compe ências. Ve i ica-se, de
igual modo, no que conce ne ao alo inal ag egado dos cinco subdomínios que compõem o
ins umen o, uma g ande a iabilidade no desempenho des as c ianças, dada à p oximidade dos
alo es de endência cen al e de dispe são.
4.2. Análise In e encial
Após a análise dos esul ados do desempenho das compe ências das c ianças a aliadas no
RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023), no con eúdo e da análise ei a pelo painel de especialis as, o
quad o 7 ap esen a os i ens que o am man idos, adap ados e c iados. Pa a uma análise de alhada da
p imei a e são explo a ó ia do ins umen o RaLEPEEB- Su dez (consul a o Anexo C).
73
Tabela 40
Tes e de No malidade à Dis ibuição dos Dados po Subdomínio e Resul ado Final.
análise in e encial, nomeadamen e a opção pelos es es es a ís icos mais adequados a endendo
à a iabilidade dos dados ob idos, depende do cump imen o de alguns p essupos os, sendo a
no malidade da sua dis ibuição um des es. Como se pode obse a na Tabela 40, os dados ob idos
nos subdomínios «
Comp eensão»
e
«P odução»
não ap esen am dis ibuição no mal, con a iamen e
os domínios
«Le as»
,
«Li os»
e
«RaLEPE_To al»
(Razali & Yap, 2011).
Tabela 41
Tes e de Co elação de Spea man pa a as Va iá eis sem Dis ibuição No mal
Na Tabela 41, podemos obse a a inexis ência de co elações es a is icamen e signi ica i as
en e a idade (em meses) da amos a e o desempenho da mesma nos subdomínios
«Comp eensão»
e
«P odução»
, endo se e i icado mesmo, ela i amen e aos subdomínios
«Le as»
,
«Li os»
e
«RaLEPE_To al»
, como se pode e i ica a a és da Tabela 42.
74
Tabela 42
Tes e de Co elação de Pea son pa a as Va iá eis com Dis ibuição No mal
Tabela 43
Di e enças na Comp eensão e na P odução O al em Função do Apoio em Reabili ação Audi i a
Rela i amen e a uma e en ual in luência do apoio em eabili ação audi i a sob e a comp eensão
e a p odução de linguagem o al da amos a em es udo, podemos obse a , a a és da Tabela 43, que
o es e de Mann-Whi ney e elou a inexis ência de di e enças es a is icamen e signi ica i as (U=4,000;
p>0,05/U=10,000; p>0,005), al como o Tes -T, ela i amen e ao conhecimen o das le as, ao
manuseio de li os e ao alo global do ní el de li e acia eme gen e da amos a em es udo ( (7)=
1,658; p>0,005; (7)= 1,890; p>0,005; (7)= 6,258; p>0,005) (Tabela 44).
75
Tabela 44
Di e enças no Conhecimen o das Le as, no Manuseio de Li os e na Li e acia eme gen e Global em
Função do Apoio em Reabili ação Audi i a
Quan o à in luência do Géne o no desempenho da amos a, o es e de Mann-Whi ney
ap esen ado na Tabela 45 pe mi e cons a a a exis ência de di e enças es a is icamen e signi ica i as
na comp eensão da linguagem o al em unção do gêne o (U=1,000; p<0,05), endo es a sido supe io
no masculino. Rela i amen e à p odução de linguagem o al, não obs an e a supe io idade obse ada do
gêne o masculino, es a não oi es a is icamen e signi ica i a (U=4,000; p>0,05), ( e abela 45).
Tabela 45
Di e enças na Comp eensão e na P odução em Função do Géne o
82
podem cai numa compa ação da c iança su da a uma c iança ou in e. Assim es e ins umen o
explo a ó io p ocu a elimina essa endência p o idenciando um ins umen o que pe mi a aze uma
compa ação apenas en e c ianças com su dez (G annie , ci ado po Alb es, 2012), que se salien a se
bené ico pela possí el análise e a aliação do pon o de si uação da c iança su da quando à linguagem e
li e acia eme gen e, acili ando a ansição pa a o p imei o ciclo.
Adicionalmen e en ende-se que es a amos a de c ianças ma iculadas no p é-escola de escolas
de e e ência pa a o ensino bilingue, mui as delas são inse idas nes e con ex o não endo apenas a
condição de su dez, ou seja, nes e con ex o es ão inse idas c ianças com di e sos g aus e ipos de
su dez, mas ap esen am ambém, na sua maio ia, ou os p oblemas de saúde e di iculdades. Es e
a o de e mina ainda mais o seu desempenho na medida em que a condicionan e não é apenas a
su dez.
Des a o ma e i icamos que se ac escen am ou os apoios pa a além daqueles que são
di ecionados pa a a su dez. Es as condicionan es êm um impac o di e o no seu desempenho e
pe cu so pelo que se o na num g ande desa io pa a os p o issionais des e con ex o consegui em da
uma espos a adequada pa a cada c iança.
Comp eendemos que os desempenhos das c ianças ão es a dependen es das opo unidades
de ap endizagem e da capaci ação dos cuidado es e ainda da capacidade e cele idade das espos as e
e amen as po pa e do sis ema educa i o. Po seguin e ê-se a impo ância do in es imen o no
Ensino Bilingue e na cons ução de mais e melho es ins umen os pa a a In e enção P ecoce e
Li e acia Eme gen e P é-Escola .
O g ande con ibu o des e es udo eside na sua ino ação na á ea da Educação Bilingue e
Li e acia Eme gen e pa a c ianças su das. A c iação des a p imei a e são explo a ó ia do ins umen o
de a aliação e Ras eio Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino Básico- Su dez (RaLEPEEB), é
ino ado pelo que não o am encon ados ins umen os que possam a alia as compe ências de
educação p é-escola pa a c ianças su das, pa a que se possam ans o ma em compe ências
necessá ias pa a uma inclusão e icaz no ensino básico.
Em suma, conside a-se que há um caminho a pe co e na á ea de Educação Bilingue,
In e enção P ecoce na in ância e na Li e acia Eme gen e P é-Escola , espe ando que es e es udo
enha sido o p imei o passo pa a o su gimen o de u u as in es igações e u u os ins umen os que
acili em não apenas o abalho dos p o issionais inse idos nes as escolas de e e ência pa a o ensino
bilingue, mas azendo ao con ex o e amen as pa a que acili em o p ocesso g adual de

83
desen ol imen o, de acesso e ansição pa a o p imei o ciclo. Respondendo assim a uma p oblemá ica
exis en e no con ex o de ensino bilingue no p é-escola pa a c ianças su das o p esen e es udo e ela
des a o ma o seu maio con ibu o.
5.2. Conclusões
Um a o de e minan e pa a o desen ol imen o de uma c iança são os es ímulos indos das
opo unidades de ap endizagem nos di e sos con ex os onde a c iança es á inse ida, nomeadamen e
das elações, expe iências e apoio pa a o desen ol imen o exis indo opo unidades de pa icipação
(Moo e, 2012). Es as opo unidades de es imulação pa a a ap endizagem e desen ol imen o podem i
da o ina do dia-a-dia com os cuidado es jun amen e com a es imulação de a i idades no ja dim escola
jun amen e com as equipas mul idisciplina es (Duns , 2000).
A impo ância de in e i p ecocemen e su ge po se em nos p imei os anos de ida que se
cons i ui um pe íodo de sensibilidade no á el às in luências ambien ais. Ca ac e izado po pe íodo
c í ico ou sensí el, é a ase que ep esen a a g ande janela de opo unidade pa a a ap endizagem,
assumindo assim que es a ase é de e minan e pa a a moldagem da es u u a e unção do cé eb o
(Fox, Le i , & Nelson, 2010).
Des a o ma, podemos comp eende que a in e enção em idades p ecoces e ela a sua
impo ância pois pe mi e iden i ica as c ianças em isco e p ocu a da uma espos a a empada quan o
ao despis e das suas di iculdades e necessidades, p e enindo que es as p ejudiquem o
desen ol imen o das suas compe ências, ap o ei ando a ase de maio neu oplas icidade que é maio
quan o mais no a o a c iança, ap o ei ando o pe íodo onde su gem as g andes janelas de
opo unidade pa a a ap endizagem (Nelson, 2000; Fox, Le i , & Nelson, 2010).
A in es igação sob e a eo ia é impo an e pelo que jus i ica a aplicação e o su gimen o de
ins umen os, e amen as u ilizadas p ocu ando da espos a a uma p oblemá ica iden i icada.
Também o p esen e es udo p ocu a da espos a a uma p oblemá ica.
Sendo que não o am encon ados ins umen os de as eio e a aliação de li e acia eme gen e
pa a as c ianças su das no p é-escola , es e es udo p ocu a aze um ins umen o ino ado nes a
á ea.
Podemos a i ma que os obje i os do p esen e es udo co obo am a sua espe i a inalidade na
medida em que o p opósi o des e p oje o oi desen ol e um ins umen o capaz de a alia o g au de
84
desen ol imen o de linguagem e li e acia eme gen e em c ianças com su dez no P é-escola e,
consequen emen e, o nece aos p o issionais de educação, saúde ou cuidado es en ol idos no
con ex o de escolas de e e ência pa a o ensino bilingue A a és do ins umen o de u ilização p á ica,
simples e b e e de a aliação e as eio de li e acia eme gen e em c ianças com su dez em idades p é-
escola . Co obo ando os obje i os do p esen e es udo, que começa pela aplicação do Ins umen o
Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola (RaLEPE) (Sapage & C uz-San os, 2023) pa a ecolhe
in o mação ace ca das compe ências da linguagem e li e acia eme gen e das c ianças com su dez
inse idas no con ex o de ensino bilingue, na cons ução e desen ol imen o do RaLEPE (Sapage & C uz-
San os, 2023) pa a a su dez, com base na análise e discussão das compe ências das c ianças com
su dez e o seu desempenho quan o à linguagem e li e acia eme gen e com os g upos ocais
cons i uídos pelas educado as, a in é p e e de LGP e e apeu a da ala jun amen e com a in es igado a
p incipal des e es udo, a cons ução de um painel de pe i os com 3 especialis as Dou o ados
jun amen e com a in es igado a p incipal des e es udo onde se ealizou uma análise do
enquad amen o e desempenho das c ianças com su dez onde se decidiu quais os i ens do RaLEPE
(Sapage & C uz-San os, 2023) se iam man idos, adap ados, eliminados e c iados, po úl imo deu-se o
cump imen o da inalidade des e es udo que oi a c iação da p imei a e são explo a ó ia do
Ins umen o Ras eio Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino Básico -Su dez (RaLEPEEB), (San os,
Ca doso, Sapage, & C uz-San os, 2024).
A começa pelo p ocesso de aplicação do ins umen o RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023)
e i icou-se que dando alguma lexibilidade na o ma em como as c ianças inse idas nes e es udo
demons a am a aquisição do conhecimen o es abelecido nos i ens, que e a possí el assinala como
compe ência adqui ida, no en an o, a pon uação dada nos i ens e a de 0 (compe ência não adqui ida)
não pelo ac o de em alguns i ens a c iança não a e demons ado, mas po que a o ma de analisa
de e minada compe ência e a pelo meio o al. Des a o ma é impo an e menciona que as c ianças
consegui am a ingi algumas compe ências nas á eas do desen ol imen o de li e acia eme gen e,
apenas não o demons a am da o ma que e a pedido no ins umen o RaLEPE (Sapage & C uz-San os,
2023).
A á ea onde a maio ia des as c ianças demons a am a aquisição das suas compe ências o am
nas p imei as duas secções, Linguagem- Comp eensão e Linguagem- P odução, que mais uma ez
salien o, alcançadas não a a és da o alidade como e a pedido pelo ins umen o RaLEPE (Sapage &
C uz-San os, 2023), daí os esul ados se em di e en es da isão aqui e e ida. Da mesma o ma pôde-
85
se e i ica que a á ea de desen ol imen o onde nenhuma c iança conseguiu a ingi oi o da
me alinguagem. A a aliação des a á ea pa a c ianças su das em idade p é-escola mos ou-se se
desadequada, pois a a aliação des a emá ica só é possí el a alia se o almen e, pois baseia-se na
comp eensão audi i a das pala as e em um ní el de complexidade mais exigen e ao ní el da
comp eensão g ama ical e silábica, que pode não demons ou se exequí el pa a uma c iança su da
em idades de p é-escola . Po exis i o comp ome imen o audi i o, a a aliação pode não se jus a, pelo
que, apesa de exis i em i ens ela i amen e à me alinguagem no ins umen o RaLEPEEB (San os,
Ca doso, Sapage, & C uz-San os, 2024), es e a o não de e p ejudica a a aliação da c iança su da
em idade p é-escola , sendo que a a aliação des e p imei o ins umen o é di ecionada não apenas pa a
o p é-escola como ambém pa a o ensino básico (San os, Ca doso, Sapage, & C uz-San os, 2024),
dada a con inuidade na aquisição e desen ol imen o des as compe ências nas c ianças com su dez no
Ensino Básico.
O p esen e es udo demons ou o seu con ibu o po se um p oje o ino ado na á ea de
In e enção P ecoce da In ância, Li e acia Eme gen e no P é-Escola e pa a o Ensino Bilingue pa a a
Su dez. Apesa de se econhece os es o ços já ealizados em p ol da inclusão e apoio an o às
c ianças com necessidades como às espe i as amílias, não o am encon ados ins umen os em
Po ugal adap ados ou adequados pa a a a aliação e as eio de li e acia eme gen e no p é-escola
pa a c ianças su das. Des a o ma es e es udo pe mi iu e i ica a impo ância da exis ência de
ins umen os a e idos pa a es a população em idades p ecoces pela al a iden i icada de espos as que
acili em não apenas os p o issionais inse idos nas escolas de ensino bilingue, mas ambém pa a
acili a o p ocesso e o acesso ao ensino na ansição pa a o p imei o ciclo.
Face a es a p oblemá ica, desen ol eu-se a p imei a e são explo a ó ia de um ins umen o de
Ras eio de Li e acia Eme gen e P é-Escola e Ensino Básico pa a a Su dez (San os, Ca doso, Sapage,
& C uz-San os, 2023). Es e é o p imei o ins umen o nes a á ea de es udo que p ocu a da espos a
aos p o issionais endo assim um ins umen o que iden i ique as c ianças su das em isco de
di iculdades no seu desempenho linguís ico e de li e acia eme gen e, isando mé odos jus os de
a aliação e as eio em idades de p é-escola .
Em conco dância à sua inalidade, o con ibu o do p esen e es udo eside ambém po ab i um
caminho pa a inclusão das c ianças su das, no acesso aos seus di ei os de p o eção e de espos a às
suas necessidades, endo em conside ação os obje i os inse idos no Dec e o-Lei 54/2018, no que diz
espei o à de esa de uma escola inclusi a que dê espos as e que possibili em a aquisição de um ní el
86
de educação e o mação acili ado as da sua inclusão social; espondendo ainda às suas
po encialidades, expec a i as e necessidades (Di eção-Ge al da Educação, 2018).
Es e no o ins umen o como man e e a es u u a de a aliação p á ica e simples na sua
aplicação, como o RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023), pode se u ilizado po p o issionais no se o
da educação, saúde, mas ambém pela ede amilia que se quei a en ol e no p ocesso de apoio à
sua c iança e quei a analisa o desempenho da c iança su da pe cebendo as compe ências do
desen ol imen o ao ní el da linguagem e li e acia eme gen e, podendo assim eco e a ações que
consigam agi em con o midade consoan e o esul ado e a espe i a necessidade. Realiza ambém um
despis e ápido de possí eis c ianças em isco de di iculdades na li e acia eme gen e, pe mi e a alia e
as ea o que a c iança já adqui iu e o que al a adqui i , a aliando assim o pon o de si uação em que
es a se encon a nas á eas de desen ol imen o da linguagem e li e acia eme gen e, podendo assim
p es a um apoio especializado na á ea em que o am de e adas as di iculdades, isando a melho ia da
c iança, ab indo caminho pa a um melho desempenho nes a impo an e á ea do desen ol imen o.
Adicionalmen e odo es e p ocesso implica que haja uma espos a ace às di iculdades encon adas.
Sendo possí el a ua em con o midade à di iculdade iden i icada, acili a-se o desen ol imen o con ínuo
do p ocesso de ap endizagem da c iança, acili ando a sua ansição pa a o ensino básico isando a
sua inclusão social e académica (Almeida e al., 2009).
Não se sabe p op iamen e o que uma c iança su da em idade p é-escola consegue ou não
a ingi , des a o ma, a a aliação das c ianças com su dez pode cai no e o de se assen a numa
compa ação de desempenho de uma c iança ou in e (G annie , ci ado po Alb es, 2012). Des a o ma,
espe a-se que es e ins umen o si a de pa a elimina es a endência, na medida em que, ha endo um
ins umen o c iado pa a as c ianças com su dez, deixe de se necessá io essa compa ação.
A c iação des e ins umen o ocou-se numa en a i a de uma a aliação e as eio apenas na
su dez p o endo de uma a aliação jus a, inclusi a e uma inclusão e icaz no ensino básico, pelo que se
comp eende o isco de insucesso que pode su gi quando se iden i icam di iculdades em c ianças em
idades p ecoces no desen ol imen o linguagem. Comp eende-se que o p ocesso de desen ol imen o
se complexi ica, na medida em que o diagnós ico de su dez pode demo a e quando diagnos icado
podem ambém su gi di iculdades na implemen ação dos disposi i os audi i os. Des a o ma, a
in e enção, apoio e acesso à in o mação e ainda a aquisição da LGP pa a os cuidado es é um
p ocesso que de e acon ece dado que es as medidas con ibuem pa a o desen ol imen o da c iança.
Assim, comp eendemos que o apoio e abalho colabo a i o en e a amília e a escola e/ou ou os
87
ecu sos conside ados ele an es p opo cionam as melho es condições o desen ol imen o da c iança
su da possí eis (Duns , 2000).
A inexis ência de ins umen os alidados pa a c ianças com su dez que a aliem compe ências
linguís icas e de li e acia eme gen e mo i ou a ealização do p esen e es udo, que e e po obje i o
a alia a aplicabilidade em c ianças com su dez de um ins umen o concebido pa a a alia as
compe ências de li e acia eme gen e de c ianças po uguesas com desen ol imen o ípico em idade
p é-escola (Sapage & C uz-San os, 2021) e, a pa i dos esul ados ob idos, p ocede às adap ações
necessá ias ao enquad amen o cu icula e linguís ico bilíngue ado ado nas EREBAS. Assim, apesa da
necessidade da sua aplicação a ní el nacional nas escolas de e e ência pa a o ensino bilingue pa a a
ob enção de dados pa a a sua alidação, ac edi a-se que é possí el p opo ciona ins umen os pa a
uma a aliação mais adequada às c ianças com su dez, me endo em p á ica os alo es exp essos no
Dec e o-Lei 54/2018, pa a que odos enham acesso a um ensino jus o e mais simples p ocu ando da
espos as às necessidades das c ianças. (Di eção-Ge al da Educação, 2018).
Po im, ealização des a in es igação esul ou de um abalho in enso e colabo a i o de o ma a
consegui comp eende as compe ências nes as á eas pa a que exis isse in o mação necessá ia pa a
da mais idelidade, consis ência e obus ez à p imei a e são explo a ó ia RaLEPEEB (San os,
Ca doso, Sapage, & C uz-San os, 2024).
5.3. Recomendações
Es a p imei a e são explo a ó ia esul ou de uma disse ação de mes ado, pelo que se
ecomenda a aplicação do ins umen o a ní el nacional nas escolas de e e ência pa a o ensino
bilíngue pa a a a e ição des e ins umen o.
5.4. Limi ações do Es udo
A cons ução des a p imei a e são explo a ó ia do ins umen o de Ras eio de Li e acia
Eme gen e P é-Escola e Ensino Básico (RaLEPEEB), (San os, Ca doso, Sapage, & C uz-San os, 2024),
e e os seus desa ios na pesquisa de con eúdos eó icos e de um abalho in enso e colabo a i o de
o ma a consegui comp eende as compe ências nes as á eas pa a e in o mação necessá ia pa a
aze maio idelidade e consis ência e obus ez a es a p imei a e são do ins umen o.

88
Es a ecolha de dados oi ei a a uma u ma de alunos de ensino bilingue ma iculados numa
escola de e e ência onde a amos a se baseia nes e con ex o, is o po que se pôde e i ica que pa a
mui as des as c ianças a su dez não é a sua única condição, complexi icando a a aliação des as
compe ências na linguagem o al e na LGP. Assim comp eende-se que es es a o es i e am uma
elação di e a não apenas no p ocesso de ecolha de dados, mas p incipalmen e no seu desempenho
na aplicação do ins umen o RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023) e consequen emen e nos
esul ados ob idos.
89
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103
ANEXOS

104
Anexo A- Pedido de au o ização à/ao P esiden e do Conselho Pedagógico
105
106
Anexo B- RaLEPE (Sapage & C uz-San os, 2023)
107
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