Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Má cia de Jesus Al es da Cos a
Aplicação de Fe amen as
Lean
no Se o de
P odu os Ab asi os
Ou ub o de 2024
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Má cia de Jesus Al es da Cos a
Aplicação de Fe amen as
Lean
no Se o de
P odu os Ab asi os
Disse ação de Mes ado em Engenha ia e Ges ão de
Ope ações
Á ea de especialização em Ges ão Indus ial
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso a Dou o a Ângela Ma ia Es e es Sil a
Ou ub o de 2024
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
A conclusão des a disse ação de mes ado ep esen a o culmina de uma jo nada acadêmica e pessoal
in ensa, que não e ia sido possí el sem o apoio e a colabo ação de di e sas pessoas.
P imei amen e, gos a ia de exp essa a minha p o unda g a idão à minha o ien ado a, P o . D .ª Ângela
Sil a, pela sua o ien ação incansá el, paciência e sabedo ia. A sua dedicação e conhecimen o o am
undamen ais pa a o desen ol imen o des e abalho.
À minha amília, especialmen e aos meus pais e à minha i mã pelo amo incondicional, comp eensão e
incen i o. São o pila que o nou odo o meu pe cu so académico possí el.
Ao meu namo ado, pelo amo , amizade e apoio. Foi a minha base e o meu po o segu o du an e odos
os momen os.
Aos meus amigos de in ância e da ida académica, pela paciência e apoio, que semp e es i e am do
meu lado e me mo i a am, não só du an e o desen ol imen o des e p oje o, mas du an e odos es es
anos.
Po im, gos a ia de ag adece à emp esa que me ecebeu de b aços abe os, em pa icula à minha
o ien ado a po semp e ac edi a e con ia em mim e nos meus p oje os e me incen i a a se cada ez
melho .
A odos, o meu mais since o e p o undo ag adecimen o.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
APLICAÇÃO DE FERRAMENTAS
LEAN
NO SETOR DE PRODUTOS ABRASIVOS
RESUMO
A p esen e disse ação de Mes ado em Engenha ia e Ges ão de Ope ações é baseada num p oje o
implemen ado numa emp esa do amo de me alomecânica, a Osbo n, localizada na ila de B i o,
Guima ães.
Com es e p oje o p e endia-se aplica e amen as
lean p oduc ion
com o in ui o de eduzi o despe dício,
aumen a a p odu i idade e o desempenho e implemen a a melho ia con ínua, na secção cas anha da
emp esa. Pa a a ealização des e p oje o oi usada a me odologia in es igação-ação. Inicialmen e oi ei a
uma ap esen ação da emp esa e uma análise do seu es ado a ual, bem como, um enquad amen o
eó ico pa a da supo e aos concei os a usa u u amen e, ais como
lean p oduc ion
, os seus p incípios
e as p incipais e amen as.
Com base na análise c í ica do es ado a ual da emp esa, o am iden i icados p oblemas ais como
deso ganização, al a de iden i icação das máquinas, al a de pos os de limpeza, al a de pad onização
dos p ocessos, inexis ência de um plano de manu enção p e en i a, en e ou os p oblemas. Após a
iden i icação dos p oblemas exis en es, o am ap esen adas as p opos as de melho ia que passa am
pela implemen ação de e amen as como os 5S’s, a aplicação da ges ão isual, c iação de ins uções
de abalho, elabo ação de um plano de manu enção p e en i a, eo ganização de um a mazém
in e médio e a o mação de 5S’s pa a os colabo ado es. Com a eo ganização do a mazém, oi possí el
eduzi o alo do in en á io em 5942,40€.
As p opos as implemen adas, pe mi i am alcança esul ados posi i os, como uma e iciência de 81,21%
na aplicação de ges ão isual e de 70,82% na c iação de pos os de limpeza. P opo cionou ainda, uma
melho o ganização do ambien e de abalho e a diminuição de despe dícios como mo imen ações,
medições, espe as e de ei os. A implemen ação des as melho ias aduziu-se numa poupança anual de
1733,68€, endo sido conside ados os cus os de implemen ação desc i os na abela 5W2H.
Com es e p oje o a emp esa conseguiu implemen a os concei os e e amen as
lean
e espe a-se que no
u u o es a implemen ação seja ala gada a odas as á eas da áb ica, p e alecendo semp e a melho ia
con ínua.
PALAVRAS-CHAVE
Fe amen as
Lean
, Despe dício, Ins uções de abalho, P odu os ab asi os
i
APPLICATION OF LEAN TOOLS IN THE ABRASIVE PRODUCTS SECTOR
ABSTRACT
This Mas e 's disse a ion in Ope a ions Enginee ing and Managemen is based on a p ojec implemen ed
in a me alwo king company, Osbo n, loca ed in he own o B i o, Guima ães.
The aim o his p ojec was o apply lean p oduc ion ools in o de o educe was e, inc ease p oduc i i y
and pe o mance and implemen con inuous imp o emen in he company's ches nu sec ion. The ac ion
esea ch me hodology was used o ca y ou his p ojec . Ini ially, he company was p esen ed and i s
cu en s a e analysed, as well as a heo e ical amewo k o suppo he concep s o be used in he
u u e, such as lean p oduc ion, i s p inciples and he main ools.
Based on he c i ical analysis o he company's cu en s a e, p oblems we e iden i ied such as
diso ganisa ion, lack o machine iden i ica ion, lack o cleaning s a ions, lack o p ocess s anda disa ion,
lack o a p e en i e main enance plan, among o he p oblems. A e iden i ying he exis ing p oblems,
p oposals o imp o emen we e pu o wa d, which included implemen ing ools such as 5S's, applying
isual managemen , c ea ing wo k ins uc ions, d awing up a p e en i e main enance plan, eo ganising
an in e media e wa ehouse and p o iding 5S's aining o employees. Wi h he eo ganisa ion o he
wa ehouse, i was possible o educe he alue o he in en o y by 5942.40€.
The p oposals implemen ed achie ed posi i e esul s, wi h an e iciency o 81.21% in he applica ion o
isual managemen and 70.82% in he c ea ion o cleaning s a ions. I has also led o be e o ganisa ion
o he wo king en i onmen and a educ ion in was e such as mo emen s, measu emen s, wai ing and
de ec s. Implemen ing hese imp o emen s esul ed in annual sa ings o 1733,68€ conside ing he
implemen a ion cos s desc ibed in he 5W2H able.
Wi h his p ojec he company was able o implemen
lean
concep s and ools and i is hoped ha in he
u u e his implemen a ion will be ex ended o all a eas o he ac o y, wi h con inuous imp o emen
always p e ailing.
KEYWORDS
Lean ools, Was e, Wo k ins uc ions, Ab asi e p oduc s
ii
ÍNDICE
Ag adecimen os .................................................................................................................................. iii
Resumo...............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Índice ................................................................................................................................................ ii
Índice de Figu as ................................................................................................................................. x
Índice de Tabelas .............................................................................................................................. xii
Lis a de Ab e ia u as, Siglas e Ac ónimos ......................................................................................... xiii
1. In odução .................................................................................................................................. 1
1.1 Enquad amen o .................................................................................................................. 1
1.2 Obje i os ............................................................................................................................. 1
1.3 Me odologia ........................................................................................................................ 2
1.4 Es u u a da disse ação ...................................................................................................... 3
2. Enquad amen o Teó ico .............................................................................................................. 5
2.1 Lean p oduc ion .................................................................................................................. 5
2.2 P incípios Lean P oduc ion .................................................................................................. 7
2.2.1 Valo ........................................................................................................................... 8
2.2.2 Cadeia de alo ............................................................................................................ 8
2.2.3 Fluxo con ínuo ............................................................................................................. 8
2.2.4 Sis ema
Pull
................................................................................................................ 8
2.2.5
Pe eição ..................................................................................................................... 9
2.3 Tipos de despe dício ........................................................................................................... 9
2.4 Van agens e des an agens da implemen ação do
lean p oduc ion
...................................... 10
2.4.1 Van agens da implemen ação do
lean p oduc ion
....................................................... 10
2.4.2 Des an agens da implemen ação do
lean p oduc ion
................................................. 11
2.5 Técnicas e e amen as de Lean P oduc ion ....................................................................... 12
2.5.1 Me odologia 5S .......................................................................................................... 12
2.5.2 Ges ão isual ............................................................................................................. 14
2.5.3
Kaizen
....................................................................................................................... 14
iii
2.5.4
S anda d Wo k
........................................................................................................... 15
2.5.5 5W2H ....................................................................................................................... 16
2.5.6 Ou as e amen as
Lean
........................................................................................... 16
2.6 Análise ABC ...................................................................................................................... 17
2.7 Manu enção ...................................................................................................................... 18
2.7.1 Ges ão da manu enção .............................................................................................. 18
2.7.2 Tipos de manu enção ................................................................................................ 19
3. Ap esen ação da Emp esa ........................................................................................................ 21
3.1 P incipais p odu os............................................................................................................ 22
3.2 Desc ição do p ocesso p odu i o global ............................................................................. 23
3.3 Depa amen o de manu enção .......................................................................................... 24
3.4 Depa amen o da qualidade .............................................................................................. 26
3.5 Reuniões Kaizen ................................................................................................................ 28
4. Análise c í ica da si uação a ual ............................................................................................... 30
4.2 P oblemas iden i icados na á ea dos ab asi os/p odução .................................................. 32
4.2.1 Despe dícios de malha .............................................................................................. 32
4.2.2 De ei os ..................................................................................................................... 33
4.2.3 Fal a de iden i icação das máquinas........................................................................... 34
4.2.4 Deso ganização e al a de ges ão isual ..................................................................... 34
4.2.5 Local inde inido pa a coloca o po a pale es e o
s acke
............................................ 35
4.2.6 Fal a de poli alência .................................................................................................. 37
4.2.7 Fal a de pad onização de p ocessos ........................................................................... 38
4.2.8 A mazém in e médio de ma é ias-p imas deso ganizado ............................................ 39
4.2.9 Inexis ência de pos os de limpeza .............................................................................. 40
4.2.10 Inexis ência de um plano de manu enção p e en i a .................................................. 41
5. Ap esen ação e Implemen ação de p opos as de melho ia ........................................................ 43
5.1 Resumo dos p oblemas encon ados ................................................................................. 43
5.2 Implemen ação de ges ão isual ........................................................................................ 45
5.2.1 Iden i icação das máquinas........................................................................................ 45
2
• Elimina udo aquilo que não é necessá io nos pos os de abalho;
• C ia ins uções de abalho;
• Reduzi mo imen ações desnecessá ias;
• C ia eg as e pad ões.
Pa a cump i com os obje i os oi necessá io:
• Faze uma análise da si uação a ual da emp esa;
• Iden i ica despe dícios;
• Fo alece a implemen ação da iloso ia 5S’s;
• Ap esen a p opos as de melho ia;
• Analisa os esul ados.
1.3 Me odologia
Pa a desen ol e es a disse ação, eco eu-se à me odologia in es igação-ação, uma abo dagem que se
dis ingue das ou as pelo ên ase na ação e na mudança. Es a me odologia de pesquisa ca ac e iza-se
po se p á ica e aplicada, que se ege pela necessidade de esol e p oblemas eais (Cou inho e al.,
2009). Es a en ol e odos os in e enien es no p ocesso, conside ando odos como coexecu o es na
pesquisa com a inalidade de melho a a ealidade. Além de iden i ica os p oblemas, es a in es igação
a ua sob e eles e po isso es á di e amen e ligada à mudança.
A in es igação-ação em um ca ác e cíclico e desen ol e-se num p ocesso ci cula que segue uma
espi al ascenden e, ou seja, di e sos ciclos de em se desen ol idos pa a se alcança em melho es
esul ados. Cada ciclo é cons i uído po cinco e apas, Figu a 1, sendo elas: diagnós ico, planeamen o da
ação, implemen ação da ação, a aliação e ap endizagem(Rocha e al., 2013).
Diagnós ico: O obje i o p incipal é iden i ica uma opo unidade de melho ia sob e um p oblema
p e iamen e iden i icado. Numa ase inicial, o am iden i icadas as opo unidades de melho ias e os
despe dícios exis en es no chão de áb ica.
Planeamen o da ação: Fo am planeadas ações de implemen ação da me odologia 5S’s,
S anda d Wo k
e ges ão isual.
Execução da ação: Nes a ase o am execu as as ações de inidas an e io men e. Es as ações o am
ealizadas a a és de o mações e
wo kshops
.
A aliação: As ações implemen adas o am a aliadas quan o à sua e iciência, alo mone á io, e alo
empo al.
3
Ap endizagem: Fo am de inidas as conclusões sob e as ações omadas e o am de inidos abalho
u u os, de modo a que a in es igação con inue.
Figu a 1- Ciclo In es igação-Ação
1.4 Es u u a da disse ação
A p esen e disse ação encon a-se di idida em 6 capí ulos. No p imei o capí ulo é ei a uma in odução
ao ema, com um enquad amen o, ap esen ação dos obje i os e da me odologia e desc ição da es u u a.
No segundo capí ulo segue-se a e isão da li e a u a onde é abo dado o
lean p oduc ion
e os seus
p incípios, bem como as an agens e des an agens da sua implemen ação. São ambém ap esen adas
algumas écnicas e e amen as
lean
. O úl imo pon o ala sob e a manu enção e os ipos de manu enção
exis en es.
No e cei o capí ulo é ei a a desc ição da emp esa, bem como a sua his ó ia, os seus p odu os e o seu
p ocesso p odu i o. Fo am ambém ap esen ados o depa amen o de manu enção e o depa amen o de
qualidade, uma ez que ambos abalham di e amen e com a p odução.
No qua o capí ulo é ealizada uma análise c í ica da si uação a ual da emp esa, iden i icando-se alguns
dos p oblemas mais c í icos exis en es no chão de áb ica.
4
No quin o capí ulo são ap esen adas e implemen adas p opos as de melho ia pa a os p oblemas
desc i os no capí ulo an e io . Algumas des as melho ias passam pela implemen ação da ges ão isual,
pad onização do abalho, o ganização do a mazém e c iação de um plano de manu enção p e en i a.
No úl imo capí ulo é ei a a conclusão sob e o abalho ealizado ao longo do p oje o e são ainda suge idas
p opos as de abalhos que podem i a se desen ol idos u u amen e.
5
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
No p esen e capí ulo é ap esen ado o enquad amen o eó ico sob e o modelo de p odução
lean
p oduc ion.
Es e modelo ansmi e a aplicação p á ica e écnica dos p incípios
lean
na p odução. São
abo dados di e sos assun os elacionados com a me odologia
lean
, ais como o concei o, a o igem e
e olução, a sua elação com o
Toyo a P oduc ion Sys em,
os seus p incípios e os ipos de despe dícios
associados. São explo adas as an agens e des an agens da sua implemen ação bem como as suas
écnicas e e amen as. Além da me odologia, são ambém abo dados concei os sob e a ges ão da
manu enção de ido à sua elação com o p oje o desen ol ido.
2.1 Lean p oduc ion
O
lean p oduc ion
em di e en es concei os dependendo dos au o es. Segundo (Womack & Jones, 1996),
a me odologia
lean p oduc ion
é um sis ema de p odução ino ado que concilia as an agens do sis ema
de p odução a esanal com o sis ema de p odução em massa, azendo com que seja e i ado o ele ado
cus o da p odução a esanal e a igidez da p odução em massa.
De aco do com a sua de inição, es a me odologia é um sis ema p odu i o de ele ada e iciência com
capacidade de p oduzi a mesma quan idade de p odu os, com menos ecu sos, e ao mesmo empo
man e a qualidade e os p eços. Pa a es es au o es, a p odução a esanal u iliza abalhado es do ados
de al as compe ências, de modo que es es abalhado es consigam aze exa amen e o que o clien e
deseja, mas apenas azem um p odu o de cada ez. Como es a p odução é pe sonalizada, o cus o pa a
o clien e é mui o ele ado. Na p odução em massa acon ece o con á io, os abalhado es êm poucas ou
nenhumas compe ências pa a concebe o p odu o. Es e mé odo em como ca ac e ís icas ine en es os
abalhado es, o necedo es e espaços ex a de modo a ga an i uma p odução sem in e upções (Cas o,
2015).
(Wa necke & Hüse , 1995) ca ac e iza am es e sis ema como um sis ema de medidas e mé odos, que
aliados o nam mais compe i i a a á ea de p odução e as es an es á eas da emp esa. Es es au o es
de endem que exis em qua o aspe os essenciais que são o desen ol imen o de p odu os, a cadeia de
abas ecimen o, a ges ão do espaço ab il e o se iço pós- enda.
Após a segunda gue a mundial su giu o sis ema de p odução da
Toyo a
, no Japão. Em consequência
da gue a, su gi am p oblemas de qualidade, al a de s ock, abalhado es deso ien ados e udo is o
aca e ou cus os mui o ele ados pa a a Toyo a. Assim, a emp esa iu-se ob igada a abalha com ní eis
de s ock mínimos e consequen emen e, e e que eduzi a a iabilidade dos se o es e de e mina a
6
quan idade ideal de ní el de in en á io pa a cada um, de o ma a consegui a máxima en abilidade dos
abalhado es e ga an i o mesmo ní el de qualidade (Dillinge e al., 2022).
Es e sis ema é ep esen ado po uma casa compos a pelo e o, pila es e base (Figu a 2). Sem algum
des es a “casa” não se segu a, ou seja, é p eciso udo is o pa a que o sis ema uncione. Uma emp esa
é igual a uma casa, o seu e o ep esen a os obje i os sendo eles, melho a a qualidade, ob e o meno
cus o e eduzi os empos de en ega.
Os dois pila es são o
jus in ime
e o
jidoka
(Agyeman, 2021). O
jus in ime
aduz-se numa iloso ia
onde o obje i o é o imiza e in eg a os p ocessos e p ocedimen os a a és da edução con ínua de
despe dícios de sob ep odução, p oduções em cu so, de anspo e, p ocessamen o, mo imen os, s ocks
e p odu os não con o mes. Es e sis ema p e ende ob e ze o de ei os, ze o s ock, ze o a a ias, en e
ou as eliminações de despe dícios, como po exemplo, nos empos de p epa ação, mo imen ação e
lead ime
. O
Jidoka
é uma apos a do sis ema
Toyo a
na au omação com pa icipação humana que se
opõe ao simples sis ema de au omação pa a a p odução em sé ie. Com es e sis ema a e en e humana
é a cha e pa a que se e i em p oduções em massa com de ei os po pa e das máquinas au oma izadas.
Todas as máquinas ou p ocessos
Toyo a
, além dos sis emas de an i e o, possuem ambém sis emas
de pa agem au omá ica semp e que oco em anomalias, não p oduzindo mais peças, azendo com que
os abalhado es sejam ale ados e p ocu em esol e o p oblema de o ma de ini i a e e icien e. Es a
unção az com que os de ei os não sejam p oduzidos e não passem pa a a p óxima ase, e i ando assim
peças ou equipamen os dani icados, pe mi indo uma a aliação mais cuidadosa do p oblema sucedido
(No elo, 2014).
Como base da emp esa emos a es abilidade, que se baseia num sis ema com o mínimo de in en á io
possí el, abalhos no malizados e melho ia con ínua.
7
,
Figu a 2-Casa do sis ema de p odução Toyo a
2.2 P incípios Lean P oduc ion
(Womack, James and Jones 2003), de ini am os cinco p incípios que se em de base ao
lean p oduc ion
e que, quando aplicados co e amen e, le am à eliminação das a i idades que não ac escen am alo
ao p odu o. Os cinco p incípios são: iden i icação de alo , iden i icação da cadeia de alo , luxo con ínuo
de p odução, implemen ação de um sis ema
pull
e p ocu a cons an e pela pe eição (Figu a 3). Es es
p incípios são c uciais pa a o sucesso da implemen ação da iloso ia
lean
(Maia e al., 2011).
Figu a 3-P incípios Lean
8
2.2.1 Valo
A iden i icação e a c iação de alo é o p imei o passo pa a a ingi a iloso ia
lean
. Quem de ine o que é
alo são os clien es, uma ez que as suas necessidades são o que ge a alo (Soa es, 2014). Às
o ganizações cabe de e mina qual é essa necessidade, p ocu ando sa is azê-la e cob a um p eço po
isso de modo a aumen a os seus luc os pela melho ia con ínua dos p ocessos, pela edução dos cus os
e pelo aumen o da qualidade. Assim, udo aquilo pelo qual o clien e não es á dispos o a paga , que não
co esponde às necessidades ou equisi os do mesmo de e se conside ado despe dício e de endo se
eliminado ou eduzido.
2.2.2 Cadeia de alo
A cadeia de alo é o segundo p incípio que supo a a iloso ia
lean
. As o ganizações de em analisa
odas as a i idades do seu sis ema, desde o o necedo a é ao clien e, pa a especi ica quais são as
a i idades que ac escen am alo das que não ac escen am alo pa a o clien e. Den o das a i idades
que não ac escen am alo , exis em aquelas que não ac escen am alo , mas são necessá ias ao
p ocesso e aquelas que não ac escen am alo e não são necessá ias. As a i idades que não
ac escen am alo nem são necessá ias de em se eliminadas (Cas o, 2015).
2.2.3 Fluxo con ínuo
Após de ini o alo e iden i ica a cadeia de alo , su ge a necessidade de c ia um luxo con ínuo de
p odução. Es e luxo é ca ac e izado pela capacidade de p oduzi somen e o que é necessá io num
de e minado momen o. Es e concei o é mui o impo an e pa a que odo o sis ema ope e de manei a
con ínua e sem in e upções con ibuindo assim pa a a edução de s ocks in e médios e do
lead ime
.
Segundo (Womack & Jones 2003), pa a que al acon eça é necessá io que os abalhado es conheçam
bem odas as e apas da p odução em odos os momen os.
2.2.4 Sis ema
Pull
O sis ema
Pull
é lide ado pelos clien es, ou seja, a p odução começa quando os clien es azem uma
encomenda. Na p odução puxada não exis e qualque ipo de sob ep odução, apenas se p oduz a
quan idade ce a no momen o ce o (San os, 2020). T a a-se assim de um sis ema de p odução que
pe mi e elimina o s ock in e médio e o s ock inal is o que só se p oduz o necessá io.
9
2.2.5
Pe eição
Pa a que haja pe eição é necessá io que exis a uma men alidade de melho ia con ínua em oda a
o ganização. As o ganizações de em in es i cons an emen e na ino ação, eliminação de despe dícios e
c iação de alo pa a que consigam sa is aze as necessidades dos clien es no p esen e e no u u o
(Soa es, 2014).
2.3 Tipos de despe dício
De aco do com (Womack & Jones, 2003), o despe dício é udo aquilo que não ac escen a alo ao
p odu o, mas que aumen a o seu alo inal e o clien e não es á dispos o a paga po isso. A melho
o ma de econhece os despe dícios é iden i ica e dis ingui as a i idades que não ac escen am alo ,
daquelas que ac escen am alo .
Pa a (Ohno, 1988), exis em 7 despe dícios que são desc i o de seguida:
1. Sob ep odução: Es e despe dício é conside ado como sendo o mais g a e, uma ez que
condiciona o bom luxo p odu i o. Es e acon ece quando se p oduz mais do que aquilo que é
necessá io ou quando se p oduz sem que enha sido solici ado. Associa-se a es e despe dício a
pe da de empo, mo imen ações desnecessá ias e ele ados ní eis de in en á io que esul am
em ele ados cus os de s ock.
2. In en á io: Re e e-se ao excesso de ma é ias-p imas, abalho em p ocesso de ab ico ou p odu o
acabado que le a ao aumen o do
lead ime
, p odu os obsole os ou dani icados, cus os adicionais
de anspo e e a mazenamen o. O In en á io encob e ou os p oblemas como a asos de
o necedo es ou alhas nos equipamen os.
3. Mo imen ações: Associado a deslocações e mo imen os de ope á ios que não ac escen am alo
ao p odu o, como deslocações pa a p ocu a ma é ias-p imas ou e amen as. Es e despe dício
es á no malmen e elacionado com a al a de o ganização dos pos os de abalho e com a má
disposição dos mesmos.
4. Espe as: Quando um lo e de p odu os em de agua da que ou os sejam p ocessados pa a
pode em a ança pa a a e apa seguin e, e i ica-se o despe dício das espe as. Ou seja, es e
despe dício e e e-se ao in e alo de empo que o lo e ica pa ado no luxo de p odução sem
so e qualque ipo de al e ação. Is o pode e o igem na espe a do p ocesso, do lo e ou do
ope ado .
10
5. De ei os: P odução de p odu os o a das especi icações exigidas. Oco e po e o dos ope ado es,
e o das máquinas, al a de inspeção dos p odu os, al a de no malização das ope ações, danos
po anspo e e mo imen ações. Aca e a cus os pa a as emp esas ais como eclamações,
e abalho, e iabilidade do p odu o.
6. Sob e p ocessamen o: Realização de a e as que não ac escen am alo ao p odu o, como
e abalho, de ido a má ealização dos p ocessos, epa ações, inspeções, en e ou os. Es e
despe dício es á no malmen e associado à al a de no malização dos p ocessos e al a de
o mação dos ope ado es.
7. T anspo es: O anspo e de uma peça ou componen e que en ol a deslocações e
mo imen ações desnecessá ias à p odução da mesma, esul a numa a i idade que não
ac escen a alo . É necessá io eduzi essas a i idades ou a é mesmo eliminá-las po comple o.
De aco do com (Like & Meie , 2006), ainda exis e um oi a o despe dício, que se e e e ao despe dício
in elec ual. Es e despe dício e e e-se ao não ap o ei amen o das capacidades das pessoas, ou seja, são
despe diçadas ideias, compe ências, e opo unidades de melho ia po não exis i o en ol imen o das
mesmas nas ações, ou po es as não se em ou idas.
2.4 Van agens e des an agens da implemen ação do
lean p oduc ion
A implemen ação de e amen as
lean
numa emp esa eque mui as das ezes uma mudança adical na
cul u a o ganizacional da mesma, bem como um comp ome imen o po pa e de odos os colabo ado es,
pa a melho a em con inuamen e e cump i em com os no os mé odos, eg as e o mas de abalho. No
en an o exis em ambém limi ações elacionadas com a sua implemen ação, po isso é undamen al
explo a os bene ícios e as ba ei as des a me odologia.
2.4.1 Van agens da implemen ação do
lean p oduc ion
Segundo (Mel on, 2005) e (Palha, 2023), as an agens da implemen ação das me odologias
lean
são as
seguin es:
Lead ime mais cu o: Ao minimiza as a i idades que não ac escen am alo ao p odu o, o p azo
de en ega é meno , po sua ez a espos a ao clien e é mais ápida.
Redução do despe dício: A me odologia
lean
oca-se na minimização de á ios despe dícios, ais
como a sob ep odução, in en á io, empos de espe a, mo imen os desnecessá ios e de ei os. A
diminuição des es despe dícios eduz os cus os e aumen a a e iciência da emp esa.
11
Maio qualidade: Ao melho a con inuamen e os p ocessos, a de eção e co eção dos de ei os,
consequen emen e, a qualidade do p odu o aumen a, uma ez que os de ei os são a ados e
iden i icados ao longo da cadeia.
Maio lexibilidade: Os sis emas
lean
pe mi em uma ápida espos a à mudança, sendo que es a
mudança pode se de ido a condições do me cado, exigências dos clien es, al a de uncioná ios,
en e ou as si uações. A sua ácil adap abilidade az com que o ajus e da p odução seja mais
simples.
Maio p odu i idade: A implemen ação de me odologias
lean
con ibui pa a o aumen o da
p odu i idade ge al, uma ez que o na os p ocessos mais e icien es, eduz os empos de
ina i idade e melho a o luxo de abalho.
Redução de cus os: Os cus os es ão elacionados com di e sas á eas, edução de cus os de
s ock ao eduzi o in en á io, edução de di e sos cus os ao elimina o despe dício, edução dos
empos ao diminui os mo imen os desnecessá ios, en e ou os cus os que es ão associados a
odos os p ocessos de desen ol imen o do p odu o.
2.4.2 Des an agens da implemen ação do
lean p oduc ion
De aco do com (Palha, 2023) e (Hines e al., 2004), exis em ambém limi ações associadas à
implemen ação de e amen as
lean,
ais como:
Resis ência à mudança: Mui as das ezes a mudança não é bem acei e po pa e dos colabo ado es,
es es êem-na como ameaçado a e in usi a, uma ez que es a me odologia em como obje i o
melho a as o mas de abalha e os mé odos, sendo que mui as das ezes a solução passa po
al e á-los. É equen e ou i comen á ios como, “Semp e iz assim”, “Po que é que ou a uma se
amanhã ou ol a a u iliza ?”, “Só sei abalha assim”, “É a manei a que me dá mais jei o”.
Cus os iniciais: A implemen ação de e amen as
lean
pode ep esen a cus os pa a as emp esas,
nomeadamen e in es imen os em no os equipamen os, ecnologia, o mações e mudanças nos
p ocessos, que em algumas si uações ob igam a pa agens da p odução.
Implemen ação complexa: Po ezes, a implemen ação
lean
é complicada, en ol e á ias
ees u u ações dos p ocessos o que az com que se o ne um p ocedimen o demo ado e abalhoso.
Dependência de o necedo es: Pa a que o sis ema de p odução
lean
uncione bem é necessá io que
a cadeia de abas ecimen o seja iá el e que haja um espí i o de comp ome imen o en e o necedo -
emp esa.
18
de em e um con olo de s ocks con ínuo sem um ní el de exigência mui o ele ado (Sy eyshchiko a &
Semashko, 2017).
Figu a 6- Cu a ABC
2.7 Manu enção
Com a globalização e o aumen o da compe i i idade, a manu enção ganhou mui o ên ase nas emp esas.
É essencial en abiliza ao máximo os in es imen os, eduzi cus os ope acionais, aumen a a e iciência
dos p ocessos e a longe idade dos a i os.
De aco do com a no ma EN 13306, a manu enção é a “combinação de odas as ações écnicas,
adminis a i as e de ges ão, du an e o ciclo de ida de um bem, des inadas a man ê-lo ou epô-lo num
es ado em que ele pode desempenha a unção eque ida”.
2.7.1 Ges ão da manu enção
A ges ão da manu enção en ol e odas as a i idades de ges ão que de inem os obje i os, as es a égias
e as esponsabilidades que dizem espei o à manu enção. Es as a i idades podem se implemen adas
po di e sos meios ais como o planeamen o, con olo e supe isão da manu enção, a melho ia dos
mé odos e a melho ia da economia.
A a a ia de uma máquina pode aze di e sos p oblemas pa a as emp esas ais como pa agens e
a asos na p odução, ele ados cus os de epa ação e incump imen o com p azos de encomendas. Assim
sendo, a ges ão da manu enção de e se aseada. De e se de inida a es a égia e o plano de
manu enção (Fonseca, 2021). Segundo a no ma EN 13306, a es a égia da manu enção “é um mé odo
19
de ges ão u ilizado pa a a ingi os obje i os da manu enção” e o plano de manu enção “é o conjun o
es u u ado de a e as que comp eendem as a i idades, os p ocedimen os, os ecu sos e a du ação
necessá ia pa a execu a a manu enção”.
Os planos de manu enção são documen os que con ém in o mações de alhadas sob e as in e enções
de manu enção que de em se ei as. As pa icula idades da in o mação que con ém, no empo e no
espaço, são undamen ais pa a o sucesso do p ocesso. A es a égia da manu enção di ide-se em
manu enção planeada e não planeada. A manu enção planeada é con olada e segue um plano
an e io men e de inido, a manu enção não planeada oco e de o ma inespe ada, quando um
equipamen o em alguma anomalia (Gonçal es, 2023).
2.7.2 Tipos de manu enção
De uma o ma gené ica, exis em dois ipos de manu enção, a planeada e a não planeada, como e e ido
acima. No caso da manu enção planeada, es a di ide-se em manu enção p e en i a sis emá ica ou
manu enção p e en i a condicionada. A manu enção não planeada di ide-se em manu enção co e i a
di e ida ou manu enção co e i a imedia a (Figu a 7).
Figu a 7- Tipos de manu enção
De aco do com (Guima ães, 2023), podemos classi ica as manu enções como:
Manu enção p e en i a sis emá ica - Es a manu enção é um ipo de manu enção p e en i a
p og amada que oco e em in e alos de empo egula es, independen emen e do es ado a ual do
equipamen o. Tem como obje i o e i a alhas e pa agens inespe adas, ealizando in e enções
p ees abelecidas, como inspeções, ajus es, limpezas, lub i icações e subs i uição de peças
desgas adas bem como a ealização dos ajus es necessá ios.
Manu enção p e en i a condicionada - Es a manu enção é ealizada quando há uma e idência de
alha eminen e ou o desgas e de alguma peça. No malmen e es a manu enção é ale ada a a és de
20
meios isuais sob e as condições de deg adação. Es a igilância pe mi e diminui o núme o de
a a ias inespe adas, aumen a os diagnós icos das a a ias, diminui os empos de pa agem e eduzi
a necessidade de peças em s ock.
Manu enção co e i a di e ida - Es e ipo de manu enção oco e quando exis e uma alha, no en an o
a co eção dessa mesma alha não é ei a naquele exa o momen o, po di e sos a o es como a al a
de peças e/ou p io ização de ou as a a ias. Es e ipo de alha não in e e e di e amen e no sis ema.
Manu enção co e i a imedia a - Es a manu enção em como obje i o co igi as alhas quando são
de e adas. É is a como uma manu enção de eme gência, em que a espos a ao p oblema em que
se imedia a de modo a e i a p ejuízos ele ados.
21
3. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA
Em 1977 su giu em B i o, Guima ães, a J. Boni ácio e Cª Lda, emp esa amilia , cuja p incipal a i idade
económica e a a ab icação de discos de poli . Anos mais a de, es a acabou po se adqui ida pela
FUCHS que de inha a Lippe , uma emp esa p odu o a de e amen as de polimen o e que adqui iu
ambém a Unipol, uma emp esa p odu o a de pas a de polimen o. T ans o mando assim, a J. Boni ácio
e Cª Lda, na Lippe -Unipol, designação pela qual oi conhecida no me cado du an e mui os anos.
Em 2006, o g upo Osbo n, p odu o de esco as, acabou po adqui i a Lippe - Unipol, de o ma a
o e ece ao me cado soluções de acabamen o de supe ícies pa a aplicação pos e io às suas
e amen as. Ou seja, o g upo p oduzia esco as me álicas que essencialmen e emo iam massa das
supe ícies deixando-as iscadas e i egula es, e ao adqui i a Lippe -Unipol, a Osbo n passou a dispo
de e amen as capazes de uni o miza essa mesma supe ície e da -lhe b ilho, uma p op iedade que
con e e nob eza à peça.
A ualmen e, é uma o necedo a líde mundial especializada no ab ico de e amen as e soluções pa a o
a amen o e polimen o de supe ícies. Ap esen a um as o e inigualá el ca álogo de p odu os que,
combinados com décadas de expe iência na o imização de p ocessos, aumen o da e iciência e esolução
de desa ios de ab ico complexos, pe mi e o e ece aos clien es soluções pe sonalizadas. O po e ólio
ab ange desde esco as écnicas, esco as cilínd icas, e amen as de polimen o, compos os de polimen o
líquidos e sólidos co esponden es a é discos de co e, desbas e e e amen as diaman adas.
Como pa cei o con iá el, a Osbo n encon a soluções que ajudam os clien es, em quase odos os se o es,
a e mais sucesso e a supe a desa ios como a p odução de componen es sem eba bas, a ab icação
de co dões de solda pe ei os ou supe ícies de al o b ilho, aumen ando ao mesmo empo a p odu i idade
e a e iciência.
A ilial da Osbo n, em Po ugal, encon a-se localizada na ila de B i o, concelho de Guima ães, ua de
pa delhas (Figu a 8).
Figu a 8- Ins alações da Osbo n em Po ugal
22
3.1 P incipais p odu os
Os p odu os ab icados na Osbo n podem se di ididos em:
• Discos de polimen o;
• Ab asi os (
Lipp i es
,
Lipp ox
e
lipp yl
).
Os discos de polimen o podem se p oduzidos a pa i de elas de algodão, sejam elas em c u ou a adas,
sisal (co da) ou combinações de ambos (sisal e ela), ampico, malha ab asi a e lixa. Es es p odu os
exis em nos mais a iados o ma os e dimensões, sendo possí eis de adap ação ao p ocesso e
expec a i a do clien e (Figu as 9 a 12).
Os ab asi os (
Lipp yl, lipp i es
e
lipp ox
) são soluções pe sonalizadas em que a ma é ia-p ima é a malha
ab asi a e no caso dos
lipp yls
é a lixa. Nes e se o ambém es ão incluídos os SLK, que são soluções
em lixa com g ão de á ias co es (Figu as 13 a 15).
Figu a 11- Disco de Malha Ab asi a
Figu a 12- Disco de Lixa
Figu a 9-Disco de Tela
Figu a 10- Disco de Sisal
23
3.2 Desc ição do p ocesso p odu i o global
O p ocesso p odu i o da emp esa, em início quando o depa amen o come cial en ia as encomendas
pa a o depa amen o logís ico. Po sua ez, o depa amen o logís ico c ia as o dens de ab ico associadas
a cada encomenda. Es e depa amen o é esponsá el po ga an i que exis e ma é ia p ima pa a as
encomendas. Se não exis i ma é ia p ima, a o dem de ab ico não pode se p oduzida. Depois de
alidadas pelo depa amen o de logís ica, as o dens de ab ico seguem pa a a p odução. Es as são
dis ibuídas pelas qua o secções da ab ica (cas anha, ama ela, iole a e la anja). A secção cas anha
p oduz g ande pa e dos p odu os de malha ab asi a, nomeadamen e lipp i es e lipp ox. A secção
ama ela é compos a pela imp egnação dos p odu os, p odução de en ilados e cos u a de bandas. Na
zona iole a são p oduzidas as esco as e os
lipp yls
. Po im, a secção la anja é compos a pela á ea das
p egas, ag a ado as e cos u a de discos.
No inal da p odução, odos os p odu os são con olados pelo depa amen o da qualidade e depois
expedidos. O luxo p odu i o ge al es á demons ado no luxog ama da Figu a 16.
Figu a 13- Lipp yl
Figu a 14- Lipp i e
Figu a 15- Lipp ox
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Figu a 16- Fluxog ama p odu i o global
3.3 Depa amen o de manu enção
O depa amen o de manu enção desempenha um papel c ucial na ga an ia da con inuidade ope acional
e da e iciência p odu i a. Na emp esa, a manu enção co e i a em sido a abo dagem p edominan e
de ido à an iguidade das máquinas e à al a de um plano es u u ado de manu enção p e en i a. Embo a
as máquinas sejam obus as e capazes de desempenha as suas unções, es as endem a so e um
desgas e signi ica i o ao longo dos anos. Es e desgas e esul a em alhas equen es, pa agens
inespe adas e cus os ele ados de epa ação. A ausência de um plano de manu enção p e en i a ag a a
ainda mais a si uação, uma ez que as in e enções ge almen e oco em apenas de o ma co e i a, ou
seja, após a oco ência de uma a a ia. Es e ipo de abo dagem além de in e ompe a p odução, em
algumas si uações, ambém pode le a a danos mais g a es nos equipamen os, aumen ando os cus os
de manu enção e eduzindo a sua ida ú il. Alguns dos equipamen os já o am descon inuados do
Não
Sim
Exis em
ecu sos
disponi eis?
Pedi ma é ia p ima
ao a mazém
P oduzi de aco do
com a OF
Con olo de
qualidade
Lis a de
encomendas
Expedição
Lis a de o dens
de
ab ico
Secção
Cas anha
Secção
Ama ela
Secção
Viole a
Secção
La anja
25
me cado e po isso, pa a algumas epa ações é necessá io aze as peças po medida ou comp a peças
semelhan es.
O depa amen o é compos o po dois écnicos, que es ão di ididos em dois u nos. Es es desempenham
unções de epa ação, melho ia e manu enção das máquinas, semp e que é possí el. Pa a da apoio a
es e depa amen o, exis e uma o icina equipada com di e sos ma e iais e equipamen os.
Quando as a a ias são de ácil esolução, em algumas si uações os ope ado es conseguem esol e sem
e de eco e aos écnicos e assim e i am pa agens mais longas, uma ez que nem semp e os écnicos
êm disponibilidade imedia a. Quando o ope ado não consegue esol e o p oblema, chama o écnico e
es e az uma a aliação do p oblema. Em algumas si uações é necessá io eco e a on es ex e nas, po
di e sos mo i os como especialização écnica, e amen as especí icas, múl iplas a a ias em simul âneo,
peças de eposição especí icas, eme gências, cus os e e iciência.
Como já oi e e ido, as manu enções que acon ecem na emp esa são maio i a iamen e co e i as, sal o
alguma máquina que exige uma manu enção pe iódica. Algumas das a a ias podiam se e i adas se
osse ei a uma manu enção p e en i a. Semanalmen e é ealizada uma eunião com os écnicos pa a
aze um pon o de si uação das a a ias, necessidade de eco e a se iços ex e nos, melho ias e
o çamen os.
As melho ias ambém são da esponsabilidade do depa amen o de manu enção, e em como obje i o
melho a os pos os de abalho a ní el de segu ança e e gonomia e ao mesmo empo o ná-los mais
au ónomos.
A implemen ação das melho ias é in e calada com as a a ias, ou seja, só é ei a uma melho ia quando
não exis e uma a a ia. Po ezes, exis e a necessidade de subcon a ação de écnicos ex e nos, quando
os ecu sos exis en es na emp esa não são su icien es ou os mais adequados pa a a esolução das
a a ias e/ou melho ias. O luxog ama da Figu a 17 ansmi e como é, a ualmen e, a ada uma a a ia
na emp esa.
26
Figu a 17- Fluxog ama da manu enção
3.4 Depa amen o da qualidade
O depa amen o de qualidade é esponsá el po ga an i que os p odu os, se iços e p ocessos
co espondem aos pad ões es abelecidos de qualidade. Es e desempenha um papel c ucial na sa is ação
do clien e, na con o midade com os egulamen os e na melho ia con ínua dos p ocessos. O
depa amen o em como unções, analisa a con o midade dos p odu os na eceção, eclamações,
con olo de p odu o acabado, e i icação dos ecu sos de medição e moni o ização, en e ou as unções.
Pa a da apoio ao depa amen o exis e um labo a ó io.
Todas as ma é ias-p imas são analisadas na eceção. São ealizados es es de igidez, g ão, peso e
densidade de aco do com o ma e ial a analisa . Se as ma é ias-p imas es i e em den o das
Sim
Não
Sim
Não
A a ia
Ope ado
consegue
epa a ?
Resol e com
ecu sos
disponí eis
Chama écnico
Manu enção
A aliação
p oblema
Consegue
epa a ? P ocede à
epa ação
Reco e a
se iços
ex e nos
Manu enção
co e i a
e minada
27
especi icações do p odu o é elabo ado um ela ó io onde cons a que o p odu o es á con o me e pode se
u ilizado na p odução, caso con á io é ei a uma eclamação ao o necedo .
Exis em dois ipos de eclamação, a eclamação ao o necedo e a eclamação do clien e. A eclamação
ao o necedo é ei a pelo depa amen o de qualidade semp e que o p odu o es á o a das suas
especi icações es abelecidas. Quando se ecebe uma eclamação de um clien e, es a é analisada
in e namen e e depois decide-se se é acei e ou ejei ada. A análise é baseada nos c i é ios de
especi icação das ma é ias-p imas e dos p ocessos. No caso de a eclamação se acei e e a alha es a
elacionada com algum p ocesso, é analisada a aiz do p oblema jun o com o esponsá el de p odução
e os ope ado es.
O con olo de p odu o acabado é ei o po amos agem, an es de o ma e ial se ans e ido pa a o
a mazém. Quem dá o dem pa a o ma e ial segui pa a o a mazém é o depa amen o de qualidade,
depois de o classi ica como “ok” ou “nok”. Se o “ok” o ma e ial segue pa a expedição. Se o “nok”,
nos casos em que é possí el o ma e ial é e abalhado, quando não é possí el é dado como e ugo e é
p eenchido um ciclo PDCA. De o ma a e i a os p odu os “nok” são ei as dia iamen e audi o ias ao
p odu o, pos o a pos o, de o ma a de e a os e os no início da p odução.
O depa amen o da qualidade ambém é esponsá el pela e i icação anual dos ecu sos de medição e
moni o ização (RMM) ais como i a mé ica, paquíme o e balança. Em alguns RMM é necessá io
eco e a on es ex e nas pa a aze a e i icação e calib ação dos equipamen os.
Na áb ica exis e um quad o da qualidade (Figu a 18) onde es ão expos as as polí icas e obje i os do
depa amen o, bem como o plano de ações, indicado es de não qualidade, ale as, ges ão de não
con o mes e eclamações. Adicionalmen e os quad os
kaizen
da p odução, em um espaço dedicado à
qualidade, onde são expos as as eclamações e os dias em que há eclamações, pa a que oda a gen e
enha conhecimen o.
34
p ima. De en e os de ei os causados po e o humano, es ão e os de medição e lei u a e ada da o dem
de ab ico, o que o iginou a p odução inco e a de ma e ial, enganos no p ocesso de ca imbagem e no
p ocesso de mon agem e oca de e e ências. Os de ei os causados pela al a de equipamen o
adequado, de em-se à p odução de peças com de ei o, po que o equipamen o es a a não con o me ou
o a das especi icações da o dem de ab ico.
Po im, os de ei os mais comuns da ma é ia-p ima são, a di e en e onalidade de co es no mesmo lo e,
lixa sem ade ência e i a-cola mui o ija.
Tabela 4- Tipos de de ei os
4.2.3 Fal a de iden i icação das máquinas
A al a de iden i icação ge a uma g ande di iculdade de econhecimen o de uma máquina pa a quem é
no o na áb ica. Sem iden i icação, quem não conhece as máquinas em de es a semp e a pe gun a
qual é qual, a é que as deco e. A al a de iden i icação pode esul a em e os, di icul a o p ocesso de
manu enção e a é mesmo ge a con usão en e os ope ado es, dado que cada ope ado dá nomes
di e en es pa a a mesma máquina.
4.2.4 Deso ganização e al a de ges ão isual
De ido à inexis ência de uma ges ão isual na áb ica, os consumí eis não es ão iden i icados nos pos os
de abalho e as e amen as icam em qualque sí io. Is o az com que haja de ei os, e os e pe das de
empo desnecessá ias. Mui as das ezes os colabo ado es pe dem imenso empo à p ocu a de ma e iais,
po que es es nunca es ão no mesmo sí io. Ou o p oblema, é a pe da de empo a medi g ampos que
não es ão iden i icados, e exis em em á ios amanhos. Em média, um ope ado demo a 59,5 segundos
pa a encon a um g ampo, os g ampos são u ilizados semp e a pa es, ou seja, pa a encon a os
g ampos pa a uma o dem de ab ico demo a, em média, 119 segundos. Cada ez que os ope ado es
p ecisam de um g ampo em de medi á ios a é encon a o p e endido (Figu a 21). Como é possí el
obse a na Figu a 22 é no ó ia a deso ganização do pos o de abalho e é di ícil iden i ica o que es á
den o das caixas, sendo que algumas delas es ão azias.
35
Figu a 21- Es an e dos g ampos sem iden i icação
Figu a 22- Exemplos de al a de iden i icação e deso ganização
4.2.5 Local inde inido pa a coloca o po a pale es e o
s acke
Não exis e uma á ea de inida pa a coloca o po a pale es e/ou o
s ake ,
po isso os ope ado es deixam-
nos em qualque sí io, seja nas pale es, co edo es ou em qualque luga que es eja azio.
Is o p o oca
despe dícios de empo e deslocações, uma ez que, os ope ado es, semp e que necessi am des es
ins umen os êm de os p ocu a po oda a áb ica sendo que, podem es a em qualque luga sem
nenhum ipo de c i é io. Chegou a obse a -se es es equipamen os “abandonados” no ex e io da áb ica
36
(Figu a 23). Além das pe das de empo, ou o a o p eocupan e são os aciden es que podem esul a
da má alocação dos equipamen os.
Figu a 23- Po a pale es e S acke
Du an e uma semana oi ei o o acompanhamen o com ês ope ado es, na secção cas anha, pa a
egis a o empo que demo a am a encon a um des es ins umen os. Pa a e ei os de con agem oi ido
em con a o empo desde que o ope ado sai do pos o de abalho pa a encon a o po a pale es/s acke ,
a é que eg essa ao pos o com o espe i o ins umen o.
Como é possi el obse a na Tabela 5, os empos são mui o di e si icados po que dependem semp e
do sí io em que o ope ado encon a o ins umen o, quase semp e es ão em di e en es secções, sem
nenhum sí io especí ico. No o al, o ope ado 1, gas ou 888,32 segundos a p ocu a o ins umen o. Os
ope ado es 2 e 3 gas a am 847,62 segundos e 798 segundos, espe i amen e. Es es alo são
di e en es po que o empo de p ocu a depende do local onde encon am o ins umen o. Em algumas
si uações, quando o empo é meno , signi ica que o ins umen o es a a num local p óximo, quando o
empo é maio signi ica que o ope ado e e que se desloca pela ab ica e p ocu a um ins umen o
li e.
37
Tabela 5-Tempo de p ocu a em segundos
4.2.6 Fal a de poli alência
A al a de poli alência dos colabo ado es é um p oblema ge al da áb ica, no en an o o es udo da
poli alência oi ei o apenas na á ea dos ab asi os. A baixa poli alência limi a as a e as dos ope ado es,
a capacidade de mudança é eduzida e semp e que há uma ausência em de e minados pos os a
p odução ica comp ome ida e po ezes as en egas êm de se eajus adas. Acon ece ambém que
alguns ope ado es, quando e minam as suas a e as acabam po ica pa ados e ealizam unções como
limpezas, uma ez que não sabem abalha nou os pos os. Ou as ezes, os ope ado es êm de oca
de u no ou da ho as ex a, pa a ga an i que as peças são en egues den o do p azo es abelecido, uma
ez que exis em a e as que só alguns ope ado es sabem aze .
A Tabela 6 oi elabo ada com base nos dados o necidos pelo esponsá el da p odução e oi discu ida
com os ope ado es. Nes a abela apenas es ão as á eas de abalho da secção cas anha. Es a secção é
compos a po seis á eas, sendo elas o co e ABR,
lipp i es, lipp ox
, acabamen os, equilib a e co a ubo.
O ideal e a que cada ope ado des a secção soubesse abalha em odas as á eas. A secção é compos a
po 3 ope ado es no u no da manhã, 5 ope ado es no u no da a de e 2 ope ado es que abalham
nou a secção, mas semp e que é necessá io ão ajuda pa a es a secção.
38
As zonas mais c í icas e em que exis em mais a asos e p oblemas são os acabamen os e a á ea do
equilib a . Apesa de exis i em cinco pessoas o madas nos acabamen os, duas delas não pe encem à
secção dos ab asi os e nem semp e podem deixa o seu pos o de abalho. Ou as duas, abalham num
pos o de abalho que em bas an es encomendas e não êm mui a disponibilidade. Acon ece que, mui as
das ezes o ope ado que abalha dia iamen e nos acabamen os em de oca de u no pa a ga an i
os p azos de en ega. Os es an es ope ado es que em o mação nes a á ea, azem as coisas mais
simples, deixando semp e os abalhos mais complexos pa a os ope ado es o mados. Exis em alguns
p odu os que só um ope ado em as compe ências necessá ias pa a o aze . No equilib a a si uação é
semelhan e, apenas exis e uma pessoa o mada na á ea. Os abalhos mais simples podem se ei os
pelos ou os ope ado es, no en an o, os abalhos mais complexos são semp e ei os pelo mesmo
ope ado .
4.2.7 Fal a de pad onização de p ocessos
A al a de pad onização dos p ocessos ao longo do sis ema p odu i o oi iden i icada como uma das
causas de ine iciências e inconsis ências ope acionais na qualidade e p odução. Is o az com que as
mesmas ope ações sejam ei as de o mas di e en es e po di e en es ope ado es. Além disso, a ausência
de p ocedimen os pad onizados di icul a imenso a ap endizagem de no os colabo ado es ou a
ap endizagem em no os pos os de abalho.
Os conhecimen os são passados pelos ope ado es mais expe ien es em cada á ea, mas nem semp e os
mé odos são os mais co e os ou os mais e icazes, uma ez que cada ope ado em a sua opinião e o
Tabela 6- Ma iz de compe ências
39
seu mé odo de abalho. Exis em a e as que só de e minadas pessoas azem e não exis e nenhuma
documen ação de como e e ua essa a e a.
4.2.8 A mazém in e médio de ma é ias-p imas deso ganizado
O a mazém in e médio de ma é ias-p imas é compos o po es os de malha ab asi a p o enien es da
p odução. Não exis e uma con abilização exa a do ma e ial que es á a mazenado, não é quan i icada
nenhuma en ada nem saída de ma e ial das es an es, apenas é con ado odo o ma e ial uma ez po
ano, no in en á io. Algum do ma e ial que se encon a a mazenado é obsole o e já oi descon inuado da
p odução. Algumas malhas não es ão iden i icadas e po isso não é possí el sabe a que malha
co esponde, ou as encon am-se sem núme o de lo e e não podem se usadas pa a p odução. As
e ique as que es ão nas pale es es ão desa ualizadas e não co espondem ao ipo de malha que es á na
pale e. Além disso, odos os ope ado es a umam as sob as nas es an es sem qualque ipo de eg a, o
que az com que as malhas iquem odas mis u adas. Como algumas es an es es ão ocupadas com
ma e ial desnecessá io, nem semp e é possí el a mazena as pale es e po isso as sob as de malha êm
de ica no chão (Figu a 24 e Figu a 25). Es as sob as são usadas pa a p oduzi
lipp i es
ou
lipp ox
, no
en an o como já es ão co adas com de e minadas medidas, a sua o ação é mui o baixa, po que só
podem se usadas quando ie uma o dem de ab ico com aquela medida exa a.
Figu a 24- A mazém in e médio
40
Figu a 25- Ma e ial a mazenado no chão po al a de espaço nas es an es
4.2.9 Inexis ência de pos os de limpeza
Exis e apenas uma caixa com sacos do lixo pa a abas ece oda a áb ica. Is o az com que odos os
ope ado es enham de se desloca ao undo da áb ica semp e que p ecisam de um saco do lixo (Figu a
26). Além des e incon enien e, exis e ou o, que é o ac o de a caixa es a num local de di ícil acesso, o
que o na o p ocesso mais demo ado e com isco de oco e em aciden es.
Figu a 26- Mo imen os pa a a caixa dos sacos do lixo
As assou as e apanhado es es ão espalhados po oda a áb ica, em qualque sí io, como é possí el
obse a na Figu a 27. Alguns pos os êm u ensílios de limpeza, ais como aspi ado , apanhado ,
es egona, ou os não êm nada. Não exis e um local de inido pa a gua da os u ensílios po isso es es
41
icam em qualque luga . Além disso não há uma no ma de limpeza na áb ica, os ope ado es u ilizam
o a comp imido pa a limpa as máquinas e a em o chão.
Figu a 27- Exemplos do ma e ial de limpeza deso ganizado
4.2.10 Inexis ência de um plano de manu enção p e en i a
Foi possí el obse a que o plano de manu enção exis en e na áb ica não ap esen a esul ados conc e os
e nem semp e co esponde à ealidade, uma ez que os écnicos não o a ualizam dia iamen e. O
depa amen o de manu enção é compos o po dois écnicos, que ope am em u nos di e en es.
Dia iamen e, há di e sas a a ias na áb ica e po isso os écnicos es ão semp e ocupados a esol ê-las
pa a e i a que hajam pa agens na p odução. É ce o que nem semp e as pa agens são e i adas e
chegam mesmo a acon ece , o que ge a a asos de encomendas.
Não é quan i icado o p ejuízo de cada a a ia, ou seja, não se sabe quan o empo o ope ado icou pa ado,
a máquina es e e a a iada e o écnico demo ou a a anja , qual oi o alo do conse o en e ou os
cus os associados, ais como cus os de con a ação de se iços ex e nos ou alha de encomendas.
Semp e que algum equipamen o a a ia, o ope ado chama o écnico de manu enção e es e conse a,
sendo a os os casos que não há epa ação. A maio ia des as a a ias é p o ocada pela al a de um plano
de manu enção p e en i a, o que pode ia se uma manu enção ba a a, acaba po se o na num a anjo
bas an e dispendioso. Po exemplo, as p ensas hid áulicas es ão com mui as ugas de óleo, is o de e-se
ao ac o de nunca e exis ido uma manu enção p e en i a. Es as ugas azem com que a p ensa pe ca
esis ência, o que az com que o p ocesso seja mais demo ado. Com o passa dos anos, o ma e ial oi-
se desgas ando e nunca oi subs i uído. A manu enção p e en i a des es equipamen os de ia se ei a
pelo menos uma ez po ano, e e ia um cus o en e 200€ a 300€, endo em con a as peças de
42
subs i uição ais como edan es, ubos e a oca de óleo. Como não exis iu essa manu enção, a ualmen e
o p eço de conse a uma p ensa é igual ao de comp a uma no a. Ou seja, como o equipamen o não
oi cuidado, o cus o inal é a pe da do equipamen o. O alo de uma p ensa no a com as especi icações
das que es ão na áb ica, ap esen a um cus o en e 15 000€ a 20 000€.
Ou a si uação que acon ece na emp esa, é a pa agem de p odução pa a subs i uição dos olamen os
da cuba da imp egnação. Apesa de o depa amen o de manu enção e conhecimen o de que os
olamen os êm de se ocados odos os anos, es es são le ados a é ao seu limi e e apenas são ocados
quando a a iam. Is o p o oca uma pa agem na p odução de 3 a 4 dias e a manu enção em um cus o
de 3000€. Além des e cus o, ac escen am-se ou os, ais como a asos nas encomendas aos clien es.
As ag a ado as são das máquinas que mais p oblemas êm po al a de cuidados básicos como limpeza
da massa da máquina pa a e i a o desgas e ápido das peças. Es as máquinas êm bas an e uso, e
idealmen e, odas as semanas, de iam se limpas, a massa suja de ia se e i ada e colocada uma
massa no a. Como is o não acon ece, as ag a ado as a a iam cons an emen e, o que le a a que seja
necessá io subs i ui peças. Es as peças cus am en e 1500€/2000€. É ce o que as peças êm de se
ocadas, mas se exis isse uma manu enção p e en i a a pe iocidade da oca e a maio .
O plano de manu enção exis en e na áb ica es á ap esen ado na Tabela 7 e de e se p eenchido pelos
écnicos da manu enção. No en an o, nem semp e o azem e ambém não exis e um acompanhamen o
igo oso sob e a esolução des as ações. Nes e plano apenas são egis adas manu enções co e i as
di e idas ou melho ias das máquinas/equipamen os.
Tabela 7- Plano de manu enção a ual
Da a Abe u a
Máquina Desc ição da a a ia Ta e a / Ação Da a P e is a Da a Fecho
43
5. APRESENTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE MELHORIA
Nes a secção, são ap esen adas as p opos as de melho ia iden i icadas ao longo do es udo, bem como
as es a égias de implemen ação desen ol idas pa a o imiza os p ocessos e ope ações da áb ica. As
melho ias p opos as o am concebidas com base numa análise de alhada dos dados ecolhidos,
obse ações no chão de áb ica e e isão da li e a u a, isando soluciona os p oblemas a uais e c ia
um ambien e de abalho mais e icien e, segu o e sus en á el.
O p ocesso de iden i icação de melho ias oi guiado po p incípios de e icácia ope acional, segu ança, e
con o midade com as melho es p á icas do se o . Cada p opos a oi elabo ada pa a a ende às
necessidades especí icas da áb ica, endo em conside ação os ecu sos disponí eis, a iabilidade écnica
e os po enciais impac os no desempenho ge al.
As subsecções a segui de alham as melho ias suge idas. O obje i o p incipal é assegu a que as
mudanças p opos as sejam sus en á eis a longo p azo e con ibuam pa a o c escimen o con ínuo e o
sucesso da o ganização.
5.1 Resumo dos p oblemas encon ados
Na Tabela 8 é possí el isualiza as ações a implemen a pa a da espos a aos p oblemas encon ados
no início da disse ação.
50
Figu a 34-Mesa depois da a umação e iden i icação
Numa ase inicial, p opôs-se que es a audi o ia osse implemen ada, pa a que os abalhado es
começassem a e elacionamen o com es es concei os de uma o ma simples e cla a. Fu u amen e,
p opõe-se que seja usado o modelo de audi o ia 5S’s que es á implemen ado na Osbo n da Alemanha.
Es e modelo é mais comple o e po meno izado, ab angendo á ios pos os de abalho, c iando
au oma icamen e um g á ico com in o mações sob e o es ado ge al da áb ica a ní el de 5S’s, que depois
pode se di ulgado nos quad os
kaizen
. É possí el obse a es e modelo no Anexo 2- Audi o ia 5S’s.
5.3 Pad onização do abalho
De o ma a aumen a a e iciência e compe ências ope acionais e ga an i a segu ança dos colabo ado es,
oi iden i icada a necessidade de pad oniza e o maliza as ope ações ealizadas nas máquinas da
áb ica. A ausência de ins uções de abalho cla as e especí icas pa a cada equipamen o esul a a em
inconsis ências ope acionais, di iculdades na ap endizagem de no os colabo ado es, ní el de poli alência
baixo e aumen o do isco de aciden es. Além disso, as máquinas já são bas an e an igas e os abalhos
são mui o manuais, o que eque ainda mais a necessidade de c ia um pad ão de abalho pa a ga an i
que os p odu os são ei os odos da mesma o ma. Pa a soluciona es es p oblemas, o am c iadas
ins uções de abalho de alhadas pa a cada máquina, na secção cas anha.
A c iação das ins uções de abalho oi aseada. Inicialmen e oi ecolhida in o mação sob e a máquina
e o modo de ope a na mesma jun o dos ope ados mais expe ien es, pa a assegu a que as ins uções
ossem o mais comple as possí el. Depois de as ins uções de abalho es a em elabo adas, o am
e is as jun o dos ope ado es e o am ei os os ajus es necessá ios.
Com a c iação das ins uções de abalho p e ende-se aumen a a consis ência ope acional, eduzi a
a iabilidade, os e os, os empos de ap endizagem de no as a e as ou no os colabo ado es e melho a
a segu ança no abalho, ao ga an i que es ão a cump i os pad ões de segu ança es abelecidos na
ins ução.
51
As ins uções de abalho o am elabo adas seguindo um o ma o pad onizado, ga an indo que odas as
in o mações essenciais es ejam cla as pa a os ope ado es. Na secção cas anha o am elabo adas
93,75% das ins uções de abalho. No Anexo 3- Modelo da ins ução de abalho es á ep esen ado o
modelo usado na emp esa.
Cada ins ução de abalho é compos a pelos seguin es pon os:
1. Obje i o: Desc e e a unção da máquina/equipamen o;
2. Lis a das e amen as/ma e iais necessá ios pa a a u ilização da máquina;
3. Equipamen os de p o eção indi idual a usa de aco do com a unção;
4. Re e ência a ou os documen os que possam da apoio à ins ução de abalho, ais
como a icha écnica do equipamen o, icha de compo amen os segu os e as o dens
de ab ico.
5. Desc ição do p ocesso, especi icações, a anque e pa agem da máquina, ajus es,
ope ação, con olo de qualidade, limpeza e lub i icação da
máquina/equipamen o/pos o de abalho.
Pa a da supo e às ins uções de abalho, o am c iadas ichas de equipamen o indi idual. Es as ichas
con ém in o mações indi iduais sob e cada máquina, ais como a unção, ano de ab ico, modelo,
ab ican e, núme o de sé ie, o necedo , da a de aquisição e código in e no da ab ica. São
complemen adas com imagens eais das máquinas pa a se mais ácil o seu econhecimen o. Semp e
que uma máquina ecebe alguma al e ação es u u al, es as ichas são a ualizadas. No Anexo 4 - Ficha
de Equipamen o é possí el consul a o modelo u ilizado.
5.4 O ganização do a mazém in e médio
A o ganização do a mazém in e médio oi ei a po e apas. Foi elabo ado um plano com oco na
o ganização, a ualização do in en á io e o imização do espaço. Pa a que al osse possí el, oi necessá io
pa a a p odução de co e ABR du an e um dia nos dois u nos. Es i e am en ol idos os esponsá eis de
p odução, qualidade e logís ica pa a a omada de decisões.
A p imei a e apa oi aze o in en á io do a mazém in e médio. Com o auxílio de um po a pale es, o am
e i adas odas as malhas exis en es nas es an es. As malhas o am pesadas uma a uma pa a aze a
a ualização do in en á io no sis ema. Após a pesagem, os ma e iais o am a mazenados de o ma
o ganizada, sendo que cada pale e apenas podia con e um ipo de malha. Todas as pale es o am
iden i icadas com no as e ique as co esponden es ao ipo de malha que con inham (Figu a 35 e Figu a
36).
52
Du an e o p ocesso de o ganização, e i icou-se que exis iam 70kg de malhas que não es a am
iden i icadas, 169Kg de malhas que não con inham o núme o de lo e e 811Kg de malhas obsole as,
pe azendo no o al 1050 kg de malha pa a dei a ao lixo, embo a alguma des a malha enha sido
eap o ei ada pa a limpeza da áb ica. No Apêndice 2- Lis a de malhas ab asi as é possí el obse a de
o ma mais po meno izada a abela das malhas que o am pa a o lixo. A decisão de classi ica algumas
malhas como obsole as oi omada em conjun o com o depa amen o de logís ica e qualidade (Figu a
37).
Como é possí el obse a na Tabela 11 o alo inicial do in en á io e a de 43411,04€ e após a
a umação, oi possí el eduzi o alo em 5942,40€, icando o alo inal do in en á io em 37468,64€.
A es e alo não oi possí el quan i ica o p eço de 615kg de malha, uma ez que alguma malha não
es a a iden i icada e ou a e a mui o an iga, não exis indo egis os da mesma no sis ema.
Figu a 35-E ique a an iga
Figu a 36-E ique a no a
Figu a 37-Ma e ial Obsole o
53
Tabela 11- Valo es do in en á io em eu os
Com a o ganização das sob as, oi possí el ganha 9 espaços de pale es, ou seja, uma á ea o al de 8,64
m². Alguns des es espaços, o am p o iso iamen e ocupados pelos es os de malha que o am co ados
pa a limpeza.
Os espaços li es pe mi i am gua da a malha que ica a a mazenada no chão po al a de espaço nas
es an es. A a umação ainda não é a ideal mas as es an es já se encon am mais o ganizadas, o que
acili a o dia a dia da p odução (Figu a 38).
Pa a e i a que as sob as de malha ab asi a ol assem a ica mis u adas oi c iado um espaço de
a umação das sob as (Figu a 39). Os ope ados colocam as sob as na pale e indicada e exis e um
esponsá el pa a as a uma e ce i ica que es as icam no sí io co e o. Além disso, ac escen a am-se
ou as eg as que isualmen e acili am quem p ocu a sob as, sendo elas as seguin es:
• Todos os olos em que se passados com i a cola cas anha.
• Todos os olos êm que es a iden i icados com o ipo de malha, núme o de lo e e a espessu a
da malha.
Is o e i a á e os no u u o e pe das de empo com medições. Nas euniões
kaizen
o am explicadas as
no as eg as de a umação a odos os ope ado es, pa a que i essem conhecimen o e as espei assem.
No Apêndice 3- Reg as de a umação de sob as de malha ab asi a é possí el consul a os documen os
que o am c iados.
Figu a 38- A mazém o ganizado
54
Figu a 39-Espaço pa a a uma sob as
A o ganização do a mazém in e médio pode ainda se melho ada e po isso oi e e uado um es udo
ace ca da o a i idade das malhas a a és de uma análise ABC. Es a análise em como obje i o classi ica
as malhas de aco do com a sua o a i idade na emp esa. As malhas o am classi icadas como classe A,
classe B e classe C, que co espondem a 80%, 15% e 5% dos consumos, espe i amen e. A análise oi
ei a com os mo imen os de s ock dos meses de e e ei o, ma ço, ab il, maio e junho. No o al o am
analisados os mo imen os de 34 malhas di e en es.
A classe A é cons i uída po 10 ipos de malha, que ep esen am ce ca de 29,41% do o al de e e ências,
a classe B é compos a po 9 ipos de malha, que ep esen am 26,47% das e e ências e a classe C é
compos a po 15 malhas di e en es, que ep esen am 44,11% das e e ências. A classe A é a que se
de e e mais a enção na análise de s ock, e a classe C é a que menos impo ância em, uma ez que
es a classe ep esen a os a igos com uma o a i idade mui o eduzida.
Es a análise é ep esen ada pela cu a ABC da Figu a 40. Concluiu-se assim que as malhas que são da
classe A, são as malhas que de em es a em zonas de melho alcance, ou seja, es as malhas de em
55
es a nas es an es in e io es, e as malhas classi icadas como C de em es a nas es an es supe io es. No
Apêndice 4- Análise ABC é possí el consul a a abela mais po meno izada com as malhas classi icadas
como A, B e C.
Figu a 40-Cu a da análise ABC das malhas
5.5 C iação de pos os de limpeza
Com base na análise e nas obse ações ealizadas ao longo do p oje o, iden i icou-se uma necessidade
signi ica i a de melho a a higiene e a o ganização nas á eas de p odução da áb ica. A al a de pos os
de limpeza adequados e es a egicamen e localizados em con ibuído pa a a oco ência de esíduos e
pó acumulados, o que az com que no ge al o chão de áb ica ap esen a um aspe o sujo.
Pa a soluciona es e p oblema, p opõe-se a c iação de pos os de limpeza dis ibuídos po oda a áb ica.
Esses pos os se ão localizados em pon os es a égicos, ga an indo o ácil acesso pa a os colabo ado es
em odas as secções. A implemen ação des e sis ema isa aumen a a equência e a e icácia das
a i idades de limpeza, p omo endo um ambien e de abalho mais limpo, segu o, o ganizado e p odu i o.
Cada pos o de limpeza de e ia se equipado com sacos do lixo, assou as, apanhado es, balde,
es egona, e de e gen es adequados ao ipo de esíduos de cada á ea.
Com es a implemen ação espe a-se que haja uma edução dos empos ine icien es, uma ez que o
empo que os colabo ado es pe dem ao i busca ou p ocu a um equipamen o de limpeza se á meno .
AA
AAAAAAAABBBBBBBBBCCCCCCCCCCC C CCC
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
A6T
A7T
S6X
A2IR
A4T
A6ID
S6T
S8Z
S4T
S7T
A2XX
S9T
A8T
A5XX
A4XX
S8T
A6C
A2T
A6XX
A7ZVFA
A4MCP
A4ID
S8ZB
S7M
S6Z
S9Z
S7X
A7C
A4ZHD
S10T
A6M
A4C
A2Z
S4XX
Análise ABC
56
Um ambien e mais limpo con ibui pa a o bem-es a dos colabo ado es, diminui os iscos de aciden es
e p oblemas de saúde ocupacionais e p omo e um luxo de abalho mais e icien e, e i ando in e upções
na p odução. Na Figu a 41 é ap esen ada uma p opos a pa a a disposição dos pos os de limpeza no
chão de áb ica.
Figu a 41- P opos a de Pos os de Limpeza
Pa a calcula os ganhos com a c iação de pos os de limpeza no chão de áb ica, oi con ado o empo
que cada ope ado demo a a desde o seu pos o de abalho a é à caixa que con inha os sacos do lixo e
ol a a. Em alguns pos os, os ope ado es azem es e pe cu so á ias ezes ao dia, dependendo do
abalho que es ão a aze , nou os pos os apenas azem uma ez po dia. Pa a e ei os de conside ação
da média, oi calculado o empo desde que saiam do pos o de abalho a é ol a em, uma ez po dia,
em cada pos o. Como é possí el obse a na Tabela 12 o empo médio que um ope ado demo a a é
chega à caixa é de 66,38 segundos, ou seja, 36 ope ado es demo am no o al ce ca de 2389,83
segundos, que é o equi alen e a 39,8 minu os. Exis e uma di e ença o al de 1692,40 segundos, ou seja,
no im de um dia de abalho, os ope ado es poupam 28,20 minu os em deslocações desnecessá ias.
Is o az com que haja uma e iciência de 70,82%, pe mi indo eduzi deslocações desnecessá ias e
aumen a a p odu i idade dos pos os de abalho.
57
Tabela 12-E iciência da c iação de pos os de limpeza
O cálculo da poupança oi baseado no alo /ho a de cada ope ado e nos dias de abalho conside ados
na emp esa, nes e caso são 230 dias. Em média, um ope ado ecebe 7,74€/ho a. Pa a e ei os de
cálculo do alo mone á io, oi ido em con a o empo médio de deslocação. Num dia de abalho, o cus o
associado às mo imen ações dos 36 ope ado es é de 5,14€, e após a c iação de mais pos os de limpeza,
é possí el eduzi es e cus o em 3,64€/dia. O alo anual das mo imen ações an es da melho ia é de
1181,77 €, que signi ica que exis e um cus o mui o ele ado associado a a e as que não ac escen am
alo ao p odu o. Es e alo anual pode se eduzido pa a 344,88€ anuais, após a c iação de mais pos os,
exis indo assim uma poupança de 836,89€/ano, como é possí el obse a na Tabela 13.
Tabela 13- Poupança anual com a c iação de pos os de limpeza
5.6 C iação de um plano de manu enção p e en i a
Pa a que o plano de manu enção p e en i a seja e icien e é undamen al ga an i o bom uncionamen o
e a longe idade dos equipamen os. Es e plano de e se c iado de o ma o ganizada e de alhada, endo
em con a a manu enção especí ica de cada equipamen o, a de inição dos pe íodos ideais pa a essas
manu enções, bem como o egis o de odas as in e enções ealizadas.
Pa a a c iação do plano é necessá io iden i ica cada equipamen o e de e mina as necessidades de
manu enção pa a cada um. Isso pode se ei o a pa i das ecomendações dos ab ican es, da
expe iência com o uso dos equipamen os e da análise de alhas an e io es. A manu enção de e se
idealmen e p e en i a sis emá ica. As máquinas que são u ilizadas mais ezes, ap esen em maio
desgas e e a a ias de em se as máquinas p io i á ias, ou seja, nes as máquinas a manu enção
p e en i a sis emá ica de e se ei a em in e alos de cu a du ação, pa a e i a que oco am alhas e a
p odução ique comp ome ida. Exis em algumas máquinas que são u ilizadas 3 a 4 ezes po ano, es as
podem e uma manu enção de ano a ano, po exemplo. Os ope ado es são esponsá eis pela
58
manu enção do seu pos o de abalho, bem como pela iden i icação de possí eis p oblemas nos
equipamen os. É impo an e que conheçam bem as máquinas pa a que seja mais ácil de e a uma
a a ia ou um uído o a do no mal. A Tabela 14 ap esen a a p opos a pa a o plano de manu enção
p e en i a.
Tabela 14-Plano de manu enção p e en i a
Nes e plano de e se iden i icado o equipamen o que de e ecebe manu enção bem como a espe i a
pe iocidade, podendo es a se anual, semes al, imes al, mensal ou a é mesmo semanal dependendo
da u ilização e do desgas e. Pa a cada máquina de em se iden i icadas as a e as de manu enção a
Equipamen o :
Plano de Manu enção P e en i a
In o mação do Equipamen o:
Da a
Técnico
Resul ado
Ta e as a ealiza :
Pe iocidade:
Código In e no:
Função:
59
ealiza , uma ez que ap esen am di e en es especi icações. Po im, e de o ma a dis ibui o abalho e
e i a esquecimen os, os écnicos de em di idi as máquinas con o me os enca gos de cada uma delas
e se ão os esponsá eis pela sua manu enção. Anexo a es e documen o de e exis i ambém um
documen o pa a egis a as oco ências de manu enções co e i as. É impo an e que exis a um egis o
des e ipo de manu enção, pa a pode a alia a e iciência e e icácia da manu enção p e en i a bem como
e e o plano ao a alia os ipos de a a ias de cada equipamen o. Ou seja, a manu enção co e i a se e
como base de melho ia pa a a manu enção p e en i a.
A Tabela 15 de e se p eenchida semp e que oco e uma a a ia inespe ada. P imei amen e de e-se
iden i ica a máquina e a secção/á ea co esponden e, uma ez que exis em máquinas com nomes
iguais em di e en es á eas. É impo an e que iquem documen ados os ecu sos u ilizados, os
componen es subs i uídos e os cus os associados, pa a que u u amen e, se hou e uma a a ia já exis a
um his ó ico associado à máquina.
Tabela 15- Regis o de manu enção co e i a
66
APÊNDICE 1 – AUDITORIA 5S’S
Obse ações/Suges ões:
14.As á eas de abalho em obje os
desnecessá ios?
I ens a a alia
1. No local exis em somen e ma e iais e/ou
obje os necessá ios pa a a execução do
abalho?
Classi icação
2.Exis e ma e ial não con o me no local de
abalho?
3.O acesso a i ens u ilizados odos os dias
es á adequado?
11. Exis e ma e ial de suca a ou em desuso
na secção?
12. Exis em obje os pessoais no local de
abalho?
9.Exis em equipamen os, ma e iais,
e amen as sujas ou em mau es ado de
conse ação?
10. Exis e lixo espalhado pelo chão?
Legenda: OK/NOK
13. As á eas de abalho es ão a umadas e
limpas?
4. Exis e ugas de a , óleo ou qualque ou o
ipo de uga?
5. Exis em ma e ias espalhados no chão,
mesa e máquinas?
8.Os p odu os, equipamen os e ma e iais
es ão iden i icados co e amen e?
6. Os ma e iais es ão a mazenados nos locais
co e os?
Audi o ia 5S's
Audi o (es):
Zona:
Secção:
Da a:
Ho á io:
Comen á ios
7. Todos os obje os, ma e iais es ão
a mazenados de o ma adequada?
67
APÊNDICE 2- LISTA DE MALHAS ABRASIVAS
68
APÊNDICE 3- REGRAS DE ARRUMAÇÃO DE SOBRAS DE MALHA ABRASIVA
Co e ABR - ARRUMAÇÃO
Reg as impo an es a Segui na a umação de malhas ab asi as:
Responsá eis pela a umação da malha:
Tu no Manha: ______________________________
Tu no Ta de: ______________________________
Todos os olos de malha em que es a iden i icados com Tipo de malha, Lo e e La gu a.
Te em a enção que os núme os sejam legí eis!
Não a uma se não es i e co e amen e iden i icado. Co igi a iden i icação se necessá io.
Os olos de em se a umados co e amen e na espe i a es an e.
Malhas mis u adas Malhas a mazenadas
inco e amen e
Malha a mazenada e iden i icada
co e amen e.
69
Co e ABR
Os es os que sob a em da p odução de em se colocados no sí io iden i icado.
Todos os olos de malha em que es a iden i icados com Tipo de malha, Lo e e La gu a.
Te em a enção que os núme os sejam legí eis!
Sob as de Malha Ab asi a da p odução
70
APÊNDICE 4- ANÁLISE ABC
Ma e ial
Q d. UM egis o
Pe cen agem indi idual
Pe cen agem acumulada
Classi icação
A6T
16233,92
22,77%
22,77%
A
A7T
12797,768
17,95%
40,72%
A
S6X
5610,491
7,87%
48,59%
A
A2IR
4918,461
6,90%
55,49%
A
A4T
3224,755
4,52%
60,01%
A
A6ID
3210,884
4,50%
64,52%
A
S6T
3120,759
4,38%
68,89%
A
S8Z
2669,033
3,74%
72,64%
A
S4T
2357,027
3,31%
75,94%
A
S7T
2220,685
3,11%
79,06%
A
A2XX
1723,512
2,42%
81,48%
B
S9T
1656
2,32%
83,80%
B
A8T
1607
2,25%
86,05%
B
A5XX
1465,79
2,06%
88,11%
B
A4XX
1319,95
1,85%
89,96%
B
S8T
1162,189
1,63%
91,59%
B
A6C
935,328
1,31%
92,90%
B
A2T
885,68
1,24%
94,14%
B
A6XX
696,154
0,98%
95,12%
C
A7ZVFA
505,676
0,71%
95,83%
C
A4MCP
483,954
0,68%
96,51%
C
A4ID
476,98
0,67%
97,18%
C
S8ZB
445,095
0,62%
97,80%
C
S7M
431,776
0,61%
98,41%
C
S6Z
292,57
0,41%
98,82%
C
S9Z
260,4
0,37%
99,18%
C
S7X
148
0,21%
99,39%
C
A7C
144,924
0,20%
99,59%
C
A4ZHD
120,8
0,17%
99,76%
C
S10T
60,884
0,09%
99,85%
C
A6M
56,821
0,08%
99,93%
C
A4C
25
0,04%
99,96%
C
A2Z
22,3
0,03%
99,99%
C
S4XX
4,052
0,01%
100,00%
C
71
ANEXOS
72
ANEXO 1-
POWERPOINT
FORMAÇÃO
LEAN
73
ANEXO 2- AUDITORIA 5S’S
74
75
ANEXO 3- MODELO DA INSTRUÇÃO DE TRABALHO