Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Ciências Sociais
Ma ia João Cas o Ca alho
A in luência da eligião na linha edi o ial
e con eúdo jo nalís ico: o caso da Rádio
Renascença
ou ub o de 2024
UMinho | 2024 Ma ia João Cas o Ca alho A in luência da eligião na linha edi o ial
e con eúdo jo nalís ico: o caso da Rádio Renascença
Ma ia João Cas o Ca alho
A in luência da eligião na linha edi o ial
e con eúdo jo nalís ico: o caso da Rádio
Renascença
Rela ó io de es ágio
Mes ado em Ciências da Comunicação
Especialização em Jo nalismo e In o mação
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Ma ia Helena Cos a
de Ca alho e Sousa
ou ub o de 2024
I
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
II
Acima de udo, à libe dade.
Po um ensino pa a odos, po um jo nalismo li e e isen o.
Po odos que lu a am, que lu am e que ainda e ão de lu a .
III
Ag adecimen os
Es e ela ó io não e ia sido concluído se não osse pela insis ência de á ias pessoas à minha ol a. Se
dependesse só de mim, admi o que não sei a é que pon o o e ia conseguido e mina .
Que o deixa um ag adecimen o do undo do co ação aos meus pais e a ó, que ize am de udo pa a
que o meu caminho osse mais ácil que o deles. Que me acompanha am em odas as e apas, me
de am a mão (e o pé, se osse p eciso) e me segu a am nas á ias ezes que caí.
Ao meu i mão e cunhada po me acompanha em nes e longo caminho que oi o ensino supe io . Po
ou i em as minhas c ises exis enciais e me en a em guia semp e pa a onde eu sabia que p ecisa a
i . Po me puxa em a se melho , po que sabiam que eu e a capaz an es de eu p óp ia chega lá.
Ao Rica do, que, nos úl imos oi o anos, em celeb ado comigo odas as minhas conquis as e me
acompanha, ambém, em odas as de o as. Ob igada po me da es semp e a mão e caminha es
comigo po onde a ida nos le a.
Cá ia e Nuno, sem ocês es a jo nada não e ia sido a mesma coisa. G aças a ocês o nei-me
melho pessoa, aluna e p o issional em comunicação. De conhecidos a colegas de casa, depois amigos
e, po im, cama adas.
Um ob igada à Joana não é su icien e, que me acompanha desde o ensino secundá io e, mesmo que
seja uma mulhe das ciências exa as e engenha ias e não pe ceba me ade do que eu alo sob e a
minha á ea, semp e me ou iu e ajudou em momen os di íceis.
Um ob igado since o à Rádio Renascença, que se o nou uma casa, e a oda equipa com que
abalhei na edação de Vila No a de Gaia. Os ês meses de es ágio de am-me e amen as que nunca
ou esquece . Deixo um ob igado especial à Daniela, que me o ien ou como ninguém nesse es ágio;
ao Edua do, pela amizade, pela con iança no meu abalho e po me in oduzi ao mundo do
jo nalismo despo i o; à Ana, que me ensinou mui o no e eno e me deu semp e hones idade em
oca e ao And é, que não hesi ou em ajuda quando lhe pedi pa a me ensina a da os p imei os
passos na ádio.
E, po im, ag adece à minha o ien ado a des e ela ó io de es ágio, a p o esso a Helena, que me
guiou semp e na di eção ce a e não me deixou desis i .
IV
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que
espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
V
A in luência da eligião na linha edi o ial e con eúdo jo nalís ico: o caso da Rádio
Renascença
Resumo
Es e abalho ap o unda o papel da eligião ca ólica na comunicação social, com oco especial na Rádio
Renascença, e ap esen a uma e lexão c í ica sob e a expe iência de es ágio ealizado na emisso a
ca ólica. É explo ada a his ó ia da ádio em Po ugal, a elação his ó ica en e a Ig eja Ca ólica e os
meios de comunicação, a p esença da eligião nos média e os desa ios do jo nalismo especializado.
Es a in es igação con ibui pa a uma comp eensão mais p o unda das dinâmicas en e a comunicação
eligiosa e a p á ica jo nalís ica, bem como pa a o desen ol imen o de uma isão c í ica sob e a
o mação p á ica no campo do jo nalismo. Pa a al, o am ei as duas en e is as: uma a Ped o Leal
(di e o de in o mação) e Hen ique Cunha (edi o de eligião).
Pala as-cha e:
agenda-se ing,
inanciamen o, jo nalismo especializado, Rádio Renascença, eligião
12
His ó ia da Renascença
A ideia de c iação de uma emisso a ca ólica em Po ugal su giu no início da década de 1930, em
di e sos a igos publicados no Diá io do Minho pelos pad es Magalhães Cos a e Domingos Bas os
(G upo Renascença Mul imédia).
A 1 de e e ei o de 1933, o jo nalis a Zuza e Mendonça p opôs, na e is a "Renascença", a c iação de
uma ádio ca ólica. Ainda no mesmo ano, Lopes da C uz, ou o p o issional da á ea, a ançou com o
p oje o.
Em janei o de 1937, começa am as emissões egula es, em onda cu a e média, alcançando á ios
países da Eu opa e Á ica. Du an e qua o anos, desen ol eu-se um mo imen o de apoian es a es a
inicia i a pa a cons ui a Rádio.
A 10 de ab il de 1938, a Renascença o nou-se ádio o icial da ação ca ólica. Em ou ub o de 1972, os
jo nalis as in e nos o nam-se esponsá eis o ais pelo con eúdo que sai.
Em 1980, apa ece a Bola B anca – p imei o p og ama di ecionado pa a o despo o em Po ugal.
No início de 1987, su ge a RFM, ádio musical com in o mação, ol ada pa a as classes média-al a e
al a, en e os 25 e os 45 anos. Onze anos depois, a 7 de se emb o de 1998, nasce a Mega Hi s, na
G ande Lisboa. Fei a po jo ens e pa a jo ens en e os 15 e os 25 anos, o na-se a p e e ida dos
es udan es da egião. Mais a de, es a ádio expande-se pa a os p incipais polos uni e si á ios do país:
G ande Po o, Coimb a, B aga, Viseu e Rio Maio .
Em 1991, a RR es a a p on a pa a ab aça ou o p oje o, ligado à ádio, em colabo ação com mais de
60 ádios locais. A Associação de Rádios de Inspi ação C is ã (ARIC) nasceu com o p opósi o de se
ajuda em mu uamen e a ní el écnico e na emissão conjun a de p og amas. A inicia i a o nou-se
conhecida a ní el eu opeu e, em 1994, o mou-se a Con e ência Eu opeia de Rádios C is ãs (CERC)
com ádios de Espanha, F ança, Holanda, en e ou as. Na década de 90, a ansmissão ia sa éli e oi
mais um passo pa a a RR chega a odo o mundo e ica mais pe o dos emig an es po ugueses.
“Despe a ”. O p og ama das manhãs que oi um enómeno de popula idade nos anos 80 e 90 jun a a
An ónio Sala, em Lisboa, e Olga Ca doso, no Po o, en e as 7 e as 10 ho as. O p og ama e e á ias
emissões especiais, ei as no es angei o ou em locais menos habi uais, como um c uzei o ou uma
p isão, pa a além de enche p aças e salas de espe áculos po odo o país com o “Despe a ao Vi o”.
Foi no “Despe a ” que nasceu o p imei o se iço de ânsi o da ádio, com José Rel as.
13
O
jingle
do p og ama ambém icou bas an e conhecido, com le a de An ónio Sala e as ozes de Nuno
da Câma a Pe ei a, José Cid, Rod igo, Raul Indipwo, Ana Fa ia, Luís Filipe Aguia , Dina, Paulo de
Ca alho, Paco Bandei a, Ma co Paulo, Simone de Oli ei a e Ma ina Mo a.
O p imei o websi e da RR nasce em ou ub o de 1997 com o ende eço www. adio enascença.p . Dois
anos depois muda pa a o ainda a ual .p .
Em 2001, a Renascença des aca-se ao se a p imei a ádio a u iliza edição de som digi al em
ope ações de in o mação, capaci ando os jo nalis as de edi a os seus abalhos sem qualque apoio
écnico. A gue a no A eganis ão, nesse mesmo ano, ma ca a p imei a ez em que essas ecnologias
o am u ilizadas.
A ino ação con inua e, em 2007, a Renascença lança um p oje o único em Po ugal: um jo nal diá io
online, com o ma o em PDF, pa a imp imi ou le no compu ado , denominado "página 1".
Em 2008, ab e a mais ecen e es ação do g upo, des inada ao público acima dos 55 anos: a Rádio
Sim, que passa música en e a década de 1950 e os anos 80.
A Renascença c esceu e o nou-se no G upo Renascença Mul imédia em 2010, do qual azem pa e
qua o es ações de ádio (Renascença, RFM, Mega Hi s e Rádio Sim), a p odu o a de en e enimen o e
o mação, Genius y Meios, e a emp esa de publicidade, In e oz.
Em 2011 nasce a Renascença V+, uma
web
com p odução de ídeos assen e na comunicação
mul imédia. No mesmo ano, sai o p imei o no iciá io ídeo online – V+ In o mação – pa a consumo
nas edes sociais, no online e no elemó el.
Joana Ma ques jun a-se à RR em 2018 com o “Ex emamen e Desag adá el”, o nando-se o podcas
mais ou ido do país.
O G upo Renascença Mul imédia con a, a ualmen e, com dois g andes acionis as da hie a quia da
Ig eja Ca ólica: o Pa ia cado de Lisboa, com 60% do capi al, e a Con e ência Episcopal Po uguesa,
com os es an es 40%.
Em 2023, des aca am-se: a dis inção da Supe b ands como Ma ca de Excelência em Po ugal;
a iadíssimas dis inções do seu Jo nalismo como o ela ó io do Reu e s Digi al News Repo que
colocou a Renascença na lide ança das ádios in o ma i as em Po ugal e ambém as dis inções dos
seus p o issionais com os seus abalhos jo nalís icos como o P émio de Rádio A u Agos inho do
Clube Nacional de Imp ensa Despo i a a ibuído ao edi o de Despo o, Ca los Dias, a menção
14
Hon osa do P émio de Jo nalismo “Os Di ei os das C ianças” do Fó um sob e os Di ei os das C ianças
e Jo ens a ibuído à Jo nalis a Daniela Espí i o San o pela Repo agem “Nos Bas ido es do Tik Tok” e a
In es igação “Pegada Digi al” de Inês Rocha que ecebeu a menção Hon osa do P émio Jo nalismo
que Ma ca, da Cen oma ca.
O papel da Rádio Renascença na Re olução dos C a os
No con ex o his ó ico, a Rádio Renascença colabo ou na in odução p og essi a de au onomia e
independência in o ma i as, sendo decisi a na ansição e olucioná ia ao en en a a en a i a de
nacionalização da comunicação social, ma cando a i agem polí ica umo à democ acia e libe dade de
exp essão.
A RR oi a es ação de adiodi usão escolhida pa a a emissão da senha que i ia a pô em ma cha as
unidades mili a es que pa icipa am no 25 de Ab il. De aco do com Ribei o (2000), o signi icado da
senha e a o almen e desconhecido pelos esponsá eis da emisso a ca ólica. O alinhamen o pa a a
emissão de 25 de Ab il incluía a lei u a da p imei a quad a de "G ândola, Vila Mo ena", a ansmissão
da canção na ín eg a, no amen e a lei u a da p imei a quad a, poema "Geog a ia", poema "Re olução
Sola " e a canção “Co o de P ima e a”.
O dia 25 de Ab il oi de uma ce a no malidade na RR, que con inuou as suas emissões habi uais. A
ní el de in o mação, os di e o es coloca am a hipó ese de igno a o que se passa a, dada a ince eza
dos acon ecimen os. Po ém, a opção omada oi a de acompanha os á ios momen os da e olução
nos seus no iciá ios, ainda que com a di usão da p og amação habi ual. Com epo agem do ex e io
o am acompanhadas as di e sas mo imen ações, nomeadamen e no La go do Ca mo e na sede da
PIDE-DGS (Ribei o, 2000).
Figu a 1 - G upo Renascença Mul imédia
15
Capí ulo 2
O es ágio: uma análise c í ica e undamen ada
Como é que cheguei à Renascença?
A Rádio Renascença oi a minha escolha uma ez que gos o bas an e de jo nalismo mul imédia e a RR
em bas an e abe u a e in e esse nesse ipo de abalhos. O ó gão de comunicação social acei ou o
meu pedido de es ágio e, a pa i daí, o am ês meses a aco da às cinco da manhã, com mui o
abalho, es o ço, ap endizagem e e olução à mis u a.
A 4 de se emb o, po ol a das 7h05, es a a a oca à campainha da pequena en ada da edação da
RR. A minha o ien ado a de es ágio, Daniela Espí i o San o, eio-me busca à po a e ez ques ão de
apidamen e me ap esen a a oda a gen e que es a a a abalha e aze uma isi a guiada pelo
espaço. Facilmen e iquei ambien ada.
Du an e esse dia o am-me o necidas as minhas c edenciais de acesso ao compu ado e ao e-mail
ins i ucional da ádio. Es a a en usiasmada, que ia aze coisas, mas ninguém me ap essou.
Con e sa am comigo, deixa am-me ica a e pa a me amilia iza com os p og amas e o i mo de
abalho e ap endi a abalha com o
BackO ice
pa a coloca a igos/ o os/ ídeos no
websi e
e de am-
me algumas noções do
so wa e
que u ilizam pa a o alinhamen o do no iciá io da ádio, co a sons e
esc e e as peças –
RCS News
.
An es de começa o es ágio es a a bas an e eceosa de chega a um ó gão de comunicação social e
não sabe aze o que e a p eciso. A sínd ome de impos o andou bem p eso à minha men e nas
semanas an e io es. Como qualque jo em que que se jo nalis a, que ia aze um bom abalho,
ap ende com os jo nalis as da casa e com os e os que, ine i a elmen e, i iam acon ece . Deu-se odo
um p ocesso de con inua a anda em en e, enquan o a men e e o medo ine en e me que iam deixa
pa ada no mesmo sí io.
“Daqui Ma ia Ca alho, da Rádio Renascença”
Gos o de dize que a RR se o nou como uma casa pa a mim. Todos os dias saía do u no com on ade
de aze mais, encon a no os emas de epo agens e a ualiza -me sob e o que se passa a no
mundo.
16
Comecei no dia 4 de se emb o e dois dias depois ui com a jo nalis a Ana Fe nandes ao Hospi al São
João de ido à g e e dos médicos. O obje i o passa a po encon a pessoas que i essem consul as ou
exames ma cados que ha iam sido adiados po causa da g e e e aze um di e o pa a a ádio.
Ainda na p imei a semana o e eci-me pa a edi a ídeos e aze con eúdo pa a as edes sociais. A
minha o ien ado a colocou-me em con ac o com a jo nalis a Bea iz Pe ei a, da edação de Lisboa, e, a
pa i daí, ocamos ideias quase odos os dias de coisas que eu pudesse aze . Em simul âneo
ambém es i e em con ac o com a coo denado a de mul imédia, Ca a ina San os, que me deu
eedbacks mui o impo an es no que oca à g a ação e edição de ídeo.
“Faz-me aí umas Lusas”, oi que ou i mais nos p imei os empos. An es do es ágio inha uma pequena
ideia do que e a “ aze (ou puxa ) uma Lusa”, mas só na Renascença é que comp eendi in ei amen e o
que signi ica a.
Ten ei ap ende a aze de udo um pouco e uma das a e as que se o nou minha enquan o es agiei oi
coloca o Explicado da manhã no websi e e aze a capa do mesmo depois de es e sai na ádio às
7h40.
Ao en a pa a a Rádio Renascença não inha ideia de abalha na pa e da ádio, mas nem uma
semana ha ia passado e já es a a a abalha em udo. Comecei po aze ele onemas que e am
necessá ios pa a cla i ica in o mações, aze pequenas en e is as e a anja comen á ios pa a o
no iciá io da ho a que se seguia e a co a os melho es segundos pa a passa em na ádio.
Ou a a e a que se o nou “minha” oi mon a ipés e câma as no es údio p incipal pa a en e is as,
podcas s ou ou os momen os adio ónicos que a RR p ecisa a de e g a ados a pa i do Po o.
Na p imei a ez, a Ma a Mixão, jo nalis a mul imédia da edação de Lisboa, eio explica -me como
aze e ce i ica -se de que udo ica a bem g a ado. Após isso, con ia am-me o abalho de mon agem
e g a ação sem mais ajuda. Ainda que sem supe isão, o Paulo Teixei a, assis en e de in o mação que
comanda udo o que em a e com a ádio, inha semp e ajuda -me e o e ece uma mão amiga (e
expe ien e) quando inha alguma dú ida ou p oblema.
A minha lis a de con ac os apidamen e oi aumen ando. De psicólogos a assesso es de imp ensa, de
cien is as a me eo ologis as, o meu cade no de ano ações o nou-se uma lis a ele ónica.
Ti e semp e abe u a pa a aze e abalha no que mais que ia. Num dia podia es a mais i ada pa a
as edes sociais e no ou o passa o u no odo num se iço ex e io .
17
O ganização in e na e modo de uncionamen o
É impo an e des aca alguns aspe os undamen ais que ca a e izam e iden i icam a o ganização
in e na e o modo de uncionamen o da es ação, sob e udo quan o ao abalho desen ol ido pela
equipa da edação (che e de edação, edi o es e jo nalis as).
Os es údios da RR-Po o es ão sediados em Vila No a de Gaia numas ins alações ei as de aiz em
2008. Há es údios de emissão, ilhas de g a ação, gabine es écnicos, come ciais e de di eção, um
ba / e ei ó io e uma capela.
A edação é um espaço amplo, onde abalham os jo nalis as (inclusi e a che e de edação, Ma ia João
Cunha, e o di e o de in o mação, Ped o Leal).
De momen o, a RR Po o é esponsá el pelos no iciá ios da ádio das 6h00 às 15h00. Na pa e da
a de, esse abalho passa pa a a edação de Lisboa. Os no iciá ios são dados de ho a em ho a.
Quan o aos con eúdos p og amá icos, a ádio con empla passa empos, música, in o mação despo i a,
no iciá ios e deba e sob e emas da a ualidade.
A es ação ansmi e ainda, inse ida na p og amação de ca iz eligioso, as o ações do
Angelus
(ou oque
das A é-Ma ias), dia iamen e ao meio-dia, que elemb am aos ca ólicos o momen o da Anunciação,
ei a pelo Anjo Gab iel a Ma ia. A eci ação do e ço é emi ida às 20h30 de segunda a domingo. Aos
Domingos, é ansmi ida, ambém, a celeb ação da Euca is ia, a pa i de uma ig eja po uguesa.
No online, dois dos qua o edi o es es ão na equipa do Po o (Daniela Espí i o San o e Raúl Paula
San os) a assegu a en e si que udo é publicado a empo e com qualidade.
Na secção do despo o, mais conhecida po Bola B anca, ês jo nalis as (Inês Sampaio, Edua do
Soa es da Sil a e Luís A es a) omam con a de udo que é elacionado com despo o, pa a além de
ajuda em com o online quando é necessá io.
Na ádio, o edi o -coo denado Sé gio Cos a comanda as opas: And é Rod igues, Ana Fe nandes,
Hugo Mon ei o, Ped o Mesqui a, Ví o Mesqui a e Hen ique Cunha ( ambém exis e a Te esa Almeida,
mas es a es e e de baixa médica du an e odo o meu es ágio). É de salien a que, mesmo que es es
jo nalis as abalhem mais pa a a ádio, não deixam de esc e e pa a o online quando necessá io. Na
RR, o jo nalis a de ádio az as p óp ias peças pa a o si e ambém semp e que pode.
18
Ta e as desen ol idas e seus en ol en es
Ao longo dos ês meses de es ágio, o am publicados ce ca de 250 a igos meus no si e da
Renascença, assinados como “Redação”. Des es 250, inclui-se “lusas”, epo agens ei as de aiz,
cobe u a no iciosa de e en os, peças de ádio ans o madas pa a o si e, en e ou as.
No meio des es abalhos, des aca am-se alguns, po exigi em mais esponsabilidade, pesquisa,
en e is as e deslocações. Fo am es es abalhos que me ize am en ende ealmen e o que é se
jo nalis a e como é que de emos agi pe an e as di iculdades.
50 anos da Leica em Po ugal
Foi-me p opos o i cob i o ani e sá io da emp esa Leica a Vila No a de Famalicão. Só es a a no
es ágio há uma semana, inha eceio de i sozinha e não consegui aze uma no ícia ou boas
o og a ias.
Acei ei o desa io. Ensina am-me a g a a som a a és do Ma an z, de am-me uma máquina o og á ica
e uma mochila com ou os equipamen os e dia 14 de se emb o desloquei-me pa a a Leica.
Quando cheguei pensei em começa a p ocu a colegas de ou os ó gãos de comunicação que me
pudessem auxilia caso me su gissem dú idas. Rapidamen e jun ei-me a uma dupla do Po o Canal
que me acompanhou a é ao im do e en o.
Es e abalho co eu udo menos bem: não le ei ipé e os ídeos que en ei g a a ica am emidos;
e a um e en o co po a i o e não ha ia g ande his ó ia pa a con a .
Du an e o dia i e a ideia de en a en e is a um abalhado da emp esa pa a e in o mação mais
pessoal, pa a explica se ale a pena abalha na Leica e po quê. Consegui ala com Ma ia Conceição
Oli ei a, uma abalhado a que soma a 44 anos de casa.
De ol a à edação, mos ei à coo denado a de mul imédia, Ca a ina San os, o que inha g a ado e as
o og a ias que inha i ado. A al a do ipé oi demasiado g ande pa a e um ídeo de qualidade. A
ideia inha ido po água abaixo.
A ideia ol ou a se possí el g aças à che e de edação, Ma ia João Cunha. Es i emos a deba e como
é que con o ná amos a si uação pa a usa o ma e ial que inha e acabou po sai o a igo “Meio século
da Leica em Famalicão. “Po ugal oi a cha e pa a o sucesso mundial””.
19
Di iculdade dos es udan es de Psicologia exe ce em na á ea
Quando p ocu a a ideias pa a abalhos, epa ei que o Dia Mundial da Saúde Men al se celeb a a
anualmen e a 10 de ou ub o. Como a saúde, e mais especi icamen e a saúde men al, oi um ema que
me pa eceu ele an e, decidi aze uma epo agem pa a sai no si e nesse dia.
Em con e sa com a minha o ien ado a de es ágio, cheguei ao ema: as di iculdades que os es udan es
de psicologia encon am quando chega ao momen o de p ocu a abalho.
Pa a es e abalho encon ei duas mulhe es o madas em Psicologia que i e am mui as di iculdades
em en a pa a o mundo do abalho, alei com o p esiden e da Associação Nacional dos Es udan es de
Psicologia (ANEP) e com um memb o da di eção da O dem dos Psicólogos Po ugueses (OPP). Em
complemen o, p ocu ei dados que mos assem a ealidade des e assun o em Po ugal.
Es e oi o p imei o abalho mais independen e que iz, desde a escolha das on es à decisão de como
esc e e e que ma e ial usa . Com odas as en e is as e dados que inha, acabei po consegui aze
dois a igos complemen a es.
O consumo de d oga no Po o
No início do es ágio, o jo nalis a And é Rod igues es a a a desen ol e uma epo agem sob e a
e olução do consumo de d oga no Po o. Em con e sa com o And é, pe gun ei se o podia acompanha
no e eno quando osse g a a planos de co e pa a o ídeo.
Dia 29 de se emb o saí da edação com o And é e com a Ca a ina San os, p imei o deslocamo-nos ao
bai o do Aleixo e depois ao da Pas elei a. Con e sa com as pessoas oxicodependen es e ou i as
suas his ó ias oi uma expe iência bas an e ma can e.
Consegui pe cebe que, como jo nalis a, é p eciso sabe dis ancia mos-mos enquan o con inuamos a
se empá icos. É p eciso se mais humano, olha pa a o ou o como uma pessoa que e e escolhas de
ida di e en es das nossas.
A o ma como o And é elabo ou a peça oi mui o in e essan e e impac an e. Con ou as his ó ias, jun ou
ac os e dados e conseguiu que o lado pessoal não se pe desse.
O ence amen o da Galp em Leça
Quando se soube do início do p ocesso de desman elamen o da e ina ia da Galp em Leça da
Palmei a, a che e de edação, Ma ia João Cunha, alou comigo pa a aze algum abalho ace ca do
20
assun o. Falou-se em en a isi a , g a a ídeo e ala com abalhado es, mas a Galp não pe mi iu a
en ada na e ina ia de nenhum ó gão de comunicação social po azões de segu ança.
Des a o ma, pensei em cob i a mani es ação dos abalhado es no dia do início do desman elamen o
e aze a igos a con a a his ó ia da e ina ia.
A a és de um dos assesso es de comunicação da Galp, consegui ala com uma pessoa da
Associação dos Re o mados da Galp Ene gia (ARGE) que, consequen emen e, me ez chega a Luís
A u – um e o mado que abalhou 42 anos na e ina ia e es a a dispos o a con a a sua his ó ia.
Ma quei a en e is a pa a o p imei o dia do echo da e ina ia e desloquei-me a é Leça da Palmei a
com a jo nalis a Ana Fe nandes que ia cob i a mani es ação dos abalhado es pa a a ádio.
Com es a en e is a, pude mos a a ealidade po de ás do ence amen o e o lado dos abalhado es
que pe de am o seu emp ego sem pode con es a . In ei ei-me de oda a his ó ia e ma cos impo an es
des e p ocesso pa a pode esc e e uma epo agem e dadei a, coesa e impa cial, nunca esquecendo
o lado humano da his ó ia.
A che e de edação icou bas an e con en e com o abalho inal, an o com o ex o como com a ídeo-
epo agem que g a ei e edi ei. Foi um abalho mui o in e essan e e ecompensado .
E se o Cel a de Vigo jogasse na Liga po uguesa?
Numa con e sa casual num momen o de pausa, o jo nalis a da Bola B anca, Edua do Soa es da Sil a,
alou-me de uma si uação ca ica a que se anda a a ala no u ebol espanhol – e se o Cel a de Vigo
mudasse pa a a liga po uguesa?
Tudo “começa com a indignação dos jogado es, as bancadas essusci am a ideia, as edes sociais
se em de mega one e o ema apidamen e chega à imp ensa local. O jo nal “NÒS Diá io” – o único
da egião ainda a imp imi em galego – az um inqué i o aos seus lei o es”.
“
Apoia ia que o Cel a jogasse na liga po uguesa?
”. 90% espondeu que sim.
Edua do con a-me que ai p opo i a Vigo aze uma epo agem sob e o assun o, en e is ando
adep os, jo nalis as de despo o e quem mais apa ecesse no caminho do ema. O que eu não espe a a
e a se con idada pa a o acompanha e a a da g a ação do ídeo das en e is as, de i a o og a ias
pa a o a igo e g a a á ios planos pela cidade. Lemb o-me bem da oca de pala as depois do
con i e: “Tens a ce eza, Edua do? Se que es e a ce eza de que ais e o ma e ial que p ecisas, le a
o Miguel Ribei o”, ao qual Edua do esponde “Cala- e, es ou a apos a em i”. E assim icou.
21
Ca eguei ba e ias, peguei nas len es necessá ias e p epa ei os ipés. A 23 de no emb o a ancamos
de Vila No a de Gaia às 7h30 da manhã umo a Vigo. Tínhamos apenas esse dia pa a g a a udo e,
po isso, as en e is as es a am bem calenda izadas pa a consegui mos aze udo o que
p ecisá amos.
In elizmen e o meu es ágio e minou pouco depois e não i e opo unidade de ajuda na pa e da
edição dos b u os. No en an o, quando o ídeo saiu, o meu nome es a a nos c édi os como a
esponsá el pelo ídeo. Admi o que iquei mui o eliz pelo Edua do e ido essa conside ação, mesmo
quando eu já nem e a es agiá ia da RR.
Ap endizagens e balanços
É ácil a i ma que ap endi mui o du an e o es ágio. Ganhei compe ências a ní el p o issional, mas
ambém a ní el pessoal e social. G aças aos quase cinco anos de es udos na á ea das Ciências da
comunicação na Uni e sidade do Minho e às a i idades ex acu icula es que ui azendo, sei que ui
p epa ada pa a da um bom con ibu o ao ó gão que me acolhesse.
No en an o, ape cebi-me que algumas coisas que ap endemos sob e jo nalismo nas aulas, não são
necessa iamen e iguais no mundo do abalho, e a iam, a é, de ó gão pa a ó gão. Po exemplo, o que
é conside ado ou não ele an e pa a a agenda é mui o mais subje i o do que ou o a pensa a. Cada
che e de edação, coo denado de in o mação ou edi o em a sua manei a de pensa e isso in luencia
dia iamen e os emas que os jo nalis as ão abalha ou não.
Focando-me um pouco na ádio, exis em algumas ap endizagens que le o comigo g aças à men o ia
do And é Rod igues. Acha a que ala na ádio e/ou ap esen a o no iciá io e a mais ácil do que o que
ealmen e é, subes imei a a e a e ui “pos a no meu luga ”. T einei odos os dias que conseguia,
g a a a um ou dois no iciá ios e, ainda que semp e a a e ado, o And é a anjou semp e empo pa a i
pa a uma cabine ou i o que eu g a ei, ala comigo e da -me suges ões. “Não es á mau. Consegues
melho , con inua”, ou i mui as ezes.
Com o And é e a sua ób ia paixão pela p o issão que az, ap endi a impo ância que a nossa oz pode
e . Uma ez que na ádio não exis e imagens, só conseguimos conquis a o ou in e com a nossa oz.
Pa a o conquis a mos, p ecisamos e con iança no que dizemos e na in o mação que es amos a da ; é
necessá io abalha a espi ação e en ende as pausas que de emos da ao le o ex o, sendo c ucial
adap a a no ícia à nossa o ma de le . Ninguém ai se igual nes a pa e. O so aque não é
p oblemá ico desde que a lei u a seja cla a, eloquen e e ansmi a con iança.
28
pa a a sua p óp ia comunicação como em e amen as de in o mação” (Douyè e, 2017). O au o
des aca o po al news. a, o si e o icial do Va icano, a Rádio Va icano ou o L’Osse a o e omano.
Num es udo ealizado po An ónio Ma ujo (2009), “(na"o) há# espaço nos media pa a o eligioso”, o
jo nalis a mos a que, em 2008, a Agência Lusa p oduzi a 166 140 peças jo nalís icas, das quais
apenas 1157 e am sob e ques ões eligiosas — o equi alen e a 0,71%. Especializado em assun os
eligiosos, o au o ale a que “a abo dagem jo nalís ica se ica mui as ezes pelo lado mais ins i ucional
(...) e a amen e pelo lado media icamen e mais inespe ado ou ap o undado” (2009, p. 16).
Ou os au o es, como Ma ia José Pou Amé igo (2008), ale am pa a as di iculdades de elacionamen o
en e o jo nalismo e a eligião. Os acon ecimen os eligiosos englobam ligações a um mundo de ideias
e noções abs a as, que con ocam a exis ência de um se di ino. Mui as das ezes, não se a a de
ma é ias ac uais ou palpá eis – aquilo com que os jo nalis as mais es ão habi uados a lida .
Foi ao colo da comunicação que as eligiões o na am esses aspe os mais abs a os em “acei á eis”
pa a os c en es (Douyè e, 2017).
Jo nalismo especializado
Ped o O i e e Concha Fagoaga, au o es conside ados pionei os dos es udos em jo nalismo
especializado em Espanha, a i ma am, em meados da década de 1970, que a especialização
jo nalís ica isa diagnos ica os p oblemas da sociedade a ual segundo ce a á ea de in e esse,
discu indo possí eis soluções e se indo pa a o ma nos lei o es uma consciência mais c í ica.
Segundo os au o es, a p esença do jo nalis a na sociedade: “susci a p oblemas de in e p e ação
sociológica, mo al ou ilosó ica, al como a p esença dos média susci a p oblemas de écnica, es ilo ou
es é ica.” (O i e e Fagoaga, 1974, p. 65).
A especialização pode ia se uma “coluna e eb al” pa a um no o jo nalismo que se isse melho os
in e esses da sociedade e, simul aneamen e, um espaço undado de uma no a concepção de
emp esa in o ma i a.” (O i e e Fagoaga, 1974)
Em 2003, Seijas Candelas segue um aciocínio p óximo ao de ini a especialização “como a es u u a
que analisa a ealidade, o necendo aos des ina á ios uma isão ão comple a quan o possí el do
mundo, adap ando a linguagem u ilizada ao ní el do público do meio e ap o undando os in e esses e
as necessidades desse público. Em suma, é um se iço à sociedade, baseado na e lexão con ínua dos
di e en es es ados da opinião pública”.
29
His o icamen e, a especialização es á associada, na sua maio ia, à e olução dos meios de
comunicação e a o mação de g upos sociais consumido es de média cada ez mais dis in os (Ta a es,
2009). Sob e es a ques ão, Be ganza Conde (2005, p.39) ac edi a que a especialização jo nalís ica
esul a, em g ande pa e, das exigências de um público cada ez mais di e si icado, que exige
con eúdos especí icos e de aco do com os seus in e esses pessoais, e que esses con eúdos sejam
a ados com p o undidade e igo . Em complemen a idade com a ideia de Conde, Quesada Pé ez
(1998, p. 26) diz que a a ual he e ogeneidade das a i idades sociais, a pa de uma c escen e
especialização cien í ica e p o issional, exige que os cidadãos disponham de in o mações comple as e
p ecisas sob e as suas á eas de in e esse – jo nalismo especializado.
Jo nalismo especializado em eligião
“A eligião mexe com coisas mui o p o undas da pessoa. Na u almen e, quando es ão em jogo essas
ques ões é mais di ícil, é mais delicado ala . T a ando-se das con icções ín imas de cada um, é
p eciso mais cuidado, mais sensibilidade, mais igo ” (Cab al, 2002, p. 106)
Cab al (2002) ca a e iza as eligiões como enómenos humanos e sociais e que, como al, são ac os
que podem e de em se obje o de no ícia. O au o conside a necessá io es a semp e a en o ao
“jo nalismo compe en e” e ao “jo nalismo pouco compe en e” e que o apa ecimen o de jo nalis as
especializados em assun os de eligião oi “uma das boas e oluções do jo nalismo po uguês”.
F ancisco Sa s ield Cab al não ê di e enças em elação aos ou os ipos de especialização, como em
educação, ensino, saúde ou economia. O jo nalis a diz que, “se o jo nalismo o compe en e em
Po ugal, o ca olicismo pode se ela i amen e bem a ado”.
Não alando apenas da eligião ca ólica, Cab al salien a o ac o de ou as eligiões se em igno adas e
injus içadas. Admi e ha e eligiões mino i á ias em Po ugal que êm “especiais azões de queixa da
igno ância dos jo nalis as e da maio pa e dos ó gãos de comunicação”.
Sob e a Rádio Renascença em pa icula , o au o diz que es a conseguiu, em pa icula na á ea da
in o mação, “um azoá el g au de êxi o”, e que ansmi e in o mação “bas an e independen e”.
Ci ando Cab al, “ an o se ou e o Pa ido Comunis a como pa idos de di ei a”.
A Renascença não esconde se uma ádio con essional e ca ólica – uma opção que Cab al ap ecia,
uma ez que “a pio coisa dos meios de comunicação é quando não são anspa en es na p op iedade
do seu capi al e nas suas opções de undo”.
30
An ónio Ma ujo (2002) ambém e le e sob e o ema e seleciona qua o pala as pa a desc e e a
p á ica jo nalís ica e as eligiões: empo, medo, igno ância e comunicação. Sob e o empo, Ma ujo
admi e que os jo nalis as não usam o empo da mesma o ma que os agen es eligiosos, conduzindo a
um “choque”: “o que po ezes pa a nós, jo nalis as, é u gen íssimo, pa a os agen es eligiosos é uma
coisa que pode i “a seu empo””.
Sob e o medo, há um eceio do que os jo nalis as possam aze com o sag ado. Sem ugi do igo do
que se que comunica , a linguagem jo nalís ica em de aduzi qualque ac o, ambém o eligioso, de
modo que as pessoas en endam.
Pa alelamen e ao “medo eligioso da dessac alização”, há# o medo dos p o issionais de comunicação
pe an e o desa io que o discu so eligioso con ém: o apelo a pensa pa a lá do imedia o, do quo idiano.
A en ação de o jo nalismo se ica po aquilo que acabou de acon ece pode se con a iada po
algumas p o ocações do discu so eligioso.
Como jo nalis a, An ónio Ma ujo con essa algum desencan o com a comunicação eligiosa. Pa a o
au o , “as eligiões con inuam a igno a algumas eg as básicas de uncionamen o da comunicação
social: a in o mação sob e o que se az não passa pa a os jo nais; con inua a igno a -se a impo ância
de e po a- ozes, de ha e se iços p o issionais bem-do ados; os documen os não são mui as ezes
en iados com emba go de modo a da possibilidade aos jo nalis as de os abalha com mais
p o undidade; descu a-se, en im, a impo ância de o na o ac o eligioso, uma no ícia”.
Ainda assim, a di a igno ância não exis e só num dos lados - ambém exis e do lado dos jo nalis as.
“Não se conhecem as di e en es ozes in e nas, mo imen os ou opiniões den o das comunidades
eligiosas. Não se sabe alo iza o que é, de ac o, no ícia”.
“Mais impo an e do que e páginas especiais ou p og amas especí icos de ca ác e eligioso, e a que
a comunidade e os agen es eligiosos assumissem o eligioso como um ac o, um acon ecimen o a pa
das ques ões da saúde, da polí ica, da economia, do despo o, da cul u a” (Ma ujo, 2002, p.114)
Agenda-se ing
e
ga ekeeping
A eo ia do
agenda-se ing
suge e que os meios de comunicação êm a capacidade de de e mina , aos
olhos do público, o que é conside ado impo an e ou não. Embo a haja deba es em o no dessa eo ia,
incluindo disco dâncias sob e se é uma ideia es abelecida ( eo ia) ou apenas uma c ença nos impac os
no jo nalismo (hipó ese) (Mendonça & Teme , 2015), a nossa a enção concen a-se nos e ei os p á icos
dessa eo ia nos es udos de jo nalismo.
31
McCombs (ci ado em Mendonça & Teme , 2015, p. 199) des aca que "a agenda dos meios de
comunicação se o na, em g ande pa e, a agenda do público". Em ou as pala as, as pessoas
endem a conside a como emas impo an es aquilo que os meios de comunicação no iciam. Como
a i mado po Ca los Edua do F ancisca o, "o p odu o jo nalís ico unciona (...) pa a o lei o , como um
indicado ela i amen e segu o dos ac os sociais mais ecen es, o e ecendo um sen ido de
imedia idade dos a os" (F ancisca o, 2000, p. 13).
Ao de ini a agenda pública e a ua como uma "p esen i icação de um u u o p óximo", a a i idade
jo nalís ica ep esen a a si uação em que os lei o es dependem dos con eúdos jo nalís icos como
‘guias’ de ques ões ou o mas de sua abo dagem pa a se en ol e em com as ques ões e p ocessos
sociais p op iamen e di os" (F ancisca o, 2000, p. 15).
Embo a a co elação en e a agenda dos meios de comunicação e a agenda do público seja
amplamen e acei e, e o deba e sob e o ema ainda es eja em cu so, a única ince eza es an e,
segundo Fo miga (2015, p. 200), é a de inição dos limi es do
agenda-se ing
.
Pa a além da eo ia do
agenda-se ing
, o p ocesso de cons ução de no ícias es á elacionado com a
eo ia do
ga e-keeping
. Es as duas eo ias não se excluem, pelo con á io, complemen am-se. A eo ia
do
ga e-keeping
su giu pela p imei a ez em 1947 (Co eia, 2011), es abelecendo um pa alelo en e o
concei o e o p ocesso no icioso.
Esse concei o en ol e a "sucessão de escolhas p ocessadas ao longo de á ias ases, desde a eceção
dos akes das agências, passando pelo p ocesso de decisão edi o ial" (Co eia, 2011, p. 81), onde os
c i é ios edi o iais de cada meio de comunicação êm impac o. Cada pa icipan e pelo qual a no ícia
passa unciona como um juiz, decidindo se a no ícia de e ou não se publicada - uma espécie de
segu ança com pode de e o sob e quem passa pelo po ão.
Condicionan es da p odução no iciosa
A eo ia o ganizacional de Wa en B eed, ci ada po T aquina (2001, p.71), “sublinha a impo ância
dos cons angimen os o ganizacionais sob e a a i idade p o issional do jo nalis a”, conside ando que o
p o issional “con o ma-se mais com as no mas edi o iais da polí ica edi o ial da o ganização do que
com quaisque c enças pessoais que ele ou ela i esse azido consigo.”
Po an o, as decisões do jo nalis a ão além do
ga ekeepe
e êm em con a múl iplos a o es ligados
com o ó gão de comunicação social onde abalham. O a o económico e a publicidade são dois
exemplos e e idos como condicionan es. “O jo nal é ambém um negócio. Todas as emp esas
32
jo nalís icas (...) en en am mais a de ou mais cedo a i ania do balanço económico inal, ou seja, a
compa ação en e os cus os e as ecei as.” (2001, p.78)
Edua do Medi sch ac escen a que “o o çamen o cos uma se um campo de ensão pe manen e en e
os alo es do p o issionalismo e a o ien ação das o ganizações em unção do luc o” (1999, p.78, 79).
33
Capí ulo 4
En e is as
A escolha da en e is a pa a a ecolha de in o mação de e-se ao ac o de que “as en e is as
p opo cionam um espaço pa a con e sas p olongadas que pe mi em ao in es igado conhece a o ma
como as pessoas pensam e aquilo em que ac edi am” (Kno e al., 2022, p. 1) e, po an o,
possibili am “a ob enção de in o mação que nunca se ia conseguida a a és de um ques ioná io”
(Cou inho, 2015, p. 141).
A escolha dos pa icipan es nas en e is as semies u u adas oi ei a a a és de uma amos agem não-
p obabilís ica, po casos ípicos. Segundo Cou inho (2015), nes e ipo de se iação “o in es igado
seleciona segmen os da população pa a o seu es udo segundo um c i é io p é-de inido” (p. 95). Escolhi
elemen os da Rádio Renascença que i essem pode de decisão elacionado com a agenda do ó gão.
Ao odo o am ealizadas duas en e is as, uma a Ped o Leal (di e o de in o mação) (Anexo 1) e a
Hen ique Cunha (jo nalis a e edi o da secção de eligião) (Anexo 2).
A opção po en e is as semies u u adas de eu-se ao ac o de, nes e ipo de en e is as, o en e is ado
e libe dade pa a deba e o ema (F ase & Gondim, 2004). Além disso, pe mi em combina pe gun as
abe as e echadas (Boni & Qua esma, 2005). Foi ealizado um guião pa a a en e is a (Anexo 3),
con udo, ealça-se que, como se a ou de uma en e is a semies u u ada, ou as pe gun as su gi am
no deco e da con e sa. As en e is as o am ealizadas a 17 e 30 de se emb o de 2024, na
pla a o ma mais con enien e pa a os en e is ados, endo a do Ped o Leal sido ei a po ideochamada,
na pla a o ma
Zoom
, e a do Hen ique Cunha no se iço
online
Clean eed
.
Os en e is ados o am in o mados e escla ecidos em elação à in es igação em causa, assim como
sob e as condições de u ilização da in o mação. Como al, oi p epa ado um Te mo de Consen imen o
In o mado (Anexo 4). As duas en e is as o am g a adas.
Quan o à análise das en e is as, uma ez que se a a da dimensão da me odologia com uma
na u eza mais quali a i a, op ei po ealiza uma análise de con eúdo. De aco do com Gue a (2014, p.
162), a análise de con eúdo p e ende, a a és de uma o ma desc i i a, “da con a do que oi na ado”
ao in es igado . Es a é uma análise com uma dimensão in e p e a i a po que “deco e das
in e p e ações do analis a ace a um obje o de es udo”.
34
Inicialmen e, ansc e i na o alidade as en e is as a pa i das g a ações de áudio. Após a ansc ição,
oi ealizada uma segunda escu a pa a co igi possí eis e os e con i ma que aquilo que oi ansc i o
co esponde aquilo que oi e balizado. Após a ansc ição e e uei uma lei u a das en e is as de modo
a aumen a a amilia idade com os dados.
Tan o o di e o de in o mação da Renascença, Ped o Leal, como o edi o da secção de eligião,
Hen ique Cunha, conco dam que há emas que pode ão exigi um maio cuidado pa a se em a ados,
mas que nunca lhes oi impos o não ala em ou abo da em de e minado assun o.
Como Ped o Leal e e iu, “o que é pedido aos jo nalis as em odo o mundo é que alem a e dade, que
digam e dadei amen e o que i am, es emunha am, in es iga am e pe cebe am. (...) há uma
sepa ação cla a na Renascença en e o que é opinião, que é de de e minada pessoa”.
Hen ique Cunha admi e se na u al que a Rádio Renascença dedique mais empo e espaço a cob i
e en os eligiosos. “Se é uma ádio ca ólica, de inspi ação c is ã, em de e , na u almen e, espaços
dedicados à in o mação daquilo que habi ualmen e az a in o mação de ca á e eligioso. É undamen al
que haja espaço dedicado pa a esse ipo de acon ecimen os”, explicou.
O di e o de in o mação ei e a a ideia de Hen ique Cunha, a i mando que “é e iden e que, se é uma
ádio da Ig eja, é quase que na u al que haja mais no ícias sob e a es u u a. Po exemplo, o pa ia ca
ala e pa a mui os ó gãos de in o mação pode não se impo an e. No malmen e, pa a a Renascença, é
impo an e, não po ele se o pa ão, mas po se o pa ia ca de Lisboa”.
“Acho que eu, enquan o ca ólico, olho pa a as no ícias de uma de e minada o ma, enho uma
de e minada isão da ealidade, mas isso não que dize que eu manipule ou que me sin a coagido a
aze de e minadas coisas ou não”, ei e a Hen ique Cunha quando ques ionado se sen e que a eligião
pode á, de alguma o ma, in luencia o abalho jo nalís ico.
35
Capí ulo 5
Conside ações inais
Os ês meses de es ágio Rádio Renascença o am essenciais pa a o meu desen ol imen o p o issional
e pessoal. Foi um pe íodo ma cado po di e sos desa ios e a en u as, como oi demons ado ao longo
des e ela ó io, mas, ainda assim, aço uma a aliação posi i a da minha expe iência, uma ez que
consegui obse a o dia a dia e a o ganização de uma ádio nacional. A o ma como a equipa me
ecebeu e me guiou de semana em semana oi undamen al pa a ganha mais con iança e aze
abalhos mais desa ian es.
Consequen emen e, no deco e do es ágio, sen i uma e olução eno me na o ma como conseguia
abo da e desen ol e o meu abalho e na o ma como olha a pa a a in o mação. Ti e a possibilidade
de c uza múl iplas á eas do conhecimen o que ap endi na uni e sidade, desde o jo nalismo
mul imédia à é ica e deon ologia no jo nalismo. Es e es ágio pe mi iu-me en ende a p o issional que
ambiciono se .
Es e abalho pe mi iu-me ap o unda a comp eensão do papel da Rádio Renascença como um meio
de comunicação social in luenciado pelos alo es e pela adição da Ig eja Ca ólica, bem como e le i
c i icamen e sob e a minha expe iência de es ágio nes a emisso a. A ime são no ambien e p o issional
da Renascença pe mi iu não só o desen ol imen o e consolidação de compe ências jo nalís icas, como
a obse ação di e a dos desa ios ine en es ao jo nalismo. As in e ações com p o issionais expe ien es
em ligação com as en e is as ealizadas pa a es e ela ó io e ela am-se c uciais pa a a comp eensão
do p ocesso de
agenda-se ing
e
ga ekeeping
na cobe u a de emas eligiosos, des acando a
complexidade de equilib a obje i idade jo nalís ica com a sensibilidade cul u al e eligiosa do público-
al o.
A Rádio Renascença, como meio de comunicação ca ólico, desempenha um papel de mediado en e a
Ig eja e a sociedade, o e ecendo uma pla a o ma que p omo e o diálogo en e os alo es c is ãos e as
ques ões con empo âneas da sociedade po uguesa.
A elação his ó ica en e a Ig eja Ca ólica e os média demons am como a ins i uição adap ou as suas
es a égias comunicacionais ao longo do empo, à medida que os meios de comunicação se o na am
mais di e si icados e complexos. A análise do jo nalismo especializado no con ex o eligioso mos ou a
36
ele ância c escen e de uma abo dagem mais ocada, que á além da cobe u a gene alis a,
o e ecendo uma lei u a c í ica e in o mada das ques ões eligiosas na sociedade.
Po im, es e abalho con ibuiu pa a o deba e académico sob e a p esença da eligião nos média e
a o mação de jo nalis as especializados, ealçando a impo ância de o ma p o issionais capazes de
comp eende as di e sas dinâmicas da p á ica jo nalís ica.
A e lexão aqui ap esen ada ab e po as pa a u u os es udos que pode ão con inua a explo a o
impac o dos média ca ólicos em Po ugal e a in luência da Ig eja Ca ólica na o mação da agenda
pública. O jo nalismo especializado, pa icula men e o eligioso, e ela-se uma á ea que me ece mais
a enção académica e p á ica, especialmen e num mundo cada ez mais plu al e mediado pela
comunicação digi al.
37
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Anexo 3 - Guião base de en e is a aos jo nalis as da Rádio Renascença
1. In luência da eligião na linha edi o ial e con eúdo jo nalís ico
• De que o ma a eligião in luencia a linha edi o ial da Rádio Renascença?
• Como é que a iden idade ca ólica da Rádio Renascença molda o a amen o de emas
eligiosos em compa ação com ou os ó gãos de comunicação?
• A eligião em um impac o di e o nas no ícias que escolhem publica ? Se sim, como?
• Sen e que há emas sensí eis ou limi es na cobe u a de ques ões eligiosas de ido à a iliação
da ádio à Ig eja Ca ólica?!!!
2. Dinâmicas de abalho e jo nalismo eligioso
• No seu dia a dia, como jo nalis a que cob e emas eligiosos, sen e que há uma p essão ou
expec a i a em man e uma de e minada pos u a sob e a eligião?!
• Como é que os jo nalis as da Rádio Renascença equilib am a cobe u a de emas eligiosos
com a necessidade de impa cialidade e obje i idade?!
• Já en en ou dilemas é icos na cobe u a de emas eligiosos? Como lidou com isso?
3. Impac o do inanciamen o e da independência edi o ial
• A Rádio Renascença ecebe inanciamen o de en idades eligiosas? Como isso a e a (ou não) a
independência edi o ial?!
• Como é que o inanciamen o in luencia a o ma como os emas eligiosos são abo dados na
ádio?!
• Acha que o inanciamen o em algum impac o na qualidade e obje i idade do jo nalismo na
Rádio Renascença?!!
4. Pe spe i a sob e a elação en e eligião e jo nalismo
• Acha que a ligação en e a eligião e o jo nalismo é bené ica ou pode c ia con li os de
in e esse?!
• Como ê o papel da eligião nos media em Po ugal, especialmen e no con ex o a ual de
plu alidade eligiosa?!
• Qual é a sua opinião sob e o u u o do jo nalismo eligioso, especialmen e em ó gãos de
comunicação com aízes eligiosas como a Rádio Renascença?
45
Anexo 4 – Te mo de Consen imen o In o mado
TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO
A in luência da eligião na linha edi o ial e con eúdo jo nalís ico: o caso da Rádio
Renascença
Mes ado em Ciências da Comunicação na Uni e sidade do Minho
A endendo à in o mação que lhe oi o necida sob e o es udo em causa, pedimos que esponda às
seguin es ques ões:
Comp eendi odas as in o mações que me o am o necidas pela pessoa que
abaixo assina sob e os obje i os do es udo
Sim
Não
Não aplicá el
Foi-me concedida opo unidade pa a coloca ques ões elacionadas com o es udo
Sim
Não
Não aplicá el
Ob i e espos a a odas as ques ões que coloquei sob e o p oje o
Sim
Não
Não aplicá el
Foi-me ga an ida a possibilidade de, em qualque al u a, ecusa pa icipa nes e
es udo sem qualque ipo de consequências
Sim
Não
Não aplicá el
Acei o pa icipa nes e es udo, pe mi indo a g a ação áudio da en e is a
solici ada, e a u ilização dos dados que o neço de o ma olun á ia, con iando em
que apenas se ão u ilizados pa a es a in es igação
Sim
Não
Não aplicá el
Nome e con ac o do in es igado :
Assina u a:
Nome e assina u a do pa icipan e:
Assina u a:
Da a:
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O INVESTIGADOR, OUTRA PARA A PESSOA QUE CONSENTE
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Anexo 5 – Es a u o Edi o ial da Rádio Renascença
1 – A RÁDIO RENASCENÇA, LDA – EMISSORA CATÓLICA PORTUGUESA, é um ope ado de
adiodi usão sono a p i ado e independen e de quaisque pode es polí icos, económicos ou sociais,
inspi ando a sua ac i idade no Humanismo C is ão.
2 – São ins p imo diais da sua ac i idade “a comunhão e o p og esso da con i ência humana”
(Ins ução Pas o al Communio e P og essio, 1), p omo endo um “mais p o undo conhecimen o e a
maio simpa ia en e os homens, bem como coope ando no abalho c iado ” (Communio e P og essio,
18).
3 – Assim, a Rádio Renascença es á ao se iço da comunidade em que se inse e,
p ocu ando:
- em obediência «à lei undamen al da since idade, da hones idade e da e dade” (Communio e
P og essio 17)
- no espei o do igo e do plu alismo in o ma i os e dos p incípios da é ica e da deon ologia p o issional
e da boa é dos ou in es. (A º 8º nº 4 da Lei nº 2/97 de 18 de Janei o)
- assumi em odos os seus canais de emissão - Renascença, RFM e Mega Fm - a de esa dos Di ei os do
Homem e dos alo es undamen ais da Pessoa Humana, em pa icula :
- o comba e con a a injus iça, a desigualdade e o acismo;
- o espei o pelas di e enças;
- uma a i ude ac i a de ole ância;
- a solida iedade com os mais acos e mais pob es;
- esponde às suas necessidades de In o mação, Fo mação, En e enimen o e In e enção.
4 – Tendo po objec i o o se iço da população po uguesa, a Rádio Renascença
desen ol e á a sua ac i idade, especialmen e, nas seguin es á eas:
- INFORMAÇÃO
- P ocu a o escla ecimen o comple o dos ac os da ac ualidade e do seu impac o na ida do odo
nacional, sem esquece os in e esses e necessidades das comunidades locais e egionais;
- P opo ciona o deba e en e as di e sas co en es de opinião;
- Ac ua de aco do com c i é ios jo nalís icos e deon ológicos que ga an am uma ac i idade in o ma i a
comple a, objec i a e hones a.
- FORMAÇÃO
- Di undi , a a és da sua p og amação, a mensagem c is ã de o ma cla a e ligada à ealidade do
quo idiano da comunidade, às ques ões, di iculdades e p oblemas conc e os que a ingem o homem em
oda a sua dimensão, nomeadamen e:
47
- a o ece o desen ol imen o de elações com base na igualdade e dignidade da pessoa humana;
- p omo e a Jus iça e a Paz;
- ep o a a exclusão esul an e de iniquidades;
- dize não à iolência, aos gue os e à ma ginalidade;
- omen a a impo ância da p ese ação do ambien e, da saúde ísica, men al e emocional;
- desen ol e o gos o pela música, p omo e as a es, a li e a u a e a cul u a popula ;
- aze comp eende a ha monia en e as ecnologias e o desen ol imen o humano;
- p omo e o e o ço da coesão nacional, alo izando os símbolos nacionais, enco ajando a coope ação
e a solida iedade en e as comunidades locais e egionais e es imulando a sen imen o de pe ença à
nação po uguesa;
- con ibui pa a a e lexão sob e o alo e o sen ido da ida, na pe spec i a c is ã.
- ENTRETENIMENTO
Tes emunha a Aleg ia de i e p óp ia do c is ão, p opo cionando a odos os seus ou in es uma
companhia amiga.
- INTERVENÇÃO
Faze in e enções c í icas semp e que a Jus iça, o Bem Comum ou o espei o da Pessoa Humana o
exijam.”