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Diversidade de género e eco-inovação

Author: Pinto, Beatriz Ferreira
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/258aa2b9-8ae8-4c9f-8b49-4a46df02809b/download
Bea iz Fe ei a Pin o
Di e sidade de Géne o e Eco-Ino ação
Di e sidade de Géne o e Eco-Ino ação
Bea iz F Pin o
ab il
de
2025
UMinho | 2025
Bea iz Fe ei a Pin o
Di e sidade de Géne o e Eco-ino ação
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Economia Indus ial e da Emp esa
T abalho e e uado sob o ien ação da
P o esso a Dou o a Isabel Co eia
ab il de 2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as
eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e
di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições
não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM
da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/

iii
AGRADECIMENTOS
A ealização des a disse ação ep esen a a conc e ização de um pe cu so cheio de
desa ios, ap endizagens e conquis as que não e ia sido possí el sem o apoio e incen i o de
mui as pessoas, as quais mani es o a minha g a idão.
Em p imei o luga , ag adeço à minha amília, pelo amo , comp eensão e enco ajamen o
cons an es, mesmo nos momen os mais di íceis. Sem o osso apoio a conclusão des a e apa
não se ia possí el.
Um ag adecimen o especial ao meu namo ado pela mo i ação cons an e, pelos ab aços
silenciosas e pela paciência e amo nos momen os de ansiedade ao longo des a caminhada.
Ag adeço à minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Isabel Ma ia Machado Co eia B ioso
Dias, que semp e se mos ou disponí el e a en a ao longo des a aje ó ia. O seu incen i o e
apoio o am undamen ais pa a o desen ol imen o des e p oje o.
Aos meus amigos, ag adeço pela pa ilha de conhecimen os, mo i ação e apoio
incondicional, ao longo de odo es e pe cu so.
Es ou ex emamen e g a a a odos os que, de alguma o ma, con ibuí am pa a a conclusão
des a disse ação.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e
con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou
alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua
elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do
Minho.
Resumo
A ques ão da di e sidade de géne o nos ó gãos de decisão das emp esas em susci ado o
in e esse da li e a u a. Em pa icula , á ios es udos êm discu ido e ecolhido e idência
empí ica sob e se a p esença de mulhe es nos conselhos de adminis ação das emp esas
in luencia posi i amen e o desempenho des as.
O conselho de adminis ação das emp esas é esponsá el pela adoção, ou não, de p á icas
de esponsabilidade social e ambien al. Di e en es eo ias supo am a pe spe i a de que os
conselhos de adminis ação com di e sidade de géne o ap esen am uma maio p obabilidade
de comp eende as p e e ências das pa es in e essadas e o ambien e em que a emp esa
ope a. Cada ez mais a ino ação ambien al é exigida às emp esas, não apenas pela
egulamen ação ambien al, mas ambém po que ep esen a um a o de compe i i idade das
mesmas.
Des a o ma, o obje i o cen al des a disse ação oi in es iga se a p esença de mulhe es
no conselho de adminis ação das emp esas e a di e sidade de géne o in luenciam (i) a
p obabilidade de es a implemen a ino ação ambien al, bem como (ii) a p obabilidade de
in oduzi ino ação com bene ícios ambien ais ob idos den o da emp esa e (iii) a
p obabilidade de in oduzi ino ações com bene ícios ambien ais no consumo ou uso dos bens
ou se iços pelo u ilizado inal.
Pa a es e es udo o am u ilizados dados secundá ios p o enien es do Inqué i o
Comuni á io à Ino ação (CIS22) e do Inqué i o às P á icas de Ges ão (INE). O pe íodo de
análise co esponde ao iénio 2020 – 2022.
Os esul ados ob idos demons am que não oi encon ada e idencia de que, que o e ei o
da p esença de mulhe es, que o e ei o da di e sidade de géne os na implemen ação de
p á icas de eco-ino ação sejam es a is icamen e signi ica i os. Es es esul ados o am
coe en es pa a os ipos de eco-ino ação conside ados, e pa a as di e en es especi icações
ado adas.
Pala as-cha e: Eco-ino ação, mulhe es, conselho de adminis ação, emp esas
i
Abs ac
The issue o gende di e si y in co po a e decision-making bodies has a ac ed inc easing
in e es in he li e a u e. Se e al s udies ha e discussed and ga he ed empi ical e idence on
whe he he p esence o women on company boa ds posi i ely in luences i m pe o mance.
Boa ds o di ec o s a e esponsible o he adop ion o social and en i onmen al
esponsibili y p ac ices. Di e en heo ies suppo he iew ha gende -di e se boa ds a e
mo e likely o unde s and s akeholde p e e ences and he en i onmen in which he
company ope a es. En i onmen al inno a ion is inc easingly demanded om companies, no
only due o en i onmen al egula ion, bu also because i ep esen s a ac o in hei
compe i i eness.
The e o e, he main aim o his disse a ion was o in es iga e whe he he p esence o
women on company boa ds and gende di e si y in luence (i) he likelihood o implemen ing
en i onmen al inno a ion, (ii) he likelihood o in oducing inno a ion wi h en i onmen al
bene i s wi hin he company, and (iii) he likelihood o in oducing inno a ions wi h
en i onmen al bene i s in he consump ion o use o goods o se ices by he end use .
Seconda y da a om he Communi y Inno a ion Su ey (CIS22) and he Su ey o
Managemen P ac ices (INE) we e used in his s udy. The pe iod o analysis co esponds o
he h ee-yea span om 2020 o 2022.
The esul s show no s a is ically signi ican e idence ha ei he he p esence o women o
gende di e si y a ec s he implemen a ion o eco-inno a ion p ac ices. These esul s we e
consis en ac oss he ypes o eco-inno a ion conside ed and he di e en model
speci ica ions adop ed.
Keywo ds: Eco-inno a ion, women, boa d o di ec o s, companies
13
1.2. Obje i os do abalho e Ques ões de in es igação
O obje i o cen al des a disse ação oi in es iga se a p esença de mulhe es no Conselho
de adminis ação das emp esas in luencia (i) a p obabilidade de es a implemen a ino ação
ambien al, bem como (ii) a p obabilidade de in oduzi ino ação com bene ícios ambien ais
ob idos den o da emp esa e (iii) a p obabilidade de in oduzi ino ações com bene ícios
ambien ais no consumo ou uso dos bens ou se iços pelo u ilizado inal.
A endendo a es e obje i o, o mula am-se as seguin es ques ões de in es igação:
1. A p esença de mulhe es no Conselho de Adminis ação in luencia a p obabilidade
de a emp esa implemen a ino ação ambien al?
2. A p esença de mulhe es no Conselho de Adminis ação in luencia a p obabilidade
de a emp esa implemen a ino ação ambien al, cujo bene ício ambien al oi ob ido
den o da emp esa?
3. A p esença de mulhe es no Conselho de Adminis ação in luencia a p obabilidade
de a emp esa implemen a ino ação ambien al, cujo bene ício ambien al oi ob ido
du an e o consumo ou uso dos bens ou se iços pelo u ilizado inal?
1.3. Es u u a da Disse ação
Es a disse ação encon a-se di idida em oi o secções. Após es a in odução, ap esen a-
se uma e isão de li e a u a que inclui as p incipais con ibuições eó icas e empí icas sob e a
elação en e a di e sidade de géne o e o desempenho ambien al das emp esas. A secção ês
desc e e a me odologia u ilizada pa a esponde às ques ões de in es igação. As secções
qua o e cinco são e e en es à ap esen ação dos esul ados e à discussão dos mesmos. Po
im, na secção seis encon a-se a conclusão ela i a ao abalho em ques ão e na se e as
e e ências u ilizadas pa a a ealização do mesmo.

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2. Re isão de li e a u a
2.1. Di e sidade de géne o e desempenho das emp esas: p incipais
con ibu os eó icos
O ema da di e sidade de géne o em susci ado o in e esse da li e a u a, mo i ando
di e sos es udos que elacionam es e ópico com di e en es indicado es de desempenho das
emp esas, como po exemplo o desempenho inancei o (Bennou i e al., 2018; G een &
Hom oy, 2018), o desempenho ambien al (Al-Najja & Salama, 2022; Lu & He emans, 2019;
Zhang, 2023) ou a sua capacidade de ino ação (Bauwe ae s e al., 2022; Chen e al., 2018;
Dohse e al., 2019; Ja aid e al., 2023).
A li e a u a que elaciona a di e sidade de géne o com o desempenho das emp esas apoia-
se em di e en es supo es eó icos. De en e os mais e e idos na li e a u a, encon amos a
eo ia de agência, a eo ia da dependência de ecu sos, a eo ia dos escalões supe io es e a
eo ia da iden idade social.
2.1.1. Teo ia da agência
A eo ia de agência oca os con li os de in e esse que su gem en e o agen e e o p incipal,
o iginados pela di e gência de obje i os de ambos (Jensen & Meckling, 1976).
Uma elação de agência su ge quando um (ou mais) indi íduo(s), denominado(s)
“p incipal”, con a a(m) uma ou a pessoa, designada “agen e”, pa a execu a um se iço que
implique a delegação de pode de decisão ao mesmo (Jensen & Meckling, 1976). No con ex o
das emp esas, o p incipal é ep esen ado pelos acionis as e o agen e, indi íduo no qual o
p incipal delega pode de decisão, co esponde ao(s) esponsá el pela ges ão da emp esa.
De aco do com es a eo ia, na elação en e o agen e e o p incipal, se ambas as pa es
maximiza em a sua u ilidade, é possí el que nem semp e o agen e aja de aco do com os
in e esses do p incipal. Exis i á semp e algum ní el de di e gência en e as decisões do agen e
e as que maximizam o bem-es a do p incipal, podendo ge a con li os de agência e os
co esponden es cus os de agência (Jensen & Meckling, 1976).
Na base des es con li os es ão p oblemas de assime ia de in o mação (Abad e al., 2017),
ou seja, o agen e possui mais in o mação do que o p incipal. Es es p oblemas podem oco e
em dois momen os: an es da con a ação do ges o , onde a in o mação assimé ica pode
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causa p oblemas de seleção ad e sa, e após a assina u a do con a o do ges o , onde a
in o mação assimé ica pode causa p oblemas de isco mo al.
A seleção ad e sa su ge po que os acionis as não conseguem p e e o ipo de p o issional
que é o ges o , no momen o de o con a a , is o é, se possui é ica p o issional e desempenha
bem o seu abalho. Rela i amen e ao p oblema de isco mo al, es e de e-se à possí el al a
de es o ço do ges o na execução das a e as delegadas ou à possibilidade de escolhe a opção
que maximiza os seus in e esses, enunciando à melho decisão que maximiza os in e esses
dos acionis as da emp esa (Zhou, 2023).
Pa a minimiza es es p oblemas su gem os cus os de agência. Po exemplo, os acionis as
podem limi a as di e gências a a és de incen i os adequados pa a assegu a que o ges o
p omo a as ações que ão ao encon o dos seus in e esses (Jensen & Meckling, 1976). A
ealização de audi o ias são ou a o ma de minimiza os p oblemas de agência, pois
pe mi em que os acionis as sejam in o mados das decisões omadas pelo ges o .
O conselho de adminis ação de uma emp esa é is o como essencial pa a supe a os
p oblemas de agência en e ges o es e acionis as (Adams & Fe ei a, 2009). Alguns es udos
êm a gumen ado que a di e sidade no conselho de adminis ação da emp esa pode
o nece -lhe expe iências, compe ências e habilidades di e sas, o que pode á a e a
posi i amen e a e icácia da sua unção de con olo e supe isão, a o ecendo a edução dos
con li os de agência (Abad e al., 2017).
Chen e al. (2018) a gumen am que as compe ências pa a moni o iza podem ajuda a
mi iga os p oblemas de agência. E e i amen e, alguma li e a u a apon a que as mulhe es
podem melho a a capacidade de ges ão do conselho de adminis ação, uma ez que
ap esen am ca ac e ís icas ais como a capacidade pa a ealiza as a i idades p opos as de
o ma ápida, e icaz e esponsá el. Ou seja, de uma o ma ge al, as mulhe es são is as como
mais diligen es do que os homens (Ki sch, 2018).
Empi icamen e, com base numa amos a de emp esas indianas, Ullah e al. (2020)
encon a am e idência de que a p esença de mulhe es no CA melho a a go e nação e diminui
os con li os de agência, esul ando no aumen o do alo da emp esa.
2.1.2. Teo ia da dependência de ecu sos
De aco do com a eo ia da dependência de ecu sos, as emp esas ope am num sis ema
abe o, onde necessi am de oca e adqui i ce os ecu sos pa a sob e i e em (Te jesen e
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al., 2009). Des a o ma, os memb os do conselho de adminis ação con ibuem pa a o
desempenho des a, o necendo-lhe uma combinação de capi al humano e social (Lu &
He emans, 2019). Des e pon o de is a, as emp esas com um conselho de adminis ação mais
di e si icado em e mos de géne o ap esen am um conjun o mais ala gado de pe spe i as e
de compe ências (A o a, 2022). Ou seja, os memb os do conselho de adminis ação do sexo
eminino podem ansmi i ecu sos humanos, capacidades e conhecimen os di e en es dos
seus colegas do sexo masculino, p opo cionando pe spe i as e abo dagens di e sas pa a a
emp esa (Lakhal e al., 2024). Assim, as mulhe es são is as como um ecu so humano c ucial
pa a melho a o desempenho inancei o ou o alo da emp esa, o que o na an ajosa a sua
p esença no conselho de adminis ação das o ganizações (Magoma & E nes , 2023).
Po ou o lado, exis em alguns a gumen os que con es am o impac o posi i o da p esença
de mulhe es nos conselhos de adminis ação das emp esas.
Khan e al. (2020) po exemplo, e e em que as mulhe es são mais a essas ao isco, pelo
que a p esença de mulhe es nos conselhos de adminis ação das emp esas pode condiciona
a ges ão da mesma a uma es a égia demasiado conse ado a. Es es au o es a gumen am,
ainda, que a p esença de mulhe es no conselho de adminis ação conduz a uma ges ão mais
igo osa, o que pode ep esen a uma diminuição no alo pa a os acionis as, pa a além de
pode en aquece a in e ação en e os memb os do conselho de adminis ação, diminuindo
a coesão do g upo.
Segundo Adhika i (2018), pode-se espe a que as o ganizações lide adas po ges o es mais
a essos ao isco ap esen em uma maio liquidez, po se a a em de pessoas que alo izam a
p ecaução e ado am polí icas emp esa iais menos a iscadas do que os homens. U ilizando o
géne o como p oxy pa a a a e são ao isco, es e es udo que as emp esas com um maio
núme o de mulhe es nas suas equipas execu i as de opo de êm mais liquidez como
p opo ção dos a i os o ais (Adhika i, 2018).
Alguns au o es a gumen am, ainda, que uma maio di e sidade de géne o nas emp esas
pode p o oca o declínio do seu desempenho, de ido a ques ões de es e eó ipos de géne o
ou okenismo (Lim e al., 2019). A eo ia do okenismo suge e que os indi íduos, memb os de
um subg upo, cuja ca ego ia social es á sub- ep esen ada, em con ex os especí icos,
en en a ão expe iências nega i as, como po exemplo o isolamen o social (King e al., 2010).
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2.1.3. Teo ia dos escalões supe io es
A eo ia dos escalões supe io es, p opos a po (Hamb ick & Mason, 1984), de ende que as
ações e decisões das o ganizações são o emen e de e minadas pelas pessoas que es ão nos
“escalões supe io es”, ou seja, nas posições mais ele adas de pode e au o idade. Es e se á o
mo i o pelo qual as o ganizações ap esen am de e minados compo amen os e a ingem
ní eis de desempenho especí icos (Hamb ick & Mason, 1984).
Es a eo ia salien a a in luência das ca ac e ís icas indi iduais na omada de decisões da
equipa e nos esul ados ao ní el da emp esa (Nielsen, 2010). Pa a es e au o , os a o es
compo amen ais, ais como a acionalidade limi ada, obje i os múl iplos e con li uan es,
podem in luencia as escolhas es a égicas ei as pelos memb os do conselho de
adminis ação, que po sua ez de e minam o desempenho da emp esa, uma ez que as
escolhas de ges ão nem semp e seguem mo i os acionais, mas são, em g ande medida,
in luenciadas pelas limi ações na u ais dos ges o es enquan o se es humanos.
E e i amen e, segundo Foss e al. (2022), as ca ac e ís icas dos ges o es de opo
in luenciam os alo es, isões e obje i os dos es an es memb os da equipa e dos uncioná ios
da emp esa, colabo ando pa a a exis ência de uma lide ança e icaz. Assim, um conselho de
adminis ação que ap esen e di e sidade de géne o p opo ciona um aumen o no
emp eendedo ismo da o ganização e p omo e o pensamen o ino ado , o que esul a na
exis ência de no as soluções e al e na i as pa a a emp esa (Foss e al., 2022).
2.1.4. Teo ia da iden idade social
A eo ia da iden idade social oi p opos a po Taj el & Tu ne (2019) e desc e e a o ma
como os indi íduos se enquad am em de e minados g upos, como po exemplo o géne o, a
aça, a classe e a ocupação (Te jesen e al., 2009). Pa a pe ence a es es g upos é essencial
que os indi íduos em causa se de inam e sejam de inidos pelos ou os como memb os do
g upo (Taj el & Tu ne , 2019).
O e mo iden idade social é u ilizado pelos au o es num sen ido limi ado, de inindo o
indi íduo como semelhan e ou di e en e, como “melho ” ou “pio ” do que os memb os de
ou os g upos (Taj el & Tu ne , 2019).
Reme endo es a análise a g upos baseados no géne o, Lyngsie & Foss (2017) ca ac e izam
os es ilos de lide ança emininos como mais ele ados em e mos de inclusão, comunicação,
a i udes coope a i as e pa ilha de conhecimen os do que os es ilos de lide ança masculinos,
18
o que apoia o econhecimen o e a conc e ização de opo unidades emp eendedo as.
Ao alcança a ep esen ação eminina na ges ão de opo, a equipa bene icia de di e sidade
social e de in o mação, acili ando o acesso à ino ação. Os au o es a gumen am que a
p esença eminina nos conselhos de adminis ação en iquece os compo amen os exibidos
pelos ges o es, mo i a as mulhe es em ca gos de ges ão in e io e melho a o desempenho e
a compe i i idade da o ganização (Dezsö & Ross, 2012).
Es es ac os acili am a ino ação, apoiando uma di e sidade de pe spe i as e cons uindo
con iança que p omo e a oca de conhecimen os, ideias e in o mações (Lyngsie & Foss,
2017).
Pa a Dezsö & Ross (2012) a p esença de mulhe es com in o mação cong uen e pode
es imula uma discussão mais ampla e ica de al e na i as e, assim, melho a a omada de
decisões den o da equipa de ges ão e, consequen emen e, incen i a a eco-ino ação. No
mesmo sen ido, Azzam (2022) e Lu & He emans (2019) a gumen am que a p esença de
mulhe es nos conselhos de adminis ação das emp esas p opo ciona expe iências
di e gen es, pe spe i as mais amplas e, ambém, a exis ência de compe ências e
conhecimen os di e sos, o que omen a as a i idades de ino ação, o que signi ica uma maio
p obabilidade de bom desempenho ela i amen e às p á icas de ino ação po pa e da
emp esa.
Po ou o lado, o con li o exis en e en e géne os pode causa ba ei as à comunicação,
eduzindo a p obabilidade da equipa chega a aco do sob e in es imen os de isco, como os
elacionados com a i idades de ino ação ambien al (Foss e al., 2022).
2.2. Di e sidade de géne o e Eco-ino ação
2.2.1. Eco-ino ação: concei o
A eco-ino ação, ambém denominada de ino ação e de, em indo a se um ema
bas an e abo dado nos abalhos académicos, po se a a de um indicado da con ibuição
da emp esa pa a as p eocupações ambien ais (Ga cía-Meca e al., 2023).
Kemp & Ol a (2011) conside am a eco-ino ação como uma ino ação cujo impac o
ambien al é in e io ao das al e na i as pe inen es.
O concei o de Ino ação baseia-se na implemen ação de um p odu o (bem ou se iço) no o
ou signi ica i amen e melho ado, um p ocesso, um no o mé odo de ma ke ing, um no o

19
mé odo o ganizacional nas p á icas de negócios, na o ganização do local de abalho ou nas
elações ex e nas. A ino ação pode se ca ego izada em ino ação de p odu o, de p ocesso,
de ma ke ing e o ganizacional (OCDE, 2005). A eco-ino ação consis e na c iação de no os
p odu os ou p ocessos, bem como na al e ação dos que já exis em, ou seja, in eg a a c iação
de mé odos ou p á icas que incluem bene ícios ambien ais e p omo em o desen ol imen o
sus en á el, p opo cionando um aumen o da epu ação e do alo da emp esa (Ga cía-Meca
e al., 2023).
Ande sen (2010) p opõe uma in e p e ação económica do concei o, associando a eco-
ino ação a ino ações que a aem “ endas e des” no me cado, pois pe mi em que a emp esa
cob e um p eço p emium pela sua epu ação ou p odu o e de e, ao mesmo empo, eduza
os cus os de p odução pela ia do uso mais e icien e dos ecu sos. Ou seja, de aco do com
es a pe spe i a, a eco-ino ação combina dois e ei os: pe mi e eduzi as ex e nalidades
ambien ais nega i as e, com base nisso, aumen a o alo da emp esa (Vasconcelos-Ga cia &
Ca ilho-Nunes, 2024).
A dis inção c ucial en e a eco-ino ação e a ino ação con encional é, po an o, o
desempenho ambien al, que inco po a uma edução dos ecu sos na u ais u ilizados, bem
como uma edução da libe ação das subs âncias noci as pa a o ambien e (Ho bach & Rei ,
2018). Ou a di e ença pode á esidi no obje i o. No malmen e, assume-se que as emp esas
u ilizam a ino ação com o p incipal obje i o de ob e luc o, mas no caso da eco-ino ação,
exis em ou os ipos de mo i ações como, po exemplo, esponde à p essão egula ó ia, à
p essão de o ganizações não go e namen ais (ONG) e/ou à p essão dos clien es (Rennings,
2000).
O desen ol imen o de no os p odu os ou p ocessos que eduzam os impac os ambien ais
é conside ado uma a e a complexa e que eque , equen emen e, in o mações e
compe ências adicionais que di e em da base de conhecimen os adicional da indús ia (Ben
A i e al., 2018). Pa a Ben A i e al. (2018), as ino ações ecnológicas ep esen am uma
on ei a ecnológica, na qual as o ganizações são inexpe ien es, o que esul a num aumen o
das ince ezas ecnológicas e de me cado, uma ez que não exis em no mas gene alizadas,
que em e mos de soluções ecnológicas especí icas, que de medidas polí icas pa a a alia o
desempenho ambien al
Rennings (2000) apon a o denominado p oblema de dupla ex e nalidade como ou a
di e ença en e os dois ipos de ino ação. Re e e que es e enómeno explica o ac o de a eco-
20
ino ação não só necessi a de apoios no seu desen ol imen o, como po exemplo,
inanciamen o de I&D, mas ambém so e de uma ex e nalidade adicional na ase de di usão,
uma ez que os bene ícios são pa ilhados com a sociedade em ge al. O p oblema de dupla
ex e nalidade esul a num in es imen o sub-ó imo, induzindo uma peculia idade da eco-
ino ação: a impo ância da egulação como um a o de e minan e do compo amen o do
eco-ino ado , da emp esa e de ou as ins i uições (Cle & Rennings, 1999). O ino ado c ia
ou ado a um no o p ocesso, p odu o ou medida o ganizacional que melho a a qualidade do
ambien e e, embo a a sociedade bene icie da ino ação, os cus os são supo ados apenas pelo
ino ado . Des a o ma, o p oblema de dupla ex e nalidade aduz-se no ac o de que, mesmo
que a ino ação possa se come cializada com sucesso, é di ícil pa a o ino ado ap op ia -se
dos luc os deco en es da ino ação, se o conhecimen o co esponden e o acilmen e
acessí el a odos e se os bene ícios ambien ais i e em um ca ác e de bem público (Beise &
Rennings, 2005).
Conside ando os e ei os, alguma li e a u a dis ingue a ino ação ambien al induzida pela
egulação e a ino ação ambien al olun á ia (Rexhäuse & Ramme , 2014). Os au o es
conclui am que as ino ações que não melho am a e iciência dos ecu sos das emp esas não
p opo cionam e o nos posi i os em e mos de en abilidade. No en an o, as ino ações que
aumen am a e iciência dos ecu sos de uma emp esa, em e mos de consumo de ma e iais ou
de ene gia po unidade de p odução, êm um impac o posi i o na en abilidade. Es e
esul ado posi i o aplica-se an o às ino ações induzidas pela egulação como às ino ações
olun á ias, embo a o e ei o seja maio pa a a ino ação impulsionada pela egulação
(Rexhäuse & Ramme , 2014).
Po ou o lado, Ma in (2014) a i ma que a ino ação ambien al di e e sis ema icamen e de
ou os ipos de ino ação, ela i amen e ao seu e ei o na p odu i idade da emp esa. A
ino ação ambien al ga an e um e o no subs ancialmen e in e io ao da ino ação não
ambien al, o que pode ge a uma exclusão da ino ação ambien al, em de imen o de ou os
ipos de ino ação, po pa e da emp esa (Ma in, 2014).
A abela 1 esume as p incipais di e enças en e a Eco-ino ação e os ou os ipos de
ino ação.
21
Tabela 1 - P incipais di e enças en e Eco-ino ação e ou os ipos de ino ação
Eco-ino ação
Ou os ipos de ino ação
P omo e o desen ol imen o sus en á el,
p opo cionando o aumen o do alo da
emp esa.
P omo e a in odução de um bem, se iço ou
p ocesso no o ou signi ica i amen e
melho ado.
O obje i o ao in oduzi a Eco-ino ação na
emp esa é esponde à p essão egula ó ia,
das o ganizações não go e namen ais e/ou
clien es.
O obje i o da emp esa ao ino a é a ob enção
de luc o e ge a alo pa a a sociedade.
Ap esen a um p oblema de dupla
ex e nalidade.
O ino ado ap op ia-se acilmen e dos luc os
deco en es da ino ação.
Ga an e um e o no in e io pa a a emp esa.
Ga an e um e o no supe io pa a a emp esa.
Fon e: Elabo ação p óp ia com base em: Ga cía-Meca e al. (2023); Ma in (2014); OCDE (2005);
Rennings (2000).
2.2.2.1. Eco-ino ação: de e minan es
A eco-ino ação é de e minada po ês a o es: o e a, p ocu a e egulação (Me lin-
B ognia & Nadel, 2021) ou, na e minologia de Rennings (2000): echnology push (e iciência
ene gé ica, e iciência de ma e iais e qualidade do p odu o), ma ke pull (quo a de me cado,
conco ência, no os me cados, p ocu a dos consumido es, imagem e cus os de abalho),
egula o y push/pull e ec ( egulamen ação exis en e, s anda ds sob e segu ança
ocupacional e saúde e egulamen ação u u a).
Empi icamen e, o es udo de Belin e al. (2011) con i ma o papel cen al da egulação e da
poupança de cus os como incen i os à eco-ino ação. Os au o es e e em que a egulação
ambien al o ça as o ganizações a ealiza ino ação ambien al, o que, de ce a o ma, de e ia
acon ece espon aneamen e.
Segundo Del Río González (2009), é necessá io e em con a as a iá eis ele an es que
in luenciam a mudança ecnológica ambien al, ou seja, os a o es in e nos e ex e nos à
emp esa, bem como, as ca ac e ís icas das ecnologias ambien ais. Rela i amen e aos a o es
in e nos à emp esa, os au o es e e em as ca ac e ís icas in e nas das o ganizações que
acili am o en ol imen o na mudança ecnológica ambien al, como po exemplo, os seus
ecu sos humanos e inancei os. Os a o es ex e nos à emp esa são esul ado das omadas de
decisão e da in e ação com ou os a o es sociais, ins i ucionais e do me cado. As decisões
ambien ais são conside adas uma espos a das o ganizações aos es ímulos e incen i os
esul an es de p essões de me cado ou de pa ce ias, po exemplo.
A implemen ação da ino ação ambien al eque in es imen os iniciais signi ica i os na
22
mudança ecnológica, pa a além disso, pode exigi o mação adicional pa a os abalhado es
da emp esa ou a con a ação de no os uncioná ios e a compa ibilidade com o sis ema de
p odução já exis en e (Del Río González, 2009).
Pa a Del Río González (2009), a egulação ambien al cons i ui a maio p essão pa a as
o ganizações ado a em ou desen ol e em ecnologias ambien ais, mas exis em ou as on es
de p essão, como po exemplo, clien es, o necedo es, in es ido es, companhias de segu os,
e c. As ca ac e ís icas das ecnologias ambien ais podem in luencia a sua adoção e o seu
desen ol imen o.
2.2.3. P esença de mulhe es no CA e eco-ino ação
Nes a secção ap esen am-se os a gumen os a ançados na li e a u a ace ca das azões
pelas quais a ep esen ação eminina nos o gãos de go e nação pode a e a as a i idades de
eco-ino ação das emp esas.
De aco do com a li e a u a, a p esença de mulhe es nos conselhos de adminis ação das
emp esas melho a a capacidade ino ado a das mesmas, incen i ando o conselho de
adminis ação a assumi iscos, in es indo em p oje os de ino ação a longo p azo que
espei am o ambien e (Lakhal e al., 2024). Des e modo, a exis ência de di e en es ipos de
conhecimen os indi iduais é undamen al pa a a ino ação (Øs e gaa d e al., 2011).
Pa a Ma e al. (2022), com di e sidade de géne o no conselho de adminis ação, é possí el
aumen a a plu alidade de in e p e ações da in o mação, comp eende de o ma mais cla a a
he e ogeneidade do me cado, o que possibili a uma iden i icação mais p ecisa das
necessidades dos consumido es e das opo unidades de desen ol imen o, c iando
opo unidades pa a a emp esa sa is aze essas necessidades.
Ga cía-Sánchez e al. (2021) a gumen am que as es a égias a i as de eco-ino ação
en ol em equen emen e g andes in es imen os e cus os a ul ados no cu o p azo, sendo
que os bene ícios apenas apa ecem no longo p azo. Como as mulhe es es ão mui as ezes
menos p eocupadas com os objec i os económicos de cu o p azo, eem no in es imen o em
eco-ino ação uma o ma de ganha an agens es a égicas que são únicas pa a a emp esa.
Es e a gumen o assen a na ideia de endida po (Boulou a, 2013) de que as mulhe es, de
aco do com o es e eó ipo eminino, êm pad ões mo ais mais o es e são socialmen e mais
sensí eis, emocionais e empá icas do que os homens. Essas ca ac e ís icas o nam as
mulhe es mais p opensas a e em con a os in e esses dos di e en es s akeholde s, ao
29
3. Me odologia
Es e es udo em como obje i o esponde às seguin es ques ões de in es igação:
1. A p esença de mulhe es no Conselho de Adminis ação in luencia a
p obabilidade de a emp esa implemen a ino ação ambien al?
2. A p esença de mulhe es no Conselho de Adminis ação in luencia a
p obabilidade de a emp esa implemen a ino ação ambien al, cujo
bene ício ambien al oi ob ido den o da emp esa?
3. A p esença de mulhe es no Conselho de Adminis ação in luencia a
p obabilidade de a emp esa implemen a ino ação ambien al, cujo
bene ício ambien al oi ob ido du an e o consumo ou uso dos bens ou
se iços pelo u ilizado inal?
3.1. Fon es de dados
Pa a es e es udo o am u ilizados dados secundá ios p o enien es do Inqué i o
Comuni á io à Ino ação (CIS22) e do Inqué i o às P á icas de Ges ão (INE). O pe íodo de
análise co esponde ao iénio 2020 – 2022 (úl imos dados disponí eis do CIS).
O Inqué i o Comuni á io à Ino ação con ém 32 ques ões dis ibuídas po ês blocos. O
p imei o conjun o de ques ões abo da as es a égias e o ambien e emp esa ial. No segundo
bloco, as ques ões incidem sob e a ino ação das emp esas. No úl imo bloco, ecolhe
in o mações ela i as às emp esas. O CIS é uma das bases de dados mais u ilizados em es udos
de ino ação e em sido amplamen e usada no es udo da ino ação ambien al (Belin e al.,
2011; Me lin-B ognia & Nadel, 2021; Vasileiou e al., 2022).
O Inqué i o às P á icas de Ges ão (INE) encon a-se di idido em ês blocos e 49 ques ões.
O p imei o bloco é e e en e à ca ac e ização da emp esa e encon a-se subdi idido em ês
pa es: o ganização e omada de decisão, pessoas ao se iço e ges ão e lide ança. O segundo
conjun o de ques ões e e e-se às p á icas de ges ão da emp esa, agmen ado em ês
pa es: es a égia, moni o ização e in o mação, ecu sos humanos e sis emas de ges ão e
esponsabilidade social. Po im, o úl imo conjun o de ques ões é ela i a à in o mação do
memb o da ges ão de opo esponsá el pela in o mação.
Pa a esponde às ques ões de in es igação o am ex aídas in o mações ela i amen e à

30
ino ação ambien al ealizada po cada emp esa do Inqué i o Comuni á io à Ino ação, e do
Inqué i o às P á icas de ges ão o am u ilizadas in o mações sob e os memb os do conselho
de adminis ação das emp esas, bem como a p esença eminina no mesmo.
3.2. População al o do es udo
A população-al o des e es udo co esponde ao conjun o de sociedades não inancei as
a i as, localizadas em e i ó io po uguês, classi icadas nas secções B (Indús ias ex a i as),
C (Indús ias T ans o mado as), D (Ele icidade, gás, apo , água quen e e ia e a io), E
(Cap ação, a amen o e dis ibuição de água; saneamen o ges ão de esíduos e despoluição),
F (Cons ução), G (Comé cio po g osso e a e alho; epa ação de eículos au omó eis e
mo ociclos), H (T anspo es e a mazenagem), I (Alojamen o, es au ação e simila es), J
(A i idades de in o mação e comunicação), L (A i idades imobiliá ias), M (A i idades de
consul o ia, cien í icas, écnicas e simila es), N (A i idades adminis a i as e dos se iços de
apoio), da Classi icação Po uguesa das A i idades Económicas, Re isão 3 (CAE-Re .3).
3.3. Desc ição da base de dados
A amos a o al é compos a po 1513 emp esas, maio i a iamen e madu as sendo que 924
(61%) ap esen am idade igual ou supe io a 20 anos, 417 (28%) com idades en e os 6 e os 19
anos e 172 (11%) com idades en e 1 e 5 anos. As emp esas com p esença eminina na ges ão
de opo (855 emp esas) ap esen am uma maio pe cen agem de emp esas madu as (66%) e
uma diminuição na pe cen agem de emp esas adul as (24%) e jo ens (10%), ela i amen e à
amos a o al.
Figu a 1 - Idade das emp esas da amos a
To al
Emp esas sem mulhe es na ges ão
de opo
Emp esas com mulhe es na ges ão de
opo
Fon e: Elabo ação p óp ia
11%
28%
61%
14
%32
%
54
%
10%
24%
66%
31
Em e mos de dimensão, obse a-se, na amos a o al, uma p edominância de pequenas e
médias emp esas (58%). Apenas 178 emp esas ap esen am um olume de negócios in e io a
2 milhões de eu os (mic oemp esas). Nas emp esas com mulhe es na ges ão de opo,
ela i amen e à amos a o al, é obse á el uma meno pe cen agem de mic oemp esas (7%),
bem como, de pequenas e médias emp esas (54%) e uma pe cen agem mais ele ada de
g andes emp esas (39%).
Figu a 2 - Dimensão das emp esas da amos a
To al
Emp esas sem mulhe es na ges ão
de opo
Emp esas com mulhe es na
ges ão de opo
Fon e: Elabo ação p óp ia
No que diz espei o à dis ibuição se o ial, na amos a o al (Figu a 3), 38% das emp esas
da amos a êm a i idade p incipal na Indús ia T ans o mado a, enquan o 16% ope am nos
se o es de T anspo es e a mazenagem; a i idades de in o mação e comunicação. Os se o es
com meno ep esen a i idade são a Indús ia Ex a i a, com 3% e o Alojamen o e
Res au ação com apenas a 2% da amos a. Nas emp esas com p esença eminina no conselho
de adminis ação, os se o es de maio ep esen a i idade são a Indús ia T ans o mado a
(37%) e o Comé cio e Repa ação de eículos (16%). Rela i amen e aos se o es com meno
a i idade man êm-se os se o es Indús ia Ex a i a (2%) e Alojamen o e Res au ação (3%).
12%
58%
30%
18%
62%
20%
7%
54%
39%
32
Figu a 3 - Dis ibuição se o ial das emp esas da amos a
To al
Emp esas sem mulhe es na
ges ão de opo
Emp esas com mulhe es na
ges ão de opo
Fon e: Elabo ação p óp ia
3.4. Especi icação do modelo economé ico
3.4.1 As medidas de eco-ino ação
Nes a disse ação, o desempenho ambien al oi ap oximado pela eco-ino ação da
emp esa. Tal como em Vasileiou e al. (2022), es a a iá el oi cons uída com base na soma
das espos as a i ma i as das emp esas às seguin es ques ões:
I. In oduziu ino ações com bene ícios ambien ais ob idos da p odução de bens ou
se iços den o da emp esa?
• Redução do uso de ma e ial ou uso de água po unidade p oduzida;
• Redução do uso de ene gia ou da pegada de co2 (i.e. a edução de emissão de co2);
• Redução da poluição do a , água, solo ou sono a;
• Subs i uição de pa e dos ma e iais po ou os menos poluen es/pe igosos
3%
38%
9%
4%
15%
2%
16%
13%
5%
38%
10%
4%
13%
2%
17%
11%
2%
37%
8%
4%
16%
3%
15%
15%
33
• Subs i uição de pa e da ene gia óssil po on es de ene gia eno á el;
• Reciclagem de lixo, água ou ma e iais pa a consumo p óp io ou enda;
• P o eção da biodi e sidade.
II. In oduziu ino ações com bene ícios ambien ais ob idos du an e o consumo ou uso
dos bens ou se iços pelo u ilizado inal?
• Redução do uso de ene gia ou da pegada de co2 (i.e. a edução de emissão de co2);
• Redução da poluição do a , água, solo ou sono a;
• Reciclagem acili ada do p odu o após a sua u ilização;
• P olongamen o da ida ú il e da du abilidade dos p odu os;
• P o eção da biodi e sidade.
Após a soma das espos as a i ma i as a es as ques ões e conside adas como endo um
impac o signi ica i o, a a iá el Eco-ino ação (ECOINOV) oi de inida como uma a iá el
biná ia que assume o alo 1 no caso em que a emp esa epo a a in odução de uma p á ica
de ino ação ambien al signi ica i a e 0 no caso de não oco e em p á icas ambien ais ou
o em conside adas insigni ica i as.
Fo am, ainda, cons uídas duas a iá eis pa a especi ica se das ino ações in oduzidas
esul a am bene ícios ambien ais ob idos da p odução de bens ou se iços den o da emp esa
(EI_EMP) ou se os bene ícios ambien ais o am ob idos du an e o consumo ou uso dos bens
ou se iços pelo u ilizado inal (EI_CONS). A a iá el EI_EMP assume alo 1 se a emp esa
epo a a in odução de pelo menos 1 ino ação com bene ícios ambien ais signi ica i os
ob idos den o da emp esa (e 0 caso con á io). A a iá el EI_CONS assume alo 1 se a
emp esa epo a a in odução de pelo menos 1 ino ação com bene ícios ambien ais
signi ica i os ob idos du an e o consumo ou uso dos bens ou se iços pelo u ilizado inal (e 0
caso con á io).
3.4.2. Va iá eis explica i as
A p incipal a iá el de in e esse é a di e sidade de géne o. Seguindo a li e a u a, a
di e sidade de géne o oi medida a a és das seguin es a iá eis:
34
• FEM - a p opo ção de mulhe es di e o as p esen es no Conselho de Adminis ação das
emp esas, ou seja, a a és do ácio en e o o al de mulhe es di e o as e o o al de
di e o es.
o mulhe es 1 - a iá el biná ia que assume o alo 1 caso a emp esa enha pelo
menos uma mulhe no conselho de adminis ação;
o mulhe es 2 - a iá el biná ia que assume o alo 1 caso o conselho de
adminis ação da emp esa seja cons i uído maio i a iamen e po mulhe es;
o DIVGEN - Va iá el biná ia que assume o alo 1 caso a emp esa enha homens
e mulhe es no seu conselho de adminis ação.
Rela i amen e às a iá eis de con olo, o am conside adas:
• A dimensão da emp esa
Segundo a li e a u a, em um e ei o di e o na ino ação, uma ez que a al a de ecu sos
pode limi a o in es imen o em ino ação ambien al das emp esas (He & Jiang, 2019) . Espe a-
se, po an o, que as emp esas de maio dimensão enham mais meios e incen i os pa a aze
in es imen os ecológicos (Van Leeuwen & Mohnen, 2017). Nes e es udo, a dimensão oi
medida pelo olume de negócios de cada emp esa.
• Idade da emp esa
A idade é e e ida na li e a u a como uma das ca ac e ís icas das emp esas que in luencia
as suas p á icas de Eco-Ino ação (Hiz & Bolí a -Ramos, 2022).
Alguns es udos e elam que as emp esas mais jo ens êm maio p obabilidade de
in oduzi no os p odu os e p ocessos em compa ação com as emp esas mais madu as, po
es as se a a em de emp esas mais conse ado as e menos p opensas a ino a (Ba asa e al.,
2017; Ley a-de la Hiz & Bolí a -Ramos, 2022).Espe a-se, po an o, que as emp esas mais
jo ens in oduzam, mais acilmen e, p á icas de Eco-ino ação.
• Indús ia
A indús ia em que a emp esa ope a pode in luencia as p á icas de Eco-Ino ação, uma ez
que o impac o ambien al é maio nas indús ias ex a i as e ans o mado as, em
compa ação, po exemplo, com os se o es do comé cio e alhis a e de se iços (Lu &
He emans, 2019). Pa a além disso, as opo unidades ecnológicas e a consciencialização dos

35
consumido es ela i amen e ao meio ambien e ambém a iam de aco do com os di e en es
ipos de indús ias (Ma ínez-Ros & Kunapa a awong, 2019).
• G upo emp esa ial
Uma o ganização, ao pe ence a um g upo emp esa ial, pode ap esen a uma maio
p obabilidade de implemen a p á icas de eco-ino ação. A capacidade dos g upos
emp esa iais pa ilha em conhecimen os ecnológicos e ecu sos inancei os pe mi e-lhes um
melho desempenho a ní el da ino ação ambien al, compa a i amen e com emp esas que
não açam pa e de um g upo (Hsieh e al., 2010).
• Idade média das pessoas ao se iço com unções de ges ão
A li e a u a e ela que os memb os do conselho de adminis ação mais jo ens ampli icam
o e ei o posi i o da eco-ino ação, de endendo que a idade e le e a mo i ação in ínseca do
conselho de adminis ação em elação à eco-ino ação (Colle ecchio e al., 2024). Des a o m,
é espec á el que a idade média dos memb os do conselho de adminis ação das emp esas
enha in luência na Eco-ino ação.
• G au académico
O g au académico dos memb os do conselho de adminis ação das o ganizações é um dos
a o es decisi os na p á ica de eco-ino ação.
As emp esas de em escolhe adminis ado es com sólida o mação e com bas an e
expe iência pa a implemen a eco-ino ação e alcança me as ambien ais de o ma igo osa
(Ja eed e al., 2023). É espe ado que o ganizações cujos memb os do conselho de
adminis ação ap esen em o mação académica supe io ado em mais acilmen e p á icas
ambien ais.
Na abela seguin e ( abela 4) ap esen am-se, de o ma sumá ia, as a iá eis u ilizadas nos
modelos a es ima .
As a iá eis e e en es à ino ação ambien al (ECO_INOV, EI_EMP E EI_CONS) o am
ex aídas do Inqué i o Comuni á io à Ino ação, bem como as a iá eis sob e a dimensão das
36
emp esas (DIM) e de pe ença a um g upo emp esa ial (GRUPO). As a iá eis ela i as aos
memb os do conselho de adminis ação das emp esas (FEM, mulhe es1, mulhe es2, DIVGEN,
HKUM e IDADEGEST), assim como, a idade das emp esas (IDADE) e os se o es de a i idade
económica (CAE) o ma ex aídos do Inqué i o às P á icas de ges ão.
Tabela 4 - Desc ição das a iá eis
Fon e: Elabo ação p óp ia
Va iá el
Desc ição
Va iá el dependen e
ECO_INOV
Va iá el biná ia que assume o alo 1 caso enha sido in oduzida pelo menos uma
ino ação ambien al signi ica i a.
EI_EMP
Va iá el biná ia, que assume o alo 1 caso enha oco ido a in odução de pelo menos
uma p á ica de ino ação signi ica i a, com bene ícios ambien ais ob idos da p odução
de bens ou se iços den o da emp esa.
EI_CONS
Va iá el biná ia, que assume o alo 1 caso enha sido in oduzida pelo menos uma
p á ica de ino ação signi ica i a, com bene ícios ambien ais no consumo ou uso dos
bens ou se iços pelo u ilizado inal.
Va iá eis independen es
FEM
Va iá el o dinal, que a ia en e 1 e 4 (1- 0%; 2- 0%-50%; 3- 50%-100%; 4- 100%) de
aco do com a p opo ção de mulhe es di e o as p esen es no Conselho de
Adminis ação das emp esas
Mulhe es1
Va iá el biná ia que assume o alo 1 se a emp esa i e pelo menos uma mulhe no
conselho de adminis ação.
Mulhe es2
Va iá el biná ia que assume o alo 1 se as mulhe es es i e em em maio ia no conselho
de adminis ação da emp esa.
DIVGEN
Va iá el biná ia que assume o alo 1 se o conselho de adminis ação da emp esa o
compos o po homens e mulhe es.
DIM
Va iá el o dinal de 3 dimensões, assumindo alo es de 1 a 3 (1- Mic o emp esa; 2-
Pequena e média emp esa; 3- G ande emp esa) ,de aco do com a dimensão da
emp esa, medida pelo olume de negócios.
GRUPO
Va iá el biná ia que assume o alo 1 se a emp esa pe ence a um g upo emp esa ial;
KHUM
Va iá el o dinal de 4 dimensões, assumindo alo es de 1 a 4 (1- 0%; 2- 1%-40%; 3- 41%-
80%; 4- >80%), que indica a pe cen agem de indi íduos com unções de ges ão que êm
g au académico de licencia u a ou supe io .
IDADE
Va iá el o dinal de 3 ní eis, assumindo alo es de 1 a 3 (1- Jo em; 2-Adul a; 3- Sénio ),
de aco do com a idade da emp esa – jo em: menos de 4 anos; adul a, en e os 6 e 19
anos; madu a mais de 19 anos.
IDADEGEST
Va iá el o dinal de 3 ní eis, assumindo alo es de 1 a 3 (1- <35 anos; 2- 35 a 54 anos; 3-
>54 anos), de aco do coma idade média dos abalhado es da emp esa, em 2022, com
unções de ges ão;
CAE
Conjun o de 8 a iá eis biná ias e e en es às di isões do CAE – Re .3. l , (1- Indús ia
Ex a i a; 2- Indús ia T ans o mado a; 3- Ene gia, água e saneamen o; 4- Cons ução e
imubiliá ia; 5- Comé cio e epa ação de eículos; 6- Alojamen o e es au ação; 7-
T anspo es e a mazenagem, a i idades de in o mação e comunicação; 8- Ou as
a i idades e se iços), de aco do com o se o em que se inse e a a i idade da emp esa
37
3.4.3 Modelos empí icos
Pa a esponde às ques ões de in es igação o am es imados 3 modelos. No modelo1 a
a iá el dependen e é a Eco-ino ação, uma a iá el biná ia que assume o alo 1 se a emp esa
in oduziu pelo menos uma eco-ino ação; no modelo 2 é a EI_EMP, que assume o alo 1 se
a emp esa in oduziu ino ação com bene ícios ambien ais ob idos da p odução de bens ou
se iços den o da emp esa e, po im, no modelo 3 é EI_CONS - uma a iá el biná ia que
assume o alo 1 se a emp esa in oduziu ino ação com bene ícios ambien ais no consumo
ou uso dos bens ou se iços pelo u ilizado inal.
a) Modelo 1
Pa a cada modelo es imado, o am conside adas 4 especi icações dis in as, que di e em na
o ma como oi de inida a a iá el de in e esse: as p imei as 3 especi icações conside am 3
medidas di e en es de p esença eminina (mulhe es1- pelo menos uma mulhe na ges ão de
opo; mulhe es2 – a maio ia da ges ão de opo são mulhe es; FEM p opo ção de mulhe es na
ges ão de opo) e a qua a especi icação conside a a di e sidade de géne o (DIVGEN). As
a iá eis de con olo são comuns às 4 especi icações e êm como obje i o con ola ou as
ca ac e ís icas das emp esas e do se o , susce í eis de a e a a p obabilidade de in oduzi
p á icas de eco-ino ação.
38
Tabela 5 - Especi icação do Modelo 1
Modelo 1
Modelo 1a:
P (𝐸𝑐𝑜𝐼𝑛𝑜𝑣𝑖=1)
=

(𝛼+𝛽1𝑀𝑢𝑙ℎ𝑒𝑟𝑒𝑠1𝑖+𝛽2𝐷𝐼𝑀𝑖+𝛽3𝐺𝑅𝑈𝑃𝑂𝑖+𝛽4𝐾𝐻𝑈𝑀𝑖+𝛽5𝐼𝐷𝐴𝐷𝐸𝑖
+𝛽6𝐼𝐷𝐴𝐷𝐸𝐺𝐸𝑆𝑇𝑖+∑𝛾𝑠𝐶𝐴𝐸𝑖𝑠
𝑆−1
𝑠=1 )
Modelo 1b:
P (𝐸𝑐𝑜𝐼𝑛𝑜𝑣𝑖=1)
=

(𝛼+𝛽1𝑀𝑢𝑙ℎ𝑒𝑟𝑒𝑠2𝑖+𝛽2𝐷𝐼𝑀𝑖+𝛽3𝐺𝑅𝑈𝑃𝑂𝑖+𝛽4𝐾𝐻𝑈𝑀𝑖+𝛽5𝐼𝐷𝐴𝐷𝐸𝑖
+𝛽6𝐼𝐷𝐴𝐷𝐸𝐺𝐸𝑆𝑇𝑖+∑𝛾𝑠𝐶𝐴𝐸𝑖𝑠
𝑆−1
𝑠=1
Modelo 1c:
P (𝐸𝑐𝑜𝐼𝑛𝑜𝑣𝑖=1)
=

(𝛼+𝛽1𝐹𝐸𝑀𝑖+𝛽2𝐷𝐼𝑀𝑖+𝛽3𝐺𝑅𝑈𝑃𝑂𝑖+𝛽4𝐾𝐻𝑈𝑀𝑖+𝛽5𝐼𝐷𝐴𝐷𝐸𝑖
+𝛽6𝐼𝐷𝐴𝐷𝐸𝐺𝐸𝑆𝑇𝑖+∑𝛾𝑠𝐶𝐴𝐸𝑖𝑠
𝑆−1
𝑠=1
Modelo 1d:
P (𝐸𝑐𝑜𝐼𝑛𝑜𝑣𝑖=1)
=

(𝛼+𝛽1𝐷𝐼𝑉𝐺𝐸𝑁𝑖+𝛽2𝐷𝐼𝑀𝑖+𝛽3𝐺𝑅𝑈𝑃𝑂𝑖+𝛽4𝐾𝐻𝑈𝑀𝑖+𝛽5𝐼𝐷𝐴𝐷𝐸𝑖
+𝛽6𝐼𝐷𝐴𝐷𝐸𝐺𝐸𝑆𝑇𝑖+∑𝛾𝑠𝐶𝐴𝐸𝑖𝑠
𝑆−1
𝑠=1
Fon e: Elabo ação p óp ia
Onde CAEis são a iá eis biná ias que con olam pa a as ca ac e ís icas especí icas dos
se o es. Na es imação dos modelos, a ca ego ia CAE 1, ou seja, o se o de Indús ia Ex a i a,
oi a ca ego ia omi ida, assim, os coe icien es es imados pa a as demais ca ego ias
ep esen am o e ei o ela i o ace ao se o de Indús ia Ex a i a.
b) Modelo 2
Na es imação do modelo 2, al como pa a o modelo 1, o am conside adas 4 especi icações
dis in as, que di e em na o ma como oi de inida a a iá el de in e esse: as p imei as 3
especi icações conside am 3 medidas di e en es de p esença eminina (mulhe es1, mulhe es2
45
Pa a analisa se há di e enças es a is icamen e signi ica i as na in odução dos
di e en es ipos de eco-ino ação en e emp esas sem mulhe es no conselho de
adminis ação e emp esas com homens e mulhe es no conselho de adminis ação, oi
ealizado o es e de K uskal-Wallis, es e não pa amé ico adequado à compa ação de
dois g upos independen es, cujos dados são ca egó icos. Os esul ados são
ap esen ados na Tabela 11.

46
Tabela 11 - Tes e es a ís ico às di e enças nas p á icas ambien ais
Nenhuma mulhe
na ges ão de opo
Homens e mulhe es
na ges ão de opo
Chi2
p- alo
Signi ica i o
Chi2
p- alo
Signi ica i o
In oduziu ino ações ambien ais ob ido den o da emp esa:
· Redução do uso de ma e ial ou uso de água po unidade
p oduzida;
2.104
0.1469
Não
2.193
0.1386
Não
· Redução do uso de ene gia ou da pegada de co2 (i.e. a
edução de emissão de co2);
3.667
0.0558
Não
6.586
0.0103
Sim
· Redução da poluição do a , água, solo ou sono a;
6.774
0.0092
Sim
8.718
0.0032
Sim
· Subs i uição de pa e dos ma e iais po ou os menos
poluen es/pe igosos
7.182
0.0074
Sim
9.857
0.0017
Sim
· Subs i uição de pa e da ene gia óssil po on es de ene gia
eno á el;
8.425
0.0037
Sim
12.437
0.0004
Sim
· Reciclagem de lixo, água ou ma e iais pa a consumo p óp io
ou enda;
3.413
0.0647
Não
3.125
0.0771
Não
· P o eção da biodi e sidade.
0.682
0.4087
Não
2.585
0.1079
Não
In oduziu ino ações ambien ais ob ido du an e o consumo ou
uso dos bens ou se iços pelo u ilizado inal:
· Redução do uso de ene gia ou da pegada de co2 (i.e. a
edução de emissão de co2);
0.081
0.7759
Não
0.288
0.5915
Não
· Redução da poluição do a , água, solo e sono a;
5.690
0.0171
Sim
5.741
0.0166
Sim
· Reciclagem acili ada do p odu o após a sua u ilização;
0.047
0.8291
Não
0.416
0.5189
Não
· P olongamen o da ida ú il e da du abilidade dos p odu os;
2.456
0.1171
Não
1.137
0.2864
Não
· P o eção da biodi e sidade.
1.293
0.2554
Não
1.169
0.2797
Não
Fon e: Elabo ação p óp ia
47
A análise dos es es an e io es e elou que as seguin es p á icas de ino ação com
bene ícios ambien ais ob idos den o da emp esa: Redução da poluição do a , água, solo
ou sono a; Subs i uição de pa e dos ma e iais po ou os menos poluen es/pe igosos e
Subs i uição de pa e de ene gia óssil po on es de ene gia eno á el e a Redução da
poluição do a , água, solo e sono a ob ida du an e o consumo ou uso dos bens ou
se iços pelo u ilizado inal ap esen am di e enças signi ica i as en e o g upo das
emp esas sem mulhe es no conselho de adminis ação e o g upo das emp esas que êm
homens e mulhe es no conselho de adminis ação.
Pa a analisa a elação en e a p esença de mulhe es na ges ão de opo e a adoção
de p á icas de eco-ino ação, oi u ilizada uma abela de dupla en ada ( abela12).
Tabela 12 - Adoção de p á icas de Eco-ino ação
Eco-ino ação
Pelo menos uma mulhe
na ges ão de opo
Nenhuma mulhe na
ges ão de opo
.
F equência
Pe cen agem
F equência
Pe cen agem
Não
175
26%
127
29%
Sim,
insigni ica i as
93
14%
76
17%
Sim, signi ica i as
398
60%
234
54%
To al
666
100%
437
100%
Fon e: Elabo ação p óp ia
É possí el e i ica que a p opo ção de emp esas ino ado as é supe io nas emp esas
com p esença eminina nos ca gos de ges ão. Pa a es a a signi icância es a ís ica des a
associação, oi ealizado um es e qui-quad ado de Pea son, cujos esul ados (χ²(1) =
4.1627 e p- alo = 0.041) indicam uma associação es a is icamen e signi ica i a en e as
duas a iá eis, ejei ando a hipó ese nula de independência (H0: A p esença de
mulhe es na ges ão de opo não in luência a adoção de p á icas de Eco-ino ação).
Assim, a p esença de mulhe es em ca gos de ges ão de opo es á signi ica i amen e
associada a uma maio p opensão à adoção de p á icas de eco-ino ação po pa e das
emp esas.
48
Pa a in es iga se há di e enças signi ica i as na adoção de p á icas de eco-ino ação
con o me ca ac e ís icas das emp esas ( abela 10), o am ealizados es es de análise de
a iância (ANOVA), uma ez que as a iá eis explica i as ca egó icas: a dimensão das
emp esas (DIM) e a idade das emp esas (IDADE), ap esen am 3 g upos cada.
Tabela 13 - Tes e às médias da dimensão e idade das emp esas
Va iá el
Média
Des io-Pad ão
F (Es a ís ica)
p- alo
DIM
13.14
0.0000
Pequena
0.408
0.494
Média
0.538
0.5
G ande
0.668
0.471
IDADE
7.00
0.0010
Jo em
0.5
0.503
Adul a
0.497
0.501
Sénio
0.614
0.487
Fon e: Elabo ação p óp ia
A análise da dimensão das emp esas e elou di e enças signi ica i as nas médias de
adoção de eco-ino ação en e os ês g upos analisados, suge indo que emp esas
maio es es ão associadas a p á icas mais equen es de eco-ino ação.
A análise da idade das emp esas ambém indicou di e enças es a is icamen e
signi ica i as en e os g upos e á ios, suge indo que emp esas mais madu as
ap esen am maio p opensão a ado a p á icas de eco-ino ação.
4.3. Ma iz de co elação en e as a iá eis
Com o obje i o de de e a possí eis p oblemas de colinea idade en e as a iá eis
explica i as, oi ealizada uma ma iz de co elação ( abela 11) en e as a iá eis a inclui
nos Modelos. Analisando os coe icien es ob idos, é possí el es abelece a elação en e
as a iá eis es udadas.
49
Tabela 14 - Ma iz de co elação de Pea son pa a as a iá eis u ilizadas nos Modelos
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(10)
(11)
(12)
ECO_INOV
(1)
1
EI_EMP
(2)
0,9241***
1
EI_CONS
(3)
0,6874***
0,5835***
1
mulhe es1
(4)
0,0614**
0,0682**
0,0630**
1
mulhe es2
(5)
-0,0124
-0,0057
0,0149
0,4956***
1
FEM
(6)
0,0312
0,0386
0,0371
0,7866***
0,7152***
1
DIVGEN
(7)
0,0607**
0,0657**
0,0673**
0,8572***
0,2199***
0,3859***
1
DIM
(8)
0,1531***
0,1611***
0,1347***
0,2416***
-0,0595**
0,1219***
0,2610***
1
GRUPO
(9)
0,0577*
0,0621**
0,0443
0,1160***
-0,0349
0,0756***
0,1188***
0,3153***
1
KHUM
(10)
0,0350
0,0251
0,0507*
0,0961***
0,0212
0,0763***
0,0835***
0,1375***
0,2459***
1
IDADE
(11)
0,1023***
0,0964***
0,1063***
0,1178***
-0,0378
0,0138
0,1678***
0,3821***
0,0991***
0,0027
1
IDADEGEST
(12)
-0,0199
-0,0108
-0,0528*
-0,0755***
-0,0096
-0,0559**
-0,0695***
-0,0040
-0,0620**
0,0981***
0,1025***
1
Fon e: Elabo ação p óp ia
50
A ma iz de co elação ( abela 14) e idencia uma co elação posi i a e
es a is icamen e signi ica i a en e a Eco_INOV e a p esença de, pelo menos, uma
mulhe no conselho de adminis ação da emp esa (mulhe es1), bem como a p esença
de di e sidade de géne o no mesmo (DIVGEN). Obse a-se que a ECO_NOV es á
posi i amen e associada à dimensão (DIM) e idade das emp esas, suge indo que
emp esas de maio dimensão e com maio longe idade endem a ado a com mais
equência p á icas de eco-ino ação. É possí el e i ica uma co elação nega i a baixa
e não es a is icamen e signi ica i a en e a in odução de p á icas de eco-ino ação
(ECO_INOV) e a exis ência de mulhe es em maio ia (mulhe es2) no conselho de
adminis ação das o ganizações.
Impo a e e i que, embo a a iá eis como DIM, IDADE, KHUM, IDADE e IDADEGEST
sejam de na u eza o dinal, pa a e ei os des a análise, assumiu-se que es as pode iam
se a adas como ap oximadamen e con ínuas. Es a abo dagem pe mi iu a aplicação
da co elação de Pea son, acili ando a análise conjun a com as es an es a iá eis.
No que espei a à eco-ino ação com bene ícios ob idos den o da emp esa (EI_EMP),
podemos cons a a que es a es á posi i amen e associada à p esença de pelo menos
uma mulhe no conselho de adminis ação das emp esas (mulhe es1) e à p esença de
homens e mulhe es no mesmo (DIVGEN). É, ambém, e iden e uma elação posi i a
en e a EI_EMP e a dimensão da emp esa, a pe ença a um g upo emp esa ial (GRUPO)
e a idade da mesma (IDADE).
A eco-ino ação com bene ícios ambien ais no consumo ou uso dos bens ou se iços
pelo u ilizado inal (EI_CONS), es á posi i amen e associada à p esença de pelo menos
uma mulhe na ges ão de opo da o ganização (mulhe es1) e à di e sidade de géne o
na ges ão de opo da emp esa (DIVGEN), bem como à dimensão (DIM) e idade da
emp esa (IDADE). Va iá eis como KHUM e IDAGEGEST mos am co elações baixas ou
p óximas de ze o e não signi ica i as com as a iá eis dependen es.
É impo an e menciona que, eg a ge al, co elações ele adas podem esul a em
p oblemas de mul icolinea idade. Na abela 14 é possí el e i ica que exis em 4
co elações mais ele adas (iden i icadas a neg i o), no en an o, es as a iá eis não
o am u ilizadas simul aneamen e no mesmo modelo, o que não esul a á em
p oblemas de mul icolinea idade.

51
4.4. Resul ados da Es imação dos Modelos Economé icos
Após a análise desc i i a dos dados e a análise bi a iada, ap esen am-se, ago a, os
esul ados da es imação dos modelos economé icos ap esen ados no Capí ulo 3.4.3.
Como a a iá el dependen e oi especi icada como uma a iá el biná ia, oi u ilizado um
modelo Logi , a a és do so wa e STATA e são 19.
Os Modelos 1a, 2a e 3a o am es imados com a a iá el e e en e à exis ência de pelo
menos uma mulhe no conselho de adminis ação da emp esa (mulhe es1), os Modelo
1b, 2b e 3b com a a iá el e e en e à p esença maio i á ia de mulhe es no conselho de
adminis ação (mulhe es2), os Modelos 1c, 2c e 3c com a a iá el e e en e à p opo ção
de mulhe es no conselho de adminis ação (FEM) e, po im, os Modelos 1d, 2d e 3d
o am es imados com a a iá el que co esponde à exis ência de di e sidade de géne o
no conselho de adminis ação das emp esas (DIVGEN).
Globalmen e, odos os Modelo ap esen ados são es a is icamen e signi ica i os,
con udo o pode explica i o dos mesmos é baixo.
(a) Modelo 1
A abela 15 ap esen a os esul ados da Es imação do Modelo 1.
Tabela 15 - Resul ados da es imação do Modelo 1
Va iá eis
MODELO 1a
MODELO 1b
MODELO 1c
MODELO 1d
CONSTANTE
-1,1023
(0,6762)
-1,0987
(0,6778)
-1,1173*
(0,6759)
1,0859
(0,6759)
Mulhe es1
0,0974
(0,1345)
-
-
-
Mulhe es2
-
0,0670
(0,1551)
-
-
FEM
-
2
-
0,1135
(0,1421)
-
3
-
-0,1747
(0,2835)
-
4
-
0,2407
(0,2863)
-
DIVGEN
-
0,0494
(0,1334)
DIMENSAO
2
0,6992**
(0,2806)
0,7203**
(0,2797)
0,7005**
(0,2824)
0,7050**
(0,2813)
3
1,2723***
(0,3125)
1,3139***
(0,3099)
1,2723***
(0,3150)
1,2855***
(0,3138)
52
Tabela 15 - Con inuação
Va iá eis
MODELO 1a
MODELO 1b
MODELO 1c
MODELO 1d
GRUPO
0,1231
(0,1489)
0,1265
(0,1489)
0,1240
(0,1491)
0,1247
(0,1489)
KHUM
2
0,0728
(0,4451)
0,0836
(0,4449)
0,0632
(0,4449)
0,0792
(0,4450)
3
0,2015
(0,4521)
0,2177
(0,4517)
0,1906
(0,4521)
0,2097
(0,4520)
4
0,2676
(0,4471)
0,2824
(0,4467)
0,2537
(0,4471)
0,2754
(0,4470)
IDADE
2
-0,3402
(0,2647)
-0,3432
(0,2647)
-0,3368
(0,2650)
-0,3411
(0,2647)
3
-0,0052
(0,2568)
-0,0009
(0,2567)
0,0035
(0,2570)
-0,0040
(0,2568)
IDADEGEST
2
0,5924
(0,3969)
0,5844
(0,3974)
0,5889
(0,3969)
0,5964
(0,3968)
3
0,0177
(0,4722)
0,0022
(0,4725)
-0,0007
(0,4732)
0,0202
(0,4726)
CAE
2
0,3391
(0,4556)
0,3437
(0,4577)
0,3632
(0,4557)
0,3324
(0,4561)
3
-0,2852
(0,5086)
-0,2886
(0,5097)
-0,2571
(0,5092)
-0,2913
(0,5091)
4
-0,4573
(0,5459)
-0,4503
(0,5484)
-0,4417
(0,5459)
-0,4653
(0,5464)
5
-0,8815*
(0,4823)
-0,8833*
(0,4835)
-0,8620*
(0,4825)
-0,8863*
(0,4829)
6
-0,0620
(0,5947)
-0,0448
(0,5964)
-0,0311
(0,5955)
-0,0643
(0,5953)
7
-0,3593
(0,4749)
-0,3574
(0,4768)
-0,3294
(0,4753)
-0,3674
(0,4753)
8
-0,8607*
(0,4839)
-0,8501*
(0,4855)
-0,8483*
(0,4839)
-0,8599*
(0,4846)
Wald chi2(7)
100.70
101,04
102.41
100.65
P ob>chi2
0,0000
0.,000
0,0000
0,0000
Pseudo R2
0,0672
0,0674
0,0684
0,0672
N
1098
1098
1098
1098
Legenda: *, ** e *** indicam os coe icien es es a is icamen e signi ica i os a 10%, 5% e 1%,
espe i amen e.
Os esul ados da es imação do modelo 1 indicam que algumas ca ac e ís icas das
emp esas es ão signi ica i amen e associadas à p obabilidade de ado a em p á icas de
Eco-ino ação.
Podemos cons a a que as a iá eis de in e esse ap esen am um e ei o posi i o,
embo a não es a is icamen e signi ica i o. Em odos as especi icações do modelo 1
53
encon amos uma elação posi i a e es a is icamen e signi ica i a en e a dimensão da
emp esa e a p obabilidade de in oduzi eco-ino ação, o que signi ica que o ganizações
com maio dimensão (DIM) ap esen am uma maio p obabilidade de implemen a
p á icas ambien ais. Podemos obse a , ambém, que alguns se o es de a i idade (CAE)
ap esen am uma meno p obabilidade de in oduzi Eco-ino ação, nomeadamen e,
Comé cio e epa ação de eículos (CAE-5); e ou as a i idades de se iços (CAE-8).
Rela i amen e às ca ac e ís icas dos memb os do conselho de adminis ação das
emp esas, é possí el e i ica que a idade (IDADEGEST) e o ní el de o mação académica
(KHUM) ap esen am uma elação posi i a, mas não es a is icamen e signi ica i a, com
as p á icas de ino ação ambien al.
(b) Modelo 2
A abela 16 ap esen a os esul ados da Es imação do Modelo 2.
Tabela 16 - Resul ados da Es imação do Modelo 2
Va iá eis
MODELO 2a
MODELO 2b
MODELO 2c
MODELO 2d
CONSTANTE
-0,9263
(0,6779)
-0,9260
(0,6796)
-0,9390
(0,6779)
-0,9074
(0,6775)
Mulhe es1
0,1249
(0,1331)
Mulhe es2
0,0976
(0,1537)
FEM
2
0,1355
(0,1404)
3
-0,1122
(0,2820)
4
0,2721
(0,2838)
DIVGEN
0,0729
(0,1319)
DIMENSAO
2
0,7114**
(0,2837)
0,7389***
(0,2827)
0,7151**
(0,2854)
0,7164**
(0,2843)
3
1,3205***
(0,3141)
1,3754***
(0,3115)
10,3238***
(0,3165)
1,3335***
(0,3152)
GRUPO
0,1418
(0,1477)
0,1463
(0,1477)
0,1427
(0,1479)
0,1437
(0,1476)
KHUM
2
-0,0925
(0,4446)
-0,0786
(0,4443)
-0,1014
(0,4446)
-0,0852
(0,4444)
3
-0,0320
(0,4515)
-0,0111
(0,4509)
-0,0417
(0,4515)
-0,0229
(0,4512)
4
0,0481
(0,4465)
0,0672
(0,4460)
0,0357
(0,4466)
0,0569
(0,4462)
54
Tabela 16 - Con inuação
Va iá eis
MODELO 2a
MODELO 2b
MODELO 2c
MODELO 2d
IDADE
2
-0,2854
(0,2641)
-0,2892
(0,2640)
-0,2833
(0,2643)
-0,2859
(0,2640)
3
-0,0368
(0,2553)
-0,0314
(0,2553)
-0,0289
(0,2555)
-0,0358
(0,2554)
IDADEGEST
2
0,5605
(0,4023)
0,5488
(0,4028)
0,5552
(0,4024)
0,5660
(0,4022)
3
0,1060
(0,4764)
0,0849
(0,4767)
0,0862
(0,4775)
0,1112
(0,4767)
CAE
2
0,1180
(0,4536)
0,1266
(0,4559)
0,1391
(0,4540)
0,1103
(0,4541)
3
-0,3902
(0,5069)
-0,3931
(0,5080)
-0,3666
(0,5076)
-0,3968
(0,5073)
4
-0,4388
(0,5445)
-0,4267
(0,5471)
-0,4246
(0,5445)
-0,4483
(0,5449)
5
-0,9914**
(0,4809)
-0,9924**
(0,4822)
-0,9754**
(0,4813)
-0,9964**
(0,4815)
6
-0,0636
(0,59310
-0,0392
(0,5950
-0,0351
(0,5939)
-0,0676
(0,5937)
7
-0,6026
(0,4735)
-0,5977
(0,4756)
-0,5769
(0,4741)
-0,6119
(0,4740)
8
-1,0333**
(0,4839)
-1,0182**
(0,4856)
-1,0231**
(0,4840)
-1,0322**
(0,4845)
Wald chi2(7)
94,38
93,91
95,52
93,81
P ob>chi2
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
Pseudo R2
0,0622
0,0619
0,0630
0,0618
N
1098
1098
1098
1098
Legenda: *, ** e *** indicam os coe icien es es a is icamen e signi ica i os a 10%, 5% e 1%,
espe i amen e.
Tal como no Modelo1, as a iá eis de in e esse ap esen am um e ei o posi i o na
implemen ação de p á icas de ino ação com bene ícios ambien ais ob idos da p odução
de bens ou se iços den o da emp esa, con udo os esul ados não são es a is icamen e
signi ica i os.
Rela i amen e aos esul ados de es imação do Modelo 2, é possí el e i ica mos que
exis e uma elação posi i a e es a is icamen e signi ica i a en e a dimensão da
emp esa (DIM) e as p á icas de eco-ino ação com bene ícios ob idos da p odução de
bens ou se iços den o da emp esa, o que nos indica que emp esas maio es
ap esen am maio p obabilidade de implemen a p á icas ambien ais com bene ícios
ob idos den o da o ganização. No que espei a aos se o es de a i idade económica,
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