Licínio Zaca ias José Zi ha
O ganizações “Te o is as” em Á ica:
Es udo de Caso de Al-Shabaab
em Moçambique
janei o de 2025
O ganizações “Te o is as” em Á ica: Es udo de Caso de Al-Shabaab em Moçambique
Licínio Zaca ias José Zi ha
UMinho|2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Psicologia
Licínio Zaca ias José Zi ha
O ganizações “Te o is as” em Á ica:
Es udo de Caso de Al-Shabaab
em Moçambique
janei o de 2025
Tese de Dou o amen o
Dou o amen o em Psicologia Aplicada
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o Rui Ab unhosa Gonçal es
e da
P o esso a Dou o a Sónia Ca idade
Uni e sidade do Minho
Escola de Psicologia
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Inicio po exp essa a minha p o unda g a idão a Deus, em nome do seu ilho amado, Jesus C is o, po
me concede a saúde e a espi i ualidade necessá ias pa a en en a e conclui es a jo nada.
Um especial e e e no ag adecimen o ao P o esso Rui Ab unhosa e à P o esso a Sónia Ca idade, pela
incansá el disponibilidade, o ien ação e genuíno in e esse em me guia ao longo des e pe cu so. A
ossa dedicação, incen i o e apoio cons an es o am pila es undamen ais pa a que pudesse supe a
desa ios e alcança , com i meza, es a e apa ão signi ica i a.
Às P o esso as Luísa Saa ed a, Ma lene Ma os e Olga Cunha, exp esso a minha since a g a idão pela
opo unidade de con ibuí em pa a es a jo nada académica, o nando o p ocesso mais desa ian e, mas
igualmen e en iquecedo e g a i ican e.
Aos memb os da equipa de in es igação – “C ime & Tech Violence Resea ch G oup”, o meu
econhecimen o pela gene osa pa ilha de conhecimen os, e lexões e expe iências, que an o
con ibuí am pa a o meu c escimen o académico e pessoal.
Gos a ia de mani es a a minha mais p o unda g a idão aos meus pais, I ene e José Zi ha, pelo amo
incondicional, pela p oximidade cons an e e pelo apoio inabalá el ao longo de oda es a caminhada. À
minha companhei a e pila , Ve a Cos a, e aos meus ilhos, que o am e con inua ão a se uma on e
inesgo á el de o ça e inspi ação. Aos meus i mãos, Vanda, Be h e Leo, ag adeço pelo ca inho, pela
cumplicidade e pelo apoio semp e p esen e.
Di ijo ambém um ag adecimen o especial aos meus amigos e amigas que pe manece am ao meu
lado, em pa icula ao Much Lo e, Paulo Gy, Manniga Dy, Ma ia Vale, Gene al Ma ina e Gy Passa o e,
pelo apoio ines imá el, pela amizade genuína e po es a em semp e p on os a escu a e aconselha nos
momen os mais di íceis.
A odos, o meu mais since o e p o undo ob igado.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
O ganizações “Te o is as” em Á ica: Es udo de Caso de Al-Shabaab em Moçambique
Resumo
A p esen e ese de dou o amen o e e como obje i o in es iga a p á ica de e o ismo em
Moçambique, p ocu ando iden i ica os a o es que in luenciam a a iliação, pe manência e
des inculação de indi íduos em g upos e o is as. Pa a al, e endo po base uma abo dagem
mul i ace ada e quali a i a, o am ealizados ês es udos. O p imei o es udo consis iu numa e isão
sis emá ica, que comp eendeu se e a igos, pa a iden i ica os a o es que in luenciam a adesão e
des inculação, des acando o medo e a coação como a o es de p essão enquan o a p opaganda
ideológica os aliciamen os sob e p omessa de bene ícios inancei os o am iden i icados como a o es
de a ação. O segundo es udo, de ca iz quali a i o, e e como oco o g upo Al-Shabaab, esponsá el po
mais de 3.500 mo es en e 2017 e 2020. Fo am ealizadas en e is as com onze condenados po
p á icas e o is as, os quais iden i ica am o aliciamen o e coação como a o es pa a a adesão; o medo
e di iculdades de ein eg ação pa a a pe manência; a desilusão com o g upo e a e icácia das polí icas
an i e o is as o am apon adas como a o es de e minan es pa a a des inculação. O e cei o es udo,
ambém de na u eza quali a i a, ocou-se nas pe ceções de dez magis ados sob e o comba e ao
e o ismo. Os magis ados de ini am o e o ismo como um c ime iolen o, discu i am as es a égias
legais exis en es e apon a am a necessidade de equilib a as medidas de segu ança com a p o eção
dos di ei os humanos. Es a ese pe mi iu e idencia a complexidade do e o ismo em Moçambique,
des acando a necessidade de abo dagens in eg adas pa a en en á-lo, como p og amas de
des adicalização, polí icas an i e o is as humanizadas e o alecimen o das es u u as de ein eg ação.
Pala as-cha e: a iliação; des inculação; magis ados; pe manência; e o ismo.
i
“Te o is ” O ganiza ions in A ica: Case S udy o Al-Shabaab in Mozambique
Abs ac
This doc o al hesis aimed o in es iga e he p ac ice o e o ism in Mozambique, seeking o iden i y he
ac o s ha in luence he a ilia ion, pe manence and sepa a ion o indi iduals om e o is g oups. To
his end, and based on a mul i ace ed and quali a i e app oach, h ee s udies we e ca ied ou . The i s
s udy consis ed o a sys ema ic e iew ha comp ised se en a icles, o iden i y he ac o s ha
in luence adhe ence and disengagemen , highligh ing ea and coe cion as push ac o s while
ideological p opaganda and en icemen s on he p omise o inancial bene i s we e iden i ied as pull
ac o s. a ac ion. The second s udy o quali a i e na u e, ocused on he Al-Shabaab g oup, esponsible
o mo e han 3,500 dea hs be ween 2017 and 2020. In e iews we e ca ied ou wi h ele en people
con ic ed o e o is p ac ices, who iden i ied g ooming and coe cion as ac o s o joining; he ea and
di icul ies o ein eg a ion o pe manence; Disappoin men wi h he g oup and he e ec i eness o an i-
e o ism policies we e iden i ied as de e mining ac o s o disa ilia ion. The hi d s udy, also quali a i e
in na u e, ocused on he pe cep ions o en judges abou he igh agains e o ism. The judges de ined
e o ism as a iolen c ime, discussed exis ing legal s a egies and he need o balance secu i y
measu es wi h he p o ec ion o human igh s. The hesis e ealed he complexi y o e o ism in
Mozambique, highligh ing he need o in eg a ed app oaches o con on i , such as de- adicaliza ion
p og ams, humanized an i- e o ism policies and s eng hening ein eg a ion s uc u es.
Keywo ds: a ilia ion; disengagemen ; magis a es; pe manence; e o ism.
ii
Índice
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ......................... ii
AGRADECIMENTOS ............................................................................................................................ iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ......................................................................................................... i
Resumo ...............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Índice ................................................................................................................................................ ii
Ab e ia u as ....................................................................................................................................... ix
Índice de Figu as ................................................................................................................................. x
Índice De Tabelas ............................................................................................................................... xi
PARTE I: INTRODUÇÃO GERAL ........................................................................................................... 1
Re e ências .......................................................................................................................................18
PARTE II: ESTUDOS EMPÍRICOS ....................................................................................................... 22
1. Rec ui men , A ilia ion, and Disengagemen Among Men in Te o is O ganiza ions: A Sys ema ic
Re iew .............................................................................................................................................. 23
2. P esen S udy .......................................................................................................................... 29
3. Me hodology ............................................................................................................................ 30
3.1. Sea ch S a egies ............................................................................................................. 30
3.2. Da a Ex ac ion ................................................................................................................. 31
3.3. Coding P ocedu es ........................................................................................................... 31
3.4. Me hodological Quali y Analysis ......................................................................................... 31
4. Resul s .................................................................................................................................... 32
4.1. Included S udies .............................................................................................................. 34
4.2. Quali y Assessmen ......................................................................................................... 35
4.3. Cha ac e is ics o S udies Included ................................................................................... 35
4.4. Main Ou comes ............................................................................................................... 39
5. Discussion ............................................................................................................................... 45
6. Conclusions .............................................................................................................................. 51
Re e ences ....................................................................................................................................... 55
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se pe cebidas como undado as de nações ou e olucioná ios num con ex o cul u al e his ó ico dis in o
(Saul & Di Filippo, 2014).
O e o ismo em sido a ado e, consequen emen e, de inido de o ma implíci a em di e en es
con ex os, como c ime, polí ica, gue a, p opaganda e eligião. Dependendo do con ex o ado ado, ce os
aspe os são en a izados, como a na u eza c iminosa e a iolação de leis quando pe cebido como c ime,
ou o uso de iolência com ins ideológicos, quando analisado pela polí ica. Em con as e, ou os
aspe os podem se igno ados, como as mo i ações eligiosas ou o impac o psicológico sob e as
populações, se uma única pe spe i a o ado ada (Schmid, 2004). De aco do com Ven u a (2024), o
e o ismo assumiu uma dimensão global, abandonando a ca ac e ís ica maio i a iamen e local ou
egional que o ca ac e izou du an e décadas. Nos úl imos anos, especialmen e no úl imo iénio, em-se
in ensi icado o deba e em o no da adicalização e do ec u amen o de e o is as, cuja base comum é,
in a ia elmen e, o islamismo ou o ex emismo islâmico.
In es igado es, analis as e obse ado es da emá ica êm-se deb uçado sob e es a no a
enomenologia, p oduzindo uma as a e di e si icada li e a u a académica. Há consenso em
econhece que, desde os a aques de 11 de se emb o de 2001, o e o ismo islami a em sido
iden i icado como a mais sé ia ameaça à segu ança e à de esa no mundo con empo âneo (Ven u a,
2024).
De aco do com Lia (2004), as discussões sob e as causas do e o ismo são no o iamen e
polémicas, e oca apenas nas causas subjacen es, nos a o es mo i acionais e nas ei indicações pode
se in e p e ado como uma en a i a de legi ima ou jus i ica a iolência. Embo a essas objeções
possam, em alguns casos, se jus i icadas, qualque análise sob e o e o ismo e o seu possí el
desen ol imen o u u o de e basea -se numa a aliação das causas e, conside a , de o ma impa cial,
odos os a o es ele an es que in luenciam a sua oco ência e mani es ação (Lia, 2004).
A li e a u a dedicada ao es udo do en ol imen o e des inculação em elação à iolência
mo i ada po azões polí icas, equen emen e designada como e o ismo, bem como aos p ocessos
de adicalização e des adicalização, em egis ado um c escimen o exponencial nos úl imos anos. Es e
aumen o de e-se, em g ande medida, aos acon ecimen os de 11 de se emb o, endo sido e o çado no
con ex o a ual de a aques conduzidos ou inspi ados pelo Es ado Islâmico (da Sil a e al., 2018).
Além disso, a análise do con ex o sociocul u al e his ó ico onde o e o ismo é p a icado é
igualmen e undamen al pa a melho comp eende des e enómeno.
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Con ex ualização sociocul u al do Te o ismo em Moçambique
Conside ando que os dados pa a a p esen e in es igação o am ecolhidos em Moçambique, é
essencial ap esen a uma con ex ualização de alhada do ambien e social e cul u al do país.
Comp eende as especi icidades sociocul u ais moçambicanas pe mi i á uma análise mais
ap o undada dos dados e acili a á a in e p e ação dos esul ados no seu con ex o eal, des acando as
dinâmicas sociais, cul u ais e his ó icas que in luenciam as in e ações e compo amen os obse ados.
De aco do com Mo ie -Genoud (2020), o p imei o a aque e o is a em Cabo Delgado oco eu a
5 de ou ub o de 2017, na ila de Mocímboa da P aia. Segundo in o mação no iciada à época,
epo agens, en e is as e ídeos de jo nalis as, a maio ia dos insu gen es e am o iundos de Mocímboa
da P aia e ou os, e am de di e en es dis i os de Cabo Delgado, e alguns inham so aque es angei o.
Apesa disso, a maio ia dos a acan es ha ia i ido na cidade an es do a aque, e mui os habi an es
locais econhece am-nos, e e indo-se a eles como memb os de uma sei a eligiosa chamada "Al-
Shabaab" (Mo ie -Genoud, 2020).
Segundo P ah (2023), o Al-Shabaab, é um g upo ex emis a islâmico, que se o mou no início
dos anos 2000 como uma ex ensão da União dos T ibunais islâmicos da Somália — uma coligação de
ibunais islâmicos que aplica a a Sha ia com o obje i o de es abelece um go e no islâmico es á el na
Somália. O Al-Shabaab, mo ido po mo i ações supos amen e eligiosas, ap o ei ou-se da deso dem
social esul an e da pob eza e da exclusão económica pa a ec u a di e sos jo ens da p o íncia de
Cabo Delgado e á eas ci cundan es, alis ando-os nas suas ilei as. Es e g upo e o is a i ou pa ido da
ma ginalização polí ica, social e económica, bem como da al a de emp ego em Cabo Delgado, pa a
a ai e alis a á ios jo ens (Chongo, 2020). "Al-Shabaab," que signi ica "A Ju en ude" ou "Os Jo ens"
em á abe, a ua a inicialmen e como o b aço a mado da União dos T ibunais Islâmicos (UTI). Após a
desa iculação da UTI, alguns memb os adicais da sua ala jo em decidi am pe manece e ees u u a -
se, o mando assim uma o ganização independen e que ado ou mé odos de gue a de gue ilha e icou
conhecida como Al-Shabaab (Hassan, 2023). O g upo e e como líde , ou “Ami ”, o Sheikh Mukh a
Abdi ahman “Abu Zubey ” - uma das igu as mais conhecidas e adicais do Shabaab. Os di igen es do
g upo mani es a am o desejo de c ia um cali ado islâmico semelhan e ao do egime alibã no
A eganis ão, udo pa a se comp eende que os obje i os do Al-Shabaab ul apassam as on ei as da
Somália (Hassan, 2023).
De aco do com Ven u a (2024), o e o ismo de inspi ação jihadis a con inua a se uma das
maio es ameaças à segu ança mundial nos dias de hoje, ep esen ando uma o ma de iolência que
ul apassa on ei as. As suas mo i ações es ão ligadas a ideologias polí icas e c enças eligiosas. En e
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os seus p incipais obje i os es ão a c iação de egimes au o i á ios baseados em in e p e ações
ex emas da eligião, a eliminação da democ acia e das libe dades indi iduais, bem como a imposição
de um cali ado e o de ube de go e nos que não se alinhem com a sua isão do Islão.
Alden e Chicha a (2020) des acam que a limi ada capacidade do Go e no de Moçambique,
em ido um impac o nega i o em á ias á eas do no des e do país. Em Cabo Delgado, p e alece um
sen imen o gene alizado de ma ginalização e exclusão. Es a p o íncia en en a uma escassez
signi ica i a de in aes u u as de saúde e saneamen o, e as escolas exis en es são, em g ande pa e,
insu icien es. Além disso, o desemp ego, pa icula men e en e os jo ens, é ele ado. Segundo Alden e
Chicha a (2020), es a egião ocupa equen emen e os úl imos luga es en e as p o íncias
moçambicanas. Dado es e pano ama, a gumen a-se que as aízes da insu gência e dos con li os em
Cabo Delgado es ão p o undamen e associadas ao desemp ego c ónico na egião, si uação que se
ag a ou pelos e ei os de as ado es das ca ás o es na u ais dos úl imos anos. Nes e con ex o, é
ele an e no a que uma pa e conside á el dos memb os e apoian es do g upo insu gen e é compos a
po jo ens que se sen em ma ginalizados socioeconomicamen e. Segundo Chongo (2020), a al a de
uma educação adequada e a escassez de opo unidades de emp ego o mal êm acili ado o
ec u amen o pa a as ilei as insu gen es. Mui os dos jo ens que se jun a am ao g upo Al-Shabaab
p o inham de amílias em si uação ulne á el, com baixo ní el socioeconómico. A maio ia desses
jo ens es a a desemp egada e ha ia abandonado a escola, endo equen ado apenas escolas
co ânicas.
Pa a Alden e Chicha a (2020), o g upo Al-Shabaab, ao ec u a jo ens em Mocímboa da P aia
e ou os dis i os de Moçambique, o e ecia mais do que uma ideologia, ap esen ando um no o sen ido
de pe ença e uma al e na i a social a jo ens ma ginalizados e sem oz nas suas comunidades. Ao
p omo e a jihad como uma o ma de "ex emismo co e o", esses jo ens começa am a e o Islão
como um meio de desa ia as au o idades locais, p ocu ando es abelece uma no a o dem social e
polí ica. Ao sup i necessidades emocionais como segu ança, apoio e sen ido de comunidade, o Al-
Shabaab o e ecia-lhes uma o ma de con es a as lide anças adicionais, incluindo as eligiosas nas
mesqui as locais. O g upo ap o ei a a-se da ulne abilidade desses jo ens, p ome endo-lhes um es ilo
de ida que lhes da ia mais signi icado e p opósi o.
Segundo Mo ie -Genoud (2020), em Moçambique, a sei a e e o igem no dis i o de Balama em
2007, embo a possa e começado an e io men e em ou a localidade. Um mo imen o simila e á
su gido en e 1989 e 1990 no dis i o de Nangade. Os seguido es dessa sei a iden i ica am-se como
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adep os de Moisés, um p o e a econhecido na adição muçulmana. Além disso, eles ado a am um
es ilo de es uá io que lemb a a o dos memb os do a ual Al-Shabaab.
Pa a Habibe e al. (2019), em Mocímboa da P aia, o g upo Al-Shabaab concen ou os seus
es o ços de ec u amen o an o a ní el local como in e nacional, especialmen e na Tanzânia e na egião
dos G andes Lagos. En e an o mui os ec u as e am p o enien es dos dis i os cos ei os das p o íncias
de Cabo Delgado e Nampula, incluindo Mocímboa da P aia, Macomia, Memba, Nacala-a-Velha e
Nacala-Po o. Pa e desses indi íduos jun a am-se ao g upo com p omessas de emune ação
inancei a, emp egos e, em alguns casos, bolsas de es udo no es angei o.
O Al-Shabaab em Moçambique es u u ou uma ede di e si icada de ec u amen o, u ilizando
laços amilia es a a és de casamen os, edes in o mais de amigos, mad aças, mesqui as, negócios
nos me cados in o mais e algumas associações in o mais. Esses canais con ibuí am pa a o alece a
o ganização, acili ando o aliciamen o de no os memb os (Habibe e al., 2019).
O p ocesso de ec u amen o e adicalização pa a o e o ismo é complexo, en ol endo a o es
pessoais, sociais e ideológicos. Es e enómeno não oco e de o ma isolada, mas é in luenciado po
á ias ci cuns âncias, como queixas, edes sociais e exposição a ideologias (Ha ez & Mullins, 2015). O
ec u amen o pode acon ece em di e en es con ex os, como ins i uições eligiosas, pla a o mas
online
ou espaços sociais, onde ec u ado es e po enciais ec u as se encon am. Em ce os casos, os
p óp ios ec u as p ocu am es es g upos de ido a sen imen os de injus iça ou insa is ação com a
sociedade (Taa nby, 2003).
Ve gani e al. (2020) a gumen am que os a o es de p essão e os a o es de a ação cap am
di e en es ní eis de explicação da adicalização pa a o ex emismo iolen o. Na ealidade, os a o es de
p essão, e os a o es de a ação es ão es ei amen e in e - elacionados. Os a o es de p essão, que
iden i icam as condições con ex uais e es u u ais, podem mui as ezes se a causa p incipal dos
a o es de a ação. Po exemplo, as condições es u u ais (como a pob eza) podem con ibui pa a o
aumen o dos a o es de a ação (como os incen i os ma e iais ou a necessidade de pe ence a um
g upo (Ve gani e al., 2020). Os a o es de p essão e a ação podem se en endidos como
mani es ações de di e en es posições in e nas do indi íduo. Essas posições elabo am signi icados
pessoais a iados, que in luenciam os p ocessos de en ol imen o ou a as amen o, bem como de
adicalização ou des adicalização, no con ex o da iolência polí ica (da Sil a e al., 2018).
Uma ez in eg ados em g upos e o is as, os indi íduos equen emen e e oluem de apoian es
ideológicos pa a pa icipan es a i os. As mo i ações pa a se jun a em a es es g upos podem inclui a
p ocu a de p o eção, p es ígio ou um sen ido de iden idade social. No en an o, com o passa do empo,
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a desilusão, a insa is ação pessoal ou as mudanças nas ci cuns âncias de ida podem le a ao
a as amen o do e o ismo (Ba elle, 2015; Ho gan, 2008).
A adicalização é um p ocesso pelo qual as pessoas se o nam p og essi amen e mais
inclinadas a eco e a meios iolen os con a memb os de g upos ex e nos ou con a al os simbólicos,
com o obje i o de p o oca mudanças de compo amen o ou alcança me as polí icas (Doosje e al.,
2016). Adicionalmen e, pode se in e p e ada como um enómeno compos o po di e sos p ocessos
que de em se di e enciados de o ma analí ica, dado que pa ecem se impulsionados po mecanismos
dis in os, segui pad ões a iados e eque e uma comp eensão en aizada no seu con ex o social e
polí ico. Es e úl imo aspe o, em pa icula , exige uma análise mais ap o undada. O concei o de
adicalização é equen emen e u ilizado de o ma a concen a a a enção em “g upos adicais” ou em
ce os indi íduos conside ados p edispos os à adicalização, suge indo que a o igem da iolência eside
numa ca ac e ís ica in ínseca a esses g upos e indi íduos, em ez de se en endida como um p odu o
de um con li o mais amplo ou de condições sociais e polí icas especí icas. No en an o, a adicalização
pode se mais p odu i amen e analisada como um p ocesso de in e ação en e g upos iolen os e o
seu ambien e, ou como o esul ado de in e ações en e a o es mu uamen e hos is (Della Po a &
LaF ee, 2012).
A des inculação de g upos e o is as não signi ica necessa iamen e a ejeição o al da
ideologia ex emis a, mas sim o im das a i idades iolen as. Os a o es que con ibuem pa a es e
a as amen o incluem con li os in e nos, esgo amen o ou desencan o com os mé odos ou obje i os do
g upo. Além disso, a o es ex e nos, como ligações amilia es ou opo unidades de uma ida mais
es á el, podem incen i a o abandono do g upo (Al ie e al., 2017).
Com o passa do empo, no en an o, os mili an es podem começa a dis ancia as suas
iden idades sociais da o ganização a mada, sen indo-se us ados, desmo i ados e insegu os em
elação ao seu comp omisso. Esses sen imen os podem su gi de ido ao desaco do com as decisões
omadas pela lide ança, que são pe cecionadas como des ios dos obje i os inicialmen e de endidos,
como a escalada epen ina da iolência (da Sil a e al., 2018).
En e an o, Sil a e al. (2018) a i mam que o indi íduo mesmo es ando des inculado de uma
o ganização polí ica iolen a, pode con inua a conco da em apoia a sua causa, a endendo que, os
p ocessos de ans o mação elacionados às aje ó ias que en ol em an o o ing esso como a
des inculação de uma o ganização a mada, assim como aqueles que ab angem a adicalização e a
des adicalização, e elam-se mui as das ezes ex emamen e complexos.
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O e mo "des adicalização" pode se in e p e ado como a simples in e são dos p ocessos de
adicalização. Con udo, ainda mais do que a adicalização, es e concei o padece de uma al a de
p ecisão no que diz espei o aos p ocessos eais que o compõem. F equen emen e, o que se p ocu a
não é an o a in e são do enómeno, mas an es a sua p e enção ou in e upção, ou seja, a não
adicalização. Além disso, os elemen os compo amen ais e cogni i os en ol idos são, mui as ezes,
insu icien emen e di e enciados ou cla amen e de inidos (Della Po a & LaF ee, 2012).
Abo dagens Explica i as do Te o ismo
Di e sas abo dagens explica i as êm con ibuído signi ica i amen e pa a a comp eensão do
e o ismo. No en an o, dada a e en e mais psicológica da p esen e ese, se ão ap esen adas
abo dagens cen adas no âmbi o indi idual e nas ques ões mais sociais e ambien ais. Segundo
C enshaw (1987), as abo dagens psicológicas e indi iduais do e o ismo p ocu am comp eende de
que o ma a o es in e nos e sociais in luenciam o compo amen o de pessoas en ol idas em a i idades
e o is as. In es igado es analisam aços de pe sonalidade, expe iências aumá icas, dis ú bios
men ais e mo i ações subje i as, ais como sen imen os de ma ginalização e a busca po um p opósi o,
que podem con ibui pa a os p ocessos de adicalização (Bo um, 2003). Adicionalmen e, a
necessidade de pe ença a g upos com ideologias ex emis as ge a dinâmicas sociais onde o apoio
mú uo e a alidação e o çam o comp omisso com ações iolen as. Des a o ma, es as abo dagens
examinam não só o pe il psicológico indi idual, mas ambém a in luência do con ex o social sob e a
p edisposição pa a o e o ismo, en a izando a complexa in e ação en e a o es pessoais e o ambien e
cole i o que a o ece o ex emismo.
A eo ia da escolha acional de John on Neumann e Oska Mo gens e n o iginá ia da
economia, isa en ende de que o ma al e ações nas polí icas — ou " eg as do jogo" es abelecidas
en e e o is as e go e nos — podem impac a o compo amen o desses agen es. Es a eo ia combina
abo dagens polí icas com as eações indi iduais a essas polí icas. A aplicação des a eo ia pe mi e
analisa que os “bene ícios” que impulsionam os e o is as nem semp e es ão es i os a obje i os
an igo e namen ais explíci os, podendo en ol e me as e iden es, como o ma í io (Vic o o , 2005).
Es a eo ia pe mi e ainda comp eende as p obabilidades de acção dos memb os de um g upo em
condições especi icas. Na p á ica, is o signi ica que, pa a alguns e o is as, os ganhos simbólicos –
como o econhecimen o da sua comunidade, o sen imen o de de e cump ido ou a é a p omessa de
ecompensa numa ida após a mo e – são mo i os ão ou mais o es do que a ob enção de
mudanças polí icas di e as (Vic o o , 2005).
9
Segundo C enshaw (1987), na sua eo ia o ganizacional, o compo amen o e o is a esul a,
equen emen e, das dinâmicas in e nas de uma o ganização, e não apenas das es a égias delineadas.
Qualque o ganização em, como p incípio undamen al, a sua p óp ia sob e i ência, e os líde es
p ocu am consolida e o alece a sua posição, associando o seu sucesso ao êxi o e ao
econhecimen o alcançado pela o ganização. Pa a C enshaw (1987), as ecompensas o e ecidas aos
memb os são c uciais pa a a manu enção da es u u a, ainda que nem semp e es ejam di e amen e
elacionadas com os obje i os decla ados pela o ganização. Em mui os casos, os indi íduos ade em a
esses g upos não po um comp omisso ideológico, mas pa a esponde a necessidades pessoais,
como o desejo de pe ença, a ob enção de es a u o social, a busca de cama adagem ou, a é, de
bene ícios ma e iais.
A imagem con encional do e o is a como alguém mo ido exclusi amen e po uma causa
polí ica ende a esconde mo i ações bem mais complexas. Em ce os con ex os, a adesão a uma
o ganização clandes ina pode con e i p es ígio social, aduzindo-se num espei o adicional po pa e
de pa es e amilia es. Nos casos de mo imen os nacionalis as ou sepa a is as, o apoio popula aos
obje i os da o ganização, ainda que sem acei a os seus mé odos, pode ambém incen i a o
en ol imen o. Em democ acias libe ais, alguns e o is as iden i icam-se com as causas de g upos
es angei os, in e p e ando as suas ações como uma ex ensão das lu as his ó icas de igu as
conside adas he oicas. A ju en ude de mui os des es indi íduos in luencia, igualmen e, es as escolhas,
que podem ep esen a mais um a o de con es ação social do que um e dadei o comp omisso polí ico.
As o ganizações o e ecem incen i os que combinam, equen emen e, bene ícios in angí eis, como um
sen ido de pe ença e solida iedade, e ajus am-se con o me necessá io pa a man e os memb os
mo i ados e comp ome idos. Es a análise e ela, assim, que o enómeno do e o ismo é complexo e
en aizado em di e sas camadas de mo i ações pessoais e con ex uais, indo mui o além da ideia
simplis a de uma causa única ou de uma adesão ideológica ígida (C enshaw, 1987).
Ou a abo dagem explica i a do e o ismo, é a p i ação ela i a. Segundo os au o es King e
Taylo (2011), o concei o de p i ação ela i a su giu a a és de um es udo ealizado du an e a Segunda
Gue a Mundial, que analisa a as a i udes dos mili a es no e-ame icanos. Os in es igado es u iliza am
es e concei o pa a en ende o descon en amen o especí ico obse ado en e algumas das opas. O
inqué i o e elou que, embo a o núme o de p omoções na o ça aé ea osse signi ica i amen e mais
al o do que na polícia mili a , e a p ecisamen e na o ça aé ea que mais mili a es mani es a am
insa is ação em elação à al a de p omoções, ao con á io do que sucedia na polícia mili a . Es e
descon en amen o oi a ibuído ao alo que as p omoções assumiam den o da o ça aé ea: pa a
10
aqueles que não a ança am na ca ei a, as p omoções cons an es unciona am como lemb e e da sua
p óp ia es agnação. Assim, o mo al das opas e a de e minado não pela qualidade absolu a das suas
condições, mas sim pela compa ação en e es as e as condições de ou os g upos. A p i ação ela i a
é apon ada como um dos a o es iniciais no p ocesso de adicalização, uma ez que as pessoas
expe ienciam sen imen os de p i ação ela i a ao compa a as suas condições com as de ou os g upos
e, desse modo, enca am a si uação do seu p óp io g upo como des a o ecida ou injus a (Bo um,
2003). Po exemplo, a p i ação ela i a a ní el indi idual ende a associa -se a emoções mais in e nas,
como a baixa au oes ima, compo amen os delinquen es e dep essão. Es a expe iência de p i ação
ela i a é subje i a, esul an e de compa ações sociais e não de uma a aliação obje i a das
ci cuns âncias. É a pe ceção de p i ação – e não a p i ação em si – que pode mo i a uma pessoa a
agi . Como a p i ação ela i a é um es ado psicológico subje i o, independen e da posição
socioeconómica da pessoa, não de e se igno ada como um possí el a o que pode con ibui pa a a
adicalização (King & Taylo , 2011).
Moghaddam (2005), po sua ez, pa a alcança uma comp eensão mais ap o undada sob e o
e o ismo, u iliza a me á o a de uma escada es ei a que conduz ao a o e o is a si uado no opo de
um edi ício. A ca ac e ís ica essencial des a si uação não eside apenas no núme o eal de anda es,
escadas e di isões, mas ambém na o ma como cada indi íduo pe ceciona o edi ício e as po as que
conside a es a em ao seu alcance. À medida que sobem essas escadas, as pessoas islumb am cada
ez menos escolhas, a é que a única saída possí el se o na a des uição dos ou os, de si p óp io, ou
de ambos. Assim, no és-do-chão, o indi íduo e ela uma abe u a pa a ado a ideologias que su gem
da sua busca a i a po iden idade. Nes e ní el, as pe ceções de jus iça e equidade são a iá eis
c uciais pa a e le i sob e as condições ma e iais da sociedade. Assim, o indi íduo pode pe cebe que
ele p óp io e o g upo ao qual pe ence — seja de na u eza é nica, eligiosa, polí ica ou p o issional —
não usu uem das mesmas an agens e p i ilégios que ou os g upos (Sousa Lou enço, 2023).
Segundo Moghaddam (2005), nas úl imas décadas, o c escimen o acele ado das expec a i as,
impulsionado pela exposição a imagens de iqueza e de es ilos de ida democ á icos ansmi idos pelos
meios de comunicação in e nacionais, em alimen ado sen imen os de p i ação en e as as
populações, especialmen e na Ásia, Á ica e em pa es da Eu opa O ien al. Es a onda de us ação e
indignação em omen ado uma maio simpa ia pelas á icas ex emis as en e as as comunidades
nessas egiões. Anualmen e, mui os dos que se sen em a ados com injus iça são le ados a explo a
caminhos al e na i os, po ezes desespe ados e adicais, na en a i a de esol e as suas queixas. No
p imei o deg au oco e uma pe da conside á el de espe ança, nes a ase, o a anço do indi íduo pa a o
11
p óximo ní el pode se a ado caso enha acesso a meios legí imos que pe mi am in luencia
posi i amen e a si uação do seu g upo e abo da a injus iça sen ida de o ma álida, como a a és de
p ocessos judiciais ou democ á icos. No en an o, se es as al e na i as não es i e em disponí eis, o
aumen o g adual do sen imen o de injus iça pode á mo i a a passagem ao deg au seguin e (Sousa
Lou enço, 2023). O segundo deg au en ol e a in e io ização de uma ideologia adical. Nes e es ágio,
alguns indi íduos passam a conside a que as injus iças que en en am não podem se esol idas po
meios legí imos, o que le a à c iação de uma no a mo alidade e à culpabilização de um g upo ex e no
pela sua si uação. Ao acen ua a sua oposição a esse g upo e a aliá-lo como p i ilegiado, desen ol em
a men alidade de “nós con a eles” e jus i icam a u ilização da iolência como mo almen e acei á el
(Sousa Lou enço, 2023). O e cei o deg au ab ange a adoção de compo amen os des ian es, o
isolamen o e a e ol a em elação a g upos ex e nos, enquan o o indi íduo con inua a i e em
comunidade. É p ecisamen e nes e ní el que se ai o mando, p og essi amen e, um comp omisso
mo al com uma o ganização e o is a. O indi íduo começa a ac edi a que odos os meios são álidos
pa a alcança uma sociedade jus a e ideal, in e io izando a c ença de que a ação e o is a é uma
solução legí ima e acei á el pa a um im necessá io (Sousa Lou enço, 2023). No qua o deg au, nes e
ní el a ançado da p og essão, a p obabilidade de de enção do indi íduo e de in e enção po pa e da
comunidade o na-se p a icamen e inexis en e, esul ando, assim, num aumen o signi ica i o do isco
de oco ência de a aques e o is as (Sousa Lou enço, 2023). Po im, no quin o deg au, o indi íduo —
que pode se um lobo soli á io ou um memb o de um g upo o ganizado — ca ego iza os es an es
memb os da sociedade como “os ou os” e conside a a iolência di igida a eles como jus i icá el. Esses
a os e o is as são pe pe ados a a és da e i ação dos mecanismos no ma i os inibi ó ios que
no malmen e impedem o p ejuízo a e cei os, como a empa ia. A apidez com que um a o e o is a é
ealizado di icul a o es abelecimen o de qualque ligação emocional com as suas í imas, e o çando,
na men e do pe pe ado , a ideia de que essa ação é di igida con a uma população inimiga (Sousa
Lou enço, 2023).
A Teo ia Dialógica do
Sel
(TDS) oi p o undamen e in luenciada pelos es udos de William
James (1890) e ep esen a uma abo dagem ela i amen e ecen e no deba e sob e a
(des) adicalização. O concei o cen al usado po es a eo ia é o de ques iona as pessoas sob e o que
conside am impo an e nas suas idas e os signi icados que a ibuem ao passado, p esen e e às suas
expec a i as pa a o u u o (Wijsen & He mans, 2020).
De aco do com Pio Oleś (2020), a TDS
ap esen a uma pe spe i a ino ado a pa a
comp eende a adicalização e a des adicalização como p ocessos in e ligados à ans o mação do
sel
.
12
No p ocesso de des adicalização, assim como na adicalização, oco e uma eo ganização p o unda do
sel , que implica al e ações es u u ais nas posições do eu, além de mudanças uncionais que
pe mi em ecupe a as capacidades poli ónicas e dialógicas do
sel .
A ans o mação es u u al exige o
su gimen o de no as posições-do-eu que subs i uam as an e io es, aquelas que an es domina am.
Es as no as posições de em se ao mesmo empo o es e su icien emen e adap á eis pa a pode em
desempenha o papel de impulsionado as da mudança. Em e mos p á icos, isso implica diminui a
ele ância e a in luência das posições-do-eu p e iamen e dominan es, enquan o se e o ça a
impo ância e o impac o das no as posições. Pa a que isso acon eça, é essencial que es as no as
posições es ejam abe as a no as expe iências, demons em ole ância e se mos em dispos as ao
diálogo, an o in e no como ex e no (Olés, 2020). A p edisposição pa a a adicalização es á associada a
um baixo equilíb io en e g a i icação e us ação. Po ou o lado, a des adicalização o na-se possí el
quando esse equilíb io é in e ido, a ingindo um pon o em que a g a i icação supe a a us ação. A
sensação de segu ança, an o ao ní el indi idual como no seio de um g upo, con ibui pa a sua iza a
in luência nega i a de igu as, g upos ou ideologias al e na i as (Oleś, 2020).
Bandu a (2006), ap esen ou o concei o de desengajamen o mo al pa a explica como as
pessoas podem jus i ica a ealização de a os an issociais sem sen i em culpa ou en en a em censu a.
O e mo "desengajamen o" sublinha a capacidade do indi íduo de se a as a dos seus p óp ios
p incípios mo ais, pe mi indo-lhe ado a compo amen os an issociais de o ma delibe ada, sem
au oc í ica (Iglesias, 2008). Ainda segundo Bandu a (2006), o e o ismo é de inido como uma
es a égia de iolência des inada a alcança de e minados obje i os, des acando-se pela sua
capacidade de ins au a o medo en e a população. A ieza exigida pa a o indi iduo a ua em locais de
aglome ado populacional — exige um eino psicológico in ensi o em desengajamen o mo al. Es e eino
é ge almen e ealizado num ambien e isolado do con ex o social comum, p opo cionando uma
p o unda ime são na ideologia. Assim, as di e sas dimensões do desengajamen o mo al são
abalhadas g adualmen e, eduzindo o ní el de au ocensu a dos indi íduos, que acabam po se
capazes de execu a ações e o is as de o ma in encional, sem au oc í ica.
A eo ia dos mo imen os sociais, des acada po Ka l Ma x e F ied ich Engels, em sido uma
abo dagem ú il na comp eensão do e o ismo. Beck (2008) explo a es a elação, mos ando como a
eo ia dos mo imen os sociais pode ajuda a comp eende o e o ismo, ao e idencia á ias
semelhanças, especialmen e nos aspe os de adicalização, ep essão e ciclos de con es ação. Es udos
nes a á ea en iquecem a eo ia dos mo imen os sociais, sob e udo na análise das edes e na
comp eensão das dinâmicas ansnacionais. A a és des a análise, o e o ismo pode se is o como
19
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22
PARTE II: ESTUDOS EMPÍRICOS
23
1. Rec ui men , A ilia ion, and Disengagemen Among Men in Te o is O ganiza ions: A
Sys ema ic Re iew
Licínio Zaca ias Zi ha 1,*, Ma ina Leono Pinhei o 2, Rui Ab unhosa Gonçal es 3 and Sónia Ca idade 4, *
Psychology Resea ch Cen e , School o Psychology, Uni e si y o Minho, 4710-057-B aga, Po ugal
Soc.
Sci.
2024,
13
(11), 609; h ps://doi.o g/10.3390/socsci13110609
1
1
The a icle e e ences ollow he guidelines o he jou nal Social Sciences (Chicago Au ho -da e)
24
Abs ac :
Rec ui men , a ilia ion, and disengagemen in he con ex o e o is g oups emain
unde explo ed in a comp ehensi e, in eg a ed manne . This sys ema ic e iew is a pionee ing e o o
add ess his gap by syn hesizing exis ing knowledge, aiming o analyze he en i e ajec o y o
indi iduals wi hin e o is o ganiza ions— om ec ui men o disengagemen — he eby p o iding a
ounda ion o guiding u u e esea ch. Conduc ed h ough me iculous sea ches ac oss h ee majo
da abases—Academic Sea ch Comple e, SCOPUS, and he Web o Science Collec ion—ou e iew
ollowed a p e- egis e ed p o ocol, ul ima ely iden i ying se en s udies ha me he inclusion c i e ia.
These s udies encompass quali a i e, quan i a i e, and mixed-me hods esea ch published in pee -
e iewed jou nals, and a e accessible in English, Spanish, o Po uguese. Ou analysis e eals he
c i ical in luence o push and pull ac o s ac oss hese phases, emphasizing ha e en ion is
p edominan ly shaped by indi idual oles wi hin e o is o ganiza ions and he impac o go e nmen al
amnes y policies. Di e ging om exis ing segmen ed app oaches, ou indings highligh he impo ance
o examining ec ui men , e en ion, and disengagemen as a con inuous p ocess o achie e a mo e
comp ehensi e unde s anding o e o is in ol emen . The insigh s de i ed om his s udy o e
aluable guidance o coun e e o ism s a egies, sugges ing in e en ions a ge ing ec ui men ,
e en ion, and ecidi ism by add essing hese c ucial ac o s h oughou he en i e li ecycle o
in ol emen in e o is o ganiza ions.
Keywo ds: ec ui men ; a ilia ion; disengagemen ; e o ism; men
25
In oduc ion
Te o ism poses a complex global challenge, impac ing mul iple na ions and le e aging online
pla o ms o o m g oups and ope a e emo ely (Saini and Bansal 2021). The lack o consensus on
de ini ions o e ms such as “ adicalism” and “ex emism” unde sco es he di icul y in unde s anding
and e ec i ely add essing he oo causes o hese phenomena (Bo um 2011).
Howe e , he exis ing li e a u e lacks in es iga ions ha add ess in an in eg a ed manne he
p ocesses o he ec ui men , a ilia ion, and disengagemen o indi iduals wi hin e o is g oups,
despi e he impo ance o unde s anding he comple e cycle o e o is in ol emen o o mula e mo e
e ec i e coun e e o ism s a egies. A shi owa ds ocusing on iolen adicalism has led o a deepe
in es iga ion in o i s o igins. Eu opean Union membe coun ies, o ins ance, ha e employed he
concep o adicaliza ion o unde s and why you h join e o is g oups (B eidlid 2021). This complexi y
in iden i ying he easons behind adicaliza ion complica es e o s o e ec i ely coun e global e o ism
h ea s (Lia 2004; Yayla 2007). An impa ial analysis o he causes o e o ism, conside ing all he
ele an ac o s in an in eg a ed manne , is essen ial. Unde s anding he p ocesses unde pinning
e o is ac s is c ucial o de eloping e ec i e coun e e o ism s a egies (Sageman 2004). This
unde s anding also aids in iden i ying ac o s ha con ibu e o adicaliza ion and, consequen ly,
o mula ing s a egies o p e en indi iduals om u ning o e o ism (Schmid 2013).
Con a y o common assump ions, indi iduals who join e o is g oups come om di e se
socioeconomic backg ounds and li e acy le els, no solely om disad an aged backg ounds o wi h low
educa ion (Lia 2004). Sageman (2004) no es ha he p ocess o joining e o is g oups p edominan ly
in ol es young men, al hough women, in smalle numbe s, also pa icipa e in hese o ganiza ions.
Ho man (2006) emphasizes ha e o ism is no con ined o ich o poo coun ies; i occu s in
mode n, indus ialized con ex s and less de eloped a eas. Te o ism can eme ge du ing pe iods o
ansi ion o de elopmen , in o me colonies and independen s a es, as well as in consolida ed
democ acies o less democ a ic egimes (Ho man 2006).
S e n and Be ge (2015) a gue ha unde s anding he phenomenon o e o ism equi es
acknowledging his di e si y o con ex s. The au ho s s ess ha he he e ogenei y o e o ism, wi h i s
a ious o ms and speci ic causes, complica es he ask o gene alizing e o ism. Te o ism, as a
c ime, possesses dis inc i e cha ac e is ics, se ing i apa om o he c iminal ac i i ies. I s ex eme
na u e is mani es ed h ough he indisc imina e use o iolence agains ci ilians. Unlike mos c imes
commi ed by indi iduals, e o ism is ypically suppo ed by g oups and mo i a ed by poli ical, social,
o eligious easons (Agnew 2010).
26
The mo i a ion o in ol emen and disengagemen om e o is g oups is associa ed wi h bo h
push and pull ac o s (Jones 2017). Push ac o s a e linked o poli ical, economic, and social issues,
os e ing a sense o injus ice and disc imina ion. Con e sely, pull ac o s c ea e a sense o iden i ica ion
wi h a cause, g oup, o oppo uni y o he oism (Jones 2017).
1.1. Rec ui men and Radicaliza ion P ocess
Go e nmen s and hei secu i y agencies ace signi ican p essu e o de ec and dis up
e o is s in he ea ly s ages o adicaliza ion. In esponse, hey encou age analys s o delinea e he
adicaliza ion p ocess, iden i y he social, economic, and poli ical con ex s ha p oduce iolen
ex emis s, and unde s and he psychological s a es ha lead o dina y indi iduals o engage in e o is
ac i i ies (Ha ez and Mullins 2015).
Rec ui men in ol es pe suading indi iduals o engage in e o is ac s, ei he by di ec ly
commi ing o enses o by joining o ganiza ions ha acili a e e o is ac i i ies (Oze en e al. 2018).
This p ocess can occu in a ious o ms, commonly when a ec ui e iden i ies a sui able candida e and
con inces hem o join he e o is cause (Weisbu d e al. 2022).
Rec ui men s a egies in e o is o ganiza ions a y based on hei ideological ounda ions,
loca ion, and goals (Yayla 2021). Rec ui s o en ini ia e con ac wi h ec ui e s, ei he andomly o due
o a a ge ed in e es in joining. Rec ui men depends on he synch oniza ion o ec ui ing e o s and
p ospec i e candida es a he igh ime and place. Va ious loca ions, including co ee shops, pa ks,
eligious ins i u ions, and online pla o ms, se e as poin s o con ac o a - isk indi iduals (Weisbu d e
al. 2022). Te o is g oups ac i ely seek po en ial ec ui s, ocusing on indi iduals wi h ulne abili ies
and g ie ances ha make hem suscep ible o ec ui men (Oze en e al. 2018).
Unde s anding he ec ui men p ocess is c ucial o dis up ing he con inui y o e o is
ne wo ks. E ec i e in e en ion by au ho i ies necessi a es a comp ehensi e unde s anding o
ec ui men mechanisms, which could signi ican ly impac he u u e capabili ies o e o is
o ganiza ions i success ully dis up ed (Yayla 2021). Despi e pas e o s o iden i y a “ e o is
pe sonali y,” cu en esea ch emphasizes cha ac e izing he adicaliza ion p ocess, e en wi hou a
conclusi e model. G ie ances, ne wo ks, and ideologies cons i u e pa s o he adicaliza ion model
puzzle, ye a comp ehensi e oadmap o in eg a ing hese pieces emains elusi e (Ha ez and Mullins
2015).
Rec ui men p ocesses aim o each and pe suade as many indi iduals as possible o secu e
he o ganiza ion’s u u e (Yayla 2021). These p ocesses ex end ac oss a ious loca ions whe e po en ial
ec ui s may be ound, such as ca es, eligious ins i u ions, pa ks, and he In e ne (Weisbu d e al.
27
2022). Al-Qaeda, o ins ance, has de ailed manuals ou lining e ec i e ec ui men s a egies (Yayla
2021). Rec ui men may no always seek mili an s; i can also aim o b oaden suppo by p o iding
logis ics and specialized knowledge (Yayla 2021).
In con as o ec ui men , adicaliza ion in ol es beha io al and ideological ans o ma ions
ha legi imize iolence o poli ical goals (Ashou 2009). The ansi ion om adicaliza ion o e o ism
encompasses h ee s ages: he sea ch o signi icance, he ac o iolence o e o ism, and he
o ma ion o con ic ions jus i ying iolence (K uglanski e al. 2014). Te o is s ini ially become
ex emis s in hei belie s and, o a ious easons, choose o pu sue hei goals h ough iolence. This
is logical, as e o is s a e no mo e i a ional o psycho ic han he gene al popula ion. All o ms o
ac ion, om he leas o he mos iolen , esul om a ional hough p ocesses (Neumann 2013).
Radicaliza ion is o en de ined as he adop ion o an ex emis wo ld iew, ejec ed by
mains eam socie y, ha conside s iolence a legi ima e means o p omo e social o poli ical change.
The consensus iew gene ally con e ges on h ee undamen al elemen s o de ine adicaliza ion: i is
ypically a g adual p ocess; i in ol es socializa ion in o an ex emis belie sys em; and i p epa es he
g ound o he possibili y o iolence (Ha ez and Mullins 2015). The adicaliza ion p ocess spans
indi idual, emo ional, cogni i e, social, and media dimensions (Leis ed 2016). Depending on wha is
conside ed accep able, adop ing ce ain belie s o beha io s may be seen as adicaliza ion. Howe e ,
he e m ‘ adical’ is no always linked o ex emism, no does i necessa ily imply a ‘p oblem’ needing
s udy and solu ion (Neumann 2013).
While adicaliza ion does no necessa ily lead o e o ism, i se es as a c ucial s ep owa d
iolence, p o iding e ile g ound o iolen ex emism and e o ism (Yayla 2021). Fac o s such as
clashes wi h de ense o ces may mo i a e indi iduals wi h adical ideals o join e o is g oups, o en
wi h he suppo o iends o amily (K uglanski e al. 2014).
1.2 A ilia ion and Disengagemen in Te o ism O ganiza ion
Indi iduals mo ing om adicaliza ion o e o is g oups ypically seek mo al jus i ica ions,
iewing e o ism as a jus i ied esponse o pe cei ed injus ices (K uglanski e al. 2014). Joining a
e o is o ganiza ion in ol es o icially a ilia ing wi h a g oup ha ca ies ou e o is ac s, which may
include ac i e pa icipa ion, inancial suppo , aining, o ac ions in suppo o he g oup’s poli ical o
ideological objec i es h ough iolen o in imida ing means (C enshaw 2011).
Ho gan (2008) p oposes ha unde s anding an indi idual’s in ol emen in e o is g oups can
be iewed as a psychological and beha io al p og ession comp ising h ee phases. The ini ial phase
in ol es adop ing an ideology and joining a e o is o ganiza ion, endo sing he g oup’s goals. The nex
28
phase, engagemen in e o ism, consis s o wo componen s: ongoing in ol emen in he g oup’s
ac i i ies, such as a ending mee ings and planning and pa icipa ing in ac ual ac s o e o ism,
including logis ical suppo , p opaganda dissemina ion, and iolen ac s a ge ing ci ilians o
go e nmen o icials. The hi d phase is disengagemen om e o is ac i i ies, o en d i en by
disillusionmen wi h he g oup’s objec i es, pe sonal s ess, o a shi in belie s. Disengagemen ypically
in ol es g adually dis ancing onesel om he g oup and i s ac i i ies. These phases depic a complex
e olu ion ha p o ides insigh in o e o is s’ ac ions and mindse s.
Joining a e o is g oup can esul om a ious ac o s, including coe cion, iden i y-seeking,
seeking p es ige, and mo i a ions o p o ec ion. Sa is ac ion and push–pull ac o s in luence
indi iduals’ decisions o ei he emain wi h o lea e he g oup (Lachman e al. 2013). As indi iduals
become disillusioned, pull ac o s such as amily o s able ca ee oppo uni ies become mo e appealing.
Howe e , he p ocess o ansi ioning om ini ial doub s o ac ual depa u e om he g oup is complex
and may ake ime o un old (Ba elle 2015).
Disengagemen e e s o he p ocess by which indi iduals o g oups cease o engage in e o is
ac i i ies. This can occu in a ious ways, including physically dis ancing onesel om he o ganiza ion,
ceasing o engage in e o is ac s, o disassocia ing ideologically om he g oup’s objec i es and
me hods. I does no necessa ily signi y a comple e ejec ion o he ideology o goals o he g oup, bu
a he a cessa ion o ac i e in ol emen in e o is ac i i ies (Ho gan 2008). Disengagemen in ol es
indi idual change, o en p omp ed by dissa is ac ion wi hin he o ganiza ion. Pull ac o s, such as
aspi a ions ela ed o amily, ac as incen i es o change, pulling indi iduals owa d mo e con en ional
social oles (Gio dano e al. 2002). The decision o lea e e o ism is mul i ace ed and highly
indi idualized (Al ie e al. 2017).
Fac o s in luencing indi iduals’ decisions o disengage om e o is g oups include bo h push
and pull ac o s. Push ac o s in ol e nega i e aspec s wi hin he g oup ha d i e indi iduals away, such
as disag eemen wi h he g oup’s s a egy o ac ions, con lic s wi h leade s o membe s, us a ions
wi h daily asks, and bu nou . These p essu es inc ease he likelihood o e o is s op ing o disengage
(Al ie e al. 2017). On he o he hand, pull ac o s a e posi i e incen i es ha a ac indi iduals owa d
lea ing a e o is g oup, such as a desi e o a s able amily li e, ca ee oppo uni ies, o a longing o a
peace ul exis ence ou side o e o ism. Some e o is s may expe ience a combina ion o push and pull
ac o s, in luencing hei decisions o disengage o emain wi h he g oup (Ho gan 2008).
Due o limi ed la ge-scale s udies on disengagemen ac oss a ious e o is g oups and
egions, he e is no clea e idence on which push o pull ac o s a e mo e likely o p ecipi a e
35
4.2.
Quali y Assessmen
As shown in Table 1, ou s udies e ealed good c i e ia (i.e., ou o he i e excellen c i e ia)
(Al ie e al. 2020; Ka imi e al. 2022Kenney and Hwang 2020; Kule and Gül 2015), one s udy
p esen ed h ee o he i e c i e ia (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014), and wo ul illed only wo o
he quali y c i e ia (Hwang 2015; Lakomy 2019).
4.3.
Cha ac e is ics o S udies Included
Among he a icles included (see Table 1), he ollowing esea ch designs we e iden i ied:
quali a i e s udies (
n
= 5) (e.g., Hwang 2015; Ka imi e al. 2022) and wo mixed s udies (quali a i e
and quan i a i e) (e.g., Al ie e al. 2020; Lakomy 2019) (c . Table 1). Mos o he s udies we e ca ied
ou wi h a sample o indi idual e o is s (
n
= 6), one o which was based on con en analysis (Lakomy
2019), which is a compa ison be ween magazines se ing he Islamic S a e.
All he o he s udies we e conduc ed wi h male samples belonging o di e en adical g oups:
Al-Shaabab (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014), Indonesian jihadis s, Jihadis da i JI and Mujahidin
KOMPAK (Hwang 2015), he Sala is –Jihadis g oup in he Middle Eas (Ka imi e al. 2022), Sala i–
Jihadi wo ld, al-Muhaji oun Jemaah Islamiyah Muslims (Kenney and Hwang 2020), Tu kish, DHKPC,
he PKK, and Hezbollah (Kule and Gül 2015), and he Islamic S a e (Lakomy 2019). These s udies
we e conduc ed in di e en coun ies: Kenya and Somalia (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014), he
USA (Al ie e al. 2020), Indonesia (Hwang 2015; Kenney and Hwang 2020) and B i ain (Kenney and
Hwang 2020), I an (Ka imi e al. 2022), Tu key (Kule and Gül 2015), and Poland (Lakomy 2019). Mos
o he g oups included in his analysis use Jihad (Holy Wa agains non-belie e s) as a cen al concep
o legi imize hei a med s uggle. Howe e , he PKK, which is also p esen in his sample, adop s a
secula and na ionalis app oach, which does no i in o he jihadis pa adigm.
O he se en s udies included in his sys ema ic e iew, i e we e conduc ed in coun ies whe e
Islam is he p edominan eligion (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014; Ka imi e al. 2022; Kenney
and Hwang 2020; Kule and Gül 2015), and wo we e ca ied ou in coun ies whe e he p edominan
eligion is Ch is iani y (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014), pa icula ly P o es an ism (Ho gan e al.
2017).
As illus a ed in Table 2, ou s udies alk abou he ec ui men and engagemen p ocess
(Amble and Meleag ou-Hi chens 2014; Ka imi e al. 2022; Kule and Gül 2015; Lakomy 2019), ou
36
s udies abou he pe manence p ocess (Al ie e al. 2020; Hwang 2015; Ka imi e al. 2022; Kenney
and Hwang 2020), and h ee s udies abou disengagemen (Al ie e al. 2020; Amble and Meleag ou-
Hi chens 2014; Hwang 2015; Kenney and Hwang 2020).
The sample sizes a ied, anging om 2 pa icipan s (Lakomy 2019) o 200 pa icipan s (Kule
and Gül 2015), and all he pa icipan s p o essed Islam.
Table 2. Resul s o ec ui men , pe manence and disengagemen .
S udy
Rec ui men
A ilia ion
Disengagemen
Amble and
Meleag ou-
Hi chens
(2014)
Ideological p opaganda and lack
o economic oppo uni ies
Ideologues play a key ole in
a ilia ion by sp eading he jihadis
na a i e
Regional ac o s and he desi e o
belong o a clan
Figh o p o ec he global Muslim
communi y
Kidnapping has been one o he
s a egies used
In Somaliland, he esolu ion
o disag eemen s and
con lic s be ween clans and
unc ional go e nance has
ensu ed an enligh ened
socie y ee om he sp ead
o a jihadis na a i e, hus
con ibu ing o he
disengagemen o indi iduals
linked in any way o Al-
Shabaab
Al ie e al.
(2020)
Posi ions o us ;
leade s o
indi iduals in
s a egic posi ions
a e less likely o
Tension and ole con lic
Disillusionmen
The oles played wi hin he
e o is g oup con ibu e o
37
disengage unless
he e a e policies
ha o e hem a
bene i (e.g.,
amnes y, p o ec ion
om ep isals)
olun a y disengagemen
Hwang
(2015)
Role mig a ion, om
a mo e ac i e ole o
a less iolen one
Disillusionmen wi h ac ics
New iendships and
ela ionships
Changing p io i ies and cos –
bene i analysis, emo se
abou hei own ole and
disillusionmen wi h he ha d
line
P essu e om pa en s
Humane ea men om he
police
A combina ion o
psychological, emo ional,
ela ional, and s a egic
ac o s
38
Ka imi e al.
(2022)
Idealiza ion and abso p ion in he
igu e o he leade
Simplici y o Sala is discou se
Hypno ic sugges ions
In luence ia
collec i e iden i y;
s ong g oup ies
Commi ing iolence
agains hose who
do no belong o he
g oup
Kenney and
Hwang
(2020)
Ideological issues
and he oa h o
loyal y
Di ec o indi ec
incu sions
Limi a ions o
al e na i e social
ne wo ks
Roles played
Disag eemen s o e g oup
s a egies
Ideological and p ac ical
disag eemen s, bu nou
New iendships
Desi e o ma y and s udy
and al e na i e social
ne wo ks
Kule and Gül
(2015)
Ini ia ed by iends, 46.9%;
e o is g oups, 25.3%; amily
membe s, 9.8%; close ela i es,
8.8%; 1.5% by lo e s
The PKK has a lowe age o
ini ia ion han he o he wo
39
o ganiza ions
Lakomy
(2019)
P opaganda om he cybe
jihadis machine o he sel -
p oclaimed “calipha e”.
Con incing In e ne use s o ake
pa in jihad, con incing In e ne
use s in mig a ion o he Hij ah,
iolence agains he in idels,
planning a ious ypes o e o is
a acks agains unbelie e s
inspi ing a acks by “lone wol es”
No e: PKK = Pa iya Ka ke en Ku dis an.
4.4.
Main Ou comes
The main esul s o he s udies inco po a ed in his e iew a e p esen ed based on he esul s
o ec ui men , a ilia ion, and disengagemen in a e o is o ganiza ion (see Table 2) and he main
push ac o s and pull ac o s iden i ied (see Table 3).
Table 3. Push ac o s and pull ac o s in luencing disengagemen in e o is o ganiza ions.
S udy
Push Fac o s
(Dissa is ac ion wi h G oup)
Pull Fac o s
(Al e na i e A ac ions)
Al ie e al. (2020)
Unme expec a ions (including disillusionmen
wi h day- o-day asks)
Compe ing loyal ies
Posi i e in e ac ions wi h
40
mode a es
Hwang (2015)
Sense ha hings ha e gone oo a
Disillusionmen wi h he inne wo kings o he
g oup
Nega i e social sanc ions om amily o
communi y
Bu nou
Loss o ai h in he mo emen
Disappoin men wi h ha dline s
The desi e o gain ul
employmen and amily
Social accep ance as key o
p e en ing ecidi ism
Cos –bene i analysis
P essu e om pa en s
New iendships and
ela ionships
Changing p io i ies
Kenney and Hwang
(2020)
Disag eemen s o e a g oup’s s a egy,
p ac ices, o use o iolence
Disillusionmen wi h i s leade s and membe s
Loss o in e es o ai h in he g oup’s ideology
Dissa is ac ion wi h one’s ole o con ibu ion
Emo ional o physical exhaus ion om
pa icipa ing in high- isk ac i ism and poli ical
iolence, commonly e e ed o as “bu nou ”
Rela ionships wi h amily
membe s, iends, and o he s
ou side he g oup
Desi e o “se le down, ma y,
and s a a amily”
Educa ional and employmen
oppo uni ies
Aging o “ma u ing ou ” o high-
isk ac i ism and poli ical
iolence
41
Lakomy (2019)
Disillusionmen wi h s a egy/ac ions o g oup
Disillusionmen wi h pe sonnel
Di icul y adap ing o clandes ine li es yle
Inabili y o cope wi h physiological/
psychological e ec s o iolence
Loss o ai h in ideology
Bu nou
Employmen /educa ional
demands o oppo uni ies
Desi e o ma y/es ablish a
amily o amily demands,
Financial incen i es
Amnes y
Rec ui men in Te o is O ganiza ions
O he se en s udies included in his sys ema ic e iew, ou add ess ec ui men issues (see
Table 2). The esul s show ha ec ui men ac o s in luence each o he in such complex ways ha
ini ial ac o s can change in o ideological ac o s as ec ui s in e ac wi h in luen ial membe s o he
g oup (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014), wi h inancial issues mainly esponsible o explaining he
appea ance o supposed me cena ies o indi iduals who do no belong o any o he wa ing g oups,
wi h young people being he a ge audience mos a ac ed by economic ac o s in he p omise and
expec a ion o inancial bene i s in joining e o is g oups (e.g., Al -Shabaab) (Amble and Meleag ou-
Hi chens 2014). Fu he mo e, egional ac o s and he desi e o belong o a clan as well as he igh o
p o ec he global Muslim communi y appea as ac o s associa ed wi h he ec ui men p ocess, wi h
young people being easily ec ui ed in o hese e o is links, ueling he belie and con ic ion ha hey
a e a he me cy o a g ea e cause on a global scale (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014). These
esea che s highligh kidnapping as one o he mos used s a egies o ec ui indi iduals in o e o is
g oups, o cing indi iduals o join agains hei will (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014).
Ano he o m o ec ui men e idenced in hese s udies is he publici y o p opaganda ca ied
ou by hese g oups (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014; Lakomy 2019). Fo example, he Islamic
S a e, in Daesh magazines, used “Hij ah” o ca y ou ec ui men ac i i ies, ep esen ing a di ec
appeal o eade s o go o places con olled o unde he command o his e o is g oup (Lakomy
2019). Acco ding o he esul s o his s udy, some o hese magazines use subjec i e ex ac s om he
42
Qu an, ci ing pu ely eligious na a i es o jus i y iolence agains hose conside ed in idels, inci ing
jihad, o leading eade s o join he anks o his e o is o ganiza ion, legi imizing an Islamic s a e and
hei iolen conduc (Lakomy 2019). Thus, h ough in o ma ion dissemina ion bodies hey can sp ead a
na a i e a ound he o ma ion o a calipha e and he call o Jihad, eaching all lis ene s, whe he
Muslim o no , as well as calling o iolence agains in idels and he planning o se e al e o is a acks
agains unbelie e s (Lakomy 2019). The s a egy o u ilizing he simplici y o Sala is discou se, which
emphasizes eligion and ai h h ough he manipula ion o ex ac s om he Al Qu an, p o ides ec ui s
wi h an appa en sense o secu i y and i mness owa d e e nal happiness in pa adise (Ka imi e al.
2022).
Howe e , s udies ha e poin ed o a pa adigm shi in p opaganda o e ime, inspi ing “lone
wol ” a acks; ha is, indi iduals who iden i y wi h he ideology ca y ou hei e o is a acks in
isola ion and p og essi ely espond o a call o ca y ou obliga o y jihad whe e e hey a e agains he
enemies o Allah (Lakomy 2019).
Rega ding he s a egies mos used in he ec ui men p ocess, he esul s show ha in a
sample o 200 indi iduals belonging o di e en g oups (G1:
n
= 60 Hezbollah, G2:
n
= 80 PKK; G3:
n
= 60 DHKP-C) who ha e al eady been in ol ed in e o is ac ions, 8.8% o he sample joined he g oup
h ough amily membe s, 9.8% h ough close ela i es, 25.3% h ough o he membe s o he
o ganiza ion, and he highes pe cen age o ec ui men was ca ied ou by pa ne s a 46.9% (Kule and
Gül 2015). Acco ding o he same au ho s, PKK ec ui s join a a lowe a e age age han he o he wo
o ganiza ions (Kule and Gül 2015). Al hough some o he ec ui men s a egies used a e agains he
will o indi iduals, by using he ec ui men s a egies o he idealiza ion, iden i ica ion, and assimila ion
o g oup leade ship o de elop g oup bonds, iden i ica ion is c ea ed in ec ui s wi h he igu e o he
leade associa ed wi h hypno ic sugges ions o b a e y and in elligence (Ka imi e al. 2022).
A ilia ion in Te o is O ganiza ion
O he se en s udies included in his sys ema ic e iew, ou poin ed o some ac o s ha
in luence a ilia ion wi hin e o is o ganiza ions (Al ie e al. 2020; Hwang 2015; Ka imi e al. 2022;
Kenney and Hwang 2020) (see Table 2). Two o he s udies poin ed o loyal y and ideological issues as
essen ial in he p ocesses o s aying in e o is g oups, showing ha indi iduals emain in hese
o ganiza ions due o iden i ica ion wi h he g oup’s ideology (Al ie e al. 2020; Kenney and Hwang
2020). Thus, he p ocess o a ilia ion seems o happen because hese indi iduals ha e no ye el
43
disillusioned wi h he ideology, due o he sca ci y o al e na i e social media and suppo ne wo ks
ex e nal o hese e o is g oups, gi en ha he majo i y o hei close amily membe s a e di ec ly o
indi ec ly linked o hese o ganiza ions (Kenney and Hwang 2020), making he p ocess o lea ing hese
e o is g oups di icul .
Ano he ac o o a ilia ion in his ideology o ex eme iolence is associa ed wi h he ole ha
he indi idual plays in he g oup, wi h he esul s showing ha indi iduals wi h posi ions o managemen
and us , leade s, o indi iduals in s a egic posi ions a e mo e likely o emain (Al ie e al. 2020).
Fu he mo e, he esul s show ha a ilia ion in hese e o is o ganiza ions is also achie ed
h ough indoc ina ion, leading o he g adual loss o he indi idual’s iden i y and he lea ning o a
collec i e iden i y combined wi h he hypno ic sugges ions o he g oup, li e ally exemp ing he indi idual
om ha ing any emo se o his e o is ac ions gi en ha i hese ac ions a e unde aken by he g oup
wi h which he has s ong bonds o commi men , hus p omo ing his pe manence in he o ganiza ion,
and making i easy o him o ge in ol ed in iolen ac s agains indi iduals ou side he g oup (Ka imi e
al. 2022).
Ano he ac o o pe manence iden i ied in hese s udies is associa ed wi h he mig a ion o
oles whe e he indi idual mig a es om a mo e ac i e ole, usually comba i e, o a peace ul ole, such
as p o iding inancial esou ces o he con inui y o he g oup; in his ole, he indi idual does no
disengage and can emain inde ini ely (Hwang 2015).
The esul s also show ha he p ocess o pe manence o hese oles played by indi iduals
wi hin he e o is g oup is o much impo ance, making i easie o a simple comba i e membe o
lea e hei leade ’s o ganiza ion (Kenney and Hwang 2020).
Disengagemen in Te o is O ganiza ion
O he se en s udies included in his sys ema ic e iew, ou poin ed o some ac o s ha
in luence qui ing wi hin e o is o ganiza ions (Al ie e al. 2020; Amble and Meleag ou-Hi chens 2014;
Hwang 2015; Kenney and Hwang 2020).
The esul s o he s udies inco po a ed in his sys ema ic e iew (see Table 2) show ha
disag eemen wi h he ac ions ca ied ou by he g oup, disillusionmen wi h he ac ics sugges ed by
leade ship, undamen alis and in lexible ideology in ela ionships, di e gences, dissa is ac ions (Al ie e
al. 2020; Kenney and Hwang 2020; Hwang 2015), changing p io i ies, cos –bene i analyses, p essu e
44
om pa en s (Hwang 2015), new iendships, and ela ionships (Hwang 2015; Kenney and Hwang
2020) a e he main ac o s esponsible o disengagemen wi hin e o is o ganiza ions.
Fu he mo e, he esul s poin o he social ne wo ks o indi iduals who commi ed e o is ac s
as an essen ial ac o in he disengagemen p ocess, p o iding hem wi h oppo uni ies and al e na i e
li es ou side o e o is o ganiza ions (Kenney and Hwang 2020; Hwang 2015). The esul s poin o
go e nmen policies as a ac i e suppo o membe s who wish o lea e and who pe o m iolen
ope a ional oles in e o is o ganiza ions (Al ie e al. 2020).
In his disengagemen p ocess, he esul s poin o he oles ha indi iduals assume wi hin
e o is o ganiza ions ha a e impo an in e ms o he deg ee o ease o di icul y in he
disengagemen p ocess (Al ie e al. 2022; Hwang 2015), as well as he deg ee o bu nou aced due o
in lexible ideologies (Kenney and Hwang 2020), wi h some indi iduals lea ing e o is g oups due o
lack o ac ion; ha is, hey become inac i e, bu con inue o in e ac and ha e connec ions wi h he
o ganiza ion’s e o is s, due o he s eng hening o ies and he belie in he ideology o an Islamic
s a e (Hwang 2015). Acco ding o he esul s, in Somaliland, he esolu ion o disag eemen s and
con lic s be ween clans and unc ional go e nance ensu es an enligh ened socie y ee om he sp ead
o a jihadis na a i e, hus con ibu ing o he disengagemen o indi iduals linked in any way o Al-
Shabaab (Amble and Meleag ou-Hi chens 2014).
The s udies included in his sys ema ic e iew iden i y some push ac o s, which a e ci ed o
esis ance wi hin e o is o ganiza ions and a e seen as pull ac o s ans e sal o he di e en
p ocesses: disillusionmen wi h leade s and membe s o he o ganiza ion, disag eemen abou he
s a egies used (Hwang 2015; Kenney and Hwang 2020; Lakomy 2019), unme expec a ions (Al ie e
al. 2020) and disillusionmen wi h he oles and con ibu ions (Kenney and Hwang 2020), he loss o
in e es and ai h in he g oup’s ideology (Hwang 2015; Kenney and Hwang 2020; Lakomy 2019), a
eeling ha hings ha e gone oo a (Hwang 2015), he inabili y o deal wi h he
physiological/psychological e ec s o iolence (Lakomy 2019), eelings o emo ional
exhaus ion/bu nou (Kenney and Hwang 2020; Lakomy 2019; Hwang 2015), and di icul y in adap ing
o he clandes ine li es yle (Lakomy 2019), bu also nega i e social sanc ions om he amilies and he
communi ies o he membe s (Hwang 2015).
As pull ac o s, s udies highligh he possibili y o posi i e in e ac ions, oppo uni ies and
changing p io i ies (Hwang 2015), compe ing loyal ies (Al ie e al. 2020), inding a paid job and new
educa ional oppo uni ies, he possibili y o building a amily and ge ing ma ied (Hwang 2015; Kenney
and Hwang 2020; Lakomy 2019), he oppo uni y o es ablish new iendships, ela ionships and
51
6. Conclusions
The s udies in his sys ema ic e iew appea o ocus on speci ic e o is g oups and hei
conclusions may no be uni e sally applicable o all ypes o ex emis o ganiza ions o ideologies (see
Table 4). I should be no ed ha he ac ha his esea ch only in ol ed men ep esen s a limi a ion o
he s udy, as we ecognize he ole ha women play wi hin e o is o ganiza ions. Fu he mo e, he
po en ial lack o ecen and upda ed in es iga ions in he li e a u e may a ec he ele ance o he
conclusions, gi en he dynamic na u e o e o ism and he e olu ion o ec ui men s a egies. While
his sys ema ic e iew con ibu es o a deepe unde s anding o he ec ui men , a ilia ion, and
disengagemen p ocesses among men in e o is o ganiza ions, i is impo an o acknowledge ce ain
limi a ions. Ou s udy was con ined o sou ces in h ee languages (English, Spanish, and Po uguese), a
me hodological choice ha ine i ably es ic ed access o aluable esea ch published in o he
languages, such as Ge man. This may ha e na owed he scope o he indings. Howe e , we belie e
ou app oach o e s a clea e unde s anding o he ansi ions be ween hese phases, which a e c ucial
o de e mining whe he indi iduals emain in ol ed wi h a e o is o ganiza ion o disengage, as well
as he oles hey assume o e ime. Despi e his comp ehensi e iew, we ecognize ha u u e esea ch
could bene i om ocusing on one speci ic phase— ec ui men , a ilia ion, o disengagemen —a a ime.
This could allow o g ea e me hodological di e si y and en ich he da a a ailable on hese dis inc bu
in e ela ed p ocesses, ul ima ely elinquishing ou unde s anding o how e o is o ganiza ions unc ion
o e ime. I is essen ial o conside hese limi a ions when in e p e ing he esul s o he sys ema ic
e iew and ecognizing po en ial gaps in unde s anding he complex phenomenon o e o ism and
indi idual in ol emen in ex emis ac i i ies.
52
Table 4. Key indings o he sys ema ic e iew.
● Ta ge Demog aphic and Rec ui men Mo i a ions: Young people a e he p ima y
ec ui men a ge s, a ac ed by p omises o inancial gains and ulne abili y o
economic challenges. The de ense o he global Muslim communi y and he desi e o
es ablish a calipha e se e as powe ul mo i a o s o adicaliza ion and ec ui men .
● Role o P opaganda: p opaganda, pa icula ly h ough online pla o ms, plays a
c ucial ole in ec ui men , emphasizing he simplici y o Sala is discou se.
● Rec ui men Channels and Ideological In luence: Pa ne s and o ganiza ion membe s
a e he p edominan ec ui e s, le e aging us and sha ed ideologies. Iden i ica ion
wi h he g oup’s ideology, o en acili a ed by leade s, is undamen al in bo h
ec ui men and e en ion.
● Fac o s In luencing Disengagemen : Disillusionmen , shi ing pe sonal p io i ies, and
disag eemen wi h g oup ac ions and ideology a e key ac o s in luencing
disengagemen . Disengagemen in ol es beha io al change, dis inc om
de adicaliza ion, which implies cogni i e change.
● Go e nmen Policies and Social In eg a ion: go e nmen policies play a c ucial ole in
suppo ing he disengagemen p ocess, wi h social in eg a ion policies conside ed
ca alys s o indi idual change.
● Pull and Push Fac o s in Disengagemen : The disengagemen p ocess in ol es pull
ac o s (al e na i e a ac ions) and push ac o s (dissa is ac ion wi h he g oup).
Go e nmen suppo , pa en al in luence, and a ac i e al e na i es ou side he g oup
a e highligh ed. The in e ac ion o push and pull ac o s unde sco es he need o a
nuanced unde s anding o he pe manence phenomenon.
53
The indings o his s udy hold ele ance o he o mula ion o guidelines (see Table 5) aimed a an i-
e o ism in e en ions, subsequen ly educing he isk o ec ui men and ecidi ism wi hin his
popula ion. A mo e accu a e and p ecise unde s anding o he ac o s d i ing indi iduals o join e o is
o ganiza ions is essen ial o be e add ess his issue. Only h ough his accu a e iden i ica ion can
e ec i e p e en ion and in e en ion policies be de eloped (Kule and Gül 2015). These policies should
o e social and economic incen i es, as well as p o ide al e na i e occupa ions, acili a ing he
ein eg a ion o displaced indi iduals in o non-mili an social g oups (K uglanski e al. 2014).
Table 5. Implica ions o esea ch, p ac ice, and policy.
Implica ions o Resea ch
Implica ions Fo P ac ices and Policy
• Bias in Resea ch Design: he
p e alence o quali a i e designs based
on con en analysis, a he han di ec
inpu om indi iduals, in oduces
po en ial bias in he esul s.
• Regional Bias: inc eased in e es in
egions linked o e o is a acks by
g oups like Al-Qaeda and ISIS, whe e
Islam is p edominan , may lead o a
biased ep esen a ion in he s udy.
• Incomple e Co e age: al hough he
esul s highligh a ious ac o s ela ed
o ec ui men , e en ion, and
sepa a ion, hey may no encompass all
he po en ial in luences.
Focus on Speci ic G oups: he
Guideline and P og am De elopmen :
his s udy p o ides suppo o c ea ing
guidelines and p og ams o an i-
e o ism in e en ion, aiming o educe
he isk o ec ui men and ecidi ism
wi hin his popula ion.
Enhanced Unde s anding o Policy
Design: A mo e comp ehensi e
unde s anding o he ac o s in ol ed is
c ucial o he p ecise and accu a e
design o e ec i e p e en ion and
in e en ion policies. This knowledge is
essen ial in c a ing policies ha
add ess he oo causes and dynamics
o in ol emen in e o ism.
54
sys ema ic e iew appea s o
concen a e on speci ic e o is g oups,
and he conclusions may no be
uni e sally applicable o all ypes o
ex emis o ganiza ions o ideologies.
Te o ism is a global challenge ha anscends bo de s, making i impe a i e o he
in e na ional communi y o collabo a e in unde s anding and mi iga ing i s unde lying p ocesses. By
consolida ing di e se s udies om a ound he wo ld, his sys ema ic e iew seeks o o e a holis ic
pe spec i e on he ac o s ha shape he ec ui men , in ol emen , and ex inc ion o e o is g oups,
hus con ibu ing o a mo e coo dina ed and e ec i e global esponse.
Au ho Con ibu ions: Concep ualiza ion, L.Z.Z.; M.P. and S.C. ; me hodology, L.Z.Z. and
M.P. ; so wa e, L.Z.Z. and M.P. ; alida ion, R.A. and S.C. ; o mal analysis, L.Z.Z. ; esea ch, L.Z.Z. ;
esou ces, L.Z.Z. ; da a cu a ion, L.Z.Z. and M.P. ; w i ing - d a ing he o iginal p ojec , L.Z.Z. and M. P.;
w i ing - p oo eading and edi ing, R.A. and S.C.; supe ision, R.A. and S.C.; p ojec adminis a ion,
L.Z.Z.; acquisi ion o unding, R.A. and S.C. All au ho s ha e ead and ag eed wi h he published e sion
o he manusc ip .
Funding: This wo k was ca ied ou a Psychology Resea ch Cen e (CIPsi), Facul y o
Psychology, Uni e si y o Minho, suppo ed by he Founda ion o Science and Technology (FCT;
UID/01662/2020) h ough he S a e Budge .
Da a A ailabili y S a emen : The da a se p esen ed in his a icle a e no eadily a ailable
because
his p ojec emains in p og ess, and da a analysis is ongoing. Reques s o access he da ase s should
be di ec ed o [email p o ec ed]ho.p
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Radicaliza ion is a complex p ocess in ol ing he p og essi e adop ion o ex emis ideas and
belie s, o en associa ed wi h a willingness o eso o iolence o achie e ideological goals (Kundnani,
2012). I is impo an o dis inguish adicaliza ion om ela ed concep s such as adicalism and
e o ism, as hese e ms, hough equen ly used in e changeably, ha e dis inc meanings. Radicalism
e e s o ex eme poli ical o social iews, ye no all indi iduals wi h such ideologies engage in e o is
ac i i ies. While adicaliza ion does no necessa ily lead o iolen beha io , i can se e as a p ecu so
o e o ism, which is cha ac e ized by he delibe a e use o iolence o poli ical pu poses. Fu he mo e,
some indi iduals wi h adical belie s may ne e eso o e o ism, which ep esen s a mo e ex eme
and o ganized mani es a ion o adical ideology (Kundnani, 2012).
Acco ding o Bjø go (2011), indi iduals engage in e o ism and simila o ms o iolen
ex emism o a a ie y o easons, bo h poli ical and non-poli ical. In he con ex o adicaliza ion,
p essu e ac o s e e o he poli ical and socio-economic condi ions ha can in luence an indi idual o
a ilia e wi h an ex emis g oup. Such ac o s may also be ela ed o he indi idual's ma e ial and
pe sonal ci cums ances. On he o he hand, a ac ion ac o s a e ela ed o exis en ial issues, such as
he sea ch o a sense o iden i y, which d aws indi iduals o ex emis g oups and causes. These ac o s
include social ne wo ks, such as g oup membe s, hei ollowe s, associa es, amily, and pee s, which
help a ac mo e indi iduals and ein o ce speci ic ideological con ic ions (Che ney e al., 2021). I is
impo an o ecognize ha hese ac o s do no ope a e independen ly and can in e ac wi h each o he .
The ela i e impo ance o ce ain p essu e and a ac ion ac o s a ies om indi idual o indi idual and
should no be seen as de e minis ic, as indi idual agency plays a signi ican ole in he deg ee o
in luence depending on he con ex in which he indi idual is si ua ed (Che ney e al., 2021). Acco ding
o Jones (2017), adicaliza ion in ol es a p og essi e change in belie s, which can be g adual, wi h a
de ined u ning poin o no , and occasionally can occu apidly. This p ocess can mani es a a ious
le els and may be in luenced by pe sonal conce ns, media exposu e, umo s, o hi d-pa y es imonies
(McCauley & Moskalenko, 2008). B zica (2017) highligh s ha he in e ne has p o en o be a powe ul
ool o ex emis o ganiza ions o p opaga e hei message, acili a ing adicaliza ion and he
ec ui men o new membe s. Fu he mo e, acco ding o Jenkins (2018), jihadis olun ee s may
pe cei e e o ism as an oppo uni y o showcase hei masculini y as wa io s, and adicaliza ion can
be igge ed by speci ic e en s as ec ui s seek e enge o pe cei ed injus ices agains hemsel es o
hei communi ies. Dissa is ac ion wi h expec a ions among highly educa ed you h can also con ibu e o
adicaliza ion and ec ui men (Da den, 2019). Jones (2017) also emphasizes ha he sea ch o
68
ad en u e and glo y and he in luence o iends o cha isma ic indi iduals who become guides can lead
o a ilia ion wi h ex emis mo emen s.
The mo i a ions ha lead indi iduals o join e o is g oups a e in luenced by hei educa ion,
li e expe iences, and social o amilial connec ions, which also shape hei u u e oles (Jones, 2017).
Unde s anding he mo i a ions o in ol emen in iolen ex emism and associa ions wi h mo emen s
ha use e o is me hods is a complex issue, wi h challenges in eaching a consensus on he
undamen al mechanisms o adicaliza ion (Ve gani e al., 2020).
Indeed, i has been a gued ha he mo i a ions o joining e o is g oups a e no always
aligned wi h hose o emaining in o disengaging om hem (Ho gan, 2008), and hese ac o s also
equi e a en ion.
Pe manence and Disengaging om he Te o is O ganisa ion
Jus like wi h joining, he decision o emain in a e o is g oup can in ol e psychological
aspec s and a ious o he ac o s (e.g., social p essu e, loyal y o leade s, need o belonging, inancial
ewa ds, ideological in luence, h ea s o iolence o coe cion, socie al isola ion, o he sea ch o
iden i y and pu pose) (Co ne & Gill, 2019). O en, he p ima y challenge o a de ini i e ea i ma ion o
iden i y wi hin he g oup a ises om in ol emen in ac i i ies conside ed aluable o he e o is
o ganiza ion (Ho gan, 2008). Disengagemen , on he o he hand, in ol es a decision made by indi idual
membe s o a e o is g oup, adical mo emen , o gang o cease hei pa icipa ion in ac s o iolence
(Hwang e al., 2013).
Disengagemen , as desc ibed by Glazza d (2022), is a neu al e m e e ing o he p ocess o
dis ancing onesel om in ol emen in e o is ac i i ies. This p ocess is o en p og essi e and
cha ac e ized by in e nal e lec ion. Howe e , disengaging om a e o is g oup is no s aigh o wa d,
as i in ol es signi ican pe sonal and social challenges. Co ne and Gill (2019) a gue ha lea ing such
g oups can lead o a subs an ial educ ion in ex e nal social op ions, esul ing in isola ion om o he
social ne wo ks ha once se ed as c i ical sou ces o suppo . This an icipa ed isola ion o en de e s
indi iduals om lea ing, ein o cing hei con inued in ol emen .
The oles membe s occupy wi hin e o is o ganiza ions u he complica e disengagemen .
Those in specialized oles ace highe i eco e able cos s, such as a lack o ans e able skills and
limi ed oppo uni ies ou side he g oup, making exi s a egies pa icula ly challenging (Co ne & Gill,
2019). Mo eo e , indi iduals who do success ully disengage equen ly expe ience a p o ound loss o
social iden i y and s uggle wi h guil s emming om hei ac ions while in ol ed in e o ism. These
69
psychological and emo ional challenges a e signi ican , as Al ie e al. (2020) highligh , and can hinde
success ul ein eg a ion in o b oade socie y.
An e en o disengagemen is a p olonged pe iod du ing which an indi idual is no in ol ed in a
e o is g oup a e a pe iod o engagemen , bu i does no include b ie in e up ions in ac i i y
(Glazza d, 2022). Al hough disengagemen equi es a beha io change, in ol ing lea ing a g oup o
modi ying he ole played wi hin i , i does no necessa ily imply a change in alues o ideals bu
demands he abandonmen o he goal o seeking change h ough iolence (Chowdhu y e al., 2008).
P esen s udy
The concep o e o ism has been discussed and de ined acco ding o he in e es s o hose
a ec ed by he phenomenon. This has esul ed in mul iple in e p e a ions by bo h go e nmen s and
academics, which makes i di icul o o mula e a consensual concep . Howe e , one clea ac is ha
he capaci y and esilience dynamics o e o is o ganiza ions ha e di ec ly sub e ed he in e es s o
democ a ically elec ed go e nmen s, causing su e ing and se ious humani a ian c ises in a ec ed
popula ions, as is he case wi h he g oup known as Al Shabaab, o mally iden i ied as Ha aka Al
Shabaab Al Mujahidin (‘Mujahidin You h Mo emen ’). The Al-Shabaab eme ged app oxima ely a decade
ago in Somalia du ing a pe iod o inc eased Islamic mili ias and clan ac i i y. I es ablished ies wi h Al
Qaeda in he A abian Peninsula and o mally announced i s me ge wi h Al Qaeda in Feb ua y 2012
(Blancha d, 2013). Since 2008, Al-Shabaab has demons a ed ope a ional capabili y o ca y ou deadly
a acks agains Wes e n ou pos s and ad e sa ies i pe cei es as ou side o Somalia (Agbiboa, 2014).
Some au ho s (Cannon & Iyekekpolo, 2019) conside ha Al-Shabaab's c oss-bo de e o ism s ems
om i s abili y o sac alize i s iolen e o is ac ions and ame hem as pa o a wide , global jihadis
wa . Among o he objec i es, he e o is s aim o publicize hei cause and hus inc ease hei popula
suppo (Fa ia & A ce, 2005). Al-Shabaab is conside ed a e o is o ganiza ion by many coun ies and
in e na ional o ganiza ions, including he Uni ed S a es, he Eu opean Union, and he Uni ed Na ions,
ca ying ou a se ies o iolen a acks, including suicide a acks, bombings, and kidnappings. The main
aim o his quali a i e s udy is o unde s and and explo e he ac o s ha lead indi iduals o join, emain
in, and lea e he Al-Shabaab e o is g oup om he pe spec i e o indi iduals who ha e been con ic ed
o he c ime o e o ism. Mo e speci ically, he aim is o: iden i y he ac o s associa ed wi h he
p ac ice o e o ism; unde s and he dynamics o uni y and coexis ence in he g oup; and iden i y he
ac o s ha acili a e joining, emaining in, and lea ing he e o is g oup.
70
The p esen s udy is pa o a line o esea ch dedica ed o he dynamics o adicaliza ion and
de adicaliza ion, cen al hemes in many con empo a y app oaches o e o ism. Cu en li e a u e o en
highligh s he complexi y o p ocesses such as joining e o is mo emen s and he impac o social,
economic and psychological ac o s. In pa icula , he idea ha e o ism can eme ge as a esponse o
con ex s o social and economic exclusion, as well as he p esence o social coun e - e o m policies, is
widely discussed (Cannon & Iyekekpolo, 2018).
This analysis o Al-Shabaab aligns wi h exis ing li e a u e on jihadis o ganiza ions, which
highligh s hei abili y o cons uc po en ideological amewo ks ha jus i y iolence. Al-Shabaab’s
posi ioning wi hin he global jihad mo emen , including i s use o sac alized iolence and na a i es
aimed a ga ne ing popula suppo , has been a ocal poin o p io esea ch (Blancha d, 2013). By
si ua ing Al-Shabaab wi hin he b oade con ex o ansna ional e o ism, his s udy sheds ligh on he
in e sec ion o local adicaliza ion dynamics and global ideological ambi ions.
Mo eo e , he indings o e p ac ical implica ions o coun e e o ism s a egies ha ex end
beyond mili a y in e en ions. Social and economic measu es—such as job c ea ion p og ams, amnes y
ini ia i es, and ein eg a ion cen e s—a e emphasized as i al componen s o a holis ic app oach. By
explo ing he mo i a ions and challenges o Al-Shabaab membe s, he s udy p o ides empi ical e idence
ha can enhance public policy ini ia i es and deepen heo e ical unde s andings o adicaliza ion and
de adicaliza ion p ocesses.
Me hods
Pa icipan s
Ele en indi iduals we e con ic ed and imp isoned o he c ime o e o ism in Mozambique, by
Law no. 13/2022 o 8 July, which es ablishes he Legal Regime o he P e en ion, Rep ession, and
Comba o Te o ism and he P oli e a ion o Weapons o Mass Des uc ion, aged be ween 18 and 68,
ook pa in his s udy. Se en p isone s e used o be in e iewed, ci ing hei lack o in e es in his
s udy. The pa icipan s we e selec ed based on in en ional sampling c i e ia, obse ing ele an
cha ac e is ics acco ding o he s udy's objec i es: indi iduals con ic ed o he c ime o e o ism.
71
Table 6. Sociodemog aphic and legal cha ac e iza ion o he pa icipan s
Pa icipan Dis ic /Coun y
Sample cha ac e is ics
P o ession
Legal S a us
Leng h o Sen ence
Religion
Gende and Age
Language
P1
Zanziba
Islamic
Men
27 yea s
Suaíli
Fishe man
Con ic ed
19 yea s and 6 mon hs
P2
Macomia
Islamic
Men
32 yea s
Muâni/suaíli
Táxi- Mo a
Con ic ed
24 yea s old
P3
Palma
Islamic
Men
48 yea s
Makwe/suaíli
Peasan
Con ic ed
18 yea s old
P4
Mocímboa
Islamic
Men
25 yea s
Muâni/suaíli
Fishe man
Con ic ed
19 yea s and 6 mon hs
P5
Muedumbe
Islamic
Men
30 yea s
Maconde
Fishe man
Con ic ed
19 yea s and 6 mon hs
P6
Pemba
Islamic
Men
48 yea s
Macua
-
Con ic ed
14 yea s old
P7
Islamic
Men
Muâni/suaíli
Fishe man
Con ic ed
24 yea s old
72
Macomia
32 yea s
P8
Mocímboa
Islamic
Men
31 yea s
Muâni/suaíli
Peasan
Con ic ed
20 yea s old
P9
Mocímboa
Islamic
Men
76 yea s
Muâni/suaíli
Peasan
Con ic ed
18 yea s old
P10
Mocímboa
Islamic
Men
68 yea s
Muâni/suaíli
Fishe man
P e en i e
-
P11
Mocímboa
Islamic
Men 72 yea s
Muâni/suaíli
Fishe man
Con ic ed
14 yea s old
73
All he pa icipan s we e men, aged be ween 25 and 76 (
M
= 44.45;
SD
= 19.28), and
p ac iced Islam. The majo i y spoke Swahili, and had di e se and undi e en ia ed p o essions be o e
hei imp isonmen , including ishe men, peasan s, and mo o bike axi d i e s. Mos o he pa icipan s
had been con ic ed o he o ense o e o ism, while only one pa icipan was in p e- ial de en ion. The
sen ences o he con ic ed pa icipan s anged om 14 o 24 yea s (c . Table 6).
P ocedu es
Fi s ly, he p ojec was sen o he E hics Commi ee o he Uni e si y o Minho, and a a o able
opinion was ob ained (CEICSH 050/2022). Conside ing he con ex selec ed o da a collec ion, i was
necessa y o eques au ho iza ion om he Minis y o he In e io h ough he Na ional Peni en ia y
Se ice (SERNAP). On-si e, in o ma ion was sough om he managemen bodies o he peni en ia y in
he Pemba dis ic , ega ding a ailabili y and scheduling o in e iews. Once he po en ial pa icipan s
had been selec ed, hey we e con ac ed and in o med o he olun a y and con iden ial na u e o hei
pa icipa ion in he esea ch. Once he pa icipan s had gi en hei in o med consen , he in e iews
ook place in pe son du ing Janua y and Feb ua y 2022 in a p ison in Mozambique. The in e iews ook
place on he mos con enien day and ime o all he pa icipan s in ol ed, in he mos soundp oo
en i onmen , and las ed be ween 45 and 60 minu es.
Ins umen s
Fo da a collec ion, we used a semi-s uc u ed quali a i e in e iew and a socio-demog aphic
(e.g., age, na ionali y, place o bi h, gende , language, and ibe) and socio-legal (e.g., leng h o
imp isonmen ) ques ionnai e. Semi-s uc u ed in e iews we e used because o hei dep h, lexibili y,
and non-di ec i eness (Fon ana & F ey 2005). Based on li e a u e, we d ew up a semi-s uc u ed
in e iew sc ip , which was hen alida ed by expe s in he ield. The in e iew sc ip co e s di e en
dimensions ha assess a ilia ion, such as he explo a ion o he a ious a ilia ion ac o s; pe manence,
which also explo es he ac o s ha conspi e o emain in he Al-Shabaab e o is g oup, and inally
disengagemen , explo ing i s ac o s wi hin he g oup.
Da a analysis
A e ansc ibing he in e iews, hei con en was subjec ed o hema ic analysis o iden i y,
analyze, and epo da a pa e ns used in di e en quali a i e s udies, including phenomenological
s udies (B aun & Cla ke, 2006). Sub- hemes we e ound and p esen ed wi hin each heme, and he
74
names o he hemes con ey he idea o wha hey a e abou . These hemes we e he esul o a
ho ough, inclusi e, and comp ehensi e coding p ocess. The e was a good balance be ween he
analy ical na a i e and he illus a i e ex ac s p o ided, and he da a was analyzed using he bucke
heme o ma , which summa izes he main con en o he pa icipan s' accoun s and does no go
beyond he su ace o he da a. In his way, no mo e is gleaned om he da a han wha he pa icipan s
ha e said, and a se ies o obse a ions a e epo ed, wi hou a ully de eloped, in-dep h, and ma u e
analysis o he da a (B aun & Cla ke, 2006). Each in e iew was ead se e al imes and signi ican
s a emen s, ph ases, o quo es we e highligh ed o unde s and he pa icipan s' expe iences in he
p ocess o joining, s aying wi h, and disengaging om he Al-Shabaab g oup as a whole. These
s a emen s we e hen ca ego ized in o g oups o p elimina y hemes; he p elimina y hemes we e hen
compa ed, and a hema ic meaning s uc u e was de eloped, consis ing o main hemes and a ious
sub- hemes (B aun & Cla ke, 2006). The hema ic analysis was ca ied ou by wo esea che s and hen
alida ed by an independen judge. A g ounded heo y app oach (Co bin & S auss 2008) was used o
de elop new con ex -speci ic analy ical ca ego ies based on he da a a he han on exis ing heo e ical
o mula ions.
Resul s
The hema ic analysis allowed us o iden i y h ee main hemes: a ilia ion, pe manence, and
disengagemen . In addi ion, om he in e iews, we we e able o iden i y a ious sub- hemes in he
pa icipan s' discou se (see Table 7).
75
Table 7.
Sys em o hemes and sub- hemes a e da a analysis
Main hemes
Sub- hemes
A ilia ion
Unemploymen /No u u e expec a ions
Mee ing basic needs (hunge )
The eeling o ibal disc imina ion
Coe cion (kidnapping)
G ooming
Religious manipula ion
Pe manence
Ou o ea
Di icul y ein eg a ing in o socie y
Disengagemen
Disillusionmen
Heal h p oblems
Coun e - e o ism policies
O he 11 pa icipan s in ol ed in he s udy, he wo main ac o s in joining e o is g oups we e
coe cion (kidnapping) and g ooming. These sub- hemes we e he mos equen ly add essed by he
pa icipan s du ing he in e iews, highligh ing hei ele ance in he p ocess o joining hese g oups.
The p edominance o hese wo sub- hemes e lec s he signi ican in luence o coe ci e p ocesses and
g ooming ac ics on ec ui men o e o is g oups. Kidnapping, o example, is a o m o coe cion ha
dep i es indi iduals o hei eedom and o ces hem o join e o is g oups unde h ea o
in imida ion. On he o he hand, g ooming in ol es manipula ing indi idual ulne abili ies, such as
unme basic needs, lack o p ospec s, and eelings o disc imina ion, o ec ui new membe s o e o is
g oups.
This ulne abili y is u he exace ba ed by he lack o p ospec s o a be e u u e. Di icul ies in
secu ing employmen and a sense o hopelessness ega ding he u u e we e highligh ed by wo
pa icipan s, unde sco ing he in luence o p eca ious socioeconomic condi ions such as
unemploymen . (
"We s uggle o access employmen and do no expec a di e en u u e" - P1; "The e's
no employmen o occupa ion o many o us. We young people ha e no p ospec s and ely on luck. I
lea ned ishing om my a he and ha e been li ing o i since childhood" – P7).
Addi ionally, he e's a
lack o basic needs such as ood
("A my age, despi e my desi e o e u n o s udying, I ace he ba ie
called hunge , which has always o ced me o ake odd jobs i s , o ... my li e has ne e been easy,
76
which is why I always say in con e sa ions he e ha i 's ha d o a hung y pe son no o be swayed by
he 'Shabaabs' alk" - P8
), highligh ing indi iduals' ulne abili y o joining e o is g oups.
Du ing he in e iews, some pa icipan s (N=2) men ioned eelings o ibal disc imina ion,
which a e e iden in he lack o equal oppo uni ies o public o ice and he p i ileges g an ed o
membe s o o he ibes when i comes o assuming p ominen posi ions in he dis ic (“Ou Muâni
ibe is always las in e e y hing, we a e he o go en ones o his Macondes go e nmen , he poli ical
leade s don' know wha 's happening in Mocímboa because hey come om o he p o inces [come
om o he p o inces]
and we always eel disc imina ed agains o being om Mocímboa da P aia" -
P9; "Ou dis ic Mocímboa da P aia seemed o be de eloping, and he e we e al eady oppo uni ies o
doing business, like selling second-hand clo hes, M-Pesa, and mo o cycle axis, bu i was mos ly people
om ou side he dis ic who bene i ed. We always had p eca ious jobs; we dese e mo e oppo uni ies"
- P10).
Fu he mo e, some pa icipan s (N=4) also highligh ed he en icing ac o s con ibu ing o he
ec ui men p ocess, including o e s and p omises o mone a y ewa ds, as well as he oppo uni y o
li e ue muslim ai h by he p inciples o he Qu an (
"I was decei ed by iends who p omised me
money; oday I eg e i because I ne e ca ed o know how hey would acqui e ha money, bu being
unemployed, I accep ed. The e's a lack o job oppo uni ies, which is why we a e easily lu ed by g oups
p omising good li ing condi ions and in imacy in he Islamic ai h" - P2; "Mos o he 'Shabaabs'
[abb e ia ion used o e e o his g oup o young e o is s]
a e young Mozambicans like me who we e
manipula ed and lu ed wi h mone a y incen i es due o he lack o employmen . I i we en' o he
collabo a ion o locals in illages and owns, e o ism wouldn' occu because i 's di icul o ou side s
o en e a o eign coun y wi hou he help o na ionals" - P9. "The socio-economic condi ions gene ally
allow o ec ui men , bu I also eel ha e o ism could sp ead o he neighbo ing p o inces o Niassa
and Nampula due o po e y" - P6; "Rec ui men was done in ou dis ic , Mocímboa, by known
indi iduals who we e Sheiks and close iends. The educa ion sys em ba ely unc ions in ou dis ic .
The e should be e o s o c ea e mo e public se ices because imp o ing hese se ices and
implemen ing p ojec s ha can engage local you h, i ld make i mo e di icul o be exposed o
ec ui men . The you h eel excluded om socie y" - P10).
Some pa icipan s (N=8) claimed o ha e been coe ced in o joining he g oup. These
pa icipan s (P2, P4, P8, P10, and P11) who we e coe ced unanimously epo ed being kidnapped,
o ced, and h ea ened o join he g oup. Coe cion in his s udy is amed wi hin he con ex o
ec ui men h ough abduc ion
(‘They kidnapped me a home in Macomia Dis ic in June 2019 and
83
Da a A ailabili y S a emen
The da a suppo ing he indings o his s udy a e a ailable on eques om he co esponding
au ho . The da a is no publicly a ailable due o in o ma ion de i ed om he in e iews wi h he
pa icipan s ha may comp omise hei p i acy in he esea ch, as emphasized in he in o med consen
signed by hem and in line wi h he opinion o he E hics Commi ee.
The a ailabili y o he da a is subjec o e hical and p i acy es ic ions.
84
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3. P á icas e es a égias legais no comba e ao e o ismo em Moçambique: Pe spe i as
dos magis ados
Licínio Zi haª, Rui Ab unhosa Gonçal esª e Sónia Ca idadeª. a Cen o de In es igação em Psicologia,
Uni e sidade do Minho, B aga, Po ugal [A igo Subme ido na Re is a de Sociologia e Polí ica]
90
Resumo
O e o ismo con igu a uma iolação dos p incípios undamen ais do di ei o in e nacional
humani á io, des espei ando o p incípio p imo dial da dignidade humana. O p esen e es udo, de ca iz
quali a i o, p ocu a analisa a pe spe i a dos magis ados sob e as p á icas ado adas no comba e ao
e o ismo que p e alece no no e de Moçambique. Fo am en e is ados 10 pa icipan es
(magis ados), com idades comp eendidas en e os 30 a 55 anos. Os pa icipan es desc e e am o
e o ismo como um c ime iolen o que a e a an o ci is quan o mili a es, ge ando deslocamen os em
massa, e ação de in es imen os e a necessidade de adap ação das leis. As es a égias de comba e
apon adas incluem a in e enção da Missão da Comunidade de Desen ol imen o da Á ica Aus al em
Moçambique o uso de d ones, a capaci ação con ínua dos magis ados e das FDS, p og amas de
des adicalização. Além disso, os pa icipan es des aca am o papel do di ei o penal no comba e ao
e o ismo, ale ando pa a o isco de punições excessi as e iolação de di ei os humanos, bem como a
di iculdade de de ini consensualmen e o e o ismo a ní el in e nacional, dada sua na u eza
ansnacional e ideológica. As implicações des e es udo des acam a impo ância de um equilíb io en e
medidas de segu ança e a p o eção dos di ei os humanos no comba e ao e o ismo, salien ando que a
e ação do in es imen o e a desacele ação da economia nacional consubs anciam consequências do
e o ismo em Moçambique.
Pala as-cha e: Te o ismo, Di ei o Penal, Moçambique, magis ados, Es a égias Legais.
91
In odução
Um dos p imei os exemplos documen ados de a i idade e o is a oco eu no século I a.c.,
quando os Sica i, uma acção adical dos Zelo es judeus, a aca am e assassina am as suas í imas
com punhais na Judeia, sob domínio omano, com o obje i o de inci a uma e ol a (C onin, 2003).
Desde en ão, o e o ismo e oluiu em signi icado e p á ica, o nando-se um enómeno complexo e
mul i ace ado. No en an o e apesa dos es o ços in e nacionais, ainda não exis e uma de inição
uni e salmen e consensual pa a o e o ismo, o que em colocado desa ios signi ica i os pa a a
coope ação in e nacional no comba e a essa ameaça. No âmbi o do di ei o in e nacional, a ausência de
uma de inição cla a pa a o e o ismo ge a ince ezas ju ídicas e comp ome e a e icácia da coope ação
en e Es ados. Enquan o países como o Quênia e a Somália de inem o e o ismo exclusi amen e pa a
ins penais, (Callega i & Linha es, 2014), ou os como a F ança e o Reino Unido ado am abo dagens
mais ab angen es, que incluem elemen os como a c iação de um ambien e de e o e a pe seguição
de obje i os polí icos ou ideológicos (Schmid, 2008). Essa dispa idade e le e as di e en es aje ó ias
his ó icas e agendas polí icas de cada Es ado, o que, po sua ez, obs aculiza a ha monização das
p á icas ju ídicas e a implemen ação de mecanismos e icazes de comba e ao e o ismo. Uma
dis inção c ucial a se ei a é en e a os e o is as e o e o ismo como ideologia. Os a os e o is as
podem se come idos po indi íduos ou g upos que não necessa iamen e se iden i icam com o
e o ismo enquan o mo imen o polí ico ou ideológico. Po exemplo, o ças a madas es a ais,
ex emis as independen es ou a é mesmo c iminosos comuns podem eco e a á icas e o is as sem
se em conside ados pa e de uma o ganização e o is a (Colombo, 2016). Em con as e, o e o ismo
como lógica de ação en ol e a aques indisc iminados con a inocen es e mo i ações polí icas mais
amplas, como a deses abilização de go e nos ou a in imidação de populações in ei as (Ga cia Sua ez,
2012).
O p imei o a aque e o is a egis ado em Moçambique, oco ido em 5 de ou ub o de 2017, na
ila de Mocímboa da P aia, exempli ica as complexidades na de inição e ca ego ização do e o ismo.
Di e sas on es indicam que mui os dos insu gen es e am na u ais da p óp ia ila ou de dis i os
izinhos, e o am econhecidos po mo ado es locais como memb os de um g upo eligioso chamado
'Al-Shabaab' (Mo ie -Genoud, 2021). Essa si uação ilus a a di iculdade de dis ingui en e e o ismo,
insu gência e c iminalidade comum, especialmen e em con ex os onde a o es como a pob eza e
ges ão go e na i a p oblemá ica con ibuem pa a o su gimen o de g upos a mados.
A elação en e e o ismo e di ei o penal ambém sido obje o de conside á el deba e. Enquan o
mui os Es ados eco em ao di ei o penal pa a comba e o e o ismo, enquad ando os a os e o is as
92
como c imes comuns, como homicídio ou conspi ação (Ram aj e al., 2005), ou os a gumen am que
essa abo dagem pode se inadequada pa a lida com a complexidade do enómeno. A aplicação
excessi a de medidas puni i as pode esul a na iolação de di ei os humanos e no ag a amen o das
ensões sociais, especialmen e quando não são obse adas as ga an ias e es ições p óp ias do di ei o
penal (Pio esan, 2019).
Concomi an emen e, a c escen e ansnacionalidade do e o ismo, acili ada po ecnologias
mode nas e pelo en ol imen o de diáspo as, di icul a ainda mais a dis inção en e e o ismo e ou os
ipos de iolência polí ica. Com on ei as cada ez mais indis in as en e gue a e paz, o uso de gue a
po p ocu ação e gue a híb ida, bem como a in e e ência de a o es ex e nos, con ibuem pa a a
inde inição en e o di ei o in e nacional humani á io e o di ei o penal in e nacional (Schmid, 2008). A
al a de consenso ju ídico sob e o uso da o ça em empos de paz e o a das zonas de con li o a mado
é um dos maio es desa ios pa a a comunidade in e nacional.
Pe an e es es desa ios, é undamen al que a comunidade in e nacional con inue a desencadea
es o ços com is a a alcança -se uma de inição mais cla a e consensual de e o ismo, que con emple
as suas di e sas o mas de mani es ação e que espei e as pa icula idades de cada con ex o social e
polí ico. Conside amos, pois, que somen e median e uma abo dagem in eg ada e colabo a i a se á
possí el en en a de o ma e icaz es a ameaça global.
Ca ac e ís icas do e o ismo: mo i ações, impac o e desa ios
O e o ismo ep esen a uma iolação dos p incípios undamen ais do di ei o in e nacional
humani á io, con a iando o p incípio básico da humanidade (Schmid, 2008). Es e enómeno
mul i ace ado desa ia a es abilidade global e es á in imamen e ligado a uma sé ie de a o es his ó icos,
sociais, polí icos e económicos. As edes globais de jihadis as, o madas em con li os como os do
A eganis ão, Koso o e Chechênia, exempli icam a complexidade das conexões en e di e en es g upos
e o is as (Kilcullen, 2005). Comp eende a lógica subjacen e ao e o ismo é essencial pa a
desen ol e es a égias e icazes de comba e e p e enção.
E e i amen e, o e o ismo não se limi a a uma lu a pela i ó ia mili a ou pela omada de
pode , mas ambiciona, sob e udo, dissemina o medo e deses abiliza a sociedade. Di e en emen e de
assassina os di ecionados, onde as í imas são escolhidas pela sua no o iedade, o e o ismo em
como al o a população em ge al, independen emen e da iden idade indi idual das í imas (Colombo,
2016). A mo i ação dos e o is as pode a ia de queixas sociais e polí icas a in luências eligiosas e
99
seguiu o p ocesso de codi icação minuciosa, inclusi a e ab angen e dos dados, ga an indo uma
ep esen ação p ecisa das expe iências ela adas.
Obse ou-se um equilíb io en e a na a i a analí ica e os ex a os ilus a i os, u ilizando o
o ma o de "bucke heme", que ag ega as p incipais ideias exp essas pelos pa icipan es sem uma
análise in e p e a i a ap o undada. Esse en oque isa ap esen a as pe ceções al como o am
exp essas, p ese ando a in eg idade das alas e e i ando in e p e ações além do con eúdo explíci o
o necido pelos pa icipan es (Cla ke, 2007).
Cada ques ioná io oi lido epe idas ezes, e as decla ações signi ica i as o am des acadas e
ca ego izadas em unidades de signi icado ou g upos de emas p elimina es. Esses emas p elimina es
o am pos e io men e compa ados e o ganizados numa es u u a emá ica inal, compos a po emas
p incipais e sub emas (B aun & Cla ke, 2006). Além disso, eco eu-se à eo ia undamen ada (Co bin
& S auss, 2008) pa a desen ol e no as ca ego ias analí icas especí icas ao con ex o do es udo,
undamen adas nos dados empí icos. Essa abo dagem pe mi iu a o mulação de ca ego ias que
e le em di e amen e as pa icula idades do enómeno analisado, sem eco e exclusi amen e a eo ias
p é-exis en es, ga an indo assim uma análise mais con ex ualizada e iel à ealidade es udada. Pa a
assegu a a con iança e c edibilidade dos dados, p ocedeu-se à sua alidação, eco endo a dois juízes
independen e, com expe iência em mé odos de análise quali a i a de dados, ob endo-se 85% do aco do
pa a os emas elabo ados.
Resul ados
A análise emá ica pe mi iu-nos iden i ica ês g andes emas: ca ac e ização do e o ismo,
implicações do e o ismo e es a égias de comba e ao e o ismo. Além disso, das en e is as
e e uadas oi possí el iden i ica sub emas e á ias desc ições especí icas ( e Tabela 10).
100
Table 10.
Sis ema de emas e sub emas ex aídos da análise das en e is as
Tema
Sub ema
Temas especí icos
1. Ca ac e ização do
Te o ismo
1.1. De inição
1.1.1. Violência, ísica ou psicológica a
ci is e/ou mili a es
1.1.2. C ime iolen o e e o
1.2. Mo i ações/Causas
1.2.1 Polí icas e/ou ideológicas
1.2.2. Religiosas
1.2.3. Económico- inancei as
1.3. Meios e Tá icas
1.3.1. Des uição de in aes u u as
1.3.2 Seques os
1.3.3 A aques gene alizados
1.4. Impac o
1.4.1. Danos con a a in eg idade ísica
1.4.2 Danos económicos
1.4.3 Danos psicológicos
1.4.4 Danos Es a ais
1.5. O igens
1.5.1 Jo ens e adul os (18-40)
1.5.2. P o íncias
2. Implicações do
e o ismo
2.1. Sociais
2.1.1. Di isões é nicas e eligiosas
2.1.2. Descon iança nas au o idades
locais
2.1.3. Deslocações o çadas da
população
2.2. Polí icas e Legais
2.2.1 Tipi icação de leis especí icas pa a
o e o ismo
2.3. Psicológicas
2.3.1 T auma
3. Es a égias de
comba e ao
e o ismo
3.1 Medidas de
Segu ança e De esa
3.1.1 Ope ações especiais/uso de meios
ecnológicos adequados
3.1.2 Con olo de on ei as
3.1.3 Fo mação dos p o issionais
en ol idos
3.1.4. Des adicalização e eabili ação
3.2. Medidas P e en i as
e de Dissuasão
3.2.2 Diplomacia e coope ação
in e nacional
3.2.3 Comba e ao inanciamen o do
e o ismo e uso de meios so is icados
3.2.3 Ações comuni á ias e de
consciencialização
3.4 Medidas p ocessuais
e de di ei os humanos
3.4.1. A olamen o de p o as
3.4.2. Ga an ia dos di ei os humanos
101
3.1.
Ca ac e ização do e o ismo
Na en a i a de se ca ac e iza o e o ismo, a de inição do e mo e o ismo oi um dos pon os
desc i os an o pelos juízes como pelos p ocu ado es como c ime que implica a os de iolência, sejam
ísicas ou psicológicas, di igida a ci is e/ou mili a es. Alguns pa icipan es (N=2) magis ados do
minis é io público e judiciais, concep ualiza am o e o ismo como:
“Te o ismo é a p á ica de iolência
ex ema, seja ísica ou psicológica, a a és de a aques localizados e pe pe ado po g upos que numa
p imei a ase podem se iden i icá eis como não"
(P1, Juiz). “
Violência ísica ou psicológica, c ime
p a icado con a pessoas e ou ins alações go e namen ais com o p opósi o de p o oca o medo,
pânico ou e o num de e minado meio, sob algum p e ex o iden i icado pelo pe pe ado
” (P2,
P ocu ado ).
As mo i ações pa a os a os e o is as o am econhecidas como di e sas. Alguns magis ados
(N=2) iden i ica am causas ideológicas, eligiosas e económicas:
“Mui as ezes, o e o ismo é
impulsionado po uma combinação de c enças, como polí icas ideológicas e eligiosas des i uadas,
mas ambém po ques ões econômicas e inancei as"
(P3, P ocu ado ). “
Ao con á io das na a i as da
pob eza e ou as causas de dimensão social, as p incipais causas de em se is as numa dimensão
ideológica e es u u an e onde es a p imei a é esponsá el quase semp e pela adicalização e
des uição da mo al. Vis a essa dimensão, aí podemos inclui a maldição dos ecu sos na u ais e a
pob eza numa dimensão ope acional
” (P6, P ocu ado ).
Os meios e á icas emp egues pelos e o is as a en am a sobe ania do Es ado, e a segu ança
dos indi íduos no ge al, a iam desde a des uição de in aes u u as a seques os e a aques em
g ande escala. É nesse con ex o que alguns magis ados (N=2) e e encia am a des uição de
in aes u u as públicas e p i adas:
“Os e o is as u ilizam uma a iedade de á icas e a aques o ma
gene alizada com is a a causa o máximo de dados possí eis e ai desde a aques a aldeias, ilas,
ia u as, an enas de comunicação e pos es de ene gia o que a en a a sobe ania do Es ado, de al que
con ibui pa a o e ocesso ao desen ol imen o do país consubs anciando-se em des uição de
in aes u u as não só do Es ado e p i ada"
(P7, P ocu ado ).
“O seques o é uma das o mas o çosas
de en ada ao g upo e o is a e belisca a segu ança das populações” (
P5, Juiz
).
O impac o do e o ismo oi ambém abo dado, des acando-se danos psicológicos, económicos
e es a ais -
"Os a aques p o oca am a deses abilização do Es ado Moçambicano em odos os aspe os
social, económico, cul u al e polí ico”
(P9, Juiz). “
Po um lado,
hou e mui os danos a saúde men al das
102
populações assoladas pelo e o ismo, danos a económia do país e abuso isico as populaçoes. Po
ou o lado começou-se a obse a uma “caça às buxas” que culminou em p isões a bi a ias”
(P8-
P ocu ado ).
Sob e a o igem e aixa e á ia dos e o is as, um magis ado mencionou que jo ens e adul os
na aixa e á ia dos 18 aos 40 anos apa ecem como os p incipais pe pe ado es -
“A maio ia dos
e o is as ec u ados em en e 18 e 40 anos. As p o íncias mais a e adas pelo ec u amen o são as
de Nampula e Cabo Delgado, incluem á eas u ais e u banas, onde há maio ulne abilidade social.
Tem alguns cidadãos da Tanzânia, Quénia e Congo"
(P5, Juiz).
3.2.
Implicações do Te o ismo
De aco do com um dos magis ados, o e o ismo em Moçambique em á ias implicações,
a e ando os âmbi os social, polí ico e eligioso. Em elação as implicações sociais, ele a i mou: "
Os
cons an es a aques êm exace bado as di e enças e o di isionismo den o das comunidades, le ando a
ocas de acusações sob e quem es a ia a acili a o e o ismo. Alguns chegam a acusa igu as
in luen es do go e no de es a em en ol idos em esquemas de oca de di idendos p o enien es da
indús ia ex a i a"
(P8, P ocu ado ). Segundo o mesmo magis ado obse a-se implicações di e as
sob e a eligião
: “Ou os p opagam a descon iança e in ole ância, especialmen e en e di e en es
g upos é nicos e eligiosos"
(P8, P ocu ado ). Alguns magis ados (N=3) e e i am ainda que o
e o ismo ambém le a ao aumen o de deslocados de gue a, e a uma onda c escen e de
descon iança nas au o idades go e namen ais e o ças de segu ança - “
A população espei a mais o
egulado e ou as es u u as locais do que o sis ema de jus iça e o ças de de esa e segu ança, es a
si uação espicaça em pa e as di e gências ibais”
(P5, Juiz). “
Em Mucojo, Qui e ejo e alguns
po oados de Mocímboa da P aia as populações, chega am a suplica pela e i ada das o ças de
de esa e segu ança po que os e o is as que equen am es es locais a isa am as populações que
enquan o hou e mo imen ações po pa e das Fo ças de De esa e Segu ança, aquela população não
e ia paz, e como demons ação, os e o is as o am des uindo p og essi amen e odas as
in aes u u as”
(P10, P ocu ado ).
“O núme o ele ado de deslocados de gue a e consequen e
di isões é nicas eligiosas”
(P1, Juiz).
As implicações psicológicas do e o ismo mani es am-se como sendo p o undas e du adou as.
Um magis ado a i mou e acompanhado casos de expe iências de s esse pós- aumá ico, ansiedade
e medo cons an e “
Uma miúda dos seus 13 anos oi ap ada iolada e man ida como esposa de um
103
e o is a de 31 anos de idade. Ela pe maneceu nessa condição po ce ca de 2 anos a é e sido
esga ada po mili a es. Ao longo da audiência em ibunal, a meno , não pa ou de cho a
(P4, Juiz)”.
Umas das implicações di e as dos a aques e o is as, oi o ça a mudanças legisla i as
pon uais e a implemen ação de polí icas mais ígidas de comba e ao e o ismo. Alguns magis ados
(N=5) a i ma am es a sa is ei os com a ipi icação mais ab angen e do c ime de e o ismo, de a mas
de des uição maciça, inanciamen o e b anqueamen o de capi ais como medidas de segu ança e de
comba e ao e o ismo.
A ipi icação do e o ismo em Moçambique em 5 anos e e duas al e ações signi ica i as
começando pela Lei n.º 5/2018 de 2 de agos o que es abelece o egime ju ídico especí ico aplicá el à
p e enção, ep essão e comba e ao e o ismo, após 4 anos oi e ogada e ap o ada pela Assembleia
da República a Lei n.º 13/2022, de 8 de julho que es abelece o Regime Ju ídico de P e enção,
Rep essão e Comba e ao Te o ismo e P oli e ação de A mas de Des uição em Massa. Ambas leis
acili a am de ce a o ma o a amen o dos casos a eles elacionados po que pa a os p imei os casos
ligados ao e o ismo, eco eu-se ao código penal de 2014 no seu a igo 358 onde a punição pelo
c ime de e o ismo oi associada ao homicídio e deli os comuns. En e an o a Lei 13/2022, de 8 de
julho oi e ogada pela Lei n.º 15/2023 de 28 de agos o que e sa e inclui o b anqueamen o de
capi ais
(P5-Juiz).
Há uma pequena en a e a se apon ada que é o cu o p azo da p isão p e en i a endo em
con a a complexidade dos p ocessos ligados ao e o ismo. A junção das p o as que en ol em o
e o ismo é ge almen e mo oso e eque que os p azos sejam ala gados. É impo an e ealça se
di ícil ga an i p o as su icien es que possam esponsabiliza os indi íduos en ol idos com o e o ismo.
Po exemplo a Polícia da República de Moçambique de ia se esponsá el em jun a e aze p o as aos
p ocu ado es pa a inc imina os au o es”
(P8-P ocu ado ).
“A a ual legislação o e ece condições pa a
esponde à ques ão de e o ismo. O p oblema é a ope acionalização da legislação, al a de
capacidade in es iga i a e di iculdade de acesso ao local dos ac os”
(P5-Juiz).
“Uma das maio es
í imas dos a os e o is as são as populações que saem as p essas de suas zonas de con o o e
o nam-se deslocados de gue a. I onicamen e es as populações po e em c escido com pa e dos
e o is as em mui a esis ência em depo con a o seu op esso ”
(P4-Juiz
).
O Código Penal o a igen e oi ap o ado pelo Dec e o de 16 de se emb o de 1886. Com a
p oclamação da Independência Nacional e da Cons i uição, a 25 de Junho de 1975, no os p incípios
es u u an es conduzi am a al e ações ao Código Penal e um dos p incípios oi a Lei n.º 35/2014 de
104
31 de Dezemb o eio aze alguns subsídios mas não aconchegou de idamen e a es e ipo de c ime,
dai e sido ap o ada a Lei n.º 15/2023 de 28 de Agos o que em e e a Lei n.º 13/2022, de 8 de
Julho, que es abelece o Regime Ju ídico de P e enção, Rep essão e Comba e ao Te o ismo e
P oli e ação de A mas de Des uição em Massa, de modo a con o ma com os ins umen os ju ídicos
in e nacionais que inculam o Es ado moçambicano, ao ab igo do dispos o no núme o 1 do a igo 178
da Cons i uição da República. Não há lacunas do pon o de is a de legislação pois udo es á p e is o.
Ou o ganho que se ob e e oi a conjugação da lei do e o ismo com a Lei n.º 14/2023 de 28 de
agos o Lei de P e enção e Comba e ao B anqueamen o de Capi ais e Financiamen o do Te o ismo
(
P1-Juiz).
“Inicialmen e a abo dagem ia no sen ido de enquad a os casos pa a ou os c imes, como
homicídio, posse de a mas p oibidas, o ensas co po ais, danos. É impo an e no a que ao ipi ica se
es e ipo de c ime a abo dagem passou a se mais asse i a”
(P2-P ocu ado ).
3.3.
Es a égias de Comba e ao Te o ismo
No que conce ne às es a égias de comba e ao e o ismo e medidas de segu ança, um
magis ado des acou a capaci ação das o ças de de esa (FDS) e a impo ância das ope ações
especiais como uma medida e icaz pa a comba e ao e o ismo-
"As ope ações especiais ealizadas
pela Missão da Comunidade de Desen ol imen o da Á ica Aus al em Moçambique (SAMIM) o am
ci ú gicas pa a o con olo de Mocímboa da P aia e ou os dis i os ou o a con olados pelos e o is as.
En e an o uma medida de comba e ao e o ismo inclui pa a além da ques ão mili a , o legisla i o, e
polí ico, a ques ão social e cul u al que es a associada a con a adicalização que se ia a base pa a o
co e de ec u amen o"
(P3, P ocu ado ).
A u ilização de meios écnicos so is icados como medida de comba e ao e o ismo oi ambém
apon ada como uma es a égia undamen al po um magis ado - "
In elizmen e ainda há al a de
ecu sos humanos compe en es pa a lida com o e o ismo, en e an o oi com o uso de meios e
ecnologias a ançadas como (d ones e bloqueado es de sinal), bem como a mamen o so is icado que
se e e maio con olo dos dis i os uma ez sob alçada dos e o is as. Ago a é impo an e capaci a as
FDS com is a ao domínio das écnicas de in es igação pa a melho se comba e o e o ismo
” (P9,
Juiz).
105
A po osidade nas on ei as do No e de Moçambique oi mencionada po um dos magis ados
(N=1) como o g ande desa io nas es a égias e medidas de comba e ao e o ismo -
"A maio ia dos
p oblemas associados ao e o ismo es ão di e amen e elacionados a ulne abilidade da nossa
on ei a e es e. Ao longo do seu pe cu so no a-se que a linha de on ei a é imaginá ia. A
ulne abilidade é igualmen e no ó ia ao ní el dos Pos os de T a essia, de ido a exis ência de agen es
al amen e co up os a pon o de admi i em a en ada de a mas de ogo que po enciam os e o is as, há
ambém pos os de a essia clandes inos"
(P3, P ocu ado ).
A o mação de p o issionais de segu ança e de in es igação su giu iden i icada como uma das
es a égias de comba e ao e o ismo associada a medidas p e en i as nes e sen ido, alguns
magis ados (N=3) des aca am a o mação dos o iciais do exé ci o nos mais di e sos campos como
es a égia essencial pa a a e icácia nas medidas an i e o ismo:
É necessá ia uma o mação pe manen e, capaci ação das Fo ças de De esa e Segu ança (FDS)
e da classe dos magis ados
pa a aze ace a á ios p oblemas como: imig ação ilegal, explo ação e
a ico ilegal dos ecu sos na u ais no e i ó io moçambicano, agilidade no con olo das on ei as,
educação cí ico pa ió ica e ou os, cons i ui um dos desa ios no comba e e p e enção ao e o ismo no
país. Com a o mação, po encialização em conhecimen o cien í ico, i ia se de ce a o ma eduzi
ulne abilidades no seio das FDS e da classe dos magis ados. Ex ensi amen e de e -se-ia apos a na
capaci ação dos p ocu ado es dis i ais em ma é ias de e o ismo, e a ce os o iciais no quesi o de
ecolha de p o as po o ma a acili a a ins ução de p ocessos
(P4, Juiz).
“Os policiais e os O iciais do Se iço Nacional de In es igação C iminal (SERNIC) de em
passa po uma o mação especi ica sob e como ins ui um p ocesso e a espe i a p odução de
p o as”
(P6-P ocu ado ).
“Não ha e á sucesso no comba e e p e enção do e o ismo sem que haja
uma p epa ação e o mação pe manen e em ma é ias ligadas ao e o ismo seja ele domés ico ou não,
po pa e das FDS”
(P8- P ocu ado ). A c iação e dinamização de p og amas de des inculação e
ein eg ação social dos jo ens o a ligados a g upos e o is as po o ma a p e eni a eincidência
p opo cionando-lhes um enquad amen o social oi uma ou a es a égia de comba e ao e o ismo
apon ada po um magis ado:
Fala-se em es igma ização dos jo ens, e dé ice de dis ibuição da iqueza aliado ao
desemp ego, isso de ce o modo agiliza a men e dos jo ens c iando supos amen e um sen imen o de
e ol a e e a é il pa a o ec u amen o a g upos e o is as. É impo an e que odas as o ças polí icas
e sociais com impac o as o ganizações da sociedade ci il, açam campanhas de sensibilização
106
in ocando alo es como a unidade nacional e o pa io ismo no sen ido de blinda a men e dos jo ens
con a o adicalismo e o ex emismo iolen o, bem como desenha -se melho es o mas de ein eg a os
jo ens que ou o a es i e am ao se iço do e o ismo, p o egendo-os e a as ando-os pa a que não
es ejam expos os ao ec u amen o
” (P5, Juiz).Também a coope ação in e nacional oi iden i icada, po
um magis ado, como uma componen e cha e nas es a égias de comba e ao Te o ismo -
Há
necessidade do o alecimen o das elações de coope ação diplomá icas e mili a com os países da
Comunidade de Desen ol imen o da Á ica Aus al (SADC), sob e udo os que se limi am com
Moçambique, com is a ao con ole de en ada e saída de indi íduos indesejados ao país dando melho
abo dagem no comba e ao e o ismo. Os se iços de in eligência são chamados a in es iga o que
es a á po de ás do p oblema e encon a soluções pa a o mal do país, é impo an e ealça que em
mui os dos casos de co upção há coni ência de memb os das FDS. No p ocesso da imig ação ilegal
es á lá a mão da polícia (mig ação, gua da on ei as, al ândegas a é aos ní eis mais al os). São casos
a íssimos que alguém en a no e i ó io alheio sem coni ência de alguém que conhece o e eno
(P6,
P ocu ado ).
Dois magis ados (N=2) e e encia am que o comba e ao inanciamen o do e o ismo de ia se
obse ado como uma medida p e en i a essencial -
"O co e de on es de inanciamen o é c ucial pa a
en aquece as o ganizações e o is as e impedi suas ope ações em Moçambique"
(P7, P ocu ado ).
“
Um dos maio es desa ios pa a o comba e ao e o ismo é a c iação de uma o ça conjun a que possa
as ea passo a passo desde a o igem do inanciamen o ao e o ismo a é ao des ino. E cada a o
des a o ça de e ia e uma a e a especí ica. Tem-se como exemplo o Quénia, onde ope a uma o ça
conjun a especializada. É impo an e que haja uma in es igação p o unda de quem são os cabecilhas,
os seus in e esses/obje i os, po que não adian a apenas expulsa os e o is as do país ou ma a los
enquan o os seus mandan es con inua em a ec u a e a manda no nosso país
” (P10, P ocu ado ).
Ou a es a égia de comba e ao e o ismo apon ada po um pa icipan e (magis ado), ecai
sob e algumas ações sob e as comunidades e a conscien ização pública aliada a p e enção do
e o ismo -
" Com is a a acili a o abalho da jus iça, aconselhamos que haja campanhas de
sensibilização e educação jun o as populações sob e emá icas elacionadas aos male ícios das
a i idades e o is as e suas possí eis medidas de p e enção, na ocasião de e-se isi a algumas
amílias que passa am po si uações mais complicadas e aumá icas com is a a á ios ipos de apoio
incluindo o psicológico"
(P9, Juiz). Po sua ez, dois magis ados conside a am que um dos maio es
desa ios nes e âmbi o eside no a olamen o das e idências que consubs anciam ma é ia pa a a
ins ução de p ocesso. - “
Os p ocessos são mal ins uídos
,
na sua maio pa e há al a de p o as que
107
inc iminam os indi íduos que es ão en ol idos em a os e o is as seja sob o ma de como inanciado ,
colabo ado ou mesmo e o is a, o di icul a a ins ução legal de p ocessos” (P1, Juiz). “P ocessos mal
ins uídos culminam com a sol u a de po enciais e o is as, dai se c ucial a c iação de uma b igada
mó el pa a a legalização dos a guidos ligados ao e o ismo. Na mesma ideia, de e ia se amplia o
empo p e is o de ap esen ação dos de idos ao Juiz, dos a uais 15 dias pa a 45 dias, po o ma a da
espaço pa a o a olamen o de p o as” (P4, Juiz).
Po im, a ga an ia da p o eção dos di ei os humanos oi en a izada como aspe o i al den o
das es a égias de comba e ao e o ismo po um magis ado -
"Os indiciados ela am em audiência
que em i ido maus- a os indo dos mili a es e ou os que es ão di e amen e no Tea o Ope acional
No e (TON), que em agido de o ma não ecomendá el an o com as populações bem como com
supos os e o is as. Dai, se c ucial equilib a a segu ança das populações e dos indiciados pelo c ime
de e o ismo acau elando o espei o e a p o eção dos di ei os humanos com is a a ga an i que as
medidas an i e o ismo não jus i iquem e nem esul em em injus iças pa a possí eis a os de e o "
(P9, Juiz).
Discussão dos esul ados
O p esen e es udo isou analisa a pe spe i a dos magis ados sob e as p á icas ado adas em
espos a ao e o ismo que p e alece no no e de Moçambique. Essa análise isa con ibui pa a uma
melho comp eensão das polí icas legisla i as igen es e da necessidade de e en uais mudanças que
possibili em uma a uação mais e e i a no con olo des e complexo enómeno.
Na ca ac e ização do e o ismo, a de inição do e mo oi apon ada an o po juízes quan o po
p ocu ado es como um c ime que se consubs ancia em a os de in imidação à população, com a
inalidade de causa mo e ou lesões co po ais. Esses esul ados es ão em consonância com a Lei n.º
15/2023, de 28 de agos o, que es abelece o Regime Ju ídico de P e enção, Rep essão e Comba e ao
Te o ismo e à P oli e ação de A mas de Des uição em Massa. De aco do com o Capí ulo III, seção I,
A igo 11, núme o 2, come e c ime de e o ismo quem in encionalmen e “p a ica qualque ou o a o
des inado a causa mo e ou lesões co po ais g a es a um ci il, ou a qualque ou a pessoa que não
pa icipe a i amen e nas hos ilidades em uma si uação de con li o a mado, quando o obje i o de al
a o, po sua na u eza ou con ex o, o pa a in imida uma população, ou pa a ob iga um go e no ou
uma o ganização in e nacional a aze ou se abs e de aze qualque a o”.
108
Os pa icipan es iden i ica am o uso da iolência ísica e psicológica como uma ca ac e ís ica
undamen al pa a a comp eensão do e o ismo, co obo ando a legislação em igo . A Lei n.º
15/2023, na seção III, A igo 20, pon o 9, classi ica os c imes p e is os na p esen e Lei como
ag a ados, quando p a icados com ecu so à iolência ísica ou psicológica, a a és de a aques
localizados a elemen os ou ins alações do Es ado ou da população, com a in enção de incu i medo e
e o . Os magis ados, menciona am ainda que uma das ca ac e ís icas do e o ismo em
Moçambique, é o uso do medo e do e o sob e as populações, co obo ando o apu ado po ou os
abalhos an e io es (Ozdama , 2008). Ozdama (2008) ao desc e e os p incipais en oques e
ca ac e ís icas do compo amen o e o is a e e iu que os e o is as p ocu am in imida as pessoas de
modo a o çá-las a cump i as suas exigências e o seu obje i o é ge a pânico numa audiência mais
ampla do que os p óp ios al os di e os. Des a o ma, os e o is as não solici am algo conc e o às suas
í imas, mas espalham o e o .
Os pa icipan es apon a am a ques ão ideológica, como uma impo an e ca ac e ís ica do
e o ismo po se esponsá el pela inibição da mo al, indo ao encon o de Schmid (2013), que a i ma
que a ideologia su ge como um a o essencial e cons an e no p ocesso de adicalização pa a o
e o ismo. A dou inação ideológica desempenha um papel impo an e na ans o mação de uma
mino ia insa is ei a com as disposições sociais e polí icas em mili an es, sendo esponsá el po
incen i a a acei ação da iolência como meio de p omo e mudanças polí icas, além de c ia uma
subcul u a de iolência. A ideologia é u ilizada pa a sup imi inibido es mo ais e jus i ica o ecu so a
mé odos ex emos de lu a polí ica (Schmid, 2013).
Uma consequência imedia a do e o ismo iden i icada pelos magis ados oi a necessidade de
ajus es e ipi icações legais. Esses esul ados e le em a eme gência da Lei n.º 15/2023, que se
jus i ica pela necessidade de e isão da Lei n.º 13/2022, de 8 de julho, a im de adequa -se aos
ins umen os ju ídicos in e nacionais que inculam o Es ado Moçambicano.
Ainda em elação às implicações do e o ismo, os pa icipan es aludi am à des uição de
in aes u u as, pe das humanas e os impac os nega i os na economia. Es es esul ados co obo am o
apu ado po Elu e P ice (2015), que a i mam que o e o ismo pode e um impac o nega i o
signi ica i o no c escimen o económico, especialmen e no se o do u ismo. Globalmen e, os g upos
e o is as endem a causa g ande des uição, esul ando em e idos e pe das humanas, além de
des ia ecu sos de usos p odu i os pa a ins des u i os. Além disso, os pa icipan es menciona am a
e ação de in es imen os po pa e de po enciais in es ido es. Também Elu e P ice (2015) des aca am
que, como consequência do e o ismo em Á ica, o ambien e de in es imen o o na-se des a o á el,
115
DISCUSSÃO GERAL
116
Discussão ge al
A p esen e ese e e como obje i o in es iga os a o es associados à a iliação, pe manência e
des inculação de indi íduos em g upos e o is as em Moçambique, com oco no caso do g upo Al-
Shabaab. Pa a alcança es e g ande obje i o, a análise oi es u u ada em ês es udos dis in os, po ém
complemen a es: uma e isão sis emá ica da li e a u a e dois es udos empí icos quali a i os. O
p imei o es udo consis iu numa e isão sis emá ica da li e a u a cien í ica exis en e sob e o ema,
p opo cionando um pano ama a ualizado das e idências sob e os a o es que in luenciam a en ada, a
pe manência e o abandono de g upos e o is as. O segundo es udo empí ico ocou-se nas pe spe i as
dos indi íduos que in eg a am o g upo Al-Shabaab em Moçambique. Es e es udo quali a i o explo ou as
mo i ações, expe iências e os p ocessos que le a am esses indi íduos a ade i em ao g upo, bem como
as azões que os le a am a des incula -se, quando aplicá el. O e cei o es udo abo dou a pe spe i a
dos magis ados moçambicanos com expe iência no comba e ao e o ismo. Es e es udo quali a i o
p ocu ou comp eende as pe ceções e os desa ios expe imen ados po esses p o issionais no
en en amen o ao e o ismo, bem como as es a égias legais e ins i ucionais ado adas nesse con ex o.
O ecu so à iangulação de di e en es on es de in o mação — a e idência cien í ica da e isão
sis emá ica, as expe iências e mo i ações dos indi íduos en ol idos no e o ismo, e as pe ceções dos
magis ados que o comba em — aliado à opção po uma abo dagem quali a i a, con e e uma dimensão
ino ado a e di e enciado a à análise do obje o de es udo: o e o ismo. Es a me odologia não apenas
en iqueceu a análise, mas ambém possibili ou alcança uma comp eensão mais holís ica e in eg ada
do enómeno do e o ismo no con ex o moçambicano.
Adicionalmen e, essa abo dagem mul idimensional e elou-se essencial pa a iden i ica a o es
c í icos elacionados ao enómeno e p opo es a égias e icazes de comba e. Assim, o p esen e abalho
e o ça o conhecimen o sob e um dos desa ios mais u gen es e complexos da segu ança em
Moçambique, con ibuindo pa a a o mulação de polí icas e in e enções mais in o madas e
sus en adas. A e isão sis emá ica desempenhou um papel cen al ao o ien a a escolha do quad o
eó ico e me odológico, ao compila e analisa se e es udos sob e a dinâmica que ai da a iliação à
des inculação de indi íduos em g upos e o is as. Es e p ocesso pe mi iu iden i ica lacunas
signi ica i as na li e a u a, especialmen e a escassez de es udos que abo dem, de o ma in eg ada, os
a o es de a iliação, pe manência e des inculação. Es as e idências e ela am-se undamen ais pa a a
o mulação das ques ões de in es igação que sus en a am os es udos empí icos, com especial
des aque pa a a pe manência, uma dimensão ainda pa camen e explo ada na li e a u a da
117
especialidade. Além disso, a e isão sis emá ica possibili ou uma comp eensão mais ap o undada dos
a o es que in luenciam a adesão e a des inculação de indi íduos a g upos e o is as. En e esses
a o es, des acam-se elemen os de p essão, como o medo, e de a ação, como a ideologia e as
p omessas de bene ícios inancei os. Esses
insigh s
con ibuí am pa a e o ça a impo ância de
explo a es a égias mais e icazes no comba e ao e o ismo. De o ma mais pa icula , a e isão
apon ou pa a a necessidade de o mula polí icas de amnis ia mais obus as (e.g., implemen ação de
p og amas de des adicalização que o e ecem aconselhamen o eligioso, educação, e apia psicológica
e supo e econômico pa a ex- e o is as), que pode iam mi iga a pe manência nos g upos e o is as.
Es e pon o é co obo ado po au o es como C enshaw (2011) e Schuu man (2020), que sublinham o
papel das polí icas de amnis ia na edução do ec u amen o e na acili ação da ein eg ação de ex-
memb os na sociedade. O segundo es udo, sob e o Al-Shabaab em Moçambique, pe mi iu ap o unda
a comp eensão dos mecanismos de ec u amen o, a iliação e dos a o es que sus en am a
pe manência no g upo. Os dados e ela am que o aliciamen o, equen emen e combinado com coação
cons i ui um dos p incipais a o es mo i ado es da adesão, alinhando-se com as e idências apu adas
na e isão sis emá ica. A pe manência su giu, p incipalmen e, sus en ada pelo medo e pela di iculdade
de ein eg ação na sociedade. Es es esul ados co obo am o encon ado na e isão sis emá ica
designadamen e de que o medo su ge como um a o cen al na manu enção de memb os em
o ganizações ex emis as (Amble & Meleag ou-Hi chens, 2014). A desilusão com as p omessas de
es abilidade e pode do g upo su ge como um a o c ucial pa a a des inculação, e o çando a ideia de
que es a égias e icazes de des adicalização podem con ibui pa a eduzi o ec u amen o e a
eincidência.
O e cei o es udo, ocado na pe spe i a dos magis ados sob e o comba e ao e o ismo em
Moçambique, e elou a necessidade de equilib a a segu ança com os di ei os humanos. Os
magis ados sublinha am a impo ância de in e enções legais e polí icas que p omo am a ein eg ação
de dissiden es, apesa dos desa ios en en ados no p ocesso de des adicalização. Es a análise es á
alinhada com os es udos an e io es, mos ando que as polí icas de comba e ao e o ismo de em se
mais in eg adas e cen adas na ein eg ação social dos indi íduos (Ho man, 2006; Schmid &
Jongman, 2005). A al a de al e na i as segu as pa a a ein eg ação di icul a a des inculação, o nando
essencial a c iação de espaços de apoio con idenciais, como suge ido no segundo es udo.
A ealização des es ês es udos pe mi iu, des e modo, ob e uma comp eensão mais ampla e
in eg ada das dinâmicas de a iliação, pe manência e des inculação de indi íduos de g upos e o is as
118
em Moçambique. A a és da análise dos a o es de p essão e a ação, das di iculdades de ein eg ação
e das implicações das polí icas an i e o is as, a ese o e ece uma comp eensão ap o undada da
complexidade do e o ismo no con ex o moçambicano. As in e - elações en e os es udos indicam que
os a o es que in luenciam a adesão e pe manência são mul i ace ados, en ol endo elemen os
indi iduais, sociais e polí icos (Ka imi e al., 2022). Além disso, as e idências des acam a necessidade
de in e enções que ão além dos mili a es, mas que incluam p og amas de ein eg ação, polí icas de
emp ego e inicia i as educacionais pa a p e eni o ec u amen o de jo ens ulne á eis e incen i ando a
des inculação (B own, 2020).
Ao in eg a os dados dos ês es udos, es a ese p opõe uma isão ab angen e do e o ismo
em Moçambique, des acando a necessidade de um en oque holís ico que combine a segu ança com a
p omoção dos di ei os humanos na o mulação de polí icas públicas. Es a ese não só con ibui pa a o
en endimen o do e o ismo em Moçambique, como ambém o e ece di e izes p á icas pa a a
implemen ação de es a égias mais e icazes de p e enção, comba e e ein eg ação, com oco na
edução da adesão e na p omoção da des inculação de indi íduos dos g upos e o is as. Os esul ados
suge em que o comba e ao e o ismo em Moçambique exige uma abo dagem mul i ace ada, que le e
em con a as causas sociais, polí icas e económicas subjacen es e p omo a al e na i as de ein eg ação
pa a aqueles que desejam abandona os g upos e o is as co obo ando o apu ado po ou os au o es
(Al ie e al., 2014 Bjø go & Ho gan, 2008).
Limi ações e di eções pa a u u as in es igações
Não obs an e os impo an es con ibu os des a ese, a mesma possui algumas limi ações sob e
as quais impo a conside a pa a melho in e p e ação dos esul ados apu ados. A maio ia dos es udos
da e isão, oca em países de maio ia muçulmana, como aqueles elacionados com g upos como Al-
Qaeda e ISIS, o que es inge a possibilidade de gene alização pa a ou os con ex os globais. Há
escassez de a igos que analisem as ês ases (a iliação, pe manência e des inculação) do
en ol imen o e o is a. Concomi an emen e, impo a que es udos u u os p ocu am con empla ou as
dimensões, como saúde men al, es a u o socioeconómico e con ex o polí ico, de o ma a melho
comp eende a sua in luência nos p ocessos de a iliação a g upos e o is as.
O segundo es udo ap esen ou como p incipal limi ação a es ição da amos a, uma ez que
incluiu apenas pa icipan es do sexo masculino, desconside ando as mulhe es en ol idas em a i idades
119
e o is as. Essa limi ação eduz a di e sidade de pe spe i as analisadas e pode impac a a
comp eensão mais ab angen e do enómeno. Embo a os es udos c iminológicos adicionalmen e
p i ilegiem amos as masculinas, in es igações ecen es êm e idenciado o c escen e en ol imen o de
mulhe es em di e en es ipos de condu as deli uosas. Esse ac o essal a a impo ância de inclui
mulhe es em es udos sob e e o ismo, pe mi indo uma análise mais comple a e ep esen a i a das
dinâmicas de géne o associadas a essas a i idades. A amos a pequena limi a a gene alização dos
esul ados. Suge e-se a inclusão de mé odos quan i a i os e longi udinais em pesquisas u u as.
En e an o, o ac o de o es udo e sido ealizado com indi íduos em con inamen o pode in oduzi iés,
uma ez que es es podem omi i ou dis o ce in o mações. Vá ios a o es como a p esença do
en e is ado pode in luencia a obje i idade dos ela os. Impo a, pois, que os es udos u u os
p ocu em con empla ou as amos as, designadamen e as í imas de e o ismo e os deslocados de
gue a no sen ido de melho comp eende a sua pe cepcao sob e o enómeno, as suas implicações e
mecanismos a ado a o sen ido de assegu a o de ido apoio às populações a e adas.
O e cei o es udo e e como limi ação des acada, a agenda sob eca egada dos p o issionais
en e is ados o que di icul ou a ob enção de espos as de alhadas e ap o undadas, limi ando a iqueza
das in o mações cole adas. A cau ela dos pa icipan es ao explo a e ap o unda aspe os sensí eis que
pode iam implica esponsabilidades do go e no pode e condicionado as espos as, limi ando a
análise c í ica das p á icas ado adas. Além disso, a al a de acesso a dados classi icados sob e ações
judiciais an i e o is as ep esen ou ou o obs áculo signi ica i o. Esses cons angimen os impac a am
di e amen e a quan idade e a qualidade dos dados ecolhidos, es ingindo a p o undidade das
conclusões alcançadas. Consequen emen e, a análise icou limi ada em ce os aspe os, não pe mi indo
uma isão mais ab angen e e de alhada das dinâmicas ins i ucionais e judiciais no comba e ao
e o ismo. Apesa disso, os dados ob idos o nece am insigh s ele an es, ainda que pa ciais, que
podem se i como base pa a u u as in es igações com maio acesso a on es di e si icadas e
classi icadas. Também es e e cei o es udo in eg ou uma amos a eduzida, e e en ualmen e limi ado a
da di e sidade de opiniões den o da á ea. Po im, p essões de o ganizações in e nacionais podem e
in luenciado as p á icas locais, a e ando a aplicação das polí icas an i e o is as em Moçambique.
Essas limi ações des acam á eas pa a u u as pesquisas e ajus es me odológicos, com oco na
ampliação da di e sidade, abo dagem c í ica e uma análise mais ab angen e das in luências sociais,
polí icas e económicas.
120
CONCLUSÃO GERAL
121
Conclusão ge al
A análise das p á icas e o is as em Moçambique cons i ui uma ques ão de g ande ele ância
e a ualidade, essencial pa a comp eende as dinâmicas de segu ança, es abilidade social e
desen ol imen o no país. Nes e con ex o, en endemos que a p esen e ese o e ece um con ibu o
signi ica i o pa a a p odução de conhecimen o, essencial pa a o desen ol imen o de es a égias e
polí icas e icazes no comba e ao e o ismo. A abo dagem ado ada, de na u eza mul idimensional e
quali a i a, dis ingue-se po p opo ciona uma isão mais ab angen e e in eg ada do enómeno,
pe mi indo uma comp eensão ap o undada e holís ica do obje o de es udo em ques ão.
A a és dos ês es udos ealizados, oi possí el e idencia a complexidade dos a o es que
in luenciam a a iliação, pe manência e des inculação de indi íduos em g upos e o is as, com um oco
pa icula no caso do Al-Shabaab em Moçambique. Os esul ados essal am a necessidade de
abo dagens in eg adas, adap adas ao con ex o socioeconómico e cul u al de Moçambique. Fa o es
como a pob eza, a escassez de opo unidades educacionais e de emp ego, bem como a explo ação de
ulne abilidades socioeconómicas, con inuam a se de e minan es c uciais nesse p ocesso. Os mais
ecen es acon ecimen os elacionados com os umul os egis ados em Moçambique e le em a
c escen e ensão social e polí ica no país, exace bada po a o es como a ins abilidade económica, a
desigualdade e as alhas nas polí icas de go e nança. Esses dis ú bios, que en ol em p o es os e
con on os iolen os, são, em g ande pa e, uma mani es ação do descon en amen o popula com a
al a de opo unidades, a co upção e a us ação com as p omessas não cump idas de
desen ol imen o. Além disso, a insegu ança p o ocada pelos g upos a mados, como o Al-Shabaab,
ambém em con ibuído pa a a ins abilidade, c iando um ambien e de ince eza e medo que ag a a
ainda mais a si uação social e económica. Os dados an o da e isão sis emá ica como do segundo
es udo, e ela am que a manipulação ideológica e o sen imen o de pe ença ao g upo são c uciais
an o pa a o ec u amen o como pa a a pe manência nos g upos e o is as, enquan o a coação e a
ausência de p og amas de ein eg ação ag a am o p oblema. As ecomendações incluem polí icas
inclusi as de amnis ia e ein eg ação, além da c iação de in aes u u as de emp ego que eduzam a
ulne abilidade ao ec u amen o. Conside ando que a maio ia dos e o is as são jo ens, é undamen al
abalha con inuamen e na mi igação dos a o es de isco associados ao ec u amen o e implemen a
es a égias mais e icazes de con a e o ismo. Es as de em inclui um maio in es imen o em
in aes u u as de educação, al e na i as económicas e sociais pa a ex- e o is as e zonas a e adas,
bem como a p omoção de na a i as posi i as a a és da colabo ação com égulos, líde es
122
comuni á ios e eligiosos pa a di undi mensagens de paz e ole ância. Pa alelamen e, o Go e no de e
e o ça a con iança e en ol e as comunidades na o mulação de es a égias locais de segu ança.
No âmbi o ju ídico, des aca-se a necessidade de c iação de ibunais especializados
exclusi amen e dedicados às ques ões do e o ismo e de es a égias de con a e o ismo mais
e icazes, incluindo o o alecimen o da legislação sob con olo on ei iço e o desman elamen o de
edes inancei as. Embo a se econheça a necessidade de mais es udos pa a ap o unda es as
ques ões, es a ese sublinha a impo ância de dados sis emá icos e iá eis bem como a c iação de um
obse a ó io de segu ança e comba e ao e o ismo com is a a melho undamen ação a o mulação
de polí icas públicas. Recomenda-se, ainda, a c iação de unidades de in es igação no sis ema judicial,
que o neçam in o mações ele an es e a ualizadas aos in es igado es, possibili ando in e enções
mais asse i as e ajus adas ao con ex o moçambicano.
Po im, ao con ibui pa a o en endimen o das dinâmicas de a iliação, pe manência e
des inculação, es a ese o e ece um con ibu o p á ico pa a o desen ol imen o de es a égias mais
e icazes no comba e ao e o ismo em Moçambique. A in es igação ab e, assim, no as pe spe i as
pa a es udos u u os, que de em inclui não apenas homens eclusos, mas ambém mulhe es e ou os
a o es. Nesse sen ido, é essencial in es i em polí icas que p omo am uma abo dagem sus en á el e
in eg ada ao p oblema do e o ismo, p io izando a segu ança e os di ei os humanos.
Com isso, espe amos incen i a u u as pesquisas na á ea, com oco nos a o es de
ec u amen o, a iliação, e des inculação nos g upos e o is as, isando ao desen ol imen o de no as
medidas de p e enção e comba e ao e o ismo.
123
Re e ences
Al ie , M. B., Boyle, E. L., & Ho gan, J. G. (2022). Te o is ans o ma ions: The link be ween e o is
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