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Leitura dialogada no Ensino de Português em Angola. Um estudo interventivo

Author: Baltazar, Moreno
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/5e404c37-3b2f-43ce-9515-a6824176743d/download
Mo eno Bal aza
Lei u a Dialogada no Ensino de Po uguês
em Angola. Um es udo in e en i o
ou ub o de 2024
Lei u a Dialogada no Ensino de Po uguês em Angola. Um es udo in e en i o
Mo eno Bal aza
UMinho|2024
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Mo eno Bal aza
Lei u a Dialogada no Ensino de Po uguês
em Angola. Um es udo in e en i o
ou ub o de 2024
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Ciências da Educação
Á ea de especialização de Didá ica e Supe isão
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o José An ónio B andão Ca alho
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-Compa ilhaIgual
CC BY-NC-SA
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-sa/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Em p imei o luga , ag adeço a Deus, a quem chamo de E e no, pela o ça e inspi ação em cada
passo des e pe cu so acadêmico. Tudo oi possí el po que Ele pe mi iu.
Exp esso minha g a idão ao meu o ien ado , D . José An ónio B andão Soa es Ca alho, cuja
o ien ação sábia, simplicidade, paciência e apoio incondicional o am undamen ais pa a a conclusão
des a disse ação.
Ag adeço ambém ao meu segundo pai, Paulo Camisa, po semp e es a dispos o a me ajuda a
c esce e a me o na o homem que sou hoje. Sua sabedo ia e amo o am essenciais na omada de
decisões ao longo da minha ida.
Ao D . An ónio Cos a Manuel, ag adeço pelo incen i o cons an e e pelo apoio mo al que semp e
me o e eceu du an e es a jo nada, inspi ando-me a pe se e a nos momen os mais desa iado es.
Ao meu i mão, Ma. Daniel Chongo, ag adeço pelo companhei ismo e pelo es o ço emp eendido
desde o início a é a conclusão des e mes ado. Ele semp e es e e p esen e em odos os momen os da
minha o mação e é, sem dú ida, uma das pessoas mais impo an es e especiais da minha ida.
Ao casal Rena o Ceza da Sil a Nascimen o e sua amada esposa Rosângela Du a Mo aes, sou
g a o pela gene osidade e pelo ca inho com que me acolhe am, o nando-me pa e da sua amília. Eles
es i e am ao meu lado semp e que p ecisei de apoio, sendo elemen os essenciais na minha aje ó ia
du an e es e pe íodo de o mação.
Aos meus colegas de mes ado, especialmen e a Telma Fe ei a, ag adeço pela cama adagem e
pela oca de expe iências que o na am es a caminhada mais ica e signi ica i a.
Po im, ag adeço a odos os p o esso es que con ibuí am pa a meu c escimen o acadêmico e
pessoal du an e o mes ado. Sua dedicação e paixão pelo ensino deixa am uma ma ca indelé el na
minha o mação.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que
espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Lei u a Dialogada no Ensino de Po uguês em Angola. Um es udo in e en i o
RESUMO
Es e abalho de in es igação oi desen ol ido no âmbi o do Mes ado em Ciências da Educação, na
Á ea de Especialização em Didá ica e Supe isão, com oco na implemen ação e a aliação de
es a égias de lei u a dialogada no con ex o da escola angolana. O es udo isa a ca ac e iza as
p á icas a uais de ensino da lei u a, o ma e capaci a p o esso es no uso da no a es a égia (Lei u a
Dialogada), e a alia sua e icácia. Realizado em duas u mas da 7ª Classe, na disciplina de Língua
Po uguesa, o es udo in e ém no ambien e escola angolano, onde dois p o esso es, esponsá eis das
u mas, o am selecionados pa a pa icipa , p omo endo a lei u a dialogada como e amen a essencial
pa a o desen ol imen o da comp eensão. A me odologia u ilizada incluiu inqué i os po ques ioná io e
obse ação de aulas, pe mi indo uma análise ab angen e das expe iências e pe cepções an o dos
educado es quan o dos alunos. Os dados e ela am que a ansição da abo dagem adicional de
lei u a — p edominan emen e exposi i a e cen ada no p o esso — pa a a lei u a dialogada esul ou
num ambien e de ap endizagem mais in e a i o, onde os alunos se sen i am mais mo i ados e
engajados. A lei u a dialogada não apenas acili ou uma melho comp eensão dos ex os, mas ambém
p omo eu o desen ol imen o de habilidades comunica i as, pe mi indo que os alunos exp essassem
suas opiniões e discu issem em g upo. Os p o esso es ela a am uma sa is ação c escen e com as
aulas, obse ando um impac o posi i o nas dinâmicas de sala de aula e no desempenho dos alunos. A
o mação con ínua dos educado es pa a a implemen ação de no as me odologias e a c iação de
ma e iais didá icos adap ados às especi icidades cul u ais de Angola de ensino oi iden i icada como
a o c ucial pa a o sucesso dessas abo dagens e o omen o de um ambien e escola que alo ize a
in e ação e o abalho colabo a i o. Além disso, suge e-se a p omoção de polí icas educa i as que
incen i em a adoção de me odologias in e a i as em odos os ní eis de ensino. Es e es udo, po an o,
não só con ibui pa a a comp eensão da e icácia da lei u a dialogada no con ex o educacional
angolano, mas ambém apon a pa a a impo ância de ans o ma as p á icas educa i as, p epa ando
os alunos pa a os desa ios do u u o e o alecendo suas habilidades c í icas.
Pala as-cha e: ap endizagem; o mação de p o esso es; lei u a dialogada; p á ica pedagógica;
i
Dialogic Reading in Po uguese Language Classes in Angola. An in e en ion s udy
ABSTRACT
This esea ch was conduc ed wi hin he amewo k o he Mas e ’s in Educa ion, specializing in
Didac ics and Supe ision, ocusing on he implemen a ion and e alua ion o dialogic eading s a egies
in he con ex o Angolan schools. The s udy aims o cha ac e ize cu en eading eaching p ac ices,
ain and empowe eache s in he use o new s a egies (Dialogic Reading), and e alua e hei
e ec i eness. Conduc ed in wo 7 h-g ade classes in he Po uguese Language subjec , he s udy
in e enes in an Angolan school en i onmen , whe e wo eache s esponsible o he classes we e
selec ed o pa icipa e, aiming o add ess he educa ional challenges o he coun y and p omo e
dialogic eading as an essen ial ool o academic de elopmen . The me hodology employed included
su eys and class oom obse a ions, allowing o a comp ehensi e analysis o he expe iences and
pe cep ions o bo h educa o s and s uden s. The da a e ealed ha he ansi ion om he adi ional
eading app oach, p edominan ly exposi o y and eache -cen e ed, o dialogic eading esul ed in a
mo e in e ac i e lea ning en i onmen , whe e s uden s el mo e mo i a ed and engaged. Dialogic
eading no only acili a ed be e comp ehension o ex s bu also p omo ed he de elopmen o
communica ion skills, enabling s uden s o exp ess hei opinions and engage in g oup discussions. The
eache s epo ed inc easing sa is ac ion wi h he lessons, no ing a posi i e impac on class oom
dynamics and s uden pe o mance. Con inuous eache aining was iden i ied as a c ucial ac o o
he success o his app oach, highligh ing he impo ance o adequa e suppo in implemen ing new
eaching me hodologies. Based on he esul s ob ained, ecommenda ions include he need o egula
eache aining, he c ea ion o eaching ma e ials adap ed o he cul u al speci ici ies o Angola, and
he p omo ion o a school en i onmen ha alues in e ac ion and collabo a i e wo k. Addi ionally, i is
sugges ed o p omo e educa ional policies ha encou age he adop ion o in e ac i e me hodologies a
all educa ional le els. The e o e, his s udy no only con ibu es o he unde s anding o he
e ec i eness o dialogic eading in he Angolan educa ional con ex bu also poin s o he impo ance o
ans o ming educa ional p ac ices, p epa ing s uden s o u u e challenges and s eng hening hei
c i ical skills.
Key wo ds: dialogic eading; lea ning; pedagogical p ac ices; eache aining;
ii
ÍNDICE
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS .............................ii
AGRADECIMENTOS .................................................................................................................................. iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE .............................................................................................................. i
RESUMO ...................................................................................................................................................
ABSTRACT ................................................................................................................................................ i
ÍNDICE ..................................................................................................................................................... ii
Lis a De Quad os ..................................................................................................................................... ix
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 1
CAPÍTULO 1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................................ 7
1.1 P o esso no p ocesso de ensino da lei u a .................................................................................. 9
1.2 A comp eensão na lei u a ........................................................................................................... 14
CAPÍTULO II – METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO: DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS REALIZADOS,
COM REFERÊNCIA AOS INSTRUMENTOS DE RECOLHA DE DADOS E SEU CONTRIBUTO PARA A
CONSECUÇÃO DOS OBJETIVOS.............................................................................................................. 19
CAPÍTULO III - APRESENTAÇÃO DE DADOS ............................................................................................ 33
Análise dos Dados do Inqué i o sob e a lei u a adicional aplicado aos alunos ......................... 34
Análise dos Dados do Inqué i o Aplicado aos P o esso es de Língua Po uguesa........................ 36
Análise dos Dados do Inqué i o Aplicado aos Alunos sob e a Lei u a Dialogada ......................... 39
Dados do Inqué i o Aplicado aos P o esso es sob e a Lei u a Dialogada..................................... 42
Obse ação de aulas...................................................................................................................... 44
Aula de lei u a T adicional: ........................................................................................................... 44
Aula de lei u a Dialogada: ............................................................................................................. 45
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................................ 47
RECOMENDAÇÕES ................................................................................................................................. 49
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................. 51
ANEXO ................................................................................................................................................... 55
Fichas de obse ação de aulas ...................................................................................................... 55
5
Quad o 1 - Passos pa a a execução da es a égia de lei u a dialogada - a e as dos alunos e do
p o esso
Passos a se em seguido na sala de aula
1ª passo
Con e sa com os alunos sob e a es u u a e uncionamen o da aula.
(explicação do sumá io).
2ª passo
Pe gun as de con olo aos alunos sob e o sumá io, (pa a medi o ní el do
conhecimen o que os alunos êm sob e o assun o esc i o no quad o.
Comen á ios e espos as dadas o almen e;
3ª passo
Dis ibuição do ex o em supo e ísico (papel). Pedido pa a, que enquan o
ou em a lei u a, egis em as pala as, cujo signi icado desconheçam. O
p o esso lê em oz al a;
4ª passo
Negociação com os alunos sob e o signi icado de pala as desconhecidas
con idas no ex o em es udo;
5ª passo
Con e sa o ien ada com os alunos sob e o ex o. O p o esso lê cada ques ão
e p ocu a cons ui com os alunos o signi icado p e endido / a espos a
p e endida
6ª Passo
Explicação do ques ioná io inal “A aula de hoje” e sua aplicação. O
ques ioná io se á dis ibuído e aplicado aos alunos em supo e ísico;
7ª passo
Pe gun as conclusi as, ei as o almen e.
Assim, es e es udo isa esponde à seguin e ques ão de in es igação: “Se á que o ecu so a
es a égia de lei u a dialogada é exequí el, adequado e e icaz pa a o desen ol imen o de comp eensão
de ex os no sis ema de ensino em Angola?” Pa a da espos a a es a ques ão, o am es abelecidos um
obje i o ge al e ês obje i os especí icos pa a o es udo:
Obje i o Ge al:
 Implemen a e a alia es a égias de lei u a dialogada no con ex o da escola angolana.
Obje i os especí icos:
1) Ca ac e iza as p á icas a uais de ensino da lei u a no con ex o da escola angolana:
a) Desc e e p á icas de ensino da lei u a;
b) Iden i ica as conceções dos p o esso es ace ca do ensino da lei u a;
c) Iden i ica as pe ceções dos alunos ela i amen e às aulas de lei u a.
2) Fo ma /capaci a os p o esso es pa a o uso de es a égias de lei u a dialogada.
3) A alia a implemen ação de es a égias de lei u a dialogada:

6
a) Desc e e o desempenho dos alunos nas aulas de lei u a dialogada;
b) Conhece a opinião dos p o esso es sob e o in e esse e a e icácia da lei u a dialogada;
c) Conhece a pe spe i a dos alunos dos alunos sob e as aulas de lei u a dialogada.
Es a disse ação es á es u u ada da seguin e o ma: Capí ulo 1 - Fundamen ação Teó ica:
ap esen ação das eo ias sob e lei u a e seu ensino, com des aque pa a a lei u a dialogada; Capí ulo 2
- Me odologia de In es igação: desc ição dos p ocedimen os ealizados, com e e ência aos
ins umen os de ecolha de dados e seu con ibu o pa a a consecução dos obje i os; Capí ulo 3 -
Ap esen ação dos esul ados; Capí ulo 4 - conclusões e ecomendações pa a u u as pesquisas e
p á icas pedagógicas.
7
CAPÍTULO 1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O p esen e capí ulo ap esen a os p incipais undamen os eó icos com os quais oi planeado e
implemen ado es e es udo que se cen a num concei o-cha e explanado a segui : Lei u a Dialogada.
Começamos po dize que a lei u a dialogada é uma es a égia pedagógica de en ol imen o a i o
e colabo a i o dos alunos na cons ução dos signi icados ex uais, com po encial pa a en iquece a
comunicação o al em sala de aula. (Pe ei a, 2020).
Nes a linha lógica, com a lei u a dialogada no con ex o de ensino angolano, ac edi a-se que se
pode alcança os seguin e a anços pedagógicos/didá icos:
- A p omoção da in e ação e au onomia dos alunos na sala de aula. A lei u a dialogada é uma
es a égia e icaz nesse sen ido. Esse es udo mos a-se ele an e no con ex o angolano, especialmen e
na Lunda-No e/Dundo, onde a pedagogia pa a au onomia e a lei u a dialogada ainda são assun os
pouco abo dados no sis ema de ensino. Os p o esso es são is os, po mui os, como de en o es
exclusi os do conhecimen o, o que impede a cons ução de pensamen os p óp ios po pa e dos
alunos. A in e ação em sala de aula é undamen al pa a es imula o pensamen o c í ico e a
au o egulação, pa imen ando o caminho pa a a au onomia e independência dos es udan es. A
in odução da lei u a dialogada ep esen a um a anço signi ica i o no ensino angolano, pois a lei u a é
uma habilidade c ucial pa a o desen ol imen o académico e pessoal dos alunos. No en an o,
comp eende um ex o ai além da símples decodi icação de pala as; eque in e p e ação, análise e
e lexão c í ica sob e o con eúdo. (Vygo sky, 1987).
- Desen ol e a habilidade de lei u a e comp eensão dos ex os. As análises empí icas le am-nos
a c e que mui os alunos nas escolas angolanas leem, po ém não comp eendem o que es ão lendo;
suas in e p e ações são limi adas e dependen es do p o esso . Po isso, é c ucial ap esen a a lei u a
dialogada como uma no a es a égia de in e p e ação ex ual em sala de aula. Ac edi a-se que, a a és
dela, os alunos podem se capaci ados pa a aze análises independen es que os le a ão a uma melho
comp eensão dos ex os. Nesse con ex o, a lei u a dialogada eme ge como uma abo dagem
pedagógica p omisso a pa a p omo e a comp eensão da lei u a e o desen ol imen o de habilidades
de pensamen o c í ico en e os alunos. A p óp ia dinâmica da lei u a dialogada acili a e p omo e a
discussão a i a do ex o en e os alunos e o p o esso , pe mi indo a oca de ideias, pe spec i as e
in e p e ações. Essa abo dagem não apenas aumen a o en ol imen o dos alunos, mas ambém os
desa ia a pensa de manei a mais p o unda e e lexi a sob e o ex o. (F ei e, 1970).
De aco do com Ze enbe ge e Whi ehu s (2003), a 'lei u a dialogada' baseia-se em duas
sequências de es a égias de cons ução de diálogo, denominadas PEER e CROWD. PEER ab ange
8
cinco di e izes gené icas pa a o ien a as in e enções do adul o esponsá el pela con e sa inicial e
pela manu enção da a enção conjun a com a c iança. Isso inclui es imula a c iança a nomea obje os
e discu i a his ó ia, co igi a in o mação o necida pela c iança de o ma cons u i a e alo iza suas
espos as, expandi as espos as da c iança a a és de epe ição, pa a aseamen o, simpli icação ou
adição de in o mações, além de exempli ica ou compa ilha e epe i (ou pedi à c iança que epi a)
os enunciados expandidos pa a ga an i que ela ap enda com a expansão. Po ou o lado, CROWD
consis e em cinco es a égias especí icas pa a incen i a o discu so das c ianças. Isso en ol e solici a
que a c iança comple e in o mações, se lemb e de aspec os especí icos da na a i a, use suas p óp ias
pala as pa a discu i a na a i a, esponda a pe gun as do ipo quem, o quê, quando, po quê,
incluindo ques ões sob e o signi icado de pala as desconhecidas, e es abeleça conexões en e a
na a i a e suas expe iências de ida (Ze enbe ge e Whi ehu s , 2003, ci ados po Pe ei a, 2020, p.
52).
Pa a uma lei u a dialogada, o adul o não se limi a a apenas le pa a as c ianças, mas busca le
com elas. Isso en ol e inicia con e sas an es da lei u a em oz al a, in e ompe a lei u a quando
pe inen e e con inua após sua conclusão, dando espaço pa a pe gun as e comen á ios dos
in e locu o es. (Pe ei a. 2020). Além disso, a au o a ainda des aca que “a lei u a
compa ilhada/dialogada é c ucial pa a a ap endizagem p ecoce da língua, não apenas pela exposição
a no o ocabulá io, mas ambém pelo uso de linguagem mais complexa po pa e dos adul os”.
(Pe ei a. 2020, p.50),
Nes e sen ido, du an e essas lei u as, as c ianças amilia izam-se com a linguagem ípica das
his ó ias e são expos as aos di e en es aspec os da linguagem u ilizada na comunicação diá ia.
Consequen emen e, quan o mais empo uma c iança passa en ol ida em lei u as compa ilhadas, mais
amilia izada ela se o na com a es u u a das his ó ias e o p ocesso de lei u a, o que pode le a ao
desen ol imen o de um maio in e esse pelos li os (Pe ei a, 2020).
A luência na lei u a é essencial pa a que a c iança possa compa ilha suas expe iências
li e á ias de o ma signi ica i a. Segundo Sim-Sim (1997), essa luência não se esume à elocidade,
mas en ol e ambém a p ecisão e a en onação, a o es que pe mi em que a c iança comp eenda
melho o ex o. Quando a lei u a se o na au omá ica, a c iança pode oca no signi icado e na
in e p e ação, en iquecendo sua expe iência. Além disso, a capacidade de compa ilha a lei u a,
especialmen e quando já possui um domínio básico, p omo e um ambien e colabo a i o, onde as
c ianças se sen em incen i adas a discu i suas lei u as. Isso não apenas e o ça sua con iança, mas
ambém es imula o desen ol imen o de habilidades c í icas e sociais, o nando a lei u a uma p á ica
9
mais in e a i a e en ol en e. Assim, a luência se o na um pila undamen al pa a o ap endizado e a
ap eciação da li e a u a.
O en ol imen o das c ianças em si uações de lei u a e esc i a na Educação P é-Escola pode
p omo e o desen ol imen o de ap endizagens di e sas, que, embo a in e - elacionadas, podem se
o ganizadas em ês componen es: uncionalidade da linguagem esc i a e sua u ilização em con ex o;
iden i icação de con enções da esc i a; e p aze e mo i ação pa a le e esc e e (Sil a, Ma ques, Ma a,
& Rosa, 2016).
Buescu, Mo ais, Rocha e Magalhães (2015) a i mam que, Faze da lei u a um p aze e um
hábi o pa a oda a ida, e encon a nos li os a mo i ação pa a le e con inua a ap ende , dependem
de expe iências de lei u a desen ol idas a pa i de ecu sos e es a égias di e si icadas, além de
pe cu sos o ien ados de análise e in e p e ação, como a lei u a pa ilhada. “Especi icamen e na
implemen ação de es a égias de lei u a o ien ada, es e domínio possibili a a con e gência de
a i idades de o alidade, lei u a, esc i a e e lexão sob e a língua. Isso po que, ao lida com ex os
li e á ios, são abo dados p ocedimen os de comp eensão, análise, in e ência, esc i a e usos especí icos
da língua” (Buescu e al., 2015, p. 7 e 8).
1.1 P o esso no p ocesso de ensino da lei u a
Es e ema su ge como uma on e de escla ecimen o sob e o impac o c ucial da igu a do
p o esso no ensino da lei u a. Ele pode se pe cebido como um a ol o ien ado pa a os alunos
du an e as aulas de lei u a. O p o esso não apenas ealiza a lei u a em oz al a, mas ambém pode
se i como exemplo ao modela habilidades de lei u a, demons ando como analisa e comp eende
um ex o. Sob sua o ien ação, os alunos são guiados na seleção de ma e iais de lei u a ap op iados e
são enco ajados a emp ega es a égias de comp eensão ao longo do p ocesso. “O p o esso u iliza o
seu discu so pa a o ensino, is o é, pa a de ini o que cons i ui o conhecimen o e ansmi i-lo aos
alunos, que pela o ma de exposição di ec a, que po meio de in e oga ó ios” (Amo , 1993, p.67).
Além disso, o p o esso pode desempenha um papel essencial ao o nece eedback cons u i o sob e
o desempenho dos alunos na lei u a, iden i icando á eas de ap imo amen o e o e ecendo
di ecionamen os pa a o con ínuo desen ol imen o de suas habilidades. Reconhecendo as dis in as
necessidades indi iduais dos alunos, adap a o ensino pa a a ende a cada um de o ma especí ica.
Acima de udo, o p o esso pode incu i ao aluno o amo pela lei u a, compa ilhando sua paixão pelo
uni e so dos li os e inspi ando os alunos a se o na em lei o es á idos e au ónomos ao longo de suas
idas.
10
No p ocesso de ensino, o p o esso de e semp e conside a que o desen ol imen o dos alunos
em elação à lei u a é p imo dial. Ca alho (2005) des aca que “as ca ac e ís icas ocalizadas na
ap endizagem dos alunos não se podem ci cunsc e e à aplicação dos es udos linguís icos e li e á ios,
mas ab em espaços impo an es pa a a cons ução de uma consciência sob e o que é le ” (Ca alho,
2005, p. 13). Dessa o ma, é undamen al p omo e uma abo dagem que á além, pe mi indo que os
alunos comp eendam a p o undidade e a iqueza do a o de le .
Já o au o Ca alho (2003), des aca que “o con ac o com o ex o esc i o pela lei u a
desempenha um papel impo an íssimo nes a ans o mação: P imei o po que pe mi e ao aluno lei o
uma maio assimilação dos mecanismos sin ác icos que são p óp ios do ex o esc i o; depois, po que
oco endo a comunicação na ausência do seu e e en e, ele desen ol e no lei o a capacidade de
es abelece , pela pal a, elações en e ealidades que não es á a i e no momen o” (Ca alho, 2003,
p. 43).
No con ex o do ensino da lei u a, Je emy Ha me (2002) delineia seis p incípios undamen ais
que de em se conside ados:
1. Es imula a p á ica: Enco aja os alunos a le o máximo possí el.
2. En ol imen o: P omo e uma conexão signi ica i a en e o aluno e o ex o que lê.
3. Re lexão c í ica: Incen i a o aluno a esponde ao con eúdo da lei u a, explo ando
seus sen imen os e e lexões, em ez de se es ingi à análise da es u u a ex ual.
4. P e isão: Conscien iza os alunos de que a an ecipação de con eúdos pode acili a
signi ica i amen e a comp eensão do ex o.
5. Conexão emá ica: Relaciona as a i idades de lei u a in ensi a com emas ele an es
pa a os alunos.
6. Explo ação in eg al do ex o: Reconhece que bons p o esso es in es igam o ex o
em sua o alidade.
Nesse sen ido, o p o esso assume múl iplas unções essenciais pa a o sucesso do p ocesso de
lei u a. Ele de e se : (1) O ganizado , escla ecendo o p opósi o da lei u a e o necendo ins uções
cla as sob e como e em quan o empo os obje i os de em se alcançados; (2) Obse ado ,
moni o ando o p og esso dos alunos du an e a lei u a; (3) Facili ado do eedback, incen i ando a
compa ação de espos as en e pa es, o que p omo e uma análise de alhada do ex o; e (4)
P o ocado , di ecionando a a enção dos alunos pa a ques ões especí icas.
Adicionalmen e, Ha me des aca a impo ância de inclui uma di e sidade de gêne os ex uais e
de o mula uma ampla gama de ques ões de comp eensão, an o o ais quan o esc i as. O p o esso

11
pode emp ega ques ões de: (1) e dadei o ou also; (2) escolha múl ipla; (3) semiabe as; (4)
o ganização c onológica de in o mações; (5) abe as; e (6) e lexão c í ica, nas quais o lei o é
con idado a posiciona -se em elação a pa es do ex o ou à ideia ge al ap esen ada. Essa a iedade de
ques ões pe mi e que os alunos u ilizem di e en es écnicas de lei u a, en iquecendo assim sua
expe iência e comp eensão do ma e ial lido
Pa a abalha a lei u a, os p o esso es, em Angola, usam sob e udo ex os na a i os nas aulas
pa a p omo e a in e p e ação dos ex os e le a os seus alunos a cons ui conhecimen o. Isso não é
e ado, pelo con á io, é uma ia pode osa pa a o c escimen o cogni i o dos alunos a a és das
his ó ias, as c ianças ep esen am pa a si pequenas pa celas do mundo que lhes pe mi em a
cons ução de sabe es de di e en e na u eza (Bom im, 2008).
Os ex os na a i os são ó imos ecu sos de ensino de uma língua, an o pa a desen ol e a
in e ação na sala de aula, quan o pa a aze o aluno pensa e sai da sua zona de con o o, desen ol e
o seu pensamen o e c ia múl iplas e lexões ace ca dos elemen os exis en es no ex os, o que o
pode á ajuda a enquad a -se enquan o um se pensan e e com capacidade de na a a sua posição
na sociedade em que i e. “Os ex os na a i os einam o pensamen o lógico e coe en e. O
es abelecimen o desses elos causais en e e en os empo almen e si uados é undamen al pa a a
pe ceção da iden idade e do sen ido da expe iência indi idual ao longo da ida” (Pe ei a, 2020, p.51).
Du an e o pe íodo da ealização das aulas é impo an e que o p o esso p ocu e c ia um
ambien e amigá el, momen os de con e sas e lexi as que pe mi am aos alunos exp essa en e eles
os seus pensamen os. E, du an e o p ocesso de ensino/ap endizagem é, essencialmen e, que o aluno
seja le ado a e le i , ques iona , coloca hipó eses, de ende a sua opinião e ees u u á-la caso
necessá io, negocia , a alia e oma decisões a a és da in e ação com ou os alunos e com o
p o esso (Dam, 2016). E quando acon ece, “uma ez libe o, dá luga ao lei o pa a que a língua se
cons i ua” (Ba bei o, 2003, p.36).
Assim, o p o esso , ocado em melho a as suas opções didá icas, não pode nega -se ao de e
de, na sua p á ica docen e, e o ça a capacidade c í ica do educando, sua cu iosidade e a sua
capacidade de desen ol e conhecimen os, pois que uma das a e as p imo diais do p o esso é
abalha com os educandos o igo me odológico com que de em ap oxima -se dos obje i os
cognoscí eis. Um bom p o esso é um pai p eocupado em pe mi i que os seus alunos c esçam,
ganhem au onomia e se desen ol am socialmen e, é um agen e p on o pa a ajuda , que p ocu a da o
seu melho pa a man e i as odas as cu iosidades dos seus alunos e p omo e semp e alunos
au ónomos. (F ei e, 2021).
12
O papel do educado é c ucial no p ocesso de ap op iação da lei u a e da esc i a. Ao c ia
ambien es que incen i am o en ol imen o com esses sabe es, o educado con ibui pa a o
desen ol imen o de a i udes e disposições posi i as em elação à ap endizagem da linguagem esc i a
(Sil a e al., 2016). Além de o e ece ecu sos, es a égias e ma e iais adequados pa a cada aixa
e á ia, “é undamen al que as a i idades elacionadas ao li o e a lei u a conside em os in e esses das
c ianças, alinhando-se às suas ases de desen ol imen o” (Sil a & Ramos, 2014, p. 154). Essa
abo dagem ga an e que o ap endizado seja signi ica i o e en ol en e.
Os p o esso es p ecisam es a bem capaci ados, pois a a e a é mui o exigen e. Pa a F ei e,
(2021) “ensina exige o econhecimen o de que a educação é ideológica; ensina exige é ica, ensina
exige a capacidade de se c í ico, exige o econhecimen o dos nossos condicionamen os, exige
humildade, exige e lexão c í ica en e ou os aspe os”. (F ei e, 2021, p.11).
Além disso, es udos êm demons ado que o conhecimen o e a comp eensão das unções da
lei u a e da esc i a pelas c ianças an es do início da escola idade ob iga ó ia endem a acili a sua
ap endizagem e se e le em em seu desempenho (Sil a e al., 2016). Nesse con ex o, o papel
undamen al do p o esso é e idenciado no p ocesso de ap op iação da lei u a e da esc i a, ao c ia
ambien es que p omo am o en ol imen o com essas habilidades, esul ando no desen ol imen o de
a i udes e disposições posi i as em elação à ap endizagem da linguagem esc i a. (Sil a e al., 2016).
Assim, en ende-se que exis e uma p eocupação/missão mui o impo an e do p o esso de língua
po uguesa, que é le a o aluno à comp eensão do que lê. A comp eensão do que lemos é impo an e
a é mesmo pa a a nossa ida social, endo em is a os elacionamen os po e-mails e si es de edes
sociais” (Guima ães & Paula, 2019, p.11).
Segundo Inês Sim-Sim, “a essência da lei u a é a cons ução do signi icado de um ex o esc i o”
(Sim-Sim, 2007, p. 5). Ela ac escen a que “le é comp eende , ob e in o mação, acede ao signi icado
do ex o. As expe iências de lei u a eal ( ex os au ên icos, com unções de comunicação, in o ma i as
ou de ec eação) são de e minan es no desen ol imen o da comp eensão da lei u a”. (Sim-Sim, 2007,
p. 6).
O p ocesso de lei u a inicia-se quando o lei o é con on ado com um ex o esc i o,
es abelecendo uma elação cujo esul ado inal (p odu o) é a comp eensão do signi icado. Alde son
a i ma que “o p ocesso é dinâmico, a iá el e di e en e, pa a um mesmo lei o , [na lei u a] de um
mesmo ex o, em momen os di e en es ou dependendo do obje i o da lei u a” (Alde son, 2000, p. 3). O
au o ac escen a que é ainda mais p o á el que o p ocesso seja comple amen e di e en e quando se
13
a a de lei o es di e en es, ou seja, “o p ocesso se á di e en e pa a lei o es di e en es, em ex os
di e en es, em momen os di e en es e com obje i os di e en es” (Alde son, 2000, p. 5).
De aco do com Sim-Sim (2006), “exis em cinco ipos de lei u a em unção
das quais o lei o ap esen a di e en es elocidades: (i) na lei u a po a imen o
(scanning), que apenas pe mi e acede ao léxico, um lei o e icien e lê ce ca de 600
pala as po minu o; (ii) numa lei u a em diagonal (skimming), que possibili a o
acesso semân ico, a elocidade desce pa a ce ca de 450 pala as po minu o; (iii)
na lei u a co en e ( auding), a elocidade é ce ca de 300 pala as po minu o; (i )
quando se em po obje i o o es udo (lea ning), o que implica a capacidade de
elemb a a in o mação lida, a elocidade é ce ca de 200 pala as po minu o; ( )
quando a in enção é memo iza ( emembe ing) pa a pos e io men e e baliza a
in o mação, o mesmo lei o lê apenas 138 pala as po minu o” (Sim-Sim, 2006, p.
56).
O sucesso na ap endizagem da habilidade de lei u a es á in insecamen e ligado a ês
elemen os undamen ais: ensino e icaz da decodi icação, ins ução explíci a em es a égias de
comp eensão ex ual e ime são egula em li e a u a de qualidade (Sim-Sim, 2007). Pa a ga an i uma
sólida base na decodi icação, é essencial cul i a a consciência onológica e p omo e o
econhecimen o das elações som/g a ema especí icas do idioma po uguês. Em pa alelo, a ins ução
explíci a na comp eensão de ex os eque uma abo dagem cuidadosamen e planejada, na qual o
p o esso desempenha um papel cen al ao seleciona as es a égias mais adequadas pa a a ende às
necessidades indi iduais dos alunos, capaci ando-os a se o na em lei o es au ónomos e habilidosos. A
exposição egula a uma a iedade de ob as li e á ias de qualidade e a p omoção da ap eciação pela
lei u a são i ais pa a o desen ol imen o da comp eensão de ex os. Incen i a os alunos a le em de
o ma independen e, an o pa a si mesmos quan o pa a os colegas, é uma p á ica que o alece ainda
mais suas habilidades de lei u a e comp eensão (Sim-Sim, 2007).
Ac edi a-se que odo o p o esso de e ia p ocu a pe co e as cinco e apas desenhadas po
Giasson (1993), pa a que haja bons u os na sua es a égia de ensino da lei u a. “A p imei a e apa
e e e-se à de inição da es a égia e a sua u ilidade; a segunda explici a os p ocessos de lei u a usados
pa a escla ece a comp eensão do ex o; a e cei a diz espei o à in e ação en e os lei o es e a
o ien ação pa a o domínio das es a égias; a qua a comp eende a u ilização da au onomia da
es a égia po pa e do es udan e; po úl imo, o aluno aplica a es a égia nas suas lei u as
pe sonalizadas”. (Giasson, 1993, p.52).
Po ou o lado, Giasson (1993) de ende que, pa a que as a i idades de lei u a enham sucesso,
de e -se-ão associa “ ês ipos de conhecimen os: os conhecimen os decla a i os, os conhecimen os
p ocessuais e os conhecimen os p agmá icos. Assim, à ase em que o p o esso de ine a es a égia de
14
lei u a e a sua u ilidade, é associado o conhecimen o decla a i o, pois é indicado ao aluno o que aze
e a azão po que o az. O conhecimen o p ocessual é associado à explici ação dos p ocessos de lei u a
u ilizados, le ando os alunos a sabe como aze e em que si uação. À e cei a e qua a e apas es ão
associados os conhecimen os p ocessual e p agmá ico”. (Giasson, 1993, p.53)
Os au o es Ca alho e Sousa (2011), des acam que, "ao longo dessas é apas, “ o na-se
undamen al o p o esso de ini a es a égia a ensina , ilus a co e amen e o seu uncionamen o e
in e agi com os alunos pa a o ien á-los no domínio e na u ilização au ônoma da es a égia" (Ca alho e
Sousa, 2011, p.118).
Nes a pe spe i a, pode-se a i ma que um dos aspe os impo an es pa a que o aluno enha
sucesso no seu pe cu so de o mação académica é o domínio adequado da habilidade de lei u a.
Ensina o aluno a le ai acili a -lhe uma maio comp eensão dos assun os que a academia lhe pode á
ap esen a du an e a sua o mação. Assim, “ensina a le é uma ele ada missão de que o p o esso se
pode legi imamen e o gulha . Ab em-se ho izon es no os, p opo cionando ao aluno o caminho pa a se
ans o ma no homem ú il, ú il a si p óp io e ao seu semelhan e” (Pes ana, 1974, p.14). É uma
iqueza incalculá el que lhe en ega, um p ecioso esou o que, bem ap o ei ado, se á a cha e e
solução de an os p oblemas que a ida lhe ai p opo ciona um dia. Nes a linha de pensamen o,
pe cebe-se a impo ância da lei u a pa a o sucesso escola de um aluno.
Po se a a de lei u a, é impo an e ealça que o educado p ecisa de sabe medi o ní el de
conhecimen o que os seus alunos êm e p ocu a ajudá-los a desen ol e o léxico, pois “a língua
cons i ui um a o undamen al nas ap endizagens dos alunos, de endo es a se en endida numa
pe spe i a uni e sal”. (Sa dinha & Aze edo, 2013, p.15).
1.2 A comp eensão na lei u a
O ce ne da a i idade de lei u a eside na comp eensão e in e p e ação do ex o. Ao explo a a
comp eensão da lei u a nes e abalho, p e ende-se cen a a a enção no aspec o essencial da lei u a,
en a izando a sua ele ância undamen al. Es e en oque nos pode o nece e amen as essenciais pa a
capaci a ajuda os alunos a alcança em o obje i o p imo dial: comp eende o ex o e assimila seu
con eúdo de manei a signi ica i a. Ela é uma a e a complexa, eque a o ques ação de mui as
habilidades linguís ico-cogni i as e, po isso, é um p ocesso desa iado , especialmen e quando o ema
do ex o é complexo e/ou não amilia ao lei o ” (Guima ães & Paula, 2019, p.11). Po se ão
impo an e, a comp eensão da lei u a, a lei u a dialogada su ge como uma e amen a acili ado a que
pode p omo e a comp eensão do que es á sendo lido pelo aluno/lei o .
21
após o einamen o ecebido. Mais uma ez, o in es igado desempenhou um papel de obse ado ,
cole ando dados po meio da análise das no as e do desempenho dos alunos.
Já na quin a ase, o am ealizados no os inqui ições, an o com os p o esso es quan o com os
alunos, ago a di ecionados à expe iência e pe cepções em elação à lei u a dialogada, comple ando
assim o ciclo de in es igação delineado nes e es udo.
O quad o 2 ap esen a as es a égias que o am usadas na ecolha de in o mação pa a cada
obje i o es abelecido e o ipo de in o mação a ecolhe , esul ando na iangulação de mé odos e
on es.

22
Quad o 2 - Es a égias de ecolha de in o mação de aco do com cada obje i o e o ipo de in o mação a
ecolhe.
Obje i os
Es a égias de ecolha de
in o mação
Tipo de in o mação
Obje i o ge al:
Desenha ,
implemen a e a alia
uma es a égia de
lei u a dialogada.
Obje i os Especí icos:
1- Ca ac e iza as
p á icas a uais de
ensino de lei u a.
2- Fo ma /capaci a
os p o esso es pa a o
uso de es a égias de
lei u a dialogada.
3 - Implemen a e
a alia a es a égia de
lei u a dialogada
Cí culo de Es udos (obj.2)
Re le i a impo ância da es a égia de
lei u a dialogada;
Obse ação de aula (Obj. 1,3)
Desc e e p á icas de lei u as a uais;
Inqué i o po en e is a (Obj. 1,3)
Iden i ica as conceções dos p o esso es
ace ca do ensino de lei u as a uais;
Inqué i o po en e is a (Obj. 1,3)
Iden i ica as pe ceções dos alunos
ela i amen e as aulas de lei u a
dialogada;
Obse ação de aula (Obj. 1,3)
Obse a o modo como oi aplicado a
es a égia de lei u a dialogada;
Obse ação de aula (Obj. 1,3)
A alia o esul ado das es a égias de
lei u a dialogada;
Obse ação de aula (Obj. 1,3)
Desc e e o desempenho dos alunos nas
aulas de lei u a dialogada;
Inqué i o po en e is a (Obj. 1,3)
Conhece as pe ceções dos p o esso es
sob e o in e esse e a e icácia da es a égia
da lei u a dialogada.
Inqué i o po en e is a (Obj. 1,3)
Conhece a pe spe i a dos alunos sob e a
lei u a dialogada.
Tendo em con a os cuidados é icos da in es igação educacional, oi man ido o anonima o de
odos os pa icipan es e espei ada a con idencialidade da in o mação ecolhida. O es udo oi
de idamen e explici ado aos p o esso es pa icipan es, sendo solici ada a au o ização pa a a sua
ealização jun o da Di eção da ins i uição. De o ma a p omo e uma alidação in e subje i a das
in e p e ações ecidas, o ien ou-se ambém que os p o esso es pa icipan es i essem acesso ao
capí ulo da análise de dados an es da conclusão des a disse ação e assim acon eceu.
23
A segui , ap esen a-se um pano ama da obse ação de aulas e das ques ões o muladas e
aplicadas a alunos e p o esso es, com o obje i o de cole a dados ele an es pa a es a disse ação.
Es a secção des ina-se a delinea as pe gun as incluídas no inqué i o po ques ioná io, bem como a
sin e iza as espos as o necidas po eles.
Ques ões do inqué i o po ques ioná io sob e a lei u a adicional aplicado aos in e
(20) alunos, com os seus de idos obje i os
A lei u a dialogada em se mos ado uma abo dagem e icaz no ensino de língua po uguesa,
especialmen e em con ex os onde a p omoção da lei u a é essencial pa a o desen ol imen o
educacional e cul u al dos alunos. No con ex o angolano, onde o domínio do po uguês é undamen al
pa a o sucesso acadêmico e p o issional, explo a es a égias ino ado as pa a o ensino da língua é de
suma impo ância. A me odologia ado ada nes e es udo incluiu a aplicação de um inqué i o po
en e is a sob e a lei u a adicional aos alunos, com o in ui o de comp eende suas pe cepções,
hábi os e expe iências elacionadas à lei u a. Cada ques ão oi cuidadosamen e elabo ada pa a a ingi
obje i os especí icos que con ibui amo pa a o alcance dos p opósi os des a pesquisa. A segui , se ão
ap esen ados os obje i os associados a cada pe gun a do ques ioná io, delineando a ele ância de
cada aspec o in es igado pa a o en endimen o do papel da lei u a adicional no con ex o educacional
angolano.
1. Com que equência cos uma le ?
En ende os hábi os de lei u a dos alunos, de e minando com que equência eles se
en ol em com a lei u a. Isso pode ajuda a a alia o ní el de in e esse e engajamen o dos alunos
com os ex os.
2. Que ipo de lei u as p e e e?
Iden i ica as p e e ências de géne o ou ema de lei u a dos alunos, o que pode se ú il
pa a seleciona ma e iais de lei u a mais adequados e in e essan es pa a eles.
3. Onde cos uma le ?
Descob i os ambien es em que os alunos ge almen e leem, o que pode in luencia as
es a égias de p omoção da lei u a, po exemplo, e se é mais e icaz ecomenda a i idades de
lei u a em de e minados locais.
4. Qual é o seu i mo de lei u a?
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En ende a elocidade com que os alunos leem. Isso pode se ú il pa a adap a o i mo
das a i idades de lei u a em sala de aula e pa a iden i ica possí eis necessidades de apoio na
luência de lei u a.
5. Você cos uma e algum momen o especí ico pa a le ? Tem alguma o ina de lei u a?
In es iga se os alunos êm hábi os egula es de lei u a e se ese am empo especí ico
pa a essa a i idade. Isso pode indica a impo ância que a ibuem à lei u a em suas idas
diá ias.
6. Gos a das aulas de lei u a? Acha que as aulas de lei u a êm algum bene ício?
A alia a pe cepção dos alunos sob e as aulas de lei u a e se eles econhecem os
bene ícios dessa p á ica, pode ajuda a ajus a abo dagens pedagógicas e jus i ica a
impo ância das aulas de lei u a.
7. Qual é o li o que mais o ma cou? Po quê?
Descob i quais li os i e am um impac o signi ica i o na ida dos alunos e as azões po
ás disso, pode o nece in o mações sob e os in e esses e expe iências de lei u a dos alunos.
8. Ac edi a que a lei u a pode e algum impac o posi i o na sua ida? Po quê? De que
o ma?
In es iga a pe cepção dos alunos sob e os bene ícios da lei u a em suas idas, o que
pode ajuda a des aca a impo ância da p omoção da lei u a e a mo i a os alunos a se
engaja em mais com essa p á ica.
9. Quem ou o que mais in luencia ocê a le ? Sem se in luenciado po alguém, o que o
mo i a a le ?
Iden i ica as in luências e mo i ações dos alunos pa a a lei u a, seja po meio de pessoas
ou a o es in ínsecos, o que pode o nece in o mações sob e como p omo e a lei u a de o ma
mais e icaz.
10. Você já en en ou algum desa io na lei u a? Qual oi? Como o ul apassou? Sen e
di iculdades na lei u a?
Iden i ica os desa ios en en ados pelos alunos na lei u a e como eles lidam com eles, o
que pode ajuda a o e ece supo e adequado pa a supe a di iculdades e melho a as
habilidades de lei u a.
11. Os seus colegas gos am das aulas de lei u a?
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Explo a a pe cepção dos alunos sob e o engajamen o de seus colegas nas aulas de
lei u a. Isso pode o nece dados sob e a dinâmica da sala de aula e a e icácia das es a égias
de ensino.
12. P e e e le em público ou em p i ado?
En ende as p e e ências dos alunos em elação ao ambien e de lei u a, o que pode se
ú il pa a adap a a i idades de lei u a de aco do com as p e e ências indi iduais dos alunos.
13. Se pudesse ecomenda um li o a alguém, qual se ia? Po quê?
Descob i quais li os os alunos ecomenda iam e po que eles os conside am aliosos, o
que pode o nece alguns elemen os sob e os in e esses li e á ios dos alunos e suas azões pa a
ecomenda de e minadas ob as.
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Ques ões sob e a lei u a adicional colocadas aos dois p o esso es de Língua
Po uguesa, com os seus de idos obje i os
Comp eende as abo dagens, es a égias e desa ios en en ados pelos p o esso es de Língua
Po uguesa em suas aulas de lei u a adicional é c ucial pa a ap imo a as p á icas pedagógicas e
p omo e um ambien e de ap endizagem mais e icaz. Es a pesquisa se p opõe a in es iga as
pe cepções e expe iências dos p o esso es de Língua Po uguesa em elação ao ensino da adicional
lei u a, com o obje i o de iden i ica es a égias pa a o imiza esse p ocesso de ensino. E a me odologia
emp egada consis iu na aplicação de um inqué i o po en is a aos p o esso es, concebido pa a
explo a di e sas dimensões do ensino da lei u a, desde as abo dagens pedagógicas a é os desa ios
en en ados em sala de aula. Cada pe gun a oi o mulada com obje i os especí icos, isando ob e
in o mações ele an es que con ibui ão pa a o ap imo amen o das p á icas de ensino da lei u a
adicional. A segui , ap esen a-se os obje i os associados a cada pe gun a, delineando a impo ância
de cada aspec o in es igado pa a o en endimen o e melho ia do ensino da lei u a no con ex o do
ensino angolano:
1. Tem alguma abo dagem especí ica pa a o ensino da comp eensão de ex os em sala de
aula?
In es iga se o p o esso u iliza abo dagens especí icas pa a o ensino da comp eensão de
ex os, isando comp eende suas es a égias pedagógicas pa a desen ol e essa habilidade
undamen al nos alunos.
2. Desc e a, po a o , as es a égias de ensino que u iliza nas aulas de lei u a.
Ob e uma comp eensão de alhada das es a égias de ensino emp egadas pelo p o esso
du an e as aulas de lei u a, isando iden i ica p á icas e icazes e á eas passí eis de melho ia.
3. Gos a das aulas de lei u a?
A alia a pe cepção do p o esso sob e suas p óp ias aulas de lei u a, buscando
comp eende seu ní el de sa is ação e engajamen o com essa a i idade especí ica.
4. Quais são os bene ícios da lei u a pa a os alunos?
Explo a a isão do p o esso sob e os bene ícios da lei u a pa a os alunos, buscando
no as sob e as pe cepções dos educado es em elação ao impac o posi i o dessa p á ica no
desen ol imen o dos es udan es.

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5. Quais são os p incipais desa ios encon ados pelo p o esso ao p omo e a capacidade
de lei u a? Ap esen e, po a o , algumas soluções pa a supe a esses desa ios e incen i a mais
os alunos a le .
Iden i ica os p incipais desa ios en en ados pelo p o esso ao p omo e a capacidade de
lei u a dos alunos e explo a possí eis soluções pa a supe a esses obs áculos e es imula o
in e esse pela lei u a.
6. Quais os ecu sos e ma e iais u ilizados pelo p o esso pa a incen i a a lei u a?
In es iga os ecu sos e ma e iais pedagógicos u ilizados pelo p o esso pa a incen i a a
lei u a em sala de aula, isando iden i ica es a égias e icazes pa a p omo e o in e esse dos
alunos po ex os di e sos.
7. Qual é o ní el de in e p e ação ex ual dos alunos?
A alia o ní el de in e p e ação ex ual dos alunos sob a pe spec i a do p o esso ,
buscando ob e in o mações sob e a e icácia das es a égias de ensino emp egadas e á eas que
necessi am de mais a enção.
8. Já obse ou um caso de sucesso, excelen e lei u a e ó ima in e p e ação ex ual,
du an e a sua aje ó ia como p o esso de língua po uguesa?
Iden i ica casos de sucesso no desen ol imen o da lei u a e in e p e ação ex ual dos
alunos, isando compa ilha expe iências posi i as e iden i ica a o es que con ibuí am pa a o
êxi o desses casos.
9. Nas aulas de lei u a, os alunos demos am in e esse?
A alia o ní el de in e esse dos alunos nas aulas de lei u a sob a pe spec i a do p o esso ,
buscando comp eende os a o es que in luenciam o engajamen o dos es udan es com os ex os.
10. Os obje i os das aulas de lei u a êm sido e e i amen e a ingidos? O que deseja
alcança nas aulas de lei u a?
A alia a e icácia do alcance dos obje i os das aulas de lei u a e iden i ica as expec a i as do
p o esso em elação aos esul ados desejados, isando ap imo a as p á icas pedagógicas e maximiza
o impac o do ensino da lei u a adicional.
28
Ques ões sob e a lei u a dialogada colocadas aos in e (20) alunos, com os
obje i os de idamen e ap esen ados
A lei u a dialogada em eme gido como uma abo dagem p omisso a no ensino de língua
po uguesa, des acando-se po sua ên ase na in e ação e colabo ação en e os alunos du an e o
p ocesso de lei u a e in e p e ação de ex os. No con ex o educacional con empo âneo, comp eende a
pe cepção e expe iência dos alunos em elação à lei u a dialogada é essencial pa a ap imo a as
p á icas pedagógicas e p omo e um engajamen o mais signi ica i o com os ex os. Es a pesquisa
p opõe-se a in es iga a e icácia da lei u a dialogada como uma es a égia in e en i a no ensino do
po uguês em Angola, a a és da análise das pe cepções e expe iências dos alunos. Pa a alcança esse
obje i o, oi elabo ado um inqué i o des inado aos alunos, concebido pa a explo a uma a iedade de
aspec os elacionados à sua pa icipação e en ol imen o nas aulas de lei u a dialogada. A segui , se ão
ap esen ados os obje i os associados a cada pe gun a, delineando a impo ância de cada aspec o
in es igado pa a o en endimen o do papel da lei u a dialogada no desen ol imen o das habilidades de
lei u a e in e p e ação dos alunos.
1. Gos ou da aula de lei u a dialogada?
A alia o ní el de sa is ação dos alunos com as aulas de lei u a dialogada, o necendo
no as sob e a ecep i idade dessa abo dagem de ensino.
2. É a p imei a ez que pa icipou em aulas de lei u a dialogada?
Iden i ica se os alunos êm expe iência p é ia com a lei u a dialogada, o necendo
in o mações sob e o g au de amilia idade com essa es a égia pedagógica.
3. Achou in e essan e a es a égia de lei u a dialogada?
A alia o ní el de in e esse dos alunos pela es a égia de lei u a dialogada, buscando
comp eende sua pe cepção sob e a e icácia e a a i idade desse mé odo de ensino.
4. Pa icipou a i amen e nas a i idades de lei u a dialogada?
In es iga o ní el de pa icipação dos alunos nas a i idades de lei u a dialogada,
o necendo assim in o mações sob e o engajamen o e en ol imen o dos es udan es du an e as
aulas.
5. Gos ou da o ma como o p o esso adminis ou a aula de lei u a dialogada?
A alia a pe cepção dos alunos sob e a condução das aulas de lei u a dialogada pelo
p o esso , buscando iden i ica p á icas pedagógicas e icazes e á eas que necessi am de
melho ias.
29
6. Acha que o mé odo u ilizado pelo p o esso pa a a in e p e ação do ex o oi adequado?
In es iga a opinião dos alunos sob e o mé odo u ilizado pelo p o esso pa a a
in e p e ação do ex o du an e as aulas de lei u a dialogada, buscando iden i ica a e icácia
dessa abo dagem na comp eensão dos ex os.
7. A es a égia de lei u a dialogada ge ou espí i o colabo a i o en e os alunos?
A alia o impac o da lei u a dialogada na p omoção do espí i o colabo a i o en e os
alunos, o necendo ideias sob e o desen ol imen o das habilidades sociais e de abalho em
equipe.
8. Você ac edi a que a lei u a dialogada pode e algum impac o posi i o na sua ida?
Po quê? De que o ma?
Explo a a pe cepção dos alunos sob e os possí eis impac os posi i os da lei u a dialogada
em suas idas, buscando comp eende os bene ícios pe cebidos e as o mas como essa
abo dagem pode in luencia seu desen ol imen o pessoal e acadêmico.
9. Qual é a sua opinião sob e a lei u a dialogada?
Ob e no as sob e a opinião dos alunos sob e a lei u a dialogada, o necendo in o mações
adicionais sob e sua ecep i idade e comp eensão dessa es a égia de ensino.
10. Como ocê se sen e ao pa icipa das discussões du an e as aulas de lei u a
dialogada?
A alia o ní el de con o o e engajamen o dos alunos du an e as discussões nas aulas de
lei u a dialogada, p opo cionando in o mações sob e sua expe iência emocional e in e a i a.
11. Ganhou alguns bene ícios na aula de lei u a dialogada?
Iden i ica os bene ícios pe cebidos pelos alunos deco en es das aulas de lei u a
dialogada, dando in o mações sob e os aspec os posi i os dessa abo dagem de ensino.
12. Sen iu-se li e em pa icipa ( alando) na aula?
A alia o ní el de libe dade e con o o dos alunos em pa icipa a i amen e das aulas de
lei u a dialogada, buscando iden i ica possí eis ba ei as à pa icipação e engajamen o.
13. Você sen e que a lei u a dialogada é impo an e pa a o desen ol imen o das suas
habilidades de lei u a? Po quê?
In es iga a pe cepção dos alunos sob e a impo ância da lei u a dialogada no
desen ol imen o de suas habilidades de lei u a, p opo cionado in o mações sob e os bene ícios
pe cebidos dessa abo dagem.
30
14. Você acha que a lei u a dialogada ajuda a desen ol e a sua capacidade de exp essão
o al?
A alia a pe cepção dos alunos sob e o impac o da lei u a dialogada no desen ol imen o
de suas habilidades de exp essão o al, o necendo in o mações sob e os bene ícios pe cebidos
dessa p á ica.
15. Pa icipou po sua li e on ade ou oi indicado?
Iden i ica se os alunos pa icipa am das aulas de lei u a dialogada po on ade p óp ia ou
po indicação, p opo cionando no as sob e o ní el de in e esse e mo i ação dos es udan es em
elação a essa abo dagem de ensino.
16. Os seus colegas gos a am des a es a égia de in e p e ação de lei u a?
Explo a a pe cepção dos alunos sob e a ecep i idade de seus colegas em elação à
es a égia de in e p e ação de lei u a dialogada, o necendo in o mações adicionais sob e a
e icácia pe cebida dessa abo dagem.
17. Ap esen e, po a o , as suas suges ões de melho ias des as aulas de lei u a
dialogada.
Cole a suges ões dos alunos pa a melho ias nas aulas de lei u a dialogada, buscando
iden i ica á eas de opo unidade e ajus es que possam o imiza essa p á ica de ensino.
37
2. P o esso 2:
- U iliza mé odos pa icipa i os de lei u a, como a elabo ação conjun a e a lei u a em oz al a e
em seguida az-se a in e p e ação do ex o.
C. Opiniões sob e as aulas de lei u a
1. P o esso 1:
- Gos a das aulas de lei u a po que ac edi a que melho am as habilidades de esc i a e o
ocabulá io dos alunos.
2. P o esso 2:
- Conside a as aulas de lei u a de ex ema impo ância pa a o desen ol imen o cogni i o dos
alunos, especialmen e po que a língua po uguesa é a língua de ensino no sis ema educa i o.
D. Desa ios e Soluções
P o esso 1:
- En en a o desa io da al a de ma e iais acili ado es da lei u a, suge indo a disponibilidade
desses ma e iais e a aplicação de lei u a dialogada no u u o.
P o esso 2:
- Inicialmen e, en en ou desa ios com alunos que conside a am a disciplina di ícil, mas
supe ou esses desa ios incen i ando-os mais na lei u a, esul ando em uma melho ia na in e p e ação.
E. Recu sos e Ma e iais
P o esso 1:
- U iliza li os e ecnologias digi ais pa a incen i a a lei u a.
P o esso 2:
- U iliza p incipalmen e li os como ecu so pa a incen i a a lei u a.
F. A aliação e Obje i os
P o esso 1:
- O ní el de in e p e ação dos alunos é conside ado no mal.
- Deseja que os alunos ap imo em suas capacidades de o a ó ia.
P o esso 2:
- O ní el de in e p e ação dos alunos é conside ado bom.

38
- Deseja que os alunos in e p e em co e amen e ex os de qualque ipologia e desen ol am
e icien emen e suas capacidades linguís icas.
Com esses dados ap esen ados pelos p o esso es esponsá eis das u mas, deu pa a pe cebe a
pedagogia eco en e ( adiconal) que usam pa a a in e p e ação das lei u as ei as no con ex o de sala
de aula. Nos o e ecem uma isão que nos pode pe mi i a i ma que não p opo ciona e lexões
p o undas aos alunos. Os alunos, unicamen e, azem a lei u a e i am do ex o as espos a pa a as
ques ões de in e p e ação do ex o, o que os o na cada ez mais limi ados.
39
Análise dos Dados do Inqué i o Aplicado aos Alunos sob e a Lei u a Dialogada
Pa a es a seção, são ap esen ados os dados cole ados po meio do inqué i o aplicado aos alunos
pa icipan es do es udo sob e a lei u a dialogada. Es e ques ioná io oi desen ol ido como pa e
in eg an e da pesquisa, com o obje i o de explo a as pe cepções, expe iências e a i udes dos alunos
em elação à no a es a égia de lei u a implemen ada nas aulas de Língua Po uguesa.
Os alunos selecionados pa a pa icipa do inqué i o ep esen am uma amos a signi ica i a do
co po discen e do Complexo Escola onde o es udo oi ealizado, con ibuindo com uma a iedade de
pe spec i as e i ências em elação à lei u a dialogada. Suas espos as o e ecem
insigh s
aliosos
sob e a ecep i idade da no a abo dagem de ensino, seus bene ícios pe cebidos e os desa ios
en en ados du an e a sua implemen ação.
Ao analisa os dados des e inqué i o, é possí el iden i ica pad ões e endências que ajudam a
comp eende o impac o da lei u a dialogada no engajamen o dos alunos, na comp eensão de ex os e
no desen ol imen o das habilidades de lei u a. Essas in o mações são essenciais pa a a alia a e icácia
da es a égia ado ada e pa a o ien a u u as p á icas de ensino isando p omo e um ambien e de
ap endizado mais dinâmico e pa icipa i o na á ea da língua po uguesa. Seguem as ques ões
de idamen e espondidas:
B1. Gos ou da aula de lei u a dialogada?
- P imei a Tu ma: Todos os alunos gos a am da aula, ci ando azões como desen ol imen o de
boas elações com colegas, comp eensão ap imo ada do ex o e espei o pelas opiniões dos ou os.
- Segunda Tu ma: Todos os alunos gos a am da aula, des acando abalho colabo a i o com
colegas e mo i ação pa a a lei u a.
B2. É a p imei a ez que pa icipou em aula de lei u a Dialogada?
- Todos os alunos pa icipa am pela p imei a ez.
B3. Achou in e essan e a es a égia de lei u a dialogada?
- P imei a Tu ma: Todos acha am in e essan e, mencionando melho comp eensão do ex o,
in e ação com colegas e no as o mas de ap endizagem.
- Segunda Tu ma: Todos acha am in e essan e, apon ando abalho colabo a i o,
desen ol imen o de p aze pela lei u a e comp eensão ap imo ada.
B4. Pa icipou a i amen e nas a i idades de lei u a dialogada?
- Todos os alunos pa icipa am a i amen e.
C1. Gos ou da o ma como o p o esso adminis ou a aula de lei u a dialogada?
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- P imei a Tu ma: A maio ia gos ou, ci ando comp eensão acili ada do ex o, demons ações
isuais e libe dade pa a in e agi .
- Segunda Tu ma: Todos gos a am, mencionando pe mi i abalho em pa es, explicação cla a e
simplicidade no ensino.
C2. Achas que o mé odo u ilizado pelo p o esso oi adequado?
- Todos acha am o mé odo adequado, ci ando azões como comp eensão acili ada, libe dade
pa a ala e es ímulo ao pensamen o c í ico.
C3. A lei u a dialogada pode e algum impac o posi i o na sua ida? Po quê?
- Todos ac edi am que sim, mencionando melho ia na comp eensão ex ual, desen ol imen o do
pensamen o c í ico e habilidades de comunicação.
C4. Qual é a sua opinião sob e a lei u a dialogada?
- A maio ia em uma opinião posi i a, exp essando desejo de con inua com essa abo dagem de
ensino.
C5. Como ocê se sen iu ao pa icipa das discussões du an e a aula de lei u a dialogada?
- A maio ia se sen iu bem ou e lexi o ao pa icipa das discussões.
D1. Ganhou alguns bene ícios na aula de lei u a?
- A maio ia ela ou ganha bene ícios como comp eensão ap imo ada do ex o, abalho em
equipe e desen ol imen o do pensamen o c í ico.
D2. A lei u a dialogada desen ol eu a in e ação na sala de aula?
- A maio ia sen iu que sim, ci ando bene ícios como abalho em equipe e libe dade pa a
exp essa opiniões.
D3. Sen iu-se li e em pa icipa ( alando) na aula de lei u a dialogada?
- A maio ia se sen iu li e pa a pa icipa alando na aula de lei u a dialogada.
Cla o, aqui es ão os dados o ganizados de o ma desc i i a pa a cada pe gun a:
D4. A lei u a dialogada c iou- e in e esse pela lei u a?
- P imei a Tu ma: A maio ia dos alunos exp essou in e esse na lei u a após a expe iência da
lei u a dialogada.
- Segunda Tu ma: Todos os alunos mos a am in e esse pela lei u a após a aula de lei u a
dialogada.
D5. Você sen e que a lei u a dialogada é impo an e pa a o desen ol imen o das suas
habilidades de lei u a? Po quê?
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- P imei a Tu ma: Todos os alunos econhecem a impo ância da lei u a dialogada pa a o
desen ol imen o de habilidades de lei u a, des acando a a enção ao ex o, comp eensão e análise.
- Segunda Tu ma: Todos os alunos conco dam que a lei u a dialogada é impo an e pa a o
desen ol imen o das habilidades de lei u a, ci ando azões como comp eensão ex ual, iden i icação da
mo al da his ó ia e a enção ao ex o.
D6. Você acha que a lei u a dialogada ajuda a desen ol e a sua capacidade de exp essão o al?
- Todos os alunos conco dam que a lei u a dialogada ajuda a desen ol e a capacidade de
exp essão o al.
E1. Pa icipou po sua li e on ade ou oi indicado?
- Todos os alunos pa icipa am po li e on ade.
E2. Os seus colegas gos a am des a es a égia de in e p e ação ex ual?
- Todos os alunos gos a am da es a égia de in e p e ação ex ual.
F1. Ap esen e, po a o , as suas suges ões de melho ias des a aula de lei u a dialogada
- P imei a Tu ma: A maio ia dos alunos suge iu e mais aulas de lei u a dialogada e mais empo
pa a essas aulas.
- Segunda Tu ma: A maio ia dos alunos exp essou o desejo de mais aulas de lei u a dialogada e
a suges ão de que essas aulas sejam mais equen es, com mais abalhos semelhan es.
A es a égia de lei u a dialogada é iquissima quando é aplicada no con ex o de sala de aula. Os
dados ob idos no inqué i o aplicado aos alunos, o necem uma isão cla a das pe cepções e suges ões
dos alunos sob e a aula de lei u a dialogada, e podem se ú eis pa a a alia o impac o e a e icácia
dessa es a égia de ensino aplicado no con ex o de sala de aula no ensino da in e p e ação de ex os e
do Po uguês em Angola.
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Dados do Inqué i o Aplicado aos P o esso es sob e a Lei u a Dialogada
Nes a seção, ap esen am-se os dados p o enien es do inqué i o aplicado aos p o esso es de
Língua Po uguesa que pa icipa am a i amen e na implemen ação da lei u a dialogada como pa e
des e es udo. O obje i o des e ques ioná io oi in es iga as pe cepções, expe iências e opiniões dos
educado es em elação à no a es a égia de ensino de lei u a ado ada nas suas p á icas pedagógicas.
Os p o esso es selecionados pa a pa icipa do inqué i o desempenha am um papel undamen al
no p ocesso de ansição da lei u a adicional pa a a lei u a dialogada. Suas expe iências e pe cepções
o e ecem uma isão p i ilegiada sob e os desa ios e bene ícios associados à adoção dessa abo dagem
ino ado a no con ex o do ensino de Língua Po uguesa.
Ao explo a as espos as dos p o esso es, é possí el iden i ica insigh s aliosos sob e a e icácia
da lei u a dialogada em p omo e a pa icipação dos alunos, a comp eensão de ex os e o
desen ol imen o das habilidades de lei u a. Além disso, esses dados ambém o necem in o mações
impo an es sob e as necessidades de o mação e apoio con ínuo pa a os educado es na
implemen ação bem-sucedida dessa p á ica pedagógica.
A análise desses dados é essencial pa a a alia o impac o da lei u a dialogada no p ocesso de
ensino e ap endizagem da língua po uguesa, o necendo subsídios pa a ap imo a as es a égias de
ensino e o alece o desen ol imen o acadêmico dos alunos nes a á ea ão undamen al do cu ículo
escola .
Expe iência com Lei u a Dialogada
P o esso 1:
Expe iência: Não especi icada
P o esso 2:
Expe iência: Boa
C. Ma ca a Rele ância da Lei u a Dialogada
P o esso 1:
Ma ca: A in e p e ação en e os alunos oi o mais ma can e. Conside a mui o ele an e, pois
pe mi e aos alunos desen ol e em capacidades de aciocínio e compa ilhá-las com os colegas.
P o esso 2:
Ma ca: A in e ação en e os alunos e a apidez com que explo am o ex o. Conside a mui o
ele an e, mais e icaz e p á ica que o mé odo adicional de lei u a, es imulando a in e p e ação ex ual.
D. Implemen ação e A aliação
P o esso 1:

43
Implemen ação Fu u a: Sim, quase semp e, pa a incen i a os alunos a pensa em po si
mesmos. Conside a a a aliação dos Resul ados: Mui o bom.
P o esso 2:
Implemen ação Fu u a: Sim, po que conside a a lei u a dialogada uma das es a égias mais
ele an es pa a es imula o pensamen o e a in e p e ação ex ual. E, conside a a a aliação dos
Resul ados: Bom.
E. Resul ados e Impac o na Ap endizagem
P o esso 1:
Resul ados Obse ados: Posi i os, os alunos pude am exp essa seus pensamen os e discu i-los
com colegas. E, conside a o impac o posi i o, ajuda os alunos a o na em-se amilia es com o assun o
em es udo.
P o esso 2:
Resul ados Obse ados: Na maio ia, posi i os, os alunos soube am se posiciona e esponde
e icazmen e às ques ões. Quan o ao impac o, conside a se posi i o pa a o desen ol imen o das
habilidades de esc i a e lei u a, es imulando as capacidades cogni i as dos alunos.
F. Sa is ação dos Alunos
P o esso 1:
Sa is ação: Sa is ei os
P o esso 2:
Sa is ação: Sa is ei os
Com base nessas espos as, ambos os p o esso es demons a am uma isão posi i a e a o á el
em elação à lei u a dialogada como uma es a égia e icaz pa a o ensino de in e p e ação ex ual. Eles
obse a am esul ados posi i os e conside am a abo dagem ele an e e impac an e no
desen ol imen o das habilidades dos alunos.
44
Obse ação de aulas
Nes a seção, ap esen am-se os dados cole ados du an e a obse ação das aulas de lei u a
ealizadas em duas u mas da 7ª classe de uma escola angolana. A expe iência en ol eu a análise de
duas abo dagens dis in as: a lei u a adicional e a lei u a dialogada. A obse ação das aulas e e como
obje i os desc e e as p á icas de lei u a a uais, obse a a aplicação da es a égia de lei u a dialogada,
a alia os esul ados dessa es a égia e desc e e o desempenho dos alunos nas aulas de lei u a
dialogada. Esses obje i os são undamen ais pa a comp eende as dinâmicas de ensino e
ap endizagem no con ex o es udado.
As aulas o am obse adas em um ambien e na u al, pe mi indo uma isão de alhada das
in e ações en e p o esso es e alunos, bem como das dinâmicas que eme gem em cada abo dagem. A
abela a segui sin e iza as p incipais in o mações cole adas du an e essas obse ações, des acando
aspec os como a pa icipação dos alunos, a dinâmica de g upo e os ecu sos u ilizados em cada ipo
de aula.
Esses dados são undamen ais pa a en ende não apenas as di e enças me odológicas, mas
ambém o impac o que cada uma pode e no p ocesso de ensino-ap endizagem no con ex o angolano.
Aula de lei u a T adicional:
1. Obje i o da A i idade
Os obje i os da a i idade de Lei u a T adicional o am, em g ande pa e, a ingidos, embo a os
alunos enham se mos ado dependen es do que o p o esso ensina a. Essa dependência limi ou a
explo ação do con eúdo e ge ou um ambien e em que os alunos não se sen i am o almen e
en ol idos.
2. In e esse dos Alunos
O in e esse dos alunos na aula de Lei u a T adicional oi ela i amen e baixo. Embo a alguns
enham demons ado uma pa icipação inicial, a maio ia mos ou-se des ocada e não o almen e
engajada, o que impac ou nega i amen e a dinâmica da aula.
3. Desempenho dos Alunos
O desempenho dos alunos nas aulas de Lei u a T adicional oi insa is a ó io. A al a de domínio
do ex o esul ou em uma lei u a mal ei a, e le indo uma comp eensão supe icial do ma e ial
ap esen ado. Essa si uação suge e a necessidade de um en oque di e en e pa a p omo e uma melho
ap op iação do con eúdo.
4. Relacionamen o
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A elação en e o p o esso e os alunos oi limi ada. Embo a enha ha ido alguma ap oximação,
oi pe cebida uma ligei a in e ação, o que pode e con ibuído pa a a baixa pa icipação dos alunos. O
es ilo de ensino cen ado no p o esso di icul ou uma maio conexão en e eles.
5. Mo i ação
A mo i ação dos alunos du an e a aula oi baixa. A pa icipação eduzida e a al a de
concen ação indicam que mui os não se sen i am mo i ados a se engaja plenamen e na a i idade.
Essa al a de mo i ação pode es a elacionada à abo dagem da aula, que não a o eceu um
ap endizado a i o.
Aula de lei u a Dialogada:
1. Obje i o da A i idade
A a i idade de Lei u a Dialogada e e como obje i o p omo e a comp eensão e a in e ação dos
alunos com o ex o. A obse ação e elou que a maio ia dos alunos comp eendeu cla amen e os
obje i os da a i idade. Eles demons a am uma o e conexão com o con eúdo, in e agindo a i amen e
du an e a lei u a e buscando ap o unda seu en endimen o.
2. In e esse dos Alunos
Os alunos mos a am-se mui o in e essados na Lei u a Dialogada, com mui os exp essando o
desejo de pa icipa de aulas semelhan es no u u o. Esse al o ní el de in e esse oi e iden e a a és
das in e ações en e eles e com o ex o, indicando uma mo i ação in ínseca pa a o ap endizado.
3. Desempenho dos Alunos
Os obje i os da Lei u a Dialogada o am em g ande pa e a ingidos, com os alunos mos ando
um bom ní el de ap op iação do ex o. A pa icipação a i a e a a enção demons ada ao longo da aula
e idenciam um p og esso signi ica i o em elação ao desempenho an e io , e le indo uma
ap endizagem e icaz.
4. Relacionamen o
Du an e a a i idade, sen iu-se uma maio ap oximação en e o p o esso e os alunos. A in e ação
abe a e o en ol imen o dos alunos con ibuí am pa a um ambien e de ap endizado mais colabo a i o
e acolhedo , o alecendo a elação p o esso -aluno.
5. Mo i ação
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Os alunos ap esen a am um al o ní el de mo i ação, mos ando-se a en os e engajados du an e
oda a aula. Essa mo i ação oi c ucial pa a o sucesso da a i idade, pois con ibuiu pa a uma
expe iência de ap endizado dinâmica e pa icipa i a.
53
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54
Whi ehu s , G. J., Falco, F. L., Lonigan, C. J., Fischel, J. E., DeBa yshe, B. D., Valdez-Menchaca, M. C.,
& Caul ield, M. (1988). Acele a o desen ol imen o da linguagem a a és da lei u a de li os
ilus ados.
Psicologia do Desen ol imen o, 24
(4), 552–559. h ps://doi.o g/10.1037/0012-
1649.24.4.552
Ze enbe gen, A. A., Whi ehu s , G. J., & Ze enbe gen, J. A. (2003). E ei os de uma in e enção de
lei u a compa ilhada na inclusão de disposi i os a alia i os em na a i as de c ianças de
amílias de baixa enda.
Jo nal de Psicologia do Desen ol imen o Aplicada, 24
(1), 1–
15. h ps://doi.o g/10.1016/S0193-3973(03)00021-2
55
ANEXO
FICHAS DE OBSERVAÇÃO DE AULAS
56
Obse ação da aula de Lei u a T adicional, ealizada na p imei a sala, que designamos
po T-A.
Dados
Pessoais
Nome:
Tema:
Lei u a T adicional
Da a:
21 de Maio de
2024
Disciplina:
Língua Po uguesa
Sub ema:
O esco pião e a ã
Nº
Sessão:
19 e 20
Obje i o da
a i idade
Implemen ação
da lei u a
In e esse dos
alunos ace a
lei u a adicional
Desempenho dos
alunos em aulas de
Lei u a adicional
Relacionamen o
Mo i ação
Comp eende am os obje i os da a i idade de Lei u a
adicional
Não Comp eende am os obje i os da a i idade de Lei u a
adicional
Os obje i os da lei u a adicional o am a ingidos
Os obje i os da Lei u a adicional o am pa cialmen e
a ingidos
Os obje i os da Lei u a adicional não o am a ingidos
Os alunos mos a am-se in e essados na aula de lei u a
adicional
Os alunos mos a am-se pa cialmen e in e essados na aula
de lei u a adicional
Os alunos não se mos am in e essados na aula de lei u a
adicional
Os alunos i e am um bom desempenho
Os alunos i e am um bom médio
Os alunos i e am um aco desempenho
Sen iu-se uma ap oximação en e p o esso e alunos
Sen iu-se uma ligei a ap oximação en e p o esso e alunos
Não se sen iu qualque ap oximação en e p o esso e
alunos
Mui o mo i ado
Mo i ado
Pouco mo i ado
Não mo i ado
X
Os alunos es i e am mui o dependen es do que o p o esso
ensina a, limi aods.
X
Po que es a am des ocados, o obje i o da aula oi comple amen e
a ingido.
X
Enquan o o p o esso ala a, eles ambém ala am.
X
Po que inham pouco domínio do ex o, a lei u oi mal ei a.
X
Pelo empo que es ão jun os, c ia am uma ap oximação boa pa a
desen ol e -se um ambien e saudá el.
X
São bons meninos semp e com on ade ap ende , a en os, mas
mui o limi ados, são pouco es imluados a e lexão.
57
Obse ação da aula de aula de Lei u a T adicional, ealizada na segunda sala, que
designamos po T-B.
Dados
Pessoais
Nome:
Tema:
Lei u a T adicional
Da a:
21 de Maio de
2024
Disciplina:
Língua Po uguesa
Sub ema:
O ga o e a o
Nº
Sessão:
25 e 26
Obje i o da
a i idade
Implemen ação
da lei u a
In e esse dos
alunos ace a
lei u a
adicional
Desempenho dos
alunos em aulas
de Lei u a
adicional
Relacionamen o
Mo i ação
Comp eende am os obje i os da a i idade de
Lei u a adicional
Não Comp eende am os obje i os da a i idade
de Lei u a adicional
Os obje i os da lei u a adicional o am
a ingidos
Os obje i os da Lei u a adicional o am
pa cialmen e a ingidos
Os obje i os da Lei u a adicional não o am
a ingidos
Os alunos mos a am-se in e essados na aula de
lei u a adicional
Os alunos mos a am-se pa cialmen e
in e essados na aula de lei u a adicional
Os alunos não se mos am in e essados na aula
de lei u a adicional
Os alunos i e am um bom desempenho
Os alunos i e am um bom médio
Os alunos i e am um aco desempenho
Sen iu-se uma ap oximação en e p o esso e
alunos
Sen iu-se uma ligei a ap oximação en e
p o esso e alunos
Não se sen iu qualque ap oximação en e
p o esso e alunos
Mui o mo i ado
Mo i ado
Pouco mo i ado
Não mo i ado
X
Os alunos não i e am a o al au onomia de in e p e a em o con eúdo do
ex o.
X
A in e p e ação não oi ei a com uma ce a au onomia dos alunos.
X
Os aunos não es a am o almen e in e ssados na aula.
X
Não hou e um ap endizado p o undo do ex o, po que as ques ões não
exigiam uma e lexão.
X
Pelo a o de con i e em mui o, não pel pa ilha de conhecimen o do ex o
em es udo.
X
Os alunos des a u ma me pa ece am mui o mo i ados em pa icipa
a i amen e, es a am mui o a en os.
58
Obse ação da aula de aula de Lei u a Dialogada, ealizada na p imei a sala, que
designamos po T-A.
Dados
Pessoais
Nome:
Tema:
Lei u a Dialogada
Da a:
21 de Maio de
2024
Disciplina:
Língua Po uguesa
Sub ema:
O esco pião e a ã
Nº
Sessão:
25 e 26
Obje i o da
a i idade
Implemen ação
da lei u a
In e esse dos
alunos ace a
lei u a
adicional
Desempenho dos
alunos em aulas
de Lei u a
adicional
Relacionamen o
Mo i ação
Comp eende am os obje i os da a i idade de
Lei u a adicional
Não Comp eende am os obje i os da a i idade
de Lei u a adicional
Os obje i os da lei u a adicional o am
a ingidos
Os obje i os da Lei u a adicional o am
pa cialmen e a ingidos
Os obje i os da Lei u a adicional não o am
a ingidos
Os alunos mos a am-se in e essados na aula
de lei u a adicional
Os alunos mos a am-se pa cialmen e
in e essados na aula de lei u a adicional
Os alunos não se mos am in e essados na
aula de lei u a adicional
Os alunos i e am um bom desempenho
Os alunos i e am um bom médio
Os alunos i e am um aco desempenho
Sen iu-se uma ap oximação en e p o esso e
alunos
Sen iu-se uma ligei a ap oximação en e
p o esso e alunos
Não se sen iu qualque ap oximação en e
p o esso e alunos
Mui o mo i ado
Mo i ado
Pouco mo i ado
Não mo i ado
X
Começa am a c ia pa es e a desen ol e o ambiem e colabo a i o en e
eles.
X
Le am, oca am ideias e esponde am co e amen e as ques ões.
X
Po pe mi i -lhes a pa ilha de ideias do ex o com o colega.
X
Não i e am empo pa a con e sas des ocadas, desde o início da aula
a é o inal, es a am mui o ocados no ex o.
X
Po já abalha em jun os po mui o empo, há uma boa elação en e o
p o esso e os seus alunos, são alunos obedien es.
X
Os alunos, nes a aula es a am mui o mo i ados em pa icipa
a i amen e, mos a ma-se mui o a en os.

59
Obse ação da aula de aula de Lei u a T adicional, ealizada na segunda sala, que
designamos po T-B.
Dados
Pessoais
Nome:
Tema:
Lei u a Dialogada
Da a:
21 de Maio de
2024
Disciplina:
Língua Po uguesa
Sub ema:
O esco pião e a ã
Nº
Sessão:
25 e 26
Obje i o da
a i idade
Implemen ação
da lei u a
In e esse dos
alunos ace a
lei u a
adicional
Desempenho dos
alunos em aulas
de Lei u a
adicional
Relacionamen o
Mo i ação
Comp eende am os obje i os da a i idade de
Lei u a adicional
Não Comp eende am os obje i os da a i idade
de Lei u a adicional
Os obje i os da lei u a adicional o am
a ingidos
Os obje i os da Lei u a adicional o am
pa cialmen e a ingidos
Os obje i os da Lei u a adicional não o am
a ingidos
Os alunos mos a am-se in e essados na aula de
lei u a adicional
Os alunos mos a am-se pa cialmen e
in e essados na aula de lei u a adicional
Os alunos não se mos am in e essados na aula
de lei u a adicional
Os alunos i e am um bom desempenho
Os alunos i e am um bom médio
Os alunos i e am um aco desempenho
Sen iu-se uma ap oximação en e p o esso e
alunos
Sen iu-se uma ligei a ap oximação en e
p o esso e alunos
Não se sen iu qualque ap oximação en e
p o esso e alunos
Mui o mo i ado
Mo i ado
Pouco mo i ado
Não mo i ado
X
Po desen ol e o ambiem e colabo a i o en e eles, in e ação e
e iciência nas espos as o ais.
X
Le am, oca am ideias e esponde am co e amen e as ques ões.
X
Po pe mi i -lhes a pa ilha de ideias do ex o com o colega.
X
Não i e am empo pa a con e sas des ocadas, desde o início da aula
a é o inal, es a am mui o ocados no ex o.
X
Po já abalha em jun os po mui o empo, há uma boa elação en e o
p o esso e os seus alunos, são alunos obedien es.
X
Os alunos, nes a aula es a am mui o mo i ados em pa icipa
a i amen e, mos a ma-se mui o a en os.
60