CAPÍTULO XIV
JORNALISTAS EM FORMAÇÃO: NECESSIDADE E
URGÊNCIA EM PREPARÁ-LOS PARA OS ASPECTOS
DE GESTÃO DO NEGÓCIO
Nil on Ma lúcio de A uda
Uni e sidade Fe nando Pessoa – Po o (Po ugal)
Escola Supe io de P opaganda e Ma ke ing – ESPM – Rio de Janei o (B asil)
Resumo
A igo obje i a deba e o papel dos cu sos de jo nalismo na p epa ação de
um p o issional que, além de domina conhecimen os pa a p odução de
con eúdos, de e á en ende os aspec os de ges ão inancei a do negócio.
Emp esas jo nalís icas buscam no o modelo de en abilidade pa a seu ne-
gócio na e a digi al, impac ando o me cado de abalho dos jo nalis as.
Quais pe spec i as e endências dos eículos dian e do desa io de ge a e-
cei as após g andes ans o mações p o ocadas pelo ambien e digi al? Pes-
quisa bibliog á ica e documen al e idencia á eas po enciais pa a a uação do
jo nalis a a pa i da no a ealidade da comunicação no me cado digi al.
Pala as-cha e
Jo nalismo; Fo mação; Educação; Comunicação; Ges ão; Negócios.
Resumen
A ículo obje i o deba i el papel de los cu sos de pe iodismo en la p epa-
ación de un p o esional que, además de domina conocimien os pa a p o-
ducción de con enidos, debe á en ende los aspec os de ges ión inancie a
del negocio. Emp esas pe iodís icas buscan nue o modelo de en abilidad
pa a su negocio en la e a digi al, impac ando el me cado de abajo de los
pe iodis as. ¿Cuáles son las pe spec i as y endencias de los ehículos an e
el desa ío de gene a ing esos as g andes ans o maciones p o ocadas
po el ambien e digi al? La in es igación bibliog á ica y documen al e iden-
cia á eas po enciales pa a la ac uación del pe iodis a a pa i de la nue a
ealidad de la comunicación en el me cado digi al.
Palab as cla e
Pe iodismo; Fo mación; Educación; Comunicación; Ges ión; Negocio.
Abs ac
This pape aims o discuss he ole o jou nalism cou ses in he p epa a ion
o a p o essional who, in addi ion o mas e ing knowledge o p oduce con-
- 208 -
en , should unde s and he aspec s o inancial managemen o he busi-
ness. Jou nalis ic companies a e looking o a new model o p o i abili y o
hei business in he digi al age, impac ing he jou nalis s' job ma ke . Wha
a e he pe spec i es and ends o ehicles acing he challenge o gene a -
ing e enues a e majo changes b ough abou by he digi al en i on-
men ? Bibliog aphical and documen a y esea ch e idences po en ial a eas
o he jou nalis 's ac ion based on he new eali y o communica ion in he
digi al ma ke .
Key wo ds
Jou nalism; Fo ma ion; Educa ion; Communica ion; Managemen ; Busi-
ness.
In odução
O abalho, que esul a de pesquisa bibliog á ica e documen al, in enciona
e idencia as á eas po enciais pa a a a uação do jo nalis a a pa i da no a
ealidade da comunicação no me cado digi al. O desa io de se ga an i p o-
dução de con eúdo com qualidade, independência edi o ial e isão c í ica
ende a en en a no as ba ei as na medida em que as on es de ecei as –
publicidade, inanciamen o público, c owd unding, paywalls – es ão cada
ez mais sendo dispu adas po ou as ins i uições da indús ia da comuni-
cação.
A no a ealidade da indús ia da in o mação, p o ocada pelo su gimen o
da in e ne e o alecimen o das edes sociais, impõe eno mes desa ios às
emp esas de comunicação, em ge al, e às á eas de jo nalismo, especi ica-
men e. O acesso li e a in o mações no iciosas impac ou signi ica i amen e
a ges ão inancei a dos eículos de comunicação, além de al e a p o unda-
men e as o mas de p ospecção de ecu sos.
Com a up u a do modelo adicional de ges ão, eículos de jo nalismo co -
am in es imen os, eduzem cus os de p odução, c iam es a égias pa a
a ai lei o es, demi em p o issionais e c. Assim, su ge no o desa io pa a
cu sos de o mação de jo nalis as: p o e conhecimen os e condições p á-
icas pa a se a ua di e amen e na ges ão do negócio do jo nalismo. No en-
an o, le an amen o sob e g ades cu icula es mos a que ais con eúdos
não es ão na o mação do jo nalis a. Análise c í ica sob e o me cado de jo -
nalismo apon a o mas de en en amen o à c ise pelas emp esas; dados so-
b e o me cado de abalho pa a jo nalis as; e a uais o e as cu icula es de
alguns dos p incipais cu sos de g aduação em jo nalismo no mundo.
Como consequência imedia a da si uação de queb a de pa adigmas do mo-
delo de ges ão que e a p a icado no mundo, os eículos de jo nalismo ado-
a am p á icas como co es em in es imen os, edução de cus os de p o-
dução, no as es a égias pa a a ai lei o es, demissão indisc iminada de
jo nalis as e de ou os p o issionais e c. O ala man e núme o supe io a
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6400 demissões em emp esas de mídia desde 2012, conside ando-se ape-
nas os me cados de Po ugal e do B asil, a inge jo nalis as em a i idade e
em o mação, an o no B asil quan o em Po ugal. Além da limi ação na
o e a de emp egos, o p o issional se depa a com a u gência de amplia sua
emp egabilidade.
Nes e aspec o, a c ise que se e i ica no uni e so do jo nalismo impõe um
no o desa io aos cu sos de o mação des es p o issionais. Não bas assem
odos os aspec os undamen ais pa a o exe cício da p o issão, o nam-se
necessá ios ambém conhecimen os e condições p á icas pa a se a ua di-
e amen e na ges ão do negócio do jo nalismo, seja ele p óp io ou de e -
cei os. No en an o, um le an amen o sob e as g ades cu icula es de alguns
dos p incipais cu sos de jo nalismo e idenciam a inexis ência de ais con-
eúdos na o mação do jo nalis a.
Me odologia
A elabo ação do abalho con a com pesquisa bibliog á ica e documen al,
além de análise c í ica sob e o me cado de jo nalismo, bem como da
a uação das p incipais emp esas do segmen o. A e isão da bibliog a ia o-
cou-se em au o es que es udam al e na i as pa a o negócio do jo nalismo,
sem deixa de conside a aqueles que e idenciam os aspec os é icos e de
alo , undamen ais pa a o exe cício da p o issão. Quan o à análise c i ica,
a mesma oi aplicada em ês en es de a uação: 1- as o mas de en en a-
men o que as emp esas de jo nalismo êm aplicado em unção da c ise; 2-
os dados disponí eis sob e o me cado de abalho pa a os jo nalis as; e 3-
as a uais o e as cu icula es de alguns dos p incipais cu sos de g aduação
em jo nalismo no mundo.
A indús ia do jo nalismo: dis up u a, al e na i as e endências
Conside ando-se os úl imos 20 anos, as emp esas jo nalís icas se de on a-
am com o declínio de sua ase áu ea da época indus ial, em unção do in-
c emen o do ambien e online. Ainda que consigam aze algum ipo de ne-
gócio no ambien e de ope ação digi al, baseadas no modelo adicional de
en ega de con eúdo, as á eas de jo nalismo i e am que apela pa a co es
nos cus os de p odução em unção do encolhimen o das ma gens e dos o-
lumes de seus luc os. Segundo Cos a (2014:57), “ es ou às emp esas jo na-
lís icas a p odução do con eúdo”. O pesquisado c i ica es e posiciona-
men o de “emp esa de in o mação e não emp esa de se iço”, que não en-
endem a “in o mação como se iço”.
Em seu ela ó io “Um modelo de negócio pa a o jo nalismo digi al”, p odu-
zido em 2013 em pa ce ia com a Columbia Uni e si y G adua e School o
Jou nalism, em New Yo k, Cos a (2014) esga a o his ó ico de uma c ise
que em a e ando o que ele chama de “indús ia do jo nalismo”. A inal,
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desde o inal do século 20, su gi am emp esas de elecomunicações, si es
de buscas, po ais, desen ol edo es de so wa e e ab ican es de ecnologia
que i a am “de pon a-cabeça o elho e bom negócio da enda de in o -
mação”. Ainda mais impac an e, ele des aca o su gimen o de um “público
que se acos umou a consumi in o mação de g aça e se o nou ele p óp io,
além de p odu o , um dis ibuido ”.
Nes e no o ambien e de conco ência in o macional, o que se ê é um
g ande es o ço – com idas e indas - das emp esas jo nalís icas no sen ido
de e e ua em sua ansposição do modelo clássico pa a a ope ação digi al.
Em 2010, o New Yo k Times, po exemplo, passou a cob a pelo con eúdo
online após egis a pe das de a é 60% na sua ecei a de publicidade nos
úl imos dez anos. Ado ou, en ão, o modelo de pagamen o semelhan e ao do
Financial Times, chamado paywall, que o e ecia po U$ 15/mês um o-
lume de 20 ex os “g a ui os” an es de ba a o acesso do lei o digi al.
A e is a online Sla e, que já pe enceu à Mic oso e ago a é do g upo Wa-
shing on Pos , no inal dos anos 1990 o e ecia seu con eúdo aos 140 mil
lei o es median e pagamen o, numa espécie de “cob ança de assina u a”.
Em 1999, no en an o, desis iu da inicia i a – mal ecebida pelos assinan es
- e ab iu g a ui amen e seu si e ao público. O jo nal Los Angeles Times am-
bém oscilou em cob a e libe a g a ui amen e o con eúdo. Em 2003, co-
meçou a cob a U$4,95/mês pa a o acesso, mas logo desis iu do modelo
paywall com a pe da de 97% de lei o es. Além do Financial Times, ou os
jo nais do Reino Unido u ilizam o paywall, inclusi e num o ma o mais
“ha d”: The Times, The Sunday Times, The Daily Teleg aph e The Sun. Já
o conco en e The Gua dian em esis ido publicamen e à idéia de cob a-
nça po con eúdo.
No B asil, o sis ema de paywall ambém oi ado ado, a pa i de 2013, po
no e dos 30 maio es jo nais do país: Folha de S. Paulo, O Globo, Valo
Econômico, Co eio B aziliense, Es ado de Minas, Ze o Ho a, Gaze a do
Po o, Gaze a e O Popula . Po exemplo, a Folha de S. Paulo pe mi e o
acesso g a ui o do seu si e a apenas 20 páginas mensais, po ce ca de R$37
ao mês. O Globo cob a pe o de R$30 pelo acesso online, enquan o que o
Es ado de S. Paulo passou a exigi cadas o do lei o após acesso li e a
cinco ex os, ainda que sem cob ança.
Embo a, a é o momen o, não haja mui os dados disponí eis sob e es a
ealidade nos pe iódicos po ugueses, o que se sabe é que algumas ex-
pe iências pon uais êm sendo ado adas, cujos esul ados dian e da eação
dos lei o es andam a coloca em dú ida as es a égias escolhidas. O jo nal
Público, po exemplo, le ou se e meses em 2013 analisando possibilidades
e o mas de cob a pelo con eúdo. Em edi o ial no dia 14 de no emb o
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daquele ano, a di eção do pe iódico in o mou que, a pa i daquele mo-
men o, “quando o lei o i e lido 20 ex os num mês, se á con idado a aze
uma assina u a pa a pode con inua a le mais”.
Cos a (2014:106) de ende que o no o negócio do jo nalismo de e o e ece ,
além do con eúdo no icioso, “uma a iada gama de subp odu os do ma e-
ial in o ma i o e de se iços ecnológicos ligados à p odução de in o -
mação”. Newsle e s, dossiês, documen os, publicações do ace o e ou os
se iços, po exemplo, podem ajuda na ecei a, jun o com a enda de pu-
blicidade. Pa a B ock (2013:226), as emp esas de jo nalismo podem ado a
os seguin es modelos: assina u as (paywalls ou semelhan es), publicidade
com engajamen o, ilan opia (doações ou inanciamen o ia undações),
jo nais g a ui os (com publicidade), pa ocínios, c owd unding ou e enue
p omiscui y ( inanciamen o cole i o) e apoio go e namen al indi e o.
Jo nalismo digi al: emp ego, desemp ego e emp egabilidade
No en an o, o que se em pe cebido é que o co e de pessoal pa ece como
uma das p imei as es a égias. En e os anos de 2007 e 2014, o jo nalismo
po uguês con abilizou a demissão de 1218 p o issionais, de aco do com da-
dos da Comissão da Ca ei a P o issional de Jo nalis a (CCPJ), le an ados
em 2014. Nes e pe íodo, e i icou-se uma queda de 17,8% no núme o de
jo nalis as a i os, is o que declinou de 6839 pa a 5621. Con ibuí am pa a
es e quad o de desemp ego, po exemplo: g upo Con olin es e (Diá io de
No ícias, Jo nal de No ícias ou TSF) com 64 dispensas, Sol com 20 de-
missões, Agencia lusa (22), Público (28), g upo Impala (29), Co ina (8), Di-
á io de No ícias da Madei a (14), alem de Plano de Saídas Volun a ias da
RTP.
O núme o de no as ca ei as p o issionais a ibuídas no pe íodo de 2006 a
2014 ambém ap esen ou signi ica i o declínio: de 380 pa a 233, ou seja,
ce ca de xx%. Compa ando-se os anos de 2007 ( o am 456 egis os) com
2014, pe cebe-se o mais baixo ní el de su gimen o de no as ca ei as p o-
issionais, o que co esponde à me ade de jo nalis as em a i idade. Se-
gundo, ainda, a CCPJ, a cada 10 p o issionais dispensados, apenas um é
con a ado pelas emp esas de comunicação.
No B asil, das 5205 demissões oco idas em emp esas de mídia desde 2012,
ce ca de 27% se deu com jo nalis as, ou seja, 1433 dispensados. A in o -
mação, a ualizada em 21/12/2015, é da agência de epo agens - Vol Da a
Lab, pionei a nes e ipo de le an amen o naquele país. Segundo Spagnuolo
(2015), o ápice das demissões de jo nalis as oco eu no ano passado (684),
num c escen e em elação aos anos an e io es: 244 (2014), 386 (2013) e 119
(2012). Den e as emp esas, o anking é o seguin e: jo nais (665), ádio e
TV (355), e is as (250), online (152) e agência (11).
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Resul an e da c ise inancei a com a queda das ecei as publici á ias, as de-
missões ambém podem se c edi adas à al a de capaci ação dos meios e
dos jo nalis as pa a a ua no mundo digi al. De aco do com ela ó io “Edu-
cando Jo nalis as: No os Fundamen os pa a a T adição Uni e si á ia”,
(2013:64) da Columbia Uni e si y, de New Yo k, a a i idade “es á em um
pe íodo de ápida mudança e en ando descob i no as ecnologias, o mas
de comunicação e modelos de negócios subjacen es pa a sus en a o jo na-
lismo”.
Nes e aspec o, a esponsabilidade cai ambém sob e as escolas de jo na-
lismo que, segundo Cos a (2014:91) “não p epa am de idamen e os es u-
dan es pa a o ambien e digi al”. No en an o, ele cob a uma ação das emp e-
sas: “Se a escola ainda não p epa a os p o issionais necessá ios, en ão a em-
p esa de e p epa a . Tem a ob igação de p epa a . Senão, não ai cons ui
alo ”.
A “p o a dos no e” dos cu sos de g aduação
Se no ambien e digi al se pe cebem lacunas en e a academia e o me cado
de jo nalismo, na ques ão da ges ão do negócio a si uação é ainda mais em-
blemá ica. Analisando-se a g ade cu icula de alguns dos p incipais cu sos
de jo nalismo do mundo, pe cebe-se que aspec os de ges ão não igu am
em nenhum deles.
O Jo nalism Cou ses a London Sou h Bank Uni e si y Sou hwa k decla a
p epa a o p o issional jo nalis a pa a a ua na pla a o ma digi al, bem
como dominando as e amen as necessá ias pa a o seu campo de abalho.
Em sua g ade, des aca os módulos do p og ama: “Yea 1: in oduc ion o
jou nalism; jou nalism and socie y; podcas ing and ideo blogging; pho-
og aphy o jou nalis s; jou nalism p ac ice; edi o ial p oduc ion. Yea
2: media esea ch; media and poli ics; in es iga i e jou nalism; cu en
issues in jou nalism s udies; documen a y ideo; audio p oduc ion. Yea
3: media law and e hics; disse a ion (double module); po olio (double
module); si e P ojec ”. Nada sob e ges ão, no en an o.
A mesma linha de especialidades é pe cebida nos p og amas do Bachelo
o Communica ion (Jou nalism S udies), da Massey Uni e si y da No a
Zelândia. Con o me di ulgado em seu si e, “in his jou nalism s udies ma-
jo , s uden s will lea n abou he media’s ole, hey will build essen ial
jou nalis ic skills and expe ise in specialised ields such as ea u e w i ing
and in es iga i e epo ing…”. P opos a mui o p óxima do cu so “Bache-
lo o Science in Jou nalism”, da S . John’s Uni e si y, de New Yo k, que
diz p epa a o es udan e “ o ca ee s in all ace s o jou nalism”. No en-
an o, seu p og ama em como oco “p in , b oadcas and he in e ne ”.
Também em New Yo k, o Depa amen o de Es udos de Comunicação e Ci-
nema do Le Moyne College o e ece um p og ama que p epa a o aluno pa a
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a p odução de jo nais, design de websi es, edição não-linea de ídeo digi al
e g a ação em áudio. Além, segundo o si e da escola, “da opo unidade de
adqui i as habilidades écnicas pa a uma longa ca ei a p o issional no
mundo da mídia”. Na mesma linha educacional igu am os p og amas de
g aduação das seguin es uni e sidades isi adas: Ball S a e Uni e si y In-
diana (Bachelo o A s/Bachelo o Science in Jou nalism) e Mo gan
S a e Uni e si y em Bal imo e, Ma yland (Deg ee in Jou nalism).
Também den e os 20 melho es cu sos de g aduação em jo nalismo do B a-
sil (“Ranking Uni e si á io Folha” – edição 2016), nenhuma g ade inclui
aspec os de ges ão do negócio do jo nalismo, o que suge e não se a a ,
ainda, de uma no a pau a pa a os jo nalis as em o mação. Compõem a
lis a: USP, UFRJ, UFRGS, PUC (SP e RS), UFMG, Gáspe Líbe o, UnB,
UMESP, UFSC, PUC (RJ), ESPM, UFBA, UFPR, Mackenzie, PUC (MG),
Unisinos, UERJ, FACOM-FAAP e UNIP.
Ve i ica-se, assim, que somen e a pa i de 2015 é que algumas ins i uições
passa am a o e ece disciplinas sob e sus en abilidade (em ge al, dos negó-
cios e das emp esas), po exemplo. Comunicação co po a i a, com ên ase
em emp egabilidade pa a o no o p o issional de jo nalismo, ambém apa-
ece de o ma incipien e nas g ades cu icula es b asilei as.
Já a análise do ambien e acadêmico em Po ugal, de aco do com dados p e-
limina es do p óp io au o des e a igo, os cu sos de g aduação – p imei o
ciclo – de Jo nalismo ambém o e ecem disciplinas den o de um modelo
de g ade cu icula bas an e adicional. Ou seja, jo nalismo em ambien es
co po a i os (comunicação o ganizacional ou in e na), jo nalismo pa a o
e cei o se o (O ganizações Não-Go e namen ais – ONG) e jo nalismo in-
dependen e ainda não igu am nas o e as cu icula es.
Conclusão
Em empos digi ais, o jo nalismo ê a sociedade muda adicalmen e e a
passos la gos. Mais que epo a , cabe à á ea uma p o unda e o mulação
no seu modelo de negocio que lhe ga an a sus en abilidade na p odução e
en ega de con eúdos e se iços. De o ma p eocupan e, pe cebe-se que es a
no a e a ainda não chegou à p á ica escola . Ainda em ase de deba e, os
cu sos de o mação não ap esen am pe spec i as aos jo nalis as em o -
mação quan o a seus no os campos de a uação.
Em declínio, os eículos adicionais buscam al e na i as pa a a p ospecção
de ecei as. Po enquan o, o jo nalis a em sido impac ado somen e de
o ma nega i a. E o quan o ele pode colabo a na idealização de soluções?
Quais saídas de em se apon adas pa a ele enquan o espaço de a uação?
Enquan o p odu o de con eúdo, o p o issional de jo nalismo ê su gi à
sua en e um leque sem im de opo unidades. A uação independen e, p o-
je os co po a i os, abalhos pa a segmen os cul u ais, desen ol imen o de
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comunidades, po exemplo, são algumas das possibilidades de abalho no
segmen o. To na-se necessá io, no en an o, que o p óp io jo nalis a enha
al posicionamen o e que, p incipalmen e, as uni e sidades lhe p epa am
pa a isso.
Assim, conclui-se que se a a de uma pau a que, ine i a elmen e, de e pas-
sa pelos bancos uni e si á ios. Cabe, en ão, e idencia a impo ância ainda
mais es a égica do jo nalis a, is o que as ans o mações p o ocadas pela
in e ne suge em ce o empode amen o do cidadão comum pa a a ua na
p odução e na dis ibuição de no ícias, numa espécie de banalização da
unção do jo nalismo.
Re e ências
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