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Jornalismo e Formação. Jornalistas em formação: necessidade e urgência em prepará-los para os aspectos de gestão do negócio

Abstract

Artigo objetiva debater o papel dos cursos de jornalismo na preparação de um profissional que, além de dominar conhecimentos para produção de conteúdos, deverá entender os aspectos de gestão financeira do negócio. Empresas jornalísticas buscam novo modelo de rentabilidade para seu negócio na era digital, impactando o mercado de trabalho dos jornalistas. Quais perspectivas e tendências dos veículos diante do desafio de gerar receitas após grandes transformações provocadas pelo ambiente digital? Pesquisa bibliográfica e documental evidencia áreas potenciais para atuação do jornalista a partir da nova realidade da comunicação no mercado digital.

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Jornalismo e Formação. Jornalistas em formação: necessidade e urgência em prepará-los para os aspectos de gestão do negócio

Author: Arruda, Nilton Marlúcio de
Publisher: Egregius
Year: 2017
Source: https://idus.us.es/bitstreams/85f92983-069d-4b13-a114-d9dd9f59e408/download
CAPÍTULO XIV
JORNALISTAS EM FORMAÇÃO: NECESSIDADE E
URGÊNCIA EM PREPARÁ-LOS PARA OS ASPECTOS
DE GESTÃO DO NEGÓCIO
Nil on Ma lúcio de A uda
Uni e sidade Fe nando Pessoa – Po o (Po ugal)
Escola Supe io de P opaganda e Ma ke ing – ESPM – Rio de Janei o (B asil)
Resumo
A igo obje i a deba e o papel dos cu sos de jo nalismo na p epa ação de
um p o issional que, além de domina conhecimen os pa a p odução de
con eúdos, de e á en ende os aspec os de ges ão inancei a do negócio.
Emp esas jo nalís icas buscam no o modelo de en abilidade pa a seu ne-
gócio na e a digi al, impac ando o me cado de abalho dos jo nalis as.
Quais pe spec i as e endências dos eículos dian e do desa io de ge a e-
cei as após g andes ans o mações p o ocadas pelo ambien e digi al? Pes-
quisa bibliog á ica e documen al e idencia á eas po enciais pa a a uação do
jo nalis a a pa i da no a ealidade da comunicação no me cado digi al.
Pala as-cha e
Jo nalismo; Fo mação; Educação; Comunicação; Ges ão; Negócios.
Resumen
A ículo obje i o deba i el papel de los cu sos de pe iodismo en la p epa-
ación de un p o esional que, además de domina conocimien os pa a p o-
ducción de con enidos, debe á en ende los aspec os de ges ión inancie a
del negocio. Emp esas pe iodís icas buscan nue o modelo de en abilidad
pa a su negocio en la e a digi al, impac ando el me cado de abajo de los
pe iodis as. ¿Cuáles son las pe spec i as y endencias de los ehículos an e
el desa ío de gene a ing esos as g andes ans o maciones p o ocadas
po el ambien e digi al? La in es igación bibliog á ica y documen al e iden-
cia á eas po enciales pa a la ac uación del pe iodis a a pa i de la nue a
ealidad de la comunicación en el me cado digi al.
Palab as cla e
Pe iodismo; Fo mación; Educación; Comunicación; Ges ión; Negocio.
Abs ac
This pape aims o discuss he ole o jou nalism cou ses in he p epa a ion
o a p o essional who, in addi ion o mas e ing knowledge o p oduce con-
- 208 -
en , should unde s and he aspec s o inancial managemen o he busi-
ness. Jou nalis ic companies a e looking o a new model o p o i abili y o
hei business in he digi al age, impac ing he jou nalis s' job ma ke . Wha
a e he pe spec i es and ends o ehicles acing he challenge o gene a -
ing e enues a e majo changes b ough abou by he digi al en i on-
men ? Bibliog aphical and documen a y esea ch e idences po en ial a eas
o he jou nalis 's ac ion based on he new eali y o communica ion in he
digi al ma ke .
Key wo ds
Jou nalism; Fo ma ion; Educa ion; Communica ion; Managemen ; Busi-
ness.
In odução
O abalho, que esul a de pesquisa bibliog á ica e documen al, in enciona
e idencia as á eas po enciais pa a a a uação do jo nalis a a pa i da no a
ealidade da comunicação no me cado digi al. O desa io de se ga an i p o-
dução de con eúdo com qualidade, independência edi o ial e isão c í ica
ende a en en a no as ba ei as na medida em que as on es de ecei as –
publicidade, inanciamen o público, c owd unding, paywalls – es ão cada
ez mais sendo dispu adas po ou as ins i uições da indús ia da comuni-
cação.
A no a ealidade da indús ia da in o mação, p o ocada pelo su gimen o
da in e ne e o alecimen o das edes sociais, impõe eno mes desa ios às
emp esas de comunicação, em ge al, e às á eas de jo nalismo, especi ica-
men e. O acesso li e a in o mações no iciosas impac ou signi ica i amen e
a ges ão inancei a dos eículos de comunicação, além de al e a p o unda-
men e as o mas de p ospecção de ecu sos.
Com a up u a do modelo adicional de ges ão, eículos de jo nalismo co -
am in es imen os, eduzem cus os de p odução, c iam es a égias pa a
a ai lei o es, demi em p o issionais e c. Assim, su ge no o desa io pa a
cu sos de o mação de jo nalis as: p o e conhecimen os e condições p á-
icas pa a se a ua di e amen e na ges ão do negócio do jo nalismo. No en-
an o, le an amen o sob e g ades cu icula es mos a que ais con eúdos
não es ão na o mação do jo nalis a. Análise c í ica sob e o me cado de jo -
nalismo apon a o mas de en en amen o à c ise pelas emp esas; dados so-
b e o me cado de abalho pa a jo nalis as; e a uais o e as cu icula es de
alguns dos p incipais cu sos de g aduação em jo nalismo no mundo.
Como consequência imedia a da si uação de queb a de pa adigmas do mo-
delo de ges ão que e a p a icado no mundo, os eículos de jo nalismo ado-
a am p á icas como co es em in es imen os, edução de cus os de p o-
dução, no as es a égias pa a a ai lei o es, demissão indisc iminada de
jo nalis as e de ou os p o issionais e c. O ala man e núme o supe io a
- 209 -
6400 demissões em emp esas de mídia desde 2012, conside ando-se ape-
nas os me cados de Po ugal e do B asil, a inge jo nalis as em a i idade e
em o mação, an o no B asil quan o em Po ugal. Além da limi ação na
o e a de emp egos, o p o issional se depa a com a u gência de amplia sua
emp egabilidade.
Nes e aspec o, a c ise que se e i ica no uni e so do jo nalismo impõe um
no o desa io aos cu sos de o mação des es p o issionais. Não bas assem
odos os aspec os undamen ais pa a o exe cício da p o issão, o nam-se
necessá ios ambém conhecimen os e condições p á icas pa a se a ua di-
e amen e na ges ão do negócio do jo nalismo, seja ele p óp io ou de e -
cei os. No en an o, um le an amen o sob e as g ades cu icula es de alguns
dos p incipais cu sos de jo nalismo e idenciam a inexis ência de ais con-
eúdos na o mação do jo nalis a.
Me odologia
A elabo ação do abalho con a com pesquisa bibliog á ica e documen al,
além de análise c í ica sob e o me cado de jo nalismo, bem como da
a uação das p incipais emp esas do segmen o. A e isão da bibliog a ia o-
cou-se em au o es que es udam al e na i as pa a o negócio do jo nalismo,
sem deixa de conside a aqueles que e idenciam os aspec os é icos e de
alo , undamen ais pa a o exe cício da p o issão. Quan o à análise c i ica,
a mesma oi aplicada em ês en es de a uação: 1- as o mas de en en a-
men o que as emp esas de jo nalismo êm aplicado em unção da c ise; 2-
os dados disponí eis sob e o me cado de abalho pa a os jo nalis as; e 3-
as a uais o e as cu icula es de alguns dos p incipais cu sos de g aduação
em jo nalismo no mundo.
A indús ia do jo nalismo: dis up u a, al e na i as e endências
Conside ando-se os úl imos 20 anos, as emp esas jo nalís icas se de on a-
am com o declínio de sua ase áu ea da época indus ial, em unção do in-
c emen o do ambien e online. Ainda que consigam aze algum ipo de ne-
gócio no ambien e de ope ação digi al, baseadas no modelo adicional de
en ega de con eúdo, as á eas de jo nalismo i e am que apela pa a co es
nos cus os de p odução em unção do encolhimen o das ma gens e dos o-
lumes de seus luc os. Segundo Cos a (2014:57), “ es ou às emp esas jo na-
lís icas a p odução do con eúdo”. O pesquisado c i ica es e posiciona-
men o de “emp esa de in o mação e não emp esa de se iço”, que não en-
endem a “in o mação como se iço”.
Em seu ela ó io “Um modelo de negócio pa a o jo nalismo digi al”, p odu-
zido em 2013 em pa ce ia com a Columbia Uni e si y G adua e School o
Jou nalism, em New Yo k, Cos a (2014) esga a o his ó ico de uma c ise
que em a e ando o que ele chama de “indús ia do jo nalismo”. A inal,
- 210 -
desde o inal do século 20, su gi am emp esas de elecomunicações, si es
de buscas, po ais, desen ol edo es de so wa e e ab ican es de ecnologia
que i a am “de pon a-cabeça o elho e bom negócio da enda de in o -
mação”. Ainda mais impac an e, ele des aca o su gimen o de um “público
que se acos umou a consumi in o mação de g aça e se o nou ele p óp io,
além de p odu o , um dis ibuido ”.
Nes e no o ambien e de conco ência in o macional, o que se ê é um
g ande es o ço – com idas e indas - das emp esas jo nalís icas no sen ido
de e e ua em sua ansposição do modelo clássico pa a a ope ação digi al.
Em 2010, o New Yo k Times, po exemplo, passou a cob a pelo con eúdo
online após egis a pe das de a é 60% na sua ecei a de publicidade nos
úl imos dez anos. Ado ou, en ão, o modelo de pagamen o semelhan e ao do
Financial Times, chamado paywall, que o e ecia po U$ 15/mês um o-
lume de 20 ex os “g a ui os” an es de ba a o acesso do lei o digi al.
A e is a online Sla e, que já pe enceu à Mic oso e ago a é do g upo Wa-
shing on Pos , no inal dos anos 1990 o e ecia seu con eúdo aos 140 mil
lei o es median e pagamen o, numa espécie de “cob ança de assina u a”.
Em 1999, no en an o, desis iu da inicia i a – mal ecebida pelos assinan es
- e ab iu g a ui amen e seu si e ao público. O jo nal Los Angeles Times am-
bém oscilou em cob a e libe a g a ui amen e o con eúdo. Em 2003, co-
meçou a cob a U$4,95/mês pa a o acesso, mas logo desis iu do modelo
paywall com a pe da de 97% de lei o es. Além do Financial Times, ou os
jo nais do Reino Unido u ilizam o paywall, inclusi e num o ma o mais
“ha d”: The Times, The Sunday Times, The Daily Teleg aph e The Sun. Já
o conco en e The Gua dian em esis ido publicamen e à idéia de cob a-
nça po con eúdo.
No B asil, o sis ema de paywall ambém oi ado ado, a pa i de 2013, po
no e dos 30 maio es jo nais do país: Folha de S. Paulo, O Globo, Valo
Econômico, Co eio B aziliense, Es ado de Minas, Ze o Ho a, Gaze a do
Po o, Gaze a e O Popula . Po exemplo, a Folha de S. Paulo pe mi e o
acesso g a ui o do seu si e a apenas 20 páginas mensais, po ce ca de R$37
ao mês. O Globo cob a pe o de R$30 pelo acesso online, enquan o que o
Es ado de S. Paulo passou a exigi cadas o do lei o após acesso li e a
cinco ex os, ainda que sem cob ança.
Embo a, a é o momen o, não haja mui os dados disponí eis sob e es a
ealidade nos pe iódicos po ugueses, o que se sabe é que algumas ex-
pe iências pon uais êm sendo ado adas, cujos esul ados dian e da eação
dos lei o es andam a coloca em dú ida as es a égias escolhidas. O jo nal
Público, po exemplo, le ou se e meses em 2013 analisando possibilidades
e o mas de cob a pelo con eúdo. Em edi o ial no dia 14 de no emb o
- 211 -
daquele ano, a di eção do pe iódico in o mou que, a pa i daquele mo-
men o, “quando o lei o i e lido 20 ex os num mês, se á con idado a aze
uma assina u a pa a pode con inua a le mais”.
Cos a (2014:106) de ende que o no o negócio do jo nalismo de e o e ece ,
além do con eúdo no icioso, “uma a iada gama de subp odu os do ma e-
ial in o ma i o e de se iços ecnológicos ligados à p odução de in o -
mação”. Newsle e s, dossiês, documen os, publicações do ace o e ou os
se iços, po exemplo, podem ajuda na ecei a, jun o com a enda de pu-
blicidade. Pa a B ock (2013:226), as emp esas de jo nalismo podem ado a
os seguin es modelos: assina u as (paywalls ou semelhan es), publicidade
com engajamen o, ilan opia (doações ou inanciamen o ia undações),
jo nais g a ui os (com publicidade), pa ocínios, c owd unding ou e enue
p omiscui y ( inanciamen o cole i o) e apoio go e namen al indi e o.
Jo nalismo digi al: emp ego, desemp ego e emp egabilidade
No en an o, o que se em pe cebido é que o co e de pessoal pa ece como
uma das p imei as es a égias. En e os anos de 2007 e 2014, o jo nalismo
po uguês con abilizou a demissão de 1218 p o issionais, de aco do com da-
dos da Comissão da Ca ei a P o issional de Jo nalis a (CCPJ), le an ados
em 2014. Nes e pe íodo, e i icou-se uma queda de 17,8% no núme o de
jo nalis as a i os, is o que declinou de 6839 pa a 5621. Con ibuí am pa a
es e quad o de desemp ego, po exemplo: g upo Con olin es e (Diá io de
No ícias, Jo nal de No ícias ou TSF) com 64 dispensas, Sol com 20 de-
missões, Agencia lusa (22), Público (28), g upo Impala (29), Co ina (8), Di-
á io de No ícias da Madei a (14), alem de Plano de Saídas Volun a ias da
RTP.
O núme o de no as ca ei as p o issionais a ibuídas no pe íodo de 2006 a
2014 ambém ap esen ou signi ica i o declínio: de 380 pa a 233, ou seja,
ce ca de xx%. Compa ando-se os anos de 2007 ( o am 456 egis os) com
2014, pe cebe-se o mais baixo ní el de su gimen o de no as ca ei as p o-
issionais, o que co esponde à me ade de jo nalis as em a i idade. Se-
gundo, ainda, a CCPJ, a cada 10 p o issionais dispensados, apenas um é
con a ado pelas emp esas de comunicação.
No B asil, das 5205 demissões oco idas em emp esas de mídia desde 2012,
ce ca de 27% se deu com jo nalis as, ou seja, 1433 dispensados. A in o -
mação, a ualizada em 21/12/2015, é da agência de epo agens - Vol Da a
Lab, pionei a nes e ipo de le an amen o naquele país. Segundo Spagnuolo
(2015), o ápice das demissões de jo nalis as oco eu no ano passado (684),
num c escen e em elação aos anos an e io es: 244 (2014), 386 (2013) e 119
(2012). Den e as emp esas, o anking é o seguin e: jo nais (665), ádio e
TV (355), e is as (250), online (152) e agência (11).
- 212 -

Resul an e da c ise inancei a com a queda das ecei as publici á ias, as de-
missões ambém podem se c edi adas à al a de capaci ação dos meios e
dos jo nalis as pa a a ua no mundo digi al. De aco do com ela ó io “Edu-
cando Jo nalis as: No os Fundamen os pa a a T adição Uni e si á ia”,
(2013:64) da Columbia Uni e si y, de New Yo k, a a i idade “es á em um
pe íodo de ápida mudança e en ando descob i no as ecnologias, o mas
de comunicação e modelos de negócios subjacen es pa a sus en a o jo na-
lismo”.
Nes e aspec o, a esponsabilidade cai ambém sob e as escolas de jo na-
lismo que, segundo Cos a (2014:91) “não p epa am de idamen e os es u-
dan es pa a o ambien e digi al”. No en an o, ele cob a uma ação das emp e-
sas: “Se a escola ainda não p epa a os p o issionais necessá ios, en ão a em-
p esa de e p epa a . Tem a ob igação de p epa a . Senão, não ai cons ui
alo ”.
A “p o a dos no e” dos cu sos de g aduação
Se no ambien e digi al se pe cebem lacunas en e a academia e o me cado
de jo nalismo, na ques ão da ges ão do negócio a si uação é ainda mais em-
blemá ica. Analisando-se a g ade cu icula de alguns dos p incipais cu sos
de jo nalismo do mundo, pe cebe-se que aspec os de ges ão não igu am
em nenhum deles.
O Jo nalism Cou ses a London Sou h Bank Uni e si y Sou hwa k decla a
p epa a o p o issional jo nalis a pa a a ua na pla a o ma digi al, bem
como dominando as e amen as necessá ias pa a o seu campo de abalho.
Em sua g ade, des aca os módulos do p og ama: “Yea 1: in oduc ion o
jou nalism; jou nalism and socie y; podcas ing and ideo blogging; pho-
og aphy o jou nalis s; jou nalism p ac ice; edi o ial p oduc ion. Yea
2: media esea ch; media and poli ics; in es iga i e jou nalism; cu en
issues in jou nalism s udies; documen a y ideo; audio p oduc ion. Yea
3: media law and e hics; disse a ion (double module); po olio (double
module); si e P ojec ”. Nada sob e ges ão, no en an o.
A mesma linha de especialidades é pe cebida nos p og amas do Bachelo
o Communica ion (Jou nalism S udies), da Massey Uni e si y da No a
Zelândia. Con o me di ulgado em seu si e, “in his jou nalism s udies ma-
jo , s uden s will lea n abou he media’s ole, hey will build essen ial
jou nalis ic skills and expe ise in specialised ields such as ea u e w i ing
and in es iga i e epo ing…”. P opos a mui o p óxima do cu so “Bache-
lo o Science in Jou nalism”, da S . John’s Uni e si y, de New Yo k, que
diz p epa a o es udan e “ o ca ee s in all ace s o jou nalism”. No en-
an o, seu p og ama em como oco “p in , b oadcas and he in e ne ”.
Também em New Yo k, o Depa amen o de Es udos de Comunicação e Ci-
nema do Le Moyne College o e ece um p og ama que p epa a o aluno pa a
- 213 -
a p odução de jo nais, design de websi es, edição não-linea de ídeo digi al
e g a ação em áudio. Além, segundo o si e da escola, “da opo unidade de
adqui i as habilidades écnicas pa a uma longa ca ei a p o issional no
mundo da mídia”. Na mesma linha educacional igu am os p og amas de
g aduação das seguin es uni e sidades isi adas: Ball S a e Uni e si y In-
diana (Bachelo o A s/Bachelo o Science in Jou nalism) e Mo gan
S a e Uni e si y em Bal imo e, Ma yland (Deg ee in Jou nalism).
Também den e os 20 melho es cu sos de g aduação em jo nalismo do B a-
sil (“Ranking Uni e si á io Folha” – edição 2016), nenhuma g ade inclui
aspec os de ges ão do negócio do jo nalismo, o que suge e não se a a ,
ainda, de uma no a pau a pa a os jo nalis as em o mação. Compõem a
lis a: USP, UFRJ, UFRGS, PUC (SP e RS), UFMG, Gáspe Líbe o, UnB,
UMESP, UFSC, PUC (RJ), ESPM, UFBA, UFPR, Mackenzie, PUC (MG),
Unisinos, UERJ, FACOM-FAAP e UNIP.
Ve i ica-se, assim, que somen e a pa i de 2015 é que algumas ins i uições
passa am a o e ece disciplinas sob e sus en abilidade (em ge al, dos negó-
cios e das emp esas), po exemplo. Comunicação co po a i a, com ên ase
em emp egabilidade pa a o no o p o issional de jo nalismo, ambém apa-
ece de o ma incipien e nas g ades cu icula es b asilei as.
Já a análise do ambien e acadêmico em Po ugal, de aco do com dados p e-
limina es do p óp io au o des e a igo, os cu sos de g aduação – p imei o
ciclo – de Jo nalismo ambém o e ecem disciplinas den o de um modelo
de g ade cu icula bas an e adicional. Ou seja, jo nalismo em ambien es
co po a i os (comunicação o ganizacional ou in e na), jo nalismo pa a o
e cei o se o (O ganizações Não-Go e namen ais – ONG) e jo nalismo in-
dependen e ainda não igu am nas o e as cu icula es.
Conclusão
Em empos digi ais, o jo nalismo ê a sociedade muda adicalmen e e a
passos la gos. Mais que epo a , cabe à á ea uma p o unda e o mulação
no seu modelo de negocio que lhe ga an a sus en abilidade na p odução e
en ega de con eúdos e se iços. De o ma p eocupan e, pe cebe-se que es a
no a e a ainda não chegou à p á ica escola . Ainda em ase de deba e, os
cu sos de o mação não ap esen am pe spec i as aos jo nalis as em o -
mação quan o a seus no os campos de a uação.
Em declínio, os eículos adicionais buscam al e na i as pa a a p ospecção
de ecei as. Po enquan o, o jo nalis a em sido impac ado somen e de
o ma nega i a. E o quan o ele pode colabo a na idealização de soluções?
Quais saídas de em se apon adas pa a ele enquan o espaço de a uação?
Enquan o p odu o de con eúdo, o p o issional de jo nalismo ê su gi à
sua en e um leque sem im de opo unidades. A uação independen e, p o-
je os co po a i os, abalhos pa a segmen os cul u ais, desen ol imen o de
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comunidades, po exemplo, são algumas das possibilidades de abalho no
segmen o. To na-se necessá io, no en an o, que o p óp io jo nalis a enha
al posicionamen o e que, p incipalmen e, as uni e sidades lhe p epa am
pa a isso.
Assim, conclui-se que se a a de uma pau a que, ine i a elmen e, de e pas-
sa pelos bancos uni e si á ios. Cabe, en ão, e idencia a impo ância ainda
mais es a égica do jo nalis a, is o que as ans o mações p o ocadas pela
in e ne suge em ce o empode amen o do cidadão comum pa a a ua na
p odução e na dis ibuição de no ícias, numa espécie de banalização da
unção do jo nalismo.
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