OR
AC
AM
FVNEBRE
àü
à e
(J
0
O
R.
P.
D.
R
a ael
bl
ea
Cle igoRc-
''
guia
Thea inoda
Diuina
P ouidencia
,
na
Sanea
Ca a
da
Mi e ico dia
dei a
Cidade
de
Lisboa.
NdS
exe/j iias
Annudcs
DO
se eníssimo
eyde
po gal
D-
MANOEL
de
glo ioía
memó ia.
OFFE
R
E
CIE
A
Ao
Exceli
0
10
S
°
‘
Ma q ezde
F on e
i
R
A
,
do
s
Coi) elhosd’E(hdo,
&
Gue a
,&c.
M
DC.
LXXII.
Com
eias
as
lie nças
ncccj a ias.
1
A
O
E
X
C
E
L
L
m
°
SENHOR
D
lOAM
MASCARENHAS
MARQVEZDE
FRONTEIRA,
DOS
Con cl
hcsde
B ado,
&
Gue a
de
Sua
Al eza,
&.
Ve
edo
de
ua
Real
azenda,
&c.
$ a
O açao
úneb e,
di e
nas
exequias
,
que
a
an a
Ca a
da
Mi e ico dia
celeb a
odos
os
annos
,
deuo a,
&
ag adecida
a
o
Se-
enijjimo
Rey
Dom
Manoel
de
glo io-
a
memó ia
eu
undado ,
como
nam
eue
a
di a
de
V.
Excellencia
a
ouui ,
bu ca
po
meio
da
e lampa
ade
V.
Ex¬
cellencia
a
pode
le ,
alem
de
e
mui o
Í
u/lo
,
que
pois
V.
Excellencia
eleoeo
o
o ado
degej e
ambema
O açamopa-
TQ-
" ociniode
V.
Excelleucia,pois[ocoeHe
pode
a
e
a
ejlima
}
que
de me ecepol-
lo
eu
Au o
}
.
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espe a
com
e udos
maü
auen ejados
bu ca eli men e
o a
-
uo
de
V.
Excellencia
y
a
quem
Deos
ma
de
mui os
amos
■■
do
Conuenio
da
o
diuina
E ouidenáa
em
3.
de
Eeue ei o
de
672,
Se uo
de
V.
Excellencia.
D.
Ra ael
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Clé igo
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1
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V
E
mal
emp egados
o ao
os
de ae-
los
,
com
que
p e umi e
e e niza
a
ama
dos
eus
he oes,
ô
ambicio a
Gen ilidadel
En ina e
ao
Egip o
a
leuan a
Pi ami
Jesà
memó ia
dos
eus
Mona cas
,
pa a
na
al u a
daquellas
maquinas
o~
ílen a a
exal açaò
da
ua
glo ia,
&
nam
lepa a e,
que
quan o
mais
chegauam
ao
Ceo
,
an o
mais
íe
auezinhauamaos
eus
ayos,
incon a aueis ul-
minado es
de
am
mon aoía
aidade*,
ob iga-
e
a
G ccia
a
qne
na
co iça
das
Amo ese e eue le
o
nome
dos
íeus
Filo o os,
pa a
que
com
ob o a
*
daquellas
plan as,
eue deccí e
a
íua
lemb ança
,
nam
aduinindo
que
os
amos
mais
e des
am
o,
melho
deípojo
da
mo e,
&
que
a
o aleza
dos
maio es
oncos
nam
em
p iuilegios
con a
ose-
í agos
do
empo,
&
as
de empe anças
dos
Ele¬
men os,
Empcnha c
aos
Romanos
a
qne
eícul-
pi lem
nos
má mo es
as
ió o ias
dos
eus
Empe-
ado es
,
em
con ide a
que
o
me mo
e o
com
que
a
Eícul u a
en alhaua
aos
encidos,
co aua
Uinhcm
pcllos-
encedo es,
ôe
que
E a uas
a
qué
A
iij
cs
golpes
dauamo e ,
3c
as
e idas
a
ida,
nam
e am
capazes
pa a
immo aliza em
os
homens:
mal
acon elhada
ambiçam,
cujos
o eos
cede ão
odos
de
an a icos
às
inju ias
do empo.,
quando
de
p e amidos
que iam
log a
as
p e oga iuas
da
E e nidadei
as
Pi âmides
em
que
ao
iuo
e ep e-
íen am
as
açanhas
dos
Reys,
lam
os
co açoens
dos
ubdi os
>
as
amílias
am
as
a uo es,
em
que
com
a
ucceílam
das
ge açoens
lo ece
a
ua
lemb ança,
3c
os
en endimen os
am
os
emplos,
em
que
de
con inuo
e
ado am
as
memó ias
da
íuag andeza,
3c
as
imagens
das
íuas
i udes
:
Meí as
Pi âmides
animadas,
3c
neíles
emplos
acionacs,
iue
hoje
ob e
iodas
os
Reys
de
Po ugal
(
e
nam
que e¬
mos
dize
íob e
odos
os
Mona cas
do
mundo)
o
Se eniíli noReyDom
Manoel,
&
em
emba go
de
qne
a
mo e
o
oubou
aos
no lbs
olhos,
ha
mais
de
hum
eculo,
bem
íe
pode
in e i
do
exccíTiuo
dasnoíTas audades,
nam
menos
que
da
E imolo¬
gia
do
eu
nome,
que
ainda
e á
com
noíco,
Em
-
nanucl,
id ^nobi cumDcus.
A
palauia
Manoel,
no
Heb aico
ai
can o,'
como
dize .
Deus
e lá
com
no eo,
po
onde
e
os
Reys
am
os
D.eo es
da
e a,
quem
nam
co-
íeíTa á
e a
ainda
com
no eo
e a
e ena
Deidade,
pois
pe manece
na
no a
lemb ança
com
am
iua
j-ep e en açam,
que
he
com nu nen e
chamado
po
an onoma iaoRey
de
glo io a
memó ia,
en*
comia
7
eomio
au ho izado
pellas
palau as
do
P o e a,
que
m
e
deu
o
hema
dei a
úneb e
o açaó,
Vocabi no
-
nzncjus
Emmaniíel
,
nobi cum
Deus*
Os
mai>
Íncli os
Va oens
( e
bem
adue i des)
de me
n em
na
mo e
as
cxcellencias
dò
nome
que
iue ao
na ida;
Abel
que
dize
cidade,
b ias o-
gp,
Ezechias
o aleza,
mas
na
mo e
icou
e *
cidade
em
mo ado es,
e e
ogo
em
a do ,
&e-
a
o aleza
em
o ças
*,
do
me mo
modo
emos
que
os
Maximilianos
no
é
pulc o
aô
pequenes,
que
os
Hbno ios ao
is,
os
Pompéos
em
pompa*
&os
Augu os
em
mage ade;em
conclu áo
odos
osReys
de mencem
no
occaío
os
nomes
que
alcá*
Çi ao
no
naçimen o.
Nao
aííim
o
incompa aucl
Mona ca,
a
cuja
glo ia
dedica
hoje
e a an a
Ca¬
ía
o
piadoíò
de a
acçao,
pois
o
glo io o
nome
de
Manoel
lhe
compe e
na
mo e
nao
menos
que
na
ida-,
Manoel
[
comojadií e]
que
dize
Deos
e-
à
com
noíco,
&
quem
nao
è
çla amence,
que
e
Dcos
da
e a
e à
com
noíco
ainda
depois
dc
mo o
,
pois
pe pe ua
nas
noí as
lemb an
ças
a
ida.
Em es
emplos
e
ene a
hoje
a
pieíença
de a
*
e ena
Deidade,
no
emplo
da
memó ia,
no
emd
plodo
co açaó^
no
emplo
do
en endimen o;
nas
memó ias
de
odos
iue
hojeelRèy
Dom
Manoel
pa ao
aíTomb oy
nosco açoenspa ao
en imen o,
&
nos
en endimen os
pa a
o
de engano;
oaííbm*
bo
nacc
das
açanhas
com
queíeaílinalouna i'
day^
8
da
y
o igina c
o
íen imen o
das
pe das
que
eüe
Po ugal
na
Tua
mo e
,
&
o
deíengano
íe
acha
no
i epa auel
eclipíede
ao
íobe ana
mage ade
;
no
emplo
da
memó ia
em
eiRey
Dom
Manoel
hu-
ma
p e ençaglo io a,
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occa iona
aííomb os,
no
emplo
do
co açao
humap cíença
luó uo a
>
pois
cau a
en imen os,
&
no
emplo
do
en en¬
dimen o
huma
p eíença
doó c inal,
pois
p ega
de-
(enganos,
Con ide emos
as
es
p e enças
de a
e ena
De
idade
nos
es
emplos,
que
de e mino
dc
leuã-
a
á
ua
glo ia
nas
es
pa es
de e
Panegí ico
u>
ne al,
Vjcdbi u
nomen
ejiis
EmmAüu l
>
E maniicl
y
id
e l
,
nobijcum
D<w.
1,
P
A
R
T
E.
TkT
o
éploda
memó ia
iue
e
iRey
D.
M
anoel
l^i
pa aosa lomb os,
po que
udo
na
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delRey
D.
Manoel
o aó
exceí os.
He
dou íina
de
Z in
S
-
T
h
,°
m
a
s
’
&
SÇ
a
J
m£ncc
de
odas
as
eícolas
do
E hic»
mo al,que
a
i ude
íe
e ige
ono
no
meio
de
dous
c .io.
ex emos;
eina
a
libe alidade
en e
a
p odigalida¬
de
&
a
aua eza:
domina
a
iu içaen e
o
ibo ,
ôe
a
oxidaó,
&
iun a
a
o aleza
en e
as
delcó ian-
ps
da
coua dia,
&
os
a cjos
da
eme idade;
eílc
he
o
el lo
da
i ude,
apa a
os
homens
dos
ex¬
emos
,
pa a
os
a a a
dos
icios,
mas
po que
os
p o-
p odígios
nao
eguem
o
e ilo
do
comum,
pa a
cjue oí e
elRey
Dom
Manoel
o
p odigio
dos
Mo¬
na cas,
e
ni am
emelRey
Dom
Manoel
os
ex¬
e nos
j
p imei amen e
nio e
a
mo e
com
a
ida,
po que
a
mo e
das
mui as
pe loas
Reaes
,
que
o
p ecediam
lhe
deu
o
Reino,
&
elle
ao
Reino
deu
a
ida
:
deu
elRey
Dom
Manoel
a
ida
ao
Reino
de
Po ugal,
po que
lbe
deu
o
augmen o,
que
os
H.einos
íó
iuem
quando
e
augmen am
>
&
quan¬
do
nao,
degene am.
^
Acho
na
íiloío ia
a
p oua
de a
p opoíiçao,
ne¬
nhuma
cou a
no
mundo
he
pe manen e,
po que
nenhuma
he
cabalmen e
pe ei a
*,
udo
nas
c ia u¬
as
(ao
p og eílos
ou
pe das,
idas
ou
mo es,
na-
c
imen os
}
ou
occa osj ó
Deoshe
eí enci
a
l
m
e
n
cim-
^
^
j iudauel
(
diz
Augu inho
)
po que
sò
Deos
he
de
a u ^
in ini amen e
pe ei o,
em
Deos
nam
pode
ha-
Em a .
u
e
pe das,
po que
nada
o
o ende
,
nem
p og eí-
Ids
po que
udo
poíTue,
onde
aílim
comoaimmu-
^bilidade,
he
a ibu o
de
Deos,
aílim
he
p o¬
p iedade
e lencial
do
mundo,
a
mudança;
Vio
a-
c
o
b
a
Deos
enco ado
a
huina
e eada,
idi
Dom
-
n
^m
innixum
JcaU
,
&
no
me mo
empo
íelhe^ e-
p eíèn a ao
mui os
Anjos,
que
po
elíaandauaolo-
^
^
oindo
,
&
decendo,
V di
Angelos
a
eenden es
,
&
de]
.
ce
*den e}
no ai,
e aua
Deosimmouel,&
pelloco-
a i
0
>
andauam
os
Anjos
em
pe pe uo
mouimen-
J°,
que
os
Anjos
aó
c ia u as
>
&
as^c ia u as
p
o
^
6
mo iahu na
E a ua,
em
que
com
admi açam
de
odos,
íe
diui e
a
niao
de esdous
con á ios ao
opo os,
com
que e
a linalou
na
ida,
gue a,
&c
piedade
:
5c
pa a
e e
e ei o
,
omo
em
p imei o
luga
a
cabeça
de
lano
com
dous
o os,
hum
de
mancebo,
&
ou o
de
elho
,
e ehao
nos
b ios
do
p imei o
as ió o ias
da
Ig eja,
5c
nas
ugas
do
legundo
as
uinas
da
Gen ilidade
•,
o
b onze
daquel-
le
amoío
Al a
ab icado
po
Salamao, e à
o
me¬
al,
com
que
lhe
o ma ei
o
pei o,
que
íe
elRey
Dom
Manoel
desba a ou
com
os
b onzes
a
impie¬
dade,
en onizou
a
piedade
nos
Al a es;
pa a
a
compo içaò
dos
b aços,
pa o
pello
meio
a
colu¬
na
de
ogo,
qne
guiou
aos
Ií aeú as,
que
íe
como
columna u en ou
a
Ig eja,
como
ogo
ab azou
a
Mou ama;
com
humamao
empunha a
a
e pada,&
na
ou a
mo a à
as
íe e
E ellas,
que
o
Anjo
do
Apocalip e
azia
na
mao
di ei a,
a
e pada
como
in-
umemo
das ió o ias,
ôc
as
e e
E ellas
como
4poc.
i
.
íimbolo
dos
Sac amen os,
Sac amen um
ep em
S cU
IkYum
qu d
idi i
in
dex e a
,
da lheei
po
ce o
a
p odigio a
a a,
com
que
Moy es
ab ia
,
5c
echa-
ua
os
ma es,
pois
domando
com
uas io as
o
O-
ceano,
aos
in iéis
occa ionou
nau ágios,
5c
aos
ieis
iun os;
pa a
o ma
ospes,
omo
aquellas
duas
columnas,
com
que
He cules
pos
e mo
ao
cu o
da
uanauçgaçao
,
pois
pondo
elRey
Dom
Manoel
com
as
a mas
o
non
plus
lx a
às
p ouas
3o
alo ,
poz
ambém
çom
o
zelo
aos
p ôg eí-
os
da
In idelidade
,
o
non
plus
l a
:
Se ão
inal-
men e
o
ma ,
&
a
e a,
a
baíe
de a
E a ua,
que e
o
Anjo
,
a
quem
io
Sao
Ioao
,
inha
hum
pé
no
ma ,
&
ou o
na
e a,
no
meíino
empo,
que
elRey
Dom
Manoel
íogei ou
a e a
aos
CÍi i-
í aos,
ome gio
aos
In iéis
em
hum
ma
deíangue*,
Viua
logo
elRey
Dom
Manoel
no
emplo
da
me¬
mó ia
pa a
os
aíTomb os,
pois
udo
ne a
e ena
Deidade
o ao
ex emos;
< oca ?iw nomen
ejus
Em
-
Manuel
3
Emmanuel
,
id
l
,
nohi cum
Deus
,
II.
PARTE.
Emos
admi ado
no
emplo
da
memó ia
ás
açanhas
do
no o
Rey
,
ab a e
ago a
pa a
deía ogo
da
no ia
do
o
emplo
do
co açao.
A
mo e
que
em
pode
pa a
de e a
os
homens
do
mundo
,
nao
em
pode
pa a
de e a
dos
co a-
Çoens
o
en imen o,
pe manecem
ape a
de a
h
ana
as
magoas,
con inuab
as
lag imas,
pe eue ao
as
audades
,
&:
nunca
mais
iuos
e ao
no
mundo
°s
He oes
,
do
que
quando
os
cho a
mo os
o
mundo.
G ande
p oua
de a
e dade
a
de
Abía-
bo
j
endoíè
Abíalao
íem
ilhos,
ôc
ícm
ucce -
bò,(
nico
meio
com
que
os
mo acs
e
azem
e e nos)
de e minou
pa a
deixa
alguma
lemb an¬
ça
de
Ci
,
de
ab ica
o
epulc o
em
que
o
hauiao
C
de
.8
en e a ,
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b íeo
ilium,
hoc
e i
monimen m
nomin s
mc ,
hà
ca o
maisadmi aueb
e a
Abía-i
u>mh
m
n
"
a
^
'
a èpul a a,
pa a
íe
a egu a
a
ida,
buí-
ca
no
hoípicio
das
íomb as,
o
O ien e
da
íua.
<«a
4b
glo ia
,
&
no
dèpo i o
das
uas
cinzas
,
o
heíou o
^
bnmo alidade!
oh
!
naó
e anheis
o
ca o,que ia
w'] e4 cl
Ablàl
ó
e e niza
a
íua
leb ançamos
co açoésdos
iü kaiZ:
i
n
dou
o
s
,
&
pa a
e e
e i d o,naó
achcu neio
mais
e icaz
do
que
a
ab icade
humíepulc o
;
non
a wm
babco
ilium,
Eu
,
dizia
Ab alam
,
já
naó
poí o
i-
— ue
na
poíle iJade
dos
ilhos,
oas
bempo lõ
am-
exi!Hi»a»
da
iuc
nos eniimen os
da
poí e idade
,
S
ja
qae
ii e
c[ul-
<
jj
as
.
e pe anças
de
deixa
ucce lb es
dos
meus
c
-
mm
'
E ados,
a ei,
com
que
deixe
aos
meus
Eílados,,
ííudades
;•
à
ií a
dei e
meu epulc o,
deípei a íe-
ha
a
memó ia
do
meu
nome
,
&
íe
cho a em
os
,
deícendemes
a
minha
mo e,
e à
pa a
mim
cada
co açaó
hum.
ono,
em
que
co na ei
a eina .cada
u i i o
e a,
hum
obíequio,
&
cada
lag ima
hum,
ínbu o
,
,
.
n
onhAio
ilium,
boce i
mámcn um.nom*
”^Mas
que
ans
o aó
as
e pe anças
de
AB ala o,,
pois
nem,
eus
ilhos
,
que
ep.a aíTem
a
íua
mo ali¬
dade,
nem
de eenden es,
qüe
cho allem
a
íua
mo ¬
e
i
Scpellocon a io,
que
bem
undada
heaglo-
iadoSe eniííimo
Rey
Dom
Manoel,
pois
deixou
a
Poi ugal
an as
imagens
uas,
quan os
c aó
os
íeus
ilhos,
&
an as audades
aomundo,
quan ase aó
as
•
uas;-
19
uas
i udes:
E c eue
A henco
daquelíe
íamo o
Rey
de
Lidia,
chamado
Giges,
que'
leuan a a
á
T
h
c
^.
i
U
oa
e poía
hum
mau oleo
de
hum
a
am
exce iua
al u a,
que
íe
podia
acilmen e
e
de
odas
as
pa ¬
es
do
Reino,
&:
cu
,
íe
me
o a
poííiuelj
ab i¬
ca a
hoje
ao
noíTo
inuiéliíFimo
Mona ca
hum
íe-
pulc o
,
que
e
deícob ií e
das
qua o
pa es
do
mundo,
da
A ia
no
O ien e,
da
Á ica
no
meio
dia
,
da
Ame ica
no
Occiden e
,
ôc
da
Eu opa
no
Se cn iao
A
il ade e
eal
mau oleo
,
de e e¬
ia
a
A ia
as
íuas
pé olas
em
lag imas,
&
e queçi-
dado
alo
dos
íeus
diaman es,
emp ega ia
na
e-
imaç
.
16
de as
cinzas,
o
icu
cuidado
;
a
Á ica
íè
e i a ia
pa a
o
in e io
dos
íèus
de e os,
&co ao
lamen auel
ecco
das
uas
queixas,
e umba ia
o
mais
p o undo
das
caue nas
■
,
o naiiaa
Ame ica
a
e
e eonde
aos
noí os
olhos
em
demo açam
de
en ida,
&
ob iga ia
a é
a
ba ba idade
dos
eus
habi ado es
a
concebe
e nu as,
&
admi i
íàii-
dades
:
cho a iao
inalmen e
odos
os
Reinos
da
Eu opa
as
memó ias
do
noílb
Rey
,
em
ag adeci¬
men o
de
eus
bene ícios,
&
e
nao
os
ejo
p o-
ados
dian e
deííe
oí ò
umulo
,
ò
glo ioío
Mo-
ia ca
,
ejo,
que
eí ao
ado ando
ob e
os
al a es
da
ama,
os
eíplando es
da
oí a
i ude.
Lemb aie
Ca lella
que
quando
ebellada
ao
Empe ado
Ca los
V.
os
elegeo
po
eu
Rey
de p eza es
a
g andeza
daíuaco oa,
mani e an-
c
Cij
do
10
do
com
e a
acçao,
que
hum
P incepe,
que
udo
deuiaao
alo
da
uae pada,
nao
azia
caio
dos
Reinos,
que
lheo e ecia
a
o una.
Ag adeceuos
a
Republica
de
Veneza
o
pode o o
locco o
dos
qua o
mil
oldados,
&
in a
elas,
que
lhe
man-
da cs
con a
os
in ul os
dos
Tu cos,
que
sò
da
in e po içaodo
oíTo
b aço
inuenciuel,
e
podia
e pe a
o
eclip e
das
Luas
O omanas*,
A ibue
Ro¬
ma
aos
p imo es
do
oílo
zeio,
a
emenda
dos
eus
co umes,
pois.aui ando
po
oí os
Embaixado¬
es
a
o.Papa
Alexand e
ex o
do
deícuidocom
q«
e
íè
iuia
naquellaMe opoli
da
Ch i andade,
e ea*
ies
:a
libe dade
dos
icios,
admi ando e
o
Va ica¬
no,
deque iue c
Po ugal
hum
Rey
nao
menos
capaz
de
e o ma
a
Ig eja,
que
de
conqui a o
mundo.
Mas
que
iuos
íao
os
en imen cs,
que
e
ica ao
pella
mo e
de
lium
ao
g ande
Rey,
6.
Po ugal,
endo
que
po
g ande
que
eja
o
exce ío
-
da
ua
do ,
nao
íe
pode á
nunca
iguala
com
a
g andeza
da
ua
pe da
j
Sabes
que
g andes
danos
cauía
a
hum
Reino,
a
mo e
de
hum
bom
P ince-'
pe
?
a
mo e
de
hum
P incepe
bom,
he
huma
ao
»
g ande
pe da
,
que
sòap e ença
de
Deos,
he
ca¬
paz
pa a
a
e au a ,
p oua
?
y.
E aua
Moy es
com
Deos
na
mon e
Sinai
em
dila ados
colloquios
delicioíámen e
enleuado,
quando
o
pouo
de
I ael,
pe didas
já
as
e pe aii-
ç s
de
o
oma
a
e ,
a ou
com
A ao
da
eleição-
de-
de
hum
iouo
Rey
;
i e
nobis
Deos
,
qui
nos
p <ece-
Sxul
dm
,
Myyj
enim
knic
*
i o
nc cimus
quid
accide i
„
I
*
là
que
Moy es
deixou
o
goue no
,
que emos,
di¬
zem
os
í aeli as,
que
em
íeu
íuga
os
Deo es
nos
goue nem
oc
nobis
Deos
qui
nosp cedm
;
pois
po ¬
que
hao
de
e
qualidades
diuinas
os
íucceíTo es
de
Moyíes?&
pa a
que
heempenhaoos he ou osdadH
uindade
na
e au nçao
da
pe da
de
hu
homé
?
Reí-
pondo
co n
o
Abulen e^ a
Moy
es
hü
P incepe
ao
cabal,
&
ao
pei
ei o
,
que
nao
hauendo
en e
os
homens,
quem
podeíTe
u i ui
os
eus
alen os,
sódap e ença
oda
ua alca
niendus
,
Vi um
di eólo em
habe epo e an m i
Deus
e je
;
Ap ende
da¬
qui
ô
Po ugal
que
inue e ido
eí as
na
con e ua-
çAo
do
P iacepe,que
e
goue nà^
ê
jun amen e,
que
ju as abas audades
de eRey,
que
cho as»
que
so
Deos
he
capaz
pa a
compen a
a
pe da
de
P incepes
pe ei os,
ac
nobis
Deos
qui
nosp úcedan .
Mas
que
mui o
que
eja
neceíía ia
a
p e ença
da
Diuindade
pa a
e aze
os
danos
%
que
cau ou
a
mo e
delRey
Dom
Manoel,
quando
elRey
Dom
Manoel
pa icipou
na
ida
os
maio es
■
a ibu os
da
Diuindade;
os
maio es
a ibu os
da
Diuinda¬
de
(
allo
em
o dem
as
ob as
ad
ex a
)
os
maio es
A ibu os
da
Diuindade,
ao
a
Omnipo ência,
ôc
^
Mi e ico dia,
a
Omnipo ência
na
c iaçao
do
•
'
Giij
uLin¬
de
Deos
íe.
podia
eípe a oíupnme-
,
mlliis
alis c
Moy es
Videbd H
inne-
AbuU
cy o
i
eis
mod
mllum
i ieien ein
mundo
,
òí
a
Mi e ico dia
na
edempçam
dos
ho
2
mens.
Re plandece ao
em
elRey
Dom
Manoel
e-
cs
dons
a ibu os,
a
Omnipo ência
pella
mol i-
dao
dos
emplos
que
e igio,
&
a
Miíe ico dia
pellos
emp egos
de a
an a
Caía
que
undou.
Va¬
mos
ao
p imei o
*,
diz
Filo
Heb eo
no
liu o
egu-
do
da
Mona quia,que
Deos
íab icou
o
mundo
a
modo
de
hum
emplo,
o
que
pa ece
en endeo
S.
Paulo
,
chamando
emplo
ao
homem
,
que
nao
iie
ou a
cou aquehum
pequeno
mundo,
ne ci is
(juia
emplum
Dei
ejlis
?
A
eí e
g ande
emplo
do
Mundo
e ue
o
Empi eo
de
ac a io,
o
Sol,&
a
Lua
dealampadas..,
os
mon es
de
Al a es,
as
Eíí ellas
de eilas,
as
in clligencias
de
oiniíl os,
asauesde
muíicos,
o
Homem
de
Sace do e
,
os
animaes
de
Midi
mas,
o
Ceo
de
edo
,
&
a
e a
de
pauimen-
.
o;
logo
,
e
humame ma
cou a ao
o
mundo
,
ôe
hum
emplo,
digamos
que
elRey
Dom
Manoel
ab icou
mais
decincoen a
mundos,
po que
?
po ¬
que
edi icou
mais
de
cincoen a
emplos,
que
a »
Cm
como
o
mundo
he
hum
g ande
emplo,
aí im
cada
emplo
he
hum
pequeno
mundo;
Eis
aqui
o
como
elRey
Dom
Manoel
imi ou
a
Deos
no
a i-
bu o
da
Omnipo ência,
a
glo ia
que
alcançou
em
o
e
imi ado
no
a ibu o
da
Mi e ico dia
,
he
ainda
maio .
A i ma
p
P o e a
Rey,
que
o
a ibu o
da
Mi e ico dia
he
íupe io
a
odos
os
a ibu os
da
Di-
Diuindade,
mi i a iones
ejus
upe
omnia
ope a
ejüs
}
&
dà
San o
Hilá io
a
azao
,
ideop a la
ca em
ope
-
nbus
m ie icodia
,
quia
magni ica
ejus
ope a io
,
Vi
u
is
ia
e
,
mi e ico d a
e o
e)us^
i s
alienus
,
odqs
os
mais
a ibu os
de
Deos
ao
c édi os
da
íua
glo¬
ia
,
a
implicidadeheo
c edi o
da
ua
na u eza,
a
independenciaheo
c edi o
do. eu
pode ,&
a
e e nidade
he
o
c edi o
da
ua
du açao,
mas
oa -
ibu o
da
Miíe ico dia,
he
o
emedio
da
no a
mi e ia
,
&
he
acçaó
mui o
mais
glo io
a,
eme-
dea
as
mi e ias
alheas,
que
o en a os
lu es
da
p óp ia
g ádeza,
po
onde
diíTe
Sao
Ioao
Ch i o o-
mo
,
que
a
i ude
da
Mi e ico dia
e a
pa a
o
o a*
do
o
maio
a lump o
dos
louuo es
de
hum
P in-
cep
^ i
quis
P
incipem
lauda e
njelle iibilei
ade
o
de
-
co um
adjc ibe
aujue
mi e ico diam.
Pe doainos
pois,
mi e ico dio o
P incepe,
e
deixamos
odas
as
memó ias
da
o la
g andeza
,
pa a
celeb a mos'
ió
os
iun os
da
o la
piedade;
admi emíe
ou os
das
con inuas
ió o ias
que
aícança es
em
ambos
os
Emis e ios
,
o
zelo
com
que
íunda es
e a
ían-
a
Caía
da
Miíe ico dia,
he
o
nico
emp ego
da
no la
admi açao-,
que
mui o
maio
bem
e ukaao
mundo
,
do
ampa o
dosO phaos,
que
daxonqui-
ia
dos
Reinos,
do
en e o
dos
mo os,
que
da
VaíTalagem
dos
iuos,
&
da
i i a
de
pob es,
en-
cube os
que
dode eub imen o
de
nouos
mundos,
oihc a iones
ejw
upe
omnia
ope a
eji s.*
T al üm
M4-
S.
HiU,
im
m
P alm*
j
4
4
*
2.4
Mas
e
a
Mi e ico dia
he
mui o
pa a
celeb a¬
da
nos
P incepes,
ambém
he
mui o
pa a
ag ade¬
cida
nos
aííalos}
á
diuina
Mi e ico dia,
&
nam
á
Omnipo ência
diuina,
ou
a
qualque
dos
mais
a ibu os
p ome e
Dauid
e e nos
ag adecimé os,
T dm,
18
Mi e ico dias
Domíniin
A e mm
can abo
j
labeis
po ¬
que
?
po que
Dauid
íe
conhecia
mais
ob igado
à
diuina
Mile ico dia
,
do
que
a
nenhum
dos
a i¬
bu os
diuinos,
òc
o
que
exccí iuamen e
ob iga,
sò
em
h ma
e e nidade
e
paga,
Mi e ico dias
Do-
mni
in&mmm
can abo
;
e a
a
meu
e ,
he
a
azao,
po que
en e
an as
Ig ejas,
que
edi icou
elRey
Dom
Manoel,
sò
e a
íe
lhe
moll a
ne as
annuaes
exequias
e e namen e
ag adecida,
que
no
meí io
luga ,
em
que
e e
piado o
P incepe
compe io
com
a
diuina
Mile ico dia,
azao
eia,
e
lhe
p epa-
aí e
hum
ag adecimen o,
que
compe iíTe
com
a
diuina
E e nidade,
Mi c ico dias
Domini
ia
A e nií
can abo.
A
mo e
mais
en ida,que
houue
no
mu¬
do,
oi
a
do
innocen e
Abel,
pois
íegundoo
A-
bulen e,
eus
paysa
cho a ao
pello
e paço
de
cé
annos,
&íe
no
im
delles
u pende aò
inalmen e
as
lag imas,
&
diue i ao
as
penas,
mais
de
cen o,
&
qua en a,
&noue
annos
ha,
que
e a
an a
Caía
lu pi a
pello
eu
Rey
com
aò
iuaslaudades,
que
no
me mo
empo
,
que
o
cho a
mo o
aos
en¬
didos,
o
eíúíci a
nos
co açoés
*,
mo eo
elRey
D.
Manoel
huma
sò
ez
ao
mundo,
mas
nace
odos
os
annos
ao
en imen o
,
i
,
eíle
umulo
,
he
o
be ço
que
lhe
o nia
a
noí a
do
,
e les
panos
iao
asma-
ilhas,
eílas
achas
que
a dem,
ao
os^A os
que
íie e
úneb e
nacimen o
p edominao,
&
e
he
e dade
[
como
nao
duuido
]
pois
o
a i ma
San o
Epiphanio
que
o
epulc o
do
P o e a
Daniel
e a
Sax m
ei o
com
am
a a
a chi edu a
,
que
nao
sò
nao
enuelhece
com
o
co e
dos
annos,
mas
an es
a
Da-
qual
p odigio o
Femz
coh inuamen e
íe
enoua,
cnoua e
ambém
odos
os
annos
a
pompa
dei e
úneb e
appa a o,
que
e a
bem
deuido
ao
Femz
dos
Mona cas,
o
Feniz
dos
é
pulc os,
yòcMu
nom n
ejas
Em unüd
.
E nmamd
,
id
ejl
,
nobiÇcum
Deus.
III.
PARTE.
F
i
n
a
l
m
e
n
e
iue
elRey
Dom
Manoel
no
em¬
plo
do
en endimen o
pa a
os
de enganos,
pois
achamos
noeclip e
de e
Sol,o
emédio
da
noíla
ceguei a
,
&
debaixo
deíle
umulo,
o
au¬
ge
da
noíla
o una.
O
maio
auge,
que
e
pode
imagina
de
o una,
he
chega
hum
homem
a
e
Rey,
&
pa a
chega m
c
s
a
eíle
pon¬
o
de
g andeza,
baí a
que
coníide emos
neílas
cin¬
das,
o
im
>
em
que
haò
de
i
a
pa a
odas
as
g andezas,
que
o
homéem
e
conhde andomo -
al,
de
e e auo
e
az
Rey,
&c
em
e
eíquecendo
da
mo e,
de
Rey
e
az
eíc auo.
Foi
Adam
o
D
P
i
-
í
s%/
■