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Oraçam funebre

Bluteau, Rafael, (C.R.)

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OR AC AM FVNEBRE àü à e (J 0 O R. P. D. R a ael bl ea Cle igoRc- '' guia Thea inoda Diuina P ouidencia , na Sanea Ca a da Mi e ico dia dei a Cidade de Lisboa. NdS exe/j iias Annudcs DO se eníssimo eyde po gal D- MANOEL de glo ioía memó ia. OFFE R E CIE A Ao Exceli 0 10 S ° ‘ Ma q ezde F on e i R A , do s Coi) elhosd’E(hdo, & Gue a ,&c. M DC. LXXII. Com eias as lie nças ncccj a ias. 1 A O E X C E L L m ° SENHOR D lOAM MASCARENHAS MARQVEZDE FRONTEIRA, DOS Con cl hcsde B ado, & Gue a de Sua Al eza, &. Ve edo de ua Real azenda, &c. $ a O açao úneb e, di e nas exequias , que a an a Ca a da Mi e ico dia celeb a odos os annos , deuo a, & ag adecida a o Se- enijjimo Rey Dom Manoel de glo io- a memó ia eu undado , como nam eue a di a de V. Excellencia a ouui , bu ca po meio da e lampa ade V. Ex¬ cellencia a pode le , alem de e mui o Í u/lo , que pois V. Excellencia eleoeo o o ado degej e ambema O açamopa- TQ- " ociniode V. Excelleucia,pois[ocoeHe pode a e a ejlima } que de me ecepol- lo eu Au o } . q u e espe a com e udos maü auen ejados bu ca eli men e o a - uo de V. Excellencia y a quem Deos ma de mui os amos ■■ do Conuenio da o diuina E ouidenáa em 3. de Eeue ei o de 672, Se uo de V. Excellencia. D. Ra ael Bl eaV Clé igo Regula Thea ino da diu* 1 ^ P omdencia. A-a5 xío?- US A- -1<4 ò eH •***• <« ca. UM, Cd cx Wí# «&*** 4*3> e** WM' 83&i -M&3- ^3' «3M *»3 c£o3' &** *** *** «W- w b^>3' *4* «<** ^•«W '^3- ***•&*# m#3- c£* í^W *** Vocabi u nomen ejm , Em nanueL I aias ^«/ys «7. V E mal emp egados o ao os de ae- los , com que p e umi e e e niza a ama dos eus he oes, ô ambicio a Gen ilidadel En ina e ao Egip o a leuan a Pi ami Jesà memó ia dos eus Mona cas , pa a na al u a daquellas maquinas o~ ílen a a exal açaò da ua glo ia, & nam lepa a e, que quan o mais chegauam ao Ceo , an o mais íe auezinhauamaos eus ayos, incon a aueis ul- minado es de am mon aoía aidade*, ob iga- e a G ccia a qne na co iça das Amo ese e eue le o nome dos íeus Filo o os, pa a que com ob o a * daquellas plan as, eue deccí e a íua lemb ança , nam aduinindo que os amos mais e des am o, melho deípojo da mo e, & que a o aleza dos maio es oncos nam em p iuilegios con a ose- í agos do empo, & as de empe anças dos Ele¬ men os, Empcnha c aos Romanos a qne eícul- pi lem nos má mo es as ió o ias dos eus Empe- ado es , em con ide a que o me mo e o com que a Eícul u a en alhaua aos encidos, co aua Uinhcm pcllos- encedo es, ôe que E a uas a qué A iij cs golpes dauamo e , 3c as e idas a ida, nam e am capazes pa a immo aliza em os homens: mal acon elhada ambiçam, cujos o eos cede ão odos de an a icos às inju ias do empo., quando de p e amidos que iam log a as p e oga iuas da E e nidadei as Pi âmides em que ao iuo e ep e- íen am as açanhas dos Reys, lam os co açoens dos ubdi os > as amílias am as a uo es, em que com a ucceílam das ge açoens lo ece a ua lemb ança, 3c os en endimen os am os emplos, em que de con inuo e ado am as memó ias da íuag andeza, 3c as imagens das íuas i udes : Meí as Pi âmides animadas, 3c neíles emplos acionacs, iue hoje ob e iodas os Reys de Po ugal ( e nam que e¬ mos dize íob e odos os Mona cas do mundo) o Se eniíli noReyDom Manoel, & em emba go de qne a mo e o oubou aos no lbs olhos, ha mais de hum eculo, bem íe pode in e i do exccíTiuo dasnoíTas audades, nam menos que da E imolo¬ gia do eu nome, que ainda e á com noíco, Em - nanucl, id ^nobi cumDcus. A palauia Manoel, no Heb aico ai can o,' como dize . Deus e lá com no eo, po onde e os Reys am os D.eo es da e a, quem nam co- íeíTa á e a ainda com no eo e a e ena Deidade, pois pe manece na no a lemb ança com am iua j-ep e en açam, que he com nu nen e chamado po an onoma iaoRey de glo io a memó ia, en* comia 7 eomio au ho izado pellas palau as do P o e a, que m e deu o hema dei a úneb e o açaó, Vocabi no - nzncjus Emmaniíel , nobi cum Deus* Os mai> Íncli os Va oens ( e bem adue i des) de me n em na mo e as cxcellencias dò nome que iue ao na ida; Abel que dize cidade, b ias o- gp, Ezechias o aleza, mas na mo e icou e * cidade em mo ado es, e e ogo em a do , &e- a o aleza em o ças *, do me mo modo emos que os Maximilianos no é pulc o aô pequenes, que os Hbno ios ao is, os Pompéos em pompa* &os Augu os em mage ade;em conclu áo odos osReys de mencem no occaío os nomes que alcá* Çi ao no naçimen o. Nao aííim o incompa aucl Mona ca, a cuja glo ia dedica hoje e a an a Ca¬ ía o piadoíò de a acçao, pois o glo io o nome de Manoel lhe compe e na mo e nao menos que na ida-, Manoel [ comojadií e] que dize Deos e- à com noíco, & quem nao è çla amence, que e Dcos da e a e à com noíco ainda depois dc mo o , pois pe pe ua nas noí as lemb an ças a ida. Em es emplos e ene a hoje a pieíença de a * e ena Deidade, no emplo da memó ia, no emd plodo co açaó^ no emplo do en endimen o; nas memó ias de odos iue hojeelRèy Dom Manoel pa ao aíTomb oy nosco açoenspa ao en imen o, & nos en endimen os pa a o de engano; oaííbm* bo nacc das açanhas com queíeaílinalouna i' day^ 8 da y o igina c o íen imen o das pe das que eüe Po ugal na Tua mo e , & o deíengano íe acha no i epa auel eclipíede ao íobe ana mage ade ; no emplo da memó ia em eiRey Dom Manoel hu- ma p e ençaglo io a, pois occa iona aííomb os, no emplo do co açao humap cíença luó uo a > pois cau a en imen os, & no emplo do en en¬ dimen o huma p eíença doó c inal, pois p ega de- (enganos, Con ide emos as es p e enças de a e ena De idade nos es emplos, que de e mino dc leuã- a á ua glo ia nas es pa es de e Panegí ico u> ne al, Vjcdbi u nomen ejiis EmmAüu l > E maniicl y id e l , nobijcum D<w. 1, P A R T E. TkT o éploda memó ia iue e iRey D. M anoel l^i pa aosa lomb os, po que udo na ida delRey D. Manoel o aó exceí os. He dou íina de Z in S - T h ,° m a s ’ & SÇ a J m£ncc de odas as eícolas do E hic» mo al,que a i ude íe e ige ono no meio de dous c .io. ex emos; eina a libe alidade en e a p odigalida¬ de & a aua eza: domina a iu içaen e o ibo , ôe a oxidaó, & iun a a o aleza en e as delcó ian- ps da coua dia, & os a cjos da eme idade; eílc he o el lo da i ude, apa a os homens dos ex¬ emos , pa a os a a a dos icios, mas po que os p o- p odígios nao eguem o e ilo do comum, pa a cjue oí e elRey Dom Manoel o p odigio dos Mo¬ na cas, e ni am emelRey Dom Manoel os ex¬ e nos j p imei amen e nio e a mo e com a ida, po que a mo e das mui as pe loas Reaes , que o p ecediam lhe deu o Reino, & elle ao Reino deu a ida : deu elRey Dom Manoel a ida ao Reino de Po ugal, po que lbe deu o augmen o, que os H.einos íó iuem quando e augmen am > & quan¬ do nao, degene am. ^ Acho na íiloío ia a p oua de a p opoíiçao, ne¬ nhuma cou a no mundo he pe manen e, po que nenhuma he cabalmen e pe ei a *, udo nas c ia u¬ as (ao p og eílos ou pe das, idas ou mo es, na- c imen os } ou occa osj ó Deoshe eí enci a l m e n cim- ^ ^ j iudauel ( diz Augu inho ) po que sò Deos he de a u ^ in ini amen e pe ei o, em Deos nam pode ha- Em a . u e pe das, po que nada o o ende , nem p og eí- Ids po que udo poíTue, onde aílim comoaimmu- ^bilidade, he a ibu o de Deos, aílim he p o¬ p iedade e lencial do mundo, a mudança; Vio a- c o b a Deos enco ado a huina e eada, idi Dom - n ^m innixum JcaU , & no me mo empo íelhe^ e- p eíèn a ao mui os Anjos, que po elíaandauaolo- ^ ^ oindo , & decendo, V di Angelos a eenden es , & de] . ce *den e} no ai, e aua Deosimmouel,& pelloco- a i 0 > andauam os Anjos em pe pe uo mouimen- J°, que os Anjos aó c ia u as > & as^c ia u as p o ^ 6 mo iahu na E a ua, em que com admi açam de odos, íe diui e a niao de esdous con á ios ao opo os, com que e a linalou na ida, gue a, &c piedade : 5c pa a e e e ei o , omo em p imei o luga a cabeça de lano com dous o os, hum de mancebo, & ou o de elho , e ehao nos b ios do p imei o as ió o ias da Ig eja, 5c nas ugas do legundo as uinas da Gen ilidade •, o b onze daquel- le amoío Al a ab icado po Salamao, e à o me¬ al, com que lhe o ma ei o pei o, que íe elRey Dom Manoel desba a ou com os b onzes a impie¬ dade, en onizou a piedade nos Al a es; pa a a compo içaò dos b aços, pa o pello meio a colu¬ na de ogo, qne guiou aos Ií aeú as, que íe como columna u en ou a Ig eja, como ogo ab azou a Mou ama; com humamao empunha a a e pada,& na ou a mo a à as íe e E ellas, que o Anjo do Apocalip e azia na mao di ei a, a e pada como in- umemo das ió o ias, ôc as e e E ellas como 4poc. i . íimbolo dos Sac amen os, Sac amen um ep em S cU IkYum qu d idi i in dex e a , da lheei po ce o a p odigio a a a, com que Moy es ab ia , 5c echa- ua os ma es, pois domando com uas io as o O- ceano, aos in iéis occa ionou nau ágios, 5c aos ieis iun os; pa a o ma ospes, omo aquellas duas columnas, com que He cules pos e mo ao cu o da uanauçgaçao , pois pondo elRey Dom Manoel com as a mas o non plus lx a às p ouas 3o alo , poz ambém çom o zelo aos p ôg eí- os da In idelidade , o non plus l a : Se ão inal- men e o ma , & a e a, a baíe de a E a ua, que e o Anjo , a quem io Sao Ioao , inha hum pé no ma , & ou o na e a, no meíino empo, que elRey Dom Manoel íogei ou a e a aos CÍi i- í aos, ome gio aos In iéis em hum ma deíangue*, Viua logo elRey Dom Manoel no emplo da me¬ mó ia pa a os aíTomb os, pois udo ne a e ena Deidade o ao ex emos; < oca ?iw nomen ejus Em - Manuel 3 Emmanuel , id l , nohi cum Deus , II. PARTE. Emos admi ado no emplo da memó ia ás açanhas do no o Rey , ab a e ago a pa a deía ogo da no ia do o emplo do co açao. A mo e que em pode pa a de e a os homens do mundo , nao em pode pa a de e a dos co a- Çoens o en imen o, pe manecem ape a de a h ana as magoas, con inuab as lag imas, pe eue ao as audades , &: nunca mais iuos e ao no mundo °s He oes , do que quando os cho a mo os o mundo. G ande p oua de a e dade a de Abía- bo j endoíè Abíalao íem ilhos, ôc ícm ucce - bò,( nico meio com que os mo acs e azem e e nos) de e minou pa a deixa alguma lemb an¬ ça de Ci , de ab ica o epulc o em que o hauiao C de .8 en e a , non b íeo ilium, hoc e i monimen m nomin s mc , hà ca o maisadmi aueb e a Abía-i u>mh m n " a ^ ' a èpul a a, pa a íe a egu a a ida, buí- ca no hoípicio das íomb as, o O ien e da íua. <«a 4b glo ia , & no dèpo i o das uas cinzas , o heíou o ^ bnmo alidade! oh ! naó e anheis o ca o,que ia w'] e4 cl Ablàl ó e e niza a íua leb ançamos co açoésdos iü kaiZ: i n dou o s , & pa a e e e i d o,naó achcu neio mais e icaz do que a ab icade humíepulc o ; non a wm babco ilium, Eu , dizia Ab alam , já naó poí o i- — ue na poíle iJade dos ilhos, oas bempo lõ am- exi!Hi»a» da iuc nos eniimen os da poí e idade , S ja qae ii e c[ul- < jj as . e pe anças de deixa ucce lb es dos meus c - mm ' E ados, a ei, com que deixe aos meus Eílados,, ííudades ;• à ií a dei e meu epulc o, deípei a íe- ha a memó ia do meu nome , & íe cho a em os , deícendemes a minha mo e, e à pa a mim cada co açaó hum. ono, em que co na ei a eina .cada u i i o e a, hum obíequio, & cada lag ima hum, ínbu o , , . n onhAio ilium, boce i mámcn um.nom* ”^Mas que ans o aó as e pe anças de AB ala o,, pois nem, eus ilhos , que ep.a aíTem a íua mo ali¬ dade, nem de eenden es, qüe cho allem a íua mo ¬ e i Scpellocon a io, que bem undada heaglo- iadoSe eniííimo Rey Dom Manoel, pois deixou a Poi ugal an as imagens uas, quan os c aó os íeus ilhos, & an as audades aomundo, quan ase aó as • uas;- 19 uas i udes: E c eue A henco daquelíe íamo o Rey de Lidia, chamado Giges, que' leuan a a á T h c ^. i U oa e poía hum mau oleo de hum a am exce iua al u a, que íe podia acilmen e e de odas as pa ¬ es do Reino, &: cu , íe me o a poííiuelj ab i¬ ca a hoje ao noíTo inuiéliíFimo Mona ca hum íe- pulc o , que e deícob ií e das qua o pa es do mundo, da A ia no O ien e, da Á ica no meio dia , da Ame ica no Occiden e , ôc da Eu opa no Se cn iao A il ade e eal mau oleo , de e e¬ ia a A ia as íuas pé olas em lag imas, & e queçi- dado alo dos íeus diaman es, emp ega ia na e- imaç . 16 de as cinzas, o icu cuidado ; a Á ica íè e i a ia pa a o in e io dos íèus de e os, &co ao lamen auel ecco das uas queixas, e umba ia o mais p o undo das caue nas ■ , o naiiaa Ame ica a e e eonde aos noí os olhos em demo açam de en ida, & ob iga ia a é a ba ba idade dos eus habi ado es a concebe e nu as, & admi i íàii- dades : cho a iao inalmen e odos os Reinos da Eu opa as memó ias do noílb Rey , em ag adeci¬ men o de eus bene ícios, & e nao os ejo p o- ados dian e deííe oí ò umulo , ò glo ioío Mo- ia ca , ejo, que eí ao ado ando ob e os al a es da ama, os eíplando es da oí a i ude. Lemb aie Ca lella que quando ebellada ao Empe ado Ca los V. os elegeo po eu Rey de p eza es a g andeza daíuaco oa, mani e an- c Cij do 10 do com e a acçao, que hum P incepe, que udo deuiaao alo da uae pada, nao azia caio dos Reinos, que lheo e ecia a o una. Ag adeceuos a Republica de Veneza o pode o o locco o dos qua o mil oldados, & in a elas, que lhe man- da cs con a os in ul os dos Tu cos, que sò da in e po içaodo oíTo b aço inuenciuel, e podia e pe a o eclip e das Luas O omanas*, A ibue Ro¬ ma aos p imo es do oílo zeio, a emenda dos eus co umes, pois.aui ando po oí os Embaixado¬ es a o.Papa Alexand e ex o do deícuidocom q« e íè iuia naquellaMe opoli da Ch i andade, e ea* ies :a libe dade dos icios, admi ando e o Va ica¬ no, deque iue c Po ugal hum Rey nao menos capaz de e o ma a Ig eja, que de conqui a o mundo. Mas que iuos íao os en imen cs, que e ica ao pella mo e de lium ao g ande Rey, 6. Po ugal, endo que po g ande que eja o exce ío - da ua do , nao íe pode á nunca iguala com a g andeza da ua pe da j Sabes que g andes danos cauía a hum Reino, a mo e de hum bom P ince-' pe ? a mo e de hum P incepe bom, he huma ao » g ande pe da , que sòap e ença de Deos, he ca¬ paz pa a a e au a , p oua ? y. E aua Moy es com Deos na mon e Sinai em dila ados colloquios delicioíámen e enleuado, quando o pouo de I ael, pe didas já as e pe aii- ç s de o oma a e , a ou com A ao da eleição- de- de hum iouo Rey ; i e nobis Deos , qui nos p <ece- Sxul dm , Myyj enim knic * i o nc cimus quid accide i „ I * là que Moy es deixou o goue no , que emos, di¬ zem os í aeli as, que em íeu íuga os Deo es nos goue nem oc nobis Deos qui nosp cedm ; pois po ¬ que hao de e qualidades diuinas os íucceíTo es de Moyíes?& pa a que heempenhaoos he ou osdadH uindade na e au nçao da pe da de hu homé ? Reí- pondo co n o Abulen e^ a Moy es hü P incepe ao cabal, & ao pei ei o , que nao hauendo en e os homens, quem podeíTe u i ui os eus alen os, sódap e ença oda ua alca niendus , Vi um di eólo em habe epo e an m i Deus e je ; Ap ende da¬ qui ô Po ugal que inue e ido eí as na con e ua- çAo do P iacepe,que e goue nà^ ê jun amen e, que ju as abas audades de eRey, que cho as» que so Deos he capaz pa a compen a a pe da de P incepes pe ei os, ac nobis Deos qui nosp úcedan . Mas que mui o que eja neceíía ia a p e ença da Diuindade pa a e aze os danos % que cau ou a mo e delRey Dom Manoel, quando elRey Dom Manoel pa icipou na ida os maio es ■ a ibu os da Diuindade; os maio es a ibu os da Diuinda¬ de ( allo em o dem as ob as ad ex a ) os maio es A ibu os da Diuindade, ao a Omnipo ência, ôc ^ Mi e ico dia, a Omnipo ência na c iaçao do • ' Giij uLin¬ de Deos íe. podia eípe a oíupnme- , mlliis alis c Moy es Videbd H inne- AbuU cy o i eis mod mllum i ieien ein mundo , òí a Mi e ico dia na edempçam dos ho 2 mens. Re plandece ao em elRey Dom Manoel e- cs dons a ibu os, a Omnipo ência pella mol i- dao dos emplos que e igio, & a Miíe ico dia pellos emp egos de a an a Caía que undou. Va¬ mos ao p imei o *, diz Filo Heb eo no liu o egu- do da Mona quia,que Deos íab icou o mundo a modo de hum emplo, o que pa ece en endeo S. Paulo , chamando emplo ao homem , que nao iie ou a cou aquehum pequeno mundo, ne ci is (juia emplum Dei ejlis ? A eí e g ande emplo do Mundo e ue o Empi eo de ac a io, o Sol,& a Lua dealampadas.., os mon es de Al a es, as Eíí ellas de eilas, as in clligencias de oiniíl os, asauesde muíicos, o Homem de Sace do e , os animaes de Midi mas, o Ceo de edo , & a e a de pauimen- . o; logo , e humame ma cou a ao o mundo , ôe hum emplo, digamos que elRey Dom Manoel ab icou mais decincoen a mundos, po que ? po ¬ que edi icou mais de cincoen a emplos, que a » Cm como o mundo he hum g ande emplo, aí im cada emplo he hum pequeno mundo; Eis aqui o como elRey Dom Manoel imi ou a Deos no a i- bu o da Omnipo ência, a glo ia que alcançou em o e imi ado no a ibu o da Mi e ico dia , he ainda maio . A i ma p P o e a Rey, que o a ibu o da Mi e ico dia he íupe io a odos os a ibu os da Di- Diuindade, mi i a iones ejus upe omnia ope a ejüs } & dà San o Hilá io a azao , ideop a la ca em ope - nbus m ie icodia , quia magni ica ejus ope a io , Vi u is ia e , mi e ico d a e o e)us^ i s alienus , odqs os mais a ibu os de Deos ao c édi os da íua glo¬ ia , a implicidadeheo c edi o da ua na u eza, a independenciaheo c edi o do. eu pode ,& a e e nidade he o c edi o da ua du açao, mas oa - ibu o da Miíe ico dia, he o emedio da no a mi e ia , & he acçaó mui o mais glo io a, eme- dea as mi e ias alheas, que o en a os lu es da p óp ia g ádeza, po onde diíTe Sao Ioao Ch i o o- mo , que a i ude da Mi e ico dia e a pa a o o a* do o maio a lump o dos louuo es de hum P in- cep ^ i quis P incipem lauda e njelle iibilei ade o de - co um adjc ibe aujue mi e ico diam. Pe doainos pois, mi e ico dio o P incepe, e deixamos odas as memó ias da o la g andeza , pa a celeb a mos' ió os iun os da o la piedade; admi emíe ou os das con inuas ió o ias que aícança es em ambos os Emis e ios , o zelo com que íunda es e a ían- a Caía da Miíe ico dia, he o nico emp ego da no la admi açao-, que mui o maio bem e ukaao mundo , do ampa o dosO phaos, que daxonqui- ia dos Reinos, do en e o dos mo os, que da VaíTalagem dos iuos, & da i i a de pob es, en- cube os que dode eub imen o de nouos mundos, oihc a iones ejw upe omnia ope a eji s.* T al üm M4- S. HiU, im m P alm* j 4 4 * 2.4 Mas e a Mi e ico dia he mui o pa a celeb a¬ da nos P incepes, ambém he mui o pa a ag ade¬ cida nos aííalos} á diuina Mi e ico dia, & nam á Omnipo ência diuina, ou a qualque dos mais a ibu os p ome e Dauid e e nos ag adecimé os, T dm, 18 Mi e ico dias Domíniin A e mm can abo j labeis po ¬ que ? po que Dauid íe conhecia mais ob igado à diuina Mile ico dia , do que a nenhum dos a i¬ bu os diuinos, òc o que exccí iuamen e ob iga, sò em h ma e e nidade e paga, Mi e ico dias Do- mni in&mmm can abo ; e a a meu e , he a azao, po que en e an as Ig ejas, que edi icou elRey Dom Manoel, sò e a íe lhe moll a ne as annuaes exequias e e namen e ag adecida, que no meí io luga , em que e e piado o P incepe compe io com a diuina Mile ico dia, azao eia, e lhe p epa- aí e hum ag adecimen o, que compe iíTe com a diuina E e nidade, Mi c ico dias Domini ia A e nií can abo. A mo e mais en ida,que houue no mu¬ do, oi a do innocen e Abel, pois íegundoo A- bulen e, eus paysa cho a ao pello e paço de cé annos, &íe no im delles u pende aò inalmen e as lag imas, & diue i ao as penas, mais de cen o, & qua en a, &noue annos ha, que e a an a Caía lu pi a pello eu Rey com aò iuaslaudades, que no me mo empo , que o cho a mo o aos en¬ didos, o eíúíci a nos co açoés *, mo eo elRey D. Manoel huma sò ez ao mundo, mas nace odos os annos ao en imen o , i , eíle umulo , he o be ço que lhe o nia a noí a do , e les panos iao asma- ilhas, eílas achas que a dem, ao os^A os que íie e úneb e nacimen o p edominao, & e he e dade [ como nao duuido ] pois o a i ma San o Epiphanio que o epulc o do P o e a Daniel e a Sax m ei o com am a a a chi edu a , que nao sò nao enuelhece com o co e dos annos, mas an es a Da- qual p odigio o Femz coh inuamen e íe enoua, cnoua e ambém odos os annos a pompa dei e úneb e appa a o, que e a bem deuido ao Femz dos Mona cas, o Feniz dos é pulc os, yòcMu nom n ejas Em unüd . E nmamd , id ejl , nobiÇcum Deus. III. PARTE. F i n a l m e n e iue elRey Dom Manoel no em¬ plo do en endimen o pa a os de enganos, pois achamos noeclip e de e Sol,o emédio da noíla ceguei a , & debaixo deíle umulo, o au¬ ge da noíla o una. O maio auge, que e pode imagina de o una, he chega hum homem a e Rey, & pa a chega m c s a eíle pon¬ o de g andeza, baí a que coníide emos neílas cin¬ das, o im > em que haò de i a pa a odas as g andezas, que o homéem e conhde andomo - al, de e e auo e az Rey, &c em e eíquecendo da mo e, de Rey e az eíc auo. Foi Adam o D P i - í s%/ ■