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RESPONSABILIDADE SOCIAL DA EMPRESA - MOTOR DE EFICIÊNCIA
EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO LOCAL – O CASO BANCO
ALIMENTAR CONTRA A FOME PENÍNSULA SETÚBAL
Ca los Manuel Se e ino da Ma a
Fe nando Miguel San os H. Seab a
Jo ge José Ma ins Rod igues
Rui Manuel Teixei a B i es
RESUMO
Nes a comunicação se ão comen adas as an agens de inse i na es a égia da emp esa p á icas de
esponsabilidade social mo o as da e iciência emp esa ial, as quais se ão ambém impo an es como
elemen os dinamizado es do desen ol imen o da comunidade local. Nes e sen ido se á u ilizado a
me odologia es udo de caso – aplicada ao Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal. Es a
ins i uição cong ega es o ços que emp esa iais que de o ganizações locais de apoio ao cidadão e
abalho olun á io. Com es a O ganização é dinamizado o “me cado social” complemen a ao
“me cado de consumo”. O Es ado de e á pa icipa nes e “sis ema solidá io” po ia da polí ica iscal.
PALAVRAS-CHAVE: Responsabilidade Social das O ganizações, E iciência, Desen ol imen o
Local
RESUMEN
En es a comunicación se án comen adas las en ajas de inse a en la es a egia de la emp esa,
p ác icas de esponsabilidad social, mo o de la e iciencia de la emp esa, que se á ambién un elemen o
impo an e pa a el desa ollo de la comunidad local. La me odología usada se á es udio de caso -
aplicado al banco alimen icio con a la hamb e de la península de Se úbal. Es a ins i ución jun a
es ue zos de las emp esas, las o ganizaciones locales pa a la ayuda al ciudadano y el abajo
olun a io. Es a o ganización desa olló el "me cado social" complemen a al "me cado de consumo".
El Es ado iene un papel impo an e en es e "sis ema solida io" po ia del diseño de la polí ica de
impues o.
PALABRAS CLAVE: Responsabilidad Social Co po a i a, E iciencia, Desa ollo de la comunidad
local
ABSTRACT
In his communica ion will be commen ed he ad an ages o inse in he business s a egy, p ac ices
o social esponsibili y, mo o o he en e p ise e iciency, which will be also an impo an elemen o
he de elopmen o he local communi y. The me hodology used will be case s udy - applied o he
Alimen a y Bank Agains Hunge Peninsula o Se úbal. This ins i u ion cong ega es e o s om
en e p ises, local o ganiza ions o ci izen suppo and olun a y wo k. This O ganiza ion de eloped
he "social ma ke " complemen a y o he "ma ke o consump ion". The S a e has an impo an ole in
his "solida y sys em" in wha conce ns he ax policy design.
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KEY WORDS: Social Responsibili y, E iciency, De elopmen o local communi y
1. INTRODUÇÃO
A Responsabilidade Social das O ganizações em indo a se al o nos úl imos anos de a enção c escen e na
Eu opa. A es a in ensi icação de a enção não é alheio a publicação do “Li o Ve de: P omo e um quad o
Eu opeu pa a a Responsabilidade Social das Emp esas” (Comissão das Comunidades Eu opeias, 2001).
Apesa dos múl iplos encon os de di ulgação do ema e do in e esse que a comunidade académica lhe em indo
a dedica , con inua a subsis i alguma inde inição ao ní el do concei o e sua mo i ação a ní el emp esa ial.
Nes a comunicação p e ende-se analisa a in e ligação en e a p á ica de acções solidá ias e a e iciência
económica das emp esas. Analisa -se-á ambém o papel de O ganizações Não Go e namen ais (ONGs) e do
Es ado, enquan o “ acili ado es” de in e enções de ca ác e social das emp esas.
A me odologia ope acionalizada co esponde ao “es udo de caso”.
Fo am e ec uadas en e is as:
• a uma O ganização não Go e namen al – Banco Alimen a con a a Fome Península Se úbal,
ep esen ado po um memb o da Di ecção;
• a uma emp esa do Concelho de Se úbal – REFRIGE S.A., ep esen ado po um esponsá el da Al a
Di ecção.
A es u u a do abalho con empla no pon o 2 uma in odução ao ema da Responsabilidade Social das
O ganizações (RSO) onde se ap esen a a isão dos au o es sob e es a emá ica, nomeadamen e o que os mesmos
en endem se RSO. No pon o 3 p ocu a -se e ela a in e ligação en e p á icas de RSO e a e iciência das
ope ações de uma emp esa. Pa a a explanação des a simbiose ap esen a-se no pon o 4 o es udo de caso – Banco
Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal – uma ONG que possibili a a mui as emp esas exe ce em uma
p á ica conc e a de RSO. Nes e mesmo pon o obse a -se-á o quan o uma o ganização des a na u eza é
impo an e pa a cidades com p oblemas ine en es ao desemp ego e exclusão social. Nes e sen ido se ão
analisados dados e e en es à península e à cidade de Se úbal.
2. RESPONSABILIDADE SOCIAL DA EMPRESA
A Responsabilidade Social das O ganizações, numa isão eu opeia, e e lec indo sob e in e enções
emp esa iais, co esponde a acções olun á ias po pa e das emp esas. Nes e sen ido admi e-se que a unção
social das emp esas ex a asa a c iação de emp egos e a p odução de bens e p es ação de se iços. A emp esa
de e á assumi o seu papel enquan o “agen e de desen ol imen o sus en á el” in e indo nas dimensões sociais,
ambien al e económica. 151
151 Ideia desen ol ida po Donnelly e al (2000:87) a p opósi o de uma classi icação suge ida po S. P akash Se hi (1979)
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A in e enção olun á ia ca ac e iza-se po não se impulsionada po imposições legais. De qualque o ma
mui as acções nos ês domínios e e idos conc e izam-se em espos a a exigências das múl iplas “pa es
in e essadas” na ac uação da emp esa. O inc emen o da qualidade do p odu o, a minimização de impac es
ambien ais, a p eocupação com a de inição de planos de ca ei a e emp ego es á el, o am ques ões
p og essi amen e assumidas de o ma mais cla a pelos emp esá ios como espos a às expec a i as de odos os
“s akeholde s”. Nes e sen ido não se á de ejei a a classi icação de acções como as an e io men e e e idas
como in eg an es de um conjun o de boas p á icas de Responsabilidade Social, ainda que ais acções enham sido
impulsionadas po ac o es ex e nos e não po uma a i ude genuinamen e olun á ia po pa e do emp esá io.152
Pelo expos o pode -se-á admi i que o Es ado (agen e da sociedade no seu odo) e as O ganizações Não
Go e namen ais (agen es de g upos especí icos da sociedade) possam con ibui a a és de incen i os á ios ao
inc emen o de “boas p á icas” de Responsabilidade Social nas emp esas.
Pa a além do seu ca ác e olun á io, in e essa ambém e lec i sob e as “ca ac e ís icas da acção esponsá el”.
E adamen e são po ezes classi icadas como acções socialmen e esponsá eis, me as a i udes ilan ópicas, que
po não se em alice çadas na p óp ia es a égia da emp esa, co espondem unicamen e a acções pon uais, sem
con inuação e sem con ibuí em pa a a sus en ação do “pila ” económico da o ganização e em úl ima análise, da
sociedade.
Um ou o e o ulga men e come ido, co esponde a iden i ica como acções socialmen e esponsá eis apenas
in e enções jun o de de e minados “s akeholde s”, esquecendo nessa classi icação ou os “in e essados” na
ac i idade da emp esa. Na u almen e a lógica da RSO é in eg ada (na es a égia da emp esa153) e in eg ado a
(não disc iminando pa es in e essadas em cla o a o ecimen o de ou as).154 A p ocu a de con iança e epu ação
necessá ia ao no mal uncionamen o da emp esa implica que se conside em as exigências de um amplo conjun o
de “s akeholde s” (Lizcano, 2004).
Pelo expos o, pode -se-á admi i que mais do que discu i a lógica “ olun á ia” das boas p á icas de RSO,
impo a comp eende a sua sus en abilidade, e i icada quando conduzindo a um e ei o “win-win”155,
bene iciando dessa acção a p óp ia emp esa e a sociedade ep esen ada pelo Es ado ou no caso de públicos mais
especí icos, po ONG’s.
No p esen e abalho analisa-se a elação en e uma ONG (Banco Alimen a con a a Fome Península Se úbal),
um conjun o mui o ala gado de emp esas des e dis i o e o ganizações que gene icamen e isam o apoio ao
cidadão. Es a elação é dinamizado a de ge ação de alo pa a odos os in e enien es.
152 In e p e acão pa ilhada po C aw o d e G am (1978), ci ados po Donnelly e al (2000:87)
153 Vá ios au o es êm indo a pô em des aque os bene ícios da in eg ação de peocupações sociais, económicas e ambien ais na ges ão
es a égica das emp esas..
154 A impo ância da in eg ação das exigências de odos os in e essados na o ganização, é pa ilhada po Boa igh (2003:390)
155 Vá ios es udo e elam a ge ação de bene ício pa a “mul iplas pa es” esul an es de “boas p á icas” de RSO, po exemplo (Rod igues,
Seab a, Simões, 2003).
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3. EFICIÊNCIA ORGANIZACIONAL E A RESPONSABILIDADE SOCIAL
Em e mos de de e minação da dimensão de lo es, as emp esas conside am o seguin e conjun o de cus os:
• Cus os de p epa ação;
• Cus o de manu enção dos “s ocks”.
O p imei o conjun o de cus os pode á e lec i as al e ações e en ualmen e necessá ios ao ní el dos
equipamen os de p odução, ci cuns ância que e en ualmen e jus i ica á a e lexão sob e a opo unidade de
aumen a a dimensão dos lo es.
Nes a si uação, pelo aumen o do “s ock” médio, egis a -se-ão cus os de manu enção dos “s ocks” supe io es. Os
p olongamen os das sé ies de p odução pode ão ep esen a ambém um ac éscimo de “pe das/exceden es” -
p odu o e en ualmen e não endido, pela desadequação en e a dimensão do lo e e os ciclos de p ocu a do
me cado.
A li e a u a apon a po an o pa a a necessidade de se p ocede a uma de e minação do lo e óp imo en ando em
conside ação com a in ensidade de odas as “ o ças” em análise (cus os de p epa ação e cus os de posse).
A p eocupação social das emp esas e a exis ência de ins i uições que assumam a esponsabilidade de
es abelece em uma pon e en e o domínio emp esa ial e os indi íduos ca enciados, podem se ac o es a e em
conside ação aquando da e lexão sob e quan idades a encomenda ou p oduzi .
As ope ações do Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal, analisadas no pon o 4 do abalho, são
um exemplo da in e ligação suge ida.
E ec i amen e a possibilidade de di ecciona pa a es a ins i uição os exceden es que possam se conside ados
“pe didos pa a o me cado” embo a em pe ei as condições de consumo, é um ac o ele an e quando se
equaciona a dimensão de lo es a comp a ou p oduzi . O Banco Alimen a Con a a Fome Península Se úbal,
assume a igu a de um “me cado social”, al e na i o ao “me cado de consumo”. Es e ac o pode á se e o çado
a a és de in e enção es a al, se o Es ado, enquan o “agen e” da sociedade, acei a e majo a , em sede de
impos o sob e o endimen o das emp esas, o alo da ans e ência de me cado ias pa a ONGs des a na u eza.
Nes a ci cuns ância, as emp esas de em a alia :
• As an agens ine en es a uma o dem de comp a/p odução supe io (diminuição de cus os de
p epa ação) e o bene ício de não se en ol e em em ac i idades de ges ão de esíduos (com ine i á el
ac éscimo de cus os);
• Os cus os de posse de s ocks e en ualmen e ac escidos e o isco ac escido de p oduzi p odu o que não
é endido no “me cado de consumo” (po al e ações da p ocu a).
Se da a aliação e ec uada o possí el conclui que os p o ei os são supe io es aos cus os, ha e á a endência
pa a aumen a os olumes comp ados/p oduzidos en ando assim em conside ação com o “me cado social”.
Pode -se-á po an o associa a exis ência de ins i uições como o Banco Alimen a Con a a Fome Península de
Se úbal à p ossecução de e iciência o ganizacional, o que pode á passa pela explo ação de “economias de
escala” e sua associação a me cados al e na i os de escoamen o de “exceden es”.
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4. ESTUDO DE CASO
4.1. SETÚBAL – CARACTERIZAÇÃO SOCIO-ECONÓMICA
No pe íodo de 1998 a 2001, Po ugal egis ou um ele ado c escimen o de espos as sociais, di igidas à amília e
comunidade, essencialmen e a a és de e ei ó ios e can inas sociais que e e uma axa de c escimen o supe io a
100% em elação a 1998.
A Península de Se úbal in eg a-se na Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT), sendo cons i uída po no e
concelhos: Alcoche e, Almada, Ba ei o, Moi a, Mon ijo, Palmela, Seixal, Sesimb a e Se úbal.
A população esiden e na Península de Se úbal e a de 714 589 habi an es em 2001, ou seja, ce ca de 7% da
população esiden e em Po ugal.
A Península de Se úbal é iden i icada como uma egião com ele ada a ac i idade, implicando luxos de en ada
p o enien es de ou as egiões do país e de ou os países, designadas po mig ações in e nas e mig ações
in e nacionais espec i amen e. As mig ações in e nacionais co espondem a a icanos, b asilei os e nos úl imos
anos a es angei os p o enien es do les e da Eu opa. Impo a salien a que as condições “em que i em e
abalham ge am p oblemas sociais de alguma g a idade que a é ao momen o es ão longe de se esol idos e
que passam nomeadamen e pela ma ginalidade, oxicodependência e c iminalidade.” (Rebelo, 2000)
Demons ando os p oblemas sociais mencionados an e io men e, em 2001, o dis i o de Se úbal egis ou o maio
núme o de no os equipamen os sociais, demos ando as ca ências exis en es, endo iniciado a sua ac i idade 160
no as ins i uições sociais.
Rela i amen e à axa de desemp ego, es a é cons an emen e supe io na Península de Se úbal ace à axa
nacional. Em 1991 e a supe io ce ca de 4.1%, em 2001 e a supe io em 2.1%.
O dis i o de Se úbal é o e cei o com maio es incidência de in ecção VIH/Sida e de mo es esul an es da
in ecção.
e. Quad o 1 - Dis ibuição dos casos e mo es segundo a esidência de VIH/Sida – 01/01/1983 a
30/06/2001
1. Residência Casos % Mo es %
Po ugal 7978 100 4515 100
Se úbal 1086 14 587 13
Fon e: CVEDT (Adap ado)
É necessá io pa a o dis i o de Se úbal, desen ol e es a égias de comba e à Exclusão Social. De e -se-á
po an o p ossegui sine gias com a implemen ações de inicia i as conce adas que en ol am ins i uições que se
dedicam a es a á ea de in e enção, o ganismos públicos e o ganizações com e sem ins luc a i os a a és de
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uma a i ude de Cidadania, ge ando o desen ol imen o/melho ia das condições sociais num espi i o de
esponsabilidade social. 156 Es a a i ude é p omo ida pelo Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal.
Figu a 1 - T iângulo Económico
Fon e: Elabo ação p óp ia.
4.2. O BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME PENÍNSULA DE SETÚBAL
4.2.1. Missão
O Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal é uma Associação Pa icula de Solida iedade Social
que em como inalidade con ibui pa a da uma espos a ao p oblema da ome pela colec a e pela edis ibuição
de exceden es e dádi as de quaisque p odu os alimen a es a a és de Associações ou ou as en idades idóneas,
ou seja, p ocu a e i a os despe dícios de p odu os alimen a es.
Numa pala a, o Banco em como missão: lu a con a o despe dício.
4.2.2. Ca ac e ização
O Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal é uma ins i uição de olun á ios, não go e namen al,
apolí ica, não con essional e sem ins luc a i os, que apoia ins i uições de solida iedade social – 67 associações
(la es de idosos, escolas, in an á ios, Con e ência Vicen ina, associações á ias), ab angendo mais de 14500
pessoas.
Es e apoio ma e ializa-se a a és da ecolha e a mazenamen o de alimen os, pa a pos e io dis ibuição, a a és
das ins i uições de solida iedade social, com as quais são es abelecidos p o ocolos.
Pa a além das 67 associações apoiadas, com p o ocolos i mados, exis em mais de 31 ins i uições em “lis a de
espe a”, es as, con udo, ecebem os “ escos”.
Os Recu sos Humanos que pe mi em a labo ação do Banco, du an e odo o ano, di idem-se em ês ca ego ias:
e ec i os, olun á ios egula es e olun á ios pa icipan es. Os e ec i os co espondem a 3 pessoas, ligadas à
pa e adminis a i a e aos a mazéns.
156 Pa a um es udo sob e a elação en e ONGs e emp esas, suge e-se (McIn osh e al, 2003)
ONG’S
Emp esas
Ins i uições e
O ganismos
Públicos
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4.2.3. In e enção
Os p o ocolos es abelecem os c i é ios exigidos pelo Banco pa a p es a apoio: que as ins i uições bene iciá ias
enham condições pa a ecebe em o apoio ( e em o ganização, e que acei em se moni o izadas pelos
colabo ado es do Banco).
Os apoios são do “ ipo 1” ou “ ipo 2”, de inindo cada ipo a composição da dis ibuição de que se iam
bene iciá ios: o ipo 1 ecebe o cabaz mensal; o ipo 2 ecebe os exceden es comuni á ios; odos ecebem
“ escos”.
4.2.4. Recolha e dis ibuição às ins i uições
Os p odu os dis ibuídos esul am de campanhas de ecolha, no malmen e duas ezes po ano (Maio e
Dezemb o) jun o dos supe me cados localizados na zona geog á ica de in e enção do Banco, e ep esen am
ce ca de 18% dos ecu sos dis ibuídos, des a o ma o “slogan” “ap o ei a onde sob a pa a dis ibui onde
al a”.
. Quad o 2 - Fon es de Abas ecimen o do Banco Alimen a Península de Se úbal
Unidade: Quilos
Fon es de Abas ecimen o 2003 %
Campanha de Recolha em supe me cados 248.681 17,8
Indús ia Ag o-alimen a 217.812 15,6
Re i adas de F u a – INGA 372.102 26,7
Exceden es da União Eu opeia 150.116 10,8
Fede ação Banco Alimen a 368.059 26,4
Escolas do Dis i o 2.813 0,2
Emp esas de Dis ibuição 24.382 1,7
Ou os 9.799 0,7
g. To al 1.393.764 100
Fon e: Rela ó io de Ac i idades - Banco Alimen a con a a Fome Se úbal (2003) Adap ado.
A dis ibuição es á o ganizada em ês ipos de in e enção: i: cabaz mensal; ii: “ escos”; iii: exceden es
comuni á ios.
O cabaz mensal é cons i uído po a oz, a inha, açúca , massas, bolachas, salsichas, conse as de peixe, azei e,
óleos, lei e e leguminosas (secos e enla ados).
Os escos são dis ibuídos às qua as- ei as. São as ecolhas ou en egas ealizadas pelos p óp ios dado es, na
semana an e io , exemplo: a u a esul an e de um con énio com o Ins i u o Nacional de Ga an ia Ag ícola
(INGA).
Os exceden es comuni á ios en egues ao Banco a a és da Segu ança Social, uma ou duas ezes po ano, são
cons i uídos essencialmen e po a oz, a inha, bolachas, massas, lei e em pó, man eiga, queijo e ca ne
congelada.
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As ecolhas meno es são e ec uadas jun o de emp esas p odu o as, coope a i as de p odução e ag icul o es
indi iduais.
Po ezes, são dis ibuídos p odu os com o p azo de alidade insc i o nas embalagens já ul apassados; ais
casos são p e iamen e sujei os a con olo de qualidade po en idades ex e io es ao Banco, e só são dis ibuídos
às ins i uições que decla em que e ecebe es es p odu os.
Os pila es do Banco Alimen a em consis em em: G a ui idade; Dádi a, Pa ilha; Volun a iado; Mecena o.
4.2.5. Bene ícios aos Dado es
O Banco passa ecibo de odas as en egas que lhe são con iadas, e as emp esas dado as podem bene icia do
mecena o social (nº3, a igo 2º, DL 74/99 – Es a u o do Mecena o).
O Banco p a ica uma polí ica de anspa ência publicando uma lis a das ins i uições que colabo am com es e, e
uma lis a das ins i uições apoiadas
4.2.6. O ganização
O Banco es á inse ido numa Fede ação, a qual ac ua a ní el nacional. Os Bancos ade en es (Figu a 2) a es a
Fede ação, êm zonas geog á icas delimi adas nas quais podem ac ua , que a ní el de cap ação de dona i os,
que a ní el de dis ibuição dos mesmos.
h. Figu a 2 – Localização dos Bancos Alimen a es exis en es em Po ugal
Fon e: Si io da In e ne do Banco Alimen a Con a a Fome
www.bancoalimen a .p
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5 – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Nes a comunicação analisou-se as an agens do en ol imen o en e emp esas e o ganizações não
go e namen ais na c iação de um “me cado social”. Pa a as emp esas es e me cado se á uma ex ensão do seu
me cado “na u al”, ou seja, o “me cado de consumo”. As emp esas podendo usu ui de bene ícios subjacen es à
p odução/comp a de quan idades supe io es em cada ciclo de p odução ou o dem de comp a, pode ão canaliza
pa a o “me cado social” os seus exceden es, caso oco am, os quais se ão aplicados no caso es udado, pelo
Banco Alimen a , na “ ede” de associações locais p o undamen e conhecedo as das ealidades especí icas da
sua zona de ac uação.
A in e enção “social” conc e iza-se numa aplicação po cada in e enien e do seu “know-how” especí ico.
O ganizações como o Banco Alimen a assegu am o p ocesso logís ico, as associações locais ope acionalizam a
sua ede de con ac os e o seu p o undo conhecimen o das ealidades pessoais de cada pessoa ca enciada e às
emp esas solici a-se que sejam e icien es e que enca em a esponsabilidade social como uma dimensão
es a égica.
Pa a dinamiza “me cados sociais” como o es udado nes a comunicação se á impo an e o “papel” do Es ado,
que em ep esen ação da sociedade, pode á omen a es e ipo de me cado a a és dos mecanismos que em à sua
disposição. Assim, suge e-se que a polí ica iscal e nomeadamen e o impos o sob e o endimen o das emp esas
e lic a de o ma mui o cla a as an agens iscais de um en ol imen o emp esa ial em “me cados sociais” .
O ac o das emp esa e en ualmen e passa em a en ol e em-se mais nes as ac i idades solidá ias em unção do
bene ício iscal que pode iam usu ui , não e i a dimensão de esponsabilidade social a al en ol imen o. Pelo
con á io, o en ol imen o em me cados que ge am bene ício pa a odas as “pa es in e essadas”, po exemplo:
accionis as e comunidades des a o ecidas, é um ac o de ges ão sus en á el no empo. Já e en ualmen e sujei o a
con es ação se ão os apoios sob a o ma de dona i os, de ca ác e ca i a i o, que pode ão susci a dú idas a
accionis as ela i amen e à legi imidade da ges ão da emp esa pa a os concede .
O Es ado, po sua ez, e o çando o bene ício iscal às emp esas in e enien es em “me cados sociais”,
bene icia ia do apoio social concedido po es as no auxilio a cidadãos des a o ecidos. O es ado e o ça ia assim
o seu “papel” egulado de me cados: nes e caso a polí ica iscal ala ga ia as an agens do “me cado de
consumo” a mui os cidadãos que es ando o al ou pa cialmen e excluído de ais an agens, pode iam assim
usu ui do “me cado social”.
AGRADECIMENTOS
Os au o es ag adecem ao Depa amen o de Economia e Ges ão e ao Depa amen o de Con abilidade e Finanças
da Escola Supe io de Ciências Emp esa iais (ESCE). São ambém de idos os ag adecimen os à ESCE e ao
Ins i u o Poli écnico de Se úbal.
São em especial de idos ag adecimen os, pelas en e is as concedidas e in o mação disponibilizada, ao Banco
Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal, nomeadamen e à D .ª Ana Cae ano e ao Di ec o Ge al da
REFRIGE, S.A., D .º A naldo Mu a Ladei a.