Responsabilidade social da empresa - motor de eficiência empresarial e desenvolvimento local – o caso Banco Alimentar Contra a Fome Península Setúbal
Abstract
Nesta comunicação serão comentadas as vantagens de inserir na estratégia da empresa práticas de responsabilidade social motoras da eficiência empresarial, as quais serão também importantes como elementos dinamizadores do desenvolvimento da comunidade local. Neste sentido será utilizado a metodologia estudo de caso – aplicada ao Banco Alimentar Contra a Fome Península de Setúbal. Esta instituição congrega esforços quer empresariais quer de organizações locais de apoio ao cidadão e trabalho voluntário. Com esta Organização é dinamizado o “mercado social” complementar ao “mercado de consumo”. O Estado deverá participar neste “sistema solidário” por via da política fiscal.
Full text
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RESPONSABILIDADE SOCIAL DA EMPRESA - MOTOR DE EFICIÊNCIA
EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO LOCAL – O CASO BANCO
ALIMENTAR CONTRA A FOME PENÍNSULA SETÚBAL
Ca los Manuel Se e ino da Ma a
Fe nando Miguel San os H. Seab a
Jo ge José Ma ins Rod igues
Rui Manuel Teixei a B i es
RESUMO
Nes a comunicação se ão comen adas as an agens de inse i na es a égia da emp esa p á icas de
esponsabilidade social mo o as da e iciência emp esa ial, as quais se ão ambém impo an es como
elemen os dinamizado es do desen ol imen o da comunidade local. Nes e sen ido se á u ilizado a
me odologia es udo de caso – aplicada ao Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal. Es a
ins i uição cong ega es o ços que emp esa iais que de o ganizações locais de apoio ao cidadão e
abalho olun á io. Com es a O ganização é dinamizado o “me cado social” complemen a ao
“me cado de consumo”. O Es ado de e á pa icipa nes e “sis ema solidá io” po ia da polí ica iscal.
PALAVRAS-CHAVE: Responsabilidade Social das O ganizações, E iciência, Desen ol imen o
Local
RESUMEN
En es a comunicación se án comen adas las en ajas de inse a en la es a egia de la emp esa,
p ác icas de esponsabilidad social, mo o de la e iciencia de la emp esa, que se á ambién un elemen o
impo an e pa a el desa ollo de la comunidad local. La me odología usada se á es udio de caso -
aplicado al banco alimen icio con a la hamb e de la península de Se úbal. Es a ins i ución jun a
es ue zos de las emp esas, las o ganizaciones locales pa a la ayuda al ciudadano y el abajo
olun a io. Es a o ganización desa olló el "me cado social" complemen a al "me cado de consumo".
El Es ado iene un papel impo an e en es e "sis ema solida io" po ia del diseño de la polí ica de
impues o.
PALABRAS CLAVE: Responsabilidad Social Co po a i a, E iciencia, Desa ollo de la comunidad
local
ABSTRACT
In his communica ion will be commen ed he ad an ages o inse in he business s a egy, p ac ices
o social esponsibili y, mo o o he en e p ise e iciency, which will be also an impo an elemen o
he de elopmen o he local communi y. The me hodology used will be case s udy - applied o he
Alimen a y Bank Agains Hunge Peninsula o Se úbal. This ins i u ion cong ega es e o s om
en e p ises, local o ganiza ions o ci izen suppo and olun a y wo k. This O ganiza ion de eloped
he "social ma ke " complemen a y o he "ma ke o consump ion". The S a e has an impo an ole in
his "solida y sys em" in wha conce ns he ax policy design.
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KEY WORDS: Social Responsibili y, E iciency, De elopmen o local communi y
1. INTRODUÇÃO
A Responsabilidade Social das O ganizações em indo a se al o nos úl imos anos de a enção c escen e na
Eu opa. A es a in ensi icação de a enção não é alheio a publicação do “Li o Ve de: P omo e um quad o
Eu opeu pa a a Responsabilidade Social das Emp esas” (Comissão das Comunidades Eu opeias, 2001).
Apesa dos múl iplos encon os de di ulgação do ema e do in e esse que a comunidade académica lhe em indo
a dedica , con inua a subsis i alguma inde inição ao ní el do concei o e sua mo i ação a ní el emp esa ial.
Nes a comunicação p e ende-se analisa a in e ligação en e a p á ica de acções solidá ias e a e iciência
económica das emp esas. Analisa -se-á ambém o papel de O ganizações Não Go e namen ais (ONGs) e do
Es ado, enquan o “ acili ado es” de in e enções de ca ác e social das emp esas.
A me odologia ope acionalizada co esponde ao “es udo de caso”.
Fo am e ec uadas en e is as:
• a uma O ganização não Go e namen al – Banco Alimen a con a a Fome Península Se úbal,
ep esen ado po um memb o da Di ecção;
• a uma emp esa do Concelho de Se úbal – REFRIGE S.A., ep esen ado po um esponsá el da Al a
Di ecção.
A es u u a do abalho con empla no pon o 2 uma in odução ao ema da Responsabilidade Social das
O ganizações (RSO) onde se ap esen a a isão dos au o es sob e es a emá ica, nomeadamen e o que os mesmos
en endem se RSO. No pon o 3 p ocu a -se e ela a in e ligação en e p á icas de RSO e a e iciência das
ope ações de uma emp esa. Pa a a explanação des a simbiose ap esen a-se no pon o 4 o es udo de caso – Banco
Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal – uma ONG que possibili a a mui as emp esas exe ce em uma
p á ica conc e a de RSO. Nes e mesmo pon o obse a -se-á o quan o uma o ganização des a na u eza é
impo an e pa a cidades com p oblemas ine en es ao desemp ego e exclusão social. Nes e sen ido se ão
analisados dados e e en es à península e à cidade de Se úbal.
2. RESPONSABILIDADE SOCIAL DA EMPRESA
A Responsabilidade Social das O ganizações, numa isão eu opeia, e e lec indo sob e in e enções
emp esa iais, co esponde a acções olun á ias po pa e das emp esas. Nes e sen ido admi e-se que a unção
social das emp esas ex a asa a c iação de emp egos e a p odução de bens e p es ação de se iços. A emp esa
de e á assumi o seu papel enquan o “agen e de desen ol imen o sus en á el” in e indo nas dimensões sociais,
ambien al e económica. 151
151 Ideia desen ol ida po Donnelly e al (2000:87) a p opósi o de uma classi icação suge ida po S. P akash Se hi (1979)
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A in e enção olun á ia ca ac e iza-se po não se impulsionada po imposições legais. De qualque o ma
mui as acções nos ês domínios e e idos conc e izam-se em espos a a exigências das múl iplas “pa es
in e essadas” na ac uação da emp esa. O inc emen o da qualidade do p odu o, a minimização de impac es
ambien ais, a p eocupação com a de inição de planos de ca ei a e emp ego es á el, o am ques ões
p og essi amen e assumidas de o ma mais cla a pelos emp esá ios como espos a às expec a i as de odos os
“s akeholde s”. Nes e sen ido não se á de ejei a a classi icação de acções como as an e io men e e e idas
como in eg an es de um conjun o de boas p á icas de Responsabilidade Social, ainda que ais acções enham sido
impulsionadas po ac o es ex e nos e não po uma a i ude genuinamen e olun á ia po pa e do emp esá io.152
Pelo expos o pode -se-á admi i que o Es ado (agen e da sociedade no seu odo) e as O ganizações Não
Go e namen ais (agen es de g upos especí icos da sociedade) possam con ibui a a és de incen i os á ios ao
inc emen o de “boas p á icas” de Responsabilidade Social nas emp esas.
Pa a além do seu ca ác e olun á io, in e essa ambém e lec i sob e as “ca ac e ís icas da acção esponsá el”.
E adamen e são po ezes classi icadas como acções socialmen e esponsá eis, me as a i udes ilan ópicas, que
po não se em alice çadas na p óp ia es a égia da emp esa, co espondem unicamen e a acções pon uais, sem
con inuação e sem con ibuí em pa a a sus en ação do “pila ” económico da o ganização e em úl ima análise, da
sociedade.
Um ou o e o ulga men e come ido, co esponde a iden i ica como acções socialmen e esponsá eis apenas
in e enções jun o de de e minados “s akeholde s”, esquecendo nessa classi icação ou os “in e essados” na
ac i idade da emp esa. Na u almen e a lógica da RSO é in eg ada (na es a égia da emp esa153) e in eg ado a
(não disc iminando pa es in e essadas em cla o a o ecimen o de ou as).154 A p ocu a de con iança e epu ação
necessá ia ao no mal uncionamen o da emp esa implica que se conside em as exigências de um amplo conjun o
de “s akeholde s” (Lizcano, 2004).
Pelo expos o, pode -se-á admi i que mais do que discu i a lógica “ olun á ia” das boas p á icas de RSO,
impo a comp eende a sua sus en abilidade, e i icada quando conduzindo a um e ei o “win-win”155,
bene iciando dessa acção a p óp ia emp esa e a sociedade ep esen ada pelo Es ado ou no caso de públicos mais
especí icos, po ONG’s.
No p esen e abalho analisa-se a elação en e uma ONG (Banco Alimen a con a a Fome Península Se úbal),
um conjun o mui o ala gado de emp esas des e dis i o e o ganizações que gene icamen e isam o apoio ao
cidadão. Es a elação é dinamizado a de ge ação de alo pa a odos os in e enien es.
152 In e p e acão pa ilhada po C aw o d e G am (1978), ci ados po Donnelly e al (2000:87)
153 Vá ios au o es êm indo a pô em des aque os bene ícios da in eg ação de peocupações sociais, económicas e ambien ais na ges ão
es a égica das emp esas..
154 A impo ância da in eg ação das exigências de odos os in e essados na o ganização, é pa ilhada po Boa igh (2003:390)
155 Vá ios es udo e elam a ge ação de bene ício pa a “mul iplas pa es” esul an es de “boas p á icas” de RSO, po exemplo (Rod igues,
Seab a, Simões, 2003).
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3. EFICIÊNCIA ORGANIZACIONAL E A RESPONSABILIDADE SOCIAL
Em e mos de de e minação da dimensão de lo es, as emp esas conside am o seguin e conjun o de cus os:
• Cus os de p epa ação;
• Cus o de manu enção dos “s ocks”.
O p imei o conjun o de cus os pode á e lec i as al e ações e en ualmen e necessá ios ao ní el dos
equipamen os de p odução, ci cuns ância que e en ualmen e jus i ica á a e lexão sob e a opo unidade de
aumen a a dimensão dos lo es.
Nes a si uação, pelo aumen o do “s ock” médio, egis a -se-ão cus os de manu enção dos “s ocks” supe io es. Os
p olongamen os das sé ies de p odução pode ão ep esen a ambém um ac éscimo de “pe das/exceden es” -
p odu o e en ualmen e não endido, pela desadequação en e a dimensão do lo e e os ciclos de p ocu a do
me cado.
A li e a u a apon a po an o pa a a necessidade de se p ocede a uma de e minação do lo e óp imo en ando em
conside ação com a in ensidade de odas as “ o ças” em análise (cus os de p epa ação e cus os de posse).
A p eocupação social das emp esas e a exis ência de ins i uições que assumam a esponsabilidade de
es abelece em uma pon e en e o domínio emp esa ial e os indi íduos ca enciados, podem se ac o es a e em
conside ação aquando da e lexão sob e quan idades a encomenda ou p oduzi .
As ope ações do Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal, analisadas no pon o 4 do abalho, são
um exemplo da in e ligação suge ida.
E ec i amen e a possibilidade de di ecciona pa a es a ins i uição os exceden es que possam se conside ados
“pe didos pa a o me cado” embo a em pe ei as condições de consumo, é um ac o ele an e quando se
equaciona a dimensão de lo es a comp a ou p oduzi . O Banco Alimen a Con a a Fome Península Se úbal,
assume a igu a de um “me cado social”, al e na i o ao “me cado de consumo”. Es e ac o pode á se e o çado
a a és de in e enção es a al, se o Es ado, enquan o “agen e” da sociedade, acei a e majo a , em sede de
impos o sob e o endimen o das emp esas, o alo da ans e ência de me cado ias pa a ONGs des a na u eza.
Nes a ci cuns ância, as emp esas de em a alia :
• As an agens ine en es a uma o dem de comp a/p odução supe io (diminuição de cus os de
p epa ação) e o bene ício de não se en ol e em em ac i idades de ges ão de esíduos (com ine i á el
ac éscimo de cus os);
• Os cus os de posse de s ocks e en ualmen e ac escidos e o isco ac escido de p oduzi p odu o que não
é endido no “me cado de consumo” (po al e ações da p ocu a).
Se da a aliação e ec uada o possí el conclui que os p o ei os são supe io es aos cus os, ha e á a endência
pa a aumen a os olumes comp ados/p oduzidos en ando assim em conside ação com o “me cado social”.
Pode -se-á po an o associa a exis ência de ins i uições como o Banco Alimen a Con a a Fome Península de
Se úbal à p ossecução de e iciência o ganizacional, o que pode á passa pela explo ação de “economias de
escala” e sua associação a me cados al e na i os de escoamen o de “exceden es”.
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4. ESTUDO DE CASO
4.1. SETÚBAL – CARACTERIZAÇÃO SOCIO-ECONÓMICA
No pe íodo de 1998 a 2001, Po ugal egis ou um ele ado c escimen o de espos as sociais, di igidas à amília e
comunidade, essencialmen e a a és de e ei ó ios e can inas sociais que e e uma axa de c escimen o supe io a
100% em elação a 1998.
A Península de Se úbal in eg a-se na Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT), sendo cons i uída po no e
concelhos: Alcoche e, Almada, Ba ei o, Moi a, Mon ijo, Palmela, Seixal, Sesimb a e Se úbal.
A população esiden e na Península de Se úbal e a de 714 589 habi an es em 2001, ou seja, ce ca de 7% da
população esiden e em Po ugal.
A Península de Se úbal é iden i icada como uma egião com ele ada a ac i idade, implicando luxos de en ada
p o enien es de ou as egiões do país e de ou os países, designadas po mig ações in e nas e mig ações
in e nacionais espec i amen e. As mig ações in e nacionais co espondem a a icanos, b asilei os e nos úl imos
anos a es angei os p o enien es do les e da Eu opa. Impo a salien a que as condições “em que i em e
abalham ge am p oblemas sociais de alguma g a idade que a é ao momen o es ão longe de se esol idos e
que passam nomeadamen e pela ma ginalidade, oxicodependência e c iminalidade.” (Rebelo, 2000)
Demons ando os p oblemas sociais mencionados an e io men e, em 2001, o dis i o de Se úbal egis ou o maio
núme o de no os equipamen os sociais, demos ando as ca ências exis en es, endo iniciado a sua ac i idade 160
no as ins i uições sociais.
Rela i amen e à axa de desemp ego, es a é cons an emen e supe io na Península de Se úbal ace à axa
nacional. Em 1991 e a supe io ce ca de 4.1%, em 2001 e a supe io em 2.1%.
O dis i o de Se úbal é o e cei o com maio es incidência de in ecção VIH/Sida e de mo es esul an es da
in ecção.
e. Quad o 1 - Dis ibuição dos casos e mo es segundo a esidência de VIH/Sida – 01/01/1983 a
30/06/2001
1. Residência Casos % Mo es %
Po ugal 7978 100 4515 100
Se úbal 1086 14 587 13
Fon e: CVEDT (Adap ado)
É necessá io pa a o dis i o de Se úbal, desen ol e es a égias de comba e à Exclusão Social. De e -se-á
po an o p ossegui sine gias com a implemen ações de inicia i as conce adas que en ol am ins i uições que se
dedicam a es a á ea de in e enção, o ganismos públicos e o ganizações com e sem ins luc a i os a a és de
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uma a i ude de Cidadania, ge ando o desen ol imen o/melho ia das condições sociais num espi i o de
esponsabilidade social. 156 Es a a i ude é p omo ida pelo Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal.
Figu a 1 - T iângulo Económico
Fon e: Elabo ação p óp ia.
4.2. O BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME PENÍNSULA DE SETÚBAL
4.2.1. Missão
O Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal é uma Associação Pa icula de Solida iedade Social
que em como inalidade con ibui pa a da uma espos a ao p oblema da ome pela colec a e pela edis ibuição
de exceden es e dádi as de quaisque p odu os alimen a es a a és de Associações ou ou as en idades idóneas,
ou seja, p ocu a e i a os despe dícios de p odu os alimen a es.
Numa pala a, o Banco em como missão: lu a con a o despe dício.
4.2.2. Ca ac e ização
O Banco Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal é uma ins i uição de olun á ios, não go e namen al,
apolí ica, não con essional e sem ins luc a i os, que apoia ins i uições de solida iedade social – 67 associações
(la es de idosos, escolas, in an á ios, Con e ência Vicen ina, associações á ias), ab angendo mais de 14500
pessoas.
Es e apoio ma e ializa-se a a és da ecolha e a mazenamen o de alimen os, pa a pos e io dis ibuição, a a és
das ins i uições de solida iedade social, com as quais são es abelecidos p o ocolos.
Pa a além das 67 associações apoiadas, com p o ocolos i mados, exis em mais de 31 ins i uições em “lis a de
espe a”, es as, con udo, ecebem os “ escos”.
Os Recu sos Humanos que pe mi em a labo ação do Banco, du an e odo o ano, di idem-se em ês ca ego ias:
e ec i os, olun á ios egula es e olun á ios pa icipan es. Os e ec i os co espondem a 3 pessoas, ligadas à
pa e adminis a i a e aos a mazéns.
156 Pa a um es udo sob e a elação en e ONGs e emp esas, suge e-se (McIn osh e al, 2003)
ONG’S
Emp esas
Ins i uições e
O ganismos
Públicos
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683
4.2.3. In e enção
Os p o ocolos es abelecem os c i é ios exigidos pelo Banco pa a p es a apoio: que as ins i uições bene iciá ias
enham condições pa a ecebe em o apoio ( e em o ganização, e que acei em se moni o izadas pelos
colabo ado es do Banco).
Os apoios são do “ ipo 1” ou “ ipo 2”, de inindo cada ipo a composição da dis ibuição de que se iam
bene iciá ios: o ipo 1 ecebe o cabaz mensal; o ipo 2 ecebe os exceden es comuni á ios; odos ecebem
“ escos”.
4.2.4. Recolha e dis ibuição às ins i uições
Os p odu os dis ibuídos esul am de campanhas de ecolha, no malmen e duas ezes po ano (Maio e
Dezemb o) jun o dos supe me cados localizados na zona geog á ica de in e enção do Banco, e ep esen am
ce ca de 18% dos ecu sos dis ibuídos, des a o ma o “slogan” “ap o ei a onde sob a pa a dis ibui onde
al a”.
. Quad o 2 - Fon es de Abas ecimen o do Banco Alimen a Península de Se úbal
Unidade: Quilos
Fon es de Abas ecimen o 2003 %
Campanha de Recolha em supe me cados 248.681 17,8
Indús ia Ag o-alimen a 217.812 15,6
Re i adas de F u a – INGA 372.102 26,7
Exceden es da União Eu opeia 150.116 10,8
Fede ação Banco Alimen a 368.059 26,4
Escolas do Dis i o 2.813 0,2
Emp esas de Dis ibuição 24.382 1,7
Ou os 9.799 0,7
g. To al 1.393.764 100
Fon e: Rela ó io de Ac i idades - Banco Alimen a con a a Fome Se úbal (2003) Adap ado.
A dis ibuição es á o ganizada em ês ipos de in e enção: i: cabaz mensal; ii: “ escos”; iii: exceden es
comuni á ios.
O cabaz mensal é cons i uído po a oz, a inha, açúca , massas, bolachas, salsichas, conse as de peixe, azei e,
óleos, lei e e leguminosas (secos e enla ados).
Os escos são dis ibuídos às qua as- ei as. São as ecolhas ou en egas ealizadas pelos p óp ios dado es, na
semana an e io , exemplo: a u a esul an e de um con énio com o Ins i u o Nacional de Ga an ia Ag ícola
(INGA).
Os exceden es comuni á ios en egues ao Banco a a és da Segu ança Social, uma ou duas ezes po ano, são
cons i uídos essencialmen e po a oz, a inha, bolachas, massas, lei e em pó, man eiga, queijo e ca ne
congelada.
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As ecolhas meno es são e ec uadas jun o de emp esas p odu o as, coope a i as de p odução e ag icul o es
indi iduais.
Po ezes, são dis ibuídos p odu os com o p azo de alidade insc i o nas embalagens já ul apassados; ais
casos são p e iamen e sujei os a con olo de qualidade po en idades ex e io es ao Banco, e só são dis ibuídos
às ins i uições que decla em que e ecebe es es p odu os.
Os pila es do Banco Alimen a em consis em em: G a ui idade; Dádi a, Pa ilha; Volun a iado; Mecena o.
4.2.5. Bene ícios aos Dado es
O Banco passa ecibo de odas as en egas que lhe são con iadas, e as emp esas dado as podem bene icia do
mecena o social (nº3, a igo 2º, DL 74/99 – Es a u o do Mecena o).
O Banco p a ica uma polí ica de anspa ência publicando uma lis a das ins i uições que colabo am com es e, e
uma lis a das ins i uições apoiadas
4.2.6. O ganização
O Banco es á inse ido numa Fede ação, a qual ac ua a ní el nacional. Os Bancos ade en es (Figu a 2) a es a
Fede ação, êm zonas geog á icas delimi adas nas quais podem ac ua , que a ní el de cap ação de dona i os,
que a ní el de dis ibuição dos mesmos.
h. Figu a 2 – Localização dos Bancos Alimen a es exis en es em Po ugal
Fon e: Si io da In e ne do Banco Alimen a Con a a Fome
www.bancoalimen a .p
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5 – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Nes a comunicação analisou-se as an agens do en ol imen o en e emp esas e o ganizações não
go e namen ais na c iação de um “me cado social”. Pa a as emp esas es e me cado se á uma ex ensão do seu
me cado “na u al”, ou seja, o “me cado de consumo”. As emp esas podendo usu ui de bene ícios subjacen es à
p odução/comp a de quan idades supe io es em cada ciclo de p odução ou o dem de comp a, pode ão canaliza
pa a o “me cado social” os seus exceden es, caso oco am, os quais se ão aplicados no caso es udado, pelo
Banco Alimen a , na “ ede” de associações locais p o undamen e conhecedo as das ealidades especí icas da
sua zona de ac uação.
A in e enção “social” conc e iza-se numa aplicação po cada in e enien e do seu “know-how” especí ico.
O ganizações como o Banco Alimen a assegu am o p ocesso logís ico, as associações locais ope acionalizam a
sua ede de con ac os e o seu p o undo conhecimen o das ealidades pessoais de cada pessoa ca enciada e às
emp esas solici a-se que sejam e icien es e que enca em a esponsabilidade social como uma dimensão
es a égica.
Pa a dinamiza “me cados sociais” como o es udado nes a comunicação se á impo an e o “papel” do Es ado,
que em ep esen ação da sociedade, pode á omen a es e ipo de me cado a a és dos mecanismos que em à sua
disposição. Assim, suge e-se que a polí ica iscal e nomeadamen e o impos o sob e o endimen o das emp esas
e lic a de o ma mui o cla a as an agens iscais de um en ol imen o emp esa ial em “me cados sociais” .
O ac o das emp esa e en ualmen e passa em a en ol e em-se mais nes as ac i idades solidá ias em unção do
bene ício iscal que pode iam usu ui , não e i a dimensão de esponsabilidade social a al en ol imen o. Pelo
con á io, o en ol imen o em me cados que ge am bene ício pa a odas as “pa es in e essadas”, po exemplo:
accionis as e comunidades des a o ecidas, é um ac o de ges ão sus en á el no empo. Já e en ualmen e sujei o a
con es ação se ão os apoios sob a o ma de dona i os, de ca ác e ca i a i o, que pode ão susci a dú idas a
accionis as ela i amen e à legi imidade da ges ão da emp esa pa a os concede .
O Es ado, po sua ez, e o çando o bene ício iscal às emp esas in e enien es em “me cados sociais”,
bene icia ia do apoio social concedido po es as no auxilio a cidadãos des a o ecidos. O es ado e o ça ia assim
o seu “papel” egulado de me cados: nes e caso a polí ica iscal ala ga ia as an agens do “me cado de
consumo” a mui os cidadãos que es ando o al ou pa cialmen e excluído de ais an agens, pode iam assim
usu ui do “me cado social”.
AGRADECIMENTOS
Os au o es ag adecem ao Depa amen o de Economia e Ges ão e ao Depa amen o de Con abilidade e Finanças
da Escola Supe io de Ciências Emp esa iais (ESCE). São ambém de idos os ag adecimen os à ESCE e ao
Ins i u o Poli écnico de Se úbal.
São em especial de idos ag adecimen os, pelas en e is as concedidas e in o mação disponibilizada, ao Banco
Alimen a Con a a Fome Península de Se úbal, nomeadamen e à D .ª Ana Cae ano e ao Di ec o Ge al da
REFRIGE, S.A., D .º A naldo Mu a Ladei a.