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Tu ismo cul u al e c ia i o a a és de es a égias de animação
u ís ica: os e en os locais
aDaniela Ramos Amo im, José Luís Jiménezb and Paulo Almeidac
a Poly echnic Ins i u e o Lei ia, School o Tou ism and Ma i ime Technology
daniela[email p o ec ed]
b Facul y o Tou ism and Finance, Uni e si y o Se ille, Spain
doc o a[email p o ec ed]
c Poly echnic Ins i u e o Lei ia, School o Tou ism and Ma i ime Technology
daniela[email p o ec ed]
Resumo
O u ismo em ido um g ande impac o na economia mundial, assumindo um impo an e en oque
a ní el cul u al, social, educa i o, an opológico e económico. A cul u a, conside ada po á ios au o es
um pila undamen al na a i idade u ís ica, em pe mi ido um c escimen o con inuo e ápido do u ismo
num con ex o mundial em la ga expansão. O se o u ís ico associado à cul u a designando-se po
“ u ismo cul u al” em ap esen ado uma e olução e iden e no u ismo em ge al (Coope e al, 2007, p.
172). Baseado, maio i a iamen e, na isi a a ecu sos pa imoniais edi icados, o u ismo cul u al em
e oluído pa a um no o pa adigma na o e a u ís ica, su gindo uma c escen e apos a nos ecu sos
in angí eis (como as adições, lendas, gas onomia, en e ou os). Nes a apos a inclui-se o u ismo
c ia i o, uma o ma de u ismo cul u al que “assen a maio i a iamen e em ecu sos in angí eis,
suben ende uma pa icipação a i a (co-c iação) e e e i a do u is a em a i idades de ap endizagem,
lúdicas, cul u ais e a ís icas (…), sendo cada ez mais os ecu sos in angí eis e endógenos um a o
de p omoção e di e enciação dos des inos u ís icos” (Richa ds, 2009, Ca alho, 2011, in San os,
Ca alho e Figuei a, 2012, p. 1561).
Nes as e en es u ís icas, o pa imónio e as a es su gem como es a égias me odológicas
essenciais, p omo endo a ações di e enciadas nas o e as u ís icas, egene ando c ia i a e
a is icamen e os des inos u ís icos. E, os es i ais e á ios e en os locais êm ido um papel
undamen al na p omoção do u ismo cul u al e c ia i o omen ando assim um maio desen ol imen o
das egiões.
De aco do com os emas abo dados, no âmbi o do Dou o amen o em Tu ismo - Tu ismo,
Desen ol imen o e Coope ação, Faculdade de Tu ismo e Finanças, Uni e sidade de Se ilha, o a igo
que se p opõe p e ende ap esen a um es udo compa a i o, em cu so, sob e o con ibu o das a es
pe o ma i as em con ex o de es i al no desen ol imen o u ís ico local Os dois es i ais em análise
são o Fes i al Andanças, em Po ugal, e o Fes i al In e nacional de La Sie a, em Espanha, eco endo-
se a ins umen os de ecolha de in o mação pa a análise quan i a i a (ques ioná io) e quali a i a
(en e is a).
Pala as-cha e: Tu ismo, Tu ismo Cul u al, Tu ismo C ia i o, Pa imónio, A es Pe o ma i as
e Fes i ais.
Abs ac
Tou ism has had a g ea impac in he wo ld economy, assuming an impo an ocus a a cul u al,
social, educa i e, an h opological and economical le el. The cul u e, conside ed by many au ho s, a
undamen al pilla in he ou is ic ac i i y, has allowed a con inuous and quick g ow h o he ou ism a
a wo ld con ex in g ea expansion. The ou ism sec o associa ed wi h he cul u e by "cul u al ou ism"
has p esen ed an e iden e olu ion in ou ism in gene al (Coope e al, 2007, p. 172). Based in he isi
o buil he i age esou ces, he cul u al ou ism has e ol ed o a new pa adigm in he ou ism o e ,
appea ing a g owing be in he in angible esou ces (such as adi ions, gas onomy, among o he s). In
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his be i is included he c ea i e ou ism, a o m o cul u al ou ism ha "is mainly based in in angible
esou ces, enhances an ac i e and e ec i e pa icipa ion (co-c ea ion) and o he ou is in lea ning ludic,
cul u al and a is ic ac i i ies (...), being mo e and mo e he endogenous and in angible esou ces a ac o
o p omo ion and di e en ia ion o he ou is ic des ina ion” (Richa ds, 2009, Ca alho, 2011, in San os,
Ca alho e Figuei a, 2012, p. 1561).
A hese ou is ic ways, he he i age and he a s appea as me hodological s a egies, p omo ing
di e en a ac ions in ou is ic o e s, en igo a ing c ea i ely and a is ically he ou is ic des ina ions.
So, he es i als and se e al local e en s ha e had a undamen al ole in he p omo ion o he cul u al
and c ea i e ou ism, enhancing his way a g ea e de elopmen o he egions.
In his pe spec i e, and in he ambi o a doc o s deg ee in Tou ism - Tou ism, de elopmen and
coope a ion, Facul y o Tou ism and Finance, Uni e si y o Se ille, he p oposed a icle, in ends o
p esen a compa a i e s udy, in p ocess, abou he con ibu ion o pe o ma i e a s in he con ex o
es i als, in he local ou is ic de elopmen . The wo es i als in analysis a e he Fes i al Andanças, in
Po ugal, and he In e na ional Fes i al de La Sie a, in Spain, using in o ma ion ga he ing ins umen s
o a quan i a i e analysis (ques ionai e) and quali a i e (in e iew).
Keywo ds: Tou ism, Cul u al Tou ism, C ea i e Tou ism, He i age, Pe o ming A s and
Fes i als.
In odução
A cul u a em sido conside ada po á ios au o es um pila undamen al na a i idade u ís ica
(Coope e al, 2007, p. 172), sendo que, o u ismo cul u al em ap esen ado uma e olução e iden e no
u ismo em ge al, baseando-se, em g ande pa e, na isi a a ecu sos pa imoniais edi icados (cul u a
ma e ial dos luga es). No en an o, começa-se a obse a um no o pa adigma na o e a u ís ica, uma
apos a mais acen uada nos ecu sos in angí eis (como as adições, lendas, gas onomia, en e ou os),
onde se inclui o u ismo c ia i o, que segundo Richa ds (2009) e Ca alho (2011) consis e“(…) numa
pa icipação a i a (co-c iação) e e e i a do u is a em a i idades de ap endizagem, lúdicas, cul u ais e
a ís icas (…), sendo cada ez mais os ecu sos in angí eis e endógenos um a o de p omoção e
di e enciação dos des inos u ís icos”, alo izando-se semp e que possí el as zonas his ó icas das
egiões (in San os, Ca alho e Figuei a, 2012, p. 1560).
Nes as e en es u ís icas, cul u al e c ia i a, os es i ais e e en os especiais locais em sido
conside ados elemen os-cha e es a égicos de desen ol imen o egional, bas an e econhecidos,
pe mi indo um con ibu o bas an e signi ica i o no desen ol imen o económico, na medida em que
p omo em o u ismo, exis e um aumen o de esul ados come ciais e de in es imen os no in e io das
egiões de acolhimen o (Ge z, 2007; Van de Wagen, 2005), con ibuindo ainda pa a aumen a a du ação
u ís ica (Huang, Li & Cai, 2010; Boo e Busse , 2006; Ko le , Haide e Rein, 1993; Mehme oglu e
Ellingsen, 2005) (in S anko a e Vassenska, 2015, p. 120).
No âmbi o do Dou o amen o em Tu ismo, na á ea de “Tu ismo, Desen ol imen o e Coope ação”,
Faculdade de Tu ismo e Finanças, Uni e sidade de Se ilha, p e ende-se e e ua um es udo compa a i o
en e es i ais, o Fes i al Andanças, em Po ugal, e o Fes i al In e nacional de La Sie a, em Espanha,
p e endendo-se analisa qual o con ibu o das a es pe o ma i as em con ex o de es i al e p omoção
do desen ol imen o u ís ico local.
O p esen e a igo ap esen a um b e e enquad amen o eó ico com base na e isão de li e a u a
e e uada sob e o ema em es udo, a me odologia de in es igação aplicada, a análise sociodemog á ica
da amos a inqui ida e algumas in o mações ecolhidas nas en e is as aplicadas, e po im, algumas
conside ações do abalho desen ol ido a é ao momen o.
Re isão de li e a u a – b e e enquad amen o eó ico
1. Tu ismo Cul u al e C ia i o e sua e olução
O u ismo cul u al é de inido pela O ganização Mundial de Tu ismo (OMT) (1985) como “o
mo imen o de pessoas, essencialmen e po mo i os cul u ais, incluindo isi as de g upos, isi as
cul u ais, iagens a es i ais, isi as a sí ios his ó icos e monumen os, olclo e e pe eg inação”,
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conside ando-se 37% dos u is as in e nacionais, u is as cul u ais (ci ado po Mcke che e du C os,
2002, in San os, Ca alho e Figuei a, 2012, p.1560).
De aco do com o ela ó io da O ganização pa a a Coope ação e Desen ol imen o Económico
(OCDE) – Impac o da Cul u a no Tu ismo, o me cado do u ismo cul u al é um me cado
undamen al à escala global, sendo ce ca de 40% do me cado u ís ico in e nacional (OCDE, 2009).
Desse modo, pode-se conside a que o u ismo cul u al é o pon o o e da egião “em que a
comunidade é conduzida a esga a a sua his ó ia, cul u a, hábi os e cos umes a im de pode
ansmi i as suas o igens pa a o u is a” (Naisbi , 1994, ci ado po Cas o, Bo ges, Ab eu: 2003,
in Bahl: 2004, p. 342 e Timo hy, 2011, p. 15).
As sociedades ap esen am um pa imónio de g ande in e esse e alo cul u al, que pode se
usu uído de di e sas o mas, sendo o u ismo uma o ma es a égica de pe mi i o acesso aos
di e sos usos do passado Timo hy (2011, p. 193). Po isso, é cada ez mais impo an e que o
pa imónio seja p o egido em condições con oladas e, acessí el ao u is a de o ma a p omo e a
his ó ia de cada egião. A o e a do u ismo de pa imónio inclui obje os ma e iais, edi ícios
his ó icos, eículos, cidades, paisagens cul u ais u ais, cemi é ios e memo iais, sí ios his ó icos,
museus e a e ac os mó eis, englobando ambém os elemen os in angí eis da his ó ia e da cul u a,
como as c enças eligiosas, a música e a dança, as adições cul u ais, as ideologias polí icas, a
língua, a culiná ia, a di e sidade cul u al, os es ilos de ida, o olclo e, a poesia, a a e, a li e a u a,
en e ou os. Es as ca a e ís icas angí eis e in angí eis do passado êm-se combinado de o ma a
c ia as bases de a ação mais salien es no u ismo (Timo hy, 2011, p. 46).
Com o u ismo cul u al su ge um no o ipo de u ismo, iden i icado como o u ismo c ia i o
que, pa a os au o es Ca alho (2011), Oh idska-Olson (2010) e Richa ds (2010), é uma o ma de
u ismo cul u al e, endo em con a King (2009), “alguns au o es conside am o u ismo c ia i o
como a e cei a aga de u ismo (do u ismo de p aia ao u ismo cul u al e, a ualmen e, o u ismo
c ia i o) ep esen ando an es, na sua opinião, uma con inuidade do u ismo cul u al” (in San os,
Ca alho e Figuei a, 2012, p. 1560).
Pa a Richa ds (2011, p. 1225), a c ia i idade essal a no u ismo c ia i o, sendo u ilizada pa a
ans o ma o u ismo cul u al adicional num u ismo mais a ual e c ia i o, passando-se de um
pa imónio angí el pa a um pa imónio in angí el, o que pe mi e c ia um maio en ol imen o do
u is a com a ida quo idiana do des ino u ís ico.
Os au o es Belando, Ulldemolins & Za lenga (2012) conside am ambém que a cul u a
o nou-se num dos elemen os-cha e, não só da iden idade das cidades, mas ambém do
desen ol imen o social e económico, e, po isso, o u ismo cul u al em c escido no a elmen e nas
úl imas décadas. Mas se a o e a des e segmen o em indo a o na -se numa o e a de massas, le a
a que as a i idades p opos as nos des inos sejam as “mesmas”, não exis indo, po um lado, a
su p esa, e po ou o, pode já não co esponde -se à p ocu a e in e esse dos u is as a uais. O u is a
que i e expe iências únicas, au ên icas, c ia i as e concebidas de o ma pe sonalizada, mas a um
p eço compe i i o, ca a e ís ica bas an e desa ian e pa a o se o . González (2010) de ende que é
p ecisamen e a a és des a no a p ocu a que o u ismo c ia i o su ge como amo do u ismo cul u al
(in Cayeman, 2014, p. 11).
O concei o de u ismo c ia i o amplia-se como um odo, e de aco do com a OCDE (2014, p.
7), es e ipo de u ismo em “p o ocado uma mudança de modelos con encionais de he anças
baseadas no u ismo cul u al pa a no os modelos de u ismo c ia i o cen ado na c ia i idade
con empo ânea, ino ação e con eúdo in angí el”. A p incipal di e ença en e o u ismo cul u al e
o u ismo c ia i o consis e “na di e en e u ilização de ecu sos que esses ipos de u ismo u ilizam,
e na mo i ação que os u is as mani es am pa a pa icipa nas a i idades” (Go din & Ma e skaya,
2012).
O u ismo c ia i o o e ece aos isi an es a opo unidade de desen ol e o seu po encial
c ia i o a a és de uma pa icipação a i a em cu sos e expe iências de ap endizagem que são
ca ac e ís icos do des ino de é ias onde es as são ealizadas (Richa ds e Raymond, 2000). Nessa
pe spe i a, o u ismo c ia i o assume-se como a p óxima ge ação de u ismo cul u al, endo em
con a a sa is ação das necessidades de au o- ealização com oco p incipal no desen ol imen o de
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habilidades a i as (O hidska-Olson & I ano , 2010), a i mando-se assim “como um
desen ol imen o, uma ino ação, um no o concei o que o e ece uma al e na i a ao u ismo
cul u al” (in Cayeman, 2014, pp. 13-14).
2. Des inos Tu ís icos e sua Impo ância na P omoção do Tu ismo
Os des inos u ís icos são conside ados po á ios au o es espaços geog á icos que cons i uem
uma de e minada egião, onde exis e uma o e a u ís ica especí ica, e que en am i ao encon o da
p ocu a u ís ica. Mill e Mo ison (1992) de endem que os des inos u ís icos são essenciais no
sis ema u ís ico, pois, no malmen e, são o local de eceção e es adia dos u is as (in Almeida, 2010,
p. 24). Já Bull (1994) de ine des ino u ís ico como: El país, egión o ciudad hacia el que se di igen
los isi an es, eniéndolo como su p incipal obje i o, y la in e p e ación que ienen Coope e al
(1993) que cap an el des ino u ís ico como la concen ación de ins alaciones y se icios
disseminados pa a sa is ace las necessidades de los u is as (in Quin ana, 2006, p. 73).
Timo hy (2011, p. 244) de ende que a di e sidade da população mundial es á cada ez mais
acei e, e os ges o es e planeado es de des ino e de a ação u ís icos comp eendem que a o e a das
necessidades pa a um público di e enciado é undamen al. E, po isso, espe a-se que du an e o
século XXI, as necessidades e in e esses indi iduais sejam colma adas a a és de p og amas
in e p e a i os e e i os. Es e au o conside a ambém, que os públicos que no passado e am
conside ados como audiência passi a, como, po exemplo, as pessoas com de iciência ísica,
começa-se a pe cebe esse público como um me cado a i o com meios de iagem e de pa icipação
em a i idades cul u ais e de pa imónio.
Segundo Es e es e al (2012), a o e a u ís ica cons i uída apenas pelo alojamen o e
es au ação o nou-se insu icien e aos olhos do consumido u ís ico, azendo com que os di e sos
agen es económicos do se o e le issem sob e as suas linhas de a uação em e mos de o e a, is a
como o ma de ocupação dos empos li es e laze dos isi an es, no sen ido de e i aliza os
p óp ios des inos u ís icos e con ibui , pa a o desen ol imen o dos mesmos, endo em con a os
seus po enciais u ís icos. Pela análise dos des inos u ís icos, que de Po ugal, que de ou os países
e do que es es êm pa a o e ece , conside a-se essencial de ini es a égias pa a man e os mesmos
“ i os” e analisa -se a a és de que meios, es es pode ão se dinamizados, melho ando a es adia e
p omoção dos des inos u ís icas.
3. Animação e o Tu ismo: A Simbiose Pe ei a
O desen ol imen o do u ismo já não sendo um exclusi o das egiões com p aias ou das
cidades com monumen os, su gem ou as mo i ações, como, po exemplo, es i ais, ei as,
compe ições despo i as, inicia i as cul u ais, gas onomia, a esana o, en e ou os, bem como
ou os ambien es his ó icos ou paisagís icos (Po as, 1998, p. 2 in Lopes, 2008, p. 363). Nesse
sen ido, a animação em sido conside ada po mui os in es igado es um dos a o es po enciado es
do u ismo, que pe mi e e i aliza os des inos u ís icos, o nando, po um lado, a isi a mais
c ia i a e dinâmica, e pelo ou o, des inos mais a a i os e en iquecedo es pa a o u is a. Segundo
Ande -Egg (2014, p. 12), a animação é uma “me odologia de in e enção, podendo ca a e iza -se
como uma ação, in e enção, a uação, a i idade, mé odo, p og ama, p oje o, p ocesso,
con ibuindo pa a a ans o mação da sociedade e o mação in eg al do indi íduo, p omo endo
assim a mobilização de pessoas, g upos e cole i idades desen ol endo o ânimo, o dinamismo, o
en usiasmo e mo imen o ao conjun o de indi íduos, p ocu ando semp e desen ol e uma
pedagogia pa icipa i a”. Nesse sen ido, a pa ce ia en e a animação e o u ismo apa ece como
p imo dial, pois p oduz uma ligação en e o pa imónio e o u is a, du an e e na dinamização
u ís ica.
Desse modo, alia a animação ao u ismo e i aliza os locais u ís icos, en ol endo o u is a
na sua p óp ia iagem. Pa a os au o es Lopes, Galinha, Lou ei o (2010, p. 122) é essencial
desen ol e -se a animação u ís ica numa pe spe i a socioeduca i a, po enciado a de p á icas que
le em a uma ap endizagem in e cul u al e mul icul u al, que possibili e a in e ação, a pedagogia
pa icipa i a, a a és da en ol ência, da pa ilha, da (con) i ência, da descobe a e da c ia i idade,
290
is o é, uma animação u ís ica que á pa a além da o e a de um p odu o ou paco e u ís ico, e que
p omo a a descobe a segu a de no os luga es e o ei os sociais, cul u ais e educa i os, em o no
da li e a u a, das c enças, dos cos umes, dos i uais, do pa imónio, pe mi indo uma maio
en ol ência do u is a do e no espaço, o en iquecimen o da sua ap endizagem nas iagens ao longo
da sua ida. E, po isso, os mesmos au o es e e em que “Em e mos ex emados, não há u ismo
sem animação e a animação p omo e e p oduz o u ismo” (Lopes, Galinha, Lou ei o, 2010, p. 122).
4. A e Pe o ma i a como Es a égia de A ação Tu ís ica
As a ações êm ido um papel undamen al na es a égia de o e as u ís icas, con ibuindo
pa a o aumen o de luxo de u is as. A animação u ís ica conside ada como um impo an e
ca alisado do u ismo, ap esen a-se ulc al na dinamização do empo de laze do u is a,
melho ando ou aumen ando as condições de a ação e da ocupação do empo de es adia dos u is as.
Quando abo damos a cul u a e a c ia i idade no u ismo, as a es e o pa imónio assumem um
impac o ex ao diná io que em mui o pode ão en iquece os des inos u ís icos, u ilizados como
e amen as me odológicas, a a és do u ismo cul u al e do u ismo c ia i o, pe mi indo aumen a
o luxo de u is as no des ino u ís ico e espe i a egião. O au o Timo hy (2011, pp. 59-60)
conside a que as a es pe o ma i as se inse em na designada cul u a i a. Po exemplo, os es i ais
de pa imónio, mui as ezes baseados no olclo e local podem e le i as ca a e ís icas cul u ais das
populações. As celeb ações é nicas, ais como, o es i al checo, a es ação das ulipas, a es a alemã
e a es a inlandesa baseiam-se na impo ância da his ó ia da mig ação da egião, sendo o seu
p incipal oco a comida, a música, a dança, o a esana o e os ajes. Em odo o mundo, os es i ais
de música e dança, os es i ais eligiosos e os espe áculos de a e são celeb ações impo an es de
cul u a que a ai mui os isi an es locais e es angei os.
Os au o es Lopes e Lei ão (2013, pp. 26-31) ambém conside am essencial eco e às a es
pe o ma i as no desen ol imen o u ís ico, um mundo as o na á ea c ia i a e p odução a ís ica
( ea o, dança, música, en e ou as), que po encia o u ismo, pe mi indo uma maio ocupação de
di e so ipo de unidades ho elei as, uma maio equência na es au ação, um aumen o de endas
de p odu os egionais ou ou os que se elacionem com o u ismo.
A cul u a e as a es, conside ados e o es de coesão social, cul u al e egional, com odo o
seu po encial c ia i o pe mi em um dinamismo, que pode ge a mudanças de compo amen o e
p omo e o c escimen o sus en á el, que exige uma mudança eal na o ma como pe cecionamos o
mundo. As a es e a cul u a ala ancam e sus en am es a mudança, ap esen ando o pode de egene a
localidades, en ol endo oda a comunidade num es o ço cole i o, que pode á pe mi i o aumen o
do capi al social da egião. Assim, o con ibu o que es es dois elemen os podem da é u gen e e
essencial, sendo undamen al a coope ação de odos os se o es, e uma abo dagem polí ica en e
á ios ní eis (Campos e Bap is a, 2013, pp. 115-117).
Os es i ais e e en os locais p omo idos po odo o mundo são conside ados po mui os
au o es elemen os-cha e no âmbi o das es a égias de desen ol imen o egional, como é o caso de
es as e e en os especiais locais, mui o econhecidos, o e ecendo opo unidades pa a a p omoção
do u ismo, dando um impo an e con ibu o pa a o desen ol imen o económico das suas á eas
locais, ha endo esul ados come ciais e aumen o dos in es imen os no in e io das egiões de
acolhimen o (Ge z, 2007; Van de Wagen, 2005), pe mi indo pa a o aumen o da du ação u ís ica
(Huang, Li & Cai, 2010; Boo e Busse , 2006; Ko le , Haide e Rein, 1993; Mehme oglu e Ellingsen,
2005) (in S anko a e Vassenska, 2015, p. 120).
Segundo Richa ds e Palme (2010, p. 2), nos dias de hoje, as cidades ap esen am duas
escolhas, ou se desen ol em pa a i de encon o aos desa ios c iados pela mudança global, ou
esis em ao impulso da ans o mação e es ancam. Tendo em con a que os sis emas económicos já
não são p e isí eis de o ma a pe manece em compe i i os, as cidades es ão a ado a es a égias
que se ocam nos seus p óp ios ecu sos in e nos ou na u ais, nomeadamen e, as suas his ó ias, os
espaços, as ene gias c ia i as e os seus alen os. As cidades sen em a necessidade de u iliza bens e
291
ecu sos “cul u ais” numa en a i a de se o na em dis in as, assim como a necessidade de
es abelece no as iden idades cí icas, egene a o ab ico u bano, p ocu ando assim, c ia
p ospe idade económica, cul u al e social. A c iação e a p omoção de e en os, ais como, os
es i ais, shows, exibições, ei as e campeona os o na am-se numa o e es a égia de
desen ol imen o u bano em odo o globo. Os es i ais associados às a es pe o ma i as passam
po es a égias de desen ol imen o da egião, a aindo mui os u is as e, consequen emen e,
aumen ando a economia local.
Me odologia de in es igação
Em seguida, ap esen a-se a me odologia de in es igação do abalho em cu so, nomeadamen e,
os obje i os de in es igação, o es udo de caso, o uni e so da amos a, os ins umen os de a aliação e
uma pa e da análise e e uada a é ao momen o, o modelo eó ico e as hipó eses de in es igação.
O abalho de in es igação em como obje i o ge al:
Pe cebe se a animação u ís ica com ecu so às a es pe o ma i as pode á se um a o
po enciado na p omoção dos des inos u ís icos.
E como Obje i os especí icos:
Comp eende a impo ância da animação u ís ica pa a o desen ol imen o cul u al de um
des ino u ís ico;
Pe cebe como é que as a es pe o ma i as se enquad am na animação u ís ica como es a égia
de ma ke ing e comunicação;
Iden i ica de que o ma a animação u ís ica pode á subs i ui o “ e ” pelo “en ol e ”,
p omo endo uma in eg ação do u is a, mais a i a social e cul u almen e, em e en os, nomeadamen e,
es i ais de música e dança adicionais;
Analisa se a animação u ís ica, aliada às a es pe o ma i as, con ibui pa a o aumen o de
empo médio de es adia e aumen o de ecei as do des ino u ís ico;
Comp eende se o u is a, a a és da qualidade das a i idades de a es pe o ma i as, pode á se
um canal de p omoção enquad ado numa es a égia de animação u ís ica;
Pe cebe se um e en o de a es pe o ma i as, den o de um p og ama de animação u ís ica,
ge a sa is ação e ideliza os u is as;
P e ende-se aze um es udo compa a i o en e dois es i ais, ambos com um ca á e cul u al,
a ís ico e c ia i o bas an e o e, ap esen ando concei os mui o semelhan es no que diz espei o à sua
essência e a a i o p incipal, nomeadamen e, a p omoção de dança e música adicionais, a ní el
nacional e a ní el in e nacional. O es udo de caso são os es i ais: o Fes i al Andanças, que se ealiza
em Cas elo de Vide, Alen ejo, em Po ugal, e o Fes i al In e nacional de la Sie a, que se celeb a em
F egenal de la Sie a, P o íncia de Badajoz, em Espanha. Ambos os es i ais p omo em o
descob imen o e a ap endizagem, a con i ência e o in e câmbio cul u al pa a e en e pessoas nacionais
e in e nacionais, onde os pa icipan es podem ap ecia e expe iencia á ios es ilos de dança adicional,
acompanhada de música igualmen e adicional.
Tendo em con a a ques ão de in es igação o mulada pa a pon o de pa ida do es udo,
designadamen e: Como é que as a es pe o ma i as podem se um a a i o u ís ico pa a mo i a a
deslocação de pessoas de um local pa a um des ino, p ocu ando ans o má-lo num des ino u ís ico
c ia i o, a a és das expe iências i idas e in e ação com o po o e cul u a local? conside a-se que os
es i ais selecionados, pelo seu concei o, o e a da di e sidade cul u al a ní el da música e da dança,
opo unidade que ambos dão aos seus pa icipan es de usu uí em de uma expe iência p á ica e
en iquecedo a cul u almen e, ap esen am a de ida pe inência pa a o es udo.
O Fes i al In e nacional de la Sie a
1
, em Espanha, é um e en o local que se celeb a desde 1980,
o ganizado pelo g upo Folcló ico Los Ja e os. Em 2017, ealizou-se de 28 de julho a 12 de agos o,
eunindo a is as de odo o mundo, de dança e música, p omo endo a cul u a adicional nacional e
in e nacional. Os baila inos e músicos o e ecem di e sas a uações no u nas e wo kshops ma inais.
1
Fes i al In e nacional de la Sie a, in o mações e i adas do sí io: h p://www. es isie a.com/. Consul ado a 5 de maio de 2017.
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O Fes i al Andanças
2
, em Po ugal é o ganizado pela Associação Pédechumbo, a ualmen e em
colabo ação com o Município de Cas elo de Vide. Foi ealizado pela p imei a ez em 1996, em
Ca alhais (São Ped o do Sul) e em Cas elo de Vide desde 2013. O obje i o p incipal des e e en o é
ambém p omo e a música e a dança adicional nacional e in e nacional, con emplando ap endizagens
p á icas a a és de wo kshops que acon ecem du an e a manhã e a a de du an e odo o es i al, sendo
que à noi e é mais à base de a uações. Es e e en o, que no malmen e ap esen a a uma du ação de 7 dias,
so eu algumas al e ações, pois, em 2016, inespe adamen e, um incêndio acon eceu jun o do ecin o
que, p o ocondo al e ações na dinâmica da elabo ação do Andanças. Nesse sen ido, a o ganização
decidiu que, em 2017, o es i al se ia ealizado num o ma o mais eduzido, num pe íodo de apenas 4
dias, acon ecendo de 8 a 11 de agos o, deslocando-se pa a o cen o da ila de Cas elo de Vide, e não na
pe i e ia da ila como e a hábi o.
Pa a a ecolha de dados eco eu-se aos seguin es ins umen os de a aliação: quan i a i o
(inqué i o po ques ioná io) e quali a i o (inqué i o po en e is a). A cons ução do ques ioná io e e
como base a e isão da li e a u a e e uada a é ao momen o, na auscul ação de opiniões de pe i os na á ea
do u ismo, e ambém em es udos de eses de dou o amen o sob e “Es udio de la imagen de des ino
u ís ico y el p oceso global de sa is acción: adopción de un en oque in eg ado ” (Gu ié ez, 2005); “La
Imagen de un Des ino Tu ís ico como An eceden e de la Decisión de Visi a: análisis compa a i o en e
los des inos” (Almeida, 2010); “Delei e del consumido en elación a la calidad del se icio en los
balnea ios de los ho eles de cinco es ellas en Po ugal” (Almeida, 2010); e “Desa ollo de un modelo
es uc u al pa a la medición de la sa is acción en el u ismo cul u al” (Quin e o, 2015), que u iliza am
ques ioná ios semelhan es pa a a análise das a iá eis em es udo, nomeadamen e: qualidade, sa is ação,
in enção de ol a e in enção de ecomenda . O ques ioná io é compos o po uma no a in odu ó ia
explica i a do abalho de in es igação e es á o ganizado em qua o pa es, sendo compos o po 13
ques ões (com á ios i ens co esponden es à ca ego ia da pe gun a). A p imei a pa e diz espei o à
análise sociodemog á ica do inqui ido, a segunda pa e es á elacionado com o ipo de equência no
es i al em causa, a e cei a pa e e e e-se às ca a e ís icas essenciais pa a a escolha de um es i al, e a
qua a pa e p e ende a alia á ias componen es elacionadas com as p incipais a iá eis em es udo,
designadamen e: a qualidade e sa is ação do se iço p es ado no es i al, mo i ação, p eço, impo ância
da expe iência e idelidade. A escala de medida u ilizada oi uma escala de Like de 1 a 7 pon os, em
que 1 é pouco impo an e e 7 é mui o impo an e. De aco do com De ek e Tanni u (2000) e Johnson e
Gus a sson (2000), a escala de 1 a 7, em elação à escala de 1 a 5, o nece uma maio dis ibuição ao
edo da média, o que possibili a maio pode de desc iminação e en ol imen o da co- a iância, sendo
mais ácil es abelece co- a iância en e duas a iá eis com dispe são em o no da sua média.
A en e is a e e como p incipal inalidade a alia o impac o do es i al no desen ol imen o
económico da localidade. Inicia igualmen e como uma in odução a explica em que con ex o é aplicada,
seguindo-se de uma b e e iden i icação do en e is ado. É compos a po 15 ques ões de espos a abe a
sob e á ias si uações pe inen es pa a o es udo, nomeadamen e: a impo ância da ealização do es i al
na localidade, o concei o do es i al, o luxo de u is as du an e o es i al, o impac o nas unidades
ho elei as, de es au ação e comé cio, a di ulgação do es i al enquan o e amen a de p omoção
e i o ial, a sa is ação dos pa icipan es nos se iços p es ados na localidade e espe i a qualidade, a
sua idelidade, e se exis e uma maio a luência de u is as nacionais ou in e nacionais na localidade
du an e o es i al.
Com os esul ados da aplicação dos ins umen os de a aliação p e ende-se da espos a ao modelo
eó ico, que oi elabo ado endo em con a ou os modelos de in es igações e e uadas, e ap esen a como
p incipais a iá eis, as seguin es: a qualidade, a sa is ação, a in enção de ol a e a in enção de
ecomenda . Alguns dos es udos analisados o am:
“The in luence o ma ke he e ogenei y on he ela ionship be ween a des ina ion’s image and
ou is s’ u u e beha io ” (Cas o, A ma io, Ruiz, 2005, pp. 175–187);
“La imagen de un des ino como a iable de segmen ación: un modelo de elaciones pos -
comp a” (Alcañiz, Ga cía, Blas, 2005, pp. 689-704);
2
Fes i al Andanças, in o mações e i adas do sí io: h p://www.andancas.ne /2017/p /189/o-andancas/andancas-2017-. Consul ado a 30 de
junho de 2017.
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“How des ina ion image and e alua i e ac o s a ec beha io al in en ions?” (Chen, Tsai,
2006, pp. 1115–1122);
“Tou is Sa is ac ion and Se ice Quali y in Taman Nega a Pahang, Malaysia” (O hman,
Ismail, Taha, Mahdza , 2008, pp. 412-427);
“Hospi alidade em es i ais: a aliação compa ada das Ok obe es de Munique (RFA) e
Blumenau (SC/B asil)” (Mo e i, Sil a, Pino i, 2016, pp. 213-228);
A p incipal di e ença en e o es udo que se p e ende ealiza com os es udos e e uados, encon a-
se no âmbi o do es udo, nomeadamen e, a animação u ís ica a a és das a es pe o ma i as como a o
po enciado do desen ol imen o, con udo, as a iá eis que se p e endem analisa ão ao encon o das
a iá eis em es udo das pesquisas mencionadas, sendo que es as p opõem modelos de in es igação
in eg ados na imagem do des ino e no alo pe cebido den o do pa adigma “In enções de qualidade,
sa is ação e compo amen o”, endo-se in es igado as elações es u u ais en e odas as a iá eis no
que espei a aos compo amen os dos u is as. Os esul ados ob idos nesses es udos pe mi em e i ica
que a imagem do des ino êm an o e ei os di e os como indi e os nas in enções compo amen ais, assim
como, pa ecem e iden es as in enções “imagem de des ino, qualidade da iagem, alo pe cebido e
sa is ação compo amen al”. Desse modo, o modelo eó ico elabo ado pa a o abalho de in es igação
encon a-se na igu a 1:
Figu a 1 – Modelo eó ico da in es igação
(Fon e: Adap ado dos modelos de in es igação dos au o es: Cas o, A ma io, Ruiz (2005); Alcañiz,
Ga cía, Blas (2005), Chen, Tsai (2006); O hman, Ismail, Taha, Mahdza (2008); e Mo e i, Sil a, Pino i
(2016)).
Tendo em con a que os se iços de u ismo en ol em a in e ação cons an e en e o u is a e os
o necedo es de se iços, e a na u eza desse se iço é que de e mina a sua sa is ação numa de e minada
expe iência u ís ica, o sucesso da indús ia u ís ica baseia-se na qualidade do se iço o e ecido aos
clien es (Calan one e Maznanec, 1991) (in O hman, Ismail, Taha, Mahdza , 2008, p.414). Ve i icou-se
ambém que alguns dos es udos e e idos eco e am ao modelo SERVQUAL, desen ol ido pelos
in es igado es Pa asu aman, Zei haml e Be y (1988a e 1991b), conside ada uma e amen a de
diagnós ico que inclui 22 i ens pa a a alia cinco dimensões cha e de se iço, nomeadamen e:
Tangí eis: acilidades ísicas, equipamen o, e apa ência do pessoal.
Fiabilidade: capacidade de execu a o se iço p ome ido de uma o ma co e a e
disponí el.
Responsabilidade: disponibilidade pa a ajuda os clien es e o nece um se iço ápido.
Animação/
A ação
u ís ica
A e
Pe o ma i a
Qualidade
Sa is ação
In enção de
Recomenda
In enção de
Vol a
H1
H2
H3
H4
H5
H6
H7
H8
H9
H10
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Segu ança: conhecimen o e co esia dos emp egados e a sua capacidade pa a ansmi i
con iança.
Empa ia: p eocupação, a enção indi idualizada que a emp esa o nece aos seus clien es.
Pa asu aman e al (1988a, 1991b) descob i am que o o ma o dimensional da escala SERVQUAL
pe mi e aos in es igado es ob e o ní el de qualidade em cada dimensão, assim como na sua o alidade.
O obje i o des e modelo é se i como um mé odo de diagnós ico de aquezas e o ças nas á eas de
qualidade do se iço que uma emp esa o nece.
As dimensões do modelo SERVQUAL o am conside adas em á ios es udos na á ea do u ismo,
a iculando sa is ação, idelização e des ino (O’Neill, Ge z e Ca lsen, 1999; Rals on e C omp on, 1988;
Cassidy, 2006). Apesa de, es a escala e sido desen ol ida a pa i de alguns se o es especí icos, a
mesma pode se aplicada em qualque o ganização dedicada à p es ação de se iços, bas ando p omo e
as necessá ias adap ações nas ques ões, de modo a i ao encon o da ealidade de cada in es igação
(Pa asu aman, Zei hmal e Be y, 1991b) (in Mo e i, Sil a, Pino i, 2016, p. 218).
Assim, e com base nas semelhanças das in es igações e e idas, conside a-se que pa a es e es udo
a escala SERVQUAL se á uma escala base pa a es a e alida as elações que se p e endem analisa
en e as a iá eis ap esen adas.
Rela i amen e às hipó eses de es udo e endo em con a o modelo eó ico ap esen ado,
conside am-se as seguin es hipó eses:
• Hipó ese 1 – A animação u ís ica a a és das a es pe o ma i as po encia o desen ol imen o
do des ino u ís ico;
• Hipó ese 2 – As a es pe o ma i as in eg adas na animação u ís ica p omo em a qualidade da
animação u ís ica;
• Hipó ese 3 - As a es pe o ma i as den o da animação u ís ica p omo em o eg esso do u is a
ao des ino;
• Hipó ese 4 - As a es pe o ma i as den o da animação u ís ica p omo em a ecomendação do
des ino;
• Hipó ese 5 - As a es pe o ma i as in eg adas na animação u ís ica ge am sa is ação ao u is a;
• Hipó ese 6 – O g au de sa is ação do u is a in luencia a in enção de ol a ao des ino;
• Hipó ese 7 – O g au de sa is ação do u is a in luencia a in enção de ecomenda o des ino;
• Hipó ese 8 – A qualidade das a es pe o ma i as in eg ada na animação u ís ica in luencia o
u is a a ecomenda o des ino u ís ico;
• Hipó ese 9 – A qualidade das a es pe o ma i as in eg ada na animação u ís ica in luencia o
u is a a ol a ao des ino u ís ico;
• Hipó ese 10 – A qualidade das a es pe o ma i as in eg ada na animação u ís ica ge am
sa is ação ao u is a.
Resul ados a ní el de dados sociodemog á icos da amos a inqui ida e análise de con eúdo
de en e is as aplicadas
Ambos os ins umen os de a aliação o am aplicados en e 7 a 10 de agos o DE 2017 (do dia 7
pa a o dia 8 no Fes i al In e nacional de La Sie a, em Espanha, e do dia 9 pa a o dia 10 no Fes i al
Andanças, em Po ugal). O ques ioná io oi aplicado de o ma di e a po qua o pessoas e a en e is a
indi e amen e, pois o am “deixadas” e/ou en iadas pa a as o ganizações dos es i ais, unidades de
ho ela ia, es au ação e comé cio, locais, e ecolhidas as espos as pos e io men e, em mão e/ou ia e-
mail. Em Espanha, no Fes i al In e nacional de La Sie a o am aplicados 249 ques ioná ios aos
pa icipan es e 6 en e is as, 5 a á ias en idades locais e uma à o ganização do es i al. Em Po ugal,
no Fes i al Andanças o am aplicados 300 ques ioná ios aos pa icipan es, e a ní el de en e is as, as
en idades locais, não se mos a am disponí eis du an e o es i al, pelo que, oi en iado ia e-mail o
guião de en e is a, uma semana a segui ao mesmo, pa a duas unidades de ho ela ia, uma de
es au ação, uma de comé cio, o município e pa a a o ganização do e en o. A é ao momen o apenas
ob i emos espos a po pa e da o ganização do Fes i al Andanças, a Associação Pédechumbo.
O p ocesso de análise e a amen o dos dados dos ques ioná ios iniciou-se em Se emb o, ealizado
em SPSS, PLS e caso os dados ecolhidos o pe mi i em, se á ei a uma análise IPA – Análise da
Impo ância Valo . E, em elação às en e is as aplicadas oi ei a uma análise de con eúdo.