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Turismo cultural e criativo através de estratégias de animação turística: os eventos locais

Jiménez Caballero, José Luis

Abstract

Tourism has had a great impact in the world economy, assuming an important focus at a cultural, social, educative, anthropological and economical level. The culture, considered by many authors, a fundamental pillar in the touristic activity, has allowed a continuous and quick growth of the tourism at a world context in great expansion. The tourism sector associated with the culture by "cultural tourism" has presented an evident evolution in tourism in general (Cooper et al, 2007, p. 172). Based in the visitto built heritage resources, the cultural tourism has evolved to a new paradigm in the tourism offer, appearing a growing bet in the intangible resources (such as traditions, gastronomy, among others). In 287this bet it is included the creative tourism, a form of cultural tourism that "is mainly based in intangible resources, enhances an active and effective participation (co-creation) and of the tourist in learning ludic, cultural and artistic activities (...), being more and more the endogenous and intangible resources a factor of promotion and differentiation of the touristic destination” (Richards, 2009, Carvalho, 2011, in Santos, Carvalho e Figueira, 2012, p. 1561).At these touristic ways, the heritage and the arts appear as methodological strategies, promoting different attractions in touristic offers, envigorating creatively and artistically the touristic destinations. So, the festivals and several local events have had a fundamental role in the promotion of the cultural and creative tourism, enhancingthis way a greater development of the regions.In this perspective, and in the ambit of a doctors degree in Tourism -Tourism, development and cooperation, Faculty of Tourism and Finance, University of Seville, the proposed article, intendsto present a comparative study, in process, aboutthe contribution of performative arts in the context of festivals, in the local touristic development. The two festivals in analysis are the Festival Andanças, in Portugal, and the International Festival de La Sierra, in Spain, using information gathering instruments to a quantitative analysis (questionaire) and qualitative (interview).

Full text

286 Tu ismo cul u al e c ia i o a a és de es a égias de animação u ís ica: os e en os locais aDaniela Ramos Amo im, José Luís Jiménezb and Paulo Almeidac a Poly echnic Ins i u e o Lei ia, School o Tou ism and Ma i ime Technology daniela[email p o ec ed] b Facul y o Tou ism and Finance, Uni e si y o Se ille, Spain doc o a[email p o ec ed] c Poly echnic Ins i u e o Lei ia, School o Tou ism and Ma i ime Technology daniela[email p o ec ed] Resumo O u ismo em ido um g ande impac o na economia mundial, assumindo um impo an e en oque a ní el cul u al, social, educa i o, an opológico e económico. A cul u a, conside ada po á ios au o es um pila undamen al na a i idade u ís ica, em pe mi ido um c escimen o con inuo e ápido do u ismo num con ex o mundial em la ga expansão. O se o u ís ico associado à cul u a designando-se po “ u ismo cul u al” em ap esen ado uma e olução e iden e no u ismo em ge al (Coope e al, 2007, p. 172). Baseado, maio i a iamen e, na isi a a ecu sos pa imoniais edi icados, o u ismo cul u al em e oluído pa a um no o pa adigma na o e a u ís ica, su gindo uma c escen e apos a nos ecu sos in angí eis (como as adições, lendas, gas onomia, en e ou os). Nes a apos a inclui-se o u ismo c ia i o, uma o ma de u ismo cul u al que “assen a maio i a iamen e em ecu sos in angí eis, suben ende uma pa icipação a i a (co-c iação) e e e i a do u is a em a i idades de ap endizagem, lúdicas, cul u ais e a ís icas (…), sendo cada ez mais os ecu sos in angí eis e endógenos um a o de p omoção e di e enciação dos des inos u ís icos” (Richa ds, 2009, Ca alho, 2011, in San os, Ca alho e Figuei a, 2012, p. 1561). Nes as e en es u ís icas, o pa imónio e as a es su gem como es a égias me odológicas essenciais, p omo endo a ações di e enciadas nas o e as u ís icas, egene ando c ia i a e a is icamen e os des inos u ís icos. E, os es i ais e á ios e en os locais êm ido um papel undamen al na p omoção do u ismo cul u al e c ia i o omen ando assim um maio desen ol imen o das egiões. De aco do com os emas abo dados, no âmbi o do Dou o amen o em Tu ismo - Tu ismo, Desen ol imen o e Coope ação, Faculdade de Tu ismo e Finanças, Uni e sidade de Se ilha, o a igo que se p opõe p e ende ap esen a um es udo compa a i o, em cu so, sob e o con ibu o das a es pe o ma i as em con ex o de es i al no desen ol imen o u ís ico local Os dois es i ais em análise são o Fes i al Andanças, em Po ugal, e o Fes i al In e nacional de La Sie a, em Espanha, eco endo- se a ins umen os de ecolha de in o mação pa a análise quan i a i a (ques ioná io) e quali a i a (en e is a). Pala as-cha e: Tu ismo, Tu ismo Cul u al, Tu ismo C ia i o, Pa imónio, A es Pe o ma i as e Fes i ais. Abs ac Tou ism has had a g ea impac in he wo ld economy, assuming an impo an ocus a a cul u al, social, educa i e, an h opological and economical le el. The cul u e, conside ed by many au ho s, a undamen al pilla in he ou is ic ac i i y, has allowed a con inuous and quick g ow h o he ou ism a a wo ld con ex in g ea expansion. The ou ism sec o associa ed wi h he cul u e by "cul u al ou ism" has p esen ed an e iden e olu ion in ou ism in gene al (Coope e al, 2007, p. 172). Based in he isi o buil he i age esou ces, he cul u al ou ism has e ol ed o a new pa adigm in he ou ism o e , appea ing a g owing be in he in angible esou ces (such as adi ions, gas onomy, among o he s). In 287 his be i is included he c ea i e ou ism, a o m o cul u al ou ism ha "is mainly based in in angible esou ces, enhances an ac i e and e ec i e pa icipa ion (co-c ea ion) and o he ou is in lea ning ludic, cul u al and a is ic ac i i ies (...), being mo e and mo e he endogenous and in angible esou ces a ac o o p omo ion and di e en ia ion o he ou is ic des ina ion” (Richa ds, 2009, Ca alho, 2011, in San os, Ca alho e Figuei a, 2012, p. 1561). A hese ou is ic ways, he he i age and he a s appea as me hodological s a egies, p omo ing di e en a ac ions in ou is ic o e s, en igo a ing c ea i ely and a is ically he ou is ic des ina ions. So, he es i als and se e al local e en s ha e had a undamen al ole in he p omo ion o he cul u al and c ea i e ou ism, enhancing his way a g ea e de elopmen o he egions. In his pe spec i e, and in he ambi o a doc o s deg ee in Tou ism - Tou ism, de elopmen and coope a ion, Facul y o Tou ism and Finance, Uni e si y o Se ille, he p oposed a icle, in ends o p esen a compa a i e s udy, in p ocess, abou he con ibu ion o pe o ma i e a s in he con ex o es i als, in he local ou is ic de elopmen . The wo es i als in analysis a e he Fes i al Andanças, in Po ugal, and he In e na ional Fes i al de La Sie a, in Spain, using in o ma ion ga he ing ins umen s o a quan i a i e analysis (ques ionai e) and quali a i e (in e iew). Keywo ds: Tou ism, Cul u al Tou ism, C ea i e Tou ism, He i age, Pe o ming A s and Fes i als. In odução A cul u a em sido conside ada po á ios au o es um pila undamen al na a i idade u ís ica (Coope e al, 2007, p. 172), sendo que, o u ismo cul u al em ap esen ado uma e olução e iden e no u ismo em ge al, baseando-se, em g ande pa e, na isi a a ecu sos pa imoniais edi icados (cul u a ma e ial dos luga es). No en an o, começa-se a obse a um no o pa adigma na o e a u ís ica, uma apos a mais acen uada nos ecu sos in angí eis (como as adições, lendas, gas onomia, en e ou os), onde se inclui o u ismo c ia i o, que segundo Richa ds (2009) e Ca alho (2011) consis e“(…) numa pa icipação a i a (co-c iação) e e e i a do u is a em a i idades de ap endizagem, lúdicas, cul u ais e a ís icas (…), sendo cada ez mais os ecu sos in angí eis e endógenos um a o de p omoção e di e enciação dos des inos u ís icos”, alo izando-se semp e que possí el as zonas his ó icas das egiões (in San os, Ca alho e Figuei a, 2012, p. 1560). Nes as e en es u ís icas, cul u al e c ia i a, os es i ais e e en os especiais locais em sido conside ados elemen os-cha e es a égicos de desen ol imen o egional, bas an e econhecidos, pe mi indo um con ibu o bas an e signi ica i o no desen ol imen o económico, na medida em que p omo em o u ismo, exis e um aumen o de esul ados come ciais e de in es imen os no in e io das egiões de acolhimen o (Ge z, 2007; Van de Wagen, 2005), con ibuindo ainda pa a aumen a a du ação u ís ica (Huang, Li & Cai, 2010; Boo e Busse , 2006; Ko le , Haide e Rein, 1993; Mehme oglu e Ellingsen, 2005) (in S anko a e Vassenska, 2015, p. 120). No âmbi o do Dou o amen o em Tu ismo, na á ea de “Tu ismo, Desen ol imen o e Coope ação”, Faculdade de Tu ismo e Finanças, Uni e sidade de Se ilha, p e ende-se e e ua um es udo compa a i o en e es i ais, o Fes i al Andanças, em Po ugal, e o Fes i al In e nacional de La Sie a, em Espanha, p e endendo-se analisa qual o con ibu o das a es pe o ma i as em con ex o de es i al e p omoção do desen ol imen o u ís ico local. O p esen e a igo ap esen a um b e e enquad amen o eó ico com base na e isão de li e a u a e e uada sob e o ema em es udo, a me odologia de in es igação aplicada, a análise sociodemog á ica da amos a inqui ida e algumas in o mações ecolhidas nas en e is as aplicadas, e po im, algumas conside ações do abalho desen ol ido a é ao momen o. Re isão de li e a u a – b e e enquad amen o eó ico 1. Tu ismo Cul u al e C ia i o e sua e olução O u ismo cul u al é de inido pela O ganização Mundial de Tu ismo (OMT) (1985) como “o mo imen o de pessoas, essencialmen e po mo i os cul u ais, incluindo isi as de g upos, isi as cul u ais, iagens a es i ais, isi as a sí ios his ó icos e monumen os, olclo e e pe eg inação”, 288 conside ando-se 37% dos u is as in e nacionais, u is as cul u ais (ci ado po Mcke che e du C os, 2002, in San os, Ca alho e Figuei a, 2012, p.1560). De aco do com o ela ó io da O ganização pa a a Coope ação e Desen ol imen o Económico (OCDE) – Impac o da Cul u a no Tu ismo, o me cado do u ismo cul u al é um me cado undamen al à escala global, sendo ce ca de 40% do me cado u ís ico in e nacional (OCDE, 2009). Desse modo, pode-se conside a que o u ismo cul u al é o pon o o e da egião “em que a comunidade é conduzida a esga a a sua his ó ia, cul u a, hábi os e cos umes a im de pode ansmi i as suas o igens pa a o u is a” (Naisbi , 1994, ci ado po Cas o, Bo ges, Ab eu: 2003, in Bahl: 2004, p. 342 e Timo hy, 2011, p. 15). As sociedades ap esen am um pa imónio de g ande in e esse e alo cul u al, que pode se usu uído de di e sas o mas, sendo o u ismo uma o ma es a égica de pe mi i o acesso aos di e sos usos do passado Timo hy (2011, p. 193). Po isso, é cada ez mais impo an e que o pa imónio seja p o egido em condições con oladas e, acessí el ao u is a de o ma a p omo e a his ó ia de cada egião. A o e a do u ismo de pa imónio inclui obje os ma e iais, edi ícios his ó icos, eículos, cidades, paisagens cul u ais u ais, cemi é ios e memo iais, sí ios his ó icos, museus e a e ac os mó eis, englobando ambém os elemen os in angí eis da his ó ia e da cul u a, como as c enças eligiosas, a música e a dança, as adições cul u ais, as ideologias polí icas, a língua, a culiná ia, a di e sidade cul u al, os es ilos de ida, o olclo e, a poesia, a a e, a li e a u a, en e ou os. Es as ca a e ís icas angí eis e in angí eis do passado êm-se combinado de o ma a c ia as bases de a ação mais salien es no u ismo (Timo hy, 2011, p. 46). Com o u ismo cul u al su ge um no o ipo de u ismo, iden i icado como o u ismo c ia i o que, pa a os au o es Ca alho (2011), Oh idska-Olson (2010) e Richa ds (2010), é uma o ma de u ismo cul u al e, endo em con a King (2009), “alguns au o es conside am o u ismo c ia i o como a e cei a aga de u ismo (do u ismo de p aia ao u ismo cul u al e, a ualmen e, o u ismo c ia i o) ep esen ando an es, na sua opinião, uma con inuidade do u ismo cul u al” (in San os, Ca alho e Figuei a, 2012, p. 1560). Pa a Richa ds (2011, p. 1225), a c ia i idade essal a no u ismo c ia i o, sendo u ilizada pa a ans o ma o u ismo cul u al adicional num u ismo mais a ual e c ia i o, passando-se de um pa imónio angí el pa a um pa imónio in angí el, o que pe mi e c ia um maio en ol imen o do u is a com a ida quo idiana do des ino u ís ico. Os au o es Belando, Ulldemolins & Za lenga (2012) conside am ambém que a cul u a o nou-se num dos elemen os-cha e, não só da iden idade das cidades, mas ambém do desen ol imen o social e económico, e, po isso, o u ismo cul u al em c escido no a elmen e nas úl imas décadas. Mas se a o e a des e segmen o em indo a o na -se numa o e a de massas, le a a que as a i idades p opos as nos des inos sejam as “mesmas”, não exis indo, po um lado, a su p esa, e po ou o, pode já não co esponde -se à p ocu a e in e esse dos u is as a uais. O u is a que i e expe iências únicas, au ên icas, c ia i as e concebidas de o ma pe sonalizada, mas a um p eço compe i i o, ca a e ís ica bas an e desa ian e pa a o se o . González (2010) de ende que é p ecisamen e a a és des a no a p ocu a que o u ismo c ia i o su ge como amo do u ismo cul u al (in Cayeman, 2014, p. 11). O concei o de u ismo c ia i o amplia-se como um odo, e de aco do com a OCDE (2014, p. 7), es e ipo de u ismo em “p o ocado uma mudança de modelos con encionais de he anças baseadas no u ismo cul u al pa a no os modelos de u ismo c ia i o cen ado na c ia i idade con empo ânea, ino ação e con eúdo in angí el”. A p incipal di e ença en e o u ismo cul u al e o u ismo c ia i o consis e “na di e en e u ilização de ecu sos que esses ipos de u ismo u ilizam, e na mo i ação que os u is as mani es am pa a pa icipa nas a i idades” (Go din & Ma e skaya, 2012). O u ismo c ia i o o e ece aos isi an es a opo unidade de desen ol e o seu po encial c ia i o a a és de uma pa icipação a i a em cu sos e expe iências de ap endizagem que são ca ac e ís icos do des ino de é ias onde es as são ealizadas (Richa ds e Raymond, 2000). Nessa pe spe i a, o u ismo c ia i o assume-se como a p óxima ge ação de u ismo cul u al, endo em con a a sa is ação das necessidades de au o- ealização com oco p incipal no desen ol imen o de 289 habilidades a i as (O hidska-Olson & I ano , 2010), a i mando-se assim “como um desen ol imen o, uma ino ação, um no o concei o que o e ece uma al e na i a ao u ismo cul u al” (in Cayeman, 2014, pp. 13-14). 2. Des inos Tu ís icos e sua Impo ância na P omoção do Tu ismo Os des inos u ís icos são conside ados po á ios au o es espaços geog á icos que cons i uem uma de e minada egião, onde exis e uma o e a u ís ica especí ica, e que en am i ao encon o da p ocu a u ís ica. Mill e Mo ison (1992) de endem que os des inos u ís icos são essenciais no sis ema u ís ico, pois, no malmen e, são o local de eceção e es adia dos u is as (in Almeida, 2010, p. 24). Já Bull (1994) de ine des ino u ís ico como: El país, egión o ciudad hacia el que se di igen los isi an es, eniéndolo como su p incipal obje i o, y la in e p e ación que ienen Coope e al (1993) que cap an el des ino u ís ico como la concen ación de ins alaciones y se icios disseminados pa a sa is ace las necessidades de los u is as (in Quin ana, 2006, p. 73). Timo hy (2011, p. 244) de ende que a di e sidade da população mundial es á cada ez mais acei e, e os ges o es e planeado es de des ino e de a ação u ís icos comp eendem que a o e a das necessidades pa a um público di e enciado é undamen al. E, po isso, espe a-se que du an e o século XXI, as necessidades e in e esses indi iduais sejam colma adas a a és de p og amas in e p e a i os e e i os. Es e au o conside a ambém, que os públicos que no passado e am conside ados como audiência passi a, como, po exemplo, as pessoas com de iciência ísica, começa-se a pe cebe esse público como um me cado a i o com meios de iagem e de pa icipação em a i idades cul u ais e de pa imónio. Segundo Es e es e al (2012), a o e a u ís ica cons i uída apenas pelo alojamen o e es au ação o nou-se insu icien e aos olhos do consumido u ís ico, azendo com que os di e sos agen es económicos do se o e le issem sob e as suas linhas de a uação em e mos de o e a, is a como o ma de ocupação dos empos li es e laze dos isi an es, no sen ido de e i aliza os p óp ios des inos u ís icos e con ibui , pa a o desen ol imen o dos mesmos, endo em con a os seus po enciais u ís icos. Pela análise dos des inos u ís icos, que de Po ugal, que de ou os países e do que es es êm pa a o e ece , conside a-se essencial de ini es a égias pa a man e os mesmos “ i os” e analisa -se a a és de que meios, es es pode ão se dinamizados, melho ando a es adia e p omoção dos des inos u ís icas. 3. Animação e o Tu ismo: A Simbiose Pe ei a O desen ol imen o do u ismo já não sendo um exclusi o das egiões com p aias ou das cidades com monumen os, su gem ou as mo i ações, como, po exemplo, es i ais, ei as, compe ições despo i as, inicia i as cul u ais, gas onomia, a esana o, en e ou os, bem como ou os ambien es his ó icos ou paisagís icos (Po as, 1998, p. 2 in Lopes, 2008, p. 363). Nesse sen ido, a animação em sido conside ada po mui os in es igado es um dos a o es po enciado es do u ismo, que pe mi e e i aliza os des inos u ís icos, o nando, po um lado, a isi a mais c ia i a e dinâmica, e pelo ou o, des inos mais a a i os e en iquecedo es pa a o u is a. Segundo Ande -Egg (2014, p. 12), a animação é uma “me odologia de in e enção, podendo ca a e iza -se como uma ação, in e enção, a uação, a i idade, mé odo, p og ama, p oje o, p ocesso, con ibuindo pa a a ans o mação da sociedade e o mação in eg al do indi íduo, p omo endo assim a mobilização de pessoas, g upos e cole i idades desen ol endo o ânimo, o dinamismo, o en usiasmo e mo imen o ao conjun o de indi íduos, p ocu ando semp e desen ol e uma pedagogia pa icipa i a”. Nesse sen ido, a pa ce ia en e a animação e o u ismo apa ece como p imo dial, pois p oduz uma ligação en e o pa imónio e o u is a, du an e e na dinamização u ís ica. Desse modo, alia a animação ao u ismo e i aliza os locais u ís icos, en ol endo o u is a na sua p óp ia iagem. Pa a os au o es Lopes, Galinha, Lou ei o (2010, p. 122) é essencial desen ol e -se a animação u ís ica numa pe spe i a socioeduca i a, po enciado a de p á icas que le em a uma ap endizagem in e cul u al e mul icul u al, que possibili e a in e ação, a pedagogia pa icipa i a, a a és da en ol ência, da pa ilha, da (con) i ência, da descobe a e da c ia i idade, 290 is o é, uma animação u ís ica que á pa a além da o e a de um p odu o ou paco e u ís ico, e que p omo a a descobe a segu a de no os luga es e o ei os sociais, cul u ais e educa i os, em o no da li e a u a, das c enças, dos cos umes, dos i uais, do pa imónio, pe mi indo uma maio en ol ência do u is a do e no espaço, o en iquecimen o da sua ap endizagem nas iagens ao longo da sua ida. E, po isso, os mesmos au o es e e em que “Em e mos ex emados, não há u ismo sem animação e a animação p omo e e p oduz o u ismo” (Lopes, Galinha, Lou ei o, 2010, p. 122). 4. A e Pe o ma i a como Es a égia de A ação Tu ís ica As a ações êm ido um papel undamen al na es a égia de o e as u ís icas, con ibuindo pa a o aumen o de luxo de u is as. A animação u ís ica conside ada como um impo an e ca alisado do u ismo, ap esen a-se ulc al na dinamização do empo de laze do u is a, melho ando ou aumen ando as condições de a ação e da ocupação do empo de es adia dos u is as. Quando abo damos a cul u a e a c ia i idade no u ismo, as a es e o pa imónio assumem um impac o ex ao diná io que em mui o pode ão en iquece os des inos u ís icos, u ilizados como e amen as me odológicas, a a és do u ismo cul u al e do u ismo c ia i o, pe mi indo aumen a o luxo de u is as no des ino u ís ico e espe i a egião. O au o Timo hy (2011, pp. 59-60) conside a que as a es pe o ma i as se inse em na designada cul u a i a. Po exemplo, os es i ais de pa imónio, mui as ezes baseados no olclo e local podem e le i as ca a e ís icas cul u ais das populações. As celeb ações é nicas, ais como, o es i al checo, a es ação das ulipas, a es a alemã e a es a inlandesa baseiam-se na impo ância da his ó ia da mig ação da egião, sendo o seu p incipal oco a comida, a música, a dança, o a esana o e os ajes. Em odo o mundo, os es i ais de música e dança, os es i ais eligiosos e os espe áculos de a e são celeb ações impo an es de cul u a que a ai mui os isi an es locais e es angei os. Os au o es Lopes e Lei ão (2013, pp. 26-31) ambém conside am essencial eco e às a es pe o ma i as no desen ol imen o u ís ico, um mundo as o na á ea c ia i a e p odução a ís ica ( ea o, dança, música, en e ou as), que po encia o u ismo, pe mi indo uma maio ocupação de di e so ipo de unidades ho elei as, uma maio equência na es au ação, um aumen o de endas de p odu os egionais ou ou os que se elacionem com o u ismo. A cul u a e as a es, conside ados e o es de coesão social, cul u al e egional, com odo o seu po encial c ia i o pe mi em um dinamismo, que pode ge a mudanças de compo amen o e p omo e o c escimen o sus en á el, que exige uma mudança eal na o ma como pe cecionamos o mundo. As a es e a cul u a ala ancam e sus en am es a mudança, ap esen ando o pode de egene a localidades, en ol endo oda a comunidade num es o ço cole i o, que pode á pe mi i o aumen o do capi al social da egião. Assim, o con ibu o que es es dois elemen os podem da é u gen e e essencial, sendo undamen al a coope ação de odos os se o es, e uma abo dagem polí ica en e á ios ní eis (Campos e Bap is a, 2013, pp. 115-117). Os es i ais e e en os locais p omo idos po odo o mundo são conside ados po mui os au o es elemen os-cha e no âmbi o das es a égias de desen ol imen o egional, como é o caso de es as e e en os especiais locais, mui o econhecidos, o e ecendo opo unidades pa a a p omoção do u ismo, dando um impo an e con ibu o pa a o desen ol imen o económico das suas á eas locais, ha endo esul ados come ciais e aumen o dos in es imen os no in e io das egiões de acolhimen o (Ge z, 2007; Van de Wagen, 2005), pe mi indo pa a o aumen o da du ação u ís ica (Huang, Li & Cai, 2010; Boo e Busse , 2006; Ko le , Haide e Rein, 1993; Mehme oglu e Ellingsen, 2005) (in S anko a e Vassenska, 2015, p. 120). Segundo Richa ds e Palme (2010, p. 2), nos dias de hoje, as cidades ap esen am duas escolhas, ou se desen ol em pa a i de encon o aos desa ios c iados pela mudança global, ou esis em ao impulso da ans o mação e es ancam. Tendo em con a que os sis emas económicos já não são p e isí eis de o ma a pe manece em compe i i os, as cidades es ão a ado a es a égias que se ocam nos seus p óp ios ecu sos in e nos ou na u ais, nomeadamen e, as suas his ó ias, os espaços, as ene gias c ia i as e os seus alen os. As cidades sen em a necessidade de u iliza bens e 291 ecu sos “cul u ais” numa en a i a de se o na em dis in as, assim como a necessidade de es abelece no as iden idades cí icas, egene a o ab ico u bano, p ocu ando assim, c ia p ospe idade económica, cul u al e social. A c iação e a p omoção de e en os, ais como, os es i ais, shows, exibições, ei as e campeona os o na am-se numa o e es a égia de desen ol imen o u bano em odo o globo. Os es i ais associados às a es pe o ma i as passam po es a égias de desen ol imen o da egião, a aindo mui os u is as e, consequen emen e, aumen ando a economia local. Me odologia de in es igação Em seguida, ap esen a-se a me odologia de in es igação do abalho em cu so, nomeadamen e, os obje i os de in es igação, o es udo de caso, o uni e so da amos a, os ins umen os de a aliação e uma pa e da análise e e uada a é ao momen o, o modelo eó ico e as hipó eses de in es igação. O abalho de in es igação em como obje i o ge al:  Pe cebe se a animação u ís ica com ecu so às a es pe o ma i as pode á se um a o po enciado na p omoção dos des inos u ís icos. E como Obje i os especí icos:  Comp eende a impo ância da animação u ís ica pa a o desen ol imen o cul u al de um des ino u ís ico;  Pe cebe como é que as a es pe o ma i as se enquad am na animação u ís ica como es a égia de ma ke ing e comunicação;  Iden i ica de que o ma a animação u ís ica pode á subs i ui o “ e ” pelo “en ol e ”, p omo endo uma in eg ação do u is a, mais a i a social e cul u almen e, em e en os, nomeadamen e, es i ais de música e dança adicionais;  Analisa se a animação u ís ica, aliada às a es pe o ma i as, con ibui pa a o aumen o de empo médio de es adia e aumen o de ecei as do des ino u ís ico;  Comp eende se o u is a, a a és da qualidade das a i idades de a es pe o ma i as, pode á se um canal de p omoção enquad ado numa es a égia de animação u ís ica;  Pe cebe se um e en o de a es pe o ma i as, den o de um p og ama de animação u ís ica, ge a sa is ação e ideliza os u is as; P e ende-se aze um es udo compa a i o en e dois es i ais, ambos com um ca á e cul u al, a ís ico e c ia i o bas an e o e, ap esen ando concei os mui o semelhan es no que diz espei o à sua essência e a a i o p incipal, nomeadamen e, a p omoção de dança e música adicionais, a ní el nacional e a ní el in e nacional. O es udo de caso são os es i ais: o Fes i al Andanças, que se ealiza em Cas elo de Vide, Alen ejo, em Po ugal, e o Fes i al In e nacional de la Sie a, que se celeb a em F egenal de la Sie a, P o íncia de Badajoz, em Espanha. Ambos os es i ais p omo em o descob imen o e a ap endizagem, a con i ência e o in e câmbio cul u al pa a e en e pessoas nacionais e in e nacionais, onde os pa icipan es podem ap ecia e expe iencia á ios es ilos de dança adicional, acompanhada de música igualmen e adicional. Tendo em con a a ques ão de in es igação o mulada pa a pon o de pa ida do es udo, designadamen e: Como é que as a es pe o ma i as podem se um a a i o u ís ico pa a mo i a a deslocação de pessoas de um local pa a um des ino, p ocu ando ans o má-lo num des ino u ís ico c ia i o, a a és das expe iências i idas e in e ação com o po o e cul u a local? conside a-se que os es i ais selecionados, pelo seu concei o, o e a da di e sidade cul u al a ní el da música e da dança, opo unidade que ambos dão aos seus pa icipan es de usu uí em de uma expe iência p á ica e en iquecedo a cul u almen e, ap esen am a de ida pe inência pa a o es udo. O Fes i al In e nacional de la Sie a 1 , em Espanha, é um e en o local que se celeb a desde 1980, o ganizado pelo g upo Folcló ico Los Ja e os. Em 2017, ealizou-se de 28 de julho a 12 de agos o, eunindo a is as de odo o mundo, de dança e música, p omo endo a cul u a adicional nacional e in e nacional. Os baila inos e músicos o e ecem di e sas a uações no u nas e wo kshops ma inais. 1 Fes i al In e nacional de la Sie a, in o mações e i adas do sí io: h p://www. es isie a.com/. Consul ado a 5 de maio de 2017. 292 O Fes i al Andanças 2 , em Po ugal é o ganizado pela Associação Pédechumbo, a ualmen e em colabo ação com o Município de Cas elo de Vide. Foi ealizado pela p imei a ez em 1996, em Ca alhais (São Ped o do Sul) e em Cas elo de Vide desde 2013. O obje i o p incipal des e e en o é ambém p omo e a música e a dança adicional nacional e in e nacional, con emplando ap endizagens p á icas a a és de wo kshops que acon ecem du an e a manhã e a a de du an e odo o es i al, sendo que à noi e é mais à base de a uações. Es e e en o, que no malmen e ap esen a a uma du ação de 7 dias, so eu algumas al e ações, pois, em 2016, inespe adamen e, um incêndio acon eceu jun o do ecin o que, p o ocondo al e ações na dinâmica da elabo ação do Andanças. Nesse sen ido, a o ganização decidiu que, em 2017, o es i al se ia ealizado num o ma o mais eduzido, num pe íodo de apenas 4 dias, acon ecendo de 8 a 11 de agos o, deslocando-se pa a o cen o da ila de Cas elo de Vide, e não na pe i e ia da ila como e a hábi o. Pa a a ecolha de dados eco eu-se aos seguin es ins umen os de a aliação: quan i a i o (inqué i o po ques ioná io) e quali a i o (inqué i o po en e is a). A cons ução do ques ioná io e e como base a e isão da li e a u a e e uada a é ao momen o, na auscul ação de opiniões de pe i os na á ea do u ismo, e ambém em es udos de eses de dou o amen o sob e “Es udio de la imagen de des ino u ís ico y el p oceso global de sa is acción: adopción de un en oque in eg ado ” (Gu ié ez, 2005); “La Imagen de un Des ino Tu ís ico como An eceden e de la Decisión de Visi a: análisis compa a i o en e los des inos” (Almeida, 2010); “Delei e del consumido en elación a la calidad del se icio en los balnea ios de los ho eles de cinco es ellas en Po ugal” (Almeida, 2010); e “Desa ollo de un modelo es uc u al pa a la medición de la sa is acción en el u ismo cul u al” (Quin e o, 2015), que u iliza am ques ioná ios semelhan es pa a a análise das a iá eis em es udo, nomeadamen e: qualidade, sa is ação, in enção de ol a e in enção de ecomenda . O ques ioná io é compos o po uma no a in odu ó ia explica i a do abalho de in es igação e es á o ganizado em qua o pa es, sendo compos o po 13 ques ões (com á ios i ens co esponden es à ca ego ia da pe gun a). A p imei a pa e diz espei o à análise sociodemog á ica do inqui ido, a segunda pa e es á elacionado com o ipo de equência no es i al em causa, a e cei a pa e e e e-se às ca a e ís icas essenciais pa a a escolha de um es i al, e a qua a pa e p e ende a alia á ias componen es elacionadas com as p incipais a iá eis em es udo, designadamen e: a qualidade e sa is ação do se iço p es ado no es i al, mo i ação, p eço, impo ância da expe iência e idelidade. A escala de medida u ilizada oi uma escala de Like de 1 a 7 pon os, em que 1 é pouco impo an e e 7 é mui o impo an e. De aco do com De ek e Tanni u (2000) e Johnson e Gus a sson (2000), a escala de 1 a 7, em elação à escala de 1 a 5, o nece uma maio dis ibuição ao edo da média, o que possibili a maio pode de desc iminação e en ol imen o da co- a iância, sendo mais ácil es abelece co- a iância en e duas a iá eis com dispe são em o no da sua média. A en e is a e e como p incipal inalidade a alia o impac o do es i al no desen ol imen o económico da localidade. Inicia igualmen e como uma in odução a explica em que con ex o é aplicada, seguindo-se de uma b e e iden i icação do en e is ado. É compos a po 15 ques ões de espos a abe a sob e á ias si uações pe inen es pa a o es udo, nomeadamen e: a impo ância da ealização do es i al na localidade, o concei o do es i al, o luxo de u is as du an e o es i al, o impac o nas unidades ho elei as, de es au ação e comé cio, a di ulgação do es i al enquan o e amen a de p omoção e i o ial, a sa is ação dos pa icipan es nos se iços p es ados na localidade e espe i a qualidade, a sua idelidade, e se exis e uma maio a luência de u is as nacionais ou in e nacionais na localidade du an e o es i al. Com os esul ados da aplicação dos ins umen os de a aliação p e ende-se da espos a ao modelo eó ico, que oi elabo ado endo em con a ou os modelos de in es igações e e uadas, e ap esen a como p incipais a iá eis, as seguin es: a qualidade, a sa is ação, a in enção de ol a e a in enção de ecomenda . Alguns dos es udos analisados o am:  “The in luence o ma ke he e ogenei y on he ela ionship be ween a des ina ion’s image and ou is s’ u u e beha io ” (Cas o, A ma io, Ruiz, 2005, pp. 175–187);  “La imagen de un des ino como a iable de segmen ación: un modelo de elaciones pos - comp a” (Alcañiz, Ga cía, Blas, 2005, pp. 689-704); 2 Fes i al Andanças, in o mações e i adas do sí io: h p://www.andancas.ne /2017/p /189/o-andancas/andancas-2017-. Consul ado a 30 de junho de 2017. 293  “How des ina ion image and e alua i e ac o s a ec beha io al in en ions?” (Chen, Tsai, 2006, pp. 1115–1122);  “Tou is Sa is ac ion and Se ice Quali y in Taman Nega a Pahang, Malaysia” (O hman, Ismail, Taha, Mahdza , 2008, pp. 412-427);  “Hospi alidade em es i ais: a aliação compa ada das Ok obe es de Munique (RFA) e Blumenau (SC/B asil)” (Mo e i, Sil a, Pino i, 2016, pp. 213-228); A p incipal di e ença en e o es udo que se p e ende ealiza com os es udos e e uados, encon a- se no âmbi o do es udo, nomeadamen e, a animação u ís ica a a és das a es pe o ma i as como a o po enciado do desen ol imen o, con udo, as a iá eis que se p e endem analisa ão ao encon o das a iá eis em es udo das pesquisas mencionadas, sendo que es as p opõem modelos de in es igação in eg ados na imagem do des ino e no alo pe cebido den o do pa adigma “In enções de qualidade, sa is ação e compo amen o”, endo-se in es igado as elações es u u ais en e odas as a iá eis no que espei a aos compo amen os dos u is as. Os esul ados ob idos nesses es udos pe mi em e i ica que a imagem do des ino êm an o e ei os di e os como indi e os nas in enções compo amen ais, assim como, pa ecem e iden es as in enções “imagem de des ino, qualidade da iagem, alo pe cebido e sa is ação compo amen al”. Desse modo, o modelo eó ico elabo ado pa a o abalho de in es igação encon a-se na igu a 1: Figu a 1 – Modelo eó ico da in es igação (Fon e: Adap ado dos modelos de in es igação dos au o es: Cas o, A ma io, Ruiz (2005); Alcañiz, Ga cía, Blas (2005), Chen, Tsai (2006); O hman, Ismail, Taha, Mahdza (2008); e Mo e i, Sil a, Pino i (2016)). Tendo em con a que os se iços de u ismo en ol em a in e ação cons an e en e o u is a e os o necedo es de se iços, e a na u eza desse se iço é que de e mina a sua sa is ação numa de e minada expe iência u ís ica, o sucesso da indús ia u ís ica baseia-se na qualidade do se iço o e ecido aos clien es (Calan one e Maznanec, 1991) (in O hman, Ismail, Taha, Mahdza , 2008, p.414). Ve i icou-se ambém que alguns dos es udos e e idos eco e am ao modelo SERVQUAL, desen ol ido pelos in es igado es Pa asu aman, Zei haml e Be y (1988a e 1991b), conside ada uma e amen a de diagnós ico que inclui 22 i ens pa a a alia cinco dimensões cha e de se iço, nomeadamen e:  Tangí eis: acilidades ísicas, equipamen o, e apa ência do pessoal.  Fiabilidade: capacidade de execu a o se iço p ome ido de uma o ma co e a e disponí el.  Responsabilidade: disponibilidade pa a ajuda os clien es e o nece um se iço ápido. Animação/ A ação u ís ica A e Pe o ma i a Qualidade Sa is ação In enção de Recomenda In enção de Vol a H1 H2 H3 H4 H5 H6 H7 H8 H9 H10 294  Segu ança: conhecimen o e co esia dos emp egados e a sua capacidade pa a ansmi i con iança.  Empa ia: p eocupação, a enção indi idualizada que a emp esa o nece aos seus clien es. Pa asu aman e al (1988a, 1991b) descob i am que o o ma o dimensional da escala SERVQUAL pe mi e aos in es igado es ob e o ní el de qualidade em cada dimensão, assim como na sua o alidade. O obje i o des e modelo é se i como um mé odo de diagnós ico de aquezas e o ças nas á eas de qualidade do se iço que uma emp esa o nece. As dimensões do modelo SERVQUAL o am conside adas em á ios es udos na á ea do u ismo, a iculando sa is ação, idelização e des ino (O’Neill, Ge z e Ca lsen, 1999; Rals on e C omp on, 1988; Cassidy, 2006). Apesa de, es a escala e sido desen ol ida a pa i de alguns se o es especí icos, a mesma pode se aplicada em qualque o ganização dedicada à p es ação de se iços, bas ando p omo e as necessá ias adap ações nas ques ões, de modo a i ao encon o da ealidade de cada in es igação (Pa asu aman, Zei hmal e Be y, 1991b) (in Mo e i, Sil a, Pino i, 2016, p. 218). Assim, e com base nas semelhanças das in es igações e e idas, conside a-se que pa a es e es udo a escala SERVQUAL se á uma escala base pa a es a e alida as elações que se p e endem analisa en e as a iá eis ap esen adas. Rela i amen e às hipó eses de es udo e endo em con a o modelo eó ico ap esen ado, conside am-se as seguin es hipó eses: • Hipó ese 1 – A animação u ís ica a a és das a es pe o ma i as po encia o desen ol imen o do des ino u ís ico; • Hipó ese 2 – As a es pe o ma i as in eg adas na animação u ís ica p omo em a qualidade da animação u ís ica; • Hipó ese 3 - As a es pe o ma i as den o da animação u ís ica p omo em o eg esso do u is a ao des ino; • Hipó ese 4 - As a es pe o ma i as den o da animação u ís ica p omo em a ecomendação do des ino; • Hipó ese 5 - As a es pe o ma i as in eg adas na animação u ís ica ge am sa is ação ao u is a; • Hipó ese 6 – O g au de sa is ação do u is a in luencia a in enção de ol a ao des ino; • Hipó ese 7 – O g au de sa is ação do u is a in luencia a in enção de ecomenda o des ino; • Hipó ese 8 – A qualidade das a es pe o ma i as in eg ada na animação u ís ica in luencia o u is a a ecomenda o des ino u ís ico; • Hipó ese 9 – A qualidade das a es pe o ma i as in eg ada na animação u ís ica in luencia o u is a a ol a ao des ino u ís ico; • Hipó ese 10 – A qualidade das a es pe o ma i as in eg ada na animação u ís ica ge am sa is ação ao u is a. Resul ados a ní el de dados sociodemog á icos da amos a inqui ida e análise de con eúdo de en e is as aplicadas Ambos os ins umen os de a aliação o am aplicados en e 7 a 10 de agos o DE 2017 (do dia 7 pa a o dia 8 no Fes i al In e nacional de La Sie a, em Espanha, e do dia 9 pa a o dia 10 no Fes i al Andanças, em Po ugal). O ques ioná io oi aplicado de o ma di e a po qua o pessoas e a en e is a indi e amen e, pois o am “deixadas” e/ou en iadas pa a as o ganizações dos es i ais, unidades de ho ela ia, es au ação e comé cio, locais, e ecolhidas as espos as pos e io men e, em mão e/ou ia e- mail. Em Espanha, no Fes i al In e nacional de La Sie a o am aplicados 249 ques ioná ios aos pa icipan es e 6 en e is as, 5 a á ias en idades locais e uma à o ganização do es i al. Em Po ugal, no Fes i al Andanças o am aplicados 300 ques ioná ios aos pa icipan es, e a ní el de en e is as, as en idades locais, não se mos a am disponí eis du an e o es i al, pelo que, oi en iado ia e-mail o guião de en e is a, uma semana a segui ao mesmo, pa a duas unidades de ho ela ia, uma de es au ação, uma de comé cio, o município e pa a a o ganização do e en o. A é ao momen o apenas ob i emos espos a po pa e da o ganização do Fes i al Andanças, a Associação Pédechumbo. O p ocesso de análise e a amen o dos dados dos ques ioná ios iniciou-se em Se emb o, ealizado em SPSS, PLS e caso os dados ecolhidos o pe mi i em, se á ei a uma análise IPA – Análise da Impo ância Valo . E, em elação às en e is as aplicadas oi ei a uma análise de con eúdo.