scieee Science in your language
[pt] (orig)

As determinantes da implantação do inventário permanente em Portugal: um estudo empírico

Abstract

O Decreto-lei n.º 79/2003, de 23 de Abril, aperfeiçoa o Decreto-lei n.º 44/99, de 12 de Fevereiro, ambos foram emitidos pelo Ministério das Finanças de Portugal, e determinam, por razões de gestão, a obrigatoriedade da adopção do inventário permanente a um vasto conjunto de empresas portuguesas, dos sectores comercial, serviços ou industrial. Pressupõem, ex-ante, que a aplicação do supracitado inventário permite a determinação directa do custo das vendas, o aperfeiçoamento do sistema de controlo interno e a melhoria da qualidade da informação financeira, facilitando, igualmente, o processo conducente à auditoria das contas e, contribui, também, para minimizar a evasão fiscal, tornando mais fidedigno o sistema contributivo e, consequentemente, mais credível o processo de determinação do lucro real. Criou, inclusivamente, no Estatuto dos Benefícios Fiscais (art.º 51º), uma medida pedagógica incentivadora da adopção voluntária do inventário permanente, consubstanciada numa majoração de 1,3 do valor da dotação para depreciação de existências, calculado nos termos do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC). Com este largo espectro de vantagens e, à partida, sem inconvenientes, interrogamo-nos por que razão a maioria das empresas portuguesas ainda não adoptou semelhante tipo de inventário, apesar de, por lei, ser obrigatório. Neste contexto, é objectivo deste trabalho analisar, não o efeito positivo da adopção do inventário permanente na melhoria das demonstrações financeiras, mas sim, tentar modelizar o comportamento dos gestores e outros agentes incluídos no processo de produção e divulgação da informação financeira, bem como de outros factores determinantes na adopção de semelhante medida de controlo interno. Recorremos, por isso, à concepção de um inquérito que distribuímos por cerca de 200 empresas, sujeitas a Revisão Legal das Contas, de que resultou a elaboração de um modelo de regressão logística capaz de explicar o comportamento dos intervenientes no processo de produção e prestação de contas.

Read accessible full text

As determinantes da implantação do inventário permanente em Portugal: um estudo empírico

Author: Almeida, José Joaquim Marques de; Coimbra, Pedro; Larguinho, Manuela
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2005
Source: https://idus.us.es/bitstreams/21faafe1-d1d1-4e38-ae66-26151a2961bb/download
159
AS DETERMINANTES DA IMPLANTAÇÃO DO INVENTÁRIO PERMANENTE EM
PORTUGAL: UM ESTUDO EMPÍRICO
José Joaquim Ma ques de Almeida
Ped o Coimb a
Manuela La guinho
RESUMO
O Dec e o-lei n.º 79/2003, de 23 de Ab il, ape eiçoa o Dec e o-lei n.º 44/99, de 12 de Fe e ei o,
ambos o am emi idos pelo Minis é io das Finanças de Po ugal, e de e minam, po azões de ges ão, a
ob iga o iedade da adopção do in en á io pe manen e a um as o conjun o de emp esas po uguesas,
dos sec o es come cial, se iços ou indus ial. P essupõem, ex-an e, que a aplicação do sup aci ado
in en á io pe mi e a de e minação di ec a do cus o das endas, o ape eiçoamen o do sis ema de
con olo in e no e a melho ia da qualidade da in o mação inancei a, acili ando, igualmen e, o
p ocesso conducen e à audi o ia das con as e, con ibui, ambém, pa a minimiza a e asão iscal,
o nando mais idedigno o sis ema con ibu i o e, consequen emen e, mais c edí el o p ocesso de
de e minação do luc o eal.
C iou, inclusi amen e, no Es a u o dos Bene ícios Fiscais (a .º 51º), uma medida pedagógica
incen i ado a da adopção olun á ia do in en á io pe manen e, consubs anciada numa majo ação de
1,3 do alo da do ação pa a dep eciação de exis ências, calculado nos e mos do Código do Impos o
sob e o Rendimen o das Pessoas Colec i as (IRC). Com es e la go espec o de an agens e, à
pa ida, sem incon enien es, in e ogamo-nos po que azão a maio ia das emp esas po uguesas ainda
não adop ou semelhan e ipo de in en á io, apesa de, po lei, se ob iga ó io.
Nes e con ex o, é objec i o des e abalho analisa , não o e ei o posi i o da adopção do in en á io
pe manen e na melho ia das demons ações inancei as, mas sim, en a modeliza o compo amen o
dos ges o es e ou os agen es incluídos no p ocesso de p odução e di ulgação da in o mação
inancei a, bem como de ou os ac o es de e minan es na adopção de semelhan e medida de con olo
in e no.
Reco emos, po isso, à concepção de um inqué i o que dis ibuímos po ce ca de 200 emp esas,
sujei as a Re isão Legal das Con as, de que esul ou a elabo ação de um modelo de eg essão logís ica
capaz de explica o compo amen o dos in e enien es no p ocesso de p odução e p es ação de con as.
PALAVRAS CHAVES: con abilidade; in en á io; a aliação
ABSTRACT
The Dec ee-law n.º 79/2003, o 23 o Ap il, pe ec s he Dec ee-law n.º 44/99, o 12 o Feb ua y, bo h
had been emi ed by he Minis y o he Finances o Po ugal, and de e mine, o managemen easons,
he obliga ion o he adop ion o he pe manen in en o y o a as se o Po uguese companies, o he
sec o s comme cial, se ices o indus ial. They es ima e, o me -be o e, ha he applica ion o he
CITIES IN COMPETITION
160
abo e-men ioned in en o y allows o he de e mina ion di ec o he cos o sales, he pe ec ioning o
he sys em o in e nal con ol and he imp o emen o he quali y o he inancial in o ma ion,
acili a ing, equally, he conduci e p ocess o he audi o ship o he accoun s and, con ibu es, also, o
minimize he iscal e asion, becoming us wo he con ibu ion sys em and, in consequence, he
p ocess o de e mina ion o he p o i Real.
I c ea ed, inclusi ely, in he S a u e o he Tax bene i s (a .º 51º), an pedagogical measu e o he
olun a y adop ion o he pe manen in en o y, in an inc ease o 1,3 o he alue o he endowmen o
dep ecia ion o exis ences, calcula ed in he e ms o he Code o he Tax on he Income (IRC). Wi h
his wide spec e o ad an ages and, o he depa u e, wi hou incon eniences, we in e oga e ou sel es
why eason he majo i y o he Po uguese companies s ill did no adop ion simila ype o in en o y,
al hough, o law, obliga o being.
In his con ex , he is aim o his wo k o analyze, no i posi i e e ec o he adop ion o he pe manen
in en o y in he imp o emen o he inancial demons a ions, bu yes, o y o modeless he enclosed
beha iou o he manage s and o he agen s in he p oduc ion p ocess and sp eading o he inancial
in o ma ion, as well as o o he de e mina i e ac o s in he adop ion o measu ed ellow c ea u e o
in e nal con ol. We appeal, he e o e, o he concep ion o an inqui y ha we dis ibu e o abou 200
companies, ci izens he Legal Re ision o Accoun s, o ha he elabo a ion o a model o logis ic
eg ession capable esul ed o explain he beha iou o in e ening in he p ocess o p oduc ion and
he ende ing o accoun s.
KEY WORDS: accoun ing; in en o y; e alua ion
1. INTRODUÇÃO
Os e os de in en á io podem a ec a an o o Balanço como a Demons ação de Resul ados. Com e ei o,
di e enças no in en á io ísico pode a ec a a medida e o alo dos ac i os co en es, o al do ac i o e, como
co olá io, o Balanço. Podem, igualmen e, ep esen a -se no cus o das me cado ias endidas, ou as a iações de
p odução, o esul ado b u o, o esul ado líquido e logicamen e a Demons ação de Resul ados. O cus o dos
in en á ios é um dos i ens mais signi ica i os em mui as emp esas, endo, o e mo in en á io, a seguin e
ab angência: me cado ias des inadas à enda, p odu os acabados, pa a enda, p odu os e abalhos em cu so,
ma é ias-p imas e ma é ias pa a se em incluídas no p ocesso p odu i o. A impo ância dos in en á ios é de al
o dem que os economis as moni o iza am a sua mudança pa a in e i da iqueza de um país. Do mesmo modo
que a ges ão em e mos de e iciência e e icácia é equen emen e conside ada a cha e do êxi o em mui os
negócios, numa economia de me cado os in en á ios são um impo an e ba óme o a e ido da ac i idade
emp esa ial. Nes e con ex o, a co ec a mensu ação dos in en á ios é undamen al, que no delineamen o de uma
co ec a poli ica de ges ão de s ocks – e ei o balanço e e ei o demons ação dos esul ados – não sendo
desp ezí el o e ei o iscal. A azão de as emp esas adop a em di e en es c i é ios de a aliação em aiz nos ês
e ei os ci ados, que, não ac uam independen emen e, mas em es i a co elação. A in odução p og essi a, nas
emp esas, de sis emas in o má icos de ges ão e con ole dos s ocks, possibili ou que a enda em massa de
me cado ia e o con ole dos s ocks, osse e ec uado nos e minais das caixas egis ado as, sis ema que mui as
ezes, só é u ilizado no con ex o da o ação das exis ências, e não como peça in eg an e do sis ema
con abilís ico. No en an o, gene alizou a me odologia do in en á io pe manen e.
ACCOUNTING TRENDS
161
Pe mi e, à pa ida, um con ole mais igo oso das exis ências, uma ez que pa a apu a esul ados e a alia
ac i os não é necessá io a con agem das exis ências inais. No en an o, es e sis ema de in en á io pode se
ex emamen e cus oso pa a as emp esas, sendo necessá io e semp e p esen e que o cus o da in o mação não
de e excede o bene ício, concei o conside ado pon o-cha e na p odução de in o mação inancei a. Com e ei o,
o sis ema em ap eço az aumen a , em exponencial, os egis os con abilís icos, podendo o na o apa elho
con abilís ico bas an e pesado. De ac o, o sis ema pa a unciona em pleno, eque uma lub i icação e uma
igilância pe manen e sob e os sis emas de in o mação.
Po ou o lado, quando não há egis os ou o seu a aso é uma cons an e, ou quando o sis ema não es á
ope acional ou é imp a icá el, o na-se necessá io aze um in en á io ísico. De qualque manei a, pa ece a
p io i que es e sis ema pe mi e aze o ma ching concep de uma o ma ins an ânea. No sis ema de in en á io
pe iódico, a in en a iação ísica impõe-se, sendo básica pa a de e mina o alo do in en á io e cus o das
me cado ias endidas e consumidas. Es e sis ema esul a num ade-o : eduz os egis os con abilís icos, mas,
em con apa ida, az aumen a os sis emas de con ole associados ao in en á io. Pa ece que es e sis ema impõe
ques ões de con ole in e no dos in en á ios que o p imei o não induz. Os objec i os de con ole in e no que lhe
es ão associados – elacionados com os objec i os de sal agua da e di ulgação da in o mação inancei a –
englobam um conjun o de con oles p e en i os e de ec i os capazes de p e eni e de ec a os e os ou enganos
associados a es a impo an e es u u as dos ac i os das emp esas. O in en á io pe manen e é equen emen e
pensado como exe cendo um con ole e ec i o e global sob e os in en á ios. No en an o, em o dem a mos a a
exac idão do in en á io exp esso e di ulgado nas demons ações inancei as, é cos ume ambém aze um
in en á io ísico pa a e ei os compa a i os e de pad ão a e ido . Po an o, ao in en á io pe manen e es á
associada uma ideia de con ole, que não é ão o e quando pensamos em e mos de in en á io pe iódico. O
ema ou as p oblemá icas, ais como: o cus o his ó ico, p incipio do cus o his ó ico, o ma ching concep , o
econhecimen o de p o ei os, o c i é io de a aliação dos s ocks, a p op iedade dos s ocks, a consis ência de
poli icas, a possibilidade de a aliação po c i é ios di e en es do cus o his ó ico/moeda nominal, c i é ios pa a
es ima in en á ios do im do pe íodo, ges ão dos s ocks, e c. que são odas conside adas esiduais e po an o não
di ec amen e elacionadas com o p oblema que p e endemos indaga : a azão po que algumas emp esas
adop a am e ou as não o in en á io pe manen e. Inicialmen e, o Minis é io das Finanças, a a és do Dec e o-lei
n.º 44/99, de 12 de Fe e ei o, impõe a ob iga o iedade da adopção do sis ema de in en á io pe manen e, bem
como a de inição dos elemen os básicos que a lis agem de in en á io ísico das exis ências de e á con e .
Salien a o no ma i o “ as boas eg as de ges ão exigem que, no inal do exe cício, as emp esas p ocedam a um
in en á io ísico das exis ências, elabo ado de o ma a p opo ciona in o mação idedigna ela i amen e às
quan idades e alo es e, bem assim, ao cus o dos bens endidos e consumidos. Em 23 de Ab il de 2003, o
Minis é io das Finanças Po uguês, a a és do Dec e o-lei 79/2003, ape eiçoa-se o Dec e o an e io cla i icando:
- A e icácia empo al do diploma.
- A eliminação da necessidade de ap esen ação de eque imen o, di igido ao Minis o das Finanças, a
solici a a dispensa das ob igações de adopção do sis ema de in en á io pe manen e.
O ci ado Dec e o ob iga, no amen e, a adop a o in en á io pe manen e a pa i de 1 de Janei o de 2003, na
con abilização das exis ências – alínea a do n.º 1 – a odas as emp esas sujei as a audi o ia/ e isão legal das
con as81. As ou as en idades, não ab angidas pela audi o ia legal são ob igadas a p ocede ao in en á io ísico
81 Limi es da e isão legal.
CITIES IN COMPETITION
162
das exis ências, de aco do com os p ocedimen os p esc i os no capí ulo 12, classe 3 – Exis ências – do Plano
O icial de Con abilidade.
É es anho que o minis é io das Finanças p e enda in e i numa á ea ão sensí el da ac i idade emp esa ial, com
o p e ex o de impo boas eg as de ges ão ao sec o p i ado. Ob iamen e, que a en idade es a al p e ende
unicamen e con ibui , como lhe compe e, pa a a “ e e são da e asão iscal, o nando mais idedigno o sis ema
con ibu i o e, consequen emen e mais c edí el o p ocesso de de e minação do luc o eal”. Leia-se, de
p e e ência, luc o ibu á el. Po an o, o lei mo i do ci ado no ma i o, sob a capa da melho ia da lei u a das
demons ações inancei as po pa e dos di e sos u ilizado es, esume-se à necessidade de ge a ecei as
o çamen ais, pela ia da adopção de semelhan e in en á io. Não es á, con udo, p o ado, empi icamen e, que o
sis ema de in en á io pe manen e, em elação ao in en á io pe iódico, melho e a p odu i idade dos impos os que
incidem sob e o endimen o da emp esa. O p oblema, na nossa pe spec i a, não se encon a na u ilização da
écnica, mas em azões cul u ais p o undas.
2. DECISÕES RELEVANTES NA ESCOLHA DO TIPO DE INVENTÁRIO
A escolha do sis ema de in en á io pa a a con abilização e con ole das exis ências é uma decisão es a égica
impo an e, que de e e subjacen e uma análise cus o-bene icio, mas que é ambém condicionada po uma
di e sidade de ac o es de na u eza di e si icada que se co elacionam e são um inpu no p ocesso de omada de
decisão. Com e ei o, a opção, enquad a-se, ac ualmen e na escolha de um sis ema de in o mação global, no qual
a con abilidade se in eg a como um me o sub-sis ema. De ac o, a ges ão dos s ocks comp eende no seu âmbi o
uma p oblemá ica mais ica do que o simples egis o e con olo das ansacções, po isso, as emp esas mais
e oluídas na p ocu a da in o mação não omam a decisão somen e em e mos de escolha do ipo de in en á io,
mas, p e e em um sis ema in eg ado de ges ão. O ca esianismo, em con abilidade, pe mi e uma omada de
decisões isoladas, enquan o que o holismo pe mi e uma pe spec i a in e ligada dos s ocks. A pa des es ac o es
de na u eza in o ma i a na emp esa, podem, no con ex o da decisão de adop a ou não o in en á io pe manen e,
apa ece ou os ipos de ac o es que podem obs a a p ocu a do melho sis ema de in o mação de ges ão, que
englobe o sub-sis ema con abilís ico e de ges ão de s ocks. Com e ei o, ac o es económico- inancei os podem
e uma in luência quali a i a impo an e na escolha do melho sis ema, aos quais se podem associa ac o es
compo amen ais – elacionados com os agen es que i ão a a e analisa o p ocesso p odu i o –
consubs anciados em juízos dos agen e enca egados de colec a , con abiliza , analisa , ge i e alida o p ocesso
de in o mação elacionado com a á ea de s ocks. Fac o es iscais ambém podem eme gi , consoan e o ní el de
iscalidade exis en e em cada país, e a maio ou meno in e acção en e a con abilidade e a iscalidade. Da
mesma o ma, aspec os elacionados com o g au de in eg ação do sis ema, ou seja ac o es elacionados com a
qualidade da in o mação p e endida nos di e en es es ádios p odu i os da emp esa podem e um peso
de e minan e na decisão. Tudo is o, em como pano de undo, ac o es es u u ais, não manipulá eis no cu o
p azo, e que ep esen am os alice ces onde se ai cons ui o sis ema de in o mação de ges ão dos s ocks.
3. HIPÓTESES A TESTAR
Na lógica da eo ia posi i a da con abilidade, amos es a as hipó eses que se elacionam com os ac o es já
e e idos com a seguin e co espondência.
ACCOUNTING TRENDS
163
FACTORES VARIÁVEIS EXPLICATIVAS
Es u u ais
Compo amen ais
Fiscais
Económico- inancei as
Qualidade da in o mação de ges ão
Es u u ais
Compo amen ais
Fiscais
Económico- inancei as
Qualidade da in o mação de ges ão
FACTORES ESTRUTURAIS VARIÁVEIS
EXPLICATIVAS
- Dimensão da emp esa
- Complexidade da emp esa
- Tipo de emp esa
- Localização geog á ica
- Fo ma ju ídica
- Es u u a de ges ão
- Es u u a cen alizada/descen alizada
n2
n3
n4
n5
n6
n7
n8
FACTORES COMPORTAMENTAIS
- O TOC, já abalhou e sis ema de in en á io pe manen e
- O TOC, conco da com a adopção do sis ema de in en á io
pe manen e
- O Audi o /Re iso coloca ese as nas con as quando a
emp esa não adop a o sis ema de in en á io pe manen e
- A adminis ação conco da em implemen a o sis ema de
in en á io pe manen e
n9
n10
n11
n12
FACTORES FISCAIS
- Se a adminis ação iscal es abelece que a não aplicação do
in en á io pe manen e implica a aplicação de mé odos
indiciá ios, a adminis ação acaba á po implemen a o
sis ema.
- A não adopção do sis ema de in en á io pe manen e
possibili a maio lexibilidade na manipulação do impos o a
paga .
- Di isão da emp esa, pa a que a eg a da sujeição não se
aplique.
n18
n13
n27

CITIES IN COMPETITION
164
FACTORES ECONÓMICO-FINANCEIROS
- Si uação inancei a
- Resul ado liquida da emp esa
- Es u u a do passi o
- Peso das exis ências
- A adopção do in en á io pe manen e implica pa a a emp esa
mais cus os
- A adopção do in en á io pe manen e implica pa a a emp esa
mais cus os do que bene ícios
n19
n21
n25
n24
n8
n9
FACTORES DE QUALIDADE INFORMATIVA DE
GESTÃO
- A emp esa em esquemas al e na i os de con ole das
exis ências
- A emp esa em uma ges ão de p odução não in o ma izada
- A adopção do in en á io pe manen e melho a e ape eiçoa o
apu amen o dos cus os de p odução
- Em que ases do p ocesso de come cialização/p odução
adop a os p ocedimen os de in en á io pe manen e
- Des asamen o en e a exis ência con abilís ica e a exis ência
eal
- O sis ema de in en á io pe manen e é mais ú il pa a a ges ão
do que o in en á io pe iódico
n10
n22
n23
n11
n13
4. INQUÉRITO
Fo am en iados os ques ioná ios em anexo a 200 emp esas espalhadas pela zona no e, cen o in e io , cen o
li o al e cen o sul, endo sido ob idas 81 espos as, ou seja 40% das sociedades seleccionadas esponde am, o
que nos pe mi e aze uma análise das equências pa a as a iá eis independen es ( ac o es).
5. AMOSTRA E DESIGNAÇÃO DAS VARIÁVEIS EM ESTUDO
An es de inicia mos o nosso es udo, é impo an e e e i que a nossa amos a em 81 obse ações, endo-se 46
emp esas que não adop am o sis ema de in en á io pe manen e ( ep esen ando 56.79% da amos a) e 35
emp esas que adop am o sis ema de in en á io pe manen e, SIP, ep esen ando ce ca de 43.21% da amos a). A
a iá el espos a de in e esse é adop a ou não o sis ema de in en á io pe manen e, sendo es a a iá el designada
po SIP e que oma os alo es 0 (caso em que não adop a o SIP) e 1 (quando adop a o SIP).
Rela i amen e às a iá eis independen es emos em es udo 21, sendo odas de na u eza disc e a, que passamos a
de ini :
ACCOUNTING TRENDS
165
DESIGNAÇÃO VALOR
n2 0 – não PME
1 – PME
n3 0 – não complexa
1 – complexa
n4
0 – come cial
1 – indus ial
2 – come cial + indus ial
n5 0 – li o al
1 – in e io
n6 0 – sociedade po quo as
1 – sociedade anónima
n7 0 – amilia
1 – não amilia
n8 0 – não implica mais cus os
1 – implica mais cus os
n9 0 – não implica + cus os do que bene ícios
1 – implica + cus os do que bene ícios
n11 0 – exis ência con abilís ica = exis ência eal
1 – exis ência con abilís ica ≠ exis ência eal
n12 0 – não possibili a maio lexibilidade
1 – possibili a maio lexibilidade
n13 0 – não é mais ú il pa a a ges ão
1 – é mais ú il pa a a ges ão
n15 0 – TOC não conco da
1 – TOC conco da
n16 0 – não coloca ese as
1 – coloca ese as
n18 0 – não
1 – sim
n19
0 – má
1 – azoá el
2 - boa
n20 0 – não em ges ão da p odução in o ma izada
1 – em ges ão da p odução in o ma izada
n21 0 – esul ado nega i o
1 – é mais ú il pa a a ges ão
n24 0 - baixo
1 – al a
n25 0 – pouco endi idada
1 – mui o endi idada
n26 0 – não em es u u a descen alizada
1 – em es u u a descen alizada
n27 0 – não
1 – sim
CITIES IN COMPETITION
166
6. CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS
Começamos o nosso es udo azendo uma análise das equências pa a as a iá eis independen es ( ac o es), que
no caso das emp esas que adop am o sis ema de in en á io pe manen e que no caso em que as emp esas não
adop am es e sis ema de in en á io. Na abela seguin e cons am os esul ados ob idos:
FACTOR EMPRESAS NÃO
ADOPTAM SIP
EMPRESAS
ADOPTAM SIP
n2 PME 91.3 % (42/46) 82.9 % (29/35)
n3 Complexa 63.0 % (29/46) 54.3 % (19/35)
n4
Come cial
Indus ial
Come cial e Indus ial
28.3 % (13/46)
56.5 % (26/46)
15.2 % (7/46)
34.3 % (12/35)
48.6 % (17/35)
17.1 % (6/35)
n5 In e io 60.9 % (28/46) 68.6 % (24/35)
n6 Sociedade Anónima 30.4 % (14/46) 65.7 % (23/35)
n7 Não amilia 30.4 % (14/46) 37.1 % (13/35)
n8 Implica mais cus os 82.6 % (38/46) 68.6 % (24/35)
n9 Implica mais cus os que bene ícios 58.7 % (27/46) 22.9 % (8/35)
n11
Exis . con = Exis . eal
Exis . con < Exis . eal
Exis . con > Exis . eal
69.6 % (32/46)
19.6 % (9/46)
10.9 % (5/46)
60.0 % (21/35)
20.0 % (7/35)
20.0 % (7/35)
n12 Possibili a maio lexibilidade 67.4 % (31/46) 51.4 % (18/35)
n13 É mais ú il pa a a ges ão 6.5 % (3/46) 0 % (0/35)
n15 TOC conco da 73.9 % (34/46) 97.1 % (34/35)
n16 Coloca ese as 19.6 % (9/46) 17.1 % (6/35)
n18 Sim 93.5 % (43/46) 91.4 % (32/35)
n19
Má
Razoá el
Boa
6.5 % (3/46)
47.8 % (22/46)
45.7 % (21/46)
11.1 % (4/35)
51.4 % (18/35)
37.1 % (13/35)
n20 Tem ges ão de p odução in o ma izada 34.8 % (16/46) 68.6 % (24/35)
n21 Posi i o 93.5 % (43/46) 77.1 % (27/35)
n24
<
10%
10% - 20%
2
0% - 50%
>
50%
15.2 % (7/46)
39.1 % (18/46)
39.1 % (18/46)
6.5 % (3/46)
17.1 % (6/35)
37.1 % (13/35)
45.7 % (16/35)
0 % (0/35)
n25
P
ouco endi idada
M
edianamen e endi idada
M
ui o endi idada
47.8 % (22/46)
45.7 % (21/46)
6.5 % (3/46)
25.7 % (9/35)
60.0 % (21/35)
14.3 % (14/35)
n26 Tem es u u a descen alizada 45.7 % (21/46) 45.7 % (16/35)
n27 Sim 13.0 % (6/46) 14.3 % (5/35)
Pela abela an e io podemos cons a a que exis em di e enças, que julgamos signi ica i as, en e as emp esas
que não aplicam e sus as emp esas que aplicam o sis ema de in en á io pe manen e nas a iá eis n6, n9, n15, n20,
n21, e n25.
ACCOUNTING TRENDS
167
7. ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE AS VARIÁVEIS INDEPENDENTES E A VARIÁVEL
RESPOSTA
De seguida passamos a es a 0:
0=
i
Hβ s 0:
1≠
i
Hβ, ou seja, amos e quais são as a iá eis
independen es que são associadas com a a iá el espos a, SIP (0 – não adop a sis ema de in en á io
pe manen e, 1 – adop a o sis ema de in en á io pe manen e).
Pa a es a mos es a hipó ese oi u ilizado o es e azão de e osmilhança, G, e o es e de Wald.
Na abela seguin e es ão os esul ados ob idos pa a as es a ís icas de es e e os p- alue associados.
VARIÁVEL g.l Wald p- alue G p- alue
n2 1 1.267 0.260 1.298 0.255
n3 1 0.629 0.428 0.631 0.427
n4 2 0.515 0.773 0.516 0.772
n5 1 0.511 0.475 0.516 0.473
n6 1 9.509 0.002 10.146 0.001
n7 1 0.401 0.526 0.401 0.526
n8 1 2.132 0.144 2.166 0.141
n9 1 9.765 0.002 10.792 0.001
n11 2 1.364 0.506 1.387 0.500
n12 1 2.097 0.148 2.117 0.146
n13 1 0.109 0.741 3.478 0.062
n15 1 5.406 0.020 9.472 0.002
n16 1 0.077 0.781 0.078 0.780
n18 1 0.121 0.728 0.121 0.728
n19 2 0.933 0.627 0.946 0.623
n20 1 8.689 0.003 9.263 0.002
n21 1 4.033 0.045 4.59 0.033
n24 3 0.292 0.962 3.661 0.301
n25 2 4.389 0.111 4.631 0.099
n26 1 0.000 0.996 0.000 0.996
n27 1 0.026 0.872 0.026 0.872
Das 21 a iá eis independen es em es udo, emos as seguin es a iá eis signi ica i as, ou seja, associadas com a
a iá el espos a:
n6 – Fo ma ju ídica da emp esa
n9 – A adopção do in en á io pe manen e implica pa a a emp esa mais cus os?