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AS DETERMINANTES DA IMPLANTAÇÃO DO INVENTÁRIO PERMANENTE EM
PORTUGAL: UM ESTUDO EMPÍRICO
José Joaquim Ma ques de Almeida
Ped o Coimb a
Manuela La guinho
RESUMO
O Dec e o-lei n.º 79/2003, de 23 de Ab il, ape eiçoa o Dec e o-lei n.º 44/99, de 12 de Fe e ei o,
ambos o am emi idos pelo Minis é io das Finanças de Po ugal, e de e minam, po azões de ges ão, a
ob iga o iedade da adopção do in en á io pe manen e a um as o conjun o de emp esas po uguesas,
dos sec o es come cial, se iços ou indus ial. P essupõem, ex-an e, que a aplicação do sup aci ado
in en á io pe mi e a de e minação di ec a do cus o das endas, o ape eiçoamen o do sis ema de
con olo in e no e a melho ia da qualidade da in o mação inancei a, acili ando, igualmen e, o
p ocesso conducen e à audi o ia das con as e, con ibui, ambém, pa a minimiza a e asão iscal,
o nando mais idedigno o sis ema con ibu i o e, consequen emen e, mais c edí el o p ocesso de
de e minação do luc o eal.
C iou, inclusi amen e, no Es a u o dos Bene ícios Fiscais (a .º 51º), uma medida pedagógica
incen i ado a da adopção olun á ia do in en á io pe manen e, consubs anciada numa majo ação de
1,3 do alo da do ação pa a dep eciação de exis ências, calculado nos e mos do Código do Impos o
sob e o Rendimen o das Pessoas Colec i as (IRC). Com es e la go espec o de an agens e, à
pa ida, sem incon enien es, in e ogamo-nos po que azão a maio ia das emp esas po uguesas ainda
não adop ou semelhan e ipo de in en á io, apesa de, po lei, se ob iga ó io.
Nes e con ex o, é objec i o des e abalho analisa , não o e ei o posi i o da adopção do in en á io
pe manen e na melho ia das demons ações inancei as, mas sim, en a modeliza o compo amen o
dos ges o es e ou os agen es incluídos no p ocesso de p odução e di ulgação da in o mação
inancei a, bem como de ou os ac o es de e minan es na adopção de semelhan e medida de con olo
in e no.
Reco emos, po isso, à concepção de um inqué i o que dis ibuímos po ce ca de 200 emp esas,
sujei as a Re isão Legal das Con as, de que esul ou a elabo ação de um modelo de eg essão logís ica
capaz de explica o compo amen o dos in e enien es no p ocesso de p odução e p es ação de con as.
PALAVRAS CHAVES: con abilidade; in en á io; a aliação
ABSTRACT
The Dec ee-law n.º 79/2003, o 23 o Ap il, pe ec s he Dec ee-law n.º 44/99, o 12 o Feb ua y, bo h
had been emi ed by he Minis y o he Finances o Po ugal, and de e mine, o managemen easons,
he obliga ion o he adop ion o he pe manen in en o y o a as se o Po uguese companies, o he
sec o s comme cial, se ices o indus ial. They es ima e, o me -be o e, ha he applica ion o he
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abo e-men ioned in en o y allows o he de e mina ion di ec o he cos o sales, he pe ec ioning o
he sys em o in e nal con ol and he imp o emen o he quali y o he inancial in o ma ion,
acili a ing, equally, he conduci e p ocess o he audi o ship o he accoun s and, con ibu es, also, o
minimize he iscal e asion, becoming us wo he con ibu ion sys em and, in consequence, he
p ocess o de e mina ion o he p o i Real.
I c ea ed, inclusi ely, in he S a u e o he Tax bene i s (a .º 51º), an pedagogical measu e o he
olun a y adop ion o he pe manen in en o y, in an inc ease o 1,3 o he alue o he endowmen o
dep ecia ion o exis ences, calcula ed in he e ms o he Code o he Tax on he Income (IRC). Wi h
his wide spec e o ad an ages and, o he depa u e, wi hou incon eniences, we in e oga e ou sel es
why eason he majo i y o he Po uguese companies s ill did no adop ion simila ype o in en o y,
al hough, o law, obliga o being.
In his con ex , he is aim o his wo k o analyze, no i posi i e e ec o he adop ion o he pe manen
in en o y in he imp o emen o he inancial demons a ions, bu yes, o y o modeless he enclosed
beha iou o he manage s and o he agen s in he p oduc ion p ocess and sp eading o he inancial
in o ma ion, as well as o o he de e mina i e ac o s in he adop ion o measu ed ellow c ea u e o
in e nal con ol. We appeal, he e o e, o he concep ion o an inqui y ha we dis ibu e o abou 200
companies, ci izens he Legal Re ision o Accoun s, o ha he elabo a ion o a model o logis ic
eg ession capable esul ed o explain he beha iou o in e ening in he p ocess o p oduc ion and
he ende ing o accoun s.
KEY WORDS: accoun ing; in en o y; e alua ion
1. INTRODUÇÃO
Os e os de in en á io podem a ec a an o o Balanço como a Demons ação de Resul ados. Com e ei o,
di e enças no in en á io ísico pode a ec a a medida e o alo dos ac i os co en es, o al do ac i o e, como
co olá io, o Balanço. Podem, igualmen e, ep esen a -se no cus o das me cado ias endidas, ou as a iações de
p odução, o esul ado b u o, o esul ado líquido e logicamen e a Demons ação de Resul ados. O cus o dos
in en á ios é um dos i ens mais signi ica i os em mui as emp esas, endo, o e mo in en á io, a seguin e
ab angência: me cado ias des inadas à enda, p odu os acabados, pa a enda, p odu os e abalhos em cu so,
ma é ias-p imas e ma é ias pa a se em incluídas no p ocesso p odu i o. A impo ância dos in en á ios é de al
o dem que os economis as moni o iza am a sua mudança pa a in e i da iqueza de um país. Do mesmo modo
que a ges ão em e mos de e iciência e e icácia é equen emen e conside ada a cha e do êxi o em mui os
negócios, numa economia de me cado os in en á ios são um impo an e ba óme o a e ido da ac i idade
emp esa ial. Nes e con ex o, a co ec a mensu ação dos in en á ios é undamen al, que no delineamen o de uma
co ec a poli ica de ges ão de s ocks – e ei o balanço e e ei o demons ação dos esul ados – não sendo
desp ezí el o e ei o iscal. A azão de as emp esas adop a em di e en es c i é ios de a aliação em aiz nos ês
e ei os ci ados, que, não ac uam independen emen e, mas em es i a co elação. A in odução p og essi a, nas
emp esas, de sis emas in o má icos de ges ão e con ole dos s ocks, possibili ou que a enda em massa de
me cado ia e o con ole dos s ocks, osse e ec uado nos e minais das caixas egis ado as, sis ema que mui as
ezes, só é u ilizado no con ex o da o ação das exis ências, e não como peça in eg an e do sis ema
con abilís ico. No en an o, gene alizou a me odologia do in en á io pe manen e.
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Pe mi e, à pa ida, um con ole mais igo oso das exis ências, uma ez que pa a apu a esul ados e a alia
ac i os não é necessá io a con agem das exis ências inais. No en an o, es e sis ema de in en á io pode se
ex emamen e cus oso pa a as emp esas, sendo necessá io e semp e p esen e que o cus o da in o mação não
de e excede o bene ício, concei o conside ado pon o-cha e na p odução de in o mação inancei a. Com e ei o,
o sis ema em ap eço az aumen a , em exponencial, os egis os con abilís icos, podendo o na o apa elho
con abilís ico bas an e pesado. De ac o, o sis ema pa a unciona em pleno, eque uma lub i icação e uma
igilância pe manen e sob e os sis emas de in o mação.
Po ou o lado, quando não há egis os ou o seu a aso é uma cons an e, ou quando o sis ema não es á
ope acional ou é imp a icá el, o na-se necessá io aze um in en á io ísico. De qualque manei a, pa ece a
p io i que es e sis ema pe mi e aze o ma ching concep de uma o ma ins an ânea. No sis ema de in en á io
pe iódico, a in en a iação ísica impõe-se, sendo básica pa a de e mina o alo do in en á io e cus o das
me cado ias endidas e consumidas. Es e sis ema esul a num ade-o : eduz os egis os con abilís icos, mas,
em con apa ida, az aumen a os sis emas de con ole associados ao in en á io. Pa ece que es e sis ema impõe
ques ões de con ole in e no dos in en á ios que o p imei o não induz. Os objec i os de con ole in e no que lhe
es ão associados – elacionados com os objec i os de sal agua da e di ulgação da in o mação inancei a –
englobam um conjun o de con oles p e en i os e de ec i os capazes de p e eni e de ec a os e os ou enganos
associados a es a impo an e es u u as dos ac i os das emp esas. O in en á io pe manen e é equen emen e
pensado como exe cendo um con ole e ec i o e global sob e os in en á ios. No en an o, em o dem a mos a a
exac idão do in en á io exp esso e di ulgado nas demons ações inancei as, é cos ume ambém aze um
in en á io ísico pa a e ei os compa a i os e de pad ão a e ido . Po an o, ao in en á io pe manen e es á
associada uma ideia de con ole, que não é ão o e quando pensamos em e mos de in en á io pe iódico. O
ema ou as p oblemá icas, ais como: o cus o his ó ico, p incipio do cus o his ó ico, o ma ching concep , o
econhecimen o de p o ei os, o c i é io de a aliação dos s ocks, a p op iedade dos s ocks, a consis ência de
poli icas, a possibilidade de a aliação po c i é ios di e en es do cus o his ó ico/moeda nominal, c i é ios pa a
es ima in en á ios do im do pe íodo, ges ão dos s ocks, e c. que são odas conside adas esiduais e po an o não
di ec amen e elacionadas com o p oblema que p e endemos indaga : a azão po que algumas emp esas
adop a am e ou as não o in en á io pe manen e. Inicialmen e, o Minis é io das Finanças, a a és do Dec e o-lei
n.º 44/99, de 12 de Fe e ei o, impõe a ob iga o iedade da adopção do sis ema de in en á io pe manen e, bem
como a de inição dos elemen os básicos que a lis agem de in en á io ísico das exis ências de e á con e .
Salien a o no ma i o “ as boas eg as de ges ão exigem que, no inal do exe cício, as emp esas p ocedam a um
in en á io ísico das exis ências, elabo ado de o ma a p opo ciona in o mação idedigna ela i amen e às
quan idades e alo es e, bem assim, ao cus o dos bens endidos e consumidos. Em 23 de Ab il de 2003, o
Minis é io das Finanças Po uguês, a a és do Dec e o-lei 79/2003, ape eiçoa-se o Dec e o an e io cla i icando:
- A e icácia empo al do diploma.
- A eliminação da necessidade de ap esen ação de eque imen o, di igido ao Minis o das Finanças, a
solici a a dispensa das ob igações de adopção do sis ema de in en á io pe manen e.
O ci ado Dec e o ob iga, no amen e, a adop a o in en á io pe manen e a pa i de 1 de Janei o de 2003, na
con abilização das exis ências – alínea a do n.º 1 – a odas as emp esas sujei as a audi o ia/ e isão legal das
con as81. As ou as en idades, não ab angidas pela audi o ia legal são ob igadas a p ocede ao in en á io ísico
81 Limi es da e isão legal.
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das exis ências, de aco do com os p ocedimen os p esc i os no capí ulo 12, classe 3 – Exis ências – do Plano
O icial de Con abilidade.
É es anho que o minis é io das Finanças p e enda in e i numa á ea ão sensí el da ac i idade emp esa ial, com
o p e ex o de impo boas eg as de ges ão ao sec o p i ado. Ob iamen e, que a en idade es a al p e ende
unicamen e con ibui , como lhe compe e, pa a a “ e e são da e asão iscal, o nando mais idedigno o sis ema
con ibu i o e, consequen emen e mais c edí el o p ocesso de de e minação do luc o eal”. Leia-se, de
p e e ência, luc o ibu á el. Po an o, o lei mo i do ci ado no ma i o, sob a capa da melho ia da lei u a das
demons ações inancei as po pa e dos di e sos u ilizado es, esume-se à necessidade de ge a ecei as
o çamen ais, pela ia da adopção de semelhan e in en á io. Não es á, con udo, p o ado, empi icamen e, que o
sis ema de in en á io pe manen e, em elação ao in en á io pe iódico, melho e a p odu i idade dos impos os que
incidem sob e o endimen o da emp esa. O p oblema, na nossa pe spec i a, não se encon a na u ilização da
écnica, mas em azões cul u ais p o undas.
2. DECISÕES RELEVANTES NA ESCOLHA DO TIPO DE INVENTÁRIO
A escolha do sis ema de in en á io pa a a con abilização e con ole das exis ências é uma decisão es a égica
impo an e, que de e e subjacen e uma análise cus o-bene icio, mas que é ambém condicionada po uma
di e sidade de ac o es de na u eza di e si icada que se co elacionam e são um inpu no p ocesso de omada de
decisão. Com e ei o, a opção, enquad a-se, ac ualmen e na escolha de um sis ema de in o mação global, no qual
a con abilidade se in eg a como um me o sub-sis ema. De ac o, a ges ão dos s ocks comp eende no seu âmbi o
uma p oblemá ica mais ica do que o simples egis o e con olo das ansacções, po isso, as emp esas mais
e oluídas na p ocu a da in o mação não omam a decisão somen e em e mos de escolha do ipo de in en á io,
mas, p e e em um sis ema in eg ado de ges ão. O ca esianismo, em con abilidade, pe mi e uma omada de
decisões isoladas, enquan o que o holismo pe mi e uma pe spec i a in e ligada dos s ocks. A pa des es ac o es
de na u eza in o ma i a na emp esa, podem, no con ex o da decisão de adop a ou não o in en á io pe manen e,
apa ece ou os ipos de ac o es que podem obs a a p ocu a do melho sis ema de in o mação de ges ão, que
englobe o sub-sis ema con abilís ico e de ges ão de s ocks. Com e ei o, ac o es económico- inancei os podem
e uma in luência quali a i a impo an e na escolha do melho sis ema, aos quais se podem associa ac o es
compo amen ais – elacionados com os agen es que i ão a a e analisa o p ocesso p odu i o –
consubs anciados em juízos dos agen e enca egados de colec a , con abiliza , analisa , ge i e alida o p ocesso
de in o mação elacionado com a á ea de s ocks. Fac o es iscais ambém podem eme gi , consoan e o ní el de
iscalidade exis en e em cada país, e a maio ou meno in e acção en e a con abilidade e a iscalidade. Da
mesma o ma, aspec os elacionados com o g au de in eg ação do sis ema, ou seja ac o es elacionados com a
qualidade da in o mação p e endida nos di e en es es ádios p odu i os da emp esa podem e um peso
de e minan e na decisão. Tudo is o, em como pano de undo, ac o es es u u ais, não manipulá eis no cu o
p azo, e que ep esen am os alice ces onde se ai cons ui o sis ema de in o mação de ges ão dos s ocks.
3. HIPÓTESES A TESTAR
Na lógica da eo ia posi i a da con abilidade, amos es a as hipó eses que se elacionam com os ac o es já
e e idos com a seguin e co espondência.
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FACTORES VARIÁVEIS EXPLICATIVAS
Es u u ais
Compo amen ais
Fiscais
Económico- inancei as
Qualidade da in o mação de ges ão
Es u u ais
Compo amen ais
Fiscais
Económico- inancei as
Qualidade da in o mação de ges ão
FACTORES ESTRUTURAIS VARIÁVEIS
EXPLICATIVAS
- Dimensão da emp esa
- Complexidade da emp esa
- Tipo de emp esa
- Localização geog á ica
- Fo ma ju ídica
- Es u u a de ges ão
- Es u u a cen alizada/descen alizada
n2
n3
n4
n5
n6
n7
n8
FACTORES COMPORTAMENTAIS
- O TOC, já abalhou e sis ema de in en á io pe manen e
- O TOC, conco da com a adopção do sis ema de in en á io
pe manen e
- O Audi o /Re iso coloca ese as nas con as quando a
emp esa não adop a o sis ema de in en á io pe manen e
- A adminis ação conco da em implemen a o sis ema de
in en á io pe manen e
n9
n10
n11
n12
FACTORES FISCAIS
- Se a adminis ação iscal es abelece que a não aplicação do
in en á io pe manen e implica a aplicação de mé odos
indiciá ios, a adminis ação acaba á po implemen a o
sis ema.
- A não adopção do sis ema de in en á io pe manen e
possibili a maio lexibilidade na manipulação do impos o a
paga .
- Di isão da emp esa, pa a que a eg a da sujeição não se
aplique.
n18
n13
n27
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FACTORES ECONÓMICO-FINANCEIROS
- Si uação inancei a
- Resul ado liquida da emp esa
- Es u u a do passi o
- Peso das exis ências
- A adopção do in en á io pe manen e implica pa a a emp esa
mais cus os
- A adopção do in en á io pe manen e implica pa a a emp esa
mais cus os do que bene ícios
n19
n21
n25
n24
n8
n9
FACTORES DE QUALIDADE INFORMATIVA DE
GESTÃO
- A emp esa em esquemas al e na i os de con ole das
exis ências
- A emp esa em uma ges ão de p odução não in o ma izada
- A adopção do in en á io pe manen e melho a e ape eiçoa o
apu amen o dos cus os de p odução
- Em que ases do p ocesso de come cialização/p odução
adop a os p ocedimen os de in en á io pe manen e
- Des asamen o en e a exis ência con abilís ica e a exis ência
eal
- O sis ema de in en á io pe manen e é mais ú il pa a a ges ão
do que o in en á io pe iódico
n10
n22
n23
n11
n13
4. INQUÉRITO
Fo am en iados os ques ioná ios em anexo a 200 emp esas espalhadas pela zona no e, cen o in e io , cen o
li o al e cen o sul, endo sido ob idas 81 espos as, ou seja 40% das sociedades seleccionadas esponde am, o
que nos pe mi e aze uma análise das equências pa a as a iá eis independen es ( ac o es).
5. AMOSTRA E DESIGNAÇÃO DAS VARIÁVEIS EM ESTUDO
An es de inicia mos o nosso es udo, é impo an e e e i que a nossa amos a em 81 obse ações, endo-se 46
emp esas que não adop am o sis ema de in en á io pe manen e ( ep esen ando 56.79% da amos a) e 35
emp esas que adop am o sis ema de in en á io pe manen e, SIP, ep esen ando ce ca de 43.21% da amos a). A
a iá el espos a de in e esse é adop a ou não o sis ema de in en á io pe manen e, sendo es a a iá el designada
po SIP e que oma os alo es 0 (caso em que não adop a o SIP) e 1 (quando adop a o SIP).
Rela i amen e às a iá eis independen es emos em es udo 21, sendo odas de na u eza disc e a, que passamos a
de ini :
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DESIGNAÇÃO VALOR
n2 0 – não PME
1 – PME
n3 0 – não complexa
1 – complexa
n4
0 – come cial
1 – indus ial
2 – come cial + indus ial
n5 0 – li o al
1 – in e io
n6 0 – sociedade po quo as
1 – sociedade anónima
n7 0 – amilia
1 – não amilia
n8 0 – não implica mais cus os
1 – implica mais cus os
n9 0 – não implica + cus os do que bene ícios
1 – implica + cus os do que bene ícios
n11 0 – exis ência con abilís ica = exis ência eal
1 – exis ência con abilís ica ≠ exis ência eal
n12 0 – não possibili a maio lexibilidade
1 – possibili a maio lexibilidade
n13 0 – não é mais ú il pa a a ges ão
1 – é mais ú il pa a a ges ão
n15 0 – TOC não conco da
1 – TOC conco da
n16 0 – não coloca ese as
1 – coloca ese as
n18 0 – não
1 – sim
n19
0 – má
1 – azoá el
2 - boa
n20 0 – não em ges ão da p odução in o ma izada
1 – em ges ão da p odução in o ma izada
n21 0 – esul ado nega i o
1 – é mais ú il pa a a ges ão
n24 0 - baixo
1 – al a
n25 0 – pouco endi idada
1 – mui o endi idada
n26 0 – não em es u u a descen alizada
1 – em es u u a descen alizada
n27 0 – não
1 – sim
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6. CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS
Começamos o nosso es udo azendo uma análise das equências pa a as a iá eis independen es ( ac o es), que
no caso das emp esas que adop am o sis ema de in en á io pe manen e que no caso em que as emp esas não
adop am es e sis ema de in en á io. Na abela seguin e cons am os esul ados ob idos:
FACTOR EMPRESAS NÃO
ADOPTAM SIP
EMPRESAS
ADOPTAM SIP
n2 PME 91.3 % (42/46) 82.9 % (29/35)
n3 Complexa 63.0 % (29/46) 54.3 % (19/35)
n4
Come cial
Indus ial
Come cial e Indus ial
28.3 % (13/46)
56.5 % (26/46)
15.2 % (7/46)
34.3 % (12/35)
48.6 % (17/35)
17.1 % (6/35)
n5 In e io 60.9 % (28/46) 68.6 % (24/35)
n6 Sociedade Anónima 30.4 % (14/46) 65.7 % (23/35)
n7 Não amilia 30.4 % (14/46) 37.1 % (13/35)
n8 Implica mais cus os 82.6 % (38/46) 68.6 % (24/35)
n9 Implica mais cus os que bene ícios 58.7 % (27/46) 22.9 % (8/35)
n11
Exis . con = Exis . eal
Exis . con < Exis . eal
Exis . con > Exis . eal
69.6 % (32/46)
19.6 % (9/46)
10.9 % (5/46)
60.0 % (21/35)
20.0 % (7/35)
20.0 % (7/35)
n12 Possibili a maio lexibilidade 67.4 % (31/46) 51.4 % (18/35)
n13 É mais ú il pa a a ges ão 6.5 % (3/46) 0 % (0/35)
n15 TOC conco da 73.9 % (34/46) 97.1 % (34/35)
n16 Coloca ese as 19.6 % (9/46) 17.1 % (6/35)
n18 Sim 93.5 % (43/46) 91.4 % (32/35)
n19
Má
Razoá el
Boa
6.5 % (3/46)
47.8 % (22/46)
45.7 % (21/46)
11.1 % (4/35)
51.4 % (18/35)
37.1 % (13/35)
n20 Tem ges ão de p odução in o ma izada 34.8 % (16/46) 68.6 % (24/35)
n21 Posi i o 93.5 % (43/46) 77.1 % (27/35)
n24
<
10%
10% - 20%
2
0% - 50%
>
50%
15.2 % (7/46)
39.1 % (18/46)
39.1 % (18/46)
6.5 % (3/46)
17.1 % (6/35)
37.1 % (13/35)
45.7 % (16/35)
0 % (0/35)
n25
P
ouco endi idada
M
edianamen e endi idada
M
ui o endi idada
47.8 % (22/46)
45.7 % (21/46)
6.5 % (3/46)
25.7 % (9/35)
60.0 % (21/35)
14.3 % (14/35)
n26 Tem es u u a descen alizada 45.7 % (21/46) 45.7 % (16/35)
n27 Sim 13.0 % (6/46) 14.3 % (5/35)
Pela abela an e io podemos cons a a que exis em di e enças, que julgamos signi ica i as, en e as emp esas
que não aplicam e sus as emp esas que aplicam o sis ema de in en á io pe manen e nas a iá eis n6, n9, n15, n20,
n21, e n25.
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7. ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE AS VARIÁVEIS INDEPENDENTES E A VARIÁVEL
RESPOSTA
De seguida passamos a es a 0:
0=
i
Hβ s 0:
1≠
i
Hβ, ou seja, amos e quais são as a iá eis
independen es que são associadas com a a iá el espos a, SIP (0 – não adop a sis ema de in en á io
pe manen e, 1 – adop a o sis ema de in en á io pe manen e).
Pa a es a mos es a hipó ese oi u ilizado o es e azão de e osmilhança, G, e o es e de Wald.
Na abela seguin e es ão os esul ados ob idos pa a as es a ís icas de es e e os p- alue associados.
VARIÁVEL g.l Wald p- alue G p- alue
n2 1 1.267 0.260 1.298 0.255
n3 1 0.629 0.428 0.631 0.427
n4 2 0.515 0.773 0.516 0.772
n5 1 0.511 0.475 0.516 0.473
n6 1 9.509 0.002 10.146 0.001
n7 1 0.401 0.526 0.401 0.526
n8 1 2.132 0.144 2.166 0.141
n9 1 9.765 0.002 10.792 0.001
n11 2 1.364 0.506 1.387 0.500
n12 1 2.097 0.148 2.117 0.146
n13 1 0.109 0.741 3.478 0.062
n15 1 5.406 0.020 9.472 0.002
n16 1 0.077 0.781 0.078 0.780
n18 1 0.121 0.728 0.121 0.728
n19 2 0.933 0.627 0.946 0.623
n20 1 8.689 0.003 9.263 0.002
n21 1 4.033 0.045 4.59 0.033
n24 3 0.292 0.962 3.661 0.301
n25 2 4.389 0.111 4.631 0.099
n26 1 0.000 0.996 0.000 0.996
n27 1 0.026 0.872 0.026 0.872
Das 21 a iá eis independen es em es udo, emos as seguin es a iá eis signi ica i as, ou seja, associadas com a
a iá el espos a:
n6 – Fo ma ju ídica da emp esa
n9 – A adopção do in en á io pe manen e implica pa a a emp esa mais cus os?