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Standards culturais Portugueses – o ponto de vista espanhol

Abstract

El objetivo de esta comunicación es de presentar resultados preliminares de un estudio que procura identificar las características principales de la cultura portuguesa más relevantes desde un punto de vista español. Para tanto es usado el método de los “standards culturales”. Con base en entrevistas a dieciséis profesionales españoles con experiencia de trabajo en Portugal han sido identificados cuatro standards culturales portugueses: 1- Importancia de títulos y jerarquías. Los españoles consideran a los portugueses como un pueblo que sobre valoriza los títulos académicos, con una noción de jerarquía muy marcada e con un grande distanciamiento al poder, mucho a causa de una predominante estructura jerárquica vertical; 2- Miedo e Ambigüedad. Los portugueses son considerados personas con miedo del incierto y de la novedad, y poco dispuestos al riesgo y muy presos al saber enraizado. Son también maestros en el arte de asumir posiciones ambiguas porque son poco corajosos en la asunción de responsabilidades por sus actos. Adicionalmente se nota que se rigen por intrincadas tejas burocráticas; 3- Poca importancia de Agendas y Relojes. Los portugueses tienen grande dificultad en cumplir plazos e horarios, y definir agendas realizables; 4- Espíritu de Grupo. Los españoles reconocen los portugueses como personas que luchan mejor por el suceso del grupo de que hacen parte e que son más aplicados en sus tareas. Como limitación más importante de los resultados obtenidos se puede apuntar la poca diferenciación de los elementos de la muestra respecto al origen regional en España.

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Standards culturais Portugueses – o ponto de vista espanhol

Author: Robalo, Antonio
Publisher: ESIC
Year: 2009
Source: https://idus.us.es/bitstreams/d7183541-e6d0-461b-9ab4-faab900ce1ef/download
1
STANDARDS CULTURALES PORTUGUESES – EL PUNTO DE VISTA ESPAÑOL
An onio Robalo, [email p o ec ed], IBS-ISCTE, Lisboa
RESUMEN
El obje i o de es a comunicación es de p esen a esul ados p elimina es de un es udio que
p ocu a iden i ica las ca ac e ís icas p incipales de la cul u a po uguesa más ele an es
desde un pun o de is a español. Pa a an o es usado el mé odo de los “s anda ds cul u ales”.
Con base en en e is as a dieciséis p o esionales españoles con expe iencia de abajo en
Po ugal han sido iden i icados cua o s anda ds cul u ales po ugueses:
1- Impo ancia de í ulos y je a quías. Los españoles conside an a los po ugueses como
un pueblo que sob e alo iza los í ulos académicos, con una noción de je a quía muy
ma cada e con un g ande dis anciamien o al pode , mucho a causa de una p edominan e
es uc u a je á quica e ical;
2- Miedo e Ambigüedad. Los po ugueses son conside ados pe sonas con miedo del
incie o y de la no edad, y poco dispues os al iesgo y muy p esos al sabe en aizado. Son
ambién maes os en el a e de asumi posiciones ambiguas po que son poco co ajosos en la
asunción de esponsabilidades po sus ac os. Adicionalmen e se no a que se igen po
in incadas ejas bu oc á icas;
3- Poca impo ancia de Agendas y Relojes. Los po ugueses ienen g ande di icul ad en
cumpli plazos e ho a ios, y de ini agendas ealizables;
4- Espí i u de G upo. Los españoles econocen los po ugueses como pe sonas que
luchan mejo po el suceso del g upo de que hacen pa e e que son más aplicados en sus a eas.
Como limi ación más impo an e de los esul ados ob enidos se puede apun a la poca
di e enciación de los elemen os de la mues a espec o al o igen egional en España.
Palab as cla e
S anda ds cul u ales; cul u a nacional; Po ugal; España
2
PORTUGUESE CULTURAL STANDARDS FROM THE SPANISH PERPECTIVE
ABSTRACT
The objec i e o his communica ion is o p esen some p elimina y esul s o a s udy which
ies o iden i y he main cha ac e is ics o he Po uguese cul u e which a e ele an om a
Spanish pe spec i e. A new quali a i e me hodology is used – he cul u al s anda ds me hod.
D awing on in e iews o six een Spanish na ionals wo king in Po ugal, ou Po uguese
cul u al s anda ds could be iden i ied:
1. Impo ance o i les and hie a chies. Spania ds hink o he Po uguese as a cul u e
which o e emphasizes academic i les and wi h a s ic and ma ked no ion o hie a chy.
2. Fea and ambigui y. The Po uguese a e conside ed as pe sons wi h ea o he
unknown and o new hings, isk a oiding and oo ied o adi ional knowledge. They a e
mas e s in adop ing an ambiguous s ance, as hey a e less cou ageous in aking esponsibili y
o hei deeds. Addi ionally hey a e bound by a complex bu eauc a ic web.
3. Less emphasis ega ding agendas and clocks. Po uguese ha e conside able di icul y
in obse ing deadlines and ime ables, as well as in scheduling easible agendas.
4. “Esp i de co ps”. Po uguese a e held as pe sons who igh ha de o he success o
he g oup o which hey belong and who a e mo e concen a ed on hei asks.
The main limi a ion o his p elimina y s udy has o do wi h he ac ha he e is li le
a ia ion wi hin he sample ega ding he egional o igin o he Spanish pe sons in e iewed
and his may in luence he esul s ob ained so a .
Key wo ds
Cul u al s anda ds; na ional cul u e; Po ugal; Spain
3
S anda ds Cul u ais Po ugueses – o pon o de is a espanhol
1. In odução
A c escen e globalização em que i emos é sinónimo de con ac o e in e acção cons an e en e pa cei os de
países e cul u as di e en es.
Embo a se possa admi i que a globalização albe ga uma endência pa a a uni o mização, é ambém ce o que as
di e enças in e cul u ais se man ém e mesmo em ce a medida as iden idades egionais se e o çam.
As emp esas não se podem pe mi i delinea es a égias apenas pa a o me cado domés ico e de em p eocupa -se
com a conco ência a ní el global ou pelo menos a ní el do espaço económico onde ac uam e que não se limi a
às on ei as nacionais. Po ém, necessi am simul aneamen e e em a enção as pa icula idades de cada me cado
e le a em conside ação as suas especi icidades a á ios ní eis (quad o legal, edes de dis ibuição, ambien e
compe i i o, e c.).
Há alguns anos um gu u da ges ão lançou a buzzwo d de “Glocal” (pensa global, ac ua local), pa a se e e i a
es a dupla endência. A inal a é uma emp esa como a McDonalds e e de adap a -se e al e a o seu p odu o a ol
pa a pode en a na Índia!
O que é ac o é que quando pa cei os de di e en es cul u as in e agem, as di e enças cul u ais podem cons i ui
um obs áculo a essa in e acção.
O pa adigma mais di undido pa a a in es igação das cul u as nacionais é o de Ho s ede, que se baseia na
iden i icação de dimensões suscep í eis de explica o mais impo an e das di e enças in e cul u ais. A a és de
algumas dimensões, idealmen e independen es en e si, podem compa a -se as á ias cul u as nacionais e países
e assim ganha -se a pe cepção das necessidades de adap ação e das di iculdades que podem su gi no
elacionamen o en e duas cul u as. A exis ência de sco es em cada dimensão pa a di e en es países o na
possí el essa compa ação e pe mi e in es igação empí ica de base quan i a i a na á ea in e cul u al.
Pa a além de Ho s ede, ou os modelos bas an e conhecidos, den o do mesmo pa adigma, são os de
T ompenaa s e mais ecen emen e do p ojec o GLOBE.
As in es igações e e idas pe mi i am sem dú ida aze a ança de o ma signi ica i a o nosso conhecimen o na
á ea, mas não cons i uem o único caminho pa a lida com o enómeno da cul u a nacional e em de e minados
casos mesmo, podem e ela limi ações impo an es.
Uma das limi ações em que e com o p óp io modelo assen e em dimensões. Dois países podem e o mesmo
sco e numa dada dimensão e no en an o se em ca ac e izados po ealidades bem di e en es. Po exemplo a
A gen ina e o Japão êm exac amen e o mesmo sco e (46) na dimensão “Indi idualismo”de Ho s ede. Mas qual o
signi icado a a ibui a es e sco e? Ce amen e podemos pensa que ambas as cul u as são mais colec i is as (ou
menos indi idualis as) quando compa adas com a dos Es ados Unidos, que egis ou um sco e de 91. Po ém
pouco podemos conclui ela i amen e à compa ação en e A gen ina e Japão, e pelo con á io podemos
suspei a que o mesmo sco e que dize coisas di e en es em cada um des es dois países. Is o é, o indi idualismo
(/colec i ismo) pode mani es a -se de manei as conc e as bem di e sas e e consequências dis in as, mesmo
4
com sco es iguais ou mui o p óximos. As dimensões são aliosas pa a classi ica de o ma gené ica mui os
países, mas não são adequadas pa a p ocede a uma di e enciação mais ina.
Em segundo luga as dimensões não são adequadas pa a di e encia cul u as ela i amen e p óximas, com baixa
dis ância cul u al, nem pa a dis ingui as especi icidades de uma cul u a ela i amen e a ou a. Pode pensa -se
que as cul u as espanhola e po uguesa são mui o pa ecidas, pelo menos quando compa adas com a cul u as
asiá icas po exemplo, e que po an o não se egis a ão g andes p oblemas na comunicação e na in e acção en e
pessoas des as duas cul u as. Se is o é e dade, em ce a medida, não é menos e dade que as di e enças exis em
e que podem a é causa ocasionalmen e p oblemas sé ios, pois as pessoas en ol idas es ão menos conscien es
dessas di e enças po elas não se em ão e iden es.
2. S anda ds Cul u ais
Um mé odo di e en e e pa icula men e ele an e pa a o es udo mais ap o undado de cul u as p óximas, é o dos
“s anda ds cul u ais”. T a a-se de um mé odo quali a i o que nos pe mi e ob e um conhecimen o ap o undado
das di e enças mais impo an es e ambém das mais sub is en e duas cul u as. Não se des ina assim a pe mi i
compa a mui os países en e si, mas a de ec a as ca ac e ís icas que numa cul u a são mais ele an es do pon o
de is a de uma ou a cul u a especí ica.
Quais são as ca ac e ís icas mais impo an es da cul u a po uguesa? A espos a depende á do pon o de is a de
quem esponde. O que pa a um alemão pode se pe cepcionado como uma ca ac e ís ica ma can e dos
po ugueses, pode não o se pa a um espanhol. Di o de ou a o ma, o que é ele an e pa a alemães no con ac o
com po ugueses, pode não o se pa a os espanhóis no con ac o com os mesmos po ugueses.
“Cul u al s anda ds combine all o ms o pe cep ion, hinking, judgemen and beha iou which people sha ing a
common cul u al backg ound a e as no mal, sel -e iden , ypical and binding o hemsel es and o o he s.
Thus, cul u al s anda ds de e mine he way we in e p e ou own beha iou as well as he beha iou o o he s.
They a e conside ed “basic”, i hey apply o a a ie y o si ua ions and de e mine mos o a g oup´s pe cep ion,
hinking, judgemen and beha iou . Fu he mo e, hey a e highly signi ican o pe cep ion-, judgemen - and
beha iou mechanisms be ween indi iduals.” (Thomas, 1993, p. 381)
O p oblema na iden i icação de s anda ds cul u ais eside no ac o de os elemen os de uma de e minada cul u a
apenas se ape cebe em deles quando em con ac o com elemen os de uma cul u a di e en e. Den o do mesmo
g upo cul u al eles são idos como e iden es, como no mais, pa ilhados po odos, po an o escapando em
g ande pa e à pe cepção dos elemen os dessa cul u a. Apenas em con ac o, em con on o com algo di e en e,
com ou a no malidade, se ganha consciência da di e ença.
É impo an e salien a o ca ác e ela i o dos s anda ds cul u ais – az sen ido a sua iden i icação bila e almen e,
de uma cul u a pa a ou a, e não de uma o ma ge al, pois eles podem a ia de aco do com a pe spec i a/cul u a
de “obse ação”.
A iden i icação p ocessa-se com base nas expe iências e imp essões de memb os de uma cul u a na sua
in e acção, nos seus encon os, com a ou a cul u a, a pa i daquilo que é conside ado es anho ou biza o ou que
esul ou em di iculdades ou em si uações descon o á eis. Es es “inciden es c í icos” não possuem uma
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cono ação necessa iamen e nega i a, são sim sen idos como esul ado de um compo amen o di e en e e es anho
aos olhos do obse ado , da pessoa em ques ão. C í ico signi ica simplesmen e não compa í el com o sis ema de
o ien ação amilia .
3. Me odologia
A análise des as expe iências e inciden es c í icos, ge almen e ecolhidos a a és de en e is as com os
p o agonis as, pessoas duma cul u a que êm conside á el expe iência p o issional nou a cul u a, pe mi e-nos
iden i ica os s anda ds cul u ais co esponden es. Os s anda ds cul u ais ob idos des a o ma e lec em a elação
en e as duas cul u as em ques ão, êm um ca ác e cla amen e ela i o e bila e al, e não podem se usados duma
o ma ge al pa a compa a em uma cul u a com á ias ou as. Es a limi ação in e p e a i a é necessá ia de o ma
a e i a conclusões demasiado gene alis as.
O mé odo mais ap op iado pa a a condução des as en e is as é o na a i o.
3.1. O mé odo na a i o
Em en e is as quali a i as o papel do en e is ado é ex emamen e di ícil, uma ez que es á semp e p esen e o
isco de in luencia o en e is ado de al o ma que as espos as ob idas sejam apenas aquelas que o en e is ado
es á à espe a de ecebe . Uma écnica que duma o ma ge al esol e es e p oblema, consis e numa en e is a em
que a in luência do en e is ado é mínima ou nula. E i ando o mé odo adicional de pe gun a e espos a e as
des an agens associadas, os en e is ados são enco ajados a con ola a en e is a sendo o en e is ado apenas
um espec ado da sua na ação.
3.2. A na ação
Na ações não são apenas um p ocesso na u al (adqui ido a a és da socialização comum a odos os ní eis da
sociedade), mas ambém ep oduzem es u u as compo amen ais e sequências c onológicas. Uma na ação em
a an agem de e ela mais in o mação do que a pe gun a/ espos a. Enquan o ela a um e en o, o na ado em
que obse a um núme o de ac o es c onológicos e es u u ais, que podem se is os como os p incípios
undamen ais pa a a o denação e classi icação das na a i as.
A necessidade de de alha , ob iga o na ado a segui uma o dem c onológica na desc ição dos e en os. A
ansição en e os e en os A e B, po exemplo, de e se cla a e ób ia, pa a que a ligação dos e en os indi iduais
seja bem conseguida. A necessidade de es u u ação, o ça o na ado a comple a o seu ela o dos e en os e das
es u u as cogni i as, uma ez que oda a na a i a az pa e duma es u u a cogni i a que ambém necessi a de
se comple ada. As pa es indi iduais da na a i a necessi am de aze sen ido como um odo. De e minando a
ele ância (i.e. o equisi o de di idi a na ação em secções ou em e en os indi iduais) implica ao na ado e
que classi ica pa es do seu ela o de aco do com a sua ele ância pa a a na a i a comple a. Assim, o na ado
az uma in e p e ação e ospec i a de acções e compo amen os que pe mi e c ia uma imagem dos
acon ecimen os.
3.3. O p ocedimen o
Podem se iden i icadas as seguin es cinco ases nas en e is as na a i as:
A ase explica i a

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O en e is ado en a c ia uma a mos e a que enco aja uma na ação de alhada e ajuda o en e is ado a sen i -se
menos cons angido com a en e is a.
A ase in odu ó ia
Nes a ase, o en e is ado de e da uma ideia ge al sob e os objec i os da en e is a, um esboço de guião de
en e is a, endo semp e o cuidado de não in luencia o na ado .
A ase na a i a
Aqui o na ado de e con a a sua his ó ia. A pa e p incipal da na ação de e se con ada sem qualque
in e upção ou in e enção do en e is ado . De e se pe mi ido ao na ado escolhe o que que ou não con a , a
sucessão de e en os e quais os que que de alha . Quan o mais de alhados o em os e en os indi iduais,
melho es se ão os esul ados.
A ase de in es igação
Depois de ou ida a na ação, o en e is ado pode ob e in o mação adicional do na ado . Con udo, o ca ác e
na a i o da en e is a não pode se al e ado. O objec i o aqui é enco aja o na ado a de alha ainda mais o seu
ela o.
A ase de classi icação e in e p e ação
De e-se ago a da po inalizada a pa e na a i a, uma ez que nes e pon o é impossí el ol a à ase na a i a
no amen e. O na ado e o en e is ado de em classi ica e in e p e a as sequências na a i as (Lamnek, 1995).
3.4. O p ocesso de classi icação
O esul ado des as en e is as são ex os na a i os com á ias cu as his ó ias – inciden es c í icos. Com is a a
ex ai pad ões de compo amen o ípicos, es as cu as his ó ias de em se examinadas. Pa a se a ingi es e
p opósi o, de e se ei a uma análise quali a i a de con eúdo de cada en e is a. De seguida, ca ego ias são
o madas duma o ma indu i a. Es as ca ego ias, que de i am das en e is as, são a base pa a os s anda ds
cul u ais. Os esul ados são en ão compa ados com si uações e exemplos simila es. In e p e ando es es exemplos,
ajuda-nos a de ini ca ego ias bila e ais – s anda ds cul u ais. Na u almen e, os esul ados de em demons a
dis inções cul u ais ípicas en e duas cul u as e nunca me amen e desc e e expe iências pessoais. Rela os de
si uações a ípicas não de em se conside ados pa a não da em o igem a in e p e ações inco ec as.
Pode á se necessá io a pa icipação de alguns dos en e is ados ou de ou as pessoas da mesma nacionalidade
pa a con i ma os esul ados p elimina es.
O p ocesso de pesquisa ge al e a ase de classi icação podem se ilus ados nas igu as seguin es:
7
Figu a 1. O p ocesso de iden i icação de s anda ds cul u ais
Figu a 2. P ocesso de classi icação
iden ical o simila beha io is
Checking wea he he
cul u ally adequa e
a ibu ions o he si ua ions
which ha e been combined
Final sys em o classi ica ion
Compa ing he empi ically
based sys em o classi ica ion
Naming o each such g oup o
P- EXISTIN
THE TOPIC ( om
li e a u e,
discussions)
Conhecimen o
p é-exis en e
sob e o ópico
Ex acção das ca ac e ís icas
ele an es de cada si uação
Relaciona si uações com
ca ac e ís icas idên icas ou
simila es
Ve i ica a classi icação das
si uações num de e minado g upo
quan o à sua compa ibilidade
A ibuição de uma designação a cada
g upo/ca ego ia
Compa a a classi icação
empí ica ob ida com a li e a u a
Classi icação inal
Se necessá io,
eag upa
Ve i ica e se
necessá io,
modi ica sis ema
de classi icação
Se necessá io, al e a as
ca ego ias ou s anda ds
En e is as
Na a i as
Inciden es
C í icos
Classi icação
Indu i a
S anda ds Cul u ais
P elimina es
Discussão de
G upo
Análise dos
Resul ados
S anda ds Cul u ais
Rela i os
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4. Resul ados1
As en e is as o am ealizadas a 16 indi íduos de nacionalidade espanhola, ep esen ando di e en es p o issões
e di e en es egiões de Espanha e cons i uindo uma amos a de con eniência. Os en e is ados chega am a
Po ugal, sal o duas excepções, há mais de 1 ano e meio e es ão em con ac o di ec o com abalhado es
po ugueses. As p o issões ep esen adas são: ges o es, di ec o es adminis a i os, engenhei os, economis as e
médicos, en e ou os. A média de idades é de 36 anos, ha endo 9 mulhe es e 7 homens.
Os en e is ados são ap esen ados pela o dem em que o am ei as as en e is as e com um nome ic ício.
N
º
N
ome Sexo Idade Chegada P o eniência P o issão
1 I ene F 26 Ou -07 Valência Finalis a em Engenha ia Flo es al
2 Laia F 23 Se -07 Ba celona Finalis a em Engenha ia Flo es al
3 Sa a F 26 No -06 G anada T adu o a de Inglês e Alemão
4 Es e F 37 Jun-98 Mad id Economis a
5 Da id M 31 Ab -07 Ba celona Manage de ope ações e ecnologias
6 Ana F 46 Jan-99 Pon e ed a Médica (Saúde Publica)
7 Noélia F 29 Jan-03 Ou ense Médica (VMER)
8 Isabel F 33 Ou -99 Lugo P o esso a Uni e si á ia
9 Alba F 29 Ab -02 Huel a Te apeu a Ocupacional
10 Ca los M 56 Ago-79 Vigo P o esso de Po uguês
11 Alejand o M 47 Ma -99 Lugo Médico (Delegado de Saúde)
12 José M 40 Jan-99 Ou ense Médico (Clínica Ge al)
13 Fidel M 57 No -97 San iago de Compos ela Mili a na ese a
14 Manuel M 37 Mai-01 Badajoz Ad ogado Ges o
15 Pablo M 30 Ab -07 Ou ense Di ec o Adminis a i o
16 Lo i F 30 Ma -00 Se ilha Fisio e apeu a
Quad o 1
A ecolha da in o mação deco eu en e os meses de Maio e Julho de 2008. Pos e io men e o esumo oi en iado
po e-mail pa a os en e is ados pa a que os mesmos os ap o assem ou suge issem al e ações de aco do com as
suas con icções.
Todos os en e is ados disse am gos a de i e em Po ugal, apesa de alguns e em mani es ado on ade de
eg essa a Espanha b e emen e. Os aspec os mais e e idos pa a jus i ica esse gos o pela ida em Po ugal são
a simpa ia das pessoas e as boas condições de abalho.
1 “Os esul ados baseiam-se na ese de mes ado “S anda ds Cul u ais Po ugueses - O pon o de is a espanhol” po Gonçalo de Ca alho
Oli ei a Ta a es, ISCTE, 2008.
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Apesa de udo is o as di e enças cul u ais exis em e são equen es as si uações ca ica as e os mal en endidos.
Após o p ocessamen o da in o mação ecolhida nas en e is as o am iden i icados 4 s anda ds cul u ais
e e idos pela g ande maio ia dos en e is ados. Ei-los no seguin e quad o:
S anda ds Cul u ais
1 Ên ase nos í ulos e hie a quias
2 Medo e ambiguidade
3 Pouca Impo ância das agendas e elógios
4 Espí i o de g upo
Quad o 2. S anda ds Cul u ais Po ugueses
4.1 Ên ase nos í ulos e hie a quias
Es e é um dos mais o es s anda ds cul u ais dos po ugueses do pon o de is a espanhol e é e e ido po odos
os en e is ados. É um dado assen e que em Po ugal um dou o ou um engenhei o são mais impo an es que um
canalizado e que um che e é mais impo an e que um emp egado. Qualque pessoa que se dou o a ou
engenhei a e qualque pai que que os seus ilhos sejam dou o es ou engenhei os. Is o no a-se a é nos ca ões
bancá ios, diz o Manuel.
Na ealidade emp esa ial é impo an e e um che e bom, e um che e bom é aquele que dá o dens sob a o ma de
indicações, que dá libe dade pa a que as pessoas açam mas ao mesmo empo con ole udo o que se passa pa a
que as coisas uncionem. Des a o ma as pessoas nunca se esquecem de quem é o che e e o che e em a noção de
que udo é ei o com o seu cunho. Um che e em que se capaz de delega e isso não cos uma mui o acon ece em
Po ugal, con a a maio ia dos en e is ados.
Também o a do abalho es á bem p esen e o pode que êm os ele ados ní eis hie á quicos, os í ulos
académicos e as mani es ações de iqueza.
Quinze dos en e is ados e e i am a exis ência de uma es u u a hie á quica mui o ígida e de inida, an o nas
emp esas po uguesas como no Es ado, semp e comandada po um dou o ou engenhei o, ainda que mui os só de
í ulo pois não possuem a o mação compa í el com o í ulo! Todos conside a am es a obsessão pelo í ulo e pelo
pode como sendo algo con ap oducen e po que impede que as pessoas dos ní eis mais baixos cheguem às
pessoas dos ní eis mais ele ados e, com isso, impede-se o li e luxo de ideias e a c ia i idade. Também o
con ac o com o mundo em que a emp esa se inse e ica comp ome ido po que os con ac os com as classes mais
baixas são ela i amen e a os. A u ilização dos í ulos é uma cons an e e, no en ende dos en e is ados, é ou a
das causas da al a de ligação en e os di e en es ní eis hie á quicos po que c ia uma ba ei a psicológica mui o
o e, quase como um emo .
A o malidade den o das emp esas é bem ma cada e em consequência disso as elações en e as pessoas es ão
condicionadas pelas posições que cada um ocupa na hie a quia. Na ho a do almoço, po exemplo, os che es não
almoçam como os emp egados e os médicos não almoçam com os en e mei os, e c. Os en e is ados dizem que
es as dis inções não ac escen am nem alo nem e icácia à o ganização e que em Espanha as coisas não