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Oraçam funebre

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Oraçam funebre

Author: Bluteau, Raphael, 1638-1734
Publisher: Em Lisboa : na officina de Ioam da Costa, 1670
Source: https://idus.us.es/bitstreams/4d48fd91-063e-4b67-8136-c635ab93525a/download
ORACAM
ÍVNEBRE
Que
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de
1670.
Nas
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El-Rey
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Caí ella
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Senho .
Emp e ença.
DOS
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R
do
Mo gado
de
SaoSilue e,
das
Villas
de
Gau-
anhede,Auellans,
Alua o,A ei,
Mondim,Ce ua,
Medello,
Heimcllo^Liomil,
Pouôa
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longo,
Villa
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Fe ei os,Bilhó,&
Mel es:
Caual
o
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Ch i o,
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,
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que
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o
ampa¬
o
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lhe
concede
com
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nome
p
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nam
he
meno
o
pe igo
na
boa,que
na
mâ ama,
como
dijje
Táci o:
mas
como
V.
E.
he
co lumado
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J
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nas
exequias
ome
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To uguez.a,
nam
caminha ia
egu a. e
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V.
E.
nam oj e
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,•
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con equencia
in alliuel,
que
V.
E.
a
deuiag adua
.pois
de
mui os
amos
a
e d
pa e
nam
de uia
eu
emp ego
das
acçoens
de
de
V.E.
nemadmi e
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com
que
de
hoje
em
d an epode
oa
igu a,
pçi
s
em
Excellen i
mo
Senho
a
VE.quelhecommunica
alen os
g andes.
T ocu o
que
e
e iampe
e le
papel,
po que
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como
Tonugal
amou
o
Ba am
em
quan o
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na
ua
au encia
e emunhem
os
e ei os,dos
a eãos
doamo -,
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do
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digna
de
an o
Ba
ao,
o
Ba aÕ
digno
de
al
O ado ^ampque
em
e quecimen o
ejla
Po
u-
gueZA
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yV
quali ica ,
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ij mo
Senho ,
pede
lhe
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Excellencia
nom
e ,
e
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Na
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digno
de
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que
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Ra ael
pa a
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o
que
me ecia
i
i
o,
que
a as
ezjes
iiccede
aue
e dade
de pida
da
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5
£5*
mais
que
udo, oma
V.
Excellencia
po
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con:
a
que
0
nome
deV.
Excellencia
en egue
d
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ma
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Mini
i o,
pa a
que
e
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z>e,
concedendolhe
a
mo e
a
ca o
a
maio
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u a
:
po que
as
elicidades
nam
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g andes
pelo
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mas
pelas
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com
que
uccedem.
Nem
he
mui oJe
V
.
Excellencia
n-
i umen o
de ias
em
ambas
as
E panhas,
pois
no
mundo
odo
com
ozes
iuas
e
con inuam
a
V
,,
Excellencia
louuo es
pelo
que
me ece,
que
de
nouo e dm
mais
a
inadas,
quando
a
p o ecção
de
V.Excellencia
canon a
as
acçoens
de
ua
pa ia,
que
como
mais
empenhado oi
0
A lan e
que
as
u ien ou
em
odo
0
empo
;
&
na
e da¬
de
e
nam
o a
a
du e
com
que
a a
os
ilhos,
pode á
em
cambio
de
bene icws{ em
que
chega -
eapa ece l ònja)cbama
a
V.Excellencia
A-
*no ,
£
5
*
Delicias
da
Pa ia,
como
di e
Sue onio
anquiliOi
de
Ti o
Ve pa iano.
Pe doeme
P
.
Ex-

Excellencia
u/pende
À
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enna,que
me
bj a á
po
pena,nam
di&e
o
que
dez>ejaua
em
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an o
do
c edi o
de le
Reyno,
mas
o e pei o
que
a
VExcellencia
deao,
me
he ene en e
ob aculo
â
minha
obngaçam, e
namhe
que
me
e pe a
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lho
empo,
pa a
que
de
V.
Excellencia
publique
§
que
lhe
he
deuido.
JDeos
ISl.
Senho
gua de
a
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pej oa
de
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Excellencia
dila¬
ados
amos
como
lhe
peço,
pa a
que
os
que
al¬
am
en e,os
mo aes
achem
o
ampa o
de
Fo a
Excellencia
que
os
mmo ali e
,
&
os
Quen es
pa a
e emi a
uas
acçoens,
Lijboa
14.
de
Ou-
isb o
de
1670»
E
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Excellencia
en e
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CapdU ,
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Que
beija
as
maos
deV.
Excellencia;
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Siccine epa a ama a
monl
i.R
eg.15.3z
O
m
as
me mas
palau as,
com
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a-;
quelle
o a ei o
de
Pe íia
e pondeo
em
Roma
a
huma
pe gun a
,
que
lhe
ez
o
Empe ado Con an ino,
me eja
hojelici o
a
mim
e angei o
em
Po ¬
ugal
da
p incipio
a
e a
úneb e
O açao.
Pe gun¬
ou
o
Empe ado
Con an ino
a
Ho mi da
nob e
Pe iano,qual
de
odos
os
p odígios
,
que
Roma
o-
en aualhe
pa ecia
mais
digno
deeípan o.E a
Ro¬
ma
naquelle
empo
Rainha
do
Mundo,
&
A bi a
do
Vniue o,
Tan os
e aó
os
que
de
odas
as
pa es
conco iao
a
ene a
amage ade
da
íua
g andeza*
que
p odigio amen eíe
iaó
nidososco açoéspa a
o
endimen o,
dos
que
na
diue idade
daslingoas*
&
coílumes
inhao
a
cau a
das
uas
di co dias;Via-
e
ao
ump uo a
nos
Templos,
que
chegou
a
dize
hum
Gemio
mo
mo auao
os
Deoíes
com
maio
magcOade
no
Ceo,
do
que
habi auaò
em
Roma
;
com
a
magni icência
dos
e pe&aculos
pa ecia
a a-
a
as
qua o
pa es
do
Mundo
a adas
ao
ca o
dos
eus
iun os
;
as
uas
on es
mais
e ao
manan-
ciaes
de
ma auilhas
quede
agoas;
os
ja dins
peníx-
les
p ime o
íuípendiao
o
juizo
do
que
ag adaü m
A
aos
aze em
nas
uas
;
nas
Co es
andou
èmp e
nas
palmas
dos
Reysj
nos
exc ci os,
nas
dosíoldados,
&
nosgouue nosque
eue,
nas
dos
pouosjnem
eu
me
admi o
de
que
odos
o
ouxeíTem
nas
Palmas,
quando
elle
azia
a
odos
no
co açao.;aos
Reys
pel-
ia
idelidade
com
que
os
e uia,
aos
Toldados
peila
b andu a
com
que
os
a aua,
&
aos
pouos
pelloa-
mo
com
que
os
goue naua-,
o
que
me
e pan a
he,
que
azendoo
os
(eus
na q aes
nas
palmas,
nao
hou-
ue
e a
e anha
a
que
chegaíTe
em
que
nao
deTej
a *
(em
odos
de
o
po
na
cabeça.
Aquellas
i udes
He oicas
he dadas
do
iilu e
angue
dos
Teus
Auòs,
&
augmen adas
cada
dia
com
Tuas
ob as
,
auuelle
íabe
iun a
de
leus
emulos
com
a
uauidade
da
cle¬
mência,
mais
que
com
o
igo
da
ingança
,
aílLn
lhe
o ao
encadeando
as
en u as,
que
e dadei a¬
men e
pa ecia
buíca emno
as
dignidades
mais
pa a
e
ac edi a em
a i,
que
pa ã
o
hon a em
a
elle
,
&
e
o
amo o
Ia on
bu eou
apTo ao
dou o
po
ma¬
es
nunca
dan es
nauegados
,
eio
o
Xoíao
dou o
de
Ca ella
a
bu ea
em
Poí ugal
ao
no o
iilu e
Ba ao
,
como
e
e a
hon a
,
que
pa a
os
maio es
P incepes
he
g a
ça,
oí e
pa a
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ibu o.
Finalmen e
oi
Éll ella
en endida
pois
mode ando
comope odaconíide açao
o oo
dosmais
al os
pe¬
iam
en os eguio
em
p e
os
di&ames
da
mais
apu ada
polí ica,
nas
euoluçoens
de
Nápoles
com
D.
1o-
aò
de
Auíl ia,nas
negociaçoens
de
Bo dèos
com
o
Piincepe

P incepe
de
Conde
naP ouincia
de
Guipu coâ
que
goue nou
com
o
i ulo
de
Capi ão
Gene al,
nas
co-
e encias
de
D.
Luis
deHa o
com
o
Ca deal
Ma-
za ino,
nas
F on ei as
de
F ança,
çom
ElRey
Ch i-
liani imo
pa a
a
conclu ao
da
paz,
&
pa a
a
exe¬
cução
do
ca amen o,&
l imamen e
na
Embaixada
de
Ingla e a,
aonde
coníli uio
o
eu
Palacio
ampa¬
o
dos
Fieis,
&
azilo
dos
Ca holicos,
conhecendo
que
a
Fé
hea
columnados
Impé ios,
&
a
piedade
o
íu len o
das
Mona chias.
Mas
cedao
odas
eílas
p e oga iuas
ao
íbbe ano
i ulo
de
Eíl ella
Real,
poisilluíl ando
com
o
eu
alen o,
&con e uando
com
o
eu
zelo
as
pazes
en¬
e
Po ugal,
&í
Caílella
,
in luio
g andes
p o pe i-
dades
a
huma,
ôc
ou a
Co oa,
á
de
Po ugal
aami
zade
de
Caílella
,
á
de
Caílella
as
co e pondencias
de
Po ugal.
Logo
com
mui a
azão
poílo
dize
que
ealçauaeíla
Eíl ella
no
maio
auge
do
eulu-
zímen o,
pois
p e idia
à
niãò
de
duas
das
maio es
Co oas
do
Mundo.
P ouo
ago a
que
o
Eclipíedcíle
Aíl o oi
con equenciada
al u a
em
que e
achaua
;
não
pe camos
de
iíla
a
Eíl ella
dos
Magos,
pois
íendo
Reys
iue ão
po
en u a
de
a
egui .
G ande
queíláo
ha
en e
osExpoíi o es
íob e
de¬
ini
o
luga
em
que
c
puzeíTe
a
Eíl ella
depois
de
e
apa a
de
Bclem
,
po que
como
a i ma
Eu hi-
mio
não
o na ão
os
Magos
pa a
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ua
pa ia
guia¬
dos
da
Eíl ella,
enão
acompanhados
de
hú
Anjo
:
B
An-.
inSiluc *
pa am
d ién ,
jlèlla
iumúm
is
ii ie
s
w
%,hb.
p iíjUc m
miem
xnâe un ^
Angdm
.
Logo
em
oue
eia
37^171.
a
P^ a
e e
A o^e n
qiU
e
eíolueo
e e
Plane-
»*»5$•
a
•
A i ma
S.G egoíioTu onen e,
allegado
no
p i¬
mei o
omo
das
ob as
ce
Ba adas,
que
e a
âo
glo*
io a
E ella,
logo
que
e
apa ou
do
p e epio
,
íe
oi
epul a
em
hum
poço
que
e aua
em
Belem
:
Gseg.T i ,
C
eidi
in
q i ndam
j?u m
Be blebem
:
pois
po que
não
omu
^
coloca
en e
as
E ellas
do
Fi mamen o?
&
í.19^
391
po que
não
êleuan ou
à
Es e a
do
Sol,
emula
da
Ml.i.n,
39
ia
glo ia,
&
compe ido a
dos
(eus
lu2Ía;é os?Oh
não
íe
deuia
po
com
a
plebe
das
E ellas,
quem
e
inha
ja
i o
ob e
ob e
a
cabeça
dos
Mona chas
9
&
não
nece i aua
de
mendiga
luzesdo
Sol,
quem
inha
ja
eommunicado
u
as
luzes
a
esSoes-,
a
a¬
zão
do
epen ino
eclip e
de
ão
lu ido
Plane a,
he
e a;
huma
E ella
que
inha
in luído
na
econci¬
liação
de
es
Mage ades
coma
Diuindade
huma¬
nada
,
não
podia
a pi a
a
maio
al u a
,
&
a i
oi
ob igada
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occul a
eus
e plando es,
pois
e
achauâ
em
e pe ança
de
aumen a
ias
g andezas.
E a
em
duuida
oi
a
azão
pela
qual
o
noí o
íncli o
He oe
não
o nou
pa a
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Co e
de
Ca ellá.
g angea
applauíos,
&
íbllici a
ecompen as,
mas
an es
caminhou
pa a
o
eu
occa o,
pois
endo
p eíi-
dido
com
ão
en u o o
ucceí o
ãs
elicidades
de
áous ao
oppo os
Impé ios,
Po ugal,
&
Ca ella*
econciliados
deípois
de
*8.
an los
de
gue a,
não.
podia
alcança
g andeza
maio ,
&
a li
e aconus-;
aien e
que
acabaíTe
a
ida,
ja
que
não
podia
ac eíV
cen a
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a
glo ia:
Sc
e a
he
a
p imei a
de culpa
quedáamo e
do
eu
alecimen o,
de culpa
que
íe unda
na
azão
na u al,
pois
he
ley
da
na u eza,
que
em
chegando
as
couías
aò
maio
auge
do
íèu
augmen o,
íe
p ecipi em
logo
nas
omb as
do
íeu
occca o.
II.
PARTE.
Siccine
cpam
ama a
mo s
l
E
S
a
undada
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ícgunda
de culpa
da
mo e
na
poli ica,
pois
lendo
ley
en e
os
polí icos
o
dillimula
pa a
eina :
Regna ene ci
cjuine ci
di si
«•
?
nuU e^
azão
e a
que
onoííoMc oe
diílimula le
hu
agg auo
pa a
con egui
hum
iun o.
O
agg auo
c
deixa
a
ida
quando
a
deuia
pe pe ua ,
o
iun o
oi
ica
na
lemb ança
,
que
a
lemb ança
he
o
i¬
un o
da
mo e
,
aííi
como
a
mo e
hc
o
iun o
da
ida
;
iuia
o
illu e
Ba am
pa a
os
applaulos;
mas
iue
ago a
pa a
os
en imen os,
Sc
e a
egunda
i¬
da
he
íüpe io áp imei a,
po que
mui o
mais
he e
cho ado,
que
e
applaudido
,
pois
os
applauíos
al
ez
podem
e iiíonja,o
que
ja
emia
o
O ado Ro-
mano,quando
diííe
que
não
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po
não
pa ece
que
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:
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duU o ,
õc
emp e
as
lag imas
o ão
demo ado as
B
ij
de
J y c .
inep .
Gh
Ly
àz
hu
inee o en i ,&dehu en imen o ince o,ds
nais
do
que
as
lag imas
(ao
pé olas
que
não
cem
p e*
Ço>&
os
encomios
íao
palau as
que
e
o mão
do
a ,
&
que
no
a
mo em>&
e
o
Sol
o a
capaz
de
azão
mui o
mais
e lmà a
oso aalhos
da
noice
que
pa e*
cé
lag imas
de amadas
na
ua
au encia,do
que
a
ua-
uea moniadas.aues
que e ejão
o
eu
na ci aen ó*
Ap ouaS.
Ge onimo
na
epill.
z,
a
opinião
de
En»
mo,q
en ina
e os
íubdi os
ob eos
P incepes
e a
en ajem,
que
nasde g açis
podéos
íubdi os
de a-
oga
a
uadd com aus açao,
&
não
podé
os
P in¬
cepes
demo a
em
indecência
o
ea
en
i
men o
:
lÀce
Ucb ima e
plebi âgi
bon le
noy ,li
c
e .Mase a ío
g ade
pe da
podem
j en i
os
R y.s
em,de dou o
da
Mage ade
pois
;
ejo
que
Deos
não
di i
aiula
os
en'
imen Qsyquándo ao
íamen aueisos
uccce lasi
J ,
$kmao
Li anoqueos
Se a ios
ep esé auão
a
c uz
nas
azas
que
eí endiao,
mas
epa ai,
que
e as
azas
a i o
nb auaò
ao
o o
diuino
no
me mo
ecnpo
em
que
mo auao
a
igu a
da
c uz-,
Dnabus
y daban ,
p
o
-
que
a
Deos
me
ino
nao
e
podia
ep esé a
a
omb a
da
mo e
do
eu
Filho
(em
algüa
omb a
de i eza:
Dudbus
Velabdn ,
&
quando
eu
con ide o
que
e as
a mas
do
no ío
He oe
aó
azas, ejo
hue ei o
cme-
Ihan e
a
e e
das
azasdosSe aphins.Voauao
os
Se a¬
ins
com
duas
azas
^
D
u
abus^oUban ^
com
duasou-
as
encob ião
o
o o
a
Deos,
&
dnabus
Vclaban
;
VoouoBa áodeBa euilie
com
duas
azas
pa a
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ou¬
a
ida
>
oUba a
com
duas
ou as
icou
na
Co -,
A SF
*5
Co e
de
Po ugal,
&
de
Ca ella
aíTomb ando
aos
Reys,&
encub indocom
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da ii ezaas
Mage-
ades
.d
iiabus
Velabd ,
com
duas
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mo ou
q
e a
aí alo
da
mo e,pois
lhe
obedeceo
oando,
duabus
olaba ,&
com
ou as
duas
oílen aíe
em
ce o
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ope io
aos
Reys,pois
chega
a
lhes
da
penas,
&
a
lhes
©cea iona
en imen os:
&
duabus
" elaba
.
I o
que
he
ob iga
aos
Reys
a
demoli açoens
de
do > enho
pa a
mim
hea
maio
glo ia
que
poílaal¬
cança
hü
homem
ne a
ida,pois
Ch i o
a
quis
lo¬
g a
naíua
mo e,
o
que
p ouo
b euemen e
com
hu
epa o
de
S.Ci illo
le oíolimi anò
Na
doença
de
E-
zequias
e o
cede
o
o
Sol,&
na
Paixao
de
Ch iílo,
o
Sol
e
eíeu eceo^ual
de es
doiis
po en os
e imais
o
maio ,o
o na
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az^ou
o
e >lu a e?di ei o
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az
do
Sol
oi
que e
eu
i a
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moleí ia
da
do
qu£
lhe
podiacau a a
mo ede
Ezechias,maso
enlu a
e
e a
da
mo as
de
íen iméco
que
lhe
occa iònauá
a
mo e
de
Ch i o
,
&a i
muj b
maio
ineza
oi
enlu a íeo
Rey
dos
Plane as
na
mo e
do
Redep Oi
do
ludo,do
que
e ocede
na
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de
huhome,
ouçamos
a
S.CinlioiPw/^
E^cbum
Sol
ene us
ejh,
p o^ e
C
h ü
e o
Sol
ob c
u a usejl^non
e océdèns
ei
de icies.Sã
o
os
Reys
os
Soes
dos
ímpe iòs
)
&
'
cíles
SoeS
na
mo e
dos
eus aí
3
aIos,maís <c!lmen è
e ocede
com
indií e ençajdo
que
e ci eçao
co
endméco
5
2
c
a i
pa a
os
mab
aí alos
íào
o
s
Rey
s,
S
o
es
éc
o
gado
s;
mas
pa a
o
Ba ão
de
Ba euill:
io
os
maio es
P lQí &-
pes-da
Eu opa,Soes
enlu ados;
S
ul b cu a wc l
no
h é-
cedes
Scd
dcjiciens
;
S
j
V
ois
S.Cj iK
H c il.
C* hec.
j.

*4
Pois
e
os
Soes
icao
eclipíados,
em
que
eí ado
ica ão
as
E ellas,
&
e
os
Reys
e
mo ão
e i i-
dos,
que
en imen o
não
mo a à
a
Nob eza
,&
%
■
Fidalguia
?
dob ado
íen imen o
hão
de
e
osTidah
gos,
po que
quando
padçce
o
SoUdqb a c
o
pade¬
ce
das
E ellas.;
o
p ouo;
Nas
u u as
exequias.
da
Mundo
,
diz
Su
M.a heus.que
o
Sol
íe
elçu ece ã^
Sol
ob cu abi u ,
immedia amen e
deípoisa i ma,
que
as
E ellas
e
deíençaixa ão
do
i mamen o,
&
cahi ào
delmaiadas
em
e a
,
S elU
caclcn
de
Calo:,,
queconnexâo
em
o
cai
das
E ellas
com
o
e cu-,
íece
do
Sol
}
o
e cu ece
do
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cauía
eccIíp çs,nãQ
occaíiona
de maios,
logo
e
e
eícu cce
o
Sol,
e-
jao e
as
E ellaseclypíadasno
Ceo,
Sc
naoíe
mo*
em
delmaiadas
na
e a
;
ah
P ejo
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no
eclip e
do
eu
Mona ca
em
as,
.E ellas
dob ado
o
íen imen o,
amo alhãp e
emiomb as,
&
des ale¬
cem
em
acciden es;
pa icipao
a.s
e cu idades
do
e<
clip e,
&
en ão
nas
an us
do
de maio;
S elU
caden
de
Calo.
Sucçede
hoje
ne as
úneb es
memó ias
o
que
ba
de
acon ece
nas
exequias
do
Mundo-,
nasexequias
do
Mundo
enlu a eha
o
Sol,
&
cahi ão
as
E el¬
las
po
delmaiadas,
con e ua à
po em
o
Sol
aMa-
ge ade
do
T ono
en e
as
omb as
do
en imen o,
mas
o
exceíTuio
da
do a ã
com
que
as
E ellas
ca-
hiãoda
ua
es e a
amo ecidas.;
al
p odígio
emos
hoje
nas
exequias
que
celeb amos
;
os
Soes
de
Po -
<í
ugâlj
&
Caíleíla
mo ao e
quando
mui o
íen idos
íem
que
pe dão
o
deco o
da
obe ania
,
&
as
E el*
las
de
Po ugal,
&
de
Ca ella
anco
edeixá ao
le-
ua
do en imen o,
que
as
emos
mais
que
emidas,
p o adas
dian e
daquelle
Mau oleo
,
S elu
cadem
de
Ccelüy
&:
com
azao,
po que
e
aos
Reys
al ou
hu
Miniíl o
leal,
pe deoa
nob eza
hum
leal
amigo,
Se
neíle
amigo
hum he ou o,
que
aos
amigos
dàoE -
pi i u
San o
o
i ulo
de
be ou os,
imeni
ilíüM
^
inueni
he au um
,
logo
e
he
e dade
que
o
co açaò
e á
aonde
em
o
eu
he ou o,
eíla ào
e iu
duuida
odos
os
co açoens
da
Nob eza
íepul ados,
pois
eí á
epul ado
õ eu
he oy o;/
Mas
nao
e
limi a
e a
do
çn e
os
con ins
da
Lü-
íi ania,
e ende e
a
odas
as
maio es
P ouinciás
,
&
Reinos
dc
Eu opa,
a
Bo gonha
em
que
em
a
iüu*
e,
&
an iga
o igem
dos
eus
Aubs,
a
I alia
aonde
na ceo,
a
Akmanha
que
co eo
,
a
Flandes
aónde
mili ou,
ao
Piemon e
aonde
iun ou,
a
Ingla e a
aonde
e plandeçeo,
&
ob e
odos
a
Ca elláa
que
íe uioj&a
Po ugal
em
que
mo eoj
eílende e
i'
nalmen ee e
en imen o
a
odas
as
P ouinciás,pe«
ne a
odos
os
E ados,communica e
a
odas
as
Mo¬
na quias,
que
o
occa o
de
hum
Sol,
nao
me ece
menos
que
as
lag imas
de
hum
mundo
i
&
aíTi
nao
pa ece
mal
undada
c a
ícgunda
de culpa
damo -
e,
pois
e a
neceíTado
que
õ
noí o
Va ao
diíTimu-
laíle
a
em azao,
que
lhe
azia
a
na u eza
em
lhe
nao
Senec.
in
lib.de
b e-
16
íao
dila a a
ida,pa acon egui
o
iun o,
que
lhe
o ma
a
noííalemb an
ça,
&
e e niza
a
noíTa
do .
III.
P
ARTE.
Siccine
epa as
ama a
mo s
?
C
O
m
duas
di culpas em
a ís ei o
a
mo e
h
duas
pe gun as,
que
lhe
izemos,
a
e cei a,
&:
í ima
que
da a
ne a
e cei a
pa e,
e a
undada
Ho
mo al,
po que
e
o
mo al
ob iga
a
odos
à
ob*
e uançia
das
Icys,
heley
niue al
pa a
pode o os
igualmen e
que
pa a
humildes
o
mo e
;
S a u um
e l
ommbus
homimhus emel
mo i.
Po
ondea i mou
o
Seneca
com
g ande
ace o*que
a
moi c
emen*
daua
os
e os
da
o una,
poíque
íe
a
o una
de -
guala
os
homens
na
a ia
o e,
com
qae
na cem
,
a
mo e
os
iguala
a
odos
na
igualdade
com
que
mo em
:
E o es
o una
mo s
ineui abdis
e o ma ,
Aquella
amo a
e a ua
que
e
ep e en ouaNabu-
codono o .,e a
hüae a ua
ab icada
da o una,pois
nella
e
diui auão
cla amen e
di indos
os
á ios
e adosdos
homens,
na
cabeça
de
ou o
os
Reys,
nos
b aços
de
p a a
os
Ricos,nas
en anhas
de
b o*
ze
os
oldidos,
&
no
ba o
dos
pès
ospouos,
mas
a
ju içada
mo e
emendou
as
de igualdades
da
o ¬
una,
po que
ao
imp oui o
golpe
de
huma
ped a e
des ez
a
ella ua,
&
com
o
ba o
e
con undi ão
o
ou o,
p a a,
&
b onze
;
não
dc
ou a
o ce
emos»
e
eduzem
ao
me mo
im
osRcys,
&
os ubdi os,
os
*7
os
P incepes,
Sc
os
pouos,
os
g andes,
Sc
os
peque¬
nos,
náo
icando
do
ou o
da
Magc ade,
da
p a a
da
Fidalguia,
Sc
da
alen ia
do
b onze
mais
que
hu
pequeno
de
pô,&
humas
poucas
cinzas:
Con i a
Danhl
i;
un
pa i e
e um
,
e la
}
as
,
a gen Hm
>
O*
àu um
,
&*
edaóia
un
in
auillam,
E a
meíma
e dade
eníiná ão
os
An igos,quan-
Nauiis
donos
Templos
que
ab icauáo
à
mo e,
nao
con-
íli uiáo
Mini os,
nem
Sace do es/abendo
que
el-
/
^
c.ij.
Ja
a
odos
ac i ica,
Sc
que ob e
o
anguinolen o
pb idodos
eus
Al a es
odos
aó id cimas,
Sc
ho-
íòcau os.
E e
pode
que
Deos
communiçaà
mo ¬
e ão
he o
pa a
mo a
a
igualdade
dos
homens,
íènáo
ambém
pa a
emenda
o
dep auado
dosco-»
umes,po que
naò
ha
e cola
maio
pa a
o
de en-
gano
da
no la
aidade,
que
hum
epulch o,&
náo
ha
deípe ado
da
noíTa
ceguei a
mais
e icaz,que
hum
mo o.
E c eue
Leona do
no
liu o
dasleys,
que
Adão
não
acabou
de
e
en ega
a
huma
e da-
dei a
peni encia, enão
quando
io
a eu
ilho
Abel^^j^
‘
de un o
;
concebeo
Adam
húíàn o
ho o
daquel-
poe»i <
le une o
e pedaculo,
Sc
icou
ao
mudado,
Sc
áo
a ependido,
que
con o me
e e euem
Me hodio,&
<*-
u
/e h.
Io èph,
cho ou
con inuamcn c
pelo
eípaçodecem
c C
* *
**
annõs,
a e
que
io
no
ma
de
íuas
lag imas
o
nau-
m
aU*
agiodos
íeus
peccados.
L*b* *?i
'
No auel
en ença
he
e a
do
Ca deal
Sam
Ped o
Damiáo,
os
homens
náo
mo em
pa a
im,mo em
C
pa a
c

■
•V*
1
+
<*
■
h
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A
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z
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1
0
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