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Efeitos dos subsídios, controle de mercado e imposição de formação específica na qualidade de uma região turística

Abstract

Certas regiões turísticas são consideradas de baixa qualidade enquanto que outras são-no de elevada qualidade condicionando os preços de todas as empresas na região em causa. A qualidade consegue-se principalmente pela contratação de trabalhadores com elevada formação específica cujos salários são mais elevados que a média. Nas regiões de baixa qualidade, como as empresas turísticas são pequenas e os preços baixos, não é lucrativo que implementem projectos de qualidade. Então nessas regiões, os trabalhadores com formação específica elevada não encontram ocupação adequada pelo que não é rentável que invistam em formação. Esta situação traduz uma armadilha de pobreza. Neste trabalho investigamos num modelo microeconómico, resolvido por simulação, qual o impacte da imposição aos trabalhadores um nível mínimo de formação específica em comparação com a atribuição de subsídios à contratação ou controlo do nível de concorrência. Concluímos que estas políticas são alternativas no procurar uma melhoria da qualidade da região turística.

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Efeitos dos subsídios, controle de mercado e imposição de formação específica na qualidade de uma região turística

Author: Vieira, Pedro Cosme Costa; Teixeira, Aurora A. C.
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2005
Source: https://idus.us.es/bitstreams/e775a3f3-965c-4732-9127-ffbead5a7313/download
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EFEITOS DOS SUBSÍDIOS, CONTROLE DE MERCADO E IMPOSIÇÃO DE
FORMAÇÃO ESPECÍFICA NA QUALIDADE DE UMA REGIÃO TURÍSTICA
Ped o Cosme da Cos a Viei a
Au o a A. C. Teixei a
RESUMO
Ce as egiões u ís icas são conside adas de baixa qualidade enquan o que ou as são-no de ele ada
qualidade condicionando os p eços de odas as emp esas na egião em causa. A qualidade consegue-se
p incipalmen e pela con a ação de abalhado es com ele ada o mação especí ica cujos salá ios são
mais ele ados que a média. Nas egiões de baixa qualidade, como as emp esas u ís icas são pequenas
e os p eços baixos, não é luc a i o que implemen em p ojec os de qualidade. En ão nessas egiões, os
abalhado es com o mação especí ica ele ada não encon am ocupação adequada pelo que não é
en á el que in is am em o mação. Es a si uação aduz uma a madilha de pob eza. Nes e abalho
in es igamos num modelo mic oeconómico, esol ido po simulação, qual o impac e da imposição aos
abalhado es um ní el mínimo de o mação especí ica em compa ação com a a ibuição de subsídios
à con a ação ou con olo do ní el de conco ência. Concluímos que es as polí icas são al e na i as no
p ocu a uma melho ia da qualidade da egião u ís ica.
PALAVRAS-CHAVE: Região de u ismo, qualidade, o mação especí ica
ABSTRACT
Ce ain ou is egions a e conside ed o low quali y while o he s a e aken as high quali y
condi ioning he p ices o all he companies in he gi en egion. The quali y is ob ained mainly om
he ac o con ac ing wo ke s wi h high speci ic aining whose wages a e abo e he a e age. In he
low quali y egions, as ou is companies a e small and he p ices a e low, is no p o i able ha hey
implemen high quali y p ojec s. Then in hese egions, he wo ke s wi h high speci ic aining do no
ind adequa e occupa ion being no p o i able o in es in aining. This si ua ion ansla es a ‘low
quali y ap’. In his wo k we in es iga e using a mic oeconomic model, compu ed by simula ion, wha
is he e ec o he imposi ion o wo ke s o a minimum le el o speci ic aining ela i e o he
a ibu ion o hi ing subsidies o con olling o o he le el o compe i ion. We conclude ha hese
policies measu es a e al e na i e in looking o an imp o emen o he quali y o he ou is egion.
KEYWORDS: Tou ism egion, quali y, speci ic aining
1. INTRODUÇÃO
É uma egula idade empí ica que nas egiões u ís icas de baixa qualidade (po exemplo, ao ní el in e nacional,
Dze ba ou Benido m po compa ação com Pa is ou Canes; e em e mos nacionais, a Figuei a da Foz po
compa ação com Vila Mou a) os ope ado es u ís icos êm es abelecimen os com abalhado es de baixas
compe ências, a quem pagam baixas emune ações (Ash on and G een, 1996). Tal de i a do ac o do p eço que
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um es abelecimen o pode cob a es a in imamen e ligado com o ní el de qualidade de oda a egião u ís ica
(englobando-se aqui ho éis, qualidade ambien al e in aes u u as u ís icas no ge al).
Es a si uação ep esen a uma a madilha de pob eza (Aza iadis and D azen, 1990; Aza iadis, 1996), que ap esen a
duas aces. P imei o, o baixo in es imen o po pa e dos ope ado es u ís icos em p odu os de qualidade o na
não en á el pa a os abalhado es a a ec ação de uma acção signi ica i a do seu empo a ac i idades de
o mação especí ica (po exemplo, o nando-se ecepcionis as poliglo as, cozinhei os mul icul u ais, guias
u ís icos com conhecimen os ab angen es). Segundo, um ope ado u ís ico que deseje implemen a um p odu o
de ele ada qualidade não em disponí eis no me cado abalhado es com o mação especí ica adequada.
De o ma a in es iga polí icas capazes de ul apassa es a a madilha de pob eza, ap esen amos um modelo
eó ico com dois sec o es, um de es abelecimen o de baixa qualidade (as ‘ ascas’) e um ou o de
es abelecimen os de ele ada qualidade (os ‘she a ons’), que u ilizam como ac o de p odução o abalho.
Assumimos que a p odução é independen e do ní el de conhecimen o especí ico que os abalhado es possuam
(i.e., a sua p odu i idade em “es adias” não aumen a quando os abalhado es dedicam mais empo a ac i idade
de o mação especí ica). No en an o, a p odução de p odu os de qualidade es á dependen e do ní el de
conhecimen o especí ico que os abalhado es possuem.
O ní el de qualidade da egião é uma a iá el en endida pelos clien es que es á dependen e da exis ência de
p odu os de qualidade, e in luencia posi i amen e os p eços e salá ios em odos os es abelecimen os da egião
(sejam es es ‘ ascas’ ou ‘she a ons’, emp egando abalhado es com ou sem o mação especí ica).
O modelo que ap esen amos em undamen ação mic oeconómica e é de i ado usando mé odos de simulação. Os
esul ados con i mam que sem a in e enção das au o idades de polí ica, egiões de baixa qualidade não
conseguem po si só melho a a sua si uação, e e nizando a a madilha de pob eza em que se encon am. Como o
me cado po si só não é capaz de ul apassa es a a madilha, as au o idades de polí ica e ão que in e i
(Teixei a, 1997).
Nes e a igo es udamos o e ei o de um subsídio à con a ação pelos ‘ ascas’ de abalhado es com ele ada
o mação especí ica ou o con olo do núme o de ope ado es no me cado (medida do lado da p ocu a) e, em
al e na i a, o e ei o de se impos o um ní el mínimo de o mação especí ica a odos os abalhado es (medida do
lado da o e a).
2. PRESSUPOSTOS DA TEORIA
Assumindo que as egiões es ão numa si uação de equilíb io, ocamos a nossa a enção numa única egião. Os
esul ados ob idos podem se es endidos pa a as ou as egiões median e uma análise de es á ica compa ada.
Assuma-se que na egião em causa, abalhado es, ecnologia e emp esas são ca ac e izadas da o ma que a
segui se explica .
2.1. CARACTERÍSTICAS DOS TRABALHADORES
H1. Exis em M abalhado es idên icos.
SITUATION OF THE ENTREPRENEURSHIP, BUSINESS CREATION, HUMAN RESOURCE MANAGEMENT AND FAMILY BUSINESS PERSPECTIVES.
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H2. O compo amen o ag egado dos abalhado es esul a da maximização de uma unção de u ilidade, U, po
uma amília ep esen a i a.
H3. Os abalhado es aplicam o seu empo a abalha , usu uindo de um salá io; a es uda , adqui indo um ní el
de o mação especí ica S; ou es ando inac i os.
H4. Os agen es económicos ( abalhado es e p op ie á ios de emp esas) gas am os seus salá ios e luc os em
bens e se iços de consumo (C).
H5. Os abalhado es são “p ice ake s”, assumindo como dados os salá ios e os p eços.
2.2. CARACTERÍSTICAS DA TECNOLOGIA
H6. Exis e na economia apenas um bem denominado po “es adias”.
H7. Exis em dois ipos de es abelecimen o, as “ ascas” de baixa qualidade e um “she a on” de ele ada
qualidade.
H8. O “she a on” é uma bandei a da egião pelo que se numa egião a qualidade do “she a on” em o ní el K
(di e enciação e ical), a qualidade de odas as “ ascas” é au oma icamen e en endida pelos clien es como
sendo K–1.
H9. A p odução das “es adias” u iliza como ac o de p odução o abalho: yi = yi(l).
H10. A p odução de cada emp esa é independen e do ní el de qualidade das “es adias” (a qualidade não poupa
nem gas a abalho).
H11. Qualque es abelecimen o pode passa a se o “she a on” do ano seguin e se consegui um ní el de
qualidade K+1. Pa a consegui isso, p ecisa de con a a abalhado es com um ní el ele ado de o mação
especí ica: gi = g(l, S).
H12. Apesa de in es i em qualidade, o es abelecimen o pode não se o na num “she a on” po que, em pa e,
isso depende da pe cepção dos clien es. Assim, em e mos de modelo, é um p ocesso es ocás ico,
quan i icando gi a p obabilidade de os po enciais clien es in e io iza em que o es abelecimen o se o nou
num “she a on” de qualidade K+1.
2.3. CARACTERÍSTICAS DAS EMPRESAS
H13. Exis em no Me cado N emp esas u ís icas.
H14. A emp esa en endida como a de mais ele ada qualidade, o “she a on”, compo a-se como um líde de
S akelbe g e as ou as, as “ ascas”, conco em a la Cou no .
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290
H15. As emp esas são maximizado as do luc o espe ado.
2.4. CARACTERÍSTICAS DOS CLIENTES
H16. A u ilidade dos clien es aumen a com a qualidade K da egião u ís ica.
3. FORMALIZAÇÃO E CALIBRAÇÃO DA TEORIA
No sen ido de ob e esul ados po simulação, necessi amos de o maliza e calib a o modelo.
Assumimos que o empo é disc e o com pe íodos de du ação uni á ia. A u ilidade é descon ada pela cons an e β
∈ [0,1] e os luc os são descon ados pela cons an e R ≤ 1.
3.1. FORMALIZAÇÃO DO LADO DO MERCADO DE TRABALHO
A unção de u ilidade ins an ânea dos abalhado es é ),,,( KSCLU , de onde esul a o seu compo amen o
que são as unções in e sas L e S.
L é o empo o al u ilizado a abalha a p oduzi “es adias” e em p odu os de “qualidade”, L = Les adias + Lqualidade,
e e.S é o empo u ilizado em ac i idades de o mação especí ica (pa a a ingi o ní el de o mação especí ica S
um abalhado em que aplica e.S empo em cada pe íodo).
Como é s anda d na eo ia neoclássica, a unção de u ilidade é dec escen e com a quan idade de empo que o
abalhado despende a abalha e a es uda , L, e c escen e com o ní el de qualidade da egião, K, ( ambém são
clien es) e com o consumo, C. Assumimos que a unção de u ilidade ins an ânea em a o ma seguin e:
()
()
ULSK c C L eS
Kab
(,|)
=−+
0λ (1)
Sendo C = L.W a es ição o çamen al ins an ânea dos abalhado es, Lqualidade o empo o al con a ado em
ac i idades de qualidade, S o ní el de o mação especí ica dos abalhado es e G(Lqualidade, S) a unção que
quan i ica a p obabilidade, du an e o pe íodo p esen e, de os clien es se ape cebe em que um de e minado
es abelecimen o passou a se o de mais ele ada qualidade. Com es a p obabilidade, e assumindo que não exis e
poupança (pois não exis e capi al), a unção de u ilidade espe ada in e - empo al dos abalhado es em dada
po :
[]
[]
[]
(){}
WLCas
GLKVEGKVETKSCLU
WLKVE
qualidade
qualidade
=
−+++∆
=
.
)1(),()1(),,,(max
,|)(
β (2)
SITUATION OF THE ENTREPRENEURSHIP, BUSINESS CREATION, HUMAN RESOURCE MANAGEMENT AND FAMILY BUSINESS PERSPECTIVES.
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O p oblema do abalhado é de e mina qual a quan idade de abalho o e ecida L e o ní el de o mação
especí ica S sabendo qual a quan idade de abalho con a ada em ac i idades de qualidade e o salá io ( e Figu a
1 e Figu a 2):
),,(),,,( WLKSWLKL qualidadequalidade
(3)
3.2. FORMALIZAÇÃO DA TECNOLOGIA
A qualidade pe cebida pelos clien es aumen a em deg aus egula es (quali y ladde ) sendo que as “es adias” de
uma emp esa com qualidade pe cebida K dão uma u ilidade pe cebida de
()
a
K
Cc λ
0 (idên ico à u ilidade dos
abalhado es com L=0).
Assumindo que K é o ní el de qualidade da melho emp esa ac ualmen e, a “she a on”; é possí el pa a qualque
emp esa passa a e no pe íodo seguin e a qualidade K+1 se e ec ua um in es imen o em qualidade ( odas as
emp esas sabem como se o na na melho emp esa u ís ica da egião).
Não é possí el, no en an o, num mesmo pe íodo de empo que exis am duas emp esas “she a on”. Todas as
ou as emp esas, as “ ascas”, são en endidas pelos clien es como idên icas em e mos de qualidade u ís ica.
A p odução de qualque emp esa em qualidade, g(l, S), quan i ica a p obabilidade da emp esa passa a se
en endida como o “she a on” no pe íodo seguin e e depende da quan idade de abalho l com o ní el de o mação
especí ica S. A p obabilidade g(l, S) não é co elacionada en e as emp esas nem no empo. Es a unção é
c escen e com a quan idade e o ní el de o mação especí ica dos abalhado es.
)..exp(1),( SlcSlg −−= (4)
Assume-se que a unção p odução de “es adias” de odas as emp esas é ldly .)( =.
3.3. FORMALIZAÇÃO DO MERCADO DO LADO DAS EMPRESAS
Em cada pe íodo, a qualidade en endida das “es adias” da emp esa “she a on” é K e a das emp esas “ ascas” é
K–1.
Como os abalhado es (e clien es) são indi e en es à qualidade se o ácio dos p eços o λ, podemos no maliza
o p eço da qualidade mais ele ada em 1, icando o p eço da qualidade mais baixa 1/λ. O p eço da qualidade mais
baixa é meno po que é en endida como de qualidade K–1. No en an o, u iliza o mesmo mon an e de abalho na
p odução das “es adias”.
Conside ando apenas o pe íodo de empo p esen e, os luc os da emp esa “she a on” e das emp esas “ ascas” êm
dados, espec i amen e, po :

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WlllyéRascall
WlllyéShe a onll
qualidadees adiases adiasqualidadees adias
qualidadees adiases adiasqualidadees adias
)(/)()|,(
)()()|,(
+−=
+−=
λπ
π (5)
Assumindo que a emp esa “she a on” é um líde de S akelbe g, i á e em con a o e ei o que a decisão de
con a a mais abalho e á na unção luc o das “ ascas”. Assumindo que as emp esas são a essas ao isco, o
p odu o das “ ascas” se á ze o quando o seu p eço é igual ao cus o ma ginal. Assim, a emp esa “she a on”
con a a á abalho de o ma a aumen a os salá ios a é es es se o na em iguais a 1/λ o que o na o cus o
ma ginal das “ ascas” igual ao p eço das es adias de baixa qualidade, W = ’(l)/λ.
Apesa de no pe íodo p esen e a p odução das emp esas “ ascas” se nulo, man ém-se no me cado po que, se
in es i em qualidade, pode -se-á o na no “she a on” do p óximo pe íodo. Assumindo que g é a p obabilidade
de al acon ece , G* é a p obabilidade de um ou a emp esa passa a se o “she a on” (as emp esas conco em à
Cou no ), e 1–G a p obabilidade de nenhuma emp esa consegui des ona o “she a on” des e pe íodo, o luc o
espe ado de uma “ asca” se á dependen e do in es imen o em qualidade, lqualidade:
[]
{
[][][]
()}
)1(|)(*|)1(|)1(
)(max|)(:
GéRascaKEGéRascaKEgéShe a onKER
KWléRascaKEl qualidadequalidade
−++++⋅
+−=
πππ
π
(6)
Es a exp essão o maliza que no pe íodo seguin e exis em ês possibilidades pa a uma emp esa “ asca”: o na -
se um “she a on”; con inua uma “ asca” e o “s anda d” aumen a pa a K + 1; ou con inua uma “ asca” e
“s anda d” man e -se.
É implíci o que quando uma melho ia é ei a na qualidade pe cebida, ins an aneamen e as es adias das “ ascas”
passam a se en endidas como de melho qualidade, o p eço do bem an e io men e conside ado de qualidade
mais ele ada diminui pa a 1/λ e o p eço do bem com a no a qualidade mais ele ada passa a se 1.
Em elação ao “she a on”, embo a no pe íodo seguin e possa o na -se uma “ asca”, ele não em qualque
incen i o no p esen e em in es i em qualidade po que se ino a pa a a qualidade K+1, as ou as emp esas
passam a se en endidas como de qualidade K, man endo-se o p eço igual a 1:
[]
[]
[]






++
+−+−
=
=
GéRascaKE
GéShe a onKEKWlly
éShe a onKEl
es adiases adias
es adias
|)1(
)1(|)()()(
max
|)(:
π
π
π (7)
Sendo que g não es á co elacionado en e as emp esas e é independen e no empo, como o “she a on” não
in es e em qualidade e odas as ou as emp esas são idên icas, en ão a que a p obabilidade de se e i ica um
inc emen o na qualidade pe cebida em dada po :
1
)1(1 −
−−= N
gG e 2
)1(1* −
−−= N
gG (8)
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A es a égia da emp esa “she a on” líde é o ça os salá ios a aumen a a é que os cus os ma ginais das “ ascas”
sejam iguais ao p eço das suas “es adias”. Como y(les adias) =d.les adias, a p odução das “ ascas” o na-se ze o
quando W≥d/λ.
No e-se que os salá ios não se al e am com o aumen o da qualidade do no o ‘she a on’ po que a emp esa líde
impõe semp e que W=d/λ (es e salá io limi e maximiza o luc o da emp esa “she a on”). Assim, em e mos
nominais o salá io não aumen a com o aumen o do ní el de qualidade da egião, mas os abalhado es melho am
os espec i os ní eis de ida pois maio qualidade implica uma u ilidade mais ele ada. Assim, em “ e mos eais”
e i ica-se um aumen o do salá io.
4. DETERMINAÇÃO DO EQUILÍBRIO DE MERCADO
O modelo o maliza um sis ema de equações com qua o a iá eis económicas ag egadas endógenas:
Lqualidade(K), S(K), W(K) e Les adias(K) que dependem do ní el de qualidade da egião (o pad ão de qualidade K). A
e olução empo al das a iá eis endógenas em e mos espe ados é calculada u ilizando a p obabilidade G que é
endógena.
A de e minação do modelo é um jogo sequencial. P imei o, os abalhado es ixam uma o e a o al de abalho
com um de e minado ní el de o mação especí ica quando as egiões es ão num ní el Lqualidade. Segundo, a
emp esa líde u ilizando o compo amen o dos abalhado es ixa o ní el de ac i idade Les adias que az o salá io
se um de e minado alo limi e. Te cei o, as emp esas “ ascas” escolhem o ní el de in es imen o em qualidade,
Lqualidade compe indo en e elas a Cou no .
Calib ando a ecnologia de qualidade como )1.0exp(1qualidade
LSG ⋅⋅−−= , a unção u ilidade como
{}
{}
2
5.0 1.01.1)()|,( SLWLKSLU K+−= , e ixando β = 0.9, as unções o e a de abalho e in es imen o em
o mação especí ica êm:
Figu a 1. Função o e a de abalho óp ima
CITIES IN COMPETITION
294
Figu a 2. Função in es imen o em o mação especí ica óp ima
Es as igu as mos am que quando as egiões não emp egam mão-de-ob a no sec o da qualidade, os
abalhado es não in es em em o mação especí ica.
Sendo p e isí el o compo amen o dos abalhado es, as emp esas adop a ão a es a égia que maximiza os seus
luc os. Assumindo R = 0.9 e d = 1, pa a di e en es cená ios de concen ação o luc o espe ado da emp esas
“ ascas” em:
Figu a 3. Luc o espe ado de uma emp esa “ asca”
Quando o luc o espe ado é nega i o, a emp esa sai do me cado. No en an o, mos amos na igu a seguin e qual é
o óp imo com ac i idade, implicando um luc o nega i o que pode á se compensado com subsídios:
Figu a 4. A unção melho espos a de emp esas “ ascas”
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A Figu a 3 mos a que sem a in e enção do es ado (e.g. subsidiando as ‘ ascas’), não exis i á desen ol imen o
nas egiões de baixa qualidade u ís ica. Ainda assim, como numa si uação de maio concen ação (N = 2) o
luc o espe ado das egiões é semp e mais ele ado, sem aumen o da despesa es a al, es a si uação é a mais
a o á el ao desen ol imen o de egiões pouco desen ol idas.
Como em países menos desen ol idos a a ibuição de subsídios e de au o izações pa a ope ação ende a se de
di ícil ges ão, es udamos uma medida al e na i a. Em ez de um subsídio e do con olo do núme o de
compe ido es no me cado, a aliamos o impac e da imposição aos abalhado es de um ní el mínimo de
o mação especí ica.
Na igu a seguin e ap esen amos o caso em que é impos o um mínimo de 30% de empo aplicado na o mação
especí ica. Des a o ma já se o na en á el que as emp esas in is am em qualidade mesmo em egiões pouco
desen ol idos em e mos u ís icos:
Figu e 5. Luc o espe ado de uma “ asca” (S ≥ 0.3L e N = 2)
5. CONCLUSÃO
Baseados numa economia com dois ipos de emp esas u ís icas – umas emp esas de ele ada qualidade,
“she a ons”, e ou as emp esas de baixa qualidade, “ ascas”– cons uímos um modelo eó ico que mos a que em
egiões u ís icas pouco desen ol idas, as emp esas não in es em em qualidade po que os abalhado es
possuem um baixo ní el de o mação especí ica e os abalhado es não a ec am uma p opo ção signi ica i a do
seu empo à o mação po que a u ilização de ecnologias simples (de baixa qualidade) e a al a de in es imen o
em p ocessos de melho amen e da qualidade, não o na en á eis o abalhado adqui i o mação especí ica.
Es e esul ado é uma a madilha de pob eza que o me cado se mos a incapaz de ul apassa : exis e um limia de
desen ol imen o acima do qual os abalhado es aumen am a sua u ilidade in es indo em o mação especí ica, a
qual po sua ez, o na possí el que as emp esas in is am em p odu os de qualidade. Abaixo des e limia , as
egiões não se desen ol em, pelo menos em e mos de qualidade u ís ica, e pe manecem p esos numa si uação
de baixa qualidade u ís ica.
Como o Me cado não consegue ul apassa es a a madilha de pob eza, as au o idades públicas de em in e i .
Uma possí el solução ób ia, do pon o de is a de polí ica, é subsidia os in es imen os na melho ia da
qualidade. Ou a solução é man e poucas emp esas u ís icas no me cado.