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Efeitos dos subsídios, controle de mercado e imposição de formação específica na qualidade de uma região turística

Vieira, Pedro Cosme Costa; Teixeira, Aurora A. C.

Abstract

Certas regiões turísticas são consideradas de baixa qualidade enquanto que outras são-no de elevada qualidade condicionando os preços de todas as empresas na região em causa. A qualidade consegue-se principalmente pela contratação de trabalhadores com elevada formação específica cujos salários são mais elevados que a média. Nas regiões de baixa qualidade, como as empresas turísticas são pequenas e os preços baixos, não é lucrativo que implementem projectos de qualidade. Então nessas regiões, os trabalhadores com formação específica elevada não encontram ocupação adequada pelo que não é rentável que invistam em formação. Esta situação traduz uma armadilha de pobreza. Neste trabalho investigamos num modelo microeconómico, resolvido por simulação, qual o impacte da imposição aos trabalhadores um nível mínimo de formação específica em comparação com a atribuição de subsídios à contratação ou controlo do nível de concorrência. Concluímos que estas políticas são alternativas no procurar uma melhoria da qualidade da região turística.

Full text

287 EFEITOS DOS SUBSÍDIOS, CONTROLE DE MERCADO E IMPOSIÇÃO DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA NA QUALIDADE DE UMA REGIÃO TURÍSTICA Ped o Cosme da Cos a Viei a Au o a A. C. Teixei a RESUMO Ce as egiões u ís icas são conside adas de baixa qualidade enquan o que ou as são-no de ele ada qualidade condicionando os p eços de odas as emp esas na egião em causa. A qualidade consegue-se p incipalmen e pela con a ação de abalhado es com ele ada o mação especí ica cujos salá ios são mais ele ados que a média. Nas egiões de baixa qualidade, como as emp esas u ís icas são pequenas e os p eços baixos, não é luc a i o que implemen em p ojec os de qualidade. En ão nessas egiões, os abalhado es com o mação especí ica ele ada não encon am ocupação adequada pelo que não é en á el que in is am em o mação. Es a si uação aduz uma a madilha de pob eza. Nes e abalho in es igamos num modelo mic oeconómico, esol ido po simulação, qual o impac e da imposição aos abalhado es um ní el mínimo de o mação especí ica em compa ação com a a ibuição de subsídios à con a ação ou con olo do ní el de conco ência. Concluímos que es as polí icas são al e na i as no p ocu a uma melho ia da qualidade da egião u ís ica. PALAVRAS-CHAVE: Região de u ismo, qualidade, o mação especí ica ABSTRACT Ce ain ou is egions a e conside ed o low quali y while o he s a e aken as high quali y condi ioning he p ices o all he companies in he gi en egion. The quali y is ob ained mainly om he ac o con ac ing wo ke s wi h high speci ic aining whose wages a e abo e he a e age. In he low quali y egions, as ou is companies a e small and he p ices a e low, is no p o i able ha hey implemen high quali y p ojec s. Then in hese egions, he wo ke s wi h high speci ic aining do no ind adequa e occupa ion being no p o i able o in es in aining. This si ua ion ansla es a ‘low quali y ap’. In his wo k we in es iga e using a mic oeconomic model, compu ed by simula ion, wha is he e ec o he imposi ion o wo ke s o a minimum le el o speci ic aining ela i e o he a ibu ion o hi ing subsidies o con olling o o he le el o compe i ion. We conclude ha hese policies measu es a e al e na i e in looking o an imp o emen o he quali y o he ou is egion. KEYWORDS: Tou ism egion, quali y, speci ic aining 1. INTRODUÇÃO É uma egula idade empí ica que nas egiões u ís icas de baixa qualidade (po exemplo, ao ní el in e nacional, Dze ba ou Benido m po compa ação com Pa is ou Canes; e em e mos nacionais, a Figuei a da Foz po compa ação com Vila Mou a) os ope ado es u ís icos êm es abelecimen os com abalhado es de baixas compe ências, a quem pagam baixas emune ações (Ash on and G een, 1996). Tal de i a do ac o do p eço que CITIES IN COMPETITION 288 um es abelecimen o pode cob a es a in imamen e ligado com o ní el de qualidade de oda a egião u ís ica (englobando-se aqui ho éis, qualidade ambien al e in aes u u as u ís icas no ge al). Es a si uação ep esen a uma a madilha de pob eza (Aza iadis and D azen, 1990; Aza iadis, 1996), que ap esen a duas aces. P imei o, o baixo in es imen o po pa e dos ope ado es u ís icos em p odu os de qualidade o na não en á el pa a os abalhado es a a ec ação de uma acção signi ica i a do seu empo a ac i idades de o mação especí ica (po exemplo, o nando-se ecepcionis as poliglo as, cozinhei os mul icul u ais, guias u ís icos com conhecimen os ab angen es). Segundo, um ope ado u ís ico que deseje implemen a um p odu o de ele ada qualidade não em disponí eis no me cado abalhado es com o mação especí ica adequada. De o ma a in es iga polí icas capazes de ul apassa es a a madilha de pob eza, ap esen amos um modelo eó ico com dois sec o es, um de es abelecimen o de baixa qualidade (as ‘ ascas’) e um ou o de es abelecimen os de ele ada qualidade (os ‘she a ons’), que u ilizam como ac o de p odução o abalho. Assumimos que a p odução é independen e do ní el de conhecimen o especí ico que os abalhado es possuam (i.e., a sua p odu i idade em “es adias” não aumen a quando os abalhado es dedicam mais empo a ac i idade de o mação especí ica). No en an o, a p odução de p odu os de qualidade es á dependen e do ní el de conhecimen o especí ico que os abalhado es possuem. O ní el de qualidade da egião é uma a iá el en endida pelos clien es que es á dependen e da exis ência de p odu os de qualidade, e in luencia posi i amen e os p eços e salá ios em odos os es abelecimen os da egião (sejam es es ‘ ascas’ ou ‘she a ons’, emp egando abalhado es com ou sem o mação especí ica). O modelo que ap esen amos em undamen ação mic oeconómica e é de i ado usando mé odos de simulação. Os esul ados con i mam que sem a in e enção das au o idades de polí ica, egiões de baixa qualidade não conseguem po si só melho a a sua si uação, e e nizando a a madilha de pob eza em que se encon am. Como o me cado po si só não é capaz de ul apassa es a a madilha, as au o idades de polí ica e ão que in e i (Teixei a, 1997). Nes e a igo es udamos o e ei o de um subsídio à con a ação pelos ‘ ascas’ de abalhado es com ele ada o mação especí ica ou o con olo do núme o de ope ado es no me cado (medida do lado da p ocu a) e, em al e na i a, o e ei o de se impos o um ní el mínimo de o mação especí ica a odos os abalhado es (medida do lado da o e a). 2. PRESSUPOSTOS DA TEORIA Assumindo que as egiões es ão numa si uação de equilíb io, ocamos a nossa a enção numa única egião. Os esul ados ob idos podem se es endidos pa a as ou as egiões median e uma análise de es á ica compa ada. Assuma-se que na egião em causa, abalhado es, ecnologia e emp esas são ca ac e izadas da o ma que a segui se explica . 2.1. CARACTERÍSTICAS DOS TRABALHADORES H1. Exis em M abalhado es idên icos. SITUATION OF THE ENTREPRENEURSHIP, BUSINESS CREATION, HUMAN RESOURCE MANAGEMENT AND FAMILY BUSINESS PERSPECTIVES. 289 H2. O compo amen o ag egado dos abalhado es esul a da maximização de uma unção de u ilidade, U, po uma amília ep esen a i a. H3. Os abalhado es aplicam o seu empo a abalha , usu uindo de um salá io; a es uda , adqui indo um ní el de o mação especí ica S; ou es ando inac i os. H4. Os agen es económicos ( abalhado es e p op ie á ios de emp esas) gas am os seus salá ios e luc os em bens e se iços de consumo (C). H5. Os abalhado es são “p ice ake s”, assumindo como dados os salá ios e os p eços. 2.2. CARACTERÍSTICAS DA TECNOLOGIA H6. Exis e na economia apenas um bem denominado po “es adias”. H7. Exis em dois ipos de es abelecimen o, as “ ascas” de baixa qualidade e um “she a on” de ele ada qualidade. H8. O “she a on” é uma bandei a da egião pelo que se numa egião a qualidade do “she a on” em o ní el K (di e enciação e ical), a qualidade de odas as “ ascas” é au oma icamen e en endida pelos clien es como sendo K–1. H9. A p odução das “es adias” u iliza como ac o de p odução o abalho: yi = yi(l). H10. A p odução de cada emp esa é independen e do ní el de qualidade das “es adias” (a qualidade não poupa nem gas a abalho). H11. Qualque es abelecimen o pode passa a se o “she a on” do ano seguin e se consegui um ní el de qualidade K+1. Pa a consegui isso, p ecisa de con a a abalhado es com um ní el ele ado de o mação especí ica: gi = g(l, S). H12. Apesa de in es i em qualidade, o es abelecimen o pode não se o na num “she a on” po que, em pa e, isso depende da pe cepção dos clien es. Assim, em e mos de modelo, é um p ocesso es ocás ico, quan i icando gi a p obabilidade de os po enciais clien es in e io iza em que o es abelecimen o se o nou num “she a on” de qualidade K+1. 2.3. CARACTERÍSTICAS DAS EMPRESAS H13. Exis em no Me cado N emp esas u ís icas. H14. A emp esa en endida como a de mais ele ada qualidade, o “she a on”, compo a-se como um líde de S akelbe g e as ou as, as “ ascas”, conco em a la Cou no . CITIES IN COMPETITION 290 H15. As emp esas são maximizado as do luc o espe ado. 2.4. CARACTERÍSTICAS DOS CLIENTES H16. A u ilidade dos clien es aumen a com a qualidade K da egião u ís ica. 3. FORMALIZAÇÃO E CALIBRAÇÃO DA TEORIA No sen ido de ob e esul ados po simulação, necessi amos de o maliza e calib a o modelo. Assumimos que o empo é disc e o com pe íodos de du ação uni á ia. A u ilidade é descon ada pela cons an e β ∈ [0,1] e os luc os são descon ados pela cons an e R ≤ 1. 3.1. FORMALIZAÇÃO DO LADO DO MERCADO DE TRABALHO A unção de u ilidade ins an ânea dos abalhado es é ),,,( KSCLU , de onde esul a o seu compo amen o que são as unções in e sas L e S. L é o empo o al u ilizado a abalha a p oduzi “es adias” e em p odu os de “qualidade”, L = Les adias + Lqualidade, e e.S é o empo u ilizado em ac i idades de o mação especí ica (pa a a ingi o ní el de o mação especí ica S um abalhado em que aplica e.S empo em cada pe íodo). Como é s anda d na eo ia neoclássica, a unção de u ilidade é dec escen e com a quan idade de empo que o abalhado despende a abalha e a es uda , L, e c escen e com o ní el de qualidade da egião, K, ( ambém são clien es) e com o consumo, C. Assumimos que a unção de u ilidade ins an ânea em a o ma seguin e: () () ULSK c C L eS Kab (,|) =−+ 0λ (1) Sendo C = L.W a es ição o çamen al ins an ânea dos abalhado es, Lqualidade o empo o al con a ado em ac i idades de qualidade, S o ní el de o mação especí ica dos abalhado es e G(Lqualidade, S) a unção que quan i ica a p obabilidade, du an e o pe íodo p esen e, de os clien es se ape cebe em que um de e minado es abelecimen o passou a se o de mais ele ada qualidade. Com es a p obabilidade, e assumindo que não exis e poupança (pois não exis e capi al), a unção de u ilidade espe ada in e - empo al dos abalhado es em dada po : [] [] [] (){} WLCas GLKVEGKVETKSCLU WLKVE qualidade qualidade = −+++∆ = . )1(),()1(),,,(max ,|)( β (2) SITUATION OF THE ENTREPRENEURSHIP, BUSINESS CREATION, HUMAN RESOURCE MANAGEMENT AND FAMILY BUSINESS PERSPECTIVES. 291 O p oblema do abalhado é de e mina qual a quan idade de abalho o e ecida L e o ní el de o mação especí ica S sabendo qual a quan idade de abalho con a ada em ac i idades de qualidade e o salá io ( e Figu a 1 e Figu a 2): ),,(),,,( WLKSWLKL qualidadequalidade (3) 3.2. FORMALIZAÇÃO DA TECNOLOGIA A qualidade pe cebida pelos clien es aumen a em deg aus egula es (quali y ladde ) sendo que as “es adias” de uma emp esa com qualidade pe cebida K dão uma u ilidade pe cebida de () a K Cc λ 0 (idên ico à u ilidade dos abalhado es com L=0). Assumindo que K é o ní el de qualidade da melho emp esa ac ualmen e, a “she a on”; é possí el pa a qualque emp esa passa a e no pe íodo seguin e a qualidade K+1 se e ec ua um in es imen o em qualidade ( odas as emp esas sabem como se o na na melho emp esa u ís ica da egião). Não é possí el, no en an o, num mesmo pe íodo de empo que exis am duas emp esas “she a on”. Todas as ou as emp esas, as “ ascas”, são en endidas pelos clien es como idên icas em e mos de qualidade u ís ica. A p odução de qualque emp esa em qualidade, g(l, S), quan i ica a p obabilidade da emp esa passa a se en endida como o “she a on” no pe íodo seguin e e depende da quan idade de abalho l com o ní el de o mação especí ica S. A p obabilidade g(l, S) não é co elacionada en e as emp esas nem no empo. Es a unção é c escen e com a quan idade e o ní el de o mação especí ica dos abalhado es. )..exp(1),( SlcSlg −−= (4) Assume-se que a unção p odução de “es adias” de odas as emp esas é ldly .)( =. 3.3. FORMALIZAÇÃO DO MERCADO DO LADO DAS EMPRESAS Em cada pe íodo, a qualidade en endida das “es adias” da emp esa “she a on” é K e a das emp esas “ ascas” é K–1. Como os abalhado es (e clien es) são indi e en es à qualidade se o ácio dos p eços o λ, podemos no maliza o p eço da qualidade mais ele ada em 1, icando o p eço da qualidade mais baixa 1/λ. O p eço da qualidade mais baixa é meno po que é en endida como de qualidade K–1. No en an o, u iliza o mesmo mon an e de abalho na p odução das “es adias”. Conside ando apenas o pe íodo de empo p esen e, os luc os da emp esa “she a on” e das emp esas “ ascas” êm dados, espec i amen e, po : CITIES IN COMPETITION 292 WlllyéRascall WlllyéShe a onll qualidadees adiases adiasqualidadees adias qualidadees adiases adiasqualidadees adias )(/)()|,( )()()|,( +−= +−= λπ π (5) Assumindo que a emp esa “she a on” é um líde de S akelbe g, i á e em con a o e ei o que a decisão de con a a mais abalho e á na unção luc o das “ ascas”. Assumindo que as emp esas são a essas ao isco, o p odu o das “ ascas” se á ze o quando o seu p eço é igual ao cus o ma ginal. Assim, a emp esa “she a on” con a a á abalho de o ma a aumen a os salá ios a é es es se o na em iguais a 1/λ o que o na o cus o ma ginal das “ ascas” igual ao p eço das es adias de baixa qualidade, W = ’(l)/λ. Apesa de no pe íodo p esen e a p odução das emp esas “ ascas” se nulo, man ém-se no me cado po que, se in es i em qualidade, pode -se-á o na no “she a on” do p óximo pe íodo. Assumindo que g é a p obabilidade de al acon ece , G* é a p obabilidade de um ou a emp esa passa a se o “she a on” (as emp esas conco em à Cou no ), e 1–G a p obabilidade de nenhuma emp esa consegui des ona o “she a on” des e pe íodo, o luc o espe ado de uma “ asca” se á dependen e do in es imen o em qualidade, lqualidade: [] { [][][] ()} )1(|)(*|)1(|)1( )(max|)(: GéRascaKEGéRascaKEgéShe a onKER KWléRascaKEl qualidadequalidade −++++⋅ +−= πππ π (6) Es a exp essão o maliza que no pe íodo seguin e exis em ês possibilidades pa a uma emp esa “ asca”: o na - se um “she a on”; con inua uma “ asca” e o “s anda d” aumen a pa a K + 1; ou con inua uma “ asca” e “s anda d” man e -se. É implíci o que quando uma melho ia é ei a na qualidade pe cebida, ins an aneamen e as es adias das “ ascas” passam a se en endidas como de melho qualidade, o p eço do bem an e io men e conside ado de qualidade mais ele ada diminui pa a 1/λ e o p eço do bem com a no a qualidade mais ele ada passa a se 1. Em elação ao “she a on”, embo a no pe íodo seguin e possa o na -se uma “ asca”, ele não em qualque incen i o no p esen e em in es i em qualidade po que se ino a pa a a qualidade K+1, as ou as emp esas passam a se en endidas como de qualidade K, man endo-se o p eço igual a 1: [] [] []       ++ +−+− = = GéRascaKE GéShe a onKEKWlly éShe a onKEl es adiases adias es adias |)1( )1(|)()()( max |)(: π π π (7) Sendo que g não es á co elacionado en e as emp esas e é independen e no empo, como o “she a on” não in es e em qualidade e odas as ou as emp esas são idên icas, en ão a que a p obabilidade de se e i ica um inc emen o na qualidade pe cebida em dada po : 1 )1(1 − −−= N gG e 2 )1(1* − −−= N gG (8) SITUATION OF THE ENTREPRENEURSHIP, BUSINESS CREATION, HUMAN RESOURCE MANAGEMENT AND FAMILY BUSINESS PERSPECTIVES. 293 A es a égia da emp esa “she a on” líde é o ça os salá ios a aumen a a é que os cus os ma ginais das “ ascas” sejam iguais ao p eço das suas “es adias”. Como y(les adias) =d.les adias, a p odução das “ ascas” o na-se ze o quando W≥d/λ. No e-se que os salá ios não se al e am com o aumen o da qualidade do no o ‘she a on’ po que a emp esa líde impõe semp e que W=d/λ (es e salá io limi e maximiza o luc o da emp esa “she a on”). Assim, em e mos nominais o salá io não aumen a com o aumen o do ní el de qualidade da egião, mas os abalhado es melho am os espec i os ní eis de ida pois maio qualidade implica uma u ilidade mais ele ada. Assim, em “ e mos eais” e i ica-se um aumen o do salá io. 4. DETERMINAÇÃO DO EQUILÍBRIO DE MERCADO O modelo o maliza um sis ema de equações com qua o a iá eis económicas ag egadas endógenas: Lqualidade(K), S(K), W(K) e Les adias(K) que dependem do ní el de qualidade da egião (o pad ão de qualidade K). A e olução empo al das a iá eis endógenas em e mos espe ados é calculada u ilizando a p obabilidade G que é endógena. A de e minação do modelo é um jogo sequencial. P imei o, os abalhado es ixam uma o e a o al de abalho com um de e minado ní el de o mação especí ica quando as egiões es ão num ní el Lqualidade. Segundo, a emp esa líde u ilizando o compo amen o dos abalhado es ixa o ní el de ac i idade Les adias que az o salá io se um de e minado alo limi e. Te cei o, as emp esas “ ascas” escolhem o ní el de in es imen o em qualidade, Lqualidade compe indo en e elas a Cou no . Calib ando a ecnologia de qualidade como )1.0exp(1qualidade LSG ⋅⋅−−= , a unção u ilidade como {} {} 2 5.0 1.01.1)()|,( SLWLKSLU K+−= , e ixando β = 0.9, as unções o e a de abalho e in es imen o em o mação especí ica êm: Figu a 1. Função o e a de abalho óp ima CITIES IN COMPETITION 294 Figu a 2. Função in es imen o em o mação especí ica óp ima Es as igu as mos am que quando as egiões não emp egam mão-de-ob a no sec o da qualidade, os abalhado es não in es em em o mação especí ica. Sendo p e isí el o compo amen o dos abalhado es, as emp esas adop a ão a es a égia que maximiza os seus luc os. Assumindo R = 0.9 e d = 1, pa a di e en es cená ios de concen ação o luc o espe ado da emp esas “ ascas” em: Figu a 3. Luc o espe ado de uma emp esa “ asca” Quando o luc o espe ado é nega i o, a emp esa sai do me cado. No en an o, mos amos na igu a seguin e qual é o óp imo com ac i idade, implicando um luc o nega i o que pode á se compensado com subsídios: Figu a 4. A unção melho espos a de emp esas “ ascas” SITUATION OF THE ENTREPRENEURSHIP, BUSINESS CREATION, HUMAN RESOURCE MANAGEMENT AND FAMILY BUSINESS PERSPECTIVES. 295 A Figu a 3 mos a que sem a in e enção do es ado (e.g. subsidiando as ‘ ascas’), não exis i á desen ol imen o nas egiões de baixa qualidade u ís ica. Ainda assim, como numa si uação de maio concen ação (N = 2) o luc o espe ado das egiões é semp e mais ele ado, sem aumen o da despesa es a al, es a si uação é a mais a o á el ao desen ol imen o de egiões pouco desen ol idas. Como em países menos desen ol idos a a ibuição de subsídios e de au o izações pa a ope ação ende a se de di ícil ges ão, es udamos uma medida al e na i a. Em ez de um subsídio e do con olo do núme o de compe ido es no me cado, a aliamos o impac e da imposição aos abalhado es de um ní el mínimo de o mação especí ica. Na igu a seguin e ap esen amos o caso em que é impos o um mínimo de 30% de empo aplicado na o mação especí ica. Des a o ma já se o na en á el que as emp esas in is am em qualidade mesmo em egiões pouco desen ol idos em e mos u ís icos: Figu e 5. Luc o espe ado de uma “ asca” (S ≥ 0.3L e N = 2) 5. CONCLUSÃO Baseados numa economia com dois ipos de emp esas u ís icas – umas emp esas de ele ada qualidade, “she a ons”, e ou as emp esas de baixa qualidade, “ ascas”– cons uímos um modelo eó ico que mos a que em egiões u ís icas pouco desen ol idas, as emp esas não in es em em qualidade po que os abalhado es possuem um baixo ní el de o mação especí ica e os abalhado es não a ec am uma p opo ção signi ica i a do seu empo à o mação po que a u ilização de ecnologias simples (de baixa qualidade) e a al a de in es imen o em p ocessos de melho amen e da qualidade, não o na en á eis o abalhado adqui i o mação especí ica. Es e esul ado é uma a madilha de pob eza que o me cado se mos a incapaz de ul apassa : exis e um limia de desen ol imen o acima do qual os abalhado es aumen am a sua u ilidade in es indo em o mação especí ica, a qual po sua ez, o na possí el que as emp esas in is am em p odu os de qualidade. Abaixo des e limia , as egiões não se desen ol em, pelo menos em e mos de qualidade u ís ica, e pe manecem p esos numa si uação de baixa qualidade u ís ica. Como o Me cado não consegue ul apassa es a a madilha de pob eza, as au o idades públicas de em in e i . Uma possí el solução ób ia, do pon o de is a de polí ica, é subsidia os in es imen os na melho ia da qualidade. Ou a solução é man e poucas emp esas u ís icas no me cado.