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Atos educativos com oficines de ecografias: uma investigação otobiográfica

Abstract

Este artigo apresenta resultados parciais de uma investigação desenvolvida no Brasil, na UFMT. A pesquisa fora realizada com estudantes do Ensino Médio em uma escola pública e outra privada confessional. Toma-se como referência o projeto filosófico elaborado por Jacques Derrida para estabelecer o que se denomina como investigação otobiográfica. Como conceito-método fundante, a investigação otobiográfica assume o limiar da vida-obra, vivências-escrituras. O afastamento entre vida e texto, comumente relacionado à experiência escolar, resulta em uma escrita encomendada pelas instâncias institucionais de controle, seja na figura do professor ou mesmo na do Estado avaliador. Embora tais produções atendam aos critérios públicos de escrita e composição, tal prática predominante cede a um discurso hegemônico pré-fabricado, dissolvendo, assim, a escritura como ato de criação e inscrição: a hipótese da pesquisa é de que projeção de filmes-conceitos, com narrativas não-lineares, podem criar espaços de escritura, constituindo um ato educativo. Para este trabalho foram analisadas 88 produções textuais de estudantes de ambas as escolas participantes, a partir do curta-metragem Alike — uma animação dirigida por Daniel Martínez Lara e Rafa Cano Méndez. Tais textos foram produzidos no que denominamos de Oficinas Cinemáticas de Ecografias (OCiE), viabilizadas por meio das formulações de Jacques Aumont (acerca do cinema, filme e teoria) e de Sandra Corazza com as Oficinas de Transcriação (OsT), como estratégia para investigação otobiográfica. A análise foi desenvolvida em três níveis, aqui denominados: heteronimia do estado, autonomia crítica e economia dos signos; a hipótese da pesquisa foi confirmada.

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Atos educativos com oficines de ecografias: uma investigação otobiográfica

Author: Monteiro, Silas Borges; Severo, Anaise Avila
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2020
DOI: 10.12795/Ambitos.2020.i49.05
Source: https://idus.us.es/bitstreams/6c2499b1-e6f1-4a5a-89c7-1741f6ad7131/download
Nº49
EDICIÓN VERANO
2020
49
ÁMBITOS
REVISTA
INTERNACIONAL
DE
COMUNICACIÓN
ISSN: 1139-1979
E-ISSN: 1988-5733
3
ÍNDICE
EDITORIAL PERSONAL ÁMBITOS
Ap esen ação do monog á ico. Abo dagem quali a i a: olha es e p á icas ansdisciplina es
nas ciências an opossociais
P esen a ion o he monog aph. Quali a i e app oach: ansdisciplina y iews and p ac ices in
an h oposocial sciences
Ronaldo Nunes Linha es, An ónio Ped o Cos a 7-11
MONOGRAFICOS MONOGRAPHS
Iden idades emininas na ede: as c ianças alam!
Female iden i ies on line: child en can speak
Ma a Ma ia Aze edo Quei oz 12-31
T ansição de cuidados de en e magem: ISBAR na p omoção da segu ança dos
doen es – e isão scoping
T ansi ion o nu sing ca e: ISBAR in p omo ing pa ien sa e y – scoping e iew
Ana Ri a Es e es Figuei edo, Te esa Ma ia Fe ei a dos San os Po a, Ped o Rica do Ma ins Be na des Lucas 32-48
In eg ación de elemen os cuali a i os y cuan i a i os en me odología obse acional
In eg a ion o quali a i e and quan i a i e elemen s in obse a ional me hodology
M. Te esa Angue a, Angel Blanco-Villaseño , José Luis Losada, Ped o Sánchez-Alga a 49-70
A os educa i os com o icines de ecog a ias: uma in es igação o obiog á ica
Educa ional ac s a echog aphie’s cinelie s: an o obiog aphic esea ch
Silas Bo ges Mon ei o, Anaise A ila Se e o 71-87
Ac uación de las polí icas: polí ica como ex o y polí ica como discu so
Ac ion o policies: policy as ex and policy as discou se
Mónica Rocío Ba ón 88-104
4
ÁMBITOS PERSONALES PERSONAL ÁMBITOS
Un e a o de la cul u a local a a és del Pe iodismo cul u al. Análisis compa ado
de Se illa y Po o Aleg e
A po ai o he local cul u e h ough cul u al Jou nalism. Compa a i e analysis o Se ille
and Po o Aleg e
Julie i-Sussi de Oli ei a 105-120
ARTÍCULOS ARTICLES
Mic osociología del p o eso uni e si a io
Mic osociology o an uni e si y p o esso
An onio Fe nández Vicen e 121-135
La pob eza y el discu so de los mass media. Un es udio de la p ensa local a gen ina
Po e y and mass media ´s discou se. A s udy o he A gen ine local p ess
Ma ía del Rosa io Sanchez, Sil ia London 136-157
La comunicación no e bal en las elecciones andaluzas de 2018. Compa a i a de
Susana Díaz y Te esa Rod íguez en el deba e de RTVE
Non- e bal communica ion in he Andalusian municipal elec ions o 2018. Compa ison o
Susana Díaz and Te esa Rod íguez in he elec o al RTVE deba e
Ma ía He nández He a e, Pa icia Zamo a-Ma ínez 158-176
El in oen e enimien o en la ele isión de pago, Mo is a + y el canal #0.
El uso ansmedia de sus con enidos de humo
In o ainmen on pay ele ision, Mo is a + and channel # 0. The ansmedia use o i s humo ous con en
Pa icia Gascón-Ve a 177-196
Me odología y o mación docen e cues iones cla es pa a la in eg ación de las
TIC en la educación
Me hodology and eache aining as a key issue o ICTs in eg a ion in Educa ion
Rebeca Suá ez-Ál a ez, Tama a Vázquez-Ba io, Te esa To ecillas Laca e 197-215
5
RESEÑAS REVIEWS
Aquela e. Muje es en la cul u a de masas
Co en. Women in mass cul u e
Regla Isma ay Cab eja Pied a 216-220
T ansición ecosocial y p incipios é icos en el pe iodismo: una guía pa a la
comunicación de nue as na a i as
The Eco-social ansi ion and e hical p inciples in jou nalism: a guide o he communica ion
o new na a i es
Amanda Salaza To es 221-225
Na a i as eco eminis as y mapa de ansición ecosocial pa a medios de comunicación
Eco- eminis na a i es and ecosocial ansi ion map o he media
Ámal El Mohammadiane Ta bi 226-229
ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN
Nº. 49. (2020) | © UNIVERSIDAD DE SEVILLA
ISSN: 1139-1979 | E-ISSN: 1988-5733
Nº DOI:
HTTPS
://
DX
.
DOI
.
ORG
/10.12795/A
MBITOS
Recibido: 23/04/2020 | Acep ado: 07/06/2020
Fo ma de ci a :
Bo ges Mon ei o, S. & A ila Se e o, A. (2020). A os educa i os com o icines de ecog a ias: uma in es i-gação o obiog á ica.
Ámbi os. Re is a In e nacional de Comunicación 49, pp. 71-87. Doi: 10.12795/Ambi os.2020.i49.05
71
A os educa i os com o icines de ecog a ias: uma
in es igação o obiog á ica
Educa ional ac s a echog aphie’s cinelie s: an o obiog aphic
esea ch
D . Silas Bo ges Mon ei o, Uni e sidade Fede al do Ma o G osso, R. Qua en a e
No e, 2367 - Boa Espe ança, Cuiabá - MT, 78060-900, B asil.
silasmon ei o@u m | O cid: h ps://o cid.o g/ 0000-0002-6130-920X
Anaise A ila Se e o, Uni e sidade Fede al do Ma o G osso. R. Qua en a e No e,
2367 - Boa Espe ança, Cuiabá - MT, 78060-900, B asil.
anaisease e [email protected] | O cid: h ps://o cid.o g/ 0000-0002-2715-139X
DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2020.i49.05
Resumo
Es e a igo ap esen a esul ados pa ciais de uma in es igação desen ol ida no B asil,
na UFMT. A pesquisa o a ealizada com es udan es do Ensino Médio em uma escola
pública e ou a p i ada con essional. Toma-se como e e ência o p oje o ilosó ico
elabo ado po Jacques De ida pa a es abelece o que se denomina como
in es igação o obiog á ica. Como concei o-mé odo undan e, a in es igação
o obiog á ica assume o limia da ida-ob a, i ências-esc i u as. O a as amen o en e
ida e ex o, comumen e elacionado à expe iência escola , esul a em uma esc i a
encomendada pelas ins âncias ins i ucionais de con ole, seja na igu a do p o esso
ou mesmo na do Es ado a aliado . Embo a ais p oduções a endam aos c i é ios
públicos de esc i a e composição, al p á ica p edominan e cede a um discu so
hegemônico p é- ab icado, dissol endo, assim, a esc i u a como a o de c iação e
insc ição: a hipó ese da pesquisa é de que p ojeção de ilmes-concei os, com

A os educa i os com o icines de ecog a ias: uma in es i-gação o obiog á ica
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na a i as não-linea es, podem c ia espaços de esc i u a, cons i uindo um a o
educa i o. Pa a es e abalho o am analisadas 88 p oduções ex uais de es udan es
de ambas as escolas pa icipan es, a pa i do cu a-me agem Alike — uma animação
di igida po Daniel Ma ínez La a e Ra a Cano Méndez. Tais ex os o am p oduzidos
no que denominamos de O icinas Cinemá icas de Ecog a ias (OCiE), iabilizadas po
meio das o mulações de Jacques Aumon (ace ca do cinema, ilme e eo ia) e de
Sand a Co azza com as O icinas de T ansc iação (OsT), como es a égia pa a
in es igação o obiog á ica. A análise oi desen ol ida em ês ní eis, aqui
denominados: he e onimia do es ado, au onomia c í ica e economia dos signos; a
hipó ese da pesquisa oi con i mada.
Abs ac
The pape p esen s pa ial esul s o a esea ch ul illed in UFMT, B asil. Tha esea ch
had been conduc ed o high school s uden s om a public and a p i a e school. Has
been aken as e e ence he Jacques De ida’s philosophical p ojec , he e called
o obiog aphical in es iga ion. As a ounding concep -me hod, he o obiog aphical
in es iga ion assumes he h eshold o li e-wo k, sc ip u e-expe iences. The dis ance
be ween li e and ex , commonly ela ed o school expe ience, esul s in a w i ing
commissioned by he ins i u ional ins ances o con ol, whe he in he igu e o he
eache o e en in he e alua ing s a e. Al hough such p oduc ions mee he public
c i e ia o w i ing and composi ion, such p e ailing p ac ice yields o a p e ab ica ed
hegemonic discou se, hus dissol ing w i ing as an ac o c ea ion and insc ip ion: he
esea ch hypo hesis is ha p ojec ion o concep ilms, wi h nonlinea na a i es, hey
can c ea e w i ing spaces, cons i u ing an educa ional ac . I had analyzed 88 ex s o
s uden s om bo h pa icipa ing schools, w i ing a e sho ilm Alike - an anima ion
di ec ed by Daniel Ma ínez La a and Ra a Cano Méndez. These ex s we e elabo a ed
a Kinema ic Echog aphy A elie s, made possible h ough he o mula ions o Jacques
Aumon (abou cinema, ilm and heo y) and Sand a Co azza wi h he T ansc ea ion
Wo kshops, as a s a egy o o obiog aphic esea ch. The analysis was de eloped a
h ee le els, he e named: s a e he e onomy, c i ical au onomy and sign economy; The
esea ch hypo hesis was con i med.
Pala as-cha e: educação, o obiog a ia, esc ilei u a, didá ica
Keywo ds: educa ion, o obiog aphie, eading-w i ing, dida ic
1. UMA BREVE APRESENTAÇÃO
Es e abalho ap esen a alguns elemen os o iundos de pesquisa inanciada pelo
Conselho Nacional de Desen ol imen o Cien í ico e Tecnológico (CNPq) in i ulada:
Pode um ilme-concei o se um a o educa i o? C iação de lei u a e espec a u a, ex o e
imagem, esc i u a e cinema. Desen ol ida pelo G upo de Pesquisa Es udos de
Bo ges Mon ei o, S. & A ila Se e o, A.
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Filoso ia e Fo mação (EFF), do Ins i u o de Educação da Uni e sidade Fede al de
Ma o G osso, no B asil, a pesquisa, que e e du ação de ês anos (en e 2017-2020),
p opõe a ap esen ação de cu as-me agens com o obje i o de con ida os
espec ado es a assumi em uma posição de espec a u a. O c i é io de escolha dos
cu as o a baseado a a o da não linea idade das na a i as conduzidas pelos
di e o es. Es e ipo de p odução cinema og á ica ope a como disposi i o no qual os
espec ado es o nam-se pa icipan es a i os na possibilidade de exe ci a em a c iação
de sen ido a pa i do en edo. Tais cu as, a pa i das ca ac e ís icas pos uladas,
omen a am sua concei uação no p oje o como ilme-concei o.
Pa a an o, ais ilmes-concei o o am ap esen ados du an e as O icinas Cinemá icas
(O iCines). Es es espaços co espondem a si uações conc e as em ins i uições de
ensino, ap oximando-se da expe iência didá ica, pa a ope a as o icinas em espaços
o mais de educação. Nessa ia, as O iCines a adas nes a pesquisa co espondem a
um eco e: ealizadas em duas escolas de Cuiabá (capi al de Ma o G osso, B asil)
com es udan es concluin es do Ensino Médio em uma escola pública es adual e uma
escola p i ada con essional. Tais dis inções pode ão se adian e pe cebidas a pa i da
concei uação e dos elemen os escolhidos pa a mapea ais a os educa i os enquan o
exp essões p esen es na o mação. Vale essal a que, nes e eco e, a g ande
maio ia dos es udan es ica a si uado en e dezesseis à dezoi o anos — al idade
co esponde ao pe íodo comum pa a a in eg alização da Educação Básica no país.
Ainda, a pesquisa desen ol ida pelo inanciamen o da CNPq busca a emp eende
como os limi es discu si os o neciam po ências aos a os educa i os. Nes a ocasião,
buscamos ope a pos ulações com o ensejo de comp eende po meio de quais
p incípios, gene alidades ou, mesmo, po meio de quais c i é ios os es udan es
pa icipan es a a am o ilme-concei o. Com al pe spec i a ensaiada, algumas
ques ões o am elabo adas ainda em ase inicial — dado, ambém, a não conclusão
do P oje o CNPq a é à da a pa a o 8º Cong esso Ibe o-Ame icano em In es igação
Quali a i a (CIAIQ), ealizado em Lisboa, Po ugal, com abalho in i ulado
In es igao o obiog  ica em c iaes de lei u a e espec a u a1.
Se algumas espos as o am es adas, a pa i de ques ões que disco iam ace ca da
elabo ação de quais elemen os o ma i os possibili a am a a o ilme-concei o
enquan o um a o educa i o, en endemos que se az necessá io comp eende o que
no eia a espec a u a al como um dos elemen os des e p ocesso. Ainda, buscamos
disco e como, a pa i da disseminação de sen ido de uma expe iência
cinema og á ica espec al (c . De ida, 2012), um a o educa i o en ol e a ques ão da
espec a u a concei uado po Jacques Aumon (2008) e expe enciada nos espaços
sociais des iados que en ol em as O iCines po meio do ope ado o obiog á ico pa a
analisa as O icines de Ecog a ias. Fo a ado ado como p ocedimen o de análise das
p oduções nes e con ex o ês mo imen os de lei (nómos2) in i ulados: He e onomia do
Es ado, Au onomia C í ica e, po im, Economia dos Signos. Enquan o p ocedimen os
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eó ico-me odológicos pa a a concei uação em o no da analí ica, aqui ado ada, dos
ex os esc i u ados pelos es udan es, omou-se, ainda, a esc i u a como um jogo
imp escindí el à p á ica de disseminação.
2. ESPECTATURA E COMUNICAÇÃO
Pa a es abelece a p oblemá ica des e abalho é necessá io, ao nosso juízo, uma
pala a em o no do que compe e ao e mo comunicação. Se, no en endimen o
comum, a comunicação unciona como anspo e de sen ido de um emisso a um
ecep o , ainda que le e em conside ação oda a complexidade que a isso designa,
com as nuances dos limi es da emissão, da ecepção, dos uídos, da necessidade do
con ex o e a ins, es e abalho busca desloca al pe spec i a. Com De ida (1991),
en endemos que o concei o de comunicação pode e seu sen ido comum golpeado
iloso icamen e a pa i da disseminação. Tal concei o co esponde a uma p á ica
descons u o a pa a inculação — e, caso se quei a, eiculação — dos múl iplos
sen idos p esen es — e ambém ausen es — de um ex o. Nessa ia, a disseminação
deso ganiza a unidade sólida e iden i á ia de um sen ido único e enclausu ado,
iabilizando a comp eensão dos signos enquan o um encadeamen o de signi ican es
adiados (c . De ida, 1973) e, po an o, como as os ausen es de signi icação uni á ia.
Assim, De ida (1972) ap esen a-nos a es u u a p esen e em o no do e mo
comunicação e de como es a é comumen e e ida. A pa i daí, o au o o nece uma
ope ação não essencializan e pa a os mo imen os em o no do que se quei a
enquan o comunicação. Con udo, p ecisamos pa i , p imei amen e, daquilo que
en endemos com Saussu e (2006): oda a ques ão que en ol e o sis ema linguís ico
p opõe uma adição que edi ica a es u u ação echada do signo. Os esul ados
genealogicamen e es abelecidos po Saussu e, po meio de uma necessidade in e na,
exigem do signi icado a ep esen ação de uma imagem cujo encadeamen o,
ob iga o iamen e, es abelece as elações com o o a, po meio daquilo que é ido
enquan o signi ican e, e oda a ques ão do signo é, no inal das con as, uma
designação na qual os aciden es ex e nos da linguagem a e am o sis ema in e no
dessa mesma língua. Dessa manei a, o que Saussu e es abelece é um sen ido
imedia o ao ca á e dado pelo anúncio de algo.
Ou seja, com De ida (1991), en endemos que a au o idade o iginá ia do signo
co esponde às exigências clássicas de um p essupos o me a ísico e p esen e.
Po ém, os e ei os cons i uídos nessa p odução o iginá ia em o no do p óp io signo
ope am uma cisão, na qual o een io de um núcleo in ini i o e a i o do di e imen o
o ja oda a di e ença a pa i de um as o de sen ido p esen e no signi ican e. Quando
es e signo ep esen a a coisa em si — uma coisa em si dada em uma empo alização
p esen e —, ele solici a o sub e úgio a i o daquilo que en a ep esen a : a coisa em
si, de um en e-p esen e, pois exige uma p esença di e ida, pos o que aquilo que é
signi icado, az-se signi ican e a pa i de um en e-não-p esen e. Assim, oda a
di e ença essoa não apenas um mo imen o do signi icado, mas uma ce a o ma de
Bo ges Mon ei o, S. & A ila Se e o, A.
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mo ência, na qual “o simples a o de mo e , de se mo e ou se mo ido” (De ida,
1991, p. 40) in es e em uma mediação de en e: a indecidibilidade en e odo o a i o e
odo o passi o que se deixa designa pela p óp ia di e ença de sen ido. A
comunicação, po an o, é aqui ope ada enquan o e mo que busca, jus amen e, o
espaçamen o des a di e ença dada no in e io me a ísico do signo e que, po sua ez,
cons i ui-se na união en e o signi icado e o signi ican e.
Ainda, a pa i de uma pe spec i a não essencialis a, en endemos que o a o de
comunica não diz espei o apenas ao anspo e de uma p oposição, al qual o a
inicialmen e cogi ada, mas diz daquilo que se que . Is o é, a dispe são p esen e en e
aquilo que se comunica de uma pessoa à ou a, de um sujei o ao obje o, de um
signi icado a um signi ican e comp eende um espaçamen o no qual é possí el udo se
dize . É, po an o, jus amen e no in e io , an o quan o no ex e io , dado en e os
as os, os espaçamen os e os des ios das o ças a i as, ea i as e médias de um
signo que se az possí el udo se que e -dize ( ouloi -di e). A comunicação, assim,
que -dize de uma dispe são dada en e o in e locu o e o locu o , en e o eme en e e
o des ina á io, en e o signi icado e o signi ican e.
Podemos dize que, em De ida, que oda linguagem, como oda esc i a, em qualque
sis ema de signos, inclusi e a ala, o emisso , seja o alan e, au o , esc i u ado , pe de
seu sen ido de o igem. No li o G ama ologia (p. 104), o ilóso o ancês se e e e ao
e mo p og ama (pois em no ho izon e os disposi i os cibe né icos) como o esul ado
de uma composição, em ese, da elação con encional en e signi ican e-signi icado.
Um p og ama de compu ado , po exemplo, ou um p og ama de TV, como
composições que desejam uma p og amá ica linea di e a en e mensagei o-
mensagem, p og amado -p og ama. O a, sua posição se á sus en ada na
comp eensão de que um signi icado é, acima de udo, ou o signi ican e. Des e modo,
apenas a i icialmen e, pode-se ecupe a uma on e, uma o igem. Pa a De ida
(1973), o con ex o o iginal oi es aído: es am, apenas, aços. Qualque g a ema é um
aço co ado de sua p e ensa o igem. O des ina á io, ei o em des ine ance, pode á
lê-lo, ê-lo, ou i-lo enxe ando sua p óp ia le a, som, pala a. Não ha e á uma
expe iência pu a de signi icado, como a i ma Nie zsche, só ha e á in e p e ações (c . 7
[60], 2013).
A elação en e di e en es supo es e inúme os modos que pe mi em o p ocesso de
indi iduação es abelecidos a pa i de mo imen os da comunicação azem pensa as
o icinas enquan o uma ap oximação eó ica-me odológica com um ou mais a os
educa i os. Tal demanda pe mi e ques iona as o icinas desde sua es u u ação.
Nes a ia, a im de um encon o concei ual em o no da p opos a es abelecida com a
descons ução de idiana, en ende-se que Sand a Co azza o nece algumas ou as
in enções p odu i as pa a o desdob amen os des e ema. Com Co azza (2011), as
O icinas de Esc ilei u a o necem um andaime mul i alen e em o no do lei o , cuja
coau o ia comunica di e amen e a elação dada com o ex o esc i o, alendo-se, ainda,
A os educa i os com o icines de ecog a ias: uma in es i-gação o obiog á ica
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Ainda que não enhamos p op iedade pa a ala do co po adminis a i o, do co po
discen e e do co po docen e das ins i uições nas quais as OCiE o am ealizadas,
en endemos que não se a a apenas de joga com as solida iedades eminen es. A
di e ença de 14% dos pon os en e o público e p i ado unem uma espécie de
hipo é ico que pode ia e unção no comba e do Es ado no ho izon e da ciência. Is o
é, não se que apenas pos ula a homogeneidade dos co pos unidos ou desunidos em
uma lu a em o no da equi ação do discu so. Con udo, como es abelecemos os
pa âme os nacionais de a aliação pa a a pon uação des es ex os, en endemos que é
e iden e e me ece ia, al ez, uma c í ica em comba e ao esponsá el que comp ome e
as p oposições ap esen adas. Es a di e ença não é aquilo que en endemos enquan o
o p óp io impossí el cunhado pela iloso ia de idiana, mas um signo es anhamen e
amilia de que há ce a culpabilidade que comp ome e a ques ão do cole i o, ainda
que “uma al p oblemá ica nem semp e se eduz, e às ezes em absolu o já não se
eduz, a uma p oblemá ica polí ica cen ada no Es ado” (De ida, 1999, p. 139), mas
em o mas apa en emen e in e ou anses a ais que comp ome em as es u u as
es a ais e as inalidades da o ganização sis emá ica.
Tais ques ões que omam a abs ação, po ezes epis emológica, do in e io das
es u u as — o que inclui ambém o sis ema a qui e ônico, a undação das
o ganizações e as adições e a ins aciden ais — de inem ce a azão que o ien a
empi icamen e as unções e enciais e a iá eis que con ex ualiza am as OCiE. Com
De ida (2007), en endemos que a lei da he e onomia, ao cunha a elação com o
ou o, implica na esponsabilidade que pe ence ao sis ema das o ças que escapam
e nem pode iam se con oladas, con udo, p ecisam comp ome e um en ol imen o
em o no das pala as, do e mos e dos concei os que pa ecem e unção de on ade
e sobe ania daquilo que de e ia se , apa en emen e, democ á ico. Nes a ia, es a lei
en ende que é p eciso in es i na esponsabilidade que ques iona o con a o com o
ou o — não necessa iamen e sujei o, mas co po igualmen e sabido, pois busca
descons ui a conjun u a do signo ap eendido em sua o ma (signi ican e) e
ep odu ibilidade es á el.
5.2. Au onomia C í ica
A im de con abiliza o con eúdo que o a p oduzido nos ex os das OCiE, pa imos do
que F ei e (2011) es abelece como au onomia. A pa i da in es igação, compu ou-se
a maio eco ência dos e mos u ilizados pelos pa icipan es, sendo “pai” e “ ilho” os
mais equen es nas esc i u as de ambas as escolas. Po ém, na escola p i ada, os
pa icipan es g a a am sessen a e oi o ezes o e mo “pai”, enquan o na escola
pública, o e mo “ ilho" o a o mais assíduo, apa ecendo in e e oi o ezes. Assim, os
ex os de Buildyuudy (nome ic ício escolhido pelo pa icipan e da OCiE da escola
p i ada) e A joma H. O ez (nome ic ício escolhido pelo pa icipan e da OCiE da
escola pública) o am selecionados pa a demons a al analí ica.

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Buildyuudy esc i u a a pa i de Alike (2015) um mo imen o que pa ece assumi
au onomia em elação à igu a do pa e (pai, pa ido, pa ia cado, pa ão, es ado: o
ou o iden i icado). A esc i u a ala do medo da absolu a iden i icação, sem c í ica, de
uma o dem ins i uída. Lamen a a ausência de um discu so em o no da e na escola.
Ainda, Buildyuudy supõe um luga no qual comp eende sua p esença em sociedade,
po ém a ques iona e clama po uma discussão em o no do que é apa en emen e
negado. A joma H. O ez que au onomia. Con udo, em mo imen o di e en e do
ap esen ado po Buildyuudy. O ez não se p eocupa com a ida al como ela é: eple a
pela o ina do pai e ausen e pela o ina do ilho. O ez acei a a epe ição na sua ida e
en ende que ela pode di e i ; esc i u a, a pa i de um si ins i uído, as possibilidades de
seus ins in os: indaga não e udo, ei o Faus o, sob pena de Goe he, dian e de
Me is ó eles, di igen e dos des inos da e a. “Po que no posso e os dois?”. O que
O ez p opõe não oma como ques ão o eceio de se o na o ou o-p eso-à- o ina, o
ou o: que libe dade de dize sim, ao som do ma elo de Nie zsche. Eis as esc i u as,
espec i amen e:
É um ex o que mexe com odos na sala, uma ez que mui os de nós, emos o
medo de nos o na mos como o pai. Mui as ezes nos pegamos pensando em
como e a bom se c iança, ou odiando nossa o ina e ao e esse cu a nos
elacionamos, in elizmen e, ao pai. Acho que é uma ó ima e lexão e um
momen o em que podemos pa a pa a pensa o que pode se ei o pa a que
con inuemos semp e como a c iança ou “colo idos” e ambém acho que
assun os como esse (não cai na o ina, p ocu a a elicidade, se au ên ico)
de e iam se abo dados mais equen emen e em sala — Buildyuudy, OCiE,
2018.
O que é melho pa a mim? Num mundo onde eu i o, de o se igual aos ou os
pa a me jun a a sociedade ou segui os meus ins in os, se eliz? Quem eu
ealmen e sou? Po que não posso e os dois?
Com De ida (1973), en endemos que elação opológica a pa i dos e mos que
emp egam as iliações e genealogias assinam uma on ade de au onomia em elação
opológica as o ças esc i u adas. Is o é, a au onomia dos pa icipan es é ei e ada a
pa i de igu as que lhes pa eçam enquan o maximizações de suas p óp ias on ades
e o medo é aquilo que é p óp io do opológico, ainda que seja dado a pa i de uma
elação opológica: “o medo não em con á io, ele é coex ensi o a odo o campo das
paixões […] e o medo é de início o medo do p óp io co po, pelo co po p óp io, pelo
seu p óp io co po, ou seja, pela ida. A ida em medo” (De ida, 2016, p. 72-73).
Assim, a elação es abelecida po medo do que espec a u a es abelece uma esc i u a
que co obo a o i en e com um medo que é seu, dian e daquilo que cons i ui a si
mesmo, pois a opologia da esc i u a o ja opologicamen e a au onomia de co pos
que es ão se cons i uindo: o ou o e o eu, o con eúdo (signi icado) do signo que baliza
a es u u a la en e.
A os educa i os com o icines de ecog a ias: uma in es i-gação o obiog á ica
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5.3. Economia dos Signos
Es a úl ima e e cei a lei es abelecida disco e ace ca da casa ocupada pelo signo.
Com Heidegge (2000), uma das ques ões da linguagem gi a em o no des a es a
ocupada pela casa do se . Is o é, a linguagem o na-se mo ada do se . Assim,
Heidegge (1988) cunha o Dasein, al qual pa e do se , ainda que não seja seu
p esen e, nem aquilo que o cons i ui, mas a possibilidade de desc e ê-lo. Que dize , o
Dasein é ao mesmo empo abe o pelo se an o quan o é a sua abe u a. A im de
e i a uma exp essão que indica ia uma adução daquilo que o se é, Heidegge
a i ma que o se acon ece, pois ele se dá (E eigne ). Nesse sen ido, p ese a a
nuance en e o p óp io se e o seu i ido, ompendo com a obje i idade do se , pois
es e é is o enquan o um a o gené ico e sem subs ancialidade, execu o de uma
mani es ação e bal e desc i i a de se acon ecendo no ecido linguís ico, no qual o
seu ge úndio demanda a sua i ência: ainda que não escolha sua abe u a, es a
pe ence ao se , e a sua necessidade de abe u a pa a os en es mani es a o p óp io
en e como pe encimen o desse Dasein à abe u a que cons i ui o E eigne .
Ao adicaliza a in uição pa mênidica, Heidegge (2000) in oduz um elemen o
pe u bado ao pensamen o, pois cede o luga das p eocupações em o no das
ins i uições p op iamen e humanas pa a ab iga um ecido linguís ico. Dian e des e
ecido linguís ico, De ida (2009) p opõe que “quando o esc i o es á de un o como
signo-sinal que nasce a linguagem” (De ida, 2009, p. 15). Des e modo, o que De ida
(2007) ei e a é que o jogo do iângulo linguís ico deixa de se de um signo ao ou o
pa a eme e -se ao si mesmo, a um signo ausen e de sua signi icação, cuja a esc i u a
suspende o mo imen o u ili á io. Ainda que es a mesma esc i u a pe maneça ocupada
pelo anspo e da in o mação, enquan o uma expe iência e um umo a sua
des inação, des ina-se cons an emen e em e ância, em des ine ância
[des ine ance], pois c ia a o e a de sen ido, dissemina a comunicação comum e
(con)signa a e os imanen es daquilo que é p óp io do ex o, do que e -esc i u a , do
acon ecimen o da esc i u a enquan o al: um espaçamen o no qual os signos se
o nam.
Pa a demons a essa posição assumida nes e ex o, escolhemos um pa icipan e que
esc i u ou a pa i dos qua o cu as espec a u ados. Com nome ic ício Eu, o au o
esc i u ou em cada cu a, na o dem da exibição: “ não sei o que es ou azendo aqui”;
“ainda não sei o que es ou azendo aqui”; “ hoje me dei con a que é p ima e a”; “digam
à menina de azul que gos a ia de beijá-la”. “Eu” b inca com o jogo dos signos,
comunica que a casa des e jogo não de e economiza o seu que e -dize . Es e
esc i o-de un o como signo-sinal nasce como linguagem ao consigna a e os, pois
“deixa a pala a ao u i o é anquiliza -se na di é ance, is o é, na economia”
(De ida, 2009, p. 281). Que dize , “Eu” clama em seu não-nome a p esença de um
não-p esen e em si, de uma espec a u a que descola o signi ican e do signi icado e
dissemina o ex o em sua mani es ação mais especulá el: o ex o dissemina o si
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mesmo e ou o em uma conjec u ação de des ine âncias. Res a sabe a quem o a
des inado os seus aços, a quem o a ecog a ado suas a ecções e de onde ad eio a
poé ica de seus g a os. Ou, melho : udo is o é ques ão de as o.
6. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Comp eendemos que as O iCines de Ecog a ia c ia am sen idos a pa i do
espec a u ado. Como é ele an e das elações de a e ação que nem odos
sin oma izem em uma ia homogênea as in inidades de um caso, pudemos dize , com
Aumon (1992), que a imagem o a p odu o an o quan o o a mo ida no momen o
des as elações de a e ação. Assim, uma elação c iada en e o den o e o o a da
imagem, do ex o e do si mesmo cons i uí am a os de ap endizado. Tais a os
solici a am aos ilmes, ao momen o e aos pa icipan es que acionassem udo aquilo
que lhes coubesse a im de in en a , abula e ponde a sob e os cu as assis idos:
nes e empo, nes e eco e, os ilmes o am omados pelos p óp ios pa icipan es como
concei o, ainda que aciden ais.
Os p ocedimen os o am desen ol idos a pa i daquilo que de inimos enquan o
echog aphie. O e mo emp egado cons i ui a con ação de neologismos cunhados po
De ida em o no dos as os p esen es no in isí el: ace (De ida, 2002), g aphème e
phonème (De ida, 1973). Se a in es igação o obiog á ica busca a desa ia as cole as,
os li ígios dos dados em dispe são, o con a empo, dando-se desde as bo das, desde
seu pa a além sem pa a além da pala a alada ou esc i a, do aço e da co , da
imagem dese a quizada do signo, do sen ido e da o ma do signi ican e, a ecog a ia
o e ece um iângulo sem-pose e sem- epouso. Assim, despojados de udo aquilo que
ep esen a um empo sem desa ios, op amos pelo con a- empo das OCi: uma
ecog a ia que descons ói o iângulo linguís ico de duas pa es e enca aga-se de
o e ece uma opção não dialé ica. Os pa icipan es das OCi, pa a além de oda a
apódose, espec a u a am a pose e a oposição, mas no momen o em que con idados
a esc i u a , ub ica am uma con a-assina u a de au o ia na imagem dada a pensa e,
na expe iência da his ó ia da his ó ia, es a ese [ hesis, nomos, se zung, gese z] nos
oi dada a c ia : a lei como ema que não consis e em ep esen a , ou mesmo
ap esen a , à luz da imagem, um espec al que pode ia se di o de ou a manei a que
não: sem-pose e sem- epouso (c . De ida, 2012).
Os ês nómos dados-a-pensa omen a am, ambém, uma discussão em o no da
espec a u a enquan o uma possibilidade pa a mobiliza os a os educa i os: pa ece
que, pa a odos eles, uma lei pedagógica igo a a a in es igação. Tal ez es a lei
pedagógica seja o caminho da lei que az de uma o icina o desen ol imen o de um
conjun o de a e ações com auxílio das e nas i ências enquan o o p óp io a o
educacional. Uma possibilidade de pensa o que se que quando diz sem-pose e sem-
epouso pa a o assis ido e pa a os espec ado es. Que dize , en endemos, com
De ida (1991), que oda a ques ão é au obiog á ica, e po sê-la, en ol e ida e mo e
em p ocesso único, dispe so e comunicá el.
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No as
1 Es e abalho con ou com a pa icipação de bolsis as de Iniciação Cien í ica da Uni e sidade
Fede al de Ma o G osso; são eles: I is Clemen e de Oli ei a Bella o
(h p://la es.cnpq.b /4018120581669988), Louise Gomes de Pinho
(h p://la es.cnpq.b /5812615840678634), Ma eus Mo aes de Oli ei a
(h p://la es.cnpq.b /9343301278452146) e Ma heus Bassan Al ino B ombim Lopes
(h p://la es.cnpq.b /0911734042003411).
2 Agamben a a á a ques ão do nómos enquan o um campo do biopolí ico na mode nidade. Ao
es abelece uma genealogia dos go e nos e polí icas, o au o concei ua o nómos em o no de
biopolí ico sec e o que diagnos ica uma c í ica da ealidade em seus aspec os es u u an es
sob e o nexo exis en e en e pode polí ico e ida nua. Tal con ibuição da acionalidade polí ica
não se á ques ão des e abalho. Ve mais em AGAMBEN, G. (2010). Homo Sace : pode
sobe ano e ida nua I (H. Bu go, T ad.). Belo Ho izon e: Edi o a UFMG.
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