Isamélia San os Guima ães Ca alho
Uni e sidad Au ónoma de Ba celona
Dou o anda do P og ama de Dou o ado em Comunicação e Jo nalismo
[email p o ec ed]
T açando no os caminhos pa a a educação, a
ecnologia e o p o esso
Resumo: Es e p esen e a igo a a da ques ão da ecnologia na educação, sua
en ada, seu posicionamen o e seus possí eis equí ocos na sociedade da
in o mação e do conhecimen o, conside ando o luga do p o esso nes a íade.
Nes e sen ido, es e a igo em como obje i o discu i e p opo no os caminhos
pa a educação e a ecnologia con emplando os concei os e as eo ias em
educação, bem como as no as demandas e “exigências” pa a o p o esso , sua
o mação e sua a uação nes e no o cená io.
Pala as chia e: educação, ecnologia, sociedade.
Abs ac : This pape deals wi h he ques ion o he echnology in educa ion, i s
en e ing , i s posi ion and i s possible mis akes in he socie y o in o ma ion and
knowledge, conside ing he ole o he eache in ha iad. In iew o ha , his
a icle aims a discussing o and p oposing new ways o educa ion and
echnology, aking in o conside a ion he concep s and heo ies in educa ion, as
well as he new demands and equi emen s o he eache , his backg ound and
his new ac ing on his new scene y.
Keywo ds: educa ion, echnology, socie y.
Os p ocessos educa i os e ecnológicos es ão caminhando de manei a
desen eada e mui as ezes em sen idos opos os, oda ia se depa am com a
necessidade da união des as ciências, is o que mesmo com concepções
dis in as, po ém, no que diz espei o à educação os caminhos e os obje i os
de e iam se os mesmos. Mui os es udiosos e pesquisado es dos enômenos
educa i os e sociais êm es as ans o mações como necessá ias e
impo an es, po ém ale essal a o cuidado com a in luência exace bada da
mídia e o deslumb amen o excessi o com o mundo ecnológico. Conside ando
es es aspec os, se az necessá io o disce nimen o e a capacidade de escolhe
de o ma esponsá el c i ica e c i e iosa odas as possibilidades ecnológicas
que se põe aos nossos olhos.
Assim, podemos dize o quan o é impo an e, no que diz espei o aos meios
educa i os, a consis ência do discu so pedagógico e um es udo ace ca das
Teo ias da Ap endizagem pa a a inse ção da ecnologia e suas dis in as
e amen as, uma ez que a educação abalha com alo es é icos e p incípios
de e e encia que não podem se esquecidos ao se pensa em cons ui uma
sociedade digi al, bem como na o mação des e sujei o que ai ge i e a ua
nes a sociedade, in e indo no p ocesso de c iação e cons ução de no os
meios ecnológicos e comunica i os.
A educação a a essa um momen o de g andes ans o mações e,
conseqüen emen e de algumas c ises. Sabemos que as mudanças en ol em
con li os e e lexões pa a cons ução de uma no a ealidade e um no o
con ex o. Assim, se az necessá io aça no os caminhos pa a a educação e a
ecnologia, en ol endo p o esso es, alunos e oda a comunidade em ques ão.
Nes e sen ido, é imp escindí el uma discussão ace ca da na u eza dos meios,
suas di e en es linguagens, es a égias e ecu sos, não se des inculando das
suas implicações pa a a cons ução de modelos de ensino e ap endizagem.
Toda ia, ainda susci am algumas ques ões no que diz espei o a es es “no os
meios ecnológicos” e sua elação com a ap endizagem, uma ez que, o
“ap ende ” semp e es e e inculado à sala de aula, a igu a do p o esso e a
um modelo adicional de escola, desconside ando os no os ambien es e
espaços ecnológicos, sua qualidade e pe inência.
Em uma sociedade, aonde os meios de comunicação e a ecnologia êm
c escendo, p ecisamos c ia um il o, onde possamos seleciona os melho es
espaços ecnológicos, e amen as e meios de comunicação, bem como a sua
e e i idade pa a o ap endizado con inuado do indi íduo, sua in e ação com o
conhecimen o e sua o mação. Com os no os meios su gem no as
possibilidades, sem limi ações geog á icas ou ins i ucionais, c iando no as
signi icações, ou seja, não podemos nega que o a anço ecnológico é um
p ocesso social que em g ande impac o nas elações e ins i uições sociais
(educação, comunicação, abalho, amília, elações pessoais, cul u a,
en e enimen o, e c.) sendo ambém pe cebido de di e en es o mas e es udado
a pa i de dis in as abo dagens e ealidades.
É incon es á el a pene ação da ecnologia em odas as es e as da ida social,
e são imensos os desa ios que es e a o p o oca a educação, que na maio ia
das si uações não em o conhecimen o ace ca do ema pa a seleciona as
melho es e amen as e sua aplicabilidade pedagógica. Ou o g ande desa io
pa a a educação en e à ecnologia é a o mação de sujei os c ia i os e c í icos
en e a es as no as e amen as ecnológicas, is o que, es a o mação é uma
unção p imo dial e social da educação an e qualque si uação que se
ap esen e.
Assim, obse a-se que são mui os os desa ios e demandas pa a as ins i uições
e os p o issionais do campo da educação. É necessá ia, an es de udo, a
ans o mação do papel do p o esso e do aluno, in eg ando es as ecnologias
de modo c ia i o, in eligen e e educa i o, desen ol endo sua au onomia e
compe ência como usuá ios e c iado es, e não como me os ecep o es. A
o mação do p o esso an ecede a o mação do aluno, ou seja, um in es imen o
no abalho com o p o esso é condição p imo dial pa a odo e qualque a anço
da ecnologia na educação, pa a a cons ução de cidadãos c í icos com
habilidades e compe ências cogni i as pa a a ua na sociedade da in o mação
e do conhecimen o.
Os meios ecnológicos, in eg ados aos p ocessos educacionais como pa e do
eixo pedagógico cen al, é uma es a égia de g ande alia quando conside a a
u ilização de e amen as pedagógicas icas e p o ei osas pa a a melho ia do
ensino, exigindo abo dagens c í icas, c ia i as e in e disciplina es inse indo-as
no co idiano da escola, na o mação dos p o esso es e na sala de aula, de
modo compe en e. Vale essal a , a necessidade de pesquisas e es udos
ol ados pa a as me odologias de ensino e a p óp ia Pedagogia, no que diz
espei o à esponsabilidade e compe ência na seleção e aquisição de
equipamen os, ma e iais e e amen as didá ico-pedagógicas, e i ando o
consumismo ele ado, a sa u ação e a “supos a” e excessi a impo ância
ideológica delegada à ecnologia, a qual a publicidade imp egna na nossa
sociedade.
Pe cebemos uma alo ação c escen e da Comunicação em u iliza meios
isuais, ainda que ecnológicos, em odos os se o es, inclusi e a educação
pa a o acesso a in o mação e ao conhecimen o. Toda ia, a escola, que semp e
p i ilegiou o esc i o, não conseguindo in e agi de o ma pa cei a com os meios
de comunicação icônicos e as e amen as ecnológicas. Assim, u ge e e a
escola ização e o mação do aluno, cons uindo compe ências e a uando como
um usuá io a i o, c í ico e c ia i o des as no as ecnologias, in eg ando e
a iculando os di e en es sabe es.
Con udo, não podemos nos esquece que a o mação do p o esso é condição
pa a a o mação do aluno e a cons ução de habilidades e compe ências, bem
como pa a anspo algumas ba ei as que a educação impõe à ecnologia, ais
como: A isão da ecnologia apenas em seu ca á e ins umen al e ecnicis a; a
esis ência dos in elec uais humanis as, p o esso es e educado es que insis em
em eduzi a ecnologia a um me o a e a o da mode nidade, e a necessidade
de um sal o quali a i o na o mação dos p o esso es, ompendo elhos
pa adigmas que eduzem a ecnologia educacional a uma ques ão me amen e
écnica.
Desde as p imei as de inições des e campo, em euniões de especialis as sob
os auspícios da UNESCO, es á p esen e a idéia essencial de que a educação
pa a as mídias é condição sine qua non da educação pa a a cidadania, sendo
um ins umen o undamen al pa a a democ a ização das opo unidades
educacionais e do acesso ao sabe e, po an o, de edução de desigualdades
sociais (BELLONI, 1991 e 1995).
Assim, obse amos que a ecnologia e a comunicação êm uma impo ância e
pa icipação mui o g ande nos p ocessos educacionais, somos comunicado es
em nossa essência. Desde os p imó dios da humanidade o homem se
comunica de di e sas e di e en es manei as, a nossa unção comunicado a oi
e oluído e ap imo ando-se com as ans o mações no mundo em nossa
sociedade e na cul u a, nos exigindo no as demandas e no os
posicionamen os.
Nes e sen ido, se az necessá io alo iza , acei a e “ esigni ica ” oda a
e olução ecnológica que nos é o e ecida nes e momen o his ó ico da nossa
sociedade, onde podemos pensa no empo e no espaço de o ma ela i a,
ompendo ba ei as e pa adigmas. Acei a o “no o”, implica em ab i mos um
leque de possibilidades e opo unidades pa a a humanidade, como ambém
seleciona udo que es á pos o aos nossos olhos de manei a esponsá el,
c i e iosa e menos esis en e. A sociedade es á em cons an e ans o mação e
a unção maio e p imo dial do p o esso , é acompanha a en o a odas es as
ans o mações, com o olha c í ico, sele i o, c ia i o e an es de udo abe o a
odas es as ans o mações.
Sendo assim, a media ização do p ocesso de ensino e ap endizagem de e
alo iza e ap o ei a as po encialidades comunicacionais, ecnológicas e
pedagógicas, associado às eo ias da ap endizagem, pa a a c iação e
cons ução de ma e iais e es a égias me odológicas, bem como, a o mação
dos p o esso es, que nes a pe spec i a pode íamos chama de
“educomunicado es”.
“A noção de educação pa a as mídias ab ange odas as manei as de es uda ,
de ap ende e de ensina em odos os ní eis [....] e em odas as ci cuns âncias,
a his ó ia, a c iação, a u ilização e a aliação das mídias enquan o a es p á icas
e écnicas, bem como o luga que elas ocupam na sociedade, seu impac o
social, as implicações da comunicação media izada, a pa icipação e a
modi icação do modo de pe cepção que elas engend am, o papel do abalho
c iado e o acesso as mídias.” [UNESCO, 1994].
Sabemos que a en ada das Tecnologias da In o mação e Comunicação nas
escolas, oi de ido a uma p essão do me cado, onde as ins i uições de ensino
es a am de asadas em elação às no as demandas sociais e a cul u a da
ge ação jo em que se impõe cada ez mais na nossa sociedade. É necessá io
a escola e e os seus con eúdos e mensagens, inse indo aspec os es é icos,
imagens e di e en es linguagens, alo izando ou as o mas de pe cebe o
mundo e exp essa -se dian e dele. Não há mais como a escola nega o
impac o das ecnologias sob e os p ocessos sociais e cul u ais.
O desen ol imen o acele ado das TIC (incluindo a ealidade i ual, cujos
e ei os sob e a pe cepção e os compo amen os mal podemos imagina ) de e-
se essencialmen e a ês enômenos de o dem écnica, que endem a modi ica
o p óp io es a u o social da in o mação, suas unções nas sociedades
con empo âneas e as condições de seu impac o nos modos de ida. São eles:
a minia u ização, a digi alização o su gimen o e an ás ica di usão das edes
elepá icas (MERCIER, 1984, BABIN, 1989).
Nes e con ex o, pode íamos dize que a in o mação o nou-se uma moeda de
g ande alo na nossa sociedade, balizada po es e desen eado
desen ol imen o das TIC, que a supe a e semp e susci a necessidades e
demandas c escen es, as quais os sis emas educacionais não conseguem
esponde e êm “ob igação” social de cons ui es as espos as.
En ão, é chegado o momen o da escola pensa em como a educação e a
escola es ão lidando com esse imenso desa io, suas no as inalidades sociais,
seus p o esso es e as compe ências necessá ias pa a o ma o cidadão que
es á inse ido nes a no a “sociedade da in o mação”, que já exige uma no a
pos u a dos indi íduos e compe ências pa a in e agi nes e no o con ex o
cons uído pelas no as ecnologias, e sem dú ida, a INTERNET. A ualmen e, o
sujei o que es á inse ido no mundo, pa icipa des e como emisso ecep o e
c iado , in e agindo com o conhecimen o de di e en es manei as, e, no que diz
espei o à educação, se az necessá io e eme gen e po encia a ação
pedagógica pe meando a ecnologia e, conseqüen emen e signi icando es a
in e a i idade.
Sendo assim, não podemos nega a impo ância do cons an e dialogo en e a
Educação e Meios, is o é, a Pedagogia e a ecnologia, ou mais amplamen e
alando, en e a Comunicação e a Educação. Com es e dialogo, a ecnologia e
os meios de comunicação podem se is os e cons uídos como e amen as
pedagógicas, podendo con ibui de manei a ines imá el pa a a ans o mação
dos mé odos de ensino, bem como o ap imo amen o pa a a u ilização
adequada da midia ização da educação.
É de suma impo ância a Pedagogia econhece a impo ância das Tecnologias
da In o mação e Comunicação, c iando conhecimen os e mecanismos que
possibili em a sua in eg ação ao sis ema educa i o. Mas, es ejamos a en os
semp e ao “deslumb amen o”, que le a ao seu uso indisc iminado e exage ado,
u ilizando suas unções me amen e ins umen ais, esquecendo-se de suas
i udes pedagógicas. O excesso de impo ância que é a ibuído as TIC, em
de imen o de sua unção pedagógica, unciona como uma espécie de p essão
aos p o esso es, azendo com que os mesmos se ejam “ob igados” a
desen ol e a i idades en ol endo as ecnologias sem es a em p epa ados
pa a al e sem e lexão educa i a.
Cabe lemb a que as Tecnologias da In o mação e Comunicação não são
necessa iamen e mais ele an es ou mais e icazes do que as mídias
adicionais em qualque si uação de ap endizagem. Mas é p eciso ambém
não esquece que, embo a es as écnicas ainda não enham demons ado oda
a sua e icácia pedagógica, elas es ão cada ez mais p esen es na ida
co idiana e azem pa e do uni e so dos jo ens, sendo es a a azão p incipal da
necessidade de sua in eg ação à educação. (BELLONI, 1999).
O uni e so dos jo ens es á ime so no mundo digi al e uma das p incipais
unções da escola é ambém aze pa e des e uni e so, possibili ando a
ap endizagem e o acesso ao conhecimen o. Po an o, de que o ma a
ecnologia pode con ibui com a escola que es á encobe a de con eúdos
acadêmicos, dis an es da ealidade do aluno? Como c ia e amen as
pedagógicas que se adap em as especi icidades de cada con eúdo ou á ea de
conhecimen o, bem como a sua e icácia pa a a ap endizagem do sujei o?
Es as são algumas ques ões que de emos nos pe gun a , de manei a e lexi a
e p o unda.
Pa a que es es con eúdos sejam adap ados a ecnologia, ou seja, midia izados
é necessá io que sejam p e iamen e selecionados e elabo ados, conside ando
as mudanças e ede inições em sua o ma de ap esen ação, cons uindo
mensagens que po encializem as i udes comunicacionais, concebendo
me odologias de ensino e es a égias de u ilização de ma e iais que possibili e
ao máximo a ap endizagem, libe ando-se das me odologias adicionais de
ensino, baseada em um discu so cien í ico linea , ca esiano e posi i is a.
Con udo, pe cebe-se que a escola, apesa de da g andes sal os quali a i os,
passando po ans o mações p o undas e signi ica i as, ainda esis e á
inco po a es as mudanças e in es i em uma o mação de p o esso es ol ada
pa a a inse ção da ecnologia na educação, uma ez que os mesmos, na
maio ia das ezes, sen e-se insegu o e desp epa ado en e a es e p ocesso de
ans o mação e as no as o mas de ap endizagem, o que ainda é uma
incógni a pa a o g ande pa e dos p o esso es.
Em suma, as TIC, a midia ização, a comunicação educacional e odos os meios
que nos le am ao conhecimen o necessi am es a em di e amen e “conec adas”
com a pedagogia, as eo ias da ap endizagem e as demandas e o mação dos
p o esso es, com o obje i o de amplia e melho a os seus mé odos de ensino,
como nos ala T indade, em uma das suas con ibuições.
A pesquisa sob e linguagens e po encialidades comunicacionais dos di e en es
meios ecnológicos de e a ança nas ecnicalidades sem pe de de is a os
obje i os ou ins da ação educa i a: é undamen al enca a as ecnologias
como e amen as, como meios, o que inclui as máquinas, mas ambém os
p og amas, e, sob e udo os sabe es, ins umen os in elec uais e e bais.
(TRINDADE, 1992).
O uni e so ecnológico é mui o as o, imagens são u ilizadas como on es de
sabe , e amen as pa a a lei u a de sinais ele ônicos, onde se az necessá io
e u gen e a cons ução de compe ências e habilidades pa a al lei u a, onde os
conhecimen os pedagógicos são imp escindí eis. Tudo is o ei e a a in eg ação
das TIC aos p ocessos educacionais e a unção social da escola que é educa
pa a a cidadania e, ac escen o que ambém pa a es a no a sociedade digi al
que se poe aos nossos olhos.
Nes a sociedade do u u o que se inicia ago a, as máquinas “in eligen es”
po oa ão cada ez mais o co idiano e po conseqüência, o campo da
educação. Es a sociedade po oada de maquinas “in eligen es” já exis e,
embo a ainda es eja es i a a alguns “bolsões de al a ecnologia”, ou seja, a
g upos sociais i endo em ambien es al amen e ecni icados, u ilizando com
c escen e in ensidade compu ado es ligados em edes pa a abalha ou
es uda , comunica -se, pa a esol e p oblemas da ida co idiana [BELLONI,
1999 p. 65].
Podemos pensa que es a sociedade do u u o, ci ada acima po Belloni, já
exis e e es á p esen e aqui e ago a no nosso co idiano. Toda ia, no que diz
espei o a educação, os concei os, as eo ias e as e o mas es ão em p ocesso
de ansição, p o ocando em mui os momen os um sen imen o de agilidade e
impo ência aos educado es. O ideal de educação ao longo da ida en a em
c ise quando nos depa amos com as dis in as demandas da escola e da
sociedade mode na, que na maio ia das ezes caminha em sen idos opos os.
Belloni ainda ac escen a que:
“os desa ios que es as mudanças na es u u a das demandas sociais de educação pós-
secundá ia ( o mação inicial e con inuada) signi icam pa a os sis emas educacionais são
eno mes: de um lado, na o mação inicial se á p eciso e o mula adicalmen e cu ículos e
mé odos de ensino, en a izando mais a aquisição de habilidades de ap endizagem e a
in e disciplina idade (o que implica em diminui a quan idade de conhecimen os), sem, no
en an o negligencia a o mação do espí i o cien í ico e das compe ências de pesquisa, de
ou o lado, as demandas c escen es de o mação ao longo da ida e ão que se a endidas”.
(BELLONI, 1999 d).
A escola é um pa imônio da humanidade, e desde semp e se u ilizou das
di e en es o mas de comunicação e linguagens, seja ela ges ual, icônica,
codi icada, co po al, esc i a e ago a a ecnológica. Po an o, pensemos em
quan os caminhos icos e p odu i os podem se u ilizados e explo ados pela
escola, que se coloca dian e de nós, com mui as possibilidades sedu o as,
capazes de p omo e o en e enimen o e o desejo de ap ende do aluno e do
p o esso . A educação não pode igno a as no as demandas e possibilidades
que se ap esen a, onde é necessá io “expe imen a ” de o ma esponsá el,
c í ica e sele i a, ap o ei ando o que há de melho , pois não exis e um único
mé odo ou eo ia que possa apon a odas as soluções.
Po an o, sendo a ap endizagem é um p ocesso complexo, que passa po
e apas e que en ol em a cul u a, a sociedade e odo o en o no que a compõe
a é o conhecimen o se cons uído e assimilado pelo sujei o, ao mesmo empo,
a ap endizagem ambém é um p ocesso simples, en ol e o desejo do sujei o, o
p aze em se ap op ia de um conhecimen o no o e a ibui um alo ao
mesmo. A ap endizagem é con ínua e es amos conec ados a ela ao longo da
nossa ida, a pa i de odas as in o mações e concei os em que es amos
ime sos, onde i emos le , pensá-los e signi icá-los. Toda a humanidade, den o
ou o a da escola passa po cons an es p ocessos de ap endizagem, es a no
mundo nos coloca em uma cons an e e e e na si uação de ap endiz.
A educação em um alo es a égico pa a a sociedade do conhecimen o, uma
ez que, sem ela os p ocessos não acon ecem, e não se desen ol em os
no os meios de comunicação educacional ou educa i a, ou seja, a sociedade
do conhecimen o exige no as compe ências que depende da educação e
no os meios educa i os. Assim, podemos conside a que a educação es á em
um pon o es a égico e de g ande alia e impo ância pa a a sociedade da
in o mação e do conhecimen o, os meio educa i os e a cons ução de um
p oje o pa a a al abe ização digi al. A isão do me cado de abalho se amplia,
su gindo no as opo unidades pa a p o issionais especializados, no os
p odu os e se iços educa i os, ampliando o concei o de educação.
Nes e sen ido, a elação da sociedade digi al com a educação é pe meada pela
in o mação ci culan e, que se p oduz em uma elocidade mui o g ande, onde a
educação, p ocesso singula e único, se az p esen e u ilizando-se dos meios
ecnológicos e cons uindo a sociedade da in o mação e do conhecimen o,
conscien es das ques ões e di iculdades do p esen e, pa a pode enca a com
libe dade odas as possí eis especulações do u u o. Dian e des e no o
desenho que se ap esen a aos nossos olhos, não podemos nos esquece de
uma ques ão que eme ge na sociedade mode na, a al abe ização digi al e a
inclusão de odos os cidadãos na sociedade da in o mação e do conhecimen o.
A pa i des as ans o mações, pensando de o ma an opológica, su ge na
sociedade do conhecimen o e digi al um no o cidadão, que a ua e ans o ma
es a sociedade, um cidadão mediá ico, cen ado nos meios ecnológicos e
conec ado com os di e en es espaços. Nes e espaço mediá ico, há um no o
empo, com uma elocidade de in o mações, inúme as pe gun as e espos as,
que escapam ao nosso con ole, ou seja, com os meios de comunicação
abso en es e o seu pode hipnó ico, o sen imen o sob e o empo muda.
Sendo assim, a educação e meios de e á se a pla a o ma possí el pa a
cons ução da sociedade digi al, i ando-a da posição mí ica, buscando u u os
al e na i os e conc e os, po encializando a pa icipação e a p odução des e
u u o, como nos ala To ne o em seu ex o El u u o de la sociedad digi al y los
nue os alo es de la educación en médios... ”La educación em médios iene que
esca a los alo es que ayuda a con igu a esa ed audio isual – In e ne y ele isión digi al –
que es á globalizando o plane a. Esa ed, que no es á exen a de iesgos y asechanzas, puede
ep esen a , sin emba go, la unión, un cie o sen ido de comunicación y, en consecuencia de
comunidad. Esa ed signi ica diálogo, in e cambio de pun os de is a, búsqueda de acue do y
de consenso. Signi ica, ambién, aspi ación al lujo iguali a io de in o mación, a la abolición de
las di e encias de clase y de es a us“.
Ademais, a ede pode po encializa di e en es possibilidades de ap endizagem,
nas escolas, nos la es e em espaços dis in os, u ilizando e adap ando os
di e en es ecu sos didá icos as dis in as necessidades e o mas de
ap endizagem. Po ém, odas es as ques ões de em inspi a a cons ução de
uma educação conscien e e coe en e, u ilizando e amen as pedagógicas e
ecnológicas que possibili em um maio desen ol imen o e ap endizagem, o
que opo uniza ia a cons ução de uma no a sociedade digi al sem es a
des inculada da educação.
A in o ma ização e a digi alização é um p ocesso que es á em
desen ol imen o, po ém com uma in enção o alizado a, o que delega a
comunicação uma esponsabilidade mui o g ande e a eme gência de uma
isão pedagógica consis en e en e a es e p ocesso, e i ando uma isão
“ ecno óbica” da educação e seus a o es en ol idos. É necessá io in eg a a
educação aos meios ecnológicos, e desen ol e es a égias educa i as
a a és pa a a cons ução do cu ículo, a p á ica pedagógica e a o mação de
p o esso es. Não nos esqueçamos que, no que diz espei o aos meios, sejam
eles ecnológicos ou comunicacionais, são a ualmen e os cons u o es da
cul u a e o mado es de opinião, in luenciam nos alo es, linguagem e
apa ência, exe cendo um ascínio mui o g ande sob e os jo ens e a sociedade
de um modo ge al. Pensando nisso, emos a necessidade da escola,
o mado a de alo es e cidadãos pa a a ua nes a sociedade, aze pa e des e
p ocesso.
A escola semp e oi is a de di e en es manei as, uma ez que, a mesma é
es udada e pesquisada a pa i de di e en es eo ias e p opos as, bem como
suas di e en es o mas de pene ação no âmbi o educa i o e social. A isão
o icial da escola que se ap esen a aos nossos olhos é de uma ins i uição que
em au onomia, um espaço de socialização, empo de sabe , um luga onde os
jo ens desen ol em as suas po encialidades, con e endo-se em agen es
ans o mado es do mundo e da sociedade. Es a isão e o ça o obje i o da
educação o mal pa a o p og esso social, ou seja, quan o maio a escola idade,
maio o p og esso. Essa é a isão da escola que é p edominan e na sociedade
a ual, uma isão simplis a, passi a, capi alis a e educionis a, encob indo o seu
comp omisso social.
A pa i do momen o que ap o undamos e subje i amos a comp eensão do que
é a escola, e a pe cebemos de uma manei a mais c í ica e comp ome ida com
a ealidade social, a en a as di e enças e desigualdades, cons uindo o seu
cu ículo e a o mação dos docen es e discen es, com o obje i o de ans o ma
essa ealidade que es a pos a, ainda que, de alguma manei a, a escola dê
con inuidade as adições e idéias dominan es, o que implica ambém em uma
ep odução ideológica.
Sendo assim, a escola ambém p ecisa se e o mada, e lexibilidade e da
uma opo unidade as mudanças, azendo pa e delas sem pe de os seus
obje i os e sua unção social e educado a. A sociedade necessi a da escola e
dos educado es nes e momen o c ucial, onde a in o ma ização e os meios
es ão em uma o e a eloz e al amen e compe i i a, desconside ando mui as
ezes alo es é icos e educa i os.
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