UM PARQUE NATURAL PARA AVEIRO
ENCONTRO ENTRE O NATURAL E O URBANO AO LONGO DO CORREDOR LINEAR DA VARIANTE À EN109
AGRADECIMENTOS
Ag adeço ao p o esso João Paulo Ca dielos, pela con iança, paciência e
pelos ensinamen os passados em longas discussões sob e emas de in e esse des a
disse ação.
A minha mãe que me pe mi iu a opo unidade ímpa de es uda na Uni e sidade
de Coimb a.
A minha amília, que apesa da dis ância, da saudade, do uso-ho á io e de odas
ad e sidades es i e am semp e p esen es.
Aos meus amigos, pela companhia nas longas noi es de abalho, pelos
conselhos, pelo apoio e pelos bons momen os passados nes es úl imos anos. Aqueles
que semp e ab i am os b aços, espe o ê-los de no o, nes a ou na ou a ma gem do
A lân ico.
RESUMO
A p esen e disse ação su ge a pa i dos desa ios lançados nas disciplinas eó ico-p á icas de
A elie de P ojec o II e Labo a ó io de P ojec o, assen es nos objec i os de ein en a A ei o a a és
da ans o mação da Es ada Nacional 109.
Es e abalho se lança na discussão sob e a o igem dos p oblemas p esen es na ealidade
desconexa, p ocu ando comp eende os ac o es que ac i amen e con ibuem pa a seu
desen ol imen o des as elações dissonan es p esen es na paisagem local, o alecidas pela
p esença de in aes u u as de g ande in ensidade que delimi am o e i ó io en e duas ealidades,
A ei o, a cidade consolidada ao en o no do assen amen o secula à bei a da Ria e sua pe i e ia
dispe sa pelo e i ó io.
Ao longo do desen ol imen o des e abalho de g upo, as ocas de ideias e o empenho na
busca de como en ende esse e i ó io, o ema inicial oi sendo ampliado pa a ab ange elações
ais como: desen ol imen o sus en á el, de inição da paisagem, a conexão en e cidade di usa e
consolidada, a p oposição de pe cu sos de mobilidade sua e, en e ou os emas.
A abo dagem indi idual inicia pela desquali icação da EN 109, ans o mando esse co edo
de in ensidade em uma ia u bana com ca ác e social e p e endendo pe mea os emas essal ados
na pesquisa. Du an e es e p ocesso, o p o ejo amplia suas in enções com a p opos a de in e acção
en e comunidade e na u eza, que desen ol e-se sob a emá ica de es abelece o cen o de
comunicação en e a cidade consolidada e a cidade di usa.
A p opos a inal de um Pa que U bano / Na u al / Ru al busca desen ol e um espaço em
que a população se pe mi a des u a de sensações, da con emplação da na u eza, do despo o e
do laze .
Pa a além dos elemen os acima obse ados, o p ojec o possibili a a e lexão sob e a imagem
econhecí el de A ei o, pela p oximidade en e os seus esiden es como comunidade, mas como
com a espaço social ago a c iado. Reconhecendo a união en e a cidade di usa e consolidada em
uma ealidade comum a odos esiden es.
Pala as-cha e: Desen ol imen o sus en á el, Paisagem, Te i ó io, Pa que Na u al e U banismo
ABSTRACT
The p esen disse a ion a ises om he challenges launched in he heo e ical-p ac ical
by A elie de P oje o II and Labo a ó io de P ojec o, based on he objec i es o ein en ing A ei o
h ough he ans o ma ion o he na ional oad, EN 109.
The wo k launched he discussion abou he dissonan ela ions p esen in he local landscape,
s eng hened by he p esence o in ense in as uc u es ha ac u es he e i o y o cing he
con on a ion be ween wo eali ies, A ei o, he ci y de eloped a ound he secula se lemen on
he edge o he Ría and i s dispe sed pe iphe y by he e i o y.
Th oughou he de elopmen o he g oup wo k, he exchange o ideas and
he commi men in he esea ch o unde s anding he e i o y, con ibu ed o a
plu ali y o concep s o be in oduced on he p ojec , expanding he ela ions such as:
sus ainable de elopmen , he ques ion o he landscape, he connec ion be ween di use
ci y and consolida ed, he p oposal o smoo h mobili y ou es, among o he opics.
The indi idual app oach begins wi h he disquali ica ion o he EN 109, ans o ming his
co ido o in ensi y in o an u ban oad wi h a social cha ac e , which in ends o pe mea e
he hemes highligh ed in he esea ch. Du ing he indi idual p ocess, he p ojec expands i s
in en ions wi h he p oposal o in e ac ion be ween communi y and na u e, which de elops
wi h he hema ic o es ablishing a communica ion cen e be ween he ci y and he di use ci y.
The inal p oposal o a Na u al / Ru al U ban Pa k seeks o de elop a space ha allows
he popula ion o enjoy sensa ions, con empla ing na u e and spo s and leisu e.
In addi ion o he elemen s no ed abo e, he p ojec allows he space o connec ion be ween he
wo ci ies o p o ide a mee ing place.
The p oposal inally seeks o de elop a p og am o se e he pe i-u ban popula ion o he ci y,
endowing i wi h a unique cha ac e o he place, de eloped in o de o gene a e social and cul u al
dynamics along he linea co ido wi h he pu pose o econnec he popula ion wi h he na u e
spaces.
Keywo ds: Sus ainable De elopmen , Landscape, Te i o y, Na u al Pa k and U banism.
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1
INTRODUÇÃO
A a i idade de pesquisa do Mes ado In eg ado em A qui ec u a, opo unamen e ap esen ada
nes e documen o, desen ol e-se a pa i do abalho p opos o na disciplina de A elie de P ojec o
II, a qual abo da o objec i o de explo a o ema denominado “Te i ó io e Paisagem - Rein en a
A ei o: Visões u banas de uma u banidade complexa” .
A egião onde hoje se assen a A ei o ap esen a um e i ó io que e idencia, como e lexo
di e o de sua ocupação e da in odução de in ensas in aes u u as de mobilidade, a exemplo da
Linha de Caminhos-de-Fe o do No e e da Es ada Nacional 109, o impac o nega i o dos ci ados
elemen os, os quais a e am di e amen e a ida dos esiden es, o nando-se algo no ó io ao longo dos
es udos sob e a his ó ia, a mo ologia e a demog a ia locais. Demons ando, assim, que coexis em
ali duas dis in as ealidades u banas; a p imei a (e mais an iga) da cidade hoje consolidada de A ei o
e, ambém, a ealidade da cidade di usa da pe i e ia.
De o ma a en en a as ad e sidades impos as pelo seu con ex o, de A elie de P ojec o
II, a emp ei ada oi di idida en e di e en es g upos de o ma a explo a al e na i as de desenho
u bano a iculando os dis in os cen os populacionais assen ados ao en o no da Es ada Nacional
109, pon uando uma análise emá ica no campo de pala as do desen ol imen o sus en á el.
P e endendo, desse modo, compo al e na i as que eo ganizem o e i ó io a a és do
desen ol imen o de p opos as que inculem a união en e os in e esses da comunidade com a
elemen a p ese ação do a ual con ex o na u al obse ado naquele espaço.
Com essa in enção, o desen ol imen o do abalho p ocu a obse a a mo ologia u bana,
ans o mando os co edo es ibei inhos, como ambém a EN 109, a a és da p omoção de
pe cu sos de mobilidade sua e, com a consequen e desclassi icação da es ada nacional. Pe cu sos
es es que passam ago a a conec a no os espaços públicos e olumes de o ma a ap oxima as
ealidades ali p esen es.
O p ojec o indi idual em como p e ensão desen ol e o desenho concebido pelo g upo
sob e um dos agmen os do e i ó io analisado, assumindo ca ac e ís icas como a alo ização da
es u u a na u al au óc one e a de inição da imagem in e média en e a densidade de A ei o e a
u alidade de sua pe i e ia. Des e modo, o desenho en a iza a desclassi icação da EN109 a a és
da in odução de cobe u a ege al jun o des a, o que ao longo do p ocesso p ojec ual assume a
de inição de um co edo linea pa alelo à EN109 que, pos e io men e, mig a pa a o in e io do
e eno pelo desenho do pa que, con o mando a imagem da paisagem po meio da p ese ação da
cobe u a ege al na u al e u al p esen es.
Como me odologia de desen ol e es a égias en e ao desa io p opos o pela a i idade de
pesquisa, o abalho oi di idido em duas ases. A p imei a ase diz espei o ao abalho desen ol ido
pela u ma e pelo abalho em g upo na disciplina de A elie de P ojec o II. Essa p imei a ase e e
como p incipio no eado o desen ol imen o e uma analise ge al e o de inição de es a égias de
comp eensão do e i ó io.
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3
A P imei a ase , cen ada na análise das de iciências e po encialidades do e i ó io. A pa i da
obse ação do e i ó io a escala municipal pa a desen ol e es a égia de desclassi icação da es ada
nacional e o plano u bano de supo e a es a égias de comunicação en e a cidade di usa e consolidada, e
ambas com o meio na u al exis en e. A segunda ase, objec o des e documen o, a a do p ojec o indi idual
que consis e no desen ol imen o de uma secção do abalho de g upo com o desenho do Pa que Na u al
pa a a cidade de A ei o.
Si uando A ei o no cen o das p eocupações da a i idade de pesquisa, a ase de comp eensão do
e i ó io oi ealizada a a és de uma sé ie de me odologias que pe mi issem uma comp eensão e inada
sob e o e i ó io de A ei o incluindo desen ol imen o de pesquisa documen al e bibliog á ica, isi as
de campo, le an amen o o og á ico, analise de mapas e o og a ias aé eas que pudessem compo a
comp eensão da ealidade pesquisada.
A pa i dessa p imei a ase de pesquisa obse amos que oi possí el comp eende A ei o como
espaço de inciden es modi icações associada a in odução de in ensas in aes u u as de mobilidade, Linha
de Caminhos-de- e o do No e e a Es ada Nacional 109, com impac o nega i os sob e a ocupação do
e i ó io que lesa o quo idiano dos esiden es. Fac o es e iden es ao longo dos es udos sob e his ó ia,
mo ologia e demog a ia local, demons a assim que exis em duas ealidades u banas, a p imei a e mais
an iga da cidade consolidada de A ei o e a cidade di usa da pe i e ia.
Com o desen ola dessas obse ações e da a aliação do e i ó io, o pon o de pa ida pa a o
abalho em g upo oi o desen ol imen o de es a égias indi iduais de p oje o na busca de desen ol e
os objec i os ine en es ao g upo e indi idual, sob e o desenho do e eno indi idual na busca de soluções
pa a a melho ia de qualidade de ida da população en ol en e. Nes e sen ido, o abalho de g upo se iu
pa a cons ui a ma iz pa a o desen ol imen o dos di e en es abalhos indi iduais.
Des e modo, o desen ol imen o indi idual p ocu a e le i sob e a imagem da ealidade u bana
com a conscien e necessidade de cons ui uma espos a sus en á el segundo pe spec i a de esponde a
eminen e ameça impos a pelos impac os do aquecimen o global, u ilizando a mo ologia u bana p esen e
como ins umen o de ans o mação sob e a EN 109 e a iden idade local, com a p omoção de mo icações
sob e es u u a ag icola e na u al, a a és da p omoção de pe cu sos de mobilidade sua e, p omoção de
espaços sociais e a in ensi icação do cobe o ege al.
Des e modo, o desenho en a iza a desclassi icação da EN109 com a in odução de cobe u a
ege al, que ao longo do p ocesso p ojec ual assume a de inição de um co edo linea pa alelo a EN109
e pos e io men e mig a pa a o in e io do e eno pelo desenho de pa que, o malizando a imagem da
paisagem pela p ese ação da cobe u a ege al na u al e u al p esen es.
Dian e des e escopo, a a i idade de p ojec o p e ende c ia no os espaços e equipamen os que
p ese em o meio na u al e a biodi e sidade a a és de uma p opos a de Pa que Na u al como ap oximação
da população a na u eza, comp eendendo que o cuidado po essas á eas su ge dessa ap oximação e da
de inição da imagem da iden idade local.
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Nes e sen ido, o deba e sob e desen ol imen o sus en á el se o na cen al nes e documen o
conscien e das al e ações da bios e a que põem em isco comunidades e ecossis emas, dado a
e idências apon adas nas úl imas décadas ac edi o se de ex ema pe inência en a iza as mais
ecen es in o mações sob e es e ema como ilus a pe spec i as de comba e a es e eminen e pe igo.
P e ende assim, compo al e na i as que eo ganizem o e i ó io a a és do desen ol imen o de
p opos as de união en e os in e esses da comunidade com a p ese ação do con ex o na u al.
Na p imei a pa e desse documen o, in i ulada A ei o são desen ol idas analises sob e o
e i ó io objec o de analise ap esen ando o seu con ex o his ó ico, de como se deu a ocupação do
e i ó io, dados es a ís icos e planos u banos.
P emissa, o ema do desen ol imen o sus en á el é abo dado pela lei u a de ela ó ios,
aco dos in e nacionais e demais documen os que ão no ea a abo dagem p ojec i a aqui p esen e
que busca comp eende como o desen ol imen o de p opos as de eo ganização de e i ó io
in e agem com essa p oblemá ica. Nes a pa e do documen o são a ados os emas as al e ações
climá icas e a sua elação com a ocupação do solo como o ien ação pa a uma a i idade indi idual
de p oje o que a en a pa a a busca de soluções baseadas na na u eza.
Na e cei a pa e desse documen o, Exemplos, são a ados dois casos de es udo selecionados
a a és de duas dinâmicas de pa ques e ecossis emas de ios azidos das cidades i alianas de Milão
e Flo ença. Nos casos de pa ques es udados, Pa co Sud Milano, nos a edo es da cidade de Milão e
Pa co Della Piana, nos a edo es da cidade de Flo ença, são analisadas as al e na i as de ap oximação
das comunidades com á eas de cobe u a na u al e de como essas al e na i as pude am se
in eg adas pa a as soluções que são ap esen adas nesse documen o pa a a cons i uição de um
Pa que Na u al pa a a cidade de A ei o.
A qua a pa e do documen o, in i ulada Respos a se desen ol e a es a egia de p ojec o
ap esen ando uma p imei a delimi ação a en a ao desen ol imen o do abalho em g upo e
iden i icação das es a égias de pesquisa, seguida da ap esen ação do Pa que Na u al e exposição
de que al e na i as de p oje o indi idual o am u ilizadas pa a o a endimen o das necessidades
iden i icadas.
6
7
AVEIRO
8
80Km
Po ugal.
Dis i o de A ei o.
Município de A ei o.
1. A ei o em no con ex o do e i ó io po uguês.
9
CONTEXTO HISTÓRICO
O município de A ei o localiza-se na planície cos ei a da egião cen o de Po ugal, possui
um e i ó io pouco aciden ado de al i ude eduzida, esul ado das in e acções com o conjun o de
bacias hid og á icas do Rio Vouga que desaguam na Ria de A ei o, componen e impo an e das
a i idades económicas e do p ocesso de po oamen o des e e i ó io.
“Como cená io dessa ação emos o e i ó io do município de A ei o, um espaço
geog a icamen e mul i ace ado nas o mas de po oamen o e nos seus aspe os na u ais,
de e minados pela p esença de o mações sedimen a es di e sas, de aspe os climá icos p óp ios
e da cobe u a ege al e cul u as a iadas que acompanham o ele o e o solo de oda a á ea onde
se insc e e.” (A o eia, 2015,p.15).
É ince o a i ma a idade da ins alação dos p imei os po oamen os na egião, o es udo
a queológico mos a que de ido à acção das a iações do ní el do ma e das ansg essões ma inhas,
com in luência di ec a sob e a e osão e o açado dos lei os dos p incipais cu sos de água, g ande
pa e des es es emunhos encon am-se pe didos. ”Pena é que de mui as delas não se enha já
qualque e e ência. Se assim acon ecesse, o seu conhecimen o a ia lume sob e as an igas
condições de ida, po oamen o e e olução da linha de cos a ma í ima em empos Neolí icos e
an e io es...” (A o eia, 2015,p.19).
Conside ando sua p oximidade ao ma “suge e que es a po oação enha sido isi ada po
na ios enícios, ca aginenses e omanos, que à época inham acesso di ec o à oz do Vouga e aqui
podiam ealiza as suas ansacções come ciais.” (A o eia, 2015, p.19).
A de inição de A ei o como núcleo ci adino em a sua o igem no pe íodo omano du an e o
impé io de Ma co Au élio, já à época a cidade e a a a essada pela es ada Olissipio-B aca a (Lisboa-
B aga), uma das p incipais o as come ciais da península Ibé ica mo i o que ascende a cidade como
pon o impo an e nas ocas come ciais com o in e io , onde o comé cio e a pesca são as p incipais
on es de enda à época. A p ospe idade local e a sua localização mo i am sucessi os a anços e
ocupações po sue os e isigodos, pos e io men e sucedidas pelos mou os no século VIII.
“... du an e o pe íodo de Reconquis a, en e os séculos VIII e XII.”(...)” e i icou-se um pe íodo
de in e upção do domínio e pode io c is ão...”(...)”só alcançado depois da ixação da on ei a
me idional e da conquis a de Coimb a.”(A o eia,2015,p.21).
Po ou o lado, no século XIII de ido ao c escimen o demog á ico, em a e i ica -se uma
in ensa al e ação do e i ó io. A ca ência de bens mo i a uma ans o mação do e i ó io pa a
a explo ação de no as cul u as, des e modo, são ealizadas in es idas ao e i ó io na u al com o
desen ol imen o do ap o ei amen o dos solos na á ea lacuna e des lo es ação umo ao in e io ,
como o ma de expandi os e i ó ios pa a o cul i o de cul u as ag ícolas. A o og a ia local é
a o á el à cul u a ag ícola local uma ez que a elação en e a opog a ia do e i ó io, e enos
amplos e planos na p oximidade da con luência do conjun o de ios da bacia do io Vouga e seus
a luen es, pe mi e uma cons an e i igação desse e i ó io, assim como a eposição de sedimen os
16
0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500
0
500100015002000250030003500
0-4
5-9
10-14
15-19
19-24
25-29
30-34
35-39
40-44
45-49
50-54
55-59
60-64
65-69
70-74
75-79
80-84
85+
HM
G á ico A: Pi âmide E á ia da População do Dis i o de A ei o, 2011.
300000
400000
500000
600000
700000
800000
1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
G á ico 2 : População Residen e do Dis i o de A ei o en e 1911 e 2011.
70000
80000
2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
76882
78095
G á ico 3: População Residen e do Dis i o de A ei o en e 2011e 2018.
População
Os g á icos seguin es 1,2 e 3
cla i icam a população esiden e
do dis i o de A ei o e as suas
modi icações ao longo do empo.
O g á ico 1 - Pi âmide E á ia
demons a a a iação da população
A ei ense, segundo idade e sexo.
De aco do com o g á ico, a maio ia
da população a ei ense é do sexo
masculino en e 25 e 54 anos, a que
a população eminina ap esen a
simila concen ação e á ia, apesa
de possui meno população o al
e em di e en es g upos e á ios com
maio concen ação da população
en e 55 e 85+ anos.
O g á ico 2 demons a que a
população a ei ense es emunha
a um consis en e c escimen o
populacional en e os anos de
1911 e 2011. Ao longo des e século
a população a ei ense dob a a
sua população, a iando en e
336.243 (1911) e 714.200 (2011),
o c escimen o populacional é
omen ado pelo c escimen o
econômico local, a mig ação de
esiden es de ou os dis i os e a
ins alação do polo uni e si á io.
Con udo, nos úl imos 20 anos a
população em ap esen ado um
c escimen o diminu o. No g á ico
3, demons a o c escimen o da
população esiden e do município
de A ei o, du an e o pe íodo em
des aque a população escindiu
en e 2011 e 2015. Ac edi a-se que
de e-se a melho es condições de
emp ego das p incipais cidades do
país e a é mesmo do ex e io .
São Jacin o
Ve a C uz
Gló ia
Cácia
Esguei a
A adas
São Be na do
San a Joana
Eixo
Oli ei inha
Na iz
N.S.Fá ima
Requeixo
Ei ol
P og ama
Os seguin es mapas ilus am
a p esença de algumas es u u as
impo an es pa a a comp eensão
sob e o ganização do e i ó io.
As di e en es composições
ajudam a comp eende a di e sidade
dos p og amas ao longo da ex ensão
e i o ial e a in luência da cidade
consolidada no con ex o municipal.
Nes e con ex o, obse amos que
a população esiden e habi a
mode adamen e oda a ex ensão
e i o ial do município e que a
Cidade de A ei o é o p incipal núcleo
adminis a i o e econômico local,
e onde se encon a densamen e
os p incipais núcleos de emp ego e
equipamen os de educação.
7. G á ico 1 : Pi âmide E á ia da População do Dis i o de A ei o.
8. G á ico2 : População Residen e do Dis i o de A ei o en e 1911 e 2011.
9. G á ico 3: População Residen e do Dis i o de A ei o en e 2011 e 2018.
10. Localização das F eguesias de A ei o
11. Densidade Populacional no município de A ei o.
12. Pe il Educacional da população de A ei o.
13. Concen ação de Comé cio no município de A ei o.
14. Concen ação de Se iços no município de A ei o.
17
DADOS ESTATÍSTICOS
A pa i dos dados do “Censos 2011” ex enso conjun o de dados geog á icos, demog á icos
e económicos do e i ó io po uguês, é possí el comp eende a ocupação e uso do e i ó io desde
o ní el das eguesias ao municipal. Den o de odo o e i ó io esidem 78.463 habi an es, uma
ealidade que ap esen a um pólo u bano in luen e nas dinâmicas quo idianas en e a zona u bana
e os municípios p óximos.
Es e pe íme o u bano segue os limi es aco dados nos es udos elabo ados pelo INE- Ins i u o
Nacional de Es a ís ica e o PMMA- Plano Municipal de Mobilidade de A ei o, no qual de inem o
zoneamen o do município de A ei o, o pe íme o u bano é de inido ao en o no do cen o his ó ico
da cidade, com núcleo p incipal das eguesias de Gló ia e Ve a C uz, com adição das acções de
eguesias pe i é icas de A adas, São Be na do, San a Joana e Esguei a, po ep esen a em “sub-
secções es a ís icas ou ag egações da mesma...”. (Câma a Municipal de A ei o, 2012)
Dado odo o con ex o de ocupação do e i ó io se ia expec á el que a população ap esen asse
g ande ep esen a i idade den o do pe íme o u bano, p incipalmen e nas eguesias de Gló ia e
Ve a C uz, po ém, apesa de possui es e núcleo ci adino al amen e densi icado em compa ação com
os es an e do e i ó io, as eguesias de Gló ia e Ve a C uz não ap esen am alo es ão signi ica i os
quando obse a-se a o alidade do município, Imagem 10. As concen ações populacionais são
mode adamen e p esen es ao longo de oda a ex ensão e i o ial, em que a maio ia populacional
a ei ense habi a p incipalmen e as eguesias de Esguei a, San a Joana, São Be na do e A adas, as
quais cons i uem ce ca de 45% da população esiden e do município.
A cidade u bana que an igamen e e a o p incipal núcleo esidencial do dis i o em sido
modi icada na composição com os p ocessos da cons ução de in aes u u as, de in es imen o na
indús ia e no comé cio que omen ou a ocupação do e i ó io pe i é ico, enquan o o conglome ado
u bano e a subs i uído po comé cio e se iços.
“Em 2009, A ei o, con ibuía com 23% à 24% pa a o o al de emp esas do Baixo Vouga e
24% do núme o de pessoas ao se iço dessas emp esas, posicionando o concelho na 1ª posição
da sub- egião” (Câma a Municipal de A ei o,2012, p.14) dos quais, a cidade consolidada de A ei o
concen a ce ca de 47% dos emp egos da egião e 24% dos esiden es do município.
Ac ualmen e a dis ibuição esiden e po a i idade económica é na sua g ande maio ia
ep esen ada pelo sec o e ciá io, das quais 63% das a i idades económicas do município são
ealizadas pelo sec o e ciá io, i alizado po 35% do sec o secundá io e 2% do sec o p imá io. A
a i idade ag ícola é mais p esen e nas eguesias pa a o in e io do con inen e como Oli ei inha e
N. S a. de Fá ima.
Ao longo do empo, a população de A ei o em indo a aumen a de o ma cons an e,
omen ado pela in odução da indús ia e desen ol imen o do comé cio e se iços que em
con ibuído pa a a melho ia das condições de ida da p óp ia população esiden e em A ei o. No
en an o, nos úl imos 20 anos, o c escimen o populacional es á es agnado, inclusi e ap esen ando
18
Ve a C uz - 35% Ei ol - 70%
Ei ol - 4% Ve a C uz - 35%
Ve a C uz - 0,9% Na iz - 5,6%
Requeixo - 7% Ve a C uz - 16%
Ní el de Ins ução
Os mapas seguin es 5,6,7 e
8, ilus am o ní el de ins ução
comple a da população do
município.
A população ap esen a
maio ep esen a i idade no g au
de escola idade básico (40.375
esiden es, ce ca de 51% da
população). As eguesias que
ap esen am maio concen ação
des e g upo es ão em ambos
ex emos Es e e Oes e do município(
Oli ei inha,Ei ol,Requeixo,
N.S.Fá ima, Na iz e São Jacin o).
Algumas des as eguesias
são ambém as com maio
ep esen a i idade den o dos
g upos com ní el de escola idade
nula (Oli ei inha, Ei ol, Requeixo,
Na iz e São Jacin o).
Po sua ez, as eguesias do
pe íme o u bano da cidade de
A ei o con êm g ande pa e da
população com ní el de escola idade
e supe io . As eguesias de Esguei a,
Ve a C uz e Gló ia (núcleo u bano
do município) ab igam ce ca de
47% da população esiden e com
secundá io comple o e ce ca de 58%
dos esiden es com ní el supe io
comple o.
Sec o es de P odução
Os mapas 2,3 e 4 ilus am a
pa icipação dos di e en es sec o es
na p odução das espec i as
eguesias.
O município de A ei o
ap esen a ao longo da sua ex ensão
in luen e p esença do sec o
e ciá io (comé cio/se iços). Nes e
sec o des aca-se as eguesias de
Eixo, Ve a C uz e Gló ia. No caso da
eguesia de Eixo, ap esen a a maio
ep esen a i idade des e sec o
den o da sua eguesia, mui o
de ido a escassez do sec o p imá io
e secundá io nes a eguesia.
Os sec o es secundá io
(indús ia)e p imá io (ma é ias-
p imas ap esen am maio
ep esen a i idade nas eguesias
ex e io es ao pe íme o u bano. O
sec o secundá io é mais in luen e,
de mode ada ep esen a i idade
nas eguesias a Es e e Cacia.
Po sua ez, o sec o p imá io
em bem diminu a pa icipação
den o de odo e i ó io municipal.
Ap esen a maio impo ância nas
eguesias do ex emo Es e e São
Jacin o.
Esguei a - 0,5% São Jacin o - 6%
Ei ol - 49,8% Eixo - 90%
Eixo - 8,5% Ei ol - 46%
Conjun o de mapas ep esen a i os do ní el de
ins ução dos esiden es do município de A ei o.
15. Ní el de Educação - Nulo.
16. Ní el de Educação - Básico.
17. Ní el de Educação - Secundá io.
18. Ní el de Educação - Supe io .
Conjun o de mapas ep esen a i os da
pa i cipação da população de A ei o nos sec o es
p odu i os.
19. Sec o P imá io.
20. Sec o Secundá io.
21. Sec o Te ciá io.
15.
16.
17.
18.
19.
20.
21.
19
diminu a edução populacional en e os anos de 2011 e 2015. É impo an e menciona que A ei o
município, ao longo dos úl imos anos, em ap esen ado esul ados pouco signi ican i os no ní el
de na alidade (no e nascimen os po cada 1000 hab), po ém ac edi a-se que es e índice de aco
c escimen o da população esiden e é o iginado po melho es condições de ida em ou os
municípios do país, que esul a na meno ixação da população den o do e i ó io a ei ense,
es es ac o es associados a uma população em en elhecimen o esul am em um quad o de aco
c escimen o populacional nos úl imos anos.
Segundo os dados do “Censos 2011”, a população de A ei o com “65 ou mais anos”
ul apassou a aixa e á ia jo em “0–14” anos, a a iação des es alo es acen ua o i mo de
en elhecimen o da população. As maio es concen ações da população idosa oco em nas
eguesias de Ei ol (23% ), Oli ei inha (20%) e Requeixo (19%); ou seja, a população mais idosa
apesa de ap esen a maio população nas eguesias do pe íme o u bano, ap esen a maio
ep esen a i idade nas comunidades pe i é icas.
Rela i amen e ao ní el de escola idade da população a ei ense (município), e ela o g au de
escola idade da população esiden e (Censos, 2011), no qual a comunidade a ei ense ap esen a
ele ado índice de ní eis de ins ução básicos ou sem nenhum ní el de ins ução na sua população,
das quais di e gem as eguesias de Gló ia e Ve a C uz, com maio ep esen a i idade no ensino
supe io do município 30% Gló ia e 35% Ve a C uz, es e úl imo ac o ad ém da p oximidade ao
Pólo Uni e si á io de A ei o, mo i o que incen i a aos es udan es esidi em den o des es limi es.
As es an es eguesias ap esen am g aus in e io es de escola idade, das quais as eguesias
de Nossa Senho a, Requeixo, Na iz e São Jacin o ap esen am os mais baixos índices de escola idade,
ce ca de 1⁄5 da população não possui qualque g au de escola idade e 3⁄5 dos cidadãos em
ní el de escola idade básica. Tais dados podem es a associados ao abandono escola p ecoce, a
p edominância da população idosa em e a ep esen a i idade do sec o p imá io nas eguesias
mencionadas.
Pa a comp eende o e i ó io em es udo, é ambém necessá io pe cebe a elação des a
cidade com o sis ema iá io local, na sua elação de p oximidade com as localidades izinhas e com
o con ex o nacional. Vale essal a que a ocupação po uguesa do e i ó io, possui his o icamen e
uma in ensa elação com o ma e po an o g ande pa e da sua população eside ao li o al e
p oximidades, es a elação é ainda mais e iden e pela ma cação dos p incipais eixos de deslocação
no e i ó io nacional que in e ligam es es di e en es cen os populosos de No e a Sul.
Dado a sua localização geog á ica, en e as cidades de Coimb a-Po o e nas imediações do
pe cu so Lisboa-Po o, A ei o pe ence a uma ealidade i igada pelas au oes adas A1 (Lisboa-
Po o), A17 (Lei ia – A ei o) e A25 (A ei o- Salamanca, Espanha) p incipais elemen os de conexão
en e A ei o e o con ex o nacional, es es pe cu sos nas p oximidades de A ei o comunicam com a
ede complemen a das es adas nacionais que depois con ac am com a ias u banas a ei enses;
EN 109 (Lei ia-Espinho), EN 230 (Agueda-A ei o), EN235 (Penaco a-A ei o), EN 335 (segmen o da
i adiação da EN 235). Além das linhas de caminho-de- e o do No e e do Vouga.
20
São Be na do - 12% São Jacin o - 50%
São Jacin o - 32% São Be na do - 72%
São Jacin o - 5% N. S. Fá ima - 22%
Mobilidade
Em elação a mobilidade no
município, podemos obse a nas
imagens 14 e 15 que as eguesias
que ap esen am maio ânsi o
in e no são as eguesias de São
Jacin o (79%) e Gló ia (64%), aspec o
que demons a a au onomia des e
limi es, ou seja os seus esiden es
não p escindiam desloca pa a
além dos seus limi es du an e o
pe cu so casa- abalho, casa-escola
e comé cio.
No en an o, as eguesias a
Es e como San a Joana (30%) e
São Be na do (34%), ou mesmo as
eguesias mais pa a o in e io como
Ei ol(39%) e Na iz(36%) do ânsi o
ao in e io da eguesia.
Como mencionado em análises
an e io es, a maio ia dos esiden es
encon am-se dispe sos ao longo do
e i ó io, mas exis e uma g ande
concen ação de p og amas e
se iços no in e io das eguesias
de Gló ia, Ve a C uz e Esguei a
que ca i a o deslocação diá ia dos
esiden e das demais eguesias.
Em elação a Sub-Região
de A ei o, o município de A ei o
os p incipais deslocamen os são
p incipalmen e pa a o município de
Ílha o (26,9%) a Sul, den o da egião
ainda des acam-se Albe ga ia-a-
elha (8,7%) e Es a eja (7,2%) com
alo es bem in e io es ao p imei o,
ela i amen e ao es an e do
e i ó io nacional os dois p incipais
municípios pa a que o município
ca i a ou ge a deslocamen os são os
municípios de Coimb a (1) (3,2%) e
Po o (2) (3,4%).
(A) - A ei o
Mobilidade Modo
Pa a melho comp eensão do
e i ó io é ambém impo an e
comp eende como os esiden es
des e município se deslocam
ao longo da sua ex ensão nos
mo imen os pendula es.
Como e iden e nas imagens
o p incipal meio de deslocamen o
são au omó eis mo o izados,
den o des a ealidade os esiden es
de eguesias que menos usam
es es meios de anspo e são os
esiden es de São Jacin o (32%), Ve a
C uz (54%) e Gló ia (49%). Coincidem
ambém com os maio es índices de
deslocamen o a pé e meno es usos
de anspo e público.
Enquan o os esiden es
das eguesias a Es e da Es ada
Nacional 109 ap esen am os maio es
alo es de uso de au omó eis, em
des aque São Be na do (72%) e
deslocamen os em anspo e
público N.S.Fá ima (22%).Es es
alo es podem es a associados
com a concen ação de p og amas
e se iços den o do pe íme o
u bano e o baixo in es imen o em
es u u as e con inuidades de meios
le es e no anspo e público.
22. Mo imen os in e -concelhios.
23. Mo imen os ex a-concelhios.
24. Á ea de In luência nos mo imen os
pendula es a ou os municípios.
Modo do uso de mobilidades nos mo imen os
pendula es.
25. Deslocamen o Pedonal.
26. Deslocamen o Au omó el.
27. Deslocamen o T anspo e público.
1
2
A
22.
23.
24.
25.
26.
27.
21
Es es elemen os con ibuem pa a o ápido deslocamen o do longo do e i ó io po uguês,
az assim com que A ei o, seja uma cidade com g ande a luência de mo imen os pendula es de
abalhado es, es udan es e u is as o iundas de ou as pa es do país. Ca ac e ís ica que en a iza a
impo ância de A ei o no con ex o egional e local, p esen e de uma ealidade de pólos impo an es
de mo imen os pendula es de a acção, sendo Po o, Coimb a e Águeda p esen es no quo idiano
a ei ense. A ní el local, o concelho de Ílha o ge a ap oximados 7000 (deslocações-dia) a é A ei o,
das quais as iagens ge adas são bas an e in e io es a aquelas a aídas po A ei o.
Rela i amen e aos mo imen os pendula es in a concelhos, os mo imen os in e nos as
eguesias são de 46% dos mo imen os, dos quais as eguesias de Esguei a, Gló ia e Ve a C uz
“são as que ap esen am maio olume – na u almen e deco en e de uma maio população – mas
não ob iga o iamen e um maio g au de au onomia.” (Câma a Municipal de A ei o, 2012, p.92).
A au onomia des es concelhos mencionados, ou seja, concen ação de emp ego, e equipamen os
públicos nas eguesias dos esiden es, em pa e é ac o ac i o a ci culação in e na à eguesia, com
des aque pa a a eguesia de S. Jacin o que ap esen a 80% dos mo imen os pendula es in e io es
ao seu e i ó io.
Em con apon o, os concelhos de San a Joana, Esguei a, A adas e Ve a C uz; ap esen am
al os alo es de mo imen os pendula es ex e io es à eguesia, es e enómeno a es a a impo ância
da cidade consolidada de A ei o, em elação ao e i ó io dos quais os habi an es dos concelhos
pe i é icos ansi am dia iamen e à cidade consolidada.
A EN109 se az elemen o in luen e no quo idiano da população da egião de A ei o, es e
elemen o é um dos p incipais conec o es do á ego local, in luenciando a iden idade do e i ó io e
a mul iplicidade de in e acções que es abelece en e as in aes u u as p incipais e a comunidade.
É, assim, a p incipal es u u a u ilizada pela população esiden e, especialmen e no pe cu so
quo idiano (casa-emp ego e casa-escola), en e as comunidades adjacen es e A ei o.
Den o des a ealidade, é impo an e no a que os deslocamen os são na sua maio ia
ealizados po au omó eis an o nos mo imen os ex a-concelhios como in e -concelhios,
po ém, nos mo imen os in e -concelhios as eguesias que ap esen am maio equência de
deslocamen os ambém são esponsá eis pelas maio es pe cen agens de deslocamen os a pé,
es es ac os possuem o igem em múl iplos ac o es o iundos da ocupação do e i ó io, dado a
maio es in es imen os na in aes u u a dos pe cu sos de mobilidade sua e no cen o his ó ico e
en o no, a di usa e deso denada da pe i e ia, a ocupação com maio concen ação de esiden es
nas eguesias “pe i é icas” que quando se deslocam ao cen o u ilizam es e modo, a ausência de
es u u as e pe cu sos que acili em a deslocação pedonal e de mobilidades sua es nos localidades
pe i é icas esul am em meno incidência de anspo e a pé e ciclá el desde as suas esidências
a é o cen o. Fac o ainda ag a ado pela up u a en e a malha u bana de A ei o e as eguesias
adjacen es, a iliado a g ande concen ação de a i idades nas eguesias de Gló ia e Ve a c uz, azão
pela qual os cidadãos dos município são dia iamen e con on ados com o uso de mobilidades
pesadas de longas dis âncias.
O es udo dos dados es a ís icos é impo an e na comp eensão da comunidade esiden e, de
o ma a es abelece uma análise c í ica e c i e iosa sob e o e i ó io com o in ui o de comp eende
as di e en es in e acções quo idianas en e os cidadãos e o meio. Assim, es e p ocesso auxilia que a
condução do p ojec o seja cons an emen e in e polada pelas e idências descobe os nes e es udos,
de modo a cons ui um desenho conscien e do e i ó io pa a a comunidade que lá habi a.
22
Fig. 18 - Rede Viá ia U bana P opos a
Fon e: AUZELLE, Robe i-Plano Di ec o da Cidade, A ei o, Câma a Municipal de A ei o 1964, pl.65
28. Plano Di ec o Cidade de A ei o (1964).
29. P og ama Polis (2004).
23
PLANOS URBANOS
Em meados do século XIX com o desen ol imen o da linha de caminhos de e o, a cidade
de A ei o p esencia pe íodo de c escimen o económico que a aiu mo imen os mig a ó ios de
di e en es locais do país, além do p ocesso de êxodo u al, que dado as melho es condições de
saúde, educação e emp ego nas cidades da cos a li o ânea po uguesa, a aem os habi an es de
comunidades do in e io do país. Já no século seguin e, du an e o es ado no o, são elabo ados os
p imei os planos u banos da cidade, endo como inalidade de ini o denamen o e i o ial des a
cidade em g ande expansão .
Obse a-se que as in e enções de 1926 e 1945, espec i amen e não azem pa e de um
plano p op iamen e di o. Apesa de já inse ida no Plano Ge al de U banização ealizado em 1934,
a cidade de A ei o e á a p imei a e são de um plano de cidade apenas ao inal da década de 40
daquele século, incluída em um supo e legisla i o di e en e.
Nos p ojec os do An e-plano de U banização (1945-1960) e Plano Di ec o da Cidade (1964)
as es a égias são o ien adas segundo a cen alidade da cidade consolidada de A ei o, com des aque
do a anjo da zona his ó ica e zona po uá ia, e o con ac o com a Ria.
O Plano Di ec o da Cidade de A ei o assume “ endências uncionalis as, in luenciada pela
Ca a de A enas e pela Teo ia dos Luga es Cen ais” (Fe ei a, 2003, p.87), nos planos de 1964 é
possí el já obse a o açado da Es ada Nacional 109 bem como a ligação p óxima a ba a, que liga
o eixo cen al da cidade a ac ual A25. Con udo não são execu ados na sua o alidade. No plano, o
p ojec o u banís ico de ende um esquema odo iá io que possibili e as ligações da cidade nas á ias
di ecções no e e sul, es e/oes e, de modo a que ob e o isolamen o comple o do con ex o u bano
nas ligações de mobilidade mais ápida, Lisboa e Po o.
A cidade à época pouco se es endia pa a além das linha de caminho de e o, ao que a es a
época é e iden e o con as e en e uma ealidade u bana da cidade consolidada de A ei o en e
aos ex ensos campos ag ícolas ex e io es à linha de caminho de e os.
Já naquela al u a a plan ação de á o es e a c iação de co inas de e du as es á p esen e no
Plano Di ec o , pa a a p o ecção con a en os dominan es, que emon a na pos e io ampliação
do Pa que D. Ped o V. A co ina de e du a inha a unção de o maliza o limi e da es u u a u bana
do con ex o u al.
Ainda se seguem ao Plano Di ec o da Cidade (1964), alguns p ojec os a sul do cen o
his ó ico, de de inição da cons ução da uni e sidade, Plano Ge al da Uni e sidade de A ei o (1979),
de cen os populosos, Plano In eg ado de A ei o (1979) e ainda o P og ama Polis (2004), os dois
p imei os de inem a expansão do e i ó io u bano pa a sul do cen o his ó ico, com a cons ução
do bai o de San iago e o Pólo Uni e si á io.
24
30. Rede Ecológica Nacional ( e de) e Rede Ag ícola Nacional (La anja). 31. Plan a de Condicionan es PDM. 32. Plan a de O denamen o do PDM de A ei o.
25
O P og ama Polis, po sua ez ac ua no con ac o en e a cidade de A ei o e o con ac o com
a cul u a lacuna , p opõe o p og ama es u u a do na p o ecção da elação his ó ica des e meio e a
sua biodi e sidade, ainda pa a o in e io do e i ó io no e eno “ azio” en e a linha de caminhos-
de- e o e a E.N.109 é p opos o o zoneamen o do Pa que U bano. Es e e eno é o mesmo ao que
es a disse ação abalha, no P og ama Polis é ainda p opos o ao e eno a cons ução de habi ação
em pa alelo à EN109, con udo es e p ojec o não eio a se ealizado e po isso pouco se sabe sob e
a imagem des a p opos a.
O e i ó io em es udo é objec o de análise ainda de di e en es planos de o denamen o do
e i ó io e ec uados ao longo de anos, que p ocu am es u u a o c escimen o u bano e de inição
do e i ó io. A pa i da obse ação dos desenhos des es planos e ainda com o auxílio de imagens
aé eas, podemos comp eende o p ocesso de o mação da es u u a u bana e sua mo ologia. Es a
análise ainda é complemen ada com os dados es a ís icos sob e a demog a ia, que ajuda a ei e a
in o mações sob e as modi icações do e i ó io a a és do es emunho da ealidade da população
esiden e.
Já na Plan a de O denamen o (PDM), apesa da baixa qualidade da imagem, é comp eensí el
que o e i ó io possui uma ealidade u bana coesa à no e da es ada nacional 109, que a sul é
agmen ada pelas in aes u u as de e o e odo iá ias, como mencionado an e io men e
undamen adas no p ocesso de ocupação do e i ó io.
Assim, quando o p ocesso de ocupação acon eceu, a população mig a ó ia ocupou es es
e enos, azão que p oduziu um desenho ami icado, o iginado pela segmen ação dos lo es
ag ícolas, ao longo das ias as comunidades pon ua am os pe cu sos com edi icado em sua maio ia
de pequena dimensão e ca iz uni- amilia . Com espei o ao uso do solo, ap esen a o e i ó io
di idido em ês ca ego ias p incipais: solo u banizado, u al e es u u as ecológicas (imagem 30).
Solo u bano, ep esen a o conjun o edi icado do município consoan e a sua a i idade, no qual
é isí el a concen ação de equipamen os, habi ação e de u ilização mis a ao en o no do cen o
his ó ico.
Ao que, a sul da EN 109, pa e uma ealidade pe i é ica em que a concen ação é
maio i a iamen e habi acional, pon uada po equipamen os e es u u as ecológicas, que quan o
mais pa a o in e io do município ap esen a maio p esença da es u u a ecológica. A is o de e-se as
p essões ci adinas de expansão do e i ó io u bano e ag ícola.
Nes a mesma imagem, é p esen e o desenho de conexão en e a cidade de A ei o e Águeda
que c uza o e i ó io a pe pendicula da es ada EN109 ao in e io da cidade,como e emos mais
adian e es a opção é man ida segundo a p opos a de g upo. Pa alela à EN109 são p opos as, a sul
des a ia, conexões iá ias en e as eguesias de A adas, São Be na do e San a Joana.
Ao in e io da cidade delimi a-se a á ea de ac uação do plano de u banização da cidade,
ao qual o p og ama polis p opõe a equali icação da suas en es de água e o in es imen o em
in a-es u u as e espaços públicos, des e modo, p opõe a c iação de espaços públicos de o ma a
in ensi ica a elação en e a comunidade e a paisagem.
32
35.
Obje i os do Milênio (ODM).
35.
36. Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el (ODS).
33
Es as pe spec i as se man i e am em discussão ao longo dos séculos, con udo com o a anço
da e olução indus ial, acompanhado pelo desen ol imen o da p odução ag ícola e pecuá ia, azão
que du an e os séculos acompanhados po p ospe idade económica e melho es condições de ida,
emas des a classe não essoa am com an a impo ância.
Em 1972, um g upo de in es igado es do MIT (Massachuse s Ins i u e o Technology)
simulou a esgo amen o de ecu sos não eno á eis e aumen o do p eços segundo os i mos
de c escimen o populacional da época, a que os modelos apon a am pa a o colapso de ido ao
esgo amen o dos ecu sos e nes e pe íodo não exis iam es o ços signi ica i os no comba e da
poluição e da p ese ação des es ecu sos. (Paul,2008)
Nes e mesmo ano, em Es ocolmo oco e a p imei a Con e ência das Nações Unidas
con ocada pa a discu i emas dedicados à esolução de ques ões ambien ais, esul ando com a
c iação da UNEP-Uni ed Na ions En i onmen al P og amme e a adopção de aco dos in e nacionais
com a enção pa a a poluição dos oceanos e pa a a p ese ação de espécies ma í imas em isco de
ex inção.
Desde o início dos deba es dob e desen ol imen o sus en á el exis e o eceio que a in odução
de polí icas e al e na i as sus en á eis ep esen em danos pa a a es abilidade económica dos países,
uma ez que es es aco dos ap esen am limi es ao uso de ecu sos e p á icas p odu i as, e que países
p incipalmen e em desen ol imen o não possuem lexibilidade económica pa a acompanha as
exigências e ac ualiza o sis ema de p odu i o de o ma a espei a as me as es abelecidas.
Em 1983, a assembleia ge al da Nações Unidas c ia a “Wo ld Commisson on En i onmen
and De elopmen , uma comissão que anos mais a de p oduzi ia o ela ó io “Ou common
Fu u e”, documen o que e lec e sob e as conquis as do aco do de Es ocolmo e a de inição de
desen ol imen o sus en á el.
“Chegamos a um pon o na His ó ia em que de emos molda nossas ações em odo o mundo,
com maio a enção pa a as consequências ambien ais . A a és da igno ância ou da indi e ença
podemos causa danos maciços e i e e sí eis ao meio ambien e, do qual nossa ida e bem es a
dependem. Po ou o lado, a a és do maio conhecimen o e de ações mais sábias , podemos
conquis a uma ida melho pa a nós e pa a a pos e idade, com um meio ambien e em sin onia
com as necessidades e espe anças humanas”. (Uni ed Na ions, 1972)
A con e ência seguin e, ECO-92 ealizada na cidade do Rio de Janei o, e en o com g ande
pa icipação ac i a da comunidade in e nacional, oi espaço do deba e sob e a necessidade de
colabo ação en e economias desen ol idas e em desen ol imen o que culmina am na “Rio
decla a ion”, Agenda 21 e “Comission on Sus ainable De elopmen ”, conjun o de documen os
de incen i o às p á icas de desen ol imen o sus en á el mais comp eensi o com as di e enças
económicas díspa es, con ex os e ealidades sócio-económicas, isando eduzi injus iças sociais
e conjuga concei os como qualidade de ida, uso e icien e dos ecu sos na u ais e c escimen o
económico sus en á el.
34
37.
Con e ência das Nações Unidas sob e Desen ol imen o Sus en á el.
38. Fo og a ia:“Líde es mundiais ap o am o Aco do de Pa is “ , Con e ência das Pa es - COP 21, em Pa is,2015.
35
Em 1997, oco e a con e ência de Quio o sob e o aquecimen o global, os países desen ol idos
aco da am em eduzi emissões de gases de e ei o es u a em ní eis in e io es aos cons a ados em
1990. No en an o, de ido a disco dâncias na o ma de implemen ação das medidas, alguns países
não homologa am as p opos as, esul ando que di e en es países memb os não a ingissem as
me as es abelecidas.
Em 2000, na Cimei a do Milénio ealizada em No a Io que os líde es in e nacionais
es abelece am a composição de objec i os a comunidade in e nacional a se em cump idos a é
o ano de 2015 nos quais exp essam necessidade sob e o p incípio de equilíb io en e economia,
di ei os sociais e meio ambien e. UNDP - Uni ed Na ions De elopmen P og amme es abeleceu os
Objec i os do Desen ol imen o do Milénio - ODM, compos o inicialmen e de 8 eixos emá icos,
cujas me as de e iam se a ingidas a é 2015.
Passados dois anos, é ealizado o “The Wo ld Summi on Sus ainable De elopmen (WSSD)
em Joanesbu go ( 2002), e en o que abo da o cump imen o dos objec i os es abelecidos em No a
Io que e a in odução de no as in enções como o acesso saneamen o básico, edução de e ei os
p ejudicial de p odu os químicos e a inibição da pe da de biodi e sidade.
Após 20 anos da celeb ada con e ência ECO-92, a Con e ência In e nacional da ONU e o na
ao Rio de Janei o, nes a con e ência é e o çado a necessidade da ansição pa a uma economia
in e nacional com meno es impac os no meio ambien e, o desen ol imen o sus en á el no
con ex o da e adicação da pob eza e a impo ância do uso de ene gias eno á eis. Os es ados
memb os aco dam nos no os p opósi os, Objec i os do Desen ol imen o Sus en á el (ODS), que
em a subs i ui os Objec i os do Milénio.
Em 2015, é ealizado a COP-21 em Pa is, Con e ência das Nações Unidas sob e as al e ações
climá icas do globo, nes a con e ência, a pedido da ONU, a p incipal comunidade cien í ica elabo ou
ex enso ela ó io sob e as modi icações do “Aquecimen o Global”, em que apon a g a es impac os
pa a economias e ecossis emas a escala global. Nes a con e ência os es ados memb os econhecem
a exis ência das al e ações climá icas e assinam o celeb ado Aco do de Pa is, que es abelece
a edução das emissões de gases de e ei o es u a e en en amen o dos impac os das al e ações
climá icas.
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39. Dados IPCC sob e o i mo de emissão de gases de e ei o es u a.
37
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
“No despe a do e cei o milênio, a humanidade aco da, dis ende os memb os e es ega os
olhos. Res os de algum pesadelo ho í el ainda a a essam sua men e. “Ha ia algo como a ame
a pado, e nu ens eno mes em o ma de cogumelo. Ah, bem, oi apenas um sonho uim.” A
humanidade ai a é o banhei o, la a o os o, examina as ugas dian e do espelho, p epa a uma
xíca a (chá ena) de ca é e ab e o jo nal. “O que se á que nos espe a hoje?” (Ha a i, 2016, p.8).
A his ó ia da humanidade econ a ao longo de séculos di e en es episódios do con on o
en e o homem e a na u eza, nos quais epidemias, omes, secas e gue as são emas cons an es
des as ábulas. E en os es es, como a pes e neg a no pe íodo medie al que dizimou en e 75 e
200 milhões na Eu oásia, as longas secas e p agas que de o ma eco en e ompiam as ci ilizações
ag ícolas como a egípcia e a mesopo âmica, que du an e pe íodos de longas secas pe diam en e
5% a 10% da sua população, ou a é mesmo mais ecen e na p imei a gue a mundial com a g ipe
espanhola com ce ca de 50 milhões en e 1918 e 1920. (Ha a i, 2016)
A pa i da e olução indus ial, g aças ao ápido c escimen o económico p omo ido pela
e olução ecnológica e p odu i a, es es episódios des anecem, su gem an ibió icos e acinas
pa a comba e as epidemias, sis emas de i igação mais e icien es pa a aumen a as p oduções e
comba e incons ância climá ica, além de pe mi i a segu ança alimen a da população mundial.
Con udo, os úl imos anos ou meses apa o am a comunidade in e nacional com in ensas
al e ações climá icas de g ande i egula idade, em p o usa sequência de enómenos me eo ológicos
de g ande in ensidade obse ados em di e en es pon os do globo como secas, inundações, u ões
e ne asca.
Ao longo dos anos, a comunidade cien í ica in e nacional em ale ado sob e os pe igos sob e
os i mos das con ínuas emissões de gases de e ei o es u a na a mos e a e seus impac os sob e
al e ação climá ica, pe da de ecossis emas e saúde pública. O IPCC, p incipal o ganização cien í ica
sob e o ema, em elabo ado ela ó ios á ios com base na análise de al e ações na u ais sen idas
em di e en es pa es do globo. Os di e en es ela ó ios êm com a enção o mula análises sob e o
con ex o ac ual, p ojecções de emissões e e ei os, além de espos as especí icas a di e en es amos
da economia e sociedade.
Es es acon ecimen os segundo es udos cien í icos ap esen ados pela IPCC (In e go e nmen al
Panel on Clima e Change) a pedido da ONU (O ganização das Nações Unidas), ap esen am o igem
nos e ei os ne as os do aquecimen o global, ou seja, aumen o médio da empe a u a a mos é ica
global (du an e o pe íodo de um ano em compa ação com alo es p é- e olução indus ial),
e en o cons a ado ao longo das ul imas décadas com o c escen e aquecimen o da a mos e a e dos
oceanos pela emissão de gases de e ei o es u a (Dióxido de Ca bono - CO2, Me ano - CH4 e Óxido
Ni oso - N2O). A emissão des es gases aumen a g aduadamen e a capacidade de ca ac e ís icas
e modinâmicas da a mos e a de e enção de adiação sola sob o ma de calo . Es e e ei o é
p omo ido de o ma na u al pela a i idade ulcânica de es u u as geológicas, po ém es as emissões
na u ais ep esen am uma acção diminu a da o alidade dos gases emi idos. (IPCC,2014)
38
40. G á icos da al e ação climá ica global.
41. Emiissoes an opogenicas de GEEs. Fon e IPCC, AR5, Clinage Chande, 2014.
39
Ainda, segundo os es udos de egis os das empe a u as anuais e es es e da obse ação ao
mic oscópio da es a i icação de c is ais de gelo nos pólos, indicam que desde meados do século XIX,
a empe a u a média global em indo aumen a em um i mo ala man e. (IPCC,2014)
As p imei as anomalias de al e ações climá icas o am egis adas du an e o pe íodo da
e olução indus ial. Ac ualmen e se sabe que es e e ei o esul a da queima de combus í eis
osseis pa a a p odução de ene gia de edi ícios e maquina ias, como du an e a ab icação de bens e
me cado ias.
Des e modo, a acumula i a e con inua emissão des es gases con ibuiu pa a o aumen o
da empe a u a global, alo ela i o que ac ualmen e onda p óximo a 0.9oC ( ela i o a média
in e nacional no pe íodo p é-indus ial en e os pe íodos de 1850 e 1900). De aco do com os dados
IPCC (2018). The wa ning o 1,5oC : Special Repo ; o aquecimen o global a o ece a epe cussão de
um conjun o de p ocessos ísico-químicos em cadeia, que dado a in e acção en e di e en es meios
e p ocessos na u ais, põem em isco a exis ência di e en es ecossis emas, p ocesso que a ec a a
comunidade in e nacional, com consequências na p odução ag ícola, economia e saúde pública.
As al e ações climá icas p omo idas po es e enómeno ac ualmen e êm ca ác e epen ino
e in enso, com secas na Á ica, Ásia e Oceânia, empes ades opicais no hemis é io sul e de ne asca
no hemis é io no e, degelo de glacia es e calo as pola es e consequen e aumen o do ní el dos
oceanos, en e nume osas ou as. Condições ab up as que dado a agilidades biológicas põem em
isco a ex inção e mig ação de espécies con ibuindo pa a pe das em ecossis emas á ios, sendo
p incipalmen e a ec ados habi a s em p ocesso de dese i icação e os oceanos, e ei os simila es são
p oduzidos a espécie humana, uma ez que ecen es es udos apon am a pe da de nu ien es na
p odução ag ícola e doenças associadas aos gases. (IPCC, 2019)
Os esul ados ap esen ados pelas ins i uições cien í icas como WMO - Wo ld Me eo ological
O ganiza ion, apon a que a úl ima década é o decénio mais quen e do úl imo século, ca ac e ís ica
que con ibui pa a egula idade de enómenos me eo ológicos de g ande in ensidade, como u ões
e empes ades sazonais. Ainda, dese i icação com e ei os semelhan es aos ap esen ados no
enómeno “El Niño”. P ocesso sazonal que acon ece no hemis é io sul com impac os na Oceânia e
Amé ica do Sul.
O aquecimen o sazonal das águas do oceano pací ico al e a a o ien ação dos en os
dominan es que con ibuem pa a a chu a na Oceânia, es as massas de humidade deslocam-se
pa a Es e e o igina in ensas p ecipi ações na Amé ica do Sul, com consequen es secas na Oceânia.
Es e e ei o lesa a p odução ag ícola, pecuá ia e pesca de ambos con inen es p oduzindo impac o as
economias locais.
É impo an e menciona que o aquecimen o global p oduz impac os mais in ensos aos países
em desen ol imen o, pois as suas es u u as económica, polí ica e social não es ão p epa adas
pa a esponde e p e enção en e a es as ad e sidades de ido a ins abilidade económica, baixo
desen ol imen o ecnológico e dependência económica em campos como a ag icul u a, pecuá ia
e pesca.
40
42. Vulne abilidade das cidades ela i amen e ao ní el de desen ol imen o.
41
Em espos a, a O ganização das Nações Unidas, ao longo dos anos p omo e aco dos
in e nacionais, com o in ui o de eduzi as emissões de gases noci os ao meio ambien e. Em
2015, na 21ªCon e ência das Nações Unidas (COP21 - 21s Con e ence o he Pa ies), 195 nações
comp ome e am es o ços em eduzi as emissões de CO2 (Aco do de Pa is -2015), episódio
celeb ado pela comunidade in e nacional no comba e dos e ei os p oduzidos pelo aquecimen o
global.
Es e Aco do assen a suas p emissas em limi a g ada i o aumen o da empe a u a média
global à índices in e io es a 2°C ( ela i os a pe íodos p é-indus iais en e 1850 e 1900), com es o ços
de limi a em alo es in e io es a 1,5°C, po ém o aco do não impõe limi es sob e as emissões de
GEEs, a que cada país de ine as suas es a égias e limi es a que a cada cinco anos de e ão ap esen a
os p og essos de comba e as al e ações climá icas e as no as me as pa a es e e ei o.
Aumen ando as possibilidades de se e os, disseminados e i e e sí eis impac os pa a
pessoas e ecossis emas. Limi a al e ações climá icas eque subs anciais e pe manen es eduções
em emissões de gases de e ei o es u a, os quais, associados à adap ação podem limi a os iscos de
al e ação climá ica. (IPCC, 2014).
Os es udos, IPCC - Clima e Change 2014 e IPCC - Special Repo :The Global wa ming o
1,5°C (2018); o am elabo ados à pedido da UNFCCC (Uni ed Na ions F amewo k Con en ion on
Clima e Change) o ela ó io de 2014 esponde ao in ui o de comp eende os e ei os e g a idade
das al e ações climá icas, segundo alo es en e 1.5oC e 2oC. Es e documen os o am elabo ados
segundo os limi es de al e ações climá icas p opos os em aco dos in e nacionais, com a unção de
comp eende os impac os p oduzidos po es e e ei o. No qual ap esen a que sob e a emissão ac ual
de gases de e ei o es u a é u gen e a edução signi ica i a das emissões de gases de e ei o es u a,
pa a consegui mos a ingi ze o emissões de GEEs pa a o ano de 2050 de o ma a con ola a a iação
em 1,5oC.
Como e e ido, os mesmos es udos assinalam a impo ância de op a po al e na i as
que man enham os limi es de al e ação climá ica à p ojecções iguais ou in e io es a 1,5oC. Pa a
alo es supe io es de 2 ap esen a impac os de maio magni ude, com episódios de sazonais mais
du adou os, maio es p essões no meio ambien e e ainda isco que o acúmulo dos gases de e ei o
es u a ap esen e e ei os e modinâmicos de aumen o da empe a u a que sejam i e e sí eis.
Risco de impac os climá icos esul an es de in e acções de ameças climá icas (incluem
e en os e endências de isco) com a ulne á el exposição humana e de sis emas na u ais,
incluindo suscep ibilidade de adap ação. Ri mos ele ados e magni udes de aquecimen o e ou as
mudanças no sis ema climá ico, acompanhado pela acidi icação dos oceanos, ele a o isco ab up o,
disseminado e em alguns casos i e e si os impac os noci os. Alguns iscos são pa icula men e
ele an es pa a egiões pa icula es, enquan o ou as são globais. A gene alidade dos iscos de
u u os impac os de al e ações climá icas podem se eduzidos ao limi a o i mo e magni ude das
al e ações climá icas, inclusi e acidi icação dos oceanos. Os ní eis p ecisos de al e ações climá icas
necessá ios pa a desencadea ab up as e i e e sí eis al e ações con inuam ince as, po ém o isco
associado a c uza es es limi es c escem com o aumen o da empe a u a (IPCC, 2014).
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A a qui e u a di a mode na e odos os seus desdob amen os, es á baseada na acei ação da
p og essi idade his o icamen e ine i á el, de habi a em con igu ações u banas, en endendo a
na u eza como on e inesgo á el, capaz de sus en a seus p ocessos écnicos cul u ais. (Hickel, 2005).
A e lexão coloca que o ema de sus en abilidade em A qui ec u a e em U banismo não de e
se en endida pela subo dinação des a a ou as disciplinas, economia ou ciências ambien ais, na
busca de um no o o malismo, mas an es da ede inição de me odologias que pa am da p óp ia
pe cepção do espaço, da p á ica de desenho, abo dagem disciplina e do es o ço pa a in eg a os
di e en es olha es da comunidade sob e a p a ica p ojec i a.
Uma a qui e u a pa a o p esen e de e conside a o já cons uído, a on ando a melho ia de
en o nos deg adados em busca de um eequilíb io ecológico na elação en e se es humanos e seu
en o no a i icial, sem cai em nos algias de um passado pe dido. (Hickel, 2005).
Co obo ando com essa discussão, o ecen e publicação da O ganização das Nações Unidas,
in i ulado “Fu u e is now. Science o achie ing sus ainable de elopmen ”, que con em um
compêndio de ale as sob e o ac ual es ágio da c ise ambien al , in eg ando uma sé ie de “uni e sal
calls” , chamados uni e sais , pa a os di e en es sec o es da sociedade e co espondendo a uma
ac ualização da pe spec i a in e nacional sob e o ema no Global Sus ainable De elopmen Repo
de 2019.
Nes e documen o, GSDR 2019, são iden i icados seis pon os de e lexão que podem o e ece
as ans o mações necessá ias pa a a ans o mação dos objec i os em ealidade, em e mos de
escala e de u gência, impe a i os pa a a agenda 2030. O desen ol imen o u bano e pe i-u bano
como es a égia pa a alcança aos objec i os 2030 coloca a a qui ec u a em diálogo com o Global
Repo ac ualizado em 2019 que ap esen a alguns dados p eocupan es pa a o cená io de 2050,
onde as cidades se ão esponsá eis po ap oximadamen e 70% da população mundial. Como ale a
esse adensamen o das cidades pode impo um cus o mui o al o pa a as á eas u banas e á eas
p óximas, uma ez que no cená io a ado as cidades se ão esponsá eis pelo consumo de 90 biliões
de oneladas po ano de ma é ias p imas.
Quando coloca em pe spec i a a a i idade da a qui ec u a em á eas cos ei as, ais como
A ei o obje o da p esen e análise, o GSDR 2019 des aca que em mui os casos a “u banização se
dá de o ma o gânica, sem planeamen o, de modo al que os cen os u banos se concen am
em á eas cos ei as, os esiden es i em com al o isco de inundações, deslizamen os de e as e
ou os desas es”.(Uni ed Na ions, 2019).No apelo po acção como ónica do documen o , as
es a égias des acadas pa a as cidades de cen a na “na u bani y”, exp essão p óxima do sen ido de
“na u alismo”, suge indo aos di e en es ac o es um ipo de p ojec o u banís ico que pe mi a uma
ap oximação en e população e na u eza como modo de p o ecção da biodi e sidade, des acando
que “cidades mais habi á eis i ão c ia elações mais equânimes e simbólicas com as á eas p óximas
pe i-u banas e á eas u ais” (Uni ed Na ions, 2019) .
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Apesa da longa enume ação de ad e sidades que põem em isco a sob e i ência de oda
a bios e a, algumas medidas de uso do solo ap esen am esul ados bas an e posi i os sob e a
adap ação e inclusi e ixação de gases poluen es em solo e ege ação.
Como mencionado an e io men e nes e abalho, o mais ecen e disposi i o de análise da
ade ência aos objec i os do desen ol imen o sus en á el, UN- Global Sus ainable De elopmen
Repo , (2019) en a iza a in odução de es a égias de desen ol imen o cen adas na elação en e
as cidades e as soluções baseadas na na u eza, em especial des acando uma maio conexão en e o
pe íme o u bano e o pe i-u bano.
A mensagem do documen o in e age com a in odução do concei o de “na u bani y”, ou
na u banismo, que p omo e al e na i as de baixo cus o e p e e encialmen e en á eis, o alecendo
as comunidades.
As ideias pelo me abolismo u bano, concep ualizam a cidade como um ecossis ema, em
con inua oca impulsionada po uma es u u a sus en á el. A a és da concepção da cidade nes es
e mos, omado es de decisões podem p io iza ene gias eno á eis, de baixo consumo ou não,
baseadas em ca bono e e iciência no uso da água, incluindo o euso e a eciclagem de águas sujas,
como ambém a p odução de alimen o a modo local e sus en á el (Uni ed Na ions, 2019).
Nes e sen ido, a p opos a de acção e o chamado uni e sal con ido no documen o apon a
que as al e na i as que melho se enquad am nes es aspec os, da cidade pensada como um
ecossis ema, são o incen i o à p omoção do ecido ege al, em di e en es zonas do e i ó io que
es as sejam u banas, ag ícolas ou na u ais, e a in odução de co edo es de mobilidade sua e.
A a iculação desses concei os pe mi e obse a a p omoção da cobe u a ege al não
somen e como um “ ecu so na u al”, no sen ido de algo a se explo ado e sus a i icialidade, mas
an es como solução do p ojec o a qui ec ónico que su ge a pa i de uma abo dagem baseada na
na u eza. Como des aca o mesmo documen o:
Soluções baseadas na na u eza, ais como a manu enção de á eas úmidas e espaços
e des pa a o apoio aos sis emas de abas ecimen o de água, escoamen o u bano e egulação da
empe a u a das cidades, podem subs i ui o mas de uso in ensi o dos ecu sos e da ene gia.
Pa ques, á o es, ja dins u banos, á eas cos ei as e ou os, podem o e ece bene ícios ines imá eis
em e mos de meios de subsis ência, cons ução comuni á ia, saúde pa a as populações, segu ança
alimen a e bem es a espi i ual, colocando a na u eza pela na u eza como alo in ínseco. Es udos
êm mos ado que a edução do con a o com o meio ambien e e a biodi e sidade podem de
manei a ad e sa in luencia a elação simbió ica en e humano e mic obio a, bem como o seu bem-
es a emocional e psicológico. (Uni ed Na ions, 2019).
AGROSSILVICULTURA EM ÁREAS PERI-URBANAS
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A a és dos p ocessos de o ossín ese a cobe u a ege al con ibui pa a a ans o mação
de gases de e ei o es u a em oxigênio, enquan o há a ixação de ca bono e a emissão de apo
d’água. Os e ei os combinados esul am em edução da empe a u a pelo aumen o da supe ície
em somb a e o aumen o da humidade ela i a do a comba endo os e ei os do enómeno de Ilha
de Calo (aumen o da empe a u a em zonas u banas de ido a e enção de calo po ma e iais da
cons ução de in aes u u as e edi ícios combinado com as emissões de gases de e ei o es u a pelos
meios de anspo e), edução de gases noci os e e ei os psicológicos que con ibuem pa a o bem-
es a dos esiden es a a és do con ac o isual e ác il.
Há um as o amo de adap ações que es ão disponí eis pa a eduzi iscos em ecossis emas
na u ais e p o egidos (exemplos: adap ação, es au ação do ecossis ema e edução de deg adação
e des lo es amen o, manejo da biodi e sidade, plan ações em Hid oponia e conhecimen os locais e
indígenas), isco de aumen o do ní el do ma (De esa da cos a e cons ução de ba ei as) e, ambém,
iscos à saúde, subsis ência, alimen o, água e ao c escimen o econômico, especialmen e em á eas
u ais (i igação e icien e, segu ança social, p e enção de desas es e adap ações das comunidades)
e á eas u banas (p omoção de es u u as e des, uso sus en á el do solo e manejo, e uso sus en á el
de água). (IPCC,2019)
Ainda, ou os e ei os posi i os podem se sen idos pelas comunidades como o e o no de
espécies au óc ones e aumen o da p esença de chu as e e ilidade dos solos. No ela ó io IPCC
Special Repo on Clima e Change and Land Use (2019), exis e a indicação de es udos sob e a
in e acção en e o cul i o ag ícolas em zonas pe i-u banas, que suge e a p o ecção da es u u a
ag ícola pela p ese ação e / ou e lo es amen o de ege ação au óc one. Es e es udo em mos ado
as pe spec i as posi i as já mencionadas, como o ap isionamen o de gases de e ei o es u a no solo,
aumen o da p odu i idade e en iquecimen o dos solos em sais mine ais.
Há su icien e li e a u a sob e os e ei os da i igação em climas locais, egionais e globais
uma ez que es e aspec o é impo an e no manejo do solo. Exis e uma al a con iança de que a
i igação aumen a a e apo anspi ação, aumen a o o al de apo de água na a mos e a, e diminui a
empe a u a do solo du an e o dia, um dos p incipais ac o es na pe da de biodi e sidade e al e ação
elacionada com p ocesso de dese i icação. (IPPC, 2019).
Pa a o caso es udado da cidade de A ei o, a opção de boule a es e da a i idade p ojec i a
cen ada na na u eza em po objec i o in e agi com a con ocação con ida em di e en es es e as
de omada de decisão e em ins i uições in e nacionais que p i ilegiem um maio engajamen o en e
a a i idade p ojec ual e a p omoção de cidades sus en á eis, endo o a qui ec o como um agen e
pa a a agenda 2030.
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EXEMPLOS
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A a qui e u a e a paisagem são um bem his ó ico e cul u al e cons i uem pa e signi ica i a
do pa imónio dos po os e das nações. A a qui e u a e a paisagem são um es emunho i o do
passado cole i o, ma e ializando em ob a e sedimen ando no espaço a c onologia do empo
his ó ico, a he ança da p óp ia His ó ia. A qui e u a e paisagem condensam memó ias, egis am
i ências, simbolizam ideias e alo es. (PNAP, 2015).
Os casos de es udo escolhidos são dois exemplos i alianos de es u u ação da ealidade
pe i é ica a a és da c iação de pa ques ag ícolas, es es exemplos ep esen am impo an es
in e ações p ojec uais p omo idas a ní el u banís ico, polí ico e paisagís ico.
A ealidade i aliana é bas an e p esen e de con ex os his ó ico, cul u al e paisagís ico. Ao
longo da sua his ó ia o e i ó io i aliano es e e p esen e a di e en es dispu as sob e a sobe ania do
e i ó io, que u o ao desen ol imen o económico em di e en es pe íodos da his ó ia p oduziu
e ei os a imagem u bana e paisagís ica, ao que ainda hoje são encon ados esquícios que econ am
as his ó ias des as di e en es ci ilizações. Po isso, a p ese ação des e ace o, ma e ial e paisagís ico
é de ele ada impo ância pa a a a i mação da iden idade nacional e eque o cuidado pelas
ins i uições do o denamen o do seu e i ó io. Es es concei os, são sal agua dados pelo a igo 9
da cons i uição i aliana que es abelece a Tu ela a paisagem e o pa imónio his ó ico e a ís ico da
Nação.
CASOS DE ESTUDO
64
2km
51. Campos ag ícolas ao en o no de Flo ença . Pin u a de Guiseppe Zocchi, 1750.
52. Á ea de In e enção “Pa co della Piana”.
1
1 - Flo ença 2 - P a o 3 - Á ea Pa que
2
3
65
PARCO DELLA PIANA
A egião em es udo az pa e do con ex o me opoli ano da cidade de Flo ença, uma cidade
com um con ex o his ó ico mui o ico, que ao longo dos séculos é o cen o da cul u a i aliana. En e os
séculos XIV a XVI, pe íodo enascen is a, a egião Toscana lo esce no desen ol imen o econômico
da cidade de Flo ença, local de in ensas discussões de g andes pensado es que in luencia am
g andes al e ações his ó icas nos campos da a e, economia e engenha ia. Es e pe íodo de g ande
p ospe idade econômica do núcleo u bano, incen i a a cons ução de g andes edi icações, algumas
das mais econhecidas da a qui ec u a ociden al, como San a Ma ia del Fio e (Il Duomo) de Filippo
B unelleschi e San a Ma ia della No ella de Leon Ba is a Albe i. Além de ob as de a e, paisagens e
culiná ia que ca i am a é aos dias de hoje a iagem de inúme os u is as a es e local.
No en an o, a es e caso de es udo, é impo an e econhece o con ex o u bano pe i é ico e
a elação com o e i ó io da planície en e as cidades de Flo ença-P a o-Pis oia. O his ó ico des e
elemen o p ecede mui o an es dos e en os mencionados, com a ocupação e usca des e e i ó io,
a qual execu a modi icações ao solo pela in odução de cul u as ag ícolas que al e a am a paisagem,
pe mi indo assim a ixação da população ao longo des e e i ó io.
O e i ó io da planície em uma “ ele ância” his ó ica an iga, na época e usca azia pa e da
cidade-es ado de Fiesole, expoen e da sua ede hid áulica com um sis ema de d enagem e man ido
desde as cen u iações de época omana.
Es e e i ó io ao longo dos séculos, de ido ao c escimen o económico e à in ensa explo ação
p odu i a e e a sua paisagem modi icada pa a uma pe spec i a de g ande in ensidade ag ícola.
A pa i de e en os como o c escimen o demog á ico, a in odução de no as ecnologias a pa i
da e olução indus ial assis e a ocupação do e i ó io en e as cidades de Flo ença e P a o,
in luenciada pela in odução da indús ia que e a acili ada pela in odução de in aes u u as
pesadas, a linha de caminho de e os, o c uzamen o en e as es adas nacionais A1 e A11, além de
no as opo unidades de emp ego que incen i am a ixação da população nes e meio.
Es e c uzamen o en e di e sas in aes u u as, é mo i ado pela localização geog á ica cen al
ao e i ó io nacional, no in e médio en e impo an es cidades de Milão e Roma, e ainda pela
impo ância des e á ea me opoli ana no con ex o oscano e nacional.
O caso de es udo do Pa co della Piana, ep esen a as in enções de in eg ação en e p oje o a
ní el u banís ico, polí ico e paisagís ico p omo idos pela ees u u ação de um e i ó io in e médio
en e as cidades de Fi enze (ou Flo ença), P a o e Pis oia, es a ex ensão é mui o in luen e na
p odução indus ial local que p oduz con ibu os pa a a economia da egião. Es a ex ensão é abalho
de planos de o denamen o do e i ó io (PIT - Piano di indi izzo e i o iale) sob e a iculação en e a
p esença de in aes u u as locais, o incen i o de cul u as ag ícolas e a p ese ação do ecossis ema
local. O p ocesso p ojec ual sob e o Pa que della Piana é mencionado desde os inais dos anos 90,
com o p oje o a eo ganização do Ae opo o de Risale, con udo, só a pa i de modi icações das
ju isdições sob e os e i ó ios adminis a i os en e os anos de 2007 e 2009, que o plano inicia a
análise sob e o e i ó io e p á ica p oje ual.
66
53. Pa co della Piana - Es u u a Ve de.
Sis ema ag ícola comum
Sis ema ag ícola adicional
Á eas ag ícolas à equaliica
Á eas ma ginais u banas à equaliica
Á eas C í icas (ope ação de mi igação ambien al,
p odução de biomassa e cap u a de ca bono no
solo, e c...)
Conexão Ecológica
Rios
Canais
Á eas Humidas
Pa que
Á eas Humidas
P ogec o
Pa que P ojec o
Co edo
Ve de Mi igação
Expansão
67
Ao que, po di e en es mo i os econômicos e polí icos ao e i ó io, es e ago a, mo i ado
à no a modi icação do e i ó io com a in odução do p oje o do Pa que da Planície (Pa co della
Piana). O plano suge e que a es u u a des e e i ó io seja conduzida a a és da condução des e
e i ó io po al e na i as de p omoção dos campos ag ícolas e es u u a na u al. Es as ca ac e ís icas
ca i a am a explo ação de expe iências al e na i as em modelos i alianos e eu opeus de op imização
e plani icação de qualidades de espaços e des pe i é icos undamen ados em:
-Recupe ação, quali icação e o elance emp esa ial da a i idade ag ícola.
-A pesquisa, p omoção, u ela, acesso e di ulgação de ecu sos cul u ais.
-Tu ela, alo ização e es au ação ambien al na u al e paisagís ica.
-F uição índicos-espo i a- ec ea i a- e lexi a do e i ó io especí ico do Pa que.
(Regione Toscana,2011)
Es e p ocesso p e ende a colabo ação com a comunidade esiden e, p omo ida pela discussão
com os esiden es, segundo emas como a conexão ecológica e aquí e a, ede de mobilidade
al e na i a e a mul i uncionalidade dos espaços públicos. As emá icas explo adas nes e plano
possuem o igens em ou os casos i alianos e eu opeus, que suge em a explo ação de al e na i as a
pa ques u banos pe iu banos com o incen i o à ag icul u a e supo e do ecossis ema en ol en e.
*G eenLink e Pe iU ban Pa ks
“O Pa que como ex ensão de á eas ag ícolas, com a egene ação do sis ema de águas pelas
unções hid áulicas, na u ais e de p odução ag ícola, a equali icação dos assen amen os u banos
deb uçados sob e o pa que, a mi igação das ob as in aes u u ais de o e impac o e i o ial
são apenas algumas dos obje i os que o p oje o do Pa que p e ende pe segui , co elacionando
as especi icidade necessá ias pa a sua ealização, numa ó ica global de eequilíb io ecológico e
de melho a das qualidades da ida de seus habi an es, abalhado es ou simplesmen e quem
ansi a na planície.”(Regione Toscana,2011)
O p oje o assume a i amen e a p opos a de conec a o e i ó io pela p omoção de pe cu sos
de mobilidade po oda a ex ensão, es es pe cu sos ap esen am al e na i a ao anspo e local,
ace à p esença de in aes u u as pesadas que p oduzem ba ei as ao e i ó io. A ede p e ende
in e liga as di e en es comunidades esiden es ao e i ó io di uso, como ambém comunica com
a ede de pa ques na u ais p óximos ao io e, consequen emen e, o con ac o com a cidades de
Pis oia-P a o-Flo ença.
Ao longo dos úl imos anos, a implemen ação des as al e na i as em sido len as, apesa
de ha e pe cu sos de mobilidade sua e, ainda não é p esen e e pa imen ada em odo e i ó io
como p e is o no plano. De momen o, o p oje o es á em desen ol imen o, sendo mais in luen e na
o denação do e i ó io dos e enos ag ícolas e na u ais. Ap esen a alguns esul ados p omisso es,
como a p ese ação da biodi e sidade de auna e lo a o iginais da egião, mo i o de alguma
p esença u ís ica.
68
54. Fo og a ia da paisagem á ea de In e enção.
55. Fo og a ia á ea do en o no de Flo ença
69
Em elação a es e p oje o, obse amos que ap esen a semelhanças em elação ao con ex o
de A ei o, apesa de egis a em escalas di e en es. Mo i o que nos incen i a a explo a es as
al e na i as em nosso p oje o, como a es u u ação da ede de i igação, o denamen o do lo es
ag ícolas, além do incen i o aos undamen os do p oje o.
70
71
RESPOSTA
72
56. Sequência de o og a ias pano âmicas ealizadas na pesquisa de campo no e eno de abalho indi idual.
6
5
43
2
1
1Km
500m
Es ada Nacional 109.
Linha Fé ea do No e.
Te eno Indi idual.
73
GRUPO
Es a disse ação segue o ema de ese - PROJECTO URBANO SOBRE A VARIANTE À E.N. 109,
AVEIRO; Te i ó io e Paisagem – Rein en a A ei o: Visões u banas pa a uma u banidade complexa,
ao que assume a pe spec i a de ans o ma o e i ó io em unção da desclassi icação da ia a a és
da c iação de p opos as de u banismo sus en á el e de apoio à es u u a complexa de A ei o, além
da a iculação dos con on os en e pe i e ia-u bano e u bano- u al.
Nas p imei as aulas do semes e a u ma oi sepa ada em ês g upos de abalho pa a o
desen ol imen o de di e en es documen os sob e análises do e i ó io, desenhos ca og á icos
e elabo ação da maque e de u ma. Ao mesmo empo, os g upos o am desa iados a ês sub-
emas que e iam de explo a du an e o p og esso pa a p ojec o de escala u bana, os emas e am
desclassi icação da Es ada Nacional 109 em Boule a d*1, ans o mação da Es ada Nacional em
co edo na u al e ees u u a da malha u bana.
Inicia assim a pa i da análise dos desenhos ca og á icos e maque e de u ma, ajuda am a
comp eende como as duas p incipais in aes u u as locais a zona de es udo, Es ada Nacional 109
e Linha de Caminhos de Fe o do No e, in luenciam o e i ó io e as dinâmicas quo idianas de seus
esiden es. A que concluímos que es es dois elemen os que pela a sua o igem, in ensidade e o ma
ap esen am g ande impac o no con ex o local con ibuindo pa a a agmen ação do e i ó io.
A pa i da análise dos desenhos ca og á icos e maque e de u ma, ajuda am a
comp eende como a es ada nacional, assim como a linha de caminho de e o, p oduzem ba ei as
ísicas ao longo do e i ó io pela di e ença de co a em elação às suas ma gens e seus poucos
a a essamen os, limi ando o á ego de au omó eis e, com isso, acen uando o con on o en e ês
densidades u banas. A p imei a, a cidade de A ei o o aglome ado edi icado com o ma de inida
com edi ícios de di e en es olume ias, uma es u u a in e mediá ia en e a linha de caminhos de
e o e a es ada nacional, de as o descampado que no meio da sua ex ensão é pon uado po um
conjun o esidencial e a e cei a da cidade di usa, ami icações que pe co em uma as a pa e da
pe i e ia do município de A ei o, pon uado po olume ias de pequenas dimensão que po ezes
é ladeado de co edo es na u ais. Du an e es e pe íodo ainda não ínhamos abo dado os dados
es a ís icos e a his ó ia da cidade de A ei o, po ém o g upo já abo da a a o igem des as es u u as
de di e en es o mas, densidades e dimensões; a que ac edi á amos se deco en e da cons ução
das in aes u u as que ma ca am o e eno, pos e io men e es e ac o em a se a es ado nas aulas
eó icas e pela análise da ocupação do e i ó io.
Após a análise des es documen os, mencionadas nos capí ulos an e io es, e a e iden e ao
g upo a agmen ação do e i ó io, esul ado do impac o da linha de caminho de e o do no e e a
EN109 na iden idade do e i ó io, além da abundan e p esença de uma es u u a ag ícola-na u al
dispe sa ao longo de oda ex ensão, mais p esen es nas eguesias ao in e io do país.
*1 sub- ema escolhido.
80
60. Plan a Indi idual - Pa que Ag ícola.
61. Seções T ans e sais - Co edo Linea .
81
Realidade dissonan e com o in e io do e eno escolhido pa a o desen ol imen o do p ojec o
indi idual, onde a imagem local é ma cado pelos lo es ag ícolas na sua maio ia são pe encen es à
Câma a Municipal, alguns ainda pe encem a esiden es que ainda habi am es e e eno, e pela
p esença de um diminu o agmen o da cobe u a ege al na i a. A solução des es p oblemas
a l o a na e l exão sob e a paisagem u bana em con ac o com a ealidade ena u alizada p opos o
na a i idade de g upo, uma ez que a população a ei ense em ap esen ado baixos índices de
c escimen o populacional e os di e en es elemen os de g upo azem p opos as de densi i cação da
pe i e ia com a p omoção de habi ação, é suge ido que es e e eno explo e a conexão en e a
cidade consolidada e di usa pela p opos a de um pa que de in e esse sócio-cul u al com o incen i o
da p omoção ege ação p esen e ao local ag ícola e na u al.
O e eno se cons i ui um espaço social pa alelo à ia, com po encial pa a se espaço pa a
di e en es i e ações en e os esiden es em comunidade bem como com a sua paisagem na u al,
em que as pessoas enham a opção en e pe co e o e eno a passeio, pa a exe cício í sico,
du an e o pe cu so casa-escola ou casa abalho desde a pe i e ia ao cen o da cidade de A ei o.
Mas ambém pode se um espaço de con emplação, onde as pessoas podem des u a do con ac o
com a na u eza e o campo, da paci i cidade do campo, um local que enciona in eg a os co edo es
na u ais exis en es e os campos já p esen es den o da ealidade u bana de A ei o.
Es e p ocesso desen ol e-se a pa i da es ada nacional em di ecção ao in e io dos e enos
a sua ma gem, p io izando a o malização do boule a d e ou as modi i cações à ia.
Alguns desa i os o am impos os ao p ojec o em de imen o do p ojec o de g upo e
consequen e in e acção en e p ojec os indi iduais, assim sendo, os p imei os desa i os su gem a
pa i da edução de elocidade e a in odução de mobilidades sua es que pudessem pe co e oda
a ex ensão do e i ó io a ei ense, acili ando os mo imen os pendula es en e a cidade consolidada
e a cidade di usa, além da p omoção da mobilidade sua e.
A es ada ac ualmen e possui uma in ensidade que não compac ua com as in enções de
p ojec o, azão que mo i ou o des io po ias ci cula es auxilia es que ealizam a comunicação en e
os di e en es cen os populosos. Ao longo da es ada nacional, é no á el alguns momen os em que
o con ac o da com a malha u bana p oduz e ei os caó i cos, quando con ac a ias da malha u bana,
que po essa dimensão de manob a, p oduz conges i onamen os equen es.
De o ma a esponde a es e p oblema, é p opos o que a es ada nacional (ago a boule a d)
ao ap oxima da ealidade u bana pe co a um longo únel de o ma a e i a es as e en uais
in e upções do á ego; a) pos e io men e à linha de caminho de e os exis e ou a in aes u u a
que p oduz e ei os simila es; b) po es e mo i o es a “pon e iadu o” é desa mada. Ao con i nua
es e pe cu so, encon amos ainda ou a in aes u u a, po onde é conduzido o a a essamen o
supe io a ia pe pendicula do Pa que de Exposições de A ei o.
82
62. Seções Longi udinais - Co edo Linea .
63. Maque e Indi idual - Escala 1 /100.
83
Pa a es e e ei o, a co a da ia é eduzida de o ma a con ac a a ia pe pendicula , com
consequen e eliminação das ias auxilia es. Es a in e secção busca elimina as ca ac e ís i cas í sicas
que agmen am o e i ó io e a i cula a conexão com os pe cu sos de mobilidade sua e que
conec am com as demais p opos as de g upo po onde an i gamen e e a pe meada po co edo es
ibei inhos e a biodi e sidade que o acompanha, assim, podemos a a és do incen i o da mobilidade
sua e, p omo e o e l o es amen o de espécies locais, co edo es ladeados po ege ação local
de o ma a o na ap azí el es e pe cu so assomb eado. P ocu amos assim ambém o e o no à
imagem local na u al há mui o empo pe dida. O co edo p incipal possui seu desenho modi i cado,
p io izando a ex ensão de passeios e a in odução de pe cu sos clicá eis.
As al e ações in oduzidas à ia o alecem o ealce do e eno a se abalhado, ago a em
um pequeno planal o em elação às ias u banas e seu en o no. Es a ca ac e ís i ca auxilia a de i ni a
imagem des e local, p opo cionando de o ma in ensa a in e acção com o ambien e u al e na u al
já p esen e a es e e eno.
A al e ação da co a da ia acen ua o desní el en e o co a supe io de uso socio-cul u al
e o a ia ago a u bana, acen uando a p io idade da p opos a pe an e as deslocações do peão e
ciclís a em elação ao au omó el. Possibili a o a a essamen o pe pendicula , a a és de pe cu sos
pe pendicula es supe io es a ia que pe meiam o con ac o en e as ma gens opos a, es es pe cu sos
es endem (sinonimo) ao in e io do e eno em ambas as ma gens, a o ecendo o con ac o en e a
cidade de A ei o e a pe i e ia.
As medidas p oduzidas em a in enção de p omo e o pe cu so ciclá el e pedonal, pa a isso
o l uxo de eículos mo o izados é econduzido pa a as ias auxilia es, a elocidade na ia p incipal é
eduzida pa a 30 km/h, as aixas eduzidas pa a uma em ambos sen i dos e a consequen e in odução
de passeios e pe cu so ciclá el com sepa ação í sica em elação aos ca os.
Assim su ge uma hie a quização dos pe cu sos, es e an e io men e mencionado em a unção
de ansi a e conec a longas dis âncias, o pe cu so do “Boule a d” su ge nes a co a supe io em
ambas ma gens da ia p incipal, assim, despon a um co edo pe meado pela abundan e p esença
de á o es de olha pe ene, es e elemen o é um amplo espaço pa a o quo i diano anslado casa-
escola e casa- abalho dos esiden es das eguesias a Es e do boule a d e a ac i a p omoção de
di e en es a i idades de laze , despo o e ou as sociais.
A o ma des e espaço su ge pelo delinea dos mu os de gabião que se em an o pa a supo e
da es u u a como pa a a i ma as o mas espaciais e desenho de mobilia io u bano, a in ençao é
ap esen a uma solução que espei e a imagem des a no a ealidade na u al.
Po sua ez, a concepção des a p opos a p e ende conduzi de o ma ligei a a ocupação
da supe í cie des e e eno, como con as e com o en o no de p o ulsa cons ução deso denada.
Assim, possibili ando a a i mação des a no a iden i dade u bana, a que os olumes aqui dema cam
os limi es dos p og amas de a ação de massa c í i ca, a No e de in e esse socio-cul u al e a Sul
habi acional, conec ados po pon uais olumes de es au ação e comé cio.
84
64. Cobe u a Vege al P opos a.
85
A que o a iado conjun o edi icado ap esen a a ma e ialidade do gabião e da madei a,
ma e iais de baixa ene gia inco po ada, in ensi icando as in enções da p opos a de baixo impac o
ecológico.
Assim, os olumes com excepção das esidências su gem associados ao in e alo e a lexão
dos mu os, a i mando os momen os de pausa do as o e eno e c iando di e en es p og amas a
se em usu uídos pela comunidade local.
Es e p ocesso de conexão en e a comunidade e a ealidade na u al é es imulado pela
in odução de momen os de pausa e con í io in e calado po olumes, es e são ca és e comé cio dos
p odu os cul i ados nas ho as comuni á ias, es es olumes são apenas de apoio a oda es u u a,
a sua pequena dimensão e a anca elação en e in e io -ex e io incen i am aos u ilizado es a
pe manece em na explanada enquan o p omo em o obse a da paisagem do ex enso campo
ag ícola, das ho as comuni á ias e do cobe o e de na u al.
As ho as comuni á ias são 10 lo es de ce ca de 430m2 pa alelos ao Boule a d, es es lo es
são abalhados com incen i os pedagógicos, a a és da ac i a p odução de p odu os alimen a es,
a omá icos e o namen ais que podem se i a comunidade, ac edi ando que o con ac o quo idiano
com uma ealidade ão in ensa de p omoção des es conhecimen os pa a di e en es aixas e á ias
pode p omo e o incen i o comuni á io necessá io à p ese ação do meio ambien e.
As cul u as a se em plan adas nas ho as comuni á ias espei am a o ação de cul u as,
po an o, as comunidades se iam aconselhadas a plan a um conjun o di e so de ho ículas que
ansi am de lo e ao longo do ano, pa a e i a a sa u ação do solo em sais mine ais. Vale elemb a
que os di e en es lo es des e e eno pe encem em pa e a p op ie á ios p i ados e ou a pa e
à câma a municipal, po es e mo i o, p e e-se que es e e i ó io possui ia uma plu alidade de
cul u as que, assim como as ho as comuni á ias, a iam de lo e e cul u a ao longo das es ações.
Pa a auxilia a i igação des as cul u as se á cons uído um cu so dágua de pequenas dimensões
à ma gem des e e eno ag ícola, pe co endo oda sua ex ensão e e endo em seguida em dois
espelhos d’água, onde pode á se a mazenada.
P e ende-se que a cobe u a ege al au óc one ep esen e uma maio pe cen agem do
e i ó io, p omo endo a con inuidade do desenho dos co edo es ibei inhos que pe co em
o in e io do município, o alecendo a ex ensão des e elemen o em pa alelo a pe cu sos de
mobilidade sua e. A p ese ação e p omoção des e ecido se e como “bu e ” a es a égia,
o aumen o da cobe u a ege al p omo e a edução da poluição a mos é ica e sono a local,
aumen ando a umidade ela i a do a e comba endo os e ei os da ilha de calo .
Cul i ando a econexão com o meio na u al há mui o empo pe dido, assim, são cul i adas
á o es e a bus os indígenas da egião, que p e ende des a o ma a o ece a p esença de pe cu sos
com di e en es dinâmicas ao es an e do p og ama. O segmen o de ege ação na u al p esen e no
e eno é es endido ao longo dos pe cu so de a i idade ísica e laze , o e ecendo a possibilidade
de um pe cu so al e na i o a a és de uma ealidade in imis a a o ecido pela maio p esença de
á o es e po encial e o no de biodi e sidade local. O con ac o com ealidades des e gêne o podem
ainda possibili a melho ias na qualidade de ida das comunidades, pelo incen i o das p á icas do
86
65. Volume Gené ico (Comé cio /Res au ação)
87
laze e despo o, edução dos ní eis de pa í culas em suspensão no a e a o ece e ei os psicológicos
pela in e ação sines ésica com ealidades na u ais.
Re o nando ao Boule a d, ao desloca pa a no e, após pe co e a as a ex ensão do e eno
e obse a os di e en es i pos, o mas e co es que a cobe u a ege al cul i ado na es a égia pode
assumi em di e en es épocas do ano, aquele que usu ui de al con ex o pode acompanha o
mo imen o da água pelos pe cu sos pa alelos a es a, que culminam em uma co a in e média en e
a ia p incipal e o co edo linea , aqui a elocidade e mo imen o são de meno in ensidade onde o
esiden e das cidades di usa e consolidada podem con a e niza e e l e i sob e pano de undo da
cidade em cons ução, dos di e en es mo imen os e elocidades quo i dianos.
O pe cu so a é es a p aça é aseado po e aços com di e en es cul u as, em lo es que
ap esen am ca á e di e en e de aco do com a sua co a com a p e ensão que seu pe cu so p omo a
di e en es expe iências espaciais e sines ésicas. As di e en es co as ep esen a iam di e en es
elações do espaço público e a sua in e ação com a cobe u a e de p omo ida; no p imei o a
elação é mais í mida, obse a-se a con i nuidade do cu so d’agua, a bus os e ege ação as ei a,
é um espaço indisc iminado, sem uma unção es i a, sob e o qual as pessoas podem deambula
li emen e.
No lo e in e médio, o pe cu so pelo seu in e io a a essa o poma e a sequência de á o es,
a p oximidade do pe cu so in ensi i ca as elações com es es elemen os. A pe spec i a ap o unda,
com uma p o usão de chei os e co es, que depois ab e a um la go com uma is a supe io ao lo e
seguin e, o plano pe spéc i co ab e pa a obse ação da paisagem na u al e da cidade en ol en e e
seus edi í cios.
Pa a o úl i mo, p e ende-se que seja o espaço de con a e nização, onde deságua o cu so que
já i igou odo o e eno ag ícola e epousa no espelho d’água, ao lado as pessoas podem euni -se
que sob e os bancos ou sen ados sob e o el ado à en e de águas plácidas que e l e em as co es
das á o es ou e en uais ap esen ações que podem se ei as no pequeno palco do lo e in e médio.
Ao i m, exis e uma p aça in e média a dois olumes, o g ande azio se á espaço de descanso
do longo do pe cu so que se ez desde as co as supe io es, onde pode-se pousa a bicicle a i oma
um ca é ao ba , sen a -se no banco ao longo do mu o ou en ão aden a ao cen o comuni á io.
A segui da de i nição da o ma e imagem do pa que, o p ojec o cen ou-se sob e concepção
do cen o adminis a i o e cul u al des a no a ealidade. Pa a o cons an e uso e manu enção do
bom uso u o do pa que pelos esiden es locais, é necessá io que o pa que p omo a a i idades
de a ação de massa c í i ca, p omo endo o con ac o pedagógico en e a comunidade dos cen os
populosos en ol en es e o meio na u al.
Es e elemen o, o cen o comuni á io, se á um local de euniões, exposição a í s i ca e con í io
en e os esiden es des e no o con ex o u bano. O equipamen o é ende eçado ao a i o uso
da comunidade local, com oco no g upo idoso que es á a c esce . A in enção com es a inicia i a
é o e ece aos esiden es um local de con í io quo i diano pela p omoção de a i idades lúdicas
e pedagógicas, o alecendo as suas capacidades í sicas e psicológicas de o ma a comba e o
seden a ismo e seus e ei os secundá ios cada ez mais noci os consoan e a idade.
88 66. Cen o Cí ico.
Alçado Nascen e - Cen o Cí ico
Seção B - Cen o Cí ico
Plan a A - Cen o Cí ico
Plan a B- Cen o Cí ico
89
O olume do cen o comuni á io, assume o desenho do can o No e da p aça com a a i mação
do ema e da es a égia, aqui es abelece o im do pe cu so com a de inição do azio que obse a a
cidade ao seu en o no, es e elemen o é o ganizado em dois pisos que ap esen am ma e ialidades
di e en es, o piso é eo onde oco em as p incipais a i idades sócio-cul u ais é ep esen ada
pelo exp essão ec ônica do mu o de gabião que delinea os limi es do edi icado se indo como
embasamen o pa a o epouso de um pa alelepípedo o ien ado No e-Sul em madei a.
O olume supe io é dis anciado da p aça de o ma a ap esen a uma linguagem con ida i a
em que o azio en e os mu os de gabião ap esen am a condução do mo imen o dos pe cu sos e
acen ua assim a en ada do edi icado. O cen o comuni á io p ocu a se um olume pu o e denso
pa a o lado sul da p aça pela condição da o ien ação do sol, que no lado pos e io ab e pa a a cidade
de A ei o consolidada e pa a a ege ação au oc onia.
As unções do edi ícios são di ididas em dois, o é eo é anda público das a iadas a i idades
sociocul u ais p omo idas nes e espaço, compos o pela ecepção, salas lei u a e o audi ó io. Já no
piso supe io é o mada pela ala adminis a i a, á ea de apoio e sala mul iuso.
P e ende-se que es es locais si am pa a o uso da comunidade local em ge al, pa a
con e ências, exposições de a e e uso pessoal. Mas que assiduamen e se ia u ilizada pa a aulas de
in e esse didá ico a comunidade idosa sob e emas de in e esse pessoal a es e conjun o e á io como,
o uso de medicamen os, p e enções con a aciden es e doenças, além de disciplinas dinâmicas de
es imulo das capacidades ísicas e men ais de o ma a p omo e o a i o con ac o en e os memb os
locais e possibili ando o acesso a educação e o con í io social. Assim a maio ia dos espaços de
in e esse socio-cul u al es ão p esen es no piso é eo
Ainda há uma explanada i ada poen e onde se pode obse a a densa es u u a ege al
na u al exis en e, es e espaço é ende eçado ao uso das a i idades pedagógicas locais que enham
in e esse o con ac o com o espaço ex e io .
No piso supe io é di idida em dois, um sec o p i ado da adminis ação, esponsá el pela
manu enção e coo denação das di e en es a i idades do pa que, das ho as comuni á ias e do
cen o comuni á io e sala mul i uso de con inuidade das a i idades p og amá icas p omo idas
nes e local, es as duas são sepa adas po uma sala de apoio, pequena cozinha que pode se i de
apoio aos seus u ilizado es.
050 100 200 300
Um Pa que Na u al pa a A ei o, encon o en e o na u al e o u bano ao longo do co edo à a ian e EN.109
Plan a Ge al de Implan ação
Disse ação de Mes ado In eg ado em A qui ec u a
Uni e sidade de Coimb a, 2019 - 2020
Lucas San ino Gomes Quei oz Te azas
1/x
050 100 200 300
1- 2-Unidades Habi acionais na Ribei inha de Vila 3-Pa que Ru al Municipal 4- Pólo Despo i o 5-Complexo Residencial de A adas
1
2
3
4
5
Plan a Ge al de In e enção
Edi ícios de In e enção Campos Agícolas Zonas Ve des Lei o d’água
1 - Plan a Ge al Implan ação
2 - Plan a Te eno Indi idual
3 - Plan a e Secções Co edo Linea
4 - Secções T ans e sais Boule a d (an i ga E.N.109)
5 - Volume Gené ico (comé cio / es au ação)
6 - Plan as e Co es Cen o Comuni á io
7 - Plan as e Co es Cen o Comuni á io
1 /7
Um Pa que Na u al pa a A ei o, encon o en e o na u al e o u bano ao longo do co edo à a ian e EN109
Disse ação de Mes ado In eg ado em A qui e u a
Uni e sidade de Coimb a, 2019-2020
Lucas San ino Gomes Quei oz Te azas
0 100 200 300
Ho as Comuni á ias
Es u u a Na u al P eexis en e
Campos Agícolas Zonas Ve des Lei o d’água Edi ícios En ol en e
1 - Cen o Comuni á io 2 - Volume Gené ico (comé cio/ es au ação) 3 - Es u as 4 - Habi ação
1
2
3
4
Plan a Es a égia Indi idual
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010 20 50
Secção A
Secção B
A
A’
B
B’
D’
C
C’
D
Co a E.N.109
Plan a e Pe is Co edo Linea - Boule a d
0 100 200 300
Ho as Comuni á ias
Es u u a Na u al P eexis en e
Campos Agícolas Zonas Ve des Lei o d’água Edi ícios En ol en e
1 - Cen o Comuni á io 2 - Volume Gené ico (comé cio/ es au ação) 3 - Es u as 4 - Habi ação
1
2
3
4
Plan a Es a égia Indi idual
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Um Pa que Na u al pa a A ei o, encon o en e o na u al e o u bano ao longo do co edo à a ian e EN109
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012 5m
Alçado Nasen e
Secção A
Alçado Poen e Plan a Volume - Ca e e ia
1 - Balcão 2 - W.C. 3 - Á ea de A endimen o (comé cio/ es au ação) 4 - Esplanada
1
2
3
4
Volume Gené ico (Comé cio/Res au ação)
A
A’
012 5m
025 10m
Secção C
Secção D
Pe is T ans e sais Boule a d
4 /7
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012 5m
Alçado Nasen e
Secção A
Alçado Poen e Plan a Volume - Ca e e ia
1 - Balcão 2 - W.C. 3 - Á ea de A endimen o (comé cio/ es au ação) 4 - Esplanada
1
2
3
4
Volume Gené ico (Comé cio/Res au ação)
A
A’
012 5m
025 10m
Secção C
Secção D
Pe is T ans e sais Boule a d
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Um Pa que Na u al pa a A ei o, encon o en e o na u al e o u bano ao longo do co edo à a ian e EN109
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1 - Recepção 2 - Ele ado 3 - Mul i-uso 4 - Audi ó io 5 - Sala de Apoio 6 - A umos 7 - Sala de Lei u a 8 W.C.
1
2
34
56
6
7
7
8
Plan a e Pe is Cen o Comuni á io 0 2 5 10
Secção A
Secção BCen o Comuni á io -Piso Té eo
A
A’
BB’
6 /7
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Disse ação de Mes ado In eg ado em A qui e u a
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Lucas San ino Gomes Quei oz Te azas
0 2 5 10
Alçado Nascen e
Alçado No e
Cen o Comuni á io - 1 Piso
9
10
10
10
11
3
9 - Sala de Reunião 10 - Esc i ó io 11 - Cozinha
Plan a e Alçados Cen o Comuni á io
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