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Índice de caminhabilidade de Blumenau em Santa Catarina/Brasil: uma análise do Centro e do bairro Badenfurt

Abstract

A cidade é um sistema dinâmico em constante transformação, cujos reflexos são também evidenciados em sua infraestrutura urbana, dentre elas as calçadas, cuja qualidade para os deslocamentos pode ser avaliada pelo Índice de Caminhabilidade (IC). O objetivo geral da pesquisa é analisar se e como tem ocorrido aevolução do ICdo Centro e bairro Badenfurt no município de Blumenau. A pesquisa é do tipo exploratória e descritiva, de caráter quali-quantitativa. Foram utilizadas técnicas de pesquisa documental, bibliográfica e de campo, cujos dados foram tratados com auxílio do software ArcGis 10.3. Os resultados indicam que de 2005 para 2015 houve uma pequena redução no IC do Centro e um significativo aumento deste índice no Badenfurt. A pesquisa gerou importantes subsídios para o processo de planejamento territorial, visto queo Plano de Mobilidade Urbana, exigência da Lei no.12.587/2012, está em elaboração no município. Palavras-chaves: calçadas; caminhabilidade; mobilidade; acessibilidade.

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Índice de caminhabilidade de Blumenau em Santa Catarina/Brasil: uma análise do Centro e do bairro Badenfurt

Author: Vieira, Rafaela,Packer, Gabriel Zunino,Meneses, Rafaela Nascimento
Publisher: Departament d’Urbanisme i Ordenació del Territori. Universitat Politècnica de Catalunya,Curso de Arquitetura e Urbanismo. Universidade do Vale do Itajaí
Year: 2016
DOI: 10.5821/siiu.6310
Source: https://upcommons.upc.edu/bitstream/2117/101505/1/29CAM_VieiraRafaela.pdf
ÍNDICE DE CAMINHABILIDADE DE BLUMENAU EM SANTA CATARINA/BRASIL:
uma análise do Cen o e do bai o Baden u
Ra aela Viei a, Gab iel Zunino Packe , Ra aela Nascimen o Meneses
Uni e sidade Regional de Blumenau
Coo denado a da pesquisa; bolsis a de Iniciação Cien í ica; bolsis a de Iniciação Cien í ica
Email: a qui e u a. a [email protected]; gab ieel.p@ho mail.com; nm. a [email protected]
RESUMO
A cidade é um sis ema dinâmico em cons an e ans o mação, cujos e lexos são ambém e idenciados em
sua in aes u u a u bana, den e elas as calçadas, cuja qualidade pa a os deslocamen os pode se a aliada
pelo Índice de Caminhabilidade (IC). O obje i o ge al da pesquisa é analisa se e como em oco ido
ae olução do ICdo Cen o e bai o Baden u no município de Blumenau. A pesquisa é do ipo explo a ó ia e
desc i i a, de ca á e quali-quan i a i a. Fo am u ilizadas écnicas de pesquisa documen al, bibliog á ica e
de campo, cujos dados o am a ados com auxílio do so wa e A cGis 10.3. Os esul ados indicam que de
2005 pa a 2015 hou e uma pequena edução no IC do Cen o e um signi ica i o aumen o des e índice no
Baden u . A pesquisa ge ou impo an es subsídios pa a o p ocesso de planejamen o e i o ial, is o queo
Plano de Mobilidade U bana, exigência da Lei no.12.587/2012, es á em elabo ação no município.
Pala as-cha es: calçadas; caminhabilidade; mobilidade; acessibilidade.
ABSTRACT
The ci y is a dynamic sys em in cons an change, whose e ec s a e also e iden in i s u ban in as uc u e,
among hem he sidewalks, whose quali y o he displacemen can be measu ed by walkabili y. The o e all
objec i e o hiswo k is o analyze whe he and how has been he e olu ion o he walkabili yo he Cen e
and Baden u neighbo hood in he ci y o Blumenau. The wo k is explo a o y and desc ip i e, wi h quali a i e
and quan i a i e cha ac e . The e ha e been used echniques o documen a y, bibliog aphic and ield
esea ch, whose da a we e p ocessed wi h he help o so wa e A cGIS 10.3. The esul s indica e ha om
2005 o 2015 he e was a small educ ion in walkabili yin he Cen e and a signi ican inc ease in his index in
Baden u . The esea ch has led o impo an bene i s o he e i o ial planning p ocess, since he U ban
Mobili y Plan, equi ed by law no.12.587/2012, is being p epa ed in he ci y.
Keywo ds: sidewalks; caminhabilidade; mobili y; accessibili y.
1 INTRODUÇÃO
A cidade é um sis ema dinâmico em cons an e ans o mação. Com o su gimen o de no as ecnologias e
modos de anspo e mo o izados, as á eas u banas pude am se expandi . Os in es imen os em
in aes u u a odo iá ia, bem como o aumen o da capacidade de consumo e uso do au omó el,
modi ica am as o mas u banas que assumi am con igu ações dispe sas, segundo Domingues (2006).
Isso se aduz ambém em impac os ambien ais, de ido o aumen o da ex ensão de á eas as al adas. S eine
(2009) a i ma que a ualmen e os eículos são esponsá eis po 20% da emissão dos gases que p o ocam o
e ei o es u a, ha endo p e isão que a o a mundial de ca os e caminhões le es iplica á a é 2050.
Pa alelamen e a ais p ojeções, O o-Zimme mann e Suei o (2009), a i mam que mui as cidades es ão
ol ando a descob i os mé i os do anspo e público, do anda de bicicle a e do caminha .
Todos somos pedes es em algum momen o do dia e o a o de caminha é a o ma de locomoção da maio
pa e das pessoas. Segundo a ANTP (2012), a maio pa e das iagens ealizadas em 2011 nos municípios
com mais de 60.000 habi an es o am ealizadas a pé, pe azendo mais de 36% dos deslocamen os. Assim,
é de undamen al impo ância a ga an ia de uma boa qualidade das calçadas pa a ais deslocamen os. Is o
mo i a ia as pessoas a ado a o caminha como o ma de deslocamen o, esga ando a i alidade u bana.
P io iza a u ilização dos modos cole i os e não mo o izados de anspo e con ibuindo pa a
sus en abilidade ambien al, incluindo nes e caso o caminha , é uma das di e izes da Polí ica Nacional de
Mobilidade U bana, ins i uída pela Lei Fede al no.12.587 de 03/01/2012. O e e ido apa a o legal, enquan o
ins umen o da polí ica de desen ol imen o u bano no B asil, es abelece den e seus obje i os, a in eg ação
en e os dis in os modos de anspo e e melho ia das condições de acessibilidade e mobilidade. Pa a an o,
as calçadas de em possui ca ac e ís icas que ga an am a acessibilidade.
Segundo a NBR 9050/2015, a acessibilidade é de inida como:
possibilidade e condição de alcance, pe cepção e en endimen o pa a u ilização,
com segu ança e au onomia, de espaços, mobiliá ios, equipamen os u banos,
edi icações, anspo es, in o mação e comunicação, inclusi e seus sis emas e
ecnologias, bem como ou os se iços e ins alações abe os ao público, de uso
público ou p i ado de uso cole i o, an o na zona u bana como na u al, po
pessoa com de iciência ou mobilidade eduzida. (ABNT, 2015, p.2).
A acessibilidade é uma ob iga o iedade de odos os espaços de uso público ou p i ados des inados ao uso
cole i o, de endo se acessí eis às pessoas com de iciência ou com mobilidade eduzida, segundo a Lei
Fede al nº 10.098 de 19/12/2000 (BRASIL, 2000a). Is o inclui as calçadas que de em se acessí eis pa a a
ga an ia de a a i idade do espaço u bano.O não cump imen o desse aspec o p e is o em lei, com
ap o ação de cons ução, ampliação ou e o ma de espaços inacessí eis inco e em in ação, inclusi e de
se ido ou de che ia esponsá el pela epa ição pública, segundo o A . 6o. da Lei Fede al no. 10.048 de
08/11/2000 (BRASIL, 2000b). O Dec e o no. 6.949 de 25 de agos o de 2009 p omulgou a Con enção
In e nacional sob e os Di ei os das Pessoas com De iciência e seu p o ocolo acul a i o, assinado pela
O ganização das Nações Unidas em 2007, co obo ando a impo ância e necessidade de ga an ia da
acessibilidade das pessoas po ado as de de iciência ou com mobilidade eduzida.
Em ní el nacional, a Cons i uição Fede al ga an e a igualdade de odos pe an e a lei, sem dis inção de
qualque na u eza, ga an indo a in iolabilidade do di ei o à ida, à libe dade, à igualdade, à segu ança e à
p op iedade, o di ei o de i e i , ou seja, libe dade de locomoção, o que engloba, den e ou os aspec os, a
mobilidade u bana.
A mobilidade co esponde à in e ação do deslocamen o de pessoas e bens com a cidade, segundo a Lei
Fede al no. 12.587 de 03/01/2012, que ins i ui a Polí ica Nacional de Mobilidade U bana (BRASIL, 2012).
Po an o, a qualidade das calçadas é uma das condições que in luenciam na acessibilidade e na mobilidade
u bana. De e-se, po exemplo, quali ica as calçadas p óximas ao sis ema de anspo e cole i o, pois
p ecisa se con enien e caminha a é uma es ação ou e minal, enco ajando os usuá ios a u iliza em al
sis ema (ARIAS e al., 2008).
A caminhabilidade é um índice que se e e e a qualidade das calçadas pa a os deslocamen os. Es imula,
po an o, a sus en abilidade u bana que es á inculada às ques ões de habi abilidade, equidade (social,
ísica, dis ibu i a, en e ou as) e meio ambien e, cuja complexidade es á ligada aos limi es dos ecu sos
na u ais de uma cidade. O Índice da Caminhabilidade e ela ques ões mui o signi ica i as de uma cidade,
en e elas: educação, polí ica, u banidade, saúde, bem-es a e á ios ou os aspec os. Pa a Ghidini (2011,
p. 22), “[...]a caminhabilidade é uma qualidade do luga ; o caminho que pe mi e ao pedes e uma boa
acessibilidade às di e en es pa es da cidade[...]” sejam c ianças, idosos ou pessoa com de iciência.
Des aca a impo ância de anda a pé, alo iza a caminhabilidade nas cidades.
T a a-se de um anspo e de baixo cus o, não poluen e, de baixo consumo
ene gé ico, capaz de desen ol e boa elocidade pa a cu as dis âncias, com
lexibilidade o al de ho á io e i ine á io. O espaço eque ido pa a ci culação é
mínimo, e a á ea necessá ia pa a es acionamen o é nula. Além disso, caminha é
conside ado um dos melho es exe cícios ísicos em qualque idade.
(Siebe &Lo enzini, 1998, p. 91).
A má adequação das calçadas é o p incipal a o deses imulado dos deslocamen os a pé. O ma e ial e a
la gu a das calçadas de e iam se adequados pa a es imula o caminha . Es u u as ísicas de p o eção ao
sol e chu a e a p óp ia ege ação pa a ge ação de somb as de e iam se implan adas pa a uma melho
ci culação dos pedes es. Pa a San os e Vogel (1981) e Jacobs (2000) as calçadas são um dos ó gãos mais
i ais de uma cidade. Elas são obje os de uso cole i o pa a a p á ica de cidadania e do con í io.
O Código de T ânsi o B asilei o (CTB) (BRASIL, 1997) de ine as calçadas como sendo “pa e da ia,
no malmen e seg egada e em ní el di e en e, não des inada à ci culação de eículos, ese ada ao ânsi o
de pedes es e, quando possí el, à implan ação de mobiliá io u bano, sinalização, ege ação e ou os ins.”
Não há caminhabilidade sem calçadas nem pedes es. As calçadas são o espaço ísico cujas ca ac e ís icas
esul am em maio ou meno caminhabilidade e os pedes es são os sujei os que p a icam a
caminhabilidade.
Segundo Gold (2003, p.6)
Um pedes e é qualque pessoa que se locomo e a pé nas ias públicas. Como
quase odo mundo (exceções: bebês e po ado es de ce as limi ações ísicas e
men ais) caminha a pé, algumas pessoas mais equen emen e que ou as, a
pala a “pedes e” signi ica uma condição empo á ia de cada memb o da
população e não uma de e minada ca ego ia da população. As disciplinas de
planejamen o de anspo e e engenha ia de á ego às ezes pecam pela di isão,
implíci a ou explíci a, da população em pedes es e mo o is as. Pode-se di idi a
população en e pessoas que sabem e não sabem di igi , mas (quase) odo
mundo é pedes e.
Pessoas com de iciência ísica e que po en u a u ilizam a cadei a de odas como on e de locomoção
ambém são conside adas pedes es segundo Gold (2003), uma ez que possuem em média a mesma
elocidade de locomoção de pessoas a pé.
2 BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO DOS ESTUDOS RELACIONADOS AO TEMA CAMINHABILIDADE
Es udos sob e o ema caminhabilidade o am iniciados pelo canadense Ch is B adshaw quando
come cian es e donos de imó eis u banos começa am a ques iona os impos os que paga am.
Segundo Ghidini (2011, p.25):
A caminhabilidade como um sis ema de a aliação ou um índice pode ia se usada
pa a calcula os alo es de impos os em unção de seu g au aplicado às quad as
ou zonas do bai o. O índice ambém pode ia se ú il a comp ado es de imó eis
que pode iam usá-lo pa a aze uma lei u a e a aliação das condições de
segu ança da ua [...]. Finalmen e, o uso de um indicado como uma agenda pa a
a ação cole i a. Assim que o índice osse aplicado a odo um bai o, a ação se ia
na u almen e cole i a e,ao longo do empo, os bai os pode iam melho a seus
indicado es a a és de mudanças.
Ainda na década de 1990, a me odologia de B adshaw (1993) oi adap ada à ealidade Blumenauense po
Siebe & Lo enzini (1998) que ealiza am um es udo pa a alguns bai os de Blumenau.
C ia um índice de caminhabilidade pode se usado pa a analisa a adequação de
cada bai o aos deslocamen os a pé, acili ando assim a de inição de p io idades
nos in es imen os municipais e es imulando as Associações de Mo ado es a
agi em na o ma de mu i ão em seu p óp io bene ício. Uma abo dagem
quan i a i a de uma ques ão is a a é en ão de o ma apenas quali a i a pode
aze esul ados al amen e posi i os. (Siebe &Lo enzini, 1998, p. 92).
Expe iências semelhan es pau adas na adap ação da me odologia canadense o am ealizadas em á ias
cidades b asilei as na década de 2000, endo sido e e uado ou o es udo pa a oda a ex ensão da á ea
u bana de Blumenau, em 2005, que a aliou a qualidade das calçadas pa a os deslocamen os. Seus 35
bai os o am pe co idos e suas calçadas a aliadas, as quais ob i e am no as que a ia am de 0 a 10,
esul ando em um IC de 4,1 pa a o município naquela época. Os esul ados possibili a am a ealização do
1o. Seminá io de Calçadas do Es ado de San a Ca a ina, naquele mesmo ano.Tais le an amen os o am
coo denados pelas p o esso as e pesquisado as Luciana Budag e Ra aela Viei a, da Uni e sidade Regional
de Blumenau e a iculados po um g upo de pesquisado es da Pon i ícia Uni e sidade Ca ólica/PR, po meio
do p o esso E and o Ca doso dos San os. Es e úl imo, coo dena a no país os Seminá ios sob e Calçadas
p omo idos pela Associação B asilei a de Cimen o Po land (ABCP) naquela época.
Na cidade de Blumenau, como consequência do le an amen o do Índice de Caminhabilidade em 2005 e da
ealização do 1o. Seminá io de Calçadas do Es ado de San a Ca a ina oi elabo ada uma ca ilha de
o ien ações pa a implan ação e manu enção das calçadas e ap o ada a Lei Complemen a no 550/2005 que
dispõe sob e a cons ução de passeios públicos ou calçadas no município. Segundo es e apa a o legal, a
calçada é de esponsabilidade do dono do e eno, seja ele cons uído ou não e que de e espei a as
no mas impos as pela P e ei u a. Os passeios públicos são conside ados como pa e da ia pública e são
des inados à ci culação de pessoas com a ga an ia de deslocamen o acessí el e segu o. A ca ilha pa a
implan ação e manu enção das calçadas passou po e o mulações em 2012 e 2015. Nes a úl ima
e o mulação, a p e ei u a municipal, po meio da Sec e a ia de Planejamen o U bano, lançou o p og ama
Calçada no a 10, cujo obje i o é sensibiliza os p op ie á ios pa a a melho ia da caminhabilidade, o nando
as calçadas acessí eis a odos.
A ualmen e o município de Blumenau es á elabo ando seu Plano Municipal de Mobilidade U bana, con o me
exigência da Lei Fede al no 12.587/2012 que es abelece:
A . 18.São a ibuições dos Municípios:
I - planeja , execu a e a alia a polí ica de mobilidade u bana, bem como
p omo e a egulamen ação dos se iços de anspo e u bano;
II - p es a , di e a, indi e amen e ou po ges ão associada, os se iços de
anspo e público cole i o u bano, que êm ca á e essencial;
III - capaci a pessoas e desen ol e as ins i uições inculadas à polí ica de
mobilidade u bana do Município. (BRASIL, 2012).
Ou as cidades de San a Ca a ina, den e elas I ajaí, I apema, Cambo iú e Blumenau (Budag & Vi o ino,
2005; Budag & T icá ico, 2009, Viei a & Mo as oni, 2013; Viei a, Pe ei a & Mussi, 2014) ambém possuem o
le an amen o de seu Índice de Caminhabilidade (IC).Ru z, Me ino & P ado (2007) ambém ealiza am o
es udos do IC pa a á ea cen al de Foz do Iguaçu.
3 PREMISSA E OBJETIVOS DA PESQUISA
Pa indo-se da p emissa que a cidade é um sis ema complexo e dinâmico, cujos e lexos são ambém
e idenciados na ans o mação de sua in aes u u a u bana, den e elas as calçadas, es abeleceu-se a
seguin e pe gun a de pesquisa: como se ap esen a a qualidade das calçadas do Cen o e bai o Baden u
em Blumenau, San a Ca a ina?
Es a pesquisa em como obje i o ge al analisa se e como em oco ido a e olução do Índice de
Caminhabilidade do Cen o e bai o Baden u em Blumenau que ap esen a am no ano de 2005 o melho
(7,6) e o pio (1,8) IC, espec i amen e.
Pa a an o, em-se como obje i os especí icos: (1) iden i ica e a ualiza o Índice de Caminhabilidade do
Cen o e bai o Baden u ; (2) indica di e izes que isem à melho ia das calçadas pa a mo ado es e
u is as, com base em subsídios écnicos e cien í icos ob idos com a a ualização do IC; (3) iden i ica as
ações ealizadas pelo município de Blumenau, após o p imei o le an amen o do IC, em 2005.
4 METODOLOGIA
4.1 Á ea de es udo
A á ea es udada cons i ui-se no Cen o e bai o Baden u , localizados no município de Blumenau, em San a
Ca a ina (G á ico 1). Segundo o IBGE (2000, 2010) a cidade de Blumenau, en e os anos de 2000 e 2010,
ap esen ou um c escimen o médio populacional de 1,67% ao ano. A ualmen e a cidade possui mais de
300.000 habi an es, que, em algum momen o do dia se desloca a pé, seja pa a acessa o anspo e
indi idual ou cole i o.
A de inição da amos a compos a pelo Cen o, inse ido na Mac ozona de Consolidação e bai o Baden u
da Mac ozona de Expansão, jus i ica-se, pois ap esen a am no ano de 2005 o melho e pio IC,
espec i amen e. Tais bai os ambém i e am as maio es axas de c escimen o populacional na p imei a
década do século XXI.
A delimi ação da amos a deu-se em unção do núme o limi ado de bolsis as e empo de pesquisa,
ga an indo sua exequibilidade. Em 2005 o am necessá ios 17 bolsis as pa a o le an amen o do IC de odos
os bai os do município. Tendo em is a o c escimen o populacional e u bano, a quan idade de bolsis as
pa a e e ua o mesmo le an amen o se ia consequen emen e maio , e in iabiliza ia a ealização da
pesquisa.
G á ico 1 – Localização das á eas es udadas
(Piazza e Viei a, 2016, no p elo)
Pa a iden i ica essas calçadas oi ealizado o seguin e p ocedimen o:
4.1.1 Le an amen o de dados do Município
Elabo ação de mapa u bano na escala 1:20.000 e iden i icação dos bai os, p incipais ias municipais,
classi icadas como a e iais e cole o as, densidade populacional po se o censi á io e p incipais
equipamen os u banos, pólos de a ação de população e usos concen ado es de pessoas: e minal de
anspo e odo iá io, cen os de educação in an il, escolas (ensino undamen al e médio - públicas e
pa icula es), pos os de saúde, á eas de laze , shopping cen e , cen os come ciais e ou os usos
come ciais concen ados.
4.1.2 De inição e o ganização dos echos de Pesquisa
O le an amen o de dados pa a análise do Índice de Caminhabilidade dos dois bai os de Blumenau oi
ealizado a a és da de inição dos echos de pesquisa que co espondem a uma ace de quad a. Fo am
pesquisados os echos de ua inse idos nos p incipais eixos de ci culação em um aio de 250m a pa i dos
p incipais pólos ge ado es de iagens. Es es echos são aqueles que concen am um g ande núme o de

pedes es po es a em p óximos aos equipamen os de uso cole i o, a i idades come ciais e de p es ação de
se iço.Fo am le an ados um o al de 259 echos de calçadas.
Pa a o ganiza a pesquisa, os echos o am nume ados po bai os. Cada bai o ecebeu uma nume ação
especí ica.
4.2. De inição do Índice de Caminhabilidade
Pa a a análise da adequação das calçadas do Cen o e Baden u de Blumenau aos deslocamen o, oi
ado ada a me odologia canadense p opos a po B adashaw (1993) e adap ada à ealidade local po Siebe
& Lo enzini (1998) e San os (2003). Cons i ui-se em uma análise quan i a i a, eliminando-se ao máximo os
a o es de análise quali a i a, em unção do seu al o g au de subje i idade. Con udo, en ende-se que as
di e enças de pe cepção en e pesquisado es podem oco e , não sendo nulas. Ado ou-se es a
me odologia, den e ou as disponí eis, po sua eplicabilidade e acilidade de en endimen o pelos
pesquisado es.
Na pesquisa de campo o am le an adas 10 a iá eis pa a cada echo de calçada, que se cons i ui em um
dos lados do qua ei ão: (1) la gu a da calçada; (2) condição do piso; (3) obs áculos; (4) ni elamen o; (5)
p o eção das in empé ies; (6) mobiliá io u bano; (7) iluminação; (8) uso lindei o; (9) a essia e (10)
ambien e psico-social. As a iá eis e pon uações ado adas pa a compo o Índice de Caminhabilidade são
ap esen ados no G á ico 2.
C i é io/Pon uação
Um pon o
Meio Pon o
Ze o pon os
La gu a da Calçada
com aixa li e de
ci culação de pelo menos
1,0 me o de la gu a
calçada com la gu a
in e io a 1,0 me o
calçada inexis en e, com o
deslocamen o do
pedes e se dando
pela pis a de
eículos
mo o izados.
Condição do piso
calçada com piso em boas
condições
piso mal conse ado
(esco egadios, com
bu acos ou
i egula idades)
calçada com piso
inexis en e
Obs áculos
calçada li e de obs áculos
ao deslocamen o dos
pedes es
calçada com obs áculos
que p ejudiquem o
deslocamen o dos
pedes es
obs áculos que impeçam o
deslocamen o dos
pedes es, o çando-os a
caminha pela ua
Ni elamen o
plana ou com decli idade
mínima (a é 2%)
calçada com decli idade
acen uada (mais que 2%)
calçada in e ompida po
deg aus ou ampas mui o
acen uadas
P o eção con a
in empé ies
com p o eção o al de sol e
chu a seja a a és
oldos,ma quises e c
calçada pa cialmen e
p o egida de sol e chu a
calçada sem somb a ou
ab igo da chu a
Mobiliá io U bano
equipada com bancos,
lixei as, ele ones públicos,
caixas de co eio
calçada com alguns
des es i ens de con o o
calçada sem mobiliá io
u bano
Iluminação
calçada bem iluminada
calçada pa cialmen e
iluminada
calçada sem iluminação
a i icial
Uso Lindei o
o ne ag adá el ao
caminha , como p aças,
lojas, ja dins bem
conse ados
calçada neu a, ou seja,
que não incen i e, mas
ambém não deses imule
p esença de depósi os de
lixo, esgo o a céu abe o
ou qualque ipo de
descon o o
T a essia
segu ança pa a pedes es
com ebaixo do meio- io,
aixa de segu ança e c.
calçada com azoá el
segu ança onde a
a essia pode se ei a
calçada onde a a essia
não se dá em condições
de segu ança
Ambien e Psico-
Social
o al segu idade seja pela
boa densidade de
pedes es ou pela
p esença policial
calçada e ma ou azia,
causando ap eensão e
exigindo cau ela
calçada onde o pedes e
ique ulne á el a pon o de
p e e i ou o caminho
G á ico 2 – Va iá eis analisadas e pon uação
(Siebe e Lo enzini (1998) e San os (2003), adap ado pelos au o es)
Em cada echo de calçada o am analisadas dez a iá eis pon uadas em um, meio ou ze o pon o,
pe passando assim, de uma si uação ideal de caminhabilidade a uma si uação de o al e absolu a
inadequação ao pedes e.
De aco do com os in e alos do IC é es abelecida a p io idade de in e enção nas calçadas, con o me
G á ico 3.
Índice de caminhabilidade
P io idade de in e enção
0 a 1,9
Si uação c í ica
2,0 a 3,9
In e enção imedia a
4,0 a 5,90
In e enção a cu o p azo
6,00 a 10,00
Melho ias e ape eiçoamen o
G á ico 3 – Índice de Caminhabilidade e p io idade de in e enção
(San os, 2003)
Pa a complemen a a pesquisa, ambém o am le an ados: pa imen ação p edominan e, exis ência de
ebaixo de meio- io con o me a ABNT (NBR-9050/15), ipo de obs áculo p edominan e, exis ência de
sis ema de d enagem u bana.
4.3 Le an amen o de dados em campo
De inidos os c i é ios que compõem o Índice de Caminhabilidade, os pesquisado es o am em campo
le an a os dados e e en es às calçadas selecionadas. Cada echo oi pe co ido a pé pelos pesquisado es
que ano a am os dados em uma planilha em papel e ealiza am um egis o o og á ico nas ex emidades de
cada echo. Essas o os o am anexadas às planilhas de campo.
4.4 In en á io digi al das calçadas
Os dados le an ados em campo o am ano ados em planilhas de pesquisa pa a cada echo, imp essas em
papel. Tais dados o am abulados inicialmen e com auxílio do so wa e Excel, cujo soma ó io de pon os de
cada planilha, esul ou no Índice de Caminhabilidade de cada echo e de cada bai o.
Nes e momen o, os bolsis as pa icipa am de um cu so de A cgis ealizado pelo Labgeo da Uni e sidade
Regional de Blumenau, o que possibili ou a o ganização de um in en á io digi al das calçadas dos bai os
es udados. Es e in en á io oi es u u ado com a c iação de um banco de dados geoespacial em Sis emas
de In o mações Geog á icas, pe mi indo o dimensionamen o espacial dos dados com localização
geog á ica, assim como in e p e ações mais ap o undadas da qualidade das calçadas a a és de análise
espacial da base de dados.
4.5 Análise do Índice de Caminhabilidade
Os esul ados ob idos da abulação dos dados ap esen a am um pano ama da qualidade das calçadas em
Blumenau, podendo se obse adas as á eas que o e ecem as melho es ou pio es condições de ci culação
aos pedes es. Podem se a e iguados ambém os i ens que ap esen am as maio es qualidades e
de iciências nas calçadas. Essas análises se i ão de subsídio pa a de inição das p io idades de ação pa a
a melho ia da caminhabilidade nesses bai os de Blumenau.
5 RESULTADOS
No G á ico 4 pode-se obse a os le an amen os do Índice de Caminhabilidade ealizados em 2005 e 2015,
pe azendo um o al de 192 e 259 echos espec i amen e. No Cen o, em 2005 o am 149 echos e em
2015 hou e um aumen o pa a 196 echos le an ados. No Baden u , em 2005 o am le an ados 43 echos
e em 2015, 63 echos. Es e aumen o de echos oi con abilizado pa a um esul ado mais p eciso dos
bai os pesquisados. A nume ação já exis en e de 2005 não oi al e ada o que pe mi iu um compa a i o
di e o do ano de 2005 e 2015.
T echos 149 T echos 43 T echos 196 T echos 63
QUANTIDADE % QUANTIDADE % QUANTIDADE % QUANTIDADE %
La gu a li e supe io a um me o 137 91,95 7 16,28 182 92,86 48 76,19
La gu a li e in e io a um me o 11 7,38 0 0,00 11 5,61 2 3,17
Calçada inexis en e 1 0,67 36 83,72 3 1,53 13 20,63
Piso em boas condições 67 44,97 1 2,33 118 60,20 14 22,22
Piso mal conse ado 78 52,35 7 16,28 75 38,27 28 44,44
Piso inexis en e 4 2,68 35 81,40 3 1,53 21 33,33
Calçada li e de obs áculos ao deslocamen o de pedes es 110 73,83 1 2,33 155 79,08 30 47,62
Calçada com obs áculos 29 19,46 4 9,30 32 16,33 14 22,22
Calçada obs uída 10 6,71 38 88,37 9 4,59 19 30,16
Calçada com decli idade mínima no sen ido ans e sal (2%) 138 92,62 2 4,65 127 64,80 34 53,97
Calçada com decli idade acen uada (acima de 2%) 5 3,36 0 0,00 63 32,14 7 11,11
Calçada in e ompida po deg aus ou ampa 6 4,03 41 95,35 6 3,06 22 34,92
Calçada p o egida da chu a e do sol 35 23,49 0 0,00 61 31,12 0 0,00
Calçada pa cialmen e p o egida 82 55,03 25 58,14 68 34,69 8 12,70
Calçada sem somb a ou p o eção con a a chu a 32 21,48 18 41,86 67 34,18 55 87,30
Calçada do ada de i ens de con o o 36 24,16 0 0,00 46 23,47 0 0,00
Calçada do ada com pelo menos um i em de con o o 41 27,52 8 18,60 24 12,24 3 4,76
Calçada sem mobiliá io u bano 72 48,32 35 81,40 126 64,29 60 95,24
Calçada bem iluminada 113 75,84 2 4,65 123 62,76 21 33,33
Calçada pa cialmen e iluminada 36 24,16 40 93,02 21 10,71 13 20,63
Calçada sem iluminação no u na 0 0,00 1 2,33 52 26,53 29 46,03
Calçada com uso lindei o ag adá el 38 25,50 1 2,33 39 19,90 0 0,00
Calçada com uso lindei o neu o 110 73,83 33 76,74 157 80,10 62 98,41
Calçada com uso lindei o incompa í el 1 0,67 9 20,93 0 0,00 1 1,59
Calçada com boa segu ança 118 79,19 0 0,00 110 56,12 0 0,00
Calçada com azoá el segu ança 28 18,79 6 13,95 65 33,16 15 23,81
Calçada sem condições de segu ança de a essia 3 2,01 37 86,05 21 10,71 48 76,19
Calçada com boa densidade de pedes es e policiamen o 123 82,55 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Calçada com média densidade de pedes es e sem policiamen o 25 16,78 7 16,28 191 97,45 54 85,71
Calçada em egião inóspi a, pe igosa e sem policiamen o 1 0,67 36 83,72 5 2,55 9 14,29
Pe i -Pa ê (mosaico po uguês) 0 0,00 0 0,00 3 1,53 0 0,00
Basal o 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 1,59
Lajo as ce âmica 0 0,00 0 0,00 2 1,02 0 0,00
CBUQ – Conc e o Be uminoso Usinado a Quen e – “an i-pó” 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Conc e o, cimen ado, placas de cimen o 10 6,71 7 16,28 23 11,73 31 49,21
Lad ilho hid áulico 111 74,50 0 0,00 64 32,65 2 3,17
Blocos in e a ados de conc e o (pa e ) 26 17,45 0 0,00 101 51,53 0 0,00
Não possui pa imen ação (g ama, ma o ou lei o na u al) 2 1,34 35 81,40 3 1,53 26 41,27
Ou os 0 0,00 1 2,33 0 0,00 0 0,00
SIM 112 75,17 12,33 00,00 00,00
NÃO 37 24,83 42 97,67 00,00 00,00
Exis e ebaixo do meio- io e segue no ma ABNT 00,00 00,00
Exis e ebaixo do meio- io e não segue no ma ABNT 159 81,12 10 15,87
Não exis e ebaixo do meio- io 37 18,88 53 84,13
To al 11 5,61 13 20,63
Pa cial 32 16,33 812,70
Ca os es acionados sob e a calçada 8 18,60 2 9,52
Mobiliá io u bano mal posicionado 18 41,86 628,57
Á o es mal posicionadas ou com oncos o os 8 18,60 1 4,76
Ambulan es e ba acas de endedo es 0 0,00 0 0,00
La ões de lixo, sacos de lixo, papelão e papéis 1 2,33 0 0,00
Tapumes e can ei o de ob as 9 20,93 00,00
Bu acos, ped as sol as, desní eis, deg aus 16 37,21 13 61,90
Ma o, e a ou inexis ência de piso que pe mi a a ci culação 9 20,93 14 66,67
A anço do mu o ou edi icação 0 0,00 0 0,00
Exis e d enagem 174 88,78 49 77,78
Não exis e d enagem 22 11,22 14 22,22
Início ou im 87 44,39 22 34,92
Ambos 87 44,39 27 42,86
Em boas condições 165 84,18 38 60,32
Más condições 9 4,59 11 17,46
An es do aio de cu a 124 63,27 41 65,08
No aio de cu a 50 25,51 8 12,70
Tipo de obs áculo
p edominan e
D enagem
Rebaixo do
meio- io
CARACTERÍSTICAS DO ÍNDICE DE CAMINHABILIDADE DOS BAIRROS DE BLUMENAU
CARACTERÍSTICAS
Cen o
Baden u
Cen o
Baden u
2015
2005
La gu a da
Calçada
Condições do
Piso
Obs áculos
Ni elamen o
P o eção de
In empé ies
Mobiliá io U bano
Iluminação
Uso Lindei o
T a essia
Ambien e
Psico-social
Índice de Caminhabilidade
7,63
1,84
6,71
3,97
Pa imen o
p edomian e
G á ico 4 – Índice de Caminhabilidade – Cen o e Baden u - Blumenau
(au o ia p óp ia)
5.1 Cen o
O Índice de Caminhabilidade do Cen o em 2015 oi de 6,7, pa a o o al dos 196 echos le an ados,
iden i icados no G á ico 5. Se compa a mos somen e os 149 echos es udados em 2005, cujo IC e a de
7,6, pode-se a i ma que o IC esul an e do Cen o em 2015 oi meno , o alizando 7,1.
Es es esul ados suge em que não hou e a manu enção adequada das calçadas no Cen o, esul ando em
uma pequena edução do IC de 2005 à 2015.
5.1.1 C i é ios que con ibuí am pa a o aumen o do IC
Em elação ao núme o de echos, de 2005 pa a 2015, hou e melho ias nas calçadas em elação às
a iá eis: la gu a da calçada, condições de piso e obs áculos.
5.1.2 C i é ios que con ibuí am pa a a diminuição do IC
Em elação ao núme o de echos, de 2005 pa a 2015, hou e conside á eis e ocessos nas a iá eis:
ni elamen o, mobiliá io u bano, iluminação, uso lindei o, a essia e ambien e psico-social.
No c i é io p o eção con a in empé ies aumen ou o núme o de echos com pon uação máxima, mas
ambém com pon uação mínima, não con ibuindo pa a o aumen o ou diminuição do IC.
G á ico 5 – Índice de Caminhabilidade no Cen o – Blumenau (SC)
(Piazza e Viei a, 2016, no p elo)
5.2 Baden u
O IC do Baden u em 2015 oi de 3,9 pa a os 63 echos le an ados, especializados no G á ico 6. Se
compa ados os 43 echos es udados em 2005, cujo IC e a de 1,8, o IC de 2015 oi mais ele ado, sendo
3,9, ou seja, maio que o dob o do IC de 2005, ep esen ando uma melho ia das calçadas naquele bai o.
5.2.1 C i é ios que con ibuí am pa a o aumen o do IC
Em elação ao núme o de echos, de 2005 pa a 2015, hou e conside á eis melho ias nos aspec os: la gu a
da calçada, condições de piso, obs áculos, ni elamen o, uso lindei o e ambien e psicossocial.
5.2.2 C i é ios que con ibuí am pa a a diminuição do IC
Em elação ao núme o de echos, de 2005 pa a 2015, hou e conside á eis e ocessos nas a iá eis,
sendo eles: p o eção con a in empé ies, mobiliá io u bano e a essia.
Nos c i é ios iluminação aumen ou o núme o de echos com pon uação máxima, mas ambém com
pon uação mínima, não con ibuindo pa a o aumen o ou diminuição do IC.