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PREÂMBULO
A ealização da p esen e Disse ação, enquad ada na Unidade
Cu icula A50 de P ojec o – Disse ação, ap esen a-se no âmbi o do
Mes ado In eg ado em A qui ec u a e U banismo da Escola Supe io
Gallaecia, endo como objec i o a ob enção do g au de Mes e.
A Disse ação oi desen ol ida no ano lec i o de 2017/2018 pela
discen e Juliana Mina Fe az, com o ien ação da P o .ª Dou o a
Go e i Sousa e da P o .ª Dou o a Ma iana Co eia.
O es udo “Habi a o Cen o His ó ico de Viana do Cas elo“, abo da as
ques ões le an adas pelas no as o mas de habi a o espaço
domés ico u bano, e as p oblemá icas associadas aos cen os
his ó icos.
A p esen e disse ação não oi ealizada segundo o no o aco do
o og á ico, po opção da candida a.
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AGRADECIMENTOS
Es e abalho oi elabo ado pa a a ob enção do g au de Mes e no
âmbi o da Disse ação de Mes ado em A qui ec u a e U banismo da
Escola Supe io Gallaecia.
Gos a ia an es de mais, de ag adece a odos os P o esso es da
Escola Supe io Gallaecia que con ibuí am pa a a elabo ação da
disse ação, mas em especial às minhas O ien ado as, P o .ª Dou o a
Ma iana Co eia e P o .ª Dou o a Go e i Sousa, pelos incen i os que
me ansmi i am e pela disponibilidade que semp e mos a am.
Não posso deixa de ag adece a odas as pessoas e en idades que
p es a am colabo ação e o nece am in o mações pa a a
in es igação desen ol ida. Designadamen e à Câma a Municipal de
Viana do Cas elo, ao A qui o de Viana do Cas elo e à Biblio eca
Municipal de Viana do Cas elo. De e e i igualmen e, os meus
ag adecimen os ao a q. José Lou ei o, ao a q.º Paulo Viei a e à a q. ª
Ma a Mon ei o.
Gos a ia ambém de ag adece hon osamen e, aos meus pais, i mãos
e amigos, que, desde o início me acompanha am e me mo i a am
pa a que es e abalho se conc e izasse.
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RESUMO
Es a disse ação oca-se no es udo das no as o mas de habi a o
espaço domés ico u bano, endo como base de análise concei os de
au o es de e e ência e o es udo de caso de uma ua do Cen o
His ó ico de Viana do Cas elo.
Es e es udo encon a-se ab angido pela ARU (Á ea de Reabili ação
U bana) da Câma a Municipal de Viana do Cas elo, que em como
in ui o incen i a a eabili ação do cen o his ó ico a é 2020,
o necendo apoios de ca ác e inancei o, en e ou os incen i os,
a ibuídos pelo Plano de Po meno do Cen o His ó ico.
A a qui ec u a da habi ação domés ica u bana depa a-se com
desa ios consequen es de uma sociedade em cons an e e ápida
ans o mação, o que le ou à in es igação dos no os concei os de
con o o, de lexibilidade ipológica, ma e iais de cons ução e de
adap abilidade na ans o mação dos usos do espaço domés ico
u bano.
O es udo de caso desen ol e-se num especí ico con ex o
a qui ec ónico, sociocul u al e his ó ico e p ocu a encon a
espos as pa a a p oblemá ica das no as o mas de habi a o espaço
domés ico.
A disse ação ap esen a a seguin e es u u a: o capí ulo I e e e-se à
iden i icação da p oblemá ica, aos objec i os, à me odologia, à
jus i icação da in es igação e à es u u a dos con eúdos; o capí ulo II,
e e e-se às p oblemá icas associadas aos cen os his ó icos, ao
papel da habi ação na con o mação da o ma u bana, às
componen es e e minologia sob e as no as o mas de habi a o
espaço domés ico u bano e aos concei os de con o o, de
lexibilidade ipológica, de ma e iais cons u i os e de adap abilidade
à ans o mação de usos; o capí ulo III abo da a e olução dos ipos de
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espaço domés ico u bano no cen o his ó ico de Viana do Cas elo, a
e olução e a di e sidade dos ipos de espaços domés icos u banos e
as di e en es abo dagens na p oblemá ica da eabili ação; o capí ulo
IV oca-se na análise mo ológica e ipológica e na análise indi idual e
compa a i a dos es udos de caso e espec i a in e p e ação. Po
úl imo, o capí ulo V ap esen a a sín ese dos esul ados e espec i as
conclusões.
Des a o ma, a a és da análise indi idual das ichas de es udo de
caso, e da análise compa a i a, elabo ada nos quad os sín ese,
conclui-se que a maio ia das habi ações do es udo da ua do Cen o
His ó ico de Viana do Cas elo eúne as condições necessá ias pa a
in odução dos concei os es udados.
Pala as cha e: habi a , con o o, lexibilidade e adap abilidade.
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ABSTRACT
This disse a ion ocus on he s udy o new ways o inhabi ing he
u ban domes ic space, based on he analysis o concep s om
au ho s and a case s udy in Viana do Cas elo.
The u ban domes ic housing a chi ec u e is acing challenges
esul ing om a socie y ha is in cons an and apid ans o ma ion.
The new concep o lexibili y, oge he wi h he e sa ili y and
adap abili y o he domes ic space is impo an in u ban housing o
i mode n li es yles, in o de o mee he needs and he in e es s o
he use s.
The case s udy heme is de eloped in an a chi ec u al, socio– ul u al
and his o ical con ex and ies o ind answe s o he esea ch
p oblem associa ed o he new ways o inhabi ing he domes ic
space.
The Disse a ion is s uc u ed as ollows: Chap e I e e s o he
iden i ica ion o he p oblem, he objec i es, he me hodology, he
s a e o he a and he con en s uc u e. Chap e II e e s o new
heo e ical concep s abou he u ban dwelling; he con empo a y
speci ici y o housing in ci ies wi h an his o ic cen e ; he ole o
housing in shaping u ban o m. Chap e III discusses he e olu ion o
he ypes o domes ic space in he his o ic ci y o Viana do Cas elo.
Chap e IV p o ides a mo phological and ypological analysis o case
s udies wi h hei ela ed syn hesis. Finally, Chap e V p esen s he
summa y o esul s and conclusions.
Thus, h ough he indi idual analysis o each o he case s udy shee s,
he compa a i e analysis and hei conela ion, i is concluded ha he
majo i y o he dwellings ega ding he s udy o a s ee loca ed in o
he His o ical Cen e o Viana do Cas elo mee he necessa y
condi ions o he in oduc ion o hes udied concep s.
Key wo ds: li ing, com o , lexibili y and adap abili y.
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ÍNDICE
P eâmbulo
Ag adecimen os
Resumo
Abs ac
Capí ulo I
: In odução
1.1 Iden i icação da p oblemá ica……………………………….…………………15
1.2 Objec i os………………………………………………………………………………..16
1.3 Me odologia…………………………………………………………………………….17
1.4 Jus i icação da In es igação…………………………………………………….18
1.5 Es u u a dos con eúdos………………………………………………………….19
Capí ulo II
: Cidade e Residência: o concei o do Habi a U bano
2.1 P oblemá icas associadas aos cen os his ó icos……………….…...23
2.2 Papel da habi ação na con o mação da o ma u bana………..….37
2.3 Componen es e e minologia sob e as no as o mas de habi a o
espaço domés ico u bano………………………………………………………..41
2.3.1 Con o o…………………………………………………………………..45
2.3.2 Flexibilidade ipológica…………………………………………....49
2.3.3 Ma e iais cons u i os……………………………………………..63
2.3.4 Adap abilidade à ans o mação de usos………………..77
Capí ulo III
: A habi ação no Cen o His ó ico de Viana do Cas elo
3.1 E olução e di e sidade dos ipos de espaços domés icos………..85
3.2 Di e en es abo dagens na p oblemá ica da eabili ação ………….95
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Os es udos de caso o am ealizados a a és de documen os
o necidos pelos esiden es das habi ações jun amen e com
documen os cama á ios.
1.4 Jus i icação da In es igação
O es udo dedica-se à p oblemá ica no âmbi o da eabili ação dos
cen os his ó icos pela impo ância e necessidade de in e enção que
es es êm indo a assumi nas polí icas u banís icas. As condições de
habi ação dos edi ícios dos cen os his ó icos não se encon am
ainda em con o midade com os pad ões de con o o e salub idade
exigí eis numa cidade e numa sociedade que se que mode na e
desen ol ida. Nes a ac ual sociedade em cons ução, as cidades
podem desempenha um papel cha e, pois cons i uem locais
p i ilegiados de concen ação de populações e de ac i idades
económicas e cul u ais capazes de imp imi um dinamismo cada ez
mais a ac i o.
O in e esse pelo desen ol imen o des e es udo, jus i ica-se pelo
ca ác e ino ado , o iginal e singula de que se e es e. A p imei a
azão elaciona-se com o ac o de a ua do Tou inho não possui um
supo e documen al quan i a i o dedicado ao cen o his ó ico de
Viana do Cas elo. Ainda que possam exis i , em eposi ó ios abe os
de ou as uni e sidades, alguns documen os de in es igação
cien í ica e académica inse idas em P o as Finais, Teses de Mes ado
ou Dou o amen o, elacionados com es udo da habi ação domés ica
nos cen os his ó icos de algumas cidades, ela i amen e à ua do
Tou inho não se encon am es udos documen ados e e en es ao
ema em es udo. Um ou o ac o incisi o na escolha des a emá ica
ad ém do pa icula in e esse pelo es udo de uma ua que, pelas
suas ca ac e ís icas ísicas, sociais e cul u ais, é p opícia a uma
in es igação mais ap o undada.
A escolha des a p oblemá ica pa a desen ol e como Disse ação
passa ambém pela sua singula idade, a endendo-se ao insu icien e
núme o de es udos ipológicos e mo ológicos exis en es sob e a ua
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do Tou inho. A apidez e a p o undidade das mu ações u banas
pugnam po uma plani icação coo denada da equali icação do
cen o his ó ico, no âmbi o do concei o de lexibilidade e de
adap abilidade das habi ações domés icas u banas.
1.5 Es u u a do abalho
O co po des e abalho es á es u u ado em cinco capí ulos.
Capi ulo I
O capí ulo I e e e-se ao capí ulo in odu ó io onde se ap esen am as
azões da p esen e disse ação e se de e minem pa âme os em que
a mesma se desen ol e. Nes e capí ulo se á ealizado a iden i icação
do objec o de es udo, a p oblemá ica de in es igação, a de inição dos
objec i os, a e e ência das on es consul adas e as me odologias
adop adas na elabo ação des a in es igação.
Capi ulo II
O capí ulo II, abo da os concei os eó icos do habi a u bano, a
p oblemá ica do habi a nos cen os his ó icos, o papel da habi ação
na con o mação da o ma u bana e os componen es e a e minologia
sob e as no as o mas de habi a o espaço domés ico u bano como o
con o o, a lexibilidade ipológica e a adap abilidade à
ans o mação de usos.
Capi ulo III
Es e capí ulo dedica-se ao enquad amen o da habi ação no cen o
his ó ico de Viana do Cas elo, com o es udo dos aspec os ge ais
sob e a e olução e di e sidade dos ipos de espaços domés icos
u banos e as di e en es abo dagens na p oblemá ica da eabili ação
habi acional do cen o his ó ico de Viana do Cas elo.
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Capi ulo IV
O capí ulo IV baseia-se na análise mo ológica e ipológica de es udos
de caso na Rua do Tou inho no cen o his ó ico de Viana do Cas elo.
Nes e capí ulo são elabo adas análises indi iduais dos es udos de
caso a a és das ichas que in eg am o le an amen o de cada
habi ação e o es udo da sua o ganização espacial. Com base na
e e ida análise indi idual é elabo ada uma análise compa a i a dos
mesmos onde são elabo ados quad os – sín ese e analisado o ní el
de adequação das e minologias das no as o mas de habi a ,
es udados no capí ulo II.
O capí ulo V e e e-se às conclusões ge ais e especí icas da
in es igação.
Na ealização des a disse ação o na-se undamen al eco e à
e isão de di e en es au o es de e e ência, de o ma a enquad a os
concei os ap esen ados. Numa p imei a ase ealizou-se a e isão da
li e a u a elacionada com a p oblemá ica da in es igação e
pos e io men e oi ealizada uma selecção e e isão de bibliog a ia
mais especí ica.
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CAPÍTULO II
Cidade e Residência: o concei o do Habi a U bano
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2.1 P oblemá icas associadas aos cen os his ó icos
Nos úl imos séculos, com a Re olução Indus ial e i icou-se um
c escimen o demog á ico u bano e em con apa ida, um abandono
do meio u al. A Re olução Indus ial ouxe al e ações es u u ais
nas cidades, mas o mode nismo e olucionou a o ma da cidade.
Na p imei a me ade do séc. XX, após a Segunda G ande Gue a e a é
aos anos sessen a e aos anos se en a, a cidade adicional oi
subs i uída po um modelo no o (Lamas, 2010, p. 303)
.
Segundo Lamas (2010), a génese da cidade mode na e e dois
g andes pe íodos. O p imei o, si uado en e duas gue as, designa-se
pelo pe íodo das o mulações eó icas e expe imen ais em que os
a qui ec os “mode nos” se lança am em oposição à u banís ica
adicional e se deb uça am sob e a o ganização da es u u a e sob e
a mo ologia da cidade. É nes e con ex o que o qua ei ão, a ua e a
p aça dão p io idade às ipologias de o e, de banda e de bloco. O
segundo pe íodo, ma cado pelo im da Segunda Gue a Mundial a é
aos anos se en a, eco e de o ma acele ada, a cidade com
habi ação, bai os e cen os u banos.
Es e ipo de cons ução “mode na” em al u a, oi se iamen e
c i icada e con es ada na época designada po U banís ica
Ope acional. T a ou-se de uma ase de di e en es concei os como a
cidade–ja dim, a unidade izinhança, as expe iências alemãs,
holandesas e aus íacas, o acionalismo e uncionalismo da Ca a de
A enas, as ideias de Le Co busie e as inicia i as dos CIAM
1
.
Es as expe iências êm um objec i o comum: a ejeição da cidade
adicional e a implan ação dos no os modelos de o ganização do
espaço u bano, negando-se a es u u a adicional do ecido u bano
de ma iz his ó ica.
1
CIAM – Cong essos In e nacionais de A qui ec u a Mode na
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Segundo a Ca a de A enas (ICOMOS.1933), a cidade é planeada num
concei o de ob iga o iedade em isola , sepa a e a uma as
p incipais unções da cidade, designadamen e o habi a , o abalha ,
o laze , o ec ea e o ci cula bem como a ende às deslocações
necessá ias pa a o desempenho des as ac i idades. A cidade
desenha-se po zonas com unções di e enciadas e po sis emas
independen es: sis emas de ci culação, de habi ação, de
equipamen os, de abalho e de ec eio com uncionalidade
au ónoma ”A consequência des e p ocesso se á a au onomização e
independência ísica dos á ios sis emas en e si, ou seja, os á ios
elemen os que es u u am a cidade deixa ão de se elaciona espacial
e o malmen e“ (Lamas, 2010, p. 303)
.
A Ca a de A enas desc e e:
A ida da cidade mani es a-se a a és dos séculos po ob as
ma e iais, açados ou cons uções, que lhe con e em pe sonalidade
p óp ia e das quais nasce, pouco a pouco, a sua alma. Es as ob as são
os es emunhos p eciosos do passado que se ão espei ados, pelo
seu alo his ó ico ou sen imen al (CIAM, 1933, ci ado po Co eia &
Lopes, 2004, p.51).
O Cong esso In e nacional de A qui ec u a Mode na p omo e e
publici a as ideias da a qui ec u a e da u banís ica mode na. O
cong esso ap o unda o es udo da o ma u bana e do desenho do
espaço ci adino que na década de sessen a, a qui ec os, sociólogos,
en e ou os p o issionais e a p óp ia população mani es am
eacções de con es ação ao u banismo da cidade mode na, Go don
Cullen alo iza a as sequências espaciais em pequena escala e seus
po meno es, Ke in Lynch eco e ao desenho da cidade, alo izando
a imagem isual (Lamas, 2010, p. 386).
Rossi inse ido num mo imen o designado de Tendenza, de ende a
impo ância da cidade his ó ica, da a qui ec u a do desenho da
cidade e da eabili ação das o mas u banas adicionais. É nes a
sequência de ideias, que a cidade an iga passa a se conside ada
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como um luga de g ande alo . Eme gem no as soluções e no os
pensamen os, em elação ao u u o a qui ec ónico que se designou
de “No o U banismo”
2
. O no o u banismo signi ica: “…a con es ação
à u banís ica ope acional bu oc á ica a às suas o mas, p ocu ando
no os caminhos no desenho da cidade” (Lamas, 2010, p. 389). A
dis inção en e o no o u banismo e o u banismo mode no é a
in luência das elações mo ológicas p esen es na cidade adicional.
Segundo Asche (2010), es a e olução u bana oi e olu i a, es ando
já ins alada uma e olução u bana mode na com “e oluções
conside á eis nas p á icas quo idianas dos ci adinos, nas o mas das
cidades, equipamen os públicos e nos se iços, na ipologia dos
luga es u banos, nas a i udes em elação à na u eza e ao
pa imónio…” (2010, p. 61).
Hoje i e-se uma e olução digi al que a ec a o assen amen o
humano, a o ma de i e e de abalha . A sociedade i e em
cons an e ans o mação, a um i mo acele ado: “A di e sidade
aumen a igualmen e em i ude da acele ação das mudanças dos
modos de ida e dos sis emas de alo es.” (Asche , 2010, p. 42).
Segundo Vega a e Ri as (2004), o inicio do século XXI a a essa uma
das maio es ans o mações da his ó ia da humanidade, com
consequências no espaço económico, polí ico, social e
a qui ec ónico.
As dinâmicas u banas dependem da e olução das ecnologias desde
os p imó dios da esc i a à in e ne , passando pela in enção da
imp ensa, do caminho-de- e o, do ca o eléc ico, do ele ado , do
au omó el chamados sis emas de mobilidade, “sis emas bip”
3
. Pode-
se dize , que oi g aças à in enção e ao a anço des as ecnologias
que o c escimen o das cidades se o nou possí el.
2
New U banismo
3
Tecnologias de T anspo e e A mazenamen o de bens, de in o mações e de pessoas.
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A sociedade es u u ada unciona como uma sé ie de edes
in e ligadas que assegu am uma mobilidade ac escida às pessoas,
aos bens e à in o mação o que, num sis ema económico
in e nacional, se designa de globalização:” …a cidade se o na cada
ez mais o luga da di e ença, ace o de mino ias cul u ais, eligiosas,
linguís icas, é nicas, de ní eis de enda, de es ilos de ida, de
a qui ec u as … que ad ém em um pe íodo no qual odo o sujei o e
oda ac i idade são cada ez mais o emen e a aídos em elação
aos di e sos aspec os da globalização (Secchi, 2006, p. 89).”.
G aças ao desen ol imen o de anspo es e das elecomunicações,
es e p ocesso de u banização passa po um c escimen o u bano,
o ganizado em edo das aglome ações mais impo an es, a que se
dá o nome de me opolização.
As soluções adap adas a di e en es con ex os e a he e ogeneidade
azem as cidades c esce de o ma mais ac ual e di e si icada,
embo a assen e no edi icado an igo. Po an o, cons ui a cidade é
e em con a a di e sidade de si uações, de espaços e de modos de
ida. Asche de ende: “É p eciso, po an o, acaba com uma
ep esen ação nos álgica da cidade eu opeia que conside a que udo
o que é u bano de e se denso e con ínuo” (Asche , 2010, p. 107).
Quando se ala na es u u ação das cidades, implica a
come cialização dos seus p oblemas, das suas po encialidades e da
c iação das melho es condições pa a os seus habi an es “…es u u a
uma cidade sem nos alhea mos da o alidade dos p oblemas começa
pelo c ia de condições pa a os seus habi an es de modo a não se
sen i em ob igados a abandoná-los pa a os g andes cen os do
país…” o nando o luga mais adequado aos di e en es modos de
ida e “implica sob e udo, sa is aze as necessidades básicas dos
habi an es no meio u bano em que i em se aí quise em pe manece ”
(Po as, 2005, p. 158).
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As no as o mas de u banização de em conside a o pe il das
cidades exis en es. Num es o ço conjun o dos in e enien es no seu
p ocesso de es u u ação, as cidades de em se pensadas e
plani icadas caso a caso, a endendo aos seus alo es cul u ais, sociais
e pa imoniais. “Qualque cidade em elemen os ca ac e ís icos que
não são necessa iamen e conside ados como pa imónio nacional
mas que são impo an es po que é a a és deles que o cidadão
equen emen e se iden i ica como a sua “ e a”. É esse pa imónio
que cons i ui a o iginalidade de uma e a, sendo po isso um g ande
alo de cul u a local e egional, e ambém um alo de cul u a
a qui ec ónica, his ó ica e emocional” (Po as, 2005, p. 160).
É na elação das es u u as das cidades, que su gem como pon os de
in e esse u banís ico, os cen os his ó icos. Segundo Lamas (2010), o
cen o his ó ico, é pa e ac i a da cidade, é o núcleo cen al de um
conjun o u bano. O cen o his ó ico, na época da Re olução
Indus ial so eu al e ações a ní el de assen amen o endo a
expansão da cidade le ado consigo os seus habi an es. Assis iu-se a
uma dese i icação dos cen os his ó icos que i am a sua população
eduzida a uma aixa e á ia socialmen e en elhecida. Nes e con ex o
de desen ol imen o das cidades, assis iu-se a que, em meados do
séc. XIX, as cidades eu opeias enham mudado o seu plano
es u u al, em necessidade de espos a ao c escimen o demog á ico
e ao desen ol imen o indus ial. Es as al e ações a ní el de
anspo es, de ci culação e de no os concei os de higiene e de
con o o, ouxe am pa a além da sua expansão, a eno ação dos
cen os his ó icos. A pa i da segunda me ade do século XIX a é ao
im da Segunda Gue a Mundial, no séc. XX o na-se p emen e a
adap ação da cidade an iga aos ideais de uma no a ida social.
Assis e-se des e modo a uma conjugação en e des uição/ eno ação
no que conce ne ao embelezamen o, à ci culação e ao
uncionamen o da cidade.
Po ol a dos anos sessen a, mui os dos cen os his ó icos azem
pa e da p oblemá ica u banís ica passando a se objec o de es udo.
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Res au o
A igo 9.º:O es au o é uma ope ação al amen e especializada que
de e e um ca ác e excepcional. Des ina-se a p ese a e a e ela
os alo es es é icos e his ó icos dos monumen os e baseia-se no
espei o pelos ma e iais o iginais e po documen os au ên icos. Não
de em se emp eendidos es au os quando se es á em p esença de
hipó eses isando econs i uições conjec u ais. Nes es casos,
qualque ac escen o ou complemen o, que se econheça
indispensá el, po azões es é icas ou écnicas, de e á ha moniza -se
a qui ec onicamen e com o exis en e e deixa cla a a sua
con empo aneidade. O es au o de e á se semp e p ecedido e
acompanhado de um es udo a queológico e his ó ico do
monumen o.
Sí ios monumen ais
A igo 14.º: Os sí ios monumen ais de em se objec o de cuidados
especiais a im de sal agua da a sua in eg idade e de assegu a a sua
limpeza, o ganização ha moniosa e alo ização. Os abalhos de
conse ação e de es au o a e ec ua nos sí ios monumen ais de em
inspi a -se nos p incípios enunciados nos a igos p eceden es.
(ICOMOS.1965)
A Ca a de Washing on de 1987, diz espei o, mais p ecisamen e, às
cidades g andes ou pequenas e aos cen os ou bai os his ó icos, que
exp essam os alo es. Es a Ca a de ende os alo es a p ese a de
ca ác e his ó ico da cidade e o conjun o de elemen os ma e iais e
espi i uais que lhe de e minam a imagem, em especial:
- A o ma u bana de inida pela malha undiá ia e pela ede iá ia;
- As elações en e edi ícios, espaços e des e espaços li es;
- A o ma e o aspec o dos edi ícios (in e io e ex e io ) de inidos pela
sua es u u a, olume, es ilo, escala, ma e iais, co e deco ação;
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- As elações da cidade com o seu ambien e na u al ou c iado pelo
homem;
- As ocações di e sas da cidade adqui idas ao longo da sua his ó ia.
Qualque a aque a es es alo es comp ome e ia a au en icidade da
cidade his ó ica (ICOMOS, 1987, ci ado po Lopes & Co eia, 2004,
p.215).
A Ca a de C acó ia (2000), ci a que al es udo de e es a ligado à
pesquisa plu idisciplina : sob e ma e iais e ecnologias usadas na
cons ução, epa ação e no es au o do pa imónio edi icado. A
in e enção escolhida de e espei a a unção o iginal e assegu a a
compa ibilidade com os ma e iais, as es u u as e os alo es
a qui ec ónicos exis en es. De e es imula -se o conhecimen o dos
ma e iais e écnicas adicionais de cons ução, bem como a sua
ap op iada manu enção no con ex o da sociedade con empo ânea,
conside ando-as componen es impo an es do pa imónio cul u al
(Ca a de C acó ia, 2000, ci ado po Lopes & Co eia, 2004, p.293).
Des e modo os planos de sal agua das só de e ão se cons i uídos
após a ealização de es udos cien í icos ealizados po equipas
plu idisciplina es compos as po :
- especialis as em conse ação e es au o, incluído his o iado es de
a e;- a qui ec os e u banis as;
- sociólogos e economis as;- ecologis as e a qui ec os paisagis as;
- especialis as em saúde pública e segu ança social, e, em ge al, po
odos os especialis as em disciplinas elacionadas com a p o eção e
alo ização dos conjun os his ó icos (UNESCO, 1976, ci ado po ,
Lopes & Co eia ,2004, p.179).
No en an o, es es ideais não podem se o almen e acolhidos,
a endendo à e olução e às mudanças impe uosas nos modos de ida
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da sociedade mode na. Se po um lado, as pessoas p imam po uma
adap ação às no as o mas de ida mais con o á el, po ou o
eagem quando o plano é excessi amen e eno ado , con es ando o
aniquilamen o de bens aos quais es ão es i amen e ligados. A
au en icidade do pa imónio u bano exige abe u a na men alidade e
lexibilidade, sendo que cada caso é um caso e es á inse ido
pa icula men e num uni e so socioeconómico, cul u al e ambien al.
“ En la cuidad con i en lo iejo y lo nue o, lo que la his ó ia p opone
como alioso y lo que in e esa pa a el u u o “ (Vega a & Ri as, 2004,
p. 155).
Em sín ese, o cen o his ó ico em de da espos a a p oblemas que
se colocam hoje, como po exemplo a habi abilidade, os espaços
e des de ec eio e laze , o es acionamen o na p oximidade da
esidência e a o e a de equipamen os sociais, de ensino e
despo i os e de comé cio local essenciais à sua exis ência. A
qualidade do espaço público ganha signi ica i a impo ância na
e i alização dos cen os his ó icos uma ez que os espaços de laze
sa is azem o bem-es a dos cidadãos esiden es e não esiden es. A
o e a de equipamen os colec i os e se iços ajus ados às
necessidades dos habi an es, que ão desde o pa que in an il ao
cen o de dia ou a esidências pa a idosos, escola básica, aos campos
de jogos, aos ginásios e ou os, passam a cons i ui uma mais- alia
pa a a ixação da população esiden e.
Des a o ma, os espaços públicos e p i ados adop a am uma elação
de dualidade impo an e que se aduz na o ma u bana na qual, os
cen os his ó icos pode ão su gi como uma opo unidade e como
uma p imei a escolha de luga pa a i e .
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2.2 O papel da habi ação na con o mação da o ma u bana
O concei o habi a , segundo Vega a e Ri as (2004
),
es e e
his o icamen e condicionado pelas ino ações que se c ia am, o que
al e ou as o mas de habi a , o modo de p oduzi , as elações sociais,
a o ganização polí ica, o e i ó io e as cidades.
Segundo Lamas (2010), a o ma u bana consis e na o ganização do
espaço ans o mando-o como o ma esolu i a dos p oblemas da
cidade. As ciências u banís icas e de a qui ec u a de e ão e semp e
um espí i o in e en i o assen e na a iculação dos elemen os
mo ológicos que cons i uem o espaço u bano. Cada ua ou cada
p aça êm a sua pa icula idade nos edi ícios que as de inem e as
es u u am como unidades espaciais e como elemen os
mo ológicos. A o ma ísica de um espaço implica semp e uma
dimensão e uma escala que, embo a sem limi e especí ico, cons i ui
uma o ma u bana.
Os cen os his ó icos cons i uem unidades de espaço u bano com
o ma p óp ia. Segundo Cullen, os seus elemen os mo ológicos, as
suas ca ac e ís icas e dimensões, os pa imen os, as co es, as ex u as
e a ege ação, o ganizados en e si, desenham a o ma u bana.
Pa a Lamas (2010) é a a és dos edi ícios e com a sua o ganização
di e enciada como a ua, a p aça e o beco que se cons i ui o espaço
u bano. Segundo o au o , cada espaço u bano em a sua p óp ia
exp essão a qui ec ónica que o ca ac e iza. As a cadas, as a andas
são elemen os ca ac e izado es de espaços p óp ios, dando-lhes
singula idade e iden idade pa icula .
O au o Coelho (2009) a i ma que pa a aze cidade é necessá io
habi ação e po conseguin e não az sen ido exis i cidade sem
habi ação, des e modo e com apoio na análise das in e enções
habi acionais conside adas mais adequadas, ealizadas com base em
p ojec os de a qui ec u a u bana,
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Rossi de ende que “ A cidade semp e oi amplamen e ca ac e izada
pela esidência” (Rossi, 2001, p. 96), o espaço esidencial az pa e da
cons i uição do ecido u bano e sem ele a cidade deixa de exis i . Os
espaços esidenciais e a ca ac e ização das ipologias es ão
in imamen e ligados à o ma u bana. “A ipologia edi icada
de e mina a o ma u bana, e a o ma u bana é condicionado a da
ipologia edi icada, numa elação dialéc ica “ (Lamas, 2010, p. 86).
Fig. 3 Di e en es Fo mas U banas
Fig. 4 A Fo ma U bana da pa e me idional de Manha an, New Yo k
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Segundo Lamas (2010
),
é no pe íodo en e as duas gue as, pe íodo
de e olução na a qui ec u a e no u banismo, que se in ensi ica uma
ipologia no habi a esidencial. Es a ipologia e e início nos
qua ei ões dos bai os holandeses, alemães e na Uni é d´Habi a ion
de Le Co busie em que o ipo edi icado ai o igina e de e mina a
o ma u bana. A Uni é d´Habi a ion, c iada po Co busie é apoiada
na cons ução de ipo bloco colec i o e alo iza os p incípios da
e olução e da indus ialização. T a a-se de um modelo u banís ico
desenhado pa a desen ol e um sis ema de cidade dispos o na
e ical. É nes e pe íodo his ó ico, que a o ma u bana se de ine não
só como esul ado mas ambém como p omo o a da ipologia
edi icada.
Pa a Lamas (2010), as polí icas pa a os cen os his ó icos de em se
a iculadas com as polí icas que se desenham pa a a globalidade da
cidade. A ecupe ação dos cen os his ó icos implica, como já
an e io men e e e ido, uma capacidade de da espos a aos mui os
p oblemas ad indos aquando da es u u ação da cidade e não isola -
se como um núcleo echado em si p óp io. Os cen os his ó icos são
pa e in eg an e na plani icação do conjun o u bano do qual depende
e se az depende .
De uma o ma ge al, as cidades his ó icas ap esen am uma
ca ac e ização de uma ipologia de cons ução es ei a e comp ida e
com a iados ipos de cé ceas com u ilidade mis a. Os pisos
supe io es des ina am-se a habi ação, enquan o que o piso é eo,
com ligação di ec a à ua, se desen ol ia numa mul iplicidade de
unções e ocupações ge almen e come ciais nomeadamen e lojas,
o icinas, en e ou os. A mis u a uncional habi ação / se iços é uma
solução a o á el. Enquan o a unção esidencial p ocu a um
ambien e mais calmo e eca ado, as ou as unções bene iciam de
ambien es de maio dinamização.
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Segundo Lamas (2010), os p incípios de endidos na Idade medie al
passa am pela ideia de que i e e a sinónimo de abalha . Daí o
ac o de as o icinas de a esãos e a is as se em ex ensões na u ais
da casa.
A ac i idade p incipal desen ol ida na cidade medie al, o comé cio,
os se iços en e ou os, con ibuíam pa a a dinamização dos cen os
his ó icos, ga an indo alguma segu ança e bem – es a aos ci adinos:
“Os come cian es de p oximidade o e ecem não somen e se iços
ú eis pa a os ci adinos mas desempenham ambém um papel
impo an e na animação da ida u bana e na quali icação e
segu ança dos espaços públicos. Po que não ajuda-los?”
(Asche ,
2010, p. 120).
Es a ac i idade das cidades oi-se modi icando ao longo dos empos
pela al e ação no modo de ida das pessoas. C iou-se uma es u u a
de ida mui o i egula com a modi icação das es u u as amilia es,
com ho á ios ince os, mais a dios e ambém com a mobilidade dos
locais de abalho. As condições de ci culação de anspo es e de
es acionamen o adequadas à mo ologia u bana con inuam a aze
pa e dos á ios p oblemas pa a os cen os his ó icos. Na maio pa e
dos casos não é possí el c ia es acionamen o no in e io dos lo es,
dada a eduzida dimensão das achadas e do p óp io lo e. A al a de
equilíb io da composição a qui ec ónica das achadas e a es u u a
in e io do p óp io edi ício cons i uem ambém uma das
condicionan es pa a a solução do e e ido p oblema, segundo Lamas
(2010).
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2.3 Componen es e e minologias gené icas ela i as às no as
o mas de habi a o espaço domés ico u bano
Nos empos ac uais, habi a os cen os das cidades de e ia cons i ui
uma p ocu a dos cidadãos e se enca ado como uma mais- alia à
sus en abilidade. Segundo Secchi (2006), os cen os u banos,
esquecidos no empo em a o ecimen o das cons uções pe i é icas
e me opoli anas, de e ão passa a se mais conside ados e mais
en endidos como uma o ma de sus en abilidade. Na e dade, a
eabili ação dos cen os his ó icos pode se pensada como concei o
de sus en abilidade a á ios ní eis: económico, ecológico e
ambien al.
Habi a no cen o his ó ico pe mi e a lexibilidade de esidi e
abalha num mesmo espaço ou em acções independen es ou
mesmo a uma dis ância maio mas semp e com a possibilidade de se
pode desloca a pé ou de bicicle a op imizando cus os de
deslocação, de p o ecção da camada de ozono e a é a p á ica de
exe cício ísico endo em con a a sus en abilidade ecológica. Ou a
an agem em habi a o cen o é a possibilidade de c ia condições e
espaços de cul i o p óp io de alimen os necessá ios pa a au o-
consumo. Es e ipo de soluções ende a aumen a e a in eg a -se no
es ilo de ida das pessoas. A maio pa e des e ipo de habi ações
possui pequenos ou g andes log adou os que, cada ez mais são
ap o ei ados.
O Es ado, jun amen e com as au a quias, de e e um papel
undamen al na p omoção da habi abilidade dos cen os his ó icos,
c iando pa a isso condições a ac i as e di e si icadas. A p óp ia
ipologia de habi ação de e á co esponde aos seus u en es
a endendo às di e en es aixas e á ias e às di e en es classes sociais e
cul u ais. São es es ac o es, jun amen e com a a iedade de
a acções cul u ais e de possibilidades da c iação de emp egos, que
azem as cidades c esce .
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Com o a ança dos empos, as o mas de i e dos cidadãos so e am
al e ações pa alelamen e à mudança dos hábi os. “Cambios en los
p óp ios modos de ida que hoy se adi inam sensibles – y, po an o,
ambién en las espues as a qui ec ónicas a ellos e e idas…” (Gausa
& De esa, 2010, p. 141).
Fig. 5 Rep esen ação da es a u a social da cidade con empo ânea de 1853.
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É na sequência des as al e ações que su ge a necessidade de pensa
a habi ação, adap ando-a às no as ealidades. O desen ol imen o
das ecnologias, das elecomunicações e da sus en abilidade, ou seja,
es a o ma de comunicação em ede, eio acili a a oca de
in o mação o nando-a mais céle e e mais globalizada. As no as
o mas de habi a o espaço domés ico u bano es ão ambém
associadas ao desen ol imen o dos ma e iais, po sua ez, aliados ao
p og esso dessas ecnologias, o nando o espaço de habi a , de laze
e de con í io mais lexí eis e mais e sá eis. É nes a sequência que
su ge um no o concei o, o de mobiliá io mó el, um concei o
acili ado nas di e en es unções de compa imen os mu á eis ao
longo do uso da habi ação:
“ Há cada ez mais a possibilidade dos âmbi os não se em só os
da sala de e eições, cozinha, e c , mas que sejam an es o
espaço pa a o elax , pa a a in e acção ou o espaço com uma
missão mais elacional onde se possam jun a unções em
á eas mais amplas. Com as no as ecnologias, podemos ala
do espaço do ele abalho, da p ojecção e comunicação.”
(Gausa & De esa, 2010, p. 53).
São ac os esul an es do es udo des as al e ações na o ma de
habi a o espaço domés ico u bano os au o es de e e ência como,
de en e ou os, Allison e Pe e Sim ho s, men o es do p ojec o
“Casa del Fu u o”, Chanéac com a aplicação de no os ma e iais na
época, Shige u Ban com a “Pape House”, uma c iação de espaços
amplos e lexí eis e Toyo I o com o p ojec o da casa Pao em que a
lexibilidade do espaço é u ilizada ao ex emo. Es es au o es
des acam-se pelo es udo que ealiza am ela i amen e à
ans o mação da o ma de habi a , nomeadamen e na u ilização de
espaços mais lexí eis segundo a Re is a a+ (1999).
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50
amaño , g an núme o de pe sonas y de ac i idades.” e ”La casa es
una sala que se coloniza g acias a los âmbi os que es os muebles
sugie en po su disposición o po sua o ma – como las camas com
dosel que pa ecen ep oduci una habi ación“ (Mon eys & Fue es,
2001, p. 104).
A sociedade ans o mou-se, o modo de ida al e ou-se, a es u u a
amilia so eu mudanças, a educação adap ou-se, o ca o, o ele one
e a p á ica eligiosa acompanha am as al e ações da sociedade e o
concei o de é ias ab iu no os ho izon es. Mas o p og ama
habi acional man e e-se o mesmo e coube aos a qui ec os in e i de
uma o ma mais ac ual e adequada, adap ando os espaços in e io es
das habi ações às no as o mas de ida, segundo Mon eys & Fue es,
(2001).
É es a necessidade de mudança que ai ede ini o espaço domés ico
público e p i ado. Is o é, ai eo ganiza as compa imen ações,
como ins alações sani á ias, qua os, cozinhas e a má ios de o ma a
o na em o espaço de habi a mais lexí el e mais e sá il.
O a anço das ecnologias, dos p óp ios sis emas a qui ec ónicos e
dos sis emas cons u i os pe mi e uma di e sa conjugação de
espaços a escalas di e enciadas. Encon am-se ambém o uso dos
elec odomés icos, sis emas de som, compu ado es, en e ou os
sis emas mais complexos como aspi ação cen al, in e ne , cabo
que, po se e em o nado cada ez mais imp escindí eis no dia-a-
dia, êm de es a conside ados na p ojecção dos di e en es espaços.
Hoje, ao esul ado do a anço das no as ecnologias, é possí el c ia
num mesmo espaço, á ios cená ios dis in os, a a és de elemen os
mecanizados como pa edes amo í eis.
Pode-se dize que a ans o mação da sociedade esul a em pa e da
e olução das ecnologias e oi g aças ao seu desen ol imen o que o
c escimen o das cidades se o nou possí el. É o apa ecimen o de
uma no a economia do conhecimen o e da in o mação que
ca ac e iza a sociedade ac ual. A exp essão “no a economia” ab ange
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51
as no as ecnologias de in o mação e de comunicação (ha dwa e e
so wa e), a ne -economia, ou seja, as ac i idades económicas
dependen es do uso da in e ne e ainda a economia cogni i a que
comp eende o uso da in o mação e dos p ocedimen os na p odução,
na enda e na aplicação dos conhecimen os nas ac i idades
indus iais e nos se iços segundo Asche (2010).
Es a no a economia exige uma a iculação en e o capi al cogni i o
nas pessoas, nas máquinas e na o ganização. Há uma alo ização dos
sabe es, do sabe aze , nas elações pessoais, na c ia i idade, e c.
“O desen ol imen o da ne - economia (comé cio elec ónico de
e alho e en e emp esas, o chamado e - comé cio, a e - o mação,e
ele -sensino, e- ec u amen oe e-pessoal empo á io, e-saúde e
elemedicina, e-banco/segu os, e-bolsa, e-segu ança e ele igilancia ,
e e-in o mação e elejo nais, e c.) muda os c i é ios de localização
das ac i idades e pa icipa nomeadamen e na econ igu ação das
cen alidades e das especializações come ciais.” (Asche , 2010, p.
54).
A al e ação de usos e mesmo das elações sociop o issionais le ou, a
que algumas pessoas deixassem o seu local de abalho e passassem
a abalha nos seus espaços domés icos.
É nes e con ex o que as habi ações u banas, pa icula men e as dos
cen os his ó icos, pe mi em uma lexibilidade de unção e de uso. A
pe meabilidade de habi a num piso e de abalha nou o e a
agilidade de deslocação azem uma mais- alia na sus en abilidade
de cus os, e elando-se adequadas aos modos de ida
con empo âneos, segundo Asche (2010).
Resul an e do pe íodo pós-indus ial, es a e sa ilidade eio esol e
e acili a as ques ões de mobilidade, de comunicação e de abalho
com que o mundo de hoje se depa a. Es e ipo de es u u a social em
ede alimen a uma no a solida iedade, c iando in e dependência
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en e indi íduos mas semp e no sen ido de desa io pa a uma
solida iedade com in e esses colec i os.
Em o ma de sín ese, pode-se a i ma que o desen ol imen o das
écnicas e ecnologias são ac o es de e minan es na al e ação das
sociedades e, consequen emen e, nas o mas de epensa o espaço
de habi ação u bana. As e minologias lexibilidade e adap abilidade
con e em-se nas pala as - mãe pa a es e ipo de ida.
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Fig 9 Es údio de A is a em Soho de Manha an
Fig. 10 Casa de es udan es en Vaasa de P jo e Ma i Sanaksenaho
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Enquad ado no âmbi o do ipo de habi ação lexí el, o lo , su ge
como um enómeno u bano no a-io quino de g ande in e esse pa a
a sociedade da época. O lo nasce em meados do século XX, com a
ocupação po a is as, dos a mazéns e das áb icas abandonadas na
pe i e ia das cidades.
Andy Wa hol e Donald Judd, dois a is as plás icos ame icanos,
desen ol e am es a o ma de habi ação a pa de um es ilo de ida
adop ado em a o da libe dade e da ana quia. O lo e a
essencialmen e o modo de habi a p e e ido do a is a que passou do
mundo do unde g ound pa a o es ilo de ida ebel - chic. O lo su ge
como o local de abalho e de habi ação c iando uma no a o ma de
ida u bana. Es es ipos de espaços são ca ac e izados pela sua
g andeza de supe ícies p o undas, azias e lexí eis. “la idea de lo
como luga de odos los posibles” (Gausa & De esa, 2010, p. 145)
.
Es e enómeno u bano começou po e uma cono ação “al e na i a”
e oluindo pa a uma o ma de pensa , p ojec a e habi a . Es e ipo
de habi a dep essa encon ou p ojecção nos espaços da cidade
nomeadamen e, nos cen os his ó icos.
Habi ados po g upos de amigos e a is as, o lo de ine-se ambém
como mani es ação na desc ença de alo es, nomeadamen e nos
alo es de amília, e de desejo de solidão. Es e modo de ida az um
no o concei o de elicidade e de independência. O lo pe mi e a
máxima lexibilidade e a ap idão e olu i a de uma a qui ec u a que
ence o empo e o espaço. Des a o ma, su ge como p imei a
expe iência do no o espaço de habi ação mode na e é ainda hoje
uma e e ência ipológica ao ema da in es igação da habi ação.
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Fig.11 Domes ic P o o ype . Li in Uni , 1994.
Fig 12 Vinyl Mi o d House, 1994
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56
Cada ez se p ocu a mais a c iação de o ganização espacial po
in e médio de elemen os sepa ado es mó eis ou desmon á eis, mais
do que pa edes di isó ias ixas.
O mobiliá io é um elemen o que não cons i ui um componen e da
habi ação, mas que pode á o na o espaço mais ou menos uncional
e em cada ez mais sido le ado em con a como o ganizado
espacial. Es e no o concei o de “mobiliá io mó el” pe mi e uma
e sa ilidade de compa imen os acilmen e mu á eis, con o me a
uncionalidade necessá ia, podendo assim esponde à exiguidade
dos espaços. Es as á eas mínimas compa imen adas al e nadamen e
po zonas de do mi , de abalho e laze podem sa is aze as
necessidades dos seus u en es. Mesmo as á eas de se iço êm dado
espos a ao g au de lexibilidade po mobilidade das peças sani á ias
que podem se e i adas ou ecolocadas nou os locais da habi ação.
S e en Holl de ende: ”Vi e a expe iência da poesia da luz e do
espaço con i ma o po encial es imulan e da a qui ec u a.”. De ende
ambém que:
“O espaço que -se meio plás ico, um espaço a iculado
des inado a ab i o in e io es ei o dos apa amen os de
po as ligei as e pi o an es concebidas pa a pe mi i que os
ocupan es possam ans o ma es e espaço in e io numa
cons an e modi icação dinâmica” (Pa icio, 2001, p. 53).
Des a o ma, a impo ância des es elemen os aumen a, enquan o
o ganizado es espaciais, à medida que se p e ende habi ações com
meno núme o de compa imen ações - “open space”-, uma ez que
são es es os componen es que acabam po de ini os pe cu sos
in e nos da habi ação Toyo I o e e e que: “Quando alo de e úgio
ou de i ual, e i o-me à casa como ideal, pa a além dos empos e das
cul u as”. Re e e-se ambém à “casa con en o é como a casa–caixa,
pe e sa, não é como a casa mode na, é uma caixa-mul iusos, com
lexibilidade”, assim como, “…a a qui ec u a é mais dinâmica em
Escola Supe io Gallaecia
odos os sen idos, é e olu i a e ans o má el.”
ep esen a a ideia de habi a pode
inclua p o
(Pa icio, 2001, p. 53)
Fig. 13
mobiliá io de plás icos pe mi em concebe o sen a como um espaço in e io
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57
odos os sen idos, é e olu i a e ans o má el.”
ep esen a a ideia de habi a pode
con e e -
se numa
inclua p o
cessos e olu i os, combina ó io e
de ans o mação
(Pa icio, 2001, p. 53)
.
Fig. 13
Ve ne Pan on o og a ado na sua Pan owe (1968-
1969). Os módulos de
mobiliá io de plás icos pe mi em concebe o sen a como um espaço in e io
Fig.14 Cab io le –
Bed de Joe Colombo de 1969
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odos os sen idos, é e olu i a e ans o má el.”
e “Tudo o que
se numa
lógica que
de ans o mação
”
1969). Os módulos de
mobiliá io de plás icos pe mi em concebe o sen a como um espaço in e io
Bed de Joe Colombo de 1969
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Como a maio pa e dos espaços que compo em a casa, um dos
compa imen os que so eu mais al e ações p og amá icas ao longo
do espaço habi a oi a cozinha e pode-se conside a que é uma
compa imen ação da habi ação mul i o me e mul i uncional. Como
espaço exíguo da casa, eque um es udo p e iamen e pensado pelo
ap o ei amen o de odos os espaços dada a es ição da á ea mas
ambém plani icada como um espaço suscep í el de adap ação e
al e ação. Mul i o me pela sua disposição ísica a ia elmen e em U,
em I ou em L de aco do com a o ien ação da luz a que es á sujei a e á
con o midade com os es an es espaços. Podendo se a con inuação
desses mesmos espaços como po exemplo da sala ou como um
compa imen o á pa e dos es an es di isões. Ou ainda
escamo eado po di e en es soluções como painéis amo í eis,
a má ios, pa edes en e ou os.
A mul i uncionalidade des e compa imen o p ende-se com as
di e en es ac i idades em adequação ao seu núme o de ocupan es. A
cozinha de uma pessoa que i e sozinha de e á e um es udo
di e en e da cozinha des inada a um casal com ou sem ilhos.
Enquan o a cozinha na p imei a si uação pode á se um local de
necessidade espon ânea, nos ou os casos pode á se a é um local de
encon os, pa ilhado comummen e. Na e dade a cozinha de e á
se es udada de aco do com as al e ações da ida das pessoas em
que o p imei o caso pode á num cu o espaço de empo o na -se
um exemplo do segundo caso.
A es u u a des e espaço de e á a ende às di e en es
condicionan es dos u en es, pessoas com mobilidade condicionada,
pessoas com idade a ançada ou ou as ba ei as pessoais.
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Fig. 15 P ojec o de eiculo anspo á el e lexí el pa a os sem ab igo que se e
como uma casa mó el
Fig 16 Espaço imp o isado e lexí el de e eição na mala de um au oca o
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No âmbi o da aplicação das no as ecnologias na o ma de habi a ,
su ge Hi oshi Abe, um dos a qui ec os mais anscul u ais da sua
ge ação. A capacidade do homem ul apassa os seus limi es ísicos,
segundo o au o , de e-se à in odução das no as ecnologias. As
no as ecnologias de em conduzi a um pensamen o ociden al que
se baseie na dualidade de espí i o e ma é ia.
O a qui ec o de ende nas suas ob as um sis ema de cons ução
empo á io, combinando ma e iais simples, num sis ema de
aplicação ácil pe mi indo ao público ealiza a sua cons ução
p óp ia. Num dos seus colóquios, Hi oshi ap esen ou um sis ema de
es u u a ans o má el de ácil aplicação, adap ando os espaços a
amanhos e o mas di e en es.
Nos seus p ojec os e ela p eocupações po uma a qui ec u a em
e olução do mundo do Homem com o ambien e. Hi oshi dou ina nas
suas publicações, que o papel do a qui ec o não é o papel de c ia
uma ida ideal, nem uma casa ideal mas sim de in e agi en e a ida
e o meio ambien e.
Em mui os dos seus p ojec os de habi ação Hi oshi eco eu à écnica
da “banda lexí el” em que a casa ganha o sen ido de mo imen o,
mas ambém de limi e. Compa a o sis ema de cons ução de
mo imen o e de limi e como um es ilis a adap a o ecido ao co po na
con igu ação de en ol imen o.
Também Shige u Ban, pa icula men e econhecido pela sua
a qui ec u a de”papel”, desen ol eu o concei o da lexibilidade em
alguns dos seus p ojec os de habi ação.
Os p ojec os Pape Log House comp eendem ab igos de u gência em
ca ão cons uídos, na sequência de di e en es ca ás o es mundiais
dada a sua sensibilidade pa a os p oblemas humani á ios.
In luenciado pelas egiões supe po oadas do seu país, Japão, e pelas
si uações de ca ás o es na u ais, en a concebe nos seus p ojec os
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Fig.22- Casas de Ab igo p ojec adas po Shige u Ban
Fig. 23- Desenhos do P ojec o Pape House de Shige u Ban
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espaços de libe dade, abe os e lexí eis, libe ando as casas de
pa edes. É sua p eocupação eduzi o núme o de compa imen os
cingindo-se ao mínimo de pa edes dando assim uma luidez máxima
ao espaço in e io e ao p olongamen o isual em di ecção ao
ex e io . Na Naked House ep esen a um espaço único sem
sepa ação onde os mó eis se deslocam sob e odas ao bel-p aze e
necessidades da amília.
Na Cu ain Wall House são as pa edes que ence am o pe íme o do
anda da sala de es a azendo a sepa ação com pa edes de id o de
co e .
A “a qui ec u a de papel“ des e a qui ec o em es udo de ine-se
como um ma e ial de ácil anspo e, ba a o, le e, com odas as
dimensões desejados e a pa i de papel eciclado. In luenciado pelos
mó eis de madei a de uma exposição de Al a Aal o, ele c ia ubos
em ca ão em subs i uição da madei a.
É com base nas pesquisas ealizadas no cen o indus ial e
ecnológico de Tóquio que Shige u Ban cons ói a Pape Galle y e a
Pape House, sua p óp ia casa. A Pape House ap esen a uma
es u u a em ubos de ca ão ligei amen e a as ados en e si em
o ma de S, em conjugação com uma es u u a de id o quad ada de
10 me os de lado, em que uma ex emidade se p olonga a é ao
ex e io . Nes e espaço es á inse ido um ja dim e uma casa de banho
que se ab e pa a o in e io quase despido de mobiliá io. A en ada de
luz, Shige u es udou-a sabiamen e a a és dos a as amen os dos 110
ubos de ca ão. Es e espaço o almen e lexí el ab e-se pa a as
a andas que culminam nos ja dins japoneses.
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Fig. 24-
P o o ipo da céllula Poli alen e de Chanéac, 1960
Fig. 25-
P o o ipo da céllula Poli alen e de Chanéac, 1964
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O a ui ec o Chanéac, no abilizou-se com o es udo dos sis emas de
habi ação modula es lexí eis. De ende uma a qui ec u a o gânica,
e olu i a e mó el ca ac e izada pela implan ação li e de células
indi iduais. São células em o ma pa alelepipédicas indus ializadas e
no malizadas de ácil anspo e e mon agem. Es as células ab em a
uma e lexão sob e a es u u a modula na a qui ec u a. Es e sis ema
modula possibili a a ácil emodelação do in e io e o aumen o ou
edução das di isões.
Os ma e iais sin é icos u ilizados po Chanéac como poliés e , esina
e espuma, p es am-se a se i uma a qui ec u a espon ânea a a és
da mon agem de elemen os p é – ab icados dando-lhes uma o ma
de cu a u a mais e sá il. Es es cascos êm a capacidade de se
adicionados con o me as necessidades podendo o ma conjun os
que pode ão a ingi dimensões megalí icas. Chanéac de ende es a
combinação de elemen os modula es olumé icos ab icados em
massa como uma o ma de esponde aos p oblemas u banís icos da
época e de c escimen o exponencial da cidade eu opeia. Com es a
no a a qui ec u a o a qui ec o não p e ende descu a a es u u a da
cidade p imi i a mas sim apenas in eg á-la na sua pe i e ia.
C iado do Eme gem Design (associação de designe s) Tom
Wiscombe, p ossegue pesquisas sob e p oblemas de globalização,
ecnologia e ma e ialidade. Es e g upo de designe s p omo e a
c ia i idade jun o dos clien es. O seu egis o de in e enção ai desde
o p ojec o de g ande escala a é a a qui ec u a de in e io es.
Eme gem Design abo da a a qui ec u a como um p odu o de
p ocessos e sis emas ma e iais que de e minam a u banização e a
cul u a numa pe spec i a mais economicis a e a ís ica. De ende um
pensamen o lexí el e sis emá ico em que é impe a i a uma
a iculação das o ças globais e locais.
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Fig. 26 Mic o - Mul i House de Eme gem Design, los Angeles, 2001
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Eme gem Design en a es ende a á ea de in luência da a qui ec u a
a a és de ideias ealizá eis e em up u a com a p á ica adicional,
num concei o de a qui ec u a de massa e não de exclusi idade.
Em 1985, su ge a publicação do p ojec o de habi ação lexí el
denominado Pao de las chicas nómadas de Tóquio, concebido pelo
a qui ec o, Toyo I o. Es e p ojec o de habi ação p á ica e de cu a
du ação es á p edes inada à mulhe jo em, p eocupada com a sua
ca ei a p o issional mas que p ecisa de um pequeno espaço pa a
descansa e pa a os seus e oques da ida pessoal. É um es ilo de
” uma mulhe jo em, independen e, ociosa e consumis a, um sujei o
em si mesmo banal, mas que, com sua me a p esença – pa asi á ia.
Coloca em ques ão a ama social japonesa, al amen e hie a quizada,
sexis a e adicional” (Ábalos, 2003, p. 152).
Fig. 27-Plan a da Casa do Fu u o de Alison e Pe e Smi hson
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Fig. 28 a) b) c)-Iin e io e pe il da Casa do Fu u o de Alison e Pe e Smi hson
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Alison e Pe e Smi hson, segundo
Vido o (1997),
desen ol e am uma
o ma de encon a a lexibilidade no espaço de habi a , de o ma a
co esponde às exigências da ida quo idiana, como é exemplo a
“ La Casa del Fu u o”
.
Es e
p ojec o
ap esen a-se como o p o ó ipo da
casa ideal. P e ende se uma casa de cidade, com ja dim in e io . O
concei o ge al baseia-se na disposição das di isó ias en iesadas,
como o ma de c ia p i acidade, dos quais os compa imen os se
undem uns com os ou os.
Cada compa imen o usu ui de amanhos e al u as dis in as. A
es u u a é moldada em plás ico e gesso ib oso. T a a-se de uma
es u u a epidé mica compos a po pa es independen es cuja união
esul a de jun as lexí eis que abso em os mo imen os é micos.
A iluminação p e ende se um elemen o pa icula da casa c iando,
um ca ác e singula , na habi ação. Pelo ex e io , obse a-se uma
cobe u a com duas cu a u as cônca as acili ando a en ada de luz
na u al. A cobe u a e es e-se a alumínio pa a e lec i os aios
sola es.
O casal Smi hson desen ol eu ambém o concei o de Casas
Elec odomés icos, ca ac e izadas pelas eduzidas dimensões dos
espaços adicionais e pela no a disposição dos equipamen os
domés icos. A ideia já implemen ada nos Es ados Unidos, p e ia uma
p ojecção nos países da Eu opa. Es a o ma de cons ução lexí el é
es u u ada em cubículos des inados a di e en es compa imen os da
habi ação.
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Fig. 29 a) b) c)- Axonome ia e In e io da Casa do Fu u o de Alison e Pe e Smi hson
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CAPÍTULO III
A habi ação no Cen o His ó ico de Viana do Cas elo
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3.1- E olução e di e sidade dos ipos de espaços domés icos
As o igens de Viana do Cas elo, à semelhança de mui as ou as
cidades, emon am à época cas eja. Com a chegada dos Romanos, a
população desce do cimo do Mon e de San a Luzia, local de e en e
de ensi a, pa a o ale e su gem en ão, segundo Almeida (2009
).
as
p imei as habi ações dispe sas.
Pela sua posição geog á ica, Viana em condições pa a as ocas
come cias ma í imas e lu iais. “São es as cidades po uá ias…que,
sem queb a em o localismo de uma e a de u ais, anunciam, e pela
in ensa ida do ma , não só a pesca e a na egação de cabo agem,
mas as elações dis an es com ou os con inen es, ou as gen es,
ou os p odu os, a eles ligadas e deles sepa adas po um g ande
oceano que os seus na u ais, an es de ninguém, ap ende am a
pe co e ”
(
Fe nandes, 1995, p.23).
Segundo Lamas (2010), a o mação da cidade his ó ica ealiza-se
o ganicamen e com elemen os das an igas es u u as omanas,
sob epondo-se o açado o ogonal omano ao açado adiocên ico.
A cidade medie al abandona a escala monumen al da cidade
omana, susci ando in e esse pelo alo da cidade mais in imis a
a a és do desenho da o ma à escala apoiando-se nas classes sociais
de a esãos e come cian es.
Pa a Lamas, a ua passa a se o elemen o p incipal da u be medie al.
Ca ac e izadas po uas es ei as, são des inadas e desenhadas pa a a
passagem de peões e animais. A ua é de inida pelos seus edi ícios de
achadas com g ande alo come cial. Nomeadamen e, o piso é eo
dos edi ícios se ia de loja, sendo uma ex ensão de me cado e de
negócio de comp a e enda enquan o os pisos supe io es se
des ina am à habi ação. As habi ações são egula es e uni o mes,
o mando um plano de achada e de cé ceas com uma i egula idade
olumé ica con olada, p oduzindo e ei os cénicos a iados, que
Si e designa de pi o escos.
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As uas delimi am qua ei ões e es es subdi idem-se em log adou os
e em edi ícios. É nes e conjun o de qua ei ão, log adou o, p édio e
achada que se de inem as ca ac e ís icas da cidade da Idade Média e
p olongam-se a é aos dias de hoje. Mo is des az a ideia de que “as
cidades medie ais ossem insalub es e excessi amen e densas, pois a
es ei eza das uas se ia compensada pela exis ência de ho as,
ja dins e espaços li es no in e io dos qua ei ões.” (Lamas, 2010, p.
154).
Segundo Almeida (2009), no inal da Idade Média, Viana do Cas elo
apa ece como um pequeno núcleo, localizado jun o ao io. A
o ien ação p incipal das uas é pa alela ao io, c uzada com eixos
dis ibuido es, p a icamen e pe pendicula es. Ap esen a uma
egula idade no açado que se pode explica pelo ac o da zona e
sido ela i amen e plana ou po e exis ido uma p imei a
implan ação da época omana.
No en an o, a expansão da cidade su ge de uma o ma
comple amen e descon ínua. É abandonado o an igo cas o e
o mado e um no o núcleo u bano, implan ado pa a sup i as no as
necessidades ag ícolas. Es á localizado numa posição de ensi a,
ela i amen e ao ma , e jun o da an iga ia omana. O seu amanho
e lec e, em pa e, o abandono da ida ci adina pe pe ado du an e a
Idade Média.
A o ma u bana de Viana do Cas elo, no inal da Idade Média é
ca ac e izada po uas es ei as e pa celas exíguas. O açado é
egula , com in luências omanas. Exis em dois eixos p incipais bem
ma cados, no c uzamen o dos quais nasce a zona p incipal des e
pequeno núcleo com apenas um cu o des io que se pode explica
pela mo ologia do e eno.
Segundo Almeida (2009), o açado da mu alha, concluído em 1374,
ap esen a a um pe íme o o alóide de 685 me os. As uas do seu
in e io o ma am um espaço con ido e bas an e egula . Aqui
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exis iam duas uas p incipais: a da P aça Velha e a do Hospi al, que
ainda hoje conse a o nome de Hospi al Velho. Es as duas uas e am
a a essadas po se e ou as uas ans e sais com os seguin es
nomes: Rua do Cais, Rua da Viela Cega, Rua G ande, Rua da Judia ia,
Rua do Tou inho, Rua do Poço e Rua dos Fo nos.
A mu alha de ine as qua o po as da cidade:- Campo do Fo no, da
Ribei a, do Pos igo e das A a onas; que se co espondem com os
qua o pon os ca diais e e am encimadas po imagens de san os.
Fig.31 - Mu alha da ila de Viana no século XVI
Legenda: A: Po a de S. Ped o; B: Po a da Ribei a; C: Po a do Pos igo; D:
Po a de San iago. E: Campo do Fo no; F: Ma iz; G: P aça Velha; H: Hospi al
Velho; I: P aça da E a
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A plan a da cidade, no ano de 1756 iden i ica cla amen e o núcleo
medie al e espec i os elemen os de ensi os assim como a
cons a ação de um açado pensado com qua ei ões ec angula es
ela i amen e uni o mes, inse idos num plano o ogonal. De uma
o ma ge al os açados dos a uamen os do núcleo medie al
ma em-se a é aos dias de hoje.
Fig.32 – Plan a de Viana, da ada a 1756
A pa i de 1868/1869 são pe cep í eis as di e enças signi ica i as em
compa ação com as plan as an e io men e ap esen adas. Na ca a
cadas al da cidade de Viana do Cas elo, de 1868-1869 (Fig.27), numa
escala mais de alhada são obse á eis os lo es.
Pouco subsis e das ipologias exis en es na Idade Média. Es es
es ígios o am, mui as ezes, des uídos po sob eposição de no as
ipologias.
Con udo, sabe-se que os edi ícios se iam sob e udo habi acionais,
com ligação à ag icul u a. Segundo Ab eu (2005), são ipologias de
o igem medie al, uma ez que as casas uni amilia es se iam de um
piso com elhado de duas águas. São habi ações de plan a
ec angula , a achada p incipal, ol ada pa a a ua, é ocupada pela
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sala. A cozinha es á localizada nas asei as da casa e pe mi e o
acesso ao log adou o. Es es compa imen os aziam conexão a a és
de um co edo que az passagem pa a uma das alco as (in e io es).
O ap o ei amen o do in e io dos qua ei ões é explo ado pa a a
ag icul u a de uso domés ico.
Fig 33.-Plan a 1868-1869
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Legenda:
espaço p i ado/qua os
cozinha
Fig 34- Habi ação medie al (1941) (plano ge al de u banização de Viana do Cas elo, de 1942)
Fig. 35 -Análise da con igu ação espacial (di ei a)
No Pe íodo do Renascimen o, a cidade c esce de o ma con ínua e
acional. Resul an es do c escimen o populacional das edi icações
ex amu os. Segundo Fe nandes (1995), su gi am po ol a do séc.
XV no as uas e p aças como a P aça do Campo do Fo no e a ua S ª
Ana, adjacen es à po a no oes e da mu alha, a p aça do Pos igo e o
la go S. Domingos. Pa a ociden e do espaço amu alhado su giu a Rua
da Bandei a e a Rua No a de S. Ben o pa a ociden e a ua de S.
Sebas ião, das Rosas e do Lou ei o que ainda se man êm.
A cidade é aqui delimi ada po uma cin u a de con en os. O Fo e de
S. Tiago e gue-se como um local de in e esse económico elacionado
com o comé cio ul ama ino e ambém nacional. A implan ação dos
edi ícios az-se, sob e udo, linea men e, ao longo das ias de
comunicação, p olongando o exis en e.
espaço público
/Hall
espaço de ci culação/co edo
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Es e núcleo adensa-se, ocupando o limi e das ias onde pe sis e a
pa cela medie al des a malha u bana. Os cen os dos qua ei ões
começam a ica p eenchidos com habi ações. O ac o de as casas se
implan a em jun o das ias de comunicação e ela o eg esso à ida
u bana. Aumen ou o comé cio e a cidade ex a asou o pe íme o
mu alhado. O açado das uas é uma mis u a en e o o gânico da
Idade Média com uma implan ação mais egula , u o dos a anços
na eo ia u bana. As uas são mais la gas, esul ado de legislação
nacional que isa a assegu a a salub idade.
O Regulamen o da Salub idade das Edi icações U banas de 14 de
Fe e ei o de 1903, no seu capí ulo II, az e e ência aos ma e iais
u ilizados, à la gu a de ãos, às á eas e al u as mínimas e à
salub idade dos p édios ela i amen e à al u a das achadas e à
la gu a das uas.
F u o das no as leis do c escimen o da malha u bana e da abe u a
de no as uas, o núcleo mais an igo de Viana ganha a sua
ca ac e ís ica, que pe manece a é aos dias de hoje.
A ipologia enascen is a é he ança di ec a da gó ica. Há um e o no
à ida ci adina e um eme gi do comé cio. Com ele, nasce uma no a
classe social que usa a habi ação como local de comé cio.
Assim, as ipologias con emplam semp e ou quase semp e um anda
ao ní el da ua onde exis i ia uma loja pa a usu u o do dono da
habi ação. A en e de ua ganha impo ância, mui o po causa do
comé cio e o na-se o elemen o p incipal des as habi ações. Apesa
dos lo es se con igu a em em pa celas es ei as, e uma casa com
uma en e de ua, da ia, em eo ia, mais p o agonismo ao negócio
que aí se ope a a. O in e io do qua ei ão con inua a se i
necessidades alimen a es dos esiden es, com a ag icul u a
domés ica. O pe il da ua ap esen a ca ac e ís icas de cé ceas
i egula es. Cada anda expandia em al u a con o me as
condicionan es amilia es.
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Nas ob as de eabili ação e manu enção do edi icado pode ão exis i
desc iminações posi i as em e mos de axas municipais.
Os p op ie á ios dos edi ícios englobados pela ARU, con ibu os
p opos os pelo Município de Viana do Cas elo pa a a á ea de
Reabili ação U bana (ARU), pa a a ealização de ob as de
eabili ação, são bene iciados pelos seguin es pon os Es es são os
di e sos:
- ácil acesso ao inanciamen o pa a ob as de eabili ação (CMVC,
2013);
-simpli icação dos p ocedimen os de licenciamen o e de
comunicação p é ia de ope ações u banís icas (CMVC, 2013);
- isenção de impos o municipal sob e imó eis (IMI) num pe íodo de
cinco anos, podendo se eno ado pa a os imó eis al os de acções de
eabili ação. (CMVC, 2016);
- dedução de 30% dos enca gos elacionados com a eabili ação do
edi icado, a é ao limi e de 500€, sob e o impos o, sob e o Impos o de
Rendimen o de Pessoas Singula es (IRS).
- bene iciação de 5% sob e a axa de ibu ação, deco en e do
a endamen o de edi ícios eabili ados (CMVC, 2016);
- edução de 6% nas eabili ações ealizadas na zona da ARU, com
uma axa de ibu ação sob e o Impos o sob e o Valo Ac escen ado
(IVA);
- edução de 50% do alo inal das axas de u banização e edi icação,
elacionadas com o IMI e o IMT.
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99
A Inse ção u bana e paisagís ica da edi icação e a iculação com o
edi icado exis en e e o espaço público en ol en e (segundo o Plano
de Po meno do Cen o His ó ico de Viana do Cas elo, publicado no
D.R. li Sé ie, n.2 183 de 9 de Agos o de 2002)
Pe an e o nº 1 e 2 do a igo 11º, a u ilização do edi ício no piso é eo
de e da p e e ência a comé cio, se iços e ou as ac i idades
compa í eis com a unção dominan e, enquan o no piso supe io a
u ilização de á ea esidencial de e cump i com um mínimo de dois
e ços da á ea de cons ução.
Os alinhamen os delimi am a implan ação das cons uções na en e
dos a uamen os exis en es ou p e is os, de aco do com o nº 1 do
a igo 14º, es ando egis ados na plan a de implan ação.
Segundo os nº 1, 2 e 3 do a igo 15º, na achada do p é-exis en e
de e se p ese ada a dimensão e a o ganização dos ãos, al como
ele se enquad a na classe 2; de e-se espei a a mé ica p imi i a ao
ní el do piso é eo, enquan o no no o olume os ãos de em
ep oduzi a mesma p opo ção do con ex o u bano.
De o ma a cump i o egulamen o no a igo 2Sº, pa a a al u a dos
pe is não é pe mi ido ul apassa o limi e nos pe is exis en es, pois
a a-se de uma ob a de cons ução.
De aco do com os nº 1, 2, 3 e 4 do a igo 28º, as cobe u as podem
e no mínimo duas águas e en es, man endo-se o mesmo sis ema
cons u i o adicional do já exis en e. Po se a a de uma no a
cons ução, pode á dispensa o uso de elha ce âmica de co na u al,
de endo semp e se elabo ada uma jus i icação de idamen e
undamen ada, man endo-se a ob igação da co da cobe u a se
assemelha à dos elemen os ce âmicos em co na u al.
Os anexos, segundo o nº 1 e 2 do a igo 34º, só são pe mi idos em
log adou os com á ea supe io a 60m2, desde que esse mesmo
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anexo na á ea de log adou o não exceda 25% de 82 á ea de
implan ação, con endo á ea máxima de 50 m2 , com um só piso e
com des ão in e io de 2,4 me os, man endo a á ea es an e do
log adou o com a ege ação mais signi ica i a.
Ma e iais e polí ica de acabamen os (segundo o Plano de Po meno
do Cen o His ó ico de Viana do Cas elo, publicado no D.R. li Sé ie,
n.II 183 de 9 de Agos o de 2002)
De aco do com o nº 1 e 2 do a igo 182, as caixilha ias de em se de
madei a pin ada, podendo, nos edi ícios de classe 1, se em me álicas
com excepção do alumínio, enquan o nos ãos de en ada e nas
mon as se admi e o uso da madei a ou me al, com excepção 1do
alumínio, podendo nos edi ícios da classe 1 se em em alumínio
lacado.
Não são pe mi idos, segundo o nº 1 do a igo 19º, as po adas
ex e io es e os es o es ex e io es ou com caixa ex e io . O
acabamen o de e se ebocado e pin ado com in a não ex u izada,
de e se p ese ado o azulejo da época do imó el, no no o edi ício
ou na econs ução, classe 1. Pode se pe mi ido ou o acabamen o e
e es imen o, mas de e se ap esen ado po documen ação e
ensaios dos ma e iais à Câma a Municipal, não sendo de odo
pe mi ida a ped a à is a com jun as e undadas, bem como a ped a
polida, de aco do com os nº 1, 2, 3, 4 e 5 do a igo 20º. No que
espei a às co es, e al como e e em os nº 1 e 2 do a igo 24º, são
pe mi idas co es p eexis en es ou pin ado a b anco nas supe ícies
ebocadas, assim como são admi idas as co es cons an es da pale a
admissí el pela câma a municipal.
As calei as, u os e edações de em se de chapa de zinco ou cob e,
bem como as saídas e emboques aos ubos de queda, de aco do com
o nº 1 e 2 do a igo 30º, que especi ica igualmen e que os ubos de
queda das calei as dos bei ados não podem in e e i com os
elemen os deco a i os, o namen ais ou de composição das achadas.
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CAPÍTULO IV
Rua do Tou inho
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4.1 Análise Mo ológica
Segundo Pi es (2000), uma ua é ca ac e izada pelo ambien e c iado
a a és da ex u a e da es u u a espacial assim como pelos ipos de
edi icações exis en es o nando esse luga , num luga pe sonalizado.
A ua é um elemen o de inido po dois pon os e ca ac e izada po
achadas po ezes con ínuas, egula es e es ei as. Es as, que
pe mi iam a ci culação de ca os de bois, hoje o na am-se pedonais
pa a que o cidadão possa ap ecia e usu ui de um espaço de laze .
No en an o, semp e que as condições o exijam, o acesso au omó el
es á acul ado. A ua da cidade eúne á ios aspec os de o dem
social, écnica e es é ica. ”… hoje, pode o mais comum dos cidadãos
pa icipa nes e espaço i o da his ó ia da cidade e do uni e so
bu guês .”
(
Pi es, 2000,p.75
).
A ua do Tou inho ica si uada no cen o his ó ico da cidade de Viana
do Cas elo de eixo iá io ec ilíneo, comp ido de 84,00 me os de
comp imen o e 2 me os de la gu a e com uma penden e pouco
acen uada de 2º. Es a ua liga com ou as duas, que azendo ligação
en e a Rua do Hospi al Velho e a Rua Au o a do Lima
A Rua do Tou inho, ca ac e iza-se pela p edominância de uma
ipologia de lo e que condiciona a ipologia habi acional. Es a,
jun amen e com os desenhos das achadas e com as di e en es
al ime ias do pe il da ua, desenha a ua da cidade.
.
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104
Fig 36-Iden i icação da Rua do Tou inho no núcleo Viana do Cas elo
A a és da obse ação, e i ica-se que es a ua é ca ac e izada pela
o ça do alinhamen o e pelas sucessi as achadas es ei as,
ela i amen e idên icas e epe i i as. A al u a das co nijas, a sucessão
de linhas ho izon ais, as sacadas, as linhas dos elhados, as achadas
em ped a, assim como o alinhamen o e ical das cé ceas que
acompanham a penden e da ua são elemen os ca ac e izado es do
pe il da ua do Tou inho. Consoan e uma obse ação mais cuidada
de ec a-se que a a és das di e enças e a iedades das achadas as
ipologias de habi ação a iam ligei amen e. A ua ap esen a uma
qualidade espacial de pa celas es ei as ocupadas o almen e po
imó eis. A p edominância da linha ec a do o denamen o é
ca ac e izada po elemen os icos como a u ilização de e o nas
a andas e nas gua das das janelas, bandei as de po as, co nijas e
pla ibandas.
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105
4.2 Análise Tipológica
Segundo Pi es (2000
)
, as edi icações que cons i uem a ua são
elemen os cons uídos à imagem das amílias e das pessoas que o
compõem. Cada edi ício co esponde a uma di e en e o ma de
habi a e a e en uais di e en es unções a que se possa des ina .
É a a és do es udo o mal da habi ação como a ci culação, a
dis ibuição espacial, a conjugação da olume ia, os ma e iais
aplicados e a es u u a do edi ício que pe mi e uma e lexão sob e o/
a uncionalidade do espaço habi ado.
Pode-se dize que o ex e io do edi ício pe mi e uma lei u a do
espaço in e io e de ci culação, assim como a sua ocupação no lo e.
Es es conjun os de ac o es ecolhidos a a és da obse ação e de
análise de ipologias ajudam a pe cebe as es u u as amilia es, a
elação en e indi íduos da mesma amília e a elação en e izinhos.
Na ua do Tou inho p edominam edi icações de ipologia adicional
em que os lo es são, na sua maio ia, de pa cela es ei a e comp ida à
excepção de dois lo es que ap esen am á eas maio es e achada mais
la ga.
A ua é cons i uída po 27 pa celas das quais qua o são de se iços,
duas de comé cio e as es an es de habi ação. T ês des as pa celas
encon am-se de olu as e em es ado de deg adação, cinco em bom
es ado de conse ação, consequen e de uma in e enção de
eabili ação. As es an es ap esen am um azoá el es ado de
conse ação.
Ca o ze des as pa celas são de acção única, ês de acções
di ididas en e esque do e di ei o e se e são acções únicas po piso.
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Fig 37-Imagem sa éli e Localização – Rua do Tou inho
Fig 38-Plan a de Localização – Rua do Tou inho
Fig 39-Pe il Sul da Rua do Tou inho
Fig 40-Pe il No e da Rua do Tou inho
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107
4.3 Es udos de Caso
4.3.1 Análise Indi idual de es udos de caso
A selecção dos es udos de caso oi ei a com base nas opções de
escolha de uas inse idas no casco his ó ico da cidade de Viana do
Cas elo. Uma ez seleccionada a ua em es udo, Rua do Tou inho,
es a opção oi delineada po mo i os de on es documen ais,
p ojec os já ob idos, assim como algumas e e ências bibliog á icas.
Os es udos de caso são cinco p ojec os inicialmen e de habi ações
domés icas u banas. Um deles, após ealizada a eabili ação,
ans o mou o seu uso em A elie de A qui ec u a.
Des es cinco analisados, os es udos de caso nº 1 e 5 so e am
in e enção de eabili ação; o es udo de caso nº 2 es á sob uma
p opos a de p ojec o e o es udo de caso nº 3 e 4 não so e am
nenhuma in e enção, man endo a habi ação adicional exis en e.
.
Fig 41-Plan a de localização dos es udos de caso da Rua do Tou inho
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Es a habi ação não ap esen a condições de con o o
Luz na u al
Ven ilação na u al
Isolamen o é mico
Es a habi ação não ap esen a condições de lexibilidade.
Es u u as ígidas
Elemen os di isó ios ígidos
Es a habi ação não ap esen a adap abilidade aos usos do quo idiano.
Não se adequa aos modos de ida ac ual
Con o o
Flexibilidade
Adap abilidade
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ANÁLISE DO EXISTENTE
Es udo de caso 2
Habi ação
Es á inse ido num lo e medie al es ei o e comp ido com 6 me os de
la gu a de achada e 14 me os de comp imen o.
Ap esen a uma habi ação ca ac e izada po dois pisos.
A habi ação ap esen a dois pisos e uma achada que se encon a
i ada pa a a ua do Tou inho e que se encon a enquad ada com o
pe il da ua. A achada é de al ena ia de ped a e é compos a po , no
piso é eo com duas po as, uma que dá acesso ao piso é eo e
ou a ao piso 1. O piso 1 con ém uma a anda com po a de duas
olhas e uma janela de guilho ina.
A cobe u a é de qua o águas e de elha canudo.
O piso é eo é compos o po uma sala e cozinha e um ão de
escadas que az ligação ao piso 2. Es e é compos o po uma sala,
cozinha, qua o e uma ins alação sani á ia
Espaços compa imen ados
Espaço Público/P i ado
Di e enciação de espaço público e p i ado.
Fachada de ped a e os ãos são compos os po madei a pin ada de
cas anho.
Es u u a de igas e igo as de madei a.
Cobe u a com igas de madei a e pa imen o de madei a.
Ma e iais le es
Desc ição
Tipologia
P og ama
Ci culação
Con igu ação Espacial
Ma e iais
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Es a habi ação não ap esen a condições de con o o.
Luz na u al
Ven ilação na u al
Isolamen o é mico
Es a habi ação não ap esen a condições de lexibilidade.
Es u u as ígidas
Elemen os di isó ios ígidos
Es a habi ação não ap esen a adap abilidade aos usos do
quo idiano.
Não se adequa aos modos de ida ac ual
Con o o
Flexibilidade
Adap abilidade
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ANÁLISE DO EXISTENTE
Es udo de caso 3
Habi ação
Es á inse ido num lo e medie al es ei o e comp ido com 6 me os de
la gu a de achada e 14 me os de comp imen o.
Ap esen a uma habi ação ca ac e izada po qua o pisos e ês
acções. Nes e es udo de caso oi apenas analisada a pa e
exis en e, não ha endo p opos a de in e enção de eabili ação.
O edi ício ca ac e iza-se po achada es ei a de eboco pin ado,
ap esen a-se com duas a andas, qua o po as de olha dupla e duas
janelas de olha dupla odas de caixilha ia de madei a pin ada. A
cobe u a é de qua o águas e de elha canudo.
Es a habi ação é cons i uída po dois pon os de en ada, uma pa a a
habi ação do piso é eo e ou a pa a os es an es pisos. Tem
ca ac e ís icas de lo e es ei o e comp ido.
O piso é eo é ca ac e izado pela 1º acção, compos a pela sala e
cozinha sepa adas po uma pa ede ígida, dois qua os e uma
ins alação sani á ia.
O piso 1 co esponde à 2º acção e é cons i uído po um elemen o
comum de sala e cozinha, po ês qua os e po uma ins alação
sani á ia.
O piso 2, a úl ima acção, é cons i uído po sala e cozinha comum,
um qua o e uma ins alação sani á ia; o úl imo piso oi des inado
pa a uma sala e uma segunda cozinha.
Desc ição
Tipologia
P og ama
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Espaços compa imen ados
Espaço Público/P i ado
Di e enciação de espaço público e p i ado
Fachada de eboco pin ado a b anco e ãos de madei a pin ada de
e de e b anco.
Es u u a de igas e igo as de madei a.
Cobe u a com igas de madei a e pa imen o de madei a.
Ma e iais le es
Es a habi ação em compa imen os que não ap esen a condições
de con o o.
Luz na u al
Ven ilação na u al
Isolamen o é mico
Es a habi ação não ap esen a condições de lexibilidade.
Es u u as ígidas
Elemen os di isó ios ígidos
Es a habi ação não ap esen a adap abilidade aos usos do quo idiano.
Não se adequa aos modos de ida ac ual
Ci cula
ção
Con igu ação espacial
Ma e iais
Con o o
Flexibilidade
Adap abilidade
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ANÁLISE DO EXISTENTE
Es udo de caso 5
Habi ação
Es a habi ação ocupa dois lo es de ipologia medie al, es ei o e
comp ido.
Es a habi ação é cons i uída po dois pon os de en ada, uma que
azia a ligação di ec a à sala pa a ecebe em as isi as, a ou a da a
acesso ao piso 1 mas com uma ligação ao Piso 0 a a és de uma po a
de sepa ação.
A ci culação in e na e ical é ealizada a a és de um ão de escadas
que pe mi e a ligação en e pisos.
O piso é eo é compos o pela sala, o compa imen o mais
impo an e da habi ação domés ica u bana que ica a ol ada pa a a
ua de o ma a pode ecebe as isi as. A cozinha e a o
compa imen o que ica a ol ado pa a a ou a ex emidade do lo e.
O log adou o e a um dos espaços maio es da habi ação onde
an igamen e usa am pa a gua da animais.
No piso 1 dispõe de ês qua os, uma ins alação sani á ia e uma
cozinha. A ins alação sani á ia e o qua o da c iada ica am ol ados
pa a as asei as.
Espaços compa imen ados
Espaço Público/P i ado
Di e enciação de espaço público e p i ado
Fachada de eboco pin ado a b anco e ãos de madei a pin ada de
e melho.
Es u u a de igas e igo as de madei a.
Desc ição
Tipologia
P og ama
Ci culação
Con igu ação espacial
Ma e iais
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Cobe u a com igas de madei a e pa imen o de madei a.
Ma e iais le es
Es a habi ação é cons i uída po compa imen o que não ap esen am
condições de con o o.
Luz na u al
Ven ilação na u al
Isolamen o é mico
Es a habi ação não ap esen a condições de lexibilidade.
Es u u as ígidas
Elemen os di isó ios ígidos
Es a habi ação não ap esen a adap abilidade aos usos do quo idiano.
Não se adequa aos modos de ida ac ual
Con o o
Flexibilidade
Adap abilidade
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4.3.2.2 Análise da In e enção
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ANÁLISE DA INTERVENÇÃO
Es udo de caso 1
A elie de A qui ec u a
Es á inse ido num lo e medie al es ei o e comp ido com 6 me os de
la gu a de achada e … me os de comp imen o.
Na achada p incipal oi man ida a aça o iginal
O alçado do a elie in eg a-se no meio en ol en e man endo
os i mos das janelas con ínuas adicionais.
O a elie é compos o po dois pisos e man e e o aço da achada
an iga. Os piso é eo e ap esen a uma sala de euniões, uma á ea
p i a i a de a qui o e uma ins alação sani á ia de se iço. Es e é
ca ac e izado po uma á ea ampla e ausência de elemen os ixos e
ap esen a a sala de abalho comum. A lei u a en e pisos é ei a
a a és de um ão de escadas que az ligação ao Piso 1.
O a elie é ca ac e izado de achada es ei a em ped a, no piso 1 a
casa con ém uma a anda com po a de duas olhas e uma janela de
guilho ina. No piso 0 o alçado ap esen a dois ãos a a és de ês
po as, uma de olha única e a ou a de olha dupla, odas de
caixilha ia de madei a pin ada. A cobe u a é de qua o águas e de
elha canudo.
P og ama de inido e bem es u u ado
Cump e o egulamen o de Ma e iais e polí ica de
acabamen os (segundo o Plano de Po meno do Cen o
His ó ico de Viana do Cas elo, publicado no D.R. li Sé ie, n.!!
183 de 9 de Agos o de 2002)
Espaços de ci culação simples e uncionais
Di e enciação de espaço público e p i ado
Desc ição
Tipologia
P og ama
Ci culação
Con igu ação Espacial
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139
U ilizou pe is me álicos pa a a es u u a, ma e iais sób ios, como
madei a de pinho ipada no pa imen o pe mi indo a sensação de
con inuidade, escadas suspensas de es u u a em e o, e es idas a
madei a de pinho possibili ando a en ada de luz en e pisos.
Pa edes e ec os pin ados de b anco ap o ei ando o máximo de
luminosidade e c iando espaços mais amplos.
Nas di isó ias u ilizou gesso ca onado in oduzindo a lexibilidade
en e espaços.
As caixilha ias, apesa de man e em a apa ência o iginal, possuem
id os duplos pa a um melho isolamen o in e io .
Ma e iais lexí eis: e o, be ão, madei as e gesso ca onado.
A eabili ação oi desenhada e cons uída de o ma que o con o o
osse um elemen o p imo dial pa a a u ilização do espaço. Des a
o ma, o a qui ec o ap o ei ou a cobe u a pa a ap o ei a a en ada
de luz e a en ilação na u al ab indo 6 janelas.
U ilizou impe meabilização con a a humidade a é ao con o o
é mico e acús ico
Luz na u al
Ven ilação
Con o o é mico e acús ico
O a qui ec o p ojec ou á eas com espaços amplos e ejei ou a
in odução de elemen os ixos e ígidos, op ando po espaços ipo
“open-space”, pe mi indo maio lexibilidade.
Espaços amplos
Adap a-se ao uso do quo idiano
Ma e iais
Con o o
Flexibilidade
Adap abilidade
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.
ANÁLISE DA INTERVENÇÃO
Es udo de caso 5
Habi ação
Es á inse ido num lo e medie al es ei o e comp ido com 6 me os de
la gu a na achada p incipal e 11 me os de la gu a na achada
secundá ia. Es a habi ação ocupa dois lo es jun os lado a lado e um
ou o lo e de maio comp imen o.
A habi ação é de dois pisos e ca ac e iza-se po duas achadas a
p incipal es á ol ada pa a a Rua do Tou inho, a secundá ia encon a-
se na ua da Amália.
A achada p incipal é es ei a e baixa e con ém uma po a de olha
simples de madei a pin ada a b anco. Es a mesma achada dá acesso
a um passadiço ex e io que con ina com a segunda achada da
habi ação. Es a é compos a po um amplo en id açado que se
p olongo a é ao piso1.
A cobe u a é mis a compos a po cobe u a inclinada de qua o
águas com elha de canudo e plana em id o.
Es a habi ação é cons i uída po 2 pisos e é ca ac e izada po lo es
es ei os e comp idos. Inicialmen e a en ada p incipal encon a a-se
o ien ada pa a a ua pa alela à ua em es udo, mas com a
in e enção passou a e como achada p incipal a ua do Tou inho,
endo sido u ilizado o log adou o p é exis en e pa a uso de acesso à
habi ação.
O piso é eo ap esen a um p imei o hall ex e io cuja achada de
id o pe mi e a en ada de luz na u al e se p olonga pa a um
segundo hall in e io . Es e espaço amplo, de en e á ias unções
pode se u ilizado como en ada p incipal da casa ou ambém como
espaço lúdico.
Desc ição
Tipologia
P og ama
Escola Supe io Gallaecia
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149
En e o hall in e io e o acesso aos dois qua os e à ins alação
sani á ia des e piso p ojec a-se um pá io ex e io que pe mi e a
en ada de luz pa a os dois pisos. O acesso ao piso 1 é esul ado
a a és de dois lanços de escadas e é cons i uído po uma sala, uma
cozinha, uma ins alação sani á ia e dois qua os, um deles com
close .
P og ama de inido e bem es u u ado
Cump e o egulamen o de Ma e iais e polí ica de
acabamen os (segundo o Plano de Po meno do Cen o
His ó ico de Viana do Cas elo, publicado no D.R. li Sé ie, n.!!
183 de 9 de Agos o de 2002)
Man ém açada o iginal
Espaços de ci culação simples e uncionais
Espaço Público/P i ado
U ilizou ma e iais sób ios como madei a de pinho ipada no
pa imen o con e indo aos espaços ao mesmo empo uma sensação
de con inuidade.
No sis ema cons u i o, des acam-se as no as pa edes em be ão
desligadas das exis en es. Es as pa edes es ão ecobe as po um
eboco hid ó ugo e e es idas po um sis ema de caixa-de-a com
isolamen o é mico e placa dupla de gesso ca onado.
As caixilha ias, apesa de man e em a apa ência o iginal, possuem
id os duplos pa a um melho isolamen o in e io .
U ilizou pe is me álicos pa a a es u u a, ma e iais sób ios, como
madei a de pinho ipada no pa imen o pe mi indo a sensação de
con inuidade, escadas suspensas de es u u a em e o, e es idas a
madei a de pinho possibili ando a en ada de luz en e pisos.
Pa edes e ec os pin ados de b anco ap o ei ando o máximo de
luminosidade e c iando espaços mais amplos.
Ci culação
Con igu ação Espacial
Ma e iais
Escola Supe io Gallaecia
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150
Nas di isó ias u ilizou gesso ca onado in oduzindo a lexibilidade
en e espaços.
As caixilha ias, apesa de man e em a apa ência o iginal, possuem
id os duplos pa a um melho isolamen o in e io .
Ma e iais lexí eis: e o, be ão, madei as e gesso ca onado.
A eabili ação oi desenhada e cons uída de o ma que o con o o
osse um elemen o p imo dial pa a a u ilização do espaço. Des a
o ma, o a qui ec o p eocupou-se no ap o ei amen o da luz e
en ilação na u ais, na c iação de espaços lexí eis ipo “open-space”
e na aplicação de ma e iais le es.
A eabili ação oi desenhada e cons uída de o ma que o con o o
osse um elemen o p imo dial pa a a u ilização do espaço. Des a
o ma, o a qui ec o p eocupou-se no ap o ei amen o da luz e
en ilação na u ais na cobe u a e na c iação de espaços lexí eis ipo
“open-space” e na aplicação de ma e iais le es.
Na cobe u a inse iu janelas pa a iluminação dos espaços que não
inham nem luz nem en ilação na u al.
U ilizou impe meabilização con a a humidade a é ao con o o
é mico e acús ico.
Luz na u al
Ven ilação
Con o o é mico e acús ico
O a qui ec o p ojec ou á eas com espaços amplos e ejei ou a
in odução de elemen os ixos e ígidos, op ando po espaços ipo
“open-space”, pe mi indo maio lexibilidade.
P e endeu c ia um espaço minimalis a, dominado pelo b anco, que
nas pa edes, que no pa imen o em madei a, que no mobiliá io da
Con o o
Flexibilidade
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cozinha, des acando-se apenas as escadas suspensas e abe as de
es u u a de e o e es ida a madei a pe mi indo a en ada de luz
na u al en e pisos. A cla idade in e io , endo o b anco como co
dominan e e dada a sua o ien ação sola , é po enciada pela luz que
se p e ende que pene e pelos g andes ãos.
Espaços amplos
Adap a-se ao uso do quo idiano
Adap abilidade
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4.3.2 Análise compa a i a de es udos de caso
Após análise e i icam-se di e enças en e as habi ações exis en es e
as de in e enção. As habi ações com in e enção passam a se
habi ações com ca ac e ís icas de con o o, de lexibilidade de
ma e iais cons u i os lexí eis e de habi ações adap á eis aos
di e en es usos do quo idiano.
Rela i amen e ao p og ama habi acional al e am-se um pouco en e
o exis en e e as in e enções. P incipalmen e no nº de cozinhas,
an igamen e usa a-se mais que uma cozinha com la ei as pa a
cozinha e a é aquece as habi ações enquan o nas in e enções só
exis e uma cozinha e mui as ezes azendo pa e do mesmo espaço
da sala de es a e jan a . C iando espaços ipo “open-space”.
Nos casos com in e enção os p og amas são mais lexí eis e os
espaços são ambém mul i uncionais, não êm um só uso o que não
se e i ica nas habi ações exis en es.
A ci culação e a con igu ação espacial ambém so e am algumas
di e enças. Enquan o nas habi ações exis en es os espaços e am mais
compa imen ados, nas in e enções p imam os espaços quase sem
di isó ias o que o na os espaços maio es.
Com base nas ichas de in en á io, o am elabo ados quad os de
análise compa a i a. Des a o ma, nos quad os seguin es se ão
abo dados as ca ego ias de con o o, lexibilidade, o ipo de ma e iais
usados e a adap abilidade aos di e en es usos.
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a)- Ca ego ia: Con o o
Fig 43 - Quad o Sín ese do Con o o analisada nos Es udos de Caso
Conclui-se que os es udos de caso que i e am in e enção
ap esen am boas condições de con o o como:
- o ap o ei amen o de luz na u al,
- a adequada o ien ação sola e espaços de pe manência,
- a u ilização da dimensão dos ãos consoan e a o ien ação sola ,
- a aplicação p e e encialmen e do isolamen o é mico ex e io ,
- a qualidade do a ela i amen e à en ilação e a e ecimen o.
Es as condições podem-se e i ica a sua aplicação nas imagens da ig
43 e compa a o exis en e da in e enção.
Os es udos que não so e am in e enção não ap esen am boas
condições de con o o de ido às condições de isolamen o é mico e
de en ilação na u al que ap esen am. Con udo, encon am-se em
posição de boa o ien ação sola .
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Fig 43 -Imagens do exis en e e da in e enção