scieee Open visual document viewer

Habitar o centro histórico de Viana do Castelo

Ferraz, Juliana Mina

Abstract

RESUMO Esta dissertação foca-se no estudo das novas formas de habitar o espaço doméstico urbano, tendo como base de análise conceitos de autores de referência e o estudo de caso de uma rua do Centro Histórico de Viana do Castelo. Este estudo encontra-se abrangido pela ARU (Área de Reabilitação Urbana) da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que tem como intuito incentivar a reabilitação do centro histórico até 2020, fornecendo apoios de carácter financeiro, entre outros incentivos, atribuídos pelo Plano de Pormenor do Centro Histórico. A arquitectura da habitação doméstica urbana depara-se com desafios consequentes de uma sociedade em constante e rápida transformação, o que levou à investigação dos novos conceitos de conforto, de flexibilidade tipológica, materiais de construção e de adaptabilidade na transformação dos usos do espaço doméstico urbano. O estudo de caso desenvolve-se num específico contexto arquitectónico, sociocultural e histórico e procura encontrar respostas para a problemática das novas formas de habitar o espaço doméstico. A dissertação apresenta a seguinte estrutura: o capítulo I refere-se à identificação da problemática, aos objectivos, à metodologia, à justificação da investigação e à estrutura dos conteúdos; o capítulo II, refere-se às problemáticas associadas aos centros históricos, ao papel da habitação na conformação da forma urbana, às componentes e terminologia sobre as novas formas de habitar o espaço doméstico urbano e aos conceitos de conforto, de flexibilidade tipológica, de materiais construtivos e de adaptabilidade à transformação de usos; o capítulo III aborda a evolução dos tipos deespaço doméstico urbano no centro histórico de Viana do Castelo, a evolução e a diversidade dos tipos de espaços domésticos urbanos e as diferentes abordagens na problemática da reabilitação; o capítulo IV foca-se na análise morfológica e tipológica e na análise individual e comparativa dos estudos de caso e respectiva interpretação. Por último, o capítulo V apresenta a síntese dos resultados e respectivas conclusões. Desta forma, através da análise individual das fichas de estudo de caso, e da análise comparativa, elaborada nos quadros síntese, conclui-se que a maioria das habitações do estudo da rua do Centro Histórico de Viana do Castelo reúne as condições necessárias para introdução dos conceitos estudados.

Full text

Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 3 PREÂMBULO A ealização da p esen e Disse ação, enquad ada na Unidade Cu icula A50 de P ojec o – Disse ação, ap esen a-se no âmbi o do Mes ado In eg ado em A qui ec u a e U banismo da Escola Supe io Gallaecia, endo como objec i o a ob enção do g au de Mes e. A Disse ação oi desen ol ida no ano lec i o de 2017/2018 pela discen e Juliana Mina Fe az, com o ien ação da P o .ª Dou o a Go e i Sousa e da P o .ª Dou o a Ma iana Co eia. O es udo “Habi a o Cen o His ó ico de Viana do Cas elo“, abo da as ques ões le an adas pelas no as o mas de habi a o espaço domés ico u bano, e as p oblemá icas associadas aos cen os his ó icos. A p esen e disse ação não oi ealizada segundo o no o aco do o og á ico, po opção da candida a. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 4 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 5 AGRADECIMENTOS Es e abalho oi elabo ado pa a a ob enção do g au de Mes e no âmbi o da Disse ação de Mes ado em A qui ec u a e U banismo da Escola Supe io Gallaecia. Gos a ia an es de mais, de ag adece a odos os P o esso es da Escola Supe io Gallaecia que con ibuí am pa a a elabo ação da disse ação, mas em especial às minhas O ien ado as, P o .ª Dou o a Ma iana Co eia e P o .ª Dou o a Go e i Sousa, pelos incen i os que me ansmi i am e pela disponibilidade que semp e mos a am. Não posso deixa de ag adece a odas as pessoas e en idades que p es a am colabo ação e o nece am in o mações pa a a in es igação desen ol ida. Designadamen e à Câma a Municipal de Viana do Cas elo, ao A qui o de Viana do Cas elo e à Biblio eca Municipal de Viana do Cas elo. De e e i igualmen e, os meus ag adecimen os ao a q. José Lou ei o, ao a q.º Paulo Viei a e à a q. ª Ma a Mon ei o. Gos a ia ambém de ag adece hon osamen e, aos meus pais, i mãos e amigos, que, desde o início me acompanha am e me mo i a am pa a que es e abalho se conc e izasse. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 6 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 7 RESUMO Es a disse ação oca-se no es udo das no as o mas de habi a o espaço domés ico u bano, endo como base de análise concei os de au o es de e e ência e o es udo de caso de uma ua do Cen o His ó ico de Viana do Cas elo. Es e es udo encon a-se ab angido pela ARU (Á ea de Reabili ação U bana) da Câma a Municipal de Viana do Cas elo, que em como in ui o incen i a a eabili ação do cen o his ó ico a é 2020, o necendo apoios de ca ác e inancei o, en e ou os incen i os, a ibuídos pelo Plano de Po meno do Cen o His ó ico. A a qui ec u a da habi ação domés ica u bana depa a-se com desa ios consequen es de uma sociedade em cons an e e ápida ans o mação, o que le ou à in es igação dos no os concei os de con o o, de lexibilidade ipológica, ma e iais de cons ução e de adap abilidade na ans o mação dos usos do espaço domés ico u bano. O es udo de caso desen ol e-se num especí ico con ex o a qui ec ónico, sociocul u al e his ó ico e p ocu a encon a espos as pa a a p oblemá ica das no as o mas de habi a o espaço domés ico. A disse ação ap esen a a seguin e es u u a: o capí ulo I e e e-se à iden i icação da p oblemá ica, aos objec i os, à me odologia, à jus i icação da in es igação e à es u u a dos con eúdos; o capí ulo II, e e e-se às p oblemá icas associadas aos cen os his ó icos, ao papel da habi ação na con o mação da o ma u bana, às componen es e e minologia sob e as no as o mas de habi a o espaço domés ico u bano e aos concei os de con o o, de lexibilidade ipológica, de ma e iais cons u i os e de adap abilidade à ans o mação de usos; o capí ulo III abo da a e olução dos ipos de Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 8 espaço domés ico u bano no cen o his ó ico de Viana do Cas elo, a e olução e a di e sidade dos ipos de espaços domés icos u banos e as di e en es abo dagens na p oblemá ica da eabili ação; o capí ulo IV oca-se na análise mo ológica e ipológica e na análise indi idual e compa a i a dos es udos de caso e espec i a in e p e ação. Po úl imo, o capí ulo V ap esen a a sín ese dos esul ados e espec i as conclusões. Des a o ma, a a és da análise indi idual das ichas de es udo de caso, e da análise compa a i a, elabo ada nos quad os sín ese, conclui-se que a maio ia das habi ações do es udo da ua do Cen o His ó ico de Viana do Cas elo eúne as condições necessá ias pa a in odução dos concei os es udados. Pala as cha e: habi a , con o o, lexibilidade e adap abilidade. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 9 ABSTRACT This disse a ion ocus on he s udy o new ways o inhabi ing he u ban domes ic space, based on he analysis o concep s om au ho s and a case s udy in Viana do Cas elo. The u ban domes ic housing a chi ec u e is acing challenges esul ing om a socie y ha is in cons an and apid ans o ma ion. The new concep o lexibili y, oge he wi h he e sa ili y and adap abili y o he domes ic space is impo an in u ban housing o i mode n li es yles, in o de o mee he needs and he in e es s o he use s. The case s udy heme is de eloped in an a chi ec u al, socio– ul u al and his o ical con ex and ies o ind answe s o he esea ch p oblem associa ed o he new ways o inhabi ing he domes ic space. The Disse a ion is s uc u ed as ollows: Chap e I e e s o he iden i ica ion o he p oblem, he objec i es, he me hodology, he s a e o he a and he con en s uc u e. Chap e II e e s o new heo e ical concep s abou he u ban dwelling; he con empo a y speci ici y o housing in ci ies wi h an his o ic cen e ; he ole o housing in shaping u ban o m. Chap e III discusses he e olu ion o he ypes o domes ic space in he his o ic ci y o Viana do Cas elo. Chap e IV p o ides a mo phological and ypological analysis o case s udies wi h hei ela ed syn hesis. Finally, Chap e V p esen s he summa y o esul s and conclusions. Thus, h ough he indi idual analysis o each o he case s udy shee s, he compa a i e analysis and hei conela ion, i is concluded ha he majo i y o he dwellings ega ding he s udy o a s ee loca ed in o he His o ical Cen e o Viana do Cas elo mee he necessa y condi ions o he in oduc ion o hes udied concep s. Key wo ds: li ing, com o , lexibili y and adap abili y. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 10 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 11 ÍNDICE P eâmbulo Ag adecimen os Resumo Abs ac Capí ulo I : In odução 1.1 Iden i icação da p oblemá ica……………………………….…………………15 1.2 Objec i os………………………………………………………………………………..16 1.3 Me odologia…………………………………………………………………………….17 1.4 Jus i icação da In es igação…………………………………………………….18 1.5 Es u u a dos con eúdos………………………………………………………….19 Capí ulo II : Cidade e Residência: o concei o do Habi a U bano 2.1 P oblemá icas associadas aos cen os his ó icos……………….…...23 2.2 Papel da habi ação na con o mação da o ma u bana………..….37 2.3 Componen es e e minologia sob e as no as o mas de habi a o espaço domés ico u bano………………………………………………………..41 2.3.1 Con o o…………………………………………………………………..45 2.3.2 Flexibilidade ipológica…………………………………………....49 2.3.3 Ma e iais cons u i os……………………………………………..63 2.3.4 Adap abilidade à ans o mação de usos………………..77 Capí ulo III : A habi ação no Cen o His ó ico de Viana do Cas elo 3.1 E olução e di e sidade dos ipos de espaços domés icos………..85 3.2 Di e en es abo dagens na p oblemá ica da eabili ação ………….95 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 18 Os es udos de caso o am ealizados a a és de documen os o necidos pelos esiden es das habi ações jun amen e com documen os cama á ios. 1.4 Jus i icação da In es igação O es udo dedica-se à p oblemá ica no âmbi o da eabili ação dos cen os his ó icos pela impo ância e necessidade de in e enção que es es êm indo a assumi nas polí icas u banís icas. As condições de habi ação dos edi ícios dos cen os his ó icos não se encon am ainda em con o midade com os pad ões de con o o e salub idade exigí eis numa cidade e numa sociedade que se que mode na e desen ol ida. Nes a ac ual sociedade em cons ução, as cidades podem desempenha um papel cha e, pois cons i uem locais p i ilegiados de concen ação de populações e de ac i idades económicas e cul u ais capazes de imp imi um dinamismo cada ez mais a ac i o. O in e esse pelo desen ol imen o des e es udo, jus i ica-se pelo ca ác e ino ado , o iginal e singula de que se e es e. A p imei a azão elaciona-se com o ac o de a ua do Tou inho não possui um supo e documen al quan i a i o dedicado ao cen o his ó ico de Viana do Cas elo. Ainda que possam exis i , em eposi ó ios abe os de ou as uni e sidades, alguns documen os de in es igação cien í ica e académica inse idas em P o as Finais, Teses de Mes ado ou Dou o amen o, elacionados com es udo da habi ação domés ica nos cen os his ó icos de algumas cidades, ela i amen e à ua do Tou inho não se encon am es udos documen ados e e en es ao ema em es udo. Um ou o ac o incisi o na escolha des a emá ica ad ém do pa icula in e esse pelo es udo de uma ua que, pelas suas ca ac e ís icas ísicas, sociais e cul u ais, é p opícia a uma in es igação mais ap o undada. A escolha des a p oblemá ica pa a desen ol e como Disse ação passa ambém pela sua singula idade, a endendo-se ao insu icien e núme o de es udos ipológicos e mo ológicos exis en es sob e a ua Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 19 do Tou inho. A apidez e a p o undidade das mu ações u banas pugnam po uma plani icação coo denada da equali icação do cen o his ó ico, no âmbi o do concei o de lexibilidade e de adap abilidade das habi ações domés icas u banas. 1.5 Es u u a do abalho O co po des e abalho es á es u u ado em cinco capí ulos. Capi ulo I O capí ulo I e e e-se ao capí ulo in odu ó io onde se ap esen am as azões da p esen e disse ação e se de e minem pa âme os em que a mesma se desen ol e. Nes e capí ulo se á ealizado a iden i icação do objec o de es udo, a p oblemá ica de in es igação, a de inição dos objec i os, a e e ência das on es consul adas e as me odologias adop adas na elabo ação des a in es igação. Capi ulo II O capí ulo II, abo da os concei os eó icos do habi a u bano, a p oblemá ica do habi a nos cen os his ó icos, o papel da habi ação na con o mação da o ma u bana e os componen es e a e minologia sob e as no as o mas de habi a o espaço domés ico u bano como o con o o, a lexibilidade ipológica e a adap abilidade à ans o mação de usos. Capi ulo III Es e capí ulo dedica-se ao enquad amen o da habi ação no cen o his ó ico de Viana do Cas elo, com o es udo dos aspec os ge ais sob e a e olução e di e sidade dos ipos de espaços domés icos u banos e as di e en es abo dagens na p oblemá ica da eabili ação habi acional do cen o his ó ico de Viana do Cas elo. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 20 Capi ulo IV O capí ulo IV baseia-se na análise mo ológica e ipológica de es udos de caso na Rua do Tou inho no cen o his ó ico de Viana do Cas elo. Nes e capí ulo são elabo adas análises indi iduais dos es udos de caso a a és das ichas que in eg am o le an amen o de cada habi ação e o es udo da sua o ganização espacial. Com base na e e ida análise indi idual é elabo ada uma análise compa a i a dos mesmos onde são elabo ados quad os – sín ese e analisado o ní el de adequação das e minologias das no as o mas de habi a , es udados no capí ulo II. O capí ulo V e e e-se às conclusões ge ais e especí icas da in es igação. Na ealização des a disse ação o na-se undamen al eco e à e isão de di e en es au o es de e e ência, de o ma a enquad a os concei os ap esen ados. Numa p imei a ase ealizou-se a e isão da li e a u a elacionada com a p oblemá ica da in es igação e pos e io men e oi ealizada uma selecção e e isão de bibliog a ia mais especí ica. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 21 CAPÍTULO II Cidade e Residência: o concei o do Habi a U bano Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 22 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 23 2.1 P oblemá icas associadas aos cen os his ó icos Nos úl imos séculos, com a Re olução Indus ial e i icou-se um c escimen o demog á ico u bano e em con apa ida, um abandono do meio u al. A Re olução Indus ial ouxe al e ações es u u ais nas cidades, mas o mode nismo e olucionou a o ma da cidade. Na p imei a me ade do séc. XX, após a Segunda G ande Gue a e a é aos anos sessen a e aos anos se en a, a cidade adicional oi subs i uída po um modelo no o (Lamas, 2010, p. 303) . Segundo Lamas (2010), a génese da cidade mode na e e dois g andes pe íodos. O p imei o, si uado en e duas gue as, designa-se pelo pe íodo das o mulações eó icas e expe imen ais em que os a qui ec os “mode nos” se lança am em oposição à u banís ica adicional e se deb uça am sob e a o ganização da es u u a e sob e a mo ologia da cidade. É nes e con ex o que o qua ei ão, a ua e a p aça dão p io idade às ipologias de o e, de banda e de bloco. O segundo pe íodo, ma cado pelo im da Segunda Gue a Mundial a é aos anos se en a, eco e de o ma acele ada, a cidade com habi ação, bai os e cen os u banos. Es e ipo de cons ução “mode na” em al u a, oi se iamen e c i icada e con es ada na época designada po U banís ica Ope acional. T a ou-se de uma ase de di e en es concei os como a cidade–ja dim, a unidade izinhança, as expe iências alemãs, holandesas e aus íacas, o acionalismo e uncionalismo da Ca a de A enas, as ideias de Le Co busie e as inicia i as dos CIAM 1 . Es as expe iências êm um objec i o comum: a ejeição da cidade adicional e a implan ação dos no os modelos de o ganização do espaço u bano, negando-se a es u u a adicional do ecido u bano de ma iz his ó ica. 1 CIAM – Cong essos In e nacionais de A qui ec u a Mode na Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 24 Segundo a Ca a de A enas (ICOMOS.1933), a cidade é planeada num concei o de ob iga o iedade em isola , sepa a e a uma as p incipais unções da cidade, designadamen e o habi a , o abalha , o laze , o ec ea e o ci cula bem como a ende às deslocações necessá ias pa a o desempenho des as ac i idades. A cidade desenha-se po zonas com unções di e enciadas e po sis emas independen es: sis emas de ci culação, de habi ação, de equipamen os, de abalho e de ec eio com uncionalidade au ónoma ”A consequência des e p ocesso se á a au onomização e independência ísica dos á ios sis emas en e si, ou seja, os á ios elemen os que es u u am a cidade deixa ão de se elaciona espacial e o malmen e“ (Lamas, 2010, p. 303) . A Ca a de A enas desc e e: A ida da cidade mani es a-se a a és dos séculos po ob as ma e iais, açados ou cons uções, que lhe con e em pe sonalidade p óp ia e das quais nasce, pouco a pouco, a sua alma. Es as ob as são os es emunhos p eciosos do passado que se ão espei ados, pelo seu alo his ó ico ou sen imen al (CIAM, 1933, ci ado po Co eia & Lopes, 2004, p.51). O Cong esso In e nacional de A qui ec u a Mode na p omo e e publici a as ideias da a qui ec u a e da u banís ica mode na. O cong esso ap o unda o es udo da o ma u bana e do desenho do espaço ci adino que na década de sessen a, a qui ec os, sociólogos, en e ou os p o issionais e a p óp ia população mani es am eacções de con es ação ao u banismo da cidade mode na, Go don Cullen alo iza a as sequências espaciais em pequena escala e seus po meno es, Ke in Lynch eco e ao desenho da cidade, alo izando a imagem isual (Lamas, 2010, p. 386). Rossi inse ido num mo imen o designado de Tendenza, de ende a impo ância da cidade his ó ica, da a qui ec u a do desenho da cidade e da eabili ação das o mas u banas adicionais. É nes a sequência de ideias, que a cidade an iga passa a se conside ada Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 25 como um luga de g ande alo . Eme gem no as soluções e no os pensamen os, em elação ao u u o a qui ec ónico que se designou de “No o U banismo” 2 . O no o u banismo signi ica: “…a con es ação à u banís ica ope acional bu oc á ica a às suas o mas, p ocu ando no os caminhos no desenho da cidade” (Lamas, 2010, p. 389). A dis inção en e o no o u banismo e o u banismo mode no é a in luência das elações mo ológicas p esen es na cidade adicional. Segundo Asche (2010), es a e olução u bana oi e olu i a, es ando já ins alada uma e olução u bana mode na com “e oluções conside á eis nas p á icas quo idianas dos ci adinos, nas o mas das cidades, equipamen os públicos e nos se iços, na ipologia dos luga es u banos, nas a i udes em elação à na u eza e ao pa imónio…” (2010, p. 61). Hoje i e-se uma e olução digi al que a ec a o assen amen o humano, a o ma de i e e de abalha . A sociedade i e em cons an e ans o mação, a um i mo acele ado: “A di e sidade aumen a igualmen e em i ude da acele ação das mudanças dos modos de ida e dos sis emas de alo es.” (Asche , 2010, p. 42). Segundo Vega a e Ri as (2004), o inicio do século XXI a a essa uma das maio es ans o mações da his ó ia da humanidade, com consequências no espaço económico, polí ico, social e a qui ec ónico. As dinâmicas u banas dependem da e olução das ecnologias desde os p imó dios da esc i a à in e ne , passando pela in enção da imp ensa, do caminho-de- e o, do ca o eléc ico, do ele ado , do au omó el chamados sis emas de mobilidade, “sis emas bip” 3 . Pode- se dize , que oi g aças à in enção e ao a anço des as ecnologias que o c escimen o das cidades se o nou possí el. 2 New U banismo 3 Tecnologias de T anspo e e A mazenamen o de bens, de in o mações e de pessoas. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 26 A sociedade es u u ada unciona como uma sé ie de edes in e ligadas que assegu am uma mobilidade ac escida às pessoas, aos bens e à in o mação o que, num sis ema económico in e nacional, se designa de globalização:” …a cidade se o na cada ez mais o luga da di e ença, ace o de mino ias cul u ais, eligiosas, linguís icas, é nicas, de ní eis de enda, de es ilos de ida, de a qui ec u as … que ad ém em um pe íodo no qual odo o sujei o e oda ac i idade são cada ez mais o emen e a aídos em elação aos di e sos aspec os da globalização (Secchi, 2006, p. 89).”. G aças ao desen ol imen o de anspo es e das elecomunicações, es e p ocesso de u banização passa po um c escimen o u bano, o ganizado em edo das aglome ações mais impo an es, a que se dá o nome de me opolização. As soluções adap adas a di e en es con ex os e a he e ogeneidade azem as cidades c esce de o ma mais ac ual e di e si icada, embo a assen e no edi icado an igo. Po an o, cons ui a cidade é e em con a a di e sidade de si uações, de espaços e de modos de ida. Asche de ende: “É p eciso, po an o, acaba com uma ep esen ação nos álgica da cidade eu opeia que conside a que udo o que é u bano de e se denso e con ínuo” (Asche , 2010, p. 107). Quando se ala na es u u ação das cidades, implica a come cialização dos seus p oblemas, das suas po encialidades e da c iação das melho es condições pa a os seus habi an es “…es u u a uma cidade sem nos alhea mos da o alidade dos p oblemas começa pelo c ia de condições pa a os seus habi an es de modo a não se sen i em ob igados a abandoná-los pa a os g andes cen os do país…” o nando o luga mais adequado aos di e en es modos de ida e “implica sob e udo, sa is aze as necessidades básicas dos habi an es no meio u bano em que i em se aí quise em pe manece ” (Po as, 2005, p. 158). Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 27 As no as o mas de u banização de em conside a o pe il das cidades exis en es. Num es o ço conjun o dos in e enien es no seu p ocesso de es u u ação, as cidades de em se pensadas e plani icadas caso a caso, a endendo aos seus alo es cul u ais, sociais e pa imoniais. “Qualque cidade em elemen os ca ac e ís icos que não são necessa iamen e conside ados como pa imónio nacional mas que são impo an es po que é a a és deles que o cidadão equen emen e se iden i ica como a sua “ e a”. É esse pa imónio que cons i ui a o iginalidade de uma e a, sendo po isso um g ande alo de cul u a local e egional, e ambém um alo de cul u a a qui ec ónica, his ó ica e emocional” (Po as, 2005, p. 160). É na elação das es u u as das cidades, que su gem como pon os de in e esse u banís ico, os cen os his ó icos. Segundo Lamas (2010), o cen o his ó ico, é pa e ac i a da cidade, é o núcleo cen al de um conjun o u bano. O cen o his ó ico, na época da Re olução Indus ial so eu al e ações a ní el de assen amen o endo a expansão da cidade le ado consigo os seus habi an es. Assis iu-se a uma dese i icação dos cen os his ó icos que i am a sua população eduzida a uma aixa e á ia socialmen e en elhecida. Nes e con ex o de desen ol imen o das cidades, assis iu-se a que, em meados do séc. XIX, as cidades eu opeias enham mudado o seu plano es u u al, em necessidade de espos a ao c escimen o demog á ico e ao desen ol imen o indus ial. Es as al e ações a ní el de anspo es, de ci culação e de no os concei os de higiene e de con o o, ouxe am pa a além da sua expansão, a eno ação dos cen os his ó icos. A pa i da segunda me ade do século XIX a é ao im da Segunda Gue a Mundial, no séc. XX o na-se p emen e a adap ação da cidade an iga aos ideais de uma no a ida social. Assis e-se des e modo a uma conjugação en e des uição/ eno ação no que conce ne ao embelezamen o, à ci culação e ao uncionamen o da cidade. Po ol a dos anos sessen a, mui os dos cen os his ó icos azem pa e da p oblemá ica u banís ica passando a se objec o de es udo. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 34 Res au o A igo 9.º:O es au o é uma ope ação al amen e especializada que de e e um ca ác e excepcional. Des ina-se a p ese a e a e ela os alo es es é icos e his ó icos dos monumen os e baseia-se no espei o pelos ma e iais o iginais e po documen os au ên icos. Não de em se emp eendidos es au os quando se es á em p esença de hipó eses isando econs i uições conjec u ais. Nes es casos, qualque ac escen o ou complemen o, que se econheça indispensá el, po azões es é icas ou écnicas, de e á ha moniza -se a qui ec onicamen e com o exis en e e deixa cla a a sua con empo aneidade. O es au o de e á se semp e p ecedido e acompanhado de um es udo a queológico e his ó ico do monumen o. Sí ios monumen ais A igo 14.º: Os sí ios monumen ais de em se objec o de cuidados especiais a im de sal agua da a sua in eg idade e de assegu a a sua limpeza, o ganização ha moniosa e alo ização. Os abalhos de conse ação e de es au o a e ec ua nos sí ios monumen ais de em inspi a -se nos p incípios enunciados nos a igos p eceden es. (ICOMOS.1965) A Ca a de Washing on de 1987, diz espei o, mais p ecisamen e, às cidades g andes ou pequenas e aos cen os ou bai os his ó icos, que exp essam os alo es. Es a Ca a de ende os alo es a p ese a de ca ác e his ó ico da cidade e o conjun o de elemen os ma e iais e espi i uais que lhe de e minam a imagem, em especial: - A o ma u bana de inida pela malha undiá ia e pela ede iá ia; - As elações en e edi ícios, espaços e des e espaços li es; - A o ma e o aspec o dos edi ícios (in e io e ex e io ) de inidos pela sua es u u a, olume, es ilo, escala, ma e iais, co e deco ação; Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 35 - As elações da cidade com o seu ambien e na u al ou c iado pelo homem; - As ocações di e sas da cidade adqui idas ao longo da sua his ó ia. Qualque a aque a es es alo es comp ome e ia a au en icidade da cidade his ó ica (ICOMOS, 1987, ci ado po Lopes & Co eia, 2004, p.215). A Ca a de C acó ia (2000), ci a que al es udo de e es a ligado à pesquisa plu idisciplina : sob e ma e iais e ecnologias usadas na cons ução, epa ação e no es au o do pa imónio edi icado. A in e enção escolhida de e espei a a unção o iginal e assegu a a compa ibilidade com os ma e iais, as es u u as e os alo es a qui ec ónicos exis en es. De e es imula -se o conhecimen o dos ma e iais e écnicas adicionais de cons ução, bem como a sua ap op iada manu enção no con ex o da sociedade con empo ânea, conside ando-as componen es impo an es do pa imónio cul u al (Ca a de C acó ia, 2000, ci ado po Lopes & Co eia, 2004, p.293). Des e modo os planos de sal agua das só de e ão se cons i uídos após a ealização de es udos cien í icos ealizados po equipas plu idisciplina es compos as po : - especialis as em conse ação e es au o, incluído his o iado es de a e;- a qui ec os e u banis as; - sociólogos e economis as;- ecologis as e a qui ec os paisagis as; - especialis as em saúde pública e segu ança social, e, em ge al, po odos os especialis as em disciplinas elacionadas com a p o eção e alo ização dos conjun os his ó icos (UNESCO, 1976, ci ado po , Lopes & Co eia ,2004, p.179). No en an o, es es ideais não podem se o almen e acolhidos, a endendo à e olução e às mudanças impe uosas nos modos de ida Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 36 da sociedade mode na. Se po um lado, as pessoas p imam po uma adap ação às no as o mas de ida mais con o á el, po ou o eagem quando o plano é excessi amen e eno ado , con es ando o aniquilamen o de bens aos quais es ão es i amen e ligados. A au en icidade do pa imónio u bano exige abe u a na men alidade e lexibilidade, sendo que cada caso é um caso e es á inse ido pa icula men e num uni e so socioeconómico, cul u al e ambien al. “ En la cuidad con i en lo iejo y lo nue o, lo que la his ó ia p opone como alioso y lo que in e esa pa a el u u o “ (Vega a & Ri as, 2004, p. 155). Em sín ese, o cen o his ó ico em de da espos a a p oblemas que se colocam hoje, como po exemplo a habi abilidade, os espaços e des de ec eio e laze , o es acionamen o na p oximidade da esidência e a o e a de equipamen os sociais, de ensino e despo i os e de comé cio local essenciais à sua exis ência. A qualidade do espaço público ganha signi ica i a impo ância na e i alização dos cen os his ó icos uma ez que os espaços de laze sa is azem o bem-es a dos cidadãos esiden es e não esiden es. A o e a de equipamen os colec i os e se iços ajus ados às necessidades dos habi an es, que ão desde o pa que in an il ao cen o de dia ou a esidências pa a idosos, escola básica, aos campos de jogos, aos ginásios e ou os, passam a cons i ui uma mais- alia pa a a ixação da população esiden e. Des a o ma, os espaços públicos e p i ados adop a am uma elação de dualidade impo an e que se aduz na o ma u bana na qual, os cen os his ó icos pode ão su gi como uma opo unidade e como uma p imei a escolha de luga pa a i e . Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 37 2.2 O papel da habi ação na con o mação da o ma u bana O concei o habi a , segundo Vega a e Ri as (2004 ), es e e his o icamen e condicionado pelas ino ações que se c ia am, o que al e ou as o mas de habi a , o modo de p oduzi , as elações sociais, a o ganização polí ica, o e i ó io e as cidades. Segundo Lamas (2010), a o ma u bana consis e na o ganização do espaço ans o mando-o como o ma esolu i a dos p oblemas da cidade. As ciências u banís icas e de a qui ec u a de e ão e semp e um espí i o in e en i o assen e na a iculação dos elemen os mo ológicos que cons i uem o espaço u bano. Cada ua ou cada p aça êm a sua pa icula idade nos edi ícios que as de inem e as es u u am como unidades espaciais e como elemen os mo ológicos. A o ma ísica de um espaço implica semp e uma dimensão e uma escala que, embo a sem limi e especí ico, cons i ui uma o ma u bana. Os cen os his ó icos cons i uem unidades de espaço u bano com o ma p óp ia. Segundo Cullen, os seus elemen os mo ológicos, as suas ca ac e ís icas e dimensões, os pa imen os, as co es, as ex u as e a ege ação, o ganizados en e si, desenham a o ma u bana. Pa a Lamas (2010) é a a és dos edi ícios e com a sua o ganização di e enciada como a ua, a p aça e o beco que se cons i ui o espaço u bano. Segundo o au o , cada espaço u bano em a sua p óp ia exp essão a qui ec ónica que o ca ac e iza. As a cadas, as a andas são elemen os ca ac e izado es de espaços p óp ios, dando-lhes singula idade e iden idade pa icula . O au o Coelho (2009) a i ma que pa a aze cidade é necessá io habi ação e po conseguin e não az sen ido exis i cidade sem habi ação, des e modo e com apoio na análise das in e enções habi acionais conside adas mais adequadas, ealizadas com base em p ojec os de a qui ec u a u bana, Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 38 Rossi de ende que “ A cidade semp e oi amplamen e ca ac e izada pela esidência” (Rossi, 2001, p. 96), o espaço esidencial az pa e da cons i uição do ecido u bano e sem ele a cidade deixa de exis i . Os espaços esidenciais e a ca ac e ização das ipologias es ão in imamen e ligados à o ma u bana. “A ipologia edi icada de e mina a o ma u bana, e a o ma u bana é condicionado a da ipologia edi icada, numa elação dialéc ica “ (Lamas, 2010, p. 86). Fig. 3 Di e en es Fo mas U banas Fig. 4 A Fo ma U bana da pa e me idional de Manha an, New Yo k Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 39 Segundo Lamas (2010 ), é no pe íodo en e as duas gue as, pe íodo de e olução na a qui ec u a e no u banismo, que se in ensi ica uma ipologia no habi a esidencial. Es a ipologia e e início nos qua ei ões dos bai os holandeses, alemães e na Uni é d´Habi a ion de Le Co busie em que o ipo edi icado ai o igina e de e mina a o ma u bana. A Uni é d´Habi a ion, c iada po Co busie é apoiada na cons ução de ipo bloco colec i o e alo iza os p incípios da e olução e da indus ialização. T a a-se de um modelo u banís ico desenhado pa a desen ol e um sis ema de cidade dispos o na e ical. É nes e pe íodo his ó ico, que a o ma u bana se de ine não só como esul ado mas ambém como p omo o a da ipologia edi icada. Pa a Lamas (2010), as polí icas pa a os cen os his ó icos de em se a iculadas com as polí icas que se desenham pa a a globalidade da cidade. A ecupe ação dos cen os his ó icos implica, como já an e io men e e e ido, uma capacidade de da espos a aos mui os p oblemas ad indos aquando da es u u ação da cidade e não isola - se como um núcleo echado em si p óp io. Os cen os his ó icos são pa e in eg an e na plani icação do conjun o u bano do qual depende e se az depende . De uma o ma ge al, as cidades his ó icas ap esen am uma ca ac e ização de uma ipologia de cons ução es ei a e comp ida e com a iados ipos de cé ceas com u ilidade mis a. Os pisos supe io es des ina am-se a habi ação, enquan o que o piso é eo, com ligação di ec a à ua, se desen ol ia numa mul iplicidade de unções e ocupações ge almen e come ciais nomeadamen e lojas, o icinas, en e ou os. A mis u a uncional habi ação / se iços é uma solução a o á el. Enquan o a unção esidencial p ocu a um ambien e mais calmo e eca ado, as ou as unções bene iciam de ambien es de maio dinamização. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 40 Segundo Lamas (2010), os p incípios de endidos na Idade medie al passa am pela ideia de que i e e a sinónimo de abalha . Daí o ac o de as o icinas de a esãos e a is as se em ex ensões na u ais da casa. A ac i idade p incipal desen ol ida na cidade medie al, o comé cio, os se iços en e ou os, con ibuíam pa a a dinamização dos cen os his ó icos, ga an indo alguma segu ança e bem – es a aos ci adinos: “Os come cian es de p oximidade o e ecem não somen e se iços ú eis pa a os ci adinos mas desempenham ambém um papel impo an e na animação da ida u bana e na quali icação e segu ança dos espaços públicos. Po que não ajuda-los?” (Asche , 2010, p. 120). Es a ac i idade das cidades oi-se modi icando ao longo dos empos pela al e ação no modo de ida das pessoas. C iou-se uma es u u a de ida mui o i egula com a modi icação das es u u as amilia es, com ho á ios ince os, mais a dios e ambém com a mobilidade dos locais de abalho. As condições de ci culação de anspo es e de es acionamen o adequadas à mo ologia u bana con inuam a aze pa e dos á ios p oblemas pa a os cen os his ó icos. Na maio pa e dos casos não é possí el c ia es acionamen o no in e io dos lo es, dada a eduzida dimensão das achadas e do p óp io lo e. A al a de equilíb io da composição a qui ec ónica das achadas e a es u u a in e io do p óp io edi ício cons i uem ambém uma das condicionan es pa a a solução do e e ido p oblema, segundo Lamas (2010). Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 41 2.3 Componen es e e minologias gené icas ela i as às no as o mas de habi a o espaço domés ico u bano Nos empos ac uais, habi a os cen os das cidades de e ia cons i ui uma p ocu a dos cidadãos e se enca ado como uma mais- alia à sus en abilidade. Segundo Secchi (2006), os cen os u banos, esquecidos no empo em a o ecimen o das cons uções pe i é icas e me opoli anas, de e ão passa a se mais conside ados e mais en endidos como uma o ma de sus en abilidade. Na e dade, a eabili ação dos cen os his ó icos pode se pensada como concei o de sus en abilidade a á ios ní eis: económico, ecológico e ambien al. Habi a no cen o his ó ico pe mi e a lexibilidade de esidi e abalha num mesmo espaço ou em acções independen es ou mesmo a uma dis ância maio mas semp e com a possibilidade de se pode desloca a pé ou de bicicle a op imizando cus os de deslocação, de p o ecção da camada de ozono e a é a p á ica de exe cício ísico endo em con a a sus en abilidade ecológica. Ou a an agem em habi a o cen o é a possibilidade de c ia condições e espaços de cul i o p óp io de alimen os necessá ios pa a au o- consumo. Es e ipo de soluções ende a aumen a e a in eg a -se no es ilo de ida das pessoas. A maio pa e des e ipo de habi ações possui pequenos ou g andes log adou os que, cada ez mais são ap o ei ados. O Es ado, jun amen e com as au a quias, de e e um papel undamen al na p omoção da habi abilidade dos cen os his ó icos, c iando pa a isso condições a ac i as e di e si icadas. A p óp ia ipologia de habi ação de e á co esponde aos seus u en es a endendo às di e en es aixas e á ias e às di e en es classes sociais e cul u ais. São es es ac o es, jun amen e com a a iedade de a acções cul u ais e de possibilidades da c iação de emp egos, que azem as cidades c esce . Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 42 Com o a ança dos empos, as o mas de i e dos cidadãos so e am al e ações pa alelamen e à mudança dos hábi os. “Cambios en los p óp ios modos de ida que hoy se adi inam sensibles – y, po an o, ambién en las espues as a qui ec ónicas a ellos e e idas…” (Gausa & De esa, 2010, p. 141). Fig. 5 Rep esen ação da es a u a social da cidade con empo ânea de 1853. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 43 É na sequência des as al e ações que su ge a necessidade de pensa a habi ação, adap ando-a às no as ealidades. O desen ol imen o das ecnologias, das elecomunicações e da sus en abilidade, ou seja, es a o ma de comunicação em ede, eio acili a a oca de in o mação o nando-a mais céle e e mais globalizada. As no as o mas de habi a o espaço domés ico u bano es ão ambém associadas ao desen ol imen o dos ma e iais, po sua ez, aliados ao p og esso dessas ecnologias, o nando o espaço de habi a , de laze e de con í io mais lexí eis e mais e sá eis. É nes a sequência que su ge um no o concei o, o de mobiliá io mó el, um concei o acili ado nas di e en es unções de compa imen os mu á eis ao longo do uso da habi ação: “ Há cada ez mais a possibilidade dos âmbi os não se em só os da sala de e eições, cozinha, e c , mas que sejam an es o espaço pa a o elax , pa a a in e acção ou o espaço com uma missão mais elacional onde se possam jun a unções em á eas mais amplas. Com as no as ecnologias, podemos ala do espaço do ele abalho, da p ojecção e comunicação.” (Gausa & De esa, 2010, p. 53). São ac os esul an es do es udo des as al e ações na o ma de habi a o espaço domés ico u bano os au o es de e e ência como, de en e ou os, Allison e Pe e Sim ho s, men o es do p ojec o “Casa del Fu u o”, Chanéac com a aplicação de no os ma e iais na época, Shige u Ban com a “Pape House”, uma c iação de espaços amplos e lexí eis e Toyo I o com o p ojec o da casa Pao em que a lexibilidade do espaço é u ilizada ao ex emo. Es es au o es des acam-se pelo es udo que ealiza am ela i amen e à ans o mação da o ma de habi a , nomeadamen e na u ilização de espaços mais lexí eis segundo a Re is a a+ (1999). Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 50 amaño , g an núme o de pe sonas y de ac i idades.” e ”La casa es una sala que se coloniza g acias a los âmbi os que es os muebles sugie en po su disposición o po sua o ma – como las camas com dosel que pa ecen ep oduci una habi ación“ (Mon eys & Fue es, 2001, p. 104). A sociedade ans o mou-se, o modo de ida al e ou-se, a es u u a amilia so eu mudanças, a educação adap ou-se, o ca o, o ele one e a p á ica eligiosa acompanha am as al e ações da sociedade e o concei o de é ias ab iu no os ho izon es. Mas o p og ama habi acional man e e-se o mesmo e coube aos a qui ec os in e i de uma o ma mais ac ual e adequada, adap ando os espaços in e io es das habi ações às no as o mas de ida, segundo Mon eys & Fue es, (2001). É es a necessidade de mudança que ai ede ini o espaço domés ico público e p i ado. Is o é, ai eo ganiza as compa imen ações, como ins alações sani á ias, qua os, cozinhas e a má ios de o ma a o na em o espaço de habi a mais lexí el e mais e sá il. O a anço das ecnologias, dos p óp ios sis emas a qui ec ónicos e dos sis emas cons u i os pe mi e uma di e sa conjugação de espaços a escalas di e enciadas. Encon am-se ambém o uso dos elec odomés icos, sis emas de som, compu ado es, en e ou os sis emas mais complexos como aspi ação cen al, in e ne , cabo que, po se e em o nado cada ez mais imp escindí eis no dia-a- dia, êm de es a conside ados na p ojecção dos di e en es espaços. Hoje, ao esul ado do a anço das no as ecnologias, é possí el c ia num mesmo espaço, á ios cená ios dis in os, a a és de elemen os mecanizados como pa edes amo í eis. Pode-se dize que a ans o mação da sociedade esul a em pa e da e olução das ecnologias e oi g aças ao seu desen ol imen o que o c escimen o das cidades se o nou possí el. É o apa ecimen o de uma no a economia do conhecimen o e da in o mação que ca ac e iza a sociedade ac ual. A exp essão “no a economia” ab ange Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 51 as no as ecnologias de in o mação e de comunicação (ha dwa e e so wa e), a ne -economia, ou seja, as ac i idades económicas dependen es do uso da in e ne e ainda a economia cogni i a que comp eende o uso da in o mação e dos p ocedimen os na p odução, na enda e na aplicação dos conhecimen os nas ac i idades indus iais e nos se iços segundo Asche (2010). Es a no a economia exige uma a iculação en e o capi al cogni i o nas pessoas, nas máquinas e na o ganização. Há uma alo ização dos sabe es, do sabe aze , nas elações pessoais, na c ia i idade, e c. “O desen ol imen o da ne - economia (comé cio elec ónico de e alho e en e emp esas, o chamado e - comé cio, a e - o mação,e ele -sensino, e- ec u amen oe e-pessoal empo á io, e-saúde e elemedicina, e-banco/segu os, e-bolsa, e-segu ança e ele igilancia , e e-in o mação e elejo nais, e c.) muda os c i é ios de localização das ac i idades e pa icipa nomeadamen e na econ igu ação das cen alidades e das especializações come ciais.” (Asche , 2010, p. 54). A al e ação de usos e mesmo das elações sociop o issionais le ou, a que algumas pessoas deixassem o seu local de abalho e passassem a abalha nos seus espaços domés icos. É nes e con ex o que as habi ações u banas, pa icula men e as dos cen os his ó icos, pe mi em uma lexibilidade de unção e de uso. A pe meabilidade de habi a num piso e de abalha nou o e a agilidade de deslocação azem uma mais- alia na sus en abilidade de cus os, e elando-se adequadas aos modos de ida con empo âneos, segundo Asche (2010). Resul an e do pe íodo pós-indus ial, es a e sa ilidade eio esol e e acili a as ques ões de mobilidade, de comunicação e de abalho com que o mundo de hoje se depa a. Es e ipo de es u u a social em ede alimen a uma no a solida iedade, c iando in e dependência Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 52 en e indi íduos mas semp e no sen ido de desa io pa a uma solida iedade com in e esses colec i os. Em o ma de sín ese, pode-se a i ma que o desen ol imen o das écnicas e ecnologias são ac o es de e minan es na al e ação das sociedades e, consequen emen e, nas o mas de epensa o espaço de habi ação u bana. As e minologias lexibilidade e adap abilidade con e em-se nas pala as - mãe pa a es e ipo de ida. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 53 Fig 9 Es údio de A is a em Soho de Manha an Fig. 10 Casa de es udan es en Vaasa de P jo e Ma i Sanaksenaho Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 54 Enquad ado no âmbi o do ipo de habi ação lexí el, o lo , su ge como um enómeno u bano no a-io quino de g ande in e esse pa a a sociedade da época. O lo nasce em meados do século XX, com a ocupação po a is as, dos a mazéns e das áb icas abandonadas na pe i e ia das cidades. Andy Wa hol e Donald Judd, dois a is as plás icos ame icanos, desen ol e am es a o ma de habi ação a pa de um es ilo de ida adop ado em a o da libe dade e da ana quia. O lo e a essencialmen e o modo de habi a p e e ido do a is a que passou do mundo do unde g ound pa a o es ilo de ida ebel - chic. O lo su ge como o local de abalho e de habi ação c iando uma no a o ma de ida u bana. Es es ipos de espaços são ca ac e izados pela sua g andeza de supe ícies p o undas, azias e lexí eis. “la idea de lo como luga de odos los posibles” (Gausa & De esa, 2010, p. 145) . Es e enómeno u bano começou po e uma cono ação “al e na i a” e oluindo pa a uma o ma de pensa , p ojec a e habi a . Es e ipo de habi a dep essa encon ou p ojecção nos espaços da cidade nomeadamen e, nos cen os his ó icos. Habi ados po g upos de amigos e a is as, o lo de ine-se ambém como mani es ação na desc ença de alo es, nomeadamen e nos alo es de amília, e de desejo de solidão. Es e modo de ida az um no o concei o de elicidade e de independência. O lo pe mi e a máxima lexibilidade e a ap idão e olu i a de uma a qui ec u a que ence o empo e o espaço. Des a o ma, su ge como p imei a expe iência do no o espaço de habi ação mode na e é ainda hoje uma e e ência ipológica ao ema da in es igação da habi ação. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 55 Fig.11 Domes ic P o o ype . Li in Uni , 1994. Fig 12 Vinyl Mi o d House, 1994 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 56 Cada ez se p ocu a mais a c iação de o ganização espacial po in e médio de elemen os sepa ado es mó eis ou desmon á eis, mais do que pa edes di isó ias ixas. O mobiliá io é um elemen o que não cons i ui um componen e da habi ação, mas que pode á o na o espaço mais ou menos uncional e em cada ez mais sido le ado em con a como o ganizado espacial. Es e no o concei o de “mobiliá io mó el” pe mi e uma e sa ilidade de compa imen os acilmen e mu á eis, con o me a uncionalidade necessá ia, podendo assim esponde à exiguidade dos espaços. Es as á eas mínimas compa imen adas al e nadamen e po zonas de do mi , de abalho e laze podem sa is aze as necessidades dos seus u en es. Mesmo as á eas de se iço êm dado espos a ao g au de lexibilidade po mobilidade das peças sani á ias que podem se e i adas ou ecolocadas nou os locais da habi ação. S e en Holl de ende: ”Vi e a expe iência da poesia da luz e do espaço con i ma o po encial es imulan e da a qui ec u a.”. De ende ambém que: “O espaço que -se meio plás ico, um espaço a iculado des inado a ab i o in e io es ei o dos apa amen os de po as ligei as e pi o an es concebidas pa a pe mi i que os ocupan es possam ans o ma es e espaço in e io numa cons an e modi icação dinâmica” (Pa icio, 2001, p. 53). Des a o ma, a impo ância des es elemen os aumen a, enquan o o ganizado es espaciais, à medida que se p e ende habi ações com meno núme o de compa imen ações - “open space”-, uma ez que são es es os componen es que acabam po de ini os pe cu sos in e nos da habi ação Toyo I o e e e que: “Quando alo de e úgio ou de i ual, e i o-me à casa como ideal, pa a além dos empos e das cul u as”. Re e e-se ambém à “casa con en o é como a casa–caixa, pe e sa, não é como a casa mode na, é uma caixa-mul iusos, com lexibilidade”, assim como, “…a a qui ec u a é mais dinâmica em Escola Supe io Gallaecia odos os sen idos, é e olu i a e ans o má el.” ep esen a a ideia de habi a pode inclua p o (Pa icio, 2001, p. 53) Fig. 13 mobiliá io de plás icos pe mi em concebe o sen a como um espaço in e io Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 57 odos os sen idos, é e olu i a e ans o má el.” ep esen a a ideia de habi a pode con e e - se numa inclua p o cessos e olu i os, combina ó io e de ans o mação (Pa icio, 2001, p. 53) . Fig. 13 Ve ne Pan on o og a ado na sua Pan owe (1968- 1969). Os módulos de mobiliá io de plás icos pe mi em concebe o sen a como um espaço in e io Fig.14 Cab io le – Bed de Joe Colombo de 1969 HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO odos os sen idos, é e olu i a e ans o má el.” e “Tudo o que se numa lógica que de ans o mação ” 1969). Os módulos de mobiliá io de plás icos pe mi em concebe o sen a como um espaço in e io Bed de Joe Colombo de 1969 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 58 Como a maio pa e dos espaços que compo em a casa, um dos compa imen os que so eu mais al e ações p og amá icas ao longo do espaço habi a oi a cozinha e pode-se conside a que é uma compa imen ação da habi ação mul i o me e mul i uncional. Como espaço exíguo da casa, eque um es udo p e iamen e pensado pelo ap o ei amen o de odos os espaços dada a es ição da á ea mas ambém plani icada como um espaço suscep í el de adap ação e al e ação. Mul i o me pela sua disposição ísica a ia elmen e em U, em I ou em L de aco do com a o ien ação da luz a que es á sujei a e á con o midade com os es an es espaços. Podendo se a con inuação desses mesmos espaços como po exemplo da sala ou como um compa imen o á pa e dos es an es di isões. Ou ainda escamo eado po di e en es soluções como painéis amo í eis, a má ios, pa edes en e ou os. A mul i uncionalidade des e compa imen o p ende-se com as di e en es ac i idades em adequação ao seu núme o de ocupan es. A cozinha de uma pessoa que i e sozinha de e á e um es udo di e en e da cozinha des inada a um casal com ou sem ilhos. Enquan o a cozinha na p imei a si uação pode á se um local de necessidade espon ânea, nos ou os casos pode á se a é um local de encon os, pa ilhado comummen e. Na e dade a cozinha de e á se es udada de aco do com as al e ações da ida das pessoas em que o p imei o caso pode á num cu o espaço de empo o na -se um exemplo do segundo caso. A es u u a des e espaço de e á a ende às di e en es condicionan es dos u en es, pessoas com mobilidade condicionada, pessoas com idade a ançada ou ou as ba ei as pessoais. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 59 Fig. 15 P ojec o de eiculo anspo á el e lexí el pa a os sem ab igo que se e como uma casa mó el Fig 16 Espaço imp o isado e lexí el de e eição na mala de um au oca o Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 66 No âmbi o da aplicação das no as ecnologias na o ma de habi a , su ge Hi oshi Abe, um dos a qui ec os mais anscul u ais da sua ge ação. A capacidade do homem ul apassa os seus limi es ísicos, segundo o au o , de e-se à in odução das no as ecnologias. As no as ecnologias de em conduzi a um pensamen o ociden al que se baseie na dualidade de espí i o e ma é ia. O a qui ec o de ende nas suas ob as um sis ema de cons ução empo á io, combinando ma e iais simples, num sis ema de aplicação ácil pe mi indo ao público ealiza a sua cons ução p óp ia. Num dos seus colóquios, Hi oshi ap esen ou um sis ema de es u u a ans o má el de ácil aplicação, adap ando os espaços a amanhos e o mas di e en es. Nos seus p ojec os e ela p eocupações po uma a qui ec u a em e olução do mundo do Homem com o ambien e. Hi oshi dou ina nas suas publicações, que o papel do a qui ec o não é o papel de c ia uma ida ideal, nem uma casa ideal mas sim de in e agi en e a ida e o meio ambien e. Em mui os dos seus p ojec os de habi ação Hi oshi eco eu à écnica da “banda lexí el” em que a casa ganha o sen ido de mo imen o, mas ambém de limi e. Compa a o sis ema de cons ução de mo imen o e de limi e como um es ilis a adap a o ecido ao co po na con igu ação de en ol imen o. Também Shige u Ban, pa icula men e econhecido pela sua a qui ec u a de”papel”, desen ol eu o concei o da lexibilidade em alguns dos seus p ojec os de habi ação. Os p ojec os Pape Log House comp eendem ab igos de u gência em ca ão cons uídos, na sequência de di e en es ca ás o es mundiais dada a sua sensibilidade pa a os p oblemas humani á ios. In luenciado pelas egiões supe po oadas do seu país, Japão, e pelas si uações de ca ás o es na u ais, en a concebe nos seus p ojec os Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 67 Fig.22- Casas de Ab igo p ojec adas po Shige u Ban Fig. 23- Desenhos do P ojec o Pape House de Shige u Ban Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 68 espaços de libe dade, abe os e lexí eis, libe ando as casas de pa edes. É sua p eocupação eduzi o núme o de compa imen os cingindo-se ao mínimo de pa edes dando assim uma luidez máxima ao espaço in e io e ao p olongamen o isual em di ecção ao ex e io . Na Naked House ep esen a um espaço único sem sepa ação onde os mó eis se deslocam sob e odas ao bel-p aze e necessidades da amília. Na Cu ain Wall House são as pa edes que ence am o pe íme o do anda da sala de es a azendo a sepa ação com pa edes de id o de co e . A “a qui ec u a de papel“ des e a qui ec o em es udo de ine-se como um ma e ial de ácil anspo e, ba a o, le e, com odas as dimensões desejados e a pa i de papel eciclado. In luenciado pelos mó eis de madei a de uma exposição de Al a Aal o, ele c ia ubos em ca ão em subs i uição da madei a. É com base nas pesquisas ealizadas no cen o indus ial e ecnológico de Tóquio que Shige u Ban cons ói a Pape Galle y e a Pape House, sua p óp ia casa. A Pape House ap esen a uma es u u a em ubos de ca ão ligei amen e a as ados en e si em o ma de S, em conjugação com uma es u u a de id o quad ada de 10 me os de lado, em que uma ex emidade se p olonga a é ao ex e io . Nes e espaço es á inse ido um ja dim e uma casa de banho que se ab e pa a o in e io quase despido de mobiliá io. A en ada de luz, Shige u es udou-a sabiamen e a a és dos a as amen os dos 110 ubos de ca ão. Es e espaço o almen e lexí el ab e-se pa a as a andas que culminam nos ja dins japoneses. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 69 Fig. 24- P o o ipo da céllula Poli alen e de Chanéac, 1960 Fig. 25- P o o ipo da céllula Poli alen e de Chanéac, 1964 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 70 O a ui ec o Chanéac, no abilizou-se com o es udo dos sis emas de habi ação modula es lexí eis. De ende uma a qui ec u a o gânica, e olu i a e mó el ca ac e izada pela implan ação li e de células indi iduais. São células em o ma pa alelepipédicas indus ializadas e no malizadas de ácil anspo e e mon agem. Es as células ab em a uma e lexão sob e a es u u a modula na a qui ec u a. Es e sis ema modula possibili a a ácil emodelação do in e io e o aumen o ou edução das di isões. Os ma e iais sin é icos u ilizados po Chanéac como poliés e , esina e espuma, p es am-se a se i uma a qui ec u a espon ânea a a és da mon agem de elemen os p é – ab icados dando-lhes uma o ma de cu a u a mais e sá il. Es es cascos êm a capacidade de se adicionados con o me as necessidades podendo o ma conjun os que pode ão a ingi dimensões megalí icas. Chanéac de ende es a combinação de elemen os modula es olumé icos ab icados em massa como uma o ma de esponde aos p oblemas u banís icos da época e de c escimen o exponencial da cidade eu opeia. Com es a no a a qui ec u a o a qui ec o não p e ende descu a a es u u a da cidade p imi i a mas sim apenas in eg á-la na sua pe i e ia. C iado do Eme gem Design (associação de designe s) Tom Wiscombe, p ossegue pesquisas sob e p oblemas de globalização, ecnologia e ma e ialidade. Es e g upo de designe s p omo e a c ia i idade jun o dos clien es. O seu egis o de in e enção ai desde o p ojec o de g ande escala a é a a qui ec u a de in e io es. Eme gem Design abo da a a qui ec u a como um p odu o de p ocessos e sis emas ma e iais que de e minam a u banização e a cul u a numa pe spec i a mais economicis a e a ís ica. De ende um pensamen o lexí el e sis emá ico em que é impe a i a uma a iculação das o ças globais e locais. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 71 Fig. 26 Mic o - Mul i House de Eme gem Design, los Angeles, 2001 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 72 Eme gem Design en a es ende a á ea de in luência da a qui ec u a a a és de ideias ealizá eis e em up u a com a p á ica adicional, num concei o de a qui ec u a de massa e não de exclusi idade. Em 1985, su ge a publicação do p ojec o de habi ação lexí el denominado Pao de las chicas nómadas de Tóquio, concebido pelo a qui ec o, Toyo I o. Es e p ojec o de habi ação p á ica e de cu a du ação es á p edes inada à mulhe jo em, p eocupada com a sua ca ei a p o issional mas que p ecisa de um pequeno espaço pa a descansa e pa a os seus e oques da ida pessoal. É um es ilo de ” uma mulhe jo em, independen e, ociosa e consumis a, um sujei o em si mesmo banal, mas que, com sua me a p esença – pa asi á ia. Coloca em ques ão a ama social japonesa, al amen e hie a quizada, sexis a e adicional” (Ábalos, 2003, p. 152). Fig. 27-Plan a da Casa do Fu u o de Alison e Pe e Smi hson Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 73 Fig. 28 a) b) c)-Iin e io e pe il da Casa do Fu u o de Alison e Pe e Smi hson Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 74 Alison e Pe e Smi hson, segundo Vido o (1997), desen ol e am uma o ma de encon a a lexibilidade no espaço de habi a , de o ma a co esponde às exigências da ida quo idiana, como é exemplo a “ La Casa del Fu u o” . Es e p ojec o ap esen a-se como o p o ó ipo da casa ideal. P e ende se uma casa de cidade, com ja dim in e io . O concei o ge al baseia-se na disposição das di isó ias en iesadas, como o ma de c ia p i acidade, dos quais os compa imen os se undem uns com os ou os. Cada compa imen o usu ui de amanhos e al u as dis in as. A es u u a é moldada em plás ico e gesso ib oso. T a a-se de uma es u u a epidé mica compos a po pa es independen es cuja união esul a de jun as lexí eis que abso em os mo imen os é micos. A iluminação p e ende se um elemen o pa icula da casa c iando, um ca ác e singula , na habi ação. Pelo ex e io , obse a-se uma cobe u a com duas cu a u as cônca as acili ando a en ada de luz na u al. A cobe u a e es e-se a alumínio pa a e lec i os aios sola es. O casal Smi hson desen ol eu ambém o concei o de Casas Elec odomés icos, ca ac e izadas pelas eduzidas dimensões dos espaços adicionais e pela no a disposição dos equipamen os domés icos. A ideia já implemen ada nos Es ados Unidos, p e ia uma p ojecção nos países da Eu opa. Es a o ma de cons ução lexí el é es u u ada em cubículos des inados a di e en es compa imen os da habi ação. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 75 Fig. 29 a) b) c)- Axonome ia e In e io da Casa do Fu u o de Alison e Pe e Smi hson Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 82 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 83 CAPÍTULO III A habi ação no Cen o His ó ico de Viana do Cas elo Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 84 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 85 3.1- E olução e di e sidade dos ipos de espaços domés icos As o igens de Viana do Cas elo, à semelhança de mui as ou as cidades, emon am à época cas eja. Com a chegada dos Romanos, a população desce do cimo do Mon e de San a Luzia, local de e en e de ensi a, pa a o ale e su gem en ão, segundo Almeida (2009 ). as p imei as habi ações dispe sas. Pela sua posição geog á ica, Viana em condições pa a as ocas come cias ma í imas e lu iais. “São es as cidades po uá ias…que, sem queb a em o localismo de uma e a de u ais, anunciam, e pela in ensa ida do ma , não só a pesca e a na egação de cabo agem, mas as elações dis an es com ou os con inen es, ou as gen es, ou os p odu os, a eles ligadas e deles sepa adas po um g ande oceano que os seus na u ais, an es de ninguém, ap ende am a pe co e ” ( Fe nandes, 1995, p.23). Segundo Lamas (2010), a o mação da cidade his ó ica ealiza-se o ganicamen e com elemen os das an igas es u u as omanas, sob epondo-se o açado o ogonal omano ao açado adiocên ico. A cidade medie al abandona a escala monumen al da cidade omana, susci ando in e esse pelo alo da cidade mais in imis a a a és do desenho da o ma à escala apoiando-se nas classes sociais de a esãos e come cian es. Pa a Lamas, a ua passa a se o elemen o p incipal da u be medie al. Ca ac e izadas po uas es ei as, são des inadas e desenhadas pa a a passagem de peões e animais. A ua é de inida pelos seus edi ícios de achadas com g ande alo come cial. Nomeadamen e, o piso é eo dos edi ícios se ia de loja, sendo uma ex ensão de me cado e de negócio de comp a e enda enquan o os pisos supe io es se des ina am à habi ação. As habi ações são egula es e uni o mes, o mando um plano de achada e de cé ceas com uma i egula idade olumé ica con olada, p oduzindo e ei os cénicos a iados, que Si e designa de pi o escos. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 86 As uas delimi am qua ei ões e es es subdi idem-se em log adou os e em edi ícios. É nes e conjun o de qua ei ão, log adou o, p édio e achada que se de inem as ca ac e ís icas da cidade da Idade Média e p olongam-se a é aos dias de hoje. Mo is des az a ideia de que “as cidades medie ais ossem insalub es e excessi amen e densas, pois a es ei eza das uas se ia compensada pela exis ência de ho as, ja dins e espaços li es no in e io dos qua ei ões.” (Lamas, 2010, p. 154). Segundo Almeida (2009), no inal da Idade Média, Viana do Cas elo apa ece como um pequeno núcleo, localizado jun o ao io. A o ien ação p incipal das uas é pa alela ao io, c uzada com eixos dis ibuido es, p a icamen e pe pendicula es. Ap esen a uma egula idade no açado que se pode explica pelo ac o da zona e sido ela i amen e plana ou po e exis ido uma p imei a implan ação da época omana. No en an o, a expansão da cidade su ge de uma o ma comple amen e descon ínua. É abandonado o an igo cas o e o mado e um no o núcleo u bano, implan ado pa a sup i as no as necessidades ag ícolas. Es á localizado numa posição de ensi a, ela i amen e ao ma , e jun o da an iga ia omana. O seu amanho e lec e, em pa e, o abandono da ida ci adina pe pe ado du an e a Idade Média. A o ma u bana de Viana do Cas elo, no inal da Idade Média é ca ac e izada po uas es ei as e pa celas exíguas. O açado é egula , com in luências omanas. Exis em dois eixos p incipais bem ma cados, no c uzamen o dos quais nasce a zona p incipal des e pequeno núcleo com apenas um cu o des io que se pode explica pela mo ologia do e eno. Segundo Almeida (2009), o açado da mu alha, concluído em 1374, ap esen a a um pe íme o o alóide de 685 me os. As uas do seu in e io o ma am um espaço con ido e bas an e egula . Aqui Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 87 exis iam duas uas p incipais: a da P aça Velha e a do Hospi al, que ainda hoje conse a o nome de Hospi al Velho. Es as duas uas e am a a essadas po se e ou as uas ans e sais com os seguin es nomes: Rua do Cais, Rua da Viela Cega, Rua G ande, Rua da Judia ia, Rua do Tou inho, Rua do Poço e Rua dos Fo nos. A mu alha de ine as qua o po as da cidade:- Campo do Fo no, da Ribei a, do Pos igo e das A a onas; que se co espondem com os qua o pon os ca diais e e am encimadas po imagens de san os. Fig.31 - Mu alha da ila de Viana no século XVI Legenda: A: Po a de S. Ped o; B: Po a da Ribei a; C: Po a do Pos igo; D: Po a de San iago. E: Campo do Fo no; F: Ma iz; G: P aça Velha; H: Hospi al Velho; I: P aça da E a Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 88 A plan a da cidade, no ano de 1756 iden i ica cla amen e o núcleo medie al e espec i os elemen os de ensi os assim como a cons a ação de um açado pensado com qua ei ões ec angula es ela i amen e uni o mes, inse idos num plano o ogonal. De uma o ma ge al os açados dos a uamen os do núcleo medie al ma em-se a é aos dias de hoje. Fig.32 – Plan a de Viana, da ada a 1756 A pa i de 1868/1869 são pe cep í eis as di e enças signi ica i as em compa ação com as plan as an e io men e ap esen adas. Na ca a cadas al da cidade de Viana do Cas elo, de 1868-1869 (Fig.27), numa escala mais de alhada são obse á eis os lo es. Pouco subsis e das ipologias exis en es na Idade Média. Es es es ígios o am, mui as ezes, des uídos po sob eposição de no as ipologias. Con udo, sabe-se que os edi ícios se iam sob e udo habi acionais, com ligação à ag icul u a. Segundo Ab eu (2005), são ipologias de o igem medie al, uma ez que as casas uni amilia es se iam de um piso com elhado de duas águas. São habi ações de plan a ec angula , a achada p incipal, ol ada pa a a ua, é ocupada pela Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 89 sala. A cozinha es á localizada nas asei as da casa e pe mi e o acesso ao log adou o. Es es compa imen os aziam conexão a a és de um co edo que az passagem pa a uma das alco as (in e io es). O ap o ei amen o do in e io dos qua ei ões é explo ado pa a a ag icul u a de uso domés ico. Fig 33.-Plan a 1868-1869 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 90 Legenda: espaço p i ado/qua os cozinha Fig 34- Habi ação medie al (1941) (plano ge al de u banização de Viana do Cas elo, de 1942) Fig. 35 -Análise da con igu ação espacial (di ei a) No Pe íodo do Renascimen o, a cidade c esce de o ma con ínua e acional. Resul an es do c escimen o populacional das edi icações ex amu os. Segundo Fe nandes (1995), su gi am po ol a do séc. XV no as uas e p aças como a P aça do Campo do Fo no e a ua S ª Ana, adjacen es à po a no oes e da mu alha, a p aça do Pos igo e o la go S. Domingos. Pa a ociden e do espaço amu alhado su giu a Rua da Bandei a e a Rua No a de S. Ben o pa a ociden e a ua de S. Sebas ião, das Rosas e do Lou ei o que ainda se man êm. A cidade é aqui delimi ada po uma cin u a de con en os. O Fo e de S. Tiago e gue-se como um local de in e esse económico elacionado com o comé cio ul ama ino e ambém nacional. A implan ação dos edi ícios az-se, sob e udo, linea men e, ao longo das ias de comunicação, p olongando o exis en e. espaço público /Hall espaço de ci culação/co edo Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 91 Es e núcleo adensa-se, ocupando o limi e das ias onde pe sis e a pa cela medie al des a malha u bana. Os cen os dos qua ei ões começam a ica p eenchidos com habi ações. O ac o de as casas se implan a em jun o das ias de comunicação e ela o eg esso à ida u bana. Aumen ou o comé cio e a cidade ex a asou o pe íme o mu alhado. O açado das uas é uma mis u a en e o o gânico da Idade Média com uma implan ação mais egula , u o dos a anços na eo ia u bana. As uas são mais la gas, esul ado de legislação nacional que isa a assegu a a salub idade. O Regulamen o da Salub idade das Edi icações U banas de 14 de Fe e ei o de 1903, no seu capí ulo II, az e e ência aos ma e iais u ilizados, à la gu a de ãos, às á eas e al u as mínimas e à salub idade dos p édios ela i amen e à al u a das achadas e à la gu a das uas. F u o das no as leis do c escimen o da malha u bana e da abe u a de no as uas, o núcleo mais an igo de Viana ganha a sua ca ac e ís ica, que pe manece a é aos dias de hoje. A ipologia enascen is a é he ança di ec a da gó ica. Há um e o no à ida ci adina e um eme gi do comé cio. Com ele, nasce uma no a classe social que usa a habi ação como local de comé cio. Assim, as ipologias con emplam semp e ou quase semp e um anda ao ní el da ua onde exis i ia uma loja pa a usu u o do dono da habi ação. A en e de ua ganha impo ância, mui o po causa do comé cio e o na-se o elemen o p incipal des as habi ações. Apesa dos lo es se con igu a em em pa celas es ei as, e uma casa com uma en e de ua, da ia, em eo ia, mais p o agonismo ao negócio que aí se ope a a. O in e io do qua ei ão con inua a se i necessidades alimen a es dos esiden es, com a ag icul u a domés ica. O pe il da ua ap esen a ca ac e ís icas de cé ceas i egula es. Cada anda expandia em al u a con o me as condicionan es amilia es. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 98 Nas ob as de eabili ação e manu enção do edi icado pode ão exis i desc iminações posi i as em e mos de axas municipais. Os p op ie á ios dos edi ícios englobados pela ARU, con ibu os p opos os pelo Município de Viana do Cas elo pa a a á ea de Reabili ação U bana (ARU), pa a a ealização de ob as de eabili ação, são bene iciados pelos seguin es pon os Es es são os di e sos: - ácil acesso ao inanciamen o pa a ob as de eabili ação (CMVC, 2013); -simpli icação dos p ocedimen os de licenciamen o e de comunicação p é ia de ope ações u banís icas (CMVC, 2013); - isenção de impos o municipal sob e imó eis (IMI) num pe íodo de cinco anos, podendo se eno ado pa a os imó eis al os de acções de eabili ação. (CMVC, 2016); - dedução de 30% dos enca gos elacionados com a eabili ação do edi icado, a é ao limi e de 500€, sob e o impos o, sob e o Impos o de Rendimen o de Pessoas Singula es (IRS). - bene iciação de 5% sob e a axa de ibu ação, deco en e do a endamen o de edi ícios eabili ados (CMVC, 2016); - edução de 6% nas eabili ações ealizadas na zona da ARU, com uma axa de ibu ação sob e o Impos o sob e o Valo Ac escen ado (IVA); - edução de 50% do alo inal das axas de u banização e edi icação, elacionadas com o IMI e o IMT. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 99 A Inse ção u bana e paisagís ica da edi icação e a iculação com o edi icado exis en e e o espaço público en ol en e (segundo o Plano de Po meno do Cen o His ó ico de Viana do Cas elo, publicado no D.R. li Sé ie, n.2 183 de 9 de Agos o de 2002) Pe an e o nº 1 e 2 do a igo 11º, a u ilização do edi ício no piso é eo de e da p e e ência a comé cio, se iços e ou as ac i idades compa í eis com a unção dominan e, enquan o no piso supe io a u ilização de á ea esidencial de e cump i com um mínimo de dois e ços da á ea de cons ução. Os alinhamen os delimi am a implan ação das cons uções na en e dos a uamen os exis en es ou p e is os, de aco do com o nº 1 do a igo 14º, es ando egis ados na plan a de implan ação. Segundo os nº 1, 2 e 3 do a igo 15º, na achada do p é-exis en e de e se p ese ada a dimensão e a o ganização dos ãos, al como ele se enquad a na classe 2; de e-se espei a a mé ica p imi i a ao ní el do piso é eo, enquan o no no o olume os ãos de em ep oduzi a mesma p opo ção do con ex o u bano. De o ma a cump i o egulamen o no a igo 2Sº, pa a a al u a dos pe is não é pe mi ido ul apassa o limi e nos pe is exis en es, pois a a-se de uma ob a de cons ução. De aco do com os nº 1, 2, 3 e 4 do a igo 28º, as cobe u as podem e no mínimo duas águas e en es, man endo-se o mesmo sis ema cons u i o adicional do já exis en e. Po se a a de uma no a cons ução, pode á dispensa o uso de elha ce âmica de co na u al, de endo semp e se elabo ada uma jus i icação de idamen e undamen ada, man endo-se a ob igação da co da cobe u a se assemelha à dos elemen os ce âmicos em co na u al. Os anexos, segundo o nº 1 e 2 do a igo 34º, só são pe mi idos em log adou os com á ea supe io a 60m2, desde que esse mesmo Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 100 anexo na á ea de log adou o não exceda 25% de 82 á ea de implan ação, con endo á ea máxima de 50 m2 , com um só piso e com des ão in e io de 2,4 me os, man endo a á ea es an e do log adou o com a ege ação mais signi ica i a. Ma e iais e polí ica de acabamen os (segundo o Plano de Po meno do Cen o His ó ico de Viana do Cas elo, publicado no D.R. li Sé ie, n.II 183 de 9 de Agos o de 2002) De aco do com o nº 1 e 2 do a igo 182, as caixilha ias de em se de madei a pin ada, podendo, nos edi ícios de classe 1, se em me álicas com excepção do alumínio, enquan o nos ãos de en ada e nas mon as se admi e o uso da madei a ou me al, com excepção 1do alumínio, podendo nos edi ícios da classe 1 se em em alumínio lacado. Não são pe mi idos, segundo o nº 1 do a igo 19º, as po adas ex e io es e os es o es ex e io es ou com caixa ex e io . O acabamen o de e se ebocado e pin ado com in a não ex u izada, de e se p ese ado o azulejo da época do imó el, no no o edi ício ou na econs ução, classe 1. Pode se pe mi ido ou o acabamen o e e es imen o, mas de e se ap esen ado po documen ação e ensaios dos ma e iais à Câma a Municipal, não sendo de odo pe mi ida a ped a à is a com jun as e undadas, bem como a ped a polida, de aco do com os nº 1, 2, 3, 4 e 5 do a igo 20º. No que espei a às co es, e al como e e em os nº 1 e 2 do a igo 24º, são pe mi idas co es p eexis en es ou pin ado a b anco nas supe ícies ebocadas, assim como são admi idas as co es cons an es da pale a admissí el pela câma a municipal. As calei as, u os e edações de em se de chapa de zinco ou cob e, bem como as saídas e emboques aos ubos de queda, de aco do com o nº 1 e 2 do a igo 30º, que especi ica igualmen e que os ubos de queda das calei as dos bei ados não podem in e e i com os elemen os deco a i os, o namen ais ou de composição das achadas. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 101 CAPÍTULO IV Rua do Tou inho Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 102 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 103 4.1 Análise Mo ológica Segundo Pi es (2000), uma ua é ca ac e izada pelo ambien e c iado a a és da ex u a e da es u u a espacial assim como pelos ipos de edi icações exis en es o nando esse luga , num luga pe sonalizado. A ua é um elemen o de inido po dois pon os e ca ac e izada po achadas po ezes con ínuas, egula es e es ei as. Es as, que pe mi iam a ci culação de ca os de bois, hoje o na am-se pedonais pa a que o cidadão possa ap ecia e usu ui de um espaço de laze . No en an o, semp e que as condições o exijam, o acesso au omó el es á acul ado. A ua da cidade eúne á ios aspec os de o dem social, écnica e es é ica. ”… hoje, pode o mais comum dos cidadãos pa icipa nes e espaço i o da his ó ia da cidade e do uni e so bu guês .” ( Pi es, 2000,p.75 ). A ua do Tou inho ica si uada no cen o his ó ico da cidade de Viana do Cas elo de eixo iá io ec ilíneo, comp ido de 84,00 me os de comp imen o e 2 me os de la gu a e com uma penden e pouco acen uada de 2º. Es a ua liga com ou as duas, que azendo ligação en e a Rua do Hospi al Velho e a Rua Au o a do Lima A Rua do Tou inho, ca ac e iza-se pela p edominância de uma ipologia de lo e que condiciona a ipologia habi acional. Es a, jun amen e com os desenhos das achadas e com as di e en es al ime ias do pe il da ua, desenha a ua da cidade. . Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 104 Fig 36-Iden i icação da Rua do Tou inho no núcleo Viana do Cas elo A a és da obse ação, e i ica-se que es a ua é ca ac e izada pela o ça do alinhamen o e pelas sucessi as achadas es ei as, ela i amen e idên icas e epe i i as. A al u a das co nijas, a sucessão de linhas ho izon ais, as sacadas, as linhas dos elhados, as achadas em ped a, assim como o alinhamen o e ical das cé ceas que acompanham a penden e da ua são elemen os ca ac e izado es do pe il da ua do Tou inho. Consoan e uma obse ação mais cuidada de ec a-se que a a és das di e enças e a iedades das achadas as ipologias de habi ação a iam ligei amen e. A ua ap esen a uma qualidade espacial de pa celas es ei as ocupadas o almen e po imó eis. A p edominância da linha ec a do o denamen o é ca ac e izada po elemen os icos como a u ilização de e o nas a andas e nas gua das das janelas, bandei as de po as, co nijas e pla ibandas. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 105 4.2 Análise Tipológica Segundo Pi es (2000 ) , as edi icações que cons i uem a ua são elemen os cons uídos à imagem das amílias e das pessoas que o compõem. Cada edi ício co esponde a uma di e en e o ma de habi a e a e en uais di e en es unções a que se possa des ina . É a a és do es udo o mal da habi ação como a ci culação, a dis ibuição espacial, a conjugação da olume ia, os ma e iais aplicados e a es u u a do edi ício que pe mi e uma e lexão sob e o/ a uncionalidade do espaço habi ado. Pode-se dize que o ex e io do edi ício pe mi e uma lei u a do espaço in e io e de ci culação, assim como a sua ocupação no lo e. Es es conjun os de ac o es ecolhidos a a és da obse ação e de análise de ipologias ajudam a pe cebe as es u u as amilia es, a elação en e indi íduos da mesma amília e a elação en e izinhos. Na ua do Tou inho p edominam edi icações de ipologia adicional em que os lo es são, na sua maio ia, de pa cela es ei a e comp ida à excepção de dois lo es que ap esen am á eas maio es e achada mais la ga. A ua é cons i uída po 27 pa celas das quais qua o são de se iços, duas de comé cio e as es an es de habi ação. T ês des as pa celas encon am-se de olu as e em es ado de deg adação, cinco em bom es ado de conse ação, consequen e de uma in e enção de eabili ação. As es an es ap esen am um azoá el es ado de conse ação. Ca o ze des as pa celas são de acção única, ês de acções di ididas en e esque do e di ei o e se e são acções únicas po piso. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 106 Fig 37-Imagem sa éli e Localização – Rua do Tou inho Fig 38-Plan a de Localização – Rua do Tou inho Fig 39-Pe il Sul da Rua do Tou inho Fig 40-Pe il No e da Rua do Tou inho Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 107 4.3 Es udos de Caso 4.3.1 Análise Indi idual de es udos de caso A selecção dos es udos de caso oi ei a com base nas opções de escolha de uas inse idas no casco his ó ico da cidade de Viana do Cas elo. Uma ez seleccionada a ua em es udo, Rua do Tou inho, es a opção oi delineada po mo i os de on es documen ais, p ojec os já ob idos, assim como algumas e e ências bibliog á icas. Os es udos de caso são cinco p ojec os inicialmen e de habi ações domés icas u banas. Um deles, após ealizada a eabili ação, ans o mou o seu uso em A elie de A qui ec u a. Des es cinco analisados, os es udos de caso nº 1 e 5 so e am in e enção de eabili ação; o es udo de caso nº 2 es á sob uma p opos a de p ojec o e o es udo de caso nº 3 e 4 não so e am nenhuma in e enção, man endo a habi ação adicional exis en e. . Fig 41-Plan a de localização dos es udos de caso da Rua do Tou inho Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 114 Es a habi ação não ap esen a condições de con o o  Luz na u al  Ven ilação na u al  Isolamen o é mico Es a habi ação não ap esen a condições de lexibilidade.  Es u u as ígidas  Elemen os di isó ios ígidos Es a habi ação não ap esen a adap abilidade aos usos do quo idiano.  Não se adequa aos modos de ida ac ual Con o o Flexibilidade Adap abilidade Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 115 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 116 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 117 ANÁLISE DO EXISTENTE Es udo de caso 2 Habi ação Es á inse ido num lo e medie al es ei o e comp ido com 6 me os de la gu a de achada e 14 me os de comp imen o. Ap esen a uma habi ação ca ac e izada po dois pisos. A habi ação ap esen a dois pisos e uma achada que se encon a i ada pa a a ua do Tou inho e que se encon a enquad ada com o pe il da ua. A achada é de al ena ia de ped a e é compos a po , no piso é eo com duas po as, uma que dá acesso ao piso é eo e ou a ao piso 1. O piso 1 con ém uma a anda com po a de duas olhas e uma janela de guilho ina. A cobe u a é de qua o águas e de elha canudo. O piso é eo é compos o po uma sala e cozinha e um ão de escadas que az ligação ao piso 2. Es e é compos o po uma sala, cozinha, qua o e uma ins alação sani á ia Espaços compa imen ados Espaço Público/P i ado Di e enciação de espaço público e p i ado. Fachada de ped a e os ãos são compos os po madei a pin ada de cas anho. Es u u a de igas e igo as de madei a. Cobe u a com igas de madei a e pa imen o de madei a.  Ma e iais le es Desc ição Tipologia P og ama Ci culação Con igu ação Espacial Ma e iais Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 118 Es a habi ação não ap esen a condições de con o o.  Luz na u al  Ven ilação na u al  Isolamen o é mico Es a habi ação não ap esen a condições de lexibilidade.  Es u u as ígidas  Elemen os di isó ios ígidos Es a habi ação não ap esen a adap abilidade aos usos do quo idiano.  Não se adequa aos modos de ida ac ual Con o o Flexibilidade Adap abilidade Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 119 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 120 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 121 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 122 ANÁLISE DO EXISTENTE Es udo de caso 3 Habi ação Es á inse ido num lo e medie al es ei o e comp ido com 6 me os de la gu a de achada e 14 me os de comp imen o. Ap esen a uma habi ação ca ac e izada po qua o pisos e ês acções. Nes e es udo de caso oi apenas analisada a pa e exis en e, não ha endo p opos a de in e enção de eabili ação. O edi ício ca ac e iza-se po achada es ei a de eboco pin ado, ap esen a-se com duas a andas, qua o po as de olha dupla e duas janelas de olha dupla odas de caixilha ia de madei a pin ada. A cobe u a é de qua o águas e de elha canudo. Es a habi ação é cons i uída po dois pon os de en ada, uma pa a a habi ação do piso é eo e ou a pa a os es an es pisos. Tem ca ac e ís icas de lo e es ei o e comp ido. O piso é eo é ca ac e izado pela 1º acção, compos a pela sala e cozinha sepa adas po uma pa ede ígida, dois qua os e uma ins alação sani á ia. O piso 1 co esponde à 2º acção e é cons i uído po um elemen o comum de sala e cozinha, po ês qua os e po uma ins alação sani á ia. O piso 2, a úl ima acção, é cons i uído po sala e cozinha comum, um qua o e uma ins alação sani á ia; o úl imo piso oi des inado pa a uma sala e uma segunda cozinha. Desc ição Tipologia P og ama Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 123 Espaços compa imen ados Espaço Público/P i ado Di e enciação de espaço público e p i ado Fachada de eboco pin ado a b anco e ãos de madei a pin ada de e de e b anco. Es u u a de igas e igo as de madei a. Cobe u a com igas de madei a e pa imen o de madei a.  Ma e iais le es Es a habi ação em compa imen os que não ap esen a condições de con o o.  Luz na u al  Ven ilação na u al  Isolamen o é mico Es a habi ação não ap esen a condições de lexibilidade.  Es u u as ígidas  Elemen os di isó ios ígidos Es a habi ação não ap esen a adap abilidade aos usos do quo idiano.  Não se adequa aos modos de ida ac ual  Ci cula ção Con igu ação espacial Ma e iais Con o o Flexibilidade Adap abilidade Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 130 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 131 ANÁLISE DO EXISTENTE Es udo de caso 5 Habi ação Es a habi ação ocupa dois lo es de ipologia medie al, es ei o e comp ido. Es a habi ação é cons i uída po dois pon os de en ada, uma que azia a ligação di ec a à sala pa a ecebe em as isi as, a ou a da a acesso ao piso 1 mas com uma ligação ao Piso 0 a a és de uma po a de sepa ação. A ci culação in e na e ical é ealizada a a és de um ão de escadas que pe mi e a ligação en e pisos. O piso é eo é compos o pela sala, o compa imen o mais impo an e da habi ação domés ica u bana que ica a ol ada pa a a ua de o ma a pode ecebe as isi as. A cozinha e a o compa imen o que ica a ol ado pa a a ou a ex emidade do lo e. O log adou o e a um dos espaços maio es da habi ação onde an igamen e usa am pa a gua da animais. No piso 1 dispõe de ês qua os, uma ins alação sani á ia e uma cozinha. A ins alação sani á ia e o qua o da c iada ica am ol ados pa a as asei as. Espaços compa imen ados Espaço Público/P i ado Di e enciação de espaço público e p i ado Fachada de eboco pin ado a b anco e ãos de madei a pin ada de e melho. Es u u a de igas e igo as de madei a. Desc ição Tipologia P og ama Ci culação Con igu ação espacial Ma e iais Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 132 Cobe u a com igas de madei a e pa imen o de madei a.  Ma e iais le es Es a habi ação é cons i uída po compa imen o que não ap esen am condições de con o o.  Luz na u al  Ven ilação na u al  Isolamen o é mico Es a habi ação não ap esen a condições de lexibilidade.  Es u u as ígidas  Elemen os di isó ios ígidos Es a habi ação não ap esen a adap abilidade aos usos do quo idiano.  Não se adequa aos modos de ida ac ual Con o o Flexibilidade Adap abilidade Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 133 4.3.2.2 Análise da In e enção Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 134 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 135 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 136 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 137 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 138 ANÁLISE DA INTERVENÇÃO Es udo de caso 1 A elie de A qui ec u a Es á inse ido num lo e medie al es ei o e comp ido com 6 me os de la gu a de achada e … me os de comp imen o.  Na achada p incipal oi man ida a aça o iginal  O alçado do a elie in eg a-se no meio en ol en e man endo os i mos das janelas con ínuas adicionais. O a elie é compos o po dois pisos e man e e o aço da achada an iga. Os piso é eo e ap esen a uma sala de euniões, uma á ea p i a i a de a qui o e uma ins alação sani á ia de se iço. Es e é ca ac e izado po uma á ea ampla e ausência de elemen os ixos e ap esen a a sala de abalho comum. A lei u a en e pisos é ei a a a és de um ão de escadas que az ligação ao Piso 1. O a elie é ca ac e izado de achada es ei a em ped a, no piso 1 a casa con ém uma a anda com po a de duas olhas e uma janela de guilho ina. No piso 0 o alçado ap esen a dois ãos a a és de ês po as, uma de olha única e a ou a de olha dupla, odas de caixilha ia de madei a pin ada. A cobe u a é de qua o águas e de elha canudo.  P og ama de inido e bem es u u ado  Cump e o egulamen o de Ma e iais e polí ica de acabamen os (segundo o Plano de Po meno do Cen o His ó ico de Viana do Cas elo, publicado no D.R. li Sé ie, n.!! 183 de 9 de Agos o de 2002)  Espaços de ci culação simples e uncionais  Di e enciação de espaço público e p i ado Desc ição Tipologia P og ama Ci culação Con igu ação Espacial Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 139 U ilizou pe is me álicos pa a a es u u a, ma e iais sób ios, como madei a de pinho ipada no pa imen o pe mi indo a sensação de con inuidade, escadas suspensas de es u u a em e o, e es idas a madei a de pinho possibili ando a en ada de luz en e pisos. Pa edes e ec os pin ados de b anco ap o ei ando o máximo de luminosidade e c iando espaços mais amplos. Nas di isó ias u ilizou gesso ca onado in oduzindo a lexibilidade en e espaços. As caixilha ias, apesa de man e em a apa ência o iginal, possuem id os duplos pa a um melho isolamen o in e io .  Ma e iais lexí eis: e o, be ão, madei as e gesso ca onado. A eabili ação oi desenhada e cons uída de o ma que o con o o osse um elemen o p imo dial pa a a u ilização do espaço. Des a o ma, o a qui ec o ap o ei ou a cobe u a pa a ap o ei a a en ada de luz e a en ilação na u al ab indo 6 janelas. U ilizou impe meabilização con a a humidade a é ao con o o é mico e acús ico  Luz na u al  Ven ilação  Con o o é mico e acús ico O a qui ec o p ojec ou á eas com espaços amplos e ejei ou a in odução de elemen os ixos e ígidos, op ando po espaços ipo “open-space”, pe mi indo maio lexibilidade.  Espaços amplos  Adap a-se ao uso do quo idiano Ma e iais Con o o Flexibilidade Adap abilidade Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 146 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 147 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 148 . ANÁLISE DA INTERVENÇÃO Es udo de caso 5 Habi ação Es á inse ido num lo e medie al es ei o e comp ido com 6 me os de la gu a na achada p incipal e 11 me os de la gu a na achada secundá ia. Es a habi ação ocupa dois lo es jun os lado a lado e um ou o lo e de maio comp imen o. A habi ação é de dois pisos e ca ac e iza-se po duas achadas a p incipal es á ol ada pa a a Rua do Tou inho, a secundá ia encon a- se na ua da Amália. A achada p incipal é es ei a e baixa e con ém uma po a de olha simples de madei a pin ada a b anco. Es a mesma achada dá acesso a um passadiço ex e io que con ina com a segunda achada da habi ação. Es a é compos a po um amplo en id açado que se p olongo a é ao piso1. A cobe u a é mis a compos a po cobe u a inclinada de qua o águas com elha de canudo e plana em id o. Es a habi ação é cons i uída po 2 pisos e é ca ac e izada po lo es es ei os e comp idos. Inicialmen e a en ada p incipal encon a a-se o ien ada pa a a ua pa alela à ua em es udo, mas com a in e enção passou a e como achada p incipal a ua do Tou inho, endo sido u ilizado o log adou o p é exis en e pa a uso de acesso à habi ação. O piso é eo ap esen a um p imei o hall ex e io cuja achada de id o pe mi e a en ada de luz na u al e se p olonga pa a um segundo hall in e io . Es e espaço amplo, de en e á ias unções pode se u ilizado como en ada p incipal da casa ou ambém como espaço lúdico. Desc ição Tipologia P og ama Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 149 En e o hall in e io e o acesso aos dois qua os e à ins alação sani á ia des e piso p ojec a-se um pá io ex e io que pe mi e a en ada de luz pa a os dois pisos. O acesso ao piso 1 é esul ado a a és de dois lanços de escadas e é cons i uído po uma sala, uma cozinha, uma ins alação sani á ia e dois qua os, um deles com close .  P og ama de inido e bem es u u ado  Cump e o egulamen o de Ma e iais e polí ica de acabamen os (segundo o Plano de Po meno do Cen o His ó ico de Viana do Cas elo, publicado no D.R. li Sé ie, n.!! 183 de 9 de Agos o de 2002)  Man ém açada o iginal  Espaços de ci culação simples e uncionais Espaço Público/P i ado U ilizou ma e iais sób ios como madei a de pinho ipada no pa imen o con e indo aos espaços ao mesmo empo uma sensação de con inuidade. No sis ema cons u i o, des acam-se as no as pa edes em be ão desligadas das exis en es. Es as pa edes es ão ecobe as po um eboco hid ó ugo e e es idas po um sis ema de caixa-de-a com isolamen o é mico e placa dupla de gesso ca onado. As caixilha ias, apesa de man e em a apa ência o iginal, possuem id os duplos pa a um melho isolamen o in e io . U ilizou pe is me álicos pa a a es u u a, ma e iais sób ios, como madei a de pinho ipada no pa imen o pe mi indo a sensação de con inuidade, escadas suspensas de es u u a em e o, e es idas a madei a de pinho possibili ando a en ada de luz en e pisos. Pa edes e ec os pin ados de b anco ap o ei ando o máximo de luminosidade e c iando espaços mais amplos. Ci culação Con igu ação Espacial Ma e iais Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 150 Nas di isó ias u ilizou gesso ca onado in oduzindo a lexibilidade en e espaços. As caixilha ias, apesa de man e em a apa ência o iginal, possuem id os duplos pa a um melho isolamen o in e io .  Ma e iais lexí eis: e o, be ão, madei as e gesso ca onado. A eabili ação oi desenhada e cons uída de o ma que o con o o osse um elemen o p imo dial pa a a u ilização do espaço. Des a o ma, o a qui ec o p eocupou-se no ap o ei amen o da luz e en ilação na u ais, na c iação de espaços lexí eis ipo “open-space” e na aplicação de ma e iais le es. A eabili ação oi desenhada e cons uída de o ma que o con o o osse um elemen o p imo dial pa a a u ilização do espaço. Des a o ma, o a qui ec o p eocupou-se no ap o ei amen o da luz e en ilação na u ais na cobe u a e na c iação de espaços lexí eis ipo “open-space” e na aplicação de ma e iais le es. Na cobe u a inse iu janelas pa a iluminação dos espaços que não inham nem luz nem en ilação na u al. U ilizou impe meabilização con a a humidade a é ao con o o é mico e acús ico.  Luz na u al  Ven ilação  Con o o é mico e acús ico O a qui ec o p ojec ou á eas com espaços amplos e ejei ou a in odução de elemen os ixos e ígidos, op ando po espaços ipo “open-space”, pe mi indo maio lexibilidade. P e endeu c ia um espaço minimalis a, dominado pelo b anco, que nas pa edes, que no pa imen o em madei a, que no mobiliá io da Con o o Flexibilidade Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 151 cozinha, des acando-se apenas as escadas suspensas e abe as de es u u a de e o e es ida a madei a pe mi indo a en ada de luz na u al en e pisos. A cla idade in e io , endo o b anco como co dominan e e dada a sua o ien ação sola , é po enciada pela luz que se p e ende que pene e pelos g andes ãos.  Espaços amplos  Adap a-se ao uso do quo idiano Adap abilidade Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 152 Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 153 4.3.2 Análise compa a i a de es udos de caso Após análise e i icam-se di e enças en e as habi ações exis en es e as de in e enção. As habi ações com in e enção passam a se habi ações com ca ac e ís icas de con o o, de lexibilidade de ma e iais cons u i os lexí eis e de habi ações adap á eis aos di e en es usos do quo idiano. Rela i amen e ao p og ama habi acional al e am-se um pouco en e o exis en e e as in e enções. P incipalmen e no nº de cozinhas, an igamen e usa a-se mais que uma cozinha com la ei as pa a cozinha e a é aquece as habi ações enquan o nas in e enções só exis e uma cozinha e mui as ezes azendo pa e do mesmo espaço da sala de es a e jan a . C iando espaços ipo “open-space”. Nos casos com in e enção os p og amas são mais lexí eis e os espaços são ambém mul i uncionais, não êm um só uso o que não se e i ica nas habi ações exis en es. A ci culação e a con igu ação espacial ambém so e am algumas di e enças. Enquan o nas habi ações exis en es os espaços e am mais compa imen ados, nas in e enções p imam os espaços quase sem di isó ias o que o na os espaços maio es. Com base nas ichas de in en á io, o am elabo ados quad os de análise compa a i a. Des a o ma, nos quad os seguin es se ão abo dados as ca ego ias de con o o, lexibilidade, o ipo de ma e iais usados e a adap abilidade aos di e en es usos. Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 154 a)- Ca ego ia: Con o o Fig 43 - Quad o Sín ese do Con o o analisada nos Es udos de Caso Conclui-se que os es udos de caso que i e am in e enção ap esen am boas condições de con o o como: - o ap o ei amen o de luz na u al, - a adequada o ien ação sola e espaços de pe manência, - a u ilização da dimensão dos ãos consoan e a o ien ação sola , - a aplicação p e e encialmen e do isolamen o é mico ex e io , - a qualidade do a ela i amen e à en ilação e a e ecimen o. Es as condições podem-se e i ica a sua aplicação nas imagens da ig 43 e compa a o exis en e da in e enção. Os es udos que não so e am in e enção não ap esen am boas condições de con o o de ido às condições de isolamen o é mico e de en ilação na u al que ap esen am. Con udo, encon am-se em posição de boa o ien ação sola . Escola Supe io Gallaecia HABITAR O CENTRO HISTÓRICO DE VIANA DO CASTELO 155 Fig 43 -Imagens do exis en e e da in e enção