Desde as úl imas décadas do século XX que, no campo da a e, a ap op iação
da noção de disposi i o adqui e um ca ác e o emen e ope a i o. Sabemos
que es a mesma noção ocupa um luga cen al na ob a de Michel Foucaul ,
p ecisamen e a pa i dos anos se en a.
Diz o au o que o disposi i o em uma unção es a égica dominan e e
não apenas um signi icado ju ídico ou mili a , nem se eduz a um appa a us
ecnológico pois não es amos apenas a ala de dispô peças de uma máquina.
As linhas in ini as que o o mam, conduzem-no e a a essam-no em
múl iplas di ecções, Como uma ede que se ece en e os di e sos elemen os
de um conjun o he e ogéneo, o disposi i o insc e e-se em elações de pode .
Es a noção, assim equacionada, é equen emen e eduzida à condição
de es u u a ou ma e ial semió ico pa a as p á icas a ís icas, sendo en endida
como display, disposição a qui ec ónica e design de exposições ou mesmo
e ei os cenog á icos das ins alações.
O a, o disposi i o não se limi a ao simples aspec o isual que en o ma
e ans o ma a ap esen ação da ob a. Pensamos que a noção de disposi i o se
banalizou e empob eceu. Pe deu consis ência epis emológica. É cla o que
somos p isionei os de múl iplos disposi i os mas pa a comp eende a sua
p esença no e i ó io da a e e aze apa ece a mul iplicidade de enunciados,
se á necessá io comp eende a sua his ó ia, cons i uição e a iculação como
meio e exp essão de pode .
Como a i ma Gilles Deleuze "ao lemos os úl imos li os de Foucaul ,
de emos, o melho que possamos, comp eende o p og ama que ele p opõe
aos seus lei o es. Uma es é ica in ínseca dos modos de exis ência como
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úl ima dimensão dos disposi i os?" Tal ez esse p og ama se encon e ainda
po cump i .
É à luz des a con igu ação concep ual que o Ciclo Disposi i os # 2,
com os ex os c í icos de Ma ia Co adonga Ba ei o, Nuno Rod igues e Hugo
Paque e, se p opõe con ibui pa a inicia a cons ução desse p og ama.
Edua da Ne es
NOTA INTRODUTÓRIA
1. Gilles DELEUZE - O mis é io de A iana. Lisboa:
Vega,1996, p.91.