scieee Open visual document viewer

Nota Introdutória

NEVES, Eduarda

Abstract

O Ciclo DISPOSITIVOS NA PRÁTICA ARTÍSTICA CONTEMPORÂNEA #2, foi co-organizado pelo Grupo de Arte e Estudos Críticos do CEAA, Departamento de Artes Visuais, Licenciaturas de Artes Plásticas - Intermedia, Artes Visuais-Fotografia e Teatro, da ESAP. As comunicações Utopia y Disfuncionalidad, Jardim de Inverno e Meta-escuta - objeto-sonoro espectro, imanência-vibrátil e restocognitivo, então apresentadas e aqui publicadas, pretendem de alguma forma contribuir para repensar a prática artística contemporânea à luz da noção de Dispositivo.

Full text

Desde as úl imas décadas do século XX que, no campo da a e, a ap op iação da noção de disposi i o adqui e um ca ác e o emen e ope a i o. Sabemos que es a mesma noção ocupa um luga cen al na ob a de Michel Foucaul , p ecisamen e a pa i dos anos se en a. Diz o au o que o disposi i o em uma unção es a égica dominan e e não apenas um signi icado ju ídico ou mili a , nem se eduz a um appa a us ecnológico pois não es amos apenas a ala de dispô peças de uma máquina. As linhas in ini as que o o mam, conduzem-no e a a essam-no em múl iplas di ecções, Como uma ede que se ece en e os di e sos elemen os de um conjun o he e ogéneo, o disposi i o insc e e-se em elações de pode . Es a noção, assim equacionada, é equen emen e eduzida à condição de es u u a ou ma e ial semió ico pa a as p á icas a ís icas, sendo en endida como display, disposição a qui ec ónica e design de exposições ou mesmo e ei os cenog á icos das ins alações. O a, o disposi i o não se limi a ao simples aspec o isual que en o ma e ans o ma a ap esen ação da ob a. Pensamos que a noção de disposi i o se banalizou e empob eceu. Pe deu consis ência epis emológica. É cla o que somos p isionei os de múl iplos disposi i os mas pa a comp eende a sua p esença no e i ó io da a e e aze apa ece a mul iplicidade de enunciados, se á necessá io comp eende a sua his ó ia, cons i uição e a iculação como meio e exp essão de pode . Como a i ma Gilles Deleuze "ao lemos os úl imos li os de Foucaul , de emos, o melho que possamos, comp eende o p og ama que ele p opõe aos seus lei o es. Uma es é ica in ínseca dos modos de exis ência como 1 úl ima dimensão dos disposi i os?" Tal ez esse p og ama se encon e ainda po cump i . É à luz des a con igu ação concep ual que o Ciclo Disposi i os # 2, com os ex os c í icos de Ma ia Co adonga Ba ei o, Nuno Rod igues e Hugo Paque e, se p opõe con ibui pa a inicia a cons ução desse p og ama. Edua da Ne es NOTA INTRODUTÓRIA 1. Gilles DELEUZE - O mis é io de A iana. Lisboa: Vega,1996, p.91.