A SOMBRA DO ARQUITECTO, DA COLABORAÇÃO ENTRE
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JOÃO ANDRESEN E TEÓFILO REGO
Miguel Mo ei a Pin o
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Em Ou ub o de 1956, ce amen e enco ajado pelo p imei o p émio que ob ém
no Concu so pa a o Monumen o ao In an e D. Hen ique, João And esen
(Po o, 1920/1967), a qui ec o da ge ação que se o ma na Escola de Belas
A es do Po o no inal de 1940, en a jun o dos edi o es das e is as Domus e
L'A chi ec u e d'Aujou d'hui e publicado (sem sucesso) o p ojec o da Casa
Lino Gaspa em Caxias (1953/55) – ob a emblemá ica da a qui ec u a
mode na po uguesa dos anos 1950, que And esen semp e aca inhou como
um dos seus abalhos mais que idos e conseguidos.
Na ca a, com a p opos a in ulga , que ende eça em pa icula ao di ec o da
e is a ancesa podemos le : “Comme idèle lec eu e abonné de o e
magni ique e ue, j'ai le plaisi de ous en oye pa pos e les plans e les
pho og aphies d'une maison que j'ai cons ui e en 1954 à Caxias, à mi-
dis ance de Lisbonne à Es o il, ace à l'es uai e du Tage. Si ous a ez
l'occasion e l'in é ê à les publie , je me s olon ie s à o e disposi ion les
élémen s que je ous en oie”. No inal ac escen a em pos -sc ip um: “À i e
d'in o ma ion, oici les noms des au eu s e collabo a eu s de ce e oeu e:
A chi ec e: J. And esen, Ingénieu : J.M. Simões Coelho, Cé amique
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polych ome de Hein Semke, Sculp eu – e, po im – Pho os de H. No ais” .
Des a no a, ao lado daqueles que in e ém mais di ec amen e no abalho,
chama a a enção o c édi o e a e e ência ao o óg a o da ob a, igu a
ge almen e esquecida e o ada ao anonima o pelas p óp ias e is as da
especialidade que publicam as suas imagens. De ac o, quando a Casa Lino
Gaspa é inalmen e publicada em 1957 pela e is a A qui ec u a não
encon amos qualque menção ao au o das o og a ias que a inal es ão na
base da di usão gene alizada do p ojec o. Es e episódio pa ece assim
ep esen a , da pa e de And esen, um econhecimen o pouco habi ual da
impo ância de um no o in e enien e que, uma ez inalizada a ob a, o na
possí el a sua di ulgação e publicidade, a discussão e o deba e, em o no de
uma a qui ec u a imo alizada em imagens pa a a pos e idade.
Além des e c édi o, e i a-se o zelo p o issional do p óp io Ho ácio No ais
(Lisboa, 1910/1988) que deixa imp essa a sua “assina u a” na en e de cada
uma das p o as o og á icas que en ega ao a qui ec o, a ando-as quase ao
ní el de uma ep odução em se ig a ia ou giclée, a i ude que e ela uma
1. Es e abalho é co- inanciado pela Fundação pa a a
Ciência e a Tecnologia I.P. (PIDDAC) e pelo Fundo
Eu opeu de Desen ol imen o Regional – FEDER,
a a és do COMPETE – P og ama Ope acional
Fa o es de Compe i i idade (POFC), no âmbi o do
p ojec o PTDC/ATP-AQI/4805/2012 ( Fo og a ia,
A qui ec u a Mode na e a «Escola do Po o»:
In e p e ações em o no do A qui o Teó ilo Rego ).
2. De aco do com co espondência, de 22 de Ou ub o
de 1956.
“
”
consciência da excepcionalidade do abalho, que não e a nem come cial,
o og a ia pos al ou de paisagem, mas de uma no a ca ego ia em ges ação – a
o og a ia de a qui ec u a – a que, a pa da epo agem jo nalís ica e ou os
emas, se dedica espondendo a encomendas de p o issionais como Ca los
Ramos, Jo ge Segu ado, Pa dal Mon ei o e Keil do Ama al.
A Casa Lino Gaspa em Caxias acaba á, en e an o, po cons i ui o único
abalho que, po azões de opo unidade e con eniência, And esen en ega a
No ais. Mais a no e, onde abalha e onde se concen a a maio pa e das suas
ob as, cabe á a Teó ilo Rego (Po o, 1914/1993), acompanha e egis a um
sem núme o de p ojec os que desen ol e ao longo dos anos 1950 e 1960.
Sabemo-lo pela ecen e “descobe a” e le an amen o do a qui o do o óg a o
po uense (p ese ado pela Casa da Imagem/Fundação Manuel Leão) que, ao
lado das emá icas mais comuns, a que ambém se dedicam ou os es údios de
o og a ia da época, e elou uma encomenda pa icula ei a po a qui ec os
(e es udan es de a qui ec u a) com o igem na Escola de Belas A es do Po o.
No âmbi o des e “géne o” o og á ico, em que é chamado a documen a a
conclusão ou o início de uma ob a ainda em maque a, colabo a com igu as de
ele o como Ma ques da Sil a, Rogé io de Aze edo, Januá io Godinho,
Viana de Lima ou ainda com o g upo ARS. De odos, e de aco do com a
in es igação a é ago a ealizada, de emos des aca a elação de abalho que
man e e com João And esen, e lec ida num lo e de imagens que, pela
quan idade e di e sidade do ma e ial o og á ico, pela quan idade e
di e sidade dos p ojec os que comp eende, acusa uma colabo ação egula e
con inuada, sem igual.
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Figu a 1. Casa Lino Gaspa , Al o do Lagoal, em
Caxias (1953/55), imagem da en ada, achada no e.
A qui o C is iano Mo ei a.
Das á ias epo agens e do ma e ial que esul a des a colabo ação chama a
a enção aquele que diz espei o à p opos a pa a o Monumen o ao In an e D.
Hen ique em Sag es (1954/56) pela pe ícia écnica, pelo in es imen o e o
empenho que e ão exigido as mui as imagens p oduzidas po Teó ilo Rego.
A pa i da maque a o o óg a o ealiza uma epo agem no á el que põe em
e idência a mode nidade e os no os alo es es é icos que es ão na base do
p ojec o, egis a e e a a a a qui ec u a de uma o ma i a e palpá el, de uma
manei a em que icção e a ealidade se con undem, cap a di e en es e
inespe adas pe spec i as do Monumen o, do seu e ei o cenog á ico, da sua
ea alidade, das suas supe ícies imaculadas em con as e com a na u eza
ag es e do p omon ó io.
Es e episódio pa ece assinala em And esen uma p imei a omada de
consciência do pode e da impo ância da imagem e da o og a ia como
e amen as indispensá eis na p omoção e comunicação das eo ias e ideais
mode nos que ai ab aça . Da ins umen alização des es meios, na
undamen ação e de esa do que p opõe, cons i ui um cla o exemplo a
memó ia desc i i a do p ojec o em que ex o, desenhos, o og a ias da
maque a, o og a ias das peças escul ó ias, colagens e o omon agens dos
espaços museológicos (esca ados no e eno), lado a lado com ou as
imagens de monumen os an igos e ecen es, de pon es e ba agens, uns e
ou os, no seu conjun o, ajudam a cons ui odo um discu so e uma na a i a
ao jei o de um mani es o, a aze lemb a as ob as pan le á ias de Le
Co busie ou ainda de um S. Giedion, de Espaço, Tempo e A qui ec u a
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Figu a 2. Ma No o, Monumen o ao In an e D.
Hen ique (1954/56), pe spec i a e o omon agem.
A qui o Teó ilo Rego, Museu Casa da Imagem -
Fundação Manuel Leão.
(1941).
Se á jus amen e na lei u a de Giedion que And esen pa ece encon a os
p incípios e os concei os de uma no a espacialidade e monumen alidade em
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que a p opos a se baseia . Não po acaso, ao ilus a a memó ia do p ojec o,
u iliza uma imagem de uma das pon es de Robe Mailla em que Giedion ia
a aplicação e a conc e ização da noção mode na de espaço/ empo, de aco do
com a qual nenhum objec o podia se mais comp eendido desde um único
pon o de is a, sendo necessá io se i ido, manipulado e obse ado de
di e en es ângulos, em pe manen e mo imen o.
Na o ma dinâmica e assimé ica da espi al e do “ges o” desc i o pelo
Monumen o de And esen podemos e a ma e ialização des e mesmo
concei o que a objec i a de Teó ilo Rego cap a e deixa adi inha ao
pe spec i a a maque a de di e en es ângulos, pano âmicos ou ap oximados,
em que é possí el e i ica , po exemplo, o modo como a cons ução se
ans o ma à medida que o obse ado se ap oxima e a a essa o “edi ício”,
sob o eno me asgamen o pa abólico. De ou os pon os de is a, em “ oo de
pássa o” ou a pa i do ma , podemos cons a a ainda como os con o nos do
Monumen o se sob epõem pa a logo de seguida se alonga em, como se en ola
em si mesmo e ao mesmo empo se desdob a, na diagonal, e ical e
ho izon almen e.
De um de alhe que as ap oxima da ealidade, quase ao pon o de pode em se
ap eciadas como se de ac o o p ojec o i esse sido cons uído, as o og a ias,
imagens e o omon agens abalhadas po Teó ilo Rego, ao se iço das ideias
e da eo ia ab açada pelo a qui ec o, ca i am, ascinam, seduzem e ambém a
elas, ce amen e, se de e a su p esa e o assomb o que o p ojec o de And esen
causou no seu empo, e que lhe aleu a a ibuição de um p imei o p émio que
cons i ui um dos pon os mais al os da sua cu a ca ei a p o issional.
A pa i de aqui, And esen e Teó ilo Rego ão man e uma elação
p o issional es ei a e p olongada no empo, e que o e á sido, ambém, a
pa i de ce a al u a, de in o mal e ecíp oca amizade.
Em 1958, ol am a colabo a num (úl imo) concu so pa a o Monumen o de
Auschwi z, em que And esen ap esen a duas soluções, menos in e essan es,
que p ocu a am aduzi em ob a, como se isso osse possí el, ou pelo menos
daquela manei a ão olun a iosa, “a do ”, “os so imen os passados” e “a
angús ia indesc i í el dos milhões de homens, mulhe es e c ianças que aí
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deixa am as suas idas” .
Mais à en e, do início da década de 1960 da a o egis o de desenhos e das
maque as das ês soluções pa a o Palácio de Jus iça de Lisboa –
in luenciadas, pelo menos uma delas, po imagens de B asília – que
And esen, aqui em pa ce ia com Januá io Godinho, subme e à conside ação e
ap eciação écnica do Conselho Supe io de Ob as Públicas.
No mesmo campo disciplina da monumen alidade e ep esen ação,
sensi elmen e da mesma al u a ambém da am as o og a ias ealizadas po
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3. Espaço, Tempo e A qui ec u a, mas ambém
Mechaniza ion Takes Command (1948) es ão en e as
ob as que azem pa e da biblio eca de And esen e
que mais o in luencia am. Sabemo-lo a a és de um
dos seus clien es, Ca los Lino Gaspa , a quem
And esen ecomenda a lei u a des es li os. Es e
episódio (an e io a ealização do p ojec o Ma
No o) é lemb ado em C is ina Guedes, “Casa Lino
Gaspa , Al o do Lagoal, Caxias, 1953/1954-1955,
João And esen”, Anne e Becke , Ana Tos ões,
Wil ied Wang (O g.), A qui ec u a do Século XX:
Po ugal, Lisboa/F ank u , P es el, 1997, pp.227.
4. De aco do com Memó ia Desc i i a, de 1958.
Teó ilo Rego da maque a da p imei a p opos a que And esen ap esen a pa a
os no os Paços do Concelho de Viana do Cas elo – p ojec o que conhece á
di e en es e isões e soluções, e que oi elabo ado no âmbi o mais ala gado
do eo denamen o u bano do cen o his ó ico da cidade que esul a, po sua
ez, da cons ução do no o Me cado Municipal, ambém da sua au o ia.
P oduzidas pa a ap esen ação e ap o ação do clien e, nes e g upo de imagens
de maque as, o og a adas in a ia elmen e sob e um undo p e o, cabe ainda
o conjun o de p opos as pa a a Anco agem No e da Pon e sob e o Tejo, de
1962, o Plano Tu ís ico da Ma inha – Sec o da Guia, em Cascais (1961), o
mais ambicioso An eplano de U banização o Cen o de Tu ismo dos Reis
Magos na ilha da Madei a, de 1964 (p ojec o que esume bem o ipo e a
dimensão das encomendas que são con iadas a And esen na úl ima e apa do
seu pe cu so), e po im, o edi ício do Banco Espí i o San o em S. João da
Madei a (1959/62), que além dos espaços ese ados à agência bancá ia, ao
ní el do /chão, comp eendia ainda esc i ó ios e habi ação dis ibuídos pelos
anda es.
A p opósi o des e p ojec o, de que esul a uma das mais in e essan es
epo agens de modelo, e i am-se à ma gem es es dois pon os: p imei o, a
cu iosa memó ia desc i i a em que And esen eco e a p ojec os alheios – de
um Cen o de Cong essos em Zu ique, de uma Câma a Municipal na
Lomba dia, em I ália, ou ainda da sede da Oli e i em Milão – pa a comunica
e supo a , g á ica e isualmen e, ideias que de ende pa a a ob a, como po
exemplo da u ilização a da ao pá io in e io p e is o, que se p e endia que
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Figu a 3. Edi ício-sede do BESCL em São João da
Madei a (1959/62), pe spec i a da maque a. A qui o
Teó ilo Rego, Museu Casa da Imagem - Fundação
Manuel Leão.
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osse “ e dadei amen e um pá io e não um saguão” . Segundo pon o, a
e iden e in luência de Januá io Godinho na ob a de And esen, que deco e á
da colabo ação e con i ência en e os dois, e que, se aqui nos eme e pa a o
edi ício-sede da UEP no Po o (1953), ambém é no ó ia na Pousada de S.
Teo ónio em Valença (1954/57), a aze lemb a aspec os das Pousadas da
Venda No a (1949/50) e Salamonde (1951/56), e ainda nos Paços do
Concelho de Viana do Cas elo que, na sua p imei a e são, eco da imagens e
de alhes da Câma a Municipal de Vila No a de Famalicão (1956/61).
A pa da encomenda de o og a ias das maque as, sublinhe-se o egis o de
desenhos igo osos de p ojec o que And esen pa ece euni com o (apa en e)
p opósi o da cons ução de um a qui o de memó ia pessoal. Cabem nes a
ca ego ia as o og a ias de plan as, alçados e pe spec i a do Ag upamen o de
Casas Económicas do Viso, no Po o (1959), os p imei os esboços do Palácio
de Jus iça de Lisboa (1958/65), os desenhos do Ho el na Quin a da Ma inha,
em Cascais (1965), as pe spec i as do Ins i u o Calous e Gulbenkian do
LNEC (1958/59) e das Ins alações da SOGRAPE em Vila No a de Gaia
(1964).
Na sequência des as imagens, um an o a ulsas, e i a-se a exis ência de um
conjun o de nega i os “sol os” que encon amos na “caixa” que diz espei o à
ob a de And esen, com mapas, g á icos, igu as e o og a ias e i adas de
li os, que o a qui ec o e á u ilizado na p epa ação e docência das aulas de
u banismo, de que oi assis en e e depois p o esso i ula da cadei a na
ESBAP. Es e apon amen o, ainda que ma ginal, diz bem da ab angência das
a e as e dos se iços p es ados po Teó ilo Rego a And esen, de quem
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5. De aco do com Memó ia Desc i i a, de 13 de
Dezemb o de 1959.
Figu a 4. Re a o da amília And esen (s/ da a).
A qui o Teó ilo Rego, Museu Casa da Imagem -
Fundação Manuel Leão.
ambém oi a inal o óg a o de amília.
Pa a o im deixamos o mais impo an e lo e de imagens que esul a da ocasião
pa icula em que inalmen e Teó ilo Rego é chamado a o og a a a ob a
cons uída e acabada, o que só pa ece sucede quando ao a qui ec o é
p opos o a publicação dos seus p ojec os, como oco e an e io men e com as
Casas Valle Teixei a em Lamego, a Casa de Fé ias em O i , a Casa Ruben A.
em Mon edo e Reis Figuei a em Valongo, no inal de 1940 e início de 1950.
Nes e caso, em 1960, em co espondência com Ma ianna Gallo i Minola, é-
lhe suge ida a di ulgação de alguns dos abalhos a inclui numa edição
dedicada à a qui ec u a po uguesa que a e is a i aliana L'A chi e u a,
di igida po B uno Ze i, p e endia publica . Deixando de lado ob as, ambém
elas no á eis, como a Casa Ruben A., o p óp io Monumen o ao In an e D.
Hen ique e a Pousada de Valença, And esen selecciona es es qua o
p ojec os: a Casa Lino Gaspa em Caxias (de que já inha odo o ma e ial pa a
publicação, p oduzido po No ais), a Casa Lino Gaspa na Figuei a da Foz
(1955/57), a Casa Richa d Wall no Po o (1958/60) e o Bai o da FCP-HE em
Vila No a de Gaia (1957/60).
Ob as mui o di e en es, que e lec em empos di e en es, mas ambém a
pe sonalidade a ís ica excepcionalmen e múl ipla do a qui ec o, das ês
úl imas Teó ilo Rego ai ealiza uma epo agem ao ní el da des eza e do
b ilhan ismo que demons a a no p ojec o do concu so pa a Sag es.
B ilhan ismo, no p imei o caso da habi ação na Figuei a da Foz, acili ada
pela o ogenia de uma cons ução de plan a c uci o me ao jei o de F.L.
W igh , de um “b u alismo”, do be ão desco ado e do ijolo p ensado, que
eco da o Le Co busie das Maisons Jaoul (1954/56) e ainda de uma
in luência b asilei a, ou pelo menos es ígios, no emp ego do o ulado em
madei a que ence a o ão de escada da en ada p incipal e as a andas dos
qua os, a aze lemb a os e aços e os balcões de um Ho el em Ou o P e o
(1942), p ojec ado po Ósca Niemeye .
À ol a do edi ício, Teó ilo Rego ai cap a di e en es pe spec i as,
dis anciadas, ap oximadas e de po meno es da casa, nomeadamen e do al o-
ele o esculpido, uma ez mais, po Hein Semke. Fo og a a den o e o a, as
di isões de se iço (cozinha, ins alações sani á ias) e os compa imen os
p incipais (a sala comum, que exibe odos os sinais da ap op iação da casa
pelos seus habi an es), o og a a à luz do dia e ao anoi ece , o in e io e o
ex e io , dando especial des aque aos elemen os e espaços de in e secção e
ansição en e os dois.
No Po o, na Casa Richa d Wall, pa ecem-nos pa icula men e in e essan es
as di e en es imagens da achada da en ada, uma en e echada aos olha es
da ua, como acon ece na gene alidade das casas p ojec adas po And esen,
mas ambém, na achada opos a, a imagem do espaço “ esco”, de
p olongamen o da sala de es a pa a o ex e io , ao ab igo da somb a, que
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denuncia o ascenden e da cul u a medi e ânica na ob a do au o .
Ob a simples, de uma linguagem assumidamen e disc e a e anónima, que
eme e pa a ealizações do INA i aliano, o p ojec o do Bai o da FCP-HE em
Vila No a de Gaia baseia-se num concei o de Unidade de Vizinhança que
e ela p eocupações com alo es de comunidade, de uma ida social ao ní el
local.
Implan ado num e eno limi ado, nos seus qua o lados, po a uamen os, o
bai o comp eendeu a cons ução de seis blocos de habi ação, com ca e (pa a
a umos) e ês pisos apa amen os (T3 e T4), eunidos à ol a de um
equipamen o escola – que, po ce o, no pensamen o de And esen al ez
pudesse desempenha em simul âneo a unção de cen o cí ico e comuni á io.
Teó ilo Rego isi a e i a o og a ias da ob a numa ase inal de acabamen os,
de ainda algum eboliço, eg essando mais a de pa a, dos mesmo locais,
o og a a a escola e os p édios no seu conjun o, já concluídos e p on os a se
ocupados e u ilizados. Des a epo agem, em que i a p o ei o dos e ei os de
luz e somb a, e da modulação e epe ição de elemen os, chama a a enção uma
imagem especialmen e conseguida e suges i a:
A imagem é i ada a pa i de um dos dois pá ios da escola. Do lado di ei o,
implan ado numa co a mais ele ada, iluminado po uma luz de im de a de,
podemos e um dos blocos de habi ação com a achada mais anspa en e,
das salas, o ien ada a poen e – imaginamos que daquela posição sob ancei a,
p i ilegiada, podiam bem os pais igia as b incadei as e as opelias das
c ianças no in e alo das aulas. Do lado esque do, numa pla a o ma mais
baixa, emos, num plano con e gen e, em oda a ex ensão o pa ilhão
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Figu a 5. Bai o da FCP-HE, Cabo-Mo , em Vila
No a de Gaia (1957/60), imagem de um dos blocos
de habi ação e de um dos qua o pa ilhões que
compõem o equipamen o escola p e is o em
p ojec o. A qui o Teó ilo Rego, Museu Casa da
Imagem - Fundação Manuel Leão.
eminino compos o po ec eio cobe o, ao ní el do /chão, e salas de aula, no
anda . Num enquad amen o pa icula men e eliz, à ho a em que é i ada a
o og a ia, do co po cen al da can ina e do pa ilhão implan ado a sul emos
p ojec adas as somb as no pa imen o, que p eenchem quase po comple o o
pá io. En e as duas, uma ou a somb a, de uma igu a que não é a inal, como
diz o í ulo, a somb a do a qui ec o, mas do o óg a o.
E no en an o, que melho í ulo, que melho imagem e me á o a do que es a
pa a desc e e o papel desempenhado Teó ilo Rego na sua elação
p o issional com And esen. De alguém que, pe manecendo disc e a e
dis a çadamen e na “somb a”, anonimamen e po de ás da câma a, não
deixa de pa icipa no p ojec o e de e luga na “ o og a ia”, pe seguindo
com o olha e a objec i a, a isão e os sonhos do a qui ec o.
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